Episódios de De 0 a 100 na Aquicultura

Live #75 com Diego Wescley Cavalcante Viana

26 de setembro de 20263h3min
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Essa foi a nossa septuagésima quinta Live do nosso podcast De 0 a 100 na Aquicultura, onde o nosso apresentador conversou com o Engenheiro de Pesca Diego Wescley Cavalcante Viana, Supervisor de Vendas e Técnico de Aquacultura da Guabi Nutrição e Saúde Animal, na qual batemos um papo sobre o tema "Aquicultura em Transformação: Nutrição, Manejo e os Novos Desafios da Produção".

Participantes neste episódio1
D

Diego Wescley Cavalcante Viana

ConvidadoEngenheiro de Pesca, Supervisor de Vendas e Técnico de Aquacultura
Assuntos6
  • Transição da produção de tilápias para a nutrição animallançamento da ração Piramirim·melhoria dos resultados zootécnicos·oportunidade de trabalhar com nutrição
  • Evolução da nutrição aquícola no Nordeste e seus impactosprofissionalização da atividade·exigência nutricional das espécies·tecnificação da cadeia produtiva
  • Desafios e estratégias na produção de camarão em baixa e alta salinidadeperfil da qualidade da água·minerais limitantes para o camarão·adaptação da espécie Peneus anamê
  • O papel da nutrição e aditivos funcionais no enfrentamento do El Niñoaumento das patologias·probióticos e prebióticos·minerais orgânicos e fitobióticos
  • A importância da CORAC Júnior na formação profissional de Diego Vianaprimeiro contato com a produção·desenvolvimento de projetos·inserção no mercado de trabalho
  • Importância da qualidade da semente e do berçário na aquiculturaconhecer o fornecedor·testes de estresse e bioensaio·aclimatação e planejamento estratégico
Transcrição79 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Boa noite, turma! Sejam bem-vindos a mais uma live do nosso podcast. Ó, quem tá no Instagram, quem não tá lá, quem tá onde tiver, vem para o YouTube porque a gente tá com problema, não tô conseguindo transmitir para o Instagram, né? Acabei de mandar uma mensagem lá nos stories para avisar a turma que a gente tá só no YouTube, para clicar lá no link. Quem tiver mandando recadinho aí E não deixe de curtir nossa live. Deixa eu ver o maior recadinho para vocês aqui logo.

Não deixe de curtir nossa live, compartilhar e se inscrever em nosso canal. Quem tá chegando aqui pela primeira vez, começa a seguir a gente tanto no Instagram como no YouTube. E, e, ó, o Instagram você vai aí, ó, 0 a 100 aqui podcast, você acha facilmente qualquer coisa. Eu vou colocar daqui a pouco aí no chat para vocês também, tá legal? Hoje eu quero dizer que a gente tá aqui, o negócio tá querendo ajudar hoje, dá uma boa noite aí, né?

Dizer que eu tô muito feliz de estar recebendo esse convidado hoje. Esse convidado é um cabra, gente boa demais, sabe para caramba. Já assistiu algumas palestras dele na Fela, e quem eu converso sobre ele disse que o cara é referência. Quando eu postei, João Manoel, Eu acredito que esse é de um dos mentores dele, que foi o Manuel, trabalhou na Guabi com ele. E aí João Manuel disse: cabra de melhor que late. Se eu não me engano, foi esse recadinho lá fora.

As outras coisas o pessoal mandou. E assim, eu quero agradecer a todos que estão aqui. Tô dando enroladinha, né? Primeiro vamos falar dos nossos patrocinadores. ABCC, Associação Brasileira de Criadores de Camarão. Você que é produtor, quer se associar, fale com as meninas lá através do Zap 849-9612-7575. ITEP, Instituto de Tecnologia de Pernambuco. Você que precisa fazer análise de água, licenciamento ambiental que precisa disso, você que precisa fazer análise de ração para ver a qualidade, fale com o pessoal lá através do 819-98570921 e você vai ter um laboratório de referência hoje nacional que é o ITEP.

Os cara tem equipamento de ponta lá, certo? Deixa eu ver aqui o próximo patrocinador nosso. Panorama da Agricultura. Aí eu descobri que a Panorama não tem 20 anos não, tem mais de 30 anos. Acho que é 35 a 36 anos no mercado levando informação. Falei com Fernanda hoje, tá lá fechando a próxima edição da revista e que vem com várias matérias interessantíssimas com a gente. Você que quer assinar Panorama da Agricultura, fale com Fernanda através do 21 97252-5595.

Diga que você assistiu no podcast esse anúncio e terá um desconto lá para os seguidores e a turma que dá audiência aqui com a gente, tá certo? Deixa eu puxar aqui nossos parceiros, nossos parceiros. A AEP Bahia, Associação de Engenheiros de Pesca da Bahia, presidida pela minha parceira, amiga Raíssa, minha presidente. Fale com a AEP através do @aep.bahia no Instagram. E a AEP Pernambuco, presidida por Maria Efigênia, meu anjo da guarda que sempre me acode.

Fale com a AEP, @aep.pe. Todas as duas apps estão no Instagram. São vinculadas a quem? A FAESP, né? E agora nosso patrocinador, a Bio Futura, do nosso amigo, parceiro, mentor Cláudio Toan, levando soluções biotecnológicas para o seu cultivo. Fale com Toan através de 75992427575. Diga que assistiu nossa live aqui, vai ter aquele descontinho lá com ele. Tá certo? E Comunidade Água, você que tá interessado em entrar no grupo WhatsApp da Comunidade Água, que tem mais de 1000 pessoas dentro do grupo.

Eu fui verificar isso, fiquei assustado com mais de 1000 pessoas no grupo. Então fale com a Daiana através do 11 93257-8701 e peça para entrar no grupo da Comunidade Água, tá certo? FAEP, né, Federação das Associações de Engenheiros de Pesca do Brasil, presidido pelo meu amigo Marcos Bravo ficou interessado, conhecer um pouco mais da FAEP, vai lá no Instagram da FAEP BR Oficial, tá certo? E o Grupo de Inovação Tecnológica e Produção Animal de Precisão, coordenado pelo meu parceiro Professor Mateus Ramalho, procure lá o Instagram produção_animal_br e fique por dentro de tudo que ele tá desenvolvendo lá, as pesquisas, tá desenvolvendo todo dia, tem novidade no Instagram dele, no YouTube também.

Lá cá Laboratório de Carcinicultura da UFRPE, @lacaufrpe, coordenado pelo professor Luiz Otávio, onde desenvolve pesquisas focadas no campo. E tem várias novidades vindo aí, viu, pessoal? Fique de olho. Tem, vai lá no Instagram dele, tem um artigo recentemente lá do laboratório. E o grupo Trata Água do professor Augusto, há pouco tempo que com a gente. Você que tá procurando fazer análise de água, aquele perfil do balanço iônico, Fale com o professor Augusto através do 83 99972-0369 e peça aquele desconto que você viu aqui na live comigo, tá certo?

E os realizadores, né, Cultivo e Plante. Você que tá procurando soluções biotecnológicas também para o seu cultivo, né, ração Probiótico, biorremediador, equipamento, fale comigo através do 759-8148-8697. E você, produtor, empresário do segmento aqua, quer fazer aquele seu marketing? Quem está por trás desse podcast agora é a Aqualab Comunicação Digital. Fale comigo através de 759-9122-7988, certo? E faça o marketing da sua empresa e faça ter resultado através do marketing digital nas suas redes.

Aqualins, do meu parceiro amigo Luizinho, fale, precisa de consultoria, o cabra é fera aí, fale com ele através do 819-8284-3333. E fiquei interessado em estar aqui na live, só falar com o chat aí, só chamar. Diz que, diz ele que é o homem, o engenheiro de pesca mais bonito do Brasil. E Cronos A, quando o meu parceiro Rafa, que tá sumido, tá pegado no trabalho, também precisa de consultoria nessa área de escultura, fale com Rafa através do 17 98168-1876, tá certo?

Deixa eu ver aqui, eu tenho que trazer um vídeo agora que eu vou ficar mostrando aqui na live, que os nossos patrocinadores vão passar aí, né? Daqui a pouco. Deixa eu ver, deixa eu ver, deixa eu mudar o formato. Eita, eu já tô— essa confusão inicial me deixou meio perdido. Eu tenho dois recadinhos para a gente dar aqui, tá certo? A gente começar nossa live. Eu acho que Diegão já tá aí agoniado para começar nossa live. Calma que a audiência tá aqui só crescendo com você, meu irmão.

Se a live ficar ruim, vocês falam para mim que eu tô aqui no estúdio, não tô prestando atenção muito não ainda lá, viu? Deixa eu ver o recadinho. Eita, descompartilhar aqui a tela que eu tenho um recadinho para vocês. O meu mouse está querendo sacanear hoje a bateria. É sobre dinheiro que a gente vai falar, mas sobre Essa nova parceria, nós fechamos a parceria com a— meu Deus, eu tô perdido. Fechamos parceria com a Seafood Latinoamérica, feira que vai acontecer de 20 a 22 de outubro no Distrito do Anhembi, São Paulo.

Fechamos parceria para ser a mídia parceira deles, né, fortalecendo a cadeia de pescado. Infelizmente, acredita ainda que eu não vou conseguir ir. Tô vendo aqui, só consigo ir para somente cobrir esse evento no próximo mês. Ainda tô tentando viabilizar isso, tá certo? Mas fiquem por dentro, a gente fez essa parceria, vocês vão, a gente vai estar mostrando tudo para vocês aqui, tá legal? E temos um recadinho aqui para o Pescado.

Eu preciso te falar uma coisa, de 20 a 22 de outubro aqui em São Paulo, pera aí que eu vou botar no início para vocês verem, viu? Tem um recadinho aqui do Ricardo para vocês.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Se você trabalha com pescado, eu preciso te falar uma coisa. De 20 a 22 de outubro, aqui em São Paulo, no Pavilhão 5 do Distrito Anhembi, vai acontecer aquele que é o maior evento de comercialização de pescado na América Latina. Se você atua nessa cadeia e tá em busca de fornecedores, ou se você é um fornecedor e tá em busca de clientes, esse é o seu lugar. São 3 dias de muitas atividades e muitas oportunidades de networking e de realização de negócios.

Então, se você ainda não fez o seu credenciamento, eu não sei o que você tá esperando.

?Voz A

Se você atua na cadeia produtiva, esta é a sua feira, é lá que você deveria estar. E como eu atuo, eu também estarei lá e te vejo lá se você fizer seu credenciamento.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Vamos lá!

?Voz A

Então, turma, vocês ficaram interessados, vai lá no Instagram, vai estar a marcação lá do T-Food Show. Procura ver, tem um site também no link lá na nossa bio, tem um Linktree. Vai lá, o primeiro link vai ter o link da T-Food Show, você vai clicar, vai direto para o site onde você vai ver toda a programação. Tem várias coisas, a gente tá trazendo algumas programações dele aí que ele vai estar trazendo as próximas semanas. Lá trazendo para vocês aqui para a gente tá postando.

E vai lá, segue eles, vai no site ver. Quem tiver possibilidade, tá perto de São Paulo nessa época, vá. A ABCC com Itamar Rocha vai estar lá, a Peixe BR com Francisco Medeiros também vai estar lá participando. É a maior feira da América Latina, é o 5º ano onde todos os fornecedores de pescado do mundo vai ter representantes lá, e todos os que compram também, os restaurantes. Vai ter várias coisas interessantíssimas. Eu não vou falar muito aqui para deixar vocês curiosos e vocês irem lá, né, procurar ver no site o que é que tem de interessante.

O Ricardo só deu uma, uma, como é, uma deixazinha para vocês, tá certo? Vai lá no Instagram e vai lá no Instagram, tem um bocado de coisa, e também no nosso, e no site deles. Agora eu vou trazer um recadinho ligado à nossa live e do nosso patrocinador para vocês, tá certo? Rapidinho para vocês aqui do podcast 0 a 100 na Aquicultura. Hoje você presta atenção nesse recadinho aí do nosso parceiro, presidente, diretor-presidente do ITA.

Olá, pessoal do podcast 0 a 100 na Aquicultura! Hoje vocês vão ter uma live sobre nutrição na aquicultura. Estamos aqui no Instituto de Tecnologia de Pernambuco Ao meu lado, a engenheira de pesca, Doutora Vivian Vasconcelos, e o mestre e químico Ednaldo Sellerino. E no laboratório de química analítica, uma das matrizes que a gente analisa é a ração, seja ração para peixe, seja ração para camarão. Do meu lado aqui tá um extrator Sorslet, que ele é responsável por fazer análises nutricionais.

Ou seja, a ração que você oferta para o seu peixe, para o seu camarão, no rótulo dela tem os elementos nutricionais. E o nosso papel aqui é identificar se esses elementos estão de acordo com o que diz no rótulo da ração. Então contem com o ITEP para que vocês possam trazer a ração que vocês utilizam e a gente fazer todas as análises aqui dentro do Laboratório de Química Analítica. Então desejo uma boa live e vamos embora, 0 a 100, aquicultura!

Então se ligou aí no recadinho do nosso presidente. Eu vou dizer só vocês, novembro ele vai estar aqui fazendo a live com a gente para trazer todas as novidades que ele trouxe da China para o Brasil, especificamente para Pernambuco, tá certo? Agora vamos deixar de churumelas, trazer meu parceiro aqui, Diego Viana, para falar um pouquinho, né? Nossa live hoje, a nossa live 75, viu, pessoal? O engenheiro de pesca Diego Viana vai falar sobre o tema aquicultura em transformação, nutrição, manejo e os novos desafios da produção, tá certo? Diegão, fique à vontade, meu irmão, a casa é sua.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Boa noite, beleza, Deraldo?

?Voz A

Desculpe os contratempos, mas ao vivo é assim, acontece essas coisas que a gente nem espera, sabe? Mas infelizmente não tem muito o que fazer, mas ao vivo é assim.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Mas boa noite, pessoal! Queria agradecer a todos que tá aqui, principalmente ao Deraldo pelo convite de estar aqui na live de 0 a 100 na Aquicultura. Uma satisfação muito grande, sempre assisto as lives dos colegas e fiquei muito feliz com o convite que o Deraldo fez. Vai ser uma live muito, muito boa. Vamos conversar sobre vários assuntos. E obrigado, Beraldo, pelo convite.

?Voz A

Então, eu tô brigando aqui ainda com o mouse, né? Mas assim, tô brigando porque as baterias tem hora que quando a gente quer uma carregada não tá funcionando, né? Fazer o quê? Dizer a vocês o seguinte: Diegão tá aqui à disposição de vocês para vocês explorarem bastante Vou mudar só o formato aqui, Diegão, porque meus patrocinadores têm que passar aqui em cima, né? Nada mais justo. E quero anunciar para vocês, nós temos um novo parceiro.

Você já deve ter acompanhado aí alguns vídeos deles, que é o Laboratório de Tecnologia da Aquicultura. Estivemos aqui com Fábio fazendo a live sobre a bioacústica, e eles se tornaram parceiros nossos. Nós já trouxemos 2 aquassices Um Aquassize com o Fábio, outro com o Kenji, Vinícius Kenji. E já tá no forno, um para sair esse final de semana, outro já me mandaram vídeo hoje. Vou só editar para postar no domingo para vocês. Então fique de olho aí nos projetos que o LTA tá fazendo.

E Diegão, vou pedir a você que você— deixa eu ver aqui se tem algum comentário da turma aqui, porque parece que não tá. Renato só aparece aqui para gente ilustre. Renato me deu ousadia de fazer a live comigo, né, Renato? E para vir aqui assistir, ele só vem gente ilustre. É, Matheus, realmente 75 lives, sempre um problema novo. Eu tô, você lembra que teve uma live com o pessoal do comercialização? Marcelo Costa e o outro, me esqueci o nome dele, me desculpa o nome dele.

Luizinho, que você tá aí, me recorrige o nome dele. Teve um problema que a live foi horrível hoje, graças a Deus não é internet horrível, foi só a imagem que ficou ruim. Já a gente já resolveu, né? E vamos lá, porque já enrolei demais. Diegão, fala um pouquinho do seu histórico da carreira. E dos seus trabalhos desenvolvidos, né, ao longo dessa sua caminhada. Não fale muito não, que a gente sabe que tem um bloco aqui que a gente vai falar mais disso.

Eu, depois da live de Dimitrios, eu percebi que eu devia explorar um pouco mais disso, né, para registrar essa parte de vocês. Que a gente traz vocês aqui, só quer falar. Não, tem que trazer, falar um pouquinho de vocês para a gente conhecer um pouquinho vocês. Isso fica registrado, essa história, né? E eu fiquei muito feliz de já fazer algumas lives que eu consegui registrar isso. E você é mais uma que eu vou ficar feliz aqui. Fica à vontade, meu irmão.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Show, Luiz! É, Deraldo, e abraço para o Luiz, que desde meio-dia que tá aí esperando, aguardando a live. Abraço para o Luizinho. Mas sou Diego Viana, iniciei o curso de engenharia de pesca na Universidade Federal do Ceará em 2005, e desde então já focado muito na aquicultura e na pesquisa. Participei de vários grupos de pesquisa dentro da Federal do Ceará. O principal dele foi a CORAC, que é a empresa Júnior, e o LARAC, que é o Laboratório de Recursos Aquáticos do professor Masayoshi Ogawa, no qual fiz e desenvolvi vários projetos e participei de vários projetos, desde com várias espécies lagosta, camarão, tilápia, microalga, macroalga, tecnologia do pescado.

E na Corac também foi uma grande escola para mim, que é a Empresa Júnior, que desde o primeiro semestre eu sempre participei da Empresa Júnior. E foi onde o aluno, eu como aluno, tive os primeiros contatos com a produção. Fiz vários estágios em várias universidades, em várias instituições, tanto públicas como privadas, Denox, em várias fazendas. E o Ceará, ele tem uma particularidade que você consegue tanto ter estágios e conseguir estágios desde laboratórios de larvicultura de camarão, laboratórios de reprodução de tilápias, engordas em vários tipos de sistema, viveiro escavado, em tanques-redes.

E depois comecei minha vida profissional, depois que me formei, em uma fazenda que nós tínhamos lá toda a parte da produção de tilápia, desde a reprodução, a levinagem, engorda em viveiro escavado, engorda em tanque rede, produção de juvenis. E do trabalho que eu desenvolvi lá, eu comecei a trabalhar no representante da Guabi. Isso em 2011. Desse representante da Guabi fui ser funcionário da Guabi. Desde então passei 2 anos em outra empresa e já fazem 12 anos que eu tô na Guabi e desenvolvendo vários trabalhos.

Morei em vários estados, morei no Ceará, no Piauí, na Bahia, Minas Gerais. Ou seja, consegui com essa experiência e com essas oportunidades que a Guabi me proporcionou conhecer vários sistemas de produções, vários amigos que eu fiz nesse caminho. E estamos aqui desenvolvendo essas atividades e muito focados em sempre estar trazendo conhecimento e passando esse conhecimento para todos, né, que eu acho que é o grande legado da nossa atividade, é essa.

A gente consegue andar em vários locais, fazer vários amigos, e aquicultura ela é muito dinâmica. E a engenharia de pesca também é muito, muito disso, né? E é uma satisfação, a felicidade muito grande de ser engenheiro de pesca.

?Voz A

Então não fale muito nada dessa satisfação, porque parece que a gente estudou todo mundo junto. Quando engenheiro de pesca se encontra, parece que Falou, nosso engenheiro de pesca, parece que a gente se conhece há muito tempo. Eu já percebi isso, essa sensação de ter sempre isso quando a gente encontra um engenheiro de pesca. Pessoal, eu tenho um costume e acabo não olhando tanto para câmera. Não sei se vocês perceberam, eu fico olhando para tela embaixo, que eu fico olhando para quem tá aqui, eu fico olhando para Diego, olhando para mim, e acaba não pisando tanto na câmera.

Ainda tem essa questão com a câmera. 75 lives, viu, Mateuzinho? Eu ainda tenho essa questão, mas assim, olha, Renato Gouveia fez comentário aqui, ó: Diego, você sempre uma honra. O tempo é que é curto, mas quando dá sempre estou por aqui para prestigiar os amigos. Então a gente já teve, eu tava olhando aqui a estatística rapidinho, já teve 105 visualizações, sua live nem começou direito, rapaz. A audiência tá boa hoje, hein? É, Luizinho já começou a fazer as perguntas.

