INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM GRANDES BANCOS - LET'S MONEY #098
No episódio #098 do Let’s Money Podcast, Gabriel Pereira recebe Ingrid Coutinho, Senior Product Manager no Itaú.
No programa, falamos sobre como a Inteligência Artificial está redefinindo o papel do profissional de produto e tecnologia dentro do setor financeiro. Ingrid explica por que a IA chega primeiro para os indivíduos do que para as grandes corporações, como o Itaú está utilizando ferramentas como o Microsoft Copilot de forma segura, e o que muda para os PMs que agora precisam ser mais estratégicos e menos operacionais. A conversa aborda ainda o "vibe coding" em projetos pessoais, os riscos de vazamento de dados ao usar IA não homologada, o futuro dos desenvolvedores e a importância do pensamento criativo humano em meio à automação.
Não perca este episódio para entender como se preparar para a nova era da IA no mercado financeiro!
🌐 Acesse nosso portal para mais conteúdos exclusivos: https://www.letsmoney.com.br/
🔗 Assine já a newsletter da Let’s Money: https://lets-news.beehiiv.com/subscribe
🤝 Episódio patrocinado pela Jumpstart. Acesse o site: https://www.jumpstartimmigration.com/pt/
//
👤LinkedIn Gabriel Pereira: https://www.linkedin.com/in/gsspereira/
👤LinkedIn Ingrid Coutinho: https://www.linkedin.com/in/ingridcoutinho/
//
👍 Deixe seu like!
📩 Se inscreva no canal!
🔔 Ative o sino para não perder nenhum vídeo!
//
Redes Sociais:
📸 Instagram: @letsmoneyoficial / @letsmediaoficial
🔗 LinkedIn Let's Money: https://www.linkedin.com/company/letsmoney
#IA #Produto #MercadoFinanceiro
- IA no setor financeiroRedefinição do papel do profissional de produto e tecnologia · Uso de ferramentas como Microsoft Copilot no Itaú · Riscos de vazamento de dados com IA não homologada · Futuro dos desenvolvedores
- Uso de IA no ItaúComunidade de Integração Digital e APIs · Garantia de segurança e qualidade no desenvolvimento · Homologação de ferramentas de IA · Microsoft Copilot
- Projetos pessoais com IAAutomação de tarefas diárias · Construção de aplicativos e plataformas · Importância de entender minimamente de código · Planejamento e overengineering
- Desafios e oportunidades para PMs com IANecessidade de ser mais estratégico e menos operacional · Impacto da IA na criação de documentações · Importância do pensamento criativo humano · Adaptação a novas ferramentas e processos
- Trajetória profissional e IATransição para a área de tecnologia e produto · Importância de PMs mais técnicos · Uso de IA em projetos pessoais ('vibe coding') · Experiência em fintechs e bancos
- Criação de Conteúdo e IAUso do LinkedIn para networking e carreira · Produção de conteúdo em diferentes plataformas (LinkedIn, Instagram, TikTok) · Riscos de comentários e posts gerados por IA · Conexões genuínas versus automação
- Benefícios e casos de uso da IA corporativaInterpretação de imagens e documentos · Hiper personalização · Aumento da produtividade · Human-in-the-loop
- Boas práticas no uso de IAUso de metaprompt · Curiosidade e experimentação · Estudo de repertório fora da IA · Interação com outras pessoas e comunidades
- Comunidade MágicaFoco em interação e compartilhamento · Ajuda a entender e aplicar IA
Fala meus queridos, deixa eu deixar um recado para vocês aqui antes de começar esse episódio. Você que tem interesse em green card ou visto americano, a Jumpstart é a melhor solução. Você precisa conhecer porque é a primeira Legal Tech, fundada por brasileiros que usa bastante inteligência artificial, paralegais e advogados americanos para revisar todo o seu processo no mínimo detalhe para garantir a sua aprovação.
Se por alguma razão você for rejeitado no processo do visto ou do green card, eles têm 100% de reembolso, o que deixa totalmente eles skin in the game para garantir uma melhor application com toda a sua história para que você consiga o seu green card ou visto americano. A Jumpstart é nossa parceira, o link está aqui na descrição do episódio e vocês têm que conferir porque eles são demais. Grande abraço!
Fala pessoal, sejam muito bem-vindos. Esse é mais um episódio do Let's Money Podcast, seu podcast favorito para falar dos bastidores da indústria financeira. Eu sou o Gabriel Pereira, sou host e cofundador aqui da Let's Money e a gente traz semanalmente pessoas que estão construindo o ecossistema financeiro no Brasil e no mundo. Hoje o episódio é super especial.
porque a gente, além de falar de produtos financeiros, de mostrar um pouco os bastidores de uma grande instituição, a gente vai falar muito sobre IA, vamos trocar aqui sobre as aplicações diárias e não só as aplicações feitas por grandes instituições, mas também como você usa isso no seu dia a dia. Então vai ter uma visão tanto de...
de negócio, quanto também a visão do indivíduo, para a gente trazer aqui alguns insights legais sobre como as pessoas estão usando isso na prática. Para a gente bater esse papo, eu estou aqui com a Ingrid Coutinho, ela é Product Manager Senior no Itaú, e também fundadora da Comunidade Mágica, que ela é voltada para produteiros e produteiras, e estão tendo trocas super legais lá, então vai ser legal a gente bater esse papo, prazer ter você aqui hoje, Ingrid.
Oi, pessoal do Let's Money. Obrigada pelo convite, Gabriel. Eu sou mineira, gosto de me apresentar assim. Eu não sou nascida em Minas, mas eu me considero mineira. Fiquei muito tempo lá em Minas, vim para São Paulo agora. Estou como product manager lá no Itaú. Sempre tive o sonho de vir para os fintechs. Fiz esse movimento agora. Posso me chamar de bancária, né?
Nos benefícios aí de ser bancária. E sou empreendedora desde sempre, então acabei de fundar a minha comunidade, que é a Mágica, que é para falar de tecnologia, de AI, de produto. Então estou bem animada para a gente trocar essa ideia hoje. Boa, excelente. Bom, para a gente começar, você já deu um pouco desse overview, mas eu quero entrar um pouco nessa sua trajetória para o pessoal saber também como é que você se torna uma pessoa de produto e principalmente como é que você para...
no ambiente para trabalhar com o IA, né? A gente... É algo muito recente. Provavelmente já vimos por aí aqueles memes de... Exige cinco anos de experiência em Cloud Code. O negócio não tem um ano de vida. Mas eu queria saber um pouquinho mais da sua trajetória até chegar nesse momento atual.
Legal. Eu comecei na tecnologia em 2018, então eu fundei uma startup. Sou engenheira de produção, então na faculdade... A engenheira de produção a gente fala que é quem faz, quem não sabe o que fazer, né? Não sabe o que é da vida, vira engenheira de produção ou administrador, né? Que eu vou tomar rei, porque eu vou... Mas estamos em casa, né? O administrador é o engenheiro. Não, está tranquilo. E aí eu escolhi seguir a área de tecnologia, então já comecei a participar dentro da faculdade.
E aí eu fui para a área da empreendedorismo. Eu sempre tive mais uma veia empreendedora e tal. E aí na tecnologia eu não me encontrava como deve, então não me via programando e tal. E aí até eu faço muito conteúdo sobre isso, né? Como entrar em tecnologia sem precisar programar, porque...
Tem outros perfis, né? Não é só o pessoal ali que gosta das telinhas azuis. Então, eu fui conhecendo a área. Primeiro, eu me tornei Scrum Master. Então, eu ajudava os times na visão ágil, implementação de Scrum, Kanban e tal. E aí, eu conheci o mundo de produtos e, assim, me apaixonei. Eu fantasiei muito em poder trabalhar com tecnologia, mas estar na área de negócio, designer e tal.
E aí comecei. Quando eu dei essa virada para a IA, eu percebi uma demanda do mercado de PMs mais técnicos. Então, o que era mais comum? Um PM que sabe de tela, interface, fluxo e tal. E esse PM técnico estava ficando mais caro. Então, eu fui virando para essa área mais técnica de APIs e tal. Então, tive minha primeira experiência mais técnica no Boticário.
em que eu atuava na parte de integrações. E aí foi quando lançou ali o GPT e eu comecei a mexer. Eu sempre falo que a IA chega no indivíduo antes da organização. Então, muita gente fala, eu não posso usar Cloud Code no meu trabalho, eu não posso usar isso. Tá, mas e no seu dia a dia, nos seus projetos?
