Episódios de Fala Guerreiro Cast

PROFESSOR ALEXANDRE SOARES (Plataforma do Xandão | Fiscal Municipal) |#FalaGuerreiro431

31 de julho de 20262h36min
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A ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS PARA CONCURSOS PÚBLICOS QUE MAIS APROVA NO PAÍS! CONFIRA:https://bonus.lsensino.com.br/ls-concursos-2025/?utm_source=podcast-falaguerreiro--Eles escondem. Você encontra:https://www.sherlocker.com.br/--00:00:00 - Inicio da Live00:07:16 - paixão por dar aula / primeira aula00:28:37 - metodologia do xandao00:40:35 - dicas00:45:54 - feedback das aulas00:52:48 - historias de concurseiros00:59:24 - surgimento do PLA01:09:36 - como conheceu a esposa / aulas online01:15:12 - opnião sobre o homeschool / tipos de alunos01:23:55 - ser funcionario publico vale a pena?01:35:00 - beneficios de ler01:46:23 - perguntas do chat01:57:59 - diferenças entre vestibulares / perguntas do chat02:22:34 - como conheceu Evandro Guedes / vida cotidiana✉ Para contatos comerciais e aluguel do estúdio de PODCAST: falaguerreiropc@gmail.comSeja membro do canal:http://youtube.com/@falaguerreiroficial/join🔔 Inscreva-se no nosso canal:https://youtube.com/@falaguerreiroficial?sub_confirmation=1Siga nossos hosts no Instagram:Rômulo Brito • @romulobrito_ • https://www.instagram.com/romulobrito_/Rafa de Martins • @rafademartins • https://www.instagram.com/rafademartins/#FalaGuerreiroCast #LinhaDeFrente #Politica #SegurancaPublica #BastidoresDaPolitica #Debate #Analise #Noticias #PodcastBrasil #GuerreiroCast #CortesDePodcast #Brasil

Participantes neste episódio2
R

Rafa de Martins

Host
A

Alexandre Soares

ConvidadoProfessor de Português
Assuntos10
  • Língua PortuguesaComunicação e prestígio · Diferenças regionais de sotaque · Erros comuns na fala · Evolução da língua
  • Situação do técnico e comissão técnicaDirecionamento para o sucesso · Analogia com atleta e técnico · Construção de autoridade · Desmistificação de matérias
  • Concursos Públicos no BrasilSegurança e estabilidade · Diferenças regionais na procura · Comparação com iniciativa privada · Concursos e Seleções
  • Trajetória Pessoal de Mãe AnaluPaixão pela polícia · Início na docência · Método de ensino · Língua Portuguesa · Concursos e Seleções · Curso Gliocci
  • Importância da LeituraProporcionalidade entre linguagem e pensamento · Leitura como habilidade adquirida · Comparação com Argentina · Leitura e desenvolvimento cognitivo
  • Metodologias de ensino e engajamentoAlunos passivos vs. ativos · Geração do 'mimimi' · Dificuldade com alunos jovens · Adaptação ao ensino online
  • Diferenças entre Bancas de ConcursoFGV · Diferenciação de termos · OCP e particularidades · Interpretação vs. compreensão
  • Natureza da LinguagemOrigem e função das gírias · Evolução da linguagem · Gírias cariocas e paulistas · Uso de 'tu' vs. 'você'
  • Homeschooling no BrasilOpinião pessoal sobre homeschooling · Diferença entre adestramento e formação de caráter · Importância da socialização
  • Experiências pessoais e inspiraçõesAmeaça com faca · Encontro com Evandro Guedes · Relação com a esposa Raquel · Impacto na vida dos alunos
Transcrição480 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
ASAlexandre Soares

Fala, guerreiro! Muito boa noite! Estamos ao vivo hoje, dia 30 de julho, reta final do mês aí. E hoje é o último episódio da semana do Fala, Guerreiro. Lembrando que o Fala, Guerreiro está ao vivo todas as terças, quartas e quintas, sempre a partir das 20 horas, e sempre com um convidado que pode falar ao seu coração ou não, depende, depende do seu estado de espírito na noite. Hoje eu tenho certeza que esse convidado vai colocar uma vírgula ou uma interrogação aí na tua mente.

Se prepara, já já vamos apresentá-lo. Mas antes quero agradecer você que está nos acompanhando, que nos acompanhou terça, quarta, quinta, ou só está nos acompanhando hoje. Se você tá aqui hoje Obrigado. E também para a galera que sempre comenta, pô, não pude assistir ao vivo. Você também tá sendo lembrado. Obrigado por ter vindo, ainda que gravado. Tem uma galera que trabalha nesse horário, tem uma galera que tá estudando nesse horário, mas sempre passa por aqui, comenta depois.

Galera que nos acompanha no Spotify também, no Deezer, no Google Podcast, obrigado a todos vocês. São vocês que têm feito esse canal crescer cada vez mais. E agradecer os nossos patrocinadores, a LS Concursos. Gente, LS Concursos são 17 anos no mercado com mais de 15 mil aprovados. Não é brincadeira. Aliás, começa com público focado em carreiras fiscais, mas vem aumentando a sua capilaridade, né, várias camadas agora. Então tem carreira policial, carreira jurídica, carreiras administrativas, e também o carro-chefe, que é carreira fiscal.

Então, se você tá estudando, começou a estudar agora, mas você quer esse resultado a médio e curto prazo, LS Concursos. Se você já tá estudando há um tempão O resultado não vem, de repente é uma quebra de rotina, uma rotina que você não consegue manter. Mas que a LS, com profissionais capacitados e todos concursados, vão estabelecer uma rotina organizada para você. E o nosso outro patrocinador é o Detetive, é Doutor Sherlock, inteligência, ferramenta de inteligência privada para você que é advogado, empreendedor, trabalha no mercado financeiro.

Essa é a ferramenta, escaneia esse QR code aí, o resto você descobre lá, que é um mistério mesmo. Rafa de Martins.

RDRafa de Martins

Fala, rapaziada, ótima noite do dia 30 de julho. 2026. Quero pedir para você curtir essa transmissão, ativar o sino de notificação, compartilhar, tornar-se membro, se inscrever. Isso tudo é extremamente importante para o nosso canal atingir mais pessoas, esse conteúdo poder tocar mais vidas, né, transformar mais vidas. Então hoje é um dia bastante especial porque estamos recebendo um homem perigosíssimo, porque se ele pegar o número de policiais que ele já formou e convocasse-os para formar um exército, a guerra da Ucrânia acabaria hoje.

Todo mundo aqui no Rio de Janeiro e Brasil, meu irmão, da carreira, seja carreira policial, fiscal, meu irmão, qualquer carreira que tem essa matéria língua portuguesa, já passou, já, já foi aluno desse professor. Estou aqui com mais de 32 anos de carreira como É, como professor de português. Então, uma honra receber aqui o professor Alexandre Soares. Seja bem-vindo, meu irmão!

ASAlexandre Soares

Irmão, e aqui de cadeira, em testemunho de cadeira, eu sou um dos alunos do Alexandre. Eu tive a minha vida transformada em língua portuguesa por uma ideia desse cara junto com o Lincoln, junto com a Irene Hildo, que foi o Projeto PLAR. Que aí sim, polícia, policial civil É, 9 em cada 10 conheceu o PLA, principalmente a galera 2008, 2009, 2012, 2013. Aí depois cada um seguiu seu caminho. Infelizmente, quem pôde aproveitar o PLA aproveitou.

RDRafa de Martins

Eu estudei no PLA também, eu lembro.

ASAlexandre Soares

Lembrou?

RDRafa de Martins

Lembrei. Tinha no Centro, não era?

ASAlexandre Soares

Centro, é.

ASAlexandre Soares

Cara, que pena que era na frente da—

ASAlexandre Soares

da Presidente Wilson, né?

RDRafa de Martins

Presidente Wilson mesmo, que é a Rua do Centro ali, mais para— não é ali pro fundão, ali é mais para perto da Avenida Beira-Mar.

ASAlexandre Soares

Isso, é em frente ao consulado americano.

RDRafa de Martins

Isso, isso mesmo.

ASAlexandre Soares

Tem uma praça ali na frente.

ASAlexandre Soares

É uma praça, é.

RDRafa de Martins

E teve uma vez, teve um negócio de aulão de madrugada.

ASAlexandre Soares

Porra, o aulão de madrugada era muito bom.

RDRafa de Martins

Não tinha aquele negócio de aulão de madrugada? Que era assim, um dia antes do... Só que eu não lembro quem era o professor, cara. Eu não tô... Pô, minha memória agora faz uns... Sei lá, uns 13, 14 anos, entendeu?

ASAlexandre Soares

Lá eu estudei com o Lincoln, estudei com ele e estudei com a Grazi.

RDRafa de Martins

A Renilda, inclusive, foi a professora que eu tive. A Grazi, eu lembro da FAE-POL. Então a Grazi foi... Pô, fiquei, sei lá, 8 meses estudando com ela, entendeu?

ASAlexandre Soares

Ela foi nossa sócia também um tempo.

RDRafa de Martins

E aí ela ficou, cara, até hoje, né?

ASAlexandre Soares

Ela tá aí na internet, na batalha também, tá na mesma luta, que a gente começa, não consegue sair sem a cachaça.

RDRafa de Martins

E como começou essa história sua de ser professor?

ASAlexandre Soares

Vamos lá, eu já travei aqui, rapaziada. Isso aqui é a Gramática para Concursos Teoria e Prática Sem Rodeios, do professor Alexandre Soares, tá aqui com a gente, e do mestre gigante Arenildo Santos. Tá na 4ª edição, mas essa aqui acabou de sair do forno. Então aqui são É mais de 1000 questões com gabarito comentado, teoria clara, objetiva e sem rodeios. Cara, como eu falei de uma outra gramática que eu já comprei um tempo atrás, caderninho de mulher, sabe aquela coisa bem organizadinha, sabe, marcadinho e tal?

Essa gramática aqui, que é da editora Juspodium. Tá aí, ó, bizuzão pra você que é concurseiro, tá?

RDRafa de Martins

Eu vou falar uma coisa pra você, caderninho de mulher, meu irmão, era a salvação. Porque eu lembro que eu fazia meu caderno, na hora de chegar na época da prova, eu olhava pro meu caderno Olhava pro caderninho da coleguinha e falava, pô, me empresta o teu aí pra eu tirar cheiro, que até o dedo tá fedendo.

ASAlexandre Soares

Mas continua sendo a mesma coisa. Só que hoje a gente, online, o que a gente acaba fazendo? Existe o caderninho de mulher, mas não é preparado por nós, não. A gente incentiva o aluno que continue fazendo esse caderno. Nada mudou. Só que hoje fica mais fácil, porque vai um PDF da aula. Existe todo um processo mais fácil pra você ter acesso. Aquilo que a gente apresenta como material. Mas o caderninho de mulher continua, não tem como abrir mão dele não.

Muito organizadinho ainda, é de cores, muda a cor. A diferença é que o presencial e online você consegue tirar muito mais dúvidas. Lembra, vou começar na história do PLA. 300, 400, 500 pessoas numa sala de aula, como é que você tiraria suas dúvidas no ao vivo depois da aula, no intervalo? Há um limite. Aí ficava aquela filhinha em cima do tablado eu terminava a aula, aí vinha tirar dúvida comigo, ficava um grupinho pequeno, a maioria ia embora.

Hoje, dentro do online, não. Você tem 100 dúvidas no dia, você manda as 100. As 100 não no dia, né, mas as 100 vão ser resolvidas.

RDRafa de Martins

Bom, ó só, isso aqui também, ó, um singelo presente aqui do Fala Guerreiro, opa, para você lembrar deste episódio número 400 e E 400, alguma coisa. Deixa eu guardar aqui o saco para não botar a caneca, né, mesmo para comprar o cenário.

ASAlexandre Soares

Vai ser usado, com certeza.

RDRafa de Martins

Tá vendo? Esse aí tá com seu nome aí, então não dá nem como a Raquel pegar, porque tava com o nome escrito.

ASAlexandre Soares

Temos que marcar um episódio com a Raquel para conquistar a caneca dela. Vamos lá, cara, onde começa essa história? Como você se tornou professor, cara? Você foi movido à paixão pela língua portuguesa ou acidente? Não, nenhuma.

ASAlexandre Soares

Se fosse por paixão, não seria pela língua portuguesa, e sim pela matemática. A paixão, tava conversando sobre isso há pouco com o Rafael, a paixão começou pela polícia, né, pelo concurso para área de segurança pública. Eu era aquele garoto, o garoto sem nenhuma vontade de estudar, como a maioria, a maioria que ainda chega a nós. Não era o tal do gênio, nunca fui aquele cara, né, das melhores notas em sala de aula, mas era aquele garoto que no momento, com 17 para 18 anos, pensou mais ou menos assim: caramba, eu quero.

Foi até por ver um carro da PF, carro da Polícia Federal passando, aquela galera, né, toda de preto. Eu olhei para o professor: eu quero ser policial. Então essa paixão pela polícia que me levou a estudar e sair da condição daquele garoto, aí mais ou menos o garoto que hoje chega a nós. Porque eu normalmente costumo dizer o seguinte: Que o moleque que estuda no colégio, a gente pode usar como referência aqui Rio de Janeiro, como São Bento, Santo Agostinho.

Nos melhores colégios há uma tendência, não pode levar isso de forma obrigatória, uma tendência desse garoto não ser preparado para ser um policial civil do Rio de Janeiro. É uma tendência. Então o garoto Santo Agostinho, São Bento, ele trabalha em mercado financeiro, ele vai empreender, ele vai ser médico, não estou querendo dizer que ser policial seja menos. Não é isso. Então, a tendência do grupo que sempre chegou a nós é aquele garoto como eu era, o garoto que não estudou, né, nos melhores colégios, no Coelhinho Tarado, né.

O nome do colégio, qual o nome do colégio? É o Coelhinho Tarado. Não, não estudou nos melhores colégios, não era aquele garoto bom de estudo, estudioso. Ah, esse moleque aqui vai ser o primeiro lugar na UERJ, que vai fazer direito ou medicina. Não era. Um moleque vibrador como eu era, pensei assim, eu tenho que estudar. Mas estudar por onde? A gente tava dentro de uma realidade que não era esta daqui, a realidade que tudo, a informação era acessível.

Eu não sabia como é que se fazia para se tornar um policial federal, eu não conhecia concurso público. Eu era um garoto que veio de uma comunidade, uma comunidade pobre, Morro dos Macacos, Vila Isabel, que foi para um conjunto habitacional que tenho, né, meu pai tinha, minha mãe, que não tinham condição de me mostrar isso. E aí eu iria ver a informação com quem? Com primo? Também não. Com tio? Também não. Com amigo? Também não.

Com quem? Então eu só sabia o seguinte: eu teria de estudar para ser polícia. Aí começou a paixão. Nunca foi a paixão por dar aula, e muito menos por língua portuguesa. Eu não sou um cara, eu não fui aquele cara apaixonado por língua portuguesa. Num bate-papo inicial entre nós Você falou assim, eu fiz Letras. Eu nunca pensei em fazer Letras, cara. Minha ideia nunca foi fazer uma faculdade de Letras. Eu não sou aquele cara de Letras.

Não tenho nada contra ser aquele cara de Letras, mas nunca fui. Eu era mais aquele cara de Exatas, como se fosse isso. Aí, com essa paixão, eu comecei por questão de destino. Eu comecei a namorar uma menina que acabou sendo minha esposa e mãe da minha filha, meu primeiro casamento. Uma menina que tinha uma família, aí que me colocou dentro dessa família. Que era de funcionários públicos. Foi o primeiro passo. Quando houve uma mudança, que eu entrei numa casa fora da minha realidade— eu vou repetir, o garoto do conjunto habitacional, saído de uma comunidade, que chega a Niterói, Niterói e Itaipu, região oceânica de Niterói, entra numa casa que não é a realidade dele e começa a conversar com aquelas pessoas e dizendo assim: eu tinha uma vontade Qual é a vontade?

Ser policial federal. O nome disso é concurso público. Mas como é que se faz concurso público? E eles começaram a me direcionar. A gente conversava sobre isso há pouco. Se eu contasse uma história, poderia contar uma história bem bonita para vocês aqui, não tudo organizadinho, mas não foi, foi Deus, Deus, sorte. Aí você pode falar, chamar como quiser, foram acontecendo esses pontos, esses momentos. Então eu caí naquela família A família falou assim, você tem que fazer isso aqui.

Opa, então primeiro passo é, para ser policial federal, por exemplo, eu tenho que procurar um curso. E assim foi indo, foi caminhando. Então aí o processo foi continuando, eu estudei, foi continuando. Mas só que eu percebi que eu logo dentro de sala de aula, cara, eu vou dar um exemplo. Na Associação dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, na Rua 7 de Setembro, centro do Rio, Eu comecei sentado, como sempre, aquele garoto. Vamos, para mim dizer, para mim falar, cheguei ali assim, mas só que com uma boa capacidade de entendimento.

Isso eu sempre tive assim. Eu fui levando as aulas, né, estudando nos colégios que eu estudei, mas quando tinha de estudar, eu estudava e conseguia passar com facilidade, facilidade. Então logo comecei a pegar aquela parte ali e pegar os assuntos. Logo percebi que não só pegava, mas o grupinho que estava ao meu lado, eu começava a explicar a eles. E daqui a pouco, sem sentir, eu tava em cima de tablado dando aula para esses caras.

Aí eu comecei a falar assim, caramba, eu acho que eu sou professor. Isso foi acontecendo naturalmente até chegar a um professor, Geraldo Gorgel, que começou a me incentivar demais. Falou assim, cara, você tem que dar aula. Mas por quê? Porque você tem um dom de dar aula. E aí, mas dar aula de quê? Pô, prefiro dar de matemática. Não, dá de português. Acredite nisso, vá para o lado do português que abre um amplo, um leque muito maior do que a própria matemática.

E assim foi caminhando. Aí a partir dali a gente começa um próximo momento, senão só eu falo, porra.

RDRafa de Martins

Maneiro, cara.

ASAlexandre Soares

Interessante que você é um cara vocacionado. Como é que eu fui parar fazendo letras? Eu tinha um primo que era formado em matemática, pô, morava favela também. E eu vi que ele tava ganhando um dinheiro diferente, um dinheiro a mais do que eu ganhava. Eu falei, cara, como é que tu tá ganhando esse dinheiro? Eu virei professor de matemática. E eu falei, pô, mas matemática não dá pra mim não. Ele faz letras, porque português, língua portuguesa e matemática são as matérias que mais têm diário nas escolas.

ASAlexandre Soares

Sim.

ASAlexandre Soares

Então, partindo dessa premissa de me reconhecendo incompetente pra fazer a faculdade de matemática, caminhei na direção de língua portuguesa por recomendação dele. E foi assim que eu fui fazer letras e só acabei só aprendendo português de fato. Lá no PLA, porque eu só me formei, não sabia, me apaixonei por literatura. Então literatura conheço bem, gosto, desenvolvi um tesão pela leitura lá, foi importante muito à frente, mas língua portuguesa mesmo aprendi nada.

E você com dom, talento, sem diploma e muita vontade se tornou essa referência aí.

ASAlexandre Soares

Aí no final da história, o que acabou acontecendo? Aí eu falei assim, pô, aí fiz, o processo foi, né, foi acontecendo até que eu falei assim, cara, tá na hora. Depois de entrar na fiscalização Aí, quando o primeiro dia na fiscalização foi assim, entrei na fiscalização, a partir dali eu falei assim: agora eu vou ser professor. Aí, né, recebi lá posse, comecei a trabalhar. Aí cheguei e me lembrei, pois tinha estudado esse curso faz anos, ele era o maior curso de concurso público do Rio de Janeiro, Guanabara Concursos.

Ele ficava antes da Academia dos Concursos. Cujo dono era Bernardo, né? Uma história muito doida também de vida. Guanabara Concurso, na Presidente Vargas, no final da Presidente Vargas, chegando quase a Candelária. Ali tem um hotel, aí ele ficava, acho que em 3 andares, na Presidente Vargas. Aí eu me lembrava, eu me lembrei disso, falei, pô, estudei com Bernardo lá na Presidente Vargas, no Guanabara. Falei, pô, vou lá e vou pedir uma chance.

Aí foi assim, né? Bati a porta dele, ele abriu a porta, eu falei: opa, Bernardo, tranquilo? Ele falou: tranquilo. Um garoto, aí um garoto dali. Eu tava com, vamos considerar, vou colocar aqui 20 anos, eu não tenho essas datas, né, os números certinhos, 20 anos. Aí ele me olhou, falou assim: o que você quer? Quer estudar? Eu falei assim: não, quero dar aula. Aí ele já, né, quer dar aula? Você quer dar aula de quê? Eu falei: de língua portuguesa.

Aí ele me olhou assim um tempo, cara, eu falei: vai dizer não, né? Sabe, você conhece o professor Guerrinha, meu professor? Eu tinha estudado com Guerrinha, que é um professor, né, muito famoso aqui do Rio de Janeiro. Eu falei assim, sim, foi meu professor aqui. Ele falou assim, cara, o Guerrinha fez a mesma coisa faz anos, faz 10 anos. Pô, então eu dei uma chance para Guerrinha, eu vou lhe dar uma chance também. Eu falei, é mesmo?

