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Episódio Especial Dia da Mãe: Finanças, Maternidade e Literacia para os Mais Novos

03 de maio de 202624min
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Surpresa! Neste episódio especial do Dia da Mãe, a Alice e a Soraia assumem os microfones (não, não se enganaram no podcast!) para lançar uma nova rubrica focada no universo feminino e nas preocupações financeiras das mães.

Numa conversa levezinha mas muito honesta, abordamos a realidade nua e crua do impacto da maternidade nas finanças e, acima de tudo, partilhamos dicas práticas para ensinar literacia financeira aos miúdos lá de casa.

O que vais ouvir neste episódio:

  • O "Peso" Financeiro da Maternidade: Discutimos por que razão ser mãe ainda representa um entrave financeiro e um risco para a reforma, apoiado por dados da OCDE, União Europeia e ONU.

  • O Fosso Salarial e a Carga Mental: Falamos sobre a diferença salarial (que ronda os 10 a 15% em Portugal), as oportunidades de carreira que ficam em pausa e o trabalho doméstico invisível que vale biliões à economia.

  • A Regra da Máscara de Oxigénio: Explicamos a importância de as mães cuidarem primeiro do seu futuro financeiro (investindo para bater a inflação com retornos acima de 4%, como através de PPRs ou ETFs), garantindo assim que não serão um peso financeiro para os filhos mais tarde.

  • Literacia Financeira Infantil (Até à primária): O poder do método dos três mealheiros (um para desejos, um para investir, outro para doar).

  • Dicas Práticas para o Dia a Dia: Como transformar uma ida ao supermercado num jogo de comparar preços, a diferença crucial entre Preço e Valor, e como mostrar-lhes que são "pequenos donos" de empresas (como a Disney) através da compra de ações.

  • Literacia para Adolescentes: O desafio de criar uma carteira de investimentos demo (na app Moneyflix) baseada nas marcas que eles mais consomem e adoram, e acompanhar os resultados.

O dinheiro por si só não compra felicidade, mas traz a segurança e a tranquilidade necessárias para vivermos a maternidade com menos peso e mais liberdade.

Juntem-se a nós nesta nova jornada, deixem as vossas dúvidas nos comentários e... Feliz Dia da Mãe!

* A MoneyFlix não presta serviços de recomendação financeira nem cobra qualquer valor pelo acesso ao seu conteúdo educativo. O nosso objetivo é divulgar conhecimento rigoroso e acessível, promovendo a literacia financeira em Portugal.

Participantes neste episódio2
A

Alice

Host
S

Soraia

Host
Assuntos5
  • A importância de falar sobre dinheiro com os filhosTornar o tema do dinheiro divertido e criativo · Desmistificar o dinheiro como tabu · Preparar para as adversidades da vida com tranquilidade financeira · Equilíbrio entre ter dinheiro e ser feliz
  • Educacao Financeira InfantilMétodo dos três mealheiros (desejos, investir, doar) · Comparar preços no supermercado · Diferença entre Preço e Valor · Compreender o conceito de ser 'pequeno dono' de empresas
  • Custo de vida e impacto na maternidadeFosso salarial entre homens e mulheres · Impacto da maternidade na carreira e progressão profissional · Carga mental e trabalho doméstico invisível · Risco para a reforma e esperança média de vida
  • Economia e Endividamento FamiliarRegra da máscara de oxigénio: cuidar de si primeiro · Importância de investir para combater a inflação · Soluções de investimento como PPRs e ETFs · Superar a falta de confiança na competência financeira feminina
  • TikTok educação e finançasCriação de carteira de investimentos demo · Investir em marcas que consomem e adoram · Acompanhar resultados de investimentos · Compreender o conceito de ganhar dinheiro
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Bom dia, Moneyflixers! Neste momento as pessoas em casa também se estão a perguntar Certamente enganaram. Enganei-me no podcast, de certeza. Ou então o Daniel e o Francisco ficaram um bocadinho diferentes. Bom, fiquem connosco e vão ver que não. Este é o nosso especial para o Dia da Mãe. Viemos trazer-vos aqui um gostinho mais virado para... Para as mães, sim. Abordando na mesma...