E aí foi assim que eu comecei. Comecei os meus projetos usando o IA para vibe codar muita coisa, para melhorar o meu dia a dia, escrever história mais rápido e tal, documentações, o básico ali, né, de escrever texto. E aí eu fui me movimentando, depois eu tive uma experiência dentro de uma fintech também, que é a Remessa. Então comecei a mexer com produtos de IA lá dentro e vim para o banco para cuidar de APIs.
só que a gente agora vai construir APIs com o IA. E aí hoje, no meu dia a dia, na minha comunidade, por exemplo, a minha comunidade eu construí inteira dentro de VibeCode também, codando uma parte e tal. E aí foi até antes do episódio que a gente estava conversando o quanto que a gente consegue fazer muito mais coisa. Então hoje eu sozinha automatizei um monte de coisa só usando IA. Então, fui chegando nessa área.
Muito bom. Na sua primeira experiência técnica, eu queria saber, assim, como que foi o... Pra te dar essa primeira oportunidade, que eu acho que pra muitas pessoas de produto fica esse desafio de conseguir a primeira oportunidade numa determinada área, assim. Mesmo pra quem já é produteiro, assim, a primeira oportunidade em fintech, como que eu faço? A minha primeira oportunidade como técnico, como é que eu faço com isso?
Nossa, todo mundo me pergunta isso, né? Eu vejo que a área financeira, ela prefere pessoas da área financeira. E eu nunca me vi como uma pessoa de finanças, tipo... É que tem uma exigência muito grande de conhecimento de domínio ali, que vai além da parte do produto e... Tem que entender de mercado, você tem que ser uma pessoa antenada com o que está acontecendo, né? Então, poxa...
Seguir canais como a Let's Money, por exemplo, te ajuda a conectar coisas que estão acontecendo dentro de uma grande instituição. Então, a gente precisa... E aí, eu sempre falo, uma boa pessoa de produto é uma pessoa informada, que sabe do mundo, do mercado. Porque não tem como a gente ficar construindo um produto da porta para dentro, né? A gente está sempre pensando da porta para fora. Como esse produto está sendo visto, o que o mercado está falando e tal. Então, minha primeira recomendação, assim, é entender o ramo que você gosta.
É, muita gente me pergunta como que eu fiz pra fazer esse movimento, pra vir pra fintech, depois vir pra banco. Eu acho que a primeira coisa foi entender que a área importava. Então, sim, as pessoas vão preferir contratar pessoas de produto que estão em áreas financeiras.
Porque é diferente a gente trabalhar num produto de e-commerce, por exemplo, que o risco é muito menor, né? Então, assim, a pessoa, ela não compra todo dia, ela pode comprar daqui a uma hora. Já no mercado financeiro, não. Ela quer fazer aquela transação naquele segundo, naquele minuto, né? Tipo, eu fico me lembrando quando a gente tinha que esperar o TED, né? E o DOC. Cara, agora a gente quer receber o dinheiro na mesma hora, no mesmo segundo.
Se o Pix demora um segundo, já é demais. Então, aí a pessoa de produto que trabalha...
Na área financeira, tem que ser muito mais resiliente. A gente tem menos possibilidade para errar. Os testes são muito mais azeitados. Não dá para testar em produção. Eu vim de um setor de e-commerce, de social commerce e tal.
que era muito mais fácil fazer produto, assim, eu vejo. Então, hoje, mesmo não estando numa área estritamente financeira, existe essa cobrança. Então, as APIs que eu cuido, elas não podem ficar nem milésimos de segundo fora, né? Então, como que a pessoa faz para movimentar?
Tentar entrar aos poucos nesse mercado, as fintechs menores geralmente são mais receptivas, né? E a minha escolha profissional foi, tá, como é que eu vou dar o meu primeiro passo dentro de uma fintech? Eu vou entender de um contexto que talvez não seja tão comum, que são as partes mais técnicas, que é dominar IA e tal. Então, o meu diferencial para entrar na fintech, especialmente ali na remessa...
Foi dominar bastante a parte técnica de APIs e IA. Então, foi o meu diferencial. E aí, como que eu aprendi IA? Nos meus projetos pessoais, principalmente. Não dá para a gente esperar a organização, porque a organização tem uma preocupação muito maior, que é com o sistema financeiro.
É muito impacto ali. E ficar esperando isso acontecer pode ser, entre aspas, meio tarde também. Com certeza. Olha o tanto que a gente está avançando, né? Cloud Code aí está super novo, mas a gente consegue fazer tudo. Então, o que eu coloco para a minha carreira? Eu vou ter autonomia para aprender...
Dentro dos meus projetos, mas quando isso chegar na minha carreira, né? Chegar ali no banco e eu começar a mexer, aí eu já vou estar um pouco mais na frente da pessoa que está talvez só esperando, né? Então, eu acho que é isso. Ter curiosidade e sair mexendo. Eu acho que aí, ah, você mexe no seu celular, sabe? Então, não tem muita desculpa. A gente tem que ir mexendo. E aí, aos poucos, a gente vai chegando no setor, né?
Não precisa ser especialista para você conseguir ser contratado dentro de um banco e tal. Eu fiz a trajetória de entrar na área técnica. Então, tem um pouco menos de exigência dessa visão financeira, de mercado, porque eu estou cuidando de produtos mais técnicos. Mas eu vejo que para crescer, eu também tenho que me conectar mais com o mercado, entender mais o setor financeiro mesmo. Senão, eu vou ficar muito apartada ali, né?
Eu queria te perguntar o que você acha que mudou para uma pessoa de produto ser mais técnica agora com a IA? Ficou mais fácil? Ficou diferente? A exigência mudou? Porque eu imagino que um dos gargalos era justamente...
você ter um pensamento mais sistêmico, você conseguir quebrar histórias que tivessem sentido para os desenvolvedores, etc. E hoje eu imagino que você tem alguma certa facilidade também na hora de montar esse tipo de coisa e entender. Eu vejo muito pelos exemplos das coisas que a gente constrói aqui que quando a gente não entende o código...
que é a maior parte das vezes, porque não é de código. Mas eu sempre peço para gerar documentações e explicações para que eu consiga entender. Então, sei lá, o tagueamento do site que a gente fez ou os sistemas que a gente desenvolveu, eu falo, olha, agora monta uma documentação explicando cada pedaço para eu entender.
E isso me dá um ganho absurdo de velocidade, até de aprendizado sobre aquilo que estava sendo produzido. Aí o pessoal fala, mas o PM faz só documentação. Então, o que o PM vai fazer? Então, eu vejo assim, mudou tudo. Mudou tudo, a forma como a gente trabalha. Já tem muita gente falando de squad híbrida também. Então, vai ter um product designer que é um agente de IA para te ajudar a fazer tela. Vai ter um agente de escrever documentação. Então, eu acho que ficou.
mais fácil de fazer o trabalho operacional, mas mais difícil de você ser estratégico. Então, você não vai conseguir mostrar mais seu trabalho pra mostrar pro seu chefe lá, olha aqui as documentações que eu fiz. Isso aí, como a gente falou, o Cloud Code ali, o agente, né? Qualquer IA vai fazer em minutos, né? Então, eu acho que melhorou a forma como a gente trabalha, porque eu, pelo menos, não gasto mais tempo escrevendo documentação. Eu...
Estou investindo meu tempo em estudar, estudar sobre o mercado. Então, para eu ser uma boa pessoa de produto, tenho que ser uma boa pessoa de negócio. Então, tem que ter letramento e tal. Mas dificultou para aquelas pessoas que não são estratégicas, né? Porque aí a cobrança agora é diferente. Tá, o que move o ponteiro, né? Em banco, né? O que isso aqui melhora na estratégia do banco, né? Como que você pode entregar mais valor e tal.
