#114 Perfeição cancelada c/ Rafaela S. Guido
E se “ser perfeito” fosse só outra forma de controlo? 🧠 Perfeita, é o livro de estreia da Rafaela S. Guido, uma distopia YA onde a perfeição é regra… e a liberdade é revolução 🔥
Conversámos sobre o processo de escrita, inseguranças 😶🌫️, o preconceito ainda associado ao género young adult📚 e, claro, romances no meio do caos 💔✨. E no fim, fica a ideia: talvez a maior rebelião não seja contra o sistema… mas contra a versão perfeita de nós mesmos 🤯
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Marta
Rafaela S. Guido
- O livro 'Perfeita' de Rafaela S. GuidoDistopia Young Adult · Sociedade futura onde a perfeição é regra · Competição pela presidência entre recém-nascidos · Personagem principal Madeline · Inspiração em distopias como Jogos Vorazes e Divergente · Processo de escrita e publicação · Crítica à sociedade da perfeição e redes sociais · Pressão social sobre o papel da mulher · Romance 'enemies to lovers' e triângulo amoroso · Trilogia planejada · Capa e mapa do livro · Preconceito contra o gênero Young Adult · Mensagem de amor próprio e empatia
- A arte do ensaio e a potência da escritaInspiração em distopias como Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner · Escrita iniciada na quarentena e concluída após tese de mestrado · Importância do romance em histórias · Autores consagrados · Estrutura de escrita com diálogos e cenas soltas · Criação de playlist e vision board para imersão · Personagens que surpreendem no diálogo · Organização de uma trilogia e a jornada da personagem · Personagens moralmente cinzentas e complexas · Desenvolvimento pessoal e autoconhecimento · Recomendações de livros: Emily Henry, saga Cherami, Jogos Vorazes, Divergente, Quarta Asa
- Identidade e RepresentatividadePreconceito contra o gênero Young Adult · Importância de autores jovens e suas vivências · Comparação com literatura infantil e adulta · Reflexão do desenvolvimento de um jovem adulto nos livros · Distopia de autoria feminina no mercado português · Apoio a jovens artistas em Portugal
- Eventos e atualizações do podcast 'Julgo pela Capa'Edição especial do livro 'Perfeita' com desconto e mapa · Apresentação do livro 'Perfeita' na FNAC do Colombo · Novos lançamentos de livros em maio · Encontro do clube 'Julgo pela Capa' na Feira do Livro de Lisboa · Tour pela Feira do Livro · Apresentação do livro 'As palavras que lançámos ao vento' de Sara Marinho · Eventos e encontros com autores
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho. Que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Olá, bem-vindos a mais um episódio de Jogo pela Capa. Como é que vocês estão? Como é que estão as vossas leituras? Eu estou muito melhor, não só porque temos tido convidados incríveis, mas porque continuamos assim. Estou com o incrível Rafael Aguido, autora do novo livro Perfeita. Olá, Rafaela. Olá, Marta. Muito obrigada. Não fiques nervosa. Nós já estivemos a falar antes do episódio. Eu não estou nervosa. Já me acalmei. Já está tudo bem.
Olha, nós temos que falar deste lançamento porque tu és jovem autora distopia todo tipo um novo mundo criado quem não conhece este livro, o que é que pode esperar? Então, A Perfeita é uma distopia young adult e portanto como tal fala sobre uma sociedade futura no qual todos os cidadãos
têm que ser perfeitos, ou seja, não pode haver nenhum erro. Porquê? Porque o mundo quase acabou, os seres humanos quase que se extinguiram e, portanto, os fundadores de Heavener definiram que esse foi o erro do ser humano que pôs em causa a nossa humanidade, portanto, o ser humano não pode voltar a errar. O ser humano agora tem que ser perfeito.
E portanto, construíram essa sociedade nesses moldes. A nossa personagem principal é muito especial para o livro, porquê? Porque neste mundo, como o presidente é a figura da autoridade, não é? A pessoa mais importante do país, tem que ser perfeito mais do que os outros.
e tem que garantir que estes valores são passados de ano para ano e que a sociedade sobrevive. E portanto existe uma competição pela presidência na qual a cada 19 anos 4 recém-nascidos do povo são selecionados aleatoriamente Sabes que, imagina eu já estava entusiasmada com o livro, mas eu não sou nada a ler sinopse, mas tu agora estás a minha boca continua a abrir eu já só quero ler este livro
Fico feliz. Ok, então há uma competição. Sim. Oh meu Deus, eu estou tipo... What? E pronto, os quatro recém-nascidos são levados para a mansão. E, portanto, nunca contactam com a família biológica. Nunca chegam a conhecer família, nada. Crescem na mansão criados pelo presidente. São altamente treinados. Recebem uma educação super especializada. Ou seja, são quase que máquinas, não é?
