Live #74 com Paulo Roberto Silveira Filho
Essa foi a nossa septuagésima quarta Live do nosso podcast De 0 a 100 na Aquicultura, onde o nosso apresentador conversou com o Zootecnista Paulo Roberto Silveira Filho, Consultor em Piscicultura há mais de 20 anos e Diretor da Aquiplan Consultoria, na qual batemos um papo sobre o tema "Licenciamento Ambiental na Aquicultura: O que Piscicultores e Carcinicultores Precisam Saber".
- A importância do licenciamento ambiental para a aquicultura e carciniculturaRegulamentação da produção·Segurança alimentar·Sustentabilidade
- Vantagens de manter a atividade aquícola devidamente licenciadaAcesso a crédito bancário·Evitar multas e embargos·Garantia de produto de qualidade·Valorização da propriedade
- Riscos e prejuízos de operar sem regularização ambiental adequadaMultas e sanções·Embargo da atividade·Crime ambiental·Perda de mercado
- A nova resolução do CONAMA e suas implicações para a aquiculturaDesburocratização para pequenos produtores·Critérios de porte baseados em volume de produção·Espécies exóticas·Boas práticas e prevenção de escapes
- Classificação e enquadramento de atividades aquícolas para licenciamentoDispensa de licença·Processos simplificados·Tamanho da lâmina d'água·Espécies exóticas
- Diferenças no licenciamento entre piscicultura de água doce e carciniculturaQualidade da água·Tratamento de efluentes·Localização e bacia hidrográfica·Outorga de uso da água
- Custos e prazos do processo de licenciamento ambientalPorte do empreendimento·Experiência do profissional·Documentação complementar
Boa noite, turma! Sejam bem-vindos a mais uma live do nosso podcast de 0 a 100 na agricultura. Hoje estamos aqui com convidado, o homem é o cara que mais licencia na agricultura no Brasil, Paulo Roberto Peixes. Bem, seu rapaz aí, né, é o cabra que mais licencia. Ontem eu fiz uma reunião pré-live com o nosso convidado de outubro, que o de setembro aqui a gente já sabe o próximo final, mas no final da live eu falo de quem é o nosso próximo convidado.
Mas o convidado de outubro, a primeira live de outubro, ontem foi só elogios a esse rapaz. Hoje o StreamYard me sacaneou aqui de última hora, não podemos transmitir por YouTube, por Instagram. Então nosso canal principal de transmissão é o YouTube, então nós estamos transmitindo no YouTube. Agradecer quem já tá aí assistindo a gente, né? A turma acho que perdeu o horário hoje, não sei o que foi que aconteceu, porque um tema desse mais, mais importante no ar.
Inclusive, daqui a pouco temos um recadinho de um patrocinador nosso que trabalha e que ajuda e atua em Pernambuco para vocês, tá certo? Agradecer a presença da turma aqui, aos poucos vão chegando. É agradecer ao nosso convidado, né, nossa disponibilidade dele tá aqui. E deixa eu fazer o quê aqui? Falar, né, nossa live, 74ª live será com o zootecnista Paulo Roberto sobre o tema licenciamento ambiental na agricultura, o que os piscicultores e carcinólogos precisam saber.
Então vocês vão fazendo suas perguntas, né, deixando aí tudo bonitinho para quando ele começar aqui fazer as perguntas, a gente ir fazendo. Agradecer a Bartolomeu que já está aqui na área, né, Bartolomeu? Rogério que ganhou o brinde. Rogério, já chegou seu brinde aí? Me comunica aí que eu esqueci de perguntar você essa semana se tinha dado certo o envio. E agradecer a todos que estão aí chegando ainda na nossa live. Infelizmente não vamos conseguir transmitir hoje para o Instagram.
Tô p da vida por causa disso, que de última hora eu e o nosso convidado aqui, Paulo, que já está aqui no chat, né, dando boa noite dele aqui, tamo junto. De última hora a gente fazendo o merchan, que é até transmissão no Instagram, que chega agora. Não, na hora de eu transmitir ele travou aqui. E aí, para destravar, eu ia demorar muito tempo e não ia conseguir resolver. A live já tinha começado. Isso de uma semana para outra acontece isso, mas vou fazer o quê, né?
A gente não pode fazer muita coisa. O que a gente vai fazer? Avisar vocês. Não sei quem tava aí, eu postei no final de semana o quê para vocês? Perguntando uma enquetezinha, perguntando vocês se vocês queriam uma aula de 2 horas sobre criação de camarão para iniciantes. É só para iniciantes? Não, mas para iniciante, porque a turma que não quer aprender, quem quer iniciar, seja piscicultor, principalmente produtor rural que tem aquela água lá, né, que tá disponível, seja água doce, seja água salgada.
Então eu tô pensando em fazer uma aula de criação para camarão, seja camarão de água doce como de camarão marinho, para vocês, tá certo? Vou vendo ainda, tô matutando, tô pedindo que já a mentoria de Paulo Roberto Peixes Porque ele faz isso divinamente. Na pandemia fazia aula até na hora de meio-dia, eu assistia ali meia horinha, 20 minutos, era uma delícia. Conteúdozinho assim curto, rápido de se fazer, era uma beleza. Mas enquanto eu tô aqui enrolando vocês para ver se a turma chega, eu vou fazer o seguinte: eu vou falar dos nossos patrocinadores e parceiros, eu volto com o recadinho, o vídeo do recadinho da pessoa que mandou para gente hoje.
Eu consegui que ela mandasse um videozinho. O marketing de lá fica todinho comigo porque é fazer as correrias para conseguir um tempinho na agenda do rapaz, que tá depois que ele voltou da China. E falar nisso, temos uma novidade em novembro com ele. Mas bora lá, deixa eu mudar aqui o formato. Mudou tudo, rapaz, esse negócio mudou tudo. ABCC, Associação Brasileira de Criadores de Camarão. Vocês que aí é produtor de camarão, ficou interessado se associar, fale com as meninas lá, 849-9612-7575.
Instituto de Tecnologia de Pernambuco, você quer fazer sua análise de água, análise da ração para aquicultura, fale com a ITEP. Inclusive temos lá no link com QR code com todas as atividades que eles fazem lá, todos os serviços. É 819-98570921, lá no nosso material para seguidores, tá certo? E Panorama da Agricultura, há mais de 35 anos no mercado, não é mais de 20, é mais de 35. Vou estar lá para me corrigir isso. Você que é entusiasta na área não pode deixar de assinar essa revista que é referência há mais de 35 anos na área.
Procure as meninas, é a Fernanda, o Adani, pelo Zap 21 972525595. Diga que você assistiu o nosso podcast que você vai ter um desconto especial para quem é seguidor do nosso podcast. Basta dizer que é nosso seguidor Mostra lá que você segue a gente e tá de olho no nosso conteúdo, que a Panorama vai dar um descontinho para você, tá certo? E os nossos parceiros, a AEP Bahia, Associação Engenheiros de Pesca da Bahia, com a nossa presidente Raíssa.
Agora tá com marketing forte lá, todo dia tem uma postagem, todo dia tá movimentando o Instagram. Pode olhar que tem vários conteúdos, igual a quem? A AEP Pernambuco. Que é presidida pela minha amiga Maria Efigênia, meu anjo da guarda. Toda vez que eu preciso de um convidado assim que deu uma furada, que precisa de um top para substituir, ela tá na área ajudando. E Biofuturas, soluções biotecnológicas para o seu cultivo, para aquicultura, né?
Até fale com o nosso parceiro, amigo, mentor Cláudio Toan, 759 92427575, que teve a live aqui há 15 dias atrás com ele, hein, ele e Professor Augusto. Comunidade Aqua, você que tá interessado em entrar na Comunidade Aqua, um grupo mais de 60 pessoas, fale pelo WhatsApp 11932578701 e fale com a Daiane. FAEP, Federação das Associações de Engenheiros de Pesca do Brasil, presidida pelo nosso amigo parceiro engenheiro de pesca Marcos Bravo.
Siga a FAESP BR Oficial e veja, já tá organizando o próximo CONBEP, hein? Já vi material, vai ser em Fortaleza, se eu não me engano. E grupo de pesquisa de inovação tecnológica, produção animal de precisão, um professor coordenado pelo professor Mateus. Fale, siga produção_animal_br, fica por dentro que eles mostram lá, ele mostra o dia a dia das pesquisas lá. Tá certo? Laka, @lakaufrpe, coordenado pelo professor Luiz Otávio, Laboratório de Cassicultura da UFRPE.
E acompanhe lá o Laka, que também tem as postagens que eles fazem, dos trabalhos que eles fazem, tá legal? E Tratáguas, Grupo Tratáguas, do professor Augusto, teve na live aqui 15 dias atrás com Cláudio Toan falando sobre o perfil Iônico, 83999720369. Você que é nosso seguidor, fale lá com o Professor Augusto que tá assistindo nossas lives e que terá um descontinho na sua análise de água, tá certo? E os nossos realizadores Cultiva e Plante, precisou de insumos para aquicultura, né?
Probiótico, biorremediador, ração. Agora eu tô com até com ração, agora eu tô com parceria para você que é produtor aqui na região de Valença, fale comigo através do 759-8148-8697. E Aqualab Comunicação Digital, fale pelo Zap 759-9122-798. Você que tá precisando fazer o marketing do seu aquanegócio, é a empresa que tá por trás do podcast hoje fazendo todo o marketing. Então vocês que precisam, fale comigo através desse Zap aí, 759-91227988.
E Aqualins, projetos e consultoria na agricultura, soluções aquícolas do nosso parceiro amigo Luiz Henrique Lins, que deve estar aí daqui a pouco chegando para assistir a live aqui com o nosso convidado. E Cronos Água, do meu parceiro Rafa, Fale com ele também, que precisa de consultoria nessa área. Mas antes de eu— você tem que ser justo, né? Aqualins, fale com 819-8284-3333. E Cronos Aqua, 179-8168-1876, certo? Vamos deixar de choromelas.
Eu agora vou colocar aqui para vocês Hoje eu estou todo estabanado, hoje eu estou estabanado. Quero agradecer aqui a presença de Flávio Henrique, aqui já tá. Boa noite, bora produzir recorde parlamentar, com certeza. Meu parceiro, meu mestre Lucemário Xavier tá aqui presente, e o Hélito também. Boa noite a todos. Eu tô esperando que os seguidores de meu amigo aí, nosso convidado, vem assistir a live também com a gente. Mas deixa eu colocar aqui o vídeo de um nosso futuro convidado aqui para você.
Então, agora assistindo a live sobre licença, pessoal, isso que estão agora assistindo a live sobre licenciamento ambiental. Nós primeiramente gostaríamos de desejar um abraço a todos, desejar uma boa live e trazendo um pouco da atuação do Instituto de Tecnologia de Pernambuco, ITET, nesse tema licenciamento ambiental. Então o ITEP aqui no estado de Pernambuco, ele realiza o plano de monitoramento ambiental que é exigido pelo órgão ambiental do nosso estado, que é a CPRH, tá?
Então a gente já vem atuando desde 2009 na renovação das licenças ambientais e também no processo de retirada dessas licenças, porque tanto você precisa da análise de água no processo de licenciamento como também após receber a licença de operação você precisa na renovação manter o plano de monitoramento ambiental. Então a gente tem uma equipe especializada com equipamentos de ponta, tá, para fazer todo esse trabalho. Então hoje a gente realiza o plano de monitoramento ambiental dos reservatórios daqui do próximo ao estado de Pernambuco, né, reservatório de Itaparica e Moxotó, onde concentra o maior volume de produção de tilápia do Nordeste, né, e principalmente o estado de Pernambuco, na região de Petrolândia e de Jatobá.
E na parte litorânea, basicamente 70% da área licenciada do estado de Pernambuco, ela tá coberta por esse plano de monitoramento ambiental que é realizado pelo ITEP. Então a gente atende não só a resolução do CONAMA para a parte de carcinicultura, como também para aquicultura, para piscicultura em águas continentais. E aí a gente tem laboratórios de análise de qualidade de água, de solo, e tem um setor de inteligência geográfica onde a gente faz toda a parte de mapeamento com uso de drones, com levantamento utilizando softwares específicos para a parte de licenciamento.
Então, naquilo que vocês precisarem, contem com o ITEP, que tem total expertise, experiência e utilização de equipamentos modernos de softwares atualizados para apoiar a agricultura, as empresas de agricultura, os municípios e os estados em trabalhos que ajudem no desenvolvimento dessa importante cadeia para produção agrícola do nosso país. Forte abraço, boa live!
Então, então, então, então, cadê, cadê? Meu Deus do céu, hoje eu tô todo perdido, viu? Meu convidado tá me deixando nervoso. E aí, vocês viram o recadinho do ITEP? Deixa eu ver se eu acho aqui na postagem deles. Aqui tem uma coisa interessantíssima aqui, eu deixo mostrar e fazer o merchan certo. Além dele mostrar isso, eu tenho que mostrar para vocês, vocês que tá, ó, essa postagem aqui. Depois vocês vão lá no itep.os, o Instagram.
Você, ó, toda grande ideia precisa de espaço para começar, é todo negócio inovador precisa de estrutura para avançar. Se você tem uma ideia que ainda precisa sair do papel, um projeto em desenvolvimento ou uma empresa que já existe busca acelerar seu crescimento, o Incubatep pode ser o seu próximo passo. Então vamos lá nesta postagem, ó, a incubadora do ITEP para você que é empreendedor inovador, tá tendo edital aberto. Vão lá, procura saber.
É aqui, ó: somos a primeira incubadora de empresa do estado de Pernambuco e a segunda do Nordeste. Então você que é empreendedor e tem inovação, não perca essa oportunidade, certo? Vai lá nessa postagem e veja o que é que o ITEP pode estar fazendo. Outra coisa, tá aberto o edital de pré-inscrição para o mestrado do ITEP. Mestrado Profissional em Tecnologia Ambiental. Até eu tô pensando já em ir me inscrever para fazer, tá certo?
Vai lá no link da bio do Instagram do ITEP, você vai ter lá a parte de inscrição. E aqui também vai ter, pessoal, que eu já postei, ó, e tá lá no material dos seguidores, no link da nossa bio, a análise de ração para piscicultura e carcinicultura. Você vai nesse QR code aí, deixa eu ver se tá passando. Tá passando sim para vocês nesse QR code. Dá uma olhada aí. Eu vou estar, se eu não me engano, eu fiz collab com eles. Deixa eu olhar aqui.
Collab com eles, tá vendo? A gente tá aqui na collab com eles. Qualquer coisa, vai lá, procura nossa postagem no nosso feed e vai lá no QR code, ou vai lá no link dos nossos seguidores, que eu vou mostrar aqui ao vivo para vocês onde é que fica. Aqui, ó, aqui embaixo, tá vendo os links? Ó, nesse link aqui debaixo. Você vai clicar aqui, vai abrir outro. Deixa eu ver, já mudei, já mudei. Tô até esperto hoje, hein? Você vai chegar aqui no Linktree, vai descer aqui, ó, vai estar aqui embaixo, material de agricultura para os seguidores.
E aí vou mudar agora de novo e vocês vão ver aqui, tá vendo? Até as lives, tem o material do boletim técnico. Que tá saindo lá, aqui, dos Estatísticas da Pesca. Tem o material, cadê, brother? O boletim técnico que tá sendo feito pela FIBRO, né? E do ITEP está aqui, ó, tem uns portfólio de serviço. Só você quer clicar aqui e vai abrir o portfólio de serviço. Tem o QR code, esse aqui, Vai ter o portfólio em si de serviço, que vocês podem ver várias matérias, várias coisas vocês podem fazer.
E aqui outro QR code, que é onde você vai ter esse acesso àquele material. Caso vocês não queiram baixar, vocês podem olhar diretamente do Drive ou bater aqui nesse QR code que vai estar lá, tá certo? Mas vamos deixar de churumelas, trazer o nosso convidado, que já passou da hora de eu trazer. Aqui o nosso convidado para nossa live, Paulo Roberto Peixes, tomando um cafezinho dele aí de boa, né? Tomando cafezinho dele de boa.
Fala, Deraldo, tá me ouvindo?
Tô ouvindo sim, seja bem-vindo, meu irmão, a casa é sua.
Boa noite, Deraldo, boa noite todo mundo que tá aí no Ao vivo conosco aí, ó. Tem muita gente aí, rapaz. Eu sou até autoridade máxima aí nesse chat aqui dando boa noite para a gente. Que que é isso? Aqui eu vou falar essa audiência aqui, ó. Júnior da Piscicultura, rapaz, é uma audiência extremamente qualificada aqui. É brincadeira, aqui é, aqui tem que ir lá conhecer o Júnior lá.
É o Júnior, né? Teve aqui em janeiro com a gente, hein? Tô esperando ele para trazer as novidades esse ano para gente ainda.
Oi, o Júnior tá cheio de novidade para fazer. O Júnior quase ficou careca esse dia aí com as novidades dele aí, mas ele já tá recuperando os cabelos tudo dele aí.
Então eu, eu, deixa eu desconfigurar o negócio tudo aqui. Eu quero agradecer a Paulinho que eu trouxe ele para vir para cá, e logo na semana anterior Saiu uma resolução do Conama novo, né, que eu tenho certeza que a turma que tá aqui vai fazer alguma pergunta em relação a isso. Vai devagar quando andou com o rapaz, porque, porque foi lançado a semana passada. O cabra trabalha tanto, fazendo tanta vez. E quem acompanha ele no Instagram sabe que o rapaz não para.
Então não exijam muito ele ainda para ver se ele tá sabendo o nome de caba-raba ainda não, que provavelmente não tá ainda sabendo. O cara é fera no licenciamento, tá entendendo? Mas eu vou precisar fazer o seguinte, só mudar o nosso formato aqui, que nossos patrocinadores precisam passar aqui em cima, com certeza, tá entendendo? E deixar o meu convidado só dizer que a gente tá aqui batendo um papo com o zootecnista Paulo Roberto sobre o tema licenciamento ambiental na agricultura, o que piscicultores e precisam saber.
Paulinho já esteve aqui há uns 2 anos atrás falando sobre licenciamento, mas focado mais na piscicultura. Nesses 2 anos com certeza mudou alguma coisa. E eu pedi ele para falar um pouco mais na caça e caçadura também, que muda muito pouca coisa, né? E também porque é uma live que a gente tá fazendo, live pré-FENACAM. Inclusive estamos lives, né, focada nisso, e dizer que eu fechei hoje a agenda com essa pessoa que mandou um videozinho para gente, o diretor-presidente do ITEP.
Em novembro ele vai estar aqui trazendo para gente as novidades da China, de uma cooperação nacional que ele foi, de alguns órgãos como ITEP e outros de Pernambuco, fechou com a China e foram participar de um evento, né, de uma cooperação internacional, que passou lá quase um mês. Então ele tem muita novidade trazendo. Então novembro eu consegui uma brechinha na agenda dele para trazer ele aqui para falar para vocês. Mas o que é que eu quero agora do nosso convidado aqui, né?
Eu quero que ele fale um pouquinho da história de carreira dele, os trabalhos envolvidos. Eu quero que ele fale um pouco dessa trajetória profissional para gente, porque Paulo Roberto, a gente sabe que é só apenas de Goiás que trabalha fazendo conhecimento de cultura. Mas eu queria conhecer um pouquinho mais do Paulo Roberto, a outra parte que a gente não conhece, essa parte dessa trajetória profissional dele, como foi essa formação dele, que acaba a gente não trazendo muito isso porque acaba atropelando esse momento para chegar na parte que vocês mais gostam.
Mas eu, eu, desde a live de Dimitros, eu tenho sentido isso, que eu queria tá trazendo esse convidado e tentar puxar um pouco dessa parte, dessa trajetória profissional, para a gente estar registrando isso, que eu acho que é muito bacana. Eu acho que é uma coisa que é o mínimo que eu posso fazer pelos nossos convidados que se dedicam a estar aqui com a gente, que pelo menos essa live vai ser umas 3 horas de live, né? Ficar registrado isso. Paulinho, fique à vontade, fala um pouquinho de você e bora tocar o baile aqui.
Obrigado, Então boa noite para todo mundo que tá dando boa noite aí no chat também. Doutor Maurício, Tuão, Júnior, Douglas, Rose, Rose, minha amiga, tá aí, ó. Nossa, só tem autoridades máximas aqui. É o Flávio aqui também, Lucival, Bartolomeu, todo mundo aí, boa noite que vocês estão conosco aí. Uma satisfação, uma honra poder estar aqui com meu amigo Deraldo novamente. Deraldo foi convidado meu em uma das lives lá na época da pandemia.
A gente se conheceu por lá mesmo, né, nas redes sociais. Depois a gente teve o grato satisfação de conhecer ele pessoalmente numa Aqui Show. Enfim, a gente, né, movimentou isso aí bastante.
Só um pouquinho de tempo, 2019.
É isso aí. Então assim, eu acho que isso é muito bacana, né? A gente tá aqui com pessoas aí do país inteiro. É uma das coisas boas, se a gente pode falar que teve alguma das coisas boas da pandemia que que deixou para nós aqui foi essa possibilidade de interagir com pessoas de outros estados e até de outros países nesse tipo de situação aqui, né? Vocês estão aí cada um no seu estado conversando comigo, que tô aqui em Goiás, o Deraldo que tá na Bahia, e daí vai, né?
Aqui daqui a pouco a gente tá com todos os estados aqui com representantes aqui participando, vendo conosco aqui para a gente trazer esse assunto aí. Então é uma satisfação imensa tá aqui mais uma vez Minhas portas são sempre abertas aí para o Deraldo. Eu sei que eu tenho essa, essa recíproca com ele também. A gente se fala bastante, muita amizade, muito, muito relacionamento aí. E enfim, tô aqui para poder contribuir com o máximo que eu puder nesse assunto, que eu sei que às vezes parece que é um bicho de 7 cabeças.
E às vezes ele até parece ser um bicho de 7 cabeças, né? Mas por exemplo, essa, essa resolução do CONAMA nova aí A gente tem muita coisa. Eu vi pouco, tá? Falei, você falou aí, é verdade, eu vi muito pouco sobre essa atualização. Eu vi que algumas atualizações, e já tá tendo até pergunta em cima disso daí, eu vou ver se eu posso contribuir, tá certo? Mas enfim, vamos falar, a gente tem tempo aqui para poder falar. Tamo por conta de falar isso aqui, um pouco de histórico da carreira aqui antes da gente entrar no assunto, para não ser também muito enrolar assim tanto assim, né, para começar a responder as perguntas.
Eu já tenho mais de 20 anos de experiência de consultoria em piscicultura. Eu sou consultor em piscicultura há mais de 20 anos, né. Então comecei minha vida profissional sendo consultor em piscicultura. Estou na piscicultura desde o ano 2000, que é o meu segundo ano na graduação. Então já tenho 26 anos de piscicultura, na verdade, né. Nunca saí. Se perguntar para o tio Deraldo, perguntar assim para mim, Deraldo, pergunta aí para mim assim, ó: Paulo, você gosta daquilo que você faz?
Olha, meu filho, você gosta do que você faz?
