Episódios de Discopatas

Músicas que encerram discos, feat. Daniel Sollero

11 de maio de 20262h5min
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Seja em discos ou seja em playlists, a última música nem sempre é lembrada porque fechou a lista de músicas mas sim pela sua qualidade. Tanto que muitas delas a gente até acha que era faixa de abertura.

Nesse episódio falamos sobre isso e, claro, com a nossa tradicional falta de foco, o papo descambou para diversos outros assuntos relacionados (ou não) com a pauta.

E pra essa edição convidamos novamente o nosso amigo Daniel Sollero que foi quem sugeriu o tema desse programa.

Assuntos10
  • Músicas de encerramento de discosO conceito de álbum vs. singles · A influência do formato (vinil, CD, digital) · Músicas de encerramento planejadas vs. acidentais · Exemplos de músicas de encerramento icônicas · A importância da faixa de encerramento
  • Tramitação da PECO disco 'Equilíbrio' e sua proposta conceitual · A música de encerramento do disco · A importância do lançamento em um contexto conservador · A comparação com o trabalho de Tim Maia e Jorge Ben
  • Produção de PodcastsPerfil demográfico do público (gênero e idade) · Desempenho em plataformas de streaming (Spotify) · Episódios mais ouvidos
  • Festivais de MusicaBlocos de rock e a adaptação de ritmos brasileiros · A polêmica sobre blocos de rock vs. samba · A experiência do Bloco Saba · A crítica a blocos de música eletrônica no carnaval
  • The Beatles· CulturaA Day in the Life como exemplo de encerramento conceitual · Tomorrow Never Knows como encerramento de Revolver · A influência das dinâmicas internas da banda nas escolhas de repertório
  • Banda Cover Red Hot Chili PeppersCríticas à discografia e sonoridade repetitiva · A escolha de músicas de encerramento · A polêmica sobre a inclusão de 'They Are Red Hot'
  • Producao MusicalDiferenças entre a produção de Nevermind (Butch Vig) e In Utero (Steve Albini) · A preferência de Kurt Cobain pelo In Utero · A sonoridade punk e grunge
  • The Who e movimento ModWon't Get Fooled Again como música de encerramento · A cena de rock and roll no videoclipe · A relação com Keith Moon
  • História de David e SaulLady Grinning Soul como música de encerramento · A comparação com Rock and Roll Suicide
  • Pink Floyd· CulturaEclipse como encerramento de Dark Side of the Moon · A discussão sobre Echoes e Fearless como possíveis encerramentos
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Discopatas, e você já sabe, quando eu falo Discopatas, Discopatas está sem gerência hoje, hein? Luciano não está aqui, ele fez gracinha comigo nas últimas duas semanas aí, e agora acabei de completar o golpe, eu desbanquei o CEO aí. Vamos ver como que vai ser um programa sem CEO. Essa semana...

Ele não pediu nenhum relatório de última hora pra gente, não inventou uma ideia sensacional na sexta-feira pra botar em produção na segunda. Então estamos aqui hoje pra completar a trinca aqui com o convidado. O tema de hoje, músicas que encerram os discos. A gente vai falar só daquela última faixa que você pulou, não ouviu ou dormiu antes de chegar nela e perdeu uma puta faixa.

Estou aqui com o Robson, mas eu já vou, Robson, no estilo Luciano, vou apresentar o convidado para que ele possa fazer os comentários também na sua parte aí. Estamos aqui com o Daniel Solero, que já é da casa, que está vindo hoje para se retratar comigo porque tentou dar o golpe para me tirar e aí eu dei o golpe do golpe e tirei o Luciano e agora estamos aqui com o novo integrante Daniel Solero. Bem-vindo aí, Daniel.

E aí, moçada, tudo bem? Eu tô aí de volta, né? Demorou pra caceta pra me chamarem, mas eu volto. Eu sou muito fácil, cara. Eu sou muito fácil. Me chamou, eu tô aí. E é isso. É mais fácil gravar Descopatas com o Solano do que ele me convidar pra fazer uma banda. Não, o problema é, não. Você nega quando eu convido. E ainda te chamei pro bloco, cara. Te chamei pra tocar Black Sabbath. Puts, a gente precisa falar sobre isso. A gente precisa falar sobre isso, porque a gente tem opiniões sobre isso aqui, mas... E aí, Robson, como você tá, cara?

Beleza, tudo certo. Tudo certo. A gente está há bastante tempo sem falar sobre estatísticas do Discopatas. Eu fiquei sabendo que o senhor não veio, mas você preparou o relatório.

É, vê se você acompanha o programa, né? Mês passado a gente falou, né? Mas tudo bem. Vamos lá. Não, é só pra gente dar uma atualizada nos números, né? Porque a gente tá aí... Tá indo bem, né? Peraí que não tem plataforma mais arrombada do que o Spotify. É inacreditável. Que bosta de plataforma, cara.

Pra vocês que ouvem o Discopatas, e talvez não saibam, o Spotify tem uma plataforma só pros creators, né? E é uma gigantesca porcaria pra não falar outra coisa, né? Como é que minha filha tá ouvindo? Se bem que eu já falei palavrão, mas tudo bem. Publicar podcast no Spotify é uma eterna luta contra o Spotify, né? Impressionante.

É, o Daniel Ek fica investindo em míssil Pra disparar em população inocente Ao invés de melhorar essa porcaria Dessa plataforma que ele por acaso criou Mas o pior é que não é nem isso O pior é que o podcast É onde, tipo Não tem nada Ele não, tipo Na música, ele tem que pagar os músicos No podcast ele paga quem?

Pois é, e ele ainda manda cortar determinados episódios, porque tem música... Enfim, vamos lá. Ainda bem que ele não faz ego search com os bots dele, senão a gente estava fora da plataforma faz tempo, de tanto que a gente xinga ele. Bom, continua a tristeza, né? 78% do nosso público é homem, né?

É lamentável isso, mas eu já tô começando a perder a esperança de que a gente não vai mudar isso nunca, né? E só 18% de mulheres. Então, terrível esse dado. Eu não sei o que fazer mais pra atrair as mulheres, pra ouvirem os copatas, não sei o que fazer. Não vou fazer comentário sexista, mas, sinceramente, eu não sei mais como a gente faz pra aumentar a diversidade desse público. E a faixa etária, por um lado, tá...

ameaçando diminuir aos poucos, mas continua, a gente continua tendo a nossa maior faixa de público entre homens de 45 a 59 anos, né? Então, basicamente, o nosso público é homem e véio. Então, infelizmente, tá difícil da gente mudar isso. Não é muito diferente de quem grava o podcast, né?

Pois é, né, mas sei lá, né, a gente toca música, né, então às vezes a gente vê comentário de jovem lá ouvindo. Então os jovens são engajados, né? Os jovens comentam, cara. Pois é, então a gente, eu não sei o que fazer, você jovem que ouviu Descopatas, ajuda a espalhar a palavra, pô, manda lá nos grupos de WhatsApp.

sei lá o jovem é no Discord o jovem tem que jogar no Discord Discord, agora que estiver jogando Free Fire sei lá, dá um jeito aí, ajuda a gente porque tá difícil ficar falando só com homem velho já não chega quem apresenta

o que mais aqui que eu acho que é legal a gente chegou aqui a 417 seguidores no Spotify então vamos seguir aí na nossa luta pra chegarmos a 420 então a meta pra próximo mês é a gente conseguir 3 assinantes então se você faz parte dos 400 enfin Obrigado.

Se você conseguir 1% de pessoa para ouvir, já vai aumentar o número para 4 pessoas. Então, ajude aí a gente. Vamos tentar chegar a 420 pessoas no próximo mês. Aí, se liga. Discopatas já é relacionado a disco. Então, já é meio geracional.

Mas meu filho fala que vinil, a molecada toda já tem. O que eles estão querendo mesmo. Tipo, você fala que você tem um CD de tal banda. Eles falam, caraca, o CD. Porque o vinil, tipo, ele já tem. Já é uma coisa do dia a dia deles. Então, acho que vocês vão ter que fazer, tipo, sorteio dos CDs que vocês têm guardado em alguma caixa.

de as bandas que eles gostam alguma do Deftones tem aqui o Adrenaline primeiro aqui, primeira tiragem desse CD pois é cara, eu acho que é vamos fazer o Luciano tirar tem o segundo do Luciano para a gente fazer isso vamos fazer o Luciano tirar o escorpião do bolso e começar a sortear disco, para ver se atrai mais gente brinde sempre atrai então

Faz pergunta também se eles preferem vinil ou CD e aí começa a fazer essa brincadeira aí Boa ideia, boa ideia Solerói isso aí, vamos falar com o Luciano Vamos trazer um cara do marketing das mídias aqui Vamos começar a sortear E aqui eu queria falar dos nossos três episódios mais ouvidos de todos os tempos teve uma mudança muito grande aí, por alguma razão sabe-se lá porquê E aí

quer dizer, sabe por que não, vamos falar o porquê, de acordo com as estatísticas do Spotify a gente tem sido muito achado através de busca

Então o pessoal, por acaso, foi buscar alguns termos, acredito, e acabaram caindo no discopatas e fez com que as estatísticas de episódios mais ouvidos mudassem. Então a gente tá o primeiro... Bom, começar de baixo pra cima, né? O terceiro mais ouvido é o Melhores do Ano desse ano passado, aqui de dezembro.

que a gente fez com o Luiz César Pimentel e o nosso amigo Rodrigo James é o terceiro episódio mais ouvido de todos os tempos o segundo mais ouvido é o Músicas pra Ouvir no Trabalho que enfim foi desbancado

tá em segundo lugar aí, mas considerando que é um episódio que a gente gravou em 1990 e ele ainda tá em segundo, eu acho interessante, né? Talvez a gente tenha que refazer essa pauta aí porque... De junho de 2023, cara vai fazer três anos Pois é, faz tempo, né? E o primeiro mais ouvido é o Popero Vamos lá

que superou todos os outros episódios, o episódio das mulheres, que ficou por muitos anos na frente dos episódios mais ouvidos, mas o episódio que a gente gravou sobre house music é disparado o mais ouvido, com uma diferença grande para o segundo.

Então é isso, acho que a gente vai fazer tem que começar a fazer episódios de música eletrônica pro pessoal ouvir no trabalho, né? Talvez seja seja essa a fórmula. Clickbait do Popero ganhou, cara. A busca ali, ó.

Pois é. Mas aí, quando é de artista, assim, eles não ficam bem, assim, quando o fã do artista procura alguma coisa? Cara, não. Por incrível que pareça, os episódios mais ouvidos são os episódios temáticos. O quarto episódio mais ouvido, por exemplo, é o trilha sonora de filmes que a gente fez com o Roberto Sadowski. É o quarto episódio mais ouvido.

Vocês pegam esses medalhões aí, James, o Luiz César, porra, e o Sadovski, é óbvio que vai dar gente, né? O quarto episódio é o Músicas para Transar, que a gente fez na trilogia do Amor o ano passado. O quarto episódio é o Músicas para Transar, é o quarto episódio mais ouvido.

