Episódios de Missão Notícia

Projeto busca aproximar mães e filhos a partir de princípios bíblicos para a vida comum no lar

04 de maio de 202627min
0:00 / 27:20

Episódio do dia 04/05/2026, com o título "Projeto busca aproximar mães e filhos a partir de princípios bíblicos para a vida comum no lar".

 Apresentação: Lucas Meloni
 
Samantha Shiraishi é jornalista e criadora do blog Mãe com Filhos, uma iniciativa que busca (re) aproximar mãe e filhos, de modo a fortalecer famílias a partir de princípios bíblicos. Confira a entrevista completa nesta edição do MN.

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Participantes neste episódio3
L

Lucas Meloni

HostJornalista
P

Pastor Luciano

ConvidadoPastor
S

Samanta Shiraishi

ConvidadoJornalista
Assuntos6
  • Projeto Mãe com FilhosRelação entre pais e filhos · Impacto da tecnologia e dopamina rápida · Papel da igreja no fortalecimento familiar · Ministério de Samanta Shiraishi
  • Igreja como famíliaA necessidade de cuidado e atenção individual · Exemplo de classe de EBD com crianças · Superar o medo de parecer antiquada
  • Jornada de FeOrigem do blog Mãe com Filhos · Experiências no Japão e no mundo digital · Conversão e o papel de Jesus no ministério · Maternidade como moldadora da fé
  • Acompanhamento ministerial e discipuladoImportância do encontro presencial e online · Uso de redes sociais para discipulado · Intencionalidade e propósito no acompanhamento
  • Evangelismo e manutenção da fé em SamariaAção missionária de Filipe · Rejeição histórica entre judeus e samaritanos · Visita de Pedro e João para manutenção da fé · A importância de pregar o evangelho genuíno
  • Slow Bible: Estudo lento da BíbliaProjeto de leitura bíblica em um ano · Necessidade de um estudo mais aprofundado
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Começa agora o Missão Notícia, o seu passaporte semanal para tudo o que acontece no universo missionário pelo Brasil e pelo mundo. Missão Notícia, Missão Notícia. Aqui você confere entrevistas, reportagens e dicas sobre iniciativas que fazem a diferença.

Olá, muito bem-vindo ao Missão Notícia. Nós começamos essa edição especial do Missão Notícia, início de maio. Neste mês, nós vamos trazer temáticas especiais relacionadas ao mês da família. E nessa primeira edição, a gente conversa com a Samanta Shiraishi. Ela é fundadora jornalista no blog Mãe com Filhos.

E a gente trata desta temática aqui porque maio é o mês da família. Eu vou conversar com a Samanta sobre essa relação entre pais e filhos e como, à luz das escrituras, isso pode ser mais bem desenvolvido e qual é o papel da igreja nesses vínculos familiares. Samanta, seja muito bem-vinda aqui à RTM Brasil.

Oi Lucas, muito obrigada, que alegria estar aqui. Obrigada mesmo pela honra, eu sou fã da RTM, então chega até a ser engraçado. A RTM já me abençoou muito, no começo da minha caminhada, porque eu gostava muito do programa do Saião, da Rota 66, e depois eu fui ouvindo outros programas, tive uma amiga que trabalhou aí, a Poliana.

E aí me abençoa muito, aprendo, e sobretudo eu acho uma excelente ferramenta para as pessoas que estão começando. Vocês não fazem ideia do quanto eu indico a RTM para pessoas que estão começando a caminhada, querem começar a entender as coisas, ou estão começando alguns projetos dentro da igreja, não sabem como, como ter parâmetros, onde ter ideias, eu indico muito vocês. Muito obrigada mesmo pelo convite.

Sem dúvida são ótimos recursos. Ô Samanta, eu começo perguntando pra você quais são os desafios de se trabalhar com a relação entre pais e filhos na atualidade. Isso porque existem muitas vozes, né? Os filhos ouvem muitas outras pessoas, além daquelas com quem eles dividem o teto.

