Episódios de Fala Guerreiro Cast

ANDRÉ MARINHO (COMUNICADOR | APRESENTADOR | COMENTARISTA POLÍTICO) |#FalaGuerreiro432

05 de agosto de 20262h29min
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A ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS PARA CONCURSOS PÚBLICOS QUE MAIS APROVA NO PAÍS! CONFIRA:https://bonus.lsensino.com.br/ls-concursos-2025/?utm_source=podcast-falaguerreiro--Eles escondem. Você encontra:https://www.sherlocker.com.br/--00:03:51 - DECISÃO DE SER POLÍTICO00:14:51 - COMO FOI INICIAR NA CARREIRA ARTISTICA00:18:43 - RELAÇÃO COM A FAMILIA BOLSONARO00:25:09 - PQ É DE DIREITA / PQ NAO ESTA APOIANDO O CANDIDATO DA FAMILIA BOLSONARO00:42:04 - ESTA PREPARADO PARA SER GOVERNADOR?00:55:02 - ESCOLHA DE PRESIDENTE DA DIREITA / PROCESSO DO EDUARDO PAES01:03:40 - PARTICIPAÇÃO NO GABINETE DO ÓDIO01:13:04 - ESTRUTURA DA SEC DE SEGURANÇA NO RIO DE JANEIRO01:26:17 - PROPOSTA PARA OS PRESIDIOS01:40:50 - RELAÇÃO COM A ALERJ01:45:48 - 3 MAIORES PROBLEMAS DO RIO DE JANEIRO02:15:06 - PRENDEU MATOU É A SOLUÇÃO PARA SEG PUBLICA?02:19:00 - LENDO COMENTÁRIOS✉ Para contatos comerciais e aluguel do estúdio de PODCAST: falaguerreiropc@gmail.comSeja membro do canal:http://youtube.com/@falaguerreiroficial/join🔔 Inscreva-se no nosso canal:https://youtube.com/@falaguerreiroficial?sub_confirmation=1Siga nossos hosts no Instagram:Rômulo Brito • @romulobrito_ • https://www.instagram.com/romulobrito_/Rafa de Martins • @rafademartins • https://www.instagram.com/rafademartins/#FalaGuerreiroCast #LinhaDeFrente #Politica #SegurancaPublica #BastidoresDaPolitica #Debate #Analise #Noticias #PodcastBrasil #GuerreiroCast #CortesDePodcast #Brasil

Participantes neste episódio2
R

Rafa de Martins

Host
A

André Marinho

ConvidadoComunicador | apresentador | comentarista político | precandidato ao governo do estado do Rio de Janeiro
Assuntos9
  • Eleições Rio de Janeiro· PoliticaQualidade da classe política·Educação pública·Segurança pública·UERJ·IDEB
  • Grampos no Gabinete do Governador do RJAndré Marinho·Governo do Estado do Rio de Janeiro·Missão de vida
  • Combate ao Crime Transnacional· SegurancaLegítima defesa policial·Designação de Cartéis como Organizações Terroristas·Retomada territorial·Tecnologia e armamento·Comando Vermelho
  • Universidades Públicas e AcessoFinanciamento e mensalidades·Vandalismo e protestos·Ronald Reagan·UERJ
  • Arte e Politica· CulturaCarreira artística·Início na política·Encerramento de The Morning Show·Franquia Pânico
  • Sistema Prisional Brasileiro· SociedadeControle de presídios·Descentralização de facções·Déficit prisional·RPG de Várzea·Travessia por El Salvador e Guatemala
  • Relação com Família Bolsonaro· PoliticaFamília Bolsonaro·Campanha politica·Críticas e reaproximação·Flávio Bolsonaro
  • Possíveis candidatos alternativos do PLUBS na Rua·Partido Liberal·Divergências políticas·Renovação política
  • Debate entre Direita e Esquerda· PoliticaIndividualismo vs. Coletivismo·Igualdade artificial·Referências políticas·Ronald Reagan·Winston Churchill
Transcrição180 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RDRafa de Martins

Fala, guerreiro! Estamos ao vivo hoje, dia 4 de agosto de 2026, para mais um episódio aqui do Fala Guerreiro, primeiro da semana. Lembrando sempre que nós estamos ao vivo todas as terças, quartas e quintas-feiras, sempre a partir das 8 horas da noite. Muito obrigado pela audiência, já que você compareceu aí, nos deu essa moral de comparecer, de estar conosco para mais um episódio aqui do Fala Guerreiro. Deixa o like, compartilha esse conteúdo, e se não é inscrito, se inscreva no canal.

A gente fez uma pesquisa aí e descobrimos que menos de 30% das pessoas que acompanham o canal Fala Guerreiro são inscritas no canal, passam por aqui e não ficam. Fique aí conosco, faça parte dessa família, a família Fala Guerreiro. E tem uma parte muito importante desse canal que são as pessoas que mantêm esse canal funcionando, que são duas mega empresas relevantes aí, cada uma no seu segmento. Uma é a LS Concursos, que está há 17 anos no mercado e já soma ali mais de 15 mil concurseiros aprovados, já empossados em suas carreiras.

E a Sherlock, que é uma ferramenta de inteligência privada. Teu cliente tá se escondendo, você advogado ganhou uma causa, pô, na hora de executar sumiu o patrimônio, a Sherlock encontra para você. QR code também está na tela e o link tá aqui na descrição do vídeo. Vou passar a palavra para o meu camarada Rafael Martins.

?Voz B

Fala, rapaziada! Ótima noite para todos vocês aqui no Fala Guerreiro, primeiro episódio da semana do dia 4 de agosto de 2026. Quero pedir a você ativar o sino de notificação, curtir essa transmissão, compartilhar, se inscrever, tornar-se membro do canal. Tudo isso é super importante para esse conteúdo atingir mais pessoas. Hoje nós estamos recebendo um cara, meu irmão, que eu vou te falar tantas coisas, é pouca vida para tanta coisa que ele fez.

Ele é comunicador, apresentador, humorista, escritor, empresário, comentarista político e atualmente precandidato ao governo do estado do Rio de Janeiro. Uma honra receber aqui André Marinho. Seja bem-vindo, meu irmão.

AMAndré Marinho

Fala, guerreiro. Beleza mesmo, pô? Muito obrigado. Finalmente, pô.

?Voz B

Finalmente, meu irmão.

AMAndré Marinho

Bora que bora.

?Voz B

Ó, para começar aqui, ó, essa aqui é uma singela lembrança desse nosso episódio de número 432, né?

AMAndré Marinho

Canequinha sempre, mano.

?Voz B

Canequinha personalizada. Pensando o quê? Isso é para ninguém da família pegar, entendeu? E se apossar. Aí sim.

AMAndré Marinho

Acaba possando. Sempre tem aquela caneca toda melada no quarto, porra.

RDRafa de Martins

Aquele blend de café ali no fundo.

?Voz B

Você tá vindo agora pré-candidato a governador do Estado do Rio de Janeiro?

AMAndré Marinho

Sem dúvida alguma, mais firme do que nunca nessa missão, percorrendo, ciscando, ziguezagueando o estado inteiro, tendo definitivamente a experiência mais importante que eu já atravessei. Mas acho que eu reuni muitas Muitas vivências também que eu acho que me prepararam para ter a fortaleza para encarar tudo que eu tenho visto, presenciado, sido alvo. E também você absorve muita coisa, né? Só se você trocou o coração por uma pedra que você não consegue sair da indignação para ação mesmo.

Então a gente, lógico que você imagina um cenário, mas uma coisa que foi uma constante aqui, porque também não quero já falar tanto aqui pra gente dinamizar o papo, mas uma coisa é certa: em todas as andanças ali super organizadas, pré-planejadas, tentando fazer integração com a nominata, tentando entender a realidade local, tudo que você fica refém de só ler pelas manchetes, os números, dados, fatos, estatísticas ali frios, sempre quando você chega no local, no município, conversando com as pessoas, o teu entendimento ou amplia ou muda 100%, porque Só quem tá vivendo, amargando aí esses colapsos todos, para entender exatamente a extensão do problema e exatamente como cada problema se dá. Então isso tem sido uma baita experiência e a missão da minha vida.

?Voz B

Bacana, cara. Assim, para muitos causou estranheza, né, porque conhecemos o André Marinho, imitador, humorista, comunicador, comentarista político lá do Morning Show, pá, não sei o quê, e de repente ele aparece como um candidato a governador. Ou seja, pô, já chegou assim, para concorrer o UFC, para lutar no UFC, entendeu? E eu achei super interessante. Queria saber assim um pouco como é que foi o começo de tudo e onde foi construindo esse desejo de, porra, participar, você vindo de um lugar tão, digamos assim, diferente.

Sem dúvida. Não sei se já tinha família ali envolvida. Como é que, um pouco da tua história para gente.

AMAndré Marinho

Ô Rafa, eu tava ali no palco do Morning Show, onde inclusive tive o prazer de conversar com o nosso Rômulo ali por vídeo, né, entrevistando ali nos, ainda repercutindo o reflexo da mega operação contenção. E o Rafa falando de tanto quanto as forças policiais sempre têm aquele, além do próprio enfrentamento ali da operação incisiva, tática, com tudo envolvido, os riscos e aquelas 5 baixas, né, que por si só já para mim e ninguém que tenha Respeito à tropa e pela atividade policial, ninguém pode declarar aquela operação sucesso retumbante na medida que você tem alguma baixa policial.

Mas de qualquer maneira, eu lembro claramente, foi naquele momento, cara, que eu tava com aquela sensação. Eu tinha que acordar 6 horas da manhã para me preparar para 25 pautas que a gente falava desde esse munducão da barbárie do Brasil, a violência aí desregrada comendo solta, cada caso mais macabro atrás do outro. Muitas vezes eu tendo que falar desse picadeiro, desse circo que virou a política nacional, com a qualidade média dos representantes que ficam roubando as manchetes, que ficam forçando famílias a brigarem.

Pessoas assim de zero densidade pessoal, zero repertório, pessoas de quinta categoria tendo protagonismo imenso. E eu ficava me coçando falando, cara, eu não quero ficar aqui no estúdio climatizado mais vendo essa insanidade acontecer, aquela sensação daquela omissão cúmplice, tá? Ninguém me forçou a estar aqui. Muitas pessoas falam: ah, você não precisava estar aqui, que você tava numa vida do bem bom, você tinha tudo do bom e do melhor, conforto.

Inegavelmente eu tinha, mas era exatamente por isso que eu acho que eu precisava estar aqui sim. Aqui muito foi dado, muito é cobrado. E o meu grau de ousadia, que eu não vou— eu tenho olho, eu tenho ouvido, eu tenho, eu tenho percepção do meu entorno, irmão, de que obviamente as pessoas podem ter tido essa mesma reação, me tratar como um candidato improvável. Mas tem o retrospecto recente da história política do Brasil, do Rio de Janeiro e do planeta é de candidatos improváveis para o momento certo.

E eu afirmo sem medo de errar, quando você olha assim, cara, eu não tava a fim de mais ficar ali no camarote midiático, por assim dizer, vendo o palco do Rio de Janeiro pegar fogo, sendo que eu olhava e tinha um extintor do meu lado. Eu vou explicar esse extintor, que vai desde a minha motivação as minhas conexões pessoais, e eu analisando friamente o cenário político do Rio. Esse deserto de renovação, cemitério de novos quadros, qualidade média dos nossos representantes baixíssima.

Muitas vezes os ratos do bueiro, da esgotosfera da política fluminense, subindo ali para tomar as rédeas do poder no sistema. E geralmente essa ausência de autoridade que foi causada pelo cabralismo, pelo Picciani, pelo Pesão, que forjaram, criaram o pupilo-mor deles, que é o último dominó da elite política que mergulhou o Rio de Janeiro no inferno. E quem acabou— que claramente eu tô falando de Eduardo Paes, cada vez mais conhecido como Eduardo Caos, que carinhosamente eu apelidei, e Rio de Janeiro afora vai se tornando aí a pecha na testa dele.

Mas foi exatamente essa desmoralização que foi o terreno fértil para poder realmente essa— enfim, o que tinha de pior, cara, acaba tomando as rédeas e continuar nessa cultura de captura e de sequestro das estruturas do Estado. Então esse inferno institucional, os colachos permanentes, a desmoralização completa da classe política, toda crise é uma oportunidade, certo? Terra arrasada. E geralmente são nesses momentos onde pessoas de fora— geralmente você precisa de alguém de fora que não tá com a imaginação cansada, que não tem o rabo preso quilométrico, não só para dar um dedo do meio para esse sistema.

Uma coisa muito certa é que todo outsider que fez isso, ó, vamos puxar: Jânio Quadros com a vassourinha, Fernando Collor com os marajás, Jair Bolsonaro contra tudo que tá aí, certo? E o Marçal recentemente contra o consórcio comunista, aquela coisa toda que ele fazia. Geralmente isso não acaba bem. Então você precisa não satanizar a classe política, a atividade política como um todo. Tenho muita clareza em relação a isso. Acho que eu tenho uma bagagem pessoal de entender o timing da política, o tino da política, o ritmo da política, sem nunca ter sido domesticado pela política.

Eu fiquei conhecido por ridicularizar os poderosos e os políticos. Então eu acho que eu tenho também as articulações internacionais e pessoais que eu acho que me prepararam para formar sim a melhor equipe. Eu tenho o melhor plano, mais detalhado, mas não um plano porque ficar só— eu tô com uma pressa danada, entendeu? Eu quero fazer, botar isso em prática e fazer a ruptura e a virada de jogo que Rio de Janeiro precisa. Tô cada vez mais convencido que a gente tem tudo para ser a grande surpresa dessa eleição. 84% dos eleitores do Rio de Janeiro não sabem quem votar. Tá tudo em aberto.

RDRafa de Martins

Eu assisti uma entrevista sua, acredito que para o Danilo Gentili, em que você falava ali sobre os bastidores da política, como é que você pegou traquejo para imitação desses políticos. Parece que seu pai caminha bem próximo aos políticos. Fala um pouco sobre isso, como que nasce essa sua caminhada nos bastidores da política, quem é, quem é o seu pai nesse cenário, como é que teu pai te aproximou disso.

AMAndré Marinho

Meu pai, Paulo Marinho, além de Grande ídolo aí, acabou tomando um sustinho de saúde nos últimos dias, mas tá firme e forte. E empresário muito bem relacionado aqui da sociedade do Rio. E talvez o grande patrimônio dele, além da família que ele construiu, isso é mérito, ele sempre diz, e acho que corretamente, né? Minha mãe fala, se dependesse de você, claro que brincando, né? Seus filhos seriam, os nossos filhos são um milagre, né?

Mas além da família, mas são, se ele fosse embora amanhã, ele deixou um mantra pra mim e pros meus irmãos, que é cultive as boas amizades. Cultivar as boas amizades é você ligar quando não tem interesse, estender uma mão pra quem tá na baixa ou achincalhado, mas você conhece a pessoa e realmente faz essa capacidade de você regar a planta e regar relações. São boas relações que você consegue fomentar, cultivar, que realmente vai fazer você ir longe na vida.

E ele é um mestre nesse sentido, né? Então isso é para poucos, né? Acho que ele, acho que eu herdei dele essa capacidade também de reunir as pessoas, de ter entendimento, de ser um cara agregador. Ele foi por muito tempo vice-presidente do Jornal do Brasil, no auge ali na briga ali editorial também com o Jornal Globo e da Gazeta Mercantil. Ele tem um Um longo histórico aí também na indústria naval, foi presidente de estaleiros aqui no Rio de Janeiro, uma influência grande também entre os setores da mídia também e como consultor empresarial.

Então é alguém que teve uma incursão na política em 2018, onde a nossa casa foi o quartel-general improvável da campanha que botou Jair Bolsonaro para se eleger o 38º presidente do Brasil. E eu era um aluno de Direito da PUC-Rio que voltava às pressas da faculdade com a mochila nas costas e chegava em casa e me deparava com o Paulo Guedes estudando o mapa do Brasil, Onyx Lorenzoni pensando no organograma de governo, o Gustavo Bebiando ali, enfim, projetando ali toda a agenda.

Então foi um curso muito intensivo da política dura, bruta, né, e também como ela se dá. Então acho que foi muito, desde cedo eu vivi essa experiência que acho que acaba talhando o caráter de qualquer um que pode ter essa experiência de perto. Então, meu pai é primeiro suplente do Flávio Bolsonaro, e a incursão política então se limitou basicamente a isso. A suplência de senador não tem nenhum vencimento, bonificação. Além só de um passaporte, não tem nenhum salário público, tá?

Pelo contrário. Então, além disso, Acho que desde cedo ele tendo toda essa— uma coisa eu poderia muito fácil aqui, talvez como muito político que teve condições ao longo da vida. E sim, acho que a grande sorte que eu tive foi ter a educação que eu tive dos meus pais, os valores que foi inculcada desde cedo. Eu sei a educação que eu tive. Não pensa aí, você que tá nos assistindo, que eu vou criticar agora sem antes ter feito um exame de consciência.

Mas eu sei de onde eu vim e eu sei que muitas vezes muitos filhos da elite brasileira são os primeiros a picar a mula para dolarizar o patrimônio deles. E tá mais do que legítimo, porque o Brasil cansa e o Brasil repele muitos dos nossos talentos. É uma usina de exportação de talento e capacidade produtiva intelectual cada vez mais. Isso é a tônica do nosso país. Só que eu decidi voltar para o Rio de Janeiro nesse momento onde tudo— que eu não aguentava mais ouvir esse papo furado de o Rio de Janeiro acabou, a saída do Rio de Janeiro é o no aeroporto.

Acho que eu herdei sinceramente esse, essa paixão assim, cara, incurável pelo Rio do meu pai, porque eu sempre fui quase que um biógrafo não oficial do meu pai, porque ele viveu uma, uma história de vida assim meio cinematográfica, que eu depois, a duras penas, 10 anos cobrando, eu falei, pai, você tem que escrever pelo menos um livro de memórias aí. Ele não tem nenhuma prepotência quanto a isso, ele relutou muito, mas tá aí na gaveta.

Ele falou, deixa na gaveta aí para um dia, quem sabe, a gente publica. Mas é alguém que desde muito cedo viveu o grand monde aí também entre o Rio de Janeiro e criou excelentes relações aí também com, desde a primeira esposa dele, foi uma atriz chamada Odile Rubirosa, que era viúva do grande diplomata dominicano Porfírio Rubirosa, que era conhecido como o último playboy. Ele morreu num acidente de carro em Paris, trágico, né? E meu pai, aos 21 anos, conheceu ela aos 33.

Era uma espécie de uma atriz francesa do Grand Monde aí, que tinha, que era como se fosse a Gisele Bündchen da época. Meu pai foi muito casca grossa nesse departamento aí nos anos 50.

?Voz B

Vou botar no grupo aqui, adiciona aí no grupo aí, adiciona o pai dele no grupo aí.

AMAndré Marinho

Mas é só para dizer o seguinte, é que eu acho que dá para ficar esse podcast, o Vilela do Inteligência Limitada o único cara que teve a ideia, créditos aí para o nosso irmão Vilela, de chamar eu e meu pai só para um podcast conjunto. E meu, que até hoje o Vilela fala, tá, dos mais de 3 mil episódios que eu fiz, tá entre meu top 10 favoritos.

