Episódios de Papinho Tech

IMPORTÂNCIA DO LINUX COM UIRÁ RIBEIRO - Papinho Tech #165

11 de maio de 20261h29min
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Uirá Ribeiro é membro do board de diretores da Linux Professional Institute (LPI), autor de 20 best-sellers de tecnologia, CEO do Certificação Linux e lenda viva.

Assuntos9
  • Certificações LPIEstrutura das certificações LPIC · Certificações Essentials para iniciantes · Importância das certificações para o mercado · Processo de atualização de conteúdo das provas
  • Tecnocracia e controle digitalPresença do Linux na internet e dispositivos · Soberania digital e governos · Linux nas urnas eletrônicas brasileiras
  • Escrevendo um livroUso de Markdown e pré-processadores · Reaproveitamento de conteúdo e atualizações · Método de estudo para certificações · Vencendo a procrastinação tecnológica
  • Comunidades online e networkingA importância da comunidade Linux · O movimento open source · BBS e o início da internet
  • Docker e LinuxCamadas e isolamento no Docker · Nativo do Linux: cgroups e isolamento · Otimização de performance e custo com Docker
  • Linux para Profissionais de TINecessidade de aprender Linux para TI · Containers e a importância do Linux · Economia e escala com conhecimento de Linux
  • Futuro do LinuxO papel do Git no desenvolvimento · Contribuições de empresas para o kernel Linux · A importância da Linux Foundation
  • macOS vs LinuxMac OS como sistema Unix · Interoperabilidade dos dispositivos Apple · Origem do Linux a partir do Unix
  • Habilidades valorizadas no mercadoCertificações como metodologia e guia · Desejabilidade em vagas de emprego
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Começando mais um episódio do Papinho Tec, olha só, né, aí com mais de 160 episódios já, cara, quem diria, né, eu lá mais de dois anos atrás, falei assim, mano do céu, né, vou fazer um podcast aqui e, cara, trouxe aí várias figurinhas lendárias do álbum, hoje inclusive é uma delas, hein, ó, a dourada, uma dourada aqui, ó.

pra gente conversar. Então se você curte esse trampo aqui que eu tenho feito, cara não esquece de deixar o seu comentário aqui se você tá no YouTube, se você tá no Spotify, se você tá no Apple Podcasts, onde quer que você esteja dá o seu coraçãozinho segue nós aí pra poder dar essa moral, fechou? E sempre lembrando toda segunda-feira, 8 horas da manhã tem episódio inédito já há dois anos sem errar, cara, toda semana tem E aí

Um personagem aqui pra gente bater um papinho. Ó.

Hoje é o seguinte, hoje eu trouxe aqui uma figura diferenciada, porque o cara, ele é membro do board de diretores da Linux Professional Institute, o famoso LPI, né, que a gente já ouviu falar tantas vezes e tal, de certificações Linux e tal. Autor de mais de 20 best-sellers de tecnologia, CEO do certificação Linux e Lenda Viva. Hoje eu falo com o Ira Ribeiro. E aí, Ira, tudo bem?

tudo ótimo, é um grande prazer estar aqui pra falar pro seu público, bater esse papo aí com você, muito, muito obrigado pelo convite, agradeço demais. Tá doido, não, a gente tem, sabe aqueles assim, falar assim, cara, será que um dia eu vou conversar com essas pessoas e tal, pô, eu já li livro seu, já usei na faculdade como base, tá trocando ideia com você, pô, é um privilégio, cara, obrigado mesmo, e inclusive agradeço pela contribuição que você fez e faz, né?

pela comunidade de tecnologia, com tanto conteúdo gratuito e tal, e de qualidade, tá doido. Valeu demais, cara. Olha aí. É um cacuete de professor, né? Eu adoro aprender alguma coisa nova, eu já fico doido pra passar adiante, pra ensinar as pessoas e mostrar alguma novidade, alguma coisa interessante, pra melhorar a vida delas, melhorar produtividade, melhorar, enfim.

o trabalho, e é uma coisa que professor tem, a gente como professor gosta muito de fazer isso, então é um trampo bem legal é, e tem também um negócio que a comunidade de tecnologia, ela é muito unida já há bastante tempo, e eu acho que muito por causa do próprio Linux

Porque é um negócio, né, de open source e as pessoas se ajudarem e tal, não sei o que. A gente acaba levando isso, né, pra frente. As pessoas continuam fazendo isso, criando novas comunidades e continuam falando disso e se ajudando. Isso é muito legal. O Linux tá muito enraizado nisso, né, de comunidade, de vamos se ajudar, vamos aprender junto e tal. É muito legal, né?

Eu acho que esse é um movimento que começou quando a internet estava nascendo, que era no tempo lá do BBS, os mais 40 mais aí vão lembrar, que é o Boletim Board System, que era um precursor, as pessoas entravam numa determinada BBS para poder bater papo, baixar arquivo, conversar e mandar e-mail. Então, naquela época, praticamente era isso que se tinha, e as pessoas...

combinavam uma vez por mês encontrar uma pizzaria em BH, em São Paulo, no Rio, para poder se ver ao vivo, conhecer e tudo. E isso com o advento da internet, que veio aqui no Brasil no final dos anos 90, é uma coisa que continuou. E o Linux tem essa parada muito boa, que é a questão da comunidade e das pessoas se ajudarem. Então não tem...

É o free software que vai além de ser livre, mas também ser gratuito, né? Que permite essa troca muito boa de informação. E todo ano a gente tem eventos de Foz, né? Que acontece, por exemplo, lá em Foz do Iguaçu, tem o Campus Party. Ou seja, tem dezenas de eventos grandes, assim, pelo mundo que congregam esse tipo de...

ajuntamento de pessoas, assim, pra trocar ideias e trocar experiências. É bem bacana. É legal que o pessoal fica falando assim, ué, mas vocês não gostam de seres humanos, cara? Vocês não falam com ninguém? Vocês são tudo quietos, né? Normalmente o pessoal de TI é o esquisito da família, né? Só que quando você junta com um monte de esquisito, aí a gente conversa, né?

Ah, é verdade, é verdade. E a tribo, né? A tribo se reconhece e se fala, se encontra e sabe trocar ideia junto, né? Às vezes você tá numa parada ali de tecnologia, você tá pensando num código, sei lá, em Python. Como é que você vai conversar disso com sua mãe, com a sua irmã, com seu irmão? Essa galera, pra eles é grego, né? Então, na hora que você encontra a sua tribo, você pode falar e a outra pessoa te entender. É muito bom, né? É muito bom.

E assim, me fala uma coisa, porque você ficou muito conhecido pelo Linux, a quantidade de conteúdo que você tem já publicado e tal, muita contribuição, mas por que o Linux? O que fez com que você tivesse tanto interesse no pinguinzinho?

Eu tinha um BBS lá em 92 e tal, aqui em BH. Então, eu comprava computadores, assim, naquela época, você ia colocando modem nos computadores e pedindo linha telefônica.

Eu cheguei a ter 32 linhas telefônicas no meu quarto. Nossa! Para as pessoas poderem entrarem no meu BBS e tudo. E aí, acho que foi em 96, por aí, chegou a internet no Brasil. Era através da RNP, que era a Rede Nacional de Pesquisa. E para você conectar seu BBS na internet, você tinha que ter um negócio chamado roteador. Naquela época, roteador era preço de um carro mil.

Era uns 25 mil, não lembro o dinheiro da época, mas era uns 40 mil reais um roteador. E eu não tinha essa grana pra fazer. A própria linha telefônica era muito cara também.

Era, mas já era uma época que dava pra alugar a linha, né? Em vez de você comprar uma, né? Então, já rolava isso. Mas aí eu não tinha grana pra comprar um roteador. E se eu não me conectasse à internet, meu negócio ia pro brejo, assim. Porque era o que todo mundo tava querendo.

E aí eu descobri que tinha um negócio chamado Linux, ou até o próprio Unix, através do FreeBSD naquela época, que dava para você, com uma placa específica de modem síncrono, você configurar esse Unix ou Linux para poder atuar como um roteador. E aí eu fui estudar isso, comprei um livro que era chamado Linux The Bible.

Era uma caçapa de um livro, dessa grossura, assim. A folha dele era folha de papel de seda, né? Então, a galera que gosta da verdinha, se pegasse esse livro, acabava com ele. Mas era um livro gigante. Eu comecei a estudar aquilo. O Linux, naquela época, era horrível. Só era terminal.

Era uma coisa muito difícil, com uma curva de aprendizagem gigante para fazer, mas eu cheguei a 98% de conseguir configurar um roteador, e aí tinha aquele detalhezinho, aquele tapinha que alguém sabe dar que faz a coisa funcionar, procurei um amigo que tinha conseguido fazer isso, chamei ele, pô cara, me ajuda aqui, ele foi lá, deu um comandinho, eu falei, funcionou, nossa que beleza, agora eu vou conectar na internet minha...

minha BBS. E aí eu falei, poxa, eu quero aprender a dar esse comandinho mágico aí que funciona, eu quero mais, eu quero saber e tudo. E aí a BBS em si era toda desenvolvida em cima de Linux, controle de usuário e tudo. Não tinha quase ferramenta nenhuma, então você tinha que aprender a programar, naquela época era o Perl, que era muito usado no Linux, não tinha nem Python na época ainda.