Então é isso. A Correção Silvestre tá bem colocado também. Piores discos de bandas que amamos. Geralmente esses temas vão bem. O primeiro com banda é o Joy Division. É o primeiro que aparece depois dos episódios com temas. Então a galera curte mais coisas temáticas do que episódios de bandas isoladas. Então vamos pensar. Como somos os reis do marketing.

A gente vai pensar, provavelmente agora a gente só vai fazer de bandas isoladas, né? Pelo que eu conheço. Os episódios de banda, os episódios de banda de artistas isolados, no geral, ativam o especialista do artista ir lá reclamar que a gente não sabe nada do artista, que é uma coisa que a gente gosta. No geral é isso. Tem isso aí. Mas a gente gosta, significa que deu certo quando tem alguém reclamando do que a gente fez.

Bom, então vamos entrar no tema do programa, né? Faixas que fecham discos. A gente chegou nesse tema aí por causa do Solero, que pensou essa pauta aí. E a gente tinha uma ideia, e o Solero veio e deu essa ideia, e contribuiu, virou um caldeirão interessante ali, e a gente chegou.

nesse tema. Celaro, vamos fingir que eu e o Sereda a gente não sabe como que a gente chegou nesse tema. Conta aí, como que a gente chegou nesse tema de hoje? Na outra vez que eu vim, isso foi o que eu fiquei sabendo. Eu também vou replicar mais ou menos o que eu fiquei sabendo, que eu também não lembro. A última vez que eu participei aqui, eu falei de uma palestra que eu tinha ido

aquela coisa, a gente tá falando de núcleo rico da novela, quando eu era do núcleo rico da novela, e eu ia no Salva e Saltas, e aí eu fui numa palestra que era um tema louco lá, sobre educação, sobre morte, essas coisas. E aí, foi lá que eu fiquei sabendo que o último sentido que fecha é a audição. E aí, nessa palestra, o cara tá falando, pô, então era legal você ter alguma coisa...

pra ser uma música legal pra você ouvir quando você tá morrendo, assim, já que é a última coisa que você vai ouvir. Aí, vocês ficaram com isso na cabeça e vieram falar, pô, vamos fazer a música pra ouvir na hora de morrer, a música que você mais gosta pra conseguir ir morrendo. Aí eu achei meio deprê, né? Aí eu falei, ah, cara, a música é pra fechar disco, vamos tentar outra coisa, blá blá blá. E aí eu, curiosamente, consegui convencer vocês, eu acho que vocês não tinham outro convidado e aceitaram só pra...

pra poder ter o programa mas tá legal também, eu aceito claramente era uma ideia bem melhor a gente pegou o primeiro que passou na rua tipo, puta, quem que a gente vai chama o Solero aí chama o Solero, pô, o cara não vem nunca e vai estar grato de vir, não deu outra meses que o Sereda tá falando, organizando

Pra trazer você de volta aí. Mas aí a gente achou legal, porque enfim, é menos mórbido. Não é... A gente não tá em 2 de novembro, né? Pô, então, já é temático. Olha, gostei. Tamo gravando em maio, né? Então, porra, músicas que fecham o disco. E foi muito legal, porque eu fiquei pensando muito a respeito.

Pelo menos pra mim foi um exercício muito legal. Fiquei um bom tempo procurando, pensando, olhando os discos. E tem disco que tem música muito legal no final. Porque a gente tem a tendência de achar que... Com exceção do Sgt. Peppers, vai. Ou esses discos que são conceitos. Ópera rock, essas coisas.

Às vezes, né, a gente tá conversando antes de começar É aquela música, às vezes, é o que sobrou Realmente é a música que quase não entra no disco Os caras colocam no final, só pra completar, né Então, eu acho que depende do artista, sabia? Eu acho que antes de... Até de ter esses discos conceituais, etc Era meio assim, eu acho que era tipo uma coleção de singles E aí, isso a gente volta pra outra coisa também

O que é um álbum hoje, né? O que é um disco hoje?

A gente tá ouvindo um montão de singles separados e fala, ah, tá, tá legal. E aí não tem muito uma história que o cara tá contando no disco, assim, né? Então, quando era na época de compacto e etc, eu acho que também tinha um pouco desse problema. O cara não tava contando uma história, ele saiu botando as músicas que ele tinha e foi, assim. E aí, meio que tentando colar. Essa é a minha cabeça, né? Posso estar completamente errado. Mas, quando começa a ter sagrado,

essa consciência de você ir contando uma história ou até mesmo...

fazendo um caminho de como a pessoa vai se sentir, então você começa falando uma dor de cotovelo e termina falando de uma outra coisa, né, você tá falando de uma esperança, alguma coisa assim, ou então começa uma história de amor e depois termina com um término e alguma coisa assim, são histórias que você tá contando, né, então você, eu acho que acaba tendo isso, assim, e aí o ápice acaba sendo isso, e lembrando também uma outra coisa.

Quando era vinil, eram dois términos, né? Então você tinha... É verdade. Era o término do lado do lado do lado do bem, né?

Do lado A e do lado B. Então, se você parar para pensar, quem sabia dividir bem, então podia fazer um disco num tema, um lado de um tema, outro lado de outro. Então, também tinha essas possibilidades, que com o CD matou um pouco isso, ficou mais para o fim da música, ou então, o fim do CD, ou música escondida.

E com playlist agora já era, né? No digital acho que ficou pior. Mas quem conta essas histórias acaba indo. E se você ver, por exemplo, o caso da, sei lá, Anitta agora lançou um disco novo. Cara, é um disco. Você ouve o disco, você fala, ah, beleza, é um disco isso aqui. Não é um amontoado de singles, assim.

Você vê que teve um pensamento, você viu que a última música lá desse disco dela é tipo uma dança de meditação, muito doido. Cara, não faz sentido na minha cabeça ela fazer isso, mas ela tá contando essa história. O nome do disco é Equilíbrio e tal. Então tem um pouco...

Dessa coisa do artista querer contar. E aí, a gente conseguir fazer isso num mundo de singles, porra, eu acho sensacional, assim. Eu acho muito legal quem tem essa clareza de pensar o disco e não pensar single. Eu acho esse disco da Anitta fantástico. Esse disco novo é muito bom. É muito bom. É muito bom e, bom, é maravilhoso. Eu gostei pra caramba desse disco e, puta, muito bom.

Enquanto você estava falando, eu fui revisitar minha lista aqui, minha pré-lista de músicas. Cara, depois dos anos 2000, só tem uma música na minha lista aqui. Realmente, é tudo de quando alguém concebia um disco completo. Depois dos anos 2000, sei lá, da uma lista de 30 que eu fiz aqui, tem uma. É muito doido.

Não, tem mais. Pô, tem várias mais aqui. Tipo, se você parar a pensar, o In Rainbows lá do Radiohead, eu sei que você não gosta. Mas enfim. É coisa de fake. É, então, mas é isso. Tem artistas que fazem isso. É que eu também não gosto de Strokes, não gosto dessas coisas, mas talvez eles tenham alguma coisa dessa, assim. Que eles pensavam em discos, né?

Eu acho que esse dois mil baixo aí tinha uma galera que ainda estava pensando em disco também. Tem bastante disco com conceito, então acho que funciona. Mas tem umas coisas que... O que eu achei legal revisitando isso, é que tem, para mim, assim... O Robson até falou um pouquinho disso. Tem umas coisas que são muito claras que foram pensadas para culminar lá.

Tipo, uma historinha que você está contando E é o final da história Mas tem coisas que eu acho que parecem Que acidentalmente ficaram ali E estouraram Por estarem ali Eu não sei, cara Eu fiquei com essa impressão Para algumas coisas Vou dar um exemplo idiota aqui No Barão 2 A música que encerra é Pro dia nascer feliz Caraca A música que encerra é

É muito doido Aí você fala assim, porra É uma música de começo? Não, na verdade É uma música de fim É como se você tivesse dado um rolê inteiro E você tá curtindo E é uma esperança também, né Então Eu não acho que foi planejado Eu acho que ela caiu ali Até pelo contexto da música Mas porra, funcionou demais Funcionou demais Vamos lá

Cara, é muito engraçado, né, se a gente pensar...

nessa coisa toda, mesmo o o bugari do Cascadura termina com Adeus Solidão que também, cara, é completamente diferente de tudo que tem no disco tem uma vinheta no final ali xingando o Cascadura e tal mas cara, faz sentido naquela, no que eles estavam contando sabe, faz sentido, então eu acho que tem essas escolhas assim, e tem as escolhas que dão errado assim, por exemplo, o cara, eu odeio isso a

o Blood Sugar, né, do Chili Peppers cara era pra terminar com o Sir Cycle Sexy só que eles botaram aquela música do Robert Johnson que é um cover lá The Red Red, que é muito ruim, cara

Aquela música não era pra estar ali, estragou o disco, assim. Tipo, eu preferia que não tivesse, sabe? Ah, põe isso num single, põe alguma coisa depois. Mas o cara botou aquela coisa, estragou o final. Ia ser aquele final épico, a música tem, sei lá, seis minutos, sei lá, quantos minutos tem. É longa, tem, sabe, várias passagens. Cara, muito legal e tal. E quando você vê, pô, os caras fazem uma piada no final. Ah, cara, tava tão legal. E o disco é tão bom também, né?

O Red Hot é conhecido por péssimas escolhas de... O Red Hot é conhecido por ser péssimo, não péssimo. Não, esse disco é péssimo. O Red Hot é a banda que mais se repete, eu acho impressionante. Não, não, é ICDC. Todos os discos são iguais, todos.

é incrível você ouve o Mother's Milk e ouve, sei lá, o One Last Minute o disco é igual, é tudo igual tudo, tudo igual peraí que eu vou desligar aqui primeiro que o One Hot Minute não é nem Chili Peppers eu acho que é um projeto paralelo chamado One Hot Minute

Não dá pra você chamar aquilo de Chili Peppers. O Dave Navarro faz completamente outra... É outra história. É outra banda. É outra história. Nem conto como Chili Peppers. Pra mim, até o Blood Sugar é Chili Peppers. Aí tem esse projeto paralelo aí, que é tipo um audio slave deles.

e depois aí depois tem o aí começa essa coisa de Californication essas coisas que eu não gosto então pega essas músicas é tudo igual, a sonoridade é o mesmo é tudo igual eu fico com a opinião do Brian Hino

Eu me apoio no Brian Hino em relação ao Red Hot Chili Peppers. Eu li o livro do Anthony Kiddes. O Anthony Kiddes, o escartício. Aliás, a banda é uma bosta, mas a biografia é muito boa. Podem ler que é bem legal.

ele ligou pro Brian Eno pra produzir aí eu vi isso no documentário e aí o Brian Eno falou, tô fora eles ficaram putos o cara não quis produzir a gente o Brian Eno deve entender um pouco de música pra não ter pulado fora e o Red Hot and Peppers era grande naquela época então se ele olhou, foi isso aí não vou assinar nada não

Acho que ele percebeu que não dava pra fazer Wall of Sound, né? E aí falou, ah, deixa, vai. Ah, se eu chegar lá, fazer, não, galera, vamos fazer uma coisa com texturas. Os caras, textura do quê? Não, mas, pô, também foi um pedido de ar errado, né, cara? O que o Beninho ia fazer com o Red Hot Chili Peppers, cara? Aí também já começou cagado o negócio. É muita heroína, gente, é muita heroína. É, mas aí você tá culpando a vítima. Consequentemente, você falando do Blood Sugar, eu...

