Episódios de MIDCast Política

S09E31 - Discord, Campanha e Perseguição

17 de agosto de 20261h23min
0:00 / 1:23:22

Neste episódio, falamos sobre o processo envolvendo o Discord, Mottinha apoiando Lula, Alcolumbre querendo apoio, Tariflávio no Missão, o início das campanhas e a perseguição contra Erika Hilton no Conselho de Ética da Câmara.
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PARTICIPANTES:
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Rodrigo Hipólito - https://bsky.app/profile/rodrigohipolito.bsky.social
Thais Kisuki - https://bsky.app/profile/thaiskisuki.bsky.social
Victor Sousa - https://bsky.app/profile/vgsousa.bsky.social


COMENTADO NO EPISÓDIO
------------------

Participantes neste episódio3
R

Rodrigo Hipólito

Host
T

Thais Kisuki

Host
V

Victor Sousa

Host
Assuntos7
  • Censura e Bloqueio de Plataformas Digitais· PoliticaDiscord·Proteção de crianças e adolescentes·ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados)·ECA Digital·Wanda·Advocacia-Geral da União·Inimigos sociais
  • Eleições 2026· PoliticaPesquisa CNT/MDA·Lula·Flávio Bolsonaro·Rejeição eleitoral·Rui Costa Pimenta·PCC·Candidatura de Flávio Bolsonaro·Partido Missão
  • Perseguição Política no Congresso· PoliticaCâmara dos Deputados·Érica Hilton·Quebra de decoro parlamentar·Partido Missão·Silenciamento de opositores
  • Tecnologia, Fascismo e Controle SocialInteligência Artificial·Fascínio pela tecnologia·Controle de informação·Big Techs·Regulamentação da internet
  • Desinformação e Redes Sociais· SociedadeImpacto das redes sociais na política·Inteligência Artificial na desinformação·Jovens e consumo de informação·Idosos e consumo de informação·Lula de chapéu
  • Articulacao Politica Congresso· PoliticaDavi Alcolumbre·Lula·PEC 6 por 1·PEC da Segurança Pública·Taxa das blusinhas·Davi Alcolumbre e Lula
  • Notícias Diversas e Curiosidades· SociedadeJuiz bebendo vinho em audiência·Sarampo nos EUA e Brasil·Desmatamento na Amazônia·Apartamento de Eduardo Bolsonaro em leilão·Consultoria climática com médium no Rio
Transcrição133 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
VSVictor Sousa

Olá, cidadãos e cidadãs, tudo bem? Sou Victor Souza falando diretamente do dia 13 de agosto de 2026. Está começando mais um episódio do Midcast Política. Aqui nós debatemos os fatos que ocorreram na última semana e que influenciaram no cenário da política nacional, com muita informação, esperança e bom humor na medida do possível. E hoje aqui comigo temos ele, Rodrigo Hipólito.

RHRodrigo Hipólito

Tudo bem, Rodrigo?

VSVictor Sousa

Preparado? Preparado para o Rio de Janeiro?

RHRodrigo Hipólito

Cara, ninguém tá preparado para o Rio de Janeiro, nem o próprio Rio tá preparado, nem quem mora no Rio de Janeiro aí desde o século 19, os espíritos com cimitarra do Rio de Janeiro, eles não estão preparados para o Rio de Janeiro.

VSVictor Sousa

É isso aí, cara. E fechando nosso trio de hoje, pois estamos desfalcados, temos ela, Thaís Kitsuki. Tudo bem, Thaís? Preparada para o Rio de Janeiro?

TKThais Kisuki

Estou me preparando, estou me preparando. Inclusive, eu quero deixar já avisado que que eu estou levando os 4 últimos exemplares do volume 2 de Olga Sex Olga. Então quem quiser comprar, que aproveite, porque vai esgotar a primeira edição.

VSVictor Sousa

É isso aí, gente, ó, esse episódio sai no dia 17 de agosto, né? E lembrando que no dia 22 de agosto, se você tá escutando isso antes, vai ter o nosso encontro, né, Midcast no Rio. Todo mundo no Rio, lá no Galeto Satsi, Botafogo, às 18 horas ali. A partir das 18 horas estaremos lá para encontrar com com os ouvintes no segundo andar. No segundo andar, isso eu não sei não.

RHRodrigo Hipólito

No banheiro do segundo andar, você não reservou o segundo andar não?

VSVictor Sousa

No segundo andar todo não, eu só falei, ó, reserva umas mesas aí para a gente assistir.

TKThais Kisuki

No segundo andar não?

VSVictor Sousa

Não, não falei segundo andar não, não tive esse briefing antes não. Mas enfim, vai dar tudo certo, vai dar tudo certo. Então dia 22, Galetos Sátice, Botafogo, às 18 horas estaremos todos lá reunidos. E como a gente já falou, nós estaremos lá Se aparecer alguém, a gente vai ficar muito feliz, vai trocar uma ideia, vai ficar por lá. Se não aparecer ninguém, nós continuaremos por lá da mesma forma e vamos conhecer esse ponto turístico, Rodrigo Poli, podemos dizer, já do Rio de Janeiro.

RHRodrigo Hipólito

É um ponto turístico, eu acredito que sim. Já tem história, já tem referência da Ana Maria Braga. Eu acho que é um ponto turístico assim. E aí, gente, fica aquela etiqueta básica, né? Cheguem à vontade, se aproximem, cumprimentem e digam seu nome, porque a gente não conhece pessoalmente a maioria dos ouvintes.

VSVictor Sousa

Então nem a gente se conhece, né?

RHRodrigo Hipólito

Nem a gente conhece todo mundo aqui, mas a probabilidade da gente conseguir chegar um ao outro e falar, eu sei quem é você, eu sei quem é você, Vitor, já te encontrei, é muito grande. Não é 100%, mas é muito provável. Agora, quem não, a gente nunca viu, chega tranquilamente assim, cumprimenta, diga o seu nome, diga que acompanha o Midcast. Se quiser levar alguém junto também, fica à vontade, né? A gente vai estar lá para poder interagir.

Se divertir, conversar, comemorar todos esses anos de Midcast. Quase 10 anos daqui a pouco, Vitor.

VSVictor Sousa

Verdade, é quase 10 anos daqui a pouco. Qual foi a palavra que a gente tinha definido, né, quando alguém encontrasse a gente era para falar: é Lula, foi aquele senhor que você viu na gráfica.

RHRodrigo Hipólito

É uma boa, chega gritando: é Lula, que já vai saber do que que se trata.

VSVictor Sousa

É isso, então vamos lá para o nosso primeiro bloco. É oficial, Lula linha de chapéu é confirmado na urna eletrônica e nossos dedos já estão coçando para digitar o 13 e ouvir a Pirlili cantar a música do seu povo. Aliás, como é que ficou a nossa mascote, hein? Será que vão botar nas sessões eleitorais? Ninguém falou mais nada, né? Sacanagem, cara. Com praga isso não vai acontecer, né? Sem chance. Enfim, vamos lá. Enquanto isso, Motinha tomou a única decisão acertada em toda sua vida e resolveu declarar apoio a Luiz Inácio, apesar da neutralidade seu partido.

Enquanto isso, a pesquisa CNT-MDA aponta Lula liderando por 13, repito, 13 pontos no primeiro turno. Já no segundo turno, Lula da Silva aparece com 48% das intenções de voto. A vantagem é de 8,9 pontos percentuais para o seu adversário. Do outro lado do certame, o filho do Fungo vive momentos dramáticos enquanto seus números derretem nas pesquisas, a passos mais largos que a saúde de seu pai. Dismayo vive um drama do TSE. Ao tentar registrar sua candidatura pelo PL, sua advogada eleitoral descobriu que ele estava filiado ao Missão, sim, o partido do MBL.

E o TSE ao mesmo tempo negou hackeamento a seus sistemas, informou que alguém com acesso às credenciais do Missão fez o processo de filiação de Flávio Bolsonaro. O partido negou e compartilhou mais de 8 emails enviados à assessoria de Desmaio alertando sobre a sua filiação. Renan Santos afirmou que pode comprovar que uma pessoa acessou o email de Flávio e confirmou a filiação do senador ao Missão. Além disso, segundo Renan, a pessoa teria clicado para acessar o aplicativo da militância do partido.

Mas por volta das 15:30 desta última quinta-feira, né, no dia que estamos gravando, eu gostei que na reportagem botaram exatamente, né, por volta das 15:30. Gostei da exatidão, né. O ministro Cássio Nunes Marques, o Praga, presidente do tribunal, ordenou o cancelamento da filiação ao Missão e o restabelecimento do vínculo de Flávio Bolossauro com o PL, para o registro de sua candidatura à presidência. Foi engraçado, mas durou pouco.

Ainda sobre os presidenciáveis, o candidato Rui Costa Pimenta, do PCO, foi alvo da Operação Causa Própria, deflagrada pela PF na última terça-feira, dia 11, onde os agentes investigam suposto esquema de desvio de recursos do fundo partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Fica aqui os parabéns para o Rui Costa por conseguir cair em investigação de desvio de recursos sendo do PCO. E fechando esse nosso giro aqui no modo eleições, como já anunciamos episódios atrás, daqui até a eleição vai ser sempre isso em todo episódio.

Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou que um grupo planejava pela internet atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília. Um relatório do CyberLab, laboratório especializado em crimes cibernéticos, concluiu que o conteúdo compartilhado apresentava elevado grau de periculosidade, planejamento de atos violentos mediante utilização de artefatos explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia, incentiva a violência.

Apenas em 2026, o CyberLab produziu 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio diferentes. Inclusive, um dos alvos desses prédios públicos em Brasília— ó, tô igual o Porcaro— em Brasília era o Palácio do Planalto. E aí eu queria saber o que que vocês acharam aí da polêmica do Lula de chapéu na urna, né, que parece que vai ser a foto dele de chapéu na urna, dessa questão aí do do Flavinho Desmaio no Missão e do Rui Costa Pimenta. Por favor, quero ver o que vocês têm a dizer também do Rui Costa Pimenta.

RHRodrigo Hipólito

Não, vamos começar pela parte séria, né? Saiu a pesquisa MDA, tive o prazer de ler as 89 páginas do arquivo de pesquisa. Fica a recomendação, é sempre uma coisa boa ali para fazer enquanto você almoça, né?

VSVictor Sousa

Por isso que ele fica até às 3 da manhã acordado, Thaís. É isso aí que ele fica fazendo.

RHRodrigo Hipólito

É, cara, assim, é, a vida é muito curta para a gente se restringir a esse tipo de prazer, né? Então a gente tem que ler pesquisa. E é uma pesquisa que a gente já defendeu aqui algumas vezes, né, como uma pesquisa muito eficiente, que tem uma metodologia consistente. É uma pesquisa presencial. Nesse caso ela tá mesclada ali com uma pesquisa de porta em porta e uma pesquisa de fluxo, né, quando separa as pessoas na rua também, com uma estratificação de dados muito boa apresentada no documento e que permite a gente tirar algumas conclusões assim.

