Episódios de Missão Notícia

Carlinhos Veiga Especial: 40 anos de carreira

11 de maio de 202627min
0:00 / 27:33

Episódio do dia 11/05/2026, com o título "Carlinhos Veiga Especial: 40 anos de carreira".

 Apresentação: Lucas Meloni
 
O MN desta semana recebe o músico, compositor e pastor Carlinhos Veiga, apresentador do programa "Novos Acordes" para uma conversa sobre o novo álbum "Viagem em Mim" e sobre os 40 anos de carreira na música cristã.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Participantes neste episódio3
L

Lucas Meloni

HostJornalista
C

Carlinhos Veiga

ConvidadoMúsico, compositor e pastor
R

Renata Teodoro

NarradorCoordenadora de
Assuntos5
  • Álbum Viagem em MimTransição da venda de CDs para streaming · Produção caseira de músicas · Estratégia de lançamento de singles vs. álbum · Viagem para a Austrália · Campanha de arrecadação de fundos · Música 20 vezes vim · Música Por Aí · Música Velas · Música Casa, Campo, Meu Torrão · Música Laço de Fita e Cor · Música Sequidão · Música 20x20 · Colaboração com Romero Fonseca · Colaboração com Gladir Cabral · Colaboração com Jorge Camargo · Colaboração com Vitor Quevedo · Gravação no NP Studio · Gravação no Orbis Studio · Gravação no Olemix Audio Design · Gravação no Estúdio Millennium · Masterização por Nando Padoan · Ilustrações de Anderson Monteiro · Fotografia de André Pereira
  • Carreira de Carlinhos VeigaInfluência familiar na música · Conversão e música na igreja · Grupo Expresso Luz · Ministério Pastoral · Missão Mocidade para Cristo · Igreja Presbiteriana de Brasília · Igreja Presbiteriana do Lago Norte
  • Música Cristã BrasileiraImportância da parceria e colaboração · Álbum Parceiragens · Crowdfunding
  • Novos Talentos e Projetos FuturosTransição do pastorado para música e rádio · Programa Novos Acordes na RTM · Coluna na Revista Ultimato · Festival de música cristã brasileira
  • Perspectivas: Acumuladores CompulsivosAcúmulo de objetos · Transtorno de acumulação · Preenchimento de vazios emocionais · João 6:35
Transcrição74 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Começa agora o Missão Notícia, o seu passaporte semanal para tudo o que acontece no universo missionário pelo Brasil e pelo mundo. Missão Notícia, Missão Notícia. Aqui você confere entrevistas, reportagens e dicas sobre iniciativas que fazem a diferença.

Seja bem-vindo ao Missão Notícia desta semana. Eu sou o Lucas Meloni, produtor e apresentador deste programa que embarca nas novidades e nas principais temáticas do meio missionário brasileiro e mundial. Essa edição é muito especial.

Hoje nós vamos conversar com Carlinhos Veiga, músico, compositor, colunista da revista Ultimato, que escreve novos acordes, o mesmo nome de um programa que ele tem na RTM, que vai ao ar sempre às sextas-feiras, com algumas reprises ao longo da programação. Ele lança...

Viagem em Mim. É sobre este álbum e sobre um pouco da vida e da carreira do Carlinhos que nós vamos falar com ele. Carlinhos, é muito bom ter você falando com a gente aqui. Obrigado pela sua participação. Aí, Lucas, muito obrigado por esse convite. Quero deixar aqui um abraço aos ouvintes do Missão Notícia. É um prazer estar com você. Muito bem, o prazer é nosso. Carlinhos, eu começo perguntando para você quando foi que você se descobriu músico?