todas as questões financeiras e algumas dúvidas, mas vai ser um episódio muito levezinho e prático. Aproveitamos este dia especial para fazer uma introdução a uma rúbrica mais feminina, com ênfase especial para as preocupações das mães e de questões práticas, muito simples. Vai ser um podcast de tema muito rápido e muito simples, que no fundo serve para vos dizermos o que consideramos importante para que as crianças desenvolvam noções e literacia financeira, além daquilo que aprendem na escola.

como é que nós fazemos com os nossos filhos. Exato, dar-vos algumas dicas da nossa experiência com os nossos miúdos, de como é que funcionam coisas que funcionam e que podem ajudar não só a desenvolverem as suas competências financeiras, mas mesmo a estreitar laços entre a família, atividades interessantes que podem fazer.

E também dirigir-nos à problemática de porquê que ser mãe ainda representa o grupo, segundo o CDE, a União Europeia, a ONU, o grupo que vai ter mais entraves, que tem mais entraves e que tem mais problemas associados ao seu futuro financeiro e à reforma.

Acho que podemos começar exatamente por aí, por dar um bocadinho de contexto acerca do porquê que ser mãe aporta mais dificuldades neste sentido. Se calhar podes começar por falar do fosso salarial. Sim, há um enorme fosso salarial, enorme, vejamos, em Portugal felizmente é entre 10 a 15%, mas ainda existe, para o mesmo trabalho, o mesmo horário, a mesma carga, o salário da mulher é mais baixo que o do homem. Isso acumulado ao longo de meses e meses, anos e anos...

representa uma reforma que vai ser significativamente mais pequena. Se a isso associarmos o facto de que uma mulher, quando decide iniciar a jornada da maternidade, toma essa decisão, há sacrifícios que têm que ser feitos. Para termos um filho, temos que poder passar tempo com ele nos seus primeiros meses de vida, mas a própria gravidez te carreta. Claro, muitas vezes isso significa menos oportunidade de...

Subir da carreira. Progressão da carreira, perda de oportunidade. De oportunidade de trabalho. Muitas vezes as pessoas nessa fase da vida ainda estão com contratos a prazo ou com um trabalho mais precário e são perteridos ou perdem a hipótese de renovar contratos. Sim, e muito embora.

nos dias que correm, cada vez existe mais consciência e proteção contra estas situações, mas infelizmente para muitos casos continua a ser uma realidade. Infelizmente, sim. E se nós quisermos ser mães presentes porque depois há aqui uma diferença é o ser mãe e ter uma carreira e gerir a vida em casa Que não estamos a criticar, por favor estamos a fazer só prisar Exatamente assim, é que é humanamente impossível e às vezes espera-se que a mãe seja capaz de tudo isso e ainda cuidar de si, da sua saúde DOCH

filhos, da casa, do trabalho. Exato, a sociedade ainda espera um papel maternal super presente, mas ao mesmo tempo acha que a mulher tem que mostrar que também puxa a sua carroça, também faz por si, também contribui para a sociedade, para o desenvolvimento económico dos países. Aliás, há um estudo que foi de origem a um prémio Nobel da Economia, que mostra que o trabalho doméstico da mulher não é realmente

representa bilhões anualmente em trabalho. E se acrescentarmos isso à carga psicológica de todos os processos da casa, da gestão da casa... É complicado. É claro que é complicado. Tudo isso é pesado e vai representar o peso extra sobre a mulher, sobre a mãe. Isso é ao mesmo tempo. Temos salários mais baixos.

e uma esperança média de vida maior, isso poderá também aportar um problema a longo prazo. E, acima de tudo, nós como mães também não queremos ser uma responsabilidade acrescida para os nossos filhos quando atingirmos a nossa reforma, ou quando formos velhinhas. E, portanto, nós precisamos nos proteger. Exato. Nós temos que criar uma consciência financeira.

