STBM Introdução ao NT I #08 | 3ª aula parte b 05.05.2026
Aula publicada no dia 05.05.2026 por Raimundo Alcântara Menezes | Nossos podcasters nos links: https://podcasters.spotify.com/pod/show/missionariaseminario https://podcasters.spotify.com/pod/show/raimundoalcantaramenezes | Assista em nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/raimundoalcantaramenezes | Nos acompanhe nas redes sociais: Instagram: https://www.instagram.com/raimundoalcantaramenezes Facebook: https://www.facebook.com/raimundoalcantaramenezes Twitter: https://www.twitter.com/raimundoameneze Site: https://www.missionaria.org | Maiores informações nos e-mails: raimundoalcantaramenezes@missionaria.org ou seminario@missionaria.org | Seminário Teológico Batista MISSIONÁRIA (STBM) nossa escola de teologia patrocinada pela Igreja Batista MISSIONÁRIA em Ferraz de Vasconcelos | SP | Livros textos indicados nessa matéria: 1) https://amzn.to/4vGCWcR Panorama do novo testamento por Robert H. Gundry; 2) https://amzn.to/4cqhJMz O período interbíblico: 400 Anos de silêncio profético por Enéas Tognini; 3) https://amzn.to/42jT8Dc Janelas Para O Novo Testamento por Enéas Tognini e João Marquem Bentes; 4) https://amzn.to/4sRxqBu Merece confiança o novo testamento? por F. F. Bruce
- Livros de MacabeusPeríodo Interbíblico e o Livro de Macabeus · Análise de IA do Livro de Macabeus · Liderança de Judas Macabeu · Táticas de Guerrilha contra os Selêucidas · Batalha de Emaús · Restauração do Templo e Hanukkah · Guerra por fora vs. Guerra por dentro · Batalha de Beto Zacarias e Eleazar · Aliança Romana e a queda de Judas · Liderança de Jonathan e a era do diplomata · Jogo político e acordos com reis Selêucidas · Engano e assassinato de Jonathan por Trifão · Liderança de Simão e a era do estadista · Conquista de Acra e a independência judaica · Fundação da Dinastia Asmoneia · Assassinato de Simão e seus filhos · Sucessão de João Ircano · Legado teológico e estratégico de 1 Macabeus
- Helenização e sua InfluênciaMistura da fé judaica com outras culturas e deuses · Práticas gregas como o ginásio e costumes · Impacto da helenização na sociedade judaica
- Métodos de Estudo e AprendizagemUso de inteligência artificial para análise de textos · Combinação de áudio e leitura para concentração · Estudo como fonte de prazer e contentamento · Conhecer o inimigo e a si mesmo (Sun Tzu)
- Teologia e DoutrinasIntervenção divina na história · Doutrinas católicas e sua fundamentação em Macabeus · Oração pelos mortos e o purgatório · A relação entre o poder civil e religioso
Vamos lá, meus irmãos, vamos lá, minhas irmãs, continuando nossa terceira aula de introdução ao Novo Testamento 1, o segundo bloco, a segunda parte. Estamos estudando aqui o período interbíblico, em especial a história do livro histórico, para nós históricos, de Macabeus. Inclusive, deixa eu fazer aqui a recomendação de algo. Enquanto eu fazia as minhas lições de casa, eu tive uma ideia. Eu peguei o livro de primeira Macabeus.
Coloquei aqui na inteligência artificial, vou compartilhar aqui com vocês. E aí eu joguei esse livro e extraí, tirei aqui esse áudio, meus irmãos. E esse áudio eu compartilhei ele aqui, no nosso canal do Spotify, de aulas em teologia, tá bom? Está aqui, STBM, Introdução ao Novo Testamento 1, 1ª Macabeus.
Terceira aula, análise feita por IA Notebook LM. E aqui temos, então, esse áudio, né? Que é um áudio muito legal, que eu recomendo vocês ouvirem, que é a síntese em podcast, sendo narrada e debatido todos os acontecimentos de primeiro Macabeus, e depois fiz a mesma coisa também com o segundo Macabeus.
Então o primeiro áudio tem 22 minutos e 45 segundos e o segundo tem 16. Por volta disso, menos de 30 minutos o primeiro e por volta de 17 minutos o segundo. Então assim, muito legal, muito bom, eu acredito que vocês vão gostar muito desses dois materiais, tá bom? Fica aqui a minha recomendação para os irmãos ouvirem depois esse debate.
É claro, irmãos, nada... Supre ao ler o texto. E fica aqui também uma recomendação minha. Eu gosto muito de pegar o material em texto, como, por exemplo, está lá no YouTube ou em outro e-book.
Eu gosto de pegar o áudio e ir acompanhando no livro. É uma forma que eu me concentro bastante. Ou pelo menos ouvir o audiobook andando nas caminhadas. Eu amo fazer isso. E é uma forma de estudar muito agradável, tá bom? A gente acha que o estudo é sempre enfadonho, mas eu procuro ter um método de estudo que me gere prazer e contentamento, tá bom? Então fica aqui a dica para vocês, tá bom? Voltando aqui para o nosso material.
Continuando aqui, nós tínhamos acabado de passar aqui a linhagem de Matatias, ele morre, e aí Judas Macabeu assume então a liderança. Ele era um líder nato e agora ele começa então a ter os ataques contra os Seleucidas.
O improvável acontece. Por quê, meus irmãos? Eles se escondem nas montanhas.
E os selêucidas tinham uma maneira de atacar que lembra muito os humanos, né? Pode ver essa formação. Era rígida, lenta e previsível, mas eles eram muito bons em campo aberto. Já a tática dos macabeus era um veloz, invisível e motivada. Por que motivada, irmãos? Sobrevivência, meus irmãos.
Eles sabiam que, assim como tinham matado muitos judeus dias atrás, no dia de sábado, mil judeus massacrados, eles sabiam que o ímpeto dos selêucidas e também, quem sabe, dos ptolomeus, iriam massacrá-los.