Foi o seguinte, hoje é segunda-feira, cara, segunda-feira. Quarta-feira, 18:30, começa uma turma para PRF. 200 alunos, meu filho vai estar na turma. Se meu filho e a turma, se eles gostarem, você fica, senão você tá fora, tá bom? Tá bom. E assim eu comecei, cara. Eu nunca tinha pegado em giz, né, que não é pego, até pegado, tinha pegado em giz. Tanto que quando eu cheguei à turma assim, né, uns 300 alunos, eu com 20 anos, olhei para turma, falei, caramba, como é que se escreve com giz no quadro?

Eu não fiz isso. Então eu falei assim, cara, como é que é passar o giz no quadro? Aí eu virei de costas, peguei e levei isso, levei minha vida inteira no presencial. Peguei, escrevi assim: português, para sentir, sublinhei, coloquei Alexandre, para sentir o como é que é o giz, e coloquei boa noite. Eu falei: então é assim que se escreve. Coloquei um tum, uma linha, virei: boa noite. Comecei a dar aula, tô aqui.

RDRafa de Martins

Maneiro. E como é que foi?

ASAlexandre Soares

Porra, foi uma merda. Não foi não, foi maneira, cara, foi maneira, foi maneira. Porque na verdade é o seguinte, eu me sinto muito menos à vontade de estar aqui do que tá dando aula. Eu me sinto menos à vontade, de repente, não é teu mundo, né? Teu universo, cara. Parece que eu já, eu já, é difícil falar assim quando falo de mim mesmo, mas as pessoas que falam sobre mim É como se fosse um dom, cara. Então por isso que eu levo tanto em consideração.

Eu tenho certeza que eu vou me aposentar na fiscalização, mas eu nunca vou me aposentar da aula, porque isso não é meu, isso me foi dado.

RDRafa de Martins

Eu tenho— qual foi o retorno lá do, do, do, do porra?

ASAlexandre Soares

Foi do caralho, cara. Fiquei com ele, fiquei com ele. Só que, mas só que não deu em nada.

RDRafa de Martins

Conversar, aí você teve a aula.

ASAlexandre Soares

Não, ele falou assim, cara, para você ver como é que foi, olha a vida como ela é. Aí o Bernardo, quando depois da repercussão, ele na hora, você vai assumir a turma, me colocou um montão de turma, uma porrada de turma.

RDRafa de Martins

Essa primeira tu deu um show então?

ASAlexandre Soares

É, em princípio sim.

RDRafa de Martins

Deu o seu melhor de si?

ASAlexandre Soares

É, aí eu comecei, cara, ele me encheu de turma. E por que que ele me encheu também de turma? Que ele tava quebrando. É pra variar assim, concurso, curso pra concurso público no Rio de Janeiro, ele tava quebrando. Mas só que eu era um garoto precisando de vitrine, precisando pegar aquele tablado ali. E eu fui pegando tudo, mas ele tava quebrando. Aí eu fui dando um montão de aula, dando um montão de aula. Na hora de pagar, aí me pagava em prestação.

Mas só que está ali. Aí eu vou chegar ao Glioch, que também foi uma grande vitrine para mim. Está ali no Bernardo, no Guanabara. Isso foi, meu nome foi caminhando até que um dia ele, sem me pagar, ele falou assim: não vou conseguir te pagar. Eu falei: beleza. Eu já era fiscal. Então dava para eu tocar minha vida, não precisava daquela grana ali ao pé da letra. Aí, ó, vou conseguir, vou conseguir te pagar no mês que vem. Eu falei, beleza, vai dividindo, Bernardo, do jeito que dá.

Mas foi me devendo. Aí até que um dia um aluno chegou para mim, falou assim, cara, eu preciso conversar com você sobre o curso Gliós. Conhece? Não conheço. É na Tijuca, assim, assado. Tem uma professora lá e eu conversei sobre você porque o pessoal não tava gostando da aula da professora. Aí eu conversei sobre você com o professor Ângelo Gliocci, o dono, e ele pediu que eu levasse você lá para ver se você, né, daria uma aula. Ele gosta muito de mim, um aluno, era muito chegado ao Gliocci.

Se você desse uma aula, de repente ele assistia a aula, se gostar você vai ficar. E assim foi feito. Só que quando eu cheguei ao Gliocci, primeiro, Gliocci até então era um promotor de justiça, né, hoje é desembargador, né, desembargador, né, aposentado, promotor de justiça, aquele cara de linha, uma linha dura, uma linha que não tinha nada a ver com a minha. Eu era um garotão Aquele garotão que tava mais para ser o vendedor da Headley, mais para ser surfista com tatuagem e não um professor.

Quando ele me olhou, cara, ele já olhou, falou assim: porra, isso é furada, isso é furada! Me olhou assim, falou assim— eu tava naquela época de tatuagem, né? Quem tinha tatuagem ou era vagabundo, ou era maconheiro, ou era marinheiro. Eu não era nenhum dos três, mas tinha tatuagem, eu gostava de tatuagem. Então, mas do jeito que ele me olhou, falou assim: ô, isso é maconheiro, é marinheiro, é vagabundo. Aí ele me olhou assim, se ele pudesse ele desistiria, mas ele tinha me convidado.

Aí ele falou o seguinte, ó só, este aluno falou sobre você, falou muito, gosto muito dele. Nome do aluno, Carlos. Então é o seguinte, se você for um bom professor, você vem no sábado aqui. Se for um bom professor, sábado, e você vai dar uma aula. Eu não tô prometendo nada a você, uma aula para uma turma minha no Maracanã. Mas só falou assim: no Maracanã, para delegado de Polícia Federal, você topa? Ele já meteu essa para mim assim.

Aí eu olhei para ele, eu falei assim: topo, topo, Professor Goulart, topo. Aí ele falou assim: ó, tem que estar aqui às 8 horas da manhã. Eu falei: beleza. Agora você quer ver como é que é o Maracanã? Aí eu falei assim: quero. Porque tinha que subir uma escadinha para o Maracanã, que era a maior sala. Vou dar um chute aqui qualquer, não tenho isso, né, ao pé da letra. Mas 400, 500 alunos, tá? As turmas, tinha turma de baixo, 400, 500 alunos.

Aí a gente foi, ele falou, vamos lá, vamos lá. Aí a gente subiu a escada, olhou, a porta era de trás, né? Você entrava pelas costas da turma e lá na frente era o tablado. Aí a gente chegou, a turma cheiona, não ia dar aula naquele dia. Aí ele abriu a turma, olhou para mim, eu olhei, eu falei assim, pensei assim, caralho, meu irmão! Aí fechou a porta, desci com ele, eu falei assim: aí, o que que você sentiu? Eu falei assim: professor Gulhós, é muito aluno.

Ele falou assim: mas você tem condição de dar aula no sábado? Tem condição. Cheguei lá no sábado, cara, quando eu cheguei— deixa-me só beber um golinho de água aqui.

RDRafa de Martins

Foi em que ano isso?

ASAlexandre Soares

Desculpa, faz a conta para mim.

RDRafa de Martins

Foi 2007, que 2007 eu fiz a turma de delegado federal.

ASAlexandre Soares

Foi antes? Foi antes. Foi antes, 2007. Eu já tinha o PLA, minha filha de 2004. Então, antes, cara, antes disso. Aí, quando eu cheguei, cheguei no sábado, beleza, fiquei sentado lá. Primeiro, promotor, juiz, desembargador, defensor na sala dos professores, e o Alexandre. Eu não tô de camisa branca, eu andei acho que 15, 20 anos de camisa Érigue branca. Calça jeans e tênis, já tinha a cabeça raspada quando ninguém raspava a cabeça do jiu-jitsu, e já tinha a orelha quebrada e todo mundo achava que era câncer.

Para você ver como é que o mundo é bom. Ele era um tumor na orelha, tanto que quando eu fui fazer a primeira punção, a menina olhou, falou assim, tão novinha assim, sabe aquela cara de compaixão? Pô, que merda, né? Já tá passando por isso tão novo. Porque hoje é mais fácil até ver, mas naquela época Eu sentado numa sala de professores assim, né, sem nenhuma relação com todo mundo, de terno, só figurão, só autoridade. E eu ali, um professor fiscal, né, da prefeitura lá de Niterói.

Beleza. Aí eu, tá na hora de dar aula, garoto. Sempre me chamou de garoto até o final. Garoto, tá na hora de ir para aula, você sobe, depois eu subo. Aí beleza, aí ele foi junto. Aí cheguei, cara, quando entrei, entrei na sala, né, Paulo do Maracanã, Você começa por trás. Comecei a caminhar, a cada passo que eu dava, pode ter sido uma impressão, parecia que ia ficando mais silêncio. Quem é esse babaca desse garoto aí? Porque todo mundo já tava sentado e eu entrando, entrando, caminhando, caminhando, caminhando.

Era uma caminhada bem longa, caminhando, caminhando, tablado. Aí quando cheguei ao tablado, eu me lembro, aí eu olhei assim, né, pessoal da frente que normalmente olha, o resto todo mundo conversando. Aí o pessoal me olhou e falou assim: certamente esse é o cara do teste do microfone, é o garoto teste, que vai botar microfone pra testar. Aí eu fui, botei aqui o fio, prendi aqui, liguei, olhei e comecei: bom dia. Quando eu falei bom dia, bom dia, bom dia, bom dia, teste, teste, bom dia, bom dia, ninguém falou nada.

Eu voltei: Português, Alexandre, bom dia, traço. Bom dia, sou professor de língua portuguesa. Cara, na hora os olhares eram esses aqui, assim, ó, mesma coisa, a mesma barreira que eu falo para mó galera. Pode ser, não é preconceito, mas é aquele garoto como se eu tivesse querendo ser, querendo ter um emprego, o emprego. Vou para— eu tenho que medir as palavras aqui. Mas deixe-me ver como é que eu vou usar isso.

RDRafa de Martins

Aquele emprego parecia... Pode ficar tranquilo que eu não me acho não, você acordou aí?

ASAlexandre Soares

Então, pra lidar com um público, um tipo de público que não aceita o moleque ser o atendente de bigodinho e aquele, aquela, o cabelo como se fosse abacaxi, né? Então não dá, não cabia naquele lugar ali um garoto, garoto muito novo, muito queimado de praia, porque na época era o tal do surfista, de tatuagem. Como é que esse cara vai dar aula de língua portuguesa? Aí fizeram aquilo assim, né? Puta que pariu, perdemos nosso tempo até começar, cara.

Tanto é verdade que eu já tinha esquecido. Hoje eu me lembrei. Quando eu comecei dentro de um contexto, eu falei assim: então quando você chegar a casa você vai ter de rever isso. Um cara, vou chamar de coroa, porque eu tava com 20 anos, levantou a mão e falou assim: é só um minutinho, garoto. Chamou de garoto. Professor Gliocci lá atrás. Garoto, não só o professor Brioche, ele, se ele vir o programa, ele vai se lembrar disso, mas o professor, melhor, mas o aluno também me chamou, nem professor, garoto.

Garoto, eu estou há 37 anos chegando em casa e você hoje vai me dizer que eu chego a casa? Pô, e eu, para deixar, e era assim que era a relação, era mais ou menos essa, porque eu era um garoto e eu tinha de desconstruir aquela imagem Não só desconstruir a imagem, mas também ter autoridade para ser o professor de língua portuguesa de um cara que tenha o dobro da minha idade. E assim foi o processo. A aula começou, aí eu começo lá, quando tá aqui, quando de lá, pessoal sorrindo. E pô, tem uma hora, cara.

RDRafa de Martins

Mas e aí, mas o garoto chega em casa ou chega a casa?

ASAlexandre Soares

Chega a casa. Aí eu cheguei, aí eu cheguei, eu expliquei. Não, mas é uma questão seguinte. Aí eu falei assim, cara, você vai continuar chegando em casa, mas para prova você vai chegar a casa. Pô, é uma questão, é uma questão de regência. Quando você chega, você não chega a lugar, você não chega em, você chega a. O verbo ele rege a preposição a quando você chega. Mas no dia a dia a gente continua chegando em casa. Eu num bate-papo entre você e mim, eu falo assim, pô, costumo chegar aqui, quando eu chegar a casa eu ligo para você, desculpa, meu. Vai falar, caralho, né?

RDRafa de Martins

Esse cara pega uma goma, esse cara pega uma goma, o cara metido a beijo.

ASAlexandre Soares

Isso eu aprendi lá no Plata. E o professor que me deu aula agora, não lembro se foi o Lincoln, ele foi explicando exatamente isso. Ele desenhou uma casa e um cara em cima. Chegar em casa é mais ou menos isso aqui, ó, o cara chegando, tá vendo? O cara chegando em cima da casa. Cheguei em casa, cheguei aqui ao curso em casa, vim numa casa, eu vim como se o meu carro tivesse na casa. Ele falou bem mais ou menos isso, eu memorizei, mas é feio.

RDRafa de Martins

Mas o cara aceitou, o cara aceitou assim.

ASAlexandre Soares

Ele falou, cara, daquele tipo aqui Igualzinho professor Gleocha, aquele olhado tipo assim, ó, eu acredito em você, mas falta muito para eu ser a tal autoridade. Eu não era autoridade se eu tivesse chegado de terno. Mas hoje, hoje, cara, hoje qualquer merda que eu venha falar, tá bom.

RDRafa de Martins

É, mas tu construiu essa autoridade ao longo de 34 anos.

ASAlexandre Soares

Então é o que eu falo lá atrás, melhor, falo para mó galera, até para sobrinho: cuidado com a imagem que você monta, porque você vai ter de ser duas vezes melhor.

RDRafa de Martins

Porque você continua com cara de garoto, continua com a orelha de tumor e continua todo atordoado. Agora, mas agora tem a história. Tem a história.

ASAlexandre Soares

Professores jovens normalmente enfrentam essa dificuldade que você tá falando. Eu lembro de dificuldade que era assim, tinha uns alunos que, a meu ver, não tinham compromisso ali com passar. Os caras estavam ali pra, tipo, provar pra alguém que não era só ele que era idiota ali. Fazer uma pergunta do tipo: qual a origem do pingo do Jota? Você tá dando aula de formação de palavras, você já disse que bis é duas vezes e coito é coito duas vezes.

ASAlexandre Soares

Então, esse tipo de pergunta sempre, sempre. Na verdade é o seguinte, o cara não é que ele queira provar sua autoridade não, né? Nem isso. A gente como professor passa demais, é mais ou menos assim: primeiro, Cara, é uma loucura. Vou dar aqui exemplo. Esse cara até passou pra polícia, não posso falar o nome dele, mas gente boa demais, cara. Se eu disser, depois que a gente terminar eu vou falar e vocês sabem quem é esse cara.

ASAlexandre Soares

Na hora que a gente for da civil, a gente quer expor. Se for da civil do Rio, a gente quer expor.

ASAlexandre Soares

O cara é o seguinte: tudo que era turma minha, ele tava presente. Tudo que era turma minha. E turma muito grande, muito cheia, né? Vou dar exemplo, no Plato. Sai de uma turma para outra. Aí você vai falar assim, ah, porque era apaixonado por você. Não era não, cara. Depois de um momento eu vou explicar o que que esse cara fazia. Tem maluco para tudo. Ele sempre foi um cara boa pinta, bem boa pinta, um cara boa pinta. Aí é um cara boa pinta.

Aí o que que ele fazia? Ele sentava lá atrás, aí no momento da aula ele fazia assim, é a Chani? Diga-me. Aí eu falo assim, cara, Chegando a casa, vírgula, percebi que havia algumas falhas. Essa vírgula aí está isolando uma oração subordinada adverbial temporal reduzida de gerúndio deslocada da ordem direta? Ele falava isso. Aí eu olhava pra ele e falava assim, ó, sim, que beleza, hein? Tá demais! Aí ele, beleza. O que que a turma dava na hora pra esse cara?

Autoridade. Isso acontecia demais. Ele não estava— as perguntinhas de turma não é para tirar autoridade do professor, principalmente dependendo como, que tipo de professor você seja, né? Aquele cara meio escroto. Mas eu acho que eu nunca fui, cara, nunca fui aquele cara de autoridade. A pessoa já me olha assim, um aluno me olha assim: o Alexandre não é autoridade, acho que é um cara maneiro. Então eu não tive, graças a Deus, essas figuras na minha sala.

Eu tive uma figura como essa que ele perguntava, eu acabei de dar autoridade para ele. Só sabia aquilo, não sabia, ele decorou aquilo. Mas o que que ele fazia na sequência? É o modus operandi dele: boa pinta e virou autoridade na turma. Próxima aula ele não vinha. Mas também tem aquele aluno, ele não vinha, mas aí na outra ele estaria presente, mas já teria a vítima, ele sentava ao lado. E a vítima era sempre uma menina bonitinha e que ele queria comer.

RDRafa de Martins

Boa, vamos botar esse cara no grupo.

ASAlexandre Soares

Aí, esse cara mesmo, mas ó, aí quando ele pedisse, aí quando ele pedisse o caderno dela, ele além de ser boa pinta, ele é aquele cara da pergunta maneira que o Alexandre falou. Caralho, ele era autoridade! E muitas foram assim. Tá na Polícia Civil do Rio de Janeiro.

ASAlexandre Soares

Acabar articuloso, meticuloso.

RDRafa de Martins

Tem doente, pô. Tá aí, meu irmão, tá aí.

ASAlexandre Soares

Ô doente, tô admirado, tô admirado.

RDRafa de Martins

Caramba, que jogada! Como é que eu nunca pensei nisso?

ASAlexandre Soares

Aquele aluno que, conforme o Roberto Blanco falava, a partir deste momento não vou responder mais nenhuma pergunta, porque eu entendo que perguntas feitas a partir desse momento é para mera demonstração Mera demonstração de conhecimento. Aí você explicou lá: saber. Saber é um verbo. Entretanto, se ele for precedido por um artigo, ele vai se tornar um substantivo. Aí o aluno: Professor, você tá me dizendo que saber então é um verbo e que se ele for precedido por um artigo ele se tornará um substantivo?

Aí é isso mesmo. Aí ele já tipo assim: Mil e os meus aplausos por saber isso! É o aluno que pergunta só para demonstrar para o resto da turma que sabe.

ASAlexandre Soares

E outra coisa, cara, presta atenção aí nessa continuação para você entender. E por isso que eu precisava sempre, olha só, eu trouxe para a gente não se perder, eu trouxe o raciocínio matemático na minha cabeça. Minha cabeça não é de língua portuguesa e eu trouxe esse raciocínio matemático para língua portuguesa. Então eu não ensino a você o plural de uma espada, eu crio. Por isso eu tenho método hoje do Xandão, que você, por exemplo, você não vai começar a estudar comigo pela morfologia.

Você começa pela sintaxe, que representa dentro das questões de prova 80, 85% das questões de gramática. Aí você fala assim, mas existe a condição de eu estudar sintaxe, que é a parte mais importante da prova, antes de saber a morfologia? Sim, dentro do meu método sim. Eu vou pegar isso aqui que é de morfologia, eu vou apresentar o que é importante de morfologia para você, para você entender isto aqui de sintaxe, que representa 85% da prova.

E normalmente o que se faz? Se apresenta isto aqui de morfologia, aí quando você chega à sintaxe, que é o importante para prova, você não quer mais aula, você já tá cansado, você não tem nem mais cabeça para os 85%. É uma inversão total. E esse método construído por mim, porque tem uma cabeça cartesiana, não é simples. Então ele tem de ser construído em sala de aula. Parece até que não tem conexão, mas professor, eu não preciso da morfologia primeiro?

Calma, cara, vamos passo a passo. Tá dentro de uma metodologia, e graças a Deus essa metodologia me faz estar aqui.

RDRafa de Martins

Que maneira! Ó, tem um superchat aqui do Rodrigo Coelho que ele fala assim, ó: melhor aula sobre redação do YouTube, Alexandre Soares e Raquel Ribeiro. Uma verdadeira obra de arte, faz toda a diferença, fez toda a diferença na minha vida. Gratidão. Aí, a Raquel tá aqui, tá nos bastidores aqui. Que maneiro, cara.

ASAlexandre Soares

Mas, e é isso, vai. Agora, é lógico o seguinte, que também dentro desse processo todo não foram só, né, não foram só, só as partes boas. A parte ruim é Você lida com vidas, né, cara? Então você percebe que boa parte fica pelo caminho não é por uma questão de escolha, mas é uma questão que chega um momento que a gente não— vocês conseguiram, mas chega um momento que o cara tá quase chegando, ele precisava só de um toque, só de uma conversa para continuar, que seria aprovado, mas ele fica. Eu nunca vi um não ser aprovado. O que eu vi demais foi muita gente desistir.

ASAlexandre Soares

Tem relatos bacanas como esse aqui do Rafael Félix. Não foi o Rafael Félix que eu vi, já subiu. Ele falou, quem foi, cara? Falou que aprendeu somente ontem o que é uma oração subordinada substantiva graças a você. Cara, quando entra aquela coordenada sindética, sindética, aí eu já me perdi. Se qualquer questão sobre isso, eu tenho certeza que eu vou errar.

ASAlexandre Soares

Pô, sabe por quê? Vou repetir, porque isso aí deveria você ter visto no início, quando você tá descansado. Mas a gente entra com as orações coordenadas, subordinadas, quando você já tem uma porrada de informação de morfologia, cara. Então é isso que eu construí o chamado Método de Xandão hoje na plataforma de Xandão. É: não vamos ganhar primeiro de R$100, R$85, depois a gente pensa no resto. Parece não ter raciocínio lógico. Vocês estão se preocupando demais com R$10 e não com R$90.