Ganhei um lote de vinius de uma pessoa que não sabia o quanto de valor ela tinha nos vinis, e eu fui lavar os vinis e catalogá-los, e tinha lá um blood sugar sexo. Isso, hein? Duplo, bonitinho, completinho. Entre outras raridades lá. Esse é bom, esse é bom. Cara, por exemplo, Beatles, cara. O Magical Mystery Tour termina com All We Need Is Love.

Também tem... Calma, eu vou pegar minha cola aqui. Eu acho que o maior exemplo dos Beatles é a Day in the Life. A Day in the Life é isso. É o final mais pensado. O conceito do programa. Cara, mas no Revolver...

termina com Tomorrow Never Knows, que é uma virada na carreira dos Beatles também, que é a música mais escodélica que eles tinham, que mostrava que eles já estavam brincando com substâncias alteradoras também. Então, Tomorrow Never Knows, cara, fecha o Revolver. E que o Revolver também é um puta disco. Então, a música que fecha, eu acho que ela meio que... Cara, dá um carimbo de que é muito, tipo...

te levaram pro lugar muito legal. Né? Tipo, ele vai concluindo esse negócio. Tipo, You Can't Always Get What You Want do Let It Bleeds, do Rolling Stones. Pô, cara, que música pra fechar um disco, cara. Mas aí, eu acho que ele já foi... Essa foi colocada cirurgicamente.

Mas eu acho que eles já foram influenciados pelos Beatles, né? Eu acho que era o momento, cara. Pensando nesse tipo de coisa, né? Eu acho que a Day in the Life é o exemplo mais bem acabado disso. Tipo, vamos fazer uma música para fechar o disco.

Tipo, ah, vamos fazer aqui a D&D Life. Depois que a música acabar, fica aquele tempo, aquele acorde infinito tocando. Depois põe aquele som que só cachorros conseguem escutar. Aí, tipo, sabe? Pensado. Final falso. É, final falso. Então, tipo... Aí depois um monte de gente copiou. Outras pessoas fizeram coisas parecidas ou na mesma pegada. Enfim. Mas eu acho que a primeira vez foi aí.

É, pode ser, mas eu lembrei também Lembrei de Pink Floyd, né? Aí tipo, ah, vamos falar Qual música que fecha o metal? Echoes? Não, ela não fecha Ela é um lado inteiro, porra

A música tem 23 minutos, cara. Uma música de 23 minutos é o lado inteiro, eu acho, assim. Então não é... Fecha porque... Sei lá, mas... Aquela música... Aquela música que... Como é que chama? Acho que é uma das raríssimas faixas do Pink Floyd que eu gosto. Acho que é desse disco aí. Que tem... No final tem a torcida do Arsenal, né? Cantando. You Never Walk Alone.

É do Arsenal, né? You never walk alone? Não sei, cara. É todo mundo nerd aqui. Ninguém gosta de futebol, né? Deixa eu ver aqui. Eu sou vascaíno, brother. Nerd não. É todo mundo indie, né? Eu sou vascaíno, então tem motivo aí pra não acompanhar. Mas eu acho que é do Arsenal que eles colocaram. Deixa eu ver aqui. O medal, né?

Tá chegando aqueles dois meses que eu me importo com futebol. É, então, de quatro em quatro anos. É.

Eu tava falando isso aqui hoje no trabalho, eu falei, abri o primeiro pacotinho de figurinha domingo, aí agora eu já acredito no Hexa já. Então, cara, depois que eu fiz 7 mil reais pra completar o álbum, eu já falei até pra minha filha, falei, não precisa não. Não, mas falaram que era uns 2 mil se você trocar, né? Ah, é. Tá. Eu falei, eu não tô nessa não. Ah, eu também não tô muito não. É ótimo.

Então, a música que eu ia citar é Fearless, que deveria, é uma boa faixa pra fechar um disco. É engraçado que eles não tenham colocado essa do fechamento, porque tem meio essa coisa de música que... Ela termina diferente, porque ela é uma música, praticamente música caipira, né? Ela parece beta band, assim, sabe? Do The Three Eps.

Nem parece Pink Floyd, por isso que eu gosto. Aí, tipo, ela vai indo, aí no final entra a torcida do Arsenal cantando You Never Walk Alone e aí depois vai misturando ali umas vozes, vai acelerando e tal. É bem cara de fim de disco, mas deve ser... Bom, como você falou que Eccles é o lado bem inteiro, então nem fecha o disco, ela fecha.

Mas o fechamento, eu acho que o que o Pink Floyd fez direito foi fechar o Dark Side of the Moon, né? Fecha com... Eclipse, né? É, e antes vem Brain Damage, né? Então é tipo meio que uma construção, assim, puta, fecha bem. E Eclipse tem o quê? Só uns oito minutos? Tipo, o Pink Floyd é pouca coisa.

E também tem outra história, né? E é um disco conceitual, né? Também é um disco conceitual. Mas eu fico pensando assim, beleza, você tá falando das músicas de fechar, e aí a gente pensando nessa arquitetura do disco, assim, o cara tem que ter uma música muito boa pra começar e uma música muito boa pra terminar. O que tá no meio, se ele conseguir dar um somebody love ali, eu acho que até...

Eu queria até voltar no lance dos Beatles, porque assim, acho que tem uma coisa que pra mim ficou muito clara nessa discussão aí, depois que eu li a biografia do Guia Femmerick, porque assim, foi claro os discos onde você tinha um Beatle dono do disco, e aí a decisão das músicas onde elas iam estar e tudo mais já estava determinada pelo dono do disco.

E os discos onde as coisas não fazem sentido são os discos onde eles brigaram para equilibrar as músicas compostas por cada um numa ordem que todos tivessem destaque suficiente e os egos e todas as coisas. O Gio Femme aqui fala...

Algumas vezes desse tipo de discussão ali, né? Sobre as músicas entrarem ou não no disco e em que posição elas iam estar. Então, uma música... Puta, só vai ter uma música só do George, então ela precisa estar no lado A, na posição tal. Rolaram essas coisas, assim. Quando o Paul ou o John pegaram um disco e tocaram sozinhos, né?

a liderança ali, aí você tem coisas que fazem sentido no conceito, né? Ah, é. Mas esse que é o lance, banda é fogo, né? Ou vai ter alguém que vai mandar tudo e ser chatão, ou vai ser essa democracia aí que...

difícil de lidar. Eu fui demitido, sempre vou reforçar aqui, fui demitido. Chega dessa história, vai. Não, não, não, não. Eu vou cortar o seu microfone, chega dessa história. Toda vez que você vier com esse mimimi aí, eu vou cortar seu microfone e tirar essa parte na edição. Porra, toda hora essa história.

Vamos ouvir música Em breve, siga aí a agenda da Justa Causa A banda dos demitidos É o cara mais magoado Com uma demissão de banda na história É o Sereda, não se conforma Está parecendo o baterista do Hulk Que foi contratado Para substituir o Keith Moon Quando o Keith Moon morreu Contrataram o cara do Small Faces Vamos lá

E aí o Roger Doutrey tava incomodado porque ele achava que o cara tocava bem pra caralho, né? Era baterista dos mal-fez, tudo. Mas aí ele falava, porra, mas não tá pesado, né? Não é o... Pô, era o Keith Moon que tava na bateria, que era um animal, né?

porra, mas puta, tá meio né, e aí ele aquele constrangimento de chegar pro cara e, porra brother você é foda, você é um puta baterista o problema não é você, bicho é que mano, não tá encaixando

E aí teve um dia que ele não aguentou mais, o show tava uma bosta, acabou o show, ele foi lá e falou, cara, não vai dar, desculpa. Não tá rolando. Não é você o problema, sério mesmo. Não é você a sua mão de alface batendo aí. Mas aí o Roger Dauter até, ele fala no livro, né, que por um momento ele esqueceu que a banda não era dele, que é do Pitausa, o The Who.

E aí fizeram uma reunião que ele achava que, meu, ele, o P. Tausann e o John Twister iam se juntar. Ia falar, mano, tchau pro baterista, os caras se juntaram e mandaram ele embora da banda. O Roger Doutor. Tipo, não, sai você. Tipo, não, você tá fora. E aí ficou um puta clima de merda. Fizeram lá três shows sem o Roger Doutor e chamaram ele de volta.

E aí, isso já nos anos 80, meu. Sério, assim, tipo, as bandas com o Marlos e viravoltas de demissão é o The Who, assim, é um negócio inacreditável. Bizarro. Toda vez que gera democracia, dá merda também. E assim, olha esse comentário aí, pô.

Não, na banda. Que controla aí, porra. Que controla aí. Fora os caras que querem furar o olho dos outros, né? O Roger Dauter também conta que numa das milhares de brigas que eles tiveram, acho que o Rufo é a banda que mais brigou ao longo da existência, assim. Não me lembro de ouvir falar de outra banda assim. Nossa, Rufo é foda, né? Ainda nos anos 60, o pau quebrando lá, e o Keith Moon foi se oferecer pros Beatles.

Ele se ofereceu pro Paul McCartney. Chegou lá e falou, vocês não estão precisando de um baterista aí? Aí o Paul virou e falou, pô, bicho, a gente tem o Ringo, né? É nesse nível, né? É que ele foi falar pro melhor amigo do Ringo. Se ele fosse falar pro John, a conversa seria outra. Pô, mas foi meio cuzão, né? Você vai chegar lá e falar, porra, né? Vai se fuder, né?

Cara, tem um negócio dessas músicas aí de fim, que são as que eu mais gosto, assim, e eu tendo a falar, nossa, que essa coisa...

De ser um épico, assim, sabe? Eu falei dessa do Search Cycle Sexy do Chili Peppers, mas tem várias, assim, que pra mim são as coisas que mais me atraem quando falam numa música que tá fechando um disco. Geralmente ela é mais longa, tem um instrumental maior, tem um, sei lá, meio biagem, não sei. É o que me puxa muito, assim, né? O maior clichê de todos que é The End do Doors.

Então, é clichê hoje, né? Porque antes não era, né? Peraí, gente, peraí. Solero, segura essa informação aí. Vamos ouvir música que a gente já tá quase 50 minutos gravando aqui e a gente não ouviu uma música ainda. Então as pessoas já devem ter abandonado o episódio. Vamos ouvir música aí. Então o primeiro bloco é do Serida.

A minha? Então vamos lá. Cara, eu trouxe duas aqui, que acho que são as duas, eu fui no, assim, foram as duas que eu mais gosto de ouvir, e que por acaso estão lá no final do disco. Eu acho que uma foi bem pensada, e a outra foi daquela de, puta, não tem lugar legal pra colocar, vamos colocar no fim. A primeira delas é...