RDRafa de Martins

Então, o cara que vale a pena conhecer, um episódio só de resenha, só um bate-papo franco sobre a história dele. Cara, deixa eu te falar, aí beleza, aluno de direito da PUC-Rio, participando desse cenário, filho de uma família, de uma boa família do Rio de Janeiro, Como é que você ingressa na carreira artística? Você fez alguns talks, já foi apresentador, já participou do Pânico na TV com a Emílio Zurita e companhia. Como é que você foi parar nesse caminho artístico?

AMAndré Marinho

Acho que sempre tive duas veias muito fortes aqui que pulsaram, né? Acho que uma veia um pouco mais acadêmica, eu estudei Ciência Política e Negócios na Universidade de Nova York, que tá entre as top 20 faculdades lá dos Estados Unidos. Então eu também acho que não tem nada mais, enfim, só tô citando aqui porque é a experiência que você vai acumulando. Mas não tô aqui aqueles, não tô aqui para fazer aquela babaquice de ostentar currículo, até porque o que importa é a tua essência, né, o que você pensa.

Mas esse preparo me também fez, eu tava com inconformismo muito grande porque eu lembro que eu tava vendo aqui a vitória da Dilma e ao, de novo, eu sempre escolhi o caminho mais difícil, cara, onde em tese muita gente que talvez tivesse condição, ah, vou me mudar do Brasil. Depois daquele, aquela vitória da Dilma em cima do Aécio, teve aquela apuração secreta até 90%, porque tinha a zona de apuração de tempo distinta ali no Acre e tal.

E eu decidi voltar porque eu queria estar vivendo aquele movimento de direita nascendo no Brasil. E eu sempre tive essas duas veias muito fortes pulsando essa. E eu tava, eu tinha sempre muito receio assim de achar que uma coisa exclui a outra, né? Para você ser sério, respeitado, com as suas credenciais acadêmicas, do que eu preparo, você tem que abafar de alguma forma, ou de alguma forma colocar em segundo plano a tua veia artística e mais humorística.

Então eu sempre fui o cara que, desde os 8 anos de idade, Papai do Céu me deu esse dom aí das imitações. Começou no dia 28 de outubro imitando Lula, conto isso lá no Danilo Gentili. E dali eu desandei imitar amigo, professor, os políticos principalmente. Sempre fui muito fissurado com o estudo da retórica política, de discursos e entender as nuances, os trejeitos, e tentar entender que por trás das máscaras dos políticos, por trás da toda aquela coreografia e os códigos da política, muitas vezes tem pessoas absolutamente ridículas que de alguma forma estão tentando esconder quem eles realmente são.

Não à toa que isso foi mudando com o tempo e normalmente as pessoas premiam hoje quem é mais autêntico e quem é o mais honesto e sendo quem você é. Então eu acho que eu sempre tive essa capacidade de decifrar qual é o ponto fraco, qual é a característica pessoal de cada político. Isso se tornou talvez a minha principal ferramenta de crítica política, porque também confesso a você, ali no início, quando eu comecei a fazer as minhas imitações, primeiro vídeo que eu fiz foi ali no auge da eleição de 2018, com a campanha do Bolsonaro comendo solta lá em casa, no momento onde ali numa madrugada eu decidi chamar um filmmaker amigo de um amigo E eu fiz o, ali na verdade foi o segundo vídeo do meu canal do YouTube, que foi Jair Bolsonaro liga para Donald Trump.

Bolsonaro ainda se recuperando ali da facada ali no Alberto Einstein e ligando para o Trump. E o Trump falando, hi JB, so great to talk to you, so phenomenal. E quando eu vi, pisquei o olho, já tinha voado. E aquilo desandou vários convites aí para o circuito midiático de São Paulo. Mal sabia eu que o Pânico tava no momento de transição, saída dos últimos medalhões ali dos tempos áureos da TV, Bola e Carioca, que, porra, tem o maior carinho pelos dois, sempre foram muito parceiros.

E mal sabia eu que era uma entrevista de emprego aquela primeira vez que o Emílio Surita me chamou. E ali eu entrei naquele caldeirão da política nacional que é o Pânico, que virou aquela anarquia televisiva. Então, dando e tomando porrada, e a gente mexendo com os elementos mais explosivos do debate público, né? Era censura, liberdade de expressão, polarização, mexendo nem sempre com responsabilidade. Então acho que ali eu ganhei muita casca, irmão.

Acho que foi uma espécie até de— assim como a campanha do Bolsonaro, presenciando intensamente ali, porra, a política como ela é, eu acho que também aquela passagem pelo Pânico me deu muita casca. Eu alonguei meu pavio, acho que eu criei muitos anticorpos aí também para poder entrar na arena pública. E eu já provei naquele momento, primeiro, a minha independência, de até ter que eventualmente criticar o meu lado quando eu acho que a gente tem que fazer o certo.

Mas principalmente é para poder, cara, era uma mistura eterna, né, entre as duas vezes: emocionar, fazer rir. O riso é um sentimento universal, aí uma coisa vai sobrepondo a outra. Então eu acho que eu sempre fui essa mistura dos dois sentimentos, cara, de querer mobilizar as pessoas, emocionar as pessoas, fazer as pessoas rirem, mas por outro lado é dar o papo reto e tentar conscientizar as pessoas.

RDRafa de Martins

Aqui, aqui nada, nada é desproposital. Eu tô criando o caminho para chegar no assunto que eu quero. Mas antes disso, queria falar com você que tá aí, tá em casa. Esse episódio simplesmente não foi pautado. Nós não sentamos com a equipe do André Marinho e construímos uma pauta. Foi assim, ó, vamos fazer contato com a equipe do André Marinho, queremos entrevistar todos os pré-candidatos ao governo do Rio de Janeiro. Vamos entrevistar Coronel Busnello, Estamos com André Marinho, tem um convite em andamento, Eduardo Paes.

Garotinho já veio aqui algumas vezes e virá outra, virá outra vez, se assim a equipe dele desejar. Mas seguindo aqui no nosso bate-papo hoje, que é com André Marinho, seguinte: você permeou ali, esteve presente nessas reuniões com esses políticos do governo, do que se tornou o governo bolsonarista, o governo do Bolsonaro, e aprendeu muitas coisas ali, caminhou, foi parar no Pânico. No Pânico você teve um embate com o Bolsonaro, isso ficou marcado, atraiu muita crítica para você.

O público bolsonarista caiu na época em cima do teu personagem, do André Marinho artista. Como é que foi isso? Como é que foi esse momento? Como você reagiu a isso? E como isso está hoje? Em relação à família Bolsonaro, tá totalmente superado.

AMAndré Marinho

Pelo contrário, acho que a gente nunca teve tão bem, inclusive até porque todo mundo amadureceu ao longo do processo, todo mundo, enfim, teve correções de rota. Mas eu acho que é melhor a gente começar aqui pelo final, até porque acho que ninguém pode ficar mais incomodado com uma crítica do que o próprio criticado. E eu acho que essa reaproximação aí com os Bolsonaro já vem de 2 anos atrás. Eu só não decidi dar publicidade a isso porque realmente não tinha nenhum interesse político eleitoral quando assim foi feito.

E foi através de intermediários do Flávio que procurou meu pai inicialmente para poder distensionar o ambiente e botar uma pedra de forma muito madura e olhar para frente diante de tudo que aconteceu. E essa é a minha cabeça agora, até porque naquele momento, se tem algo que eu eu extraio daquele período é que muita gente pode hoje, enfim, questionar. Enfim, eu afirmo sem medo de errar, irmão. O dito oportunista, entre muitas aspas, é aquele que nunca arrisca perder plateia, aquele que nunca ousa poder mover uma vírgula contra o seu próprio lado, é quem só vai na boa.

Eu sempre fui pelo caminho mais difícil, não por sadomasoquismo, mas porque para fazer a coisa certa, a coisa certa é se fazer nesse momento é olhar para frente. Palavras do Flávio Bolsonaro no vídeo que a gente publicou. Eu me recuso a fazer, no alto dos meus 31 anos, naquele momento eu tinha o quê, 25, para fazer comentários virais de 5 anos atrás, uma algema do passado de alguma forma inibir minha capacidade de botar minha cara aqui, o meu na reta por vocês, para ajudar a construir o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil.

Então o fato é o seguinte, naquele momento Depois de toda, todos os fatos aí que se sucederam nele, a campanha de 2018, e afirma que depois da família Bolsonaro, que aí ninguém há de negar, estamos falando aqui do espaço-tempo de 2018, nenhuma família se sacrificou tanto para realmente chegar ao poder naquelas condições, contra tudo e contra todos. Que que eu aprendi daquela experiência que serve como mantra para mim, para todo mundo que tá assistindo?

Eu já jamais duvidar do possível, porque às vezes é o mais provável de acontecer. E eu vi todos os capítulos, cara, os mais pesados, idas e vindas, tranco, solavanco, facada, traição, para cima e para baixo, ansiedade, correção de rota. É um curso intensivo ali, cara, dentro do nosso lar. Eu vendo todas aquelas figuras ali de carne e osso. Agora, se houve uma frustração, até porque foi a maneira eventualmente como o próprio início de governo se deu, não havia nenhuma expectativa do nosso lado para além de ajudar a existir uma direita.

Se hoje a gente fala de direita, a segunda família, anos-luz abaixo da própria família Bolsonaro, que eu afirmo sem medo de errar que tem autoridade moral para poder falar em direita, e a minha formação sempre foi nos movimentos liberais, conservadores, antipetistas, sempre entendendo ali com toda aquela uma coalizão ampla, cara, de lavajatistas, evangélicos, cristãos, católicos, gente simples, honesta, trabalhadora, que queria dar aquele dedo do meio para o sistema.

Eu vi aquilo tudo nascer. Então, no mínimo, eu sou, nesse contexto da eleição de 2026, o representante da direita pé-quente, da direita honesta, da gente restaurar aquelas bandeiras que levaram a direita ao poder e conquistar 57 milhões de votos em 2018. E desde então só foi, só foi tragédia. Agora, o ângulo de crítica que eu estabeleci em determinado momento ali no pânico foi por promessas feitas e não cumpridas. Claro que tinha um ambiente ali também de uma desavença pessoal, de atritos, uma talvez alguma mágoa, alguma decepção, frustração, muito mais pelo Bebiano, não por nós.

Que o Bebiano, enfim, foi, acabou entrando na alça de mira ali de conspiratas que ele acabou, enfim, amargando ali um período difícil e veio a óbito ali algum ano depois. E foi um problema, mas isso não afeta em nada a minha consciência. Não tem travesseiro mais macio do que minha consciência limpa, porque eu e o cara lá em cima sabe o que meu pai e minha família fez para dar todo tipo de ajuda, acolhimento eventual ali para a própria família do Bebiano, que ficou destroçada também. Mas de novo, águas passadas.

?Voz B

Olhando para frente, curioso que quando você entrou, cara, você contando tua história, você fez uma imitação no YouTube, foi parar dentro de um programa de televisão que fazia debates políticos no momento que pela primeira vez o Brasil de fato tinha uma polarização. Porque até então, antes de 2018, não tinha. Você tinha uma polarização ali na época de eleições. A partir de 2018, não, bicho. Agora o pau tora o ano inteiro, sacou?

Eleição, não tô na eleição, o pessoal tá ali se pegando, tá não sei o quê. E aí entrou essa questão, cara, que depois do Bolsonaro tá começando a surgir essa coisa do movimento da direita. E muita gente acha que pelo fato do cara fazer oposição à esquerda, ele é direita. A esquerda que eu digo assim, oposição não à esquerda, oposição ao PT e ao PSOL. Ah não, ele faz oposição ao PT, ao PSOL, então ele é direita. E a gente sabe que não é assim, a gente sabe que tem uma Queria que você explicasse pra gente assim, qual o teu entendimento assim de ser de direita? O que que seria ser de direita?

AMAndré Marinho

Vou te falar, isso cada vez mais ficou uma coisa que eu sempre achei interessante, né? Como tem muito sociólogo aí e cientista político que de alguma forma tenta colocar esses eixos, né, de interpretação aí do cenário político como se fosse algo ultrapassado, né? E com certeza tem muito mais nuances, zona cinzenta, e tem muitos mais detalhes entre você só olhar o mundo dessa forma binária, que acaba criando esse, acaba de certa forma emburrecendo o debate público e levando para o tatame do vale tudo.

Porém, todo mundo que tentou de alguma forma dizer que isso são categorias superadas tá errado, né? As pessoas ainda se pautam muito por isso. Obrigado. Então, cara, Eu acho que uma coisa que a gente precisa entender é que ser de direita é você sempre colocar como uma prioridade que essa busca artificial por igualdade só leva a mais desigualdade, né? E você entender que geralmente você, nessa tentativa de equalizar as pessoas, você acaba nivelando elas por baixo, pela mediocridade, pela miséria.

E você precisa sempre ter uma— você normalmente tem uma predisposição individualista para olhar para o mundo, enquanto a esquerda tem uma visão coletivista que diz que vai criar tal justiça social. Mas é, eles falam em justiça social, em soberania, em democracia, em direitos civis, em garantias fundamentais, mas só para os deles, né? Então é sempre eles acabam tendo esse espírito totalitário de censura, né? É o fascismo do bem, como a gente acabou conhecendo.

E claro que a gente acabou— aí você vai levando essa leitura de interpretação política também para caricatura, né? Então daqui a pouco o Brasil fica dividido na cabeça de muita gente como se fosse boi, bala e Bíblia contra funk, farra e favela. E não é assim. Inclusive, pô, ontem eu tava e tive muita honra de receber o apoio do DJ Marlboro que, porra, grande ícone, titã do funk raiz e figuraça importante lá em Mangaratiba. E tive uma conversa, tá em Mangaratiba, e a gente teve um baita papo.

Já vem de umas semanas, amigos em comum, porra. Impressionante como ele também falava como funk raiz, tentava falar com você tomar as rédeas do próprio destino, de ter prosperidade, de correr atrás do seu. De você realmente ralar, dar duro, iniciativa individual, responsabilidade individual, de você prosperar e crescer e não ver com inveja do próximo. Então, e aí deixando muito claro aí que também essa diferença entre, por exemplo, então um cara que é o patriarca do funk moderno é o cara totalmente de direita.

Então é muito sedutor ficar só colocando as pessoas nas próprias caixinhas. Agora, o que eu sei É que quando você tem ali essa compreensão ainda mais rasa das coisas na vida, eu não tinha pôster do Che Guevara no meu quarto não. 14 anos eu pintei lá com pôster do Ronald Reagan e do Churchill e do Barão de Mauá.

?Voz B

Margaret Thatcher.

AMAndré Marinho

Então essas sempre foram minhas referências. Então desde cedo você vai se mirando nessas referências. Então, e eu tive a sorte, o privilégio, cara, que acelera na linha do tempo. Eu sempre fui aquele aluno, porra, o questionador na sala de aula. Eu tive professores lá na gringa também, que eram daquele Occupy Wall Street, que era aquele movimento também de professores marxistas que tentaram ocupar ali todo o sistema financeiro, todos pós-marxistas.

E eu sempre fui o pentelho ali questionador ali do status quo e da linha oficial que os professores davam, né? Então isso acho que me preparou muito para eu ser uma voz dissonante. Eu gosto de falar as verdades inconvenientes. Acho que o Rio de Janeiro nunca precisou tanto, não das mentiras confortáveis, mas do papo reto necessário nesse mar de mentiras que se tornou o Rio de Janeiro.

RDRafa de Martins

Já tem uma pergunta aqui no chat, vai ser bom, vai ser uma pergunta provocativa. Manda bala, ô César, puxa aí a pergunta do @tucavita, é isso o nome, tá aí. Ele perguntou o seguinte: tá tudo bem? Quando nós falávamos sobre a família Bolsonaro, ele fez essa pergunta: tá tudo bem? Por que não está apoiando o candidato do Bolsonaro ao governo do Rio?

AMAndré Marinho

Porque eu sou adversário dele e acho que eu reúno qualidades pessoais e também do meu entorno para ser o representante da direita que vence, a direita honesta, a direita pé-quente, a direita de 2018, a direita que vai resgatar aquela sensação de moralidade, honestidade. Porque não basta se dizer de direita, tem que ser direito. Então eu coloco o meu retrospecto, a minha equipe, o meu plano, qualquer dia, qualquer lugar, qualquer hora, com ele, que foi o resta 1 dessa articulação absolutamente atabalhoada.

Primeiro plano A, Washington Reis, hoje no colo do Eduardo Paes. Plano B, Bacelar, hoje mofando em presídio federal por ligação com Comando Vermelho. Fora ele ter sido o grande arquiteto dessa cultura de captura do Estado, o grande gangster, quinto presidente da LERJ. Preso nesse momento, modelo de captura total do Estado. E ele foi o resto a um. Então ele é o terceiro reserva dessa história, presidente da Alerj também. E eu deixo para os debates aí que a gente vai começar para traçar esse contraste muito claramente.

Agora, o PL, eu tenho uma excelente relação com excelentes quadros que permanecem PL Brasil afora Mas também PL aqui no Rio de Janeiro também, e pretendo regar essa planta. Agora, vocês podem ter certeza que o único pré-candidato, inclusive chega a ser engraçado como só pela idade dele— eu tenho 31 anos de idade, ele tem 38— tenho certeza que ele vai ser acusado de muito jovem, e eu também. Mas a idade é tão somente uma faixa etária, um número abstrato.

O que importa é a sua capacidade de articulação, capacidade política e capacidade e a sua maturidade para entregar o que precisa ser entregue. Principalmente, além de tudo isso, tudo isso, a sua reserva moral. É isso que importa na hora que a bala começar a voar, ou que realmente as flechas começarem a vir na sua direção, dos microfones adestrados da grande mídia, da pressão também dos órgãos de fiscalização, dos órgãos de controle, também da Assembleia Legislativa, que a gente não precisa ceder porque eu não tenho rabo preso.

Eu não tenho rabo preso, eu não tenho dívida com aqueles grupos que destruíram o Estado do Rio de Janeiro. E o PL do Rio de Janeiro tem que fazer um profundo exame de consciência, porque acabou, enfim, gerando problemas seríssimos aí nos últimos anos. E eu não vou passar batom no porco, eu sou candidato para realmente virar a mesa. Eu não devo nada a nenhum desses operadores, tô aqui para fazer diferente.

RDRafa de Martins

Sua candidatura, mesmo o Flávio Bolsonaro tendo indicado o Douglas Ruas como candidato ao governo do Rio de Janeiro, não pode soar que você não confia no nome que o Flávio escolheu?

AMAndré Marinho

Como se foi o próprio Flávio que foi diretamente interessado em, na minha pré-candidatura, ele validou o meu nome junto ao diretório do Partido Novo. Ele foi um dos entusiastas da entrada do meu nome, claro que a meu pedido. Isso é um É uma decisão minha, de foro íntimo meu. Claro que tem um reflexo aqui do meu entorno, mas ele foi diretamente interessado na minha entrada. De duas, uma: ou porque ele fez um cálculo político onde ele reconhece que eu posso ter alguma influência no processo que possa gerar um resultado que possa favorecer ele.