É como em alguns casos, tá? Mas é como se tivesse saído amuleto, assim. Não tem mais desculpa, assim. Você não está mais atolado com a parte operacional. Você tem tempo para pensar. A estratégia, isso pode ser novo. Algumas pessoas podem se dar super bem nesse cenário e outras podem ver que, de repente, aquilo ali... Não é o que é que é. Exatamente.
Nossa, assim, tipo, às vezes eu converso, né, nas minhas mentorias, ah, meu trabalho, eu gosto mesmo é de escrever história, eu gosto mesmo é disso. Aí eu falo, talvez então você vai ter que ir para uma área mais operacional, porque eu vejo a área de produto, todas as áreas ficam mais estratégicas, né, quando a gente tira essa demanda operacional, igual atendimento. Eu converso muito com as pessoas de atendimento, CX, CS, poxa, se agora eu não tenho que ficar, talvez eu terceirize o N1, o atendimento principal ali.
Terceira, izei isso para uma IA. O que eu vou fazer como pessoa de atendimento? Eu tenho que analisar dados, eu tenho que pensar, construir estratégia e tal. Então, se a pessoa tem uma visão mais operacional, eu acho que a IA vai incomodar mais. Porque agora a gente está cada vez mais movido. Se antes eu gastava 40% do meu tempo fazendo documentação, o ideal é que eu gaste o quê? 10%, 5%?
E o resto eu tô fazendo o quê? Tô em reunião só, né? Porque é o PM, ele só faz reunião. Eu tô criando estratégia, pensando, desenhando, né? Eu mesmo, assim, eu tenho saído do computador também. Poxa, sento, penso, desenho um fluxo pra exercitar um... Pra meu cérebro não morrer, né? Porque a gente tá terceirizando tudo. Meu cérebro continua ativo. E aí a gente...
ser feito porque o humano é feito mesmo, pra ser criativo, construir relações, né? Então, assim, eu vejo que incomoda muita gente, porque agora a gente não vai ser mais cobrado de volume, assim. Ah, isso aí, cara, é o básico. Você tem que fazer 15 histórias. Não pode virar um gargalo. Ah, eu não vou conseguir entregar porque eu tenho que ter tempo de escrever isso. Não vai. Então, a gente tem que ser mais estratégico e eu acho que isso é o difícil, né? Pra qualquer profissional. Com certeza.
E hoje, queria que você contasse um pouco mais do seu papel no Itaú e pudesse falar assim também, porque assim, tem muitas APIs lá dentro, né? Então, que tipo de APIs vocês estão construindo, quais vocês olham, são todas ou quais que passam por vocês? E falasse um pouquinho também de quem são os clientes, né? Quem consome os produtos que vocês constroem na área que você está hoje.
Legal. Eu estou numa comunidade que chama Integração Digital. A gente cuida de todas as APIs do banco. Então, é uma baita responsabilidade. A gente faz com que todos os serviços sejam criados, editados e entregues. Então, todo o volume de API...
passa pelo nosso time, tem uma importância muito grande de construir uma plataforma segura, né? Apesar do meu time não ser responsável por o seu Pix chegar bonitinho, o meu time cuida de toda infraestrutura para garantir que é seguro, né? E agora a gente tem fomentado muito o uso de IA. Então, no momento que todo o código era escrito por pessoas, isso já é passado, né? Não só no Itaú, mas em todos os...
os sistemas, a gente tem uma visão agora de que essa pessoa é responsável por garantir a qualidade. Então, a gente quer que a pessoa desenvolvedora entenda se aquilo é seguro, se aquilo tem qualidade, se segue as normativas de segurança do banco.
Uma coisa que eu tenho visto é que é muito mais rápido, sim, escrever código, mas agora a gente gasta mais tempo revisando, né? Porque não dá para confiar 100%, especialmente quando estamos falando de algo tão importante, né? Como o sistema bancário.
Então, o meu time, ele cuida exatamente disso e o meu cliente final é a pessoa desenvolvedora. Para mim, isso é novo, né? Então, antes o meu usuário, ele estava ali mexendo num aplicativo, né? E tal, agora o meu usuário, ele está sentado na cadeira codando. E eu tenho que pensar na melhor experiência para ele, né? Como escrever um código, como usar APIs, principalmente olhando para a inteligência artificial. Então, como fazer isso mais rápido?
mas a gente também não quer criar uma pressão. Então, o movimento é como a gente pode otimizar e evitar custo mesmo, mas garantindo a segurança, a qualidade. Então, a minha área cuida de quem constrói. Então, é um pouco diferente. Tem muita gente que não gosta de trabalhar com produtos internos e tal. Mas, para mim, eu tenho visto como uma oportunidade muito grande de gerar impacto.
dentro do que a gente está entregando para fora. Então, a gente fica um pouco mais confortável do que as áreas de negócio também, que tem muita cobrança ali, geralmente, para a meta e tal. E o Itaú é um mundo, né, gente? Então, tudo que eu falo é muito do que eu estou vivendo, né? São 100 mil funcionários, 100 anos de empresa e tal.
E eu vejo que cada área é um mundo, o quanto que é averso ou não a inovação, a teste e tal. Então, na minha experiência, tem sido assim. Esses são os meus clientes que eu tenho visto. E dentro do que você puder falar, obviamente, como é que vocês têm usado IA? Porque eu sei que...
O Itaú tem muitos modelos que ele tem construído próprio e formas, etc. Tem áreas dedicadas a isso. Tem programas de bolsista de mestrado, doutorado, etc. De pesquisa, etc. O que você pode contar de como está sendo usado em linhas gerais versus para os indivíduos também? Olhar um pouco esses dois lados.
Cara, vou começar falando dos indivíduos. Eu acho que a Microsoft tem ali um equipamento de IA também muito legal, pouco explorado, eu vejo. Eu mesma vim de uma área de muito Google e tal, eu demorei muito a me adaptar a Microsoft, Copilot. Eu sei que Copilot tem muitos haters, mas eu tenho gostado muito da forma como, principalmente, o banco tem investido mesmo em estratégias para a gente usar IA.
e conseguir melhorar o nosso trabalho. Então, poxa, recentemente teve até uma apresentação de um diretor da Microsoft que foi lá no Itaú, falando o que eles estão construindo para o Copilot entregar isso, entregar aquilo, como que a gente constrói apresentações, usando a inteligência artificial e tal. Então, a forma como tem se organizado, tanto na área de produto, que é o que eu vivo, mas vejo em todas as áreas.
E eu vindo para um banco, eu saí de uma startup e vim para um banco grande, eu tinha uma visão que ia ser muito mais engessado, mas não. O Itaú está muito modernizado, a gente usa muito e há os 100% do tempo e é muito incentivado que a gente compartilhe sobre isso. Então, eu mesmo tenho sido multiplicadora. Olha, eu uso o Copilot para isso, para isso, para automatizar tarefas. Então, a gente explora muito isso. E no produto, no meu caso, do código, a gente está usando as tecnologias...
mais novas, assim, tem claro o que eu vejo, né? A gente tem um tempo de homologar aquela ferramenta, então não é do dia pra noite que a gente consegue usar uma ferramenta nova, mas o que eu mais vejo de interessante é que as lideranças estão preocupadas com isso. Então, lançou uma ferramenta nova, o time de segurança ali vai analisar e se tiver a segurança necessária ali pra gente usar, a gente vai colocar. Então, uma coisa que eu sempre falo, a gente tem que ter cuidado... Só de acompanhar.
A agenda do Cloud, por exemplo, da Antrofi, que é... Isso é uma loucura, né? Todo dia tem um lançamento novo. Eu queria muito ter os bastidores de conta isso no banco, mas eu não tenho. Mas assim que lançou, a gente já começa a ver, né? E aí, vai ter Cloud Code aqui? Vai ter não sei o quê? As ferramentas de Vibe Code, a gente sabe que dificilmente elas são homologadas nas empresas. Então, nenhuma empresa que eu trabalhei homologou uma ferramenta de Vibe Code.
Mas o que eu vejo é o interesse, assim, em colocar, em melhorar o nosso dia a dia. Então, poxa, uma pessoa de produto que ela não era técnica. Hoje a gente tem ferramentas homologadas como o DevIn, que é também o VibeCode ali, ajuda o Dev e me ajuda também, que eu consigo fazer código. Eu faço PE, eu faço push, porque eu tenho essa ferramenta. Então, a gente, hoje, a principal ali é da Microsoft, né? O Copilot. Então, eu venho explorando ainda. Eu tenho pouco tempo de banco, eu estou com cinco meses de banco.
