GIRO DE MERCADO COM DIEGO PEREZ - LET'S MONEY #099
No episódio #099 do Let's Money Podcast, Gabriel Pereira recebe Diego Perez, Board Member da ABFintechs, para um reencontro 98 episódios depois de sua primeira conversa no podcast.
Falamos sobre o ciclo regulatório que marcou o segundo semestre de 2025 e o início de 2026: a disputa em torno do IOF, o aumento dos requisitos mínimos de capital que está forçando a consolidação do setor, a confusão entre fintechs e bets no Congresso, e a batalha ainda em curso contra a incidência de IOF sobre stablecoins. Discutimos também o mercado de M&A, com fintechs à venda nos bastidores e o Bank as a Service se tornando o grande consolidador do ecossistema. O episódio aborda o impacto da IA nas fintechs — dos layoffs massivos ao uso em engenhos de crédito e supervisão regulatória — e Diego compartilha uma agenda internacional intensa: Índia, Coreia do Sul, México, Irlanda e Ruanda, com destaque para a iniciativa africana de criar uma licença passaporte regulatória entre países do continente.
Se você atua no mercado financeiro e quer entender para onde o ecossistema de fintechs está indo — no Brasil e no mundo — este episódio é essencial.
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#fintechs #BancoCentral #MercadoFinanceiro
- Regulamentação e Tributação de FintechsDisputa em torno do IOF · Aumento dos requisitos mínimos de capital · Confusão entre fintechs e bets no Congresso · Incidência de IOF sobre stablecoins · Ajuste regulatório do Banco Central · Lei de Pagamentos · Banco Central
- Impacto do DesenrolaLayoffs massivos · Uso em engenhos de crédito · Supervisão regulatória com IA · Automação de serviços financeiros · Inteligência Artificial
- Cenário de Investimento e M&A em FintechsVC downturn e resiliência das fintechs · Pressão por rentabilidade e sustentabilidade · Oportunidades de M&A · Plataformas de Bank as a Service · Fintechs monoproduto
- Mercado de M&A e Bank as a ServiceFintechs à venda nos bastidores · Bank as a Service como consolidador · Consolidação do setor de fintechs · Fusões e aquisições
- Opinião sobre apostas esportivasDiferenciação entre fintechs e bets · Tributação de bets · Indústria do entretenimento · Mercado preditivo e derivativos · Regulação de serviços digitais
- Agenda Internacional de Diego PerezÍndia · Coreia do Sul · México · Irlanda · Ruanda · Iniciativa africana de licença passaporte regulatória
- Due Diligence em M&A de FintechsAvaliação de ativos e passivos · Análise comportamental e reputacional de fundadores · Prestadores de Serviços de Ativos Virtuais (VASPs) · Obrigações tributárias e fiscais
- Inovação e Provedores de Tecnologia em Serviços Financeiros
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Fala pessoal, sejam muito bem-vindos. Esse é mais um episódio do Let's Money Podcast, seu podcast favorito para falar dos bastidores da indústria financeira no Brasil e no mundo. Eu sou o Gabriel Pereira, fundador e host aqui da Let's Money, e a gente conversa aqui toda semana com as pessoas que estão de fato trabalhando na construção desse ecossistema. O episódio de hoje vai ser especial porque...
A gente vai continuar uma história de pelo menos 98 episódios. A gente vai ter agora aqui a volta do Diego Pérez. A gente conversou no episódio 1 da Let's Money e agora a gente vai conversar no 99 para saber o que mudou de lá para cá. Esse papo nosso foi ali em meados de agosto, mais ou menos, do ano passado. Mas para a gente fazer um pente fino nessas mudanças.
E saber aí de tudo que o Diego tem visto, principalmente pelo mundo. Já nesse período aqui, já participou em eventos em seis países diferentes. Só esse ano. Só esse ano, né? Então, tem muita coisa que ele está vendo acontecer ao redor do mundo. Estão discutindo Fintech, não é só guerra que está acontecendo. Então, a gente vai saber aqui com o Diego. Sejam bem-vindos a esse episódio aqui. Vai ser demais. Obrigado por te receber, Diego. Obrigado. Sempre um prazer estar aqui. Pô, 98 episódios depois.
99 é um nome legal, tem um número legal também, cara. Cabalístico. É boa, boa, boa. Tem até empresa com nome. Exato, cara. Teve uma época que era febre, né? Tudo 99, né? Era 99, tudo mesmo. Tinha, se não me engano, tinha... 99 Jobs. Food, será que tinha? A 99 Jobs eu lembro. Mas eu acho que tinha 99 Food, Hello Food, enfim. Uma época boa aí de rocket internet e outras pessoas aí criando bastante, enfim... É...
startups aqui no Brasil. Mas vamos lá, eu quero começar esse papo aqui primeiro pra gente saber assim, cara...
Deixa eu retomar aqui os principais pontos do que foi esse último, o segundo semestre do ano passado e esse primeiro trimestre de 2026. Mas, assim, os principais eventos locais que você foi, que a gente vai explorando. Então, eu sei que você está muito em Brasília, ao mesmo tempo você está viajando, participando dos eventos. Quais foram os principais locais que você teve presente nesse período das discussões que estão envolvendo o fintechs aí no Brasil e no mundo?
Beleza. Bom, de lá pra cá, assim, acho que no segundo semestre, principalmente a última metade do ano, eu passei quase dois meses ininterruptos em Brasília, tá? Porque teve uma agenda muito presente, muito recorrente, especialmente na questão de tributação de serviços financeiros. Então, assim, foi um idas e voltas do mesmo assunto.
Começou ali com um decreto que queria aumentar a alíquota de IOF, que esse decreto passou pelo Congresso, o Congresso derrubou, depois voltou para o STF, o STF aumentou, reativou. Aí depois desse decreto teve um spin-off, veio uma medida provisória que aumentou.
tributação para fintechs, aí essa medida provisória caiu, aí depois voltou uma outra lei no apagar das luzes, 45 minutos do segundo tempo, acabou sendo aprovada. Enfim, tudo isso aconteceu no intervalo de 3, 4 meses, então foi muito intenso. E também o Banco Central...
respondendo a pressões externas, especialmente por alguns episódios de incidentes cibernéticos, outros pontuais de atuação do crime organizado por meio de serviços financeiros digitais, criou ali um ajuste recorrente no arcabouço regulatório, especialmente direcionado para a fintechs. Então a gente até brincava que toda sexta-feira saía uma norma nova do Banco Central.
Então eu brincava que toda sexta-feira era sexta-feira 13. Porque nunca era um negócio simples, fácil, aceitável, algo que dá pra implementar muito rápido, né? Então esse foi o maior desafio do último semestre. Minha visita à Brasília foi constante, né? Eu até conversando com vários amigos meus, falaram assim, tô pensando em alugar um apartamento em Brasília, tô precisando ir pra lá, não aguento mais ficar em hotel, não aguento mais acordar às 5 da manhã pra pegar o voo. Enfim, mas foi muito presente lá.
