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🧠 | A Neurociência por Trás do Autocontrole (E Como Fortalecer o Seu)

07 de maio de 202623min
0:00 / 23:47

Por que parece que temos autocontrole em algumas áreas da vida… e absolutamente nenhum em outras?

Neste episódio falo sobre como o autocontrole funciona no cérebro/mente, porque ele parece desaparecer em alguns momentos e 5 ferramentas baseadas em neurociência para fortalecer o seu.

Referências:

💌 Retorne : programa para regulação do sistema nervoso

Cheung, T. T., Gillebaart, M., Kroese, F., & De Ridder, D. (2014). Why are people with high self-control happier? The effect of trait self-control on happiness as mediated by regulatory focus. Frontiers in psychology5, 722. https://doi.org/10.3389/fpsyg.2014.00722

De Ridder, D., & Gillebaart, M. (2017). Lessons learned from trait self-control in well-being: making the case for routines and initiation as important components of trait self-control. Health psychology review11(1), 89–99. https://doi.org/10.1080/17437199.2016.1266275

Hofmann, W., Luhmann, M., Fisher, R. R., Vohs, K. D., & Baumeister, R. F. (2014). Yes, but are they happy? Effects of trait self-control on affective well-being and life satisfaction. Journal of personality82(4), 265–277. https://doi.org/10.1111/jopy.12050

Friese, M., Messner, C., & Schaffner, Y. (2012). Mindfulness meditation counteracts self-control depletion. Consciousness and cognition21(2), 1016–1022. https://doi.org/10.1016/j.concog.2012.01.008

Du, J., Kerkhof, P., & van Koningsbruggen, G. M. (2021). The reciprocal relationships between social media self-control failure, mindfulness and wellbeing: A longitudinal study. PloS one16(8), e0255648. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0255648

Participantes neste episódio1
L

Luísa Vinhal

HostPsicóloga
Assuntos4
  • Autossabotagem e disciplinaPapel do córtex pré-frontal · Papel do sistema límbico · Dinâmica entre córtex pré-frontal e sistema límbico · Córtex singulado anterior e monitoramento de conflito
  • Técnicas Práticas de AutorregulaçãoManejo de estresse e regulação do sistema nervoso · Reconhecimento e processamento de emoções · Nomear conflitos e realizar microações · Meditação e mindfulness · Metas mensuráveis e específicas
  • Aceitação da Realidade e Autorregulação EmocionalRelação causal entre autocontrole e satisfação de vida · Autocontrole como habilidade mutável
  • Excelência e qualidadeCuradoria intencional de conteúdo consumido · Valorização da autenticidade e do humano por trás das criações
Transcrição66 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá, eu sou a Luísa Vinhal e você está ouvindo o Profundamente. Se você procura cuidar do seu corpo, acalmar sua mente e aprofundar a conexão com a sua essência, esse podcast é pra você. Que cada episódio te lembre do que é possível quando você mergulha profundamente em si.

Oi gente, sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Profundamente. O episódio de hoje é sobre a neurociência por trás do autocontrole. Por que você acha tão difícil parar de beber, mas consegue ir na academia todos os dias com facilidade?

O que realmente é o autocontrole no cérebro? Por que ele parece simplesmente desaparecer em algumas situações? E como fortalecer o autocontrole no dia a dia? Esse é um episódio bem científico, mas ao mesmo tempo muito prático. Meu objetivo é que você termine ele com passos mensuráveis, tangíveis, que você possa aplicar na sua vida a partir de hoje para realmente aumentar seus níveis de autocontrole.

Antes, Insights, Updates e Recomendações da Semana. Eu tenho pensado o quanto eu tenho valorizado muito mais a integridade e a qualidade em tudo na minha vida nesse momento. No mundo digital, claro, em um mundo pós-inteligência artificial em que a pessoa pode produzir conteúdo sobre qualquer coisa com um botão, eu tenho feito uma curadoria muito intencional daquilo que eu quero consumir porque eu sei o quanto isso me influencia.