Já eu estabeleço aqui uma outra hipótese, que é Talvez ele sabe que esse entorno, haja visto os últimos acontecimentos, que o Flávio agora tem uma campanha nacional para cuidar problemas muito maiores em 27 estados da federação, em várias frentes, sabotagens, idas e vindas, viagens quilométricas. E o Rio de Janeiro com certeza é um reduto preocupante aí também para direita como um todo. Então você pode ter certeza, o que importa para toda eleição, Rômulo e Rafa, E toda a nossa audiência do Fala Guerreiro, é o espírito do tempo.

Qual é o espírito do tempo no Rio de Janeiro quando a gente tem um governador interino que tá fazendo esse exorcismo ético no governo, que tava pegando um déficit de 19 bi e tá perigando entregar um superávit de 4 a 5, 6 bilhões, algo que era impensável, porque ele tapou os ralos do desperdício, acabou fazendo essa dedetização generalizada transversal aqui no governo do estado, essa cultura da mamata e do sequestro que acabou se enraizando aqui em tudo que é lugar.

Então ele provou que o problema do Rio de Janeiro não é falta de dinheiro, é excesso de ladrão. Então você precisa de alguém geralmente de fora, que não tem dívida com esses grupos, para realmente seguir aprofundando esse processo todo, que é mais do que necessário. A questão existencial para o Rio de Janeiro ter um mínimo de moral para continuar, para ter uma chance de virar esse jogo e fazer a guerra que a gente precisa fazer.

Então é o seguinte, Essa pergunta não se sustenta, dados os fatos que estão postos. Até porque pode continuar tendo mais. Já teve Nagasaki, já teve Hiroshima, pode ter mais Chernobyl em cima dessa, dessa, desse grupo todo que eu não tenho nada a ver.

RDRafa de Martins

Essas informações que você, que você tá trazendo, é até importante para o público tomar conhecimento. Informações que o público não tem, como é que foi costurada essa candidatura. Porque o que parece, eu não preciso até não num público tão leigo assim. Eu, eu, por exemplo, não entendi como que você, tendo apoio da família Bolsonaro, não foi você o escolhido do PL e não o Douglas Ruas. E uma vez que o Douglas Ruas foi escolhido da família Bolsonaro, porque você não pulou no barco junto, né, para fazer uma campanha una ali, carregar teu público junto ali? Aí isso talvez gere um questionamento com como foi o questionamento.

AMAndré Marinho

É muito simples, muito simples, muito simples. Assim como esse entendimento, o Rio de Janeiro é um caso completamente único no Brasil, né? Essa eleição do Rio de Janeiro, até porque a gente tá vivendo numa situação totalmente excepcional. Governo interino que tá posto entrou no lugar do governo ao qual o PL representou, PL do Rio de Janeiro, que acabou na sarjeta da desonra envolvido com institutos de previdência ali mancomunados com o VORCAR e tudo que representava.

Você via também toda a cultura de captura ali do Detran, das agências de controle, da agência de fiscalização, as secretarias. Enfim, você nem— isso para nem falar CODIN, AG Rio, INEA, essa cultura aí da— de criar dificuldade para vender facilidade. E o próprio PL acabou fazendo essa, essa construção. E eu falo pele Fluminense, com exceções, pessoas que eu me dou bem dentro desse diretório. Mas uma coisa é você se dar bem, outra coisa você serrar fileira.

E primeiro turno tá aí para isso, para você divergir. Eu tenho certeza que a direita fluminense precisa de um representante de verdade. Quando eu tive ao lado de Jair Messias Bolsonaro dentro da nossa casa em 2018, as coisas deram certo. Acho que a gente precisa resgatar aquele sentimento. E para isso você precisa colocar biografias ao lado. Biografia vem com ação, omissão e suas falas e tudo que você falou. Então eu coloco o meu retrospecto ao lado de qualquer um para ser esse representante.

Prefiro acreditar que a gente tem um inimigo maior, porque o poder corrompe, poder total corrompe totalmente. E o poder, você vê a perspectiva do Eduardo Kaus acabar assumindo o governo do estado tendo colocado o preposto dele para tocar a prefeitura, é a receita perfeita para esse grupelho, que é uma linha auxiliar do lulismo, acabar nesse consórcio com o sistema em Brasília, se blindando, usando o seu exército aí de advogados para de alguma forma constituir essa, essa frouxidão generalizada no combate à bandidagem, que é a grande guerra do nosso tempo.

Então eu tenho muita clareza de que eu, que o próprio candidato do PL, vai ter muito o que se explicar. E é o seguinte, para terminar, você sabia que Napoleão Bonaparte chegava para todos os marechais dele ali antes, quando eles estavam sendo entrevistados ali para ir para o fronte, por exemplo, na Guerra da Rússia? E antes dele perguntar as credenciais militares, ele perguntava se eles se consideravam homens de sorte. Para muitos, as pessoas não acreditam em sorte.

Pessoas acham que sorte é quando a oportunidade encontra a competência. Eu prefiro acreditar que eu sou um homem de sorte. Eu já tenho minhas dúvidas se o candidato do PL é. Afinal de contas, eu reconheço totalmente, defendi isso publicamente, que no meio desse direito freestyle, feita essa manobra do Supremo Tribunal Federal, que para moralizar, estancar essa roubalheira que tava instalada no centro nervoso do governo do Estado do Rio de Janeiro, e nesse sentido E aí é culpa do último governo, sim, do governo Castro.

Eles acabaram atropelando o artigo 142 da Constituição Estadual do Rio de Janeiro, que defendia a linha de sucessão, que houvesse uma eleição indireta. E o Douglas Ruas acabou fazendo as articulações, foi eleito, depois perdeu, depois foi, tentou de novo, faltou articulação política, capacidade política, não assumiu, permanece o governador interino. E além disso, perdeu o vice-governador dele Rogério Lisboa picou a mula, PP declarou neutralidade.

Canela era o principal parceiro dele de andança, Estado do Rio de Janeiro afora, acabou, enfim, preso pela posse de um fuzil, acusado diretamente de lavagem de dinheiro bilionária em posto de saúde do Rio de Janeiro. E agora também decidiu ser candidato a estadual. União Brasil acabou saindo. Então eu desejo boa sorte aí ao candidato do PL, porque eu acho que ele vai precisar.

RDRafa de Martins

Qual a tua opinião? Qual a sua opinião? Sobre essa permanência do governo interino, o fato do STF não ter autorizado a sucessão, né, não ter autorizado Douglas Ruas assumir a presidência, assumir o governo.

AMAndré Marinho

Falei agora, irmão, erro juridicamente, para pegar uma expressão, né, terratológico, é monstruoso, tá errado. O rito era aquele, que houvesse uma eleição indireta e a linha de sucessão se desse para o presidente da Alerj naquele momento, com a vacância, ele acabou assumindo, que ele pudesse ascender ao poder agora. É aquela escolha de Sofia que o STF fez com as suas conexões políticas e acabou mantendo o Ricardo Couto no governo.

E aí a gente vai entrar mesmo no campo da hipótese, especulação de bastidor, que o Ricardo Couto, que agora tá chorando nos braços do Lula para querer de alguma forma ascender para nomeações, para para de alguma forma cortes superiores no futuro, e que talvez o Eduardo Paes já estaria, enfim, tricotando para de alguma forma criar essa blindagem. Que ele é o intocável do sistema do Rio de Janeiro, todo mundo sabe. Réu por corrupção, Caixa 2, lavagem de dinheiro, secretários presos à rodo, à torto e a direito.

Esse modelo, né, dele, ele superfatura a obra igual o diabo gosta do pecado mesmo. Então A gente vai expor tudo isso ponto a ponto, só que objetivamente, juridicamente falando, absurdo o que aconteceu. A gente vive num estado de exceção jurídica, o direito freestyle. Eu tenho pena porque eu fui um desses caras que se submeteu a 5 exaustivos e longos anos, com longas madrugadas estudando todos os códigos de direito, como todo aluno de direito hoje.

Na prática, além da perspectiva de estar muito em breve sendo superado por uma inteligência, a inteligência artificial mais próxima de você, normalmente o que vale na prática são os conchavos ou predileções ou vontades pessoais dos juízes, em detrimento de qualquer código do que tá escrito, que valendo na lei. Então o ambiente político da vida real aqui, dos seres humanos de carne e osso, acabou prevalecendo mais uma vez no Brasil do arbítrio, né, no Brasil da desse faroeste autoritário que se tornou o Brasil.

RDRafa de Martins

Você faz ideia do tamanho do problema que é governar o Rio de Janeiro no momento que o Rio de Janeiro está? As dívidas que o Rio de Janeiro tem com a União, os problemas de segurança pública. Nós exportamos para os outros estados insucessos da nossa segurança pública, que não se deve às forças de segurança, mas a ausência total de uma política de segurança pública pública, envolvimento de políticos relevantes no estado com crime organizado.

Como que você pretende lidar com isso, tendo em vista a sua pouca experiência como político, já assumiria numa posição que é o executivo do estado, a principal pessoa do executivo estadual?

AMAndré Marinho

Olha onde é que o Rio de Janeiro chegou com os super experientes. Todos eles que tiveram cargos ficaram nessa jogatina aí de subir na escada corporativa da política, senador, deputado, secretário, para cima e para baixo. Olha onde o nosso Rio de Janeiro chegou com os super experientes. Então esse argumento de experiência não se sustenta a um mínimo de exame aí do retrospecto recente. Então se a gente puxar a capivara de todos, todos eles acabaram na sarjeta da desonra, cassados, inelegíveis, acuados, presos, muitas vezes beneficiados por essa, por essa, por essa frouxidão penal que existe no nosso Brasil.

Então isso aí, olhando retrospecto recente, não vem ao caso. Agora eu faço a pergunta aqui com toda humildade, é que ao povo do Rio de Janeiro, toda a nossa audiência: será que realmente, se eu não tivesse a capacidade de trazer— que gestão efetivamente não é só você ficar olhando balanços públicos e as melhores formas de arrecadação e medindo receitas e gerando divisas. Isso tudo é muito importante, mas é você criar uma cultura ou uma história que você queira contar e você trazer uma equipe que vai ser capaz de estabelecer metas, cobrar resultados e corrigir a rota se for necessário para atingir o resultado dessa história que você quer contar e quer escrever.

Essa é a melhor definição de gestão que eu até acredito Acredito ao meu amigo Guilherme Laporte, que é um baita executivo. Mas é só para dizer o seguinte: eu trouxe ao meu lado, ao contrário de todos os meus adversários, eu desafio qualquer campanha para qualquer cargo executivo da República Federativa do Brasil nas eleições de 2026 a provar que eles se cercaram com uma equipe tão competente, de gente experimentada, de quilate, de gabarito, que eu montei.

E aí eu trago primeiro aqui o Super Conselho de Economia, formado pelo Paulo Rabelo de Castro, ex-presidente do BNDES, ex-presidente do IBGE, cabeça branca, professor do doutorado aqui da FGV de Economia Regional do Estado do Rio de Janeiro, fez a titulação do Cantagalo e da regularização fundiária contra tudo e contra todos. Então, o cara que conhece Rio de Janeiro do começo, meio e fim, muito além de plano de governo, tem sido, porra, um mestre aqui para estar nos trazendo as soluções que a gente precisa trazer.

Esse cara foi aluno de vários prêmios Nobel lá na Universidade de Chicago, que que formou o pensamento liberal de livres mercados moderno. Inclusive o Milton Friedman, que para muitos é o patrono dessa escola de pensamento, que ele foi aluno dos preferidos dele. Então o cara tá caminhando ao meu lado, meu grande guru nessa frente. Além dele é Christian Schmidt, que recentemente, baita gestora pública, um entendimento fiscal como poucos, pegou Goiás em terra arrasada, contas públicas ali em frangalhos, tudo no vinagre, no vermelho, botou no azul com a reforma administrativa profunda que ela fez do governo Caiado, 6 anos, tá do nosso lado fazendo o nosso plano de governo e me assessorando no super conselho de segurança.

Desafio de novo qualquer campanha Brasil afora. Muito além de conselheiros, tem sido parceiros de primeiríssima hora, trocas incessantes para a gente não ficar só no gogó, no papo furado, para fazer um plano de governo bonitinho, cheio de palavra perfumada, botar ali no TSE e dane-se. Eu quero consequência, eu quero doutrina, uma visão. O líder não é necessariamente o cara que teve mais cargos públicos, é o cara que estabelece uma visão que a gente tem que se pautar e não arredar quando a bala começar a voar ou quando a pressão começar a vir forte.

E a melhor chance de você ter chance de segurar o tranco, meu irmão, é se você não tiver rabo preso para nego pisotear e te atrasar. Então, ao contrário de todos os meus adversários, pode marcar qualquer dia, qualquer lugar, qualquer qualquer hora. Eu coloco as minhas credenciais acadêmicas, pessoais, no meu super conselho de segurança, comandado pelo Rogério Greco, que é o secretário de Justiça e Segurança de Minas Gerais, de Segurança Pública de Minas Gerais, consultor do BOPE na retomada do Alemão em 2010.

Marcelo Rocha Monteiro, procurador do estado, foi parte do conselho aqui do Rio de Janeiro. Roberto Mota, dos grandes nomes aí da direita e também baita especialista. Coronel André Batista, ele me inspirou, Matias de Tropa de Elite, que é, viu, Elite da Tropa com Rodrigo Pimentel. Pimentel, que teve no lançamento da minha pré-candidatura, declarou voto para mim. Além dele, o Alessandro Visacro, maior especialista. Já veio aqui antes, né, Visacro?

RDRafa de Martins

Já veio pelo menos 3 vezes aqui.

AMAndré Marinho

Desafio aí, alguém conhece mais a natureza do crime transnacional, da geoestratégica, da estratégia também transnacional de combate ao crime. E eu tenho a honra de poder ter a presença da minha vice que tá aqui, Tenente Coronel Eri Greice Monteiro, 25 anos honrando a farda, já serviu em diversos batalhões, Jacarepaguá, São João de Meriti, Nova Iguaçu. Ela, enfim, formada em Química pela UFRJ, mulher negra, uma pessoa do altíssimo gabarito e que tem tido uma experiência também na corporação agora na parte muito mais educacional.

E gerando a qualificação das nossas tropas. Então é alguém que já serviu, já comandou tropas, já sabe realmente ter a firmeza moral ali para segurar o tranco. E foi a melhor decisão que eu fiz talvez durante toda essa campanha. Tem sido uma baita parceira.

RDRafa de Martins

O Rogério Grieco é uma pessoa por qual eu nutro muita admiração. Foi meu professor através dos livros, concurso da Polícia Civil, foi meu professor na pós-graduação, já esteve aqui no Fala Guerreiro. Seria ele o seu nome para a pasta da Segurança Pública?

AMAndré Marinho

É precoce para poder cravar nesse sentido. Greco, papo foi completamente diferente, irmão. Cara, eu conheci todo o aparato de segurança ali de Minas Gerais com a operação que tá sendo realizada lá com Minas Gerais. Eu chego a ficar me coçando assim para tentar me basear no melhor exemplo de integração entre as polícias lá. É bonito de ver, cara, bonito de ver como Polícia Civil, Polícia Penal, Socioeducativa, os bombeiros, a Polícia Militar, com uma base de dados em comum, sem ego, sem vaidade institucional, realmente cooperam para poder gerar o enfrentamento necessário.

E é muito parecido também o organograma lá com o nosso, ou seja, Secretaria da Polícia Militar, Polícia Militar com status de secretaria, Polícia Civil com status de secretaria, E eu fui no Aglomerado da Serra, que é a terceira maior favela do Brasil, vi também os GEPARES, né, os grupos ali de policiamento comunitário, como muitas vezes tem essa, várias estratégias assim geniais de integração entre quem tá ali vivendo o mundo cão ali nas vielas e também vivendo intensamente ali a dor, e conhece também os becos e a natureza local de cada uma das comunidades, que muitas vezes é aquele labirinto todo, e consegue ter uma capacidade de comunicação direta com as forças de segurança.

Então poder contar com o Greco tem sido, pô, meu guru nessa área, é fundamental. E vai ser gente do naipe dele, com certeza, que ele no mínimo vai estar me ajudando. Não sei se depois de ter servido, pô, com tanta longevidade e tanta firmeza aí num cargo tão complexo também, porque Minas Gerais é muito muito parecido com o Rio também, né, cara? Superlotação dos nossos presídios, em Minas tem, Rio de Janeiro tem. A gente vê também a situação fiscal, dívidas com a União que parecem insolúveis, Rio de Janeiro tem, Minas também tem.

E ainda assim dá para fazer muita coisa, dá para fazer muita coisa. Se o governo do Zema tem uma grande virtude, é não ter feito parte de sacanagem e ter cortado os ralos da corrupção que tava acontecendo à torta e à direita naquele desastre chamado Fernando Pimentel. Então Eu tô aqui para poder me apoiar nos melhores. E não sou eu falando, o próprio Greco falou que— eu acho que, assim, claro que eu tô falando em causa própria aqui porque eu sou candidato agora.

É até uma posição antinatural para mim, porque sim, eu sou novo nisso. Mas é que você tem que ter muita humildade para poder estar entrando onde você tá entrando e não querer bancar o conhecedor de tudo, de você ouvir quem realmente entende do assunto. E você tem que ser um dois ouvidos, uma uma boca não à toa tem dois ouvidos e uma boca. Então eu tô ouvindo muito, absorvendo, mas eu pretendo ser o líder que vai comandar toda essa equipe.

E para isso a gente tem o maior exemplo hoje no planeta, no leste europeu. É ou não é que o maior líder de um exército de resistência hoje no planeta Terra chama-se Volodymyr Zelensky? É o comediante que virou comandante, que quando o governo Biden ofereceu para ele, quando as tropas russas começaram a sapatear ali na Crimeia tava tentando anexar o Dombás, ofereceram uma carona para ele e ele falou: não tô a fim de uma carona não, meu irmão, me manda munição.

E ele ficou lá e tá resistindo até hoje. Ele provou que um bom político, um bom líder militar, é feito com qualquer tipo de matéria-prima. E eu me inspiro muito nesse exemplo. E basta ver que além do Super Conselho de Segurança, o Super Conselho de Economia, o nosso plano de governo, o plano Sai Fuzil, Entra Brasil, todas as bases, uma doutrina de governo, é que a seleção tem uma dimensão, cara, espiritual e moral antes de qualquer coisa.

Todos adversários são farinha do mesmo saco, a continuidade desse modelo político. Todos eles são Frankensteins grampeados com todo tipo de loteamento, esquema, acordo, arrego de policial que vira cabo eleitoral. Todos esses apadrinhados aí que estão lotando esses ginásios aí da Baixada, do interior, do Centro-Sul Fluminense, tudo para ficar jogando confete, tudo de alguma forma apadrinhado deles. Então a chance da gente fazer a mudança virada, jogo que o Rio de Janeiro precisa, é uma questão existencial, porque a gente tá falando de um estado doente.