E tomar ações o mais rápido possível, ou quanto mais cedo possível, na medida do possível, do que é a nossa realidade financeira. Para quê? Para conseguirmos garantir o presente, mas garantir também o futuro. E quando falamos de garantir o futuro, não é só um dos nossos filhos, é o nosso. O nosso tem que estar garantido. A tal analogia da máscara do avião. O que tinha cito. Exatamente, ou seja...

criarmos uma proteção para nós mães, para não sermos um encargo financeiro extra numa idade em que os nossos filhos, eles próprios, à partida, terão filhos e as suas vidas para cuidar. Portanto, podermos tomar conta de nós é a melhor maneira de tomarmos conta deles. Temos a nossa autonomia também, obviamente. Exatamente. É sempre que contemos a nossa autonomia. Aliás,

Um dos grandes problemas aqui é que há uma falta de confiança que é criada culturalmente nas meninas e nas mulheres quando crescem, de que a sua competência financeira ou a decisão para si próprias das suas finanças é menor e que, portanto...

Às vezes nem vale a pena preocupar-se com isso. Isso tudo associado ao facto de a mãe normalmente sentir que deve sacrificar o que seriam as suas poupanças para melhorar a hipótese de vida futura dos seus filhos, que acho ótimo, sem crítica nenhuma, nós fazemos isso, mas é possível fazer isso e ao mesmo tempo criar uma parte da poupança para investir. E porquê é que nós somos apologistas do investimento?

Infelizmente, esse dinheiro poupado numa conta à ordem, pura e simplesmente, ok, representa mesmo assim um bom pé de meia um dia futuro, mas não vai crescer. E o que é que quer dizer com isto? Ele vai perder poder de compra face à inflação.

A inflação vai continuar a aumentar os custos da vida dos produtos e dos bens e o dinheiro que nós deixamos não vai crescer ao mesmo ritmo. O melhor juro possível de banco não chega para cobrir a perda.

É importante que seja que consigamos investir para obter um retorno no mínimo 4%, não é? Acima, exato. Para conseguirmos combater a inflação natural. Daí o investimento ser tão importante e percebemos que com toda esta carga de ser mãe é difícil às vezes pensarmos o que é que vamos investir. Mas há soluções.

Mas até podemos começar por algo mais básico, que é como é que vamos investir? Eu acho que sigam a Moneyflix, porque... Sem dúvida. Mais do que nós as duas estarmos a explicar isso, porque vai fugir um bocadinho do tema, é interessem-se. O primeiro ponto é este, é interessar-me pelo tema, criar uma awareness de que é preciso sabermos mais, precisamos de literacia financeira. Começar pelo básico dos básicos. Dar o primeiro passo é muitas vezes o mais difícil. Exato. Começar por poupar.

por poupar, exatamente. Mas depois tão ou mais importante do que poupar é não deixar esse dinheiro que conseguimos poupar numa conta a prazo. Para fazer crescer não há nada pior. É preciso aplicá-lo. Por exemplo a solução PPR investimento nós temos um da nossa Lívia puxada para o casamento

Nossa, Sandrinha, mas qual é o que? Mas não é o único. É uma forma excelente de valorizar o dinheiro que temos, porque vai crescer acima dos 4%, sem nos dar a nós muitas preocupações em seguir um mercado bolsista, porque está a ser curado por um grupo de pessoas que estarão, obviamente, preocupadas em fazer as melhores rentabilidades possíveis para o seu produto. E, portanto, é uma forma de conseguirmos os 2% de 4%. Há formas.

E a verdade é uma. Parece muito complicado. Sempre que se entra num mundo financeiro,

Isto parece um monstro de sete cabeças, porque...