Mas o que eu queria deixar mais claro aqui, poxa, você está numa empresa, é usar o que está homologado. Porque senão, eu já vi caso de empresa que teve o chat EPT hackeado.
E aí, quando hackeia, se a pessoa colocava dados sensíveis, entra. Então, assim, eu já dei consultoria. Empresas que tinham vazou código no chat de IPT, a galera hackeou e usou. Então, assim, o que pode usar, mas não se limitar a isso nos seus projetos pessoais, você vai testando as coisas, porque aí não tem risco, né? Eu não estou dentro de um banco. Mas é isso, a gente tem usado bastante.
E o meu time, ele não está muito colado no time de inovação e de IA, mas a gente bebe da fonte. Então, tudo que lança de novo. E, assim, a velocidade de lançamento só tem aumentado. Poxa, surgiu uma coisa nova, a gente já vê as conversas dentro do banco. E aí, aos poucos, vai chegando na nossa mão para a gente conseguir usar com segurança. Legal.
E você comentou sobre o Copilot, eu nunca usei, assim. Na prática, a minha ideia sobre ele é muito um autocomplete, assim. Você já está fazendo o código e ele te ajuda a finalizar. Como que ele é na prática e como ele é diferente, talvez, de outras ferramentas que você usa fora do banco?
Legal. A gente tem o Copilot ali da Microsoft, que ele é uma IA generativa mesmo, tipo chat GPT, tipo cloud. Então, a gente usa... E acabou de lançar a Microsoft, acabou de lançar o Co-Work também, dentro do Copilot, então é bem legal. Ele consegue acessar seus arquivos e tal.
E tem o outro Copilot, que é o do VS Code, que é a IDE, né? Que é onde o Dev coda. Então, para quem não é técnico, o Dev tem um ambiente ali que ele entra e vai codando. E aí tem o Copilot. Mas o interessante é que ele é uma IA generativa também. Então, já não é mais um autocomplete. Ele já entende o contexto. Você consegue colocar skills lá dentro também. Legal. Então, poxa, uma skill que eu criei de um contexto de negócio...
eu consigo usar lá dentro, e aí ele tá me ajudando como se tivesse dentro de uma IA generativa, um chat e PT da vida, mas com todo o contexto de código mesmo. Então, assim, tá? Um dev que usava ali 20 horas pra codar, ele já vai diminuir muito o tempo, é muito mais rápido, é muito mais fácil também.
Hoje você está há pouco tempo, mas você passou também outras empresas olhando para isso. O que você já viu de benefícios ou de cases legais usando o IA dentro do ambiente corporativo?
Olha, o que eu vejo, assim, interpretar imagens e documentos, né? Então, para quem é do setor financeiro, a gente sabe que a gente precisa de muita documentação, né? Então, poxa, ali na remessa, né? Que a transação financeira é entre países. Poxa, tem um monte de documentação. Então, aí, ah, vem para isso. Será que precisa um humano ler toda a documentação, né? Será que precisa de entender chinês para, às vezes, ver uma invoice que veio da China? Então, o principal caso, assim, que eu já tive de experiência.
É interpretar. Então, a gente tem o OCR aí, né? O OCR, que te ajuda a interpretar imagens. E isso hoje tá avançadíssimo, assim. Avançadíssimo. Você consegue simular muito interagindo com o chat-pt, com o cloud. Eu fico besta, assim, que ele interpreta até... Às vezes eu mando uma foto e peço, ele interpreta até se eu tô sorrindo, se não. Então, isso avançou muito. De um ano pra cá, a gente consegue interpretar sentimentos, sinais e tal.
Se a imagem não está muito legal de entender, é fácil. Então, de case, assim, poxa, se a gente demorava sete horas para analisar uma imagem, agora está literalmente cinco minutos. Porque a IA faz, a gente continua com o human the loop, né? Eu sempre gosto de trazer essa visão. Nem tudo a gente consegue automatizar. Então, o IA é diferente de automatização. Muita gente confunde, né? Ah, eu vou, eu posso usar IA para automatizar, tanto eu posso automatizar sem IA.
O melhor dos cenários é quando eu automatizo e a IA me ajuda a fazer o processo mais rápido e tal. Mas eu vejo oportunidade nessa parte. Uma coisa que eu tenho ficado fissurada, assim, estudando, é a hiper personalização. Então, com a IA eu consigo entender o contexto, saber de onde essa pessoa veio. E não só para o mundo financeiro, mas para tudo, né? O meu cliente, ele não é mais uma página em branco.
eu consigo acessar um crawler para ver a rede social dele. Então, eu vejo muito o uso de IA para a produtividade, que é um pouco mais clichê, mas é isso. Interpretação de imagens, assim, foram os cases que eu mais gostei de trabalhar. Então, um documento, criar documentos, fazer verificações. Então, a gente precisa saber se a pessoa, por exemplo, não tem...
Um envolvimento policial, por exemplo. Então, a IA te ajuda a entender, a buscar os processos. Então, eu tenho visto nesse sentido, sim. Legal. Eu queria perguntar agora, passando um pouco para o lado de projetos pessoais, como é que foi um pouco desse começo da...
da jornada, desde empreender, mas quando é que você começa a aplicar ali IA, quando é que você vê que é uma oportunidade, que ferramentas que você já testou, eu queria que você contasse um pouquinho também. Legal. Olha, eu sempre fui muito inquieta, porque a primeira vez que eu tive contato com inteligência artificial foi em 2018, na minha startup.
E o que a gente queria era usar a IA pra aprender novas habilidades. E eu lembro de um pitch que a gente fez, a minha startup, a gente participou de uma competição internacional. Eu fui pra Malásia, por exemplo. Caramba, que legal. Cruzei o mundo. E aí o nosso pitch falava que as próximas profissões, elas ainda não existiam. Então, que a profissão do seu filho, do meu filho, ela não existe ainda. E aí isso ficou muito na minha cabeça, assim. Falei, gente, o que é esse trem de IA? Deixa eu entender, né?
E aí comecei a estudar, ainda estava muito incipiente, né? Veio o GPT 2022 ali. E eu adotei muito rápido, então eu comecei a mexer. Eu costumo falar que quem é preguiçoso a IA, geralmente é a early adopter, porque a gente quer facilitar ali. E eu fui assim, eu fui seguir esse caminho. Falei, poxa, não quero ficar escrevendo isso aqui. Tem alguma coisa para me ajudar e tal?
E isso foi me aprofundando e o que eu queria entender é o que era a IA por trás, sabe? Eu recomendo muito, inclusive, a galera ter um pouco mais de curiosidade pra gente não ser analfabeto digital, analfabeto tecnológico, né? Então, a IA é um conjunto de probabilidades e de modelos que, no fim, é zero e um. Isso, pra mim, é fantástico, assim. Como que ela tá criando as palavras, sabe? Vem uma letra após a outra e tal. Eu fiquei muito curiosa com isso, comecei a aprofundar.
É, e aí eu comecei a ver oportunidade, né? Então, poxa, eu crio isso aqui com 20 minutos. Será que eu não posso fazer um projeto pessoal, né? Quando surgiu o Vibe Code, aí eu enlouqueci. Eu falei, meu Deus do céu, eu não sou técnica e agora eu consigo construir as coisas? Consigo construir uma página que antes demoraria, tipo, meses ou tinha que investir? Eu lembro a primeira vez que eu fiz uma página com Vibe Code, uma landing page. Fiquei, gente, que isso? É muito bom.
Posso, né? Sem conhecer código e tal. E aí eu fiz dois caminhos, de experimentar muito, então ir construindo. Então eu sempre empreendi. O meu primeiro veio ali de empreendedora na minha área, foi dando mentorias. E aí eu vi, tá, como que eu posso automatizar a marcação dessas mentorias? Aí eu fui estudando, tá, posso usar essa ferramenta. Tá, mas eu não quero só automatizar a marcação, eu quero que pegue o contexto que a pessoa me enviou e também me ajude no roteiro da mentoria. E aí eu fui estudando.
