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Tiagovski vai ser mesmo pai? | velho amigo #113

06 de maio de 202634min
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Este episódio é family friendly• Conteúdo exclusivo em: https://www.patreon.com/VelhoAmigo• Caldeiras Comedy Club:https://www.instagram.com/caldeirascomedyclub/🎟️ BILHETES: https://thelastseat.com/caldeirascomedyclubSigam-nos, por favor 🫡• clips do podcast - https://www.tiktok.com/@velhoamigo.pod• José Bernardo - https://www.instagram.com/josefbernardo/• Mário Videira - https://www.instagram.com/mario_m_videira/

Assuntos7
  • Escolas e experiências de secundárioBrutera vs Dona Maria · Cursos profissionais (multimédia, mecânica) · Professores e suas peculiaridades · Jorge (professor de espanhol) · Pintelho (aluno) · Bandeiras a meio-haste
  • Tiagovski vai ser paiTiagovski · Felicidade e reações à notícia · Edits e vídeos virais sobre o tema · Mercadona
  • Uso de celular e redes sociaisLimitadores de tempo · Ansiedade e perda de tempo · Batota e uso de computador · Medo do silêncio e pensamentos próprios
  • Casas e tours virtuaisDavid Guerreiro · TikTok e vídeos de casas · Quarto do homem / ginásio em casa · Ilha de cozinha com aquecimento
  • Calistenia e desportoMiguel Silva · Corpo humano e estética · Barra fixa e piruetas
  • Linguagem e ComunicaçãoPortunhol · Comunicação com espanhóis · Galícia
  • Relógios e estiloRelógio como acessório · Luz noturna do relógio · Timer para atuações
Transcrição95 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Velho Amigo, um podcast de José Bernardo e Mário Videira. Olá a todos, sejam muito bem-vindos aqui a mais um episódio de Velho Amigo, como sempre José Bernardo e Mário Videira, que sou eu.

Temos muitas coisas para falar neste episódio. A principal é o Tiago Ovski ser pai. Pois é. Ser pai não, vai ser pai. Assim é que é. Mas já vamos atrasados, não é? Já está tudo a falar sobre isso. Foi agora segunda-feira, acho eu. Foi agora segunda-feira. E vou dizer, deu-me um sorriso. Eu fiquei contente. Toda a gente ficou contente. O Tiago Ovski está muito contentado, parabéns. E já tenho visto muitos editos divertidos, que é basicamente compilações...

do antes e do depois, da pobreza para a riqueza. Sim. E já mimos do tipo, vídeos que ele vai fazer com o filho, tipo top 10, fraldas no Mercadona. Pá.

Ou seja, a internet tem disto. Tem disto, não é? É muito engraçado. Eu ouvi uma altura que eu gostava muito de ver Trash TV e via muitos vídeos de Santiago, etc. Não era Trash na altura, é TV mesmo. Era a internet. Ou seja, não é um conteúdo que eu adoro, mas só que eu realmente respeito muito aquele Hustle. Gosto muito daquela jornada que ele teve.

É verdade, é verdade. Para que eu minto no inglês? Perguntam vocês. E é engraçado porque a minha namorada não está à parte de Tiagoski, não é? E ela ontem ficou a casa, pá, fenomenal. Porque eu estava no YouTube e apareceu uma tamonele do Sparking com o Tiagoski. Tiagoski vai ser pai. Porque eu não sou machista.

E ela assim, opa, mas está tudo a falar sobre isto no meu feed, tipo, estava ali a aparecer, Tiagofsky vai ser pai dela. A sério ela? E eu não sei quem é este gajo, então eu estive-lhe a mostrar clipes virais do Tiagofsky, dão homenagem aos Blacks. Já falávamos muitas vezes desse, é um clássico até. Aquele clássico do, opa, tive de fazer aqui um corte com a Miss Mushrooms, que estava-se a passar. E era uma ex-nurada dele, sim. Muito bom. Mas pronto, tem a sua casinha. É satisfatório de ver.

Eu gosto muito de ver... Mas acho que uma coisa que eu tenho é que quando alguém me diz a minha nova casa é um vídeo que eu vou sempre ver. Claro, isso tem em trás de ver. Comprei nova casa. Mas não vou ver porque a Paula Tamenelle já viu o carro. A menos quando metem aquele lenço por cima em AI aí eu tenho que clicar, vejo o carro e saio do carro. Agora, quando é uma casa, eu não sei explicar, mas eu adoro... São muito cómodos.

Adoro ver. Ele tem uma ilha lá na casa dele que aquilo a pedra aquece e não parece um bico de um fogão. E está lá a íris e o outro cão que também é bem maluco, já ouvi dizer. E ele quer ter uma menina viste? O Tiagowski mas ele já está com aquelas teorias que é, pá eu queria ter muito uma menina mas acho que vai ser menino porque ela está com barriga de menino, está a ter muitos sintomas de menino como se isso fosse uma coisa real Mas você tem que se agarrar a essa Claro, claro, é muito giro e parabéns ao Tiagowski Parabéns

porque realmente dá um quentinho no coração ver este pessoal estamos a crescer nós estávamos a falar de uma coisa que eu achei engraçada no carro eu puxei o assunto eu estava a falar das casas e eu gosto muito da casa do David Guerreiro queria deixar isso, também não sou o maior fã do trabalho dele mas gosto muito de ver o TikTok porque ele tem ali uma zona que é meio um giná aquilo que eu vou chamar o quarto do homem, não sei se é

Mas é a descoberta, porque nem tem vidro nem nada. Tem vidro, tem. Tem vidro. É um quadrado. Isto é como pelo TikTok, também vertical, não se apanha tudo. Olha, é uma sugestão de vídeo, faz aí um all que eu vou ver, está lá o meu like. Foi a ideia da mulher, não é? Tens aí 10 metros quadrados, faz o que quiseres, o resto é o que tecido. E eu começo a ver, e aquilo o que me parece é, é um quadrado de vidro.

