Episódios de Cognamentos

EP 69 - Emoções Televisivas. O desenvolvimento emocional e o uso das telas

01 de maio de 20261h3min
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Olá notável ouvinte!

O que você sabe sobre o uso de telas e o desenvolvimento das emoções?

Existe relação…é boa…é ruim?

Quer saber quais?

Então clica no play e vem com a gente!

Vida Longa e Próspera! 🖖🏼

Participantes neste episódio2
F

Fernando Pessoto

HostPsicólogo
F

Fabiano

ConvidadoPesquisador e docente
Assuntos5
  • Maturidade EmocionalRelação entre telas e desenvolvimento emocional · Inteligência emocional: conceito e desenvolvimento · Impacto das telas no desenvolvimento infantil · Regulação emocional e estratégias de enfrentamento · Inteligência artificial e simulação de emoções · Uso de telas na educação e no cotidiano · Tédio e a importância de momentos offline
  • Criatividade e desenvolvimentoImpacto do tempo de tela no desenvolvimento emocional · Telas como ferramenta educacional e de conexão · Riscos do uso excessivo e não supervisionado de telas · A importância do contexto e da moderação no uso de telas
  • Emoções em modelos de IACapacidade da IA de simular emoções · Diferença entre simulação e sentimento genuíno · IA como ferramenta de apoio terapêutico · Riscos do uso de IA em saúde mental
  • Inteligência EmocionalReconhecimento e nomeação de emoções · Estratégias de regulação emocional · Desenvolvimento da empatia e teoria da mente · A influência do ambiente no desenvolvimento emocional
  • Midia e TecnologiaO filme 'Her' e a relação com IA · O filme 'Eu, Robô' e a IA · O filme 'Divertidamente' e a análise de emoções · O futuro de 'Toy Story' e a tecnologia
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Cognamentos Podcast Ação refrescante dos pensamentos Olá, notável ouvinte, vida longa e próspera. Eu sou Fernando Pessoto, psicólogo, doutor em psicologia, um pesquisador do comportamento humano e estamos começando o episódio número 69 do Cognamentos Podcast.

E você já sabe que por aqui vai ouvir falar sobre saúde mental, cultura, saúde em geral, curiosidades, até psicologia e muito mais. Então se arruma aí no sofá, no carro, na academia, no busão, lavando aquela louça em qualquer lugar que esteja ouvindo e sinta-se em casa.

E para começar, dando aquela força, já segue o nosso perfil lá no Instagram, que além dos posts, dos episódios, teremos outros conteúdos. Você já sabe que está seguindo a gente. Toda segunda-feira temos uma live na medida, falando sobre avaliação psicológica, sobre testes. Acabamos uma série de entrevistas com as editoras, as principais editoras de testes psicológicos. E vamos começar agora uma série de entrevistas com o Alta.

Autores, trocar ideia com os principais autores dos testes. Então, teremos outros formatos por lá também. Não fique de fora, o nosso perfil é o arroba cognamentos.

E além do Spotify, você pode ouvir o Cognamentos também no Deezer, no Apple Podcasts, Amazon Music, no Castbox e no YouTube. Você também pode conferir todos os episódios e as nossas dicas do Fale-me Mais Sobre Isso lá no nosso site, no cognamentos.com.br. Lá você pode navegar pelos episódios e também acessar os links de cada uma das dicas que os nossos ilustres convidados sugeriram em cada um dos episódios.

E como você já é de casa, se quiser sugerir qualquer tema aqui para a gente, é só mandar um direct lá para o nosso Instagram. Fique muito à vontade, a sua opinião é sempre muito bem-vinda.

Chegou aquele momento de fazer aquele pedido especial para você que está nos ouvindo. Se você é um ouvinte frequente, eu tenho certeza que você já deu essa força. Se você está chegando aqui pela primeira vez, está conhecendo a gente, quando eu falo de seguir a gente no Instagram, de seguir no Spotify, de avaliar no Spotify, eu sei que isso é repetitivo, mas é muito importante.

para o crescimento e para a manutenção do Cognamentos. Como vocês já sabem, este é um conteúdo totalmente gratuito. Todos os convidados que gentilmente dividem as suas experiências e vocês sabem que são convidados muito especiais, com muito conhecimento nas áreas que vêm aqui falar, eles participam também de forma gratuita. Mas é claro que manter esse projeto ativo tem custos de edição, de hospedagem, de divulgação, enfim, de criar pauta, de separar agenda, enfim.

Temos vários custos, então, se você está achando esse conteúdo relevante, eu só peço essa ajuda nas redes, pois cada vez mais que as pessoas curtem, avaliam, encaminham os episódios, tanto lá no Instagram quanto no Spotify, os algoritmos entendem a relevância desse conteúdo, sugerindo assim para outras pessoas.

Então desde já, meu, muito obrigado que você que está ajudando. E se você ainda não deu essa curtida nos posts, lá no nosso perfil, enfim, dá essa força pra gente que ajuda demais. E lembrando que nós continuamos com o nosso grupo exclusivo lá no Telegram.

que nós podemos continuar as discussões, trocar ideia, eu envio lá os materiais, alguns artigos que eu tenho usado lá para os episódios do Drops Cognamentos, podemos trocar ideias e assuntos diversos, então não fique de fora, basta acessar o nosso Instagram e ir até os nossos destaques, lá tem um link para o grupo, esteja à vontade para participar de mais essa iniciativa.

E claro, depois que você ouvir esse episódio, encaminhe para aquela pessoa que você sabe que vai gostar, nos ajude a compartilhar informações importantes sobre saúde mental e bem-estar entre a sua rede. E vamos para o nosso episódio que está bom demais com esse super convidado.

E hoje um convidado que já é de casa, eu falei, a conversa foi assim, ele já se apresentava, quem já conhece o Cognamentos já conhece ele, mas eu falei, Fabiano, vamos gravar um que eu quero conversar com você, quero trocar ideia, a gente estava aqui, se deixasse, antes da gravação, a gente já estava batendo papo, a gente não ia parar. Eu falei, pô, é muito gostoso trocar ideia, uma pessoa que eu considero muito, eu conheci lá na graduação, então, e do que você quer falar?

Aí a gente elaborou aqui uma temática, ele vai se apresentar e a gente vai começar aqui o nosso papo.

Pô, Fernando, bom dia aos ouvintes também. Acho que a ideia mesmo foi, como você mencionou, a gente conversar. Vamos bater um papo ali. Eu até pensei em alguns temas para a gente falar sobre a relação entre o desenvolvimento emocional e as telas. Um assunto que tem aparecido bastante na mídia, mas eu não pensei nesse momento como uma aula. Mas vamos dialogar.

buscar ali alguns pontos pra gente iniciar, pra dar um start, né, pra conversa, e a partir disso a gente ir desenvolvendo aí algumas ideias, né. Sim, e assim, né, Fabiano, logo que a gente se conheceu, eu tava na graduação, você tava, acho que no doutorado, já talvez, acho que no doutorado, na São Francisco foi fazer doutorado, né, você fez o mestrado lá também. Eu acho que no final do mestrado, um pouco depois eu iniciei o doutorado também, acho que foi por aí, esse momento 2006, 2007.

Eu falo pra todo mundo que, assim, a primeira vez que eu ouvi falar de inteligência emocional foi com você, cara.

das pesquisas ali do Pepe ainda, a primeira vez que eu ouvi falar disso foi ali, conversando com você. Então sempre que eu penso nesse tema, eu falo, pô, tem que falar com o Fabiano, tem que falar na fonte ali. Legal, cara. Obrigado por lembrar, associar o tema inteligência emocional.

Eu também, quando eu entrei para fazer mestrado, pensando em desenvolver habilidades de pesquisador e ser docente também, inteligência emocional eu já escutava por aí, na graduação, em mídias. E para mim isso sempre foi uma coisa, inventaram isso aí para vender livro. E ainda vende. E ainda mistura muita coisa, mistura com autoestima, com capacidade de liderança, com capacidade de oratória, até coisas ali que não estão necessariamente...

voltadas à experiência emocional, com personalidade, com habilidades cognitivas. Como o Fernando trouxe, eu estudei, venho estudando esse tema pela ótica da ciência mesmo, tem uma ciência por trás disso, definições ali em publicação, pesquisa, o que é, o que não é, o que mistura outras áreas, desde essa época, meu mestrado, doutorado. Eu atuei em clínica, inclusive por algum momento, enquanto estava na pós-graduação.