Olha, Lucas, eu acho que a gente tem algumas dificuldades que sempre existiram na humanidade, né? E tem outras que são muito recentes. Eu acho que a maior dificuldade de 2026 é que agora, tanto os pais quanto os filhos, até os avós, os netos, todas as pessoas da família são viciadas em dopamina rápida.

Todo mundo já ouviu falar de uma bíblia rápida, eu acho que esse é um assunto que está frequente na mídia, mas se você que está me ouvindo e está começando um trabalho com crianças, adolescentes, quer falar com as famílias e ainda não ouviu falar, é assim, as pessoas ficam satisfeitas com coisas que acontecem cada vez mais rápido. São aqueles vídeos rápidos que a gente assiste, a historinha tem começo, meio e fim, 90 segundos, daí você não tem mais paciência de esperar as coisas acontecerem.

Pior, não é só a dopamina e a pessoa não ter paciência, que dentro ou fora de casa, a gente vê que todo mundo está no mundo particular preso no celular. Se você estiver no ônibus, até mesmo na igreja, às vezes no pátio da igreja, não vou dizer no culto, você vê que a família está ali rolando a tela, né? Qualquer dois minutos que demorou para começar uma coisa, a pessoa está rolando a tela.

vendo alguma coisa, vendo mensagem, vendo vídeo curto. É como se o tempo inteiro as pessoas ficassem comendo aqueles porcaritos, sabe? Aqueles salgadinhos que não alimentam, só fazem mal. Mas você fica comendo um atrás do outro sem parar. E cada vez tem mais fome. É assim que eu vejo as famílias. E eu acho que esse é o maior desafio da relação dos pais e filhos hoje. É que cada um está no seu mundo, as pessoas estão cada vez mais viciadas nesse espaço e é um espaço que não tem coisas consistentes.

Daí a necessidade Da gente criar projetos Dentro desse espaço mesmo Que é o campo missionário que a gente tem O Paulo quando viajou, fez as viagens missionárias Ele foi no campo que tinha Aquela história dele falando No Areópago, ele foi lá e falou

onde as pessoas falavam, né? Ele ia na sinagoga, que é onde as pessoas se reuniam. Então, a gente também tem que ir onde as pessoas estão. Mas e ciente de que esse lugar não vai ter só pessoas atentas, interessadas. E, principalmente, uma coisa que eu acho que é muito importante em 2026, a gente entender que não são só as crianças que estão, e os adolescentes que estão envolvidos com outras vozes que não são boas. Infelizmente, os pais, os tios, os avós também estão.

Ô, Samanta, de que forma que a igreja pode contribuir para que haja famílias mais saudáveis?

Puxa vida, eu acho que a igreja podia voltar a pastorear as famílias. Eu sei que é estranho quando eu falo isso, mas como eu estou falando com pastores e líderes, não com esse público tão comum assim, que não frequenta a igreja, dá para falar disso assim. Eu não estou falando sobre pegar no pé, cobrar quando a pessoa não aparece, ou fazer cara feia quando a criança é desobediente no pátio, ficar falando e diz, essas coisas que as pessoas têm peso, e eu escuto muita gente que era antiga de igreja, foi criada na igreja reclamar.

achando que é coisa do século passado, é claro que eu acho que é importante a gente ser de uma estado e corrigida, porque isso é fazer parte de uma família, dentro de uma família, a igreja é uma família, a gente é de uma estado, mas o que a igreja precisa hoje é observar o que está acontecendo com a família.

Então, não importa se você está responsável por 10 ou 100 pessoas, e 10 eu estou pensando, um professor na classe de IBD, um líder de célula ou de pequeno grupo. Essa pessoa, ela precisa perceber que você sentiu falta dela quando ela não foi, o que aconteceu. E a gente precisa ser coitado, precisa ser visto. Eu percebo hoje na igreja que por medo de parecer muito antiquada, a igreja opta por tirar todas as cercas que dão proteção para o grupo que está ali.