Primeiro a gente pega os R$90, sintaxe. Depois vamos nos preocupar com os R$10. Se ficar ruim com os R$10, tem uma nota de corte 90, você tá no número de vagas. É isso que eu quero.

ASAlexandre Soares

Na minha cabeça funcionava assim, cara, eu não vou aprender nunca orações coordenadas, então eu vou focar aqui nas subordinadas porque tem uma compreensão sobre análise sintática aqui, que para mim tá tranquilo. Ok, só entender a função sintática da segunda oração, para mim eu mato essa questão. Então eu ouvi matérias não somente dentro da língua portuguesa, como direito, que eu falava, essa matéria vai ser complicada. Deixa eu ver qual a probabilidade dessa questão cair nesse tipo de concurso que eu venho fazendo.

Ah, cara, não caiu no anterior nem no anterior. Então É muito remota. Então esse assunto eu realmente—

ASAlexandre Soares

Porra, mas eu tinha que ter feito isso por você mais. Então na verdade esse papel é o meu. Vou voltar ao jiu-jitsu, boxe, MMA, futebol. Eu sou o técnico, você é o atleta. Então o que eu faço por você? Eu preparo você, mas você já tem que treinar. Eu vou ficar olhando o tempo todo contra quem você vai lutar. Esse é o meu papel que eu faço diariamente. Então você vai lutar contra Sebraspe, contra FGV, IBFC, AOCP, IDECAM, Cesgranrio, Vunesp.

Eu olho para Vunesp o dia todinho, e você, você tá treinando. Então quando eu chego à academia, eu já estudei Vunesp o dia todo. Aí você vai falar assim, pô, sabe o que eu tô, ó, sabe o que eu tô achando, Alexandre? O quê? Que eu vou tentar chegar já dando uma voadora. Vai dar merda. Porque pelo que eu vi de Vunesp, se você fizer isso, você vai tomar um pau. Então o que que eu tenho de fazer? Não, não, a gente vai primeiro, vai fazer isto, isto, isto.

Você vai trocar 2, 3, vai dar um jab, um direto, um cruzado. Ele vai com certeza achar que você vai trocar com ele, você vai nas pernas, vai ganhar, vai ficar por cima, acabou. Mas eu tenho de construir isso para você, porque quando você como um atleta fala assim: eu acho que eu tenho de tirar isso. Eu acho que eu tenho de treinar isso. Você acha. A gente tem que acabar com achismo. Aqui não existe achismo. Você tem de ter certeza de que hoje o coletivo de borboleta você não tem de estudar. Mas e se vier na minha prova?

ASAlexandre Soares

Não vem.

ASAlexandre Soares

Quem é o garantidor dessa história? Sou eu. Então eu tenho certeza de que disto aqui de morfologia, cara, Você tem que estudar isso aqui, ó. Olha, a diferença é essa. Aí você fala assim: porra, Xandão, mas e se cair isto aqui? Aí você tem de ir para o Fala Guerreiro e falar mal de mim. E se eu conseguir? Aí fala bem, pô. Isso já tá bom. Agora, é isso aqui da morfologia, mas é isso aqui eu não tenho como abrir mão, da sintaxe. E eu não vou introduzir— ficou esquisito isso?

Isso lá no final, quando você já tá cansado. Eu vou introduzir o mais importante no início, quando você tá bem, com uma base que é um pressuposto. Entendeu os 90%, entro com interpretação, polimento no que você deveria de morfologia, e tá preparado para prova.

RDRafa de Martins

Você entende tudo a partir do que você deu no começo, claro. Todo o resto você entende a partir da perspectiva.

ASAlexandre Soares

É um processo. A língua portuguesa é um sistema, cara. Então qualquer falha no sistema, se é um sistema, existem pressupostos. Um sistema, essa porca aqui é importante para a gente entender, é um processo mesmo.

ASAlexandre Soares

Tem muita, eu encontrei pelo caminho muitas pessoas que já estavam estudando para Polícia Civil mesmo muito antes de mim. A galera tá estudando desde quando, irmão? Estudo desde o concurso de investigador de 2005. Eu tava em 2011, 2011. Fala, caraca, meu irmão, pô, esse cara tá estudando um tempão e não passou. Para provavelmente o estudo não tá eficiente, ou não. Mas na minha cabeça, concurseiro iniciante, provavelmente eu vou esperar essa turminha dele, ele vai ser aprovado por causa desse tempão.

E aí veio o resultado do concurso, eu fui aprovado e ele não. E aí eu passei a perceber com o tempo que as pessoas simplesmente se perderam no meio desse sistema e não consegue reiniciar Sim, é isso que eu tô falando, cara. Qual é o ponto para esse concurseiro aí, que é o cara que já tá um tempão estudando, mas parece não compreender a matéria, ou às vezes sabe a matéria, mas na hora de ler o enunciado esquece a matéria? E aquele que começou hoje, o garoto de 18 anos que falou, cara, eu não quero ser CLT, não quero montar negócio, eu quero ser servidor público.

ASAlexandre Soares

Vamos fazer analogia. O atleta, cara, sabe aquele atleta A gente deve conhecer alguém, o cara é bom, ele, ele se dedica, mas por que que ele não explode? Por que que não chega o momento dele? Tá faltando um detalhe. E esse detalhe normalmente não vai ser visto por ele, ele tem que ser visto por alguém de fora. Então aquele cara que vem há muito tempo tentando, tentando, tentando, não é— eu não posso, eu não posso falar, ah, é porque não é, não tem condição de ser.

É como se fosse assim, é menos capaz. Eu não vou acreditar nisso nunca. Não é uma questão de capacidade, é de direcionamento. Tá faltando um técnico na vida dele. Então eu, como professor, eu não estou falando nem para estudar comigo não, mas você tem de ter um direcionador para você. No direito tem que ser o cara da informática. Você tem de procurar essa direção, porque de repente você tá estudando muito, tá treinando para caramba, tá até comendo bem, mas por que que não tá ficando fortão?

Tá faltando alguma coisa, tá faltando um detalhe no treinamento, tá entrando em overtraining, tá além de. Então por que que você conseguiu e ele não? Porque alguém aqui foi mais eficiente, foi você. Ah não, porque você é mais inteligente. Nesse nosso mundo, cara, mais uma vez não levando para lados negativos, o tal do super inteligente não tá no nosso mundo de concurso público. Esse cara ele não quer limite, ele tá trabalha no mercado financeiro, é empreendedor, sabe tal de gênio?

Eu conheci alguns na minha vida. O gênio não quer limite, não quer salário. Quem vive de salário não é gênio. Então normalmente a capacidade é mediana para a maioria. Então por que que o mediano consegue ser procurador, né, procurador da República? E por que que o mediano não consegue passar para PM do Rio de Janeiro? Não estou fazendo aqui uma melhor ou pior, Porque não tá sendo eficiente. Então, e para ser eficiente, eu tenho certeza disso, que para chegar a um outro nível eu vou precisar de um personal trainer capaz de me colocar num outro nível.

E o moleque tá começando hoje, não começa errado, já começa sabendo quem vai direcionar você. Porque se antigamente, sem sacanagem, cara, Na vontade você também ganha. Ó, aperta o protetor e vamos, vá, pô, vá, pô, vá, pô, vá. Na vontade também se ganha. Mas hoje em dia é só ver o que está acontecendo no MMA. Aquela galera que apertava e vá, pô, vá. Vou dar um exemplo que ele não veja e que não fique chateado comigo, mas o Vanderlei Silva, lembra?

Hoje ficaria mais difícil para ele, porque ali era muita vontade, e aquela vontade até um momento no concurso público derrubava. Mas hoje essa vontade não derruba mais, cara. A gente tá num outro patamar, no outro nível. Tava conversando com você, informática hoje o cara tem que saber TI, cara. Contabilidade para fazer a prova da PF, porra, eu quero ver um contador pica das galáxias fazer aquela prova.

ASAlexandre Soares

Eu acho que isso é um bom momento para o Merchan, hein. Cara, olha só, é bom explicar legal para que você possa entender. Vocês sabem que a LS Concursos é a nossa patrocinadora aqui já tem um tempo, e muitas pessoas acham que a LS Concursos é um curso preparatório como o Material de Excelência do Xandão. Não é, não é. Muitas vezes a própria LS Concursos vai te recomendar o material do Xandão, por exemplo, depois de estudar e avaliar o teu perfil.

A LS Concursos funciona como se fosse esse técnico que o Alexandre faz muito bem dentro da matéria língua portuguesa. Mas quando você pensa num concurso, a depender do concurso, são mais de 5 matérias. Então nem todos os professores têm esse tempo ou essa habilidade em te direcionar da forma correta. Isso a LS faz para você, seja você um concurseiro que já tá há 5 anos aí nessa batalha, nessa maratona, que é dura, eu sei. Já passei por aí, ou se você é o novato que começou agora.

A LS tem uma metodologia tanto para um quanto para o outro. E assim, a minha realidade de concurso, ela passou, ela mudou, houve uma virada de chave quando eu conheci metodologia, rotina de estudo, qual a matéria mais importante, qual a matéria menos importante, qual é o meu ponto forte, meu ponto fraco, eu devo fazer mais ou menos simulados, ou tá faltando alguma coisa de teoria. Tudo isso a LS Concursos faz e já tem. Não é qualquer empresa que sobrevive nesse mercado 17 anos e soma aí testemunhos de mais de 15 mil aprovados.

Então, se você tá nessa batalha do concurso público, você pode somar a qualidade de um material como é o do Alexandre Soares, sua gramática, o seu curso, e uma metodologia extremamente organizada, como é o caso da LS Concursos, que é recorde na tela. O link tá aqui na descrição do vídeo. Vamos seguir, vamos lá.

RDRafa de Martins

Voltando ali, aí você deu a sala do Gliochi no Maracanã lá. O Maracanã é uma sala de 400 pessoas e tal. Quando terminou a aula, qual foi o feedback do Gliochi?

ASAlexandre Soares

Porra, ele sentou, cara, bem lembrado. Aí ele sentou, né? Aí ele falou assim, ele— aí eu via na aula, né, cara? Você sente isso quando tá bem, quando não tá bem, né? Até conversando com alguém, né, na época em que eu sou um cara casado, na época que eu tentava namorar, você tá conversando, sabe que a menina tá jogando o cabelo, tá sorrindo, ou então aquela cara tá amarrada. A turma era como se ela tivesse ficando apaixonada por mim.

Eu realmente, é, agora essa daqui eu ganhei. Mas eu olhava lá para trás, Gliochi tava assim, ó, o tempo todo. Ele sempre foi muito durinho, aí ele ficava assim, ó. Poderia ser a mesma cara, mesma cara de gato.

RDRafa de Martins

Ele não sabe o que que o gato tá pensando, aquela cara de gato.

ASAlexandre Soares

E quando a galera ria, ele só olhava assim, ó: eu estou vendo isso. Aí beleza, terminada a aula, eu desci para sala dos professores, ele sentou à minha frente, falou assim: garoto, pelo que eu vi, a turma gostou de você. Então vou falar, vou falar como é que funciona aqui no meu curso. Eu fiquei com o professor Gloschi acho que 16 anos. Anos. É, falei assim, ó, como é que funciona no meu curso? Enquanto a turma gostar de você, você fica.

Se não gostar mais, você não fica. Estamos combinados? Combinados. E assim foi, até um momento em que só eu e ele, cara. E ele, ele me falou isso. Olha onde eu estou, eu ainda um garoto. Aí, Carnaval, terça de Carnaval, só nós dois dando aula numa prova, uma prova perto, né? Terça de carnaval, só nós dois dando aula, ele numa turma, eu na outra, e alunos, né? Aí ele me olhou e falou assim, garoto, você tá fodido. Me olhou e falou, você tá fodido.

Aí eu falei, mas por quê, professor? Ele falou assim, cara, olha onde é que você tá, você vai ser igualzinho a mim, você vai envelhecer aqui, isso não é bom, tenta mudar isso. Olha onde é que eu tô, eu vou envelhecer igualzinho. Eu tenho certeza, se eu largar isso aqui, voltando ao início, Eu tenho certeza que não fui eu, cara. Alguém me deu isso. Aí a gente pode dar um montão de nome: foi sorte, foi meu pai, foi Valdete Alfredo, foi Deus.

Mas foi alguém que me deu isso aqui. E se eu recebi isso aqui e parar de passar em mudanças de vida, por exemplo, tava conversando há pouco também, não existe hoje um estado aqui que eu vá no Brasil, se eu vir um grupinho de policiais, sem sacanagem, alguém vai falar: fala, Xandã, vamos tirar foto em lugares assim como Tambaba. Conhece Tambaba? Uma praia de nudismo. Eu e Raquel, a gente foi lá, mas não foi para entrar na praia de nudismo não.

É no, é no, é no, é no Ceará, né? Na Paraíba, perto de João Pessoa, Paraíba. Aí é uma praia lindíssima, cara, mas só que existe a parte de Tambaba que é de nudismo e a outra que não é. Você tem que subir uma escadaria e descer. Porra, toda gente parou o carro, tô descendo aqui assim, aí uns 3 policiais, Polícia Militar, né, assim olhando, caminhando assim, Professor Xandão. Aí eu falei, opa, vou para lá. Aí não tem jeito, vamos tirar foto, aquela história de foto, não sei o quê.

E aí, professor, vai lá, vai lá, vai ficar pelado? Não, vou não. Aí depois desci, ficamos lá na areia, né? Aí daqui a pouco eles vieram. É, não foi lá mesmo não, né, professor? Não, não fui não. Isso é na Paraíba, Rio Grande do Norte, Pipa, Rio Grande do Norte. Tô na praia, na praia, de repente uma segunda olhada, porque um olhar insistente, cara. Olha assim de novo, maluco grande pra caralho, forte pra caralho, me olhando. Eu falei, caralho, não é possível.

Mas beleza, arrumei um namorado, coisa assim. Mas tava com a menina, continuei. Aí mais uma olhada, mais uma olhada, continuei, beleza. Até que, cara, eu fui ao banheiro do restaurante. Aí quando eu vou ao banheiro do restaurante, banheiro pequeno, abro a porta, né, vou assim na direção do mictório. Quando a porta abre, o malandro gigante, eu falei, caralho, deu uma coisa. Falei assim, professor, pô, queria tanto falar com o senhor, mas tava meio sem graça.

Aí pensando, pô, mas logo no banheiro, né, cara? Então isso é, aí começa a falar sobre a história desses caras. Aí eu tenho certeza de que eu não dou aula de língua portuguesa, eu abracei isso para mim, eu mudo vidas. Então, cara, se alguém me deu e se algo me deu a possibilidade de mudar histórias, cara, eu não posso simplesmente porque tô cansado desistir. Porque em alguns momentos eu já pensei, falei assim, eu vou diminuir, mas se eu diminuir, eu sei que eu vou tomar uma porrada do tal do universo, porque eu tenho certeza de que as mudanças que eu faço de vida, se fosse por grana, 34 anos dando aula eu já teria desistido, parado.

Mas é muito mais do que isso. Então esse retorno da galera que é: caramba, eu consegui e não foi por mim, eu simplesmente fui aquele cara que incentivou, que eu olhei para você, falei assim, cara, como eu acabei de falar, Você tá querendo desistir, mas não é por falta de capacidade sua, é porque tá faltando um Juliano do curso DSO para te direcionar em direito, cara. Se você pega um Ricardo— aí vou voltar aquele garoto de 18 anos— pega um Ricardo Beck de informática, pega um William Notário de contabilidade, irmão, esses caras mudam sua história.

Você fala assim: era impossível eu entender a tal da contabilidade. Você não conhece o William Notário. Porque se você conhece esse cara, você fala assim: caramba, e eu não tava passando por causa de contabilidade. Então, por isso que eu vou voltar. Em boa parte das nossas histórias, o que faltou foi amor, né, foi interpretação, e foi um direcionamento para você não desistir da física, da química. Quantas vezes lá atrás o moleque, a sua filha, Porra, eu odeio química.

Como é que você vai odiar química? Um negócio tão maneiro. Como é que você não pode gostar de física? É porque tá faltando alguém que faça despertar o interesse. Quando chega esse cara gigantesco, vai atrás de mim no banheiro para falar: professor, o senhor mudou a minha história. Eu tenho certeza de que eu só fui o abajur. Então nunca fui eu, foi ele que mudou a história dele. Eu só o ajudei a perceber. Você é capaz, vamos assim. E quem faz isso não sou eu não, tenho certeza disso.

RDRafa de Martins

Como se você fosse um engenheiro de pontes espirituais.

ASAlexandre Soares

Exatamente.

RDRafa de Martins

Para o cara alcançar o sonho dele.

ASAlexandre Soares

Exatamente.

ASAlexandre Soares

Eu sou aquele abajur pequenininho, cara, que acende. Agora o caminho fica meio esquisito, mas eu preciso de você caminhando.

RDRafa de Martins

E essa, deixa eu te falar uma parada, essa praia de nudismo aí que Foi no João Pessoa. Tu fala a verdade, tu ficou decepcionado.

ASAlexandre Soares

Não, foi não, cara.

RDRafa de Martins

Fred no Djembe é uma decepção, é uma derrota, meu irmão. Eu tava ali, eu tava em Porto Seguro, tava em autoajuda.

ASAlexandre Soares

Mas não vai descer não, insistindo. Não vai descer, professor? Tem certeza? Ou não desceu mesmo?

RDRafa de Martins

Se o senhor falar que vai descer agora, eu volto, hein.

ASAlexandre Soares

Aí quando você se torna pessoa pública, de repente se tivesse coisa bem maneira para apresentar, mas não tem, então é melhor não ir.

RDRafa de Martins

Vou te falar, Fred no Djembe é furado. Tava em Raul da Ajuda, meu irmão. Aí um cara falou assim, meu irmão, tem uma praia de nudismo lá em Trancoso. Meu irmão, vai seguir daqui por essa areia aqui da praia e vai chegar lá. Eu não tô de sacanagem não, a gente deve ter andado, cara, pela areia, meu irmão, umas 3, 4 horas. Meu irmão, a gente andou muito, muito. Eu acho que eu nunca andei tanto, cara, pra chegar na praia de nudismo.

Pô, e a gente caminhando pra praia de nudismo pensando assim, porra, vai chegar lá, vai chegar lá, jogando vôlei e tal, andando, todo mundo com a mente ali, meu irmão, pô, vislumbrando assim Caramba, rapaz, chegamos lá, meu irmão.

ASAlexandre Soares

Não precisa nem completar.

RDRafa de Martins

Meia dúzia, meia dúzia de quê? Vocês imaginam do quê? Porra, meu irmão, olhei a parada, eu falei, não tô acreditando. E andei isso tudo, voltei, viu essa cena? Pô, por isso que o meu irmão nego foi, rapaz, meu bicho, eu não, furada, furada, furada.

ASAlexandre Soares

Histórias curiosas de concurseiro, tu tem algumas, cara?

ASAlexandre Soares

O que eu tenho, sabe o que que é curioso para mim? É ouvir do cara que primeiro ele estava quase desistindo quando ouviu que eu acabei. Por isso é tão importante eu tá aqui, por exemplo. Por isso que a gente aparece quando a gente faz uma live no Instagram. Uma palavra para uma pessoa faz uma diferença danada. Então a curiosidade é assim: o cara ter a certeza de que ele não seria capaz daquilo, e por duas ou três palavras, um programa como Fala Guerreiro, que vocês também estão trazendo hoje, por exemplo, uma figura como eu, professor, o cara ouve, fala assim: caramba, então não sou eu o errado, na verdade eu só estou no caminho errado.

E se organizar isso direitinho, a gente vai chegar onde a gente quer chegar. Então curiosidade é curiosidade, cara. Não é curiosidade no aspecto negativo, e sempre no aspecto positivo. Ah não, é, não, isso não.

RDRafa de Martins

Mulher foi com a faca atrás de você?

ASAlexandre Soares

É isso, na verdade. Foi reprovada?

RDRafa de Martins

Foi reprovado em português?

ASAlexandre Soares

Porque quando, olha só, presta atenção, eu comecei muito novo dando aula, e a Raquel é uma exceção, uma exceção de de uma aluna que se envolveu com professor. Mas você imagina, muito novo, dono de curso, nunca fui um cara bonitão, mas foi um cara normal, mas fica em cima de tablado. E homem que fica em cima de tablado gera normalmente isso, gera conflito, gera. Claro que gera. Aí uma louca, cara, eu dava aula e falando em literatura, aí de vez em quando eu tinha de ler textos, e textos até literários, Então, como se fosse assim, na percepção que hoje há no seu olhar, cara, eu tô olhando para turma.

Vamos pensar aqui, 300, 400 pessoas, tô olhando para turma. Até porque não parece não, mas eu sou um cara mais para introvertido do que extrovertido. Eu não sou aquele cara extrovertido, né? Não sou. Então eu preciso, eu prefiro que seja impessoal. Aí eu não olhava para olhares assim, eu olhava para turma. Porra, começou a me parar, né, dentro do curso e fala assim: por que que você não se declara logo para mim? Aí eu comecei a ser no momento, eu falei assim: não, eu daqui de lá para cá, daqui para cá, calma aí, pera aí, não é bem assim, não tem nada a ver.