Logo, eu quis criar realmente aplicações. Então, a primeira vez eu construí um aplicativo que interpreta avaliações no Google Review. Então, isso me ajudou a entender como que as APIs funcionavam. Então, olha como o projeto pessoal, ele te ajuda na área que você está, depende do projeto que você escolheu. Então, eu estava nesse mesmo momento mudando para uma área mais técnica e também eu estava tendo que codar APIs mesmo. Então, eu estava aqui batendo na API do Google, batendo na API do WhatsApp.
que é uma loucura, né? Todo mundo que já mexeu com o WhatsApp sabe. E aí eu tava ali, poxa curiosa com o que dava pra fazer e aí recentemente, né? Acho que foi o passo mais desafiador assim que eu dei foi construir minha comunidade toda então eu vi várias ferramentas do mercado estudei a Circle, estudei várias Hotmart e tal
Não fiquei feliz com nenhuma. Ficou um bom produteiro, queria construir a minha. E aí, falei, tá, e se eu construir ela, né? E se eu vibe codar ela aqui? E aí, uma coisa muito importante, gente, a gente precisa entender minimamente de código, tá? Não dá pra gente se aventurar em construir uma coisa segura. Olha o tanto de vazamento que teve, né? Agora até do Cloud mesmo, enfim. Então, eu entendo, eu consigo ler o código. Muitas vezes eu abro o código e mudo, né? Com o meu próprio entendimento ali.
E aí eu comecei a fazer. E agora eu estou maravilhada, assim. O tanto a gente... Poxa, uma feature que, geralmente, quando pedem para a gente como PM dentro do squad formal, demora duas semanas, agora a gente faz em minutos, né? É engraçado que o próprio Claudio, às vezes, ele dá umas estimativas em tempo humano, né? Aham. Ah, esse projeto vai levar três, quatro semanas. Eu falo, cara, não vai.
Vai demorar uma noite, vambora. Faça, meu filho, trabalha porque você não dorme. Exatamente, são tokens, vambora. O cálculo é em token, não é em semana. Não é em semana, não é em pessoa. Você não tem família, você pode cair enquanto eu ficando. Fizeram um chicote agora, cara, e aí fica um chicote assim na tela.
E aí você clica, ele dá uma chicotada no Cloud e manda um prompt para ele acelerar o que ele está fazendo. Mentira, ele colocou o chicote no Google. Fizeram isso. Aí ele ficou... Falei, cara, um dia essas máquinas vão tomar o poder aí, cara. Eu já não dou bom dia para o meu. Não sei se você dá. Se a gente não dá bom dia, ainda põe chicote quando eles vão estar... Eu não gasto o token com bom dia também. Não, eles vão voltar para a gente.
Mas é assustador, porque teve um tempo atrás, eu tinha uma feed que eu queria construir, e eu achei que eu ia levar quase que, sei lá, 15 dias, um mês pra fazer.
porque na minha cabeça era muito complexa. Eu falei, ah, deixa eu começar um planejamento aqui. No final do planejamento eu estava pronto. É. E aí, porque eu estava discutindo como que eu gostaria que fosse, e aí quando eu vi ficou pronto, no mesmo dia, assim. No mesmo dia. Então foi me assustador, assim. Esse é um ponto, né? É muito importante planejar, né? Eu, às vezes, eu já quero sair botando já no modo hard ali de build mesmo, mas o planejamento é muito importante. Então, um exemplo que eu vendi minha plataforma e tal...
comecei a receber os alunos, e aí você começa a receber os feedbacks, né? Aí um mentorado meu botou assim, ah, sabe aquele olhinho de senha? Eu queria que tivesse aquele olhinho e tal. E é legal, porque eu fui lá e botei implementar, não sei o quê, não sei o quê. E aí fiz o build. Em dois minutos o negócio tava pronta. Eu fiquei tipo assim... Ah, isso é muito legal. Meu Deus do céu. Mas aí com features mais complexas, né? Igual hoje de manhã eu tava trabalhando...
para automatizar e-mails. Então, eu queria, tipo, ah, entrou, tem... Fazer mensageria. Exato. E aí, poxa, isso já é uma coisa mais complexa. Tem que analisar o status do aluno, se o aluno está inativo ou ativo, cancelou, reembolsou, eu tenho que tirar. Então, aí eu uso muito o planejador, que é muito bom que ele vai te perguntando, você vai interagindo. Aí você vê que, às vezes, é mais complexo. Ou então, ele está construindo uma coisa mais complexa do que você queria. Isso é muito comum. Então, o overengineer...
Com a IA, isso a gente luta muito também, tanto no banco, no geral, para não ficar construindo coisas megalomaníacas, né? Porque como a gente tem tempo agora, pode ser que a gente fique ali construindo, vai codando um projeto imenso, gastando token que não vai ser utilizado. Então, também tem uma veia de, poxa, eu preciso economizar, né? Preciso botar ele para fazer coisas que não têm sentido.
Então, eu vejo isso, assim. Acho que a gente tem muita oportunidade. O dia a dia, né? Melhorou muito. Depois que a gente demorava muito tempo, agora a gente tá muito mais rápido. E tem essas ressalvas, né? De como utilizar também.
Para quem nunca construiu algo do tipo, se você puder pegar um exemplo, seja de feature ou da comunidade inteira ou de outra coisa que você construiu, pudesse contar um pouco desse flow, como é que ele funciona, o que você costuma dar de instrução, etc. Acho que é legal compartilhar umas boas práticas também.
Legal. Eu gosto de usar o que eu chamo de metaprompt. Então, você quer fazer alguma coisa, pergunta para ele como faz. Eu já não uso mais o Google quase. Eu vou ali no meu cloud, pergunto o que ele acha, como que eu faço. Então, a primeira dica que eu dou é usa ele para você perguntar possibilidades.
Porque eu acho que o mais fantástico da IA é que às vezes a gente não sabe o que ela pode fazer, né? É tudo tão novo que do nada... Ah, ela pode entrar no meu computador e acessar pra mim um site? Sim, ela pode. Então, se você perguntar pra ela, ela vai te falar. Ou, o melhor, conversar com as pessoas. Sair também ali do TEC.
Então, comunidades ajudam muito, né? Então, eu estava aqui antes do podcast, sabatinando o Gabriel para saber o que você faz, como é que você usa. E é assim que a gente aprende. Então, ele foi e contou para mim, não, o meu, Claudio, faz isso já. Aí eu fiquei, uai, nem sabia. Então, eu já vou chegar e já vou perguntar para ele, olha, eu quero fazer isso, como que eu posso? É engraçado, né? Eu não sei você, mas eu fico brigando com o meu, porque ele fala, não, eu não posso fazer isso.
Aí eu falo, pode sim, que eu sei que alguém que fez isso usando você. Por que você não está fazendo?
Ontem mesmo eu estava perguntando se ele tinha integração com o Notion, ele falou que não. Eu falei, tem integração? Eu olhei a documentação, está falando que tem? Ele, ah, é, eu tenho, você só não está vinculada. Então, assim, a gente tem que ir perguntando, conversando com as pessoas, então, como que você usa, o que você faz, né? E a primeira é isso, ter curiosidade, começar a mexer, perguntar para ele o que dá, e aí se arriscando.
Eu acho que é o lugar pra você se arriscar dentro da organização? Não é, eu não vejo, sabe? Não dá pra gente ficar futicando e...
arriscando muito. Dentro de um lugar que a gente depende de muita coisa, tem um roadmap planejado e tal. Agora, minha vida pessoal, eu tô ali, sabe? Tô no meu final de semana, perguntando o que ele faz e tal. Eu vejo muita gente que automatiza coisas. Eu tenho uma dev que ela falou assim comigo, eu quero automatizar o pedido de reembolso do meu plano de saúde. Aí eu falei, gente, genial, um negócio chato e tal.
E aí eu posso automatizar isso. E às vezes você nem pensa, né? Coisas que você faz no seu dia a dia, que é muito chato. Sei lá, comprar ração para o seu gato. Você pode mandar o seu CloudCore e fazer isso, né? Ele vai entrar lá, se você tiver homologado, autenticado, ele vai comprar para você. Às vezes você não precisa assinar, né? E pelo Cowork, você pode criar uma automação, sei lá, no CloudCode, que ela vai rodar em batch, etc., vir uma funcionalidade.
