Episódios de Fala Guerreiro Cast

SARGENTO JUBILADO (PMERJ | Ações Táticas com Cães | Batalhão de Alta Performance) |#FalaGuerreiro429

29 de julho de 20262h33min
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A ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS PARA CONCURSOS PÚBLICOS QUE MAIS APROVA NO PAÍS! CONFIRA:https://bonus.lsensino.com.br/ls-concursos-2025/?utm_source=podcast-falaguerreiro--Eles escondem. Você encontra:https://www.sherlocker.com.br/--00:06:50 - historia de vida00:21:47 - primeiro serviço como recruta / manifestacoes 201300:36:00 - curso do BAC00:54:48 - Batismo de fogo erm operações01:09:38 - dança01:16:25 - como se converteu ao cristianismo01:25:09 - carreira como fisiculturista01:34:58 - competindo crossfit01:48:22 - dicas para os policiais novos bebida x arma02:01:26 - lendo comentarios do chat02:12:46 - cães do BAC✉ Para contatos comerciais e aluguel do estúdio de PODCAST: falaguerreiropc@gmail.comSeja membro do canal:http://youtube.com/@falaguerreiroficial/join🔔 Inscreva-se no nosso canal:https://youtube.com/@falaguerreiroficial?sub_confirmation=1Siga nossos hosts no Instagram:Rômulo Brito • @romulobrito_ • https://www.instagram.com/romulobrito_/Rafa de Martins • @rafademartins • https://www.instagram.com/rafademartins/#FalaGuerreiroCast #LinhaDeFrente #Politica #SegurancaPublica #BastidoresDaPolitica #Debate #Analise #Noticias #PodcastBrasil #GuerreiroCast #CortesDePodcast #Brasil

Participantes neste episódio3
R

Rafa de Martins

Host
R

Rômulo Brito

HostPolicial civil
A

Alexandre Jubilado

ConvidadoSargento da Polícia Militar
Assuntos9
  • Batalhão de Ações com Cães (BAC)Apreensão histórica de drogas · Cães de faro e intervenção tática · Treinamento e especialidades dos cães · Adoção de cães aposentados · Hulk (cão) · O Senhor dos Anéis
  • Desafios da Polícia MilitarHistória de vida e origem · Formação e curso de formação (CEFAP) · Primeiros serviços e experiências · Escolha de lotação e unidades · Batalhão de Ações com Cães (BAC)
  • Armas de Fogo e SegurançaMistura de bebida e arma · Riscos para a integridade policial · Consequências de decisões impulsivas · Percepção equivocada e limites
  • Carreira como fisiculturista e influenciador fitnessCarreira como fisiculturista · Competições e preparação · Nutrição e dieta · Impacto na saúde e bem-estar · Maratona e HIIT
  • Pets e AnimaisAmor por cães e animais · Medo de cães e testes de habilidade · Instinto animal e comportamento · Interação com cães em operações
  • Diálogo ReligiosoHistória de conversão ao cristianismo · Superação de vícios e vida pregressa · Restauração familiar e paternidade · Propósito e inspiração para jovens
  • Manifestacoes e Protestos SociaisAtuação em manifestações de 2013 · Uso de força e controle emocional · Riscos e perigos da profissão · Black Blocs e táticas de protesto
  • HIIT (High Intensity Interval Training)Diferenças entre CrossFit e HIIT · Treinamento funcional e corrida híbrida · Adaptação a diferentes modalidades · Benefícios para a saúde e condicionamento
  • Música para dançarExperiências como dançarino · Vida noturna e busca por relacionamentos · Diferentes estilos de dança (funk, lambada, zouk) · Aprender a dançar como diferencial
Transcrição458 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RBRômulo Brito

Fala, guerreiro! Rômulo Brito por aqui. Estamos ao vivo em mais um Fala, Guerreiro! Hoje terça-feira, amanhã tem Linha de Frente, vocês sabem, quinta-feira mais um episódio. Começou a trilogia Fala, Guerreiro! da semana. Tô eu, Rafa de Martins, aqui, e todos vocês, já que tá por aí, deixa aquele like, comenta, interaja conosco. Eu sei que tem muita gente que veio para cá por conta do nosso convidado de hoje, que o Rafa já vai apresentar.

Quero agradecer a LS Concursos, que é um dos nossos parceiros aqui, já tá com a gente há muito tempo, mas está há muito mais tempo com concurseiro. São 17 anos trabalhando em prol da aprovação daqueles que sonham com a carreira pública, e já temos aí mais de 15 mil aprovados. Outro parceiro nosso aqui é Doutor Sherlock, uma ferramenta de inteligência privada. Às vezes você é advogado Tá ali militando, pô, batalhou num processo judicial e na hora de receber ali o seu, na hora do seu cliente auferir o ganho, o maldito vai e esconde o patrimônio.

Maldito é o perdedor da causa. Só que com a ferramenta Sherlock fica impossível, inviável ele fazer isso. Quer saber mais sobre a ferramenta Sherlock? Tem um QR code aí na tela, tem um link aqui na descrição do vídeo. Faça bom uso. Rafa de Martins.

RDRafa de Martins

Fala, rapaziada, ótima noite para todos vocês do dia 20. Porra, bem, esquecemos de mudar ali o dia ali, ó. Tem que mudar. Que dia é hoje? 28 de julho de 2026. Então, primeiro programa aí da semana. Agradecer aí, ó, os patrocinadores, LS Concursos, Sherlock, e pedir para você curtir essa transmissão, ativar o sino de notificação, compartilhar, se inscrever no canal, recomendar esse canal para os seus amigos. Isso é super importante para o nosso conteúdo aí atingir mais pessoas.

Hoje estamos recebendo um policial militar, sargento da Polícia Militar, que também é professor de educação física e vai falar aí, meu irmão, sobre a carreira dele, sobre preparação, sobre vida de atleta, mostrar que na verdade, meu irmão, tu não precisa ser atleta, mas tem que cuidar da tua carcaça, tem que cuidar do templo. O templo é o templo do Espírito Santo, né? É onde guarda tua alma, onde guarda teus órgãos, seu organismo.

Então, se você tá sedentário, você tá fazendo uma vergonha, sua vida tá uma vergonha diante do Senhor, entendeu? Então, hoje, o sargento jubilado vai aqui te inspirar a você botar essa carcaça no lugar. Prazer poder receber aqui policial militar do Estado do Rio de Janeiro, professor de educação física, Sargento Jubilado. Seja bem-vindo, meu irmão!

RBRômulo Brito

Seja bem-vindo, irmão!

AJAlexandre Jubilado

Fala, tropa! Muito boa noite a todos. Meu nome é Alexandre Jubilado, sou sargento da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, atuo no Batalhão de Ações com Cães, sou nutricionista, nutricionista Se Deus quiser, ano que vem eu também serei educador físico, tô terminando. Sou maratonista, sou fisiculturista aposentado e sou um cara esforçado. Sou pai do Gael, pai do Samuel, marido da Ingrid e servo de Deus que modificou a minha vida. Um cara que transformou a minha vida, irmão.

RDRafa de Martins

Antes de começar, cara, ninguém sai daqui com as mãos vazias. Todo mundo aqui tem que receber um presentinho para poder lembrar desse momento épico. Mostra aí para galera, aí para galera ficar com inveja, aí para quem fica enrolando de vivo fala de riro. Personalizado.

AJAlexandre Jubilado

Isso aqui vai ser, ó, café todo dia, irmão. Café do guerreiro.

RDRafa de Martins

Obrigado, cara. Que ficou com vergonha, tipo, não, tô com vergonha, não sei o quê. Ó, tá vendo? Vai ficar com vergonha, não vai ganhar caneca.

AJAlexandre Jubilado

Para mim, de coração, é uma honra estar aqui, né? Não é fácil, parece que é simples, né? Mas não é fácil estar aqui na presença de vocês, de verdade. Para mim é uma honra. Quando eu comecei a trabalhar com internet, 2024, vocês já estavam caminhando, já tinha um podcast 2024, 2022. Então assim, sentar aqui onde grandes referências para mim sentaram, pô, Major Cadá acabou de vir aqui, irmão, para mim é uma grande referência. Enfim, diversos coronéis que são, sabe, grandes referências.

E tá aqui para mim de verdade, só tenho que externar minha gratidão a vocês pela oportunidade.

RDRafa de Martins

Se a gente chamou, pode ter certeza que você tem se tornado uma referência. É, na tua carreira, na tua vida, no teu lifestyle. E a gente precisa de referências na polícia, porque hoje a internet, cara, ele apresenta um, digamos assim, uma gama de seres humanos para jovens que estão entrando. E o jovem tá sempre buscando ali, né, cara, as referências, tudo. Então o Romulo, que é um cara que trabalhou muito tempo com inteligência, ele trazia dados aqui de criminosos, meu irmão.

Marginais com meio milhão de seguidores, sabe, se tornando referência para uma opção de jovem. Então, pera aí, meu irmão, a gente tem que entrar nessa guerra aí mesmo, porque isso é guerra cultural, isso é guerra de referência, entendeu? É guerra de inspiração. Quem vai inspirar esses moleque? Então a gente tem que apresentar. Então quando a gente vê você aqui, porra, tá com quase 80 mil seguidores, porra, mostrando o seu trabalho dentro, fora da polícia, porra, no batalhão tão importante como é o BAC, que tem tirado onda, o BAC tem tirado onda, sacou? Então é uma honra pra gente poder receber.

AJAlexandre Jubilado

Quero externar também aqui um abraço do nosso Coronel Luciano, Capitão Boia, Capitão Scarless, todos grandes referências. Por isso que pra mim é uma honra tá aqui. Eles vieram pouco tempo aqui, né?

RDRafa de Martins

Sargento Figueiredo tá rolando, o senhor tá rolando, entendeu?

AJAlexandre Jubilado

A vida é muito corrida.

RBRômulo Brito

Coronel Luciano, ele é muito enquadrado. Eu convidei, tive pessoalmente lá no batalhão, deve ter umas 2 ou 3 semanas. Falei com Scarless, falei com o Boia, não tava no dia, tinha Feito uma missão muito importante, né? Ele e a equipe dele encontraram uma pessoa que tinha falecido.

AJAlexandre Jubilado

Agora pouco tempo, recente.

RBRômulo Brito

Um abraço também para o Tomás, que tá lá agora recém-chegado no batalhão. Meu amigo pessoal, pessoa que eu tenho muita consideração.

AJAlexandre Jubilado

O boy é um grande amigo, deixando ele fininho. Tem que fazer o—

RDRafa de Martins

vender o peixe.

RBRômulo Brito

Não posso esquecer do Couto, irmão. Meu irmão também, meu irmão.

RDRafa de Martins

Mas deixa eu falar, quando o Baque fez aquela apreensão histórica, foi a maior, foi 48 toneladas. De drogas, né? E aí eu tava chegando na sede da polícia, eu vi aquilo ali, minha, falei, caramba, boy, porra, deixa eu tirar uma foto na frente disso. Ele falou, claro, pô, pode tirar foto com os cachorros. Aí veio o Boia, veio um outro colega, me deram um cachorro, aí eu segurei um cachorro, o outro com cachorro e tal, e tirei a foto na frente.

AJAlexandre Jubilado

Aquilo ali foi impactante, né, meu irmão?

RDRafa de Martins

Mó galera mandando mensagem me dando os parabéns. Pô, parabéns pela apreensão. Tu acha que eu falei que não tinha nada a ver com isso? Obrigado, obrigado, obrigado, cara. Muito obrigado. É, foi, foi Realmente, muito orgulhoso dessa minha apreensão.

AJAlexandre Jubilado

Dificilmente teremos outra apreensão igual a essa. Esse é meu ponto de vista.

RBRômulo Brito

Então assim, cara, pelo que eu pesquisei, pelo que eu pesquisei, é óbvio que as polícias já apreenderam mais drogas que aquilo ali, mas com cães, que foi o cão que apontou, que foi um trabalho de inteligência de um batalhão com cães, que foi ratificado pela utilização do cão, não teve nenhuma apreensão nessa proporção utilizando esses meios No mundo, foi um cachorro.

AJAlexandre Jubilado

Então, Hulk, um cachorro assim, o que deu sinal iniciante foi o Hulk.

RDRafa de Martins

Fenômeno. Tu sabe que foi na Nova Holanda, né? Sim, sim, sim. Na Nova Holanda eles cantam a música pro Hulk, né? Cachorro e filha.

AJAlexandre Jubilado

O Hulk é fenômeno. Eu trabalhei, agora eu tô no grupamento de intervenção tática, né? Mas quando eu trabalhei na equipe de operações, trabalhei durante 8 anos na equipe de operações, Trabalhei os 8 anos praticamente com o Sargento Ildemar, que é o condutor do Hulk, cara. Aquele cara ali é excepcional, irmão. Ele preparou o Hulk, irmão, e aquele cão ali é o binômio cão-homem, irmão. Tira onda demais, irmão, tira onda demais. Aquele cão ali é ferramenta absurda.

Mérito do condutor, mérito do Sargento Ildemar, que, irmão, é um cara fora da curva.

RBRômulo Brito

Mas Jubilado, como é que surge a Polícia Militar na tua vida? Porque você tinha uma outra profissão antes? Antes quis ser policial militar, mudou de profissão, procurou a carreira pública, queria estabilidade. Estabilidade um pouco diferente, né? Carreira, a carreira policial não é tão estável assim.

AJAlexandre Jubilado

Hoje eu enxergo que não existe estabilidade. Eu entrei na polícia assim buscando estabilidade, né? Estabilidade financeira. Mas o meu ponto de vista hoje é que não existe estabilidade. Eu posso contar um pouquinho da minha história de vida?

RBRômulo Brito

Deve, mano, por favor.

AJAlexandre Jubilado

Até chegar na polícia tem—

RBRômulo Brito

isso é muito importante, cara.

AJAlexandre Jubilado

Eu gosto de de passar sobre isso. Inclusive, meu irmão tá aqui comigo me acompanhando.

RDRafa de Martins

Eu quero desmentir, né? Se tiver contando mentira, já tem para desmentir aqui.

AJAlexandre Jubilado

Eu quero assim, eu aprendi com a palavra de Deus que nós devemos corrigir no secreto e honrar em público. Então eu quero honrar a vida do meu irmão, que ele é um pai para mim. Um pouquinho da minha história: a gente foi criado dentro da comunidade do Gardenha Azul. Morei dentro do Gardenia Azul até meus 13 anos. Eu não tive pai, meu pai abandonou minha mãe com 2 anos e nunca mais apareceu. Então meu irmão, que tem 6 anos mais velho que eu, foi o homem da casa, né?

Minha mãe é auxiliar de enfermagem, trabalhava em 2, já lembro de época minha mãe trabalhando em 3 hospitais. Minha mãe trabalhou dentro da Cidade de Deus, no Lourenço Jorge, e assim, quem tomava conta de mim Tá saindo áudio. Quem tomava conta de mim é o meu irmão. Então assim, eu quero honrar de verdade aqui em público a vida dele, porque a maior referência que eu tenho na vida foi dentro de casa. Preto, pobre, favelado, saindo de comunidade, foi jogador de basquete, foi sargento do Exército, como a gente conversou.

Hoje é estatutário do Ministério da Justiça. Então assim, Ele me forjou, ele me forjou. Então, se o cara, se o Sargento Jubilado que tá na internet hoje existe, foi porque primeiro existiu um outro Sargento Jubilado. Ele foi o primeiro Sargento Jubilado da família no Exército, e foi onde, de onde eu tirei mais essa vontade, esse desejo, que eu nunca tive vontade de ser policial, né? Nunca tive. Sendo assim, criado em comunidade, vendo diversas coisas, né?

Não tive essa referência. Fui ter essa referência de militar quando ele foi pro Exército, já um pouco mais velho. Foi onde eu comecei essa expectativa, né, criar essa vontade, esse desejo de ingressar na corporação. Mas voltando à minha história de vida, criado sem pai, uma mãe solteira criando dois homens dentro de uma comunidade, né, nada fácil. Né, passamos por algumas dificuldades, né. Inclusive, contar uma história que eu passei com ele, que eu me recordo, devia ter uns 7, 8 anos, na época no Gardênia.

Eu gostava muito de tomar Nescau, né, moleque, o caramba, todo dia de manhã. Aí lembro que uma, um determinado momento, ele tava saindo, eu não lembro se ele já, se ele tava saindo para o basquete ou se ele tava estudando, ele devia ter uns 16, 15 na época. E eu lembro que só tinha uma pequena quantidade de leite para tomar e minha mãe mandou dividir, né, para nós dois e tal. Ele falou, não, deixa para o meu irmão, meu irmão sempre toma Nescau de manhã, o caramba.

Saiu para o— não sei se foi para o treino de basquete ou para escola, saiu e deixou o leite para mim. Então são coisas que ficam gravadas, que marcam. E para mim esse cara é E diversas coisas também. Uma outra coisa que me marcou muito, cara, antes de eu entrar pra polícia, quando ele tava no exército, ele foi o 01 de turma do exército, mais de 300 e poucas pessoas. E eu nunca imaginei ser militar, cara. Deixa eu contar pra vocês, eu era dançarino. Eu fui dançarino de metralhiceira do Turma Vermelha.

RBRômulo Brito

Então tamo em casa.

AJAlexandre Jubilado

Tamo em casa, cara.

RDRafa de Martins

Eu também sou dançarino.

AJAlexandre Jubilado

Eu vejo alguns vídeos lá, eu vejo.

RDRafa de Martins

Eu também sou dançarino, também.

AJAlexandre Jubilado

Eu fui dançarino, eu dancei desde comunidade, era dançarino de funk, enfim. Nunca tive essa pretensão. Quando esse cara virou, se tornou militar, ele ficava ensaiando toque de corneta dentro de casa, ficava ensaiando marcha dentro de casa, chato pra caramba. Falei, porra, que bagulho chato, meu irmão. Enfim, quando eu fui na formatura dele, mais de 300 pessoas em forma, família pra caramba no quartel, e ele não tinha contado nada pra gente.

O cara falou, pô, Patrick Jubilado, fora de forma. Foi lá pra receber o quadro. Meu irmão, bateu uma emoção que eu falei, cara, esse moleque é... Tirou uma... Eu falei, irmão, um dia ainda tem que honrar esse moleque, mano. E aquilo ali criou uma... Eu nem conto essas paradas pra ele. Criou uma parada dentro de mim, irmão. Eu falei, cara, é um moleque que foi 0 a 1, mano. Aí começou a nascer dentro de mim essa vontade, esse desejo de...

Essa vibração, né? Que eu nunca tive de verdade, eu não vou mentir pra vocês. Nunca tive esse sonho de ser policial, né? Sonho que eu tive na vida foi ser jogador de futebol, só depois ter filho, família, enfim. Mas profissionalmente, meu sonho era ser jogador de futebol. Quase fui, tem os dois joelhos operados, ligamento cruzado anterior, tenho cirurgia nos dois joelhos. Então a vida de futebolista não deu mais para mim, e a polícia foi uma porta que Deus abriu, cara, uma porta que Deus abriu.

Minha mãe, por ser auxiliar de enfermagem, ela, uma das coisas dela era do município, ela era auxiliar de enfermagem do município. Então ela sempre cobrou muito da gente a estabilidade, é que a gente tava falando aqui, ela sempre cobrou uma estabilidade minha e do meu irmão. Então assim, na época eu lembro que eu fiz polícia e Correios e passei nos dois. Não estudei, não vou mentir para você, eu falo que Deus abriu essa porta para mim.

Eu não estudei na época, eu só queria sacanagem, era da besteira, bebida, mulher. Tinha 20, não fiz a prova, acho que eu tinha 21 anos, tava lá, só queria perdição. Passei na prova, comecei a fazer os trâmites da polícia, recebi o, era uma telegrama dos Correios, só que eu já tava nos trâmites da polícia. De repente, se eu recebo a carta dos Correios antes da polícia De repente hoje eu seria carteiro, porque eu queria realmente só essa estabilidade que minha mãe cobrava.

Mas eu ainda não juro para você, meu irmão, não deixa eu mentir, eu era ovelha negra da família, só queria putaria, só queria sacanagem. Eu era o único cara que bebia na minha casa. Minha mãe não bebe, nunca botou uma gota de álcool na boca. Esse cara nunca botou uma gota de álcool na boca, nunca bebeu. E eu fui por caminhos tortos, só queria sacanagem. Então assim, eu queria essa estabilidade até questão financeira mesmo. Mas aí, quando eu entrei na polícia, irmão, aí as coisas mudaram.

Sim, meu mindset mudou totalmente, irmão. Foi onde eu falei, irmão, é isso que eu quero para minha vida, é, eu vou dar o meu melhor. Essa porta que Deus abriu, eu vou abraçar assim da melhor forma que eu posso, né?

RDRafa de Martins

Aonde você descobriu isso? No curso de formação?

AJAlexandre Jubilado

Dentro do Cefap, cara.

RDRafa de Martins

Dentro dos primeiros dias ou não?

AJAlexandre Jubilado

Vou te falar para onde, onde assim, quando a gente entra no CEFAP, né, aquela vibração de início, tem os primeiros uma semana, 15 dias, aquela, aquelas aulas inaugurais de adaptação e tal. Pô, maneiro, de calçadinhos mesmo, calçadinhos, camisa branca, irmão, e rastejar e o caramba. Onde começou a criar esse, essa vontade minha, esse desejo, essa vibração. Falei, porra, mano, tô gostando, é maneiro assim. Porém, a minha ficha ainda não tinha caído, né.