Deve ter ar-condicionado, espero eu. Também que aquela casa tem que ter. Claro. Porque aquele vidro, aquilo no verão não se podia estar lá dentro, certeza. Uma marquise. Depois está, é vidro, o quadrado de vidro, ou pelo menos, sim, o quadrado com pelo menos três paredes de vidro. Depois, aquilo parece-me que é tipo um banco ou uma bancada à volta de tudo, que dá para sentar, tem lá peso de ginásio, tem ali uma bancada que ele faz ali um batido energético.

Espera, há informações que eu tenho na minha cabeça. Eu sei que ele de manhã não gosta de comer muito. Até ele tenta fazer um batido que inclua logo tudo.

E isso também faz dar uma vez uma frase que um gajo disse no secundário, um gajo de ginásio que gozávamos muito entre amigos, que é, eu conseguia só com batidos fazer um dia perfeito de alimentação. E eu ouvi esta frase... Grande frase! Não foi o Lopes que disse isso? Não, não. O Lopes estudava na escola ao meu lado. Ou seja, eu estudava na Bruteiro, para quem é de prima sabe, eu estava na Bruteiro e o Lopes...

Brutera aqui e o Dona Maria era aqui eram rivais vocês havia rivalidade não havia pancadaria eu não sei se há desse este fanfact era da turma da Thaís exatamente ele e o Kiko e o Mendes eram todos da turma dela não havia rivalidade entre escolas não havia pancadaria tipo o Sporting Benfica a associação que há é que a Brutera é um bocadinho mais do mundo

burros, profissionais, etc. Uma escola um bocadinho mais nova. Burros profissionais? Caralho, esses são mesmo burros. Eu estou a falar de estereótipo, porque eu sou de um curso profissional. Toda a gente sabe isso. Claro. Toda a gente, ninguém. Disseste agora, não é? E depois a Dona Maria é um bocadinho osberes, porque a Dona Maria supostamente é a segunda escola, ou terceira, ou pelo menos na altura era, a segunda melhor escola pública do país, ou terceira melhor escola pública do país. Essas coisas.

Mas voltem-me até professores que tinham bifes. Eu lembro-me uma vez uma pessoa em inglês, que não era a minha pessoa em inglês, que eu fui para a Espanhola Iniciação no secundário, porque já ninguém me apanha nessa. A Espanhola Iniciação que é um espetáculo, que havia um grande professor, o próprio Zéio Jorge, já agora. E nunca contei histórias do Jorge, eu já.

Eu tenho ideia de ter ouvido já esse nome, Algures, do Jorge, de teres dito. Até fica, já prescreveu também ao Jorge, já passaram 10 anos, mas houve uma altura que eu me fazia rir os meus amigos, tinha a fotografia do Jorge como fundo de perfil do meu telemóvel. Do meu telemóvel. Até a hora a gente desbloqueava assim, era uma risada geral. Pois, coitado Jorge. E aquilo, pá, agora perdi-me coletivamente, mas o bife do professor antes de ir para o Jorge.

os professores basicamente... Mas o Jorge estás a gozar ou ele era mesmo espanhol e chamava-se Jorge? Não, ele chamava-se Jorge mas agora a gozar espanhol e chamava Jorge. Ok, só querias falar tudo isso. Mas foi uma questão pertinente. Porque para ti é mesmo o Jorge. Para mim é o Jorge. Já nem pensavas nisso?

Era professor. E ali, e uma vez um bife que nós nos rimos muito, que acho que houve uma vez que, ou era um dia imposto, há dias que supostamente as bandeiras têm que estar a meio pau. Não sei se sabes qual é que é. Não sei se são dias de luto ou é do 25 de Abril, mas há umas... Há dias que aquilo tem que estar a meio pau. Meia haste. Meia haste, exatamente. Meia haste, é outra coisa. Claro.

E a escola? A minha, que era supostamente a escola menos digna, tinha aquilo direitinho. E a escola dos menininhos ricos não tinha. Então a minha professora, a minha professora, dos meus colegas da minha turma de inglês, com o seu tablet foi tirar uma fotografia, que ela tirava 100 fotografias de tablet, que é engraçado. Que eu acho que é das maiores parladas de sempre. Mas ela tirou uma fotografia com o tablet. Sim.

E diz, então a escola dos menininhos não tem a bandeira a meio pão. E pediu-lhe um bife e nós rimos muito porque conseguimos encontrar aquilo. Por falar na bandeira, não havia sempre um gajo, pelo menos na minha escola era só um, que sabia fazer a bandeira, sabes o que era? Que era, chegava ao pé de um poste...

punhassem os braços no poste e punhou o corpo a direito. Hoje chama-se calistenia. Antigamente era maluco. Sim, era o gajo que fazia a bandeira. Mas era extraordinário, porque depois toda a gente ia tentar fazer e ninguém conseguia. Por acaso, há um Instagram, um Instagram, TikTok, que eu adoro, que é o do Miguel Silva, acho que é assim que se chama, para não estar enganado. Eu sigo no Instagram e no TikTok também.

que ele é, eu não sei se ele era profissional de calistenia ou... Ou do ginásio, não é? Hora do ginásio... Não, eu acho que ele entrava... Pai, desculpa, eu não percebo muito desta área, mas como não percebo nenhuma também, podemos já deixar isto aqui claro. E o gajo faz merdas calistenia, então de repente vês-te tipo o bacano numa barra, a saltar, dar uma pirueta, viraste ao contato, agarraste na garra e eu fico tipo, eu não consigo aguentar 10 segundos agarrado a uma barra e ele faz coisas e... E pá, e adoro, o gajo tem um corpo perfeito.

