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CARREIRA NA COMPUTAÇÃO COM PLINIO VILELA - Papinho Tech #163

04 de maio de 20261h15min
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Plinio Vilela fez Ciência da Computação na USP, mestrado e doutorado em Engenharia de Software na UNICAMP. Atualmente é professor e assessor da Diretoria executiva de TIC na UNICAMP. Apesar de todos esses títulos, a maior glória de sua carreira foi ter tido o privilégio de ter sido meu professor.

Participantes neste episódio2
G

Gustavo

HostProgramador
P

Plinio Vilela

ConvidadoProfessor
Assuntos6
  • Formação UniversitáriaCiência da Computação · Engenharia da Computação · Sistemas de Informação · Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) · Engenharia de Software (graduação) · Diferenças entre cursos públicos e privados
  • Carreira ProfissionalCiência da Computação na USP e Unicamp · Engenharia de Software · Docência como vocação · Transição para a indústria nos EUA · Impacto do 11 de Setembro na carreira · Retorno ao Brasil e carreira acadêmica · Empreendedorismo em software e mídia
  • Pesquisa CientificaDistância entre pesquisa acadêmica e mercado · Pesquisa aplicada nos EUA vs. Brasil · Publish or Perish e a pressão por publicações · Competição com artigos chineses e LLMs · Uso de IA na revisão de artigos
  • O Papel da Inteligência Artificial no AtendimentoImpacto da IA na demanda por desenvolvedores · Aumento da demanda por qualidade e produtividade · IA como bode expiatório para demissões · Necessidade de formação sólida e pensamento crítico
  • Codificação GenerativaImportância da legibilidade e manutenibilidade do código · Equilíbrio entre prazos e qualidade do código · Testes automatizados como ferramenta de segurança
  • Aceitação e superação de paixõesPreferência por motos com tecnologia · Valorização da marca vs. tecnologia em motos · Interesse em motos Sport Touring · Passeios de moto
Transcrição186 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Começando mais um episódio do Papinho Tech, cara. Lembrando sempre você, toda segunda-feira, 8 horas da manhã, tem episódio inédito aqui, onde eu trago uma pessoa muito mais inteligente do que eu, o que não é muito difícil de encontrar, onde você tem aí mais de 150 episódios, então aproveita aí bastante, cara. Se você está no YouTube, deixa o seu like.

comenta aqui alguma coisa durante o episódio, que isso vai ser muito interessante. Se você está no Spotify, porque também tem no Spotify, tem no Deezer, tem no Apple Podcasts, tem em tudo quanto é lugar, caso você odeie propagandas do YouTube, assim como eu, você pode assistir de repente aí, é um agregador de podcast favorito, tá bom? A gente está sempre no top 20 aí, Brasil, de tecnologia no Spotify, então é muito importante que você dê o coraçãozinho e também deixe o seu comentário lá, que isso engaja gostoso.

Cara, olha só. Eu tenho dois cursos pra você que quer aprender programação. Tem curso de algoritmos e estrutura de dados em C e também fundamentos de JavaScript. O link tá aqui na descrição, vai lá. Baratinho. E caso você não tenha, porque custa 30 reais, caso você não tenha esse dinheiro, você me manda um direct que eu te dou esse curso, viu?

Então não tem desculpa, o negócio aqui não tem desculpa. E se você quer aprender DevOps, você já sabe, linuxchips.io. E, cara, aproveita que até o final desse mês de março você tem ali a oportunidade de entrar na formação ali de DevOps Pro, caso você queira trabalhar com DevOps. E caso você seja um profissional de TI e esteja vivo, você precisa da formação de DevOps Base, onde você vai aprender ali o básico de Linux, Terraform, e se inscreva no canal.

Você vai também trabalhar ali com Docker e AWS. O basicão pra você que também é dev. Você precisa saber dessas paradas, viu, véi? Senão você vai ficar pra trás, mano. O bagulho é doido. Ó.

Hoje, mais uma vez aqui, eu trouxe um personagem importantíssimo aqui, cara. O negócio é diferenciado. Ele fez ciência da computação na USP, mestrado e doutorado em engenharia de software na Unicamp. E aí vamos entender o que é essa engenharia de software aqui mesmo, né? Porque é a de verdade. Não é a que você põe no LinkedIn que você é software engineer, não.

e professor assessor da diretoria executiva de tecnologia da informação e comunicação na Unicamp. E apesar, lógico, de todos esses títulos, a maior glória da sua carreira é ter tido o privilégio de ter sido o meu professor, né? Professor Prínio Villela. E aí, professor, tudo bem? É isso aí, Gustavo. Pô, você não me avisou que quer ser mais inteligente que você para participar, senão eu não tinha aceitado, né? É assim que eu não.

É que negócio, né? Eu escutei um coach que me disse que você precisa sentar em mesas onde você é a pessoa menos inteligente. Aí eu acreditei, entendeu? Eu estou tentando fazer isso. Entendi. Isso aí, Gustavo. Realmente foi um grande prazer ter dado aula para você. Eu lembro até hoje, da Ceará.

Você era um aluninho dedicado. Crediúcre, né? É, eu gostei da aula pra vocês. Já faz tempo, né? Não sei nem quanto tempo. Faz mais dez anos já.

Já faz tempo. Mas era até essa carinha, né? Era dessa cutis. Eu já passei dos 50... Eu já tô mais perto dos 60 do que dos 50. Então, assim, já tô... É verdade. E foi a outra engenharia de software. Eu lembro. Foi engenharia de software? Ah, é verdade. Era outra engenharia de software naquela época, né? Hoje o negócio mudou bastante, né?

Na verdade, acho que isso que é o legal e o ruim da nossa área, né? As coisas não param de mudar. Inclusive, se você parar de estudar, você fica para trás, né?

Tem que estar o tempo todo antenado aí. Inclusive, depois me passa o link desse curso de JavaScript, que eu estou meio atrasado em JavaScript. R$30,00 eu tenho, pô. Apesar de ser professor, R$30,00 eu tenho. Isso aí dá para fazer. Exatamente.

Professor, mas essa é uma coisa legal aí, porque o senhor sempre foi, eu lembro disso, né, e até hoje, né, ali antenado também com questão de mercado, né, sempre trabalhar com o mercado, fazer ali algum tipo de assessoria ou como consultoria também, né, para algumas empresas e, ao mesmo tempo, trabalhar na parte acadêmica, né, como professor ali e tal.

Mas por quê? O que que... Eu costumo perguntar o que que deu errado na sua vida pra que você tenha escolhido trabalhar com docência. Nossa!

Cara, você sabe que eu me pergunto isso até hoje, né? O que me fez trabalhar? Mas eu acho que, assim, a vocação é difícil a gente trabalhar contra uma vocação. Então, eu costumo dizer, eu adoro trabalhar como professor, eu adoro ser professor, eu adoro dar aula. Só não gosto muito de depender financeiramente disso, mas eu gosto bastante da profissão.

computação e tal, né? Você tem que lembrar que foi uma época que, meu, não existia, assim, as pessoas não tinham computador em casa, né? Era uma outra época, assim, os computadores pessoais estavam chegando, assim, era só quem era muito rico, né? Que tinha grana pra ter um computador em casa e eu li lá, quase não tinha, né? Então eu lembro que eu fiz...

ir para um lugar para fazer o curso lá, nos computadores CP500 na época, aquela telinha verde e tal, e eu fiz os primeiros cursos lá de programação, acho que era programação basic, coisa assim, né? Achava complicadíssimo entender como aquilo lá funcionava, mas desde o começo eu fiquei fascinado por aquilo, assim, adorei e tal. E, cara...

Tava no colegial ainda, falei, não, é isso que eu quero fazer. Na verdade, Minto, eu tava em dúvida entre computação e biologia. Eu gostava muito da parte, gostava muito de biologia. Eu falei, não, onde que eu vou pra computação? E, cara, e fala a verdade, o que me levou a decidir foi... Eu gostava de game, eu gostava de jogo.