Então, aprendi a programar em Perl para poder fazer as coisas no Linux, para fazer o BBS. Logo depois, alguém comprou a minha BBS e eu fui junto, de porteira fechada, trabalhar para essa pessoa e tal. E aí expandiu, virou uma empresa grande aqui em Belo Horizonte. Tudo durou mais uns 15 anos.

E de lá pra cá eu aprendi muito a mexer com Linux. E aí eu escrevi o meu livro. Meu primeiro livro não foi de Linux, foi de metodologia científica. Porque eu já dava aula nessa época em faculdade. E a minha esposa também dava aula. Ela dava aula de trabalho de conclusão de curso. Ela... Meu bem, faz um software pra mim. Esse trem de formatar pra BNT é muito ruim, não sei o quê. E aí eu fiz um software.

para poder formatar para a BNT, publicamos o nosso, né, o meu ideal, o nosso primeiro livro, e aí o dono da editora falou assim, pô, cara, por que você não faz agora um livro técnico? Aí eu falei, ah, mas de quê, hein, de quê, de quê, de quê? Fiquei pensando, pensando, falei, ah, acho que vou fazer de Linux.

E aí Linux era um negócio grande demais, de A, Z, eu podia falar de muita coisa e nada ao mesmo tempo, né? E aí eu conheci a certificação da LPI. Então a LPI também estava nascendo ali naquela época, ela tinha uns 3, 4 anos só, e tinha uma certificação. Aí eu falei, gente, é isso, eu vou escrever um livro para ensinar as pessoas para tirar essa certificação, porque aí tem foco, tem um escopo, tem um material...

é dedicado para aquilo ali. E aí eu escrevi esse livro. E na época eu pedi para o Mad Dog, uma figura também muito conhecida na área de TI, e ele escreveu o prefácio para mim desse livro. E ele foi um sucesso. Lancei ele em 2005, então já tem 21 anos que eu venho escrevendo e reescrevendo esse livro.

E aí, quando eu lancei esse livro, e ele começou a vender, não tinha nada na época, as pessoas começaram a me pedir curso. O cara, não, mas faz um curso. E tal, eu falei, poxa, boa ideia, eu vou fazer um curso junto com o livro. Só que não tinha nada para dar curso naquela época que tivesse um terminal acoplado, nada disso. Aí eu desenvolvi minha própria plataforma para poder ensinar Linux para as pessoas, voltada com ferramentas para isso.

e vendia o curso e mandava o livro junto. Era tão... A gente era tão... Tinha que capinar tanto mato para desbrenhar as coisas que não tinha nada, que naquela época você fazia uma venda com cartão de crédito, era muito difícil. É. Então, eu lembro... Até o cartão de crédito já era difícil. É, e eu lembro que eu parcelava para as pessoas no cheque.

Então as pessoas me mandavam pelo correio um envelope com 10 cheques nominais cruzados e eu ia descontando aquilo ali mesa a mesa para as pessoas poderem ter como pagar. Não que fosse muito caro o curso, porque o brasileiro, enfim, ele é muito...

muito pobre ainda, né, de ter recurso para fazer essas coisas e tudo. Então, a gente tem que facilitar para as pessoas, para elas conseguirem ter acesso às coisas, né. Infelizmente, ainda 25 anos depois, né, ainda é isso. Ainda é a mesma coisa, né. Da época que eu comecei. Então, foi assim que eu comecei a mexer com o Linux e lá para cá ensinei mais de 15 mil alunos.

com os livros e tudo. Depois, entrei pro board da LPI, uma eleição que você se candidata pra entrar pro board. E tem dois anos que eu sou o chair do board da LPI. Puta, que legal, cara. Eu ainda vou estar mais um ano e à frente do... Um ano... É um ano e meio mais à frente do chair do board. Então...

é legal, porque você vai discutindo pra onde vamos, então é bacana. E pô, a história é legal, de começar lá, deixa eu vir aqui, mexer e tal, descobrir a certificação e virar chair do board, pô, é muito legal, cara. Muito legal mesmo essa história. É. No dia que eu fui eleito pro board e sai o resultado, que é uma eleição,

todo mês de junho tem, né? E a primeira vez foi ali na pandemia, a gente estava enclausurado em casa, assim, eu lembro que sai o resultado da votação, eu dei um gritaço dentro de casa, minha esposa veio correndo, o que aconteceu? Eu falei, eu fui eleito! Puta, que dava! E aquelas coisas que, assim, na pandemia você podia comemorar com quem? Deu dentro de casa, né? Dando um grito e tal, era o que dava pra fazer. Então, bem bacana.

É, porque o Linux acaba sendo também uma coisa... E sempre foi, né? Hoje tem mudado bastante, eu vejo. Mas no começo era um negócio bem underground, né? Assim, porque o próprio computador era um negócio diferente, né? Não era todo mundo que tinha computador e... Quem tinha ficava com medo de mexer e tal. Imagina instalar um...

um sistema operacional diferente, que vinha com não sei quantos disquetes lá e tal. Era só para doido, né, que mexia com essas coisas e tal. Eu falava assim, não, você pode ir lá mexer e tal. Então você tinha que ser um pouco fora da casinha também para querer mexer com o Linux, né? Fala a verdade. Tinha, tinha que ter muita paciência, assim. É.

Porque como ele não tinha uma pegada comercial, então a galera fazia driver para funcionar a placa de vídeo, placa de rede, placa de som e tudo mais. Bem assim, eu estou precisando, eu vou fazer o meu driver para funcionar no meu computador. Isso era uma coisa difícil. Então nem sempre você pegava um Linux, instalava no seu computador e funcionava tudo. Não era assim.

e até o ambiente gráfico era bem toscão. E é bem diferente de hoje. Hoje você tem distribuições que são lindas e concorrem muito bem com...

com Windows e MacOS e tudo mais, e tem toda a funcionalidade, tem milhares de aplicativos com lojinha, igual você clica para instalar, já instala e vai. Então, hoje é outra pegada. E o Linux continua funcionando no bastidor da internet. Então, se você pegar aí, acho que uns 97% da internet está funcionando em cima de Linux ou container.

rodando em cima de Linux. Então é uma coisa muito grande, né? Até a própria Microsoft, a Azure, a maior parte das máquinas virtuais que estão rodando lá são Linux e não Windows. É o próprio WSL, né? Você olhar e falar assim, caramba, Microsoft colocar uma distribuição Linux dentro do Windows assim, era um negócio meio impensado, né? Agora não, hoje tem lá e tal.

O negócio é poderoso demais. Naquela época tinha uma rixa, principalmente na Microsoft contra o Linux, e tudo por causa do licenciamento do Linux, que era a grande briga deles, é que se você pegasse um pedaço do código do Linux e fosse trabalhar com ele, e você colocasse o código seu, a licença do Linux obrigava

que o que você produziu em cima do código do Linux também tinha que ser aberto, né? Então, essa era a treta grande de Microsoft para cima do Linux, que assim, poxa, tudo que esse cara toca eu tenho que tornar livre? Que coisa horrorosa. Como é que eu vou ganhar dinheiro, pô? Como é que eu vou ganhar dinheiro com isso e tudo? Então, mas Linux está em tudo, né? Você liga uma TV, uma Smart TV hoje...

Te garanto que tem um Linux rodando ali por trás. O seu roteador que você conecta na internet está rodando o Linux. O Android é Linux. O iPhone é um Unix que está ali no iOS. Então, todo mundo usa Linux todo dia mesmo, sem saber.

E foi colocado pra gente, assim, muito que a ideia de Linux é uma liberdade, né? Uma espécie de liberdade. Então, se você é contra o sistema, né? E tal, não sei o quê. Até questão até mais política, assim, contra o capitalismo, né? Não sei o quê. Liberdade, é Linux. Mas me responde, assim, com sinceridade mesmo. O Linux, ele é liberdade ou um sofrimento gourmet?

Olha só, é uma liberdade gigantesca, ainda mais nos tempos de hoje que a gente está tendo essa guerra tarifária, até a própria guerra lá em cima do Irã e outras guerras de Rússia.

com o crânio e tudo mais, os países estão percebendo que eles precisam ter uma soberania digital, e essa soberania digital, a França, por exemplo, agora, ela adotou que todo governo vai ter que usar Linux, então as empresas e os governos principalmente estão percebendo que assim, poxa, será que é interessante eu deixar...

os meus dados, as minhas coisas de governo com os dados dos meus cidadãos numa nuvem americana, numa nuvem em algum país que não seja meu, que não seja com meu controle, né? Então o Linux, ele perpassa muito isso daí para justamente...

as pessoas e as empresas terem essa soberania digital. Por exemplo, na LPI, por ser uma organização sem fins lucrativos canadense, está lá no estatuto que tudo que é da LPI tem que ser hospedado num data center no Canadá e que seja canadense, por exemplo.

justamente para eles não sofrerem nenhum tipo de sanção de não poder operar em um país que os Estados Unidos falem que não pode tratar com Cuba, por exemplo, você não pode tratar com algum país que, sei lá, América, por exemplo, esteja de mal naquele momento, e a soberania digital realmente você falar assim, não, mas eu não estou sob sua jurisdição, eu estou na minha, né? Então,

essa soberania digital funciona justamente porque você tem um código fonte

Você pode ver o que está rodando, você compila aquilo ali, você bota para rodar do jeitinho que você quer. E se você pensar em liberdade e democracia, por exemplo, as urnas brasileiras, que são tidas como muito seguras, elas rodam Linux ali de baixo. Então, é um Linux que está lá. Esse Linux tem uma autenticação, ou seja, aquele software só pode rodar naquele hardware.

