Fê Moreira: personagens, TikTok e como vencer pela persistência
"Eu venci na insistência, gente. Juro." A frase saiu natural, no meio de uma conversa que começou com peruca, passou por festa da Globo e terminou com conselho de ouro para quem quer criar na internet. Fê Moreira, criador de conteúdo e ator por trás de três personagens que têm torcidas próprias, como rivais de BBB, sentou com Jean e Sophia no Trambicast para contar a história completa: do primeiro vídeo no YouTube em 2015, passando pelo TikTok em 2020, até a virada que veio de um pano amarrado na cabeça e uma personagem sem nome.
O episódio abre o processo criativo de quem transita entre a atuação no teatro e os vídeos curtos de comédia sem abrir mão de nenhum dos dois. Fê explica como trocou o conteúdo de trotes telefônicos por personagens como a patricinha Ju Sputnik, a advogada da Faria Lima Doutora Pâmela e a blogueira Má, cada uma com público fiel e vida própria. Ele fala ainda sobre o custo real dessa transição, o medo de postar algo fora do padrão do perfil e o vídeo do meme do O denise que quase ninguém da equipe entendeu antes de gravar, mas que fez quase 70 mil curtidas. Para quem quer entrar na comédia digital, o recado é direto: pare de se comparar com quem já está há anos no mercado e começa a criar do jeito que conseguir.
Nos bastidores da criação e da carreira
Como surgiu a amizade real com Tata Werneck e o encontro na festa da Globo
Por que o bloqueio criativo some quando a pressão por resultado diminui
Os planos de levar as personagens para o teatro e o filme já escrito da Doutora Pâmela
CAPÍTULOS
00:00 — Apresentação do Fê Moreira e clima do episódio
02:15 — Como tudo começou: Facebook, YouTube e o primeiro contato com a internet
07:40 — A virada pro TikTok e o período de crescimento na pandemia
12:30 — Por que largou os trotes telefônicos e como surgiu a ideia dos personagens
18:50 — A noite de carnaval que inspirou a personagem Ju Sputnik
25:10 — O vídeo do meme do Odenise e a lição sobre apostar em ideias fora do perfil
31:00 — Como lida com engajamento, horário de postagem e saúde mental
37:20 — As três personagens, seus públicos e como cada uma ganhou vida própria
45:00 — O encontro com Tata Werneck na festa de lançamento da Globo
54:30 — Amizade com Rê Augusto e conexões reais feitas pela internet
59:00 — Filmes favoritos, música e o lado pessoal fora dos personagens
01:05:40 — Conselho final para quem quer começar na comédia digital
#ComédiaNaInternet #CriaçãoDeConteúdo #TikTokBrasil #HumorESátira #ProduçãoAudiovisual
- Personagens e suas motivaçõesJu Sputnik (Patricinha) · Doutora Pâmela (Advogada) · Má (Blogueira) · Inspiração em festas e perrengues · Meme do Ô Denise
- Início da carreiraFacebook e YouTube · Pandemia e crescimento no TikTok · Conteúdo de trotes telefônicos · Mudança para personagens
- Humor na Era das Redes Sociais e MilitânciasDificuldade em entender o humor · Meme 'Alguém avisa' · Bolsa de papel higiênico e Malu Borges · Treta e pronunciamentos · Internet como terra sem lei
- Bloqueio criativoPersistência e não comparação · Perda da timidez e aprendizado · Bloqueio criativo e pressão · Equilíbrio entre controle e espontaneidade · Processo criativo solitário
- Amizades e relacionamentos na internetTata Werneck · Rê Augusto · Fã clube e admiração · Encontros em festas da Globo
- Lidando com o algoritmo e saúde mentalViralização de vídeos antigos · Fórmula do TikTok · Pressão por engajamento · Saúde mental e terapia · Inovação e novos formatos
- Música e Gostos PessoaisFilmes de comédia favoritos · Tonicidade e emoções · Música eclética e signo de Gêmeos · Quiropraxia e saúde da coluna · Estudo de psicologia
- Relacionamento e planos futurosVida amorosa inexistente · Foco na carreira · Faculdade de Publicidade · Sonho de ser piloto de avião · Desejo de ser psicóloga
Alô, Brasil!
Como vocês estão? Você tá viciado em jogar essa música, já tá me estressando já.
Alô, Brasil!
É, não, já tá muito me estressando isso, mas ó, eu vou ficar mais good vibes porque a pessoa que a gente trouxe aqui é super, super, super engraçada, que eu morro de rir. E ao invés do Jean, essa pessoa me dá paz, entretenimento. O Jean estressa um pouco a minha vida. Enfim, essa pessoa é Fê Moreira, se apresente!
Gente, adorei, eu também quero. Oi, Brasil!
Oi, eu também! Vamos trocar?
Vamos, alô Brasil! A Sofia daqui a pouco jogando. Adorei que ela falou que eu sou good vibes, medicado, amiga.
Agora, né, que ele tava de personagem aqui, eu falei, caraca, ele aparece no meu TikTok toda hora.
Então ele reconheceu, só que sem peruca você ficou quem é? Você ficou meio, quem será que é? Porque a galera, é muito comum isso acontecer, a galera me vê às vezes de personagem, me reconhece sem não, é só minha montagem.
Falei com ele e tal, aí eu fui para lá, na hora que eu voltei ele tava de personagem. Uou, eu já vi ele no TikTok!
Juro, acontece. Minha mãe, minha própria mãe, às vezes me vê em casa. Ah, meu filho. Aí de personagem. Nossa, te amo!
Nossa, é a pessoa do TikTok!
É, juro, gente. É comum, é bem comum.
Não, mas a primeira pergunta que a gente quer fazer é como que você começou na internet? Como que surgiu essa ideia de, ai, vou gravar vídeo e vou fazer personagem ainda por cima?
Não passei no vestibular. Ah, louca. Foi eu que contei. Não, o que acontece. Eu sempre, olha que coisa doida. Eu sou lá da época do Facebook. Não sei se tem mais alguém aqui que é da época do Facebook. E ela é novinha. Ai, meu Deus, entreguei minha idade.
Quantos anos você tem?
Eu tenho 22.
Ele é bem mais velho que você.
É?
Qual a idade que você acha que ele tem?
40... Elo! Tô brincando. Ah, não. Você tem uns 27, 28. Acertei?
32.
32! Não parece. É ela que tem 32?
Aloca! Ela falou que é. Ela?
Não, mas você tem quanto?
Eu tenho 16.
16! Nossa, então são duas gerações, né?
Literalmente o dobro da minha idade.
É, e eu tô bem no meio, ó.
2002.
E você tá bem de metade.
Porque, tipo assim, o Facebook foi a primeira rede social que pelo menos eu tive, né. Só que eu nem podia ter, eu mentia a idade lá. Era a partir de 14 anos, aí eu botei lá que eu tinha 14. Enfim, e aí lá eu comecei a criar página pras séries que eu gostava. Sabe, tipo, essas páginas de fã? Então eu falo que foi a primeira vez que eu criei conteúdo. Porque eu nem sabia o que eu tava fazendo, mas eu botava lá, ai, curte, comenta e compartilha.
E aí, dali, eu comecei a ter um primeiro contato. Porque, tipo, a primeira página que eu fiz teve, tipo, 1000 seguidores. Eu falei, nossa, gente, 1000 seguidores no Facebook? Só que ainda não era eu aparecendo. E aí, depois disso, eu ainda... assim... Aí eu comecei no YouTube, 2015. Eu falo que todo TikToker hoje é um YouTuber que tentou, tipo assim.
Deus me ache.
Sabe? Ele tentou no YouTube, aí veio o TikTok. Aí se deu certo o TikTok... Agora, se a pessoa não deu certo nem no TikTok, calma.
Vamos estar... Vai nascer uma rede nova.
Vamos estar trocando de objetivo.
Juro, vai nascer uma nova rede. Ia ser o momento. Porque eu tentei lá no YouTube. A Ju, que tá aqui comigo, ela estudou comigo. Imagina, eu criei meu canal na escola. Você imagina você criar um canal em pleno, tipo, 6º ano da escola? Foi bullying, juro.
Eu cheguei e falei... Sim, ninguém acreditou.
Criei um canal. Não, eu cheguei pra uma amiga, eu falei assim, eu criei um canal, não conta pra ninguém. Eu contei pra ela na perua, indo pra escola. Chegou na sala, todo mundo, ele tem um canal! Eu falei, para! E aí, foi tipo assim... E aí, eu acho que isso serviu muito pra eu perder minha timidez. E aí, depois veio o TikTok. Aí, assim, até lá, até o TikTok, eu só gravava, mas não era uma coisa... Que realmente é meu trabalho hoje.
E aí, depois do TikTok, começou a deslanchar. E as personagens que eu faço hoje, o pessoal acha que eu comecei com elas. Só que não foi, tipo... Eu comecei lá na pandemia, 2020. Eu comecei gravando os primeiros conteúdos que a galera começou a acompanhar. E aí, as personagens vieram agora, em 2024.
Super recente.
Eu fiz uma troca de conteúdo, assim, quase morri. Porque você imagina, trocar de conteúdo é uma coisa muito... Vocês sabem.
Estressante.
É estressante, até a galera se acostumar. Você não sabe se vai dar certo. Mas deu, tô aqui, deu certo, rolou.
Tá aqui, foi chamado.
Tramcast rolou.
Nossa Senhora, gente, o ego hoje tá lá em cima.
Vamos cortar isso, vamos cortar isso. Até porque em questão de seguidores, a gente tipo assim, multiplica por 20 o Tramcast, aí vai ser ele, entendeu?
Então vamos passar a bolinha, vamos descer do salto, né?
Vamos descer do salto. Mas como que surgiu essa ideia assim dos personagens? E o que que fez você querer reformular?
Então, o que que acontece? A gente, eu percebi que na internet a gente começa gravando de um assunto assim, só falando sobre a reformulação, né? A gente começa gravando de um assunto Só que às vezes, se a gente começa... Eu acho que tudo depende do foco, do nosso foco. Eu acho que quando eu comecei, lá em 2020, tipo, a gente tava trancado em casa. Tipo, eu acho que meu foco era muito realmente começar a crescer na internet. E aí começou a crescer, os números vinham.
Então eu acho que eu fiquei muito mais nessa coisa de número do que realmente fazer um conteúdo que eu gostasse. Porque eu sempre gostei de atuação, eu sou atora. Então eu gosto muito, eu fiz teatro. E aí eu sempre, na verdade, queria... Arrumar um jeito de conseguir fazer o que eu faço no teatro, que são os personagens, na internet. Que é muito difícil, tipo, achar esse meio termo, sabe? Achar uma coisa que funcione em um e funcione no outro.
E aí, eu comecei os personagens justamente por isso. Porque eu tava fazendo conteúdo que na época eu não me identificava, mas que me trazia números. Gente, sabe o que era que eu fazia? Não, eu gosto. O pessoal fica bravo comigo quando eu falo que eu tava fazendo uma coisa ruim. É que eu gostava de fazer, mas chega uma hora que eu saturei. Eu passava trote, sabe? De telefone. Só que eu fazia de personagem, era uma loucura. E aí, todo dia era eu passando trote lá, pra um lugar diferente.
A galera amava. Tanto é que até hoje, às vezes eu abro uma live, aí o pessoal, é o menino dos trotes. Porque até hoje tem vídeo que roda daquela época. Era muito real. Eu amava, só que assim, passar trote todo dia durante 3 anos... Não sei quem vai aguentar.
Tem que aguentar.
E aí, eu fazia uma personagem ali. Só que aí eu reformulei esse conteúdo. Aí você imagina, o público não entende mais o que você tá fazendo. Gente, foi bem complicado na época, assim. E aí, esses personagens... A história é muito engraçada. Eu e minha amiga, a Ju, que tá aqui. Eu vou apontar pra ela, gente, é porque ela tá aqui.
A Ju tá com a gente, não é imaginário, ele não é esquizofrênico. Não, ela existe, ela tá aqui.
Ela existe, ela é a Ju que veio a personagem. A gente começou a sair muito depois que acabou a pandemia. A gente falou, vamos viver a vida! Porque a gente entrou na pandemia adolescentes, saiu adolescentes também, né. Mas jovens, maiores de idade. Então, tipo, vamos viver. E aí, eu comecei, nas festas que a gente ia, a reparar que era muito isso. Tipo, você chegava na festa, tinha uma fila. Aí nessa fila, passava na frente Quem era amiga do dono, quem tava com o nome na lista.
Aí eu comecei a brincar com ela, falava, Júlia, as meninas chegam, meu nome tá na lista, me libera. E entram. E eu comecei a fazer uma vozinha, só que só entre os meus amigos. Só que um dia a gente foi numa festa que a gente passou muito perrengue na porta. Foi de carnaval. A gente passou muito perrengue, porque eles deram VIP pra todo mundo de São Paulo. Tipo assim, você imagina um evento que dá VIP pra todo mundo. Aí a gente chegou na rua, a rua tava até fechada de gente.
E todo mundo querendo entrar. E a gente passou o maior perrengue, lembra? Foi uma loucura. E aí a gente passou o maior perrengue. E eu fiquei com isso na cabeça, falei, nossa, gente. Isso. Aí, quando eu fui fazer esse vídeo, eu falei, acho que eu vou fazer um vídeo desabafando como são a porta das festas de São Paulo. Porque é bem isso, vem a menina, fala, o cara hétero top. Aí sempre tem uma que é mais barraqueira. E aí eu fui e gravei esse vídeo.
Eu lembro que na época não tinha nada a ver com o que eu tava postando. Eu falei, ai, não vou postar. Pensei várias vezes antes de postar. Eu falei, ai, não vou postar. Porque eu peguei, amarrei um pano, assim, pra fazer a Juiz Pichinique que eu faço hoje. Ela nasceu com um pano, gente. Peguei um lenço da minha mãe, amarrei. E fui fazendo. E aí não tinha nome essa personagem. Aí na hora eu pensei na Júlia, eu falei, ah, eu vou irritar ela e vou botar o nome dela, Júlia.
