Julia Ferrari e Gabriel Ambrósio - Nas Coxias - Temp. 03 // Ep. 09
Sabia que dá pra misturar dubladores fake, arquitetos, caras tóxicos hétero top e influenciadores numa grande mistura artística e ainda dar um suco doce de loucura? Vem conferir o que Julia Ferrari e Gabriel Ambrósio aprontaram nas coxias com a gente. E sim, teve tiroteio.
Gabriel Ambrósio
Julia Ferrari
- Carreira Artística e Redes Sociais· CulturaAtuação no Brasil·Criação de conteúdo·Influenciadores digitais·Sustentabilidade financeira·Flexibilidade profissional
- Sonhos e Aspirações na Carreira· NegociosReconhecimento como ator·Participação em grandes produções·Escrita de roteiros e peças·Entrevistas e cobertura de eventos
- Trajetórias de Julia Ferrari e Gabriel Ambrósio· CulturaInício no teatro·Formação acadêmica·Transição para internet·Miçangas·Balé clássico
- Criação de Conteúdo e Persona Online· SociedadePressão por produtividade·Racionalização da criatividade·Medo de ser engessado em um nicho·Vulnerabilidade e proximidade com o público·Personagens vs. vida pessoal
- Jogos e Dinâmicas de Improviso· EntretenimentoCaricato Eu·Improvisa Esse Roteiro·Tiroteio de perguntas
- Jogos do dia a dia· EntretenimentoInstagram·Tinder·6 por 1·Intolerância à lactose·Grupo de WhatsApp da família·Ser mesário
Bom dia, boa tarde, boa noite, você que está acompanhando nas coxias.
A gente tá começando mais um programa, esse único programa da internet que traz os bastidores do teatro e do audiovisual para sua tela. E agora, diretamente do palco do Teatro Multiplan Morumbi Shopping, nosso apoiador nessa temporada maravilhosa, ao lado da VME Entertainment. Que faz tudo isso possível e a melhor empresa de audiovisual do Brasil, Greyhound Mídia. Muito obrigado a todos os nossos apoiadores. O episódio de hoje, ele promete gargalhadas, personagens e uma conversa profunda sobre a criação do ator no mundo digital.
E eu tenho certeza que eles, que não saem do feed de vocês, vão surpreender vocês com as respostas. Estamos aqui com Gabriel Ambrósio e Júlia Ferrari, efeito Efeito de palmas, efeito de palmas! Muito obrigada, sejam muito bem-vindos ao nosso gizmo.
A gente que agradece, a gente é feliz.
Ah, que bom, fico muito feliz de ouvir isso. E aqui a gente, como eu mencionei, a gente conta um pouco dos bastidores, né, da vida da arte, e a gente coloca, claro, algumas surpresas no caminho. E eu espero que vocês estejam preparados, porque nas coxias tudo pode acontecer.
Pronto, a gente esperou toda a vida para esse momento e vai com medo mesmo, né?
Tem aqui, é claro, exato, é isso, é a magia do ator. É a magia do, né, a crocância, a malemolência, não é?
Para o jogo, né?
É bonito de se ver, né? É bonito de se ver, né? Mas vamos lá, sejam bem-vindos, como eu falei. E aqui a gente gosta de curiosidades, fofocas também, né? Eu quero começar o jogo propondo um game para vocês, um jogo. A gente quer conhecer vocês melhor. Eu queria que cada um de vocês me falasse 3 frases sobre quem vocês são, Certo? 3 frases sobre vocês mesmos, porém 2 tem que ser verdade e uma tem que ser mentira. E aí, por exemplo, Gabriel pensa nas 3, e aí eu, você e Júlia, a gente fala assim: ei, ei, qual será?
Pensar na verdade, que a gente mente tanto, né?
É, Freud explica, né? Pesou o clima aqui, mas vamos lá. Quem começa?
Vai lá, gente. Eu comecei a fazer teatro na igreja, certo? Amém, amém. Eu sempre escrevo música quando eu tô triste ou quando eu tô apaixonado, quando eu quero dar cara. E eu já fiz uma peça com a Pilar, que é a vilã da novela das 9, Isabela.
Ela daria super sua mãe, vocês se parecem.
Será que não foi mãe? Tem que ver.
E agora, será que ele é tudo isso?
Então eu fiquei assim, será que o negócio da música é verdade?
Eu já compus músicas.
Eu também, mas eu era criança.
Eu também, no banho, sei lá, tinha a ver com panela, panela nova, alguma coisa assim.
Mas eu acho, pode ser, eu acho que esse, essa última da Pilar Pode ser chocante, mas pode ser verdade, porque ele acha que a gente fala assim, ó: nossa, Pilar, já é, será que tudo, entendeu? Escolhe uma aí, vai.
Puts, mas aí música é super a carinha dele, porque é músicas depressivas, né?
Mistério aí.
Emo, sabe que ele é emo?
Mas eu não vou duvidar da sua capacidade, amigo, eu acredito em você. Eu duvido que você escreva músicas.
Você duvida?
Não, calma, eu acredito em você, mas não na parte musical, mas não no talento, que eu sei que você não faz.
Não, calma, a primeira era que você começou na igreja.
Eu acho que essa é verdade.
Eu também acho.
Acho que pode, pode. Ele tem cara.
Eu acho que é a segunda, que você não tinha feito.
Que não compunha? Eu acho que é essa também.
Não, gente, eu nunca fiz uma peça com a Isabel. Droga. Mas eu tenho uma história com ela muito fofa, que quando eu tava no Wolf, eu mandei mensagem pra ela porque eu era muito fã dela, tipo, vem assistir a minha peça e tal, mandei o link. Aí ela falou, eu só não vou porque eu tô no Rio gravando. Mas ela entrou no Instagram da peça, curtiu todos os post e eu vou dar uma mensagem muito fofa assim. Aí sempre que eu vou fazer um teste, alguma coisa, eu lembro da mensagem que ela falou, que ela— eu tava muito nervoso, né?
E ela falou assim: pega o texto e fale como quem diz. Tipo assim, olha isso, fale como quem diz, não tente fazer nada muito longe do que é você. Olha aqui, eu sempre penso nisso.
Então um beijo para ela, uma salva de palmas.
Convido você a vir aqui nas coisas, por favor, tá convidada, tá convidada.
Então tá bom. Então você compõe músicas?
Componho. Uma palhinha para nós, uma palhinha aí, ó. Aí já é demais. Aí eu fico para o próximo programa só com cachê, né? Mas sempre que quebra a cara eu tô escrevendo música, gente. É isso.
Vai, Júlia.
Agora, agora, agora, Jefinho. Tá, eu fiz balé clássico por 8 anos.