Calma, Luizinho, daqui a pouco a gente vai entrar nas perguntas dessa daí. A gente vai encaixando um bloco. A gente vai começar agora, já deu para Diego já falar um pouquinho da trajetória dele, mas a gente vai entrar especificamente agora na trajetória e formação profissional. E ele falou do Coraque Júnior, eu lembrei de Mateusinho que tá aqui assistindo a live, e saber como as empresas júnior faz diferença na vida dos estudantes.

Inclusive, Mateuzinho, eu tô querendo que você faça a ponte para eu conhecer aí o novo presidente. Eu já vi até um post dele hoje, ele como presidente da App Ceará, que falou comigo essa semana, ou foi semana passada, a gente fazer uma parceria. Propus logo uma parceria logo com a App Ceará para a gente, né? Diz que Diego é figurinha carimbada lá na app. Aí eu comecei a marcar eles também, porque já que você faz parte de lá, começa a aproveitar isso, né?

Que eu não sou besta, né? Então, as empresas júnior têm feito a diferença e eu percebo muito isso. A Corac, a Proacqua Júnior, pelo menos são as que eu tenho mais proximidade através de Mateuzinho e de Neto, que eu conheci através de Luiz Henrique Lins, que tá aqui, o engenheiro de peça mais bonito do Brasil. Na FENAC há uns 2 anos atrás. E a empresa Júnior tem ajudado a transformar muito o mercado com a formação dos profissionais, dos estudantes, né?

E aí o que acontece, eu queria que você falasse um pouco como foi sua passagem pela Corac Júnior na UFC, contribuiu para sua formação e para que os primeiros, para os primeiros passos da sua carreira na agricultura. Fala um pouquinho para a gente como foi essa sua passagem. Detalhe, amanhã você já falou que tinha que ter essa passagem.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

A CORAC foi muito importante na minha vida como estudante, na vida como profissional, Geraldo. Desde o primeiro semestre eu fui membro da CORAC, e a CORAC ela consegue, como ela foi a primeira empresa júnior dos cursos de engenharia de pesca do Brasil, nós temos, nós que passamos pela CORAC temos um carinho muito grande por quem tá atualmente. E quando eu era estudante lá na UFC, sempre os membros da Corac traziam ex-membros que já estavam trabalhando no campo, e esses ex-membros faziam palestras para nós que estávamos lá, que éramos membros da Corac.

Toda quarta-feira tínhamos essas palestras com esses ex-membros, toda quarta com um tema diferente. E aí é uma forma, era primeiro contato do estudante com o campo e com os diversos, diversas áreas da engenharia de pesca que nós pudemos atuar. E aí, desde o primeiro semestre, eu fui membro da CORAC. A partir do segundo semestre, eu comecei a fazer parte da diretoria. E fazendo parte da diretoria com outros colegas que passaram durante todos esses anos, né, esses 5 anos da graduação, nós desenvolvemos vários projetos de produções, nós desenvolvemos vários seminários, cursos, minicursos, aulas de campo, visitas técnicas, dias de campo para mostrar para o aluno.

Nós mesmos sendo aluno, nós mostrávamos para os outros alunos as grandes e as várias oportunidades que tínhamos dentro da atividade. E foi lá também onde eu tive meu primeiro contato com a Guabi, onde uma ainda era PEC Nordeste. A Guabi contratou a Coraque para fazer uma miniatura do Curupá de Peixe, que é um projeto de criação de tilápias em tanques-rede lá no Castanhão. Nós fizemos uma miniatura desse projeto com lago, com água, com os mini tanques-rede, com os peixinhos lá.

E foi onde tive o primeiro contato com a Guabi, com várias outras empresas. E a Cora, que ela é conhecida em todos os eventos pelos bons profissionais que ela disponibilizou para o mercado. Todos os que passaram, membros da Corac, passaram pela Corac, que quiseram seguir a atividade da engenharia de pesca, hoje estão empregados nos diversos ramos, desde frigoríficos, nas fábricas de rações, em laboratórios. Tem muitos que têm sua própria fazenda, ou de peixe ou de camarão.

Ou seja, a Corac, ela é uma, foi uma porta, é uma porta de inserção do aluno ao mercado de trabalho. E incentivo aos outros colegas e das outras universidades que tenham empresas júnior que apoiem essa iniciativa. Atualmente ainda eu sou hoje consultor lá da— é uma consultoria voluntária, eu sou um orientador deles né, do pessoal da Corac. Fui convidado pela professora tutora a fazer essa parte. Hoje eu ainda ajudo eles lá quando eles têm alguma dúvida. Eu tô para ajudar e para somar o pessoal da Corac.

?Voz A

Que maravilha! Não sabia que podia ficar como tutor, né, monitor, para quando você tiver necessidade, sei a quem recorrer. Pô, muito massa! Gostei dessa dessa, dessa parte. Porque assim, a gente passou, né, Diego? A gente acaba pegando, né, o amor pelo aquilo que a gente passou. E aí a gente acaba querendo recontribuir, né? E eu acho que nada melhor que quem tá lá no mercado trazer essa experiência, essa expertise para quem tá formando ainda.

E aí, querendo ou não, você encurta alguns caminhos, né? Você pega alguns os atalhos que facilita muito isso. Eu acho que ajuda muito. Mateuzinho é um exemplo disso, que eu, dos que eu conheço, de quem tá na Corac. E não só ele, como toda pessoa que tava lá, mas falo dele porque ele tá aqui, porque eu tenho uma amizade. E eu vi como ele era na Corac, e agora ele tá na empresa que ele tá lá com Ricardão, o engenheiro de pesca maior do Brasil, né?

Maior engenheiro de pesca do Brasil. Luiz é o mais lindo e ele é o maior. E aí eu vejo lá ele trabalhando e crescendo, né, dentro da empresa. Você só vê os comentários bons dele. Mas bora lá, como foi iniciar a vida profissional em uma fazenda e ter contato com praticamente todo o ciclo produtivo da tilápia, da reprodução à engorda? Como é, como é você ter a chance já de iniciar a carreira vendo tudo isso? Porque não acontece para todo mundo, né?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Foi um convite que eu recebi, na verdade um convite ir atrás, e foi através da Corac, um ex-membro da Corac. Ele era gerente lá dessa fazenda e convidou e eu fui para estagiar e fiquei trabalhando lá logo após a graduação. Informei, já fui para essa fazenda, ficava na cidade de Itapiúna, cidade no interior aqui do Ceará. E nessa fazenda foi onde eu aprendi tudo e aprendo um pouco mais sobre a tilápia. Nessa fazenda nós tínhamos a reprodução das tilápias, nós fazíamos a venda de alevinos Nós fazíamos a venda de juvenis de tilápia.

Naquela época nós já fazíamos juvenis de tilápia de 30, 35 gramas. Tínhamos a engorda em viveiro escavado e a engorda em tanque rede. Uma parte da produção nós vendíamos e outra parte da produção ficava na própria fazenda. E essa fazenda foi onde abriu mais ainda as portas para o profissional Diego. Passava a semana toda lá na fazenda E era bem engraçado porque não tinha esses meios de comunicação que nós temos hoje, né? Era o celular, era aquelas antenas fixas que colocavam lá na fazenda, era um meio de comunicação que nós tínhamos com os colegas fornecedores que iam lá ou os clientes que nós atendíamos.

E foi muito importante essa experiência lá Porque essa experiência foi que abriu portas para que eu entrasse no mercado de trabalho, que eu fosse conhecido e que eu fosse convidado para ir trabalhar no representante da Guabi, devido a um trabalho que nós fizemos lá com uma ração que a Guabi tinha recém-lançado, que foi a ração Piramirim, que era uma ração microextrusada de 1 milímetro e depois é uma 1,7. E isso foi um divisor de águas tanto na fazenda como na aquicultura brasileira, porque essa, essa foi a primeira empresa a produzir essa ração microextrusada.

Depois as outras empresas começaram a produzir, mas existe uma produção de alevinos antes dessa ração e uma produção muito mais efetiva e muito melhor após essa utilização dessa, dessa ração. E foi muito bom ter contato com todo esse ciclo de produção da tilápia, que me deu base para quando eu fui para o mercado de trabalho na ração, de ver os diversos tipos e formas e sistemas de produção de tilápia. Eu me sinto muito à vontade e tem uma uma experiência boa, apesar que todo dia nós aprendemos, mas me deu grande, grande base, porque o que eu aprendi na teoria na universidade eu consegui aplicar na prática lá na fazenda e serviu de experiência para os vários, várias, para os vários locais que eu trabalhei posteriormente quando eu saí dessa fazenda.

?Voz A

E isso vai nos levar nessa sua fala ao segundo bloco. Vai dando aí, pessoal, vamos fazer suas perguntas aqui que o Diego veio para o jogo hoje preparado. Não sei para que time ele torce lá do Ceará, né? Ceará ou Fortaleza você torce?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Eu torço para outro, eu sou Guarani de Sobral.

?Voz A

Eita, pronto, fugiu da briga ele. Ricardão tivesse aqui, tava uma briga da zorra com você agora. E aí o nosso bloco, segundo bloco, é da fazenda, nutrição aquícola, né? Vocês vão fazendo as perguntas para eu ir encaixando aqui nos blocos que nós temos, viu? Como sua experiência prática na produção de lápis levou você para a área de nutrição animal? É uma pergunta interessante, né? Porque ele começou na fazenda de produção Então a tendência era que ele continuasse na fazenda, já lá nesse ramo.

E aí começa a trabalhar com nutrição, que é extremamente interessante, que você, como ele disse, teve a oportunidade de conhecer o Brasil todo para nutrição.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Foi graças ao trabalho desenvolvido nessa, com essa ração que a Guabi lançou, porque para quem tá começando na atividade não entende o quanto era difícil essa fase inicial, porque a menor grama que as extrusoras produziam, isso eu tô falando de 2010, era uma ração de 2 a 3 milímetros. Ou seja, esses alevinos, desde o processo de masculinização, eles eram alimentados com essa ração pó, que é uma ração farelada, até atingir 10 a 15 gramas.

Ou seja, olha o tempo que demorava para chegar até esse animal conseguir atingir esse peso para conseguir se alimentar com esse menor grão que conseguíamos produzir. E a AguaBit trouxe essa tecnologia, na verdade montou uma extrusora dedicada a produzir essas rações microextrusadas de 1 milímetro, onde essas rações, a partir de peixes de 1 grama, já conseguiam se alimentar. E foi graças a um trabalho que eu desenvolvi nessa fazenda lá, que eu mostrei para o proprietário da fazenda a melhoria dos resultados zootécnicos, desde crescimento, sobrevivência, diminuição do tempo de cultivo, uniformidade do lote, que através dos dados que eu— foi um trabalho de campo que eu com o André, que era o rapaz que ficava lá na fazenda, que era outro engenheiro de pesca, desenvolvemos.

E eu mostrei para ele que era mais vantajoso utilizar essa ração do que uma ração pó, devido à melhoria de qualidade de água, melhoria da uniformidade, sobrevivência. Quando nós fomos fazer na ponta do lápis, mesmo essa ração custando um pouco mais cara, ela trouxe um retorno financeiro para na produtividade e na produção dessa, dessas fases jovens, que o dono se assustou. Com o benefício que trouxe. E através desse trabalho que eu desenvolvi na fazenda, com esse experimento desse produto que já, que a Guabi tinha lançado, foi que eu fui convidado para ir para nutrição, devido a esse trabalho que eu desenvolvi lá nessa fazenda.

Ou seja, a nutrição que foi fornecida para esse laboratório abriu porta para eu ir trabalhar com nutrição.

?Voz A

Eu tô aqui olhando outras coisas, mas tô prestando atenção, viu? Então aí você vê a importância de você desenvolver trabalhos dentro das fazendas, mesmo você não estando lá, só pensando em criar, né, engordar o peixe ou camarão. Você pode fazer testes, fazer teste com alguns produtos. E desenvolveu tecnologia. Isso não é o caso só de Diego, teve já outras pessoas que já fizeram isso e já desenvolveu tecnologia também, né? Vamos fazendo suas perguntas e colocando aí no chat.

Tô vendo o chat muito quieto, só Luiz que já fez uma pergunta que eu já guardei aqui. Enquanto isso, a gente vai passando aqui as perguntas nossas. Ao longo da sua trajetória, você acompanhou a evolução das rações, da nutrição aqui para o Nordeste. Quais foram as principais mudanças que realmente impactaram a produtividade? Diegão já falou aí que já passou, já tem mais, acho que mais de 10 anos ele trabalhando com nutrição. Eu já conheço ele desde 2019 nessa brincadeira, já tem 7 anos aí.

Eu já assisti algumas palestras dele na FENACAN, inclusive, né, lá no final a gente vai falar um pouquinho sobre isso. Eu já vi que na programação você vai estar lá de novo Uma palestra nessa área, se eu não me engano, nutrição. Então você vai vender seu peixe lá no final, você vai vender seu peixe. E avisar também a turma que agora em outubro nós vamos ter uma live com Itamar Rocha. Fiz uma reunião com ele semana passada, que ele vai trazer aqui as novidades, o que que vai estar acontecendo na feira.

Acompanha a gente aí que eu vou anunciar a data ainda. Não vou dizer a data não e nem vou dizer quem é a próxima live. Eu só tô antecipando a live lá da frente, que eu sei que vocês daqui a pouco esquece. Diegão, fala um pouquinho aí dessas principais mudanças que impactaram a produtividade?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Acho que o principal foi o produtor entender que não é só jogar ração, que na cabeça do produtor era isso. E a atividade no Nordeste, ela se tecnificou muito rápido e teve toda essa evolução em todas as fases, em todas as espécies. E a diversidade do Nordeste, porque se você vai para o Maranhão É um sistema de produção mais voltado para os peixes redondos, mas tem um pouco de tilápia no Piauí também. No Ceará, muito mais voltado para tilápias em tanques-rede, um pouco em viveiro escavado.

No Rio Grande do Norte também tem tilápia, tem outras espécies nativas, até chegar lá na região da Bahia, Sergipe e Alagoas, no Rio São Francisco, onde a maior predominância é de tilápia em tanques-rede, que é o grande polo de produção do Nordeste atualmente. E essa evolução foi devido ao mercado também, porque o produtor começou a deixar de ver a atividade como um hobby e começou a profissionalizar. A partir do momento que o produtor começou a profissionalização da atividade, veio também a evolução da nutrição, porque o produtor começou a identificar, e tanto as empresas como nós técnicos nós, engenheiros de pesca, engenheiro de pesca, também começamos a mostrar para esse produtor que ele precisava investir numa nutrição.

Porque de acordo com a espécie, de acordo com o sistema de produção, vai ser exigência nutricional dessa espécie ou desse sistema produtivo. E essa evolução vem, e nós estamos vendo uma evolução muito mais acelerada. Por quê? Porque o mercado tá ficando mais exigente. A produtividade tá sendo buscada a toda hora, e isso é muito bom para atividade. Por quê? Porque quando você começa a profissionalizar, e hoje nós estamos vendo no Nordeste algo que no Sudeste acontece há bastante tempo, que é a instalação de frigoríficos.

Quando nós temos a instalação de frigoríficos, os frigoríficos começam a fazer outras análises, que é rendimento de filé, como é que tá essa condição desse filé, como é que tá a gordura visceral, como é que tá a sanidade desse animal. Ou seja, a partir do momento que a cadeia começa a ficar mais tecnificada, tanto a nutrição como todos os outros elos da atividade tem que ir se tecnificando. E isso foi muito, muito rápido, tipo, de quando eu comecei na atividade.

Vou contar de quando eu entrei na faculdade em 2005. 2010, quando me formei, até hoje, 2026, foi uma evolução muito rápida dentro da atividade, dentro do nosso cenário. Porque olha o que o Brasil produzia na aquicultura e olha o quanto o Brasil produz hoje. Ou seja, esse crescente na produção foi fazendo também com que a nutrição fosse evoluindo. Nós deixamos de falar só de nível de proteína, nós estamos começando a falar hoje nível de aminoácido.

Aditivos funcionais que vão melhorar a imunidade desse animal. Nós estamos começando a falar de microminerais na forma orgânica, nós estamos buscando alternativas naturais para melhorar a imunidade desse animal, melhorar a absorção dos nutrientes, pensando o quê? Pensando em que esse animal, absorvendo melhor os nutrientes, vai poluir menos o ambiente onde ele tá, ou seja, poluir menos a água. Ou seja, essa, essa evolução veio não só na nutrição, mas veio também nos sistemas de produções, veio na aquisição de ferramentas para gestão, que eu acho que hoje o grande desafio e que nós temos que começar a falar muito mais na atividade é sobre gestão na produção, que isso é muito importante.

Isso faz com que o produtor deixa a sua atividade muito mais rentável ou não. Ele começa a fazer povoamentos estratégicos, ele começa a saber realmente onde tá os gargalos da atividade, onde ele pode ir ajustando para ir melhorando. Ou seja, essa evolução passou por todas essas etapas, mas a nutrição hoje vem evoluindo muito rápido. Só que não adianta ter só nutrição, nós temos que ter os outros elos. Nós precisamos ter uma genética boa também, Nós precisamos ter bons manejos, infraestrutura, sanidade é importante demais, e a gestão, que eu acho que hoje é importante, imprescindível ter uma boa gestão do seu negócio.

?Voz A

Tirado! Ó, esqueci o microfone. Então, Diegão tocou no ponto interessante: só nutrição não faz milagre. Tem que ser manejo, precisa ser sanidade, genética, gestão. E isso é um ponto que o Engenheiro de Pesca mais bonito do Brasil, que tá por aí, sempre falou aqui nas lives, que gestão— e gestão não é só você gerir o negócio em si, né? Você tem a parte financeira, que o pessoal foca muito na parte financeira, mas não é só gerir isso.

Você tem que gerir o patrimônio, você tem que gerir principalmente pessoas, que eu acho que o mais difícil hoje é você gerir pessoas. Você gerir pessoas não é fácil. Eu trabalho numa empresa aqui no bairro de Valença, a gente tem quase 200 funcionários, e não é fácil, gente. Eu já trabalhei no setor, lida com o pessoal, hoje eu tô na mais na parte administrativa, mas não é fácil você lidar com gente. E como o pessoal sempre fala, é melhor lidar com bicho do que lidar com gente.

É ou não é, Diego? Todo mundo fala isso, é melhor lidar com bicho do que lidar com gente, porque gente é um povo complicado, é difícil, porque você tá vendo cada um com a cabeça, cada um é um mundo. Então gerir, a gestão, quando o Diego fala, eu lembro, eu acho que pensando muito isso, gerir pessoas. Que aí você tem que ser uma pessoa que consiga lidar com as pessoas, que tem diversas coisas, das partes boas, das partes ruins, e você tá sempre estimulando eles a produzir bem.

O que eu sempre falo para os produtores é: o cara que vai lhe derrubar, levantar, vai lhe derrubar, é o arraçador, é o cara que tá ali no campo, que tá ligado ali na produção. Que tá na beira do viveiro, porque o cara vai simplesmente jogar tudo rasgando no lugar. O chefe não tá vendo, tá entendendo? Pode, tanque reto é melhor ainda, né? Porque você joga lá o FCA lá em cima e também ir. Então você tem que ter esse comprometimento. Quer falar um pouquinho, Diego?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Mas é isso. Quando eu falo gestão, é gestão de pessoas, gestão de processo, gestão da atividade contabilidade, gestão estratégica, é gestão do planejamento estratégico que você vai, vai fazer, é entender a realidade do negócio, é entender o macro também. Porque às vezes o produtor ele olha muito para sua produção e esquece de entender como é que tá o entorno. Quando eu falo entorno, além dos vizinhos, é como é que tá o mercado, mercado nacional, mercado global.

E isso é gerir, isso é gestão. E a gestão de pessoas é um grande desafio hoje, e que nós técnicos precisamos aprender isso. Nós vamos ganhando a experiência com o dia a dia. Essa gestão de pessoas, como você falou, é um desafio muito grande, mas cabe a nós estarmos treinados e aprendermos e nos treinando também para conseguir gerir essas pessoas, pois cada um tem um ponto de vista e um pensamento. E buscar desse ponto de vista, desse pensamento desse colaborador, adquirir o melhor dele.

E adquirindo o melhor de cada um, de todos os colaboradores, é o mais importante para que a empresa consiga crescer. E a empresa só cresce com pessoas. E quanto mais você valorizar as pessoas, quanto mais você gerir essas pessoas, melhores são os resultados que nós vamos ter dentro da atividade.

?Voz A

Então, o pessoal acha que valorizar os colaboradores é só dinheiro. Não, pessoal. Você pegar esses colaboradores e fazer uma programação anual, durante o ano tem vários eventos. A gente, Luiz, você tá aí, fala aqui, joga no chat quantas feiras a gente calculou que tem só no nosso segmento hoje. Quem só agora teve feira, e aí tem os festivais também, né, que acontece, mas só no Nordeste. A gente tem a PEC Nordeste, você tem, teve o Festival do Camarão em Aracati, tem a FENACAM.