Rapaz, eu acho que eu gosto, eu só sei fazer isso, entendeu? A única coisa que eu sei fazer na minha vida foi trabalhar com peixe, eu nunca fiz mais nada diferente disso. Então é o que eu tenho para fazer, o que me sustenta, sustenta minha família nesse tempo todo trabalhando com isso. Enfim, são 26 anos de prática na piscicultura, 20, 21 anos de profissionalmente falando. E coincidentemente, apesar de que eu não acredito que existem coincidências, Geraldo, meu primeiro trabalho eu não sabia, mas ele foi licenciamento ambiental em piscicultura.
Porque quando eu fui contratado, quando eu me formei, fui contratado por um consórcio de municípios para trabalhar em 4 municípios aqui no estado de Goiás com um projeto do governo federal de criação de peixe em tanque rede. Acho que até o Dr. Maurício aí vai lembrar disso. Primeira unidade demonstrativa do Brasil de criação de peixe em tanques rede. Eu fui responsável técnico aqui em Goiás. Então assim, lá em 2005, cara, eu cheguei para trabalhar que eu ia treinar esse pessoal na produção de peixe em tanque rede.
No segundo dia de trabalho, meu chefe olha para mim e joga lá uma pilha de documento em cima da minha mesa lá e olha para mim e fala assim: Você tem que licenciar aqui a unidade, o processo, os projetos aqui, porque senão a gente não recebe verba de Brasília, que era um projeto do governo federal, e eu não consigo te pagar o seu salário. Eu falei assim, uai, mas você não me falou isso antes não, fera? Como é que você vem cobrando aqui agora isso daqui?
Eu falei assim, eu nunca vi licenciamento, eu nem sei, cara, não tive aula disso na faculdade. O cara olhou assim para mim, e eu já falei isso em algumas outras lives, alguma outra alguma coisa assim, mas é uma coisa que fica marcada, né? Quando você escuta algumas frases, ficam marcadas para a gente. Ele olhou no fundo do meu olho e falou assim: se vira, você não é caixote. E aquilo marcou, sabe? É uma coisa que eu trago sempre para mim, né?
Quando a gente pensa que tem alguma coisa muito difícil, você lembra que você tem que se virar, que você não é caixote. Assim eu fiz, cara. Eu aprendi licenciamento na marra, na prática, fazendo, errando, aprendendo, descobrindo novas formas de fazer, enfim. É isso, foi a minha vida inteira praticamente trabalhando com isso. Claro que eu desenvolvi mais atividades, né, dentro da psicultura. É praticamente tudo relacionado com a psicultura eu trabalho.
Lógico que o grosso mais pesado, sim, nos últimos anos, principalmente desse, da pandemia para cá, do digital para cá, quando eu espalhei mais a minha atuação no Brasil inteiro e até fora foi licenciamento, porque é um ramo ainda, Geraldo, que é pouco divulgado, é pouco trabalhado, são pouquíssimas pessoas que trabalham com isso no Brasil. Então assim, por que que eu— Paulo, como é que você garante que são pouquíssimas pessoas que trabalham com isso no Brasil?
Porque eu vou em quase todos os estados fazer serviço de licenciamento, cara. Se tivesse alguém fazendo serviço de licenciamento lá, eu não precisaria ir lá, ou eu não seria contratado para ir lá. Como não tem, eu sou contratado para ir lá.
Por isso eu falei que você é o cara que mais necessita.
Mas não, mas não, tô longe, mas não. Mas olha, olha que interessante isso, até porque por conta de limitação de tempo, de assim, é tempo, né, deslocamento às vezes fazer e voltar. Graças a Deus, hoje, Geraldo, eu consigo, eu estou repassando esse conhecimento para outros profissionais. Então, na época da pandemia mesmo, eu fui consultado por alguns profissionais para fazer. A gente quer aprender a fazer licenciamento. Até então não existia isso.
Eu não tive ninguém para pegar na minha mão e falar assim, ó, faz isso, faz aquilo, faz esse documento, ou responde dessa forma. Então assim, eu aprendi fazendo. Então eu acabei criando o meu método de fazer, e graças a Deus ele tem funcionado muito bem. E eu acabei replicando isso para várias pessoas. Então hoje, graças a Deus, eu tenho a alunos e mentorados no Brasil inteiro, cara, que estão fazendo licenciamento ambiental. Hoje mesmo eu tava, hoje eu tô com duas mentoradas, né, que eu faço o projeto junto com elas.
Então assim, elas pegaram o processo, elas entram ao vivo comigo igual a gente tá conversando aqui, elas entram ao vivo comigo e a gente faz o processo junto. Eu falo, ó, você faz isso, faz isso, faz isso, faz isso, faz aquilo, enfim. E elas estão arrebentando a boca do balão, cara, estão fazendo aí, tá indo muito bem. Eu acho muito bacana porque porque eu tenho um propósito de ver a piscicultura no Brasil ela atingir níveis profissionais, que eu acho que a maioria das pessoas aqui quer isso também, né?
Eu sou inconformado com o Brasil não ser um dos principais produtores. Quando eu digo principais, ele deveria, na minha cabeça, perder somente para China, porque não tem condição de competir com eles. Mas ele deveria estar na frente do Egito, cara. Eu não consigo aceitar que o Egito, que é menor do que o estado do Pará, produzir mais peixe do que a gente, sendo que a gente monopoliza água doce no Brasil. 12% da água doce tá aqui.
Olha a costa brasileira que a gente tem para poder produzir. E a gente tá aí, claro, tá crescendo. É atividade que mais cresce dentro do agro. Não é à toa que eu chamo de nicho de ouro do agronegócio. Mas enfim, a gente tem que crescer de forma ordenada também. A gente enquanto profissional, eu, você, Dr. Maurício e mais pessoas aí, eu entendo que a gente tem que prezar por esse crescimento ordenado, porque a gente tá trabalhando com recurso natural, né, que a água, principalmente produção de alimento.
Isso tem que estar casado. A exploração econômica de um recurso natural, ela tem que ser sustentável. Não adianta só a gente extrair até acabar, isso não é sustentável, né? E a gente entende que a gente tá nesse mundo aqui é para contribuir e para fazer esse mundo se perpetuar para os nossos filhos, netos, bisnetos. Quem sabe quem que a gente vai poder ver. Então basicamente minha carreira foi assim, trabalhando com piscicultura.
Já fui produtor de peixe também, já fui vendedor de alevino, já fui vendedor de ração, e já fiz, já tive uma indústria de processamento do pescado também, um mínimo processamento de pescado. Cara, eu já fiz praticamente tudo, então eu sei onde que o calo aperta na vida do produtor. E é por isso que eu converso tanto, eu falo tanto, eu trago tanto histórias de piscicultura na prática, Porque eu já pratiquei, já apliquei isso em cliente, já apliquei na minha vida, e hoje graças a Deus a gente tá contribuindo aí cada vez mais. Então basicamente, resumidamente, aqui é isso daqui.
Então eu quero pedir aqui a turma que tá assistindo a gente para seguir o nosso Instagram, que tá no YouTube, já que não temos hoje transmissão no Instagram. E aí quem não viu, eu postei nos stories rapidinho antes de começar. Na hora de começar aqui a gente teve um problema técnico que o StreamYard inventou de bloquear só pagando para ter as dois destinos. E não tinha, teria, não tinha tempo hábil para resolver essa questão agora, que você sabe que o processo de pagamento ainda internacional demora mais ainda.
Então não consegui transmitir para os dois hoje, infelizmente. É o StreamYard sacaneando a gente. Mas aí vai lá no nosso Instagram, você que tá no YouTube, depois seguir a gente. Já coloquei o link lá no chat, pedir para vocês seguirem o nosso convidado, @paulorobertopeixes. Ele só tem um pouquinho de seguidor e gosta de postar. Essa semana ele postou até uma conversinha dele com Vacaro, Vacarão. Eu adorei, ri horrores com essa postagem dele.
Eu mandei mensagem para ele na tua vida, brother, porque eu lamentei. Eu ri que só, né? E também pedir para vocês não deixar de curtir a nossa live, compartilhar se inscrever em nosso canal. Estamos na meta para bater 1000 seguidores, estamos pertinho, estamos agora com 920. E deixa eu ver, atualizando aqui a página para vocês, e 6, tá certo? Então vai lá, segue a gente, compartilha, manda o link agora para aquele amigo seu que você sabe que tá com questões de licenciamento.
Esse cara que é fera esse cara que vai ajudar vocês a licenciar, certo? Vamos deixar um pouco de churumelas, vamos lá para o nosso primeiro bloco. Vamos falar o fundamento do licenciamento ambiental. A gente sabe que toda atividade precisa de licenciamento ambiental, uma parte mais rigorosa, outro menos rigorosa, e na agricultura normalmente um pouco mais rigorosa, porque a gente fala do nosso bem maior, que é a água. E licenciamento licenciamento em água salgada é uma forma e água doce é outra.
E a gente sabe que na água doce tem uma série de restrições, né, porque a água que a gente bebe é onde tá criando os peixes. Então, Paulinho, fala para a gente o que é o licenciamento ambiental e por que ele é importante para piscicultura e carcinicultura.
Beleza, para ser talvez mais específico, né, como se eu pudesse desenhar falar assim para poder entender, né, o que que é licenciamento. Por exemplo, para você dirigir um carro de maneira legal, você tem que ter a sua CNH, né? E para você desenvolver a piscicultura ou a carcinicultura de maneira legal, você tem que ter o seu licenciamento. É simples. Se você for parado numa blitz e não tiver a sua Carteira Nacional de Habilitação, você vai ser multado.
Blitz aqui, a gente fala blitz, eu não sei como é que você chama aí quando tem aquela parar da barreira policial assim, que vai conferir documentação, né? Aqui a gente chama blitz aqui. Então assim, o licenciamento ambiental é uma ferramenta, na verdade, que vem para poder ordenar a produção no país, né? Então assim, precisa ser regulamentado, porque o Geraldo falou muito bem, a exploração de um recurso mineral ali, um recurso natural, né, que é a água E que a gente sabe o quanto ela é importante.
Nós somos feitos de mais de 70% de água, né? O quanto que a gente precisa beber de água todos os dias, 4, 5 litros por dia de água aí que a gente precisa beber no mínimo aí. Então assim, o mundo depende da água. E como a piscicultura, ela é talvez a cultura, a produção que mais utiliza a água, mas também ao mesmo tempo a que mais preserva Porque o peixe, ele nasce, cresce, desenvolve, reproduz e morre ali na água. Então, se tiver de condição ruim, ele vai morrer, né?
Então, a gente, então, aí a atividade, a carcinicultura também. Então, assim, as duas, né? Hoje a gente tá falando das duas. Então, assim, os nossos animais ali criados, nossos animais principais aí, o peixe, o camarão, eles dependem da água para estar externar 100% da sua capacidade. Então ele é extremamente importante, essa ferramenta, porque regulamenta a produção. Ah, mas todo mundo é obrigado a licenciar? Não sei se tem essa pergunta, Deraldo.
Todo mundo, ou se tiver essa pergunta aí, eu deixo até isso mais para frente, ou eu já respondo aqui do que você preparou aí nos blocos. Tá mudo, tá mudo, não te ouço.
Deixa eu dar uma olhada aqui.
Mas pode falar, se tiver lá na frente, às vezes pensa assim, ah, mas todo mundo, eu por trabalhar com isso, né, eu vivo esse meio, esse nicho, né. E quem tá junto de mim, né, nos meus programas, meus treinamentos, vivem isso também, entendem o que que eu tô falando. Você precisa estar regulamentado, regularizado. Isso é básico. A gente vai defender isso para sempre. A gente não defende uma atividade ilegal, porque para mim atividade ilegal ela se compara a algumas atividades que eu não gostaria de ser comparado com isso, né?
Não vou falar aqui que eu acho que não compensa falar algumas. O que você entender de atividade ilegal na sua cabeça, o que representar isso para você, o que você acabou de pensar aí, a primeira atividade ilegal que passou na sua cabeça agora, você assistindo a gente. O cara que produz peixe ou camarão sem licença ambiental, ele tá no mesmo patamar desse cara que tá desenvolvendo essa atividade legal, tá? Mas espera aí, aí você tá fazendo uma comparação pesada demais.
Não, eu tô, sabe por quê? Porque essa é a real comparação que a gente precisa fazer, no meu modo de pensar. Porque se a gente quer uma coisa que a gente trabalha com a produção de alimento para o ser humano, e como é que eu vou oferecer algo que não tem segurança alimentar nenhuma? Aonde que esse camarão, aonde que esse peixe foi pego, se não tem nada para poder regulamentar isso? Então não é questão só de fiscalização não, é de garantir que o consumidor final receba um produto de qualidade.
E como é que eu vou saber se esse produto tem qualidade ou não? Se ele for regulamentado, né, se ele for legalizado, se for uma produção que minimamente uma vez por ano o produtor ele passa um relatório do que que ele tá fazendo ali. Que ração que ele tá usando, que espécie de peixe que ele tá usando, quanto que ele produziu naquele ano. Enfim, é uma coisa que é obrigatório. Licenciamento ambiental é obrigatório para quem explora atividade de forma econômica, tá?
Então assim, até tava falando ontem com um engenheiro amigo meu, ele tava me passando uma história aqui, um momento que ele tá trabalhando com obtenção de supressão vegetal para uma propriedade. E o cara tem um tanquinho lá que é só para consumo próprio. Ele tem 1.000 metros quadrados, um tanque de 1.000 metros quadrados para consumo próprio. E aí ele mandou mensagem para mim: Paulo, você que mexe com peixe aí, esse cara aqui ele tem só o tanque para ele ter um tanque de 1.000 metros quadrados, como é que vai ter que licenciar esse cara?
Eu falei assim, a primeira pergunta que eu fiz para ele: um tanque de 1.000 metros quadrados, o que que esse cara quer? Que eu falei assim: o que que ele faz com esse tanque? Ele vende essa produção desse peixe ou ele é só para consumo próprio. O cara falou assim, não, é só para consumo próprio. Falei assim, não, então esquece. Para consumo próprio ele não tem que fazer nada aqui, para consumo próprio tá tranquilo. Agora, se ele vender esse peixe uma vez por ano, ele obter recurso financeiro com isso aí uma vez por ano, aí sim, se é uma atividade de exploração econômica, ele vai precisar.
Então, licenciamento ambiental para as duas atividades, piscicultura e carcinicultura, ele é exatamente para regulamentar, para que a gente não tenha problemas com produção que não tenha o mínimo de atenção dos órgãos estaduais, municipais e federais para garantir esse produto de qualidade para o consumidor final. Basicamente é isso.
Então ele tá sendo direto ao ponto, como a gente fala, né? Quem gosta de falar muito assim é quem? O homem do marketing, né, né, Paulinho? O homem do marketing, Érico Rocha, direto ao ponto. Então hoje, direto ao ponto, é hoje seguir o professor aí, né?
Vamos seguir o professor.
Hoje a gente vai seguir o próprio professor aqui, Érico Rocha, direto ao ponto. E não deixe de seguir o rapaz aí para ficar por dentro, que ele vai dando um bocado de dica lá, viu? Inclusive você deu uma aula segunda-feira segunda-feira, não foi? Ou foi terça?
Foi segunda.
Daqui a pouco você vai fazer o merchan da sua aula, né, que sua próxima aula vem aí.
Tá bom, combinado.
A gente vai dar uma pausa aqui só para você fazer o merchan daqui a pouco na mudança de bloco. Agora vamos para a próxima pergunta, né? Quais são as principais vantagens manter uma atividade agrícola devidamente licenciada? Quem não sabe, tem várias vantagens. Ele até já falou uma aí. Nessa pergunta anterior.
É vantagens, né? Então aqui acabei de trazer uma vantagem aqui de você tá, você tá licenciado, né? Você tá de acordo com a legislação. Para mim não tem coisa melhor do que você desenvolver uma atividade que ninguém vai apontar o dedo para você e vai falar assim, olha, você tá fazendo uma coisa ilegal. Eu acho que isso seria, seria Eu acho que isso tinha que ser a principal, o principal ponto que pudesse trazer o produtor para regularização, sabe?
Para isso. Porque eu vejo muito isso acontecer agora. Antes, um pouquinho aqui da gente entrar, eu tava conversando com um cliente do norte do estado aqui, e ele entrou em contato comigo. Ele falou assim, cara, me indicaram você aqui, você já atende aqui uns 3 produtores aqui, eu quero fazer, porque eu não gosto de deixar nada das minhas coisas de forma ilegal. E é bom quando você escuta isso, né, que ainda tem gente que chega e tem isso entranhado, né, tem isso, é como valores e como princípios da pessoa, né.
Se eu não gosto de fazer nada errado, se eu não gosto de fazer nada errado, não é aqui no Peixe que eu farei. Então eu quero começar do jeito certo, por mais que isso possa atrasar talvez o início E a gente vai ter um momento de falar assim se atrasa na verdade ou se não atrasa. A gente vai conversar sobre isso daqui hoje, mas eu gosto de conversar, começar tudo certinho, não quero ter problema com nada. E aí eu falei com ele, falei, cara, é muito massa quando encontra pessoas assim, né, que entende que o licenciamento ele é uma ferramenta que é obrigatória.
E sim, ele vai dar segurança para o cara desenvolver atividade dele, porque se acontece, por exemplo, uma denúncia, tá? Vamos dizer que tem dela. Como é que é o nome da sua cidade aí mesmo?
Você mora é o quê, Paulinho?
Repete aí o nome da cidade que você mora mesmo, na Bahia.
Como é, rapaz? É porque José tá chorando aqui, eu não tô conseguindo nem ouvir.
Onde você mora? Barreiras?
Eu moro em Valença, do lado do Morro de São Paulo.
Tá, beleza. Então, Valença. Aí imagina, imagina se tiver 3 produtores de de peixe em Valença, e apenas um deles é licenciado, tá? Apenas um dele é licenciado. E aí uma criança tem uma intoxicação alimentar porque comeu um peixe. Olha aí o bebê aí, ó. Imagina, imagina aí essa, essa belezinha aí, ó.
Ele tá arretado aqui, que tá querendo, a mãe tá botando ele para dormir, ele não quer ir, ele quer participar.
Então imagina se tem 3 produtores numa cidade igual Valença, na Bahia, e uma criança, um deles apenas é licenciado, e uma criança ela tem uma intoxicação alimentar porque consumiu um pescado produzido na região e que causou esse problema nele, né? E aí, o que que acontece? Todos os produtores da região vão ser notificados para poder apresentar o documento de regularização, mas somente um deles é licenciado. Ou seja, os outros vai ter pessoas apontando o dedo para eles, fala assim: rapaz, você quase matou o meu filho porque você tá produzindo uma coisa que não tem regulamentação nenhuma.
Agora, o cara, imagina o cara que tem a licença, esse cara ele vai subir uns 2, 3 degraus assim na avaliação das pessoas. Por quê? Porque ele tem a garantia daquilo que ele tá te entregando. Quando você compra um carro, você não quer ter lá os 5 anos de garantia? Quando você compra um qualquer produto, quando você compra um fone de ouvido aqui, ó, eles dão 1 ano de garantia, 2 anos de garantia, 3 meses de garantia. Enfim, quem tem licença ambiental da sua atividade, ele tá dando uma garantia do que aquilo que ele tá fazendo é bacana, É legal, né?
E até porque ele é fiscalizado para isso, porque pelo menos uma vez por ano ele tem que entregar relatório do que que ele tá fazendo. Então é muito mais seguro para o consumidor final ter isso. Outra vantagem é você acessar crédito, entende? O Banco Central do Brasil, ele tem uma normativa, uma regulamentação para todos os bancos que atuam no país, que é impossível você retirar verba, você tirar um financiamento bancário para investir numa atividade que seja ilegal.
Então assim, se vocês entenderem, se isso entrar na cabeça de vocês, aqui a minha missão aqui tá cumprida hoje. Porque assim, se o banco que ama emprestar dinheiro, né, ama emprestar dinheiro porque ele vai receber com juros, se ele te emprestar R$100 mil, ele vai receber R$200, R$300, R$400. Se o banco que ama emprestar dinheiro, ele tem uma premissa principal ali, que é o quê? A gente só empresta para quem tem licenciamento ambiental.
Meu amigo, minha amiga, se o banco tem isso, você já parte daí. Você fala assim, rapaz, se os cara que ama ganhar dinheiro, fazer dinheiro aí com empréstimo, só empresta para quem tem licenciamento, eu que vou, eu que não tenho essa condição de um banco, eu vou trabalhar sem licença? É jamais, entende? Jamais que você poderia trabalhar sem licença. E que que acontece? E outra coisa, você tá garantindo o que você tá entregando de produto, e você tá garantindo que você está cuidando do meio ambiente.
Porque fiscalização você vai receber você tendo ou não tendo licenciamento ambiental. A diferença é quando você tem licença, você tem uma vantagem específica, que é o quê? Na vistoria, na fiscalização, você não será multado ou multada. Você não será notificado, você não vai ter embargo da sua produção de camarão ou da sua produção de peixe. Por quê? Porque se você tá desenvolvendo sem licença, você tá correndo o maior risco do mundo de alguém chegar lá e chegar lá e falar assim: cadê a licença ambiental?
Não, não tenho. Ah, não tem? Então pera aí, deixa eu lavrar uma multa para você aqui agora. E é imediata, multa é na hora, os o cara faz a multa na hora. E essa multa, você fala assim, pô, mas a multa é cara. Talvez a primeira multa não seja cara, entende? Talvez a primeira multa não seja cara. Sei lá, não sei, caro também depende do ponto de vista, né? Eu trazendo uma experiência aqui, as multas, as multas iniciais para quem tomou uma primeira multa, é a primeira vez que ele tá sofrendo isso, tá variando na casa de R$100 a R$50, é de R$10.000 a R$50.000, até R$50.000 seria uma primeira multa.
Para mim, R$50.000 é muito caro, e eu considero tomar uma multa é muito caro. Mas se for reincidente, se o cara tomar mais uma multa, aí a multa ela pode ser, em vez de ser uma multa só, ela pode ser uma multa diária. E eu tô falando isso por experiência própria, que eu já vi isso acontecer com produtor, né? Ele tomou a multa diária. Imagina você tomar uma multa diária de R$10.000, e aí você pensa que para regularizar um negócio desse você vai demorar Pelo menos uns 60 dias.
E se você não provar, como é que você— primeiro, como é que seu peixe fica sem comer 60 dias? Como é que seu camarão fica sem comer 60 dias, né? Sendo que você vai estar embargado e paralisado, e uma multa de R$10 mil por dia, e você demora 60 dias às vezes para poder regularizar uma parada dessa. R$10 mil por dia vezes 60 dias são R$600 mil de multa. É isso, se eu não tiver enganado, se eu não errei na conta aqui, são R$600 mil de multa.
Quem que dá conta de pagar uma multa de R$600 mil hoje? Escreve no chat aí para mim, você que tá me ouvindo aí, escreve aqui no chat aqui quem dá conta de pagar uma multa de R$600 mil hoje e continuar na atividade ainda. Escreve no chat assim: eu dou conta. Ou então, se você não dá conta, você só escreve assim: eu não. Escreve aí no chat que eu quero ver se vocês estão me ajudando aí, então estão organizando aí para a gente poder fazer isso daqui, porque Difícil, difícil, difícil.
