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A Ética Utilitarista de Stuart Mill (10º ano) [PT070]

04 de maio de 202627min
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Estás a estudar para o teste de Filosofia do 10º ano e sentes-te perdido com a Ética Utilitarista? O teu manual diz-te que fazer o bem implica fazer um monte de cálculos e isso parece-te estranho? Não estás sozinho.Neste episódio da série "Do Secundário ao Primário" do Paleotomista, exploramos as nuances do utilitarismo de Stuart Mill. Tudo o que precisas para entender o seu sistema para o teste; e para começares a pensar criticamente sobre ele.Capítulos00:00 Introdução01:17 Introdução ao Utilitarismo03:19 Princípios do Utilitarismo de Stuart Mill07:11 Cálculo da Felicidade e Consequências11:11 Prazeres Inferiores e Superiores13:09 Utilitarismo de Ações vs. Utilitarismo de Regras19:01 Elogio ao Utilitarismo22:18 Críticas ao Utilitarismo

Participantes neste episódio1
G

Gonçalo

HostFilósofo
Assuntos6
  • Princípios do Utilitarismo de Stuart MillPrincípio da utilidade: maior felicidade para o maior número · Cálculo de prazeres e dores · Exemplo prático do Presidente da Câmara
  • Utilitarismo de Ações vs. Utilitarismo de RegrasAplicação do cálculo de felicidade à ação individual · Aplicação do cálculo de felicidade à regra geral · Problema do trole como exemplo
  • Críticas ao UtilitarismoFalta de fundamentação antropológica · Incompatibilidade com a noção de justiça · Desconsideração de deveres para com pessoas próximas · Falta de noções absolutas
  • Introdução ao UtilitarismoDefinição de utilitarismo · Diferença entre ética teleológica e consequencialista
  • Prazeres Superiores e InferioresDistinção entre prazeres corporais e espirituais · Critério dos sábios para determinar a hierarquia
  • Elogio ao UtilitarismoPreferência sobre a ética kantiana · Vantagem prática e aplicabilidade
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O que é o utilitarismo? Como resumir os conteúdos do décimo ano de filosofia em Portugal? Como pensar sobre o assunto? O que é que um católico pode ter a dizer sobre o assunto? Se isto te interessa, bora lá!

Viri literacite, vigilate state infide, viri literacite et confortam in me.

Estabat mater dolorosa, Iux da crucem lacrimosa, Dium pendemat filius, Ergvan civit gladius.

Vigilatis satem fide, viriliteratis e confortabilis. Olá, o meu nome é Gonçalo, bem-vindos ao Paleotomista.

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do Programa de Filosofia do Ensino Secundário em Portugal. Eu resumo os conteúdos e ofereço uma pequena crítica. Já vimos algumas coisas sobre ética em geral. Já vimos no último vídeo desta série sobre Kant em particular. E desta vez vamos ver...

Stuart Mill. Stuart Mill foi um filósofo utilitarista do século XIX. Não é o pai da filosofia utilitarista, mas é um dos maiores proponentes. Já agora, como sempre, eu vou seguindo o manual Resumes de Filosofia de Elementos da Porta Editora.

Este é o volume do décimo ano, é um volume muito fininho e, portanto, eu gosto de usar, pode ser uma boa ajuda para os alunos. Bem, então, o utilitarismo é uma corrente filosófica dentro da ética, ou filosofia moral, que propõe avaliar a moralidade das ações consoante as suas consequências. Às vezes nós falamos de éticas...

de ontológicas, por oposição a éticas, teleológicas, sendo que telos, em grego, significa fim, mas isso não está muito correto. Ou seja, em particular, não é muito correto dizer que...

O utilitarismo é uma ética teleológica. Se um aluno puser isso no exame, vai estar certo. Mas, usando o sentido tradicional, clássico, de teleologia, não é isso que está em questão. A ética de Stuart Mill, a ética utilitarista, não tem em conta a finalidade das ações. Para Aristóteles, telos era a finalidade natural da ação.

Portanto, a finalidade natural da ação sexual é a reprodução da espécie. Para o Stuart Millen, o utiliturismo é a utilidade. É isso que interessa. E, portanto, se não causar dor, mas causar prazer, essa ação é perfeitamente moral. Já numa visão propriamente teleológica, se a ação é feita...

contra o seu telos, a sua finalidade natural, então essa ação seria imoral. Ou seja, usamos aqui o termo teleologia, mas significa coisas de facto bastante diferentes. Chamamos a isto propriamente uma ética às vezes consequencialista, ou seja, está preocupada com as consequências da ação. Mas a finalidade da ação e a consequência da ação são coisas diferentes.

