MASSQTV PODCAST - Adriana Bittar - Ep. 174 - VIDEOCAST
🤔 Mestre ou Mestra de Cerimônias, qual o jeito correto de falar⁉️
Tanto faz, as duas maneiras estão corretas. Mas no caso de Adriana Bittar essa função se traduz em qualidade, credibilidade e confiança. Com uma carreira em comunicação irretocável e que dispensa apresentações.
Adriana se tornou uma influenciadora potente e uma mestra de cerimônia desejada por grandes empresas, e é isso que iremos ver nos dias 06 e 07 de Maio no MSA Safety Summit 2026 no qual ela será a MC.
Nesse bate papo inspirador e cheio de energia conheci um pouco da carreira e trajetória dessa mulher empoderada e cheia de grandes feitos jornalísticos - morte do astro pop Michael Jackson - Olimpíadas (Sydney 2000 e Londres 2012) e a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010.
✨ Aproveite esse episódio está cheio de dicas maravilhosas.
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#MSA #SAFETYSUMMIT2026
Romulo Contígio
Adriana Bittar
- Carreira de Adriana BittarTrajetória como jornalista · Experiência em eventos · Mestre de cerimônias
- Programação de eventosCobertura da morte de Michael Jackson · Cobertura de Olimpíadas · Cobertura da Copa do Mundo
- MSA Safety SummitImportância do evento · Papel do mestre de cerimônias
- Desafios da comunicação internaMedo de falar em público · Influência e empatia
- Impacto da PandemiaMudanças na sociedade · Superficialidade pós-pandemia
Olá, eu sou Romulo Contígio e esse é o MasqueTV, o podcast que você quer ver, aquele podcast que você gosta de ouvir no carro, dirigindo, caminhando para o trabalho, para a escola. Estou muito feliz em poder oferecer conteúdos que possam agregar na sua formação. Conteúdos com histórias incríveis, com trajetórias.
Hoje eu estou aqui um pouco nervoso, claro, porque comigo uma jornalista incrível, uma apresentadora maravilhosa, que todos vocês conhecem, uma mestre de cerimônia daquelas impecáveis, sabe como é isso, aquelas impecáveis? Hoje ela está aqui comigo e eu vou ter a honra de bater um papo com ela sobre o evento da qual ela vai ser a mestre de cerimônia, agora, dia 6 e 7 de maio, que é o MSA Safety Summit 2026.
Comigo aqui hoje, Adriana Bittar. Você vai no YouTube, no canal do Rômulo, dá um toque lá no sininho, faz o seu like, contribua com a gente, engajando a gente nessa rede social maravilhosa. Muito obrigado, seja bem-vindo, seja bem-vinda.
Adriana, o que eu posso dizer? Muito obrigado. Olá, nossa, eu tô tão feliz de estar aqui. Obrigada pelo convite. Uma delícia estar aqui batendo papo, né? A gente se conheceu agora e parece que a gente já se conhece há um tempão, gente. Que voz que tem esse homem, meu Deus. E a sua, né? Nós somos dois graves. Ah, é verdade. A gente vai cantar. Não canto nada, gente.
Adriana, eu estou muito feliz de ter você realmente aqui, não só para falar da sua participação como apresentadora do NSA Safety Summit, mas dessa trajetória maravilhosa que você tem como jornalista, repórter, tantos anos atuando nisso.
Eu vou aprender muito, eu quero que todo mundo aprenda um pouco de que forma que a gente se comporta dentro da comunicação. Eu vi um post seu que diz que a pessoa tem mais medo de falar em público do que da morte, é verdade?
É verdade, tem pesquisas que comprovam isso. E é uma loucura a gente pensar. Eu acho que tem os três maiores medos, eu acho que é... Bom, primeiro a morte, aí tem o medo de... Não, primeiro o medo de falar em público, depois morte e medo de aranha. Uma coisa assim, são coisas tão... Absurdas, né? A pessoa prefere morrer do que falar em público, gente.
Você acha que falar em público você tinha essa característica desde criança? Esse dom de comunicação? Segundo minha mãe, quando a gente estava no carro, ela tinha que implorar para eu parar de falar. Mas, ao mesmo tempo, eu era uma criança tímida. Então, eu falava muito com a minha mãe, com a minha família. Mas eu era uma criança tímida, assim, com a turminha de amigos na escola. Então, eu tinha essas travas, assim, que eu fui...
sendo obrigada a soltar porque eu gostava de falar exatamente por isso eu falo mas eu não posso ter vergonha mas eu tenho vergonha eu quero falar mas tô com vergonha de falar então acho que eu sempre gostei mas eu tinha que deixar a timidez de lado e eu acho que é muito comum isso eu vejo muitos jornalistas artistas falarem né que são tímidos e eu acho que você é tímida gente uma coisa uma coisa outra coisa outra coisa
É verdade, a gente vê inclusive âncoras, né? Que no seu convívio pessoal é super tímido tudo, mas aí quando está na frente da câmera, está ali apresentando o jornal, o projeto... É, eu brinco que é pessoa física e pessoa jurídica. É verdade.
Elas são duas pessoas diferentes. Vou aproveitar que você falou dessa história da sua infância. Eu tenho uma pergunta clássica que todo mundo tem. Se Marília e Gabriela teve, todo mundo tem, eu vou ter a minha. Quando que você chegou na Terra e por que que você veio? Gente, que pergunta profunda. Não precisa o ano, já que é uma mulher, eu não quero ser elegante.
Não, mas olha, eu não tenho problema em falar a idade, não. Eu tô beirando aí os 50 anos. E pra que eu vim? Eu acho que eu sou uma pessoa que eu gosto de pacificar. Gosto de me comunicar, mas eu gosto também das relações com as pessoas, sabe? Eu gosto de conhecer gente, de aprender com as pessoas, com as culturas, com as diferenças. E eu acho que eu vim pra...
para ver o mundo. Acho que eu vim para isso. Nunca tinha me feito essa pergunta, gente. É tão bom isso quando você diz que veio para pacificar, porque nós estamos num momento de necessidade de paz, mas eu acho que a pacificação que você diz é aquela pacificação do coração do outro também. Sim. De ajudar o outro a ter calma.