Existem muitos níveis e depois uma pessoa pode ficar pelo mais básico, seguir e aprofundar e entrar na bolsa. Espero que consigam, venham ver-nos. É isso aí. Vamos investir só, por exemplo, num ETF. Há muita coisa que se pode fazer. Ignorar o tema é que não serve de nada. Sim. Mas focando outra vez nos nossos filhos, eu acho que podemos começar por vos dizermos questões práticas e aqui dividimos um bocadinho crianças com os pequenininhos.

E os meninos, sei lá, dos 10 anos para a frente. É, vamos falar... E dos 10 para a frente. É, vamos falar a primeira fase, os mais pequeninos até a primária. E aí também é importante criarmos consciência de dinheiro. Há um exercício muito simples que todos os meninos ainda por cima adoram, que é contar as moedas e pagar um serviço. Vão ao café, digam, olha, são estas moedas, ou vais receber estas moedas de troco, compre tudo o teu gelado com uma moeda.

fazer o exercício dos milheiros também. Ah, é super giro, não é? Ter três milheiros. E de cada vez que os nossos filhos recebem uma semanada, uma mesada, uma prenda de Natal, uma prenda de aniversário em dinheiro, explicar-lhes que existem três milheiros para sustentar.

Um representa... O que eu quero comprar, preciso juntar dinheiro, porque é um bocadinho mais cara. Aquela caixa Lego, aquele action figure fantástico, que é um bocadinho mais caro. E aqui estamos a ensinar os nossos filhos a eu tenho que juntar para obter os meus desejos. Exato. Depois temos o segundo mealheiro, que é o mealheiro onde vamos colocar dinheiro para investir. É um dinheiro para guardar, para o futuro.

E o terceiro, podemos fazer uma doação a uma coisa que seja importante para nós, ou para o nosso filho, deixá-lo escolher uma associação, um projeto, e contribuir para melhorar as finanças desse projeto. É uma forma divertida e fácil dos miúdos mais pequeninos começarem a consolidar estes conceitos. O conceito de eu preciso de dinheiro para gastar naquilo que quero, é importante ao mesmo tempo guardar algum para o meu futuro.

e sermos conscientes das necessidades alheias e de...

Também guardarmos para doar. Isto é um exercício. Outro que eu fazia com a minha mãe já era pequenina. Ir às compras e não pegar nos primeiros iogurtes que aparecem. Comparar preços. Até um jogo giro que a minha mãe fazia comigo. Vamos comprar iogurtes de morango. Consegues dizer-me qual é o mais barato que está na prateleira? É um exercício. E eu fazia isto de forma divertida porque achava que era um jogo. Mas na verdade já estava a ganhar consciência para... Mas...

um mesmo produto pode ter preços diferentes conforme se é uma marca branca se é uma marca... Mas por acaso, sem fazermos esse jogo às vezes está resultados muito engraçados que é os miúdos muito chocados, tipo já viste? Aquele peixe hoje está a 10 euros, como é que é possível ser tão caro? E é super engraçado. E aos bocadinhos vão criando essa consciência. E até dá para associar a outra coisa que é, também podemos mostrar que podemos comprar dentro dos produtos que têm a mesma qualidade, o nosso gosto, um determinado produto e depois podemos realmente não serão realmente realmente não serão realmente realmente não serão realmente realmente não serão realmente realmente não serão realmente realmente não serão realmente realmente não serão realmente realmente não serão realmente realmente não serão realmente realmente não serão realmente realmente não serão realmente realmente não serão realmente realmente não serão realmente

escolher às vezes um que até sabemos que é mais caro mas que é um gosto especial e perceber que também não há mal fazermos um gasto num gosto especial se for uma coisa que nós valorizamos enquanto experiência porque aí há a questão do que é o preço e o que é o valor e por exemplo para a assageração para o grupo etário seguinte já é uma coisa que nós achamos bastante interessante fazer

que é mostrar o valor das coisas. Que é muito diferente, não é? Nós temos muitas vezes esta necessidade, que é muito intrínseca, de queremos ter uma coisa porque vimos alguém que tem essa coisa, um famoso... Às vezes até um amiguinho na escola. É.

