SARGENTO CARTONILHO - (PMERJ | CHOQUE | RECOM | Especialista em Seg. Pública) | #FalaGuerreiro418
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Fala, guerreiro! Muito boa noite! Estamos ao vivo para o primeiro episódio da semana. Muito obrigado pela sua audiência. Você que já chegou aqui, vai avisando para o restante da galera que estamos ao vivo. Muito obrigado pela participação, deixa o like, compartilha o conteúdo aí, interaja com a gente no chat. Já quero começar agradecendo uma empresa que transforma vidas, que é a LS Concursos. Rapaziada, a minha vida foi transformada por um concurso público.
Talvez se eu não tivesse passado no concurso público, nada disso aqui aconteceria. Eu não conheceria as pessoas que eu acabei conhecendo a partir de um concurso público. Eu sei que tem muita gente que nos acompanha que tá aí na luta. De repente parou agora para assistir o podcast, ou tá assistindo esse podcast na versão gravada, e usa até como inspiração ouvindo casos policiais, percepção de um operador de segurança, como será o caso desse episódio hoje.
E tá aí sonhando, tá batalhando, tá estudando, mas ainda não conseguiu estabelecer uma rotina rigorosa e assertiva de estudos. Eu sei que é muito difícil, sei que é muito complicado, tem aquelas incertezas: será que essa é a rotina certa? Será que essa metodologia é certa? Então, nesse momento de dificuldade, queria eu ter tido a oportunidade de conhecer uma empresa como a LS Concursos. Basta você escanear esse QR code aí ou tocar no link que tá aqui na descrição desse vídeo e você terá acesso à melhor e mais especializada empresa focada em rotinas e metodologias de concursos ou para concursos, que é a LS Concursos.
Você vai ser atendido por um profissional que é concursado e foi treinado para criar rotinas de estudo. É isso, Rafa.
Fala, rapaziada, ótima noite aí para todos vocês aqui no Fala Guerreiro, terça-feira, primeiro episódio da semana. Peço a vocês que curta essa transmissão, compartilhe, ative o sino de notificações, torne-se membro, se inscreva no canal, que isso tudo é super importante para a gente. Agradecer a Monopizza que nos serviu uma pizza maravilhosa, obrigado Monopizza, frango no pote, sempre alimentando e fortalecendo os guerreiros. Muito obrigado, galera.
Hoje estaremos recebendo aqui, meu irmão, policial militar, já com— já fez 20 anos já de carreira?
Vai fazer 16 anos agora.
16 anos de carreira, cara. Tem uma página no Instagram, é Sargento Cartonilho, Cartonilho 70. Não, tem um número ali, não tem? Sargento Cartonilho, Sargento Cartonilho, com conteúdo muito bacana para compartilhar. Vai dividir um pouco da sua história com a gente, meu irmão. Prazer receber aqui Sargento Edson Cartonilho. Seja bem-vindo, meu irmão. Obrigado.
Receber, meus amigos, é muito bom aqui poder compartilhar um pouco da minha experiência, né, um operador direto ali que tá na linha. A visão que o pessoal tem sobre segurança pública é o que passa na televisão, então isso aqui é muito importante para eles entenderem o que a gente vive e como realmente funciona.
Isso aí, meu irmão. E olha, parabéns por esse bigode, meu irmão. Você mostra que a polícia militar ainda respira, meu irmão. Tem poucos bigodes hoje em dia.
Isso aqui é tradição. Homenagem aos antigos.
Aproveita que você dedicou esse momento para elogiar o amigo da caneca dele, que tá com a caneca dos outros aí, pô.
Caneca dos outros. Essa aqui é a tua original aí, ó, que ninguém sai com as mãos vazias. Aí, ó, certinho, né? Como é que tá? Como é que eu botei?
Sargento Cartunilho. Não errou o nome.
Quando o nome é diferente, pô, Canta, Toninho, canta mesmo.
Deu certo, deu certo.
E aí, meu irmão, conta pra gente um pouquinho da tua história, cara. O que que levou você a se tornar policial militar? Foi alguma referência de família, sonho de criança, alguma referência dos filmes de ação da nossa época? Como é que foi essa ideia? Como surgiu a polícia militar na tua vida?
Na nossa época, a gente via aqueles filmes de guerra mesmo, né, de tira de policiais. Todo mundo queria ser policial. Era o polícia e ladrão na rua e todo mundo queria ser o policial. Mas meu sonho inicialmente foi ser sargento do Exército. Cresci com esse sonho de ser sargento do Exército. Por quê? Muito filme de guerra, onde a gente via grandes confrontos, cenas de heroísmo, de dedicação da própria vida pelo colega ou por uma nação, era através dos filmes de guerra.
Então eu falei: "Quero ser sargento do Exército". E assim foi. Fui para a Brigada Paraquedista, e me formei sargento do Exército. Consegui ter uma boa carreira lá, só que chegou...
Peraí, mas tu foi pra Brigada como? Você foi pela...
Eu fui por soldado, soldado... Serviço obrigatório. Serviço obrigatório. Consegui aqueles testes pra Brigada, Brigada Paraquedista, me destaquei como soldado, curso de cabo. Me destacando como cabo, eu consegui ser indicado diretamente pro curso de sargento. Então saí terceiro sargento temporário do Exército Brasileiro. É uma indicação feita pelos principais nomes do batalhão, os sargentos mais conceituados e os oficiais. Eles fazem reunião, chegam no consenso.
Eram pouquíssimas vagas na época que eu saí, eram 2 vagas para um batalhão inteiro.
Mas uma pergunta, mas o que que você, qual é o teu diferencial? Por que que você se destacou?
Era dedicação acima da média. Se tinha que trabalhar, a gente trabalhava. Se tinha que ir para um acampamento e fazer o melhor, eu fui me destacando, estriei a bandeira em praticamente todos os dias de instrução. Porque você passa por aquela rotina de treinamento, e os melhores soldados do treinamento estão sempre hasteando a bandeira. Então, o que era dito era feito, sem pensar duas vezes, sem questionar. Se em algum momento era para fazer o cri-cri no chão, eu me destacava de todos e fazia o melhor cri-cri.
Se era para poder fazer uma caminhada, uma marcha de um dia para o outro, era a melhor marcha de todos, sempre puxando a ponta. Por esses motivos e outros, eu ganhei a confiança daqueles oficiais superiores, de outras pessoas que observavam, mesmo não sendo amiguinho deles, porque militarismo, você sabe, tem aqueles que são, chegam perto do alto escalão para tentar conseguir uma condição. O meu não, era apenas trabalho e na minha.
E tem alguma, algum fato marcante desse período de Exército?
Foi o Exército, é o que eu falo, todo homem acho que tinha que passar por ele, porque você aprende a chegar no limite além do seu limite, e mesmo assim você é obrigado a pensar. Coisas que se hoje a molecada soubesse, por muito pouco eles já desistem, já entram em "panic" e já deixam de produzir. Por muito pouco ou praticamente nada. A gente era elevado ao nível máximo de cansaço, de estresse, e mesmo assim a gente tinha que operar da forma que deveria, uma incursão, uma instrução da forma que tinha que ser feita.
O Exército, ele tem as suas complexidades quanto à guerra. Então você conseguir estar no seu extremo ali e fazer o melhor, acho que todo homem tinha que passar. É um treinamento de você funcionar quando você, seu corpo não funciona mais. Então se hoje mais garotos fossem recrutados assim, a gente teria menos mimimi. A sociedade ia funcionar bem melhor, minha opinião.
E o que que foi sargento temporário, cara? Você conseguiu fazer o curso de soldado, o que que você, como é que você se tornaria sargento Não sei se é permanente que fala.
É, de carreira. Então, 18 anos ali, eu já estava estudando para ESA. Acho que todo mundo que entra e gosta de militarismo estuda para ESA. Entrou para o Exército, estuda para ESA. Só que quando eu cheguei a sargento do Exército, que é o que eu seria de carreira, eu falei: "Poxa, não é o que eu quero". Não tinha tiro, não tinha combate, eu não conseguia sentir que eu estava produzindo para uma sociedade melhor. Eu vi o crime avançando, Eu vi muitas coisas acontecendo e eu não podia intervir. Então tudo aquilo que eu vi nos filmes, eu não tava servindo absolutamente.
Exército americano, pô.
Acho que a maior frustração da galera da nossa época que serviu o Exército, que tinha aquela propaganda na televisão, isso, venha para o Exército Brasileiro, os cara com ouro, desce o muro, salta na água, os cara rastejando ali, saindo igual aquela propaganda, aquela versão do Fantástico. "Vai lá, meu irmão, vai lá trabalhar, cara." Exatamente.
E bancando expediente e limpando, não nada contra, mas limpando a parte de lamento.
É, e depois a gente descobre que essas paradas legais é só pra quem faz concurso.
Aí onde a gente viu isso? Onde a gente viu isso? Na polícia. Aí quando eu falei assim: "Poxa, na polícia tem guerra, na polícia tem tiro, na polícia neutraliza bandido, na polícia eu vou encontrar a guerra que eu vi nos filmes de guerra quando era criança." E foi daí que eu peguei o estudo de ESA e comecei a estudar para PM.
E você tinha quantos anos?
Ah, eu tava com 22 anos quando eu entrei para polícia. 22 anos.
E aí você ficou quanto tempo?
Então você ficou 4 anos no... Fiquei pouco mais de 3 anos no Exército. E o dia da minha baixa do Exército bateu exatamente no dia da incorporação da polícia.
Uma carreira meteórica, né, Rômulo? Você que foi, pô, com 3 anos ele chegou a sargento, cara, sargento temporário.
A rotina que ele tava falando, né, Se você é um bom soldado, se você é um soldado mulambo, um lafranhudo, tu vai chegar teu tempo, tu vai baixar. Mas a rotina dos bons soldados leva o cara a fazer um curso de cabo temporário, aí alguns param ali, tá? Os medianos vão parar ali, os melhores vão avançar pro curso de sargento temporário. Então assim, ele foi sem dúvida um soldado que se destacou. Se não tivesse sido praça mais distinta, dependendo da boina, boina preta, que era o caso lá da cavalaria, não sei.
Grenada, no caso.
No caso, você poderia ter ficado mais tempo?
Poderia ficar até 8 anos. Eu lembro até o coronel na época, ele tem certeza, filho? Você vai voltar a ser soldado. Eu falei: Coronel, mas lá é soldado de carreira, é diferente. Ele: Não, mas o batalhão está de portas abertas para você. E eu fui atrás da guerra mesmo, aquele sentimento de guerra. Mas aí veio a questão da família. Família fez uma reunião para falar assim: Fulano morreu, o vizinho tal morreu, todo mundo morreu. Aí veio aquele grande dilema: Se tu entrar para polícia, também tu vai morrer.
Aí vem aquela questão que muita gente chega, todo mundo que é polícia já passou por isso. Eu ia entrar para polícia, meu pai não deixou. Então, se você não virou homem a partir do momento que, na minha opinião, se você já tem 20 anos, 18 anos, e teu pai não deixou você seguir uma carreira que é teu sonho, então tu não aprendeu a ser homem, tu ainda era uma criança que deixou de tomar uma decisão por causa disso. Minha opinião.
Minha opinião. Quem entrou na polícia morreu, e quem não entrou também.
Interessante que ele fala Que existe, existe uma diferença muito grande entre meu pai não deixou, meu pai me convenceu através de argumentos.
Exatamente. Então depois de todos os argumentos que eles usaram, eu falei assim, sabe qual é o meu maior medo que eu tenho? Primeiro é de não conseguir levar o sustento para mesa, que eu queria uma carreira. Então mais do que para qualquer troca de tiro e poder morrer, era em algum momento eu falhar por não ter um emprego e falhar de botar comida na mesa. O maior medo. E o segundo era atrás da guerra. E quando a gente vai para guerra, a gente tá disposto a morrer.
Todo policial todo dia sente que pode acontecer, mas por um ideal maior, né? Então a família se reuniu. E aí, escutou, gente? Escutei. Vai decidir. Não, a decisão quem toma sou eu. Fui para polícia. Aí aquela conversa, a gente orou antes de começar isso aqui, não foi? A oração. Então tudo eu faço através de oração. Eu orei a Deus: me dá uma resposta para ver se eu vou para polícia ou não. A gente vai ter um concurso agora da polícia, eu indico todo mundo orar.
Ninguém melhor do que Deus para te direcionar. Então falei: se Deus me dá uma resposta se eu vou para PM ou não, se é meu caminho ou não, E eu lembro que eu fiz essa oração, peguei um ônibus para ir para o Exército. Nesse ônibus entrou um senhor, um senhor bem idoso, chegou do meu lado e falou assim, foi logo no outro dia: "Tu é policial?" Eu falei: "Não sou não, sou do Exército, talvez o corte o senhor confundiu." Ele: "Não, você é policial, você vai ser policial, você vai ver tudo que você sonhou e depois você vai ficar no batalhão pertinho de casa." "Eu sou PM da reserva." "Aqui como eu tô, pega esse ônibus aqui, eu tenho meu vale para pegar de graça, você vai ser policial." Porra, que resposta forte, forte demais!
Exatamente assim. Mas geral, mais claro do que essa, impossível. Depois dessa, não pensei duas vezes, eu vou lá cumprir a minha missão, que é ser policial. E por várias vezes que eu passei pela morte, eu falei assim: se acontecer, eu cumpri a minha missão, eu morri fazendo o que tinha que ser feito. Então, quando a gente tem essa resposta de Deus, a gente segue com a cabeça erguida, sem medo.
E qual foi o concurso que você fez? Foi qual ano?
Foi de 2010. Eu fui aquela primeira turma de 2010 ali. Aí já ingressou logo imediatamente ali, primeira turma a se chamar.
Essa turma foi entrando ao longo de...
Ah, ela chamou muito, quase 30 mil policiais. Só que eu fui aquela primeira chamada, primeira companhia que foi inaugurada aí.
Aí chamou muitos. Então o quê? 92?
Eu sou 90.
90? 90. Bem no início mesmo.
Foi no início, bem no início.
E depois disso foi... Acho que a primeira leva, 90. Acho que o meu primo é da segunda ou terceira leva.
Tem muita gente que tem que agradecer ali o emprego ao governador da época, né?
Era o Sérgio Cabral, né?
É.
Não, ali já era o Sérgio Cabral.
Era o Cabral.
Chamou todo mundo.
Sérgio Cabral chamou nós também, cara. Chamou.
Essa parte de concurso assim...
Pô, nós éramos 600 e ele aumentou pra 1.200.
Eu tava em 800, o cara tinha entrado em 800.
Ele aumentou pra 1.200, eu fiquei: "Porra, mano, não vou conseguir." Não, porque eu tava em 800. O Romulo entrou em 30, sei lá, 30, 20, ele é um dos 20 primeiros. O cara é maluco, maluco crânio.
Desforçado, desforçado.
Eu já entrei, eu fiquei em 822. Aí eu falava: "Caramba, a gente tem que torcer pra nego desistir e tal, não sei o quê, excedente." Cara, naquela imagem, pô, o cara não para. Eu tava ali dentro do... "Assim, pra fazer TAF, tal, não sei o quê." Quando o cara aumentou pra 1.200, eu fiquei tranquilo. Eu falei: "Pô, agora eu tô dentro." Foi, cara, foi isso mesmo.
Primeiro eles dobraram, que eram 600 vagas iniciais. Dobraram pra 1.200. Aí esses 1.200 fizeram academia de polícia, todo mundo junto. E aí depois eles chamaram quem sobrou. Porque o concurso foi doído. Só passaram 1.700 pessoas de mais de 50 mil inscritos. Só passaram. Mais de 50 mil inscritos, só foram aprovados no final, depois do TAF, tudo, 1.700. Aí foram 1.200.
E foi nesse período de 2010 também?
Não, foi 2012. 2012.
Cara, mas nesse período de 10 a 12, você teve 2013, Jornada Mundial da Juventude, que foi um evento que fechou o Rio. Depois, 2014, teve a Copa do Mundo. 2016, as Olimpíadas. Então assim, pô, precisava mesmo.
Precisava de polícia mesmo. Já para a polícia, 2010, foi um concurso fácil, considerado concurso fácil. O que mesmo assim consegui ficar na primeira leva. Mas todo mundo que tirou 5, 5 conseguiu entrar. Do Cascão, é. Por ser fácil, eu estudei para um concurso difícil. Por ser fácil, eu falei, pô, vou ficar com a distância lá longe, não vou conseguir entrar. Mas deu certo, fiquei naquelas primeiras turmas ali. Mas foi o do Cascão, zoado até hoje, eternamente.
Aquele ali ficou lá, acho que aquela carinha. Os policiais... Aqui teve gente que errou, tá? Era tão óbvio que teve gente que errou.
Pô, normal, cara.
Era tão óbvio, não é possível.
Qual era a pergunta do Cascão, cara?
A pergunta, tinha duas perguntas do Cascão, cara. Mas eu lembro que uma era o Cascão em cima do nariz do Pinóquio, a Mônica atrás com o coelho pra dar no Cascão, e na frente tinha um riacho, um rio. Aí falava assim: entre os ditados populares brasileiros, aquele que mais se enquadra sua situação vivenciada por Cascão é letra A: uma andorinha só não faz verão, casa de ferreiro, espeto de pau. E aí, num mato sem cachorro. As outras não lembro, só sei que a opção era essa, né? Num mato sem cachorro. Só tinha essa, não podia ser outra, pô.
Era muito óbvio.
Eu ia ficar na dúvida, bicho. Não sei se eu ia acertar não, meu irmão. Era aquela assim, ó: qual o lateral direito da seleção brasileira de 2002. Cafu, sifu, tofu ou mifu?
Aí eu lembro que tinha uma de direito constitucional que caía dentro de direitos humanos. A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém podendo nela entrar, dois pontos. Aí falou assim: para pegar umas, para pegar mangas, tinha essa questão que a árvore, embora plantada no quintal do vizinho, caiu Eles dificultam, mas lança umas só para poder ver.
Mas entrou uma galera, porra, casca grossa, muita gente desse concurso que é seriamente policial mesmo.
É porque não é porque a prova foi fácil, entrou pessoas extremamente inteligentes.
Tinha uma galera se preparando muito para o concurso. Exatamente.
Mas vou te falar, já vi um áudio uma vez também que o cara falou assim: porra, essa polícia aí, os cara ficou fazendo uns concursos difíceis para cacete, só eu fui catedrático, os cara são inteligentes. Só falta ser polícia. Porra, o concurso tem que ser tudo burro, tudo cair para dentro.
Essa galera que é o melhor de guerra, né? Aquele forte, forte, burro, burro, infante.
Faz um negócio muito difícil, tem outra galera muito inteligente que não quer, porra, meu irmão, sujar a bota de—
Eu acho que o cara for muito inteligente, ele começa se questionando: peraí, se eu for ali, eu vou morrer, provavelmente. Por que que eu vou ali? O cara tem que ser meio maluco para poder ir para guerra, né? Vamos lá, tiro rolando solto, eu sou inteligente, o que que eu vou fazer ali, meu irmão? Por quê?
Cara, sem dúvida. Se você pega... Às vezes as pessoas... Eu já fui questionado uma vez: "Mas por que você faz isso se você vê que não sei o quê, que os caras são tudo não sei o quê e a parada não muda, tal, não sei o quê?" Eu não soube responder. Eu falei: "Sei lá, sei lá, não sei." É vocação, né?
Desde os tempos antigos tinham os guerreiros que iam lá pra resolver o problema, sabendo que ia morrer.
Problemas que seriam resolvidos de forma mais fácil se tivesse boa vontade das elites. E não tem, a elite mesmo não quer respeitar.
Teve um 7Rio uma vez que me questionou: "Eu sou soldado." "Eu não, eu ganho quase igual a você. Se eu fosse você, não entraria não, mas se não fosse eu, você não estaria nem exercendo sua profissão. Eu produzo segurança para você estar fazendo. Se não existisse pessoas como eu, a gente não estava nem nessa sociedade tranquilo. Então faz aí até onde você se dispôs a se arriscar e eu vou fazer o que eu devo." Aí ele ficou quieto.
Mas ele meio que falando que eu era burro porque estava na polícia e ia morrer. O cara estava na época no 7Rio lá, acho que era 7Rio, alguma coisa de trânsito. Que ele quis tirar onda, mas alguém tem que fazer o trabalho sujo.