Ou se você não quiser automatizar, mas é o nível mais básico, você abre o coworking e manda ele fazer para você no navegador. E ele mexe. A gente colocou aqui, e para mim foi muito assustador, o tagueamento do site inteiro. Eu falei assim, olha, eu sei o que eu quero.
Não sei como fazer. Aparentemente não tinha uma API que eu pudesse fazer por API. Mas o navegador tá logado. Pode abrir aí e mexer. Deixei. Dá seu segundo. E aí deixei rodando lá. Rodou por algumas horas. Quando eu voltei, tava pronto. Olha.
Isso aí pra mim é fantástico, não tem como não ser fã de tecnologia, porque ela pode, muita gente fica, que curso eu faço, será que você precisa de um curso, ou será que você não pode só meter as caras, começar a mexer, muitas coisas não são triviais. Acho que o principal é até estudar coisas que não são de ar, porque vamos dizer assim, quando você fala que na sua trajetória você foi o Scrum Master...
que você aprendeu lá, hoje você consegue, por exemplo, aplicar para criar como que os agentes vão trabalhar, para ter uma lógica de organização de trabalho, para a pessoa que, por exemplo, adora fazer a parte de histórias, como é que ela cria as histórias para poder deixar isso num esquema que os agentes vão pegando uma a uma para executar. Então, o quanto mais você tiver de repertório fora da IA, acho que vai te ajudar a tirar mais da IA, né?
Não, Gabriel, eu não poderia concordar mais. Essa parte de repertório, bagagem, te ajuda muito a pensar em possibilidades. Então, conversar com as pessoas, ler. Esses dias eu gravei um podcast também que a gente estava falando que Sherlock Holmes ajuda mais a contar histórias e ser uma pessoa boa de produto do que às vezes ler o Marty Kagan ali, apesar de eu ser fã do Marty Kagan.
Mas são coisas que vão casando, né? Então, se eu estudo fluxo, para mim, você tem que entender de fluxo, né? Para você que quer empreender, quer ir para a área de tecnologia, você tem que entender o que vem depois, o que é obrigatório ou não. Então, em cima disso, como que eu vou construir uma automação no cloud se eu não entender de fluxo? Às vezes, ele está fazendo uma coisa que ele acha que é melhor e tal, e aquilo ali está péssimo, né? Não está produtivo, né? Não é o melhor caminho. Então, é mexer, ser curioso.
Mas é o que você falou, estudar fora, ter repertório, conversar com as pessoas. Então, às vezes, uma conversa que a gente teve aqui de 20 minutos já é melhor do que eu ter feito o curso de Skills da Antropic. Então, já é uma recomendação também que eu deixo. A Antropic tem vários cursos gratuitos. Eu acho, se não me engano, são mais de 15 cursos. E são cursos bons, direto ao ponto. Me ajudou muito na construir Skills, por exemplo.
Então, eu mesmo construo as minhas Skills com coisas que estão no meu segundo cérebro e tal.
Mas eu tenho uma base também ali. Mas precisa assistir o curso? Às vezes não, assiste uma parte ali, entende. E aí o resto eu vou perguntar. Gabriel, como é que você fez a sua skill lá? O que você usou para fazer isso? É muito melhor do que ficar ali no computador só. Eu tenho visto muito... Eu acredito que daqui para frente a gente vai ter cursos, na verdade, que são skills. Então eu vou ter um curso. Eu posso montar um curso do que eu quiser.
Mas é como se ele fosse um programa e você instala no seu computador e o curso vai interagindo com você e vai te explicando e você vai fazendo mais coisas ali, etc. Então eu acho que daqui a pouco a gente vai ver isso. Ah, tem um curso ali baratinho que na verdade é uma skill. Você baixa ela e no final do dia você está com o seu caso, com o seu estudo que você queria fazer pronto, mas você aprendeu durante o processo, sabe?
Totalmente. Eu sou assinante da escola do Jonas, que é para empreendedores. E aí eu peguei os cursos dele e estou transformando em skill. Porque ele ensina como construir, então ele ajuda a criar um framework ali. Aí eu peguei os cursos, transcrevi e virou skill. Então eu acho que eu também consumo muito conteúdo de como criar conteúdo. Então eu comprei um curso que ela ensinava a criar imagens com IA.
Então você tem que ter muito cuidado com o prompt, o personagem que você é. Se você quer aquele... Por exemplo, poxa, eu tô de brinco na foto. Se eu não falar nada, ele vai... Aí teve uma foto que eu usei que eu tava de fone. Aí eu pedi pra ele criar uma foto minha no escritório. Aí ele botou eu no escritório de fone. Então essas coisinhas... Aí eu fiz a mesma coisa. Comprei o curso da menina, que foi baratinho. E transformei em skill, botei dentro do meu cloud.
E na hora que eu tô construindo imagens e tal. Ou no Nanobanana também, que eu amo pra usar imagem. Eu uso isso. Então...
Tudo virou, né, Iá? E aí eu queria, né, que a gente pudesse injetar skill, né? Até fiz um post que disse, eu vou correr 30 quilômetros em junho. Eu queria que tivesse uma skill, assim, aprender a correr. Porque eu já estou acostumada que no cloud eu consigo fazer tudo. Então, até agora tudo é skill, né?
Eu queria que você contasse um pouco dessa sua trajetória também de conteúdo. Eu sei que você tem bastante produção, tem podcast, tem, enfim, tá num programa dentro do Itaú também. Queria que você contasse um pouco dessa história pra gente.
Olha, eu sempre fui blogueirinha de LinkedIn. Sei que tem gente que não gosta, que tem ranço, né? Fala, é LinkedIn e tal. Eu amo LinkedIn. Eu sou, acho que, fora da casinha aí dessa galera. Eu comecei a produzir conteúdo. Eu ainda não era estudante de engenharia. Sempre vi o LinkedIn como uma oportunidade. Porque, pra mim, é genial você ter um perfil profissional, sabe? De você poder se posicionar como você.
quer ser visto e tal. E vi ali uma oportunidade, já comecei a produzir conteúdo, tipo, o que eu estava aprendendo na faculdade, estágio, tudo. E aí fui crescendo. Eu usava muito pensando na carreira profissional mesmo, então, CLTzão. Das milhares de empresas que eu já trabalhei, a maioria veio pelo LinkedIn. Então, me trouxe um retorno, assim, muito rápido até. Eu fui crescendo, as pessoas foram me conhecendo e tal.
ia recebendo convite pra palestra, então eu sempre quis seguir esse ramo de comunicação. O meu sonho grande é ser apresentadora, ter um programa na TV. Ah, legal. Então, eu fui somando os esforços ali, mas eu não queria mostrar a minha cara. Então, gente, pra quem tem vontade de produzir conteúdo e não quer mostrar a cara, o LinkedIn é muito bom, porque ele ainda não é muito bom pra vídeo, ele performa menos em imagem e tal.
Então, eu passei muitos anos, de ali 2016 até o ano passado, sem nunca mostrar a minha cara. Era a minha foto do LinkedIn e só. Só produzia texto, muito texto. E aí, eu fui aumentando também o volume, né? Então, antes eu postava, sei lá, um conteúdo por semana.
Aí eu fui me desafiando, tá bom. Quando a IA chegou, eu falei, pronto, agora eu posso todo dia. Então, construí minha skill, construí meus projetos, tudo de escrever do jeito que eu escrevo. Aí fui extraindo todos os meus posts pra ela entender como eu escrevo e tal. E aí eu fui aumentando. Ano passado, eu fiquei mais com vontade de mostrar a cara e fui pro Instagram e pro TikTok também. E aí, assim, o que eu vejo, né?