Apologies do Nirvana em útero, eu acho que é a música que encerra o em útero com o...

Tudo o que o Yutas podia... O Yutas é o meu disco favorito do Nirvana, é... O disco que eu mais ouço, é... Eu acho assim, que ali a gente teve tudo que a gente podia ter do Kurt Cobain, assim. Ele não ia conseguir entregar mais de tudo aquilo que ele entregou ali, e ao Paulo Giz, eu acho que é a música perfeita pra fechar o disco. E a outra...

Cara, é um disco que chama Purple Rain e que ele tinha que enfiar uma música que chama Purple Rain. E aí ele falou, vamos encerrar, vamos fazer a galera...

pegar toda a vibe do negócio e lá no final a gente entrega Purple Rain, assim. E, cara, eu acho esse disco muito foda por um milhão de motivos, eu defendo que o Charme Carioca foi inventado nesse disco. Pra mim, o Andovo Sklaje é a música que inventa o Charme Carioca.

Mas, cara Purple Rain é um puta clássico E um clássico desse tamanho Ser a última música do disco É um fato histórico também Então vamos ouvir aí A Apologize e depois Purple Rain

Transcrição e Legendas por Query Ache enfin

Transcrição e Legendas por Quintena Coelho

A CIDADE NO BRASIL

Eu nunca enfin enfin enfin enfin

A enfin enfin

Transcrição e Legendas Pedro Neguim

A CIDADE NO BRASIL

É hora de chegarmos para o que é algo novo E isso significa você, too Você diz que quer a liderança Mas você não parece que não faz o que você faz Eu acho que você deve ter que ir E me guiar você

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E aí

A CIDADE NO BRASIL

Música Cara, falou aí de Nirvana Eu lembrei que, cara Das músicas que terminam mal um disco Música

O Nevermind tinha que terminar com o Something in the Way, sacou? E aí, não termina? Termina com aquilo? Ah, cara, não. É isso. Eu tenho problemas com o Nevermind, cara.

Não, mas não é isso, cara. O meu problema é por que não terminou com Something in the Way, cara? Sério? É por causa do produtor, mas peraí, antes da gente continuar, Serida, quais músicas a gente ouviu nesse primeiro bloco? A gente ouviu All Apologies do Nirvana e Purple Rain, do Prince. É por isso que eu trouxe o Nirvana, hein? É, então, mas o Nevermind foi produzido pelo Butivig, né? E o Inútero pelo Steve Albini.

São dois jeitos de pensar uma banda punk pesada, como era o Nirvana, né? Até eu gosto daquela analogia, não. É, analogia, vai, dá pra chamar assim, que o Dave Grohl fez, né? Tentando explicar as diferenças de produção e pensamento de produção de disco, né? Ele fala assim, ó, se você ouve o Nevermind, produzido pelo Butivig, parece que você tá vendo alguém tomar um soco no estômago, com muita força.

No caso do Inútero, produzido pelo Steve Albini, parece que é você que está levando o soco na boca do estômago com toda a força. Então é meio isso, sabe? É esses pensamentos de produtor que fazem toda a diferença. Então isso é típica escolha de produtor, né? Mas só uma dúvida aí no Inútero. Eu lembro que teve um lance de ter uma versão que foi negada e depois remixaram o disco. Não teve uma jogada dessa do Inútero?

Eu não lembro não, pode ser que sim. Eu li recentemente um livro com entrevistas do do do do, oh meu Deus, do Kurt Cobain. É bem legal o livro, curtinho, mas bem legal, várias entrevistas que ele deu aí em rádios e tal. E, cara, assim, todas ele fala que ele ama o Inútero. É o disco que ele preferia, assim, da banda.

Não era o Nevermind, era o Inútero. Então, eu não sei se foi exatamente o Inútero. O que teve no Inútero, com certeza, foi um começo de produção com o produtor e depois o Albini entrou já, depois que eles já estavam com a coisa um pouco mais avançada. Aqui, as versões do Albini só foram lançadas na versão Super Deluxe em 2013.

Então, a mix original de 93 e depois uma mix nova. Parece que em 93 mandaram a gente fazer de novo. Não tinham gostado da primeira mix, não. Então, mas é o disco que ele fala que eles fizeram do jeito que eles queriam, né? É, que 93 é mais true e 2003 é mais...

O Nevermind é um disco que o produtor conduziu mais O Inúter é um disco mais do Kurt mesmo Ele chegou com o disco mais pronto

Então, assim, pelo que eu me lembro da história, o Nevermind é um disco meio foi, tinha ali duas, três coisas boas e o resto foi feito no estúdio. O In Utero foi um disco que já chegou no estúdio meio pronto, assim, né, já tinha as demos lá, as famosas demos, inclusive uma que, uma sessão de gravação meio famosa no Brasil e tudo mais, assim, teve rolar umas coisas assim.

E tem um negócio que os singles foram mixados por outro cara, um cara que era do R.I.M., que era produtor do R.I.M., eu acho. E ele que fez os singles. Bom, eu ainda prefiro Nevermind. Eu respeito o Cutco bem, mas eu gosto como disco, assim. Eu ainda prefiro... Eu gosto Nevermind. Eu ainda prefiro Alice in Chains e Soundgarden.

Pô, tu não vai falar mal de Nirvana aqui, né? Falou bem de... Não, falar mal eu falo. Não, peraí, mas aí não dá. Num programa de música, falar bem do Red Hot Chili Peppers e mal do Nirvana... Não, não tô falando mal, só... Ah, aí não vai dar, né? Vamos ter que encerrar a participação da Solera e acabar... Nunca mais vai voltar. Não, acabou agora o programa, né? Já era. Vou te dizer, cara. É... Na parada de Seattle, etc. Nirvana foi a banda que menos me pegou, assim.

das bandas de Seattle era a que menos me comovia mas é muito porque eu também não gosto muito de punk rock então acho que eu por exemplo

o Alice in Chains tinha toda essa parada mais dark, etc, que eu achava demais o Sam Garden tinha um lance pesado mais Black Sabbath, que eu também achava demais o Pearl Jam tinha um lance meio setentão que também eu gostava e eu nunca gostei muito de punk, sabe? de punk rock, assim, e eu via que tinha muita coisa que vinha do punk rock no Nirvana mesmo que as melodias não fossem mas tinha muito disso, e aí eu ia falar cara, tudo bem, eu já ouvi Pixie, sabe?

Então tinha um pouco... Um ranço meu, assim, que não falava muito comigo, mas eu não tenho como falar nada. Claro que Smells Like Teen Spirit me mexeu com tudo, o acústico eu tenho aqui, todas essas coisas eu tenho.

Fizeram parte da minha vida, mas não foram as paradas que eu mais ouvi ao longo do tempo. Só que eu ouvi muito mais as outras bandas do que o Nirvana mesmo. Aproveitando o ensejo, vamos falar aquela história do bloco de carnaval? Porque eu acho que esse é o bem... Agora tá ficando mais claro pra mim aquela história de bloco de rock. Tá começando a estar fazendo sentido na minha cabeça. Porque tem... Porque tem...

bloco de carnaval de rock, tu organiza aquele bloco de carnaval que toca rock, é isso? Então, cara, vou te dizer, eu canto no bloco Saba, que a gente toca versões do Black Saba em ritmos brasileiros.

Então a gente toca em maracatu, ijexá, frevo, sei lá, puxada de rede, tem uma poção de ritmo aí, é um ritmo que eu nunca ouvi falar, mas existe e tal, e a gente tem isso. A gente fez o bloco de zoação, o nome é muito bom, o Ozzy morreu, etc, vamos fazer. Cara,

Aí a gente mandou pra prefeitura lá pra ver se a gente conseguia entrar e tocar no carnaval. Aí a gente conseguiu duas datas no carnaval. Aí a gente tocou as duas datas. Cara, primeiro ano, tipo, uma cabeçada na rua, assim, gente cantando junto, dançando, tipo, surreal, assim. E era um bloco do primeiro ano. Não era pra ter gente, era pra ter, tipo, vocês.

Eu pedi, por favor, pra vocês irem. Eu jamais. Então, não teria a gente. Então, cara, esse que é o lance. Todo mundo que foi com essa dívida, vamos ver que merda é essa. Os caras no final estavam, caralho, muito maneiro, foram duas vezes. Até os caras, tinham uns caras de banda aí, de... Banda de metal.

Famosa aí, eu esqueci o nome, enfim. Mas esses caras aí... Esses caras aí... Esses caras aí... Esses caras aí... É tudo sambista enrustido, tá ligado? Não tem toque samba, porra! Não, não, não. Esses caras aí que foram no bloco, que você falou que é do metal e tal, esses caras ficam fazendo pose, pose, não sei o que, o demônio, não sei o que.

Mas lá na casa dele, ele apaga a luz e fica dando uma sambadinha, uma reboladinha no escuro, entendeu? Pra ninguém ver. É isso que eu acho uma puta hipocrisia do caralho, entendeu? Cara, carnaval é samba.

Acabou. Entendeu? Ah, mas bicho, não, cara. Pelo amor de Deus. É um negócio que não entra na minha cabeça, tá ligado? Ah, bloco que toca música eletrônica. Vai se foder, bicho. Faz uma rave lá e não enche o saco. Então, aí eu concordo com você. Ah, lógico que o bloco de roca... Aí você tá sendo seletivo. Não, aí você tá sendo seletivo. Não, não, não. Por que você fala de tocar música eletrônica? Olha só, vamos lá. Se você tá falando, montou um bloco.

Tipo esses da prefeitura que teve lá, que teve aquele tumulto todo. Porra, era um DJ tocando coisa no meio do carnaval. Realmente eu acho que não faz sentido. Não, mas não tem diferença. Um bloco de rock pra um bloco que tem um DJ. São coisas que não existem no carnaval, no samar. Mas é esse que é o lance. Quando você vai lá e toca a tua música exatamente igual, só usa o carnaval como desculpa pra dizer que tá tocando rock. E toca rock. Não é carnaval, é rock.

eu super concordo eu acho que fica forçado a não ser que você faça um festival de rock que acontece no carnaval e aí eu amo escolha, como tem na Bahia ou acho em outros lugares agora, quando você vai e o cara refaz as músicas em ritmo

em ritmos que não são o ritmo da música como é o caso do Bloco Saba eu acho que é uma liberdade poética muito boa e eu acho que eu acho que é a teoria do sambor invertido galera, meti o pau no sambor ah, eu meto ainda é, porra, não sei o que, pô, é a mesma coisa tipo, cara ah, vamos fazer aqui um vamos fazer aqui Saba Blood Saba versão samba sagrado

versão, sei lá o que porra cara, então o Sambô tava certo, eles não estavam errados não, isso aí é ruim, é outra história mas aí é tudo ruim a manchete clickbait vai ser aqui Solero Chancela Sambô caralho, eu falei exatamente o contrário não, mas é o seguinte, quando a gente tá montando bloco, e uma das coisas que a gente sempre quis deixar muito claro, era, cara, a gente enfin

é anti-sambor, a gente não vai fazer versão sambor, sacou? Então quando a gente tá tocando, fazendo as versões, tocando tipo maracatu, alguma coisa assim, a gente começou a rir sozinho porque fazia algum sentido aquele negócio, sacou? Então quando você ouve, você fala, caralho, até que ficou legal essa parada. E não é forçado tipo o cara cantar é...