A gente precisa de alguém que tenha independência e peito para segurar esse tranco. E isso, pelo menos pela companhia que eu trouxe ao meu lado, acho que eu já provei. E se você me permite aqui, ó, acho que talvez o grande fator X dessa articulação: eu trarei para o Rio de Janeiro a maior revolução militar tático-operacional da história do Rio de Janeiro, com as conexões que eu tenho no centro nervoso do poder americano em Washington e no Vale do Silício.

Conexões essas que eu venho aprofundando muito. Tudo começou 2 anos atrás, o meu principal conselheiro internacional, que é o ministro da Saúde do governo Trump, Robert Kennedy Jr., que vem a ser sogro da minha irmã, meu grande amigo, se tornou conselheiro. Trocas intensas, pelo menos uma vez por semana por 2 horas. E dali fui desdobrando várias conexões pessoais com essa, com esse intuito agora, com tudo que tem de mais. Pensa só comigo, A gente vive, a gente tem a tropa, vocês vão concordar comigo, a tropa para guerra urbana.

Primeiro que é o cenário de guerra urbana mais complexo do planeta, sem dúvida alguma. A gente tem a tropa mais casca grossa do planeta, que tá em desvantagem numérica, e eu diria até em alguns momentos até operacional, ante a todos os bandidos. A gente pode entrar também nesse ponto, quero muito ouvir vocês. Imagina se a gente conseguir fazer o convênio com alguém que senta na mesa principal, olho no olho, como eu tive com vice-presidente americano Jerry Vance por 35 minutos ali em Washington em meados de março.

Falei para ele da importância da classificação do Comando Vermelho como terrorista, levei relatórios da Secretaria de Segurança do Rio, levei relatórios de inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro dando conta da origem transnacional do Comando Vermelho. Fiz essa articulação, tenho falado muito com DEA, ATF, CIA, Homeland Security, entendido todo esse intercâmbio interagências que o governo do Estado do Rio de Janeiro pode sim fazer sem ter que prestar continência para Brasília.

Por isso que eu tô dando tudo de mim e colocando todo tipo de picuim interno, a divisão do passado, para fazer realmente essa conexão com Brasília, para a gente não ver uma sacanagem, uns culachos que foi feito com a negação da concessão dos blindados da Marinha. Na Operação Contenção, que poderia ter evitado a morte de 5 policiais hoje que não tiveram o mínimo de apoio da Marinha e do governo federal Lula, que é cúmplice dos nossos criminosos, né?

Os nossos criminosos. A boca fala o que o coração tá cheio. E essa é a guerra do nosso tempo. Eu tô pronto para comandar isso e fazer realmente uma virada de jogo operacionalmente e todo tipo de cooperação Para BOPE, CORE, Choque, Polícia Militar e Polícia Civil.

?Voz B

Impressionante, meu irmão! Tem 31 anos?

AMAndré Marinho

31 na cara.

?Voz B

Pô, tô me sentindo merda. Eu tenho 49, não tem essa, essas percepções, essa inteligência toda, bicho. Pô, acho que eu não vou ter mais não, acho que não tem mais jeito não, bicho. Vou fazer 50, pô, não dá mais tempo, não dá mais tempo de eu pegar essa porra.

RDRafa de Martins

É um gigantesco personagem, cara.

?Voz B

Ele é muito inteligente.

RDRafa de Martins

Fachada, fachada.

?Voz B

Não, cara, sabe por quê? Você pega os fatos históricos, tá um cara preparado intelectualmente, tá um cara muito preparado. E tem uma coisa interessante, o seguinte: essa equipe que você montou da segurança pública, meu irmão, não tem nem o que dizer, bicho.

AMAndré Marinho

Me diga com quem anda e te direi quem é.

?Voz B

É quase a seleção brasileira de 2002, meu irmão, entendeu? Assim, pô, se tu pegar para ver, meu irmão, Visacro, Batista, Batista, Rocha Monteiro, Rocha Monteiro, Greco, Mota. São esses 5, ou novo também tá? Milionário novo, milionário novo.

RDRafa de Martins

Essa galera toda, 90% já ter vindo ao fórum. Porra, meu irmão, é bom sinal, é um ótimo sinal.

AMAndré Marinho

E o pior, eu vou te falar, não precisavam ter feito isso. Eles fazem, foi do Brasil do jeito que tá, das pressões institucionais que eles poderiam receber, da represália que eles podem receber, tá todo mundo recuado mesmo, ninguém quer se envolver com política. Você geralmente, você precisa de alguém que realmente tem essas relações pessoais, que eu fui criando com essas pessoas, as pessoas do meu entorno me apresentando elas, elas vendo a sinceridade do meu propósito, para elas poderem decidir botar a cara aqui ao meu lado.

Não é banal o que eles fizeram, não. Eu tenho muito respeito e muita responsabilidade com cada um desses 6 homens.

?Voz B

Você vai falar assim, eu lembro quando na época do Bolsonaro, que o pessoal falava assim, ó, Bolsonaro fazia, eu não entendo de economia. Na verdade ele entende de economia. Aí ele pegou, botou, meu irmão, o cara fera na economia. Então assim, a questão de segurança pública não era o teu universo. Então assim, você vê tal, não sei o quê, a história tal. Então você chamou, meu irmão, seriamente, esse eu não conheço um time, cara, mais fera do que esse, porque tem pessoas que têm experiência operacional, tem pessoas que têm experiência intelectual, tem pessoas em várias áreas.

Achei do cacete. Eu queria te fazer uma pergunta, cara, uma dúvida que eu tenho o seguinte: o Novo não vai lançar o Zema de presidente? Mas aí o pessoal ficou chateado contigo. Mas você tá com Zema, com Bolsonaro ou com Flávio?

AMAndré Marinho

Eu tô com a direita, e isso significa que no primeiro turno eu tô com a direita, o que significa que eu tenho certeza que ambos estarão juntos sem poupar esforço para tirar o Lula no segundo turno. Dito isso, eu acho que a gente precisa enquanto ainda há tempo, perceber que a fórmula que deu certo para Javier Milei na Argentina, que disputou com a Patricia Bullrich ali, que era candidata do Macri no primeiro turno, e que foi fundamental para gerar a virada em cima do Sergio Massa, do peronismo e da esquerda na Argentina, a mesma lógica dos partidos libertários e da direita mais centrista ali no Chile, que acabaram ficando atrás da candidata ali da extrema esquerda indo para o segundo turno e apoiando o Serrano ao lado do Kast é mais do que saudável para o processo político que pessoas que hoje possam de alguma forma não se sentirem representados totalmente pelo que um eventual governo Flávio que hoje desponta na frente como mais provável candidato da direita no segundo turno que eles possam fazer suas escolhas no primeiro turno até porque essa esse processo para a gente chegar ao segundo turno é a capacidade do o Flávio vai ter que ampliar a capacidade dele de apelo, né, e também trazer todas essas pessoas para poder caminhar com ele na hora do vamos ver.

Naturalmente vai afunilando. Então eu acho totalmente bem-vindo que haja esse número de candidatos e não esse vexame da esquerda que estão de novo. É, o Ciro Gomes tem a melhor definição quando ele falava, né, o Lula, o Lula e o PT é igual sombra de mangueira, não cresce nada embaixo, porra. Pera lá só um pouquinho, viu? Ciro Gomes sempre metia. Então todos eles prestando continência para o Lula, que dá sinais de uma senilidade perigosa, né, visto que foi exatamente essa raiva dele e ele cedendo cada vez mais para essa esquerda identitária ali, representada ali por quem dorme ao lado dele todo santo dia, enfiando minhoca na cuca dele, que de alguma forma esse cara, da forma que ele tem governado o Brasil, vai ser capaz de realizar o enfrentamento ao narcoterrorismo, a barbárie e a esculhambação que a gente vê no Brasil.

Então o que eu digo em relação a mim, CPF André Borgheon Marinho, eu sei que a relação que eu tenho com Flávio Bolsonaro, o entusiasmo que ele tem sobre a minha pré-candidatura O fato que a gente zerou a pedra há no mínimo 2 anos por iniciativa do entorno dele inicialmente, como isso ficou claro. E eu convido vocês, entra na minha rede social, @abmarinho, A de André, B de Brasil, Marinho. Vocês podem ver lá meu vídeo, que foi o papo reto e direto, para vocês entenderem o grau de profundidade que remonta a minha família, a minha história, com idas e vindas, uma história muito verdadeira, sincera.

E a minha verdade agora, irmão, é muito simples: eu tô disposto, assim como ele tá, palavras do Flávio, de olhar para frente e derrotar um inimigo em comum, derrotar o inimigo em comum. E eu tenho certeza, e aí esse cabe a mim mostrar todas as nossas realizações, os nossos planos, dar o papo reto, mostrar independência necessária, as minhas motivações, que se a gente tem alguma chance realmente de poder virar esse jogo e botar Eduardo Paes de uma vez por todas, triderrotado, pedindo música no Fantástico nessa derrota para o governo, que acontecerá porque ele só faz cair.

Quem deveria estar com sono intranquilo é o Eduardo Paes, que saiu com 48, já vai mirando ali para 40 e pouco. Algumas dão ele com 34, e ele tem quase que o conhecimento universal do nome dele. E ele é candidato a governador há 20 anos, foi prefeito há 14, o mesmo tempo que Hugo Chávez foi presidente da Venezuela. 33 anos de político, mesmo tempo que Fidel Castro foi presidente de Cuba. O poder corrompe, o poder total corrompe totalmente.

Vamos lembrar disso, não sabe fazer outra coisa da vida. Aqueles 4 anos de Crivella, ele foi brincar de ser lobista ali de uma montadora chinesa, ficou deprimido, engordou, tava fumando um pack de cigarrilha a rodo por dia, pelo visto, até que voltou para poder estar só batendo em pangaré. Nunca teve nenhum desafio minimamente relevante para Prefeitura do Rio. Mas ele tava querendo ganhar por WO. Mas você pode ter certeza, ele tá pronto para poder fatiar qualquer político tradicional e de carreira, qualquer um.

É voz corrente nos bastidores do Rick, ele sempre temeu um outsider. Se ele me teme ou não, eu não sei, mas eu imagino que sim. Afinal de contas, eu fui o único candidato, já fui processado duas vezes por ele nessa pré-campanha. Então geralmente quem é processado Teve um, teve um vídeo ali, cara, que eu postei imitando ele no início, né? E aí teve um momento onde foi sensacional o quão ridícula foi a defesa dele, né? Onde rolou um trecho de um vídeo onde era uma crítica muito bem embasada, claro que adjetivada, né?

Então, porra, subjetivo. Eu botei também ali um tempero, adjetivei. E teve um momento ali que tinha um frame só do vídeo onde eu resgatei um vídeo que eu nunca tinha feito de inteligência artificial, um frame que nem tava em movimento dele com a Lady Gaga falando: enquanto tem R$25 milhões pro show, tem dipirona faltando no posto, zero reais aí pra segurança. Algo assim, um frame, um elemento visual pra você reforçar o teu ponto narrativo.

E ele usou isso para dizer que eu tava usando, no meio de uma crítica pessoal com infâmias e calúnias, de alguma forma eu tava usando a inteligência artificial para denegrir a imagem dele. Então ele acabou lançando essa multa em cima de mim. E o outro também, de novo, por causa de um negocinho de inteligência artificial, ele com esse batalhão, porque ele com esses milhões aí do teu dinheiro, ele contratou todos os maiores escritórios de direito penal e eleitoral aqui do Rio de Janeiro e tá com esse exército aí.

Enfim, muitos deles até, alguns até entraram em contato aí com a nossa equipe falando, cara, me desculpa, eu tô meio envergonhado por essa peça que eu tô fazendo, mas você sabe como é que é, né? Faz parte do trabalho. Então lamento aí ter te processado.

RDRafa de Martins

Você foi o único que ele processou agora?

AMAndré Marinho

Até onde me consta, sim. Acho que teve uns arranca-rabo recente aí com—

RDRafa de Martins

Será que ele não processou o garotinho Eu tinha umas coisas aqui, ó. Você não?

AMAndré Marinho

Será que configura também a mesma natureza de processo? Porque teve aí um pedido de retirada de vídeo do ar, mas aí uma coisa é pedido de retirada de vídeo, outra é declaração de multa, e uma multa que depois do recurso realmente é aplicada. Então é isso, rolou. Mas tudo bem, faz parte do jogo, o jogo tá só começando.

?Voz B

Tu não entrou agora no gabinete do ódio também, você, Flávio Bolsonaro? Essa parada, irmão, conta essa história Então você, pô, eu era doido para conhecer alguém do gabinete do Odd, bicho. Porra, um prazer, prazer enorme te conhecer. Eu nunca conheci ninguém do gabinete do Odd.

AMAndré Marinho

Que eles estão falando aí, esses petistas aí, petista que não sabe o que fazer da vida, essa patifaria. Eu tô lá, eu tava lá dormindo tranquilo, tava tendo uns solucinhos lá, tava difícil. E aí de manhã recebo um email da Foice de São Paulo dizendo que de alguma forma o prezado senhor André Marinho estaria ao lado do meu 01 Flávio Bolsonaro, junto de 3 deputados de direita aí, Mário Frias, Gustavo Gaio, Gilvan da Federal, tá ok?

E que nós estaríamos fazendo parte aí de uma rede de fake news. Para com o candidato do PT. A representação veio da Federação PT e PCdoB, daquela esquerdalha toda lá, tá certo? E eu acordo com esse troço, eu falei, não, a criatividade desse cara vai longe demais, né? Mas, cara, uma tese macarrônica, cara, literalmente, por conta dessa suposta envolvimento com deputado, além do eu e Flávio Bolsonaro, com outros deputados de direita fazendo um círculo de produção de conteúdo de inteligência artificial, de alguma forma atacando e difamando a honra do presidente Lula.

Então eu descobri pela imprensa, nem sei se fui citado ainda. Esse processo é um nada em cima de nada, é um, é uma grande É uma coisa oca, eu não sei por onde começar. Essa porra não sustenta um peteleco. Mas pelo menos eu tô em companhia do Flávio Bolsonaro e todo cidadão de bem, de todo mundo que quer tirar essa corda do poder. E eu uso como uma medalha de honra, sinceramente, poder estar sendo processado por um ex-presidiário e a gangue dele.

?Voz B

Tá sendo processado porque tá chamando atenção, né, meu irmão? Pô, senão pior é indiferença.

AMAndré Marinho

Exatamente. O fato é o seguinte, essa tese é macarrônica, irmão. Eu vou falar uma coisa que quando eu vi eu falei, pô, você chega a ser— achei que vocês eram mais profissionais aí no trabalho de vocês. Pode vir quente que eu tô fervendo, ainda mais vocês vierem com esse papo furado aí, não vai, não se sustenta um peteleco.

?Voz B

Como é que tá a pesquisa agora, André? Você tá com quantos por cento?

AMAndré Marinho

Varia, né? Eu acho que a gente já teve pesquisas que nos deram, pesquisas internas que já chegou a dar de 5,9, já teve pesquisa dando 1,8. Vamos dizer que estamos trabalhando com a média de 2 a 3, 2 a 3, 3, 2.

?Voz B

5, pior que o Witzel tinha.

RDRafa de Martins

Isso que eu ia falar agora. Então, vamos lá, 9 é muito próximo de 6 que o Witzel tinha.

AMAndré Marinho

Isso que eu já te falei, cara. Isso, 6 ele teve faltando 14 dias, próximo eleição, bicho.

RDRafa de Martins

Mas isso te consola ou te dá um presságio ruim? Até ali ele tinha uma trajetória bacana, oficial da Marinha do Brasil, juiz federal, larga tudo para política.

AMAndré Marinho

Vou te falar, a gente é muito, muito diferente. Eu sou zero deslumbrado com poder, mano, zero. Eu fui, de novo, eu não vou tocar um violino aqui para mascarar, pelo contrário, acho que isso é um dos grandes trunfos que eu tenho, é de exatamente ter visto o poder de perto, disso não me impressionar, de eu não ser deslumbrado com isso, de eu ficar conhecido exatamente por ridicularizar todos os códigos aí do poder. Ao contrário do Witzelkampf, não sei se tu conhece essa história, que agora ele tá com um garotinho aí levando a rejeição dele também para o garotinho, que aquela famosa história, não sei se você já ouviu falar, que o Pezão, que tava ali no bico do corvo esperando a ligação do japonês da Federal, aquela ligação que a pressão pega o elevador para baixo, despenca.

E que aí era o então magistrado Wilson Witzel querendo falar com ele. Pezão começou a ver tudo torto. Witzel falando: governador, gostaria, por favor, de você marcar uma audiência com o senhor, pode ser? E que o Pezão falou: claro, claro, claro, juiz, vai ser um prazer. Do nada, 3 dias depois, chega lá, embarca na frente do Palácio das Laranjeiras uma van com Wilson Witzel, filho, filha, avô, avó, sogra, sogro, papagaio, todo mundo entrando e o Pezão entendendo porra nenhuma.

Olhou para aquela cena e o Witzel chegou para ele e falou: governador, muito obrigado por me receber na minha futura residência. Em 2017. Uma coisa que eu, que eu não sei se é um fenômeno a ser estudado. A autoconfiança no próprio taco dele é algo admirável, mas geralmente isso acaba tangenciando numa soberba que acaba tangenciando numa megalomania. Haja visto que ele mandou confeccionar e bordar uma faixa de governador, como se fosse— ficou usando isso em reunião de secretariado e mandando faixa verde e amarela dele de presidente para nego no WhatsApp, faltando com 2 meses, 2 semanas de governo.

RDRafa de Martins

Então, muito parecida com isso aí. Ele foi lá na 20ª DP.

AMAndré Marinho

Desse risco eu não corro, pode ter certeza.

RDRafa de Martins

A delegacia era Doutor Marcos Vinícius, tá pré-candidato. E ele já contou isso aqui no Fala Guerreiro, por isso ficou à vontade para falar. E ele falou que recebeu a visita do Witzel, que morava ali no Grajaú, acho que mora lá, e não queria conhecer sua delegacia. E inclusive fica aqui o convite, tá, cara? Conheça as delegacias da Polícia Civil, principalmente as delegacias centrais de flagrante, as delegacias de bairro, não somente as especializadas.

AMAndré Marinho

Conheça para você saber, falando muito com o Fabrício da CORE, que eu sei que não, que não é exatamente o que você tá dizendo, pelo contrário.

RDRafa de Martins

Então as delegacias de bairro, conheça essas delegacias, são as delegacias que primeiro atende a população, sem dúvida. E para você ver ali quais são as condições que os policiais atuam, né? Cadeira quebrada.

AMAndré Marinho

O sistema operacional vem, o sistema operacional da Polícia Civil Literalmente, é literalmente da época do primeiro, ali da virada do milênio até hoje. Deve ser aquela internet discada. Mas isso eu ouvi do presidente do sindicato da Polícia Civil, que me contou.

RDRafa de Martins

O nosso sistema em si, o sistema, o sistema de registro e tudo mais, é um dos melhores do Brasil. Você não tá sendo, tá sendo inovado, tá falando da Polícia Civil do Rio, o sistema. Eu tô falando do sistema, sistema que nós usamos para registrar as ocorrências, é um dos melhores do Brasil, mais completo também. Não é sobre isso, tô falando de estrutura mesmo, prédio, das cadeiras, da cama.