Isso faz muito tempo. Não digo músico no sentido mais profissional da coisa, mas é uma influência de família que vem desde berço. Eu já nasci no contexto familiar, não era uma família evangélica, mas a gente já cresceu tocando violão, cantando, não podia ter reunião das famílias veiga ou feitosa por parte de pai que não tivesse pelo menos um ou dois violões na roda e todo mundo cantando, abrindo em vozes as músicas da família.

as músicas de Goiás, as músicas conhecidas, que os avós, que os tios, que os primos traziam. Então foi nesse contexto. Aí quando aconteceu a conversão, eu com 17 para 18 anos de idade, eu já estava com a música já entranhada. Aí foi o outro contexto, que é realizar agora a música dentro do contexto da igreja.

Então a música está comigo desde sempre, mas ela se tornou algo mais sério mesmo, foi depois já de casado, aos 23, 24 anos de idade, talvez até um pouquinho antes, através do trabalho que a gente realizou com o Grupo Expresso Luz. Foi a partir daí que a música realmente se tornou algo mais sério.

Para quem não sabe, o Carlinhos tem uma jornada no Ministério Pastoral. Carlinhos, eu queria que você falasse um pouco como foi exercer o pastorado durante tantos anos em Brasília e como foi conciliar essa atividade pastoral com as demandas do seu trabalho musical. Não posso dizer que tenha sido muito difícil e nem posso dizer que tenha sido muito fácil. Acho que foi possível.

Porque os primeiros nove anos, antes de ser pastor, eu trabalhei 12 anos como missionário da Mocidade para Cristo. Então, ali na MPC, a música, através do Expresso Luz, era um dos ministérios que eu realizava na missão. Quando eu vim trabalhar como pastor de uma igreja aqui em Brasília, aí a coisa mudou um pouco. Logo no início, a igreja não me conhecia ainda o suficiente, a música ficou muito em segundo plano, terceiro plano.

Mas à medida que a igreja foi me conhecendo, e aí, então, fui adaptando. Sempre a igreja me deu, pelo menos, um final de semana para eu poder fazer as viagens. Então, foram nove anos com essa primeira igreja, que era a Igreja Presbiteriana de Brasília. Dali, eu plantei uma segunda igreja, filha dessa igreja, que é a Igreja Presbiteriana do Lago Norte. E a Presbiteriana do Lago Norte está completa, está sendo 21 anos de organização.

Então, ao total, quase 30 anos de pastorado e mais 12 como missionário. Muito bem. Agora vamos falar um pouco sobre o Viagem em Nini. Ele é o seu décimo álbum solo. Qual é a história desse trabalho e quais as marcas que ele carrega? Pois é, Lucas.

O que acontece é que até 2016 era uma realidade você gravar álbuns no Brasil. Aliás, acho que talvez no mundo possa dizer assim. Porque quando você gravava um álbum, você vendia o álbum e levantava recursos para o próximo, com a venda do álbum anterior. Então assim a gente ia produzindo, talvez de dois em dois anos, soltava um álbum.

a cada três anos, sei lá, né? Só que quando chega 2016 e eu lanço o álbum chamado Aurora Mihaiou, dali pra frente, cara, a gente já não conseguia vender mais álbum, porque os CDs já tinham caído em desuso.

E foi quando entrou, então, a questão das plataformas de streaming. A partir daí, eu já não tinha retorno financeiro mais dos meus trabalhos, né? Que me possibilitasse gravar um novo álbum. Então, eu fiquei meio sem saber como agir com esse novo momento, né? Mas a partir de 2018, eu comecei com alguns equipamentos que eu tinha em casa, placa de som, microfone, etc. Eu comecei a produzir um outro trabalho. Foi quando eu gravei uma faixa, que está até no álbum agora, chamada Casa, Campo, Meu Torrão.

Gravei essa música, isso pouco antes da pandemia, 2019, imagino. E pronto, aí a gente começou a gravar outras músicas, quando de repente veio a pandemia, a gente teve que parar.

