Episódios de CBN Questões de Família - José Eduardo Coelho Dias

Quando a "forma de educar" viola os direitos das crianças e é um sinal de alerta

04 de maio de 202619min
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Você provavelmente já deve ter ouvido frases como "o filho é meu, eu que sei o que é melhor pra ele" ou "na minha época a gente era corrigido assim, meus pais me batiam com cinto, me colocavam ajoelhado no milho". Mas não é assim que deve funcionar a educação dos nossos pequenos. Atos de violência violam o direito das crianças, mesmo que a intenção seja "corrigir" os pequenos. E a proteção desses direitos é prevista em lei e deve ser um compromisso de toda a sociedade.

O Estatuto da Criança e do Adolescente garante que toda criança tem direito a educação, dignidade, proteção, desenvolvimento saudável. Não pode bater para ensinar, humilhar para corrigir e dar castigos degradantes. Nesta edição do "Questões de Família", o comentarista José Eduardo Coelho Dias fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!

Participantes neste episódio4
F

Fernanda

HostAdvogada familista
J

José Eduardo Coelho Dias

Comentarista
J

Juliana

Reporter
M

Magno

Convidado
Assuntos8
  • Família e autoridade na educaçãoRespeito entre cônjuges e gerações · Transmissão de valores através do exemplo · O papel do diálogo na criação · A importância de dizer 'não' · Perda de autoridade por ceder aos filhos
  • Violência EscolarComparativo entre épocas de criação · Autoridade parental vs. medo · Impacto do medo no progresso e ousadia · Comunicação e paciência na educação · Consequências de castigos excessivos
  • Presença maternaAdaptação aos tempos atuais · Inversão de papéis: pais como amigos · Crianças em formação e decisões parentais · O papel do diálogo e da autoridade
  • Responsabilidade parental versus controle excessivoBater em criança como covardia · Ensino da covardia através da violência · Preservação da autoridade parental · Inversão de valores na educação
  • Proteção de MenoresEstatuto da Criança e do Adolescente · Direito à educação, dignidade e proteção · Ação do poder público em casos de ameaça · Disque 100 como canal de denúncia
  • Uniforme e AparênciaRegras de uniforme escolar · Conflito entre regras escolares e familiares · Quebra do ciclo de autoridade e respeito
  • Educação na Alemanha vs. BrasilTratamento de professores e alunos · Ênfase no respeito e na educação · Proibição de violência na educação
  • Desrespeito a educadoresAlunos mal educados e desrespeitosos · Inversão de valores familiares
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Questões de Família, com José Eduardo Coelho Dias. Eis, Edu, bom dia. Bom dia, Fernanda. Bom dia aos nossos queridos ouvintes da Rádio CBN.

Zé Du, a gente é de outras épocas, né? Que a criação dos filhos era muito diferente dos dias de hoje. Bom, a gente até fala, né? Brincava aqui no estúdio um pouquinho antes que todo mundo está vivo, né? Mas enfim, tem excessos que a legislação veio para aprimorar, não é mesmo?

Com certeza, com certeza. E aí a gente lembra aqui, quem não vai se lembrar de frases do tipo, aqui quem manda essa casa sou eu, quem decide a criação dos filhos sou eu, não é mesmo? A gente era corrigido de um jeito que hoje é improvável de você encontrar situações como essa, não só dentro de casa, como na escola também. Vamos lembrar, vamos passar, como que a gente de certa forma evoluiu enquanto educadores?

Pois é, Fernanda, mas tem uma coisa, assim, porque antigamente a coisa era muito na base da força e da violência até, né? Chinelada. Já era. Oi? Chinelada. Pois é, já era uma forma de violência, mas se você observar bem, era na base da chinelada, num castigo às vezes até excessivo, mas se você observar bem...

Tem uma coisa que se mudou, está errada, que é a autoridade parental.

Eu acho, Fernanda, pelo menos eu vi assim, que a coisa era muito mais o medo de tomar a chinelada, o medo de contrariar, do que a chinelada efetivamente, sabe? Verdade. Eu acho que a gente levou muito menos chinelada do que teve medo de levar a chinelada, sabe? Era aquele olhar 43, né, Zedu?

Nossa! Não, não precisava da chinelada. Não precisava da chinelada. Eu me lembro, Fernanda, vou contar aqui uma história muito interessante. Eu me lembro da história do chicote do meu pai. Que meu pai tinha um chicote e que se a coisa ficasse de um determinado volume e que eu ia conhecer o tal do chicote.

Fernanda, eu nunca vi esse chicote e eu tenho até uma certa convicção de que esse chicote nunca existiu. Nunca existiu. Mas a autoridade que aquele chicote dava era o suficiente para a gente ficar pianinho, se falasse no chicote. Só que aí eu fico pensando no seguinte, era autoridade ou era medo?