Acho que é importante quando a gente consegue de alguma forma, e eu acho que não tem nada a ver com o fato de eu ser uma comunicadora ou de você ser um comunicador, eu acho que todos nós temos que encontrar alguma forma de tocar o coração de alguém. Se a gente fizer isso em um momento do dia, eu acredito muito nisso, eu sou uma pessoa que acredito muito em energia, em simpatia, em gentileza, e eu acho que quando a gente dá um simples bom dia...
pra alguém, você pode mudar o dia daquela pessoa, né? Se aquilo for genuíno, né? Você às vezes sorrir pra alguém, que também é uma forma de se comunicar, né? E eu acho que quando você consegue tocar o coração de alguém, às vezes com uma coisa boba, que é um sorriso, um bom dia, pronto, que bom!
O mais incrível quando você diz isso é que a gente tem a prova todos os dias sobre isso. A gente percebe pessoas com baixa autoestima que vêm trabalhar e aí um bom dia ilumina. Agora mesmo, descendo aqui na portaria, o menino estava doente, o menino que faz a faxina. E aí a pergunta é, você melhorou? Ele acendeu.
Ele acendeu porque as pessoas que estão aqui nesse prédio não vão perguntar para ele. Provavelmente não perguntam. E passam batido. Sim. Ele, eu melhori, eu estou pronto, inclusive, para limpar o estúdio. Que coisa linda, né? Então, assim, é um menino valoroso e que eu acho que você tem toda a razão em dizer isso. A gente precisa elevar o outro para que ele se sinta melhor nessa vida. E eu acho que é um ciclo, né? A gente faz isso para uma pessoa, a outra pessoa faz para a gente. E eu acho que é uma corrente, assim.
Você acha que mesmo dentro dessa curiosidade, dessa maldade que existe no mundo e que é normal e que não é de hoje, a gente consegue ter espaço para a bondade? Eu acho que sim. Acho que a partir do momento que a gente para de acreditar nisso, acabou, né? Para o mundo que eu quero descer. Então, assim, acho que ainda está difícil, está puxado, gente, mas eu acho que ainda existe muito espaço para a bondade. E acho que isso começa com cada um de nós, né?
Queria que vocês ouvissem isso que ela acabou de dizer. Não importa a adversidade e a maldade da qual você vive, há espaço para bondade, há espaço para ser generoso, para ser empático. Sempre tem. É muito bom isso. Eu li na pesquisa que eu fiz para a gente poder conversar, é tão agradável o teu texto do LinkedIn. Ah, que legal. Que eu vou até dividir aqui com todo mundo. Boa vida. Para mim, a comunicação tem um poder imensurável.
Ela encanta, contagia, abre portas e une pessoas. Muito legal isso de você falar. Foi essa paixão que me levou da tela da TV aos palcos, em eventos corporativos para as maiores empresas do Brasil. A minha carreira de jornalista, com 20 anos de experiência em rádio e televisão, me trouxe a capacidade do improviso, mediação de debates e leveza para tratar de qualquer assunto.
E é verdade, isso mesmo. A gente consegue tratar de qualquer assunto quando a gente tem essa capacidade, esse talento. Atuei nas principais emissoras do país, Globo, Band, Record. Fui correspondente internacional nos Estados Unidos e na África do Sul. Cobri as Olimpíadas em Sydney 2000 e Londres em 2012 e a Copa do Mundo da África em 2010.
Como apresentador, estive à frente do Esporte Total, da TV Bandeirantes, do programa diário de saúde Mistérios do Corpo e da Record News, além de ancorar noticiários. Como repórter, trabalhei no Globo Esporte, Esporte Espetacular, entre outros telejornais da TV Globo, como SPTV, Jornal Hoje, Bom Dia Brasil, Jornal Nacional, Fantástico. Na TV Record, viajei o mundo para contar boas histórias e cobrir a morte do astro Michael Jackson.
Eu, na verdade, para entrevistar você, eu ficaria sete dias. Porque só para perguntar para você primeiro como é cobrir a morte do Michael Jackson. Porque eu tenho amigos que são fãs, que quando essa notícia chegou, ela quase foi junto. Muita gente tem muito essa relação com fã.
Foi uma comoção mundial. Mundial, né? Mundial. Então, assim, eu estou muito feliz, inclusive, porque esse texto é muito agradável de ouvir essa história sua, essa trajetória. E aí eu te pergunto, como é ser jornalista, repórter, apresentadora, como mulher nesse país?
Bom, eu acho que ser mulher não precisa nem ir para o jornalista, né? Já é mais difícil, né? A gente já nasce com essa dificuldade a mais. Acho que evoluímos, ainda tem um caminho longo pela frente. Eu acho que sempre uma mulher que veio antes vai abrir caminhos para outras que estão vindo.
E eu acho que esse é o papel de cada uma de nós, cada uma na sua área, seja na área de segurança, na área de saúde, na área de comunicação. Eu acho que quem vem antes vai ali, limpando a estrada. É, ajudando. E ajudando e outras vão vir. E acho que é um caminho que a gente vai construindo juntas, de gerações diferentes. Claro que quando eu comecei, era mais difícil do que eu acho, imagino que seja hoje, né? Eu tô fora da TV já há alguns anos, mas, por exemplo, comecei com esportes.
Comecei com cultura no Canal 21, mas logo depois na reportagem eu fui para a área de esportes. E já é uma área mais machista.
Então, era uma batalha diária, né? Para você provar todo dia que você estava ali, que a sua pergunta era boa, que ela era válida, que você tinha que fazer. E conquistar essa voz. E às vezes falar mais alto mesmo e se impor. Então, acho que a gente aprende muito quando a gente é uma mulher no meio de vários homens, né?
e as mulheres se apoiavam muito, eu lembro que éramos poucas, algumas vieram antes de nós, e éramos poucas assim na minha época, e a gente se ajudava, enfim, eu acho que ser mulher já não é fácil, gente, mas eu também não gosto, eu não sou aquela pessoa que fica assim se vitimizando, cheia de mimimi, então...
lá, sou mulher, mas vamos lá, sabe? Não deixo isso me abalar. Então, assim, se alguém tem alguma atitude machista, o problema é da pessoa, eu vou com tudo. É verdade, eu acho super importante, porque assim, a gente vê hoje uma mulher ser assassinada a cada 17 horas, é muito chocante. Então, se a gente tem a voz pra poder inspirar outras mulheres a se empoderar, né, a ficarem mais fortes dentro dessa realidade. A verdade é que a gente é mais vulnerável, né, infelizmente.
