REPORTAGEM: Resumo das 24 Horas de Daytona de 2026
Eduardo Couto traz todos os destaques das 24 horas de Daytona de 2026.
Eduardo Couto
Felipe Nasr
- 24 Horas de NürburgringPorsche · Raimundo Nogueira · Cadillac · BMW M Team WRT · LMP2 · GTD Pro
- Condições climáticas e experiência do públicoNeblina · Bandeira amarela · Safety Car · Colisões
As 24 Horas de Daytona deram um novo triunfo à Porsche Penske, levando ao terceiro título geral do Felipe Nasr. Num emocionante confronto que manteve os fãs em suspense, a equipe do carro de número 7 da Porsche Penske conquistou uma deslumbrante terceira vitória consecutiva na classificação geral das 24 Horas de Daytona de 2026. A corrida foi marcada por uma inédita bandeira amarela que durou quase 7 horas devido a uma densa neblina.
Transformou-se, claro, num espetáculo cativante à medida em que as horas finais se desenrolavam com altos riscos para uma competição. O Felipe Nasser foi o herói heroico da Penske e exibiu, claro, toda a sua técnica ao lutar com unhas e dentes para garantir mais uma vez o topo do pódio. Enquanto isso, Jack Ickx, quem no volante do Cadillac de número 31, teve que se contentar apenas com um segundo lugar conquistado arduamente, demonstrando que a batalha pela supremacia foi muito mais intensa do que se poderia imaginar logo no início da corrida.
Pódio foi completado pelo carro de número 24 da BMW M Team WRT, marcando uma emocionante representação da diversidade com 3 fabricantes diferentes a dominar os 3 primeiros lugares do pódio. Na categoria LPM2, o CrowdStrike da APR saiu vitorioso, provando seu valor contra a concorrência, deixando os carros 43 e 343 da Inter Europol para trás lá na LPM2. Já na GTD RSF Pro. O Paul Miller Racing da BMW triunfou com o carro número 1, enquanto o carro 75 da Express Mercedes e o 48 da Winning Racing Mercedes acabaram completando o pódio.
As 24 Horas de Daytona foram sem dúvida aquelas para entrar na memória e serem vistos. O Felipe Massa, que começou a corrida lá no meio do pelotão e conquistou rapidamente a liderança logo na primeira hora de prova, viu um acidente ocorrer ainda nos primeiros minutos de prova, fazendo com que nos primeiros 15 minutos tivesse entrada do Safety Car. A largada caótica acabou envolvendo o carro de número 4 da CrowdStrike, assim como o 18 da Era Motorsport e também o TDS de número 11, todos da LPM2.
Depois de algumas horas, já era claro toda a dominância da Porsche Penske de número 7, já guiado pelo Julian Andlauer na GTP, que manteve o protótipo na ponta durante 180 minutos iniciais da corrida. Alex Palou e a Jota Ermes fecharam o top 3 ainda nas primeiras 3 horas de prova. Já no cair da noite, corrida ainda em andamento, restando 19 horas de prova, o Lauren Hendricks liderou a classe principal com o Penske de número 7, aquele do Felipe Nasr, enquanto René Raci da BMW de número 20/24 e o Colton Herta do Cadillac de número 40 completavam a prova.
Ainda nesse momento se viu uma bandeira verde e muitas colisões aconteceram na pista. Sendo necessária várias vezes a entrada do carro de segurança para limpeza de pista. O Dudu Barrichello chegou a liderar a classe no Aston Martin de número 27 lá nas primeiras horas, porém Ferrari de número 34 conseguiu assumir a ponta quando faltavam ainda 20 horas e meia de prova. Já o Cadillac de número 31 também aprontou, foi lá, fez a pole position, mas acabou sendo desclassificado durante a sessão por desgaste excessivo nosso alho.
Começou a manhã cumprindo a punição com stop and go por infração de procedimento de safety car e foi caindo, ficando longe da disputa pela ponta. Já no final, a LPM2 ficou na liderança com seu Vasseur Vardet ainda antes do safety car entrar na pista. Com o retorno do safety car depois de 6 horas e 33 minutos, o recorde da categoria desde 1989, a gente viu quanto o Cadillac de número 31 conseguia sair na frente. O Sébastien Vardet também ficava na frente, mas viu uma importante participação do Nick Cassidy.
Corre lá na Fórmula E, ir bem com o InterEuropale 343, completando o top 3. Os irmãos Enzo e Pietro Fittipaldi enfrentaram problemas ao longo da madrugada e acabaram caindo para a 11ª colocação com seu carro de número 73. A Pratimiglia acabou sendo também comandada pelo português Manuel Espírito Santo, num carro com língua portuguesa ou quase brasileira, como alguns dizem por aí. Já na GTD Pro, o Ben Barker comandou o pelotão com Ford 64 na frente, com Tommy Miller no Corvette de número 4.
Joris Gounen com a Mercedes 69 também foi bem. O Daniel Serra, piloto brasileiro da Ferrari, acabou abandonando ainda no início da madrugada com Ferrari de número 62. Resultado final da prova: brasileiros indo relativamente bem, uma terceira vitória Felipe Nasr e uma corrida bastante emocionante para brindar o sábado e o domingo do apaixonado pelo esporte a motor.