Que a patricinha que eu conheço é a Júlia. Falei, eu vou botar o nome dela, como se fosse uma patricinha. Aí falei, ai, meu nome é Júlia. Daí eu gravei o vídeo, postei. E aí foi muito doido. Uma semana depois, ficou uma semana, o vídeo não tava assim, não tinha viralizado, pelo contrário. Aí eu falei, ai, vou apagar. E toda vez eu olhava assim pra ele e falava, ai, vou apagar. Aí depois eu falei, ai não, vou deixar. E aí Assim, depois de uma semana, chegou numa sexta-feira.
Sábado, pegou 1 milhão. De sexta pra sábado. Foi uma coisa muito doida. E aí, eu fiquei muito feliz, porque foi um conteúdo que eu gostei de fazer. Foi uma coisa que veio, assim... Esses personagens vieram pra mim, assim. Aí eu comecei a construir eles mais, assim. E hoje é o que eu amo. Amo fazer, gente. Amo!
O que eu acho mais doido do algoritmo do TikTok é que pode ter um vídeo de 1 ano atrás que do nada vai ressurgir e vai começar a entregar.
Exato.
Isso é muito estranho.
É o que eu passo com os meus antigos, que volta a entregar. E eu: Ô, gente, eu não faço mais esse vídeo. Mas é bem isso. Agora tá cada vez mais, né? Vídeo antigo nosso...
Tá cada vez mais, assim, ficando uma linha bem torta, sabe? A galera não tem como mais ter fórmula no TikTok.
E sabe o que eu faço? Não tem fórmula. E outra, às vezes eu tô lá na For You, aí eu quero comentar no vídeo, aí eu vou ver que é do ano passado, eu fico morrendo de vergonha. Porque eu falo, aí a pessoa vai achar que eu tô, sei lá, stalkeando. Tipo, acontece muito. Dá medo.
E como que você lida também com essa questão do engajamento? Você tem alguma estratégia? Ou você só, ai, vou postar na doida. Porque tem gente que faz isso.
É, eu olhando pra Júlia, porque ela acompanha.
Tem gente que posta na doida. Eu, do nada, dá vontade durante o dia, eu vou postar um vídeo.
Não, olha, eu já fui muito bitolado, tipo assim, mas assim, nível extremo de ter que ir pra terapia depois. Porque tipo assim, eu já fui muito de ficar achando que... Imagina, eu posto um vídeo por dia. Se eu ficar toda vez olhando, ai, postei o vídeo, aí eu vou olhar como é que tá. E aquilo vai definir se meu vídeo foi bom ou não. Eu ficava doido. E isso, eu acho que atrapalha meu processo criativo, sabe? Porque se eu criar pensando em viralizar, eu vou criar uma coisa, às vezes, que não é o que eu quero estar criando ali naquele momento.
Então hoje, o que eu faço? Claro, eu faço uma estrutura de vídeo, assim. Acontece muito, hoje os vídeos que eu gravo, eles são longos, às vezes. Longos assim, gente, pra internet, que tipo, vai, 30 segundos já é um vídeo médio, 1 minuto é longo. E os vídeos que eu gravo, às vezes, têm 3, 4 minutos total de cena. Aí eu vou picotando ele, assim, pra ficar um vídeo, vai, de 1:20, uma coisa assim. E aí, a galera assistir esse vídeo e ficar mais na linguagem da internet.
Mas agora eu tô bem assim, óbvio, eu tenho horário para postar. Eu gosto de postar 6 horas, que eu imagino a galera tá saindo do trabalho, saindo dos compromissos, 6 horas tá indo para casa, tipo, vai assistir. Mas eu não tenho assim, não sou tão bitolado mais. Já fui, agora tô medicado.
É que agora eu também acho que assim, uma hora que você tem o nome, que já tá, que ainda não consolidado na comédia do TikTok e tal.
Amém, a Sofia falou a verdade.
Juro. Ai, para, para. Só que eu acho que também meio que alivia um pouco a pressão, mas ao mesmo tempo também sobe outra, que é não ser esquecido, né?
Ai, sim.
Não ficar flopado, não ficar, ai, gente, quem que é esse mais? Nossa, morreu, desenterrou.
É muito difícil, é só essa pessoa parar de produzir conteúdo em massa, mas porque nem ele que produz sempre, é muito difícil.
Você acha? O que que você acha?
Ah, eu acho que sempre tem que inovar, eu acho que o inovar é o fundamental. Por exemplo, hoje Eu gravo vídeo na rua de personagem. Na rua que eu diga que eu vou de personagem entrevistar a galera. Que é um novo formato que eu achei, que eu adorei fazer. E aí, eu vou de Ju pras festas, assim. A gente tá começando agora em festa, mas a ideia é ir pra vários outros eventos. E isso tem me tirado da zona de conforto. Isso tem... A galera tem gostado desse conteúdo.
Eu tenho outros planos, assim, com os meus personagens. Mas eu acho que é isso. Por exemplo, no meu caso, eu não limito minha criação. Porque vamos supor, se eu limitar e eu pensar, ah, eu acho que agora a galera não quer mais ver isso. E eu não criar, aí é justamente... Eu perco esse contato com as pessoas. Não sei se faz sentido isso. Então, tipo, hoje, por exemplo, teve um dia que me deu na telha... Gente, esse é meu vídeo mais visto.
Sabe o do Denise, Ju? É que a Ju, gente, ela... Se eu esquecer alguma coisa, você me lembra, menina. Pode? Acho que pode, né? A gente vai censurar ela? A louca, censurando. Você pode, você pode complementar. A Ju é meu backup do celular, porque eu não tenho nenhum backup, gente. Aí ela vai me lembrando as coisas. Mas assim, o meu vídeo mais viralizado foi um que, tipo, gente, eu tava em casa. E sabe aquele meme do Ô Denise, da Jojo Toddynho?
E aí, esse meme tava muito em alta, foi ano passado. E aí, eu, tipo assim, brisei na minha, pensei assim, nossa, se esse meme fosse um filme, tipo, como que seria? Ah, a pessoa ficaria preta... Aí eu comecei a criar um roteiro. Fui, criei esse roteiro e falei, vou gravar. Imagina, cheguei lá, eu fui gravar na minha agência. Eu cheguei lá na agência pra gravar com os meninos, eu expliquei a ideia, todo mundo ficou assim... Ah, tá.
Agora explica de novo, eu juro, porque ninguém tinha entendido nada. E eu falei, não, gente, mas tô sentindo que a gente tem que fazer. E aí fui fazendo. Imagina, foi uma diária de gravação inteira pra gravar isso. E eu tava só sentindo, e eu queria mostrar esse vídeo, queria postar. Eu não necessariamente... não tinha nada a ver com o que eu tava postando, era fora das minhas personagens. Mas eu tava atuando, eu criei um roteiro legal. E o vídeo, assim, deslanchou, foi quase 70 mil curtidas.
Agora a galera vai ter que entender. Juro. Agora todo mundo da sua equipe realmente fala, ah, Thallys, ela é séria.
Agora eu chego com umas loucuras que eles falam, ah, tudo bem, vamos fazer.
Depois dessa, eles começaram a confiar.
Mas foi muito bom esse vídeo. Esse vídeo foi o que, assim, virou a chave pra mim do tipo, quantas ideias eu já tive e deixei de postar por achar que não era meu conteúdo, que não ia engajar, que a galera não ia gostar. Só que não, tipo, você tem que ir fazendo, sabe?
É que nem você falou, uma questão de inovar. Então mesmo se não fosse o conteúdo, pode também trazer algo assim... É, e pra agregar, sabe?
E aí você não cai no esquecimento, porque você tá inovando ali, você tá criando.
Você ganha um público diferente do que você já tinha, não troca o público, vem um novo.
Isso, exatamente.
E o hate, como que você lida? Porque deve ter.
Ah, pra comediante é fácil.
É, nossa, aí ele respondeu.
Eu respondi por ele, porque...
Não, o que acontece, assim, eu acho que pelo meu estilo de conteúdo não tem, graças a Deus, não comecem, não tem tanto pra mim. Às vezes tem um ou outro que fala umas coisas, tem gente que não entende às vezes o humor da personagem. Eu acho que o que eu mais... Ah, isso! Isso é o que mais me irrita. Olha só, eu já pensei aqui. O que mais me irrita é a galera que não entende que é humor. Tem uma galera na internet, gente...
Que leva muito a sério.
Que que é isso? Tipo assim, um vídeo recente, vai. Eu fui gravar pro meu YouTube, aí eu encontrei uma menina que tava fazendo tatuagem. Eu tava de personagem, eu falo que não sou nem eu. De personagem não é nem eu que falo as coisas, é a personagem. Não tem nada de Felipe ali. Mas a menina tava fazendo a tatuagem, ela falou... Eu nem escutei o que ela falou que ela ia fazer. Eu sei que eu tô de personagem, eu falei assim, nossa, Mayna, alguém avisa.
Tipo, eu só falei, alguém avisa. Aí postaram nos comentários, avisar o quê? Aí todo mundo foi pesquisar o significado da tatuagem da menina. Aí viram que não podia fazer uma tatuagem daquela. Aí falaram que eu tava falando pra avisar ela porque a tatuagem não podia ser feita. Eu falei, não, gente. Alguém avisa é meme. Tipo... Ai, bati. Alguém avisa é meme, tipo assim, sabe? A galera tem muita dificuldade em entender, às vezes, o humor. Isso me irrita.
Não, mas tem umas coisas na internet que é nitidamente brincadeira. É nitidamente, milimetricamente pensado pra instigar. E a galera cai que nem pato.
Isso que eu acho engraçado. Não, e eu morro de medo. Eu morro de medo, assim, da galera... Por exemplo, Malu Borges. Não sei se vocês viram, recentemente a Malu Borges apareceu com uma bolsa de papel higiênico. E aí, eu sempre gravei de personagem... Porque eu tinha uma personagem blogueira que eu me inspiro em algumas coisas que a Malu faz. Porque é uma blogueira que eu faço tipo de moda. E aí, veste umas roupas estranhas. Enfim, gente, a Malu, ela tem essa...
Esse personagem também muito legal. Eu gosto de assistir os vídeos dela. E aí, eu peguei e fiz a minha personagem ter uma bolsa de papel. Quando ela apareceu com a bolsa de papel, a galera... A maioria, assim, começou a me marcar, porque lembrou da minha personagem.
E eu falei... Malu Borges te copiou.
Ela me copiou, gente.
Antes, ninguém usava bolsa de papel higiênico.
Ninguém. A Bia do Brás.
Não, nem ela. Eu que fiz.
Não, foi ele, foi ele.
Foi a Má, foi a Má. Minha prima, a Má.
A Má.
Ai, que bonita. Aí, o que eu fiz? Gravei um vídeo me pronunciando, chorando. Botei coisa de choro e gravei.
Ai, mentira!
E dali foi. E aí eu, gente, vão lá falar que ela me copiou. Só que claro que é tudo brincadeira. Aí às vezes meu medo é, nossa, já pensou chegar na Malu e ela não entender? Mas eu acho que não, a maioria das meninas assim... Luiza Alvarenga, falam que é a Ju, Juiz Pitnick, minha. É a Luiza Alvarenga, imagina, encontrei ela. Ela foi um amor, ela falou, ai, eu gosto de você, Ju. Então a galera assim, a maioria das criadoras de conteúdo que às vezes eu me inspiro em algum conteúdo assim, pego alguma coisa que ela tá fazendo e trago pra minha personagem, elas entendem de boa.
Mas a galera não, a galera da internet quer, tipo, indireta. Aí, gente, que indireta? O negócio tá ali.
Nossa, o pior é quando tem alguma polêmica, tipo assim, e você meio que acaba falando exatamente do assunto. Tipo o negócio da Antonella Braga com a Liz Macedo, sabe? Da Liz Macedo, não. Ah, é! Do nugget, sei lá o quê. Aí alguém falando, ai, quando a pessoa não te ajuda em nada. Aí, nossa, indireta pras duas. Uma coisa super genérica, e aí a galera enfia você em alguma treta que você nem tá.
É, tipo assim, eu acho que a galera da internet, eles são sedentos por essa treta, assim. Eles esperam. Tanto é que aí eu fiz isso. Eu tava sentindo que a galera tava muito querendo treta. Eu fiz duas personagens minhas brigarem. Vocês imaginem. Eu peguei, aí eu fazia uma se pronunciando, a outra se pronunciando. Aí eu fiz uma briga das minhas personagens, assim. Eu falei, já que o povo quer treta no meu perfil, eu vou brigar entre si. E aí eu fiz. Aí tem vários pronunciamentos, assim, de personagens minhas.
É bom que não fica ressentimento.
É, então. Elas têm o mesmo rosto, só muda o cabelo.
Não dá nem pra falar que é feia.
Não dá, não dá. Ah, mas elas falam. Falam que uma copiou a outra. É isso. E eu gosto, sabe, gente? Assim, brincadeiras à parte, eu gosto de, assim, levar... O que eu quero levar pra internet é isso. É bom humor, é a galera dar risada. É sair um pouco de polêmica, de coisa, a gente dá risada.
Então... Ai, eu acho que a internet vem de um lugar que era pra ser muito leve.
Exato.
E acabou se tornando algo muito...
É que caiu no público errado, que no começo era muito legal. Não tinha...
Não é que caiu no público errado, eu acho que caiu no público total, geral.
É, abriu muito.
Sabe? Eu acho que aí acabou juntando o mundo inteiro. Consequentemente, eu acho que no início, né, na época de 2016, por exemplo, Tumblr. Isso é um nicho muito nicho assim.
E era legal quando era assim.
Só quem tava lá viveu. Eu com 6 anos na época.
Nossa, só quem tava lá viveu. Ela na placenta, ela no tronco.
E eu no peitão da barriga da minha mãe.