Tá, 8 anos?
Fiz as provas da Royal. Pode falar palavrão?
A gente pide depois.
Ah, tá legal. Eu vendia miçanga, eu tinha uma loja de miçanga.
Eu achei que vinha um palavrão depois.
Eu também!
Eu falei um palavrão muito baixo, acho que só quem tá no áudio ouviu. E eu já viajei para o Pará para fazer uma peça.
Cara, é difícil, eu acho. Eu vejo você fazendo todas.
Eu acho que o balé é verdade.
Eu acho, porque tem a dancinha do TikTok. Vem daí, TikTok!
Porque as danças TikTok são baseadas no balé, né?
Tem ali um... Tem isso, é total balé.
Tem ali um sauté, um pirueta.
E o ator que é também criador de conteúdo tem esse estigma de tipo assim, mas você começou fazendo dancinha? A gente até fez um vídeo falando sobre isso.
É verdade!
Então acho que é verdade essa.
Eu acho que a coisa da miçanga não é verdade.
É a cara dela fazer miçanga, eu acho. Mas eu acho que vai mentira, eu acho que essa veio meio aleatória, né?
Eu acho que eu já fui preparar fazer peça, eu acho que já ouvi essa história.
Vamos na miçanga então?
Se for mentira, vamos na miçanga.
Miçanga é mentira, Júlia.
A miçanga é verdade, gente. Eu tinha uma loja de miçangas na pandemia, fazia miçanga e vendia para pessoas da minha cidade.
E qual que é a mentira?
A mentira é balé. Eu não fiz balé.
Mas você falou, olha, eu falo super natural ali.
Um ano de balé uma vez, mas De um para outro.
Faz um sotieval aí para nós, faz um dedé ali, ó. Vai lá, atenção.
Enquanto eu canto, achei maravilhoso.
É isso, obrigada, gente.
Arrasou, muito bom.
É isso, muito obrigado, viu? Bom, Júlia e Gabriel, a gente vai começar então a nossa entrevista. Muita gente conhece vocês pelo trabalho nas redes sociais, porém antes disso vocês eram atores. Certo? E vocês buscavam realmente a vida artística, né, de um jeito ou de outro. Júlia, começar com você. Você é de Campinas, a cidade onde você começou a fazer as suas miçangas, certo? Inclusive, galera de Campinas, se quiser vir, a miçangaria tá desativada. Olha a oportunidade de venda ali, ó!
Imagina você fazer agora, né? Imagina quem já tem uma miçanga de Júlia Ferrari.
Agora é uma Ferrari das miçangas.
Olha só, eu adoro trocadilhos com meu nome.
Você começou a fazer aula de teatro com 9 anos, aos 10 você já estava no palco, mas você quase fez faculdade de relações públicas, turismo, assim.
É, então teve isso aí.
E como que foi essa trajetória dali até quero ser atriz?
Então, como eu comecei muito nova, eu comecei realmente fazendo aula com 9 anos e com 10 anos eu virei atriz mirim de uma companhia de teatro lá de Campinas. E aí depois eu comecei a dublar, e aí eu fui me apaixonando por isso. Eu falei assim, cara, é isso que eu quero fazer pro resto da minha vida, eu nasci pra isso. E aí chegou o ensino médio, e aí, porque assim, quando você faz teatro quando você é criança, é muito bonitinho, todo mundo fala, pô, ela é tão, ai, que fofinha, ela é rápida, ela é super simpática, empreendedora. Aí depois vai ficando esquisito.
Mas e a faculdade?
Exato.
E o trabalho?
Tem emprego? Eu vou fazer 3 porquinhos de novo, quero.
De novo não.
Vai fazer outra coisa, eu tô aqui.
Você não trabalha não?
E aí isso começou a pesar na minha mente. E também lá na companhia de teatro, todos os outros atores, eles já eram adultos, eles falavam muito sobre o trabalho do ator. E aquilo foi entrando na minha cabeça, eu falo, puts, acho que eu não quero encarar isso não. Então não tinha muita coragem mesmo de fazer. Quando acabou o ensino médio, eu não sabia o que eu queria fazer na faculdade. Aí eu fui, cada faculdade eu prestei um curso diferente.
Fui fazer relações públicas, fui fazer turismo, fui fazer direito, fiz 5 semestres de direito.
5 semestres?
Pois é. E aí depois, e aí foi muito conversando com meu irmão. Eu tenho um irmão mais velho, ele fez biologia, mas ele também é artista, ele é fotógrafo, ele é tatuador, ele desenha. E ele falou para mim, Júlia, o que que— eu tava assim, ai, não sei o que que eu faço, eu continuo no turismo, no relações públicas. Ele falou, o que que você quer fazer?
Eu falei, eu queria voltar para o teatro.
Ele foi, então volta.
Eu falei, tá.
Aí foi aquela coisa, cheguei em casa, falei, mãe, pai, tem uma coisa para falar.
E aí foi isso, se assumiu, se assumiu atriz.
Eu falei, eu sou atora. É isso que eu quero fazer. E aí foi isso. Então foi esse, essa tentativa de não sair fora, mas acabei voltando.
Não dá para negar, né?
Não dá para negar, né? Como Fernanda Montenegro diz, se você quer ser ator, para de resistir.
Isso é maravilhoso. Ao seu amor.
Olha assim, para mim dá tudo com Fernanda, né?
Acho bonito. E aí, Gabriel, você também começou novinho, certo? Só que parece que você fez Administração, é isso mesmo?
Fiz, gente, me formei, sou administrador. Precisando aí, não contem comigo. Precisando aí, ó, eu vou administrar as missões e faço dingo e você dança. Mas fiz administração.
Só que você estudou no Wolf, no Wolf.
É, a gente Estudando, mas a gente não se conheceu no voo, filha. Olha que louco! Foi assim, eu vim de uma família muito humilde e daí eu fiz um técnico em administração junto com ensino médio, e aí consegui emprego. Então eu vi que era uma, dá emprego, né, gente? Então vamos fazer o quê? Faculdade. E aí teve um menino da minha sala que uma vez ele riu da faculdade que eu queria fazer, que é uma faculdade particular de São Paulo.
Eu também não tinha grana para fazer. E aí virou meio que uma obsessão assim estudar naquela faculdade. Faculdade. Perfeito. E aí eu consegui passar com bolsa integral, mas antes fiz um ano e meio de comércio exterior com administração em outra faculdade até conseguir a bolsa integral. E aí depois que eu consegui a bolsa, eu falei, pronto, agora tem um dinheiro do estágio para investir no que eu quero fazer, que era o teatro. E fui para o teatro.
Então eu fazia administração e teatro juntos, o que foi um respiro para mim, porque eu acho que eu teria morrido só fazendo administração.