Assim, do fato da profissão. Eu vou contar mais para frente onde a minha ficha caiu em relação a ser policial. Onde despertou meu desejo? Eu lembro que eu entrei em 2012 na polícia, tava muito recente o Tropa de Elite, né? Então, irmão, aquilo ali eu entrei também já com essa, essa, esse pensamento. Eu conheci o bike, não conheci o bike, eu conheci o bike dentro do CEFAP. Tava tendo um turno, né, um curso em 2012, e eles estavam tendo instrução lá no CEFAP, se eu não me engano, os cara no campo.

E a gente tava assim meio que em forma, irmão, e olhando os maluco tomando sacode, né, os alunos, turno pequenininho, toma ali sacode. Eu falei, caramba, irmão, maneiro. Aí depois fui procurar saber, me informar, não conhecia ninguém no BAC na época, mas aí um fala, pô, é o Batalhão de Ações com Cães e tal. Aí, irmão, aí criei essa vontade de ir para o bike. Sempre gostei de animal, sempre tive cão. Então aí eu conheci o bike ali no CEFAP, entendeu?

Foi onde o ponto de partida para essa, para realização desse sonho de pertencer à unidade, cara.

RBRômulo Brito

E tu, CEFAP sempre tem uma história, tem uma história maneira de aprendizado. E tem uma história de pagação, de piroação, que a gente chama de surubação, né? Pessoal, quando o pessoal— Tem algum momento que tu guardou assim no Cefap que marcou?

AJAlexandre Jubilado

Cara, história de surubação, irmão, história ruim. Teve, cara, o recruta é mais do que o cão, né, irmão? Na minha turma teve uma época que os residentes tavam guardando tipo latinha de refrigerante, alguma latinha de suco, água, dentro do bebedouro. Abria o tampão do bebedouro, aquele bebedouro industrial, abria o tampão do bebedouro e guardava tudo lá dentro. Não, passou uma, duas semanas, irmão, quase a companhia inteira com diarreia, passando mal, irmão, e nego desesperado.

E você fala, todo mundo pedindo papeleta para ir para o HCPM. Essa, essa, irmão, essa eu passei mal pra caramba, que eu me recordo. E tava perto de um período de— tava iniciando dengue, alguma coisa assim, e todo mundo já ficou preocupado de ser algo mais. Mas era a porcaria da água do bebedouro que o recruta fazendo besteira, né? Pra gelar, é, gelar residente. Porque quem não era residente só ia assistir aula normal e ir embora, não tinha nenhum porquê.

Eu não sei se algum período eles ficaram sem geladeira ou algo do tipo assim. Que estavam guardando dentro do bebedouro.

RBRômulo Brito

Aí só botaram água?

AJAlexandre Jubilado

Isso aí, botava lá dentro, abriu a tampa de cima e botava a lata.

RBRômulo Brito

E teve punição para isso? Alguém foi punido?

RDRafa de Martins

Com a lata devia estar contaminada.

AJAlexandre Jubilado

Cara, não me lembro, velho. Exatamente, eu não lembro se teve punição, porque, irmão, foi muita gente. Descobriram que foi os residentes depois. Eu não lembro se teve reclame.

RDRafa de Martins

Botava ali para gelar ou para esconder?

AJAlexandre Jubilado

Para gelar. Assim, eu não sei se eu não me recordo se nesse período eles estavam sem geladeira, né?

RBRômulo Brito

Ou então eles colocavam lá a lata cheia de refrigerante fechada. Quando começa, já pensa um negócio: não, a pessoa tava querendo reciclar, tava guardando.

AJAlexandre Jubilado

Não, não, fechada, fechada.

RDRafa de Martins

Recruta não tem essa consciência social, cara.

RBRômulo Brito

Consciência social, minha viagem.

AJAlexandre Jubilado

Não, fechada. E assim, irmão, e recruta já é imagem do cão. Residente é dobrado. Residente, ele fica no CEFAP 24 horas, irmão, de segunda a sexta. Chega à noite, tá liberado para ir para o alojamento e tudo mais, o cara fica.

RDRafa de Martins

Você foi da turma de 2013?

AJAlexandre Jubilado

12. 12.

RDRafa de Martins

Se formou em 2012 mesmo?

AJAlexandre Jubilado

Me formei em 2013. Entrei em setembro de 2012, formei em maio de 2013.

RDRafa de Martins

8 meses, né?

AJAlexandre Jubilado

Bateu 8 meses mais ou menos. É porque no CEFAP a minha bateu 8 ou 9 meses. Tem turma que se forma com 6, tem turma que forma com 10, não tem um... Porque vai chegando no finalzinho do CEFAP e já acaba não tendo mais tanta instrução. Pelo menos na minha turma acabou que chegou um período de... No final do curso, já não tinha... O QTS já tava completo, aí acabava...

RDRafa de Martins

E quando você saiu, você olhou, você ficou interessado no BAC?

AJAlexandre Jubilado

Isso, aí já... Ali eu já saí.

RDRafa de Martins

Eu não sei como é que funciona, mas, por exemplo, lá na Polícia Civil você recebe uma lista, né? Na polícia toda recebe uma lista. Quais são as lotações que você gostaria de ir? Mas você vai, gostaria de ir para Leblon, Ipanema e Gávea. Aí, legal, bacana. Leblon é bacana. Vamos lá, São João de Meriti. Como é que foi lá? Você escolheu a lotação? Foi para onde queria?

AJAlexandre Jubilado

Na minha época, não, já quem dera. Na minha época, só os 3 primeiros. Minha turma tiveram 400 e poucos alunos. Pô, eu nunca fui inteligente, mas eu sou burrão. Os 3 primeiros puderam escolher para onde queria, a unidade tal, unidade tal. Porém, como eu formei em 2013, 2014 tava, ia ter Copa do Mundo. O que que o JEP fez? Agora é BEP, né, policiamento em estádio. Na época era JEP. Eles foram lá na nossa turma quando tava prestes a formar e pegaram uns 80 policiais.

Aí pegaram assim os mais altos ou quem fazia algum tipo de luta na época, cara de ruim.

RDRafa de Martins

É, que tinha cara de ruim, cara de brabo.

AJAlexandre Jubilado

Não tinha, não teve um critério. O critério foi mais esse de estatura, o cara que era lutador e tinha fé, né, porque tinha a parte administrativa. Enfim, me formei, fui direto pro, pro JEP trabalhar em estádio. Quando eu fui pra lá, eu falei, pô, vou ficar aqui, gostei, maneiro. Quem mente? Mas eu ainda na época tinha o interdício de 1 ano e meio pra poder fazer curso. Falei, pô, vou ficar aqui, maneiro, gostei. Já gostava, sempre gostei de futebol. Só que ali era só um período de um mês e só alguns iam ficar.

RDRafa de Martins

Foi para Copa do Mundo mesmo?

AJAlexandre Jubilado

É, Copa do Mundo ia ser só 2014, eles estavam precisando de efetivo, né? E pegou uma parte da minha turma para poder preparar. Aí depois ia fazer um curso lá interno para eles e tal, para 2014 tá apto, né? Fiquei lá um mês, porém não tinha padrinho nenhum, não conhecia ninguém. Meu padrinho sempre foi Jesus. Conclusão, não fiquei. Ficaram só quem tinha peixe, alguns que tinham peixe, uns caras que são mais desenrolados fizeram contato com oficial.

Enfim, eu nunca tive contato. Saí do JEP, me classificaram no 5º, fui classificado no 5º, no centro. Aí era aquele período de estágio, né? Fiquei 6 ou 7 meses no 5º Batalhão, escala 6 por 1, recruta, irmão, 6 por 1 doído, todo dia lá para o centro. Eu moro em Jacarepaguá, mas foi uma experiência assim única, né? Até porque, pô, vibrando, teve uma parada maneira, bacana, bacana, maneira, uma parada assim maneira entre aspas. Pode, pode falar bem aberto?

RDRafa de Martins

Pode falar aberto, só não vai falar que matou o cara. Não, não, não, não, não, não, não, não fala sobre execução, tortura, que não desmaia.

AJAlexandre Jubilado

Vou falar mais ou menos isso, torturazinha leve, mas não é muito assim. Meu primeiro serviço, meu primeiro serviço nas barcas. Recrutão, e eu com dois sargentos. E sargento acelerado, né, irmão? Sargento acelerado, caçando, irmão. Eu recrutão, pegamos dois maluquinhos com uma pontinha de maconha. Pode, tem problema falar a palavra?

RDRafa de Martins

Não.

AJAlexandre Jubilado

Com a pontinha, o caramba, fumando. Aí, pá, sargento olhando, trabalhando os moleque, eu só olhando. Daqui a pouco, irmão, sargento mandou os dois moleque Engolir a maconha. Recruta, vai lá comprar uma Coca-Cola. Tipo, deixei de barraquinha, né, próximo, caramba, ali perto das barcas. Fui lá, comprei a Coca-Cola. Falei, cara, ainda não tinha, ainda não tinha me ligado. Sargento mandou os moleque engolir a maconha e tomar, e tomar Coca-Cola.

Sei que os moleque começaram a passar mal, espumou. E o caraca, irmão, E eu abismado, meu. Falei, caralho, com medo já de dar ruim. Meu primeiro serviço, você falou primeiro, segundo, foi logo no início. Falei, caralho, sargento, tem uns moleque passando mal, passando mal. Bora, deixei os moleque para trás. E pô, mas em PTR, o caramba! Eu fiquei com aquilo ali, irmão. Foi um dos primeiros meus serviços. Eu falei, cara, meu irmão, acabei de entrar, irmão. A parada que mudou a minha vida.

RBRômulo Brito

Calma aí, não tiveram mais trabalho que sargento?

AJAlexandre Jubilado

Só que assim, trabalhar com— eu sempre—

RDRafa de Martins

moleque fraco também, só porque goleiro na pontinha. Deve ter sido da Coca-Cola, brother.

AJAlexandre Jubilado

É, eu não sei, mano, não dá, não entendia. Misturou a parada, erva com a Coca-Cola, irmão. Moleque espumaram e passaram mal. E o caramba, eu falei, cara, meu irmão, alguma estratégia que eu não conhecia naquele momento ainda, né? Aí eu, é assim, mas eu sempre na época do quinto sempre trabalhei com muito mais antigo, né? Eu sou um cara que eu sou muito observador. Eu gosto muito de observar, de aprender, né, com o mais antigo.

RDRafa de Martins

Caramba, aprender! Então você aprendeu que não substitui uma maconha com Coca-Cola?

AJAlexandre Jubilado

Aprender coisas boas, né, bom serviço, né. Então assim, sempre trabalhei muito com sub, com sargento antigo, e sempre escutei muito. Então desde novo na polícia, né, eu sempre tive uma direção bem, bem doutrinada porque eu escutava. Meu filho, eu já fiz isso, isso, isso. O caminho é esse aqui, esse aqui, esse aqui. Não perca tempo fazendo isso. Antigão dando conselho, né? Tipo, tá no PB trocando ideia ali no serviço, ou não faça isso, isso, isso, vai por esse caminho aqui, entendeu?

RDRafa de Martins

Tá entrando agora no centro da cidade, o que que pega? Ladrão. Ele é ladrão para cacete, muita coisa.

AJAlexandre Jubilado

Isso aí era o tempo todo na época, já aqueles batedorzinho de carteira, né?

RDRafa de Martins

Ou é ladrão com pistola.

AJAlexandre Jubilado

E ali, além de assim Tu pode ser recém-formado. Tem época que recebe recruta lá do CEFAP, tipo época de carnaval. O recruta não tem arma ainda, não tem nada, é só uma tonfa. Aí você, formado, com mais 3 alunos, mano, é responsabilidade. E aquilo ali também foi uma das coisas que faz você amadurecer. Um exemplo: 3 alunos que estão na tua cautela, você é o único pronto, o único armado, e 3 alunos de tonfa, aluno querendo fazer merda pra caramba, no bola preta da vida.

Um exemplo: E saía ali no 5º, acontece muito, né? O centro, carnaval, é muito pivete, muito bom trabalhar com Tonfa do que com— eu já trabalhei.

RDRafa de Martins

Então aí, vamos lá, puxa uma arma ali, meu irmão, porra, vou dar continuidade.

AJAlexandre Jubilado

Falou de Tonfa, do centro, do 5º Batalhão, eu fui classificado na UPP Serro Corá. Só que na semana que eu fui classificado na UPP Serro Corá Criaram o BPGE. Não sei se vocês lembram, tava na época, começou a ter muita manifestação, final de 2013. BPGE era aqueles alfanuméricos, numerozinho verde, o número. Aí pegaram alguns lá do 5º que eram mais fortinho, caramba, aí já era mais voltado para o MDPM, defesa pessoal. Na época eu fazia jiu-jitsu, caramba.

Criaram essa unidade lá dentro do choque, aí deram subsistência, tornaram subsistente a minha classificação na OPP. E me classificaram no BPGE, Batalhão de Grandes Eventos. Pô, e ali, irmão, foi maneiríssimo, que ali, irmão, era, treinava direto assim, era, pegaram todos os caras praticamente do, de defesa pessoal, os instrutores, e os recrutas vibrando, irmão. Era instrução direto, instrução o tempo todo de defesa pessoal, de conduta de patrulha. Foi até ali que eu, onde eu fiz o meu primeiro curso na polícia.

RDRafa de Martins

E qual foi o primeiro curso?

AJAlexandre Jubilado

Foi o CAJ, foi no BPGE, que hoje é o RECOM. O BPGE hoje é o RECOM. O primeiro curso que teve foi o que eu fiz, né?

RDRafa de Martins

Mas valeu o curso? Ele manteve, por exemplo?

AJAlexandre Jubilado

Valeu, valeu.

RDRafa de Martins

Ele tá brevetado para trabalhar no RECOM ou tem que fazer agora o curso?

AJAlexandre Jubilado

Não, hoje no RECOM tem um outro curso que eles chamam de Águia, né?

RDRafa de Martins

Então se fosse agora, tu ia ter que fazer outro curso?

AJAlexandre Jubilado

Não necessariamente, porque lá tem muita gente sem curso. Mas eu, se for exemplo, se eu fosse pro Recon, eu ia querer fazer o curso deles de hoje, entendeu? O meu é inválido, um exemplo. Batalhão mudou porque na época não era um batalhão, era um grupamento obsoleto. E eu fui o 01, sou o único, eu sou, a gente chama de espartano, espartano, brigão, espartano com raio. Inclusive até interessante, outra coisa, a gente vai entrando no assunto.

Quando esse cara aí, meu irmão, ele foi o 01 lá do Exército, eu senti aquela vibração absurda, né? Contei para vocês nesse curso de grandes eventos. Eu saí o 01 do curso, maneiro, maneiríssimo. Foi todo lá no COI, irmão. Gás, choque, irmão. Instrução, tivemos instrução com profissionais do UFC, porque era muita porrada para pegar manifestação, era muita defesa pessoal. Curso muito top. Eu saí 01 do turno, né? Aí a formatura foi no batalhão de choque, né?

O BPGE na época era no batalhão de choque. E eu não contei nada para esse cara, falei, irmão, hoje eu vou dar, hoje eu vou dar a mesma alegria que ele me deu na época que ele foi 01 do— não, porque assim, nunca quis ser 01, fui porque as circunstâncias do curso, né? De curso, nunca tive essa, não tem essa vaidade de nada disso. Só quero formar, irmão. Curso é só quero formar, não quero ser visto, não quero aparecer. Mas me tornei assim, saiu 01 de curso e não comentei nada com eles.

Aí foram à minha formatura, ele, minha mãe, minha esposa, enfim. Quando o coronel me chamou lá na frente para sair de forma, para lá receber o quadrinho, olhei para ele, esse cara aí todo bobo, todo bobo, com sorriso no rosto. Eu fui, eu falei, aí depois eu falei, irmão, isso aqui, irmão, é fruto daquilo que você fez, dessa vibração que tu fez. Gerou em mim naquela vez lá no Exército, que ele foi o 01. Essa vibração que tu gerou em mim, hoje eu tô podendo te devolver essa felicidade, essa alegria. Para mim foi maneiro.

RDRafa de Martins

O cara que trabalha no BEP, né? BEP é o do estádio, de estádio, e o do grande evento, cara, tem alguma diferença no modus operandi? Então não tem que bater mais fraco, tu bate mais doído. Como é que fica a diferença?

AJAlexandre Jubilado

Aí tu falou de tonfa. Sabia que teve um período nessa parte dos grandes eventos que mesmo a gente formado, né, já era pronto, soldado, por conta de se trabalhar dentro da manifestação, na época do black bloc, algumas vezes a gente ia sem arma, só com a tonfa, porque a gente patrulhava por meio dos manifestantes. Então o risco ali de alguém puxar, né, o armamento, lembra do black bloc? É, pô, cara, irmão, absurdo. Os cara tava fazendo, irmão, loucuras.

E, irmão, e era época que a gente tava vibrando, querendo, irmão, baixar a lenha em todo mundo onde dava, irmão. E a gente assim transitava no meio deles desarmado, só com tonfa, defesa pessoal, uso progressivo ali da força.

RDRafa de Martins

Os Black Bloc foram em 2013, 13, foi 13, 14.

AJAlexandre Jubilado

Peguei recém-formado, entendeu? E para mim foi escola, irmão. Essa parte ali do BPGE, de grandes eventos, foi escola gigantesca, porque nessa época, essas manifestações do jeito que ocorreram, acho que nunca tinha ocorrido aqui dessa forma, do nível, irmão, de granada. Vários amigos, pedrada, granada, irmão.

RDRafa de Martins

Tu pegou a da Presidente Vargas?

AJAlexandre Jubilado

Peguei, pô. Nesse dia foi, tava também. Essa foi a—

RDRafa de Martins

mas eu não era black bloc não, eu era PI. Eu acreditava, eu tava lá protestando, né? 20 centavos.

AJAlexandre Jubilado

Tem um primo nosso aqui, eu tinha um primo nosso, cara, que ia, que se juntava com black bloc, irmão, meio Mas assim aconteceu, acabou a manifestação, aí eu fui pro McDonald's.

RDRafa de Martins

Meu irmão, aí começou, pá pá pá, ali. Começou a quebradeira do cacete. Falei, meu irmão, foi eu. E eu tava, eu tinha encontrado no McDonald's uma amiga que tava com umas duas amigas. Meu irmão, as meninas tão em pânico. Eu falei assim, não, não, vamos embora que eu vou tirar. Aí os caras tavam jogando pedra, apedrejando o McDonald's. Pô, McDonald's, né, meu irmão? É imperialismo e tal.

RBRômulo Brito

Aí tu vê que o moleque maluco, ele tava no processo seletivo da polícia.

AJAlexandre Jubilado

Já tava no processo?

RDRafa de Martins

Tava na casa de pó.

RBRômulo Brito

Que moleque maluco.

RDRafa de Martins

Aí eu peguei, aí eu meti a cara assim, falei assim, pô, irmão, deixa eu sair aqui. Os caras, peraí, peraí, deixa os caras saírem. Aí saí. Meu irmão começou a quebrar tudo e sacudir a porta, quebrava a porta, não sei o quê. Eu falei, meu irmão, tem que chegar na minha moto. A minha moto tava ali perto daquele Centro Cultural Banco do Brasil, sabe qual é? Aí já no começo da Presidente Vargas. Meu irmão, quando eu chego na minha moto, meu irmão, os moleque tavam chegando e eles iam começar a pedrejar, os black bloc, a pedrejar o Banco do Brasil.

Eu só falei assim, irmão, deixa eu tirar minha moto daqui. Os cara, não, tira a moto, tira a moto! E peguei a moto. Aí as meninas chorando, o que que a gente vai fazer? Eu falei, meu irmão, que foi que essas mulheres, brother? Falei, irmão, sobe, irmão. Subiram 3 mulheres na minha moto, tava eu, irmão, tinha 3 meninas em cima da moto, a moto arriada. E aí eu saí buscando um caminho para sair, meu irmão, e o pau quebrando, para ver daqui a pouco aquela fumaceira, meu irmão.

E talvez eu não chegue, meu irmão, daqui a pouco vem aquela fumaceira, a cara toda ardendo. Quando termina a fumaceira, meu irmão, tinha um policial militar, meu irmão, com aquela porra daquele lança-granada assim já apontada para mim. Aí eu só olhei e falei assim, irmão, só quero tirar as meninas daqui, tá? Não sei o quê. O cara, passa, passa. Aí passei, tirei e tal, não sei o quê. Porra, meu irmão, que pena. Mas a verdade é o seguinte, eu não tava ali, eu não tava na Black Boba, tinha uma manifestação Tinha, tinha, que era conta, conta não sei o quê, não era nada de boa, né?

RBRômulo Brito

Era caminhando ali, numa dessas chegou, bum, para pegar o black block. Do black block, bum, ganharam, dispersou. Quem fica?

RDRafa de Martins

Não tem como, os black block tinha uma característica física.

AJAlexandre Jubilado

Pô, mas tu tava, tu tava no processo seletivo, é botar muito na janela. Eu tava na central nesse dia, foi onde começou.

RDRafa de Martins

Rafael apaixonado, eu testo o sistema, eu gosto de testar o sistema toda quarta-feira.

RBRômulo Brito

Nós vamos mudar o nome do Linha de Frente, é Testando o Sistema.

AJAlexandre Jubilado

Já tava nos trâmites já do concurso. Aí é loucura, hein?

