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STBM Introdução ao NT I #07 | 3ª aula parte a 05.05.2026

06 de maio de 20261h5min
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Aula publicada no dia 05.05.2026 por Raimundo Alcântara Menezes | Nossos podcasters nos links: https://podcasters.spotify.com/pod/show/missionariaseminario https://podcasters.spotify.com/pod/show/raimundoalcantaramenezes | Assista em nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/raimundoalcantaramenezes | Nos acompanhe nas redes sociais: Instagram: https://⁠⁠⁠www.instagram.com/raimundoalcantaramenezes Facebook: https://www.facebook.com/raimundoalcantaramenezes ⁠⁠⁠Twitter: https://www.twitter.com/raimundoameneze Site: https://www.missionaria.org | Maiores informações nos e-mails: raimundoalcantaramenezes@missionaria.org ou seminario@missionaria.org | Seminário Teológico Batista MISSIONÁRIA (STBM) nossa escola de teologia patrocinada pela Igreja Batista MISSIONÁRIA em Ferraz de Vasconcelos | SP | Livros textos indicados nessa matéria: 1) https://amzn.to/4vGCWcR Panorama do novo testamento por Robert H. Gundry; 2) https://amzn.to/4cqhJMz O período interbíblico: 400 Anos de silêncio profético por Enéas Tognini; 3) https://amzn.to/42jT8Dc Janelas Para O Novo Testamento por Enéas Tognini e João Marquem Bentes; 4) https://amzn.to/4sRxqBu Merece confiança o novo testamento? por F. F. Bruce

Assuntos8
  • Celebrações religiosas e culturaisFesta das Luzes · Comemoração da purificação do templo · Instituída por Judas Macabeus · Jesus participando da festa · Paralelo com Jesus como a Luz do Mundo
  • Livros de MacabeusLivro histórico, não canônico para protestantes · Livro deuterocanônico para catolicismo · Concílio de Trento e Contra-Reforma · Livros apócrifos
  • Período InterbíblicoContexto do Novo Testamento · Criação dos Saduceus e Fariseus · Ímpeto dos Zelotes e Evolucionários · Desdobramento da cultura grega · Domínio romano
  • Presença e Governo de DeusPeríodo de silêncio profético · Inatividade divina · Deus trabalhando na história · Advento de Deus na história
  • Tribo de Levi e Ministério PastoralSeparação por Deus com Moisés · Profecia sobre Levi como pastor de Israel · Perda de herança e terra · Mistura com outras tribos (Simeão) · Arão e o Bezerro de Ouro
  • Império Romano e HelenismoDesdobramento da cultura grega na Palestina · Domínio romano
  • Estudo Bíblico EfésiosDeus é maior que a Bíblia · Bíblia como livro de fé, regra e prática · Deus escrevendo na história
  • Poder e Linguagem na História Antiga
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Vamos lá, meus irmãos, vamos lá, minhas irmãs, começando aqui nossa terceira aula de introdução ao Novo Testamento 1. Já oramos como é costume, mais uma vez, boa noite, graças e paz. Boa noite, graças e paz. Boa noite, graças e paz. Boa noite, graças e paz. Boa noite, graças e paz.

Estamos aqui hoje na nossa terceira aula, ainda trabalhando dentro do período interbíblico.

E hoje nós estaremos fazendo uma ponte bem interessante, bem interessante nessa fase, que é o período interbíblico. E eu não tenho dúvida que a gente vai aprender muita coisa, vai entender muita coisa, principalmente sobre o contexto do Novo Testamento. Com a aula de hoje, muitas coisas vão ficar claras para nós.

a criação dos saduceus, dos fariseus. A gente vai compreender um pouco aquele ímpeto dos elotes, dos evolucionários.

E a gente vai entender um pouco o desdobramento da cultura grega com relação ao Império Romano e toda essa versão dos judeus com relação tanto ao helenismo, que é a cultura grega, quanto também ao domínio romano. Vai ficar muito claro. E como pano de fundo, nós estaremos estudando um livro histórico.

que é o livro de Macabeus, primeira Macabeus e segunda Macabeus. Então hoje, a pauta da nossa aula de hoje será a história dos Macabeus, estaremos também falando um pouco sobre o Império Romano, depois falaremos sobre a sociedade judaica e as instituições judaicas. Espero que dê tempo para a gente fazer esse apanhadão hoje.

Então, hoje vai ser muito interessante, porque vai esclarecer esse assunto e os ocorridos durante essas revoltas, chamadas revoltas dos macabeus. De antemão, já esclarecendo para nós, o livro de macabeus é um livro histórico, não é um livro canônico, mas para o catolicismo é um livro canônico.

que foi colocado na Bíblia, esse texto, como um livro deuterocanônico, eles até chamam assim, no concílio de Trento, naquilo que conhecemos como contra-reforma. E vai ficar claro por que eles colocaram esse livro, com outros livros também, pelos quais nós chamamos de livros apócrifos, ou seja, livros não inspirados, não fazem parte do cano.

Podem ver que nós estamos aqui na nossa terceira aula e ainda nem entramos no Novo Testamento, propriamente dito. Porque esse período de 400 anos tem muita coisa. Muita água passou aí debaixo dessa ponte. E a gente está aqui agora examinando. Na segunda aula nós trabalhamos bastante sobre o Império Assírio, Império Babilônico, Império Medo-Persa e finalizamos ali no Império Grego.

E agora nós estaremos falando dessa helenização, ou seja, do desdobrar do que aconteceu da cultura grega ali, principalmente na Palestina. E vai ser muito legal, vai ser muito abençoador. Tá bom? Como é costume, quero lembrar a todos que as nossas aulas são gravadas, para que vocês possam reutilizar esse material depois.

Gravamos também, porque esse material fará parte do currículo dos alunos em EAD, assim como vocês podem continuar estudando sobre esse material, nós utilizaremos nas turmas em EAD. E gravamos também para abençoar o maior número de pessoas. Irmãos, obreiros, seminaristas, pastores, missionários, onde quer que essas aulas cheguem. E o nosso desejo é que, inclusive...

Vidas sejam salvas ao se esbarrarem com a palavra de Deus e com a pessoa gloriosa de Jesus. Tá bom? Quem quiser saber mais sobre os nossos seminários, sobre o curso em IAD, entre em contato nas descrições desse vídeo, que aqui tem os nossos e-mails, ou me chame mandando um direct no Instagram. Tá bom?

E também, quem não nos segue, siga-nos nas nossas redes sociais, principalmente aqui no meu canal do YouTube e do Spotify. Se você estiver ouvindo essas aulas em qualquer plataforma de podcast, você pode assistir essas aulas na minha página do YouTube.

ou também em Aulas de Teologia, que também é uma página minha, do Spotify. As outras plataformas, Apple, Amazon e tantos outros podcasts, chegam apenas em áudio. Inclusive no YouTube também, algumas coisas em podcast chegam em áudio, tá bom? Então vamos lá, meus irmãos. Vamos lá. Quero ler um texto bíblico que está em João 10, capítulo de número 22, capítulo 10, versículo 22, 23.