E aquele hardware só pode rodar aquele software, aquilo tem uma assinatura digital para garantir essa correlação que só roda aquilo ali. E qualquer alteração, por exemplo, que você tente fazer numa urna, não vai estar assinado esse código, simplesmente não roda, não funciona mais. Então, é uma soberania brasileira você pensar que aquilo ali está acontecendo, né? E as urnas, elas emitem...

um resultado que é a contagem da votação, e aquilo também é assinado digitalmente, vai para o TSE, e aquilo é auditável através dessas listas. Então, você pode, qualquer cidadão, pode ter acesso às listas de todas as urnas.

e somar se ele quiser sozinho ou utilizando uma IA para ter o mesmo resultado que um TSE, um TRE vai ter. Então, também é soberania digital o Brasil ter conseguido fazer isso com as urnas que rodam Linux. Então, é uma questão muito, muito boa.

E só é uma dor gourmet, né, se você realmente não entende, né, ou não sabe mexer no sistema operacional, né? Você dá de cara com o prompt e você não sabe que comando que você vai dar, que você vai fazer, é assustador, assim, você pensar nisso, né? Mas hoje...

com as IAs, cara, qualquer um pode sentar e mexer, pede lá para um GPT, para um Cloud, para qualquer um aí, fala assim, eu preciso de um comando que faça tal coisa. Acho que 90% das vezes você vai receber um comando que vai funcionar bem e vai resolver. E se não resolver, você vai copiar o log ali do que deu de boró.

e vai jogar e ele vai resolver para você. Então, essa curva de aprendizagem agora com as IAS também ficou bem menor. Então, não é mais um sofrimento assim. E a soberania digital, ela justamente vai passar por você ter essa...

esse direito de saber o que está ali. Não é uma empresa que está com a caixa preta que fala assim, liga aí e você não vai saber o que está aqui dentro. Isso aí é bem complexo. Até a gente tem aí a ideia da Magalu, ter o... Lógico, eles querem ganhar o dinheiro deles também. Mas vai um pouco disso de, não, olha só, é uma cloud nacional, não sei o quê, parará. Tem toda uma...

um questionamento por detrás disso também de qualidade, mas é um pouco disso, de você ter a tecnologia dentro do seu território. Mas, Uira, assim, a gente ouve falar muito, pô, você tem que aprender Linux. Mas eu realmente preciso aprender Linux como um profissional de tecnologia?

E o que eu tenho que aprender Linux? Porque às vezes a gente pensa que é, não, você vai precisar formatar o seu computador, instalar ou fazer uma partição, instalar o Linux ou o Ubuntu da vida, e aí você vai usar, você vai virar um usuário de Linux e aí você vai substituir.

O seu Windows, que você já está acostumado, o seu Mac por Linux. O que é esse, o que eu preciso aprender de Linux hoje, com o IA e tal, que você estava falando? Ou não precisa mais? Vamos embora, para casa. Então, eu acho que nem precisa mais, assim. Se você não quiser ter o Linux na sua máquina, você nem precisa, né? Você pode rodar um WSDL ali do Linux, do Windows com o Linux, e funcionar bem.

Ou você pode rodar uma máquina virtual, tem N mil plataformas que você pode ter para rodar. Mas o interessante de você rodar Linux como um profissional de TI é porque, invariavelmente, quanto é a solução que você vai propor ou que você vai rodar algum software que você desenvolveu, sua equipe desenvolveu, é muito provável que isso vai rodar no Linux.

e muito hoje num container. Então, toda tecnologia de container é Linux. Então, assim, isso nasceu há 20 anos atrás, o que a gente fala de container hoje já existe no Linux há 20 anos.

eles só pegaram, deram uma roupagem bonitinha, criaram um comando docker para você fazer o que dava para fazer na mão e ficar lindo e você isolar os processos, isolar os programas para aquilo rode...

tipo, rodou no meu notebook, vai rodar no servidor, né? Então, é aquela velha história assim, na minha máquina estava rodando, mas você consegue fazer isso com o container muito bem, o que roda aqui, roda lá, e tudo isso, né, se você sabe lidar com o sistema operacional que está ali embaixo, começa a entender como é que ele funciona, as pastas, os arquivos, os comandos adjacentes, a GNU que você...

pode usar ali e como é que isso tudo funciona, você tem uma capacidade de controle muito maior da sua solução.

E aí você consegue chegar num patamar que, por exemplo, como todo mundo hoje roda as coisas em cloud, e cloud você é cobrado ali por minuto de execução, é por memória, por disco, por tráfico de rede, você é cobrado por tudo. Quando você entende ali por trás, para botar funcionando.

e aí você consegue gerar economia, e essa economia é interessante para as empresas. Então, te dar um exemplo, outro dia eu li um artigo de um aplicativo que o back-end deles rodava em Java, nada contra Java, os javeiros que estejam escutando não. Eu tenho muita coisa contra.

Não briguem comigo Mas a solução back-end Dos caras rodava via Java Eles tinham que instanciar Várias máquinas virtuais Para poder processar o volume ali Diário da aplicação deles Isso ficava uma conta de 70 mil por mês para poder rodar Algum maluco lá falou assim Eu vou reescrever isso em Go

E aí reescreveu em Go, gerou um executávelzinho Michuruca, que fazia toda a parte de back-end de API da aplicação. Eles passaram a gastar nem 5 mil com a mesma solução, rodando a mesma coisa, mas porque utilizou uma linguagem preparada para rodar em container, entender como é que funcionava e puderam criar uma arquitetura melhor, que funcionasse melhor e que gerasse...

É uma economia, uma economia gigante, por assim dizer. Então, quando você tem essa capacidade de entender isso, e hoje com o IA você consegue codificar mais rápido e até transferir uma plataforma de Java para outra coisa, ou de outra coisa para Java, enfim, seja lá o que for, muito rápido e botar funcionando. Então, o interessante disso tudo é você ter escala.

e ao mesmo tempo ter economia, né? E você só consegue isso na hora que você sabe o que você está fazendo, né? Que é o cano de você entender o Linux.

Você tem o controle sobre a máquina, então o Linux te dá muito isso. Uma coisa que eu sempre me, sei lá, parei para pensar assim, discuti já com vários outros colegas, e você também trabalhando em universidades e tudo, por que você acha que nem sempre a gente tem conteúdo de Linux em cursos de graduação na área de computação, por exemplo?

Sabe assim, não é tão comum como deveria, na minha opinião, de você ter disciplinas que tratam sobre Linux e tal. E aí isso, de certa forma, faz com que o acesso ao Linux não seja tão comum para as pessoas. Então, continua sendo...

aquele lá meio doido que mexe com uns negócios diferentes e tal qual é a sua visão sobre isso, Irán? Então, tudo começa no mundo acadêmico

pelo menos aqui no Brasil, com um negócio chamado Diretriz Curricular Nacional, que é um documento que o Ministério da Educação escreve e que fala assim, um cara de ciência da computação tem que sair sabendo isso, um cara de sistema de informação tem que sair sabendo isso.

um cara de engenharia de software, um cara de análise de sistemas, um cara de processamento de dados, enfim. Eles dizem o que essa pessoa tem que sair sabendo, e as universidades têm que seguir isso, porque no final do curso esses alunos vão fazer um ENAD, que é uma prova nacional para ferir justamente se essa proposta na diretriz curricular foi devidamente ensinada e os alunos aprenderam.

E a universidade, a faculdade, enfim, ganha uma nota em cima disso. Se tiver uma nota ruim, tem comissão do MEC em cima para, enfim, propor mudanças e tudo mais. Então, um dos grandes problemas é que a diretriz curricular nacional, ela não é clara em falar que você tem que aprender Linux, você tem que aprender...

Tem que aprender arquitetura de sistemas. Você tem que aprender arquitetura de computadores. Você tem que aprender arquitetura de sistemas operacionais. Mas não diz que tem que ser A, B, C ou D. Então, esse é uma das coisas.

E ao mesmo tempo, os professores nem sempre têm essa pegada de trabalhar com Linux. Então, quando eu dava aula, hoje eu estou na direção da universidade, mas quando eu dava aula, a disciplina de arquitetura de computadores era minha.

E eu dava Linux, eu ensinava memória, processador, disco, enfim, essas coisas todas que compõem um computador, eu ensinava usando o Linux, porque ele me permitia os alunos realmente poder ver e mexer nesses parâmetros e conseguir a fazer. Então, é um problema de diretriz curricular e também professores que também não estão aptos a fazer. Então, por exemplo, a Red Hat...

ela tem um programa acadêmico que ela coloca material gratuito para as universidades, para as universidades...

colocar professor para poder aprender aquilo ali, tirar a certificação e também ensinar para os alunos. É uma coisa que está aí gratuita, que pouca gente sabe e pouca gente bota para funcionar. A própria LPI tem isso também. Então, pegar os programas de certificação da LPI com a universidade, jogar isso para dentro de um currículo de uma disciplina.