Você imagina uma multa de R$10 mil. E outra coisa que eu preciso falar, além da multa que você vai ter que pagar, você vai ter que licenciar sua atividade. Então assim, imagina que de qualquer jeito você vai ter que licenciar, ou você licencia no início, né? E às vezes a gente tá falando assim, vai ter um momento aqui da gente falar de, ó, Rogério ali tá cabal, hein? Falou talvez ali, ó, o Júnior. Eu conversei com um cara esses dias, o cara dá conta, tem um cara que dá conta de pagar uma multa dessa daí, né?
Bom, quem dá conta, deixa para lá isso aqui, senão o assunto muda, né? Enfim, não dá, gente. Então assim, e a gente vai desmistificar um pouco aqui hoje questão de de valores de licenciamento também aqui, tá? Lá mais para frente eu tenho certeza que o Deraldo já preparou isso daí para a gente poder, para a gente poder falar. É, multa não dá, não dá, pelo amor de Deus. E multa, quem que leva multa? É quem tá fazendo uma coisa errada, né não, Deraldo?
Você concorda comigo? Só leva multa quem tá fazendo besteira, só leva multa quem tá fazendo coisa errada. Entendeu? Só leva multa quem tá fazendo cagada. Então assim, você quer ser taxado como uma pessoa que faz cagada, que faz besteira, ou você quer ter seus negócios tudo certinho? Cara, se você quer ter seus negócios tudo certinho, licencia. É simples. Parece que falta um pouco essa conscientização, cara. Só leva multa quem tá fazendo coisa errada.
Quem tá fazendo as coisas tudo certinha não leva multa. Então assim, vantagem, cara, vantagem você evitar isso, vantagem você acessar crédito, vantagem é você não mexer com isso daí, não ter problemas com fiscais, é você garantir uma produção de qualidade, é você posicionar o seu produto num degrau diferenciado. Então assim, quem tem licenciamento ambiental, isso se torna um diferencial até se quiser vender a propriedade. Então assim, uma propriedade que tem, que tem lá, sei lá, seus 20, 30, 50 tanques, propriedade de carcinicultura normalmente tem muitos tanques, né, Deraldo? 10, 20, 50 tanques aí.
Então você imagina, se você quer vender, até mais, né? Isso, até mais, exatamente. Então imagina, você tem lá uma propriedade que tem lá 50 tanques, são propriedade de carcinicultura que tem 50 tanques lá e você quer vender, né? E você quer vender isso daí. E aí você vai oferecer isso daí, vai achar um corretor e tal tudo. Corretor vai te perguntar assim: pô, esses tanques tudo aí, o cara pode mexer com produção de camarão aqui?
Pode, cara, eu trabalhei com produção de camarão aqui o tempo todo, que tal? Pô, que legal! E a licença ambiental disso daí, você tem a validade dela? Até quando que tá essa validade dela? Aí o cara te pergunta, você já dá baixo na sua cabeça: então, licença vendeu, licença, eu tenho 2 anos, eu não renovei ela. Ô, cara, você não renovou a licença, cara? Então, puxa vida, eu pensava que isso daqui ia ser o primeiro diferencial, eu vender uma carcinicultura aqui com 50 tanques 100% legalizado, 100% licenciado.
Você já perderia valor nisso daí. Ou então você deixa de ganhar. Às vezes você nem perde, mas às vezes você deixa de ganhar, porque o valor da terra também já tá, já tá embutido ali. Mas às vezes você deixa de ganhar, às vezes você deixa de colocar ali 10, R$50.000, R$100.000 a mais ali por conta disso, né? E por que que eu tô te falando isso? Porque eu tenho clientes hoje, olha que interessante, eu tenho, eu tive um cliente que comprou uma, uma piscicultura, ele comprou por R$50.000, a licença não tinha, a piscicultura não tinha licença, ele comprou ela por R$50.000 mais ou menos na época, já tem um tempinho, quando o dinheiro valia mais um pouquinho.
E hoje essa documentação, né, ele comprou essa documentação, essa, essa, essa seção de uso, hoje ele tá vendendo ela por R$200 mil. Ele já encontrou R$150 mil nela. Você entende, cara, que o cara comprou, comprou um negócio por R$50 mil e alguns anos depois ele já tá oferecendo por R$200 mil e já refugou R$150 mil nela. Então assim, tem diferença, né? Tem diferença. É assim, sabe? É bem interessante isso. Então assim, algumas vantagens, né, que eu falei aqui, que a gente pode ter colocado aqui algumas vantagens aqui a respeito disso, de você ter, né, você garantir, oferecer um produto de qualidade, você acessar crédito, você não ter problema com multa, você não ser taxado como desenvolvendo atividade legal e você ser considerado às vezes uma referência no lugar onde você tá.
Eu trabalhei numa propriedade em Minas Gerais. Quando eu cheguei lá, eu fui para fazer o licenciamento da propriedade lá. Enfim, opa, a luz acabou, a luz aqui. Está me ouvindo aí? Aconteceu alguma coisa aqui que Acho que minha luz apagou aqui, ficou escuro, mas aí voltou, voltou aqui. Enfim, e aí hoje quando eu cheguei lá foi muito bacana, porque eu cheguei lá e o pessoal falou assim, olha, aqui a gente vai precisar muito da sua ajuda para poder fazer, desenvolver atividade de forma legalizada, porque a nossa fazenda ela é referência no estado de Minas Gerais, porque todas as nossas atividades aqui são legalizadas.
Só que a gente vai começar na piscicultura agora, vai ser nossa primeira atividade fora do que a gente faz aqui, que é lavoura, e que ninguém entende disso daqui, porque eles têm um escritório, Deraldo, só de pessoas que trabalham com licenciamento, que a fazenda é bem, é bem grande. Só que ninguém tinha a expertise para mexer com peixe, então me contrataram para fazer isso. E eu cheguei lá e eu falei assim, caramba, imagina uma fazenda que é referência no estado tamanho do estado de Minas Gerais, porque tudo lá dentro é 100% legalizado.
E eles não começariam a piscicultura se não tivesse nisso. O estado de Minas usa essa fazenda como referência para outros projetos de dentro do estado. Então você olha, olha o nível que chegou a referência de uma fazenda dessa. Então assim, se isso não for vantagem para você, você ser tratado como o caso de sucesso, o maior caso de sucesso de um estado, por trabalhar com origem de tudo, tudo certinho ali. Caramba, isso é sensacional, Paulinho!
Temos os comentários aqui, manda sobre isso aí. Todo mundo dizendo aqui que ninguém dá, né? Não dá para pagar aquela multa. Mas é que o Júnior fala aqui, ó: eu tenho 20 anos tentando a licença, minha licença ambiental Tava exclusivamente para operar o povo aqui. Nunca me escondi, sempre atendi a necessidade ambiental do município, do estado. Mas vamos conseguir. Ele tá nessa batalha. Isso ele fez a live com a gente em janeiro, ele disse que tava começando, não, tentar fazer o procedimento lá que estavam apertando, que ele tava tentando finalizar.
Aí tu faz um comentário aqui, ó: Paulinho, participei no final de semana em Aracati, foi o Festival do Camarão teve em Aracati, Ceará, esse final de semana, de uma palestra do MAPA. A situação vai apertar. Eles iniciarão pela indústria de beneficiamento, realizando rastreamento completo, origem de tudo, absolutamente tudo. Em seguida, avançarão para os atacadões. Os pequenos e médios terão um prazo para se regularizar. Entretanto, durante esse período de regularização, não poderão produzir.
Pois é. É, então assim, a gente, o Júnior, falando primeiro do Júnior aí, eu conheci o Júnior, né, fiz live com o Júnior também, já conversamos bastante, converso muito com ele pelo WhatsApp também. É um cara que é referência no Espírito Santo no trabalho que ele faz. O pirarucu dele é genética adaptada à região sudoeste, né. Então imagina assim, sudeste, né, perdão, região sudeste, genética do pirarucu dele, cara, há 20 anos ele desenvolvendo isso daí lá.
E ele nunca se escondeu, ele sempre tentou se regularizar trabalhando com isso daí. Ele tá enfrentando um desafio, né, pelo, pelo, com o órgão do estado. Mas eu tenho certeza que tudo, ele nunca tentou se esconder, pelo contrário, ele tá sempre buscando a regularização, buscando sempre trabalhar da maneira correta. E eu também, o que depender de mim, puder ajudar o Júnior aqui, eu tô à disposição. Converso muito com ele, passo muita informação para ele, e eu sei que essa batalha você vai vencer, Júnior, tem certeza disso.
Que quem quer fazer as coisas certas, as portas vão se abrindo para quem quer fazer as coisas certas. E você é um dos caras que tá buscando isso daí. Conta com a minha ajuda para isso daí. E o Tuan falou muito bem aqui, ó. Olha, é um caminho, talvez há 50 anos atrás, 30 anos atrás, era menos atenção voltada para isso, para regularização ambiental. Por quê? Por que que eu falo isso? Porque até hoje eu escuto a seguinte frase, e o Tuano talvez já deva ter escutado isso, Deraldo certeza que já escutou: eu não preciso fazer isso porque meu avô nunca fez, nunca encheu as paciências dele, meu pai nunca fez, nunca me encheu as paciências dele, meu tio nunca fez, por que que eu tenho que fazer?
Porque, meu amigo, você está vivendo em um momento em que os órgãos ambientais agora têm os olhos deles em todos os satélites do mundo, e eles nem precisam ir na sua propriedade para saber que você tá desmatando, que você tá desenvolvendo atividade ilegal. Porque hoje, se você abrir o Google Earth, você vai ver onde que tem desmatamento em qualquer lugar do mundo. Você que tem um acesso, isso é Você vai, você que tem acesso muito grande.
Imagina os órgãos ambientais que tem acesso pago, um acesso premium, onde eles, se eu colocar a mão para fora ali com uma binga para poder acender o fogo, o cara vai ver no satélite lá nos Estados Unidos, ele vai ver isso daqui. Então assim, é um momento completamente diferente. Não adianta pensar que porque seu avô não fez, porque seu pai não fez, que você não vai ter que fazer. Você tem que fazer. Eles deveriam ter feito. Mas naquele tempo, talvez o órgão ambiental ele não tinha tanta atenção para isso.
Por quê? Vou te explicar por quê. Porque antigamente seu avô ele produzia um peixe para cada 5 metros quadrados de lâmina d'água. Antigamente ele fazia um peixe em cada 5 metros quadrados de lâmina d'água, e o ciclo de produção demorava, sei lá, 2 anos para o peixe chegar no peso de abate. Hoje você, se eu falar para você, para você fazer isso, você vai falar assim: não, não faço. Hoje eu coloco é 10 peixes por metro quadrado.
Ué, mas seu avô não colocava um para cada 5 metros quadrados? Por que que agora você tá colocando 10 por metro quadrado? Ah, porque as coisas mudou. Hoje tá tudo tecnologista. Mudou, jovem, assim do mesmo jeito que os órgãos ambientais atentaram mais para isso. Antigamente era um para cada 5 metros quadrados, beleza. A pressão em cima do recurso hídrico era bem menor. Imagina você subir de elevador que cabe 20 pessoas, você subir de elevador 20 andares só você sozinho, é folgado, é tranquilo.
Hoje aí você imagina subir nesse mesmo elevador com 10 pessoas lá dentro, cabe 20, mas tem 10, você fala assim, é, já ficou apertado. Imagina subir 20 dentro do elevador, já ficou incomodado. Você tá vendo que a condição é totalmente diferente. Então não adianta pensar que não vai, não vai apertar cada vez mais isso para o meio ambiente, porque vai. Por quê? Porque tem muita gente ainda que insiste em desenvolver atividade ilegal.
Só que o órgão ambiental em geral tá se atentando para isso. E quem gosta, e eu vou falar de novo, quem gosta das coisas certinhas, quem gosta de deitar a cabeça no travesseiro e falar assim, graças a Deus eu tô andando 100% de acordo com a lei, ninguém vai poder apontar o dedo para mim para falar que eu tô fazendo coisa errada. Porque, de novo, isso aqui dá até um corte, hein, Geraldo? Só leva multa quem faz coisa errada. Então, se você não quer ser taxado como alguém que faz coisa errada e levar multa por isso, faça as coisas certas.
Licencia sua carcinicultura e a sua piscicultura. Enfim, olha aí, ó, o Tuã falou isso daqui tudo. O Ministério da Agricultura olha, os órgãos ambientais olham, secretarias de meio ambiente vão olhar. Vão fazer. E aí você imagina, eles vão fazer uma engenharia reversa, estão indo lá nos frigoríficos, né, pela indústria de beneficiamento, vai rastrear de onde que tá vindo isso. E eu já te digo antecipadamente aqui, hoje, por exemplo, a licença de aquicultor que tira no mapa, já tem frigorífico que exige que o piscicultor entregue a licença de aquicultor para ele, porque senão ele não compra esse peixe.
Por quê? Porque a hora que ele for vender, o Mapa tá lá dentro da— Mapa é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para quem não sabe. O Mapa tá lá dentro verificando de onde que vem esse peixe, é rastreamento. Aí olha lá, vai avançar para os atacadão, vai para os pequenos e médios. E aí, aí, e aí, como é que faz? E aí vai chegar na peixaria da sua cidade, onde que você leva peixe, onde você leva camarão lá para poder, dentro de caixa de tambor de 200 litros cortado no meio, com gelo por cima, é aberto, você vai chegar lá de qualquer jeito, o cara não vai receber o seu camarão, não vai receber seu peixe moleque.
Por quê?
Porque ele vai falar assim, cara, agora eu preciso que você me entrega a licença. E para quem compra seu peixe, porque ele tem com certeza no mínimo um alvará de funcionamento da prefeitura, para o estabelecimento dele tá aberto, ele tem que ter um alvará de funcionamento. Para ele, como ele tirou isso pro estabelecimento dele, para ele é muito natural que se ele olhar para o fornecedor dele e falar assim, cara, eu preciso da sua licença de aquicultura, ou eu preciso da sua licença ambiental desse negócio porque o órgão tá me pedindo aqui agora.
E aí você vai olhar com aquela cara de tacho para ele, vai falar assim, não tenho. O cara vai falar assim, meu amigo, então não compro mais camarão de você, não compro mais peixe de você, esquece. Enquanto você não tirar essa licença, não vou comprar de você. E aí sabe quando que acontece isso? Quando você já tirou os peixes da água, os camarão da água, e tá chegando lá para poder vender. Ou seja, não tem jeito de voltar porque eles já morreram, entende?
E aí você tomou na taraqueta, entendeu? Você se lascou quando acontece uma coisa dessa. Então assim, vai calmo, que eu sei que talvez isso aqui tá meio um filme de terror que a gente tá fazendo aqui, mas não é essa a ideia, porque daqui a pouco daqui a pouco a gente vai melhorar, vai falar que existem modelos e diversas formas de poder licenciar e você se enquadrar em cada uma delas.
Então a gente faz um filme de terror, mas calma que tudo tem jeito, né? Tem jeito. Eles estão apertando. Vocês têm que lembrar, e aí vem um comentário meu, que hoje a gente tem uma coisa chamada IA. Né, tinha um satélite e agora tem IA. E aí ela tá por trás analisando as áreas, ela tá fazendo indicativo o tempo todo. Para vocês terem noção, Tribunal de Contas já tá usando a IA mais de um ano, pessoal. Isso tanto Tribunal de Contas do município como da União.
E as prefeituras estão pensando ainda começar a usar. Tá entendendo? Eles já estão analisando os processos que agora tô fazendo um paralelo para vocês entenderem isso. É no quadrimestre, a cada 4 meses eles entregam notificação dos 4 meses. Por exemplo, esse ano já foi entregue do mês 1 ao mês 4. Esse mês agora vai ser entregue do mês 5 ao mês 8. Eles entregam mais 4 meses de notificação. Tem mais um prazo aí de X dias para você responder a notificação daqueles meses.
E claro, a estatística, o sistema é, mas hoje você tem aí por trás analisando todos os processos. Porque você pensa assim, só fazer um comparativo, eu tenho o SAE onde eu trabalho, é na média de 100 e poucos processos que a gente envia lá, contabilidade envia. Agora imagine uma prefeitura como Valença, eu tô fazendo esse paralelo Valença. Se o TRAI vier 100 processos, a Prefeitura de Valença, que eu conheço um pouco aqui, vai enviar 500 no mínimo.
Isso eu tô falando Valença, que é uma cidade de 100 mil habitantes, cento e pouquinho mil habitantes, faixa 100 mil habitantes. Se a gente for para uma Salvador da vida, que é milhões de habitantes, quantos processos de pagamento não existe para ser enviado? E aí você vai para estado Aí você já perdeu as contas, tá entendendo? Você acha, é humanamente impossível analisar tanto processo. Então é a mesma coisa satélite. Você acha que tem uma pessoa ali?
Eles fazem um comparativo, vai pegando área por área. O IBAMA vem muito aqui na minha região, mas eles fazem o quê? Comparativo, né, do satélite da área que vai ser desmatada. E ele já vem na certa, tal lugar ali já referenciado bonitinho. É tanto que quando você faz uma denúncia, eles pedem o máximo de referência possível do local da denúncia para ele ir no local certo. E se tiver como mandar o ponto de referenciado para eles, é melhor ainda, para eles não errarem.
Então assim, se eles têm isso tudo na fiscalização, você acha que não vai apertar como tu trouxe isso aí? Vai, vai sim. Porque quando você fala de saúde pública, a responsabilidade da vigilância sanitária brasileira e dos estados, do município, é muito grande. Saúde. Ontem eu tava na barbearia lá fazendo minha barba para ficar bonitinho para live, e o menino me disse que pegou, comprou uma quentinha aqui no restaurante, que 20, 30 minutos tava mal e com dor, com dor, com dor, pensando que ia para casa.
Que o colega disse, não, vai para o hospital. Quando foi para o hospital, adivinha o que era? Salmonela. E aí disseram, você sabia que é passível de você denunciar isso? Não precisa denúncia anônima, porque você acha que só foi você que comeu que passou mal? Porque salmonela é notificação obrigatória, até onde eu saiba. Então o restaurante, você pegou uma quentinha, pode ter te contaminado aonde? No restaurante pode, como pode ter sido no transporte, pode, a gente não sabe, mas tem que ser notificado a Vigilância Sanitária.
Então você acha que o licenciamento e as outras coisas que Paulo tá falando aí não vai ser feito? Vai ser sim. Não tem, pode correr não, tenha certeza que não. Mas bora tocar, não tô fazendo terrorismo para vocês, mas é dano real, que a turma que fica muito iludida, né, Paulo, com as coisas. E não é só nossa atividade não, viu, a licenciamento como um todo, para todas as atividades.
Ó, só complementando, só complementando esse daí rapidinho antes de você seguir. Em maio, se eu não tiver enganado, maio ou junho, teve o lançamento do— teve a entrega lá em Brasília do Ministério da Pesca e Aquicultura do novo plano de desenvolvimento da aquicultura no país. E lá eles apresentaram uma nova ferramenta que a Embrapa desenvolveu, que ela tem um satélite específico que mostrou uma foto do Brasil Ela pegou uma foto do Brasil inteiro, nos trouxe uma foto do Brasil inteiro, imagem via satélite, e eles usaram a inteligência artificial para identificar polos de aquicultura no país.
Então assim, a inteligência artificial entra no satélite e vê os tanques escavados e vê os tanques rede e viu tudo isso e identificou fazendo cruzamento de informações, onde que estão polos de piscicultura, de carcinicultura, de algicultura, do que você imaginar, da aquicultura. Isso já está, a hora que mostrou isso lá eu fiquei impressionado, isso já está mapeado. Eles já têm mapeado no Brasil inteiro, a Embrapa, uma ferramenta da Embrapa, ela já tem mapeado.
E se você entrar no site da Embrapa, você vai ver esse mapa que eu tô falando, já tem mapeado no Brasil inteiro onde que são os maiores polos de aquicultura no país. E aí, o que que acontece? Porque é isso, claro que eles estão vendo como é que a atividade, qual que é a visão do órgão da Embrapa e do Ministério inicialmente, é justamente entender onde que estão nascendo esses polos, onde eles estão mais estruturados, para eles buscarem políticas públicas para poder trabalhar lá nesses locais e melhorar a condição produtiva.
Isso é a visão deles. Mas beleza. E aí, o que que acontece com as secretarias de meio ambiente estaduais? Elas falam: ô rapaz, que negócio legal essa ferramenta, né? Então agora eu posso ter, pegar, ter acesso a isso daí, porque é um documento aberto, não tem sigilo de nada nisso daí, é um documento aberto, é uma ferramenta aberta. Eu entro lá Eu vou ver exatamente aquele local, eu vou ver pelo Cadastro Ambiental Rural de quem que é aquela área, e vou entrar dentro do sistema e vou ver se aquela produção ela é legalizada ou não.
Ah, ela não é legalizada? Vamos preparar uma força-tarefa para poder ir naquele local. Então assim, esquece o mundo que a gente tá vivendo hoje. Todos nós Eles, os órgãos ambientais, os órgãos federais, estaduais, os municipais talvez ainda não. Isso é um processo, claro, né? O município ele tem menos condições talvez de desenvolver com mais rapidez, mas o país e os estados em si, eles já têm acesso a isso. Então assim, não adianta você achar que você tá escondido em Valença, que eu tô escondido em Senador Canedo, que o Joser que comentou aí, eu tá lá em Shopinzinho, que esses caras não sabem onde que eles estão, onde que a gente tá.
Eles sabem, eles sabem exatamente onde que a gente tá, onde que a atividade está sendo desenvolvida. Eles ainda não têm braço suficiente para visitar todo mundo com rapidez, porque a gente sabe que o corpo técnico dos órgãos ambientais, ele é mais reduzido, porque Por quê? Porque precisa ser gente qualificada para desenvolver o trabalho, gente que entende um pouco da atividade. E isso às vezes em estados como Pará, Bahia, que tudo é muito longe, uma coisa do centro ali da capital, tem que ter, é a logística atrapalha um pouco.
Amazonas, Roraima, Acre é mais complicado, mas eles vão chegar, eles já têm tudo mapeado. Então assim, de novo, não tô fazendo terrorismo, só tô te alertando que se você começar o seu negócio certinho, ninguém vai chegar lá e vai apontar o dedo para você. E se você ainda não tem isso realizado, existe, a gente vai falar aqui daqui a pouco, formas para você organizar isso daí.
Só vou fazer o comentário aqui que tu botou aqui no chat. E para turma aqui, né, para quem vai assistir. Na realidade, quem vai assistir acaba acompanhando o chat. Gestão dos insumos, sua origem, controle, conformidade. Antibiótico será absolutamente zero. Serão adotadas barreiras sanitárias em procedimentos de amostragem e áreas destinadas à quarentena. As empresas que trabalham com antibiótico agora, antimicrobianos, então agora, né, Paulinho, questão do bovino em si já foi suspensa exportação por causa dos antimicrobianos e tá tendo um problema sério no mercado das empresas que trabalham com ele.