E assim, também lembrando, game naquela época era o Atari que estava chegando, e era difícil comprar o Atari, o Atari era caro pra caramba. Eu tive um clone do Atari, chamava Dactari, mas funcionava, os cartuchos funcionavam, normal e tal, então eu jogava o Atari direto e tal. Antes disso tinha um tal de telejogo, não sei se você já ouviu falar.

Já ouvi falar. Joguei o jogo de tênis do telejogo, era uma barrinha de um lado, uma barrinha do outro, você via assim meio que de cima, a bolinha era um quadrado assim que ficava... É.

do outro na tela, né? Comecei com isso daí. Depois fui pro Atalho e tal, e cara, assim, falei, que legal isso aqui, né? E aí comecei a me interessar por computação e resolvi fazer computação. Fui fazer, como você falou aí no começo, fui fazer na USP, São Carlos, morava em São Paulo, fui estudar em São Carlos. Fiz computação lá e durante o curso comecei a me interessar pela docência, sabe? Por virar professor. Então ali que eu comecei a ver e tal, acho que eu quero fazer isso, né?

E acabei nem, na época, assim, nem fui fazer estágio, nada, fui, resolvi fazer iniciação científica e já ir me preparando para fazer mestrado e tal, fazer doutorado. E naquele momento eu já decidi que era isso que eu queria fazer, queria fazer mestrado e doutorado. E aí fiquei só, faço aqui na USP, eu vou para a Unicamp, né, na época eu tinha contato com um professor que fazia o doutorado na Unicamp, tinha acabado pouco tempo.

E comecei a conversar com ele, ele falou, se você quiser fazer aqui na USP, eu te aliento aqui, se você quiser ir para a Unicamp, eu te apresento para o meu orientador lá e tal, se ele te aceitar lá, você vai para lá. Aí eu passei, me apliquei no processo seletivo, nos dois, na USP e na Unicamp, acabei sendo aceito nos dois e fiquei por decidir, né? Conversei com um, com outro e tal.

Aí a decisão foi assim, aquela coisa bem madura da época, quantos anos eu tinha? 20 anos, 21 anos. Ah, eu vou direto na fonte. Se aqui eu vou fazer mestrado com o cara, e lá eu vou fazer com o cara que for orientador dele, por que eu vou em direta aqui? Eu vou direto na fonte. Aí eu vim para Campinas, mudei para Campinas.

E comecei a fazer mestrado aqui. Aí, cara, foi indo, fiz o mestrado, engatei direto no doutorado, terminou o mestrado, já comecei o doutorado. E aí lá, pelas tantas doutoradas, um pouco mais da metade do doutorado, eu fui para os Estados Unidos fazer um... o pessoal chama de bolsa sanduíche, né? Doutorado sanduíche. Você faz um ano fora do Brasil e tal. E aí eu fiquei um ano na Purdue University, em Indiana, nos Estados Unidos.

Fiquei um ano lá, voltei. Durante esse um ano lá, eu conheci o pessoal de lá, do laboratório lá, eles tinham muito contato com empresas e tal. Conheci esse pessoal. E voltei para terminar o doutorado. Então, voltei, estava prestes a defender o doutorado, acabei recebendo um convite para ir trabalhar lá nos Estados Unidos. Então, eu tinha me preparado para seguir a carreira acadêmica e, de repente, recebi uma oferta para ir para a indústria.

e eu tinha prestado um concurso para ser professor lá em Maringá. Tinha passado no concurso lá.

Eu estava com uma bolsa aprovada de pós-doutorado na USP São Carlos e tinha essa oferta de emprego nos Estados Unidos, numa empresa de telecomunicações lá, numa empresa grande de telecomunicações, só que para a área de pesquisa deles, para a pesquisa aplicada deles. Eu estava com essas três cartas aí para escolher. Aí eu falei, ah, acabei falando, não.

Pô, não tem como, né? Se tem uma proposta pra você aí, trabalhar nos Estados Unidos, não tem o que vai competir, né? Assim, eu falei, ah, não, vou embora, né? Eu era meio maluco, né? Não pensava muito assim, né? Novo também, né? É, novo, né? Cheio de esperança. Aí peguei e fui embora, cara. Fui pra lá, fiquei um tempo lá.

Porque é muito comum isso também fora, de valorizarem profissionais que têm titulação, questão acadêmica, também metodologia científica e tal, até muito mais do que aqui no Brasil. Na época lá, o que acontece? Eles têm esse programa, aí varia muito da época, de como está o mercado lá e tal, mas na época eles estavam com falta de profissionais na área de tecnologia.

E estavam trazendo muito estrangeiro. Eles têm o tal do visto H1, H1B, eu acho, que é para trazer profissionais altamente qualificados de fora e tal. Habilidade extraordinária, eu acho bonito. Super extraordinário. E aí, assim, foi nessa onda que eu acabei recebendo um convite e, cara, fui para lá, né? Fui embora, para New Jersey, trabalhar na empresa que chamava Belcor na época.

Depois mudou de nome, foi vendido e tal, mas assim, essas coisas, até aquele momento foi engraçado, porque eu sempre tinha um plano, eu sempre sabia qual ia ser o próximo passo da minha vida, da minha carreira, eu já estava sempre planejado. Dali em diante já mudou, porque assim, eu estava trabalhando lá, na época eu não fui com expectativa de migrar mesmo, de continuar morando lá.

Mas aí as coisas foram dando certo e tal. Eu falei, ah, vou ficar por aqui. Aí o pessoal da empresa mesmo começou a me cobrar. Você não vai entrar com pedido de green card e tal? Aí, assim, ainda não tinha decidido isso. Estava esperando e resolvi. Tá bom, vou entrar com pedido de green card e tal. Só que aquela coisa, né?

Você não tem como... Você consegue atuar na sua própria... No que você consegue fazer, né? O que o mundo reserva para você, você não controla, né? E aí foi na época do 11 de setembro. Eu estava lá, eu morava lá, né? Então foi aquele caos, né? Eu lembro que eu estava indo para a empresa de manhã, estava meio atrasado até.

E liguei o rádio, estava no carro, liguei o rádio e já estava falando, um avião bateu na torre e tal, sei que o avião bateu. E assim, na minha cabeça eu pensei que era um teco-teco, um aviãozinho. Se não me engano, na semana anterior tinha acontecido algo assim, um aviãozinho pequeno, tinha saído da rota, acho que em Miami, alguma coisa assim.

E aí eu fiquei pensando isso, deve ter sido um aviãozinho pequeno, o cara maluco, né? Bateu na torre lá. E aí, tava entrevistando um cara, pela rádio, ao vivo, entrevistando um cara, do lado de New Jersey, que não tinha um parque, os caras estavam entrevistando um cara ali, né? E aí, na entrevista, ao vivo, bateu o segundo avião.

Aí quando bateu o segundo avião, na própria entrevista, os caras bateu, bateu, bateu o segundo avião. Aí imediatamente falei, putz, não foi acidente. Eu estava no carro ainda, eu parei o carro na empresa, no estacionamento, estava escutando o rádio. Falei, não, isso aí não foi acidente. Aí eu desci e subi para o prédio da empresa e já estava todo mundo com televisão ligada e tal, já estava aquele alvoroço.

ninguém trabalhando, todo mundo na TV, né? E aí que eu vi as primeiras imagens, né? Assim, aquela coisa, né? Pregue, fica foco e tal, não sei o que. Aí eu fui pra minha sala, falei, não, isso aqui não deu bom, não. Aí, na época eu tava casado, liguei pra minhas mulheres, né? Falou, não sai de casa, fica aí que tá dando merda aqui. Aí peguei e aí a empresa já falou, ó, vai todo mundo pra casa.