Por exemplo, Linux Essentials, Security Essentials, Web Develop Essentials, tem várias certificações nesse sentido. E tem universidade que está fazendo até assim, ó, aluno, está aqui o Linux Essentials, está aqui o material gratuito, o professor está aqui, o monitor está aqui.

Se você e o voucher para você passar na prova está aqui. Se você passar na prova da LPI, você já tirou 10 na minha disciplina. Você não precisa nem fazer nenhuma prova e fazer mais nada. Então, tem escolas que estão entendendo esse modelo novo e fazendo. Isso é muito bom, porque o aluno, se a escola entende isso e o aluno também entende e busca, o cara vai sair com um diploma.

da faculdade XY, e vai sair com a certificação da LPI, certificação da Red Hat, certificação, sei lá, WS, certificação Azure, e o cara já vai sair com, sei lá, um diploma e cinco, seis certificados. E é um certificado que é do mercado, que o mercado quer aquilo ali. E esse profissional internacional, e esse profissional, ele já não sai com aquela lacuna, que você é recém-formado, que você é recém-formado,

Vem para cá, filhinho, você vai ser júnior aqui e vai demorar seis meses, um ano, para você começar a produzir direitinho o que eu preciso, que é a realidade das empresas aí, muita, né? Que acontece no dia a dia, na parte de contratação aí. Então, essa é uma questão. Então, precisa ter vontade, assim, das escolas, em conhecer esses programas e adotar esses programas, né?

É, porque é aquilo, né? Professor também é preguiçoso, igual o Dev, né? Que é preguiçoso, igual o arquiteto que é preguiçoso. Tem professor que é preguiçoso também. Não, eu aprendi isso aqui, deixa eu quieto aqui, deixa eu dar essa aulinha aqui que eu já dou há 20 anos e tal. Ah, é. Só que isso é um problema, né? Que vai se arrastando, porque você influencia muita gente ali, né? Então...

É, tem que atualizar, mas acontece. É, não, você está certíssimo. Eu já, em uma das atualizações curriculares, eu propus assim, não, gente, temos que colocar desenvolvimento mobile dentro do curso. Isso há alguns anos atrás, tá? Ali em 2012, por exemplo. E aí eu ouvi de um professor falar, não, não, mobile é modismo.

Aí você fala, oi? Aonde? Que é modismo. Que horas você vai passar? É modismo. Tá todo mundo aderindo nessa moda aí. Tá todo mundo indo, não vai largar tão cedo. Hoje tem lares que não tem computador mais. A galera só tem o telefone ali e resolve tudo no telefone. O cara não tem mais um computador dentro de casa.

E se eu vi de um professor que é modismo, você fala, opa, complicado. Tem maluco em todo lugar, né? Mas você falou aí, Wirado, sobre a LPI, né? Queria explorar um pouquinho isso com você, né? Essa talvez seja a certificação mais famosa do mundo de Linux, né? No mundo até. Já ouvi falar, já ouço falar há muitos anos, né?

que é muito importante, tem a LPI 1, o famoso LPI 1 e tal, não sei o que. Ainda é uma certificação válida e útil nos dias de hoje? Já ouvi falar muita gente, já defasou e tal, não sei o que. Como que é a LPI? Estou falando a 1 porque tem a Essentials, que é o inicial, a LPI 1 já é o nível profissional, vamos dizer assim, mas tem outros níveis e tal.

Como que é a LP1? E até fala pra gente também, quem não conhece eventualmente, o que é essa LPI que a gente está falando também. Então, o Linux Professional Institute é uma organização sem fins lucrativos canadense que nasceu há 25 anos atrás com uma galera que queria criar um certificado para que as pessoas...

aprendessem Linux, com um foco de aprendizado, e que isso servisse para mostrar para as outras pessoas que você de fato sabe Linux, e isso aumentar a sua empregabilidade, enfim.

E aí, naquela época, criou-se uma certificação chamada de LPQ1, que é o LPI Certification Nível 1, que era um nível profissional. E essa certificação é composta de duas provas, então você tem que fazer uma prova, passar, fazer outra prova, passar, e aí sim você ganha o seu certificado LPQ1. E ele é um certificado inicial, que vai falar assim, tá bom, você sabe os fundamentos do Linux,

Ah, mas eu vou saber trabalhar com servidor de e-mail? Não. Ah, eu vou saber trabalhar com servidor web? Não. Eu vou saber segurança no Linux? Não. Eu vou saber instalar um ambiente com Active Directory e tal? Também não.

E aí a LPI, ela vai evoluindo, você pode evoluir na carreira, isso que é interessante, que as outras não têm, que você tem uma carreira para seguir ali dentro. Então, eu fiz o LPIC 1, e aí eu posso seguir e eu querer fazer um LPIC 2, que também são duas provas para você ter a certificação. E aí no LPIC 2, você vai trabalhar com assim, eu preciso aprender a trabalhar com um servidor de e-mail, um servidor web.

um servidor de autenticação, um servidor disso, servidor daquilo. Então, LPIC 2 já é um... Aprender a instalar softwares no Linux que vão deixar ele virar servidor de alguma coisa. Uma especialização, né? É. E aí, depois que você atingir o nível 2, você pode atingir o nível 3, que é LPIC 3. São quatro certificações diferentes no LPIC 3, mas ali já é uma prova só.

Então tem de ambiente misto, onde você praticamente aprende a lidar com Samba 4 e Active Directory, você conectar o Linux numa rede Microsoft, autenticação de usuários e tudo mais, impressora, compartilhamento de arquivos, etc.

Você tem a outra parte que é de segurança no Linux, aí sim você vai trabalhar muito segurança, que é a outra prova de segurança. Tem uma outra prova que é de virtualização, então você vai aprender a trabalhar com container, máquina virtual, enfim, e outras tecnologias ali que vão te dar isso.

E você vai ter outra certificação ali, que é a de alta disponibilidade e storage. Então, é uma certificação que vai trabalhar com a Proxy e outras tecnologias ali de data lake e tudo mais para você trabalhar.

Fora isso, a LPI tem uma outra certificação que é de DevOps, é DevOps Tools, que chama. Então você vai aprender a trabalhar com CICD, Git, Podman, Docker, Kubernetes, Helm.

Prometheus, Grafana, Tracing, Logs. É um combão aí. É um combão para você virar um especialista em DevOps. Tem uma outra de FreeBSD, que é a única certificação de FreeBSD, que é um Unix que tem no mundo.

E a ILPI lançou também várias e várias certificações, que a gente chama de Essentials, que essas certificações é para quem está começando. Então, é para um cara ali que ele é júnior, é para um cara que está na faculdade e já quer despontar ali, mas ele está começando nesse mundo. Então, tem o Linux Essentials.

que vai dar uma introdução para esse cara. Esse Linux Essentials, não só a introdução, mas ele é bom para quem, por exemplo, é dev. O cara não está afim de aprofundar em arquitetura, ele não está afim de aprofundar em Linux, ele não quer ser um cara de infra, o negócio dele é software, mas se ele souber um pouquinho de Linux, vai ajudar ele muito a...

desenvolver melhor software se ele souber o que está acontecendo ali debaixo do capô, né? Para poder entender os fundamentos. Então, por que o Ayrton Senna é o Ayrton Senna? Por que esses caras despontam? Porque eles entendiam também do carro, eles entendiam da mecânica, eles entendiam...

de tudo que está ali, para falar para o mecânico, isso aqui, mexe ali, mexe aqui, tal coisa está balançando, eu acho que é aquilo. Não é só pilotar, também tem que entender daquilo que ele está pilotando. Então...

E a mesma coisa vale para um dev. Então, se o dev procura fazer uma Linux Essentials, para ele é demais assim fazer. Tem também a Security Essentials, que é uma introdução à segurança. Aí vai falar de criptografia, de chave pública, chave privada, criptografia em disco, criptografia em trânsito.

Tem o Web Develop Essentials, que também está bem bacana, é uma certificação para quem está começando no mundo web. Então, claro, hoje em dia você vai abrir um cloud da vida, vai dizer o que você quer, e o cloud vai desenvolver o código que você quiser, na linguagem que você quiser. Está bom, cara, mas...

para ter um código bom e ter uma solução boa, você tem que saber pedir. Para você saber pedir, você tem que entender o mínimo ali por trás para poder fazer. E tem uma outra que seria para a Open Source Essentials que fala sobre licenciamento de Linux, como é que funciona o mundo Open Source, como é que funciona o Business Open Source, que não é só...

Não é porque é open source que não dá para você ganhar dinheiro. Então, a Red Hat está aí para provar isso. A IBM está aí para provar isso. Tem várias e várias empresas que o negócio delas está em cima de Linux e elas ganham dinheiro, e muito dinheiro. Então, por exemplo, a Red Hat foi comprada pelo IBM por um bilhão de dólares há uns anos atrás. Então, assim... ...