Então, o que eles queriam? Eles queriam a proteção e eles tinham esse ânimo que era a sobrevivência. Uma outra coisa também, meus irmãos, lembra que eu falei que Antíoco Epifânio estava em crise política, financeira? Todos os judeus conquistados viravam escravos. Então, muitas vezes, eles vinham com as campanhas já literalmente certos de que venceriam esses judeus e já iriam leiloar esses judeus como escravos, vendendo eles.
para os gregos, para os romanos e para os outros povos, tá bom? Então, leia aqui para nós, Beatriz, por gentileza, Era do Guerreiro, Táticas de Davi contra Golias. Foi isso que eles fizeram aqui. Perfil Judas Macabeu, o martelo. General que tomou a espada do general sírio Apolônio, após matá-lo, usando-a pelo resto da vida.
Estratégia geral, guerrilha de montanha. Judas recusa o combate em campo aberto no início, utilizando o terreno acidentado da Judéia para emboscadas. Ataques noturnos e mobilidade extrema.
Os judeus conheciam bem o seu território, conheciam bem as cavernas, as montanhas, eram algo peculiar para eles, então eles usaram isso a seu favor. Olha que interessante, quem já leu a arte da guerra de Sun Tzu vai lembrar disso. Sun Tzu usa muito isso, ele fala, conheça o seu inimigo.
E conheça a si mesmo, porque a vitória pode ser que esteja diante de você. Não conheça a si mesmo, a derrota é previsível. Não conheça o seu inimigo, a derrota é previsível. Conhecendo o inimigo, conhecendo a si mesmo, conheça o terreno.
Escolhe o melhor lugar. Ou seja, percebam, táticas de um líder, né? Táticas de guerrilha. Então, era o improvável. Como esse grupo pequenos, composto por sacerdotes, por fazendeiros, iriam vencer o exército celeste. Mas eles se mantiveram fiéis à sua tática e foram bem-sucedidos. Leia para nós aqui. Beatriz, por favor.
Essa foi uma vitória muito conhecida, a Batalha de Emmaus. Tá bom? Primeiro passo. O general Górgias tenta uma emboscada noturna no acampamento judeu.
A força do Seleu foi o acampamento judeu. Passo 2. Judas abandona seu próprio acampamento propositalmente, deixando Górgias procurando nas montanhas vazias. Ou seja, ele tenta um ataque surpresa, mas Judas recebeu essa informação, e é que Judas, de fato, foge de propósito do lugar em que eles estavam. E aqui vemos o terceiro passo, que foi um ataque surpresa.
Passo 3. Ao amanhecer, Judas ataca o acampamento principal Seleustra na planície com apenas 3 mil homens mal armados, incendiando e esmagando as forças imperiais. Então pode ler aqui para nós essa última frase.
Uma vitória psicológica e material absoluta. Os celeustas entram em pânico ao ver a fumaça do seu próprio acampamento e fogem. O exército de Judas captura ouro, prata e armas pesadas. Ou seja, eles literalmente criam estratégias a seu favor. Judas ficou sabendo desse fato.
criou essa estratégia, deu certo, porque enquanto eles estavam procurando nas montanhas o exército de Judas, Judas estava atacando, de fato, o exército dele e o acampamento. Isso gerou aquele, de fato, abalo psicológico.
Os soldados seleucidas se viram agora frágeis. Lembram que eu disse há pouco, irmãos? O ímpeto dos seleucidas era capturar os judeus para vendê-los. O ímpeto dos judeus era sobrevivência.
Era a existência. É interessante, né? Então, as motivações, eu sei que muitas vezes parece que não são tão relevantes, mas podem ser tudo, né? Enquanto alguns querem o dinheiro, outros só querem a vida e querem resguardar a sua história, tá bom? E aqui, essa batalha foi muito bem registrada, né? O livro registra isso. E aí temos, então, aqui...
A grande vitória de Judas Macabeu. Aqui a data não é 148, é 164, tá bom? Então, aí Judas, então, depois dessa vitória e outras vitórias de guerrilhas, eles acabam, então, vencendo os Seleucidas.
E aqui eles voltam para o templo e quando eles chegam no templo, o templo estava sujo, tinham os altares, e aí onde eles agora vão reorganizar com os outros judeus piedosos, uma limpeza, uma purificação. Então leia para nós, por gentileza, leia três.
A desolação. O templo estava em ruínas, altares profanados, pátios cobertos de mato como um bosque.
A restauração. Sacerdotes zelosos destroem o altar contaminado e constroem um novo, com pedras intactas. Lembram que Antioquo Epifânio tinha literalmente construído um altar pagão para deuses pagãos, lá no altar sagrado, onde durante toda a sua história jamais deveria ter algo imundo ou para outros deuses.
Agora eles estão restaurando tudo. Já que eles tiveram essas vitórias contra os selêucidas, eles estão arrumando a casa. Eles viram a casa aos frangalhos, claro que não totalmente, mas o principal aqui era as marcas geradas pela ilenização e agora eles começam a restauração. E aqui, irmã, leia para nós a celebração.
O altar é reconsagrado com liras, arpas e exatamente no mesmo dia em que fora profanado. O legado Judas e a Assembleia decretam uma festa anual de oito dias, regozijando-se porque o próprio das nações foi afastado.
E essa festa foi em oito dias, irmãos, porque segundo algumas tradições judaicas, houve um milagre. Qual foi o milagre? Eles não tinham quase nada para fazer a festa, porque afinal de contas eles estavam ali num regresso e precisavam do azeite para acender aqui o candelabro. Então eles tinham um pouco só de azeite e eles acenderam uma aço.
E segundo as tradições e as histórias, dizem que esse azeite demorou por oito dias, sendo o suficiente para eles acenderem ou verem o fogo durante esses oito dias. Por isso que a festa de Hanukkah é uma festa de celebração de oito dias. E hoje, o que os judeus fazem? Eles pegam uma haste do candelabro.
Eles acendem durante um dia, no outro dia eles acendem a segunda, e assim eles vão acendendo oito hastes para lembrar do milagre, que foi o milagre pelo qual essas luzes não se apagaram. Porque nesse episódio eles tinham o fogo para durar poucas horas.
O azeite era muito mínimo, não tinha, mas não faltou durante todos esses dias. Então, por isso que eles viram que foi um grande milagre, uma intervenção de Deus contemplando a fé deles. É isso que dizem os judeus e a gente não questiona, irmãos, até porque podem ver que isso é uma tradição entre eles. Assim como o tanque de Betesda mencionado na primeira aula, a gente sabe que Deus atua na história.