E aí, então, na pandemia, eu aprendi a lidar um pouco mais com esse equipamento de som, comecei a gravar a partir do que eu tinha em casa. E foi assim que foram surgindo algumas outras canções. Passada a pandemia, então, eu retomei as gravações. Isso disseram que uma estratégia boa para lançar o trabalho seria soltando um single por vez. Então, foi assim que eu comecei a soltar os primeiros singles. E...

Depois, só que vou contar uma coisa para você, viu, Lucas? Eu não tenho muita paciência com essa estratégia de singles, não, sabe? Porque ela é muito trabalhosa. É como se você tivesse que trabalhar para caramba no lançamento de uma música e depois trabalhar para caramba no lançamento de uma segunda música. É um trabalho quase intermitente. E eu, como pastor e realizando tanta coisa, eu não tinha tempo muito para ficar assim, por conta de redes sociais, sabe?

Então eu esperei um pouco mais e aí eu lancei tudo de uma vez. Então foi isso que aconteceu no ano passado, em 2025, quando eu reuni tudo e lancei no formato de um álbum, que é o Viagem em Mim. Então foi assim que ele nasceu. E nasceu disso. Havia uma demanda represada, que eram as músicas que já estavam prontas, algumas delas já bem adiantadas na gravação. Então eu falei, bola pra frente, vamos fazer essa coisa acontecer.

Então foi assim que surgiu o álbum no ano passado, no momento em que eu me preparava para uma viagem para a Austrália, que foi uma viagem que a gente fez a convite da comunidade brasileira lá de...

da Austrália, né? Então a gente precisava levantar recursos, foi quando eu fiz uma campanha e entreguei o álbum para aquelas pessoas que participaram da campanha. E só agora, então, estou lançando nas plataformas de streaming. Muito legal!

Carinhos, fala pra gente um pouco sobre as canções. Quais você destaca e quais foram as inspirações pra você escrevê-las? Puxa, Lucas, é difícil dizer quais se destacam, porque são 11 músicas.

Cada uma delas feita num contexto. Porque quando você trabalha, grava tudo, grava um álbum, as músicas, às vezes, você é até forçado a gravar as músicas. Você entra para um estúdio e tem que estar com tudo já preparado. Então, às vezes, algumas canções surgem porque elas precisam nascer. Agora, esse álbum, não. Cada canção foi nascendo de acordo com uma demanda. Mas vou citar aqui alguns exemplos. Por exemplo,

20 vezes vim é uma música que eu fiz em plena pandemia, quando muitas pessoas estavam morrendo. E aí, então, ela surgiu nesse contexto, de um Jesus que não nos desampara, mas um Senhor Jesus que nos visita. Porque existem vários textos bíblicos em que Jesus diz eu vim te, eu vim para, eu vim da parte do Pai. Então, essa expressão vim, pê.

É muito usado no Novo Testamento. Então eu peguei essa ideia do ano, era 2020. Então eu falei o 2020. Por isso...

20 vezes vim. E fiz então um trabalho em cima disso aí, que é uma música que trabalha bastante o consolo daquelas pessoas ou de todos nós que sofremos muito na pandemia. Aí tem canções como, por exemplo, Por Aí, que é uma parceria minha com Romero Fonseca, que a gente fez porque o meu pai faleceu de Alzheimer, o pai dele também. Aliás, não de Alzheimer, mas com Alzheimer. Então a gente viu a degeneração dos nossos pais. Então a gente um dia conversando sobre isso, surgiu a ideia.

de querer esquecer algumas coisas, mas de não querer esquecer outras. E foi assim que surgiu a canção Por Aí, baseada no Alzheimer dos nossos pais. E outras canções, como o Velas, que é uma parceria minha com o Gladir Cabral, quando o pai dele havia falecido recentemente, e o Gladir falando sobre o novo vento para as novas direções. Então...

E assim por diante, são canções, cada uma feita dentro de um momento específico da história e que carregam muito do nosso coração.