Como é que alguém vai gastar uma grana dessa num negócio que não dá dinheiro? Não, dá dinheiro, assim, só tem que saber como, né? Então, essa open source essentials vai trazer isso. E a RPI, né, ela tem... Essas provas podem ser feitas, a maioria delas podem ser feitas online.

Também podem ser feitas no centro Person View, que aplica a prova para quase todo mundo, né? LPI, Microsoft, Cisco, ETL, por aí vai. Não são tão caras assim, se você imaginar.

Tem em português, inclusive. Tem em português, várias delas tem em português. Até português, português, inglês, japonês. E por incrível que pareça, o Japão é o lugar que mais faz certificação da LPI no mundo.

É tipo assim, somar todos os 180 países, acho que bate com o Japão. Não sei se tem noção. Puta vida. É. E vocês sabem por que? Por que eles têm tanto interesse?

Então, porque lá ficou... Para você entrar para trabalhar em tecnologia, então virou quase um pré-requisito. Você tem que saber Linux. E como é que você prova que você sabe Linux? Você tem que tirar uma certificação. Então, virou uma tendência muito grande. E aí eles...

O japonês busca muito isso de fazer para provar o conhecimento. Então, a LPI Japão é maior que a LPI Canadá, que é a matriz, assim, para você ter noção. É bem interessante isso, assim, como é que o japonês busca essa qualidade. E não tem só a LPI no mundo Linux. Você tem a Red Hat, tem certificações, não tem um currículo.

no sentido de ter LPIC 1, 2, 3, várias, né? São duas certificações que tem lá na Red Hat. Tem a CompTIA, que tem uma certificação em Linux. Tem a Linux Foundation, que também tem uma certificação em Linux. E eles têm outras certificações aí do mundo Kubernetes, né? Que vai entrar aí...

tudo de Kubernetes possível, mas tem vários e vários players que vão dar essas certificações para as pessoas e é tudo coisa de cara de infra, né? Sim. E tem um processo de atualização de conteúdo, assim, de... Então. Vamos deixar sempre atualizado com o mercado e tal. Vocês têm esse cuidado também? Tem. Então, por exemplo, a LPI lançou a DevOps 1. A uns...

dois, três anos atrás. E aí agora lançou o DevOps 2, e eu que escrevi o material do DevOps 2. A certificação LPIC 2. Eu escrevi o material, vai lançar agora, da LPIC 2, a versão nova. A Linux Essentials, eu acabei de entregar o material novo da Linux Essentials versão nova. Então é uma coisa que a cada...

3 a no máximo 5 anos tem uma renovação desse material e atualização da prova para uma nova versão. Não é abrupto, né? Então, geralmente, eles lançam uma prova beta para a galera da comunidade fazer num preço baratinho, assim, tipo 50 dólares. Muita gente adere para fazer.

aí eles vão coletar dados de como foram essas respostas que as pessoas deram para saber se estatisticamente está dentro do padrão ali, para saber se não está fácil demais e também não pode estar difícil demais, né? Está estatisticamente funcionando. E aí depois lançam a prova na versão nova e aí a velha fica acho que mais seis meses, se eu não me engano.

possível de fazer, né? Se não, você está lá estudando e de repente muda tudo, você vai ter que começar tudo de novo. Isso aqui é a verdade. Você pode pegar a versão velha por um tempo e ainda fazer e vão lançando. Então, assim, é uma coisa que a cada... a cada, no máximo, 5 anos é uma coisa que muda e muda bastante, assim. Você pegar a prova de DevOps 1, versão 1 e a versão 2...

É outra prova praticamente. Tem coisas que ficaram. Git fica, lógico. Doc fica, lógico. Podem fica, lógico. Mas tem coisas que... Puppy. Oi? Já foi, acabou. Ah, Vagran. Ah, ah. Não, já foi, entendeu? Tem tecnologias que...

Três, quatro anos atrás, você fala, pô, que legal. Hoje você já fala, quem usa? Ninguém. Não precisa mais não. Não precisa mais não. Vamos botar outra coisa aqui que faça sentido. E ela tem que ser atualizada, porque se ela não for, não faz sentido as empresas pedirem. Olha, eu estou contratando aqui, mas eu quero um cara LPIC 2. Eu quero um cara... Se não fizer sentido para as empresas, não faz sentido para o cara fazer, não faz sentido nem ter.

Sim, é, acaba morrendo, né? Uma discussão que a gente precisa ter, assim, daqui pra frente é como é que as inteligências artificiais vão mudar esse mercado, né? Então, a gente tá vendo aí layoffs gigantes em Oracle e outras grandes empresas aí que, não sei, acho que...

a faixa de júnior está sendo extinta e sendo colocada por IA para fazer, para codificar, para tomar conta, para tomar decisão e tudo mais. E aí, como é que a gente vai ficar nisso?

como que? Se você não tem júnior, como é que esse cara vai chegar no sênior um dia? É, ué, aí acaba, né? Não, tem que ter, né? O júnior acaba tendo um nível maior agora, tem que saber um pouco mais de coisa do que antes e tal, tem que ficar mais esperto, né? O júnior vai ser muito pleno agora, sei lá. Mas assim, uma coisa também que...

a gente ouve falar também, são as rixas, as brigas entre os SOS aí, né? Então tem lá, tem o Linux, o Windows e o Mac. Aí o pessoal começou a usar muito Mac hoje, né? Porque fala assim, pô, mas o Mac é em Unix. Então, hoje é muito comum um desenvolvedor receber da própria empresa pra trabalhar um MacBook, né? É verdade. Mas assim, vai.

Mac é Unix? É Linux raiz? Ou não? Então, o Mac é Unix. Se você abrir lá o terminal do Mac, você vai ver que toda a estrutura de pastas do sistema operacional, o kernel dele é Unix.

Ele usa grande parte das ferramentas GNU, que o Linux também usa, ele usa ali por dentro do terminal. Ele tem uma interface bonita, isso é o Mac, ele é uma interface bonita, fácil de usar, muito fácil de usar, por assim dizer, o usuário não precisa pensar muito para poder mexer e fazer as coisas. E ele tem essa questão da...

interoperabilidade entre os dispositivos Apple, que é muito bacana, né? Você entra na frente do Mac, se você tiver um Apple Watch, ele já desbloqueia o seu computador. Você não precisa digitar senha, você não precisa fazer nada. Você quer estar mexendo num negócio no seu celular, você clica no ícone ali na tela, pum, pronto. Você já está... O que você estava mexendo no celular está na tela do seu Mac. Então, ele tem essas coisinhas legais, assim, que nem o Windows e nem...

o próprio Linux também não tem, né? Mas é um Unix, né? E o Unix é o pai dessa revolução toda, né? Nasceu com o Unix, nasceu com um professor que portou o Unix para poder ensinar sistema operacional com um negócio chamado Minix.

E aí o Linus Torvalds queria rodar Unix no computador dele, na casa dele, não conseguia rodar, enfim, naquela época, e ele pegou como ideia esse projeto do Minix e falou assim, poxa, eu vou portar o Unix para rodar aqui na...

no meu computador, porque eu quero ter acesso a isso. Não quero ficar indo até a universidade para poder mexer. E dali foi. Então, começou tudo nessa ideia de eu preciso do Unix no meu computador pessoal e não roda. Então, esse cara resolveu escrever tudo do zero e chamou de Linux.

Nem foi ideia dele, assim, né? Alguém deu essa ideia pra ele, ele gostou e colocou. Então, esse sistema operacional, né? Com essa ideia, vem tudo do Unix, né? E o Mac OS já vem também do mundo Unix, né? Então, é uma coisa bem bacana, assim. E se você pensar, o seu Android, se você tem um celular Android, é Linux que tá ali debaixo.

Ele só tem uma telinha bonitinha e um modem. Mas é um Linux que está ali, debaixo. Esse modem te possibilita acessar dados remotos.

E também ligar pras pessoas. Então, tá aí funcionando. É muito doido. Não, é legal isso, né? E assim, você falou do Linus Torvodes aí. A gente tava acompanhando o negócio que a galera tá conversando. E se esse cara morre, por exemplo? O que que acontece, né? Quem que vai virar o...

o mantenedor máximo lá, né, do Linux e tal, não sei o quê, aí estão juntando a turma lá pra eleger, né, como se fosse o Papa, né, o substituto do Linux, né. É, assim... Como é que tá essa onda aí? Porque como é que escolhe, né, porque esse cara virou uma entidade, mas também tem várias coisas ali que agregam, né, na história dele, que era meio...

Trata mal as pessoas, aí dá uns comits meio loucos lá e tal. Não tem como substituir esse cara desse jeito, não. Então, esse cara, ele... Ele criou outra coisa muito bacana, né, que é o Git. Sim. Então... Só isso, só.

Só isso, só. Então, o kit, ele possibilita, né? Você trabalhar em time para desenvolvimento de software e aí você tem as autorizações ali dentro, quem pode fazer merge, enfim, de branch e tudo mais. E não só o Torhouds, né?

Ele tem esse poder máximo lá, mas tem outros caras ali que são grandes mantenedores ali do kernel, do Linux, que tem esse poder de fazer isso lá dentro.