Porque você não faz os concursos do Banco do Brasil, pô, vai ganhar muito melhor, tem uma carreira para não sei o quê. Eu acho maneiro, mas porra, bicho, eu não consigo me ver acordando no Banco do Brasil. Nada contra, é vocação, bicho, é aquilo que você—
não é necessidade, tem que achar a vocação. Quantos empresários, caras extremamente bem-sucedidos aí que vocês conhecem também, que o cara tem tudo, mas o sonho dele era ser policial? Eu conheci, ouvi uma história que tinha um cara que ele pagava uma guarnição para entrar na viatura e andar como se fosse PM. Uma história antiga, eu ouvi essa história na região. Ele queria, ele rodava, reza a lenda, rodava na viatura só para sentir policial.
Tu sabe quem eu soube que era doido para ser polícia?
Quem?
Dudu Nobre. A irmã dele falou para mim, pô, o sonho do meu irmão é ser policial. Aí ele fez um filme que ele fazia um policial, pô, ficou amarradão, cara. Diz que o sonho dele era ser polícia, cara. Mas ele tem um talento, pô.
Ouvi uma história também de um cara, de um policial civil, que tinha um amigo que era empresário, o cara cheio de dinheiro, mas queria muito ser policial. Foi visitar o amigo nesse dia na delegacia, lá ver a estrutura da delegacia. E aí o preso algemado lá e tal, né? E ele: "Pô, vou pegar aqui uma parada aqui na impressora." "Pode ficar aqui sentado." Ele tá algemado ali. Só que até então o vagabundo não sabia que ele não era polícia.
Porque não foi perguntado e também não foi respondido. E aí, quando a polícia sai pra pegar a impressão lá na impressora, o vagabundo fica falando com o PI: "Aí, tu não é polícia não, né?" Aí o PI: "Tá na cara que tu não é polícia." E dá pra ver na cara mesmo, né?
Assim como a gente reconhece o vagabundo, eles reconhecem a gente também.
Cara da pureza, né? O PI se fazendo a cara da pureza. Já tomou uma... Uma carteirada de um cara falando que era polícia?
Ah, já, já.
O cara não se liga que na...
Dá pra ver no semblante, pô. Dá pra ver no semblante.
Conta essa história aí.
Teve um cara que ele falou que era segurança patrimonial, uma coisa assim, antes de tudo. Foi lá em Seropédica. Aí falou: "Não, que sou Papa..." Pô, o que que era?
Papa... Sou colega primeiro.
Colega, começou como colega.
Serapapa, Serapapa.
É, ele inventou uma sigla doida lá. Aí, legal, colega, tal, tudo bem. Ele tava até com arma de brinquedo, que a gente teve que levar ele preso. E começou a botar uma bronca, mas eu vi que ele intensificou demais. Eu falei, tá fazendo um papel muito de polícia que não deve, agindo muito que não foi. Aí ele foi, tinha um tenente que tava, subtenente, inclusive sou superior a você, eu vou chamar meus amigos também superiores. Esse cara ficou puto quando foi lá, era o que era o sonho de ser polícia, falou que passava batido disso de polícia há maior tempão.
Mas eu não lembro exatamente a sigla que eu usava, era uma sigla muito engraçada que a gente dizia como se fosse policial. É igual na noite também, na noite todo mundo é polícia, né? Na noite todo mundo é polícia.
Nossa, tu foi para o Cefap, aí tu passou no concurso, foi para o Cefap. Como é que foi tua experiência no Cefap?
No Cefap foi tranquilo, eu tinha, eu vim do Exército, né? Então a formação é, a gente, eu cheguei a formar turma no Exército. Então, como instrutor, eu sabia que parte daquilo que a gente via, mesmo sendo muito forçado, muito militarismo, muito açúcar, eu entendi aquilo perfeitamente, já estive dos dois lados, então banquei tranquilo. E o bom que eu ter sido da Brigada Paraquedista, cheguei a passar pela Guarda Pretoriana, uma guarda que ficava muito com o general lá, então eu pude dar a sensação de militarismo para os policiais que tinham o sonho de ser militares e não podiam.
No Cefap tinha muito cara que tinha um sonho de ter servido o Exército e não serviu. Então eu dei o gosto para eles do militarismo. Eu dei o gosto de saber exatamente como era que funcionava. A nossa ordem unida era a melhor que tinha. A disciplina, nas horas certas, porque nas horas X era esculachada, aquele ritmo de Exército, aquele esculacho na última regulagem, típico de Força Armada. Mas na hora que tinha que fazer a execução, a gente sempre saía melhor.
E no final da formação, fui xerife, eles falaram: "Obrigado, consegui me sentir militar através de você." Então eu gostei da experiência que eu transferi do exército, na PM. Eu transferi tudo que eu sabia de militarismo da PM diretamente pro Cefap. E eu também tinha participado do Alemão. Do Alemão a gente chegou a fazer uma pequena entrada no Alemão. 2010, um pouco antes de eu ir pra polícia. Então dali eu cheguei como se fosse o grandão, porque eu falei que estive no Alemão pelo exército.
Mas não era essa guerra que a gente depois descobriu na polícia. Mas pros caras, eles olhavam de um jeito, né? Todo mundo... É, mas a guerra de verdade eu descobri depois da PM. E aí, durante a formação, a gente teve, já no final, um teste pro batalhão de choque, que onde foi a transformação do batalhão de choque pro que ele é hoje, essa máquina de guerra que ele é hoje. Batalhão de choque era um batalhão um pouco mais tradicional, diziam até que um batalhão Por ser um pouco mais difícil, era um batalhão de bico.
Só que veio o Coronel Fábio Caveira e transformou o batalhão nessa máquina de guerra que é hoje. Então, o que ele fez? Ele: "Eu vou limpar um pouco do batalhão com recrutas zero." Então, foi lá, fez um teste com lacrimogênio, barra, corrida, algumas coisas, e eu fui um desses. Então, dali, eu fui extraído direto do Cefap, xerife também, teve uma seleção e fui direto para a guerra, para um batalhão de guerra que o Coronel Fábio estava criando.
Que dali foi a transformação das ocupações que aconteceu no Rio de Janeiro. E dali recruta que não sabia nada de polícia, dependendo, enfiado em todas as comunidades, principais comunidades do Rio.
Então, o batalhão, de que que é? Vamos lá, batalhão antes e depois do Coronel Fábio. Antes era o quê? Era um batalhão mais aquartelado?
Era um batalhão aquartelado de estudo civil, era extremamente aquartelado, tá? Muito eficiente, tudo mais, era aquartelado. Depois do Coronel Fábio, ele tentou transformar o que era o BOPE. Não chega, nunca vai chegar um batalhão de operações especiais, né, como BOPE. "Mas ele falou assim: 'Eu vou usar todo esse efetivo com uma máquina de guerra, transferindo treinamento do BOPE para ele'." Tanto que na época criou um curso através do Tenente Novo, que era na época, hoje é Major Novo, uma figura chave para transformação do batalhão, que ele falava: "Vou pegar todo esse efetivo, vou treinar o que eu tenho de efetivo no BOPE pequeno, eu vou transformar numa grande escala, numa máquina de guerra." E ele falava nas nossas reuniões: "O que hoje é o BOPE, vocês estão aqui." "Eu vou fazer vocês ficarem lado a lado com o BOPE." Como eu te disse, comparado ao BOPE, não tem como, porque a Operação Especiais, eles têm algumas nuances que fogem. Só que foi onde começou ocupação em cima de ocupação.
Mas assim, aí o curso foi esse do Elmo, né?
Não, o do Elmo já existia. Foi o CTPU, né? O de patrulheiro lá. Foi esse que ele criou junto com...
Aí eles começaram a fazer incursão em favela, começaram a fazer... Em todas.
Foi onde começou... Naquela época da tomada das comunidades para ocupação, foi onde começou o batalhão de choque ser usado em grande escala, porque tinha um efetivo maior. Então, enquanto a gente não estava incursionando, a gente estava treinando e muito pouco descansando, muito pouco descansando. Era um batalhão que você chegava 3 horas da manhã para uma operação, operava, trocava tiro, assumia a rotina do serviço, e no outro dia, de madrugada, você operava de novo na comunidade.
E, quando saía, se não fosse muito tarde, fazia educação física de novo. Era um batalhão onde você ficava muito bom ou não. E tinha o dizer lá do batalhão: "Shock, I'm you or deixo", porque era no último limite para poder fazer dar certo. Quando pensava que ia ter aquele pequeno intervalo de descanso, tocava a sirene naquele pátio gigante e você tinha que pular e estar pronto lá em poucos minutos. Então, você praticamente não tinha descanso.
Mas, onde foi aquela virada do Rio de Janeiro, que a gente conseguiu tá operando diretamente. E hoje o Choque é essa potência que ele é, batalhão extremamente completo, todo mundo muito bem treinado. E eu peguei essa transformação, onde ele pegou um monte de recruta zero, que não sabia nada de polícia, e botou nos moldes dele, junto com outros bons policiais que deixaram. Aquele que ele olhou e não gostou tanto, não segue o perfil do batalhão, foi bicado para longe.
Então você chegou lá nesse batalhão de choque receberam treinamento. E ali foi teu batismo de fogo, então, sim, a primeira vez. Sim, lembra como é que foi o batismo de fogo?
Eu lembro que antes de ir para o choque eu fiquei uma semana na UPP, Morro dos Macacos, uma semana só antes de sair minha classificação. Eu lembro que as pessoas, por questões de antiguidade, tratavam meio com indiferença. Pô, chegou agora, recruta. É quando eu fui batalhão de choque, só cara antigão, aquelas cara de guerra mesmo, fui muito melhor tratado. Eu vi que na guerra eles não perdem tempo Algumas questõezinhas de militarismo, bobeirinha.
Então, assim que eu cheguei na guarnição, teve um mais antigo que falou assim: "Então, cara, você está substituindo um cara que há pouco tempo agora ele ficou atrás de um poste, que ele não conseguiu sair, moer o poste todo até matar ele. Então, se você puder, fica no abrigo só o tempo suficiente." Eu já cheguei desse jeito. Aí eu falei: "Pô, que isso?" Ele: "É, fulano ficou atrás de um poste, o poste foi esmagaçando, ele não conseguia sair nem para um lado nem para o outro, não tinha como dar apoio de fogo." comeram um pedaço do poste até acertar ele cair e acabar de fuzilar.
Então, de cara já foi isso. Caralho! É. E aí, instrução de ir sempre segurando. Por exemplo, na primeira troca de tiro, o que você quer fazer no rádio? Pegar e gritar prioridade. Não tinha essa questão, não, não. A gente entrou, a gente vai sair. A gente chamou problema, a gente vai resolver. Então fui aprendendo com esses caras mais complicados. Mas todo dia pensando que ia morrer. Porque realmente eu falava assim: "Pô, esse cara não vai ter uma vida muito longa, não." Porque era um kamikaze.
O problema tava ali, ia no cavalo corredor, ia com a viatura para cima, e depois ainda fui para moto. Na moto aí que os caras eram— sabe o que é fazer guerra em cima de uma moto? Era o piloto aqui abaixado e o de cima já indo e dando tiro, trocando tiro. Então o pessoal do GTM ali, onde eu fiquei um bom tempo também, é Pessoal não consegue entender a complexidade, o quanto é foda o serviço do GTI. A boca de fumo tá ali, conflagrar vários fuzis ali, os caras vão acelerar com tudo ali, dependendo da estratégia, tiro vindo, o piloto continuando e o cara de cima aqui dando.
E dali foi aumentando, foi aumentando o risco e aumentando a experiência. Várias vezes que sentia aqueles tiros passando e quando vai ver, porque o bandido dá tiro, não quer saber que tem morador, tinha morador atrás baleado. Eles usavam, na verdade, os moradores como— Eu comecei a entender o funcionamento deles. Eu falei assim: "A favela está vazia, por que a gente chegou?" Tem coisa que a gente só entende operando. "Por que a gente chegou e está todo mundo na rua?" "Não, é ordem do comando." Tem uns que fazem para proteger e tem outros que fazem porque são obrigados, entre outras coisas que foram acontecendo.
Mas aprendi laje, ganhar laje, ficar por horas, às vezes até de um dia para o outro, para conseguir sair. Tem várias experiências em todas as principais comunidades do Rio de Janeiro, cada um com seu tipo de funcionamento. E foi, a gente espalhou, conseguiu ocupar quase tudo. Uma parte era o BOPE, mas quem tinha o maior efetivo era o choque, a gente que fazia funcionar.
O negócio da moto, você tem um curso também?
Tem um curso, tem um curso operacional da moto. Não, tem um curso operacional da moto. Não, você faz todas as funções, troca em cima da moto se for preciso. Tu vira um guerreiro em cima de uma moto. Não é aquela moto para poder dar um rolezinho, não. Não é aquela moto para você dar um rolezinho, não. O GTM, ele tinha que ser melhor explorado. O GTM é a unidade fora do comum. Os caras conseguem trocar em cima da moto, é tiro. Hoje virou um batalhão independente, né, por nome lá.
Mas a vida toda foi de choque. Hoje que se afastaram. E tinha antiboscada, você aprende muita coisa. Você usa a própria moto como artefato para poder você se abrigar e dar tiro neles. Ninguém imagina como é fazer uma guerra em cima de uma moto. E o GTM, acho que tinha que ter um filme para eles, porque é uma unidade fora do comum.
Pô, tinha que trazer alguém do GTM aqui.
Tem que trazer, tem que trazer. Traz um instrutor, traz um cara bom de lá. Pra explicar um pouco de como funciona.
Tem o baú ali, ajuda a bancar?
Não, não tem baú não.
Baú tem patrulhamento no dia a dia, batalhão convencional, tem um baú ali com a sinaleira. Ali é guerra, não tem como ter baú não.
É aquela moto mais robusta.
É, hoje eles estão de BMW, chegou uma BMW lá agora.
Acho que agora, quando esse batalhão foi criado, eu tava na Secretaria de Segurança, eu participei ali do envolvimento ali do compromisso do Vitor César, do secretário, Dr. Vitor César, junto com a época Coronel Menezes, para o desenvolvimento desse batalhão, né, desanexar e poder arrumar moto, é, moto de mais qualidade, não sei o quê. Eu vi, eu vi quando o batalhão surgiu, foi bem bacana ver esse processo.
Ele já existia como companhia, né, ele já existia como companhia e agora como batalhão, né, a gente consegue ter um efetivo maior, um pouco mais de autonomia, mas ele já tinha uma função Foda. Eu acho que eles tinham que espalhar agora, assim como acontece no Recon, que eu também fiz parte, né? Eu acho que eles tinham que ter umas companhias um pouco mais afastadas. Tem um núcleo ali no batalhão ali e tem alguns núcleos de outros lugares, como o BAC começou a fazer, que derruba muito o índice de criminalidade porque consegue combater muito bem.
A mobilidade, eles botam barricada, barricada trava viatura, tava blindado, mas não trava moto não, trava moto não. E os caras sobem parede. Eu fiz curso Faz coisas que tu nunca imaginou em cima de uma moto. As paredes praticamente 90 graus ali, que os cara fazem de tudo. Então, se botasse pra operar diretamente o GTM, o BTM hoje, a gente ia ter um resultado diferente.
Mas não tem uma vulnerabilidade muito grande também, não?
Extremamente. Extremamente. Mais kamikaze do que polícia já é kamikaze. Você tá guerreando em cima de uma moto...
Só que já tem polícia...
É que os cara querem viver igual um piroca, pra cima do cara. Que o bandido fala: meu Deus do céu, eles não entendem.
E as motos são potentes, não entendem. Vocês já fizeram cavalo corredor, uma das estratégias ali? Os caras já colam. Às vezes tu vai correr a altura de cima da hora, os caras colam, eles dão uns tiros assim. Imagina uma moto muito em cima, eles já estão. Quantas vezes a gente chegou em cima da boca assim, o cara não sabia nem o que tava acontecendo, tava lá distraído lá vendendo, bancando as suas armas ali. Quando eu vejo, já tava em cima de tudo ali já. Quantas vezes?
Porque se o policial conhece. O outro dia eu tava, eu acompanho muito rede social de vagabundo, então percebi, aí fala assim, aí o cara botou lá em cima Vila Aliança, aí eu vi que o cara rodou, rodou, rodou a favela toda, eu falei, ué, cadê os cara de fuzil? Aí depois do final eles chegam onde tá o pessoal com fuzil. Então se o policial conhecer a favela e de moto, irmão, o cara vai chegar sempre em cima, entendeu?
Só que é como tu falou, vulnerável, mas a eficiência ali, agilidade, mobilidade, não tem igual.
Qual foi a maior perrengue que tu passou no choque?
Acho que foi no Jacaré, lá no Jacaré, comunidade onde eles são covardes, eles usam granada, eles deixam você passar e te fecham pelos dois lados e te atiram por todas as bandas e estouram transformador. Eles têm essa prática lá de deixar completamente no escuro. Então quem conhece comunidade conhece, quem não conhece, você fica num breu escutando tiro e granada. Para tentar identificar de onde está vindo e se abrigar. Então teve esse cenário aí onde tava sentindo que ia dar merda, entrando, entrando.
Aí eu falei: estranho, chegamos até esse ponto. Não, não era estranho, eles fecharam para um lado, para o outro. A gente teve que ganhar uma laje, mas de cara o Pontão já caiu baleado. Aí quando o colega é baleado, tu vê que as coisas já evoluem, né? Então tava a gente travado nesse miolo tentando resolver o problema. Naquele primeiro momento não dava. O colega olhando no olho e falando assim: "Eu vou morrer agora." "Você não vai morrer, não." Aí ele levantei assim, era o melhor pontão que tinha, então ele bem baixinho assim já tomou, caiu.
Então tentando tranquilizar ele, eu olhei, não olhei nada, né, mas eu fingi que olhei. Falei: "Não, cara, dá pra ver aqui que não pegou nada vital não, você vai ficar muito bem." "Na barriga?" "Por onde passou aqui, tranquilo." "Tá se mexendo de dor então?" "Já vi isso." Não tinha visto nada. Daquele jeito, naquele lugar. Tu vai ficar bem. E foi a gente sustentando o tiro, sustentando o tiro até outra guarnição, porque era feito um plano.
No choque não era de qualquer forma. O coronel botava lá um telão de madrugada às vezes, ó, equipe tal entra por aqui, a outra equipe entra por aqui, um plano de fuga, assim, multi-fuga, e tudo acontecia. Só que a gente teve que esperar até as outras equipes conseguirem chegar, que a gente ficou realmente travado e com colega baleado para tentar tirar. Então isso foi um perrengue bem complicado. Ficou bem, mas morreu depois, na outra troca de tiro.
Então é aquilo, aí vem aquela máxima. Aí me vem o pedido dele pela vida daquela primeira vez que foi baleado, aí passou um pouco no outro, passou, morreu.
Ele se recuperou daquela?
Se recuperou daquela, ficou ferrado, bolsa de colostomia, mas depois morreu. E aí já vem aquela questão de quando eu fui pro BTM, por exemplo, GTM, eu fui sem moto. Você lá não chega tendo uma moto, tem uma moto só sua. Eu consegui uma moto através de outro cara que morreu. "Pô, você conseguiu uma moto? Pô, que legal!" "Não, mas foi através do fulano que morreu, agora você assume a moto dele." Isso foi antes de escolher ser baleado, aí tu fica assim.
Eu só consegui uma moto porque o policial que era o dono dessa moto morreu. Quem vai ser o próximo? Aí você começa a se questionar que o filme do B.O.B., aquelas trocas de tiro não são tão legais assim, quando você começa a ver as baixas. Que eu com 22 anos você só quer fazer igualzinho filme do Pop, baixinho aqui, tiro, tiro, pega bandido, prende, atira em cima. Só que quando começa a ver o primeiro tombar, o segundo, teu pontão, dois pontão que eu já participei, eu vi caindo.
Um morreu imediatamente, ele sobreviveu e morreu numa próxima. Eu falei assim, pô, aqui é de verdade. Aí tu começa a questionar algumas coisas. Por isso que eu vejo alguns cara de gato aí igual É igual um batata da vida. Aquele cara, o cérebro dele não é igual ao do cidadão comum. Aquele cara viu quantas vezes ele viu a morte. Se eu, com menos tempo de polícia que ele, com menos tempo de guerra do que ele, eu cheguei a me questionar algumas vezes ali, imagina esse cara que vive em cima.
É um cérebro completamente diferente. É um cara que ele tá flertando com a morte, continua fazendo ali, mas ele não cria um plano pro futuro, acho que não.
Você já viu um colega ser baleado num plantão e teve que assumir o plantão seguinte como se nada tivesse acontecido?