E as ovelhas ficam sem saber pra onde ir. Sem aprisco, sabe? Sem um lugar onde elas encontram segurança, cuidado, alimento seguro. Então, eu não fui, ninguém percebeu que eu não fui. Ou eu tô aqui, não tô bem, ninguém notou. Essas coisas a gente tem que voltar a mostrar, a viver pras pessoas. Se você me permitir, eu vou te contar uma experiência que eu tenho na minha classe de bebê, tá? Pode ser?

Sim, por favor. Eu e meu esposo, nós damos aula para crianças de 7, 8 anos na nossa igreja. E aí, antes da aula começar, a gente tem o hábito de fazer um quebra-gelo, conversamos com as crianças sobre a semana deles, vamos listando os motivos de agradecimento e os pedidos de oração. Se eles pedem oração pela prova na terça-feira, por exemplo, eles são pequenininhos, geralmente é o primeiro ano que eles vão ter prova na escola.

eu levo super a sério quando eles pedem para orar pela prova. E eu levo a sério da mesma importância de quando eles falam que a avó está com câncer. Porque eu entendo que para a criança é uma situação realmente importante. E eu desejo no coração que eles saibam que eles podem conversar com Deus sobre tudo, as coisas pequenas ou as coisas grandes.

Depois, ao longo da semana, ou no domingo seguinte, dependendo de como é que as coisas transcorrem, eu vou lá, pergunto para os pais como ficou aquele assunto de oração. E eu também louvo a Deus com os pais e com as crianças sobre o motivo de gratidão, porque essas atitudes vão dando a sensação para a gente que a gente é um time.

É uma família que tem um motivo de a gente estar lá. Que bom que é a gente estar lá. E é nesse sentido que eu digo que o que a igreja pode fazer para melhorar as famílias hoje é voltar a pastorear, ter esse contato, essa sensação de olha, eu vejo você e você é importante para mim. Sem dúvida. Ô, Samanta, como é que você identificou que trabalhar com famílias era o seu ministério? E como surgiu o Mãe com Filhos?

Bom, eu vou começar contando como surgiu a Mãe com Filhos, tá? Eu sou jornalista, eu me formei na UFR em 1997, vai fazer 30 anos. E eu fui para essa área digital porque fui trabalhar recém-formada, fui para o Japão, é terra dos meus ancestrais, né? Eu sou neta de japoneses.

Meu esposo não é descendente, mas nós fomos juntos para lá e trabalhamos numa empresa de comunicação para brasileiros lá. Lá eu já comecei a ver esse valor da família, porque eu acabei trabalhando com essa área que a gente chamava antigamente de comunidade, as pessoas, coisas simples que aconteciam lá com as pessoas da região.

E quando eu voltei, eu comecei a escrever um blog. Eu mudei para São Paulo, estava sozinha, tinha um monte de novidade aqui. Em 2005, eu comecei a escrever um blog. Os nossos filhos tinham, na época, 2 e 5 anos, os mais velhos.

Em 2008 eu fui convidada para um projeto editorial. Eu era jornalista, a gente iniciava uma equipe multidisciplinar, pedagoga, pediatra, vários profissionais, para falar com mães sobre o Mundo Conectado dos Filhos. Foi uma surpresa para mim esse projeto, ele durou dois anos e meio, eu acabei ficando com o nome.

o projeto, foi descontinuado pela empresa internacional, mas eu fiquei com o nome, e nesse projeto eu tive a oportunidade de descobrir que a gente pensava que ia falar com as mães, e a gente acabou conversando com as avós, porque as avós eram as cuidadoras dos pré-adolescentes, que depois da escola ficavam na casa delas, e eu vi, nessa situação, acabei vendo mais de uma geração sendo educada digitalmente, sabe, começar a usar a internet.