Porque você me mete de nojo. Não podes ser homem e ter um corpo demasiado bonito. Porque fica mal a gordinhos como eu. E depois... Pronto, adoro aquilo. Vão ver se vocês interessarem por isso coisas de desporto. Vão ver o gajo. É inacreditável. Ele faz vídeos de outras coisas, não é só de desporto. Mas para quem realmente tem essa curiosidade pode ir ver. Claro.

Agora, o Jorge era muito bacana. Nós tínhamos aula, que era os cursos profissional de multimédia e o curso profissional de mecânica. Que aí é que já escamba a coisa, não é? Um curso profissional de mecânica. Era mais tipo estrábicos e assim, não é? Não, era gajo... Chamado biru, lele da cuca. Gajos todos fodidos, pronto, que é assim mesmo. Havia gajos que... E a história mítica... Há várias histórias míticas. E o Jorge...

era homossexual. Ou pelo menos parecia. Ok. Não quero ser essa pessoa. Mas realmente, ele tinha uma coisa que era, eu nunca vi ninguém a pôr em ordem o pessoal de uma bocadinha como ele metia. Tipo, ele conseguia ter o cenário na sala, conseguia dar aula, conseguia ter respeito, mas ao mesmo tempo não ser idiota, claro que às vezes lhe bufavam e o rebiravam olhos, mas ele conseguia ter aquilo em ordem. Isso é uma cena boeda importante para um professor, como deve-se falar.

Qual é que é uma definição de bom professor? Consegue ter a sala em ordem e... E ser um ganda bacano. E ser um ganda bacano. Claro, claro. Tens de ter aqui esta... Ou seja, há aquele que consegue ter a sala em ordem, mas é um otário e não é um bom professor. A minha professora de biologia era dessas. Ou seja, a primeira vez que nós tivemos o contacto com ela... Queres dizer o nome? Eu gosto de dizer o nome, acho que isso tem que ficar claro.

Das pessoas mais ríspidas que eu alguma vez conheci. Não vais dizer o nome, mas não? Não me lembro, pá, do nome. Isso é triste.

Mas eu tenho dificuldades em nomes de pessoas. Mas talvez no meio desta conversa eu me lembre. E ela era muito rispida no início e depois foi-se tornando, ao longo do primeiro período, uma ganda bacana. Mas sempre, tipo, tu entravas na sala dela, era silêncio. Claro. Estavas a entrar em silêncio. Mas ela tem que ser assim.

Era, era. É a primeira aula, tens logo que marcar o compasso. Mas depois das melhores professoras que cada vez que uma vez tive, e ensinava-me a me bueda bem. Ah, então andei bacana. Boas notas. Ou seja, eu comecei em tipo décimo ano, com, se calhar 13, a Biologia, e depois para a frente estava tipo 16. Ah, mas isso foi também porque estavas com os exames e também precisaste mais. Não sei pá.

Mas a galera é mesmo muito bacana. Gabriela. Gabriela, anda para o só Gabriela. Acho eu. Agora fica. Foi um impulso. Mas o Jorge, pá, havia coisas loucas, do género havia um gajo que era o pintelho. Eu já contei isto, caralho. Gostou um lado do pintelho, que o pintelho tirava o bairro a mais notas. E houve uma vez que o Jorge é no primeiro teste de espanhol de todos. Sim. E de iniciação. Que é mesmo aquele espanhol de... Aquele da frição. Que tal? Pá, merdas mesmo básicas, básicas, básicas.

E o gajo consegue tirar 6 e o Jorge, pá, não podes chumar no primeiro teste de espanhol, vou-te fazer outro só para ti. E faz, ele tira 7 e ele decide pegar as melhores respostas de cada teste e dá 9. Coitado, pá. O pintelho era uma loucura e depois havia também uma altura.

que ele expulsou um gajo da sala porque estava-se a cagar e era um gajo de mecânica, ele mandou-o para a rua e depois vem cá fora, agarra-lhe no braço e diz, ah, tem calma, não sei o quê, e o gajo larga e diz a mítica frase larga-me ao panoleiro e entra para dentro da sala e começa a contar a situação como se nós não tivéssemos ouvido. Está do género, pá, o vosso colega chamou-me um nome que não serve chamar e que eu não posso tolerar isto.

E o que é que aconteceu comigo? Não sabes? Não aconteceu nada, ele já estava a cagar, ele já estava a cagar, é dessas.

Mas línguas é difícil, espanhol era particularmente difícil. Eu testei espanhol, pá. Eu gostei de espanhol, pá. Eu tirei sempre três a espanhol e depois, tipo, ignorei espanhol para sempre, fui para inglês. Olha, e o francês é que esquece. Ignorei para sempre francês e inglês e pensei, é melhor começar de novo. E agora falo muito bem. Eu quando vou à Espanha não tenho nenhum problema, por isso resultou. Mas é assim, quando vais à Espanha meio que dá para falar o portunhol que eles entendem. Eu nunca, eu consigo ter conversas com o espanhol.

Mas quão profundas essas conversas? Pá, eu lá com o senhor do barco. Quero um café, uma bica, quero uma água, quero cerveja, e fazes assim, mas conseguimos. Eu também, acho eu. Há um bar em Espanha que eu costumo ir. Que era mais barato.

que em Avilés... Costumas ir? Não, vamos todos os anos lá com o pessoal do Júnior, vamos lá beber um copo. E já, uma vez estive lá sozinho com o homem, a conversarmos um bocado, e tivemos grandes conversas e descobri que ele uma vez esteve em Portugal durante 15 minutos, porque basicamente... Nunca tinha estado. Não, eu perguntei-te, já tinha estado em Portugal. Ele é da Galícia, que é daquelas... Para quem não conhece... Pá, esta gente conhece, mas é ali a parte mais...