Aí a gente vai para o Sul, Sudeste, aí tem aqui show, tem o UFC, tem aí UFC, tem UFC lá no Sul, tem UFC no Norte, na Amazônia. Fora os outros eventos, tá entendendo? Por exemplo, agora tá acontecendo a semana de pesca em Paulo Afonso. Já daqui a pouco acontecer do UFC, da UFRPE, que marca o final do ano. E aí você vai, são pequenos eventos que você pode pegar seu colaborador e tá levando para capacitar. Porque eu vou mentir para você, eu me sinto valorizado quando a minha empresa que eu trabalho me pega e manda aí para algum evento participar para eu me atualizar.

Tá entendendo? E também quando o proprietário vai para essas feiras, para esses eventos, somente as feiras maiores, por exemplo essa que eu acabei de falar, Seafood Show Latinoamérica, que é uma das maiores feiras, né, a maior feira de pescado da América Latina. Imagine o mundo de gente que você vai ter contato, imagine as experiências que você vai ter se você for olhar a programação, meu irmão, tem gente de todo mundo. Tá entendendo?

Então assim, a FENAC é um exemplo. Itamar Rocha faz questão de trazer gente do exterior para trazer, para fazer palestra. Quem vai para a FENAC aí no simpósio para se atualizar, assistir, ficar por dentro das tecnologias, as inovações estão vindo. Porque não é só na feira que você vê inovação, você vê inovação nas palestras. Que os cara que vem para feira normalmente eles estão palestrando, porque é o chamariz para ir para estande, né?

Isso, Diego. Então assim, é muita novidade que vem. Eu, eu tenho uma estratégia de quando eu vou para a FENACAN ou para outra feira, eu normalmente dou preferência assistir os internacionais, porque é a oportunidade que eu tô tendo ali. Os nacionais eu posso ter uma oportunidade de assistir depois, não é desmerecendo, mas a chance que eu tô tendo de ver o cara internacional ali, eu não sei se o próximo ano ele vai vir de novo ou se eu vou ter oportunidade de ouvir ele de novo.

Então eu procuro usar essa estratégia para buscar. Ah, é maçante? É. Você fica toda manhã, pessoal vai para praia, mas tu tá lá, tá entendendo? Eu vou para o simpósio porque eu, na minha cabeça, não dá de eu ir para uma FENACAM, qualquer evento, eu não ia assistir as palestras, tá entendendo? Porque é uma forma de atualização, pessoal, você ficar por dentro do que tá acontecendo. Fora isso, a gente tem hoje lives, fora que a gente faz, tem outras pessoas fazem live também, tem uns eventos que são híbridos, que tem presencial e tá tendo transmissão, tá entendendo?

A gente vai ter o CONBEP, se eu não me engano, ano que vem aí em Fortaleza, né, Diegão? É uma oportunidade. Ah, é um evento mais acadêmico, é, mas é um evento acadêmico que vai muito profissional, levando muita novidade, tá entendendo? Muita pesquisa. E como a gente trouxe aqui o Fábio falar da bioacústica para questão de nutrição, importantíssimo, um link que eu assim não imaginava nunca Tá entendendo? Para nutrição de precisão ainda mais.

Então assim, é para o seu colaborador, para isso também. Eu acho que você tá, essa gestão é valorizar ele, seja não só em dinheiro, mas valorizar, indo buscar conhecimento também. Porque assim, você trabalha com gente, você tá formando gente. Quanto mais ele tiver conhecimento, melhor para você, que vem retorno para você. E pelo menos é minha visão, e eu vejo isso muito grande. É muito também nas empresas grandes fazendo isso.

Diego pode provavelmente é um exemplo aí que vai para vários eventos representando a Guaybi participar. Por quê? Porque a Guaybi quer que ele se capacite e ele traga as novidades que tá tendo lá também, entendeu? Mas bora lá, ó, quer falar alguma coisa, Diegão?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

É só para enaltecer aqui esses eventos, como você falou, tanto as palestras, mas os contatos e as experiências com outros profissionais de outras regiões, ou às vezes até de regiões próximas, ou que cultiva e cria a mesma espécie no mesmo sistema de produção, em sistema de produção diferente. Porque você consegue ir absorvendo e adquirindo mais contato e conhecimentos para tá aprendendo. Eu acho que a nossa vida, e o bom da nossa atividade, é isso.

Todo dia nós estamos aprendendo porque é muito dinâmico, né? A nossa profissão e as nossas atividades.

?Voz A

Aí, Diegão tocou no ponto interessante. Basta você estar assim na palestra, você tá no lado. Às vezes acontece isso, você tá na palestra, você tá do lado, alguma coisa passando lá, aí você, pô, tô com um problema disso. Você comenta com o cara do lado, ou na própria feira, nos estandes. Às vezes até o próprio vendedor aí, como Diego, representante lá, o técnico, ele faz a ponte entre um e outro, porque ele conhece um de um lugar, outro de outro.

Ah, tem uma situação parecida passou lá, vem conversar com ele. Às vezes a vivência de um com outro consegue solucionar num bate-papo aquela necessidade. Eu acho que esses eventos faz muito isso, essas conexões que a gente faz. E às vezes a gente vê uma realidade, pô, lá no Sul já passou por uma coisa que no Nordeste não passou, ou no Sul tá passando por uma coisa que o Nordeste já passou, já sofreu. Então tem a solução, só que eles não sabem disso.

Numa feira desse, nos eventos desse eles acabam essa conexão ajudando a resolver. Eu acho que é bastante interessante isso. E falando nisso, falando de região, conhecendo a agricultura brasileira, né? E Diegão soltou aí no início que ele já conheceu alguns locais, né? Você teve a oportunidade de conhecer diferentes polos produtivos no Brasil. O que mais chamou sua atenção nas diferenças de manejo tecnologia e realidade entre essas regiões.

Isso aí é um olhar dele. Agora imagine o produtor tendo oportunidade de conhecer esses polos, como não muda a visão dele de muita coisa?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Muda bastante, Deraldo. Teve um período no Nordeste e 15 dias em Minas Gerais, mesma produção da mesma espécie, tilápia em tanques-redes. Só que a realidade era totalmente diferente quando eu tava aqui no Nordeste. Eu tinha que pensar de uma forma, porque, porque é uma linhagem que é trabalhada no Sul e Sudeste. Lá em Minas Gerais, onde eu estava, era outra linhagem, era outra realidade. E essa troca de informações, que essa experiência de ter passado por vários polos de produções fez com que eu conseguisse ajudar os produtores, porque alguns desafios que eles estavam passando lá, que no Nordeste nós já tínhamos passado, e da mesma forma alguns desafios que aqui nós estávamos enfrentando, lá eles já tinham passado.

E isso foi muito bom porque cada região, mesmo tendo, vamos falar da tilápia em tanque rede, E dependendo da represa é um manejo. Exemplo, eu tava semana passada em uma região aqui que a temperatura da água já tá batendo 31 graus, tende a chegar a 32 graus. É um manejo que tem que ser adequado para essa realidade, porque nós sabemos a faixa ótima de produção da tilápia. E quando eu cheguei lá em Minas, eles não se atentavam nessa temperatura, porque eles, no máximo que eles tinham chegado, era 28 graus.

Quando chegavam a 29, 30 graus, igual chegou em algumas épocas do ano, eles não sabiam qual estratégia tinha que ser feita. E aí eu cheguei com a experiência daqui do Nordeste, orientei eles, eles começaram a ter bons sucessos lá. Da mesma forma que lá em Minas tinham períodos do ano que a água chegava a 18, 19 graus nas represas, nós tínhamos que mudar a estratégia. Só que eu já tinha visto isso quando eu morei na região de Paulo Afonso, que a região de Paulo Afonso é bem interessante, que eu fazia o acompanhamento das 3 represas: Itaparica, Moxotó e Xingó.

Existia uma variação muito grande de temperatura na mesma época do ano entre os 3 reservatórios. E essa experiência que eu tive desses 3 reservatórios da região de Paulo Afonso, do Rio São Francisco, eu consegui levar lá para Minas e também trazer conhecimentos e experiências para essa atividade. É quando a gente fala de tecnologia, essas tecnologias eram simples, que às vezes o produtor deixa de mensurar. Exemplo: chegar numa propriedade, ter um oxímetro para medir o oxigênio, a temperatura, e de acordo com ou a mensuração que tiver de temperatura e oxigênio, qual é a estratégia que vai ser utilizada.

Quando nós vamos para outra realidade de viver escavado, quando nós vamos para o Paraná, no Paraná muito automatizado, tanto alimentação automática, os aeradores vão ligando automaticamente com sensor que tem na água, de acordo com a concentração de oxigênio vai ligando os aeradores, à medida que vai diminuindo oxigênio vai acionando os outros aeradores. Quando nós vamos para outras regiões que não são tão automatizadas, nós temos que buscar densidades menores.

Por quê? Porque de acordo com como o Brasil é muito grande, cada estado também é muito grande, e uma diversidade muito grande, nós temos que nos adequar à realidade de cada um, de cada uma dessas regiões, né? Eu acho que tem uma diferença muito grande, Geraldo, e dentro desses vários polos de produção. Peixes redondos no Norte e Nordeste é uma forma. Tem peixes também redondos no Sul e Sudeste, que aí tem que ser, eles sofrem muito nesse período do frio que eles estão passando lá.

É bem como o Brasil é muito grande, é um país de dimensões continentais, e cada espécie tem sua bacia hidrográfica. A gente consegue também tá migrando essas espécies para outras, para outras regiões, essas espécies vão se adaptando, mas o produtor também tem que se adaptar àquela realidade daquela espécie. Por quê? Porque é a mesma espécie, mas dependendo da linhagem que tá sendo trabalhada, é uma particularidade que aquela espécie vai ter.

E essa diversidade dos polos de produção do Brasil é que fez com que eu crescesse mais ainda como profissional que eu tinha, eu tinha, né? Eu tenho que sempre estar estudando para saber como eu ia, qual estratégia eu ia utilizar de acordo com a região que eu ia trabalhar.

?Voz A

Rapaz, e eu acho que essa expertise sua agora com esse desafio do El Niño, meu irmão, Se você tivesse na Guabi, você ganharia muito dinheiro agora com a consultoria, porque esse jeito que a gente tá vivendo, irmão, frente fria lá no sul, furacão e não sei o quê, tsunami meteorológico. E aí que no Nordeste o pau tá começando a quebrar, o calor tá começando a apertar mais do que a gente já sofre com calor no verão. Eu tô em Valença, tô com ventilador aqui, eu tô querendo aumentar a velocidade.

Imagine você que tá aí no Ceará, como é que tá? Começou já apertar. Então não é fácil desafio, né? É muita coisa, um lado muito quente, outro lado muito frio. Aí daqui a pouco vem a frente fria, muda tudo. Eu vou dar um exemplo aqui. Semana passada eu tava aqui a semana toda, assim, vou fazer minha visita sábado, faço minha visita sábado. Você chega de noite de mão, pau quebrou. Por exemplo, de chuva, sábado choveu. Aí o que acontece, nego?

A gente sai de manhã, né? Meio-dia para tarde, 1 hora da tarde, solzão. O clima mudou, o sol não foi aquele solzão, mas mudou, parou de chover. Esse agora lascou, não vou, não fui, não posso, vou trabalhar, fazer outras coisas. Mas assim, onde tinha que chover, choveu. A lama que eu vou passar na Rural aqui de Aratuípe, Nazaré, papapá, a lama. Imagina que a chuva não foi pouca, acaba acabando sua programação. A gente tá nem agora nisso, hein?

O que que a gente pode fazer? Não tem muito o que fazer, é se adaptar, ver melhores estratégias.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Hoje, hoje, Geraldo, nós temos algumas ferramentas em alguns sites que você consegue ver a previsão do tempo, pelo menos de 5 dias. Eu tava na fazenda esse final de semana que foi alterado o horário de arraçoamento porque a previsão do tempo mostrava que ia ter uma quantidade de vento muito forte, mesmo estando muito quente. Mas tinha lá o gráfico da quantidade de vento e os horários que ia ter o vento. E com base nisso foi ajustado o horário de alimentação.

Ou seja, nós temos hoje ferramentas que o produtor pode usar para tomar decisão, nesse caso, do horário de alimentação, da quantidade, do percentual de arraçoamento nos horários de alimentação. Ou seja, nós temos que buscar essas alternativas, porque não adianta eu pegar a previsão do tempo lá da Bahia, eu estando aqui no Ceará. Eu tenho que pegar aqui do Ceará, porque como eu falei, o Brasil é um país muito continental. Lá no sul, pessoal tá sofrendo com frio.

Sendo que lá o desafio é muito maior porque eles vinham, tinha esfriado, esquentou, esfriou de novo com chuva. Isso para um animal peixotérmico como os peixes é um desafio muito grande, muito grande mesmo.

?Voz A

Eu vou aproveitar que você falou isso e você dá uma dica agora. Ah, ah, ah, Luiz, Mateuzinho, General da Água, dicas de Diegão. Diegão, você falou aí dessa situação, pegou uma. Isso tem vários aplicativos. Você quiser depois falar dos aplicativos para gente ou botar aí o nome no chat, fique à vontade que a turma fica ligada. Inclusive, eu tô fazendo uma série no Instagram do Cultivo e Plante que vou fazer postagem amanhã. Eu faço dia de terça, que eu não consigo fazer ontem da Aqualab, vou fazer agora depois da live.

E dia de quinta eu faço sobre essa questão do clima na cultiva e plante. Quem tiver interesse, vai lá, vai estar no podcast, vai estar o que eu compartilhar essa collab falando sobre clima. Comecei com Eunilson e vou falando, tô fazendo alguns episódios sobre isso e eu dou várias dicas. E aí eu queria que você falasse sobre essa questão do vento, porque ele mudou e qual foi a estratégia que ele adotou nessa mudança do tempo aí que você viu que era questão do vento.

Por que ele fez a estratégia, para o pessoal entender. Que às vezes as pessoas não entendem por que ele mudou essa estratégia, sabe? Porque assim, não adianta você saber que vai chover, que vai ventar, que isso e aquilo. Inclusive fiz, acho que semana passada, foi atrasada, sobre a questão do vento. Por que mudar a estratégia de você ter que fazer isso, né? Explica para turma aqui, porque às vezes assim você tem que saber interpretar aquela informação e como saber usar, né?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

No caso lá, Geraldo, é que a represa já tava lá, muda seu horário de alimentação de acordo com a temperatura da água. Temperatura da água na semana passada chegou a 31, 31,5, começou a mudar o horário de alimentação. Você tem ideia, primeiro arraçamento tava sendo 4 horas da manhã, o segundo 7 horas, o terceiro 10 horas da manhã. Por que que nós mudamos esse horário de alimentação? Porque no período da tarde, acompanhando a questão da temperatura, quando aumenta a temperatura, aumenta também a proliferação de bactérias patogênicas.

E nós, a estratégia lá é mudar o horário de alimentação para que o animal passe com o trato intestinal mais vazio possível, para não dar oportunidade para essas bactérias se desenvolverem dentro do trato gastrointestinal do animal. E aí essas bactérias, que na maioria das vezes são patogênicas, que vão levar à mortalidade desses peixes. Por isso é que tínhamos mudado o horário de alimentação. Lá arraçoava-se 4 vezes por dia, mudou-se para 3 vezes por dia, justamente por causa da temperatura.

Só que como passou-se isso, eu passei o final de semana lá, quinta-feira teve muito vento, sexta-feira sábado, domingo. E aí no domingo nós estávamos lá e aí puxamos a previsão do tempo. E como a temperatura da água tinha baixado por causa da questão do vento e o oxigênio também tinha melhorado, nós tomamos a decisão de voltar a alimentação para os horários normais, justamente porque o ambiente tava proporcionando isso. E aí esse site ele mostrava até ele dá só uma sequência de 5 dias, como é que vai estar a quantidade de vento e os horários que vai ter a amplitude do vento, né, quantos, qual a velocidade do vento.

E aí foi tomada a decisão, não, melhorou a condição, vamos voltar a alimentação. Voltou-se os 4 horários de alimentação e não mais iniciando às 4 horas da manhã. Mas a partir do momento que para de ventar, e como é uma região muito muito quente, fica muito abafada, a temperatura da água sobe. Aí tem que se mudar o horário de alimentação, porque tem aquela zona de conforto, né, da tilápia, entre 25 a 30 graus. Acima de 30 graus nós já suspendemos 50% da alimentação, e acima de 31 suspende 100%.

E aí, com base na mensuração do oxigênio, vai se ajustando o horário de alimentação do dos peixes, né?

?Voz A

Então, pessoal, tá vendo como é que muda a estratégia cada questão do vento, cada temperatura? Na realidade, vocês têm que entender, para quem não entende muito, é o seguinte: quando tá muito quente o ambiente, o ar frio é mais pesado e o ar quente é mais leve. Quando o ambiente tá muito quente, ele acaba na água fazendo como se fosse um tampão. Diego, me corrija se eu estiver falando errado. Tampão da água, então acaba ela não fazendo muita troca, ou quando ela faz troca, ela tá fazendo troca com ar mais quente.

Então a tendência é o quê? A água ficar mais quente. Lembrem-se da geladeira, como é que funciona o congelador. Hoje até mudou, mas o ar-condicionado é o quê? Do ar-condicionado do quarto, ok, sempre tá no alto, que o ar frio tá em cima e o ar quente tá embaixo para fazer a movimentação do ar para resfriar. E aí acontece, quando tem o vento, esse ar quente para de— não para, mas o ar quente, frio, o vento batendo na água faz essa troca gasosa, essa troca da temperatura.

Então faz essa água que tá mais quente, ela começa a resfriar, tá entendendo? E é uma coisa que o pessoal usa invertido no inverno. Já teve algumas lives E o pessoal dando a dica: ah, tá muito frio e a água tá muito mais quente. Para você não ter zonas de, né, fria na superfície, quente no fundo, e peixe morrer por causa dessas mudanças de temperatura, manda ligar o aerador para homogeneizar, para o ambiente ficar equilibrado.

Então a mesma coisa é o inverso, só que aí, em vez de ligar o aerador, é o vento que tem lá no ambiente que tá fazendo isso. Porque no aerador aí agora não é interessante no quente, né, Diego? Porque você cria, deixa a zona mais fria embaixo para o animal ir para onde ele quer, e a zona quente vai estar mais em cima. Como é um açude, como ele falou, vai ter lugares mais fundos, então a água mais fria, mais confortável para o animal.

E ele falou aí 30, 31 graus. Imagina o local que passa disso. Isso é na água, fora, né, lá de fora. Mateusinho tá falando aqui, ó, que lá Rio Grande do Norte fez 40 graus Celsius, sensação são de 44. Imagine dentro d'água como é que tá. Fale, Diego.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

E aí, com essa temperatura também, Geraldo, quando maior a temperatura, esses gases, principalmente oxigênio, tende a sair, se liberar mais para sair da água para o ambiente, para atmosfera, né? E aí tem que ter esse cuidado também. Quando eu falo desse horário de alimentação na madrugada, mas tem que ser medido e mensurado o oxigênio. Se o oxigênio tiver ok, dentro da faixa ótima de produção, que é de 4 a 8 miligramas por litro, alimenta-se.

Não devemos levar em consideração só a temperatura. E como você falou, não nessa região que eu fui, mas aí na região do São Francisco tem períodos do ano que a temperatura da água baixa, e aí ao invés nós temos concentrar os horários de alimentação mais no período da tarde para que esse peixe consiga absorver melhor os nutrientes da ração, visto que os peixes são animais mesotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo dele muito próxima à temperatura do ambiente onde ele está.

Ou seja, temperatura fria, metabolismo mais lento. Temperatura mais alta, metabolismo mais acelerado. Só que chega um certo ponto que passa da zona de conforto. Né? E aí tem que ser feito esses ajustes da alimentação.

?Voz A

Então, pessoal, muito cuidado nesses momentos muito frio, muito quente, e esse ano com El Niño, com super El Niño, então é bom você ficar atento. Diegão vai dar uma dica aí dos aplicativos. Pode falar sem problema nenhum, Diegão. Qualquer coisa você pode botar aí no chat para turma, onde vocês podem acompanhar. O iMatch tem vários aplicativos, mas tem alguns aplicativos que são os melhores. Eu acredito que esse aplicativo seja aplicativo de surf, um dos melhores normalmente aplicativo de surf, porque a turma do surf precisa saber a entrada do swell.