Um exemplo só em cima do que tu falou. O outro: produtos classificados como probióticos, especialmente aqueles cujas cepas não possuem origem comprovada ou não são validadas como cepas probióticas. Além disso, mencionou-se que algumas empresas de biorremediadores para ET, estação de tratamento de esgoto, estão produzindo probióticos cuja responsabilidade regulatória pertence ao MAPA, ao IBAMA e a outros órgãos competentes. Então assim, ele tá trazendo isso, isso foi na palestra que foi dada na Faixola Camarão em Aragatim no final de semana, foi na quinta, sexta e sábado que aconteceu isso.
Então assim, uma coisa bem atual que Cláudio trouxe para gente aqui é uma coisa que tem acontecido e os órgãos estão em cima. Então assim, o monitoramento tá ocorrendo, ele, como o Paulinho falou, não tá tendo é perna, porque o Brasil é muito grande, pessoal.
Muito grande.
Para você ver, ter ideia, o licenciamento em Pernambuco anda muito mais rápido que na Bahia, em Aracaju provavelmente anda muito mais rápido que na Bahia, porque são estados menores comparado. Mas bora lá para outra pergunta. Toda piscicultura ou carcinicultura precisa de licenciamento ambiental ou existe situações de dispensa, isenção ou procedimentos simplificados? Paulinho já até observou sobre isso.
É, a gente até começou a falar sobre isso aí. Boa noite para quem tá chegando agora ainda. Acabei de compartilhar aqui em outros grupos.
Quase meia falta, viu?
Acabei de compartilhar em outros grupos aqui a live, aqui chamando para poder o pessoal participar. O bom é que fica salvo aqui no YouTube também, você vai poder ver e escutar aproveitar e ver isso aí, participar. É, a gente até começou a falar dessa pergunta aqui, né, a respeito se todo mundo precisa licenciar ou o que que tem que acontecer, né, para frente. Tanto a carcinicultura quanto a piscicultura, se eu até falei, se for uma produção para consumo próprio, não precisa, tá?
Mas é só se for para consumo próprio. Se você pegar 1 kg de camarão ou se você pegar 2 peixes daquele negócio lá e vender, a partir do momento que você vendeu a primeira vez, você vai ver o dinheiro entrando bolsa, você vai querer vender mais outras vezes, você vai precisar licenciar aquilo dali, tá? Paulo, mas eu só vendo por ano 100 kg, 10 mil kg no máximo. Beleza, existem enquadramentos. De novo, gente, aqui agora vai, a luz tá mal encaixada ali.
Existem enquadramentos diferentes Tá, para diversos tipos de empreendimento. Então aqui que a pergunta aqui tá muito boa é o quê? Isenção. Quem está isento? Quem tá produzindo para consumo próprio, tá? Se você falar para mim que você tem 20 tanques e que você tá produzindo camarão em 10 e peixe em 10, que é só para consumo próprio, eu vou olhar na sua cara E vou falar assim, meu amigo, que família é essa que você tem, que tem, você tem 10 tanques de camarão e 10 tanques de peixe aqui para você abastecer essa família inteirinha sua aí?
Então assim, tudo tem limite, né? Quem tem, quem tem 20 tanques, cara, ele faz doação para as creches. Aí nesse caso, se ele comprovar que ele faz, que ele produz isso para doação, tudo bem, mas ele vai ter que comprovar. Agora, você que tem um tanque, 2, 3, talvez aí na sua propriedade, né, um tanque rede na represa, alguma coisa em época, você é isento se for para consumo próprio. O que que é dispensa de licença? Dispensa de licença não significa dizer que você está dispensado de licença.
O termo dispensa de licença, ele é o termo que mais causa confusão na cabeça do produtor. Porque, e eu entendo perfeitamente isso porque eu já fui produtor também. Então olha só, Paulo, mas eu tenho 2 tanques só para produzir camarão aqui, eu vendo uma vez por ano isso daqui, 2 vezes por ano, não sei. Eu tenho um tanque de peixe, eu vendo uma vez por ano, eu não sou dispensado de licença não? E o nome, ele dificulta o entendimento disso.
Mas entenda, dispensa de licença é um documento que onde tá escrito lá onde que você produz, o que que você produz, como que você produz. Então cadastro seu lá dentro. E aí o nome pode sair dispensa de licença, na maioria das vezes não é esse nome, tá? Mas ele sai lá dispensa de licença ambiental por desenvolver atividade de baixo impacto ambiental. Ambiental. Não sei, pode sair desse jeito, mas entenda que dispensa de licença é um documento que você precisa tirar para provar que você não precisa de uma licença ambiental, mas sim de uma dispensa de licença.
Então a dispensa de licença é um processo que você tem que fazer do mesmo jeito quando você precisa vender a sua produção. Então assim, se você tem um tanque, está vendendo isso uma vez por ano, que seja, você precisa desse documento. Tem uma legislação nova, se eu não tiver enganado, é no Mato Grosso do Sul. Eu conversei com o pessoal da FAMATSUL esses dias, que tem um processo muito mais simples de fazer isso acontecer. Até determinado momento, até determinado momento, perdão, até determinado tamanho, você tem uma dispensa, uma licença que é extremamente simples de fazer.
Você tira ela em 2 horas, é como se fosse um autodeclaratório. E isso é o meu sonho, é o meu sonho seria acontecer isso. Por quê? Porque se é, que maravilha! Imagina, eu na minha cabeça, a licença ambiental ela tinha que ser autodeclaratória no Brasil inteiro, como Imposto de Renda. Você não vai lá e declara seu Imposto de Renda inteirinho, não tem um prazo para você declarar seu Imposto de Renda inteirinho, você vai lá, declara, puff.
Depois vai vir malha fina ambiental, dá nem que seja uma licença provisória para esse cara que já declarou, para ele ter um documento na mão que facilita ele acessar crédito, facilita ele a comercialização, né, evita dele ter problema ambiental. Mas confia na palavra da pessoa, entende? Então ele vai lá, declarou, depois os fiscais vão ter um momento de começar, igual acontece no Imposto de Renda, vai cair numa malha fina ambiental e vai olhar, vai olhar o que que esse cara que ele tá fazendo, vai olhar com que eles têm de marca.
Bom, o cara desse que tem 20 tanques aqui, ele não tá fazendo uma tonelada por ano, ele tá fazendo uma tonelada por semana, né? Então assim, pera aí, caiu na malha fina ambiental, desce a fiscalização lá. Se esse cara mentiu nessa autodeclaratória dele de licença, caça a licença dele, mete multa, mas de verdade aplica a multa para ele poder nunca mais fazer isso na vida dele. Agora, se chegou, o cara tá tudo certinho, entrega a licença definitiva dele.
Por quê? Porque isso daí você estaria fomentando mais pessoas a licenciar. Esse é o meu pensamento, tá? Então, dispensa de licença é um documento que você precisa tirar provando que você se enquadra naquele, naquele porte de empreendimento que autoriza você ter um documento simples que pode ser chamado de dispensa de licença ou declaração de registro registro eletrônico, enfim, ou declaração de inexigibilidade. Mas é um documento, tá?
É um documento que você precisa tirar. Eu posto direto nas minhas redes sociais aí as licenças que saem. Enfim, isenção, falei, é para quem tá desenvolvendo atividade.
Eu acho que você podia ter falado isso na época que Maurício pensou, não sei se ele ainda tá aí, que tava lá na Secretaria de Pesca, né? Ele podia estar lá de assistência, falar para ele mudar isso. Agora ele tem que falar Quem? O ministro que tá lá agora, me esqueci o nome dele, do ministro. Meu Deus, eu falo com ele de vez em quando.
É o, é, eu sei quem que é, o professor Ed. É esse mesmo, ele é companheiro seu, engenheiro de pesca.
É engenheiro de pesca, pedi a ele, né?
Bota essa sugestão, bora lá conversar com ele lá.
É, vamos marcar com ele lá.
O Júnior mandou um WhatsApp aqui, o Júnior falou que aqui que ele vai pagar para eu e para você ir lá com ele lá para a gente lá em Brasília. Pronto, Júnior, você tá lá por conta do Júnior lá para poder ver o negócio de licenciamento lá dele lá.
Te fala com uma das pessoas que deve falar também.
O Maurício também vai para lá ajudar a gente lá, que o Maurício entende demais disso daí.
A gente conversa lá com a Edna que resolve tudo isso aí.
Isso, procedimentos simplificados, existem procedimentos simplificados. E aí que a gente já entra na classificação. Então assim, vamos de novo tentar simplificar aqui. Desenhando, talvez, ou estereotipando aqui. Para você dirigir uma moto, você precisa de uma carteira tipo A, não é isso? Tipo A, né, para você dirigir uma moto. Então assim, imagina que é a mais simples que você tira para dirigir uma moto. Eu acho que tá até tendo alguma movimentação aí para aquelas motinhas elétricas também, mas enfim, para uma tipo A você tem que tirar a carteira tipo para uma moto você tem que tirar uma carteira tipo A, é a mais simples, tal, você tirou.
Para você dirigir um carro de passeio é uma carteira tipo B, já aumenta um pouquinho de coisas que você tem que fazer, tirar, melhorar. Para você dirigir uma van, né, maior, uma, uma, acho que uma C10, aquelas, aquelas caminhonete gaseira, aquelas, né, de grade, Você já precisa de uma tipo C, já é mais exigência. Para dirigir um caminhão você já precisa de uma tipo D, já é mais exigência. Você já tem que fazer outros testes, você tem que fazer um monte de teste para poder pegar um tipo C.
Para você dirigir ônibus de passageiros e vans você tem que ter a tipo D mais uma autorização do órgão do trânsito. Lá, que fugiu o nome agora. Denatran, exatamente. Você tem que ter uma autorização do Denatran para poder dirigir com passageiros. Então assim, o licenciamento é igual. Se você tem a média, tá? E aqui agora sendo bem direto ao ponto mesmo, a média é o quê? Na maioria dos estados, em média, até 1 hectare de lâmina d'água você vai enquadrar na documentação mais simples para você tirar sua licença.
Básico. Eu até postei um carrossel esses dias no Instagram explicando exatamente isso que eu vou explicar aqui agora. Se você tá em até 1 hectare de lâmina d'água, seja para carcinicultura, seja para piscicultura, você vai estar enquadrado no mais simples, tá, no enquadramento mais simples. Ou seja, enquadramento mais simples, menos exigência, mais acessível, menos estudos, menos relatórios, menos documentação apresentar é um processo mais barato, básico, entendeu?
Se você passa disso, entre 1 e 5 hectares, já seria, já seria uma carteira tipo B. Se você passa de 5 hectares até 10 hectares, você já tá numa carteira tipo C. Tô fazendo uma, uma analogia aqui. Se você tá acima disso, aí começa a ser pedido estudos que você nem imagina que tem que fazer. Mas se você passa disso daí, você tá lá com 20, com 50, com 100, 200 hectares de lâmina d'água, meu amigo, é lógico. Olha o tamanho da produção que você vai mexer, olha o tanto de água que você vai utilizar.
Você acha que você vai fazer isso sem licença? É nunca, é nunca. Porque eles vão olhar exatamente quem tá rasgando primeiro ali, fazendo aquele tanto de coisa. Então existe um processo, ele é mais simplificado para produções mais simplificadas e ele é mais complexo para produções mais complexas. Então, e a maioria dos produtores no Brasil na aquicultura, eles se enquadram nesses processos mais simples. Isso é o que, é o que talvez precisa ser mais desmistificado.
Eles se enquadram nos processos mais simples, ou seja, são os processos mais baratos. Porém, existe um detalhe, existe uma coisa aqui que faz a diferença, e é o que eu falei lá no comecinho, né? São poucas pessoas que trabalham com licenciamento ambiental no país, que trabalham da maneira correta, que entregam resultado para os seus clientes, que entregam a licença na mão dos seus clientes. Eu comentei com o Deraldo aí, é um mês passado mais ou menos, numa situação que eu presenciei que uma pessoa entra em contato comigo e me pergunta se eu pego o processo que tá em andamento.
Falei assim, cara, nossa, é aquelas perguntas complicadas, né? Como é que eu pego um processo que tá em andamento? Isso é falta de ética, você pegar um processo que tá em andamento, né? Eu falei assim, isso me chamou no Instagram, eu falei assim, vamos conversar no WhatsApp para eu entender como é que eu posso te ajudar. Aí eu no grupo do WhatsApp. Eu tirei print depois da minha resposta e mandei para o Deraldo para ele falar assim, cara, olha o que que acontece, olha as bucha que chega para mim.
O que que acontece? Essa pessoa teria contratado um profissional para fazer a regularização ambiental da produção deles, e essa pessoa abusou da boa-fé do cliente e cobrou um valor astronômico por um documento que ele nem sequer deu entrada. Então assim, não tava em andamento o processo da licença. A gente descobriu que não tava em andamento, porque quando eu pedi para eles me passa o processo, me passa o projeto, me passa o número do protocolo, me passa isso e aquilo, todas as documentações referentes, a pessoa me mandou O documento da terra, o documento do proprietário, inscrição de produtor rural e cadastro ambiental rural.
Eu falei assim, beleza, me passa o protocolo do processo. Ele falou assim, a gente não tem nada. Eu falei assim, como que você não tem nada? Tem quanto tempo que tá mexendo? Não, tem 60, desde fevereiro. Então assim, já tinha 6 meses. É, exatamente, já tinha 6 meses. Eu falei assim, mas 6 meses e não te entregar nenhum protocolo? Protocolo, a gente no máximo 60 dias a gente tá entregando. Dependendo do enquadramento, a gente entrega com 15 dias.
Aí eles: não, a gente não tem. Eu falei assim: tudo bem, que mais? Me dá então os boletos que vocês pagaram de taxas que foram cobradas disso daí, porque se tem o boleto eu vou descobrir cadê esse protocolo. Eles: não, a gente fazia o Pix. Para conta do profissional e ele pagava as taxas. Eu, caramba, é complicado, né, você pegar uma situação dessa. E os valores, eu nem, não compensa falar aqui porque é completamente surreal. Assim, tudo que você achar que eu, que é muito, você pode dobrar o valor que foi cobrado, ou até triplicar, ou até triplicar.
Exatamente, ou até triplicar tudo que foi cobrado Tudo que eu cobraria para fazer o serviço foi tipo quase 10 vezes mais que esse pessoal tava pagando. Enfim, e aí eu expliquei para eles, né, expliquei para eles. E assim, a hora que eu expliquei, falei tudo, sabe quando eu conversei, né, eu converso com a pessoa igual tô conversando com o Deraldo, com vocês aqui, eu conversei desse jeito. As pessoas, sabe quando a ficha cai assim, ó, tipo fui enganado, né, caiu no golpe?
Você vê a ficha caindo ali na hora, né. Enfim, eles, eu passei algumas recomendações de como que eles poderiam pegar esses valores de volta, né? Se a pessoa for um profissional mesmo e tiver inscrição no conselho profissional, ela pode, né, de alguma forma provando por A mais B, ela pode requerer isso daí de volta, talvez na justiça. Vai ser um processo que vai demorar, mas enfim. Então assim, e por que que eu trago isso daqui para vocês?
Porque procedimento simplificado, ele tem um valor, né? O procedimento mediano, ele vai ter um valor mediano. E o procedimento complexo, ele vai ter uma exigência muito maior. Eu já trabalhei com todos, eu trabalho com todos os tipos de procedimento, e eu já fiz processos aí de R$500 até R$140 mil. Ah, então assim, eu sei que às vezes você pode falar assim, uau, R$140 mil, cara! Na verdade, valeria até mais por tudo que a gente entrega, por acompanhamento e pelo tamanho do processo, tá?
Então assim, mas entenda uma coisa: o de R$140 mil é como se eu tivesse tirando uma licença, como se eu tivesse tirando uma carteira de habilitação para dirigir um ônibus espacial. O de R$500 seria, sei lá, para eu andar de skate na rua. Olha a diferença. Entende? Para eu andar de skate na rua, às vezes só preciso, sei lá, tá de joelheira, de cotoveleira, de capacete. Tem gente que nem usa isso. Mas para dirigir um ônibus espacial, você entraria no ônibus espacial onde o cara não tivesse instrução nenhuma para pilotar aquela parada?
Ele nem decola, entende? Então essa é a diferença de um processo de R$500, talvez, para um processo de R$140. Para um processo de R$200 mil, para um processo acima disso daí.
Então não vou nem comentar, vamos mudar de bloco, porque foi— eu vou mentir para você, quando ele mandou para mim, eu fiquei assim de boca aberta, abismado. Pela que a pessoa faz. E é uma das coisas que a gente sempre faz, a live caça polêmicas. Eu tava olhando aqui hoje e eu fiz até a proposta para Luizinho, se ele quiser a gente fazer essa live caça polêmicas que a gente faz todo ano. Acho que ano passado a gente não conseguiu fazer.
E você faz eu, Paulo, Luiz, Dandara e Daniel. Eu acho que esse ano a gente tá precisando fazer uma, viu, Paulo?
Organizar aí ainda das bruxas, né?
A gente faz caças-bruxas porque tá tendo esses golpes aí. Esse foi de matar. Mas vamos lá, vamos dar para o próximo bloco, enquadramento das atividades aquícolas, que não foi esse não. A gente já tá nesse bloco, é, tamo nesse quadro já, já. Meu Deus do céu, eu mexi aqui e já, já falamos das intenções, falamos dessa pergunta, não foi? Critérios utilizados para definir o enquadramento da atividade.
Ah não, esse não, essa pergunta não é.
Então não, então é isso, a gente vai estar mudando de bloco, só que antes do bloco você vai fazer o merchan do seu curso, da sua as aulas.
Opa, maravilha! Beleza, eu quero convidar todos vocês que estão acompanhando aqui. A gente tá fazendo, a gente tá fazendo o Setembro da Psicultura Profissional, que é o quê? São 4 aulas online ao vivo gratuitas toda segunda-feira do mês de setembro. Então, segunda passada, antes de ontem, a gente falou de água. Então assim, foi mais de uma hora falando de água e respondendo pergunta e trazendo informação, principalmente para quem tá querendo começar do zero na piscicultura, sem experiência.
Então, além das postagens que eu tô fazendo nas redes sociais, né, com muito assunto, muita informação, muito conteúdo, nas aulas a gente tá tendo essa informação mais diretamente, né, e passando isso daí. E eu criei um grupo do WhatsApp, é isso daí, Setembro da Piscicultura Profissional, isso daí. E eu criei um grupo no WhatsApp específico para compartilhar conteúdo, material complementar. Então na segunda-feira eu mandei um guia de bolso da qualidade da água gratuito para quem acompanhou a live.
Uai, Paulo, por que só quem acompanhou a live? Porque eu libero uma palavra secreta na live. Então eu jogo o documento dentro do grupo, quem tá dentro do grupo, a hora que ele clicar para abrir, é um PDF, ele vai pedir a senha. E a senha, como é que você sabe a senha? Se você assistir a live, você vai ver a hora que eu libero a palavra secreta lá para poder abrir. E eu tenho aqui, eu vou postar de hoje para amanhã, eu tô postando o depoimento de quem já abriu e já tá assim agradecendo, que eu falo assim, cara, eu nunca pensava que tinha um guia de bolso que me explicava isso sobre qualidade da água.
Enfim, é conteúdo que a gente compartilha aqui para poder fazer diferença para quem tá querendo começar do zero. Olha lá, o Niraldo disse que perdeu a aula de águas. Tá lá, pode entrar no YouTube aqui, Paulo Roberto Peixes, que ela tá lá disponível e a palavra aparece lá em algum momento. Mas entra no grupo também para você poder baixar.
Fica essa aula toda mineral, Dinho. Fica essa aula todinha. Já vi aí o merchan. Ó, a aula tá aqui, já tem aqui a aula. Aqui, deixa eu ver, não foi essa postagem? No dia, no dia, aqui é hoje, segunda-feira. Foi a segunda Às 20 horas, volta a lugar. A próxima é dia 14, depois de alevinos.
Isso, segunda que vem a gente vai falar de alevinos, de espécie de peixe, depois alimentação, depois acompanhamento técnico.
Pronto, vai lá e vê lá o material, muito interessante. O pessoal só é assistir, que tá gravada a aula, e vocês entendeu? Só é assistir. Deixa eu botar de novo aqui meu, meus patrocinadores, e vamos mudar de bloco, né? Temos algumas perguntas aqui, deixa eu ver aqui.
Vai lá. Eu acho que a gente tava falando, meu Deus, você tava na pergunta 4, se eu não estiver enganado.
A gente vai rodar E aí ele é a pessoa, é no final desse bloco que eu vou fazer a pergunta aqui do Lucas, tá? Então o próximo bloco, enquadramento das atividades aquícolas, né? E aí, Paulinho, vamos ser mais direto ao ponto, tá fazendo as perguntas para a gente. Claro que vocês não podem continuar fazendo suas perguntas e a gente vai respondendo vocês, combinado? Para ele, para a gente, que já são 9:13, bloco 12, bloco 2. Vai lá, quais os critérios são utilizados para definir o enquadramento de uma atividade de estrutura ou caça e captura? Ó, interessantíssimo.
Na verdade, é a quantidade de, é o tamanho, né, das estruturas produtivas que você tá utilizando. Então até falei um aqui, né, até 1 hectare, de 1 a 5, de 5 a 10 e acima de 10. A média é essa. Daí você passa para quanto que tá sendo produzido ali naquela área também, né, a quantidade que você produz por mês ou por ano, enfim, a sua produtividade. O que que você tá usando de água ali também, né, se é uma atividade extensiva, se é uma atividade semi-intensiva, ou se é uma atividade super intensiva.
Outra coisa é a espécie que você tá utilizando. Até foi, até foi até foi atualizado no, até foi atualizado nesse CONAMA. Eu li que foi atualizado nesse CONAMA agora que essa questão da espécie em si, se tiver trabalhando com espécie exótica, ela não vai alterar por si só a modalidade de licenciamento, tá? É uma das novas regras que entraram nesse CONAMA que foi, que foi atualizado agora. Porque assim, antigamente era o seguinte, Eu tenho 10 tanques de 1.000 metros quadrados, mas a produção é de nativos, beleza, seria baixo risco teoricamente.
Mas se for os mesmos 10 tanques de 1.000 metros quadrados com uma espécie exótica, nossa, isso aqui pulava para alto risco. Então isso nessa nova CONAMA, que foi atualizada agora esse mês, né, ele simplesmente, o cultivo, a criação de espécie exótica não altera por si só a modalidade de licenciamento. Tá? Isso é muito interessante porque pequenos produtores, mesmo com pouca, com pouca produção, quando mudava e falava que tava trabalhando com espécie exótica, parece que o mundo caía.
E não é assim. O cara tá produzindo a mesma coisa, ele tá trabalhando com outra espécie. Se naquela bacia for permitida aquela espécie, deixa ele fazer. Ele tá buscando a regularização. Então isso aí talvez seja até uma coisa bacana para o Júnior quando ele for quando ele conseguir regularizar a produção dele lá, porque o que ele trabalha é totalmente diferente, né? Então assim, isso é um dos critérios. Esses são os critérios, talvez esses seriam os critérios: a espécie que você tá trabalhando, só que ela não entra agora na CONAMA nova como a única coisa que mudaria, mas a sua produtividade anual ou mensal, né?