E aí quando os nossos filhos estavam no ensino fundamental, e aí quando os nossos filhos estão no ensino fundamental,

na década de 2010, virada, virada em 2011, eu comecei a dar palestra na escola deles contando da vida de influenciadora que eu tinha. Eu já era blogueira, fui uma das primeiras blogueiras de maternidade do Brasil. E aí eu contava, dava boas dicas, dicas de práticas.

legais que eles podiam ter dentro da lei, explicava os perigos e depois acabei fazendo isso também, veja que curioso, com as senhoras da igreja, da terceira idade, já falei numa grande empresa internacional.

uma das maiores do mundo de tecnologia para as mulheres no Dia da Mulher, em todos os lugares eu falava essa mesma coisa, que os desafios, não importa quem está usando a tecnologia, eles são os mesmos, e as escolhas são muito individuais, e a gente tem que ter ferramental. Foi por conta dessa experiência toda, vendo que era a mesma coisa, não importa se era para a criança na escola ou para a pessoa adulta, que eu percebi que a gente tinha que começar a mostrar como fazer. E...

Enfim, em algum momento eu me converti de fato para Jesus, e daí Jesus passou a ser o motivo de tudo que eu falo. E eu comecei a ver que dentro da igreja a gente não conseguia fazer esse trabalho adequado para que quem está fora da igreja enxergue o que a gente está fazendo lá. E o Mãe com Filhos acabou sendo isso. Eu hoje aconselho as pessoas, às vezes a pessoa me chama e fala, olha, eu estou com esse problema, eu não sei como fazer isso, é alguma questão pastoral.

Eu ajudo as pessoas, às vezes, até procurar dentro da sua denominação que igreja que vai ter mais perto de casa. É usar a tecnologia para pastorear as pessoas. Então, eu identifiquei que o Ministério era para as famílias, vendo que usar a internet não era só um problema de criança, como eu falei no começo para você. E eu identifiquei que usar a internet é uma forma de se apasse de Jesus também para muita gente que não está lá sozinha e não sabe quem buscar.

Samanta, eu queria ouvir de você de que forma a maternidade moldou a sua fé em Jesus. Eu acho que como muitas famílias, foi quando os meus filhos começaram a fazer as primeiras perguntas sobre o mundo, perguntas mesmo filosóficas, né? Onde eu vim, o que é, o que eu tenho que agir de um modo correto ou não, é que eu percebi que precisava de algo mais. Eu não tinha tudo, né? Todas as respostas.

Em verdade, eu me converti, meus pais se converteram depois que eu já era casada, eu fui criada, se entretia um religioso muito grande, então eu realmente não conhecia Jesus. Eu sei, isso é uma coisa legal para falar, eu acho que para líderes, pastores, é que a gente pensa que todo mundo já teve oportunidade na igreja, e que todo mundo teve oportunidade de conhecer a Bíblia, de saber alguma coisa.

A gente vive numa sociedade que é cristã, mesmo que seja dentro do catolicismo, a gente tem uma impressão geral, a gente que eu digo, a igreja, a igreja genericamente, que todo mundo conhece. E eu, por exemplo, sou uma pessoa que não conheceu. Eu não tive essa oportunidade em casa, a família do meu pai era japonesa, budista, da minha mãe, minha mãe foi criada no catolicismo, mas não gostava. Veja, curiosamente, meu marido mesmo,

O pai dele era padre e deixou a batina e casou com um catequista e eles não receberam instrução bíblica, eles irmãos. Então, mesmo as pessoas que parecem para a gente que conhecem, não conhecem. Então, a gente sempre tem que partir de que não conhece como uma criança. E foi através dos meus filhos que eu tive isso.

nosso filho do meio, sofreu um assente muito grave, quase morreu, foi atacado por um pitbull, foi hospitalizado em outra cidade. A igreja dessa cidade fez campanha de oração por ele, nos tocou profundamente ao nos visitar. Essa visita, mesmo nós não sendo membros da igreja, mudou a nossa vida?

E quando nós tivemos o primeiro convite para ir em uma igreja, depois disso, aqui em São Paulo, nós fomos e nunca mais esperamos vir. Só que a gente começou aí, e o meu filho mais velho, ele tinha oito anos.