Nesses 20 anos de jornalista, você se tornou uma formadora de opinião. Quando que a transição, quando que isso acontece? Quando que você percebe essa mudança, que você percebe que eu não sou mais só uma jornalista, eu sou uma formadora de opinião e estou influenciando pessoas?
Eu acho que quando você começa a inspirar outras mulheres, né? E não precisa estar na rede social, às vezes no seu círculo. Eu acho que todos nós somos influenciadores no nosso círculo, né? Vou dar um exemplo aqui. Eu acho que assim, eu cubro muito evento de saúde, por exemplo. Sim.
E aí, claro que na rede social eu vou influenciar, mas eu vou influenciar na minha casa, falando para o meu irmão ir no médico, falando alguma coisa para um tio, para o marido, para a mãe, sobre aquele ponto ali que eu aprendi, enfim, tem que fazer o check-up, então assim, eu acho que a gente, é só um exemplo, a gente influencia pessoas o tempo todo, e que seja com algo positivo, né gente? Então assim, eu acho que eu comecei a influenciar.
Antes mesmo de estar nas redes sociais com as meninas que trabalhavam comigo, às vezes, na produção, que falavam, posso ir um dia com você pra rua?
para ver como é. E eu acho que isso é influenciar alguém, sabe? A pessoa vê não só o seu trabalho, como ele sai na tela ali, né? A pessoa que está assistindo, o telespectador, ele vê o trabalho pronto, mas quem está indo com você e quer se inspirar em você, ela está vendo como você se comporta, como você age diante de determinadas situações, né? Se você é educada com as pessoas, se você não é, como é que você se prepara. Então, eu acho que eu comecei a influenciar antes de entrar com as pessoas...
Isso é maravilhoso, porque esse poder de influência que nós oferecemos sobre o outro, se ela for positiva, ela vai contribuir para a formação do outro, e a gente ouvir, olha, foi por causa de você que eu tomei essa decisão, isso é muito importante na vida. E da mesma forma que eu talvez tenha ajudado algumas pessoas ali na minha área, outras também me ajudaram e também me ensinaram muitas coisas. Então, eu acho que a gente é influenciado e influencia o tempo todo.
Você já fez coberturas em diversos continentes, de todos os tipos de cobertura. Tem uma curiosidade que é a curiosidade de todo mundo, né? Como é o bastidor do jornalismo, dos grandes eventos, né? Às vezes a gente olha lá e queria saber que realmente o que acontece depois que eles levantam daquela bancada.
Mas não dá, às vezes acho que não é possível, né? Às vezes são coisas pessoais ali da vida que não dá para ser expostas, né? Então assim, mas conta, é difícil você... O mercado corporativo, ele é cruel, ele é vaidoso. No jornalismo, na TV, isso tem outras proporções?
Eu acho que a TV é uma empresa como outra qualquer, né? Então, também é um mundo corporativo, também é vaidoso e também pode ser cruel. Então, a gente aprende a lidar, né? Enfim.
Não sei muito como responder a sua pergunta, mas realmente de bastidores a gente tem situações que às vezes os próprios colegas não são tão bacanas, enfim, tem aquelas coisas, né? E você não expõe isso. Da mesma forma que uma empresa grande também a gente não fica sabendo, né? É verdade. Uma grande indústria, você não fica sabendo ali das disputas internas, enfim, é na TV também. TV tem um pouco mais de fofoca, né?
Mas é interessante você falar isso, porque no olhar da pessoa que está ali do lado de fora, o mundo corporativo tem viés exatamente igual à TV, porque é uma empresa. Só que a TV, ela ganha uma forma, ela ganha uma proporção perto do olhar do espectador. Porque está muito mais exposta. Muito mais exposto. Então, assim, é terrível. Às vezes você fala, não...
O cara vai puxar o tapete tanto na empresa como na TV. Talvez até mais na TV, não sei, hein, gente. Mas, assim, são empresas, tem que gerar lucro, tem alguém querendo a sua vaga, tem interesses, né, enfim, são empresas.
Cobrir a morte do Michael Jackson muda o jornalismo de alguma forma, muda o jornalista de alguma forma? O que ficou em você depois daquela experiência? Eu acho que qualquer grande cobertura muda o jornalista, né? Porque você nunca está preparado para uma grande cobertura, até você estar na grande cobertura. Então eu lembro direitinho, assim como se fosse ontem, eu estava no escritório em Nova York.
E eu ia descer, porque eu falei, ah, eu acho que eu vou no mercado pegar um lanche, alguma coisa assim. E aí eu falo, não, você não vai descer, porque o Michael Jackson, acho que foi levado de ambulância, e aí não sei o que, vamos esperar o que vai acontecer. E aí disso foi, assim, noite sem dormir.
e viagem a gente estava em Nova Hora que a gente foi para Los Angeles e entrava ao vivo 24 horas por dia e aqueles boletins que que a gente também não conseguia entender o que que estava atualizado não tava porque eram notícias muito rápidas muito confusas né muito também veladas às vezes
Então, mas foi uma experiência, para mim, como jornalista, como profissional, espetacular, de estar ali vendo tudo aquilo acontecer, né? Ah, deu certo. E de estar perto de outros grandes jornalistas, assim, de estar ali naquela cobertura que você vê um mundo de jornalistas.
Todos dando a mesma notícia. É muito diferente. Eu fico imaginando aquele elenco de jornalistas, pessoas que você admira também, que estão ali cobrindo. É um lugar também que dá esse prazer, né? Sim. Tem a notícia importante, tem ali que vai marcar tudo, tem o fã, mas tem ali do lado também aquelas pessoas que você sabe que são super importantes na sua vida.
que são super importantes, que são modelos nas suas, enfim, muitos internacionais, estrangeiros, e eu acho que nessas horas a gente nem tem sono, não tem fome, você vai, né? Porque você precisa dar aquela notícia e acho que você está ali meio que a serviço mesmo.