Ninguém sabe o que está acontecendo. Liberou o pessoal, foi todo mundo para casa. Foi tal coisa, né? E aí, esse... Esse acontecimento acabou gerando, nos Estados Unidos, na época, uma aversão ao estrangeiro, sabe? E a minha filha era pequenininha também, na época. Tinha acabado, eu nasci, estava com seis meses. E aí, o ambiente nos Estados Unidos, para o estrangeiro, ficou ruim.

aí começou toda aquela mudança que combinou no que a gente está vendo hoje e aí assim, cara eu falei, isso aqui não está dando bom não a empresa que eu estava tinha sido vendida e aí eles estavam já fazendo corte e no fim dessa bagunça toda eu acabei sendo demitido eles praticamente acabaram com a área de pesquisa mandaram quase todo mundo embora da área de pesquisa e aí

E assim, eu ainda procurei algumas coisas lá, fiz algumas entrevistas, recebi uma oferta pra ir pra Ohio, numa universidade. Mas, cara, foi a época do Antrax, não sei se aqui no Brasil apareceu muito isso. Porque esse Antrax aí era um... Nas cartas, né? É, vinha pela carta, aí assim, fica aquele, né?

Aquele terrorismo mesmo, assim. Eu lembro que eu saía para pegar as cartas, era uma caixinha de correio na frente de casa. Eu saía com luva, aí pegava as cartas, abria a carta fora de casa, jogava a parte de fora no lixo, jogava a luva fora e entrava só com a parte de dentro. Ficou um estresse, né? E o sintoma inicial desse Antrax era sintoma de gripe.

E eu estava com a filhinha pequena, assim, criança pequena tem sintoma de vir dia sim, dia não, né? Então eu falei, nesse meio tempo que eu estava fazendo entrevistas, tinha recebido oferta de emprego lá para Ohio, eu teria que mudar de New Jersey para Ohio, e a questão do visto, eu teria que voltar para o Brasil para pegar outro visto para daí ir para Ohio.

nesse meio tempo eu recebi uma oferta para voltar para o Brasil também. Eles estavam montando um curso de mestrado lá na... numa universidade lá em Marília. E eles estavam precisando montar o grupo de engenharia de software. E o coordenador lá na época me achou, sei lá, pela internet, né? Me achou, me fez o convite e falei, putz, fiquei naquela dúvida, né?

Volto, vou corrar e tal, aí naquela época eu resolvi voltar. Aí eu voltei e fui lá para Marília, fiquei um tempo lá. Depois eu vim para... aí fiquei pouco tempo lá, na verdade. Era uma universidade bem pequena, que não aguentou manter um mestrado particular na área de computação. Não dava, financeiramente não era viável. Aí acabei prestando um concurso na Unimap em Piracicaba.

E aí fiquei um bom tempo na Unimap em Trascavo. Já no final desse período da Unimap, é que eu comecei a dar aula lá na Adventista, né? E dei aula para você lá e tal. Então, foi nesse período aí que eu te conheci. Eu não lembro se eu já estava com empresa. Eu acho que já estava com empresa. Eu tive uma empresa de desenvolvimento de software, era uma software house.

meio pequenininha, assim, mas tinha alguns projetos. E depois eu montei uma outra, que era mais a área de mídia, assim, acho que foi até depois, mais pra frente, assim. A gente teve sete em Campinas, mais uma filial em São Paulo e tal. Então, assim, já tive aí um... passeei um pouco nessa área de empreendedorismo também, né? Eu gosto até hoje, eu sou muito empreendedor, mas...

atualmente eu tô sosseguei um pouco aqui vai ficar só na docência vai ficar mais velho vai ficar só na docência

Pô, que legal, cara, sua história aí, né? Porque é aquele negócio, né? Até de vez em quando eu falo aqui que nem tudo... A gente encontra, na verdade, muito pouca coisa, né? Fala assim, pô, vou lá viver meu sonho americano, né? Que tinha muito esse negócio, né? Hoje o pessoal nem fala muito disso, né? Mas tinha muito isso, assim. E as coisas acontecem sem a gente controlar, né, cara? E aí tem que ir jogando o jogo conforme as cartas, né? Exato. Doido.

Passou por dois momentos históricos complexos. 11 de setembro e... Caraca, doideira do caramba. Depois teve a pandemia aqui no Brasil. Vários momentos. Professor, indo para a área acadêmica, você teve a oportunidade de ser coordenador de análise e desenvolvimento de sistemas na Unicamp, bacharelado em sistemas de informação também. E tem uma ampla...

carreira acadêmica, muita gente ainda tem muita dúvida sobre esses cursos. Falar assim, caramba, velho. Curso de dois anos, você acha? Curso de dois anos em universidade privada, de ADS. Dois anos e meia, tecnólogo. Esse bagulho aí é técnico, é faculdade mesmo, é não sei o quê. E aí fica nessa dúvida. Eu faço esse curso, faço outro e tal, porque eu entro lá e tem...

Um monte de possibilidades, né? Como que o senhor dá uma dica para quem quer escolher? Você faz o quê? A DS é para que tipo de público? Baixar lá do Instituto de Informação é para que tipo de público e tal? Um tipo de orientação um pouco mais genérica aí para a galera. Eu costumo dizer o seguinte, que...

Se você é formado em qualquer um desses cursos, você consegue basicamente se inserir no mercado em qualquer vaga. Quase. Depende um pouco de você. Mas tem diferença. Os cursos têm diferença. Aí vai um pouco do seu interesse. Então vamos fazer um resumo rápido. Começar por ciência da computação, que foi o curso que eu fiz. Então eu me formei em ciência da computação.

Bom, o que é o Ciência da Computação? Então, o Ciência da Computação é um curso voltado para formar um profissional que poderia ser capaz de avançar a própria área da computação. Então, ele enxerga a computação com olhos de quem quer evoluir a própria área. Então, por exemplo, quando eu me formei, não existia Python, mas hoje existe Python.

Então, eu me formei em 91. Atualmente, eu estou começando a ficar com vergonha de falar o ano que eu me formei. Mas eu me formei em 91. Eu nasci em 91, senhor. Podia ficar sem essa hoje, mas tudo bem. Tá bom. Então, assim, eu... Beijava, não tinha.

Nem Java tinha, exatamente. Não tinha nem Java. Aí que acontece. Mas de lá para cá tem. Quem que fez isso? Quem que fez? Quem que está pensando em criar uma linguagem de programação nova? Que tipo de skill, que tipo de habilidades são necessárias para o cara falar assim, tá, eu quero fazer uma linguagem nova. Já parou para pensar isso?

Então, assim, um cara formado em ciência da computação, ele, em princípio, tem a base teórica, os conceitos necessários para fazer isso. Então, o cara, ele entende de...

autômatos finitos, ele entende de gramática de linguagem, ele entende de compiladores, ele entende de sistemas operacionais um pouco mais a fundo. Então, ele tem uma bagagem teórica que ele fala assim, o que é necessário para criar uma linguagem nova?

dando um exemplo, claro que tem outras coisas obviamente, mas o cara formado em ciência e computação ele teria esse perfil ah, mas esse cara então não pode trabalhar no Itaú ou no Santander ou na Petrobras, claro que pode ele consegue se virar em qualquer emprego em qualquer área dessa área de informática, tecnologia e computação

Porém, ele tem essa base teórica que permitiria ele, por exemplo, trabalhar na Microsoft desenvolvendo as próximas linguagens de programação que a Microsoft gostaria de lançar. Ou na Oracle, evoluindo Java. Entendeu? Ele consegue fazer isso. Isso é a ciência da computação. Aí, teria lá o Engenharia da Computação.

O Engenharia da Computação, ele tem uma base, meio assim falar, mas ele entende um pouco mais da parte de hardware envolvida na computação. Então, assim, cara, a parte de hardware é uma área fantástica, é uma parte que eu tenho pouco, em Ciência da Computação a gente vê alguma coisinha, mas bem pouco, eu gostaria de saber muito mais.

e o engenheiro de computação vai pegar um pouco mais disso daí, ele vai ter um pouco mais da aplicação daquilo e uma base um pouco mais forte em física, em sistemas digitais, para conseguir desenvolver, além do software, também o hardware. Então esse é um engenheiro de computação. Que é uma área legal, pra caramba. Estava vendo esses dias esses componentes, eu estava pensando em alguns projetos, né?

que envolveriam hardware, tem esses Arduino, essas coisas assim. Cara, eu comecei a olhar essas coisas no YouTube, ficou legal fazer isso. É legal, é legal. Outro dia eu estava estudando como que o mouse funciona, como que é a comunicação do mouse com o computador. É um negócio extremamente complexo. Por que? Você fala, como que você mexe aqui, o negócio mexe lá. Tem todo um protocolo, um sinal que passa ali, um negócio muito legal.