O maior milagre foi ver esse grupo de guerrilheiros sobreviver a um exército de selêucidas que já eram guerreiros experientes. Ou seja, como que grupos de guerrilha poderiam vencer? Mas foi isso que aconteceu, tá bom? Tudo bem até aí? Tranquilo? Então, vamos lá. Alguma pergunta?
Aí, irmãos, guardem agora essa informação. Essa informação é muito legal. Tudo que aconteceu até o Hanukkah, vejam como a primeira guerra, que é a guerra realizada por fora, tá bom? A batalha contra os inimigos humanos. Não foi isso que aconteceu?
Antioquo Epifânio, ele nada mais foi do que a concretização da mundanização que o povo de Deus foi aceitando aos poucos, não era isso? O que era a helenização? Senão uma nova cultura, uma nova prática, um novo estilo de vida, misturando a fé com outros deuses. Então, perceba que Antioquo Epifânio, quando ele concretiza todas essas maldades, nada foi nada mais...
menos foi, mais foi, do que a exteriorização daquilo que muitos judeus já estavam vivendo. Então, os judeus piedosos batalham, Matias é o, vamos dizer assim, o estopim da resistência, da insurreição, e Judas Macabeu, ou Martelo, é o grande líder que vem até esse episódio. Então, a guerra por fora.
Por que eu estou usando essa expressão da guerra por fora, irmão? Porque muitas vezes a gente se atém a essas batalhas exteriores. Elas vão continuar agora, vocês vão ver, mas daqui em diante vai nascer um outro tipo de guerra, que é a mesma guerra que os judeus sofreram nos dias dos Pelomeus e dos Seleucidas, que é a guerra por dentro, que é a guerra da sedução, que é a guerra do mundo, que é a guerra da vaidade, que é a guerra da política.
que é da fé misturada, tá bom? Então, percebam que muitas vezes a guerra por fora é mais fácil de ser vista, mas a guerra por dentro, essa é mais difícil, essa é mais sutil, porque envolve muitas vezes as nossas vaidades e envolve muitas vezes diplomacias que no primeiro momento parece que estamos fazendo algo correto, mas depois a gente vê que não, tá bom? Então, vamos ver aqui agora o próximo slide.
Antioquia Epifânio não ficou feliz com essas baixas, com essas derrotas. E o que acontece é que a gente vai ter outras batalhas. E olha só, esse desenho ilustra bem um pouco o exército agora dele, juntamente com os Seleucidas, contra esses judeus que tinham praticado a independência. Tá bom? Então leia pra nós, Beatriz, por gentileza.
Preço do heroísmo, a batalha de Beto Zacarias. Deixa eu passar aqui para vocês só uma descrição. Esse daqui eram elefantes usados, né, tanto pelos medopersas, quanto agora, principalmente pelos gregos. Percebam que eles tinham uma roupa de malha por cima.
Uma torre de madeira onde homens flecheiros ficavam aqui em cima, lançando as flechas. Tinha um condutor que era um indiano e uma escota de mil homens de infantaria e 500 cavaleiros. Meus irmãos, imagina, eram os tanques de guerra antigos, né? A cavalaria já era assustadora, os guerreiros e ainda os tanques de guerra animais. E agora leia para nós aqui as táticas do inimigo.
Os celestes usam suco de uva e amora para enfurecer os elefantes. O sol brilha nos escudos de ouro e bronze, aterrorizando os rebeldes.
Percebam que eles davam esse suco de uva e amora, é como se criasse mais energia os elefantes, desse mais vigor aos elefantes, ou, eu não entendo bem o porquê, mas o texto registra isso de Macabeu, né? E é muito interessante que os elefantes ficavam mais furiosos, entendeu? Continua aqui para nós, irmã. O sacrifício. Eleazar Avaram, irmão de Judas, vê um elefante...
com armadura real. Ele rompe a falange sozinho, entra debaixo do elefante e empunhá-la por baixo. O que ele pensou? Ele pensou que o rei, você leu, se dar, estaria aqui.
já que ele tinha uma vestimenta diferente. Então ele entra por baixo, começa a dar golpes, e esse elefante de fato vem a morrer, só que cai sobre ele e ele morre tragicamente. Por isso que ele vira um mártir. E aqui, pode ler para nós?
O trágico fim. O animal morto desaba sobre Eleazar, esmagando um sacrifício heróico para conquistar um nome eterno. Mas a batalha termina em retirada judaica. Então aqui é uma batalha bem curiosa, mas lembra que ele tinha cinco filhos? Então aqui mais um morre tragicamente, tá bom? Continuando aqui. A visão geopolítica e a queda do herói. Leia para nós a Aliança Romana, minha irmã, por gentileza.
Judas recebe a ascensão da República Romana, envia embaixadores a Roma para criar um tratado de defesa mútua, uma jogada diplomática brilhante contra o Império Grego. Ele percebe, né? Tá bom? Continua para nós aqui. As últimas palavras.
Livre-nos, Deus, de proceder deste modo. Se chegou a nossa hora, morramos corajosamente por nossos irmãos. Judas tomba em combate. Então Judas, o martelo, o grande líder, que tinha um significado muito grande para eles, acaba morrendo em combate. Ele busca a ajuda dos romanos. Olha aqui os romanos.
já estavam em ascensão. Estão entendendo porque Antioquo Epifânio já estava desesperado, querendo unificar ali o seu reino e seu império? Tendo mais donativos para se resguardar, porque ele sabia que os romanos já estavam tendo êxito. Então era uma maneira de poder dominar sobre os seus territórios. E aqui, leia para nós a Batalha de Elasa.
Com o exército desertando por pânico, Judas fica com apenas 800 homens contra as forças maciças de Baquites. Isso. Então, continuando aqui. Leia para nós, minha irmã, por gentileza. A era do diplomata. Sobrevivência no Pântano. Perfil Jonathan Afos. Herda uma rebelião destroçada após a morte de Judas.
Estratégia primária, fuga tática, guerrilha de atrito e alta manipulação política. Aqui já, Jonathan, continua as batalhas, ele tenta também as suas estratégias e ele tem essa visão um pouco mais diplomática. Ele vai ser um líder que vai se envolver um pouco mais com essas questões. Leia para nós aqui a mudança de paradigma, por gentileza, minha irmã.
