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Cota chinesa ameaça pecuária, ataques não afetaram avanço nuclear iraniano e mais

06 de maio de 202616min
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No episódio de hoje:

🌎 MUNDO: Relatórios indicam que ataques não afetaram avanço nuclear iraniano.

🇧🇷 BRASIL: Brasil se aproxima do limite de exportação de carne para a China.

💻 TECH: Startup brasileira de AI jurídica vira unicórnio após aporte de US$ 100 milhões.

💼 NEGÓCIOS: Venda de carros supera pré-pandemia no Brasil.

💰 ECONOMIA: Plataformas de previsão favorecem ou prejudicam os usuários?

E no final do episódio, a Matéria extra.

Participantes neste episódio2
E

Eduardo

HostJornalista
M

May

Co-hostJornalista
Assuntos6
  • Comércio China-EUACotas de importação chinesas · Taxação de 55% · Mercado global de carne · PIB brasileiro
  • Programa Nuclear IranianoRelatórios de inteligência dos Estados Unidos · Estoque de urânio enriquecido · Donald Trump e a NASA · Eleições de novembro
  • Juristocracia BrasileiraEnter · Unicórnio · Aporte de US$ 100 milhões · Processos trabalhistas e de consumidores · Matheus Costa Ribeiro
  • Mercado Automotivo BrasilRecuperação pós-pandemia · Vendas diretas da montadora · Empréstimos para veículos · Modelos elétricos · BYD
  • Banimento de anúncios de carne AmsterdãOutdoors de carnes · Combustíveis fósseis · Metas climáticas de Amsterdã · Neutralidade de carbono até 2050 · Redução do consumo de carne
  • Mercados PreditivosMonetização de palpites · Polymarket · Cauch · Robôs e algoritmos · Wall Street Journal
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Começa agora mais um episódio do podcast diário do The News. Muito bom dia! Já vai preparando seu café sem açúcar e bora pra uma quarta-feira com você bem e informado. Eu sou o Eduardo. E eu sou a Mai. E estamos aqui hoje, neste dia 6 de maio de 2026, para as informações mais relevantes da quarta-feira. Hoje é Checkpoint, Mai. Checkpoint in the middle of the week.

Hoje é Checkpoint, um dia que o Du adora. Estamos aqui, eu e ele, para trazer realmente as notícias mais relevantes de hoje, né, Du? É isso. Dia 6 de maio. É isso, muito bom. 6 de maio, semaninha aí na metade. Semaninha com muitas informações relevantes. E vamos lá, pessoal. Vamos de cardápio por aqui, mas já vou começar puxando. Na primeira história do episódio, vamos falar sobre relatórios indicando que ataques não afetaram o avanço nuclear iraniano.

Em Brasil, a gente fala sobre como o país se aproxima do limite de exportação de carne para a China. Startup brasileira de AI jurídica vira unicórnio depois de um aporte de 100 milhões de dólares. Venda de carros supera pré-pandemia no Brasil. Plataformas de previsão favorecem ou prejudicam os usuários? Vamos falar sobre isso também.

E para fechar, como hoje é quarta-feira, teremos uma matéria extra. Então, não são cinco, são seis histórias para hoje. E agora a gente vai para a palavra dos patrocinadores para depois começar com a história de mundo.

Se você investe no exterior, trabalha para gringa ou precisa enviar dinheiro para um parente fora do Brasil, sabe que nessas horas bancos tradicionais podem ser um gargalo. Total, Du, é por isso que a gente indica a Remessa Online. Ela é a maior plataforma brasileira de câmbio, feita para quem precisa de agilidade real e taxas muito menores que as dos bancos.

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Relatórios de inteligência dos Estados Unidos revelam um cenário frustrante para a Casa Branca. Depois de dois meses de guerra, prazo para o Irã chegar no volume de urânio enriquecido necessário para construir uma arma nuclear permanece praticamente igual.

Mesmo com bombardeios intensos, o estoque de urânio enriquecido de Teherã continua protegido, sinalizando que o poderio iraniano não foi aniquilado como esperavam os americanos. Ou seja, o Trump, que lançou o conflito para impedir a bomba iraniana e forçar uma mudança de regime,

pelo menos até agora, não conquistou seus objetivos centrais. E isso pode custar caro demais para o presidente americano. Com a gasolina ultrapassando os 4 dólares por galão, a sua aprovação já está em uma mínima histórica de 34%.