é aquela música do U2 lá que é uma música de... Sunday, Bloody Sunday? Sunday, Bloody Sunday. E os caras tocar essa música rindo. Porra, a música tá falando do ataque terrorista maior merda assim. E os caras tão tocando rindo. É como se fosse alegria. Não, não é alegria. Pô, mas aí você pega o Sabaco, música sobre Demônio, o Cacete A4. Aê, galera, vamos lá, carnaval. Porra, não, né? Mas esse que é o lance. E se não for carnaval?

E se for... Não, porque se você parar pra pensar que são os tambores, que são as coisas mais, tipo... Tipo, você pode achar quase um macumbão ali. Ó, isso aí, vocês estão dando brecha pros crentes chegarem depois e falarem aí, tá vendo como o carnaval é coisa do demônio? Acho ótimo, manda aí. Os caras estão tocando, sabar. Manda aí. Cara, só na administração Ricardo Nunes que essas coisas são possíveis. Puta que... Vocês estão falando aí do Ricardo Nunes? Eu vou acabar com essa zona toda.

Eu critico esse cara aí, mas ó, no Bloco Saba tinha ambulância e banheiro químico, hein? Mas claro, ele é de extrema direita, ele vai apoiar essas patacoadas, ele nem sabe o que é carnaval direito. E aí ele botou. Estou lançando hoje minha candidatura a prefeito de São Paulo aqui.

2028 eu vou acabar com essas palhaçadas tudo, carnaval é samba talvez você consiga 416 votos eu vou acabar com isso tudo não, você é louco vai ter só samba e acabou é reinado de momo não tem essa não, a gente vai só samba e já era vou te dizer

se você um dia for lá no Bloco Sábado pra fotografar, não precisa nem fazer nada, vai lá fotografar pra mim. Aí você usa isso como desculpa, é job. No meu portfólio, não. Aí você vai lá, tira a foto, e se você bater o pezinho uma vez, fudeu. Ou bater a cabeça assim, fudeu. Não, não, não, não. Não, tô fora. Eu sempre, eu tenho autoridade pra falar o que eu sempre critiquei, eu sempre achei deprê.

Isso, tinha um bloco de metal antes, que os caras tocavam Iron Maiden. Eu ficava puto. Eu falei, meu, esses canalha aqui passaram o ano inteiro enchendo o saco. É, que samba, é música subdesenvolvida. É, que o negócio é metal. Aí eles, no fundo, eles sempre quiseram participar, entendeu? Sempre quiseram lá no bloco, quiseram arranjar uma desculpa pra participar.

Aí eles vão lá, vamos tocar Iron Maiden. Vai se foder, foi o Iron Maiden. Todo mundo quer dar beijo na boca. Tá todo mundo maluco. Bom, chega dessa discussão. Eu amo esse programa. Músicas pra fechar disco. Vamos pro próximo bloco. Vai, pronto. Quem que é? Sou eu, né? Você. Bom, olha só. Eu fiz uma lista enorme aqui de...

de músicas pra... porque foi muito boa a ideia do Solero me fez ficar pesquisando é muito interessante o tema e acabou que eu não cheguei a conclusão nenhuma, então eu vou escolher agora então não é, porque foi muito divertido fazer

foi muito divertido fazer eu tô enrolando esse é o típico tema que dá pra fazer uns 3 programas fácil mas aí qual foi o teu critério pra escolher, Robson primeiro por músicas que eu gosto de olhar o disco essa música fecha o disco é legal o primeiro critério foi esse mas porra sagrado

eu vou esperar as escolhas do Robson eu vou dizer que tem uma que se ele não escolheu eu vou dizer que eu vou ficar decepcionado com ele não, mas eu não dei nem tempo de terminar a lista aqui beleza, não sei o que você está pensando por exemplo, eu coloquei aqui na lista Leave Me Alone do New Order que fecha o Power Corruption Lies que é mais uma daquelas letras que o que o Bernard Sumner escreve sobre nada mas parece que ele está escrevendo sobre tudo Obrigado

Dá raiva, assim, de ler. Você vai atrás de saber, puta, essa música o cara cantou com a voz embargada, não sei o que. Não, eu tava assistindo TV e escrevia a letra. Porra, filho da puta. Mas a letra é bonita pra caramba, Leave Me Alone, a música é linda, a melodia é linda. Acho que é a música que melhora ele e o Peter Huck que tocam juntos, assim. O baixo e a guitarra ali sem duelar, cada um fazendo a sua parte. Leave Me Alone é linda.

Eu coloquei Lady Grinning Soul, que fecha o Ala de Insane do Bowie, que pra mim é uma música perfeita pra uma abertura do 007, apesar dela estar no final de um disco. Cara, fechem os olhos, você vai imaginar a abertura, aquelas dos anos 70, sabe? Tem aquelas animações, assim, eu não sei como...

Não pegaram essa música e colocaram não tem um 007 versus Lady Greening Soul, só pra colocar essa música. Tipo, é fantástico. Bom, eu coloquei Won't Get Filled Again, do The Who. E tem uma melhor, cara. De fechar disco.

O On Get Filled Again do The Who, do Who's Next, é assim, é uma música absurda, é incrível essa música fechar o disco. E proporcionou pra mim o frame mais...

Mais definidor do que é rock and roll, mais hitman blues. Assim, registrado num frame de vídeo. Que tem no YouTube aí o vídeo de Won't Get Filled Again. Que foi gravado ao vivo. Pra aquele documentário da banda The Kids Are Alright. Que por sinal é a última música que o Keith Moon toca antes de morrer.

Acabou a gravação, foi embora, passou uma semana, ele se matou, né? Morreu exatamente, mas... E tem aquele momento, depois daqueles solos de teclado, que entre os lasers e tal, que quando volta o Roger Dautry dá aquele grito, cara, assim, é o frame. O cara pegou de lado a câmera...

O P.T.A.L.S. sai voando assim, começa a deslizar no chão com a guitarra, e tá o Roger Dauter jogando na mesma hora o microfone pro alto, o Keith monta com as baquetas no alto, e o John S.W. com aquela cara meio... Cara, se o Marciano chegasse aqui e falasse o que é rock'n'roll, pegava esse frame e falasse ó, é isso aqui. Tipo, é isso aqui, o que é? O que é? Maximum Rhythm and Blues, é isso aqui.

Tipo, é incrível. Pra mim, a melhor cena já gravada de qualquer coisa de rock é aquele frame específico. Bom, aí tem Fame do Bowie, que é Fashion Young Americans, que é inacreditável como Fame Fashion Young Americans. A música com John Lennon tá lá no final do disco.

Deve ter nem o que não deve nem ter escutado na época, né? Acabou de... Falar, ah, vou largar o disco aqui. Tipo, não ouviu a música, porque é inacreditável essa música fechar o disco. Aí tem as do Led Zeppelin, né? A Wander Levy Breaks, que fecha o Led Zeppelin 4. É, que é a bateria mais ampliada do universo. Exatamente. Tem The Ocean, que fecha o House of the Holly. Tem Cashmere, que fecha um lado do Fiscal Graffiti.

E aí tentando vir um pouco mais pro século XXI, né? Tem o Strokes, né? Que fecha o This Is It com Take It or Leave It. Eu acho que é uma música que... Pô, acho que foi single, não foi? Essa música.

Take Your Relief? Não sei, cara. Essas bandas, cara, eu vou te dizer que Strokes, essas bandas aí, eu ouço, nunca me desceram muito? Ah, pra mim também não, mas agora eu gosto mais, assim. Me dá uma sensação de eu já ouvi isso antes. Ah, total. Mas agora, com o distanciamento do tempo, dá pra ser parado. Agora vai bem. Agora vai bem. Aí eu vou entrar em umas coisas nacionais e mais menos clichê.

Que eu fui olhando e falei, porra, olha só. Samba Assim, do DJ Patife com a Fernanda Porto, fecha o segundo disco do Patife. Que eu acho incrível essa música. Ela fecha o disco. É muito foda, né? Do Cool Steps Drum and Bass Grooves. E... E vi Meu Amor Passar com Patricia Marques. Featuring...

João Paraíba, o maior baterista da música brasileira de todos os tempos. É uma música linda, da Patrícia Marques, que fecha o disco dela também, o Respirar, que é um baita disco do começo dos anos 2000.

Qual é o disco eletrônico dela? É o Respirar. É esse aí? É esse, tem Drum and Bass. É, eu lembro dessa época. Tem uns gringos com ela. Eu adoro esse disco. Puta, eu adoro esse disco da Patricia Marques. Aí eu fui olhar, deixa eu ver como é que aquele disco fechava faz um tempinho que eu não escuto. E, pô, essa música é com o João Paraíba, entendeu?

Então foi o que deu pra listar hoje aqui. Aí desce... Fico triste de ouvir o Robson citar alguém como o melhor baterista do Brasil comigo aqui na sala sem me considerar. Puta, o Sereda é muito ressentido, né, cara? Puta que pariu, você precisa fazer terapia, hein? Eu não vou nem defender, o cara não quer tocar comigo? Porra, é o cara problemático, hein? Não, Robson, eu só preciso fazer uma correção na sua lista. A melhor música de encerrar disco do Bowie você não citou.

Qual é? Porra, é... Rock and Roll Suicide, cara. De Serra, ele mata o Zing no final do disco, cara. É, não, assim, não acho. Pelo menos eu entendo isso. Não, não acho. Sei lá, poderia ter colocado uma do Low, por exemplo, que do Skinteiro é bom, mas sei lá, eu acho que não empolga. Não, eu curto Rock and Roll Suicide porque eu acho que ela realmente só podia estar ali.

Porque, teoricamente, você tem a saga toda e ele mata o Ziggy no final. É isso aí. É não, é uma música legal, sem dúvida, mas sei lá. Eu acho que Lady Greening Soul, por exemplo, é uma puta música que tá ali e, de novo, tá? Eu acho que ela se prejudicou porque ela foi a última música do disco.

isso rola muito é uma balada inacreditável muito bonita bom, mas se eu só posso escolher duas músicas então eu ia o Solero lembrou bem do disco da Anitta eu ia enfiar essa música da Anitta agora que era a minha oportunidade de tocar Anitta no Discopatas

Mas eu vou deixar passar mais essa oportunidade. Porque eu devia contar. Até porque a última música do disco é ruim pra caralho, né? Não, não, eu gosto. Eu acho legal. Eu acho legal. Ah, não. A minha meditação eu faço em casa, irmão. Não, eu também faço até aí. Mas eu queria... Não precisa ser guiado, não. Mas eu não vou forçar a barra. Porque eu não acho que, assim... Primeiro que eu não acho que é uma das melhores músicas dela.