E hoje eu continuo sendo meu trabalho como pesquisador, como docente, focado em avaliação psicológica e, particularmente, inteligência emocional. Eu ainda tenho esse pé na clínica também. Você tem o pé solto, eu tenho o pé na clínica. Fernando, tem que cortar essa. Não, não, essa tem que deixar.

Esse cara é seu amigo faz tempo e já tem essas liberdades. Não tem como, né? Eu gosto muito de usar na clínica esse conhecimento que veio da inteligência emocional, do desenvolvimento das habilidades emocionais e alguns... não sei se equívoco é uma palavra muito forte, mas que a gente encontra no senso comum ali de...

A inteligência emocional é você ser sempre calmo, você sempre expressar as suas emoções, não importa como que a outra pessoa vai receber e tal. E o quanto o desenvolvimento impacta nas estratégias de regulação emocional que a gente usa, conscientemente ou não, na nossa adolescência, idade adulta, né, também. A qualidade das interações que a gente vai tendo desde lá do início, né, o quanto elas vão impactando, vão continuar influenciando na nossa vida adulta, na maneira como a gente interage com o mundo.

Não é à toa que em psicologia, psicologia do desenvolvimento, as disciplinas a gente encontra logo no começo da graduação, e geralmente tem desenvolvimento 1, 2, 3, porque são momentos muito importantes. E acho que é um ponto central do que a gente pensou em falar aqui, porque a gente está falando, primeiro, se é uma inteligência, uma questão a ser desenvolvida, uma habilidade a ser desenvolvida. E aí, assim, acho que você traz isso como uma...

não é algo posto, né, mas tem uma questão também as influências desse desenvolvimento, né, a gente tá falando um pouquinho antes aqui, antes de gravar de CHC, eu tenho falado bastante disso em aula também, né, e pesquisado tanto a questão genética, tem uma questão genética, tem uma questão ambiental, mas a questão ambiental, ela vai modelando alguns pontos que já estão ali, né, mas assim, é algo a ser desenvolvido, como você falou, né, inteligência emocional não é tal tempo

todo calmo, senão a gente estaria perdido, né? Mas você tem uma questão de habilidades a serem desenvolvidas, né? Acho que essa é uma perspectiva talvez não tanto ali simplesmente senso comum, né? A gente começa a pensar nesse ponto, né? E aí, por isso dessas habilidades, não só a inteligência emocional como outras, estarem sofrendo mudanças, né? No mundo atual, porque o mundo atual tá mudando e a gente, né? A gente vai acompanhando isso, né?

Na verdade, o termo inteligência emocional é relativamente recente na literatura, meados da década de 90 ali, mas do que a inteligência emocional fala, a psicologia já trata há bastante tempo. A capacidade de perceber as emoções, de entender por que eu estou sentindo isso, por que isso está acontecendo, se isso continuar acontecendo, o que eu vou estar sentindo lá na frente e como regular tudo isso.

E esse é um tema bastante importante que vem... Dentro da ciência a gente encontra pesquisas, mas a gente vê que o público quer saber sobre isso. As telas estão ajudando, elas prejudicam o desenvolvimento emocional, elas estão atrapalhando, a gente precisa retirar completamente, não pode usar telas durante a aula. Eu me pergunto isso todo dia. Eu tenho dois meninos de Itaflarné, dois meninos aqui o tempo todo pensando, pô, e a tela?

A gente controla, obviamente, o acesso, mas essa é uma pergunta e é uma inquietação, inclusive que na clínica eu recebo bastante também, nas avaliações neuro que eu faço de crianças, a gente recebe bastante mesmo. E é algo muito interessante isso que você trouxe, Fernando, que é uma inquietação que você tem porque é um fenômeno relativamente novo.

As telas, hoje a gente usa mais não só no sentido dos anos antes de vir a internet, que era mais passivo. A gente liga o canal, vou zapear, vamos ver o que está passando. Hoje a gente usa mais no sentido até de interação, de chat, de redes sociais. Muito para trabalho também.

Sim, sim, também, né? Que já levanta aí o malébre, né? É. Pessoas que trabalham com telas, né? A gente, antes de começar, falando sobre atendimento online, né? Sim. Atende também. Pô, mas é o mesmo curso de trabalho? Como assim? É ruim? Tá me prejudicando isso? E a gente tem um...

Como acontece com vários outros assuntos, no Brasil, no mundo em geral, mas particularmente no nosso contexto, é muito fácil a gente encontrar polarização. Na minha época não era desse jeito, então está tudo errado, hoje isso. Ou não, vamos permitir. Como tudo na psicologia, a resposta é um grande depende.

Tem como dizer, isso está sempre certo, isso está sempre errado. Depende muito do contexto da pessoa, do recurso que está sendo utilizado. Então, acho que esse podia ser o ponto de partida, para a gente começar a pensar, até pensar o que é o desenvolvimento emocional.

Acho que no senso comum, fora da psicologia, é muito comum a gente encontrar pessoas. Talvez já tenha me perguntado para você ou para os ouvintes também. Nossa, qual será que é o trauma que eu tive e que eu sou tão desse jeito? Raramente existem traumas, lógico, situações...

fortes, intensas, violentas até, mas boa parte, a imensa maioria das características e personalidade que a gente vai desenvolvendo, ou até características cognitivas, não foram traumas, não foram eventos específicos ali, foi um pouquinho, um bloquinho, foi colocando a cada dia, foi acontecendo ali, então não passou por algo...

Uma situação humilhante, super forte, mas talvez tenha vindo de um contexto em que estava sempre sendo exigido. Ah, que legal, filhão. E aí, o que você vai fazer melhor depois? Vai ser meia ano, né? Isso. Qual foi o trauma que criou minha personalidade perfeccionista? Não, não teve um evento específico, mas foi um pouquinho ali na família, um pouquinhozinho ali na escola, um pouquinhozinho que foi sendo reforço. Já entrou nos relacionamentos, se vendo mais perfeccionista, e aí isso foi sendo mantido ao longo do tempo.

com esse tipo de crença, de visão de si mesmo. Mas é interessante, como a gente estava falando, pensar em desenvolvimento, desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento social, desenvolvimento moral. A gente tem várias explicações teóricas, vários modelos que explicam tudo isso. E o desenvolvimento emocional também, porque o bebê nasceu, ou até mesmo antes, já dentro do útero, já tem interação emocional ali, com cuidadores, e a qualidade dessa interação emocional... Wow!

ela é muito diferente ao longo disso que a gente chama os estágios do desenvolvimento, as fases do desenvolvimento. O bebê recém-nascido ele não nasce sabendo, pô, nossa, o meu amiguinho ali já tem um brinquedo. A chupeta dele acende a minha não.

É, a chupeta é da Apple, a minha não é. Pô, eu quero... Ai, chupeta, né, da Apple. Enfim, não nasce isso. Isso vai sendo apresentado, né? Vai sendo ensinado pro bebê. Até como ele vai interagir com essas percepções, né? Como você falou, assim, ah, que bom, o que você vai fazer melhor, né? Vai ensinando pra ele um pouco, né? Inclusive em questão de inteligência mesmo, esse manejo cognitivo de entender. Então ele vai sendo ensinado nesse ponto, né?

E até o que é importante, né? Ah, ter a coisa de uma marca é mais importante ali, porque absorve esses valores da família, né? Ou não, isso a gente consegue construir algo, faz por conta própria, o próprio brinquedo que vai usar depois, enfim, tudo isso está muito relacionado com esse tipo de interação que vai tendo. O bebê é meio inevitável, o bebê é completamente dependente desses cuidadores, né?

Mas já há uma qualidade na interação, o jeito com a pessoa que está cuidando olha para a criança e olha de volta. Que orgulho, que carinho, que maravilha esse serzinho que vem, compartilha foto com todo mundo. Nossa, essa cara de joelho dessa criança. Tipo, é igual a todas as outras crianças.