Eu estarei compartilhando aqui com vocês também na minha Bíblia digital, mas eu peço que algum irmão ou irmã com a sua Bíblia aí abra em João capítulo de número 10, versículo de número 22 e 23, tá bom? É um texto que fala sobre a festa das luzes. Lembram que Jesus vai a Jerusalém em uma dessas festas? Lembram disso?

Então, olha só, o mestre foi nessa festa. O mestre não falou nada contrário a essa festa. Logo, o que entendemos? Que o mestre celebrava, juntamente com seus discípulos, sobre isso. Sobre os acontecimentos. Então, olha só, João capítulo 10, versículo 22. Qualquer Bíblia, de qualquer versão, leia para nós, por gentileza, um irmão ou irmã.

10, 22, 23. Vou ler, pastor. Por favor. A versão da irmã é qual versão? Sociedade Bíblica Almeida. Joia. Almeida, sim. Corrigida, né? No caso, é da um... A Festa da Dedicação, né? Tem o título. Ótimo. A Festa da Dedicação, né? Isso.

É o versículo 22. E em Jerusalém havia a festa da dedicação e era inverno. E Jesus passeava no templo, no alpendre de Salomão. Rodeavam-no, pois, os judeus, e disseram-lhe, Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente. Até qual versículo?

Até aí. Até aí não tem problema. Era o 22 e o 23, mas não tem problema. Percebam que Jesus estava em Jerusalém, no templo. Leia de novo para nós, irmã, o versículo 22. E em Jerusalém havia a festa da dedicação e era inverno.

E Jesus passeava no templo, no alpendre de Salomão. Olha, então, a palavra dedicação, pode ver, é um termo bem curioso, né? É a qualidade de quem se dedica, é uma abnegação, é um devotamento, é um afeto externo.

E no grego, festa da consagração. E aqui na Bíblia de Strong está assim. Em particular, a festa anual da celebração durante oito dias, comemorando em 25 de...

metade do nosso dezembro, instituída por Judas Macabeus no ano de 164 a.C., em memória da purificação do templo da profanação de Antioquo Epifânios. Logo depois que Strong faz a tradução da palavra, né?

que seria a palavra dedicação no grego, vem essa explicação. Festa da dedicação, festa da consagração, lembrando aqui a todos nós aquilo que era a festa chamada depois de Hanukkah. A palavra dedicação em hebraico é Hanukkah.

que ocorria nessas datas, era uma festa de oito dias, em que, de fato, se acendiam, ou até hoje acendem, em cada dia da Merorah, eles vão acendendo as lâmpadas de uma vez por dia. Então, hoje a gente vai estar trabalhando sobre essa festa.

o ocorrido dessa festa, e percebam, Jesus estava literalmente aqui, junto com os apóstolos nessa festa, que era a festa de Hanukkah. Geralmente ela era no inverno, e também ela era uma festa que reunia todos os judeus. Por quê? Porque um episódio muito curioso acontece aqui nos dias dos Macabeus.

Então, é um dia em que eles celebram uma luz milagrosa do azeite no tempo. Então, Jesus, agora, nessa festa, ele participa da festa, e quando o apóstolo João escreve sobre essa festa, que é a festa chamada também das luzes do milagre que aconteceu em Hanukkah, agora o próprio João...

está trabalhando, fazendo um paralelo, mostrando aos judeus que quem é o grande Hanukkah? Jesus. Ele é a grande luz do mundo. Ele é aquele que é a luz que resplandece nas trevas. E o próprio Jesus também usava desses termos.

como um fator de auto-identificação. Eu sou a luz do mundo, dizia Jesus. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. Percebam que agora o evangelista está usando um acontecimento histórico.

para mostrar que Jesus é a grande festa da dedicação, da consagração, é o grande advento do Hanukkah, ou seja, ele é a luz dos homens, ele é a luz da nossa vida, é a luz que resplandece sobre todas as trevas e que aquele que realmente o segue não andará jamais em trevas.

Então eu deixo esse texto aqui para vocês e queria inclusive fechar esse breve período, que eu gosto sempre de ler um texto bíblico, dizendo, como que nós devemos enxergar a festa do Hanukkah, irmãos, a festa das luzes? Com a mesma ótica de Jesus. Jesus não disse que essa festa era uma festa errada. Aí eu pergunto para vocês, olha que curioso.

Onde está no Velho Testamento a festa das luzes? Onde está? Tem algum episódio na Torá, nos livros históricos, nos livros poéticos, sapienciais, proféticos, falando sobre a festa das luzes? Não, só tem do Tabernáculo, né?

Sim, tem do tabernáculo, tem a Páscoa, tem Pentecostes. Mas e tem a festa da dedicação? Tem a festa das luzes? Reconsagração do templo? Tem. E por que o Senhor, vamos dizer assim, ele permitiu essa festa? Vamos lá, vamos gastar um minuto aqui. Por que ele permitiu essa festa, se não está no Velho Testamento?

Porque ela se cumpre em Jesus? Porque ela se cumpre em Jesus? Se cumpre em Jesus, tudo bem. Mas vamos pensar assim, Beatriz. Ele não poderia dizer para os judeus, olha, não está na lei de Moisés, então não deve ser feito isso daqui.

Ele não poderia ter feito isso? Poderia. Perceba que aqui, eu vou passar para a Miriam, que ela levantou a mão. Aqui é bem curioso. A gente aprende que Deus está trabalhando na história. Lembra que eu mencionei que eram 400 anos de silêncio profético, mas que não significa inatividade divina?

Lembra? Ou seja, é um período de 400 anos de silêncio profético. Em outras palavras, a profecia como algo normativo, Deus não quis se revelar dessa forma. Mas isso não significa que Deus não quis trabalhar na história. Deus não estava permitindo as coisas sobre o seu povo. E aqui nós vemos um advento de Deus na história.

E já que vemos o advento de Deus na história, nenhum problema de celebrarmos a Deus da mesma forma, compreendendo que ele atuou na história. Tá bom? Então pergunta, Miriam, depois o Diego. Aqui não era a reedificação do templo? Exato, foi uma reconsagração.

Antes de Cristo, 165 antes de Cristo. Isso, exatamente. Então percebam, o templo tinha sido profanado e aqui houve uma, vamos dizer assim, uma reconsagração. E ali o templo foi purificado. Isso era motivo para celebrar ou não?

Sim, claro. Se o templo foi profanado, se a obra de Deus foi aviltada, se houve um episódio em que o povo de Deus voltou a adorar a Deus. Ora, então é um motivo de celebração. Lembra nos dias dos reis Josias e também dos reis Ezequias? Em que eles restauram a obra de Deus, as festas, trazem o povo de novo? Foi um momento de júbilo ou não?