E portanto, são proibidos de qualquer laço afetivo, porque a nação tem que ser a sua única prioridade, e não podem contactar com quase ninguém, sem serem eventos especiais. Eles depois, o que acontece é que quando detingem a maioridade, têm que competir pela presidência uns contra os outros. E são as únicas pessoas. Tipo crescem juntos. Exatamente. E depois têm que competir. Exato, como se fossem irmãos, mas rivais. Rafael. Isso é épico. É épico.
De onde é que surgiu a ideia? Olha, eu sempre amei distopias, não é? Como estava a dizer, eu sempre adorei distopias. Eu cresci a ver Hunger Games, Divergente, Maze Runner. E como disse, eu sou uma babe de Divergente. Eu sei, eu sei. Divergente, qualquer pessoa que não gosta, é Toto. Olha, e a vibe de Divergente dos Dotless, dos... É totalmente o que vais encontrar na rebelião destes livros. Ah sim, porque há uma rebelião.
Surgiu uma rebelião no país e isso vai ser grande parte do livro porque vai-se cruzar com a vida da Madeline e ela vai ter assim uma volta de 360 graus. Pronto, esta inspiração, esta ideia veio-me primeiro, eu tinha 18 anos, penso eu, eu comecei a escrevê-lo na quarentena, ainda não era aquilo que eu queria que ele fosse. A pandemia que parece que foi a...
15 anos. Não é? Mas foi tipo... Mas não. Foi tipo há 5 ou as suas, não é? 6. Ainda assim já passou imenso. Exato. Mas pronto, eu comecei a escrevê-lo nessa altura.
E depois o que aconteceu foi que ele foi o meu refúgio durante algum tempo. E o ano passado eu terminei a minha tese de mestrado. Parabéns. Obrigada. Tirei economia que não tem nada a ver. Mas sim, casual. Obrigada. E então eu decidi, ok, vou apostar na minha arte. Pronto, vou tentar que este livro, vou terminá-lo e vou enviar.
E então estive a apostar mais no livro, dei-lhe assim uma volta completa e terminei-o finalmente, também porque já tinham passado muitos anos e eu já era a pessoa que era suposto escrever aquele livro, há uma frase que eu gosto muito, não sei quem é que a disse, mas que é, algumas portas não se abrem porque ainda não és a versão de ti que é suposto passar por elas.
Adoro isso, é tão verdade Às vezes queremos muito uma coisa Mas ainda não é o momento certo Exato E houve muitas aprendizagens que eu tive ao longo destes anos Que me levaram a esse ponto A conseguir escrever O desenvolvimento da personagem E a mensagem que o livro tem
A ideia principal veio da crítica à sociedade da perfeição. Isso já deve ser percebido, não é? Até pelo título. Sim, sem dúvida. Imagina, eu sempre fui uma pessoa extremamente perfeccionista. Sim. Então é algo que me liga muito aqui.
a Marta mais nova porque eu sempre fui pá, queria tudo perfeito, aliás muitos dos meus anos mais inseguros foi porque eu queria atingir essa perfeição que não existe, então ligo muito a essa ideia do livro estou mesmo curiosa
Pronto, eu fui muito por aí, foi por causa do profissionismo e foi por outras coisas, porque, por exemplo, com as redes sociais sinto muito que as pessoas começam a querer coisas que nem sequer queriam antes, só porque veem que muita gente quer e agora toda a gente tem, então eu tenho que ter também. É isso, vê-se em tudo, vê-se até nos livros. Exatamente. Muitas vezes falamos de...
olha, consumismo, número de livros lindos ah, tenho que gostar deste livro porque toda a gente gosta, ou tenho que odiar este livro isso vêsse imenso, beleza, tudo e também a nível do papel da mulher na sociedade, eu sinto que sempre, à medida em que fui crescendo e comecei a tornar, pronto mais
Adulta. Somos jovens adultos. Exato. Fui percebendo também, sentindo a pressão da sociedade para a mulher. A mulher tem que ser perfeita. Tu tens que estar sempre arranjada, mas não podes chamar muita atenção. E tens que ser sempre simpática e sempre bem disposta, mas tens que ser comedida. E lá está, é um papel impossível.
e uma perfeição que nos é exigida a todos e eu queria muito pegar por aí porque sinto que cada vez mais há esta pressão esmagadora da perfeição que é exigida a todos e sinto que também se refletia muito nas minhas amigas porque vi comparações, vi-as a fazerem comparações com coisas online que nem sequer são, pronto não são atingíveis, não é?
e isso te come muito porque eu conheço as pessoas e eu sei que elas têm um bom coração, sei que são seres humanos extraordinários mas depois se comparam, não é? exato, comparam-se e gerem insuficiência, insegurança e pronto eu sinto muito que as pessoas são bonitas por serem diferentes e serem autênticas foi difícil trazires isso para os personagens do livro
Imagina, foi difícil em alguns momentos eu tentar expressar em todo o livro isso. Isto é...
