Episódios de De 0 a 100 na Aquicultura

Live #73 Com Dimitrius Carvalho

28 de agosto de 20263h51min
0:00 / 3:51:30

Essa foi a nossa septuagésima terceira Live do nosso podcast De 0 a 100 na Aquicultura, onde o nosso apresentador conversou com o Engenheiro de Pesca Dimitrius Carvalho, Diretor Técnico na Aquapremium Aquicultura, na qual batemos um papo sobre o tema "A Revolução da Tilápia: Trajetória, Tecnologia e os Caminhos para o Futuro da Aquicultura Brasileira".

Participantes neste episódio5
D

Deraldo

Host
C

Cristiano Clemente

ConvidadoÁrea comercial da Brusinox
D

Dimitrius Carvalho

ConvidadoEngenheiro de Pesca
E

Elias Jacobina

ConvidadoEngenheiro de Pesca
J

José Jacobina

ConvidadoEngenheiro de Pesca
Assuntos6
  • O papel da AT e a revolução tecnológica na tilapicultura brasileiraAT·Brusinox·Processamento de tilápia·Tanque-rede·Filé fresco para exportação
  • A trajetória profissional de Dimitrius Carvalho e o início na aquiculturaAT·Netuno·Engenharia de Pesca·Aqua Premium·Angola
  • A evolução da tilapicultura no Brasil desde os primeiros passosGenética da tilápia·Ambiência·Nutrição de precisão·Sanidade na tilapicultura·Tecnologia da informação
  • A Fundação Odebrecht como ferramenta de desenvolvimento social e tecnológicoFundação Odebrecht·PDCIS·Tecnologia social·Baixo Sul da Bahia·Escola Casa Familiar Rural
  • A importância da representatividade política para o avanço da aquicultura brasileiraPolíticas públicas·Lei da Pesca e Aquicultura·Representatividade política·Reforma tributária·Tilápia do Vietnã
  • A contribuição da área comercial para a inovação e conexão no setor da aquiculturaVenda de produtos aquícolas·Compartilhamento de ideias·Solução de problemas·Tecnologia no campo
Transcrição221 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
DDeraldo

Boa noite, turma! Eita, hoje a gente tá com a música de rock ao vivo ainda. Olha, Geraldo, você já tá aí cobrando horário, é, rapaz? Calma, calma, que o nosso convidado hoje tá aqui. Quem não conhece ele sabe que ele não gosta de conversar. Ele veio comigo com uma conversa assim, a gente vai fazer uma live de 1 hora e meia. Eu disse, Dimitrus, eu conheço você, a nossa live no mínimo é 4 horas. E outra coisa, hein, eu quero fazer uma enquete com vocês, quem tá aqui.

Eu quero saber de vocês o que é que vocês acham da duração da nossa live. Hoje eu recebi um feedback de um professor da UFRB que, para a gente ver se a gente consegue fazer uma live menor, para ver se a turma engaja mais porque dura mais. Eu disse, ó, a gente foca no conteúdo, mas depende muito do convidado. Convidado, quando dá para desembestar, né, Para falar, conversar, não dá regra. Semana passada, retrasada, a gente foi falar na primeira pergunta para professor Augusto e Cláudio Tuante, levou uma hora, pessoal.

Eu tava olhando depois para fazer o corte, é tanto que eu fiz dois cortes, fiz outros cortes para mandar para ele que eu não mandei ainda, né? Eu quero agradecer a presença de vocês aqui no nome do professor Lucemário, Rodrigo, Cleiton, Niraldir, Raio X do Congresso, Elias Cordeiro, deixa eu ver. Até Dimitros apareceu na live. Rogério, rapaz, esse Rogério que ganhou os brindes semana passada entrou aqui às 15 para as 7. E assim, quero agradecer a presença de todos.

Vamos falar, né, hoje, hoje tá uma live de peso. A gente tem aqui convidados, temos surpresa para o nosso convidado.

?Voz B

Né?

DDeraldo

E aí assim, nossa live 73 será com engenheiro de pesca Dimitrios Carvalho sobre o tema A Revolução da Tilápia: Trajetória, Tecnologia e os Caminhos para o Futuro da Aquicultura Brasileira. Esse rapaz faz parte da história da tilápia. Quem conhece Dime de perto, Dime foi meu calouro, lembrando que Dime foi meu calouro na UNEB. É só que o rapaz aí, quando entrou na faculdade, ele já entrou logo pouco depois, começou a trabalhar na área, e aquela revolução que a Tilápia teve ao longo desses anos.

O cabra aí participou ativamente. Ele vai trazer aqui duas pessoas, né, para tá falando, trazendo também a contribuição dessas duas pessoas que trabalhou com ele diretamente. Eu quero aqui, né, agradecer de antemão a disponibilidade dele, porque pense uma pessoa Que a gente teve dificuldade. Luizinho, não sei se tá aí já, mas pensa em uma pessoa que deu trabalho para a gente trazer para fazer uma live com esse rapaz. Esse namoro é antigo para trazer esse rapaz aqui fazer uma live com a gente.

É tanto que na live da chamada ele falou em relação a isso. E vocês não sabem, ele gravou aquela lá, aquele, aquela chamada, e gravou depois outro com a esposa dele. Só que a esposa queria que ele ficasse bonitinho para papai, ele gostou mais daquele primeiro vídeo, igual a mim. Viviane deve estar aí no Instagram assistindo. E Viviane, infelizmente o outro deu problema, outro vídeo não consegui editar para colocar outro, que eu fiquei até curioso para assistir, que eu não consegui assistir.

Se você depois tiver aí, manda para mim para assistir, para ver como ficou. Mas vamos deixar de churumelas, deixa eu mostrar, falar de quem, falar de quem? Dos nossos patrocinadores. Depois eu tenho um recadinho dos nossos patrocinadores aqui, entendeu? É, hoje tá cheio de, ou até de mim entrar aqui vai ter uns avisos. Antes dele chegar, porque quando ele chegar aqui, esqueça o resto. Bora lá, deixa eu ver aqui nossos patrocinadores.

ABCC, Associação Brasileira de Criadores de Camarão, há mais de 20 anos, desde que eu conheço, tá na ABCC, existe igual a Panorama, né? Você que é criador de camarão, quer se associar Fale com as meninas aí através do Zap 849-9612-7575. ITEP, Instituto de Tecnologia de Pernambuco. Você que precisa fazer análise de água, análise de ração, análise de várias outras coisas. E por falar nisso, lá no, no, como é, lá na parte dos seguidores no nosso Instagram tem lá Vocês vão lá clicar no Linktree, que tá no— para quem tá no YouTube, no Instagram, tem um link aí.

Só clicar nesse link aí, vocês vão direto para o Linktree nosso. Tem uma pastezinha lá, nossos seguidores, e tem lá uma pastazinha do ITEP onde tem todo o material, o link, o QR code, como vocês podem estar, como é, podem estar acessando todas as análises que eles fazem lá. Tá certo? Inclusive eu vou estar dando um aviso neste instante aqui de um evento que eles vão estar participando daqui uns dias, tá certo? Panorama da Agricultura, mas mais de 20 anos no mercado, a revista que é referência em nossa área.

Quando eu entrei na faculdade em 2004, teve mais de 22 anos, ela já era referência na área. Então você que quer assinar Panorama, fala com as meninas aqui, com a Dani, com a Fernanda, através do Zap 21 97252-5595 e fala que você assistiu nossa live e que vocês vão ter aquele descontinho. Use lá o voucher do De Zero a Cem na Aquicultura que vocês vão ter aquele descontinho, tá certo? E nossos parceiros, a AEP Bahia, Associação dos Engenheiros de Pesca da Bahia, nossa presidente Raíssa, né?

Fale aí com nossa app através do Instagram, app.bahia, e a app Pernambuco, Associação de Engenheiros de Peças de Pernambuco, presidida por Maria Efigênia. Temos novidade aí, hein? Vai, vão, eu acho, hein, que eu acho que as apps vão estar lá na FENACAN em novembro, em Natal. E você ficou interessado na app, falar com a app através do Instagram, app.pe. Tá certo. E nosso parceiro teve aqui há 15 dias atrás, meu mentor Cláudio Tuan da Biofutura, soluções biotecnológicas para o seu cultivo.

Você que tá precisando de soluções, principalmente agora no inverno, né, a gente ainda o tempo todo, mas no inverno é onde a gente é mais lembrado das nossas soluções. Inclusive tô preparando a postagem amanhã para a questão do El Niño. Da Cultiva e Planta. Vocês vão dar uma olhadinha amanhã que eu postar. Então a gente tá lá, a Cultiva e Planta e Biofuturas, né, trabalhando aqui junto ao produtor, levando soluções biotecnológicas para vocês.

Comunidade Água tá interessado em entrar no grupo? Fale com a Daiana, 11 93 ou 932578701. Grupo no WhatsApp, mais de 500 pessoas. E FAEP, Federação dos Dinheiros de Peça do Brasil, Fale pelo Instagram FAEPBROficial, fale com o nosso presidente Marcos Bravo. Você que é engenheiro de pesca, que quer se associar, no seu estado não tem a FAEP, quer criar, fale com Marcos Bravo. E o grupo de inovação tecnológica, Professor Mateus, pelo Instagram producao_animal_br.

Ficou interessado na pesquisa que ele desenvolve lá, as parcerias, fale com o Professor Mateus no Instagram dele aí, do grupo. Inclusive, nós fizemos a live tem pouco tempo com ele e o Murilo da Bilchem. A live, só vocês procurar lá que tá lá, tá certo? Qualquer coisa pede aqui no chat que eu mando para vocês. E LACAR, Laboratório de Carcinocultura da UFRPE, coordenado pelo professor Luiz Otávio, que em breve estará aqui com a gente.

Já tô anunciando Sem ter alinhado a data com ele, mas já tá acordado com ele. Então fale com lacar@lacarufrpe. E trata águas do nosso parceiro amigo que teve aqui semana retrasada, o professor Augusto. Ficou interessado em fazer análise de água, aquele análise perfil balanço iônico? Fale com o professor Augusto através do 83999720369. Diz que assistiu a nossa live, eu uso o voucher lá de 0 a 100 na aquicultura, que vocês vão estar É conseguindo descontinho, tá certo?

E os realizadores, Cultivo e Plante, né, ficou interessado em soluções aí para o seu cultivo, para aquicultura agora nesse cenário de inverno, de El Niño, que tudo tá bagunçando, vale a pena usar o 759-8148-8697. E você que quer fazer o marketing para sua empresa, para o seu aquanegócio, tem vários produtores, empresas, fornecedores aqui assistindo live, Fale comigo através do Aqualab. Vai lá no Instagram da Aqualab, que tem lá que você faz diagnóstico gratuito com a gente.

No meu Instagram, pessoal, tem lá o Instagram da Cultiva e Plante, da Aqualab e do podcast. Vai lá e não deixa de seguir a gente. Ontem eu postei um material interessantíssimo sobre a questão de marketing para o nosso aquanegócio. E não quer falar por lá, fale pelo Zap 759-912279. 88. Você vai falar comigo pelos dois anos, certo? Deixa eu ver aqui os nossos parceiros aqui, realizadores. Aqualindo, meu parceiro amigo Luizinho, pensou em soluções aquícolas, pensou em Aqualindos, 819-8284-3333.

Inclusive o Bonitinho também faz licenciamento, caso vocês queiram, tá certo? Cronos Aqua, fale com o nosso parceiro amigo aqui, Rafa, que tá descarado, que não aparece mais numa live, tá trabalhando demais. Fale com ele pelo 17981681876, tá certo? E deixa eu ver, já tem uma pessoa aqui querendo falar com vocês. Deixa eu mostrar aqui para vocês. Eita, meu Deus, antes de mim chegar aqui, tem que mostrar aí, ó, ó, ó, quem tá aqui, ó.

José chegou na área, tá virado no 600 hoje desde cedo, né, José? Dá o tchau lá, pessoal. Olá, dá um beijo, pessoal. Solta o beijo, pessoal. Aí. Aí, mas deixa eu ver aqui. Ele tá querendo a caneta. E hoje a animação, um bocado. Dimitro está aqui se acabando, Estúdio da Risada. Mas é assim mesmo, ao vivo tem dessas. Deixa eu ver com vocês. Vai lá, depois você vai trazer minha caneta, tá certo? Não tire não, pera aí que eu tenho que anunciar aqui uma coisa.

Deixa eu ver aqui rapidinho. Não mexe ele não, ao vivo é um problema. Pera aí, vem cá no meu colo, vem aqui, que aí você não mexe. Olá, deixa eu ver aqui, pessoal. Eu tenho, eu tenho um anúncio a fazer aqui do nosso patrocinador que vai estar lá. Deixa eu mostrar a tela para vocês, compartilhar a tela aqui rapidinho. Nosso patrocinador, o ITEP, vai estar na Fentígia de 28 e 29 de agosto. Isso quer dizer sexta e sábado. A ITEP estará na Fenty em 2026 com stand, tudo bonitinho lá.

Inclusive, ó, vai estar lá com a pesquisadora Vivian, Vivian Vasconcelos, vai dar palestra sobre qualidade que gera resultados, análises integradas para uma tilapicultura mais produtiva, no dia 29 às 15:30, né? Vai, ó, tá também lá no stand, você vai estar dando uma olhada. Procure informação. Quem é Fentígia é a— deixa eu ver onde é a Fentígia, para depois tá falando para vocês. É a feira de negócios de lá, Tijá Tobá. Olha, no lado de Paulo Afonso, hein, Paulo Afonso?

Esse final de semana vai estar animado. E aí o que acontece? Vocês vão lá no estande, o pessoal lá para falar sobre análise de ração para piscicultura, né, que a gente já tem. Eles fazem essa análise do ITEP e também análise de água para piscicultura. Vai lá no estande, tire suas dúvidas, procura o pessoal lá. Qualquer coisa pelo Instagram aqui do ITEP, vocês falam pelo site, tem o portfólio também. Vocês quiserem, no nosso Instagram tem o, o quê?

Tem o QR code para vocês olharem. E eu tenho que falar para vocês aqui, ó, isso aqui foi a postagem de ontem, viu? Quem não aparece está deixando espaço para o concorrente. Essa foi a postagem de ontem do Aqualab. Tá certo. E deixa eu ver, o ITEP aqui, ó, tem, ó, para quem tá estudando, quer estudar, tem o, saiu edital para o mestrado do ITEP, tá certo. Vai lá na nossa, nosso Instagram, no nosso feed que tem lá a postagem, tá legal.

E a última notícia aqui é sobre o curso, o curso, eu vou falar aqui sobre a programação do curso de Santiago, Gestão Sanitária e Antilacicultura, no dia 29 em Paulo Afonso, pessoal. Então, Paulo Afonso, movimentado esse final de semana, ó. Quem quiser, tá lá o Instagram da Kivete e no nosso, que a gente fez collab. A programação do curso começa dia 29 às 8 horas da manhã. E aí tem Panorama do Desafio Sanitário da Tilapicultura no Nordeste, depois tem Eventos Climáticos e seus Impactos sobre a Sanidade da Tilapicultura, a Estrutura da Gestão Sanitária Integrada na Criação de Tilápias, isso já 2 horas da tarde, e depois a Estratégia Nutricional como Eixo de Gestão Sanitária.

Então temos 4 temas a serem discutidos durante a live, a live, o quê? Durante o curso de Sanidade, Gestão Sanitária na Tilapicultura. Né, dia 29, em Paulo Afonso, no Hotel San Marino. Se vocês entrar aqui, se inscrever no site deles, ainda tem vaga. A inscrição é R$900, tá certo? É muito conteúdo para ser falado nesse tempo aí. Santiago está vindo lá do interior de São Paulo para isso, tá legal? Era isso que eu queria falar para vocês, anunciar aqui.

Vamos convidar né, trazer nosso, nosso convidado. Já fiz, já enrolei um bocado aqui. Deixa eu ver aqui quem tá, chegou aqui antes de falar para ele trazer ele. Deixa eu ver quem entrou aqui depois. Cleiton Passos chegou, JP Andrade, João Paulo aqui de Valença, Mário chegou também. Deixa eu ver quem mais. Ismael, Júnior Santana, Fatinha, nossa professora de imitar, na área. E Júnior Gonçalves, tá certo? Deixa eu trazer nosso convidado.

José hoje tá virado. Mas antes de trazer nosso convidado, vou mudar o formato aqui que eu tenho que mostrar os patrocinadores. Já tá aparecendo aqui em cima, né, que nada mais justo nos patrocinadores aparecer aqui, que a gente só tá aqui por causa deles. E Jimmy, seja bem-vindo, fique à vontade, meu irmão. Esse rapaz deu trabalho para vir. Se apresente aí para turma.

DCDimitrius Carvalho

E aí, pessoal, boa noite. Caramba, Deraldo, a gente nem começou a live e eu já tô nervoso. Tô vendo tanto amigo aqui, cara. Bicho, é quando você vê que você conhece gente demais ou trabalhou com gente demais. Eu comecei a ficar preocupado. Rodrigão Watanabe, boa noite. Memas, meu irmão da vida, cara, um dos meus melhores amigos. Trabalhei com ele na Juliana. Julinho Fernanda, presidente Tancredo Neves, trabalhamos junto na Fundação Odebrecht, no PDCIS.

Elias Cordeiro, grande mestre, grande professor. Quem sou eu perto desse cara? Esse cara me ensinou tanta coisa e foi quem me Foi meu primeiro contato com a agricultura. Jacobina também, cara fora de série, sabe? Cleitinho, meu irmão, começou na AT, nos encontramos novamente no projeto da Fundação Odebrecht, né? Fernandão, Fernando Xange, Angola, Fernando, Everaldo, Angola, Iracelma, João, Cláudio, Jorgita, toda a turma da OpenSea, César Apache, Dilmo, Manuel, Ilírio Compota, alô Toninho, LN2 Psicultura Angola, Nelson Cardoso.

Enfim, é tanta gente, tanta gente de tanto canto, bicho. E eu sou um cara, um dos caras mais privilegiados que eu conheço. Eu tive muita sorte porque Eu só trabalhei com gente boa, bicho. Eu paro, penso sobre tilapicultura e agradeço a Deus o dia que Deus colocou na minha vida a atividade da tilápia. Quero te agradecer, Deraldo, do fundo do meu coração. A live demorou a sair, mas é porque eu não achava justo a gente falar sobre a experiência profissional ou qualquer coisa do tipo, falar da Aqua Premium, né?

Eu queria fazer uma homenagem à atividade que mudou minha vida e que mudou a história do Brasil. Que é a apicultura, pela qual eu sou apaixonado há 24 anos dos meus 48 anos, que eu dediquei metade da minha vida para ela e espero dedicar muitos e muitos anos mais. Então boa noite para todo mundo. Niraldinho, a gente não trabalhou junto, mas você tá no coração, viu, velho? Então boa noite a todo mundo.

DDeraldo

Olha, meu microfone hoje vai mutar um bocado, viu, pessoal? Vai mutar um bocado porque José tá daquele jeito.

DCDimitrius Carvalho

Segredo de José é que ele passou eu não sei quantas vezes. Eu tentei contar, mas não consegui, na fila da beleza. Vai ser bonito assim, vai ser bonito assim Hollywood, bicho. Tá doido, que menino lindo é esse que tu fez, cara? Seguramente ele puxou a Nalu. Você acha que alguém tem dúvida? Põe ele na tela aí, a gente tá vendo aqui. Ele puxou.

DDeraldo

Puxou a mãe.

DCDimitrius Carvalho

Graças a Deus, por isso que a gente casa com mulher bonita, pô.

DDeraldo

Então é para isso que é possível puxar a mãe. Ela tá aqui rindo aqui, você acabou de rir. Ó, você tá com a moral da zorra. Eu não, a única pessoa que eu botei vários aqui, mas Leandro Faleta tá em Portugal. O fuso, imagina o fuso, acho que é 5 horas.

DCDimitrius Carvalho

5 horas. Leodinho Faleta, Lilian Faleta em Portugal.

?Voz D

Nossa!

DDeraldo

Só gente boa, velho. Acho que a primeira vez que falei para assistir ao vivo. Você tem mais moral que eu, falei.

DCDimitrius Carvalho

Você é doido, professora Fátima, minha diretora maravilhosa, incrível, minha professora. Satisfação ter você aí ouvindo a gente, dedicando esse tempo. É demais isso aí.

DDeraldo

Olha, todo, tem várias pessoas aqui, vai dando uma olhada aí, você vai ver. Várias pessoas aqui. A gente já tá com 22 simultâneos aqui no YouTube. No Instagram a gente tem mais uns 10, que lá a rotatividade é muito maior, né? E aí vai passando várias lá pessoas. Eu tenho que ficar até depois, de vez em quando eu tenho que ir lá no Instagram. Olha, eu já ganhei hoje aqui um presente. A Viviane já disse que, meu gatão, você já ganhou à noite.

Ó, deixa eu dizer, pessoal, eu disse a Jimmy, ó, Jimmy, que ele queria fazer uma hora e meia. Se, Jimmy, do jeito que você conversa, essa live vai durar 4 horas. E aí eu quero saber de vocês que estão aqui, tanto Instagram como no YouTube. Hoje me perguntaram, ó, tenta ver se faz uma live menor, porque tem gente que a turma já quando vê sabe que a live vai demorar, já não entra para assistir. A gente foca muito em fazer o conteúdo, eu sempre Pensei nisso desde o início com o Luiz.

A gente tem ajudado muita gente, cara, nosso conteúdo. Tem professores de Rondônia dos cursos lá de engenharia de pesca, ele vai me acertar, particular. E assiste nossos conteúdos para se basear as aulas para você descer, entendeu? Olha, até Santiago tá aqui, ó. Dorme cedo, realmente dorme cedo, Santiago. Hoje você vai ouvir um pouquinho, no final de semana você vai ver Dimitris que eu usei. Marcelo Lima também tá na área. E aí, o que acontece?

Depende muito do convidado, e o convidado às vezes quer falar, então a gente deixa falar. Porque às vezes a gente fez esse negócio tão descontraído para vocês que na hora que o convidado relaxa, desatina falar, tá entendendo? Mas vamos começar, que a gente já tem aqui quase meia hora só enrolando, né? Mas bora lá, ó, Jimmy. Fala um pouquinho para gente, para turma conhecer o seu histórico de carreira, os trabalhos desenvolvidos.

Mas não fala tudo não, porque o primeiro bloco a gente vai falar sobre a sua trajetória profissional um pouquinho, tá certo? Só dá uma pincelada para turma ficar um pouquinho curiosa e não sair da live tão cedo.

DCDimitrius Carvalho

Bom, gente, eu comecei, eu na verdade voltei para minha cidade, para Paulo Afonso, em 2001. Eu tava morando em Recife, vim pra Paulo Afonso e em Paulo Afonso fiz uma seleção. Existia uma prova, uma multinacional tinha se instalado aqui e tava começando um negócio que eu nunca tinha ouvido falar, que era cultivo de tilápia, né, criação e beneficiamento de tilápia pra exportação. E eu tava procurando trabalho, eu era estudante de administração de empresas, tinha acabado de trancar a faculdade em Recife e vindo pra cá, voltado na verdade pra Paulo Afonso, devido a um acidente que eu sofri, enfim, uma longa história.

E nessa seleção eu fui aprovado e conheci um projeto chamado AT. E a AT era uma coisa completamente fora da curva, fora de todos os padrões que eu já tinha ouvido falar. Era uma empresa que tinha um capital tecnológico americano e um capital financeiro brasileiro. Que era dos donos da Maricultura Valença, que era do Grupo MPE. Então eu tive a sorte de passar nessa seleção e começar a trabalhar na AT. Então da AT trabalhei na indústria, entrei carregando caminhão e descarregando caminhão, lavando o chão.

Quando eu vou lá hoje, a Netuno, né, agora Agrofishing, eu digo, ó, eu lavei esse chão aqui, tá? Esse chão aqui, cada equipamento desse eu lavei. Então eu limpava chão mesmo, descarregava caminhão. E graças a Deus, com o passar do tempo, eu fui prosperando na carreira, prosperando na empresa, e fiz uma seleção para Netuno. Também fui bem-sucedido, mas precisava ser engenheiro de pesca. Então fui dispensado na análise de documentos.

Na análise de documentos, eu voltei para Paulo Afonso, voltei muito triste porque Era uma proposta financeira muito interessante e decidi que naquele momento ali eu precisava dar uma mudada na vida. Paulo Afonso tinha um curso de engenharia de pesca, fiz engenharia de pesca e já no primeiro ano do curso de engenharia de pesca eu fui trabalhar na levinagem, mas consegui uma consultoria que me rendeu um ano e meio de universidade só em uma consultoria.

Na Adamata Agronegócio. Fui fazer uma reforma, um CIF, para Adamata implantar o Hassap, o APPCC da Adamata Agronegócio. Da Adamata Agronegócio, depois a gente fez uma montagem de linha para tilapicultura, tudo começando, né? Noronha Pescados pegou um contrato com a Netuno e Guilherme Blanco precisava de uma linha de tilápia, e através de Jacobina eu fui montar, e eu e o Edmilson Herculano, hoje gerente da Rio Grande Pescados lá em Conceição das Alagoas, um beijo para ele, para esposa, para o filho, cara fantástico.