Quando dizemos que é uma ética utilitarista, claro, depois há versões diferentes, aqui estamos a ver a de Stuart Mill. Quando dizemos que é utilitarista, utilidade significa o bem-estar ou a felicidade. Uma ação é tão mais útil quanto mais permite alcançar o bem-estar ou a felicidade do maior número. Ok?

Há aqui alguns raciocínios, digamos assim, pelos quais o Stuart Mill procura justificar este princípio, mas o ponto é que, para ele, o princípio fundamental para determinar se uma ação é ou não moralmente aceitável, é que ela promove a felicidade. Portanto, uma ação moralmente correta.

É uma ação que tem boas consequências, as melhores possíveis, atendendo às circunstâncias. E as ações moralmente incorretas são as ações que trazem más consequências para os indivíduos. Aquelas ações que, dadas as circunstâncias e tendo em conta as alternativas possíveis, se traduzem nos piores resultados. Portanto, é importante aqui, dadas as circunstâncias, tendo em conta as alternativas possíveis.

A ética utilitarista, ao contrário da ética kantiana, a ética utilitarista está sempre consciente e inclui nos seus cálculos, no seu discernimento da ação boa, as circunstâncias e as possibilidades.

Não é que mentir não vai ser sempre mau. Já vamos ver que há aqui algumas versões de utilitarismo. Mas não é que mentir é sempre mau, ou que matar é sempre mau, ou o que for. Mas que às vezes para salvar uma vida se pode mentir porque naquelas circunstâncias, tendo em conta as ações que eu podia fazer, as alternativas...

Aquela, a mentira, vai ser a que vai proporcionar uma maior utilidade, ou seja, um maior bem-estar para o maior número de pessoas. A ideia por detrás do utilitarismo é uma ideia matemática de cálculo, ainda que depois na prática nós não façamos cálculos. Nós, ou os utilitaristas, não façam cálculos, mas é uma ideia de cálculo.

O que é que é a felicidade? É eu pegar nos prazeres e subtrair a dor ou o sofrimento. Nisso diz-me o nível de bem-estar. Se uma determinada ação teve como consequência uma alegria de 10 e um sofrimento de 20, então o bem-estar proporcionado por essa ação foi menos 10.

E depois, o que interessa na ação não é o bem-estar individual, mas o bem-estar geral. Portanto, vamos dar um exemplo prático. Vamos imaginar que o Presidente da Câmara tem 10 milhões de euros que tem que gastar numa infraestrutura na sua vila.

e infraestrutura não tem um quartel dos bombeiros, e investir nesse dinheiro no quartel dos bombeiros vai trazer felicidade aos bombeiros, mas também vai trazer felicidade a uma zona afetada por incêndios, então vai ajudar a comprar mais dispositivos também, meios de prevenção e de combate aos incêndios.

Lá está, nós não podemos dar um número de facto, mas imaginamos, isto traz muita felicidade, segurança a toda a população. E vamos imaginar que em alternativa podia construir também com aquele dinheiro um casino. Ou com este dinheiro pode construir a casa para o seu amigo Sócrates. Ora, tendo em conta estas possibilidades...

as possibilidades reais que o Presidente da Câmara tem diante de si para usar este dinheiro.

O cálculo, diria-se, Duarte Milo, o cálculo que ele tem de fazer é qual das minhas ações, das minhas possibilidades, nesta circunstância, vai aumentar o bem-estar ao máximo para toda a gente. Portanto, se eu só vou ajudar imenso o meu amigo Sócrates, porque ele é sem abrigo e vai passar a ter uma casa. Portanto, a felicidade dele vai ser tipo, vai aumentar 20 mil pontos.

mas das outras 100 mil pessoas não vão ganhar nada. Enquanto se eu construísse os bombeiros, as outras 100 mil pessoas iam ganhar uma felicidade de 10 pontos cada uma. Então, a ação correta é construir os bombeiros, o centro dos bombeiros. Já estamos a ver. Não dá para fazer estes cálculos de facto, mas dá para ter uma noção da regra de fundo. E a regra de fundo é maior felicidade para o maior número de pessoas.

como eu disse, uma ação moralmente correta é que tem as melhores consequências possíveis e uma ação moralmente incorreta é que não tem as melhores consequências possíveis. Claro que depois há aqui um espectro e uma coisa pode ter piores consequências do que outras, portanto uma ação pode ser pior do que outras, mas a melhor ação, a ação que se deve fazer, é sempre a que causa a maior felicidade ou bem-estar geral.