Boa, legal. Eu queria entender aqui, porque a gente falou que, vamos lá, tem a trilha do que saiu de decisões do Banco Central, das discussões. Por exemplo, Bankers as Services também saiu muita coisa nesse período e tudo mais. Tem esse caminho da tributação nas fintechs que a gente pode explorar aqui também. Mas também tem os outros de adequação de capital e outras mudanças. Mas eu acho que, em linhas gerais, tudo isso...
vem do enrijecimento do Banco Central, um endurecimento, em relação às regras para que a gente funcione melhor, ter um ecossistema financeiro melhor. Só que eu queria entender qual é a sua visão sobre essas medidas, o que está entrando, e se isso é suficiente, ou se talvez a gente pode esperar mais coisas vindo por aí.
Tá. Olha, a gente sempre tem que levar em mente que a regulação é algo pendular, sabe? Então, ela vai para um lado, visando desenvolver mercado, abrir oportunidade para novos entrantes, mas depois ela volta.
para tentar deixar o sistema um pouco mais seguro, evitar fraudes, enfim. Isso é um movimento natural. O difícil é quando esse pêndulo volta muito rápido para o outro lado, sem pensar nas consequências que isso pode trazer. Então, o nosso trabalho como a Befintex é tentar mostrar para o regulador, sensibilizar o regulador.
que esses movimentos precisam ser estudados, debatidos, para não trazer um impacto muito grande para o setor. Então, dito isso, a gente entende que foram ações necessárias. A gente reconhece que alguns itens foram ocasionados por fragilidade regulatória, outras regulações que não acompanharam o crescimento do mercado, que precisavam passar por atualização.
Mas a velocidade com que isso foi apresentado e a agressividade dos itens em alguns casos trouxe ali uma ferida que vai ser difícil de cicatrizar. Especialmente no requisito de capital. Se você resgatar a lei de pagamentos, ela mencionava ali alguns requisitos de capital para você constituir uma instituição de pagamento, por exemplo.
no que estava disposto ali nos regulamentos anteriores, a partir de um milhão de reais você já conseguia operar um serviço de pagamento no Brasil. Foi isso que abriu as portas para que surgissem mais de 300 fintechs autorizadas pelo Banco Central como IPs. Obviamente você não consegue desenvolver muita coisa com um milhão de reais, então você precisa acrescentar, incrementar esse capital para você conseguir fazer avançar o seu serviço.
Mas algumas empresas ali que tinham ali um requisito mínimo de 3, 4, 5 milhões, passaram a 19, 20, 22 milhões, sabe? É um solavanco muito forte, assim, sabe? Especialmente quando você ainda é uma empresa que está em fase de crescimento, buscando consolidação, você ainda não tem ali uma recorrência, uma previsibilidade de retorno financeiro no curto, médio prazo.
e você precisa muitas vezes se sustentar exclusivamente no investimento de capital de risco. Então isso trouxe uma dificuldade, fazendo com que muitas fintechs repensem a rota e eventualmente até tentem encerrar a jornada de maneira antecipada.
já recebi alguns pedidos de associados, falando assim, se tiver alguém querendo comprar uma fintech, me avisa que eu estou à venda. Ninguém sai anunciando que está à venda, mas nos bastidores isso acontece. Ou outros falando assim, olha, eu estou precisando de investimento, senão eu não vou conseguir sobreviver. Ou tem alguma outra fintech na mesma situação para a gente propor uma junção, talvez se nós nos unirmos, a gente consegue superar essa arrebentação.
Então a gente entende que, como consequência, isso vai trazer uma consolidação, ou seja, menos fintechs ativas no mercado, elas vão se consolidar, vão se juntar, e as novas fintechs vão parar de nascer.
Isso é triste, porque antes, com um milhão de reais, você conseguia abrir uma fitec. Um milhão de reais não é algo impossível de você conseguir. Se você é um executivo de alta performance que já está trabalhando ali no mercado há 15, 20 anos, você consegue juntar um milhão de reais. Ou até passar o chapéu para juntar com outras pessoas. Se você juntar três, quatro pessoas, cada um dá 200, 300 mil reais, você consegue montar um negócio promissor. Hoje, para você iniciar uma atividade, sei lá...
de emprestador de serviço virtual, né? Um exchange de cripto. Você precisa ter 30 milhões de requisito de capital. Que negócio que você vai começar com 30 milhões no bolso? É só multimilionário ou sim? Ou empresas que já têm isso reservado? Você não vê...
muitos desses cheques, se você falar de 30 milhões de reais, a gente está falando aí de 5, 6 milhões de dólares, esses são cheques de empresas que já têm uma certa atração. Então, a gente deveria ter nascido, talvez, num bank as a service, alguma coisa, para provar a tese, porque hoje ninguém está dando esse dinheiro no PowerPoint mais. E se eu não me engano, posso resgatar depois, mas o Nubank surgiu com um cheque de 1 milhão.
do Sequoia Capital. Se fosse hoje, o Nubank não ia conseguir iniciar suas atividades. Então, a gente pensa que foram ajustes necessários para trazer uma agidez, uma segurança, uma proteção para o consumidor, afugentar o crime organizado, mas você acaba causando um efeito de cascata e acertando pessoas super bem intencionadas que querem desenvolver, que querem melhorar os serviços financeiros para a população na ponta.
Você acha que essa mudança acontecendo...
num ano eleitoral, isso pode ser pior ou melhor. Eu fico com a sensação de que é um ano onde as discussões podem ser pausadas ou congeladas, e eventualmente qualquer revisão do que foi passada, ou qualquer reajuste, ele fica mais difícil nesse ano, e talvez, vamos dizer assim, já que saiu, é isso que vai ser, vamos com essa, não tem mais espaço para conversar nessa opinião.
Ano eleitoral é sempre uma surpresa, né? Que a gente não sabe muito bem os rumos que a campanha vai tomar. Até para, por exemplo, buscar investimento pensando nessas consolidações ou mudanças. Sim, com certeza. Mas o nosso papel como entidade representativa BFintex é sensibilizar os políticos e os candidatos.
de que existe toda uma indústria construída em cima dessa falha de mercado, que eram os serviços financeiros não eram amplamente distribuídos ou disponíveis para a população, e que isso pode trazer retrocessos. Fizemos até uma pesquisa recente com outras entidades, com a própria Zeta, com a ABCD, com a Abranet.
tentando mostrar que a percepção da existência das fintechs para a população é positiva. E esse resultado veio, sabe? É porque de todas as perguntas que foram apresentadas para as pessoas que foram objeto da pesquisa...
sinalizaram que elas enxergam as fintechs como importantes, necessárias, fundamentais para o dia a dia. Algumas delas mencionaram que foi a primeira vez que acessou um serviço financeiro na vida por meio de uma fintech porque não tinha acesso antes. Outras falaram que a família delas nunca teve um cartão, passou a ter o cartão, foi a primeira geração de uma família ter acesso a um cartão de crédito, mesmo que pré-pago.
Tudo isso por causa das fintechs, né? Então a gente viveu um período de prosperidade, de sucesso. O Brasil é reconhecido internacionalmente por causa disso, mas o temor é que isso estacione, sabe? Então a gente precisa sensibilizar os candidatos que esse movimento precisa ser contínuo.
correções de rota são importantes, combater o crime organizado é uma pauta comum de todos os setores, não só do setor de fintechs, porque o crime organizado está em postos combustíveis, rede de farmácia, e-commerce, mercado imobiliário, enfim. Então todos nós temos que nos unir para combater o crime organizado e não fragilizar uma indústria inteira que foi responsável pela inclusão de mais de 60 milhões de pessoas no sistema financeiro nacional. A gente falando aqui...
da questão reputacional, o impacto nas regras do Banco Central, deixando o acesso um pouco mais difícil. Eu queria entender o que mais que tem de movimentações hoje que estão impactando as fintechs, até do ponto de vista negativo.