Eu acho que sim. E você sempre quis, que você sempre soube que você quis fazer teatro?
Sempre soube, sempre soube. Eu olhava assim para TV e ficava tipo, vó, eu quero fazer isso. E meus pais não gostavam muito assim de novela, de audiovisual, era muito, são muito religiosos, muito fervorosos assim, mas hoje já dão, né, não tem o que fazer, né, gente. E aí eles não deixavam muito eu assistir, mas a minha avó assistia assistia todas as novelas e eu assistia junto com ela. E ali eu via que era aquilo que eu queria fazer.
E pronto. Eu acho que ser ator, principalmente no Brasil, é muito desafiador, né? A gente tá sempre pensando no próximo trabalho, se preparando para testes e tentando se provar, eu acho, né? E é claro que aqui no nosso programa a gente vai colocar isso à prova. E esse é o nosso primeiro quadro chamado Caricato. Eu, que vai ser apresentado pelo nosso querido Gui Figueiredo.
Vem pra cá, Guilherme!
E esse é o Caricato Eu, onde os nossos convidados vão ter que provar que são bons na caricatice repetindo uma mesma frase com várias entonações diferentes.
Vocês estão preparados?
Então bora lá, Ju! Começando com você, a frase da Turma do Pagode é Alô, Virgínia, me ajuda a esquecer essa menina.
Shakespeare.
E a primeira entonação é como uma repórter.
Alô, alô, Virgínia, me ajude a esquecer essa bandida, essa menina. Só um minuto que a produção— essa menina.
Obrigada, maravilhosa, Gabi. Agora como se você tivesse num filme de terror.
Alô, Virgínia, me ajuda a esquecer essa menina?
Ju, essa você sabe. Como uma pick-me girl faria Limer?
Tipo, alô, Virgínia, tipo assim, mano, me ajuda a esquecer essa menina, velho. Tipo assim, eu não aguento mais ela, mano, juro.
Gabi, tímido enquanto recebe cócegas.
Alô, Virgínia, para, me ajuda a esquecer essa Para, gente, essa menina aí.
Ju, em slow motion.
Me ajude a esquecer essa menina.
Fiquei sem ar no meio. Agora fazendo um ASMR.
Alô?
Virgínia, oi, boa noite.
Me ajuda a esquecer essa menina.
Ju, prestes a morrer no leito de morte.
Ô Virgínia, me ajude a esquecer essa menina.
Entregou tudo.
Gabi, um cowboy vem do interior.
Alô Virgínia! Me ajuda a esquecer essa menina. Gente, foi muito ruim.
Não, aqui nada de julgamento. Ju, como um personagem infantil.
Ah, Robertinho, me ajuda a esquecer essa menina.
Gente, foi muito ruim.
Apaga.
Gabi, para encerrar com chave de ouro, um ator performático de uma companhia experimental.
Alô, Virgínia, me ajude a esquecer essa menina.
Maravilhosos, passaram na nossa audição, mas ainda tem mais programa por vir.
Muito bom, muito bom, muito bom. Ó, agora vamos continuar falando sobre carreira artística. Muito obrigado ali por se jogarem, por toparem o jogo.
E como, né?
Foi ótimo.
Muitos atores encontram na internet uma oportunidade de divulgar trabalho, construir uma certa relevância na área artística, né? Depois que vocês viralizaram e vocês começaram a trabalhar de fato com a internet, houve alguma mudança na realidade de ser ator, atriz?
Eu acho que um ponto que a gente pode mencionar que é importante é a questão de você conseguir se sustentar. Sim, eu acho que a internet ela dá um pouco mais de esperança nesse sentido. Apesar do trabalho de influencer ser muito parecido no sentido de, ah, eu posso fechar 10 trabalhos esse mês e mês que vem eu não vou fechar nada, que é o que acontece na carreira de ator também, só que o pagamento é muito melhor assim, com certeza, sinceros.
Então eu acho que esse ponto da esperança de você Por exemplo, eu desisti da carreira de direito, que eu não queria, porque eu comecei a trabalhar com internet. Eu falei, cara, eu acho que eu consigo sustentar minha vida de atriz trabalhando com a internet. Então acho que esse é um ponto que mudou.
Eu acho que é um respiro, porque é uma profissão um pouco mais flexível. A galera pensa que a gente não trabalha como influenciador, mas a gente trabalha muito horrores. Mas a gente tem os nossos próprios horários, não depende de um CLT, né? Tipo, eu já fui CLT muitos anos da minha vida, eu sabia o quanto de tempo também me tomava. E aí, como influenciador, a gente tem mais disponibilidade para mandar um teste, para gravar um teste, para se organizar, para até ir para o teatro até.
E a segurança financeira também de poder continuar fazendo curso, de poder atualizar o material com mais frequência.
É uma carreira que tá realmente na sua mão, né? Tá ali diretamente ali no seu poder, né? E vocês se encontraram na criação de conteúdo ou vocês usam isso mais de uma forma, sei lá, estratégica para se consolidar nessa, na carreira de ator, de atriz, por exemplo? Ou vocês veem a criação de conteúdo como lugar que vocês, poxa, gosto de estar aqui, ficarei aqui?
É interessante você falar isso porque eu acho que já foi um bate-papo nosso assim. A gente se encontrou, a gente gosta do que a gente faz, mas ainda existe uma insatisfação quase que como se fosse um sonho ainda não realizado que a gente vai perseguir até o fim dos dias.
Eu acho que a gente começou na internet, falando assim, parece que a gente começou juntos, mas assim, eu acho que o objetivo era o mesmo, assim, a gente começou na internet para tentar ter alguma chance ou alguma oportunidade ou ter onde mostrar nosso trabalho. E eu esqueci tudo que você falou, me perdi completamente.
É basicamente isso, tipo assim, a gente se formou, a gente se formou e falou, e agora? Cadê a Globo que não bate na porta?
Essa coisa de se encontrar na criação de conteúdo, eu acho que é isso, é muito legal, mas eu acho que é mais um impulso assim, é mais uma, eu não sei se você sente isso, mas eu sinto uma coisa meio tipo, ai, tá mais próximo do que nunca esteve, sabe? Se acontecer alguma coisa que a gente quer muito. Então eu acho que é um caminho que a gente tá fazendo.
Eu acho que é muito motivador também você ter uma resposta positiva, né? Agora acho que vocês chegaram num ponto em que as pessoas têm uma fidelidade maior, vão lá procurar ativamente o produto, os vídeos, né, e o conteúdo. Eu acho que isso dá, é bastante esperançoso, né? Tipo, cara, eu tô fazendo certo.