Em vez de enfrentar o general Bakid sem batalhas abertas, que mataram Judas, Jonathan usa o Rio de Jordão, pântanos e bosques como escudo. Ele força um impasse militar prolongado até que os Seleustas, exaustos, aceitam um tratado de paz e se retiram. Ou seja, percebam que a família tinha uma visão de guerra e de improvisos e de... É...
criarem outras estratégias também, bem interessante, né? Então, o livro vai contar essas histórias, tá bom, meus irmãos? Eu sou hoje passando um pouco, porque a gente não tem noção, a gente fala a história dos macabeus, a revolta dos macabeus, mas que revolta é essa? A gente está estudando hoje, para a gente entender um pouco melhor, tá bom? Tudo bem até aí?
Agora é o ponto-chave. Lembra que eu falei que nós tínhamos a primeira guerra, que era a guerra por fora, que Matias e Judas Macabeu enfrentam muito bem? E agora, Jonathan, até começa enfrentando. Mas, como tudo, a vida real vai apaziguando as coisas. Percebam que, no slide anterior, os celêucidas acabam aceitando uma certa paz.
E havia também entre os próprios seleucidas, muitas vezes, irmãos, divisões de líderes que queriam o reino também. Irmãos, enquanto o homem é homem, as lutas vão estar entre os inimigos e muitas vezes são lutas internas. E Jonathan, agora, o que acontece? Ele começa a participar de um jogo político.
porque agora, já que eles estavam numa situação até mesmo de sobrevida, os demais reis selêucidas queriam, muitas vezes, o apoio dele. E começam, então, agora a tentar fazer acordos. O rei Demétrio oferece devolução de reféns e tropas. O rei Alexandre Balas...
oferece o título de sumo sacerdote e um manto de amigo do rei e uma coroa de ouro e incensos fiscais. Olha que interessante. E aqui é onde ele aceita essa estola sacerdotal. Aí eu te digo, vamos lá.
Tempos atrás, os pais dele, o pai dele, no caso, não estava aceitando os acordos. Por que agora ele começou a aceitar os acordos? O manto de amigo do rei. Se com o Antioquo Epifânio eles não aceitaram, por que agora com o Alexandre Balas ele estava aceitando? Percebam, irmãos, muitas vezes vai entrando uma nova geração.
e ali o povo já está numa nova situação, então eles aceitam muitas vezes o jogo político. E ele, na sagacidade dele, o que acontece? Ele acabou aceitando os favores de ambos, porque era uma maneira também de estar bem resolvido com ambos. Então, leia para nós aqui o jogo de poder e o resultado, filha, por favor. Uma guerra civil ecoa de na Síria. Jonathan Leilou, apoio da Judéia.
Ele escolhe Alexandre unindo pela primeira vez o poder militar, general, político, governador e religioso, somos sociedade. Ou seja, está tendo uma guerra política na Síria, entre os celêucidas. Então ele acaba ficando do lado dos dois, mas ele acaba se inclinando de Alexandre. Tá bom? Então, tudo bem até aí?
Aí aqui há uma grande armadilha, que é esse tal de Trifão. Vendo agora que Jonathan está confortável, ele lança aqui uma estratagema e de fato ele é bem sucedido. Leia para nós, Beatriz, por favor. Um ameaça. O general Seleuza da Trifão planeja usurpar o trono, mas teme a força militar unificada de Jonathan.
Olha aqui, agora eles estão numa nova fase. Jerusalém já tinha praticado a independência. O templo já tinha sido reconsagrado. O exército estava unido aos judeus. Agora eles tinham o apreço dos celestas, não mais a inimizade. Mas aí, então, esse trifão prepara esse engodo. Segundo, o engano.
Trifão recebe Jonathan com falsas honras, convence-o a dispensar seu exército de 440 mil homens, prometendo entregar-lhe a cidade de Ptolemaida pacificamente. Ou seja, fica tranquilo, nós somos amigos. Olá, Josafá e Acabe.
Josafá e Acabe. A história se repete mesmo. Lembra que eu falei? A primeira guerra foi por fora, era vista. É o meu inimigo que quer que eu sacrifique porco, quer que eu vá para as Olimpíadas nu, quer que eu aniquile a minha fé e a minha história. Venci ele. Agora a guerra é interna, é política, é pelo poder, é pelo estratagema.
Ou seja, é o conto da sereia. Ou seja, mais uma vez, é o canto da sereia, aliás. Mais uma vez aqui sendo ludibriado por aquelas vozes. Irmãos, a história se repete, não é? Quantas são as vezes, né? Ó Salomão aqui, aceitando os conselhos das suas esposas.
para viver em paz com os outros reinos. Olha, mas ele não era filho de Matatias? Era. Ele não era um guerreiro? Era. O seu irmão não foi morto e o outro não se tornou mártir? Foi. Mas agora eu já estou numa situação de domínio. Nada vai acontecer. Porque eu tenho um exército forte. Mas aí vem a traição. Leia para nós, Silvia, por favor.
Assim que Jonathan entra em Pitolomaida com apenas mil guardas, os portões se fecham. Os guardas são massacrados e Jonathan é feito refém e posteriormente assassinado. Ou seja, Trifão, o general Seleucida, agora traz de novo esse, vamos usar aqui, né? Vamos até, vai rimar, traz esse prêmio, esse prêmio para o rei Seleucida.
enfraquecemos os judeus novamente. Tá bom? Olha só. E agora quem entra em cena, meus irmãos? O outro filho de Matatias, que é Simão. Leia para nós agora, filha, por gentileza. A era do estadista Simão, o último irmão. Perfil Simão Tazi.
Conselheiro original de Matatias, agora o último irmão sobrevivente. Estratégia, engenharia militar, cercos impenetráveis e consolidação de soberania total.
E, de fato, aqui ele consegue restabelecer todas as situações de fraqueza e agora se torna vencedor, ainda seguindo aqueles princípios de guerrilhas. Tá bom, meus irmãos? E aqui, o Monumento Nacional, leia para nós. Antes de marcharem para a guerra, Simão enterra Jonathan e constrói esse monumento épico em Modinho.
Visível até do mar, não é apenas o luto. É uma declaração monumental de orgulho nacional e do poderio da dinastia Asmoneia perante o mundo.