E aí eu fui com Edmilson para montar essa linha, depois com Ricardo Batista na Camutanga Pescados, a gente deu alguma orientação por lá, depois dentro do, ainda estudando isso, estudando engenharia de pesca, né? Ainda estudando engenharia de pesca, pegamos uma consultoria onde hoje a minha empresa, né, era Lute Aquicultura na época, e hoje a minha empresa tá lá com a Premium, tá lá naquele local que nós ajudamos a montar e que montamos uma levinagem lá.

E caramba, se eu for detalhar vai demorar demais, porque aí depois disso Eu virei consultor do município, entrei na Guabi, trabalhei na Guabi, da Guabi fui para Fundação Odebrecht, na Fundação Odebrecht uma história muito curiosa, a gente vai detalhar mais na frente, porque lá eu conheci uma nova realidade da agricultura, fui para um—

DDeraldo

Calma, Dili, calma, calma, não fala todos os detalhes não.

DCDimitrius Carvalho

Fundação Odebrecht, eu saí, fui para a Pratigia Alimentos, Pratigia Alimentos Matsuda, Matsuda Aqua Premium. Só que eu já tinha Aqua Premium mesmo quando já tava na Pratip. Fundei Aqua Premium, saí do Baixo Sul. Saudade do Baixo Sul, caramba, lugar lindo, maravilhoso. Mas eu tinha muita vontade de voltar para cá. Voltei para Paulo Afonso para casar e ter tempo para família. E é a grande virada. A grande virada é quando você entende que o ativo mais caro que existe é o tempo.

Quando o dinheiro não sobrepõe o tempo. O dinheiro é o ativo mais abundante do mundo, ele é importante, a gente precisa dele demais, a gente não vive sem ele, mas o único que não pode comprar e o mais escasso e que você não dilata e que você não tem como alterar é o tempo. E então eu preferi retornar e me casar com a minha mulher e ser pai dos meus filhos. Que é a minha profissão número 1. Eles, a única coisa que eu amo mais, eu amo primeiro a Deus sobre todas as coisas, e toda honra e glória ao Senhor, a minha família e a aquicultura, né?

Então vim para Paulo Afonso, montei a Aqua Premium, ainda dei consultoria em algumas empresas aqui. E aí, a convite de um grande amigo, de um cara que é muito importante dentro desse processo. Eu fui dar a primeira consultoria em Angola, fiz a primeira, fiz a segunda, fiz a terceira, fiz grandes amigos lá, pessoas importantes que me deram uma de novo, uma nova visão. Se eu fui pai, eu tava planejando, não, vamos comprar isso primeiro, não, primeiro tem que ter uma casa, não, agora tem que ter um não sei o quê.

Agora empurrando o filho para frente, fui para Angola, conheci lá, o cara tinha 5 filhos, outro tinha 8 filhos, eu olhei e disse Putsgrilo, o que que eu tô esperando? Liguei para Viviane, disse: amor, para o anticoncepcional, eu tô chegando aí, a gente precisa acelerar as coisas e vamos fazer o que tem que ser feito. E assim foi, né? E estou na Aqua Premium até hoje e agora retomando aí algumas consultorias internacionais. Fui à consultoria para Embaixada Zâmbia, Namíbia, para Zâmbia Um abraço aí para toda a turma, para Cris, para Tayana, para toda a turma da Embaixada da Zâmbia, né?

Um abraço para o embaixador, ex-embaixador Samuel Nuyoma, um abraço para Rita lá na Namíbia, falando em português, né? Mas eles, como passaram um bom tempo no Brasil, vão entender o que eu tô falando. E depois dessa experiência Né, a gente, eu realmente aquietei muito tempo, né. João Manuel tava aí na live e fez, oxente, Dimitris, onde é que você tá, que eu não lhe vejo mais. Então na live de João Manuel ele tomou um susto, né, sabia nem que você tava por aqui.

Mas enfim, depois disso fiquei só com a Aquaprem mesmo. Nós transformamos a empresa, fechei a consultoria e transformamos a empresa só no laboratório da levinagem. Fizemos aquisição da TilaMax, fomos a primeira empresa a trazer a TilaMax para cá. Viu, Francisco? Nós somos a primeira empresa que trouxe TilaMax para o Nordeste, e eu provo, viu? O recado tá dado. Então trouxemos TilaMax para o Nordeste e continuamos aí atuando na área de alevinagem.

E agora eu vou ter que fazer, realmente vou ter que voltar à Angola também, através do Adriano Freire, esse cara que me abriu tanta porta. E devo voltar agora para dar uma assessoria na OpenSea, onde vocês estão vendo aí Fernando e toda a turma da OpenSea, que eu tô dividindo aí com Rodrigão Watanabe, Rodrigão Watanabe Lima, né, que tá Rodrigo Lima aqui no chat. Ô, Elis Leste, eu não fiz a barba não, viu? Aí, ó, tô de barba aí, fazendo que eu fiz a barba.

Quem fez a barba foi você que vai viajar amanhã, rapaz. E é isso, resumindo, foi isso aí. Mas aí, enfim, só isso, viu, pessoal?

DDeraldo

Só isso. Desculpe, vale mais. Quer falar mais? Eu vou falar, vou dar uns recadinhos antes para a gente começar. Só isso, vocês viram que na chamada, no vídeo da chamada que tá lá no Instagram e no YouTube Ele tava bem barbudo, né, cabeludo. Aí ele foi, mandou a foto para mim, cabelo raspado, barba raspada. Isso, que diferença da porra! Ainda me tirou uma foto para eu editar ela, deu um trabalho, menino, mas eu consegui. Ah, deixa eu só dar um recadinho aqui, ó, de, de, de, de, para aproveitar que Santiago está aqui.

Se estiverem com dúvida, fala com ele aí no chat da nossa live. Eu fiquei Olha só que satisfação que a gente tem! Olha a moral de Santiago, está aqui nos assistindo a live. Dimitros, que vai estar ministrando o curso no sábado em Paulo Afonso, o curso de Gestão Sanitária e Agricultura. O link tá aí, o endereço tá aí no chat, tá aí aparecendo na tela, tá no chat. E o Santiago acabou de me falar aqui, ó, só restam 4 vagas e o curso lotado, tá certo?

Mas deixa eu dar um recadinho para vocês aqui antes. De a gente entrar no primeiro bloco com as primeiras perguntas. Pedi para vocês seguirem o nosso Instagram. Nós passamos de 12 mil seguidores, viu? Já passou de 12 mil seguidores. Nossas estatísticas estão subindo, tá dando um trabalhozinho, mas tá subindo, né? Tá dando trabalho. Vai lá, quem tá no Instagram que tá assistindo pela primeira vez, vai lá, segue a gente. Quem não tá, tá no YouTube, vai lá, segue a gente também.

Tá certo? Ó, e aproveita, já que vai seguir a gente, segue o Jimmy, @dimitroscta, né? Prêmio, inclusive aquela foto da chamada da live, eu fiquei catando que esse filho da mãe não mandou para mim uma foto. Eu fui no Instagram da Coprêmio, vai, vou olhar aqui se tem alguma foto. Quando eu vi, eu disse, rapaz, eu conheço esse lugar. Quando eu vi, essa é a barragem de Paulo Afonso. Eu disse, aí quando eu olhei, fui lá e consegui baixar a foto e botei No encarte, assim, a foto ideal aqui para live com ele.

Ficou massa, deu, consegui, tô fazendo as mágicas. E pedir para turma que tá assistindo a gente para seguir a gente, não deixar de curtir, compartilhar, se inscrever em nosso canal no YouTube. Estamos com 900 e quanto aqui? Deixa eu ver, deixa atualizar a página para dizer a vocês. 911 agora. Seguindo a gente. Estamos na batalha para chegar a 1000 seguidores, certo? 9000 seguidores, vai lá, assista a gente. Deixa eu ver o que que Niraldo tá falando aqui.

Criar é a pergunta do corte. Calma, Niraldo, calma, calma, calma, calma, calma, calma. Você tem um bocado de pergunta aqui, mas a pergunta do corte quem sabe é a sua. Agradecer também aqui as pessoas que não chegaram pela primeira vez, ó. Eu acho. A Doutora dos Festes está na área aí, pessoal. Aproveita e segue ela também aí, ó, o arroba dela aí, viu? Só achar. A moça aí sabe para caramba também, viu? Aí sabe. Você dá uma olhada no Instagram dela que você vai ver o conteúdo que ela gera também.

Então bora lá, nosso primeiro bloco é trajetória e construção profissional. Jimmy já deu uma pincelada aí do que ele falou. Ele vai agora dar uma aprofundada um pouco maior. Porque no segundo bloco temos dois convidados para chegar, né? Dois convidados dele aí para chegar. E vou deixar ele, uma pessoa, Jimmy, me mandou um vídeo neste instante aqui. Passe durante a live. Então eu acho que é relacionado ao segundo bloco. Segundo bloco a gente vai mostrar aí, já É uma coisa, acho que, se eu não me engano, alguma coisa relacionada com a ATE.

Então a pessoa mandou para mim, passe aí para matar a Dime do coração. Bora lá, vamos lá. Primeira pergunta: como foi sua trajetória profissional até chegar com a Prêmio? Que você já falou um pouquinho. Qual foi o momento em que a arquitetura passou a ocupar um papel central na sua carreira? Eu acho que você já falou um pouco aí. Dá uma sintetizada para turma que chegou agora, pode ser que não tenha visto. Mas fala aí um pouquinho, que até eu estou curioso, não sabia desse detalhe, que você tava trabalhando antes de entrar na área.

Com certeza, esse detalhe eu não tava sabendo. Olha, eu conheço a Jimmy desde quando? Jimmy foi meu calouro, pessoal.

DCDimitrius Carvalho

Então, 2005, verdade. Antes disso, eu tenho que mandar um abraço grande para Santiago, né? Santiago A gente conheceu o Santiago, acho que ele tava fazendo o doutorado dele ainda. A gente tava com um problema lá de tricodina, mas a gente não sabia o que era lá na Aguavale. E ele chegou e eu vi Santiago desde o comecinho, quando ele era aluno ainda, e hoje é essa referência incrível. Bom, eu acho que eu falei um pouco. Quando a aquicultura passou a fazer o papel central na minha vida?

Ela passou a fazer o papel central na minha vida em 2001. Quando eu descobri que o projeto existia, eu acho que todo mundo vai lembrar de Felipe Soazo, todo mundo que é da Uneb, claro. Felipe Soazo, eu cheguei em 2001 e tava nesse processo de recuperação da vida, da carreira, de reestruturação. Eu tinha, era um cara muito, muito jovem, né, e tava, já tava vivendo um desafio muito grande. A minha vida tem uma série de desafios aí, quem Quem convive comigo na intimidade sabe, sou um cara que perdi os pais muito jovem, perdi os pais aos 9 anos.

Então eu tinha voltado para cá para fazer essa reestruturação de carreira e eu encontrei Felipe. Felipe disse assim: Dime, eu tô fazendo um curso chamado Engenharia de Pesca. Disse: Rapaz, eu conheço um cara que faz esse curso aí, é Márcio Daniel. Ele me falou que existe esse curso, eu não sabia nem que existia. E tem Paulo Afonso? Tem, tem Paulo Afonso. E tem uns americanos e a gente tá com um projeto e a coisa é muito grande e tal.

Então ali a aquicultura foi despertada em mim. Eu disse, caramba, como é que eu faço para entrar nessa tal dessa empresa? E aí fui ler sobre o assunto. Naquele tempo não tinha internet, não tinha nada. Você tinha que pegar a Gazeta de Paulo Afonso, você tinha que ter alguém que tivesse visto aquilo acontecer. E eu fiz uma seleção, fiquei em primeiro lugar na seleção, fiquei em primeiro, Flavinha ficou em segundo. Um abraço para ela, tá em Maceió.

E ali, Niraldo, quando eu entrei naquela fábrica e conheci a Écio e Elias, que eu conversei com aqueles caras, a Écio tinha vindo do sul da Flórida, mas na verdade ele tava fazendo o doutorado dele acho que em Tucson, no Arizona. Elias vai falar um pouco disso. E Elias eu acho que tinha vindo de uma experiência nos kibbutz de Israel. Elias tava vindo de Israel, tenho quase certeza. Mas ele vai contar, eu acho, isso aí também, que eu acredito que ele vai fazer uma participação, que ele tá aqui. Então vai os dois, ele e Jacobina, né, Maria? Divide com Elisa e Jacobina.

DDeraldo

Meu Deus do céu!

DCDimitrius Carvalho

E aí, quando eu conheci esses caras, eu lembro que eu chamei Edmilson e disse assim, cara, isso é o futuro, esse negócio aí vai dominar o Brasil. A gente ouvia falar em Cornish Fish, tudo era— a gente tinha o Ian, que era um escocês trabalhando com a gente, um Jeremy, e tinha um cara que tinha vindo do México, um equatoriano, um dos caras mais competentes que eu conheci na vida, Raul Barreiras, que deu para mim naquele primeiro momento já a dimensão do que a gente tava fazendo, disciplina, né?

A gente tinha uma ideia do continuous improvement, que era aquele pensamento americano instalado. Imagine aquilo dentro de Paulo Afonso, cara, era completamente impensável a gente viver aquilo, aquela experiência. Gente do mundo todo. E ali eu tive a certeza que eu tinha que dedicar minha vida àquilo, que aquilo era onde eu tinha que me abraçar, ali era onde eu tinha que dedicar. E veja, a Tilápia Ela, apesar de hoje a gente parece tão simples, né, todo mundo entender a versatilidade, o domínio de cadeia e tal, mas, cara, naquele tempo tilápia era peixe de esgoto, cheio de espinha, ninguém queria, peixe com gosto de barro, sabe?

E quando a gente fez aquele produto naquele nível, até então a gente não sabia o que era geosmina, até então a gente não sabia o que era cianoalga. Nada, esses caras que sabiam, né? E no primeiro contato, 2002, eu entrei para trabalhar, eu disse, isso é o futuro e eu vou me abraçar nisso aqui, né? Então, de lá para cá, no máximo 24 anos, mas ela passou a fazer um papel central na minha vida no contato que eu tive não com a tilápia, que a tilápia não foi ela que me encantou, Que me encantou foram os grandes professores que eu conheci dentro da Tilápia, né?

A Tilápia, como qualquer outra atividade, ela é a conexão de pessoas. Ela é ainda— as pessoas é quem fazem, as pessoas que fazem todas as coisas. Aí a pesquisa do fichário das pessoas, mas tudo é feito pelas pessoas. O robô é feito pelas pessoas. Então, o papel central, 2002.

DDeraldo

Tá mudo, hein? Eu vou ter que dizer, mas o Zé tá na cozinha assistindo desenho Homem-Aranha dele lá. Agora acho que vai ficar quietinho. Meu irmão, acorda cedo para assistir Homem-Aranha. Eu não aguento mais assistir Homem-Aranha com ele. Então, 2002, eu ainda tava, que tinha começado a fazer, não tinha passado no vestibular para o que eu queria, tá no IFPA fazendo pós-médio em informática, primeira turma. Eu comecei a pensar em engenharia de pesca depois que a Alex passou aí em Paulo Afonso.

DCDimitrius Carvalho

Legal.

DDeraldo

Acho que depois do primeiro semestre que ele conversou comigo Como eu queria fazer Biologia Marinha, quando ele chegou conversando comigo sobre o curso, ele disse, é esse o curso. Só que aquela coisa, né, a gente imaginou Biologia Marinha, só que eu não me liguei que era para o Afonso, água doce, né? Mas bora lá, passei em 2004, fui. Jimmy foi meu calouro em 2005, Analu foi a turma anterior, que Clarinha daquele Valença tinha ido, acho que Clarinho foi a primeira, e Alex, Alex foi a primeira da turma.

Alex foi quando entrou o curso, foi a primeira turma. Alex tinha sido colega meu de cursinho, e aí foi para lá. E aí Paulo Afonso é o que é hoje. A gente pegou esse início de Paulo Afonso, e eu tô igual a tu, vira e mexe eu tô querendo desculpa para Paulo Afonso. Tô vendo aqui se eu vou conseguir ir para o curso Santiago ainda. Até agora ainda não. Ele me mandou mensagem de manhã cedo, eu não consegui responder ainda. Ele, seu Vô, não, porque eu tô tentando ver se eu consigo ir.

Mas é assim, o curso é apaixonante. Eu não conheço uma pessoa que seja engenheiro de pesca, quem te fale em qualquer lugar do Brasil que não seja apaixonado pelo curso. Igualmente as pessoas que são engenheiros de agricultura, os agrônomos, zootecnistas, biólogos que trabalham na nossa área. Não tem um que não trabalha na nossa área, que a gente sabe que tem várias profissões que trabalham segmento no ar com negócio e que não seja apaixonado.

A gente vê essa paixão bastante nos eventos, naqui show. Ah, não posso esquecer dos médicos veterinários também, e os agrônomos foram os primeiros a entrar a trabalhar na nossa área, né? Isotecnista também. Então assim, eu não vejo ninguém nesses eventos que a gente vai da área. UFC, por exemplo, até UFC agora essa semana que vem, tenho certeza que até essas profissões toda lá. Tá entendendo? Então assim, todos são apaixonados pelo nosso, quem tá trabalhando na área são apaixonados.

E bora lá, né, falar um pouquinho dela. Você acompanhou a transformação da tilápia no Brasil desde os primeiros passos. O que mudou na produção e na visão de mercado sobre esse peixe?

DCDimitrius Carvalho

Ixi Maria, mudou foi coisa, viu? Só fazer um parêntese, Alex, grande abraço, meu padrinho de casamento, meu amigo, cara que para mim em alevinagem, bicho, em larvicultura, esse cara é a minha grande referência. Então é fera demais, é fera como pessoa, coração gigante, é um profissional fera, disciplinado, competentíssimo, e é um cara Um cara diferente, né? O cara tá no lugar especial no meu coração. Bom, o que mudou, Geraldo?

?Voz B

Mudou tudo.

DCDimitrius Carvalho

Veja só, se você for— vamos abordar isso de maneira ordenada: genética, ambiência, sanidade, nutrição. Genética, ambiência, sanidade, nutrição. Genética: o peixe que nós começamos era uma chitralada que tinha sido trazida para o Brasil em 98 pelo Paraná, que o Denox pegou uma parte dela, partilhou com a Baía Pesca e iniciou os primeiros experimentos de cultivo de tilápia. Então veja como a nossa atividade é nova. 98, chegou um lote de chitralada.

Não tinha tilápia? Tinha. A piscicultura da Chesf, desde a década de 70, de 1970, trabalhava com tilápia, rendale, com moçâmbica. Então, genética chitralada, 98. Hoje a gente tem uma Gift Tilamax, que é um animal com a precocidade gigantesca.

DDeraldo

Ambiência.

DCDimitrius Carvalho

Vamos falar o quê? De probiótico, de prebiótico, de biosfactante, de biorremediador? Isso não existia, cara, pelo amor de Deus, não tinha nada disso. Era piscigranja, uma granja de porcos, caía o resíduo, o porco é 3 para 1, né? Então boa parte daquele resíduo tinha uma nutriçãozinha preservada e aquilo era lavado caía dentro do tanque. Imagine como era a ambiência desse tanque. Então não tinha nada disso, não tinha biorremediador, não tinha.

Isso era uma coisa que a gente não imaginava. Hoje, hoje a gente tá quebrando tensão superficial da água para soltar o fluxo nutriente e facilitar a entrada de oxigênio, que vem por difusão, né? Então genética, ambiência. Nutrição. Nutrição, quanto mais proteína, melhor. Quanto mais proteína, melhor. Fomos para Proteína Ideal. Depois da Proteína Ideal, onde você avalia a cadeia de aminoácidos, que a gente conseguiu reduzir os teores de proteína e obviamente reduzir drasticamente a poluição do ambiente, o nitrogênio e fósforo residual.

A gente entra nos prebióticos, né? A gente entra nas estruturas enzimáticas. Então enzima com enzima, aí você vai ter fitase, mananoglicosacarídeo, blend de ácidos orgânicos. Então veja, a nutrição ela começa a ficar mais específica. Você tem uma nutrição para liberar a gametogênese, muito focada em reprodutores, um mecanismo de EPA, enfim, aquilo que a gente falou que os meninos falaram, o Murilo e o outro rapaz que teve aí, né?

Mateus e o Murilo, né? Então a gente já começa a fazer uma suplementação de probióticos, a gente vai tentar aumentar essa área ciliada, a gente vai tentar reduzir o tamanho desse nutriente, a gente começa a hidrolisar, hidrolisar e reduzir a complexidade de absorção. A gente começa a trabalhar essa nutrição de precisão. Tão longe para caramba ainda do que a gente precisa, mas a gente tava lavando, porra, cultivo de porco. É um salto dantesco, né?

Então, sanidade, porra, não vou nem falar de sanidade. Santiago tá assistindo, eu vou passar vergonha. Ele tá falando de vacina autógena, porra. Falar nem de vacina, que vacina? A gente até ia pensar, porra, como é que vai vacinar a peste? Tinha vacinação por imersão, tá, gente? Isso aqui não, não, ninguém fala não. A gente sabia que fora do Brasil tinha vacinação por imersão. O Elias já falava isso para gente, o próprio Aécio já falava isso para gente lá na AT, né?

Mas O que a gente tem hoje de coletar uma cepa, veja, a primeira vacina autógena que eu tomei conhecimento foi a vacina da que fica lá no Rio Grande do Sul, dos espanhóis. Enfim, acho que é Ibra, acho que é Ibra. E aí eu conheci o CEO deles aí em Nesse hotel, Deraldo, Portal das Águas, é esse hotel Portal das Águas que fica aí na entrada de Ituberá. Eles estavam hospedados aí, eu tava hospedado aí também, e a gente falando que não existia liberação de vacina autógena no Brasil.

E eles estavam esperando e perguntaram, pô, você conhece alguém lá em Brasília que possa dar uma orientação para gente? Um advogado, alguém que consiga dizer para gente para onde é que a gente vai, que a gente não consegue liberar isso no Brasil. Então veja, lá atrás, sabe, hoje é vacina, hoje é antibióticos, hoje é análise em tempo real. Veja, a gente no CDTA, Geraldinho, a gente não conseguia nem ver aquilo terminar, pô. Hoje a gente tem empresas coletando sepas, mandando, fazendo diagnóstico, ajustando vacina e ajustando medicamento, enviando.

E veja, a sanidade ela tá diretamente ligada com a nutrição, ela tá diretamente ligada com conforto zootécnico. Então é o nosso, são esses 4 eixos da tilacultura e da aquicultura de maneira geral. E tem uma terceira coisa que a gente fala muito pouco, que é a tecnologia da informação, é o cultivo de célula, é o filé feito de cultivo de célula. E é isso, o futuro é isso aí. Então veja, nós começamos do peixe de esgoto espinhento, com gosto de terra, que ninguém queria, que demorava 1 ano para dar 700 gramas, 650 gramas, para o que a gente tem hoje com o nível de controle que a gente tem hoje, imaginando que vamos olhar para o frango, a gente tá longe, falta chão ainda para a gente percorrer.

Eu acho que antes disso tudo vira cultivo de célula, e o cultivo em água vai ser um peixe de nicho, assim como é um nicho de orgânico. Eu acho que a gente vai ter cultivo de peixe como um nicho, mas não uma coisa, uma coisa que vai ser massificada. Massificação vai ser a partir de cultivo de células mesmo.

DDeraldo

Oi, você tá arretado, né? O cara deu uma aula aqui, viu? Depois o pessoal não quer que a aula seja mais longa? Aonde? Não tem como.

DCDimitrius Carvalho

Uma hora e meia, Deraldo, é que tu fala muito, pô.

DDeraldo

É, então, ó, vamos mudar de bloco aqui e aí eu vou pedir a Elias Jacobina Para ele já ir entrando aí no nosso estúdio para a gente tá, né, chamando eles para o nosso bate-papo aqui. Mas eu tenho uma pergunta aqui de uma pessoa, você vai gostar. Mas antes eu quero fazer o comentário que ela fez, ler o comentário que ela fez aqui quando você tava falando. Você tá aí? Pensei que eu vi o celular modificar aqui. Ó, a pessoa disse assim para mim aqui no Instagram, viu? Se quiser mais uns dois, a gente faz. Você já sabe quem é, né?

DCDimitrius Carvalho

Ô amor, para, pelo amor de Deus! Falei que nem brincadeira. Então eu adotaria, a gente adota. Não, a gente adota, geral. Tem tanta criança precisando de uma família, cara.

DDeraldo

Por que não? Então também acho, adotar eu acho que é mais fácil. Mas deixa eu fazer a pergunta dela aqui antes de a gente mudar de bloco, enquanto os meninos estão entrando aí. Depois vocês dão uma olhada no Instagram Viviane aí, ó, que Instagram dela tem muito conteúdo, viu, pessoal? Aquela fisioterapeuta, muito conteúdo que ela faz. Inclusive ela tem um programa ainda, tem um programa, ainda tá rolando um programa, não tá rolando um programa dela?

DCDimitrius Carvalho

A gente deu uma freadinha porque Toma muito tempo, você sabe como é, e a gente tá fazendo uma reestruturação porque senão a gente não aguenta não. Deixa eu olhar aqui no notebook para poder enxergar, que eu sou meio cego.

DDeraldo

Eu vou ler para você.

DCDimitrius Carvalho

Para quem tá começando do zero, qual é o melhor caminho para chegar aos 100 na aquicultura? A Viviane é maravilhosa, né, velho?

DDeraldo

É, então eu vou ler essa pergunta até os meninos chegarem aqui.