E para mim, um conteúdo de qualidade é aquilo que me inspira de alguma forma, seja o conteúdo em si ou visualmente, artisticamente. Para mim, ver alguém sendo muito ela mesma é muito inspirador, então para mim é um conteúdo de muita qualidade e integridade.

Pra mim, honestamente, é uma honra enorme quando alguém escolhe dividir seu tempo comigo, ouvir o que eu tenho pra compartilhar no podcast, entrar nos meus cursos, ser meu paciente. Então, eu tenho muito cuidado em compartilhar aquilo que eu genuinamente acredito que pode agregar pra mais alguém. Assim, tudo que eu compartilho é intencional. Eu só compartilho o que me inspira, o que me agrega, o que eu penso que pode agregar pra mais gente.

Então hoje pra mim não faz nenhum sentido mesmo estar postando um stories que seja que não tem uma intenção. Tipo, se eu não quero consumir conteúdo sem qualidade e integridade, então por que eu vou estar gerando isso pras pessoas, sabe? E eu sei que isso pode ir contra aquilo que te dizem que você tem que fazer pra ter sucesso e whatever, mas eu generalmente acredito que eu vejo na minha vida.

Que só compartilhar com intenção e integridade contribuem muito mais. Porque daí as pessoas sabem que quando elas tiverem consumido qualquer coisa minha, isso foi muito bem pensado. E não foi só postado por postar, sabe? Eu acredito que as pessoas têm sentido isso cada vez mais. E se conectado muito mais. Assim. Eu só quero investir em coisas...

de integridade e qualidade em tudo, assim, não só no meio digital, assim, eu quero estar investindo coisas com bons materiais, coisas boas, duradouras, que eu vou ter por ano, sabe, coisas que eu realmente amo. E eu também acho que no nosso mundo moderno, em que a gente pode ter qualquer coisa de imediato,

Eu acho que isso vai acontecer, isso já está acontecendo. O movimento das pessoas em direção a apreciar mais a qualidade, apreciar mais os detalhes, ter uma atenção maior aos detalhes, a forma como aquilo foi produzido, apreciar mais quando você vê o humano por trás das criações que você consome, seja digitais, seja presenciais.

Seja numa granola artesanal, seja num conteúdo que você está assistindo, num livro que você está lendo, numa joia, numa roupa, numa obra de arte, seja o que for. É simplesmente apreciar mais, com mais presença, porque você vê o humano ali, você vê que tem... Que teve tempo, teve atenção, você vê a criatividade. E isso me traz muita satisfação, porque pra mim isso faz com que a minha alma se conecta com a alma daquilo, sabe? Não sei se eu estou viajando muito, mas eu queria compartilhar isso com vocês.

Então vamos para o episódio de hoje sobre autocontrole. O que é autocontrole? Quais regiões cerebrais e neurotransmissores estão envolvidos? O que afeta o autocontrole? E o que você pode fazer para melhorar?

Uma das razões pelas quais o autocontrole é tão importante é que ele tem uma relação causal com satisfação de vida e felicidade. Estudos, que eu também vou colocar na descrição do episódio, mostram que quanto maior o seu autocontrole, maior a sua satisfação com a vida e mais feliz você tende a ser.

Quando você tem autocontrole, você consegue focar em crescimento, evolução, adaptação, você constrói. E já para deixar claro, autocontrole não é algo fixo, é uma habilidade que você consegue mudar.

Quando a gente pensa nas coisas que a gente quer fazer na vida, qualquer coisa, seja comer melhor, seja não tomar aquela taça de vinho porque você simplesmente quer isso, seja começar a ir para a academia todos os dias, seja não usar o celular logo que você acorda, tudo isso exige autocontrole.

E se a gente for parar para pensar, o ato de fazer a coisa em si não é difícil. Então você consegue ir para a academia, você consegue fisicamente não pegar uma taça de vinho, você consegue largar o celular fisicamente, sabe? O ato em si. O ato em si e físico não é difícil.