Vê, é melhor, o surf depende de vento para formar as ondas. Então normalmente os aplicativos de surf são os melhores. Para a turma que acompanha essa questão da questão do vento, questão de mudança climática muito mais rápida, porque eles são muito específicos. É tanto que a turma que tá nos campeonatos mundiais, você sabe, tem lá, eu tenho os dias já e previsão dos dias que vai ficar parado, os dias que não vai. Então acredito eu que seja esses aplicativos, tá certo?

Diegão, acho que se ele tiver condições aí, ele coloca no chat. Para vocês aí o nome, para vocês verem, certo? Enquanto isso, deixa eu ver a pergunta do Luiz para ver se eu vou puxar nesse bloco ou no outro. Eu acho que é para o outro bloco. Deixa eu ver aqui. Vou botar no próximo, nesse próximo bloco agora. A gente vai estar mudando Mas antes de mudar de bloco, eu vou pedir aqui vocês o seguinte: para não deixar de curtir a nossa live, compartilhar e se inscrever em nosso canal, tá certo?

A gente precisa aí tá na meta de bater 1000 seguidores. Deixa eu ver aqui quantos seguidores temos agora no YouTube para dizer vocês. Estavam, estamos, Diegão, a gente trouxe um bocado de seguidor para gente no Instagram. No YouTube tá com 934. Diegão, traz um bocado de seguidor para gente para o Instagram. E siga aí nosso canal para a gente chegar aí no mil. A gente tá nessa batalha aí. E não deixe de seguir o Diego, Diego Wesley 88, e a Guabi Nutrição e Saúde Animal, Guabi Oficial, tá certo?

E eu vou até fazer uma queixa aqui agora ao vivo para o Diegão. Eu não gostei muito, apesar das informações são muito legais, animais lá. Eu gosto muito porque, como eu sou do agro, vamos assim dizer, meu pai tem fazenda, aí sempre foi um negócio de muito cavalo, boi, essas coisas. Tem muita, muita questão de nutrição para esses animais. E no Guabi lá não tem questão de nutrição, água. Eu vou fazer uma queixa aqui ao vivo, né, porque assim, eu fui lá, dei uma fuçada, e cadê cavalo, cavalo, cavalo, cavalo, boi, boi, cadê o água?

Poxa, não, tem que ter água. Já logo vai sair água, porque eles compartilham lá nos stories dele a live do Diego também ajudando a trazer nessa audiência aqui. Vou deixar você agora falar um pouquinho.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Deixa eu lhe dizer, porque como é um projeto, primeiro foram bovinos, equinos. Os de água estão gravados, estão sendo editados, e já já vai sair o de água. Eu fui um dos que participei das gravações, tiveram outros colegas da Guabi, e já já vem o de água também, né? Não é só bovino e equino não, de água tá no forno, já foram gravados. Fui para o Paraná fazer as gravações, isso é muito bom, vocês vão gostar. Foram vários vídeos, várias dicas, tanto eu como os colegas foram 3 estados.

Nós rodamos mais de 5.000 km, cada um de uma região diferente. Foi bom que nós conseguimos concentrar lá, porque lá nós vamos falar tanto de criação de peixe em tanques-redes, em viveiro escavado, em sistema superintensivo, a levinagem que toda em geomembrana, 100% automatizada, produção produções lá totalmente automatizadas, onde uma única pessoa consegue produzir em torno de 100 toneladas por mês. É um único funcionário, pois a fazenda era toda automatizada.

Ou seja, tem novidade boa aí. Fizemos vários vídeos, foram uma semana de gravações, mas vai já já vendo o Aqua.

?Voz A

Ah, sim, ó, ó, ó, pai, tá vendo? Ele tava procurando essa informação, eu dou uma cutucada aqui. Graças a Deus, ele já veio já. Ó, quando sair, marca a gente lá, fala qualquer coisa, a gente faz uma, uma, uma, uma. Tomara que saia até Fena Can, que na Fena Can eu vou querer bater um papozinho com você lá no stand. E quem não viu, ó, a gente tem um bate-papo com o Diego já tem um tempinho. Foi 24, se eu não me engano. Eu tô com a camisa amarela, eu tava olhando dia desse que eu tava passando aqui os vídeos.

E vai lá no nosso Instagram, procura, vocês vão achar. Ou no próprio YouTube vocês acham também, que tudo que eu posto no Instagram eu posto no YouTube, tá certo? E aí você vai ver a entrevista do Diegão lá. É muito bom saber que você gravou esse negócio aí, sabe? Boa, Eloy Niraldo! Mateuzinho, o homem já tá acostumado com a câmera. Isso é bom, é bom que a gente faz as entrevistas mais longas com ele na FENACAM agora. Mas é assim, vamos mudar.

A gente, eu e Diego, quando a gente foi falar, sentou na pré-live, pessoal, a gente faz a reunião pré-live, né? Inclusive fiz com o Thalma Rocha semana passada, muito interessante, bati um papo com ele, foi até rápido, viu? Até que é estranhando. Mas com o Diegão, a gente, como nossas lives segundo semestre, quando é a próxima semana, a gente faz lives pré-Fenacan, normalmente focado mais em camarão. Mas pô, Diego, você tem uma passagem tão legal, tão boa pela tilapicultura com peixe, não bosta explorar isso também?

Então por isso a gente fez uma live mais ampla de aquicultura, mas trazendo tanto peixe como camarão para trazer vocês, porque Não sei se ele tá aí hoje, Shella, se eu não me engano. Eu me esqueci o nome dele, é não sei o quê lá, Shella. Ele faz, sempre participa, engenheiro de pesca, engenheiro de aquicultura lá do Sudeste. E ele, poderoso, passa a live de só tirar apicultura sobre peixe, esse rapaz. Aí eu expliquei para ele qual é a nossa primeira, a gente tenta, né, mesclar durante o ano, mas a gente tinha feito, foi a primeira live que a gente fez com camarão esse ano foi com o Fábio falando da bioacústica, né?

E foi muita outras coisas. E eu já contactei uma pessoa para fazer de jacaré, consegui achar um professor para fazer de jacaré, pessoal. Em breve a gente vai fazer a live de jacaré, tô esperando agenda dele. Como eu já tinha essas lives programadas pré-Fernandão, eu não quis perguntar de novo a ele, mas já tô com o contato dele, já falei pelo Instagram com ele. Então a gente preferiu nessa live tá falando como de peixe, de camarão.

Agora a gente vai falar, ele falou da experiência dele com peixe, agora a gente vai falar no bloco agora sobre uma coisa que é extremamente interessante, que camarão embaçarindade e os desafios atuais nesse bloco, que é uma coisa que tá sendo a interiorização da carcinicultura hoje, né? A turma tá correndo para o interior, interior da Paraíba, interior do Pernambuco, interior do Ceará, do Rio Grande do Norte. Né? E aí, mas basicamente, se eu não me engano, é na Paraíba que é baixa salinidade.

Diegão vai falar um pouquinho sobre isso aí. Não é tanto lá Rio Grande do Norte, Ceará, que a salinidade não é tão baixa, mas na Pernambuco, na Paraíba, acho que Alagoas também é baixa salinidade. Diegão vai estar falando um pouquinho para a gente aqui nesse bloco, tá certo? Hoje você acompanha de perto a produção de camarão em baixa salinidade. Especialmente no Ceará e no Piauí. Eu tinha esquecido do Piauí, ó. Quais são os principais desafios desse modelo de cultivo?

A gente sabe que não é fácil, e a Gabi foi uma das primeiras a desenvolver uma tecnologia para resolver essas questões a partir da nutrição, né? E hoje as outras foram tudo acompanhando ela, se eu não me engano.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

É, hoje a mesma espécie que nós cultivamos em águas salgadas é a mesma espécie, que é o Peneia zona meio, que nós cultivamos em baixas salinidades. Aqui no Ceará hoje a atividade cresce muito e a expansão maior e esse aumento da produção e produtividade do Ceará no camarão foi nesses ambientes de baixas salinidades, águas de poços, águas de rios, e algumas delas com a salinidade um pouco mais elevadas e outras nem tanto. Mas como conseguimos ter essa adaptação dessa espécie, que hoje, para vocês terem ideia, no Ceará nós cultivamos esse camarão Peneus anamê desde 0,5 de salinidade até regiões onde vai chegar agora, já tem regiões aqui no Ceará que já tá batendo 60, 65 de salinidade, e a mesma espécie.

Ou seja, essa espécie, o Peneus anamê, consegue se adaptar muito a essas grandes escalas de sanidade. Mas hoje, qual é os principais desafios? É o produtor entender o perfil da qualidade de água dele e do solo, porque não é toda água que eu vou só colocar o camarão e colocar ração e vai dar certo. Nós temos que entender o perfil dessa água e tem alguns parâmetros, principalmente alcalinidade, dureza, e alguns minerais que são limitantes para o crescimento do camarão, principalmente cálcio, potássio, magnésio.

Como Deraldo falou, a Guabi há muitos anos atrás desenvolveu esse produto com esse incremento de cálcio, potássio, magnésio, que são os 3 minerais que mais limitam o crescimento do camarão. E essa, quando você incorpora via ração absorção direto da indústria, absorção pelo animal é muito maior e mais eficiente. Ou seja, hoje nós temos esses desafios dessa, desse perfil de água, mas hoje também nós temos um grande desafio que é, como você falou, o El Niño.

O El Niño vai ser um período de longas secas, né? Nós não sabemos quanto tempo vai ser isso, mas aqui no Ceará já tem regiões que estão com problema de escassez de água. Lembrando que essa água, pessoal, não é água de abastecimento humano. São águas que não são boas, que não dá para ser utilizada para abastecimento humano, ou se fosse utilizado teria que passar por um processo de dessalinização muito alto e um custo muito alto.

Ou seja, essa água não, não compete com o abastecimento humano. É bom deixar e frisar bem isso. E também essas fazendas, Geraldo, Hoje quase todas elas, ou boa parte delas, tem uma bacia de sedimentação que serve para fazer o reuso dessa água. E aí era um dos desafios, era isso: você passa o ambiente de cultivo todo trabalhando essa água, melhorando os parâmetros fisico-químicos dessa água, e depois você vai descartá-la? Não. Hoje se tem essas bacias de sedimentação onde essa água da drenagem, essa água da água fresca vai para essa bacia de sedimentação, trabalha-se alguns aditivos, alguns biorremediadores para melhorar essa água, e essa água retorna para o ambiente de cultivo.

Ou seja, hoje nós estamos perdendo basicamente o que perde pela infiltração ou evaporação.

?Voz A

Lembrando que o Ceará é referência nacional em gestão de água, pessoal. Eu faço parte do Comitê de Bacia há 16 anos, e quando eu comecei nessa brincadeira, os primeiros lugares que eu fui estudar, e o material da Ana era referência, era o Ceará. Os comitês do Ceará são referência, Ceará, Rio Grande do Norte, principalmente Ceará, por causa da questão hídrica lá é muito séria. Diego, ela tá dizendo que tá faltando água. Imagine, eles fazem uma gestão de água, é exemplo assim no Brasil todo.

Por fora. Como é, quem tiver curiosidade vai— ah, por falar nisso, quem tiver curiosidade, vai ter um evento, viu, Diegão? Vai ter o ENCOB, o ENCOB, Encontro Nacional de Conteúdo de Bacias, em Fortaleza, acho que na primeira quinzena de dezembro. Então quem tiver interesse, vai estar acontecendo ENCOB, é gratuito, só é se inscrever. Tem várias oficinas lá, várias palestras. É uma semana. Eu vou pegar aqui daqui a pouco para estar mostrando a vocês, para dizer o período exato.

Vocês vão lá e consegue fazer a inscrição, tá certo? Eu vou ver o site aqui daqui a pouco direitinho e passo para vocês aqui no chat, tá certo? Mas vai ser no Ceará. Fortaleza, na primeira quinzena, ali nesse entorno dia 10, um pouco antes, um pouco depois, alguma coisa assim. Então vai lá e vê. E Diegão tá falando aí uma coisa que é assim, é interessantíssimo como a nutrição consegue suprir. Mas para você suprir, você tem que saber como é que tá essa água.

Quem tiver interessado, vai lá na live com o Professor Augusto que a gente fez aqui. Professor Augusto Luan, tem quase um mês atrás, se eu não me engano. E vê lá, assiste a live que ele fala sobre alguns aspectos. Eu fiz algumas perguntas específicas sobre isso, essa questão de perfil iônico. E a base para nutrição corrigir é em cima do perfil iônico, não é isso, Diegão? Você tem que fazer análise do perfil iônico para saber o que tem lá, os macros e micronutrientes, macros e microminerais que tem na água, para você fazer a correção via ração.

E às vezes só suplementação via ração Você não, você vai ter que colocar outras coisas como Litonutri e outras coisas que Lotar, que o pessoal tem, então produtos que tem concorrentes, né? Eu tô falando os dois nomes porque um é da Oceana e o Lotar de outra marca, para não ter problema de concorrente, mas é de água calcária que supre esses microminerais que o camarão precisa muito, tá entendendo? Então assim, é extremamente interessante.

Luiz aqui, ele trouxe uma coisa ao contrário do que você tá falando, né, que a gente botou o tema de baixa salinidade. Ele falou que em Luiz Corrêa já vi salinidade 65. Tem como comentar alguma coisa sobre isso? Já que falou da baixa, a alta salinidade, Diego, como é que trabalha a nutrição quando tem alta salinidade desse jeito?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Nós também temos uma ração específica para esse desafio de salinidade. É, Luiz, aqui nós já temos até mais tipo na região de Chaval, Barroquinha, no ano passado chegou a 70 de salinidade. Os produtores continuaram produzindo. E aí, quando aumenta muito essa salinidade, esse animal vai precisar de uma exigência maior e de uma ração que tenha uma quantidade maior tanto de proteína, mas principalmente de energia, porque ele precisa de muita energia para fazer a osmoregulação.

Visto que nós paramos para observar, vai ter muito mais partes de sal do que de água. E aí esse animal gasta muita energia para expelir esse excesso de sais do corpo dele. Aí precisa tanto de mais proteína, mais energia. E aí a gente utiliza alguns outros aditivos também que vão melhorar esse desempenho desses animais. Os produtores conseguem produzir. No ano passado eles conseguiram produzir tendo bons resultados, resultados de sobrevivência, resultados zootécnicos muito bons utilizando esse nosso produto, porque nós pensamos também nesse outro desafio, né?

Só que essa salinidade ela não vai subindo muito rápido, ela vai subindo gradativamente, né? E aí por isso que o animal consegue ir se adaptando. Os laboratórios na região lá do litoral oeste Eles conseguem ir aumentando a sua salinidade até 45, no máximo 50 de salinidade. É feita uma aclimatação na hora que essas pós-larvas chegam a essas fazendas, e aí depois essa salinidade vai aumentando ao longo do cultivo, e aí esse animal consegue ir se adaptando.

Mas hoje também nós temos ferramentas nutricionais para esse desafio de maior salinidade. Ou seja, via nutrição nós também conseguimos corrigir e fazer com que as fazendas não, não precisem parar, né? Esse produtor consiga produzir durante o ano todo mesmo com esse desafio alto de salinidade.

?Voz A

Faz o comentário aqui do Mateuzinho: a interface solo-água é algo muito pouco analisado e importante principalmente nas regiões de baixa sanidade. Uma nutri de qualidade para completar as nutrições, principalmente magnésio e cálcio, é essencial. É, Diegão falou aí sobre a água de sanidade, é um desafio muito grande, tanto a baixa como a alta. E a Iguapi sempre na dianteira, vamos assim dizer, sendo pioneira nesse desenvolvimento dessas tecnologias.

E isso é que é uma das coisas que eu mais admiro na Guabi, porque ela sempre tá assim. Durante a pandemia, a Guabi teve a sacada, né, Diego? Diego pode até falar um pouquinho mais disso agora, é da mudança do tamanho da ração e a importância disso naquele momento, como foi para os produtores da mudança do tamanho da ração. A estratégia da Guabi mudou e ela fez isso todas as outras seguirem o mesmo caminho. E a Guabi sempre tá na frente.

Falo isso porque eu acompanho a questão nutricional com outras no mercado, e a gente acaba percebendo como a Guabi sempre tá inovando. E aí, Diego, quando ela faz mais 10 anos aí, ele poderia falar um pouquinho disso. Não sei se a gente vai ter um momento sobre isso, dessa inovação, a falar sobre a questão Mas aproveitar o momento que ele tá falando disso, fala um pouquinho disso, Diego. Qualquer coisa lá na frente você pode aprofundar um pouco mais, que eu acho que vai ter alguma coisa desse tipo.

Mas eu acho que é interessante nesse momento tá falando disso, que eu acho que é importante a turma conhecer um pouco esse aspecto da Guabi.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

A Guabi, ela sempre vem inovando, né, Geraldo? A Guabi, ela foi a primeira empresa a produzir rações extrusadas para peixes, a primeira a produzir rações micro extrusadas para peixes também. A primeira empresa a produzir rações extrusadas para camarões. E hoje nós temos para camarões rações peletizadas e extrusadas. Hoje 100% é a única, a Agua B é a única que 100% do portfólio são de rações extrusadas. Nós estamos lançando agora é uma ração microextrusada para camarão, uma ração de 1,3 milímetros como você falou, a Guabi sempre buscando trazer tecnologias e inovações, justamente porque entende e vai acompanhando a mudança do campo.

A Guabi, com o corpo técnico dela, sempre tá buscando alternativas, vai entendendo como é que tá a dinâmica do campo, sempre com esse network entre os produtores, nós que estamos na no campo junto com os produtores, levamos para nossa equipe de gerente de produtos, gerente de formulações. Nossa equipe tá sempre indo em outros países identificando quais são as realidades e as novidades que tem fora e trazendo para dentro da Guabi.

Hoje a Guabi, ela pertence a um grupo multinacional, pertence ao Tec, que tá em mais de 140 países. Isso é muito bom porque com esse network que tem dentro do grupo nós conseguimos sempre estar nessa vanguarda e sempre tá trazendo tecnologias para aprimorar e melhorar a produção da nossa atividade. Aí, Heraldo, só falando em relação ao que o Matheus comentou, hoje no campo, Matheus, nós estamos falando muito para o produtor começar a analisar mais o solo, ter essa questão da, como você falou, dessa interface água-solo é muito importante, porque o camarão ele vive, ele se alimenta e ele defeca no mesmo ambiente.

Quanto melhor for a qualidade de solo, melhor vai ser sua qualidade de água. E hoje nós da Guabi já temos conversado muito isso. E aí, Heraldo, nós estamos fazendo um programa e um projeto que é Guabi nas Fazendas, onde nós fazemos treinamentos práticos para os produtores nas fazendas. E trazendo essa realidade, eu tenho conversado, eu e a equipe temos conversado muito com os produtores analisar mais o solo. Hoje nós analisamos muita água e pouco solo, e temos que começar a trabalhar cada vez mais essa interação.

E a maior interação que existe é água-solo. Precisamos trabalhar muito melhor e entendermos melhor esse solo. Quanto melhor o solo, melhor a água, melhor vão ser os resultados zootécnicos dos camarões.

?Voz A

Então, quem fala muito dessa questão do solo, que o pessoal deixou muito de falar, é o professor Luiz Otávio. Tô tentando ver se eu não falei ainda com ele, ver se eu consigo trazer ele para uma live aqui antes da FENACA ainda, para falar um pouco dessa questão do solo. Eu já vi algumas palestras dele desse ano focada nisso. E para mim, assisti uma vez uma live dele em Canavieiras, uma live, uma palestra dele em Canavieiras sobre essa questão do solo, e a turma de lá para cá não melhorou.

E aqui até um tempinho foi antes da pandemia, a turma ainda não parou para ficar olhando o solo. E aí quando a gente fala a questão de tratar o solo, não é só questão só de remediar, ou de usar biomediador e probiótico. Você deixar o sol, o sol bater no solo, deixar o solo respirar, você fazer os processos de correção de solo, né, revolver ali o fundo, tirar o excesso de matéria orgânica. Eu ainda não postei, eu gravei uma dica semana retrasada sobre isso, que um cliente meu, protô aqui, que só usa Aquabi, ele não abre mão.

Já testou outras rações lá na fazenda dele, a que melhor dá resultado para ele é aquela linha mais, né, Não é a base, é a outra. Eu me esqueci a marca agora. Eu acho que é essa mesmo. E é que ele tem melhor resultado no ambiente dele lá e não come pouca ração não, viu? Eu acho que é o melhor cliente de Bruno aqui, tirando a maricultura, é um dos melhores clientes dele. Ele me falou que pega de 800 a 1000 sacos por causa dos viveiros dele.