De que caminho tá tomando esses meses agora finais aí da corrida eleitoral. Então a gente tem uma consolidação do Lula próximo de ganhar no primeiro turno, mas ao mesmo tempo se torna um pouquinho menos provável. Isso ainda vamos ver como é que vai ser nessas próximas semanas, mas ele tá consolidado como primeiro lugar. Então ele se consolida também como o vencedor do segundo turno. Primeiro que é sempre muito improvável que uma pessoa, um candidato que ele vença o primeiro turno, que ele perca no segundo, mas isso já Isso já aconteceu recentemente, não só aqui, né, a gente fala do caso brasileiro, mas também outros países da América Latina.

Isso é possível. Mas aqui a gente tem um outro fator na pesquisa Emdeac que explica por que que é muito pouco provável que isso aconteça, que é o fator rejeição. A rejeição do Flávio Bolsonaro, ela já tá batendo os 50%. Então, quando você atinge esse patamar de rejeição, não interessa muito mais você fazer as contas de quantos por cento que os outros candidatos de extrema-direita teriam e por algum motivo no segundo turno o eleitorado desses candidatos migraria para o Flávio Bolsonaro, por exemplo.

Essa é uma conta que a gente sempre faz quando pensa no segundo turno. Mas quando a rejeição ela é tão absurda como a do Flávio Bolsonaro, isso se torna irrelevante, porque você mesmo que alguma parte desse eleitorado da extrema-direita, desses demais candidatos, migrasse para o Flávio Bolsonaro no segundo turno, não seria totalidade e não consegue uma percentagem para poder bater o Lula. Então esse é, esse é um foco que às vezes as notícias não dão para gente.

Mas mais do que a consolidação do Lula vencendo no segundo turno, a gente tem a consolidação da rejeição do Flávio Bolsonaro, quase 50%. Isso é muito alto. Então é muito pouco provável que ele consiga reverter a sua situação. Como você falou, a tendência é esse crescimento da rejeição, ele derreter, seus números derreterem. E ainda acrescenta essas, essas subsequentes polêmicas, problemas, situações situações vexaminosas nas quais ele vem se envolvendo semana após semana, que faz com que tire o foco do eleitorado da possibilidade de que ele concorra a sério.

As pessoas desistem mesmo, talvez quem fosse votar no Flávio começa a desistir, falar: não tá valendo tanta pena, não vou me envolver com isso que tá chegando num ponto de ser muito ridicularizado, né? É um desvio de foco muito grande. Nesse caso já não vale mais aquela máxima que tanta gente usava, que é: fale sempre de mim, mesmo que fale mal. No caso das campanhas hoje em dia, não funciona bem assim. Então Flávio, ele tá, já tá derretendo realmente.

Ele não vai deixar de ter uma votação relevante. Então também não comecem a ter esse tipo de sonhos absurdos. Não, Flávio Bolsonaro vai ter uma votação relevante, é, a probabilidade de ir para o segundo turno é enorme, mas a gente também não precisa ficar tão assustado, contanto que a gente vá votar, contanto que a gente vai votar. Aí tem um outro aspecto também que na estratificação dos dados ali na MDA a gente consegue perceber, O Lula, ele vence na maioria das categorias.

Então, se a gente vai fazer o recorte de regiões, o Lula, ele tá vencendo em praticamente todas as regiões, com exceção ali do Centro-Oeste, e às vezes, dependendo do cenário, no Sul. Mas ele tá vencendo em quase todas as regiões, né? É Centro-Oeste, Norte costuma estar agregado quando você junta esses dados ali pela quantidade de eleitores. Então, ele vence em quase todos. Ele perde quando a gente eleva muito a renda Então uma renda acima de R$10 mil, por exemplo, por mês, é um corte que o Lula perde, mas é uma parcela muito restrita da população.

E o Lula perde na parcela evangélica. No entanto, ele já não perde por uma margem tão ampla quanto já foi em outros momentos. O Lula, ele tem uma votação já razoável, positiva, dentro da camada evangélica também. Isso é interessante de notar. A gente não teria expectativa de que ele vencesse o Flávio Bolsonaro nessa parcela da população, mas o fato dele ter uma quantidade razoável de votos é um indicativo muito interessante pra gente.

Uma última conclusão, Vitor, dessa pesquisa MDA, ela deixa nítido pra gente quais são os, os dois buracos que a gente tem pra poder consolidar votos na esquerda. A gente tem um problema muito sério com o modo como as pessoas se informam. A gente tem batido na tecla disso aqui há anos no Midcast. É um problema comunicacional. Redes sociais são mecanismos de desinformação. Informam. Então os grupos de pessoas que dizem que se informam quase que exclusivamente por redes sociais são os grupos que apresentam a tendência a votar para extrema-direita.

Algo similar acontece com o grupo evangélico, e esses dois grupos eles se entrecruzam. Então quer dizer que a maioria das pessoas dentro do grupo evangélico, dos grupos evangélicos, tendem a votar para extrema-direita. Em simultâneo, também a maioria das pessoas dentro dos grupos evangélicos se informam mais pelas redes sociais, ou nesse caso se desinformam, o corte que indica quem mais se desinforma pelas redes sociais tem mais tendência a votar para extrema-direita.

Indica para a gente então o que que a gente tem que resolver na comunicação política para os próximos anos. Não dá para a gente manter uma democracia saudável enquanto a gente tiver um poder comunicacional tão amplo nas redes sociais. Isso tende a influenciar o comportamento de entidades religiosas também, como não era de se surpreender, né? Isso vai influenciar todos os tipos de entidade, mas aparentemente os grupos evangélicos têm uma fragilidade maior para poder estar expostos à desinformação que roda em rede social.

Isso que essa pesquisa já indica para gente. Me estendi um pouco aqui para falar dessa parte um pouco mais chata, né, da pesquisa. Aí agora dá para comentar o que realmente interessa, né, que é essa luta do Flávio Bolsonaro para se ele vai estar no Missão ou vai estar no PL, que era uma dúvida que todo mundo tava já sabendo o que que vai acontecer.

VSVictor Sousa

Então eu ia justamente perguntar para país, se ela acha que a teoria da conspiração de que ele tá sabotando a própria campanha vai se tornando a cada dia mais real. Mas antes eu queria só dar um exemplo dessa questão das redes sociais, né, desinformando. Outro dia eu tava num restaurante e aí eu presenciei uma coisa que tá se alastrando, né, pelo país, que é o idoso que consome ali o Instagram em público com som alto do celular.

IA, né, para todo mundo ouvir. E ele tava passando várias vezes pelo mesmo vídeo, provavelmente feito em IA, que eu tava só escutando, não tava vendo, do Lula, da voz parecida com do Lula, né, falando: o pobre tem que trabalhar até morrer, vocês acham que vocês são o quê, o que restou para vocês, vocês acham que vocês vão ficar rico, vocês vagabundo, não sei o quê. E o cara passando várias vezes por esse vídeo, provavelmente feito com IA, e ele num perfil ali ele scrollando, né, o Instagram e passando esse tipo de conteúdo para ele.

E aí não sei se a pessoa tem um discernimento, né, de ver que aquilo ali é feito por IA e tudo mais, mas numa dessa a pessoa acaba acreditando que realmente o Lula falou que pobre não tem vez e que tem que trabalhar até morrer, que é o que restou para pessoa.

TKThais Kisuki

E às vezes a pessoa nem acredita, mas como tá no ambiente público, deseja espalhar aquilo, né? Quantas pessoas não viram, além de você, a voz do Lula falando isso? Inclusive Naquele momento em que o Lula estirou o dedo, ele tava fazendo um comentário falando— ele estirou o dedo justamente quando ele tava falando sobre isso, né, que o pobre tem direito de ter coisas boas. E aí talvez fosse até um corte dessa fala do Lula, né, não fosse nem necessariamente uma IA.

VSVictor Sousa

Mas como hoje em dia para as pessoas é mais fácil fazer IA, não, mas da forma como ele tava falando, com certeza não era O Lula não quer. Era meio que tipo assim, falando que o pobre só tem direito àquilo, a trabalhar e nada mais, e tudo isso, sei lá, entendeu? Eu entendi o que você falou, mas assim, pela forma como tava, acho improvável, mas poderia ter sido também.

TKThais Kisuki

Então, sobre a campanha dele, primeiro eu acho que ele não quer esse rolê, por mais assim que seja muito a nossa amiga, né, Raíssa, ela fala assim como ele. O pai dele, né, não queria ser eleito, foi eleito e depois fez: eita, o que que eu faço? Então, por mais que eles provavelmente estejam inebriados com todo esse poder de serem a família presidencial, eu não acredito que o Flávio queira de fato isso para ele. Mas mais do que isso, eu acredito que ele não crê na própria vitória.

Então, a gente tem visto se armarem. Eu vi essa semana, eu nem sei se tá aqui na pauta, perdoem porque eu não li a pauta ainda. Agora eu tô que nem o Rodrigo. Eu não sei se tá aqui na pauta, mas que militares teriam ido fazer a formação nos Estados Unidos agora, né, essa semana. E aí isso é, enfim, a gente vê acontecendo. A nossa eleição aqui no Brasil, ela tem sido muito cercada. E mais do que não ganhar, mais do que não concorrer, o que eu, a percepção que eu tenho é que a campanha do Flávio Vorcaro tá mostrando, na verdade, indícios de que eles estão fazendo de tudo para terem a candidatura impugnada.

Nesse sentido, eu não duvido que tenha sido realmente partido de assessores dele essa confusão toda com o Partido Missão. Mas é como eu enxergo essa confusão toda, que ele quer, ele não acredita que vai ganhar, mas ele, ele, eles estão fazendo o que está ao seu alcance para pôr em xeque a legitimidade das pesquisas. Então poder dizer que é aqui o Brasil é uma ditadura e que ele não pôde concorrer porque, porque isso, porque não existe mais democracia no Brasil.

Então essa percepção, para além do fato de que ele não deve ter muito interesse em pegar um trabalho tão complicado desse, mas mesmo assim é mesmo aceitando, né, a cruz que foi entregue a ele pelo pai, a campanha dele deve ter bem claro assim que uma vitória é algo muito improvável. Então estão buscando os caminhos escusos que não deram certo da primeira vez, mas agora com Donald Trump como parceiro, eles devem estar se sentindo mais empoderados.