Foi. Qual o problema? Nenhum problema. Então percebam, é aquilo que eu falei, não temos uma profecia direta, mas temos acontecimentos na história. Estão entendendo? Estão entendendo? Então, faz a pergunta, Diego, agora, por favor. Não, pastor, você só falou o que eu ia falar, porque no caso do Cristo, ele não falou nada, ele permite a festa, mesmo não falando no Novo Testamento.

porque essa festa da luz foi em comemoração depois que os macabeus venceram os filhos enemistas.

Então como ele estava comigo... Hoje eu peguei de propósito esse texto, porque quando nós lemos apenas que Jesus estava na festa das luzes, e quando a gente começa a pegar realmente, desde o capítulo 7, que fala que na festa das cabanas, e depois vem ali Jesus ensinando para todos os líderes judeus, o capítulo de número...

Jesus se revela como o grande eu sou. Depois temos mais outros episódios, que é a cura do cego de inocência, no capítulo de número 9. E agora no capítulo número 10, Jesus se revela como o grande pastor. E ele vem de uma forma maravilhosa. Ele está participando dessa festa, que é a festa da dedicação. E ali ele ensina aos judeus.

Percebam que o evangelista João, João o apóstolo, quando ele está escrevendo, ele está mostrando, olha, aqui está aquele que é o verdadeiro eu sou. O eterno encarnou. Ele é a grande luz. Ele é a grande consagração. Ele é o cumprimento de tudo. E logo no capítulo 11 de João vem quem? A história de Lázaro.

A morte de Lázaro e a ressurreição de Lázaro. Olha que fantástico. Mostrando que Jesus é o Senhor da vida. É o Senhor dos mortos. Ele ressuscita. Então percebam que o texto de João está todo num contexto maravilhoso, mostrando Jesus divino. E por que isso era importante? Porque aqueles judeus, nesses dias, em menos de 200 anos, tinham acontecido muitas coisas importantes em Israel.

como você mencionou, Diego, que foi quando os Macabeus vencem os Seleucidas e ali reconsagram o templo. Então, ali foi uma grande conquista.

Então eu fiz questão mesmo de ler esse texto e até citar aonde está a festa das luzes no Velho Testamento. E eu gostaria agora de parafrasear que a festa de Hanukkah, a festa das luzes, está para o Novo Testamento, assim como o tanque de Bethesda está para o Novo Testamento. No tanque de Bethesda, Deus não permitia com que o anjo sacudisse as águas?

Jesus censura isso, dizendo que é o demônio que sacode as águas? Não. Por que não? Porque Deus está o tempo todo na Bíblia e se revela por nós na Bíblia, mas em alguns momentos ele faz algo na história.

na história do seu povo, na história dos que não são povo, podem ver lá em Nínive com Jonas, depois na Babilônia com Nabucodonosor, na Babilônia ainda nos dias de Beltesazar, com Dário, depois com Ciro, a gente vê também com Açoeiro, com Estero, ou seja, Deus está trabalhando no seu povo e no mundo.

Interessante, né? Então, e agora, Deus estava de novo trabalhando aonde? No seu povo, deixando com que alguns acontecimentos marcassem sua história. Tá bom? Então, por exemplo, no tanque de Bethesda, mesmo que muitos ali no tanque de Bethesda poderiam ter uma visão vesga daquele tanque e pagã, mas, de fato, muitos judeus não viam assim. E o próprio Jesus vai e mostra quem é maior do que o tanque de Bethesda.

E cura lá aquele paralítico de mais de 30 anos em que ele era enfermo. E Jesus em nenhum momento disse, olha, esse tanque é do macabro, é do maligno. Em alguns episódios Jesus até falava mesmo, isso aqui não é de Deus, não é assim? Mas em outros episódios não. Então o que eu quero dizer com isso? Que existem certas coisas que não estão na Bíblia, mas estão nas entrelinhas da Bíblia. A festa de Hanukkah está nas entrelinhas.

Quer ver outra coisa que está nas entrelinhas, irmãos? Quando os magos saem do Oriente e vão até o rei dos judeus, que é Jesus. Onde está no Velho Testamento que algum grupo tinha que sair do Oriente até encontrar o rei dos judeus quando aparecesse o sinal de uma estrela? O que nós entendemos? Que algum servo de Deus foi usado em profecia para trazer uma palavra àquele povo que é só que os meus que envolvém só que os meus que envolvém só que os meus que envolvém que envolvém só que os meus que envolvém só que os meus que envolvém só que os meus que envolvém que envolvém só que os meus que envolvém só que envolvém só que envolvém só que envolvém só que

E aquela profecia não era para todas as pessoas, mas era para aquele povo. E quando chegou aquele advento, os magos saíram do Oriente, ficaram quase dois anos andando em direção a onde? Até encontrar Jesus. Ou seja, irmãos, a Bíblia revela Deus. Mas Deus é muito maior do que a Bíblia.

Para nós, a Bíblia é o nosso livro de fé, regra e prática. Pastor, e o que mais? Ela nos basta. Mas Deus está só na Bíblia? Não, meus irmãos, Deus é o dono de tudo. Ele é muito maior do que a Bíblia. Mas é por isso que a gente vai acreditar em todas as coisas que dizem? Não, ela nos basta. Ela é a nossa norma. Ela nos basta. Mas a gente não pode dizer que Deus não pode escrever algo na história ou pode fazer algo maravilhoso. Tá bom? Ficou claro?

Podem ver, não tem nenhum texto no Velho Testamento, mas houve um fato no Novo Testamento. Qual foi? Um contingente enorme de pessoas saiu de Jerusalém e foi até Israel para adorar a Jesus, ainda quando era um bebê. E o que acontece? Eles adoram a Jesus e ponto final. E eles encontram o rei dos judeus e aí que nem o problema.

Nenhum problema por isso. Não é isso que acontece? Interessante, não? Muitas vezes a gente tem essa mania, né, irmãos? De fechar tudo como se nós tivéssemos a última palavra sobre tudo e todos. Isso não é verdade, irmãos. Nós não temos uma palavra sobre tudo e nem mesmo sobre todos. Quem tem a última palavra sobre tudo e todos é Deus sempre. Nós somos servos.

Nós não sabemos de muita coisa. Então eu digo isso para vocês, para tranquilizar vocês, diante dessas verdades. Por que eu estou falando isso, irmãos? Porque muitas vezes a gente é muito pequeno com relação a esses critérios. A gente acaba se perdendo muito sobre essas questões, tá bom? E é bom que a gente aprenda que nós estamos a serviço de Deus e nunca o contrário, tá bom?

