Episódios de Destaque

Operação mira grupo criminoso que sonegou mais de R$ 132 milhões

07 de maio de 20260
0:00 / 0:00
Participantes neste episódio4
B

Breno Varejão

ReporterDelegado
B

Bruno Bastos

Reporter
I

Ivesson Gomes

Reporter
M

Maria Carolina Jucá

ReporterPromotora de justiça
Assuntos3
  • Operação Cortina de FumaçaEsquema de sonegação fiscal · Lavagem de dinheiro · Falsidade ideológica · Distribuição de alimentos · Breno Varejão · Maria Carolina Jucá · Recife · Camaragibe · Caruaru · Bezerros
  • Arcabouço FiscalUtilização de KINAI para armazenamento · Comercialização de mercadorias sem recolhimento de ICMS · Criação de pessoas jurídicas para constituir e descartar dívidas · Circulação de mercadoria sem nota fiscal
  • Gestão de MateriaisAnálise documental · Extração e análise de conteúdo de aparelhos telefônicos e dispositivos informáticos · Cruzamento de informações · Medidas judiciais · Oferecimento de denúncia · Maria Carolina Jucá
Transcrição8 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

MPPE Notícias. O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, o CIRA de Pernambuco, deflagrou a operação Cortina de Fumaça para investigar um esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no setor de distribuição de alimentos.

A ação foi realizada nos municípios do Recife, Camaragibe, Caruaru e Bezerros, com o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão. O delegado da Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária, Breno Varejão, explica que o grupo utilizava diferentes frentes para burlar a fiscalização.

A utilização de KINAI, aquela classificação de mercantil voltada para empresas de armazenamento, que deixa de recolher o ICMS antecipado, mas enquanto na verdade na prática eles faziam ampla comercialização das mercadorias. Então essa era uma frente. Outra frente eram essas criações de pessoas jurídicas, de forma premeditada, para constituir dívida.

para deixar saturada a dívida e quando ela chegasse num momento de inoperança, era descartada passando-se para outra empresa. E foi possível verificar ainda, por exemplo, até uma circulação de mercadoria sem nota também. Então eram várias frentes de sonegação.

Durante a operação, foram apreendidos documentos, celulares, notebooks e outros materiais de informática. A promotora de justiça do Ministério Público de Pernambuco, Maria Carolina Jucá, explica como esse material será analisado.

Seja o material de caráter documental, vai ser devidamente analisado, como também vão ser feitas as extrações dos aparelhos telefônicos e outros dispositivos informáticos e feita a análise do conteúdo desses aparelhos. E aí vamos fazer os devidos cruzamentos com as informações que a gente já tem na operação, aliás, na investigação já consolidada.

E consolidando essa documentação e essa análise, iremos passar para as medidas judiciais adequadas. Podem ser novas medidas cautelares ou, eventualmente, entendendo que já está madura, oferecimento de denúncia por parte do Ministério Público.

O valor dos débitos fiscais já constituídos ultrapassa R$ 132 milhões. O montante ainda pode aumentar, já que outros lançamentos tributários estão em análise. Com o apoio de Bruno Bastos, Ivesson Gomes para a Rádio MPPE.

Operação mira grupo criminoso que sonegou mais de R$ 132 milhões | Castnews Index — Castnews Index