Não, mas é, mas realmente era um nicho muito gostoso. E aí depois começou— Nossa, Nany.
Twitter era muito legal no começo, era muito legal.
Eu nem tenho.
Agora tá fechado, tô falando do começo.
Mas vinha de um lugar muito legal, só que como pegou o mundo inteiro, aí são muitas ideias diferentes a todo momento. Aí a galera começou a rivalizar tudo, tudo, tudo, tudo.
Tipo, fica um lugar tóxico, né?
Muito, principalmente essa plataformazinha que você acabou de falar.
Agora não tem mais graça, mas pô, no começo todo mundo se divertia, era meme, você pegava no Twitter.
Não, era brincadeira total, falava de tudo.
É você pedir pra querer fazer terapia.
É, juro, é uma loucura lá.
É pedir. Mas quantas personagens você tem no total?
Hoje eu tenho 3. Eu me segurando pra não contar. Ai, gente, eu sou tão... Não, mas é 3, é 3.
É 3. Futuramente?
Futuramente tem mais uma que vem. Mas essa, spoiler aqui, essa só no teatro. Que eu quero... Eu vou levar meus personagens pro teatro. E aí tem uma que só dá pra fazer no teatro. Essa é legal.
Gente! Mas me explica um pouquinho das 3 aí. De cada uma, porque todas são importantes.
São importantes.
Tem que ter profundidade.
Você sabia que eu falo que é igual? Minhas personagens são iguais ao BBB? Tipo assim, sabe no BBB quando... Tipo esse ano, tinha Ana Paula, tinha a Milena e sei lá, a Jordana. E cada uma ali tem suas torcidas. Não necessariamente as torcidas são rivais. Mas no meu perfil, cada uma tem sua torcida. E eles são, tipo assim, fiéis a ela. Tipo assim, aí às vezes eu tô gravando muito da Ju. Imagina, o pessoal da Doutora Pamela, que é outra personagem, fica tão nervoso.
Você tá postando mais da Ju, você gosta mais dela. E eu, não, gente. Às vezes vai sair um vídeo no YouTube. Aí eu tenho que programar conteúdo só da Ju pra galera assistir no YouTube. Aí o povo briga comigo. Então elas têm torcidas muito fiéis. Se eu esqueço de alguma, imagina, dá uma briga.
E é legal que briga com ele como se ele fosse qualquer pessoa, né. Não fosse o criador das personagens. É, ele... Tipo assim, ele gosta mais delas. Tipo, nossa, que incrível!
É tipo assim... Não, eles me tratam como tipo assim, ah, é o Fê. É o Fê que tem contato com elas.
É o servo que faz a Ju.
É como se eu tivesse contato, se eu fosse presidente dessa empresa. Mas assim, a Ju... Tem a Ju Sputnik, que é a Patricinha. E ela é inspirada nessa minha amiga que tá aqui. Eu gosto de falar, gente, porque ela fica nervosa comigo. Uma vez ela me deu uma bronca. Porque a gente tava numa festa. E aí, umas meninas vieram tirar foto comigo. Aí, oi, oi. Aí falou, ai, a Ju. Aí eu falei, a Ju, é ela! E eu apontei pra ela. Aí uma menina fez assim, nossa.
E a menina... Juro, a menina não gostou. Porque a menina não gosta da Ju. Aí a menina era meio hater da personagem, falou, nossa. Aí a Julia, não fala mais que sou eu, porque as pessoas não gostam.
Ele fez exatamente isso, gente. A gente tava no backstage...
É ela, Pedro!
É ela! Ele tava tipo...
Eu falei, tá chegando o aniversário dela. Ela falou, o que você vai me dar de presente? Eu falei... Uma personagem inspirada em você, não é uma homenagem maravilhosa?
Que já não é presente o suficiente, guardar pelo resto da vida.
Mas assim, tem a Ju Spitzlik, ela é a loira patricinha de São Paulo. Ah, olha, gente, aonde, onde que são as coincidências delas duas? Loiras, patricinhas. Mas quando a Júlia, o nome dela é Júlia Aboud, que ela é árabe, ela é árabe. E quando a gente vai sair para algum lugar, toda vez ninguém sabe, sabe quando você tem que falar o nome que tá na lista? E aí, Júlia Aboud, A pessoa, ahn? Ela tem que meio que soletrar o nome dela.
E ela soletra assim: Meu nome é Julia Abboud, com A, B, B ou D mudo no final. Aí parece que eu tô falando matemática agora, né. Calma, vocês vão catar. Vocês viram como ela explica? A minha personagem explica assim: Meu nome é Julia Spichnik, com T, H, I, Z mudo no final. É o mesmo jeito de explicar, ou não?
Eles entenderam o que eu quis dizer?
Porque pra mim foi a coisa mais genial que eu fiz na minha vida.
Pior que é inteligente pra caramba, né.
Aí toda vez que ela vai explicar, tipo, às vezes a gente tá entrando num lugar, ela olha pra mim, porque ela vai ter que explicar do jeito que eu falo sempre, a personagem.
E daí ela já fica p da vida.
É, é o bordão da minha personagem. Mas assim, gente, é só inspiração. A Ju não é assim. A Ju é maravilhosa, ela não é assim. Não, a personagem é maravilhosa também, porque senão o pessoal vai achar que eu tô...
Tadinha da Ju, a personagem, não é mesmo?
É, gente. Tem a Ju, tem a Doutora Pama. Não, engraçado, assim, só falando de público, pra vocês entenderem como é. A Ju, eu falo que ela é, tipo, de adolescente... Pra adulto, tem muita gente que gosta da Ju. Às vezes, tipo, eu tô andando na rua assim, aí tipo, adoro a Ju. Aí eu olho, tipo, o cara babuda. Meu Deus, chegou em você? Juro, até ele, aquele, ele é da hora, Ju. Eu tava aqui, gente, o menino da produção foi abrir o TikTok, tava eu na For You.
Gente, João Vitor, meu social media. A gente tá, é tudo com J, gente, aqui.
Tá vendo? O meu não é por causa da Ju.
Isso é coisa de backstage.
Piada interna, né?
Piada interna. E aí tem a Doutora Pâmela, que é uma outra personagem minha. A Doutora Pâmela, ela é advogada. E ela já é pra um público 30+. Tem uma galera mais jovem que gosta dela. Mas assim, os 30+ reinam nela. E ela é advogada, ela é a minha personagem mais doida. Tipo assim, eu adoro fazer ela, porque ela sempre é umas coisas muito... É aquele humor corporativo. Só que tipo assim, ao mesmo tempo que eu faço humor corporativo, eu coloco ela no mesmo universo da Ju de festa, de São Paulo, sabe?
Ela seria tipo... Uma pessoa que tá na Faria Lima, entendeu? Só que ela não tem esse sotaque de benzinho. É tipo, ah, ela tá na Faria Lima, mas ela é da pá virada. E aí tem a Má, que é a blogueira. A Má, engraçado, esse final de semana eu tava no shopping, uma menininha, gente, assim, de 9 anos veio e falou, adoro a Má! Aí eu, ai, meu Deus! Sabe assim, quando você fala, meu Deus! Essa é a pública infantil. É! A Má é público infantil total.
Porque...
A Má é a Xuxa.
Ela é! Porque essa minha personagem, ela é a das roupas. Que é a que às vezes eu faço do jeito da Malu Borges, enfim. E aí eu tenho bolsa de banana, pego uma banana e boto numa alça e falo que é uma bolsa. Então acho que isso pega muito também no público infantil. Então assim, as minhas personagens, elas são bem opostas em conteúdos, assim. Mas é muito engraçado que cada uma atinge um público.
É porque aí você abrange um todo, sabe? Eu acho isso muito legal, muito interessante.
Ele é a cara da televisão, assim, do que a TV precisa, sabia?
Ai, amém, gente!
Ah, tá vendo, gente? Ô TV!
Não, é verdade, porque ele alcança vários públicos no mesmo programa. Tipo, ele fazer cada personagem.
Ai, eu morro de vontade, amiga.
Tipo o programa da Tata agora.
Ah, eu amo! Ai, vamos falar de Tata? Eu tenho uma história com ela.
Sério?
Ah, tá.
Eu tava com a Tata Freitas, porque ela veio pra cá, Tata. Eu tava junto.
Gente, a Tata Freitas é minha irmã!
Exatamente.
Meu sonho ir pra televisão, tipo assim, é meu sonho mesmo. E enfim, vamos ver se um dia chega. É porque hoje também a TV tá, sei lá, acho que a TV tá querendo muito ir pra internet, né? E tá nichada. Tá muito. Tá muito, né? Mas sei lá, eu acho que é isso, a TV tem que ir pra internet, tá? Que a gente falando de TV. Ah, mas é, a gente pode opinar? Assim, eu acho que eles têm que encontrar o meio termo. Esse programa da Tatá, por exemplo, encontra o meio termo total.
Gente, minha história com a Tatá. Eu já tive um fã clube pra ela. Só que eu não tive, tipo, um fã clube. Eu tive o fã clube. Tipo, eu tive o fã clube dela mais seguido, na época, assim. Porque eu sou muito fã dela, muito, muito, muito. Sou alucinado nela, assim. Acho que ela é uma grande referência pra mim, assim, no humor. E a história dela é incrível, gente. Assim, depois pesquisem a história dela. Porque ela não fala muito, ela nunca foi num podcast. É um negócio muito doido. Como que... Como que...
Como que a Tatá veio pra cá?
Gente, juro, ela é a única pessoa, assim, que eu conheço... Acho que ela e Fernanda Montenegro nunca foram num podcast. Mas é porque a Tatá, a vida dela é corrida. Eu sou íntimo, gente. A vida dela é corrida, a Tatá.
A agenda dela é uma loucura!
E aí, eu criei esse fã clube pra ela. E assim, foi o fã clube mais genuíno que eu criei, assim. De realmente admirar uma pessoa. E aí, ela seguiu na época. Só que aí, depois, por conta de eu começar a produzir meus conteúdos, eu não dei tanta atenção, assim, mais no fã clube. Comecei a seguir meu conteúdo. Até uma coisa, gente, vocês verem que eu adoro um negócio, né? Um trocadilho, uma coisa. Vocês já viram que meu user lá no Insta é @femoreira com W no final?
Sim.
Aí todo mundo fala, ai, pra que você botou esse W?
Werneck. Werneck.
Tipo, é uma...
Ela sabe?
Não, não sei, talvez.
Manda esse vídeo pra ela.
Agora. É... Foi tipo uma bênção. Eu falei, eu vou jogar um W aqui. Pra carreira tentar rolar, assim. E aí, eu botei esse W, gente, de tão apaixonado que eu sou por ela.
Foi uma simpatia aí.
Juro, pra ver se rola.
Numerologia, né?
É, só o F Moreira não ia rolar. E o W rolou. Mas aí, eu deixo esse W. Já teve uma oportunidade de eu tirar, eu falar, ah, eu vou deixar, porque me dá sorte. E aí, recentemente, eu fui numa festa da Globo. Imagina, gente, olha que coisa doida. Tava como se eu estivesse aqui, à tarde. Aí surgiu o convite, quer ir pra festa do lançamento da Globo? Só que é hoje à noite. Meu Deus! Falei, ai, vou, né. E era o lançamento de uma novela, eu nem consegui, assim...
Na hora, eu não consegui pesquisar quem ia estar na novela, pra entender. Aí eu fui já pensando na roupa. Porque, gente, aqui em São Paulo, evento é assim, vocês sabem. O evento é 8 horas da noite. Amor, começa a se arrumar agora. Porque o trânsito, tipo assim, é uma coisa de doido. Aí eu comecei a me arrumar 3 da tarde pra ir. É uma coisa de doido. Eu achei que você ia falar, amiga.
Pode ir.
Não, eu ia falar, no caso. É que assim...
É que eu falo demais.
Não, é que o que eu dou risada é, por exemplo, Não consegui chegar, que você tava falando até, ai, não tinha nem como eu, porque, gente, ele mora aqui do ladinho do estúdio. Aí ele falou, não tinha nem como eu inventar trânsito, sei lá o quê. Para mim, se você é de São Paulo, não tem como você inventar isso e ponto, porque você já é para estar acostumado, já é para se programar, entendeu? O seu compromisso é às 3, então você vai 5 da manhã, ai, ai, bom dia, sabe?
Já vai pensando nisso e ainda chega um pouquinho atrasado. Então eu sempre penso, ai, você quer dar Eu uso essa desculpa.
Nossa, sim, quem faz isso?
Amiga, essa desculpa é horrível.
Ai, só o Morroi que faz isso.
Se fizesse comigo, não ia estar colando, não ia estar rolando.
E a Sofia é pontual.
É que assim, eu também, principalmente quando é evento, essas coisas, tem muita gente querendo fazer dar certo.
É, eu pensei nisso.
Sabe, eu penso muito nas outras pessoas. Por exemplo, num podcast, vocês chegaram super pontuais, mas eu acho não é tão de bom tom Chegar atrasada. Chegar atrasada.
Não, eu odeio chegar atrasada, eu atraso. Eu odeio. Eu fui contemplado aqui pelas falas dela. Eu atraso um pouco. Mas o meu atraso é desorganização. E a gente já chegou nessa conclusão, né, gente.
É o TDAH, é transtorno mental.
Gente, é porque eu não tenho noção. Tipo assim, ah, eu tenho uma hora. Eu falo, nessa uma hora dá pra eu treinar, dá pra eu tomar banho, dá pra eu escolher uma roupa e dá pra eu gravar um vídeo. Dá. E aí eu vou fazendo essas coisas. Imagina, a Júlia fala, você é louco! Você tem que estar no lugar tal horário, você tem que se arrumar 2 horas antes. Agora não. Agora, às vezes, quando eu não sei me organizar... Por exemplo, hoje eu não sabia me organizar.