E faz parte da idade. Aquelas sapatilhas, aquele casaco, aquele carro, aquele sítio de casa. Muitas vezes não pelo valor da coisa para nós, mas pelo valor que achamos que lhe é atribuído. E é bom criarmos nos nossos filhos esta diferença entre...

o que ele valoriza, o que é importante para a sua experiência, as experiências que podemos comprar, os bens que gostamos, o livro que gostamos muito de ler, que até é um bocadinho mais caro, uma peça de coleção que queremos muito, sabemos que é cara, mas que nos vai trazer um gosto especial e não aquilo que nos impõem por fora, que não é porque nós gostamos mesmo, mesmo, mas porque...

A sociedade percepciona como tendo aquilo a ser uma coisa espetacular e estamos a gastar dinheiro, aí estamos a gastar dinheiro. Exatamente. Enquanto que o outro estamos a investir em nós, também é importante. Claro, claro. E é importante mostrarmos isso a diferença, o que é o valor e o que é que é o preço. O preço, sim. Isso, e por exemplo no nosso caso lá em casa nós mostramos as contas todas, eles sabem quanto é que pagamos da escola, de água, de luz, do carro.

Outro exercício engraçado, desculpa interromper, é...

eventualmente compensarmos os nossos filhos monetariamente por uma tarefa extra, não aquelas que são de obrigação básica, que fazem parte da educação normal e que todos devem ter, mas um extra. A mamá vai lavar o carro. Ok. Se me ajudás ou se lavás o carro, vais ser compensado por isso. E depois cada pai e cada mãe podem adaptar e devem adaptar essa compensação às suas necessidades. Nós fazemos isso. Às vezes até temos o do meio de fazer a nossa cama.

antes é que posso ganhar uma moeda extra para fazer a vossa cama fazer a cama não estás obrigada a fazer a cama por 5 mas a nossa posso fazer a vossa cama e faz mesmo e para pais que já são investidores eu acho engraçado e até quem contou esta história foi mesmo a Alice de por exemplo ir à Disney e ter no portfólio de ações ações da Disney e dizer aos filhos ainda pequenos, sabes que somos um bocadinho donos disto não há não

Fazemos isso com todas as ações. E com todas as ações. É um exercício gírico. O nosso do meio queria levar para a escola a carteira de ações dele para dizer aos amigos que ações é que tinha. E foi dizer eu sou um bocadinho dono desta, eu sou um bocadinho dona daquela, eu sou um bocadinho dono daquela. E surge a pergunta, como é que és dono? O que é que é uma ação? E lá está, é mais um mote para...

Mais um bocadinho de literacia, mais um bocadinho. Ler uma história. A Maniflix, por acaso, tem as cartas do seu Benjamin, que é um conto infantil, que foi criado exatamente com este propósito, com o propósito de através de uma história, um momento antes de ir para a cama. E é para esta faixa etária, primeiro ciclo, segundo ciclo. Mas, por exemplo, e isto podem fazer desde que eles são pequeninos.

às vezes as crianças têm dificuldade em perceber que o dinheiro tem que ser ganho, que vem de algum ato, que assim como nós pagamos por bens e serviços, pagam-nos a nós por bens e serviços. Portanto, o dinheiro tem que ser ganho, não é chegar à multibanco e ele sai. Ou está no cartão e é passar. E às vezes é preciso criar esta consciência nas crianças, porque é um pouco confusa.

que há necessidade de ganhar o dinheiro. Investir também é uma forma de ganhar o dinheiro. E que todos os serviços que nós estamos a usar em nossa casa ou dia-a-dia têm um custo. E não é só aquele custo direto. Ainda há outros custos. Por exemplo, seguros.