E isso aí, então, seria mais a área de engenharia de computação. Aí, o que mais? Tem sistema de informação, que é o curso que a gente tem lá na Unicamp. Vamos fazer um jabá aqui, eu sou professor da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, em Limeira. A gente costuma chamar Unicamp em Limeira.

E lá, a gente tem, na área de computação, tem dois cursos. O bacharelado em sistemas de informação, que é integral, e o tecnologia em análise de desenvolvimento de sistemas, que a gente chama de TADS, que é o noturno. O TADS, ele forma um tecnólogo e ele é um curso de três anos. Eram três anos e meio, a gente fez uma...

quando eu estava na coordenação, já vou falar sobre isso, a gente fez uma reestruturação, reduzimos para três anos. Então, em três anos, ele sai formado, é um curso superior, sai para o mercado. E o diurno é integral, os sistemas de informação. Então, vamos falar do sistema de informação.

O sistema de informação, ele prepara o aluno para fazer, para atuar em empresa, para atuar na ponte entre tecnologia, entre computação ali.

E a parte, a gestão da empresa, o resto da empresa, a produção e tal. Então, ele é uma ponte entre essas duas áreas. Então, além da parte de computação, além de saber de banco de dados, além de saber de programação, de engenharia de software, um pouquinho de sistemas operacionais também, além de saber de tudo isso, ele precisa entender de gestão, gestão de produção, às vezes até de marketing.

de economia. Por quê? Porque ele precisa entender, pelo menos entender o que esse pessoal dessas áreas aí estão falando.

porque ele tem que buscar soluções de tecnologia para atender necessidades da empresa. Então, é um cara que faz essa ponte. Ah, então quer dizer que esse cara não pode trabalhar na Microsoft lá desenvolvendo a próxima versão do Java. Pode também, mas talvez ele tenha que fazer alguns cursos específicos sobre isso, ou ser um cara curioso.

para fazer isso, porque não é o foco. Ele teria que estudar sozinho compiladores, estudar sozinho gramática, autômatos, então ele tem que estudar algumas outras coisas para poder atuar nisso, senão ele não vai conseguir. Mas no mercadão geral aí, ele vai atuar em praticamente qualquer coisa. O análise de desenvolvimento de sistemas, que no nosso caso lá é um curso, é um tecnólogo.

eu diria que ele é um pouco mais enxuto. Ele tenta trazer coisas mais de mercado mesmo, no nosso caso, para formar um pouco mais rápido, e o cara já sair atuando. Então, isso varia de faculdade para faculdade. No nosso caso, a ideia é essa. Deixar o cara pronto para o mercado um pouquinho mais rápido.

desse cara, por exemplo, a gente não teria o foco dele, por exemplo, fazer um mestrado depois, apesar de que muitos fazem, eles têm formação suficiente para isso, mas não é o nosso foco, no princípio a gente quer formar o cara mais rápido para ele já poder atuar no mercado. E como no nosso caso lá é noturno, na verdade muitos já estão atuando no mercado, então eles só estão buscando realmente...

formalizar ali, ter o diploma mesmo, né? Então são pessoas, às vezes, um pouquinho mais experientes e tal, chegam mais cansados na aula, mas rendem bastante, assim, são alunos muito bons. Esqueci de algum? Tem o... Agora tem, agora mais pra perto da gente, né, assim de... um pouco menos tempo, é o Engenharia de Software, também, aparece bastante, né? Que é aquele negócio, pô, era uma área...

uma disciplina, ou algumas disciplinas dentro da área de computação, e virou um curso de bacharelado. Tem algumas instituições que tem engenharia de software. É, engenharia de software, é que assim, a área de engenharia de software, ela é monstruosa, tem muita coisa. Então chegou uma hora que o pessoal falou, isso aqui dá para virar sozinho um curso de graduação.

Por quê? Porque na ciência da computação tem muitos cursos de ciência da computação que vão ter lá uma disciplina, engenharia de software, ou duas, no máximo. Quando eu estava na Unimap, lá em Piracicaba, eu ajudei numa reformulação do currículo lá e a gente colocou quatro disciplinas da engenharia de software. Tinha quatro na linha, assim. Era uma introdutória, depois era uma engenharia geral, aí tinha teste, tinha uma outra só de qualidade.

Então, se a gente pensar individualmente nas coisas, por exemplo, a modelagem, eu consigo mais de uma disciplina nessa área de modelagem. Banco de dados, eu considero parte da engenharia de software, então, banco de dados também vai ter mais de uma disciplina. Teste, pelo menos uma disciplina de teste, tem muita coisa de teste para ser trabalhada. Qualidade, também mais uma disciplina. Então, tem muita coisa. Ele tinha ali de...

e tal, também uma outra disciplina. Processos, gestão dos processos, hoje em dia tem muita coisa, tem os tradicionais, você pega lá modelo cascata, devo ter dado aula disso pra você. Então, assim, essas coisas, você fala assim, modelo cascata, né? É antigo pra caramba.

um cara chamado Wilson Royce que bolou na década de 70. É uma história até engraçada que ele escreveu um artigo sobre isso, ele atuava muito na indústria e escreveu um artigo sobre a experiência que ele tinha sendo consultor na indústria.

E aí, nesse artigo, ele descreve os processos das empresas, ele observou e começou a escrever e começou a pensar sobre aquilo. No artigo dele, logo no começo, ele descreve lá o modelo assim, algumas empresas fazem assim, eles têm um modelo muito simples, é um tipo de levantamento de requisitos, já sai para a implementação.

Quando tem poucos requisitos, coisa simples, é assim. Algumas que têm problemas mais complexos fazem assim, fazem um levantamento de requisitos, uma análise de requisitos, fazem uma modelagem, aí implementam, fazem os testes, e colocam em produção e seguem o ciclo.

em desenvolvimento, tudo isso com pouca interação e tal. Ele critica isso daí, fala, é um modelo meio amarrado, você tem que terminar uma fase para ir para outra. Geralmente dá problema, porque o cliente vai ver alguma coisa rodando já, algum...

alguns meses para frente no processo de desenvolvimento, está problema isso daí, não gostei disso daí, vamos fazer um modelo diferente. Aí ele começa a propor no artigo dele um modelo mais interativo, mais incremental e tal. E o pessoal começou a ler esse artigo dele e lia só as duas primeiras páginas, que ele descreve esse modelo mais estanque assim, né? Fala, pô, nossa, que negócio legal, então parece uma cascata, né?

Vamos adotar esse modelo, modelo cascata. O Royce ficou louco, né? Ele falou assim, eu não dei nem o nome de modelo. Vocês estão loucos da cabeça, né? Ninguém chamou isso de modelo cascata, né? Waterfall em inglês. Ele não deu esse nome no artigo. Só que aí o pessoal começou a adotar.

Até a agência de fomento a projetos de pesquisa para a área militar dos Estados Unidos, a DARPA, adotou como padrão. Falou, não, todo mundo que agora mandar projeto para a DARPA tem que seguir esse modelo aí, o modelo cascado do Royce. Só que se você ler até o final, você vê que ele era já interativo e incremental, que são os modelos que vieram depois. Então, por exemplo, depois veio o modelo espiral, que já tem a ideia de ser do Boeing.

que é o modelo interativo incremental, depois vieram junto com a orientação object e a OML, vieram o modelo lá, o Directional lá.

esse RUP, né? E variações do RUP, o Unified Process e tal. E vieram surgindo outros até que surgiram na... Usagens aí. Usagens, exatamente. Então hoje, cara, você fala não, são usagens que mandam. Toda vez que eu visito alguma empresa pra conversar, os caras têm pelo menos mais da metade dos projetos rodando ainda em cascata.

Então, assim, é um negócio que está aí. Então, engenharia de software é para o cara navegar nesse ambiente aí. O cara que vai ter uma base de programação boa, mas ele vai entender do desenvolvimento de software pensando numa coisa mais profissional, mais ampla e tal.