O TikTok e o Instagram, principalmente o Instagram, as pessoas têm mais apetite a comprar, né? O LinkedIn não, é uma rede profissional. Então, muitas vezes as pessoas estão querendo aprender, fazer networking, comprar ainda não, pelo menos não no meu público. E aí, o Instagram é outro mundo, assim. As pessoas estão acostumadas com anúncio, com compra, com venda direta e tal. E aí, fui empolgando, assim. No LinkedIn, eu cresci...
muito nos últimos dois anos. Eu ganhei mais de 8 mil seguidores nos últimos dois anos. Hoje, o meu volume de posts é insano. Eu estou postando dois a três posts por dia. Eu tinha uma visão que não era legal postar mais de uma vez, que ele gongava, sabe? Mas não... Há um tempo atrás, era um pouco isso mesmo.
Agora não, menina. Acho que ele entrega para outros públicos, sei lá. Então, se eu tenho, sei lá, estou falando de empreendedorismo e de produto, no mesmo dia ele vai fundir ali, ou IA e empreendedorismo, por exemplo. Então, ele não compete entre si, os postos continuam performando muito bem.
Dei a doida de postar domingo. Um post meu viralizou no domingo. Achava também que não dava certo. Então, assim, eu acho que o LinkedIn, ele é mais justo com as contas. Então, o Instagram não, né? Ele é injusto, assim. É uma conta que tem 100 mil seguidores e posta o vídeo, o vídeo ruim. E ele performa bem. O LinkedIn não. Então, assim, o meu primeiro post que deu 200 mil curtidas, eu tinha 3 mil seguidores.
Então, assim, ele realmente potencializou pelo conteúdo e tal. E hoje eu vejo, assim, muitos posts meus vão muito bem e criadores com mais seguidores que eu não têm tanto resultado. Então, eu acho uma rede para quem quer, né? Hoje eu uso para criação de conteúdo também o meu CNPJ.
Mas, para a carreira CLT, foi, assim, transformador. Muitas entrevistas, processos seletivos que eu fui chamada pelo LinkedIn. E o melhor, networking, né? Amigos, eu fiz muito amigo no LinkedIn. Então, pessoas que eu vejo, sabe? Eu vejo a pessoa postando e falo...
Ah, gostei. Essa pessoa, eu vou virar amiga. Eu tenho uma amiga que é a Paula, que a gente se via, assim, e a gente comentou um na outra, depois ela falou, eu acho que a gente seria boas amigas. Aí eu também, acho, e aí a gente morava perto, agora a gente tá mais longe. Eu sou de Juiz de Fora, ela é do Rio, e aí a gente se encontrou, então convidei, ela falou pra mim assim, ah...
Queria muito fazer palestra, mas eu não sei como começar. Eu fui e chamei ela pra palestra num evento que eu tava organizando e tal. Então, assim, às vezes você tá cansado do LinkedIn pra trabalho, usa pra fazer amigos. Às vezes tem um povo aí que trabalha com a mesma coisa que você que trabalha, né? E aí eu uso a Paula pra ficar desabafando, né? Tipo, ai, nossa, hoje eu te fiz uma reunião, assim, assado. Fui usando pra isso. E você, olhando, assim, pra AI, como as pessoas estão usando, não dá um certo receio, assim, porque...
A gente, nos nossos próprios posts de notícia, eu vejo muita gente respondendo com IA, assim. Só que eu vejo que a resposta claramente tá meio fora do tom, assim. Tá estranho. Mas eu tô vendo isso, assim. Postagens de...
de IA, com comentários de IA, e aí o pessoal na época falando, agora tem um notebook lá, que é a rede social de IA, o pessoal não, LinkedIn vai, é isso. O Twitter também sofre muito com isso, estão trabalhando para tirar, mas isso está meio que virando uma pandemia. E a partir de agora, os modelos vão ser retoalimentados com isso, então pode piorar bastante o output também. Qual é a sua visão disso?
Ué, Gabriel, eu acho que, assim, direto eu recebo comentários com que é claramente IA, a pessoa não leu. Muito bom, Ingrid, adorei o seu posicionamento, né? Queria reiterar, quem escreve assim? Então, eu acho que se você tá no LinkedIn querendo fazer conexões genuínas, não vai ser usando IA pra comentar, assim. Eu não uso, pelo amor de Deus. Eu uso pra me ajudar a criar, a escalar, a automatizar.
Agora, poxa, se eu vi um post que a pessoa fez que eu acho interessante, eu não posso separar um minuto para comentar. O LinkedIn, ele recomenda três interações por semana para o seu perfil crescer.
São três interações, gente. É um post e dois comentários, sei lá. Não precisa nem fazer dois posts. Então, usar IA pra melhorar um processo que você já faz, né? Se você não comenta nada, se você vai comentar com IA, melhor não comentar, né? Então, assim, quando eu vejo a pessoa que usa aquele texto, que aquele texto, pô, vai mudar o jogo, vai não sei o quê, eu já tiro. Então, eu já faço uma limpeza no meu algoritmo. Eu não quero ver essa pessoa.
Quando comenta nas minhas coisas, aí é engraçado que a pessoa comenta nas minhas coisas só usando IA, depois me manda mensagem e...
achando que nós vamos ser amigos. Eu não sou amiga de Iá, eu sou amiga de humanos. Como é que eu vou te indicar pra uma vaga? Sendo que você comentou as coisas com Iá, seus posts é só Iá, eu não vejo sua personalidade, eu não vejo sua opinião, eu não vejo o que você pensa. Então, assim, se você quer criar conteúdo, se você quer ir pelo caminho mais fácil primeiro...
Não é o que eu recomendo, senão você vai passar vergonha, assim. É o que muitos criadores de conteúdo têm passado vergonha. E não só no LinkedIn, Instagram também. Legenda somente IA. Post, agora o povo tá criando até vídeo, né? TikTok Shop tá lotado de vídeo feito com IA também.
Eu não aguento mais ver historinha de fruta. Estão gastando dinheiro com esse negócio. Os tokens do mundo. Água. Está gastando água para fazer. Para gerar esses vídeos. Nossa. Eu fico brava também. Eu tenho um pouco de medo do que vai vir no futuro.
Mas eu confio muito nas pessoas inteligentes que estão criando coisas boas com a IA. Então, eu costumo olhar nesse lado mais positivo. E eu não vejo que ninguém consegue crescer de forma sustentável usando muletas, né? Como a IA. Então, assim, a gente precisa melhorar, usar para melhorar. Agora, para você sair do zero, ah, quero começar a criar conteúdo agora, só vou conseguir criar, só vou usar a IA.
Ninguém vai se conectar com você. As pessoas se conectam com a pessoa, né? Que tá por trás do criador de conteúdo, da empresa. E não com aquele monte de letrinha que foi pensado. Então, eu tenho medo, mas eu tento ficar positiva de que essa galera que crê... Até porque, às vezes, a pessoa viraliza, depois ela não consegue reproduzir e morre. O perfil morre.
Eu mesmo vejo, às vezes eu vejo, nossa, esse post viralizou. Aí eu entro no perfil da pessoa, tá morto, porque ela não consegue ter uma consistência, né? Ela não tem um senso crítico de avaliar o que deu certo ou não. Então, eu também tenho um pouco de bode, né? Mas eu vou tirando esse povo, fingo que eles não existam e foco no quem tá criando conteúdo mesmo.
Eu queria entender com você, indo para essa parte de produto, um pouco da comunidade. Como é que você pensou em criar? O que você está tentando trazer de diferente para essas pessoas resolverem? E um pouco desse papel da pessoa de produto, porque eu acho que muitos estão preocupados hoje com o seu emprego, estão preocupados com o que vai acontecer no mercado.
O pessoal fica vendo os anúncios de demissão, né? Lay-off. E são vários, né? É, a Microsoft mesmo demitiu tantas pessoas. Depois tem que contratar tudo de novo. Tem várias notícias assim. O que eu tô fazendo na minha comunidade é um movimento até...
anti-escala e anti-automação, sabe? Eu quero criar um lugar que as pessoas possam compartilhar e interagir. Eu nunca vi uma pessoa transformando a vida, transformando a sua carreira por causa de um curso que ela fez. Geralmente é as interações, as conversas, as pessoas que ajudaram e tal. Então, o uso de IA é uma base para que a gente possa se relacionar melhor com as pessoas e conseguir empregos melhores e entender de produto e tal.