Tendo menos força política, o Trump corre o risco de perder o controle do Congresso nas eleições de novembro, o que dificultaria passar propostas e poderia abrir espaço até para processo de impeachment. E aí, muito por conta disso, Terã não precisa ter pressa para firmar realmente um acordo. Os iranianos estão apostando que o tempo vai desgastar o presidente antes que a economia iraniana colapse. Essa foi nossa primeira matéria, agora vamos falar de Brasil.

Não é verdade.

O maior exportador de carne bovina do mundo, que é o Brasil, está prestes a esbarrar no limite de importação imposto pela China. No início desse ano, o governo chinês colocou cotas de importação para proteger os seus produtores domésticos, ou seja, para barrar a galera que estava comprando. Mais ou menos fala assim, pessoal, não é para comprar tanto assim não. A galera que produz aqui dentro também precisa vender. Qualquer volume, além do teto que o governo chinês definiu,

será taxado em 55%, o que torna a negociação quase que inviável, uma taxação muito grande. Mas o problema é que o Brasil já está chegando no limite da cota. Para a gente ter uma noção, nos primeiros três meses do ano foram embarcadas mais de 510 mil toneladas, o que equivale a 46% do que é permitido. E estima-se que esse número já passou de 65%.

Na prática, o esgotamento da cota anual deve paralisar o comércio entre os dois países e forçar uma reorganização drástica do mercado global. E por que isso importa? Bom, a China é o maior parceiro comercial do Brasil com relação à carne bovina. Só no ano passado foram 1,68 milhão de toneladas exportadas para lá. E esse esgotamento da cota anual deve então redirecionar o excedente para outros mercados, especialmente os Estados Unidos.

Com o principal comprador fora de cena, a indústria prevê uma desaceleração no ritmo de abates, o que pode diminuir o crescimento do setor pecuário, que movimenta quase 9% do nosso PIB hoje. Extremamente relevante para o PIB brasileiro. Vamos agora para a terceira história do episódio.

A Enter, uma startup brasileira de AI do setor jurídico, acabou de triplicar o seu valor de mercado para 1,2 bilhão de dólares e com essa nova avaliação se tornou a primeira empresa de AI que atua na América Latina a valer mais de 1 bilhão de dólares, chegando no patamar de unicórnio.

E o aporte total na companhia foi de 100 milhões de dólares e contou com a participação dos maiores fundos do mundo, como Sequoia e Founders Fund. A Enter usa inteligência artificial para lidar de maneira automatizada com processos trabalhistas e de consumidores. Na prática, é uma AI treinada para criar defesas, teses jurídicas e outras tarefas.

sem depender de um ser humano. E eles têm dois principais benchmarks lá fora. Nos Estados Unidos, a Harvey, que está avaliada em 11 bilhões de dólares, e na Europa, a Legora, que está avaliada em 5,5 bilhões de dólares. Usando elas de inspiração, então, a Inter quer realmente dominar o mercado brasileiro.

O Brasil entrou em 2026 com cerca de 75 milhões de processos. É o país que mais tem processo trabalhista no mundo. Essa quantia é quase 60% maior do que o total de processos julgados por aqui em 2025. Isso sem falar, ó, eu falei que é o maior do mundo, mas você vai ter uma dimensão do quão maior é.

90% de todas as ações trabalhistas do mundo estão aqui. É um país que incentiva muito o processo, praticamente. E o que isso significa? Muita oportunidade para a Enter atuar. E atualmente...

eles têm mais de 45 clientes, incluindo Magalu, Latã e Itaú, e processam mais de 300 mil casos por ano. Com esse novo aporte, eles pretendem, então, expandir operações para outras regiões e também ampliar o número de funcionários de 100 para 150.

