S09E26 - Desenrola, Dona Michelle e Pé-de-Meia
Neste episódio, falamos sobre o lançamento do Desenrola Adimpletes e os seus impactos, o novo capítulo da novela Dona Michelle e os enteados, o sucesso do programa Pé-de-Meia e a tradicional leitura de títulos.
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Anna Raissa - https://bsky.app/profile/annarraissa.bsky.social
Diego Squinello - https://bsky.app/profile/diegosquinello.bsky.social
Rodrigo Hipólito - https://bsky.app/profile/rodrigohipolito.bsky.social
Thais Kisuki - https://bsky.app/profile/thaiskisuki.bsky.social
Victor Sousa - https://bsky.app/profile/vgsousa.bsky.social
COMENTADO NO EPISÓDIO
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- Governo lança Desenrola Adimplentes
- Desenrola Adimplentes: quem aderir ao programa não poderá usar bets
- Desenrola Brasil: renegociação de dívidas chega a R$ 15,9 bilhões
- Lula libera R$ 520 mi para propaganda antes da eleição
- Fazenda impõe novas regras para propagandas de bets na Copa
- Lula entrega a Motta projeto que amplia benefícios para MEI
- Michelle deixa de seguir enteados e publica versículos
- Mulher vota muito mal, diz bolsonarista Paulo Figueiredo
- Flávio tenta conter desgaste com mulheres
- Flávio critica Michelle após novo post nas redes
- Com acusações de 'traidora' e 'feminista', bolsonarismo ataques a Michelle
- Michelle Bolsonaro deixa presidência do PL Mulher após crise
- PL Mulher publica foto com Michelle de papelão após saída
- Valdemar extingue comando do PL Mulher
- Flávio Bolsonaro diz a Trump que tarifaço daria vitória política a Lula
- Flávio diz aos EUA querer 'se libertar' do Mercosul
- Abandono no ensino médio cai 34% após Pé-de-Meia
- 1 em cada 3 escolas ainda enfrenta obstáculos para aplicar lei que proíbe celulares
- Estruturas sociais e transformação interiorPerspectiva de melhora contínua · Desgaste social das gerações · Compromisso com gerações futuras · Crítica ao discurso ultraliberal
- Crise na família BolsonaroDeixou de seguir enteados · Críticas nas redes sociais · Saída da presidência do PL Mulher · Valdemar Costa Neto · Paulo Figueiredo
- Alimentacao EscolarRedução da taxa de abandono no ensino médio · Bolsas para estudantes · Melhora na taxa de reprovação · Ministério da Educação
- Mentalidade EmpreendedoraPrograma de renegociação de dívidas · Linha de crédito para MEI · Taxa de juros de 1,99% · Proibição de apostas para beneficiários · FEBRABAN não apoia programa
- Pauta Conservadora e Direitos das MulheresRebranding de Damares Alves · Mulheres votam mal, diz neto de ditador · Submissão da mulher na extrema-direita · Mulher que edifica o lar · Simone de Beauvoir
- Homeschooling no BrasilProjeto de lei para autorizar homeschooling · Defesa de pedofilia · Vulnerabilidade das crianças · Estados Unidos
- Agenda e declarações de Flávio BolsonaroPedido de adiamento de tarifação para os EUA · Proposta de alívio a empresas de cartão de crédito · Fim do Mercosul · Pix e interesses estrangeiros · Luiz Inácio Lula da Silva
- PEC da Escala 6x1Ampliação do teto de faturamento do MEI · Contratação de até 2 empregados · PEC do fim da escala 6 por 1 · Davi Alcolumbre
- MidQuest: Assunto Espinhoso de Michelle BolsonaroCarro de Jair Renan rebocado · Quengas do avião de Vorcaro · Moedas desviadas do espelho d'água · Circunferência da testa de Carluxo
- Política do EndividamentoDesenrola Livros da Casa da Ex · Desenrola Tapaué de Sogra · Desenrola Isqueiro na Área de Fumantes · Desenrola Milheiro de Tijolo do Prefeito
- Leitura de TítulosKazé TV e apostas · Homeschooling · Lula e Jax Wagner · Sanções dos EUA contra brasileiros · Spray de pimenta para mulheres · Ronaldo Caiado e Kassab · Pesquisa eleitoral
- Legislação sobre Celulares nas EscolasLei 15.100/2025 · Dificuldade de adesão dos estudantes · Falta de infraestrutura para guardar aparelhos · Instituto Alana
- Lula e TrumpDiscurso em evento conjunto · Amizade tóxica · Davi Alcolumbre
- Futebol e Apostas EsportivasNovas regras para publicidade · Mensagens de conscientização sobre riscos · Ministério da Fazenda
- Investigação EUA contra BrasilLigação com o PCC · Pessoas e empresas brasileiras
Olá, cidadã e cidadão, tudo bem? Eu sou Victor Souza, falando diretamente do dia 2 de julho de 2026. Está começando mais um episódio do Midcast Política. Aqui nós debatemos os fatos que ocorreram na última semana e que influenciaram no cenário da política nacional, com muita informação, esperança e bom humor na medida do possível. E hoje aqui comigo temos ele, Rodrigo Hipólito.
Tudo bem, Rodrigo?
Tamo aí hoje aqui, Midcast Óculos. Sejam bem-vindos ao Midcast Óculos. Hoje a pauta é essa, vamos todos falar sobre óculos.
Seguindo aqui, ela que também está de óculos, obviamente, Ana Raíssa. Tudo bem, Ana?
Tudo bem. Depois de 20 anos usando óculos, pela primeira vez, e vai ser para sempre, meu grau estabilizou.
Ô maravilha! É bom quando isso acontece, né, Ana? Fiquei muito feliz quando o meu— pois é, cara. E fechando aqui o nosso quarteto de hoje, também de óculos, eu pesquisei aqui no Google, não existe um coletivo de óculos. Então, né, eu queria ter um outro termo, né, mas fica quarteto mesmo. Tá, tudo bem, Thaís?
Opa, eu tenho uma má notícia para Ana Raíssa. Eu, como primeira integrante da turma dos 40 aqui nesse podcast, tenho que lhe informar que não existe isso de grau estabilizado, porque a partir do momento que você entra nos 40 você não enxerga mais de perto.
Eita! Mas o oftalmologista, eu fui mês passado, e aí ele tava já no computador 100% analisando as coisas e falou, já fez 40? Aí eu falei, em outubro. Aí ele esticou o bracinho, olhou de lado, fez assim, já tá lendo assim, cara?
Pior que eu vou te falar, eu estou me aproximando dos 40, já tô começando a ter certa dificuldade para enxergar, né, leitura assim, para ler de perto mesmo.
Mas ele falou, vai chegar, viu? Eu falei, se tu der certo, eu já tô vendo.
Pelo qual eu estou de óculos, eu enxergo de longe com muita tranquilidade, agora de perto o braço não dá mais conta.
Aí eu tenho que começar a usar um pau de selfie para colocar o celular de perto do Digo, mas não é tão perto mais.
Aí na hora que acabou o braço, que eu afastava o braço inteiro e continua não enxergando, aí já era.
Ele falou que aos 47 falta braço mesmo. Quando o Rodrigo chegar aos 47, ele vai ter 4 braços.
Agora eu virei aquela pessoa que faz o quê? Que quando vai olhar de perto, faz o quê? Então eu vivo com óculos na testa agora.
Ó, mas hoje, apesar da piada do Rodrigo, hoje não é o Midcast Óculos, né? Então vamos parar de enrolação. Hoje não temos Não temos Diego Esquinelo, que meteu, sei lá, um atestado, a folga, sei lá o quê, em cima da hora. Espero que esteja bem. Vamos para o nosso primeiro bloco. O governo Lula lançou o Desenrola Adimplente, a nova modalidade do programa de combate ao endividamento, incentivo ao crédito barato. Dessa vez, a política pública será voltada a trabalhadores informais que estão com as dívidas em dia, mas pagam juros altos.
A taxa será de no máximo 1,99% ao mês para quem tiver dívidas de até R$15 mil por banco e tiver pago ao menos 4 parcelas. O pacote também inclui o Fieis Empreendedor, uma linha de crédito de até R$80 mil para pessoas físicas e R$180 mil para empresas a 0,87% ao mês, voltada a quem pagou financiamento estudantil em dia e quer abrir um negócio. No total, o governo vai destinar R$4 bilhões do Tesouro para subsidiar as linhas sem impacto no resultado primário.
Como contrapartida, os beneficiários terão as contas excluídas de sites de apostas por 6 meses. Aproveitando o gancho, vou fazer aqui um adendo sobre as bets. O Ministério da Fazenda determinou que todas as propagandas de bets exibidas durante as partidas ou imediatamente após os jogos da Copa do Mundo deverão incluir mensagens de conscientização sobre riscos da atividade. As novas exigências passaram a valer no último domingo, dia 28, quando começou a fase eliminatória da competição.
Agora voltando novamente para o desenrola de implante. Segundo o blog da Miriam Leitão, a FEBRABAN não vai dar apoio institucional ao programa, segundo fontes do setor. A Federação dos Bancos avalia que há baixo potencial de adesão por parte das instituições financeiras ao programa, apesar de ter auxiliado o governo no levantamento de dados para identificar o público elegível. Sem o respaldo, a participação ficará a critério de cada banco, de acordo com a política de crédito.
O governo conta com atuação forte dos bancos públicos no programa. Já o Desenrola 2.0, né, que foi aquele novo Desenrola que a gente já comentou aqui episódios passados, já renegociou desde o lançamento em maio ao menos R$15,9 bilhões em dívidas, sendo R$10 bilhões pelo Desenrola Famílias e R$5,9 bilhões pelo Desenrola Fieis, em mais de 113 mil contratos. Com os descontos aplicados, o valor total das dívidas foi reduzido para cerca de R$2,6 bilhões, ou seja, de R$15,9 para R$2,6.
E na última segunda-feira, o presidente Lula se reuniu com o presidente da Câmara Câmara dos Deputados, o Motinha, para entregar o projeto que amplia o teto de faturamento do microempreendedor individual, famoso MEI, de forma progressiva, chegando a R$140 mil em 2028 e permitindo a contratação de até 2 empregados. A mudança faz parte da negociação para aprovação da PEC do fim da escala 6 por 1, PEC essa que permanece dormindo em berço esplêndido na gaveta de Alcolumbre lá no Senado.
E aí, bancada, mais um pacote de bondades de Luiz Inácio pensando na eleição. Lembrando que dia 4 de julho, vulgo daqui a 2 dias, né, do dia que estamos gravando, começa aquelas famosas restrições, né, são impostas aí pela legislação eleitoral à publicidade institucional, e que esse ano já foram empenhados aí R$520 milhões, principalmente para custear as campanhas publicitárias da SECOM. A gente vai entrar naquele modo, né, que se a gente achava que as informações não chegavam para a população, né, que o governo não conseguia comunicar, tende a piorar, né, porque agora a gente entra naquele modo que não pode ficar fazendo campanha à torta e direita.
Antes dos comentários comentários profundos do resto da bancada, é só ressaltar que o nome dessa, desse novo Desenrola obviamente foi inspirado por Ad Ferrer, ex-bancada do Midcast, né? E que já indica quais são as próximas etapas, porque a gente vai ter um Desenrola para quem passar por desastres naturais, situações complicadas, que vai ser o Desenrola Adversos. A gente vai ter também um Desenrola para pessoas que forem, que olharem para a própria dívida e ficarem sem saber como resolver aquilo, porque é algo muito surpreendente, que vai ser o privados.
A gente vai ter também um desenrola para as pessoas que pretendem conquistar dívidas, né, que é o Adivinhos. Então tudo isso tá aí na pretensão do governo a partir do trabalho de Ad Ferrer. E quanto mais, Ana Raíssa, coloca a mão na cabeça e fala, meu Deus, por que eu não cortei esse homem antes que ele começasse a falar? É pronto. Assim, esse era o grande comentário inicial.
Ô Rodrigo, só uma dúvida, você pensou isso tudo agora ou você já veio formulando isso?
Não, foi agora. Não é que eu pensei isso, isso é fato.
Isso aqui é informação, Vitor Souza? Que isso, cara?
Desculpa, achando que aqui a gente inventa.
Faz tempo que eu não falo com Adem, então eu não tava sabendo dessa informação. Foi mal.
Olha o comentário do Reni. O Reni fica dando corda para o Rodrigo.
E para os viciados, o Desenrola aditivos? Ponto de interrogação.
Perfeito.
É interessante que o governo continua trabalhando para que haja uma mudança nessa percepção de que a economia tá melhorando, né, os números de aprovação do governo, as intenções de voto têm melhorado. E essa coisa do adimplentes é uma das coisas que eu acho sim que são interessantes para continuarem nesse sentido de deixar a população um pouco mais satisfeita, né. Então, Ademicon e Lula acho que estão indo no caminho certo aí nessa busca.
Quanto ao MEI, é muito importante que finalmente tenha vindo isso porque tá defasado há muitos anos, também, né? E quando teve essa mudança na cobrança do Imposto de Renda, muita gente fez: mas e o MEI? E o MEI, né? Então são mudanças importantes. Eu não sei se as mudanças vão além dos valores e quantidades, porque outro problema que os MEIs têm é a respeito das categorias de trabalho, né? Então quem trabalha com arte geralmente não pode ter MEI.
Isso é um problema muito grande porque não tem roteiro, não tem design, esses tipos de trabalhos, que são pessoas assim que geralmente não tem condições de tá pagando um contador para ser uma microempresa e tal. Então assim, seria muito importante que houvesse também essa mudança, né? Não vi nada nesse sentido, mas também não sei se houve alguma alteração, mas parece que não. É uma mudança importante aí que deveria acontecer. O Alcolumbre, ele essa semana falou que foi ameaçado pela Erika Hilton, né?