E, portanto, o ponto aqui não são regras morais ao contrário de Kant, do que tínhamos visto em Kant. Ok. Há uma distinção fundamental em Stuart Mill entre prazeres inferiores e prazeres superiores. Diz-nos o Stuart Mill, um prazer corporal é um prazer inferior e um prazer espiritual, intelectual, é um prazer superior.

E ele diz-nos isto, o critério para determinar esta hierarquia é perguntar aos sábios, às pessoas sábias e às pessoas que já experimentaram ambos, as pessoas que já experimentaram os prazeres corporais e espirituais,

e que são pessoas sábias, reputadas como sábias, quais é que elas consideram que são os prazeres mais elevados? Essas pessoas que experimentaram ambas e que são racionais, são pessoas sábias, que nós consideramos que fazem juízos corretos sobre a realidade, essas pessoas é que determinam, ou é que devem determinar, o que é que é um... Estou eu a dizer...

um valor, um valor não, um prazer superior ou um prazer inferior. Esta distinção é crucial. Stuart Mill ainda em vida foi acusado de defender uma ética de animais, uma ética de porcos que só querem o prazer. Mas eu disse, não, não, não. Os animais têm os seus prazeres, mas nós somos homens. Portanto, há coisas que nos dão uma felicidade mais elevada. E isso entra no cálculo.

Isso é um ponto aqui. Outro ponto é uma distinção entre uma ética, tudo dentro da ética utilitarista, mas um utilitarismo de regras e um utilitarismo de ações. Há aqui alguma divergência. E é até possível argumentar que Stuart Mill tem uma ética de regras. Essa é a minha opinião.

e não um utilitarismo de ações. Qual é que é a diferença? Num utilitarismo de ações, foi o que na verdade eu estive a descrever até agora, nós aplicámos o cálculo de felicidade...

Portanto, esta ação vai afetar X pessoas e vai trazer felicidade, tal felicidade pouca, muita, bastante, até a algum número, vai trazer infelicidade a outras. Ok, fazemos aqui um cálculo tético. Para cada ação que eu faço, isso é um utilitarismo de ações. E portanto, não há regras, ponto final.

Isto é bastante pouco prático, porque significa que eu antes de fazer qualquer ação com um agente moral devo fazer muitos cálculos. E portanto o próprio Stuart Mill foi acusado, então nunca se vai agir.

E a resposta que o Stuart Mill dá, e é por isso que eu acho que ele defenderia um ultimitarismo não de ações, mas de regras, é que a experiência acumulada da humanidade já nos diz que, regra geral, matar diminui a felicidade geral. Regra geral, mentir diminui a felicidade geral.

E o que é que é um utilitarismo de regras? Em vez de eu aplicar o cálculo de felicidade à ação, eu aplico o cálculo de felicidade à regra. Portanto, qual é que é a regra moral que vai aumentar a felicidade geral? E depois eu sigo essa regra moral mesmo que naquele caso particular talvez não fosse aumentar a felicidade geral. Porquê? Porque a ideia aqui de fundo, sendo coerente com o próprio utilitarismo, é que...

a estabilidade, a previsibilidade nos encontros sociais aumentam a felicidade geral. Vou dar um exemplo muito grande. E depois vou ter um episódio sobre esta experiência filosófica.

que é o problema do trole, que é bastante conhecido, mas há três níveis do problema do trole e este é o último. Vamos imaginar que o Joãozinho vai visitar a avó ao hospital. E o Joãozinho está perfeitamente saudável, mas vai visitar a avó, mas há cinco pessoas que estão doentes no hospital e que se não forem operadas hoje vão morrer e todas precisam de um transplante e todas são compatíveis com o Joãozinho.