Essas músicas que eu listei aqui são músicas que eu acho fantásticas. Então, lá.

Eu gosto dessa música chegar pro caralho, mas aí eu estaria forçando uma barra. Então tô sendo honesto comigo mesmo. Então, ouvintes do Discopatas, vocês ficam reclamando, principalmente com o Luciano. Ai, ai, o cara lá ficou falando bem de Anitta. Hoje passou perto, hein? Mas vai chegar o dia que vai ter Anitta nessa porra aqui e eu quero ver se não vai... quero ver os caras enchendo o saco depois. Tem que fazer o Discopatas Anitta. Fala aí, fala aí. Não, tem que fazer o Discopatas Anitta já, que é pra...

Talvez não, mas o ponto é todas as músicas em português desse disco desse último e da Anitta, são boas tipo, todas, ela escolheu muito bem as pessoas estão participando com ela super funcionou, tudo tudo, tudo, mas o espanhol eu já não gosto muito, e a de meditação guiada eu acho que é pior do disco

É, mas esse aí, ó, vou falar agora, hein? Vou falar aqui agora, em 2026, daqui 40 anos, quando não existe mais, e alguém achar a gravação do Disco Pass, e falar, olha lá, aquele cara falou. Esse disco da Anitta é o racional dela, hein?

Caralho, bicho tá, que tá bicho do céu Quando o Racional saiu lá naquela época Faltam uma frase dessa aqui, é daquelas que o Robson ia ficar três dias me xingando Não, beleza, vamos lá Os grandes discos da história não venderam porra nenhuma e o nego ainda falava mal

Certo? Tá cheio de... Vocês acham pela internet aí, nego que metia o pau nos Beatles aí no começo de carreira. Esses caras aí, da porra nenhuma. Beleza? Mas ainda venderam. Ó, o Pat Sounds não vendeu porra nenhuma. Gente, o Velvet Underground. Velvet Underground não vendeu porra nenhuma.

Então assim, tipo, eu acho, eu tô falando agora quente, quando tá acontecendo o bagulho, quando a mulher tá aí e tal, esse disco no futuro é um disco que o nego vai pegar e falar, porra, olha. Que coragem. Vou pra casa ouvindo o disco agora. Pensem no contexto da época, extrema direita bombando, extrema direita podendo voltar ao poder, essa mulher fazendo um disco religioso desse.

Botando a carência dela pras massas. Assim, eu me lembro do Tim Maia. Quem mais?

O Jorge Bem, talvez. Aí tem outra coisa também, mas peraí, peraí. Aí tem uma coisa em perspectiva. O Tim Maia era uma seita micra. O que a Anitta trouxe nesse disco e já vem trazendo há um tempo, é mais candomblé, é outra história, sacou? Então eu acho que tem mais volume pra esse negócio fazer mais barulho, né? E por mais que seja 1% da população que seja de...

de religião e de matriz africana, mas o ponto é...

Cara, ela tem bastante gente ali que fala esse idioma. No caso do Tim Maia, ele tava tentando trazer gente pra aquela seita lá. Não, total, concordo. O universo em desencanto e tal. Isso, concordo. Então, cara, eu acho que tem essa grande diferença que ela já tem um volume. Primeiro que a Anitta já tem um volume. Se ela espirrar, tipo, metade da cidade vai falar de saúde pra ela. E a outra é que, cara...

tem agora com esse apelo mais religioso, etc e todas as coisas que ela tem trazido nos clipes e tal eu acho que, cara, só tem mais uma coisa então, mas se você vamos pensar no contexto agora ela podendo ser atacada como está sendo atacada da torta direita por esse evangelistão que está virando o Brasil é esse momento que ela lança um disco de candomblé

Um disco que, pô, fala de matriz africana, porra, sabe? Eu acho que esse disco, pra mim, ele cresce em importância justamente por ela ter, não vou nem dizer coragem, mas tipo, mano, vou lançar esse disco assim, é um disco que fala de candomblé, é um disco que fala das religiões de matriz africana e fez os clipes e dá entrevista e fala do negócio. Cara, é assim, ó, amanhã, se amanhã depois ela virar crente,

É isso, entendeu? Tipo, ela pegou 2026 com um padre falando merda, com um monte de pastor aí falando merda, o caralho a quatro, os jovens, tudo virando crente, ela vira pro público dela e pra geral do tamanho que ela tem e fala, mano, fiz um disco aqui, ó, de Candomblé, que fala de Candomblé, que fala de tudo aquilo, que vocês todos chamam de Macumba e Magia Negra.

E tudo também pode ser outra coisa também, né? Ela também, em dois segundos, pode dar uma de bada em pau e, tipo, falar esse é o disco que eu não aceito, etc. Que nem aconteceu com o Afro-Samba. Sim, sim, mas até aí já lançou. Ah, o Tim Maia também se arrependeu.

enfim, a galera tem esses momentos pode ser um surto dela quanto a isso eu até inclusive não tenho dúvida que em algum momento ela vai olhar ah porra, puta que pariu, tava meio doida mas lançou, acho que é isso que foi mal, tava doidão

Eu acho que... Mas o que me anima nesse disco da Anitta é o fato de ela ter lançado. Porque ela poderia não ter lançado. Ela fala, ah, não vou lançar, vou me queimar, puta que pariu, eu sou a maior artista do Brasil, sou, porra. Então eu vou segurar minha onda, não vou entrar nessa. Pô, ela entrou, bicho, foda-se. Mas eu não tenho dúvida de que ela vai virar depois uma Cláudia Leite, entendeu?

Ah não, esse disco eu renego Eu renego esse disco, vai se fuder Mas lançou Eu acho que esse é o grande mérito Tipo, lançar no contexto atual É um grande mérito Eu desejo pra ninguém virar uma Claudia Leite Eu acho que Por exemplo, a Luísa Sonza, ela não teve a moral de fazer isso

Eu nem acho o disco da Luísa Sonza ruim, tá? Não acho não. Eu escutei o disco. Eu não acho ruim. É que o pessoal implica. Então, sei lá, poderia ter dado um pouco mais de chance pra ela. É que ela já lançou o bagulho, a galera já derrubou de porrada. E ela não teve nem... Mas assim, ela tentou fazer alguma coisa diferente. Ela tentou fazer uma parada conceitual também. É isso que eu fico puto com a galera. Quando alguém, essas meninas, essas mulheres...

Tentam fazer alguma coisa. Falar, beleza, vou fazer um bagulho diferente. Porra, tomar no cu não deu pra entender nada. Corra, cara. Quando a mulher fica rebolando, é porque ela tá rebolando. Aí quando ela para, faz um bagulho pensado, que por mais que não tenha dado tão certo quanto as pessoas acham que deveria dar, porra, ela tentou fazer um bagulho diferente, cara, nós estamos em 2026.

Então, sei lá, as pessoas deveriam valorizar mais isso, assim, tipo... Eu vi o disco, não gostei, não gostei, mas achei foda a iniciativa. Falei, ela tentou. Quem sabe num próximo ela não consegue chegar lá. Chama uma galera melhor pra trabalhar com ela, sabe? Experimenta ritmos diferentes, se arrisca ainda mais como ela se arriscou. Sei lá. Você me convenceu a dar um play no disco que eu ouvi hoje. Qual disco? A enfin, enfin,

Sério que é bom mesmo, acho que tem que ouvir E as músicas aí, Robson É, então, vamos lá Bom, então Vou colocar Leave Me Alone Primeiro do New Order pra gente escutar E eu vou variar Eu vou colocar a Patrícia Marques com João Paraíba Com essa bossa drumming bass Que é maravilhosa Com E Vi Meu Amor Passar Que fecha o disco Respira e daqui a pouco a gente volta

Música

A CIDADE NO BRASIL

Transcrição e Legendas Pedro Neguim

Ando assim na rua, vem o sol da janela O meu amor que passou tão difícil Dizer ao coração pra esquecer

Pra te admirar, me ensina a dançar Sinto a brisa no ar me levar Vem me namorar, seguindo o que o coração diz Uma saudade me dá de lembrar do tempo Que tudo era você

Mas não venha mentir

Com a brisa do mar

Bom, voltamos aí. Então a gente escutou Leave Me Alone do New Order, que fecha o Power Corruption Lies, e Evie Meu Amor Passar com a Patrícia Marques e o João Paraíba na bateria. História rápida. Eu estive no estúdio com o João Paraíba. Eu fotografei o João Paraíba tocando. Eu fiquei impressionado. Falei, caralho, o cara é foda.

foi uma gravação com o Luciano Calatalo, nosso amigo já esteve aqui, você conhece o Luciano Calatalo? não conhece ele? não conheço não tá, Luciano Calatalo o ditador, o ditador fica puto o ditador enfim, o Luciano faz um monte de coisa legal lá em Brasília, é DJ o cara é incrível, já esteve com a gente aqui no Discopatas, pra falar de música brasileira foi muito legal então enfin

Precisa voltar aqui e eu preciso devolver o livro dele, que tá aqui comigo, vai fazer mais de 10 anos. Mas ele produziu a regravação do primeiro samba gravado no Brasil, que chama Pelo Telefone. Sim. Ele fez isso quando a música completou 100 anos. E aí, pra tocar a bateria dessa música, ele chamou o João Paraíba.

E aí ele me ligou, sei lá, nem lembro que eu fui, se comunicou na época, falou assim, cara...

dá um pulo aqui no estúdio, meu, que o João Paraíba vai vir tocar bateria amanhã, meu, eu queria muito um registro em foto disso. Porra, eu faltei no trabalho, faltei. Falei, foda-se, mano. Eu arranjei uma desculpa e fui lá, um estúdio ali no Bixiga, meu, fantástico. Tem as fotos até hoje, assim, porra, do caralho, eu apertei a mão do cara, o cara contou altas histórias, assim, ele ficou a manhã toda lá. O cara é um gênio, é muito foda ver um cara desse trabalhar, assim.

Desculpa, viu, Seredo, eu sei que você se acha o maior baterista do Brasil, mas desculpa. Não, acho que tem uns três aí que eu coloco na frente, fica tranquilo.

Aproveitando agora Do tema, me ocorreu um negócio O quanto hoje vocês ouvem Um disco inteiro ainda Na quantidade de música que vocês ouvem Vocês são daqueles O Solero eu sei que é um cara que gosta de playlist Porque eu sigo umas Dez playlists do Solero Mas O quanto do Do tempo que vocês passam ouvindo música Vocês ouvem disco inteiro ou estão abandonando isso?