É uma brincadeira, mas isso é muito importante, né? Que tem uma expectativa de cuidar daquilo. E demonstra, em certo nível, o afeto, né? Em relação à criança. Está demonstrando isso, né? É, já está mostrando um... A criança sente fome, suja a fralda, está quente, está frio, começa a chorar, né? Porque as reações emocionais nesse momento são muito...

sensoriais, é o sensorial que está acontecendo e incomodando a musiquinha que está escutando, que é a voz do pai a voz da mãe, a voz de algum parente que agrada também, então é muito no nível sensorial mas aos poucos tem essa questão da frustração

Ah, tem uma coisa, a criança ainda não aprendeu e nem tem o cérebro desenvolvido suficientemente pra dizer ó, por favor, a minha fralda aqui tá suja, alguém pode vir trocar, né? Então incomoda, chora, os cuidadores olham ali, o que que tá acontecendo, né? Demora um pouco, como você falou, essa qualidade ali, né? Vai criando um vínculo de confiança. Coisas ruins acontecem, mas alguém vai vir me acudir em algum momento e quando é bebê é basicamente isso, né? A interação com o mundo.

Quando vai virando criança, a interação começa a ampliar, na escolinha, no berçário. Isso a gente tem em formação já há muito tempo e recentemente também. A interação humana presencial é muito importante para esses primeiros momentos de vida. Isso não é só uma percepção, isso é realmente importante.

Sim, sim. O toque, isso não é nem só no nível do mental, né, como se fosse menos importante, mas no desenvolvimento cerebral também, né, tá em contato pele com pele da criança ali, de sentir, da mãe, da cuidadora, enfim, quem que tá ali, de ver um rosto mesmo presencialmente, né, de interagir.

E isso também é bastante importante, porque nessa idade, criança, 3, 4, 5 anos, já aprende a falar, já começa a aprender regras do mundo, às vezes até pelas vias de provocar culpa ou provocar vergonha. Nossa, nessa idade ainda chupa a chupeta, que horror!

que está sendo apresentado, opa, preciso abrir mão de algo meu que eu gosto para receber, continuar recebendo carinho e atingir esse patamar idealizado que se espera que seja, de uma pessoa, uma criança. Já não sou mais bebê, sou criança agora, sou adolescente, não sou mais criança. Tudo isso aqui é muito natural ao longo do desenvolvimento.

E essa interação é bacana porque ela ensina isso que a gente estava falando no começo, a perceber e entender o funcionamento das emoções. A gente já ouve um momento, talvez, na história da humanidade, como o zeitgeist ali, como a necessidade da época, de entender que a razão é uma qualidade superior ali, as emoções são coisas animalescas.

Então, o ideal é ser o racional. Hoje, acho que até os zeitgeist mudaram. A inteligência emocional está bombando. Todo mundo fala disso, porque, gente, não é só ser racional. As emoções são importantes. A gente precisa prestar atenção. Elas comunicam o que eu estou sentindo, como eu entendo o mundo, como eu interajo com o mundo. E isso começa já nessas idades bem jovens.

A criança quer um docinho, não, não pode, tem que esperar, você já comeu doce demais, ou esperar depois a janta. Aí a criança fica triste, ela queria algo, não conseguiu, mas os cuidadores vão lá, ficou triste, porque não ganhou doce, ou, ah, quero esse brinquedo, não tem dinheiro, mas quem sabe o Papai Noel te traz lá pra frente, isso.

O que está sendo ensinado aqui? As três áreas da inteligência emocional. Ficou triste, está aprendendo a reconhecer o que eu estou sentindo. Tem um nome para isso. E o triste pode ser, estou desesperado de triste, estou insatisfeito, tem vários níveis ali. Estou furioso, estou incomodado, são níveis diferentes de raiva.

Eu tô triste porque aconteceu algo. Então, não é do nada que a gente sente emoções. Tô triste porque eu queria esse docinho. Tô feliz porque vovó veio visitar. Que bacana, que legal. E o que fazer com isso? Tem que esperar até a hora. Existem regras e eu preciso...

me adequar ali, aguenta firme. Quem sabe esperar até o Natal, vai ver que o Papai Noel te traz isso de presente. Agora eu não consigo, mas mais para frente, se eu aguentar firme, talvez eu consiga algo, ou possa substituir por outra coisa.

Então isso são estratégias de regulação emocional. Ah, já é uma questão de gestão emocional, de regulação, né? Isso, exato. E a gente vai aprendendo algumas que parecem benéficas, outras que talvez não informem tanto, né? Do tipo, a criança tá muito agitada. Ah, isso tá muito agitado. Fica quieto. Para. Engole o choro. Engole o choro.

como que eu faço isso? Mas por que eu estou agitado? Não sei, não interessa, fique quieto e resolva de alguma maneira. É tão ruim que eu tenho que parar agora e é assim que eu estou aprendendo a lidar com emoção ruim, tecnicamente. Já estou aprendendo que expressar minhas emoções incomoda o outro. E eu que me vire ali, o outro não participa de como eu vou gerenciar isso. Eu que engulo.

suprimo as emoções para tentar alcançar o que estão querendo. Então, esse tipo de estratégia já vai sendo aprendido nesse início da vida e segue. São as primeiras respostas que a gente tem para as situações emocionais que podem ser confirmadas. Uma criança um pouco mais... Opa, eu incomodo aqui em casa. Quando vai para a escola já vai mais timidazinha. Talvez a professora, ufa, uma criança que é quieta já incentiva isso.

que é melhor para mim, né? Isso, exato. Outras crianças ali podem... Ah, o quietinho ali que a gente pode tomar o brinquedo dela e ela não reclama. Isso pode ir sendo reforçado, né? Vai mantendo e vira uma criança ali que é mais tímida, mais retraída ou que tem vergonha de si mesmo, pode ter problemas de autoestima. Qual foi o trauma? Onde aconteceu? Foi ao longo dessa história. Ao longo de tudo isso, né? Um tijolo foi sendo colocado em cima do outro.

E aí, aproveitar aqui que a gente recebeu uma pergunta, a gente já vai chegar nessa questão dessa relação das telas aí, né? Em relação a isso, até agora você trouxe, né? Um desenvolvimento presencial, mas eu quero aproveitar porque a gente gravou um episódio sobre inteligência artificial, que eu estava comentando com você, né? Com o Reinaldo, que é um engenheiro mecânico, ele está fazendo psicologia, está na graduação agora de psicologia, a esposa já é psicóloga, né?

E foi muito bacana, foi bem legal mesmo gravar esse episódio, né? Ela converteu ele para a nossa causa. É, converteu, exatamente.

Mas um dos pontos que a gente discutiu lá, e a gente recebeu uma pergunta aqui, justamente no sentido de... Isso foi no link anônimo, né? Muito obrigado pela pergunta que a gente enviou. Se a IA já consegue ou vai conseguir simular as emoções? Eu sei que a gente está falando mais de tela, mas é difícil a gente não falar de IA no contexto da tecnologia. E por que eu lembrei disso? Porque no episódio, uma das questões que ele trouxe, não respondendo essa pergunta, mas para questionar esse ponto é...

não é só uma decisão lógica que a gente toma, a gente toma uma decisão baseada nas experiências e envolve experiência emocional. Então, assim, como você trouxe, o que fez eu tomar uma decisão de ser mais quietinho? Não foi isso bem de uma decisão lógica de como tecnicamente o mulher faz aqui, eu tenho que responder assim, porque eu experienciei isso, e isso modelou como eu sou. Então, a minha decisão não é só baseada em uma questão lógica.

Mas como é que é? Você também, eu sei que é um cara bem ligado à tecnologia, inclusive tem uma formação, né? Acho que você não concluiu, mas você tem uma formação, né, Sara? Eu também comecei em engenharia. Você que programou o Hal na época, né? Você programou o Hal Carapálida, né? Pra quem tá ouvindo aqui é o teste de assassino auditivo, né? Que foi minha iniciação científica, meu mestrado. Mas como é que é essa questão? Acho interessante porque você tá falando que a inteligência emocional é resultado, o trauma, né? A mudança, não de um ponto.

não de um ensinamento, mas de um processo longo e tecnicamente a inteligência emocional também está prendendo com um monte de coisa ela consegue simular, como é que você já sabe se você tem alguma coisa nessa linha? Acho que a gente precisa pensar o quanto a gente consegue transportar a inteligência artificial para o funcionamento o nosso funcionamento cerebral

Essas reações automáticas que a gente tem, ou inconscientes, enfim, elas são entendidas mais como personalidade, como disposições. Então, alguém fala alguma coisa para mim, eu já... Ah, onde que eu errei? Já fico... Ou já tem uma tendência... Ah, é que história é essa? Não vai falar assim comigo? Aí depois eu vou... Nossa, cara, eu não devia ter feito isso. Eu deveria ter me colocado mais.