A Madeline claramente que sente essa pressão. Uma coisa que eu gostei muito foi, eu trouxe alguns diálogos para o livro de coisas que quase me aconteceram na vida real, mas entre mulheres, que foi muito bonito, existe outra personagem no livro para dar contexto, que é totalmente diferente da Madeline e teve uma experiência de vida totalmente diferente.
No entanto, elas sendo personagens opostas tiveram experiências muito semelhantes e sentiram na pele sentimentos iguais. E portanto, coloquei, tentei colocar essa parte lá à expressa. Sim, e que é muitas vezes o que acontece também connosco, que é que podemos ser mulheres completamente diferentes, com vidas...
completamente distintas, mas sentirmos na pele as mesmas inseguranças, algo do género. Exatamente. Isso é muito bonito, mesmo muito bonito. Ainda bem. Agora, eu sei que toda a gente está a perguntar sim, adoramos isso tudo, e romance? Tem romance? Tem muito romance. Tem muito romance. Tem ação, tem romance, tem inseguranças. Sim, sim. Não é só mensagem, não. A mensagem, pronto, lá está. Que é muito importante. Claro que sim, claro que sim. Não, eu tenho sempre...
pelo menos três coisas em mente que é o plot da ação o plot do romance e o plot de desenvolvimento da personagem e mensagem do mundo um livro perfeito espero que sim
Mas não, ele perfeito não é, mas lá está, a mensagem que eu quero passar é mesmo essa, é mesmo por não ser perfeito que é bonito. E o que eu estava a dizer era... Do romance. Exatamente, do romance. É um enemies to lovers, sobretudo.
Temos ali um bocadinho de um triângulo amoroso, sim, mas não é um triângulo amoroso, isto é. Eu amo triângulos amorosos, ao contrário de muita gente. Graças a Deus. Eu amo. Eu só tenho um pequeno problema, que é, eu costumo torcer pelo que não é. Mas, vamos ver. Surpreendo-me. Eu depois vou-te dizer, olha, estou a torcer por este e tu vais te rir. Eu depois quero saber por quem estás a torcer. Se calhar não vai ficar com esse, Marta.
Eu já tenho em mente com quem é que ela vai. Já tens? Sim, porque o segundo livro já está também a ser feito e sairá em breve. Rafaela! Uau, bomba! Temos aqui notícia da última hora. É suposto ser uma trilogia, não é? Sim, sim. Ok. Pronto. Mas este triângulo amoroso, era isso que eu estava a dizer, ela é solteira, ok? Ela está descomprometida. Eles são dois interesses amorosos. Fresca e fofa. Exato. Eles são dois interesses amorosos que não são relacionados em nada.
Para que ela não está a separar irmãos. Porque nós estávamos... Porquê que ela está a falar de irmãos? Porque nós estávamos a falar de Shatterme antes de começarmos a gravar. É verdade. E porque, pronto, eu sei. Eu sei, é doloroso.
Eu não quero fazer nada disso. Não vamos separar irmãos, nada disso. Não, pronto. Mas o que eu quis fazer com este love triangle era dar duas respostas a problemas diferentes dela. Pronto. Ok. Gostamos. Eu não quero dar spoiler. Não, não dê spoiler. Nós vamos, tipo, às curas. Às curas. Mas eu acho que vão gostar de ambos, sabes?
tu gostas de estopias e assim mas também gostas de ler romances sim, sim, eu amo especialmente rom-coms obrigada a alguém que me compreende é que sempre que eu digo eu amo, comédias românticas têm a minha alma eu amo comédias românticas e quanto mais clichê quanto mais aquelas mesmo leves de domingo à tarde quanto mais clichês tudo melhor para mim
A minha autora preferida é Emily Henry. Duramos! O Lugar Feliz foi o livro que mais me marcou, mas talvez também por causa da altura em que eu li. Gosto muito de livros. Mas o meu favorito é o Book Lovers, o Dois Feliz. Também adoro. Porque é o mais comédia romântica dela. Sim, sim, li este verão. É assim, essa personagem masculina para mim foi a melhor. Sim, sem dúvida.