AMAndré Marinho

Não foi o que eu ouvi do presidente do sindicato, né?

RDRafa de Martins

É, não, o sistema realmente muito antigo, mas dura, dura esse tempo todo porque ele realmente muito funcional. Você tá dizendo, tá dito, ele é realmente muito funcional.

AMAndré Marinho

É óbvio que dá para ser melhor, não dá?

RDRafa de Martins

Para melhorar dá sempre, como dá para piorar também, né?

AMAndré Marinho

Sem dúvida. Mas voltando, melhor do que tá, pior do que tá, fica.

RDRafa de Martins

Vamos voltando ao vídeo. Se ele foi nessa delegacia 20ª DP lá em Feliz Isabel titular era o Marcos Vinícius. E aí ele quer conhecer sua delegacia e tal. E o Marcos Vinícius mostrou o básico do básico do básico, que é um mapa na seção de inteligência onde aparece ali os principais faccionados da região, mapa das lideranças ali do Grajaú, etc. E aí ele olhou, ficou impressionado com aquilo, não entendia nada de segurança pública.

Ele olhou para o básico e ficou impressionado, virou para o Marcos Vinícius e falou assim: você vai ser meu secretário da Polícia Civil, vou extinguir a Secretaria de Segurança, extinguiu realmente, e você vai ser o meu secretário da Polícia Civil. O Marcos Vinícius falou, caraca, o cara é louco! Mas o que que eu fiz na hora? Apertei a mão dele e falei, vamos nessa! E o cara ganhou, realmente colocou ele como secretário de Polícia Civil.

AMAndré Marinho

Não, lembro bem, tenho amigos em comum aí com Marcos Vinícius, então o cara que sempre ouvi muito bem. Mas para isso é o que a gente tá pensando muito também, mas Queria ouvir a opinião de vocês aí. Claro que a gente sabe que com Vitor Santos, com quem eu conversei recentemente, houve a restauração da Secretaria de Segurança, mas essa divisão permanecendo status ali para Secretaria da Polícia Civil, Bombeiros, SEAP, Polícia Militar, vocês são a favor disso ou voltar tudo para o mesmo guarda-chuva? Manutenção do organograma atual?

RDRafa de Martins

Negativo. Eu acho que deveria vir com a intenção Muito embora eu fiz parte da Secretaria de Estado de Segurança Pública, trabalhei lá na inteligência lá por 2 anos, chefe de gabinete lá. Eu acho que ela nunca deveria ter sido recriada, essa é minha opinião. Trabalhei lá, gosto, gosto de todos os componentes. Não é sobre a equipe, é sobre o órgão.

AMAndré Marinho

Por que que você acha que fica meio ruim?

RDRafa de Martins

É um órgão que não foi dado ao secretário os poderes que antes tinha, então é mais uma secretaria, é mais um gasto público. É mais um gasto público. Eu sei que vai doer o coração de algumas pessoas, mas é mais um gasto público do que algo que realmente funciona. E não por responsabilidade do secretário e dos seus assessores e subsecretários, mas porque eu tô pensando em efetividade operacional.

AMAndré Marinho

Porque em tese o próprio Vitor Santos pode falar: não, mas então manter status de secretaria para Polícia Civil, Polícia Militar, os bombeiros, SEAP, isso também aumenta ainda mais o gasto público e tudo deveria ser unificado. Eu tô só aqui provocando a discussão.

RDRafa de Martins

Você tem que entender o que que a polícia, as polícias ganharam. Ganharam autonomia da administração da sua própria verba. A Polícia Militar pode licitar com sua própria verba, Polícia Civil pode licitar com sua própria verba. Há muito mais independência. Isso aí. E aí, nesse mundo muito mais independência, o que que faltou no Rio de Janeiro? Uma verdadeira integração. Nós vivemos hoje a política do protagonismo. Cada um quer dar sua entrevista.

É o secretário da Polícia Civil quer dar entrevista, de vista dele. Aí vai de cima para baixo, aí é o diretor do departamento, é o titular da delegacia. Na PM a mesma coisa, é do protagonismo. Ninguém tá trabalhando vendo, enxergando o bem comum, o final, resultado final. Não importa quem fez, o importante é que isso foi feito de forma integrada, todos os órgãos participaram. Mas hoje vive-se a teoria do protagonismo, quem protagoniza mais.

AMAndré Marinho

Inclusive, por isso que a gente precisa restaurar prioridade para o governo, para o chefe do Executivo.

RDRafa de Martins

Caso seja eleito, fica aqui a minha recomendação, por favor: a impossibilidade de qualquer secretário de Estado poder se candidatar na eleição subsequente.

AMAndré Marinho

Eu tenho ouvido falar muito disso, eu acho que vale a pena demais a gente amadurecer esse ponto.

RDRafa de Martins

Isso vai evitar essa busca pelo protagonismo, sempre olhando lá na frente, sempre olhando lá na frente. Não me refiro aqui ao Dr. Felipe Cury, porque o conheço muito de perto, ele nunca pensou em ser político. Só que ele viu ali oportunidade, acabou indo. Mas em outros cenários já houve muitas outras pessoas que vislumbraram isso e se perseguiram isso, forçaram a barra. Agora, não é, repito, o caso do Felipe, ele não é, não é receio de represália porque não é o perfil dele também.

AMAndré Marinho

Eu tenho falado muito, eu também tenho falado muito com ele. Então ele acaba sendo uma honrosa e belíssima exceção a esse sentimento. Mas no espírito da coisa, você tá completamente certo. Você não pode ter esse estímulo aí para você usar o teu cargo para poder de alguma forma usar de trampolim para te catapultar mediaticamente e politicamente depois. Isso tá fundamentalmente errado. Agora, espero que o Felipe cure, que ele queime a nossa língua, mas pode ter certeza que isso é algo que não vai fazer sentido a gente manter, até porque ele é exceção e não a regra.

Agora, eu queria só colocar um ponto. Não, porque acho que não é, sem dúvida, mas eu queria, eu queria ouvir a opinião de vocês também, porque eu tenho essa humildade também de ouvir. Eu quero, vocês são dois caras que eu respeito, ponto final.

RDRafa de Martins

Servidor público, mas eu comungo do pensamento que é o seguinte: se eu sou servidor público concursado e quero concorrer a um mandato eletivo, eu deveria me exonerar, assim como funciona para juiz e promotores. Se o servidor público, delegado, coronel, praça, tira, quisesse candidatar, ele tem que se exonerar. É essa sua escolha? Então faça como os juízes, vai funcionar da mesma forma. Porque isso acaba gerando prejuízo para administração, acaba permitindo que as pessoas usem seus cargos públicos para uma promoção pessoal visando um objetivo eleitoreiro.

AMAndré Marinho

O que eu acho que é o grande prejuízo também, que a gente sabe que tem algo em torno de 3.900 a 4.000 policiais aí que passaram pela academia de polícia, que tem plenas condições aí também operacionais, e que estão muitos ali ilhados nesse modelo falido das UPPs. A gente tá falando de, são 3.061, né? Confere esse número. A gente viu esse número, número atual ali de policiais em UPPs hoje, pouco mais de 3.000. Em 16 UPPs. E muito além disso, policiais desses 3.900 e 4.000 que estão loteados em gabinete de parlamentar, de autoridades, de prefeitos, de desembargadores, de procuradores, fazendo todo tipo de também ali policiamento legislativo.

Então o que a gente precisa é de policial na rua e ponto final. É isso que vai fazer a diferença. Então não quero mais policial ilhado tendo que fazer escolta para parlamentar, usando ali todo tipo de poder, ficar cortando ali o trânsito para poder ficar atendendo ali o secretário pontual. Claro que o secretariado do tipo secretários municipais, ou também de outros prefeitos, secretário do Executivo, temos que ter, porque é uma demanda colossal.

A gente precisa também ter, e aí eu falo como futuro chefe do Executivo, a manutenção sim. Agora, por que que a Polícia Legislativa não começa a fazer a escolta também, o patrulhamento para os deputados estaduais da LERJ? Por que que a Polícia Judiciária não faz também a escolta policial dos desembargadores, dos procuradores e todos os membros do Judiciário?

RDRafa de Martins

Por quê?

AMAndré Marinho

Então a gente precisa urgente, porque a gente tá falando hoje o número de vagas Então, postos aqui para Polícia Militar são 60.471, se não me engano. Esse foi o número que eu mais atualizado. E é importante a gente se compenetrar que dos 45 mil que estão na ativa, claro que a metade disso fica em funções administrativas. A gente precisa urgentemente começar a considerar o cenário também que alguns policiais em plenas condições nas suas atribuições físicas também comecem a sair muitas vezes ali de uma parte burocrática, que eles estão completamente para trás sendo tratados ali como burocratas, quando eles deveriam ser pessoas ali na linha de frente fazendo a ocupação e botando o nosso plano em prática.

Então eventualmente empresas terceirizadas entrando nessas funções administrativas, que muitas vezes é jogar para o lado e coisas e procedimentos mecânicos e burocráticos. Então a gente precisa demais se compenetrar que a gente tem esse déficit de no mínimo 15 mil policiais militares e a gente precisa fazer esse enfrentamento. Vou pegar aqui número que o nosso amigo Felipe Coelho me passou, e acho que de acordo com ele é uma estimativa conservadora: 80 mil faccionados estado afora espalhados no Rio de Janeiro. Não sei se essa bate com o número de vocês.

?Voz B

Imaginava isso em 50, 60 mil, mas deve ser 80 mesmo.

AMAndré Marinho

Vamos jogar para cima então, 80. Vamos dizer que desses 80 mil tem 40 mil portando fuzis. São 40 mil fuzis no estado do Rio de Janeiro. O recorde de apreensão de fuzis no estado do Rio de Janeiro foi ano passado, em 2021, com 920 fuzis. Se a gente conseguisse fazer do Rio de Janeiro uma fortaleza impenetrável, um perímetro de ferro onde nenhum fuzil a mais fosse sequer produzido internamente, porque isso era impensável mas tá acontecendo agora, e que nenhum fuzil a mais pudesse entrar no estado, a gente extinguiria todos os fuzis com esse, com essa taxa de apreensão daqui a 43 anos, quando provavelmente o meu filho vai estar começando a ter o filho dele.

Então esse é o tamanho do problema. E nas mais de 1.900 favelas que a gente tem, se a gente fosse distribuir os 44 mil policiais militares lá presente, cara, daria que se tivesse uma base fixa em cada uma, 23 policiais, 23 policiais só em base fixa para essa dita retomada territorial. Ou seja, a retomada territorial tem que ser uma obsessão, mas não dá para a gente querer. A minha mãe me ensinou desde cedo, isso se aplica porque a fé que uma boa mãe pode passar para um filho, e que é a sabedoria popular: quem tudo quer, nada tem.

Então a grande obsessão é sai fuzil e entra Brasil, sim. E a gente tem muitos, muitos bons exemplos de que a nossa obsessão tem que ser o dia de amanhã, irmão. Entra para passar o cerol, para fazer a operação incisiva tática, mas aí a titulação, escritura, casa, iluminação, pavimentação, Defensoria Pública, Ministério Público nesse mutirão de Brasil. E se o presidente Lula fala tanto em um Brasil dos brasileiros, né, ele que defende a soberania do fuzil, dos nossos criminosos, eles que são os narconacionalistas, né, eu espero que a depender da disposição dele, pelo menos no Gogó, se por alguma tragédia do destino ele for reeleito para um quarto mandato, que a gente deixe tudo de lado e foque em finalmente fazer esse enfrentamento.

?Voz B

Eu não sei se já pensou sobre isso, mas uma coisa que eu tenho, eu vi o filme lá do, do, lá de El Salvador, né?

AMAndré Marinho

Sim, sim.

?Voz B

E é aquilo me trouxe uma reflexão que eu falava assim, caramba, cara, o que o Bukele na verdade fez, ele não só prendeu os membros de gangue, mas ele tem controle total do presídio.

AMAndré Marinho

Assim, nada que é literalmente o exato oposto do que a gente tem, nada que acontece ali dentro está fora do controle dele.

?Voz B

Então você vai parar para ver, todas essas facções foram criadas dentro do presídio, nada acontece acontece fora numa favela se não tiver uma ordem vinda do presídio. Então assim, o futuro governador, acho que ele tinha que começar a, assim, tem que botar isso como uma pauta de reflexão e de entendimento, de planejamento, o controle dos presídios. E isso precisa de uma ajuda de outros poderes também, porque, por exemplo, hoje nossa Defensoria Pública parece que ela não, assim, ela advoga contra a polícia.

Eu nunca tinha visto uma Defensoria Pública fazer assistência de acusação contra policial, bicho. É coisa assim de maluco. Agora, cara, advogado, o cara tá preso, não tem mais conversa sigilosa, meu irmão.

AMAndré Marinho

O cara tá, negócio de facção, já existe nos Estados Unidos há séculos, cara, há séculos.

?Voz B

Porque se o cara vai preso, continua controlando o morro dele lá de dentro, você não tem controle, tu não vai ter controle nunca.

AMAndré Marinho

Agora, se você tem um controle do presídio, meu irmão, porra, eu acho que você diminui aí Cara, boa parte dos homicídios do estado do Rio de Janeiro, me corrija se eu tiver errado, mas 40% são de ordens que vêm de dentro de presídio.

?Voz B

Como é que essa ordem pode sair de lá de dentro, viu?

AMAndré Marinho

Porque aquilo ali virou a Disneylândia, pô. Aquilo ali virou o quartel-general, escritório-geral. Aquilo ali está falando de um— é mais de uma organização criminosa. Não são só os dois homens numa moto ali na linha vermelha, no meio de um arrastão. Não é só o motorista do iFood ou pivete ali roubando o seu celular, como aconteceu com um rapaz aqui que trabalha na nossa equipe há poucas semanas atrás. Todo mundo sabe aquela sensação, parece que é um ritual de iniciação para você enquanto carioca ou alguém que vive no Rio de Janeiro, para você passar um sufoco desse.

É o celular roubado muitas vezes na Zona Sul. Que acaba abastecendo também, sendo um instrumento que entra dentro de um presídio como Jericenó, Bangu, de 1 a 8, e que dali sai a decisão que vai fazer uma mãe tá chorando 45 minutos depois em Realengo ou em Bangu. Então a gente precisa entender que essa é a dinâmica do crime. E você pode ter certeza, não sou eu falando, Ministério Público, irmão. O Rio de Janeiro vive hoje um déficit criminoso que é uma bomba relógio que tá instalada no coração do nosso estado, num déficit prisional de 17 mil vagas.

Eu já conversei com muita gente ali da CEAP também recentemente, eles me dizem que esse número é fictício e é um número totalmente aquém daquela, daquelas verdadeiras masmorras que se tornaram os presídios do Rio de Janeiro. Eu sei de no mínimo 49 equipamentos públicos de prisões de menor maiores, desde Guaxindiba em São Gonçalo, Água Santa, São Cristóvão, Benfica, Japeri, Gericenó 1 a 8. É humanamente impossível a gente conseguir zerar esse déficit, porque é, pensa comigo, se são, é inacreditável, se são 42 mil presos no Rio de Janeiro, a gente prendendo algo em torno de 40 mil, que na porta giratória, na desgraçada porta giratória do sistema prisional, com as audiências de história de progressão de regime, todo tipo de saidinha e benefício de bolinho de cenoura com a namorada ou a mamãe levando com visita íntima, coisa que Goiás conseguiu extinguir.

Porque o governador tem sim autoridade, se quiser, para fazer a gestão dos seus presídios, mas tem que ter coragem. Não pode estar mancomunado também com setores dentro do crime. Isso é o mínimo que a gente precisa fazer. Eu sou ignorante no bandidês com muito orgulho. O que não significa ter malícia e entender exatamente como eles operam. Então é importante ter essa clareza moral. Agora, eu tô guardando para antes do primeiro debate, grande momento aí no domingo, onde finalmente, finalmente a gente vai poder ter lado a lado os nossos projetos, os nossos estilos, o nosso, nossa palavra, que é a coisa mais sagrada que tem com vocês aí do outro lado.

Ali todo mundo em pé de igualdade Eu vou fazer um anúncio de uma proposta que eu venho pensando há um bom tempo e me apoiando em excelentes exemplos aí mundo afora para a gente poder zerar esse déficit prisional no Estado do Rio de Janeiro, que eu acho que vai gerar algumas faíscas e manchetes, mas vou guardar um suspense. E sobre a questão financeira e fiscal do Estado, só falar também das celas, não pode ter tomada mesmo, tem tomada dentro da cela, é muito simples também.

A gente voltar para o básico, a lógica básica é tapar as tomadas, né? É incompreensível para mim também, irmão, como é que nas torres ali que existem de vigilância dentro dos complexos, geralmente eles, os bandidos, têm Starlink, acesso a Starlink. Muitas vezes nas regiões administrativas dos presídios você mal tem sinal. Então é a falência completa aí que tá posta. E a gente vai com certeza nessa expansão desfaccionar os presídios, e eles que se virem lá dentro, sinceramente.

RDRafa de Martins

Nós recebemos aqui no Fala Guerreiro hoje humorista que é um egresso do sistema penal brasileiro, aqui do Rio de Janeiro especificamente. E ele contou várias, várias histórias, né? Um cara que realmente foi reintegrado à sociedade vive a vida de uma forma digna, é comediante, faz stand-up aí. João Estrela, um abraço onde é que você esteja, sucesso. E ele contou algumas coisas do presídio, que acontece dentro do presídio.

AMAndré Marinho

Eles conseguem fazer cachaça dentro do presídio, falou, falou, máquina de gelo e várias coisas.

RDRafa de Martins

Falei, meu irmão, surreal, como é que vocês conseguem? Não, porque entra isso aí 4 vezes, a gente consegue fazer aquilo e tal, não sei o quê. Contou a dinâmica toda do presídio de uma forma bem humorada, mas contou a dinâmica toda do presídio. Nós ouvimos ele sozinho num episódio, tem um episódio com ele apenas. Um segundo episódio nós convidamos um policial penal e ele para fazer esse contraponto. Ele foi um bate-papo bacana e tal.

E eu fiquei abismado. Não que eu não soubesse, ah, cara, mas é, não que eu não soubesse, mas assim, você ouvindo de alguém que tava lá dentro e falando, eu vivi, é assim mesmo lá dentro e tal. E outra, o outro grande problema que se tem aqui no Rio de Janeiro, é presídio feminino com 70 mulheres dormindo juntos na mesma cela.

AMAndré Marinho

Outra coisa que também cheio de percevejo para tudo que é lado, morder no corpo. Mas você tá falando muito mais do, não das condições, mas tá falando muito mais da dinâmica interna, da dinâmica interna.

RDRafa de Martins

Hoje o faccionado tem opção de escolher: eu quero ir para, eu quero ir para galeria do Comando Vermelho, não, eu quero ir para galeria do Terceiro comando? Não, quero ficar junto com as milícias. Tem um presídio aqui que é só para, é só para uma facção. O presídio fica lá em Japeri, é só para uma única facção. Caso eleito, você pretende mantê-los separados, possibilitando eles se organizarem cada vez mais? Aqui o Comando Vermelho vai funcionar, funciona o estatuto do Comando Vermelho, as regras do Comando Vermelho, a comunicação do Comando Vermelho, a mesma coisa do TCP.