A ideia da inteligência emocional é a partir disso, a hora que... Inteligência, estou raciocinando sobre. As reações mais disposicionais, a gente entende como personalidade. E aí que fica, a inteligência artificial, ela aprende? Ela tem respostas não pensadas?

Até onde eu entendo, né, do... Aí, acho que precisa de um engenheiro de computação, de informática mesmo, né, pra dizer pra gente. É onde eu entendo todas as respostas da inteligência artificial, elas são processadas. Elas não têm respostas automáticas ali. Embora, de vez em quando, não sei se é de propósito. Eu, particularmente, de vez em quando, dialogo, né, com o chat do EPT, com a inteligência artificial, pra me atualizar sobre pesquisas, né. Inclusive tratando sobre questão de desenvolvimento emocional.

Enfim, buscando atualizações, eu vi que o chat estava respondendo consistentemente, em vez de escrever vergonha, a emoção, vergonha, ele estava escrevendo vergonha. E aí eu perguntei para o chat, estou vendo que você está respondendo vergonha, em vez de vergonha, isso tem algum motivo especial? Ele falou, ah, não, foi desatenção minha, mas o correto é vergonha. Desatenção? Foi um ato falho? O que está acontecendo? O GPT está com o TDAH, é isso?

E aí você já fica, mas será que isso foi programado para poder errar de vez em quando? Para simular essa espontaneidade, né? Isso, isso. E aí que vem essa questão, né? Se você perguntar, para a inteligência artificial, você é capaz de sentir emoções? Ela vai responder, eu consigo simular.

As emoções eu consigo entender, mas sentir empatia, que nem os seres humanos, não sente. E aí é uma parte que é interessante a gente fazer essa transposição com o ser humano também. A gente sente, a gente fala que a gente sente, a gente sente empatia, a gente vivencia as emoções automaticamente, porque a gente tem isso, a gente não tem esse raciocinar sobre.

Mas de vez em quando a gente tem, né? Você tá lá feliz da vida porque tirei 10 na prova. Aí seu amigo ali, que você nem gosta tanto, é mais seu colega, assim, você não gosta tanto da pessoa. A pessoa tirou 4, né? Foi mal. Você não tá triste. Você tá lá, pra mim dane-se, né? Eu tô mais feliz que eu tirei 10. Mas você chega lá, faz aquela cara de triste, né? Pô, amigo, que pena, né?

E o amigo, obrigado pelo apoio, pela empatia. Foi uma empatia autêntica, foi uma empatia artificial. A gente não está sendo igual à inteligência artificial quando a gente faz isso. Cara, você me falou agora, eu lembrei, uma vez teve um curso na USP. Nossa, eu estava no mestrado ainda, quando eu fiquei sabendo disso. Que é um curso de empatia para profissionais da área de saúde. Era um curso, então a galera da área de saúde é lá para ser mais empático. Interessante, porque as pessoas vão ser treinadas.

É uma resposta empática realmente ou ela está simulando ali? Quando chega alguém, eu falo bom dia. Quando chega alguém, eu pergunto o nome. Interessante, né? Que é uma regra social, né? Não gosto desse trabalho, não gosto, mas sorri. Oi, bom dia, tudo bom? Como você está? Que bom, felicidade. É uma simulação, mas...

Isso tem uma função social. É legal a gente chegar... Sim, mantém a relação saudável, mantém os contatos. Exatamente esse ponto. Exato. E isso a gente vai aprendendo ao longo do nosso desenvolvimento, a fazer isso. É uma pergunta que acho que tem bastante a ver. É muito interessante e faz a gente pensar. Tem a ver com essa questão do desenvolvimento emocional. A inteligência artificial está se sentindo mesmo?

A gente precisa entender o que é o sentir mesmo. É um processo químico que faz funcionar o nosso aparato mental e a gente já começa a entrar em umas discussões filosóficas. O mental é sempre soma da transmissão neuronal ali, como que constrói um algo a mais, como que tem um conhecimento maior sobre as coisas.

Cara, é legal porque a gente inverteu a pergunta, né? Será que a gente também não tá simulando algumas emoções em alguns momentos, né? Me lembrou do Eu Robô, lembra do filme do Eu Robô? Sim, sim. Aquele diálogo clássico com o Will Smith, né? Que chega lá pro robô e fala, você consegue pintar ou compor uma obra? Ele fala, você consegue.

também não consegue, né? Ótima essa cena. E curioso, né? Porque na época que saiu esse filme, a gente falava pô, é legal a pergunta, é hoje... Cara, a Iá já consegue compor muito. Já consegue.

Na época era outra pegada, né? Agora, realmente, né? Trazendo, né, PCT, acho que tem muito a ver, porque a gente interage com a IA pelas telas também, né? Sim. Como a gente falou no começo, é pensar em telas como esse acesso que a gente tem à tecnologia, né? É interagir, é criar algo, a gente estava falando até, né? Seu filho que desenha também e usa, pode usar a tela, usa o Paint ali, né? Para desenhar e produzir algo.

até o ai nossa, essa semana foi difícil só quero sentar em frente da televisão, assistir qualquer besteira ali, comer qualquer porcaria e ficar, não quero pensar mais quero coisa pra só receber e isso sempre teve e é cada vez mais fácil ter esse tipo de coisa com mídias as redes sociais os vídeos são algumas plataformas até pouco tempo atrás o máximo que você pode postar é de um minuto e aí

agora tá permitindo um pouco mais Instagram, TikTok também mas por quê? eu não sei se você já passou por isso, mas eu vim de uma geração em que eu vi aparecer internet sim, a gente viveu no mundo sem internet né Fabrício? e eu me pego hoje, olhando vendo um vídeo, ah que vídeo interessante passa 5 segundos e eu já toco ali no cantinho da tela, acelera esse vídeo

Às vezes até num tema que você gosta, você está olhando assim e você não tem paciência. A pessoa está falando devagar demais, mais rápido. Mais rápido, cara. E aí tem a ver com essa questão que a gente está... Acho que o tema principal. A gente vem de uma geração em que a gente viu isso acontecer. Essa tecnologia ser apresentada para a gente, desde o lado de trás de usar modem para conectar com a internet.

E era demorado. ICQ. 200 horas grátis. 200 horas grátis de internet. Lembra de seus CDs? Se eu comprava um CD, tinha que instalar o discador. O discador da Iggy, que era aquele cachorrinho.

Cara, a gente assistia na MTV uma banda, nossa, cara, de onde que é essa banda? Que legal. Tinha que ir garimpar na galeria do rock pra tentar achar se tinha um CD, daquilo, né? Hoje tá no Spotify, você busca lá e encontra. Encontra tudo que ele tem feito, acha todas as informações. Todo histórico também. É muito natural, eu imagino, né? E acontece com uma centifrequência. As pessoas olham pra isso e falam que tudo é muito fácil hoje em dia.

Essa geração de hoje não sabe o que é pegar a caneta Bic e enrolar a fita. A fita. Enquanto uma estava gravando, a outra estava rebobinando na mão. Por outro lado, gerações anteriores devem ter olhado para a gente usando fita para gravar e falar, hoje vocês podem gravar a fita. Na minha época, eu só escutava o que estava passando no rádio. E olhe lá.

E gerações mais anteriores ainda podem falar, vocês têm rádio. A gente tinha que esperar o músico vir na cidade para tocar ali e por aí vai. O acesso era muito diferente. Você sabe que é interessante isso? Porque quando a gente pensa nesse ponto, as pessoas ficam no computador hoje.

Mas de repente o nosso tempo também, às vezes ficava lá na televisão, não ficava no telefone falando, era telefone de fio, mas vou ligar para o meu amigo que ficava uma hora no telefone, na televisão. Só sábado, depois das duas, podia ligar, era um pulso só. Um pulso só, exatamente.

É que nem conectar depois da meia-noite. Isso, exato. É uma geração, na verdade, claro, são os benefícios. É que talvez, nesse ponto, você está falando meio do uso de tela. Então, assim, não tem um uso bom ou ruim nesse sentido. Acho que depende muito do contexto, então. Agora, talvez o excesso, independente do uso, o excesso possa ser um problema. Não sei se tem estudo específico disso. A gente sabe que no desenvolvimento, a gente sabe que tem alguns países que estão meio que tirando as telas da sala de aula. Então, assim, não tem um uso de tela.