A estrutura que você tá utilizando, né? Se é um tanque rede, se é um cavado, são tanques suspensos, né, se a caixa d'água, não sei como é que você tá desenvolvendo a sua atividade. O local, tá, onde você tá desenvolvendo a atividade também, o local é interessante. Por quê? Porque tem, por exemplo, aqui em Goiás, nas margens do Rio Araguaia, você não trabalha com espécie exótica, não tem uma proibição. Mas 200 km para dentro, 300 km para dentro ali, para o lado do Rio Tocantins, aí você já trabalha tranquilamente, né?
No norte do país tem restrições para você trabalhar, mas dependendo do jeito que você trabalhar com espécie exótica, ela vai ser, ela vai ser enquadrada. Então localização também influencia, bacia hidrográfica influencia bastante. Agora, o que mais influenciaria talvez seria Eu acho que exatamente isso, onde que você tá produzindo. Então uma das perguntas que o pessoal quando manda, manda para mim no Instagram, no WhatsApp, eu falo assim: onde que você tá?
Qual que é a cidade? Qual que é o estado? Deixa eu entender aqui para ver o que que, onde que você tá, para ver o que que dava para, como é que dá para fazer isso. Mas enfim, seria isso, a estrutura que você tá utilizando, quanto que você tá produzindo por ano, né, produtividade, qual que é a área que você tá ocupando para desenvolver isso, como é que a questão da gestão da água, né, como é que tá sendo isso daí, se você faz a reutilização da água ou não, enfim.
E algumas restrições, algumas restrições aí onde que tiver, que aí define o porte do seu empreendimento.
E aí vem minha pergunta: de todos os estados que você já rodou, qual é o mais chato, mais exigente mais complicado, vamos assim dizer, que a gente sabe que tem uns que são mais rigorosos de estar licenciando. Não é que crucificando, mas sim, claro, esse estado deu mais trabalho para fazer.
Ó, se eu for falar a questão de desafio hoje, um dos mais interessantes, né, até quando o amigo tava falando do vídeo lá no início, eu tô com uma dificuldade grande de Pernambuco, lá na CPRH, lá que o companheiro falou lá, sabe? E é um pequeno produtor, mas a gente, eu não consigo falar pessoalmente com o pessoal, pessoalmente assim por telefone. Eu já cheguei tipo no último, no último estágio lá para poder pegar a licença dele, aí o sistema cai, aí o sistema da internet cai.
Então assim, eu, eu tô falando que eu já coloquei isso daí como um desafio aqui para poder ser vencido depois. Mas não é que é difícil, é que às vezes o sistema não tá funcionando, às vezes alguma informação que não bate, às vezes eu não consigo falar com produtor a tempo. Mas a gente vai conseguir resolver isso daí. Às vezes é só entender isso mesmo. Mas talvez questão de exigência, Geraldo, São Paulo, São Paulo é muito exigente para licenciamento.
Quando você passa o enquadramento de pequeno porte. Então assim, até pequeno porte São Paulo é bom de mexer. Passou do enquadramento de pequeno porte, São Paulo já fica mais desafiador de mexer.
E por quê?
Porque vai ser mais exigente por causa da água. Exatamente, porque vai ser mais exigente por conta da água. O Joser comentou aqui agorinha pouco, o Paraná tá dando também uma ligeira, ligeira não, né, que eu já tenho, já tem um tempinho, deu uma leve atrasada conosco aqui porque eu faço licenciamento dele lá também e demorou quase um ano para a gente ter uma primeira resposta, sabe. Aí enfim, a gente conseguiu a primeira resposta, eles pediram algumas correções, a gente já preparou isso daí para poder entregar e eu acredito que agora vai.
Agora quem sabe aí até o final do ano a gente pega essa licença dele lá, que é para tanque rede na usina hidrelétrica de Salto Santiago, ali perto de Chopinzinho. Então assim, dá, eu acho que talvez o mais desafiador quando passa do pequeno porte é São Paulo. Os outros eles estão mais ou menos na média. Talvez esse do Pernambuco, que por ser o primeiro que eu tô fazendo, talvez ele tá exigindo uma atenção maior, mas não, ele nem se compara às exigências que é São Paulo.
São Paulo, bastante gente. Depois de São Paulo, talvez Minas Gerais. E sim, acho que são esses.
Então agora a gente vai para uma parte interessante, que é as diferenças no enquadramento entre bebedouro escavado, tanque rede, tanque suspenso e sistema intensivo, né?
Eu acho que a gente tem aqui.
E aí eu vou pedir a turma que tá aqui assistindo a live da gente, diz para a gente aí no chat quais o sistema de vocês, que é esse sistema Paulinho vai focar aqui num certo detalhamento para vocês, certo? Fala aí para a gente aí no chatzinho. Eu trabalho com Viver escavado, tanque rede, tanque suspenso, sistema intensivo. Enquanto ele fala as diferenças de enquadramento, vocês vão colocando aí para a gente, aí para a gente interagir também, né?
Que a gente quer só a gente falando, vocês têm que interagir. Generalzinho, aquela resposta hoje, capricha com corte, viu? Bota a pau em apertado.
Maravilha! É sim, né? Tem essa diferença aí. É tanque, é viver escavado, Viver escavado, tem que ser escavado, eu considero as duas aqui. É, eles viveram escavado é em relação à área, em lâmina d'água, tá? Em relação à lâmina d'água, então já tá um pouco até relacionado com o que eu falei na pergunta anterior, o porte, né, do empreendimento, quantos tanques, tamanho do tanque, se ele vai chegar até 1 hectare ou se ele vai ser menos.
E aí às vezes E aí às vezes você vai me perguntar assim, mas 1 hectare só, Paulo? 1 hectare dá para fazer muita coisa. 1 hectare é muito ou é pouco para quem tá começando do zero? Para o Deraldo, ele sabe. O Deraldo é formado na área, ele sabe assim como eu, assim como Maurício, que 1 hectare de lâmina d'água para aquicultura a gente faz uma arruaça, gente. 1 hectare de lâmina d'água bem trabalhado A gente produz muito peixe, mas muito camarão em 1 hectare.
Dá para fazer muita coisa. Por quê? Porque eles, porque eles são animais que aguentam adensamento. Então assim, e aí quando você dá condições para eles, trabalha com a genética boa, ração de qualidade, você dá condição, eles vão produzir muito. Não tem boi no mundo que faz o que a aquicultura faz em metros quadrados. Entende? Então assim, viver enquadrado, viver escavado, perdão. Você tem as diferenças em relação ao porte, né, quantidade de tanques, área em metro quadrado.
Tanques rede tá mais ou menos igual tanque suspenso no volume. A diferença é essa, porque tanques rede ou tanques escavados a gente tem facilidades para quem tá abaixo de 500 metros cúbicos. Então assim, abaixo de 500 metros cúbicos é onde a gente tem os enquadramentos mais simples. Passou disso, aí o enquadramento vai ficar mais, mais complicadinho. Sistema intensivo, do mesmo jeito, né? Normalmente sistema intensivo ele vai sempre para volume de água, né, em metros cúbicos aí que a gente tá, que a gente tá utilizando.
Então é assim que a gente vê essa diferença hoje. E aí o pessoal tá colocando aí Tanque Rede, né? O seu Flávio é dali de Itumbiara, se eu não tiver enganado. Ele fica, ele fica ali na divisa com Minas Gerais ali. A gente até gera ansiedade na demora da conclusão. Exatamente isso daí. Por quê? Porque o seu Flávio, Flávio Henrique, né, ele trabalha com Tanque Rede em Águas da União. Tanque Rede em Águas da União, qual que é a peculiaridade?
Você está em um ambiente que utiliza águas da União para desenvolver atividade. Então, primeiro você tem que tirar um documento, que é o quê? É o contrato de cessão de uso para poder desenvolver a sua atividade. Esse contrato de cessão de uso, ele é um documento que deve demorar mais ou menos aí um ano para ele ficar pronto.
Por quê?
Porque ele passa por 5 ministérios para poder você pegar esse documento no final. E tem que ter uma vistoria da Marinha, tem que ter uma uma avaliação da Agência Nacional das Águas, tem que ter uma avaliação do IBAMA, do Ministério da Pesca e da Secretaria de Patrimônio da União. Então isso assim é trâmite dentro de um órgão público que tem outras coisas para fazer. Então é, mas é uma média hoje. Ele já demorou muito mais, esse processo de tanquezinha de água da União, ele já demorou muito mais.
Ele demorou, eu já vi processo aí de 12 anos. Enfim, hoje, hoje dificilmente ele tá saindo com mais de 1 ano. Dificilmente, pode ser que aconteça dependendo do que, do que for solicitado, né? Agora, aí depois que você faz essa parte, você assinou o contrato de cessão de uso, que é por 20 anos renováveis por mais 20, você entra com processo de licenciamento ambiental. Aí você vai para o estado. O estado de Goiás hoje ele tá entregando uma primeira resposta para gente com 30 dias.
Se tiver tudo certinho, não tiver alteração nenhuma para poder fazer, ou documentação complementar, a licença tá saindo com 45 dias, tá? Aqui, claro, eu falo isso porque a gente já tem uma certa experiência de entregar aqui do jeito que o órgão pede para poder sair mais rápido isso daí, né? Claro, processos que também não são tão exigentes, né? Processo, o processo menos exigente aqui em Goiás, Geraldo, eu consigo entregar a licença para um cliente com 24 horas.
É, aqui a gente consegue, aqui eu consigo entregar até 24 horas aqui em Goiás, no processo mais simples. 24 horas assim aqui, quando você tá até 1 hectare de lâmina d'água ou abaixo de 500 metros cúbicos de volume de produção. É, então aqui a gente consegue fazer isso. São Paulo tem como fazer isso também, não sai em 24 horas, mas sai em 15 dias. Minas Gerais, 15 dias também você consegue sair. Acho que são esses, são esses os mais rápidos também, né?
Olha que interessante, né? Até 1 hectare lá em São Paulo, abaixo de 500 metros cúbicos, consegue sair em 15 dias. Passou disso aí é lapada, aí o negócio fica bonito. Tanto que eu tenho clientes ali no Jupiá, que tá ali na divisa com Mato Grosso do Sul, ali assim em Castilho, São Paulo, que eles têm um grupo de amigos lá. Eles têm 4 processos pequenos de Águas da União, de tanque-rede Águas da União. Eles têm 4 processos pequenos em 4 CPFs diferentes.
Mas nossa, será que isso aqui eu posso falar? É que agora já Deixar quieto. Eu não sei se eu posso falar isso, mas já entendeu. Eu acho que vocês entenderam o que que eu quis dizer. Enfim, tá, deixa para lá. Então é isso daí.
Fala aqui, ó, do Niraldo, que disse que em Alagoas, ó, é mais— não, Alagoas também não fica por baixo nas exigências. O Rogério fala aqui que levou 2 anos para tirar a licença. De uma propriedade que está desativada há mais de 20 anos aqui em Toledo.
É o IAT, né, Rogério? Tive, eu fiquei impressionado. A gente já tá com 2 anos aí também, mas demorou, não, 2 anos não, perdão, tem menos, tem, não, tem 1 ano e meio, é, tem 1 ano e meio, porque foi, olha que interessante, o bom é explicar com experiência para poder passar na prática mesmo, né? A gente protocolou, aí demorou quase 12 meses mês, processo ser analisado. Só que foi interessante que a hora que ele foi analisado e chegou para mim, ele já tava tipo para ser emitida a licença.
Só que era a última análise, a última análise antes de ser emitida a licença. É o IAT, né? É isso aí mesmo. Olha, ela escreveu aí. Aí nessa última análise eles pediram 4 documentos, e tá tudo bem, a gente pegou e foi responder esses 4 documentos. E a gente tinha um prazo para responder esses 4 documentos, só que um desses documentos dependia de um outro órgão, que era órgão da usina, da administradora da barragem, da geradora de energia.
E tava muito em cima da hora, né? Tanto em cima da hora que a gente pediu prorrogação de prazo. E aí deu certo, a gente já recebeu a documentação para poder fazer isso daí, fazer essa prorrogação. E eu entendo que com essa entrega agora a gente deve pegar. Eu espero muito que a gente pega essa licença agora esse ano ainda aí. Então assim, é, demora. Demora, mas vai sair. Se tem, eu falo o seguinte, se tem legislação que regulamenta a atividade, a licença vai sair em algum momento. Pode demorar, pode dar trabalho, mas ela vai sair.
Então bora lá para a próxima pergunta, né? A última desse bloco, depois nesse bloco final, depois dessa pergunta pergunta. Eu vou estar fazendo as perguntas aqui da turma que fez, tá aqui favoritada aqui para não se perder. Quais são as principais diferenças no licenciamento de uma piscicultura de água doce e de uma carcinicultura, especialmente em relação à água, efluentes e localização?
Ó, pegadinha boa, exatamente. Então assim, por ser a aquicultura trabalhar com organismos aquáticos, né, que vivem parte da vida deles, ou 100% da vida deles na água, a gente tem que estar atento justamente a esse recurso natural, né? Então assim, o que que preocupa na aquicultura é justamente a água que sai do seu ambiente de produção. Porque quando a água entra no tanque, ou quando o tanque entra na água, no caso de de gaiolas, de tanques rede, é, ela vai passar, ela vem da natureza, né?
Vamos imaginar primeiro um viveiro escavado aqui. Quando a água entra no tanque escavado, ela entrou numa qualidade X, certo? Que lá tinha os peixes lá natural onde ela tava, aquela coisa toda, troca gasosa, aquele trem. Mas aí ela entra no ambiente onde teoricamente a gente já preparou aquele aquele ambiente para aumentar a produção de alimento natural lá dentro. A gente já prepara uma adubação naquela água lá para favorecer o desenvolvimento de alimento natural.
Ou seja, a água estará dentro de um ambiente onde a gente vai fomentar o desenvolvimento de microrganismos dentro dela. Isso já é diferente do que quando a água tava antes de entrar lá dentro. Pronto. Aí eu tenho peixes que vão estar lá dentro, eu tenho camarões que vão estar lá dentro, que vão, que vai consumir o oxigênio dessa água, vai comer dentro dessa água, vai crescer dentro dessa água, vai excretar dentro dessa água. E tudo isso gera a produção de matéria orgânica lá dentro, né, de compostos nitrogenados lá dentro.
Lá a gente vai jogar ração lá, e a ração tem um, uma coisinha lá dentro que se chama fósforo. Que o fósforo, né, ele é um elemento que ele causa um pouco essa eutrofização ali da água também. Então tem que ter um controle desse fósforo que é colocado lá dentro. Fósforo com nitrogênio são compostos que adubam muito a água, né, para poder desenvolver isso daí. Então entenda que eu tô trabalhando num ambiente que eu tô explorando aquele recurso, que eu tô incorporando ração incorporando, tô incorporando fósforo que já vem na ração, compostos nitrogenados que são os excretas da aquicultura.
Eu tô adensando, eu tenho animais que consomem oxigênio lá dentro, e simplesmente essa água depois ela tem que sair e seguir o curso natural dela. Só que essa, quando ela sai e vai seguir o curso natural dela, a gente tem por obrigação depois dessa exploração, garantir que a qualidade dessa água ela volte para natureza de maneira, com qualidade igual ou superior quando ela entrou. Porque senão eu estou realmente acabando com o recurso natural, né?
E aí eu faço uma, eu gosto de fazer uma provocação: o boi, ele bebe a água e E ele devolve o quê para natureza, Adelaldo?
O mijo. É o mijo.
Ele bebe água e devolve mijo. E assim, o pé, e ele não tem esse mijo, ele não tem que cair num tanque de decantação para ele separar a água da urina dele lá, entendeu? Para isso voltar para natureza. Mas a gente tem, a gente tem que preocupar com isso, porque senão a gente não consegue ter a autorização a desenvolver atividade de maneira legal. Só que pelo contrário, a gente não está consumindo essa água. O peixe, ele vive nesse ambiente, e a gente, antes de devolver, melhora a qualidade da água antes de devolver.
O Tuan tá aí, o Deraldo tá aí para poder falar. Existem biorremediadores que melhoram a qualidade da água antes de devolver ela para o ambiente, justamente com produtos que fazem quebra de nitrogênio. Lá, né, Geraldo? Quebra amônia. Isso mesmo, quebra amônia. Então biorremediadores hoje é algo que tem que ser utilizado, claro que com regulamentação toda certinha, mas enfim, existe coisa para poder melhorar, existe produtos para poder melhorar essa questão de devolver água para o ambiente.
Beleza. Aí no tanque rede, Paulo, como é que faz para melhorar essa qualidade da água? Você respeitar a densidade de estocagem, você respeitar a área de diluição de onde você produzindo. Então, se eu falo, se o profissional chega e fala assim para o seu Flávio, assim, seu Flávio, a gente pode colocar 100 tanques rede nessa área daqui. Aí ele, não, beleza, Paulo. Mas daqui uns 5 anos ele olha para mim e fala assim, ó, eu vou colocar mais 50 tanques rede nessa área aqui.
Eu falei assim, não coloca, porque especificamente vai piorar a qualidade dessa água nesse ambiente, porque esse ambiente foi, a gente deixou esse ambiente preparado para 100 tanques. Ah, mas olha o tamanho desse lago. Beleza, mas olha onde você está. Onde você está é um ambiente que naturalmente vai ser, vai, a gente vai gastar o oxigênio daquilo ali. Por mais que aquilo ali se renove, aquele canto, aquele local, aquele empreendimento ali, ele precisa respeitar a densidade estocárgica, porque senão o peixe ou qualquer outra atividade aquícola que for desenvolvida, ele vai sofrer.
E se ele sofre, ele não entrega os mesmos resultados que a gente esperaria que ele entregasse, que é de alta performance. Então assim, utilização da água, né, devolver isso aí para o ambiente. Como que isso aí é devolvido, né, para o ambiente depois da gente ter incorporado matéria orgânica lá dentro, né, composto nitrogenado? Já falei aqui como é que essa água é utilizada. Eu vou reutilizar essa água Por quê? Porque se for um processo de reutilização, aí você vai ter que passar por um processo de filtragem, por um processo de melhoria dessa qualidade da água.
Os efluentes não podem ser devolvidos diretamente para natureza sem passar por essa questão de tratamento, né? Nem que seja uma decantação simples e um filtro de brita, um filtro mecânico. Inclusive, eu vou soltar um bônus lá no grupo lá de filtro de imagem que eu criei na IA, usando a IA dela. Depois vou mandar de bônus para você, que você é bacana, gente boa. Você vê que bacana que eu fiz na IA um filtro mecânico, cara, ficou muito massa.
E já vou assistir aula dele amanhã, que eu ganho um bônus.
E aí assim, questão de localização também, né? Então assim, primeiro tratamento da água. Né, obrigatório se apresentar um sistema eficiente, né, para poder tratar efluente da despesca, o que tá saindo ali como bacia de sedimentação, reter matéria orgânica, nutriente também. Como é que isso vai ser, né, essa descarga, né, para o ambiente vai acontecer, né? E precisa ter outorga, né? Não adianta que a gente tá falando de licenciamento, mas precisa ter outorga também senão não vai resolver de nada, né? Você tem que ter autorização de captar essa água para poder desenvolver.
Aproveita que você tá falando de outorga, Niraldir perguntou aqui, ó, só para aproveitar a sua linha de raciocínio.
Claro, eu nem tinha lido aqui a mensagem dele, ele acabou de mandar, né? E aí que ele falou, é outorga. Exatamente, eu vou falar, a gente tá falando aqui só de licenciamento, mas tem questão de outorga que aqui também, né? Tudo isso é possível para viver dos escavados, por exemplo, se a gente tiver autorização de uso da água, né, para encher os tanques para desenvolver atividade. Então são dois processos que o produtor ele tem que estar atento para poder fazer.
Aí, Paulo, agora você tá me arrebentando. Primeiro você fala que tem que tirar licenciamento, agora você fala que tem que tirar outorga. E fica tranquilo, fica tranquila, porque dependendo aqui também na outorga, dependendo do porte do seu empreendimento, você pode até se enquadrar em um uso insignificante da água. Só que você tem que dar entrada para pegar esse documento de uso insignificante da água. Não é uma dispensa que você não tá dispensado, você precisa ter esse documento na mão, certo?
Para tanques rede, a outorga já vem naturalmente pela ANA, pela Agência Nacional das Águas, quando você tá desenvolvendo em águas da União. É um documento que já sai junto com o seu contrato de cessão de uso, né? E enfim, são as partes que tem. Por exemplo, pelo que eu sei, nesse novo, acho que no antigo também era assim, né? No Konama antigo não podia carcinicultura em manguezal, não é, Heraldo? Eu tô nessa dúvida aqui, mas eu acho que não podia, né?
Antigamente, eu acho que ainda não pode, na verdade. Acho que nem assim não pode.
Eu não li a Konama nova, mas o grande problema na minha região aqui, na região município de Nilo Peçanha é isso, que o pessoal cria camarão, faz os tanques dentro da área de manguezal. Quem tiver interesse vai lá no Google Earth, no mapa, você vai lá procurar Barra dos Carvalhos, e aí você vai ver que a questão principal é essa lá, construção de viveiro dentro da área de manguezal. E aí você vai ver que não é um só, já tem, passou mais de 200 produtores, e vamos sempre vira e mexe tá lá.
Por quê? Porque eles estão fazendo monitoramento via satélite. Fazendo monitoramento via satélite, eles vêm aqui na área e vai lá certinho.
É isso, é porque são ecossistemas sensíveis, né? São considerados aí aquela questão de ecossistemas sensíveis. E para evitar degradação desse tipo de ambiente existem essas proibições, na verdade, né? Então tem que respeitar a área de APP, área de reserva legal, Enfim, tem que trabalhar em relação a isso tudo aqui. Beleza, acho que seria.
Agora eu quero, eu tô aqui aproveitar aqui para falar, você falou aí, eu pedi um café, ela falou aqui que tá começando a dar sono. Ela me deu essa caneca de café, vocês viram o tamanho da caneca?
Tomei a minha já aqui, rapaz.
Eu tô tomando café de noite um pouquinho, tá me tirando sono, brother. E aí eu tomo uma caneca dessa, eu tô lascado, vou dormir 3 horas da manhã. É para trabalhar amanhã, tá bem. Mas deixa eu falar uma coisa que eu vejo bastante, pelo menos nos produtores que eu ando. E aí a turma que tá aí me confirma isso, que tá aí no chat, é que a maioria dos projetos esquecem de uma coisa chamada, e é mais importante que as coisas onde o pessoal oficial dá um bate, que Paulinho falou, que a água não pode ser devolvida do jeito que tá lá.
In natura, a bacia de decantação. A turma esquece na hora de projetar os seus viveiros de deixar a bacia de decantação. E aí quando chega o órgão, eles querem a bacia de decantação e você tem que dar o pulo. Na maioria das vezes você não tem como fazer. E aí o que que tem que fazer? Tentar ver o viveiro que tá mais abaixo da cota ou aquele viveiro que você consegue ter que remanejar a água dos outros viveiros para jogar para ele.
Aí você haja fazer obra, fazer manobra para sua fazenda, para regularizar a questão. Porque sem bacia de decantação não sai a licença, entendeu? Não sai a licença. Qual a pergunta do corte, Geraldo? Faça aí para a gente responder. Então, o que acontece? Se você não Não sai, não sai, não sai, não sai. Eu já vi vários, não foi não um nem dois projetos que tá travado por causa disso. E os cabra tem que dar os seus pulos para fazer a bacia de decantação. E é isso, Paulo.