Era respeito ou era medo? Porque eu confesso a você que o que sempre imperou nas relações foi mais o que fazia alguma diferença e o que faz alguma diferença é muito mais a autoridade do que o medo. Porque o medo trava, o medo incapacita, o medo impede o progresso.

O medo impede até a ousadia. E a ousadia, ela tem o seu lugar, né? Porque senão você fica estagnado, você vai ser sempre igual aos seus pais. Então se você não é ousado, você não consegue progredir. E eu imagino que lá atrás, como é hoje, o maior desejo de nós como pais é que os nossos filhos consigam chegar onde nós não chegamos, não é assim? Sim.

E aí entra aquela história, o medo muitas vezes impede esse progresso. Então, com o passar do tempo, foi se descobrindo isso e foi se compreendendo que a melhor forma de educar...

Não era pelo medo, mas pela autoridade. Não era pela violência, mas era como deveria ter sido, com uma forma de comunicação de certo e de errado um pouco mais eficiente. Talvez faltasse um pouco de paciência, um momento cultural, um momento de vida diferente, enfim.

Mas não era bonito não, tá? Eu já tive, infelizmente, colegas que eram realmente espancados. Eram realmente espancados, numa falta de carinho. E dizia, ah, isso é melhor para você, é melhor você sofrer agora. Não, não era melhor sofrer naquele momento. Agora, muito difícil essa medida. Até onde vai a autoridade, até onde vai o respeito e a partir de onde começa o medo.

Você consegue distinguir bem, Fernanda? Consigo, consigo sim, Zedu. E tem vários... Eu resumo isso como respeito, né? A autoridade familiar, né? Ela tinha um respeito e uma credibilidade na formação das pessoas, não é mesmo? Uhum. O que hoje, assim, a gente muitas das vezes a gente fala assim, meu Deus, né? Como é que essa pessoa está falando desse jeito com o pai, com a mãe?

Você já foi ameaçado passar pimenta na boca, se você respondesse o pai e a mãe? Ah, não. Eu não tive grandes ameaças, a única ameaça era a história do chicote, né? O chicote era o que eu vou... Que também era bravo, hein? Nunca existiu esse chicote, né?

só existiu do imaginário, nunca existiu. Meu pai não tinha chicote, enfim, mas era uma coisa assim, do extremo, né? Eu não era, não tinha muito negócio de chinelada, coisa ou outra e tal, mas... E a gente saía dizendo ainda, né? Nem doeu. Você já falou isso também, Fernanda? Sim, nem doeu. Na verdade, doía mais o pito que a gente tomava, né? Do que propriamente dita chinelada. Minha mãe tinha um chinelinho de pano.

E ela levantava aquele chinelinho e ameaçava, né? Mas só o ameaçar a gente já obedecia, mudava imediatamente tudo o que a gente estava fazendo. É igual o seu chicote aí, ele nunca aparecia, né? Não é? E nunca ia às vias de fato, mas de fato, era a autoridade máxima da casa. E não tinha nenhum porquê não, sabe? Hoje em dia ainda vejo as pessoas se perguntando, mas o porquê? O porquê não, na minha época não tinha nem que se perguntar o porquê que eu não posso fazer isso.

É. Eu acredito, Fernanda, que as crianças aprendem muito mais com o clima de respeito que vigora numa determinada residência do que com essas ameaças, né? Quando a gente era pequeno, a gente via muito mais o pai respeitando a mãe e a mãe respeitando o pai. O pai e a mãe respeitando os avós.

Essa transmissão de respeito, na minha visão, sempre disse muito mais do que qualquer ameaça.

E hoje o que a gente percebe é uma dificuldade dos pais, das famílias, de oferecerem esse respeito. Não é medo, é respeito. O marido respeitar a mulher, a mulher respeitar o marido, respeitar os mais velhos. Aqui em casa, Fernanda, até os meus pais infelizmente já são falecidos, mas a mãe da Kátia, minha esposa, ainda é viva.

E ela faz questão de ligar para a mãe todos os dias e tomar a bênção. Todos os dias. A gente acompanha. E os meus filhos cresceram assistindo a esse ritual. Assistiram a forma respeitosa como eu sempre me dirigi aos meus pais e a forma respeitosa com que os meus pais sempre dirigiram a mim e a eles próprios.

Então, eu acredito muito que quanto mais a gente age com respeito dentro da família, é mais fácil essa educação. E eu confesso a você, meus filhos não apanharam, e eu não tenho o menor problema com eles, são pessoas que perseguem o próprio futuro, são batalhadores.

Precisa, não precisa de surra, não precisa de medo, não precisa de nada disso. Acho que o respeito é o que faz com que as crianças... Porque as crianças, eles filmam, eles escaneiam a gente o tempo inteiro. As crianças observam os pais e admiram, e acham muitas vezes que o pai e a mãe estão fazendo é o certo.