E essa história de você falar de estar ali, suportando, eu vi um pessoal em Cusco agora, onde teve um amistoso, e a altitude fez com que muitos jornalistas tivessem dores de cabeça, náuseas, e mesmo assim tinham que dar notícia, entrar ao vivo ali. Então, é aquilo que você acabou de dizer. Às vezes você está numa situação que talvez você vai enfrentar toda uma adversidade de alimentação, de calor, de frio, de chuva, mas ali você vai fazer o seu papel.
você vai até o limite, né? Você acha que quando você gosta do que você faz, você fala, não.
Vou tirar forças aqui e vou. E a força acontece, né? Porque o amor... Você tá com dor de cabeça. Como você falou, o amor pela profissão. E às vezes você tá com dor de cabeça, com fome, passou mal, não dormiu bem. Mas a sua obrigação tá ali. Não uma obrigação... Ah, tenho que estar aqui. Não. Não, eu preciso dar essa notícia. Eu preciso cumprir o meu papel.
E depois, assim, como profissional, não só dar essa notícia, mas entender que ela é extremamente importante para o mundo todo e que isso vai fazer parte do meu grande portfólio de trajetória. É, exatamente. Você, como, por exemplo, o cara que trabalha na TV, vai fazer uma novela, uma série, tem coisas que marcam, personagens que marcam ele profundamente. Você, como jornalista, tem alguma coisa nesses 20 anos que te marcou profundamente?
Eu acho que a morte do Michael Jackson, a cobertura da morte, porque ele acho que foi talvez o maior astro pop, e acho que a cobertura de grandes eventos esportivos, como a Olimpíada e Copa, isso sempre marca. Porque a Olimpíada, tem gente que não acompanha esporte no dia a dia, mas ela acompanha a Olimpíada. A pessoa não acompanha futebol no final de semana, mas ela acompanha a Copa do Mundo. Então eu acho que isso marca muito para um jornalista de TV.
É verdade. Eu não sou fã de futebol, por exemplo, mas eu sei que na Copa, na Olimpíada, eu gosto de ver, gosto de entender aquele movimento tão importante, que também é um movimento de cultura, onde se une, de integração. Poderia ser um movimento de paz, mas às vezes nem é sempre assim.
Então, eu acho mesmo que realmente a marca está nos grandes eventos também, que te traz um prazer. Tem dificuldades também, né, dali do movimento de realizar isso, da pressa e de tudo que acontece no dia a dia. Sim, porque tudo é imediato, né? Então, por exemplo, Olimpíada, a Copa do Mundo também. Eu cobri a Copa em 2010 e a Olimpíada de Sidney, a Bandit tinha os direitos e em 2012 a Record tinha os direitos. Então, era uma cobertura muito completa.
Então, em 2012, principalmente em Londres, né? Que é o Recortinho de Direitos, a gente cobriu tudo. Então, a gente estava ao vivo o tempo inteiro. Não dá nem tempo de você pensar, você já está indo para outro lugar, já está... Quer dizer, eles setorizam, né? Assim, cada repórter vai ficar em tal esporte, tal arena, cobrindo tal coisa. Mas mesmo assim, é o tempo todo ao vivo e se preparando e estudando aquilo. Então, é full time.
Olha, eu fico imaginando dar um sabor aqui, falar, nossa, porque a realidade, a gente não vê, a gente já vê o produto já ali para nós, né? Mas ali aquele preparo, aquela ansiedade, né? O friozinho na barriga, porque também deve dar aquele friozinho na barriga. Sim, e a gente torce também, né? Porque você está ali trabalhando, mas você também está, poxa, torcendo para o seu país, né? Então, eu acho que é um misto, assim, de sensações.
E às vezes até demonstra ali, né? Sem querer demonstra. Ai, demonstra. Acho que em grandes eventos a gente demonstra.
Ó, você teve tantas vivências internacionais, tanta experiência, você acha que o mundo está evoluindo ou ele só está mudando de forma? Difícil responder essa pergunta. Porque a gente, às vezes a gente tem a impressão que ele está indo para trás, né? Mas aí a gente vê Artemis na Lua com qualidades e com técnicas, e fala, bom, está indo para frente. Mas depois você vê genocídios e terríveis, e fala, não, está indo para trás. Sabe que evolui? Mas você acha que evolui naturalmente, você não acha?
Acho que a gente está retrocedendo em algumas coisas e evoluindo em outras. E aí vai muito de opiniões também pessoais, talvez. Acho que é um tema difícil de responder, né? Porque cada um também tem as suas crenças e as suas particularidades. Acho que o mundo...
Acredito que ele vai evoluir, mas fico triste de ver alguns retrocessos. É verdade. O jornalismo, ele influencia mais ou ele informa mais? Tem um limite nesses papéis? Hoje em dia eu acho que ele está influenciando mais do que informando. E eu acho isso errado. Eu acho que o jornalismo deveria ser mais imparcial do que ele é hoje.
Enfim, acho que como a gente falou, que a TV é uma empresa, acho que cada empresa também tem os seus interesses e jornalistas em si, como pessoas, também têm as suas preferências e acho que isso não deveria ser transmitido, a gente tem que dar notícia, a gente não tem que dizer o que a gente acha.
O que eu acho, eu digo ali na mesa de bar, eu digo ali no almoço de família, não para as pessoas. A gente vive um excesso de informação, esse é um fato. Você acha que esse excesso, há um limite entre a falta de informação ou o excesso de informação? Você acha que existe um limite? Acho que um excesso de informação.
É muita coisa com as redes, com as telas. E eu estava lendo aquele dado que hoje a nova geração é a geração que mais tem acesso à informação e a geração mais burra, que talvez seja a geração mais burra. É horrível usar essa palavra, né? É feia? É feio, mas eu acredito que eu não consigo encontrar outra porque tem ali... Ou é ignorante, também é feio, né?
pega a informação e não sabe o que fazer com ela, né? Então, assim, a gente tem tantas coisas boas para a gente usar da tecnologia, da internet, de tudo que a gente tem acesso à informação e que a gente poderia usar para evoluir, para crescer, né? Para ter um desenvolvimento pessoal. E a gente vê que a nova geração que sabe, inclusive, mexer muito mais do que a gente, né? É verdade. Não usa isso para aprender.