Por favor, traga-me um homem desses. Ok, então tens um bocado das distopias que tanto gostas e depois também trouxeste o teu lado fã de comédia romântica. Totalmente, sim. Lá está, eu meto romance em tudo. Eu, se não tiver romance, tenho muita dificuldade em ler. Isto é uma red flag minha, mas é verdade. Eu tenho que ter romance para eu ver. Ou ler, o que quer que seja.
não gostamos, faz parte mas sim, eu amo e espero um dia escrever uma romcom também ficamos à espera depois da teologia porque as pessoas depois também não querem esperar muito não pode tornar muita determinante teologia eu não durmo
é o teu processo de escrita? Tens uma estrutura, uma coisa muito mais livre? Não, eu faço sempre uma estrutura do plot. Primeiro, isto é, eu normalmente começo com diálogos já na minha cabeça e eu escrevo-os, cenas soltas. Ok. Às vezes até parágrafos só assim de descrição de sentimentos e eu começo a juntar as coisas e faço todo um plot. E faço um timeline.
Criou uma playlist, criou um vision board. Crias playlist também. Tudo para entrares no mundo, não é? No mundo mesmo, sim. E quando eu estou a escrever, estou no mundo. Não estou aqui. E ainda demora um bocado a voltar depois. Eu gosto sempre de perguntar se as personagens te surpreendem. Ou seja, tu tens uma coisa planeada, mas depois as personagens, tipo... Ou que tu estás a escrever e de repente o diálogo surge porque a personagem está a viver. Com o diálogo, sim.
Com o diálogo sim, porque eu sigo muito o que é que a personagem está a sentir. Com o plot não, porque quando eu estou a estruturar o plot eu penso, ok, esta personagem é assim, ela quer isto, ela gosta disto. Já tens tudo pensado. Sim, sei como é que ela vai agir aqui e ali, tenho que me colocar no papel de cada uma delas e pensar, ok, esta personagem ia fazer isto, esta personagem não ia fazer isto. E pronto, portanto o plot não me surpreende, mas no diálogo sim, muitas das vezes os meus dedos começam só...
a escrever, eu não sei de onde é que estão a vir as ideias e só fluir adoro, eu também eu tenho mesmo curiosidade porque como é que tu organizas uma estrutura para uma trilogia, meu?
É que não é só um livro. Ok, estás a ver todo o plot, toda a estrutura do enredo, mas tu tens que pensar que há mais livros e tudo tem que se interligar. Sim, e não é fácil. Porque não gosto de pontas soltas, porque lá está, sou profissionista também e tenho que ter ali tudo certinho. Mas, pronto, basicamente o que eu fiz foi... A história era demasiado longa, porque sou um livro. Eu tenho demasiadas ideias e não sei ser resumida de todo.
E portanto eu pensei, ok, o primeiro livro faz sentido que seja esta jornada, o segundo esta, o terceiro esta, que é para ela passar deste ponto para este, porque uma personagem não vai de perfeccionista dura consigo própria e insegura e para confiante de um momento para o outro. Estás mesmo a tocar no coração, porque eu passei por isso tudo, percebes? Eu percebo.
os meus anos em que eu li mais desenvolvimento pessoal foram dos piores anos no meu estado de espírito, porque eu estava mesmo insegura. Eu também leio muito sobre desenvolvimento pessoal. Então, eu acho que vou me identificar tanto com a personagem principal. Espero que sim. É assim, ela é um bocadinho moralmente cinzenta, porque eu adoro. Gostamos. Exato. Até porque é isso, não há personagens perfeitas. Exato.
E eu queria mesmo que ela fosse mesmo muito, pronto, que ela tivesse defeitos. Eu queria que ela tivesse defeitos porque é esse o objetivo. Pronto, eu queria que cada um... Defeitos não são defeitos, não é? Características consideradas menos positivas. Mas pronto, ela faz, sim, ela no início faz muito coisas boas por motivos maus e coisas mais por motivos bons.
mas eu gosto dessa complexidade porque é o que a torna mais humana eu não gosto de personagens que são muito heroicas ou pronto, eu gosto eu adoro um vilão que se torna herói e um herói que se torna-se vilão para mim é o que mais me surpreende termos sempre uma personagem linear por isso é que acho que essa jornada dela esse crescimento, como estavas a dizer, vai envolver muito mais o leitor sim, ela tem um desenvolvimento muito grande porque
Foi, no fundo, o meu desenvolvimento, que ainda está a acontecer, mas acho que vai acontecer a vida toda, não é? Mas sim, tentei transpor um bocadinho para aí, porque quando eu comecei a escrever este livro, eu era assim. Eu era muito insegura, não dava a fazer coisas más.