Então, se o pai e a mãe agem com violência, com desrespeito um com o outro, vai ser aquilo que eles vão levar para a vida deles mesmos, né? Então, talvez a gente precisasse pensar um pouco mais nisso, não é não, Fernanda? É, vamos ouvir os nossos ouvintes, Edu? Claro! Vamos lá, o Magno encaminhou participação aqui por áudio.

Bom dia, Rádio CBN. Eu sou magna de Vila Velha. Eu tenho 53 anos. É lógico, eu tenho uma filha de 18. Não posso criar uma filha como eu fui criado. O mundo mudou, a vida mudou, né? Ter autoridade não é ser autoritário, né? É diferente uma coisa da outra. Eu acho que a gente tem que se adaptar aos dias de hoje. Lógico, né? Sempre com diálogo.

É isso, viu? Perfeito, perfeito. E gostei muito do que o Magno falou, né? Os tempos mudaram e demoraram para mudar, hein? E a gente tem que ter esses alguns... Agora, preste atenção. Os pais não podem decair do lugar que eles têm.

O pai não pode deixar de ser pai, a mãe não pode deixar de ser mãe, não pode simplesmente virar amiguinho do filho. Olha só, Fernando, tem uma coisa que sempre me chama a atenção. Você ia almoçar, né?

você ia almoçar e era a comida que tinha e você dava graças por ter aquela comida no prato e não era questionável. Verdade. Ah, mas eu não gosto de bife de boi, então você vai comer bife de frango. Não tinha isso, era a comida que tinha, era a comida. Hoje, antes dos adultos tomarem lugar à mesa, é até aquela coisa, e diz, ah, e o que que o bebezinho, o bebezinho já tem 14, 15 anos.

O que o bebezinho vai querer comer hoje? É franguinho ou é peixinho ou é carlinha? Quer dizer, você inverteu completamente a lógica das coisas. As crianças e os adolescentes, eles estão em formação. As decisões têm que ser do pai e algumas coisas têm que ser inquestionáveis mesmo.

algumas coisas não cabem o diálogo não quer não, então vai ficar com fome a não ser que tenha algum problema de uma alergia, de uma intolerância ou alguma coisa que realmente justifique fora isso, são os pais pela lei do mais fácil renunciando a própria autoridade entende? isso a gente não pode aceitar, né?

É, tem mais participações, ó. Juliana tá conversando com os nossos ouvintes. A Carmen, ela fala que atrás da porta da casa dela tinha uma... Na entradinha da porta tinha uma varinha de goiabeira. É, mas nem precisava sair dali, né? Já era o item ameaça, né, Dedu? É. Aí eu quero saber da Carla se ela quebrava a varinha. Não, ela disse que os pais eram bem tranquilos, que a irmã mais velha que era mais brava, viu? Ah, é? É.

Tem mais. Zedu, eu vou para o Repórter CBN, fica comigo que a gente volta já, só para fechar com os nossos ouvintes, pode ser? Tá bom. Vamos lá. Estamos de volta aqui nesta segunda-feira com o nosso CBN Vitória, com o Zedu na ponta da linha. E hoje a gente está tratando de um tema aqui que é comum em todas as famílias, né? O filho é meu, crio como quiser, não é tão bem assim, né? E a gente está contando exatamente do que as pessoas já viveram, de como que é a criação dos dias de hoje, como que a legislação evoluiu para proteger, né?

o Estatuto da Criança e da Adolescência, por exemplo, garante que toda criança tem direito à educação, à dignidade, à proteção, a um desenvolvimento saudável e quando esses direitos são ameaçados, é o poder público que pode agir também para proteger as crianças. E isso despertou, Zé Du, aqui, olha...

A lembrança dos nossos ouvintes, como eles eram criados, né? E para os que têm filhos nos dias de hoje, como que eles interpretam o que eles aprenderam algumas décadas. A Juliana está conversando com eles aqui novamente. Vamos resgatar, Ju? Vamos, Fernanda. O Alas Basílio mandou para a gente aqui que com 55 anos hoje, ele nunca apanhou. E o diálogo sempre reinou na casa dele. Foi o que ele disse. O Josimar também está participando com a gente. Inclusive, ele falou aqui sobre uma situação, olha só.

Ele disse que na Alemanha, o filho dele tem que chamar o professor de senhor e pelo sobrenome, e a professora de senhora também pelo sobrenome, e ao nível de educação que é bem... Ele disse, inclusive me perdi um pouco nessa explicação que ele mandou em áudio, traduzi. Ele disse o seguinte, que lá na Alemanha...