No final da história eu comecei a falar assim: pô, você não tá vendo que eu sou casado? Aí eu já fui aumentando esse tom, fui casado, eu sou casado. Ela falou assim: mas por que então quando você fala você olha nos meus olhos? Eu já comecei a falar assim: eu não olho porra nenhuma. Olha, não, olha para todos os meus alunos. Isso foi tomando uma proporção tal, cara, que até um dia a gente entrava, né, no PLA, havia as salas e havia a sala dos professores, dos donos, né, minha, do Arenil, do Lincoln.

Cara, quando eu tô ali, tocaram o interfone, tocaram o interfone, eu abri. Aí eu abri a porta, quando eu quero falar com você, Alexandre, eu abri a porta. Quando eu abri a porta era ela, ela foi puxou uma faca, vem falar comigo aqui com a faca, cara. Quando aí o funcionário vindo aqui assim, ela com a faca assim para mim, aqui a posição que ela tá ali, ela me dá umas tocadas. Aqui eu tô aqui com a porta aberta, cara, eu não sei como é que eu fiz isso.

Eu entrei e bati a porta. A partir dali a gente tinha a câmera, ela foi, saiu correndo com essa faca, isso ficou para lá. Deixei para lá. Nunca mais não. Aí ela deu uma sumida no curso. Eu acho que chegou a me mandar algum tipo de informação, uma mensagem assim por Instagram, eu não sei, não me lembro bem. Mas são as coisas pelas quais você passa, por você tá se expondo. Então existem essas figuras. História triste, né, cara? Que na verdade era uma mulher que tava, não tava bem, é, não tava bem, momento difícil.

RDRafa de Martins

Mas a Raquel aceitou a história na boa.

ASAlexandre Soares

A história boa que eu tenho, na verdade, muitos amigos, como a gente foi falando aqui, de um montão de professor amigo, né? Eu não tenho nenhum rancor, cara, nem de antigo sócio, de professor. Fiz muito amigo. Muita gente que chega até mim, né, cara, eu olho assim e falo assim, caramba, como é que pode mudar tanta história, tanta vida? Me deu uma condição de trabalhar, porra, sem sacanagem nenhuma, cara. De quando eu vou, a Raquel mesmo fala isso, a gente tava voltando de viagem, ela falou assim comigo, falou assim: tá com saudade de gravar?

Eu falei para ela assim: eu tô. É como se fosse, se eu me afasto da aula, eu não fico bem. Então trabalhar com algo de que você gosta demais, isso é muito bom. E aí ela falou: mas tá com saudade da fiscalização? Não, fiscalização não tô com saudade. Porra, mas de aula sim.

RDRafa de Martins

Alexandre, deixa eu fazer uma pergunta. Você aí do Gliós, você passou 16 anos no Gliós, certo?

ASAlexandre Soares

Mas neste ínterim que acaba acontecendo, eu não fiquei só no Gliós, eu fiquei com Celso Aragão. Ele tinha um CPCA, é um curso que era só de língua portuguesa. Essa história de ter um curso só de língua portuguesa começou com Celso Aragão, um puta professor, professor do caralho.

RDRafa de Martins

Mas até então você era professor contratado?

ASAlexandre Soares

Professor contratado.

RDRafa de Martins

Isso. Quando foi a virada assim, vou montar o meu negócio? Porque assim, porque a parada é, cara, querendo ou não, você é empregado. Empregado tem suas vantagens, né? Você não se preocupa com muita coisa, você vai receber o teu, você pode organizar a tua vida, teu orçamento, não sei o quê. Mas a partir do momento que você vira um empreendedor, você já não tem mais salário, você já tem despesa, você já tem risco.

ASAlexandre Soares

Você, quando é que Cara, e quando eu, e quando eu falei que abriria o curso, você não imagina o que que o mercado falou de mim. Você é maluco, porque eu tinha as 3 melhores horas-aulas do mercado. Eu trabalhava na Defensoria, na Emerge e no Glioz. Então era do tipo, como se fosse, vou dar um exemplo qualquer, tá? O professor normal, ele ganharia R$10 por uma hora-aula. Eu naquele momento eu ganhava R$150. Então como é que você abre mão de um salário desse?

E fora que a Defensoria, Defensoria Pública, ela montava umas turmas, turmas enormes, cara, e pegava metade do valor e me dava. Era a relação que eu tinha com eles. Aí quando eu falei em família, falei entre os professores, entre os amigos, falando assim, caramba, eu vou abrir um curso, você é maluco. Pelo amor de Deus, não sai dos lugares onde você deve ser maluco. Mas foi pelo incentivo muito do Lincoln, que é um empreendedor.

O Lincoln, né, é um empreendedor. Aí, pô, vamos abrir o nosso curso. Aí houve um, não é, houve um racha com Celso. Na verdade, a gente foi conversar com Celso, né. O Celso dava muito menos aula. E aí eu e Lincoln, a gente tocava o curso e a gente chegou e não tinha nenhuma estabilidade. A gente era o professor contratado do Celso. Aí eu fui conversar com Celso, eu e Lincoln, Pô, a gente não tem como cada um ganhar 5%zinho? 5, eu 5, ligo 5% para a gente ter uma segurança, e você 90?

O Celso falou sim, claro. O Celso não dava mais aula quase, Celso vivia em Búzios, né? Ele tinha, tava montando até uma pousada para ele, construindo uma pousada. Mas só que quem entrou na história foi o filho, que nunca subiu num tablado. É o que eu falo sempre, para falar de polícia você tem que entender de polícia, para falar de engenharia você tem que entender de engenharia. Para falar de aula tem que ser aquele cara que sobe em tablado, tem que ser professor, tem que empreender.

O filho era um, acho que salvo engano era arquiteto, aí não conseguiu, né, se dar bem na arquitetura e começou a assumir o curso do pai. Aí a relação virou com ele e ele não aceitou, o filho. Aí o Celso foi com o filho, aí já tinha falado que aceitaria. Quando a gente voltou para conversar, o Celso olhou para mim, puliu e falou assim, olha, Não vou fazer. Aí olhou até para mim, para o Lincoln, falou assim: vocês podem fazer o que vocês quiserem fazer, monta um curso de vocês.

Pô, então vamos montar. A gente montou, assim surgiu o PLA. Aí foi português, Lincoln Alexandre. Por que ficou Lincoln Alexandre PLA? Porque senão seria pau. Aí Alexandre Lincoln, aí pau, vou lá no pau. Aí virou PLA. E onde entrou Aí o Arenildo, cara, eu ainda aí com isso tudo eu ainda fiquei dando algumas aulas no vestibular. Eu gostava da aula do vestibular também, era um outro tipo de material. Então o material do concurso público era diferente do vestibular.

Aí o Arenildo era meu coordenador em língua portuguesa. Aí eu vi o cara com potencial gigantesco, né, dando aula e lá me coordenando, e não sabia o que que era dar aula em concurso público. Até que eu cheguei e falei assim, Arenildo, Cara, não quer conhecer o concurso público? Quer dar aula para a gente lá? Aí ele falou assim, porra, mas será que vai dar certo? Eu falei assim, Arineudo, a gente ganha aqui R$35 a hora aula. Aí ele lá, você pagaria quanto se eu fosse dar aula lá?

Eu falei assim, Arineudo, no mínimo R$200. Aí ele falou, o quê? Falei, R$200. Aí ele falou, pô, então vou lá. Aí Arineudo foi, a gente já tinha o curso lá, eu e Lincoln. Aí Arineudo foi dar aula, foi um sucesso, um professor.

RDRafa de Martins

Pegou numa parte aí. Vocês decidiram montar o curso, alugaram um espaço, alugaram, já foram direto atrás de você, vocês já tiveram uma migração rápida ou começou ali com 2, 3 alunos?

ASAlexandre Soares

Não, quando a gente abriu o curso, acho que, salvo engano, na primeira, na primeira semana já tinha 600 alunos inscritos.

RDRafa de Martins

Os cara, vocês já eram os caras, né?

ASAlexandre Soares

A gente já tinha um nome muito forte e essa galera toda estudava no, no, com Celso Aragão. CPCA, tudo quebrou. É, o céu sou eu, velho. Porra, cara, são— eu falei isso com você, eu tava conversando há pouco isso também. Eu não acho que eu tenha feito a minha vida de forma inteligente, maneira, você construir toda uma realidade, que tem uns caras que constroem desse jeito. Não, eu fui muito na base de Deus mesmo, de uma força que foi me guiando.

Mas eu tenho certeza de que em momentos bem importantes da minha vida eu tomei a decisão certa. Aquele momento ali do Celso era ter enxergado: o meu filho tá me falando isso, mas quem toca o meu curso são esses dois caras. O Lincoln dá 200 aulas, Alexandre dá 200 aulas, e eu dou duas. Se esses caras saírem, como é que fica? Eu vou ter que dar as 400 aulas de novo? Então eles estão querendo 5%, se eu sou eu? Eu faço? Cada um fica com 10, 10, 10, amarro tudo num contrato direitinho de 10 anos e vou ficar no 80 em Búzios.

São momentos da vida e esse foi um bom momento. Então não me considero inteligente, eu me considero percepção de olhar e falar assim: agora eu tenho de fazer isso. E assim foi caminhando.

RDRafa de Martins

Não, foi interessante você— a gente tava conversando aqui antes, aqui o Rômulo eu, Alexandre, e os dois falaram assim, não, cara, eu também nunca fui um cara inteligente, você foi um cara esforçado, por isso eu conquistei as coisas. Na hora que eu ouvi aquilo ali, eu falei assim, rapaz, eu não sou um cara inteligente, me faltou esforço. Depois eu falei, porra, tá aí, meu problema. Aí depois ele falou assim, ó, outra coisa também que assim, eu, eu consegui fazer escolhas assertivas No momento certo.

Aí eu olhei e falei, tá aí outro problema que eu tive, meu irmão. Mas escolhas aí foram escolhas tudo, tudo de maluco, meu. Porra, um belo dia eu escolhi fazer um empréstimo consignado e botar o dinheiro todo numa pirâmide. A pirâmide quebrou, tô até hoje pagando o empréstimo consignado sem o dinheiro da pirâmide. São escolhas, são escolhas. Agora acabei de descobrir o meu problema. Conhecendo a tua vida, falta de esforço, escolhas equivocadas.

ASAlexandre Soares

Eu tenho certeza, eu sou aquele cara, a certeza que eu tenho, eu sou um cara determinado, esforçado, e no momento certo eu faço. Como eu falo pouco, eu penso bastante. Eu falo, não, agora é o momento de fazer isso. Foi até no momento de virada quando eu assumi junto, assumi ir para Cascavel Porque no final da história o PLA fechou.

RDRafa de Martins

Acho que é no sul.

ASAlexandre Soares

É no sul. Aí, por um convite de um curso, aí foi quando eu saí do regional.

RDRafa de Martins

Antes do PLA, aí você foi para o PLA. Quando vocês montaram o PLA, pô, já foi aquela, já foi um êxodo, o êxodo, né? Já bombou.

ASAlexandre Soares

Cara, a gente ficou, ficou quanto tempo com PLA? Pera aí, é, foram uns 10 anos. 10 anos. Foram 6 sessões de curso. 6. Madureira, Caxias, Niterói, Centro, Barra, ou 5, acho que foram 5. É 15 mil alunos presenciais. Mas só que a história do PLA aí vai na direção do começou online a surgir. Então o presencial, naturalmente, o presencial ele foi morrendo, online crescendo, e fora né, a desorganização que houve dentro da própria empresa.

Aí, a partir dali, cara, foi um momento assim de virada de chave, quando eu percebi, é, eu tenho que ir para o online. E fiquei um tempo ainda batendo cabeça, dando aula aqui, dando aula lá, mas só que o online pelo convite do Alphacon, Evandro Guedes, que tinha sido meu aluno no curso lá também.

RDRafa de Martins

Que maneiro!

ASAlexandre Soares

É, tinha sido meu aluno.

RDRafa de Martins

E aí você foi para Cascavel para formar com o Evandro?

ASAlexandre Soares

Foi com Evandro. Aí comecei a trabalhar no Alpha Co. Aí assumi turma em Cascavel, assumi turma em São Paulo.

RDRafa de Martins

Aí foi quando eu já tinha estrutura online, né?

ASAlexandre Soares

É, já tinha, já tinha toda uma estrutura online. Eles já estavam assim, cara, anos de luz na frente da gente. Impressionante o quanto o Paraná, por exemplo, quanto mais você vai para Curitiba, por exemplo, você vê o quanto os caras andam na frente. Então eles estavam muito na frente. Aí foi quando eu fui lançado de um cara do Rio de Janeiro pro nível nacional. Aí foi bem legal.

RDRafa de Martins

E passou quanto tempo lá no Alphacom?

ASAlexandre Soares

Alphacom foram uns 4 anos. Aí o Alphacom, o Evandro saiu, a relação era muito pessoal com Evandro do Alphacom. O Alphacom também foi, como toda empresa de concurso público, foi seguindo caminhos, né, que de repente, dentro da minha visão, foram caminhos equivocados. Aí surgiu a relação que hoje, na qual estou com o Juliano, que é um delegado da Federal exonerado. Ele pediu exoneração, né, e assumiu. Ele montou o curso Direito Simples Objetivo, DSO, que hoje, cara, sem sombra de dúvidas, ele assumiu o papel da Alfacon, que era o curso para segurança pública.

Quando a Alfacon, eles fizeram uma chamada cauda longa, Quando eles quiseram pegar tribunais, área fiscal, administrativas, eu acho que eles saíram do foco. É o que a gente no DSO não faz. O DSO é um curso para polícia, direito simples e objetivo.

RDRafa de Martins

Vira um pato, né? Vira um pato, né?

ASAlexandre Soares

Faz tudo e acaba não fazendo nada bem.

RDRafa de Martins

Como é que você conheceu a Raquel nessa sua peregrinação?

ASAlexandre Soares

Foi minha aluna, cara. Raquel foi uma aluna extremamente aplicada, né? Extremamente aplicada. E com quem a gente foi batendo papo. Era daquelas perguntas, professor, essa vírgula aqui da oração subordinativa conjuntiva, como é até hoje, tem a tendência de querer me contrariar, né? Aí era do tipo, aí eu falava, então, ó, João viu a uva, mas não seria Pedro não? Era esse tipo de aluna. Até aquele aluno chatinho, né? Mas como são alunas e alunos, né?

Mas como era aluna chatinha que eu olhava assim, é, essa pode ser, essa pode ser chata, essa daqui eu não vou dar patada não. E é uma relação de 20 anos, né?

RDRafa de Martins

De 20 anos, cara. Mas o, e essa agora hoje você tem turma presencial ainda ou é online, cara?

ASAlexandre Soares

E hoje não, o presencial que a gente faz hoje É aquela super revisão de véspera. Que que é uma super revisão de véspera? Vai ter, saiu hoje, Polícia Civil da Bahia. Aí a prova vai ser no dia 6 de dezembro. Aí a gente vai para Bahia, Salvador, e no dia 5, no sábado, a gente faz um super aulão com, sei lá, que também transmitido online, aquela mesma coisa. O Rodrigo Prospera, nossa amiga, é, cara, Rodrigo Rodrigo foi que me indicou para o Alpha Co.

RDRafa de Martins

Pô, que maneiro!

ASAlexandre Soares

É, Rodrigo é muito meu amigo, cara.

RDRafa de Martins

Ele é muito maneiro. É, Rodrigo. E mas as aulas, por exemplo, que eu tenho muita aula online, que é um online não presencial, porque ela online que ela acontece naquele momento.

ASAlexandre Soares

Sim, você não tem, a gente tem aulas ao vivo, que é ao vivo mesmo, e tem a aula que é gravada. Então boa parte das aulas é gravada, né? Mas tem aula ao vivo também.

RDRafa de Martins

Essa coisa do online te deu um alcance, né, cara?

ASAlexandre Soares

Impressionante. Você chega a um ponto, eu vou voltar, você está em Rondônia e o cara é íntimo seu. Eu tô em Rondônia, eu estou em Curitiba, e o cara chega, vai tirar uma foto com você. A gente tava em Natal, eu e Raquel, aí voltando, indo para Curitiba, a gente sentou até com um aluno, né, passou batendo papo, estávamos 3 assim, falou, pô, foi um aluno, gente boa para caramba, cara. Aí de repente começa a vir camarão. Eu falei, não, não, tá, a mesa errada, né?

Não é possível, a mesa tá errada. Não era não, porque tinha um outro aluno que tava na cozinha, que trabalha na cozinha, que mandou camarão pra gente. É impressionante. Então isso, só isso quem dá é o online. Chega um ponto que você fala assim, nunca. Aí vou voltar, aquele garoto saindo de uma comunidade, indo pro conjunto habitacional, de vez em quando eu penso, falei assim, cara, eu nunca imaginei chegar aqui. Poderia contar uma história muito bonita de inteligência, que não é, não é, tenho certeza disso.

É de um cara esforçado que soube escolher o momento certo. Por exemplo, lá atrás, eu vou fazer concurso público. Ainda tenho certeza que é um ótimo caminho. Por quê? Porque tudo que eu fiz para empreender, cara, eu sempre tive uma certeza: se tudo der errado, de fome eu não morro, eu tenho meu salário. Então até para isso ser funcionário público é muito importante.

RDRafa de Martins

E o Brasil, ele, você tem um incentivo, né, pelo país instável que a gente, que a gente vive, porra, é um grande incentivo, né. E o país também que não ajuda muito empreendedor, não, cara. Então você vê que concurso, ele se dá, porra, época de pandemia, caramba, cara, você sabia que tão desesperado e você tava tranquilo, sabe. Você acontece alguma coisa de saúde e tal, você tá tranquilo. Acho que realmente concurso, ele é, te dá uma tranquilidade.

Agora, esse, esse online, ele é bom para o professor, né, para ir para o aluno também, porque é normal você dar uma viajada na aula. Às vezes o cara tá falando assim, você, só que a sua mente se desliga. Pô, no online você pega e rebobina e volta e assiste de novo.

ASAlexandre Soares

Falei isso hoje gravando uma aula, pelo seguinte: lembra no presencial, eu tinha que estar fazendo um quadro, tava ali Aí eu falava assim uma vez: aí, galera, quer copiar? Pô, só um minutinho, professor. No segundo: aí, copiou? Pô, só um minutinho. Não tem como, eu apaguei. Agora, quando tá gravado, é só voltar o vídeo, cara. Só voltar. E outra, vou voltar aquela logo no início: como é que você tira dúvida estando numa turma com 600 alunos, 600 alunos presenciais?

Você não tira. Vai tirar uma meia dúzia aqui, mas boa parte das dúvidas você fica com ela. No online você não tem uma dúvida que não seja retirada. Você vai, o cara paga o curso, ele manda 20 dúvidas no dia, no outro dia, ou no máximo em 2 dias, todas as dúvidas já foram retiradas, né? O cara já não tem mais aquela dúvida. Então hoje ainda encontro, cara, uma loucura, Principalmente coroa, falando assim, mas Alexandre, mas você ainda não dá aula, mas não dá mais aula presencial.

Eu olho, mas o que que você faria numa aula presencial, cara? Sem sacanagem. Aí eu falei, não, porque eu sou da moda antiga. Eu falo assim, meu irmão, então vamos começar. Se você não tem lá, eu quero ir lá, eu quero pegar um trânsito. Ele quer um social. O social você faz na academia, entra num clube. Então, ah, você quer o social? Aí ele fala assim, Pô, mas eu não tenho disciplina, eu não tenho disciplina para o online. Se não tem disciplina para o online, vai ter disciplina para passar num concurso público hoje? Não tem. Tenta outra coisa.

RDRafa de Martins

Posso fazer uma pergunta polêmica aqui que não tem a ver com o teu trabalho? Só uma opinião sua, que eu acho que é uma opinião que vale. Que que você acha do homeschooling? O homeschool, as crianças ser educada em casa. Família, porque geralmente é uma coisa online também. Você tem o material que você recebe online, a criança estuda aquilo ali, cara, e eu não vou ter os pais que tem um controle.

ASAlexandre Soares

Eu nunca entrei assim para pensar sobre isso, mas até porque aí eu fico com muito receio de falar merda. Mas veja, veja bem, na minha cabeça são processos diferentes. Quando você chega a mim, você quer ser policial civil do Rio de Janeiro. Tudo que eu tô falando aqui, eu tô falando de improviso, tá? Então tudo que eu falar não tem base científica alguma. Quando você chega a mim, você é um cara formado, você não tem que ser construído por mim nada, não existe nenhuma relação.

Você só quer ser policial civil do Rio de Janeiro. Então simplesmente o que eu faço com você é adestrar você. Eu sou um mero adestrador, eu não tenho ali a intenção de formar um caráter, né? Não, o seu caráter já tá formado. Então eu vou adestrar você para prova Cebraspe, CESP, eu vou adestrar você para OCP e IDECAM. Agora, o menino quando fica sozinho, a menina em casa sendo construída sem essa relação, por exemplo, com professores, eu não sei se isso no futuro vai ser legal.

Mas a minha opinião sobre, cara, eu não tenho uma opinião formada porque isso é muito confuso. Por quê? Porque há histórias, dentro da minha ignorância, de sucesso, mas na minha cabeça eu não faria isso com a minha filha.