Marlinhos, você tem uma carreira de mais de quatro décadas. Qual foi a maior lição que a música cristã brasileira te ensinou? Eu acho, eu posso dizer que é o fato de que ninguém faz um trabalho legal, relevante, sozinho. Que a gente precisa de amigos, de parceiros, de parceiras, gente que caminhe com você.

para que você possa construir uma identidade como pessoa, como artista, como músico. Eu vou te dizer, Lucas, todos os álbuns que eu gravei até hoje, as músicas que eu compus, que eu pude arranjar e levar para shows, nas viagens, todas elas não seriam possíveis de acontecer se eu não tivesse os parceiros ao lado, entendeu? Gente que caminha comigo há décadas.

irmãos de sonhos, de sons, irmãos parceiros. Então, esses meus álbuns todos, eles têm isso, é uma característica comum. Cheguei a gravar um álbum atrás chamado Parceiragens, onde, para levantar recursos, eu fiz uma campanha de crowdfunding, aquele financiamento coletivo, em que eu contei com muita participação de amigos.

tipo assim, bancando o álbum antes dele nascer, entendeu? E aí, parceiros nas composições, parceiros músicos gravando comigo, parceiros na distribuição, parceiros na mixagem e na masterização, parceiros na confecção das capas, ou seja, um trabalho todo em parceria. O Parceiragens, que esse álbum meu, talvez, acho que ele é o oitavo álbum, ele registra e ele demonstra muito isso. E agora?

também no Viagem em Mim, é um trabalho de parcerias. Então, eu acho que a gente não consegue fazer um trabalho relevante sozinho. A gente precisa da parceria de outros para a gente construir juntos alguma coisa nova, bonita, que traga uma identidade legal. Por falar em parcerias, eu queria que você falasse um pouco sobre quantas pessoas participaram desse processo de gravação e de finalização do Viagem em Mim.

Ah, muita gente, viu, Lucas? Vou começar pelos parceiros compositores, tá bom?

Eu contei com a parceria de Rubão Lima, que é um amigão, parceirão. A gente trabalha juntos aqui em Brasília, na mesma igreja. Eu como pastor e ele como presbítero e também trabalho na secretaria. Contei com a parceria da Vanessa Pinheiro, que é uma cantora daqui de Brasília. Ela também é de nossa igreja. Ela é uma pessoa muito respeitada e premiada aqui em Brasília. Uma cantora de música popular brasileira. Ela é cristã e que faz um trabalho excelente.

Contei com a parceria do Gladir Cabral. A gente já fez algumas canções muito boas juntos. E agora nós estamos lançando nesse álbum a música Velas.

Luz da Revelação, Vavá Rodrigues, que é muito conhecido da RTM. O Vavá é um parceirão de muito tempo já. A gente tem muita música feita. Ele havia me passado essa canção, me mandou a música, e eu fiz a letra, e a gente trabalhou junto, cantou junto. Por aí, eu já citei, é uma parceria com Romero Fonseca, que integra o Grupo Expresso Luz. É um amigo de décadas, é um irmão muito querido, parceirão mesmo.

Laço de Fita e Cor era uma música que eu tinha feito, até pensava em fazê-la instrumental. Mandei para o Jorge Camargo e ele trouxe uma letra belíssima para a música. E ele pôde cantar comigo também, então é parceiro. E aí tem outras músicas, como Sequidão e 20x20, que é a música só minha mesmo. Mas eu pude contar ainda com o Vitor Quevedo.

cantando comigo no 20 vezes vim né o Vitor é um amigo de longa data também a gente participa juntos da confraria violeira que reúne alguns violeiros cristãos né que de vez em quando já tem muito tempo que a gente não se encontra mas de vez em quando a gente se encontra para tocar juntos né é uma turma muito legal assim pessoal da confraria violeira

E aí eu vou citar então as gravações, foi feita no NP Studio, lá em Poá, pelo Nando Padoan. Também gravei no Orbis Studio, aqui em Brasília, com o Marcos Pagani. Tivemos gravações no Olemix Audio Design, em Goiânia, com o Olemir Cândido. O Estúdio Millennium, em Araras, com o Vitor Quevedo.