E os milicianos ainda não estão, ainda não estão separados por facções. Existem facções diferentes de milícia também. Você pretende acabar com isso? E acabar com isso implica numa coisa que eu uso como subterfúgio para não acabar, que vai gerar o colapso no estado, serão múltiplas rebeliões, isso vai causar muito problema.

AMAndré Marinho

Garotinho foi governador das milhões em prisões. Ele sabe muito bem o que ele tá falando.

RDRafa de Martins

Foi a Benedita.

AMAndré Marinho

Não, mas também teve no governo Garotinho.

RDRafa de Martins

Aquela maior foi a Benedita, aquela maior do final de Ibirama foi Benedita.

AMAndré Marinho

Que fique claro, ele não, tudo bem, que era vice dele para todos os efeitos, mas o próprio tá advogando por isso, né? E eu também reforço que nesse novo aparato aí prisional que a gente vai criar, será o Centro de Confinamento do Narcoterrorismo no Rio de Janeiro, A gente precisa ter muito claramente que a gente vai desfaxinar os presídios, sim. Não todos de uma vez só, entender na realidade local, mas que a gente precisa fazer uma reforma profunda, estrutural e também arquitetônica dentro dos presídios para poder evitar que continue sendo essa quase que o RH ali de despacho para essa multinacional do vermelho.

Isso a gente precisa fazer. É ou não é que se você tiver as pessoas que já estavam no teu entorno, de alguma forma sob a tua hierarquia, desde o, do, do radinho, do aviãozinho, do soldado, do também do recruta, se todos eles de alguma forma estão ali sob a sua aba, interagindo com o seu chefe imediato ali na hierarquia do crime, dentro da sua própria facção, que não é de alguma maneira só um incentivo maior para que essa articulação interna dentro dos presídios fique ainda mais azeitada, despachando esse terror por transmissão para o Estado.

Então, no mínimo, ele se reorganizando e criando essa tensão interna vai desfavorecer essa organização interna que favorece hoje o que se tornou muitas vezes uma— não é uma colônia penal, uma colônia de férias, muitas vezes. É impensável para mim continuar nesse sentido, impensável. Agora, vou descer igual um anjo vingador, vou estalar o chicote e num passo de mágica a gente vai desfaccionar de todos os presídios? Eu acho que isso requer critério e também analisar cada caso individualmente.

E qualquer um que tiver falando que vai fazer dessa maneira, num passo de mágica, é irresponsável. Agora, esse conceito me atrai. Haja visto que o maior exemplo hoje ali no secote de El Salvador. Por que que o Rio de Janeiro tem que sempre ficar se conformando em ser tão com esse espírito de vira-lata, de várzea, como se a gente não fosse capaz de restaurar autoridade e botar ordem nessa bagaça? Eu acho que é uma questão de, são seres humanos, são, e a gente precisa também de autoridade e inteligência na forma que a gente vai estar aplicando esses códigos tipos de conduta lá dentro.

Queria até, considerando que isso para mim é inegociável nesse novo equipamento que a gente pretende criar, mas qual é a tua opinião sobre isso? Tu acha que é um convite à rebelião e banho de sangue na mesma hora, ou não é tão causal?

RDRafa de Martins

Eu acredito que seria, seria um divisor de águas que ninguém nunca ousou experimentar. Nem que fosse em presídios menores. E a partir dali, acredito que deve haver um grande planejamento antes, claro, de inteligência, de investimento na estrutura da Polícia Penal, de contratação de novos agentes, treinamentos para essa nova filosofia. E preso é doutrinado. Uma vez doutrinado, eles vão seguir e tá pronto também para todos os ataques que que o governo que se propuser a fazer isso vai receber de partidos de esquerda, de ONGs, talvez até da ONU.

A partir do momento que se predispõe a fazer isso, você, como é um país, e falando do Estado, que tá a Deus dará nesse segmento, total, total. Agora, isso não implica dizer que algumas pessoas, quando caminham nesse discurso, não, preso Ah, se a cela é para 10, mas tem 30 lá dentro, não tem 30, cabe 30. Eu também sou contrário a esse discurso, tá ligado?

AMAndré Marinho

Sou contra isso, empilhar todo mundo lá.

RDRafa de Martins

Sou contra isso. Eu não sou nenhum garantista, não sou de esquerda, eu não preciso, eu não preciso ser de esquerda para ser um prefeito idiota e pensar assim, porque tem muitos presos que são inocentes. Então quando você pensa no preso que que realmente roubou, que realmente traficou, aí você, não, aí sim. Mas é aquele que tá lá respondendo uma pena a um crime que não praticou. E eu já tive a infelicidade de cumprir mandado de prisão de alguém que foi preso injustamente.

Aí quando a gente olha por essa ótica, tá, eu vou tratar esse cara dessa forma, pode ser. Hoje nós temos quantas pessoas presas por causa do dia 8 de janeiro? Essas pessoas devem ser tratadas assim só porque quando a gente fala de direita, as pessoas já acham sempre que o cara de direita tem que ser um escroto que não pensa no outro. E eu não sou dessa, não sou desse tipo.

AMAndré Marinho

Mas aí é uma, de novo, é cair na caricatura também, no reducionismo burro que muitas vezes as plateias aí acabam tentando levar a política. Mas eu entendi totalmente o que você falou, irmão, e acho que a gente precisa ter muita firmeza nesse sentido, né? Porque a gente precisa trancar o chefão chefões do tráfico. Ah, mas você só prendendo ou matando, eventualmente, caso haja o revide contra os nossos policiais, os chefões do tráfico, no passo seguinte vai ter alguém assumindo essa, vai ter o conclave dos bandidos, né, para poder erguer o próximo sucessor.

RDRafa de Martins

Não basta prender os chefões, não basta prender os chefões, porém as maiores ordens que causam tudo isso que a gente está vendo no Rio de Janeiro hoje, elas partem diretamente do presídio. E às vezes até federal. E tem filha e filho de gente que tá presa em presídio federal, que tá condenada e exerce mandato eleitoral hoje. Hoje, hoje tem filho de grande liderança que exerce mandato eleitoral, condenado, tá? Foi condenado em primeira instância e exerce mandato eleitoral no Rio de Janeiro hoje.

Isso é a falência total do Estado do Rio de Janeiro. E de jeitinhos que deram para que o atual presidente da República pudesse se recorrer, né? Que, ó, só a partir da terceira instância que vai ser realmente condenado, realmente vai. Então a gente teve, por causa disso, pessoas como o TH sentado na Assembleia Legislativa, outras pessoas como essa que eu tô te falando, que foram condenadas pela justiça por envolvimento direto com o Comando Vermelho, mas por conta de liminar que a justiça e a lei permite, o juiz tem que dar, sentaram lá.

Então a gente caminha para um— a gente caminha não, nós já estamos no fim da linha.

AMAndré Marinho

Para o mal triunfar, basta omissão dos bons, e eu não vou me omitir. Então eu acho que, de novo, não é por mim isso aqui, eu sou só o mensageiro que decidiu ter, na verdade, aquele passo além. Para a gente poder realmente trazer o time que a gente tá trazendo, deu também não ter o complexo de grandeza ou a egotrip que outros já tiveram, e realmente fazer o que a gente precisa fazer. Porque, cara, eu estou muito convicto que a gente tem o plano e a reserva moral.

Isso eu ouvi muito essa expressão do Vitor Santos quando eu troquei ideia com ele: você precisa ter reserva moral para empreender as mudanças que que a gente precisa fazer. Você precisa também ter autoridade moral para poder sentar o mais próximo de igual para igual com potências internacionais para se tornarem aliados. Ou seja, cooperação internacional, cooperação americana, mas comando brasileiro. Porque eu fui recebido pelo topo do escalão, do topo no governo americano.

Eu não falo isso por arrogância, falo isso por poder de decisão e capacidade de articulação, que é isso que vai gerar mudança que a gente precisa ver. Enquanto o outro candidato do PL fala que tem que, que receberia de braços abertos uma embarcação americana na Baía de Guanabara começando a atirar o quê, nos morros cariocas. A gente não precisa disso, a gente já tem a tropa mais casca grossa do mundo. Imagina com os equipamentos certos, com a tecnologia de ponta.

Enquanto esses 80 mil faccionados aí, esses vagabundos, têm os seus AK-47, a gente vai ter um AR-15 com mira holográfica aqui no que depender de mim. Então eu não vou poupar esforço também enquanto eles estão fazendo esses drones caseiros aí com bomba artesanal acoplada ali neles e soltando perto de criança, como rolou em Cordovia essa semana, que eu não vi ninguém falar nada, ninguém falar nada. A gente precisa voltar realmente de novo a ter os drones que eu também tive a capacidade de ver, que conseguem perdurar 30 horas de voo permanentes e também com leitura infravermelha, altíssima precisão.

Então a gente precisa vencer essa guerra, e é muito simples. Eu vou trazer aqui, que sirva de, que serve de inspiração para mim, porque isso aqui é um cara que tem o dito para esquerda aqui, o dito lugar de fala, né, dito lugar de fala. Então só um momento aqui, vamos lá. Se é ou não é, Rafa, quando Nayib Bukele disse, abre aspas, Não existe Estado que não possa vencer os criminosos. Se um Estado não vence a criminalidade, é porque o Estado é cúmplice ou porque partes do Estado são cúmplices.

Ponto final. E vai ao encontro exatamente do que você disse, que a história do Rio de Janeiro— e aí a gente vai aceitar passivamente como se esse fosse o nosso destino? Tu não acredita mais? Muita gente não acredita mais.

RDRafa de Martins

Não, não disse que eu não acredito, mas eu reconheço que o ponto é total.

AMAndré Marinho

Total, irmão. Cinismo é total. Ninguém acredita mais até o momento que a gente possa resolver. Não é do dia para noite.

RDRafa de Martins

É isso aí que eu ia te falar. Você não sabe que você não vai resolver isso em 4 anos.

AMAndré Marinho

Agora a gente consegue de novo, não precisa.

RDRafa de Martins

Quando o Rafa entrou nesse assunto dos presídios, ele colocou de forma brilhante que enquanto lá em El Salvador tudo acabou por causa do presídio, as facções acabaram, as gangues acabaram, por causa dos presídios. A redução de homicídio foi gritante por causa dos presídios. Aqui tudo começa no presídio. O Comando Vermelho começa na década de 70, final da década de 70, no presídio. O PCC nasce no início da década de 90 no presídio.

A maior rebelião, o maior ato terrorista cometido pelo PCC, inclusive contra forças de segurança em São Paulo, foi uma ordem de dentro de um presídio. O Marcinho VP mandou incendiar ônibus aqui no Rio de Janeiro de dentro de um presídio. O Marcinho VP, com investigações robustas da Polícia Civil, comanda ainda hoje o Comando Vermelho de dentro de um presídio.

AMAndré Marinho

E só vai ao encontro do que eu tô reforçando aqui. Não dá mais para ser quartel-general, do crime dentro dessas estruturas. Como que a gente faz? Restaurando a autoridade legítima lá dentro, valorizando os nossos policiais penais, fazendo plano de cargos e salários que eles estão advogando por tanto tempo, fortalecendo também, expandindo a nossa capacidade carcerária agressivamente, e também ter a reserva moral para poder fazer isso, e também a capacidade de atração de investimento eventualmente internacional, também liberação do nosso espaço fiscal, porque o problema do Rio de Janeiro não é falta de dinheiro, é excesso de ladrão em todas as instâncias.

Todo mundo sabe onde estão os ralos, os vespeiros, todo mundo sabe onde tá a sacanagem, e a gente precisa poder fechar isso. A gente tá vendo um exemplo aqui ao vivo. Não leve por mim, eu fui o primeiro pré-candidato a ser recebido pelo Ricardo Couto na segunda semana de governo interino, onde ele me disse, e ele tava doido para picar a mula lá da na posição que ele tá. Mas enfim, tá, acho que foi ungido aí para poder, pelo menos agora, pode até tá enveredando aí por um lado, que na função institucional pode estar sentando, pode estar fazendo uns carinhos em excesso aí no Lula, que, mas também não compete a mim ficar julgando isso.

Mas o importante que, cara, ele mostrou que com governador independente, sem rabo preso e sem ter hipotecado a própria alma para esses mesmos esquemas de sempre, É capaz de fazer.

?Voz B

Marinho, e como lidar com Assembleia Legislativa? Porque assim, sabe que as casas legislativas, que eu vejo assim o seguinte, bicho, pô, hoje em dia sinceramente eu olho para o cara, vai querer ser deputado, pô, legal, meu irmão, o cara é meu brother, projeto pessoal dele, o cara vai se dar bem. Eu já não espero que o cara, entendeu, se ele fizer por mim tá tudo certo, entendeu? Porque tu bota até Porque se o cara quiser moralizar mesmo, você sabe que tem forças ocultas ali, até de outros poderes, que não deixa o cara trabalhar.

Mas geralmente essas casas, elas se assemelham a um puteiro, né? Você paga, você paga o cara. Então assim, às vezes você consegue até na ideia. Às vezes você vai no prostíbulo, na ideia ali tu consegue, mas tu vai conseguir uma vez, entendeu? Para tu conseguir mais de uma, você vai ter que largar uma pratinha ali. Cara, como é que o Novo, cara, por exemplo, não sei como é que tá o quadro de deputados do Novo, entendeu? Se consegue ocupar um espaço ali de relevância.

Mas, cara, como é que você vai lidar com isso? Até porque historicamente a nossa legenda também, bicho, porra, já é uma, é um cabaré antigo já, um cabaré tradicional, entendeu? Como é que tu vai lidar com isso, cara?

AMAndré Marinho

Uma coisa muito clara assim para mim, cara, Cara, eu tenho que conversar com, eu tenho que conversar com os corretos. A primeira providência ali depois assim da posse, literalmente, são os 70 deputados estaduais eleitos pelo crivo popular, respaldado aí pela vontade do povo. Eu acho que, de novo, o sentimento da população e tal, eu tô numa disputa aqui, de novo, é pela alma do Rio de Janeiro. Acho que nunca teve tão propício, tão promissor a capacidade da gente fazer uma renovação histórica aí nos quadros da LERJ.

E eu não me surpreenderia também, isso aqui por favor, não vou dar uma de garotinho aqui vazando operação para zicar a operação, até porque eu não, não é informação, mas é intuição, dado todo o conjunto indiciário que vem se acumulando nos bastidores e também no noticiário nos últimos meses, que eu não me surpreenderia se tivesse mais uma mega uma operação ali para dar uma varredura ali num naco importante dessa banda podre da Lerje, dos mesmos deputados estaduais que ficam colando os adesivos deles eleição após eleição.

Como alguns eu vi quando eu fui ali em Parque Analandia, em São João de Meriti, na divisa com Caxias, debaixo da linha do trem, com cenas que eu nunca vou esquecer na minha vida, da quantidade de lixo acumulado, um bichão a céu aberto, porco chafurdando na lama ali no convívio com os seres humanos, muitas crianças ali respirando doenças, vivendo em condições ali que parecia algo que a gente sabe que existe, acha que existe, acha que já viu ali pelas nossas telas dos celulares, mas que a gente ficou completamente divorciado.

E ali aquele, aquela reta concreta de velocidade ali de carro e automóvel passando com completa indiferença com aquele, aquela desgraça humana que tá ali do lado. E eu vi vários postos desses adesivos dessa mesma banda podre, aliás, ali aqueles adesivos desbotado ali que tá ali claramente há 4 anos ali roubando a esperança daquele povo. Eu tô, eu tô nessa disputa e realmente para de alguma forma dar um dedo do meio para todos esses caras, porque eu não vou contemporizar com quem é sabidamente parte do desastre.

E eu prefiro acreditar que ainda não estamos falando da maioria da legião. Tô falando que são 70 anjos? Não, não tem. Ninguém é perfeito nesse mundo, todo mundo tem suas falhas. Só que é conversar com os corretos, influenciar positivamente através do exemplo e da retidão os não tão certos assim, e botar para escanteio os vagabundos, que eles não vão ter nenhuma influência nas nomeações, muito menos Instituto de Previdência, pode esquecer.

Delegacias titulares, as delegacias de bairro, os comandantes de batalhão, a gente sabe exatamente. Vocês sabem, Rômulo, você sabe, Rafael, eu sei, mas não vou ser leviano aqui nesse momento de falar exatamente. Todo mundo sabe quais são os comandantes de batalhão que estão mancomunados aí na cultura do arrego, extorquindo traficante para evitar operação. E assim que eles assumiram muitas vezes esse comando de batalhão por indicação do deputado mui amigo dentro da Alerj, então a gente vai entrar na canela e vai romper de uma vez por todas esse ciclo de favorecimento político que vai retroalimentando essa cultura de captura e desmoralização.

E aí eu volto aqui no nosso professor Alessandro Visacro, que falou: a única chance que o Estado do Rio de Janeiro tem de ambicionar esse quer cogitar ter alguma mísera chance de voltar com tudo, essa gente repactuar politicamente autoridade legítima do Estado do Rio de Janeiro. Porque onde o poder público opera, o poder paralelo não impera.

?Voz B

Perfeito, excelente, cara.

RDRafa de Martins

Do, vamos adotar do menos pior para o mais grave. Quais são os 3 principais problemas do Rio de Janeiro hoje, na sua visão? Terceiro, primeiro, dificílimo.

AMAndré Marinho

Vamos falar, quão específico você quer que eu seja?

RDRafa de Martins

Normalmente político fala saúde, educação e segurança.

AMAndré Marinho

Aí eu queria saber o seu terceiro lugar para também, eu acho que é a qualidade média da nossa classe política. Ouso dizer, e correndo risco de generalizar sem querer generalizar, a pior classe política do Brasil. E porque a política é feita de pessoas, de personalidades, de trajetórias, de quem tem constância moral, quem não tá viciado no poder ou tá viciado no poder, que tá intoxicado ou mancomunado com o poder paralelo que se infiltra também na economia formal e no poder político.

Então é a densidade pessoal das pessoas, é quanto aí a gente precisa, cara, oxigenar mesmo. Hoje o Rio de Janeiro era o celeiro aí da medicina, da academia, o berço. O Rio de Janeiro é o único lugar do mundo que criou 5 gêneros musicais, cara. A gente tá falando da Jovem Guarda, Chorinho, MPB, samba, bossa nova, e a gente virou um uma usina de exportação de talento para outros estados brasileiros ou mundo afora. Então eu não aguento mais ouvir essa galera mascoroa também falando assim com esse saudosismo nostálgico romântico do Rio de Janeiro que passou.

Acho que eu também ouvi muito do meu pai também pela era dourada que ele viveu, mas a gente precisa primeiro oxigenar. Eu me recuso a acreditar que dos 17 milhões de fluminenses a gente não tem alguém que não precisa, que que esteja disposto a de alguma forma dar o exemplo de retidão, com personalidade também, para poder segurar o rojão na hora H, na hora do vamos ver, separar os homens dos meninos, as mulheres das meninas, de não ceder na primeira pressão e também ter a reserva moral para virar esse jogo.