Então pega saco, né? Aí a turma que tá aqui vendendo outra ração pedindo lá um viveiro a ele, dois, para fazer um teste, não Quer dizer, eu nem me meto nessa brincadeira. E aí a turma não faz isso. Ele removeu dos viveiros, todo tempo. Quanto tempo tem que você não faz isso? Esse dele, quando eu comecei aqui, nunca retirei. Isso não é possível, você nunca fez, irmão. Eu fui com os viveiros com ele, a matéria orgânica que ele tirou, e ele foi colocando nas laterais onde precisava colocar, né?

Esse bota de um jeito que quando bater a chuva não traga para dentro de volta. Não, botei aqui, água não traz não, tá certo. Era muita lama, cada viveiro que ele fez isso era muita lama, muita lama, pessoal, que é normal acumular porque você tem ração, você tem fezes, tem uma série de coisa que acontece no ambiente ali que vai sedimentando, sedimentando, sedimentando. E ele principalmente tirou aquele lado onde acumula, né, o lado que bate o vento, que vai acumulando no canto do viveiro.

E ele foi tirar daqueles cantos. E assim vou fazendo correção de algumas coisas. E olha, a hora de máquina que ele fez isso, porque tinha tempo que você não fazia. Ele vai mexer, aproveita, vai mexer outras coisas. A gente tava vivendo, e é fundamental. E olha, Diegão, que ele fazia o processo de deixar no solo, revolver, fazer correção de solo, aplicar calcário, cal virgem. Ele faz isso, que ele é chato para fazer isso, ele faz.

É tanto que ele trabalha camarão lá acima de 20 gramas, camarão de 30 gramas, né? O mercado agora aqui não tá muito bom para isso, né? Ele tava fazendo camarão 12 gramas, mas ele tem esse cuidado de trabalhar o solo e ele tá com esse material orgânico. Agora imagine quem não faz, entendeu? Imagine quem não faz, como é que não fica. Então é, o solo é fundamental. Pessoal tem que lembrar que camarão é diferente de peixe. Peixe vive na coluna d'água, camarão vive no fundo.

Então, se o solo não tiver bem, vai interferir na saúde do camarão, no desempenho do camarão, né? E aí eu queria que você falasse um pouquinho, a gente mudar de pergunta, um pouquinho sobre isso, da interferência do solo na questão nutricional do camarão em relação à ração. Fala um pouquinho para turma aqui entender um pouco disso, dessa influência.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

O solo vai ditar muito a capacidade de suporte. Que a quantidade de quilos de camarão que aquele ambiente suporta, que é outro parâmetro que é pouco observado. E às vezes o produtor, ah, quando esse camarão, quando eu povoou X mil pós-lavas, quando ele atinge determinada gramatura começa a morrer. E ele não entende que é uma coisa mais simples, que chegou na capacidade de suporte. E quanto mais esse solo tá exaurido, ou seja, quanto mais esse solo tá não propício para aquela produção, as produtividades vão caindo ao longo dos ciclos.

Como você falou, o seu cliente, ele mesmo trabalhando com biorremediadores, não fazia essa retirada desse excesso de matéria orgânica. E esse excesso de matéria orgânica tem causado outros problemas. Excesso de matéria orgânica tem causado o aumento da concentração de gás sulfídrico, Aumento da mortalidade, aumento da carga viral ou carga bacteriana, aumento da quantidade de concentração de víbrio que tem ali. Ou seja, o solo, quando ele não tá muito bem trabalhado, ele é gatilho para várias outras patologias.

Ou seja, trabalhando muito bem o solo, melhorando a qualidade desse solo, você vai conseguir consequentemente melhorar a qualidade de água e melhorar a qualidade desse camarão. Que aí você vai conseguir ter melhores produtividades. E aí nós começamos a observar o quê, Deraldo? Quando você não trabalha muito bem esse solo, esse ciclo eu tirei 2.000 toneladas por hectare, no próximo ciclo 1.800, 1.500, 1.000. Quando chega em 1.000, produtor, mas o que foi que aconteceu?

Eu não mudei nada do meu manejo. Exatamente, como você não mudou nada do seu manejo, a sua capacidade de suporte foi diminuindo ao longo dos ciclos. Ou seja, nós temos que conversar e começar a conversar cada vez mais com os produtores da importância de analisar o solo. E aí a nutrição vem muito a melhorar esse solo.

?Voz A

Por quê?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Porque quanto melhor for a nutrição, quando você utiliza aditivos funcionais para melhorar a absorção desses nutrientes, tais como complexo enzimático, essas enzimas vão acelerar e facilitar a absorção dos nutrientes da ração, probióticos, prebióticos, alguns minerais nas formas orgânicas, quanto mais fácil for a absorção pelo animal, menor são as excretas. Se ele vai excretar menos, vai poluir menos aquele ambiente. E aí é onde a nutrição entra para melhorar essa questão da qualidade do solo.

Mas consequentemente, se eu melhoro a qualidade do solo, eu melhoro a qualidade da água, eu vou melhorar os resultados dos parâmetros zootécnicos No caso da Aguabi, como a ração ela é extrusada para camarão 100%, a ração extrusada, o processo de extrusão já deixa a ração muito mais digestível e palatável para o animal, ou seja, já vai excretar menos, já vai poluir menos essa água e esse solo. Consequentemente vai ter melhores sobrevivências, menores conversões alimentares, melhor rentabilidade para o produtor.

?Voz A

Então, Diegão disse tudo. E essa primeira coisa que você falou foi a perda de desempenho, foi o que ele percebeu. Ele mexeu porque ele percebeu que começou a perder desempenho na criação dele, a produtividade dele começou a cair. Provavelmente começou a questão das doenças bater mais um pouquinho, ele começou a ver mortalidade, um camarão que ele tá levando até 30 gramas. E aí ele viu, Deraldo, comecei a perder desempenho, a produtividade começou a cair, aí eu tive que mexer nisso.

E ele é um produtor que vive a fazenda. Ele tem outras coisas que a esposa e o filho toma conta, as empresas dele que fica à frente, e ele fica muito à frente da fazenda. Ele tá na fazenda todo dia, domingo a domingo, pessoal. Então assim, ele percebeu isso e tomou atitude a tempo, tá entendendo? Então assim, se você não tomar atitude, esqueça, você não vai melhorar. E tem produtor que fica, não, fica empurrando, fica empurrando.

Não, você tem que fazer. E solo, tem que entender o seguinte: o solo com muita matéria orgânica, ele tende a ficar o quê? Ácido. Camarão não gosta de solo ácido, diminui muito a produtividade dele, interfere muito, né? Mas bora lá, vamos para a próxima pergunta que o tempo tá passando. Já estamos quase 2 horas de live, hein? E estamos com uma média boa, viu, Diegão? Ó, Diegão, deixa eu ver aqui. Já passamos de 223 visualizações aqui, viu?

Muita audiência entrando e saindo aqui para assistir sua live. 224 visualizações agora, já tivemos pico aqui de 23, 16 de média. Muito bom, viu, para nossa audiência aqui. Você atraiu um bocado de gente aqui agora. A turma assim, a gente tem um público diversificado aqui que a turma assiste muito assim, começa a assistir para, volta no outro dia, assiste depois, ou baixa para assistir no carro quando tá trabalhando, né, a turma que trabalha na representação aí.

E até pedir, Deraldo, até o professor para mim falou assim, Deraldo, a live de vocês demora muito, aí acaba a gente perdendo interesse. Aí sim, professor, eu já tentei fazer uma live mais curta, mas às vezes a gente tenta, o próprio convidado demora um pouco mais nas perguntas, como também tem as enxurradas de pergunta. Mas bora lá, nossa próxima pergunta é: diante desses desafios relacionados ao desafio do modelo produtivo, né, como produtor deve ajustar o manejo, a densidade e o planejamento para reduzir os riscos de mortalidade, melhorar a estabilidade do cultivo? Eu acho que Diego, nas faladeiras aqui, já falou alguma coisa desse tipo.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Se você já falou, Diego, só pontua para ficar registrado nessa pergunta, e aí a gente vai tocando Acho que o principal é o produtor saber qual é o período do ano que ele tá fazendo o povoamento, qual o período que vai fazer a despesca, o planejamento. Ele vai despescar esses camarões com quantas gramas? Porque tem muitos produtores que infelizmente povoam hoje, não sabe qual a gramatura que vai despescar, ou seja, não tem um planejamento.

E é muito importante que o produtor comece a fazer esse planejamento. Eu vou fazer camarões de quantas gramas? Qual é a capacidade o que que eu vou dar de suporte para o meu ambiente? Eu vou fazer uma despesca total, vou fazer uma despesca parcial, eu vou tentar vender quando o preço do camarão tiver melhor. Só que tem essas variações e essas sazonalidades. E aí o produtor precisa entender, não é quando ele tá povoando, e sim quando ele vai despescar.

Será que quem cria em água, em água marinha, vai pegar um período de desafio de salinidade aqui no Ceará. Tem regiões aqui que hoje a fazenda tá com a captação de 50 de salinidade, só que começa o período de chuvas e aí começa as represas transbordarem. Aí a influência da água doce é maior do que água salgada. No outro dia, na captação, a salinidade tá zero. Se esse produtor não tiver atento a esse desafio, como é que ele vai se preparar se dentro do viveiro, dentro da fazenda dele, tá salinidade 50 e a captação tá zero?

Da mesma forma, quem cria em baixa salinidade, baixa salinidade, a chuva faz com que tenha uma queda de alcalinidade, dureza, que são dois parâmetros que são limitantes para o crescimento do camarão. Ficar atento a esses períodos do ano. Nós estamos passando por um período do ano agora de ventos fortes. Esses ventos fortes vão fazer com que tenha uma variação de temperatura muito grande dia e noite. E aí, qual é a estratégia que eu vou adotar.

Nós sugerimos que nesses períodos de desafio você diminua a densidade para diminuir a pressão sobre o ambiente. Nos períodos que a gente sabe que o ambiente vai estar mais controlado, a gente pode aumentar a densidade. Ou seja, o produtor tem que ter um planejamento estratégico para saber como é que vai ser o seu povoamento e quando vai ser a sua despesca. Ou seja, não pensar: começou a morrer, eu vou despescar. Nós temos que pensar antes, nós temos que tomar estratégias, fazer estratégias e tomar decisões antes que aconteça o pior, que é a mortalidade.

Só que infelizmente o produtor se acostumou com mortalidade, ele acha, entre aspas, normal a mortalidade. Só que mortalidade não é normal. Nós temos ferramentas hoje, estratégias para prevenir, evitar e e fazer com que a rentabilidade da atividade continue sendo muito boa. Porque esse camarão, quando ele morre nessa fase final, ele além de perder sobrevivência, perder biomassa, vai aumentar a conversão alimentar, consequentemente aumentar o custo de produção.

Ou seja, nós temos que estrategicamente fazer o planejamento tanto do povoamento como da despesca.

?Voz A

Ei, ei, Niraldo, o microfone, ó. É que eu tava lendo aqui os comentários. Renatão, daqui a pouco eu faço sua pergunta aqui junto com a de Luizinho, final desse bloco. Não é fácil, não é fácil, não é fácil não. E você tá assim a cada ciclo, né, Diego? Ou até durante o ciclo você tá mudando sua estratégia, porque porque a mudança climática, principalmente nesse cenário de El Niño extremo, né, você tem que estar praticamente toda semana vendo qual a estratégia que você vai estar adotando ali, o que é que vai fazer.

Como Diego falou, uma semana tava a questão, outra tá na outra, e aí você vai até quando? Produtor tem que estar ligado, não tem para onde correr. Você tem que produzir, que você vive daquilo. O clima é uma coisa que a gente não tem poder de mexer. Então a gente tem que pensar na solução, não pode ficar pensando só no problema. Bota isso na cabeça: a questão tá aí, você tem que resolver. Não adianta ficar pensando no sexo dos anjos, tem que resolver a questão.

E normalmente você tem os técnicos das empresas de ação, das empresas de probiótico, remediadores, tem sempre equipes capacitadas para estar ajudando, orientando o produtor Fora os seus técnicos dali da sua empresa, da sua equipe, entendeu? Porque a gente vai lidando com que tem aí, com cenário que a gente tem, vai se adaptando ao que tem, a realidade, tá certo? Vão fazendo suas perguntas porque a gente já tá indo daqui a pouco para o último bloco, tá certo?

E pedir a vocês para curtir a nossa live, compartilhar e se inscrever em nosso canal. E chegar um valor aí de vento novamente, lá no Instagram do Cultivo e Plante vai ter essa questão do vento. Vocês podem pelo Instagram do podcast, você vai ver lá, dá uma levantadinha. Acho que não tem duas semanas, eu acho que foi semana passada, foi retrasada, que eu postei alguma coisa. Vocês vão ver logo que ela foge do padrão do podcast, e aí você vai ver lá.

E aí a série é muito interessante, são dicas curtas da para vocês aprenderem muita coisa, tá legal? Bora lá para nossa próxima pergunta. Qual é o papel da nutrição neste cenário? E com ferramenta, como aditivos funcionais podem ajudar o camarão enfrentar períodos de estresse e instabilidade climática associada ao El Niño? Ó, El Niño na área de novo.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

O El Niño, nós temos que que diferenciar, porque aqui no Nordeste ele vai atuar de uma forma e na região Sul e Sudeste de outra forma. Focando aqui no Nordeste, nós vamos ter aumentos consideráveis de temperaturas e estiagens mais prolongadas. E com esse aumento da temperatura, nós vamos observar que vai aumentar as patologias, tanto em peixes como em camarões. Nos casos dos peixes, nós já temos várias patologias, lactococos, estreptococos, e aí suas estreptococos 1B, 3, lactococos.

Ou seja, o produtor ele vai ter que saber que vai ser um período de muito desafio, que nós temos que mudar estratégias desde o horário do fornecimento da ração, mas via nutrição nós conseguimos hoje ter vários aditivos que vão conseguir melhorar e fazer com que esse produtor consiga enfrentar esse período de desafio do El Niño com uma maior rentabilidade do negócio. Hoje nós temos probióticos, que aí nós temos que diferenciar que existem cepas de probióticos que cada uma vai ter sua ação melhor.

Umas vão ser no trato gastrointestinal, que vão ser incorporados na ração, outras cepas na água, outras cepas no solo. Os probióticos é uma ferramenta muito boa que nós temos que utilizar cada vez mais. Os prebióticos também, ácidos orgânicos, que hoje vem como uma alternativa para não utilização de antibióticos. Cada vez mais nós estamos observando que esses ácidos orgânicos têm conseguido ter uma ação muito eficiente frente a esses patógenos, tanto em peixes como em camarões.

Nós também temos hoje fitobióticos, nós temos nucleotídeos, nós temos os minerais orgânicos, que hoje é pouco falado, mas a sua função é muito importante, pois quando é incorporado esses minerais na forma orgânica, absorção pelo animal é muito maior E esses minerais conseguem ter umas ligações muito mais fortes com as vitaminas, que hoje é pouco falado. Hoje nós temos também o DHA, ômega-3, ômega-6, que vão também trazer esse aumento da imunidade do animal.

Ou seja, hoje nós temos uma gama de aditivos que tem, como seu nome fala, funcionabilidades para que melhore a sanidade desse animal, melhore a absorção dos nutrientes por esse animal e consequentemente vamos conseguir passar por esse período de desafio muito grande. Só que o produtor também tem que fazer sua parte. Não adianta eu saber que eu vou passar por um período de estiagem, que a represa, no caso quem cria em represas, o nível da água vai baixar, e eu continuar utilizando a mesma densidade.

O produtor também tem que fazer essas estratégias de diminuir a densidade para diminuir a pressão do ambiente. Quem cria em tanques-raiz, dá um, aumentar o espaçamento entre os tanques-raiz para que ocorra uma maior circulação de água. Quem cria camarão também pensar nessa questão, não é uma hora de baixar a densidade, diminuir a pressão sobre esse ambiente para diminuir esses gatilhos dos patógenos.

?Voz A

O que a turma precisa entender é que essas doenças têm uns gatilhos, starts. Se você mantém o ambiente estável, né, temperatura é difícil vocês manter estável, já que tá no ambiente aberto. Mas o que você vai manter? A qualidade da água, a qualidade do solo. Então você tem que trabalhar a qualidade do solo, preparar bem o solo. De uma forma que ele aguente, né, o período. Que você vai planejar o solo, tratar o solo de acordo com seu planejamento, né?

Porque você, não adianta você botar o camarão aqui, ó, vou tirar com 12 gramas, planejei para tirar com 12 gramas, aí eu invento de levar para 20, 28, 30 gramas, que aí vai ser ciclos maiores de 90 a 100 dias. Seu solo não foi preparado, tá entendendo? A água você ainda até consegue manejar, né, Diegão? Dá um jeito ali na água, você consegue, mas o solo não, irmão. Então você tem que preparar o solo para isso. Lembre-se, o solo tá ali, ele tá, ó, pressionado pela água.

E aí, Diegão falou nesse instante gás sulfídrico. A turma não tem ligado muito para esse gás sulfídrico, tem matado muito camarão, muito peixe. Porque o gás sulfídrico, ele tá ali, ó, o gás sulfídrico que fica a matéria orgânica em decomposição embaixo. E as bolhas, que é o gás sulfídrico que tá ali, e vai liberando aos poucos. Essa liberação que ocorre, acontece que vai matando os animais que tá ali. Então você tem que trabalhar o solo.

Então quando você passa o arado, você faz esse revolvimento do solo, você tá liberando esse gás. Libera esse gás, deixa o sol bater. O pessoal não quer perder 10, 15 dias, deixar o sol bater, a chuva bater, para levar o que não tem ali, que não presta, material orgânico que não tiver, levando. Vocês têm que deixar fazer isso. Pessoal quer tirar a água na próxima semana, não aguenta o solo, não aguenta. Quando você faz esse processo de 10 a 15 dias de preparação do solo, você vai ganhar lá na frente.

Pessoal não para para falar, fazer isso. E eu sempre tento, quando eu tô junto para o autor falar isso, eu tenho, eu tenho até, fiz, é porque eu não, como é de 15 em 15 dias para postar as aquadicas, eu gravei recentemente algumas aquadicas em relação a isso. Até lá nesse protótipo eu falei aqui que ele tava preparando o solo, tava o solo todo branquinho lá, bonitinho, que ele tinha preparado, papapá, papapá. Para quê? Preparando o solo para o ciclo dele, tá entendendo?

Então assim, se você não prepara o solo em cima do seu planejamento, você não vai ter resultado bom. E lembrando, peixe você prepara de uma forma, o solo Camarão você prepara de uma forma totalmente diferente, pessoal. E aí você depende muito, o peixe tá na coluna d'água e o camarão tá no solo. Lembre-se, essa relação do camarão com solo é muito maior que o peixe. Tilápia ela vai lá fofocar o solo só para fazer o ninho, ela não depende de nada dali, tá entendendo?

Então tem que se lembrar desse detalhe. A dica é essa aí, preparar direitinho o solo para isso. Eu tô com mais vontade aí, tava aqui, você estava falando, aí tava olhando aqui calendário aqui das minhas lives, por isso ver se eu consigo trazer Luiz Otávio para uma live aqui antes da Feira da Cama para falar sobre essa questão do solo, que eu tô vendo que a turma tá precisando conhecer um pouquinho mais sobre isso. É, a gente vai agora trazer o bloco aqui, as perguntas da turma que fez aqui, viu, Diegão?

Vamos trazer a pergunta do Luizinho e do Renatão aqui para gente. Luizinho perguntou logo no início: Como demonstrar ao produtor que ter uma estratégia de nutrição de precisão influenciará para incremento da margem de uma propriedade aquícola? Extremamente falando o quê? Gestão. Olha aqui, vai que é o corte, capricha!

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Então, Luiz, é muito importante que o produtor conheça e tenha o acompanhamento da sua produção, porque não adianta o produtor tentar comprar a ração mais tecnificada se ele não faz o básico, que é ter o acompanhamento do oxigênio, que é o acompanhamento da temperatura. Se não tiver muito ajustado o programa nutricional com o programa da produção da fazenda, esse produtor não vai conseguir ter o aumento de margem que ele almeja.

Porque às vezes o produtor é, ah, eu comprei a ração mais tecnificada da ração, da tua ração, mas todo dia o oxigênio tá dando zero, tá dando um, todo dia o peixe tá em cima boquejando, ou camarão todo dia tá, que a gente chama boiando, todo dia tá ali na flor d'água porque tá com falta de oxigênio. Não adianta nada você dar a melhor nutrição se você não der as melhores condições, porque Porque esse animal não vai conseguir expressar o melhor da genética dele.