Alcolumbre é muito— a pessoa, se a pessoa fizer bu pra ele, ele sai correndo dizendo que alguém ameaçou ele de morte porque Erika Hilton disse apenas que iria pressionar para que a escala 6 por 1 fosse votada. E Alcalumbra ficou dizendo que foi ameaçado. Aí enfim, se o cabra não aguenta ser pressionado, então que entregue o seu cargo. Você não merece estar na presidência do Senado. E aí Lula tá aproveitando, correndo o Brasil.
Eu tô cansada de ver Lula inaugurando 3 coisas em 3 estados diferentes num dia. Tem um amigo meu até que trabalha com design para o governo federal e ele disse, meu Deus, Lula não para de inaugurar coisa. Eu tô na beijora desse homem. Descansar. Mas é isso, né? Ele é como a galera fala, é campanha, tem que aproveitar aí o pique. Inclusive, um amigo, ó só, uma amiga minha conheceu o Lula essa semana, deu um beijo, um abraço nele, porque ela trabalha na Orquestra Sinfônica da Bahia.
Ele foi lá ver a reinauguração do teatro e tal. Inclusive, ele não só está passeando, mas ele ouviu as dicas de Ana Raíssa e está belissimamente trajado, né? Que elegância desse homem!
Ia falar isso mesmo, ele não só está viajando como ele Lula tá gastando looks ótimo, ótimo, é muito bem vestido. E é legal quando a gente vê o Lula com uma coisa diferente assim. Você já pensou? Quer ver que foi presente? Ele ganha uns presentes muito chiques. Vou seguir a ordem que Thaís também seguiu nos comentários. É muito importante esses programas como o Desenrola, porque é muito ruim a população estar endividada a ponto do governo ter que lançar mão desse tipo de programa.
É, mas está, o fato é que está. Então a gente tem que pensar como combater isso. Especificamente neste governo do Lula, já que podemos falar de governos do Lula no plural, as dívidas estão muito ligadas com a percepção da melhora da qualidade de vida. Então a queda dessa percepção das pessoas, de tudo, todos os indicadores melhoraram, mas se você faz uma pesquisa, a população tá dizendo que não viu essa melhora, que não achou que melhorou tanto assim, que esperava mais do governo, tá relacionada porque caro tudo tá e tudo está um pouco menos caro do que já esteve, mas está no mundo inteiro.
Quando eu comecei a trabalhar trabalhar, vejam vocês, o salário mínimo era R$200 e poucos quando eu comecei minha vida profissional. E R$200 e poucos era a bolsa, da bolsa permanência da UnB na época. Então falar assim, nossa, eu ganhava um salário mínimo. Hoje em dia um trem pagar um salário mínimo, você já vê, caralho, era um dinheiro que mantinha um aluno. Hoje em dia, enfim. Então assim, o dinheiro já não vale nada há muito tempo porque não existe dinheiro.
E essa percepção ela impacta muito no bem-estar da população. Não é só a pessoa ficar de birra do foi, né? Não queria. É o bem-estar da família, porque a família ela pode estar comendo melhor agora do que no governo Bolsonaro, ela está comendo melhor agora, as pessoas estão empregadas, mas assim, qual a qualidade desse emprego? Qual a qualidade dessa, desse custo de vida? Porque o custo de vida tá muito alto. Então, por mais que tenha melhoras nesses índices, a família tá endividada, mexe muito com o bem-estar da família, mexe muito com o bem-estar do indivíduo.
A única criatura que vive em paz estando devendo é rico, porque rico deve, rico deve. Assim, quando a gente vê essas, essas, não o desenrola aí, né, que você pega, ai, dívida de R$15 mil, de R$30 mil. Quando você vê uma pessoa devendo milhões, ela não se importa com aquela dívida, que a gente tem o próprio nome para zelar, né? Eu, para alugar um outro apartamento, eu preciso ter um nome limpo. Agora, se eu já tenho casa, carro, se eu pego empréstimo no BNDES, eu devo.
Que é o caso de Luciano Huck, de véio da van, dessa galera. Essa galera deve porque o bem-estar delas não está atrelado ao quanto elas devem, porque o dinheiro delas é um dinheiro imaginário. O Luciano Huck é bilionário, bi. Então assim, essa percepção ela muda muito. E aí não tem boa vontade com o governo que faça um pai de família ficar tranquilo sabendo que a grana tá curta ali no fim do mês, ou que ele tá devendo banco e tal.
Então é importantíssimo esse tipo de programa. Eu espero que Ao contrário do que diz a Febre Aban, que as entidades financeiras agiram mesmo porque você tem mais possibilidades, né, das pessoas de um baixar mais, a velha concorrência, né, baixar os juros mais que o outro ou dar uma, fazer uma proposta melhor para pessoa pagar à vista. Eu vou aproveitar que a gente vai falar do Alcolumbre e contar um negócio, que essa semana eu conheci um cérebro em paz, que foi o meu professor da academia.
Porque tem aquela, porque tem tela para todo lado na desgraça desse mundo, eu não suporto mais tela, mas cérebro em paz Usou um termo muito bom, cara. Nossa, e você vai ver como é em paz o cérebro dele. Tela para todo lado, você tá lá fazendo sua ginástica, já que estamos nos 40 anos, você tá lá fazendo sua ginástica e tela, tela, tela, me aparece a cara do Hugo Mota. E não era TV, era vídeo passando, né? Era uma propaganda de, era uma peça publicitária do, se eu não me engano, de algum convênio de saúde de funcionário público.
E aparece o cara conversando com o Hugo Mota assim. Aí eu falei, porra, tem que fazer isso aqui, tem que fazer stiff, ainda tem que ficar olhando para a cara desse filho da Aí meu professor olhou e falou assim, quem é? Aí eu, Hugo Mota. Ele, quem é Hugo Mota?
O Columbi. Tu tinha falado, não era Hugo Mota, é porque o Columbi, lembrei de presidentes.
Caralho, que beleza! Aí eu falei, Davi, o Columbi você não conhece? Ele, não, mas parece nome de aeroporto.
E só, provavelmente vai ser nome de aeroporto depois que ele morrer um dia, né?
Só assim, ó, em paz. Que inveja, que inveja! Devia ter feito educação física. Nossa, eu fiquei assim, ó, que beleza. O resto do tempo ele enche meu saco falando que vai voltar no caiado, mas é só porque ele sabe que eu fico puto.
Ô Ana, eu fui falar que Alcolumbre vai ser nome de aeroporto quando ele morrer, mas já é, porque o Aeroporto Internacional de Macapá é Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre.
Deve ser o pai, né?
Sabia, ele já deve ter ido para o Macapá.
É, e ficou o nome. Deve ser quem? O pai do Alcolumbre, né?
É, agora eu vou ter que pesquisar aqui, né? Se é o pai, o avô, é um morto, ele precisa da família.
Um ex-Alcolumbre.
E Alcolumbre, esse que vai encontrar uma pista de táxi aéreo aí, vocês vão encontrar uma pista de táxi aéreo chamada Davi Alcolumbre, não duvide.
Com certeza, cara. O Davi Alcolumbre é o retrato, é o que o Lula devia levar de lição para ele aprender a ser um pouquinho mais como o Rodrigo e guardar mágoa. Porque olha o que o Lula fez por esse desgraçado, e ele tá aí com esse, com essa gaveta trancada. Ah não, não vou, o Senado não tem que só assinar embaixo do que a Câmara faz e bababoi, porra, era hora do Lula aprender a ser vingativo, do Lula aprender a guardar rancor das pessoas, sabe?
Nossa, olha que serzinho asqueroso, minúsculo. E é o que o Thaís falou, lá no Senado não é lugar dele ser melindroso e, ai, eu estou sendo ameaçado. Não, se não aguenta pressão, não serve você presidente do Senado, da Câmara, não serve para nada. Você não aguenta pressão, você não serve às vezes nem para trabalhar em equipe, viu? E só para fechar falando da campanha, Lula, looks belíssimos. Tem que fazer mesmo. A esquerda tem uma imaturidade quando se fala em campanha política, que é a do não preciso mostrar, não preciso mostrar.
E é uma imaturidade meio calcada num bom mocismo, sabe? Ah, o que eu faço é tão bom que a população vai perceber. Não vai. Não é à toa que propaganda é a commodity mais cara do mundo há 100 anos e vai continuar sendo propaganda. Tudo é propaganda. Tem que mostrar, tem que fazer campanha enquanto pode, é fazer propaganda enquanto pode, e depois é pau na campanha, é ritmo de campanha até o final. E se eu não tivesse nenhum motivo para votar no Lula, só os chapéus que ele anda usando, chapéus, chapéus, já tá, já ganhava meu voto.
Ó, só fui pesquisar a história aqui do Aeroporto Internacional de Macapá. Adivinha quem sugeriu homenagear por Alberto Alcolumbre o aeroporto, o próprio Davi Alcolumbre, numa proposta dele de 2009, resolveu renomear o Aeroporto Internacional de Macapá em homenagem a seu tio Alberto Alcolumbre. E aí foi aprovado isso em 2009, só que o aeroporto só foi inaugurado em 2019 ali pelo Jair Bolsonaro junto com Davi Alcolumbre.
Enfim, é isso, é isso. Porque ele não podia, ou ia ficar muito descarado ele sugerir o próprio nome, né? Aí ele teve que procurar alguém da família para sugerir. Me dá mais um minuto aí para eu complementar o comentário da Ana Raíssa, Vitor, ou você vai apitar?
Não, aqui a gente não apita, que isso. Vamos botar aqui mais 5 minutos então, tá bom. Achou muito? 4 minutos e meio, pronto.
Agora melhorou, 4 minutos e meio, tá bom. Eu ia complementar esse comentário de Ana Raíssa porque os limites da propaganda política, eles estão relacionados hoje com essa, essa realidade concreta do poder de compra. Ana Raíssa começou falando que pouco tempo atrás um salário mínimo ele parecia algo mais concreto, né? Então você tinha um salário mínimo de 200 e poucos reais e um estudante podia receber uma bolsa de 200 e poucos reais.
Isso tinha uma relação direta com o valor dos alimentos que as pessoas compravam, com o preço do aluguel, com todas as outras coisas que você ia pagar com o seu salário. Mas principalmente de 2008 para cá, isso aos poucos foi se dissolvendo no outro tipo de realidade financeira, que me parece que hoje tá diretamente relacionado com a quase impossibilidade de você impedir o acúmulo de dívidas de boa parte da população. Aí, é claro, a gente se vangloria muito, e é claro, é positivo que o Brasil ele tenha uma facilidade enorme para você fazer transações comerciais.
A gente sempre elogia o nosso Pix, mas também os sistemas digitais que fazem com que os internet banking no Brasil eles funcionem muito bem. E claro, isso é ótimo, não tem por que a gente dizer que isso é ruim, mas isso foi feito de uma maneira um pouco atropelada nessas últimas, última década principalmente, mas mais nos últimos 7, 8 anos foi feito de uma maneira atropelada. E existe uma distância muito grande entre a maneira como a gente se relacionava com direito, com dinheiro antes dessas tecnologias e agora.
E a gente não teve um tempo de adaptação da população. Então uma coisa era a pessoa receber o seu salário, que poderia ou bater na sua conta, ou você receber aquilo em espécie, escolher se você iria depositar, e você tinha uma certa percepção de quanto você ganha, de quanto você vai gastar, quanto vai estar na sua carteira. Mas de alguns anos para cá não existe mais a sua carteira. O pobre principalmente, ele não tem carteira, ele nunca vai ter dinheiro na carteira.
O dinheiro que chega na conta dele nunca vai ser dele, é um dinheiro que já tá com o banco e que vai sair constantemente através da facilidade de gasto, que você paga tudo por QR code, tudo tá no Pix, tudo tá automaticamente descontado. Você nem digita senha mais, você aproxima o seu celular, que é esse instrumento mágico, tecnológico mágico para a maior parte da população. Você não sabe percebe como que seu dinheiro tá indo embora.
E quando você menos percebe, opa, eu trabalhei o mês inteiro, é dia 10 e eu já tô sem dinheiro. Aí junta isso a essa desconexão entre o valor do salário mínimo que não acompanhou o preço das coisas. Salário mínimo hoje é muito defasado com relação ao acúmulo que a gente teve de inflação nessa última década e meia, principalmente. Isso é concreto, não adianta. A gente precisaria estar com salário mínimo aí próximo de R$5.000 mais ou menos para a gente poder ter alguma proximidade ali, as pessoas terem qualidade de vida.
Então a percepção da população, ela não tá equivocada, com relação à qualidade de vida. A gente tem um monte de facilitador, mas a gente tem uma realidade que ela não pode ser mais resolvida apenas aumentando um pouco mais o salário mínimo, ou apenas arranjando um jeito das pessoas quitarem as suas dívidas. A gente precisa hoje lidar com algo que parece interditado no debate público. A gente precisa de controle de preço e a gente precisa de gratuidade de serviços básicos.
A gente não deveria mais pagar por transporte, a gente não deveria pagar por água, a gente não deveria pagar por luz, a gente não deveria pagar por internet. O preço deveria ser controlado com limite, como foi feito com a gasolina até a venda da BR Distribuidora, que você tinha um controle de preço, tava tudo bem para todo mundo. No momento que vendeu a BR Distribuidora, isso descalacrou. Pensa nisso com relação a todos os produtos básicos no Brasil que não tem controle por distribuição nacional, não tem.