Porque tem vezes que a gente acaba achando que... A gente acaba achando que a gente é maior, né? Que a gente é melhor, né? E que a gente tem uma última palavra. E na realidade nós não temos, meus irmãos. Nós não temos a última palavra, tá bom? Tranquilo? Tudo bem? Querem fazer alguma pergunta? Pastor, os macabreus podem ter sido salvos?

Os macabeus? Claro, meu irmão. Eles eram judeus, né? Eles eram judeus. E assim, Diego, assim como eles erraram, nós erramos também, né, Diego? Podem ver, né? Temos ali pessoas extremamente piedosas. Hoje a gente vai fazer uma lição de casa aqui muito legal. E nessa lição de casa a gente vai ver, assim, o grau de piedade e de devoção de alguns deles. Entendeu?

Tá bom? Então, só o último detalhe, meus irmãos, olha que interessante. Quando nós lemos o texto bíblico sobre os levitas, que eles foram separados por Deus, ali com Moisés, pode ver que Arão, Moisés e Miriam, o que eles eram? Eles eram levitas, isso é um fato. Está lá no texto, não está? Aí eu pergunto para vocês, aonde está a profecia?

em que Deus separa a tribo de Levi para o ministério pastoral. Onde está a profecia? Você, Levi, será um pastor de Israel. Não tem, Paulo. Nós temos Moisés depois, apenas afirmando...

Que a tribo de Levi seriam os pastores de Israel, por isso não teriam o quê? Nem descendência, nem terra, não é isso? E a terra seria uma terra que foi distribuída entre os seus irmãos, porque eles seriam os pastores. Mas aonde nasce essa profecia de que Levi seria o pastor de Israel? Ué, mas não está nem nos escritos de Moisés? Onde está?

A gente nota que essa profecia acontece entre os próprios judeus durante aquele período em que eles vão para o Egito, com José e Jacó. Eles se estabelecem no Egito, e ali no Egito, pode ver, eles vão com suas famílias, mais de 70, por volta de 75, e lá se estabelecem. E a tribo de Levi se torna protagonista entre o quê?

entre os demais irmãos se tornando o quê? Pastores de Israel. São várias gerações, alguns séculos, que eles ficam lá no Egito. E quando a gente vê Moisés nascendo, ele já nasce numa família pastoral.

A mãe de Moisés pode ver que dá até mesmo, segundo alguns registros de Filo e do próprio José, vestes sacerdotais. No filme Charleston... Esqueci o nome. Esqueci o nome do autor de Hollywood, que fez o grande Os Dez Mandamentos. Me ajudem a lembrar. É alguma coisa Charleston, alguma coisa assim.

Ele até traça essa linha, que eles já eram de uma família pastoral. Eu te pergunto, mas onde estava essa profecia em Abraão, em Isaac e Jacó? A gente tem a bênção de Jacó.

Mas percebam que ali, no nascimento de Moisés, naquele período, aquela tribo já era a tribo pastoral. Temos Miriam, temos Arão e temos Moisés, três levitas, que são os três líderes daquele povo. Mas onde está essa profecia? Aconteceu em algum período, alguma coisa, não sabemos como, Deus separa a tribo de Levi de forma maravilhosa. E eu deduzo, tá, meus irmãos? Aqui é uma opinião minha.

Assim como a tribo de Levi se perdeu entre os seus irmãos, porque a gente pode ver que é isso que acontece, nós temos uma outra tribo de Israel que é a tribo de Simeão, que depois eles se misturam com a tribo de Judá e Benjamim. Mas eu deduzo que também, em virtude até mesmo daquela sentença de Deus a Simeão, por causa do que ele praticou,

nós entendemos que muitos irmãos, muitos simeonitas, eles se misturaram entre a tribo dos judeus, dos benjamitas, e eu deduzo que deve ter se misturado entre os levitas.

Um dia, quem sabe, fazendo aqui os estudos de mapeamento genético, possivelmente vai ter alguns hiatos entre a linhagem de Levi...

E de repente vão chegar ali... Vou explicar. Vou explicar. Hoje dá para a gente descobrir qual é a nossa linhagem, não é? Pelo mapeamento genético. Então eu deduzo, quando os estudos sobre isso estiverem muito mais apurados, que pegarem, por exemplo, muitos levitas, eles vão chegar até os levitas dos dias de Moisés. Mas entre os dias de Moisés...

e até Levi, o filho de Jacó, vai ter um hiato, porque possivelmente serão simeonitas. Entenderam? Porque os simeonitas se misturam entre os descendentes de Judá e de Benjamim. Interessante, não é? Fica aqui uma observação, só por... Eu estou comentando mais para destacar que alguns fatos acontecem e Deus não deixa um registro como profecia. Acontece na história, tá bom?

Só uma pergunta aqui. Oi? Só uma pergunta aqui. Pode falar. No caso, a profecia, ela foi antes de Moisés? Porque o que me vem na memória é o quê? Esse é o ponto. Porque o que me vem na memória é o quê?

que quando Jacó vai abençoar os filhos dele lá, Levi não recebe uma promessa, foi uma palavra meio dura. E aí quando tem o bezerro de ouro lá, os únicos que foram a favor de Moisés para matar o pessoal que tinha se rebelado ao bezerro de ouro foi a tribo de Levi. Aí para mim era nessa parte aí que...

a sentença deles mudava. Repete essa última parte, que eu não entendi, fico baixo. Na questão do... Quando eles ficaram do lado de... Do lado de Moisés, porque o povo tinha feito bezerro de ouro. Sim. Então, pra mim, foi nessa parte que a sorte deles tinha mudado, porque eles não tinham herança, não tinham nada, né? Mas então, Arão não vai adorar o bezerro de ouro? Arão era levita.

Que detalhe, Arão ali é perdoado. Por quê? É só porque era o irmão? Não, porque ele se arrependeu. Perceba, Diego, aquela ideia que nós temos, fatalística, de que pecou, joga pedra, enforca, mata, não.

Deus dava chance de arrependimento. O Arão é a grande prova disso. Ele era um levita, ele era um pastor de Israel. E ali ele foi um dos que foi construir o Bezerro de Ouro. Quando eu mencionei há pouco sobre Simeão e Levi, lembram que temos o caso lá dos Siquemitas? Quando os dois filhos de Jacó matam os filhos de Siquem?

Então é naquele episódio. Quem encabeça aquilo é Simeão e Levi. E na bênção que Jacó vai dar, pode ver que Jacó é duro com Simeão e com Levi. Então eu acredito aqui que Deus permitiu tudo isso para mostrar mais ou menos assim. Assim como vocês erraram, mas vocês podem acertar. E a tribo de Levi escolheu o pastorado. Porque um dia eu aviutei a minha linhagem.

e outros povos. E hoje eu serei benção para a minha linhagem e para outros povos. E eu acredito que os simionitas entram aqui, junto com os levitas, porque eles se perdem entre os judeus, a tribo de Judá, Benjamim, e deduzo eu, tá, meus irmãos? Isso quem vai dizer depois é no futuro, lá no céu, ou quem sabe, o mapeamento genético. Mas olha, hoje não é isso. O que eu quis dizer era a festa das luzes. A gente deu essa voltuna toda para mostrar o seguinte, Jesus não sentenciou eles.