O que você pode perceber, por exemplo, da percepção das pessoas, igual você já comentou aqui, mas teve impacto negativo? O que deu para ver, assim, que deixou o jogo um pouco mais difícil, talvez, para elas? É, ainda a palavra fintech, ela ainda está muito associada a coisas que puxam para um lado mais negativo, assim, sabe? Especialmente para os últimos episódios.
E olha que a gente ainda tem exemplos bons pra mostrar. Tem um Nubank pra falar, Fintech. A gente tem muito mais exemplos bons. Ele já foi parar, eu digo assim, ele já foi parar na Febraban, mas o que eu quero dizer é o seguinte, pra minha mãe, por exemplo, eu falar Nubank, ela vai entender, já vai ter uma outra percepção. Sim, é porque assim, alguns meses atrás, né, quando estávamos ali na Via Cruces, no Congresso, pra falar sobre a importância de manter a tributação de Fintechs como estava, né, e a gente perdeu essa batalha.
Muitos deputados, senadores, quando nos apresentavam, nos falavam assim, não, eu sou da associação de fintechs, eles faziam uma associação direta com bets. Assim, sabe? E não existe isso. Assim, beleza, algumas bets contratam fintechs para fazer o serviço de pagamentos que está incorporado no serviço. Mas também contratam bancos. Tem bancos que também prestam esse tipo de serviço.
Então, está muito grudado uma coisa na outra. E aí, quando nós levávamos uma proposta ali para debater tributação de fintechs, e acabava desvirtuando a conversa para a Betis. Mas uma empresa de Betis, ela também é uma fintech? Ou não? Não, com certeza não. Não? Não. Uma empresa de Betis, assim, primeiro que Betis não é um serviço financeiro. Você falou, ah, o prediction market.
É um instrumento, é uma ferramenta, mas quando o Betis, o que eu quis dizer é apostas esportivas. Então, assim, as apostas esportivas ou os cassinos online, os jogos eletrônicos, eles, assim, é uma indústria do entretenimento. Ela precisa ser encarada como um serviço de entretenimento, um produto de entretenimento.
Porque o apostador, ele tá buscando uma diversão momentânea, um engajamento com os colegas, pra saber se o time dele vai ganhar ou não, enfim. Não pode ser encarado como um investimento, uma forma de... Não como investimento, mas quando você fala de...
do mercado preditivo, e aí eles começam a criar derivativos. Você vê a própria Caucho, que ela está de um jeito que ela se enquadrou quase que como uma corretora nos Estados Unidos. E está vindo para o Brasil de alguma maneira. Não com a XP via plataforma estrangeira, mas acho que para a Copa vai estar liberada para o pessoal.
Essa discussão acho que vai aparecer no Brasil já já, né? Já está, já está acontecendo já. Porque existe uma discussão o que é uma plataforma de predileção de resultado. O que diferencia ela da aposta? Até hoje eu não sei exatamente. Exatamente, entendeu? Então assim, o que é? Mas tem um overlap grande. Primeiro assim, o que é para saber qual regulação se aplica. E segundo, e terceiro, qual tributação recai em cima disso.
Então, assim, existe uma discussão se isso entra no conceito de aposta por cota fixa, que é o requisito que está previsto na lei, se é um instrumento para a construção de derivativos, e aí atrai regulação do mercado de capitais, CVM, ou se é um negócio novo que não existia.
Para mim, isso daí existe desde quando existe bolsa de valores. Porque assim, quando você entra no mercado de capitais, não só para especular, mas com uma expectativa de resultado futuro, você está apostando no crescimento daquela empresa para valorizar a ação que você comprou. E você busca elementos para justificar a sua decisão de investimento.
Então, sei lá, nos anos 20, 30 já existia isso, não é uma novidade. Agora, é como fazer um tratamento regulatório disso por ser um serviço amplamente disponível por meio de plataformas digitais. Que é aí que entra a discussão de regulação dos serviços digitais.
Então assim, adaptar o que já existe, mas ao mesmo tempo criar regulação incidente naquilo, que você proteja as pessoas que podem estar vulnerabilizadas para usar aquele serviço, mas ao mesmo tempo não impeça o desenvolvimento de tecnologia, inovação, enfim. Voltando então nesse cenário das mudanças, então a gente já falou...
do impacto aqui financeiro, nos impactos de regras. Mas, assim, na prática, eu estou... Eu queria pegar a sua visão do que você está vendo de, assim, putz, está tendo dinheiro no mercado? Não está? Para onde esse negócio está indo? O pessoal está mais cauteloso? Ou, de repente, talvez agora seja a hora de ir às compras, porque está todo mundo mais pressionado? Porque a gente sabe que...
Olhando para o B2B, os grandes players de Bankers as Service, hoje eles são a maior fonte de êxitos para outros players menores, que acabam se consolidando ali. Como é que você vê esse mundo das fintechs hoje, seja B2C ou B2B? É muito interessante essa pergunta, porque...
Nos últimos anos, primeiro a gente passou por uma prosperidade, uma euforia talvez, no investimento de capital de risco em startups. E até meados de 20, 21, você via os mega rounds sendo anunciados semanalmente. E aí de lá para cá, de 21, 22, até o ano passado,
a gente passou por um fenômeno que o mercado chamou de VC downturn, que é tipo a torneira fechou, o investimento secou. Porque algumas empresas foram supervalorizadas, outras não conseguiram mostrar...
um crescimento acelerado da maneira que estavam esperando e outras que foram conseguir alcançar ali o status de ter as suas ações negociadas em bolsa tiveram a precificação derrubada semanas depois da listagem, né? Então, isso trouxe ali uma sensação de que a bolha tinha estourado, né? Mas o setor de fintechs, ele se manteve forte nesse período inteiro, né? Então, os investimentos pararam de ser anunciados com muita frequência, mas os de fintechs continuaram.
E isso não parou até desde então. Então, isso mostra uma resiliência no setor de fintechs. Obviamente, tem uma pressão desses investidores institucionais para que os negócios sejam rentáveis, que os financials consigam demonstrar sustentabilidade futura, crescimento e geração de caixa.
E aí os empreendedores, pelo menos os de alta performance que entenderam esse recado, modificaram os seus planos de negócio e as suas operações para mirar mais uma alternativa, uma operação rentável e menos uma de crescimento acelerado. E isso fez com que os melhores, os bons, conseguissem acumular caixa.
montar uma reserva de oportunidade para M&A, para fusões e aquisições, e agora estão indo às compras, porque algumas fintechs de pequeno e médio porte foram fragilizadas exatamente por causa dos requisitos mínimos de capital que o Banco Central impôs, que já está valendo. Foi assim, ele anunciou, mas no primeiro de janeiro de agora, no começo do ano, já está valendo.
Então essas empresas estão, assim, buscando o comprador. E quem tem dinheiro vai aproveitar o momento para negociar, para pechinchar.