Então o preço ele fica solto no mercado, que é um mercado que ele ri para um dinheiro que não existe, como Ana Raíssa falou. Esse controle de preço ele vem, tem que ser feito diretamente para o governo, e também com uma resposta para os subsídios que os grandes produtores nacionais vai para o agro e vai para indústria. Quantos por cento dos produtos que você produz eles vão ficar retidos para poder controlar a distribuição de produtos no mercado interno?
Então a gente tem que ter acúmulo de produto básico para distribuição de alimento e controle de preço. A gente tem que ter acúmulo de produto que vai ser disponibilizado em percentagem pela indústria nacional para a gente ter poder de compra em cima de produto já transformado, né? Vai do alimento processado até o eletrodoméstico. E isso sim seria uma política Mas parece interditado, porque quando você fala isso vão apontar o dedo e falar comunismo.
Mas é impossível no mundo em que a gente vive você ter um aumento de qualidade de vida e uma percepção de que você trabalha e o dinheiro que você ganha se reverte em aquisição, em poder de compra, em tranquilidade para o seu mês, se a gente não tiver esse controle de preço e a gratuidade dos serviços básicos, né? Então acelerei para não gastar 10 minutos falando disso, mas não vai haver logo mais qualquer espécie de propaganda política política que vai poder mudar a percepção das pessoas sobre uma realidade que ela não tá melhorando nesse sentido.
A extrema-direita consegue fazer propaganda e ganhar as pessoas por quê? Porque a propaganda dela não é baseada na realidade. Eles não têm nenhum compromisso com qualquer aspecto de verdade. Então, quando você faz propaganda mentindo o tempo todo, é muito fácil de você falar: nossa, nós estamos contra o sistema, sua vida está uma merda e eu vou resolver. Agora, quando você tá no governo, como foi o caso do governo Bolsonaro, a gente viu as pessoas na fila do osso.
Né? Então, no nosso caso, a gente não faz propaganda política mentindo o tempo todo. Então é muito difícil de você imaginar, vai imaginar que R$500 milhões numa propaganda política para o governo Lula ou qualquer governo social-democrata ou de esquerda, ele se reverteria numa percepção imediata da população de que o governo tá fazendo alguma coisa. A gente, infelizmente, pelo visto, para o restante da política nacional, a gente vai ter que abraçar pelo menos o socialismo se não a gente não consegue ter o mínimo de qualidade de vida daqui para frente nesse mundo novo financeiro e tecnológico que a gente vive.
Eu jurava que uma das opções que o Rodrigo ia dar era educação financeira nas escolas. Pô, me surpreendeu ele não ter citado isso.
Antes de passar para o próximo tópico, eu queria só comentar ainda sobre o Alcolumbre, que eu acabei de ver aqui o Henrique Azevedo divulgando uma petição que já tem 44 mil assinaturas pelo impeachment do nosso presidente do Senado. Então assim, se ele tava reclamando antes, agora que ele vai sentir a pressão.
E sobre a questão do Desenrola, eu tava vendo aqui, né, que eu tinha visto uma notícia mais cedo, só que não tá aqui na pauta. Fui resgatar enquanto o Rodrigo tava falando que foi divulgado pelo Banco Central que a inadimplência nas operações de crédito alcançou o patamar recorde em maio, que foi justamente o mês de lançamento do novo Desenrola. Então eu tô curioso para ver como é que vai vir esse dado a partir de junho, para ver se realmente causou causou algum impacto ou não, né?
E também não adianta causar um impacto e voltar a subir esse patamar. E baseado muito nos fatores aí que o Rodrigo muito bem explanou agora há pouco, vamos continuar acompanhando. E novidades, voltaremos aqui para falar sobre o desenrolar. Vamos seguir aqui para o nosso segundo tópico desse primeiro bloco. Vamos falar de um tema que Rodrigo estava ansioso, que é caso de família parte 2 aqui, porque após mais uma semana modorrenta no noticiário político aí, com Congresso, sei lá que Congresso tá fazendo, vamos à segunda parte aqui do nosso caso de família que começou semana passada.
Porque apesar do pedido público de desculpas de Tari Flávia, ou a sua madrasta, Micheque Bolsonaro, como comentamos aqui na semana passada, Micheque resolveu continuar gerando mídia em torno do nome da família. Ela deixou de seguir os enteados Liro Banana e Cabeça de Filtro de Barro. Bananinha, por sua vez, ainda segue a madrasta no Instagram, mas passou a republicar em seu perfil nos X conteúdos com críticas a ela. Um levantamento da consultoria Batesé Fé, sei lá, obtido com exclusividade pelo jornal O Globo, mostra que um terço das 300 mil menções nas redes a Micheque trazia críticas a ela.
Entre as expressões mais utilizadas nas críticas estão os termos Michele Firmo, seu nome de solteira, que eu não tinha a menor ideia até hoje, e Dona contendo ironia. Nos ataques, ela também é chamada— preste atenção na raiz, Thaís e Rodrigo— de traidora e de feminista. Olha aí, hein? Na última terça-feira, dia 30, Micheque anunciou que decidiu deixar a presidência do PL Mulher. Ela divulgou uma nota em que disse que dedicará seu tempo a cuidar do marido.
No dia seguinte, o PL Mulher publicou uma imagem com uma Michele Bolsonaro de papelão em uma reunião do partido com a legenda: alegria de ter uma líder de verdade. Sendo que era uma Michele de papelão, líder de verdade.
Caralho, que escárnio, hein?
Aqui tem informação, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, aquele do Mensalão, que provavelmente nunca quis de verdade criar o cargo, aproveitou a saída de Michele, que extinguiu nesta quarta-feira o Comando Nacional do PL Mulher, e afirmou que decidiu acabar com o posto porque não há nomes dentro do partido para substituir de Michele. Enquanto isso, neto de ditador intragável e babaca Paulo Figueiredo afirmou em crítica a Michele Bolsonaro essa semana que mulheres votam muito mal, em especial as solteiras, já que as casadas teriam a tendência de acompanhar os votos dos maridos.
Afirmação essa que fez Tari Flávio ter que repudiar a fala do neto de ditador durante a primeira reunião de sua pré-campanha dedicada exclusivamente ao eleitorado feminino aí em Brasília, na Raíça, mas que não contou com as participações nem Michek, nem de Damares, nem de Teresa Cristina e nem da governadora do DF, Celina Leão. Além disso, Dismayo disse que Michek está completamente desinformada no vídeo que ela compartilhou nas redes sociais, que segundo ele insinua sua participação em uma suposta festa promovida pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
E só para deixar aqui observação, na postagem da Michek ela não cita o Flavinho, mas ele acusou o golpe. Pois é. E aproveitando essa essa situação aí do caso de família. Tava até comentando aqui com Thaís antes da gente começar a gravação que o Lula fez um tweet atacando aí, né, a família Bolsonaro, né, na verdade respondendo à altura eles. E eu não tinha entendido por quê, mas tá aqui na Folha de São Paulo, né, duas notícias sobre o Tariflável.
Flávio Bolsonaro diz a Trump que tarifação daria vitória política a Lula e pede decisão após eleição. E aí tem também, ó, Flávio diz aos Estados Unidos querer se libertar, entre aspas simples, do Banrisul e propõe alívio a empresas de cartão de crédito. Pré-candidato sugere impedir conexão do Pix com sistemas não ocidentais e reduzir tributação de empresas de pagamento. Se essa família não pode ser chamada de entreguista, não sei mais o que pode.
E aí, deixa eu ler aqui, aproveitar aqui já que eu tô no embalo. Deixa eu ler aqui o tweet do Lula: é inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, como fica claro no documento enviado por um de seus integrantes ao governo norte-americano. Nós sempre vamos dialogar de igual para igual com qualquer nação do mundo. Pedir que o tarifação contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores à pátria.
Nunca houve, não há qualquer justificativa, não sei mais falar, para tarifação agora ou depois. O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro, que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros. Defender o fim do Mercosul, o bloco econômico mais importante da América Latina, e que acaba de firmar um acordo histórico com a União Europeia é outro ataque ao interesse do povo brasileiro.
Como se não bastasse, querem entregar o Pix a interesses estrangeiros. Não vão conseguir. O Pix é uma conquista do Brasil e não vamos abrir mão dele. Nossa pátria não está à venda, nossa soberania é inegociável. O Brasil é dos brasileiros.
Eu vou começar o meu comentário falando sobre um apelido que eu descobri que Damares tem entre a de direita, de PSOL do PL.
Meu Deus, não, para tudo! PSOL do PL, rapaz, que loucura, cara!
É porque agora elas viraram feministas, né? A gente já vinha—
é o feminismo, né? O PT encostar. Ô Thaís, eu cantei essa pedra semana passada, olha aí, ó.
Mas então a gente já vem comentando aqui no Medicast sobre esse rebranding que dá Damares tem feito nos últimos tempos, né? Muita gente assim admirada, nossa, não acredito que eu estou concordando com Damares. Mas assim, ela já vem há um bom tempo se distanciando do bolsonarismo radical. Ela e Michele são unha e carne, assim. Eu acho que é quem é mais cúmplice uma da outra, porque a Michele, ela, ela foi o fiel da balança da candidatura da Damares, né?
Ela meio que que colocou a Damares no lugar da, acho que foi da Flávia Arruda, né? Ana Raíssa deve saber melhor do que eu. E aí, da mesma forma que a Damares tá sempre lá apoiando a Michelle em tudo, né? Na hora que houve a prisão do Jair, a Damares começou a falar como a Michelle era uma leoa defendendo sua família, etc. e tal. Então assim, esse movimento de criar mulheres unidas é uma coisa assim que vem se desenhando há algum tempo, mas eu vejo que existe um limite nisso que tá no cerne do que é ser de direita e do que é ser feminista, digamos assim.
A gente falou aqui que esse discurso da Maris e de Michele consegue até se confundir com o feminismo liberal. E assim, apesar delas não se dizerem feministas, elas estão dizendo que isso aqui é um movimento de mulheres, mas elas já estão sendo acusadas de serem feministas, porque enfim, para um espectro da extrema-direita, quem— a mulher que simplesmente não aceita tudo calada, de cabeça baixa, ela não serve para eles, né? Ela é execrada.
Inclusive, o neto do ditador, ele falou claramente coisas terríveis sobre mulheres. Mas em resumo é isso: mulher vota mal e mulher solteira vota pior ainda, porque não tem marido para dizer para ela em quem votar. Então assim, por mais conservadora que seja uma mulher, é muito, muito difícil que uma mulher aceite de bom grado ser tão humilhada desse jeito. A mulher que tem um mínimo de autoestima, ela não gosta de ser maltratada, de ser humilhada.
No fim das contas, a gente quer ser tratada como igual, a gente quer ser respeitada. Só que na extrema-direita isso não existe, isso é impossível. Não existe diálogo, não existe acordo com a extrema-direita quando o assunto são os direitos as mulheres. As mulheres têm que servir aos homens, e se não for assim, não serve. Se você não for bonita, e se não ficar calada, e se não fizer tudo para mim, não serve. Então assim, é o que a Michelle defende, essa coisa da mulher que edifica o lar.
Inclusive existe muito essa coisa dentro da religião de que a mulher ela tem que orar para que, sei que o marido adúltero mude. Agora, a gente tem visto até isso, a gente tem visto mudar um pouco. A gente viu aí essa pastora que ela já fala sobre isso há muito tempo, mas só chegou na esquerda agora essa coisa de se você apanha, você não tem que estar com seu marido não, né? Então assim, as coisas elas se misturam, mas tem esse problema estrutural desse movimento de mulheres, porque é impossível haver acordo com os homens que estão cada vez mais radicalizando.
Deputados, inclusive. Então você vê, até na direita as mulheres e os homens não estão mais conseguindo dialogar. Olha só como o negócio tá grave aí. Então assim, eu não sei se, como vai ser, como, como vai se desenvolver, como vão conseguir conciliar as coisas dentro desse feminismo neopentecostal. Eu acho que na verdade esse feminismo neopentecostal, esse movimento de mulheres, tem muito mais possibilidades de roubar votos da esquerda, roubar votos de Lula do que o próprio Bolsonaro.
Porque muitas das eleitoras de Lula são o quê? São mulheres que são chefes de família, né, muitas vezes mulheres religiosas. Então o discurso da Michele, ele é muito sedutor para esse tipo de eleitora, né. Então a Michele, para além do fato de ser uma pessoa, de ser uma das pessoas mais radicais e mais perigosas da família Bolsonaro, né, vamos lembrar que o núcleo radical da família Bolsonaro era Eduardo e Michele. Então ela tá se fazendo de boazinha, mas ela é o cão.
Mas assim, os homens não vão votar nas mulheres, os homens da extrema-direita não vão votar nas mulheres, e as mulheres estão cansando de ser humilhadas. Então assim, esse voto, esse voto tá, tá se dividindo, né? E essa coisa assim, é como é a Michele Bolsonaro, ela é um lobo em pele de Então ela traz mais perigo, traz mais riscos para gente nesse sentido, a gente da esquerda, né? Ela consegue penetrar nessa coisa da mulher que se preocupa com a família.
A Michelle, ela tá ali, ela recuou, né? Disse que vai cuidar do marido. Deve ter rolado fight entre a família. Eu acho que o Valdemar é muito mais aliado dela do que qualquer pessoa dentro da casa dela, dentro da família dela. Dela. Então assim, eu acho que o Valdemar enxerga as potencialidades dela enquanto puxadora de votos, né? Não sei se ela acha a Michele mais— se ele acha Michele mais palatável do que o Bolsonaro, porque como eu falei, a bicha não deve ser fácil de lidar também.