Então, primeiro tem uma questão do contexto, mas a intensidade, a frequência também tem a ver com isso.

A grande resposta da psicologia. Depende. Existem, sim. São pesquisas mais recentes. Eu posso compartilhar. Desculpa te cortar. Até porque tem que ser recente. Esse é um problema da sociedade moderna. Exatamente. As pessoas falam, nossa, estuda recente porque não tinha esse problema antes. Você pode mandar, sim, a gente disponibiliza aqui o pessoal. Eu te mando. Tem uma meta-análise. É muito bacana.

meta-análise, essa ideia é que pessoas estão fazendo pesquisas sobre o uso, a frequência de uso de telas e o quanto aquilo pode ser prejudicial para o desenvolvimento emocional.

Para questões emocionais. Específico para desenvolvimento emocional. Sim, sim. Ou para desenvolvimento ou para experiências emocionais. Essa criança, o adolescente, enfim, o adulto, está muito impulsivo, está muito irritado. Qualquer coisinha já irrita a pessoa. É muito óbvio hoje em dia. Ah, porque a pessoa está muito acostumada com isso. Tem tudo ali na ponta do dedo, nas telas. E o mundo não é assim. Então, pronto para responder.

Um exemplo bem básico é esse que eu acabei de trazer, né? Ah, esse vídeo eu quero assistir, quero escutar esse áudio em duas vezes, porque a pessoa está falando devagar demais. Já existem pesquisas, essa que eu estou mencionando, meta-análise, eu não sei se foi do começo desse ano ou do ano passado, que juntou, né? Existem procedimentos estatísticos ali, que juntam várias outras pesquisas para entender o efeito do tempo, disposição a telas e questões emocionais associadas.

E há um efeito, sim, significativo, só que o efeito é pequeno. Pequeno quanto por volta de 0,10. Fernando Pessoa, eu sei que ele também entende psicometria, que a gente faz parte da nossa formação. 0,10 é um efeito ali que, ok, é significativo, tem uma pontinha, mas se a gente pensar em conjuntos ali que se interseccionam, é um pedacinho muito pequeno.

É bem pequenininho, né? Tem outras coisas participando ali do que está causando essa dificuldade de lidar com as emoções, etc. Mas esses estudos também, eles falam ó, gente, a gente precisa entender ainda o que está acontecendo para controlar essas outras variáveis. Quais outras variáveis estão impactando?

que é, por exemplo, tempo de tela. É uma pessoa que trabalha com isso, ela atende, uma psicóloga que atende na frente da tela, uma pessoa que o trabalho dela é influenciador ou que está bastante comum a profissão de relações públicas. Então, a pessoa cria conteúdo para instituições ou para pessoas ali.

Essa pessoa precisa estar ali na tela, precisa estar consumindo material para ver o que está bombando, para onde eu posso ir, o tipo de divulgação que eu vou fazer. Então tem essa questão, a tela sozinha não explica tudo. Faz sentido nesse ponto.

Questões também que são até anteriores a isso, tela como rede social, como isso, né? Que já existiam telas, né? Mas era algo muito frequente nos anos 90, nos anos 2000. Ainda existe, mas apareceu mais, né? Que é, videogame causa violência? Já desde aquela época vem esse questionamento. Peraí, é o videogame que está causando violência? Ou videogame causa retraimento social?

Ou a pessoa já tem essa disposição e por isso ela busca... Eu não tenho possibilidade de interagir socialmente. Pelo menos eu tenho videogame aqui. Então eu vou me retrair aqui. Esse é um campo que me acolhe. Esse é um questionamento que ainda é importante a gente fazer hoje.

São as telas que estão fazendo a pessoa ter dificuldade de se concentrar, tudo precisa ser mastigado, precisa ser mais rápido, ou a pessoa já tinha essa disposição e as telas só reforçam esse aspecto que já vinha antes. E de onde pode ter vindo essa disposição? Do desenvolvimento emocional, entre eles, entre várias questões genéticas, biológicas, sociais, mas também a qualidade do desenvolvimento social. Cara, e...

Mais uma vez, é o Dependias. Fica bem interessante quando a gente, claro, do ponto de vista leigo, claro, no desenvolvimento, pensando na criança, ele está criando, ele está desenvolvendo essa habilidade de lidar com a frustração. A gente está falando agora das questões de lidar com a frustração, de entender o que ele está sentindo, como você falou. Então, assim, é mais fácil, claro. E ele desenvolve a partir do mundo com inteligência artificial, com internet.

Ou seja, eu não preciso mais esperar, né? Eu estava dando aula esse fim de semana, eu dei um exemplo lá, eu estava falando de inteligência mesmo, do modelo CHC, e eu lembro quando eu comecei da aula, que eu viajava assim no Brasil e tal, e no avião não tinha, né? Você tinha que assistir o que tinha lá, né? E era isso. E eu lembro que eu dou um exemplo de... Quando tinha televisão. Eu já viajava alguns que era o livro que você tinha, porque nem TV tinha.

Era aquela revista. Ou você leva o seu livro, né? E não tinha celular para levar também para assistir nada, né? Mas eu dou um exemplo. Eu vou falar de inteligência cristalizada. Eu falo, quem aqui sabe construir um iglu e tal? Ninguém sabe. Porque não é relevante para o nosso contexto cultural. Não é relevante. Então, não é um conhecimento que você desenvolve. E eu lembro disso porque eu assisti documentários sobre vida de esquimó.

Porque é o que tinha lá, né, cara? Eu lembro até hoje. Mas olha que interessante. Por que eu estou falando isso? É uma criança que hoje chega e está desenvolvendo a... Eu tive que lidar com aquilo. Não tenho o que fazer. Ou eu levo um livro, ou eu durmo, ou eu fico olhando o nada que tem. Não, hoje eu tenho essa possibilidade. Então, assim, eu não posso ficar entediado, né? Mas uma coisa é, eu já tenho isso e eu estou lidando porque eu já tenho elementos, né?

Outra coisa é enquanto isso está em desenvolvimento. Quer dizer, nesse ponto pode ser esse prejuízo. Porque eu estou desenvolvendo, não é só a tela. É isso que você está falando, não é só a tela em si. É o que eu estou usando no momento que eu estou usando, o foco que eu estou usando. Acho que tem uma série de questões. Então, como você falou, não dá para pensar num ponto só.

Isso, é ótimo esse exemplo que você trouxe, Fernando, porque acho que uma outra analogia que a gente consegue fazer é com, está tendo essa discussão agora, né, para tirar a carta do ACNH, de poder a pessoa já fazer a prova no carro automático.

E aí vai sair na carteira, é carro automático que a pessoa dirige. Porque existe esse conhecimento, não sei se ele é tão fundamentado, mas de que se você aprende a dirigir num carro com câmbio manual, você consegue dirigir em um automático. Você tem que só se adaptar, entender como funciona, mas você consegue. Se você aprende a dirigir num carro automático, você vai sofrer.

se precisar dirigir um carro com câmbio manual. Tem havido essa discussão, e como você falou, é um assunto muito recente, a gente na psicologia, a gente ainda está entendendo o que está acontecendo com esse desenvolvimento que desde cedo frustrações, frustrações no sentido de eu preciso aprender a esperar.

eu preciso respeitar o ritmo do outro, estão, parece que, diminuindo porque as telas favorecem. É uma solução fácil. A criança não para quieta ali, está lá no restaurante fazendo bagunça, fazendo barulho. Dá o celular ou dá o tablet. Dá o celular para ficar quieto.

Isso é errado ou isso é fácil? Acho que são vários pontos para a gente pensar. Acho que, voltando lá atrás também, antes das telas não existia isso, sempre existiu. A criança sempre foi bagunceira e tinha que encontrar alguma forma ali. Desde coisas como a gente trouxe.

Fica quieta, senão vai apanhar. E engole aí esse choro. Isso era bom? Isso era ruim? Enfim, mas existia estratégias que, penso, a maioria de nós vai entender como questionáveis. Tanto quanto entregar um tablet ali e a criança ficar quieta, né? Mas, de vez em quando, uma bronquinha, muitos cuidadores falavam, de vez em quando, uma bronquinha ajudava, vai. Professores também, educadores também.