Muito, todas as vezes.
E como é que funciona, até para o público entender, a cabeça do policial que tem que trabalhar na escala seguinte, mesmo tendo visto um amigo que muitas vezes você visitava a casa, fazia churrasco, era o cara que te defendia no front, era o cara que Um jurou pro outro proteger e aí esse colega morre em 24/72, talvez no segundo dia você foi no velório e no terceiro você volta a trabalhar. O Estado te impõe que você volte a trabalhar. Como é que tá a cabeça desse policial?
Acho que é a realidade de praticamente todos os policiais do Rio de Janeiro, né? A gente teve um cenário que A gente cochonou a noite inteira. Aí ele morreu, tiro por baixo da axila, não sangrou, foi direto no coração, já saiu branco, era pesado, difícil de carregar. Então foi assim a noite toda para conseguir sair do tiro. E de manhã já tinha um teste, que eu era recruta, tentando fazer um dos testes para poder ser cursado do batalhão, porque batalhão operacional você tá sem curso.
"Você não tem ainda o sangue do batalhão, você tem que ter o curso do batalhão." Eu lembro hoje, eu lembro daquela vez que eu saí de manhã, cheguei atrasado para fazer meu teste físico para poder fazer o curso operacional. Aí chegou o pessoal que fazia avaliação, dentro do militarismo, e não tenho nenhum rancor sobre isso, deu aquele esculacho sobre ter atrasado, é o militarismo. Só que eu fiquei pensando assim: "Olha o que a gente vive, eu acabei de carregar um colega morto, fiquei a madrugada dentro disso aqui, eu poderia..." Fazia igual qualquer um fala, ia pirar.
Eu não. Eu lembro que eu cheguei atrasado, ele falou tudo o que tinha para falar. Ele: "Então você não vai mais poder fazer." Eu poderia tentar questionar. "Não, aconteceu isso." "Não, o senhor está certo. Tá hora é tá hora." E virei as costas. Então olha a cabeça do policial. Ao mesmo tempo que eu acabei de enterrar um colega, eu estava tentando fazer um curso para continuar operando em alta intensidade, e por causa de alguns minutos de atraso, eu fui desligado desse curso, mas por quê?
Eu carreguei um colega morto. E a vida segue normalmente. Um outro colega que tava, eu lembro até hoje, na fila enquanto ele me dava aquele esporro, um colega da minha turma me olhando. Ele tipo, ele conseguiu chegar um pouco mais cedo. Aí eu lembro na minha cabeça que esse colega que tava me olhando depois ele morreu na guerra mais pra frente. Então na polícia tu vai colecionando, infelizmente, imagens, pessoas, alguns sorrisos, alguns momentos de pessoas que não estão mais entre nós.
E a missão continua. E a gente continua fazendo o nosso melhor. É muito fácil, por exemplo, a missão de salvar vidas quando você não tem que oferecer a sua, né, como barganha. Um médico salva vidas, um bombeiro salva vidas, mas para a gente salvar vida é a nossa que a gente tá barganhando o tempo todo assim. Então, ser policial, acho que profissão igual a nossa não tem.
Mas você acha que rola uma dificuldade, um tabu dos policiais não procurarem ajuda psicológica? Ou não existe essa ajuda psicológica? Porque nós, os homens, nós somos mais resistentes, né? A cultura nos impôs isso.
Exatamente. Hoje existe. Se funciona perfeitamente essa parte de... Eu acredito que não. Mas hoje a polícia intensificou essa parte de atendimento psicológico, mas ainda não dá vazão. E como você falou, a gente tem uma forma mais rústica de ver a vida. A gente não vai ficar chorando que a vida tá difícil, a gente não vai ficar chorando que um colega foi baleado. A gente vai bancar, vai bancar e vai fazer o que tem que ser feito e vai pra próxima troca de tiro mesmo não tendo sido enterrado e vai chegar em casa, tu vai ter que estar com um sorriso no rosto, a gente não vai passar isso pra família e vai chegar pra socializar com teu amigo, ninguém quer saber que você ficou a noite toda quase morrendo, que ficou pensando várias coisas na vida.
Pro cidadão comum, eles vão chegar de manhã, vão comprar o pão, vão sorrir pra você. Então, assistência psicológica existe, limitada. E o pior, acho que a gente não procura ajuda dentro da nossa atividade, é tão rústica que a gente acha que não precisa. Sabe que precisa, mas ninguém quer dar o braço a torcer.
Um dos mais geniais policiais, um coronel da Polícia Militar tive aqui no Fala Guerreiro, nos primeiros episódios ainda, Coronel Cajueiro, ele falou que a polícia não está pronta para que os policiais que precisam baixar psiquiatria baixem. A polícia ia parar, porque ele falou muito sobre o estresse pós-traumático, que aqui a gente vive como se o estresse pós-traumático não acontecesse, mas nós vivemos num estado em que Tem mais policiais perdendo a vida por escolha própria, que é para não falar a palavra que o YouTube veda, desvivendo em casa sozinho com a sua arma.
Esse é o limite do que em confronto ou na rua. Só que são números que não podem ser divulgados, mas também são pessoas que estão virando números que não estão sendo tratados. Não existe uma uma prevenção para isso. E é um assunto que infelizmente parece que as pessoas não querem tratar.
Quando você perguntou sobre a assistência psicológica, primeira coisa que me veio à mente foi essa questão das pessoas desviverem, porque a gente prende ao limite de desviver por sua própria conta. Lá na minha área, lá tinha um senhor já aposentado do BOPE, dava instrução para caramba, que eu vi ele desvivendo do lado de uma adega. Depois de ter quase tombado em combate por muitas vezes, ele se desviveu. Então, acho que o cara flerta tanto com a morte que já tanto faz.
E ele segura tanta carga que por fim ele mesmo quer acabar com isso. É um assunto que a gente não fala porque, segundo os protocolos, pode acabar motivando. Mas não é indicado. Pra quem estiver pensando sobre isso, busque ajuda. Eu perdi um intervalo ano passado. Menos de 6 meses, 3 pessoas muito próximas que eu conversava igual a gente estava aqui, se desviveram, se desconectaram da vida. Aí você começa a pensar: "Não parecia que ia fazer isso." Qual foi o ponto?
Será que eu não enxerguei o limite para poder falar o que ele precisava ouvir? E até você pensar isso, você fala: "E quem vai ser o próximo?" Aí eu olho para vocês aqui e pergunto: "Será que vai acontecer com um de nós?" 3 amigos próximos em menos de 6 meses, um intervalo de mais ou menos 5 meses.
Teve aquela tenente lá do RECOM, tu tava lá?
Ela tava com a minha comandante de companhia, amiga, a gente conversava quase todo dia.
Cara, e ela era ativa nas redes sociais, né? Ela parecia estar bem. Esse é o problema, que os policiais estão o tempo todo se esforçando para parecer bem, mas vivendo momentos terríveis quando tá sozinho.
Ela se foi. Aí, dois, eu tava, ela era minha comandante direta de companhia, a gente conversava quase todo dia, alguns assuntos de serviço.
Tenente Gracie, né?
Tenente Gracie. Tenente Gracie, ela já tinha suas próprias lutas internas, era uma mulher muito guerreira. Sabia, ela era muito guerreira, era muito forte assim. Ela se desdobrava para alguns traumas de polícia, de tudo que vivia, ela bancava da melhor forma, muito guerreira. Fez o curso do Recon com muito suor, com muito sangue. Ela tinha muito orgulho, ela tatuou o número de curso dela. Muito rústica, mas é aquilo, você se prende tanto sem perceber que você pode pedir ajuda e tudo, que chega uma hora que não dá.
Mas depois que Trinity Grace se foi, eu conversei com dois irmãos ainda mais próximos do que ela. É um absurdo, né, a nossa amiga fazer isso. Eles eram— faz sentido. Um tio que eu conversei também tirou a vida da mesma forma que ela. Opa, um desse, depois o outro. 2 grandes amigos próximos que a gente conversou sobre a morte dela, não concordaram, não concordaram, acharam absurdo, fizeram. Depois o outro fez também.
Caraca!
Então, no meu ciclo, como eu disse, a Trindade era um desses. Em poucos meses eles fizeram isso. Eu falei assim, o que que tá acontecendo? Será que a nossa atividade, atividade policial, ela realmente é normal? Será que a gente precisa de uma assistência que a gente não tá tendo? O que que tá acontecendo? Não é normal isso. 3, ela ainda vinha com essa luta, agora os outros 2 não. Ninguém imaginava. Pessoas felizes, inteligentes, bons profissionais, mas que estavam prendendo aquela parte obscura, assim como a gente é acostumado, e não deixava transparecer.
Eles sozinhos resolveram o seu problema. Lá nos Estados Unidos eles tratam muito bem seus veteranos, né, esses traumas de guerra e tudo. E aqui a gente vive como se fosse uma guerra que nunca acaba e não tem a devida atenção nem o reconhecimento.. E o resultado disso são esses números que você falou, que ninguém divulga, mas que acontece em grande escala e vem aumentando cada vez mais.
Então eu não sou a favor de divulgar mesmo, né, nem de debater na televisão, nos podcast, mas deveria estar sendo tratada, tratado internamente em todas as instituições, porque isso não é uma prerrogativa da Polícia do Rio de Janeiro. Isso acontece em todas as polícias do país. Polícia Federal acontece muito isso também. Acho que é uma das polícias que mais tem, proporcionalmente, é uma das polícias que mais tem baixa nesse sentido também.
Cara, você pegou o nosso amigo João Ururaí, já esteve aqui, ele publicou um negócio sobre isso, cara, esses dias, que mais policiais se matam do que morrem na rua. E aí ele botou, cara, nos Estados Unidos, tá, em 2017, Foram 140, como é que se fala, que a pessoa tira a vida, para 129 mortes em serviço em 2017. Então o inimigo que mais mata não está do outro lado da arma. 188 cenas que um civil nunca vê. Em média, um policial testemunha 188, assim, em média, né, um policial testemunha 188 incidentes críticos na carreira.
Homicídio, acidentes fatais, abuso infantil e suicídio. O civil vê isso de 0 a 3 vezes a vida inteira. A diferença não é fraqueza, é a dose acumulada. TPT e depressão, até 5 vezes a taxa civil. A prevalência de TEPT, não sei o que é isso, transtorno, deve ser alguma coisa dessa aí, né? Em policiais gira em torno de 14,6%, média global 272 mil policiais em 24 países. Em parte dos estudos, chega a 44%. Levantamento com policiais ativos nos Estados Unidos achou 47% com triagem positiva, cerca de 9 a 10% na população geral.
O stigma mata duas vezes. Pedir ajuda ainda é tido como inapto para a função. Então operador esconde. Departamentos pequenos, menos de 50 efetivos, têm taxa de suicídio maior, né, mais que o triplo dos grandes. Porque tem menos estrutura e mais silêncio. Exposição é ocupacional e o cuidado também tem que ser. Tratar trauma como risco de trabalho não é fraqueza de caráter. Apoiar entre pares, apoio entre pares, quem viveu reconhece os sinais.
Acesso psicológico sem custo de carreira, rastreio periódico, não só após o incidente grave. Enfim, ele fez uma postagem, eu vi isso aí hoje, cara. Se você opera na linha de frente, isso é sobre você. Compartilha com quem precisa ler, salvar para lembrar.
A responsabilidade que a gente carrega, as pessoas não têm noção. E serve até para garotada que vai entrar agora. Igual, vou contar uma ocorrência que ela leva mesmo o limite que a gente tem. A gente entra para ser um bom policial, cumprir a lei, fazer o que tem que ser feito. Mas eu lembro de uma operação, a gente numa certa comunidade que ela era de aclive, era muito alto, tinha barricada, não dava para poder avançar com viatura nem blindado.
Então a gente foi ganhando ponto a ponto poste por poste até conseguir chegar no alto. Isso sob muito tiro. Então aquele sufoco, aquela respiração gelada de quando você tá em alta intensidade. E daí quando chegou lá em cima, que era uma bifurcação assim, ia para o lado, para o outro, uma equipe se dividiu para o lado e outra foi para o outro lado. Um dos caras que estavam com a roupa clara, branca, que deu para identificar que tava dando tiro na gente, A gente chegou e: "Levanta a blusa, levanta a blusa!" Ele fingiu que ia levantar e correu, tá?
Correu e desapareceu. A gente foi atrás só para entender a responsabilidade disso aí. Vai ser bom para os recrutas que estão entrando, quem tá estudando para polícia. Eu quero saber o que que eles fariam no meu lugar. A gente pegou um cara e de repente a gente viu uma casa abandonada, as outras casas todas fechadas, um murinho baixo. Um pouquinho de mato e que tinha um armarinho com um senhor, tava lá no armarinho. A gente foi lá e perguntou: "Cadê ele?
Cadê ele? Cadê ele? Cadê ele?" E o senhor ficou muito nervoso, ele ficou muito nervoso. Não pode falar na comunidade, só que comunidade você aprende a se comunicar pelos olhos com cidadão da comunidade. Tu não pode, ele não pode falar, mas os olhos dele vão falar o que ele precisa ser dito. O coroa ficou muito nervoso, então a gente foi puxar umas caixas de cerveja e viu que o cara tava escondido dentro de uma portinha. Ele entrou, o coroa botou as caixas de cerveja, obrigado.
Puxamos e prendemos ele. Aí que vem a questão que eu quero que o pessoal entenda, a sobrecarga do nosso serviço. Cumpridor de lei, fazer o que tem que ser feito, vamos lá. Puxamos a cordinha. Esse bandido era um vagabundo lá muito temido, era um cara muito sanguinário lá, visto como um cara que ele que fazia os corretivos da comunidade. E esse cara é um pastor, eu descobri depois que ele saiu. Pastor, tu me deu "Agora eu vou te matar, vou matar você e sua família." Por quê? Depois ele falando, ele teve um desespero.
Pastor, dono do bar?
Dono do bar. Era como se fosse uma birosquinha que vendia, era um miojo, era uma bebida, era um negócio. Aí o pastor entrou em desespero, começou a tremer, era escuro, chegou, ficou meio pálido, entrou em desespero. A gente puxou o rapaz, já afastou do pastor e foi pro canto. Aí ele falou que em algum momento tinha uma boca de fumo em frente a uma igreja que esse cara pastorava, E que ele se desentendeu por algum motivo com esse pastor.
E ele tinha certeza que o pastor tinha dado. Ele falou que ia matar o pastor e a família dele. A gente puxou ele para o canto para afastar do pastor, que estava desesperado. Aí o colega conversou com o pastor, falou que ele era um frente que fazia as cobranças da comunidade, que botava em pneu, incendiava, que arrancava, decapitava, fazia o que tinha que ser feito. Ele era o cara sanguinário da favela. E tinha certeza que tinha dado, porque ele falou que não ia ter como achar.
Dentro da portinha. Esse cara ofereceu dinheiro à guarnição para poder liberar, um dinheiro bom, assim, alto, né? Claro que não foi aceito. E aí foi questionado: "Vem cá, a gente vai te prender." Aí o cara falou, aqueles bandidos sanguinários mesmo: "Se me prender, eu vou mandar matar ele dentro da cadeia. E se eu tiver solto, eu mesmo vou fazer." Aí agora pensa você como policial, olha a sobrecarga que a gente vive quando a gente quer cuidar da sociedade.
O que a gente faz agora? Você tá com um meliante que falou que vai matar o pastor, ou diretamente ou pela cadeia. Um cara que acabou de trocar tiro pra caramba com a Guarnição, muito tiro. Agora imagina se você prende e depois vê o pastor morrendo. Imagina se você solta para preservar a vida do cara, se ele falasse que não, se saiu, que ia ter mais um bandido solto que ia fazer o mal. "Que que você faria? Que que você faria?" Aí eu pergunto pra você: "Que que você faria?" Essa é atividade policial.
É você estar com a vida nas mãos. A vida de um bandido, onde a lei não permitiria fazer mais do que deveria, e a vida de uma pessoa inocente, que ia ser mais uma vítima do crime. Naquele momento você é o juiz. "Que que você faria?" Se você tomasse a decisão de fazer com suas próprias mãos, você seria um criminoso? Ou você seria um herói. Então, atividade policial, ela tem essas complexidades. Graças a Deus, esse cara, eu acho que ele já tava baleado devido à troca de tiro e acabou não acontecendo nada com o Pastor, pra tranquilizar todo mundo, né?
Acho que ele já tava com baleado que ninguém conseguiu ver. Então ele morreu. Tava baleado, fugiu baleado, morreu. Mas o que que vocês fariam? O que que você quer entrar para Polícia Faria? Esse é o fardo que você vai para sua casa e vai ficar pensando.
Naturalmente, meu irmão, mata o cara. Assim, a maioria da sociedade vai responder isso, a maioria da sociedade vai responder isso: mata o cara. Mas assim, é muito fácil responder mata o cara na confortável posição de quem não tem nada a perder. Eu tô assistindo podcast, tô vendo você lá e fala assim: ah, mata o cara. Mas é o seguinte, tu matou o cara, "Agora, meu irmão, tu tem um homicídio na tua mão. Aquela porra ali vai desenvolver, tu vai pro tribunal do júri.
É a tua carreira, é a tua parada." Aí a tua vida destruída pra supostamente salvar a vida do pastor que tu não conhece, tu não tem nada a ver com o cara e você, de acordo com uma ameaça do cara que você não sabe até... É, e assim, aquela parada que o juiz vai falar assim: "Meu irmão, mas peraí, o cara ameaçou o cara, mas ameaça é até um crime de menor potencial ofensivo. Pode ser que ele cumpra a ameaça, pode ser que não, mas você decidiu matar o cara?" Aí agora você está num problema, tua vida tá num problema, presta a ser destruída porque você decidiu fazer uma justiça que não cabe a você fazer, que não cabe a gente fazer, no caso, tirar a vida do cara.
A nossa justiça é prender o cara, entendeu? Mas realmente é uma situação que tu fica, porra, meu irmão.
Então é isso, a escolha que tu fizer, tu vai ficar com a cabeça fodida.
Qualquer escolha que você faça, tua cabeça não vai ficar boa.
Mas naquele momento ali, quem poderia decidir?
Tem um filme com Sylvester Stallone, um filme futurístico, né, que ele é o juiz e também é o policial.
Isso acontece na realidade.
Pô, isso acontece, que qualquer decisão que tu toma ali, nenhuma vai te trazer paz, bicho.
Exatamente.
Todas vão te deixar com a cabeça perturbada.
Eu tranquilizo o público falar que o pastor tá bem, né, que um homem mesmo apareceu, não tava baleado.
O Paulo comentou aqui, e ainda corre o risco do próprio pastor te delatar depois.
Te delatar depois. O pessoal faz tudo pra ficar contra você.
É o que acontece muito. Teve um amigo que assaltou um cara com arma na cabeça de uma senhora, a polícia foi lá e matou, a senhora foi lá e agiu contra o policial, falando que não precisava fazer isso com o menino.
Mas a verdade seja dita, se eu tivesse no teu lugar e depois o cara já tava baleado, veio a morrer, eu daria graças a Deus. Eu não ficaria dizendo "pô, ainda bem que o cara morreu de morte natural", digamos assim, não foi comigo, Foi numa situação dessa, porra, e o problema foi resolvido por forças superiores.
Exatamente. A vida é muito legal, né? Muito bacana as coincidências da vida. Pô, que bom que ele já tava baleado.
A Cris, a ideia da Cris: leva para facção rival.
Vou te deixar liberdade, mas aqui, aqui, esse é o tipo de coisa que a gente já ouviu histórias sobre isso. Ele é malvado ou não? Entregando um bandido para outro bandido. Então, claro que a gente não vai fazer isso. A gente quer trabalhar em cima da lei, a gente veio para poder fazer o que, cara, isso é uma situação. Eu vivi, eu vivi isso soldado, para poder começar a entender qual é o fardo que a polícia militar carrega. É a vida de pessoas inocentes.
Imagina quem, o que vocês fariam, que eu pergunto para vocês, ou para você que entrar para polícia, para você que tá no seu sofá agora, o que que você faria?
Ó, o Roberto também falou uma coisa aqui, ó: auto de resistência, o delegado que se vire para arredondar o termo. Cara, tem delegado que não vai arredondar, tem delegado que não vai arredondar mesmo. E assim, você fica na mão, cara, de qualquer maneira tu não vai ter paz, tu vai ficar na mão do delegado, do promotor e tal. Outra coisa que também—
Qualquer birosca hoje tem uma câmera que vai filmar o que está acontecendo.