Ela deve ser uma pessoa insuportável. Mas assim, para finalizar, eu queria saber— eu até li a notícia da Michele de papelão. Você vê que o casal é unido até nisso, né? Tem Bolsonaro de papelão, agora tem a Michele de de papelão. E eu fiquei sem entender se essa coisa da Michelle de papelão era coisa de fã ou hater.
Vitor ia falar? Pode ir.
Não, só ia comentar que, Lula, se já tem Micheque de papelão, lembre-se da Jandira de papelão durante os debates esse ano, por favor.
Sim, estamos aqui aguardando, Lula, nosso ouvinte. Por favor, lembre-se da Jandira de papelão. E em épocas de citação de internet. É até meio constrangedor você citar alguém, né? Fica parecendo aqueles, aqueles posts de stories. Mas cometerei uma citação, mas não vou tentar não ser brega. Porque o que que a gente aprende com Michele neste momento? Não existe cumplicidade com opressor. Não existe. Eu sei que é brega falar em opressor em Mas se a gente tá falando de gênero, a gente tá falando de opressão.
Não existe cumplicidade com o opressor, simplesmente não existe. Isso que a gente tá aqui desde o episódio passado chamando de feminismo neopentecostal, ele é instrumentalizado pela extrema-direita em céu machista, crente, é um instrumento. Porque não a força do— e aí vem a citação, né, vamos falar de Simone de Beauvoir— a força do do opressor está na cumplicidade que ele tem dentro do grupo oprimido. A mulher que acha que é de extrema-direita, que ela acha que ela é conservadora, ela é um instrumento na mão do homem conservador.
Ela é um instrumento individualmente, e nós enquanto classe, na mão da extrema-direita, do patriarcado, do darará. Essa falsa cumplicidade, que não é cumplicidade porque só existe do lado do oprimido para cima, ela não se sustenta. Isso é instrumentalização. Você se dizer uma mulher conservadora, você tá dizendo o quê? Eu estou dando todas as possibilidades de ser oprimida por essas pessoas, porque a gente já vai ser oprimida de qualquer forma.
E é exatamente o que Thaís falou: o homem de extrema-direita não vai votar na mulher de extrema-direita. O homem de direita mal vota na mulher de direita. Não se vota. E eu vou estender isso um pouquinho para esquerda também, viu? Porque para começar a votar em mulher também foi uma remada. Não tem assim, a gente tem que cortar. É por isso que eu sou tão radical, e eu sei que muita gente não gosta de ouvir isso. Quando eu falo que não existe polícia antifascista, não existe crente do bem, me desculpa o medo e delírio, me desculpa as pessoas que elas individualmente são do bem.
Estruturalmente não dá para você pensar numa estrutura opressora e que ela de repente não é mais opressora, ou ela é meio de esquerda. Não é estruturalmente. Aquilo é feito para oprimir. Neopentecostalismo de esquerda, neopentecostalismo progressista não existe. Me perdoem, não existe. Ah, mas eu sou neopentecostal progressista. Você é neopentecostal e você é progressista. Talvez você seja mais progressista que neopentecostal, porque uma coisa não tinha que estar sobreposta à outra, porque uma coisa faz jus às suas crenças, ao seu sistema de crenças e de como você encara a vida e a metafísica, e a outra é política.
Mas eu sei que não dá para dissociar. E é porque não dá para dissociar que eu pessoalmente— não estou falando no nome dos meus colegas, meus colegas podem inclusive discordarem de mim— eu não acredito na estrutura crente bonzinho. Não estou falando da pessoa. E aí entra o que Thaís falou: a Micheque está disputando o voto com a gente, da mãe que é chefe de família, que é evangélica, que não gosta do que o pastor fala, mas por causa da sua fé ela continua ali, que ela mesma teve coragem coragem de se separar de um marido vagabundo, violento, não sei o quê, bababá, e tá ali cuidando dos filhos sozinho, sozinha, ela começa a se sentir seduzida pela Michelle.
Porque embora a Michelle seja assim a Bolsonaro mais radical, acho que hoje em dia até mais que o Eduardo, mas eram os dois mesmo, tá? Está certa. Ela tem esse instrumento na mão, que é a esposa, a mãe. E tem uma coisa que para a gente é um absurdo. Olha quem chegou!
Que isso, de surpresa aqui na gravação, dia Esquinelo, seja bem-vindo, Diego.
Não aguentou o frio na rua, né? Não aguentou o frio na rua e veio para casa.
Porra, um vento da porra!
A Ana tá falando mal de crente aqui, Diego, só para te posicionar na—
vamos lá, vou aproveitar o intervalo da fala da Alice para concordar com ela, porque— e aí lembrar, do mesmo jeito que você que tá nos ouvindo pode entender que não existe existir anarcocapitalista. Vamos pensar o exemplo mais óbvio, que são duas coisas que elas não se batem, não tem como ser. Se a pessoa tá usando essa palavra é porque ela é burra o suficiente para não compreender que são duas coisas que elas não podem conviver.
Uma é oposta à outra, mas tem gente que vai lá achar que é isso. A mesma coisa estruturalmente acontece com esses outros exemplos que Ana Raíssa falou, cara. Então assim, eu não vou nem pedir desculpa não, não é pedir desculpa se você se sentir ofendido, não, assim, real, não é individual, gente, que Ana Raíssa tá falando, como ela já comentou aqui. É a mesma coisa aqui como a gente entende quando você fala, ah, todos os homens eles são machistas, todos os homens, porque todos os homens usufruem de uma estrutura que é machista.
Então se você quer se sentir ofendido porque uma mulher chega para você e falou, cara, todos os homens são possíveis estupradores, todos os homens eles são possíveis agressores, todos são, porque estruturalmente é assim que tá, e assim é nesse mundo que a gente vive. Não quer dizer que individualmente você seja engraçado, mas assim, você usufrui de todos os benefícios desse mundo que se construiu assim. Da mesma maneira, estruturalmente, essas religiões, elas são religiões que elas se baseiam nesses elementos e tá tudo ali.
Você individualmente pode não ser essa merda, mas estruturalmente aquilo tá lá. Então, se você quer puxar para o seu balai e falar, nossa, está falando mal de mim porque falou mal da estrutura da minha religião, não podemos fazer nada com relação religião a isso, sabe? Isso aí não nos cabe. Agora, a gente não tá falando de você, a gente não tá falando de você, do seu caso em específico, não tá. Mas não dá para negar que se você vive numa sociedade que essa religião tem um poder, tem um poder de ditar costumes, e dependendo da posição em que você tá nessa sociedade, você usufrui dessa estrutura ou você sofre com ela.
Eu vou só trazer uma informação que eu captei hoje, não me lembro se foi no vídeo do Orlando Calheiro, se foi do Adileia Marino, Mas que fala justamente que no período da ditadura militar houve esse incentivo de que a religião evangélica, que os evangélicos viessem ao Brasil porque os católicos eram considerados muito comunistas.
Então é verdade, tá vendo que mundo? E a gente tá no movimento da Igreja Católica parecer cool para o jovem, viu? A gente tá caminhando para trás a passos largos. E aí eu vou finalizar minha fala sobre a Michele para passar para os colegas, que eu já tomei o tempo inteiro. O voto, ela tá disputando voto. Ela tá disputando voto com essas pessoas, que com essas mães de família principalmente. E ela tem uma trava, a Michele tem uma trava, porque como o próprio Jair sempre falou, que a Michele é muito difícil, que a Michele não tira uma ideia da cabeça quando ela põe na cabeça, que a Michele é muito, muito radical.
E é, temos que concordar com o Jair nisso. Valdemar, Thaís tocou num ponto certíssimo também, que é o potencial político dela. E que o Valdemar vê isso porque ela é muito mais vendável do ponto de vista do marketing que qualquer Bolsonaro. Eles são uns inaptos, eles são figuras asquerosas. Toda vez que Michele chama o Jair de meu galego, alguém, alguém gofa. Não é bonito, não é fisicamente, eles são figuras asquerosas. Ali, ó, e nesse caso quem golfou dessa vez foi o Rodrigo.
Eu também, eu também, duas golfadas já.
Então ela é vendável porque ela é mais jovem, porque né, ela é padrão. Agora ela tá botocada até o fim. Se aquela mulher franzir a sobrancelha, a perna sobe. Ela tá botocada, vocês precisam ver. Cada dia mais feia neste quesito, mal vestida, o poliéster gritando, mas tá lá. Mas qual é a trava dela? A trava dela é que ela tem um marido idoso e doente. E é isso que essa estrutura, inclusive religiosa, quer normalizar. Uma mulher mais jovem com marido idoso e doente, porque a mulher precisa, o que a Thaís falou, servir o homem.
Michele sabe de seu potencial político. Michele é uma mulher jovem, mesmo que ela não tivesse potencial político, ela poderia ter potencial de trabalhar, como ela disse, com assistência social, com o que for. O que que a sociedade, principalmente o grupo religioso dela, deu a ela? Um marido idoso e muito doente, e que está cada dia mais morto. Que é isso que todo dia eu penso: esse homem está um pouco mais morto hoje, é o dia mais feliz da minha vida para cuidar.
Porque não importa o dinheiro que você tenha, quem vai cuidar é a mulher. Quem vai passar por aqui todo o trabalho de cuidar de uma pessoa idosa é a esposa. E ela disse que deixou a presidência do PL Mulher para cuidar do marido. Eu acho que tem um fundo de verdade aí de uma puxada que o Jair deu, mas também é cena, é teatro. Estou abrindo mão de uma coisa grandiosa e que seria um projeto pessoal para cuidar do meu marido e da minha filha.
Isso também é teatro, ela ter saído da presidência também é teatro, porque tá ali. E ela, é uma pena que ela nunca vai perceber, e nunca vai, o tamanho da violência que é ela ser tratada pelo nome de solteira. Não estou compadecida, não sinto dó, só estou analisando, que vocês sabem que eu não tenho dó nenhuma de mulher de extrema-direita, nenhuma, de ninguém, inclusive de mulher. Mas é uma violência tremenda chamarem ela de Dona Michele, Michele Firmo, porque é uma extirpação da identidade dela.
Ela só é a Michele que a gente conhece porque ela é Michele Bolsonaro. Qualquer um aqueles imbecis só é o que é porque é um Bolsonaro, inclusive o imbecil maior. Então os filhos não perderem o direito de usar o sobrenome, mas ela perder pela própria claque ali, é uma violência tremenda. E ela está sofrendo porque ela alimentou esses porcos, ela alimentou esses porcos, e agora eles estão famintos. Então assim, sinto muito, era o que ia acontecer mesmo, é uma merda, é assim que funciona, sempre funcionou, e é o que a gente do outro lado luta para que não aconteça mais.
Mas ela não está conosco, ela está contra nós. Michel está contra nós assim como qualquer homem de extrema-direita. Não tenham dó. A gente analisa, a gente vê e pensa: que pena, mas a gente já sabia que ia acontecer. Mas dó a gente não tem. Uma coisa que a família Bolsonaro nunca contou é que Jair, apesar de ter instrumentalizado todas as suas outras ex-mulheres, eu acho que são 2 ou 3 além da Michele— imagina, né, gente, é bom demais ser homem porque aquela criatura ter sido casada tantas vezes— ele sempre enfiou elas na política para o bem próprio e tirou-as da política quando ele quis.
O que a família nunca esperava é que a Michele que ele ia gostar. E agora estão todos muito chocados, que assim, não adianta, não vai ficar em casa. E não vai, viu? Ali não fica não. Ela só não separa desse traste porque para esse meio de porcos que ela vive é muito pior ser separada do que ser viúva. Então ela vai esperar o Jair morrer.
E muito provavelmente, assim, ao contrário das outras duas ou três pobres vítimas do Jair, quando a Michelle escolheu se amarrar nessa âncora, ela sabia muito bem o que ela tava fazendo. Ela sabia exatamente o vespeiro onde ela tava metendo o dedo, e ela sabia o que ela queria com isso. Ela podia não ter as aspirações políticas que hoje tem porque ela não tinha tido o gostinho disso ainda, mas ela não escolheu ser a esposa aí de um deputado do baixo clero miliciano porque ela, ah, eu detesto poder e dinheiro.
Ah, sei lá, talvez a primeira esposa do Bolsonaro tenha conhecido ele lá no seu histórico de atleta. As demais todas casaram com esse futuro, né? E no momento quando ela vê a possibilidade de ser a primeira-dama, aí não querendo fazer juízo de valor sobre a pessoa física, né, da Michele Bolsonaro, mas pelo sonho que é construído na cabeça de todas essas meninas de direita, de classe evangélica, que é ser a esposa troféu, né? Que a gente já falou que não é você que fica fazendo videozinho e seu marido se perdeu o emprego amanhã, ele vai passar fome.
Você daí ele, né? E aí esse tipo de gente, quando pega gosto pelo poder, é perigoso para quem, para quem criou, porque ela não desiste, ela não vai deixar barato, porque ela, ela em algum momento quis, sei lá, casar com Jair Bolsonaro. Não se enganem que foi ele que escolheu casar com ela, pelo contrário. Então quando ela, o que ela quer, ela vai atrás, ela tem como construir apoio político para isso. Até então, né, ela tem demonstrado capacidade para, o que é muito perigoso para todos nós.
Micheque, que descobrimos essa semana que já foi um pacote de macarrão, né?
Sempre bom lembrar que foi a melhor coisa de toda essa história, vê-la vestida de pacote de macarrão.
Supostamente, supostamente.
Uma amiga minha foi latinha da Brahma no supermercado.