VSVictor Sousa

Tá aí de curiosidade, eu fui pesquisar aqui, né, no Google, tipo assim, o Lula falando que pobre não precisa estudar, né, só para trabalhar. E aí foi uma verificação feita em janeiro de 26 pelo Fato ou Fake, teve aqui do Aos Fatos também dizendo que é fake e não foi feito com IA. Eles pegaram uma fala do Lula, você estava certíssima, pegaram a fala do Lula no evento e aí recortaram vários trechos, montaram e fizeram como se ele tivesse falando que o pobre não precisa estudar e que pobre nasceu para trabalhar.

TKThais Kisuki

Agora, para além disso, é É até burrice você acreditar nisso, porque toda fala que você ouve do Lula, ele fala exatamente o oposto. Que pobre tem que comer, que pobre tem que estudar, que pobre tem que ter coisa boa. Então, enfim, quem é antipetista, qualquer coisa que eles ouvirem vai reforçar o viés que eles já acreditam. Não precisa nem parecer ser verdade, né? Só para terem algo que justifique a mentira na qual eles acreditam já é suficiente.

RHRodrigo Hipólito

Complementando isso, Vitor, até para deixar claro aqui que o Midcast ele é um podcast anti-etarismo, então nós não somos etaristas, né? Se a gente pega os dados, o Lula ele ganha de lavada entre pessoas com mais de 60 anos, que curiosamente também nessa pesquisa MDA, se eu ficar nisto, é o grupo de pessoas que menos se informa por redes sociais, é o grupo que mais assiste televisão, que mais assiste jornal, é o grupo acima de 60 anos, e é um número enorme assim.

Então é uma pequena parcela da população idosa que ela majoritariamente só consome notícias e informações, desinformações por redes sociais. Nosso maior problema, apesar do barulho que dá e da nossa irritação de imaginar que tem idosos ali sofrendo com esse processo de desinformação constante, O nosso maior problema é com os jovens. A grande maioria dos jovens só se informa por rede de vídeo, por rede social de vídeo, a grande maioria.

E nessa faixa etária você tem uma votação muito elevada para extrema-direita ou o total descrédito com a política. Então a gente, apesar da gente ter uma impressão às vezes de que os idosos são todos conservadores e estão votando para extrema-direita, os dados não indicam isso. E a gente tem que trabalhar com os dados. Os dados indicam que a gente tem um problema com a juventude. A nossa juventude tá muito atrelada a esse modo de comunicação e não consegue sair dele, e não tem outros meios para poder confrontar esse universo que foi criado para eles praticamente desde que eles nasceram.

E quando eu falo jovem, é de 16 a 24 anos aí nesse caso. Apesar da gente considerar jovem ainda até os 29 anos hoje, por boa parte dos nossos estatutos, a gente tá pensando na pesquisa dentre 16 e 24 anos. E aí é complicadíssimo, porque é a geração que vai permanecer para atuar na sociedade durante mais tempo. Então, eleitorado que a gente tem que conseguir atingir, se a gente for pensar nos próximos 10, 20 anos, não acho que é conseguir tirar as pessoas desse buraco sem fundo, que é já ter nascido nesse ambiente dominado por Big Techs, só se informar por aquilo, achar que é muito trabalhoso o resto e assumir um descrédito absoluto adulto com relação ao que é possível conquistar na vida, o que é possível fazer através da política.

Então isso me complica. Só que aí o jovem, na maioria das vezes, a gente não tá vendo o jovem ali assistindo o vídeo no alto-falante no restaurante, né? O que às vezes é até pior, porque o modo como esse consumo se dá, mais fechado, para usar uma expressão de tiozão, mais nichado, né? Isso aí complica muito a nossa vida, porque é uma comunicação que ela também se esconde. É esse se esconder é um dos mecanismos de você impedir que o jovem ele tenha como sair daquele núcleo em que ele se enfiou, né?

Então esse é um complicador para gente, assim. Interessante sempre a gente se preocupar porque os idosos estão sofrendo com isso, mas a gente tem que conseguir tirar os nossos jovens desse buraco de redes sociais.

VSVictor Sousa

É, cara, não, é importante esse seu adendo, né? Eu acho que esse barco já foi, infelizmente, em relação aos jovens. É, e quando eu comentei dessa recorrência que tá tendo idoso escutando som alto em público quanto a sessão de rede social. Porque, cara, no período de uma semana eu devo ter esbarrado com uns 5 assim na rua escutando não só fake news de política, não, os mais diversos temas. E não que o jovem não faça besteira, pelo contrário, né?

O jovem, o adulto, todas as faixas têm a sua representação aí em ficar fazendo besteira usando celular em público. Mas talvez o jovem seja como o Rodrigo falou, né? Ele é mais retraído, né? Ele consome mais em silêncio ali com seu fonezinho Bluetooth. E aí realmente a gente não tem tanto acesso. Mas foi bom esse adendo aí que o Rodrigo fez. Este podcast não é um podcast etarista, apesar da minha fala em tom de revolta, porque realmente era um conteúdo absurdo.

Enfim, fechamos aqui esse primeiro tópico, primeiro típico. Pra mim tá ótimo, porque assim, PCO, achei que vocês iam falar do PCO, cara. Mas assim, o cara, o cara, porra, o cara conseguia ser investigado por desvio de verba recebendo o quê? Sei lá quanto que ele recebe aí, R$500 no ano para poder manter o PCO.

TKThais Kisuki

Então parece que é até uma quantidade razoável de dinheiro, principalmente para uma pessoa, né? Para um partido talvez não.

VSVictor Sousa

É, mas eu confesso que eu não vi os valores. Eu li a reportagem, mas não tinha os valores ali. Até fiquei curioso, não sei se depois saiu. Mas comentar o plano de governo da Unidade Popular, não, não, isso aí era bom, hein?

TKThais Kisuki

Nossa, que vergonha! Mas vamos falar só sobre como é problemático um partido há tantos anos se resumir à figura de uma pessoa, né?

VSVictor Sousa

É verdade. E resumindo ainda mais esse assunto, a Lelê comentou: PCO nem deveria existir mais. Então acho Acho que não precisa nenhum adendo a mais em relação a esse assunto. É isso, cara. Vamos aqui para o nosso próximo tópico, a gente já finalizar esse primeiro bloco, que é o seguinte, ó. Vamos falar agora dessa parte de disputa eleitoral, né, mais voltada ali para a questão do Congresso, pois o deputado federal Líciolaz Ferreira viu seu patrimônio crescer de R$36 mil para R$3,8 milhões de reais ao do primeiro mandato no Congresso Nacional, segundo dados da Justiça Eleitoral divulgados na última sexta-feira.

Lixa, ela negou qualquer irregularidade e explicou que o salto de seu patrimônio ocorreu devido a um imóvel de R$2,2 milhões financiado em 35 anos, além de investimentos e receitas de sua atuação como empresário e palestrante. Ainda sobre aqui figuras do Congresso, né, tivemos ali no nada confiável Conselho de Ética da Câmara dos Deputados né, aprovação nessa última terça-feira por 10 votos a 5, da continuidade de um processo contra a deputada Érica Hilton por suposta quebra de decoro parlamentar.

A ação foi apresentada em março deste ano, adivinha por quem? Pelo Partido Missão, e questiona declarações da deputada nas redes sociais após ela ser eleita para o comando da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. E assim, é uma declaração dela completamente assim assim, sem qualquer tipo de agressão a ninguém, a ninguém que assim não deveria realmente ser agredido por palavras. E nem foi nada demais o post dela. E aí, por conta disso, abriram, né, essa ação contra ela e foi aprovado no Conselho de Ética.

Não assim a cassação dela, tá, gente, a continuidade do processo ficar ali no Conselho. E agora tem todo aquele trâmite, né, de escolher o relator, de ter ali as sessões e tudo mais, para depois lá ter votação. E ainda falando sobre o Congresso, segundo a Folha divulgou essa semana, o presidente Lula e o presidente do Senado Davi Alcolumbre avançaram na articulação para destravar parte da pauta prioritária do governo no Congresso em encontro nessa última quarta-feira.

Finalmente o Congresso voltou das férias, né? Duas propostas consideradas prioritárias pelo Planalto, no entanto, seguem sem previsão de votação: a PEC que acaba ali com a escala 6 por 1 e a PEC da Segurança Pública. Horas depois do encontro, o Senado aprovou o projeto que autoriza o governo a usar receitas extraordinárias obtidas com a exploração de petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis. Além dos combustíveis, a proposta estende benefícios fiscais aos setores de fertilizantes e de minerais críticos estratégicos, além de prever incentivos para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 aqui no Brasil.

Por outro lado, o Congresso adiou para setembro a instalação de uma comissão para analisar a MP que extingue a taxa das blusinhas. A medida já está em vigor, mas perde validade no dia 8 de setembro se não for aprovada pelo Congresso. Ainda segundo a Folha, o Columbre tem muito interesse na reaproximação com o Planalto. Ele tenta montar uma ampla aliança para continuar no cargo na próxima legislatura e busca apoio de Lula. A cúpula bolsonarista, por sua vez, quer a senadora Tereza Cristina na presidência da casa. E aí, como é que vocês viram tudo isso aí?

TKThais Kisuki

Bom, em situações normais de temperatura e pressão, essa ameaça de cassação ao relato da Érica não deveria nos assustar. Mas até porque o que ela falou, como você já disse, né, não foi nada demais. Mas como nós não estamos vivendo, né, um momento normal, é bom ficar atento a isso. A gente viu que o Glauber teve que, fez muita coisa, muito barulho para conseguir escapar da cassação e foi suspenso. Talvez seja uma, talvez a tentativa deles seja justamente não só caçar, porque talvez realmente eles vejam que isso não seja possível, mas de talvez silenciá-la.

Se vocês perceberem, o Glauber sumiu. Ele voltou para o cargo dele, mas ninguém vê, ninguém ouve falar. E a Erika Hilton incomoda muita gente, ela é muito combativa e provavelmente deve ser quem, a pessoa de esquerda que mais incomoda a direita e a extrema-direita. As propostas que ela traz, ela sempre tá de olho. Então assim, é isso, né? Isso é um tipo de atuação que a gente já viu acontecer, acontecer várias vezes com políticos do PT, com políticos do PSOL, que qualquer brechinha que eles encontrem eles utilizam para silenciar ou até mesmo retirar os direitos políticos, né?

E assim, o curioso é que ninguém que que foi transfóbico com a Érica, né, ninguém que falou de diversas formas que ela não deveria ocupar aquela comissão porque ela não era mulher, nenhuma dessas pessoas sofreu nenhum tipo de ameaça de cassação nem nada. Então assim, infelizmente é algo que deixa a gente um pouco preocupado, de fato. E aí é importante antes a gente se posicionar ao lado da Érica, fazer o que dela tem sido muito atacado.

Inclusive aí até ex-assessor apareceu para falar mal da Érica esses dias. Mas assim, as atuações dela continuam muito ativas. E aí esse tipo de coisa, não sei, não acho, não acho que ela, que ela se silenciaria por conta própria. Mas seria uma grande perda para gente.