Custos com seguros, custos com impostos. Sim, sim, sim. Há toda uma panóplia de vários gastos que temos que são invisíveis às crianças e que é importante. Exato. É importante eles perceberem que existem esses gastos porque é preciso compreender que a nossa insistência em eles fazerem um...

terem uma boa profissão, não vem porque nós queremos gabar-nos ao nosso vizinho que o nosso filho tem uma boa profissão. Vem da nossa preocupação em que eles consigam pagar as suas contas futuras sem ter que ficar aflitos que nunca mais chegam ao fim do mês para vir outra vez dinheiro.

E porque muitas vezes são cenários que nos fogem do controlo, basta uma guerra, basta uma mudança de cenário geopolítico. E podemos estar numa situação muito diferente. E de repente a situação é totalmente diferente. E é muito importante criar isso, porque eles têm que perceber que têm que ganhar o seu dinheiro para poder, inclusive, ter o conforto de ter uma casa, ter as contas pagas, não ter que pensar nisso, e poder ir em umas férias ou fazer uma coisa que costa muito.

Realmente reformarem cedo e estarem sempre de férias. Isso é o que eu quero. Isso é o sonho. Isso era perfeito. Eu acho que o resumo e aquilo que nós queremos mesmo passar é a seguinte mensagem. Nunca é cedo para começarmos a falar com os nossos filhos sobre literacia financeira, sobre a importância de dinheiro, a diferença de preço e de valor. Acima de tudo, tornar o tema divertido.

Porque foi sempre um bocadinho demonizado, um bocadinho considerado um tema mais eclético. Ou tabu. Muitas pessoas acham que falar dinheiro é tabu. Não é elegante. Transformar isto num tema divertido, sermos criativos, criar formas de jogar com os miúdos, fazer joguinhos com os miúdos em que eles aprendem conceitos, aprendem e interiorizam estes conceitos para depois um dia os pôr em prática e estarem mais preparados para o que a vida trouxer.

E com os mais crescidos. Vamos aos adolescentes? Sim. Que são um bocadinho mais adolescentes. Eu, pessoalmente, tenho um adolescente lá em casa, portanto... É melhor falar ali, se eu só tenho pequeninos. Mas um exercício que é muito giro de se fazer é oiçam o nosso podcast com eles e desenhem uma carteira de investimento com eles. Digam, vamos investir. Em que é que vamos investir?

O que é que escolhias? Isso pode ser mesmo muito engraçado. Até, por exemplo, com a nossa app vocês podem criar uma carteira demo onde não utilizam dinheiro a sério e seria muito engraçado fazer isso com o filho adolescente. Quais seriam as marcas? Olha como aquele estudo que tu falaste há pouco tempo. Sim, o Peter Lynch escreveu num livro dele sobre os miúdos que numa escola bateram os investidores todos da altura por muito.

E o que é que eles fizeram? Escolheram marcas que gostavam, que se identificavam, pensaram um bocadinho nisso. Fizeram um portfólio. Exatamente. Então, acho que é um exercício giríssimo para fazer com filhos adolescentes. O que é que comprarias? Depois, App Money Flix, carteira demo, e é só acompanhar e perceberem depois como é que aquilo se comportaria. Exato. Dali a seis meses, dali a um ano, dali a três. Correndo bem.

transformam, passam. Até podem fazer mesmo. Fazem mesmo, claro. E mais que isso, prião no vosso filho aquela necessidade de até querer investir. Porquê? Porque vê que aquilo resulta. E, portanto, se calhar, em vez de gastar aquele dinheiro, até pensei, pá, se eu vou ser aqui, isto vai mesmo crescer. E investimento nessa idade, garantidamente,

a reforma mais cedo é uma possibilidade muito grande. Porque nós, no fundo, o que queremos é isso, é férias. Sem preocupação, não é? Ou mesmo que seja trabalho, não por obrigação com horário. Exatamente. Isso aí é verdade. Não é férias ou não, mas fazer aquilo que realmente se gosta.