Rodrigo, tu não vai querer comentar esse tópico não, né?
Vai me dar 2 minutos aí?
2 minutos?
2 minutos.
Então te dá 2 minutos e 15.
Pronto, aí tá ótimo.
Pô, legal hoje.
Obrigado, patrão. Isso é que é negociar com o patrão. É, só tem dois pontos aqui que eu gostaria de comentar, é porque esse é um assunto que me irrita bastante desde o episódio passado. O primeiro é que, gente, se preparem porque Jair Bolsonaro deve estar próximo de ir de cancros e febres. É, tão disputando o espólio dele, então aparentemente a coisa tá dada, não tem muito mais como ele ficar aparecendo em público, mesmo que ele pudesse agora.
Então lá, vamos manter a proximidade porque tem que conseguir ainda saber quem vai conseguir ficar com qualquer, cada parte ali dele, né? Que horror. O segundo ponto é com relação à campanha. Todo esse desacerto que a gente tá vendo, isso se relaciona com o buraco no qual a campanha do Flávio Bolsonaro se meteu. Eles não conseguiram vingar campanha na economia, não conseguiram vingar campanha na política externa, não conseguiram vender nada que foi feito no governo do pai dele porque só deu merda.
Eles não não tem nada para fazer campanha. O último ponto que eles recorrem, como sempre, é pauta de costumes. E aí o desacerto vem: quando vai entrar a pauta de costumes? E Michele Bolsonaro tem trazido essa pauta de costumes, e isso vai ser um dos motes agora da campanha para esses últimos meses, porque não sobrou mais nada. Só que Flávio Bolsonaro não é uma figura que teria condição de trazer a pauta de costumes. Percebam que ela já tá no Senado, ela tá na Câmara dos Deputados, e ela vai entrar peso nesses últimos meses.
Então vai se começar a falar de gênero, vai se começar a falar de movimento LGBTQIA+, vai se começar a falar de aborto, vai falar de homeschooling, vai falar de pedofilia, vão bater nessas teclas, tudo aliado ao discurso religioso, porque sabem que essa é uma das fragilidades de enfrentamento de qualquer campanha de esquerda, principalmente da campanha do Lula, que tem as suas contradições com sua base, porque ele não vai poder vir falar com todas as palavras que ele defenderia as mesmas pautas que boa parte da sua base de esquerda defende. Então vão bater nessa tecla, podem esperar.
Projeto de homeschooling que inclusive avançou aí essa semana, né? Vale a pena mencionar, já que não tá na nossa leitura de títulos.
E eu fiquei impressionado que o Rodrigo fez em 2 minutos e 13, cara, ainda sobraram 2 segundos.
Caraca, 2 minutos e quanto?
13, 13, já falei 13, 13. É, Rodrigo, agora você tem, eu ia falar 13 segundos, mas seria muita sacanagem. Você tem 1 minuto e 13 para poder fazer o momento jabá.
Vamos lá, gente, apoia.se/medicast. A gente tem diversas categorias, você pode ir lá e fazer o seu apoio a partir de R$5. Se cadastre, você nos ajuda a manter o episódio semanal em que a gente comenta com todo bom humor que a gente a gente pode, as pautas semanais da política nacional, né? Perceba o nosso esforço aqui toda semana, ficando até depois da meia-noite para poder falar de tanta coisa agradável. Então lá, apoia.se/medcast, a partir de R$20 você tem acesso a conteúdo extra no mural do Apoia.se.
Saiu The Weektors novo nesse mês agora, vai sair mais também, e você tem o seu nome lido aqui no final do episódio. A partir de R$50, além disso, você tem também um link para acompanhar as nossas as gravações. Participe da nossa campanha do Pix, podcastmidi@gmail.com é a nossa chave. No mês de julho a gente vai ter um episódio extra. Se você se esforçar, de repente no mês que vem a gente vai ter 2 episódios extras. R$500 um episódio extra, mais R$500 outro episódio extra.
Aqui na descrição do episódio tudo que você precisa saber, inclusive link para o nosso canal do WhatsApp, que a gente divulga as nossas pesquisas da MidQuest, e também link para nossa lojinha e para o grupo do Telegram que foi criado e é administrado por ouvintes do podcast. É isso, Victor Souza. Tem mais alguma informação que eu esqueci aí nesses últimos 5 segundos que eu tô deixando de ganja para você?
Não, é isso aí, Rodrigo Pollet, perfeito. Agora vai ser sempre 1 minuto e 3 que você vai ter para fazer momento de jabá, que eu vi que você ficou motivado.
Eu quero, eu quero fazer aqui um pedido, quero fazer aqui uma partilha, quero conversar com os ouvintes. Ouvintes, lembrem-se que em agosto estaremos 5 no Rio de Janeiro. Reservamos hospedagem, compramos passagem. Por favor, mandem Pix para ajudar a gente nesse mês de agosto.
podcastmidi@gmail.com. E como o Rodrigo falou, esse mês de julho só vamos ter um episódio extra, né, porque só uma meta foi batida. Mas vocês podem contribuir para o Todo Mundo no no Rio, bendiça, Thaís, em podcastmedia@gmail.com. Pode ser o valor que tocar o seu coração, fique à vontade.
É, a gente já tá agendando, Vitor, uma noite para degustação de whiskies especiais. Então assim, a gente tá na casa dos milhões, a gente vai precisar de ajuda aqui para vocês, porque senão, né, pô, uma dosezinha de um whisky desse é 150 mil libras. Então é um pouquinho complicado a gente manter isso só do nosso bolso, né? A gente até consegue, mas se você puder passar um milhãozinho aí no final do mês, a gente está agradecendo.
Eu quero ver quem adivinha no jatinho de quem a gente vai para o Rio.
E com essa, vamos para o nosso segundo bloco. Bom, vamos lá, porque já são 11:12 da noite. Vamos seguir aqui com muita empolgação e informação, pois os dados do Censo Escolar de 2025 divulgados oficialmente pelo MEC revelam melhora nas taxas abandono do ensino médio. A taxa dos que deixam de ir à escola nessa etapa em escolas públicas chegou a 2,5% no ano passado, a menor taxa desde 2007, início da série histórica disponibilizada pelo MEC.
A queda no abandono foi de 34% em relação a 2023, ano anterior ao início do PEDmeia, que paga bolsas para estudantes do ensino médio com o objetivo de mantê-los na escola. Segundo a reportagem da Folha, não é possível atribuir toda a melhora nos indicadores do ensino médio ao programa de bolsas, uma vez que essas taxas já tinham tendência de melhora nos últimos anos. Uma eventual relação, caso uma eventual relação causal entre a política, as taxas, ainda depende de estudos aprofundados, mas os avanços são notáveis após o início dos pagamentos.
O programa passou a ter um custo anual de cerca de R$12 bilhões. A taxa de reprovação no ensino médio público também melhorou, caiu 44% na comparação com 2023, passando de 5,7 para 3,2%. Enquanto isso, uma pesquisa nacional sobre a lei que proíbe o uso de celulares nas escolas revelou que 92% das escolas brasileiras já dizem ter implementado a restrição ao uso de aparelhos eletrônicos para fins não pedagógicos. Mesmo assim, 39% dos gestores afirmam ter dificuldade alta para conquistar adesão dos estudantes às novas regras, e outros 39% apontam falta de infraestrutura para guardar os aparelhos.
A pesquisa nacional, primeiro ano da lei, número 15.100/2025 foi realizada pelo Ministério da Educação em parceria com o INEP e o Instituto Alana, com cooperação da UNESCO. Levantamento ouviu gestores de 8.189 escolas públicas e privadas. E aí, gente, mais um programa do governo Lula causando impacto relevante na sociedade aí com essa questão agora do pé de meia, essa questão da proibição dos celulares. Thaís, isso pegou na escola aí da sua filha?
Como é que foi? Como é que vocês acham que foram esses dados apresentados, não pegou?
Não. Primeiro porque já começaram errado o ano, deram um tempo de tolerância, né? E aí pronto, quando foi a hora do negócio funcionar na vera, não funcionou. Então não, não. Eu já ouvi muitas pessoas dizendo que em outras escolas pegou. Não sei se tem a ver com a idade também, né? Porque ele tava no ensino médio já. Mas no caso aqui da gente, realmente não, não rolou.
Infelizmente. E o pé de meia, gente?
Eu acho que eu quero dizer, Rodrigo, que caiu o Pix, hein? Nós que fomos xingados de antilulistas estamos aqui fazendo propaganda para o governo Lula de graça nesse momento.
Claro, Diego, afinal foram 520 milhões, a gente falou mais cedo, de propaganda da Secom. Pingou alguma coisa aqui. Os ouvintes acham que vocês estão vindo para o Rio às custas de quem? Claramente do governo Lula. Omoda, você com gente.
Agora eu vou abrir, vou abrir, vou abrir, eu vou ter que abrir um parênteses.
Vai, abre seu parênteses, Thaís.
Ah, meu parênteses é só: ouvinte, é tudo brincadeira, por favor mandem Pix para gente.
Mas dinheiro atrai dinheiro, tá? E se a gente fala: nossa, não tem um real, ninguém manda. Agora você fala assim: o governo tá bancando, vai aparecer, pô. Como que Jair conseguiu 22 milhões? Não teve nada a ver com Daniel Vaccaro. É, ou foi 17, Deus sabe. Eu acho que o pé de meia É uma, é mais uma dessas conquistas que o Cristiano até chama de conquistas civilizacionais, né, do governo Lula. E é, eu quando, quando eu li a matéria agora, o Vitor lendo aqui para gente também me deu o mesmo asquinho da Folha falando assim, ah, não dá para dizer que foi por causa disso, porque a Folha, né.
Mas eu entendo que assim eram dados que já vinham melhorando ao longo do tempo e foram só, e vinham melhorando porque ao longo dos últimos anos, os últimos anos, quantos anos É aquele meme do ganso: fala quantos anos os últimos, filha da puta, porque não é dos últimos 8, né?
Então é dos últimos 20.
Então o governo, ele já vinha trabalhando para isso. Sempre me emociona, já que o Pix caiu, vou usar a palavra que vende, é sempre me emociona a atenção que o Lula dá para a questão da fome e para a questão dos estudos. Eu sou da geração de que tem que estudar. Então assim, aí vocês são muito descolados, vão fazer dinheiro na internet? Bom, para vocês. Eu não, eu sou da galera que foi o primeiro da família terminar o ensino médio, primeiro da família entrar na faculdade, primeiro da família entrar na universidade pública, o primeiro da família fazer uma pós-graduação.
Então para mim isso ainda é muito importante, para o nosso país isso é muito importante. Embora haja essa ilusão, esse absurdo que se quer vender aí de que estudar— e tem toda, a gente discute essas questões aqui, né? Tem-se uma esperança no governo Lula que foi a esperança do primeiro governo, que tudo mudou muito. Mas a desvantagem não, mas a diferença dos governos é que a gente tava tão fodido quando o Lula foi eleito a primeira vez, tão fodido, e precisava de passos tão básicos para a gente conseguir melhorar.
E o Lula fez isso tão bem que a gente melhorou para caralho. Galera começou a ir para fora do país fazer pós-graduação, menino que tinha sido pobre. Então a gente teve uma discrepância assim, uma mudança de vida e uma mudança de classe social. E foi um movimento muito grande no primeiro primeiro governo Lula especialmente. No segundo governo Lula e agora no terceiro, essa mudança não foi tão chocante porque já tinha melhorado muito lá atrás.
Você já não tinha tanta gente comendo folha de palma, sabe? E aí a gente tem de novo essa percepção de que a melhora não foi tão grande, mas é porque também não tava tão ruim, sabe? É igual maquiar gente bonita, melhora uma coisa ou outra. Mas aí eu espero que vocês levem muito em consideração que são 11:21 para eu ter feito essa comparação, é o que me veio à cabeça. Então a gente tá muito melhor do que sempre esteve, e mesmo assim o Lula continua olhando para questões como educação e segurança alimentar, que são muito caras a ele.
Esse pé de meia, ele me emociona muito, porque o meu maior medo como estudante era ter que parar de estudar para trabalhar. Eu nunca precisei, mas muita gente que eu conheço e que trabalhava, que estudava comigo, perdão, passou por isso. É porque eu sabia que se eu começasse a trabalhar, dificilmente eu entraria universidade, porque foi uma época pré-Fernando Haddad. Então assim, não tinha vagas expandidas na universidade, não tinha como fazer uma universidade particular, enfim.
Então o governo ter esse olhar para o estudante, que você faz uma coisa tão pequena a nível de cofres públicos, por exemplo, assim como o Bolsa Família, e que tem um resultado tão perene quanto o estudante conseguir terminar o ensino médio, é uma prova de que sim, Luiz Inácio é o homem das homem das nossas vidas. Até vocês acharem um outro homem das nossas vidas, até vocês acharem um presidente tão bom, eu vou continuar aqui falando isso.
O Diego, Pix caiu mais forte lá na conta da Ana, hein, cara?
Eu tô de vermelho, vocês não tinham que ter percebido isso desde o início.
Foi maior.
O que que eu preciso fazer, Ana?
Vou te passar no privado, na DM.
Só um comentário antes, Rodrigo. A Doutora Laís de Moraes inclusive tá aqui no chat comentando: eu sou a primeira da família que não ou trabalhar e estudar.
Estamos aqui agora, a maconha no Paraguai para pagar os estudos.
Estamos aqui diante, agora que eu peguei a referência, estamos aqui diante da Doutora Laís de Moraes.