DCDimitrius Carvalho

Bom, eu podia responder isso de maneira técnica dizendo, olha, o primeiro caminho é contratar um profissional qualificado, entender a geografia de onde você tá e definir a estratégia. Que às vezes a gente define aquilo que é viabilidade zootécnica, mas a gente não define aquilo que é viabilidade econômica, né? Então seria contratar um profissional que tem experiência e consiga te apresentar números factíveis e não diga que você vai ficar milionário criando peixe em caixa d'água.

Mas para minha esposa Eu acho que para sair do zero e chegar ao 100 na agricultura, você precisa desenhar um quadrante da sua vida onde você vai dividir o seu tempo para família, o seu tempo para o trabalho, a grana e o lazer. Para onde você subir a reta, se ela sobe para cima, ela achata em cima. Se ela desce ela achata embaixo, à direita e à esquerda, a mesma coisa, um quadrante. Então ache o equilíbrio perfeito para sua vida, não só na agricultura, mas em qualquer atividade profissional.

E lembre sempre que o tempo é finito. Para onde você for, vai achatar o outro lado, e você vai achar a equação perfeita. Você vai sair do zero ao 100, e o seu 100 vai ser longevo. Eu acho que do zero ao 100, não só na agricultura, mas em qualquer atividade profissional, é você definir o quadrante da sua vida, entendendo que se você aumentar para um lado, você vai achar para o outro.

DDeraldo

Então deixa, quantos meninos não estão tentando entrar aqui? Não sei qual é o problema, que tá dando problema, acho que no link aqui para eles. Deixa eu mudar aqui. Olha, já entrou alguém aqui. Eu vou, deixa eu retirar aqui a pergunta, vou estar adicionando aqui. Seja bem-vindo, José Jacobina!

DCDimitrius Carvalho

Ave Maria, esse é o meu padrinho da aquicultura!

DDeraldo

Vou mudar o formato aqui rapidamente para o pessoal ver ele.

?Voz B

Olha, antes de mais nada, é muito gratificante quando o Dime diz, você foi meu professor. Qualquer professor se sente honrado quando o aluno começa a ensinar ele, porque sabe que a semente que ele plantou germinou, deu bons frutos. Então é isso, hoje eu sou aluno dele.

DCDimitrius Carvalho

É gratificante, tá certo, cara. Você sabe que você é importante demais para mim, demais.

?Voz B

Eu tiro chapéu para você. Agora, no frigorífico, aí vamos ver, né?

DDeraldo

Então, então, Geraldo, eu gostei da pergunta que que vem, foi bem assim, de 0 a 100, né? Lembrando, claro, nosso podcast. José Jacobina, é uma satisfação inenarrável ter você aqui. Tim me falou um pouquinho de você e que ele fala para mim, eu assino embaixo sem olhar. E você ser umas referências, caiu, caiu, mas ele volta daqui a pouco, calma. Cortou minha fala para ele. Corta minha fala, mas ele volta. Mas assim, a gente tá com novo formato, né, que meus patrocinadores têm que passar. Eu quero ver que eles chegam para eu.

?Voz B

Ele voltou, caiu, caiu aqui, mas já estamos lá.

DDeraldo

Pronto. Então é uma satisfação inenarrável, né, ter você aqui, uma referência, como o Dime falou. E eu acho que não só Jimmy, como as pessoas que trabalharam, tiveram prazer, a honra de trabalhar com você, tiveram essa experiência. E você tem influenciado tanto um profissional como esse aí, que hoje eu digo que é um parceiraço, um amigo, que a faculdade nos deu. Mas eu tô esperando Elias entrar para a gente mostrar o vídeo do convidado surpresa aqui, viu?

Mas assim, Elias, aproveita que você tá aqui, fala um pouquinho da sua história para a gente, para a gente conhecer a sua história na agricultura.

?Voz B

Eu sou engenheiro de pesca, tá, formado em 87, 39 anos só na área. Eu digo, eu vou fazer 65 final do ano, quer dizer, tem mais da metade da minha vida como engenheiro de pesca. Fui o fundador da Netuno Pescado, trabalhei primeiramente na antiga Pesca Alto Mar, fui o fundador da Netuno Pescado, depois fui para Pará Alimentos do Mar em Belém, que é, que era nada mais nada menos do que a Pesca Alto Mar renovada. Voltei para Recife, fui para Aqualimar, da Aqualimar fui para AT, da AT eu fui para Minas Gerais ser consultor de Aquicultura, tá?

E lá fiz concurso da Codevasp, passei em primeiro lugar em Minas. Quiser, não dá, mas deu, né? E tô há 17 anos dentro da Codevasp. Infelizmente, o nosso escritório fechou, eu tive que vir a Paulo Afonso, porque é uma honra dizer que em Minas Gerais eu plantei uma semente, que eu cheguei com 200, com 20 toneladas de peixe mês, hoje tem mais de 600 toneladas que mora na Nova produz. E é o primeiro lugar no Brasil de produção de tilápia.

Isso graças ao esforço da nossa equipe. Não sou eu não, a equipe toda, tá? Claro que eu estava à frente, mas a equipe toda. Ninguém faz nada sozinho. Eu penso isso. O AAP, o sucesso que ela teve não foi devido ao gerente Jacobina, não. Foi devido ao Elias, ao Jacobina, ao Dimitros, ao Márcio, enfim, ao Herculano, uma equipe, tá? Nós fomos pioneiros em exportação de filé congelado e pioneiríssimo em exportação de filé fresco para Miami.

Tivemos inúmeros problemas, inúmeras dificuldades, desde caixa de isopor a gelo, que se usava o gelo artificial à base de etilenoglicol, aquela porcaria, quando vazava tinha que jogar o filé fora. Contaminava. Nós conseguimos fazer publicação de um americano, chamava-se Papagel, que era um gelo, nada mais é do que amido de milho. Era, se eu não me engano, 10 kg para 100 litros. Podia vazar o que fosse, era tempero, lavava, acabou.

Enfim, levamos muito couro, mas tivemos um dos melhores produtos do Brasil a ser exportado. Eu, graças a Deus, tenho a honra, a honra de dizer que todo frigorífico que eu trabalhei, nossos produtos, tanto camarão, lagosta, peixe, tilápia, foi primeiro lugar em qualidade do Brasil. Tenho a honra de dizer isso. Não sou eu, a equipe. Eu não faço nada sozinho, eu oriento, a equipe é que faz, eu só oriento. Agora, às vezes a gente tem que ir, né?

Mas esse, esse rapazinho que tá aí, eu entrei, ele tá falando a pura verdade. Ele lavava chão, ele era peão, trabalhava dentro da câmara estocando, carregando caixa na cabeça. E eu vi nesse sem-vergonha uma potencialidade muito grande. E sempre foi muito inteligente, muito trabalhador, e acima de tudo, muito responsável. Eu disse, Dime, quando a gente reformulou a AT, que tinha gente sobrando, ninguém queria trabalhar direito, a gente reformulou e você vai ser o meu encarregado de embalagem.

Mas Jacobina, Dime, Jacobina nada. Você vai ser o encarregado de embalagem, acabou. Meta as cara. Beleza, pronto. E Dmitry chegou a ser a minha segunda pessoa. Dmitry era meu encarregado geral, tudo meu. Vem cá, resolve. Vem cá, resolve. Por quê? Porque é como você não precisa nem falar o que ele é, todo mundo tá vendo, mas é uma pessoa esforçada, inteligente, extremamente dedicada. Hoje eu tenho a honra de dizer que eu aprendo com ele.

Eu ensinei a ele, plantei a semente, e hoje eu sou aluno dele, tá? É um prazer muito grande ter ele como amigo, um dos meus melhores amigos aqui em Paulo Afonso, a melhor amizade que eu tenho. Eu conheço o Dili desde há mais tempo do que a minha própria esposa. Parece até mentira, né? Eu casei com a Paula Alfonsina e são mais de 23 anos. E é um prazer para mim estar presente aqui, trazer um pouquinho do meu conhecimento a todos. Pronto, agora o Elias tá aí, tá querendo falar também. Eu falo demais, né?

EJElias Jacobina

Só ficou você para falar, meu amigo.

DDeraldo

Elias, muito obrigado por você estar aqui. Eu só quero pontuar assim, eu fiquei até sem fala, viu, Dmitry? Fiquei até sem fala. Então assim, ele só veio dizer o que a gente já sabe, ele, né, confirmou tudo aquilo que a gente já ouviu falar de você e falar um pouquinho que eu não sei. Eu tô vendo coisas aqui, ouvindo coisas que eu nunca ouvi falar de Conheço o Dimitros desde 2005, tem aí 11 anos pelo menos, e eu não tinha ouvido falar algumas coisas dele que o Jacobina relatou.

Eu quero agora que o Elias relate, fale, né, se apresente, Elias, fala um pouquinho de você, da sua história, né, para eu poder passar o vídeo para pessoa que mandou aqui para vocês.

EJElias Jacobina

Infelizmente, começando a pedir um pouco de desculpas porque No momento que o Jacobino começou realmente a falar, entrou essas ligações aqui, a coisa atrapalhou um pouco, né?

DDeraldo

Fique tranquilo, pode falar à vontade.

EJElias Jacobina

Ok, mas a minha trajetória não tem muita coisa, realmente não é tão extensa assim como a do nosso grande amigo aí, Demítrios, mas nós começamos realmente na— na verdade comecei a trabalhar com o camarão de água doce, né, desenvolver realmente o trabalho aqui no Oceanográfico em Pernambuco, na Universidade Federal de Pernambuco, o saudoso professor Petrônio e o Lorinaldo também, que faleceu aí realmente agora no dia 21, foi nosso diretor, grande diretor.

Bem, e aí, já com determinado momento fui trabalhar, queria ser realmente nessa área também de tilápia, de alguma coisa realmente com camarão-marinho, mas muito pouco. E depois realmente uma parte de tilápia. Trabalhei com uma empresa própria minha mesmo durante um período de quase 13 anos, mais ou menos, com camarão de água doce, onde implantamos o primeiro laboratório em recirculação do Brasil afastada mesmo, mas 1.200 km do mar, aí na Bahia, lá no oeste da Bahia, onde nós trabalhávamos lá com larvicultura, né, produzindo mesmo sistema totalmente Raze, totalmente fechado, e o cultivo em viveiros em sistema multifásico, né, por aí.

E depois, neste período, passei também um período realmente na Codevassi, trabalhando também no oeste da Bahia. E certamente estava sempre o contato muito grande realmente com o professor Aécio, né, lá nos Estados Unidos. Em determinado momento, nós estávamos lá em San Diego, tivemos uma reunião. Ele já morava lá há tempo. E uma reunião onde foi repassada muita ideia realmente, o planejamento que ele tinha realmente de montar uma empresa antes de ET.

Não era ET realmente, era uma empresa realmente com uma tecnologia realmente diferenciada, que é essa aí que foi implantada aí em Paulo Afonso. Então isso foi por volta de 97, 98, por aí. E o que é que diferenciava essa empresa que me chamou realmente bastante atenção na questão tecnológica? Primeira questão realmente de larvicultura de grande porte, onde exigia um sistema híbrido que foi montado Ou seja, uma agricultura que teria um sistema de fluxo de água contínuo e teria o sistema de recirculação também.

Ela funcionava de uma forma ou de outra. Na parte de engorda, um sistema de raceway, que para tilápia realmente era inédito no Brasil, no sistema que foi montado, de grande porte, em pequenos tanques de concreto, com grande fluxo realmente de água, né? E a parte de processamento de pescado Que era uma primeira indústria para tilápia realmente no Brasil, totalmente mecanizada, com parte inclusive computadorizada também, né? Jacobina e o Emílio conhecem bem esse sistema, e deu muita dor de cabeça para a gente lá.

Bem, daí a empresa inicialmente tinha um grupo americano que viria investir realmente, entre outros locais realmente que estão sendo analisadas no Brasil, Paulo Afonso era um dos melhores, que apresentava as melhores condições, principalmente para a questão potencialidade hídrica que existia aí por causa das hidrelétricas, né, das barragens e tudo mais. Então era uma fonte básica. E por outros motivos, porque o grupo americano desistiu realmente desse projeto, então com a gestão realmente municipal, estadual, e de um deputado muito ligado aí à Bahia, realmente o grupo MPE entrou realmente na jogada, assumiu realmente esse projeto e viabilizou a sua implantação justamente aí, né?

E a coisa começou mais ou menos no ano 2000, final de 99 e para o ano 2000, com os primeiros ensaios com reprodutores de tralhada, né, como o Demetrio está falando aí. Mas vindas, são matrizes, tipos avós realmente, que vieram lá de Idaho, do Arizona também, trabalhadas lá pela universidade, selecionadas, e começou esse trabalho realmente lá na P4, onde hoje é a indústria, funcionando a indústria, né? E já final, obviamente, no ano 2000, iniciou realmente a parte de implantação do sistema lá em Mossoró.

Então era dividir em duas partes: em Mossoró, a larvicultura a ser montada e o sistema de Raceway, e lá na Pia 4, a indústria, né, parte de indústria. Então, e a Centermar, o grupo, é, a Centermar já foi um plano posterior, né, não estava mesmo no plano inicial. E a Centermar era uma necessidade que tinha porque tinha alguma deficiência em relação a rações, não só para a tilápia, mas principalmente também para o camarão lá em Valença.

Então veio a ideia também da Centermar, que foi uma segunda etapa realmente do projeto. Então nisso aí nós ficamos realmente na empresa. Sim, eu só destacando aí realmente uma questão realmente do Dmitry. No concurso que ele de fazer aí. Eu apliquei realmente esse concurso, realmente foi primeiro lugar, realmente, e até surpresa, uma pessoa que não era realmente tão da área, tava começando, e foi em primeiro lugar lá no concurso.

Eu digo, onde é que vamos colocar esse cidadão, né? Para onde vamos colocá-lo? Onde colocasse, realmente ele se sairia bem. Já Jacobina também foi uma situação muito complicada que nós tivemos. Já conhecia realmente, tem pessoa, capacidade também. Então tem um momento aí que tivemos um sufoco muito grande aí na época de Semana Santa, E ele estava trabalhando, eu acho que a história foi às 11 da manhã, ele estava trabalhando aí até 5 horas da tarde.

Você larga daí, pega o carro e vem embora para Paulo Afonso, você vai ficar aqui agora, vai trabalhar aqui agora. E ele saiu, chegou no mesmo, durante a noite ele chegou lá e foi direto entrando lá para indústria. Então foi o, esse foi um lá mais ou menos da história da AT realmente aí em Paulo Afonso. Também deu início também através do DAT. Quando nós chegamos aí, tinha um sistema de cultivo em tanque-redes, pequenos tanque-redes rígidos, né, de alumínio e tudo mais, em torno de 1 metro cúbico mais ou menos.

Então nós fizemos um teste, isso aí também sobre uma ideia exatamente do Aécio, né, do professor Aécio. E os tanques já estavam sendo usados lá em Petrolina pela Codevasp, hoje também, que seriam tanques circulares e com a rede retrátil, né? Essa rede de aço, obviamente, retrátil. Mas então montamos um estanque circular de 5 metros cúbicos. Para você ter ideia, hoje, recentemente, eu trabalhava no sistema lá que a gente tinha tanques de 500, 600, até 1.200 metros públicos para isso.

Mas montamos um sistema aí com sistema de passarelas para acesso aos estantes, tudinho. Isso foi um experimento demonstrativo. Recebemos uma autorização especial da Chess para montar isso e fazer uma demonstração. E daí começou realmente algumas associações a adotarem esse sistema. E eu creio que uma das primeiras a adotar foi a do Padre Antônio, né, Associação dos Jovens estruturas e levou adiante. Então, em linhas gerais, somente essa história realmente da AT, realmente, é Paulo Afonso.

E eu tenho prazer de participar um pouquinho realmente dela, não totalmente, mas aí nossos amigos aí que estão todos no meio da Jéssica, que hoje ainda parece que continua por lá ainda, né, deve estar realmente na parte da abertura, ok. E realmente admirar muito o nosso amigo Demítrio aí, realmente, que disse que eu ensino um bocado de coisa a ele, mas agora eu tô aprendendo um bocado de coisa, né? Ultimamente, depois que me aposentei há uns 5 ou 6 anos atrás, eu me afastei um pouco dessa área, da minha área, que é a área de engenharia de pesca e agricultura, e começou a aparecer algumas coisas, algumas demandas realmente, uma área totalmente fora da minha, não tem nada a ver com a minha área onde estou envolvido, né?

Agora, neste momento, mesmo num grande projeto aqui no Brasil envolvendo um grupo de empresários brasileiros e americanos também, uma coisa que não tem nada a ver. Eu vou me querer, não são vocês morrer de mim realmente, mas é totalmente fora da minha área realmente. Mas estamos aí, estamos seguindo, né?

DDeraldo

Ok, então eu só vou fazer uma pergunta que nem é minha, que tinham feito aqui, ó. Às 8:12 o Elis fez: quando será o lançamento do livro? Conta mais. E aí eu pergunto, Jimmy, esses dois meninos, como eu falei, vai estar dentro do seu livro, né, fazendo alguns relatos. Que o que esses dois rapazes aqui em curto espaço de tempo relatou aqui, além deles confirmar toda a sua história, vamos assim dizer, acho que eles têm muito acrescentado nesse livro seu, viu?

Fala um pouquinho disso para a gente ver o depoimento do vídeo que mandaram para mim.

DCDimitrius Carvalho

Vê só, Deraldo. Lécio, boa noite, cara! Muito bom ver você aí. Alice, Lécio é o nosso Informem, ele e Cleitinho. Cleitinho é informem da aquicultura e Alislécio é aqui em Paulo Afonso, é o cara da tecnologia da informação, empresário e um representante do maior bairro, do bairro mais populoso de Paulo Afonso. Deraldo, eu não sei se você consegue perceber a dimensão do que esses dois caras representam para a apicultura. Olha, eles falaram, e eu vou pontuar para você ver a dimensão desses caras, mais a Axio, que acho que tá entre o Havaí hoje em dia, tá entre o Havaí e o Arizona.

Eles falaram na primeira indústria de pescado comercial automatizada. Elias falou, é uma tecnologia patenteada. Aí foi fazer doutorado nos Estados Unidos e ali no sul, né, no sudoeste, acho, dos Estados Unidos, ele tava ali Califórnia, Flórida e Arizona. Ele criou uma tecnologia de rastreio. Ele criou, entenda, ele criou uma tecnologia. Eles trouxeram isso para o Brasil. Paralelo a isso, estava se testando o cultivo em tanque rede.

Entenda, nada existia, os caras criaram tudo. Veja que Jacobina Ele entra numa indústria de truta adaptada para tilápia. Eu lembro o dia que ele chegou, eu lembro o que ele disse no dia que ele chegou. Você tem ideia, já o Calbinha entrou na planta, fez: quem é Demítrios? Primeira pergunta dele. E eu quietinho esperando os dois rapazes responsáveis pela planta responderem. Aí ele disse, por favor, tô esperando o Dmitry se identificar.

Eu fiz, opa, sou eu, Jacobina. A gente tava num momento dificílimo, nós tínhamos uma entrega da assadia absurda, gigante, nós esgotamos todo o peixe da Bahia, o peixe de Pernambuco, e chegamos até Lençóis. A gente foi achar peixe da Chapada Diamantina. Eles não relataram isso, mas eu lembro, eu lembro como hoje, né?

EJElias Jacobina

E ela relata só, Dimitrios. Oi, Elias! E para atender essa demanda, compramos todos os ventiladores de Paulo Afonso, viu? Ventiladores.

DCDimitrius Carvalho

Elias, eu lembro que não tinha sequer caminhão frigorífico, cara.

EJElias Jacobina

Não, não tinha.

DCDimitrius Carvalho

Paulo Afonso não tinha. Não tem Sidney, Sidney Cleide, da do rancho, Geraldo? Era o frigorífico dele, um caminhãozinho 3/4, era o único que a gente tinha. E veja, isso depois evoluiu, que ele não falou, mas ele foi diretor da Pesca Nova. A gente vendia filé para Pesca Nova, era assim: olha, eu quero uma amostra. Que amostra é essa? Não, Manda uma amostrazinha de 1.000 libras. Te mandou 1.000 libras. Esse tá, agora eu quero 10, depois eu quero 50, depois eu quero 100 mil libras.

A gente não tinha sequer um caminhão para transportar isso. Jacobi falou com muita modéstia, Jacobi fez a melhor calda de lagosta do Brasil na Qualimar. Só que ele falou que o nosso filé O nosso filé era o melhor filé do Brasil. Era não, a gente era o segundo melhor do mundo. Lembra disso, Elias, na Seafood de Boston, que a gente só perdeu para Regal Springs?

EJElias Jacobina

Aí eu abrindo outra partezinha nessa questão aí, nós começamos exatamente numa, começamos com filé congelado, né, como o Jacomino falou. E depois era impossível realmente concorrer com os chineses, maior produtor realmente de tilápia e o maior exportador para os Estados Unidos de tilápia congelada e filé congelado. Mas a China não entrava com filé fresco, não tinha condições, questão de custo realmente de transporte. Então foi aí nesse ramo que nós entramos, com uma qualidade de filé espetacular, realmente concorrendo diretamente com o Red Lobster.

Tanto na Costa Rica quanto em Honduras. E o concorrente da seguinte forma: os produtores distribuidores comparáveis, não é mesmo a qualidade, só que uma é legal, tem marca conhecida, e a outra não. A outra tá entrando agora, tá fazendo marca dela. Mas desculpa aí, pode continuar.

DCDimitrius Carvalho

Tá entendendo?

?Voz B

Um parêntesesinho rápido aí. Eu me lembro feito hoje, a gente exportando filé, tínhamos um comprador picareta. Diz que americano não é picareta, é também Miami, Miami filé congelado. Miami, aí mandava, o cara começou comprando, tá bom, daqui a pouco tá com escama, tá com espinha, tá com sangue, tá toda carga tinha um defeito.

DCDimitrius Carvalho

Temperatura está acima de 5 graus.

?Voz B

É, me bota no avião que eu vou lá pegar esse filho de uma pipi, né? Porque não pode. Aí eu sei que cancelaram a venda e chamaram outro cara. Eu não sabia quem era. Quando eu tô lá, chega Wagner Saad. Eu trabalhei 4 anos com Wagner Saad na Netuno. Wagner Saad é que fazia a venda para Estados Unidos. Ele tava morando nos Estados Unidos. Quando ele chegou aqui, me viu, não, eu quero ver mais nada não. Ah, sei que aqui vai, filé vai ser primeiro com Jacobina.

Eu conheço Jacobina há anos. Então é aquela história, não, mais uma vez, não sou eu, Jacobina, é a equipe. Não adianta o cara ser a sumidade, o bam bam bam, e não tem uma equipe boa. Eu, graças a Deus, da segunda, na reforma que a gente fez na AT, a gente tinha uma equipe fabulosa. Muito boa. Assim, prossiga, por favor.

DCDimitrius Carvalho

Então, tudo foi criado, veja, tanque-rede. Nós tivemos a primeira fazenda comercial de tilápia em tanque-rede. Existia cultivo tanque-rede, beleza, mas a primeira fazenda comercial, a primeira do Brasil em ração e tecnologia patenteada por Aécio, que eu acho que era o doutorado dele ali, você pode dizer melhor. Isso, Paulo de Deus, à época, junto com Rosiane Patriota. Rosiane Patriota na Baía Pesca, Paulo de Deus prefeito, Pedro de Deus secretário de Agricultura, Luiz de Deus deputado federal, Paulo Souto governador e Zé Carlos Aleluia deputado federal.

Luiz de Deus estadual, Aleluia federal. Paulo de Deus foi lá para o meio da rua, então É uma conjunção. E a gente tá esquecendo de um cara fundamental nesse processo, que é José do Patrocínio, conhecido como Patró. E para você ter ideia, Deraldo, em relação ao tempo na tilapicultura, Lisa e Rodelas Helder foram meus estagiários. Então não tinha linha Não tinha cultivo comercial, não tinha cultivo tanque rede, não tinha. Tudo isso foi criado a partir daquilo comercialmente.

E o Padre Antônio, a primeira licença de tilápia em Águas da União do Brasil. O Brasil, Paulo Afonso foi pioneiro em royalty para hidrelétrica. Veja, Paulo Afonso é a primeira cidade do Brasil que conseguiu royalty para hidrelétrica. E o Padre Antônio foi a primeira do Brasil a conseguir licença de água pública na União para cultivo de peixe em gaiola. Então tinha dúvida, isso não foi assim não. Esses caras tiveram que estudar o impacto do tanque-rede na corrente do Lago do São Francisco para convencer a Chesco que o tanque-rede não reduzia a corrente, não comprometia a geração de energia.

Então assim, era tudo muito novo aquilo, aquilo lá tava começando, era tudo muito novo e foi desenvolvido, foi desenvolvido a muitos braços, a muitas mãos. Se a gente fosse falar o nome de todo mundo aqui, é claro que a gente ia esquecer. Então em relação ao livro, de fato eu tô, eu tô trabalhando em alguma coisa nesse sentido, mas a gente tem muita A gente não pode deixar esse relato se perder. A gente nunca pode esquecer onde isso começou, para onde caminhou e a importância que isso tem no Brasil.

E eu queria que esse marco ficasse na história para reverenciar esses pioneiros, esses caras que conseguiram trazer para o Brasil uma coisa que hoje responde por 70% da produção acrícola nacional. Não é brincadeira, pô, é impressionante. E mais, para trocar uma lâmina de despeladora tinha que pedir na Bélgica. Era na Bélgica, Elias Jacobina? Acho que era na Bélgica, né? Até que Jacobina foi lá e teve uma ideia e ligou para o pessoal.