VSVictor Sousa

Thaís, eu vou ler o tweet aqui rapidinho que ela fez, que é o que gerou essa, como é que se diz, essa, esse processo, né, por conta lá, né, da eleição dela. Tu ficou todo mundo criticando e tudo mais, atacando ela. Ela botou assim: não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbecis, aí foco para o cis, é a última coisa que me importa. E por conta desse tweet ela está sendo processada no Conselho de Ética.

RHRodrigo Hipólito

Eu concordo que Thaís falou. Acho que essa, o foco aí é realmente atrapalhar, embora eu não acredito que isso resulte em perda de votos, por exemplo, porque o eleitorado da Érica é o eleitorado que é capaz de observar esse tipo de perseguição, isso se reverter no maior engajamento. Então, como eles não conseguem bater de frente com a Érica nesse âmbito eleitoral, ela consegue se eleger com tranquilidade, ela tem um eleitorado cativo, e que tende a crescer, a estratégia se volta para esse tipo de silenciamento.

E que, mas que também acredito que, como Thaís falou, não resulta em cassação, porque mesmo a extrema-direita, por mais estúpida que ela seja, eles entendem que dentro do Congresso não é interessante você promover processos de cassação, você abrir margem para que parlamentares eles sejam cassados com tanta facilidade. Porque se na segunda-feira é um, na sexta-feira pode ser outro. Isso se volta com muita muita facilidade, você não quer abrir precedentes.

Então a gente já viu muitas vezes mesmo parlamentares de direita, eles subirem ao púlpito para poder defender uma união do Congresso, resolver as coisas entre si, evitar qualquer tipo de ataque externo. O Congresso, ele tende a se fechar de um modo quase corporativista nesse sentido. Então o que você faz é complicar a vida dos seus adversários. E o processo no Conselho de Ética é uma dessas ferramentas, assim como a suspensão também.

Talvez a própria equipe da Erika Hilton, ela não vai querer colocar muita lenha nessa fogueira e começar a fazer uma comunicação em cima disso.

VSVictor Sousa

Eu acho que ela fez hoje, inclusive, Rodrigo, ela fez uma publicação hoje.

RHRodrigo Hipólito

É, vai ser, tem que dar uma resposta. Mas assim, como você falou, Vitor, a tendência é isso não ser algo tão rápido rápido, é não ser algo do dia para noite. Então você dá uma resposta imediata ao que aconteceu e você vai ter que observar como que as coisas vão acontecer nos meses seguintes. Mas a coisa normalmente já é lenta e fica mais lenta ainda em ano eleitoral. Então você até comentou, o Congresso voltou de férias, mas nesse momento de campanha boa parte dos parlamentares está envolvido com os seus partidos, com seus apoios, com seus palanques.

Então a gente não tem esse andamento tão acelerado. Por isso inclusive que a gente queria, a gente tentou muito que propostas do governo elas fossem votadas antes do recesso, porque depois do recesso isso se tornaria muito difícil. E ainda mais com figuras como Alcolumbre, por exemplo, que veio declarar que a culpa da proposta pelo fim da escala 6x1 tá travada é porque o Lula resolveu ficar não sei quantos dias sem conversar com ele.

Tadinho, né? É muito horrível a vida dele ali. Mas eu assim, eu acho que aí a gente tem que ser compreensível com Alcolumbre, porque porque deve ser muito triste você tá na posição de presidente do Senado e ser ignorado pelo Lula. Ele deve acordar todo dia pensando: nossa, o Lula não gosta de mim. E aí ele vai pegar o seu transporte pensando: o Lula não gosta de mim. E ele volta para dormir à noite pensando: o Lula não gosta de mim.

É uma vida horrorosa assim. Qualquer pessoa no país que possa dizer: o Lula não gosta de mim, é uma pessoa infeliz. Por isso que Alcolumbre tá nesse estado. Você olha para a cara dele, você percebe que ele tá precisando de um cafuné, tá precisando de um apoio assim. Tadinho dele, né? Mas é isso, a gente tem que entender porque que as coisas estão indo mais devagar agora também e trabalhar no ritmo que uma campanha exige, né? Acho que cobrar agora articulações do governo para que essas pautas elas sejam voltadas, botadas com celeridade, essas coisas aconteçam eleição. Não é o caso, a gente precisa vencer uma eleição primeiro.

VSVictor Sousa

Só voltando ao que a gente falou no primeiro bloco, tá aqui que o TSE, pedido aí do Nunes Marques, suspendeu o sistema de filiação partidária após o caso do Flávio e tentativa de alterar também o partido do Lula, né? Parece que também rolou isso. Eu tava até vendo a reportagem que em 2022 já tinham feito isso com Lula, né? Tinham colocado ele lá vinculado ao PL. Então assim, tem alguém com muito acesso fazendo besteirinhas aí no TSE.

Eu tava vendo aqui o vídeo da Érica, foi 3 minutos de vídeo que ela fez falando, né, sobre toda essa situação aí de perseguição contra o mandato dela. Fechamos então? Vamos aqui, Rodrigo, rapidamente, momento Jabá.

RHRodrigo Hipólito

apoia.se/medicast, acesse, veja as categorias. A partir de R$5 você nos ajuda a manter aqui o programa semanal, você ajuda a gente na edição, servidores, A partir de R$20 você tem o seu nome lido no final do episódio, tem acesso a conteúdo extra no mural do Apoia.se. A partir de R$50, além disso, você recebe um link semanal exclusivo para acompanhar as nossas gravações ao vivo, colocar mensagem no chat, interferir no ritmo do programa, corrigir as besteiras que a gente faz, que a gente fala aqui.

É muito bom dar um apoio jurídico para gente, né, para evitar que a gente seja processado. Ninguém aqui tá na época da vida que pode ser processado, então é sempre bom ter aqui o apoio de quem pode interferir na nossa gravação conversando pelo chat. Agora, se você não tem condição de ir lá no apoia.se/medicast e se cadastrar para dar esse apoio mensal, pensa em participar da nossa campanha do Pix recorrente. podcastmedia@gmail.com é a nossa chave, podcastmedia@gmail.com.

Qualquer valor que você passar para gente por Pix vai participar dessa campanha. A cada R$500 que a gente arrecada, a gente garante um episódio extra para o mês seguinte. A gente tem a primeira e a segunda meta. Bateu R$500, um episódio extra. Bateu a segunda meta, mais R$500, um segundo episódio extra no mês seguinte. A gente tá com a campanha aberta ainda no mês de agosto para a gente ter episódios extras no mês de setembro.

Aqui na descrição do episódio você encontra também o link para nossa lojinha, em que você pode adquirir produtos com estampas, estampas do Midcast com ilustrações de Thaís Kisuke. Tem também o link para o nosso do WhatsApp. Vai lá, acessa o canal, entra no nosso canal. Isso também é um modo de você nos apoiar, né? A gente divulga lá as pesquisas do Midcast, a gente divulga corte, sempre tem episódio novo, alguma novidade a gente coloca lá no canal do WhatsApp.

Tem também o grupo do Telegram que foi criado e é organizado ali, mantido por ouvintes. Vai lá bater um papo com o pessoal. As nossas redes sociais também estão linkadas aqui. Vou lembrar que a gente tem TikTok agora, então vai lá. Tudo isso tá linkado aqui na descrição do episódio, Victor Souza. E só lembrando aqui que a gente falou no começo do episódio, a gente vai ter um episódio extra agora em agosto que vai ser gravado presencialmente no Rio de Janeiro, e ele vai ocupar o lugar da semana que também seria do episódio semanal, que a gente não vai conseguir fazer episódio semanal naquela, nessa viagem que a gente vai fazer para o Rio de Janeiro, né?

Então quem tiver pelo Rio ali também quiser conhecer a gente, a gente vai estar lá no Satis Botafogo no dia 22, a partir das 18 horas, né? E tudo isso a gente só pode fazer porque a gente recebe apoio de ouvintes, porque a gente tem o pessoal que tá no apoia.se/medicast, porque a gente tem a galera que participa da campanha do Pix Recorrente em podcastmedia@gmail.com. Então é um momento do jabá, mas também um agradecimento para todo mundo que nos ajuda a manter esse projeto aqui há tantos anos.

VSVictor Sousa

Victor Souza, é isso aí, Rodrigo. Pode ter só um adendo, é que reforçando é que nos últimos tempos a gente tem tido uma diminuição do número de apoios lá no Apoia.se. Então se você por acaso teve algum problema no pagamento, se você nunca apoiou o Midcast, quer que o nosso projeto continue, porque a gente só consegue manter devido ao apoio de vocês, vai lá em apoia.se/midcast, qualquer valor já ajuda. E no Pix também, no podcastmedia@gmail.com.

A gente ainda não bateu primeira meta desse mês de agosto, Então, se você quer episódio extra em setembro, por favor aí faça a sua contribuição em podcastmedia@gmail.com. E sempre lembrando que dá para botar o Pix recorrente, né, que aí você já deixa programado para todo mês pingar um qualquer aqui para gente. Beleza, vamos então agora para o nosso segundo bloco antes que a Thaís caia de sono aqui ao vivo. Bom, vamos aqui tratar um tema que foi o principal assunto aí dessa semana, um tema complexo e um tema muito importante, né?

Pois uma adolescente morreu no dia 22 de julho dentro da casa onde vivia com a sua família em Naviraí, em Mato Grosso do Sul. Inicialmente o caso foi tratado como suicídio, mas a investigação identificou que ela havia sido ameaçada, manipulada e coagida por integrantes de um grupo virtual na plataforma Discord. O caso veio à tona depois que a primeira-dama Janja da Silva defendeu durante uma cerimônia no Palácio do Planalto na semana passada que o Discord deveria ser retirado imediatamente do ar no Brasil.

Depois da repercussão, a Agência Nacional de Proteção de Dados, a ANPD, instaurou na última sexta-feira, dia 7, um processo de fiscalização contra o Discord para apurar indícios de descumprimento de deveres previstos no ECA Digital, em vigor desde março de 2026.

RHRodrigo Hipólito

Vocês.

VSVictor Sousa

Em desenvolvimento do caso, nesta última quarta-feira, né, aqui da semana que estamos gravando, a agência determinou a suspensão de lives da plataforma. A decisão começa a valer em 3 dias úteis. Eu não sei como é que vai ficar isso, né, esse prazo, né, se é alguma coisa que ainda precisa ser revista. As lives e outros recursos de compartilhamento de vídeo ficarão suspensos até que a empresa comprove a adoção de medidas para proteger crianças e adolescentes, e adolescentes nestes serviços.