Sim, lógico, espancar a violência física não é adequado, né? Mas de vez em quando a gente precisava, a gente precisa dizer papai tá muito bravo, não é mais pra fazer isso. Por mais que, nossa, eu preciso simular essa emoção, por mais que eu não esteja tão bravo, eu preciso mostrar que é pra, opa, tá, entendi, desculpa. Percebi que isso incomoda mesmo.

Então, acho que é essa questão, né? De nem as telas como uma solução, uma panaceia pra tudo e nem demonizar completamente, né? De vez em quando, pode ser interessante. Acho que a questão é sempre, a estratégia sempre que a criança tá agitada é dar o tablet ali. A criança tá entendendo por que que ela está agitada, o que que ela tá causando nas outras pessoas, tem a ver com o desenvolvimento da empatia, de teoria da mente. Sim, sim.

A regulação emocional acaba sendo sempre, ai, dá o tablet ali para a criança ficar. É a única alternativa. É a única alternativa, né? A predominante ali. E a gente, de vez em quando, precisa... Cara, aguenta firme. O semestre está difícil. Vou ter férias lá na frente, mas agora eu preciso aguentar o semestre. Preciso corrigir esse monte de provas. Preciso estudar para esse monte de trabalho e tudo que eu vou fazer. A gente precisa ali aguentar firme a coisa.

Vai ter uma coisa legal lá na frente, mas agora tem que ser esse momento difícil. Sim.

Acho que essa questão, a utilização de telas, ela está servindo para preencher um vazio, uma frustração que a pessoa não está conseguindo lidar, ou é um momento que pode ser bastante importante, a gente usar aplicativos educativos, eu mesmo como docente, a gente começou com mais força isso na pandemia, usar recursos de vídeo, de quiz, de docs, eu continuo usando, mesmo a aula no presencial.

Sim, para complementar o ensino. Então, que tipo de uso de tela a gente está falando? É que nem a gente está fazendo agora aqui. Pois é, se não tivesse isso aqui. Acho que o podcast vai ser só áudio, mas a gente está se vendo aqui por MIT, começando com um paciente que está em outro estado, às vezes em outro país, inclusive.

e poder ter um outro tipo de atendimento. Então, existem usos saudáveis possíveis para a tela. Não só a tela o vídeo, mas a tela algumas comunidades. Tem grupos que eu já nem participo mais, mas o Reddit, ou é Discord. É que tem uma galera que acho que usa ainda, viu?

O pessoal fala, eu só entendo, o funcionamento é Discord, por exemplo, que é uma plataforma também de bate-papo, inclusive síncrono, não é só digitado. Parece que dá alguns problemas ali, de vez em quando tem grupos mais violentos, tem grupos preconceituosos, enfim, mas há possibilidade de troca. Eu lembro, eu mesmo, participando disso lá, você falou, eu sempre gostei de tecnologia, quando...

Antes de ter o navegador, o Netscape, tudo isso, tinha BBS, né? Que era... Eu não cheguei a usar, mas sim. Você conectava e escrevia, né? Que nem no ICQ, que nem no MSN, no WhatsApp e tudo.

E são formas de conectar com pessoas. E muita gente conheceu amigos, assim. E algumas pessoas têm... Não, nunca vi essa pessoa presencialmente. A gente só se conhece online, né? Então, são ferramentas, né? Essa acho que é a ideia geral.

O uso de telas pode servir como ferramenta para complementar a educação, permitir a aproximação, se não física, com outras pessoas que estão mais distantes, poder participar, poder conhecer temas. Sim, eu acho que isso que você falou é interessante, porque eu lembro que na época do Arcut, das comunidades...

E me lembrado. Ajudava, querendo ou não, ajudava você a se conectar com pessoas que tinham o mesmo interesse que você. E que antes disso não era tão fácil, né? Às vezes, sei lá, específicas, coisas mais específicas, mas assim, poxa, eu gosto daqui, daqui. Não era tão simples assim, né? Então isso...

Por exemplo, favoreceu as pessoas conhecerem. Sim, tem também os problemas, como já tinha antes também, né? As pessoas se organizavam para fazer coisas ruins, né? Isso potencializa, obviamente, né? A gente não está tirando essa questão, mas isso facilita. Eu quero até aproveitar, Fabrício, que a Jaqueline, que é uma aluna minha, ela mandou uma pergunta que como a tecnologia pode ajudar no desenvolvimento das emoções. Você está falando um pouquinho de aplicações que podem ser viáveis, podem ser positivas. Aqui a gente está pensando no contexto educacional, por exemplo, né?

Mas pensando na criança, no desenvolvimento emocional, você falou o quanto as relações físicas são importantes, eu acho que aqui a gente já responde parte da questão, se substituir a relação de forma geral, substituir as relações interpessoais já seria um problema. Mas como que ela pode ajudar no desenvolvimento, não pensando já numa vida adulta, mas lá na fase inicial, o quanto isso é... Eu sei que a resposta vai ser depende, então assim...

o quanto, talvez quais direcionamentos os estudos, ciência tem trazido pra gente hoje ótima pergunta essa e ela, a resposta vai ser dependente, mas ela, na verdade, ela não é a gente tá falando do instrumento que é atual mas a ação ela é antiga, que é a mesma coisa que dá um livro e esse livro substitui eu não converso mais com meu filho

Ele que aprenda tudo ali, assistindo a televisão ou lendo um livro. E a tela que vai substituir, ela que vai ensinar tudo para criança. Poder usar telas e depois conversar. O que será que o pica-pau sentiu quando isso aconteceu? Não sei se ainda tem o desenho do pica-pau, enfim.

Eu ainda assisto. Poder ter esse momento de que esses cuidadores, educadores também, podem usar telas, mas essa tela não está lá só passivamente trazendo conteúdo. Tem que ter, continuar trabalhando com essa ideia do desenvolvimento, não deixar que fique mais amortizado, de estar só recebendo conteúdo e o conteúdo tem que vir rápido. Parar e ter esse exercício de 너무 ótima coisa,

Que significado isso teve? Por que isso foi importante? Por que aquele personagem reagiu daquela maneira? O que aconteceu ali? Poder usar a tela como um complemento também para dúvidas, e crianças têm dúvidas, você deve ter experimentado isso. Muitos experimentos ainda. Por que aquilo? Por que isso acontece? Aí é por questão também de disposição dos cuidadores. De vez em quando, por mais que a gente saiba...

Às vezes é uma boa deixar, nossa, não tenho certeza, filho, o que você acha? Por que você acha? Qual você acha que é a explicação para isso? Por mais que você já saiba na resposta. Cara, eu nunca tive dificuldade de fazer isso com meus filhos. Quando eu não sei, eu sempre falei e é legal a gente descobrir junto algumas coisas. Vamos procurar no dicionário? Vamos procurar nas telas? Vamos perguntar para a Iá?

Ok, legal isso, mas não tem uma coisa... Ah, imediatamente já vai lá. Vamos dar uma raciocinada, vamos pensar um pouco antes. E essa resposta que a IA trouxe para a gente, ou que a gente digitou, ou assistiu um vídeo no TikTok que fala sobre isso. O que você achou disso? O que você pensou? Então, poder não deixar aquele conteúdo ser o conteúdo final.

mas algo que vai se trabalhar nas relações interpessoais, vai se trabalhar sobre, que é a grande preocupação de muitos cuidadores e educadores também. Um dos motivos, até você mencionou, de muitas escolas estão proibindo completamente de entrar com o celular.

Porque o celular pode ser benéfico, mas o acesso ali, né, a tecnologia, complementar a aula, mas no bate-papo, quem é essa outra pessoa que está ali? Será que é um adulto que está fingindo que é uma criança também, que pode ter alguma intenção maléfica, né?

Como que a gente controla isso? E algumas plataformas estão começando, né? Até o contexto, né? Ele tá ali pra quê? Veja na faculdade, você dá aula também, você sabe, né? Às vezes eu vou dar um exemplo, gente, como, por exemplo, o pessoal que tá no celular agora, metade da sala às vezes levanta a cabeça, assim, né? Não, tudo bem.

Partimos do pressuposto que são adultos ali, mas assim, eles estão lidando com a consequência disso. Mas até nesse ponto, na criança, primeiro que ela não vai ter esse controle de autorregulação, como a gente tem, o contexto, além de quem está falando, o que está fazendo, diferente de em casa, que eu tenho um, dois para cuidar, a professora vai ter todos para controlar esse acesso, fica difícil, né?