RDRafa de Martins

Show.

ASAlexandre Soares

Agora, não que eu ache negativo, porque de repente o cara fala assim, pô, tá falando merda, porque eu tô falando merda mesmo.

RDRafa de Martins

Uma experiência, umas perguntas que eu queria falar para você, por exemplo, quais são os tipos de aluno? Alunos, estereótipos, arquétipos de alunos que você hoje enfrentou na sua carreira? Não, no presencial.

ASAlexandre Soares

Presencial de antigamente, o pessoal mais raiz, o pessoal aguenta pilha, o pessoal antigo aguenta pilha.

ASAlexandre Soares

Presta atenção, hoje é o pior aluno que existe. Por quê? Porque nós fomos alunos sem a tal da informação sendo disponibilizada para todo mundo o tempo todo, como está hoje.

RDRafa de Martins

De qualquer jeito, por qualquer um, né, cara?

ASAlexandre Soares

De qualquer jeito, por qualquer um. Agora entenda, não estou dizendo que o aluno de hoje não seja capaz de chegar onde eles querem chegar, mas é impressionante como é uma geração, realmente não vão ficar chateados comigo, a geração do mimimi. Então você faz tudo pelo cara, você até mesmo você determina em que momento ele vai ao banheiro, mas mesmo assim ele tá reclamando. Agora, consegue enxergar onde a gente chegou? Sim. Mas é um aluno, não é só um aluno, é uma geração que na minha concepção também, falando de forma ignorante, é uma geração bem difícil de lidar.

Não é só para o ato trabalhar, mas é uma geração que para preparar essa geração, é como ela tem muita informação, ela sabe o tempo todo que você tá errado. Quem é você? Numa mesa, eu, o meu primo que é dono do curso Ênfase Magistratura, magistratura é um curso jurídico, e o filho da esposa dele, que não é filho dele. Aí a gente conversando, ele tentando ter algumas opiniões. Aí o Léo falou, pô, fala com a Cristina aí também sobre estudo, não sei o quê.

Daqui a pouco não tá com 19 anos, 18 anos? Foi assim, pô, mas Vocês estão falando sobre isso comigo, mas, mas quem, por que que eu tenho que seguir vocês? Que autoridade vocês têm para falar sobre alguma coisa com relação à minha vida? E falou assim, como se fosse realmente uma geração que sabe tudo, mas não vivenciou absolutamente nada. Por que que sabe tudo? Que realmente a informação tá aí. Então esse tipo de aluno de hoje é o aluno mais difícil de lidar.

E eu, não é uma opinião minha, cara, isso é opinião de professores. Agora a gente conversa entre nós, difícil demais. Lá atrás, como vocês foram, como eu fui, cara, a gente tinha que ler, a gente tinha que pegar o livro. Hoje eu preparo o exercício para você. Tem um lado bom? Tem, mas tem um lado ruim também. Então o pior tipo de aluno é o aluno passivo. Então agora, mais do que nunca, o que a gente constrói é um ser humano passivo.

E para conseguir alguma coisa, você tem que ser ativo e sair dessa zona de conforto. Aí, como é que eu faço isso? Se o cara acha que na zona de conforto, ele de forma passiva, ele vai se tornar um policial federal, eu tenho de desconstruir isso primeiro para depois conseguir colocá-lo lá.

RDRafa de Martins

E até nesse posicionamento dele ele se mostra fechado para qualquer tipo de experiência ser compartilhada e visão de mundo que não seja dele.

ASAlexandre Soares

Até porque ele tem todas as informações a que ele tem acesso, ele já tem todas elas.

ASAlexandre Soares

O Leonardo Gomes aqui no chat resume isso muito bem: muita informação e pouca prática e experiência.

ASAlexandre Soares

Exatamente. Então, ou seja, não é uma, não é a mudança assim de Perfis de alunos, cara, o aluno de hoje é um aluno extremamente difícil.

RDRafa de Martins

E os antigões?

ASAlexandre Soares

Vamos lá, os perfis dos antigões.

RDRafa de Martins

Tem o gostosão, tem o perfil do gostosão que vai impressionar as menininhas, cara.

ASAlexandre Soares

E da segurança pública, eu nunca tive um problema. Por quê? Porque ninguém quer ser polícia porque o pai quer. Ninguém quer ser polícia porque papai e mamãe construíram para ser polícia. O cara, quando quer polícia, não tô nem para falar policial, pelo contrário. O cara quando quer ser polícia, ele senta ali à sua frente porque ele é apaixonado por isso, tal qual eu sou. Falava, acho que falei com você, eu falei com ele, eu falei o seguinte, cara, eu tenho certeza de há 32 anos, 34 anos dando aula para segurança pública, eu sou muito mais apaixonado pela polícia do que boa parte dos policiais.

Eu vibro muito mais com a polícia do que boa parte dos policiais. E eu tenho certeza que muitos viraram funcionários públicos, né, uma porrada. Falei assim, cara, eu tenho que ser funcionário público, vou entrar para polícia. Mas eu tenho certeza que também que tem polícia que é polícia para caralho. Meu cunhado é um, é o Thiago, cara. A família fala para o cara, não dá para Trabalhar menos, sabe? É aquele cara apaixonado, vibrador.

Você fala assim: agora vai passar. Não passa. Já se passaram 2 anos, não passa. Já se passaram 3 anos, já se passaram 6 anos, não passa, porque o cara é polícia. Então eu nunca tive um problema com os alunos e perfis, que o meu perfil é sempre o mesmo aluno, é polícia. E esse aluno é o melhor que tem, porque tudo que eu digo, ele é apaixonado. Eu não preciso me esforçar para colocar esse cara lá. Mas quando eu dava aula na, por exemplo, área fiscal, eu chegava, né, eu dei muita aula também área fiscal, os caras estão sentados, eu falo assim, é impossível você chegar, falar bom dia, boa tarde, boa noite, tem uma resposta.

Os caras ficam assim, você fala boa noite, todo mundo assim. Começa a aula, a maioria assim, de vez em quando anota alguma coisinha, pá. Acabou a aula, eles vão embora. Isso é área fiscal, um cara frio. Agora a polícia, em segundo dia, já tá te abraçando, tá gritando, porque o polícia é polícia, né, cara? Polícia é polícia.

RDRafa de Martins

Não, por isso eu quero, para querer ser polícia, o cara não pode bater muito bem da cabeça. Não pode não, cara. Então eu já sabe que não ganha bem, ele já tá indo para um lugar que vai arriscar a vida, pô, que vai ser de uma certa forma visto de uma forma pejorativa, preconceituosa pela sociedade, não vai ganhar bem. Vai arriscar a vida, às vezes ele vai porque é doido.

ASAlexandre Soares

Então eu acho que eu lido bem com os malucos. É por isso que é, por isso que é muito difícil hoje eu chegar e falar assim, ah, eu vou dar hoje aula para área fiscal, tribunais. Eu não faria hoje isso, tem jeito, eu sou polícia.

ASAlexandre Soares

Mas assim, essa, tanto a polícia quanto outras com outras carreiras. Hoje eu tava conversando com um amigo meu, a gente tirou um tempão almoçar junto, eu tava falando com ele, né, que ele saiu da iniciativa privada, ele tá num cargo comissionado e tal, não sei o quê, mas aquela expectativa de que uma hora vai acabar. E aí eu falei com ele, Leandro, falei, Leandro, você sabe que há 13 anos, se eu fizer o que marca, que é tipo não meter nenhuma sacanagem, não me corromper, não extorquir ninguém, Não matar ninguém a bel prazer e tal.

Cara, há 13 anos que eu não sei o que é o desespero de uma demissão, que é coisa do CLT, né? Então, concurso público, Alexandre, ainda é uma boa saída no mundo de hoje?

ASAlexandre Soares

Eu não tenho dúvida, eu não tenho dúvida, cara. Eu só pude— eu vou repetir— eu só pude empreender e ficar tranquilo porque eu sempre estive junto com a visão empreendedora, com empreendedorismo, ser empresário, eu sempre fui funcionário público. Então isso é uma conversa mais ou menos assim, ainda no Brasil, porque você sendo funcionário público você não vai ficar milionário, né, cara? Então que a gente ouve aí essa sacanagem que se coloca na televisão, que existe funcionário público milionário, não.

Isso é um grupinho de menos de 0,0001% dos funcionários públicos. Que não deveria ser. A gente vai ter salário. Tanto que eu falei há pouco, quando você pensa assim, pô, mas eu vou entrar nesse mundo para estudar para concurso público, só tem gênio. Não tem. O gênio não quer salário, o gênio não quer teto. Mas a gente tem o tal salário, mas é aquele salário que a gente tem a certeza do seguinte: eu vou ficar com ele se eu não fizer nada de errado, eu vou ficar com ele e ter dentro da minha ignorância certos R$10.000 por mês com a certeza de que amanhã eu vou estar aqui e ganhar R$40.000, com a incerteza todo dia de que amanhã um benço e tchau, eu prefiro ficar com meus R$10.000.

ASAlexandre Soares

E um emprego que paga R$10.000 hoje na iniciativa privada é raro. Acho que um gerente de banco não ganha R$10.000.

ASAlexandre Soares

E o que que você vai ter que dar da sua vida para para estar ali com R$10.000 por mês, vai sugar sua alma. Não tô querendo dizer que você tem também, que presta atenção, não tô querendo dizer que funcionário público trabalhe menos. A gente é funcionário público, pelo contrário, trabalha até mais, porque existe também um montão de lenda urbana que a gente tem que o tempo todo desconstruir. Funcionário público trabalha pouco? Não trabalha pouco não, cara, não trabalha pouco não.

É porque de repente se confunde o que o cara da iniciativa privada de alguns lugares O que esse cara trabalha não é trabalho, é escravidão. Então, de repente, eu não sou escravo, eu trabalho, mas trabalho quantas horas eu tenho que trabalhar, e o salário que eu recebo é proporcional àquele salário pela hora trabalhada. Então é lenda urbana, né, que a gente vai desconstruindo. Até me perdi o que eu tava falando.

RDRafa de Martins

Outra coisa aqui, pessoal, cara, tá falando aí, já teve algumas mensagens aqui pedindo para sortear o livro. O que acontece, Rômulo já fez a apreensão desse livro. Então, mas se você quiser adquiri-lo, era esse que tinha o cupom do Fala Guerreiro, era do curso, do curso, do curso. Pois é, tem um curso, se você quiser ter acesso ao curso online, tem um cupom em Fala Guerreiro que vai te dar um desconto. Precisamos agora acionar a nossa assessora de assuntos. Conta aí, Raquel, como é que é, como é que funciona?

ASAlexandre Soares

plataforma do xandão.com.br e o cupom é FALA GUEIRO.

RDRafa de Martins

Vai pedir um cupom, você bota FALA GUEIRO, vai ganhar o quanto de desconto que ganha? 10% para começar. Se você for um cara maneiro, estudioso, pode até aumentar. Se mostrar que merece, que é digno, pode até melhorar.

ASAlexandre Soares

Vai virar polícia e vai vir aqui.

RDRafa de Martins

Da Polícia e vai virar aqui. Então assim, é plataformaduchandão.com.br, entra lá, vê o curso. É um curso só? Tem um curso de não sei o quê, não sei o que lá? Tem vários cursos?

ASAlexandre Soares

É o Português do Zero.

RDRafa de Martins

Português do Zero.

ASAlexandre Soares

Português do Zero. Português para você dentro. Vou aí, vou ratificar aquela história. Dentro de um método construído por mim é o Português do Zero. Você vai subindo degraus para chegar à aprovação.

RDRafa de Martins

Show.

ASAlexandre Soares

Então assim, se você fala problema, a gente fuma, não tem problema, é do zero.

RDRafa de Martins

É para quem fala problema mesmo, para quem fala problema, problema, problema, problema, problema, problema, problema.

ASAlexandre Soares

Falar só sobre a apreensão do livro, gente, não é bem para mim, sabe? É para minha filhota, tá estudando aí, tá ajudando para caramba, tá com 14 anos, tá se dedicando bastante. Eu acho que ela merece.

ASAlexandre Soares

Claro que merece.

ASAlexandre Soares

Depois me chama no direct aí, Léo, que a gente negocia uma forma.

RDRafa de Martins

O livro é porque o livro é o seguinte, o livro eles fazem só a parte intelectual, entendeu? Porque aí tem a editora que entra na jogada, aí fica, né?

ASAlexandre Soares

Aí é mais complicado, entendeu?

ASAlexandre Soares

Editora de cupom, tem cupom do livro também.

RDRafa de Martins

Você vai entrar no site da editora Editora Juspodium, editorajuspodium.com.br, cupom XANDÃO15, 15%. Tem um desconto lá, R$15, vai ter um desconto de R$15. Pegar esse livro aí, cara, é na verdade, se você for parar para ver, português não é só para o concurso público, português é para tudo, língua portuguesa, entendeu? Português é para tudo, irmão. Porque assim, até para sua, digamos assim, para o seu prestígio diante de fechar um negócio, tu vai fechar o negócio, então aí é para mim ver, é, pois é, mas manda eu cortar para mim ver. Pô, tu já fala, pô, enfraquece, enfraquece, entendeu?

ASAlexandre Soares

Esse você, por exemplo, sabendo o mínimo, quando eu sou seu advogado, você chegou, vai me contratar, aí eu começo a falar com você, eu falo assim, você tendo uma noção de língua portuguesa, fala assim, olha, Primeiro que chegou os processos. Aí você fala: não chegou os processos? Chegaram. Então aí eu sou seu advogado, chegou os processos aqui e para mim olhar. Aí você fala: caralho, para mim olhar? Aí vai continuar o papo, você já tá ficando preocupado.

Aí, ó, houveram 3 erros. Aí você fala: pô, estudei para concurso público, cara, não houveram, houve. Vai ver se te desistir e não varia, ele não vai.

RDRafa de Martins

Esse é o advogado que vai contratar você.

ASAlexandre Soares

Ele tá perdendo ou ganhando credibilidade? É o que eu falo, língua portuguesa não precisa ficar assim, ó: custou-me chegar aqui, desculpe-me. Aqui estamos na Lapa, né, Glória?

ASAlexandre Soares

Isso, Glória.

ASAlexandre Soares

Custou-me chegar aqui, desculpe-me, houve empecilhos, eu moro em Niterói, desculpe-me. Não precisa ficar desse jeito. Mas também para mim fazer problema, a gente pode melhorar. A plataforma do Xandão hoje não é só para o cara do concurso público. Tem a galera que quer fazer o seguinte: eu quero fazer uma reciclagem. O médico, sem sacanagem, eu vou ao médico hoje, ele fala para mim assim, ó, então para mim passar essa pomada aqui eu vou ter uma certa dificuldade para mim passar.

Quando eu sou um professor de língua portuguesa, quando ele fala para mim passar, eu falo assim, cara, eu vou outro médico. Então, como eu disse até no início, o bigodinho, aquele cabelo com abacaxi, dependendo do que você quer ser na vida, tudo bem. Mas dependendo do ambiente em que você quer, né, que você quer estar, esse cabelo não vai.

RDRafa de Martins

Existe o mundo ideal e o mundo real. O mundo real, as pessoas são preconceituosas, elas vão fazer um conceito a seu respeito baseado nas referências que ela tem antes de te conhecer mais profundamente. Vão olhar sua aparência, vão olhar a maneira que você fala, a maneira que você senta, que você importa, tá? Não sei o quê. Vamos fazer um conceito sobre sua pessoa. Tô dependendo de onde você quer chegar. Claro. Outra parada, quando o cara mete assim, ó: entre mim e você.

ASAlexandre Soares

Aí já ganha muito.

RDRafa de Martins

Esse cara, entre eu e você, para muitos passa batido, mas para um cara que já é uma porra, você—

ASAlexandre Soares

e não, presta atenção, você chega numa noitada, ó, vou borrar a baseada aí. Aí você conversando com a menina, aí a menina chega, fala para ela, né, tá conversando, aí ela pergunta a você: vem cá, como é que é seu nome? Você fala: Frávio. Porra, depende. Como eu falo, Frávia fala assim, caralho, qual é teu time? Você acha que por mais que a gente— o professor de português é o que mais defende isso, existem níveis de linguagem. Por mais que eu defenda que existam níveis de linguagem, o preconceito, como você falou, ele existe.

Tanto que gente bonita, você pergunta a gente bonito, fala assim, pô, é muito diferente você ser bonito e feio nesse mundo. E o bonito vai falar assim, Porra, sabe? Pensa numa mulher bonita, no homem bonito, e fala assim: pô, mas eu nunca vi essa diferença. Você nasceu bonito, pô.

RDRafa de Martins

Eu nunca vi essa diferença, vou te falar.

ASAlexandre Soares

Então é a mesma coisa. Já que não nasceu bonito, já que tá meio esquisito, fale bem, fala pouco e bem. Só assim ter teão por alguém.

RDRafa de Martins

Então é, porra, por que que entre mim e você não entrei? Porque eu falei entre eu e você Até pouco tempo atrás, eu aprendi não sei como, alguma situação que eu falei assim, pô, isso aqui é um macete.

ASAlexandre Soares

É, se você vir o entre, em vez do eu você bota mim. Mas tem uma linguagem técnica para isso, porque se você botar o eu, o eu é um pronome reto, ele vai ter de ser sujeito de um verbo. Por isso que é para eu fazer. Quem é que vai fazer? Sou eu. Agora, quando eu falo assim, não houve o verbo haver aqui, não tem sujeito. Nada entre eu e você. Cadê o verbo do eu? Não tá aqui. Então o eu sai e dá lugar para o mim. Mas isso é uma linguagem técnica.

Pensa no seguinte: se é entre, não bota nem o eu nem bota o tu. No lugar do eu bota mim, no lugar do tu bota ti. Pronto. Entre mim e você, entre mim e ti, entre nós. Só não pode botar o eu e o tu. Entre, tiro eu, bota mim. Entre, tiro tu, bota ti.

RDRafa de Martins

Quando começa com ti ou com tia, agora tudo é teu, tem que ficar no—

ASAlexandre Soares

tem que seguir nessa linha. Se você fala assim, ó, vem pra caixa você também, aí misturou o tratamento, porque vem tu. Então vem pra caixa tu também, vem, ou venha pra caixa você também, é uma mistura de tratamento. Econômica, errou a vida inteira. Vem para cá, está você não, vem para cá, está tu também. Ou venha.

RDRafa de Martins

Sabe que meu avô, quando eu tava estudando português para concurso, meu avô pedia para eu ler aquela página do Globo que vinha as correções? Sim, você lembra disso? No Jornal Globo tinha uma coluna que vinha corrigindo os erros de português dos jornalistas que fizeram a matéria, os editores que botaram a matéria. Ele tinha É, na matéria tá não sei o quê, isso aqui, aqui, isso aqui.

ASAlexandre Soares

Isso é antigo para caralho, se diz a nossa idade. Aí depois, no lugar disso, entrou fazendo coluna Pasquale Cipro Neto e junto com Sérgio Nogueira. Aí eles começaram a assumir esse papel no Jornal Globo.

RDRafa de Martins

Eu lembro que eu assistia, ele fazia eu ler aquilo ali, eu tinha que ficar nessa.

ASAlexandre Soares

Ó, agradeço sua avó, não é isso, cara? Quando eu vou falar, mas te ficavam a edição anterior É, os erros.

RDRafa de Martins

Aí eles apresentavam os erros, só que assim, meu irmão, eram erros que, porra, meu irmão, só um professor mesmo sacava, que tu passava batido.

ASAlexandre Soares

Mas o jornal apresentava esses erros da edição anterior.

ASAlexandre Soares

Mas o consumidor, o nível intelectual do consumidor do jornal O Globo e também do Jornal do Brasil na época era outro, cara.

RDRafa de Martins

Jornal O Globo era o chancelador da verdade, fala assim, meu irmão, Apareceu um ET. Onde é que tu viu? No jornal, meu irmão. Porque o ET apareceu mesmo, era peso de livro.

ASAlexandre Soares

Hoje não existe mais livro, né? Existe aqui a gramática, porque na verdade estamos num podcast. Mas o que mais aconteceu foi o cara hoje é especialista de Instagram, TikTok, podcast. Este é o conhecimento que ele tem. Não, isso também é conhecimento, mas tem de ler.

RDRafa de Martins

Importância da leitura, porque assim, a gente tem Como você falou mesmo, pô, hoje em dia, cara, já tem o áudio, audiobook, você tem o resumo, você tem inteligência artificial, pô, resume esse livro aí em 10 páginas. Mas qual a importância da leitura para o cérebro, linguagem, já para tudo, professor?

ASAlexandre Soares

Só a leitura? Isso, cara, salvo engano, é filosofia, mas o tamanho da sua linguagem é proporcional ao tamanho do seu pensamento. Já reparou? Que o cara que tem pouca linguagem, ele tem pouca capacidade de concatenar pensamentos. Então, quando a sua linguagem é curtinha, o seu pensamento também normalmente é curto. E isso vai se construindo com o ato de ler. A gente não vem com esse ato como se fosse medo de cobra. Não existe ser humano na face da terra que não tenha medo de cobra, até quem trabalha com cobra.