E quando esse episódio sair, provavelmente a gente já tem, já vai ter, né, uma atualização sobre isso. Mas por enquanto, quando a gente tá gravando, é isso que temos. Enquanto isso, a Advocacia-Geral da União, AGU, informou nesta semana que recebeu do Discord uma proposta com medidas para reforçar a proteção de usuários na plataforma, especialmente crianças e adolescentes. Segundo a AGU, o documento foi entregue após uma série de reuniões com representantes da empresa, do Ministério da Justiça e da ANPD.

A AGU informou ainda que a proposta apresentada será realizada em conjunto com órgãos, com outros órgãos federais. Após essa avaliação, o governo estudará a possibilidade de firmar um termo de ajustamento de conduta, o famoso TAC, com a empresa. E aí, gente, como é que vocês viram esse assunto que veio à tona por conta justamente da fala da Janja, né?

TKThais Kisuki

Teve gente que criticou a fala da Janja. Eu acho muito importante. É, o nosso presidente é o Lula e a gente já elogiou várias vezes o Lula aqui, mas eu acho muito importante como a Janja é uma companheira que complementa o Lula nas suas fraquezas, pelo fato dela ser uma mulher mais jovem do que ele, mais presente nas redes sociais. Ela tem uma compreensão sobre os fatos que ele infelizmente não teve nesse momento. Ele até poderia ter, até porque ele tem assessores que devem falar com ele sobre assuntos importantes que ele não domina.

Mas eu acho muito importante ela se posicionar nesse sentido, e importante também que ações sejam tomadas, né? Infelizmente, as redes sociais, elas têm poucos mecanismos para proteger as pessoas que utilizam as plataformas, né? Eu já tive, infelizmente, eu tive que acompanhar conteúdos no Twitter e eu vi comunidades assim que falavam coisas, de coisas assim que me deixaram muito assustadas. E o Twitter é um site listado e eu já vi coisas assombrosas rolando lá.

Eu não consigo nem imaginar como deve ser esses ambientes do Discord. E assim, por mais que eu compreenda que existem as pessoas que utilizam para trabalho, ou enfim, para qualquer, sei lá, para coisas que não envolvam crimes, né, fato é que crimes estão sendo cometidos e que devem ser combatidos. Se existem espaços onde crimes são cometidos, eles não podem ser cometidos impunemente. Então sim, eu acho que é acertado complicado tratar as plataformas como responsáveis, às vezes até como cúmplices mesmo, porque elas muitas vezes não têm o menor interesse em se preocupar com a saúde das pessoas que as frequentam.

Então assim, é importante que o Brasil— o Brasil continua agindo de forma firme, às vezes até pioneira, em sentido dessas tomadas de atitudes, ou pelo menos de tentar tomar atitudes, né? A gente viu que o lobby das redes sociais, no caso das regulamentações, atrapalhou muito. Mas a gente tem seguido no caminho correto e eu espero que num futuro não distante a internet seja um ambiente onde as pessoas consigam transitar sem terem as suas vidas correndo risco, ou pelo menos sua saúde mental gravemente abaladas.

RHRodrigo Hipólito

A gente chegou a comentar no episódio passado um pouco sobre isso, né, porque tinha sido muito recente.

VSVictor Sousa

A gente chegou a tocar nesse assunto, acho que tava na leitura de títulos, né?

RHRodrigo Hipólito

Sim, sim, a gente tava na leitura de títulos, tinha acabado de acontecer. E de lá para cá algumas coisas andaram, muito se discutiu, embora as manchetes elas sempre ressaltem esse após o vídeo da Janja. E é importantíssimo que ela tenha feito esse alerta alerta que tem, que a discussão ela foi gerada muito a partir disso para o público. Mas quem tá tomando as ações, isso é importante de ser dito, não é a Janja. Não é a Janja que foi lá na ANPD e falar: eu quero que feche o Discord.

Não é assim que funciona, sabe? Ela fez um alerta, fez um comentário como primeira-dama, como figura pública, indicou a importância disso se comunicando com o público, né? Mas essas investigações, esses processos nasceram a partir da fala da Janja. A gente já teve uma série investigações, muita gente envolvida nessas investigações, dossiês produzidos para mostrar o que que acontece lá. Não é de hoje essa discussão, embora isso tenha ganhado um grande público agora.

A gente já tem visto esse problema há bastante tempo, que a gente tem ressaltado o problema que é você ter uma empresa, com uma empresa que toma conta do Discord, e que a gente não sabe se tem um representante no Brasil, quem é a figura que é a figura responsável por isso, Ah, tem acionistas, tem um CEO, mas quem são as caras, as figuras que são donas e que por consequência são responsáveis pelo que tá acontecendo ali? Isso muitas vezes é o que acontece com quase todos esses aplicativos ou redes sociais.

Vale muito para quem já se criou nesse ambiente, já nasceu no ambiente em que essa é a realidade, mas também para muitas pessoas que acreditaram nos destinos da internet e que não tiveram a sagacidade de perceber que o caminho tomado foi outro, e ainda tem um fascínio pela tecnologia, pelo que ela é capaz de gerar, tecnologia digital, né? E muitas pessoas têm ainda uma percepção de que aquilo é quase um bem público, de que aquilo é gratuito, porque na realidade é essa: você entra e você não tá pagando em dinheiro.

Você no máximo precisa fazer um cadastro, é uma plataforma, mas você não tá pagando, e parece que tem uma grande liberdade. Mas aquilo é uma empresa privada, e como toda empresa privada, ela tem que seguir as leis do nosso país, e não tá seguindo. E as consequências, elas são aterradoras. Não tem seguido. Então esse não é o único crime cometido lá, é muita coisa acontecendo dentro do Discord e sem nenhuma fiscalização, sem nenhuma vigilância.

Então ainda que exista uma parcela de pessoas que usa para outros fins, na prática os crimes que estão sendo cometidos ali, eles são muito graves. E quando você coloca na balança esses usos legais se tornam irrelevantes. Irrelevantes. Qualquer uso legal para organização de uma empresa ou qualquer outra coisa que você faça, jogar RPG com seus amigos, isso é irrelevante. Não importa, não interessa, não importa em nada pela gravidade dos crimes estão sendo cometidos ali.

Tem que fechar de uma vez. E eu acho que não basta nem você dizer, ah, vamos pensar em como que essa empresa tem que se se adequar. Não, fecha, fecha, coloca uma pedra em cima disso, arranja um outro jeito de se comunicar. Aquilo ali não funcionou. E aí eu falo também como uma pessoa que vem também de uma geração que observa tecnologia, que faz uso da tecnologia e pensa, e pode pensar em algum momento, ah, isso aqui dá certo, isso aqui tem essas várias possibilidades, olha como que isso pode ser bom.

Em algum momento, já muitos anos atrás, a ficha caiu de que não tem como, não tem como, porque você encara um ambiente em que boa parte do fluxo de dados ele é dominado por grandes empresas, ele tá centralizado no interesse de controle de informação, de manipulação de informação, de lucro constante. Então a gente já avançou muito num caminho infrutífero e muito perigoso com a internet e as tecnologias digitais. A gente tem que simplesmente se negar muitas vezes a usar isso.

Eu brinquei agora há pouco aqui durante o momento em que a gente pede o apoio falando, ah, nem sei como o que tá acontecendo no TikTok. Espero continuar sem saber. Aí você fala: nossa, você tá negando a atualidade, você não vai conseguir se envolver com isso, você não vai conseguir. Continuo vivendo muito bem, estou saudável, me alimento, tem comida na minha geladeira. Não vai, não existe essa necessidade, essa impressão de necessidade que foi criada.

Não, não, o Brasil não vai quebrar se você fechar o acesso a essas empresas maléficas. Não vai quebrar, a vida não vai ser vida se a gente simplesmente proibir que adolescentes e crianças realmente tenham acesso a redes sociais. Se a gente conseguir colocar uma regulação muito dura em cima dessas empresas, o Brasil não vai quebrar, a vida das pessoas não será destruída, isso não vai acontecer. Por mais que a sua impressão às vezes pessoalmente seja que a vida não consegue mais funcionar sem Instagram, que a vida não consegue mais funcionar sem TikTok, que a vida não consegue mais funcionar sem YouTube, que a vida não consegue mais funcionar.

Isso não é real, a vida funciona. É muito útil se a gente puder ter tecnologias responsáveis, se possível geridas pelo governo. Não dá para confiar a iniciativa privada nessa escala, não tem como. E do mesmo jeito que a gente entende que outras áreas da sociedade elas não podem ser totalmente privatizadas, elas não podem ser monopolizadas pela iniciativa privada, e eu acredito que a maioria das pessoas compreende quando a gente fala de outros aspectos básicos da vida.

Se te disser que todo o acesso à água no Brasil ele vai ser feito por empresa privada, você vai falar, pô, não dá para ser. Te falar que toda a segurança do Brasil vai ser feita por empresa privada, você vai falar que não dá para ser, por mais corrupta que seja a nossa instituição policial. Te falarem que todo o acesso à energia elétrica no Brasil vai ser feito só por entidade privada, você vai falar, não, não tem como, não dá para ser.

Se você falar que a gente não vai ter educação pública mais no Brasil, todas as escolas vão ser privadas, privadas. Todo o ensino superior vai ser privado. Muita gente vai falar: não, melhor não, a gente precisa que o Estado ele tenha um controle sobre isso, ele possa entregar um serviço para população em larga escala e com o mínimo de segurança. Mas quando a gente fala da comunicação, essa discussão ela se perdeu, porque boa parte da nossa comunicação ela já é há muito tempo construída e gerida por empresas privadas sem qualquer regulamentação.

Então a gente tem uma impressão de que sempre foi assim, que é assim que é. É como uma, é assim que a árvore nasce, isso é natureza. Isso não é natureza, isso são escolhas, escolhas econômicas, financeiras, políticas, que elas podem ser refeitas, elas devem ser refeitas. Nossa, a nossa comunicação, ela é também um bem público e é uma necessidade, sim. Então, do mesmo jeito que água é necessidade básica, alimentação é necessidade básica, energia elétrica é necessidade básica, educação é necessidade básica, saúde, segurança, a gente tem que entender que o acesso à internet, a comunicação, também é necessidade básica, e que isso não pode ficar na mão de empresa privada, não nessa escala.

Não tem como dar certo. Então, por mais triste que seja às vezes você assumir, o caminho que as tecnologias digitais e a internet tomou de monopólio dessa comunicação tão fundamental para o mundo de hoje, ele se tornou inviável VW. Não dá. A gente tem que conseguir tomar um outro caminho para vida enquanto ainda é possível. Ainda é possível, tá? E a gente tem exemplos disso. A gente precisa construir essas ferramentas. E enquanto a gente não começar a colocar uma regulamentação pesada, fechar essas empresas em simultâneo, investir em comunicação pública gratuita com segurança, a gente vai cada vez mais alimentar a impressão de geração após geração de que aquele ali é único modo em que é possível a gente se comunicar, se divertir, ter informação, entretenimento, formação.