É algumas coisas assim, já que eu corri com a fala nos blocos anteriores, eu vou me deter um pouco mais agora, Vitor. Vamos lá, primeiro, primeiro sobre o pé de meia. A gente sim, a gente tem ali uma política que eu considero uma política de avançado no nível civilizacional, sim, porque a gente não deve analisá-la apenas pelo que foi implementado ou que começou a ser implementado agora, agora, mas pelas perspectivas de melhora.
Eu fiz um vocáculo aqui agora, né? O risco é eu começar a falar trocando o L pelo L e não parar mais. Não, depois que começa não para mais, é muito difícil. Mas a gente não deve analisar de meia, pelo que tá sendo implementado agora, vai travar a língua sempre, pelo que está sendo implementado agora.
Você consegue, Lodligo?
Vamos lá, eu tenho que parar de rir agora porque o Vitor, ele foi também com Deus.
Não, mas só isso de ter te chamado de Lodligo.
Lodligo é muito bom. Aí eu vou voltar, porque senão não dá, Vitor. E pior é que eu vou voltar e eu provavelmente vou errar de novo.
Não, não vou cortar isso nada na edição, vai mais assim, tá maravilha assim.
Mas ó, o pé de meia não deve ser avaliado por esse começo. Pé de meia deve ser avaliado pela perspectiva que a gente tem para esses próximos anos. Então você, a gente tá começando com R$9.200 como um teto ali para essa poupança para estudantes do ensino médio, há da gente imaginar que nos próximos governos progressistas, se possível, a gente consiga manter e avançar nessa política. Então você pode passar a ter um valor mais elevado para essa poupança no ensino médio, a gente pode passar a ter uma poupança que ela comece desde o ensino fundamental, a gente pode incrementar isso com outros benefícios que eles podem ou não estar atrelados ao Bolsa Família, eles podem ou não estar atrelados a um tipo de cadastro no único.
Isso a gente tem uma margem enorme para poder avançar nessa política. E aconteceu assim com Bolsa Família, sabe? Aconteceu com políticas de gratuidade, aconteceu com políticas de acessibilidade. E a tendência é que isso continue a ser construído. Então eu acho muito complicado quando a gente vê reportagens ou quando a gente vê a gente batendo na tecla de que olha só como que o resultado imediato é esse, porque isso para mim de menos.
Isso é um projeto que ele acabou de ser colocado em prática. E sim, é óbvio que ele ainda vai ter falhas, mas a gente pode focar em como que você vai ter um futuro melhor. Isso serve para você falar do que que o governo faz. Eu acho que falta isso muitas vezes quando a gente divulga o que que o governo faz. Não é só o que ele fez agora e o que ele tá fazendo, mas são as portas que esse governo abre para que a sua vida melhore muito nos próximos anos.
Então você pode imaginar que nos próximos anos você vai ter terminar o seu ensino médio não só com R$9.200 numa poupança, mas com R$20.000, R$30.000, R$40.000, R$50.000. Quais outros benefícios você vai ter? Você vai ter o acesso a diversas outras gratuidades quando o seu filho tá na escola. Então não é a gratuidade só para criança e para adolescente, mas a gratuidade para família na medida em que essa criança é mantida na escola, né?
Então você pode atrelar essa política do pé de meia também à melhoria das estruturas das escolas. Você pode atrelar isso à melhora investimento e há benefícios para os professores e professoras. É uma margem muito grande para você trabalhar o que começa com um pé de meia. Então isso nos permite sonhar, como Ana Raíssa sempre fala aqui, né? E aí falei da permissão de sonhar, e agora uma fala com relação a um problema que a gente talvez não tenha conseguido enfrentar.
Eu não sei exatamente como que a gente vai enfrentar isso, que eu vou chamar de alienação utópica. Então vamos tentar trabalhar um conceito, uma ideia aqui de imaginação utópica. Eu fico me lembrando, por exemplo, do nosso, numa gravação extra que saiu, que tá lá para os apoiadores, o Rodrigo Basso que participou para gente aqui. Ele conta uma história que parece ser engraçada, mas que eu acredito que ela é um indicativo de como que as coisas funcionavam quando a gente começou a fazer graduação, nós como essa primeira geração de muitas famílias que pôde fazer o ensino superior por conta das políticas públicas do primeiro governo do PT.
E o Rodrigo Basso contou que, ah, quando ele saiu de casa para poder fazer a sua graduação, ele, uma das coisas que ele fez antes foi: ah, vou deixar meu cabelo crescer, porque aí meu cabelo cresceu durante o ensino médio, eu cortei o meu cabelo e vendi o meu cabelo para poder comprar os primeiros móveis da minha república, uma cama, um colchão, uma escrivaninha para poder estudar. E aí, se você para e raciocina isso de uma maneira mais concreta, você percebe a distância da atualidade para aquilo que a gente viveu no começo dos anos 2000, para poder sair de casa e fazer uma graduação.
Essa não é a mesma realidade da maioria dos jovens muito tempo. Então a gente estabeleceu uma série de políticas de acesso ao ensino superior que mudou a percepção das pessoas sobre o ensino superior, mas também mudou as expectativas do que que você poderia conquistar com isso. E aí tem um problema que a gente tem que enfrentar, que é as pessoas suporem que é você aplicar uma perspectiva de grande melhora, que em certa medida é uma perspectiva utópica, isso vai se reverter, que em algum momento você não tenha mais que ter luta nenhuma, você não tenha mais que fazer esforço nenhum, você não tenha mais que fazer embate nenhum.
Cara, eu me ferrei bastante para poder fazer a minha graduação vindo de uma família muito pobre. Então não havia recurso, não havia recurso para poder pagar o transporte, não havia recurso para poder pagar uma alimentação. Os subsídios para universidade pública, eles não cresceram de uma maneira, não explodiu do nada no primeiro governo do PT. Isso foi um avanço ali durante anos para você conseguir ter mais vagas abertas nas universidades públicas, para você poder ter políticas de permanência de estudantes na universidade pública, isso não foi do dia para noite.
Então essa primeira geração ali de acesso que a gente teve passou por esse esforço. A gente quebrou muito a cabeça, a gente se esforçou para caramba para que uma geração seguinte tivesse um pouco mais de facilidade. E aí uma segunda geração de pessoas pobres que tiveram acesso ao ensino superior, a pós-graduação, conseguiram melhores empregos, conseguiram ter uma melhoria de vida, também se ferrou em grande medida, mas um pouquinho melhor.
Uma terceira geração ainda se ferrou, mas se melhorou um pouco. A ideia era: você vai fazer a sua parte, você vai se esforçar, porque você vai ser a primeira pessoa da sua família a fazer uma graduação, a ter uma pós-graduação, a conseguir um emprego melhor, a melhorar a renda, dá um suporte para os seus pais, para os seus irmãos mais novos. E você quer que a geração seguinte tenha mais facilidade. A ideia não é que as pessoas sempre tenham que sofrer.
Eu não quero que os jovens eles têm que se ferrar o tanto que eu me ferrei. Mas eu, é necessário que a gente tenha uma formação social para que a perspectiva de mundo dessas novas gerações seja que, olha só, o que eu quero para minha vida é ficar no bem bom e eu não preciso fazer nada para geração seguinte. Não, meu filho, você vai ter que trabalhar para caramba, você vai ter que estudar para caramba. O que você tá usufruindo agora é resultado de luta de gerações anteriores, assim como o que a gente conseguiu usufruir por ter um primeiro do governo do governo do PT quando a gente era jovem foi resultado de gerações de luta.
Se você parar de lutar, a geração seguinte vai estar mais ferrada que você. É isso que você quer? Então não é para você falar: poxa, tá muito difícil agora, eu não vou fazer a minha parte porque era para tudo estar perfeito. Não é para você que a expectativa da sua utopia seja viver o mundo do Wall-E, em que você vai estar só sempre deitado numa cadeirinha e todas as máquinas fazem as coisas por você. Não, é que você tem uma melhora, compare geração anterior, agora você tem mais acesso.
Quebre a sua cabeça, faça o seu esforço para que o seu compromisso seja de que a geração mais jovem, a que vai vir depois de você, tem ainda mais facilidade ou menos dificuldade, e a geração depois tenha ainda mais facilidade ou menos dificuldade. Na hora que você cai na ladainha que ela foi injetada ideologicamente na cabeça das duas últimas gerações principalmente, mas que resvalou muito também na essa geração que já tinha se formado e passou a acreditar que era para a gente estar hoje num mundo absolutamente sem esforço, no mundo em que você não precisa trabalhar para ganhar dinheiro, no mundo em que você não precisa lutar para ter um ensino público de qualidade, no mundo em que você não precisa lutar para o SUS melhorar, no mundo em que você não precisa lutar para tudo funcionar, você acha, não, tudo já deveria estar funcionando, e se não tá funcionando é melhor acabar.
Porque essa é a perspectiva destrutiva de uma alienação utópica, você imaginar que em algum momento a gente vai viver no paraíso metafísico cristão, que a gente não vai. Não vai chegar um momento em que, nossa, tudo é, eu só vou colher esse fruto maravilhoso da árvore, eu não preciso mais trabalhar. Agora eu vou acordar, vou respirar e a minha casa estará limpa. Caramba, agora eu não preciso mais fazer nenhum trabalho, eu não preciso estudar.
Para que ler? Eu não preciso mais estudar, não preciso pensar. Não é essa a ideia. A ideia é que a gente sempre vai precisar se esforçar para sempre ir melhorando, mas não existe um um ideal que você vai falar: aqui acabou a melhora, aqui a gente não vai precisar mais lutar. A expectativa não é você chegar em um mundo em que você não precise fazer mais nada. A expectativa é que você sempre tenha menos dificuldade, em que sempre tenha portas mais abertas para você e para geração seguinte.
Então a gente tem que conseguir combater essa alienação utópica que se formou nesses últimos 10 anos, principalmente, que faz com que as pessoas elas não queiram mais lutar por direitos, que elas acreditem que em um momento ou outro o dedo vai ser estalado e você vai ganhar 200 milhões na bet, em que você vai passar a perna em alguém e você vai ganhar um apartamento, em que você vai passar a perna em alguém e você vai ter um título de doutor.
Não é para ser assim. Ninguém quer que seja assim. Ninguém quer que a coisa ela seja você eternamente deitado em berço esplêndido, sabe? É muito divertido a gente poder falar que, ah, nossa, eu quero, meu sonho é estar aposentado. É claro que aí o meu ser aposentado, mas depois de trabalhar, depois de fazer muita coisa, depois de fazer a minha parte para que uma futura geração tenha melhora. Eu tô me estendendo porque é de propósito, Vitor.
Agora eu já sabia que eu ia falar muito. Essa é uma percepção que eu passei a ter também dentro da universidade pública, de notar as gerações e gerações de turmas que eu peguei com o passar dos anos, de que foi se perdendo a perspectiva de que você tá ali dentro de uma universidade pública não trabalhando só para você, não chegando lá para assistir aulas, participar de um outro programa, pegar o seu diploma e ir embora, mas que você tem que estar lá para poder participar de uma comunidade, para poder construir aquele ambiente, para poder fazer com que os novos estudantes eles tenham de onde partir, não precisem partir do zero.
Então você percebe um desgarramento social das últimas gerações e resvala na nossa também, que passou a comprar esse discurso ultraliberal de que você tem que ir lá só no sistema público, retirar o seu e ir embora para fazer o seu individualismo. E aí você supõe que um governo, que o Estado vai continuar a funcionar se você não fizer a sua parte? Você supõe que a sociedade vai continuar a funcionar se você não fizer a sua parte?
E de alguma maneira passou a ser cafona, passou a ser piegas, passou a ser como se você tivesse falando de uma coisa inocente quando você fala de compromisso social, quando você fala de responsabilidade social, de quem tá na universidade pública, de quem tá no funcionarismo público, de quem vai ter o seu trabalho, vai pagar os seus impostos. E aí passa a ser feio você falar que você tá pagando seus impostos. Caramba, eu gosto de pagar meus impostos porque eu quero acreditar em uma sociedade que vai funcionar com perspectiva de melhora, não com um ideal perfeito, não com o ideal de que a gente não precisa fazer mais nada.
Na hora que coloca na sua cabeça que existe um ponto em que você vai parar de lutar, você tá muito fodido.
E aí eu acho importante relembrar algo que a gente já falou aqui outras vezes, mas que conversa com essa desesperança, né, do jovem, principalmente aí da geração um pouquinho depois da nossa, que pegou o boom de ProUni, que pôde pela primeira vez acessar o ensino superior de uma maneira muito maior do que jamais pôde, e que a gente em grande parte critica por ter sido isso feito pela via do ensino privado e não do ensino público.
Mas há que se compreender o projeto de país que se queria construir e que não pôde se concretizar. Por quê? Por que que se precisava de gente com ensino superior tão rápido? No Brasil. E aí você tinha PAC, PAC 2, você tinha um projeto de o país reindustrializar, você tinha um projeto do país crescer, você tinha um projeto do país deixar de ser só um fazendão. E aí quando chegou o momento em que esse ciclo iria se fechar, que a gente tava com Ciência Sem Fronteiras, a gente tava indo nos melhores centros de pesquisa do mundo buscar tecnologia com intercâmbio, buscar pesquisa, né, com tudo isso, aí veio o golpe e tudo E aí se acabou.
E aí o Brasil sofreu uma desindustrialização violentíssima com Temer e com Bolsonaro, privatização, venda de parte da Petrobras, o caralho de asa. Então falar que assim, eu tô no meio da educação federal, tô dentro de sindicato, a gente vê muito, né, quem critica o PT pela esquerda, que o PT popularizou o ensino público, o ensino superior pela via privada, mas havia um projeto de país que precisava dessa quantidade de gente formada com uma certa rapidez.