Eu joguei pra ela. Falei, que horas a gente tem que sair de casa? Então essa pontualidade de hoje foi um pouquinho por causa dela. Porque eu sou zero. Mas eu odeio atrasar por causa disso. Eu penso muito nas pessoas que estão... Imagina, você tá num estúdio. Tem um tempo que você pode ficar, tem uma logística. Não dá pra atrasar. Aí, na Globo, gente. Voltando na Globo. Aí eu me arrumei. Aí... Eu tava indo pra Globo, aí eu fui dar um Google ali na novela que ia estrear.
Aí a novela tinha a Tatá. Aí eu falei, mas a Tatá não vem pra essa festa, gente. Como eu conheço ela, a Tatá não pega avião, ela tem medo de pegar avião. Então, tipo assim, ela evita ao máximo. Aí eu falei, você acha que, tipo, ah, devem ter chamado. Mas ela não vai pegar um carro, vir do Rio pra cá de carro. E ela também não pegaria um avião, eu pensei. Aí nisso, aí eu me arrumando, me arrumando, Tatá postou um stories. O stories dela era: Nossa, vou ficar muito tempo no carro, alguma coisa assim. Porque estou indo pra São Paulo. Aí eu, meu Deus!
Eu falei, meu Deus, se eu ver a Tata, eu morro, gente!
Aí eu cheguei na festa, e eu falando pro meu amigo todo tempo. Aí eu comecei a sentir que eu ia ver ela. Aí quando ela falou que tava pegando um carro pra vir pra São Paulo, eu falei, ela tá vindo pra festa. Aí cheguei na festa da Globo, uma coisa de doido. Gente, festa da Globo, eu nunca tinha ido. Você tá lá, oi, tudo bom? Licença, Tony Ramos atrás de você, pedindo licença. Juro, aí eu falei, passa por cima! Tipo assim, não precisa, gente.
Onde que o Tony Ramos pede licença pra alguém? Foi uma coisa assim, eu olhava pro lado, aí era Isa. Tipo assim, do lado Isa, boa noite. Aí eu, boa noite, gente. E aí eu fiquei assim, e aí tinha muita gente. E eu tava perguntando pros amigos que eu via, tipo, ai, você viu a Tata? Ai, não sei, não, não vi. Aí eu falei, tá bom, acho que a gente não vai se ver. Aí tava lá na festa uma hora já, uns drinks. Louca, na hora que eu começo com os drinks, que essas coisas acontecem.
Aí passou pequenininha, gente, tão pequenininha. Aí a Tata, era a Tata. Aí eu, ai, meu Deus, é ela! Quase morri.
Aí que eu já ia falar, não é ela que é pequenininha, pode ter certeza. Gente, ela é muito alta.
Você acha a Tata?
Ela é muito alta.
Você é muito alta.
Eu sou alta.
Ele é muito alto.
Ela é mais baixa que você, inclusive.
Sério?
Muito mais.
Sério?
Ela é baixinha.
Tá bom, ela é pequenininha, mas ele também é muito alto, tá?
Não é o problema, não tá só na Tata. Vocês não têm noção da minha altura, mas eu sou muito alto. Então eu olhei assim, eu falei, a Tata! Aí, juro, aí eu vi ela e o mais doido foi que eu falei, gente, eu vou ter que falar. Porque a gente tenta, né, às vezes no evento manter uma Tipo, ó, Tony Ramos, vai. Sabe assim? A gente tenta não. Mas com ela, eu falei, não, me desculpa, é a minha história, eu vou ter que ir. E aí, eu fui falar com ela. Só que na hora, ela olhou e falou, te conheço. Gente, juro.
Aí eu...
Eu travei. Aí eu comecei a falar, tipo...
Aí ela, eu tenho um fã clube pra você.
Imagina!
Maior plot da vida. Mas foi meio que isso, eu falei do fã clube. Aí ela lembrou, a gente começou a conversar ali. Gente, ela foi tão fofa, tão fofa! Mas tipo assim... Depois, em outro momento, eu encontrei ela no evento. Aí ela me chamou, tipo, pra conversar comigo. Aí, tipo, tavam chamando ela. Ela, calma, tô falando com meu amigo. E a gente conversou várias coisas. Gente, não foi, tipo assim...
Sabe?
Foi muito especial.
Viraram melhores amigos.
Na minha cabeça, eu tô indo pra casa dela depois.
Ela tá te seguindo?
Me seguiu depois.
Eu ia!
Gente... Não, é oficial.
Eu quase... Não, e ela foi, tipo assim... Ela me seguiu e ainda mandou uma DM.
Juro!
É tratamento especial, né?
Não, gente, eu fiquei assim... Eu não tenho do que reclamar, minha amiga sabe. Tão doida que eu sou. Aí eu fiquei sorrindo à toa, assim, pra vida. Depois eu, ai, gente, a Tata me segue.
Ah, não. Aí que ele realmente se acabou nos drinks, né?
É difícil lembrar pra seguir.
Ai, sério?
Nossa, quem é que vocês iam ficar muito doidos se seguisse vocês?
A Xuxa.
A Xuxa?
A Xuxa é doida. Se a Xuxa me respondesse um dia...
A Xuxa, eu não sei nem se ela existe.
Se ela é uma pessoa ou é um avatar. Nacional ou internacional?
Pode ser os dois, vai.
Os dois. Você também vai ter que falar do internacional, então. Tá, nacional, Djavan. Se o Djavan me seguisse, eu ia ficar muito feliz. Ou sei lá, qualquer ator brasileiro que eu admiro. E internacional é Angelina Jolie.
Nossa!
Que ela foi bem pesadão. Vai, Jean.
Eu ia achar até que era fake.
Cara, eu ia falar, peraí. Eu ia falar, ai, Angelina.
Juro.
Internacional, acho que nenhum, sabe?
Ah, que que é isso?
Uma Kim Kardashianzinha?
Ela não vai me chamar pra uma festa.
Não, calma aí, a gente não falou de festa.
Você já tá vendo que relação que vai ser. A gente tem que ver com ele, já tá.
Você já tá pensando no futuro.
Eu acho só a Xuxa mesmo, assim, que eu ficaria, caraca, eu ia fazer um quadro e colocar aqui.
A Xuxa, sem a gente aí. Xuxa seria o meu internacional, juro.
Ah, é verdade.
Tá, e você, internacional?
Internacional, que eu ia ficar muito doido. Ai, meu Deus, eu fiquei coagindo eles e eu não sei o meu. Márcia Sensitiva, a louca. Eu sou fã da Márcia, ela me segue. Eu sou muito fã dela. Gente, é muito doido. Às vezes as pessoas que eu sou fã vão me seguir, ainda fico desesperado. Aí fico com medo da pessoa me dar unfollow, juro.
Tipo, por favor, não desiste de mim.
Eu paro de postar quando alguma pessoa que eu gosto muito me segue.
Fica vendo, é. Eu paro de postar, aí eu vou incomodar e vai falar quem é. Mano, mas acho que internacional... Ai, sei lá. Ai, eu sou péssimo com nome. Mas ele ganhou o Oscar esse ano de melhor ator. Como é que eu esqueci?
Meu Deus, como que eu esqueci?
É mesmo.
Peraí.
A gente tava falando dele esse tempo atrás.
Ele é incrível, gente.
O Björn. Foi o Björn que venceu, né?
Se ele me mandasse um pai, eu ia fazer um pai.
É que eu fiquei pensando no Timothée Chalamet o tempo todo. Eu falei, não, ele não ganhou, ele foi linchado.
Eu tenho uma comediante da Escolha Perfeita também que eu amo, que faz a Amy gorda.
Ah, sei!
Mano, eu morro com ela.
Ai, sim, ela é incrível. Eu não lembro o nome dela, mas ela é incrível mesmo.
Bom, já falei 10 pessoas agora. Comigo não tem nenhuma.
Ou seja, Todo mundo segue ele.
Agora lembrei de uma, a Jennifer Aniston.
Todo mundo segue a Jennifer Aniston.
Nossa Senhora, me segue! Nossa Senhora, soltar rugiu em cima da laje.
Cara, a Jennifer Aniston?
Sim, ela é maravilhosa. Ela vai te seguir, amigo. Quem sabe numa festa da Globo você não tá lá, aí você fica com ela. E ela na festa da Globo.
Não, a Toni Ramos tá aí, tá aí, né? Porque a Toni Ramos também já é meio internacional. Ah, e o Selton Mello.
O Selton Mello. Nossa, Fernanda Montenegro, eu ia morrer.
Se você tivesse chegado 3 meses antes do podcast, a gente tinha visto ele.
Quem?
O lançamento do Satomelo, no lançamento do outro era com parecida.
Mentira!
Nossa, você perdeu, amiga.
Você podia ter pedido follow ali.
Se ela tivesse chegado antes, é, 3 meses antes do podcast.
Ai, gente, eu podia ter pedido follow.
Ela que é tão pontual, atrasou para chegar. Atrasou 3 meses.
Não, mas Mas então tá, tirando essa coisa de pessoas que vão te seguir, a gente também queria saber como que é seu gosto mesmo pra música, pra série. O que você gosta, assim, de fazer?
Ai, gente, eu amo comédia. Tudo meu é coisa de comédia, assim.
Qual que é seu filme de comédia favorito?
Ai, ai, que difícil.
Top 3.
Top 3, tá. É Oito Mulheres e um Segredo, eu adoro. Gente, eu acho tão genial. Oito Mulheres e um Segredo, tipo assim, sabe aquele filme... Eu gosto de filme que você assiste uma vez, eu sempre falo isso. Filme que você assiste uma vez e depois você nunca mais vai assistir igual à primeira vez, sabe? Porque tem um plot, muda tudo. Igual A Empregada, vocês já assistiram A Empregada? Gente, nem é meu filme favorito, mas só de ter aquele final...
Tipo assim, nossa, eu amo! Oito Mulheres e um Segredo, acho que tá no meu top 1. Deixa eu ver outro de comédia. Ai, As Trapaceiras, vocês já viram? Esse é legal, né? É da... Gente, o nome... Sou péssimo com nome.
É da fulana, é da ciclana.
Isso, mas é aquela que fez Diabo Veste Prada, ela tá no filme também. A Anne Hathaway, Anne Hathaway? É, gente, eu não sei falar. O meu problema é a fala, mas eu sei quem é. Muito maravilhoso também, eu acho assim, ai, posso ser tipo clichê? Clichê não, posso falar um que vocês vão falar, nossa, Divertidamente.
Gente, comédia?
Não, não é comédia, mas meu top 3, Divertidamente tá, eu choro com Eu gosto desse filme, eu acho reflexivo.
Ah, mas eu acho também. Você gostou dos dois?
Eu gosto dos dois.
Sim, eu tenho a tatuagem na cara. Mas o dois é as crianças rindo. Sabe quando a ansiedade assume o controle? As crianças rindo e eu assim... Meu Deus! Gente, eu choro horrores com esse filme. Eu me identifico com aquela menina.
Porque ninguém entende do jeito que...
Engraçado, né? Tipo assim, pra criança é muito cômico, é engraçado. Pra gente, é a nossa vida ali.
Não, então, mas é isso que é engraçado. Tem muito filme infantil que a galera assiste, ai, fica de boa. E aí, depois de um tempo, quando você vai crescendo, você percebe, nossa, o significado era muito mais profundo, era toda uma história. Porque eu acho também que é milimetricamente pensado justamente pra isso, pra conseguir atingir um público mais adulto também.
É, então atinge os dois.
Então eu acho que Divertidamente é um filme pra todos mesmo, não é só pra criança.
Juro. É, então. E tipo assim, eu acho que tá no meu top 3, porque eu assisto muito ele quando eu quero... Gente, quando eu quero chorar, não me bota tipo assim Vai, culpa das estrelas, eu vou ficar de boa.
Ah, mas tem tudo a ver com você, porque você tem vários personagens lá também, tem várias emoções. Aí você—
juro, às vezes eu fico, quem será que tá agora no controle? E a ansiedade na minha cabeça, amor, ansiedade, ela—
ansiedade tá aqui no botãozinho.
Mas tem uma cena emocionante pra caramba no divertimento mesmo, quando o amigo imaginário dela some.
Nossa, ali eu quase choro todos os dias. Mas é a cena que eu me esbaldo, juro.
Inclusive, a cor do pitico tá atrás de você, né? É verdade, é meio que a corzinha, né?
Foi de propósito.
A gente já sabia disso e a gente colocou ali de propósito. Mas e música?
Música? Ai, gente, eu também sou muito eclético. Eu sou de Gêmeos, né, geminiano. Não sei se vocês entendem de signo.
Eu sei que geminiano é, tipo, um dos que mais recebe hate.
É, então.
Porque as pessoas não entendem.
Gente, as pessoas não entendem. Fala que a gente é duas caras. Não é, eu já sou três. Eu sou três personagens logo de uma vez. Não, então você é quatro.
É o Fê, é a Ju...
A Ju, a Pan e a Ma. É todo mundo.
Você sabe que esse meme, né? Do menino é o ti. Você nunca viu isso? Não. Mentira.
Quem é?
Eu e o João Vitor, a gente se acaba de rir. Não, é que assim, tem um meme que não é meme, não era para ser um meme, era um menino explicando porque ele fez um pronunciamento, porque estavam falando que ele tinha beijado alguém.
Eu adoro esse pronunciamento, eu adoro esse meme.
E é um menino tipo de 12, eu acho, anos. Aí ele, meu, eu não beijei ninguém. Não aconteceu nada. Tava eu, o Ti, o Gusta, o sei lá quem. Aí era sempre no diminutivo.
Ah, eu adoro, mas eu acho que eu tinha perdido.
Era o Gabi, era o Tigas, era o Tirinã. E aí, tipo, explodiu. É sério, esse negócio deve ter milhares.
Eu não acredito que ele fez um pronunciamento.
Não, tem milhões de visualizações esse negócio. Ele fez um pronunciamento sobre isso, aí todo mundo morreu de dar risada, principalmente pelo jeito que ele falou.