Uma precisa de um transplante de cérebro, outra de coração, outra do fígado, não sei. Mas, conclusão, o Joãozinho teria de morrer e estas cinco pessoas sobreviveriam. O médico apercebe-se disto, fala com o Joãozinho, o Joãozinho não aceita. Pergunta. O médico deve ou não deve assassinar o Joãozinho para lhe roubar os órgãos e salvar aquelas cinco pessoas? Segundo um utilitarismo de ações, isto é uma experiência que se faz para criticar o utilitarismo,

mas parece-me a mim que só funciona para o utilitarismo de ações, segundo esta experiência, parece que o médico teria... A ação moralmente correta seria esta ação absurda de assassinar uma pessoa inocente para salvar 5. Bom, mas num utilitarismo de regras nós podemos dizer, não, essa ação, embora aquelas 5 pessoas vá causar mais felicidade, portanto vamos tirar a vida a 1.

menos 100 pontos de felicidade. Mas vamos dar a vida a 5, portanto, dá 100 vezes 5, 500 pontos de felicidade. Embora para aquelas pessoas envolvidas se aumente a felicidade, a verdade é que, no geral, no universal,

Se isto for verdade, então vai diminuir a felicidade em geral da humanidade. Porque nunca ninguém vai visitar a avó ao hospital. Sempre que eu vou visitar a avó ao hospital, eu estou em risco de ser assassinado.

para me tirarem os órgãos, então eu nunca vou visitar a minha avó. Porque vejam, a experiência mental, põe-se assim um caso extremo, um para cinco, mas basta um para um, se for uma criança e eu for um adulto, ou se for uma pessoa mais nova do que eu, ou se for uma pessoa que se considera que pode ter mais utilidade para a sociedade, porque eu sou desempregado e esta pessoa é o presidente da Câmara.

qualquer um destes motivos já seria suficiente para eu ser assassinado. Portanto, este utilitarismo de reações levaria a certos absurdos. Parece que a curto prazo se está a causar maior felicidade, mas estendendo o cálculo a longo prazo, isso causa também a instabilidade social que traz muita infelicidade.

E, portanto, teríamos um certo auditrismo de regras que colmate esse problema, porque, como se aplica o cálculo a regras universais, essa estabilidade fica assegurada. Pronto. Isto são, parece-me a mim, nos seus traços gerais, mais essenciais, a filosofia de Stuart Mill.

Portanto, o que interessa são as consequências das ações. Essas consequências medem-se segundo o critério da utilidade, ou princípio de utilidade, princípio de felicidade. Maior felicidade para o maior número possível. É preciso distinguir entre prazeres superiores e prazeres inferiores. E também não utilitarismo de...

ações em que o cálculo se aplica às ações e um utilitarismo de regras, no qual este cálculo se aplica às regras. Agora, eu quero partilhar convosco algumas críticas a este sistema, mas antes disso parece-me justo dizer algumas vantagens. E antes disso, pedir que ponham gosto, subscrevam, partilhem, nos ajudem a chegar a mais pessoas.

Eu sou de uma opinião que eu sei que é controversa, ou acho que é controversa entre católicos, de que eu prefiro o sistema utilitarista ao sistema kantiano, de ontológico. Claro, eu rejeito ambos em favor de uma ética das virtudes, de uma filosofia da lei natural, que haveremos de explorar em próximos episódios.

Mas se eu tivesse que escolher, como aluno do secundário, é obrigado a escolher entre a ética deontológica e a ética utilitarista, eu preferia a ética utilitarista. Agora, com este KDA, como se diz em inglês, que na verdade é francês. Acho eu. Refirmo ao utilitarismo de Stuart Mill.

com estas distinções, com esta distinção entre prazeres inferiores e prazeres superiores determinados pelos sábios, com esta certa noção na tradição das coisas que até agora sempre se considerou que estas regras são erradas ou conduzem à infelicidade geral e estas outras à felicidade geral, e portanto também com este ênfase num utilitarismo de regra.

Não é este o utilitarismo que nós vemos na maioria dos casos. O utilitarismo claramente tem uma vantagem prática sobre a deontologia, que não significa que seja uma vantagem filosófica por si, que é muito mais fácil de aplicar. É muito mais fácil de tentar medir as consequências de uma ação do que...

perceber se ela se... Na maioria dos casos, não é? É que assim, claro que depois nós fazemos sempre os extremos e vamos sempre pôr o caso em que eu vou matar cinco pessoas, não é? Como aquele do hospital. Agora, eu acho que como uma aproximação à ética das virtudes e à lei natural, eu acho que...