Já teve vezes que o Torvalds tirou uma licença, entendeu? Para acalmar os nervos e tudo mais. E aí ficou outras pessoas ali cuidando do próprio kernel funcionar. Como tem muita coisa, mas muita coisa hoje que funciona em cima do Linux,

você tem grandes desenvolvedores que são pagos até por Microsoft, por AWS, por Oracle, por IBM, por Red Hat. Então, tem essas várias empresas ali por trás que têm esses desenvolvedores e que vão fazendo as suas contribuições para o kernel do Linux ao longo do tempo. Então...

O papel do Torvodes geralmente é ver se o merge está ok para ser publicado. E às vezes nem é ele mais que vai pegar o merge, peraí, eu vou executar, vou criar um executável, deixa eu ver se funciona, deixa eu ver se passa em teste unitário, em teste de integração. Às vezes nem é ele que faz mais isso. Outras pessoas fazem e dão joinha para ele lá, olha, pedaço de código aqui para...

sei lá, fazer um cache de disco, não sei o que das quantas, está ok, funcionou em N arquiteturas aqui. Pode ir.

pode dar o merge aí, ele vai lá e dá o merge. Às vezes nem é ele mais que vai e faz, né? Mas ele tem essa aura, assim, igual você falou, de ser o papa do negócio. E com certeza, com a grana envolvida por trás, né? A gente tem essa ilusão, assim, de que o Linux é, por ser open source, é uma coisa amadora, mas não é, né? Não é, porque...

97% da internet está funcionando em cima do Linux. Ninguém ia deixar a internet inteira ser tão amadora assim. Não é por aí. E se você vai lá no...

no site do Kernel, e você baixa e você vai ler ali a lista de mantenedores e desenvolvedores, cara, essa lista é gigantesca de gente que está ali contribuindo e fazendo e melhorando esse sistema operacional. A beleza é que qualquer um pode, se você quiser contribuir para o Kernel e fazer, você pode e deve, você pode fazer isso.

Então, acho que tem essa mística, mas não é bem assim, não. No dia que ele resolver ir para o andar de cima, vai continuar funcionando. É porque o que? Ele deve ter uns 70 anos já? Mais ou menos? Não, não. Menos? Menos.

que um cara desse ia querer continuar dando a prove em merge, cara? Não tem como, né? Imagina, vamos supor, seria a mesma coisa que, sei lá, o Bill Gates até hoje, ele... Nossa, ficou bonito aqui esse negócio do Windows. Não, né, mano? O cara... Mas ele, pelo menos, parece que faz questão de estar ali, né, no meio ali e tal, né? Mas, pô, tem que largar o osso também um pouco.

Ele tem a Linux Foundation, que ajuda, que patrocina essa mantida no kernel do Linux. Então tem várias e várias e várias sponsors ali, mantenedores, empresas grandes que contribuem para essa estrutura continuar existindo. Então ele não faz isso.

porque ele é bonzinho, porque ele é legal. Não, tem uma grana boa ali por trás, envolvida nisso, e ele ganha bem para fazer isso. E ele e outros caras ali para ser os grandes mantenedores disso. Então não fazem isso por só amor. Tem amor também, senão...

Você não fica fazendo a mesma coisa durante anos, mas tem um dinheirinho ali por trás dessas empresas que fazem questão daquilo ser mantido e funcionando bem, né? Então, tem uma grana rolando ali por trás. Então, ele ganha. Obviamente, ele ganha bem para fazer isso, né? Então, ele e outros caras. Então, assim, ele está com 56 anos, segundo...

Ah, 56. Então ele é bem mais novo. Eu achava que ele era mais ou menos da idade do Bill Gates. Mais novo, então. Um jovem rapaz. Um jovem rapaz. E ele continua mantendo isso, mas também tem seu porquê no bolso.

E ganhando bem e gostando, por que não? Ah, sem dúvida. Aí tem que ir para cima. E dá para trabalhar com cloud, com DevOps de maneira geral e tal, sem saber Linux de verdade? É possível ou o cara não é requisito mínimo e tem que saber? Não, você não vai entregar uma solução decente sem saber isso.

Claro, você vai ter cloud aí que vai te dar a solução SaaS completinha que você vai clicar no botãozinho e vai rodar, você vai fazer o upload lá da sua pasta, lá do seu Git, o negócio vai baixar e vai botar a sua aplicação funcionando com dois, três cliques. Óbvio.

Você compra a VPS, esses negócios, tem tudo pronto. Funciona. Mas a própria Amazon, a AWS, ela tem serviço lá que é totalmente gerenciado por ela e tem coisas que não. Ah, eu não quero gerenciar, eu quero configurar o meu sistema operacional com o meu software, não sei o que. Também tem. Então, tem de tudo. Mas...

As soluções gerenciadas, totalmente gerenciadas, são boas? São. Mas será que na hora que você precisa de escala, será que na hora que você precisa de economizar ao mesmo tempo naquela solução, vai te dar? Não, eu te garanto que não. Aí você precisa entender o que você está fazendo.

e colocar os seus parâmetros, colocar as suas coisas para funcionar de forma que você vai ter aí economia e escala. Então, tem de tudo? Tem. Mas na hora que você começa, tira as crianças da sala, vão falar sério aqui, você precisa do Linux para entender ali por baixo o que está rolando e construir uma solução.

Muito boa, né? Não tem como fugir de fundamentos, né, cara? Tem algumas coisas ali que você tem que aprender, né? Não tem jeito. Vamos fazer com que você tenha ali a base fundamental, o alicerce, para você ir construindo sua carreira, né? É mais ou menos isso que o Docker, você acha também? Do ponto de vista, assim, de...

Beleza, o Docker é uma ferramenta incrível para a gente e tal. Mas no final das contas, ajuda ou atrapalha o pessoal a entender esses operacionais, por exemplo? Assim, pô, é só subir lá o negócio, já vem tudo pronto e tal. Ou não? Você acha que não atrapalha nada? Então, eu acho que ajuda. Se você pensar em Docker...

a questão de você ter camadas para criar um volume, seja ele qualquer lá. Então, um Docker, você vai acrescentando camadas para criar uma imagem, e essa imagem, na hora que você roda, vira um container. Toda essa questão de camadas para você criar uma imagem, isso é nativo do Linux. Se você pensar em isolamento de processo, ou seja, esse processo não consegue enxergar nenhum outro processo mas separadamente. Agora você vai separadamente.

Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente. Agora você vai separadamente.

que esteja rodando naquela máquina. Isso é CD Groups, que também é outra coisa que tem no Linux há 20, 30 anos. Se você pensar em isolamento de rede, em isolamento de memória, tudo que o Docker faz são coisas que são nativas do Linux. Esses caras, de uma forma genial, pegaram isso tudo e fizeram um client lá para poder...

você instanciar isso tudo de uma forma muito fácil e tem um daemon lá rodando por trás que vai manter esses containers funcionando de uma forma muito boa. Você pode fazer tudo que o Docker faz igualzinho, sem instalar o Docker. Você pode fazer, mas claro, você vai ter mais trabalho para fazer.

mas você entender como é que essa parada toda funciona e como é que essas coisas se conectam umas com as outras, como é que esses containers vão se falar, como é que esses containers vão se falar rodando em máquinas diferentes, em redes diferentes, heterogêneas, sei lá, até em nuvens diferentes, e como é que isso tudo vai funcionar sem você colocar, por exemplo, camadas e camadas de framework de software mas você vai começarrt mas você vai começarrt mas você vai começarrt mas você vai começar mas você vai começar mas você vai começar mas você vai começar mas você vai começar mas você vai começar

que na realidade pode estar deixando a sua aplicação mais lenta, mais pesada e mais cara. Então, você entender como é que essa arquitetura funciona ali por baixo vai te permitir você desenhar uma coisa que não vai estar tirando o recurso e tirando dinheiro do seu bolso.

Então, de repente, você escutou falar que esse framework aqui para conexão de container via rede é o melhor que tem. Você vai lá e instala esse troço lá na sua rede Kubernetes e acha que está lindo. Ok, meu amigo, mas de repente, um container seu que poderia responder em 20 milissegundos está respondendo em 250.

ok, uma aplicaçãozinha reco-reco, simplesinha, não faz diferença, mas vai pegar uma aplicação que nem um iFood da vida, que tem que responder milhares de solicitações ali. Vai pegar um iFood no dia dos namorados, por exemplo. Nossa! Sei lá, 20 vezes mais requisição do que o normal.

Entende? Então, nessa hora que essas coisas fazem muita diferença, né? E faz diferença no bolso da empresa que está ali por trás. Na hora que você tem um negócio que precisa de 10 vezes mais memória e está mais lento para responder, então você precisa escalar horizontalmente.

para poder dar conta, e aí cada máquina que você põe a mais ali para poder responder aqueles containers, é mais grana que está saindo do seu bolso. É lógico. Alguém está pagando aquele negócio ali, né? Mas não é porque está na nuvem, você não está vendo? Está lá? Está em um data center lá e tal, né? Não, não tem isso. Você botou um framework de rede ali, aumentou o seu payload do pacote em 20%, ok, sua conta de...

de data transfer também vai aumentar 20%. É lógico. Então, se você não sabe isso, você pode estar rasgando dinheiro. Rasgando dinheiro, literalmente rasgando dinheiro.