E existe um fato bem curioso. Um dos fundadores da empresa, que é o Matheus Costa Ribeiro, entrou na faculdade aos 14 anos, passou por Harvard e com 20 anos ele se tornou a pessoa mais jovem aprovada na história da Ordem dos Advogados de Nova York. Então, é um rapaz que de fato viveu essa parte do universo jurídico e agora funda uma empresa e ajuda a construir uma empresa que se transformou em um unicórnio. Agora, pessoal, vamos para a quarta história do episódio.

Nos primeiros quatro meses desse ano, 832.266 carros foram vendidos no país. E esse número que a gente está trazendo é quase 4% superior ao de veículos comercializados no mesmo período de 2019. Foi o último ano antes da pandemia.

Isso importa, porque com a crise sanitária, cadeias de suprimentos do mundo todo foram desorganizadas e encarecidas, diminuindo o número de vendas do setor. Agora esse número está sendo retomado. Mas qual é o motivo dessa retomada? Além da normalização dos estoques, alguns outros fatores estão ajudando a explicar esse crescimento. O primeiro deles é o aumento de vendas direto da montadora para o consumidor final, representando 48% das vendas versus 43% em 2025.

Geralmente, essa compra é feita por empresas que compram muitos veículos de uma única vez. O segundo grande motivo aqui é que as instituições financeiras voltaram a ficar menos restritivas com empréstimos, aceitando usados e seminovos como parte da entrada. Então, esse conjunto de fatores amenizou os efeitos que o setor ainda sofre da pandemia e até mesmo da alta taxa de juros no país, o que acabou possibilitando a retomada das vendas dos veículos.

E os modelos elétricos são destaque por aqui. Veículos esses que, lembrando, não tem rodízio e não pagam em PVA. As marcas chinesas já ocupam quase 20% de participação no mercado e só nesse ano já foram vendidos quase 135 mil eletrificados. Esse número é praticamente o dobro do mesmo período de 2025. E quem está no topo liderando esse movimento...

é a BYD, que superou a Volkswagen e até virou a top 1 de vendas no varejo no mês de abril. De fato, BYD vendendo muito no nosso país. Agora, Mai, vamos para a quinta história do episódio de economia.

As plataformas do mercado de previsões vendem uma ideia irresistível. Monetize o que você já sabe. Basicamente, eles trazem a ideia de que se você entende de política, clima ou até mesmo do universo das celebridades, você pode ganhar dinheiro fazendo palpites. É assim que essas plataformas tomaram proporção mundial.

Só que tem um problema, que o jogo parece estar longe de ser equilibrado. Uma análise do Wall Street Journal mostrou que a sabedoria está sendo, na verdade, engolida por robôs. Na Polymarket, por exemplo, apenas 0,1% das contas ficam com 67% de todos os lucros. É um pareto levado ao extremo aqui. E na Cauch, que é outro player gigantesco do setor, só um em cada quatro usuários de fato tem lucro.

E a gente está trazendo essa matéria aqui porque esse é um mercado que viu o volume de apostas explodir e saiu de 1,8 bilhão de dólares para 24 bilhões de dólares em só um ano. Olha só o tamanho desse mercado.

Apesar dessas cifras altíssimas, a grande parte das pessoas não ganha dinheiro, sai perdendo. Na Polymarket e na Cauch, 70% a 75% de todos os usuários saem no prejuízo. Então, enquanto o apostador comum faz suas decisões com intuição, as empresas profissionais gastam mais de 200 mil dólares por ano em AI e algoritmos que ajustam suas apostas 30 vezes por segundo.

A rede de comunicação da Cauch mostrou que o percentual de quem sai no lucro é maior do que em atividades como day trading, opções, apostas esportivas e negociação de contratos futuros. Então, tem o outro lado da moeda. Ela acusou o Wall Street Journal de ter feito uma abordagem sensacionalista sobre o tema, focando que é um número baixo.

mas deixando de trazer essa comparação com outras maneiras que a galera tem aí de apostar dinheiro, entre aspas, que seriam as day trading, apostas esportivas e etc. Então, tem também esse comentário da rede de comunicação da Caucho que precisa ser trazido como outro lado aqui da história. Agora, mais, vamos de palavrinha dos patrocinadores e sexta história.