Ele ia para o Ministério Infantil, voltava e falava coisas assim, é do Pentateuco. Ah, hoje teve uma gincana, eu respondi certo e tal. E eu nem sabia o que era Pentateuco. Então, eu fui aprendendo com eles. Eu acho que é nesse sentido que a maternidade foi me mostrando assim, meu Deus, tem alguma coisa tão maior, tão maior, tão maior. E graças a Deus eu estou podendo vencer junto com eles. Foi tão junto que a gente batizou junto.

com os meninos. Eu comecei a construir nessa fase uma vontade de um dia batizar junto com eles e quando eles adolescentes fizeram, tomaram essa decisão nós nos batizamos quatro juntos num culto de adolescentes da igreja. Então, a maternidade eu sei que muita gente diz quando eu tive o meu filho aquela bênção de Deus, veio aquela vida eu sou Deus Paz.

Na minha terceira filha eu tive essa percepção das maravilhas de que era Deus que estava fazendo. Nos primeiros, eu não vou dizer que eu tive. Nos primeiros, eu ainda achava que, ok, eu tenho uma boa genética, uma ciência, né? O humanismo pesava. Então, a maternidade montou a minha fé na hora que eu comecei a ver que era Deus que estava me dando, me devolvendo, no caso do meu filho que sofreu um acidente.

sobreviveu milagrosamente, que era Deus que estava através dos meus filhos me ensinando e me dando instrução que eu não teria, não tive antes. Então, quando a gente vê assim, não importa o emissor, não importa quem está falando, é o que está falando, é quem fala de dentro dele, nessa hora a gente se quebranta.

Então a maternidade, ela moldou a minha fé nesse sentido. E eu vejo hoje, como professora de EBD, como membro da igreja, quanto as crianças são capazes de fazer isso pelos pais, pelos avós. Extraordinário. Então acredito sinceramente que a gente tem que aproveitar a famosa janela entre os 8 e os 12 anos, é a melhor fase para falar de Jesus para as crianças. E a gente tem que aproveitar essa janela e atuar de modo constante e atuar de Jesus para as crianças.

sem cansar, sem desistir, porque os filhos também podem converter os pais. Como tem sido o acompanhamento ministerial que você faz com algumas famílias? Eu imagino que isso ultrapasse a questão da tela, né? Você, claro, faz todo um trabalho por meio de telas, mas eu imagino que tem algum acompanhamento presencial também, ou algum contato mais direto. Como funciona isso?

Pois é, por alguns anos, agora eu moro em São Caetano do Sul, no ABC, então mudou muito o meu caso físico, eu morava na MOCA em São Paulo. Por alguns anos eu tinha um grupo de discipulado, a gente se encontrava.

num café, e eu e outras mulheres, a gente estudava Bíblia juntas. Eu acho que a melhor coisa que pode ter é quando você consegue ter algum tipo de encontro. Eu já fui de todo tipo de projeto que eu pude na igreja, por exemplo, eu fui das bonequeiras missionárias por muitos anos, fazia boneca de pano, esse era um momento que a gente...

Podia até trazer pessoas que não eram da igreja, mas que gostavam de artesanato, para fazer. Essa é uma coisa que eu falo, como estou falando, o programa vai ser ouvido por líderes, missionários, pastores. Esses projetos em que você pode sentar e conversar livremente, eu acho dos melhores. Eu, quando não era da igreja, certamente teria participado em projetos assim, se tivesse me convidado.

Então, pra mulher, e o meu público é mulher, né? Eu tenho alguns homens que seguem, mas o meu público, assim, 90% é mulher. Pra mulher, tem esse momento em que você sai, não tá com filho, não tá com marido, você tá ali conversando. A gente tem muita necessidade desse tempo de conversa. Mulher gosta muito de estar junto. Inclusive, fazem muita piada, né? Mulher junto, aquele barulho, elas não param de falar e tal. Mulher tem necessidade de estar junto.

conversar. Então, esse tipo de projeto indicaria. De certa forma, no online a gente consegue fazer isso, emular, a gente consegue fazer de conta que está nesse grupo. Eu recebo às vezes convite inclusive de pessoas da igreja, outro dia foi a esposa de um diácono da igreja que falou, olha, todo dia, fulano de tal, faz a leitura bíblica de manhã às oito horas, você não quer participar.