Cara, deixa eu ver aqui.
É atividade policial.
O que dá vontade de fazer, tá, como uma pessoa que está vendo tudo que está acontecendo no Brasil, um cidadão, imagino que cidadão comum, Pensa virar para vagabundo e fala assim: você vai ser julgado de acordo com a lei, tá? Só que a lei da outra facção, porque aqui é cheio de puxadinho, né? Esse território aqui é do Estado, isso aqui não é, isso aqui é, isso não é. Então, já que esse pedaço aqui, embora esteja dentro, é isso que às vezes, né, a população pode pensar.
Não, já que você, você que é dessa facção, você vai ser julgado pela lei, pela lei de lá, e você pela lei de cá, porque a lei do Estado não tá punindo, não tá punindo. Inclusive amanhã a gente vai comentar sobre um assunto muito interessante aqui no Linha de Frente, que é, que são essa depredação que vem acontecendo praticadas por entregadores de delivery. Não estamos estimulando violência contra e desrespeito, nenhum tipo de desrespeito contra essa classe de trabalhadores, mas tem um grupo de bandidos aí atuando e nós vamos comentar sobre isso amanhã no Linha de Frente.
Eles estão se juntando e sacando pessoas, na verdade eles quebraram a casa de uma pessoa que não tinha nada a ver, cara. Eles foram querer, acho que teve um desentendimento, a última agora que a gente viu, né, Romulo? Foi desentendimento de entregador com o cara. O cara, não sei se ele tava ali temporário, tava assim, eu sei que o negão entrou dentro de um condomínio, destruiu uma casa inteira que era de uma pessoa que não tinha nada a ver, cara.
Importante que poucas pessoas comentam. Por exemplo, a gente vê qualquer tipo de problema que tem com motoboy, com entregador, todo mundo vai lá, depreda, joga bomba, daquelas de fogos e tudo ali. Só que qual é a questão? Tem criminosos que estão se passando por entregadores de trabalhadores, que tem gente de bem que tá comprando a briga. Teve uma equipe nossa que fez uma abordagem agora, um rapaz que tava num caminhão de lixo de recolher, que o cara afrontou o policial, atravessou o caminhão no meio da rua, e quando foi abordar ele por estar com uniforme de gari, a população ficou contra.
A polícia. Mas depois, quando a gente levou, o cara tinha passagem até por estupro, 157, só que tava trajado de trabalhador. E depois eu fui em cada um que tinha no comércio à volta. Quem você tava defendendo aqui? A guarnição levou. Da mesma forma, tem um cara que ele tem um histórico criminoso, que vai botar ali uma bag fingindo que é entregador, e você vai comprar briga dele sendo cidadão de bem. Então avalia quem você vai defender.
Não é porque nem é policial. Você defende qualquer policial? Tem que se meter, tem muito cara de bem que vai se machucar porque tá defendendo alguém, porque tá com a bag nas costas, porque faz parte do mesmo grupo, sem raciocinar. Eu não defendo polícia se tiver errado. Se fosse assim, eu vi um policial que tá fechado contra a ação que seja, eu ia falar: não, ele tá certo. Não, eu sou o primeiro a dar porrada nele. Então, para você que é motoboy, Pra você que tá com a rapaziada da bag, saiba filtrar quem é criminoso e quem tá usando apenas ali o uniforme como se fosse um disfarce. Não se mete nesse problema.
E agora também é interessante observar—
Não tem que se meter em nada.
Interessante observar que tem uma cambada de pessoas escrotas, seres humanos porcos, espírito de porco mesmo, que o cara tá indo ali pra fazer a entrega, o cara tá pedindo só o código de confirmação, o cara se recusa a dar o código de confirmação.
Droga!
Do código de 4 dígitos pro cara, pro cara te entregar o lanche. Porque se o cara não recebeu o código, ele não recebe pela entrega. Aí o desgraçado vai e faz isso. Aí nós estamos vivendo num estado em que as pessoas estão voltando ao seu estado natural. As pessoas não acreditam mais na justiça.
Exatamente. Ah é?
Então beleza. Então vou ali chamar minha gangue e a gente vai voltar aqui e vai quebrar tudo. Não se trata de quebrar a casa errada, não é qualquer casa que quebrar. Outro dia teve um idiota de um vigilante, de um porteiro, sei lá o que aquele desgraçado era, que o cara pegou uma arma, não sei se uma arma, se um simulacro, e ameaçou o entregador. Teve um outro que chamou o entregador para porrada. É óbvio que isso vai dar problema.
Teve um policial penal que deu tiro no pé também do entregador.
Na perna, no pé, né?
No pé.
É óbvio que isso vai dar problema. Mas assim, a gente vai comentar isso melhor amanhã. A gente não tá nem de um lado nem de um outro, mas assim, certo. Do jeito que a gente tá caminhando, do jeito que a gente tá caminhando, amanhã ou depois, pô, os caras invadem, meu irmão. Se invadir meu condomínio, vai levar bala.
Pô, meu irmão, vou te falar uma parada, bicho, é verdade esse negócio que o homem tá falando. Pô, tem coisa simples, por exemplo, entregador dá o código, travesti combinou o preço, paga, paga, paga o travesti. Toda vez tem merda com travesti, tu pode ver, cara, o travesti tá quieto, nada. Toda vez que tem confusão com travesti é o quê? É o gostoso que vai lá satisfaz e não quer pagar.
Aí, pô, daqui a pouco o cara não pagar outra vez, que o cara é corajoso, né, mano?
Bicho, mas pode ser tudo que é confusão, travesti, pode cobrar de outras formas. Quero que pagar outra vez. Confusão com motoboy, o cara quis arrumar aquele motoboy.
Babaca, por causa de um lanche de R$30 o cara se acha chefe, quer esculachar o cara também.
Vamos embora. Agora eu vou justificar, fazer esse arrumar essas coisas.
Imagina você que é o vizinho do cara, com a tua filha, com todo mundo, fica jogando o ponto.
Pô, então, cara, deve ser pensado.
Ó, eu gosto assim, quando o cara vem aqui comentar e já traz a resenha pronta. O Rodrigo Oliveira falou assim: conta como você conseguiu ser atropelado pela sua moto dentro de uma Kombi.
Você é da minha turma? Vê se o nome dele é Rodrigo.
É Rodrigo.
Rodrigo. Quem não teve de pelotão aquele cara mais escroto, né, da minha turma?
É o Rodrigo.
É o Rodrigo Oliveira, conhecido no pelotão como Palhaço Velho. É aquele cara gerador de intriga. Boa, Rodrigo!
Pode mandar mais entrega pra gente.
Sabe aquele cara que não se mexe nada, bota um contra o outro? É ele. Foi pressa, saindo do Cefap, cadeado preso na moto, acelerei, a moto quase que vira de cabeça para baixo. Basicamente foi isso daí. É, Rodrigo, tu não esquece isso, já tem 16 anos.
Boa, Rafa!
Vem cá, vamos lá. Aí saiu do choque, foi para onde depois do choque?
Tá, depois do batalhão de choque, aí foi, como te disse, muitas operações ali. Depois eu fui para o 24, que era um batalhão perto de casa. Onde eu entendi o funcionamento do batalhão tradicional, convencional, onde eu tive proximidade da população, que eu comecei a ter o tato com as pessoas. A comunidade seropédica, que foi onde eu atuei, toda seropédica tinha meu número. Então, por muitas vezes, eu fui em ocorrências sem nem estar de serviço, viaturas empenhadas.
Eu vivia para polícia, vivia para polícia. Não, e cheguei na época, cara, teve um ano para você Quer ver? Teve um de madrugada.
Eu vivia para polícia.
Não, eu estava com a mulher, com a criança, e era uma ocorrência que tinha invasão de domicílio, uma mulher com os filhos, não tinha ninguém em casa. A viatura mais próxima, eu fiz contato, estava no outro município voltando. Eu peguei com a roupa de pijama, a mulher, a criança, botei o carro longe e fui lá atender. Então foi onde eu consegui pegar essa conexão com a comunidade, foi bom demais. Todo mundo tinha meu contato, eu aprendi essa parte de da polícia sem ser de guerra, porque, porra, o choque era o batalhão de guerra, aprendi a ser um soldado, um guerrilheiro.
Agora, quando eu fui para o batalhão convencional, que eu fiquei 2 anos e pouco, foi onde eu entendi ali administrar as pessoas, atendi muita ocorrência de suicídio também, muita ocorrência de suicídio, seropédica. Fiz uma rede de pessoas que ajudava nesse sentido, que eu conversava, que a gente fez, que eu peguei um grupo, a gente montou. Então foi uma experiência que eu não mudaria. Algumas trocas de tiro ali, tinha um depósito de distribuição que era chamado Golgi, que o pessoal armava igual a Casa de Papel, vários planos mirabolantes para tentar roubar tudo que tinha lá dentro.
Então toda hora estava enfiado em troca de tiro lá. Uma das cenas estava incursionando, tinha um policial federal, policial rodoviário federal, que a gente pensou que era bandido, não era. E eles pegavam pessoas aleatórias, eles pegavam essa gangue, eles usavam pessoas que tinham alguma deficiência, limitação mental, e eles botavam no grupo. Grupo para poder servir de escudo. Olha que loucura! Eles recrutavam, por exemplo, uma criança que tem autismo, um adulto já com autismo, algumas pessoas que não tinha exata noção do que tava fazendo.
Eles botavam para poder com arma, armazena na mão, ou com alguma coisa que parecesse uma arma, e deixava na frente para poder enganar a polícia enquanto o grupo verdadeiro tava roubando lá dentro. Aí teve um cara que eu levei que não sabia nem falar direito. Quando o cara tinha algumas anotações criminais, o cara não sabia falar direito, o cara falava nada com nada. Algumas anotações criminais, como roubo generalizado, mas era o crime recrutando pessoas que não podiam ser punidas pela justiça.
Eles já fazem isso com menores de idade, né? Só que agora estavam pegando pessoas que realmente tinha a fragilidade mental, que não ia ser punido. Loucura, né? Várias anotações criminais, mas não ficava preso. O cara tinha laudo. Olha como o crime é covarde, né? Já não usam as crianças.
Eu já tive caso de interceptar Eu não tava nessa ocorrência, mas os colegas que estavam nessa ocorrência, eles interceptaram um carro com um sequestrado. Meu irmão, na hora que sequestrou, o bandido deu a arma para vítima. Chegou, chegou, chegou. Os cara interceptaram o carro, a vítima tava segurando a arma assim. Pô, cara, mas os caras tiveram muita sagacidade de não, sacou, de não atirar. Mas olha a situação, cara, o cara vai aí, tu dá um tiro no armado, armado é a vítima.
Pô, olha que situação. Mas que era exatamente isso, cara. Nego não tem noção do tamanho da maldade desses caras, né?
E aí fica achando que a gente entra naquelas máximas ali sobre a redução da maioridade penal, a necessidade disso, que eles estão usando os menores de idade porque sabe que não são punidos diretamente. Se o criminoso em si já não tá sendo, imagina o menor de idade, né?
E a política de ressocialização, você lembra que aquela operação lá no Jacarezinho dos 27 mortos Ela começa com isso, né? Uma investigação da Polícia Civil que apontava para um recrutamento do tráfico que tava cooptando crianças e adolescentes.
Eles fazem exatamente isso. Se tiver operar em comunidade, tu vê que quando tu pega a molecada, que garoto magrinho desse tamanho assim, o crime usa para poder fazer o que tem que ser feito.
E que muitas vezes aparece uma camisa de escola, né? Que teve uma, teve um episódio Acho que foi a Baixa, na Baixa de Sapateiro, operação policial, um menor de idade foi baleado pelos, depois ficou comprovado pelos próprios traficantes, tentaram atribuir isso a um disparo que segundo as narrativas teria acontecido a partir de um helicóptero da Polícia Civil, só que tiro de helicóptero é muito fácil da perícia dizer se foi de helicóptero ou não, né?
Foi de cima ou não? Tá, depois ficou comprovado que não partiu do helicóptero esse disparo. Foi levantada a ficha desse adolescente, tinha várias anotações como adolescente infrator, e coincidentemente apareceu com a camisa de escola. Ou seja, tinha, tinham ali todos os elementos presentes para que todos os policiais ali fossem, passassem por muito tempo respondendo na justiça, talvez até acabassem sendo condenados. Se não houvesse alguém fazendo um trabalho sério de apuração.
Salvo engano, isso foi, essa apuração foi feita até pelo hoje, é, não vou, não vou falar o nome do delegado porque talvez não seja ele, então não vou acreditar.
Mas o crime entendeu que você alcançando o clamor público, o cara é punido antes mesmo de acontecer as investigações, o entendimento do juiz através do clamor público. Eu operei, a gente pegou até com mochila, com livro, aqueles livros escolares dentro da mochila. Então, o clamor público, ela movimenta a justiça hoje em dia. Infelizmente, o crime entendeu isso. Então, no primeiro momento, ele vai lá falar que é estudante. Olha o argumento lá do pessoal da comunidade que fecha com o crime, falando que é morador.
Como se for morador, você é excludente de estúdio. Não, sou morador, eu posso roubar, matar, traficar, que eu sou morador. Eu sou trabalhador. Qual trabalho? Vender droga? Então, aí que a gente entra em outra esfera. Vocês operaram muito, eu operei muito. Hoje eu não consigo identificar essas trocas de tiro como resolver nosso problema. Não tem como, não vai resolver, porque o problema é político. Aí vem essas pessoas. Por isso eu comecei a fazer conteúdo sobre política, que depois de trocar tiro, depois de quase morrer algumas vezes, depois de enterrar tantos colegas, eu entendi que a gente tá no looping, que a gente nunca vai mudar com tiro.
Pode ser a melhor arma que o Estado invista, nunca vai mudar. Tem uma cena minha que eu conto, até outra vez eu contei no podcast, Que eu entro na Rocinha, vou passando por todas as esferas da Rocinha, e quando eu chego lá na parte, última parte, a gente chama em forma de casa de indola. Quando eu espeto a casa, aquela entrada tática, tinha um senhor no chão com olhar vazio e uma criancinha com shortinho comendo alguma coisa num potinho de sorvete.
Eles não se assustaram, ficou com aquele olhar estático olhando para mim, parado morto. E dali que eu entendi que era— por onde eu passava era muito afastado, era vala de cocô, era fedor, porque ainda tinha a parte mais alta. Por ali que eu entendi que o Estado realmente se fez ausente. O Estado não se faz presente com arma, com tiro apenas. E foi na época de UPP. Foi ali que eu entendi, quando a UPP estava no auge, o pessoal achando que estava dando tudo certo, que eu falei: "Isso não vai dar certo".
Eu dei um dinheiro para aquela criança comprar comida, mas eu entendi que uma parte do discurso da esquerda, que existe vítima da sociedade, é verdade. Imagina esse garoto comendo um negocinho no pote ali, vendo aquele cara lá no chão, que o cara não tinha expressão de nada, irmão. O cara tinha expressão vazia assim, ó. O cara nem se assustou comigo. Imagina esse garoto, a única influência que ele tem através da ambiência é o crime.
O cara fala: irmão, só me avisa quando vier o policial que eu vou te dar um chinelo melhorado, que eu vou te dar o dinheiro suficiente para você levar "Um pouco de comida para esse senhor moribundo que tá no chão aí." Vai ganhar aquele moleque, é vítima da sociedade. Só que aonde para o discurso da esquerda? Que a partir do momento que eles se tornam algoz, quem age para fazer o que é impopular? A polícia. É como se fosse você ter um cachorro que você gosta muito, teu cachorro da tua casa.
Aí você pega teu cachorro e deixa o portão aberto, vem um cachorro raivoso e morde ele. Era o teu xodó, teu melhor amigo, teu cachorro. Você deu mole, deixou o portão aberto, foi contaminado. Você fecha o portão, teu cachorro adquiriu raiva, ele se torna muito violento e vai para cima dos teus filhos, tentando matar sua filha, sua esposa, suas crianças. Ou você prende ele e deixa ele dentro lá para tentar curar, que não vai, que a realidade do criminoso não vai curar.
Ou então você neutraliza ele. É popular fazer isso? Não é. O cachorro é uma vítima de ter deixado o portão aberto e ser mordido? É. Mas a partir do momento que ele se torna o "goi", quem é que faz o trabalho sujo que eles chamam? A polícia. Então, sim, existe vítima da sociedade, mas a gente encerra o ciclo quando ele se torna o autor, o "all goi". E é isso que a gente vai fazer imediatamente para encerrar o ciclo, mas tem que vir com o resto da assistência.
Imagine esse moleque quando ele descer, a boca de fumo cantar ele para conseguir levar sustento para o senhor que tava sentado lá. Quando ele for na pista lá, que vê o teu filho mimado que pega um biscoito e fala que não quer aquele sabor, que você comprou um prato de comida bonitão no restaurante, que ele deixa aquela merda largada lá. Imagina ele vendo essa diversidade. Aí tem gente vai falar assim: não, mas não justifica. Na minha opinião, claro que não.
Mas na figura do Estado você tem que pensar não na exceção e sim na regra. Qual é a regra de um garoto que cresce em cima do crime? Só vendo o crime como realidade. Então a porra da OPP não deu certo por quê? Entrou só com segurança. Eu vi muitos garotês se abandonando lá. E aí que a gente fecha o ciclo. Aí começa a ser recrutado menor de idade. E nunca vai acabar desse jeito, cara. A gente nunca vai resolver o problema. A gente tem que entrar com a política, como eu te disse.
Política. Redução da maioridade penal, aumento de pena, acabar com regime, progressão de regime de pena. Tornar a vida do vagabundo difícil. Lá na— o Bukele não resolveu? Bukele resolveu. Mas enquanto lá no presídio lá eles dormem naquela lata lá direto, na parte sólida, e não comem nem proteína, aqui o Comando Vermelho, eles usam os presídios como se fossem uns centros de instrução, como se fosse um acolhimento ali onde eles vão aprender a parte doutrinária.
Eles têm o discurso deles, eles têm lá as orações deles, eles têm os momentos de silêncio deles, eles criam ali como se fosse uma estrutura do Comando Vermelho, um asilo ali como se fosse religioso, onde se fortalece. Quando vão para pista, fazem ainda pior. Então olha a diferença do reflexo. Como é que vai dar certo essa porra?
Historicamente, quando você acompanha, principalmente a partir daqui da realidade do Rio de Janeiro, tudo aqui no Rio de Janeiro começa a partir de presídios. Numa declaração universal de que os presídios do Brasil não funcionam, principalmente os presídios do Rio. Aqui não pode proibir 100% do telefone, a verdade é essa, tá? Não pode proibir 100% dos telefones no presídio, se não tem rebelião que não vão conseguir controlar. E vamos lá, década de 70, presídio da Ilha Grande, ali nasce a Falange Vermelha, que depois viria se tornar Comando Vermelho. 1992, alguém decide mandar um preso de São Paulo para o Rio de Janeiro.
PCC era apenas uma pequena ideia, se torna o PCC que viria a se tornar mais poderoso que o Comando Vermelho. Tudo isso dentro de prisão. Hoje existe, existem as lideranças presas do Comando Vermelho, que por incrível que pareça, as lideranças presas do Comando Vermelho São as que tomam as decisões mais cruéis do que acontece aqui no mundo exterior, presídio. Então tá tudo errado nos presídios aqui do Brasil, tá tudo errado.
Que o presídio, eles perdem a liberdade física, mas eles continuam controlando tudo. Por exemplo, presídio Comando Vermelho, eles conseguem alguns tipos de recursos através de ONGs ou de igrejas. Será que esses recursos realmente vem das ONGs? Será que realmente vem diretamente das igrejas? Que beneficiam eles, deixam a vida deles mais fácil. Dentro do presídio eles têm as obrigações ali. Quem determina cada um dentro das suas funções dentro do presídio é o alto escalão, para eles terem controle exato até mesmo dentro do presídio, virar uma pequena sociedade ali.
Então os presos têm funções, por exemplo, lavanderia, cozinha, quem quer serve a comida, a parte de assistência de saúde. Quem decide o preso que fica responsável por cada área é o alto escalão. O alto escalão que determina. E se por conta do próprio presídio falar: não, não vai ser você não, o cara renuncia para estar quem eles querem lá. Qualquer tipo de conversa que eles tenham com policiais, Comando Vermelho nunca manda sozinho, sempre vai com 2 ou 3, porque a comunicação ela tem que saber que vai parar no alto escalão.