Porque com esse líder agora, nasce aquilo que nós chamamos de dinastia dos Asmoneus, meus irmãos. E olha só, qual que vai ser a grande conquista dele? Vai ser aqui, em Acra. Leia para nós, soberania total, a queda da cidade Acra. O que era essa Acra? Era uma ocupação celeúcida no centro de Jerusalém.
Leia para nós, irmão. Deixa eu só fazer um paralelo aqui, bem contemporâneo. Irmãos, os palestinos, a Palestina para Israel hoje, não é um empecilho dos israelitas e vice-versa? Não é assim? Percebam que aqui era o mesmo princípio. Havia uma cidade, uma ocupação silêncida.
no meio da cidade. Por isso que, muitas vezes, mesmo que agora a família dos macabeus fosse forte, o apoio dos judeus estivesse com ele, mas sempre tinha ali uma ocupação, um grupo que se levantava contra os.
Por isso que o general Seleucida, há pouco, mata Jonathan, e agora aquilo que parecia ser uma retomada Seleucida, no caso Simão, ele assume a liderança e aqui ele vai fazendo as suas grandes conquistas. E agora leia essas três partes para nós, por favor.
Circo econômico. Simão não ataca a cidadela diretamente. Ele ergue muros altíssimos que isolam a guarnição militar seleusta, impedindo-os de comprar ou vender no mercado. Então essa foi uma estratégia comercial. Ah, vocês estão aqui no meio? Tá bom. Então vocês não saem daqui. Vocês vão ter que sobreviver aqui dentro. Segundo.
A rendição pela fome. Os ocupantes morrem de fome e finalmente se rendem. Simão purifica a cidadela ao som de arpas e estímbalos. A independência, ano 170. É como já disse, possivelmente é outra data, agora não me recordo qual é a data correta.
O ápice do livro. O julgo dos gentios é oficialmente quebrado. Israel volta a cultivar suas terras em paz. Os velhos sentam-se nas praças e Simão cunha a própria moeda judaica. Ou seja, é aqui o momento de glória dos macabeus. É aqui onde eles praticam a independência. Então, tudo bem até aí? Tudo bem?
Alguma pergunta? Não. Joia, o próximo slide, por favor. Opa, só um segundo aqui. Pronto, pode ler para nós. O mandato popular, decreto de bronze. O contrato social judaico. Em reconhecimento por salvar a nação, uma grande assembleia de sacerdotes e civis redige um decreto imutável.
O significado. Voltando aqui, a data aqui, meus irmãos, é o ano 141, tá? Essa independência, tá bom? Como eu tinha dito, tá errado aqui, tá? Então, agora, os próprios judeus estão fazendo uma grande homenagem a quem? A Simão, por causa dessa independência, né? Tá bom? Significado.
A fundação oficial é legal da dinastia Asmoneia. Os termos do poder. Simão é nomeado governador, chefe do exército e sumo sacerdote perpetuamente, até a vinda de um profeta fiel. Total imunidade para usar púrpura imperial e fivelas de ouro. Ninguém no país pode convocar assembleias ou contradizer suas ordens.
Então aqui inicia esse período dos Macabeus. Aliás, desculpa, o início dos Asmoneus, a dinastia dos Asmoneus. Mas notem bem, aqui eles viram governador, chefe de exército e sumo sacerdote perpetuamente. E aí, você acha que deu certo essa união de poderes numa só pessoa?
Não está parecendo o nosso Supremo, né? Que está querendo ser tudo. Legislador, juiz, executor. Não é assim? Está certo isso? Concentrar poder em uma única pessoa. Nem numa monarquia é assim, meus irmãos. Nem numa monarquia.
Imaginem, ainda aqui, uma teocracia. Mas percebam, por essa razão que eu falei, que com o Jonathan, pode ver, ele já começa a usar estratagemas políticos. Agora com o Simeão também, tá bom? Tudo bem até aí? Tá dando pra entender? Tá dando pra entender aqui como que você luta por fora, mas muitas vezes você continua caindo por dentro?
Porque num primeiro momento, o seu povo o reverenciou, de fato, com mérito. Mas o problema era o que vai acontecer a partir dele. Os próximos que estarão ali no poder, tá bom? Então vamos lá. O fim sangrento, traição no banquete. Leia para nós, Beatriz, por favor.
Forte de Dóxericó. O conspirador. Ptolomeu, genro de Simão e comandante em Jericó, cobiça controle total do país. Opa! Ptolomeu aqui não é o rei do Egito. É o genro dele. Ou seja, tinha se casado com a filha.
Ele fazia parte agora de uma liderança onde? Aqui em Dock, em Jericó. E ele deseja agora o poder do sogro. Sogro está sendo prestigiado, homenageado, é uma liderança militar, é uma liderança política e é uma liderança religiosa. Então agora ele quer esse poder.
E agora, leia para nós, por gentileza, o assassinato. No 11º mês do ano 177, durante...
Um banquete no forte de Doque. Tolomeu espera que Simão e seus dois filhos, Matatias e Judas, fiquem embriagados. Homens armados ocultos saem das sombras e chacinam o último dos irmãos macabeus. Ou seja, matam Simão e os seus dois filhos. O ano aqui, meus irmãos, é 135, tá? E aí, um dos filhos, que era João Ircano, não estava lá.
Então leia para nós a fuga.
João Ircano, o terceiro filho de Simão, é avisado a tempo, sobrevive aos assassinatos enviados contra ele e sucede seu pai na liderança. Então ele consegue fugir, ele é avisado antes de cair na cilada e acaba sendo o herdeiro. Então a dinastia dos asmoneus, guardem isso, meus irmãos, João Ircano vai ser o próximo, tá bom? Tudo bem? Tranquilo, meus irmãos.
E aqui é um resumo da matriz Asmoneias. Três lideranças, um propósito. Irmão, geralmente, pode ver, quando a gente fala os asmoneus, é lembrado todos eles, né? É como na história eclesiástica, quando nós falamos dos merovíndios e dos carolíndios.
A gente está falando de dinastias. Quando a gente fala asmoneus, a gente está lembrando essa história. Então, Judas, Jonathan e Simeão. Judas é o martelo, né? Jonathan é o diplomata e Simão o estadista. Esses são seus títulos. Principal estratégia de Judas é guerrilha assimétrica.
de Jônatas, Geopolítica e Alianças, e Simeão, Engenharia e Consolidação. Percebam que ele faz o cerco, ele vai com calma e vence.