Sem isso, a menor chance. Pode reencarnar Bukele, Napoleão, Alexandre o Grande, o Jean-Claude Van Damme em mim aqui, a chance é zero da gente virar esse jogo se a gente não tiver uma classe política que possa de alguma forma, de uma vez por todas, aproveitar que a LERJ nunca teve tão acuada, ou como também o próprio Supremo nunca teve tão acuado também, para finalmente cortar na própria carne, de dar o exemplo, de jogar no interesse do povo.

Não é possível que a gente não seja capaz de fazer isso. Então eu tava aí do outro lado de vocês até alguns meses atrás. Eu decidi botar o meu na reta por vocês exatamente para mostrar que a gente não precisa ficar refém dos mesmos de sempre. É tudo farinha do mesmo saco que vão estar disputando o governo do Rio de Janeiro. Segundo problema aqui, seguindo adiante, além da qualidade média dos nossos representantes serem terceiro, em segundo lugar, irmão, não tem como não falar da educação.

Que isso, cara? Como é que o segundo estado mais relevante da República tem o segundo pior IDEB do Brasil? Essa conta não fecha. A gente, o custo por aluno no estado do Rio de Janeiro é muito maior do que o de Goiás, e Goiás é o primeiro colocado. Então a gente vê notícias aí de parente de traficante mandando e desmandando licitação de livro didático dentro da Secretaria de Educação, que era o grande cenário do bacanal fisiológico, da orgia do Bacelar e dos seus comparsas também, fazendo, roubando a educação do seu filho para poder de alguma forma sequestrar o futuro deles.

A gente já passa, meu irmão. Então não tem como. Um país ou uma nação é tão boa quanto o seu povo. Um povo alienado, domesticado, abobado e ignorante acaba produzindo um país de muitas vezes pessoas ignorantes que são o perfeito presa e cobaia para essa massa, para virar massa de manobra aí para os mesmos de sempre. Ou seja, a crise, isso vem desde Darcy Ribeiro, que era que era um cara da esquerda, mas que de novo, dane-se que é da esquerda, o que importa é que a crise da educação no Brasil não é coincidência, é um projeto.

Então a gente precisa fazer essa virada, porque um povo, o povo não é bobo, mas imagina se o povo não ficasse refém dessa situação. E o último, claro, a segurança pública na guerra territorial.

RDRafa de Martins

Primeiro, ainda dentro da educação, o ERGE, berço ideológico do Rio de Janeiro, Salas destruídas, pichadas, tem-se mais greve do que aula efetiva, efetivamente. O que que você pretende fazer em relação à UERJ, uma das universidades aí que referência no Rio de Janeiro, poderia ser muito mais? Mas aí fala também da valorização da classe dos professores, que é importante, não dos professores que funcionam como instrumento de manipulação ideológica.

Não esses, esses eu quero que você, quero que você diga o que pretende fazer em relação a eles também.

AMAndré Marinho

Com algumas exceções, mas acho que, porra, eu posso falar porque eu tive— cada caso é um caso, cada profissão tem os seus bons representantes. Você tá falando dos bons políticos, dos maus políticos, dos bons cidadãos, dos maus cidadãos, os bons professores, dos maus professores, mas o sacrifício do professor deveria garantir um lugar no céu para cada professor. Porque cada história que eu ouço, meu irmão, da falta de autoridade em sala de aula, que é algo que a gente sabe que é um problema estrutural há um bom tempo, não tá escrito como isso se tornou uma praxe.

E não tem jeito, cara. O professor, e você professor da Rede Municipal de Ensino, sabe os estrutural que vocês tiveram que sofrer também na mão da Prefeitura do Rio de Janeiro. Há tanto tempo sem requalificar o salário de vocês e também sem dar as gratificações que vocês merecem. Então a gente precisa ter muita clareza nesse sentido. Toda escola que tiver mal performando, isso aqui é a realidade que talvez eles vão querer maquiar ou evitar de alguma forma.

Tem fila, tem fila dando volta no quarteirão para todo tipo de escola cívico- militar, que é o modelo polêmico só para quem não quer ver, só para quem é cúmplice de alguma maneira com essa inversão de valores e a perda de autoridade e hierarquia dentro da sala de aula, que é o básico do básico. Isso aqui não faz de mim um retrógrado, faz de alguém, faz de mim alguém que quer realmente fazer a futura geração do Rio de Janeiro prosperar.

Então isso não é um modelo único, a gente precisa fazer, cara, porque eu nunca vou esquecer, menininha ali no calçadão de Nova Iguaçu me puxando pelo braço, falando: tio, a gente precisa de duas coisas lá na sala de aula. A gente precisa de— se você puder me dar um tablet, eu vou adorar, mas antes disso, se você puder me dar um shampoo, vai ser melhor. Eu falei: shampoo? Para quê? Não, porque eu e meus amigos, a gente tá cheio de piolho.

Então a gente tá falando com— são problemas do século 19 que ainda existem dentro de várias escolas. A gente tá falando dentro da Vila Kennedy, ali no subbairro do Giló, do Quiabo, do Congo. Escola municipal ali dentro também, que o Eduardo Pascho fica falando, ah, mas eu botei o social lá. Mas o social sem fiscalização permanente de nada adianta. Então é virando ponto de indolação de droga, com vagabundo faccionado portando fuzil, virando, fazendo às vezes do inspetor de escola municipal.

Essa realidade dura, crua e nua. Então a gente precisa fazer, antes de tudo, 3 choques na educação. Tô falando dessa educação obviamente é do ensino médio, tá? Obviamente sem falar das nossas 125 FATECs, o ensino técnico profissionalizante, os convênios também com o Sistema S, que a gente pode falar mais adiante. Vou chegar na UERJ em última análise aqui, mas é, cara, choque de acolhimento, de ambiente, porque não dá para o cara, porque todo mundo sabe que nessas, quando começa a vir o verão com aquele sol de rachar pino, rachar catedral, rachar pensamento, começa a ver aquele futum tudo abafado com ar-condicionado quebrado.

Você não ter um ambiente minimamente ordeiro é completamente repelente para um ambiente de ensino que realmente valoriza as nossas crianças. Então a gente tem que fazer um choque, uma PPP de infraestrutura. Paraná fez isso. Tenho conversado com todos os responsáveis ali, com o governo Ratinho Júnior também, que fizeram isso. Gente séria, competente, e que de nenhuma forma eu falo que a gente, métricas e métodos privados, não significa que a gente vai estar substituindo a carreira dos servidores da educação que ralaram para poder ter essa oportunidade.

Pelo contrário, essa é aquela briga boba que ninguém, ninguém sério cai nessa altura do campeonato. Então a gente tem muita clareza nesse sentido. Agora, eu, como é que a gente faz para romper com esse ciclo permanente de essa cultura grevista e que sabota as nossas universidades estaduais, né? Você pode ter certeza que todos os grandes líderes ao longo dos grandes testes da história foram aqueles que quando estavam com as costas contra a parede conseguiram impor limites.

Então é deixar muito claro que a gente vai poder fazer, o povo do Rio de Janeiro pode esperar um governo, talvez o governo que vai ser o melhor amigo da educação superior nos últimos anos. Mas quando realmente houver um grevismo que começa a sabotar nossa capacidade de dar aula, muitas vezes aos alunos ali que ralaram duro para poder ter esse aprendizado, a gente precisa deixar muito claramente que quem tiver sabotando essas aulas terá os seus contratos ou participações imediatamente cassadas e suspensas.

RDRafa de Martins

A pergunta mais direta: você vai ser o governador capaz de mandar prender aluno que destruir sala de aula, que pixar, que danificar o patrimônio público, ou vai continuar? Porque a UERJ parece hoje ser um reduto de intocáveis. A Guarda Municipal vai lá e tem troca de agressões entre alunos, os jogam cadeira nas guardas. Não sei como termina o final disso tudo, mas seremos capazes, caso você seja eleito, de prender esses vagabundos que se autodenominam alunos, mas que depredam o patrimônio público e ali fazem carreira, carreira de aluno.

Nunca vi isso. O cara fica 10 anos na universidade participando de conselhos ideológicos, destruindo o patrimônio público, intimidando outros alunos, intimidando professores que não comungam da mesma ideologia que eles. Você vai ser o tipo de governador que vai mandar a Polícia Militar ir lá prender? Você vai ter essa coragem?

AMAndré Marinho

Tá anotado aqui. Isso aqui não é uma bravata, não. Isso aqui tem precedente histórico e vai diretamente na história do meu, da minha grande referência política. Se a gente voltar no ano de 1968, acho que pode, para muitos foi o ano mais tenso culturalmente falando da história recente dos Estados Unidos. O tecido social americano, meu irmão, todo mundo achou que ia ter a Segunda Guerra Civil naquele momento, com protesto explodindo ali na Universidade de Berkeley, na Califórnia.

Naquele momento, o então governador de primeiro mandato da Califórnia, Ronald Reagan, que viria 12 anos depois a se tornar presidente dos Estados Unidos, que ajudou a derrotar a União Soviética, ele teve foi o primeiro grande teste dele quando começou a chamejar ali os protestos da Universidade de Berkeley com os alunos passando, meu irmão, você não tem noção, porque vandalismo, ele falou, vandalismo não é liberdade de expressão e ponto final.

Ali ele segurou o rojão e ali ele mandou todas as tropas também das polícias estaduais para botar ordem naquela bagaça, fazer os mandados de prisão e dar o exemplo. Porque também, se a gente vê todos os muitos ali, porque vários deles foram colocados no mesmo balaio ali também, daqueles que de alguma forma tiveram várias penas assim tratadas como se fossem penas de golpe de Estado, na suposta trama golpista, que na verdade tinham feito.

A Débora do Batom sendo um exemplo talvez mais icônico dessa covardia, do arbítrio permanente aí do Supremo em alguns momentos. Mas a gente tem que ter clareza também que aluno que vai para escola e para universidade e se limita tão somente a poder de alguma forma vomitar sua militância para tentar impor sua visão de mundo e interditar o saudável espaço para livre expressão de outras ideias, que é o que a gente tem visto em várias universidades federais e estaduais Brasil afora, pode ter certeza que eles vão ter matrícula deles imediatamente cassada, porque foi exatamente o que o Reagan fez em Berkeley na Califórnia em 68.

É exatamente o que eu pretendo fazer no Rio de Janeiro. Espero não, é o que eu farei caso eu seja em estado. A gente precisa de quem realmente vai segurar o rojão. E acho que a minha experiência já mostra que eu sempre, que eu não recuo diante da primeira chantagem, porque com postura, com ética, com firmeza e sem rabo preso, ninguém te chantageia e ninguém te pressiona. É fazer a coisa certa.

?Voz B

Eu não sei, eu não sei se é possível. Eu vou te falar uma parada: universidade pública, a gente tinha que ser paga, meu irmão. Quem pode pagar, paga. Quem não paga, quem não pode pagar. Mas se o cara pode pagar, tem condições, tá, não sei o quê, ele dá uma contribuição mensal também.

AMAndré Marinho

Essa é a grande distorção que tá posta, histórica.

?Voz B

Porque, mas tu concorda, bicho? Assim, lógico, se eu tenho condição, eu passei na universidade pública, cara, eu tenho toda estrutura ali que financia, mas eu tenho condições de pagar, então eu vou contribuir. Pô, o Romulo não tem condições nenhuma de pagar. Então ele fica de graça, sacou? Então assim, é tratar iguais como iguais e desiguais como desiguais.

AMAndré Marinho

Não tem a menor dúvida, né? O filho famoso, aquele famoso caso, né, do filho do servidor e do médico que de alguma forma passou num concurso ou passou ali numa bateria de provas e foi admitido dentro de uma faculdade pública, e ele acaba tirando de alguém alguém que realmente precisasse. A gente precisa ter— eu sempre fui simpático da ideia de fazer essa estratificação por renda e não outra categoria, sabe? Capacidade mesmo de você conseguir honrar os seus compromissos.

E se esse for o caso, meu irmão, não tem que ter— não tem que pensar duas vezes em reorientar os parâmetros aí para a gente definir quem realmente merece ter essas vagas que muita gente tá ali, tá se acotovelando para poder ter acesso a isso.

?Voz B

Então, mano, tem a frase do Ronald Reagan, né? Não pergunte o que o seu país pode fazer por você.

AMAndré Marinho

Esse é do Kennedy.

?Voz B

Esse é do Kennedy.

AMAndré Marinho

Não pergunte o que o seu país possa, pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelo seu país. Eu pergunto o que você pode fazer para ajudar o Rio de Janeiro. Eu vou dar tudo de mim para devolver o Rio de Janeiro para você, mais tempo para você e para sua família, mais dinheiro no seu bolso, mais respeito e mais esculacho, e menos esculacho estrutural, porque essa é a realidade que tá posta. Mas então, irmão, você pode ter certeza, olhar friamente, todos os meus adversários são os homens de geleia, ou de algum lado são farsantes ou são pessoas que já provaram que estão com o rabo preso, com a alma completamente corrompida ou hipotecada aí nesse tipo de jogatina política.

A gente precisa fazer uma ruptura com o método e usar coragem e experiência com a equipe que eu formei. Então, e as articulações internacionais para virar esse jogo e não ficar essa brincadeira da política de enxugar gelo. Então o Judiciário solta quem a polícia polícia prende. E a gente precisa ter um governador que tenha reserva moral para falar de igual para igual e avaliar as circunstâncias com o Judiciário. Sem isso não vai, a menor chance da gente ir adiante.

RDRafa de Martins

Agora tu vai para o primeiro, né, na tua classificação.

AMAndré Marinho

A gente fala de números, né, eu sempre trago aqui. Imagina só, pessoal, se um segundo fosse um réu, porque a gente fica um milhão de reais, um bilhão de reais para cá. Vamos lá, um segundo, na verdade um milhão de segundos, a gente está falando de 11 dias. Um bilhão de segundos, a gente tá falando de 31 anos. Então a gente tá diante, pessoal, de um quadro aqui que é de 3 milhões e meio, mas as estimativas mais certeiras atualmente de 4 milhões do que eu chamo dos nossos compatriotas, dos nossos semelhantes e dos que são os sobreviventes da lei do fuzil.

É uma população da Croácia inteira, cara, uma população do Panamá ou da Croácia inteira dentro da população dos 17 milhões de fluminenses. E ao contrário dos moradores da Croácia que conhecem as belas praias de Split, Hvar e a cultura de Dubrovnik, o que eu vi ali nas na base do Morro do Pau Branco em São João de Meriti, que eu tive lá, que os milicianos e as narcomilícias estão tomando. É toque de recolher, é cadáver na porta, é politraumatismo caso você não tenha senha do seu celular para pagar a taxa de extorsão do gás, do estacionamento na frente da própria casa.

Então a única chance a gente tem, essa é a grande crise do nosso tempo, então é recuperar território. Que de novo, onde o poder público opera o poder paralelo não impera. E a gente tá perdendo de 15 a 20 bilhões de arrecadação que podia estar indo para essa melhoria na UERJ, que poderia estar indo para melhoria nas FITECs, que poderia estar indo para melhoria da climatização das nossas escolas. 15 a 20 bi fora do erário público, indo direto para o caixa da clandestinidade, dos vagabundos.

Então a gente precisa ter muito claramente essa, essa certeza do que a gente precisa fazer, que é a grande guerra do nosso tempo. Coisa que não tá incluída, retomada territorial não foi incluído como um pilar do plano de segurança do governo federal. Governo estadual, na figura do Ricardo Couto, você viu que essa semana soltou as bases desse plano. Mas de novo, quanto mais os planejadores planejam, mais os planos falham. Essa história, essa frase também é do Reagan, por acaso.

Então eu não tô aqui para fazer um calhamaço com um plano, é uma doutrina de Estado Porque se Medellín e Cali nos anos 90 conseguiu fazer, eu tenho certeza que com a força do povo do Rio de Janeiro, com as articulações internacionais que eu pretendo jorrar depois da virada de jogo na segurança pública, que não é num estalar de dedos, é um— terão noites muito duras, muito longas de calibrar rota também. O bom gestor é o cara capaz de não ter compromisso com erro, de corrigir a rota, mas de estabelecer essa visão.

E a minha visão é sai e Entra Brasil. Medellín, Cali são referências em urbanismo social e reintegração territorial. Essa é a parte do Entra Brasil. Então a gente precisa se apoiar nesses exemplos que existem, é trazer melhorias arquitetônicas e de arquitetura, e também culturais, criar estímulo de trazer vida para aqueles lugares. E não dá para a gente achar que a gente vai retomar tudo de uma vez. É melhor retomar 20 direito, estabelecer um efetivo e bancar esse efetivo.

Ó, retomamos ali, eu já ia falar um, você pode ter certeza. Vou jogar aqui, o, o, tá, todo mundo sabe quais são os principais, os principais territórios perdidos. Vou botar aqui, Morro do Adeus, Acaré, Gardênia Azul com Cidade de Deus, Jacarezinho, Salgueiro, Penha Alemão e um sem número de complexos aí mais relevantes. Uma coisa que é um vexame, que eu pretendo acabar, é restaurar o fator surpresa que a gente precisa. E sem mais, a gente perdeu o fator da imprevisibilidade.

Esse monstro da ADPF 635, que foi criado também pelo PSB, Partido Socialista Brasileiro, hoje mandando e desmandando ali como nos partidos satélites na coligação do prefeito Eduardo Paes, candidato do PT bandidólatra que é, a gente precisa ter clareza disso, foi o que criou esse ambiente para forçar de alguma forma esse vazamento eterno também de todas as operações. Não tô dizendo que não tem que ter uma interlocução, mas tem que ser muito mais sutil e direto com professores, por exemplo, porque hoje 190 mil alunos, não sou eu falando, é a UNICEF falando, pode procurar, 190 mil crianças e adolescentes Na rede municipal de ensino da cidade do Rio de Janeiro tem seus trajetos comprometidos ao longo de um ano por causa da violência.

E é tudo culpa do bandido e não dos policiais que têm que varrer os bandidos. Se fosse culpa dos policiais, a gente não teria 90%, 80%, 90% dos moradores de favela todos suplicando pela continuidade e aprofundamento das nossas operações de reconquista territorial, haja vista a reação depois da Operação Contenção. Então é a reconquista territorial. Essa é a nossa obsessão, porque só assim que a gente, em último sentido, é até estrangular e secar o caixa dos bandidos para trazer caixa para o dinheiro que a gente precisa para poder gerar as melhorias necessárias.

RDRafa de Martins

Sempre que você tiver dúvida sobre o quanto de território que o Rio de Janeiro perdeu para organizações criminosas, perdemos cerca de 90% da realização, nosso sonho do Claudinho Bochecha.

AMAndré Marinho

Na Praça da Playboy, em Niterói, no Fazenda do Chumbalo, no Coen, Quitum, Guaporé, nos locais do Jacaré, Itacoara, Funda, aí faz quem quer. Barata Cidade de Deus, Borel, Iagabá, Moraixá, Urucrania, Irajá, Cojuboraba, Guadalupe, Sangaré, Pombal. Obrigado, General. Coronel Mutuapiri, Itaguaí, Saci, Andaraí, Iriri, Salgueiricá, Tiriri, Engenho Novo, Gramacho, Meia, Inhaú, Marará, Vila Aliança, Mineira, Parou. Então a Mangueira vim tempo e a próxima Madureira talvez ainda tenha gente.