Dri, você acredita que ainda existe espaço para neutralidade do jornalismo moderno? Eu acho que sim, mas eu acho que depende de cada jornalista de realmente ter esse compromisso com a neutralidade, com a imparcialidade, um compromisso com a informação. Então, acho que existe espaço se os coleguinhas se esforçarem um pouquinho.
Depende de cada um mesmo, né? Depende de cada um. De fazer a sua parte na construção disso. Existe uma cobrança diferente sobre mulheres que comunicam em público, né? Muitas se cobram isso. Como você lidou com isso ao longo da trajetória da sua carreira?
Eu sempre lidei de forma natural, porque eu acho que a mulher, por exemplo, no palco, nos eventos que eu faço como mestre de cerimônias, a gente vê muito mais mulheres atuando nesse segmento até do que homens. Tem muitos homens espetaculares também. Mas eu acho que a mulher, ela leva para o palco uma leveza, uma sensibilidade. E muitas vezes é o que a empresa busca até para...
temas, pautas mais densas, então a gente vai falar de mercado financeiro, às vezes não querem que seja algo tão rígido, então coloca uma mulher, que traz ali uma bossa, né? Tem mais cor, tem mais sensibilidade, acho que sim. É, eu acho que sempre quando eu vejo mulher, os homens são fantásticos, claro, mas assim, às vezes a mulher leva uma cor, uma paleta de cores que contribui, né? Legal, é.
O ser humano que saiu da pandemia é melhor ou pior ou apenas mais consciente? Porque a pandemia mexeu com muita gente, né? Poxa, eu tinha uma esperança de que as pessoas iam sair muito melhores da pandemia, mas eu não acho que saíram, não. Eu acho que as pessoas estão mais ansiosas, consumindo mais, destruindo mais. Eu não sei. Estou meio pessimista nessa resposta.
Mas eu acho que, na verdade, gerou-se uma superficialidade muito grande, né? Menos empatia e a superficialidade, a gente esperou que a empatia ganhasse força, mas o que ganhou força foi essa superficialidade depois dela, né? Eu acho que sim, acho que a gente entrou numa onda meio de superficialidade, como você falou, e eu achava que não, achava que depois da pandemia...
As pessoas iam ter mais consciência. E eu acho que não mudou muito nada nesse sentido. Eu também concordo. Quando você é chamada para fazer uma apresentação de um evento, quanto tempo você precisa? Ou é tudo muito em cima da hora? É difícil você estar lá com a pauta toda para apresentar um prêmio, como recentemente você esteve apresentando, prêmios de saúde? É difícil ser uma mestre de cerimônia?
Então, eu amo ser mestre de cerimônias, né? E eu sempre falo que cada evento e cada segmento eu aprendo muito. Eu acho que é difícil no sentido de você estar presente. Porque eu acho que quando você é mestre de cerimônias, lá eu não sou só a Adriana, eu estou ali representando um cliente, uma empresa. Então, você veste a camisa mesmo, né? Se você não fizer isso, acho que no palco aquele evento não vai ter alma. Então, eu acho que...
Não considero difícil porque é o meu trabalho que eu faço há anos, mas tem situações muito diferentes umas das outras, assim, tem eventos, a maioria dos eventos é tudo muito planejado, então a gente já recebe antes as pautas, quem são os palestrantes, o que eu vou falar.
o que a gente vai abordar, às vezes se tem uma mediação, algum talk show, eu já recebo antes, o que a gente vai poder perguntar, enfim. E tem eventos que acontecem, tipo, alguém quebrou a perna, você pode vir aqui, aí você pega ali na hora, esses são mais desafiadores, né?
Porque você conta com o teu improviso, com a tua capacidade. Porque você conta muito mais e com o desconhecido, né? Você chega às vezes lá e fala, não, o que tem aqui? Você nem tem tempo de ler e já vai entrar no palco. Acontece. E na pandemia aconteceu muito, né? A gente falou de pandemia.
porque às vezes alguém era testado e dava positivo para a Covid, não podia apresentar, e aí a gente tinha uma rede ali de apresentadoras, gente, não posso apresentar, quem pode? Então, você pegava uma coisa de última hora, que era em estúdio, né, normalmente, na pandemia não tinha o evento presencial, mas acontecia muito isso. E acho que esses são mais desafiadores, eu não gosto da palavra difícil, porque eu...
Eu gosto desses desafios. É verdade. Eu acho que também... Eu acho que o difícil, ele tem um olhar muito subjetivo, porque ele pode ser difícil para uma, não é para o outro. E se ele for um desafio, você enfrenta ele sempre. Exato. Em 94, você estava entrando na faculdade como jornalismo, né? Você pesquisou? Eu não lembro, gente. Pesquisei. Da Casper Líbero ainda. Foi.
Desde aquela época, há uma transformação em tudo que você está fazendo e tudo mais, daquela garota que estava ali com o sonho, né? Tinha um sonho nesse exato momento, quando você começa, que você senta na cadeira da faculdade, você tem um sonho previsto? Você imaginava que você se tornaria essa mulher, essa apresentadora, essa repórter, essa mestre de cerimônia?
Não imaginava. Tinha muitos sonhos. Eu acho que quando a gente é jovem, a gente, né, o céu é o limite. A gente sonha com muitas coisas. Eu não imaginava que a minha trajetória seguiria por esse caminho, mas claro que eu sonhava em trabalhar em TV. Eu queria ser repórter. E quando a gente está na faculdade, a gente tem que fazer estágio. Então, também, a gente aceita o que aparece, né? E eu lembro que eu comecei a trabalhar, os primeiros estágios foram em assessoria de imprensa.
Gente, eu ficava assim, um, dois meses, eu não aguentava mais, eu falava, não gosto, não é isso que eu quero. Então, e eu lembro que uma vez até meu pai falou assim, então você tem que ir atrás do que você quer. Não adianta você ficar, ah, eu vou fazer isso porque é o que surgiu. Não, foca no que você quer.