Nossa, eu vou fazer um vídeo assim. Você tem que fazer.
Vai bombar, eu tô falando sério, vai bombar. Porque isso realmente... Furou a bolha, todo mundo agora sabe quem que é esse menino. Eu vou te mostrar, é muito engraçado.
Gente, o tema dos pronunciamentos é tipo assim, porque eu joguei almofada nele, desculpa, gente.
É que eu acho engraçado também que tem uma galera que se pronuncia porque já tem medo do cancelamento. E aí começa a ser cancelado porque ninguém pediu, sabe? Ninguém perguntou. E aí a pessoa, não, então, isso não era uma treta? E aí tipo, ninguém perguntou se era uma treta.
Nossa, juro. E hoje em dia eu acho muito legal quem se pronuncia na treta que nem é dele. Tipo assim, a pessoa chega, já vai se pronunciando, aí eu, mas peraí, você Tá ou não tá?
E a pessoa não sabe.
Como a Tata Freitas ficou famosa, por exemplo, ela contou aqui no podcast, ela falou que tinha uma treta da Yasmin Galvão, sei lá o quê. E aí ela fez o pronunciamento falando, meu, e ela é uma idiota. E elas nem se conheciam. E ela fez isso, um pronunciamento, e bombou, estourou. Porque todo mundo queria saber quem que era ela. E aí, enfim, deu certo.
Então, gente, e ela e a Yasmin Galvão são amigas hoje? Hoje em dia elas se conhecem.
Ai, que bom! Hoje em dia não tem treta mesmo. Só que eu acho muito engraçado isso.
É, inclusive a gente fez uma paródia de pronunciamento, né?
Eita, perdeu o negócio, perdeu o controle. O que que você tava falando?
A gente fez paródia de pronunciamento quando a gente começou a postar 2 episódios por semana. A gente brinca comigo.
É porque a gente sempre postava todo sábado, aí a gente trocou para segunda e quinta. Então a gente fez um vídeo falando pronunciamento não tá dando mais certo todos os sábados e a gente vai acabar porque agora é segunda e quinta.
Ai, mas eu gosto, é honesto.
Eu acho engraçadinho, eu acho engraçadinho porque a galera quer ver Quer ver? É, eu acho engraçadinho. A gente faz uma polêmica onde não tem.
Eu adoro, eu adoro, eu faço isso com as personagens.
Mas eu casco o bico quem se pronuncia e não tem nada a ver com a situação.
Eu acho engraçado.
E é uma forma da pessoa aparecer também, né?
Sim. A gente não pode julgar quem quer divulgação de quem não quer.
Mas o melhor pronunciamento de todos os tempos que ninguém pediu foi da Angélica com a treta do...
Aí eu fiquei passado quando chegou nela.
Quando a Angélica apareceu, eu falei, cara...
Ela se pronuncia... Ah, mas ela tinha a ver? Todo mundo tava criticando ela.
Não tinha, não tinha. Porque você não espera que a Angélica vai entrar ali. Aí você fala, caraca, Angélica!
Você fala, nossa, olha a proporção que tomou. Não, essa briga foi surreal, né?
Foi a melhor briga da internet, né?
Ah, melhor? Não, uma das mais famosas.
Divertida.
Eu achei tão tosco que eu não achei...
Você não achou divertido? A Angélica aparecendo do nada, você, caraca, isso é uma cobra!
Ah, não me pegou porque eu achei tosco só.
É, tipo, é que eu também não sou muito da treta, tipo assim, de acompanhar, né? Eu fico vendo, aí eu fico... Se eu ficar vendo negócio de treta, é só para eu fazer um vídeo parecido. Aí eu falo, é para revidar. Ah, essa eu gosto.
Essa foi incrível, eu adoro o vídeo dela. Então em Bangu, às 3 horas da tarde, eu te espero lá.
Mas no dia, na hora que saiu—
mas eu não estarei em Bangu, eu estarei aqui, amiga.
Juro, na hora que saiu, eu lembro que eu falei, gente, quarta-feira em Bangu, ela tinha acabado de postar. Eu falei, gente, vai parar tudo. Eu contando para todo mundo na faculdade, eu, gente, vai parar tudo essa treta. E é esse tipo de treta, eu gosto.
Você tá fazendo faculdade?
Eu faço.
Mentira, mentira!
Essa loucura toda, ainda faço faculdade de publicidade.
Publicidade, propaganda, onde?
Eu faço na— ai, não posso falar.
Pode?
Não posso.
Ah, não pode falar? É segredo, gente. Depois ele vai sussurrar no nosso ouvido e depois a gente vai ficar sabendo. Vocês não. Enfim, mas você tá gostando do curso?
Eu tô gostando, eu tô gostando. É bem legal assim, é uma— é que eu Como eu disse, eu sou de Gêmeos. Eu tava falando de signo, até esqueci. De Gêmeos. Então eu sou dividido ao meio. Um lado meu é toda atuação, é realmente essa parte mais criativa. E outro lado é essa parte mais estratégica, digamos assim. Então, tipo, eu tenho um lado meio sério, que é esse lado que eu gosto de fazer a estratégia, gosto de fazer as coisas pensar, assim.
E a publicidade vem nesse lugar, sabe? De montar essas estratégias, assim. Então tá equilibrando bem, eu tô equilibrado agora.
E você pensa em fazer um conteúdo só seu? Tipo, só do Fê, sem as de Uhu e as outras?
Então, eu tô começando. É que é isso, né. Tipo assim, eu acho que eu gosto muito desse lugar que eu cheguei. Tipo, as pessoas gostam das personagens, elas gostam de mim. Mas não necessariamente elas sabem muito sobre mim. Enfim, as personagens que são ali a principal... O primeiro contato delas comigo. Embora tenha muita gente que, tipo assim, começa, me conhece pelas personagens. Aí gosta do meu jeito. Porque, enfim, cada personagem tem um pouquinho de mim também.
E fica. Mas agora eu tô começando a fazer uns vídeos sem ser de personagem, falando do meu pé. Gente, eu tenho um pé gigante. Agora vocês vão olhar, que vergonha. Eu tenho um pé de 49, gente. Eu calço 49,50.
Mentira!
É horrível.
E como que faz?
Tem que ir numa loja de pé grande. Ah! Existe isso?
Loja de pé grande?
Existe. É uma loja só pra quem tem pé grande. E eu não falo qual é, porque eles nunca me patrocinaram.
Você não é mais alto que eu?
Eu tenho 1,80 e pouco. Quase 1,90, tenho 1,90 quase.
Meu filho, então ele é muito mais alto que você.
Eu sou alta, que eu sou corcunda. Aí ficou assim, aí ninguém vê.
Aí não parece.
Eu juro, mas eu sou bem alta. Então, e aí eu começo a trazer esses conteúdos mais sobre mim, tô começando agora.
Eu achei incrível.
Mas eu gosto também, eu acho que as pessoas têm que conhecer o Fê. Tão conhecendo aqui, né?
O Fê, a Ju.
A Ju, a Pê. Ela, gente, é contagioso o sotaque da Ju, porque eu fiz meia hora de estudo.
Não, então é, e agora eu tô toda hora falando assim, vocês tão vendo no podcast, vocês devem estar tipo Cacete, por que que a Sofia tá falando assim?
Juro.
Mas é que a Dili tá dizendo...
Eu tava falando esses dias também que você falou uma vez que não era pra ter falado e começou a falar várias vezes depois do podcast.
Tipo assim.
Tipo assim.
Tipo, Nossa, tipo assim.
Não, é que eu tava justamente dando risada que eu falei que a geração de hoje em dia não tem mais vocabulário.
E ela foi lá e meteu um tipo assim.
Não, é, eu falei, ai, é porque todo mundo vicia nos tipos, no tipo assim, no assim. E aí eu fiquei toda hora falando isso. Aí quando eu vi, eu, não, é que tipo assim...
Tipo, tipo assim, tipo, deixa você contar que às vezes ela falava.
E aí eu fiquei pê da vida. E até agora eu acho que ficou um pouco comigo e eu tô realmente percebendo que eu tô falando um pouquinho mais, mas é que eu sou dessas. Você pode ser gaúcho, você pode ser tipo, sei lá, da Bahia, você vai estar conversando comigo, eu vou começar a ter sotaque baiano. Ah, eu sou muito assim. Eu fiquei 6 meses no Rio, né, gravando e tal. E aí eu peguei um sotaque carioca muito forte e quando eu cheguei aqui Demorou um ano e meio pra eu tirar esse sotaque.
Mentira, você falando, nossa!
Demorou um ano e meio, meu sotaque foi... Meu apelido foi carioca na escola por muito tempo, justamente por causa disso. Fiquei um ano e meio com sotaque, sendo que eu fiquei lá só meio ano.
6 meses. Mas pega também, eu sou assim. Acho que é coisa de ator, tipo, a gente vai...
É, exato, exatamente.
Não, tem uma... Ah, falando de hater, tem um menino que ele virou meu hater por causa do meu sotaque.
Mentira!
E era vídeo sem peruca, eu tava de fé, eu comecei a gravar uns vídeos de fé. E aí eu falo assim, algumas vai, às vezes eu vou falar, em vez de falar por quê, e eu, Felipe, falo por quê. Só que às vezes, quando a gente faz teatro, a gente tem curso de neutralização, né? Que a maior polêmica, mas a gente não é polêmica, tem que neutralizar pra conseguir fazer outro. É uma coisa, é aula, é enfim. Aí eu comecei a falar por quê algumas coisas assim, quando a câmera tá ligada.
Sem a câmera eu falo, vocês entendem? Acho que você vai me entender. A gente, enfim, é coisa do hábito. Aí eu fui gravar o vídeo falando por quê, não sei Não sei o o quê. quê. Aí o menino, ele está forçando o sotaque, que eu não sei de onde é. Fê, já tá feio, para.
Aí eu, gente do céu, não é forçado.
Eu falei, aí eu falei para ele, ou você tá acostumado, e eu respondo, eu falei, eu respondo tudo, gente, para mim não tem problema. Eu falei, ou você tá acostumado a ver muita falando assim, meio negócio personagem, e aí você que tá forçando o não forçado. Ou é por causa disso, porque eu fiz teatro, aí neutralizou. Eu também não tenho muita noção de como fica.
Mas às vezes, tipo, meu Deus, tipo, eu não posso nem criticar porque eu falo tipo toda hora.
Tipo assim, tipo é a vírgula, tipo é a nossa vírgula.
Tipo é muleta de vocabulário, é realmente. Mas não tem que fazer, é vício linguístico.
Mas ela é tipo vício linguístico do jovem, disse ela com 16.
Mas Eu já me perdi totalmente agora. Você ia falar tipo, tipo assim, ah tá, tem vezes que não tá acontecendo nada na minha vida, eu não tô interagindo com pessoas mineiras, não tô interagindo com ninguém, do nada por uma semana eu vou começar a ter sotaque mineiro, vou começar, eita bicha, e eu não sei o porquê. Eu não, eu, maravilhosa, ô caramba, ô caramba, porque nada vem sotaque. Eu fico me vendo Por que que eu tô fazendo isso? Me dá vergonha alheia.
É que você não tá sabendo aproveitar, Sofia. Você pode criar uma personagem cada vez que você absorve um.
Ó, dá para ser um fevereira. Vamos, amiga.
Ai, eu vou ter que fazer uma personagem que vai ser amiga da Ju.
Mano, eu lembro.
As loirinhas.
Ai, mano, sim, as naturais.
E diferente de você, eu não preciso de peruca.
Nossa, mano. A Ju quer habitar em mim. Gente, eu tava falando para ela que eu sou tímido, ela não acreditou.
Não, eu não acreditei.
Todo comediante é tímido.
Nossa, eu tô aqui assim, ó, quase.
Super, super leve, super...
Eu disfarço, miga. Por dentro eu tô: Por quê? Juro, tem o Felipe dentro de mim que tá: Caraca!
Por que você não faz um personagem assim?
Ai, podia, né?
Um mais bem... Porque dá pra ter um contraste totalmente da Ju.
Dá, dá mesmo.
Tem como você fazer um personagem homem, aquele todo abolicionista.
Eu tinha um hétero top. Aí o hétero... Só que aí eu gostava do Enzinho. Ele ainda tá, ele é participação especial. É, eles sabem quem é, né? É porque aí eu falei... Eu comecei a ter uma... Tipo assim, quando eu comecei os personagens... Tipo assim, vamos lá. Quando eu comecei os personagens, eram todos juntos. Não eram todos separados. Aí vem o lado estratégico. Eu pensei, poxa, se as pessoas estão gostando mais de assistir um no vídeo...
Porque no vídeo era todo mundo junto, que era de festa. Mas a galera gostava de ver mais às vezes um do que o outro. Aí eu falei, vamos criar uma vida pra cada um. Aí eu criei uma vida pra Doutora Pamela, que é advogada. Criei assim... A Ju, fui criando a vida da Ju. E a Má Blogueira. E aí ficou. Só que aí, o Enzinho, que ele apareceu nesses vídeos, eu não consegui ainda criar uma vida pra ele, entendeu? Eu já falei que ele faz medicina. Mas é assim, né? Tipo, mano... Vamos, mano. É tipo essa vibe.
Ah, mas eu acho que você devia fazer um aborrecido mesmo, sabe? Um heterotope frustrado.
Total!
Sabe aquele, tipo... Vários! Droga, ela me deu um fora.
Que droga, que louco, sabe? É, eu vou fazer isso.
Uma coisa mais internalizada.
Juro, contratada. Tchau, Ju. A louca. Tchau, gente!
Agora é a Sol! Agora é a Sol, gente! Me contratem de social media, por favor.
O Wenzinho vai virar personagem principal da série agora. Eu falo que é uma série, aí ele é coadjuvante.
Mas o pior que eu vou te falar, eu genuinamente adoro escrever roteiro. Que coisa de cinema, eu acho que conversa tudo. Eu quero muito fazer cinema na faculdade. Então eu escrevo roteiro, eu gravo, fiz um monte de coisa. Escrevo poesia, escrevo um pouco de tudo.