Você nunca pode falar sozinho com um policial penal, por exemplo. Então o Comando Vermelho continua dentro ali do presídio atuando perfeitamente o seu sistema. Então quando é que isso vai dar certo? Não vai dar certo nunca, porque através disso a gente vai ver que existe fora isso aparelhamento. Eu falo muito aqui na minha rede, eu bato muito em esquerda, eu bato muito em algumas questões do STF, só que a gente sabe que para tudo tá dando errado do jeito que tá É porque tem muita gente, algumas pessoas favorecendo, dentro de todos os sistemas que existem atualmente.
O crime tomou conta de praticamente todas as instituições que existem. E sabe onde eu me questiono isso, que a gente dá uma tristeza? Quando você tá quase morrendo ou você tá enterrando um colega. A cada vez que isso acontece, eu sei que a gente tá igual na época lá, né, dos gladiadores, não é, nas arenas. Eles estão botando a gente para morrer, bandido e polícia. Enquanto eles estão lá usufruindo de toda riqueza. A sociedade assistindo com algumas medidas assim, sai do pão e circo, e a gente se matando diretamente.
Só que eles conseguem sobreviver através do caos. O caos gera público, público gera voto. Toda instituição hoje brasileira, na minha opinião, de alguma forma parcial, minimamente ou total, ela tá corrompida pelo crime.
Nós desenvolvemos uma sociedade que tem verdadeira atração pela tragédia. Você pega os primeiros podcasts policiais em que os policiais ainda se sentiam muito à vontade para falar sobre a alta resistência. Foi, foi o boom dos podcasts policiais nessa época que se falava tragédia. Depois muitos policiais acabaram respondendo a inquéritos, respondendo a investigações administrativas. Mas quando você olha para as emissoras de televisão, ela também não fazem Gente, se tem uma operação policial, eles esquecem todas as outras notícias e focam somente na operação policial.
E quem fica com todo o ônus disso são os policiais, porque a população vai odiar a população daquela localidade ali, a depender do resultado da operação, que às vezes foge o controle da própria polícia, que é um inocente baleado, é uma casa que o próprio tráfico às vezes destruiu com tiro de fuzil. A polícia entra lá porque um político mandou. É um político, na verdade não é nem um comandante do batalhão, ou delegado, diretor de departamento.
É um político que mandou neles e eles mandaram a gente para lá. Não houve uma estratégia de segurança, houve um desejo político. E aí o policial entra lá, o policial, por causa da presença, não é o policial que leva isso para lá, mas a presença policial ali, por conta de haverem criminosos ali, E aí o policial carrega isso sobre os seus ombros como se isso fosse responsabilidade dele. E os políticos não cuidam do importante, do que é realmente importante para aquela comunidade.
Vamos desocupar? Se quisessem, eles desocupariam qualquer favela do Rio de Janeiro. Eles removeriam como a quimioterapia remove um câncer, mas eles não querem. Quero, mas não quero. Por quê? Porque depende, vai votar comigo ou não vai votar comigo.
O crime organizado, ele financia com dinheiro a política e também leva diretamente votos. A verdade é essa, a verdade é essa. E por isso que eles nunca vão acabar. Eles têm, a gente tem poderio bélico para acabar com qualquer crime organizado, e ele só tá aumentando. Igual hoje, acho que 41% dos brasileiros, eles vivem refém das regras do crime organizado. Já foi o último dado da CNN, se eu não me se eu não me engano. Isso é 68, quase 70 milhões de brasileiros, e os dados só vem aumentando.
A gente viu o Ministro da Justiça entrando na maré. A gente que é do Rio de Janeiro sabe que não tem como entrar na maré. 2023, ele entrou na maré. No mesmo ano, ele foi indicado para ser o Ministro do STF e se tomou a sua posse em 2024. Tem como a gente entrar na maré? Não tem. Se você errar a rua Entrar na Maré, você é fuzilado. Então a gente começa a ver que o sistema foi feito para dar errado, e a gente tá sacrificando a vida pela sociedade.
Você começa a perceber que você é um peão, você é um cara que tá ali na arena lutando para a sociedade assistir, o governo dar as migalhas de pão e a gente continuar se matando. O crime organizado hoje, o PCC mesmo, vem lá naquela questão que você falou de São Paulo. A gente sabe que tá aparelhado, a gente sabe que vem grana, tá aumentando. Teve um político, conversei recentemente, foi até o Marcelo, ele era policial militar e virou estadual, é o Marcelo Diano, que ele falou: cara, não gostava de política não, mas eu descobri que abaixo de Deus está política, que rege todo o resto.
Então era policial, não resolvia nada, todo o resto quanto instituição, quanto funcionamento sociedade passa pela política. E por isso que ele foi para a política. E por isso que, ao invés de a gente pensar em tanto investimento em armas, a gente tinha que tentar pensar em ensinar as pessoas a votarem certo. Porque a política, ela ajuda de uma forma que ela conseguiu enfiar na sua cabeça que o bandido é vítima da sociedade. Aquele cara conseguiu enfiar na cabeça de muita gente, até de policiais que têm essa ideologia política de esquerda, que o bandido é vítima da sociedade.
Que o traficante é vítima do usuário. Porra, então como que eu vou continuar lutando, trocando tiro, morrendo, enterrando colega, se tem um cara votando num cara que fala esse tipo de discurso?
Eu vou te falar uma parada, tá disponível no YouTube, né, esse é o primeiro vídeo sobre o El Salvador, né, como é que foi o processo. Cara, ele teve que desmantelar toda uma estrutura política Inclusive, para poder começar a trabalhar. Então assim, primeiro você vê assim a força que tinha esses grupos políticos. Ele tentou se eleger por um partido e aí não, ele montou assim, na verdade ele foi expulso do partido.
Sim, foi, foi.
Ele foi expulso de um partido político porque, cara, o cara tava crescendo, tinha ideias, tá, não sei o quê, o partido resolveu expulsá-lo. Ele é contra as ideias do partido, tal, não sei o quê, vê que tinha muita sacanagem, denunciava, ele expulsou. Aí ele montou o partido dele. Talvez a partir dele tentou se eleger, eles pegaram e não deixaram o partido falar. Não, você não pode se eleger por esse partido. Ou seja, ele montou o partido, partido valeu, na última hora tiraram o partido dele.
Tudo bem, ele se inscreveu no outro partido. Faltando no último dia para ele poder entrar, o Tribunal Superior Eleitoral de lá caçou esse partido. Meu irmão, faltando poucas horas, ele correu e se candidatou para um outro, se inscreveu num outro partido. E aí conseguiu ser eleito. Dali ele conseguiu montar a estrutura dele, tá no esquema. Ou seja, o próprio sistema eleitoral, os dois partidos que os cara, que ele veio, eles caçaram partido.
Ele teve que vir no terceiro, depois ele conseguiu montar o partido dele. Mas a grande diferença ali é o seguinte, cara, é os dois partidos que dominavam El Salvador, né, estavam contra ele, conseguiu derrotar os dois. E na segunda eleição depois para o Congresso ele conseguiu a maioria. Conseguiu tomar aquilo ali tudo. Mas, cara, eu vou te falar uma coisa. O voto ali, o voto lá é diferente do nosso. Não é urna eletrônica.
Começa por aí.
Desculpa, meu irmão, essa urna eletrônica, eu nunca desconfiei da urna eletrônica.
Nunca.
Nunca, nunca desconfiei. Eu comecei a desconfiar depois que sugeriram um aprimoramento da urna. Porque eu não tava ligado nisso. Pra mim, não, urna eletrônica é isso mesmo, tá tudo certo. O dia que chegaram e falaram assim: "Galera, vamos fazer o seguinte." Pô, tem gerado algumas desconfianças essa urna. Vamos fazer um papelzinho, que é o cara vota, o papelzinho é impresso, aí ele olha para o papelzinho, vê se bate com aquilo que ele botou.
Ah, bateu, não sei o quê, confirma. O papelzinho vai cair dentro de uma urna. Se a mãe tiver alguma desconfiança, a gente checa se o que tá aqui na urna eletrônica bate com os papelzinhos que foram impressos dos votos que foram dados naquela urna. Meu irmão, quando eu vi o movimento político Indo contra um mecanismo que te dá mais segurança, eu falei: "Porra, agora tá claro, tem sacanagem." Caralho, os caras... Caramba, o negócio vai dar mais transparência, vai aquela galera contra, a ponto de um ministro sair do Supremo pra ir fazer lobby pra poder mudar os políticos na CCJ pra votarem contra o aprimoramento da urna.
Eu falei: "Caramba." A partir dali, meu, desculpa, "Ah, você desconfia da eleição?" Sim, desconfio. Por quê? Porque, cara, quando quiseram aprimorar, não deixaram. Nunca desconfiei de resultado nenhum de eleição, nunca. Mas a partir daquele dia que eu vi aquele movimento, Barroso indo lá, e daqui a pouco o Alexandre de Moraes ameaçando: "Se você desconfia da urna, você vai ser preso", e caçando... Teve um cara que questionou a urna, foi caçado.
Eu falei: "Cara, tu não pode nem questionar essa parada, tu não pode nem falar sobre isso." O presidente que só começou a ser eleito quando ela sujou, né? É, aí surge milhões de especulações. Aí tô dizendo o seguinte, a partir dali aí você começa a desconfiar de todo o sistema, mas a atitude ali foi muito estranha, tá entendendo? Então assim, na minha opinião, cara, se você tem liberdade de expressão e urnas confiáveis que realmente você pode auditar de uma forma clara, não é uma auditoria eleitoral, tá aqui o pendrive, aqui tá, aqui tá, aqui o código fonte, tá, não sei o quê, porra, não, esse código fonte não vai entrar na minha cabeça.
A partir desse momento que você tem UNA, que você pode conferir o voto e liberdade de expressão, cara, essa galera, desculpa, essa galera não vai ser eleita. Essa galera que tá indo contra o Brasil não vai, porque o Brasil criou uma consciência política. Sim, o brasileiro tá mais consciente politicamente do que antes. A gente teve uma revolução política, essa revolução veio de 2014 para cá. A gente discute política, a gente discute sobre política.
Hoje as pessoas sabem o nome dos ministros de cabeça.
Exato, cara, a gente discute sobre Discussão política o ano inteiro, antigamente era só na época de eleição. E eu atribuo essa revolução ao fenômeno Jair Bolsonaro. Ele trouxe essa discussão política, porque até então existia um discurso uníssono. Todos podiam falar só a mesma coisa. Se você falasse que não gostava de Bossa Nova, você era execrado. Se você falasse que não gostava da Fernanda Montenegro, você era execrado. Se você falasse que bandido não era vítima da sociedade, você era execrado.
O Bolsonaro chegou falando: "Não, cara, eu acredito nisso, eu acredito naqueles..." Eu falei: "Pô, eu também acredito nessa parada, só que, pô, nunca deixaram falar sobre isso." Então, a galera falou: "Pô, já que ele tá falando, ele abriu a porteira, vamos falar sobre isso também." Começaram a usar as redes sociais, então, a partir dali, a gente discute política o tempo inteiro.
Ninguém falava de política antes disso.
E o que os caras querem fazer? Manter essa urna eletrônica e agora restringir o debate político nas redes sociais. Então, pô, se a gente não mudar... Isso, pra mim, é prioridade. Para a gente chegar onde o Bukele. Senão a gente nunca vai conseguir fazer essa revolução do Bukele, que foi uma revolução, cara, é no voto, na democracia, pela democracia.
A gente começa, consegue ver a realidade quando o Rio de Janeiro fez aquela mega operação onde eles conseguiram acessar os votos individuais dentro da favela, dentro da comunidade. 80% dela era a favor da operação policial. Quanto a Rio de Janeiro, 64%. Então você vê que os próprios que estão arriscando a vida ali com operações policiais Eles eram a favor. Qual foi a diferença dessa enquete? Que ela não passou por ONGs, por líderes comunitários, e nem por aqueles que na verdade acabam intermediando politicamente.
Foi direto na tia Maria, no João, naquele que sai para trabalhar todo dia. Então você viu que a comunidade, ela quer o fim do crime. Qual o problema do governo da esquerda hoje? Que ela tá favorecendo o crime organizado. E é o que eu tento Levar consciência política no meu canal, pessoal, que eu entendi que a maior arma para a gente resolver esse problema é o voto. Pode comprar a melhor arma, melhor blindado, melhor estrutura que tiver de segurança, se a gente não tirar esses caras que são coniventes com o crime organizado, a gente nunca vai mudar nosso cenário.
Você viu recentemente na Pavuna, o crime organizado foi lá e exigiu R$300 por cada porta, 800 apartamentos, no condomínio, dentro de um condomínio, que era considerado a zona sul da Pavuna, R$240 R$ 10 mil por mês. Isso é realidade na Musema e tantos outros lugares. Teve notícia na TV, a polícia foi lá, resolveu? Não, eles continuam reféns. No Rio de Janeiro, 1.900 comunidades aproximadamente, a maioria tomada por organização criminosa do Comando Vermelho.
Dá mais ou menos 2 milhões e 200 pessoas que elegem quem eles quiserem. O governo, a polícia vai querer acabar? Não. Quem é o polícia consegue entrar lá, por exemplo, botando o boné do CPX.
Se eu sou morador de uma comunidade, como é que eu vou colaborar com a polícia de prender um traficante tendo a certeza que brevemente esse traficante vai ser solto? Se eu tivesse a certeza, não, meu irmão, olha só, eu vou colaborar para esse cara ser preso e ele vai ficar muito preso, ele não vai sair daqui, ele vai passar 20 anos na cadeia, ou seja, vai ficar preso para cacete. Pô, se eu tenho certeza que o cara em menos de 3, 4 anos vai estar na rua, tá maluco que eu vou entregar o cara?
Tá maluco? Mas aí quem é que muda a lei? É o que o pessoal não entende. Quem é que muda a lei? O político. Não é a polícia, não é a sociedade, é o político. E quando vai lá, me vem o cara da esquerda e é contra o aumento de pena para crimes hediondos. Como que uma pessoa em sã consciência vai votar num político? Ah não, mas ele é negro. Ah não, mas ele é a favor da maconha. Ah não, mas ele é LGBT. Eles estão usando roupagens de minoria para justificar a defesa, defender criminoso.
E as pessoas, por sua vez, através da dissonância cognitiva, elas hoje entenderam a merda que fizeram. Fala assim: caraca, irmão, eu tô na esquerda, mas eles estão defendendo bandido escrachadamente. Na mega operação do Rio de Janeiro, o Lula foi lá e falou o quê? Que foi um desastre, uma verdadeira matança. Mas agora no Ceará, 290 mil pés de maconha, onde eles fizeram vídeo falando que tava destruindo, destruíram apenas 20% daquilo e o resto largaram lá., com caderno de anotação, com celular, com tudo lá.
Só que qual a diferença do Rio de Janeiro que o Lula bateu? Porque era de direita. E lá que fingiram que derrubaram um cartel criminoso era de esquerda. Não apareceu o STF intervindo, não apareceu grandes investigações que travavam o policial civil de fazer o que tinha que ser feito, não apareceu nada disso. Mesmo sabendo que 290 mil pés, não sei se quase 50 toneladas de maconha continuavam lá. Porra, será que tem por isso é o esquerdista?
Será que o cara não se questiona? Calma aí, mas vem a questão que eu te falei da dissonância cognitiva. Ele defendeu por tanto tempo a esquerda que hoje ele não consegue aceitar que tá escrachado, que defende vagabundo, que não quis que eles fossem chamados de organizações terroristas, mesmo eles explodindo casa usando drone com granada, mesmo ele hoje te matando por causa de um telefone. Alguns anos atrás um criminoso matar alguém por causa de um telefone, nem os criminosos aceitavam.
Não sei se tu lembra, quando eu entrei para polícia, até o crime ia questionar isso. Pô, cara, tu matou por causa de um telefone? Hoje é uma ordem direta do Comando Vermelho. E quando a gente tenta levar para qualquer político de esquerda defender isso aí para poder acabar, o cara vai lá: não, não é assim não, pô, a lei antifacção, a esquerda toda votou contra, que vai endurecer severamente a lei contra o crime. Então, como que você, um cidadão de bem, que pelo menos nem é cidadão de bem, você que quer sobreviver, tu continua votando na esquerda?
É dissonância cognitiva. Você defendeu por tanto tempo que você vai criar um argumento, mesmo que de merda, para justificar que você vota naquele cara. Mas em compensação, tu tá morrendo todos os dias. Em compensação, a gente tá com a inflação indo para miséria danada.
É isso, é, cara, é absurdo, absurdo. É a gente raciocinar o seguinte: Eles fazem tudo de caso pensado. Eles estão pensando, se 47% da população brasileira diz que onde mora sofre algum tipo de influência do crime organizado em nível Brasil, o que, qual o recado que essa pesquisa dá para esse pessoal que não tem compromisso com as pessoas, com as vidas? Bom, 47% É muita gente, né? Uma região muito grande onde eu posso me beneficiar através de votos.
Então eles estão, eles provavelmente, provavelmente estão pensando dessa forma. Quando você pega e vê que agora recentemente um político alinhado à esquerda foi preso porque roubou a própria facção, o cara meteu dinheiro na própria facção. Você acha que é você que eles vão respeitar? O cara, o cara, esse político roubou o PCC, uma organização temida por muitos. Esse cara tem medo de roubar você? Essa pessoa, ou esse grupo do qual essa pessoa, esse político faz parte, eles vão pensar duas vezes antes de roubar você?
Qual a resistência que você tem a oferecer? Sua resistência nas urnas. E eu não tô falando aqui de direita ou de esquerda, porque hoje eu decidi um caminho, cara. O caminho é o que mais interessa a minha família e as pessoas que eu gosto. Então assim, eu jamais votaria na esquerda ou no grupo do atual presidente da República, mas eu também não tenho político de estimação. E aí, e hoje a internet não permite mais a pessoa manter uma fantasia durante muito tempo.
Então toma cuidado, porque ao mesmo tempo que a gente fala o tempo todo aqui da esquerda, da esquerda, da esquerda, Rodrigo Barcelá tá preso e seria o provável candidato da direita ao governo pelo Rio de Janeiro, PL, presidente do Jair Messias Bolsonaro e do Flávio Bolsonaro, envolvido até o pescoço aí com Comando Vermelho, segundo investigações da própria Polícia Federal. Então assim, não tenha político de estimação, não tenha.
Eles não são ideias, eles são seres humanos como você. E o único argumento que me leva a crer que eles vêm sendo defendidos como ideia é porque pessoas como você foram convencidas a acreditar naquilo que ele, naquilo que eles dizem. O grupo da esquerda acredita que o Lula é uma ideia, o grupo da direita acredita que o Bolsonaro é uma ideia. Mas tanto um grupo quanto o outro, na minha cabeça, são meramente pessoas que foram manipuladas a terem seus políticos de estimação.
Vote pensando no que é melhor para sua família, para as pessoas que você gosta. Veja se o que essas pessoas estão dizendo está de acordo com o que elas vêm fazendo. Muitas vezes você tava vendo esse podcast talvez no Pará, talvez no Maranhão, locais onde os políticos não têm chegado, né? Gente daí tá lá na Câmara dos Deputados ganhando horrores de dinheiro, rios de dinheiro, fora emendas. Tem um esquema de emendas aí horrível.
Pesquise sobre os esquemas de emenda. E você aí se matando de trabalhar porque decidiu acreditar numa ideia que nada mais é que um ser humano que de repente vestiu uma fantasia que tava tão organizadinha, tão bem colocada, que você de repente acreditou.
É isso, não ter político de estimação, como você disse. Sabe um cara que fala muito bem sobre segurança pública? É de esquerda. E daí vem que você não tem que ser bitolado. Quaquá, ele fala, faz bem sobre segurança pública. Só que sabe quem debate com ele, bate de frente com esse entendimento de segurança pública? A própria esquerda.
Esquerda.
Então você vê uma coisa que o cara se destaca super positivamente, toda hora ele tem que estar se dispondo com o seu próprio fluxo de esquerda. Então não é esquerda ou direita, Lula ou Bolsonaro, você tem que garantir a tua sobrevivência. Quem hoje pode garantir a sua sobrevivência é o deputado que ele vota para tornar a vida do bandido difícil, que ele vai manter o bandido preso, que ele vai aumentar o tempo de pena dele, que vai fazer a redução da maioridade penal.
Que um garoto de 16 anos querer te matar, ele tem que estar disposto a ficar na prisão perpétua. Que a prisão, a pena de morte hoje já existe no Brasil, só que tá na mão do crime. O crime que decide quem morre ou não. Então quem tá disposto como político, que são aqueles criadores da lei, o que faz as suas emendas ali, a poder bater no crime organizado? Crime esse que financia e leva voto para eles. É isso que a gente tem que pensar.