Então, eu lembro que eu estava até numa aula e entrou, abriu a porta, assim, era um momento entre uma aula e outra, e um menino, que era aluno da faculdade, trabalhava na Rádio Gazeta, ele abriu a porta e falou assim, alguém aqui está interessado em fazer estágio na rádio? Ficou todo mundo parado, ninguém respondeu, eu falei, ah, eu!
E aí comecei na rádio. Falei, então amanhã você passa lá, não sei o que. Falei, gente, mas ninguém, ninguém quis. Ninguém, acho que nem ouviu, nem se manifestou. Falei, bom, melhor para mim, né? Fui, aí comecei. Há uma diferença muito grande entre rádio e TV, né?
Uma diferença muito grande, eu admiro muito quem faz rádio. Tem umas habilidades que precisam ter ali para fazer de agilidade, que a TV não... Sim, porque você tem o apoio da imagem, é tão mais fácil, né? Você poder mostrar e se expressar, e a expressão facial. E no rádio você tem só a voz e você fica segurando ali aquela notícia.
por horas, sem o apoio que você tem na TV, né? A TV tem muitas outras ferramentas, tem gráficos, você tem imagem, enfim. Então, eu admiro muito essa área de rádio. Comecei no rádio, na Rádio Gazeta, depois fui para a Rádio Bandeirantes e aí sim, para o Canal 21 e TV Bandeirantes.
Olha só, eu também concordo com você. A rádio você tem que ter uma agilidade, um preparo, e ter aquela coisa que é o teu repertório de entonações, o teu lúdico, aquela brincadeira com timbres e tudo, para entreter quem está ali ouvindo apenas.
A pessoa não está te vendo, né? Está imaginando, né? E o rádio, acho que tem essa fantasia também, né? Como será essa pessoa que eu admiro, que eu gosto de ouvir? Hoje a gente consegue, né? Entrar na internet e muitas emissoras de rádio, elas também estão no YouTube. Então a gente consegue ver. Mas teve uma época que a gente não via. Eu era apaixonado pelo Sérgio Boca. Sempre fui apaixonado pelo Sérgio Boca aqui em São Paulo, que apresentava o Good Times.
Então, assim, a voz dele vinha para ali, eu falava, meu Deus, né, e eu me estava, e eu trabalhava como RH, fazendo folha de pagamento, e ficava ouvindo o Good Times, três, quatro horas da manhã, em pleno prédio, de frente para a Praça João Mendes.
Então, enquanto eu estava imprimindo os lorites, eu estava ouvindo o Sérgio Boca ali, porque eu estava te adar o problema, eu estava trabalhando a noite inteira para fazer o pagamento no dia seguinte. E eu ficava olhando lá no fim da Praça da Sé, à madrugada, como era o hábito que acontecia. Acontecia de tudo naquela Sé nos anos 88, 88. Imagina. Você não tem noção. Eu estava no 16º andar.
E eu vi o Sérgio Boca, nunca esqueci. E aquilo que eu acho, o rádio te faz imaginar. E às vezes você quer saber como será esse cara, né? Será que ele é assim, assado? Hoje não precisa mais disso. Acho que por isso que você tem essa voz de locutor. Fiquei ensaiando, né? Fiquei ensaiando.
A MSA Company é uma referência mundial na parte de segurança, na parte de equipamentos que protegem as pessoas. Você tem uma relação com segurança na sua vida? Você é uma pessoa que tem prevenção, você cuida na hora de dirigir, você cuida na hora de ir em casa. Como que você lida com a segurança?
Gente, sou virginiana. Então, por aí, vocês já... Eu sou assim. Eu já tenho o plano A, o plano B, o plano C. Talvez o D, assim. Então, eu sou aquela pessoa que realmente penso em segurança, assim, pra dirigir. Eu não uso, não fico mandando mensagem enquanto eu tô dirigindo. Eu tenho essa... Essa consciência. Essa consciência. Eu sou aquela pessoa que sai de casa e eu vejo... Apaguei o fogão. Não sei o quê. Sabe? Eu... Eu...
Eu primo pela segurança. Antes de calcar, já põe o cinto. É verdade. Acho que é coisa de viriliano. É, mas eu acho também, as pessoas hoje, elas não conseguem entender que uma atitude prevencionista, seja num lugar que você está andando com o celular na mão, que você sabe que tem um risco, se você ativa essa questão prevencionista, você cria elementos para poder se cuidar.
Mas as pessoas estão muito desatentas. Quando você olha os assaltos, todos estavam desatentos, nenhum estava preocupado com a sua segurança. E a culpa é disso aqui, ó. Sempre. Do celular, porque a gente vê, né, quantos casos. A pessoa, às vezes, no banco de trás de um táxi, de um Uber, no celular, em avenidas que já são conhecidas, né, como perigosas, e elas estão distraídas. Ou mesmo dirigindo e o carro não anda, né? Não anda.
Você fica sem que buzinar para o carro da frente andar, porque ele está ali no celular.
Então, eu acho que é uma desatenção tão egoísta. Eu acho muito egoísta, e a gente viu uma reportagem sobre o trânsito em São Paulo, ele piorou de 2025 para 2026, assim, drasticamente.
E a gente sabe muito bem que essa paralisação do tempo no trânsito foi promovido por quem está no celular. Exato. As pessoas estão lá, não olham. A gente vê isso no dia a dia. Muito, o tempo todo. Isso deixa a gente muito irritado. Basta sair aqui pelas ruas de São Paulo, que é onde eu moro, para a gente ver que...
Nossa, você passa até raiva no trânsito. E aí a gente fala, segurança é importante das pessoas estarem olhando. Os equipamentos que protegem, quando você vai com capacete, quando você vai com cinto de segurança por um trabalho de risco. Então assim, você joga toda a tua vida naquele cinto, naquele equipamento, e a gente vê que a MSA tem um valor, a história dela é incrível para isso.
E muitas vezes em ensaios de eventos a gente chega e é o momento da montagem. A equipe está montando o palco, o cenário, então tem muitas máquinas ali circulando e a gente precisa usar os equipamentos de proteção, senão você não pode circular ali. Só a partir de um certo momento que já não tem mais... Eu não sei como chama aquelas... tipo uma grua assim. Sim, tem as gruas, os guindastes. Os guindastes a gente já não... ... ...