Mas dá um pouco de medo também, porque às vezes você, a gente sente medo de ser colocado na caixinha só do creator ou só da pessoa que que faz graça. E assim, a gente trabalha com humor especificamente, né? Então acaba se criando uma persona na internet que não necessariamente é o que a gente pode ser em todas as possibilidades como ator, né? Então dá medo de ser visto só naquela nota, mas também dá esse frio na barriga de eu acho que tem mais gente vendo, eu acho que tem.
Ou a gente até tá frequentando lugares que a gente não frequentaria se a gente não fosse convidado, porque a gente tá na internet. Então tem isso também, né, amigo?
Tem isso.
A gente tá em pré-estreia.
Sempre pré-estreia, tem mais contato com produtor de elenco.
E vocês sentem, enquanto criadores de conteúdo, pressionados de alguma forma enquanto artistas com as redes sociais? No sentido de que, poxa, eu tenho que postar todo dia, eu tenho que ser criativo, eu tenho que reter meu público, então eu tenho que ter esse gancho nos primeiros segundos. Então É essa racionalização da criatividade, sabe? Vocês sentem uma certa pressão assim de ter que ser produtivos?
Eu sinto. Eu acho que tudo que deixa de ser só uma diversão, tipo, vou postar um videozinho, e vira trabalho, exige responsabilidade, exige um monte de prazo. Então sim, mas eu pelo menos tento não fazer disso uma sentença, sabe? Tipo, ai meu Deus, eu tenho que fazer, tenho que postar vídeo todo dia. Não, se eu não tiver bem hoje para postar, eu vou postar amanhã, ou não vou postar só por postar qualquer coisa, sabe?
É, eu sou meio louca assim, tipo, eu sou muito, eu acho que eu me cobro muito nesse sentido. Então assim, se eu não tenho um vídeo para postar no dia, eu já fico meio, eu fico meio louca também. Ou assim, ah, tem que ter uma ideia de um roteiro e eu prazo é muito curto, eu falo, nossa, é uma oportunidade super legal, podia ter uma super ideia boa, só que eu preciso entregar agora e agora eu não tenho.
E é isso que eu tenho agora e vai ter que ser isso.
E aí eu fico muito desesperada assim nesse sentido.
E falando nisso, eu acho que a internet ela pode ser muito cruel, né, com o trabalho do artista. E vocês, por exemplo, quando pegam alguma trend horrível assim, vocês falam assim, não tem que fazer porque isso aqui tá viral, tem que fazer isso. Tem esse sentimento às vezes de você fazer, ah, eu tenho que produzir um vídeo hoje? Isso que você falou, Júlia, ai, é o máximo que eu posso fazer hoje, não tô tão feliz, mas vou postar isso aí, vai ser o meu mínimo. Rola isso?
Eu acho que, eu acho que a trend, a gente tem um, eu acho que a gente faz isso meio parecido, a gente tenta encaixar no nosso conteúdo. Então a gente pega uma trend e tenta transformar ela de um jeito que faça sentido a gente tá fazendo a trend, não é só por fazer a dancinha lá do negócio. Tem dias que eu tenho assim, eu tenho várias ideias de vídeo e aí às vezes eu paro um dia para gravar vários vídeos para ter assim uma gaveta de vídeos.
E aí tem dias que eu não tô tão inspirada assim, e aí eu vejo as ideias que eu mesma escrevi, eu falo, ah, que merda, não quero fazer isso, sabe assim? Então às vezes rola isso.
Quando o criador ele é ator também, existe uma exigência um pouco maior assim com roteiro ou com o que que você vai falar, sabe?
Eu acho que leva muito a sério porque geralmente não é a gente sendo nós mesmos em frente à câmera, geralmente é Um personagem.
E o que que aquele conteúdo vai dizer assim? Tipo, por mais que seja só fazer alguém rir, mas tem que contar alguma coisa ali.
E aí eu vou entrar numa outra pergunta que até não tá no roteiro, mas vocês fazem conteúdo com conteúdo, né? Vocês têm os personagens, você tem as perguntas, e também existem muitos influenciadores que só são eles e não fazem essa não tem esse cuidado com a produção do conteúdo. Às vezes a personalidade da pessoa, apenas ser ela, né, sem apontar nomes nem nada, são, tá lá e ganha os seguidores, ganha os patrocínios e ganha tudo mais.
Isso de alguma forma motiva vocês a produzir um conteúdo mais especializado para falar para o público, olha, tá vendo, meio que indiretamente eu tenho conteúdo, eu me preocupo, eu sou ator, eu sou atriz, entendeu? Então o meu conteúdo é vale a pena você me seguir. Não só aquela pessoa que é só o que ela é ali, a foto e tal, mas o meu conteúdo é relevante também. Vocês têm essa visão ou não?
Eu acho que são propostas diferentes, assim. Tem um influenciador que é uma— ele já é um influenciador e a imagem dele já influencia a pessoa, então ele pode abrir a câmera e falar do dia a dia dele que vai, então sofre engajamento. E eu acho que ele tem um papel também de comunidade, de proximidade, de talvez uma sinceridade, uma coisa mais próxima com quem tá ali consumindo. E a gente tem nós que criamos conteúdo, como você falou, com personagens, mas às vezes eu até ficava pensando que eu deveria trazer um pouco mais do meu lado pessoal nas minhas redes sociais, porque eu sinto que às vezes eu posto muitos vídeos, as pessoas interagem e tal, mas elas não me conhecem, elas não sabem o que eu realmente penso, sabe?
É sempre um personagem. E eu acho que isso quebra muito barreiras assim, sabe? Você ter essa sinceridade com seu público e você ser você mesmo.
A vulnerabilidade aproxima, né?
É, eu acho que, por exemplo, se eu tiver um projeto, se eu tiver uma peça, se a pessoa tiver essa proximidade comigo.
Sem máscara, né?
Sem máscara, sem ser um personagem que ela vai olhar e vai falar, nossa, eu odeio esse personagem, mas essa menina é legal. Eu acho que talvez tenha mais esse senso de comunidade, sabe?
Eu tenho nesse clássico. Um pouco dos dois, tipo, porque meu conteúdo é muito minha família, né? E aí não tem como não ser íntimo mostrando meu pai, minha mãe, minha tia, meu irmão, meus gatos. Então existe essa vulnerabilidade um pouco maior, eu acho. Mas eu também— não existe fórmula na internet, porque às vezes a pessoa sendo só ela basta e mostrando o dia dela. E também tem a gente que é criador de conteúdo. Eu me considero criador de conteúdo mesmo assim, no sentido mais literal da palavra, porque sei lá, tipo, eu invento de fazer a Copa do Gabi, aí vai ter toda uma ideia de jogos e a minha família participando.