Você pode jogar aí essas coisas mais modernas, CI, CD, DevOps, não sei o quê. Então, isso forma um engenheiro de software. É um curso legal, um curso interessante.

Não foi o curso que eu fiz, mas eu acho interessante. Eu até critico bastante hoje esse curso, porque na maioria das instituições que oferecem engenharia de software, principalmente as particulares, ruins, o que acontece? É um ADS esticado.

E aí você não tem essa parte aí realmente que o senhor está falando. É mais programação até para no final. É porque hoje a gente não fala que a gente é dev. Não sou desenvolvedor mais. Programador. Não, eu sou engenheiro de software. Só que você vai ver o que o cara faz, ele programa. E ele programa o quê? Ele vai lá, pega lá o requisito que já está pronto.

Ele vai lá e escreve o código. Ele não faz essa parte toda que o engenheiro de software deveria fazer. Então, simplificou para um nomezinho de engenharia de software. Você vai fazer em uma instituição boa, séria, tudo bem. Você vai ter a formação ali. Mas essas nomenclaturas é que, de vez em quando, aparece um negócio novo e dá uma confusão danada, porque é mais chique falar que eu sou software engineer. É bonito.

Não, mas você sabe, Gustavo, que aí a importância de ter um canal aí como o seu, né, para esclarecer essas coisas, porque essas questões mercadológicas, a gente, claro, pode criticar e tal, mas também tem que entender, né, as pessoas estão aí no mercado para sobreviver, né.

Então, existe esse problema aí e as pessoas só têm que estar cientes, porque é uma escolha também. O cara escolhe fazer um curso de graduação barato, ele sabe o que ele está pagando e o que ele está recebendo. Desde que ele saiba, tudo bem. O problema é ser enganado.

Então, para não ser enganado, a gente escuta o Gustavo falando, para entender isso. Mas eu não criticaria o curso de engenharia, o curso de engenharia de software, porque é uma ideia interessante. A implementação desse curso é criticável, dependendo do lugar. E aí você tem toda a razão. Eu já vi também em outros lugares. Aí vamos entrar num assunto diferente. Comparar cursos.

Porque o nome é muito diferente. O que a gente tem que olhar? É interessante que a gente olhe a grade dos cursos, que a gente olhe quem atua nos cursos, quem são os docentes que estão atuando no curso. Isso é muito importante. E aí tem uma diferença. Como eu já atuei muitos anos na particular, e hoje eu atuo na pública,

Cara, é gritante a diferença. Gritante. E os dois lados têm vantagens e desvantagens. Não estou puxando sardinha para nenhum lado. A particular tem uma vantagem grande em relação à pública, que é a questão de agilidade. Ela consegue adaptar o seu currículo, adaptar o seu corpo docente, se mover mais rápido para acompanhar o mercado. Então, isso é bom e é ruim.

É bom porque se você tem alguma coisa que não está funcionando legal, você logo corta e se adapta. É mais ágil nesse sentido. Mas é ruim também se eu ficar refém do mercado. Não pode ser assim. Você tem que ensinar o que tem que ser ensinado. Não ficar só... Não, eu estou com aqui as tecnologias mais tops e modernas e esquece de ensinar o básico para as pessoas.

Depois eu tenho mais algo para comentar sobre isso, fazer um parênteses daqui a pouco. A pública, né? A pública que acontece.

Bom, primeiro que normalmente é mais difícil de entrar. Então você tem já um filtro grande aí nos alunos que estão sendo seus colegas ali. Sem querer elitizar o negócio, até porque hoje em dia está bem menos elitizado. A Unicamp está bem mais aberta a entrar. Mas você tem que entrar, você tem que...

Os nossos cursos lá são entre os 10 mais concorridos da Unicamp toda. Estão acima de 20 candidatos vagas, assim, fácil. Principalmente o noturno. O noturno está realmente entre os 10 mais concorridos da Unicamp, com 23 candidatos vagas.

Ou seja, para você entrar, você tem que eliminar 23, de uma vaga direta. Então, não é muito fácil. E aí o que acontece? A turma, os alunos já ficam mais fortes, e aí o professor consegue puxar mais. Porque ele vai no ritmo que a turma consegue ir. Então, a tendência é que as aulas sejam mais puxadas.

na pública. Só para você ter uma ideia, na segunda-feira, a gente, em quatro horas, desenvolveu o sistema completo desde todas as camadas, desde o banco de dados até a interface gráfica, do zero até ele pronto. Mas, na verdade, a pública não é só lá na lousa, o professor escrevendo, o pessoal na biblioteca lendo, porque isso é o que o pessoal fala por aí.

Então, é difícil falar é e não é. Claro que tem professores que são mais assim, tem professores que não. Eu vou dizer pela Unicamp, a gente tem uma preocupação grande de se manter atualizado, de buscar tecnologia. A gente tem setores no Unicamp que ficam trabalhando nisso, dando formação para os próprios docentes sobre isso. Eu mesmo ministro disciplinas, por exemplo, eu ministro uma aula...

para alunos de mestrado e doutorado da Unicamp toda que têm interesse em se tornar professores. A gente tem um programa chamado Pede Mais, que é para dar formação para essas pessoas sobre avaliação, mitodologia, como escrever um plano de ensino e tal. E aí eu dou uma disciplina sobre sala de aula invertida.

para esse pessoal. Então, é uma metodologia ativa de ensino que eu uso nas minhas aulas, e aí eu ensino para esse pessoal. Então, a gente tem essa preocupação de se manter atualizado e tal. Mas é que nem todo mundo, ser humano é ser humano, nem todo mundo quer ir atrás e tal. Mas a pública, como ela é mais lenta em geral, então assim...

Vamos supor que o professor entrou lá há 20 anos e ele dá aula de C++. E a gente acha que não, que o curso agora deveria ter Java e Python.

aquele professor oferece uma certa resistência, porque ele não sabe Java e Python e vai ter dificuldade de aprender. E não quer aprender também. Na particular, tá bom, você não quer aprender, tchau. Na pública a gente não consegue, então é mais difícil. Então a gente vai conseguindo mudar o curso, como foi feito ano passado, quando eu estava na coordenação e tudo.

mas é mais lento e tal. Porém, a gente tem uma inclinação e uma habilidade muito maior de dar conceitos mesmo, de fazer uma formação conceitual mais forte. Aí volto naquele parênteses que eu falei que eu ia fazer. Eu trabalhei alguns anos em uma empresa aqui em Campinas, na área de desenvolvimento de sócio.

Eu era diretor de pesquisa e desenvolvimento. Eu tinha uma equipe lá que trabalhava com o software e tal. Então, vira e mexe, a gente tinha lá vários, contratava pessoas. Não era uma empresa muito grande, então eu era diretor da área, mas eu participava, gostava de participar do processo seletivo, acompanhava as entrevistas e tal. E, cara, era assim, não precisava nem me falar, eu conseguia saber. Esse cara veio da particular, esse cara veio de uma pública.

dava para saber. Pela entrevista, pelo jeito que o cara... Que a gente deixava o cara programar, fazer algumas coisas e tal, e pedia para ele ir falando o que ele estava pensando e tal. Então, a diferença era assim, o cara de uma pública, ele discutia conceitos, ele discutia o que estava por trás das decisões dele, os algoritmos que ele estava pensando em usar, as estruturas de dados e tal. O cara da particular, muitas vezes, discutia mais tecnologia.

Então ele falava assim, do framework que ele ia usar, então se pudesse usar tal framework, então ele estava mais antenado na tecnologia. O cara da pública tinha uma base conceitual mais forte.

E aí, claro, qual que é a melhor? Depende. No nosso caso lá, a gente estava procurando pessoas que iam atuar no desenvolvimento de algoritmos mais sofisticados. Então, o perfil de alguém que conseguia entender complexidade de algoritmo, estrutura de dados mais profundamente era melhor para a gente. Mas tem empresa que não, que tem tecnologia, que quer aplicar tecnologia. Não tem essa coisa desse fundamento tão importante.