É o maior objetivo da vida. Ter segurança financeira. Todos estrocados, não é? É. Ter segurança financeira, sem dúvida. Há uma máxima que eu sei que é verdade. O dinheiro por si só não traz felicidade.

por si só. Mas ajuda muito, porque perante uma adversidade da vida, não me venham dizer que não é mais fácil superar algumas das coisas quando se está mais tranquilo. Porque perante uma mesma adversidade, ainda ter que ir trabalhar de manhã, tarde, à noite e criar os filhos, aporta muito mais peso na nossa vida do que se estivermos mais aliviados. Temos os nossos filhos a olhar para nós, a querer comprar algo tão simples como, sei lá... ... E aí

um doce e ter que pensar que neste mês não dá. É isso. Tem que se comprar a massa ou o arroz, a carne e o dinheiro fica justinho. Há vidas que são muito, muito, muito difíceis e nós temos de ter consciência disso. Agora, também é verdade que não é o dinheiro por si só que nos vai trazer felicidade. Portanto, um equilíbrio entre os bons momentos e isto faz parte de ser mãe.

Exato. Porque também não é preciso se não temos esse dinheiro agora não é sinónimo de ok, então não sou feliz. Podemos ser felizes com coisas muito simples. Sim, às vezes são as experiências gratuitas que nos trazem a maior grau de felicidade. Muitas das minhas recordações de infância mais felizes tiveram um custo quase zero. Daí o tal... Um piquenique à beira-rio, por exemplo. Exato, daí o tal valor... O valor merece preço. Exatamente.

aliás até há aquele livro que fala daquela experiência de porque é que queremos ser um Ferrari é porque queremos conduzir um Ferrari ou porque vimos um tipo a passar um Ferrari sempre sei pá, aquele tipo é mesmo fixe, eu gostava mesmo de ter o carro curiosamente, nunca olhamos para o tipo olhamos para o carro mas ficamos com aquela sensação dentro da nossa alma que se tivéssemos aquele carro éramos tão fixos como ele que nem o consideramos é aquele ciclo vicioso de não é realmente

Queremos uma coisa que não é mesmo que nos vai aportar valor. É que ainda por cima nós não precisamos do Ferrari para ser fixe porque somos mesmo fixe. Eu concordo. Até porque eu queria era o Austin Martin. Espero que tenham gostado. Espero que tenha sido proveitoso para vocês. Esperamos poder juntar-vos a vocês brevemente com mais temas que sejam...

É isso, foi o nosso primeiro episódio, portanto muito levezinho, muito simples, mas com algum aporte de valor prático para as nossas crianças e é isso, espero que seja o início de uma nova jornada aqui, uma rubrica mais feminina. Este tipo de conversa que podemos ter informal...

Pode trazer-nos algum conforto por percebermos que o nosso problema não é o nosso problema só, é os nossos problemas, a nossa comunidade, todos nós temos estes problemas, todos nós temos estas preocupações e há soluções. Há soluções, exatamente.

e façam-nos saber Sim, a Maniflix está aqui, foi criada para a comunidade. Exato. Portanto, é isso. Mais do que uma empresa, mais do que um serviço, é isso. Nós temos uma missão e a missão é para com a comunidade.

Portanto, alguma coisa que até gostassem de saber. Aquele tema que têm vergonha de perguntar, mas que até gostavam de saber. Aquela dúvida que têm. Algum tema que acham que seja interessante discutir. Nós gostamos de saber o seu vosso feedback. Sempre quis fazer isto, subscrevam.

Subscrevam, like. Carreguem aqui neste link. Brincar. Subscrevam e façam like no nosso vídeo. Bom, e por hoje despedimos-nos. Espero que gostem. Espero que vos possamos ajudar um bocadinho neste dia da mãe com as vossas preocupações e que possamos fomentar algumas atividades giras com os vossos miúdos. Feliz dia da mãe para todas as mães. Feliz dia da mãe. Continuem a acompanhar-nos. Obrigada. Até à próxima.