E não copio, só pego uma trend e copio, ou pego um vídeo e replico. Então eu procuro criar mesmo, né?
Eu acho que a criatividade é jogo de cintura, né? Tudo isso que vocês estão falando, acho que são ferramentas de do ser ator, né, do que é ser artista. E a gente, eu acho que por ser um podcast diferentão, crocante, jovem, a gente tem que colocar vocês à prova, né? Então vocês acham que vocês são bons nisso mesmo? Não respondam, porque a gente vai ver isso na prática com o Improvisa Esse Roteiro.
Agora vai cair por terra tudo que a gente falou aqui. O povo tava até acreditando, ninguém vai acreditar mais.
Nesse jogo, Gabriel e Júlia vão ter que improvisar uma cena com as circunstâncias que eu vou dar. Vamos lá, galera! Depois de um péssimo date, sem saber como se despedir.
Você quer que chamo Uber aqui ou não?
Só para—
não, queria que você fizesse o Pix da conta que eu paguei tudo.
Ah, tá, é que eu deixei minha carteira lá no banheiro. Aí eu vou ter que ir lá.
Quer ir lá agora? Eu te espero.
Não, eu vou pegando, aí você me manda mensagem, eu te passo pra você pelo Pix, né? Tem Pix hoje em dia também.
Eu vou indo então, querido.
Você vai indo?
Vou.
Você não quer pegar pra mim a carteira lá no banheiro? É que ficou no feminino, que eu entrei pra dar um alô pra uma amiga.
Hã? Então tá.
Que pariu.
Tá certo, obrigado. Cara, tá cada vez pior. Próximo: tentando falar algo positivo sobre a peça horrível que seu amigo acabou de apresentar.
Cara, nossa, aquela luz no seu rosto ficou tão linda. Juro, arrepiei quando ficou roxo aqui.
Quando o pessoal começou a aplaudir que tinha acabado, gente, foi o momento Eu arrepiei, eu amei, eu me encheu os olhos de lágrimas assim, ó.
Sim, sim. E você passando lá no fundo, você pode até pensar, pô, nossa, nem apareceu direito. Apareceu sim, foi tão impactante o seu corpo. Acho que o Thanos.
E às vezes não é a questão da fala, né? Porque como ele não tinha fala, é o corpo, entendeu?
Você se rebatendo no chão, na sua cara. Mas eu achei tão poético.
Tudo bem que deu mel na sua cara, você estava poesia, tudo bem. Tudo bem, que era só peça de formatura, tudo bem, mas foi maravilhoso.
Gente, aqui na minha peça de formatura eu fiz, tem um poema com pano na minha cara.
É isso, é incrível. A vida imita arte, a arte imita a vida. Vamos lá, coisas que você pode dizer para o seu cachorro, mas não para o seu namorado, cônjuge, enfim.
Pare de lamber as visitas, né?
Todo mundo que gosta Ei, senta, senta, senta, senta! Calma, devagar. Nossa, não gosto quando você me arranha.
Mais 18, mais 18.
Para tirar o outro. Que feio de ficar cheirando, não pode, não para.
Perfeito, maravilhoso! O sol ligando para dar satisfação com a lua, porque já são 5 da tarde, ela tá na China ainda.
Te falar, tá pensando em vir hoje porque assim, a gente acabou com essa coisa dos 6 por 1, aí eu já tô aqui já muito tempo. Queria saber se você vem chegar aqui ou não.
Você pode aguardar um pouquinho que eu tô resolvendo um negócio aqui?
Eu posso, mas aí o pessoal precisa dormir, entendeu? Aí tem gente que faz turno noturno, tá falando que não vai vir porque tá de dia.
Aí complica.
Mas aí o verão vai durar quando? Vai durar até quando, né?
Então é que eu tô numa fila aqui renovando minha CNH, e aí estão chamando minha senha, mas eu não falo chinês.
Eu tô te achando muito branca, viu? Tô te achando muito branca, mais arredondada assim.
Eu tô cheia, cara.
Luiza, cheia! Você tá minguando a minha paciência, tá? Se eu tiver que te falar alguma coisa, é isso.
Sabe qual que é seu problema? Você acha que todo mundo gira em torno de você, cara. É sempre isso. Você acha que todo mundo tem que fazer suas vontades. Aí vem aqui a hora que quer. Eu não giro em torno de você não.
Eu giro de tabela, porque eu giro em volta da Terra.
Essa discussão tá crescente, essa discussão tá crescente, não vai levar a lugar nenhum.
E você vai ter que ficar aí, cara. Vai ter que ficar aí, vai ter que explicar que foi um fenômeno E aí você fica aí.
Eu adoro quando a gente se junta. É uma vez por ano só que a gente se encontra, uma vez a cada ano, não sei, mas é para mim assim.
Acabou já o que a gente tinha que falar.
Escuta, você me traiu ou não? A Joelma disse. Água, gente!
Água, galera, para acabar! Um pai de santo, dois atores mal-sucedidos querendo provar quem é o melhor citando os currículos.
Que você sabe que agora eu vou fazer um musical, né, da vida da Virgínia.
Você é a Floflo, a biuta. Eu fiz o teste, mas eu não passei. Mas agora eu tô com buffet agora, né, trabalhando com buffet. E aí eu fiz um coelho e ele tinha duas orelhas.
Ah, eu já fiz isso, recreação.
Com duas orelhas rosa, tem que ver. Porque aí ele tinha todo um trabalho de corpo assim, foi produtor dele, tem que ver.
Não, eu já fiz isso uma vez numa oficina de Páscoa num shopping.
Ah, é?
É, eu fiz até um laboratório, fiquei uns dias lá numa fazenda imitando os coelhos.
Eu fechei agora um trabalho pra fazer um comercial, só que como passante, né? Aí eu vou passar atrás assim. Como figuração, mas dá um lanche.
Dá um lanche?
Dá um lanche.
Eu fui uma vez que não dava lanche. Era tipo 12 horas em pé sem lanche.
Mas boa sorte aí que eu fiquei sabendo que te indicaram para fazer uma ponta como... De cigarro mesmo. De cigarro? Parabéns. É, eu tô fazendo um papel também.
É qual?
Higiênico. Mas é mara, é maravilhoso.
De volta para entrevista, maravilhosa.
Eu esperava mais, sinceramente.
Eu achei que o nosso máximo hoje foi bem, fiz o meu máximo, meu máximo foi suficiente. Bom, já que a gente já esquentou, vamos continuar aqui a nossa entrevista de jeitinho um pouquinho mais especial, tá bom? Eu queria que vocês respondessem as nossas perguntas como um personagem. Eu vou dizer para vocês os personagens para vocês serem, beleza? Juliá, você é dubladora e você viralizou com uma brincadeira com as vozes de dubladores.