Então, depende da empresa o lugar que você vai ter um encaixe melhor. Suma dizer, tem tampa para toda a panela.

Sim, tem que procurar. Hoje o pessoal fala que é encontrar o fit cultural. O que a empresa tem a ver com você, do seu plano de carreira e também com o seu perfil. Não é chorar, falar assim, eu queria tanto. Não, essa empresa não é para você, vai para uma outra.

Mas professor, o senhor falou aí em algum momento que lá na graduação ainda fez, começou a fazer iniciação científica e aí depois tomou gosto e tal, aí quis fazer mestrado, doutorado e tal, né? É muito comum a gente ouvir...

de que pesquisa em computação está muito distante do mercado. É um outro negócio. Então, assim, o pessoal lá na academia faz o quê? Eles ficam lá de jaleco branco, cientista ali e tal, no computador. O que é que esse povo faz? Porque programar é um programa. O que é que programa?

está longe do mercado, dos frameworks, da moda e tal, não sei o quê? É isso mesmo ou é um pouco diferente a questão de produção científica em computação? Então, varia muito, depende da área, depende do docente, do que ele está atuando e tal. Mas, assim, existe uma distância mesmo. Eu acho que os professores, aqui no Brasil principalmente,

Eles se isolam um pouco do mercado, sabe? Nos Estados Unidos já não é tanto assim, né? Tem muitas universidades nos Estados Unidos que o professor recebe nove meses de salário. E aí os outros três que faltam, ele tem que se virar e buscar uma parceria com empresa. É verdade. Ele tem que trabalhar na empresa por três meses. Então, assim, ele não recebe 12 meses. Ele recebe nove meses.

Então, claro, depende do status do professor lá, da hierarquia que ele está, mas os iniciantes têm que fazer parceria com a empresa. Vamos usar o summer job.

Eles têm que... Entendi. Costuma acontecer no verão mesmo. Então, eles pegam as férias dos alunos, as férias acadêmicas, e vão para uma empresa. Então, eles têm que buscar parcerias com empresas e tal. Então, se ele faz pesquisa na universidade, muitas vezes ele tem que alinhar essa pesquisa com algum interesse das empresas para poder gerar esse vínculo, né? Para gerar interesse na empresa e participar lá. No Brasil...

As empresas não entendem o que os professores estão fazendo e os professores não querem se dar o trabalho de lidar com a empresa. Como eu já atuei nos dois lados, eu entendo as dores, sabe? Do lado da academia, do lado da universidade, principalmente das que fazem pesquisa, né? São poucas no Brasil.

A maioria não faz pesquisa porque não é um negócio barato. Só as públicas fazem. Exatamente. Particular fazer pesquisa é muito raro, muito difícil, muito caro. Praticamente inviável, a não ser que ele use muito bem aquilo para o marketing. Mas é muito difícil, pouquíssimas conseguem.

mas as públicas fazem e tal, e o docente ali que está na pública, ele é cobrado por isso, e ele é cobrado por toda a questão de gestão da diversidade. Que nem na Unicamp, a Unicamp é gerida pelos docentes, então, além da questão de dar aula, além da questão de fazer pesquisa, além da questão de participar de projetos de extensão, ou propor projetos de extensão, você também tem que atuar na administração da própria universidade. Eu era coordenador de curso.

que é uma posição administrativa é uma gestão acadêmica, mas é uma posição de gestão hoje eu estou numa diretoria executiva também é uma coisa de gestão o que faz a universidade girar, continuar funcionando e tem que ter gente fazendo isso é muita cobrança para além de tudo isso, os professores buscarem parcerias com a empresa e a empresa ela quer resultado muito rápido porque o que faz a USarem

principalmente aqui no Brasil. Então, assim, tá, um projeto de pesquisa é um negócio que tem pelo menos o ciclo de um ano a dois anos. A empresa quer financiar aquilo, fala, daqui a três meses ela aí, cadê o resultado? Já dá pra vender? Então, assim, e pesquisa é pesquisa, ela pode dar errado, né? Ninguém sabe, por isso que é pesquisa. Então, a pesquisa tem um papel muito importante, assim, de...

poder correr os riscos que, de repente, o setor produtivo, mesmo a empresa, não consegue correr. Correr o risco de não dar certo. Então, ser mais ousado em algumas coisas e correr o risco de não dar certo. Então, aí existem pesquisas e um mundaréu de coisas diferentes.

Então, hoje em dia, por exemplo, a minha preocupação é o que a inteligência artificial vai afetar em como o software é desenvolvido, como o software é testado, como eu garanto a qualidade, como eu garanto que os artefatos produzidos pela inteligência artificial vão ser confiáveis no mundo real. E até que ponto e tal.

essa interface entre inteligência artificial e engenharia de software é uma coisa muito nova, né? E a gente já está tateando nisso, né? E, assim, como consequência, o que eu ensino para os meus alunos a partir de agora? O que é importante ensinar, já que quando ele cair no mercado, os caras vão abrir uma conta numa inteligência artificial qualquer, e aí, lá, você usa isso aí para programar, né?

Exato. Então, o que eu ensino pra ele? Faz diferença o que eu ensino pra ele? Eu acho que faz. Minha resposta aí é assim, eu acho que ainda faz. Saber fazer as perguntas certas faz toda a diferença.

Então, é isso, a área de pesquisa aqui no Brasil fica um pouco desconectada, então por isso que dá essa visão, é o cara de jaleco lá no laboratório, né, que ninguém sabe direito o que ele está fazendo. Mas existem exceções, né, então assim, tem alguns docentes que se envolvem mais com coisas mais práticas e tal, que tem um resultado mais a curto prazo, né, que podem evoluir coisas, né.

é que aqui no Brasil não acontece tanto, mas acontece também. Tem alguns exemplos aí de centros de pesquisa com coisas mais aplicadas e tal. Nos Estados Unidos é mais comum. Agora, o que acaba acontecendo isso aí é no mundo. A questão do poder financeiro acaba dificultando muito a concorrência. Por exemplo, você pega uma grande empresa, uma Google da vida.

Se eles quiserem desenvolver um negócio novo e investir em pesquisa naquilo, cara, ele contrata 20 PHDs, paga um salário bom para os caras e fala aí, ó, vocês têm um ano para resolver esse problema. E os melhores do mundo inteiro, né? É, e a gente aqui com uma equipe de cinco, vamos dizer, que é uma boa equipe, né? Cinco pesquisadores numa equipe. Hoje em dia eu não tenho esse nome campo. A gente está lá com três docentes nessa área.

a gente não consegue competir. E a nossa força de trabalho são alunos, que estão fazendo disciplina também. Então, assim, o cara dedica 10 horas na semana. A maioria termina e vai embora, nem continua também. Aí a Google fala, não, não, eu quero 20 caras full time nisso daqui.

tem como cometer, né? Infelizmente, né? Então, é diferente de algumas pesquisas que as empresas não olham tão diretamente assim, que aí a universidade consegue ir desenvolvendo e o tempo que ela faz tá ok, porque a empresa não vai pressionar aquilo, né? Mas na área de computação é mais complicado, assim, porque as empresas acabam exercendo uma concorrência muito grande.

na pesquisa mesmo, né? Porque eles têm um poder, perderia o financeiro aí que destrói, né?

E aí é só as muito grandes que vão investir nisso. Sei lá, não sei, a própria Samsung. Vamos criar um hardware aqui para celular que tem a bateria que demora mais. Mas aí vai envolver um monte de outras áreas. Não só a computação e tal. Aí investe em pesquisa. Porque depois no final vai gerar um produto que vai ser altamente lucrativo. Agora, a maioria daqui é software house. Então eu vou fazer pesquisa para quê? Eu quero para o programador.

gente para produzir. No Brasil, isso vai ficar mais complicado. Você tocou num ponto importante. Essas grandes empresas, para elas se manterem competitivas, relevantes no mercado, elas quase que são obrigadas a investir em pesquisa. E aí é uma pesquisa que a gente chama de pesquisa aplicada, apply research, que é uma pesquisa realmente voltada para gerar patentes, para garantir.

um diferencial mercadológico mesmo. Então eles têm equipes grandes, pessoas extremamente especializadas, pesquisando em coisinhas lá que a gente nem imagina, porque aquilo vai ser usado em algum produto e tal. Então é uma estratégia de usar realmente a pesquisa para dar um diferencial no mercado. Mas, cara, é Samsung, é Google, é Oracle.