RDRafa de Martins

Pô, sabe por que tava nessa manifestação? O Carlos Vereza, aquele coroa, lembra? Tava também, tava lá mesmo, tava lá pra manifestação. Porque tinha uma coisa assim, começou com o negócio de 20 centavos, depois era contra a corrupção, contra não sei o quê, contra a saúde, como é que era, a saúde ruim.

AJAlexandre Jubilado

Tinha uma causa, mas perdeu, perdeu o sentido. E na época, o Black Bloc só queria isso, uma oportunidade.

RDRafa de Martins

Não, o que acontece, a manifestação acontecia, quando terminava a manifestação, a galera dispersava, eles começavam. Quebrar banco. Eles começavam sempre depois da manifestação. E aquilo, meu irmão, e esse negócio, aí teve a do Leblon também, que eles destruíram o Leblon. Teve várias, mas esse negócio só acabou o dia que o Black Bloc pegou um rojão pra soltar no CPM.

AJAlexandre Jubilado

Foi do CPM?

RDRafa de Martins

Foi pra soltar no CPM.

AJAlexandre Jubilado

Eu tava nesse dia.

RDRafa de Martins

Meu irmão, o rojão desviou e pegou na cara do cinegrafista e matou o cinegrafista.

AJAlexandre Jubilado

Como a nossa unidade foi criada, tava nesse dia. A nossa unidade, ela foi criada só para isso, né? O Batalhão de Grandes Eventos, o curso foi só para isso, a unidade foi criada para isso. Então a nossa escala era de assim, dia não, 12 por 36. Porém, nessa época tava tendo manifestação quase todo dia, dava 5, 6 horas da tarde, começava a manifestação no centro quase todo dia. Nessa época a gente tava em todas as manifestações, a gente tava todas, Laranjeiras, mano, era E era maneiro, porque assim, recrutão, pô, e o serviço maneiro, tu vibra para caramba, irmão.

E nego esquerdista falando merda aqui: eu vim da PM, caramba, eu quero o fim da Polícia Militar. E tu já leva aquilo para o coração, mas tu não pode fazer o que tu gostaria, irmão. É o controle emocional gigante.

RDRafa de Martins

Tinha uns gritos de ordem que eu gritava também, mas aí tem hora que eu quero assim: não, não, corrupção, não, corrupção, quero o fim da Polícia Militar, aí não, não, porque você gostava diferente. Eu quero o fim da Polícia militarizada. Não tinha essas viadagens não, tinha essas viadagens. Mas acontece. Aí mora os cara assim, ó: não vai ter Copa. Eu falei: pô, aí não, aí não, pô. Aí, rapaz, porque foi no ano seguinte, foi 2014. Não vai ter Copa não, pera aí, rapaz.

AJAlexandre Jubilado

Verdade, verdade.

RDRafa de Martins

Pô, esperei a vida inteira ter Copa no Brasil, vocês vão me sacanear agora? Vamos brincar dessa não.

RBRômulo Brito

Episódio bom, episódio bom para testar meu coração.

RDRafa de Martins

Sai porrada nele aqui, pega ele aqui, ó. Tá gritando aqui: não vai ter Copa. Porrada nele aqui, ó.

AJAlexandre Jubilado

Nessa época da Copa eu ainda tava lá no Foi 2014, eu fui para o baile em 2015, mano. Outra coisa também, mano, na Copa, irmão, a gente trabalhou firme. Manifestação, aí aquela fanfest que tinha lá em Copacabana, os argentinos, irmão, os caras são loucos. Argentina tem que ser estudado, irmão, os caras são alucinados.

RDRafa de Martins

Ele chamou você de macaquito na tua terra.

AJAlexandre Jubilado

Os caras são audazes. E também a gente trabalhou muito na Copa, que era o batalhão, era voltado para isso, né, para esses grandes eventos. Já foi criado justamente para, mas me forjou muito ali para fazer o curso do BAC em 2015, né. Eu saí do CEFAP 2013, aí 2014 fui para lá, fiz esse curso, e em 2015 eu bati o intertício para poder fazer o curso do BAC. Quando eu tava lá mesmo no BPGR, no choque, irmão, já tava treinando firme.

Entendeu? No fim, ficava correndo igual maluco lá no shopping, no pátio do shopping na época. E aí, quando abriu o bar, que assim, bateu uma interdição, eu poderia fazer o curso. Em 2015 eu fui para lá, graças a Deus.

RDRafa de Martins

E o curso é difícil, cara?

RBRômulo Brito

É assim, é assim, é verdade que o curso mais difícil é sempre aquele que a gente fez.

AJAlexandre Jubilado

Não, eu acho cada um sabe o que passa, mas não, mas vamos, vamos. Tivesse vindo na minha época, né? Agora, entende isso. Mas assim, eu me recordo na época que eu tava treinando pro BAC, eu tinha um conhecido. O BAC, ele é atrás do 16, né? 16º Batalhão. Eu tinha um conhecido que era do rancho, um sargento que era do rancho 16. E na época, o rancho 16, a janela era virada pro campo do BAC. Eu falava pra esse camarada que eu queria, que eu tava treinando pra ir pro BAC.

O cara, meu sonho é ir pra lá. Irmão, tu é maluco de falar, irmão. Todo dia que eu olho para lá, quando tá tendo curso, os cara tão entrando no couro. Eu falei, irmão, é botar a carcaça para rolar, é isso que eu quero, mano. Meu sonho. Então assim, o curso é puxado demais. Eu tenho para mim que um curso, qualquer curso operacional, eu tenho para mim que ele é 70% mental e o restante físico, porque o físico a gente se prepara adequadamente, né?

O cara, quando passa pelo TAF, ele tá apto a ingressar no curso, ele tá preparado fisicamente, né? Pressupõe que ele esteja preparado fisicamente. Agora, o mental, irmão, a maioria, muitos entram com mental fraco, né? Com a mentalidade abalada, de certa forma. Então assim, eu senti muito, como eu tinha feito esse curso no no BPGE, esse curso teve muito gás, muito choque, muita porrada, né? Vamos jogar aberto aqui, limpo. Então, para essas coisas eu já tava meio que forjado. O gás lá, como é, o curso era dentro do choque, mano, o gás era a colhão.

RDRafa de Martins

Isso, o BAC é o outro.

AJAlexandre Jubilado

Não, no CAJ, né?

RDRafa de Martins

No, é, mas tem que ter gás mesmo.

AJAlexandre Jubilado

Isso. Então, então, mas porém esse curso me forjou para essas situações. Quando eu vim para o BAC, o que pesou mais para mim foi o fator mental, que lá era muito mais braçal, porrada, deu caramba. No barco era muito mental. Os cara trabalha, não que não tenha gás, não, é tudo aos costumes, mas o, para mim, o trabalho mental é uma parada assim que te forja para rua, para operação. Não é fazer flexão, pagar completo. O que te forja para operação, para favela, é o mental.

E lá no BAC eles trabalham muito bem isso, irmão. E isso foi uma parada que eu senti, senti que eu digo assim, graças a Deus, irmão, nenhum momento passou em minha cabeça em sair do curso, irmão. Eu fui ali, eu já tava determinado, irmão. Ou eu saio quebrado, passando mal por saúde, né, que curso é simpatia, saúde, sorte, ou eu me formo, irmão. Nenhum momento passou pela minha cabeça em desistir. Até que ali era realização de um sonho.

Eu vim para cá para isso, irmão. É apanhar, é tomar tapa na cara, irmão, é vestir a carapuça de aluno. Eu tô aqui para isso. O aluno, ele tem que vestir a carapuça, irmão. Se joga no chão, se joga, irmão. Cada coisa que, irmão, eu lembro que um dos primeiros dias o nosso coordenador botou a gente em forma no campo, campo gramado, né, cheio de terra e o caramba. Quem é confeiteiro aí no turno? Aí alguém levantou a mão, vem aqui na frente.

Pegou a panela de comida, jogou no chão assim no campo, faz um desenho aí, você que é confeiteiro. A mulher que escreveu o baque assim com a comida, né? Aí beleza, agora vem de um em um. 01, pega a comida. Eu era o 30, eram 30 no turno. Eu fui o último a entrar, né, o trigésimo do turno. Aí foi 01, 02, 03, todo mundo. O 30 era o último. O que que o 30 tem que fazer? 30, raspa tudo, não pode sobrar nada. Tu vai, irmão, raspa tudo, não pode sobrar uma grama.

Vem terra, vem cocô de cachorro, vem o que tiver que vir, irmão. E tu ali como aluno, irmão, no campo lá. Tu foi lá? Já chegou lá no batalhão?

RBRômulo Brito

Não, não.

AJAlexandre Jubilado

Tem oportunidade, você vai. Batalhão tem um campo, né, gramadinho. Caramba, gramadinho que eu digo, né? Tem grama, tem terra, tem pedra, tem cocô de cachorro, onde os cães têm a liberdade deles.

RDRafa de Martins

Então assim, já faz a conexão ali com cachorro ali.

AJAlexandre Jubilado

Isso ali, irmão. E logo no início do curso, ó, raspa tudo. Esse aqui, e tu nem pensa, irmão, raspa tudo e, ó, raspa tudo e joga na boca, um gole, acabou, irmão.

RDRafa de Martins

Se eu fosse instrutor do Bach, Não, porque assim, às vezes não faz sentido. Lá no negócio lá do grande evento joga gás, até porque os cara tem que conviver com gás, é gás para caralho o tempo inteiro. Então você tem que estar na boa, gás. Depois, todo boque, eu botava os cachorro para morder vocês todo dia. Eu tomei mordida no curso, não era sem querer, mas tem que botar para morder.

AJAlexandre Jubilado

Morde!

RDRafa de Martins

Eu tomei mordida na canela, mordida no braço, mordida, pô, para o cara encascorar, sacou? E pegava gato e jogava o gato em cima de você, aqueles gato bravo de favela, porque acontece O gato, o cachorro não se dá bem com gato. Então o gato pode entrar no cachorro, ele te atacar. E gato é uma pica, meu irmão, que gato te agarra, meu irmão.

AJAlexandre Jubilado

Mas vou te contar uma coisa, lá no batalhão é cheio de gato. Nossos cães são treinados para não se dispersar com nada.

RBRômulo Brito

Os cães lá se misturam com os gatos?

AJAlexandre Jubilado

Na comunidade que mais tem é gato. Se um cão nosso se dispersar com qualquer animal de caça—

RDRafa de Martins

Mas tu não tomou mordida de cachorro? Você não gosta de bater? Tu não tomou mordida de cachorro, né?

AJAlexandre Jubilado

Tomei.

RDRafa de Martins

Lá na Coreia toda hora tomava mordida de um cachorro. Aí, ó. Não, tomava. O pessoal lá do Sul Muito estranho.

RBRômulo Brito

Aqueles barão, cocô de cachorro é proteína pura.

AJAlexandre Jubilado

Já comecei, já meti a carcaça, né?

RDRafa de Martins

Já, uma merda, né, meu irmão?

AJAlexandre Jubilado

Tomei uma mordida na panturrilha, instrução de choque, na trairagem. Te botava de escudeiro nessa instrução e o colega com cão, ele ficava atrás de mim, né? O cão ali na hora, bum, deu-lhe uma mordida. Eu só senti, irmão, e continua. Aí quando parou depois, caramba, eu vi, desceu o melado, tô nem aí, eu queria me formar, não comuniquei nenhum instrutor com medo de furou, sangrou e o caramba. Quando deu a liberdadezinha para a gente poder ir para área verde, mano, limpei, joguei pomada, a gente peguei na mochila de alguém alguma coisa e continue.

O medo, eu tinha um medo de passar essa informação para o instrutor e ser desligado do curso.

RDRafa de Martins

Irmão, energia muito pesada. O cachorro sentiu sua energia.

RBRômulo Brito

Na Polícia Civil, na semana zero, é feita num sítio, em um determinado lugar, de uma determinada pessoa. Quando as pessoas falavam, Rômulo, se tu for fazer esse curso específico, tu vai ter que passar por esse sítio. Irmão falava, onde é o sítio? Cadê o endereço? Se eu espalhar umas bananas, já tinha tentado pensar e bizurar o sítio antes, entendeu?

AJAlexandre Jubilado

Irmão, vou largar uma cesta básica de enterrar aqui, enterrar uma paradinha e explorando isso.

RBRômulo Brito

Será que só eu pensei isso, cara? Meu irmão, aqui eu vou botar tudo que não pode levar, que vai, que vai dar um gás para tu concluir o curso. Eu vou mesurar o sítio, vou esconder lá dentro.

AJAlexandre Jubilado

Mas eu vou te dar uma resposta: todos os instrutores já pensaram nisso. Você acha que não? Todo mundo já passou. Quem é teu instrutor já foi aluno. Tu acha que ninguém nunca pensou nisso? Tu acha que eles não estão bizurados também? Isso já aconteceu lá na unidade. Tipo assim, teve gente que já era da unidade, por exemplo, os colegas que eram cães de guerra, não tinham curso do batalhão ainda, mas já tinham curso de cães de guerra do Exército.

Eles foram pra unidade e quando eles fizeram o curso da unidade, o cara já era da unidade, sabia, pô, dá pra deixar uma paradinha aqui, dá pra deixar um biscoito ali. Você acha que os instrutores não acharam? Entendeu? As instrutoras já pensaram, já pensaram em tudo.

RDRafa de Martins

Eu não tenho coragem de fazer isso, eu acho que eu vou me virar do avesso. Descobrir, né?

RBRômulo Brito

Não, porra, rapaz, descobrir, mas não falar. Sei lá, o sítio é de vocês, vocês não guardaram o sítio? Coronel Príncipe chama isso de golpe de mão. Golpe de mão. Que ele, inclusive, teve uma corrida no BOPE, o cara trapaceou, pegou um táxi. Não teve uma parada dessa? Já ouviu essa história?

AJAlexandre Jubilado

No Charlie Charlie, né? É, no Charlie Charlie, no dia dela.

RBRômulo Brito

Acho que era uma corrida que tinha direito a medalha. O cara pegou um táxi, que isso, chegou na frente, desembarcou do táxi, ganhou a medalha. E algum tempo depois descobriram, pô, não tem como, eu vi esse cara lá atrás, ele não passou por mim, passou por você.

AJAlexandre Jubilado

O próprio, na corrida, corrida aberta para o público, né, que você diz, passou.

RBRômulo Brito

Eu não sei se era aberto ao público, sei que era uma corrida de policiais do BOPE e que valia medalha. Fulano passou por você? Não, não passou por mim não. Mas ele não tava lá atrás? Tava.

RDRafa de Martins

O cara chegou em primeiro depois de um tempo Descobriram que ele trapaceou.

RBRômulo Brito

Aí o coronel: olha, veja bem, estava olhando, o golpe de mão ele não foi plotado, ele é merecedor inclusive de honrarias, só não pode ser plotado.

AJAlexandre Jubilado

É igual o camarada, pô, flexão de punho encerrado no solo, no asfalto, é doído, né? Chega um determinado momento do curso que tu já não sente mais nada da tua mão. Então assim, exemplo, eu era o 30, né? Então era ali da retaguarda. Bom, tá tendo instrutor, tá lá na frente passando uma instrução, alguma coisa, a gente tá em flexão. Irmão, o cara que tá lá na retaguarda, ele consegue dar um miguezinho rápido. Ou seja, o golpe é válido se tu não for plotado.

Agora, se tu for plotado, tu banca, porque aí é dobrado, é pior do que se você não tivesse feito nada, né? Que se o camarada fosse plotado pegando o táxi, chega Quando ele descesse do táxi, ele, ó, vem cá. Bom, se tivesse num curso, ele ia ser cobrado.

RBRômulo Brito

No militarismo, ele tomaria uma punição, entendeu?

AJAlexandre Jubilado

Se fosse um— por isso que eu perguntei se foi uma corrida aberta para o público aí.

RBRômulo Brito

Agora, assim, você lembra que valia medalha? O cara ganhou uma medalha de primeiro lugar. E aí o pessoal, pô, não é possível, quem sempre é um corredor, o cara não acelera.

AJAlexandre Jubilado

Esse maluco nem é bom de corrida.

RBRômulo Brito

Então, mas o Coronel Príncipe contou isso, eu não sei se foi aqui ou se foi outro podcast. Ouvi essa história, eu achei sensacional.

AJAlexandre Jubilado

E aí ficou amarradão, formou bem, cara?

RDRafa de Martins

Assim, formou na merda?

AJAlexandre Jubilado

Não, formei bem. Foi a realização de um sonho ali. É o que eu falei, é meu sonho, que eu sonho que eu tive em vida, ser jogador de futebol. Depois de ser jogador de futebol, meu sonho sempre foi ser pai, né? Acho que muito por conta do eu não ter tido um pai e tal. Acho que meu sonho sempre foi construir família, ter filhos, e Depois que eu entrei para polícia, o meu sonho sempre foi servir no BAC, né? Quando eu consegui concluir êxito, cara, aquilo ali foi uma realização de um sonho.

Eu olhava, eu conhecia um camarada, ele, pô, bom. Dá para vocês trazerem aqui depois, de repente vocês conhecem o Sargento Moreira, que é jiu-jiteiro, né? Que bom, faixa preta, vai viajar agora para lutar lá fora, na melhor qualidade. Eu já conhecia ele porque o professor dele de jiu-jitsu era amigo do meu professor de jiu-jitsu na época, e ele já era da unidade. Olhava na época, era Facebook, não era nem Instagram. Eu olhava o Facebook dele assim, irmão, eu ficava sonhando subir na favela camuflado com os cães.

E o caramba, irmão, sabe aquela? E eu treinando, irmão, na época lá no BPGE, né, no choque, treinando. E olhava o Instagram dele, irmão, camufladão com cão. Fala, cara, meu irmão, Então quando eu realizei esse sonho de fazer o curso do BAC, graças a Deus consegui me formar, cara, para mim foi—

RDRafa de Martins

mas ela tem opção de curso, né, cara? O boy veio aqui, contou para gente, você é condutor também, mas tem um condutor e tem um combatente. Desculpa, todos são combatentes, mas tem um que não conduz.

AJAlexandre Jubilado

Então olha só, tem o CCEP, que é o condutor de cães, tem o adestrador de cães, que é o CACEP, né? O condutor de cães, que eu sou numa patrulha de operação, ele faz a ponta, ele é o ponta, retaguarda. Ele não é o cara que conduz o cão dentro da favela, esse é o adestrador, o CACEP. O CACEPiano conduz o cão dentro da comunidade. E dentro de uma patrulha tem os pontas, tem o retaguarda, é o CCPiano que faz as pontas, que faz a retaguarda.

O CCPiano não tem aptidão, qualificação para conduzir um cão de faro, tá? Aí só o adestrador de cães, que é um curso de 4 meses, inclusive iniciou um ontem. O meu é um curso de 45 dias, o condutor de cães, para em operações trabalhar em ponta, retaguarda, trabalha em—

RDRafa de Martins

você não conduz cães?

AJAlexandre Jubilado

Conduzo. Então eu vou passar em estádio de futebol, em manifestações, intervenção tática, o que eu trabalho hoje. No Bepac, no que o Boia falou, que eles acharam homicídio, um corpo, tem muito CCPiano lá. Mas para conduzir cão de faro dentro de comunidade, só CACPiano, exceto alguns que fizeram curso de faro antigamente, que poderia o CAC fazer. Hoje em dia só pode fazer o curso de faro quem é CACPiano. Né? Então, para conduzir cão em favela hoje, sem ser os CCPianos antigos que fizeram o faro, só KCPiano, entendeu?

RDRafa de Martins

E o mais técnica, né?

AJAlexandre Jubilado

É um curso de 4 meses.

RDRafa de Martins

No caso, você conduz cachorro para morder os outros, para dispersar multidão, para manifestação, estádio de futebol, intervenção tática.

AJAlexandre Jubilado

Agora, até porque droga, explosivo, tem cão de explosivo, explosivo, eles saem aptos no CACEP, porém eles ainda fazem um curso específico que aí é só para quem é da unidade. O CCEP e o CACEP são cursos de entrada no batalhão, são os dois cursos, e pessoa pode vir de fora, né, policial de outra unidade. Agora, o curso de FARO, de armas e drogas, explosivo, é só para quem já é da unidade. E agora tem um curso de APH tático canino, inclusive eu fiz esse ano, é só para quem já é da unidade.

Entendeu? Aí pode fazer CCPiano, fazer primeiro socorro no cachorro. Isso, isso, isso. Então vai pegar tática humana. E agora, primeiro curso que teve, pô, maneiríssimo, maneiríssimo. Uma das ideias, o BOIA foi um dos necessários, irmão. A gente assim, a gente tem a veterinária no batalhão, né? Tem um setor só de veterinário. Veterinário, auxiliar veterinário, ele vai junto com a patrulha, mas o ideal todo combatente ter um APH tático canino.

Esse foi o primeiro curso e a probabilidade, né, o objetivo é que todos os combatentes do batalhão—

RDRafa de Martins

por exemplo, tu achou que teu cachorro da droga, teu cachorro de explosivo, não tem um cachorro do corpo? Não sei se vocês trabalham cachorro do corpo.

AJAlexandre Jubilado

Também é outro.

RDRafa de Martins

E tem esse cachorro da intervenção tática. Os cachorros farejadores é cada um tem sua especialidade inclusive, ou o que faz intervenção tática também pode ser farejador.