Para as pessoas, aquela hora, é a hora que o teu rostinho, de alguma forma, lá aparece. Você pode fazer uma pergunta, alguém está lendo o mesmo livro que você, para você conversar. Então, é...

Esses são acompanhamentos ministeriais que a gente consegue fazer online. Eu acho que o mais importante para fazer, vamos lá para o começo lá, é a gente conseguir separar, eu conheço essa pessoa, ou eu tenho intenção de conhecer essa pessoa e eu vou caminhar com ela. Já tem algumas mulheres que eu discipulo.

Disse, pô, já ligo, faço a ligação, converso com elas, com algum tipo de planejamento dos nossos encontros, né? E são pessoas que eu faço questão de conhecer de alguma forma pessoalmente, mesmo que elas estejam em outra cidade, mas elas estão mais próximas, eu acompanho a vida delas. Então, eu acho que o acompanhamento ministerial que a gente pode fazer com as famílias é conhecer as famílias. Então, você escolhe pessoas que você vai caminhar junto e daí sim.

Se é só online, você vai seguir no Instagram, vai ver o que está acontecendo, porque a pessoa vai escrever assim, luto pelo meu sobrinho, ou estou muito feliz hoje porque eu consegui na academia. Cada tristeza, vitória, a gente tem que lembrar daquele versículo que diz, né, alegre, chora com os que choram, a gente tem que estar junto com as pessoas, né, nesses momentos.

E acompanhar é isso, é você participar do que está acontecendo na vida da pessoa e ser usado por Deus, e pedir na oração para ser usado por Deus, para que esse acompanhamento tenha como são Deus, e seja para a honra e glória dele, né? Não para seguidores, não seguidores, não para o que eu posso fazer, não posso fazer. Sem dúvida.

O que eu tenho feito é assim, separar muito as pessoas que eu conheço das que eu não conheço. E eu sei que eu estou insistente nesse assunto da dopamina, mas nas redes sociais, por exemplo, eu tenho mais de 30 mil seguidores. Obviamente, eu não consigo seguir todos. Então, estabelecer algumas regras para as pessoas que você quer acompanhar e falar assim, essas eu vou colocar como favorito para aparecer primeiro. Essas eu vou ver os stories, a gente pode silenciar os stories. Então, para de ver stories de marca...

ou de pessoa famosa que você não sabe quem é, e começa a colocar como prioridade, eu vou ver o que está acontecendo, eu vou acompanhar, como se eu encontrasse na porta da escola, no supermercado, as pessoas que eu escolhi acompanhar. São coisas que, de modo digital, a gente consegue fazer. Usar as ferramentas para ir, isso é uma coisa intencional, um propósito, de fato.

Samanta, nós estamos encerrando aqui a nossa conversa, mas eu deixo o espaço aberto para que você fale como o público que nos ouve pode acompanhar o Mãe com Filhos, qual o endereço, quais são as redes sociais também do Ministério.

Muito obrigada. Então, o Mãe com Filhos é um blog, ele funciona no blog mãecomfilhos.wordpress.com No Instagram é só mãecomfilhos. Eu tenho no Instagram...

também um canal de leitura da Bíblia. Em 2025, pedido de algumas pessoas que me seguiam, a gente leu a Bíblia inteira em um ano nesse canal. Cerca de 400 pessoas participavam. E aí quando o ano estava acabando, outras pessoas me pediram, inclusive pessoas...

offline, no salão de beleza e em outros lugares, me pediram para fazer uma leitura mais lenta, que não conseguiam acompanhar. E agora eu comecei um novo projeto em 2026, chama Slow Bible. É um estudo lento mesmo da Bíblia. Vou pausando, como se fosse uma pregação expositiva. A gente já estudou, agora a gente está no 5º livro.