é meta, são essas grandes empresas que tem recursos para fazer isso, conseguem montar equipes grandes de pesquisa e basicamente dependem daquilo, porque sem aquilo ela rapidamente deixa de ser relevante. Pega uma Samsung da vida, se ela não evoluir, em duas, três gerações de celular, ela está fora, porque daí vem uma Xiaomi da vida, então...

Huawei da vida, desbanca ela e sobe de um dia para outro. Que nem, sei lá, Kodak. Exato. Você compra uma câmera Kodak hoje? Não. E era um monstro.

Era um monstro, mas perdeu o fio da minha arma. Palme. Não é da sua época, eu acho, mas todo mundo usava um aparelhinho de um PDA, um palme na mão. Isso aqui não é um palme. Já é um pouquinho mais avançado. Um pouquinho mais no hipótese. Mas eu tinha palme, né? Nossa, era fantástico. E aí os caras deixaram de...

de evoluir, né? De investir em pesquisa e tal, evoluir em produtos. Aí acabou. De uma hora pra outra, ficaram irrelevantes no mercado. Então, assim, por isso que eles têm que investir, senão fica irrelevante rapidinho.

Eu vejo um pouco isso, sabe, professor? Depois eu fiz mestrado em computação, hoje eu faço doutorado também. E aí, assim, na produção acadêmica de computação, não tem um evento que eu vou, que eu já participei, que não tem lá uma produção dentro da educação usando Scratch, que gatinho laranja lá. Até hoje.

Tem 200 anos que tem produção, aí é um monte de coisa, mesma coisa e vai, você não tem evolução ali mesmo, você não vê um negócio diferente, um negócio que você fala assim, caramba, olha só que legal, né? Essa aplicação para o mercado, ou uma novidade mesmo que realmente, tipo, caramba, olha que legal isso aqui que o grupo de pesquisa na universidade tal fez ali, aí você vai num evento acadêmico...

Brasil aqui, até alguns estrangeiros também, é tudo um é uma produçãozinha ali e tal, aí o que que eu vejo?

muita molecada que está na faculdade que fala assim, pô, será que vale a pena fazer um mestrado, continuar na área acadêmica, produção científica e tal? Aí vai ver, né, os os anais ali de um evento e fala assim, caramba, os títulos meio... Não é muito interessante isso aí, não. É isso aí que o pessoal está fazendo. Dá uma desestimulada também, né?

Mas é aquilo, ciência é devagarinho e tal, tem que ter incentivo, senão não vai. É complicado. Tem que querer muito. Tem uma coisa aí na área de pesquisa no mundo todo, que é o famoso publish or perish, que é publique ou morra. Isso é verdade em todas as universidades do mundo inteiro.

E isso acaba gerando como resultado, né? Tudo no mundo, quando você lida com pessoas, é assim, né? O resultado depende da motivação. E a motivação você define através da recompensa, certo? Todo mundo é assim no mundo inteiro. Então, como existe uma recompensa para quem publica mais coisas e tal?

Isso gera essa motivação para publicar qualquer coisa. Então o pessoal fica nessa ciranda, né? Escreve qualquer bobagem lá e aplica o negócio num contexto novo, diferente, sem muita novidade, vai lá, aquilo lá é publicado, consegue publicar. Tem este gráfico, põe os números lá e pronto. É, então. E assim...

E, cara, não sei se eu deveria falar isso aqui pra você, já que você vai publicar isso na internet. Mas como já tá quase no fim aqui, acho que vai ter poucos interessados ainda, sobrando assistir. Mas hoje em dia, cara, a competição com o pessoal da China, principalmente, tá meio desleal, assim. Há uns anos atrás, era um ou outro artigo de chinês que aparecia, né?

porque eles sempre tiveram muita dificuldade com o idioma, publicar em inglês. Hoje, com as LLMs, os caras estão assim, viraram Shakespeare. O átomo de artigo. E aí você vai num evento, cara, tem, sei lá, 30 artigos, 20 nomes de autores 100% chineses. Eles estão dominando. Então, é uma coisa que eu percebi de uns anos pra cá.

uns dois anos para cá. Então isso ainda vai ter um efeito grande, porque, querendo ou não, existe uma competição pelos veículos de publicação científica. Se você tem que publicar, tem que publicar em algum lugar. Sim. Existe um número limitado de lugares renomados que valem alguma coisa para você publicar lá.

E se você tinha lá antes, competia com 30 artigos para você colocar o seu, hoje são 300 artigos. Aí a chance de você colocar... Então, nossa, isso aí vai dar uma quebrada, assim. Porque as pessoas não fazem... E isso é uma crítica que eu tenho, sabe? As pessoas, principalmente aqui no Brasil, mas eu acho que isso vale para o mundo inteiro, as pessoas não fazem a pesquisa pela pesquisa, na maior parte das vezes.

Fazer pesquisa pra gerar publicação só. E aí é uma crítica forte que eu tenho, assim. Não tô generalizando, tá? Claro que tem exceções, tem gente que faz um negócio que realmente tem valor ali e também, obviamente, gera publicação. Mas não é geral, não. Tem muita gente que não, que é só pra gerar números mesmo. E aí complica um pouco, né? Porque...

aquilo dá, né? É, assim, qual é a contribuição para a pessoa comum que isso aí dá? É, vale a coisa que está mais distante. Você escreve um artigo pelo LLM, para uma IA, aí você manda, submete, aí os revisores, eles usam o IA também para poder ver se vale a pena ou não.

Aí fica top, hein? É bem isso. Você sabe que tem revistas, tem congressos que eles colocam no PDF dos artigos, colocam algumas instruções em tinta branca, assim, para não dar para ver. Só que a IA consegue ler, né?

para pegar revisores que estão usando a IA para fazer a revisão. Aí ele instrui a IA a mencionar alguma coisa que não existe no artigo, mencionar alguma coisa na resposta, e aí o revisor vai lá, usa aquilo, coloca, publica, o editor vai lá e olha, ah, esse aqui usa a IA, e nem leu o que ele dá para ver. Isso acontece, isso está um problema já, está um problema sim.

É um problema. E deve piorar, né? Ah, sim. Professor, você acha que a IA vai diminuir ou vai aumentar a demanda por desenvolvedores de maneira geral? Ai, cara, que pergunta difícil. Eu acho que bem usada, sabendo usar, a gente consegue ser mais produtivo.

Então, eu acho que vai diminuir a quantidade, mas vai aumentar a demanda por qualidade.

Então, assim, eu não vou precisar de um monte de cabeça de bagre lá, só em número, né? Só batendo o estaco. Eu preciso de caras que saibam pensar, que saibam resolver problemas, e aí ele vai fazer, ele vai produzir muito mais com a IA. E aí aquele cabeça de bagre, ele também produz com IA, mas aí ele vai passar a ser desnecessário.

porque eu não preciso mais de um grande volume de pessoas, eu preciso de qualidade eu preciso de gente que saiba realmente questionar e resolver problemas porque assim ela fala muita besteira, só que você tem que conhecer pra poder identificar então assim ainda é tudo muito novo

A gente ainda está vendo essas oscilações. O pessoal tem... Eu tenho escutado falar que muita gente está sendo demitida e tal, mas já veio a onda de não estamos tendo que recontratar, a gente passou algumas coisas, alguns serviços para a AI e está dando problema, tem cliente reclamando. Então, já está tendo esse famoso rebound nessa volta.

E aí tem gente que fala também que esse monte de demissão, porque está tendo muita demissão, na verdade não é a IA que está demitindo, não é por conta da IA, é porque estava mesmo inchado, as equipes estavam muito inchadas, depois da pandemia inchou muito, porque o pessoal desesperou e começou a contratar, e começou a contratar muito remoto, e aí a questão do remoto é difícil incorporar na cultura e na dinâmica, então fica com um monte de gente que agrega pouco.