Eu amo isso, eu também gosto muito. Esse vídeo é maravilhoso, juro. E como que deslanchou seu trabalho na internet? Responda como uma dubladora.
Cara, então, o primeiro vídeo que eu fiz na internet na verdade foi uma trend. Teve o show do Jonas Brothers e as pessoas compravam o copo do Jonas Brothers e elas descobriam que era um adesivo. Então, quando você tirava, você descobria que o copo do Jonas Brothers na verdade era de outro artista, como RBD ou qualquer coisa do tipo. E aí eu gravei um vídeo, eu queria começar a gravar conteúdo, eu gravei isso e aí viralizou. E aí eu falei, tá bom, agora não vou mais parar, mas do que eu posso falar? E aí eu lembrei que eu sou dubladora e eu falei, bom, eu vou falar disso então.
Maravilhoso, muito bom, muito suportável, né, Gabriel?
Mas parece que tem várias pessoas dentro da mesma pessoa.
Muito louco isso. Agora essa é ótima, Gabriel. Ai, meu Deus, como você encontrou os formatos de vídeos que funcionam para você? Demorou? Você testou muita coisa antes de dar certo? Eu quero que você responda como um hétero top bem babaca.
Isso é muito bom!
Pô, cara, é tipo assim, eu comecei testando porque a gente que é cria, a gente sabe que não é na primeira que chega em placa, sabe? Aí, tá ligado? Aí eu comecei a testar todo dia, testar uma parada nova, e aí foi isso. Aí o pai tem um molho também, né?
Eu odeio vocês. Júlia, nesse mundo de influencer tem muita gente que esquece que atuar é um ofício árduo e deixa o glamour subir para cabeça. Como que você lida com esses queridos? Eu queria que você respondesse como uma—
eu adoro isso—
como uma pick-me girl bem nojenta, bem pick-me girl.
Tipo assim, velho, eu acho que tipo assim é tudo sobre tipo autoconfiança, tá ligado? Tipo, mano, tipo assim, se o P me acha bonita é porque eu sou bonita. Então eu vou chegar no evento, a pessoa vai me olhar de cima a baixo porque ela acha que ela é tipo foda. Eu vou falar, velho, tá bom, mas esse moletom é do P e ele me emprestou. Então tipo assim, quem é você, tá ligado? Tipo isso.
Ai, odeio vocês, odeio vocês dois.
Gabriel, esforça para ser chato.
Gabriel, depois eu quero saber se essas inspirações têm pessoas reais, porque sempre que eu vejo o vídeo de vocês eu penso em pessoas no meu ensino médio, sabe?
Eu lembro daquela pessoa, tipo, sempre alguém, né?
E sempre tem alguém e dá vários gatilhos, inclusive. Enfim, Gabriel, como acontece seu planejamento criativo para pensar em roteiro Em vídeo, responda como estagiário Gen Z. Ai, eu amo esse!
Geralmente eu tomo um energético, daí— ai, tem que responder mesmo agora? Aí eu tomo um energético, aí eu falo para minha mãe: mãe, o que que você acha? Que eu tava pensando de postar isso. Aí se ela fala não, vai para o seu quarto. Aí eu fico um pouco triste e aí nem posto nada. Por isso que eu não tô postando nada mais.
Eu não gosto de conversar.
Ai, também esqueci.
Júlia, você já levou algum hate na internet? E como que você lida com essas situações? Responda como uma senhorinha, uma senhorinha.
Ai, meu bem, na minha época esse negócio de hate nem existia muito assim, né? Agora sim, o que Me salva, é que eu posto muito personagem, então ninguém, ninguém tá com a rede em mim, é tudo nas personagens.
Aí eu fico meio de baú, entendeu?
Tá bom. Gabriel, qual a sua opinião sobre os influencers, influencers, influencers, influencers que nunca estudaram atuação e conseguem papéis em grandes trabalhos? Responda como uma mãe puxa saco.
Gente, tipo assim, se o Lorenzo conseguiu foi porque ele mereceu, entendeu? Eu acho que as oportunidades aparecem na hora certa para a pessoa que é Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar, entendeu? Então se o Lô merece, se ele chegou para ele é porque ele merece, entendeu? Tem isso.
Bom, olha, os atores são sempre lúdicos, né? Uma salva de palmas, efeito de palmas, efeito de palmas, efeito de palmas!
Quantas palmas! Para com isso!
Eu acho que enquanto atores a gente nunca mata a nossa criança interior, né? E como atores a gente sempre gosta de jogos, brincadeiras na vida, né? Para fugir um pouco da realidade que às vezes é cruel. E que jogo do dia a dia vocês mais gostam? Não respondam, porque esse é o quadro A Regra do Jogo. Neste quadro, os nossos convidados estão muito, muito animados explicando as regras de um jogo divertidíssimo pra gente jogar. Sabe aquele amigo que tem jogo de tabuleiro, que você chega na casa dele e fala, nossa, vamos jogar War, entendeu? Então eu queria que vocês—
eu queria muito ter amigos assim.
Eu sou amigo, a gente pode combinar um dia, por favor, de verdade, na noite da pizza e do jogo. Fechou, perfeito. Vamos, perfeito. Nos contem qual a regra do Instagram.
Gente, tem um negócio que jurou, a gente vai jogar agora, que chama Instagram. É tipo assim, ai, todo mundo pode pensar postar foto, mas não é, é vídeo agora. Foto ninguém nem vê. É, o legal é, todo domingo, 6 horas, você tem que postar. Sim, é muito legal. Aí as pessoas vão lá, aí elas vão mandar para alguém, a pessoa que não gosta de você, ela vai pegar o seu vídeo, vai mandar alguém que também te odeia e elas vão falar muito mal de você. E aí você, né, aí você vai marcar terapia e tal.
Mas assim, tem que postar tudo que tá fazendo, tem que postar comendo no restaurante.
E tipo assim, a graça é, vai postar o story, tem que ficar uma hora e meia mais ou menos decidindo a música que vai no story, que ninguém vai ligar, que vai todo mundo pular. Mas o legal é perder tempo com isso.
E passa Paris, salva. Passa Paris, salva.
Isso, perfeito. Explica para Explica pra gente o que que é o Tinder.
Tem um jogo muito maneiro, é massa esse daí. E olha aqui, eu sou comprometida, mas eu vejo que a galera se diverte.
Eu jogo muito, eu jogo muito, pode até explicar pro pessoal. Então é assim, deixa eu falar, deixa eu falar, deixa eu falar. É assim, gente, você vai pegar e vai começar, você vai botar os seus amigos assim na frente, enfileirado um do outro. Não precisa ser amigo. E aí você vai empurrar o que é feio. Empurra o que é feio.