É aqui no norte de Portugal a parte... Foda-se, estou de dificuldade em explicar onde é que é a Galícia. É lá em cima. Aquele pontinho aqui é mesmo muito perto ali da zona de Viena do Castelo, se não estou em erro. Pronto, mesmo norte então. Sim, mesmo norte. E o gajo estava a contar que ele é dessa zona...

E o gajo acho que vive para aí a duas horas de Portugal. E às vezes ali os amigos estavam lá perto a ver copos e pensavam, vamos a Portugal. Estavam lá 15 minutos e voltaram. E eu sei que a irmã dele já viveu em Portugal, que ele é da Galícia, que depois ele foi para a Vilege e abriu lá o bar. Ou seja, tem ali um bocadinho de profundidade. Mas também não sei o que é que 40 minutos num bar dá mais do que isto, mas dá. A Penicela Ibérica não parece bué o Elvis Presley.

do tipo Portugal ser a cara e depois ali a Galicia é a poupa do Elvis concordo, boa, boa ou seja, estou com dificuldade em dizer onde é que é é na poupa do Elvis olha, boa, fica aqui uma definição para vocês outro pensamento que eu tive, não tem nada a ver com isto eu não sei se está a falar isso contigo mas eu acho que a maior patetice contemporânea é os limitadores de tempo no telemóvel

E eu vou explicar porque é que eu acho a maior patetista. Porque fala-se muito a higiene no telemóvel, temos que estar lá menos tempo, etc. Mas o que eu acho que acontece é sempre o seguinte, que eu já vi muitas pessoas a fazer isso. Que é o quê? Que acaba o tempo. Qual é a tua definição? Uma hora? Duas? Não, depende, por exemplo, se eu precisar de me concentrar durante meia hora, meto aquilo a bloquear as aplicações, porque às vezes por impulso entro no telemóvel, só que não caio nos reels, nem caio no TikTok porque aquilo não abre.

ou seja, abre se eu quiser há pessoas que têm a cena de, e é isso que eu estou a falar só posso ir às redes sociais durante duas horas, você percebe? e depois é que eu bloqueio o que acontece com isso, que é supostamente para que tu tens uma relação mais higiênica com o telemóvel, é que depois passas a vida a ignorar aquele anúncio a dizer, ignorar e continuar a ver e continuas ali, ou seja, ainda estás a perder mais tempo

no telemóvel do que se tivesse só a ver 7 minutos e estás a criar mais ansiedade sobre o facto que estás a utilizar o telemóvel, mas o meu não é, por exemplo, eu defino que aplicações é que é para bloquear, tipo Instagram, TikTok, Youtube vamos imaginar, o Whatsapp deixe porque às vezes pode dar jeito para conversar, mas eu bloqueio durante, por exemplo, meia hora e durante meia hora, sempre que eu vou ao telemóvel e tento abrir um Instagram, às vezes é piloto automático e aquilo avisa-me, olha, estás com isto bloqueado queres continuar? E eu, pois não quero E aí

Mas eu não sei se tu aches como... Eu estou sempre online. Pois, mas é um problema às vezes. É um problema e depois também uma pessoa se defende Mas às vezes também faço uma batota que é o seguinte, não estou no telemóvel estou no computador. Mas eu percebo que é um bocadinho melhor. Mas é um bocadinho melhor. Ou seja, estar a ver um vídeo no YouTube no telemóvel é mais brain rot do que se estivesse a ver no computador.

O que eu faço às vezes é, por exemplo, eu não conduzo a minha telemóvel. Ouço muitos podcasts, o máximo que faço a minha telemóvel é ir meter o Maps. É isto. Claro. Mas eu começo a pensar que é tipo, eu estar a ouvir um podcast, ou ouvir música nem tanto, porque estás noutra vibe. Mas também é um bocado aquele medo, quando nós gostamos demasiado de podcasts, é aquele medo do silêncio ou dos teus pensamentos próprios, não é?

Eu já ouvi esta boca. Mas é verdade. Porque se nós não conseguimos estar... Queremos estar sempre incluídos num universo ou num mundo. Sim, sim. Para não estar bem a pensar, não é? É pá, sim, mas às vezes não opte... Eu já falei isso várias vezes que é eu preciso de chegar a casa e não pensar... Eu antes de dormir, pá, só preciso de 5 minutos.

É uma punhetita, não é? Não, mas conheço alguém que faz isso. É? É da punhetita, sim, que é uma estratégia dela, dessa pessoa. Não vou dizer nomes. Não convém. Não convém, acho que eu. Mas a pessoa eventualmente vai dizer, como ela é estralocada, mas o que eu faço é... Tem que estar 5 minutos no telemóvel, e se é a pior coisa que podes fazer, afasta a terra.

eu não quero saber pá, eu tenho que estar 5 minutos só a fazer um brain rot eu não quero pensar e fazes bem e depois faço é no máximo 10 minutos agora eu não estou com tangas é no máximo 10 minutos depois já estou mesmo em sono já estou a passar o reel já estou quase que estão aqui na cara e você já estou a fazer merda aqueles jogos que é por exemplo é 1h32 da tarde e tu dizes olha até às i40 vou ver aqui os reels e depois passa para 55 porque depois tu vês e é um i41 que merda agora às i45 a half

e estás sempre ali a aumentar e é tipo, às vezes já estás a sentir mal contigo próprio mas aquela que é de psicopata que eu acho que é bem psicopata é, acabaste de fechar os reels metes ela no bolso, passados dois minutos já estás já atreveres e aquele clássico, não sabes que era a chão abriste o telemóvel, não sabes que era a chão mas olha, por acaso uma coisa que me ajudou bastante a evitar essa de impulsão no telemóvel foi o relógio

Por acaso resultou mesmo, adoro andar de relógio, agora quando eu não estou de relógio já me faz confusão. Mas houve uma altura que eu estava a usar relógio... Houve uma altura que eu odiava relógio! E tu fizeste-me uma observação que é tanga, que é tipo, tu nem vês as horas no relógio. Estás só a usar por estilo. Mas é real que depois começas mesmo a ver. Começas! É tipo, que horas são? E não é para usar!