E aí, como que eu me desfaço dessas pessoas sem parecer que eu sou um mau gestor? Então aí o pessoal está usando a IA como bot expiatório.

Não é porque eu contratei mal, é porque agora eu sou super antenado e estou aplicando a IA nos meus processos aqui e essas pessoas passaram a ser desnecessárias. Aí o cara, ao invés de parecer incompetente, ele parece antenado. Então, assim, só que a demissão é a mesma, a demissão que ele já precisava fazer. Então, tem essa linha de pensamento que eu tendo a concordar que isso pode estar acontecendo mesmo.

Tem um pouco do... da crista da onda aí, de Maria vai com as outras, então vamos tentar fazer a mesma coisa aqui, começa a demitir também. E tem também esse efeito contrário, que a gente demitiu, agora não tem ninguém aqui que saiu fazer o negócio. Deu ruim. E aí tem que recontratar. Então eu acho que lá para frente, Gustavo, respondendo a sua pergunta, de novo, eu acho que... o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o que o

vai continuar tendo demanda. A tendência é aumentar, porque a gente nunca precisa de menos sistemas. A gente sempre precisa de mais sistemas. À medida que novas coisas vão surgindo, a gente vai precisar de mais. É exponencial o negócio. A gente sempre vai precisar de mais gente, mais soluções, mais sistemas. Só que o perfil do contratado vai ser diferente.

Então, as empresas vão passar a contratar gente que realmente entenda do negócio, que tenha uma formação mais sólida, que possa contribuir melhor, e não os cabeças de barra. Então, se você está aí pensando, você, caro ouvinte, você, caro telespectador, que nos acompanha nas redes sociais, Gustavo listou um monte, nem sabia que existia tudo assim.

Se você está pensando em uma formação, cara, procura um lugar que vai te dar uma formação sólida, que você vai realmente saber fazer e entender porquê. E aí, com certeza, você vai ter um lugar no mercado. Nos cabeça de bague, nem tanto. Professor, agora a parte final aqui, um jogo rápido, hein? Porque tem um livrinho, não sei se o senhor conhece esse livro aqui.

Código Limpo, do Robert Martin, que o pessoal chama de Uncle Bob. Aí, esse livro aqui é o seguinte, ele, pra nós, programadores medíocres, a gente se agarra a qualquer coisa. Então tem o pessoal que idolatra, coloca esse livro aqui num, sabe, num altarzinho na sala, assim, e ali e tal, e presta continência pra Uncle Bob.

o pessoal que odeia. E aí, esse negócio aqui, o Clean Code, ele é bom ou ele é ruim? Cara, eu não vou conseguir falar especificamente do livro, tá? Mas a filosofia eu acho que é boa. Assim, na verdade, e esse é um dos problemas da inteligência artificial, mas falando só do Clean Code, né?

O código tem que ser fácil de ser entendido. Então, um código difícil de entender, ele dá problema no futuro. Ele vai custar mais caro para ser mantido, ele vai custar mais caro para ser alterado, ele vai custar mais caro para corrigir um bug. Então, ele vai gerar um déficit.

técnico, né, maior no futuro. Então, assim, escrever um código mais limpo, mais fácil de entender, mais padronizado, eu acho melhor. Eu acho que vale a pena. Claro que, assim, eu também, como eu falei pra você, eu já trabalhei em empresa, já fui diretor e tal. Então, assim, tudo tem limite, né?

Então, assim, a gente tem prazo para entregar as coisas e tal. Então, o melhor dos mundos é o seguinte. Primeiro eu faço funcionar. Aí eu valido interfaces, valido com cliente, valido as coisas. Depois eu deixo ele fácil de entender. É fácil de ler e entender. Então, desde que eu tenha isso no meu processo, eu acho que é o melhor dos mundos.

Então o código tem que, no final, ser fácil de entender, ser limpo, ter comentários que são adequados ao entendimento daquilo sem ser demasiado, e ele tem que ser fácil de testar também, e de preferência ter testes já automatizados vinculados a ele. Eu sou muito fã de testes automatizados, acho que ele dá uma...

Ele dá uma tranquilidade para o desenvolvedor poder fazer o trabalho dele, poder alterar algumas coisas que ele não tem tanta certeza naquele momento, mas ele altera e roda os testes, os testes passam, isso aqui, então pode ser que dê certo. Então, essa questão de escrever, refatorar, escrever os testes, eu acho que eu não sou contra, não. Não sei por que alguém seria totalmente contra isso.

talvez tenha argumentos é uma confusão é não acho que seja ruim não até porque é isso que eu ensino os alunos, então se tiver errado isso também vem com a idade eu não preciso estar certo com o tempo a gente aprende isso, cara, eu não preciso estar certo eu só preciso acreditar nas coisas e aí se alguém vir mostrar que eu estou errado cara, não tem problema é lógico

E considerar. Professor, eu sempre pergunto aqui no final o que você gosta de gastar muito dinheiro? Pessoalmente falando. Você gasta muito dinheiro com o quê? Cara, vou te dar um exemplo. Ano passado eu estava procurando um carro, olhando o carro. Eu olhava um carro assim, sei lá, 90 mil reais, 99 mil reais.

absurdo, assim. Aí, beleza. Aí, no mesmo tempo, eu tava pensando em trocar de moto. Aí a moto que eu tava achando interessante custava 115 mil e ano. E eu, tranquilo, a moto 115 mil, tudo bem. O carro 99, eu achava caro. Mas o senhor é o quê? É mais do Harley Davidson ali ou, sei lá, de uma... sei lá, uma Ducati?

Não, é, entre Harley Davidson e Ducati, acho que foi mais que a Ducati, mas eu não sou muito... Eu gosto da tecnologia, entendeu? Então eu gosto das motos que tem mais tecnologia. Entendi. E aí, no caso da Harley Davidson, tem algumas opções, né, que são muito caras, né? Aí eu acho que, no caso da Harley Davidson especificamente, ela virou, tipo, você paga pela marca, né? A moto em si...

deixa um pouco a desejar, então eu nunca me interessei muito por Hard Day, se não. Sempre gostei bastante das BMWs, das Trine, eu tenho uma Kawasaki, então assim, gosto mais gosto mais das Sport Touring, assim, e tal. De domingo, sábado? Me interessei... Vai dar uma volta na Bandeirantes ali e tal?

Ah, eu gosto de dar uns passeios, né? Ibarro, Serra Negra. Mas eu não sou de correr, não. Não é bandeirante, não é correr, não. Eu não gosto de correr. Eu gosto de andar de boas passeando mesmo. De boas, tal. Eu tive uma época uma moto mais de terra, assim. Depois eu troquei para uma mais de asfalto. Gosto das duas. Talvez um dia eu tenha duas. Hoje em dia eu só tenho uma. Então eu tenho que escolher uma coisa ou outra. Mas é isso. Eu acho que eu gasto dinheiro com...

Com moto, cara. Coisa de moto. Caso de jaqueta, capacetes, acessórios assim também. Eu sou meio pão duro, então não gasto tanto dinheiro assim, tá? Se for pra gastar, eu gasto com moto. Eu tô louco pra trocar de moto. Tem uma Kawasaki novinha, chegou em 10 mil quilômetros aí. Puta, é da hora que seus alunos devem gostar. Pô, chega o professor na faculdade com a motona, da hora, pô.

fácil demais. Pô, professor, obrigado pelo seu tempo aí, foi um papo super gostoso aí te reencontrar também, né, de certa forma aqui, conversar com o senhor e tirar algumas dúvidas, tenho certeza que a galera gostou bastante, obrigado demais, foi muito bom. Isso aí, Caetano, Gustavo Caetano, né? É, né.

Eu que agradeço, foi legal participar. Espero que o pessoal goste também do bate-papo. Top demais. Papinho tech. Papinho, bateu um papinho. Valeu, professor. É isso aí, galera. Esse foi mais um episódio do Papinho Tech. Espero que você tenha gostado. Valeu. E até a próxima.

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