Cara, eu ouço o disco inteiro, eu sou desses, assim, tipo, lançou o do Claypool, Lennon Delirium, semana passada, né? O novo. E eu sempre ponho pra ouvir o disco mesmo e tal. E tem uma coisa que eu tô tentando...

voltar a ter esses rituais, assim, de parar e ouvir, sabe? Então, pode nem ser em vinil, pode ser botar aqui pra ficar lendo na sala e deixar o som rolando, então, sabe, só ficar aqui na sala ou deixando o som rolando, mesmo que seja...

de streaming e tal, mas eu tenho o hábito de ouvir o disco inteiro, assim. Que eu acho que é legal, assim. Principalmente quando você vê que tem uma ideia, que é tudo que tá, mais ou menos, é a base desse episódio, né? A gente fala que, pô, tá construindo pra terminar daquele jeito. Então, eu acho que eu acabo ouvindo muito isso, mas eu monto playlist pra, tipo, ah, vou correr. Então, tem uma playlist. Tem outras coisas, sabe? Eu vou...

eu vou por aí, mas é mas eu ouço, eu gosto de ouvir o disco inteiro e, por exemplo nesse disco do Claypool, Lennon Delirium esse último eu percebi que tem umas músicas que são meio primos demais, assim que é o contrário, tipo primos a banda fica ao redor do baixo, né nessa outra banda com Sean Lennon o baixo fica na música enfin

geralmente fica trabalhando pra música em vez de ser a música trabalhando pro baixo como é no Primus então eu achei que e esse disco eu achei que tem muita coisa meio Primus meio que

o cara tocando pra caralho e você olhando, assim, ah, tá bom, já entendi. Então, eu acabo gostando mais das músicas com mais participação do Sean Lennon, assim, que eu acho que elas são mais músicas, assim, e menos esses exercícios do Les Claypool. Mas, enfim, é isso, eu ouço o disco, eu ouço o disco inteiro. Falei pra caralho, fala isso. O Robson ouve bastante disco também, né, Robson.

Eu ouço bastante discos inteiros também. Eu saí o disco inteiro, eu ouço inteiro. Às vezes não gosto do disco inteiro, mas gosto de alguma coisa ou outra, mas eu ouço o disco inteiro. Pode ser coisa nova, tipo Charlie XCX, por exemplo. Eu amo o Brett. Acho um puta disco inteiro, de ponta a ponta. Disco de remix, tudo.

Tu viu esse documentário aí dela? Eu vi. É bom? Cara, é que eu sou suspeito de falar, eu gosto muito dela, eu acho, eu adoro a Tia Alex X, eu acho ela uma baita artista, assim. Eu gosto dela, então eu tenho, sou suspeito de falar, mas eu curti. Sim. Eu curti. É Moment, né, o nome, uma coisa dessa? É, acho que é, é. Então, eu gosto dela, porque ela arranja uns nomes diferentes, tem uma coisa meio... Eu gosto.

Então é isso Principalmente as coisas novas Até eu me obrigo A ouvir o disco inteiro Pra não cair nessa de Vou ouvir só uma música Ou a música que o artista divulgou Ele lançou o disco inteiro Vamos ouvir o disco inteiro Porque aí eu acho que a gente acaba tendo boas surpresas

Sim. Eu acabo, minha maior dificuldade é essa, assim, é encontrar um momento ideal pra ouvir o disco inteiro. Às vezes eu demoro pra ouvir um disco novo, que eu fico esperando o momento em que eu vou poder sentar e ouvir o disco mesmo, assim, sabe?

É muito doido isso, assim. E aí acaba que o vinil acaba sendo um recurso legal por esse lance. Quando as pessoas falam, ah, por que você coleciona o vinil? Eu falo, cara, o maior motivo é porque ele me reconecta com o lance de ouvir um disco inteiro. Não tem nada a ver com qualidade, com pôr nenhuma. É o fato de, geralmente é um momento que eu...

eu tô ali em volta daquele negócio ali e ouvindo. Já tem disco que sai e eu não ouço, porque eu falo, não, preciso agora esperar o momento quando eu vou ter atenção total pra ouvir, assim.

mas é... acho legal quando tem uns artistas novos, assim, que lançam obras mesmo, conceituais, porque, cara, eu acho que é a chance que a gente tem de conectar essa galera mais nova com isso, assim, né? Eu acho também, cara, eu concordo, assim. Se tem um bom serviço que a Anitta prestou aí, é lançar um disco que as pessoas têm que ouvir inteiro.

Então, isso hoje, né? Porque a gente... Ela tinha feito outra versão antes, né? Depois do Lemonade lá da...

da Beyoncé, ela também fez aquele projeto Checkmate lá, né? Checkmate lá dela, que também era baseado em singles, né? E isso não foi muito tempo, cara. Pensa aí, você foi contando, 10 anos atrás, menos? É, o Vai Malandra é de 2017, né? E o Vai Malandra tava dentro desse... Fala lá, 10 anos. Desse arco, né? É que eu... Eu vou te falar que eu achei legal essa lógica também.

Acho que engaja, né, o fã que fica das eras, né? Taylor Swift faz isso Billie Eilish, não, acho que a Billie Eilish menos, mas essa galera nova, assim, faz essa coisa das eras né, eu acho interessante, não sei se é porque eu gosto de quadrinhos, mas pra mim eu sempre achei interessante também, não substituir um disco

Mas eu achei legal, assim, tipo, pô, legal essa história de, conta uma história, né? Achei legal. Tem uma coisa mercadológica que tá me quebrando, que é o lance do cara, antigamente você lançava um single, depois saia o disco todo, até aí, ok. Mas agora parece que tem um lançamento a prestações, assim, ah, lança um single, aí depois vamos lançar mais dois.

Aí depois vamos lançar o disco. Aí você chega lá no Spotify e tá lá o disco inteiro todo sombreadinho com, sei lá, três músicas aleatórias pra você ouvir. Aí pra quem é velho, pai é igual eu aqui, vai falar assim, não vou ouvir esse negócio porque é como se eu pegasse um livro e pegasse três páginas no meio lá, lê esse e já era, vou esperar sair o disco inteiro.

isso tem me quebrado um pouco um singlezinho antes faz parte do jogo mas o Fufartos foi isso agora, eu não ouvi o disco inteiro ainda, que eu acho que saiu essa semana mas sei lá, umas três vezes ah, o Fufartos lançou o disco aí é lá, não, era uma música aí o Fufartos foi lá no Jay Leno sei lá, e lançou, não, é só outra música, ah, quando sai tudo você me conta aí acho que o Fufartos é chato pra caralho aí, ó enfin, enfin, enfin

Mais um hater. Pô, agora sim, né? Agora voltou pro jogo, né? Porra, tá louco, né? Eu vou dizer que, pós anos 2000, eu acho que eles têm uma boa música de encerrar disco, que é o Walk, o Wasting Light. Eu acho uma música ideal para encerrar disco. A nossa amiga Flávia nunca mais vai ouvir o Discopatas depois disso. Não, a culpa é minha, fala que sou eu. Só eu.

Deixa eu fechar a janela aqui, tem um cachorro louco, peraí. Eu gosto desse disco do Fighters, eu acho que eles encerram bem. Walk é uma música legal para encerrar o disco, que encerra bem a vibe do disco.

Eu gosto de Foo Fighters, eu gosto quando Foo Fighters parece Queens of the Stone Age. Então aquele disco One by One, eu acho, tem umas músicas que são meio assim. Então são os que eu mais gosto. Tirando isso, acho tudo repetitivo, meio chato. É, então, pra mim tá na mesma prateleira. Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers. Pra mim é tudo as mesmas bandas, assim. Meio arrogante e prepotente, eu acho. Meio projeto musical, assim. Tipo, aquele rock é o rock de bolso.

sabe? É o rock de bolso. Já expliquei isso, vou explicar de novo. Você tá lá, você tá lá num bar da Faria Lima, sentado ali e tal, sexta-feira, né? Já terminou de fazer os seus investimentos no, como é que chama? Como é que chama? Como é que é?

Day trade? É, sei lá, day trade e tal, não sei o que, tá lá sexta-feira, ganhou uns trocados, aí chegou a gatinha lá, se olhou, falou, hum, legal, aí ela sentou lá, vocês começam a bater papo, e aí vem a pergunta inevitável, e aí, o que que tu curte de música? Porra, você vai tirar do bolso, Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers, Coldplay,

Porra, que demais, cara. Vocês se merecem. Cara, é uma afronta você botar o Coldplay junto com o Red Hot. É tudo na mesma merda, cara. É um rock fácil. Aquele rock que não desagrada. Sabe? É na média. Tudo ali, ó. Então, você tá num ambiente cheio dessas pessoas.

Falta maldade, falta maldade. Falta veneno ali. Não, é. Você tá num ambiente cheio dessas pessoas. As pessoas não vão ficar cheias. Porque, ah, pelo menos... É assim, é o comentário mais triste.

que a pessoa ainda olha e fala assim, ah, pelo menos é rock, né? Tipo, puta que merda de comentário. É o volume morto da relação. Ah, mas as pessoas que vão nesses pubs de rock aí, ó. É esse público. É esse público, entendeu? Se você chegar lá e falar que gosta de Coldplay, a galera não vai, tipo, pra fora e vai falar, ah, é rock, né? Mais ou menos. Não, Coldplay é evangélico, tudo bem. Mas, sei lá, Foo Fighters. Lançou o Foo Fighters.

Ah, é rock, né? O Dave Groera do Nirvana, tem o Pat Smear lá, tudo bem, né? Beleza. Você não vai ser expulso do lugar, né? A diferença é você chegar lá, né? Eu gosto de funk, eu gosto de não sei, ah, sai daqui, eu gosto de Anitta, ah, vai se fuder, entendeu? Eu acho que a gente, eu defendo que a gente tem que fazer um discopato com as Pat Smear. Pra mim, o Pat Smear é o Ronaldinho Gaúcho do rock, assim.

Bom, com essa declaração de Sereda, a gente precisa encerrar o programa, né? Porque puta que eu pariu. Nossa senhora. É o cara mais nice guy do mundo. Nossa senhora. E o cara que todo mundo queria que ele estivesse perto. E, enfim, ele tá se dando bem pra caramba.

Bom, chega, antes que a gente fale mais merda não o convidado, claro o nosso convidado, Daniel Solero, tá aqui Fala também, também fala merda O convidado que monta bloco de bexaba no carnaval, esse é que é defender o convidado, você não pode defender o convidado, aqui é jornalismo verdade, ô Robson

o ouvinte dos copatas vai poder cobrar da gente depois vocês falaram mal do bloco lá do cara, o cara foi a gente confrontou o convidado aqui desrespeitamos o convidado aqui a gente respeita o ouvinte eu acho isso um absurdo nunca mais volta nesse estabelecimento

A gente tem a curadoria jornalística de um programa do SBT e o tato do craque Neto na hora de apresentar o programa. É o tato do alborguete, né? Que coisa bonita. É bonito isso. Bom, mas vamos caminhando pro encerramento, Solero. Fala das tuas escolhas e da tua lista de músicas de fechamento. Manda bala aí. Então,

Tem uma música que eu acho que é foda de terminar, que eu até falei ela no começo. É o Woods, do Alice in Chains. Eu acho que é uma música incrível pra fechar, e é um dos melhores discursos...

da vida, assim, né, o Woods, essa música é muito boa, assim, cara, não dá, esse disco só tem muitas pérolas, essa foi single e tal, e cara, é grunge, assim, na essência, assim, é muito legal, então, essa é uma das que eu mais gosto, assim, aí contando essa história, essa coisa de, ah, eles contam histórias, ou então eles...