Maior conquista, purificação do templo de Hanukkah. De Jonathan, obtenção do sumo sacerdócio. E Simão, independência total, a queda de Akram, que era aquela cidade que ficava bem no meio. Destino trágico, morto em batalha frontal, Judas. Jonathan, enganado e capturado.
e Simeão assassinado em um banquete pelo seu próprio gênero. Tá bom? Essa é a história do livro de Macabeus. Fé absoluta, estratégia genial. O legado de 1 Macabeus. Leia para nós, Beatriz, por gentileza. A síntese teológica. O livro de 1 Macabeus demonstra uma teologia única.
A intervenção divina não ocorre através de milagres mágicos, agrido Marga, mas através de coragem humana, táticas, brilhantes e pragmatismo geopolítico. Eles oravam e jujuavam, mas também forjavam espadas, construíam alianças com Roma e faziam cercos econômicos. Eu não sei se falhou o som para os demais irmãos, ou só foi para mim? Para os irmãos, funcionou?
Então tá bom. Então só foi pra mim. Então maravilha. Então vocês percebem que os macabeus, além de tudo, eles eram piedosos. Eles eram pessoas que lutavam, mas eles também tinham as suas devoções. E o epílogo, por gentileza.
Com João Ircano assumindo o poder, a dinastia Asmoneia está cimentada. Uma pequena resistência familiar derrotou o maior império do Oriente, reescrevendo o mapa geopolítico do mundo antigo. Tudo bem, então? Percebam, agora sobra João Ircano, que vai continuar conduzindo os judeus durante esse período. Tá bom? Então, deu para entender o primeiro livro de Macabeus, meus irmãos? Tudo jóia?
Gostaram de ver aqui o primeiro livro de Macabeus? Acharam interessante? Eu, particularmente, sou suspeito de falar, tá bom? Eu sou suspeito porque eu acho que essas histórias nos enriquecem muito, tá bom? Beleza? Até aí? Então vamos agora para o segundo Macabeus? Vamos?
eu quero agora compartilhar com vocês o material que eu também tinha passado sobre Segundo Macabeus, a história de Segundo Macabeus. Então, o livro de Segundo Macabeus, diferente de Primeira Macabeus, irmãos, ele já tem uma outra premissa. Olha só que interessante. Primeira Macabeus, a gente vê essa guerra por fora e essa guerra por dentro. E vemos os acontecimentos históricos.
Já o livro de 2 Macabeus, ele tem uma abordagem um pouco diferente. E é isso que a gente vai trabalhar agora. Porque o livro de 2 Macabeus, ele foi escrito possivelmente ali no final do século 100, do primeiro século, aliás. Mas ele registra os fatos de por volta de 180, 175 até o ano 160.
E ele é um resumo de cinco livros históricos de Jazão de Sirene. Ou seja, o autor também, que é anônimo, que está escrevendo o Segunda Macabeus, ele está fazendo um tratado histórico, uma síntese de cinco outros livros históricos. E diferente do primeiro livro de Macabeus, que foi escrito em hebraico, o segundo livro de Macabeus foi escrito em grego.
Para quê? Qual é a proposta dele? É encorajar os judeus da diáspora. Ou seja, os judeus que estavam espalhados pelo mundo grego...
Era uma forma de dizer, olha o que os nossos irmãos fizeram, olha como eles se comportaram, sejamos fiéis como eles. Só que a abordagem deles é uma abordagem mais, vamos dizer assim, mais espirituosa. O primeiro livro trata das linhas mais cronológicas. O segundo livro vai ter uma abordagem mais espirituosa e moral.
É onde, por exemplo, eles vão registrar histórias de mártires, de pessoas que foram martirizadas como um escriba de 90 anos.
como uma mulher com os seus filhos, que foram esquartejados durante as investidas de Antioquia e Epifânio. Por isso que quando Jesus cita as coisas abomináveis que foram feitas, e ele cita isso, pode ver que todo judeu sabia muito bem o que era.
porque estava muito fresco, tinha sido ontem, na cabeça dos judeus, o que os gregos tinham feito contra os seus irmãos. Então o segundo livro de Macabeus vai trazer mais esses acontecimentos. E o livro de segunda Macabeus está fixado em três pilares principais, que são...
a fidelidade à lei judaica, ou seja, sejam fiéis à lei judaica. A segunda coisa é a centralidade do templo de Jerusalém, ou seja, você que é um judeu, que está espalhado aí nesse mundo grego, helênico, não se dobre, porque os nossos irmãos aqui lutaram e venceram. Você pode vencer também.
E a terceira pilastra que esse segundo livro de Macabeus está se baseando, seria na intervenção direta de Deus na história. Ou seja, Deus vai estar trabalhando. Aí talvez você me pergunte, mas pastor, como Deus está trabalhando, se mais uma vez Deus permitiu com que Antioquo Epifânio fosse lá e profanasse o tempo?
Aí a grande questão é essa. Antes de Antioquo Epifânio profanar, ele só o fez porque muitos judeus e sacerdotes tinham profanado no seu coração e na sua vida. Logo, Antioquo Epifânio só precisou de uma oportunidade para colocar o porco no altar.
Mas o porco já estava sendo colocado anteriormente, pelas práticas onde os judeus estavam fazendo parte agora do ginásio grego, estavam trocando as prioridades. Só para vocês terem uma ideia, muitos judeus deixavam de fazer os sacrifícios e sacerdotes deixavam de fazer o sacrifício e levitas iam para os ginásios.
ou assistir às lutas gregas, ou participar. Aí eu te pergunto, isso é postura de judeu? Mas aquilo que aconteceu na história só foi uma lição. Porque qual é a tese desse livro? Porque Deus pune o seu próprio povo, assim como puniu Samaria. Aliás, com os assírios, isso, puniu Samaria.
puniu também Jerusalém, com os babilônicos. Deus de novo estava punindo. Por quê? Porque a tese central é, Deus não escolheu o povo por causa do templo, mas o templo por causa do povo.
Já que o povo estava corrompido, o templo tinha perdido a proteção. E Deus agora estava usando o império para dar uma lição ao seu povo. O império não venceu Deus. Deus usou o império para corrigir o seu povo.