Mas era muito insegura. Não eras moralmente cinzenta. Não. Somos todos um bocadinho. Mas era muito insegura e pronto, lá está. Parecia que tinha que mudar partes de mim para me encaixar nos sítios e para ser gostada. E...
Fui-me percebendo que isso fazia com que eu me esquecesse de mim própria e eu também sou uma pessoa e eu devo estar nas pessoas que eu amo, na lista de pessoas que eu amo. E, portanto, foi toda uma jornada que eu tenho tido ao longo dos últimos anos que eu tentei espelhar um bocadinho na personagem. A personagem não sou eu, do todo, mas tentei espelhar... Mas tem sempre um bocadinho do alto, não é? Sim, tem sempre um bocadinho de mim, claro. E a jornada de desenvolvimento pessoal, sim.
Ai, tu me é muito curiosa. Ai, eu fico muito feliz. Agora, temos de falar da capa e do mapa. Ok, certo. Amo o mapa. Amaste? Incrível. Eu fiz em casa o primeiro rascunho. Eu já ia dizer, espera. Foste tu que fizeste o mapa. Não, não fui do todo. Não, não tinha talento. Mas fizeste o esboço todo, não é? Sim, eu fiz o esboço todo. Uma versão muito péssima.
Fui eu que fiz e o meu irmão ajudou-me porque ele viu na internet que dava para espalhar arroz por cima da folha e fazia... Sabes que eu já vi tantos TikToks disso? Funciona mesmo. Ou seja, pessoal a espalhar o arroz e depois desenha e meio que fica um mapa de fantasia. Exatamente. Funciona, foi isso que eu fiz.
funciona mesmo e depois dividi a nível de estado daquilo que eu tinha imaginado os portões e pronto depois a ilustradora fez aquele trabalho extraordinário está mesmo incrível ainda bem que gostas mesmo incrível e olha que aqui nós julgamos bastante eu sei tem que ser bonito
E a capa, gostaste? Gostei da capa, devo dizer que é muito diferente Eu ainda não a vi ao vivo, não é? Olha, ao vivo Eu fui buscar os livros ontem os meus E eu amei Ao vivo é muito melhor ainda Eu irei julgar, eu irei dizer-te Eu sei Eu gostei muito Do meio verde, escuro Preto, não só por causa De distopia young adult, não é? Mas porque não se vê muito É tipo meio tropa E aí
mas assim diferentes imagina, o preto e o branco e tu também vês isso muito no mapa tal como o cinzento é metafórico e tem a ver com o que acontece no livro porque na capital usa-se muito o branco porque é associado à calma à serenidade, à perfeição a cor associada à perfeição normalmente é o branco e então na rebelião eles usam todos preto que é para ser o contraste oposto e o cinzento vem aqui mais num momento e aí
que eu não posso dizer para não dar spoiler mas pronto, é para explicar que a vida não é só preto e branco, existem muitos tons cinzentos e não podemos ver as coisas assim e pronto não dás spoiler, mas acho que estamos todos curiosos eu estou a esforçar-me muito para não dar spoiler eu queria também falar contigo como é que te sentes por jovem autora de distopia e young adult é que tu conseguiste te meter masfi
em três categorias que normalmente levam um bocadinho de preconceito, sabes? Eu estou com o coleta antibal. Não, como era um universo que eu gosto muito mesmo, a distopia young adult, é uma cena que eu adoro. E eu sei que não havia em Portugal.
quis trazer, porque eu acho que nós temos que se nós queremos que algo exista nós temos que criá-lo e eu faço muito isso com tudo não sei se já viste mas eu também faço música e pronto e eu acho que tantas artistas, tanto economia, escritora eu não sei que está quieta basicamente tudo, tudo
Mas sim, porque eu acho que os jovens em Portugal têm que ter mais apoio nas suas artes e têm que ir para a frente com isso, porque eu sei que nós não temos muito apoio nesse sentido, mas na verdade é assim, a arte está em todo o lado, não é? Nós vamos no carro, estamos a ouvir música, estamos no comboio, estamos a ler um livro, pronto.
Sim, sem dúvida. Eu fico genuinamente feliz e por isso é que também gosto de trazer esses temas aqui para o podcast e nos meus vídeos, que é, não só novos autores, muitas vezes não são tão bem vistos como um autor conceituado, um clássico ou algo do género, mas também novos autores e young adult, que é um género muitas vezes colocado de parte. Não percebo porquê. Porque os livros infantis são super bem vistos, porque as crianças têm de ler e faz muito bem, e os livros infantis têm mensagens muito importantes. Os livros adultos.
super bem vistos, porque pronto, conceituados e somos todos intelectuais os livros Young Adult ou ali New Adult
É tipo... Mas não percebo porquê. Isso não é literatura. Não é literatura. Mas é uma pena porque esses livros, e eu adoro-os, porque todo o mundo reflete o desenvolvimento de um jovem adulto. E é um desenvolvimento puxado. Sem dúvida. É difícil, é uma fase difícil da vida. Difícil, mas bonita. É, não só porque nós passamos na parte juvenil e adolescente, ou seja, uma parte um bocadinho mais infantil.