Perfeito, perfeito. É isso aí que você tinha que, que você falou. É uma coisa que a gente, a gente, a gente por ser da área, a gente entende que precisa disso, né? E é exigência ambiental que tenha isso, que é o quê? É o mínimo para poder devolver a água com a qualidade bacana para o ambiente, né? Então precisa fazer, tem que dimensionar o projeto para isso. Por isso que a gente precisa fazer um planejamento, né, do, da atividade.
Não é começar cavando buraco e achando que o peixe vai se desenvolver sozinho lá dentro. Crescer, ele vai crescer. Você joga uma ração lá, ele vai ter isso daí. Agora Você tem que ter alguns cuidados e o planejamento te permite, te permite isso, né, pensar tudo isso. Então a vantagem de você ter um acompanhamento, ter uma orientação, participar de live como essa daqui, e é super importante estar aqui. A gente tá esclarecendo o máximo de perguntas aqui para trazer um pouco, para talvez descobrir o que tá, o conhecimento que tá encoberto.
É igual eu falei lá no começo, desmistificar o licenciamento ambiental. Não é um bicho de sete cabeças, ele pode até parecer, mas ele não é, desde que faça do que precisa fazer, né?
Tem uma live, se eu não me engano foi a de Geraldo que ele citou isso, mas eu lembro que foi claramente, se eu não me engano, a live de Cláudia, que ele falou lá na região de Recife, a Ilha de Deus. Geraldo me corrija aí o nome do local, não sei se é a Ilha de Deus, alguma coisa desse tipo, que Niraldo tava dando assistência técnica lá. Ele fez até um Aquadicas para a gente lá. E que água que eles pegam? Porque água vem do, né, do rio, encontra lá, pega uma água na região de área de manguezal e eles produzem camarão lá.
A água que entra no viveiro é pior do que a que sai, porque para eles criar o camarão filtrar aquela água, melhorar. Só que eles conseguem tirar vários ciclos ao ano mais rápido que a turma, porque a água, como ela vem com uma certa carga orgânica, né, ela, ela vem com muitos nutrientes, vem com muito alimento natural. Então esse alimento natural acaba ajudando os camarões ali com a produtividade, melhorando a produtividade e diminuindo o FCA.
E o uso de ração também é bem menor. Mas o que que eu quero dizer isso é, eles estão numa região que a água que eles pegam para produzir é muito pior do que eles jogam de volta, que a água que sai dos veículos, a qualidade é muito melhor. Eu acho que, não sei se conseguiram nessa SCA, tem essa questão Mirado tá aí, pode até comentar um pouco sobre isso. Mas assim, o que mais me cafifou é essa questão, porque a gente pega para produzir, precisa de uma certa qualidade de água, seja camarão, seja peixe.
Sem essa certa qualidade a gente não consegue produzir, precisa tratar para produzir. Aí eu vou dar um exemplo agora aqui que eu fiz Visitei um produtor, ele trabalha em sistema superintensivo, quase dando 200 camarões por metro cúbico. É superintensivo, eles trabalharam quase 300, hoje trabalham menos. Mas a água que vem da área de Manguezal, por ser na região populacional aqui do bairro da Bolívia, eu vi a água que tava no lado de fora para entrar, meu irmão, água preta, preta.
Ele usa um filtro que ele coloca de piaçal cava para diminuir, melhorar um pouco a água. Caramba! Eles fazem com piaçava para segurar a matéria orgânica, para entrar água um pouco melhor, né? E aí eles pegam, faz a cloração para desinfectar a água. E aí depois que ele faz essa desinfecção é que eles começam a trabalhar a água para E produz muito bem, tá entendendo? Eu fiquei besta, fiquei besta. Já é uma pessoa de idade, ele entra de madrugada no viveiro para correr, se bater matéria orgânica, não sei o quê.
Eu olhei assim, rapaz, eu fui lá fazer uma visita de uma hora, hora e meia. Eu cheguei lá antes de 11:30, eu saía das 5. Porque eu saí cedo, porque o pessoal começou a chegar para comprar o camarão dele para ir pescar. E eu me incomodei porque a mulher tava despachando, menina que tinha chegado para fazer outra coisa, despachando, e ele tava preso comigo conversando. Eu disse, ó, eu vou embora para deixar você trabalhar, porque tá começando a deixar de ganhar o dinheiro dele porque tava conversando comigo, tá entendendo?
Então assim, eu fiquei surpreso que ele tinha um berçário e essa área, berçário 100 e poucos metros cúbicos e a engorda com quase 500, 500 e alguma coisa. Produtividade excelente, mas o que maior coisa que eu fiquei de olho foi o desafio de trabalhar a água para ele produzir onde ele tava produzindo, meu irmão. E aí não tem área para fazer bacia de decantação, para você ter ideia. Bacia de decantação dele é o viveiro dele, porque a água que ele pega é pior mil vezes que a água que ele tá trabalhando, tá certo?
Mas tem umas perguntas aqui, Paulinho, onde a gente fazer agora. Eu acho que essa primeira aqui, tu, Joar, ele pergunta: se eu quiser ampliar ou mudar de espécie depois de licenciar, eu preciso fazer uma nova licença ou dá para fazer, para alterar o que já tem?
Joar, é sim, muito boa pergunta. Tô aqui para poder te responder. É o seguinte, vai depender um pouco do que que o seu estado ele preconiza sobre isso, tá? Em geral, em geral, você pede uma adequação, tá, na sua licença. Em geral, você já tem a licença, você pede uma adequação ou uma alteração na licença que você emite. Se não tiver como fazer essa adequação, aí você vai ter que fazer uma nova licença, tá? Mas em geral, na maioria das vezes, basta você fazer uma adequação na sua licença, seja para ampliar, aí é uma licença de ampliação ou alteração, seja para mudar a espécie depois de licenciado, tá?
Na maioria das vezes você vai fazer uma adequação, uma adição ali. Só se aumentar muito, se sair— quando que você vai fazer uma nova? Se você tá num documento, se você tá num porte de empreendimento ali que te enquadra como pequeno produtor, e aí você vai fazer uma ampliação que vai te mudar para outro porte, aí vai ter que fazer uma alteração mais pesada, tá? Se for, por exemplo, ah, eu tenho 3 tanques de 1.000, vou fazer mais 3 tanques de 1.000, ainda tá dentro da mesma licença.
Olha que interessante, se até 1 hectare de lâmina d'água, você hoje tem 3 tanques de 1.000, Aí você vai fazer mais 3 tanques de 1.000, você não tem que mexer em nada. A sua licença, ela é válida para isso aí, que ela coberta até 10.000 metros quadrados. Você pode fazer mais 3 tanques de 1.000, você ainda vai poder fazer mais um tanque de 1.000 para chegar sem mexer em nada. Então, de acordo com o porte do seu empreendimento, enquanto você não atingir o limite daquela licença de lâmina d'água ou de volumes utilizados, volume em metro cúbico utilizado, você pode aumentar ela, tá?
A não ser agora mudar de espécie, aí você já precisa informar o órgão ambiental, porque aí sim, se você tá, se você foi licenciado para produzir tambaqui e aí você vai mudar para panga, sei lá, aí vai dar um probleminha, você vai ter que fazer uma alteração da licença lá. Beleza?
Ó, o Niraldir falou aqui, ó, correto, Heraldo, foi na live, participei. Associação tem verde dentro da cidade de Recife, do Recife. E um dos rios é o Tejipó, que é bem poluído. Não sei se a qualidade da água é igual a essa daqui que eu vi preta, mas tinha essa questão da poluição seríssima que é geral na live dele. Inclusive vou puxar o link aqui da live e colocar aqui, quem tiver interessado assistir a live de Naldinho também.
Deixa eu ver aqui. Eu acho que essa aqui tem uma do Conama, vou deixar mais para o final, viu, Paulinho?
Tá bom, tranquilo.
Essa aqui, ó, Lucas Marques: gostaria de tirar uma dúvida sobre a legislação para o licenciamento para caça e cura. É a mesma de estado para estado? Eu sou do Rio Grande do Norte e vejo que no Ceará a legalização é melhor vista.
Aqui é melhor, é melhor vista no Rio Grande do Norte do que no Ceará? É isso? Acho que é isso a pergunta, né, do Lucas?
Melhor vista, acho que é melhor comparada com a do Rio Grande do Norte. Realmente a do Ceará é melhor.
Que bacana. Aí que tá, o Lucas, não, não é igual. Na verdade, assim, ó, todas as legislações estaduais Toda legislação estadual, ela, ela vem de uma matriz que é federal, né? Então, Código Florestal, CONAMA, que foi atualizado aqui agora, são alguns dos documentos que os estados usam para poder montar a matriz de licenciamento deles. Mas tudo depende, vem da principal, né? Imagina um guarda-chuva. Então tem uma legislação principal, todas, né, legislação ambiental principal.
E daqui vai para cada estado. Cada estado ele vai baseado naquilo ali. Então, da principal, 70% é igual nos estados todos. Só que cada estado, por exemplo, às vezes varia mais ainda se for de região para região. No seu caso não, porque você falou de estados do Nordeste, mas cada estado ele tem a sua peculiaridade. Às vezes é por conta da bacia específica, às vezes é por conta da altitude do local onde tá. Então assim, que vai variar, vai. 30% do jeito que licencia em um lugar vai variar para outro estado, entre um estado e outro.
Mas os outros 70 é a mesma coisa, tá? Os outros 70, que é o quê? Documentação que é exigida para poder fazer, documentação pessoal ou documentação de pessoa jurídica, documentos, por exemplo, básicos como os mapas da sua, da sua unidade de produção, né? Memorial de caracterização do empreendimento, isso é básico, todo mundo pede isso também, né? Algum relatório ambiental, seja ele simplificado, intermediário ou avançado, dependendo do porte.
Algum plano de controle ambiental, dependendo do seu porte também. Então assim, o básico Os 70% é igual em todos os estados, mas as realidades estaduais de cada um, quando que foi feita a legislação, puxou mais para um lado, puxou mais para o outro, aí sim vai ter algumas variações entre o estado e o outro. Mas tudo descende de uma única matriz que é a federal. Agora, em questão de falar que é melhor vista, aí tem outra coisa, né?
Entra um ponto que tá um pouco fora do nosso controle, que é o quê? O órgão ambiental em si, as pessoas que estão trabalhando lá, né? E por que que eu falo isso? Porque eu já tive algumas experiências de gente que não tinha a mínima noção do que que era uma aquicultura, a ponto de chegar para mim e falar assim: isso aí é o negócio que produz mel? Pelo amor de Deus, né? Aqui apicultura é uma coisa, aquicultura é outra, né? Quando eu ando com a minha camisa, na minha camisa tá escrito assim, ó: consultor em piscicultura.
E aí, o que que acontece? A pessoa que leu— uma vez eu fui no, acho que era uma dessas empresas de fast food que pega sanduíche assim, né? Tinha um outro nome lá, não era das mais famosas não. E aí leu assim, ó, consultor em psicultura. Psicultura, que que é consultor em psicultura assim? Aí a outra veio e falou assim, ah, você faz consultoria para psicólogo? Eu falei assim, não, não, não, não, não, psicultura, não mexe com psicologia não.
Foi muito engraçado, sabe? Então assim, às vezes os servidores, Lucas, daquele, daquele, daquela, daquele ambiente, eles não têm talvez a clareza. E aí a gente não pode nem exigir isso deles, porque eles não, talvez não receberam treinamento para isso. Mas se eles tivessem um treinamento, às vezes eles entenderiam aquela atividade, ela teria uma, seria mais bem vista, conforme você colocou. Eu falo por quê? Porque eu tive clientes que parece que o pessoal que fez análise do processo deles tinha alergia a peixe.
Então tudo que eles podiam fazer para poder atrasar e complicar, eles fizeram para poder atrasar e trabalhar, entendeu? Então assim, enfim, varia, tá? Uns 30% vai variar de estado para estado. Mas do jeito que o nosso amigo que entrou aí agora dando boa noite aí, do jeito que ele gosta no grosso, do jeito que ele gosta, no jeito grosso de falar, do jeito que ele gosta, o Luiz Henrique, 70% é bem semelhante.
Então eu ia dar esse, ele que levou já uma falta, né?
Você levou minha falta, é para ele aí.
Deixa eu ver se tem outra pergunta.
Até porque ele me chamou essa semana aqui para organizar organizar um licenciamento aí. Então pensei que ele já ia estar aqui para a gente começar a fazer licenciamento ao vivo aqui.
Então esse sem-vergonha, eu chamei ele para ele participar da live, ele disse que tava com uma agenda para agora de noite. Ele disse, tá certo, você tá demais. Ó, Niraldir, deixa eu só terminar, deixa eu ver aqui. Só terminar a história do Niraldo com relação ao que a gente falou lá da Ilha de Deus. Ele falou aqui, ó, e o nosso nobre amigo professor Glauber, através do ITEP, foi a empresa selecionada para fazer o monitoramento ambiental e verificou através dos resultados das análises fisico-químicas da água que o rio estava bem mais poluído do que a água de uso em vários parâmetros desses exigido pelo CONAMA, certo?
Então lá eles conseguiram comprovar que a água que tava saindo deles tava melhor qualidade que a água tava fora. E aí, como é que você aperta o pessoal desse? E aí o Rui, o Rui, a Rose, ela faz uma pergunta aqui. Vou aproveitar para fazer logo, já que ele tá respondendo, para a gente mudar de bloco. Com o novo critério de volume de produção, como fica a proteção ambiental para o sistema de alta densidade, onde pouca água produz muito resíduo?
Ó, isso aí eu acho que entra em nova CONAMA.
Se for nova CONAMA, a gente deixa mais para o final.
Eu acho que, mas, mas eu acho que até que, até que dá aqui para, não, porque tem a outra do CONAMA, né, irmão? Ah, tem duas? Ah, então tá bom, você que manda. Sabe que, mano, deixa junto.
Por isso eu não me liguei que poderia ser. Vamos seguir o nosso baile, que aí você toca. Deixa eu ver se a pessoa falou. Então vamos mudar agora para o bloco 3, custos, prazos e riscos, que é muito interessante.
Sim.
Quanto custa em média licenciar a piscicultura ou carcinicultura e quais fatores mais influenciam nesse custo? É a pergunta que não quer calar. Eu vou até botar meu microfone aqui para eu fazer. Faça uma pergunta de resposta de até 3 minutos, depois você pode até falar um bocado, mas uma respostinha até 3 minutos para eu fazer. Eu corto a live em cima disso, que eu acho que o pessoal vai gostar.
Tá certo então. Ó, em relação a custos, a gente tem começou a falar um pouquinho aqui o que que vai influenciar, né? Então assim, da mesma forma que o enquadramento ele vai depender aí do porte do empreendimento, os custos para licenciar uma piscicultura, o enquadramento é o que mais vai influenciar no custo, tá? Então não sei se eu acho que até ficou meio confuso aqui. Deixa eu ver se eu consigo reformular aqui para ficar melhor para para você aí, tá?
Quanto custa em média, né, licenciar a piscicultura? Vai depender do enquadramento dessa piscicultura ou dessa carcinicultura, tá? Então quem produz de menor porte, porte pequeno, ele vai ter um valor bem mais acessível. Por quê? Porque são menos documentações, menos exigências. O que que mais influencia então no custo da do licenciamento ambiental é justamente o porte do empreendimento e a espécie que você vai estar trabalhando, né?
Se for espécie nativa, as exigências são menores. Se for espécies exóticas, às vezes são relatórios ou laudos específicos de controle ambiental, de acompanhamento ambiental, que precisam ser feitos. E cada laudo desse é um documento a mais que vai aumentando o custo dessa produção. Então assim, De novo, para eu andar de moto eu uso uma carteira A. Para eu tirar carteira A eu pago X reais, que é para tirar carteira de moto. Para eu andar de carro de passeio eu tiro uma carteira B.
Para eu tirar carteira B o valor é mais caro um pouquinho. Para eu tirar uma carteira C, que eu vou dirigir van, que eu vou dirigir uma gaizeira, alguma coisa assim, é um gaiolinha, eu preciso pagar mais um pouquinho. É uma licença, é uma carteira de habilitação mais exigente. Para eu dirigir um caminhão, para eu dirigir uma RAM 2500 ou uma RAM 3500 ou um caminhãozão, eu preciso de uma carteira tipo D. É mais caro, porque exige mais treinamento para você chegar até lá.
E para você, igual eu falei, para você dirigir um caminhão com transporte de passageiro, um ônibus, uma van, você precisa, além de ter todos esses treinamentos, você precisa de ter curso de transporte, você precisa ter curso disso, curso daquilo, transporte passageiro, às vezes até curso de primeiros socorros. Então imagina que para tirar uma carteira de caminhão, eu não sei quanto que é, mas eu lembro de gente falando que é muito caro você tirar uma carteira de caminhão, né?
Do mesmo jeito na piscicultura e na carcinicultura. Se você for fazer uma produção menor, mais simples, dentro daquele limite ali, talvez de 1 hectare, talvez você vai estar pagando aí R$2.500 R$3.000, tá? Uma média que eu posso colocar assim, se for por média, dependendo daquilo que você tá fazendo. Claro que existem situações onde esse valor ele pode aumentar, porque entra outorga junto também, né? Depende muito daquilo que você for trabalhar.
Isso passando alguns valores por cima, cada realidade, cada situação é um processo diferente, né? Passou disso, igual eu falei, eu já tive processos que eu já trabalhei aí de R$500 até R$140 mil. Então assim, pode variar, mas imagina, se o de R$140 mil é como se eu fosse dirigir um ônibus espacial que vai sair daqui na Terra e vai chegar lá na Lua. Eu faço isso numa motinha? Não faço. Numa CG 125? Eu não faço. Eu faço no ônibus espacial.
Mas para eu dirigir um ônibus espacial, para eu pilotar um ônibus espacial, eu tenho que passar, sei lá, 3 anos treinando, né? Na NASA. É mais caro, naturalmente. Então, dependendo do tamanho do seu empreendimento, o seu licenciamento ele vai ser mais caro. Quanto menor ele for, mais simples ele for, mais barato ele vai ser.
Então, então eu vou ter que dar uma aceleradinha na sua resposta, uns 3 minutos, mas deu para dar o corte. Isso se Niraldo não me inventar uma pergunta que ele sempre tira a carta da manga aí, que faz a pergunta que derruba todas as minhas programações de corte. Ele vem com a pergunta, né, Niraldo? Ele disse aqui, ó, o seu gêmeo, saudações, meu gêmeo.
A gente é do mesmo dia, cara, aniversário no mesmo dia.
Tem graça, no mesmo dia.
Claro que eu nasci uns 10 anos antes do que ele, mas ele acabou que ele esperou 10 anos para nascer. Nasceu no mesmo dia.
Aí falando dele, a marca dele passa na hora que a gente tá falando dele. Até isso, mas bora lá, bora, bota, seguir o baile, né? E aí eu acho que você até falou isso, se quiser fazer um próximo mais curto. Olha, quanto tempo pode levar o processo de licenciamento e quais fatores podem acelerar ou atrasar essa regularização?
Acho que você falou por escrito, vou falar. Quanto tempo pode levar o processo de licenciamento? Olha, hoje com as tecnologias da gente trabalhar com processos online, a gente— o que que eu gosto de passar de prazo? Eu, tipo assim, passar prazo é ruim, mas a gente acaba tendo que passar. A gente espera que os órgãos ambientais eles licenciem, quando é órgão ambiental estadual, eles licenciem em até 6 meses. Empreendimentos menores.
Empreendimentos maiores, com mais exigência, que vai necessitar mais estudo, pode demorar aí aproximadamente 1 ano. Tanque rede em águas da União, a primeira parte que é dos ministérios, por tramitar em 5 órgãos, mais ou menos 1 ano. Depois desce para o estado, aí menos de 6 meses para poder acontecer. O que que acelera ou atrasa? Quanto mais o profissional que tá fazendo licenciamento ambiental, quanto mais experiência ele tem para apresentar a documentação do jeito que o órgão exige, mais rápido isso daí vai acontecer.
O processo vai ser mais rápido, mais acelerado. Quanto mais corpo técnico o órgão ambiental tiver também, mais rápido o seu processo vai ser acelerado. Quando chega correção para poder fazer, e na maioria das vezes chega, porque a interpretação do fiscal ela é muito, ela é interpretação, ele pode interpretar que aquilo não é daquele jeito e ele pede uma correção. Quanto mais rápido você apresenta essa correção, o processo tá, ainda tá na mesa dele, é como se o processo tivesse na mesa dele.
O cara, ele manda correção, eu preciso de correção isso daqui, mas o processo tá aqui na mesa dele. Passou uma semana, 15 dias, se você der conta de responder dentro desse prazo, processo ainda está na mesa dele, ele vai olhar isso aqui bem mais rápido. Passou desse prazo, o processo vai lá para fila, entrou no rodízio. Então ele sai da primeira posição, de repente ele vai lá para vigésima posição, aí é mais 60 dias, 90 dias para poder.
Então assim, o que que que atrasa a regularização? Às vezes é a própria entrega de documentação complementar, isso pode atrasar, né? Ou um profissional que talvez nunca fez o licenciamento ambiental e quer fazer pela primeira vez e acaba sendo sempre apresentado correções para ele poder fazer. Então cada correção que faz é um atraso de 6 meses, é um atraso de 3 meses, isso pode prorrogar por muito tempo, né? Então pode atrasar Quando você talvez está trabalhando com profissional que talvez não tenha experiência ainda para poder fazer isso, tá?
Se ele já está se dispondo a fazer isso, perfeito, que a gente tem muito poucas pessoas trabalhando com isso. Mas se ele tivesse alguém para pegar na mão dele fazer isso, seria bem mais rápido.
O curso não fez a mentoria com Paulo Roberto Peixes. A mentoria, ele estaria já sabendo de todos os passo a passo e, ó, e os caminhos para cortar, né?
Se fizer mentoria, ele ganha, ele ganha até o material que ele tem que apresentar de graça, porque eu dou um Drive para quem entra para poder, com tudo, tudo em Word para ele fazer.
Então, ó, eu tô fazendo merchan, viu? Paulo Roberto Peixes vai patrocinar nosso podcast, não vai demorar muito tempo, viu? Acredito que ele vai ir mais longe, aí vai patrocinar nosso podcast. Inclusive, inclusive, estamos precisando de patrocinadores bem generosos. Bora lá! Quais são os principais riscos e prejuízos para o produtor que trabalha sem a regularização ambiental adequada?
Rapaz, é isso daqui, é bem, bem relacionado que a gente falou lá no no comecinho, né, há 2 horas e meia atrás mais ou menos, a gente deu um comentário sobre isso daqui, que é o quê? Na verdade, eu vejo como risco maior mesmo é você ser apresentado como alguém que tá desenvolvendo uma atividade ilegal. Para mim, isso é o que mais me incomoda, né, é você ser— olha, você tá passando na rua, não, aquele cara lá tomou multa porque fez coisa errada, né.