AJAlexandre Jubilado

Cada um na sua especificidade. Normalmente o cão de armas e drogas, ele é somente armas e drogas. O cão de explosivo é somente explosivo. O cão de intervenção tática somente intervenção tática. E agora o BPAC é um, é recente, né? Esse tem pouco tempo, tempo assim médio, esse serviço de encontrar. Pô, cara, trabalho magnífico, irmão. Eu admiro os colegas que trabalham nessa função. Você tem noção que um cão achar o seu corpo através de uma camisa sua, através de um chinelo seu, através do odor, do suor, dentro de uma mata determinado tamanho, cara, aquilo ali é maneiríssimo. Um trabalho que não existia, vem, vem ganhando, vem ganhando força.

RDRafa de Martins

O boy foi lá pouco tempo, o cara alguém aparece lá com cão que faz tudo isso, provavelmente ele vai estar com pato, né? Carregando um pato que não faz nada direito. Eu tive uma experiência com o Bach para localizar uma menina em Barra Mansa.

AJAlexandre Jubilado

Eu tava lá, eu te encontrei, tá? Você tava lá? Tava lá. Foi o dia que você chamou o Figueiredo para vir aqui, o Sargento Figueiredo.

RDRafa de Martins

Foi, foi isso mesmo.

AJAlexandre Jubilado

Tava lá, tava o boy, o Capitão Boy, tava lá.

RDRafa de Martins

Eu tinha ido um dia antes. Pois é, cara, eu tinha um dia antes e os caras falaram que tinha uma informação que tava num determinado lugar e a gente foi nesse lugar, meu irmão. A gente passou, cara, eu não sei quão perto a gente ficou.

AJAlexandre Jubilado

Foi Barra Mansa, né?

RDRafa de Martins

Eu acho que era Barra Mansa.

AJAlexandre Jubilado

Foi a situação da menina e do traficante.

RDRafa de Martins

É, parece que a menina ela namorou um traficante, aí o traficante foi preso, que a atuação do CV foi preso, e aí ela começou a namorar o traficante do terceiro. Aí o traficante do CV foi solto. Solto, combinou com os amigos para chamar a menina, para, e pegou e matou a menina. Só que tava no sequestro. A gente entrou primeiro com sequestro, depois nas informações foram surgindo que a menina tinha morrido. E o primeiro local que a gente foi, quando a gente se encontrou ali naquele primeiro lugar, na ladeirinha ali, ele tava por ali mais à frente. E um dia antes tinha se metido lá no meio, cara.

AJAlexandre Jubilado

A gente vasculou aquilo, vocês já tinham batido tudo.

RDRafa de Martins

Aí parece que teve informação que tava no lago. Você lembra que a gente foi para um lago?

AJAlexandre Jubilado

Lembro, lembro.

RDRafa de Martins

A gente ficou ali no lago ali, batemos tudo, não achou. Aí o cachorro do bombeiro, que aí era um especialista mesmo nesse cachorro, eles até falaram, pô, a gente trouxe o cachorro.

AJAlexandre Jubilado

Acho que vocês levaram um cachorro que na verdade ali, não sei se era o cachorro do corpo, agora eu não me recordo. Eu não lembro se foi o cão de faro que a gente levou, porque a princípio a gente ia fazer uma operação, a gente não sabia, não chegou para a gente qual era a função. A princípio, a operação em Barra Mansa, a gente quer operar, operar em favela, cão de faro de armas e drogas. Eu não lembro se o cão do BEPAC foi junto, mas eu acho que não, porque foi a patrulha de operações.

RDRafa de Martins

Foi o Thiago, cara. O Thiago já tinha vindo aqui com o Capitão Boia. Aí eu reencontrei ele lá, aí que chamei ele de novo, né?

AJAlexandre Jubilado

Do, e foi um pouco depois da situação do Complexo do Alemão que ele ajudou a socorrer o delegado, não foi? Um pouco depois.

RDRafa de Martins

E aí o cachorro, no terceiro dia, que não foi no dia que eu não estava, encontrou o corpo da menina na mata assim semi-enterrado. Sacou? Aí, perto assim, cava, cova rasa, né? E aí os cara, aí eu perguntei, pô, onde é que tava? Pô, tava em tal lugar. Falei, porra, bicho, eu rodei aquele troço todo, bateu ali, não rodei aquele troço todo, não encontrei nem cheiro senti.

AJAlexandre Jubilado

Não, cara, assim, o cão é uma ferramenta absurda, irmão. Isso aí inegável. Os homens são bons, irmão, até porque o cão é resultado de um trabalho que o homem faz, né? Então assim, eu costumo falar que Eu não sou bom em nada, mas eu trabalho com os caras, irmão, que são fora da curva. Os caras são muito bons, irmão. E o cão é uma ferramenta absurda se você trabalhar bem, bem trabalhado, irmão. Aquilo ali, aquilo ali, irmão, são mais de 600 mil células olfativas do que um ser humano.

Bateu o terreno todo e de repente o cão foi lá em 5 minutos. Porque, irmão, é covardia um cão, irmão. Um cão bem trabalhado é covardia no serviço.

RBRômulo Brito

Jubilado, como é que foi o teu batismo de fogo em operações? A primeira, a primeira operação que você falou, essa marcou, a primeira, minha primeira troca de tiro, mano.

AJAlexandre Jubilado

Se eu não me engano, foi no curso, foi no Jacaré. Foi no curso, no curso, no final do curso, na última semana, a gente faz operação real, né? A gente fez duas operações, uma foi no Borel A primeira operação. E a segunda foi no Jacaré. A do Jacaré a gente deu uma porradinha maneira. Na do Boréu a gente não fez apreensão nenhuma. Na do Jacaré a gente deu uma porrada, foi até interessante que a gente saiu do, saiu da operação, foi direto para formatura, foi na sexta-feira, e a gente não sabia que era formatura.

Foi maneiro que essa do Jacaré a gente foi, os caras já sabia, né? A gente, a gente não sabia, mas criava aquela expectativa, só que eles tentavam enganar, né? Fomos tudo camuflado para o Jacaré, camuflado de exército. Maneiro, maneiríssimo. Todo mundo formou camufladão. Aí, operação real, Operação Avera, foi a primeira operação que teve contato assim, mas contato rápido, né? Mas para mim foi a primeira operação assim de contato, porque eu vim do 5º BPM, centro da cidade, e depois manifestações.

Então eu não tinha tido contato real em troca de tiro. Meu primeiro contato foi no, foi no BAC, foi no término do curso, né? Aí depois de pronto, cara, como eu disse, os CCPianos eles atuam na ponta, ou ponta ou retaguarda. Então normalmente o contato se inicia com o CCPiano, né? O condutor ele vem no meio e tudo mais, Assim, porém é muito relativo. Já teve circunstâncias, normalmente um exemplo, já aconteceu situações de vagabundo esperar os pontas passarem e tentar atirar no condutor, tentar atirar no cão, entendeu?

Então eles já começaram a utilizar de estratégia, né, o próprio vagabundo, para tentar ali, quer dividir a patrulha, eles esperam passar os pontas, começa a atirar ali no meio da patrulha.

RDRafa de Martins

Patrulha.

AJAlexandre Jubilado

Quer acabar com a patrulha, você atingiu ali um homem-cão, alguma coisa assim. Então os próprios vagabundos já estavam criando essa expertise de tentar ali dividir a patrulha. Mas normalmente o contato é com o CC Piano. Então assim, eu fiquei 8 anos de patrulha de operações. Teve épocas que era operação entrando e saindo, entrando e saindo, entrando e saindo, todo serviço. Então já tive muito muito contato assim, graças a Deus nunca, nunca tive amigo baleado quando eu estava em patrulha que eu estava.

Graças a Deus nunca tive essa infelicidade. Então assim, foram muitos anos, já tive situações, cara, assim, eu me lembro numa situação que foi bem complicada. Foi quando ele tava começando, o Jacaré, a tomar o terreno ali para fazer ali ocupação. Jacaré também era um terreno muito complicado. Como você tá fazendo ali a tomada de terreno, tá tendo operação todo dia, todo dia, todo dia, já tava batendo muito e já não tava mais pegando quase nada.

O que que o nosso comandante fez? Pô, vamos bater aqui do Se eu não me engano, é Rato Molhado. É uma que acho que é Rato Molhado, uma favelinha que começa ali do lado da ponte que vai para o túnel Noel Rosa. Túnel Noel Rosa saindo do Jacaré, não tem um viadutozinho? Ponte não, viadutozinho que vai para o túnel Noel Rosa para ir para Vila Isabel. Tem uma favelinha do lado de onde inicia esse viaduto, se eu não me engano é Rato Molhado.

RBRômulo Brito

Bandeira 2 não ali?

AJAlexandre Jubilado

Não, não, Bandeira 2 é mais para cá, para antiga suburbana. Antiga bandeira do Jiqui também, a gente é muito. E nessa favelinha, como o Jacaré tava tendo operação todo dia, a gente não imaginava que teria alguma resistência nessa favelinha pequena, uma entrada e uma saída, só tinha pequena, cara. Nesse dia tava eu e o Amorim, pô, moleque excepcional, ponta, aprendi muito com ele. Tá no baile lá de Macaé, amigão. E lá no final era uma rua, um beco de aproximadamente 100 metros, né?

Lá no final tinha uma escotilha, um pedaço assim de concreto com algumas escotilhas. Então, irmão, e era uma rua só, era um beco não, era uma rua. E o moleque lá no final da rua, para progredir, foi só o Tava eu e ele, e como terceiro homem tava o Sargento Roosevelt, outro cara excepcional, um cara de um caráter ímpar, mano. Eu lembro de disparo bater aqui assim, a gente tava num poste progredindo, disparo bater numa placa assim, numa placa num poste, irmão, poucos centímetros assim da gente.

Foi a situação que eu acho que Ali, irmão, é que tu para para pensar um pouco na vida, né? Assim, de caramba, irmão, por centímetros podia ter morrido. Centímetros, daqui ali. E aí, irmão, aí progredimos e tal, irmão. E aí correram, conseguiram empreender fuga. Favela pequena, favela bunda, mas são coisas que acontecem. E quando, às vezes, quando a gente menos espera. Nossa comunidade grande, de repente tu já vai assim, sempre espera, lógico, né?

Mas na comunidade grande, tipo Operação no Alemão, Vila Cruzeiro, na Rocinha, na Nova Holanda, tu já vai preparado de que vai acontecer.

RBRômulo Brito

Muita gente não reflete, é quando a gente para para avaliar, né? Eu avalio o episódio como um todo desde que a gente começou até aqui, né? Você falou que você vem de uma comunidade de comunidade. Tua mãe, mãe solo, criou dois filhos. Aí você se prepara, estuda, batalha, passou no concurso, se especializa dentro da própria instituição, ou seja, a instituição investe em treinamento. E aí você vai numa favela, uma favela teoricamente pequena, onde tem dois elementos que estão ali na mesma, no mesmo lugar de onde você partiu que é uma comunidade.

E esses caras que somente fazem peso sobre a terra podiam ter matado você ou um dos seus colegas, ou ter alvejado, ou ter matado um morador, um trabalhador, um motociclista que passa por ali, um taxista, uma mãe, uma criança indo para escola. E as pessoas não têm essa reflexão, né? Que até quando você para, todos os policiais, principalmente os praças, que nós entrevistamos aqui, boa parte dos tiros da Polícia Civil normalmente saíram de uma comunidade, tem uma história de vida.

E aí você olha para esse contexto aí dessa favela que você falou e de tantas outras, tem um cara segurando o fuzil, é disposto a matar ou morrer por uma liderança, cara, vou te contar, matar ou morrer só por saber que a pessoa é policial. E quando esse cara morre, as pessoas botam holofote nessa morte Como se o Estado fosse um Estado opressor, e aquela vida passa a valer mais que a vida do policial que matou se defendendo.

AJAlexandre Jubilado

Vou te contar aqui uma história que também foi diferente demais por conta da idade do moleque. Então, do Sargento Idemar, que é o condutor do Hulk, né? Trabalhei com ele durante anos. Na época ele tava com o cão Ludi, né? O Hulk ainda era filhote, eu não lembro se o Hulk já era nascido, se ainda era filhote. Ele conduziu o Ludi. Olha, olha essa situação, para você ter noção da destreza do cão, da capacidade do cão, e depois da situação em geral.

A gente tava no, lá em Santa Cruz, Antares, Antares, tava no Antares. Antares, é, lembra se era, eu sempre confundo, Rodo, Antares, mas acho que era Antares. A gente tava, a gente tinha batido a favela toda, assim, terreno estabilizado, tranquilo, né, entre aspas. E a nossa patrulha ela tem que andar, a patrulha do bike ela é diferente porque assim, a gente trabalha com cão, é a ferramenta cão, então a gente tem que patrulhar, a gente tem que vasculhar.

O bike é o que o bike é por conta do vasculhamento, então nossas operações são 7, 8, 9 horas, irmão, e é para dentro vasculhando e de mochila. Cansativo para caramba, desgastante para caramba, porque a gente não trabalha com ferramenta— trabalha também, mas não apenas com informação, inteligência. Nossa principal ferramenta é o cão. Então o cão precisa bater, né? Terreno estabilizado, a gente chegou em determinado local da de Antares, que eram vários barraquinhos, barraquinho mesmo, barraquinho bem, bem delicado de madeira e tal.

O Ludi começou a dar sinal e o Idemar, irmão, moleque inteligente demais, irmão, ele tem uma leitura de cão absurda, irmão. Batemos todos os barracos, caramba, de ponta a ponta da rua, de ponta a ponta, batemos todos os barracos. Atrás do barraco era um manguezal, né? O barraco era encostado na parede aqui, o manguezal para trás. Mano, batiam, batiam, e o cão ia e voltava e voltava e nada, irmão. A gente ficou ali uns 30 minutos batendo só nos barraquinhos ali, o caramba.

E o Idema: não, irmão, tem. O cara que conhece o cão dele, irmão, tem. Eu sei que tem, o caramba. Porque às vezes pode ser uma pontinha, né? Pode ser. Ele: não, mano, eu sei que tem alguma parada. Não é só uma pontinha, o cara conhece o cão, conhece a leitura que o cão tá fazendo. Conclusão: Tinha um cano, um cano que vinha dessa área de mato. Olha só, um cano atravessava o muro, passava entre duas barraquinhas assim e saía aqui, pequenininho, um caninho entre dois barracos, cano de PVC, caninho, buraquinho fininho.

O Idemar, irmão, vamos, vamos onde achar onde tá a saída desse cano. Não, dei uma volta, aí entramos na área de mata, batei na mata toda, aí já batendo mais com cautela e tudo mais. Fomos vindo na direção do muro, né, encostando no muro. Olha essa situação, a saída do cano pequenininha lá, um caninho de sei lá quantas polegadas, pequenininho, só atravessava o muro e saía aqui na frente dos barracos. Um molequinho que devia ter uns 10, 11 anos de idade Me recordo até hoje, com a camisa do Brasil, com a mochila nas costas, mochilinha nas costas, com a 9 na cintura.

Devia ter uns 10, 11 anos de idade. O moleque tava tipo 2, 3 metros do cano, moleque intocadinho, pequenininho, criança. Só que ele não esperava. O moleque já devia estar ali, ó, desde o início da operação. Ele tava 2, 3 metros do cano. Olha o que o cão fez. O homem nunca ia achar, a gente nunca ia achar aquilo ali. O cano, ele atravessava para o outro lado por conta de um buraquinho do cano.

RDRafa de Martins

O moleque tava próximo do cano, cheiro passava pelo cano e saiu do outro lado.

AJAlexandre Jubilado

A gente achou o molequinho com a pistola, com a 9mm na cintura, com a mochilinha de carga. Não, é que mandaram segurar, não sei o quê e tudo mais. Deram para ele, não sei, né, pode até ser, mas hoje em dia, mas era O que me surpreendeu que o moleque era muito novo, 10, 11 anos de idade, magrinho assim, frágil para caramba. Aí o Sub levou e tal, e caraca, irmão, olha a situação. Aí essa parada foi uma parada que me chamou atenção por conta da destreza do cão, irmão.

Irmão, o homem nunca ia achar aquela mulher ali cheia de mato, área, sei aquele mato bem volumoso, moleque intocadinho, sem fazer um barulho. A gente chegou lá por causa do cão. E o moleque de 10, 11 anos com a 9 na cintura, com a mochilona de carga nas costas, cara. Então assim, aí voltando ao que você disse, uma das coisas que me fez até mudar muito o meu método de trabalho na internet, porque eu iniciei mais voltado só para nutrição, né, fisiculturismo e tal.

De uns tempos para cá eu comecei a entender mais um propósito né, assim que Deus vai me direcionando, de justamente— eu recebo muita mensagem de garotada, irmão, 18, 20 anos, que tem sonhos, que tem isso, que sai de comunidade igual eu saí. Então eu comecei a tentar trabalhar mais esse lado também, além de falar de Deus. Eu não deixo de falar de Deus no meu Instagram. Eu tento falar mais sobre isso, sobre essa garotada assim, o teu ponto de partida não, não quer dizer qual será o seu fim, sabe?

De onde você sai não significa que você não possa realizar os seus sonhos, chegar nos seus objetivos, entendeu? Ter, ser uma pessoa de caráter idônea. Então recebo muita mensagem. Eu comecei a mudar esse meu modo de pensar, até o modo de trabalhar na internet, tentando passar mais essa comunicação para garotada que quer ser, que sonha em ser policial, ou não só policial, empresário, empresário, né, enfim, esportista, fisiculturista, nutricionista.

E eu gosto de falar de onde eu saí por isso. Isso aí é possível, não só sair de comunidade como sair também de uma vida promíscua. Eu gosto de contar essas coisas, que tu vê hoje um cara policial do bar que é nutricionista, né, fisiculturista, maneiro, legal. Mas outrora, poucos tempos atrás, irmão, eu não era nada disso. Tinha uma vida promíscua, totalmente errada, entendeu? Assim, vivendo, deixando a vida me levar, vivendo totalmente de forma errônea.

Hoje eu sou um cara casado, com a família estruturada, eu tenho dois filhos lindos, assim, servindo a Deus, sabe? Então me afastando de tudo que é negatividade, de tudo que é— eu não sou um cara vaidoso, não tenho essas vaidades de ego de internet, tento ajudar quem, assim, conforme possível. Mas o principal objetivo é justamente tentar mostrar para essa molecada aí que tá na favela, porque quando a gente consegue alcançar um garoto novo, a gente não precisa combater o jovem mais à frente.

Se a gente conseguir alcançar uma mulher de 10 anos de idade, 11 anos de idade, tirando esses moleques de 11 anos que já tá no caminho, acho que dificilmente.

RBRômulo Brito

Corações e mente, cara.

RDRafa de Martins

Como é que você foi essa mudança? Mudança do cachaceiro dançarino cheio de pecados para o atleta? E, cara, com essa nova mentalidade, dancei, dancei, dancei por muito tempo. Dançava o quê?

AJAlexandre Jubilado

Dancei lamba aeróbica, depois eu fui para o funk.

RDRafa de Martins

Pô, dancei lambada também, mano. Lambadinha, porra, isso aí, né, mano? Porra, aí, ó, o final do episódio, facinho, facinho. Pô, lambada e clube das mulheres. Gostava das mulheres, rapaz. Eu não tinha carcaça para isso.

AJAlexandre Jubilado

Não dançava porque eu não tinha carcaça ainda não.

RDRafa de Martins

Ó, lambada. E pô, meu primo tá aí, não dançava mesmo? Dançava direitinho, né, compadre? Saiu direitinho. Eu só não danço de salão, não vai querer enroladinha na dança de salão.

RBRômulo Brito

É que é o primo do Rafa, o irmão do Gilberto.

AJAlexandre Jubilado

Inclusive eu aprendi a dançar com ele. Só tem tamanho, também dança.

RDRafa de Martins

Negócio, a parada era o seguinte, irmão, a parada é o seguinte, olha só. Hoje nós somos Nós somos casados, nós somos casados.

AJAlexandre Jubilado

Era um meio de fortuna.

RDRafa de Martins

Vou te falar uma parada, compadre. Olha só, meu irmão, a dica para juventude, dica para juventude agora é o seguinte, meu irmão. Até você, enquanto você não tá se arremendando, eu vou te dar uma dica para quem não tá arremendado. O seguinte, meu irmão, tu quer se dar bem? Tem que saber dançar e tocar um instrumento, meu irmão. Se tu sabe dançar e toca um instrumento Você vai se dar bem com a mulherada, porque é o seguinte: o cara do violão, ele, alguém ele vai, alguém ele vai beliscar, o cara do violão.

E o cara da dança também. Então assim, hoje eu sou um cara também direito, cara casado, tal, não sei o quê, pá. Mas a minha esposa eu conquistei o quê? No cavaquinho, foi no meu show, viu meu show. Ou seja, tava lá cantando, tocando cavaquinho, tal, não sei o quê. Pô, meu valor, eu era o cara da noite, pelo menos por aquelas 2 horas eu era o cara, era o cantor, pô, o cantor cavaquineiro. E aprendi a dançar também, então lambada, forró, dança de salão, caralho, tal, não sei o quê.

Ou seja, homem não gosta de dançar e toda mulher gosta de dançar. Se você sabe dançar, meu irmão, você leva vantagem. Então até você tomar jeito na tua vida, aprenda a dançar e tocar violão, que, meu irmão, tu passar o cerol.