O pessoal veio de Santa Catarina e a gente desmontou aquilo, enfim. Mas uma máquina de tirar pele, uma lâmina de equipamento.

EJElias Jacobina

Essa máquina interessante, né, era uma máquina muito boa e tinha outras paralelas, mas não se comparava realmente a eficiência dela. E só a lâmina dela era um negócio absurdo, né, em termos de custo para a gente, porque tinha que buscar fora e se gastar muito rápido. Então uma empresa lá no, de um amigo nosso também, né, é hoje, hoje é Bruce Norte, que ele cita o nome da empresa, não para não, mas tudo bem. Então o Baca, né, disse, olha, vamos fazer assim, não fazer uma troca realmente, você me deixa olhar, ver a máquina realmente, e eu te forneço as lâminas daqui e eu garanto que é na mesma qualidade.

E foi realmente lâminas que nós gastávamos um absurdo, eu acho que 90 e poucos dólares por cada uma, realmente, até chegar aqui realmente E passou a comprar R$90 chegando aqui realmente na empresa. Então era um negócio realmente fora de série. E assim outros desafios que tivemos, adaptações mesmo fazer, né? Jacobino lá acompanhando tudinho, a máquina PLC lá de contagem, uma máquina espetacular, ela pesa, conta tudo automático aí, classifica o peixe tudinho.

A dor de cabeça que deu realmente. Aí eu lembro do nosso grande Colega aí trabalha também, o Alex, né? E curioso, foi lá, realmente mexe para cá, para cá, bota um teclado de computador e ele começa aí a máquina, o negócio funcionar, onde nem os engenheiros lá da Escócia, da, da, da, da pista, realmente conseguiu dar jeito, né, nela. Veio engenheiro para cá, veio para cá, e nosso Alex foi lá, botou um computador, um tecladozinho lá, e a máquina voltou a funcionar realmente bem.

Então são coisas assim, todos trabalhando em conjunto realmente, e Esse é o resultado, né?

DCDimitrius Carvalho

Alex ainda está na Agrofiche. Você tem noção? Esse cara que Elias falou ainda tá lá na manutenção daquilo lá, meu irmão. E faltou Claudivan, nosso Claudivan Vilarinho. Nossa Senhora, esses caras salvavam a nossa linha, velho. É coisa incrível. Eu vi que tá Maurício Diego Dutra. Caramba, tem a gente aí! Então, Maurício, ainda hoje vamos falar sobre Brasília.

DDeraldo

Você falou o quê, Jimmy?

DCDimitrius Carvalho

Tô dizendo, Maurício, pessoa, vamos chegar em assunto representatividade. E vamos chegar em Brasília. Maurício, para quem não conhece, Maurício trabalhou dentro do Ministério da Pesca.

DDeraldo

Maurício tá aqui, dê boa noite. Então, então deixa eu só ler o comentário aqui que eu já vou falar do Maurício. Diegão pergunta, fala assim, ó, Diego Dutra, esse Diego trabalha com a Vita, vendedor de ração, que bate recorde atrás de recorde vendendo produção aí na região de Paulo Afonso, o colega de Jimmy. Ele fala aqui, ó, tem que respeitar a importância da nossa região no cultivo de tilápia em tanque-rede no Brasil, pioneirismo no desenvolvimento de tecnologias para produção de tilápia em tanque-rede.

Diegão é outro que a gente tá namorando para trazer e corre igual o diabo corre da cruz. Jimmy conseguiu numa live já mandar trazer ele. Foi desse jeito. Maurício Pessoa, Maurício Pessoa, quem sabe até o final do ano Maurício Pessoa consiga trazer, fazer uma live aqui. Já fiz uma sondagem, ele disse que pode ser. Aí eu vou ver uma data aqui, agendar a data que ele vai, se eu trago Maurício Pessoa para ele trazer a história dele também aqui para gente.

Mas assim, vocês falaram um bocado coisa aí. E eu acho que vocês tocaram no assunto que eu acho que esse vídeo que eu vou mostrar vai falar, tem relação com que vocês falaram aí um pouquinho. Deixa eu buscar o vídeo aqui para vocês, para gente. Deixa eu ver o vídeo aqui. Mudar o formato aqui para gente.

?Voz D

Meu nome é Cristiano Clemente.

DDeraldo

Calma, ó, vou mutar vocês aqui, todo mundo, para sair o áudio dele, tá certo? Presta atenção aí, vocês conhecem esse rapaz aí? Ele mandou o videozinho para gente. E presta atenção aí, turma, vocês estão aí no— e não deixe de seguir nossa live, curtir, compartilhar, porque tá Muito, audiência lá em cima.

?Voz D

Olá pessoal, meu nome é Cristiano Cléber e sou da área comercial da Brusinox e trabalho aqui há algum tempo. O senhor Demítrio conhece há vários anos já, né? Então vou contar um pouco aí de um episódio, né, que aconteceu no passado aí entre a Brusinox e o seu Demítrio. Então a Brusinox começou começou a sua trajetória com a tilápia no ano de 1998, quando nós fabricamos equipamentos manuais para uma empresa de Minas Gerais. Então, mas o importante avanço nos equipamentos para tilápia ocorreu em 2003, graças à iniciativa do seu Dimitris, né, que nos convidou, né, para ir até uma empresa chamada AT de Paulo Afonso, na Bahia, para a gente nacionalizar peças de reposição para uma linha de processamento deles.

Essa empresa usava equipamentos automáticos, né, originalmente desenvolvidos nos Estados Unidos, da Truta. E ali na AT eles estavam processando atilado nesses equipamentos, né. Então a Bruce Knox enviou dois técnicos, eu e o Ambrosio, que é filho do que é o diretor da Brusinox. E o objetivo inicial era a gente fornecer uma peça chamada rolo dentado da máquina de tirar pele que eles tinham lá e fazer uma verificação se as nossas lâminas, né, da máquina de tirar pele eram intercambiáveis com a máquina que eles tinham lá.

Então essa visita se transformaria num marco muito importante para Brusinox, né. Nascia ali um dos maiores desafios, que a Brusinox, os maiores desafios da Brusinox, né, que era desenvolver equipamentos especiais para tilápia automáticos e com produtividade e rendimento. A partir daquele momento se iniciou uma trajetória de desenvolvimento, testes, aperfeiçoamento, uma série de novos projetos começou a tomar forma, dando origem ao longo dos anos a uma linha cada vez mais completa de equipamentos para o processamento da tilápia, desde a recepção do peixe até as etapas finais, que é o congelamento.

E atualmente a Brusinox é a única fabricante da maior linha de processamento de tilápia do mundo, consolidando uma trajetória que foi iniciada lá em 1998, que teve sim uma participação e incentivo lá em 2003, um grande amigo, né, O senhor Dimitris, que nos convidou para ir fazer essa visita. Espero que eu tenha contribuído aí, né, um pouco com a nossa história, tá? Paz e bem a todos.

DCDimitrius Carvalho

Tchau!

DDeraldo

Deixa eu só ajustar aqui, só ajeitar aqui rapidinho que a gente já Eu tenho uma correção histórica para fazer aí. Calma, calma, já vou deixar você falar. Eu só quero primeiro agradecer ao Cristiano.

DCDimitrius Carvalho

Nossa, Cristiano é demais, cara! Tendo que gravar um vídeo é um milagre, sabe?

DDeraldo

Porque não é fácil. E aí eu quero que vocês comentem sobre isso nesse bloco que a gente tá entrando, né? A revolução tecnológica da tilapicultura. E com isso a gente tá entrando na primeira pergunta, que qual foi o papel da AT, da Genética e da evolução do sistema de cultivo nessa transformação da tilacultura brasileira? E aí eu vou abrir para Dimitrios e vocês dois depois falam à vontade também, tá certo?

DCDimitrius Carvalho

Reparação histórica: quem ligou não fui eu. E outra, para tomar essa decisão o medo foi grande, eu não sei se eles vão contar. Mas o medo de deixar desmontar aquela linha, medir, cara, você não tem ideia não. A gente tinha uma linha e não existia linha no Brasil, isso não existia, era uma linha americana. E a decisão era: como é que faz? A gente deixa ou não deixa desmontar essa linha? Cristiano é um cara maravilhoso, quem não conhece Cristiano, um cara muito tímido, ele gravar esse vídeo é um milagre.

Mas fazendo a reparação, é isso. Não fui eu que liguei, não foi Jacobinho, não foi Elias, mas eu participei do processo, obviamente. E eu lembro que o grande medo era esse, era: caramba, e se não conseguir montar isso? E essa pipoca, para dizer uma palavra bem feia, desse rolo, isso dava um trabalho, Deraldo, você não tem ideia. Pessoal, você não tem ideia do que era esse rolo. Né? Então eu vou pedir primeiro para eles esclarecerem isso aí, como aconteceu, porque foi um fato curioso.

E a gente que viveu isso, eu lembro da tensão na hora e da preocupação, né? E depois aí a gente entra assim, evolução genética e tal, aí a gente fala sobre isso. Mas eu acho que eles dois podem falar melhor do que eu, porque eram as cabeças, né? Eu não era a cabeça, as cabeças. Inclusive Jacobina é mais cabeça do que todo mundo, que é o tamanho da cabeça. Jacobina era o mais cabeça. Pode dar dedo não, viu, Jacobina, na live.

DDeraldo

Viu.

DCDimitrius Carvalho

Mas, mas eu acho que eles têm que contar isso aí, como é que, como se deu o negócio de maneira geral.

?Voz B

Eu não lembro bem se foi uma faca, alguma coisa que soltaram na linha e danificou o rolo. O rolo é, na realidade, não é um rolo, são dois rolos, é um embaixo e um em cima que traciona a pele e a lâmina corta. Esse bolo é um cego desgraçado, uma sinopse especial. É, olha, é um bafafá. E as lâminas era caríssimo. Eu me lembro que com o preço de uma lâmina a gente comprava quase 10 nacionais. Aí eu conversando com Elias, Elias, vamos ligar para o pessoal da Brusinox.

Você conhece? Conheço, me dou muito bem com o Baca. Ligue para ele, Baca Filho. Aí a gente ligou, eu combinei com a gente. Acertado. E a gente ligou, eu não lembro se foi eu, se foi ele. Bom, se ligou, o pessoal veio. Realmente, o pessoal tem que desmontar a máquina, meu amigo. Eu, ó, apertou. Eu disse, agora, Elias? Ele disse, não, deixa eu desmontar, não tá funcionando direito. Realmente tava uma porcaria. Desmonta, desmonta.

Foi um final de semana, o cara desmontando e montando e medindo paquímetro, treina o diabo a 4, montou. Ele trouxe uma lima, conseguiu amolar o rolo, melhorou. Ele disse, olha, me dê 8 dias que eu vou mandar o pá de rolo novo e não vou cobrar nada. Acho que ele nem cobrar cobrou. Eu sei que ele mandou o rolo, a máquina ficou um filé com as lâminas dele, com rolo dele. Enfim, desse dia em diante, tudo que a gente precisava era Brusinox.

E foi realmente um fato histórico, porque a Brusinox foi a primeira empresa Ela copiou muita coisa nossa, linha nossa. Foi a primeira empresa a fornecer uma linha digna de tilápia, porque não tinha nada. É o que Dimitrios disse, nós fomos pioneiros, não existia nada. Eu trabalhava com lagosta, com camarão, com peixe, filé de peixe. Fui trabalhar com filé de tilápia de uma hora para outra. Apesar que não é esse bafafá todo, mas a linha para mim, quando cheguei aqui, vi aquele Aquele mundo, aquela coisa, a classificadora eletrônica, eu fiquei errado.

Era uma coisa linda, era uma coisa de cinema para quem gosta, era uma coisa apaixonante, a linha era maravilhosa. Hoje já existe linhas nacionalizadas no mesmo esquema, mas naquela época tinha nada, tinha que vir tudo de fora, era um inferno. Sim, pode falar aí.

EJElias Jacobina

Elias, ficou mudo um pouquinho. Não, a história é essa daí, realmente já contada, realmente, pelo Jacobino, pelo, nós temos realmente uma relação de amizade muito forte com o Ambrósio, meu pai, com o filho e com o pai, né, os dois vaca, costuma dizer. E o Cristiano, realmente conheci também na época lá, fez várias visitas lá na empresa também. Então foi quando de repente entramos em contato com ele para fazer esse trabalho aí.

Era interessante que cada vez que dava um probleminha assim numa lâmina dessa, nós tínhamos que pagar uma passagem de um técnico, um engenheiro que vinha lá da Bélgica para cá, passagem, hospedagem e tudo mais, que começava a ganhar quando ele saía de lá, né? Quando ele pegava o avião lá na Bélgica, a gente começava a pagar já para ele. E no final, o Abriu os nóculos aqui, resolveu isso de uma forma realmente para a gente espetacular, foi muito boa.

Mas eu lembro do trauma realmente, e todo mundo abre, não abre a máquina. Vamos abrir, vamos abrir, abrir o quê? Bota para frente. Mas é isso aí, né?

DCDimitrius Carvalho

Eram milhões, milhões de dólares em equipamento. Imagina, todo mundo contratado da empresa. Desmonta ou não desmonta?

EJElias Jacobina

E a gente disse desmonta, né?

DCDimitrius Carvalho

Desmonta essa porra e não montar, velho.

EJElias Jacobina

E não só essa, mas também as PLCs, né, que esta classificadora eletrônica também tinha um problema. E o problema não era mecânico nem na parte elétrica dela, é na parte eletrônica dela. Aí vem engenheiro, a gente paga, ele vem engenheiro lá da dos Estados Unidos lá da Pix, depois vem engenheiro da própria Pix lá da Escócia também, não deram jeito.

DCDimitrius Carvalho

E antes era?

EJElias Jacobina

Exatamente, era de bate para lá, para cá, não deram jeito, a máquina continua com o mesmo problema. Aí chega Alex, Alex chegou e disse, eu resolvo isso aí. Eu digo, resolve só, vamos abrir a remessa. Se nós estamos vendo que tá funcionando, então vamos abrir. E isso resolveu. Então você vê como realmente o jeitinho brasileiro, mas que realmente se torna numa coisa realmente mais técnica no final, realmente, que funciona e que a coisa realmente foi adiante, né?

Não se parou realmente por conta disso daí. Quer dizer, se a gente fosse começar a contar todos os embrólios que teve ali em toda essa questão de funcionamento, tanto na parte de produção, de larvicultura, de processamento, E vendas, a gente tem que passar a noite todinha lá e ver a curta animais para isso. Aí vamos, isso dá segredo.

?Voz B

23 anos atrás, Ave Maria, bons tempos!

EJElias Jacobina

Fica aí, tô ficando velho.

?Voz B

Eu me lembro tanto hoje, para só para a gente relembrar aqui rapidinho o entupimento que deu na tubulação lá do Recho aí, que foi aquela mortalidade.

DCDimitrius Carvalho

Nossa Senhora, pelo amor de Deus!

EJElias Jacobina

A gente girou, esquece isso, Jacobina, esquece isso, Jacobina, pelo amor de Deus, para, pelo amor de Deus, tá bom?

DCDimitrius Carvalho

Paulo Afonso, parou, meu amigo, Paulo Afonso, parou, para! Nossa Senhora, que dia horrível, cara!

?Voz B

Peixe morto, a catinha de carniça dentro da cidade, era uma confusão desgraçada.

EJElias Jacobina

Envolveu o Exército, envolveu grupos aí contratados, de 500 toneladas ficamos com 70, das 70 voltamos, recuperamos aí em um ano e pouco, nós estávamos realmente com muito mais do que as 500 que perdemos.

?Voz B

Pois é, para você ver como é que foi a coisa, quando eu olho tem uma funcionária nova que eu olhei, era minha esposa dentro da linha trabalhando comigo.

DDeraldo

Minha filha quer que não vou ajudar.

?Voz B

Minha esposa nunca pegou no peixe, rapaz, nunca desgamou um peixe, tava lá, né?

DCDimitrius Carvalho

Eu atendi o telefone, Jacobina, eu atendi o telefone da planta, era Davi. Lembra de Davi? Eu atendi o telefone da planta, ele fazia Socorro, socorro, limites! Eu não sei o que fazer, socorro! E eu sem entender nada. Desce Jacobina Vermelho em pânico, diz: entupiu a captação do Moçotor, velho, 500 toneladas de peixe. Parou a cidade, parou Paulo Afonso. Eu tomei um banho de cloro. Que eu sou negão, saí vermelho. Eu me queimei da cabeça aos pés de cloro, que eu abri o saco de cloro granulado para neutralizar o cheiro.

Era cloro no peixe, 10 a 20% era em mim. Eu acho que foi o dia mais traumático da minha carreira, e não sei se da dele, mas da minha, aquele dia foi um dia para esquecer. Jacob Del lembrou, mas esquecer, esquece isso.

?Voz B

Foi terrível, cara. Que doido! Ou quando eu cheguei, né, porque eu cheguei de carro de tardezinha para congelar o tal peixe da savia, que era um peixe eviscerado. Eu cheguei, já tinha saído de manhã de Recife, cheguei aqui de tarde. Vai para dentro da planta! Eu passei 48 horas trabalhando, cochilei 2 ou 3 horas, ainda queria Eu saí de lá do Nair. Vocês contrataram gente, não foi o robô não. Pera aí, pô, tem que carregar as baterias. Olha, não, não é coisa que para cinema, amigo.

EJElias Jacobina

Dá água para ele, volta para trabalhar.

?Voz B

Não era esse esquema, era esse esquema. Como Elias falou, ele comprou ventilador da cidade toda, botava o peixe dentro da câmara com ventilador, na câmara de resfriado para baixar a temperatura, congelado, túnel cheio, tirava o peixe sem estar bem congelado e espalhava dentro da câmara. E vamos, vamos, vamos. E a gente atendeu quase tudo, acho que 80% ou mais, eu não me lembro bem a quantidade, não chegou a 100% não, mas chegou bem pertinho. O negócio de loucura.

DCDimitrius Carvalho

E veja, da nossa amiga Rosiane Patriota, e nós temos, e nós temos uma, nós tivemos um desafio Porque as associações elas estavam começando, né? E o que é que acontece? Feitosa, Paulo da Luz, Malhada Grande, Seu Antônio, Clóvis, Walter, Malhada Grande 3, Genaldo, Pia do Roque, é Feitosa e Paulo da Luz, Xingozinho, cara, toda a Paulo Afonso pulsava de lábia, era E a Chesf abriu as comportas e ninguém sabia que aquilo ia matar o peixe.

Então em 2003 a gente já tinha vivido um grande problema porque começou a morrer o peixe de todo mundo, inclusive o escavalcante na época. E foi assim que eu conheci todos os piscicultores, foi nessa catástrofe. E a gente teve que correr e congelar o peixe deles. Pouco tempo depois entope a nossa captação, quem perde o peixe é a gente. Então, e foi baronesa que entupiu a captação na ilha de Baronesa.

?Voz B

Tinha uma corda que segurava essa baronesa, a corda rompeu, a baronesa invadiu, acabou com tudo.

EJElias Jacobina

Eu me lembro, ocorreu ali uma questão que é estatisticamente dificilmente ocorreria, porque eram 8 tubos, né, de 400 descendo, e geralmente entupir um tubo você tem um sistema de vácuo, dessa vez entupiu mais da metade. Os 8 tubos, entubiu 6 mais ou menos, ficaram 2 apenas funcionando. É isso mesmo, desastre total. Bem, mas isso daí não— a história de Paulo Afonso na NatLab é mais bonita que isso.

DCDimitrius Carvalho

E a gente falando de genética, né, e a evolução, que é a pergunta, pois é, veja que a gente saiu de um sistema de cultivo e de um sistema de beneficiamento. Nossa maneira toda automatizada. Nós tínhamos 21% de rendimento de carcaça. Ninguém ouviu errado, 21% rendimento da carcaça. E a descabeçadora, evisceradora, tudo automático. Nós implementamos uma linha de filetagem manual e nós saímos para 29%. Hoje, 33%, 34%, 36%, às vezes até 38% de rendimento.

É mais difícil, mas ocorre. Jacobi viveu isso muito em Minas Gerais quando começou a Gift lá. E veja que nós aí tivemos a evolução da indústria a partir da entrada de filé manual, a evolução da genética a partir da melhoria da chitralada e entrada da Gift. A melhoria do sistema de cultivo de raceway, que gastava muita energia porque era para peixes de corredeira, era adaptados para trutas e salmões, e para tilápia, que era um peixe de ambiente mais lêntico, aquilo fazia com que ela gastasse metabolismo basal dela inteira.

Imagina o esforço, a natação voluntária, metabolismo dela, tudo aquilo acelerado. Então a gente realmente gastava muita ração para ter o mesmo resultado. Então a evolução, Deraldo, a AT ela fez parte da evolução em quase tudo. A gente teve que aprender a mexer com ambiência que a gente não mexia. A gente tem um banco de matrizes. Eu lembro que chegou umas matrizes filipinas, não foi, Alice? A gente tinha chitralada tailandesa e chegou uma filipina porque os experimentos com tilápia comercial que geraram o lote que veio para o Brasil, eles eram inéditos no mundo. Só existia Egito, Malásia e Filipinas.

EJElias Jacobina

Outro drama também, essas que vieram das Filipinas, não é, Demítrio?

DCDimitrius Carvalho

Não se lembra?

EJElias Jacobina

Ou se lembra, importamos aí lotes quase 2.000 e recebemos em Paulo Afonso no final 80 e poucos exemplares, por incrível que pareça. E também foram recuperados, né, posteriormente.

?Voz B

Eu me lembro que o rendimento da Filipina era mais baixo, acho que tinha um rendimento melhor.

EJElias Jacobina

Agora não me lembro especificamente quanto, pode ser que limite o É, não, esse rendimento inclusive em termos de 28, 29% eu tava obtendo inclusive com a filetagem manual. Isso se devia também muito ao sistema de acabamento que o nosso cliente nos Estados Unidos tava exigindo. Então a gente tinha uma perda muito grande, é, com tudo retirado, tudo, então os tamanhos que tinha, metas, cortes que tinha feito, então era uma um negócio realmente absurdo.

Daí realmente você concorrer com o pessoal, realmente a gente tá ali realmente pertinho, Honduras e Costa Rica. Em relação à questão do frete, além da gente ter uma perda, que lá eles tinham mesmo trabalhando manualmente, realmente para coisa, eles tinham um aproveitamento na faixa de 30 a 31%. Lembrando que cada 1% são 3% na produção. Então isso aí é uma coisa realmente absurda. Então você ganha 1%, tá ganhando bastante para isso.

E Nós começamos a perder remédio para eles, não em qualidade, mas perder em questão de custo de frete, principalmente.

?Voz B

Eu me lembro, só abrindo um parênteses aí feito hoje, que sangra, tem que sangrar para carne ficar boa. Eu lembro, aí eu digo, tem que sangrar porcaria nenhuma, que eu dizer coisa pior. A gente sangrava, perdia 2, 3% de peso. Pera aí, Eu comecei a fazer teste, eu e Dime, com peixe com um choque térmico violento. Não tinha diferença alguma em coloração, em nada. Todo mundo chegar lá, sangra, sangra. Claro, quando o cara tava lá, a gente sangrava, né? Quando ia embora, não sangrava mais nada.

DDeraldo

Então não tinha diferença Nenhuma, corta, garoto, de choque térmico. Você lembra?

DCDimitrius Carvalho

Eu lembro, mas não podia lembrar não.

EJElias Jacobina

Lembra do teste que a gente fez? Lembra do teste que a gente fez com o cliente?

DCDimitrius Carvalho

Lembro demais, porque o cliente disse: essa tá melhor do que a outra.

EJElias Jacobina

Mudamos sem identificar. Sem identificar, mandamos caixa de uma forma e caixa de outra misturado, tudinho. Mas só que a gente sabia qual era, porque tinha um rastreamento e tudo dela. Depois eu perguntei, agora, e aí, qual a situação? Ele disse, ótimo, espetacular, muito bom, realmente sensacional. Eu digo, ótimo também, vamos adiante.

DCDimitrius Carvalho

Ó, polêmica, Deraldo! Lembre que o pessoal que tá ouvindo isso aí nem imagina, nem imagina que a gente suspendeu sangria e que essa história de oxidação de linha de sangue, eu não vou entrar no detalhe não, porque senão vai dar, vai dar zoada aí, a gente vai, vai ter que se abraçar com isso, vai demorar.

DDeraldo

Ó, eu acho que assim, já tô querendo trazer eles para fazer uma live, viu, Dmytro? Ah, é lógico, com vocês, porque porque já tá aqui quase 2 horas de live, tem quase 1 hora com vocês, e resgatando essa história assim, eu fico muito feliz pelo podcast tá registrando essa história de vocês. E se hoje acontecer qualquer coisa, já tá registrado. Jimmy já vai recorrer com certeza essa live para pegar alguma coisa, alguma história daqui para ele pegar incrível, tá entendendo?

E assim, Preto fala aqui, ó, a gente falou aqui, ó, grandes aprendizados vem com grandes desafios. Até foi uma grande escola, entendeu? Então assim, é muito, muito importante esse relato de vocês tá trazendo para aqui. A gente tá conseguindo registrar esse relato E mostrar como foi a evolução da tilapicultura, que aconteceu, tava lá, né?

DCDimitrius Carvalho

Cleitinho tava lá, ele tava lá. Cleiton chegou antes de mim ainda.