Já viu as dela?
Não, nunca.
Nossa, era pré-requisito, ninguém me avisou.
Pois é, eu mandei para Gil, mas ela não deve ter te passado.
Ai, mas eu adoro quem faz poesia, eu queria ter esse talento.
Ai, eu não tenho, viu? A gente só tenta, não é questão de ter talento. Ah, amigo, não, assim, o que eu faço quando eu vou escrever minhas poesias é dar na louca, é que nem você falou, tem vezes que faz um conteúdo É que nem isso, para mim poesia chega no ar e você só tem que estar realmente percebendo o suficiente para você pegar.
Gente, tem ideia muito doido.
É muito doido.
Às vezes eu quero ir dormir e vem uma ideia e eu não quero dormir.
E quando você quer dormir, por exemplo, vem uma ideia e você fala, ai meu Deus, droga, eu não vou poder dormir porque se eu dormir não vai ter mais.
Eu tenho que levantar para escrever. Aí eu levanto de madrugada, caolho assim.
3 horas da manhã é o melhor horário para criar, você percebeu? Depois das 3, do nada.
Fale para você.
Você não dormia até esse horário para esperar a criação?
Eu acordava no meio da madrugada com uma ideia boa Ficou anotando pra...
Já, já aconteceu.
Sempre depois das 3. Eu não sei o que acontece no Divertir a Mente. Eu acho que entra um roteirista, entra um agorador.
Eu achei, pelo que ele falou, achei que ele ficava tipo 1 hora da manhã, 2, 3, vou criar. Agora é o melhor horário.
Tá na hora, hein? Agora vai.
Ele coloca um alarme, processo criativo. Mas já chegou algum momento de você ter um bloqueio criativo e falar, meu Deus, e agora? Não sei mais o que eu faço.
Nossa, todo dia, galera. Não, é bastante assim. Mas hoje eu tô entendendo, por exemplo, pra eu criar, eu tenho que ficar... Eu não posso estar muito... Acho que todo mundo, a gente não pode estar muito pressionado por nada, né, assim. Então eu não posso estar muito pressionado por eu tenho que fazer alguma coisa, eu tenho que criar algo. Não, eu vou deixando, tipo... Quanto mais relaxada eu estiver, melhor. Então, tipo, às vezes, ah, é um dia que eu não vou gravar, é um dia que eu tô tranquila.
Aí eu falo, não, esse dia eu vou tirar pra criar. Aí às vezes eu vou fazendo, seguindo minha vida, e vai vindo a ideia, sabe?
Tipo...
Não sei se eu respondi sua pergunta. Já tive bloqueio criativo porque eu me cobrava muito para criar. Agora, hoje em dia, eu percebi que não. Quanto menos eu me cobrar, melhor.
Tipo, a ideia vai acabar fluindo, sabe? Vai acabar tudo se alinhando. Eu, hoje, é muito engraçado. A primeira vez que eu vim para cá, eu lembro disso vividamente, que eu lembro que eu cheguei com um caderno, eu falei, vai ser isso, isso, isso, isso, isso, isso, e agora isso, isso, isso. E eu falei, não pode. Eu era muito—
E demorou muito para tirar isso dela, sabe? Que ela queria fazer tudo perfeito.
Eu demorei uns meses para entender que o entretenimento não é milimetricamente calculado.
E o entretenimento não era que eu pensava quando eu trouxe ela, não era que fosse só para o público, fosse para ela, fosse divertido para ela. E às vezes ela mesmo se sufocava.
Ah não, mas eu me divirto ainda assim. Isso não, porque eu, quando eu trouxe você, eu queria que você se divertisse. Então é isso que eu tô falando, eu me divirto. Mesmo planejando as coisas, porque a real é que eu gosto muito de estar no controle.
Ah, eu também.
Sabe? A gente gosta de ser organizado, saber que as coisas estão indo nos conformes. Então eu me divirto também sendo meio...
Mas parece que quanto mais a gente... Meio pirada. É, mas parece que quanto mais a gente vai tentar ter o controle, mais sai do controle.
Mas é legal que tem volta. Porque várias vezes eu falei pra ela, se diverte, para de ser tão focada. Ela, mas eu tô feliz, eu só tô mais focada.
Ele não se conforma, gente. Ele fica toda hora, se diverte. Eu, não, eu tô me divertindo.
É porque pra vocês são dois modos.
É porque ela tá brincando aqui, pra nós é um pouco...
Mas é porque são jeitos diferentes, sabe?
Aí às vezes ela tá muito profissional ao extremo e na minha cabeça eu falo, pô, ela não tá se divertindo, ela tá sendo só profissional. Aí ela, mas eu tô feliz pra caramba.
Mas é que eu acho que também, justamente da gente estar na arte, eu acho que é um lugar também às vezes muito desgovernado. Então eu sinto prazer em, sabe, saber que eu tô centrada. Eu acho que eu penso mais assim. Porque tem muito ator que chega em algum teste, chega super atrasado. Fala, ai, gente, vamos nos divertir. Não decora texto, fica tudo aquilo. E foi o que eu falei, tem muita gente querendo que isso dê certo, sabe? Principalmente aqui no TrambiCast.
É a gente apresentando, mas tem a nossa família. Tem todo mundo, sabe, apoiando. Então eu sinto prazer também em organizar essas coisas. Porque eu sinto que faz valer mais a pena. Pros outros também, sabe? Não só pra mim. Então essa é a minha forma de diversão.
É, e eu demorei pra entender.
É, ele demorou um pouco pra se dar.
Várias vezes eu mandei mensagem pra ela, você tá triste? Ela, não, eu tô muito feliz.
Nossa, eu sou essa pessoa também. Eu sou os dois, um pouco dos dois.
Gente, se a gente se fundisse, seria a Fê Moreira.
É verdade. Tá vendo, juro? Eu sou assim, às vezes você tá gravando comigo, a Ju sabe, às vezes eu tô numa gravação, toda hora, você tá triste?
Você tá gostando?
Você tá bem?
E não, e ela tá muito feliz. Ela fala, não, eu só tô concentrada mesmo, tá tudo bem.
Não, mas o Gi é assim excessivamente. Tem vez que eu, tchau, gente, foi isso, muito obrigada, boa noite. Aí eu chego em casa, eu morro. E aí ele, ô, eu percebi que você tava pra baixo hoje.
Eu, caramba, velho. Se ele mandar, você me fala. Se ele mandar hoje que você tava pra baixo.
Não, eu vou te avisar primeiro.
Não, mas agora eu já entendi, eu já parei de ficar...
Não, porque o tempo todo era, ai, você tá estranha. E aí o João Vítor, você não tá estranha. E o Jean, você tá estranha. Eu não tô estranha.
Depois que eu entendi que, tipo, ela só tá concentrada, mas ela tá feliz, ela tá tranquila.
Mas eu achei legal, por exemplo, quando a gente foi gravar, você, ai, será que esse ângulo tá bom? Será que você... Porque isso é coisa de gente que é da arte, a gente também tem que calcular, mesmo que é legal, que é divertido, que é entretenimento. Gente, isso aqui é um programa que é totalmente genuíno, é totalmente leve, a gente não... Por exemplo, a gente não passou nenhuma pauta pro Fê. A gente não passou nada, ele não sabia nenhuma pergunta que a gente ia fazer.
A gente deveria? Teria. Deveria, mas a gente teria passado alguma coisa, mas a gente gosta de pegar de surpresa. Mas querendo ou não, mesmo assim tem toda uma estrutura pensada.
Então acho que é o equilíbrio. Eu acho que vocês dois, fazendo uma análise aqui do— eu de psicólogo, fazendo uma análise. Eu acho que vocês são o equilíbrio, porque é isso. Eu também, eu assim, eu tô— eu acho que quando eu achei esse equilíbrio, não sei se eu achei, tô tentando achar esse equilíbrio entre— porque eu também já fui muito bitolada, aí eu não conseguia criar, e eu ficava muito tipo, nossa. Aí eu acho que transparece, a gente que atua transparece o nosso nosso sentimento, se a gente não— E eu também já fui muito do deixa a vida me levar, e a vida às vezes não levou, eu tive que ir ali. Então é bom achar esse equilíbrio, esse equilíbrio de vocês dois.
Não, por isso que eu acho que a gente funciona muito, porque eu acho que é muita temperança, sabe? Tem vezes que a gente vai dar umas discutidas porque são ideias diferentes, mas a gente vai ver que nenhum dos dois tá realmente certo, nenhum dos dois tá realmente errado, é realmente o meio, sabe? Eu acho que se a gente fizesse as coisas sozinho ia ser um pouco mais difícil, né? Entendeu? Então é legal ter essa coisa, porque você não tem ninguém que grave com você, mas você tem a Ju, você tem a Pam. Então elas te ajudam também.
E menina, eu juro, tem uma vez por mês eu faço uma reunião que eu falo que é comigo mesmo. Aí se vocês forem ver, vocês vão falar, ele é doido, interna de vez. Porque é eu falando comigo mesmo. Eu não, eu vou fazer isso daqui, isso daqui tal mês. Aí eu analiso tudo. Aí é o dia que eu faço, eu falo que é o dia chato da coisa que eu pego. Eu gosto, aí que tá, meu lado de gostar. Eu gosto de pegar e ver todas as métricas de todas as redes e ver o que tá funcionando, que não funcionou, quem, qual personagem eu gravei mais, qual não.
Gosto de fazer um panorama do mês. E aí eu faço isso falando comigo mesmo. Minha mãe, coitada, ela olha para mim falando, meu Deus, meu filho não rolou. Porque eu fico ali, ó, falando igual eu.
Meu filho é ovelha negra da família.
Eu era assim também, eu escrevia com a voz do personagem que eu tava escrevendo. Eu ficava sozinho, eu falava, não, esse tom, a piada não vai ser legal pelo tom que eu fiz aqui. Aí tipo, eu trocava a piada.
O processo criativo é solitário, né? Tipo, eu já tentei fazer com alguém, não dá, porque a pessoa me acha doido. Tipo, tem que ser solitário.
É, não, tem que ter uma pessoa que te entenda muito pra isso. Teve um amigo meu que me chamou pra gente construir um roteiro de filme junto. E nossa, é muito difícil mesmo pra conciliar, sabe, as ideias. Porque às vezes a pessoa só não entende, não pega. E pra você tá fazendo totalmente sentido. Que nem você tava falando aqui, gente, será que tá fazendo sentido pra vocês? Porque às vezes ninguém vai te entender. E acontece, não vai conseguir fazer.
Mas trabalhar em dupla é legal pra caramba.
Ah, até porque assim, a gente tem esse processo criativo.
Eu sozinho, mas é bem legal.
É, deve ser legal mesmo ter uma dupla.
Ou você ter 3, você ter 3, é, sua tribo.
Mas é que assim, a gente também não é só processo criativo, por exemplo, que nem criador de conteúdo, porque a nossa maior base são os convidados. Entendeu? Então é um pouco diferente. Óbvio que a gente tem que pensar quem que a gente vai levar, quem que vai funcionar pro formato do nosso programa, porque tem uma galera que simplesmente não vai alinhar, sabe, com o objetivo e com o público-alvo. Porque pode ser uma pessoa gigantesca, se a pessoa não alinhar com o público, não vai entregar, não vai rolar.
Entendeu? É isso que eu penso. Então eu e o Jé, a gente tem muita... Mas a gente sempre se conecta.
Então às vezes eu tenho alguma ideia, na minha cabeça a ideia é genial, Eu mando pra ela. Aí tipo assim, e se a gente fazer desse jeito, mas muda não sei o quê? Aí eu, caraca, como é que eu não tinha pensado nisso?
É, a gente se complementa, né? Nem você falou.
Isso é ótimo, gente.
Isso é muito legal de criar tipo em dupla. Às vezes eu tô com uma ideia que pode ser muito boa, mas não é, é só na minha cabeça. Mas ela pega a ideia e muda e transforma num negócio muito legal.
É. E questão da Tirana Tata Werneck, teve alguém da internet que você falou, caraca, essa pessoa é muito legal, eu fico muito feliz que eu consegui uma amizade por conta da internet?
Ai, tem o Rê Augusto. O Rê é maravilhoso. Vocês conhecem o Rê? Maravilhoso. Ele veio aqui?
Mentira.
Ah, veio na época que eu não existia. Veio na época que eu não existia.
Não, pra mim você já existia.
Na época que eu não apresentava, então não aconteceu.
Não, veio, você existia.
Rei, volta!
Ele tem que vir.
Volta de novo, porque agora sim vai valer e vai ser verdadeiro, porque antes era falso.
Vamos chamar ele.
Vamos chamar o Rei.
Ele é maravilhoso. O Rei foi engraçado, o Rei a gente se conheceu porque na época que eu gravava lá em 2020, 2021, ele também já tava começando a gravar. Começando a gravar não, o Rei já tava, amor, estourado. Ele tava fazendo já os vídeos dele. E aí a galera começou a falar que eu e ele, a gente se parecia muito. Ai, eu achava que era o Real Augusto, achava que era o Fê. Lá daquela época, até hoje tem uma galera que acha que a gente é a mesma pessoa.
E aí a gente— aí um dia ele me mandou, eu nunca esqueço essa DM, tipo assim, uma terça-feira chuvosa. Aí ele me mandou oi no Instagram. Eu, nossa, oi! Aí ele, você é de São Paulo? Aí eu, sou. Aí ele, tá livre tal dia? Aí eu, meu Deus, você vai me sequestrar! Eu juro que eu escrevi isso na mensagem. Você vai sequestrar?
O que que é isso?
Só me avisa. Aí não, era para fazer parte da primeira novela vertical que ele ia fazer.
Mentira! Naquela época?