A gente sabe que a vaga de ensino superior na Universidade Federal, ela é caríssima de manter, de criar. Só que esse ciclo não se fechou. E aí projetos como esse agora do, do pé de meia, eles voltam, não passa atrás, porque de bem ou mal, em a bem da verdade mal, a gente criou uma infraestrutura de ensino superior no país, né? Há muito mais gente tem acesso ainda hoje quando quer, né? Hoje em dia a gente vê já uma proibição da procura do ensino superior, por isso que o Rodrigo falou muito.
Mas quem quer acesso tem. Agora, o projeto, o passo é atrás. A gente precisa fazer o pessoal terminar o ensino médio, porque nem isso a galera tava querendo terminar mais, porque tava tendo que sair para voltar a trabalhar, como aconteceu com os nossos pais, como aconteceu com nossos avós, como aconteceu com muitos de nós, né? Então é uma conquista civilizacional no passo, que ela cria um ecossistema que permite a política educacional governo se manter, inclusive aumentando a taxa de sucesso, que é o jeito que o governo faz para distribuir verba, tanto na educação básica quanto na educação superior.
Excelente, excelente! Hoje ninguém elogia a pauta, né? Trouxe só temas que, pô, levantam para vocês cortarem, só temas bacanas, né?
Então hoje 10 de 10, viu?
Não, maravilhoso!
Eu quero dizer que assim, eu corri mais para entrar porque quando Agora você falou no grupo, quando o Rodrigo perguntou pela pauta, Rodrigo Hipólito perguntou: e aí, Vitor, cadê a pauta? E o Vitor falou: não sei não, mano, chega aí. Eu falei: cara, bem tranquilo, bem tranquilo, eu preciso ver o que que tá acontecendo nessa semana.
O maior clickbait da história, né, cara, desse podcast.
Parabéns, parabéns, Rodrigo! Este ouvinte que se recusava a usar óculos para ler a pauta hoje perguntou pela pauta.
É verdade, pois é. E após essa forçada de levantada de bola para mim mesmo, né, de buscar elogio da bancada, vamos para onde? Momento leitura de títulos.
Exclusivo: público perdeu 61% das apostas sugeridas durante transmissões da Kazé TV na Copa.
Kazé TV is for friend. Casimiro Television não é seu amigo.
Muito bem lembrado, Ana Raíssa. E aí, para quem tá acompanhando a Copa assim como eu, né, Assim como vários ouvintes, tenho certeza. Lembre-se desse dado quando estiver assistindo na Casetv.
Mas o Ministério Público interviu para eles diminuírem um pouco aí esse rolê. E aí o PJ que esteve aqui conosco divulgou, o Ministério Público salvou a Casetv da Casetv.
Senadores bolsonaristas se articulam para votar com urgência projeto que libera ensino domiciliar.
Olha, eu falei que não tinha na pauta, olhei e não vi.
Olha aí, tá, esqueci aqui mais um, mais um plot twist aqui.
Vamos falar de novo, mais uma vez Thaís não leu o que Vitor escreveu.
Não, pior que eu li. Olha, eu sou constantemente caluniada aqui. Eu li, eu olhei a pauta, só que eu olhei rápido, né? E aí passou batido na minha leitura.
Você tava procurando homeschooling e tá, exato, aqui a pau no cu do Mickey Mouse.
Eu dei Ctrl+F, foi isso mesmo, eu dei Ctrl+F para procurar homeschooling, não tinha. Eu organizar. Então não tem na pauta.
Homeschooling é papo de pedofilo.
É exatamente, exatamente. A gente falou de conquista civilizacional, isso aqui é o contrário, isso aqui é uma regressão, viu?
Lembre-se, onde é que mais tem ensino domiciliar? Estados Unidos. Quem são as pessoas mais burras do mundo?
Estadunidenses.
Inclusive, isso assim que o Diego falou bem aí, lembrar que sim, quem tá defendendo homeschooling. É claro, porque você tem uma série de preocupações financeiras ali, que eles vão tentar lucrar em cima de programas de homeschooling, de ensino particular. Sim, mas a gente tem que bater na tecla de que quem defende isso tá defendendo pedofilia. Digo mais, eu acho que a gente pode começar até a trocar a palavra pedofilia, que ela já se desgastou em certo sentido.
Ela começa a virar uma coisa que ninguém, algumas as pessoas se querem fazer uma conexão direta entre o que está sendo dito. Então é dizer com todas as palavras: quem tá defendendo o homeschooling, que é a palavra que tá mais usada, né, quem tá defendendo homeschooling tá defendendo que o seu filho seja abusado, quer abusar do seu filho. É falar isso com todas as palavras. Esquece, não precisa nem falar em pedofilia, fala: tá querendo abusar sexualmente do seu filho. Quem defende homeschooling defende o abuso sexual de criança.
É, e não, e para além disso, né, para além do que a gente já falou da importância do ambiente escolar como um espaço da criança aprender a socializar, né, fazer trabalho em grupo, interagir com outras pessoas, né, porque vai além de ensinar. Você imagina como ficam vulneráveis as crianças, por exemplo, que são filhas de pais que entram em seitas, né. Então assim, a escola salva vidas. E assim, eu não vou nem ser radical e dizer que deve ser 100% proibido.
Eu entendo que em casos de problemas crônicos de saúde, inclusive assim de saúde mental, eu conheço pessoas que não conseguem estar no ambiente escolar por ter problemas graves de ansiedade social, por exemplo, né? Então assim, eu compreendo que pode ser necessário sim em casos extremos, mas não é isso que as pessoas que defendem homeschooling querem. Elas querem transformar, proibir que os seus filhos tenham direito de absorver conhecimento no mundo.
E não é nem porque não tem escola religiosa, porque a maioria das escolas nessa porra desse país é religiosa. Na verdade, é difícil você encontrar uma escola que não tenta enfiar cristianismo na cabeça dos seus filhos. Então é unicamente para controlar e manipular a mente das crianças, para além dos abusos físicos e sexuais.
Lula discursa ao lado de Jax Wagner e diz escolher, aspas simples, companheiros, dois pontos, todo amigo é um irmão.
Cara, o que me deixa puto com Lula é que ele só escuta o midcast quando ele quer, né? Caraca, depois de tudo, cara, tu ainda vai para evento dividir palanque com Jax Wagner e ainda manda essa? Para quê, cara? Qual é a necessidade disso? Você não deve nada ao Jax Wagner, Lula, ou se deve a gente não tá sabendo, porque não é possível, cara.
Deve ser uma amizade tóxica. O Jax Wagner deve ter chegado assim para ele, né? Depois de tudo que eu fiz para você, por quê? Não compreendo, não compreendo. Ele deve ter lembranças da amizade do passado, não sei.
Na minha cabeça isso aí tem dedo de articulação do Alcolumbre, que tá defendendo Jax Wagner desde quando foram reveladas, né, as informações, e tá tentando usar isso para poder puxar o governo para o lado dele, colocar panos quentes no caso Master, para não deixar chegar nele. Então não duvido nada que o Alcolumbre tenha falado: ah, eu quero uma sinalização do governo de que vai estancar a sangria. E aí o Lula estando num palanque com Jax Wagner é uma sinalização de que a sangria seria estancada.
E por falar aí em sangria, Estados Unidos anunciam sanções contra 2 pessoas e 3 empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC.
Lá vem ele de novo, né, cara? Lá vem ele de novo querendo interferir, aprontar aqui.
Bota aí a vinheta, Diego.
Não sei nem a que vinheta você se refere, não estava com—
pera aí, que fala dos Estados Unidos, exatamente.
Vamos para a próxima. Senado aprova projeto que autoriza a venda de spray de pimenta para mulheres acima de 16 anos, ponto e vírgula, veja regras. Quero saber de Thaís e Ana se agora elas se sentem seguras para andar na rua.
Eu me garanto no soco, porra.
Qualquer coisa que eu falar agora eu vou ser humilhada.
Como assim?
A maior brasileira viva, cadê essa envergadura?
Mas Ana Raíssa é a maior brasileira viva, mas Madame, nossa Madame.
Então tem que saber que gente alta tem a fama de mole, e talvez, mas assim, falando sério agora, gente, foi aprovado o projeto, né?
Tá agora esperando a sanção do Lula. Esse projeto tem diversas regras, né, específicas lá para pessoa poder comprar e tudo mais, que apresentar Olha, vejam só, você tem que apresentar o seu comprovante de residência, sua identidade, cheio de regras muito bloqueadoras, né, de pessoal comprar para coisas indevidas. Mas é isso, tá aí, ó, spray de pimenta agora aprovado.
Parabéns, Congresso Nacional! Agora as pessoas podem comprar o que elas já podiam comprar na Shopee.
Alcolumbre defende redução da jornada 6 por 1 sem período de transição em reunião com sindicalistas. Agora eu vou aproveitar, né, que nós saímos assim desse ambiente junino de santos, e vou trazer aqui um santo, vou fazer uma citação de um santo. Eu só acredito vendo.
Não, defender isso aí em reunião com sindicalista é fácil, com medo de pegar porrada. Quero ver defender no plenário do Congresso.
É, pô, aí pregar para convertido aí é fácil, se fingir de nós, mas é sonso, serzinho asqueroso mesmo. E por falar em sindicalista, Luiz Inácio teria 48,8% dos votos contra 42,3% de Flávio Dismayo no segundo turno, aponta pesquisa Atlas. Mas não vai ter segundo turno.
Isso que eu ia falar, eu quero atentar ao tempo verbal dessa manchete, que tá ótimo. Teria se fosse necessário, como não será, não será.
E não será porque, Diego, porque a gente vai sair para votar no dia 4 de outubro. Não adianta torcer, não adianta adesivo, não adianta bóton, não adianta filtro na internet se você não sair da sua casinha no dia 4, pegar o seu celular. Você não precisa levar mais nada, celular, garrafa d'água, e vá votar. Se você não está no seu, não estará no seu domicílio eleitoral, peça o voto em trânsito e vá votar na capital do seu estado ou numa cidade com mais de 100 mil habitantes.
Se você está no seu domicílio eleitoral, você vai sair da sua casa e vai votar. E aí depois você vai abrir sua cerveja e vai o quê? Ficar nervoso com a gente até 8 da noite, porque este é um país civilizado. A gente não vira noite contando voto, a gente não passa semanas contando voto. O povo do Peru tá até hoje contando voto. A gente vai entrar segunda-feira o quê? Na sarjeta, desmaiado de alegria.
Meu Deus, porra, eu tava tão feliz falando de Lula, chega, me deu um engulho aqui agora. Ronaldo Caiado confirma Kassab como vice na disputa pela presidência. Puta que pariu, nenhuma dessas palavras consta do Alcorão.
Não, e eu fiquei me questionando o que que Kassab sabe o que é com isso? Porque parece um negócio tão sem futuro. É para cobrar favor depois?
Pois é, não é para se criar dentro do campo igual aquele moleque do MBL aí, já esqueci o nome, graças a Deus, tá fazendo. É para quê? Para que essa exposição?
Já é o presidente do partido, né?
O Kassab é o nosso mago, não é o nosso mago?
A maior eminência parda dessa política, sabe? Ronaldo Caiado tá aí com a cara de todo político goiano, tem a mesma cara do Ronaldo Caiado todo. Pesquisem, busquem saber. Todos têm a mesma cara.
Por algum motivo, Ana Raiz, eu desconfio que talvez tivesse um outro nome aí que fosse para vice, e o Caçabe odeia esse nome, seja lá quem for, né?
Faz sentido.
Bom, então agora sem mais delongas, vamos para onde? Cartinhas da Xuxa.
Falta pouco, pouco, pouco para você ganhar. Baixe assim, não fica desesperada, aí se desesperar fica triste.
Não, se você escreveu, falta muito pouco, você já fez o mais difícil que era escrever.
É porque eu sei que tem muito baixinho que é preguiçoso, mas os baixinhos que não são preguiçosos, um aluno, hein? Que solta suja é esse?
Thaís, você hoje vai me dizer que tem comentário? Porque semana passada a gente deu esporro, né?
Cacete, teve muito comentário! O episódio extra não teve muito não, mas tudo bem, eu não vou reclamar. Inclusive, os ouvintes falaram porque que eles não estavam comentando. Eu vou contar depois aí o que foi que eles— vou ler os comentários dos ouvintes. Mas antes dos comentários, vamos ao resultado da nossa midquest, né? No episódio 25 da 9ª temporada, Caso de Família foi de Jax Wagner e Érica Denuncia. Nós tivemos 8 votos no Instagram, 12 no Telegram, 13 no Spotify e 24 no WhatsApp.
E nós perguntamos: em seu vídeo, Micheque diz que falou quase tudo. Que outro assunto espinhoso ela teria deixado de fora? A circunferência da testa de Carluxo? O carro de Jair Renan rebocado pela Guarda Civil? As quengas do avião de Vorcaro, entre parênteses Flávio e Ciro? Ou as moedas que ela desviou do espelho d'água? Em quarto lugar, com apenas 5% dos votos, ficou o carro de Jair Renan rebocado pela Guarda. Ninguém quer saber de Jair Renan, nem os ouvintes, nem o pai dele.
Em terceiro lugar, com 28% dos votos, votos ficou a circunferência da testa de Carluxo. E nós tivemos um empate no primeiro lugar desse podcast pela primeira vez, com 33% dos votos. As quengas do avião do Ivorcário e as moedas desviadas do espelho d'água dividem o pódio da Midi Quest dessa semana.
Temos segundo turno então.
Pois é, me surpreendeu esse resultado. Eu achei que a testa do Carluxo tinha mais potencial aí.