Porque lembram daquilo que eu disse? O fato de Deus não ter levantado um profeta no período interbíblico não significa inoperância, tá bom? Então, jóia, tudo bem até aí? Tranquilo? Mais alguma pergunta?

Então vamos lá, meus irmãos, vamos aqui. Eu estou assim bem empolgado, porque a gente tem bastante material, material muito legal, que eu separei aqui para vocês. Eu já mandei no grupo para vocês, e eu quero mostrar agora aqui. Então vou compartilhar com vocês a história dos macabeus. Ah, inclusive deixa eu fazer um último comentário aqui, rapidinho.

Por que nós vamos nos aprofundar nesse livro? Por quê? Porque é um livro histórico e porque há uma importância muito grande nele no Novo Testamento.

com os ocorridos, como agora a gente acabou de mencionar, Festa das Luzes, Festa de Hanukkah, também haverá uma grande compreensão sobre o desdobramento deles no Novo Testamento. É por isso. Então vai ser muito legal e eu espero contribuir bastante aqui com vocês. Mais alguma pergunta? Não? Tomé? Está me ouvindo bem, Tomé? Seja bem-vindo, meu irmão.

Então vamos lá, meus irmãos, vamos lá. Estou ouvindo sim, pastor. Tá, então beleza. Então vamos lá. Faça as honras aqui para nós, Tomé, por gentileza. Macabeus, heroísmo, estratégia e fé. A épica luta pela independência da Judéia contra o Império Seleu-Cilê.

Joia. Deixa eu só fazer um comentário aqui, irmãos. No material que o nosso querido pastor Jair nos encaminhou, ele tem bastante coisa super interessante. Está aqui, deixa eu até compartilhar aqui para vocês rapidamente. Período do Macabeu, já passei para vocês.

Olha, temos aqui livretos, tá bom? Inclusive, nós temos aqui também um slide, que hoje eu vou estar passando aqui com vocês, tá? Então, o slide do professor, conforme for, a gente ainda lê em classe hoje. Mas como... Aqui, ó, período Macabeu, tá vendo?

Então eu quero mostrar aqui para vocês também o material, a gente deve estar usando aqui esse material. Aqui seria o candelabro de nove astes, pode ver.

que inclusive é muito usado durante esse dia, que é a festa das luzes, eles vão acendendo uma de cada haste por dia, no caso aqui é o candelabro de nove, mas geralmente os candelabros têm sete hastes. Então vamos lá, vamos voltar aqui para o material.

que é o material que eu montei para vocês. Esse material é baseado no livro de 1ª Macabeus e 2ª Macabeus. Eu vou tentar ir um pouco rápido, são muitas informações. Então, tudo bem até aí? Você leu aqui embaixo, não é, Tomé? Sim. Tá jóia. Então, vamos lá. Leia para nós, Tomé, por gentileza. Onde se encontra este livro? Bíblia Protestante Hebraica.

e Bíblia Católica Ortodoxa, Septuaginta, 1ª Macabeus. Olha que interessante aqui, essa informação, eu já disse no início, para nós, esse texto não é um livro do cânon, ou seja, não é um livro canônico, mas para nós é um livro histórico.

É um livro importante, que vai registrar a história. E esse livro, tanto o primeiro Amacabeus quanto o segundo Amacabeus, está na Bíblia Católica, no Catolicismo Romano e no Catolicismo Ortodoxo, e na Bíblia Septuaginta. E vocês vão entender bem, inclusive, o porquê ele está na Septuaginta. Tá bom? Então, autoria. Por favor, Tomé. É escrito por um judeu devoto e anônimo, profundamente informado sobre táticas militares, geografia e política.

Estilo, narrativa factual e cronológica semelhante aos livros de reis e crônicas, registrando batalhas, alianças e decretos com precisão histórica, século I a.C.

Agora, olha que interessante, meus irmãos. Deixa eu fazer um comentário para vocês. Se vocês abrirem a Bíblia de vocês, a Bíblia católica, por exemplo, eu tenho aqui a Bíblia de Jerusalém. Eu tenho a Bíblia de Jerusalém. E dentro da Bíblia de Jerusalém, como eu tenho também a Bíblia ecumênica, quando você pega essas Bíblias, por exemplo, e você abre lá em 1ª Macabeus e 2ª Macabeus, 1ª Macabeus tem 16 capítulos.

Aí você fala, ah, pastor, não é um livro grande. O problema é que cada capítulo tem muitos versículos. Então, no capítulo 1 tem 64 versículos, no capítulo 2, 70 versículos, capítulo 3, 60 versículos, ou seja, é um livro grande.

Porque quando nós somamos todos esses versículos, então, assim, acaba sendo como se fosse um profeta Isaías. Mais ou menos isso. Tá bom? Isso é em 1ª Macabeus. E 2ª Macabeus? Acontece quase a mesma coisa, só que um pouquinho menor. Tem 15 capítulos, só que tem por volta ali, sempre de 40 versículos cada...

Cada capítulo. E, como eu disse para vocês, irmãos, quem lê Primeira Macabeus e Segunda Macabeus, nessa matéria, eu dou pontos extras, tá? Por causa que é uma leitura muito rica, tá bom? No que se diz respeito ao contexto histórico, tá? Então vamos lá. Continuando aqui. Raiz do conflito, um império dividido. Lembram que Alexandre o Grande teve uma morte prematura.

Logo depois que ele conquista o Império Medo-Persa, ele vem a morrer. A morte de Alexandre, logo depois que ele é empossado como rei, ele reina por volta de 12 anos. Nos seus cinco a seis primeiros anos, são as grandes conquistas dele, inclusive ele conquistando o Império Medo-Persa. Mas ele continua conquistando ali as outras regiões e ele não para. E ele tem uma morte prematura.

Então leia para nós, Tomé, por gentileza. A origem. Alexandre o Grande derrota os persas e expande a Grécia. Ao morrer após 12 anos de reinado, o império é dividido. A raiz do pecado. No ano 137 do domínio grego, surge Antíoco IV Epifânio, rei do império Seleucida. A agenda. Criar um único povo forçando os judeus a abandonar suas leis.

suspender holocaustos e adotar os costumes pagãos. Na realidade, essa data é outra, tá, irmãos? Saiu errado aqui. É no ano 167, tá? 167. Então, reconsiderem algumas datas, quando aparecer aqui a gente vai corrigindo, tá bom? Então, o grande episódio aqui do livro de Macabeus é a história que desencadeia, principalmente, na revolta dessa família contra os Seleucidas.