Mas por que às vezes parece tão difícil? É o componente mental que daí entra o autocontrole. O que é no autocontrole que faz com que seja tão desafiador fazer algumas coisas específicas e outras não? Durante muito tempo, para mim, o que era mais desafiador?

era acordar cedo e não ficar apertando no botão snooze para dormir mais. Tipo, eu sentia que eu conseguia ter autocontrole em todas as áreas da minha vida, menos nisso. Eu colocava o celular longe, em outro cômodo, aí eu acordava, ia lá, apertava para dormir mais e voltava para dormir e isso era muito irritante e frustrante.

Então vamos destrinchar o que é autocontrole. A gente precisa pensar no autocontrole como resultado de um conflito interno. É um conflito interno entre o que você deveria fazer, ou o que você acha que deveria fazer, e aquilo que você realmente quer fazer naquele momento.

Que pare pra pensar, quando essas duas coisas estão alinhadas, não tem necessidade de autocontrole. Quando o que você quer fazer e o que você deveria fazer tão alinhado, você não precisa de autocontrole, aquilo simplesmente acontece. Então, por exemplo, se você ama nadar, se você acha que você deveria fazer um exercício todos os dias, se você quer nadar, não tem que ter autocontrole, você só nada. Eu, particularmente, não tenho concebido bebida alcoólica, tem dois...

anos, eu posso fazer um episódio no podcast sobre isso porque eu acho que esse é um bom tema. E então eu não quero, eu não tenho vontade, eu não deveria estar consumindo álcool, então não é algo que eu preciso de autocontrole, se alguém me oferece eu falo que não, tá todo mundo bebendo, eu não me importo, realmente, eu não quero, não faço questão, eu não deveria, então não exige autocontrole. Mas é diferente quando a gente...

sabe que a gente não deveria por algum motivo que seja e a gente quer aquilo é aí que o autocontrole entra e isso é muito individual para cada pessoa então autocontrole é um recurso que influencia as suas decisões mas sabe também o que influencia as suas decisões e influencia o seu autocontrole

Estresse, cansaço, regulação emocional. É muito mais fácil para você jogar o autocontrole para o alto e fazer aquilo que você está afim de fazer, mesmo se você sabe que não é aquilo que você deveria fazer quando você não está bem mentalmente. Quando você está estressado, quando você está esgotado depois de um dia que você tomou mil decisões. E quando a gente entende como o autocontrole funciona no nosso cérebro, isso faz ainda mais sentido.

Primeiro, a gente tem um papel do córtex pré-frontal, que é uma área que fica aqui atrás da nossa testa, que é o centro de controle do cérebro, responsável por manter impulsos e emoções sob controle. Então o córtex pré-frontal vai regular várias funções cognitivas avançadas, como a nossa capacidade de planejamento, tomada de decisões, controle de impulsos, concentração, manutenção do foco. O córtex pré-frontal também tem a capacidade de inibir pensamentos e comportamentos inadequados.

Nosso cótex prefrontal é uma das últimas áreas a amadurecer, geralmente ele amadurece no início da vida adulta, por volta dos 20 e poucos anos. Outra região cerebral que é muito importante para o autocontrole é o sistema límbico, que é um conjunto de estruturas ligadas às nossas emoções, que vai incluir a amígdala, o giro do símbolo e o hipocampo.

E o autocontrole é basicamente um puxa e empurra entre essas duas regiões, entre o córtex pré-frontal e o sistema límbico. O sistema límbico te puxando pro lado da emoção, do impulso, e o córtex pré-frontal, de outro lado, te puxando pra lógica, pra regulação do controle.

Tem algumas pessoas que explicam isso, falando que o cortex portintal é o adulto e o sistema límbico é a criança. Então um lado é o adulto pensando naquilo que é melhor para você no futuro, racionalizando, e do outro lado é a criança que quer aquilo agora, que está sendo movida pelas suas emoções, pelo impulso. Em algumas situações...