Aqui no Missão Notícia desta semana nós conversamos com a Samanta Shiraishi, que é jornalista do blog Mãe com Filhos, e nós falamos sobre a importância desses vínculos familiares neste mês da família, aqui nessa série especial do Missão Notícia. Samanta, muito obrigado pela sua participação.

Perspectivas, uma pausa para refletir sobre o que Deus faz no mundo por meio da obra missionária. Olá, eu sou o pastor Luciano e esta é a coluna Perspectivas da Rádio Transmundial.

Atos dos Apóstolos capítulo 8, versículo 4 em diante diz assim, enquanto isso os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. Filipe foi à cidade de Samaria e anunciava Cristo ao povo dali. As multidões unânimes davam atenção às coisas que Filipe dizia.

ouvindo-as e vendo os sinais que ele fazia. Pois os espíritos imundos, gritando em alta voz, saíam de muitos que estavam possuídos por eles, e muitos paralíticos e coxos foram curados, e houve grande alegria naquela cidade. Versículo 14 diz, Quando os apóstolos que estavam em Jerusalém ouviram que o povo de Samaria tinham recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes...

Pedro e João. Muito interessante perceber que após a morte de Estevão, os discípulos são espalhados por todas as regiões, indo em direção inclusive a Samaria, chegando até a Antioquia da Síria e outros lugares.

Felipe chega a Samaria, faz uma grande ação de evangelismo, de curas e sinais. Mas vale lembrar que Samaria era um lugar de religiões misturadas. Uma vez que fora invadida pelos assírios, ainda no século VIII a.C., os modos de domínio assírio eram bem complicados, porque eles misturavam os povos. Isso daí é a rejeição por parte dos judeus da Judéia em relação a samaritanos.

Mas Felipe tem ali uma atividade, muita gente se converte e o que a gente percebe é que isso cria curiosidade nos apóstolos que ficaram em Jerusalém, de modo que Pedro e João vão até Samaria para ver o que de fato ali estava acontecendo.

O que chama a nossa atenção nessa ação da ida de Pedro e João para a Samaria é a necessidade da manutenção da fé. Isso é muito importante, porque muitas vezes as ações missionárias, evangelísticas, em muitos lugares, levam não apenas o evangelho, mas muitas ideias estranhas.

Muitos ensinos errados. E a gente percebe isso não apenas aqui, mas também em capítulo 11 de Atos, quando Barnabé é destinado pelos apóstolos de Jerusalém a acompanhar o que está acontecendo na Antioquia da Síria.

E o mesmo acontece quando Paulo escreve suas cartas. Ele escreve para a manutenção da fé a partir do evangelho que lhes foi pregado. Sendo assim que nós precisamos pregar o evangelho, mas que esse evangelho seja pautado nas escrituras e não em ideias humanas. Como diz as escrituras na primeira carta que João escreve, capítulo 2, versículo 24.

Cuide para que vocês permaneçam naquilo que foram ensinados desde o princípio. Que Deus nos ajude a pregar o evangelho genuíno e não nossas ideias, e que a gente sempre tenha consciência da necessidade da manutenção da fé. Graça e paz.

Você ouviu Perspectivas no Missão Notícia. Logo mais uma nova reflexão para nos fazer pensar sobre o ID de cada um.

Nós ficamos por aqui com este Missão Notícia, mas semana que vem nós voltamos com mais novidades missionárias. Todo o nosso conteúdo está em rtmbrasil.org.br, é o site oficial da RTM. Você pode ouvir as edições anteriores em podcast na sua plataforma digital de preferência. Só pesquisar por Missão Notícia no campo de busca. Se quiser sugerir uma pauta da sua igreja ou organização, entre em contato comigo pelo e-mail.

O meu e-mail é lucas.br.br. Eu desejo a você uma ótima semana e muito obrigado pela companhia. Você acabou de ouvir Missão Notícia? Ouça as nossas edições anteriores em transmundial.org.br. Semana que vem, nossa viagem continua com mais descobertas missionárias pelo mundo.

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