Se for pegar a cobra, Você vai ter uma, uma carga de adrenalina. Isso já vem no nosso gene lá atrás. Os antepassados morreram para caramba com picada de cobra. Mas o ato de ler não vem no nosso genótipo, é fenótipo, se é adquirido. E só o ato de ler ele consegue construir no nosso cérebro essa concatenação de linguagem. Então não dá para substituir. Então não dá para substituir a leitura pelo vídeo, pelo podcast, não dá, cara.

Você tem que ler. Então por isso que a leitura ela é inerente ao conhecimento, não querendo dizer que o conhecimento só se adquire com a leitura, mas não se substitui. É por isso que eu acho que cada vez mais a gente anda para trás.

RDRafa de Martins

Cara, meu avô passava 8 horas lendo, cara. O cara morreu com 95 anos Digamos assim, já com os 95 ele começou a ter pequenos lapsos de memória, mas até os 94, meu irmão, o cara tava ilustre, meu irmão, e trocando ideia e pá. Cara, no finalzinho meu, que era umas coisas que talvez ele esquecia, às vezes ele parava, ficava aqui, mas porra, também, bicha, a máquina ali, porra, 95 anos, quase um século da máquina trabalhando, normal.

ASAlexandre Soares

E verdade seja dita, quando você viaja, vai para Europa, cara, Por exemplo, mulher se sente mal brasileira, ela reclama, né, quando tá passando aqui uns caras meio idiotas, bonita, não sei o quê. Você vai para Inglaterra, você não vai ver ninguém olhando para ninguém, porque estão lendo. Podem falar mal ou bem da Argentina, mas dentro da América do Sul o povo que mais lê é o argentino. E será que é por acaso? Por que que eles são tão críticos?

Porque o argentino é o tal do argentino. Agora você imagina se houvesse um Brasil, que é um país continental com 220, 30 milhões de pessoas lendo, que diferença isso aqui seria. Mas só que entre nós aqui, quantos livros estamos lendo por ano? Não estamos.

RDRafa de Martins

Você falou uma coisa interessante, que eu sempre gostei de política, né? Sempre, muito tempo, muito tempo, desde a época que eu li o Globo, eu gostava de ler sobre política. E eu fui à Argentina e eu lembro que eu peguei um táxi, que eu fui de táxi de Bariloche até Buenos Aires para poder pegar, e também pegou um táxi, meu irmão. A conversa com o cara era alto nível, o cara trazia informações ali que algumas coisas eu sabia o que ele tava falando, outras coisas eu sabia, mas ele sabia além, sacou?

ASAlexandre Soares

Eu fiquei impressionado, meu irmão, porra, tô falando, cara. Por isso que A Argentina é cheia de marra, sabe por quê? Porque não é só porque eles se acham europeus, é porque culturalmente há muito, faz, eu não vou saber a data, mas quando a Argentina ficou fodida, quebrada, sabe o que que disseram? O açougue perdeu a fila, o mercado perdeu a fila, mas as livrarias continuavam com fila.

RDRafa de Martins

Interessante, eu não sabia disso.

ASAlexandre Soares

Não é por acaso, né?

ASAlexandre Soares

Você entra no táxi argentino, então é um papo filosófico. Não, papo não, motorista aplicativo aqui no Rio de Janeiro. Tava lá ontem, tava mesmo.

RDRafa de Martins

Então, ó, quais são os erros mais comuns do português na língua falada, né? Que você pensa assim, os erros mais—

ASAlexandre Soares

é essa mistura, por exemplo, do em vez de isso é para eu fazer, isso é para mim fazer, essa mudança do eu e do mim. Erros, cara, assim, quando o cara fala houveram erros, a gente analisa que não é um erro ruim. O cara tá tentando fazer concordância, ainda que não exista. O problema é quando ele começa a fazer— eu não vou falar dos erros básicos, os movimentos, as palavras, aí é um outro nível de erro. Como ele vai falar assim, no rap, trap, eles usam muito nós, mas para dar sonoridade, para dar som, é nós fala.

Então, mas enquanto tá no trap, no rap, falando nós fala é uma coisa, mas nós fala de repente aqui no ambiente, lá na delegacia atendendo aquele que tá chegando, e nós fala não cabe. Então nós fala, isso é um erro, mas não é um erro, é um erro programado pela linguagem, pelo nível de linguagem. Agora não vou entrar nesse tipo de erro também, de erro de concordância, Muito comum, né? Começou as férias. Porra, agora começou as férias, vou me dedicar à língua portuguesa. Tem que se dedicar muito, porque não começou as férias.

ASAlexandre Soares

Agora, minhas costas.

ASAlexandre Soares

Eu sempre achei... Minhas.

ASAlexandre Soares

Minhas costas.

ASAlexandre Soares

Porque costa é do Brasil, né? Então aqui são dois dorsais. Então são as minhas costas. Um dorsal mais um dorsal é o conjunto.

RDRafa de Martins

Então teria que ser minhas bundas.

ASAlexandre Soares

Mas pode ficar. Mas bunda deixa... São duas bandas de bunda. É, passa nada. Deixa uma bunda só.

RDRafa de Martins

Ah, não, são nádegas.

ASAlexandre Soares

Nádegas.

ASAlexandre Soares

É o conjunto de duas bandas. Aí é bunda.

RDRafa de Martins

Entendi. É bunda.

ASAlexandre Soares

A lógica não é cartesiana.

ASAlexandre Soares

Qual a origem do pingo do Jota? Cara, cara, o garoto me perguntou isso na sala de aula, cara.

ASAlexandre Soares

Cara, mas isso com a gente é muito fácil. Porque a gente não é, vou voltar, o educador. O educador é aquele cara que vai falar do pico do Jota, por exemplo. Por isso que de repente, vou voltar, por muita ignorância, eu não sei se é legal a educação de seres humanos dentro de casa, até pela sociabilização, sociabilizar também, né, cara? É, passa por muita coisa. Mas de repente, no colégio ou no processo de formação, o pingo do Jota vai ser importante.

Com a gente não. Com a gente, o Jota tem um pingo e pronto. Mais ou menos isso. Câmara e câmera, isso vai ter.

RDRafa de Martins

Liga a câmera aí.

ASAlexandre Soares

E mandado e mandato, despercebido, desapercebido.

RDRafa de Martins

Despercebido, desapercebido. Isso aí também, cara, até hoje, até hoje eu tenho um problema com ele.

ASAlexandre Soares

Eu ouvi isso de William Douglas. Ele não vem aí.

RDRafa de Martins

O William Douglas falou isso aqui, mas me conta antes de eu recebê-lo para eu poder não fazer.

ASAlexandre Soares

Delegado de Polícia Civil ele foi, e ele falando que como delegado de Polícia Civil— vou mudar um pouquinho, tá, como é que foi a história— ele estava descansando e ouvindo como é que tava sendo o relato. E pelo que ele percebeu do cara que estava relatando e que o escrivão que tava escrevendo O escrivão ia escrever despercebido. Ele veio lá de dentro, falou assim: não, não, não é despercebido não, bota aí desapercebido. Por quê?

Porque é como se fosse o seguinte: o cara entrou no supermercado, tava sem dinheiro, desprovido de dinheiro, passando fome, desempregado, foi e pegou uma banana para comer. Pegaram o malandro, levaram para delegacia. Então nessa situação ele não estava despercebido, desapercebido. Ele estava desprovido de grana por uma situação de vida.

RDRafa de Martins

Desapercebido.

ASAlexandre Soares

Ele estava desapercebido, desprovido. Agora, é diferente de eu tá com a grana, tô com dinheiro, tô com cartão, olho para um lado, olho para o outro, ninguém está me percebendo. Des é um prefixo que indica negação. O que não é leal é desleal. Se ninguém tá me percebendo, eu estou despercebido, e malandramente eu vou, pego a Sem ninguém perceber. E aí o William percebeu que a palavra despercebido ia ser ruim para ele. Ele não tava despercebido pelo que tava falando, ele estava desapercebido. William Douglas, isso é parônimo, são palavras muito parecidas.

ASAlexandre Soares

O doutor William Douglas, ele foge aquela regra que nós estávamos falando sobre os gênios.

RDRafa de Martins

Ah, é, ele foge.

ASAlexandre Soares

Olha aqui, na estatística isso existe. As pontas, na estatística isso não entra. Estatística trabalha com meio. Então, na estatística, a gente não trabalha com as pontas. O Willian é ponta. Então, a mesma coisa, fala assim: vai jogar futebol, vai virar Neymar. Não, não vai ganhar o salário de Neymar. Isso é ponta. Vai, vai andar de carro, vai sair Ayrton Senna. Não, isso não entra na estatística. É ponta. O Willian é ponta. Então, a gente nem fala no Willian. O Willian é gênio.

ASAlexandre Soares

Igual a gente falou, a gente acho que foi no off, a gente falou sobre, tava falando sobre o Dr. William Douglas. Ele transitou no mundo dos concursos, foi para onde quis. Eu quero esse, passei, não gostei muito dessa carreira, eu quero experimentar de repente uma outra carreira. Aí passava para outra carreira.

ASAlexandre Soares

Então é gênio, cara. Aí virou dono, virou dono de uma editora, né? Acho que é, esqueci o nome da editora de Brasília também. Ele virou sócio do Hernani Terra. É, pô, esqueci, cara. Mas o William é o cara, William Douglas.

ASAlexandre Soares

Em breve aqui no Fala Dinheiro, mês que vem já. Hoje a gente já tá aqui com o mestre, igualmente gênio de língua portuguesa, o cara desesperadamente apaixonado por matemática, mas se torna um dos melhores professores de língua portuguesa do Brasil. Não podemos desconsiderar isso.

RDRafa de Martins

Você estudou matemática ainda?

ASAlexandre Soares

Não, não tenho, cara.

RDRafa de Martins

Eu sei uma coisa que eu tô arrependimento foi foi de não ter estudado mais matemática na minha vida. Eu falo com meu filho direto, cara, porque a matemática ela desenvolve o raciocínio.

ASAlexandre Soares

Sim, raciocínio lógico, bom senso.

RDRafa de Martins

E pô, eu sinto, eu sinto essa falta, sabia?

ASAlexandre Soares

Porque o que falta para muita gente é bom senso, e o bom senso é trazido pelo raciocínio lógico. Fala, meu irmão, não vamos discutir. Então a gente tá discutindo por quê? Eu sou lado A, você é lado B. Porque a gente tá discutindo, vamos só usar o bom senso. Mas para ter bom senso Você tem que ter raciocínio lógico. O raciocínio lógico vem da ciência exata.

RDRafa de Martins

E eu fiquei, eu parei de estudar matemática na escola, depois nunca mais vi. Quando eu fui prestar um concurso, que eu comecei a estudar, aí na matéria tinha raciocínio lógico, tinha econometria e estatística. Cara, eu achei muito maneiro, eu achei muito maneiro. Eu estudei, comprei um curso online, fiz o curso, comecei a entender a Econometria era mais complicado porque é um estágio mais avançado da estatística. Mas a estatística eu fui seguindo passo a passo, comecei a achar maneiro.

Economia, algumas coisas eu entendia o raciocínio. E quando eu acertava, quando você vê que é o raciocínio mesmo. Mas na hora da prova, o Rogério, outro nível. Aí eu me arrebentei, arrebentei, não aguentei.

ASAlexandre Soares

Não é difícil sempre, né? A teoria é sempre mais fácil que a prática. Quando joga da maneira que pede na Aí pronto, aí tem, é um outro patamar. Aí o muro aumenta, tem que ter mais tempo, aí tem que ter mais tempo. E conhecer, por exemplo, estatístico, Professor Sérgio de Curitiba. É, irmão, se não aprender com o cara, não aprende. O cara consegue desmitificar e deixar de ser mito, desmistificar e deixar de ser místico. Ele consegue desmitificar a estatística.

RDRafa de Martins

Essa é nova também, eu chamava tudo de desmistificar.

ASAlexandre Soares

Então você vai desmistificar tudo, tudo era místico para mim, entendeu?

RDRafa de Martins

Eu quero esotérico.

ASAlexandre Soares

Isso aí, esotérico, para descargo de consciência ou para desencargo de consciência?

ASAlexandre Soares

Cabe em ambas, mas só que lá atrás cargo é um peso. Por exemplo, tanto que tem um peso no vaso e você dá descarga. Então para não ficar com esse peso aqui, você também dá descarga. Então pensamento é cargo. Então por descargo de consciência. Mas de tanto se falar desencargo, desencargo, ambas cabem.

RDRafa de Martins

De tanto falar, a galera acaba conseguindo.

ASAlexandre Soares

A língua é diferente da matemática.

RDRafa de Martins

É consagração de uso.

ASAlexandre Soares

Por isso que é consagração de uso. De tanto a gente usar, se confirma pelo uso.

RDRafa de Martins

Cara, desmitifica. Porra, essa me pegou mesmo. Então eu só vou usar Então eu não vou usar o desmistificar nunca. Não vou usar nunca, porque tipo assim, meu irmão, eu não dou, eu não tenho amigo místico. Ó, vocês têm que parar de assistir o Podpah. Como é que você deixa de assistir?

ASAlexandre Soares

Você vai desmistificar, vai parar de assistir o místico.

RDRafa de Martins

Desmistificar, tô desmistificando.

ASAlexandre Soares

É desmistificar, ele tá falando errado, porra.

RDRafa de Martins

Porra, vai estudar com professor, você tá português do zero.

ASAlexandre Soares

Outro cara que a gente precisa dizer, que é esse, esse, esse, esse, o Vinheteiro, cara, que ele falaria, que caberia, caberia aqui a presença do Vinheteiro. Isso é linguagem de quem assiste o Podpah. Quem assiste o Fala Guerreiro não fala assim, fala assim, fala assim também. Aqui tem espaço para todo mundo, claro que tem espaço para todo mundo. Pode estar aqui, fica aqui, aproveita, aprende alguma coisa. Se não aprender, tá tudo certo também, Rafa.

RDRafa de Martins

Vamos ver aqui as mensagens aqui que o pessoal mandou para ele, cara. Beleza, pô, tem muitas mensagens maneiras, cara. Vou te falar, você é um ídolo de uma geração, meu irmão. Uma galera aqui mandando mensagem, pessoal.

ASAlexandre Soares

Olha só quantos anos. Bota a câmera nele, ô Miguel. Quantos anos vocês acham que o Alexandre Soares tem? Quem cravar, ó, livro. Vocês estão falando de livro, nós temos muito livro aqui, muitos livros aqui no nosso estoque. A gente vai começar a liberar esses livros para os membros. Fiquem calmos, fiquem tranquilos, vai acontecer. Agora, quem cravar, a gente já vai separar um livro ali agora. Quantos anos tem o Alexandre Soares?

RDRafa de Martins

Ó, Felipe Ribeiro, não entendi.

ASAlexandre Soares

Eu mijar e você fica com vocês?

RDRafa de Martins

Vai, vai lá, vai lá, vai rolando a galera aqui, vai embora.

ASAlexandre Soares

Ele vai ali É, usando o eufemismo, tirar água do joelho, tirar água do joelho. Enquanto isso, ó, comentem aqui quantos anos vocês acham que tem o professor Alexandre Soares. Ó, quem cravar a idade vai ganhar um livro agora. Já vou até separar ali.

ASAlexandre Soares

Vai mandar outro?

ASAlexandre Soares

A Raquel vai mandar um outro livro igual esse aqui, ó. Agora eu quero ver, hein. Tem que ser o primeiro que acertar, hein?

RDRafa de Martins

Ó, vamos ver aqui a mensagem aqui, ó. Tem aqui, ó, o boa noite, Xandão, grande homem! Tive a honra de trabalhar com ele na FIPO. Meu primeiro VADMECON foi ele que me deu. Continuo no foco. Que Deus te abençoe ricamente e a todos do Fala Guerreiro. Felipe Ribeiro. Bacana, meu irmão. Aqui o Miguel falando que por isso ele usa Santander, porque ele viu que a Caixa tava ensinando português errado. Pede para o mestre falar qual a opinião dele sobre português na FGV. Isso é legal, vamos lá.

ASAlexandre Soares

Isso é legal, português que traz mais problema para os alunos.

RDRafa de Martins

Isso, FGV é um problema, mas vou te falar, os caras são tudo Meu irmão, vou te falar, cara, aquilo ali é tudo pessoa que cresceu sem família, ausência de pai, ausência de mãe, que a pessoa que elabora essa prova. Vamos lá, ele falou que fez uma excelente analogia, né? Tropa de Xandão. Eu adoro português, a Sabrina Alcântara de Almeida. Xandão é pão, pão, queijo, queijo.

ASAlexandre Soares

Já temos um ganhador aqui, hein? Fábio Armando foi o primeiro. Depois, depois que o Fábio cravou 54, depois que o, depois que o, depois que o Fábio cravou 54, vários outros colocaram 54, mas o primeiro que publicou aqui foi o Fábio Armando.

RDRafa de Martins

Xandão, o cara, o Felipe Ribeiro, mandou boa noite, falou que o grande homem, tive a honra de trabalhar com com ele na FIPO. Meu primeiro vade-mécum foi você que deu para ele. Continua no foco, Deus te abençoe ricamente, a todos do Fala Guerreiro. Aí perguntou a sua opinião sobre o português da FGV.

ASAlexandre Soares

Difícil, vai fazer a prova da Polícia Civil do Paraná agora, é bem difícil. A FGV, ela, ela sempre quer nos mostrar o quanto a gente não aprendeu a língua portuguesa, porque a FGV ela não tem a ideia da FGV Não é a gramática, a sintaxe. Lembra aquela história da sintaxe? Para FGV não é o mais importante a concordância verbal, nem a regência, nem a crase. É a ideia trazida por cada contexto. Dá um exemplo: cheguei aqui, aí estávamos conversando, eu dou uma olhada para o ar-condicionado.

Isso é construído pela FGV. Dou uma olhada para o ar-condicionado, eu olho para você e falo mais ou menos assim: pô, tá frio para caralho, né? A FGV, ela vai exigir de você que você consiga inferir que eu quero que você desligue o ar-condicionado. É uma questão de inferência. Senão você não consegue ler um texto e subentender a partir daquilo que você leu. Você não consegue inferir. Num bate-papo entre você e mim, eu falo mais ou menos assim: quantas vezes, chegando a um bar, Você fala, aqui tem uma porrada de Coca-Cola.

Aí você conversa com o garçom e fala assim, pô, tem Coca-Cola? Aí o cara assim, tem. Ele não entendeu. Na verdade, quando eu falo assim, tem Coca-Cola? Eu estou falando, eu quero uma Coca-Cola, porque eu sei que tem, tá ali. Isso é FGV. Então tem de colocar isso na sua cabeça. Então tem de construir, é como desconstruir ou construir algo que o garoto São Bento tem, que o garoto Santo Agostinho tem, mas o garoto coelhinho tarado não tem.

Então isso não é apresentado a todos nós, você ter a capacidade de ler um texto e ler as entrelinhas de um texto, ou inferir a partir do que você leu. Num bate-papo entre nós, eu falo assim, pô, mais uma vez eu tô aqui. Logo, pelo menos em outro momento aqui eu estive, mas a maioria mal e porcamente consegue ler o escrito. Imagina ler o subentendido, as entrelinhas. O que a FGV quer é a sua capacidade de ler entrelinhas.

RDRafa de Martins

E como se treina para isso?

ASAlexandre Soares

Eu preparo, cara, é por meio de exemplos. Existe, eu vou preparar você para inferir sem sem contradizer e sem ficar aquém daquilo que você poderia, poderia ir.

RDRafa de Martins

É uma técnica e treinamento, e treinamento tem que fazer. Eu tenho que mostrar a cabeça para queimar.

ASAlexandre Soares

Eu mostro a teoria que você nunca viu, a teoria existe, e aí eu vou aplicar essa teoria para você reproduzir essa teoria sozinho.

RDRafa de Martins

Isso é bom para o pessoal da carreira jurídica também, cara, advogado. Os cara vão escrevendo aquilo ali usando uma opção de termo, tal, não sei o quê. Cara, várias vezes eu não entendo, falo, caralho, tem que ler de novo, de novo, de novo para entender o que que—

ASAlexandre Soares

exatamente. Isso é para quem? Isso não é só para quem lê, cara. Isso é entender vida. Vocês não fazem leitura o tempo todo? Como policial, você olha aquele ambiente, você tá fazendo uma leitura. Meu irmão, não vou ficar aqui. Mas por quê? Porque eu li isso aqui, aquele malandro que tá ali, do jeito que tá tocando esse forró aqui, do jeito que tá essa sair daqui, eu não fico aqui, tô indo. Você fez uma leitura e inferiu: eu vou embora. Isso acontece no texto também, só tem de mostrar você.

RDRafa de Martins

Trabalho de investigação, trabalho de investigação, entrelinhas, a motivação.

ASAlexandre Soares

É isso aí, cara. Eu só tenho de mostrar isso no texto para você.

RDRafa de Martins

E as outras bancas? Fala um pouquinho das outras bancas.

ASAlexandre Soares

Aí entra num padrão, cada um com as suas características. Por exemplo, Sebraspe, CESPE, prova para PF, vai trabalhar mais sintaxe, pontuação, crase, vai cair interpretação, compreensão. Aí, dependendo da banca, trabalha mais morfologia. Aí tem aí decã, que eles chamam de decão, tem as particularidades com algumas questões. Vou voltar àquele bate-papo: será, cara, que é legal construir um ser humano em casa ou mandar para o colégio?