E aqui mostra, em 2 Macabeus, a corrupção institucionalizada e profunda. Vai mostrar dois sumo-sacerdotes, que é Jasão e Minelau, que se corrompem junto com os gregos.
Tá bom? E aí vai mostrar que essa corrupção, inclusive, eles compram o cargo de sumo sacerdote, irmãos. Vem cá, qualquer semelhança é mera coincidência com os nossos dias, né? Nas grandes denominações em que se compra a presidência, ou muitas vezes negociando na política por causa da fé. Percebam, irmãos, a história se repetindo. Por que é importante estudar Macabeus, meus irmãos? Porque a gente vai tomando cuidado.
As coisas de César pertencem a César e as coisas de Deus pertencem a Deus. Ou seja, a história se repete, tá bom? Quando nós abraçamos o helenismo imposto pelos gregos, a queda virá. Tá bom? Então é nesse segundo livro que a gente vai aprender isso. A gente vai ver nesse segundo livro como a elite judaica abriu as portas para o Entioco Epifânio.
E a intervenção deixa de ser cultural e vira um banho de sangue. No começo, lá atrás, com Alexandre o Grande, a intervenção era cultural, pacífica, mas agora deixa de ser cultural e agora é impositiva e pela força. Tá bom? Então o segundo livro trata disso. Vamos ler, então? E, Mansônia, pode fazer as honras para nós, por gentileza?
A internet está falhando um pouco. Tudo bem, se falhar, a gente... O Códice da Resistência. Uma síntese teológica e histórica do segundo livro de Macabeus. Aqui embaixo, pode ler para nós? Está bem pequenininho ou leio para a irmã?
Um estudo sobre a revolta celêucida, a purificação do templo e o nascimento das doutrinas da ressurreição e do martírio. Como eu mencionei há pouco, tá bom? Então vamos lá. A natureza do texto sagrado. Para nós, mais uma vez, só lembrando, né? Esse livro não faz parte do cânon, mas é um livro histórico, tá bom? Para nós e para os judeus. É por isso que a gente está estudando aqui. Então leia para nós, minha irmã. A natureza do texto sagrado.
O Cânone, texto deuteronômico reconhecido como sagrado pelas tradições católicas e ortodoxas, considerado apócrifico pela tradição protestante e pelo judaísmo. E por que somos contundentes, meus irmãos, que esse livro não é sagrado? Que os judeus não consideram como sagrado. E quem são os patronos da antiguidade que diziam, esse texto é sagrado ou não?
Os judeus. Tá bom? A origem, pode ler para nós, irmã, por favor. Escrito originalmente em grego, final do século I a.C., o autor desconhecido atua como um arquiteto, resumindo os cinco extensos volumes do historiador Jasão de Sirene. Por favor, terceiro ponto.
cobre os eventos de 180 a 160 a.C., uma janela histórica para a violenta revolta judaica contra o domínio opressor do Império Sileucida. Ou seja, ele baseia nos textos de Jação de Sirene e é o resumo do que aconteceu.
do primeiro livro também, e desses acréscimos, tá bom? Desse período. Então, vou pedir para a Bia ler para nós. Tomé, consegue ler agora, Tomé? Já que a internet da irmã... Estou ouvindo? Estou conseguindo ouvir. Estou ouvindo? Estamos sim. Então tá. Matriz de perspectivas.
1ª verso 2ª Macabeus. Estrutura. 1ª Macabeus. Um relato histórico e cronológico detalhado. 2ª Macabeus. Uma reflexão teológica e passional não estritamente linear. Perceba, a proposta já não é cronologia nem histórica. É teológica e passional.
dando essa ideia mais da alma, mostrando coisas viscerais, para nos fazer pensar sobre os acontecimentos, tá bom? Foco narrativo, também, por favor. Foco narrativo. Primeiro Macabeus. Campanhas militares política, terrena e dinastia rasmoneia. Segundo Macabeus. A santidade do templo, o martírio e a resistência espiritual.
Motor da história, o valor e a estratégia militar dos judeus. A intervenção divina, segundo Macabeus, a intervenção divina direta, anjos, visões e a resposta de Deus ao sofrimento.
Então perceba que o motor da história, em primeira Macabeus, tem um lado mais militar. A gente vê Matatias, vê Judas, vê Jonathan, vê Simão. Então é diferente. E agora aqui a gente vai olhar para um lado mais dos acontecimentos sobrenaturais.
Inclusive, é aqui, meus irmãos, porque a gente está estudando também, irmãos, porque é aqui que nascem várias doutrinas do catolicismo. E é aqui que muitas vezes é sustentado algumas práticas do catolicismo. Percebam, os católicos se enveredaram para vários dogmas antibíblicos na Idade Média.
Depois da reforma protestante, eles precisaram fundamentar essas doutrinas em algum texto. E é por isso que eles tiram Macabeus de um livro histórico e canonizam. Porque era como se dissesse, está vendo? Tem um texto aqui, lá em Macabeus, que sustenta isso. Está entendendo? E é por isso que a gente está aqui também fazendo essa lição de casa.
Os católicos, irmãos, por exemplo, vamos pegar um exemplo aqui bem prático. A Bíblia não fala de um líder que representa todos os líderes. Quem vai nomear o Papa não é o cristianismo e nem a patrística, é a Idade Média, que é uma maneira de controlar politicamente e religiosamente.
Então, a infabilidade papal é um dogma criado na Idade Média, não na patrística. Outros dogmas, leia-se dogmas, doutrinas, criados também na Idade Média, como, por exemplo, o purgatório. Como você vai sustentar a oração pelos mortos?
Aí você precisa de algum texto. Existe algum escrito antigo dos judeus que fala sobre isso? Existe. Então esse livro vira canônico. Por isso que é chamado deuterocanônico. Os católicos, na contra-reforma, falam, não, aquele livro que para os judeus é um livro histórico, não, não é não, ele é inspirado.
porque aí aqui vai sustentar isso. Estão entendendo? As coisas não acontecem por acaso, tá bom, meus irmãos? A gente não acredita nisso. Os judeus também não acreditam nessas coisas. É simples assim, tá bom? Leia para nós, Tomé, aqui a última fala. O primeiro relata o que aconteceu na Terra. O segundo revela o que o céu estava fazendo a respeito.