Fala pra que lado que tem que empurrar.
Empurra pro lado esquerdo o que é ruim e pro lado direito o que é bom. Eita, é perigoso isso.
É só no jogo, é só no jogo.
E é basicamente isso. Aí você vai marcar de se encontrar com os amigos que você empurrou pro lado direito.
Perfeito. Escala 6 por 1, galera!
Porra, tem um bagulho que é muito massa, galera, que tipo assim, tem um bagulho que é assim, você vai trabalhar 6 dias na semana e aí você só descansa 1. Aí o legal é, no dia do seu descanso você vai ter que lavar sua casa, vai ter que lavar sua roupa, vai ter que levar seu filho para o hospital e vai ter que procurar emprego também, e vai ter que procurar um outro emprego melhor. Então assim, é muito legal porque eu gosto que é uma vida frenética, você não descansa, você não vê sua família, você não faz hobbies, é ótimo.
É um jogo de, ó, é porque tudo isso tem um tempo.
Você tem um chefe lá que não pode gastar mais, colocar até mais gente.
Tem uns dinheirinhos que você vai ganhando assim no jogo, mas quase não dá para ver, é quase que não dá para ver. É uma coisa bem sucinta, bem assim, que aí chega boleto, aí você tem que—
aí a graça é essa, é tipo Monopoly, só que aí acumula, né, boleto, acumula, e aí você não vai pagando, aí vai Perdendo ponto.
O Monopoly da vida real, 100 de dinheiro, perfeito.
Intolerância à lactose.
Esse jogo é tipo uma roleta russa, aí fica uma garrafa de leite no meio, ou um chocolatinho, ou um brigadeiro que fica com muito queijo.
Pode ser qualquer coisa que você tiver em casa.
E aí um de vocês vai ter que pegar e tomar, e aí tranca as portas do banheiro, que tiver E aí quando você vê quem tá cruzando demais as pernas é o impostor.
Maravilhoso! Grupo de WhatsApp da família, vai, João, a senhorinha.
Ai, Dudu, minha filha, bom dia!
Eu tenho um jogo muito legal que é assim, a gente cria um grupinho que vai estar todo mundo lá no Zap, manda bom dia todo dia, todo dia, vou mandar um bom dia, uma foto de um bebê dentro de uma xícara, aí um versículo Uma fake news aqui e um vídeo de 5 minutos para acabar com a mamãe.
E foto de tapete do crochê que a vizinha tá fazendo para comprar. É, eu adoro esse jogo.
Ser mesário.
Ser mesário, que eu tenho. Vale um atestado, vale um atestado. Você ganha uma maçã, um day off. É muito legal.
Comentem aqui o CPF de vocês que a gente já faz cadastro agora, é Rapidão. Vocês só vão receber uma mensagem depois e aí vocês jogam.
Super escondido, é um jogo seleto, tá?
É para poucos, é para poucos.
E assim, é uma coisa que une o Brasil inteiro. Todo mundo joga, só que só você que vai estar como coordenador do jogo.
Olha que legal, você é tipo o líder do jogo, entendeu?
É tipo, sabe Cidade Dorme? Você é tipo narrador do jogo e é super legal, né?
Maravilhoso, gente! É uma vez a cada 4 anos.
Vê se pode jogar uma vez.
Vai jogar pro resto da vida, para sempre. Senão, ó, cadeia.
Ser ator no Brasil.
Ser ator no Brasil é o jogo mais difícil que existe, gente, mas é uma delícia esse jogo.
Você vai se humilhar muito para ganhar R$50 numa diária de 14 horas.
Você vai se estressar, falar não quero mais jogar, não jogo mais, não jogo mais.
Aí você dá meia volta e fala vamos jogar, vamos continuar.
Você vai fazer muitos testes, você vai ficar tentando e não.
E você vai achar que você não sabe jogar e a gente também não sabe as regras, então não dá para explicar direito o jogo.
A gente também não entendeu muito, a gente está tentando entender.
Mas vamos jogar, vamos continuar jogando.
Eu não sei se eu dou risada ou se eu tenho crise existencial, mas é isso.
Obrigado, valeu!
Vocês estão trilhando? Carreiras de sucesso, consolidando a posição de vocês com conteúdo de humor na internet, com qualidade, com criatividade. E é verdade, não é verdade? Não é verdade, galera?
É verdade!
Olha, a plateia não mente, né, gente?
A voz do povo é a voz de Deus. Quais os principais sonhos e desejos que vocês têm na carreira de vocês hoje? Tipo, cara, eu quero isso. Pesado, né?
Ser reconhecido pelo trabalho de ator.
Sério? Mas não, eu queria fazer um filme, não sei você.
Um filme, uma série, uma novela.
Eu da minha parte também queria fazer um filme, uma série, uma novela.
Eu queria estar numa grande produção assim.
Vamos escrever uma? Vamos escrever uma série? Vamos escrever um filme?
Um filme?
Fechou, perfeito.
De comédia?
Pode ser.
Eu acho que só pode ser comédia. Escrever uma peça, porque a gente não foge do teatro.
Vamos estruturar a peça então. Fechou, perfeito. Na noite de jogos a gente faz uma peça.
É, beleza.
Ótimo. Julia, além do seu trabalho de atriz e dubladora, você também tem entrevistado grandes atores, não é verdade?
Sim.
E como tem sido se jogar nesse universo diferente?
Cara, muito louco isso, porque assim, eu, como eu falei, eu sempre desejei estar em novelas, filmes, teatro, e eu nunca achei que eu pudesse trabalhar como apresentadora, como entrevistadora, como cobrindo algum evento. Então isso tá sendo muito legal, e isso veio até mim através da internet. Então foi uma porta que se abriu por conta da internet e eu tô assim, tá sendo muito legal.
Tá arrasando, tá, gente? Porque foi para o México esses dias entrevistar o elenco de Todo Mundo em Pânico. Eu sou fã, cara.
Eu fui, obrigada, meu filho. Mas assim, eu tô penando assim de pegar. Eu vi uma entrevista que eu fiz, eu cobri o evento da novela das 9 agora da Globo, e aí eu falei com Tadá Werneck e Tony Ramos, e eu tava assim me cagando. E eu tava assim muito nervosa, eu tava tentando ali desenrolar alguma coisa na hora e super funcionou. Só que depois assistindo eu pensei assim, nossa, várias coisas que eu posso melhorar ainda, sabe? Tipo, é muito recente.
Imagina você se julgando e se cobrando.
É, pode ser, mas isso é bom até porque leva a gente pra frente, né? Então assim, aí todo esse processo aí.