Isso eu não sei, mas quando você chega a mim, eu tenho certeza de que você vem pronto E o que você quer é a OCP. Então eu não vou preparar você para IDECAM, para Cebraspe. Você vai virar o cara da OCP. Isso que a gente faz, isso é um processo de adestramento. No final da história, você sai daqui e virou policial não porque você entendeu língua portuguesa, mas que você entendeu como a OCP vai exigir de você. É o que eu quero. Você tá no número de vagas.

RDRafa de Martins

Por isso que é importante também do concurso você estudar, você escolher o concurso que você quer fazer.

ASAlexandre Soares

Claro, claro.

RDRafa de Martins

Você começa, eu vou ajudar para concurso. Pô, bicho, tu vai ficar, tu vai passar um—

ASAlexandre Soares

quem tudo quer nada tem.

ASAlexandre Soares

A diferença de língua portuguesa para quem faz ITA, para quem faz vestibular tradicional, o ITA é um vestibular militar, para quem faz vestibular tradicional e o Para concurso de forma geral?

ASAlexandre Soares

Mais uma vez, aí eu só posso falar de concurso público, mas é lógico que eu lido com isso, né? O meu grande parceiro Arenildo é um dos diretores, assim, é a parte de coordenação do Pense em Língua Portuguesa, que é vestibular. É o ENEM, cara. O ENEM trabalha muito linguagens. Então linguagens não é aquela gramática chamada tradicional, é um outro perfil de prova. Já o do se aproxima um pouquinho mais da gente, mas igual a gente não há.

Então é como se fossem— ah, mas a gramática não é a mesma? É a mesma, mas a maneira de se cobrar totalmente diferente. Por exemplo, Polícia Civil do Paraná, FGV, saiu hoje. Polícia Civil da Bahia, a OCP, né? A OCP. Você se preparou para OCP e vai tentar lá FGV no Paraná, você só para rimar vai se foder. Por quê? Porque não tem nada a ver. Aí você fala, mas a prova é em cima da gramática? Sim, mas são maneiras de se cobrar, maneiras totalmente diferentes.

ASAlexandre Soares

Infere-se do texto e depreende-se do texto.

ASAlexandre Soares

É o que a gente vai inferir, a gente vai interpretar a partir do que você leu. Compreender um texto não é interpretar. Então compreensão não é interpretação. Que compreensão? É quando você é capaz de ler e entender o que você tá vendo, o escrito. Aí, a partir do que tá escrito, você vai ser capaz ou não de inferir, de depreender a partir do que você leu. Aí você interpreta.

ASAlexandre Soares

Inferir, depreender, inferir e depreender são sinônimos.

ASAlexandre Soares

São sinônimos. Então, inferir, compreender, chegar à conclusão de que entender— você só entende a partir do que você leu.

ASAlexandre Soares

Uma outra palavra que o examinador coloca quando ele quer saber se está no texto: aí, de acordo com o texto.

ASAlexandre Soares

Aí é literal, você não vai precisar inferir. De acordo com o autor do texto, de acordo com o texto, aí é uma mera compreensão de texto, diferente da interpretação de texto. Até isso tem que tentar entender.

ASAlexandre Soares

Outra expressão muito usual é, por exemplo, eu Estou te encontrando novamente e já estive com você em outras oportunidades no passado. Eu te encontrar hoje, no lugar de dizer, Alexandre, quanto tempo que eu não te vejo, quando na verdade eu deveria dizer, Alexandre, quanto tempo que eu não te via.

ASAlexandre Soares

Não, mas na verdade, presta atenção, a língua não é literal. Até mesmo o uso dos tempos verbais. Quando eu falo assim, pô, foi quando o momento a gente percebeu, e não acho que é 1954, Mas em 1954, Getúlio Vargas dá um tiro na cabeça e muda a história da nação. Aí você fala, porra, em 1954 dá? É, porque é um presente chamado histórico. Então não preciso falar que ele deu, porque o presente ele não representa só o momento em que se fala, que é enunciação, momento da fala e momento que eu escrevo.

Então o presente, aquele presente indicativo, eu canto, cantas, ele canta, ele pode representar o passado, pode representar o futuro. Pode representar o momento da enunciação. Isso não é literal na língua.

ASAlexandre Soares

Alguém falou aqui no chat para você fazer analogia, acho que é língua portuguesa e jiu-jitsu.

ASAlexandre Soares

Pô, tem tudo a ver. Tem que ser, tem que ser muito o faixa preta de hoje. O jiu-jitsu te dá disciplina, ele dá a você aquela— é como se fosse o seguinte, se você— não é só o jiu-jitsu, cara, é o esporte. Por isso que trabalhar com atleta é tão bom, porque você tem que ter a cabeça de atleta para se sair bem no concurso público. Você não precisa ser intenso no jiu-jitsu, no maitai, na musculação, no futebol, nem no concurso público.

Você precisa ser regular. Eu não quero de você intensidade igual um coelho, não. Eu quero você igual a tartaruga, com regularidade. Se você for regular, você se torna um faixa preta de jiu-jitsu. Agora, de repente, intenso, você não vai sair da faixa branca.

RDRafa de Martins

O Roberto Martins Lima, ele comentou aqui, ó: eu sempre sou um cara muito ativo nos comentários, mas hoje estou embasbacado pela história de vida do professor, e essa aula ganhamos gratuitamente. Professor, peço desculpas por qualquer erro de português.

ASAlexandre Soares

É legal, maravilhoso.

ASAlexandre Soares

Isso é bom.

RDRafa de Martins

Valeu, Roberto, obrigado, querido.

ASAlexandre Soares

Ó, tem um Super Chat aqui do Jorge Sandes, ele falou: Alexandre, Como salvar a escola pública, cara?

ASAlexandre Soares

Com, primeiro, as eleições estão aí, começa tudo pelos governantes, né? Agora, salvo engano, quem disse isso foi Maquiavel: transforme o seu povo o mais ignorante possível, porque mesmo que você não seja tão brilhante o parecerá. Então tira do seu povo educação, porque se não é um povo educado, se não é um povo que, um povo que não lê, não luta. Se não é um povo que não luta, eu consigo manipular, e os mesmos ficam lá vivendo como eles vivem, com muita riqueza, e a gente aqui batendo palma para maluco dançar.

RDRafa de Martins

O Guilherme perguntou assim: por que que os cariocas só estão ligados assim com concursos públicos. Não vejo a galera de São Paulo tão ligada assim, cara.

ASAlexandre Soares

Pô, o Nordeste é foda.

RDRafa de Martins

Eu acho que assim, no caso de São Paulo, cara, São Paulo eu acho que assim é uma cidade, você tem uma cidade de muito empreendedores, né? Então você tem muito dinheiro circulando ali. Então, cara, a gente aqui no Rio, é o Guilherme, eu vejo assim, por exemplo, determinadas profissões aqui. Eu fui artista antes de ser polícia, tal, não sei o quê. Meus colegas que são ator, não sei o quê, músico, eles falam, cara, vamos para São Paulo.

Eles vão para São Paulo porque sabe que São Paulo tem mais dinheiro, tem mais oportunidade. Ou seja, a economia ela gira melhor do que aqui, não há dúvida. Então acho que por isso, cara. E como o Nordeste também, como a economia no Nordeste também é mais precária, você tem muito funcionário público, não há dúvida. Então você vai assim, pô, algumas cidades do Nordeste, até meu pai mora no Maranhão, tem muitos parentes, cara, é muito funcionário.

ASAlexandre Soares

Rápido, arrebentou.

RDRafa de Martins

É isso aí, toda cidade é funcionário público.

ASAlexandre Soares

Então recentemente, recentemente, o atual presidente, o atual presidente da República mudou a sede do ITA, que antes, antes era São Paulo. São Paulo que era antes.

ASAlexandre Soares

Hoje quem mais aprova no ITA é o Ceará, é o Ceará.

ASAlexandre Soares

E por isso o ITA mudou-se para o Ceará. As pessoas questionaram, questionaram por quê e tal, embora divirja em ponto desse presidente. Eu achei que foi uma decisão acertada. Se as pessoas, elas são as que mais são aprovadas para esse concurso, por que que eu vou fazer eles se locomoverem de lá para cá? Exatamente.

RDRafa de Martins

Desculpa, o Jorge Santos deu uma resposta melhor que a minha. Em São Paulo, há mais oportunidade na iniciativa privada. Rio de Janeiro é ser funcionário público ou farmar aura.

ASAlexandre Soares

Você já reparou que algumas coisas eu não vou, caralho, se você não explicar isso, eu já vi, porra, que porra é essa?

RDRafa de Martins

Gente, tô aqui desde o podcast do Professor Cadar, gostei muito deles, parabéns pela escolha dos convidados. Obrigado, Sabrina.

ASAlexandre Soares

Outro gênio também que a gente recebeu aqui, a gente tem, Deus tem dado essa oportunidade para a gente. Diferente, né? Receber pessoas que algum tempo atrás, há 13 anos atrás, mudou, mudou o panorama. Porque senão adiantava ser aprovado em Direito e não ser aprovado em Língua Portuguesa, ser aprovado em Direito e Língua Portuguesa e não ser aprovado em Informática. E com certeza a metodologia que você desenvolveu junto com o Lincoln e depois somada a toda a experiência da Alineudo, você transforma, minha gente.

Então quando eu tenho a oportunidade junto com Rafael construir esse canal e te receber aqui, poder dizer para o nosso público de cadeira: esse cara transformou a minha vida. Então, para mim é muito gratificante, para mim. E aí, quando eu trago você, trago o Cadá, traremos o William Douglas e várias outras referências.

ASAlexandre Soares

Rodrigo veio aí já, Prospera, já, já.

ASAlexandre Soares

Rodrigo Prospera, cara, um cara sensacional.

RDRafa de Martins

Chamou a gente para dar uma palestra também para turma que tava ia fazer a prova da Polícia Penal.

ASAlexandre Soares

É, foi uma aula de véspera. Isso foi para Polícia Militar do Rio de Janeiro, não, Polícia Penal.

ASAlexandre Soares

Então assim, se a gente for elencar todas as pessoas que são referências, cada um segmento, e a gente já teve oportunidade de trazer aqui, é gratidão.

ASAlexandre Soares

Eu fiquei extremamente, sem sacanagem, cara, lisonjeado pelo seguinte. Vou repetir, poucos na polícia são mais apaixonados do que eu. A Raquel tá aqui, não vai me deixar mentir o quanto eu assisto ao programa de vocês, o que eu vejo de investigação, o que eu converso sobre polícia, o que eu ouço sobre, o que eu luto pelo melhor salário. Cara, eu sou o primeiro a falar em qualquer lugar. É assim, se vier tal conversa fiada que a gente ouve, se o cara é polícia, o cara é fiscal, se vier essa conversa fiada, eu sou o primeiro a não deixar prosperar, né?

Falando em prospera, até porque porque eu tenho uma referência não só dos meus alunos, mas muito perto de mim, que é o meu cunhado, cara, é o Thiago. Então, é, você veja assim, o cara é polícia mesmo. Então a gente, a gente tem, lógico, uma banda que é podre, mas em certas circunstâncias o próprio sistema constrói isso. Mas no final da história, né, o cão, a gente pede socorro, a gente pede socorro à polícia.

RDRafa de Martins

Bacana, cara. Queria te fazer uma pergunta aqui que eu acho que até legal. É, eu vou dar uma uma melhorada na tua pergunta, Cris. Ela fala sobre a forma dos catarinenses falarem, mas eu vejo que os maranhenses também falam muito assim, usam tu foste, tu fizeste. Aí eu te pergunto, qual estado fala o melhor português?

ASAlexandre Soares

Eu acho Maranhão. Maranhão, pelo que ele usa o tu, mas faz, vai, usa com a pessoa certa. Falaste aqui, a gente fala tu falou. No Santa Catarina, a mesma coisa. Então você vai usar muito tu, mas você vai deixar o verbo na terceira pessoa. Tu disse. O carioca é muito assim. Tanto que em sala de aula eu defendi essa tese, que eu não defendo mais, né? Não é mais necessário. Mas se quer mudar sua história na língua portuguesa, por que que não gasta o você?

Que você não vai errar nunca. Por que que não fala você? Você falou, você disse. Não, o cara quer usar o tu. Aí não vai falar tu falaste, tu disseste, vai falar tu falou. Então por que que não gasta o você que tem dentro de você? E tiro tudo da sua vida, você não vai errar. E o português do Michel Temer é bom para caralho, mas não é só deles não, cara. Ele usa aquele negócio, falar-te-ia, é o rei da mesóclise. Falar-te-ia, ele é o rei da mesóclise. É, o cara é o cara, né, cara?

ASAlexandre Soares

Ele não é, ele não é só uma palavra que ele usou uma vez, fala naturalmente.

ASAlexandre Soares

Falar-te-ia, tem que trazer, cara.

ASAlexandre Soares

Se você trouxer, e o português do Dunga, essa Essa camisa foi sugerimento da minha filha.

ASAlexandre Soares

Então, se trouxer aqui o Arenildo, Arenildo, né, meu parceiro de livro, meu sócio Arenildo, cara, o Arenildo também assim, o Arenildo é mais formal. Então o Arenildo, ele vai, ele leva ao pé da letra. De vez em quando a gente brincava com ele, tava no banheiro lá dando uma barrigada, aí a gente, agora ele vai falar, batia na porta, ele falou, pô, dá um tempo aí, a gente, que ele não fala tem gente, porque o verbo ter no sentido de haver a gente não pode empregar.

Ele fala: tem gente? Não, ele fala: a gente, só um minutinho. Ele não fala tem não.

RDRafa de Martins

Ele: ora, ora, estava, estava barrigarteando, perturbando, estava aliviar o meu ventre.

ASAlexandre Soares

Cara, e essa evolução da língua portuguesa? Vossa mercê, vós mercê, você, mercê, cê, a boca.

ASAlexandre Soares

É igual assim, né? O metrô, imagina, tá vindo o metrô Metropolitano aí, ele passou, tem que falar metrô mesmo. Então é uma tendência da língua enxugar a língua. Cinematográfico, cinema, cine.

ASAlexandre Soares

E a sua filha daqui a pouco fala assim: o jovem de hoje também, pneumático, pneumático. O jovem de hoje trocou o acento agudo do tá pelo H no final.

ASAlexandre Soares

Porra, eu não acompanho isso, cara.

RDRafa de Martins

Então aí essa é a parte que assim Vou falar, eu fiz uma pergunta, ele responde com S.

ASAlexandre Soares

Eu tive a minha filha, cara, em casa de ferreiro, espeto de pau. A minha filha não leva ao pé da letra a língua portuguesa, mas ela não escreve muito assim para mim. É, escreve, ela até fala, mas eu não me prendo a isso. Mas o jovem de hoje, cara, é uma linguagem, não tem como lutar contra. Coitado daquele, Machado de Assis, que só tem uma linguagem. A gente tem que ser o poliglota dentro da nossa própria língua. Então, eu sou jovem, não há dúvida, eu vou falar e vou escrever desse jeito, mas quando eu fizer uma prova, eu tenho que ter tido chance de saber o português chamado padrão, porque o da prova é o padrão, não é o do coé, já é, nós fala, não é esse.

Mas eu sou jovem, eu quero falar nós fala, sim, mas quando eu fizer a prova O Estado tem que me dar condição de chegar lá e saber que eu falo no dia a dia, nós fala, mas na prova nós falamos.

ASAlexandre Soares

Senão vai ficar igual aquele cortezinho do Agostinho Carrara, né? Eu não vou mais submeter a minha pessoa a uma prova que o Estado aplica sabendo que a gente não vai passar.

ASAlexandre Soares

Já viram esse vídeo?

ASAlexandre Soares

Perguntei para minha filha: filha, por que que você usa tá com H no final? Por que que Eu perguntei para ela por que que a galera hoje é TH e não tá. Aí ela, eu vou falar com base na minha percepção, pai. Se eu tiver, se eu colocar só tá, não tá legal. Se eu colocar só tá sem o acento, não fica legal. Porém, se eu quiser colocar o acento, eu tenho que pressionar, selecionar o acento. Então colocar o H, tá, aí entendi, pontuei na cabeça deles, entendeu?

RDRafa de Martins

Rodrigo Forte. 001 falou: Mestre Xandão, não acende vela para defunto barato.

ASAlexandre Soares

É, exatamente.

RDRafa de Martins

Fui aluno dele e graças a ele e a Deus estou aprovado dentro das vagas para agente da Polícia Civil de Santa Catarina.

ASAlexandre Soares

Legal para caramba! Fizemos uma super revisão de véspera lá.

ASAlexandre Soares

E essa história do pão, todo professor prospera, é, tô brincando, tô não, todo professor tem uma tirada, né? Pão, pão, queijo, queijo. De onde saiu isso?

ASAlexandre Soares

Sei lá, cara, não sei quando eu falei essa Não sei de onde eu tirei isso. Pão, pão, queijo, queijo. Assim, é literal, é cara crachá, é letra da lei, vale o escrito, não tem filosofia, não tem abstração. Aí eu falei isso, aí fiquei marcado por isso. Hoje eu nem falo mais. Aí de vez em quando eu falo, de vez em quando eu esqueço dos meus jargões, aí eu falo, ó, pão, pão, queijo, queijo.

ASAlexandre Soares

Bom, Rafa, chama aí.

RDRafa de Martins

Tô vendo aqui: o nosso Brasil é cheio de sotaque, isso será devido à nossa colonização?

ASAlexandre Soares

É um país continental, não tinha— os portugueses foram brilhantes, eles não deixaram isso aqui se dividir, diferente da colonização portuguesa, foi sensacional, diferente da espanhola que foi dividida, né? Então o espanhol não conseguiu fazer o território ficar único, os portugueses não, eles foram brilhantes, eles mantiveram um país continental como é o Brasil. Mas é continental, cara, ele começa lá acima da linha do Equador e vai até o Chuí. É, acho que é isso, né? Então, cara, não tem como ser diferente.

RDRafa de Martins

Eu acho assim, quando o cara, quando o cara também falando, passando português, quando o cara fazer: por que a nossa colonização portuguesa, meu irmão? Se fala mal, fala: tu tá falando mal que não sabe porra nenhuma. Porque os caras, ah, porque tinha exploração. É óbvio, toda colônia foi explorada, meu irmão. Agora, ah, porque mandava os bandidos para cá.

ASAlexandre Soares

Meu irmão, vai mandar o quê?

RDRafa de Martins

Gente boa? Agora, depois que teve aquele problema com Napoleão, que veio a corte, meu irmão, a corte fez isso aqui crescer, evoluir demais. Só que eles investiram, eles adotaram esse país. Isso aqui foi a, digamos, a capital da coroa portuguesa. E ali, meu irmão, aí você tem, pô, Dom Pedro I, Dom Pedro II, pô, grande Princesa Isabel, meu irmão. A coisa desandou foi quando eles tomaram um golpe, mas os portugueses, cara, eles conseguiram juntar um país continental falando uma mesma língua.

ASAlexandre Soares

Exatamente.

RDRafa de Martins

E vários países vieram aqui, tentaram tomar isso aqui da gente. Veio a Inglaterra, veio a Holanda, veio a França, e o torou e eles conseguiram manter isso aqui, um país continental.

ASAlexandre Soares

Não foram bons administradores? Claro que foram, mas tem que saber história, tem que saber história.

RDRafa de Martins

Agora, nem que eu fiquei querendo esculhambar os caras, não, meu irmão, de jeito nenhum.

ASAlexandre Soares

O Mizinho Personal Fight comentou aqui: pergunta se o Brasil foi colonizado pelos portugueses, porque o nosso idioma não é português de Portugal.

ASAlexandre Soares

Pois, pois, é porque existem diferenças. Existe um português europeu, português americano. Então isso é natural. É a mesma coisa no inglês, né? Isso vai acontecer em qualquer língua. Existem as particularidades sociais, políticas. Então essas variações vão ocorrer necessariamente. A ciência não é humana, né?

RDRafa de Martins

Eu ouvi falar que, por exemplo, a gente arrasta o R, né, que isso é uma influência francesa, que o Rio de Janeiro, o Rio de Janeiro, ele foi, a França tomou isso aqui um tempo. Então, pô, Muita coisa do R do nosso português vem dessa influência.

ASAlexandre Soares

Não sei se é verdade, isso é história de, de, de, e as particularidades do lugar, né, cara? Então a gente, a gente não percebe isso, mas eu não falo assim, ó, eu tô falando em X o tempo todo e você não tá percebendo isso. Mas quando tá em Curitiba, aí não fala sem usar o X, né? E a mesma coisa, porta, e a gente não fala o porta.

ASAlexandre Soares

Tem um livro que eu já fiz menção, esse livro aqui chama-se Preconceito Linguístico, Um livro quase de bolso, ele é pequenininho. E nesse livro ele faz algumas críticas, por exemplo, ao pessoal aqui do Sudeste, Rio de Janeiro especificamente. Aqui acha lindo falar dia, tia, essas, mas critica o baiano que fala oito.

ASAlexandre Soares

É, não, são isso, na verdade, então é um preconceito mesmo. Na verdade, existe a linguagem que é regional e ela tem todo um valor. Não é, não existe um padrão carioca para o Brasil, não existem padrões.