Naquela época, vai, acho que foi 2021, 2022. Ele fez a primeira, na verdade não era nem vertical, era vertical, vertical. E não foi para o TikTok, foi para o YouTube, mas ele foi a primeira dele e eu fui tipo a Maressa dele, porque ele ia fazer todas as personagens, ele precisava de um dublê. E como eu era muito parecido com ele de costas, tudo, aí eu fiz o dublê para ele. E aí, dali a gente se conheceu nisso. E tipo, mano, ficou.
Tipo, o Rê é meu grande, grande amigo, assim. A gente... Pessoal... Tanto é que a gente até tem dificuldade. A gente grava junto, quando a gente grava, o pessoal ama. Mas a gente não grava muito. E a galera às vezes não tem nem noção de como é a nossa amizade. Porque a gente não grava. A gente se encontra... Tipo, a gente podia pegar e ficar gravando, né. Mas a gente pega, joga o celular e começa.
Ah, mas assim que é gostoso. Você esquece que o celular existe.
É, eu falo que é uma amizade que é da internet. Ele veio da internet, mas não necessariamente é uma amizade pra internet. A gente tem muita dificuldade em jogar isso pra galera, pra galera começar a entender como é, porque é muito engraçado nós dois juntos. Só que é umas coisas que a gente vive que ninguém nem imagina. Mas ele é meu grande amigo, assim, conheci na internet.
Ai, que legal! Eu acho que o mais gostoso é isso, na internet, além de você conectar com pessoas totalmente aleatórias— quer dizer, todo mundo é aleatório, né?
Mas todo mundo é bem aleatório.
Mas você conhece mesmo pessoas de outros outros países, outras cidades, outros estados, e você consegue conectar com todas elas, que a internet não tem fronteira. Isso que eu acho legal. Ao mesmo tempo que eu não acho, é uma linha tênue entre não ter fronteira, porque querendo ou não, aí todo mundo consegue te alcançar também, teoricamente, sabe? Para o bem e para o mal.
Exatamente.
Esse é o problema maior para mim, que tem influência de todos, de todo mundo, sabe? E a internet é um pouquinho de terra sem lei, mesmo tendo leis.
Pouquinho.
Tem leis, mas sabe, às vezes a galera é meio sem noção, ainda mais nessa era de poder ser anônimo em tudo. Eu acho que isso que é o pior, porque eu acho que a galera adora desmerecer influenciador, mas eu acho que existe, tem que ter muita coragem para você colocar sua cara ali, que foi o que você falou, você sofria bullying na escola. E é sempre isso até hoje, mesmo a internet sendo agora muito mais valorizada do que na época que você realmente começou.
Ainda existe, sabe, esse julgamento. Nossa, vai ser influencer. Nossa, o que que é isso? E ninguém acha que é um trabalho real. Mas você mesmo acabou de falar sobre como o processo é tão difícil.
É difícil.
Gente, tudo bem que não é que nem pedreiro, né, que acorda às 5 da manhã e fica lá no sol quente. Não, mas são diferentes tipos de esforço, mas não deixa de ser um.
É, não. Tanto é que assim, eu falo muito, imagina, Na minha família, ninguém é desse meio, ninguém é artista. Não tem na minha família, assim. Embora minha avó... É muito engraçado. Minha avó é uma comediante, só que pra quem tá ali em casa. Tipo, pra quem tá ali. Quem não conhece ela... Tanto é que eu falei assim, nossa, as pessoas... Esses dias eu tava falando pra minha mãe. As pessoas não sabem como minha avó é. Porque tipo assim, você conhece ela assim, ela é uma pessoa normal.
Em casa, ela não é normal, ela tem o jeito dela. Minha mãe também. Então eu... Assim, eu acho que eu fui o único que resolveu mostrar pro mundo a minha loucura, assim. E isso eu sinto, é bem o que você falou. É difícil, talvez eu sinta falta que eu não tenho suporte. Às vezes você não tem uma pessoa assim que... É mais fácil quando você tem alguém que já é do meio pra te ajudar, no sentido de dar um suporte, te direcionar. Eu fui meio que descobrindo e fui me jogando, e tô indo me jogando, assim.
Mas isso faz toda a diferença. E eu sempre... É uma coisa que eu falo muito pra minha mãe. Minha mãe percebe muito agora. Porque antes da gente... Antes de eu começar a trabalhar com isso Eu também não tinha muita noção, achava que era super fácil, achava que era super... Mas não, você tem que entender muito de muita coisa. Você tem que entender de edição, porque se você... Tá bom, você sabe falar bem, mas você sabe editar? Você sabe fazer um vídeo, um roteiro pra internet?
Isso também era uma coisa que antes eu não sabia fazer. Então eu fazia um roteiro legal, mas não era pra internet. Hoje eu já consigo, eu passo esse filtro. Ah, esse roteiro é legal, como que eu passo pra internet? Então acho que você tem que... Eu até falo. As pessoas perguntam, né? Ai, quanto que você começou? E aí eu falo isso, que é desde a época do Facebook. Tipo, desde, sei lá, quando eu tinha 8 anos de idade. Porque eu comecei ali mesmo.
Ali eu fui entendendo como era trabalhar com a internet. Só você parar pra pensar, dos 8 até os 22... Eu não sei fazer matemática, mas alguém que saiba vai fazer. Foram todos esses anos aprendendo a como fazer. Eu venci na insistência, gente. Juro! Foi na insistência de como fazer, vai indo. Insistência e fé, foi o que me trouxe até aqui.
Propaganda eleitoral.
Tô na existência e na fé, gente. Nossa, falei tão bonito agora. Corte.
Pode fazer esse corte.
E eu entupidíssimo. Tô entupido.
São Paulo. Falei tão bonito agora. Falei isso, foi. Mas e também ser ator? Você prefere o audiovisual ou o teatro?
Ai, o teatro. Eu amo teatro. Ai, eu sou doido pelo teatro. Tanto é que assim, eu Estudo a melhor forma de levar meus personagens pro teatro. Eu quero muito fazer isso. A minha personagem, Doutora Pamela, eu tenho um filme escrito pra ela. Tipo, eu já escrevi assim. Aí eu joguei pro universo. O dia que vier aí... Olha ela, diva.
Ela já aqui, ó.
A gente assim... Vamos conversar. E assim, eu tenho...
Eu sou atriz!
Mano, juro, total. Porque é isso, a gente tem que sonhar, né, e ir fazendo. Mas eu gosto muito de teatro. Teatro é tipo assim, é aquilo... A gente tava conversando antes de... Ligar as câmeras, que eu sou tímida. Mas que, tipo assim, acho que todo mundo que faz arte é tímido. E eu falei pra ela, toda vez que eu vou, tipo, apresentar uma peça... Inclusive, saudades, faz um tempo. Mas toda vez que eu ia fazer uma peça, era tipo assim, na coxia eu ficava, meu Deus, por que que eu tô fazendo isso com a minha vida?
Tipo, é uma adrenalina totalmente diferente.
Me dá uma crise do tipo assim, eu não vou conseguir. Por que que eu não escolhi algo mais fácil? E aí, ali eu vou, me solto no palco igual um bicho. Eu falo que eu viro um bicho. Hoje em dia, nesses vídeos que eu vou gravar fora de personagem, também é a mesma coisa. Quando eu vou, a Ju que grava comigo, ela sabe, eu fico morto o dia inteiro. Tipo assim, eu fico, ai, meu Deus, o que eu tô fazendo? Será que vai dar certo o vídeo hoje?
Ai, meu Deus.
Aí na hora que eu tô me virando a personagem, né, botando a peruca, tudo, eu também fico, ai, meu Deus, por quê? Botou a peruca, soltou o bicho, fala e acontece, faz e acontece, acabou, também eu morro. Aí quando acaba, eu falo, ai, não, gente, tenho que ir embora. É uma energia que sai da gente, né? Mas eu amo, acho que a gente vicia nessa energia.
Juro. Não, com certeza.
E aí o teatro eu amo, aí eu quero levar meus personagens pro teatro. G4. E vai vir aí, vem aí, vocês vão, hein?
Com certeza a gente vai.
Espero que tenha, espero que venha convite, né?
A gente vai, a Ju manda pra gente, a Ju tem o meu número já, então manda. Mas se você não pudesse ser ator nem criador de conteúdo, o que que você seria?
Ai, meu Deus, religioso.
Será coach?
Porque ele mandou mensagem de coach agora.
Nossa, tá muito coaching, né, gente? É porque eu tô entupida. Mano, o que que eu seria? Ai, meu Deus. Piloto de avião total. Mentira, gente, eu tinha uma neura em ser piloto de avião quando eu era criança. Aí até hoje eu não sei se eu gostava de ser piloto porque eu gostava de viajar, gostava de pegar avião, ou se eu tenho vontade de aprender a pilotar avião mesmo. Eu acho que eu tenho vontade de aprender a pilotar.
Vai ter que tentar para descobrir.
Sabe o que que é legal dele? Que ele, tipo, aeromoça pode ser ele, o piloto pode ser ele, o passageiro, o doge, o cachorro.
Pode ser qualquer pessoa, juro. Mas eu sempre tive essa pira de ser piloto, eu ficava falando que ia ser piloto. Imagina, coitada da minha mãe, ficava falando que ia ser piloto a vida inteira, depois peruca, TikTok.
Aí depois, já contei aqui, né, eu queria ser caminhoneiro.
Aí depois criador de conteúdo. É super legal.
É, depois tipo, eu achava que você ia falar, é bem a sua cara ser piloto. Não, ser caminhoneiro. Mas você não tem cara de caminhoneiro.
Não, não imagino.
Porque eu acho que é um trabalho, não querendo te desmerecer, mas acho que é um trabalho tão difícil ser caminhoneiro, gente. Você é mais da paz, Você é mais zen, você é mais da arte.
Contei a história uma vez, tinha o Carga Pesada, aquela série da Globo. Aí eu queria ser caminhoneiro por causa deles.
Também queria atuar como caminhoneiro.
Minha mãe falou isso, minha mãe falou assim: você não gosta de ser caminhoneiro, você gosta do que eles estão fazendo, eles estão atuando. Aí eu: é verdade, então eu quero ser ator.
Aí ele virou ator. Tua mãe fez ele ser ovelha negra da família.
E você, a que ele escolheu?
É, eu se não fosse atriz nem apresentadora, nada da arte então, nada da arte, tá? Eu seria Uma pessoa vazia e morta. Ai, juro! Não, mentira. Eu gostaria de ser psicóloga.
Nossa, legal!
Não que eu tenha inteligência emocional suficiente pra isso, mas eu aprenderia a ter.
Nossa, é bem legal psicóloga.
É o pior que você faz mal.
Mas é que eu adoro. É que eu gosto muito de dar conselho pras pessoas, ficar conversando com todo mundo. Você vai ver, eu chego num lugar, eu posso não conhecer ninguém. Daqui 2 horas, todo mundo vai saber meu nome. Porque eu sou muito faladeira. Então eu adoro escutar as pessoas, adoro conversar com as pessoas. Graças a Deus, por isso que eu estou apresentando um podcast. Mas eu adoro isso, entendeu? Então eu acho que vem de um lugar que faz muito sentido pra mim. Eu adoro estudar psicologia, eu tenho vários livros de psicologia em casa.
Ai, eu gosto também!
Sério?
Ai, gente, eu gosto. Eu fico vendo uns livros da mente, tipo assim. Eu falo, ai, pra quê que eu fico vendo essas coisas? Mas eu gosto.
Eu também.
É tipo o meu momento conforto.
Sim. Ai, mas é que eu acho que é muito útil pra nossa vida.
Ai, muito útil pra ser humano.
Dá pra aplicar bastante. E eu acho que isso também desenvolve bastante nossa empatia. Pelos outros. Porque hoje em dia, quando eu era menor assim, aconteciam problemas no âmbito social, eu ficava, ai, por que que isso tá acontecendo? Aí eu ficava frustrada com a pessoa. Hoje em dia eu já venho a um lugar mais, eu entendo por quê, sabe? Eu me coloco no lugar dela. Então eu acho que minha empatia melhorou bastante depois que eu estudei. Por isso que eu falo que todo mundo deveria estudar um pouco.
Até por isso que você é mais tranquila. Tipo, quando tem um problema, eu surto primeiro e você, calma, vai dar certo, vamos lá.
É, você acha?
Agora eu fiquei curioso para saber, é assim mesmo?
Não, ela é assim.
Eu também tô querendo saber se é assim.
Não vou falar que problema que teve, você sabe qual que foi.
Ah, mas eu quero saber.
Aí eu fiquei muito triste, tipo, eu não consegui. Aí ela, não, vai dar certo, tamo junto. Aí eu, caralho.
Aí eu vou contar mais problemas para Sofia para ela me falar aí que vai dar certo.
Mas é que eu sou muito lógica também, ao mesmo tempo. Então se a pessoa que vem querer te falar de emoção, eu vou falar de um, eu vou falar com você de um jeito muito Centrado, sabe? E direto, eu não vou também enrolar. Então eu sou muito isso, isso, isso, entendeu? Por isso que eu acho que eu gostaria de ser psicóloga, porque eu gostaria de dar uns murros na cara do meu paciente. Tipo, meu paciente: Ai, eu tô sofrendo pelo ex. Supera! Para de ser trouxa!
Juro, Márcia se sentia na nossa consultoria.
O dia mais fácil seria, né?
Tipo... É, eu dou umas patadas nos outros, adoro.
Mas aí a pessoa nem ia querer entender. E eu adoro, às vezes vem... A Júlia e o Enzo são meus escudeiros, né? Eles andam comigo pra tudo. O Enzo não veio hoje, me abandonou. Mas a Júlia veio. E eles são tipo assim...
O Enzo também é por causa do Têretópolis.
Sim, do personagem.
Como que você não falou isso pra gente?