E como você mencionou, as plataformas de bank as a service, elas precisam ter uma estratégia multilateral ali de autorizações regulatórias e produtos já muito bem construídos e desenvolvidos, que eventualmente por meio de aquisição ela consiga internalizar isso muito mais rápido do que fazer uma solução proprietária. Ou ter que contratar time para desenvolver. Então vai virar um consolidador.
dessas fintechs monoproduto. Então, o bank as a service que quer entregar uma solução de crédito, vai lá e compra uma fintech de crédito e coloca na sua prateleira de produtos. Ele quer montar uma tokenização as a service, vai lá e compra uma tokenizadora e transforma aquilo em uma solução de produtos e um produto de prateleira. E o próprio Banco Central, quando nós começamos a interagir com ele para falar das consequências desse aumento de capital,
Eles falaram assim, mas foi exatamente por isso que a gente acelerou a publicação da regra de Bank as a Service. Porque se você não tem 30 milhões, que nem no meu exemplo, de reais para começar um negócio, contrata um Bank as a Service. E aí quando você acumular os 30 milhões de reais, você vira a chave e sai do Bank as a Service e caminha com as próprias pernas.
Só que assim, beleza, é uma solução alternativa. Mas você está começando no dia 1 com um sócio que vai custar muito caro e a sua rentabilidade vai demorar alguns anos a mais porque você tem que manter aquele parceiro ativo o tempo todo. E ele vai cobrar mês a mês para a plataforma estar funcionando. E se o dinheiro acabar, o seu produto sai do ar. Então também tem essas dificuldades que a gente precisa endereçar. Hoje, como que eu sei...
que eu tô comprando uma fintech entre aspas boa ou melhor como que eu sei que eu não tô entrando numa furada
Como é que eu separo o joio do trigo, seja na hora de contratar uma fintech ou eventualmente um parceiro para montar essa operação? Porque como a gente via lá muitos nomes, para mim muitos ali eu estava ouvindo pela primeira vez, nunca ouvi falar, mas assim, como é que eu sei que eu não estou pegando um passivo aqui? Porque você tem lá o tempo que as operações levam...
para ser processadas, que o Banco Central ainda pode conferir, atuar, etc. Então, quando você compra uma empresa, vem esse passivo junto. Sim. Olha, é importante que o empreendedor, o executivo do buy side, do lado do M&A que está comprando,
que primeiro ele tenha ali uma racionalidade, né? Pra entender que tipo de negócio ele precisa adquirir pra manter a sua estratégia avançando. E segundo, está muito bem suportado, né? Por analistas e escritórios de advocacia pra fazer a devida avaliação do ativo que está sendo adquirido. Porque é quase como se tivesse que fazer um... A tradução do Diligência... É isso, sabe? É a devida diligência. Você tem que olhar com diligência pra saber se o negócio ali está...
Tá bom. Se o cara teve, sei lá, um milhão de clientes em cinco anos, você tem quase que fazer um QIC de todos. De todos, exatamente. Especialmente assim, ambientes que não eram regulados e passaram a ser regulados. Como é que você vai tratar o cliente que entrou na sua base antes da regulação? Que é um dos desafios dos prestadores de serviços de ativos virtuais, das cripto, empresas de cripto. Em inglês, que é PSAV, como é que é?
Não, PSAV é em português, né? Prestador de serviços de ativos virtuais. Em inglês é VASPs.
É Virtual Asset Service Provider. Eu só lembrava que o inglês era bem melhor. E aí quando eu falo com meus amigos que não são do setor sobre VASP, ele acha que a companhia aérea que falhou. Mas não, na verdade é o prestador de serviço de ativos virtuais. Então assim, voltando na pergunta, como que eu identifico se aquele ativo é bom? Primeiro fazendo a devida diligência, para saber se tem passivos, se tem processos abertos, se está com...
as obrigações tributárias e fiscais em dia. Isso é o básico. Aí o segundo é fazer uma análise de comportamental e de inteligência de negócios do founder daquela empresa. Para saber se é uma pessoa não só de boa reputação, mas que sabe o que está fazendo ou sabe o que fez até então.
Existem episódios Eu diria isolados aí, né? De empresas que pegaram dinheiro Com venture capital e acabaram Meio que enganando o investidor Isso tá ficando cada vez Mais famoso Até esses casos, né? Não só no Brasil, até tem a brincadeira Lá fora, lá que é
a revista famosa por mostrar pessoas under 30, ela, pô, falou, olha, pode fazer isso aqui já com a polícia, porque, cara, toda hora que sai na lista... É raro, mas acontece muito, né? Toda hora sai alguém na lista, hoje eu vi um caso desse no Twitter, assim, que os caras estavam...
fraudando investidores. Sim, mas também, assim, os investidores são pessoas, assim, são grandinhos já, né? São... Estudaram nas melhores universidades, trabalharam nas melhores empresas, muitos deles em grandes bancos, eles também estão escaldados ali, né? Então...
O jogo é esse, sabe? Identificar quem é bom e quem é ruim, fazer o filtro e buscar fazer uma estratégia de sniper, né? Headshot, né? Escolher o melhor e trazer pra dentro e não sair comprando o primeiro que aparece.
Você acha que a gente talvez vai para um caminho onde a gente vai ter mais provedores de tecnologia aparecendo do que a solução financeira? Por que eu fico pensando? A gente tem mais tecnologia disponível. Então, a gente está falando de IA, estamos falando aqui de cloud code disponível para a galera trabalhar e tudo mais, criar soluções. Só que, ao mesmo tempo, você tem uma licença que é cara para caramba. Então, o que esse cara vai fazer? Bom, vou criar uma camada em cima.
para criar casos de uso e vender isso no B2B ou não? Para onde você acha que vai esse pessoal que quer começar rápido, não tem grana? O que eles vão fazer a partir de agora, dado que essa licença está muito cara, mas o ímpeto, o empreendedor, não dá para a gente controlar ele. Essa energia vai parar em algum lugar.
Essa é uma resposta que alguns empreendedores encontraram para superar essa dificuldade do capital mínimo exigido por regulação. Então, algumas empresas, vou trazer exemplos sem mencionar nomes, mas que se identificavam ou se identificam ainda como sistemas de gestão financeira, ERP. Elas começaram a incluir serviços financeiros para melhorar a experiência do seu cliente, reter.
E também entregar um... Ter uma renda, uma receita adicional. Mas aí começou a ficar muito caro. Aí começaram a abrir mão das licenças. Falaram assim, eu não vou ser mais um IP. Eu não vou ser mais uma SCD. Eu também não vou ser mais um iniciador de transação de pagamento. Porque tudo isso que eu fazia ajudava o meu cliente. Mas o molho fica mais caro que o peixe.
Mas aí as outras empresas que fazem isso as a service, ou no modelo B2B, que entregam soluções para outras empresas incorporarem isso no seu dia a dia, elas vão ganhar relevância. Então, o empreendedor que conseguir identificar isso, que ao invés de entregar o serviço na ponta para o cliente,
fazer com que outras empresas que já tenham o cliente cativado, conquistado, queiram mantê-lo por meio de serviços financeiros, ele vira o parceiro que licencia, que empresta a autorização de IP, de ISCD, para ele ofertar pagamentos ou crédito naquela estrutura.