É real! Não, é real, é real. Eu uso sempre, eu uso várias vezes. E depois adoro que isto tenha uma luz para quando estou no noite. Adoro isso, a luz é uma merda. Aquela luz verde, verde-alianista. E depois tens de estar a clicar para aquilo não estar meio, como é que é, quando é uma atividade paranormal, o relógio está a ser. Esta luz é sempre em atividade. É a luz paranormal activity mesmo, é aquele verde do noite. Adoro, adoro.

E conto o tempo aqui também, por exemplo, nas atuações, que eu meto aqui o timer.

Muito bom, é fenomenal. Outro, um pensamento que eu também tive nestes últimos dias, para elevar também aqui o discurso, um bocadinho, eu sou um intelectual, que é mesmo assim, eu às vezes volto em meia tona às leituras, e apercebi-me de uma coisa que eu...

Ou seja, conforme tu vais avançando na escola, parece que tu te vais apercebendo que as pessoas são... A sequência foi, eu sou intelectual e eu volto imenso a dar as leituras, que é o oposto de ser intelectual. Tu lês de vez em quando. De vez em quando. Mas conforme vais avançando na escola, parece que o ensino está feito para te fazer perceber que as pessoas antigamente eram mais inteligentes do que o que tu achas que são. Do tipo, ao início estás tipo, opá, é os astrolopitecos, as pessoas inventaram a roda, e tu estás tipo, pá, a roda é... É boeda básica, nós já temos a roda à boé, isso é completamente...

básico e depois tu começas com cenas de agricultura e tudo mais e história eu nunca fui muito bom mas depois surgem por exemplo disciplinas como a filosofia que tu pensas pá estes caras já estavam a pensar assim mesmo há boeda tempo ou disciplinas como a física e a química que tu estás tipo porra como é que os gás descobriram isto hoje em dia tipo eu era incapaz de descobrir isto

E tu vais estar percebendo que as pessoas antigamente eram mais inteligentes e tão ou mais capazes como as pessoas de agora. Ou seja, nós achamos que por viver num mundo tecnológico estamos muito mais avançados intelectualmente. E nem sempre é verdade. Ou seja, há muitos intelectuais e há outras pessoas que são normais. Mas eu acho que a geração a seguir é sempre mais inteligente do que a anterior. Pois. Sempre. Ok, ligeiramente. Porque senão não houve evolução.

Se tu pensares nisso... Claro, claro! O mundo era sempre pior! Ou seja, tu pegas sempre no conhecimento que tens e acrescentas mais qualquer coisa sobre esse conhecimento. Se o Sócrates OG fosse o mais inteligente de sempre...

Claro que não estou a dizer que é uma linha assim. Se calhar esta geração pode ser mais burra, mas depois já a seguir vai ser mais inteligente que as últimas duas. É uma constante assim. O Sócrates, se nascesse hoje, ele ia ser um gajo também inteligente, se calhar, acima da média. Ou então não. Não, porque ele ia pegar no conhecimento que existe e ia acrescentar sobre.

Não vai estar a inventar outra vez. Por exemplo, Leonardo da Vinci não estava a inventar outra vez a passarola. Mas se quer é o cérebro dele, não estava tão desenvolvido, não estás a perceber? Não sabemos, pronto. Isso é mesmo daquelas que não sabemos. E isto porquê? Porque eu estava a ler um livro que é Memórias Póstumas de Brás Cubas, que é de um autor brasileiro muito conhecido.

E o gajo escreve meio sátira. Meio sátira, ou seja, o livro começa com o narrador é a pessoa que está a relatar a sua própria história de vida depois de morto. O narrador está morto e vai relatar a própria história. E ele até começa de uma maneira interessante que é...

não sei se me apetece relatar a minha própria história desde o início. Então vou relatar desde o meu funeral. E começo a relatar do funeral para trás. Boa, boa, gostei. Só que depois ele farta, sem traspas, de estar a relatar a sua história desde que morreu para trás. E então ele quer começar do início. E ele faz uma cena com os comediantes, e aqui é onde eu quero chegar, que os comediantes fazem bué, que é fazer uma ponte e declarar que se fez uma ponte. Os comediantes fazem bué daí. Que é tipo, as galinhas têm penas.

E tu dizes, olha, pena pena é o que eu tenho dos não sei quê, viste esta ponte que eu fiz aqui. Bem, e este bacano faz uma ponte em 1800 e tal, que foi quando ele escreveu o livro, que eu trouxe aqui, que é para te mostrar. Antes de mais, acho que também merece, já agora. Sim, Memórias Postas, Mas Debrás Cubas, Machado de Assis. O livro está novo, depois dele é acabado, ainda leiloamos isso. E o bacano faz aqui uma transição que eu tive de sublinhar.

isto é tal e qual não estava a contar com o momento de leitura mas isto é tipo tal e qual um comediante olha a ver e vejam agora com que destreza com que arte faço eu a maior transição deste livro vejam, o meu delírio começou em presença da Virgília a Virgília foi o meu grão pecado da juventude

Não há juventude sem meninice, e meninice pressupõe nascimento. E eis como chegamos nós sem esforço no dia 20 de outubro, em que nasci. Viram? Nenhuma junta aparente? Nada que divirta a atenção pausada do leitor? Nada. De modo que o livro fica assim, com todas as vantagens do método, sem a rigidez do método.