Agora, olha só que interessante, irmãos. O povo de Deus nesse contexto, a gente está falando aqui, meus irmãos, do ano, podem ver.

do ano 180 até o ano 160 a.C. É por volta disso. O que acontece, irmãos? Israel ficou literalmente entre dois rengos. No Egito, dominavam os pitolomeus.

Na Síria e aqui em toda a região, principalmente na Mesopotâmia, liderava os Seleucidas. Quem eram eles? Eram os dois generais que receberam o seu quinhão logo depois da morte de Alexandre. O Império de Alexandre foi dividido em quatro.

partes, essas partes ficando uma cada delas com um dos seus generais. Mas Israel ficou aqui no meio, literalmente, como uma passagem, um tabuleiro. Então havia uma tensão extrema entre os ptolomeus do Egito e os selêucidas dos Norte. Por quê? Vocês têm que lembrar que logo depois da morte de Alexandre, o Grande, o mundo foi helenizado.

Inclusive, domingo passado eu preguei uma mensagem, inclusive eu usei esse episódio. Quem quiser assista a mensagem que eu preguei domingo. Etioco Epifânio pratica um sacrilégio, uma abominação. Ele levanta um altar pagão sobre o altar.

no templo, no altar sagrado, e ali dedica os sacrifícios a outros deuses e sacrifica um porco. Mas isso não foi do dia para a noite, meus irmãos. A helenização, ou seja, a cultura grega, veio sendo enraizada no meio do povo de Deus em cada geração.

Por quê? Porque era um novo momento naquela civilização de cultura, de conhecimento, de economia, de riqueza. Ou seja, os judeus piedosos, num primeiro momento, quando Alexandre vai a Jerusalém, inclusive eu contei essa história, que é registrada tanto no Talmud quanto também na história de Flávio José, na história dos hebreus.

Comenta-se que Alexandre, enquanto ele fazia uma investida numa cidade de tiro, ele pede ajuda dos judeus. Mas os judeus tinham dito que continuariam sendo fiéis a Dário. Então eles não ajudam.

Logo depois da vitória de tiro, Alexandre e seus soldados descem para Jerusalém. Havia um diálogo que os próprios generais já queriam dividir os despojos do templo. E quando Alexandre está entrando em Jerusalém, as portas de Jerusalém estão abertas. E quem vai receber Alexandre não é o governante, mas é o sumo sacerdote.

E o sumo sacerdote vai com as roupas sacerdotais, principalmente com a estola sacerdotal e com a mitra, os chapéus. E Alexandre, quando vê aquela imagem, ele se lembra de um sonho que ele teve quando era criança.

Naquele sonho ele literalmente recebia ali mensagens daquele ser, que era uma pessoa vestida com aquela mesma estola, dizendo que ele seria um grande conquistador. Então quando Alexandre vê aquela cena, os portões de Jerusalém abertos, o povo de forma pacífica, e ali vindo falar com ele o sumo sacerdote, Alexandre tem a lembrança de tudo isso e ele se prostra.

E depois, inclusive, seus generais questionam ele, como você foi se prostrar a um sumo sacerdote judeu? E aí ele conta toda a história. Então, num primeiro momento, Alexandre, inclusive, ele entra em Jerusalém, Jerusalém é tratado com respeito, não é saqueado, Jerusalém, inclusive, muitos judeus que nascem em Jerusalém durante aquele período, o nome deles é Alexandre.

por causa que é uma reverência de... Uma reverência não, uma forma de dar gratidão a Alexandre pela preservação. Então o que acontece? Alexandre continua fazendo as suas investidas, as suas conquistas. Então, num primeiro momento, o judeu foi muito bem tratado. Olha só que interessante. Quando ele está ali batalhando contra tiro, os samaritanos enviam ajuda.

Então, quando agora Alexandre está descendo para Jerusalém, possivelmente, dizem alguns textos, que os samaritanos pensavam assim, agora Alexandre vai deixar a gente também saquear o templo com ele.

Lembra os samaritanos, inimigos dos judeus? Ou seja, eles já tinham construído o seu templo, lá no Monte Gerezin, e agora queriam destruir também os judeus. Mas Alexandre não faz isso. Alexandre trata tão bem os samaritanos, porque deram ajuda, e trata muito melhor ainda os judeus, porque, de fato, ele entendeu que os judeus seguiam a Deus. Inclusive, Alexandre também faz sacrifícios ao deus Israel.

Olha que interessante, irmãos. Bom, se isso foi uma estratagema política, uma tática de persuasão, nós não sabemos, uma coisa é fato. Os judeus foram preservados e o templo foi preservado. Não tinha sentido nenhum de um conquistador fazer isso, mas Alexandre fez. Então, o que a história registra? Que durante vários séculos, os judeus e os gregos viviam em harmonia.

Esses ptolomeus e esses selêucidas viviam em harmonia com os judeus. Tanto é que a versão da septuaginta é feita por um desses governantes ptolomeus, que era um amigo dos judeus, tá bom? Só que, querendo ou não, meus irmãos, a história não é estática, ela vai acontecendo. E o que acontece nas outras gerações? A cultura grega está sendo dominante.

E os judeus continuavam sendo irredutíveis, pelo menos grande parte deles. Mas vocês percebam uma coisa, nem todos os judeus se mantinham assim. Muitos judeus já tinham sido helenizados, ou seja, já tinham admitido a cultura grega, a riqueza grega, os costumes gregos, os deuses gregos, e eles queriam viver essa fé misturada. Está entendendo?

Então é nesse episódio agora que, de fato, alguns reis de Ptolomeu se levantam contra os judeus e agora, quando os selêucidas dominam essa região da Palestina, eles agora querem que os judeus aceitem o costume e a fé grega na marra.

Porque, querendo ou não, meus irmãos, vocês têm que lembrar de uma questão muito simples. Quando você unifica o povo, você unifica as suas conquistas geopolíticas. Quando você tem um povo que tem fés diferentes, querendo ou não, você acaba fragmentando. Então, antigo, o Epifânio IV, ele pensava dessa forma. Ele estava tendo várias dificuldades políticas, várias dificuldades financeiras, e eles...

E ele queria, de uma forma militar, dominar sobre toda aquela região, tendo ali coesão, diferente de Alexandre, algumas décadas atrás e séculos atrás. Está entendendo?

Então, querendo ou não, ele queria um exército tonificado. Hoje nós chamamos no mercado, a gente chama de market share, né? O Diego que trabalha na Coca-Cola sabe disso, né Diego? O que é o market share? É o que uma empresa domina do mercado. Uma empresa, quando ela perde mercado, ela perde projeção do seu futuro.