A vida do ator, do criador, é tão— as coisas vão acontecendo rápido e a gente não consegue comemorar. Tipo, isso é uma super conquista e às vezes a gente sei lá, tipo, minimiza porque poderia estar melhor, e sempre pode, né, tá melhor.
Sim, bonito isso, né?
Bonito.
Eu escrevi aqui no chat, ó, tem uma música aqui na frente que eu fui pelo chat.
A falta, você tá devendo uma música para gente.
A miçanga da minha melhor amiga, dança balé, Júlia, enquanto isso, de Campinas.
Continua, perfeito. E que conselho que vocês podem dar pro pessoal que acompanha nas coxias e sonha em se jogar no trabalho de ator nas redes sociais. O que que é importante para se manter fiel ao ofício, de não se perder nas ilusões, né? Porque as pessoas podem ver influenciadores super bem-sucedidos e não devem pensar em o quão penoso foi o trajeto até lá, né?
Então, que conselho que você desista, Fernanda Mottinei?
Como Fernanda diz, Não, eu acho que é se joga, gente. Eu vejo muitas pessoas falando assim, ah, eu tenho vergonha, eu sou ator, mas eu tenho vergonha de fazer um vídeo na internet. A gente também tinha, tem. E é muito isso, eu acho que a gente fica muito com medo de— eu não sei você, eu queria ser uma atriz super conceitual, mas eu falei, jamais que eu vou fazer um videozinho de TikTok.
Sim, é medo de deixar o feed não tão aesthetic, medo de ser visto tentando. O que eu poderia dizer da minha parte, amiga, é a constância. Eu acho que é constância, é você Não desistir no primeiro flop, nem no segundo, nem no milésimo, sabe? Se é o que você quer, é continuar tentando, porque realmente é uma porta que a gente também tá— a gente não fala de um lugar tipo—
Nossa, estamos super também, mas a gente tá nesse caminho e é um caminho muito legal pra você que é ator. É uma super— eu sei que as pessoas falam assim, ah, tá muito saturado, mas eu acho que não. Se você fizer um jeitinho seu assim, que também é uma coisa muito brasileira de falar, fala assim, ah, encontra uma coisa que é única sua pra você postar lá. Eu sei que é muito difícil, mas vai testando coisas diferentes que você gosta de fazer, traz os seus gostos, e que uma hora vai dar certo.
A gente só encontra a nossa identidade quando a gente se permite tentar, né? A criatividade, ela nasce quando a gente não poda. Então tente e seja constante.
E tente.
A gente vai fazer uma camiseta com todas essas frases assim, ó.
Eu tenho tatuado na costela.
Aquele, a pessoa que tem tatuado. Perfeito. Olha, eu acho que para encerrar essa entrevista, Cone, para, gente, eu acho que não poderia faltar um pouco de violência gratuita, né? E eu acho que a gente precisa terminar esse programa com o nosso queridinho tiroteio de perguntas. Já que estamos acostumados com caos da vida artística. Nesse jogo, cada convidado vai ter que responder perguntas com agilidade, sem perder tempo, enquanto é coberto de tiros de— não de borracha, mas de espuma. Bem tranquilo, gente. Vamos começar com Gabriel.
Ai, Dionísio!
Ô, pera! 1, 2, 3, valendo!
Sua banda favorita, Gabriel, vai, vai! Onde seriam ideal? Vai, vai, vai! Comédia ou drama? Vamos! Drama. Marvel ou DC?
Nenhum.
Com quem você sonha em contracenar?
Vai, vai, vai, vai, vamos, vamos!
O que você gosta de comer?
Lasanha.
O que você não gosta de comer?
Feijão.
O musical? Se você fosse um cachorro, que raça você seria? Vamos, vamos! Que país tem formato de bota?
Vai!
Meu Deus, é Espanha, Suécia. O primeiro homem a pisar na Lua, quem foi? Foi um homem de bota. Neil Armstrong. Neil Armstrong. Qual elemento químico é representado pela letra K? Cacete. Não, é potássio. Em que país nasceu Freddie Mercury?
É nos Estados Unidos.
Não, Zanzibar, atual Tanzânia. E qual o seu programa de podcast favorito?
É Pra Dar Nome às Coisas.
Não! Ai! Nas coxinhas!
É videocast, não é?
Agora é a vez da Júlia.
1, 2, 3, uma diva pop!
Vamos! Sabrina Carpenter. Um filme?
Birdman.
Uma música que você não aguenta mais ouvir? Vamos, vamos! Hello Virginia. Para onde sonha viajar um dia? Para a França. Vamos, teatro ou audiovisual? Teatro. Sua comida favorita? Vamos! Japonesa. Ok, bairro preferido de São Paulo? Vai, vamos, vamos! Ok, se você pudesse ser um animal, que animal você seria?
Vai!
Que cidade fica o Museu do Louvre? Que animal dorme em pé? Cavalo. Em que ano aconteceu a queda do Muro de Berlim? 1989. Qual o idioma oficial da Etiópia? Vamos, vamos, vamos! Aramaico. Qual o seu programa Podcast favorito!
E assim nós encerramos mais um Nas Coxinhas. Muito obrigado, Gabriel! Muito obrigado, Júlia, por partilhar um pouco da trajetória de vocês, por se jogarem nos jogos. Eu espero que vocês tenham se divertido.
A gente amou, foi tudo, né? Eu amei, eu amei quando você tacou aquele tiro bem quentão.
Eu adorei conversar com você e adorei também estar aqui com a Júlia, que é uma pessoa que a gente se identificou muito por isso no primeiro evento. Ai, eu sou atora, Eu sou atriz. E aí a gente viu que as ambições assim, os sonhos eram muito parecidos, e acho que isso que juntou a gente.
Então é muito especial estar aqui, a gente ficou muito feliz de estar aqui com você.
Que bom, de verdade, a gente fica muito, muito feliz, muito feliz mesmo.
E ter esse espaço para a gente falar sobre isso também é muito legal.
Não, que bom, muito obrigado mesmo. E vocês acabaram de ganhar brownies do Fê, os brownies mais gostosos, gostosos, gostosos.
Amei.
É muito bom mesmo. Eu fui também a fisioterapeuta, inclusive.
Eu tenho escoliose brabíssima aqui, se quiser me ajudar.
E eu tenho só até o segundo grau.
Eu adoro brownie, obrigada.
E muito obrigado, Teatro Multiplan Morumbi Shopping, VME, Greyhound, por acreditar na nossa arte. Aqui a gente continua celebrando o teatro e os artistas, porque juntos nós somos alegres, perfeitos e fortes.
Até a próxima!
É, é, é.