E ele é o oposto. Ele é o oposto da Têretópolis. E eu tenho uma personagem que é essa que eu só faria no teatro, que é a avó do Enzo. Ai, você podia falar. Posso? Tudo bem. Só vai ver quem for no teatro. Esse é o marketing da personagem. Enfim, porque a história é maravilhosa dessa personagem. Mas enfim, o Enzo às vezes vem, a Júlia também. Ai, Fê, o que eu faço? Aí eu adoro, aí eu baixo... A psicóloga em mim, mas é uma psicóloga meio mais sensitiva, meio para de ser doida, vamos.
E aí eu vou ajudando eles, mas é isso, é na lógica. Tipo, eu sou zero sentimento com eles. Comigo eu sou sentimental, horrores. Agora com os outros eu consigo ser mais racional.
Ah, eu também. É, não, é coisa de psicólogo. A gente tá aí nessa mesma linha, a gente vai ser futuros artistas. Vocês não entenderiam, Magalu. Brincadeira. Tá, a gente já sabe da sua profissão, a gente já sabe da vida social dele. Que mais que a gente não sabe?
A gente não sabe como é que tá o coraçãozinho dele.
Não tá, não tem, tchau.
Não tá batendo, ele tá morto e é só a alma dele.
Amores, nem tem, juro.
Sua vida amorosa tá parada desse jeito? O quê?
Nem existe. É, eu tô focado tão assim, eu só tenho tempo pra pensar na carreira.
Tão centrado na carreira?
Juro. Gente, minha vida amorosa, ela é... Eu sou muito bom conselheiro amoroso. Pros outros, pra mim... zero.
Você fecha o olho?
Juro. Mas não tem, não. Ele tá me olhando com uma cara de que tem. Não tem.
Eu não tô sabendo de nada.
Você sabia alguma coisa, Júlio?
Não.
Ué, por quê? Ai, também não sei. Mas já tá assim faz tempo?
A vida toda, maluca. A vida toda, vale?
Vou morrer sozinha.
A vida me permita. Mas eu sou muito centrada, eu acho que nisso eu pego o meu equilíbrio aí, ó. Eu sou muito, tipo assim... E aí, se eu começo a me envolver, eu acho que eu vou desfocar. E aí, eu fico focado na carreira.
Eu sou assim, eu também, mas é que eu tenho 16 anos, né? Então é um pouquinho diferente.
Nem viveu ainda.
Nossa, mas tem 16 só, não viveu ainda, não sabe de nada, não sabe de nada, nem devia estar aqui falando. Porque essa menina tá falando de criança, tá falando para caramba.
Você nem a parte legal da vida, você tá só no test drive ainda.
Nossa, eu odiava quem falava isso para mim, que eu falava: gente, eu já sei o que é viver, gente, eu já sou adulta, eu sei de tudo, sabe?
Eu não tenho mais nada a aprender, já passei por tudo.
Porque depois dos 20 aparece umas coisas que você fala, caraca, da onde veio isso?
Quando você vê, você tá numa quiropraxista falando.
Ele não sabe, eu já, eu faço quiropraxista, eu faço fisio. Eu tenho um problema na coluna muito forte. Nossa, eu já sou uma velha, eu tenho cabelo branco já, eu juro para você. Ai, vai lá ver no meu TikTok, vai ter lá.
Eu adoro, eu tô viciada em quiropraxista, sabia?
Então, e eu não esperava que eu precisasse tão cedo Mas é bom, você tá começando a cuidar agora, senão vai chegar na idade aqui deles. Agora você vai chegar no acabado do Jean.
Só que não é por nada não, mas entre os dois aqui, a minha carcaça funciona melhor do que a sua.
Não, aí fisicamente ele tá bem melhor que eu, porque realmente eu sou toda— Ai, gente, pera aí, deixa eu sentar.
Eu sou assim, eu sou o Rei do Ai, minha coluna.
É, pois é.
Então assim, ontem eu tava travado aqui, né? Eu tava tudo torto ontem na academia.
Ontem a gente foi gravar um episódio, ele tava—
Não, e aí, que que você Tava doendo muito assim, eu tava ficando muito torto assim, tá?
E aí o nosso diretor—
Ai, você achou? E aí nosso diretor: Gia, pelo amor de Deus, senta. Aí eu fiquei olhando, aí apareceu um número no chão assim. E o Gia quase saindo do frame assim.
Uma coisa bizarra.
Nossa, eu sou assim, eu sou corcunda. Na hora que eles botaram eu na câmera aqui, eu tava assim: Oi, Sofia. Opa!
Reparou, antes ele viu.
Mas, ai, gente, eu tô com hiperfoco na quiropraxista, só vou falar um pouquinho disso.
Mas é incrível.
Eu tive uma pancada maravilhosa. Eu cheguei, ela maravilhosa. Eu fui em uma, minha mãe. Minha mãe falou, vamos ali. Eu jurei que era tipo, ai, vamos no shopping. Não, foi numa quiropraxista. Aí ela, ela maravilhosa, ela é gringa. Ela vai ver esse corte. Ela é gringa e ela, sua coluna tá muito... Aí ela mexeu assim, creca. Eu, ai! Aí ela, nossa! Juro, ela ficou chocada com a minha coluna. Ela falou que tem uma vértebra, amor, que girou 360.
Aí agora ela tá mudando assim. E eu já tô sentindo minha coluna nova. Eu falei, gente, eu achava que eu precisava de amor e precisava de quiropraxista.
Ele criou uma personagem ali, ele nem percebeu.
Entrou.
Aquele praxista.
Ai, mas você pensou em fazer um negócio? Mas esse negócio também é só no teatro, na TV.
Ah, mas seria legal você também fazer uma meio bilíngue.
Ai, eu gosto. Às vezes eu faço uma. Eu fazia na escola. Gente, tudo, eu falo, tudo que eu faço hoje que as pessoas olham pra mim e falam...
Você fazia quando você era menor.
Eu fazia na escola e todo mundo falava, doido. Hoje tem aval, né? Todo mundo é tipo, ah, creator. Na escola era só doido, eu era doidinho.
Hoje em dia dá para entender.
Hoje em dia dá, eu fazia tudo com a Júlia, ficava entrevistando ela.
E ela, e ela o quê? Ela achava normal?
Ela achava incrível. A gente ficava de recuperação juntos por causa disso, juro. A gente ficava de recuperação porque a gente precisava atenção na aula. Sabe o que a professora fazia comigo, mano?
Ela vai lembrar.
A professora me trocava de lugar porque falava tipo, mano, ele fala com todo mundo. É porque eu falava, aí ela me trocava, chegava lá, já começava, oi, oi, com umas peruanas que nunca falaram na vida. Aí, oi, tudo bem? Aí daqui a pouco eu já tava— aí todo mundo transformava naquele grupo da banca, mano, total, generalizado. Nossa Senhora, eu era assim! Eu sinto até falta da escola por causa disso, que eu ficava falando tanto com o povo.
Ah não, eu também sou assim. As professoras sempre me odiavam. Elas falam, não é porque você é uma má aluna, você só fala o tempo todo e acaba atrapalhando a aula. E eu não consigo, eu tento me conter e eu não dá, né?
Quando você vê, você já tá aqui, ó, oi, deixa eu me trocar de sala. Aí meu amigo ficou na sala que eu tava, aí eu ia pra minha sala lá, dava vontade de conversar com ele, eu saía, ia pra outra sala, aí a professora entrava e falava, o que você tá fazendo aqui, moleque? Eu sentava tipo de um lado dele aqui e ficava enlouquecendo.
Ah, então todo mundo aqui é mau exemplo, não escutem.
Não escutem.
É, mas quando eu fiquei quieto, minha mãe brigou comigo, falou, pô, você fala demais. Aí eu fiquei uma semana quieto, aí chamaram minha mãe de novo, tinha algum problema.
É que uma hora você tá com depressão, uma hora você tá muito feliz, aí você decide.
É, uma hora é ansiedade, outra é depressão.
Então, vamos equilibrar. Mas olha, gente, eu acho que essa conversa foi super, super, super legal. Foi super gostosa. Então a gente vai finalizar com uma pergunta aqui.
Ai, que medo.
Tá? Que é decisiva. Tá.
Minha conta do banco? Será que agora? Que veio?
Qual que é a sua chave Pix? Não, mas qual conselho você daria pra alguém que quer realmente entrar nesse quesito comédia, quer ser criador de conteúdo que nem você?
Conselho? Eu falando? É pra cá? É. Tô brincando. Não, assim... Ah, eu diria pra pessoa começar sem se comparar. Porque eu acho que a comparação é o que mata. Tipo, sempre eu percebi que pra mim a comparação foi o que, tipo assim, mais me prejudicava. Porque se você tá começando hoje, você não pode se comparar com alguém que tá há 10 anos, há 20 anos, há 5. Então eu, no começo, eu me comparava muito. Eu queria ter o mesmo resultado, eu queria fazer do mesmo jeito. Imagina, nem financeiramente eu não conseguia fazer do mesmo jeito.
Nem tinha estrutura.
Então eu acho que hoje, se a pessoa quer começar na internet, principalmente no nicho da comédia, eu acho que é você não se comparar e criar. Cria e faz do jeito que você conseguir. Não tem certo nem errado. Porque você vai aprendendo com o passar do tempo que a galera vai gostar do seu estilo, do jeito que você fizer. Então antes eu ficava achando, tentando achar um formato. Ai, qual é meu formato?
Hoje em dia não tem.
Meu formato é minhas personagens e eu fui construindo isso. Então acho que a comparação sempre me pega, né. Essa coisa de comparar, eu acho que é a pior coisa. Porque eu vejo às vezes... Imagina, como eu tô há um tempo na internet assim, tentando, né? Tentando. Eu vi vários outros amigos ao decorrer, assim. Você vai vendo várias outras pessoas que, assim como você, estão tentando e param no meio, assim. E sempre que param, eu vou perguntar, porque eu sou aquele amigo que fala: Por que você parou?
Vamos! E: Ai, é por causa da comparação. Ai, porque fulano conseguiu, eu não consegui ainda. Porque tal coisa aconteceu e comigo não. Tem a hora de todo mundo. Eu acho que se você for indo, na persistência você vence. Se não vencer em outra coisa, vai ser na persistência. Então é minha propaganda eleitoral pra você, Laila.
Fica a dica.
Ficou.
Eu achei, nossa, tô muito coach depois que ele falou.
Tô muito coach.
Ai, gente.
Amigo, se você não for ator nem criador de conteúdo, você seria coach?
Eu vou investir nessa. Eu tô achando.
Um plano B.
Fazer as palestras. Aí já faz piada no meio, já dá umas aulas.
Os papos do Marshall, versão totalmente oposta.
Versão engraçada.
Versão tipo Luna.
Versão totalmente nada a ver. A louca, versão sem coluna, versão com quiropraxista.
Mas é, mas a comparação não é verdade, quando se compara acabou. É muito desleal se comparar, eu fico sempre pensando nisso.
Se ele fosse 30 anos mais velho, ele teria feito muita grana com A Praça É Nossa, né?
Ai, mas eu tenho muita vontade de ir também. Nossa, eu morro de vontade.
Eu queria os 5 personagens, tipo, quando eu tava em rádio, eu nunca consegui chegar neles, eu desisti, tá na gaveta.
A Praça É Nossa, eu tenho vontade São coisinhas que eu tenho vontade de fazer pelo menos uma vez pra falar, caraca, Cheirinho Bão!
Pra mostrar, eu fiz!
Será que o Carlos Alberto não quer a Ju Spitznik lá?
Será?
Dançar um pouquinho?
Agora eu vou fazer esse corte e vou marcar ele.
Por favor, minha personagem, Patricinha.
Gente, ia ser bom?
Eu acho.
Ia ser bom?
Eu tenho vontade. Eu adoro esse programa de comédia. Nossa, se voltasse Zorra Total, eu tirava a roupa aqui e pedia pra eu entrar. Porque Zorra Total pra mim era meu programa master, assim.
Aí sim, essa é uma Zorra Total. Agora com uma risadinha de fundo.
Eu virei roteirista por causa do Zorra Total e não deu certo.
Sério?
O Chiconismo morreu antes, mas era tipo assim, ele ia voltar a fazer Escolinha do Professor Raimundo dentro do Zorra Total, só que já tava velhinho. E aí eu consegui o contato do redator geral do Zorra e mandei o texto. Ela falou assim, é 2012, a gente vai voltar, a gente tá com o seu roteiro aqui, a gente chama. Aí o Chiconismo morreu em abril, só que eu continuei a carreira, continuei escrevendo para outros programas.
Eu podia ter esperado um pouquinho, eu tinha um pouquinho, era só ter esperado mais um pouco para um mês fazer um episódio só para dizer, pô, já escreveu as coisas.
Até nisso ele se atrasou.
Você vira roteirista e vim parar no Trama e Cash, que é muito melhor, aquela bem doida.
Ela não tinha Sofia, que tem.
Então aqui é mais legal, aqui a zorra é de verdade, a zorra.
Adorei, adorei. Mas muito obrigada por ter vindo.
Vamos ficar mais 10 horas?
A gente vai cortar a câmera, a gente A gente vai continuar conversando aqui, a gente vai ter um chazinho, a gente vai ver um cuco.
Um chá das 5, né?
Um chá das 5.
É 5 horas mesmo?
Deve ser umas...
Eu nem sei que horas são.
São 4 horas, falta uma horinha então. Então a gente faz o pré da resenha e depois a gente vai dar a resenha.
Eu vou levar essa almofada embora assim, todo mundo.
Vai levar a almofada?
Gente, que delícia! Olha isso daqui, eu tô com a minha mão aqui dentro.
Você sabia que se você for comprar no site da Azul da Criativa...
A gente tem cupom!
É?
Trambi10.
Pois eu vou usar.
Fica a dica, fica a dica, gente.
10% de desconto.
10% de desconto. Mas é isso, gente. Se vocês gostaram do Fê aqui, deem o seu like, comentem o que vocês acharam, se inscrevam no canal, que é muito importante pra gente.
Se inscreve, gente.
E é isso. Até a próxima!
Azul
Almofada