A gente falou no começo, só toma multa quem faz coisa errada. Então qual que é o risco? O risco é ser multado. Ah, eu pago a multa. Beleza, a primeira multa pode ser barata, R$10.000, R$15.000, R$50.000. A segunda, para um reincidente, é vezes 10. Então, se você pagou R$10.000 na primeira, a segunda vai ser R$100.000, né? Fora que você pode ter embargo da sua atividade. Que que é embargo? Embargo é você não poder fazer mais nada lá dentro.
Aí você imagina que você tem 10 tanques com camarão. Geraldo falou quantos por metro quadrado?
Coloca de camarão, o pessoal trabalha 15, 20, 30, até mais. Imagina um tanque, um tanque aí com super intensivo, o cara trabalha com mais de 100.
Pronto, vamos imaginar que o cara—
mas a gente tem um cara nessa live aqui que ele não só não tem tamanho, mas ousadia ele tem, viu? Ele tem muita, né? Chamado Niraldo Melo. O cara chegou a trabalhar com mil camarões por metro cúbico, para você ter ideia. É muito camarão.
Aí é ousadia mesmo, show. Mas olha só, imagina, vamos pensar nos meros mortais então, né? Vamos deixar aí esses top aí, depois vamos pensar nos meros mortais. Quem tá, de repente, você imagina, tem 10 tanques de 1.000 metros quadrados, você tem, sei lá, 50 mil camarões em cada tanque desse daí, né? E aí você, a sua atividade tá embargada Embargado é você não poder fazer mais nada. Aí fala assim, não, mas o camarão precisa comer, né?
Ele falou assim, mas você tá embargado, você não pode fazer mais nada, acabou. Não, mas eu vou matar meus peixes, meus camarão tudinho aqui, ou meus peixes, se for o caso do peixe, né? Então assim, isso é risco, isso é prejuízo. Tudo que você já fez até naquele momento, você tá sem legalização, você tá sem nada, você tem que pagar de repente por um crime. E outra coisa, se esses, imagina isso daí morrendo tudo de um dia um para o outro.
É crime ambiental, meu amigo. Você ainda vai ter pior a sua condição lá em cima, porque, ué, beleza, mas eu fui embargado. Mas por que que você foi embargado mesmo? Não, porque eu não tinha licença ambiental. Então quem que tá errado duas vezes agora aqui? Você. E aí é crime ambiental, você responde por crime ambiental. Crime ambiental dá cadeia. Então assim, parece que é pouca coisa você falar, mas se você ser preso porque você tá fazendo uma atividade ilegal, e é lógico que quem tá desenvolvendo uma atividade ilegal pode ser preso, Porque a atividade é ilegal e ela se equipara a todas as atividades ilegais que eu falei lá no começo, que passa na hora na sua cabeça.
Que que é atividade ilegal? É isso, é atividade ilegal. Isso que você acabou de pensar é atividade ilegal. Isso que o Deraldo pensou é atividade ilegal. Isso que o Niraldo pensou é atividade ilegal. Tudo isso que vocês já pensaram, que a gente não precisa falar aqui, é atividade ilegal. Se você tá sem licença ambiental, você está desenvolvendo mais uma atividade ilegal. E isso pode te gerar todos esses riscos, todos esses prejuízos de multa, de embargo, de responder por crime ambiental e até de ser preso, ou de ninguém comprar seu peixe, ou de ninguém comprar seu camarão porque você não tem documento.
E aí você vai fazer o quê com esse negócio? Você vai doar? Você vai jogar fora? Você vai só matar? Você vai olhar para o seu tanque lá, você vai cortar a água desse tanque seu lá e vai ver os animais subindo mortos? Isso vai te dar prazer? Eu acho que não. Quem trabalha não quer ver aquilo dele, tudo que você já investiu e tudo que você pode tirar para trás ali. Então, sem a regularização ambiental adequada, você tá correndo um risco sério de perder isso tudo, ainda tem que pagar.
E se quiser continuar na atividade, você vai ter que pagar a multa e pagar para licenciar. E eu te digo mais, se você tiver com uma multa em andamento, um processo que custaria R$10.000, Se você tem uma multa em andamento ou se você tem um prazo para poder apresentar esse documento, tudo que é urgente— não sei se já foi em cartório, mas bem assim, tudo que é urgente é porque não foi pedido quando deveria ter sido pedido. Cartório não trabalha com urgência.
Se trabalhar, olha, é tantos a mais. Não sei se você já teve aqui uma situação em que cortaram sua energia porque você esqueceu de pagar 3 contas. A empresa vai lá e corta sua energia.
Existe só se for aí, porque aqui com 30 dias a energia corta.
Pronto, eles vão lá, eles dão um aviso: olha, você tá sobre aviso, se atrasar mais uma vai cortar. Se ele cortar sua energia, você vai ter que pagar pela religação. A taxa normal para ligar em 48 horas, sei lá, é R$90. Nossa, eu tenho que fazer uma live hoje à noite, eu preciso da religação hoje. Aí, urgente é a taxa para religação urgente em até 4 horas é R$600. Então acho que isso já entrou na sua cabeça, que se você tiver com um processo de multa em andamento, ou se você tiver um prazo de 20 dias para entregar uma defesa, entregar uma coisa, um processo de R$10.000, ele naturalmente vai te custar R$50 mil.
Então, além da multa, se você, além da multa, você vai ter que pagar R$50 mil para o processo. Ah, mas aí você tá agindo de má-fé. Não, por quê? Porque se eu tenho uma, uma esteira de clientes para eu poder atender e você vem com uma demanda urgente, eu vou ter que parar de atender 4, 5, 6 clientes para colocar você na frente deles. Para eu colocar você na frente deles e atrasar serviço deles, você tem que me recompensar por isso daqui.
Até porque, se eu atrasar, às vezes eu vou atrasar recebimentos desses clientes também. Às vezes eu, no meu contrato, vou ter que deixar de ganhar dinheiro com eles, ganhar a minha parte para fazer o serviço deles, para poder atender você que veio com uma urgência. Então põe isso na cabeça: é muito mais barato você licenciar antes do problema acontecer do que você licenciar depois, porque um processo de R$10 mil ele pode virar um processo de R$50 mil lá na frente, lá fora a multa que você tem que pagar ainda.
Entendeu? O que é mais claro que isso?
Mais claro do que relegação de energia elétrica não existe.
Não existe não, viu? Aqui você chega com 30 dias, pouco depois de 30 dias estão na porta. E aí quando vai chegar para cortar é assim, assim, vai pagar ou quer que eu corte? Vai pagar aqui, ó, tô tablet, você tem que pagar agora no cartão, no Pix, vai pagar como? Vai poder pagar?
Ah, não vou.
Então corta. Cortou, um beijo, um abraço. É a ligação aí, como você falou aí, é isso aí, entendeu? As empresas de água normalmente se não for particular, forem públicas, ela tem uma maleabilidade maior, dá uma chancezinha dependendo do que tem dentro de casa, se tem criança pequena, gente idosa, tudo isso. Senão não dá oportunidade. As empresas particulares não quer nem aí porque os cara ganha por corte, por produtividade. Então o cara vai cortar sua energia e sua água se dessa forma.
É isso aí.
Eu digo isso porque eu trabalho na empresa de água há 23 anos, eu sei como é que funciona o procedimento.
Você já cortou muita água também?
Não, cortei não, mas já vi muita gente chorar porque cortou a água e não tá religar. A gente faz o possível depois para religar mais rápido, né?
Não é, não é verdade? Você tem que pagar uma taxa de religação. Por quê? Porque o cara foi lá e cortou. Então, natural, beleza, R$80 para poder religar, você tem 48 horas para religar. 48 horas, tá maluco, cara, que tem coisa aqui para fazer. Tem isso.
Então beleza, vale muito mais.
É exatamente, se você perdeu o que tá na geladeira, vale muito mais do que a taxa de religação. E você se vira e paga para eles religarem em até 4 horas, e nem é na mesma hora, né? Então assim, é isso, é isso basicamente, a comparação, analogia mais simples é essa, em até 4 horas.
Então vamos mudar de bloco, Vamos falar agora de regularização e futuro da aquicultura, nosso último bloco. Você que não fez a, como é, não fez ainda, meu Deus, esqueci a sua pergunta, faça sua pergunta aí. Paulinho, quer uma pausazinha para beber uma água, alguma coisa?
Não, tá de boa, tomei aqui agora, tá sossegado, pode seguir.
Então, para não cortar o raciocínio dele, Deixa eu ver se tem alguma pergunta do pessoal aqui. Eu acho que não tem, mas é lá no final, a gente vai fazer essa no final. Vamos lá para a próxima pergunta. Eu tô gostando que a turma tá muito quieta aí, viu? Se preocupe não, tá muito quieta. Eu não tô gostando muito não, esse povo muito quieto não dá muito certo. Mas são, estamos aqui com audiência interessantíssima de gente selecionada ouvindo A gente sabe que nosso podcast é diferenciado.
Tem gente que vai assistir a live, termina no outro dia, eu só assisti depois. Ou faz como o Luizinho, bota no celular, bota no carro para ouvir a live durante as viagens. Então, para quem pretende iniciar a piscicultura ou carcinicultura, qual deve ser o primeiro passo para evitar problema com licenciamento ambiental?
Boa, excelente! Primeiro passo é verificar se o seu município Ele tá descentralizado para licenciar a atividade pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Esse é o primeiro passo, é a primeira coisa que eu falo, que já ajuda demais da conta a gente definir se a licença vai acontecer pelo município ou pelo estado. Municípios descentralizados, eles fazem o licenciamento na própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Qual que é a vantagem?
Muito mais rápido. Quando é pelo município, porque a demanda do município é menor e é mais fácil para eles fazerem as fiscalizações. Se o município não for descentralizado, aí você tem que ir para o estado. Aí o estado, ele pode demorar um pouquinho mais para poder entregar os resultados, talvez dependendo do enquadramento. Então, primeiro passo para evitar problema é justamente você começar licenciando antes de produzir.
Tá?
Primeira coisa, licencia antes de produzir. Segundo, como que você vai fazer isso? Verificando na Secretaria Municipal do Meio Ambiente se o município tá autorizado, tá descentralizado para licenciar ou não. Se tiver, beleza, você vai abrir o processo lá, você vai pedir ali o que que precisa, né, para poder licenciar, para poder apresentar, ou se você vai precisar ir para o estado para fazer isso. Fui rápido demais, deu tempo do Geraldo pegar uma água lá.
Ele pensou que eu ia responder essa daqui em 10 minutos também, e aí eu fui mais direto aqui. Enquanto isso, vocês vão mandando as perguntas de vocês aí, beleza? Vamos mandando as perguntas de vocês aí para a gente poder responder.
Você foi muito rápido, eu fui tentando pegar uma água mesmo. Consegui pegar água.
Imaginei mesmo, rapaz.
Só tô pensando que ele ia demorar, rapaz. Ó, então eu vi que eu vi ele parar de ouvir, eu voltei correndo. Mas bora lá, vou pegar minha água daqui a pouco. Vamos para outra próxima pergunta. O que precisa melhorar no processo de licenciamento para facilitar regularização dos produtores sem comprometer a proteção ambiental?
Boa, essa é boa.
Quem pensou nessa pergunta? Não lembro, viu, Paulinho?
Não lembro, mas essa daí é bem interessante também. Casa um pouco com o que eu falei lá no começo. Na minha opinião, tá, aqui é opinião minha mesmo, o que poderia, o que precisa melhorar no licenciamento é justamente você facilitar para o produtor fazer isso. Como que você facilitaria? Aquela questão da licença, talvez uma licença temporária autodeclaratória, que é o quê? Ele lá, o profissional responsável técnico, tirar a RT, dá entrada no processo dele, fazer aquela declaração, e ele pegar uma licença temporária, né, uma licença temporária com validade de 1 ano talvez, que vai aguardar o processo ser verificado, passar numa malha fina, no estilo do Imposto de Renda.
Então ele vai lá, o profissional pega as informações, faz o cadastro, faz todos os, preenche todos os formulários, entrega toda a documentação, e aí imediatamente consegue uma licença temporária, que é como aquelas carteiras de motorista com validade de 1 ano. Então ele não pode ter nenhuma multa, não pode ter nenhuma advertência naquele período para ele poder pegar a licença definitiva, né? A minha opinião, poderia fazer esse mesmo, dessa mesma forma.
E se algum processo de fiscalização caiu numa malha fina, nas informações aqui estão incoerentes, pessoal vai lá e faz essa verificação.
Por quê?
Porque aí a gente teria um trâmite bem mais rápido, seria dado a condição do produtor ele apresentar essas documentações aí e ter uma regularização mais rápida, garantir a produção dele e sem comprometer a proteção ambiental. Por quê? Porque Se ele faz essa declaração e lá dentro, na hora que caiu numa malha fina ambiental, o pessoal analisa e fala, cara, isso aqui tá muito incongruente, imediatamente o órgão despacha uma frente de trabalho para lá.
Se for constatado que o cara quis enganar com aquilo que foi apresentado, imediatamente ele seria sancionado ali, ou sofreria alguma sanção, que seja um embargo, que seja uma multa, que seja tudo, tudo de pesado, né, que a lei tiver. Para quem tá tentando burlar a lei, seria perfeito acontecer desse jeito. Por quê? Porque daí a gente teria processos muito mais rápidos para poder acontecer e o ambiente estaria muito mais protegido.
Porque eu já vi muitas situações de de gente que declara uma coisa e lá na frente tá fazendo outra. Isso é complicado porque ele tá prejudicando a qualidade daquele ambiente. Mas enfim, não são processos meus, mas a gente fica sabendo, a gente vê o que que tá acontecendo. A gente não é bobo, né? Tem 20 anos que a gente mexe com isso. Eu bater o olho ali naquela parada, o cara me entregar um documento X e na verdade esse documento ele não é o documento que realmente atua ali naquela, naquela inspeção, eu vou falar assim, cara, é melhor você fazer o negócio certo. Esse daqui vai dar problema lá na frente.
Então, então, pessoal, vamos fazer as suas perguntas que a gente já tá indo agora para a última pergunta. Tem duas perguntas relacionadas com Nama. Vamos aproveitar, Paulinho, hein, Paulinho? Falta 10 minutos para as 3 na hora ainda, nem Ninguém chegou ainda, pessoal. Hoje fez pouca pergunta. Os conversador hoje não tá conversando não. E o engraçado é que eu acho que a turma tava hoje, não se ligou no horário, e eu acho que acabou atrapalhando o Instagram, né?
Porque tem as perguntas que eu trago do Instagram também. Como foi de cima da hora, não tinha como resolver. E eu acho que a turma sentiu falta disso, que às vezes o pessoal tá no Instagram e vem para o YouTube assistir. Mas a gente joga o jogo do jeito que dá, né? Não tem como a gente mudar o que não dá para você mudar. Mas bora lá, eu acho que essa pergunta muito interessante aqui. Que conselho você daria ao pesquisador e ao carcinicultor que querem produzir de forma legal, segura e sustentável?
Beleza, é Principalmente, né, busca isso se você ainda não tem a sua regularização feita, já seu licenciamento feito. Busca isso quanto antes. Se você puder fazer isso antes, o quanto antes possível, vai ser melhor para você, para o seu empreendimento, para longevidade do seu empreendimento, e para você não ter surpresas desagradáveis com essa questão de multa, né, com essa questão de multa com essa questão de embargo. Eu creio que ninguém quer ser chamado atenção, igual a gente falou desde o começo, só leva multa quem tá fazendo coisa errada.
Então ninguém gosta de ser chamado atenção. Se alguém chegar em mim, apontar o dedo para mim e falar assim, cara, você não fez o que precisava fazer, eu vou ficar chateado com aquilo porque estão chamando a minha atenção. Mas eu sei que o erro foi meu de não ter feito aquilo ali do jeito que era para fazer. Então assim, Busca informação, entra em contato com o órgão ambiental do seu município ou do seu estado, verifica quem aí pode te atender.
Se ninguém puder te atender onde você tá, entra em contato comigo, eu dou um jeito de te atender. Se eu não te atender, algumas das minhas, dos meus alunos pode te atender também. A gente já tem um pouco de pessoas que eu posso indicar para poder te atender. Enfim, entra em contato que a gente consegue melhorar isso para você. Mas não deixa de fazer a sua regularização. Às vezes o seu processo é um dos processos mais simples que tem para fazer e você tá correndo um risco muito grande de sofrer uma sanção e poderia evitar isso com uma ação simples.
Que é igual eu falei, a maioria dos dos carcinicultores e dos piscicultores, eles enquadram em porte pequeno. Então assim, se enquadra em porte pequeno, é o processo mais simples. Como eu disse, alguns estados a gente consegue sair com menos de 15 dias, uma semana, 24 horas. Então assim, vale a pena, vale a pena conversar, vale a pena se programar, vale a pena organizar. Quem trabalha com isso sabe que é um processo que às vezes a gente parcela, e muitas vezes para o cliente, às vezes Às vezes ele não dá conta de tirar aquele valor ali na hora muito alto, mas então a gente parcela, né?
A gente faz isso parcelado enquanto tá fazendo o serviço também. Então o melhor é fazer, tá, do que depois você ter que, além de pagar a multa, além de ser embargo, além de ter um problema danado com a justiça, você tem que pagar o serviço mais caro do que você fez quando ele tava no valor justo dele, mais barato.
Então eu pedi para o homem ser sucinto, ele foi sucinto nas últimas perguntas, tudo aumentado para o final, que agilizou bastante a live. Mas deixa eu fazer aqui um comparativo com você, Paulinho. O licenciamento desse que você tá falando, tanto para escultor, para produzir peixe ou camarão, às vezes, né, pequeno porte, é muito mais fácil que até uma pequena unidade de beneficiamento. Eu tô correto?
Tá, tá sim, tá correto. Essa, a parte da produção somente, quando não tem beneficiamento, processamento, ela é mais simples. Por quê? Porque a gente trabalha com um órgão só, né, que é justamente o órgão ambiental que vai entregar essa documentação toda. Se pensar em trabalhar no beneficiamento, no processamento, além do órgão ambiental, provavelmente você vai ter que entrar no órgão de agricultura e pecuária, provavelmente você vai ter que entrar com vigilância sanitária, provavelmente você vai ter que entrar com órgão de defesa animal e vegetal do seu estado.
Então aí a gente já pula para 4, pelo menos 4 ou 5 órgãos aí que poderiam estar avaliando. E quanto mais órgãos tem num processo para autorizar, mas ele vai demorar para ser emitido, a documentação dele. Se só uma pessoa, se só uma pessoa tem que ler um documento para dar um parecer, isso vai acontecer de forma mais rápida. Mas se 5 pessoas têm que ler o mesmo documento e cada uma tem que elaborar o seu parecer depois de ler o parecer do outro, isso vai demorar muito mais.
Então assim, somente para produção é um órgão só. Então ele sai muito mais rápido. Quando a gente tem o beneficiamento, processamento, aí são outras pessoas que precisam dar parecer em cima daquilo, aí ele tende a demorar mesmo.
Agora nós vamos às pegadinhas, que são as pegadinhas da resolução do CONAMA, certo? Mas antes eu quero fazer o seguinte: A gente já vim responder e ir embora. Vou mudar um pouquinho aqui, eu vou fazer para Paulo beber uma água rapidinho na mente e ele vai olhando lá as perguntas que tá lá no chat. Eu vou falar, fazer as propagandas dos nossos patrocinadores e parceiros enquanto ele dá uma olhada, né, porque ele tem que responder dentro da— e economizar uma coisa que tá nova para ele não falar aqui coisas que não dê você falar, tá certo?
Eu também tenho que ajudar meu parceiro, né, que eu não posso me enrascar, né, pessoal? Até porque parceria firme e forte, é a quarta live que esse homem tá fazendo comigo.
Então não pode, quarta já, caramba!
Eu acho que é a quarta live, se não for a quarta, é a terceira live, porque a gente fez uma, depois a gente fez a caça polêmica, acho que a gente fez Duas caça-polêmicas, eu acho. Depois eu vou conferir isso. Vamos lá, vamos falar aqui, mudar aqui o formato, Paulinho, para eu falar dos nossos patrocinadores.
Claro, vamos lá.
ABCC, Associação Brasileira de Criadores de Camarão. Você que é produtor de camarão, que quer se associar, Associação ABCC, Fale com as meninas no 849-9612-7575 e se associe à Associação Brasileira de Criadores de Camarão e fique por dentro. Vem aí a FENACAM em novembro, estaremos com o presidente Itamar Rocha, presidente da ABCC e da FENACAM, em breve aqui, outubro, com a gente, tá certo? Em breve vocês vão saber a data. ITEP, Instituto de Tecnologia de Pernambuco, presidida pelo nosso diretor-presidente Glauber Carvalho.
Teve aqui hoje dando um recadinho de como ele pode ajudar você a licenciar o seu empreendimento. Ficou interessado? Fala através do Zap 819-98570921. Diga assistir nossa live e você vai estar, ficar contemplado, ser bem atendido, certo? Como todos serão bem atendidos. Panorama da Agricultura, há mais de 30 anos no mercado. Ficou interessado em assinar a Panorama da Agricultura e ficar por dentro de tudo que acontece na agricultura brasileira?
Fale pelo Zap 21 9972595. E fale que tem as meninas lá, com a Dani, com a Fernanda, que tem um desconto para os nossos seguidores, viu? Vai lá, fale com as meninas, tá legal? E os nossos parceiros, a App Bahia. Siga o nosso Instagram da App Bahia, a app.bahia. Fale com a nossa presidente Raíssa. E você que é engenheiro de pesca, quer se associar à App Bahia, só entrar em contato pelo Zap. Ou pelo Instagram. E a app Pernambuco, a nossa presidente Maria Efigênia, a mesma coisa, a app.pe.
Fale com a Efigênia e se associe à app Pernambuco, certo? Biofutura, soluções biotecnológicas para o seu cultivo. Ficou interessado em buscar soluções biotecnológicas? Fale com o nosso amigo, parceiro, mentor, Tuan.
759-9242-7575.
E quem é seguidor do nosso podcast, tenha certeza que vai ter aquele descontinho lá com a gente. Só falar que viu o anúncio aqui na Bio Futuras, na live de Paulo, tá certo? E Comunidade Aqua, um grupo no WhatsApp com mais de 500 participantes, onde técnicos, produtores trocam conhecimento Claro, e não pode faltar aquela reserva. Ficou interessado de participar do grupo? Fale com a Daiana através do Zap 11 932578701. Legal. E FAEP, Federação das Associações de Engenheiros de Pesca do Brasil, @faepbroficial.
Ficou interessado? Entre no Instagram e fale com o nosso presidente Marcos Brabo. E o Grupo de Inovação Tecnológica Produção Animal de Precisão, coordenado pelo professor Mateus. Vejam lá a matéria que o professor Mateus produz, pesquisa focada em resultado, parceria com várias empresas no Brasil. O Instagram: producao_animal_br. LACÁ, Laboratório de Carcinecultura da UFRPE. LACÁ UFRPE, esse é o Instagram. Que é feito todas as pesquisas coordenadas pelo professor Luiz Otávio.
Estou tentando ver se eu consigo trazer ele aqui em novembro fazer live com a gente. E Grupo Trata Águas do professor Augusto, teve aqui com Tuã há pouco tempo fazendo a live. Você que precisa fazer análise da sua água, fale com o professor Augusto no 83 9972-0369. E diga que assistiu nossa live aqui com Paulo Roberto Peixes e tem aquele desconto. E os realizadores Cultivo e Plante, você que tá precisando de insumo para seu cultivo, fale comigo.