Chegou no ponto, Victor, que as Big Techs elas já invadem os outros âmbitos de necessidade básica. Elas começam a atrapalhar fortemente, como todo mundo já percebe, a saúde. Elas influenciam, elas atrapalham o desenvolvimento da saúde pública. Elas influenciam e atrapalham o desenvolvimento da educação pública. Pública, elas influenciam e atrapalham o desenvolvimento da geração de empregos, elas influenciam e atrapalham a segurança.

É nesse ponto em que a gente tá. Elas são um inimigo social, é um inimigo social. Elas estão destruindo a democracia, nossa sociedade. Elas invadem todos os âmbitos de necessidade básica da nossa sociedade e tendem a dominá-lo. Não tem como a gente lidar com isso sem ser multas altas e baixar essas empresas. Isso tem que ser público.

VSVictor Sousa

Pois é, cara, esse tema é muito complexo mesmo, né? Quando você usou o termo inimigo social, eu fiquei pensando aqui, cara, nunca tinha realmente parado para pensar, né, nessa escala de influência. Quando você pensa, óbvio, né, a gente já fala aqui sobre a questão das redes sociais há muito tempo, mas eu nunca tinha parado para, né, colocar tudo em perspectiva junto igual você fez, né, e mostrando como elas são na verdade não redes sociais, mas inimigas sociais Mas eu concordo, né?

Essa desculpa que elas dão que falta mecanismos, tecnologias, isso é balela. É aquele velho exemplo que o pessoal dá: se você posta foto de um mamilo ou da música da Taylor Swift, alguma coisa assim, na mesma hora cai alguma coisa da Disney, enquanto esse tipo de conteúdo que a gente comentou aqui passa impune. Então assim, é falta de querer mesmo, é falta de vontade, né? Porque assim, a gente tem um grande mal e a graça ao mesmo tempo, que a internet ela vai sendo simplesmente vai sendo feita, né?

Pelo menos sempre foi assim, né? O pessoal vai fazendo, vai fazendo, as pessoas vão usando e tal. Só que nesse atual momento, né, que em que todo mundo usa, todo mundo todo está conectado, né? E a gente tá no momento de grandes corporações que, como o Rodrigo muito bem falou, né, estão impactando em todas as áreas da sociedade. Realmente assim, se não tiver uma regulação ação forte e ação do governo para poder estancar essa sangria, realmente, cara, a tendência é só piorar.

Porque assim, eu acho que colocar tudo na mão do governo, eu acho que não é o que eu espero, né? Mas que tenha que se ter uma transição para um outro tipo de modelo, isso aí eu tô total de acordo. Por que que não tudo na mão de governo? Porque principalmente no Brasil a gente tá suscetível possível a mudança, né? Se nessa, nesse exemplo, por exemplo, que o Rodrigo deu, né, em que o governo tivesse as rédeas sobre isso, num governo Bolsonaro, por exemplo, a gente estaria bem fodido.

Mas como até o Bruno comentou aqui no chat, o exemplo da China acho que é um bom exemplo, né, que nem tudo é público, né, mas o poder público tem a mão forte e fiscaliza. E se fizer merda é multa, e se continuar fazendo merda fecha, como o Rodrigo comentou, que eu tô de acordo com ele. Então assim, algo precisa ser feito. Uma vez até o Rodrigo comentou aqui, né, que por que que não tem uma rede social pública, né, do governo? Depois que ele comentou isso, eu fiquei realmente pensando, porra, por que que não tem, né?

Você tem um gov.br, você tem o Pix, que são ferramentas geridas pelo governo, né? Por que que você não pode ter ali, né, uma rede gerida pelo governo que tem ali as suas limitações, suas regras, né, com todo esse aprendizado que a gente teve. Isso é algo que realmente as pessoas utilizem, né, façam uso. Até um aplicativo de troca de mensagem no lugar do WhatsApp poderia realmente, né, para a gente ter até mesmo essa concorrência com as outras e principalmente alguém regulando de forma correta, né, não como é hoje em dia, que aí precisa vir a Janja, precisa vir alguma figura pública levantar o tema, como foi o Felca naquela outra vez, para impeder alguém realmente tomar uma ação em relação a isso, né?

Então eu tava até escutando rapidinho, Rodrigo, o caso da Austrália, né, que proibiram, né, dos jovens acessarem. Foi em 2025 que a lei passou, e aí fizeram uma pesquisa para avaliar o uso das redes sociais pelos jovens, e a conclusão que eles chegaram é que mudou muito pouco, né, o patamar de utilização dos jovens. Aí, porque eles conseguiram burlar os mecanismos, arrumaram outras formas de fazer. Mas a proibição em si, por exemplo, né, pegando o caso que, né, estavam falando de proibir o Discord, pelo menos nesse exemplo da Austrália ele não funcionou para o que o pessoal estava esperando, né.

Mas assim, caminhos precisam ser traçados e encontrados para a gente realmente poder sair dessa situação de merda em que a gente vive, né.

RHRodrigo Hipólito

Vou dar um exemplo, Vitor, aqui que muita gente já teve. Isso aqui não sou eu inventando da minha cabeça agora, que seja breve. É gente que entende muito mais do assunto até do A gente poderia pensar numa adaptação do sistema de concessão de TV aberta que a gente tem no Brasil, sabe? Então a gente tem um sistema de concessão, e se uma rede de comunicação que quer ter o sinal para uma TV aberta ela não cumprir as exigências, ela vai perder a sua concessão.

VSVictor Sousa

E você vê que a autorregulação deles é muito maior do que das de qualquer coisa na internet, né? As próprias, essas grandes corporações de comunicação, elas têm uma autorregulação muito maior, que elas sabem justamente que se fizer fizer merda, é, pode perder a concessão, né, cara?

RHRodrigo Hipólito

Exatamente. Então, quer dizer, a gente tem como fazer essas adaptações, mas a gente só consegue fazer isso enfrentando o poder das big techs.

VSVictor Sousa

Sim, que é justamente uma situação que eu tava escutando no podcast, que o pessoal fala, né, a internet antigamente eram muitas empresas, né, povoando a internet, né, os acessos, redes sociais. Só que eram empresas relativamente pequenas, né? E agora, como virou tudo um conglomerado gigante, né, você vê essa situação que é difícil agora de enfrentar. Por exemplo, tava vendo, até comentei lá no grupo, né, o Google, né, que fizeram uma pesquisa nos Estados Unidos que 68% das pesquisas do Google nesse momento lá nos Estados Unidos a pessoa para só ali naquela sugestão da IA.

Então a pessoa pesquisa no Google e não clica em depois em nenhum link, nenhum site. E aí isso tá arrebentando principalmente os sites pequenos, né, que dependiam do do próprio mecanismo que o Google ao longo de todos esses anos gerou, infernizou todo mundo, né, para poder se adequar àquele mecanismo, para poder gerar clique, para poder gerar acesso. Só que agora o próprio Google com a sua ferramenta de IA tá impedindo desse acesso das pessoas chegarem até esses sites.

Então assim, para tu ver a maluquice da coisa, que uma empresa apenas tá definindo e moldando a forma como as pessoas estão consumindo, né, informação e acessão dos sites, né? É foda, cara. É assunto que renderia facilmente 2, 3 episódios inteiros só falando sobre esse assunto aqui. E olha que nem estamos com a bancada completa, hein? Senão a gente já tava meia-noite, ainda não tinha nem terminado esse bloco. Mais alguma coisa vocês querem falar ou podemos ir para leitura de títulos? Aí já foi, foi com Deus a Thaís. Rodrigo, é, voltou, voltou aqui.

TKThais Kisuki

É para eu não dormir na frente dos ouvintes.

RHRodrigo Hipólito

É só um último um último comentário super breve. Eu lembro que num congresso, é realmente super breve, num congresso que eu tava ano passado, e eu tava numa situação horrorosa porque eu provavelmente era a única pessoa num congresso que tava falando sobre IA, tentando explicar para as pessoas o que que é IA e por que que aquilo que elas estavam defendendo como uma maravilha era uma coisa muito perigosa, muito complicada. E aí o pessoal tentando rebater, ao ponto de a coisa da discussão no congresso tá mais exacerbada.

E chegou um momento que o principal convidado do congresso, que era um senhor português idoso, já muito velhinho, que era a figura mais respeitada ali naquele momento, ele pediu o microfone, tava na plateia já, para felizmente concordar comigo e falar que ele não se esquecia que a gente esse fascínio que a gente tem pela tecnologia era similar àquilo, a um mecanismo muito típico do fascismo. O fascismo funciona por fascínio, e é muito fácil você fascinar as pessoas com coisas como essa.

Então tem muita gente fascinada com tecnologias constantemente, e é uma porta aberta para você aceitar uma realidade fascista. É o fascínio.

VSVictor Sousa

Bela correlação, Rodrigo, bela menção aqui. Então vamos agora para o nosso momento leitura de títulos. Lulinha, 2 pontos, todas as denúncias ocorreram em anos de disputa presidencial e foram arquivadas por falta de provas, segundo aqui a reportagem da revista Fórum. Padrão, né, padrão Brasil, né? Acho que nada de novo.

RHRodrigo Hipólito

Moraes autoriza IPF faz busca contra blogueiro suspeito de perseguir Flávio Dino.

VSVictor Sousa

Cara, eu vi muita gente falando sobre a questão de fonte, né? Parece que tinham feito uma ação contra a fonte desse blogueiro que tava perseguindo os caminhos que o Dino fazia, os itinerários. Eu confesso que eu fiquei com preguiça de acompanhar essa história, cara. Enfim, tinha, eu vi gente criticando essa ação. Como é Moraes, Flávio Dino, já imaginei, ia tá criticando porque são os dois envolvidos. Se eu tiver falando besteira e realmente falhei a crítica, vocês comentem aí no Spotify, no Blue Sky ou no Instagram.

TKThais Kisuki

Moeda Branca, dois pontos: cocaína foi usada para compra de votos e ajudou a eleger político em Santa Catarina. Vai ver, estavam querendo fazer neve, né? Aquelas querem ser europeus, aí quiseram similar, fazer similar a um clima de neve, por isso a cocaína.

VSVictor Sousa

Mas logo em Santa Catarina, né, esse berço do cidadão de bem, né, cara? Porra, sacanagem!

RHRodrigo Hipólito

Que coisa, né? Mas essa é a droga do cidadão de bem, não era má.

VSVictor Sousa

É verdade, é verdade, é verdade.

RHRodrigo Hipólito

É do demônio. A cocaína não. Cocaína é alva. Cocaína é a cor da pureza, né? Contra o pecado, branquinha. Então é por isso que é verdade.

VSVictor Sousa

Vamos aqui, ó, notícia boa: alertas de desmatamento na Amazônia caem 36,9% e atingem menor nível da série do Cerrado tem queda de 7,8%. Enquanto isso, tá lá os Estados Unidos, né, falando que um dos motivos para meter tarifa no Brasil é o desmatamento.