Mas é algo que já era esperado mesmo antes desse requerimento de capital. Onde os melhores provedores iam conquistar mais mercado. Mas isso agora vai impulsionar. E a minha visão pessoal é que não é um jogo para 20 e 30. É um jogo para 3 e 4.
assim, é igual no e-commerce, né ou você lidera ou você não é ninguém porque senão as margens começam a ficar apertadas, né você precisa ter um volume gigantesco pra ser rentável eu imagino que vai seguir essa tendência olhando pras discussões a gente já comentou um pouco dessa mudança no mundo de cripto, né e aí o medo que tava aí também de vamos agora ter uma tributação diferente pra stablecoin aí aí
vai ter um IOF especial, não vai. Ao mesmo tempo, e aquela história, conversas de bastidores, a gente sabe que a gente estava num cenário que era pouco provável de se manter.
que é a stablecoin muito mais eficiente tributariamente, talvez a melhor forma que eu encontro de falar isso, do que outras soluções de pagamento internacional. Então, você ouvia ali valores que eram muito atrativos, isso não vai ficar por muito tempo. Onde está essa discussão hoje? E é uma batalha...
já perdida, ainda há recursos, onde estamos? Olha, isso é uma batalha que ainda está acontecendo e a gente, setor, junto com outras entidades, não só a BFintechs, a gente entende que vamos ganhar, sabe por quê?
Não faz sentido nenhum você ampliar a base de incidência de um tributo por decreto, por ato normativo, ter que passar pelo Congresso. Então, assim, não só a legislação que trata de IOF, mas a própria Constituição Federal define quais são os fatos geradores ou onde que o IOF cabe.
e nenhum deles menciona ativos virtuais. Assim, sabe? Ele fala assim... Nem mencionaria também, porque... Não existia. É, a não ser que tivesse um profeta. É normal que isso aconteça. Sim. Então, aquele caso lá, do começo do ano passado, da fake news do Pix, né? Ela surgiu por quê? Porque a Receita Federal, ela quis adaptar a instituição normativa que obrigava as instituições financeiras e as fintechs a fazer os reportes sobre as transações que aconteciam no Pix.
Só que aquela instrução normativa era de 2016. O PIX não existia em 2016. A Receita Federal só queria incluir o PIX como meio de pagamento sujeito à fiscalização e supervisão. Então, é uma adaptação normal. Então, assim, a gente não é contra fazer uma adaptação da legislação, mas que faça pelo instrumento correto, que passe pelo Congresso. Existe a divisão de poderes exatamente por causa disso.
E não por decreto ou por portaria da Receita Federal. Então, assim, estamos debatendo isso. Talvez o governo ou o Poder Executivo, naquele episódio do IOF, de metade do ano passado... Vai e volta...
que aumentou a alíquota por decreto, sabe? Aumentou a alíquota, não era um fator de incidência, é a alíquota por decreto que foi derrubada no Congresso e depois o STF reconheceu a validade, talvez ele está seguindo a mesma estratégia. Falou, não, o STF já reconheceu a validade do meu decreto lá atrás, agora ele vai reconhecer também.
Mas a gente entende que é uma outra situação. É outra situação e se não existir esse debate, vai estar coberto de ilegalidades e certamente essas entidades vão se unir para apresentar alguma ação no STF para tentar voltar atrás, fazer isso que se desmanche. Então, assim, nós entendemos que precisamos debater. A Receita Federal mencionou que vai abrir uma consulta pública, ainda não abriu.
mas estava na boca do gol para sair e não saiu. Então a gente entende assim, ou eles perceberam que talvez não é o melhor caminho, ou eles estão avaliando se vale a pena fazer isso em ano de eleição, por exemplo. Então a gente está com essas cartas na mão. Eu vou olhar para o político ali, não sei se é do interesse dele também, esse é o ano de tirar nada do povo. Eles acabam entregando mais do que não. Só que assim, hoje...
o Fernando Haddad, o ministro da Fazenda, ele saiu. Foi publicada a portaria de exoneração dele, porque ele vai ser candidato a governador de São Paulo. E talvez a pessoa que estava lá incentivando para que isso acontecesse e não está mais lá, pode ser que isso volte, pode ser que não prospere. Mas a gente tem que ficar ligado, porque do dia para a noite aparece... Às vezes a pessoa que está lá tem menos...
A perder do que o propriedade teria. Exato. Pô, vamos executar nossa agenda aqui e acabou. Exato, mas às vezes a pessoa que está assumindo quer também o protagonismo e quer mostrar a cara, né? Então, assim, por isso que eu falo associado a Befintex, cara. Você tem que investir na gente, cara. Porque a gente tem que acompanhar tudo isso, cara. Paga a taxa associativa lá em dia.
Porque a gente precisa, assim, contratar escritório de advocacia, ferramentas de monitoramento, ter que estar lá em Brasília semanalmente. Então, é esse tipo de desafio que a gente tem que enfrentar o dia todo. Interessante. E falando de mercado e tecnologia, como é que IA está impactando o fintech? Eu estou olhando também, por um ponto de vista de...
pessoas, que eu estou vendo aí ondas de demissões e etc. Isso aí tem aparecido não só no Brasil, mas no mundo. Ao mesmo tempo, ganhos de produtividade, soluções novas. Eu queria entender como é que você está vendo esse movimento e até as discussões, talvez, com o Banco Central e tudo mais, porque se tem algumas acontecendo, porque eu sei que eles vão ter a tentativa de... Falando tentativa, porque eu acho que é realmente uma tentativa de monitorar isso,
porque eu não sei como se fará, se dará qualquer monitoramento quando você pensa em uso de IA, porque a quantidade de decisões aumenta exponencialmente. Sim. Enfim, como é que está esse tema para as fintechs hoje, cara? Assim, esse é um tema quente, um hot topic, porque todo mundo está falando sobre isso em todos os setores, não só de fintechs. E os layoffs, as demissões em massa são esperadas.
Eu já tive notícia aí de fintechs que estão ali no estágio já pós-Série C, né? Que já avançou bastante, que demitiu metade do time de desenvolvimento por causa das ferramentas de IA. Também founders de alta performance que estão lá na BFintechs relataram para mim que tem uma despesa de um milhão de reais por mês em licenças de plataformas de IA.
Então assim, não dá pra ele pagar um milhão de reais de licença e manter um time gigante. Ficar por isso mesmo. Exatamente. Essa conta tem que fechar. A racionalidade, o que que é? Eu vou manter a IA e vou demitir, tá? Então assim, os desenvolvedores, os engenheiros, né, que estão focados em serviços financeiros, eles vão ter que se mexer aí pra se adaptar a essa nova realidade e mostrar essencial. Outros times também? Tipo... ...
Eu vejo muito no nosso trabalho aqui, cara, marketing, conteúdo, tudo isso também sendo muito transformado por isso. Com certeza, mas não é o core business de uma fintech, né? São serviços auxiliares. Se pensar em lay-off. Que independente da existência de inteligência artificial, por exemplo, poderia facilmente ser terceirizado por uma agência.
pra um freela, entendeu? Então isso talvez não é o foco da discussão aqui. Mas isso vai trazer um impacto, vai enxugar os times, vai aumentar a eficiência, mas ao mesmo tempo, assim, o que a gente vai fazer com essa galera toda? Vai ser difícil de contratar talentos que são pessoas essenciais que você precisa.
o desenvolvedor júnior que está começando, ele não vai conseguir ter uma visão de longo prazo, né? Ou não vai ter uma jornada de aprendizado para virar um sênior, para virar uma pessoa essencial para aquilo. Em algum momento vai ter escassez de desenvolvedor necessário, né? Que independente da inteligência artificial, alguém precisa fazer alguma coisa ali, né? E ele não vai achar essa turma aí também, né? Então, assim, eu não consigo prever o que vai acontecer daqui um, dois anos depois disso, mas todo mundo precisa ficar atento.