Existe uma redução da capacidade funcional do córtex prefrontal e um domínio maior do sistema límbico. Um exemplo, claro, é no caso de dependência química, em que a recompensa de curto prazo, no caso a droga, acaba vencendo, e muitas vezes, a recompensa de longo prazo, no caso estar saudável.

Mas isso não acontece só na dependência química. O estresse agudo, por exemplo, ativa uma cascata química no nosso cérebro que enfraquece o córtex prefrontal e ao mesmo tempo fortalece o sistema límbico. Mais especificamente, quando a gente está sob algum estresse, existe um aumento de noradrenalina e de adrenalina que altera o funcionamento das regiões cerebrais. Esse puxa e empurra, deixa de ser equilibrado e o sistema límbico domina.

Isso dificulta muito o autocontrole. Você tende a entrar no modo automático de ir seguindo seus impulsos sem pensar direito, fazendo coisas que inclusive você disse que jamais faria quando você estava em um estado centrado. Outra área importante nessa dinâmica é o córtex singulado anterior. Essa área monitora o conflito interno. Ele te faz estar consciente do que está acontecendo. Então, hum...

Eu queria pegar meu celular agora, mas eu sei que eu não deveria. Então você está consciente disso. E quando você está consciente disso, fica muito mais fácil agir diferente. O problema é quando você está no automático, quando você para de monitorar esse conflito interno, e daí o seu autocontrole também cai drasticamente. Porque daí você entra no piloto automático, quando você percebe que você já está ali duas horas scrolling no TikTok.

Quando você está estressada, você diminui a atividade do córtex em um lado anterior. Ou seja, a gente deixa de prestar atenção nesse conflito interno entre o hum, não deveria fazer isso, mas eu quero fazer isso, você não piloto automático e aí você acaba fazendo aquilo. Você, antes mesmo de perceber, já se serviu a terceira taça de vinho, segunda-feira, 5 horas da tarde, já se convenceu usando todos os justificativos do mundo para explicar porque você merece aquilo.

Se você está nesse modo de estresse, fica muito mais desafiador permanecer atenta do que você realmente precisa para você, do que você sabe que seria a melhor opção para você quando a gente pensa em um futuro, em algo que você está querendo atingir na sua saúde mental, na sua saúde física a longo prazo.

Ok, Lu, entendi tudo isso, então agora como melhorar meu autocontrole? Primeiro, é muito importante aprender a manejar melhor os seus níveis de estresse. Na verdade, eu genuinamente acredito que essa é uma das habilidades mais importantes do nosso tempo, que vai ser cada vez mais necessária para todo mundo que quer viver bem.

A gente precisa desenvolver a habilidade de aprender a filtrar, fortalecer o nosso filtro interno, escolher melhor o que você permite que entre na sua vida, escolher melhor o que você permite que desorganize o seu mundo interno. Aprender a não deixar que tudo que acontece no mundo externo te desorganize.

E quando isso acontecer, porque vai acontecer, aprender também a voltar, voltar para o seu centro, voltar para um estado interno de mais clareza, mais presença, mais regulação. Vocês sabem que eu tenho um programa Retorne, que é meu guia completo para manejar estresse, para regular o sistema nervoso. Então caso você queira saber mais, o link está na descrição do episódio.

A segunda ferramenta para ter mais autocontrole é aprender a reconhecer, manejar e processar as nossas emoções. Emoções precisam ser processadas. Emoção em inglês é emotion, energia em movimento. Processar emoções é como uma onda, então você sente essa onda, você vai sentindo.

Você tem um pico ali da onda, você expressa, depois ela passa e ela vai embora. O problema é que quando essa onda não consegue se completar, quando você suprime, reprime essas emoções, quando você não expressa essa energia, quando você não consegue mover ou processar aquilo que você sentiu, toda essa energia...