Mas essa parte de jovem adulto ali, a partir dos 17 anos, 20 e poucos anos, é uma altura mesmo crucial da nossa vida. Exato, sim, sim, sim. E é uma altura em que nós precisamos mesmo de algum reconhecimento, apoio de pessoas que percebam o sentimento, porque está a acontecer muita coisa ao mesmo tempo. E, aliás, nesse...
Nesse período de tempo, de idades, existem muitas pequenas fases lá dentro, não é? Mas estamos todos a passar por uma jornada de desenvolvimento. E, portanto, esses livros fazem-nos sentir vistos de alguma forma e ajudam. Eu sinto que, por exemplo, na série de Cherami...
Na altura em que eu li os livros, os três primeiros, ajudou-me imenso a ultrapassar uma certa coisa na minha vida. E por causa de certas frases e de certos momentos da personagem, fez-me perceber coisas na minha própria vida. E eu acho que...
Esses livros têm esse poder. E não nos sentimos sozinhos. Exato. Eu gosto, pessoalmente, gosto ainda mais quando são os autores que estão nessa fase etária. Sim, sim. Nesta fase etária. Ou que, pronto, que passaram por ela há pouco tempo porque têm essas vivências muito... Frescas. Frescas. Sim. Então... Sentimos um bocado como se fosse um abraço. É. Mesmo isso. Olha, estou mesmo a ver isso. É o mesmo objetivo. Até porque...
A distopia de autora feminina é... Epá, tu vieste revolucionar no mercado português, porque há pouquíssimo literalmente eu vejo muito poucas há mais e mesmo assim são poucas fantasias de autoras portuguesas do que distopias Epá, tem que se começar por algum lado eu acho sempre isso, portanto se eu tenho que começar, tenho que começar e pronto e pode ser que sim Se tivesses que recomendar, ou seja, para além do teu livro como é óbvio, se tivesses que recomendar assim livros para as pessoas lerem que tu adoras Qual que é género? Quais é que seriam?
Todos os livros da Emily Henry eu recomendo. Estamos. A saga do Cherami, claro. Os Hunger Games, pronto. Sabes que eu nunca li. Não. Não, só vi. Olha, mas está muito bem escrito. Eu tenho medo, mas sim, eu tenho medo. É diferente, é muito diferente. É muito diferente. Eu senti que era diferente a perspectiva da personagem, porque lá está, no livro tu vês a Katniss com 17 anos, 17, 16. Ah, ok.
E no filme, não sei porquê, dá-me a sensação que ela parece mais velha do que qualquer... Eu sei que ela tem que ter aquela idade, porque eles só são selecionados até os 18. Tem, mas parece mais velha. Eu diria no filme que tem ali uns 20, não tem 17. Sim, sim. Eu acho que o livro tem outra leveza. Não sei explicar. Os filmes estão super impactantes e estão ótimos. Eu amo aqueles filmes, já os vi tipo dezenas de vezes. Mas os livros...
Pronto, é diferente. Ok, tenho que experimentar. Nenhum é melhor que o outro, mas é diferente. Ok. E divergente, tens que aconselhar divergente. Claro, divergente. Ah. Eu amo divergente. Não, mas a sério.
eu gosto, eu gosto muito eu não li o livro só viste os filmes? imagina, a maior parte das pessoas vai te dizer, não precisas de ler porque toda a gente diz que os livros são melhores que os filmes toda a gente vai dizer isso para mim são iguais, honestamente eu amo os dois de igual forma mas leste primeiro ou viste o filme primeiro? vi o primeiro filme primeiro e depois li os livros todos e depois fui ver o Insurgente e o Convergentefiperio
Ok. Só não li o 4. O 4. Não li esse. Esse também não houve filme. Li o Divergente, Insurgente e Convergente. E eu amo. Apesar de toda a gente odiar o final. Eu estou a pensar a começar a ler porque eu vi que ela vai lançar agora o outro. Vai lançar. Imagina, não é spin-off, não é percoela, não é sequela. É como se fosse um universo paralelo em que a personagem principal escolhe, a Triss escolhe outra fação.