DDeraldo

Então ele tá aqui relatando isso aqui, falando nesse sentido. Eu quero agradecer aqui a disponibilidade de vocês dois, né, por estar aqui. Trazendo esse relato. Agradecer a Cristiano da Brusinox. E aí, Brusinox, patrocina a gente!

DCDimitrius Carvalho

Eu ia dizer isso, ó.

DDeraldo

É, ó, a propaganda que esses 3 meninos fizeram de vocês, falando sobre a história de vocês na tilapicultura. Patrocina a gente, ó! Eu quero você aqui, ó!

?Voz B

Não, meu amigo, sem dúvida é o melhor produtor de linha de pescado. Só tem um defeito, é caro, mas é o melhor produtor. E o que é bom tem que ser caro.

DDeraldo

Então eu digo, nem que é defeito, como você falou, o que é bom sempre é caro. Se vai comprar, vai dar resultado, ele entra no seu custo como investimento sem problema nenhum.

?Voz B

Eu sempre falo isso, esse negócio de caro. Me lembro feito hoje, eu vim de Belém do Pará para trabalhar na Qualimar. Quem me contratou foi Vinícius Reis. E o Rosalvo, que era o grandão, que era o homem do dinheiro, você tá muito caro, R$4.000 salário naquela época. R$4.000 era dinheiro só, poxa, era demais!

DCDimitrius Carvalho

Ave Maria, eu ganhava R$280, porra!

?Voz B

Eu fui para aí ganhando isso. Você é um funcionário muito caro, não compensa. Vinícius está doido. Eu digo, Rosalvo, vamos fazer o seguinte, Você me dá 30 dias. Se eu não converter todo esse meu salário em ganho de filé, em ganho de perca de lagosta, em ganho de produtividade, você paga o que você quiser. Tá feito. 15 dias ele me chamou e disse: ei, ei, valeu, valeu, você, você é bom, você é bom, você é bom. É de 3, 4% de perda de lagosta, eu passei a meio por cento, por cento de rendimento filé de 48, 49, eu passei para 52.

E aí vai, produtividade foi lá para cima. Administração, não sou eu, não sou eu, é a equipe. Eu tinha uma chefe de salão excelente, eu tinha um pessoal bom. Agora o pessoal tava acostumado, mas é isso aí. Vamos, vamos botar o barco para frente. Se eu for falar, a gente não terminou hoje não.

DDeraldo

Então assim, quero agradecer, Jimmy. Obrigado pela oportunidade de estar trazendo e conhecendo Jacobina e Elias. Assim, já tô com vontade de conhecer pessoalmente para saber as histórias, porque tem muita resenha que não pode ser falada na live, né? Só pode ser, ó, com certeza. Então já deu para desconfiar disso. Cantinho que tá aí provavelmente deve saber o que é história também. Pera aí.

?Voz B

Oi, eu cheguei para trabalhar na AT aqui, recém-separado, de solteiro.

EJElias Jacobina

É bom puxar para lá.

DDeraldo

Oi, tá vendo isso? Só uma mesa de bar na beira do Rio São Francisco. Então, Elias e Jacobina, muito obrigado. Vocês estão liberados já do compromisso de vocês. Acho que já emocionou bastante o time aqui na nossa live, tá certo? Continue com a gente aí assistindo. Qualquer coisa, manda um recadinho para a gente lá no chat. Muito obrigado. Que precisar da gente aqui no podcast, estamos à disposição de vocês.

DCDimitrius Carvalho

Vocês.

DDeraldo

E assim, muito obrigado mesmo por estar registrando essa história, essa história tão bonita da apicultura no Brasil que surgiu em Pará.

EJElias Jacobina

Ok, queria só agradecer aí também e mandar um abraço aí para os que não vê, por exemplo, o Jacobina. Quanto tempo, né, Jacobina, que não nos víamos, pelo menos assim, realmente? O Dmitri, o Heraldo aí, realmente agora. E os colegas que estão aparecendo por aí, realmente, na live de novo por aí, o Cleiton e tantos outros, realmente, isso aí é um abraço a todos. E saudade de Paulo Afonso, entendeu? Vou aparecer aí para a gente continuar essa história em off.

?Voz B

Eu não sei se você sabe, eu tô morando aqui há 5 anos e meio, né? Eu vim de Minas Gerais, passei 13 anos, quase 14, em Minas, e tô aqui agora. Minha esposa é daqui, E eu não troco Paulo Afonso por Recife nem a pau. Sou pernambucano, nascido em Recife, no Hospital Português, mas Deus me livre morar em Recife, não dá. Aqui eu tenho moto, eu ando de moto, passo susto, mas em Recife eu já tinha morrido.

DDeraldo

Ó, tem um recadinho aqui para vocês. É o Edmilson, ele deu um grande abraço a esses dinossauros da tilapicultura.

DCDimitrius Carvalho

Aí, aí também é aula, viu?

?Voz B

Bons tempos.

EJElias Jacobina

Edmilson trabalhou comigo. Trabalhou comigo na T, trabalhou também na Pesca Nova, né? Isso, perímetro lá, mente, foi grande amigo.

DDeraldo

Tenório, Jimmy, vamos seguir a nossa live aqui, meninos. Muito obrigado. Fiquei, Jimmy, vamos lá para a próxima pergunta. E aí vamos tentar ser um pouco mais sucinto nas perguntas para a gente chegar lá naquela que a gente quer, tá certo? Só por causa da turma que tá assistindo aí, a gente já teve 30, 31 de audiência, estamos com 21 agora. A turma tá saindo. Instagram já passou um bocado de gente. Agradecer a turma que passou pelo Instagram aí, várias pessoas, várias.

Para você ter ideia, Até o Tuã tá assistindo lá no Instagram. Felipe, Roberval, Leidiane, Júlio, Carlos, Léo da Pet Aquários, e aí vai vários. Já passou o Engenhadilson Leal, e aí vai várias pessoas. Agradecer essa turma que tá assistindo. E né, Gustavão, muitas histórias mesmo. Aí, ó, ó, que que Rodrigo tá falando: foi um prazer imenso ter conhecido esses maravilhosos profissionais que Dimitri sempre falou. É isso aí, bora lá para a próxima pergunta.

Deixa eu ver: como a evolução tecnológica chegou ao processamento, a industrialização da tilápia, e qual foi a importância desse processo para a formação da cadeia de valor?

DCDimitrius Carvalho

Ai, ai, primeiro agradecer a Jacobina e Elias e dizer que eu não conseguiria dizer em palavras como eu me senti em vê-los e fazer esse resgate. O nível de admiração que eu tenho por eles é um negócio impressionante. Edmilson, Também esse é um amigo, um amigo querido, gerente da Peixe Rio Grande, como eu já tinha dito. Cara super competente, mas muito competente mesmo. Gustavo Pitô, Gustavo também conheci lá atrás, acho que foi Jacobino que me apresentou ele, inclusive.

Bem, vamos lá, revolução tecnológica, processamento e industrialização da tilápia. Bom, eu acho que os meninos falaram muito sobre isso já, Aderaldo, que foi exatamente essa essa virada, né, a virada do processamento manual para aquilo que já existia para outras espécies, que era a mecanização e hoje a automação desse processo. Esse processo de automação, você veja como mudou, né. A gente ainda tem, lógico, escamadores de cilindro e tal, escamadores horizontais, escamadores verticais e E hoje a gente já tem descamação por jato d'água, descamação mais precisa.

A filetagem era o sistema de molas e a filetagem mecânica. Hoje você já tem uma filetagem que vem por scanner, então escaneia o peixe na passagem. Os classificadores, que eram classificadores manuais, botava ali na balancinha para separar o peixe e poder embalar Hoje as classificadoras, elas já escaneiam o peixe, já calculam o peso e elas já colocam o peixe dentro da embalagem pesado. Então a gente viu esse primeiro processo da indústria.

A nova indústria é aquilo que eu tinha comentado. A nova indústria, que a gente vai, acho que a gente vai falar lá no final, pelo que eu entendi, é uma indústria que não tem mais nada disso. É uma indústria de cultivo de células, onde você imprime um filé em 3D na impressora 3D. Mas eu acho que o que marca bem essa evolução é exatamente isso, é você sair de um processo que era completamente manual para um processo hoje completamente automatizado e já entrando a robótica e já entrando os scanners nesse processo.

Uma coisa interessante é que as bombas de despesca que existiam antigamente são muito semelhantes às de hoje. Todo equipamento que tinha vindo de Nova Jersey, da torticultura, foram equipamentos que hoje os brasileiros adaptaram, adaptaram, adaptaram, mas eles já existiam lá naquela época. Então, bomba de despesca separador de água. Nesse momento a gente já tá usando moinhos infinitos, né? Enfim, não tivemos grandes alterações.

O que eu vejo de maior alteração é hoje o resultado do piniquim, é o cara botando um motor de carro puxando, motor elétrico. Então a gente, eu quando viajava pelo Brasil, hoje eu viajo muito pouco, só gosto de viajar turismo, não sou muito fã de viajar trabalho. Mas a gente via essas inovações, a gente via, a gente vê hoje os alimentadores automáticos. Imagine, né, 20, 30, 40 tratos, quer dizer, em 24 horas, negócio, sabe, que a gente não imaginava.

Arraçoamento noturno, enfim, a gente teve uma evolução muito grande, mas já existia o alimentador por demanda na T. Aquele, lembra no comecinho, naquela primeira visita técnica da AT, tinha aqueles cones, a tilápia batia e derrubava, e elas iam por demanda ali se alimentando. Então hoje você tem alimentadores, tem inclusive robôs que vão parando nos tanques-redes transportados a partir de cabos, escaneiam. Você tem sonda hoje que percebe pelo movimento do peixe se ele tá com fome, se ele não tá com fome.

Mas eu acho que essa parte mais Dessa indústria 4.0, eu acho que a gente vai abordar mais para frente. Dessa parte mesmo da industrialização aí, eu acho que os meninos falaram essa evolução até chegar nas linhas 100% automatizadas, como hoje você tem Tofresmo, Brusinox, Branco Máquinas e tantas outras. Pessoal, patrocina aí o 0 a 100, tá? Essas indústrias são grandes, tem capital para patrocinar.

DDeraldo

Faz aí, faz o pedido, faz o pedido para os meninos aí. Agora vou usar isso aí.

DCDimitrius Carvalho

Brusinópolis, Branco Magnas, Troféu, Rosivaldo de Minas Gerais, né? Vamos patrocinar o 0 a 100, esse podcast que dedica, dedicado à nossa atividade e tão importante para gente, né, que é o 0 a 100 Agricultura.

DDeraldo

Então fica a dica, então fica a dica aí para vocês, ó. Quero o nome de vocês aqui, ó, patrocinando aqui. Deixa eu te perguntar uma coisa relacionada a esse tema. Como é que você tava falando aí, eles falando, e eu imaginando, eu entrei na faculdade antes de vocês e eu peguei a parte de tecnologia na parte da faculdade, você já tava vendo lá na prática. Filetagem à mão, a gente sempre falou que a filetagem à era muito mais eficiente que na máquina.

E hoje a gente vê que é totalmente diferente. Como é que você se sente diante dessa evolução tecnológica que você tem pego? Do início que você pegou, é do jeito que você falou aí com Jacobini, Elias, para hoje, esse disparate, essa evolução assim discrepante. Você vê que é uma discrepância muito grande hoje, né? Não há, por exemplo, de 10 anos atrás para cá, né, que a gente vê que não tem essa evolução toda. Mas essa discrepância de quando a gente começou lá, você falou lá, é quando ele, Cristiano, falou 98, né?

DCDimitrius Carvalho

98.

DDeraldo

98 para hoje, quase 30 anos. Como é que você se sente diante dessa evolução toda assim da tilapicultura?

DCDimitrius Carvalho

Privilegiado. Eu me sinto, eu não me assusto mais com as evoluções e as revoluções tecnológicas. Se você fizer uma análise e um corte da história, antigamente a revolução ia acontecer a cada 1000 anos, 2000 anos. Essa evolução saiu de 2000 anos para 1000, de 1000 para 800, de 800 para 600, de 600 revoluções Desde quando você começa lá na pólis grega, depois você que forma as cidades e os sofismas, e aí você tem Aristóteles, Sócrates pensando a sociedade.

Depois você vem para o direito romano, que começa a estabelecer regras de convívio social, e do direito romano você vem para, para consolidação de regras e o entendimento de propriedade privada. Então veja, essas revoluções duraram muitos séculos. As revoluções de hoje, elas duram horas. Toda hora está se criando, e a inteligência artificial vai acelerar isso, Deraldo, absurdamente. Então como é que eu me sinto? Eu me sinto privilegiado em ser um cara que viu o mundo analógico e conheci o mundo digital, e consegui entender Como isso começou e onde isso tá.

A filosofia e o direito pedem que a gente analise as coisas em princípio, ou seja, as coisas em si. E vivenciar isso me permite visualizar as coisas em si, ou seja, em princípio, e estabelecer como saímos daqui até aqui, o processo. Hoje os processos são tão acelerados e a geração que surgiram, elas não estão conseguindo acompanhar o processo, porque parte desse processo tem sido feito com o auxílio do universo digital. É completamente diferente.

Então eu me sinto privilegiado, você deve se sentir um privilegiado, Edmilson é um privilegiado, Cleitinho privilegiado, Marcelo Costa, Maurício Pessoa, todas essas pessoas, o o nosso Itamar Rocha, né, todo Marcelo Borba, todas essas pessoas acompanharam essa transformação. Então poder avaliar as coisas em princípio me faz me sentir privilegiado e acompanhar essa revolução. É do cacete, cara.

DDeraldo

Então a gente pegar, nós somos a geração, deve ser mais ou menos a minha idade, tenho 46, Essa nossa geração pegou essa experiência de transição e é muito interessante isso. Essa turma nova não sabe nada que é do analógico, de pegar a fitinha para rodar, né, gravar, passar na rádio, tudo isso. Tava vendo um dia um vídeo desse, mandaram para mim, um primo meu, sobre isso.

DCDimitrius Carvalho

Então rebobinar fita com caneta rodando, com lápis, né. Tomar o cuidado para não queimar uma foto na hora de revelar filme de 12 poses, 24, 36 poses, revelar um filme. Quer dizer, processos, aquilo era palpável. Hoje pouca coisa é palpável.

DDeraldo

Isso mesmo. Então assim, a gente vive um imediatismo que isso acaba com a gente, esse imediatismo. E isso é questão principalmente emocional hoje, acaba muito com a gente esse imediatismo, tudo para ontem, tudo para ontem, nada tem um processo, né? Hoje a gente não se liga mais nesse processo, como você falou. Mas eu quero, quero puxar agora o quarto, o terceiro bloco, chegando na metade da nossa live, viu, pessoal? Niraldir, eu não consegui anotar corte nenhum, tô lascado.

Faça uma pergunta aí, você quem tá assistindo aí, por Porque eu não anotei foi nada, tava prestando tudo atenção nesses cabra que tava falando aí, porque era muito mais interessante que anotar o código. Tô nem aprovado esse código amanhã. Mas assim, bloco 3, mercado gestante, tecnologia social. Eu tô com uma pergunta aqui que a Viviane fez. Eu tenho que ver aonde eu vou encaixar esse Essa pergunta eu vou deixar para o final, que ela fala de— deixa eu ver aqui o que ela fala.

Meu Deus do céu, ela fala de— pronto, vou deixar lá para o final, porque tem um ponto que ela fala aqui que eu vou deixar para o final, certo? E vocês aí vão fazendo suas perguntas, viu? A turma que tá no Instagram, a turma que tá no YouTube. Ó, a Suiaves está presente. Cande, Cande, obrigado pela audiência no Instagram aqui. Não sei se ela ainda está, mas ela passou aqui. Eu quero agradecer a presença dela que passou. Falei com ela um dia desse.

E Edmilson comenta aqui, ó, é histórico isso, foi ontem e faz 24 a 30 anos. Realmente é. Mas bora lá, bora, bora seguir nosso fluxo aqui, que eu já viajei um bocado aqui com essas histórias desses convidados ilustres hoje, né? Bora lá. Na sua passagem por grandes players nacional, como a área comercial contribuiu para aproximar tecnologia, produção e mercado?

DCDimitrius Carvalho

Deraldo, a área comercial, no meu caso, eu já vendi de tudo, né? Já vendi peixe, já vendi vacina, já vendi alevino, já vendi ração, já vendi projetos. E você que tá na área comercial, você bebe de todas as fontes. Então algumas coisas, algumas coisas são categóricas. Uma delas é: se eu vou a muitas fazendas em diversos lugares, eu tô sempre atualizado, porque onde tiver surgindo tecnologia eu tô vendo e eu consigo me antecipar.

E como eu tô vendo tecnologias diferentes de lugares diferentes com pessoas que pensam diferente, O compartilhamento de ideias é que faz com que você aprenda. Toda certeza existe para ser quebrada. Isso é o princípio da ciência. A ciência, ela transforma uma coisa no estado temporário. Isso aconteceu com Copérnico, isso aconteceu com Newton, isso aconteceu com todos aqueles que criaram as grandes revoluções da humanidade. São certezas que existem para serem destruídas.

Esse é o princípio básico da evolução. Então, quando você anda, quando você tá na área comercial, você que é um cara que tá na área comercial há muitos anos, você bebe em fontes diferentes e a sua cabeça trabalha de maneira diferente, porque você soma a sua percepção, a sua capacidade de aprender e de aprender com a de outras pessoas que você tá convivendo. Então, isso me ajudou muito na minha carreira como consultor, sabe? Andar muito, ver novos projetos e conseguir pegar isso e transferir para a vida.

Então fiz muito teste de desempenho de ação, teste de validação, fiz o primeiro teste de validação da Hyper no Brasil e a área comercial ela contribui substancialmente para isso. É porque quem está na área comercial, quem está girando pelo país, aí Marcelo Costa, Carlos Rabelo, grande abraço para vocês, Quem tá girando muito pelo país conhece diferentes realidades, diferentes tecnologias e é um propagador desse processo. Então, o cara da área comercial consegue realmente entender a demanda de quem tá produzindo com a demanda de quem tá comprando e unir esses dois elos.

Às vezes quem tá produzindo não tá percebendo a dor e você só vende a partir da solução da dor de alguém. Se não tem nenhuma dor, você não tá vendendo. Por quê? Porque ninguém tem nenhuma demanda, né? Então o espírito de servir é que faz com que todas as coisas produtivas aconteçam. É servir alguém, é resolver a dor de alguém. Então a área comercial é esse elo de união, realmente. Que pega aquele que sente uma necessidade com aquele que resolve a necessidade e une os dois eles.

A área comercial, ela tem esse papel, né, esse papel de transferir a tecnologia, criar inclusive, propor novas tecnologias e unir quem tá sentindo a dor com quem tem a solução para dor.

DDeraldo

Então, pessoal, esse rapaz aí rodou pouco, né? Esse rapaz rodou pouco. Que como ele falou, quem tá na área comercial acaba rodando o país e aí acaba tendo acesso a muita informação. É, às vezes, às vezes não, na maioria das vezes acessa informação de primeira, né? De primeira, na realidade. Então você tem acesso a algumas informações que ainda tá lá começando PC. E eu acho que foi isso que a fábrica de ração, a fábrica de vacina e outros biorremediadores, probióticos em si, as fábricas se ligaram e começaram a colocar a turma, os representantes técnicos comerciais.

Se observar hoje, não tem a turma que tá lá representante no campo, normalmente são técnicos, porque eles ficam de olho em tudo que tá acontecendo. Então quando tem alguma oportunidade, alguma depois eles já estão ali atrás da fábrica, começa a desenvolver tecnologia de primeira, né? Então assim, se desenvolveu a tecnologia, começou a produzir direto para o mercado. É um exemplo bem prático disso, Dini, que eu vejo é a ração. Os meninos da Cleiton e Diego, não É, que teve aqui com a gente.

Esse ano foi Vaxnova, ano passado foi a— me esqueci, perdão. Estiveram aqui e a turma da vacina, a gente percebe claramente isso, eles estão no campo e eles veem qualquer coisinha diferente, qualquer variação do vírus, eles já estão pegando, já tá levando para laboratório para testar, já vê. E assim eles começam a mapear a variedade dos vírus que estão, por exemplo, na tilápia em cada região. E é fantástico esse trabalho, porque eles estão na ponta, eles já estão pegando o negócio no início.

Então tem um poder de resposta muito rápido à questão da vacinação, principalmente autógena, por causa disso, que os cara estão lá na ponta, estão observando e pega logo no início qualquer variação, qualquer mudança. É tanto que a gente, se observar, a gente dá uma gama de vacinas autógenas hoje no mercado brasileiro que atende a grande maioria das doenças que atingem tilápia hoje. E é por causa disso. Igual a isso, tem outras coisas, claro, como ração.

A nutrição de presas estão hoje como tá, do jeito que tá, porque a turma tá— e eu lembro de mim, por exemplo, quando eu tava na faculdade, a purina do jeito que era, que fazia aqueles testes, tá, que a gente desenvolvendo a ração dela e hoje como são as ações, né?

DCDimitrius Carvalho

Exatamente.

DDeraldo

Da época, daquela época para hoje, com a evolução da nutrição, é um exemplo clássico. Eu acho que a gente fica assim, se a gente parar para analisar isso, tem uma diferença, um disparate muito grande da época que a gente tá na faculdade, lá de 2008 a 2009, mais ou menos. Ou 2004 a 2009, esse período que a gente tava lá, para agora. É um disparate muito grande de evolução. Você vê uma diferença, né? Você falava de piscicultura em viveiro escavado como era, para hoje totalmente diferente.

Tanque rede nem se fala. Hoje tanque rede de grandes volumes, tanto aí na região de Paulo Afonso como para região de São Paulo, dos Grandes Lagos. Então você vê uma diferença muito grande. Mas eu quero trazer você agora para outro tema, né? Durante a sua atuação no Grupo Odebrecht aqui no Baixo Sul, você participou do desenvolvimento de uma tecnologia social. Como essa experiência mostrou que a arquitetura também pode ser uma ferramenta de desenvolvimento social?

DCDimitrius Carvalho

Eita, agora sim, é Julinho foi da minha equipe, né, que tá aí na live. Ele e Fernanda era da Fundação Odebrecht, também tá aqui na live. Edmilson participou disso lá comigo. Cleiton, que tá aqui na live, participou disso aí comigo. Vitinho participou comigo e tanta gente. Veja só, a Fundação Odebrecht e o PDCIS, eles, eles me deram talvez a maior lição da minha vida. Trabalhar com Norberto Odebrecht Foi, foi o grande divisor de águas.

Alex, Adriano, cara, entender. Vamos lá, eu cheguei no Baixo Sul e me deparei com uma situação completamente diferente da minha. Era uma região muito carente, era uma região que tinha muitos desafios, e o Baixo Sul me fez engolir o o meu entendimento do, até do Movimento Sem Terra e das comunidades rurais tradicionais. Eu descobri que tilápia ela não é uma finalidade. Eu comecei a enxergar tilápia, palmito, cacau não mais como uma finalidade, mas como um meio.

A finalidade na verdade era Gerar oportunidade, gerar oportunidade para as pessoas, era atender o mercado, né, através do comércio justo, através de quê? Da inclusão das pessoas. E veja que esse é um conceito que você usa para tilápia, você usa para roupa, você usa para E associado a isso, você pensar no ciclo virtuoso da visão de futuro. Veja como isso é denso. Você tem uma cooperativa e uma escola. Quem estuda na escola? Os filhos dos cooperados.

Qual o meio de inclusão social? É a Tilápia, é o Palmito, Copalme, é a Copatam. É acoplado. Veja, tem uma escola. Quem estuda na escola? O filho do cooperado. O cooperado tá produzindo e o filho dele tá na pedagogia da alternância, trabalhando no lote do pai e aprendendo a teoria, toda a parte teórica, que é a formação teórico-científica. Esse menino, quando termina alternância, ele vira cooperado. Imagine o nível de evolução que você tem.

A Copatã no primeiro ano faturou R$35 mil. Em um ano, um ano, R$35 mil para todos os cooperados. A Copatã faturou, salvo engano, ano passado R$40 milhões. O palmito mais certificado do Brasil, um dos mais certificados do mundo, é feito em assentamento rural do INCRA. Abacaxi, banana, mandioca, entre as maiores produtividades do Brasil, assentamento rural do INCRA, Movimento Sem Terra. Ali eu entendi o que era o espírito de servir.

Ali eu entendi o que era impactar a vida das pessoas e como fazer isso. E essa tecnologia social pode ser replicada. Adriano teve a iniciativa de levar isso para Angola e eu participei disso. Graças a Deus, tive a oportunidade de participar com a unidade demonstrativa, que depois virou uma unidade produtiva. E nessa tecnologia, a escola firmava aí, Marcelo Costa, uma atuação brilhante nesse sentido. A escola firmava os convênios com as instituições, com as universidades e os institutos de pesquisa.

Então, Baía Pesca, UFRB, UFRPE, o ESC, professor Gustavo Braga, na UFRB, professora Norma, na UFRPE, professor Santiago, enfim. E a gente conseguia, através de um produto certificado, rastreável, aliar teórico e prático, inovação. Veja, pesquisa, desenvolvimento e inovação dentro do mesmo arcabouço. Isso é muito completo. Isso mudou completamente porque de lá saiu primeira ração de pirarucu, do Brasil, maior produtor de pirarucu em cativeiro.