Essa ativação fica presa no seu corpo. Então você precisa encontrar formas, você precisa encontrar ferramentas que te ajudem a processar, expressar essas emoções de forma saudável. Seja na terapia, seja com papel e caneta ou com journaling, seja no exercício físico e uma corrida. A dança também pode ser uma ótima forma de estar processando, estar expressando emoções. Seja nas práticas somáticas, no breathwork, no tapping. Eu particularmente tenho uma seleção de práticas que funcionam pra mim.

como um menu, que sempre que eu preciso eu checo esse menu, eu escolho algo que eu sinta que faz mais sentido para processar aquela emoção, porque para mim emoções diferentes são melhores processadas usando ferramentas diferentes, e eu falo sobre tudo isso no retorno. Mas a prática que eu mais uso para processar emoções, pelo menos as emoções mais desconfortáveis, que mais tem me aparecido nessa temporada da minha vida, é a escrita.

Porque eu percebi que muitas vezes eu não preciso me sentir ouvida. Eu só preciso colocar pra fora. Então, se eu tô frustrada com alguma coisa, eu escrevo, escrevo, escrevo, escrevo, escrevo. Eu tenho escrito todos os dias de manhã. E às vezes mais de uma vez no dia isso tem me ajudado muito.

Eu acredito muito na ideia de name it to tame it, então de dar nome às nossas emoções, aos nossos sentimentos, entender um pouco mais aquilo que está acontecendo com a gente para que a gente consiga então fazer com que a gente tenha aquela emoção e não que aquela emoção te tenha.

Então eu começo escrevendo assim, ah, eu me sinto frustrada, ansiosa, agoniada, apreensiva, e eu acho que é por X, Y, Z, e eu escrevo tudo que tá na minha mente. Coisas que eu tenho até vergonha de admitir que eu penso, partes minhas que eu não acho bonita, que eu não quero que as pessoas saibam que eu penso isso, mas que tudo isso faz parte de mim, eu não quero estar suprimindo isso e deixando isso no meu corpo, então eu escrevo tudo, coloco tudo pra fora.

Não é uma escrita bonita, articulada, é uma bagunça. Eu sinto que eu tô vomitando palavras e ideias contraditórias, mas é o que tá na minha mente. Depois eu rasgo tudo, jogo fora. Gente, é um alívio no final.

Eu sinto que realmente saiu de mim aquilo, sabe? E essa é uma forma muito simples, que custa o investimento de um papel e uma caneta e 10 minutos de privacidade que você pode fazer dentro do seu carro, trancado no banheiro, que pode ajudar muito a estar processando as suas emoções. Porque, de novo, não dá para que a nossa vida seja dominada pelas nossas emoções. Você tem as emoções e não as emoções te têm.

E por isso ter uma ou algumas válvulas de escape emocional é fundamental. Ter coisas que façam você sentir que você tem formas saudáveis e seguras para expressar suas emoções. Porque se você está consciente das suas emoções e com o sistema nervoso regulado, o seu córtex prefrontal e seu sistema límbico entram em uma comunicação muito mais integrada. A terceira ferramenta para ter mais alto controle é uma ferramenta combinada entre reconhecer e nomear um conflito e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e se inscreva no canal e

Sempre que ele aparecer, fazer a próxima microação que você precisa fazer para atingir seu objetivo. E foi exatamente isso que me ajudou e que me ajuda até hoje para acordar cedo. Então, olha que interessante. Se eu tenho um voo para pegar, não é negociável. Meu alarme vai tocar, eu vou levantar e pronto. Depois que eu levanto, um minuto depois, já lavei o rosto, já escovei os dentes, já raspei a língua. Pronto, já acordei cedo, já deu certo. Check!

O difícil é aquele momento intenso da batalha interna, que você acorda e você está sonolenta. O Léo sempre está dormindo. Então, olha, ele está dormindo. Ele está dormindo, eu poderia só abraçar ele e continuar aqui dormindo. Daí eu começo, talvez eu deveria apertar aqui o snus. Não, talvez eu me levantar. Não, eu vou dormir mais um pouco. Aquele vai e volta, aquele vai e volta. Quem vai ganhar?