A esquerda, direita, não. Eu quero saber se você vai bater no crime ou não. Porque antes da gente pensar em inflação e tudo isso que tá acontecendo, eu acho que a gente tem que parar e pensar: quem vai me manter vivo? Quem vai tornar a vida do vagabundo difícil a mim um pouco melhor? Porque eles estão escrachadamente, mais do que nunca, defendendo a criminalidade, cara. E é isso que eu não consigo entender. Um cara que acabou de falar que não vai classificar o Comando Vermelho e o PCC como organização terrorista, mesmo a Polícia Civil daqui do Rio de Janeiro ser com o policial sabe, tem negócio direto com Al-Qaeda, com Hezbollah.
Eles negociaram. Al-Qaeda, criado por Osama Bin Laden, 1988, aqueles das Torres Gêmeas que o cara explodiu, terroristas. Comando Vermelho negociava com eles. Então, quando um problema nosso que tá tomando todo território, acabando com essa ideia de soberania, ele começa a ficar transnacional, América do Sul, Europa, e tem células até no Japão do Comando Vermelho. Já tem estudos sobre isso. Aí não querem que eles classifiquem? Eles vão classificar.
Aqui eles se alimentam do crime, lá não. Então a gente não fez o dever de casa e agora o governo aqui tá puto porque vão chamar de organização terrorista. São terroristas. E aquela questão que eu falei, aqui o Brasil ele classifica não pelo método, no caso ali, né, e sim pela motivação. Em outras palavras, se eles conseguirem tecnologia nuclear e explodir uma comunidade inteira por ser TCP, eles não vão ser considerados organizações terroristas.
Se eles conseguirem drones kamikaze hoje, de última geração, para explodir uma comunidade inteira, para o nosso governo eles não são terroristas. Então, na hora de— tá na hora de a gente entender o dano que eles causam. Aí a gente vem já dentro da nossa própria lei, Xenofobia, aqueles que atacam. Xenofobia, essa questão de religião. Complexo de Israel, ele era— não podia você ter nenhuma religião de origem africana. Já não seria terrorismo?
E quando a polícia tentava entrar, o que eles faziam? Baleava todo mundo que estava passando pela pista. Era tiro em ônibus, tiro em morador, era baleando um monte de inocente, matando para poder encerrar a operação. Não é terrorismo? Não é porque eles não querem e se beneficiam disso. Então, qual a nossa função como cidadão para resolver o problema? É votar. A maior arma do Brasil que a gente vai mudar esse cenário é votando.
Esquece direita ou esquerda, pensa em quem garante a tua vida. Eu gosto desse cara de direita, deixa eu ver como é que ele votou para acabar com a vida de vagabundo. Porra, votou a favor, tira ele dessa cadeira. Não entra na minha cabeça um cara que fala que uma— igual aquela menina que vê lógica no roubo, né? Lógica no assalto. Porra, agora eu começo a doença Ela saiu daquele grupinho barulhento e tá alcançando o judiciário. O marido dela é um juiz.
Qual será o tipo de pensamento dele? Esse pensamento dele, será que de alguma forma pode ter a ver com o entendimento dele na hora de julgar alguém? Porque enquanto eles se proliferam com esse barulho, com essa ideologia maluca de morte kamikaze, porque o bandido na hora de te roubar, de te dar um tiro pro lado do telefone, ele não pergunta se tu é de esquerda ou direita. Enquanto eles estão fazendo isso, A gente continua botando na cadeira, por escolha, bandidos que defendem outros bandidos.
Você tá vindo para candidato, bicho?
Não, não, nesse momento não. Mas como eu te falei, meu momento agora é consciência política, que eu decidi, eu descobri que com tiro a gente não vai resolver o problema daqui, só com consciência política.
Tá construído ideias, é a mesma ideia. Enquanto a gente não alcançar essa mente, a gente vai fazer uma parte aqui Rapidinho, galera, eu recebi uma informação agora de uma amiga nossa aqui que já tá bastante, que é nossa amiga do canal, né? Inclusive ela fez esses vários artesanatos aqui, que ela que fez essa bandeja aqui, o relógio que a gente tinha, umas coisas bem legais. É a Bianca Félix, policial federal. Ela falou o seguinte, cara, falou: boa noite, meu amigo, você já viu que vocês aparecem em um vídeo e um aplicativo da CashPix, que é um golpe financeiro?
Aparece vocês dois como se aprovasse um método de ganhar dinheiro que é um golpe. Aparece vocês entrevistando uma montagem com a Jojo todinho, né? E é um vídeo que passa. A gente vai estar analisando isso, ó, só para deixar bem claro. Eu recebi essa informação agora, a gente não faz ideia do que é cash picks, cash no Pix. Parece que é uma, é um golpe que estão fazendo. Pegaram imagens nossas de acordo com a Bia e colocaram Como se a gente tivesse aprovando aquilo.
Isso não aconteceu mesmo, tá? Eu e o Romulo, a gente é completamente contra isso. Diariamente eu e ele somos bombardeados, e o aplicativo do Fala Guerreiro é bombardeado com convite para divulgarmos jogos, tigrinho, bet, essas coisas. A gente, porra, não faz essa parada, tá? Então isso aqui só para vocês deixarem claros aqui. A gente vai depois pesquisar um pouco mais para saber o que aconteceu. Levantar essa informação. Mas se você vê algum vídeo nosso relacionado aprovando um negócio chamado cash picks, é mentira esse vídeo, é falso.
Fala Guerreiro não tem nada a ver com isso, não se envolve nessas coisas. Vamos lá, meu irmão, voltando um pouquinho aqui a tua história. Depois do 24º Batalhão, tu foste para onde? Depois eu fui para o RECON. Tem que fazer curso no RECON?
Tem um curso de lá, eu não cheguei a fazer, sair antes. Que é um batalhão muito bom também, ele tem a sua doutrina tirada da Rota, da Rotam ali, né? Porque o que o Rio de Janeiro entendeu? Que todos os policiais mais operacionais ali, eles estavam dentro de comunidade, perdendo aquela finalidade de ter pessoas extremamente especializadas na pista, que é onde você seria assaltado, onde você ia perder sua vida como policial com a sua arma.
Então o Rio de Janeiro, muito de forma muito inteligente, ele falou assim: porra, porque a gente tem todos os nossos policiais operacionais dentro da comunidade, E a pista no geral, ela tá com policiais do setor que muitas vezes estão atendendo ocorrência, não consegue fazer o patrulhamento e evitar que uma pessoa percavida pode ter um telefone, toma um assalto, uma espetada. E daí eles trouxeram essa doutrina de rota, que é o patrulhamento, é rondas especiais, controle de multidão.
Então foi muito inteligente por parte da polícia. Eles conseguiram reduzir vários índices de roubo de carga, de assalto, de tudo isso. Onde bota o Isso acontece, tem uma memória do Getã também aí, não é? Ou não, pessoal lembra muito por causa da forma que foi, mas na verdade a doutrina é tirada da Rotam. Teve policiais que foram lá fazer o curso, o Amorim, Sargento Amorim, ele é um dos percussores disso aí, foi lá, o Recon tem a cara dele, ele foi lá, buscou o curso, buscou toda a doutrina e começou a formar várias turmas Eu, o tempo que eu fiquei lá, aprendi coisas diferentes.
Os caras são, não é só pegar e rodar não. Eles têm uns olhares analíticos fora do normal. Por exemplo, num beco que você olha, eles conseguem identificar, por exemplo, você passa por um beco e pergunta: "Tinha quantas pessoas? Qual era o início daquela placa X?" O cara fica com um olhar de pratulheiro fora do normal. Que a gente pensava que era só rodar e olhar, não. Dentro de comércio, ele tinha quantos? Então, às vezes até com taser ou com alguns incentivos, eles vão te treinando pra você ter um olhar mais aguçado do que qualquer um.
O patrulheiro tem essa espécie, o Amorim tinha que ser convidado aqui, acho que o cara ia saber contar melhor do que ninguém. O patrulhamento tático ele observa coisas que um patrulheiro comum não consegue. Eles realmente se tornaram especialistas em patrulhar os entornos da comunidade para fazer a sua segurança quem não mora dentro da comunidade. Antes disso, todo operacional era guerra dentro da favela. A partir do Recon, por isso está tendo investimento muito grande, eles conseguiram baixar todos os índices de roubo de carga, do roubo de rua e ter esse olhar analítico para o crime que a gente acaba não tendo, trouxer a rotina.
Cara, maneiro. Não, e uma coisa assim que você vê que é muita técnica mesmo, né, porque tudo na vida tem um padrão, né. Por exemplo, quando eu te recebi aqui, pessoas do choque, por exemplo, e eles falavam que o distúrbio de multidão, né, ele falou, cara, existe uma técnica para você, você vê o líder, você identificar que é um líder, o cara que tá tudo, você pegar e retirar o cara daqui. Quando você retira o líder dali, você já dá uma desestabilizada naquilo ali.
Ou seja, não é só na porrada, não é só na grosseria. Isso que você tá falando agora do patrulheiro é uma coisa que eu nunca imaginei você olhar o ambiente, tentar fazer a leitura do ambiente, do que tá acontecendo. Então, muito maneiro.
Tem que trazer alguém de Acon. Vê se vocês conseguem trazer alguém de Acon. Vai saber dizer melhor do que eu. O próprio Amorim é um cara que ele fundou.
A gente trouxe uma vez o Alexandre, que é o policial mais forte do mundo.
Ele é de lá, ele é de lá, ele é de lá, policial mais forte do mundo.
Ele teve com a gente, contou. Só que na época que ele tava, que ele veio, foi uma época que tinha uma administração da Polícia Militar que você não podia falar muita coisa da Polícia Militar. Eles estavam meio que começando a vetar negócio de— foi como esse podcast, a galera contou as histórias malucas pra cacete, aí deram uma trava. Então ele veio meio que como atleta, entendeu?
A gente não pode falar essa parte. Até, por exemplo, depois daquela época onde eu parei O que daria, o que daria muita entrega aqui seria essas histórias de polícia, mas eu não vou contar. O melhor que vocês têm também não pode ser contado, até hoje é muito arriscado.
A gente nunca explorou isso aqui também, sabe?
Cara, que bom!
A gente sempre teve muita cautela, a gente sempre teve como uma das filosofias do Fala Guerreiro é que o policial já enfrenta muito problema no seu dia a dia, na atividade policial. Eu não quero que o cara sai daqui do nosso podcast de um bate-papo aqui, de muitas vezes de amigo, um bate-papo também que é informativo, com problema para responder depois. Só que nem todas as pessoas têm essa mesma visão, esforçam até conseguir tirar algumas coisas que vai dar audiência, que vai dar audiência.
Tem tanta história que qualquer um da gente teria que daria muita audiência, mas que talvez futuramente daria um problema, começar a questionar, revirar. Mas como assim? Por mais que não fosse diretamente daria problema. Tanto que você falou, foi explosão do podcast, né? Foi onde deu vida ao podcast aqui, foi através dos policiais.
Foi, não, não, podcast policial, cara, tem nome e sobrenome, é Polícia Militar do Rio de Janeiro, podcast policial até de outros estados, tá? E aí depois tentam, depois eles tentam chamar o pessoal de São Paulo, que também tem umas ótimas entregas, como Sargento Castro, por exemplo, algumas pessoas ali da Rota, como aquele que se tornou vereador lá em São Paulo, do bigode, esqueço sempre o nome dele. Ah, é o Nantes, né? Nantes também.
Então tem uma galera de São Paulo que tem ótimas histórias, que no Rio de Janeiro tem você, tem o Batata, tem o Honório, tem vários outros. Tô tendo, vou até comentar, porque são muitos, né? Depois Polícia Civil. Então contaram ali, porque estavam ali entalado muito durante muito tempo. Olha, eu fiz isso, esse vagabundo "Esses vagabundos também sofrem quando a gente encontra ele e tal." E a população talvez respirando com um sentimento de "que bom".
É porque é o que eu sempre falava antes, no começo de tudo, essas pessoas que deram origem aos podcasts, elas tinham que ser muito bem tratadas hoje em dia, até mais do que isso. Igual a própria Busson, porque no começo tomava porrada da instituição, tu era esculachado pelos próprios colegas, tu era o policial blogueiro. Enquanto a polícia se travava de vender a sua imagem, O crime organizado fazia live roubando. Então, mais do que o crime organizado alcançar territórios, eu já havia falado naquela época, o perigo seria qual?
Território você entra com arma e expulsa. E quando eles alcançam a mente? Então eles estavam botando na cabeça da molecada que fumar maconha era bom, que cometer crimes era bom. Por quê? Qual a alma de qualquer negócio? A publicidade. Enquanto a polícia não permitia publicidade, o crime organizado tomava conta da internet, explodia na mão de qualquer um que estava com o celular na mão. Hoje eles entendem. Todo batalhão tem uma página, toda instituição vende.
A Polícia Civil tá com conteúdo fora do normal, incrível. A primeira versão é a nossa, é o que eles dizem, né? Então hoje a sociedade começa a respirar, porque mais do que segurança é você conseguir transmitir a sensação de segurança, de olhar assim: "Não, nossos policiais estão trabalhando." Como eles vão saber disso? Do celular, consumindo. Agora imagina se eles olhassem, cara, lá na Boca de Fumo, por lá do Complexo de Israel, lá, e o cara aqui, ó, a polícia não entra.
Não, hoje em dia a gente tomou isso aqui. Então, para quem vem falar policial blogueiro, não fala. Nós estamos em todos os lugares, seja na internet, seja pessoalmente. E a importância da publicidade, vender o nosso trabalho. O crime já faz isso há muito tempo, e aí que a gente ficou para trás.
Eu acredito nas academias de polícia, não é tratar isso como uma matéria mais importante que atividade fim policial. Mas tinha que ter pelo menos uma aula de comportamento em rede social, porque o policial faz a escolha de adotar um perfil em que ele se apresenta como policial ou não. É uma escolha. Tem muitos policiais que omitem sua função no Instagram, e eu entendo e respeito para caramba eles. Eu acho até que eles estão mais certos que a galera que se declara policial nas redes sociais, que acaba, acaba se expondo mais.
Mas já que existe essa possibilidade, a instituição não basta no de formatura falando: tomem cuidado com as redes sociais. Não, durante o curso tinha que ter pelo menos uma disciplina com umas 2 horinhas de aula falando sobre meios de se comportar e as consequências se comportar de forma equivocada vestindo uniforme, se apresentando como policial. Mas não, não é assim. É igual o Brasil, igualzinho o Brasil, as instituições imitam, né, a Constituição Federal.
Eu acredito que pelo menos o artigo 5º Até o artigo 5º tinha que ser obrigatoriamente ensinado nas escolas, e não é. O cara aprende sobre lei quando a lei já tá punindo ele. Aqui em relação às polícias, é agora foi acontecer um montão de policial, os caras iam para podcast ou tinham opiniões na internet, nos seus próprios perfis pessoais, e eles: caraca, então existe um ponto aqui que pune isso? Como é que surgiu? Como? Quando?
'Então qual a forma adequada de eu me comportar na internet?' Aí teve muito policial que desistiu de podcast.
Enfim, teve o próprio Copi Ramos aí, o cara, ele era um dos pioneiros de podcast, cara. Mas o cara tomou tanta porrada, irmão, o cara desgostou. O cara, ele era pioneiro, o cara mandava muito bem, ficou gigante. Só que a polícia bateu, o sistema bateu, covardia para caramba. E hoje o cara se afastou. Só que são pessoas como essa que deram vida ao que existe hoje de estrutura, que os batalhões entenderam que tem que ter a rede social, que a polícia, as polícias no geral entenderam que a sociedade precisa consumir, que a gente tá no contato com a sociedade.
Como dizia o Chacrinha: quem não se comunica se trumbica.
Cara, mas eu acredito que o problema nasce, até às vezes tu olha pro lado, o problema tá do lado, é do teu colega. Às vezes que divide a viatura com você, não divide, tava na mesma operação que você. O problema começa aí. Esse cara sabe o quanto que eu fui atacado por ter rede social.
Exatamente, o próprio colega te julga, o próprio colega te subjuga.
Isso vai para o Ramos mesmo, é um, era um, o Ramos é mais novo que a gente, ele é uma geração antes da gente. Então ele entra para polícia respirando polícia e tal. Eu mesmo era uma, fui uma das pessoas que não compreendia aquela energia, aquele jeito do Ramos, mas ele é um cara que o povo gosta dele, sabe? Ele comunica, a galera vai lá e segue, e segue mais, e comenta, interage com conteúdo dele. Só que o Ramos foi abafado por próprios colegas e pela própria instituição, e pelo próprio Instagram.
A meta mesmo já cancelou vários perfis do Ramos. Só que era um cara que era uma potência. O Ramos, eu sei que tem batata gigante, a buçom é gigante, Mas o Ramo chegou antes. E se ele não tivesse sofrido tudo isso, talvez ele fosse o maior de todos hoje.
Ele seria, cara. Ele teve perfil, ele teve perfil derrubado.
Ele abriu um novo perfil, meu irmão, em menos de um mês.
Em menos de um mês, que você tava com 20 mil, ele batia 100 mil rápido.
Às vezes ele lançou o CopyCast, cara. O CopyCast explodiu. Tipo assim, tem coisas que tem que acontecer. Ele conseguiu levar o Rodrigo Pimentel sem ter ido a nenhum podcast antes, ele levou o Pazuello, ele levou o Magalhães, o Alan Turnovski, recém saído de cadeia e tal. Então a luz brilhou. E, meu irmão, fizeram o moleque desistir da ideia. Talvez fosse hoje o Maioca Fala Glauber, Maioca e o Schneider, o Copcast.
Acho que se ele não tivesse desistido, seria. Ele tinha potencial pra isso.
Eu já disse pra ele, já disse pra ele.
Já conversei com ele sobre isso.
Mas vou te falar uma parada, irmão. Eu acho que assim, a desistência dele foi, acredito que foi sofrida pra ele, porque o nego sacaneou. Bateram muito nele, sacaneou a ponto de prejudicar o cara até, pô, o emprego público, nosso emprego público, né, cara, que é o que vai garantindo essa aposentadoria, tal, não sei o quê. Então ele, eu gosto do Ronson.
Então só pra gente aproveitar esse momento, você que está nos assistindo, o nosso maior sonho é poder viver disso aqui, é poder não ter que escolher qual assunto que a gente vai falar, falar sobre todos os assuntos que a gente quiser. E muitas vezes, e vocês questionam a gente sobre isso, ah, não falou sobre isso, Não falaram sobre aquilo. De repente a gente só tá se protegendo, mas a gente quer viver disso aqui. Se você está assistindo essa transmissão e ainda não é inscrito no canal, se inscreva.
É apenas um toque. Quanto maior o número de inscritos nós tivermos aqui, mais as pessoas entenderão que esse canal é necessário, que esse canal não vai parar, tal. Mas enquanto a gente não cresce, eles acham que dá tempo de silenciar a gente.
Para o público, e principalmente a gente vai ter um concurso agora da polícia, os próximos oficiais acompanha esse canal aqui, onde conta a realidade, conta os bastidores da operação policial que vocês precisam entender. Então tem muita coisa que, como experiência essa que eu contei para vocês, que eu botei em xeque, o que vocês fariam? Tudo isso a gente tem que pensar. E para cada policial que bota a cara como eles aqui para transmitir Dê valor, porque eles são tão importantes quanto aqueles que estão na ponta da lança.
Ou melhor, uma hora tá aqui e daqui a pouco tá na ponta da lança também trocando tiro. E não é qualquer um que bota a cara para poder o sistema bater, para poder se expor para bandido e conseguir transmitir o que a gente faz de bom na polícia. Todo policial que vem fazer esse trabalho sério, ele deveria ser muito, muito bem recebido pela sociedade. Mas infelizmente, como eu te falei, os próprios colegas às vezes estão ali denegrindo.
E é o colega que, se não fosse policial, ele ia estar consumindo. Importante dar publicidade ao nosso trabalho. Tá fazendo alguma coisa de bom, vende. Porque o crime tá vendendo a imagem dele. Se a gente não vender a nossa, a gente fica para trás.
E você, você, qual é a história que você apurou para contar para a gente? Já contou a história já?
A gente entrou nesse limite da história de problema.
E... A história do problema?
Dá, dá. Eu estava lendo ela aqui agora, que eu botei no Skype aqui para a história.