Ou seja, ganhar mercado resulta em ganhar mais receita, mais cliente, mais fidelidade. Ou seja, na antiguidade, irmãos, era um grande maktchah. Você ser um governante que agora domina sobre um povo, você quer que eles falem a mesma linguagem.

Só que o que acontece? Aquilo que outrora era pacífico, agora já com Antioquo e Epifânio não foi mais. Mas de contrapartida, muitos judeus já estavam se enveredando para a cultura helênica, inclusive sacerdotes. Então, no primeiro livro de Macabeus, a gente vai ver, o livro narra os fatos, propriamente dito. Em segunda Macabeus, a gente vai ver a questão mais espiritual.

Os sacerdotes corruptos, os motivos entranhados. Então, esses dois livros históricos, eles trazem bastante documentos sobre isso, tá bom? Tudo bem até aí? Então, leia para nós, Tomé. Por favor. Ameaça helenística. Ameaça helenística. Gipri. Aqui é ginásio, né? Ginásio.

O altar pagão e o porco sobre o altar. E aqui a fidelidade judaica, leia para nós, tomar. A Torá, circuncidação, né? Isso. E o... E o sábado, né? E o templo. Então percebam que os gregos, eles queriam...

Com o Antioquo Epifano, irmãos, chegou uma hora que ele viu que muitos judeus e alguns sacerdotes já estavam enveredados para as práticas gregas. E hoje, quando a gente vê aqui ginásio, né, irmãos? É algo até bom para nós. A gente precisa de academia, a gente precisa de ginásio, a gente precisa se mexer, não é? Porque a nossa vida moderna e pós-moderna é muito sedentária, né? É muito parada.

presa num lugar, pode ver, trabalho sentado, escritórios, etc. O que era o ginásio nesses dias, irmãos? O ginásio era um lugar onde, de fato, agredia muito a fé judia. Porque, só para vocês terem uma ideia, eles praticavam esportes nu. As mulheres casadas não poderiam assistir às Olimpíadas.

Nem todos os esportes eram feitos nus. Agora, vamos lá. Como que um sacerdote ia praticar esportes num ginásio nu? Sendo que, dentro da perspectiva judaica, ser reservado e ser contido fazia parte.

Aí eu pergunto para vocês, tinham sacerdotes que já tinham entrado aqui nos ginásios e estavam participando dos ginásios nesses dias? O que vocês acham? Acho que sim. E será que tinham sacerdotes apoiando a construção de ginásios? Sim.

Eles entraram na onda, né? Tipo, era uma coisa nova pra eles. Então, eles entraram nesse...

Nessa onda desse povo. O espírito do momento, né, Miriam? Sim, é que nem acontece nos dias de hoje, acho. Exatamente, a secularização e a mundanização. Foi a mesma coisa. Por isso que Antíoco Epifânio, quando ele constrói um altar pagão sobre o altar que era consagrado, no primeiro momento...

Foi uma aviltação contra os piedosos, mas contra os liberais, tudo bem, tem problema. A gente precisa se atualizar, né, irmãos? Estão entendendo? Foi isso que aconteceu. E aí, o que acontece? Como se não bastasse, Antioquia Epifânio foi lá e sacrificou o quê? Um porco.

Como se não bastasse também, Antíoco Epifânio começou a ordenar que os judeus comessem porco. Porque, afinal de contas, para os gregos isso era normal. Ou seja, aquilo que outrora era tolerável, agora já não mais.

Então, por exemplo, fazer a circuncisão dos filhos já tornou-se proibido. Guardar o sábado também tornou-se proibido. Só para vocês terem uma ideia, a gente vai ver já já, mas vou antecipar aqui. Mulheres piedosas que faziam sacrifício da circuncisão dos seus filhos foram mortos com os seus filhos depois pendurados no pescoço por causa desse ato.

Porque eles contrariaram a lei vigente de Antioquo e Epifânio. Então percebam como esse momento aqui, quando a gente fala assim, a revolta dos macabeus, a gente não sabe direito o que aconteceu. Mas é por isso que a gente está estudando aqui. Porque a revolta dos macabeus, aconteceram coisas, o livro já mostra um pouco, mas é bom quando a gente examina a história, tá bom? Então, leia para nós, tomei aqui o ápice da crise.

Antíocos saqueia Jerusalém, roupa o altar de ouro e o candelabro. Dá um ponto aqui, só para eu... A quantidade de ouro que ele saqueou em talentos, irmãos, foi uma quantidade tão alta que está registrada nos livros, eu fiz uma conta hoje. Dá o equivalente ao dinheiro moderno em dólar por volta de 3,6 bilhões de dólares. Hoje.

o montante de ouro e prata que ele saqueou do templo. É pouco dinheiro ou é muito dinheiro? É o equivalente às reservas de países hoje. Foi o que ele saqueia.

Lembra que eu falei que Antioquo estava em crise? Política, financeira, ele precisava agora arrumar motivos para pagar as suas contas e para unificar o seu exército. E ele viu que o povo judeu ficava sempre dividido com a sua fé em Deus. Então ele viu nisso uma oportunidade.

ou de helenizar aquele povo rebelde e também de conquistar. Se aquele povo não aceitasse, aquele povo se tornaria escravo. Logo, ele vendia aquele povo e capitalizava também sobre essa questão. Percebam que, olha o contexto geopolítico, o interesse totalmente diferente de Alexandre e o Grande. Estão entendendo? Olha o contexto. E aí acontece um episódio aqui. Leia para nós também. Massacre de judeus e incêndio da cidade.

Dia 15 de Casleu, ano 145, a abominação da desolação é erguida sobre o altar sagrado. Livros da lei são rasgados e queimados. Mães que circuncinam seus filhos são executadas. Percebam, olha quanta atrocidade, tá bom? E é nesse momento exatamente que vem a história, então, do grande motim, da grande ruptura.

E agora aqui temos na cidade de Modim, esse homem que é Matatias, que era um sacerdote piedoso, porque, irmãos, isso tudo estava acontecendo em Jerusalém. Então o povo acaba se dispersando. Então leia para nós, Tomé, por gentileza. O grito de Modim, ponto de ruptura. O teste, oficiais do rei exigem que Matatias que é que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que os que

um sacerdote influente, sacrifique aos ídolos em troca de ouro e estátulos. Ou seja, são enviados autoridades silêucidas para essa cidade de Modim. E aí tentam aqui corromper esse sacerdote.

e tentam ali dar em troca de ouro e prata, status, olha, faça isso que você vai ser beneficiado. Mas aí ele tem essa atitude, a recusa. Leia para nós, por gentileza, Tomé. Ainda que todas as nações obedeçam, eu, meus filhos e meus irmãos perseveraremos na aliança. Ou seja, Matatias não aceita. Ele tinha cinco filhos.