Além das gravações, que eu creio que 80% pelo menos das gravações foram captadas em casa. O meu álbum foi praticamente as minhas partes vocais, instrumentais, e de alguns amigos também foram gravadas aqui em casa, no quarto aqui de casa. Entendeu? Então a gente gravava, mandava para esses magos do áudio, e eles davam uma melhorada no som e quando via a música estava pronta.

A masterização final foi feita pelo Nando Paduan, que é um irmão muito querido, também bastante conhecido, e ele é integrante do grupo, do trio Tris, né? E é muito conhecido aí da RTM também. Então é isso. Muita gente cantando comigo, muito instrumentista tocando comigo, parceiros, né? Então, cara, foi realmente um trabalho, assim, que me alegra muito, né? Por ter contado com tanta gente boa ao lado. Muito bom.

O Carlinhos havia me mandado antes o encarte do Viagem em Mim para que eu pudesse elaborar algumas das perguntas, para que eu pudesse conhecer um pouco mais o trabalho que ele está lançando. E uma coisa que me chamou muito a atenção, Carlinhos, são as ilustrações que tem nesse material. Elas são muito bonitas e elas são muito marcantes. Eu queria que você falasse um pouco...

o que elas representam, para que o público entenda de que forma elas convergem com as letras desse novo álbum. E quem fez essas ilustrações? Tá bom. Assim, vou pegar de uma forma geral, a capa, que é uma fotografia de uma estrada, e a ideia é viagem em mim, exatamente para transmitir isso aí, é uma fotografia trabalhada e composta ali pelo Romero Fonseca.

que é o meu parceiro de canção, mas também ele trabalhou muito tempo com essa área, e eu mandei a foto para ele, ele trabalhou, ficou lindaça, gostei demais da capa. Também lá dentro, tive participação, você vai perceber, como você mesmo mencionou, eu coloquei várias capas, porque é o seguinte, Lucas, para você lançar o single, você tem que ter a capa da música, para você colocar no Spotify, no Deezer, Apple Music, então, para cada música lançada, eu tinha que ter uma capa.

Então a primeira que foi 20 vezes vim, fui eu mesmo quem fiz.

Foi alguma coisa que eu mesmo fiz. Cada novo single, uma nova capa. Então eu comecei a convidar parceiros. E chamei um artista plástico que eu tenho muita admiração por ele. Ele é um cara muito querido, muito parceirão, que é o Anderson Monteiro, também conhecido como Ander Góis. Ele usa os dois nomes artísticos. E eu propus ao Anderson uma parceria. Falei, Anderson, você topa?

quando a cada álbum que eu for lançar, você faz a capa? E ele topou, né? Então foi assim. Aí a gente pegou e fez as capas, então, de velas, né? Que é um barco no mar, assim. Aí são as ondas, né? Vai Chegar, que é um samba que eu gravei com a Vanessa. Ele fez uma capa lindíssima também. Viração, Casa Campo, Meu Torrão.

Laço de fita cor. Esses cinco álbuns contaram com capas, desenhos, arte do Anderson Monteiro. A música Secidão, que eu falo sobre a secura de Brasília, essa eu contei com a colaboração do André Pereira. Ele fotografou, aqui perto de casa tem um parque.

E naquela época da secura, o fogo tomou conta de tudo, ele foi e fotografou uma árvore queimada, do cerrado queimada, e ele fez a capa a partir daí, da sequidão. E também trabalhou a arte, o design gráfico, né? E é isso, eu mesmo fiz a capa do 20 vezes Vim, e assim.