ASAlexandre Soares

Enquanto o Rafael filtra mais comentários, comentem aí quais são os principais erros de português por nós cometidos nesse podcast. Vocês que nos acompanham há mais tempo, quais são os erros mais gritantes assim que eu ou Rafael já cometemos aqui nas nossas transmissões? Mas tem Não vale inventar agora, né? Ou então posso mandar, só vale resposta errada.

RDRafa de Martins

Não, mas olha só as gírias, né? Você sabe a origem das gírias, cara?

ASAlexandre Soares

Você já se interessou em gíria, cara? Isso na verdade é o seguinte, a gíria ela necessariamente vai acontecer em se tratando, em se tratando de vida social, porque é um grupo que vai se identificar por meio de palavras. Então existe o grupo do creonte, que é o jiu-jitsu. Vai ter o brother que é o surfista, vai ter o vagabundo que tem uma linguagem, vai ter o polícia que vai ter uma linguagem, o roupe. Então necessariamente isso vai acontecer.

Isso não é, não tem um padrão. Existe, enquanto existir ser humano, o grupo vai se comunicar, ainda mais o grupo pequenininho, por meio de palavras que só eles usam. Aí vira uma gíria, rapaz.

RDRafa de Martins

Eu tava vendo aquela uma série na Netflix, 70, a Saga do Tri, que conta a história lá do tricampeonato brasileiro, da Taça Júlio Gimê, pá. E como era ele pegar uns atores parecidos para caramba com os personagens, né, com os jogadores. E aí eu assistindo e os caras falando contas aqui, meu irmão, e a gíria dos caras. Morou, morou, brother, irmão. Aí minha mulher falou assim, rapaz, a sua Gírias é a mesma dos caras da década de 1970.

ASAlexandre Soares

Elas renderam.

RDRafa de Martins

Eu sou de 76, mas eu não perdi essa.

ASAlexandre Soares

Não, eu sou de 72, mas na verdade é o seguinte, são gírias boas, né?

RDRafa de Martins

Tanto que tô ficando, são as boas, mano. Acho, pô, mano, é, mano, é, mano, cacete, mano, mano, é brother, brother, compadre.

ASAlexandre Soares

E o Moroi, como é que o Moroi encaixa bem?

ASAlexandre Soares

Ele fala, entendeu?

RDRafa de Martins

Moroi, entendeu?

ASAlexandre Soares

Mas só faz sentido para mim se o cara lançar moro, se o cara tiver o Rafael falando.

RDRafa de Martins

Se o Rafael, pô, bicho, pô, esse cara fica me apurrinhando, moro, bicho.

ASAlexandre Soares

Ó, pessoal escreveu uma aqui que não fomos nós que falamos isso aqui, cara. Subir para cima, dá lá já atirando. Não, tem gente, só vale o que fomos nós.

RDRafa de Martins

Nós estamos aqui.

ASAlexandre Soares

Não, pô, isso aí não fui eu.

RDRafa de Martins

Pode crer. O Mizinho falou, pode crer. Pô, pode crer, pode crer, pode crer, pode crer. E não é pode crer, pode crer, pode crer, entendeu? Sujeito, pode crer. O Bicho, porra, bicho é bicho. Eu e Roberto Carlos, entendeu? Pô, bicho, pô, fala o Bicho, pode crer, morou, compadre.

ASAlexandre Soares

Perrengue.

RDRafa de Martins

Aí, sinistro.

ASAlexandre Soares

Então são as coisas boas que ficam. Sinistro, mano.

RDRafa de Martins

Mano é fraco, mano.

ASAlexandre Soares

Ó, sacou, morou, sacou, morou, bicho. Tudo isso Rafa falou na mesma porra, bicho. Porra, sacou?

RDRafa de Martins

Tô tentando explicar aqui, brother.

ASAlexandre Soares

Aí mistura brother, brother já é, já tá, já tá defasado.

RDRafa de Martins

Década de 80, brother é 80.

ASAlexandre Soares

Como, brother? Pô, brother, mano, agora virou mano. O brother era, continua sendo irmão, né? Irmão, irmão, sangue bom.

RDRafa de Martins

Ó, se Xandô vier para Santa Catarina e falar semáforo, sabemos que é de fora. Semáforo, ninguém fala semáforo aqui.

ASAlexandre Soares

Não, é sinal, é São Paulo isso aí. Sinal é bolacha ou biscoito?

ASAlexandre Soares

Para mim é biscoito.

ASAlexandre Soares

Para mim também é biscoito.

RDRafa de Martins

Pô, bicho. Ah, é?

ASAlexandre Soares

Não, não, porra.

RDRafa de Martins

Entendi, entendi.

ASAlexandre Soares

Bicho, Rafa solta muito quando tá nervoso. Você solta o bicho?

RDRafa de Martins

Pois é, eu também achei estranho. Porra, que porra é essa? Solta muito que eu tô nervoso. Aí depois ele falou: bicho, o Rafa solta muito quando está nervoso. Se liga, se liga também, cara. Vou te falar, meu irmão, Professor Alexandre, pô, que honra conhecê-lo, meu irmão. Eu não lembro se eu tive aula contigo ou não, sacou? Eu, eu estudei no PLAR. Se não foi com você, eu fui com o Lincoln, foi com, como é que é o nome do Arenildo?

Arenildo, foi com um de vocês. Mas eu lembro que eu fiz essa aula, principalmente a minha primeira vez que eu estudei legal para o concurso foi com a Graziella lá na FAEPOL. Na segunda, o concurso que eu passei, eu fui para o PLAR para estudar só português e fiz outro curso de informática. Não sei se foi no PLAR também que teve os dois.

ASAlexandre Soares

Na época era Rogério Amigo. Deve ter sido Rogério amigo.

RDRafa de Martins

Eu fiz português e informática só para dar um gás mesmo, porque o direito ali eu já tava mais, sei lá, foi no, estudei sozinho.

ASAlexandre Soares

Renata Costa ou Ruas também, lembra? Tinha o Ruas, lembro do Ruas.

ASAlexandre Soares

Ruas, esse nome tá, isso era um caminho muito comum da galera, tava estudando às vezes no Gliós. Lá no Gliós não sei se tá dando aula ainda. Jurandi, Jurandi, Jurandi, acho que não dá mais aula não.

ASAlexandre Soares

Jurandir, cara, eu acho que Jurandir veio a falecer até.

ASAlexandre Soares

Sério mesmo, cara? Pô, que perda! O Jurandir, salvo engano, é o quadro mais organizado que eu já vi na vida de concurso público.

ASAlexandre Soares

Ficou muito tempo dando aula depois do Gliozzi. Depois que eu saí, Jurandir assumiu as turmas.

ASAlexandre Soares

E ele, Jurandir, Jurandir, Jurandir, o que era? Tinha o cabelo meio grande, é, de uma portuguesa. Cara, o Jurandir, ele é um professor tem professor que tem a pegada, tem a pegada estilo Prospera, tem a dele, tem a do Evandro Guedes. Depois fala, como é que a gente finalizar, para ele falar como que ele conheceu Evandro, que é um personagem do mundo de concurso público também, né? E o Jurandir não, o Jurandir era tranquilão, pensava, nossa, aula vai ser chata, meu irmão.

Foi a impressão que eu tive quando eu cheguei lá, porque eu fui lá procurando ali Alexandre Soares.

ASAlexandre Soares

Cheguei lá, já tinha saído, o PLA já tava aberto.

ASAlexandre Soares

E aí chegou lá, era o Jurandi, fiz aquele julgamento inicial, mas depois o cara é um baita de um professor. Meu caderno de língua portuguesa do Jurandi era um dos meus melhores cadernos. Bom, mas fala pra gente aí, pro nosso público, em qual foi o contexto que você conheceu o Evandro Guedes, que acabou se tornando uma referência em concurso policial, né?

ASAlexandre Soares

Foi quando o PLA acabou Aí eu fiquei no mercado batendo cabeça. A gente conversou sobre isso, dando aula aqui, dando aula lá. Concurso público tem um montão de figura. Até que veio Rodrigo Prospera. Rodrigo, ele, o Evandro pediu uma indicação de um professor de língua portuguesa, né, do Rio de Janeiro. Aí o Rodrigo falou assim, pô, Alexandre. Aí o Evandro falou assim, foi meu professor no PLA. Pô, então vou trazer. E E foi. Aí Evandro me ligou, fui para Cascavel, a gente começou a conversar e foi muito, muito importante aquele momento também.

Momentos, a gente tava conversando sobre isso, momentos-chave que eu falei assim, isso aqui é importante. Aí eu assumi o Alphacon, aí logo as coisas foram fluindo, aí assumi turmas de Cascavel, São Paulo, online, me colocou nível Brasil. Então eu devo isso também ao Alphacon e a Evandro, né? Falam bem, falam mal de Evandro, mas Evandro é um cara, é um cara que fez, né?

ASAlexandre Soares

Eu mesmo já fui um crítico do, do, que eu criticava os métodos dele, mas, cara, contra os resultados, o Evandro é igual o Brasil, ame-o ou deixe-o.

ASAlexandre Soares

Mas eu tenho uma certeza: tudo que Evandro me disse e tudo que ele conversou comigo, ele fez.

ASAlexandre Soares

Eu fui pilhado, eu fui a um podcast podcast te pilhava a falar mal dos outros, e eu caí na pilha. E aí, como eu tinha esses contrapontos em relação às metodologias utilizadas pelo Evandro, falei, ah, meu irmão, vou— o cara é o dono do podcast aqui, eu entrei nessa pilha e taquei pau nele. Não foi só nele não, o cara acompanhava meu Instagram, viu que algum ponto eu critiquei a postura de alguém, e fulano, o cara jogava na minha polêmica, cara.

ASAlexandre Soares

Enfim, mas tem gente que tem essa—

ASAlexandre Soares

não me arrependo disso, tá? Não tenho vergonha de admitir não.

RDRafa de Martins

Vamos lá, então queremos convidar o Evandro Guedes para vir aqui no Fala Guerreiro.

ASAlexandre Soares

É um cara extremamente sagaz.

RDRafa de Martins

Ele agora tá fazendo negócio de empreendimento, né?

ASAlexandre Soares

Tá, tá. Ele não está mais na Alfacon, salvo engano tá morando em São Paulo. Mas é, o Evandro sempre teve esse viés empreendedor, né? Então ele tá trabalhando lá.

RDRafa de Martins

Ele foi PRF, ele ajudou contigo para fazer PRF?

ASAlexandre Soares

Não, acho que o Evandro foi policial penal federal.

RDRafa de Martins

Isso, isso.

ASAlexandre Soares

É, ele estudou lá no PLA.

RDRafa de Martins

Pô, que maneiro, o cara foi teu professor.

ASAlexandre Soares

E depois, cara, a vida como ela é, né? A vida como ela é. E me deu, cara, porque naquele momento, quando o PLA quebrou, ficaram as dívidas trabalhistas, né, cara? Então, porra, e ficaram dívidas trabalhistas sinistras.

RDRafa de Martins

Esse cara não prescreve nunca mais na vida, nunca mais. Vale teus bens.

ASAlexandre Soares

Eu sentei, conversei com Evandro, aí Evandro falou assim, meu irmão, é o seguinte, não vai ser só hora-aula, escreve para mim. Escrevi vários livros para eles. Aí a participação na venda dos livros, eu paguei cada uma das dívidas trabalhistas. Evandro foi muito importante na minha história também. Então não tem como. E aí eu, o que eu ouço assim, ah, vacilou comigo, mas comigo não vacilou. Então o que eu tenho para falar de Evandro, que é, cara, graças a Deus Evandro entrou na minha vida.

RDRafa de Martins

Agora, como é que é tua vida hoje? Sua rotina de aula, de como é, como é que vida do professor Alexandre, porque antigamente era pular para dar aula aqui, dar aula ali, ficar em casa.

ASAlexandre Soares

Graças a Deus, de bermuda, chinelo e a camisa do curso, o estúdio dentro de casa, grava da barriga para cima, botando de cueca, soma canção. É uma canção, chinelo e a camisa do curso, qualidade de vida ali em cima. Graças a Deus, cara, graças a Deus. Boa, muito Tudo, graças a Deus. Por isso quando se fala assim, pô, mas você não se lembra das aulas presenciais? Não queria voltar? Não quero nada, não quero porra nenhuma, cara.

ASAlexandre Soares

Às vezes tu pega aluno, aluno te mandando direct ou mensagem, Rômulo, me indica aí um curso bom presencial. Falei, pô, guerreiro, tá perdido, né, cara? Não, tá bom, cara. Curso online é mais dinâmico, Você tem a possibilidade de acelerar a aula. Tem professor que fala mais pausadamente, você pode acelerar a aula para 1,25, 2, dependendo. Você pode pausar, você pode voltar um ponto que você não entendeu. Você não tem deslocamento da sua casa para um lugar.

ASAlexandre Soares

Você não falou o mais importante, sem sacanagem, com toda humildade: não tem como me pagar, pagar o Juliano, pagar o Ricardo Beck, pagar o William Notário, pagar ao Sérgio pagar a Ana. A Ana está na Paraíba, o William está no Paraná, o Ricardo tá no Paraná, Juliano em São Paulo, Alexandre no Rio. Como é que você coloca esse grupo no presencial? Tem como pagar? Não fica, não tem como você construir uma estrutura que hoje o DSO tem.

Por quê? Porque você só consegue pagar escalonando isso. Tem que ser nível Brasil, senão não me paga. E como é que o presencial concorre contra isso?

RDRafa de Martins

Não tem como. Então você tem um seu curso, que é o Português do Zero, e você tem esse, o DSO, a participação que é do Juliano, né?

ASAlexandre Soares

O Juliano exonerou delegado federal, pediu exoneração para tocar o curso dele. Então eu tenho uma participação nas turmas com o Juliano no curso DSO, só carreiras policiais, só polícia. Polícia, carreiras policiais.

ASAlexandre Soares

Outro ponto, a gente já tá, já tá, caminhamos para o fim. É outro ponto do presencial, que na minha época era assim, pô, tu comprava um pacote fechado de uma turma específica para Polícia Civil do Rio de Janeiro, mas você já foi ali visando dois professores. Os outros você não, não é que os professores não eram bons, a metodologia deles não funcionava comigo. Aí eu ia lá no Aonde tá o Leonardo Barreto, que é um baita professor de processo penal para o concurso de polícia civil, era um baita profissional no segmento.

Eu fui lá, fui lá ao PLAR e comprei um módulo só do— hoje não, hoje você pode selecionar os caras, você monta sua grade.

RDRafa de Martins

Claro, pô, professor, eu vou te falar uma coisa, cara. O que mais me chamou atenção aqui nesse bate-papo Porra, foi depois de 32 anos, meu irmão, mesma vibração, mesmo tesão, porra, mesmo prazer de dar aula, de ensinar, de compartilhar conhecimento. Eu acho que, acho que é a forma mais, mais justa e mais sincera de se louvar ao nosso Criador, meu irmão, é você entregar o que você tem de melhor com amor.

ASAlexandre Soares

E porra, e nunca perdi isso.

RDRafa de Martins

É, não, parabéns, meu irmão, que honra te conhecer. Bicho, foi maneiro para cacete.

ASAlexandre Soares

Eu tô amarradão, meu irmão, tô amarradão.

RDRafa de Martins

Obrigado, meu irmão, obrigado. Vou até voltar a estudar português, bicho, voltar a estudar português, parar de falar para mim e pobreiro e tal, mano.

ASAlexandre Soares

Esse é aquele tipo de episódio que engrandece, que engrandece. A gente tem, a gente faz episódio de resenha que são importantes, policiais contam suas histórias, mas tem episódios que são capazes de virar uma chave em quem nos assiste. Esse é um desses episódios. O episódio com, que deve acontecer se Deus quiser, com William Douglas é um outro episódio disso. O episódio com o Kadá que fala muito sobre mentalidade, mentalidade de campeão.

E não é coach, não é um cara que é coach, ele fala sobre as suas experiências sem falar daquele, sem falar da, como é que é o nome da história do guerreiro?

RDRafa de Martins

Como é que é o nome daquele pessoal tá usando muito hoje?

ASAlexandre Soares

Não é Etos do Guerreiro não, né? Quando o cara conta sua trajetória, mas o Kadá Ele conta de uma forma que foi como ele acordou, como é, o que que inspirava ele, o que que transformou a vida dele, de onde, de onde ele veio. Hoje você mesclou isso também, falou de onde você veio e tal. E a gente focou muito na língua portuguesa, formas de enxergar a língua portuguesa, o que é língua portuguesa para concurso, que é língua portuguesa para o dia a dia.

Eu tenho certeza que a galera curtiu muito. E se curtiu muito, deixa o like aí. Compartilha esse conteúdo para que mais pessoas alcancem.

RDRafa de Martins

Isso aí, rapaziada. E para reforçar, queria só que você desse um direcionamento para galera sobre o curso e a compra do livro e do curso. O cupom, vou repetir aí para galera reforçar.

ASAlexandre Soares

Quer estudar língua portuguesa não só para carreiras policiais? plataformadoshandão.com.br. É isso. Quer estudar uma turma completa para áreas, para área policial, é só carreiras policiais, Polícia Civil, Militar, PF, PRF, Guarda Municipal do Brasil todo, DSO Concurso.

RDRafa de Martins

Polícia Penal também, né?

ASAlexandre Soares

Polícia Penal também, do Brasil todo. Todas: Guarda Municipal, Polícia Penal, Polícia Militar, PF, PRF, DSO Concurso, direito simples objetivo. E o livro A Gramática de Professor Erênio dos Santos Alexandre Soares, Juspodium, vai colocar lá, é Xandão 15.

RDRafa de Martins

Isso aí. E o curso lá, não, mas o curso de português assim não é só para carreira policial, para vida mesmo, né, vai ser carreira policial, vida, pô, qualquer cara tem que dominar tua língua, bicho, tem que dominar tua língua.

ASAlexandre Soares

A plataforma do Xandão ela foi construída para produzir um cara para ser um bom candidato para uma prova de concurso público, seja na segurança pública, área fiscal, para pré-militar, né? Então isso é para o cara aprender língua portuguesa e também para aquele que quer fazer uma reciclagem. Fala assim, pô, eu hoje sou advogado e não me sinto à vontade de fazer uma palestra. Por quê? Porque na hora de usar a língua eu fico meio receoso.

E a pior coisa que tem é você falar, por exemplo, em grupo e não tá seguro ao falar, né? E quando na verdade você quer acertar, é quando você começa a errar tudo, aí pronto.

ASAlexandre Soares

Rapaz, eu vou te falar uma coisa, acompanha só até a produção dos slides, né?

RDRafa de Martins

Na hora de falar, vou te falar uma coisa, eu realmente assim, eu aprendi português estudando para concurso público.

ASAlexandre Soares

É isso aí.

RDRafa de Martins

Porque assim, o nível de exigir você de raciocinar, de entender, de aprender, é um outro nível de puxa. Então aprendi dessa forma. Antes fazia aula de português, tanto que hoje Hoje na minha família, minha mãe, meu irmão, minha esposa, quando vai escrever um texto, uma parada, eles sempre mandam para eu corrigir.

ASAlexandre Soares

É isso aí, sacou? É isso aí.

RDRafa de Martins

Então assim, dentro do meu micro universo, claro, eu sou o cara do português.

ASAlexandre Soares

É isso aí, cara.

RDRafa de Martins

Então é, eu sou o cara do português, meu irmão.

ASAlexandre Soares

Eu olho português, eu se garanto, português eu se garanto, português eu me garanto. Eu se garanto, matemática não, mas português eu se garanto.

ASAlexandre Soares

Esse aí era eu formado em Letras. Cara, eu sofri preconceito para caramba nos cursinhos. Chegava para rodinha de conversa: não, tô formado em quê? Direito. Direito, pô, não sei o quê.

ASAlexandre Soares

Letras.

ASAlexandre Soares

Esse cara vai gabaritar língua portuguesa. Falei: então senta aí que eu vou contar uma história, vou contar uma história para vocês. Não repitam isso nunca mais, eu tô com mais dificuldade que vocês.

ASAlexandre Soares

Mas se você fez Letras, porra, tô com uma dúvida aqui, tem que ajudar.

ASAlexandre Soares

Não, não, não, não. Não, por favor, não. Tinha muito isso. Não, não, aqui, irmão, vamos montar um grupo de estudo. Ó, fulano é bom em penal e não sei quem é constitucional. O Rômulo é formado em Letras. Rapaziada, de novo esse papo.

RDRafa de Martins

Essas paradas é fogo. Fala sobre o português. Ah, então eu sou formado. Ah, sou policial. Pô, me dá uma consulta. Agora tu fala: eu sou ginecologista. Ninguém vem falar assim. Dá uma olhadinha aqui, isso ninguém faz, né? É isso, galera. Muito obrigado por nos acompanhar. Sempre a mesma rapaziada nos acompanhando aí durante a semana.

ASAlexandre Soares

Obrigado também, né?

ASAlexandre Soares

Preciso tirar a dúvida, galera.

RDRafa de Martins

Obrigado aí pela audiência. A partir de amanhã já vai começar a lançar os cortes aqui do professor. Obrigado, professor Alexandre. Obrigado, Raquel, por ter autorizado a vinda. Valeu, Rômulo! Obrigado, Miguel! Arrebentou, meu irmão! Tamo junto! E semana que vem estaremos novamente aqui ligados no Fala Guerreiro!

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