RHRodrigo Hipólito

Vamos sempre lembrar que essa queda significa uma queda no crescimento do desmatamento, né? Exatamente, continua desmatando, mas devagar, tá mais crescendo mais lentamente, mas continua.

VSVictor Sousa

A gente ainda, mas é aquilo, né, perante a esse monte de chorume que a gente sempre vê, a gente a gente achar algo bom, né?

RHRodrigo Hipólito

Exatamente. Anvisa, falando em coisa boa, Anvisa libera entrega de medicamentos por aplicativos como iFood, Rappi e Mercado Livre. É coisa boa? Eu já nem sei.

VSVictor Sousa

Eu também não sei. Eu, eu, é outro tema que, desculpa, ouvinte, muito trabalho, muitas, muitas atividades, eu fiquei com preguiça de olhar mais detalhes sobre isso.

RHRodrigo Hipólito

Não, aí, por favor, assim, nos esclareça, né? Nos ajude a entender. Não sei se isso é bom, se ruim.

VSVictor Sousa

É, exato.

TKThais Kisuki

Trump assina ordem que reduz vacinas recomendadas para crianças.

VSVictor Sousa

Esse a gente não precisa nem ler a matéria, a gente sabe que é ruim pelo título, já sabe que é ruim, né? Trump, vacina, redução, criança, ruim.

RHRodrigo Hipólito

Cara, o buraco antivax é um negócio assim, também é outro que valeria aí vários episódios, né?

VSVictor Sousa

Pois é. E aí a próxima, o próximo tema já faz parte, já faz parte desse buraco, né? Sarampo volta a crescer nos Estados Unidos em meio à desconfiança nas vacinas. Surreal. Não só nos Estados Unidos, em São Paulo também, né, tiveram que fazer a campanha extra para reforçar a vacinação na galera.

TKThais Kisuki

É muito maluco como a estupidez humana alcança níveis assim incompreensíveis, porque assim, sarampo é uma doença que tava praticamente erradicada aqui no Brasil, pelo menos, né. Estados Unidos eu não sei. Tem vacina, é uma doença grave, mas as pessoas preferem lutar contra E aí, olha em que nível a gente chegou, né? Surto de sarampo é um negócio que eu não ouvia falar desde que eu era criança, e eu tenho 40 anos.

RHRodrigo Hipólito

É assim, a gente aos poucos tá voltando à cultura da campanha de vacinação. Ainda não tá do jeito que a gente gostaria, mas é bom lembrar da música dos Mamonas Assassinas, né? Mês de agosto sempre tem vacinação. Porque essa era uma ideia que a gente tinha, de todo ano tem campanha de vacinação. E as tendas de vacinação em todos os lugares. É ruim que a gente só consiga fazer isso quando tem um surto, agora quando a gente chega a um problema, como tá acontecendo o problema do sarampo, mas a gente tem que agarrar a oportunidade e manter.

Então não é uma coisa que ela precisa ser só esporádica. A ideia da gente ter postos de vacinação que eles estão espalhados pela vida urbana nos ajuda bastante. Então se a gente tem ter em rodoviárias, em aeroportos, em shoppings, tendas de vacinação espalhadas por aí, em praças. Isso é possível, a gente já fez isso em outros momentos. E não dá para baixar a guarda, né? Não dá para baixar a guarda, mas talvez a gente consiga voltar a uma cultura de campanha, que eu acredito seriamente que a cultura de campanha vacinal, ela é o que pode fazer frente ao buraco do antivacina.

Falando nos Estados Unidos, né, né? Estados Unidos, o senhor Estados Unidos, senhor Estados Unidos dizem que domínio nas Américas, aspas simples, nunca mais será questionado, e citam prisão de Maduro como, aspas simples, sinal.

VSVictor Sousa

Cara, eu vou te falar, esse governo Trump me lembra muito o governo do Jair quando fica com essas ameaçazinhas. A diferença é que eles têm, né, um poder de influência muito maior, mas era igual o Jair aqui, cara. É muito esse padrão da extrema-direita, né, de ficar de ameaçazinha mandar recadinho, manchetezinha.

RHRodrigo Hipólito

É, nunca mais será questionado, diz a pessoa sendo questionada.

TKThais Kisuki

Deputado republicano é alvo de vão-petaço após defender que Estados Unidos sequestrem Lula. Olha, isso daí é inacreditável, ver que existe esse tipo de— eu não sei nem se eu posso chamar de ameaça, mas vamos tratar como uma ameaça.

RHRodrigo Hipólito

E o vão-petaço continua como a nossa maior arma diplomática.

VSVictor Sousa

Exatamente. Cara, agora vamos aqui para uma injustiça, cara, uma injustiça que ocorreu em Minas Gerais. Vídeo, dois pontos, juiz vira garrafa de vinho durante sessão de julgamento em Minas Gerais, ponto e vírgula, Tribunal de Justiça de Minas investiga o caso. E aí já vai na sequência aí, Rodrigo.

RHRodrigo Hipólito

É porque o juiz que bebeu vinho em audiência, ele foi afastado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

VSVictor Sousa

E que injustiça! Onde está a justiça deste país onde um pobre juiz não pode, durante um julgamento, uma sessão, tomar sua garrafa de vinho tranquilamente e acender um cigarro com maçarico. Que ainda teve essa, teve, ele acendeu o cigarro.

RHRodrigo Hipólito

E aí, essa aí que deveria estar na manchete, gente.

VSVictor Sousa

Pois é, que absurdo, cara. Não se pode mais ter, cadê a liberdade nesse país? O pobre do juiz não pode mais tomar sua garrafa de vinho em paz, acender o seu cigarro no maçarico. Pois é, só com a câmera aberta, só porque a câmera tava aberta ali no meio da sessão do julgamento. Que isso, cara, mas que absurdo! Cadê a justiça?

TKThais Kisuki

Na hora do trabalho, pois é, eu acho também foi um exagero assim.

RHRodrigo Hipólito

Mas aqui o Reni comentou no chat, né, que o melhor foi ele se explicando completamente bêbado e culpando Xandão e Lula. Eu acho que foi aí que ele errou, foi aí que ele errou, porque se ele não tivesse vindo com essa, talvez não teria nem sido afastado, mas assim, aí você prova que, bom, a bebida é um problema para você. Então talvez você não devesse estar bebendo, porque, né, se você bebe, você começa a falar impropérios, a falar absurdos, aí não dá.

Mas, gente, assim, não vou ficar também— o juiz eu condeno, mas outras pessoas que tiverem precisando se drogar aí durante o horário de trabalho, às vezes é necessário, né?

VSVictor Sousa

Piadas à parte, né, foi muito absurdo esse caso, né, gente? Pelo amor de Deus.

TKThais Kisuki

Apartamento de Eduardo Bolsonaro no Rio vai a leilão após ser retomado pela Caixa por dívida. Tadinho, perdeu tudo. Olha onde ele está morando agora.

VSVictor Sousa

Pois é, outra injustiça, pô. O cara tá nos Estados Unidos, não tem como fazer o pagamento. É difícil lá os meios de pagamento por lá, pessoal usa cheque. É, pois é, como é que ele vai pagar, coitado? Pois é, tá tendo que, pô, gravar, arrecadar fundos para o pangaré sombrio lá nos Estados Unidos, porque é difícil pagar as coisas aqui na Caixa. Bom, vou agora encerrar com um título para trazer tranquilidade para o coração dos meus amigos de bancada que vão vir para o Rio semana que vem.

Vamos lá, vendaval, dois pontos, Prefeitura do Rio apela ao cacique Cobra Coral e fecha consultoria climática com médium até 2051. E o que aconteceu logo depois disso? Teve alerta, 3 alertas no dia de vendaval na última sexta-feira, pessoal sendo liberado mais cedo, não teve aula nas escolas, cara. O Rio de Janeiro assim completamente num dia típico. E cadê o vento? Não veio, não veio vendaval de 90 km, 100 km, como tava a expectativa, gerou todos esses alertas.

Por quê? Porque já estava em vigor o novo contrato de consultoria com Cacique Cobra Coral. E olha aí o que que aconteceu, garantida a nossa tranquilidade. Então podem vir tranquilos aqui para o Rio de Janeiro, meus amigos.

TKThais Kisuki

Eu fico muito feliz porque isso foi resolvido a tempo da nossa ida. Então você vê que realmente o Rio de Janeiro quer receber o Midcast. Muito bem, na próxima essa semana.

RHRodrigo Hipólito

Sim, obrigado, Fundação Cacique Cobra Coral, que assim é um caso brasileiro que ele bate de frente com qualquer cético assim, vem falar, ah, não acredito em nada assim. Então vamos ver o caso da Fundação Cacique Coral, é um negócio de você ficar, você parar e pensar, meu Deus, nossa, existe mesmo, né? Existe, dá certo, dá certo.

VSVictor Sousa

Exatamente. Então vamos encerrar aqui o leitura de títulos, vamos para as cartinhas Xuxa.

TKThais Kisuki

Falta pouco, pouco, pouco, pouco para você ganhar, baixinho. Não fica desesperando aí, se desesperando, fica triste não. Se você escreveu, falta muito pouco. Você já fez o mais difícil que era escrever. É porque eu sei que tem muito baixinho que é preguiçoso, mas esses baixinhos que não são preguiçosos, um alô, hein? Que salto da Xuxa é esse?

VSVictor Sousa

No nosso rapidinho, Thaís, a dublagem de Rodrigo e Rodrigo Hipólito, dublagem muda de Rodrigo Hipólito, isso, lip sync de Rodrigo Hipólito da vinheta, foi maravilhoso.

TKThais Kisuki

No nosso 30º episódio da nossa temporada 9, candidaturas, defesa eleitoral e relações rebaixadas, nós fizemos a seguinte pergunta aos nossos ouvintes: com qual país o Brasil deve estreitar relações diplomáticas? Atlânticas, Sealand, Molócia, Reino de Talossa ou Império de Atlântium. Nós não, não tivemos a enquete do Instagram porque eu só fiz o post hoje, então eu não botei a enquete porque ia ser só um dia. Mas tivemos 14 votos no Telegram, 6 no Spotify e 24 no WhatsApp.

Em quarto lugar, com 14% dos votos, ficou Sealand. Em segundo lugar, pertinho lá, com 16% dos votos, ficou Molócia. Em segundo lugar, com 25% dos votos, ficou o Reino de Talossa. E em primeiro lugar, com 46% dos votos, ficou o Império de Atlântida. Então, Lula, por favor, envie um embaixador para o Império de Atlântico.

VSVictor Sousa

E esse foi meu voto. Que bom, fiquei feliz com a vitória.