E, Uira, você, igual eu falei no começo, você já escreveu mais de 20 livros ali e tal, bestsellers e tudo, vende pra caramba, já há bastante tempo. Qual que é mais ou menos o seu processo de escrever um livro, cara? Porque assim, você fala, pô, eu vou abrir o Word, Word não, porque você usa Linux, vai abrir o, como é que é, o Library Office lá.

É isso, eu nem lembro lá. Aí você vai abrir e vai começar a digitar igual doido e tal. Conta mais ou menos como que funciona na sua cabeça a escrita de um livro. Quando eu comecei, era o Word mesmo. E aí era para a editora, né? Então a editora queria ir em Word e ela tinha lá algumas tags que eu tinha que usar para título, subtítulo, bullets, caixas, tabelas, etc.

para que o cara que ia editorar o livro, que ia fazer isso ficar bonito, ele pudesse entender o que eu estava escrevendo ali em termos de formatação e fazer o livro ficar bonito. Isso foi há 20 anos atrás.

E aí, dentro desse processo, hoje eu escrevo o livro em Markdown. Então, já acostumei a botar em Markdown ali, utilizar, sei lá, igual, igual, igual, igual, para título, subtítulo, por aí vai, tudo. E aí tem um pré-processador que vai traduzir esse Markdown para uma saída ali em PDF, uma saída em...

formato é pub para kingdom da vida e tudo mais. Então, hoje em dia, esse processo de escrita é todo em Markdown.

E eu criei o meu próprio software de escrever livro. Então... Puta vida! Por que eu fiz isso? Porque eu percebi que tinham livros que podiam ter um conteúdo muito parecido em algumas coisas e que ficava fácil de eu ter um software para reaproveitar esses textos. Então, vou te dar um exemplo. Eu tenho um livro que chama Linux do Zero.

O público-alvo é, não sei nada, nada, zero de Linux é esse livro. Então, o jeito de conversar com esse leitor é um, os comandos eu vou até um certo ponto, não preciso passar daquilo ali e tudo mais. Aí já tem o livro para LPIC 1, é uma coisa. Aí eu tenho um livro que é Linux para desenvolvedores.

Então, já é uma outra pegada, mas que é tratar o Linux para um cara que é dev. Ele não quer saber lá da redimboca, da parafuseta, como é que funciona. Ele quer dar o comando ali para o software dele rodar. Então, os exemplos são outros e tudo mais. Mas tem pedaços que eu posso intercambiar disso daí sem precisar ficar reescrevendo ou, melhor ainda, na hora que eu tenho que dar um update no livro, né?

Vou melhorar, vou fazer uma outra edição e tal. Eu mexo só naquele pedacinho ali e automaticamente, sei lá, vamos botar o comando IP, que vai trazer aí IP do Linux, Netmask, routing, enfim.

eu mexo num trechinho ali que vai tratar de P e automaticamente meus livros todos estão atualizados, sem eu precisar ficar abrindo um monte de arquivinha em Word, onde é que está isso aqui mesmo? Deixa eu dar um Ctrl F aqui para achar, e aí vou copiar e vou errar na hora de copiar e colar. Não, já faço isso com uma coisa só.

E o outro processo é... Eu gosto muito de trabalhar com certificações, não só da LPI. Então, por quê? Porque eu acho que a certificação, ela dá uma clareza de foco no que você precisa estudar e no que você precisa saber. E mais importante, ela te dá uma planta do que você precisa saber, mas te dá um limite para saber, olha, daqui não precisa mais. Para essa certificação, mas você vai começar.

Esse é o ponto e as outras coisas estão de fora. Porque você vai pegando uma coisa que leva a outra, que leva a outra, e quantas pessoas por aí vai abrindo aba no navegador com não sei o que, que vê o cara tá com 40 aba aberta, sem memória.

no computador e na cabeça pra poder... Tá estudando coisa que vai muito além do que precisa, né? Naquele momento ali. Então, a certificação, ela te dá um cerne pra seguir. E, claro, a pessoa vai conseguir mostrar pro mercado o que ela domina, né? Aquele conhecimento pra um possível empregador, pra...

para uma possível consultoria e tudo mais. Então, esse processo, eu venho repetindo ele há vários anos, eu já estou com 22 certificações na área de TI, de Red Hat, de AWS, de LPI, de Linux Foundation, etc. Competia também e tudo mais.

E é esse processo que eu sigo assim, eu pego uma certificação, estudo ela, vou lá fazer a prova, faço a prova, pego o material de estudo que eu compilei para poder fazer e aí vou montar um livro, né? Então, para colocar, eu vou montar um curso em um livro, então essa junção vai nascendo ali para poder fazer funcionar. E esse processo foi interessante que...

Eu comecei a fazer ele uma época que eu estava dando aula numa faculdade, e aí a minha coordenadora lá na época virou para mim assim, faltando três dias para começar o semestre. Ô Irá, é uma disciplina aqui do oitavo período, sistemas distribuídos.

preciso que você pegue ela, tá? Eu, tá bom, posso passar na biblioteca lá antes de dar o quê? Ela, pode, pode. A danada já sabia, né? Fui lá na biblioteca, tinha zero livro de sistemas distribuídos. Aí peguei meu carrinho, falei assim, bom, vou para a biblioteca da PUC Minas. Uma instituição com 50 mil alunos, pô, tem uma biblioteca bacana, né? Zero livro.

Vou na Amazon. Zero livro. Não tinha. Aí eu falei, pô, como é que eu vou dar aula num negócio que não tem nem livro, cara? E aí virei pra ela assim, olha, não, não vai dar, não tem livro, tal, não sei o que é lá, então tá bom, mas semestre que vem você não vai dar aula aqui mais não. Louco! Aí eu virei pra cara dela. Ou é isso ou é nada. Não, não, não, você venceu, beleza. Pode me dar disciplina aí.

Aí peguei a disciplina. Toda aula eu imprimia três, quatro folhas, que era o que eu ia dar naquela aula para os alunos. É aluno de oitavo período, porque eu não era mais bobinho, né? Não aceitava qualquer coisa. Eu entregava quatro folhas e falei com ele, ó, gente, não tem livro. Vocês fazem um diário aí, um fichário, porque é o que tem. Cada aula eu vou trazer o material dessa aula.

E é isso, e vamos tocando. Aí tinha vezes que tinha um aluno lá, o cara era Caxião, ô professor, mas e tal coisa, não sei o quê?

Falei, não, aguarda, porque isso aí é daqui a tantas aulas. Isso aí eu ainda não estudei, calma. Não podia falar que eu não estudei, que eu não sabia, né? Então era paulatinamente ali, na risca. Não pergunta mais do que eu trouxe, não, porque... Ah, isso aí acontece muito. É, e aí, na hora que terminou o semestre...

Tava um fichado bacana com material. Eu falei, gente, vou publicar isso aqui. Vai virar um livro. Aí virou um livro, Sistemas Distribuídos. Foi o primeiro. E aí foi legal. Passou um ano e tal. Eu fui fazer mestrado na PUC.

E aí tinha toda uma entrevista lá com a banca examinadora para saber por que deveria me aceitar. Aí eu virei para os caras e falei assim, olha, acho que vocês têm que me aceitar, porque um dos livros que vocês adotaram aqui no mestrado é meu. Era o Sistema Distribuído. Aí os caras, o quê? Eu tirei o livro da mochila, assim, está aqui o livro. Aí os caras olharam, é você? Eu falei, é.

Ah, então tá, né? Então tá dentro. Fazer o quê? Se usa como referência, não é possível. Aí foi uma carteirada boa, hein? Foi, foi. E eu escrevi um outro livro agora que eu vou mandar pra você aí. Opa! É esse aqui, ó. Vencendo a procrastinação tecnológica. É um livro muito bacaninho.

Vencer é uma coisa impossível de vencer. Você arrumou a fórmula mágica. Não, mas ele é muito bacaninha porque ele vai trazer a fórmula mágica justamente para que as pessoas consigam conquistar a certificação delas. Não precisa ser Linux. Pode ser... Ah, eu quero Microsoft. Ok, cara, vai. Quero certificação da AWS. Beleza.

quero dar Cisco, quero dar... Enfim, ele vai te dar um método de estudo, um método para você conseguir dar conta de fazer isso. Então, no meio do vendaval, que é a vida, né? A vida nossa é um vendaval, você vai voando papel, você tenta sobreviver no meio disso, né? E aí o nosso cérebro, ele fica com um negócio que eu falo aqui no livro, que é obesidade...

Reativa. Obesidade reativa. E essa obesidade reativa é justamente um cansaço que a gente tem emocional e cerebral de você estar o tempo todo sendo bombardeado com estímulo demais da conta.

que você fica esgotado. Então, o fato de você estar ali num feed do Instagram, você estar num feed de não sei o quê, daqui a pouco é o WhatsApp que te chama, daqui a pouco é não sei o quê, daqui a pouco é a notificação que chega. Isso tudo vai te deixando com um poder.

decisório, um poder de escolha, um poder de conseguir prestar atenção muito baixo pra tudo, né? Então, você chega em casa, você... Cara, você não dá conta de escolher um filme no Netflix.