Ou seja, como uma aproximação, ou seja, na prática, na maioria das ações, eu parece-me que um são utilitarismo acerta mais vezes do que uma deontologia à la Kant. Pode haver outras, que eu nem conheço, porque não é a minha área de investigação, pode haver outras deontologias mais aproximadas, eu acredito que sim. Estou tendo em mente o Kant e o Stuart Mill, estes dois autores em concreto.

E, portanto, eu tenho as minhas simpatias. Agora, claro, tenho um grande problema, desde logo, que é a sua falta de fundamentação antropológica. Nós estamos a perguntar-nos o que é que é o bem e o que é que é o mal. E se Duarte Mil dá um critério, é uma coisa típica em filósofos chamados analíticos, que embora não seja analítico, mas de vertente anglo-saxónica.

é assim o common sense o senso comum que nós gostámos de estar no Chesterton e tal mas às vezes tem estes problemas

Ele dá uma resposta à partida para um problema que requer mais discernimento e mais investigação. Eu, para saber o que é que é uma boa ação, se eu quiser saber o que é que é uma boa ação de uma faca, tenho que saber para que é que serve a faca e o que é que é uma faca. A boa ação de um leão, tenho que saber o que é que é um leão, como é que serve, qual é o seu ambiente, etc.

Para saber qual é a boa ação para um ser humano, eu tenho de estudar o ser humano, o que é a natureza de ser humano. E este estudo, claro, há algumas indicações dadas pelo Stuart Mill, que todos os homens querem a felicidade e, portanto, a ação que se deve procurar é a felicidade. Agora, isso é bastante insuficiente, bastante precário.

E, portanto, nós podemos fazer algumas críticas. Há sempre uma... A falta de noções absolutas é, de facto, um problema grave. Há uma incompatibilidade com a noção de justiça em si, que é uma ética completamente... Ao mesmo tempo que não é egoísta, é altruísta. Isso parece-me ser bom.

ao mesmo tempo faz violência ao ser humano, porque eu devo sempre... Começa com todos queremos a felicidade e, portanto, é isso que se deve procurar, mas a conclusão prática é que eu nunca devo olhar à minha felicidade, o que faz violência ao ser humano. Nós queremos agir para a nossa própria felicidade.

Claro que depois quando estamos a falar de uma ação política, o que é que o Presidente da Câmara deve fazer, aí é evidente que a sua felicidade não é tida nem achada. Outro problema, não olha à distância, à reta proporção aos nossos deveres para com pessoas que nos são próximas. Portanto, a felicidade do filho não vale mais do que a felicidade de um desconhecido na Índia.

para um sistema utilitarista, não vale mais. E, portanto, entre comprar uma bicicleta ao meu filho 100 euros e pegar nesses 100 euros e doá-los de maneira eficaz para que na Índia isso se traduza numa maior felicidade, eu devo sempre fazer isso. E eu não estou a dizer se deve ou não. Tem de haver um discernimento para cada situação particular.

Mas o militarismo faz com que, no fundo, eu nunca possa comprar uma bicicleta para o meu filho enquanto houver gente a passar fome. Que me parece que à partida não é algo que nós queremos dizer ou que, bem, que dizem uma bicicleta diria qualquer outra coisa. Não tenho uma noção de justiça, de dar o que é devido.

de dever, que eu tenho deveres para com outras pessoas, eu tenho deveres para com os meus pais, porque eles me deram a vida, eu tenho um dever para com a minha pátria, para com os meus superiores, para com o meu Deus. Não tenho estas noções de dever e, portanto, de justiça. Não tenho noção de...

não é uma regra útil para a moralidade no âmbito privado no âmbito privado a moralidade seria faz o que tu quiseres que é o que trouxe a maior felicidade claro, maior felicidade a longo prazo com uma ética hedonista portanto eu teria às vezes de me refriar de alguns prazeres corporais para não ficar de ressaca eu já sei que isso vai diminuir a minha felicidade a longo prazo mas não nos dá um critério muito útil

E, portanto, estão aqui algumas críticas que nem sequer são feitas de uma perspectiva propriamente tomista. Me parecem também ser melhores do que as que tenho aqui neste manual e nos manuais em geral, do secundário. Pronto. Fica aqui a minha recomendação. Eu agradeço o vosso tempo. Prevido, ponham gosto, subscrevam, partilhem.

maneiras gratuitas fáceis de ajudar este podcast e pronto deixo um grande abraço a todos e até à próxima

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