Então, acho que nessa linha da pergunta, seria poder utilizar como ferramenta, mas continuar valorizando os momentos offline. Não necessariamente offline, vamos desligar tudo agora e conversar, mas colocar um pouco de lado e estar ali, frente a frente.

porque evita essa compulsão de que sempre precisa estar criando situações novas, de buscar a resposta ali imediatamente. Você mencionou anteriormente o tédio. O tédio, todas as emoções que a gente tem, a gente tem porque elas têm funções importantes para a gente. Ai, nossa, ficar triste é tão ruim, né? Não quero. Não, mas ficar triste...

Se for bem conduzido esse luto pela perda de algo, a gente reflete, a gente pensa, que papel aquilo teve na minha vida? O que eu posso mudar? O que eu posso fazer de diferente? O tédio é importante também a gente sentir, e dizer, nossa, é o momento em que eu preciso ali. Tem tanta coisa, tem tanto estímulo, que tudo já está me sobrecarregando e nada mais me...

me ativa, nada mais me atrai, é importante a gente saber trabalhar com o momento de ficar à toa também, de deixar, e o à toa não é, ah tá, então agora eu vou sair das telas, eu preciso ler um livro e se eu não estiver lendo o livro eu preciso estar fazendo natação, e não é eu preciso estar sempre fazendo, é

agora é o momento que eu vou ficar, o que estiver acontecendo, vou olhar para a paisagem, de poder normalizar, voltar a ter isso. E é essa a ideia. Pode ser tirar a tela, mas não complementar com, preciso estar sempre criando um jogo novo aqui na família para a gente estar brincando, que é para poder substituir a tela. Você trocou uma compulsão por outra.

o tempo ocioso o tempo de lidar com esse tédio ele não é tolerado isso sim, pode ser facilitado essa intolerância com um acesso fácil a estimulações por causa das telas

E aí é o lado nocivo, né? Tem um lado positivo e tem um lado nocivo também, de exposição a cyberbullying e tudo mais. Eu acho que até a questão do uso, né? Eu percebo que você estava falando, eu lembrei, assim, é uma coisa super simples, mas a gente até usa, porque isso acaba virando... Eu uso algo daquele meio digital, né? Vira um meme dentro de casa, os meninos começaram a ver, não sei se você já viu aquele vídeo do Não Choras, não é pra chorar isso. Não sei se você já viu esse vídeo de um coraçãozinho.

Não choras, não é pra chorar. Cara, é a coisa mais inocente. Mas, cara, eu falando aqui, eu já tenho vontade de dar risada. E ele viu um dia esse vídeo, começou a zoar. Então, assim, a gente viu, daí a gente viu todo mundo. E hoje, Bia, que vira, assim, quando ele tá meio cabreiro, a gente faz isso. Não choras.

meio que quebra aquilo, é interessante porque retoma aquele estado que a gente é um meme interno que a gente brinca, né? Então assim, mas você usa aquele recurso de forma mais saudável, assim, não vou ficar vendo o tempo todo, não vou ficar... Mas não quer dizer que só... Até porque é um conteúdo de humor. E humor tem... A gente tá falando do Barbixos antes de começar aqui, né? Tem...

Em outros lugares já tinha isso, né? Eu acho que é uma questão de você usar ao seu favor, de usar de forma mais consciente. E não tem o certo e o errado, talvez, aqui. Acho que isso é certo e isso é errado. Claro, em alguns extremos vai ter, né? Mas, assim, só pensando em dosar, entender o contexto, entender o momento, né? Então, acho que dessa forma que pode ajudar no desenvolvimento, inclusive. Isso, é. Ajudando nesse ponto, né? Porque, como a gente vem falando, né?

Não é só com as telas, isso é uma questão de desenvolvimento, o controle que a gente pode ter, a gente como cuidadores ou educadores também, sobre o que essas pessoas, essas crianças, adolescentes em desenvolvimento vão ter acesso. Da mesma maneira que a gente conversava, ou é recomendado, nem sempre algumas pessoas conversam, enfim.

Sobre uso de substâncias. Criança não pode tomar. Deixa eu provar esse vinho, essa cerveja. Não, criança não pode. Criança ainda é, criança não pode. Adolescente já é, por que não? Você toma toda hora, você está sempre tomando uma cervejinha, por que eu não posso? E aí poder, ó, cerveja, enfim, pegando um exemplo aqui.

É gostoso, de vez em quando, tá numa situação social, só que algumas... Eu não gosto, já deixo claro, eu detesto serviço em qualquer momento, mas tudo bem, eu sei que a maior parte das pessoas... É que é só adulto que gosta, eu sou moleque ainda. Ah, pronto, quando você chegar, quando você crescer, você vai ver.

Mas desculpa, te cortei. Mas eu também nem tomo tanta cerveja mais. Já fazia de faculdade, gostava um pouco mais. Mas enfim, essa ideia de poder apresentar que tem um lado gostosinho e tem um lado que pode ser maléfico. Algumas pessoas tomam demais, tomam para mascarar. Ou usar outros tipos de substâncias, o cigarro, por exemplo. Ah, mas o titio fuma.

Tá, mas é que cigarro é mais complicado Cigarro, aí eu também já não Tenho mais aversão Mas cuidados com o corpo Também O que você pode Pessoas que podem tocar na escola Partes íntimas ou partes que não É o médico, é a enfermeira Pode encostar ali A mesma coisa com as telas Claro Claro

É poder apresentar, ó, tem coisas legais, só que pode ser ruim, pode viciar, a gente pode ficar naquilo e não consegue sair mais, não consegue mais conversar com as outras pessoas. Então, é interessante poder ter essa conversa como a gente tem com qualquer outra área na vida, né?

algumas ruas a gente pode andar durante o dia, a noite não é legal, ter esse tipo de conversa com as telas também, que aí a gente evita aquele controle total. Não pode, jeito nenhum, ou vou controlar isso, tá, mas por que eu tô controlando? E aí diz respeito até à maturação emocional. Não é interessante a gente usar tanto as telas aqui em casa, porque é importante a gente conversar, a gente poder se entender, a gente poder saber um do outro.

E se tem esse controle total, não vai usar de jeito nenhum, seja tela, seja cerveja, seja cigarro. Chegou na adolescência, meu amigo.

Não tem como ficar 24 horas controlando E aí vai querer Ah, e aquilo ali que era proibidível Que não podia, né? E aí corre o risco desse excesso de controle Ficar pior ali na frente Então o controle contextualizado Não só a questão de Quantos minutos, quantas horas Ou quando

mas entender qual é a parte boa e qual é a parte ruim de usar aquilo. É a orientação melhor que a gente consegue deixar para a utilização de tela. Perfeito, cara. Cara, é que claro que, como você falou e a gente comentou aqui, é um problema novo, é um problema moderno. Tem uma frase, eu falava isso já no ensino fundamental, mas a tecnologia veio resolver problemas que antes dela não existiam. Então, mais ou menos isso.

São problemas atuais, obviamente, mas que outras questões já tinham antes, como você colocou também, né? Enfim, não é só isso, só esse ponto, mas claro que acho que a tecnologia acelera um pouco as coisas, né? A inteligência artificial, a internet, ela acelera alguns processos, né? Então, claro que isso tem um impacto, a gente tá falando que é simplesmente igual, mas tem aí uma similaridade, pelo menos, né?

E até a inteligência emocional, né, Fabiano? Apesar de não ser algo novo, ainda tem muito a se explorar. A gente estava falando agora do modelo CHC. Em 2018, acho que foi oficialmente, né? Que meio que entrou ali no modelo CHC. Tem um livro ali em 2018. É por aí. Que assim, você pula lá. Já tem algumas relações, mas ainda assim é uma questão da gente entender melhor como que isso está se manifestando com outros elementos, né? E em psicologia também tem isso, né? Nada é 100% uma coisa, né?

Quando eu falo de inteligência, eu falo, como é que eu avalio inteligência sem respingar ali na atenção, na memória? Não tem como. A inteligência é pura, e a inteligência emocional não é diferente, né? As experiências, e entra um pouco de outros elementos também, que não só aquilo, né? Não é uma coisa... A gente didaticamente separa as coisas, mas não é só isso, né? Sim, sim.

Vamos ver como isso vai continuar acontecendo. As pesquisas estão saindo. Há algum indício de que esse excesso de uso sem filtro pode ser maléfico, tanto para o desenvolvimento emocional quanto o desenvolvimento da capacidade de atenção também, essa necessidade de... O assunto precisa mudar toda hora. E aí o cuidado com já...