Chegou um ano que a Copacom foi maior produtor de pirarucu de cativeiro individual. Ração específica para bijupirá, análise de densidade de cultivo de bijupirá em gaiolas, ou seja, avaliação da melhor densidade, avaliação do cultivo de jupirá em águas oligoalinas, digestibilidade de farinha de pirarucu, padronização de salga de pirarucu. Sancler, que eu não sei se tá na live, mas extensão de shelf life para filé fresco de tilápia.

Cara, pesquisas super relevantes. Com aporte inclusive de empresas privadas, como Walmart. E o projeto, o PDCIS, ganhou o Prêmio de Governança Participativa da ONU e ficou entre os 20 projetos mais relevantes do mundo na Rio+20. Nós fomos premiados no PDCIS. E eu tive a grata surpresa de ir ao PDCIS com a embaixadora da Zâmbia, E recebeu homenagem, ganhou um livro sobre o mar de Salvador, um livro, uma ilustração de Caribé, e reencontrar o pessoal da Casa Familiar.

E você sabe quem hoje é o vice-prefeito de Presidente Tancredo Neves, Geraldo? Um aluno da escola Casa Familiar Rural.

DDeraldo

Não sei não, amanhã eu tô na Copacabana, amanhã eu vou para reunião do comitê de bacia.

DCDimitrius Carvalho

Juscelino, Juscelino da Copatã, presidente, foi presidente da Copatã e aluno da primeira turma da Casa Familiar Rural, é hoje o vice-prefeito de Presidente Tancredo Neves. O IDC com Celeste, mediação de crise, formação, protagonismo juvenil. O IDES, Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social, que fez, trabalhou toda a parte de revitalização da Fortaleza do Porto de São Paulo, do centro histórico de Cairu, a ideia dos 3 ecopólios: Estuarino, Vales e Cordilheiras, a sede da ONU na Serra da Pacuã, o suporte do Exército Brasileiro na Estrada da Parte da— ou seja, é um arcabouço tão completo e uma tecnologia tão completa que hoje uma das grandes coisas que eu pesquiso, que eu estudo, é governança participativa.

Tem uma palestra dia 29, no CONEVA, falando só sobre governança participativa e tecnologia social como vetor de desenvolvimento territorial. Então, o PDCIS foi— eu saí, eu fui para a AD Pioneiro, depois eu fui para o PDCIS Pioneiro, passamos pela Aguabi, que foi uma das primeiras empresas a criar conceito de proteína ideal, e aí a gente tem o professor Wilson Guruja, professor Gustavo Braga, tem tantas referências, né? Professor Santiago da USP, Silva Pastore, tanta gente que contribui para o desenvolvimento dessas tecnologias.

Esse pioneirismo, ele não para nunca. Então foi um grande marco para mim da carreira, foi o que me fez olhar para um outro lado e enxergar um outro lado que eu não conhecia.

DDeraldo

Olha quem tá aqui, Sancler. Aqui, meu querido, ver o histórico que está da arte atual tá incrível. É assim, sabe? É surpreendente. Por incrível que pareça, pessoal, eu assim que for, nem formei, eu vim antes de formar, 2008, final de 2008, eu vim embora porque meu pai virou para mim e disse: vem embora que eu não consigo mais lhe manter em Paulo Afonso, não termina a faculdade. Eu trouxe a família antes, fiquei lá finalizando a monografia para apresentar, organizar a casa, devolver e vim.

Voltei para o SAE, tô trabalhando até hoje, eu sou funcionário de SAE equivalência. E Jimmy tava aqui na região nessa época, e eu, por incrível que pareça, a gente tava no setor técnico ali, ele passou em frente à Coiaba. Eu lembro ele numa picape da Peugeot vermelha, ele passou. Aqui, aqui eu tô trabalhando na Aldebrecht, tô lá com Alex, com o pessoal lá trabalhando. Foi assim que eu soube que ele tá na área aqui trabalhando, aqui saiu de Paulo Afonso para ir para aqui, que é uma diferença exorbitante, vamos assim dizer, falando principalmente de fauna e flora, a diferença da Caatinga para Mata Atlântica. E a nossa região é muito atraente, muito, né, Jimmy?

DCDimitrius Carvalho

Muitas opções, muito lindo isso aí, cara. Minha esposa Viviane é apaixonada por isso aí, ela adorava morar no meio do mato. A gente morava 40 km na Mata Atlântica, né, dentro da mata, então muita natureza, árvores de 20 metros, de 15 metros, uma coisa exuberante, muito, muito bonita. Jacobina fez uma consideração que de fato o filé manual ainda hoje é mais eficiente do que o filé mecanizado. Mas voltando ao Baixo Sul, Eu tinha um Olga, realmente uma picape da Peugeot.

Sancler foi um cara que participou com a gente da pesquisa do aumento do shelf life da Tilápia. Sancler, a gente chama ele de Professor Pardal, é um cara de uma inteligência completamente diferenciada, um cara muito bom e uma figura, né, um ser humano diferente. Sancler é diferente. Se você tiver oportunidade de conhecer e conversar, você vai conhecer um cara muito diferente. Muito competente.

DDeraldo

Quero ter oportunidade de conhecer o Sancler, sim. Agora chegou, segundo ele, e algumas pessoas dizem para ele isso, ele acredita fielmente, o engenheiro de pesca mais lindo do Brasil chegou. Eu não sei para quem, não sei para quem é que acredita nisso. Inclusive, o corte do TBT da semana passada, na quinta-feira, ele falou isso no corte. Ele, Robertinho Merchan, que não chegou até agora na live, ele falou isso, que ele pesca mais bonito.

E teve gente que falava no comentário, dizia isso para ele. Aí que ele ficou se achando o meu engenheiro de pesca mais bonito. Mas aí Maurício Pessoa chegou aqui e disse, ó, o mais tricolor sim, kkkkkk. Concordo com Maurício Pessoa. Então assim, Jimmy, deixa eu olhar aqui a próxima pergunta. A gente vai estar mudando. Eu queria que você falasse um pouco, a gente tá falando aqui do Grupo Odebrecht, a gente sabe que teve todas essas questões da Odebrecht, deixou de ser Odebrecht, e eu Não tinha essa conversa direta, mas acabava que nossa reunião aqui, por causa do Alberto Odebrecht, que ele gostava muito dessa região.

Eu queria que você falasse um pouquinho dele, né, e falasse a importância do Grupo Odebrecht, principalmente da Fundação Odebrecht, nessa região. E aí você vai ver a região do Baixo Baixo Sul, são 15, 16 municípios, e que a Odebrecht tinha influência não só nessa região, mas nas regiões adjacentes à região do Baixo Sul. E como ela deixou a influência dela, mesmo ela parando de atuar na região, como ela tem influência até hoje.

Eu queria que você falasse um pouco disso, porque você viveu isso. Que você tava dentro lá junto com outras pessoas que estão aqui na live. Eu queria que você falasse um pouquinho da importância dela nessa parte de desenvolvimento dessas tecnologias sociais e ambientais, né, que foi feita muita coisa aqui, para turma ter noção da importância que a fundação tinha aqui na nossa região, sabe, que tinha essa atuação não só na nossa região como a nível nacional e internacional que ela tinha. Fala um pouquinho para gente.

DCDimitrius Carvalho

Cara, a Fundação Odebrecht, ela tava por baixo do Sul da Bahia, no nível de importância assim muito grande. Veja só, a história da Odebrecht, ela começa com Norberto Odebrecht fundando a Agris, Agricultura Seringalista, né, S.A. Ele montou essa empresa aí na região e ele tinha uma gratidão muito grande por essa região. Ele queria mudar isso daí. Quando teve, quando os japoneses, salvo engano pós-Segunda Guerra, saíram do Japão e imigraram, parte dessas colônias espalhadas pelo Brasil vieram para o Baixo Sul da Bahia.

A ideia de Norberto Odebrecht era trazer aquela cultura e aquela, toda aquela tecnologia produtiva para região onde ele era apaixonado, que era a região de Ituberá. Então, onde hoje a gente tem a colônia japonesa aí foi também provocação do Norberto Odebrecht. A vinda dos franceses da Michelin para aí, a mesma coisa. Ele tava sobrevoando a região e os franceses, ele disse, olha, escolhe uma área para trazer a Michelin para o Brasil.

E ele disse, mas eu posso escolher qualquer lugar? E ele disse, olha, eu conheço todo mundo ali, cada área. Não conhecia ninguém. Eu conheço todo mundo ali embaixo, escolhe uma área que eu vou negociar a área para você. Então veja a coragem desse cara. Norberto Aldebrecht era um cara Mas sobretudo um homem corajoso. Ele era um visionário, ele tinha uma cabeça completamente fora da curva, fora mesmo, muito fora da curva. E a tecnologia empresarial Odebrecht, a TEO, ela é para mim hoje ainda o grande modelo de gestão que existe.

Então, Sobreviver, Crescer e Perpetuar, Educação pelo Trabalho, Influenciar e Ser Influenciado, já li todos. E para você ter ideia, a TEO inspirou o que hoje é a tecnologia do Sebrae. O SEBRAE foi para ir para o Baixo Sul, e eu tava aí na época ainda, para aprender, mandou seus consultores para aprender sobre a tecnologia empresarial da Odebrecht, e que hoje massificou todas essas tecnologias que o SEBRAE entrega para o Brasil inteiro.

Então vejam o nível de influência. Para o Baixo Sul, o consórcio Ciapra teve influência da Odebrecht. Na parte ambiental, o mosaico de apas do Pratigi, Corredor Serra das Onças, teve influência da Odebrecht. A OCT, que é a Organização para Conservação de Terras, trabalhou entre as primeiras empresas a trabalhar com crédito carbono, desmatamento impedido do Brasil, mediação de crise por terra, mediação de crise por água. A Odebrecht, ela recebeu o Ministério do Desenvolvimento Agrário para entender por que onde tinha obra da Odebrecht não tinha invasão do Movimento Sem Terra.

E eles entenderam que a Odebrecht, ela não entregava uma obra, mas ela entregava, além da obra, toda a estrutura de suporte das populações impactadas por essa obra. Inclusive, em Santo Antônio de Giral, nós recebemos a consultoria Cardume, que fez a obra de sustentabilidade de Santo Antônio de Giral, para partilhar com eles essa visão sustentável, essa visão ambiental e desenvolvimentista que tinha a Fundação Odebrecht. Então, eu lembro que o impacto era de 35 mil oportunidades de trabalho.

Você sabe que essa região é uma região de cidades minúsculas, cidades com 15 mil habitantes, 20 mil habitantes. E a Odebrecht chegou a mobilizar aí 35 mil oportunidades de trabalho. Não é oportunidade de trabalho para você ser funcionário, não, é para você ser produtor através das cooperativas. Imagina o impacto disso para essas famílias. Imagine quanto isso gerou de emprego indireto. Então pega a influência com os libânios na MD Libânio, pega lá na fábrica de cacau, Pegue ali na Bahia Amido, primeira fábrica de amido modificado do Brasil.

Pegue a própria indústria que eu fui projetista, que tinha um sistema fechado, primeira linha contínua de beneficiamento de óleo de farinha integrada a uma planta de beneficiamento, primeira escola integrada a uma indústria, unindo teórico e prático. Então assim, a Fundação Odebrecht para a região do Baixo Sul, ela foi vital, vital para levar tecnologia, para levar agronegócio. Guaraná através do aprimoramento, que tem um microclima equatorial, e esse microclima equatorial permite que você produza aí cupuaçu, guaraná.

Veio a cultura do cravo-da-índia, então acho que ainda é o maior produtor de cravo-da-índia da região. Teve o aprimoramento da cultura do cacau com cacau clonado aí na parceria com a Ceplac. Então, bicho, se a gente for falar sobre a influência da Fundação Odebrecht Bastos, isso gera uma live só sobre Fundação Fundação Odebrecht, do tamanho que é a Fundação Odebrecht. A Fundação Odebrecht levou BID, levou Harry Wood, levou ONU, levou FUMIM.

Olha a quantidade de órgãos gigantes internacionais. Levou Austin Simons, Mitsubishi Corporation, Microsoft. Difundiu, fortaleceu todo o sistema educacional, consolidou escolas, criou a primeira escola técnica de construção civil do Brasil em Valença, Construir Melhor, que você pôde pôde acompanhar, o primeiro bairro planejado, 100% planejado, de Valença, lá na área da Construir Melhor. Então, cara, é um negócio impressionante o impacto que uma iniciativa pensada por um grupo de pessoas e o impacto e a onda que isso pode desencadear numa região.

DDeraldo

E para fazer o corte, mas não sei se eu vou conseguir fazer o corte dessa pergunta, né? Porque é de assim te emocionar. Quem vive aqui como eu, tem algumas pessoas, João Paulo tava aqui, e tem outras pessoas que estavam na live aqui, sabe qual é o impacto que a Odebrecht teve E como ficou a região depois que ela deixou de atuar aqui devido às questões que todo mundo sabe. Mas assim, o impacto de desenvolvimento pessoal, como Dini falou aí, das pessoas, hoje a gente ainda vê reflexo, né, com Patam, a escola familiar, né, que tem duas escolas familiares que eu lembro aqui, tem uma em Nilo Peçanha e tem essa lá de região de Tancredo Quantos jovens se formaram dentro dessas escolas?

Porque tinham mais escolas, eu tô lembrando de duas, mas tinha mais escolas, e que se desenvolveu. E assim, não saiu da sua região, eles ficaram onde tava, né? Normalmente cursos voltados para parte da agropecuária em si, vamos assim dizer. Então é difícil, segurou o homem do campo, né? A população ali do campo continuou desenvolvendo e ali dando o poder de estudar e os filhos voltarem para continuar o trabalho junto com os pais.

É muito satisfatório saber isso. Fora a parte ambiental de projetos e outras coisas, gosto, CP, que eu tive a oportunidade, cada comitê, de conhecer lá a Serra da Papoã, que aquilo ali é incrível, sabe? Você tá numa cidade, não, a serra praticamente com desenvolvimento, e quanta gente de fora, de outras regiões, de outras regiões do país, veio trabalhar aqui, como a Odebrecht conseguia trazer e buscar projetos e dinheiro fora, internacional, para ser usado aqui na região.

Para vocês terem ideia, se eu não me engano, um dos primeiros programas de pagamento por serviços ambientais foi desenvolvido pela OCP.

DCDimitrius Carvalho

Exatamente, exatamente.

DDeraldo

E a OCP fazia parte do comitê nosso, depois ela mudou para o Rio de Contas, né? Foi desenvolvido por eles aqui em Ibirapitanga. Então assim, você não pode precisar ir longe, tá entendendo? Então é muita tecnologia, muita coisa, foi desenvolvido pela, pela Odebrecht. E aí eu quero a nossa querida FO Então eu quero aproveitar esse gancho para a gente mudar de bloco, para a gente falar de políticas públicas, experiência internacional, porque cada dessas experiências que Dime viveu dentro da Fundação Odebrecht fez eles galgar outros patamares e até para conseguir essa experiência internacional das oportunidades foi surgindo diante dessa vivência que ele teve dentro da Fundação Odebrecht junto com outras pessoas.

E uma coisa que eu gostei muito que Jacobina falava, ele era o líder, mas ele sempre falou aqui na live, na parte na hora que ele tava aqui, ele sempre falava da equipe dele. Eu não era sozinho, eu tinha minha equipe, minha equipe, minha equipe, minha equipe. E a Fundação Odebrecht tinha uma equipe muito boa, unida, que fazia acontecer. A gente via isso pelo resultado das ações. Divergência sempre acontece, tudo que é dentro de casa, dentro de casa acontece.

Imagine no trabalho. Mas eles tinham um objetivo muito maior e eles conseguiam alcançar esse objetivo. Então eu quero isso tudo para tá falando do que Jimmy falou. Eu sabia que essa live nossa não seria rápida, porque quando a gente passar essa foto, cai esses pontos, ia reverberar em outros pontos. E a gente tá com, a gente começou com 30, 31, hoje tá com 23, já foi 24, 25, tá, desceu, chegou a 20, voltou. A turma tá entrando, saindo, isso só no YouTube, fora Instagram.

Mas assim, lembrando, a turma, fica gravado. Se não conseguir conquistar o Cardoso aí no instante, ele com certeza ele vai amanhã ou depois pegar para assistir o resto da live. Vamos lá. Próxima pergunta: como foi sua atuação na área governamental e sua participação na construção de políticas públicas para pesca e aquacultura? E agora estou trazendo toda essa experiência dele para nossa área, né? Porque nada mais é que toda vivência.

A gente só entende a nossa vivência quando a gente chega mais na frente. Ó, eu passei por aquilo tudo para chegar agora. Eu entendo muitas coisas minhas agora porque eu passei, vivi agora. Então, Jimmy vai falar um pouquinho dessa vivência toda que ele teve para ele chegar nesse momento aqui agora.

DCDimitrius Carvalho

Ai, ai, Dede, eu acho que a primeira grande vivência, a primeira grande sensação que a gente tem de que a vivência ensina é que eu digo o seguinte: você é melhor filho depois que você é pai. Então eu tenho segurança de que A gente aprende a ser filho quando a gente é pai, porque a gente começa a entender os nossos pais. Política pública, cara, vamos lá. Eu participei, eu entrei para trabalhar na agricultura através de um projeto.

Esse projeto era um projeto que foi proposto por um prefeito em alinhamento com dois deputados, que foi, que estava em alinhamento com o governador. Que por sua vez estavam em alinhamento com o senador. E nós tivemos um salto dantesco, foi a segunda grande revolução de Paulo Afonso. Primeiro foram as hidrelétricas e a segunda foi a aquicultura, e que reverberou o Brasil inteiro. Então veja, o prefeito tinha, era Paulo de Deus, para mim indiscutivelmente o grande prefeito de Paulo Afonso.

O governador é Paulo Souto, alinhamento com ele total, alinhamento e confiança. O deputado estadual, Luz de Deus. O deputado federal, Zé Carlos Aleluia. Todo mundo daqui, todo mundo com serviço prestado em Paulo Afonso. O senador Antônio Carlos Magalhães e o secretário de Agricultura, Pedro de Deus. Então veja, esse alinhamento estrutural trouxe para mim o entendimento do impacto da política no Brasil, no mundo, mas no Brasil de maneira geral, que o Estado brasileiro é muito grande e se mete em tudo.

Então a minha primeira grande experiência, grande experiência mesmo com política pública, foi porque eu tive o prazer de ser votado delegado. Primeiro fui votado na cidade, depois fui votado no território, depois fui votado na plenária da Bahia e cheguei para elaborar a primeira lei da pesca da Pesca e Aquicultura do Brasil, onde eu conheci gente da hora. Secretário de Aquicultura e Pesca hoje, Dito Berá, né? Conheci gente da hora, conheci gente do Brasil inteiro.

Imagine uma plenária com gente do Brasil inteiro, com o Ministro Gregolin, e nós lá elaborando em 2009 a primeira lei da pesca e aquicultura. Pense a força e a dimensão disso. Todo o setor produtivo nacional se sentou em Brasília, em plenárias, para escrever quais eram as demandas do setor. Essa oitiva, isso, isso foi o fator transformador da arquitetura brasileira. Daí a participar do entendimento do PRONAF Minha Primeira Terra, PRONAF Jovem, PRONAF Mulher, PRONAF Agricultura, a conversa com a Superintendência do Banco do Brasil para entender que na atividade de aquicultura o custeio era mais caro do que o investimento.

O Banco do Brasil não conseguia entender isso, né, devido a nossa despesa com ração. Então o primeiro plano de safra pesca e aquicultura, Estevam Campelo, Felipe Matias, toda aquela galera que tava lá em Brasília discutindo o seguro safra da aquicultura. Então veja, a política pública e a representatividade, aí eu afirmo categoricamente que a gente só prospera na nossa atividade com representação política. Então acho que a gente tinha que eleger sim, cada estado brasileiro, um representante da pesca e aquicultura.

Tinha que eleger. O que dá representação, o que dá força para a gente, para política pública, é representatividade política. Eu esse ano vou votar num deputado que é da pesca e aquicultura. Esses deputados, o Raimundo Costa eu conheci em Valença militando pela aquicultura. Eu lembro que quando eu fui para as plenárias tinha um cara chamado Marcelo Inugado, que era deputado estadual. Eu nem sei se esse cara ainda é deputado, mas ele era deputado, tava lá, tinha lá um conjunto Ainda é, né?

Então a gente tinha ele, tinha a Luciana Mandelli, a gente tinha o— e a pesca aí pegou tantos e tantos. E aquicultura? Então hoje eu já entendia pela passagem pela Odebrecht que me deu essa visão, meu irmão. Primeira vez que eu fui para Bolívia ver o processo de Rossana lá do Pirarucu, que ela fez na Bolívia, eu conheci o secretário Elvio, Aline da SEPRO, Secretaria de Produção Rural do Estado do Amazonas. No Pará, o pessoal do governo do Pará.

O governador de Rondônia, Confúcio Moura, nos processos de apoio para Arucú. É o Carlinhos do Maranhão que levou. Em Santa Catarina, o pessoal do Sindipe, Sindicato dos Pescadores e Armadores. No Espírito Santo, subsecretário de desenvolvimento do Estado do Espírito Espírito Santo. Então veja, cada estado eu tive acesso a políticas públicas. E aí a gente tem Maurício Pessoa, que andou e acelerou. Veja, quando nós tivemos o José Yf à frente da aquicultura brasileira e da pesca, um cara que tem uma empresa de 30 anos, que era do pai dele, e que vive aquicultura e pesca e transpira isso.

Então falta gente representativa política, falta a gente entender a dimensão abraçar isso e dizer quem vai representar a gente em cada estado do Brasil, e a gente abraçar isso, a gente se unir isso, e a gente fazer com que isso aconteça. Porque se Paulo Afonso teve protagonismo, hoje não tem mais, mas se Paulo Afonso teve protagonismo foi graças a uma iniciativa política que achou os caminhos para que nós fizéssemos tudo que foi relatado aqui até agora.

Então, Deraldo, nós agricultores precisamos entender que nós precisamos ocupar os espaços. Não existe vácuo no poder. Rei morto, rei posto. Nós não seremos ouvidos e as nossas políticas públicas sempre vão ficar para segundo, para terceiro, para quarto plano, certo? Se a gente não tiver peso político. Então a política pública ela é feita a várias mãos, como nas plenárias. E a gente precisa fazer mais plenárias, a gente precisa fortalecer a AEP Bahia, da qual eu inclusive não sou filiado.

Mas a AEP também, as AEPs precisam ser mais participativas. Eu vejo o trabalho de Maurício na AEP de Pernambuco e tiro chapéu porque eles estão fazendo. Eu vejo o professor Lucemário com você aí se reunindo e fortalecendo essa AEP da Bahia. A gente tem a Peixe São Paulo e a gente tem a Peixe BR. Veja a força que Medeiros hoje tem nas decisões, veja a força que o pessoal da Peixe São Paulo tem. Tivemos pela primeira vez aprovação de cessão onerosa para pesca e aquicultura, todo o processo de desburocratização de licença.

Então veja, gente, isso só aconteceu porque nós ocupamos os espaços com as nossas entidades representativas. Mas sobretudo falta a cada um da gente escolher aquele deputado, aquele senador, aquele, aquelas pessoas que defendem atividade produtiva, que pensam atividade produtiva, né? Então essa, essa identidade e essa responsabilidade é de cada um da gente. Se nós não somos fortes, não é culpa de Brasília, a culpa é nossa, é nossa, porque nós não estamos nos colocando à disposição do nosso setor.

Porque é fácil apontar, é fácil cobrar, difícil é você entrar em abnegação, difícil é você se entregar por um bem maior, um bem coletivo. É você se entregar à coletividade, é você sair da sua zona de conforto enquanto empresário e abraçar a causa coletiva. Isso não é fácil, viu, Geraldo? Eu me incluo nisso aí. Isso não é fácil, mas é extremamente necessário. A gente precisa disso, sabe? João Paulo tá dizendo: concordo, Diby. João sabe disso, acompanhou isso de perto, é um cara de valença, trabalhou com a gente na Aguavale.

Lá decidiu fazer engenharia de pesca, lá com a gente na Aguavale. Mas lá ele entendeu a força de estar no canhão Odebrecht para trazer desenvolvimento para região do Baixo Sul. Eu, você tem ideia, eu conheci Raimundo, você conhece muito bem. Eu conheci Raimundo dentro da unidade penitenciária de Valença vendendo gelo, hoje vendendo gelo, e foi presidente da colônia. Aí depois de presidente da colônia foi presidente da FEPESPA, que é o maior órgão.

Hoje Valença tem o quê? O Superintendente Nacional da Pesca, que é Rainan. Então veja a importância do alinhamento político. E a gente precisa abraçar isso, indiscutivelmente a gente precisa abraçar isso, sabe? A gente precisa arregaçar as mangas. Além de dar o amor e o empenho às nossas empresas, nós precisamos pensar na nossa categoria, nós precisamos nos organizar. E eu desafio as AEPs a serem suprapartidárias, deixarem a ideologia do lado e criar uma nova ideologia, a ideologia da aquicultura e da pesca e fazer plenárias e discutir políticas públicas para aquicultura.

Porque vem uma reforma tributária aí desgraçadamente ruim para atividade produtiva. Vem aí, Deraldo, nós tivemos reoneração de PIS e COFINS. Veja, a margem de quem produz alimento é mínima. Você tá na aquicultura, sabe a quebradeira que tá de empresa. Eu acompanhei isso porque eu tô nisso há 24 anos. Nós precisamos assumir os espaços, porque a reoneração de PIS e COFINS nunca saiu a nossa desoneração de cadeia. As outras proteínas têm desoneração de cadeia, a gente não tem.