Por outro lado, tem a positividade disso tudo. Primeiro, você consegue ter uma assertividade melhor nos motores, nos engenhos de crédito, com o uso de informação que passa a ser analisada, escrutinada por inteligência artificial. Você consegue ter uma assertividade melhor do risco. Você consegue usar dados alternativos com mais eficiência para trazer novas pessoas para o ambiente de saúde financeira.
que são pessoas, às vezes, assim, que estão negativadas, mas ela tem um fluxo positivo, cara. Ela é um ótimo cliente, mas só porque ela está negativada não quer dizer que você não pode entregar um produto de crédito para ela. Mas, principalmente, nos desafios do regulador, eu acho, assim, sabe? Porque tudo isso que a gente passou, que foi o começo da nossa conversa, né, de supervisão, fiscalização, aumento de requerimento de capital...
Tudo isso é uma consequência da estrutura enxuta que o Banco Central tem há 10, 15 anos. Surgiram 200 fintechs de crédito, 300 fintechs de pagamento, são 500 fintechs a mais que eles precisam fiscalizar. E a equipe continua a mesma. Então, se você pegar falas do Galípolo, mencionando que a fiscalização é feita por amostragem.
Tipo, eles vão no sorteio ali. Deixa eu ver o que está acontecendo hoje ali naquela empresa. Com o uso intensivo de inteligência artificial, você consegue fazer uma fiscalização, superfisão, transação a transação, cara. Em tempo real. E aí qualquer comportamento não esperado, né? Ou suspeito, você consegue identificar na hora. Mas assim, o governo, o Banco Central, não pode usar uma ferramenta open source, aberta. Ele tem que ter a dele.
ter que investir no desenvolvimento da ferramenta proprietária ou uma que seja compliant com os requisitos de legislação brasileira. E aí isso exige investimento público. Então o orçamento cada vez mais enxuto de estruturas de fiscalização, CVM, Banco Central sempre sofrendo cortes. Então assim, a inteligência artificial pode ser uma solução para isso também. Você vê produtos também, essa parte de... A gente teve o exemplo aí de...
interface conversacional no WhatsApp, que chama muita atenção, seja para PF, para PJ, nessa primeira fase. E pode ser que apareçam outras coisas. Todo dia aparece de dois a três pessoas que... Duas a três pessoas que...
sei lá, são desenvolvedores, pegou o Cloud Code e agora estou fazendo um app para as minhas finanças. E aí, assim, eu volto no artigo que eu escrevia muitos anos atrás, eu falei assim, cara, o cemitério das startups está cheio de PFMs e a galera está criando mais PFMs e continua ganhando.
Pode ser que uma hora alguém acerte essa mão, assim. Sim. Você está vendo algumas coisas ou produtos também que te chamam atenção, assim, para onde que esse pessoal está evoluindo? Porque eu já ouvi no próprio Meetup da Befintex falando de cobrança com o IA, por exemplo. Eu atendi a IA aqui no podcast, cara, absurdo. Como é que...
muito real, todos esses olhares de transação a transação, como é que isso é possível. Coisa que quando iniciou no Open Finance, a gente não tinha capacidade, por exemplo, de trabalhar todos esses dados. Igual você falou do Banco Central, lógico que era mesmo. E hoje mais gente tem essa capacidade para operar, né? Eu acho que...
os serviços financeiros eles estão super digitalizados já, e já existe uma infraestrutura suficiente pra você criar automações ou pra você criar agentes ali que podem atuar no segmento em seu nome por exemplo, e já existem até licenças regulatórias pra isso, o próprio ITP é isso entendeu?
Então, se você adicionar um fator de inteligência artificial, uma camada de inteligência artificial no ITP, ele vai poder, com autorização do cliente, com uma autorização regulatória, movimentar dinheiro em nome do cliente, com base numa estratégia que ele criou no perfil dele de maneira super eficiente, e fazer uma gestão financeira automatizada. Isso espera-se que aconteça de maneira muito natural. Só que hoje você não precisa mais de um aplicativo.
proprietário para atrair o cliente. Você pode criar um bot no WhatsApp que faz isso para você. Você não precisa nem ser uma IP para fazer isso. A gente viu vários exemplos aí de algumas fintechs que contratam um back-as-a-service para ter ali no engenho, no back-end de tudo isso. E a interface com o cliente é o WhatsApp, então somente o WhatsApp. Então, se você adiciona uma camada de inteligência artificial nisso...
você consegue avançar duas casas, fazer com que as finanças digitais sejam automáticas ou automatizadas. E agora, quando você move isso para o universo dos ativos digitais, virtuais, as próprias stablecoins, por exemplo, você pode pegar a dinâmica das plataformas, dos protocolos blockchain, criar os tal dos smart contracts, que se fala há 5, 10 anos, mas nunca ninguém viu funcionando direito.
Não, com escala, talvez. Eu não tô fazendo críticas, tá? Porque, assim, eu tenho meus amigos devs que falam que fazem os smart contracts, mas, assim, no dia a dia você não vê. Pra quê, né? Que estão fazendo os bons que estão aplicando. Tem até um amigo meu que fala assim, que a vending machine da Coca-Cola na rua é um smart contract, né? É, talvez seja um dos mais antigos, né? É, e tem outros que falam que não é nem smart nem contract, né?
Que é um código só, né? Mas enfim, a partir do momento que você, assim, cria carteiras que tem ali o seu saldo em ativos digitais estáveis, assim, sabe? E aí você cria automatizações, automações, né? Para mover esses ativos digitais, para realizar transações, não só financeiras, mas de consumo, de qualquer outra coisa do dia a dia, aí sim você consegue ter uma atividade plena com o uso de inteligência artificial.
Então você precisa criar um piso digital sustentável para que ela caminhe de maneira autônoma. Vamos falar aí dos países que você foi. Você já foi em eventos em seis países diferentes só esse ano. Eu queria entender o que está sendo discutido nesses eventos, o que tem te chamado a atenção que o povo está...
Olhando, porque eu já estou com a impressão meio pessimista do mundo. E eu falo assim, pô, está rolando guerra, está rolando um monte de coisa estranha. Geopolítica está toda bagunçada. E como é que eu vou fazer um evento para discutir o futuro do que a gente vai falar de finanças? Enfim.