Aí não precisa mais usar, mas enquanto tem as máquinas ali na área de eventos, na montagem a gente tem que usar os equipamentos de segurança mesmo, a gente vai ensaiar. E mais grave é que todo lugar oferece risco, Adriana, todos os lugares, seja uma TV, seja um rádio, oferece risco. É um refletor que pode cair num palco, é um fio que você pode tropeçar e cair. Então a gente vê muito a questão da sinalização de segurança em todos os ambientes.
O Safety Summit é uma tradição dentro aqui de São Paulo, do Brasil, agora com esse corpo da América Latina, que também está fazendo parte, é super importante. Mas ele tem uma referência, porque são convidados que fazem parte desse movimento e que vão lá para obter informação, transformação, desenvolvimento.
Como que é para você estar na frente de mais de 30 panelistas que vão estar participando e você conduzindo isso? Dá um frio na barriga, você se preocupa de falar, bom, mas eu não sou uma pessoa de segurança, mas aí o cliente está me entregando esse briefing e eu vou fazer dele o melhor possível.
Bom, para mim é uma honra estar de novo à frente do MSA Safety Summit. Eu não me lembro, o ano que eu apresentei isso foi... 2024. 2022. Eu ia falar 23, mas acho que foi 2024. É de dois em dois. Isso. Então, para mim é uma honra estar com eles de novo, porque é uma equipe fantástica e super carinhosa. E eu acho que para o mestre de cerimônias isso conta muito, como você é recebido... O acolhimento. O acolhimento ali por aquela empresa. E...
Eu não fico com frio na barriga quando tudo está alinhado, como é o caso do MSA Safety Summit. Está tudo organizado, tudo planejado já faz tempo. Então, a gente já entra no palco com mais segurança. A gente está falando de segurança? Segurança, de realmente saber que eu vou pisar no palco e está tudo certo. E nos bastidores está tudo alinhado e a gente já recebe o briefing antes, o texto. Eu já consigo estudar antes o que eu vou falar, já consigo entender um pouco mais.
sobre a empresa, no caso, como eu já fiz, já conheço um pouquinho mais. Sobre cada participante. Sobre cada participante. E no caso de ter painelistas tão importantes, eu acho que sempre é uma honra para quem está apresentando. Então, por mais que eu não seja especificamente da área de segurança, o que eu entendo é de comunicação. Então, o meu papel ali é costurar.
tudo aquilo e todas as pessoas importantes que estão ali, para que elas também, quando eu chame cada um no palco, elas também sintam essa energia, para que elas também possam fazer o papel delas ali.
É maravilhoso quando a gente tem ali a possibilidade de estar perto de alguém que vai entregar algo que a gente, que comunga com aquilo que a gente pensa. Porque todos os painéis e todos os palestrantes, eles vão falar de coisas extremamente importantes. Sim, e assuntos sérios, né? Vida, né? Vamos falar da vida, né? Da preservação da vida e de como essa vida pode ser preservada.
E isso, você ali ouvindo, assistindo, deve falar, pera, olha, eu também quero aprender com isso hoje. Eu acho que quando você tem alguém no palco conduzindo e que já tem uma experiência e que já conhece a empresa e demonstra essa segurança no palco, eu acho que é uma preocupação a menos para o profissional que vai subir para dar uma palestra, para participar de um painel. Outro dia eu ouvi de uma palestrante algo que me deixou assim...
Muito lisonjeada, muito feliz. E eu nunca tinha parado para pensar nisso. Como eu te falei, eu adoro essas coisas de energia. E eu acho que a nossa energia transcende. É o nosso cartão de visitas. E a palestrante de um evento, ela misturava um pouco de poema para falar de inteligência artificial. E ela trazia esse lado humano da IA. E aí depois ela me escreveu no Instagram uma mensagem assim, olha, muito obrigada.
pela energia com a qual você me chamou no palco, porque eu precisava daquilo para a minha palestra, para começar também com a energia que eu queria levar. Então, eu acho que o papel do mestre de cerimônias é um pouco isso, né? Manter a energia lá no alto. Um evento, na realidade, ele é ao vivo, ele depende de muitos fatores para tudo dar certo.
Um som afinado, uma imagem perfeita, vários profissionais envolvidos. Você já teve situações na qual perdeu-se o controle e você teve que usar da sua experiência, do seu poder de improviso para contornar a situação? Ao vivo, tudo pode acontecer, né? Normalmente, são...
pequenos ajustes que eu acho que o público nem percebe, mas algumas vezes, enfim, acontece, né, nos melhores eventos, assim, de não é, você chama um vídeo, não entra, ou tem uma falha no microfone, e eu acho que a gente não tem que também ficar tentando esconder isso, porque o público tá vendo, e eu acho que o público tem empatia.
com a gente que está ali fazendo acontecer, né? Claro, claro. Então, acho que a gente tem que só explicar, olha, a gente já vai ajustar isso, arrumar tal falha, enquanto isso, respondam aqui a nossa pesquisa de satisfação. Enfim, a gente coloca alguma coisa ali no meio para dar tempo da nossa equipe técnica reajustar, reorganizar alguma coisa. Já tive situações, e às vezes, né, umas mais graves, outras menos.
Mas eu não vejo isso como um problema, não. Quando a gente está ao vivo... É possível. Tudo acontece. Mas é claro que normalmente a tua experiência, ela permite que o teu traquejo para resolver é mais rápido, né? Às vezes, quando eu estava começando a fazer palestras, quando eu me perdi, às vezes, em alguns movimentos, eu depois descobria que você demorou muito para reagir ali. Se eu tivesse mais vivência, talvez a minha reação seria em menos tempo.
E eu acho que passar para o público essa segurança de que estamos resolvendo. Alguma coisa deu errado, claro, todo mundo viu. Mas a gente está resolvendo. Eu acho que a partir do momento que você está ali no palco, o seu papel é esse, né? Eu acho que é como num avião ali, a tripulação, deixar a gente calmo. Mesmo que esteja numa maior turbulência. Mesmo que esteja numa turbulência, porque a gente tem as nossas turbulências no palco.