Não adianta o laboratório ter feito o melhor programa de melhoramento genético da tilápia, do camarão, se eu não der a nutrição e se eu não der o ambiente. Hoje nós temos que falar muito em ambiência. O que é essa ambiência? É dar as condições que esse camarão ou esse peixe vai conseguir expressar o melhor do seu potencial genético e o melhor do potencial nutricional. Ou seja, é entender a realidade da fazenda para que através da nutrição, e aí sim e só assim, você e o produtor vai conseguir ver realmente o investimento que ele fez em nutrição se transformar em realidade de aumento da margem.

Por quê? Porque quanto melhor a nutrição que ele der e melhor for o manejo, menor vai ser o custo de produção dele, porque ele vai conseguir produzir mais com menos. E às vezes, pessoal, não é porque a ração é a mais tecnificada que ela vai, não vai dar o melhor retorno financeiro. Pelo contrário, hoje nós temos vários, eu acompanho vários produtores que quando investem na nutrição e dão as condições ambientais para esse animal conseguir expressar o melhor dessa genética dele, dessa nutrição, essa ração que ele investiu mais traz um retorno financeiro muito melhor do que aquela ração mais barata.

Por quê? Porque aquela ração mais barata ela não vai conseguir fazer com que esse animal consiga expressar o melhor do seu resultado. Ou seja, o que nós buscamos dentro da atividade é melhorar o quê? A rentabilidade, incrementar a margem na propriedade. Mas para isso o produtor também tem que olhar dentro de casa: eu tô dando as condições adequadas para que esse animal e essa nutrição consiga expressar o melhor. É isso que o produtor tem que entender, porque às vezes o produtor cobra muito ao fornecedor da larva ou do alevino e da nutrição, e o que é que ele tá fazendo dentro de casa?

Quando nós temos essa engrenagem muito redondinha e rodando muito bem, e quem consegue fazer isso consegue ter as melhores rentabilidades, consegue ter as melhores margens de lucro.

?Voz A

Luiz, eu acho que essa pergunta do corte, hein? Diegão foi no ponto, respondeu conciso, direitinho, bonitinho. O produtor deu o recado dele aqui. Eu achei massa sua resposta, massa, massa, massa, massa. Luizinho, vamos ver se ele também vai ter esse mês de desempenho quanto Renato para brigar aí com a O Diegão, você foi no ponto, sabe? Eu acho que a gente tem uma série de coisas numa produção. Uma produção, um cultivo de peixes, de camarão, é uma empresa.

Você tem que lidar com a parte de pessoas, gestão de pessoas, você tem que lidar com várias, né, várias variáveis, vamos assim dizer. Né, você tem algumas vertentes que vai para um lado, vertente vai para o outro. E eu acho que o produtor tem que ter na cabeça o seguinte: eu quero produzir, eu tenho que ter uma vertente de trabalho. Não adianta você ficar ouvindo todo mundo e fazer todo mundo, você não vai dar certo. Eu sempre falo isso para produtor: você ouça todo mundo, escolha o que você quer, que você acha interessante para você, e faça.

Não adianta eu vou chegar, dar uma opinião, vou chegar outro, vai dar opinião, Não, eu gosto de trabalhar, Diego, chegar na fazenda, eu gosto de ouvir muito. Como é que tá? Vou fazendo as perguntas para eu ouvir, e em cima da fala dele ver o que que tá acontecendo, que eu posso tentar ajudar ali. E olha que eu só vendo bioremediador, probiótico, tá entendendo? Então eu faço muito disso, de ouvir muito para eu tentar ver o que que tá acontecendo, para eu poder ajudar, dar uma dica aqui, uma dica ali, e E por como eu acompanho há muito mais tempo, então acaba o seguinte: você já conhece o perfil do produtor, né?

Você já sabe como ele trabalha. Então acaba você não seguindo muito por essa linha de tá dando muita ideia para ele. Eu já hoje, com os que eu acompanho, eu já faço dessa forma.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Acho que nós temos que entender a realidade. Cada fazenda tem sua realidade, cada fazenda tem sua estrutura. Produtor. E com base na estrutura da fazenda, é buscar orientar o produtor para que ele consiga ter essa melhor margem dentro da propriedade. Que não adianta você tentar, vamos mexer nisso, isso não. Nós temos que, com o que o produtor tem, orientar ele para que com a estratégia tanto de material humano como material físico que ele tem lá, esse produtor consiga ter a melhor rentabilidade do negócio.

?Voz A

Então é nessa linha aí, é trabalhar nessa linha aí, porque os técnicos acompanha ali. Normalmente vendedor de ração tá muito mais em contato com produtor, e o vendedor de probiótico também, do que as outras, outros fornecedores, né? Porque a gente tá mais nas fazendas, a gente tá sempre ali. Eu tento manter uma frequência mensal de pelo menos ir ali para conseguir acompanhar todos que que eu acompanho, né, e tá ajudando, orientando o que posso fazer.

Deixa eu ler aqui o comentário de Mateuzinho aqui. Casa viveiro, cada viveiro é único. Às vezes a ração X dá um excelente resultado em um viveiro, mas o viveiro vizinho do mesmo DIC já não dá um bom resultado. Com isso, a questão é orientar sempre ter 2 ou 3 rações. Então eu não discordo de você, porque a gente sabe que cada solo funciona diferente. E aí eu acho que Diego poderia estar falando um pouco mais sobre isso, que aí é mais o dele.

Mas eu já percebi isso muito. Eu tenho exemplo desse produtor que ele me disse que não abre mão, já testou outras marcas e o desempenho da Guabi é totalmente diferente. Como também já cheguei a outros locais que o pessoal usa outras marcas e o desempenho é próximo. Como eu sei que esse produto é mais cri-cri nos cálculos, né, ali tá acompanhando os custos, né, diferente de alguns outros que eu acompanho, ele acaba sendo um parâmetro para mim, uma referência até para os outros.

Quando eu sinto muito o nome dele, alguma coisa, pessoal ouve, porque sabe como ele é cri-cri, meio chato em relação a isso, e acompanha. Mas eu queria ver a fala de Diego em relação a isso. De dependendo dentro da fazenda usar 2, 3 marcas de ração de acordo com solo. E aí minha pergunta em cima disso, da fala de Mateuzinho, é: existe mesmo essa relação do desempenho da ração com solo? De acordo com solo tem um desempenho melhor ou não, tipo da ração, ou adequar a ração para aquele viveiro, cada aquele solo?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Eu acho que não necessariamente ao solo, porque também nós temos que entender que o Brasil e o Nordeste tem vários perfis e tamanhos de produtores. Tem produtores hoje que tem um viveiro, tem produtores que tem 200, 300 viveiros. E aí, quanto maior é a fazenda, você consegue ter 2 ou 3 rações, 2 ou 3, no caso de camarão, pós-lavas. Essa variação de resultado, ela não tá ligado diretamente a ração. Tem tantas variáveis dentro da produção que não necessariamente vai ser a ração o fator primordial para que aquele resultado daquela, daquele viveiro tenha sido melhor com a ração A do que com a ração B.

Nós sabemos que o perfil de solo vai mudando, principalmente em grandes áreas, é, o perfil do solo vai mudando. À medida que esse perfil do solo vai mudando, a produção primária também vai mudando. Tem viveiros que nós precisamos fazer fertilizações iniciais muito maiores. Tem viveiros que não precisa de tanta fertilização. E aí vai muito do perfil do solo, mas eu acho que não tá ligado diretamente à ração, e sim a outros parâmetros, a outros fatores biológicos dentro daquele ambiente que faz com que o resultado seja melhor com ração A ou com a ração B, e a época do ano também.

Às vezes o que nós fazemos é comparações de épocas e anos diferentes, e aí são totalmente diferentes, porque na fazenda dificilmente a gente consegue fazer uma que a gente chama de prova de resultado um contra o outro muito fidedigno, porque é muito complexo, porque a fazenda tem o seu dia a dia e tem equipe trabalhando para produzir cada vez mais, e é muito complexo você conseguir fazer esses comparativos, né, tão fidedignos.

Mas eu acho que tem outros fatores. E o bom da carcinicultura e da aquicultura é isso, porque tem tantos fatores biológicos que interferem para melhor ou para pior. E aí eu acho que não vai ser uma ração que vai— a ração A só funciona no lado A da fazenda, a ração B só funciona no lado B da Eu acho que tem outros parâmetros que a aquicultura, e nós precisamos estudar mais, a gente precisa estudar mais a composição do fitoplancton e do zooplancton, do fitoplancton.

A gente precisa entender melhor essa dinâmica. E aí, quando nós estudarmos e entendermos melhor essa dinâmica, aí sim nós vamos conseguir. E aí é a nutrição de precisão e é aquicultura de precisão. Nós estamos evoluindo para isso. Mas eu acho que não é, não é só isso que vai influenciar, tem outros fatores biológicos que vão influenciar.

?Voz A

Eu não tenho mais nem o que dizer a você, você falou tudo. Aquicultura de precisão, só que a gente tá precisando de pesquisa de base, essas pesquisas que tem muita gente fazendo. Na realidade pode até ter que ter, já tem os estudos, mas não tá chegando ainda onde deveria, né, Diego? Porque a gente sabe que tem muitas pesquisas que são feitas e fica lá dentro da academia que não chega ao protô. Então a gente tem pesquisas de base que serve para outras pesquisas.

E eu acho que essa pesquisa do, dessa microfauna, vamos assim dizer, tanto do solo como da água, e até o seguinte, pessoal, depende da região. Cada região vai ter uma composição dessa microfauna do zoo e do fito diferente. Tá entendendo? A região Nordeste vai ser uma. Aqui na região Nordeste, a gente pegar lá a região de Diego até chegar a minha, que eu tô aqui já da metade para o sul da Bahia, eu tô no Baixo Sul, vai ser já fazer diferente.

Agora imagine a gente ir lá para o Sudeste Sul, que é totalmente diferente, tá entendendo? Então assim, essa composição da água de macronutrientes, micronutrientes, essa parte biológica influencia diretamente. Claro que a gente sabe que acaba o produtor dizendo, a ração A funciona ali, ração B funciona cá. Só que não é só isso. E eu acho que o Diego roda muito aí, como a gente falou, pelo Brasil. Ele tem uma noção muito boa disso, de como funciona.

E quando ele fala isso, ele fala com muita propriedade de conhecer no campo que não é só a E Mateuzinho fez essa pergunta de propósito porque ele tá numa fazenda que não é pequena, é grande, e que tem uma diversidade de solo provavelmente muito grande. E ele deve perceber na prática. Mateuzinho, para quem não sabe, trabalha na Itaueira, é uma empresa que trabalha aquele camarão GGG, e camarão de altíssima qualidade. E Mateusinho trabalhava lá dentro fazendo análise da água.

Então, quando ele faz uma pergunta dessa, é porque ele tá vivendo no campo o que tá acontecendo, que é a questão da qualidade de água. E tenho certeza que ele não faz só qualidade de água, ele trabalha em laboratório, ele também tá fazendo análise de solo também, e outras análises que precisa. Então assim, ele vem com conhecimento de causa. Mateusinho, você tem até quanto tempo aí? Até uns 2 anos? Fala para a gente aí, que você tá rindo.

Fala para a gente, já tem uns 2 anos já aí na Itaueira você trabalhando nessa parte de qualidade de água? Só para a gente ter um norte aqui, para você ter uma vivência. Tá na hora de fazer outra live com a gente já, viu? Deixa eu ver aqui a pergunta do— enquanto Mateuzinho vai responder, eu vou puxar aqui. Aí, 2 anos em outubro, já vai fazer 2 anos em outubro. Ele já tem 2 anos em outubro agora. É muita vivência, hein, Diegão?

Para quem saiu da faculdade e para um campo, lugar onde ele tá, é muita, muita coisa.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

É uma vivência que ele tá aproveitando muito. Mateuzinho é um ótimo profissional e vem crescendo e desenvolvendo. Eu fico feliz em ver ele e saber que sempre tá buscando conhecimento. E é isso, Mateus. Deus, é sempre a nossa atividade, é isso. Nós vamos sempre aprender e você tá num grupo muito, muito bom, muito grande, que busca a tecnologia. E é muito bom ver o quanto vocês estão se tecnificando e vem crescendo dentro da atividade, né, dentro da Cultura.

?Voz A

Ó, vamos para a pergunta do Renato aqui. Eu acho que ele fez uma pergunta, deixa eu ver aqui. Aí, Mateuzinho tá dizendo aqui, saindo da Corac direto para o mercado de trabalho. Foi isso mesmo. Quando eu conheci Mateuzinho, já tava para o final de terminar lá a faculdade. 2024, foi 24. E aí ele já tava já encaminhando para arranjar um emprego já. Deixa eu ver aqui, ó. Renatão: Diego, hoje no seu olhar, qual o maior problema observado em campo na cadeia, na cadeia, na cadeira? Eu acho que é na cadeia da Tilápia Nordeste. E camarão?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Hoje os patógenos, hoje sem dúvida nenhuma as doenças são o maior problema, tanto na tilapicultura como na carcinicultura. E esse ano nós estamos vivendo na carcinicultura um desafio muito grande de mortalidade, que eu só tinha visto o desafio que nós estamos passando esse ano em 2016 com a mancha branca. E isso é bem, bem preocupante, bem desafiador, porque os patógenos hoje eles estão fazendo com que o produtor tenha percas muito grandes de produtividade no camarão, na tilápia também.

Apesar que a tilápia, o maior, o período de maior desafio é agora, o segundo semestre, com esse aumento das temperaturas, aumenta as proliferações das bactérias, principalmente hoje no Nordeste, lactococos e estreptococos 1B e A3 são os patógenos que mais acometem a tilapicultura. E no camarão, principalmente o IMNV, popularmente no campo chamado vinim, e a mancha branca. Esse ano nós conseguimos observar muitos relatos de mancha branca no campo.

Mas atrelado a isso, às vezes nós não damos a importância real a outras que às vezes não chegam a matar tanto os peixes como os camarões. No caso dos peixes, aeromonas, que hoje é uma doença que ela é eminente, ela tem muito no campo e ela é porta de entrada para as outras bactérias. No caso do camarão, as vibrioses. E aí Quando a gente fala de vibriose, é muita questão do solo. Mais uma vez falando do solo, né, no caso do camarão.

Ou seja, hoje, Renato, o maior desafio tanto na tilápia aqui no Nordeste como camarão são os patógenos que têm feito com que os produtores tenham quedas de produtividade, e isso tem afetado muito o mercado.

?Voz A

Você puxou dois pontos, um ponto interessante, os patógenos. A turma não se ligou quem tava falando aqui, um instante, a gente precisa do start, né, aquele ponto de start. Tanto camarão como a tilápia especificamente, ela tem os starts, precisa de start. Quando camarão tá bem nutrido, tá com a imunidade boa, dificilmente ele vai dar oportunidade para isso. Aí você, por favor, Aeromonas é entrar a porta de entrada e o Vibrio no camarão.

Então, se a turma trabalha o ambiente, a ambiência, né, que a gente fala, para que isso não facilite a vida deles, porque assim, vocês têm que lembrar que eles estão no ambiente Tá lá, os animais convivem com eles. O que vocês não podem dar brecha para eles dominarem o ambiente. E aí onde entra os biomediadores, os probióticos, as bactérias benéficas, que é onde domina o ambiente, não deixando essas outras bactérias e vírus patogênicos dominarem o ambiente.

Quando você tem umas benéficas dominando, as outras não crescem, né? É o efeito de exclusão competitiva. Ambiente é outra, vai estar ali, mas vai estar controlada. Se você consegue fazer isso, trabalhando a ambiência, sanidade do ambiente, você vai conseguir controlar esses surtos, porque são seres oportunistas, como Diego falou. Se você não dá oportunidade, eles não vão estar ali. Então acho que o produtor, além dessa questão do solo, ele não trabalha a ambiência para controlar esses surtos, essas oportunidades, porque elas estão lá.

Quando é que ela vai vir? É uma mudança climática, tá muito sol, vem chuva, o animal baixa imunidade, ele vacilou ali com a imunidade igual a gente. A gente tá no calor, já tá aqui, vem a muda do tempo, entra no ar-condicionado, papai, imunidade sua, ou não dormiu a noite bem, a imunidade sua cai, você fica doente. A virose tá dando agora é essa, e ela tá derrubando igual nos animais, pessoal. Então assim, a gente não pode, então tem que trabalhar a nutrição do animal, o ambiente.

Ó, como o Diego falou, 4 tripés, não é um só. Então você tem que trabalhar para que o animal esteja sempre bem, sempre favorecendo. Se ele tiver bem, a genética dele vai sobrepor tudo o restante. Então é uma coisa que a gente tem que prestar atenção e acaba tudo que tá lá na pronta, não presta muita atenção nisso, deixa passar batido. E aí passou batido, fica difícil de controlar depois, né, principalmente no camarão. Tem mais uma pergunta aqui da turma para a gente mudar.

É mais uma aqui que já apareceu aqui no chat além dessa, mas vou fazer a do Miguel, uma pergunta capciosa. Qual a melhor ração para o camarão? Eu vou, pera aí que eu vou mudar você de tela para você me responder.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Hoje a gente trabalha uma ração bem, bem formulada, e essa boa formulação passa também pelo processo de fabricação. E hoje as rações da Aguabi, nós trabalhamos muito essa questão do processo produtivo para conseguirmos oferecer e ofertar a melhor da nutrição para esses camarões. Hoje, sem dúvida, a melhor ração para camarão são as rações da Guabi.

?Voz A

Então, feito o mestre, já é direto, Luiz. Ele fez, Matheusinho, fez a merchan certinho. Eu tinha começado assim: ração Guabi. Aí falava, mas ele botou toda uma base, viu, Miguel, para você. Então hoje, como é, também tem que ser justo com as outras, né? Claro que é Guabi, Diego trabalha com a Guabi, também gosto muito da ração da Guabi. Já não é um nem dois nem três produtores que falam, realmente tem uma qualidade de ração da Guabi já há algum tempo aí.

Pessoal gosta muito, os produtores que trabalham com a ração da Guabi gosta muito, e principalmente na região Independente de qualquer coisa. Mas nós temos muitas boas rações no mercado hoje brasileiro, né? Basta você ver isso nas últimas feiras, tanto na FENACAN, na Aki Show, na FC. As marcas de ração tá lá hoje. Quando a gente vai, quem tiver curiosidade, vai lá no site da FENACAN e vê os estandes, e vai ver quantas marcas de ração vai ter lá, né?

As marcas, as rações estão lá sempre marcando presença com suas equipes. As maiores marcas de ração vão estar lá, tem umas nacionais e tem umas que já tem, já como tá aí a Aguabi, que pertence a Altec. E aí Aguabi tem uma vantagem muito grande diante das nacionais, é que ela tem um grupo, uma Altec, né, que a gente já teve a Carol que passou aqui, que trabalha na Altec, que fica no sul do país, não é isso, Diegão? Sede, não sei se é no Paraná, alguma coisa assim, Maringá.

E aí o que acontece, você tem uma empresa, quem quiser interesse pesquisa aí Altec, você vê, quem não conhece, você vê a empresa que é e como a tecnologia que ela conhece. Então você tem uma marca, uma fábrica de ração, uma marca de ração, uma parte de nutrição e saúde animal que tem Altec por trás, você ganha muito, muita coisa. E isso, Altec, pessoal, ela trabalha pesquisa o tempo todo, bro. Para pesquisa, procura lá a Altec para você ver.

A Carol esse ano, se eu não me engano, foi para Holanda, passou uma, foi duas semanas lá com a turma da Altec para questão de pesquisa lá, para ela ver o que tá acontecendo lá na Europa e eles terem noção do que tá acontecendo aqui para lá. Quem não tem noção, o Brasil, por ter essa abrangência continental que a gente tem, a gente tem 3 climas pelo menos no Brasil. Fora nossas mudanças cada ano, né, Diego? E isso para as empresas é fenomenal.

É um dos maiores mercados agrícolas do mundo, é o Brasil, por causa, por causa dessa grande diversidade. A gente tem 5 regiões, questão climática que muda muito fácil. A gente tem muito quente, muito calor, muita seca, muita água, muita umidade, chuva, frio. A gente vai para o Cerrado, que é um pouquinho de cada coisa ainda. Então assim, você tem uma diversidade de clima muito grande aqui que você tem como desenvolver várias pesquisas.