Pra onde o pessoal tá olhando hoje, quais eventos e países você foi? Perfeito. Bom, assim, eu tive uma jornada, Enem, que nem mencionei esses países só esse ano, né? Eu literalmente dei a volta ao mundo, né? Porque eu saí de São Paulo, fui pra Índia, fui pra Coreia do Sul, fui pro México e voltei pra São Paulo. Caraca! Foi um giro, né? Essa foi a minha última jornada, né? Então, assim, na Índia, eu estive lá acompanhando a delegação do presidente Lula, né? É que teve um evento de inteligência artificial gigante. Caraca!
tinha 80 mil pessoas no evento. É um maracanã debatendo inteligência artificial. E aí teve um painel específico do governo brasileiro para falar sobre o que está sendo debatido sobre IA no Brasil. Então eles apresentaram ali o plano de governo com base em IA, o projeto de lei que está no Congresso, que está debatendo a política pública em cima do uso de inteligência artificial.
E como eu fui um dos representantes do setor financeiro, eu fui solicitado a falar sobre isso que a gente está falando agora, né? Como que vai acontecer daqui para frente com o uso de inteligência artificial, tá? Então foi uma semana inteira, teve uma agenda bem legal, conheci algumas fintechs indianas e fintechs que querem operar no Brasil, brasileiros que estão lá na Índia desenvolvendo serviços financeiros, assim, foi fantástico, né?
Saindo de lá, fui direto para a Coreia do Sul. Na Coreia do Sul, a agenda era mais de aproximação entre Brasil e Coreia do Sul, para tentar abrir novos mercados. De serviços financeiros, se falou muito de ativos digitais, porque a Coreia do Sul é um país que a comunidade cripto está muito à viva, muito engajada.
Eles já têm ali uma regulação, especialmente de combate à lavagem de dinheiro, de evitar o financiamento ao crime organizado, porque eles têm um vizinho conflituoso de décadas, e aí eles acabam investindo muito em tecnologia para evitar a atuação de hackers, crimes cibernéticos. Porque os principais incidentes envolvendo ativos digitais no mundo se originaram de hackers da Coreia do Norte.
Então a Coreia do Sul é muito avançada nesse tipo Então o diálogo lá foi pra entender como o Brasil pode aprender com eles E dos desafios brasileiros, o que os coreanos conseguem entregar pra gente Aí a gente lá foi pro México, aí no México foi o FITEC Week da cidade do México
É um evento gigantesco, tinha umas 3 mil pessoas, belíssimo, num museu. Então, assim, eu gosto muito do pessoal lá da Fintech México, né? Que é a associação, tipo a BFintechs do México. Lá, sim, foi mais direcionado para os desafios locais, né? Todos os países da América Latina estão alguns passos atrás do Brasil, né? O Brasil lidera o movimento de Fintechs no nosso continente, né?
Então eu fui solicitado a inspirá-los, né? O que a gente fez de melhor que pode fazer eles avançarem. Lá a regulação bancária é muito rígida, né? Eles têm uma lei fintech lá, mas ao mesmo tempo o Nubank só conseguiu iniciar suas atividades lá com o meio de uma licença bancária. É, e até onde eu sei, a lei lá é ampla demais. Tem algumas coisas que não são especificadas e parece que aí fica uma zona cinza. Então, onde isso nos...
Eles não têm a mesma liberdade que o regulador brasileiro tem de criar novos produtos financeiros ou novos frameworks regulatórios. Por exemplo, o Open Finance no Brasil, não existe uma lei Open Bank, lei Open Finance. O Banco Central teve autonomia para criar o Open Finance com base na lei que já existia. Ele só precisou se apoiar em conceitos legais previstos na LGPD.
Mas assim, não é uma lei financeira, é uma lei de dados geral. Então fomos solicitados a compartilhar ideias com os empreendedores locais, com os reguladores locais, para eles entenderem como a gente conseguiu superar alguns desafios e ser muito bem sucedido. Aí voltando para São Paulo, fiquei poucos dias, fui para a Irlanda, a convite da Federação dos Bancos da Irlanda, a Febraban Irlandesa.
Porque eles lançaram já, foi na semana passada, acho, o Pix deles, que chama Zipay. Então eu fiz uma palestra lá para falar dos números do Pix no Brasil e o que o Brasil conseguiu tirar de melhor proveito com o Pix. E lógico, o meu viés sempre é serviços financeiros digitais, fintechs. Então eu falei sobre a inclusão financeira, que as fintechs conseguiram promover com o uso do Pix.
O alcance que a ferramenta tem em regiões distantes, os números são impressionantes, que a gente tem mais de 170 milhões de brasileiros usando o Pix mensalmente, 95% da população adulta, então eles ficaram impressionadíssimos, então eles estão esperando que isso aconteça.
E também, assim, meu último destino foi em Ruanda, na África. Caraca. Kigali, né? Assim, fiquei super impressionado com o país, sabe? É um país pequeno, mas assim, a cidade é extremamente limpa, organizada, sabe?
investimento público pesadíssimo, assim, no incentivo à inovação, tecnologia. Eles criaram uma autoridade financeira digital, sabe? Pra atrair investimento pro país. As pessoas são super sofisticadas. Você vê o pessoal, os empreendedores lá, andando com o Ray-Ban Metaglass, iPhone 17. Você fala de África, você acha que tá em desenvolvimento, né? Então, melhor que a gente, talvez, nesse quesito. E todas as pessoas com quem eu interagi...
diversos países vizinhos, né? Uganda, Botsuana, sabe? Os membros das associações de fintechs desses países, todos falavam inglês, todos tinham uma outra língua como nativa, talvez o francês, todos falavam uma língua regional, todos falavam pelo menos 4, 5 línguas. Caramba.
E aqui no Brasil, mal se fala o português, cara. É, se a gente for colocar um painel em inglês, alguma coisa, a gente vê que é uma dificuldade. Então, assim, eu fiquei extremamente impressionado. E, assim, se eu tivesse, assim, a oportunidade de abrir uma fintech hoje, sabe? Com dinheiro disponível pra me mover pra algum lugar, eu ia pra África, velho.
Eu tenho certeza que eu ia pra lá, porque lá tem muita oportunidade, tem muita coisa fazendo. E o que eles estão discutindo lá, que assim, a África, elas são mais de 50 países, né? São 54 países. Eles estão criando uma espécie de harmonização regulatória entre todos os países, pelo menos que fazem parte ali da comunidade comum lá, dos países africanos, e estão criando uma licença passaporte.
O que isso quer dizer? Se você tem uma autorização de IP em Botsuana, você consegue oferecer o mesmo serviço em Ruanda. Entendeu? E na Nigéria. Ou na África do Sul. Então, assim, eles estão criando essa, meio que, uma licença regional.
Será que vai ter um movimento de pessoas olhando isso de fora e querendo ir para lá? Tenho certeza, não tenho dúvida disso, já está acontecendo. Assim, as pessoas que estavam lá, na sua maior parte, são residentes locais, né? Mas tinha, assim, pessoas da Europa, dos Estados Unidos, tinha o pessoal do Gates Foundation, né? Que eles investem muito em soluções do...
reais do mundo, né? Focando em serviços financeiros alternativos. Tinha pessoas da Ásia toda, assim, sabe? Foi um evento pra 3 mil pessoas, não muito grande, mas grande o suficiente pra atrair minha atenção e fazer com que isso aconteça. E tô indo pro Fitec Américas em Miami, né? E aí é bom que eu vou fazer uma ponte justamente pra falar de Miami, porque a gente teve recentemente uma reportagem, uma entrevista com...
Com a Cris Junqueira, ela falando do Nubank, expansão internacional, e ela falando assim, bom, a gente não precisa ter o mesmo sucesso nos Estados Unidos como todos.