Ou seja, ele faz uma metalinguagem aqui, que é ele está a fazer uma ponte, a falar sobre a ponte e a achar que não está a fazer uma ponte. Isto aqui é fenomenal. Acho fenomenal. Em 1800. Compreendo. Quando nós estamos investidos no livro, nós achamos coisas fenomenais. Não foda-se, é da boa. Agora, o que eu estou a adorar, eu tenho aqui muitas observações para fazer. Sim. Isto aqui é a tua moca, está tudo bem, não sei o quê. Gostei também.

Pronto, não estou investido no livro para achar tão fascinante como tu. Claro. Mas compreendo. Também às vezes estou a falar do Michael Jackson durante 4 horas e tudo bem. E eu testo. E tudo bem testo.

Não, é doro. Agora, tenho aqui várias observações. Primeiro lugar, não tenho um marcador. Isto não é nada. Este vinco que está aqui, está aqui um vinco na ponta do... Mas eu vinquei a ponta do livro porque eu vinco sempre páginas que eu curto.

isso não é nada pronto eu odeio isso e escrevo nos livros também apá, odeio até me irrita não és da leitura eu sou da leitura mas estou aqui um sublinho e medo de marcadores também mas o que? metes aqui um post-it a dizer gostei muito desta página é melhor pôr um post-it não dobras a página do livro as coisas estão a gastar mais papel mas vai estragar daqui a 40 anos apá, olha não daqui a 40 anos o meu filho vai pegar neste livro e vai dizer olha o pai gostou muito desta página o pai é idiota agora que gostei de ter este livro aquele agora está a valer está a valer um milhão de euros e agora tem isto dobrado a valer um milhão de euros

E não estou a usar marcador neste livro porque ele, por alguma razão, não veio com marcador. Mas olha, meu amor, também há uma técnica que eu vou-te ensinar. É isso. Mas eu já estou mais à frente, agora perdi a página, pois tenho de ver. Pronto. Não interessa. Mas olha, achei... Calma, calma, calma. Ah, tens mais observações. Tens mais. Tens aqui a dobra e depois, eu imagino-te, no teu sofá... Sim. A ir buscar um lápis... Não, não estás bem a ver, eu estava deitado na cama.

Estava deitado na cama... Tu foste buscar um lápis, sublinhaste... Epá, isto foi a coisa mais escrita de sempre e escreveste LOL.

Adorei, adorei tudo isto. Não, é fixe. Eu gosto muito de sublinhar nos livros. Neste não sublinhei muito, mas nalguns, ou seja, isto aqui foi uma... Mas é uma recomendação este livro? Estou a 5 páginas. É que eu também tenho aqui esta dúvida. Opa, estou a meio já. Alguns a meio. E os livros não têm uma cena que é interessante, já agora, para quem lê? Não sei onde é que eu estou. E pá, eu ando a ler muito pouco, vou admitir já. Eu comecei a estar a dizer, vou ler um livro por mês. Não vais.

Nem eu. Li meio, até agora. Eu também para acabar o crime e castigo. Caraças. Não, já terminei e depois comecei este. Quando estás aqui nesta parte, por exemplo, imagina. Sim. Que parece que falta bueda pouco, mas não falta e começa a dar ansiedade. Pois é. Será que é desta sessão que eu acabo e depois não acabas? E depois não acabas, depois é uma irritação e agora é que vou acabar de ler e leste três horas. Olha, fica aqui a sugestão então.

Fica a sugestão, a memória exposta mas de Barás Cubas, ou seja, Barás Cubas é o gajo e ele está a falar depois de já ter falecido. O Brasil tem uma questão muito interessante. Mas é muito bom.

ou seja, o Brasil isto é a minha ignorância a falar mas vou dizer o que é que eu acho que parece que se divide a meio e o Brasil parece que tem um lado intelectual riquíssimo e um lado completamente brasileiro e pobre eu não estou a dizer que um é melhor que o outro não é nada disso mas eu divido o Brasil a meio essa é a definição de preconceito não, não, não, do país submundo

Sim, mas quer dizer, nós também... Quer não haver uma classe média tão vincada. Isso é verdade. Isso é completamente verdade. Ou seja, os ricos são muito ricos e os pobres são muito pobres. Mas nós também temos um bocadinho essa perspectiva, por exemplo, do interior de Portugal. De que as pessoas são mais simples, não têm tanto conhecimento, não têm muito tratadas. Sim, às vezes uma pessoa quando vai a algumas zonas de Portugal, percebemos que é quase uma viagem no tempo. Dejando, para aí.

Isto era a minha vida em 2008. Sim, as pessoas estão aqui mais simples, não é? Eu lembro uma vez, fiz uma auto-sessão, há dois, três anos, numa vila, não interessa onde, que eu lembro que fui mijar, e eu olhei para a casa de banho, e o cheiro, a estética, como estava tudo, eu pensei mesmo, isto está a ser uma viagem ao tempo, tipo, aquele cheiro daquelas bolas na betalina, que cheira mesmo, está fazendo esse cheiro. Mijar.

para cima das bolas mas hoje em dia também é essas bolas aquele cheiro era muito diferente e eu pensei mesmo que eu nem sabia que ainda se vendia estas bolas, ou então estão aqui parados já ninguém vai fazer esta casa de banhar ao tempo e está aqui a cheirar se calhar os gajos ainda têm moeda stock porque usa-se pouco, não é? e eu fiquei mesmo fascinado que eu pensei isto é uma viagem ao tempo tu entra uma tazca isto também há no Porto e whatever mas

É fascinante para mim a questão das bolas para as crianças. Tipo, mete-se um euro e sacas uma bola. E quando é que deixou de haver o Family Frost? Tu lembras disso? Que era uma carrinha amarela que fazia este barulho. Claro. Tananana... Eu acho que ainda há... No outro dia passei por uma.