Quando agora eu vou lançar o Viagem em Mim, eu não quero desperdiçar, sabe? Tanto material bonito que tem, cara. Foi por isso que eu acabei jogando tudo, entremeando as músicas e as letras, para que as pessoas pudessem ver essa composição do todo. Mas você falou um pouco sobre o processo. Com o Anderson foi assim, eu gravava a música...

Música pronta eu mandava para ele a música com a letra, entendeu? E aí ele, então, a partir da letra e da música, ele se inspirava e fazia a arte específica para a música. Foi assim que rolou. Muito bom. Daninhos, você é uma pessoa muito...

ligada ao novo, as tendências e a gente consegue ver isso na sua coluna na Ultimato porque você evidencia muito os novos talentos, mas também no programa aqui na RTM que é mais recente do que a coluna né, mas eu queria ouvir de você se tem algum projeto em vista, algum novo projeto em vista que você possa trabalhar ainda mais com esses novos nomes da música cristã, mais ainda do que você já tem trabalhado tão bem.

Lucas, o que acontece é que no momento agora, eu estou vivendo uma fase meio de transição na vida, né? Eu durante, eu falei com você, comentei, durante 29 anos, 30 anos, eu fui pastor de igreja, né? Pastor efetivo.

por 20 anos, pastor titular, como algumas igrejas chamam, algumas denominações. Então, em dezembro do ano passado, eu deixei o pastorado efetivo. Foi um processo que eu solicitei junto ao Conselho da Igreja para que eu pudesse me tornar um pastor auxiliar, para que eu pudesse dedicar agora mais tempo à música, à rádio.

a escrever livros, coisas assim. Então eu estou aí nessa fase de adaptação. E no meio de tudo isso, eu confesso para você que eu estou tateando ainda para saber administrar bem a minha agenda, com tantas demandas que surgiram de lá para cá, entendeu? E como é que eu vou conseguir me organizar. Então, no momento...

Meu amigo, meu irmão, se eu conseguir manter bem tudo que eu tenho feito até agora, é o que me interessa muito no momento, sabe? Melhorar é, obviamente, o que eu já tenho feito. Então, a coluna da Ultimato, escrita, o programa de rádio aí da RTM, é um programa que ainda não fez um ano. Eu, sinceramente, gostaria até de ouvir um retorno maior dos ouvidos.

os índices, eles estão gostando, entendeu? Mas é um programa que eu tenho me esmerado em fazer o melhor. Agora é isso, né? Como eu sou músico também, e sempre tô cantando em festivais, em programações pelo Brasil e às vezes até fora também do país, então eu fico bem atento, porque sempre que surge alguma coisa nova, interessante, eu já colo na pessoa, entendeu? E a partir daí eu consigo obter material para poder lançar.

novos acordes, na coluna e no programa de rádio. Então é mais ou menos essa ideia. E eu pretendo continuar fazendo isso. Agora eu te digo, eu realmente tenho, eu tenho desejado, é alguma coisa que está no meu coração, de ir no futuro.

não sei, não posso dizer que seja breve, mas no futuro, trabalhar um festival, talvez uma edição só, não sei, mas um festival de música cristã e brasileira. Como é que o público pode acompanhar o seu álbum, já está disponível nas plataformas e também para quem quiser acompanhar um pouco mais o seu trabalho?

Quais são as suas redes sociais? Eu estou em praticamente tudo com o nome de Carlinhos Veiga. Lá no Instagram, a pessoa pode procurar o meu perfil. Eu sempre estou divulgando por lá os novos trabalhos, os shows, para onde eu vou, por onde eu fui.

sempre no YouTube também você pode procurar Carlinhos Veiga Música porque eu tenho dois perfis lá mas para música é esse Carlinhos Veiga Música você vai encontrar lá também vários vídeos às vezes que eu posso de coisas que eu faço aqui em casa mesmo às vezes algum show que rolou né

também está no Facebook, já mencionei o Instagram, e é isso, estou por aí, a pessoa me acha facilmente, além, se quiser conhecer um pouco mais também do meu release, do meu trabalho, pode entrar lá no www.carlinhosveiga.com

que também é um site onde eu confesso que está precisando de uma manutençãozinha, nem coloquei ainda o Viaje em mim lá. O Viaje em mim está nas plataformas de streaming. E é isso. E até divulguei hoje também as pessoas que se interessarem, podem entrar no perfil do Instagram e lá elas vão conseguir obter, através de um link, elas vão poder ter acesso à capa.

e também todo esse material de encarte que eu preparei para esse trabalho.