Ah, então é por isso que todo mundo tem TDAH hoje em dia, por causa das telas? Essa é uma discussão que pode participar telas, mas não termina só nelas. Tem questões biológicas, sociais, culturais. Exatamente. Evitar demonizar, mas também saber que tem que ser usado com cuidado.

qualquer outro tipo de ferramenta, o carro, a gente pode usar para ir trabalhar ou pode ser um veículo para eu soltar as minhas frustrações, xingando o cara da frente, acelerando muito. Esse instrumento está sendo utilizado por quê? A que propósito? Emocional, de personalidade, de inteligência, enfim, ele está servindo para poder ter esse tipo de diálogo para entender para que serve. Concluindo, então, é igual a força. Com sabedoria.

O lado bom, o lado mal, da força. Como diria o Yoda, né? Tem que usar com sabedoria, né? Isso, exato. É, e acho que é como grande parte das questões e nada é 100% uma coisa, né? Como você está falando, isso influencia em outros elementos também. E claro, como a gente não consegue esgotar todo o assunto aqui, a gente vai para a nossa sessão de dicas aqui para finalizar, ver se de repente tem um outro ponto aí que as pessoas possam aprofundar.

Então nós vamos para o nosso, que é outra máxima da psicologia, né? A gente vai para o nosso Fala-me Mais sobre isso.

O que a gente poderia dar de dica que a pessoa possa aprofundar um pouco mais sobre esse assunto? Fale-me mais sobre isso. E você sabe que o Fale-me Mais Sobre Isso é um oferecimento da Leplus Studio, que nós iniciamos e mantemos essa parceria já de muito tempo. A Leplus Studio é uma aceleradora de empresa focada em alta performance, que auxilia negócios a aumentarem o seu faturamento.

por meio de estratégias sobre medida, tanto nas mídias sociais como na loja. Então, se você quer divulgar a sua marca, o seu nome, seu produto, seu serviço, entre em contato com eles, pode ser pelo arroba Leplus Studio, eles estão marcados na publicação. Você vai falar com o meu amigo, com o Abdu, ele vai fazer uma análise das suas necessidades e projetar a melhor solução para vocês. Não deixe de conferir o trabalho da Leplus Studio.

Acho que de leitura mais científica, posso compartilhar com você algumas pesquisas que estão sendo feitas, revisando esse tema. Acho que para fomentar a discussão, seja a própria pessoa ou levar para colegas, vamos conversar. Filmes, a gente tem alguns que abordam esse tema. Um que eu acho muito legal, que se relaciona...

Não tão diretamente com telas, mas com essa ideia da inteligência artificial e das redes sociais, né? Que é o Her, o filme da relação que o cara tem com a inteligência artificial. E que ela escolhe depois, né? Não, tô saindo pra outra, como é que a pessoa fica?

Acho que é um filme... Ele não é um filme tão recente, acho que tem mais de 10 anos, né? Ele é da década de 2010. Sim, já é antigo. Inclusive com o Joaquim Fênix. Isso, é. E é curioso como o filme é atual. Acho que mais atual agora do que na época em que ele saiu. Lá eram, ó, gente, cuidado que vai chegar nisso. Hoje, ó, chegamos.

Meio que a tecnologia que tinha, já tem, né? Isso. Na época não tinha, né? E isso é um perigo, né? Porque muitas pessoas estão usando a inteligência artificial para fazer psicoterapia, para esse tipo de conversa, né? E é algo ainda para a gente prestar atenção, porque as IAs, elas tendem a confirmar o nosso pensamento.

Em psicologia a gente sabe, em qualquer abordagem que a gente tem, algumas falam de inconsciente, outras falam de conteúdo ainda não consciente, ou variáveis que a pessoa ainda não consegue identificar sobre si, que o psicólogo vai percebendo e trazendo aos poucos possibilidades de entender isso. Se a pessoa está num chatbot e ela nem sequer conhece o que o comportamento dela é função,

O chatbot está trabalhando em cima daquilo que ela sabe que nem sempre é o reconhecido. E questões complicadas como a gente... Poucas notícias, felizmente ainda são poucas, mas de pessoas que buscaram suicídio porque na conversa com o chatbot foi recomendado que elas fizessem isso.

Porque ele quer reforçar algumas coisas, quer ser empático, né? E concordar com muito que você faz. Então pode ser uma apresentação parcial que a pessoa está trazendo para o chatbot, para a inteligência artificial, enfim. E ela trabalha com isso.

Sim, mas o Harry é legal, porque ele traz bastante essa dependência, o uso não saudável, essa dependência. O cara já tinha um ponto ali de ser bastante isolado, já tinha uma questão ali. Não foi do nada, né? Já teve, foi um match ali com a tecnologia, mas há questões ali pessoais e sociais até do próprio sujeito. Exato.

Cara, eu acho que tem três, nós temos três episódios, inclusive o episódio 18, que é com você, que é a inteligência emocional, o que eu falo com o meu paciente, que a gente gravou sobre inteligência emocional, acho que é legal para entender, a gente falou bastante lá também. Nós temos o episódio 51, para quem não ouviu ainda, que é com o Mau, com o Maurício.

A gente falou sobre inteligência emocional e inteligência artificial, se elas podem ser aliadas. A gente falou especificamente disso. Ele trouxe alguns exemplos. E tem um recente agora, que é o 67, de inteligência artificial. Que é o que há na mente das máquinas. Esse é o título do episódio. Justamente acho que são episódios que se conectam. A gente trouxe muitos pontos. Você trouxe alguns pontos aqui, bastante interessante, que acabam complementando.

Então, quem não ouviu ainda esses episódios, vai lá, mas assistam Her. É muito bom.

É com ele e com a Scarlett Johansson, né? Ela que faz a voz. Ela que faz a voz, né? É, mas é uma excelente forma de entender um pouco. Não é ruim, mas a relação, o contexto, o contexto anterior, o contexto futuro, acho que tem uma série de questões aí, né? Bom demais.

Fabiano, muito obrigado. Cara, mais uma vez. A gente tem que fazer mais, você sabe disso, né? Eu vou te convidar de tempos em tempos, tá? Sim, bora. A gente tem que fazer de novo. Inclusive, ele tá falando de telas agora. O próximo Toy Story vai inserir a questão das telas, né? Não sei se você viu o trailer já. Ah, sim. É o 5, né? Nossa, teve um 4? Eu parei no 3, olha lá. Preciso me atualizar. Você pôr no 3? É. Vai ter esse tema, então, no filme. Legal.

Não sei se você chegou a ver o trailer, né? Porque é meio que chegando um novo presente. É um tablet. Então, assim, é interessante pra caramba. Então, meio que os brinquedos... O Woody tá careca, que ele tá, assim... E eu sempre quis saber, a tinta tá saindo, mas... Que meio que a tinta saiu, ele também tá carequinha, né? Mas, claro, tem o lance, né? O Woody tinha saído, como é que ele vai voltar? A gente já sabe que ele vai voltar de alguma forma, mas...

Eu acho que é legal, a gente, quando sair, a gente já assiste, a gente já fala sobre isso também, que acho que tem a ver com esses assuntos, mas muito obrigado, cara, pelo seu tempo aí. A gente fez um desse fundo Divertidamente também, né? Divertidamente a gente fez análise de filme. Pra mim, você já sabe, né? Quem tá ouvindo, talvez não saiba, quando eu pensei em criar meu primeiro podcast...

Era eu, Dani e o Fabiano. Você lembra disso, né? Era duas três. O primeiro, o Partido não deu certo naquela época. Muito antes, inclusive. E aí não deu certo, por causa de trabalho, por causa de muita questão aí. Mas o Fabiano já é sócio aqui. Na verdade, as análises de filme, eu queria te convidar para todos. Aqui nem sempre bate agenda. Sempre que a gente for fazer análise de filme, eu vou te chamar. Se você puder, você grava com a gente.

Ótimo, ótimo. Valeu demais, Fabiano. Obrigadão pelo convite aí. Pessoal do Pugna Mentes também. Um abraço. E vamos conversando nas outras oportunidades.

Valeu, cara. Até a próxima.

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EP 69 - Emoções Televisivas. O desenvolvimento emocional e o uso das telas | Castnews Index — Castnews Index