Outros artistas, assim, eu pensei Ah, When the Music's Over, do The Doors Aí eu pensei, pô, vou botar essa Só pros caras terem que botar uma música de 11 minutos Ali nas minhas escolhas, etc Só pra deixar eles bem enferrados ali Botar uma música de 11 minutos Mas aí eu achei sacanagem E aí fiquei pensando em outras coisas Não, mas, é... Por exemplo O Radiohead, que o Sereda adora

terminou o In Rainbows com o Videotape, que é uma música, cara, muito legal também, que fala quando o cara morre, etc. E vai ver as coisas dele tudo no VHS.

Enfim, e essa é uma música legal também. Então eu fiquei com muita dúvida assim, do que eu ia botar. Se eu ia botar um negócio mais psicodélico, se eu ia botar mais grunge, se eu ia botar música brasileira. Aí eu fiquei procurando, ah, porra, Tava de Esmeraldas, o que é que é? Não acaba, hein? Tava de Esmeraldas é um disco que acaba com 5 Minutos. Legal, 5 Minutos é uma música boa, é, mas...

Será que é a ideal pra fechar? Não sei. O disco é tão um animal e você... É meio anticlimax, não é? É, tipo... Fechar com cinco minutos você sente, tipo, sobrou aí. Põe essa daí. É o musicaço. É exatamente isso. Acima da média de mó galera, assim. Se você for comparar, você não tem nem comparação. Mas, o disco é tão sinistro, assim, tão...

obra de arte, que você, porra, terminar com essa você fica, ah, hum. Aí eu lembrei, cara, de disco uma banda que ninguém gosta muito, assim, ou gosta mais ou menos e fala, ah, não, era tipo One Hit Wonder e tal, mas que eu gosto de dois discos deles, dois discos que eles lançaram com músicas inéditas que são legais, que é o Blind Melon.

O primeiro disco deles termina com a mão chamada Drive, que também é longa, assim, começa com só uma guitarrinha e tal, e ela vai te levando pra outros lugares também, que é muito legal, assim. E os dois discos deles são bons, assim, mas essa Drive é muito bacana, assim, pra quem gosta, assim, desse som. É um rock meio setentista reciclado, assim, eu acho. E agora que eu falei isso, fiquei pensando aqui, pô...

Black Rose, o que que Black Rose acaba? Eu tô tentando lembrar aqui, mas eu acho que também não... Black Rose não acaba bem nada, cara. Não acaba bem não, cara. Tem uma que acaba com cover do Bob Marley.

enfim, não termina bem não eu tenho isso bem na minha cabeça porque eu falo pras pessoas que Black Crowes é uma banda que consegue fazer três, no máximo quatro músicas por disco eu sempre defini assim mas o Lenny Kravitz também, você já parou pensar? Lenny Kravitz é igual, cara você pega o disco dele e fala tem três músicas e esses discos são foda é banda de coletânea a coletânea é incrível mas os discos solo são meio ruins é

Eu queria ver se, porra, alguma música da Xadê, assim, assim, legal de botar e tal. Também não achei alguma que eu falasse, nossa, realmente essa é incrível e tal, até porque termina de porra, o Nego já tá querendo dormir, né? Quando tá no fim do disco da Xadê, o cara quer dormir.

Não, não, não Quando você põe um disco da Sadê você quer transar É diferente Então, mas na última música você já tá quase dormindo, irmão Você já tá abraçado com a mulher Já acendeu o cigarro Ninguém que não esteja Ninguém que Se tá puro não aguenta um disco inteiro

Ah, mas quem que vai fumar maconha ou usar drogas pra ouvir Sadê, né? Pelo amor de Deus, né? Não, mas aí o cara também tem aquela história, né? O cara tá ali trabalhando bastante na preliminar e tal, vai que... Ó, vamos lá. Aí, o Chili Peppers arruinou botando o They Are Red Hot nessa música. Cara, tem uma música que é muito boa do Rage, cara, que termina, que foi clipe também, que é Freedom. Termina o primeiro disco deles.

Também é muito maneiro. Bem lembrado. Essa música é sinistra, cara. Essa música é muito boa.

E o Fecha Matrix também, né? Não, não, não. A Fecha Matrix é... Wake Up. É Wake Up. É Wake Up. E Freedom é aquela do cara que foi preso, o indígena que foi preso. Do caralho, do caralho. Essa música é foda. Ótima lembrança. Essa música é sinistra, sim. E aí também tem uma outra que... Tem duas outras, vamos lá.

No Ritual de Lua Habitual do James Addiction termina com Classic Girl, que é uma música que também vai te levando para uns lugares, etc. Meio um climão assim. Não é Three Days, mas era muito legal. Three Days era uma música que poderia terminar o disco, mas ela faz uma mudança de coisas. As músicas mais lentas vão depois de Three Days. E também o Super Novo do Soundgarden termina com Like Suicide, que...

São sete minutos de... Sei lá. Não sei explicar. Então, se eu tivesse que falar aí as músicas assim, vou até descartar o... descartar o Blind Melon, porque falando dessas outras aí ficou ruim pra ele mesmo.

Fiquei surpreso do Blind Melon ter dois discos. Tem três, na verdade. Tem dois discos com a banda toda e tal. Aí tem o terceiro que é meio que a sobra de estúdio que os caras foram fazendo. E depois mudaram o vocalista porque o cara morreu, né? Morreu de overdose. Mas, enfim. Aí tem isso. Então é o Woods do Alison Changs. Acho que eu vou lá com Suicide ou Freedom. E aí? O que vocês acham?

Ah, eu colocaria Freedom. Vou até ouvir, quando acabar o Discopatas aqui, vou botar no fone, cancelamento de ruído aqui, botar no talo, que pô, bem lembrado. Essa é demais. Eu acho que seria isso, gente. Só espero que vocês não inventem tocar Freedom no bloco do... No bloco Sabá, pelo amor de Deus. No bloco Sabá a gente toca. A única música que a gente toca que não é do Black Sabá.

era uma da minha banda e a outra é Bichos Escudos. Ainda faz propaganda enganosa, chama de Bloco Saba e toca Titãs. Aí... Mas aí era só porque a gente queria... A gente queria...

fazer um mini protesto ali e tal, mas a gente também a gente chama de Bloco Saba também vai tocar Black Sabbath, mas a gente também só toca a versão tipo, a formação original a gente não toca nada com Dio nem com os outros já é um consenso que Dio não é Black Sabbath é isso, é isso olha, olha é tipo o que eu falei do One Hot Minutes eu acho que é Dio, é isso faltou só uma menção honrosa que eu queria fazer que é Voodoo Child que encerra pode crer

Encerra o disco E encerra a camada do Renix É a última música Do último disco É a última música do último disco E é um E pior que ela vem seguida de All On The Watchtower Então ela também é verdade

Essa era a minha última produção. E a Voodoo Child was slightly returned, não é aquela que é um bluesão que tem no meio do disco logo a terceira do disco. É que todo mundo conhece, que tem o Wawa, que quem comprou o Wawa vai fazer tocar aquela guitarra ali só porque tem o Wawa.

Olha, o Sereda, parabéns, viu? Você salvou o programa, porque, cara, fechar o programa pensando em um bloco de carnaval, do Sabá, que toca titãs, cara, é mais ou menos como pegar o calor que fez hoje em São Paulo, né? Apesar da gente estar no tom, fez quase 150 graus hoje, tempo seco, e pegar e tomar uma sopa de asfalto com giló, assim, é a mesma coisa. Aí, só quero falar uma coisa pra vocês, hein? Uma nota de repúdio aqui.

Nunca mais vou pisar os pés desse estabelecimento novo. Porque estou sendo muito destratado. Estão me desrespeitando. Desrespeitando o meu momento de lazer. A gente respeita você. O que a gente não respeita... Eu estou aqui falando bem de paralama sozinho há 20 anos. Não, não. Paralama é foda, maluco. Aí, como é que termina Selvagem?

Como é que termina Selvagem? Vamos terminar logo o programa antes que venha o desastre já, porque já começaram a falar Selvagem não termina bem não Não termina bem o disco do Paralamas Puta, que novidade

Não, não, não. Tô achando você muito cabeça fechada, Robson. Tá difícil. Não, não, não. Cabeça fechada. Termina com um terã dub, tá vendo? Ah, é um dub. Como é que é o nome da música? Não, historicamente, historicamente, Paralamas joga sobra pro final. Esse é o normal. Como que é o nome da música? Paralamas, assim, o conceito do disco tá no lado A. É sempre assim, pra ouvir Paralamas. Ah, bom, bom, bom, bom.

Boa cola aí Como que é o nome da música? Porque o lado A termina com Selvagem Qual que é o nome da música? Terandub Terandub Nossa, que moderno É que assim Tem uma música chamada Teran e a versão Nossa, que radical Radical, super radical Antes dela vem o cover Vem você do Tim Maia Só uma coisa, a gente não falou nada Nada de The Police Vamos lá

essa é a incoerência do programa vocês ficam elogiando ao cover ao invés de falar do original mas aí também fazer o que né o Sting falou merda hoje de novo vai tomar no cu o Sting vai se fuder vai tomar no cu tem que morrer antes o Andy Summers é um velhinho legal

Aí eu tô aqui pensando, cara. Todos esses caras mais velhos, uma hora a gente começa a trocar os pés pelas mãos, falam merda pra caralho, né?

Exatamente Exatamente, quando vai ficando velho E aí só faz merda É impressionante, cara, fica quieto Ou fica igual o David Coverdale Ou se não fica igual o David Coverdale Ou compartilhando meme, sabe É isso aí Entendeu? Agora quer se posicionar Ah, porque, ah, vai se fuder

Boa noite pra vocês, pessoal. Muito legal. Valeu, galera. Solero, porra, cara, obrigado. Foi demais. Porra, muita diversão. Foi legal pra caralho. Me chama de novo pra me xingar. Eu acho que eu gostei. Não, não. Vamos... O Cê abriu um grupo, né?

vamos pensar em outros temas vamos chamar você de novo que bom que não foi a música pra morrer porque senão esse episódio durará bem menos, a gente já teria morrido verdade, vamos pensar em outros temas mais intrigantes, esse foi foda muito bom, obrigado obrigado mesmo, Solero, valeuzaço eu acho que tinha que ter uma playlist desse daí que a gente falou, música pra cacete boa ideia

Quando você fizer a transcrição lá no negócio, você já vai ter nome de uma porrada de música e já vai pegando. Pode crer. Pede pro Claude fazer isso pra você. Boa. Bom, é isso, né? Então vamos nessa. Valeu, moçada. Valeu, galera. Obrigado, hein? Obrigado, cara. Tchau, tchau. Falou. Abraço. Tchau, tchau.

A CIDADE NO BRASIL

Sou de Jez

E aí

Sou sagrado, sagrado sagrado sagrado

Transcrição e Legendas por Query

Transcrição e Legendas por Quintena Coelho

Yeah. Freedom. Yeah, right. Freedom.

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