que façam não faço ideia estou curiosa eu não sei se ela sofreu a pressão de toda a gente ter odiado o final então vai reescrever o sério eu percebi que existe polêmica com o final existe muita polêmica mas eu amo o final eu amo os filmes mas eu adoro polêmica
as pessoas não vão concordar mas sim, eu gosto de tudo, eu acho que deves ler ok, ou pelo menos se não quiser vou adicionar a minha lista eu comecei a ler agora no fim de semana a quarta asa, eu sei que estou super atrasada estás um bocadinho atrasada, é verdade eu sei, mas é que estava na minha lista há o tempo eu não consegui porque nos últimos meses tem sido só o meu livro eu já nem lia mais nada é normal, estás ali envolvida na tua história estava ali na revisão, pronto, e agora comecei a ler a quarta asa, mas estou a gostar eu amei primeiros
sem ser algumas cenas que para mim em termos de fantasia não estão tão bem concretizadas eu amei, dei 5 estrelas, adorei os outros, nem tanto que medo a maior parte das pessoas ama, portanto olha portanto vamos ver, não é? tu podes amar fazem muita comparação com divergente dizem que é divergente com fantasia, apareceu-me isso no booktok
Olha, não tinha visto isso, mas sim, sim. Por isso é que eu é divergente com dragões e fantasia. Posso comprar lá. Ótimo. Imagina, divergente é melhor. Claro. Nada espera divergente. Mas é muito bom. É muito bom. Concordo, concordo. Ok. Então, tens de nos dar agora logística e parte técnica. O teu livro sai a... Dia 19.
Muito bem, de maio. Sim, mas já está em pré-venda. Portanto, as pessoas já podem conseguir edição especial. Exato, com 10% de desconto, portas de envio grátis e podem conseguir um mapa. Incrível. Atenção que o estoque é limitado, portanto, apressem-se. Muito bem. Depois vais ter a apresentação. Sim.
Em princípio, dia 24. Tudo correu bem. Tudo correu bem. Mas pronto, as pessoas também vão estar atentas às tuas redes sociais, às redes sociais da Livros Horizonte. Sim, eu vou deixando lá todas as informações. As pessoas estão super... Estás entusiasmada? Estou. Estou muito entusiasmada. Espero que todos gostem muito e que a mensagem do livro passe, que é amarmos mais e sermos mais empáticos. Não, vai ser ótimo. Estou mesmo muito curiosa e eu acho que as pessoas vão adorar.
Aqui a Marta do Futuro que está a publicar este episódio, mas não podia terminar sem vos dar um bocadinho de updates. Nós temos tido episódios incríveis, eu espero mesmo que vocês estejam a gostar, mas não temos tido as nossas chamadas habituais com updates e então é para isso que aqui estamos.
Eu já tenho o meu livrinho da Rafaela, pessoal, a edição especial, e tem selo de aprovação, julgo pela capa, ok? É incrível, e depois de toda a conversa, depois de perceber também a essência do livro, por isso é que eu adoro estas conversas, nós já tivemos a Sandra May há algum tempo, a Fátima Lopes recentemente, o Bruno Leão e agora a Rafaela, e assim nós conseguimos mesmo entrar na cabeça do autor, perceber a história, até acho que vamos, eu não sou muito ler sinopses, mas adoro ver entrevistas dos autores, conversar com eles,
sempre que possível, não é? porque entro na cabeça deles e parece que vou para a história mais envolvida na narrativa e nas personagens e então eu tenho aqui a edição especial incrível exatamente como a Rafaela mencionou os pretos, o branco eu falei em tons verdes porque nas fotografias parecia mais verde isto é mais assim um verde-água-azul clarinho lindíssimo
Vocês ainda conseguem edição especial, como a Rafaela mencionou, e penso que também têm oferta exclusiva do mapa a cores, que parece brutal. Nós temos a zona industrial, ou seja, temos o primeiro setor, o setor secundário, o setor terciário, depois temos a parte dos investigadores que foi tomada pela rebelião.
Temos o Largo da Perfeição no centro, que une todos estes setores. A mansão presidencial, onde a nossa personagem principal vai viver. Eu estou tão entusiasmada. Eu até acho que vai ser a minha próxima leitura. Eu neste momento estou a ler o The Seaspinner e é aqui que vamos a updates. Porque o Julgo pela Capa, obviamente, já começou um novo mês, então tem novas escolhas, que é 1 a 0 do Bruno Leão.
A florista Daisy Chain. Da Lori Gilmore. Ou seja, da série do Café Pumpkin Spice. E esses dois ainda não saíram. O Bruno Leão eu tenho a certeza que sai ao 11 de Maio. A florista não tenho a certeza. Mas também será aí. Pronto. Nas próximas semaninhas.