Miami, a Flórida está quase passando o PIB do Brasil. Sim. A Califórnia, o PIB da Califórnia é duas vezes o PIB do Brasil. Então, se a gente tiver um banco que ele é muito bom para brasileiros, ou ele é bom dentro de um país ali, um estado, na verdade, eventualmente já é um sucesso financeiro. Sim. Isso provavelmente deve acontecer com o país na África também. Com certeza.
Com certeza. É uma lógica parecida, né? É que Miami, o pessoal brinca que é a capital da América Latina, né? Então, assim, se você quer ter uma exposição na América Latina, talvez o melhor lugar para você sediar a sua operação é Miami. Primeiro porque lá eles falam o Spanglish, né? É o inglês, mas com o espanhol combinado. Se você não falar espanhol lá, você pode passar sufoco. Passa sufoco. Inclusive, eu fiz uma videochamada para preparar a preparatória do painel que eu vou participar lá. Todo mundo...
nativo espanhol, né? Mas moram que moram em Miami. É uma mistureba, os caras falam inglês e espanhol junto. Você sabe... Ele tá falando espanhol e no meio ele fala, oh, you know. Eu passei por isso. Eu cheguei lá...
O cara do Uber, ele vê o Gabriel ali, Gabriel, aí começa a falar espanhol. Não sei falar espanhol, só inglês. Eu acho que eu entendo o que você está falando, mas assim, inglês, portuíol não dá. Então assim, vai ser um evento focado em América Latina, mas com presença de pessoas do Banco Central do Brasil, né? Pra falar de Open Finance, pra falar do Pix, mas também assim, com um objetivo de integração entre os países do continente, né?
E recentemente o Fintech Americas foi adquirido pela Money 2020, né? Então, tá com a mesma equipe, mesma produtividade dos maiores, melhores eventos de fintechs do mundo. Curiosidade pra ver como é que vai ser esse evento aí, infelizmente. É, já conversei com a Jéssica, a nossa amiga, lá da Money 2020, ela vai estar lá. Então, assim, também vai ser um evento bem legal. Eu sei que você já foi, né? Sim, sim. É um evento muito bom, né?
Mas eu também tô curioso pra saber como é que vai ser pós-junção com a Money 2020. Animal.
Pra gente fechar, cara, o tempo tá corrido aí hoje, mas eu queria te perguntar, cara, ainda sobre, eu quero trazer isso com todo mundo aqui, cara, como é que a IA tá te ajudando no dia a dia? O que você tá olhando? O que te chama atenção hoje? Vou fazer esse exercício aqui de pegar com várias lideranças de mercado porque eu acho que vai gerando mais ideias pra todo mundo ser mais criativo e isso ajudar também outras pessoas.
A IA me ajuda muito pessoalmente, mas também profissionalmente. A gente teve um almoço muito agradável antes daqui, a gente ficou falando de como a gente usa IA. Eu peguei uma das plataformas de IA, que na BFITEC a gente usa base Google. Então tem Gemini junto com o notebook LM.
E aí eu criei um notebook como se fosse eu, né? Que ele aceita até 300 fontes, né? Então eu peguei todos os vídeos que eu falei, até podcasts aqui da casa, né? Submeti lá, peguei várias entrevistas que eu dei no Valor, na Exame, na Veja, enfim. E compilei tudo lá, pra quando eu precisar responder uma nota à imprensa, uma manifestação pública, eu uso eu mesmo. Aham, legal.
Como base, né? Pra eu não fugir dos meus princípios ou de onde eu vim, de onde eu surgir. Mas ao mesmo tempo de uma maneira organizada e eficiente. E ao mesmo tempo, assim, a gente precisa analisar de bate-pronto documentos densos. Especialmente na agenda em Brasília, né? Eu lembro no ano passado, por exemplo, a gente tava discutindo ali a tributação CSLL e tal. O relator era um senador que apresentou o texto que ia pra votação no mesmo dia. Assim, sabe? Um texto longo.
Não tem como você identificar os detalhes daquele texto que ia ser voltado em meia hora sem o uso de inteligência artificial. Então eu estava com os meus colegas das outras associações ali, da Bipag, da Zeta, a gente estava sentado junto ali assistindo a deliberação ao mesmo tempo, cada um no seu chat de EPT ali, olhando os detalhes, depois a gente combinou tudo e falou assim, ó, tem que tomar cuidado nisso, nisso, aquilo. Aí o deputado já estava ali na frente, a gente já conversou com o deputado, ó, está com esse problema aqui, por favor, mete uma...
coloca ali uma obstrução nisso, naquilo, assim, foi fundamental pra gente conseguir avançar. Infelizmente a gente não foi bem sucedido porque a tributação tá aí, mas, assim, foi uma ferramenta que... fantástica. E é curioso, assim, eu tenho usado muito pra estudar também, então...
Quando eu gero algum código ou tenho qualquer coisa, você fala, olha, me explica, faz um documento explicando isso aqui numa linguagem mais simples. Cara, é sensacional. Vira um material de estudo. Até brinquei no LinkedIn e falei, olha, eu voltei a usar a impressora, que eu gero esse estudo e imprimo, que aí eu fico lendo ali direito. Está sendo uma ferramenta incrível para aprender mesmo.
Diegão, cara, desculpa a correria. Não, que isso, cara. Se eu falei muito rápido, eu reduzo a velocidade da minha voz ali. Vou reduzir um pouquinho aqui pra pegar no time. Já passamos pra edição, mas, cara, obrigado mais uma vez aí. 98 episódios depois, a gente bater nesse papo. Vamos ter outras surpresas aí, que eu sei que você vai participar também num formato novo que a gente vai trazer aqui informação pra nossa audiência. Então, obrigado mais uma vez.
E vou deixar aberto aí pra você fazer o convite pros Fintantes, né? Lembrar a galera aí. Muito bem lembrado. A Bia vai ficar muito feliz com esse cara. Bom, esse ano teremos dois Fintantes, tá? Então o Fintante Brasília e o Fintante São Paulo, que é o Fintante tradicional. O de Brasília vai acontecer dia 15 de abril, no B Hotel, em Brasília. É um evento relativamente fechado, né? Porque a gente colocou poucos ingressos à venda, mas ainda tem alguns ingressos disponíveis. Se vocês quiserem, tá lá no site.
Estou um pouco salgado, eu sei, mas a intenção é essa mesmo, é qualificar o público. E vai ter o FinTouch tradicional em junho. Esse ano em junho, por quê? Porque setembro, usualmente, o que a gente faz está muito próximo das eleições, está pós-copa do mundo. Febra Botec, que é um evento que também gravita no mesmo ambiente, foi levado mais para frente, então a gente entendeu que deveríamos fazer um pouco mais cedo.
dia 10 de junho no Center 3 aqui em São Paulo. Boa, boa. De novo, cara, brigadão aí pela participação e pra nossa audiência, de novo, fica aquele recado, agradecimento, obrigado por nos acompanharem mais um episódio e 99 deles agora do Let's Money. Se for contar tudo, acho que a gente já passou de 300, mas a gente fica feliz aí com a audiência. Acesse o nosso portal, let'smoney.com.br lá tá com muita matéria legal pra vocês. Tchau, tchau. Um abraço.
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