Não, eu sabia, o povo, os ouvintes gostam de putaria, eu sabia que eles iam votar nas quengas.
Mas é porque teve muita gente que já tinha lido o livro, eram as quengas astronautas.
Muito bom, nota 10, Rodrigo. Então vamos agora aos comentários do episódio. No Instagram, Carol Mitchell falou que Ana Raíssa falando o meu Deus é o Deus do caralho é a minha nova religião, tô totalmente convertida.
Eu tô muito chocada de ter dito isso.
Grande frase de Ana Raíssa, né?
Depois de pau no cu do Mickey Mouse, vamos para mais uma estampa aí, né? Decepcionando meu irmão, mas não retiro o que disse.
Tô chocada, mas não retiro.
Tô chocada, porém é isso mesmo. O Fábio Pazini falou: cacete, como assim tem alguém que começa a ouvir episódio do Midcast e não vai até o fim? Pois é. O Ailton Santos falou também no Blue Sky que concorda com a do Rodrigo sobre a Micheque. Muito do lance da direita vem da esquerda e de gente razoável que fica engajando esses conteúdos. Muita gente escrota que ele só conhece porque a esquerda fala dela. Hoje a quantidade de views pesa mais que o conteúdo.
Então fale mal, mas fale de mim. E no Spotify, a Fernanda também falou sobre o comentário do Rodrigo, que ele acha que não tem nada demais na fala da Micheque. E ela disse que é no campo da esquerda, já que a gente sabia o que ela pensava e tem bem mais coisas que ela não disse, mas achar que o fato é pequeno é não considerar que eles pregam submissão das mulheres, mas que pela primeira vez nessas proporções o símbolo maior das mulheres do clã se insurge.
Isso não é pouca bosta. Uma coisa somos nós falando das fralcatruas dos filhos do Birulei. Birulei é muito bom. Outra bem diferente é a madrasta falar isso. E Tamires Lavrador falou, cacete, preciso de um corte da Ana sobre voto em mulheres para compartilhar. A gente queria ter mais cortes, gente, mas infelizmente não temos pernas para isso. Vitor não tem tempo de editar, enfim, não temos. Se algum ouvinte quiser fazer os cortes, a gente até dá o link para ver, mas assim, é algo que realmente a gente faz quando dá, tá?
Mas continuem pedindo porque vai que algum momento aí dá a doida e a gente faz mesmo, né? Mas obrigada por esse interesse em compartilharem a palavra do Midcast. A Marina Monseca falou que caceta, e é muito difícil comentar a tempo. Ela tá sempre atrasada e a gente grava 2 dias depois de liberar o episódio. Aí quando ela vai ouvir, a gente já gravou o seguinte. É muito difícil a vida de quem ouve mais podcast do que tem horas no dia.
E olha que tirando o Midcast, Medo e Delírio, ela ouve no 1.3. A Nia Maclir também falou que ela não costuma comentar porque muitas vezes demora para conseguir terminar de ouvir os episódios extra. Ela só consegue terminar depois da gravação do próximo, mas sempre houve. E disse que a maior prova de amor ao Midcatch foi ter ouvido aquele jogo da Copa. Então assim, compreendemos. Eu pelo menos, né, não sei o patrão, compreendi a explicação de vocês.
Mas então eu vou pedir outra coisa: quem for muito tarde para comentar, compartilha. Compartilha no Blue Sky, compartilha no Instagram, que agora tem um repost do Instagram também. Se não der para comentar, pelo menos ajuda a gente a divulgar, que a gente fica feliz também.
E aí eu quero saber qual vai ser a palavra do Vitor dessa vez, hein?
Então eu ia ter uma outra ideia aqui. Como eu já sugeri a palavra da semana passada, que foi cacete, eu acho que a gente pode fazer um revezamento. Cada semana alguém sugere uma palavra. Quem se candidata? Quem tem alguma boa palavra aqui para poder sugerir?
Esse é o momento Vitor.
Momento Vitor?
É, esse é o momento patrão.
Momento patrão.
Mas daí você mais tem ideias, Thaís? Você concorda que tivemos um número considerável de cacete nos comentários.
Tivemos muitos cacetes nos comentários, parecia até um banheiro de escola de ensino médio, era quase um Pinto Awards de tanto cacete.
Então a próxima palavra vai ser banheirão, Vitor, é isso?
Porra, banheirão! Eu tinha pensado em banheiro, mas banheirão eu acho que fica melhor. Então é isso, se você chegou até esse momento aqui do episódio e quer se fazer representar de forma simples, singela, comenta aí banheirão pode ser sem til mesmo, pode ser, sei lá, com outras variações. Fica aí a criatividade a gosto dos ouvintes. E assim, ô Thaís, eu compreendo os argumentos dos ouvintes, obviamente, mas não entendo por que que os outros que ouviram antes não comentaram.
Então fica, continua aqui o puxão de orelha. Olha aí, galera, é apoiadores agora ou terminou?
Não, terminou não. Eu falei que tinha muito comentário. O VG Souza, o Chará do Patrão, disse que sendo de família evangélica ele já ver esse feminismo pentecostal, com muitas aspas. Só que o papel da mulher nesse feminismo é guiar um varão infantilizado que nunca vai assumir responsabilidades. A decisão é dele, mas a culpa das escolhas é da mulher. E aí, só para finalizar, vou ler dois comentários do game show, que foi o nosso episódio 24, o Show do Quentão.
Que o comentário de Água em Saturno foi: eba, briga! E o comentário da Sheila Bertolini foi que com a imaginação de Leilões desse grupo gostaria de ver vocês jogando Dixit. Fica a sugestão para o patrão. Então aí temos mais uma sugestão para próximos episódios.
Vamos ter que pesquisar esse jogo aí porque esse eu não conheço não.
E é engraçado, eu não conheço esse jogo, mas não é a primeira vez que me indicam ele. Nossa, você vai gostar! E eu fico assim, não, certeza que não. Mas não sei qual que é, mas não é a primeira vez que indicam assim que, ó, talvez Para isso, para isso talvez acontecer, o que que os ouvintes precisam fazer?
Pix para podcastmedia@gmail.com, ao ponto de batermos a segunda meta, porque a primeira meta é um episódio sem pauta. Então só se for a segunda meta para ter algo parecido com a indicação aí da nossa querida ouvinte.
Eu gosto que vai descobrir que jogo é Dixit.
Pois é, aí eu gostei que eu fiquei pensando, tem água em Saturno? Porque é o nome aí do perfil do ouvinte, é um planeta gigante é gasoso, né?
É um gigante gasoso.
Ou será que é só uma piadoca? Agora fiquei na dúvida.
Enfim, acho que não deve, acho que não deve ter água em estado líquido. Porém, porém, porém, me lembrei agora que os anéis de Saturno são feitos de gelo, então tem água.
Olha aí, ó, porra, que informação de qualidade! À meia-noite e 3, cara. Eu tava achando que era coisa de astrologia, mas tudo bem, pode ser também, sei lá.
Apoiadores, nós somos contra as bets, mas nós queremos apostar aqui toda a nossa gratidão em Ana Carolina Ribeiro, Mateus Brazuca, Pai Brasil, Bárbara Aguiar, Ana Carolina Mitchell, Carolina Fernandes, Sebastião Ferreira, Ouvinte Misteriosa, Ricardo Jaloto, Edna de Lourdes, Pedro Mão, Camila Braz, André Rezende, Leonardo, Ouvinte Misteriosa 2, Eduardo Vasconcelos, André Benjamin, Bianca Damascena, Denis Almeida, Jorge Alfradique, Guilherme Anselmo, Elisnem Menezes, Flávio Schiocchetti, Marina Duarte, Eduardo Leão, Joana Porto, Gabriel Pires, Wagner Gomes e Rodrigo Rocha. Muito obrigado!
E o beijo do pedinte hoje vai para Bruno Teixeira, Lelê Riso, Maria de Fátima, Mariana Zampol, Carolina Leão, Hugo Albuquerque, Laís de Moraes, Cristine Medeiros, Pablo Cardoso e Rene Barcelos. E na categoria Ministério do Amor nós temos Thiago Luiz Pereira e o Alan da TI.
Enquete, Diego, tem?
Deu tempo?
Claro!
Então aí, depois do o sucesso do Desenrola, do Desenrola 2.0, do Desenrola Adimplentes, a gente quer saber qual é o próximo grande programa de combate ao endividamento que o governo Lula deve lançar. A primeira opção é o Desenrola Livros da Casa da Ex ou do Ex, onde finalmente você vai receber aquela sua cópia de Torturado, né, que você tá ficando de receber aí tem um bom tempo.
A segunda opção, digana, tem uns 20 anos que um ex ficou com o meu Alma do Homem Sob o Socialismo do Oscar Wilde, e até hoje eu penso nisso. Nossa, é a hora, é a minha hora, já tenho meu voto.
A segunda opção, o Desenrola Tapaué de Sogra, onde finalmente a sua sogra vai receber de volta o conjunto de tapaué que você levou com feijão dizendo que ia trazer domingo que vem.
Esse é um clássico, hein?
Eu acho linda, eu acho linda essa grafia de tapaué brasileirada assim, maravilhosa, melhor forma É o certo, né?
A terceira opção de um dos itens mais roubados na história, né, depois de terra indígena, que é o desenrola isqueiro na área de fumantes, onde finalmente você vai para área de fumante com o seu isqueiro e volta com ele no seu bolso.
Rodrigo gostou dessa, viu?
Eu nunca perdi um isqueiro para empréstimo. Eu entrego isqueiro e eu fico do lado da pessoa, que assim, segurança.
Mas é claro que o Rodrigo faz Eu insisto, eu peço ajuda.
A pessoa, eu na hora que a pessoa coloca no bolso, já para a pessoa. Então roubou meu isqueiro, por quê? Devolve na hora, seja o que for.
Nossa, certeza que o isqueiro do Rodrigo tem aquele adesivo do ratão.
Sim, cara, por que que por uma fração de segundo eu pensei que realmente o Rodrigo pudesse ter perdido algum isqueiro na área de fumantes? É óbvio que não.
Olha, uma pessoa que cataloga os foros que ele tomou em feira agropecuária. Caralho, olha, é um aspecto da personalidade do Rodrigo que eu não esperava. Não é ele ser rancoroso, é a feira agropecuária e a quantidade de fora que ele tomou em feira.
Essa história ainda vai precisar ser melhor detalhada futuramente, porque há curiosidades ainda.
Espero agosto para isso.
E se você, ouvinte, quiser saber também, podcastmedia@gmail.com. Uma hora a gente chega lá. E a quarta e última opção é o Desenrola Milheiro de Tijolo do Prefeito, onde finalmente o prefeito vai te pagar aquela chapa da sua avó, aquela antena parabólica, ou aquele milheiro de tijolo que ele te prometeu para você vender o seu voto para ele na eleição de 98, né?
Rapaz, esse orçamento para 2000, 98 foi presidente, o orçamento para fazer esse desenrolar vai ser maior que o do Ministério da Saúde, cara.
Aí, maior do que a da hora que for o Desenrola Cirurgia de Catarata, meu, lembrando que esse é só para bens materiais, né? O prefeito que te prometeu o emprego de vigia noturno na escola do bairro, aí vai ter que ser o Desenrola Menino de Tijolo Prefeito 2.0.
Maravilhosa enquete! Então votem aí. E façam exercer o seu direito. Créditos finais, Ana Raíssa.
E por falar em exercer o direito ao voto, dia 4 de outubro votaremos. Enquanto isso, saibam que este episódio usou fontes de UOL, Agência Brasil, G1, Infomoney, O Globo, Exame, CNN Brasil e CBN Notícias, Folha, Folha e Jornal Extra. Esse podcast foi apresentado por Thaís Kuczynski, Diego Spinello, Victor Souza, Rodrigo e Poli, Tena Raíssa. A edição será de Victor Souza. As nossas redes sociais são midcash.com.br, lá no Blue Sky, podcastmidia@ nada, podcastmidia lá no Instagram.
Eu fui olhar para vocês, vocês estão rindo ainda, eu tentei ignorar, não consegui. podcastmidia@gmail.com lá no Pix. E lembrem-se que a desesperança é um sentimento reacionário.
Que isso, hein, encerrou bem demais! Depois dessa vamos apenas nos despedir até a próxima semana. E tchau, tchau, valeu, valeu!
Pera aí que eu vou tossir.
Nossa, mas eu esperava uma tosse.
Não, eu ia, eu ia tossir, eu ia, mas aí não veio mais. É que eu ainda tô me curando, né?
Tosses broxantes, né, cara?
Todo mundo ficou esperando aquela tosse.
É que ela não veio. Estou aqui com pastilhinhas para o caso de tossir.
Mas aliás, essa pastilha é ótima.
Nossa, me ajudou demais, me ajudou demais.
A conversa dos 40 anos é essa, começou no óculos, agora se Média é bom demais. É isso, 40 é isso.
Vamos lá, agora ela veio, agora ela veio.
Eu não vou poder falar muito não, senão eu vou ficar assim. Eita, contaminei. Então vamos lá, folha e extra.
Errei a tonicidade. Rodrigo errou a fonologia.
Eu como carioca falo extra, com certeza.
Eu falo extra, só não falo com X.
Extra, eu falo extra.
Extra é coisa de paulista, eu nunca ouvi falar.
Extraordinário, acho que eu falo isso.
Olha, o Vitor paulista me causa um estranhamento que só cachorro de dentadura causa também. Sabe aqueles vídeos que o cachorro pega a dentadura de alguém? Ai, meu Deus, parece uma coisa muito errada.