A história da adaptação juvenil da Matilha.
Era uma vez um policial do Haiti.
Porra!
É, um policial que...
É que conecta, que eu comecei a falar por batalhões e pessoas. As duas aí vai conectar, vai dar problema.
E as duas, duas do alto, tu já contou?
Eu mudei de ideia, porque eu falei batalhão e algumas pessoas que estavam aqui.
Cara, vamos lá, então vamos fazer assim, conta aqui pra gente qual foi o momento mais feliz que você teve na polícia, tipo esse dia foi o dia que eu me realizei na polícia.
Tá de felicidade. Acho que foi um casal que tava sequestrado, que tinham mandado uma foto para um outro senhor com eles com arma na cabeça. Vagabundo simulou pelo OLX como se fosse vender um carro que eles juntaram dinheiro por muitos anos para comprar. E primeiro falaram que tinham matado eles e depois não. Então quando a gente conseguiu fazer esse trabalho junto com a Polícia Civil, foi na Uruaçu e voltou, que entregou os familiares à família, aquela alegria da família foi onde eu vi que a vida fazia sentido, onde o servir é mais do que trocar tiro.
Não vamos tão longe, é bobo, não é troca de tiro, mas essa semana, semana passada, uma senhora ela caiu completamente apagada e todo mundo juntou. Ela tava com os olhos travados. Ontem eu tive a notícia que se eu não tivesse resgatado ela naquele momento que eu saí correndo no meio da rua, peguei ela no colo e fui correndo até a viatura que tava mais próxima e fui para o local. Pessoal falou que ela morreria. E aí ela tá até para me encontrar amanhã.
Pessoal falou que ela tem um filho com autismo. E o relato que o rapaz me passou é que o medo dela não era de morrer, era de deixar o filho dela. E ela tá querendo me agradecer, vai me encontrar amanhã. Então, mais do que um bandido que possa ter sido neutralizado, uma boca de fumo que possa ter estourado, É conseguir ver que eu consegui levar o melhor, servir. Essa senhora vai encontrar comigo amanhã. Ela tava com medo de deixar um filho autista, que ela é a única responsável por ele.
E os médicos mesmo disseram: se não tivesse socorrido imediatamente, ela não estaria entre nós. Então, atividade policial não é tiro, é o servir, é o proteger, é o salvar. Então é um dia difícil mesmo.
E como se desenrolou essa ocorrência?
Dessa foi um grito de pessoas na rua. Uma ponte onde a mulher, ela caiu completamente travada, como se tivesse apenas os olhos abertos. E eu fui correndo por aglomeração pensando que era um acidente, mas ela travada lá, a viatura tava distante. Eu peguei ela no colo e fui levando, correndo. A gente chegou à sinaleira. É simples, mas é aquele pequeno intervalo onde o policial, a gente tem essa pegada de a gente pensar muito rápido para salvar uma vida.
É daí que eu tiro aquela história da menina que foi jogada da ponte. Muitas pessoas viram que ela tava sem a corda. Ninguém teve ali aquela expertise de falar para, gritar e segurar. Se tivesse um policial ali, teria feito. Então, que a gente vive de resposta rápida aos nossos estímulos é o que salva a vida. Eu salvei a vida dessa mulher e de todas aquelas pessoas que estavam à volta daquela menina que foi lançada de uma ponte.
Se tivesse uma pessoa sequer com a expertise que a gente tem de polícia de identificar o perigo e agir imediatamente, ela teria salvo, sido salva.
E a criança que tu desengasgou, cara, que tava engasgada, o bebê?
Teve também, teve uma criança também. Mas daí foi, a família super feliz, a menina já bateu ali e a mãe ficou contente. Então isso me dá mais orgulho.
A mãe parou vocês?
Sim.
Tem esse vídeo? Esse vídeo já rodou?
Esse daí é um vídeo que ficou da última vez que eu apaguei, quando começou daqueles problemas na polícia. Eu apaguei, tinha que apagar tudo da página. Ele sumiu por lá, não sei se tá em alguma página que repostou ainda. Mas essa é a satisfação de você conseguir levar o melhor para o cidadão de bem. Mais do que você ver um bandido morto ali é ver um cidadão de bem vivo. Tem até uma história aqui lá em Seropédica, lá, né, de um cara que caiu numa ponte lá que não tinha como ter acesso, que eu usei um caminhão mook para poder entrar e fazer um procedimento aí.
Então, coisa que ninguém fez. Tinha mais de 100 pessoas à volta, ninguém fez. Eu peguei um caminhão Enganchei um pino e desci com ele até o local de resgate. Então essa é a função da polícia, servir mais do que dar tiro, é servir a qualquer custo. E aí a gente entra naquela máxima daquela ocorrência que eu te falei, o que a gente faria por causa daquele pastor.
O tiro, meu irmão, porra, o tiro é a última coisa, é porra, é o caos, é quando deu tudo errado, quando não, e ainda assim Pô, 95% do nosso trabalho, pô, é tudo desenrolo mesmo.
É tudo desenrolo.
É tudo desenrolo. Pô, você que fez esse negócio que você falou da proximidade, eu tava falando, até falei assim, cara, às vezes que eu dei meu telefone pra Paty, eu me arrependi amargamente, brother. E às vezes eu dava assim por preguiça, porque assim, a pessoa tinha uma imagem pra me mandar, uma imagem de alguma ocorrência dela. Pô, em vez de pedir pra pessoa, meu irmão, Pega o pendrive, pega o pendrive, passa imagem, me entrega, tá, não sei o quê.
Pô, é dar um trabalho, eu tenho que atender a pessoa pela segunda vez. Falei, vamos fazer o seguinte, anota o meu WhatsApp aí, manda essa imagem aqui para o meu WhatsApp assim. Que aí no meu WhatsApp eu já jogava no WhatsApp Web, pô, já botava dentro do sistema e tal, não sei o quê. Pronto, o cara tinha meu telefone, meu irmão.
Porra, brother, ninguém faz isso, pô. O inferno, a cidade inteira me ligava, meu Cidade inteira me ligava.
Eu só dava meu telefone para potencial colaborador, potencial colaborador. Teve uma vez que eu fiz um investimento, né? Eu tinha acabado de trocar de celular, eu tinha um celular, pô, tava, que era o celular que eu tinha acabado de decidir trocar, mas ainda tava no uso, né? Aí eu fui, virei para o Ganso, que eu sei que sabia que ia ser liberado ali, né? Foi conduzido para averiguação, eu sabia "Tem que ser liberado." O cara: "Pô, eu não tenho nenhum celular, não sei o quê." "Pô, eu vou te dar um celular.
Seremos amigos a partir de hoje. Aperta aqui, tá valendo, beleza?" Perdi o celular. O cara nunca voltou com uma informação, aquele desgraçado.
Eu já fiz isso também, que no começo, por isso também eu dei o telefone do meu amigo pro colaborador. O colaborador veio com tanta informação que eu falei assim: "Rapaz, essas informações são boas pra eu e ele sermos presos juntos." Me conteu logo. Só informação furada, meu irmão.
Se não fosse colaborador, acho que metade das ocorrências não teria acontecido, né?
Colaborador é ótimo. E lá nos Estados Unidos o cara recebe, recebe uma grana para colaborar com a polícia. É similar o que acontece aqui com o Diz Que Denuncia, mas lá tem uns caçadores de recompensa, o cara prende e apresenta para a polícia, né?
Aqui não dá, né? Cara, o melhor colaborador é aquele que que é vingança, meu irmão. É aquele, sacou, que você, às vezes, o cara, pô, foi, sofreu uns colacho, vagabundo matou a família dele, matou um parente, matou irmão, porque esse aí, cara, não vai te meter em sacanagem, ele quer realmente arrebentar a vida do algoz da sua família, sacou? Agora, esses outros aí, meu irmão, pô, o cara te, porra, meu irmão, é, tem que tomar o maior cuidado, pai.
Tem uns colaboradores, tem uns colaboradores, faz assim, 'Vou te dar uma informação, esse cara tem xis para perder.' Já começa a fazer a propaganda do cara. 'Vou te dar uma informação, mas é o seguinte, ó, esse cara tem xis para perder.' Pô, cara, o polícia que embarca nessa aí, o cara se arrebenta. Aí o policial: 'É mesmo?' É insatisfeito porque aquilo tá acontecendo no bairro dele. É, já deve ter acontecido.
Um cara que perdeu um parente pro crime ali, pro tráfico, um viciado.
Cara, você falou vai sair concurso pra PM, né?
Vai sair concurso pra PM.
Quando?
Tá pra breve aí, tá transitando, não sei exatamente a data.
Galera, olha só, esse é o momento de começar os estudos. E se você quer direcionar pra PM, meu irmão, porra, tá aí o QR code da LS Concursos. Cara, já busca um consultor, esses caras já tão por dentro desse concurso, já pega a sua orientação pra poder adaptar a sua realidade a sua, o seu planejamento do estudo. Porque quando sair, cara, é 3 meses. A hora que sair o edital são 3 meses e não dá para começar a ajudar em 3 meses. Assim, dá, mas porra, você vai ter uma galera que já tá se preparando já um tempo.
Então melhor coisa, cara, já imediatamente bate aí, bota o celular nesse QR code, já agenda aí uma consulta com os consultores da LS Concursos para já fazer um planejamento dentro da tua realidade para você poder entrar nessa gloriosa instituição. Tem certeza que você vai ser muito feliz ali dentro da Polícia Militar, meu irmão.
E para aqueles que têm um sonho, estudem, estudem. Aí vem aquela máxima da ovelha, do lobo e do cão pastor. A ovelha são aquelas pessoas que, por exemplo, viram aquela menina sendo arremessada, fizeram nada. Elas se desdobram ali para poder fugir da realidade, do quanto a vida é perigosa. Esse entrar para polícia pode ser que sobreviva ou não. Aí a gente tem um lobo, que são aqueles mal-intencionados, querem entrar aqui para poder fazer merda, que não querem vestir a farda como se fosse realmente pele, querem entrar para fazer besteira.
É o que a gente vai aprender, que vocês vão aprender se fizer isso. Mas para quem for cão-pastor, que quer realmente fazer a diferença, estuda, cara. Tem muito cara bom de guerra que tem vontade, mulher também, que tá perdendo espaço para esses caras. Então se desdobra, faz a diferença, estuda de verdade, treina para não perder espaço. "Vem realizar teu sonho e salvar a sociedade." O teu sonho significa uma porrada de gente vai ficar uma vida melhor.
Cara, eu queria muito falar, pô, esse militar do Rio de Janeiro, meu irmão, eles conseguiram se estruturar de uma forma, ter um plano de carreira, pô, caralho.
Tá muito bom.
Tá maneiro, assim. Você quando entrou ainda tava nessa transição.
Melhorou.
A galera mais antiga da era, meu irmão, hoje em dia, pô, cara, vou te falar, se eu voltasse ser jovem, eu teria feito concurso para oficial da Polícia Militar, meu irmão. Porque o plano de carreira dos caras, porra, meu irmão, dá de 10 a 0 no nosso. O nosso ali, meu irmão, tá no nosso de tira, de tira, delegado. A nossa é o seguinte: são 5 classes, a última classe, 6 classes, a última classe é o comissário de polícia. Seria a primeira classe, meu irmão.
Tu não sabe se tu vai se tornar comissário de polícia, ninguém sabe. Você entra "Vai ser promovido aqui agora." Comissário de polícia é uma coisa assim, meu irmão, você precisa ser ungido, receber uma unção divina para ser comissário de polícia. E pode ser que você seja daqui a... Pô, eu conheço colega que tem 30 anos de polícia que não são comissário. Que o cara tá esperando ser comissário para se aposentar, entendeu? Então ali você tem certeza do seguinte: você na Polícia Militar, você é praça.
Praça.
Você vai chegar subtenente, meu irmão.
Se tudo der errado é subtenente.
Se tudo der errado tu chega subtenente. O oficial vai chegar a coronel, entendeu? Então, pô, isso é certo. Agora, o tira, não sei se eu vou chegar comissário, sacou? Isso é, então assim, qual grupo você pertence, é, mas assim, é uma pena, entendeu? A coisa tem, a Polícia Militar hoje é uma, cara, uma puta carreira, meu irmão, vale a pena. Então aproveita aí, acessa a LS Concursos aí para você ter uma carreira policial É, como é que é, sóbria, né, objetiva. Depois do 24º, você foi para onde? Ah, não, foi para o RECON, isso, do RECON.
Não, na verdade, o 24º eu voltei para o Choque, foi quando inauguraram a Companhia da Gardênia, pegaram quem tinha curso operacional e puxaram de volta para o Choque. A gente precisa de vocês. Fiquei algum tempo lá e depois pulei para o A gente foi muito bem recebido e aprendi essas partes que eu te falei lá.
E do RECON?
E do RECON foi o último batalhão que eu servi. Agora, nesses últimos meses, eu fui para uma parte mais de onde eu tô lidando, primeira vez, primeira experiência que eu tenho com isso na polícia, que é por um projeto onde a gente tem muita atenção, por exemplo, a crianças com autismo, idosas. Pela primeira vez eu tô tendo esse contato administrativo, palestras em colégios sobre temas muito sensíveis que ajudam as crianças. Então, pela primeira vez desde os 18 anos que eu tô no militarismo, eu consigo me aproximar da comunidade dessa forma, onde além de atuar na rua, eu tô com um tipo de projeto que a gente consegue ir diretamente nessas pessoas pela Polícia Militar, pela polícia, pela polícia, que tá muito legal.
A gente atua com crianças ali, com com autismo, senhoras idosas, palestras diretamente para crianças, ajudas para pessoas que não conseguem, parte de saúde a gente consegue, doação de sangue, tudo isso. Então por esse período, não sei até quando, talvez só até esse mês para frente eu vou ficar nisso. Depois eu devo voltar ao choque, como eu vejo para onde eu vou. Mas eu tô contribuindo para a sociedade de outra forma, não é diretamente com tiro da forma que foi desde sempre, mas é bom, é uma experiência nova.
Onde eu tô me sentindo útil também. É como se fosse uma pequena férias e eu vou voltar para guerra.
É o Segurança Presente?
É, um núcleo específico lá da Taquara, onde o pessoal tem essa parte social muito, muito extensa.
Funciona como uma espécie de aproximação da população também.
Exatamente. Eles têm como um dos pilares a parte de assistência social, é onde a população por uma vez ela consegue confiar em vocês mais do que na gente, mais do que polícia tradicional. Eles confiam na gente para poder dar algumas questões que tem na cidade, que a gente resolve. E como eles conseguem enxergar além da farda uma pessoa que tá para ajudar. Então eu tô gostando desse contato. É por enquanto, como te falei, é transitório, mas tem feito toda a diferença.
Cara, tem muitos pré-candidatos que são policiais militares esse ano, muito, sabe? E ao mesmo tempo teve um pré-candidato que falou comigo que um candidato, um pré-candidato que já é deputado federal, que queria o apoio desse policial ou dessa policial, para ficar assim mais amplo. E essa policial falou que não, porque não estava de acordo com os ideais que essa pessoa acredita, e falou que não, não iria se filiar àquele partido, não ia se candidatar por aquele partido.
Aí ele falou: é por isso que tramita no Senado um projeto que visa limitar as candidaturas de policiais da ativa. E aí essa pessoa disse que procurou entender sobre o que que se trata, do que que se tratava esse projeto. Parece que existe um projeto de lei em que os policiais só poderão se candidatar depois de reformados, já por 10 anos.
Existe, tá engavetado lá, mas existe para que eles quiserem tirar. Porque qual o grande problema da política hoje no geral? Primeiro ponto que atinge a população: a insegurança. A insegurança que atinge a população. Então, o que que a política precisa de hoje?
Polícia.
Se tem um monte de bandido Eles precisam de policiais eleitos que estão dispostos, assim como a gente acaba a própria vida para poder neutralizar um bandido, usar a caneta com coragem. Então eu sou a favor de policiais militares que tenham coragem de ir lá também, quando tiver com a tua caneta, enfrentar o sistema e fazer o que tem que ser feito. Como te falei, esse cara que falou comigo que abaixo de Deus está a política e rege todo o resto, era um cabo, soldado cabo da polícia, que é o Marcelo lá de Caxias.
O cara é ameaçado por todas as facções criminosas. Enquanto tem político lá que consegue entrar em comunidade facilmente, que a comunidade fala para não, vota no fulano, o cara é ameaçado por todos. Então, se a gente tivesse isso em grande escala, a gente ia resolver nosso problema. E por que que eles querem tirar? Porque polícia caça bandido. E onde que estão os bandidos atualmente? Sentado nas cadeiras de político.
Mas você não tem receio de que um policial eleito se torne também um desses bandidos?
A gente tira. E é isso que as pessoas têm que aprender. Errou, tira. Igual você falou, teve uma grande figura da direita que se envolveu com crime, não tem política de estimação, tira. Mas uma coisa é o cara que enganou a gente, outra coisa é o cara que vai fazer um discurso falando que bandido é uma vítima da sociedade, que usuário é vítima de um traficante, escrachado desse jeito, que fala que a mega-operação do Rio de Janeiro foi uma verdadeira matança.
Então aí é loucura. O cara que escrachadamente tá votando contra a redução da maioridade penal, tu vota nele. Esse aí escrachadamente defensor de bandido. Quem vota nele tá compactuando com crime, se entregando para a própria morte. Se as pessoas tiverem, por isso que eu venho na minha página, é pequena, é um trabalho difícil, mas é de consciência política. Eu entendi que todos os colegas que eu enterrei e a minha vida, que daqui a pouco eu posso perder, pela polícia a gente não vai resolver esse problema.
Então eu acredito, cara, que esses policiais que tem tido o maior destaque aí como pré-candidatos, alguns com uma jornada longa na polícia, como é o caso do Honório, como é o caso do Batata. Deve ter um outro que não me foi apresentado, mas provavelmente está pré-candidato. Então, uma jornada longa na polícia. Então, esse momento e a visibilidade que o Honório tem, que o Batata tem, que a Monique Busson tem, que é uma policial mais jovem, mas também já tem uma representa muito bem.
Tem uma caminhada, tem uma bela caminhada aí. Eu acredito que se eles tivessem se envolvido em algum tipo de corrupção, porque oportunidade não falta, né? Já tô falando com você aqui, tô mexendo nas notícias que a galera da produção tá me enviando aqui para transmissão de amanhã. Por exemplo, PMs são presos por vender armas apreendidas em operação em Belforrocho. Essas pessoas não chegariam nessa fase de poder se candidatar. E com a visibilidade, vou pegar o Batata, que talvez seja o que tem maior expressão hoje, né, nas redes sociais.
Com certeza alguém já teria dito: esse cara me tomou um dinheiro, esse cara tava envolvido numa sacanagem assim, assim. Então a esperança que eu tenho em relação a esses que estão pré-candidatos é essa, que eu acredito que tudo para polícia, as pessoas não perdem tempo para prejudicar. Então se houvesse um motivo neste sentido, prejudicasse alguma dessas pessoas, entre outras, né, que de repente tem rede social grande e por acaso ainda não chegou a mim, já teria alguém, já teria denunciado, feito print, feito vídeo, falando: esse policial aqui tá vendo pré-candidato, olha que cara de pau.
Alcance de milhões aí, quantas centenas de milhões que ele tem de alcance. Será que uma pessoa que teria feito alguma coisa errada? Eu acho assim, hoje em dia pega um Batata da Vida, uma Busson, pega esse Marcelo Dino que eu te falei lá também, que é polícia, Se o crime organizado tá ameaçando, é porque o cara tá do lado certo. Se ao longo da carreira ele combateu o crime de forma ali dura, então bota na política enquanto a gente pode, porque na hora que aprovar isso aí, está ferrado, irmão.
Cara, isso que o homem falou faz tanto sentido que eu já convidei colegas, eu falei assim: pô, vamos lá no Fala Guerreiro, que eu sabia que o cara ia te estocar. Falei assim: tá maluco, meu irmão, eu já fiz muita merda, não, tá maluco botar minha cara na televisão, vai me reconhecer, não sei o quê.
Exatamente. É o que eu falo, eu que tô na rede social, tô com 16 anos de polícia, passei por muita guerra, rodei quase todas as comunidades do Rio de Janeiro principal, atuei também um pouquinho no batalhão de área, que a gente sabe tem algumas peculiaridades, e tô botando a cara na internet. Não sou pré-candidato, mas se alguém estivesse errado, alguém já teria surgido. Fez, aconteceu. Então, Honório, Bussom, Batata, esse Marcelo de Caxias, pensa diferente, esquece aspecto de esquerda ou de direita, pensa alguém que tá disposto a combater o crime, que é o que a gente precisa hoje na política.