AJAlexandre Jubilado

O cara que dança é diferenciado, o cara que dança é inegável falar isso. O cara que dança, minha esposa que— mas o cara que dança, o cara é diferente, abre muitas portas. E eu assim, eu comecei a dançar por causa disso também, é pegar mulher, beber, dançava em boate, ficava bebendo de graça. Ele foi o cara que levou, me levou para o primeiro show. Foi no Eccentric, Nilópolis. Eccentric, uma boatezinha que tinha lá. Ele me levou para o primeiro show. Sim, objetivo final era pegar mulher, pegar mulher, pegar mulher mesmo.

RDRafa de Martins

Pô, a nossa geração era movida a isso, exatamente. Era movido a isso tudo que nós fizemos na vida foi para isso, até encontrar uma pessoa.

AJAlexandre Jubilado

Viajei dançando, fui para Espírito Santo, Minas, viajei algumas vezes dançando. Foi época boa, época assim de loucura, né? De, mas não tinha Não tinha ninguém, não tinha nada, não, não. Mas aí tá, vamos lá. Para você ver, eu saí da dança, eu parei de dançar um pouco antes de entrar para polícia. Entrei na polícia com 23, parei de dançar com 22, já tinha até feito a prova. Quando a polícia começou a me chamar para os trâmites, eu falei com a rapaziada, não dá para mim dançar mais não.

E trabalhava, trabalhei de— para com essa vacilação agora, agora a parada é séria. Trabalhava, fui, eu sou técnico de radiologia também, e dançava junto. Trabalhei telemarketing e ao mesmo tempo dançava, mas a dança ali era um hobby, né? Eu ganhava quase nada. O hobby era pegar mulher, beber, zoeira.

RDRafa de Martins

Pô, eu fui passista, maluco.

AJAlexandre Jubilado

Foi mesmo?

RDRafa de Martins

Bota fé, meu irmão, fui passista.

AJAlexandre Jubilado

Maneiro!

RDRafa de Martins

Passista da Grande Rio.

AJAlexandre Jubilado

Eu vi um vídeo teu lá sambando esses dias.

RDRafa de Martins

É, fui passista da Grande Rio, fui Fiz comissão de frente, depois dancei sério mesmo, ganhei dinheiro com essa porra, ganhei dinheiro dançando mesmo.

AJAlexandre Jubilado

Não, eu acho maneiro, eu até hoje acho maneiro, eu acho maneiro. Nego pode zoar, mas o cara que dança, o cara é diferente, o cara se diferencia, irmão. É uma, é uma, a dica que ele deu, quem, quem, quem tem ouvidos ouça, irmão. O cara que é solteiro, tá na promiscuidade, aprende a dançar que porta esse agro, irmão.

RDRafa de Martins

Sai tocar violão.

AJAlexandre Jubilado

Afeição muito boa, irmão, aprende a dançar.

RDRafa de Martins

É verdade, pô. Lembra, viu, fui naquele, como é que é o nome, aquele Rio Cenário, Rio Cenário, tava tendo negócio de samba de gafieira. Meu irmão, tinha um rastafari, meu irmão, o cara rastafari, brother, meu irmão. O cara dançava, meu irmão, o cara, bicho, o cara ele pegava qualquer mulher, qualquer mulher que ele pegou. Uma gringa, eu vi a gringa dançando sozinha, a gringa toda Meu irmão, gringa parecia aquele boneco de lata do Mágico de Oz, meu irmão.

Dura, dura assim, completamente descoordenada. Meu irmão, Rastafari pegou ela, meteu a mão ali nas costas, ali, pum. Dali, meu irmão, ele já ia conduzindo a mulher com um pad. Ele fez a mulher dançar. Eu olhei pro cara e falei, meu irmão, que cara tinhoso, brother. Uma parada que eu não consegui pegar a dança, mas eu achava bonito demais, é aquele Zouk.

AJAlexandre Jubilado

Zouk, Zouk.

RDRafa de Martins

Eu peguei. O que acontece, eu também demoro, porque assim, eu comecei a pegar o basicão ali, Aí me levaram num baile que tinha ali no Hard Rock Café ali na Barra.

AJAlexandre Jubilado

Eu lembro, eu lembro.

RDRafa de Martins

Aí eu falei assim, pô, vamos lá, é o baile de Zuca e tal, não sei o quê. Eu tinha, eu tava aprendendo a manha. Quando eu cheguei lá, meu irmão, porra, eu não tive coragem, eu não tive coragem de atar um salão, meu irmão. Os cara dançavam muito, meu irmão, e a dança, porra, é bonita, cara, é uma lambada mesmo. Mas é mais bonito que lambada, meu irmão. Porra, eu achei aquilo bonito demais. Falei, caralho, que parada maneira, meu irmão.

E tu vê que os caras que sabiam dançar, meu irmão, Porque o cara, quando sabe, ele conduz a mulher, ele leva a mulher para onde ele quer, meu irmão. E aí, meu irmão, porra, é a dança do acasalamento.

AJAlexandre Jubilado

O cara sai lá para acasalar. Aí assim, eu conheci minha esposa até nessa época, antes de entrar na polícia, né? Aí quando eu entrei na polícia, assim, eu continuei na promiscuidade, né? Não dançando mais, mas continuei numa vida uma vida não muito legal. E depois de um tempo eu me converti, conheci a Cristo. Assim, é aquela batalha interna, cara, é uma batalha interna porque você tem uma vida pregressa, irmão. Assim, fato de ser dançarino, viver no mundo, vi muitos anos no mundo, né?

Falar que não é gostoso é mentira, essa parte mais carnal, né? A gente não pode ser hipócrita. Então aquela batalha interna constante, né? Depois que você se converte, assim, hoje, qual ano, como, como se converteu, cara? Foi através de um amigo. Não, não conhecia nada de religião. Minha mãe, minha mãe é católica, que vai na igreja uma vez no ano. Meu irmão também nunca teve religião e eu nunca tive essa educação religiosa, nunca tive nada. Conheci através de um amigo, né?

RDRafa de Martins

Aí o cara te chamou para igreja, me chamou para ir.

AJAlexandre Jubilado

Tava naquele período assim que você já tá mais, já tô de saco cheio de viver essa vida, sabe, que vazia, essa vida vazia. Conheci a Cristo, me converti, aí comecei a caminhar, me batizei, me afastei por um período, aquela guerra interna, né? Me afastei por um período e depois Voltei, né, e venho caminhando. Graças a Deus, Deus restaurou meu casamento, Deus deu, Deus me deu dois filhos, cara. Eu tive um processo que foi a mão de Deus purinho.

Meu sonho sempre foi ser pai, né, por conta de eu não ter, não sei se é por isso, né, mas acredito muito que seja, eu não ter tido pai. Eu sempre tive um sonho de ser pai e eu lembro que Eu demorei quase 3 anos para ter meu primeiro filho, né? Eu fiz uns 4 ou 5 espermogramas, não dava nada. Olha só, minha esposa fez inseminação artificial, não engravidou. Na época, a inseminação era uns R$4.000, R$5.000, eu consegui pagar, não engravidou.

Que que eu fiz? Comecei a juntar dinheiro para fazer fertilização in vitro, que na época era uns R$14.000, R$15.000, nem sei quanto é que é hoje. Mas não tinha condições, né? Comecei a juntar dinheiro. Eu lembro que na época, você vê como o batalhão, o BAC, é um batalhão de irmão, irmão. É um batalhão assim diferente de qualquer outra unidade, né? Porque ali você cria vínculo, ali você faz amizades, ali você constrói uma família de verdade.

Como eu fiquei na mesma equipe por 8 anos, quando eu passei por esse período de não conseguir engravidar Os cara viu na minha, na minha tristeza, né, de conversava com alguns. Todo mês tu cria aquela expectativa e não acontece. Os cara se prontificaram a me ajudar financeiramente para poder pagar a fertilização, né, que era mais cara. Porém passou um tempo, eu, para você ver, de tanta gente ficar nessa expectativa mês a mês, a gente acabou brigando.

Eu voltei para casa da minha mãe, fiquei uns 2, 3 meses na casa da minha mãe. Aí depois a gente se acertou de novo, graças a Deus. E aí a gente começou a descansar, cara. Quando a gente voltou, vamos, vamos, deixa aqui no tempo de Deus. Não adianta a gente querer fazer as coisas no nosso tempo, que nada acontece conforme a nossa vontade. Mas só 1, 2, 3, 4 meses, quando a gente realmente descansou, ela engravidou assim. Aí eu falei, cara, você vê como Deus faz, é a mão de Deus por mim, é no meu tempo, não é conforme a sua vontade, não é conforme o seu querer, é tudo no meu tempo, não é com a força dos seus braços, não é com seu network, não é com seu dinheiro, é conforme a minha vontade.

Deus me deu, deixou a mensagem muito clara ali. Sim, ali eu percebi quão presente ele é na minha vida, né? Aí, graças a Deus, meu filho nasceu, ele até teve no início ele nasceu prematuro, ficou um tempinho no incubador, enfim, mas graças a Deus com saúde. E logo depois, 2 anos depois, já veio outro que a gente nem esperava, né? Eu já queria um, né? Não me preparei para vir.

RDRafa de Martins

Quanto tempo depois?

AJAlexandre Jubilado

2 anos depois, 2, 2 para 3, né? Eu me preparei para um, né? Não tinha me preparado para outro, mas Deus é tão bom que ele Dá em porção dobrada, irmão. E veio os dois. Eu sempre tive vontade também de ser menino, porque o sonho de ser jogador de futebol, né? 2 moleques, 2 meninos. Sonho de ser jogador de futebol foi, cara, meu sonho era ter um filho, poder jogar bola com ele, poder brincar e tudo mais. Deus me deu 2 meninos, e os dois são fomeira de bola.

Um joga no Boa Vista, o outro ainda é pequenininho. 2 fomeira de bola, cara. Deus é muito bom comigo. Então assim, hoje eu Antes de eu fazer qualquer coisa, cara, eu penso muito na minha família. Assim, que eu possa fazer qualquer coisa que eu possa perder minha família, eu penso um milhão de vezes, não vale a pena, não vale a pena. Nada que, nenhum prazer carnal, né, que possa me satisfazer ele momentaneamente, nada momentâneo, sabe, que vai te trazer uma dopamina ali barata.

Quando eu paro para pensar que eu posso perder minha família, eu já Acho que não vale a pena, nada disso vale a pena. Então assim, hoje eu ter passado por isso para o nascimento do meu filho me fez refletir muitas coisas. Isso, quantos anos no nascimento dele?

RDRafa de Martins

Quantos anos tem os teus filhos?

AJAlexandre Jubilado

Um de 6 e o outro de 3, vai fazer 4. 2, pô, bom demais.

RBRômulo Brito

Eu acompanho ele fazendo esteiras, os Brincando, cara.

AJAlexandre Jubilado

E uma das mensagens que eu recebo, para você ver como é que assim, acho maneiro. Inclusive, meu, falei para ele, encontrei esses dias um camarada, era um vigilante, cara. O camarada me parou, para tu ver o poder da internet, né, cara? A gente não tem noção do poder da internet. Ele, pô, mano, eu te conheço, caramba, te acompanho e tal. Eu, pô, maneiro, legal, não sei o quê. Ele, pô, irmão, vou te falar, eu acho maneiro o que tu faz com teus filhos, mano.

Eu tenho um filho pequeno também, gosto de brincar, de treinar com eles e o caramba, pô, te sigo lá, vejo tu colocando com a tua família e o caramba, pô, irmão, se tornou uma referência e tal. Falei, pô, irmão, esse é meu objetivo, cara, porque eu nem sempre fui assim, entendeu? Então eu já passei por determinadas situações que eu quase perdi meu casamento. Hoje eu valorizo de verdade. Então, irmão, valoriza tua família, valoriza teu filho, aproveita e o caramba, porque nada trazer nenhum externo aí, vai, vai.

Falou, teve também a situação que chegou a separar, enfim. Mas é uma das pautas que eu, que eu prego hoje no meu Instagram também, é família. Assim, mostrar que Deus restaurou minha família, construção da família de filho, né, para a gente ter uma juventude melhor na frente, cara.

RBRômulo Brito

A gente tem que criar esses moleques familiar, pessoas que pessoas queridas a gente só valoriza depois que parte. Casamento a gente só reconhece depois que quando tá ali na seringa já. Saúde, as pessoas às vezes parece que é básico, é trivial, mas muita gente tá ouvindo isso e só vai dar valor se porventura perder. Espero que não perca. É saúde, cara. Às vezes é um simples— a gente tava falando, ele é nutricionista, e a gente tava falando eu fiz exames que a gente que costuma treinar faz, todos deveriam fazer também, rotineiro.

O exame veio todo desorganizado. Falei, caraca, como é que isso aconteceu? Óbvio, é bebendo pouca água, não fazendo atividade física, não se alimentando direito. E a gente acha que vai ser jovem para sempre. Caraca, por que que isso aqui agora tá assim? Caraca, por que que eu não posso mais abraçar meu pai? Porque ele morreu, tava vivo.

RDRafa de Martins

Por quê?

RBRômulo Brito

Por que que a minha mulher foi embora? Porque meu marido foi embora. Melhor, porque você não tem coisas triviais que eram possíveis.

AJAlexandre Jubilado

Eu uma vez conversando com um amigo, ele é nutricionista também, uma parada me chamou muita atenção. Moleque é rico, pai dele, moleque é bem, tem uma boa condição financeira, pai dele tem uma boa condição financeira, mas ele tem condições, tem empregadas em casa e tudo mais, tem condições da empregada fazer a alimentação dele, de ele só chegar comer na hora que for necessário. O cara tem 70 e poucos anos, sempre falando que não tem tempo, não tem tempo.

O cara realmente trabalha muito, mas não tem tempo para cuidar da saúde, não tem tempo para se alimentar melhor, não tem tempo para fazer uma caminhadazinha. Ele já é um idoso. Enfim, o coroa descobriu um problema no coração e fez cirurgia cardíaca, teve que botar ponte safena. Aí, conclusão: o cara que tem muito dinheiro viveu a vida para ganhar dinheiro, vai deixar de repente uma boa condição para os filhos, legal para família, ótimo, mas não parou para cuidar de si, né?

Pela falta de tempo, não deu a importância, deu o devido valor à saúde. Porque, cara, sem saúde a gente não tem nada. Tu não tem teu trabalho, tu não tem a tua família, tu não cuida dos teus filhos, que a saúde é primordial. Tudo provém de uma boa saúde, a saúde de qualidade, né? Então, o cara com muito dinheiro, oportunidade, empregada para fazer, esperou acontecer, né? Aí fez cirurgia cardíaca e tudo mais, aí passou a se cuidar, mas a situação já mais delicada, né?

Então, é, a saúde, cara, é primordial. Aí, voltando no como que eu saí da vida de dançarino cachaceiro para atleta, né? Foi no momento que eu cheguei, eu tive assim um princípio de depressão, cheguei a pesar 115 kg, né? 115.

RDRafa de Martins

Tu mede quanto?

AJAlexandre Jubilado

1,84. Não fiquei, ah, mas assim, tava bem, bem inchado, bem inchado. E assim, aquela fase que tu não quer sair do sofá, eu só fazia o básico, quartel que era obrigado, e em casa não queria fazer nada, sofá. E tu começa a ver que, irmão, E minha vida era churrasco, bebida, entendeu, irmão? Retidão, churrasco direto. Foi quando eu falei, cara, eu nunca me enxerguei. Sempre gostei de malhar, sempre malhei, porque eu conto, meu irmão, pô, meu irmão malha desde novo.

Sempre cresci vendo ele malhar, então sempre malhei, né? Mas nunca me enxerguei sendo fisiculturista, nunca me achei capaz, né, de de ter essa disciplina, porque realmente é uma parada bem desgastante. Então falei, porra, nunca me vi, mas foi uma parada que apareceu na minha vida. Eu comecei a acompanhar mais conteúdo de fisiculturismo. Eu falei, irmão, vou tentar essa meleca. Mesmo não me achando capaz, cara, eu não tenho essa disciplina, né?

Eu bebo, como churrasco direto. Irmão, vou parar de beber e vou, porque eu já tava meio que numa situação Irmão, vendo que é uma hora entrar em depressão de fato, de não fazer mais nada, irmão. Aí comecei assim, foi um processo parar de beber. Eu parar de beber, você não para de imediato, você vai diminuindo gradativamente, né, vai parando aos poucos. Assim, de verdade, não foi um processo muito difícil para mim, que eu já tava ali com a minha base alicerçada, minha família, né.

Só tinha o primeiro filho, tinha acabado de nascer, se eu não me engano. Comecei, comecei a pesquisar sobre fisiculturismo, né? E isso eu já tava, já tava fazendo nutrição, já tava fazendo nutrição por incentivo de um irmão meu, né? Mandar um abraço para ele, Rafael Tavares, nutricionista também. Ele começou a fazer nutrição antes de mim, irmãozão, foi criado comigo. Ele botou pilha e, pô, mano, tu já tá muito na zona de conforto, conforto.

Assim, já não tava mais, já não tava mais estudando. Eu sou também formado em segurança pública, né, tecnólogo em segurança pública. E assim, já tava na zona de conforto, só trabalho, casa. Ele, pô, mano, tu já tá na zona de conforto, mas começa a fazer nutrição também, o caramba, vem comigo e tal, não sei o quê. Falei, cara, vou fazer. Mas também não me enxergava nessa área de nutrição, nunca, nunca me alimentei bem, né, nunca tive essa rotina.

Aí comecei a estudar, fui gostando, né. Aí depois de passar por esse período, comecei a buscar conteúdo de fisiculturismo. Falei, pô, mano, vou unir uma parada a outra, né? Eu já tava lá, sei lá, tinha uns 2, 3 anos fazendo nutrição. Falei, pô, mano, vai ser com que eu vou trabalhar, eu vou virar fisiculturismo, vou dar meu jeito, mesmo saindo do zero, mesmo bebendo e o caramba. Falei, irmão, vou dar o passo. Aí comecei, aí busquei um camarada, Rafael Aras, mano, Moleque é um baita de um coach fisiculturista, é nutricionista também, moleque sabe demais.

Aí começou a me preparar: embora, irmão, vai que dá, e o caramba e tal. E fui fazendo, fui fazendo aquela reeducação alimentar aos poucos, né, e entrando com suco, né, porque na época eu não usava, não tomava nada, tava aí, irmão. Em 4 meses eu me preparei, fiz a primeira competição, falei: irmão, caraca, Sensação maneira, igual sensação de tu subir no palco, é tipo a sensação de tu formar num curso de, no BAC, um exemplo, formatura.

Porque aquela sensação de tu levar o teu corpo ao extremo, é igual um curso operacional, tu leva o teu corpo ao limite. Pô, o fisiculturismo, tu leva o teu corpo ao limite, irmão, físico, mental, emocional, que, irmão, aquela rotina. E na época eu trabalhava às vezes 36 horas porque tinha um Raze obrigatório lá no Batalha. Até hoje tem, né, a semana 24 mais 12. 12, bancava 36 horas. Eu levava marmita para 36 horas de serviço. Eu ia para favela, eu tenho até vídeo, eu ia para favela comer o bornão aqui com a marmita, tipo o café da manhã eu fazia antes de sair de casa, mas levava marmitinha ali para comer 9, 10 horas, levava outra marmita para meio-dia, 1 hora, e já deixava uma sobrevisa ali, uma fruta, alguma coisa, porque eu não sabia que hora eu ia voltar da operação.

Tem operação que se estende, de repente vai para delegacia fazer, apresentar ocorrência, delegação tem operação que não se estende tanto. Então eu ia para favela com meu bornauzinho e eu levava marmita para 36 horas. Chegava no quartel, tinha lá as refeições para aquele dia, para o dia seguinte, até eu sair do rastro. Então assim, foi uma parada que me trouxe disciplina, foi o fisiculturismo. Eu sempre fui um cara que começava e parava no início as coisas, começava, me animava, ia perdendo aquele âmbito, ia perdendo a animação, né, e parava.

O fisiculturismo me trouxe essa disciplina de permanecer, irmão, de ali, ó, fracionar um dia após o outro. O resultado é a longo prazo, mas se você for fracionando em período a período, você vai ver que no longo prazo você chega. E o fisiculturismo foi assim, né, em 4 meses eu cheguei no palco, mas toda semana eu fazia atualização. De uma semana para outra você não via diferença no físico, óbvio, né? Vê detalhe, muita pouca coisa.

Mas tu pegava de um mês, aí pegava do outro mês, já viu um pouco. Se pegava do outro mês, já vi mais um pouco. Em 4 meses tu chegou no resultado. Mas toda semana tu ia picotando, porque se tu pensar só no longo prazo, tu pensar só daqui a 4 meses, de repente tu desiste no meio do caminho, entendeu? Então fracionando ali semana a semana, né, fazendo uma mudançazinha semana por semana. Né, que aí no longo prazo chega. Aí subir no palco foi uma sensação, cara, que maneiro, irmão, gostei.

Sensação de levar meu corpo ao limite, né? E depois de lá, tu quer comer, vontade de comer, irmão. Subir, maneiro, já paguei minha etapa. Aí, aí subir 2022, 23, aí parei. Aí subir esse ano de novo, que assim, algum resultado maneiro, peguei o terceiro lugar. O máximo que eu peguei foi o terceiro lugar. Mas sempre, sempre no fisiculturismo a premiação são os 5 primeiros. Sempre peguei medalha. Os 3 primeiros pegavam troféu e medalha, e o 4º e 5º pega medalha.