Tá bravo, meu irmão? Não tá fácil, e não tá fácil porque a gente não ocupou os espaços. Então peço até desculpa pelo desabafo, mas falando de política pública, sejamos propositivos, levemos projetos, apresentemos projetos aos nossos deputados e sobretudo cobremos deles, porque a lapa do Vietnã chegou e causou um caos, e o potencial destrutivo dela é muito maior. Eu escrevi, copiei junto com Medeiros e mandei para Alba. Agradeço a Raimundo por ter encaminhado.

Agradeço a Ivana por ter abraçado, por ter submetido. Tá na CCJ e vai ser votado a sobretaxa. Por quê? Porque a taxação não é porque a gente não quer livre mercado, não, porque eu sou liberal e quem mais quer livre mercado sou eu. O que eu não aceito é isenção lá e tributação cá.

DDeraldo

Aí tá errado.

DCDimitrius Carvalho

Eu quero competir de igual para igual. Me desonere para ver se eu perco para ninguém. É isso. Vamos ocupar os espaços, vamos nos unir, vamos abraçar, vamos dar as mãos, vamos conversar, vamos as apps provocarem, o CREA provocar, porque esse debate ele é crucial, tão crucial quanto falar de ambiência, de genética, de nutrição, né? É a gente, e de sanidade, é a gente falar de representatividade política.

DDeraldo

Eita, eita! Eu vou fazer meu comentário porque eu li os comentários aqui do pessoal. Olha, as pessoas, obrigado por estar aqui com a gente. Ele sabe muito bem que é isso que ele tava lá no Instagram. União de forças ou todos remo, ou vamos ficar sempre na sombra do agronegócio brasileiro? Com certeza. Adilson Melo, concordo. E já estamos criando a primeira Associação de Engenheiros de Pesca, de Agricultura, Engenheiros de Agricultura do Amazonas, para ocupar os espaços, mostrar nosso serviço, solicitar nossos direitos e nos fazer ser notados, valorizados.

Sugiro, Adilson, que vocês procurem a FAEP no Pará, né, com o professor Marcos Brabo. Você precisar, fala comigo pelo WhatsApp que tá lá no meu Instagram, no Instagram do podcast, que Marcos Bravo da Federação pode ajudar a tá criando associação, certo? E aí ele fala que também precisamos movimentar isso nacionalmente entre pesca e cultura para galgar outros patamares, exigir políticas públicas, sempre manter nosso ministério, etc.

Então, se a gente não ocupar os espaços, e eu sempre, desde da, e eu vou citar aqui o deputado federal Costa, no primeiro mandato dele, na eleição, primeiro mandato dele, acho que duas gestões atrás. Isso mesmo, eu falei, rapaz, a gente precisa eleger, independente quem seja, um deputado, um político que nos represente. E a gente vê Itamar Rocha fazer isso o tempo todo, que Rio Grande do Norte, Ceará tem representatividade. Itamar Rocha tá o tempo todo atrás dele lá em Brasília por causa disso.

Vira e mexe faz um pouquinho, Itamar tá indo de Brasília, tá indo para Brasília. Francisco Medeiros, Chico, é a mesma coisa. Então articulação política que essas duas figuras, Francisco Medeiros, Itamar Rocha, fazem à frente das associações é muito grande. Fora outras pessoas, eu tô citando os dois como representante, que são duas pessoas que eu tenho mais proximidade, inclusive já tiveram live aqui com a gente. São dois representantes que sempre estão batendo essa tecla: a gente precisa de representatividade políticos para defender a nossa causa.

Se a gente não tiver representatividade, a gente não consegue defender. É tanto que semana passada saiu a notícia, eu tava fazendo reunião com o Jimmy, eu acho, alguma coisa desse tipo, foi retrasada. Saiu a notícia que a Tilápia do Vietnã já tava com 50% do mercado. E quem tiver com dúvida disso, vai lá no Instagram da Peixe BR e você vai ver lá a postagem no feed deles, a reportagem sobre isso. Está lá. Então assim, você tem uma tilápia que tá vindo e tá, já pegou 50% do mercado.

A gente é um dos maiores produtores de tilápia no mundo e a gente tá tendo uma concorrência desleal. Ah, é questão política? É questão política, porque tem uns acordos políticos, totalmente, as coisas eles têm que abrir mão de outras coisas. É os acordos, e a gente tem que ter força política para esses acordos, não prejudicar a gente que tá aqui. Então assim, a gente tem que ter, a gente tá no movimento político, o podcast é apolítico, mas me trouxe uma causa, uma coisa que é a gente como setor.

E aí eu falo como setor, a gente independente do partido, a gente precisa ter um representante que nos defenda. Como Dini falou, independente de partido, tem que ser alguém que nos represente nosso setor produtivo. O agro tem isso, o agro como um todo tem, e eles defendem o tempo todo, o tempo todo, o setor deles, os representantes. A gente precisa ter do nosso setor. Então, a coisa para a gente tá aqui pensando isso. A gente tá no momento político, a gente precisa pensar nisso, a gente precisa ter representatividade igual todos os outros setores que tem.

É, agora a gente tem que pensar também no nosso bico, tá entendendo? Eu acho que a gente tem que pensar sim, tá entendendo? Vamos mudar um pouco de assunto que a gente já tá com 3 horas de live, né? Jimmy já tá cansado também.

DCDimitrius Carvalho

Não foi culpa minha, que fique claro, viu? Depois você você meça as horas faladas aí que você vai ver.

DDeraldo

É, né? A gente teve um momento dos nossos convidados especiais que, né, que foi muito especial para a gente.

DCDimitrius Carvalho

Mas essa live, Geraldo, eu lhe disse, essa live não vai ser minha, hein? Essa live vai ser nossa. Veja como você tá participando, porque vou fazer um relato. Eu fui presidente do Diretório Acadêmico, então lá eu comecei a minha militância, vamos dizer assim, Imagina, eu sou um liberal, um presidente do Diretório Acadêmico liberal que tinha vindo de uma empresa multinacional, um conceito totalmente diferente. E Deraldo concorreu contra mim no Diretório Acadêmico, né?

Então nós temos essa, essa, esse envolvimento com o movimento estudantil. Eu fui diretor acadêmico, fui convidado para o Diretório Central Estudantil em Salvador. Imagina um cara, um liberal, sendo convidado para um diretório estudantil majoritariamente povoado por correntes. Mas eu só entendo o seguinte: a evolução só vem com pensamento diverso. Não existe o pensamento correto. O pensamento unânime é burro, não evolui, não transita você para lugar nenhum.

A diversidade de pensamento e o contraditório fazem com que todas as coisas sejam descobertas E todas as certezas caíram por terra. É o pensamento diverso que desenvolve a sociedade. Então eu, apesar de ter obviamente aquilo que eu acredito, Dede tem o que ele acredita, mas nós sempre respeitamos o contraditório. Contraditório é fundamental na vida da gente. Por isso que eu consegui ser presidente do Diretório Acadêmico, mas me relacionar extremamente bem com todas as correntes, com todas as vertentes, porque eu acredito piamente nisso.

Que o pensamento diverso e contraditório é que faz com que a gente tenha uma evolução da sociedade, tá? E a lata do Vietnã, eu só não vou, eu só não vou nominar porque isso dá direito de resposta. Eu não vou dar essa ousadia de dar um direito de resposta, mas é só você pensar friamente. Subiu lá um determinado produto de uma determinada marca, desceu de lata em lata importada. A gente tem um mercado doméstico super forte, capacidade de expandir a produção, uma taxação desgraçadamente ruim.

Isso veio a partir de uma canetada, uma canetada que impactou. Agora pensa o seguinte, paralelamente a isso, a reunião do CONABIO vai analisar o quê? A classificação de tilápia como espécie o quê? Invasora. Ó o pau! Imagine a dificuldade de licenciar. É uma grande coincidência, não é?

DDeraldo

Com certeza.

DCDimitrius Carvalho

É, não sei, né? Eu acho que é outra coisa, mas vamos dizer que é uma grande coincidência. E a pressão— eu gravei vídeo, todo mundo que eu conheço gravou vídeo— e a pressão fez recuar.

DDeraldo

Isso mesmo. Se não fosse a pressão do setor, não tinha se recuado, não tinha medo. E eu não sei nem como é que tá agora, que eu fiz uma live com Francisco Medeiros logo ali para aquela época e tá fervilhando isso aí. Mas bora lá, eu quero aproveitar, fazer uma pergunta de uma pessoa, né, que a TVI já deu um beijinho em você na estante. Ela fez uma pergunta assim mais cedo.

DCDimitrius Carvalho

Meu notebook descarregou, amor, traz a tomada, por favor, que eu não consigo ver os comentários, eu fico doidinho.

DDeraldo

É, ó, aquicultura ainda precisa lutar muito por reconhecimento, segurança e políticas públicas. O engenheiro de pesca tem ocupado o teu lugar nessa luta?

DCDimitrius Carvalho

Olha que pergunta capciosa ela fez, Caribe, velho. O engenheiro de pesca, quem é o engenheiro de pesca? Engenheiro de pesca é o cara que transita na pesca, transita na aquicultura, transita na nutrição. Quem é que tá mais apto? Quem é que tá mais preparado para pensar políticas públicas para pesca e aquicultura do que o engenheiro de pesca, engenheiro de aquicultura, o agrônomo, veterinário, zootecnista e aqueles que vivem da atividade?

O engenheiro de pesca assim como várias outras profissões, né, são as pessoas mais aptas, mais habilitadas para discutir políticas públicas, principalmente se ele for produtor, e beber da água da realidade. Porque veja, a gente tem um monte de tecnocrata, burocrata, que nunca teve contato com atividade real, sempre teve com atividade teórica. Né, mas eu acho que naturalmente algumas pessoas vão se destacar nesse processo representatividade.

Você vê um Francisco Medeiros, por exemplo, você vê os meninos da Peixe São Paulo, você vê alguns coordenadores de AEP, você vê o próprio Maurício Pessoa, tem todo o perfil aí, né, já teve atuação. Então o engenheiro de pesca, ele é, entre tantos, o nato, mas um produtor Um grande produtor também é, um empresário também é, aquele que conhece a dor do setor no dia a dia também é. Essa união, ela é do setor, né? Ela é do setor. Então sim, o G de Pesca, eu não posso porque minha mulher não deixa.

Eu sou claro em dizer, a minha mulher não deixa. Por isso que eu abraço lateralmente, mas a hora que ela me liberar, se um dia ela liberar, que ela não vai, Eu dou um jeito nisso, eu vou para cima, mas ela não vai me liberar não, por isso que eu falo. Oi, filha linda, te amo, obrigado, viu?

DDeraldo

Ainda bem que ela mandou a filha entregar, não foi ela, porque se ela fosse aí ela tinha me dado uma cipuada agora.

DCDimitrius Carvalho

Eu entrego logo a realidade, aqui em casa quem manda é minha mulher.

DDeraldo

Aí eu até mudei para anotar. Vai que é o corte, vai que é o corte.

DCDimitrius Carvalho

Não sei se vou só ligar meu notebook, que se eu ficar sem ver os comentários eu vou ter um troço aqui.

DDeraldo

Então vai ligando aí. Deixa eu ver aqui, deixa eu ver se tem comentários.

DCDimitrius Carvalho

Eu quero ver quem da turma. Aí fica a minha pergunta para o pessoal da live: quem da turma tem coragem de encarar um mandato e representar aqui cultura. Quem sabe a gente já não começa a identificar agora.

DDeraldo

Eita, rapaz, eu tenho 22 pessoas aqui ao vivo no YouTube, mais alguns no Instagram. A gente precisa ver quem é. Eu volto aqui, deixa eu ver. O engenheiro de pesca mais bonito do Brasil, Luiz Henrique Lins. Eu botei ele no apertado, se ele tiver aí. Deixa eu fazer uma leitura do comentário aqui de Adilson. Adilson, ele fala: precisamos ter espaço para assessorar políticos em projetos de influência, ou nós mesmos nos candidatarmos para mudar o panorama político-legislativo, tributário, acesso a financiamentos e ambientes.

Paulo comenta: o Paulo, espaço existente como meta para associações. E Raio-X do Congresso fala aqui: você mesmo, Minha mulher não deixa. Ó, pessoal, vai fazendo suas perguntas aí, a gente já tá se direcionando para o final da nossa live. Faltam só 3 perguntinhas aqui e eu vou ter um problema sério para fazer o corte dessa live hoje. Eu não sei como eu vou fazer não, mas vamos lá. A pergunta aqui, uma outra pergunta. Ó, deixa eu ver se tem algum comentário aqui.

Flávio Marinho, raio-x do Congresso é Flávio Marinho. E Maurício, pessoal disse que a dele também não deixa não. Ainda mais vocês, ninguém lá deixa, né? Ninguém vai deixar. Quem sabe você tá numa vida dessa, quem sabe. Mas bora lá, vou ver aqui. Pronto, vamos para pergunta. Você também participou do projeto Internacional de Desenvolvimento da Agricultura na África. O que essas experiências ensinaram, que podemos trazer para a realidade brasileira?

Mas antes de você falar, eu concordo o seguinte: a gente não precisa necessariamente a gente tá na frente de estar ali sendo político, mas a gente pode estar elegendo e tá por trás de um candidato que seja representatividade da gente. Faço isso, várias pessoas que a gente possa estar ali ajudando, apoiando. Que ele nos represente. Porque não é qualquer uma pessoa. Eu, eu, para quem não sabe, Jimmy sabe, eu fui candidato a vereador.

EJElias Jacobina

Eita!

DDeraldo

Na época que eu fui fazer faculdade, na época tinha essa opção de afastar de trabalho para ir, e eu saí candidato. Na época eu tive 12 votos, eu fiz campanha nada, era por causa da questão da faculdade. Faculdade mesmo. Fiz campanha só quando eu voltei para Itaperoá. Mas assim, eu sempre gosto muito política, eu gosto muito de conversar política, gosto de política de bastidor, tá por trás. Mas ser a figura, eu não tenho muito o perfil porque não me dou com muita coisa.

Tem que ter muita frieza e eu não tenho essa frieza tanta para certas coisas. Então eu acabo, prefiro conversar sobre política, tá articulando, fazer aquela articulação tá por trás, eu gosto muito. Mas se é a pessoa política, esqueça que Deraldinho aqui não gosta. Mas vamos lá, que essas experiências na sua vivência na África ensinaram que nós podemos trazer para a realidade brasileira?

DCDimitrius Carvalho

Eita, bom, como eu disse, Adriano Freire foi um cara que teve um papel crucial nesse processo. Adriano, você conheceu aí, né? Conheceu aqui, conheceu aí. E Adriano queria replicar essa tecnologia do PDCIS lá no projeto de sustentabilidade da hidrelétrica lá de Laúca. Eu concorri, obviamente, e acabei com a prêmio sendo selecionada para construir a primeira unidade demonstrativa. Mas eu já tinha ido lá também por indicação atender uma levinagem que tinha comprado uma fábrica de ração, enfim, não sabia, não tinha fórmula e tal.

E eu fui lá e fiz a fórmula para eles, e a gente fez lá aquilo funcionar. Aquilo cresceu e a gente foi convidado, eu, Lucemário, Xavier, Fabrício, né, e Tiago Trombetta. Eu levei uma equipe, claro, levei Tiago Trombetta representando o SEBRAE Nacional, a Unidade de Agronegócio Brasília, Levei o professor Lucemário, professor Fabrício como consultores, e nós acabamos vendo aquilo crescer muito rápido. Tive uma reunião para falar sobre sistema rotativo de pasto com o ministro da Agricultura, diretor nacional da Agricultura, que era o Joaquim Cardoso à época, e fui falar sobre pasto rotativo, sobre sistema de cultivo de bovinos e falar sobre peixe.

E a gente acabou, Deraldo, sendo convidado a escrever um projeto de país. O que é que de lá a gente traz para cá? Primeiro, me fez entender que eu tava com uma visão muito pessimista do Brasil, como hoje tô com uma visão pessimista do Brasil também, mas Quando eu cheguei lá, eu entendi duas coisas. Primeiro, eles têm muito a caminhar ainda, muito mesmo. E segundo, que aquilo lá tem oportunidade demais, cara. Que terras de oportunidades!

É assustador como existe oportunidade do lado dele, oportunidade em todos os setores que você puder imaginar. Da aquicultura, da pecuária, da agropecuária, né? Aquicultura e pecuária são a mesma coisa, mas enfim, perdoe o lapso. Então, da pecuária, da agricultura, dos serviços, sabe? De todo tipo de serviço, elétrico, hidráulico. Bicho, olha, você não tem ideia do que é aquilo lá. É assim na Namíbia, é assim na Zâmbia. A gente teve uma passagem muito rápida na África do Sul, mas Mas quando você chega lá, você vê que se você se dedicar mesmo no lugar daquele cara, a possibilidade de você alavancar sua vida é gigante.

Obviamente que você vai ter os riscos associados. Lá tem doenças que a gente já não tem mais aqui, né? A infraestrutura ainda é um pouco precária, mas é muito diferente do que a gente assiste na Discovery. Muito bem diferente mesmo. Eu me assustei como era moderno e pulsante, e como aquilo tava crescendo, né, ao mesmo tempo que convivia com abismos sociais, sabe? Então, de lá para cá, eu trouxe uma visão mais positiva do Brasil, mas também me fez enxergar que lá eu preciso, lá eu tenho muito mais chance de alavancar do que aqui.

Não alavancar como tá alavancado aqui, né, no termo da economia. Minha economia, e alavancar é você tomar empréstimo, né. Então hoje 80% da população tá endividada e mais de 50%, passamos da metade da população, inadimplente. E o agronegócio brasileiro entrando na inadimplência, não sei, talvez pela primeira vez na história. A grande parte das empresas brasileiras hoje estão alavancadas, ou seja, endividadas. Devendo aos bancos. Então lá você tem essa perspectiva muito grande de se desenvolver.

DDeraldo

Foi a minha ou sua net que deu uma travadinha?

DCDimitrius Carvalho

Foi meu celular, por causa da temperatura. O bicho tá pegando fogo.

DDeraldo

Então pode ir lá. Dá para desligar ele um pouquinho, porque depois você, o que você vai receber de mensagem, tá recebendo aí, deve estar no gibi. Tenho certeza. Ó, eu não posso deixar de pedir a turma, para quem já passou, quem não passou, quem vai assistir depois, de não deixar de curtir a nossa live, compartilhar e se inscrever em nosso canal, tanto no Instagram como no YouTube, tá certo? Vamos lá, vamos mudar de bloco direcionando para o final e vamos falar um pouquinho do futuro da agricultura brasileira, né?

E vamos fazendo suas perguntas aí, quem tá aí que vai fazendo suas perguntas. Eu preciso de um corte, hein? Senão o corte vai ser aquela pergunta de Viviane. Pelo que eu vi aqui, vai ser a pergunta de Viviane. Ou alguma outra que eu acho aqui no caminho. Olhando para toda essa evolução genética, sistema de cultivo, nutrição, processamento, gestão e mercado, quais foram os avanços que realmente mudaram o patamar da tilapicultura brasileira?

Eu quero um olhar seu, com toda essa sua vivência, toda essa sua experiência, seja no Brasil internacional, você no setor produtivo como você tá, e fala um pouquinho o que é que você acha.

DCDimitrius Carvalho

Genética é edição gênica, né? Você poder fazer o peixe transgênico no Brasil é proibido, mas se você pensar na Malásia, que tá no topo lá, ela já faz, não à toa, é o grande desenvolvedor desenvolvedor da aquariofilia no mundo, né? Faz peixes belíssimos a partir da diadição, né? Então, na genética, acho que esse vai ser a próxima revolução, a mais próxima, né? Na parte de nutrição, é você ter ainda partículas mais solúveis, né?

Acho que a gente tem muita coisa que vai descobrir ainda. Relacionado à nutrição. No processamento, acho que a gente vai para robótica mesmo, né? Os robôs vão ocupar cada vez mais espaço através de alimentadores e despescas, e enfim, vai ser tudo, acho que logo logo vai estar automatizado. Isso realmente acho que não demora. Da sanidade, a gente até essas sondas hoje, que aferem os parâmetros de água e fazem correção em tempo real, 100% automatizado, isso já existe, né, Dede?

Isso vai estar muito mais integrado, cada vez mais integrado, né? E da ambiência, eu acho que a gente vai ter realmente cada vez dados aí, um abraço para a Tuan, para a Biofuturas, um abraço aí para Ronaldo aí da Biotrend, Enfim, patrocina, tu já patrocina, Ronaldo? Patrocina aí também, bicho, tá perdendo para o concorrente, que é isso, cara. Vamos patrocinar o 0 a 100. Eu acho que a gente vai na ambiência, a gente vai ter cada vez menos impacto, cada vez reaproveitamento de água, cultivo de água, que a gente aprende hoje que não é mais cultivo de peixe, cultivo de água, manter esse equilíbrio, controlar o carbono para que a gente mantenha uma biota, uma alcalinidade elevada para que a gente consiga manter essas bactérias, desenvolver esses processos de desnitrificação que já foram muito mais complexos.

Então o futuro de curto prazo é esse que eu vejo. O futuro mesmo, né, e na área comercial, é você começar a experienciar aí umas áreas de UI, né, UI e UX, ou seja, a parte de design e e de experiência do cliente, né, e poder medir isso e ajustar, dado a ideia do e-commerce. A nossa tokenização de ativos a partir do comércio em blockchain, sobretudo blockchain soberano, né, blockchains privados. Então a gente já tem a Cargill aí, uma série de grandes empresas negociando em blockchain.

A turma de Web3 com tokenização de ativos e negociação em criptomoedas operacionalizando diretamente no banco. Ou seja, tokenizo, subo o meu ativo, deixo ele tokenizado, entrego o meu ativo ao banco. Ou se eu quiser, e essa é a função da cripto, fugir do mercado comum de crédito, Eu passo, eu entrego, por exemplo, a Gustavo da Samaria um ativo meu, que é o quê? A tokenização de uma terra, um terreno que eu tenho nos Estados Unidos, e eu dou esse terreno como garantia.

Ele financia a ração para mim, se eu não pagar, ele já tá com o ativo tokenizado e você negocia a partir da Web3. Então acho que na área comercial esse processo de tokenização A gente já tem aí a entrada do Paraguai como um dos maiores big data aí da América Latina, o Cabo Malbec entrando pela Argentina e o cabo que entra e passa por São Paulo fazendo a redundância do Paraguai. A instalação dos grandes data centers globais no Paraguai vai tornar possível inclusive que um cara na Universidade Johns Hopkins faça uma cirurgia na na USP, no hospital em São Paulo, é uma cirurgia robótica.

Isso já é possível transitando Big Data por dentro do Paraguai. Então acho que o futuro da área comercial está muito relacionado a isso. A parte de IoT entrando aí na facilitação e na intuitividade da gestão a partir das sondas que emitem em tempo real as mudanças de parâmetros de água e fazem correção automática com sistema de dosadores. Então a parte de IoT, a parte de DevOps back-end, melhorando aí essas interfaces, né, a sistematização de processos de gestão com os dashboards sendo alimentados a partir das sondas, da integração da produção alimentando em tempo real para tomada de decisão em tempo real, né.

Então eu acho que que o futuro para esse primeiro momento é isso. Então, a posteriori, lógico, a gente vai comer comida de cultivo de célula impressa em impressora 3D. Então, acho que é isso que vai acontecer. Algumas profissões realmente com a inteligência artificial, advocacia, enfim, algumas outras, contratos vão ser fechados a partir de análise da minha IA jurídica com a sua IA jurídica para definir contratos e E a resolutividade vai ficar muito mais rápida e a tomada de decisão também.

A orientação a partir da definição de macro e micro indicadores. Então eu tenho um macro indicador, um micro indicador, eu alimento o meu sistema com esses indicadores e a partir da alimentação desses indicadores, a minha inteligência artificial treinada por mim, preparada por mim, me ajuda na tomada de decisão a partir da avaliação dos gráficos e das oscilações em tempo real.

DDeraldo

Então você falou do ponto aí, e eu tava lendo a pergunta aqui e eu só parei no nome gestão. Tudo isso que você tá falando aí vai morrer nela. Eu tava aqui analisando como é que eu ia falar, e você falando, falando, e só aí o nome gestão sobrando na reta aí. Eu acho que a gente vai copilar, vamos dizer, vai chegar, falei ali, aquele topo, né, uma gestão muito, uma questão tecnológica muito próxima. Não vou dizer que a gente vai estar lá só dominando com a IA, vamos assim dizer, que eu acredito muito que aconteça.

Não sei se acontece, é da nossa época, né? Sim, de Robocop. Robocop não, Exterminador do Futuro. Eu, com quem eu converso que gosta de tecnologia, que fala de IA, todo mundo fala daquilo ali, vê aquilo ali acontecer. Eu vejo aquilo ali acontecer.

DCDimitrius Carvalho

Quando começou esse negócio da IA, eu Puta que pariu, você tá de sacanagem que você quer entrar nisso aí, porra? Você vai aí, certo? Aí deixa eu te dizer, você sabe o que é IA? Inteligência artificial nem é inteligência nem artificial. A inteligência ela é humana, e o que então já não é artificial, e ela não é uma inteligência, ela é uma estatística multivariada. Ela é o quê? Uma aproximação de palavras definidas no espectro de inter-relação.