Fua, que nostalgia. É porque eu lembrava-me sempre dessa ceninha. Agora a minha questão é? Aquilo vendia mais do que gelados. Só descobri. Peixe também não era o caso. Peixe. Era congelados em geral. E hervidas congeladas. Mas nós éramos só para pôr. Nós era para os geladitos. Mas agora a minha questão é. Nós somos de meios mais pequenos. Então ainda apanhámos muita coisa.

E eu sempre tive esta questão para comigo. Ou seja, quando eu era puto e estava a viver aquelas coisas que eu achava que eram mega atuais, se viesse alguém de Lisboa, ou do Porto, ou de um centro urbano maior, ia ter a mesma sensação de isto parece estar parado no tempo. Ou seja, as pessoas podem crescer paradas no tempo.

É profundo Andas nas leituras Não anda, agora fez a minha cabeça Mas tu podes crescer paradas no tempo As pessoas podem crescer paradas no tempo Eu acho que há uma beleza Eu acho que há uma grande beleza na pessoa E tu não tens vergonhas Que passaste por pessoas que vieram de Lisboa Até à Lousa E passaste uma vergonha qualquer com elas

Eu tenho uma específica que é, os meus primos de Lisboa iam muitas vezes à terra da minha avó e nós, pronto, partilhávamos momentos a jogar Guitar Hero na Playstation deles, porque eles tinham tipo de Playstation muito antes de toda a gente. E eu lembro-me que uma vez estávamos a jogar Guitar Hero e estava a dar Green Day e eu comecei a cantar a música dos Green Day, só que eu não sabia inglês na altura. Então eu estava só... You have to decide to listen to Ruby Why? E ele assim, to listen to Ruby Why? E eu, não é assim? Ele, não.

E às vezes isto atormenta-me. Às vezes, se calhar por isso é que eu depois fiquei com a cena de querer decorar letras de músicas. Pode ser, pode ser. Poupaste 40 euros. É que pode vir daí que é tipo, às vezes, acorda meia da noite e tipo, foda-se. Com ansiedade. O Miguel disse-me isto na altura. Mas eu acho que há uma beleza. Eu com esta conversa parece-me ser condescendente. Pode parecer, mas não é mesmo essa a intenção. Cá no fundo.

Mas eu acho que há uma beleza, na cena da pessoa que é da aldeia, a maior parte das pessoas em Lisboa não são de Lisboa. É uma cidade emprestada, não é? Ou seja, há muitas pessoas que devem ser de Lisboa, mas há muitas que é tipo, o meu avô era de Trás-Montes, o meu avô era não sei de onde, ou o meu pai, whatever. Ou até mesmo, pessoas vão para lá. E eu acho interessante, a pessoa que vem da aldeia e depois começa a descobrir Lisboa e começa a descobrir aquele mundo todo, ou Lisboa, Porto, ou outra, vou dar o exemplo de Lisboa e do Porto.

Mas eu acho que Lisboa é o melhor exemplo para isto, porque o Porto também, parecendo que não...

se andares 10 quilómetros para o lado já estás numa vila quer dizer, se calhar, também não conheço Lisboa mas parece-me uma cidade mais contemporânea e acho fascinante a pessoa que chega e vai trabalhar para uma empresa grande ou vai estudar para Lisboa e aquilo para ela é todo um mundo e é um orgulho para os pais porque ele está na cidade e acho isso bonito e agora vi um poema há pouco tempo num clipe numa cena da Antena 3 ou da Antena 1 não sei, uma antena

Sim, uma dessas. Que era um gajo de Lisboa que escreveu um poema que era basicamente a dizer que ele não tem terra. Que os amigos diziam, não vou saber dizer o poema em condições, mas que os amigos diziam, vou à terra no fim de semana ou vou passar a Natal à terra. E ele dizia, eu não tenho terra, porque eu não tenho sítio para ir. Porque há algo mágico em voltar às origens. Pois é. E eu acho que o que não perde essa magia é tu não voltares a viver lá.

Percebes? Porque se tu voltares a viver lá aí foi-se a magia toda. Para onde? Para a tua terra, não é? Sim, porque realmente há um descanso interno, não é? Quando eu vou, por exemplo, a Lousan eu ouvo uma altura que tinha um bocadinho Mas toda a gente passa por essa fase que é não gostar bem Não gostar aqui, não apetece estar aqui, odeio isto, fundamento Mas agora

agora vou lá e dá-me uma certa tranquilidade e dá-me uma certa e pá, e fico mesmo a pensar às vezes, eu tenho 26 anos, que é muito pouco mas fico mesmo a olhar para aquilo e pensar uou, eu já vivi bué e não vivi nada, percebes? já foi outra vida, eu já andei por aqui eu andei nestas estradas, eu andei nestas ruas

Tiveste paixonetas ali Tiveste paixonetas, tiveste tudo Choraste, andaste de bicicleta Aleijaste, partiste os queixos Tiraste negativo, tiraste positivo Fizeste desporto E todas essas coisas na altura eram boas e importantes Como estas estão a ser agora E agora já não existem Por isso é que eu também tenho que ser fascínio de olhar para os jovens E eu não gosto muito de quando os adultos Descredibilizam, por exemplo, relações dos miúdos Que é tipo

Tu agora estás a namorar com essa, mas daqui a uns anos, pá, mas deixa o puto viver aquilo. Porque as coisas estão a ser boé. Mas também tens que ensinar a não levar demasiado a ser, não é? Claro, mas por exemplo, agora tu, os teus problemas, estás aí a bufar, estás a editar um clipe. Isto está a ser boé importante para ti, porque é boé importante para ti. Sim, daqui a 40 anos. Ou seja, daqui a 20 anos, é tipo, lá estava a bufar por causa de um clipe.