Porque o cardápio é tão grande, tá doido. O cardápio é grande, você fica ali passando, você já não consegue decidir mais, porque você tá... Sua cabeça tá esgotada, não tem mais slot vazio pra poder armazenar as coisas e decidir e tudo mais. Então ele te dá um caminho fora disso pra você vencer essa...

essa obesidade reativa aí da nossa vida contemporânea, e você conseguir traçar um caminho para poder vencer aí a certificação. Pô, que legal. E eu dou também todo um mapa de preparação que eu faço. Então, te dou um exemplo. Você vai começar a malhar. Claro, 99% das pessoas, a não ser que você seja um cara que esteja...

formou em educação física, o resto das pessoas não curte malhar assim, né? Então, como é que você faz para vencer isso? Você já tem que deixar a roupinha que você vai malhar pronta, você já tem que deixar a garrafa pronta com a sua aguinha, com a sua creatina ali bonitinho, não sei o quê. Então, na hora que você se prepara para aquilo ali, já está tudo prontinho, você já tirou da sua frente.

um monte de arestas e um monte de decisões que você não precisa nem ter mais. Então, eu não tenho que decidir se eu vou malhar agora às 7 horas da noite, por exemplo. Eu simplesmente já vejo ali que eu pus a roupinha lá em cima da cama, minha garrafa d'água, meu tênis, meu não sei o quê, meu fonezinho tá carregado, vou escutar minha musiquinha, já tá a playlist que eu gosto ali separada. Enfim, é só pular na roupa e ir.

e isso também serve para você estudar para uma certificação e conseguir vencer aquilo num prazo curto, por exemplo então essa metodologia é bem bacana eu vou te mandar aí esse livro e não sei se

como é que você faz essa questão, por exemplo, mas também dá para mandar a versão e-book para, sei lá, uns 20... Ouvintes aqui? Ouvintes aí do seu podcast. Então vamos fazer assim.

quem tiver aqui, os 20 primeiros que chegaram até aqui, que ouviram isso, vão vir aqui nos comentários e vai escrever o que, o Irá? Você que manda. O que a pessoa vai falar? Porque tem um código, um código, um negócio diferente. Essa pessoa pode colocar aí a palavra vencendo aí no seu chat. Vencendo. Pronto.

Aí eu pego os dados dessa pessoa pra poder mandar pra ela. A gente arruma um jeito aí. A gente arruma um jeito de mandar pra poder mandar. Preciso do e-mail da pessoa e tudo, mas pra pessoa não abrir o e-mail dela no chat, que não é bacana. É, não. Nem pode. O YouTube corta. Mas manda aí que a gente entra em contato. A gente dá um jeito aí, viu? É. Vencendo. Top. Vencendo.

Porque, assim, é até bom você falar isso, né? Porque sempre tem esse questionamento, ah, não vale a pena fazer a certificação e tal. Eu sou do time que também gosta, tá? Eu acho muito útil, desde que você faça o processo completo e honesto, né?

Você também pode ter, né? Você vai ter o espírito de porco, né? Que vai comprar aqueles... Né? Um monte de questões lá, não sei o quê. Aí vai ficar decorando. Aí, tipo assim, cara. Aí você tá querendo enganar quem, né? É. Aí você só quer o certificadinho lá e tal? Não, né? O processo de aprendizagem é legal. Você falou, né? Você tem ali...

um escopo do que você tem que aprender para ter aquele conhecimento. Então já está delimitado. Vai lá, você tem, muitas vezes, tem na própria plataforma os cursos que você tem que fazer, as sugestões, os treinamentos que são credenciados, que tem lá o selo de qualidade, não sei o que você vai fazer, livros e tal. Aí você estuda e se coroa, vamos dizer assim, com passar na prova.

Aí, não tem como falar que isso não é útil. Agora, não é útil se você não for honesto, né? Aí, realmente, não vai ter valor nenhum, né? Aí, também, não tem como.

É verdade. A prova da LPI tem essas questões fechadas e questões de fill the blanks, preenche as lacunas ali, que você vai ter que escrever o nome de um comando, um parâmetro e tudo mais. Isso você pode encontrar em alguns dumps, mas a LPI faz essa...

esse vasculho na internet para achar esses dumps, ela acha dumps, claro, você achou, ela vai achar. E aí, claro, existe uma rotação de questões ali que vão tirando os dumps, claro, vai ter gente que vai fazer de novo os dumps, é um serviço de gato e rato, e que vai achar. Mas tem algumas certificações, a da Red Hat, por exemplo,

não são questões de múltipla escolha nem nada. São 20 tarefas que você tem que fazer no Linux e vai ter um prompt ali para você fazer. Então, amigo, se vira. E eu lembro que eu fui fazer essa prova, de cara, está assim, olha, está aí o servidor A, o servidor B, não tem a senha de root. Primeira coisa que você precisa fazer mas você vai começar.

é resetar a senha de root. A primeira questão é essa. Se você não resetar a senha de root, se você não souber como é que faz, você não faz as outras 20 questões. E aí você toma um WO, entendeu? Então você já tem que saber resetar. Claro que tem pegadinha para resetar e tudo mais. Aí você resetou e tem questões lá dentro assim, olha... E aí

formata o disco com esse sistema de arquivo, monta desse jeito, tal, tal. É uma questão. As outras quatro questões, você tem que fazer no sistema de arquivos que você montou. Então, se você errou essa... É um negócio em cima do outro. É uma bola de neve que você não vai para frente. Então, você tomou uma...

Você errou aquilo ali, você vai errar o resto da prova. Você não passa, entendeu? Então, é um outro tipo de prova, assim, que realmente...

É cascuda pra galera resolver, assim. Mas é igual você falou, é legal, né? Na área de TI, né? Você fala, ah, mas eu não preciso de um canudo pra trabalhar em TI. Não, você não precisa. Ok. Você não precisa fazer nem faculdade pra trabalhar com TI. Basta você ter o conhecimento pra fazer e tudo mais. Mas o canudo, ele te dá... ...

a metodologia, a certificação te dá a metodologia bacana de fazer, ela te dá um how to, um como fazer aquilo ali da melhor forma, ela te dá como que aquela tecnologia se interliga com as outras coisas, então a certificação vai te dar esse método, esse jeito melhor de fazer, que se você não tiver...

às vezes você pode estar quebrando a cabeça para fazer de um jeito pior. Mais difícil, né? Ou mais difícil de seguir. Então, justamente foi pensado aquilo ali por um grupo de pessoas para falar, olha, esse jeito de aprender esse tipo de tecnologia desta forma e com esse escopo,

é melhor. Faz sentido isso tudo estar agrupado dessa forma que está aqui. E é isso que o mercado está precisando, senão eu nem montava esse tipo de coisa. Então, ela te dá isso. E se você olhar em vagas na gringa, por exemplo, não o site, mas vagas no exterior, mais do que aqui no Brasil, você vai ver que tem muitas vagas, muitas vagas que estão lá. Uma certificação XY... ...

pode não ser requerida para a vaga, mas é muito desejada. E quem vai ler isso hoje em dia? São softwares do LinkedIn da vida, softwares de RH, que vão ler o seu currículo de forma automatizada, procurar essas palavras-chave no seu currículo, ou seja, certificações que você tem e tudo mais.

e que podem ser requeridas pela vaga ali, que vai pegar o seu currículo e tirar no meio de 2 mil currículos para ser, de fato, sei lá, os 20 que realmente vão ser lidos por um ser humano que vai tomar a decisão de fazer uma entrevista, de fazer uma prova, sei lá, de raciocínio, sei lá, de o que for, para aquela vaga, enfim. Então...

As pessoas têm que ter em mente que quem vai tirar o joio do trigo hoje em dia é a inteligência artificial. A inteligência vai procurar por padrões. E esses padrões, quem vai dar para as pessoas ali é justamente...

uma certificação. Sim. É, não. Faz parte do jogo. E, assim, dentro da área de tecnologia tem muito isso, né? A gente tem, ainda mais na área de DevOps, né? É muito comum certificação, a trilha de certificação de AWS, de Google Cloud, da Azure, da Microsoft, tem da Lpik também, tem várias aí, então tem que estar no meio, porque não tem jeito, cara. Faz parte, né?

Pô, Iruá, obrigado, cara, pelo papinho aí. Foi muito legal conversar com você e conhecer você pessoalmente. Eu já conhecia você de LinkedIn, de livros e tal. Bateu um papo super legal aí, conhecer um pouquinho mais sua história e também sua trajetória no Linux aí é muito legal. E mais uma vez, cara, obrigado aí por toda a contribuição que você faz ainda pela comunidade, que isso faz muita diferença na vida de muita gente, cara.

É muito legal, é muito legal poder ajudar, é muito bom É bom demais Eu viro e mexo, quando eu saio tem gente na rua que Ah, eu tenho um livro certo Ah, eu estudei com esse livro Não, isso é um reconhecimento muito da hora, cara A gente poder fazer parte da

da melhoria da vida de alguém, é muito legal. Agradeço demais a oportunidade de estar falando para o seu público e que esse público também busque essa parte da TI, que é muito gratificante. Sem dúvida. Obrigadão. É isso aí, galera. Esse foi mais um episódio de Papinho Tech. Espero que você tenha gostado. Valeu. E até a próxima.

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Linux Professional Institute (LPI)

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