Eu sempre fiquei entre 4º e 5º. Nessa última competição que eu falei, irmão, é a última, eu tenho que trazer um troféu para o meu filho, que meu filho já me cobrava, mais velho. Pô, pai, tem que trazer um bonequinho. Bonequinho de fisiculturismo, pô, tu nunca tem trazido um bonequinho para casa? Que ele ia na competição e via só vinha, só voltava para casa com medalha. Falei, irmão, nessa competição tem que trazer um boneco. Se eu trouxer, eu paro, porque o fisiculturismo é desgastante demais, irmão.

É desgastante físico, mentalmente, financeiramente, saúde, irmão. Porque assim, são fármacos que a gente utiliza aqui a longo prazo, não compensa, né?

RDRafa de Martins

Não vale a pena também muito, né?

AJAlexandre Jubilado

Desidratação, que é uma parada que é super séria, né? Na semana final Faz hiperidratação, depois a desidratação. Irmão, a desidratação é que é pra pele colar no músculo. Aí aquela pele que tu vê, aquele músculo que tu vê que é só pele, a pele grudada no músculo. Totalmente desidratado.

RDRafa de Martins

Quanto por cento de gordura tu chegava a ficar?

AJAlexandre Jubilado

Cara, eu não mensurava, mas eu acredito que entre 5%, 6%. Não mensurava.

RDRafa de Martins

Caramba, pouco.

AJAlexandre Jubilado

Mas já teve época, irmão, que eu tava areia, areia mesmo. Aparecem Olha lá, tava com 115 na primeira foto, na outra lá tava seco, tá vendo? Aí tu bota ali, não tava próximo da competição, mas não tava— eu já subi mais seco. Aí tu bota ali uma tinta na pele, que a tinta sobressai, pô, o abdômen fica maneiríssimo, entendeu? Isso daí foi uma das primeiras competições, né? Mas tu vê, tu vê, a diferença é gritante, né? É mesmo.

RDRafa de Martins

E assim, foi uma parada, até o rosto, né, brother?

AJAlexandre Jubilado

É, pô, rejuvenesce. Assim, depende do ponto de vista. Quando você tá na fase perto de competição, seu rosto fica muito chupado, emagrece demais, irmão, fica só pele, acaba ficando até feio. Ficou o rosto bem, não parece ser saudável.

RDRafa de Martins

Como não é de concurso de beleza, então tá passando.

AJAlexandre Jubilado

O importante é o shape.

RDRafa de Martins

Deixa eu te falar O Miguel, tem a foto aí que eu mostrei lá no começo? Olha essa foto aqui, ó, só para te lembrar aqui, ó, aquela foto que eu falei do começo, ó. Eu postei no meu Facebook ali, ó, Sargento Idelmar. Sargento Idelmar, o Hulk ali, o Hulk aí, tá aí? Não, né? Tá ali o Boia, tá o Hulk, eu tô ali com cachorro ali também, né? Aí eu postei no meu Instagram mesmo. Aí, meu irmão, pô, curtindo para burro. Aí, meu irmão, o pessoal aplaudindo, botando foguinha.

Teve um que botou assim, ó: uau, isso é, isso é uma, isso que é notícia boa! Vocês são a esperança de um país melhor, parabéns! Saiu o Pix, saiu o Pix! Curti, curti, velho.

AJAlexandre Jubilado

Isso é maneiro, cara.

RDRafa de Martins

Quando você recebe a mensagem dessa assim, é, não, mas eu tô só o seguinte, galera do Baco no Céu, mas Mas pô, também levei os louros também no meu Instagram, levei os louros dessa apreensão. Cheguei só para assistir.

RBRômulo Brito

Conta a história da foto, como é que a foto aconteceu? O pessoal que chegou agora, como é que essa foto aconteceu?

RDRafa de Martins

Então, essa foto foi o seguinte: eu cheguei lá na sede da polícia, aí eu olhei a parada e falei: caraca, meu irmão! Aí já vi os cachorros, já sabia que era os cachorros, meu irmão, que toda vez que eu fizer apreensão, aqueles cachorros estão no meio. Aí eu falei, caralho, meu irmão, de cachorro tem que— daqui a pouco eu olhei o Capitão Boia. Qual é a boia? Meu irmão, parabéns, caraca, tem que ter ele mesmo, 48 toneladas. Eu, caraca, meu irmão, que doideira!

Já tava o Capitão Luciano dando entrevista, tá não sei o quê. Falei, porra, meu irmão, o Coronel Luciano. Falei, pô, irmão, deixa eu tirar uma foto aí nessa paradinha, você vai? Claro. Eu falei, pô, posso tirar uma foto com cachorro? Ele, pode, pode sim, tá os cachorro aí, tá não sei o quê. Eu segurei o cachorro, o outro brother segurou o outro, Capitão Boia ficou desse lado aqui, você Aí, pô, fiz aquela cara de aprendedor, aprendedor de droga, aquela cara de pedoso.

E aí o cara tirou a foto, aí eu postei, né, cara? Postei assim. Aí depois a gente veio aqui, depois aí tem até um videozinho que a gente fez uma homenagem, a gente contou toda a história, aí passamos o vídeo e tal, não sei o quê.

RBRômulo Brito

Meu boy, cara, mas cara, precisa ser, né, Rafa?

AJAlexandre Jubilado

Basta aparecer, basta aparecer, exato.

RDRafa de Martins

Você dá muito trabalho, meu irmão.

AJAlexandre Jubilado

O Capitão Boy, ele é meu chefe direto, né, na intervenção. Cara, é um cara assim surreal, não só como ser humano, como especialista, irmão. Aquele cara ali sabe muito de cão, irmão. O cara é referência internacional, né? O cara dá palestra em outros países. Aquele cara ali, irmão, é surreal. E fora que é um cara fora da curva. Burro como pessoa, gente boa demais.

RDRafa de Martins

Então assim, nota 10, cara. Ele é um cara, e assim, meu irmão, é igual, tipo assim, o cara tem um amor por aquele baque mesmo.

AJAlexandre Jubilado

Não, irmão, ele é, cara, ele é o amor da vida dele. O cara sabe muito, irmão, o cara sabe muito.

RBRômulo Brito

Eu sou suspeito para falar, eu acabei construindo uma amizade muito grande com o Boya. E assim, ele é realmente um cara especial no que faz, ele é um cara realmente especial.

AJAlexandre Jubilado

Ele é diferente, ele é diferente.

RBRômulo Brito

Sério, às vezes incompreendido. Abraço, Boia!

AJAlexandre Jubilado

Abraço, comando! Ele é, ele é, irmão, fora da curva.

RBRômulo Brito

E como é que, como é que começa a tua jornada na nutrição?

AJAlexandre Jubilado

Então, comecei a fazer nutrição foi 2019, por incentivo desse irmão meu, Rafael, que foi criado comigo de infância, e ele já fazia nutrição na época. Foi por pilha, cara, juro justamente por pilha apenas. Pô, irmão, vamos fazer aqui não sei o quê. Na época ele estudava na Castelo Branco. Pô, vamos fazer e tal. Realmente minha vida tava monótona, cara. Eu falo até para molecada, o problema de quando a gente entra na polícia, às vezes a gente entra numa zona de conforto, cara.

É assim, você acaba não percebendo por conta de raiz e o caramba, de serviço, não sei o quê e tal. Assim, quando eu entrei na polícia, eu entrei para para continuar estudando, né? Não queria parar e tal. Só que tu acaba entrando nessa zona de conforto, e eu já vinha nessa zona de conforto algum tempo. Aí ele, uma certa feita, conversando com ele, ele falou, pô, mano, vamos fazer e tal, não sei o quê. Eu comecei a fazer a faculdade, fui pegando gosto, fui pegando gosto.

Aí comecei, entrei para o lado do fisiculturismo justamente para trabalhar nessa área, né? Nossa área esportiva, eu sempre gostei muito de de esporte em geral, tanto que eu fui fazer maratona, vou fazer HIIT no final do ano. Eu sou, eu gosto de esporte, eu gosto de, eu faço atividade, é maneiro, irmão.

RDRafa de Martins

Vou fazer academia do meu irmão, tem, meu irmão tem academia de crossfit, aí começou esse negócio de HIIT, né?

AJAlexandre Jubilado

Começou porque o HIIT tem pouco tempo aqui no Brasil.

RBRômulo Brito

O que é isso?

AJAlexandre Jubilado

É uma corrida híbrida. São 8 km de corrida com 8 estações de atividades funcionais, né? Tu corre 1 km, faz um exemplo, esqui-urg. Tu corre 1 km, tu faz remo, 1000 metros de remo. Tu corre 1 km, tu faz wall ball.

RBRômulo Brito

Então é um circuito mais longo, isso é uma corrida híbrida.

AJAlexandre Jubilado

Chamam de corrida híbrida porque realmente é puxar. Eu fiz ano passado, em outubro do ano passado, no Rio Centro. Vai ter agora esse ano de novo. Cara, é uma parada que tá ganhando proporção absurda. Patrocínios Red Bull, Nike, Adidas, irmão, bagulho tá CrossFit gourmet. É diferente do CrossFit porque não tem, não tem LPO, não tem a parte de levantamento de peso.

RBRômulo Brito

O CrossFit é muito gourmet, né?

AJAlexandre Jubilado

Não é CrossFit? Na verdade é uma marca, né?

RBRômulo Brito

É que chama Cross Training. CrossFit é a marca só do CrossFit, é brincadeira.

AJAlexandre Jubilado

Acabei de falar, eu não tenho, já fiz crossfit. Eu não tenho esse preconceito não, tem muita gente difícil com turista, com, com, com aquilo só, ganhar pilha.

RBRômulo Brito

Mas assim, só fazendo, cara, eu já treinei crossfit e é difícil para caceta. Os cara não tiver no gás, não vai dar, não vai funcionar. Então assim, é muito mais tranquilo, eu vou ali fazer minhas 12 repetições Repetições, 3 de 12, descanso, tomo uma água.

AJAlexandre Jubilado

Eu não me adaptei muito não.

RDRafa de Martins

Daqui é o seguinte, a gente já foi dançarina, agora treina CrossFit, e nosso próximo passo agora é o beach tênis.

AJAlexandre Jubilado

Ih, William, a gente tá indo na contramão, né?

RDRafa de Martins

Estamos financiando o Renegade, viagem, daqui a pouco nós somos sempre masculino.

AJAlexandre Jubilado

Brabão, brabão!

RBRômulo Brito

Como é que é aquela figurinha do—

RDRafa de Martins

figurinha do— são metrosexuais.

AJAlexandre Jubilado

Lembrando aqui, eu nunca fiz crossfit não. Raro que isso é uma coisa, é outra. Eu nunca fiz crossfit não.

RBRômulo Brito

O meu irmão tem uma academia de crossfit porque ele queria fazer barra, gostou, aí começou a gastar até embaixo e tal.

RDRafa de Martins

Não, meu irmão tem academia de crossfit, academia dele maneiraça, meu irmão.

AJAlexandre Jubilado

É puxado, é um treinamento puxado.

RDRafa de Martins

Acontece, ele me passa o treino e eu faço treino sozinho, sacou? Não faço no coletivo não, para não passar vergonha, tá ligado? Aí a minha vergonha, eu passo treinamento sozinho.

AJAlexandre Jubilado

Atividades mais completas que existem.

RDRafa de Martins

Mas quando tu vai fazer com coletivo, porra, sempre tem aquela gordinha safada que, porra, não, falando sério, que a gordinha safada que tu olha para gordinha, tu fala assim, porra, gordinha, mas quando você vê a mulher é uma máquina, meu irmão, mulher é uma máquina, cara. Aí quando você vê, meu irmão, tu tá sendo humilhado por ela, sacou?

AJAlexandre Jubilado

E tu tem aquela coisa de disputa, né? Pô, não sou homem, eu não vou ficar para trás, né?

RDRafa de Martins

Não vou ficar para trás. Aí tu vai, se machuca, tu se machuca, começa a fazer muito LPO.

AJAlexandre Jubilado

Quando tu vai ver a coluna no dia seguinte, tu não aguenta levantar da cama, tá machucado, humilhado, uma semana sem treinar.

RDRafa de Martins

Quando volta uma semana depois, tá lá. Então assim, sempre tem um maluco É que ele é gordinho, o cara mais fraco que você fisicamente ali, o cara mais fraco, sacou? Tu sabe, tu na porrada, tu é, não, mas tem constância, ele faz, faz. É isso que eu penso às vezes, eu tô lá, eu falei, meu irmão, pelo menos na porrada ele tá vencendo aqui no papel.

RBRômulo Brito

A gente tem que voltar na história do gordinho, a gente tem que voltar na história do gordinho que te largou lá.

RDRafa de Martins

Aí meu irmão passa o treino para mim ali, mas eu queria aprender a fazer barra, essas porra, entendeu? Meu irmão, achei maneiro para cacete. Agora, o que eu não faço muito é essa parada do LPO. Então foi isso aí, eu nunca me adaptei ao LPO, essa porra de pegar aqui, descer assim. Então por isso que eu gostei de passar aquele, como é que ele só faz? Eu não gosto de fazer aqui assim, tu faz da perna para cá.

AJAlexandre Jubilado

Eu gosto da parte de agachamento, eu gosto da parte funcional ali, subir corda e o caramba, barra. Mas essa parte de LPO, levanta condicionamento de peso, nunca gostei. Por isso que eu me adaptei ao HIIT, que o HIIT não tem LPO, entendeu? É corrida como atividade funcional, remo, entendeu? E aí é só parada dinâmica.

RBRômulo Brito

Tô vendo aqui o malabarismo que vocês estão fazendo.

RDRafa de Martins

Não, ele passava exercício de força e depois essas porra desse circuito maluco. Meu irmão, já teve circuito que eu fiz que eu, meu irmão, achei que eu ia morrer, bro.

AJAlexandre Jubilado

Mas era um condicionamento físico, a parada não termina nunca. Mas era um condicionamento físico maneiro, cara. Assim, eu era, eu Pô, da musculação, né? Fisiculturismo, só musculação. O aeróbico do fisiculturista é a caminhadinha de idoso na velocidade certa na esteira. Só que, irmão, não te gera qualidade de vida, né? Não te gera ali um cardio, né? Um cardio assim bom, né? Você com 100 kg fazendo uma caminhadinha de idoso na esteira.

Você tem que botar tudo na balança. O fisiculturismo, pô, beleza, a estética é bonita, por fora é bonito, mas será que ele tá com condicionamento bom? Será que ele tá com a qualidade de vida boa?

RBRômulo Brito

Uma vez, camarada, camarada tem um box de crossfit ou cross-training. Bom, irmão, você para um dia, vai lá, pô, vou fechar o box para você treinar, passar um treino específico para você e tal. Falei, pô, maneiro, o cara tá sendo gente boa, né, tal, não sei o quê. Aí ele: não, aqui tu faz assim, faz assado. Agora vamos lá para uma progressão, uma progressão, é, vamos fazer uma simulação de uma progressão em área de risco, não sei o quê.

AJAlexandre Jubilado

Tu chamou ele?

RBRômulo Brito

Não, ele me chamou. Ele me chamou. Não, ele falou assim: claro, é policial? Não, não, PI. Leva teu colete. Eu falei: pô, colete deve ser tipo ter mais um peso, tal, mobilidade com peso e tal. Chegou lá, o cara cismou que ele sabia que era uma patrulha em área de risco e tal. Aí eu falei, o que que você tá pensando em fazer?

AJAlexandre Jubilado

Simular aqui?

RBRômulo Brito

Eu vou filmar. Aí, pô, vai ficar um vídeo maneiro, aí tu posta e me marca. Eu falei, não vou fazer isso, cara. Eu tenho toda uma equipe lá pronta, eu vou te zoar amanhã. Se eu postar isso hoje, amanhã já tô sendo zoado. Não vou fazer.

AJAlexandre Jubilado

Ó, quem vai fazer é o Vitor, Tomás, Tomás e o Vamos fazer o Harrocks em novembro.

RBRômulo Brito

Ah, que susto! Repetição no box desse cara.

AJAlexandre Jubilado

Ah, não, não, vou fazer o Harrocks. Mas o Harrocks é maneiro, é maneiro.

RBRômulo Brito

Policial militar que foi uniformizado, mano, foi de fato.

RDRafa de Martins

Aí ficava passando, passava por cima da corda, aí voltava.

RBRômulo Brito

Eu falei, cara, não, não. E foi zoado muito, cara.

AJAlexandre Jubilado

Uma das coisas que eu assim evito muito é botar alguma embusteragem no Instagram em relação à polícia. Eu faço base né, posto foto ali, faço um vídeo e tal. Mas pô, assim, eu acho que a internet, cara, tem policial que às vezes acaba mostrando muita coisa que no meu ponto de vista não deveria ser mostrado, né? Patrulha, ocorrência, situações que assim, no meu ponto de vista, deveria ser mais velado, modus operandi, né? Um exemplo, o BAC teve uma época que teve a novela da Major Geisa, lembra?

Na Globo, ela era a major do BAC, a lourinha, esqueci o nome dela, que era a esposa do Diogo Nogueira. Paulo Oliveira. Ela fazia Major Geisa, novela das 8, pô, repercussão.

RDRafa de Martins

É do Cachorro, do Cachorro.

AJAlexandre Jubilado

Isso, ela era major do BAC, gravava lá direto e tal. Só que assim, acaba mostrando determinadas situações que não são interessantes, porque você acaba dando munição para o inimigo, né? Aí o inimigo passa a aprender a dificultar certas coisas, dificultar ali, né, o esconderijo, entendeu? Então eu acho que a gente tem que ter um tato até onde a gente pode mostrar, o que a gente pode mostrar. Né? Porque é nossa vida, né? Então assim, uma coisa que eu penso muito é, antes de colocar no Instagram e tal, acho até maneiro, enfim, o cara que mostra ali a operacionalidade, mas eu acho que tem um, tem que ter um limiar ali, né, para não passar e não gerar prejuízo contra a gente, sabe? Ponto de vista, né?

RDRafa de Martins

Eu também acho, cara. Eu acho que o que você pode fazer às vezes, cara, é mostrar. Você vê aquela série 24 Horas? Sim, sim, sim, meu irmão. Era umas coisas tão moderna, mas tão moderna de monitoramento. Fala, porra, isso não existe, meu irmão. Então o cara já fica desacreditado. Um dia pode ser que venha a existir, mas, porra, tinha umas paradas que o cara pegava não sei o quê e, porra, era uma viagem, cara. Eu falo, meu irmão, que parada Moderna, meu irmão.

E mas esse negócio de não existir, eu lembro que eu na minha época tinha um desenho chamado Jetsons. Eu lembro que era uma família futurista, tal, não sei o quê. E aí a família foi falar com o filho no telefone. O telefone era um telefone, o cara olhava e via a cara, falava meio que assim, falei, a cara, se tiver uma chamada de vídeo, eu olhava aquela, isso nunca vai existir. Cara, a gente tá chegando no, mas assim, eu acho que exagerar mesmo, fazer a ficção mesmo, não, porque às vezes o nego vai pedir consultoria, pô, como é que é, não sei o quê, o cara pega e explica, os caras querem reproduzir como é.

Realmente não reproduz como é, inventa uma coisa qualquer, inventa uma coisa bem louca para nego realmente não, porque a gente tá lidando com a realidade, né, cara?

AJAlexandre Jubilado

É a realidade do Rio de Janeiro, ele é diferente, né? Então assim, não é, não é tão, não é tão simples, né? Então tem coisas que dá para ser velada, né? Não precisa ser tão exposta.

RBRômulo Brito

Verdade, cara. Hoje tu continua no BAC, né? Continua no BAC, obviamente. Cara, qual o grande bizu? Se formaram muitos novos policiais agora, salvo engano 800. A última turma entregou. A gente gosta gosto também de trazer uma reflexão para os novos policiais, né? Uma vez o Otero Ogro teve aqui, policial penal. Hoje tá, não posso falar qual órgão que o Otero tá hoje, mas um grande policial esteve aqui conosco e ele deixou uma reflexão sobre locais que policiais não deveriam frequentar, até porque quando se tornaram policiais fizeram uma escolha.

Que esse tipo de local já tinha um X ali para sua preservação da sua integridade e tal. Qual é a grande sacada que você deixa para esses jovens policiais?

AJAlexandre Jubilado

Cara, uma coisa que eu aprendi desde novo, desde que entrei na corporação, que eu ouvi de um subtenente, e eu levo isso comigo até hoje. Eu vejo muitos incidentes acontecendo, muitas ocorrências acontecendo na época eu bebia, é misturar bebida e arma. Sim, meu ponto de vista, tá? Escutei um subom falando e eu carreguei isso comigo, porque assim, a gente vê muito em determinados ambientes. Com certeza esse colega falou boate, né?

Enfim, ambiente que necessita de um pouco mais de cuidado, né? Então, ambiente onde você mistura bebida, mulher e arma, irmão, é um ambiente propício a não dar muito certo dependendo das circunstâncias. Então quando a gente acaba de se formar, é natural que a gente quer, a gente tá naquela vibração, tu quer arrumar namoradinha a mais, tu quer fazer um, mostrar da palhinha de arma e o caramba. Assim, quem sou eu para, para assim, para conduzir alguém ou para dar algum incentivo, né?

Mas eu acho que tomar muito cuidado para onde você vai armado, né? Ambiente que misture bebida, arma, mulher. Eu tenho até colegas de turma, cara, em ocorrências desse caso assim. E você desestrutura uma família toda, você joga uma carreira fora, você joga a sua família fora, você joga todo um projeto de vida que não foi fácil você passar por todas as etapas, né, concurso, todos os trâmites para você conquistar uma profissão, né, e você joga tudo fora por causa de frações de segundos, por você tá naquele ambiente.