E também pode acompanhar o Carlinhos aqui no Novos Acordes, sempre às sextas-feiras à tarde, e ler o Carlinhos também lá na Revista Ultimato. Nessa edição, nós conversamos com o Carlinhos Veiga, músico, compositor, escritor, pastor, e que nos falou aqui sobre o Viagem em Mim e também a sua carreira de mais de 40 anos na música cristã brasileira.

Perspectivas Uma pausa para refletir sobre o que Deus faz no mundo por meio da obra missionária

Vou guardar mais uma caixa de sapato junto com as outras 50. Vai que um dia eu precise. E por que jogar fora o controle remoto daquela TV de 1985 que nem existe mais? Ou aquela peça enferrujada da máquina de costura que não tem mais uso nenhum? Quem nunca se deparou com alguém assim? Eu sou Renata Teodoro, coordenadora de comunicação e produção da RTM Portugal e colunista do Perspectivas.

Há alguns anos, fiz um intercâmbio nos Estados Unidos. Depois do curso, precisei ficar mais alguns dias e me hospedei na casa de um casal de professores. Num sábado, fomos almoçar com os pais da minha professora. No caminho, ela me avisou sobre um assunto específico. Renata, quando você entrar na casa deles, não se assuste. Confesso que fiquei intrigada, porque eu me assustaria. E quando eu entrei...

Eu entendi. Eles eram acumuladores compulsivos. A casa estava tomada por todo tipo de coisa aleatória que se pode imaginar. Desde centenas de pilhas de jornais e revistas velhas, até infindáveis rolos de papel higiênico vazios. Não vou descrever em detalhes, pois a lista seria longa e eu não tenho tanto tempo. Mas o meu choque foi imediato.

Ajuntar coisas, em certa medida, é comum. Lembranças de viagens, objetos que eram de nossos avós ou pais, coleções de moedas ou discos de vinil. Mas, nesses casos, o acúmulo deixa de ser hábito e passa a ser um transtorno. É uma doença que precisa de cuidado e tratamento. A verdade é que, muitas vezes, o excesso do lado de fora revela uma falta do lado de dentro.

Uma tentativa silenciosa de preencher vazios que nada material consegue ocupar. E quanto mais tentamos nos satisfazer assim, mais acumulados somos. A palavra de Deus nos confronta com uma verdade em João 6,35. Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim não terá fome. E aquele que crê em mim nunca terá sede.

Jesus não oferece complemento. Ele é suficiente. Podemos até tentar preencher a vida com compras, acúmulos ou distrações, mas nenhum objeto bem material ou lembrança guardada resolve aquilo que só Ele pode curar. Não existe substituto. Você ouviu Perspectivas no Missão Notícia. Logo mais uma nova reflexão para nos fazer pensar sobre o ID de cada um.

Nós ficamos por aqui com esta emissão notícia. Semana que vem a gente volta com mais novidades. Todo o nosso conteúdo está no site rtmbrasil.org.br. Você pode ouvir as edições anteriores em podcast nas plataformas digitais. É só pesquisar por missão notícia. E eu volto na próxima edição. Até lá.

Você acabou de ouvir Missão Notícia? Ouça as nossas edições anteriores em transmundial.org.br. Semana que vem, nossa viagem continua com mais descobertas missionárias pelo mundo.

Carlinhos Veiga Especial: 40 anos de carreira | Castnews Index — Castnews Index