O nível de educação é alto e não pode bater, como no Brasil, e que é proibido isso. E que também é uma questão de respeito, respeitar os pais, os mais velhos. E isso é muito enfatizado e ele recebe isso. Muita educação na escola, em casa também, foi o que disse o Josimar. E bater não pode não, né, Zedu? Nem aqui no Brasil. Não, esquece. Bater não. E pode ser alguma, Josimar? Ô Fernanda, olha só. Por que um adulto bate numa criança?

É porque tem mais força que a criança. Isso. E isso é o quê? Isso é respeito? Isso é covardia. Porque quando você bate em alguém que não tem condições de se defender, você não está sendo educador, você está sendo só covarde. E aí você está ensinando para o seu filho que a covardia tem espaço numa relação que deveria ser só afetiva. Não é verdade? Verdade.

para tirar essa mentalidade de bater, de apanhar, de punição. Agora, insisto, os pais têm que preservar sua autoridade, têm que preservar essa coisa de ficar cedendo para as crianças, para os adolescentes, tudo o que eles querem, porque é mais fácil. Às vezes você está ocupado, está fazendo não sei o quê e dizer um não. Fernanda?

O não é uma das palavras mais curtas de qualquer idioma dos povos civilizados que habitam no planeta Terra. É curto. Então, quando você começa a justificar muito o não, ele vira talvez. Talvez é mais longo. Não é assim? Então, o que acontece? O não tem que ser dito de forma pereptória. Você tem que ser capaz de bancar aquele não.

Mas aí o que acontece? Alguns pais não querem bancar esse não. Alguns pais, por vezes, cedem aos reclames das crianças. E as crianças são, sim, chantageistas, são terríveis. Elas sabem onde tocar porque elas escaneiam os pais o tempo inteiro. Então elas conhecem bem os pontos fracos dos pais.

E aí elas insistem por algum caminho e muitas vezes os pais, para se livrarem de alguma coisa, acabam cedendo. É nesse preciso momento que você perde a sua autoridade. Por quê? Porque por uma questão de comodismo você deixa de fazer o que é melhor para aquela criança. E às vezes o melhor para aquela criança é negar alguma coisa, não é?

E outra, ninguém vai morrer porque recebeu um não bem colocado quando precisava de um não. Muito pelo contrário, isso é até uma forma.

da gente proporcionar a maturidade dos sentimentos. E hoje a gente vê aí um monte de gente que se chamam de narcisistas, né? Por quê? Porque não sabem lidar com recusa, não sabem lidar com autoridade, querem tudo para si, acham que mandam no mundo. O que é que nós estamos fazendo? E bater adianta, espancar adianta? Claro que não.

É a questão da autoridade parental que tem que ser preservada, a autoridade dos professores. Muitas vezes o que a gente vê é os pais indo às escolas reclamar dos professores porque os professores negaram algo que precisava ser negado para os filhos ou porque não atenderam alguma coisa injusta daquelas crianças. Então isso está muito errado.

E aí, vamos finalizando, Ju, com as últimas participações? Isso. Aproveitando, o nosso comentarista acabou de falar sobre essa questão também da escola, da educação, enfim. O Ale mandou aqui, nosso ouvinte, que ele foi professor por 23 anos e disse que deixou a profissão por conta das famílias e da inversão de valores. Ele falou por aqui que alunos mal educados não respeitam ninguém na sala de aula. Ele deixou a profissão por conta disso. Pois é. Fechamos, Edu? Fechamos, Edu.

Que triste, né? Fernanda, não sei se a gente tem tempo, eu queria só contar uma historinha rápida, rápida, rápida. Conte. Há um tempo, há um tempo atrás, eu vi uma família, eu vi na Ana, até na própria Gazeta, uma família que processou uma escola porque não permitiu que um filho, que um filho dessa família comparecesse às aulas usando um tênis que não era o tênis do uniforme.

Veja bem, Fernanda, havia uma regra estabelecida, o tênis só pode ser da cor X. A família resolveu processar a escola porque não permitiu que o filho descumprisse aquela regra. Agora, pensa se fosse no nosso tempo. Primeiro, que jamais iria com alguma coisa que não fosse no uniforme da escola. Era barrado na porta.

Não, e outra coisa, eu não iria para não ser barrado na porta para os meus pais não ficarem sabendo que eu fiz alguma coisa de errado. Isso aí. Entendeu? Então, assim, esse ciclo da autoridade, do respeito, que de alguma forma vem sendo quebrado, e o pior, pelas próprias famílias, o que deixa a gente mais chocado. Que preferem, muitas vezes, bater, espancar, do que...

preservar uma relação de respeito e de regramento razoável. E é isso, Fernanda. É isso, Zé Du. Olha, gente, em casos de abusos, vocês presenciaram, tem conhecimento de situações como essa, existe hoje o Disque 100, que é um número que é nacional e que atende exatamente essas violações envolvendo crianças e adolescentes. Zé Du, até a próxima segunda. Se Deus assim nos permitir. E vai. Beijo para você.