Que se você não tivesse naquele ambiente misturando bebida alcoólica, eu tenho certeza que você agiria de outra forma, né? Você poderia até estar naquele ambiente, mas não de repente misturando bebida e arma. Mas aí outras pessoas estão bêbadas, e em consequência, que que você, qual a forma de que você vai reagir com outras pessoas bêbadas naquele ambiente, entendeu? Assim, para mim isso aí de fato, cara, eu concordo plenamente com o colega falou, evitar.

RDRafa de Martins

Eu vou te falar, padre, eu sou contra cachaça, entendeu? Eu não gosto de cachaceiro. Acho que cachaceiro é um bicho inconveniente, sacou? E é o seguinte, a cachaça, uma cachaça que eu falo é bebida, não é cachaça específica. Quando eu falo cachaça, eu digo o cara que não sabe beber, não generalizo. Mas o que acontece é o seguinte, cara, ela naturalmente, claro que você vai ter, mas assim, a tendência dela é te dar uma percepção equivocada do que tá acontecendo, do que está acontecendo e de quem você é é e qual o seu papel e das suas escolhas também.

É exatamente o que você falou. E muitas vezes essa percepção é o seguinte, cara, pô, você, por exemplo, você passou 8 meses, né, no CEFAP. Eu e o Rômulo também, a gente passou uns 8 meses também na academia de polícia. Então geralmente assim, os cursos de formação na Acadepol gira em torno disso, entre 6 e 8 meses. 6 meses quando é tempo integral, né. O nosso foi outro porque foi meio período, que era muita gente. Mas o oficial, por exemplo, acho que são 3 anos, né, o curso de oficial.

AJAlexandre Jubilado

Se eu não me engano, agora desceu para 2, eram 3 anos, eu acho que agora são 2.

RDRafa de Martins

Então assim, todo treinamento que a gente recebe, que a gente recebe ali, meu irmão, de treinamento, instrução, até o momento que a gente recebe a nossa caixinha com a nossa arma. A nossa arma, ela tem um brasão do Estado do Rio de Janeiro. Então aquilo ali, meu irmão, você tem que ter a consciência que você recebeu aquela arma arma para trabalhar e para defender a sociedade. Aquela arma não é para defender a tua honra. Tu quer defender a honra, meu irmão? Sai na porrada.

AJAlexandre Jubilado

A arma não.

RDRafa de Martins

A arma é para defender o Estado, para defender a sociedade. Então, e quando o cara ele bebe e sai com aquela arma que foi dada pelo Estado, ou até o porte mesmo, até pode estar com arma pessoal dele, mas ele tem um um porte que foi concedido pelo Estado, né? Pô, o cara pode esquecer nesse momento, porra, desse detalhe que vai fazer toda a diferença. Aí o cara mexe com a mulher, ou tá não sei o quê, ou olha atravessado, tá não sei o quê. O que que é, meu irmão? Quer beber?

AJAlexandre Jubilado

Porra, quantas emborrachadas!

RDRafa de Martins

E depois tu puxar isso aqui e o cara pega e fala assim: dá! E aí, o que que tu vai fazer? Tu vai dar? Tu vai botar? Enfim, mas tu já criou uma situação. Então eu concordo com isso. Eu quero beber, sai desarmado.

AJAlexandre Jubilado

Exatamente. Só caiu policial, não quer sair desarmado. Então assim, eu falei, o policial novo, irmão, ele quer estar armado o tempo todo e tudo mais, tudo ok, tá na função dele, é policial 24 horas.

RBRômulo Brito

Porém, evita-se de ir para determinados lugares, porque, cara, a gente aqui já abordou várias vezes aqui no Linha de Frente, policial embriagado matou um cara desarmado, policial embriagado atirou em outro policial também embriagado, polícia em confusão envolvendo policiais, termina em morte. Então assim, cara, o cara quer usar— primeiro que o cara que se vale de uma arma para bancar de machão não é também, de repente, não é tão machão assim, como diz a música do Bezerra da Silva, né? Você corre, é um bicho feroz.

RDRafa de Martins

Não, o Roberto até falou assim: Rafa, não me decepciona, o problema não é a bebida, vida é a percepção do errado. Beber não é ruim, não saber o limite sim. Isso vai te ferrar. É a mesma coisa, bicho, é beber e dirigir. Beber não é ruim, mas beber e dirigir é. Beber não é ruim, mas beber e estar armado você pode se colocar numa situação assim. Eu, por exemplo, particularmente eu, tá, eu não gosto de beber, mas claro que já bebi, tá.

Eu quando bebo, por incrível que pareça, eu fico, eu fico retraído. Recluso, eu fico recluso porque eu começo a me julgar demais. Eu não sou um cara, eu não faço muito julgamento a meu respeito não, dá para perceber. Mas quando eu bebo, eu começo a me julgar. Eu falei, meu irmão, porra, acho que eu não tô, porra, acho que eu tô, pô, não tô me sentindo legal, pô, negócio tá meio esquisito, pô, será que isso aqui, não sei o quê, pô, será que eu começo a ficar, eu fico quieto, eu fico, entendeu?

Então me dá uma sensação ruim, cara. Eu sou muito mais desinibido careta do que, do que, entendeu?

AJAlexandre Jubilado

Quando eu bebia, eu me soltava mais. Então uma das coisas, como eu ouvi um sub desde novo, uma das coisas que eu sempre fiz, mesmo quando eu saía para beber, sabendo que eu ia beber, eu ia desarmado. A polícia, eu ia desarmado, mas também eu sabia para onde eu tava indo. Não vai para qualquer lugar, é uma peirola do Uber, você conhece para onde você tá indo, ambiente que você tá frequentando. Mas quando eu sabia que eu ia beber, eu ia desarmado.

Justamente por conta desse comportamento. Porque assim, igual o camarada aí falou, ah, cada um tem o seu limite, tem que saber seu limite, não sei. Mas será que realmente a gente sabe o nosso limite? Quem tá vendo, a gente que bebe fica tranquilaço, toma sua cervejinha tranquilo e tal. Mas o que impõe esse limite? Até onde é esse limiar? A pessoa consegue realmente de fato controlar isso? Pessoas que fizeram besteiras, achavam que sabia o limite, achavam que tinha limite.

E quando fizeram, viram que realmente não tinha. Quantas e quantos colegas passaram por isso?

RBRômulo Brito

Tá falando só de confusão, a gente tá falando do risco por si só. Eu lembro do policial militar, porque era muito amigo nosso lá em Caxias, Davi, policial do choque, saiu, foi beber com os amigos, não sei se uma confraternização, não sei do que se tratava.

AJAlexandre Jubilado

Bêbado, foi um do carro que ficou bêbado.

RBRômulo Brito

Situação. Parou para urinar, saiu do carro, passou vagabundo, reconheceram que era polícia. Ele com reflexo reduzido não conseguiu reagir, morreu. Então assim, é para segurança pessoal do próprio policial. A sua capacidade de defesa tá reduzida. Então assim, cara que vai se embriagar armado, o cara não tá sendo muito inteligente, não tá, não tá pensando na sua família, nos seus filhos, não tá pensando em si.

AJAlexandre Jubilado

Aí chega naqueles, aquele caso que você falou rapidinho, que a gente só passa a dar valor quando acontece, quando perde, quando aí você joga a carreira fora, irmão. Aí que tu para pensar, caralho, por causa de bebida, por causa de, de, né?

RDRafa de Martins

Olha só, eu tive, eu tive uma pessoa próxima a mim que ela se tornou adicta, né, em drogas, tá? Cocaína, cocaína especificamente, cocaína. E aí ela fez tratamento, foi internado, caralho e tal, não sei o quê. E assim, o problema dela era cocaína, não era bebida. Ela nunca teve problema com bebida, problema era cocaína. Mas ela não bebia de jeito nenhum. E ela falava assim, o que eu sinto mais, eu falo assim, eu não sinto mais vontade de cheirar.

Já tá muitos anos já limpo, tá, não sei o quê. Eu não sinto vontade de cheirar. O que eu sinto falta é, pô, às vezes no jogo, pô, tomar uma cervejinha, ou então com uma gata tomar uma tacinha de vinho. Isso eu sinto falta da cocaína, eu não sinto mais falta, tô. Mas ele se cuida, faz até hoje.

AJAlexandre Jubilado

Ele sabe que se ele beber, a bebida puxa.

RDRafa de Martins

Pô, mas então, mas se a sua, se o seu problema não era bebida, qual o problema de você beber? Aí ele falou o seguinte, eu até escrevi, ele falou assim: porque quando a gente bebe, a gente perde o senso crítico.

AJAlexandre Jubilado

Exatamente.

RDRafa de Martins

Era a bebida que você pode levar você o pensamento assim: ah, meu irmão, eu já tô 10 anos sem cheirar, meu irmão.

AJAlexandre Jubilado

Uma palmazinha, vai dar nada.

RDRafa de Martins

Porra, eu tô bem, sacou? Não vai dar problema nenhum. E ali, meu irmão, você desperta o dragão, porque o vício ele é um dragão. Você consegue adormecê-lo, mas você vai ter esse dragão para o resto da sua vida dentro de você. Então não brinca com esse dragão. É o Tiamat, meu, Tiamat, né? O dragão do Caveira Dragão. Não brinca com esse dragão, ele tá adormecido. Deixa ele lá, não faça barulho, não faça nada para despertá-lo, porque depois que despertar, Pra você conseguir botar ele pra dormir de novo, meu irmão, é uma guerra.

AJAlexandre Jubilado

Então isso aí, isso aí fica de fato pra essa, pro recém-formado, né, pra policial novo, cara. Pensa muito na tua família antes de tomar qualquer atitude, de frequentar determinados ambientes, cara, misturar bebida com arma. Pensa na tua carreira, cara, tudo que você pagou, todo o processo que você teve, estudou, fez cursinho, fez concurso, pagou todas as etapas, todos os trâmites, passou pelo SOFAP, jogar tudo fora por conta de um momento de lá.

Não que a polícia não tenha, mas saiba, é assim, os locais que você frequenta, os ambientes, as festas que você vai, entendeu? Saiba com quem você tá andando, porque infelizmente a gente já perdeu muito amigo e a gente vê muita coisa acontecendo. Na noite, bebida, é um ambiente propício para isso. A gente fala que não é mentira, é um ambiente propício para acontecer determinadas coisas.

RBRômulo Brito

É igual a gente falou que teve muitos exemplos, falamos de exemplos de policiais que se desentenderam com outros policiais ou não policiais, isso acabou terminando em tragédia. Nós temos também um apar de episódios que as pessoas não têm coragem de falar. Eu também não vou ficar sendo eu a puxar esse carro, mas tem um número grande de policiais que morreram em decorrência de um assalto voltando para sua casa. E quem me garante que não foi que se ele tiver, se essas pessoas não estivessem embriagadas ou se tivessem desarmadas, elas não estariam vivas hoje?

AJAlexandre Jubilado

Colega do choque, agora que você falou, de repente se ele tivesse sóbrio, não digo nem não tá naquele ambiente, mas de repente se ele tivesse sóbrio, pode ser que o poder de reação dele seria diferente.

RBRômulo Brito

Depois que vieram as imagens das câmeras, percebe que ele tava sonolento, tava apoiando assim. Sim, é óbvio.

RDRafa de Martins

A gente vai ver umas mensagens aqui, né? Só vamos ver umas mensagens. O Gomes Fernando, você fala que você pediu pra gente falar sobre a situação do Sacramento. Cara, dá uma olhadinha nos vídeos, tem 2 cortes nossos falando sobre esse assunto, um corte no Linha de Frente e um corte que a gente comenta com outro colega. Mas se você botar ali Sacramento Fala, Guerreiro. A gente fala sobre esse caso que aconteceu com ele, são dois cortes, tá? Um, eu e o Rômulo, e tem um segundo corte que a gente comenta.

RBRômulo Brito

Mas só para falar o que ele quer ouvir, sabe? Porque você, as pessoas ficam achando que a gente vai, vai ser contraditório no que a gente tá falando. Agora, se você, se a sua pergunta é, você, você não vai falar que o Sacramento tava assistindo o jogo do Brasil bebendo bebendo e armado, ele não tá errado? Bom, eu não sei se ele tava bebendo, mas se tiver, tá errado, não tinha que estar lá. Primeiro que eu acho que policial não tem que ficar no meio de tumulto armado, embriagado ou não embriagado.

Eu acho que policial não tem que frequentar lugar com aglomeração de pessoas armado, não tem. Principalmente foi um policial conhecido, cara, as pessoas vão olhar e vão naquele ali que parece que vão vir, cara, vão vir na sua direção. Você é conhecido, não tem que estar Se beber, piora. É isso que você quer ouvir?

AJAlexandre Jubilado

São escolhas, né, cara? Escolhas têm consequências, né? Tá no ambiente desse que você sabe que é propício para determinadas coisas é uma escolha, né? E a gente tem que arcar com as consequências dessas escolhas. Então assim, eu não me atentei muito ao caso.

RBRômulo Brito

Eu lembro desse colega, foi da situação que a gente não tem muito detalhe, que a gente tem as opiniões das pessoas que trazem para gente, tem que saiu na imprensa. O próprio Sacramento não trocou muita ideia com a gente sobre isso, né? Até porque, se quiser, o microfone tá aberto aqui.

RDRafa de Martins

Tem umas mensagens aí para a gente ver, cara, do, da galera aí. Tem um, ó, o Leandro fala que testemunho de vida linda. O Leandro falou glória a Deus. Aí a Sabrina falou achei também. Rômulo, contigo, cara.

RBRômulo Brito

Totalmente Cefap, assisto Fala Guerreiro desde que tava estudando para prova.

RDRafa de Martins

Maneiro, legal, cara.

RBRômulo Brito

Léo Angelim largou o Flamengo, foi para— valeu, Léo. Tamo junto, obrigado. Bora, Cris Barão. Eu já acho que quando tem bebida alcoólica no meio e arma de fogo, não existe limite controlado quando tem filho, esposa ou marido junto. Por isso, arma e álcool é igual a água e óleo, não se mistura.

AJAlexandre Jubilado

Perfeito, querida, perfeito.

RDRafa de Martins

Ó, tem uma mensagem aqui do Roberto, ele fala: galera, eu acho que a maioria aqui já teve um cão. Estou errado em pensar que os cães são seres mais seletivos da convivência humana? Esse cara é muito gente boa, assumir os erros é para homem.

RBRômulo Brito

Tem outra ali na tela: Rafa não me decepciona, o problema não é não é a bebida, é a percepção do errado. Beber não é ruim, não saber o limite, sim, isso vai te ferrar. Foi o comentário que o Rafa já tinha dito antes.

AJAlexandre Jubilado

Mas o Roberto, o que define esse limite, entendeu? Quando você sabe que é o limite— todo policial que se envolveu em confusão, ele achava que sabia o limite dele, cara. Toda pessoa que bebe acha que sabe o seu limite. Ah não, mas eu controladamente até chegar o momento que ela passa desse limite. Isso acontece constantemente. A gente falar que não é mentira, cara.

RBRômulo Brito

Eu admiro as pessoas que fala assim: não, aquele dia eu sabia que ia beber, deixei meu carro em casa, pedi um aplicativo, irmão, aí eu fui para deitar os cabelos mesmo. Não fui eu, né, pelo visto. Então é um ato de sabedoria. O cara quer curtir, quer viver aquela brisa ali do álcool. E enfim, o cara toma os cuidados.

AJAlexandre Jubilado

O problema não é bebida. De repente ele entendeu dessa forma, mas você beber em determinados locais, quer beber, tá com o seu grupo ali, com a sua família e tudo mais, eu não vejo problema. Vejo problema assim, é que a gente falou do recruta recém-formado misturar bebida, ambiente propício para aquilo. Se você tá aqui entre amigos e tal, mesmo esteja armado, entre amigos, num ambiente tranquilo, você bebia, eu não vejo problema algum.

Mas é um ambiente que não te leva a passar desse limite. O ambiente, ele também fala por você. Ambiente que tem mulher, entendeu? Pessoas que mexem com a sua mulher, você já é, quer mostrar sua honra e quer usar arma para defender. Então assim, é o ambiente, não é o fato só da bebida, né? Se você beber, nós três aqui, o caramba, tomar Quem bebe? Eu não bebo mais, mas bebeu uma cerveja, o caramba, tá armado. O ambiente é propício para que saia alguma coisa?

Não. Pode acontecer alguma coisa? Pode. Mas o ambiente não é propício para que tenha nenhuma confusão, não tenha. Agora, o ambiente de noitada, mulher, bebida, armada, é um ambiente propício.

RBRômulo Brito

No caso daqueles dois policiais militares em Jacarepaguá, um era melhor amigo do outro, aí ficaram doidão, caramba, aí um acabou falando não sei o quê, e o outro outro bala, outro bum aí, um morreu.

AJAlexandre Jubilado

Deles trocando tiro, né? Lembra dessa situação correndo atrás do carro? Não foi isso?

RDRafa de Martins

E matou outro. Loucura. Ó, teve o Leandro falou até aqui, mano, já virei fã desse cara só pelo fato dele valorizar a família. Qual a arroba dele para eu seguir? Qual o teu Instagram?

AJAlexandre Jubilado

É Sargento Jubilado.

RDRafa de Martins

Sargento Jubilado.

AJAlexandre Jubilado

Sargento ponto Jubilado.

RDRafa de Martins

SGT ponto Jubilado.

AJAlexandre Jubilado

SGT ponto Jubilado.

RDRafa de Martins

A Sabrina falou: eu acho bonita a forma como esses homens falam de suas famílias. O Baca ajudou o Uber a levar minha filha no trânsito até a maternidade. Obrigado.

AJAlexandre Jubilado

Olha que maneiro, cara. Eu assim, eu sou suspeito para falar, irmão. Eu tenho, eu tenho muito orgulho de pertencer a essa unidade, cara. Assim, como eu falei, eu vou fazer 12 anos lá, irmão. A gente cria cria um vínculo, é uma família de fato, por ser uma unidade pequena, né, por ser uma unidade que não tem uma rotatividade grande assim de trocas de policiais o tempo todo. A gente cria um vínculo, cria um senso de família, né, de união, irmão.

Então assim, eu sou grato a Deus de verdade por pertencer a essa unidade, né. Deus, Deus me conceda encerrar minha carreira no BAC, mano, que eu sou segurado.

RDRafa de Martins

Já tá lá mais de 10 anos, né?

AJAlexandre Jubilado

Vou fazer 12 anos, foi 2015. Faço 11 agora, faço 11 agora.

RBRômulo Brito

Tá quantos anos de polícia?

AJAlexandre Jubilado

Não, de polícia eu tenho 15, de BAC 11.

RBRômulo Brito

Chama mais um chat aí, rapaziada.

AJAlexandre Jubilado

Não, 15 não, perdão, 14, 14, 2012.

RDRafa de Martins

Ó, o cara botou aqui, ó: falar em nutrição me dá dicas para o consumo de ovo de pata. Meu vizinho me deu uma pata e já tenho 18 ovos. Consumi 4 cozidos, não sei mais o que fazer.

AJAlexandre Jubilado

Eu não aguento mais comer ovo de pata.

RDRafa de Martins

Come a pata, pata é bom, cara.

AJAlexandre Jubilado

Cozinha a pata aí.

RDRafa de Martins

Eu vou te falar, ovo de pata, irmão, ele é extremamente nutritivo, né?

AJAlexandre Jubilado

Agora, em quantidade, além de, sim, tem um teor de proteína bem alto, mas também tem um teor de gordura. Então assim, é controlar. Tem essa facilidade, o espaço acerto, pô, a pata tá botando ovo o tempo todo.

RBRômulo Brito

Vamos embora, coloca esse comentário que vocês tinham colocado aí de novo. Aí, ó, hoje, eita, despenquei da minha cama e fui passar a manhã Em Samaritano, hospital. Moral da história: velho de quase 70 anos como eu não precisa de arma, nem cachaça, nem droga para dar abraço aos meninos. Maria José, é o que eu entendi.

RDRafa de Martins

Pô, espero que você esteja bem, Maria.

AJAlexandre Jubilado

É o que eu entendi.

RDRafa de Martins

É, falou assim: não, velho, como eu assim, o cordeiro precisa de cachaça, precisa de nada para Tá dando pane, sei lá. Mas, Mariano, só espero que você— ela tá sempre aqui com a gente, cara. Espero que você esteja bem aí, se recuperado. E acontece, acontece também de parar às vezes, pô, de bobeira, parar no hospitalzinho, pô.

RBRômulo Brito

Tá bem, porque eu tô com 42 esses dias, levantei muito rápido, falei: eita, calma aí, né?

RDRafa de Martins

É raro, mas acontece muito.

RBRômulo Brito

Tem mais mensagem aí, Cris Barão. Sargento, os cães quando se aposentam ou se machucam que não possam mais trabalhar, vocês adotam para pet devido ao apego do dia a dia?

AJAlexandre Jubilado

Então, nossos cães com 7 anos de idade eles vão aposentadoria, né? Inclusive 7 anos já. Inclusive agora tivemos 4 cães para adoção. E o Bach colocou no Instagram, pô, tivemos diversas, diversas pessoas se voluntariando. Então, respondendo a pergunta dela, sim, depois de aposentadoria, assim, o policial condutor, ele tem a prioridade para levar o cão, mas nem sempre o policial pode, né, tem essa disponibilidade por conta de, de repente, mora em apartamento, tem filho pequeno, enfim, depende da circunstância. Inclusive, o colega agora acabou de levar um, Carlos Júnior.