E o The Sea Spinner, que já saiu, que é a minha leitura atual, é o segundo do Windweaver, se vocês não sabem, eu amei, 5 estrelas. Não sei se o The Sea Spinner vai ser 5 estrelas, mas está a ser uma excelente, excelente leitura. Eu apenas não tenho tido muito, muito tempo para ler, então não me estou a conseguir envolver tanto com a história, contudo está a ser épico, da tensão, reviravoltas, mistério, está a acontecer imensa coisa, eu estou mais ou menos...
50, 60% do livro e pronto, estou curiosa para ver o que é que vai acontecer, mas então temos essas três escolhas em maio, preparem-se também porque vem aí época de eventos, encontros, feiro do livro de Lisboa, muita...
muita coisa a acontecer o evento que nós tivemos do Julgo pela Capa no Porto foi surreal muito, muito obrigada foi tanta, tanta gente eu só começava, só estava a ver pessoas a entrar e eu assim, oh meu Deus as pessoas participaram imenso e há pessoal lisboeta vocês têm que participar mais, porque o pessoal do norte participou tanto, tanto, tanto tanto, tanto tanto tanto
Conversámos muito, foi incrível e demorou duas horas e eu acho que nós continuávamos lá a falar, até porque depois eu ainda estive a falar com pessoas mais meia hora ou uma hora depois do encontro, então foi mesmo muito bom, mas não se preocupem porque vamos ter mais eventos e já tenho algumas coisas confirmadas, então queria-vos fazer também aqui um mini update.
Como vocês sabem, o livro da Rafaela sai a 19 de maio, ela vai ter a apresentação como referiu a 24 de maio na FNAC do Colombo, mas depois vejam nas redes dela e tenho a certeza que deverá ter alguma coisa na feira do livro, portanto depois estejam atentos. E então, eventos aqui nossos, não é? Vamos ter...
encontro do clube julgo do livro julgo do livro o clube do livro julgo pela capa a 30 de maio às 11 da manhã na feira do livro de Lisboa é na praça penguin, vai estar lá o Bruno Leão mas não se preocupem, mais uma vez não têm de ter lido os livros, nós sim vamos conversar
vamos conversar com o Bruno, vamos estar lá na praça, mas vamos fazer a nossa habitual tradição anual, não é? Que é a tour pela Feira do Livro. Portanto, o encontro começa na Praça Penguin às 11 da manhã, 30 de maio, volta a repetir, a um sábado, e aí vamos conversar um bocadinho, e depois vamos todos passear pela feira, ver os livrinhos, fazer a nossa tour. Portanto, olhem, se quiserem passar uma boa manhã...
Como fazemos a tour, demora sempre um bocadinho, é um encontro mais longo, vamos ter a conversa e depois a tour, eu diria que umas 2, 3 horas de encontro, é ali para terminarmos amanhã e depois se quiserem até irmos comer qualquer coisa, então vai ser ótimo. Eu vou ter ainda outros eventos.
que são dignos de promover, não é? Vamos ter a apresentação do novo livro da Sara Marinho. Eu adorei, ok? As palavras que lançámos ao vento, é um novo livro dela, que sai agora também em maio e eu vou fazer a apresentação.
Na FNAC do Colombo é no dia 22 de maio, às 6h30, portanto vamos estar lá com a Sara Marinho. Depois temos então a 30 de maio o encontro do jogo pela capa. No dia 31 também vou estar lá com algumas coisas, no dia 4 ou no dia 5. Pessoal, há mesmo muita coisa a acontecer, portanto depois estejam atentos. Eu adorava fazer também uns vídeos e depois um update aqui no podcast com todos os eventos que vão acontecer e onde é que também me podem encontrar, porque adoramos falar.
Agora, vamos voltar aqui ao episódio e, por favor, acompanhem-me nesta leitura de Perfeita porque vamos ser honestos. Parece mesmo. Incrível e perfeito. Uma última mensagem para as pessoas lerem o teu livrinho.
Olhem, comprem. Gostamos. Comprem, amem e é isso. E partilhem. Eu espero que gostem e espero que o livro vos traga algo de bom. Foi só esse o objetivo com que eu escrevi e com que quis partilhá-lo. É tão bom. Olha, para terminar normalmente os meus convidados é que terminam o podcast. Ok. Portanto, só tens que dizer, vemos-nos no próximo episódio de Julgo Pela Capa. Beijinhos. Só isso. Ok. Então vemos-nos no próximo episódio de Julgo Pela Capa. Beijinhos. Beijos perfeitos. Correu bem. Ótimo.
E aí