Mas você está ali para falar, não, gente, calma, está tudo certo. E eu acho que a leveza...
com a qual você conduz isso não atrapalha o flow do evento. É verdade. Olha, o MSA Safety Summit é bem desejado por todos, né? A gente percebe, eu estou envolvido na pesquisa dos apoiadores, dos patrocinadores, do elenco que vai compor, já tem hoje no site, depois a gente vai colocar aqui o site já com a programação toda, de você ver aquele elenco brilhante, querido por todo mundo.
Eu já estou ansiosa, gente. É, com certeza, porque dá um frisson para a gente saber que a gente vai estar perto de pessoas que se tornaram referência dentro da trajetória delas, né? Exatamente. Para mim, tem eventos que são mais especiais, né? E eu acho que esse é um deles. Enfim, eu gosto muito desse tema de segurança, gosto muito da empresa, gosto muito da equipe, então já estou ansiosa aí dos dias de eventos.
Então, olha, 6 e 7 de maio, Adriana Bittar, como mestre de cerimônia do MSA Safety Summit 2026, aqui em São Paulo, vai ser lindo, vai ser maravilhoso. Se uma pessoa, uma garota, está te ouvindo agora, que eu tenho certeza, e quer ser uma jornalista, uma mestre de cerimônia, quais são as suas principais sugestões e orientações para essa pessoa? Olha, eu acho que para quem quer entrar em qualquer área da comunicação, e para quem quer entrar em qualquer área da comunicação.
Acho que para tudo na vida. Minha dica número um é autoconhecimento, é entender exatamente o que você quer e onde você quer chegar. E a partir disso você ir atrás. Acho que mestre de cerimônias existem alguns cursos, alguns workshops, e aí você começar a fazer os seus contatos e tentar apresentar eventos menores.
para você ir construindo os seus clientes e também ganhando experiência. Enfim, não sei se tenho mais alguma dica para dar. Você tem alguma estratégia que você usa para ganhar segurança no palco? Eu acho que estar presente. Eu acho que é concentração. Quando eu estou no palco, gente, não tem celular, não tem problema, não tem coisa para resolver, lista de mercado, problema com família. Você está ali.
E eu acho que é isso que você tem que entender. É você ali, você tem o poder de fazer o evento dar certo ou não. Então você tem que estar presente. Ah, perfeito, perfeito. Olha, Adri, tu atuou até íntimo, né? Você vê? Chamando a Adriana Bittardi e a Adri, né? Ah, tô adorando, gente. Eu amei esse nosso tricô.
Eu espero ter respondido tudo, porque, gente, sabe a primeira coisa que eu falei quando eu cheguei aqui? É muito diferente a gente entrevistar e a gente ser entrevistada. Eu não estou acostumada. Não, eu acho que a maioria dos jornalistas estão acostumados a entrevistar a repórter. E quando a gente entra em uma outra posição, e para quem entrevista uma profissional como você...
Você pensa, eu estou desde ontem pensando, falando, meu Deus, esse repertório, será que vai ser interessante? Será que ela vai... Então, assim, a gente também fica nervoso do lado daqui. Mas eu queria mesmo te agradecer imensamente. É uma honra do meu coração não só falar de MSA Safety Summit, que é um evento que a gente ama e que vai ser legal para todo mundo, mas ter você aqui contando um pouquinho dessa sua trajetória maravilhosa.
Obrigada, eu adorei. Adorei o nosso bate-papo. Enfim, a gente vai se ver, né? Vamos se ver. No MSA, a gente continua a nossa conversa lá. E olha, eu fiz uma última falando de TV. A TV tradicional ainda tem força diante das redes sociais ou estamos vivendo uma transição definitiva de era? Onde você enxerga esse novo cenário?
Olha, eu acho que a nova geração não assiste TV, né? É verdade. Então, quem é jovem e está assistindo a gente aqui, talvez não me reconheça da TV. Verdade. A TV marcou uma época, né? E marcou algumas gerações.
eu não sei se a TV consegue recuperar esse fôlego que hoje o digital tem né tem que existir aí uma simbiose entre os dois para TV recuperar a força acho que na nossa geração teve foi muito forte marcou muito muito mas acho que hoje o digital tá
Está dominando. Está dominando, né? A gente olha pelos índices de audiências que a gente tinha anteriormente, que era altíssimo. Às vezes uma novela batia 99% de audiência o Brasil inteiro vendo. Hoje não. Hoje é uma loucura. E hoje, qualquer...
pessoa gente guardadas as devidas proporções tá mas qualquer pessoa pode ser repórter se ela tiver ali com o celular e microfone qualquer pessoa pode montar um canal no YouTube da notícias você pode fazer uma novela digital
você pode fazer uma websérie. Então, o digital ganhou corpo em setores que a TV antes nadava de braçada. É verdade, ganhou também elencos, porque no interior da Paraíba, o menino com o celular dele mostra a realidade dele com as cabras.
E aí é muito louco, porque ele está lá naquele lugar que nunca na vida a gente... A TV não ia lá, mostrar o menino com as cabras? Não ia. Mas ele está aqui com a gente, né? Então eu acho que o digital tem uma força muito forte. E viralizando, né? Eu acho ótimo. Eu também acho. Viralizando. Adriana, eu aqui estou muito honrado.
E já que você é a mestre de cerimônia do MSA Safety Summit 2026, nessa câmera, convida as pessoas para participar do evento e a gente fecha esse bate-papo maravilhoso. Pessoal, dia 6 e 7 de maio, MSA Safety Summit, agora englobando a América Latina, chique, internacional. Olha, espero vocês online, vocês podem acompanhar, todos estão convidados e vai ser uma honra contar com a sua audiência.
Maravilhoso. Olha, eu tive o prazer, o privilégio, o orgulho de conversar com a Adriana Bittar, que pôde bater um papo sobre a trajetória dela, sobre a vida dela, e contar um pouquinho desse trabalho como Mestre Limônia, que ela arrasa por todo o Brasil e fora do Brasil. Você que é empresário, empresa, que está precisando de um...
mestre de cerimônia com essa categoria, Adriana Bittar, para você. MSA Safety Summit está aí, 6 e 7 de maio, com a apresentação dessa jornalista incrível. Até a próxima.
Andreza Araújo
Grupo Corpo
Insight Fatores Humanos