E é justamente nesse cabo de guerra que tudo fica muito mais difícil. E se eu entro nessa batalha interna de tentar me justificar o porquê eu deveria dormir só mais um pouquinho, eu posso fazer um pouquinho menos de meditação, eu posso fazer um pouquinho menos de uma coisa que eu acho que vai me fazer, que eu sei que vai me fazer tão bem.

eu vou acabar fazendo o que eu estou afim de fazer ali mesmo, que é a grande maioria das vezes dormindo até mais tarde. E não o que eu deveria fazer, ou que nesse caso eu sei que vai me fazer muito melhor que acordar mais cedo e ter um tempo sozinho em silêncio na minha casa para me conectar comigo, com Deus, para começar o meu dia centrada e conectada. Eu sei que para mim nesse momento de vida, na grande maioria dos dias, o que realmente vai me fazer bem é acordar um pouco mais cedo. Tem dias que para mim...

O maior ato de auto amor e autocuidado é não colocar um alarme e dormir até quando eu quiser. Mas na grande maioria dos dias, isso não é uma verdade para mim neste momento de vida. Eu me beneficio muito mais mentalmente de ter uma estrutura e acordar cedo. E se eu for para mim, você pega aquilo que funciona para você. E até hoje, não é fácil para mim fazer isso.

Então meu alarme toca, eu acordo, eu tô consciente desse conflito interno, que segue aparecendo todos os dias, então eu nomeio ele e falo pra mim mesma mentalmente. Então eu falo, ok, eu quero ficar na cama, mas eu sei que vai me fazer muito bem levantar agora. Então eu tomo a primeira microação que eu preciso fazer, que é ir pro banheiro. Então eu levanto da cama, vou pro banheiro, jogo água gelada no meu rosto, raspo a língua, escovo os dentes e pronto.

Em menos de 3 minutos, esse conflito passou e checked. Eu venci mais um dia. E não preciso estar pensando no, ai, qual meditação que eu vou fazer, não. É a micro-ação que eu preciso fazer ali, que é ir no banheiro, lavar rosto. Pronto.

Quarta ferramenta que pode ajudar demais no autocontrole é a meditação. Existe muita evidência científica que uma das melhores formas de melhorar o seu autocontrole é a meditação. Especificamente existem vários estudos sobre mindfulness. A prática de mindfulness ou atenção plena tem como objetivo o desenvolvimento da autoconsciência.

Que é essa habilidade de perceber pensamentos, emoções e sensações corporais com muito mais clareza e menos reatividade. Então o mindfulness, a meditação, não é sobre não ter pensamentos. É muito mais sobre mudar a sua relação com eles, não ficar se fundindo com esses pensamentos. Na meditação, os pensamentos continuam surgindo. A mente não fica vazia o tempo inteiro. E a meditação te ajuda a reconhecer esses pensamentos e se envolver menos com eles. Observar mais eles. Como se você estivesse observando nuvens no céu.

passando, mas você não precisa ir correndo atrás de cada nuvem, se fundir com cada nuvem. E você nota que um pensamento surgiu, você reconheceu ele, e ao invés de alimentar esse pensamento, você volta simplesmente, gentilmente, a sua atenção, a sua respiração para o momento presente.

Essas práticas baseadas em mindfulness, na observação e no TAR, são muito, muito, muito eficazes para o autocontrole, porque você fica muito mais consciente do seu mundo interno. E tudo o que traz a sua atenção de volta para o mundo interno aumenta o autocontrole, porque te traz mais consciência do conflito interno, do que pode estar acontecendo, e te dá muito mais poder, fortalece seu córtex pré-frontal para fazer alguma coisa a respeito.

A meditação pode sim ser uma prática avançada para quem está muito desregulado no sistema nervoso.