TKThais Kisuki

Era o melhor, era a melhor opção. Então vamos agora aos nossos comentários. O Eduardo Savino disse no Instagram que ele foi todo animado comentar e esqueceu o nome do gato. Então nossa palavra foi tio Marquinhos.

VSVictor Sousa

Não, que eu achei engraçado é que tipo assim, não é como se ele pudesse ter voltado rapidinho lá no episódio, ouvir outras pessoas comentando, né? Mas eu gostei da essência, porque é algo que eu faria. Tipo, vou lá comentar, cara, qual é o nome? Ah, não vou voltar lá para ver, vou comentar isso aqui mesmo. Porra, gostei.

RHRodrigo Hipólito

Agora tá até para complementar, que é Tio Marquinhos, o rei dos disfarces.

TKThais Kisuki

O VG Souza falou que no exato momento que o Rodrigo disse o Biruliro não deve estar vivo na próxima eleição, ele levou uma fechada de uma moto cuja placa começava com RIP.

VSVictor Sousa

Claro os sinais, rapaz, muito boa essa, hein, muito boa.

RHRodrigo Hipólito

Que é o Rest in Papuda, né?

TKThais Kisuki

Vanessa disse primeiramente: bem-vindo de volta, tio Marquinhos. E em segundo lugar: fora Múcio, já deu, né, Lula? Aliás, nem era para ter sido. Como foi que Múcio reagiu? Mandou a galera para coluna de mais nos Estados Unidos para aprender a ser golpista melhor, porque da última vez não funcionou. E por fim, o Frederico é ex de Maria Frederico. Como é difícil ter sobrenome. Frederico Emery Schlegel, 2904, ele disse: opai, Rose de Freitas está se conservando na base do quê?

Clorofórmio? Areias monazíticas de Guarapari? Eu vivi em Vitória entre os anos de 1989 a 2000, por circunstâncias profissionais, estive muito próximo da política capixaba e Rose já era um ente político experiente. Eu achei curioso porque Marquinhos 3726 comentou: tio. Aí eu acho que ele deu um enter sem querer, porque depois ele comentou: tio Marquinhos. E esses foram os comentários. Muito obrigada, ouvintes.

VSVictor Sousa

Maravilhoso, maravilhoso. Maravilhoso. É, fica aí porque no final do episódio tem a palavra, né, a nossa senha. É só antes dos apoiadores, o Rodrigo Reine comentou aqui que aquele juiz ele também já foi investigado por ir mamado de noite na casa de uma desembargadora cobrar a nota que ela deu na avaliação dele. Que figura, hein, cara, que figura!

RHRodrigo Hipólito

Assim, demorou para ser afastado, né? Espero que perca o dinheiro da aposentadoria. É o meus sinceros desejos.

VSVictor Sousa

Agora, Rodrigo, eu tive uma ideia aqui agora há pouco, que a Ana não tá participando do episódio, mas ela escuta o episódio. E aí eu pensei assim, que tal a gente homenagear a Ana, já que o Diego não tá aqui para ler categoria Cartinhas da Xuxa, fazendo um jogral, que ela adora jogral? Tal a gente fazer um jogral aqui na categoria Cartinhas da Xuxa, cada um lê um nome aqui para a gente fazer uma coisa, né, dos apoiadores. Isso, das cartinhas cartinha da Xuxa, só das cartinhas da Xuxa.

As demais categorias aí você, nós dois. Você até aí, é porque se até quiser participar vai ficar melhor, mas ela tá com muito sono, não sei.

TKThais Kisuki

Vocês estão me excluindo, tá vendo?

RHRodrigo Hipólito

Só não, não, ainda.

VSVictor Sousa

Então, Ana, em sua homenagem, você que é uma grande apreciadora de geograus, geograus, geograus, qual é o plural de geograus?

RHRodrigo Hipólito

Geograus. Se você não sabe, você pega o mais absurdo e vai nele.

VSVictor Sousa

Então vamos aqui com um jogral para ir homenageando. Com certeza ela deve estar muito feliz nesse momento. Vamos lá, apoiadores da categoria Cartinhas da Xuxa: Leonardo Spor, Sheila Bertolini, Ouvinte Misteriosa, Ana Carolina Ribeiro, Mateus Brazuca, Mateus Brusaca.

RHRodrigo Hipólito

É difícil, né, velho?

TKThais Kisuki

Você foi contaminado com o Diego.

VSVictor Sousa

Bárbara Ana Carolina Mitchell, Carolina Fernandes, Sebastião Lima, Ricardo Jaloto, Edna de Lourdes, Lia Drummond, Camila Braz, André Rezende, Ouvinte Misteriosa 2, Eduardo Vasconcelos, André Benjamin, Geórgio Alfradique, Guilherme Anselmo, Elisney Menezes, Flávia Schioket, Marina Duarte, Eduardo Leão, Joana Porto, Gabriel Pires.

RHRodrigo Hipólito

Vagner Gomes, Gomes, Gomes, Gomes, e Rodrigo Rocha.

TKThais Kisuki

Eu não consegui imitar você imitando o povo do Miss Universo. Você é muito bom nisso, Vitor.

VSVictor Sousa

Ai, muito obrigada aí a todos os ouvintes, e espero que a Ana esteja satisfeita com esse jogral. Ela que adora jogral.

RHRodrigo Hipólito

E na categoria Um Beijo da Lhama, a gente tem Laís de Moraes, Maria de Fátima, Bruno Teixeira, Lelê Riso, Mariana Zampol, Hugo Albuquerque, Cristine Medeiros, Pablo Cardoso e Reni Barcelos. E na categoria Ministério do Amor, Thiago Luiz Pereira e o Alan da TI. E a gente tem enquete da semana, Vitor?

VSVictor Sousa

Temos enquete porque o Diego ele fez, né, a pauta e já deixou a enquete para gente. Eu só coloquei a última opção que foi o que ele tinha pedido. E aí, se vocês estiverem de acordo, eu já vou ler aqui para os nossos queridos ouvinte.

TKThais Kisuki

Bora ver. Estamos de acordo.

VSVictor Sousa

Então vamos lá, enquete da semana sugerida por Bai Diego Chinelo, né? Essa enquete tem a chancela dele. Informações confidenciais obtidas pela redação dos estúdios Midcast indicam que foi o próprio Flavinho de Maio o mandante de sua filiação à omissão em tentativa de se livrar do risco de ser eleito. Isso tudo supostamente, tá, gente? Que outras medidas igualmente eficazes ele pode tentar para se safar do Palácio do canal. Primeira opção: se inscrever como mesário. Pode ser, né, cara? Uma opção. Segunda opção: tripular uma flotilha.

TKThais Kisuki

Com certeza vai ser isso.

VSVictor Sousa

Terceira opção: participar da Casa do Patrão. Já acabou a Casa do Patrão? Eu acho que ainda tá rolando. Já?

RHRodrigo Hipólito

Caraca, cara.

VSVictor Sousa

E quarta opção: subir um monte com os legendários.

TKThais Kisuki

Mas aí, para funcionar, ele teria que se perder lá no monte, né? Para ficar bastante tempo.

VSVictor Sousa

Isso que é o que os legendários sabem fazer, né? É, cara, se perder, ficar por lá. Exatamente. Então votem na opção que você acha mais adequada aí para que o Flavinho de Maio possa finalmente se livrar dessa candidatura e de não correr qualquer tipo de risco de ser eleito. Qual opção ele deve escolher? Bom, esse episódio usou fontes de muita gente, muitos links, muitas pessoas, muitos jornalistas. Todos, a todos vocês, muito obrigado.

TKThais Kisuki

Parabéns.

VSVictor Sousa

Exatamente. Esse podcast foi apresentado por Vitor Souza, por Rodrigo Pólito, por Tesquiçu, que não foi apresentado por Diego Esquinelli nem por Ana Raíssa. É edição desse que vos fala, Vitor Souza. As nossas redes sociais são midcast.com.br lá no Blue Sky, Podcast Mid lá no Instagram e no TikTok. Podcast Mid também, Thaís? Ou é lá Midcast? Não sei, procura aí Midcast que você vai achar. E na rede social mais importante, essa sim uma rede social, uma amiga social, que é o quê?

Toda a infraestrutura do Pix. Então, se você quiser colaborar com esse podcast, vai lá, podcastmedia@gmail.com. E qual vai ser a senha, a palavra-chave deste episódio? A senha é: não lembro. Por quê? Porque era algo que eu já estava esquecendo, já não tava lembrando. Aqui no final, o nosso ouvinte foi comentar: não lembrava o nome do tio Eu não, não me recordo. Não me recordo. Então, se você chegou até esse momento do episódio, comenta lá no Spotify, comenta no Instagram, comenta no Blue Sky, onde você puder comentar.

Manda um email para podcastmedia@gmail.com escrito só assim: não me recordo. E tá feito, cara.

RHRodrigo Hipólito

Melhor, você vai, você vai comprar um spray de tinta, isso é pichar o muro da sua cidade escrito não me recordo, tirar tirar uma foto e mandar para gente.

VSVictor Sousa

Ó, esse podcast não incentiva, Rodrigo Hipólito, qualquer tipo de cometimento de infração que possa levar a pessoa a tomar uma multa, né, talvez ir presa. Então, por favor, tenham cuidado na hora de supostamente fazer essa sugestão do Rodrigo Hipólito, porque esse podcast não é a favor de crimes. Nós seguimos o ensinamento de Sérgio Moro, que é proibido cometer crimes. Então fica aqui esse disclaimer final. É isso, mais alguma coisa?

Tem? Eu consegui terminar citando Sérgio Moro neste episódio. O assunto tinha nada a ver com ele, assim, foi completamente aleatório. É bom terminar, é melhor terminar. São meia-noite, né, gente? Então é isso, obrigado a todo mundo que acompanhou. Até a próxima semana com episódio especial porque vai ser a nossa gravação. Todo mundo no Rio, espero que dê certo a gambiarra que a gente tá planejando, né? Tem esse detalhe também. E é isso, gente, valeu, até a próxima e nos vemos no Sats em Botafogo.

RHRodrigo Hipólito

Valeu, abraço, falou, um cheiro!

VSVictor Sousa

Você não gosta de planilha, Rodrigo Pollet? É esse?

RHRodrigo Hipólito

É, olha, gosto da planilha, gosto da planilha. Não gosto de planejar viagem, não gosto mais da viagem. Quase todos os aspectos da viagem, de viajar, é algo desagradável para mim. Eu entendo quem gosta, eu super Eu não entendo assim. Ah, mas você tá saindo da sua zona de conforto. Que zona de conforto, meu amigo? É 2026, você acha que tem alguém confortável nesse planeta? Não tem ninguém confortável. Eu tenho um negócio assim que deveria ser tapa na cara imediata, é qualquer frase com zona de conforto. A pessoa veio te falar sai da sua zona de conforto, tapa na cara.

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