É normal, são as tuas preocupações da altura, não é? Claro, claro. As de agora não são menos importantes do que quando tinhas 13. Sim, sim, sim. Igualmente importantes.

Mas tu estavas a dizer essa cena de voltar à terra e essa transição dá uma altura que tu não gostas muito de voltar, que eu acho que é quando tu já te sentes adulto e os teus pais ainda não te reconhecem como tal.

E tu começas a gostar de voltar quando já estás de um para um com os teus pais. Tipo, tu dizes uma coisa e eles respeitarem a tua opinião. Concordo contigo, sim. Mas não sei se na minha questão... Por acaso eu sinto que até... O meu pai até me morreu quando eu tinha 16 anos, não é? Sim. Mas sinto que a minha mãe me tratou com um adulto muito cedo. Mas também se calhar não sempre foi pela questão de... Ficaste o homem, não é? Chamado o homem da casa. Da família.

Mas eu acho que, não tenho tanta essa questão, era mais a questão de, pá, quando tu te afastas precisas de te romper, estás a perceber? Manter afastado. Eu não acredito nada nas relações.

quando há aquela cena do ficámos muito amigos. Não fica, pá, mas ficaste... Até podem ficar daqui a dois anos. Estás a perceber? Claro, há duas ou três pessoas com essa experiência lá em casa, agora fala para elas. Não, não, se calhar há exceções, pá. E cada experiência é uma experiência e há situações. E se calhar eram pessoas que já eram de grupos de amigos, que era aqueles grupos que são 17 e namoravam. E achavam que gostavam do outro e depois já perceberam-se que é tipo, afinal somos mesmo só amigos.

Há situações e situações, mas regra geral, na minha opinião, é que também estou-me a justificar demais. É isto que eu acho, vão-se foder todos.

Era isso que eu queria. Era isso que eu queria. Vamos suportar todos. Eu acho que tem que haver, tens que romper. Claro. Tens que romper. Quando tu quebras um ciclo, tens que romper. Não pode haver ligação com o passado porque senão tu nunca vais deixar o passado. Certo. Quando tu não deixar... E há coisas que eu não consigo fazer isso na minha vida profissional, na minha vida no geral.

Mas há coisas que se tu não romperes relações, se tu não romperes vínculos, não vai mudar. As coisas têm que... pá, agora já estou a aparecer o Gustavo Santos, desculpa. Já estás no outro nível. Mas foi um bom rato. Estavas a precisar de mandar isso cá para fora, não é? E nem sempre é... olha, nem é o 8 nem o 80. Nem tudo é branco nem preto, às vezes é cinza. Pronto, então é... Uma vez eu vou comentar neste podcast o que foi. O Zé Walter também passa-se.

E eu vou-lhe guardar com muito carinho esse comentário que eu concordo bastante com ele. Mas pronto. Volta e meia, passe. Também queria mandar aqui um abraço que houve alguém que comentou a José Bernardo Sotaques em 2026, já é tenso. Não sei se é. Não sei se é. Mas pá, comentem sobre isto. No fundo é isso. Comentem sobre isto. Eu agora tenho feito uma... E no Spotify ainda dá para comentar, malta. Nunca há que comentar no Spotify.

Até me passos da cabeça. Às vezes. Eu gosto muito. Às vezes. Às vezes. Estou sempre para defendermos. Desculpem lá. Não reparaste? O nosso podcast passou aqui uma frase crítica. Desceu ali muitos números. Agora já estou sentindo que estava...

outra vez já voltava. Não, estamos bem, estamos bem. E nós somos o que somos. E agora, eu preciso da vossa ajuda. O Mário precisa da vossa ajuda. Ah, é? Vocês precisam de nós. Não precisam. Mas, comentem, para o amor de Deus. 20 comentários, pá, acho que é o limite. E 3 likes, pelo menos, como diz o Jamie Drake. Aí ele tem essa, né? Eu acho, querido, também. Eu seguia um youtuber brasileiro, que era o Vinícius 13. Sigo, como quem diz, ainda sigo.

Malte fez este episódio, para ter que gostar. E ele fazia sempre uma coisa que era, não pedia likes, que é tipo...

Malte, se quiserem dêem, mas também se não quiserem, também eu percebo. Parece aquela nova trend, não é? Se quiserem dar... Só que isso resultava bem da bem, porque ele tinha sempre milhares de likes. Mas ele também é um grande youtuber. Pronto, olha, em episódio mais curtinho, mas também... Estamos a testar formatos. Estamos lá agora, não nos apetece falar mais.

Não é nada disso. Se quiser falar mais daqui 40 minutos, se quiser, estamos aqui 4 horas a falar. Não, mas está bom. Estamos a testar por mais. Eu também, sabes que eu sentia a vibe? É. Estava a gostar do episódio e pensei, agora mais 10 para encher chouriça. É que está boeda bom, não está? Não vai encher chouriça nada. Por acaso foi um bom episódio, sólido. Grande episódio e é isso, malta. Comenta e meta um like. E eu também me a pedir. Não sou como lá o Vinícius XIV.

Comentem mesmo, metam um like Subscrevam o canal Partilhem com os vossos amigos Dêem aí para se ainda der, não sei se dá Metam um cartaz na autostrada Para nós termos um podcast mais ouvido Se conhecerem alguém na cena dos aviões do Algarve Passem velho amigo no YouTube O que poderem fazer é fácil O QR Code em postos Aliás, vocês cliquem em partilhar Vão ao WhatsApp e enviem para a vossa lista de contato de chinteira

Até há esse truque que é carregar e partilhar, copiar o link e não mandar para mais ninguém porque isso ajuda. A IP é importantíssimo. Vá, malta, desculpem lá. Parece que estamos a passar o sexto na misa, não é? É, no final, no boidinho. Ao que este vídeo. Muito obrigado, resta-te um dia, tchau, tchau. E até lá.

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