Ou seja, dá uma ideia de mais espirituoso. O autor que escreve, que nós não sabemos quem é, que se baseia naqueles cinco livros de Jasão de Sirene, mas é essa a proposta que ele quer dar aos judeus naqueles dias. Tá bom? Então, continuando aqui. A genealogia do fogo sagrado. Leia para nós, Tomé, por gentileza. A descoberta.
Anos depois, Neemias envia os descendentes dos sacerdotes para recuperá-lo. Encontram apenas um líquido espesso, néfta ou purificação. A tradição. O fogo é preservado por Judas Macabeu após a purificação, conectando o segundo templo à mesma chama do antigo pacto. O exílio.
Sacerdotes fiéis escondem o fogo do altar original no fundo de um poço seco antes de serem levados à Pérsia. O milagre! A água espessa é derramada sobre a lenha do sacrifício. Quando o sol antes escondido vira sobre o altar, um grande fogo se acende espontaneamente. Então perceba que esse livro vai ter o lado mais espirituoso.
Estão entendendo? Mostrando uma intervenção de Deus na história. Aqui eu estou passando, irmãos, essas informações que o livro traz. Mas estão dizendo que nós acreditamos nisso, tá bom? O colapso do sacerdócio. Percebam como eu tinha falado para vocês que temos esse jação, o usurpador e mineral ladrão. Leia para nós aqui, Tomé, por gentileza.
O colapso do sacerdócio. Onias III, o protetor. Sou um sacerdote de piedade e retidão. Sob sua liderança, o tempo é respeitado até por seis estrangeiros.
Até por reis estrangeiros se leu. Ou seja, durante toda aquela revolta, aquele momento de reconsagração, Onias foi realmente um servo de Deus fiel. Mas, de repente, lembra que eu falei para vocês? Com a presença ali de Jonatã fazendo acordos, Simeão também agora recebendo sobre ele o exército.
a política e o sumo sacerdócio, aí as coisas começam a se enveredar para outro caminho, com o João Ircano e os seus descendentes. Então, venha para nós, Tomé, Jazão, o usurpador. Jazão, o usurpador, irmão de Onias, compra o sacerdócio do rei, Antíoco Epifanes, por 360 mais 80 talentos de prata.
constrói um ginásio e corrompe os jovens com costumes gregos. Me perdoem, eu fiz aqui uma retrospectiva errada.
Aqui é antes, tá? Desculpa, é antes dos Macabeus. Aqui, Onías, como esse livro não é cronológico, eu misturei, desculpem, tá? Onías é antes da corrupção do templo, tá? Antes da aparição. Então esse João, o usurpador, ele compra o sacerdócio.
pode ver, do rei Antioquo Epifânios, dando essa ideia, e ele mesmo contribui construindo o que? O ginásio. O ginásio foi construído no Acrópolo de Jerusalém, ou seja, literalmente incentivando os judeus e sacerdotes à prática da helenização. Tá bom? Menelau, o ladrão, leia para nós. Por favor.
Menelau, ladrão, suborna o rei com 300 talentos a mais que jazão. Rouba o ouro do templo para pagar a dívida. Manda assassinar Onias III covardemente. E aqui, leia para nós, Tomé, por gentileza. A profanação externa de Antioco só foi possível devido à corrupção interna do sacerdócio.
É isso, aqui é o ponto. Estão entendendo agora a degradação? Estão entendendo agora o porquê Antíoco achou o terreno pronto e preparado? Porque os sacerdotes já tinham se corrompido, tá bom? Então percebam que o segundo Macabeus dá uma abordagem diferente de primeira.
E aqui, irmãos, no 2ª Macabeus, mostra o quanto foi vil, maldoso e inescrupuloso as atitudes de Antioquo Egifânio contra os judeus. Leia para nós, por gentileza. O massacre em Jerusalém. Em apenas três dias de carnificina, 80 mil vítimas totais, 40 mil judeus assassinados ao sangue frio.
40 mil vendidos como escravo. Pensem nisso, meus irmãos, 80 mil vítimas.
Lembra que Antíoco Epifânio estabelece ali o sacrifício do porco? Mas, ao mesmo tempo, ele já comete esses delitos, matando e vendendo quem não aceitasse a helinização. O que era isso, se não dinheiro no cofre dos Seleucidas para custear as dívidas? Você vendia escravos, logo você tinha dinheiro.
Então percebam que a geopolítica, o interesse financeiro, a fé, uma coisa vai chamando a outra, e a degradação só encontra espaço quando tem pessoas corruptas que aceitam ser corrompidas. Para que haja um corrupto, precisa ter um corruptor, alguém que aceite essa corrupção. Então leia para nós, Tomé, por gentileza. A abominação.
Abolição da identidade. Tempo profanado e dedicado a Júpiter Olímpico. O altar coberto de vítimas impuras. Sacrifícios de porcos. Proibição. Estrita da observância do sábado e das festas judaicas. Mães assassinadas com seus bebês por praticarem a circuncisão.
Irmãos, os textos vão mostrar que mães, quando descobriam que eles tinham feito a circuncisão do filho, colocavam as crianças literalmente nos seus pescoços e matavam ambos, cruelmente. Percebam, olha, coisa horrorosa. Está entendendo por que a gente está aqui gastando esse tempo?
Não foi um período fácil, quando a gente pega e vê no Novo Testamento, aquela atitude de ódio contra os gentios, está aqui. A gente vê aquelas questões políticas, brigas entre fariseus, saduceus, aquelas questões em tensão, em ebulição, a gente lê no Novo Testamento e fica muito estranho, mas agora a gente começa a compreender. Está dando para entender, meus irmãos? Está muito...
Muita informação, está dando para compreender? Então vamos dar uma pausa aqui, para a gente ir para o último bloco rapidinho. Vamos só concluir primeiro e segundo a Macabeus mesmo, irmãos. Não vai dar para falar sobre os judeus, como eu tinha mencionado, a sociedade judaica e a identidade dos judeus. Mas, assim, isso vai ser mais fácil, porque...
Os fariseus, os saduceus, os zelotes, acabam sendo mais familiar para nós no Novo Testamento, tá bom? Alguma pergunta, alguma dúvida? Então vamos fechar aqui para a gente ir para o último bloco curtinho, tá bom? Vou parar a gravação.
Robert H. Gundry
Livro Panorama do Novo Testamento