Porque os criminosos, eles estão diretamente nas comunidades, mas com defesa política e jurídica.
Eu vi um convidado, um desses convidados aí são pré-candidatos policiais, foram lá no Papo de Elite, que é o podcast do Rodrigo Pimentel. E o Rodrigo Pimentel deu uma pergunta que o cara poderia ter lavado a alma, né, na resposta. Falou assim: você vai governar para polícia ou para sociedade? E aí ele respondeu: não, para polícia, que a polícia já sofre muito, etc., etc., etc. Eu pensei assim, cara, ele podia ter lavado a alma, respondido: eu vou, o meu mandato será para sociedade, da qual a polícia também faz parte, muito embora alguns como você acabou de fazer agora, insistam em separar.
O policial paga imposto, policial sangra, o policial depende de atendimento médico, policial é um ser humano como outro comum, porém trabalha em condições diferentes. Acho que ele poderia ter a colocação perfeita. Pô, cara, o cara se restringiu ali, pronto, agora só tem polícia, não vota em polícia, cara. Lamentável.
Se o cara, não, dependendo da tropa, teve um aí que a gente viu que foi eleito, mas de resto a tropa É o teu, quem vai te puxar para trás, na verdade. Na verdade é essa. Quanto à tropa, Polícia Militar, eles não são unidos. Infelizmente vai desdenhar do colega, igual, pô, a gente vê esses nomes que a gente falou, grandes nomes da polícia. Quantas vezes eu tô na polícia, os cara vem falar besteira. Falei, pô, irmão, os cara tão com alcance, representam a nossa classe, fizeram um grande trabalho na polícia, agora estão na política.
Prefere que vá quem? O João da Escova, que se vende por crime organizado? Mas só de ser um colega, alguém que ele conviveu O que tá na mesma patente, eles não querem.
Acho que o único policial que eu vi ser eleito pela polícia foi o Portugal, que eu acho que foi o único, porque os outros, meu irmão, se quer pegar voto de polícia, vamos pôr a imprensa na mão.
Infelizmente os policiais foram—
isso porque não era muito ativo nessa parte classista, né?
Vem naquela onda, onda nata, onde ele fez aquele grande movimento Nata, tinha muitos grupos. Aí conseguiram um deputado na época com mandato para poder transferir todas as ideias dele para o plenário, que foi o deputado Marcelo Dino também. Tudo que a gente tem de alcance aí de polícia é um cara que não é muito falado, mas é o cara que participou de tudo com a caneta. Então eles, com um grande movimento, veio ele, era estadual, e o cara federal conseguiu ser eleito pela tropa.
Mas aquela força do Nata das Praças conseguiu uma caneta por isso que a necessidade a gente botar a gente nossa lá dentro. Porque se fosse só a força dos natas, sem aquela caneta que levou tudo na prática, ele não teria ganho, não ia ganhar a eleição, e a gente não teria os benefícios que a gente tem hoje quanto Polícia Militar.
É porque o Sargento Portugal, bem lembrado pelo Rafa, eu percebo que ele corre muito atrás, mas as pessoas não têm interesse em levar as pautas dele para frente, né? Não que não sejam pautas relevantes, é um O maior exemplo de que as pessoas que estão ali na LERJ, as pessoas que ocupam o Palácio Guanabara, pelo menos quem ocupou durante esse tempo todo, não tem compromisso nenhum com segurança pública. Compromisso, pô, isso aqui dá voto, então bota a polícia para lá.
Ah, mas vamos falar mal da polícia. Tá, depois eu troco comandante, tá tudo certo. Nós somos números, né, para essa galera.
Então por isso que o pessoal tem que pegar aquele que fala o que tem que falar mesmo que não seja popular. É o polícia que vai falar na cara que tu tá fazendo merda, que bandido tem que ser preso, que teu filho é menor de idade, tem 16 anos, tem que morrer mesmo na mão da polícia se tiver atirando. Não é popular, mas quem tá disposto a falar isso? Polícia. E se o cara teve coragem de falar isso, é nele que a gente tem que votar.
Porque a política é muito o que vende, vamos lá. Eu consigo te enganar falando que isso aqui é bonito. Então acaba que essa modalidade só engana o povo Falam que você quer ouvir, mas ninguém faz o que tem que ser feito. E o que tem que ser feito não gera votos. É difícil, cara.
Você, policial militar da ativa, 16 anos de polícia, tem trabalhado muito bem suas redes sociais. De uma certa forma, você acaba comunicando também a atividade policial para as pessoas de uma forma positiva. Faz uma agenda positiva no teu Instagram, comunicando positivamente a atividade policial. E como última pergunta, cara, o que que você, quais são suas pretensões, onde você quer chegar, entendeu, como policial e como comunicador, que você tá realmente se estabelecendo como comunicador?
Tá, como te disse, a minha finalidade era conseguir mudar o cenário, conseguir salvar pessoas. Só que eu vi que ao longo da minha carreira o crime tá ganhando muita proporção. Depois da UPP, onde a gente tinha problemas centralizados de crime organizado, ele acabou sendo espalhado por todo o Rio de Janeiro. Eu vi o Rio de Janeiro praticamente se tornando uma grande comunidade, né? Como te disse, 1900 comunidades, a maioria deles dominadas pelo Comando Vermelho.
E eu entendi que o meu fuzil não vai resolver. Eu posso ser o melhor policial do mundo que eu não vou mudar Mudar. Como que eu consigo mudar? Com trabalho de formiguinha, fazendo essa comunicação de consciência política. Esquece Lula, Bolsonaro, esquece direita, esquerda. Não vota nesse cara que ele defende bandido porque ele veste uma roupagem de minoria, porque ele fala que ele é LGBT, que ele fala que ele é da parte de negros, não sei o quê.
Qualquer minoria, tem gente tá usando dessas roupagens para enganar. Primeira coisa: sobrevivência. O crime organizado, ele tá infiltrado diretamente na política, e quem bota o político sentado lá somos nós. A gente tá sendo enganado. Aí me vem aquele discurso também falando que a igreja não pode votar. Cara, é o tipo de coisa que eu bato. Em 1964, na intervenção militar— foi intervenção, não foi golpe militar— o Brasil tava flertando com o comunismo.
Nós seríamos uma Venezuela hoje se o exército não tivesse vindo. Quem foi que chamou o exército? A igreja, através da Marcha da Família com Deus pela Liberdade. A igreja se uniu e clamou o exército para poder vir ajudar hoje. A partir disso, qual foi o cenário da esquerda? Calma aí, vamos falar que igreja falar de política é errado, e ao mesmo tempo eu vou comprar os artistas e as mídias. Para um trabalho de muita paciência vender que o certo é errado.
Então eles contam a história completamente embaçada daquela comunicação que eles fizeram, um trabalho de comunicação com muita paciência, que como eu te disse, pior do que o crime organizado ganhar territórios, eles conseguiram alcançar a mente das pessoas, pessoas que estão sendo vítimas direta de perder um telefone, a vida por causa de um telefone, de perder um parente para o crime organizado ou para as drogas, ela continua cega através da dissonância cognitiva e apontando para aquele político que faz discursos falando que vê, por exemplo, que vender drogas é um tipo de comércio, que meninos de 16 anos podem matar sim, que não respondem por si, que na hora de votar para acabar com esse negócio de progressão de regime de pena Eles são contrários.
Como que uma pessoa em sã consciência, independente de esquerda ou direita, ela vai votar para botar aquela pessoa sentada na cadeira? E quando a gente pensa em chamar a igreja ou grupos religiosos para poder defender que não, isso tá errado, o aborto é errado, defender as drogas é errado, me vem um babaca e fala: não, não, igreja não pode se meter com isso não. Quem pode então? Quem tá defendendo um monte de merda. Vocês podem ter voz.
Então, por que que eu venho fazendo esse trabalho nas redes sociais de formiguinha? Para levar consciência política. Estão tentando calar a igreja, estão tentando calar todos que são de bem através desse trabalho com paciência que eles fizeram desde 1964, que só não botaram essa porra para ser um comunismo por causa da igreja, por causa do povo de Deus, por causa daqueles que acreditaram em tudo que a gente levanta aqui como certo e justo.
Consciência política vai ter mais poder do que o melhor fuzil que o Estado comprar. Esquece espectro de esquerda ou direita, pensa em quem defende a família e não vagabundo.
Perfeito, perfeito. E a defesa não é com discurso, né, bicho, é com atitude. Então tá, ele fala muito bacana, tá. Como é que ele votou?
Exatamente.
Como é que ele se posicionou nessa questão, naquela questão? Porque O discurso dele é lindo, todos eles sabem fazer discursos muito bonitos. Quando a gente traz político para cá, os políticos profissionais, a gente faz uma pergunta, ele olha para aquela câmera ali e fica falando com a câmera, ele esquece a gente aqui e faz um discurso lindo. Eu me emociono, eu e o Romulo ficamos aqui emocionados, a gente: "Caramba!" Muitas vezes é fácil emocionar, porém, tá, e como é que ele votou nessa questão, nessa matéria, naquela outra, naquela outra?
É isso que as pessoas têm que analisar, porque discurso bonito você é treinado, você aprende a fazer. É treinado para fazer, mas na hora que você tem que apertar o botãozinho lá de votar um aumento de pena ou uma liberdade de expressão, ou uma, sei lá, porra, aí a gente vê quem é quem.
A gente vê por esse último cara, você viu esse cara que o Pablo Marçal ajudou, que ele tava na Avenida Paulista no dia de chuva chorando, Lincoln, né, Lincoln, mostrando o carro ali, falando que o dinheiro dele não dava nem para comprar carne para comer. Eu fiz um vídeo falando sobre isso. Ele não conseguia comprar carne. Que que fizeram para ajudar ele? Deram uma casa, super casa, e muito dinheiro através de Pix e publicidade.
Era isso que ele precisava? Eu fiz o vídeo falando que não, que ele precisava de consciência política, de falar: você tá assim porque você tá votando assim. Porque o Lincoln, através desse vídeo emocionado Ele salvou a própria vida. E os outros mais de 200 milhões de brasileiros que estão fodidos, vai ter vídeo chorando que vai adiantar?
Não.
Qual é a arma, ferramenta para mudar a porra do cenário? O voto. Então não fui a favor de tudo que ele ganhou. Eu era a favor dele ter uma lição, de puxar ele para o lado como brasileiro e falar assim: você tá assim porque você votou errado no governo, tem irresponsabilidade fiscal, um governo que defende bandido. E compactua com tudo que não presta. Aí a gente vai gerar consciência, aí a gente vai mudar nosso cenário. A melhor ferramenta para salvar o Brasil, e a única, é o voto. Eu insisto em dizer.
Então, eu assisti esse vídeo, eu não senti muita verdade, embora tivesse lágrimas. Eu não sei, muito embora eu tenha comungado de vários pensamentos do que ele verbalizou ali, Eu não acreditei na emoção e na sinceridade dele. E esse Lincoln, algum tempo atrás, já tinha feito vídeo apoiando justamente a causa da desgraça que ele vive, que ele vivia, né? Até alguém que acredita no mérito, que acredita no capitalismo, foi lá e o resgatou, o resgatou em cima de, talvez porque a gente não tem como cravar que o vídeo dele é uma imitação do anterior.
E aí o anterior, que diz ter gravado o vídeo, é o Miranha, dias antes dele, um dia antes dele, não quer o reconhecimento pelo vídeo. Ele quer, ele quer procurar o Pablo Marçal, porque olha só, já que tu vai dar essa parada toda, tem que ser para mim, porque esse vídeo— e não vai conseguir. Aí o cara, na primeira oportunidade que ele tem de falar ali ao do Pablo Massal, ele pega e vai certinho de acordo com a ideologia dele, que é massacrar a polícia toda por conta de um mau policial com quem ele teve uma experiência.
Então assim, ele não merece mesmo, não merece, porque ele não entendeu nada, não entendeu nada. Ele é um guerreiro como tantos outros existem no Brasil, de direita, de esquerda, mas Tem uma galera que tá entendendo que quem são os causadores disso. O Lincoln não entendeu, ele precisou ser resgatado por alguém que veio candidato inclusive pela direita, que inclusive acredita na premiação pelo mérito, mas ainda assim ele quando vai falar, ele fala como alguém que acredita na esquerda. Exatamente. Vai dar polêmica minha fala, mas acho que amanhã é pior.
Amanhã é pior.
O próprio Pablo Marçal, ele deve ter se arrependido. No fundo, eu acho que foi isso. Pablo Marçal olhou assim, no fundo não era para ter feito tanto por ele, porque quem é que vai derrubar? Uma vez eu escutei o próprio Pablo Marçal falando: o único que pode derrubar o Lula é o próprio Lula, que comunicador com ele como ele não tem. Então o o trabalho de merda que ele tá fazendo, a irresponsabilidade fiscal que ele tá afundando o Brasil.
Quem é que vai tirar ele de lá? É um Lincoln da vida que vai aparecer: meu dinheiro não dá para comprar carne no mês, eu tô trabalhando para sobreviver, não consigo pagar meu aluguel, eles estão me tirando imposto de uma unha que eu faço, de uma entrega que eu faço com a minha moto. Então é essa pessoa que vai tirar o Lula do poder através da incompetência dele. E não a direita. Então, para aqueles que forem de direita, que vê uma pessoa submergindo e falando assim: calma aí, cara, tô sofrendo.
Ao invés de você bater, você acolhe. Porque tem pessoa que, para poder ali não fragilizar a imagem, depois defender tudo, não tá admitindo, mas que tá sofrendo também, tá com fome, tá morrendo na mão do crime. Mas no fundo ela não pode admitir. Ela: pô, e a minha autoimagem? E tudo que eu defendi, o grupo que eu faço parte? Então a gente precisa nesse momento de união União pela sobrevivência, por dias melhores. A gente tá afundado em dívida.
O governo Lula dessa vez tá pior do que qualquer pandemia. E não é pensar em Bolsonaro nada, eu nunca falei, eu apoio e sou muito grato ao Bolsonaro, mas eu não me intitulo fulanário, lulista, nem nada. Eu me intitulo alguém que quero melhor para o nosso país. Qual o melhor hoje? Tirar o Lula. Qual a única figura que eu vejo hoje, minha opinião, que tem capital político potencial para tirar ele é o Flávio. Quem hoje tem uma estrutura política aqui para substituir?
Eu não vejo. Então, mas odeio Flávio, tá? Mas o cara é irresponsável, o cara é irresponsável. Então, pessoal, vota certo, esquece ideologia. A gente tá afundado em dívida. Você sabe que tá trabalhando, não consegue pagar o aluguel, não consegue pagar a luz, não consegue comprar comida. Não sei como faz, a dívida só aumenta, nem o sobreviver tá sendo mais possível. E para a gente melhorar isso vai ser através do voto. Esse governo é irresponsável, além de corrupto.
E quando eu falo corrupto, agora tem outra coisa que os políticos da esquerda, os políticos geral estão fazendo, eles são condenados, ao invés deles tentarem falar para você que são inocentes, eles buscam apenas a anulação do processo. Já viram esse fenômeno? Ao invés de procurar um advogado criminalista, eles procuram processualista. Você não vê ele vir à tona falar: eu sou inocente. Não, é, vai ser anulado. Identifica um vício em tudo aquilo e deixa de existir.
E vira como Lula fala: boa negativa de autoria.
Não vou preso, sou inocente. Exatamente, aquela premissa de inocência ali do criminalismo: não, sou inocente até que prove ao contrário, vamos lutar sobre isso. Não. Nem fala que é inocente. Político nem tem a cara de aparecer publicamente falar: eu sou inocente. Não, eu vou procurar um bom advogado processualista e ele vai identificar um vício e vai anular. Então isso que a sociedade não entende: não, você não tá preso, é inocente. Por enquanto isso, merda em cima de merda.
Quer ver algo que não vai dar em nada, por mais absurdo que pareça, mais gigante que pareça? Você não ouviu mais falar do INSS?
Acabou.
Muito embora alguns investigadores apontem que uma situação, um escândalo tem vínculo com outro, abafaram o INSS, no qual o Lulinha em princípio tá até o pescoço. E agora vem o Vorkário. O Vorkário eu tenho mais certeza que não vai dar em nada. Sabe por quê? Porque tem político de direita, de esquerda, do centro. Meu irmão, esse sim, pode ter certeza, esse cara não vai dar nada. Pode botar o nariz de palhaço brasileiro, esse não vai dar nada.
Todas as instituições estão corrompidas: executivo, legislativo, judiciário, dos pequenos até os maiores. Não todo mundo, mas todas as instituições. E no final, infelizmente, por muito menos acabou em pizza com ele. Se bem que o André Mendonça tem feito um bom trabalho e tá sendo— ele tá agindo de forma muito sutil porque os outros ministros já estão procurando justamente anulação. Seja através da delação ou de outros passos. Ele falou isso.
O que que teve? Determinou que ele vai ser o relator do filme do Bolsonaro.
Quem vai ser?
O André Mendonça falou assim: ah, é, tu é bonzão, né? No caso, master. Então toma aqui o Dark Horse, que foi do filme do presidente que te indicou.
E aí, agora, meu parceiro, Mas acho que é por prevenção também, né, que já tá tudo no master, já tá tudo no master. Pode ser, pode ser. Mas vem cá, meu irmão, cara, te agradecer pela presença, por ter disponibilizado aí com a gente. Obrigado aí, meu irmão, pelo trabalho que você tem feito como policial, como comunicador. Esse trabalho exalta todos nós que somos policiais e estamos na pista também trabalhando. E assim como Independente se a polícia militar ou civil, cara, às vezes um policial militar faz uma merda, fala caramba, atinge a nossa imagem também, atinge a imagem de todos nós.
Assim como policial que faz um bom trabalho, que tá fazendo uma coisa bacana e promovendo a polícia, atinge a toda polícia também. Então às vezes um ato seu de benevolência faz a pessoa ter uma referência positiva a todos os policiais, que se estende a todos os policiais. Assim como ato negativo também, como O cara falou, pô, cara, ele falou mal de toda uma polícia por causa da atitude de um mau policial. É natural que o ser humano aja dessa forma, né, generalize práticas individuais, né. Mas obrigado, meu irmão, obrigado aí por ter estado aí com a gente.
Ainda mais como eu disse, poderia contar várias histórias de polícia que entrega muito, dá muito engajamento, mas eu entendi que não é assim que a gente vai alcançar o nosso objetivo. O nicho que eu escolhi é político. Tem pouca entrega, mas tem muito resultado quando a gente alcançar. Então obrigado por esse espaço aqui. É um pouquinho mais da minha voz que vai alcançar aquela pessoa que pensava ser lulista, ou seja o que for, direitista, enfim, mas agora vai pensar: poxa, vou votar agora para sobreviver, o que ele falou entrou na minha mente. E tudo isso, que seja uma pessoa, 10 ou 100, vai ser através do canal de vocês.
Maravilha, meu irmão!
Obrigado!
Fala com a gente, fala com a gente. Fala com o nosso público aí, ó, os membros do canal ao vivo com a gente aí, a galera que teve aqui hoje. É, deixa eu ver aqui, rapaziada, vamos lá, sempre importante. Então tá, o Andrew tá aqui, o Leal 93 tá aqui com a gente, a Raquel tá aqui com a gente, Leal 93 já falei, a Cris Barum sempre aqui com a gente. Tô falando aqui da galera que são membros do nosso canal aqui, que fazem parte da família Fala Guerreiro.
Você que é inscrito no canal, obrigado aí também pelo carinho por estar aqui com a gente. Só não esquecer ninguém, porque a galera dos membros do canal são ciumentos. Então abraço a Cris. Ô Cris, avisa o Peter que sentimos falta dele aqui hoje. E você que não é membro do canal, se torne membro do canal, ajuda a gente a levar essa ideia para frente gente, você que está assistindo ao vivo, mas ainda não se inscreveu, se inscreva no canal, é muito importante.
É um toque aí na tela, ativa as notificações, esteja com a gente. Se tá por aí ainda, deixa o like aí no vídeo. Muito obrigado a todos vocês, Rafa.
Rapaziada, muito obrigado aí pela audiência. Fiquem com Deus. Amanhã estaremos juntos aqui no Linha de Frente, às 8 horas da noite, aqui nesse mesmo canal. Então fiquem sempre ligados aqui no Fala Guerreiro!