Biomediador, probiótico, mangueira, lona, ração, o que você precisar, fale comigo através de 759-8148.
8697.
E Aqualab Comunicação Digital, você que tá precisando de marketing para o seu agronegócio, fale comigo através de 75991227988. E vai lá no nosso Instagram da Aqualab Comunicação Digital e veja lá o conteúdo que ele tá gerando para vocês, que é do agronegócio. Entenda a importância, necessidade de você ter um marketing focado no seu segmento. Aqualins é serviços e soluções para sua aquicultura, do nosso parceiro amigo Luizinho, 819-8284-3333.
Precisou, fale com Luizinho. E Cronos Arca, do nosso parceiro que está sumido, Rafa, fale com ele através do 179-8168-1870. 7:30. Voltando aqui para nossa live, deixa eu voltar para o formato que a gente tava, né? O nosso amigo Paulo Roberto está aí. Vamos fazer aquela velha pergunta para vocês aqui. Primeiro, vamos começar com a questão do prazo. Dúvida em relação ao novo Conama, foi lançado a semana passada, viu, pessoal? Eu nem dei uma olhada ainda, não consegui.
Precisamos esperar 180 dias após aprovação para começar a valer. Será? Pera aí que eu tirar seu mudo. Eu não consigo não, você tem que ser você. Oi, oi, pode falar agora, tô ouvindo.
Claro, o Douglas que mandou. Acho que o Douglas, eu acho que eu já falei com ele algumas vezes, acho que ele é do Rio Grande do Sul, se eu não tiver enganado aí. Sim, porque ele foi aprovado agora no início de setembro, né? Mas ele ainda precisa ser— eu acredito que ele ainda não foi publicado no Diário Oficial da União. Eu não vi a publicação ainda. Então, até que ocorra a publicação do texto final ali consolidado, a regra antiga juridicamente ela vai permanecer ativa, né?
Aí após essa publicação, que aí a gente vai ter isso aí, acaba que vai ter que esperar ainda um pouquinho assim para após aprovação para começar a valer mesmo.
Para deixar claro para vocês, qualquer lei, qualquer resolução, qualquer coisa que vocês façam, ela só tem validade após a publicação no Diário Oficial. Deixar bem claro para vocês, a resolução foi aprovada pelo CONAMA, foi, tá lá, mas ela só vai ter validade após a publicação no Diário Oficial. E dependendo da sua regulamentação, que normalmente as leis é publicada e depois tem a regulamentação da lei, então vocês fiquem ligados, leiam, se fazer nela, mas já tem os prazos legais para ela tá começando a valer.
Ela não entra, a validade dela é na mesma hora. Lembre-se, quem é aqui que acompanhou o novo Código Florestal, foi dessa mesma forma, aprovado no Código Florestal, depois a regulamentação dele, né?
Isso, Paulinho, perfeito. É isso aí.
Então vamos lá aqui para agora a pergunta da Rosa. Com o novo critério de volume de produção, como fica a proteção ambiental para o sistema de alta densidade, onde pouca água produz muito resíduo?
Essa pergunta é boa, né? É porque eu acho que ela vem, é mais em relação aí àquela questão que tá relacionada mais ao volume de produção, que é toneladas por ano, por exemplo, do que pela área inundada, a área utilizada, né? Sistema de alta densidade, né, Geraldo? Assim, eu não trabalho nem com bioflocos nem com recirculação, essa coisa toda. Mas antigamente, antigamente, né, na atual ainda, né, não teve essa mudança ainda na atual, esses sistemas classificados como pequenos, na verdade, devido a uma área física ser reduzida, Porém ele gera uma carga poluidora, né, incompatível com o licenciamento, assim, com licenciamento que ele se enquadrava.
Então, por questão de proteção ambiental, de controle de resíduos, o enquadramento ser mais realista pelo volume produzido e pela carga poluidora, tá? Então eu entendo que esse novo Conamba ele vem justamente com isso daí. Né, ter toda essa atenção acompanhando a escala real da produção. Se o volume de biomassa e de ração que tá sendo utilizado ali for alto, vai ter rigor de monitoramento, ele vai ser proporcional a isso daí, né.
Não é simplesmente falar que enquadrou no mais simples, não, é mais simples, mas é igual falou, é o mais simples É pouca água que tá sendo utilizada, mas é muito resíduo que tá sendo produzido ali naquele ambiente. Quando descarga uma água dessa, você tem que trocar às vezes. Nossa, é complicado. Acho que é mais por esse lado aí.
Impacto é maior, né?
Sim, claro.
Como o impacto é maior, então a rigorosidade é justa e maior. Então provavelmente essa resolução, né, Paulinho, ela veio para ajustar esses pequenos detalhes, essas novas formas de produzir. Não tenha certeza que os sistemas de— ele não tem impacto de construção, mas tem impacto pelo potencial poluidor que ele tem agora.
Perfeito, perfeito.
Isso aí. Então vamos lá para nossa próxima pergunta, que é do Juarez. A nova resolução do CONAMA facilita a regularização do pequeno produtor que trabalha com tanques redes?
Ó, boa pergunta, Joreci, porque a mudança na verdade que tá tendo para essa nova CONAMA aí, pelo que eu entendi ainda, tá, pelo pouco que eu entendi dela ainda, é mudar, é desburocratizar, desburocratizar principalmente para quem é pequeno produtor. É que se a produção, se a produção ela ficar enquadrada ali como pequeno porte, você vai emitir a licença mais simples, que em alguns casos pode ser a licença por adesão e compromisso, que é quase aquela autodeclaratória que eu falei, tá?
Ela seria mais isso daí, você ter um ritual ali, um trâmite mais simples, mais simplificado, onde o produtor vai enviar aí esses dados técnicos aí junto do seu responsável técnico, né, montando isso daí, o memorial de caracterização do empreendimento, um registro fotográfico da área. E hoje todo esse registro ele é feito num aplicativo de celular hoje, que ele pega a data, as coordenadas geográficas e o horário que essa foto foi tirada.
Então hoje tá muito mais fácil você pegar isso aí pelo celular mesmo, fazer tudo isso. Então a licença nesse esses casos, ela vai ser emitida mais rápida, funcionando mesmo próximo daquilo que eu entendo que deveria ser, que é uma autodeclaração, né? Então, e vem para poder facilitar, justamente para desburocratizar para quem é pequeno. Esse é o que a gente espera dessa nova resolução da CONAN, e eu acredito que ela correu para esse lado mesmo.
Então, para a gente confirmar Eu fui buscar aqui agora isso para não deixar dizer que Paulinho tá falando coisa errada. E ele tá valendo, eu tava dizendo, ó, o CONAMA aprovou em 2 de setembro. Vocês estão vendo? Acho que vocês estão vendo, né? Em 2 de setembro de 2026, a nova resolução que atualiza as regras de licenciamento ambiental para aquicultura no Brasil, substitui a antiga resolução CONAMA Lei 11.403/2009. Principais mudanças: novos critérios de porte.
O enquadramento dos empreendimentos passa a se basear no volume de produção e no sistema de cultivo, vinculando as exigências ambientais à escala real da atividade. Ó, o que o Paulinho acabou de falar. Simplicidade para pequenos produtores. Projeto de pequeno porte ganha processos mais rápidos e simplificados, como o uso de autodeclaração e enquadramento de licença por adesão e compromisso a largos Espécies exóticas: cultivo de espécies exóticas alautóctones ou híbridas deixa de exigir automaticamente uma mudança na modalidade de licenciamento, focando o controle no posto do empreendimento e em medidas de monitoramento adequado.
Novos conceitos incorporados: a norma inclui orientações sobre boas práticas, adensamento, prevenção de escapes em massa, sistema de cultivos integrados ou fechados. As diretrizes detalhadas foram debatidas e estruturadas pelo Ministério da Pesca e Agricultura junto ao Conselho Nacional de Meio Ambiente para destravar licenciamentos em grandes reservatórios, trazer equidade no setor. Então, pessoal, o que Paulinho acabou de dizer, não menti não, né?
Não mentiu, o menino não mentiu, não mentiu. Para deixar bem claro para vocês, É isso, não menti. Tem outra coisa aqui que a Rose fez aqui agora, eu nem vi. Bota aqui na tela. Então, o cuidado maior fica com a fiscalização e projeto técnico, que precisam garantir que o sistema suporta a carga sem prejudicar o meio ambiente.
A Rose foi precisa, precisão cirúrgica aí, né? Você resume com perfeição aí o que que é o objetivo da nova CONAMA, né, que é muito de acordo com aquilo que eu venho batendo há muito tempo. Já falei aqui, falei em outras lives, já tive oportunidade de falar isso para ministro da Pesca, para secretários estaduais, que é esse voto de confiança para o produtor. Ele precisa ter alguma coisa, uma licença mais rápida baseada naquilo que ele tá declarando, né.
E só que aí a responsabilidade é muito maior dele também. Você entende que a responsabilidade do produtor e do técnico que faz o planejamento, né, faz tudo isso daí, tem que mostrar exatamente que o sistema suporta aquela carga de exploração econômica sem prejudicar o meio ambiente, né. Então assim, eles têm que apresentar uma coisa que vai dar um voto de confiança. Olha, eu tô falando que isso daqui funciona do jeito que eu tô que eu vou fazer aqui.
E ele tem que fazer, ele tem que provar que aquilo vai funcionar. Então não é como a gente vê, Deraldo. Essa é a importância de você, de você que tá assistindo essa live aqui, acompanhar movimentos como esse daqui, né? A gente tá há 3 horas, mais de 3 horas falando desse assunto. Aonde que você encontra documento denso desse jeito, informação e conteúdo denso como essa que a gente que a gente tá colocando aqui. Não, o que que você encontra nas redes sociais?
É informação rasa, informação rasa. A gente, como é que eu fiz R$50 mil com uma caixa d'água de 500 litros? Cara, pelo amor de Deus, velho, isso aí você sai correndo disso daí. Agora, na hora que você olha, você vê que a gente tá 3 horas martelando no mesmo assunto e umas perguntas bacana, forte, igual essa daqui da Oz, né? Uma constatação, na verdade, aqui que o projetista, que o zootecnista, que o engenheiro ambiental, que o médico veterinário, que o engenheiro de aquicultura, engenheiro de pesca, ele não é simplesmente preencher um formulário, não, muito pelo contrário.
Ele vai ter que provar de forma até matemática que a viabilidade do sistema, seja ela em tanque rede, seja ela em tanque escavado, seja em sistema de alta densidade, carcinicultura, bioflocos, sei lá, ele vai ter que mostrar isso. Ele vai ter um documento inicial provando, olha, vamos fazer isso daqui, beleza, a gente dá o voto de confiança para você, mas a gente vai ter que, você vai ter que provar que isso daí é desse jeito.
Então isso já ajuda a retirar até galera que é aventureira de entrar para poder mexer com isso daqui, que é o que vai, que é o que acaba atrasando, né? Mas a gente espera que essa nova CONAMA vem justamente trazer resposta para isso daqui. Então eu acho que a Rose foi perfeita aqui na Vamos ter que mostrar mesmo, projeto técnico vai ter que mostrar que garante aquilo ali que ele tá falando que vai fazer acontece, não prejudica, né, o meio ambiente.
Então, Rose, obrigado porque deixou bem claro onde vai ficar agora. Eu acho que o que que o Paulinho falou aí, eu acho, não tô certíssimo que falou assim, nem acho. Você vê muita rede social, muitas informações rasas. E aí a gente traz uma live dessa e nossa audiência, por incrível que pareça, não reflete a importância desse tema. Mas batemos a meta aqui, Paulinho, de 124 visualizações. A gente aqui. A gente teve, na realidade, a gente teve um pico aqui de 17, ficamos na média de 11.
A gente teve uma rotatividade muito grande na live, então entra e sai, entra e sai, entra e sai aqui constante de pessoas. Isso quer dizer que o tema é interessante, mas as pessoas com cabeça, né, o momento ali não dá para estar parando para ouvir. O que importa é as pessoas saber que a gente tem um conteúdo que foi gerado aqui extremamente interessantíssimo para vocês buscar informação. O que é que a gente tá em 3 horas? Se a gente botar isso na velocidade 1,5, né, a gente ouvisse menos de 2 horas tranquilamente e ficar por dentro do que aconteceu.
De Valença para Salvador dá para ouvir isso daqui tranquilo, né?
Então, de Valença para Salvador, isso aí. Também 2 horas. Deixa eu ler aqui o que Tuân colocou para contribuir com as falas da gente. Ele fala aqui, ó: a biomassa, quando manejada em ambiente equilibrado, com ajustes físicos, químicos e biológicos constantes, tende a gerar menor carga de poluentes, tanto orgânicos quanto inorgânicos. Isso ocorre porque todo o sistema biológico passa a consumir, reciclar os próprios resíduos, transformando em insumos para sua manutenção.
O que que ele quer dizer com isso? Que nessa nova resolução, você, o produtor, vai ter que ter um cuidado muito maior com a sua água de efluente do seu cultivo. E isso vai ter que usar as tecnologias a seu favor, seja usando biorremediador ou usando os filtros, os decantadores, todos os recursos que você tem para diminuir a carga orgânica que você vai jogar nos recursos hídricos, entendeu? Então o que acontece, pelo que eu vi aqui, Paulinho, vai ter uma maior exigência em termos disso.
Resumindo, maior exigência nesta água que você tá produzindo, vai ter uma rigorosidade maior nessa fiscalização. Foi o que eu percebi aqui nessas entrelinhas que a gente leu esse resumo aqui.
Ou seja, o Tuan vai ter que abrir concurso aí para mais gente poder prestar concurso público aí, para poder trabalhar com ele. Vai ter muita coisa, muito serviço para poder fazer, vai abrir muita vaga aí.
Então, outra observação que ele fala aqui, ó, Na agricultura, porém, o que falta não é tecnologia, mas sim manejo adequado da biomassa total e não apenas dos animais cultivados. Tu já tá dando risada aqui, é, ele vai ter que contratar, fazer observação, concurso, viu?
Tu vai ter que contratar aí, porque não tem, e dá para resolver isso aí. Não tem agente de inteligência artificial para fazer isso aí não, vai ter que ter uma gente para poder mexer, tem que ter o feeling ambiente não dá.
Mas assim, o bom é saber que nós temos recursos tecnológicos hoje para resolver essa situação. Paulinho, irmão, quero agradecer. Já que não tem mais nenhuma pergunta aqui, vou mudar o formato de novo, que meus patrocinadores têm que passar, né? Com certeza. Eu quero agradecer aqui pela sua contribuição pela sua passagem novamente aqui. É um cabra que sempre tá disponível. Toda vez que eu falo com ele, bora fazer uma live, ele, bora, na hora, só me diz a data.
A live dele já era para ter acontecido, só que o rapaz saiu de férias e aí ele não pôde participar no período que eu tinha chamado. Para responder a mensagem, você não tá em campo, sai de baixo. É, ó, mas eu vou terminar de ler aqui a outra parte que tu falou aqui para depois fechar raciocínio. Quando se considera o ecossistema como um conjunto integrado, água, microbiota, matéria orgânica, nutrientes, organismos cultivados, é possível reduzir drasticamente a geração de resíduos e aumentar a eficiência produtiva.
Basicamente o que eu tinha falado aqui. Paulo, irmão, muito obrigado! Acho que a turma gostou. E você Conseguiu segurar Cláudio Tuan em plena quarta-feira na live todinha. Ele só faz isso com poucas pessoas. Ele fez aqui de mais de 3 horas com o professor Augusto. Ele até aqui assistindo a sua. Não é todas as lives que ele consegue assistir, viu? Você tá com prestígio grande no homem.
Audiência extremamente qualificada Pressão em cima da gente aqui para poder falar.
Não é pressa não, é pressão, como diz o povo. É a música de Ana Castela, não é pressa, é pressão. Então, ele, Niraldo, outro do cenário, Maurício Pessoa. Rapaz, Maurício Pessoa nasceu aqui, viu? Então, espaço para você falar aí suas palavras finais. Quer dar mais recadinhos?
Gratidão, né? Só tenho que agradecer, Euderaldo, por mais esse convite de estar aqui. Tô sempre aberto para poder falar desse tema que já tem 20 anos que eu falo e que eu trabalho nele aqui. Eu acho que quanto mais a gente falar, mais profissional nossa aquicultura vai ser no nosso país. Então, certeza, sempre que eu puder compartilhar aqui um pouco do que eu faço, vai ser muito, muito bacana. Então agradeço todo mundo que mandou suas perguntas aí, participa, segue a gente aí, entra lá no Instagram, segue, se inscreve no canal nosso também, tudo é Paulo Roberto Peixes.
E vamos participar do Setembro da Piscicultura Profissional aí, aulas gratuitas toda segunda-feira. Muitíssimo obrigado, tô à disposição sempre aqui para contribuir com o que eu puder.
Então vou pegar uma aulinha com ele aqui para aprender a fazer essas aulas que eles fazem. Essa aula Tu é quanto tempo que você faz?
Então, eu tinha programado de fazer essa aula, posso mexer de novo nessa aula, tá? O setembro da Psicultura Profissional, né? 4 segundas-feiras, toda segunda-feira de setembro, né? São 4, começamos nessa daqui agora. Eu tinha programado para fazer aula de meia hora, tá? Para não tomar muito tempo. É 8 horas da noite, horário de Brasília. Só que veio tanta pergunta, tanta coisa que aconteceu. E o que que eu fiz de bacana? Eu abri no grupo o Geraldo, o grupo que eu tenho, grupo de pessoas que estão acompanhando mais de perto isso daí.
Eu abri no grupo um dia antes para eles fazerem perguntas, porque eu vou dar prioridade para quem entrou dentro do grupo, né, para poder ter essa interação comigo. E aí, cara, eu recebi lá umas 15, 16 perguntas lá. E a hora que eu comecei a responder essas perguntas ao vivo, as pessoas estavam ao vivo e falaram assim: o quê? O cara tá respondendo minha pergunta aqui ao vivo? Aí começava a mandar mais pergunta. E aí eu consegui, aí eu consegui fazer no Instagram também, só que eu liguei o celular, né?
E aí vinha pergunta do celular, pergunta do YouTube, e acabou que passou de uma hora e cacetada, cara. Então assim, eu nem tinha programado, mas como foi pergunta, eu falei assim, cara, vou responder, vou responder tudo que eu der conta aqui. E eu acredito que vai ser daí para cima as próximas aí, que vem a Levino, vem ração e vem acompanhamento. Enfim, é muito bacana. Aí vai dar certo, vai ser, tá todo mundo convidado aí para entrar no grupo lá.
Então vai lá no Instagram, deixa eu botar aqui para vocês. Siga aí, ó, Paulo Roberto Peixes, diga ele e você vai saber ficar por dentro de toda essa aula aí. Entra lá no grupo, eu já tô querendo estar nesse grupo, vou ficar por dentro do que acontece. Segunda-feira, 8 horas da noite. Isso, 4 segunda-feira, já foi a primeira, dá para você assistir no YouTube para ganhar o bônus. Niraldo e eu vamos ficar no grupo hoje ainda, né, Niraldo?
Para Paulo Roberto Peixe. Deixa eu dar meu recadinho aqui, é daqui a 15 dias nós vamos ter dia 23 uma live Um cabra bom. Tem algumas pessoas que vão bater de primeira, que foi uma das pessoas que eu entrevistei no Afé na Cana do ano passado ou ano retrasado, eu não lembro agora. Nutrição de camarão, mas nutrição na agricultura. A gente já tá focado no camarão, mas a gente vai estar falando de peixe, camarão, porque o cabra tem vivência nos dois.
Cara aí de Fortaleza, área dele de atuação lá, região de Fortaleza, Ceará, eu acho que Maranhão. E ele vai vir, é de uma empresa de ração reconhecida nacionalmente e é uma empresa de ponta, certo? Em novembro a gente vai ter, em outubro a gente vai ter umas lives, se eu não me engano, Liguei a agenda aqui. Como todo mundo sabe que a gente faz uma live em outubro sempre falando com o presidente da ABCC, Itamar Rocha. Vou estar lançando as datas, mas a gente tá uma dupla que vai vir, e eu acho que é uma das duplas, da pessoa da dupla passou na nossa live aqui hoje, viu?
Então outubro, as datas vai ser duas semanas seguidas. Talvez a gente faça, por exemplo, dia 7 vai ter uma live, dia 14 outra. E dia 28, que tá na semana da Caça às Bruxas, eu tô, vou ver aqui com Paulinho, com Luizinho, uma turma, se eles querem fazer essa live dia 28, Caça Polêmicas. Tô antecipando a agenda para vocês se ligarem, não perder, tá certo? E fiquem de olho nas nossas redes sociais, acompanha. Amanhã eu tô postando o corte dessa essa live, que eu vou ter uma dor de cabeça.
Já que Niraldo não fez a pergunta dele, corte, vou estar fazendo um corte no Spotify também lá para vocês, entendeu? Fiquem de olho, da de hoje a 15, nossa live sobre nutrição na agricultura com um rapaz de uma grande fábrica de ração no Brasil. Legal. E acompanha a gente porque eu vou estar trazendo mais informações sobre a questão criação de camarão para iniciantes em breve para vocês. Eu tô vendo uma aula aí de 2 horas, vou ver com Paulinho aqui que a dica que ele deu, se eu pego essa aula, em vez de fazer 2 horas de aula, eu fragmento ela em mais vezes, que eu acho que fica até melhor.
E eu venho fazer pelo YouTube, eu faço talvez a transmissão pelo Instagram, e um dia eu vou ver aqui, vou analisar aqui com meu consultor, meu mentor aí da parte de marketing digital, Paulo Roberto Peixes. Sobre isso. Vou mudar o formato que eu quero ver Paulinho grande antes de, né, tomando a tela toda aqui e liberar o rapaz, que já vai dar 11 horas, e dizer muito obrigado. Que precisar da gente, estamos aqui. Só marcar a gente na hora que você quiser divulgar esses cursos aí, marca a gente que a gente tá repostando.
E agradecer nossos patrocinadores, nossos parceiros, e a todos vocês que estavam aqui presentes assistindo Tá certo? Um beijo no coração, fiquem com Deus e até a próxima live do dia 23. Tchau, tchau, pessoal! Fiquem com Deus, tchau!
ABCC
Associação Brasileira de Criadores de CamarãoAEP Bahia
Associação Engenheiros de Pesca da BahiaAEP Pernambuco
Associação Engenheiros de Pesca de PernambucoBiofutura
Soluções biotecnológicas para aquiculturaBiofuturas
Soluções biotecnológicas para aquiculturaComunidade Aqua
Grupo de WhatsApp para aquiculturaCronos Água
Consultoria em aquiculturaFAEP
Federação das Associações de Engenheiros de Pesca do BrasilInstituto de Tecnologia de Pernambuco
Serviços de análise de água, análise de ração, licenciamento ambiental, incubadora de empresas, mestrado profissional em tecnologia ambientalLírios
Laboratório de Cassicultura da UFRPEPanorama da Agricultura
Revista de aquicultura