?Voz B

Quando fala esse negócio do apoio internacional, né, lembro de uma história que eu já contei aqui, né.

AMAndré Marinho

Não sei se tu conhece, operação internacional, comando brasileiro.

?Voz B

Então tem uma história que aconteceu que eu já contei aqui, que o governador do Piauí chegou para assessor dele e falou assim, ó, rapaz, eu tive uma ideia para trazer progresso para o Piauí. Vamos declarar guerra aos Estados Unidos. Eles vencem a guerra e reconstrói o nosso estado. Aí o assessor olhou para ele e falou assim: tá, mas e se a gente vencer?

AMAndré Marinho

E eu vou te falar, essa conversa aqui hoje vem no mesmo dia que o ministro da Defesa do governo Lula, o mesmo ministro da Defesa que foi presente ou cúmplice também da negação junto ali da Marinha, a qual ele tem interlocução, para negar os blindados para polícia, para CORE, Choque e BOPE na Operação Contenção. Ele declarou hoje, só vou fazer aqui em nome da precisão: José Múcio, esse é o nível dos nossos líderes. Ele pode até tá certo, pode estar certo, inspírito no que ele tá falando.

Mas não há cenário para mim onde é razoável a gente ver um ministro da Defesa em pleno exercício da sua função dizendo: se os Estados Unidos invadirem o Brasil, a gente, a gente terá que abrir o portão. E aí ele chegou e disse assim: me perguntaram se os Estados Unidos quisessem invadir o Brasil, o que é o que eu faria? Teremos que abrir o portão. O Brasil não tem equipamento para enfrentá-lo, nem tem dinheiro para consertar o portão.

E ele disse que a declaração foi feita ao defender maior previsibilidade no orçamento das Forças Armadas. Segundo Múcio, o Brasil destina cerca de 1% do PIB. Até aí é aquela confissão de mediocridade também. É um sujeito que, com falta de prioridades, ele em vez de estar se envolvendo para ajudar com os blindados, sim, que a Marinha tem, ao invés do ministro da Defesa tá ajudando a estabelecer convênios com Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, e de alguma forma também com o Exército, também na reconquista e retomada territorial com os estados, principalmente o Rio de Janeiro.

Não negando blindado, por exemplo, ajudando também a ter a guarnição ali para criar o Centro de Comando Integrado da Baía de Guanabara. A gente vai criar o Escudo Guanabara finalmente, para não deixar todo o leste metropolitano, a região, a Baixada e também a capital, Niterói, ficarem criando a Baía de Guanabara virando essa terra de ninguém e esse porto aí de todo tipo de droga. Fora falar Baía de Sepetiba, Porto de Itaguaí, que virou esses dois pontos marítimos aí de aquartelamento aí do crime, todo tipo de vexame que a gente tá vendo.

Então isso é uma proposta que a gente tem muito firme também no nosso Plano Sai Fuzil, Entra Brasil. E a gente vai trazer. Mas de novo, irmão, isso aí é aquela caricatura. Eu acho que a esquerda que fica falando, não, vamos, vamos ver a nossa soberania, estão vendo filme do Stallone demais, ou filme do Jason Statham, porque— e logo eles que são os americanofóbicos, né? Pô, qual é a chance dessa porra rolar?

?Voz B

Então, tem conseguido viajar pelo interior, cara?

AMAndré Marinho

Muito, muito, muito. A gente, inclusive, eu acabei de receber uma outra informação aqui que que eu vi no mesmo dia que o próprio Estados Unidos disse que revogou o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, uma nova escalada na crise entre os dois países. Então é o seguinte, você que gosta de ser um comentarista do caos ou de achar que isso aqui de alguma forma é um destino inevitável, você, eu acho que enquanto brasileiros aqui, ó, representando esses dois entes aqui, o segundo mais, segundo estado economicamente falando mais importante, disparado o primeiro mais importante culturalmente, espiritualmente para o nosso Brasil, que é o Rio de Janeiro, e o nosso país como um todo.

Se você aí, o esquerdista narconacionalista, você esquerdista Nesquik bandidólatra que fica falando do painho do Lulinha Paz e Amor, que fica vomitando essas asneiras dele e botando em xeque a nossa situação diplomática com os Estados Unidos só para poder fazer firula em véspera de eleição Ele que chamou o contato, ele que 17 oportunidades no último ano ficou acirrando ódios e também provocando o governo americano. Olha a situação que a gente chegou, tá?

Então, se tem tarifação, sim, é única e exclusivamente culpa do comandante em chefe das Forças Armadas e do presidente, do chefe do Executivo brasileiro, chamado Luiz Inácio Lula da Silva. E a gente tem que sinceramente se inspirar nos americanos num sentido. Tem uma Tem uma expressão lá que eles falam: the buck stops with me, a conta é minha. Lá não tem essa cultura patética que existe de terceirização da culpa, dessa cultura do isso não é comigo, de tirar o corpo, de tentar tacar esse abacaxi que eles criam aí, esse abacaxi espinhoso e radioativo, e tacar no colo do seu antecessor ou tacar no colo do seu polo opositor.

Líder que se presta realmente, líder que presta, é o cara que realmente chama a e realmente tem a serenidade necessária. Então o Múcio fica com essa confissão dele, que é patética também, pode até ser verdade, mas ele fica criando também o ambiente para que essa situação seja sequer cogitada. Um ministro da Defesa que fala um negócio desse, assim como o cara do Piauí que fez a piada e foi engraçado, mas porra, uma coisa, quem foi que falou?

Foi o próprio governador do Piauí da época, foi o próprio governador do Piauí, ou é lenda urbana? Essa porra é piada. Então, mas no mesmo dia que rola talvez o momento mais tenso do nosso, do nosso principal aliado diplomático e comercial, com certeza, aqui no nosso hemisfério, desde 1824, mais de 200 anos de relação diplomática, ficar aí nessa, nessa, nesse gogó, nessa verborragia, nesse garganteio todo aí para tentar ficar trazendo de alguma alguma forma um palanque em véspera eleitoral, parabéns aí aos envolvidos.

Mas você acha que seria interessante para que o Rio de Janeiro possa, assim como teve Cláudio Castro indo lá e foi recebido pelo terceiro escalão ali no almoxarifado do FBI, assim como teve o completo do— qual é a palavra aqui? Porque eu já ia partir também aqui para talvez exagerar o ponto. Mas o completo idiota do Eduardo Paes indo para Chicago, de todas as cidades do planeta Terra, decidiu ir para Chicago tentar aprender em política de segurança.

É que nem você ir para Mumbai na Índia e tentar estudar política de trânsito. É você ir para as profundezas do Congo para estudar política antifome. E o Eduardo Paes foi para Chicago, que inclusive na semana que ele foi, alguns meses atrás, tava tendo uma subida de 78% na escalada de homicídios e de crimes graves hediondos ali dentro da cidade de Chicago, que é amplamente conhecida como a pior metrópole, mais desordenada, mais abandonada, mais violenta dos Estados Unidos.

Então eu tô pronto para trazer aqui todas essas articulações para a gente poder distensionar e ter uma representação à altura do que o Rio de Janeiro merece, e não esse bando de armadores supostamente experientes que só ficam trazendo desonra e ficam jogando, botando o Rio de Janeiro para jogar a Série C, quando a gente merece estar aqui sendo tratado como uma potência global.

RDRafa de Martins

O candidato, acho que é partido Missão à presidência da República, Renan Santos, ele fez um corte de uma entrevista que ele deu, daquela live que ele faz lá no MBL, e abre aspas: prendeu, matou, prendeu, matou, prendeu, matou, prendeu, matou, fecha aspas. Você acha que essa solução para para segurança. Você acha que esse é um pensamento bom de um futuro presidente, de um possível, de um eventual presidente da República?

AMAndré Marinho

Eu acho que a gente chegou numa encruzilhada histórica, que vendo essa, esse terreno, né, estratégico, a gente tá posto de 80 mil faccionados. Vamos jogar aqui uma estimativa concreta de 40 mil deles portando fuzis, armas de guerra, com as nossas polícias, as nossas polícias civil, penal, CORE, choque, bombeiros, todos eles aí vivendo essa falta de amparo, essa falta de respaldo, falta de liderança, de autoridade moral para poder estar do lado deles quando realmente a bala começar a voar.

Essa guerra assimétrica, tudo isso sendo muito pela permissividade jurídica, da frouxidão penal criada por muitas vezes desembargadores que passaram no concursos para juiz e estão aí vivendo dentro de carro blindado e dentro de gabinete climatizado, completamente divorciado da realidade dura, crua e nua desse mundo cão que existe aí fora. A gente precisa de uma vez por todas trazer, talvez a bailar, sim, ressuscitar a conversa para que em certos casos realmente não há qualquer chance da gente contemporizar com crime, e que a depender do contexto são pessoas que abriram mão dos seus direitos de gozarem dos mesmos direitos, deveres e privilégios de qualquer cidadão brasileiro.

E aí eu te pergunto, é ou não é, se a gente olhar friamente a legislação hoje, um conflito internacional, é um conflito internacional armado, né? Como a gente vê, todas as facções narcoterroristas aqui que dominam território têm RH, patrimônio de multinacional, estrutura de hierarquia, de recrutamento e aliciamento de jovens. Isso é ou não é rabo de porco, orelha de porco, focinho de porco, orelha de porco? Se não é porco, sinceramente, é feijoada ou é porco?

Então te falando, é porco. A gente não vai passar batom no porco, a gente vai dar nome para o porco. E o nome do porco em questão aqui, para deixar essa analogia muito clara, são organizações narcoterroristas, verdadeiros exércitos aí que precisam ter regras de enfrentamento legítimas. Hoje o que prevalece é artigo 25 do Código Penal, da legítima defesa, que os policiais— de novo, aí vocês concordam comigo, certo? E pelo menos nesse, a gente partindo dessa base de entendimento aqui, policial que recebe o REVID tá liberado devolver em igual ou superior precisão para poder eliminar ou neutralizar que é a forma dos juridiquês bonitinho, do qual eu não compactuo, de matar vagabundo.

E vagabundo que tá se colocando nessa situação. O faccionado que atirar no policial, ele merece o revide. E caso ele seja, ele, ele tombe morto, o policial merece ser condecorado e não condenado. É assim que eu penso.

RDRafa de Martins

Vamos para as nossas considerações finais. Mas, Rafa, Tem algum chat aí que você quer, cara?

?Voz B

Então, o Jorge, Jorge Sandes, ele até botou assim: André Marinho, o que você acha de criar carreira administrativa civil nas polícias? Isso permitiria mais policiais na ponta. São Paulo já tem essa carreira. Ele falou sobre isso já ao longo do episódio, você até falou espontaneamente mesmo sobre.

AMAndré Marinho

Então é bom para você me respaldar aí, que eu tô preparado, ele tá antenado aqui também. Então, mas não, com certeza a gente precisa de policial na rua cada vez mais. Tem muita gente que tá, e muitos policiais estão em plenas condições e estão ali restritos a ficar tocando a bola para o lado e ficar, enfim, operando fax, email e burocracia. Pelo amor de Deus! Então a gente precisa inverter essa lógica, acessar com certeza aí empresas terceirizadas também, trazer para essas funções administrativas polícia na rua ostensiva patrulhando.

E a gente precisa inverter essa lógica e trazer a sensação de segurança. É isso que importa no final do dia, em todos os sentidos. A grande diferença do nosso plano, que eu vou investir muito, e não há ninguém que me diga o contrário aí que vá me mudar minha concepção de que hoje a nossa, nosso BTM, Batalhão Tático Motociclístico, a gente tá falando de 6 guarnições com 5 homens e uma viatura ali, e normalmente fazendo escolta de autoridade ou escolta ali de carros fortes ali para bancos.

A gente precisa começar a fazer a escolta do povo e fazer um revezamento inteligente, implacável, também expandindo agressivamente o nosso BTM, que é uma das grandes apostas que eu tenho. Porque se a gente sair de 6 guarnições para 30, 30 grupos com 5, com uma viatura para cada, aí sim a gente vai ter muito mais rapidez para poder criar toda a estrutura também de demover, e também de deter, melhor dizendo, todos esses vagabundos que estão ali tocando o terror na Linha Vermelha, Linha Amarela, Avenida Brasil, aí vai Arco Metropolitano, Washington Luiz, Rio Santos e por aí vai, BR-101, BR-393 no Centro-Sul Fluminense.

E aí, mas principalmente nas vias expressas aqui, e criando o conceito dos cinturões de soberania total, os nossos CSTs, que compreendem também a gente criar as operações, que é uma categoria que as polícias falam muito. E desculpa, os, os, os, os, os, os BPs, né, os batalhões ali que estão posicionados ali muitas vezes ali ilhados igual um pato manco, que é uma, que é uma estrutura burra também que acaba prevenindo o enfrentamento necessário para evitar arrastão e toda aquela, aquele, aquele terror que a gente vê nas vias expressas.

A gente precisa das operações ARREP3, esse é o código: apreensão de armas, drogas, cumprimento de mandados de de busca e apreensão e também de prisões. Mas isso criando uma catraca humana impenetrável de policiais. E policial que vai por um bom tempo no período noturno para também— não é para esculachar trabalhador, que fique claro aqui, é para deter, porque não tem muitos anéis de saída e entrada na linha vermelha, só ali para o Complexo do Caju e Complexo da Maré.

E pode ter certeza que o bandido que começar a fazer essa maldade vai ter muito mais dificuldade de passar por essa nova lógica de revezamento e presença permanente nessas vias expressas, porque elas são as artérias principais aqui para o nosso estado.

RDRafa de Martins

Vem uma sugestão aqui, mas essa veio para mim via direct, pedindo para você visitar 75 DP em Rio do Ouro, São Gonçalo. Disse que vai te render um bom vídeo e vai te dar uma ideia sobre a estrutura das delegacias no estado. Parece que a delegacia lá é uma casa. Segundo ele tá falando aqui, o Lázaro Troca mandou uma mensagem também.

?Voz B

Hoje no Rio de Janeiro viveu um dos piores episódios dessa história de violência. Um autista foi morto a tiros por um maldito. Acho que foi um ladrão, né? Foi roubar o autista. Autista num enroscado, enrolaria. Área dominada por narcoterroristas. Acabamos como sociedade. São episódios trágicos que vão acontecendo aí ao longo do Brasil.

AMAndré Marinho

Isso vai naturalizando, vai virando paisagem. Vai virando paisagem, vai naturalizando, você vai anestesiando, vai perdendo a capacidade de se indignar, e a gente vai aceitando isso. Então eu, se tem alguma vantagem de eu não fazer parte disso tudo, da minha dita juventude, exatamente que todas as promessas que eu tô fazendo eu vou ter muito tempo para poder cumprir e ser cobrado para cumprir e poder entregar, e não conseguir achar tudo isso normal.

Então pode ter certeza que tudo que eu não tenho dívida com todo mundo que destruiu esse estado. E eu vou expor isso claramente no domingo, começando no domingo, ao vivo na tela da Band, contra os meus adversários.

?Voz B

Que horas?

AMAndré Marinho

8 horas da noite.

?Voz B

8 da noite, perfeito.

AMAndré Marinho

Ao virar.

RDRafa de Martins

Marinho, irmão, obrigado. Peço você com suas considerações aí ao nosso público.

?Voz B

Obrigado mesmo. Boa sorte, meu irmão. Obrigado pela disponibilização. Usar teu tempo aqui para expor tuas ideias. Eu acho que ficou muita coisa clara, foi muito bacana, esclareceu para muita gente aí que tá assistindo, te conhecendo, que ficou naquela coisa: caramba, mas ele era humorista, ele era comentarista, agora é pré-candidato. Então acho que tá com as ideias muito sólidas, muito, muito pé no chão, sacou?

AMAndré Marinho

É acima da média isso?

RDRafa de Martins

2 horas e 20 minutos é padrão, padrãozinho.

?Voz B

A gente fala para burro. A gente gosta de uma prosa, a gente gosta de uma prosa.

RDRafa de Martins

A gente vai recuperar.

AMAndré Marinho

Tem muito para aprender com vocês também agora, porque, pô, tô falando sério assim, pessoal, porque, pô, vamos, vamos entender que tá em jogo aqui. A única chance do Rio de Janeiro ter uma mísera oportunidade da gente virar esse jogo é se a gente botar gente que não vai se deslumbrar com poder, que vai realmente ter a constância, firmeza, espinha dorsal, que não tem dívida com tudo que foi, tudo que nos trouxe até esse momento.

E a gente precisa ter também pessoas que têm a capacidade de mobilização pessoal para trazer quadros novos, gente nova, gente forte, experimentada. E eu tô apresentando, ao contrário de todos os meus adversários que só têm os seus, os seus, cara, capangas há séculos e apadrinhados políticos no entorno, tacando confete neles. Eu tô trazendo gente de verdade, gente que já tinha desistido do Rio de Janeiro, que viu na nossa pré-candidatura sinceridade e propósito para realmente mostrar que dá para fazer diferente.

E é uma grande batalha do nosso tempo. Eu tô botando o meu na reta por vocês, e eu posso ser o candidato improvável, mas pode ter certeza que com a força de vocês a gente vai de novo recapturar aquela mágica de 2018, quando a gente viu aquele dedo do meio para o sistema e para o jeito que a política é feita. Eu vi aquilo intimamente, acho que mais próximo que poucas pessoas nesse país. Eu sei exatamente o que a gente precisa fazer para, com honestidade no verbo, com moral no verbo, resgatar toda aquela coalizão para a gente poder replicar e salvar o nosso Rio de Janeiro desses mesmos de sempre, tudo farinha do mesmo saco, e a garantia que a gente vai ficar nesse inferno que a gente foi mergulhado.

Não precisa ser assim mesmo. E eu pretendo provar isso para vocês nos próximos meses. Obrigado pela moral aí, Rômulo e Rafael, tamo junto. Fala, guerreiro! Pessoal, mais um M de Marinho.

RDRafa de Martins

Pessoal, olha só, fazer um jabá aqui, ó. Semana que vem, dia 11, 12 e 13, acontecerá o maior evento de segurança pública da América Latina, a COP Internacional, em São Paulo. Estarei lá esses 3 dias e palestrarei no dia 12 sobre terrorismo, organização criminosa e dominação territorial. Se você tá ali por São Paulo, aproveita, vai, corre lá no site da COP Internacional. Basta escrever no Google COP Internacional 2026, você consegue fazer sua inscrição. Te vejo lá.

?Voz B

11, 12, 13, rapaz, é terça, quarta e quinta. Então só restará só, só Vos resta a mim. Eu sou quem resta a vocês, entendeu? Nesses dias 12, 13, 11, 12, 13. Obrigado aí, fiquem com Deus. Amanhã estaremos aqui no Linha de Frente, quinta-feira teremos Subtenente Honório. Um grande abraço, permaneçam ligados essa semana aqui no Fala Guerreiro.

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