Ele era muito influente e ele disse, não, nós não vamos nos curvar ao que está acontecendo aqui no templo. No segundo livro de Macabeus vai ser muito legal porque a gente vai ver os sacerdotes corruptos.

que já estavam vendidos ao helenismo, que inclusive criam o ginásio, que inclusive favorecem a construção do altar sobre o altar sagrado, o altar pagão. Então percebam, Matatias não aceita nada disso, ele tem essa atitude de ruptura. E aqui, leia para nós, Tomé, por gentileza, três. A fagulha. Um judeu se aproxima para sacrificar ao ídolo...

Em justa cólera, Matatias mata o judeu, mata o oficial do rei e destrói o altar pagão. Ou seja, um judeu entre eles, querendo agradar essa turma.

vai ao altar pagão querendo sacrificar, Matatias tem essa revolta. Isso nos faz lembrar os filhos de Arão. Lembra que Arão tinha quatro filhos? Dois que acenderam fogo no altar e Deus os extermina, mas dois outros que Deus preserva e que depois eles continuam sendo piedosos em meio a...

todas as inclinações erradas do povo de Deus lá no deserto, a gente vê que Matatias tem esse mesmo ímpeto que aqueles dois filhos fiéis de Moisés, de Arão. Tá bom? E por último aqui, leia para nós também. O Êxodo. Matatias foge para as montanhas com seus filhos, abandonando todos os seus bens.

Ou seja, agora, não somente eles, mas os judeus agora veem que estão em péssimos lençóis, eles se escondem. Então, continuando aqui para nós. Tudo bem até aí, meus irmãos? Tudo bem? Pode ler, Tomé, por gentileza. A primeira decisão estratégica, o dilema do sábado, a tragédia.

Mil judeus massacrados no deserto porque recusaram lutar no dia de sábado. Deixa eu dar uma pausa aqui, meus irmãos. Essa perseguição começou sobre os judeus. Havia muitos judeus fiéis. E o que eles faziam no sábado? Eles descansavam, porque eles não queriam literalmente fazer nada no sábado. E há uma investida contra um grupo de judeus muito grande no dia de sábado. E eles se permitem morrer. Porque na cabeça deles...

Era igual ir para um ginásio, igual a lutar. Então, já que teremos que morrer, não vamos fazer nada. Eles aceitaram a morte. Eu sei que é muito forte para nós, mas foi o que aconteceu com eles. E aí, olha só o que acontece agora. Matatias, sabendo disso, juntamente com outros judeus, eles se reúnem e dizem, ora...

Se todos nós tivermos que ficar sem lutar no sábado, em poucas semanas o exército celêucida vai acabar com todos os judeus e com toda a nossa história.

Então eles tiveram uma consciência do quê? Não, nós não podemos se permitir ficar parados. Se vierem contra nós, vamos contra-atacar, mesmo que seja no dia de sábado, porque nós não estaremos quebrando necessariamente uma lei, mas nós estaremos preservando a vida. Então, leia para nós aqui, Tomé, o segundo ponto. A análise. Se não pelejarmos contra os estrangeiros para formos a salvo nossas vidas,

Exterminar-nosão. Ou seja, mostrando essa ideia, não adianta ficarmos parados, esperando algo, porque os maldosos vão nos destruir. E aí, onde Matatias, então, ele se reorganiza e mostra para o seu povo e os demais judeus, olha, vamos nos proteger, inclusive se for no dia de sábado. E aí, continua para nós, tomar por gentileza. A nova doutrina.

Matatias decreta, a autodefesa é legal e moralmente obrigatória, mesmo no sábado. A sobrevivência de Israel exige adaptação. Mostrando, irmãos, aquilo que nós sabemos. Pode ver que Jesus sofreu críticas no sábado porque ele curava, lembram? O próprio cego de nascença, ele cura no sábado. Então, curar no sábado tinha algum problema?

Percebam como quando nós lemos a Bíblia de forma errada, a gente pratica algumas atrocidades. Os sacerdotes no Velho Testamento trabalhavam no sábado. Quem é que trabalhava muito no sábado? Sacerdote e levita.

Ora, mas então Deus não os punia? Não, porque de fato o povo precisava de fato cultuar a Deus e alguém precisava trabalhar. É o dia de maior trabalho, é o dia de descanso da maioria.

Enquanto uns trabalham, a maioria descansa, porque era o dia de ouvir. Então, aqui eles têm esse choque de realidade. Se nós ficarmos parados em poucas semanas e meses, não sobrará povo, não sobrará palavra, não sobrará nação. De fato, os gregos nos arruinarão. Tudo bem até aí?

E aqui mostra os filhos de Matias, o testamento de Matias, a passagem de Bastão. Ele tinha cinco filhos, João, Simão, Judas, Jonathan e Eleazar. E aqui no próprio livro de Macabeus, traz esses nomes embaixo. É João Gatis, Simão Taze, Judas Macabeu, Joana Afos e Eleazar Avarã.

Tanto João quanto Eliasas são mártires, e esses três daqui, Simeão, Judas e Joanã, são os principais. Começando com Judas Macabeu, que é designado como o general, bravo desde a sua juventude, dirigir a guerra contra os gentios, ou seja, Macabeu vem de uma palavra chamada martelo.

Depois temos Jonathan, que é o futuro diplomata, essa palavra apos tem a ver com diplomata, que herdará o manto após Judas. E depois de morto vem Simeão Taze, que é designado como conselheiro. Ouviu sempre, será para vós um pai. E é com Simeão que nasce uma descendência bem curiosa.

Matatias morre no ano 146, deixando uma rebelião incipiente nas mãos de seus filhos. Eu não recordo exatamente a data da morte dele, por isso aqui a gente tem que dar uma olhada depois, porque eu acho que essa data não está certa, tá? Eu creio que essa... Depois eu confirmo para vocês. Não, eu anotei sim.

Ele morre no ano 166, tá? Não 146, tá bom? As datas, como eu mencionei, estão erradas no slide. Tudo bem até aí, meus irmãos? Tudo bem? Estamos fazendo aqui um apanhado. Está dando para entender? Joia? Vamos mais um pouquinho e a gente vai parar para o intervalo. Não, vamos parar agora aqui, porque agora a gente vai para a segunda fase. Então,

Agora, vai começar algumas explicações de como eles venceram com Judas Macabeu, o martelo. Como eles venceram esse exército tão grande, que era o exército dos celestas. Então vamos dar uma pausa aqui. Alguma pergunta, meus irmãos?

Não? Vai ser muito legal depois vocês continuarem estudando sobre o fato, porque vai ficar muito claro esse ímpeto de revolta dos judeus contra gregos, contra romanos no Novo Testamento, tá bom? Tudo bem? Vamos parar para o nosso intervalo? Tudo bem. Alguma pergunta, meus irmãos? Alguma dúvida?

Não? Então vamos dar uma pausa, a gente volta em instantes, tá bom?

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