E isso para o mundo, para quem é empresa multinacional, é muito bom, porque ela tá num país só com várias coisas que ele pode estudar ao mesmo tempo, buscar soluções para tudo, e depois levar para o mundo. Então essas empresas têm muito olhar, o olhar muito voltado para o Brasil por causa disso, cara, essa grande diversidade. E a Guabi Por ter a Altec por trás, ela tem esse diferencial hoje no mercado. Eu, pelo menos, é a noção que eu tenho hoje da Agua Pii.

Eu não tô desmerecendo as outras marcas de ração, mas eu tô dizendo que por ela ter a Altec por trás, ela tem um diferencial de mercado. E como ela, o Diego falou aqui, eles sempre estão inovando, sempre fazendo. Por quê? Porque eles investem, a Altec investe muito pesquisa. É a Agua Pii? Não, é o grupo da Altec que tá por trás investindo muito pesado nisso. E isso vai para todas as empresas do grupo. E aí, Diegão, eu queria aproveitar, já que a gente tocou nesse assunto, antes da gente mudar aqui, a gente vai fazer a pergunta da Débora.

Eu queria que você falasse um pouquinho disso, já que eu toquei nesse assunto, falasse um pouquinho disso, vendesse um pouquinho da Guabi e do grupo Qualtech por trás, como é isso é tão importante para chegar na ponta para o produtor. Eu queria que você falasse um pouco disso para mostrar para o pessoal a importância disso. Porque assim, a Guabi sai na frente, força as outras a correr atrás, e aí você tem um efeito em cadeia. Todas as empresas de ração tá bem nivelado, você vê muita diferença muito pouca de uma para outra em termos de nutrição, em termos de desempenho mesmo lá na ponta, você vê muita pouca diferença, sabe?

E aí você vê, claro, você tem os destaques de empresa como a Guabi, mas produtos estão muito próximos. E eu queria que você falasse um pouco disso para o pessoal ter noção, porque acaba não tendo noção disso.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

É, isso é muito bom porque nivela por cima, né, Deraldo? Quando a Guabi vem na vanguarda e trazendo essas tecnologias, ela força o mercado a vir também a buscar essas tecnologias. E quem ganha é o produtor. E essa, essa aquisição da Altec, né, comprando a Guabi— a Guabi é uma empresa que completou esse ano 52 anos de mercado, a empresa mais longeva do Brasil em nutrição animal. E dentro do DNA da Aguabi já traz essa questão da inovação.

E a Altec, vendo isso também, uma empresa de inovação, também adquiriu a Aguabi. E isso é muito bom para o produtor, porque, porque todos os produtos e todos os aditivos que nós utilizamos nas nossas rações passaram por crivos e por pesquisas em universidades. A Altec tem a própria universidade, a Altec tem uma equipe de pesquisadores desenvolvendo novos produtos e desenvolvendo essas soluções para os diversos animais de produção.

Ou seja, a Altec ela dá uma base muito grande porque hoje dentro da Guabi também tem a equipe de de pesquisa. E aí essa interação entre os pesquisadores da Aguabi e da Altec faz com que a gente consiga estar trazendo para o mercado aditivos para melhorar o desempenho dos animais, né? E isso também faz com que os concorrentes também venham buscar, e quem ganha é o produtor, né? Mas Aguabi e Altec sempre nessa vanguarda, buscando trazer inovações e tecnologias E lembrando que a Altec ela trabalha todos os aditivos de formas naturais.

Esses aditivos eles são extraídos da fermentação de leveduras, extração de substâncias de micro e macroalgas, e isso dá uma segurança muito maior para o produtor e para os nossos produtos, porque os nossos produtos eles são certificados. E o produtor, quando ele compra um produto da Guabi, é o mesmo produto que é exportado. Hoje a Aguabi já tá exportando para vários países o mesmo produto que a gente comercializa aqui. Se o produtor observar nas embalagens dos produtos da Aguabi, tem informações em português, inglês e espanhol.

Ou seja, isso também confere uma segurança maior e uma credibilidade maior que a gente tá trazendo e fornecendo para o produtor o que há de melhor na nutrição.

?Voz A

Então, explicado, pessoal. Eu agora quero fazer uma pergunta aqui, ó, um comentário. Você conhece Miguel Rômulo Cavalcanti? Ele botou: mamãe, eu tô amando essa live aqui do papai. Aí vem outra: mamãe, imagina só se papai ele tivesse escutando a gente. Ele tá escutando sim, que eu fiz questão de fazer essa pergunta, Miguel. Eu fiz questão de fazer essa pergunta aqui, de fazer essa pergunta, fazer comentário aqui para ele. Pode estar registrado, viu, Miguel, aqui a sua fala para o papai Diego, viu?

É, vou deixar, não deixa passar não essas coisas, não deixa passar assim, pessoal. Diegão explicou aí, e quem tiver, vou procurar aqui o site da Tec aqui para botar para vocês. Iguapi, para botar aqui para vocês no chat aqui para ficar registrado. Quem tiver interesse vai lá no chat, no site deles, e dá uma pesquisada. Eu já dei umas olhadas antes, né, porque vai passando a turma aqui, eu vou ter que dar uma olhada antes, pesquisando.

E aí tem que estar aqui com as cartas na manga, né? Mas bora lá, a Débora. A gente mudar de bloco, a gente vai mudar para o bloco aqui, ó, para o último bloco. E aí a Débora fez uma pergunta aqui interessante: como a nutrição pode ser um aliado no enfrentamento das mudanças climáticas, principalmente no aumento das patologias? Oi, vou até mudar aqui, fazer o corte. Vai que é o corte, Diego. Acho que vem competir com o Luizinho essa.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

A nutrição, ela tem que estar pensada principalmente nessas mudanças climáticas, e essas mudanças climáticas forçam os ambientes e consequentemente a proliferação dos patógenos. E a nutrição é uma ferramenta mais acessível para o produtor tá conseguindo enfrentar esses desafios dos patógenos. Nós da Guabi, nós utilizamos uma tecnologia que nós chamamos de CAS, que é Corn Sense, onde nós utilizamos probióticos, prebióticos e fitobióticos nas rações onde esses fitobióticos vão interromper a comunicação dessas bactérias patogênicas.

E aí os probióticos e os prebióticos vão fazer a ação de colonizar aquele trato gastrointestinal e o outro de retirar, carrear para fora do trato gastrointestinal esses patógenos. Ou seja, a nutrição ela vem como uma ferramenta muito acessível e palpável para o produtor conseguir enfrentar essas mudanças climáticas e principalmente tá conseguindo conviver da melhor forma possível com esses patógenos. Ou seja, a nutrição é uma alternativa sim muito acessível. O produtor tá conseguindo enfrentar esses períodos de desafios.

?Voz A

Tá respondido, Débora. Olha, vai que vai competir com corte, viu, Débora? Eu tô botando aqui para vocês o site aqui da Guabi. Já botei, vou colocar da Altec daqui a pouco, tá certo? Altec tem um site delas em português e tem um site, se eu não me engano, Altec Brasil também, né, Diego? Se eu não me engano, tem dois sites. Depois vocês dão uma olhada. Vou botar aqui o de português, depois vocês dão uma olhada no outro. Mudando de bloco aqui, e tá no último bloco, pessoal.

Vamos fazer suas perguntas aí, viu? Bloco 5: qualidade da semente e futuro da nutrição. E aí vem a pergunta mais específica para turma, quem tá falando alguma coisa aqui. Na hora de comprar levinhas e pós-lavas, quais características e cuidados o produtor deve observar para começar o ciclo com a semente de qualidade? Ninguém para para observar isso, né, Diego? Só pega vai a mais barata, não é assim. Tem que buscar de qualidade. Fala um pouco para a gente aqui.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

É como eu falo, é a semente, a base da produção. Se você não comprar uma semente de boa qualidade, o seu ciclo vai ser totalmente prejudicado. E aí eu acho que o primeiro é conhecer o fornecedor, ser um fornecedor idôneo que já tenha experiência, que já tenha um nome, que já tem um know-how, ou que seja um fornecedor novo Mas que você conheça a estrutura dele, a equipe que tá nesse fornecedor, porque isso vai muito, isso vale muito.

Porque o alevino e a pós-lava, ela representa no custo de produção algo em torno de 3%, mas esses 3% do custo de produção pode fazer com que esse negócio seja muito rentável ou dê prejuízo. E aí, quais são as características que nós precisamos analisar? Tem algumas características macroscópicas e algumas microscópicas. As macroscópicas, primeiro, chegou no peso que eu comprei? Básico. A quantidade depende muito da forma. Se for peixe, se conta de uma forma.

Se for camarão, conta-se de outra forma. Mas na caixa de transporte, no saco de transporte, se apresenta mortalidade? Se esse animal já chegou apresentando mortalidade, imagine a qualidade Ou o que aconteceu nesse trajeto entre sair do laboratório e chegar na fazenda. Porque a mortalidade pode ser que o laboratório tenha feito tudo correto, mas exemplo, no trajeto a mangueira de oxigênio do cilindro de oxigênio que tava conectada na caixa transfich se rompeu, acabou oxigênio ali do transfich, vai sofrer esses animais.

Ou seja, às vezes não foi um erro lá no laboratório. Mas entre o laboratório e chegar na fazenda, e pessoal, chegou alevindo ou pós-lava apresentando mortalidade, é devolver. Não fique com problema que não é seu. Ah, mas eu vou lhe repor depois. Beleza, mas você sabe se isso não comprometeu todo o seu cultivo? E aí o outro detalhe, como é que tá a uniformidade desse lote? Isso serve tanto para peixes como para camarões. E isso também tem que ser cobrado ao fornecedor, que ele forneça para você um animal mais uniforme possível.

Outro detalhe: observar se tem já aparecimento de algum patógeno. Tem alguns patógenos que nós conseguimos observar desde as fases mais iniciais. Se já chegou apresentando patógeno, não fique com esse problema, porque Porque esse problema ele vai crescer e ele vai se desenvolver ao longo de todo o cultivo. E microscopicamente a gente consegue também ter muitas outras características, saber se esse animal tá saudável, se não tá.

Aqui no Ceará, mas eu acho que deve ter em outras regiões, hoje tem pessoas que o proprietário contrata para que essa pessoa vá no laboratório, no entreposto, analisar como é que tá a pós-larva de camarão, analisar como é que tá esse alevino desse peixe, e de acordo com a característica desses animais ele dá o ok, não pode embarcar, ou não, não pode embarcar porque esse animal não tá dentro do que eu preconizo para que chegue dentro da minha propriedade.

Ou seja, hoje nós temos ferramentas para que consigamos obter a melhor semente possível, seja a melhor alevina ou a melhor pós-larva.

?Voz A

Então essa dica do Diegão é fundamental. Aí como tem vários laboratórios residenciais próximos, acaba tendo uma pessoa que faz isso. Aqui a gente tem muito poucos, então acaba trazendo larva de fora. E mas só que existe uma série de testes que você faz quando a larva vem. Desconfie quando a larva você chega com a lava na fazenda com muita mortalidade, independente da distância, né, Dico? Não pode ter uma mortalidade, entendeu?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

No caso do camarão, tem outros testes que a gente consegue fazer, Geraldo, que é você pega um, eles, os fornecedores sempre andam com um recipiente, né, transparente circular, coloca uma quantidade ali naquela dessas larvas e você faz com que essa água gire em um sentido. Essa larva, ela tem que ter força suficiente para nadar no sentido contrário. É um teste simples, um teste de estresse. Exemplo: você vai colocar uma quantidade pós-larva, ela chegou, só para facilitar, na salinidade 35, você coloca ela em salinidade zero, deixa 20 a 30 minutos e volta para salinidade 35 saber quantas larvas morreram, você vai saber como é que tá esses animais.

Tem alguns testes que a gente consegue fazer. O bioensaio, você coloca 200 animais dentro de um recipiente dentro do próprio viveiro, e aí no outro dia você observa quantos animais ainda estão vivos. É um bioensaio simples de ser feito. Aí esse recipiente, ele tem que ter nas laterais dele telas para que haja uma da água do próprio viveiro. Ou seja, nós temos alternativas no caso do camarão para fazer vários testes, e nos alevinos de peixe também nós temos alguns testes para ser analisado.

Mas acho que o de cara logo é: apresentou mortalidade, devolve, teve algum problema. Não necessariamente foi lá no laboratório, mas pode ter acontecido no transporte.

?Voz A

Esse mesmo produtor que eu falei a você aqui que eu acompanho, ele um dia, por um acaso, peguei na fazenda. Não chega esses momentos dificilmente que eu gosto de ir na fazenda, é quando faz despesa. Então eu não ganho camarão, começa por aí, porque como eu vou palhar o solo, minha disponibilidade no final de semana para eu ir, por causa do meu trabalho, então prefiro ir nos momentos que eu posso potencializar, que é analisar o solo, que é a principal coisa para mim.

Mas aconteceu aí no Ele tá recebendo lava. E aí eu vi ele fazer o poluamento, fazer a contagem, botar lá na caixa d'água dentro do viveiro, fazer a parte que tem que fazer. E eu vi ele tirar uma quantidade e deixar no balde embaixo do carro, na picape dele. Eu fiquei curioso, pensei isso: por que você faz isso? Ele: você faz para fazer alguma coisa lá? Não, eu boto aqui, deixo aqui para ver quanto tempo ela dura. Eu deixo aqui embaixo, aqui depois levo para lá, deixa na sombra, e eu vejo quantos dias ela sobrevive.

E aí eu vou ver a minha sobrevivência, como é que vai estar dentro do viveiro. Aí, olha só que sacada da zorra, ele bota num balde e deixa lá ver quanto tempo ela vai durar. Dependendo do tempo que dure, ele já deve ter uma noção né, pelo tempo que ele deve fazer isso sempre, ele já deve, pela durabilidade da larva, ele deve tirar na resistência dela que ela tá com bem de saúde ou não. Porque larva que não tá bem num teste desse vai morrer muito rápido, né, Diego?

Acho que não dá 2 horas, começa a morrer tudo. Então quanto mais tempo ela durar, você vê que a larva tá saudável. Então assim, o teste que Diego tava falando, eu lembrei disso, esses testes que Diego falou aí, esse do do becker, né, que é o frasquinho de vidro para você botar para lavar, correr contra a correnteza. Se a lava não tiver resistência, ela não tiver bem, ela não vai conseguir. E é um teste muito fácil de fazer. Você faz isso no balde, você faz isso qualquer lugar, né? Muito fácil.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Então assim, um detalhe também que os produtores têm esquecido é fazer uma aclimatação. O animal saiu de um ambiente diferente de onde ele faça uma aclimatação bem feita, faça renovações de água, faça quantas trocas de água forem necessárias para você conseguir equiparar os parâmetros que estão na caixa de transporte com o viveiro onde esse animal vai, ou represa que esse animal vai ser povoado. E isso os produtores na pressa e o fornecedor na pressa também tem esquecido de fazer esse pequeno detalhe que é a aclimatação.

?Voz A

Então eu sempre digo para eles, rapaz, eu vou comprar meus peixes aqui que sou aquarista, eu compro, faço uma hora de aclimatação, boto lá para ficar 15, 20 minutos para aclimatar a temperatura. Depois aí eu vou botar os produtos que precisa, né? E depois eu pego a água do aquário, eu vou aclimatar na parte de temperatura, foi química Para depois botar os animais lá. E dificilmente eu tô perdendo, a não ser que o peixe que eu peguei já tava barqueado, mas dificilmente, tá entendendo?

E quando morre logo no início, eu gosto, porque aquele dali já tá com problema meio barqueado. É melhor morrer logo no início, porque eu desiludo dele, não gasto ração e ele não leva para os outros. Então é uma coisa que você fala aí, é o produtor não tem paciência para fazer esse processo de aclimatação na fazenda. Por isso é muito interessante os produtores têm berçários, porque nos berçários você já vai ver. Berçário ali com uma semana, 15 dias, você já viu que sobreviveu ou não.

Na hora que você for transferir, você já vai ver se valeu a pena ou não, ou se descarta. Então, turma, essa pressa desenfreada, pessoal tem que entender que as sementes morrem muito no transporte e na hora de fazer o poluimento, nessa aclimatação. Quando você peca aí Que o transporte é o transporte, mas na aclimatação você não pode pecar. Quando você peca na aclimatação, esqueça, o resto do ciclo vai ser daquele jeito. E eles não têm noção, né, porque já jogou dentro do viveiro, mas só vai ter noção no final do ciclo.

Já gastou ração para caramba. Mas bora lá, bora para a próxima pergunta e última, que aí vem uma pergunta interessantíssima para gente. E você, se tiver nas perguntas fazendo a manga aí, vai logo aí, porque Diegão tá, né, cansado o dia todo, sol não batendo na testa, né? Do Ceará, o sol não é fraco não. Bora lá, olhando para os próximos anos, quais avanços na nutrição animal podem transformar a agricultura brasileira e aumentar a eficiência e a rentabilidade dos produtores? Rapaz, essa pergunta foi caprichada para Diegão dar uma visão dele aqui, viu?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Eu acho que o Brasil, ele, ele tem vários cases de sucesso. Eu acho que a aquicultura tem que observar esses cases de sucesso. Hoje, a avicultura, a bovinocultura, e eles já estão pensando nos micronutrientes, eles já estão pensando nos aminoácidos, qual é o aminoácido que vai entrar de acordo com determinada fase. Eu acho que a agricultura, e nós da Guabi nós já estamos trabalhando nisso, nós já estamos desenvolvendo isso, é essa agricultura de precisão, é a exigência nutricional de cada espécie, de cada sistema de produção, para cada fase de cultivo.

E isso vai ser o salto de desempenho e o salto de rentabilidade do negócio do produtor. Mas atrelado a isso, nós temos que abrir mão e utilizar essas ferramentas que nós temos hoje. Nós temos inteligência artificial, nós temos vários programas que conseguem nos mostrar e fazer projeções de como é que tá a atividade, como é que tá o meu ciclo, pegar as informações meteorológicas e saber com base, com prevenção, qual a estratégia eu vou tomar antes que aconteça o problema.

E essas interfaces e essas interações é transformar esses dados que nós estamos coletando em informações. Quanto mais informações nós tivermos sobre a atividade, quanto maior a base de dados, quanto mais ciclos nós conseguirmos acompanhar e colocar nesse grande banco de dados, melhor vai ser esse refino da informação. E aí nós vamos conseguir aumentar a eficiência e a rentabilidade. Na aquicultura, nós temos sempre que tá buscando melhorar, e aí essa melhoria tem que passar por todos os elos e todos os atores da atividade.

Não adianta nada só o laboratório buscar o melhoramento genético, não adianta nada só a nutrição trazer o que há de mais moderno se o produtor também não começar a entender que ele também é uma parte, uma parte muito importante do negócio. E hoje nós já estamos vendo isso, nós já temos aqui no Brasil vários cases de sucesso. Eu acho que nós temos que, na aquicultura, nós temos que pegar esses cases de sucesso e replicar. E isso não é só produtores grandes, não.

Hoje grandes cases de sucesso são pequenos produtores, que eles conseguem ter a atividade muito na mão. Quanto mais você conhecer a atividade, quanto mais você entender da sua realidade, melhor vai ser a rentabilidade da atividade.

?Voz A

Então a gente vai morrer naquela palavrinha, né, nutrição de precisão. A tendência do mercado é essa, nutrição de precisão, pessoal. Então assim, cada coisa, ó, como Dili falou, o aminoácido para cada base específica. Bovinocultura, suinocultura, avicultura tá nesse patamar, e aquicultura ainda está aquém e indo nessa linha, porque a gente vê as empresas do nosso segmento caminhando para isso, né? E é fundamental que a gente fique antenado a isso.

E olha que a gente fica antenado participando de simpósios, das feiras, dos eventos em si, seja qual for o evento. Sempre vai ter alguma novidade, alguma coisa interessante para isso. Tem empresas que deixa para anunciar algumas coisas nas feiras, algumas novidades para o próximo ano. Eu acho que a Klabin é uma dessas empresas que deve estar levando para a FENACAM alguma novidade do próximo ano. Diegão já tá até risada aí já. Isso quer dizer que as feiras, como é a última feira do ano, se eu não me engano, é a última feira do ano grande, e senão já elas já vão para feira levando as novidades próximo ano, produtor tá de olho, certo?

Eu quero mostrar duas coisas para vocês antes. Eu botei aí no site, no chat, o endereço do Encobe. Vou mostrar aqui o site para vocês verem, para dizer o período. Dá para você se organizar, que foi do Nordeste, paraíso, centro de convenções do Ceará. Mostra aqui rapidamente para vocês verem. E aí, para quem trabalha com água, nada mais justo de ir para um evento que trabalha com água para você entender sobre água, né? É o 27º Incob.