Ou seja, ela é um cálculo estatístico, meramente estatístico. Então a ideia de que a IA entra e pensa por si só e tal, bom, eu não acredito que isso vai acontecer tão cedo, sinceramente. Pelo menos pelo entendimento do primeiro computador que começa ali com uma passagem de fluxo e corte de fluxo, passagem de fluxo e corte de fluxo, e evoluiu para que a gente tem hoje, ainda é uma estatística. É a sua capacidade de pegar cálculos estatísticos e achar uma resposta a partir disso.

Olha, Tiago Trombetta aí! E aí, Tiago, tudo joia? Quanto tempo, velho! Foi para Angola também.

DDeraldo

Manda um abraço e fala assim: realmente Angola é uma terra de oportunidades, excelente viagem que tivemos. Lembra que o carro que quase capotou quando o pneu estourou?

DCDimitrius Carvalho

É porque a gente anda lá nos carros, são muito grandes, tipo essas Dodge Ram 2500, 3500. A gente anda num carro lá geralmente Patrol, Land Cruiser, Lexus, são carros V8, grandes caminhonetes gigantes V8, e você não sente a velocidade que você tá, você não tem ideia da velocidade que você tá dado o controle eletrônico daquilo. E a gente tava uma velocidade realmente muito elevada, o pneu estourou, a gente só ouviu o barulho, mas não ia capotando não, Tiago, que o sistema eletrônico entrou todinho, só deu uma balançadinha encostou.

A parte mais difícil era trocar o pneu daquela porra. Primeiro pelo tamanho e o peso, né? Depois porque foi no lugar tão, tão ermo, foi no caminho do Dalatanda para o Malanje. Me lembro sim, Thiago, lembro demais. E a gente rodou, entendeu? A gente entrou numa mata. Angola tem leão, Angola tem elefante, Angola. E a gente entrou, e tem hipopótamo. E a gente entrou na mata e os guias da gente eram dois guris que que eu acho que não tinham 10 anos de idade.

E eles iam na frente. E Lucemário, o cara mais corajoso da terra, eu não conheço um cara mais corajoso que Lucemário. Lucemário ia num barco com crocodilo. O crocodilo era maior do que o barco.

DDeraldo

E ele, não, ele não pega não.

DCDimitrius Carvalho

Porra, ele adestrou a porra do crocodilo. A gente entrou na mata, porra, na floresta. Lucemário e os dois meninos na frente. Eu digo, bom, se pular, vai pegar esses meninos primeiro, que é menorzinho. O leão vai escolher o menino pequeno. Eu digo, tira esses meninos daí. Lucemário, que nada, os bichos não atacam não, que eu trabalhei na Amazônia. E a gente, bicho, era o Jungle Man, cara. Jungle Man, o Semário é demais, é fora da curva também, cara da rua.

DDeraldo

Obrigado pela participação da nossa live aqui. Voltando aqui para gestão, eu acho que a gente vai chegar a um ponto de uma gestão uma excelência em gestão. Na realidade, acho que a gente vai chegar a esse ponto de excelência em gestão. Quando atingir esse ponto de excelência, acho que ninguém vai segurar mais a gente. A gente tem muita coisa ainda, pontos que precisa ser feito. E quando a gente fala comparativo com avicultura, a gente tá aquém, né?

Não tá nem longe, tá aquém, né? A gente faz esse comparativo Mas quando a gente conseguir diminuir um pouco esse distanciamento da avicultura, conseguir essa excelência na gestão, a gente vai estar— se a gente já domina o que a gente domina hoje na agricultura mundial, imagine quando a gente tiver mais um pouquinho lá na frente. Acho que a gente vai ficar— ninguém pega a gente. Mas vamos lá para nossa última pergunta, né? Já estamos 3 horas e 32 de live. Semana passada foi quase 4 horas.

DCDimitrius Carvalho

Bora lá, Ave Maria!

DDeraldo

É, e mas foram 2, né? Hoje foi só você com uma, 2.

DCDimitrius Carvalho

Não, hoje fui eu, Jacobina, Elias e um convidado que eu sabia. Eu disse ao convidado que ele ia se empolgar tanto que essa live não ia ser minha. Deraldinho Neto, viu?

DDeraldo

Então, normalmente eu falo menos que quem tá fazendo a live comigo, né? Normalmente ele tinha cantado essa parada: não, você vai se empagar, vai falar para caramba. Realmente eu falei muito mais na live. Normalmente as estrelas são os convidados que estão lá com a gente, né? Bora lá. Depois de viver essa transformação por diferentes ângulos, como você enxerga o futuro da agricultura brasileira e quais serão as tecnologias e estratégias desse decisivas para o próximo ciclo? Olha que pergunta capciosa!

DCDimitrius Carvalho

É dura, é bem dura. O futuro da cultura brasileira, Geraldo, eu não consigo imaginar de verdade. Eu achava que eu conseguia prever quase todas as coisas dentro do meu setor, tanto que eu tô, eu venho sobrevivendo. A Aquapremia é uma empresa que foi fundada em 2015, mas a Ictus é uma empresa que foi fundada em 2009. A Aquapremia é uma evolução da Se eu olhar em todos esses anos, 2009 até agora, eu conseguia prever, ter alguma previsibilidade.

Ano passado me ensinou que eu não consigo prever mais nada e que tudo é possível, inclusive nada, né? Então eu não, eu, eu não consigo te responder. Tá aí uma pergunta que eu não consigo te responder. Eu posso fazer um exercício de futurologia dentro da minha baixa expectativa, mas eu acho que as eleições desse ano vão dizer muito para gente sobre o Brasil que a gente quer e sobre a aquicultura que a gente quer. Enxergo dias difíceis porque a partir do ano que vem, salvo engano, a reforma tributária começa a gerar uma dificuldade muito grande para os micro e pequenos, que é Aquele que tá inadimplente, ou seja, a empresa que tá no Cadim, que tá negativada no Cadim, ela, a empresa grande que compra dela, passa a ser negativada.

Ou seja, imagine o seguinte: se a Aquaprem tivesse negativada no Cadim, quando eu vendesse para Agrofiches, para Frescato, a Frescato ficaria negativada e seria impedida de receber os créditos. Então a reforma tributária vai trazer a partir do próximo ano um desafio que eu não consigo prever. A gente vai ter o fim da guerra fiscal entre os estados. Eu não sei se isso é bom, porque diminui muito os incentivos fiscais. Então eu acho que a automação ela vai ter que compensar essa segunda maior carga tributária do planeta Terra.

Mas acho que a gente vai ter que trabalhar muito com os deputados e com os senadores para a gente conseguir aprovar leis que deixem possível a gente sobreviver e ser competitivo no atual nível de inflação, de taxa de juro e de endividamento das empresas. Porque nós temos uma inflação acima da meta e uma meta que foi— isso não entra, isso não entra. Então o arcabouço fiscal foi realmente um calabouço fiscal, né? Então inflação aí ainda acima da meta, nós temos uma taxa de juro extremamente elevada que não consegue conter a inflação, porque a inflação ela tá artificial pela entrada de recurso público.

Então ela não é uma inflação por demanda e E o indicador disso é que a redução da atividade produtiva com a inflação ainda com uma resposta complicada e um câmbio modificado artificialmente, que é o nosso tripé macroeconômico, né, inflação, né, para quem não conhece, o tripé macroeconômico é aquilo que estrutura o plano econômico nacional, e o câmbio flutuante taxa de juro e controle da inflação. Isso é o tripé macroeconômico que a gente tanto ouve falar.

Quando você não tem muito mais uma resposta dentro dessa estrutura, você pode ter uma entrada na recessão. E dado que nós estamos com o maior déficit nominal da história do Brasil, dado que o comportamento da nossa dívida, ou seja, aquilo que nós trabalhamos a serviço da dívida tem aumentado, eu não consigo, por isso que eu disse que eu não consigo te responder, eu não consigo ainda. E aí vou ter que conversar com muita gente e entender como caminhar nesse novo cenário e essas alterações da reforma tributária também.

Então realmente é um exercício de futurologia, não consigo precisar o que vai ser. E pela primeira vez eu acho que você tá me vendo pessimista. Acho que você nunca me viu pessimista na vida, né? Mas eu pela primeira vez tô aqui dizendo como é que vai ser essa zurra, sabe? Tô preocupado de verdade.

DDeraldo

Depois dessa eu vou deixar até você beber uma aguinha aí, vou falar dos meus patrocinadores enquanto a gente volta. Só Pessoal, para você dar uma respirada, né? Porque esse, essa futurologia sua aí, eu pensei que a resposta seria diferente.

DCDimitrius Carvalho

Pessoal, não vou mentir para você, me ajude.

DDeraldo

Jimmy é sempre muito, como é que é a palavra? Esqueci agora.

DCDimitrius Carvalho

Eu sou otimista, né? Eu sou um otimista crônico.

DDeraldo

Ele é muito otimista. Então Eu não esperava essa resposta dele. Mas bora para o nosso intervalo, não, falar dos meus patrocinadores enquanto ele bebe uma água aí. Deixa eu puxar o arquivo aqui que eu tive que atualizar o StreamYard aqui, aí acabei saindo de tudo. Bora lá, ABCC, Associação Brasileira de Criadores de Camarão. Você que é produtor de camarão quer se associar, fale com as meninas lá através do 849-962-7575. Quase não sai. 849-962-7575.

Fale com as meninas lá para se associar. Você que tá interessado para fé na cama também, fale com as meninas da BCC que você vai conseguir ver tudo que vocês precisam com ela. ITEP, Instituto de Tecnologia de Pernambuco. Fale com o pessoal da ITEP através do número 819-98570921 para fazer sua análise de água específica, sua análise da ração e demais análises relacionadas. A ITEP é um laboratório de primeira. Lá vai ter recentemente na China trazendo um bocado de novidades Tô tentando ver se eu consigo trazer uma live com ele aqui para a gente ficar por dentro das novidades que ele viu na China.

Panorama da Agricultura, há mais de 20 anos no mercado, a revista que é referência no nosso segmento, no nosso setor. Inclusive fizemos uma live aqui com Fábio, que foi capa da revista, o LTA, Laboratório de Tecnologia da Agricultura. Falamos sobre a bioacústica, monitoramento passivo. Inclusive, nós postamos um Paco Assays no final de semana que viralizou, já passamos de mais de 3 mil visualizações, curtidas, e aí vai. Vai lá e vê o Kenji falando sobre a pesquisa que eles estão fazendo lá, o artigo, tá certo?

Então fale com as meninas, com a Dani ou com a Fernanda, através do 21 97252-5595, e faça assinatura Cultura e ganha aquele desconto. Vai lá com voucher de dizer assim na Clube Cultura, diz que assistiu a live aqui de Dimitrios comigo e peça aquele desconto, tá certo? Deixa eu ver aqui nossos parceiros. A App Bahia, com a nossa presidente Raíssa. Fale com a app.bahia e você que é engenheiro de peças que atua na Bahia, se associa à AEP Bahia, vem fortalecer essa instituição.

E junto com a AEP Pernambuco, aep.pe, que Maurício Pessoa tá aí, que é um dos diretores, que a presidente é Maria Efigênia, e que tá aí trazendo e brigando por muita coisa. As duas AEPs, a AEP Pernambuco está aí, fale com eles. Biofutura do nosso parceiro e amigo Cláudio Tuan, É, trazendo soluções biotecnológicas para você no seu cultivo. Fale com ele pelo 5992427575. E Comunidade Aqua, você que tá interessado, é produtor técnico, quer fazer parte do grupo do WhatsApp, fale com a Daiana no 11932578701 e entre para esse grupo que tem várias discussões do nosso segmento.

FAEP, Federação das Associações de Engenheiros de Pesca do Brasil. Fale com Marcos Bravo através do Instagram aí, FAEP BR Oficial. Você quer montar a sua associação de engenheiro de pesca no estado, fale com ele que ele vai lhe orientar. E o grupo de inovação tecnológica coordenado pelo professor Mateus, Produção Animal BR, quer fazer parceria, desenvolver pesquisa com as universidades, fale com o professor Mateus. Na área de nutrição.

E LACAR, Laboratório de Carcinicultura da UFRPE, professor Luiz Otávio. Você também quer fazer pesquisa com camarão, fale com o professor Luiz Otávio para você buscar as empresas parceiras. Eles são abertos a parcerias com as empresas, tanto LACAR como Inovação. E Tratáguas, do professor Augusto, teve semana passada com a gente fazendo live, né, atrasada na realidade. Você quer fazer sua análise do perfil iônico da sua água? Fale com o Professor Augusto através do Zap 839-9972-0369.

E os realizadores, né, a Cultiva e Plante. Você que quer soluções biotecnológicas para o seu cultivo também aqui na região de Valença do Baixo Sul. Fale comigo através de 759-8148-8697. E você, produtor, fornecedor, empresa, quer desenvolver seu marketing do aquanegócio? Fale com a Aqualab através de 759-9122-7988. É a Aqualab que tá por trás desse podcast fazendo toda a parte de marketing digital, pessoal. E nosso parceiro, amigo Luizinho, que apareceu aí na live, né?

Aqualim, soluções aquícolas para o produtor. Fale com o Zap 819-828-4333. Inclusive, Luizinho trabalha com licenciamento ambiental, e vamos ter uma live com esse tema no próximo mês, hein? Cronos Aqua, 17 9, 818681876. Pensou em consultoria na área de piscicultura, produção de peixe? Fale com Rafa, certo? E agora vamos voltar para onde? Para falar com o nosso convidado Dimitros, que tá aqui na área, né? Deixa eu só botar o nosso patrocinador rodando aqui em cima. Jimmy, fique à vontade para se despedir e falar seu recadinho final.

DCDimitrius Carvalho

Bom, antes de mais nada, eu queria dizer o seguinte: a aquicultura, ela cresceu aproximadamente 9, 10% nos últimos 10 anos. Dada a dificuldade, ela aumentou em 112% a exportação. Apesar de ser uma taxa de aumento muito grande, o volume ainda é pequeno porque o nosso mercado interno realmente é muito forte. Essa estabilidade de crescimento também se deve à entrada de grandes players, né, na atividade. Então você tem entrada de Cevale, da Pluma, do Cristiano Paludo, Aí, Cristiano, um abraço.

Você tem entrada de fortalecimento de uma Brazilian Fish, Amba Amaral. Enfim, você tem grandes players entrando. A Frescato, que assumiu aqui a operação da Agrofich. E isso vem mantendo o crescimento, sabe, Geraldo? Eu acho que a gente tá— eu que sou pequeno, tô vendo a mudança de perfil daqui cultura brasileira. Isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde, porque aconteceu em todos os setores do agronegócio. Agronegócio é sobretudo escala.

Então eu talvez sinta um pouco mais forte isso. Então quando eu falei, eu falei de uma realidade do micro e pequeno, mas o setor de maneira geral consegue absorver bem e continuar crescendo, né, apesar de tudo. Mas eu me despeço de todo mundo. 11 horas da noite, você tá louco, cara? Que doidice isso que a gente fez. Meu conselho para você pegar essa live e dividir em duas: pega uma parte, você faz um corte e faz duas lives em uma live. Mas tudo bem. Eu nem sei se tem alguém ainda aí.

DDeraldo

Tenho, temos. Caímos e voltamos a subir, batemos 20, agora diminuiu um pouco. Estamos 17 aqui, você tá doido, e mais 5 no Instagram.

DCDimitrius Carvalho

Meu Deus do céu!

DDeraldo

Então, inclusive, eu vou começar agradecendo aqui, tá, quem assistiu a gente aqui no final do próximo mês fazendo a live com a gente.

DCDimitrius Carvalho

Não vou dizer que eu quero agradecer a todo mundo que assistiu a live, a todo mundo que participou. Eu gosto demais quando eu eu vejo aqui os comentários. Então agradecer a você mais uma vez pelo convite, agradecer a todo mundo que assistiu, dizer que quem ficou até agora, muito obrigado. Nossa Senhora, eu não sei como vocês aguentaram isso, não sei como vocês aguentaram, velho. Mas eu acho que a gente tratou aqui da atividade agrícola e da procura.

A gente falou de visão de passado para entender o passado e não errar. O passado serve para a gente não errar mais, para a gente acertar cada vez mais. A gente tem um olhar agora de futuro, onde é um futuro muito incerto por conta da inteligência artificial. Mas de tudo dessa live, a maior certeza que eu tenho é que a gente entendeu que atividade acústica, assim como toda e qualquer atividade, ela é feita, ela é formada pela conexão de pessoas.

Veja quantas pessoas aqui nessa live foram conectadas através da Keep Cultura, quantas pessoas que se relacionando conseguiram criar coisas grandiosas dentro do nosso setor. E continuam criando. Então a única certeza que eu tenho, gente, que esse é o meu recado final, é que pode entrar IA, pode mudar tudo, mas eu acho que a única coisa que não vai mudar é a importância de se conectar, da gente se conectar, porque todas essas coisas grandiosas que vem acontecendo, elas sempre foram feitas de pessoa para pessoa.

A unidade básica, o elemento básico que transforma qualquer coisa é o ser humano ainda. Então vamos olhar, eu olho para cá, para live, e tenho cada vez mais certeza de que são pessoas que transformam a vida das outras e que se conectar e que tem empatia e que sentir a dor e sobretudo manter o espírito de servir, não de ser servido, é a grande solução para qualquer atividade, não só na vida, mas no nosso trabalho. E lembre sempre daquele graficozinho, lembre qual é o ativo mais abundante e o ativo mais escasso, encontre o seu ponto ideal dentro desse quadrante e seja feliz, porque a agricultura me deu o que eu tenho.

Aqui, cultura me deu tudo que eu tenho. Eu entrei na arquitetura arrasado financeiramente, mas Deus me manteve firme, feliz e disposto. Então entregue sempre o melhor que você puder entregar em qualquer coisa que você faça e se conecte. Entenda, a conexão dessas pessoas, de cada um que participou hoje aqui e de tantos que não participaram, foi que transformou e continua transformando a aquicultura nacional e continua transformando toda e qualquer atividade.

Então, mais uma vez, obrigado para quem ficou até aqui. Quero mandar um abraço para cada um, porque senão a gente vai para meia-noite se eu for abraçar de um por um aqui na live, né? Então fica meu abraço, fica a minha emoção. Eu me emocionei muito nessa live. Minha filha veio aqui dizer, você tá chorando? Pai, eu disse, a Quem Cultura me deu os grandes amigos, me fez conhecer a minha mulher, me ajuda a criar os meus filhos, e talvez seja o grande estimulador.

Eu acredito no trabalho E no espírito de servir como aquilo que move e mantém a gente são, mentalmente são e fisicamente são. Então que todos vocês possam trabalhar muito e fazer muito ainda pela aquicultura. E é isso, obrigado por me aguentar aí, aguentar todos nós, né, Dede? Essa live foi a quatro mãos, a quatro mãos, a quatro cabeças, oito mãos. E acho que que ela entregou. Eu espero ter entregado aquilo que você queria, espero ter sido útil para o 0 a 100 na Agricultura, e espero que o 0 a 100 na Agricultura seja ainda mais referência dentro do nosso setor.

E convido todo mundo que foi citado na live a patrocinar o 0 a 100. Aos deputados não pode patrocinar, mas pode ajudar, direcionar recursos de audiovisual, para o fortalecimento do setor agrícola através do 0 a 100. Quero dizer a todo mundo que assistiu: curta, compartilhe e comente, porque é muito importante para quem produz e para o algoritmo reconhecer o 0 a 100, assim como a gente reconhece como conteúdo relevante no YouTube, tá joia? Então, beijo para todo mundo, boa noite!

DDeraldo

Tem palavras. Eu me emocionei aqui com, não com esse final, que aí já foi o jabá que eu estava fazendo, mas a parte sua mesmo, de ver você se emocionar. E assim, eu falei sempre a ele, Jimmy, a gente traz as pessoas, a gente quer ver o convidado, a gente quer trazer, quer conhecer o convidado. E ele queria levar a live para um lado, mas graças a Deus minhas intuições E meus anjos da guarda, que apita sempre muito no meu ouvido, eu falei com ele: rapaz, não, bora levar lá para esse.

E agora você entende, né, porque eu queria levar ele para esse lado. E assim, é muito gratificante ver um relato desse, uma história dessa. Eu espero que eu possa contribuir com essa live para o seu livro, porque ficou tudo registrado aqui, todas as histórias que a gente conseguiu, que a gente podia, né, numa live tá com trazendo. E agradecer que é 17 pessoas, fora quem tá no Instagram assistindo a gente. Temos algumas pessoas no Instagram assistindo e muito satisfatório tá aqui com você.

Eu quero aqui agradecer a Aleandra Faleta, começar por ele aqui. Sensacional essa live, parabéns, Dera! Valeu demais, Jimmy! Bacana demais essa leitura e atualização. E mano, aqui no meu incentivo para esse livro sair. Forte abraço. E aqui ele diz, ó, já aqui, já indo para 4 horas da manhã. Ele tá em Portugal.

DCDimitrius Carvalho

Nossa Senhora, Léo! Caralho, cara, obrigado, cara.

DDeraldo

Aí o Flávio, ele falou aqui, né, que você falou de dormir. Ele, e eu que mais 19. Então obrigado, tá aqui até hora dessa, 11:25. A Dilson fala que, ó, somos guerreiros. Maurício Pessoa tá aqui, espero trazer Maurício Pessoa em breve, talvez em outubro, e traga ele. Agradecer vocês pelas excelentes lives, pelas palavras, grande abraço. Rodrigo falou que ele tava aqui e muito obrigado. Flávio fala excelente live, vocês estão de parabéns, show.

Show top, muito obrigado, espero que você venha mais vezes. Aí esse rapaz aqui que começou assistindo nossa live tem pouco tempo, ele semana passada retrasada ganhou uns brindes e ele começou a assistir a live, ele me pediu para trazer uma live. Não, Deraldo, eu sou criador de peixe, traga. Eu acho que ele é engenheiro de arquitetura, engenheiro de pesca. E ele aqui, ó, Rogério: parabéns, Dimitris e Deraldo, sempre me surpreendendo e aprendendo muito nas lives.

E ele disse: não se o Devocional, que semana que vem vai ser sobre tilápia. Ó, você aprendeu agora sobre a história de tilápia, Rodrigo. Você aprendeu sobre a história da tilápia. O Flávio aqui: você merece tudo isso, irmão. JP aqui: João Paulo, parabéns. Rodrigo: boa noite. E eu quero agradecer de coração você, Dini, pela sua disponibilidade de tempo, por você tá aqui. Eu quero até mudar aqui o formato para ser justo. Agradecer você pela sua disponibilidade, foi surpreendente.

Você, a gente teve audiência muito bacana, estamos com 16, batemos 31, a maioria da live ficou entre 25 e 30, só você mesmo. Jacobina, aqui um abraço a todos, especial amigo Odin. Obrigado, cara, você faz parte, Jacobina, você faz parte aqui em na live, contribuiu para caramba. Muito obrigado, quero ir em Paulo Afonso. Não sei se eu vou conseguir esse final de semana. Vai que eu consigo uma carona de última hora, eu vou. E aí, se eu for, eu quero tomar uma cervejinha, bater um papo, para saber essas histórias de Dmitry, viu?

DCDimitrius Carvalho

Então assim, ele tem história.

DDeraldo

Só a última leitura aqui da tua mensagem para a gente terminar. Adilson, melhor live sobre horizonte profissional, administração de projetos, estruturação para organizacional, tomada de decisão, acompanhamento técnico e meta de vida profissional. Obrigado. Posso dizer mais o quê? Mais nada. Depois disso aí, meu amigo, ó, é só dizer o seguinte, que daqui a 15 dias vou trazer uma pessoa que já passou aqui a nós, é um parceiro nosso.

Ele vai fazer uma live sobre licenciamento ambiental na agricultura. Então a gente vai falar sobre licenciamento tanto para peixe como para camarão. Fique de olho, tá certo? E tem uma pessoa, passou pelo Instagram, vai estar em final de setembro fazendo live com a gente, Maurício Pessoa. Vou ter que ver agenda dele para outubro para ele vir, que eu ainda não fechei agenda de outubro. Vou tentar falar com ele. Então muito obrigado, Jimmy, muito obrigado à turma.

Fiquem com Deus. 3 horas e 58 de live. Valeu, pessoal, tchau tchau, um abração, até daqui a 15 dias.

Anunciantes16

ABCC

Associação Brasileira de Criadores de Camarão
external

AEP Bahia

Associação dos Engenheiros de Pesca da Bahia
external

AEP Pernambuco

Associação de Engenheiros de Peças de Pernambuco
external

Aqualab

Marketing para aquanegócios
external

Aquário

Soluções aquícolas
external

Biofutura

Soluções biotecnológicas para cultivo
external

Comunidade Aqua

Grupo no WhatsApp
external

Cronos Aqua

Consultoria em piscicultura
external

Cultiva e Plante

Soluções para cultivo
external

FAEP

Federação dos Dinheiros de Peça do Brasil
external

Grupo de Inovação Tecnológica

Pesquisa e parcerias
external

ITEP

Instituto de Tecnologia de Pernambuco
external

Kivete

Curso de Gestão Sanitária e Antilacicultura
external

Lacta

Laboratório de Carcinocultura da UFRPE
external

Panorama da Agricultura

Revista de referência em aquicultura
external

Trata Águas

Análise de água
external
Live #73 Com Dimitrius Carvalho | Castnews Index — Castnews Index