Mas você pode fazer uma prática, experimentar uma prática de 3, 5 minutos e avaliar como você se sente. No retorno a gente tem uma prática de Mindful Eating, que é para trazer esses conceitos de Mindfulness, de atenção plena na alimentação. E essa é uma habilidade particularmente importante para quem quer melhorar sua relação com a comida. Mas você pode encontrar diversas práticas gratuitas e guiadas no YouTube ou no Spotify.

E por fim, quinta ferramenta que pode aumentar o seu autocontrole é ter metas mensuráveis. Então vamos supor que você tem como objetivo ser mais controlada com o seu celular, então usar menos o celular. Isso é muito vago, o que é menos? Menos quanto? Em que momento? Em que contexto? O cérebro não trabalha bem com esse tipo de instrução genérica, então falta clareza, falta direção. Você precisa transformar isso em algo mensurável.

Então, por exemplo, depois das 7 horas da noite eu não vou mais entrar nas redes sociais?

Ou, eu só vou usar as redes sociais por 30 minutos por dia. Agora existe um limite claro, existe um critério objetivo, você sabe exatamente o que fazer e sabe exatamente quando você cumpriu ou não cumpriu. E isso é muito importante para o autocontrole. Quando a gente tem uma meta que ela é específica e mensurável, o cérebro consegue organizar melhor o seu comportamento, monitorar o seu progresso e tomar decisões com mais consistência.

Já quando a meta é vaga, tudo vira negociável, então você acaba abrindo mais espaço para justificativa, para exceções, para adiamentos, você fala, ah, eu não estou usando tanto celular, ontem eu usei 5 horas, hoje usei 4 horas e 40, mas tá, sabe? E aí você pode colocar essas coisas em prática junto com todo o resto, com regulação emocional, com meditação, com ter mais consciência do conflito interno, nomear esse conflito interno sempre que ele aparecer, realizar a próxima microação necessária para atingir seu objetivo.

O autocontrole, gente, é uma habilidade que melhora com o tempo, à medida que você coloca todas as ferramentas em prática de novo e de novo. Então, se eu estou consciente do que está acontecendo, se eu tenho essas ferramentas em prática, se eu me organizei, se esse conflito interno está claro, se eu estou prestando atenção, fica muito mais fácil simplesmente fazer o que tem que ser feito.

Quando as suas regiões cerebrais se comunicam entre si de uma forma mais harmônica, quando existe esse puxa-empurra mais saudável, você consegue fazer aquilo que você tem que fazer. Fica muito menos impossível fazer aquilo que você sabe que é a melhor escolha para você no dia de hoje.

Então, ao invés de ficar tentando controlar tudo ao seu redor, o que você não consegue, é realmente estar investindo, estar desenvolvendo mais esse autocontrole interno. Isso não acontece da noite para o dia, você precisa repetir. Da mesma forma que você não aprende uma nova habilidade, como falar uma nova língua ou dirigir da noite para o dia, você precisa repetir e com repetição aquilo fica menos difícil.

você vai tendo mais estrutura, e por mais que ainda não seja 100% fácil, por exemplo, não é 100% fácil acordar, sair todos os dias, sinto muito mais fortalecida para estar seguindo aquela escolha todos os dias. Tudo começa na gente. Se você esperar para que as circunstâncias externas mudem para só então você mudar, você vai seguir esperando para sempre, você tem que ir primeiro, e então a vida vai acompanhar. De novo, gente, seu cérebro é poderoso demais para estar te ganhando no piloto automático, repetindo padrões que não são compatíveis com a vida que você deseja viver.

Esse podcast é o seu convite para estar assumindo o volante da sua vida e usar a neurociência para estar guiando e alinhando seus pensamentos, intenções, palavras e comportamentos. Obrigada por ter escutado esse episódio até o final. Se esse episódio te tocou de alguma forma, significaria muito para mim se você pudesse avaliar o podcast na plataforma onde você escuta. Essa é a forma mais simples de apoiar esse trabalho e ajudar essa conversa a chegar mais longe. Até a próxima!

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