Eu, por fazer parte do comitê, tentarei estar lá nesse 27º Incob. Ele tem algumas coisas aqui no site, você vai ver muitas informações, algumas dúvidas, inscrição. O período aqui é de 7 a 12 de dezembro, durante, das 8 às 18, em Fortaleza, Ceará. Faltam 74 dias, ó, lá no Centro de Eventos do Ceará. Realização: Fórum Nacional de Comitê de Bacia Hidrográfica, Apoio Institucional: O Verde do Ceará. E essa empresa aqui, ADSN Comércio e Serviços.

E você vai ver os, como é, as notícias aqui. Esse do lado direito aqui se chama Escalon, é o presidente do Fórum Nacional. E esse negão aqui do lado, meu parceiro chamado Silvio Santos, é o meu secretário, que tá também no Fórum Nacional, o cara que sabe muito de água. É funcionário de cinema de carreira e é o que tá no Fórum Nacional lá fazendo parte, contribuindo, certo? Aí, curiosidade à parte, vocês vão dando uma olhada aí, tá certo?

E aí eu queria mostrar para vocês o que eu tava falando da postagem. E não tá mostrando não, é? Ô meu Deus, desculpe, deixa eu voltar aqui, mudar aqui o formato, pera aí. Ô meu Deus, vou ter que falar do Fórum Nacional de novo. Diegão, você nem gritou para mim, rapaz. Aqui, ó, aqui, ó, o site é esse do Fórum Nacional, 17º COB, aqui 7 a 12 de dezembro. Deixa eu confirmar se tá passando.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Agora tá.

?Voz A

É, o site é esse aí. E aí você já vê aqui em Fortaleza, Ceará, falta 74 dias, vai ser no Centro de Eventos do Ceará, realização Fórum Nacional, composto institucional do Governo do Ceará, certo? E aqui embaixo, esse do lado direito aqui, cabelo branco, é Escalon. E do lado dele, Silvio Santos, esse negão aí que é meu parceiro, brother. Estamos juntos no comitê aqui das bacias hidrográficas da Confusão há muito tempo. É o meu secretário, me ajuda muito e tá ajudando também o Fórum Nacional.

Então você dá uma olhada aqui, dá lançada no site de formação. E também, além do Incob, tem os ERCob, que é os encontros regionais. Tem o Sul, Nordeste, Norte, Sudoeste, Centro-Oeste. E é um ano acontece o Incob, esse ano, ano que vem são os ERCob, tá certo? E vai ser em dezembro por causa da questão do período eleitoral. Aí eu passando aqui agora para o Instagram da Cultiva e Plante. Essa é a postagem que eu te falei, episódio 8.

Já teve uma dessa semana passada, é essa aqui, foi do dia, há uma semana atrás. Essa aqui, o episódio 8, falando como é o vento influencia o seu viveiro. Poucos produtores sabem. Então eu tenho uma série sobre isso, tá aqui do lado de cima, aqui, ó, é o Ninho. E aí tem várias outras séries aqui também que eu uma outra que tem a dar com a Lab, né, que a parte voltada para marketing, para arquitetura. E tem essa do, do que a gente começou com a questão do El Nino aqui.

Aí eu comecei a série sobre El Nino aqui, que foi essa, se eu não me engano, foi o primeiro episódio. Muito interessante. Quem tiver interesse vai dar uma olhada, dá uma lida, tem muita informação bacana. Toda semana eu trago aí para vocês. Diego, eu vou falar aqui meus, dos meus patrocinadores. E aí a gente volta para se despedir. A turma que tiver algum comentário, alguma coisa aí, deixa eu ver aqui. Tem uma pergunta aqui, Diegão, acho que da Maria Jacira.

Deixa eu mudar o formato aqui de novo para tá fazendo a pergunta dela, certo? Que é a última aqui, viu, pessoal, que eu vou direcionar para o final. Quem quiser ainda faça quando eu tiver fazendo aqui, mas como vocês não fizeram a live toda, acho que Diegão supriu todas as curiosidades de vocês aqui. Isso é um bom sinal. Quando a live, pessoal, faz muito pouca pergunta, quer dizer que a gente acertou no nosso itinerário das perguntas, viu.

O berçário é uma ferramenta que ajuda muito na fase inicial, pois nos permite avaliar melhor as correlações, ofertar uma opção melhor e acompanhar de maneira mais eficaz o desempenho dos animais. Verdade, é uma ferramenta maravilhosa. Eu pensei que era uma pergunta, mas era um comentário. Então muita gente não usa essa estratégia. Diego, você quer falar sobre a importância da utilização como estratégia do berçário para turma entender como é tão importante?

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

O berçário, ele tem várias funções, né? Como a Jacira falou, você consegue avaliar realmente a sua semente, como é que ela chegou E é uma ferramenta que você pode estar usando estrategicamente ao longo do cultivo, porque você pode já fazer o povoamento das suas pós-larvas. No caso, estamos falando das pós-larvas, né? E enquanto eu tô fazendo a despesca daquele viveiro, fazendo a preparação daquele viveiro, uma preparação muito bem feita daquele viveiro, e aí eu já também nesse período, como a Jacira falou, eu consigo dar uma nutrição, fornecer uma nutrição muito melhor para esse animal, para que esse animal saia maior, mais resistente, e eu consiga diminuir o tempo de cultivo no viveiro de engorda.

Ou seja, é uma estratégia e é uma ferramenta muito importante que dá para ser utilizada para conseguir melhorar as produções, as produtividades nas fazendas de camarão.

?Voz A

Então, pessoal, Pessoal, muito interessante a estratégia do berçário, porque eu acho, além de a gente fazer, por exemplo, uma quarentena ali para ver o que vai sobreviver ou não, você já faz uma análise da qualidade da semente, seja levinho ou pós-lava, e você vai ter certeza que com 10 dias já, né, Diego? Normalmente com berçário, 10, 20 dias o pessoal gosta de fazer. Nesse período, quando você for levar para engorda já lá no viveiro, você vai ter, nossa, noção do que realmente você tá colocando, que você vai contar, fazer a estatística lá da contagem, e você vai ter noção do que você realmente tá colocando lá.

Então você não joga dinheiro fora através da ração que você já tá colocando. Vou puxar aqui meus patrocinadores. É o tempo de ligar, beber uma água aí, uma relaxada na garganta, para a gente vir para finalizar nossa live, certo, pessoal? Deixa eu ver aqui. Não é esse. Deixa eu trazer aqui só um momento, porque como eu tive que sair e voltar, saiu todas as minhas, nossos meus vídeos. ABCC, Associação Brasileira de Criador de Camarão.

Você que é produtor de camarão, quer se associar, fale com as meninas através do WhatsApp 849-9612-7575. E ITEP, Instituto de Tecnologia de Pernambuco. Você quer fazer sua análise de ração, análise de água e outras análises? Então a gama, inclusive temos lá no nosso material dos seguidores, lá QR code, o material, todos os encaixes, com todos, todas as coisas que o ITEP faz. Você pode falar com eles através do 81 99857-0921 ou ir diretamente lá no nosso Instagram, tanto para BCC como para ITEP, né, e ver o Instagram deles.

Inclusive, a BCC vai estar lançando a revista em outubro, em outubro para novembro, a revista, a próxima revista. E você pode ir lá também no site da BCC e tem a revistinha deles lá, certo? E a ITEP também no site tem muita informação, no Instagram deles. Legal. Nosso próximo patrocinador é Revista Panorama da Agricultura, há mais de 30 anos no mercado levando informação técnica para todos vocês. Você que é estudante, produtor técnico, quer informação de confiança?

Assine a Panorama da Agricultura através do 21 97252-5595 e fale com— vocês viram aqui a propaganda no podcast. Nosso patrocinador master, nosso primeiro patrocinador que confiou na gente no início, deixamos juntos até hoje. Então você vai lá e assine a revista Panorama da Agricultura, tá legal? Deixa eu ver aqui nossos parceiros, nossos parceiros. A AEP Bahia, presidida pela Raíssa, você que tá interessado, você que é engenheiro de pesca e quer se associar, fale pelo Instagram @aep.bahia e procure saber mais informações, tá certo?

E você que é técnico, engenheiro de pesca, que tá no estado de Pernambuco, quer se associar à AEP Pernambuco, fale pelo Instagram @aep.pe. E daqui um dia a gente vai ter aqui a AEP Ceará também, viu, Diegão? E Biofutura, soluções biotecnológicas para o seu cultivo. Você que tá precisando de soluções biotecnológicas, fale com Cláudio Toan através do 759-9242-7575. Diga que você viu aqui no podcast durante a live do Diegão e vai ter aquele descontinho.

Comunidade Aqua, um grupo no WhatsApp com mais de 1000 membros. Técnicos, produtores, trocando informação, conhecimento. Ficou interessado, comunidade de água, fale com a Daiana através do Zap 11 932 578701. Legal. E daqui é FAEP, Federação das Associações de Engenharia de Pesca do Brasil, né, sempre tá em uma das coordenações Sendo um dos coordenadores da CONBEP, que será realizada em Fortaleza no próximo ano, que tá sendo coordenado junto com a EPS Ceará.

O interessante, saber mais informações, entre no Instagram da FAESP BR Oficial. E o grupo de inovação tecnológica coordenado pelo professor Mateus Ramalho, entre no Instagram dele, produção_animal_br, e veja todos os projetos e pesquisas que tem desenvolvido em com as empresas aqui do Brasil, certo? E lá, Laboratório de Cassinecultura da UFPE, coordenado pelo professor Luiz Otávio, certo? Só entra no Instagram e veja as pesquisas que os meninos estão fazendo.

Vi a postagem desse dia, eles estavam medindo o tanque lá porque estão colocando estufa e vão lonar para fazer os projetos dele. E o Grupo Tratáguas, o professor Augusto, né, você precisa fazer análise de água do perfil iônico, fale com o professor Augusto através do Zap 83 99972-0369. Daqui uns dias vai ter aqui a logomarca da FCEARÁ e do LTA, Laboratório de Tecnologia de Aquicultura, coordenado pelo professor Silvio da UFU, Universidade Federal Rural de Pernambuco.

Também já estamos fechando a parceria e para estar colocando a marca deles aqui para vocês verem os projetos que estão desenvolvendo lá. E se ligue que no final de semana vai ter um Aquasize deles. E os realizadores Cultiva e Plante Seu parceiro aqui, Deraldo Neto, Precisou de soluções biotecnológicas, produtos e equipamentos para agricultura? Fale comigo através do Zap 759-8148-8697. E pensou em marketing para o agronegócio, para o nosso segmento?

Você quer melhorar sua imagem junto a mídias sociais e também fazer aquela cobertura cobertura durante a Feira da Cana do seu estande, fale com a Qualab através de 759-91227988. E para quem não sabe, nós vamos estar fazendo cobertura de alguns estandes durante a Feira da Cana, hein? Então se você tá lá com empresa que vai estar lá na Feira da Cana, quiser falar com a gente, fala através do Zap aí, pelo próprio Instagram, fala comigo que a gente organiza isso, essa cobertura de vocês, certo?

E Cultive e Plante, Cultive e Plante, porque Aqualindo, meu parceiro Luizinho, você quer uma consultoria em agricultura, fale com ele através do 819-8284-3333. Cara é fera, vai ter uma live dele, se eu não me engano, daqui uns dias, eu acho que é amanhã, com a comunidade. Prontos, Água, no meu parceiro Rafael, consultor em aquicultura também, piscicultura, cara é fera também. 17 981681876, tá legal? Deixa eu ver aqui, vamos mudar aqui nosso itinerário, remover aqui, voltar o de cá.

Tem que mudar, vou mudar o formato aqui para Diegão. Antes de mudar o formato aqui, quero falar para vocês o seguinte: e vamos falar primeiro, depois eu falo. Fica à vontade, suas últimas palavras aqui, a turma.

DWDiego Wescley Cavalcante Viana

Eu queria agradecer, Heraldo, e a todos que tiveram aí assistindo a live. Muito bom, fico feliz em rever o amigo e rever a todos que assistiram aí a live. Queria convidar também a todos para a FENACAN esse ano. Eu irei ministrar uma palestra lá que vai ser o tema Nutrição de Precisão na Carcinecultura: Como Transformar Eficiência Alimentar em Produtividade e Rentabilidade. É um pouco do que nós comentamos aqui, eu vou aprofundar mais lá.

E agradecer, eu acho que esse é um momento de interação onde nós conseguimos aprender, conseguiu passar um pouquinho da experiência desses anos na atividade. E eu fico muito feliz e só agradecido ao convite, Deraldo, por estar participando da live, e a todos que assistiram. Fiquei muito feliz por todos que assistiram. E conte comigo, os que tiveram na live, tiver alguma dúvida, tá aí o meu Instagram, tem Instagram da Guabi também.

Podem entrar em contato, que no que precisarem pode contar comigo, que eu quererei ajudar sempre. Contem comigo.

?Voz A

O Instagram, Diegão, é esse aqui, ó: Diego Wesley 88. E Guabi é Guabi Oficial, certo? Só vocês falar aí com ele. Qualquer coisa, tiver dificuldade de achar o Instagram, ele tá nas postagens marcado, o Instagram da Guabi e o Instagram do o Diegão está, como é, marcado lá nas postagens. Eu só vou aproveitar, já que Diegão falou aí da FENACAM, eu vou, mais do que justo, mostrar aqui para vocês rapidamente aqui a FENACAM, já que a gente vai estar lá.

Para quem não sabe, nós, o podcast oficial que tá cobrindo lá, é a gente. Essa parceria. E para vocês verem aqui, ó, ó, ó, ó, ó, ó, ó, a agência de marketing oficial, agência parceira oficial da FENACAM, é a Aqualab, tá certo? A gente tá aqui junto. Mas eu quero mostrar para vocês é o site da FENACAM, que tá aqui. Para quem quer fazer inscrições, só é chegar aqui, ó, clicar simpósios. Você vai aqui, vai abrir aqui, você vai escolher Brasil.

E aí vai ter aqui os valores que já tá aqui, ó. Sócio ABC 500, não sócio 600, estudante 200. Após esse dia 29 já vai aumentar também, tá certo? Voltando aqui, é, tá aqui, ó, faltam 54 dias para finalizar. Aqui tá os valores, né, que eu mostrei lá, mas já tem aqui os valores. Aqui tá os estandes. O Abir aqui eu fui em cima, ó. Estante 99. Deixa eu ver se tá mostrando para depois eu não tá mostrando uma coisa que não é para mostrar.

Estante 99, fui em cima, ó, tá bem aqui, ó. Ainda tem poucos estandes vazios, tá vendo? A maioria tá ocupado, mas eu queria mostrar aqui era a programação dos simpósios. Aqui eu vou ver se eu acho aqui o Diegão, que eu já vi o dia, tinha visto aqui Aqui o primeiro dia, dia 18. Qual o dia que você tá, Diego? Você lembra aí? 19. Pronto, vamos aqui no dia 19. Quem tiver curioso, ó, Diego Viana aqui, o primeiro, 8:30 da manhã. Diego, 8:30 da manhã, vou ter que fazer um esforço para chegar lá 8:30 da manhã.

Nutrição e pressão na carcinicultura, como transformar eficiência alimentar em produtividade e rentabilidade. E aí você tem várias, a gente dá França, Equador, Israel, Equador, olha, e tantas, México, Panamá. Então vocês dão um pulo lá no site, dá uma olhadinha. Ó, Equador, Estados Unidos, Canadá. Vamos lá para o último dia para ver de onde mais tem algum país de fora. Equador, Portugal, Taiwan, Equador. Ó, então vocês vão lá, programação, simpósio.

E também, ó, tem uns trabalhos técnicos para ter lá durante a FENACAM também, tá certo? Vai dar uma fuçada. Vou colocar no chat aqui, facilitar a vida de vocês, o site da FENACAM. Já temos aqui os expositores, alguns aqui, tá entendendo? Olha quem tá aparecendo, Cláudio Tuam aqui. Já disse ele que ele e Felipe fazendo propaganda, os marqueteiros aqui da FENACAM, tá certo? Vou botar aqui no chat para vocês o site da FENACAM para vocês facilitar a vida de vocês, tá?

Rapidamente aqui, Diegão, só botar aqui para turma, só para facilitar a vida de vocês. Eu quero agradecer a Diegão de coração pela disponibilidade. Desde que eu fiz entrevista com ele, tem tempo, vamos assim dizer, namorando trazer ele aqui igual a outras pessoas. A gente tem uma lista grande de gente trazer. E acaba live duas vezes no mês, dá trabalho fazer as duas, mas mesmo assim, como Luiz fala, tem convidado para a gente fazer live mais de 5 anos.

Isso mesmo, porque tem muita gente boa para trazer, sabe? Ainda tem as indicações das pessoas que, olha, traga tal pessoa, acho interessante para a gente, vai, traz, convida e traz. Então, Diegão é uma pessoa que tava querendo trazer, que a gente sabia que ia gerar Primeira pessoa, Diego, pela história dele, pelo trabalho que ele vem realizando, principalmente pelo conteúdo que ele ia trazer, ia gerar para vocês. Ó, quanto conteúdo!

Eu adoro fazer uma live que não tem tanta pergunta, porque quer dizer que o convidado atendeu as expectativas, né? E a gente teve aqui, Diego, deixa eu ver aqui, ó, 276 visualizações na live. Deixa eu atualizar a página aqui para ele dizer Quantas a gente teve? Pico de quanto aqui? Rapidamente aqui, internet ajudar. 276 visualizações, é muito, viu, Diego? 23 de pico, 15 de média, porque o pessoal vai saindo agora no final e a média vai diminuindo.

Então quero agradecer a presença de vocês todos aqui, agradecer a disponibilidade, Diegão, agradecer nossos patrocinadores e parceiros por estar apoiando a gente e dizer que a gente vai estar aqui agora no dia 7. A gente vai trazer uma dupla fenomenal, um que teve uma experiência, uma vivência na parte de gestão pública a nível federal, o outro com experiência em empresas internacionais. De vivência internacional que já passou por aqui.

Um já passou duas ou três vezes, o outro nunca passou aqui. E as histórias muito bonitas para estar trazendo aqui e dizer que a gente depois dele já tá trazendo Itamar Rocha, depois trazer Glauber. E eu tô vendo aí os dias, vocês vão saber depois. Fiquem de olho na gente, certo? Então dia 7 está aqui trazendo essa dupla aqui. Eu vou deixar só Só no gostinho de vocês saberem. São dois caras que estudaram na Rural de Pernambuco, os caras são referência na área, são cria de Itamar Rocha, trabalhou com Itamar Rocha na MCR.

Então fiquem de olho aí. Diegão, muito obrigado, nos vemos na Feira da Cama para bater aquele papo, para lhe entrevistar. Não, Luiz, não pode falar não, pode falar não, fica negócio de falar, fique na sua aí, não fale não. Inclusive foi uma indicação de Luiz mesmo, por isso ele tá querendo falar. Diego, muito obrigado pela sua disponibilidade, deixar você descansar. Diga a Miguel que eu adorei os comentários dele, eu vou fazer outras entrevistas com você para ele fazer os comentários também lá, meu irmão.

Um abraço, fique com Deus, pessoal. Até daqui 15 dias, fique de olho nas nossas redes, conteúdo sendo postado. Obrigado, acompanhe. Dá trabalho fazer, mas eu tenho o maior prazer de fazer. Fique de olho aí no conteúdo que a gente tá gerando para vocês, o Aquasize e a série de como criar camarão para iniciantes. Tá muito interessante, já gravei os episódios. Segunda, esqueci agora, tem a temporada e tem agora, me esqueci. É os episódios, gravei os episódios que vai mudando, né?

Cada temporadazinha, cada blocozinho é um tema. Então tô ensinando aos pouquinhos a turma a isso. E não esqueci da aula não, viu? Tô vendo aqui para montar aula para vocês, para ver como é que eu vou fazer, porque quando vai chegando no pé na cama, o tempo vai ficando escasso. Então vou preparar um negócio desse, precisa demandar tempo. Então fique com Deus. Tchau, tchau, Diegão! Um abraço, tchau, tchau, pessoal! Tchau, tchau!

Anunciantes18

ABCC

Associação Brasileira de Criadores de Camarão
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AEP Bahia

Associação de Engenheiros de Pesca da Bahia
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AEP Pernambuco

Associação de Engenheiros de Pesca de Pernambuco
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Aqualab Comunicação Digital

Marketing digital para empresas do segmento aqua
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Aqualins

Consultoria em aquicultura
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Comunidade Água

Grupo WhatsApp
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Cronos A

Consultoria em aquicultura
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Cultivo e Plante

Soluções biotecnológicas para o seu cultivo, ração Probiótico, biorremediador, equipamento
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