Sabe qual que é a minha rotina ideal? Rotina dos sonhos pra mim? Começar a semana com musculação numa academia legal. No dia seguinte, natação, dar uma nadada. Colocar alguma luta por aí também. E no meio dessa rotina, ainda estar em dia com a terapia.

Nossa, Du, esse é basicamente o sonho de todo adulto moderno. E o pior é que a ciência super apoia isso. Tem um estudo, inclusive, com mais de 100 mil pessoas, que comprovou que praticar uma variedade de atividades físicas não só acaba com o tédio, como aumenta muito a nossa longevidade. O atrito real é esse. Quem tem dinheiro e agenda é para pagar uma mensalidade para cada coisa, né?

No caso, esse era o atrito, tá? Porque é exatamente para acabar com esse problema que a Total Pass entra na jogada. Bom, para quem ainda não conhece, a Total Pass é um ecossistema de bem-estar. Você tem acesso a mais de 250 modalidades em mais de 35 mil academias pelo Brasil. Tudo isso pagando só uma mensalidade. O link para você conhecer os planos, todas as modalidades e saber mais está aqui na descrição do episódio. E ó, se a sua empresa ainda não oferece a Total Pass, aproveita e já manda o link para o seu RH pedindo.

Para a nossa sexta matéria de hoje, matéria extra, vamos falar da primeira capital do mundo a banir outdoors de carnes. É isso mesmo que você ouviu, a capital da Holanda proibiu anúncios de carne e combustíveis fósseis nos espaços públicos. Com essa medida, as publicidades de hambúrgueres, carros a combustão e passagens aéreas foram removidas dos outdoors e também das estações de metrô.

O objetivo com esse banimento é alinhar a paisagem urbana com as metas climáticas de Amsterdã, que busca a neutralidade de carbono até 2050. O governo local espera que a população reduza o consumo de carne em 50% durante esse mesmo período. Uma das maneiras de fazer esse consumo reduzir, de acordo com eles, é simplesmente proibindo os anúncios de carne. Olha aí a importância dos ads.

E assim como o cigarro também foi banido das publicidades por questões de saúde, os produtos de alta emissão de carbono agora também estão sendo enquadrados como riscos ambientais, o que é algo inédito em qualquer outro lugar do planeta. Então está aí a nossa matéria extra trazendo essa novidade lá na Holanda, né? Proibição desses outdoors.

Então, feita a matéria extra, podemos finalizar o episódio de hoje, mas antes eu queria fazer um comentário, Du. Eu tô ficando um pouco nervosa com esses posts do The News e todo esse mistério. Você chegou a ver? Claro, claro que eu cheguei a ver. É o que eu faço aqui. Eu sei de que post você tá falando, tá? Você ainda não viu aí, você da audiência ainda não viu. Tem uma galera tentando adivinhar o que é que vai ser anunciado, que a gente tá mandando pessoal pra nossa comunidade.

São vários posts aí que a gente tá fazendo no Instagram Tem um até fixado, você pode entrar no perfil e dar uma olhada Tem gente que tá falando que é produto novo do The News Que a gente vai revelar algum segredo muito louco Ou que a gente vai anunciar, vai contratar o William Bonner Tem de tudo, tá? A galera tá sugerindo tudo Então, né?

Eu acho que sei o que é. E eu também sei que agora existe a comunidade do The News e que o pessoal tem soltado alguns spoilers por lá. Tipo, uma data, 20 de agosto. Aliás, quem entrar na comunidade vai saber com exclusividade que esse mistério também vai poder contribuir para que essa grande novidade aí aconteça.

Legal, vou entrar na comunidade aqui então. E você que está escutando a gente para finalizar o episódio, se quiser participar, link aqui na descrição, tá bom? Vamos deixar o link aqui embaixo, lá tem os bastidores aqui do nosso escritório. E logo mais esse segredo das postagens vai ser revelado, então fique tranquilo, você pode acompanhar tudo por lá. Maia, agora sim nos despedimos. Pessoal, que prazer ter vocês aqui com a gente nessa quarta-feira. Nos vemos amanhã.

Muito obrigada pela sua companhia. Amanhã às 6h06 estaremos de volta e te esperamos. Um beijo e... Falou! Esse programa foi produzido por... TNS.

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