Então, a Mágica é uma comunidade que eu estou sempre próxima, acho que esse é um diferencial. A gente quer, muitas vezes, os produtores de conteúdo, de curso, o pessoal do digital mesmo, ele quer vender e nunca mais vê a pessoa. Quer vender, faz o seu curso aí e me deixa quieto, para escalar e ficar rico e comprar Porsche.
No meu caso, eu quero realmente ajudar as pessoas. Então, eu sei que muitas vezes a pessoa, ela entra e olha pro chat EPT, pra Gemini e tal, e não sabe o que pedir. Não sabe o que pedir, não sabe o que existe, não sabe o que ela pode fazer. Então, o meu objetivo é criar uma comunidade, pessoas que vão ali, ah, eu tô usando pra isso aqui, eu tô usando pra criar a história. Mas como é que fica a história que você cria? Me mostra.
Você usa o quê? Como você faz para aprender? Na sua empresa pode isso? Ah, a empresa usa o Copilot? O que o Copilot faz? Porque ele faz muita coisa, o Gemini faz muita coisa. E às vezes lança. É engraçado, né? Você até falou isso para acompanhar os lançamentos. Às vezes um dia para o outro lança o negócio e aí a pessoa te fala, você viu que lançou? E aí você usa e já melhora uma atividade que, sei lá, semana passada era ruim.
Então, a minha visão é estar perto como fundadora, ajudando as pessoas e no dia a dia também. Então, eu não tenho interesse em sair da minha carreira CLT agora, porque eu quero ter essa vivência também, ajudar sobre algo que eu estou vivendo. Então, não tenho interesse de largar o CLT e viver o sonho de pagar minhas contas como autônoma. Eu ainda quero ter, porque...
Eu acho que nessas grandes empresas é onde o mundo está acontecendo também, né? Sim. Grandes decisões, orçamentos, movimentações de mercado e tal. Então, é isso, assim, usar a IA como uma base e não o fomento de tudo, né? Não aquela distopia, né? De que ela vai roubar tudo e tal. Não, talvez a IA roube o emprego de alguém que use IA melhor que você. Isso sim, eu acredito.
Os PMs, o Martin Kagan falou isso, os PMs preguiçosos estão correndo alto risco de serem substituídos por um agente. Agora, se você é estratégico, se você estuda, se você se preocupa em entregar um movimento de ponteiro de negócio ali, e a nenhuma vai movimentar o ponteiro sozinha. Ah, vai lá e tem uma ideia e faz. Não. Então, aí sim tem que ficar com medo mesmo e colocar a força e correr atrás para aprender.
E você acha que o quanto isso também tem impactado os devs, né? Porque eu acho que você pega na Squad, etc. Você falou, né? Putz, Microsoft, AWS, Oracle. Você tem várias empresas aí com cortes muito grandes. Sim. Tem a Block lá do... Que era do cara que era do Twitter, etc. E os desenvolvedores, eu li até no Twitter, eles falam de perder a identidade. Porque o cara...
Começa a escrever o código em linguagem natural para o Cloud Code fazer. Ele se sente... Aqueles comentários que tinham no código. É, ele se sente um negócio meio estranho. Só que, ao mesmo tempo, eu vejo isso muito como ferramenta. Você fazer uma prova que pode usar calculador e você não usa...
Tudo bem, você pode chegar ao mesmo resultado, mas... Mas é burrice, né? Você tem que saber a hora de usar ferramentas ou não. Nossa, assim, eu lembro a primeira vez que eu fiz um PR, né? Pra quem não sabe, porque PR eu subi uma modificação num código, né? Fiz um pull request. Aí meu dev falou, meu Deus, você vai roubar meu emprego? Eu nem pensava que você podia roubar meu emprego. E aí eu falei, cara, não tenho interesse nenhum em fazer código, pode ficar tranquilo, eu só quero subir as coisas. Eu acho que sim, diminui.
As pessoas têm que ser mais estratégicas, têm que revisar muito bem o código. Então, existe muita coisa ainda que a IA não vai substituir, que as máquinas estão bem tranquilas e elas nem querem substituir, talvez. Mas a gente tem que estar atento, estudando. Então, eu vejo muitas... O Itaú é muito legal porque tem pessoas com muito tempo de casa. E eu vejo essa renovação que eles têm que fazer, essa modernização. Então, o meu tech lead mesmo é uma pessoa que tem 16 anos de banco, que eu amo, sou muito fã, ele me inspira muito.
E ele foi aos poucos tendo que entender. Se eu levava tanto tempo para fazer código, agora eu levava muito menos, eu levo a metade de tempo. Agora, como que eu posso usar a IA para fomentar e ajudar as pessoas a poderem fazer uma reunião de team building, a poder se conhecer, falar de negócio? Então, hoje o meu time de dev, ele discute negócio comigo, muito, assim. Eu estou pensando em regra de negócio junto com eles. E por quê?
Porque eles têm tempo para fazer isso, né? O que antes demoraria 15 horas para fazer um código, agora ele pode, sei lá.
Cinco horas fazer o código e dez horas ele tá trocando comigo. Me perguntando, sabendo qual que é a visão de negócio, qual ponteiro que eu vou mexer. Então, assim, hoje meus devs são maravilhosos, né? Eu tenho três devs também que me ajudam a pensar. Então, elas também estão ali comigo no dia a dia. Ingrid, eu acho que isso aqui não vai mexer essa métrica. Ingrid, eu acho que a gente tem uma regra de negócio perigosa aqui. Ingrid, eu acho que a gente tem que alinhar com fulano.
É bem difícil a gente ter um dev que está ali afogado no dia a dia, só em código, esforço cognitivo mil, que ele vai ter interesse em participar dessas reuniões estratégicas. Mas se a gente facilita a vida dele, aí sim essa pessoa vai poder me ajudar a criar boas soluções. Então eu vejo como uma oportunidade. Se você não gosta disso, não gosta de conversar com o PM. Tem muitos devs meus que odiavam quando eu marcava a reunião.
Não gosta nem de abrir a câmera. Exato. Nossa, lá no meu time não. Abrir a câmera parece que é um negócio muito ultrajante para as pessoas.
Pô, mas meu filho, é como se eu estivesse trabalhando com uma... Você está numa reunião e tem uma parede na sua frente. Deixa eu ver você. Ah, não, estou bagunçada. Tudo bem, deixa... Ninguém está... Não estou reparando se você está com o cabelo arrumado. Mas é isso. Eu vejo uma preocupação, realmente. Dependendo do perfil. Ah, eu quero ser aquele dev que vai ficar codando, não vai falar com ninguém e vai...
Eu não sei se vai ter espaço no mercado para esse tipo de pessoa, mas se você é uma pessoa interessada em construir soluções, em melhorar a vida de alguém, em fazer um negócio, claro, ser mais lucrativo, aí eu acho que tem oportunidade.
Boa. Ingrid, a gente está chegando ao final aqui. Eu queria te agradecer pelo papo que a gente teve, foi super legal. E a gente continua trocando, porque vão ter bastante novidades aí, enfim, da sua própria comunidade, de tudo acontecer no IA. Então, obrigado mais uma vez aqui pela participação no nosso programa.
Obrigada a você, Gabriel, pelo convite. Eu amei, amei vir aqui. Eu gosto muito de estar trocando com pessoas que estão na mesma frequência, né? E poder ver você como empreendedor que criou esse canal tão legal, né? Então, tá ali no LinkedIn também. Vamos deixar o LinkedIn melhor. Gabriel também tá nessa causa comigo. E pra quem quiser continuar me acompanhando, eu tenho um...
O meu LinkedIn ali, que é Ingrid Coutinho. O meu Instagram, que é arroba produdiz, com Z no final. E agora eu acabei de lançar a comunidade, que é a mágica. Lá no meu Instagram você consegue ter todas as informações. E é isso, muito obrigada pelo convite, estou muito feliz. Boa. Pessoal que nos acompanhou aí, muito obrigado mais uma vez pela audiência.
A gente deixa aquele recadinho final para vocês acessarem o nosso portal, letsmoney.com.br. Lá tem notícia do Brasil e do mundo do ecossistema financeiro. A gente se vê no próximo episódio. Muito obrigado. Tchau, tchau.
Jumpstart