RBRômulo Brito

Pô, mano, é um cão muito específico, né?

AJAlexandre Jubilado

Então é isso, 7 anos, cara, 7 anos não é, não é muito velho, tem muita vida pela frente.

RDRafa de Martins

Ainda mais o Malinois, por exemplo, vai, vai para uns 12, 13, até 14 anos, cara.

AJAlexandre Jubilado

Tem muita vida pela frente. Então assim, o PI, o PI, o civil, ele pode É, o cão já tá mais tranquilo. Acaba de falar, cara, nossos cães lá, cara, assim, por incrível que pareça, mesmo os cães de choque, assim, um ou outro é um pouco mais acelerado, mas todos eles são controlados, irmão. Controle, sabe, o controle emocional que a gente fala. Tem o, tem o, então assim, todos eles, graças a Deus, nunca deram problemas quando foram adotados por família mesmo, como pet.

Pô, a gente recebe às vezes vídeo, irmão, o cão, tipo assim, é tratado igual Igual o Rei, irmão. O cão no sofá, o cão no parquinho de— pô, o cão trabalhou 7 anos, não trabalha em casa.

RBRômulo Brito

É isso que é vida.

AJAlexandre Jubilado

O que que eu tava fazendo?

RDRafa de Martins

E lá, tipo assim, o PM acabou comigo.

AJAlexandre Jubilado

E o cão trabalha, né, irmão? O cão trabalha, trabalha de verdade. O cão trabalha de verdade, não é só a gente não. Tu vê que os cães nossos lá às vezes ficam com barba branca mais cedo, o policial envelhece mais rápido, mas o cão um policial também, por conta da rotina, né, cara? É desgastante. Quando que vai para favela, irmão? É patrulhar 7, 8 horas direto, é desgastante. Então assim, quando ele vai para casa, é o descanso merecido, né?

Então tem uns vídeos que são muito engraçados, o cão no sofá, o cão no hotel. Hoje tem hotel para cão, né? Então a pessoa trata igual, tem uns cara que trata cachorro melhor do que, porra, é um mizinho.

RBRômulo Brito

O mizinho comentou aqui, ó, voltando no assunto anterior. Mizinho, pessoal, Fight tá sempre com a gente aí. Obrigado, Mizinho, fez um chat, falou: chamamos de lugares desinteligentes, rapaziada, local inapropriado para pessoas armadas.

RDRafa de Martins

Concordo, concordo. Falou o seguinte, ó: sargento, você gostava de cães antes do curso do BAC?

AJAlexandre Jubilado

Sim, sim, como eu falei aqui anteriormente, sempre tive cão, né? Hoje eu tenho 2 cães, eu tenho inclusive, já peguei cão na rua Hoje eu tenho um sem raça definida, né, um vira-lata que eu peguei na rua, minha esposa pegou na rua. E eu tenho um American Bully. Então, desde novo, na verdade, assim, quando era muito pequeno eu tinha um gato, meu irmão mais velho tinha um gato. Depois que eu— isso é muito novo, 6, 7 anos de idade.

Ô irmão, o gato era— gato é sobrevivente, irmão, viveu 15 anos, foi atropelado, já caiu do quarto andar, e sobrevivente aquele gato ali. Aí depois assim de garoto mais para jovem, eu sempre quis ter cão, mas minha mãe nunca, minha mãe nunca gostou de cão. Aí quando eu fiquei um pouquinho mais velho que eu pude ter por conta própria, eu peguei um cão na rua, primeiro cão que eu tive assim, e o meu, peguei um cão na rua, negão, e Aí depois então nunca mais parei de ter cão, né?

Porque ele faleceu, tive outros. Então sempre gostei de cão, porém eu não conhecia o BAC, a unidade BAC, né? A gente quando é assim, eu não era muito antenado. Como eu falei, eu nunca tive esse sonho de ser policial, então não era muito antenado nas coisas assim militares, né? Tirando tropa de elite, que pô, foi uma febre Foi onde criou aquela vontade, aquele desejo, né, de operar. Mas o BAC não tinha repercussão que o BAC tem hoje.

O BAC não tinha essa visibilidade ainda, né. Sempre teve atuação, atuava junto com outras unidades e tudo mais, mas o BAC não tinha essa visibilidade que tem hoje. Então no CEFAP foi onde eu conheci o BAC e como sempre gostei de cão, foi ali, foi paixão à primeira vista, e era só esperar o momento para mim ir. Uma hora eu ia, entendeu? Então sempre gostei de cão, sempre, sempre tive cão.

RDRafa de Martins

Só para eu saber aqui, quando o policial está com o cão na favela e tem troca de tiro, o cão fica assustado com o barulho dos tiros?

AJAlexandre Jubilado

Então assim, desde filhote, nossos treinamentos são propícios para qualquer tipo de circunstância dentro da comunidade, né? Então, desde filhote vai fazendo o aumento progressivo, né? Estalinho, ah, um cabeção de negro, assim, conforme ele vai crescendo ali em idade, né? E disparos de arma de fogo. Então, treinamento é justamente— tem gato lá na unidade, justamente os gatos são justamente para ele não perder foco no trabalho, no objetivo.

Então nossos cães são treinados para tudo que é tipo de circunstância que possa ocorrer dentro da comunidade. Claro que isso é muito relativo, pode acontecer, né? Nós já tivemos um caso de um cão perdido, né? Eu ainda não tava na unidade, o cão Jack. Você vê, esse cão ele foi pego no Jacaré, né? O batalhão acolheu ele, um labrador, Cão de rua no Jacaré, virou uma máquina. Falava, eu não peguei, mas falaram que era um cão muito bom de serviço.

E o cão sumiu, acho que se eu não me engano foi em Cabo Frio, foi alguma comunidade assim do interior. Troca de tiro, o cão dispersou, não conseguiram mais achar o cão. Voltaram todos os dias, operação vários dias, não conseguiram mais achar o cão. Não sabe qual foi o— mas normalmente o cão tem controle emocional em disparos, entendeu? Ele se aproxima do condutor, né? O condutor bota ele na guia. O nosso cão trabalha solto dentro de comunidade, né, sem guia.

Normalmente é ocasião de disparo de arma de fogo, troca de tiro, o condutor chama, bota ele na guia, tá, se abriga em algum lugar, né? Geralmente o condutor ali do cão, ele vai só de pistola. Pistola, né? O canga, os pontas, retaguarda, o comandante da patrulha, todo mundo de fuzil. Mas o condutor, ele vai só de pistola, justamente por ele, o foco dele é total no cão, né? Então ele chama o cão, bota o cão na guia e se abriga, né?

Os pontas, retaguarda, o canga troca de tiro e pá, terreno estabilizou, ele volta.

RDRafa de Martins

Aí, motorista, foi resgatar o maluco lá no cativeiro Aí a gente pegou o cara que tava na sacanagem. Aí o cara indicou o cativeiro, ele falou assim, meu irmão, tem um pitbull no terreno, mas fica tranquilo que ele é manso. Aí eu falei, pô, beleza. Aí eu subi no muro, quando eu olhei, meu irmão, meu irmão, era um pitbull geral muito grande, preto mesmo, grande, porra, era bem parecido um American Bully, aquele stand grande, sabe qual é?

Eu olhei e falei, meu irmão, tá maluco, mano, não dá pra entrar não. Ele, não, não, é manso, é manso. Eu falei, meu irmão, tu vê lá, compadre, esse cachorro me morder, porra, meu irmão, vou te apagar. Tu vê lá. Não, não, é manso, é manso. Aí eu pulei o muro, não pulei não, fiquei aqui no muro assim e dei o meu pé para ver como é que ele reagia. Se ele tentasse dar um bote no pé, eu puxava. A estratégia que eu fiz, agora botei o pé assim, ó, bicho cheirando o pé assim, sacou?

RBRômulo Brito

Todo feio.

RDRafa de Martins

Eu falei assim, porra, bicho, acho que o bicho tranquilo, meu irmão. Aí peguei, pulei, e o bicho realmente era tranquilo, sacou? Aí falei, pô, galera, o bicho tá tranquilo, tá não sei o quê e tal. Aí não sei o quê e tal. Aí falei, aí falei, meu irmão, tá na casa lá atrás, tá não sei o quê. A gente pegou, aí eu entrei por dentro, consegui abrir o portão. Aí a galera entrou, meu irmão, o bicho tranquilão, cara. Pô, foi com todo mundo, cheirou todo mundo, todo mundo cumprimentou o bicho e tal.

Só que estava no terreno, agora a gente tinha que chegar no local do cativeiro. Aí fomos caminhando pro cativeiro, caminhando pro cativeiro, e o cachorro lá, meu, aí o O colega tá filmando, sacou? O colega tá filmando a gente chegando no cativeiro. Meu irmão, ele pega a cena. Quando chegou no cativeiro, meu irmão, o maluco quando viu a parada reagiu. Meu irmão teve a toca do— meu irmão, tu só viu o cachorro na filmagem, irmão.

Caralho, correndo assim, dando uma disparada, entrou no portão. A gente resgatou os cara, prendemos o maluco e tal, não sei o quê, sacou? Foi tudo certo assim. Teve aquela toca, mas o maluco se rendeu e tal. A gente conseguiu. Tava dando tiro pra tentar fugir. E pulou, meu irmão, o cara pulou, meu irmão, porra, de uma laje, porra, alta. Quando o cara caiu da laje, já caiu na merda, já caiu sem conseguir caminhar. A gente só pegou lá, meu irmão, tá rendendo, enfim, meu irmão.

Aí depois, cadê o cachorro? O cachorro sumiu, o cachorro desapareceu, desapareceu. E a gente viu na filmagem, até filmagem, o cachorro correndo assim, não meteu o pé, abriu a porta, não meteu o pé, Cachorro, brother. A gente ficou, caramba, o cachorro foi na rua, brother. E agora, meu irmão, o que que vai ser aí, meu irmão?

AJAlexandre Jubilado

Assim, cachorro era do quintal, era do cara, sacou?

RDRafa de Martins

Porra, meu irmão, 5 horas da manhã, a gente resgata, pô, passamos a madrugada inteira, pô, para resgatar o cara. Resgatamos o cara, eu falei, pô, tudo bem, meu irmão, foda. Como é que eu vou fazer? Ficar atrás do cachorro, pô, tem 2 presos agora, tem que levar os meus irmãos. Cada um tem os problemas, bicho, entendeu? Porra, lamento o cachorro, mas não tem como agora. Eu com 2 presos ficar correndo, rodando Nova Iguaçu atrás dos cachorros.

A gente levou, né? E aí no dia seguinte a equipe foi lá no local, mas fazer diligência, não sei o quê. Cachorro voltou, cachorro tava lá. Deixa eu te falar, cachorro voltou para casa.

AJAlexandre Jubilado

Um dos testes de habilidade específica para entrar no BAC, você falou aí do muro que você pulou, né? Botou o pé. Um dos testes de habilidade específica é justamente para você saber, para saber se você tem medo de cão ou não, né? Então são dois cães ancorados, né? Eu lembro que quando eu fui, um Rottweiler gigante ancorado assim na árvore. Só que é um Rottweiler tranquilo, manso, manso, manso. Só que você não sabe, irmão, tu tá fazendo teste de habilidade ali no batalhão, tu não conhece, tá chegando agora.

Rottweiler, irmão, de império do teu tamanho, grande, e ele encostado assim na árvore. Tu vai se aproximando, né? Isso é para ver se você tem medo. Tu vai se aproximando, né? E ele tranquilão. Tu vai entrando no raio de ação dele, né? Tu vai chamando o caramba. Daqui a pouco ele vem. Esse cão, né, ele, o objetivo dele é justamente para você ver se você vai ter um medo apenas do visual do cão, da estatura dele, né? Ele vem todo bobo, abanando sábio.

Caramba, tu dá o bracinho, pai, ele vem te cheirar, te lambe, beleza. Aí vê que você não tem medo. Um outro cão é o inverso. O meu foi um pastor alemão, mas que aparentemente era tranquilo, né? Ele lá quietinho na árvore, outra árvore, em outro ambiente, ele quietinho lá, e tu tem que entrar, tu tem que chegar mais próximo dele, tu não pode entrar no Aí ele já, já te dá uma explicação, ó, cuidado, não entra no raio de ação. Tu já vai ali meio que, que o cão tá lá, mas o raio de ação dele é isso aqui.

Se ele vier, se tu tiver dentro do raio de ação, se ele der um bote, não tem como tu recuar. Então vem chamando, espera ele vir, tu vai ver que o raio de ação dele com a guia ele só vai até aqui. Tu tem que se aproximar o mais, mais próximo dele para ver se você realmente tem medo ou não, mano. Aí tu vai e ele tranquilão, mano. É um cão tão safado, irmão, que ele espera tu chegar bem perto para ele vir igual Tasmania mesmo. Aí tu, opa, calma aí.

E ele, aí tu sabe que o limite dele é aquele ali, né? Ancoragem da árvore até aquela ali, o raio de ação dele é aquele ali. Aí tu vai, mas aquele ali tu já sabe que tu não vai poder entrar, irmão. Não dá para fazer carinho, botar para— aí tu vem, tu chega mais próximo assim, mas tu não entra no raio de ação dele. Ok, passou. É só para saber se realmente você tem algum pavor, se você tem medo. Mas são o que você falou do pitbull, mano.

O Rottweiler era gigante, tu olhava de longe assim, vou entrar não. Só que o Rottweiler tranquilão, mamãe. Já o outro que parecia ser mais tranquilo, irmão, tava mania.

RDRafa de Martins

Eu vou te falar, irmão, eu entrei na parada porque tinha uma causa maior, que era uma pessoa sequestrada, sacou? Mas assim, assim, eu não dou ideia para cachorro que eu não conheço. Não passa a mão. Eu falo para os meus filhos: não passa a mão em cachorro que você não conhece, não fica com o rosto perto. Não sabe qual é o cachorro, você tem que entender que o bichão é um animal, meu irmão, entendeu? Ele às vezes é muito bonzinho, o cara fala: não, mas é mansinho.

Sim, mansinho com você, que ele tem referência, não sei o quê, mas continua sendo um animal que eu não sei qual é a reação.

AJAlexandre Jubilado

O problema é que hoje a gente vê muita coisa, como esse meio pet vem crescendo muito, né? O animal, o cachorro, ele é um animal, irmão, ele tem instinto animal. Quero entrar transformar o cão num ser humano, levando para mercado, shopping. Cara, o cão, ele tem instinto animal.

RDRafa de Martins

Sabe o que eu penso às vezes? Por exemplo, às vezes eu penso assim: o cachorro, ele é muito acostumado a receber carinho aqui. O dono sempre faz carinho aqui no cachorro, então o cachorro tá acostumado. Aí você não conhece o cachorro, você vai passar a mão na cabeça dele, ele já estranha, entendeu? Ele pode falar assim: pô, que essa mão aqui? E tentar dar um— não sei, se eu não conheço o cachorro, pode ter o tamanho que for, eu não boto a mão pessoa.

AJAlexandre Jubilado

Tá certo, não aproxima o rosto. Isso aí é o básico, entendeu?

RDRafa de Martins

E criança também, exatamente. Criança assim, aquelas crianças assim, às vezes você vai brincar com a criança, aí tu pega a criança no colo e joga para o alto. Aí de novo, de novo, meu irmão, viu no inferno, não consegue mais sair daquela brincadeira. Então assim, eu nem começo, nem começo, porque de novo De novo, de novo. Cara, quando tu vê, meu, pô, tu já levantou mil vezes aquela criança.

AJAlexandre Jubilado

Quando é teu filho, tu consegue partir.

RDRafa de Martins

Quando é filho dos outros, chega, chega.

RBRômulo Brito

O filho dos outros, o rapaz tá fazendo essa piada, o rapaz tá fazendo, tá contando isso aí, eu só fico, a piada é intrusiva, gente. Olha só, se eu falasse tudo que eu penso aqui, você ia pedir para desligar o meu microfone. Eu penso, anota aqui no meu bloquinho para fazer piada depois que a câmera desligar.

AJAlexandre Jubilado

Não posso falar.

RDRafa de Martins

Obrigado, meu irmão, obrigado. Espero que você tenha curtido tanto essa entrevista como a gente curtiu, meu irmão. Foi uma resenha muito bacana. Parabéns pela tua história, parabéns aí, pô, essa virada de chave. Eu acho que hoje você tá aí, meu irmão, com 80 mil seguidores, né, cara? Então uma galera que tem visto aí você trabalhando, tem visto o teu dia a dia, Pô, vamos fazer os cortes aqui que você vai poder também, pô, publicar lá no teu, no teu Instagram.

Mas, cara, tua história é muito maneira, essa coisa de a PM te encontrar, né? A PM te encontrava, não foi você que foi atrás da PM, foi atrás de você.

AJAlexandre Jubilado

Verdade.

RDRafa de Martins

Então, e hoje você, pô, faz parte da tua vida, faz parte da tua essência, de quem você é. O BAC realmente, cara, eu acho que é um dos batalhões mais maior prestígio na Polícia Militar. O trabalho que vocês têm feito, meu irmão, é impressionante. Eu fico imaginando, não, os traficantes devem odiar muito vocês, porque as maiores apreensões de drogas que eu vi na minha vida foi do BAC.

AJAlexandre Jubilado

Só para rapidinho complementar isso que você falou, teve situações, o 22º Batalhão, o portão de trás do 22º Batalhão é na Nova Holanda, né? O batalhão praticamente dentro da favela, dá para a linha vermelha, para Nova Holanda. Determinada operação, o BOPE já estava no terreno, né? O BOPE já tinha entrado, não teve contato, né? Assim, oficial falou com outro oficial e tal, não teve contato. Quando o BAC saiu no portão de trás, quando os cara viram o cão, irmão, foi o mundo se acabando.

Esse dia eu lembro assim perfeitamente Pra gente progredir 50 metros, porque tinha um maluco de AK aqui e outro aqui, sei lá, no terraço distante, né? Mas cada terraço, pra progredir, irmão, pras duas patrulhas saírem, mano, motorista deu tiro, todo mundo, irmão, gastou carregadores ali. Ou seja, o BOPE já estava no terreno, não teve contato, né? Os caras se esconderam, pá, beleza. Quando o bike entrou Teve essa intenção de parar a patrulha, de afetar o cão, enfim.

Porque a gente vem percebendo muita coisa, que hoje os vagabundos, ele não tem medo de morrer, ele não tem medo de perder um soldado, mas o barco, ele mexe no financeiro, irmão. E quando o barco mexe, porra, essa 48 toneladas, irmão, quantos milhões de prejuízo nos cara? Para eles perder um soldado é melhor do que perder um soldado deles, né? É melhor do que perder. Então isso já vem acontecendo, o baque já tá sendo, por conta, já tá dando um baque, né?

RDRafa de Martins

Exatamente, é um baque. E os cara, irmão, é o baque, é isso, por isso que é o nome baque. Por que que é baque?

AJAlexandre Jubilado

Se prepara que agora o baque mesmo. Mas eu que agradeço, eu agradeço a oportunidade de verdade, como eu falei aqui anteriormente. Pô, para mim é uma honra estar nessa mesa aqui com vocês. Assim, sou fã do trabalho de vocês e, pô, tá nessa mesa aqui, nessa cadeira aqui, que vários caras que são referência— eu não sou nada, eu não tô engatinhando assim, mas vários caras que são referência de verdade sentaram aqui, irmão. Para mim é só em ser visto por você assim, ter me dado essa oportunidade, irmão, para mim é gratidão de verdade, de coração.

RDRafa de Martins

Obrigado.

RBRômulo Brito

É porque na verdade foi o contrário. O Instagram sugeriu o perfil dele para mim e falei, por que que esse cara não foi no Fala Guerreiro ainda? Onde isso?

RDRafa de Martins

Mas esse cara tava se escondendo.

RBRômulo Brito

Aí achei, fiz contato, e aí, obrigado de verdade, obrigado de coração.

RDRafa de Martins

Valeu, meu irmão. Temos alguma coisa? Pode ir.

RBRômulo Brito

Só avisa do Linha de Frente amanhã, galera.

RDRafa de Martins

Amanhã temos o Linha de Frente, o nosso canal de notícias. E vou te falar, meu irmão, tem muita notícia maluca aí, bicho. Essa semana o bicho tá pegando. E quinta-feira vamos estar com quem?

RBRômulo Brito

Quinta-feira, bicho, Alexandre Soares.

RDRafa de Martins

Alexandre Soares, irmão.

RBRômulo Brito

O Alexandre Soares são profissionais de tablado. Vocês gostam de resenha? Resenha quinta-feira, porque o Alexandre Soares tem um— falou mesmo, as minhas melhores histórias são do tablado. Que o Alexandre Soares já foi policial federal, hoje ele é fiscal, é fiscal de rendas municipal. Mas, cara, ele conhecido. Se o cara é concurseiro, né, se o cara é concurseiro e fala, pô, não conheço Alexandre Soares, pô, então tu não é concurseiro direito.

Então Alexandre Soares, professor de língua portuguesa, foi um dos fundadores do curso PLA Português. Então, cara, quinta-feira vai ser um episódio fantástico, muita resenha. Creio que vai haver uma troca de resenha, histórias de tablado, Rafa e Alexandre Soares, quinta-feira.

RDRafa de Martins

Obrigado, rapaziada! Deus abençoe vocês, tenham uma ótima noite e permaneça essa semana ligado aqui no Fala Guerreiro.

RBRômulo Brito

Valeu!

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