S09E30 - Candidaturas, Defeso eleitoral e Relações rebaixadas
Neste episódio, falamos sobre muitos assuntos.
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- Ameaças à democracia· PoliticaMovimento de cerco ao governo brasileiro·Subserviência de governantes de extrema-direita aos EUA·Potencial de perturbação por governos latino-americanos de extrema-direita·Busca por parceiros internacionais (México, Europa)·Importância do Brasil como player global·Ataques à democracia brasileira
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- Corrida eleitoral Minas Gerais· PoliticaCandidatura de Michelle Bolsonaro·Candidatura de Eduardo Girão com Zema·Aliança de Flávio Bolsonaro·Candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência·Candidatura de Aécio Neves·Candidatura de Contarato pelo PT·Candidatura de Renato Casagrande·Candidatura Magda Malta
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- Cenario Eleitoral Senado· PoliticaCenário eleitoral em Santa Catarina·Cenário eleitoral no Amazonas·Cenário eleitoral no Distrito Federal·Cenário eleitoral na Paraíba·Cenário eleitoral no Rio de Janeiro
- Defeso Eleitoral e Restrições de Comunicação· PoliticaAplicação do defeso eleitoral·Fechamento de perfis de órgãos públicos·Impacto na divulgação de ações governamentais·Cuidado excessivo do governo Lula com o defeso·Normalização de discursos de extrema-direita
- Renovacao e Representatividade no Congresso· PoliticaImportância do poder Legislativo·Erosão da governabilidade·Necessidade de encarar eleições legislativas como executivas·Perda da discussão sobre planos de governo·Separação entre política e religião
Olá, cidadão e cidadã, tudo bem? Eu não sou o Vitor Souza, eu sou o Diego Esquinello falando diretamente do dia 6 de agosto. Está começando mais um episódio do Midcast Política, onde nós debatemos os fatos que pelo visto não ocorreram na última semana e que talvez não tenham influenciado no cenário da política nacional, com muita informação, esperança e bom humor na medida do possível. E hoje aqui comigo temos a quase de férias Ana Raíssa.
Eu estou de férias, mas a democracia não. Vota em trânsito até o dia 20 para você que está fora do seu domicílio eleitoral poder votar em Lula no primeiro turno. Até dia 20 de agosto. 20 de agosto, esse que estaremos onde nós? No Rio de Janeiro, todos juntos. Vocês estarão aonde? No cartório, trocando o título de vocês para votar em Lula.
E também aqui comigo temos o trabalhador da construção civil Rodrigo Hipólito.
Cara, eu tô bem hoje porque eu fiz um longo passeio no supermercado com a minha mãe e eu posso atestar, os preços estão caindo. Comprei muitas coisas com preço baixo assim. Então comprei maçãs croque a R$7 o quilo. Olha que maravilha, né? Muito bom assim. Não, maçã croque, vamos lá, maçã croque. Mas é isso aí, tô feliz com as minhas maçãs croque.
E vocês dois estão errados, a maçã certa não é nem a croque nem a frome, é aquela que era croque e ficou na geladeira até ela ficar seca, que ela fica mole, mas não fica fronca. É um ponto diferente, é o meu ponto preferido. E comigo temos também a assustadíssima Thaís Kisuke.
Não, essa conversa sobre maçãs me deixou enojada, pelo amor de Deus.
E você é time maçã croque ou maçã fronca?
Com certeza maçã croque. A maçã fronca só tem boniteza. Eu quero deixar logo anunciado que se acontecer algum barulho estranho, se eu desaparecer, se eu der algum grito, é porque eu tô com um filhote de gato laranja aqui comigo. Então assim, quem entende sobre gato da laranja sabe o que isso significa. O nome dele é Marquinhos.
Deixa com a cara magoada.
Em homenagem ao meu tio que faleceu alguns anos atrás, ele era louco por gatos. Aí eu achei que—
bem-vindo de volta, Marquinhos!
Estamos todos felizes, tio Marquinhos.
Pense numa alma boa, reencarnou como gato, vai ser só feliz.
Nossa, o nome dele tem que ser tio Marquinhos e não só Marquinhos.
Marquinhos tem que ser tipo, nossa, agora a vida é só dormir e miau miau.
Foi uma ótima pessoa, tio Marquinhos, mereceu voltar como Gato Laranja.
Olha aí. E aí, gente, não deu tempo de fazer a pauta bonita, estruturada, que o patrão sempre gosta. Então a gente vai fazer um formato diferenciado assim, vamos ter dois blocos e eles vão ser uma forma de leitura de títulos diferenciada. A gente vai ler os títulos e vai comentar depois se a gente conseguisse controlar.
Vamos começar, a gente vai fazer ao vivaço o que a gente devia ter feito antes para fazer a pauta. Olha só, é isso, olha aí, não é? Pois vocês vão acompanhar com a gente essa construção de conhecimento aqui.
Deus abençoe. Primeiro bloco, modo eleições, que chama a vinheta aí do bloco. Patrão, por favor. Vamos fazer vibe começo de bloco do Jornal Nacional.
A gente vai na escalada, vamos fazer escalada.
PL oficializa candidatura de Michele Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal.
Michele Bolsonaro posta foto no hospital após relato de crises de enxaqueca.
Eduardo Girão, do Novo, será candidato a vice-presidente com Zema.
Podemos rejeita aliança e amplia fila de derrotas de Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro anuncia deputado Alfredo Gaspar como vice na chapa dele à presidência.
Em decisão sigilosa, Cássio Conká dá 24 horas para a presidência tirar do ar postagens que exaltam Lula.
Meio ideia. Com aprovação em alta, Lula vive melhor momento da série histórica.
Quest: Lula tem 44% no segundo turno contra 39% de Flávio Bolsonaro.
Assessor de Lula confirma empréstimo recebido de lobista de careca do INSS.
Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, pede para deixar campanha do petista.
Aécio desiste de concorrer nas eleições após 40 anos de mandatos.
Achei que era após 40 anos de papelão.
Eu tô morta da Axios a essa altura do campeonato também, né?
Mas o papelão é diferente.
Eu tinha até esquecido que a Axios tinha mandato.
Eu também mesmo.
Achei que ele já tava na Record.
Cara, assim, eu acho que desistiu é um jeito de falar que não teve margem para ele se candidatar. Não tinha o que fazer, não tinha para onde ele ia. Ele vai fazer o quê?
Ele não conseguiu reter nada de lastro eleitoral, nada de— ele já na época dele, que ele ainda era Aécio Neves, ele já não tinha lastro familiar político assim. Agora eu acho também não tinha margem, não tinha interesse, não ia, ia só causar um desgaste. Da já desgastada imagem dele. Não tem essa não. Agora, eu gostei da Michelle cumprindo, por falar em lastro familiar, cumprindo a sina da família, né, que é postar foto no hospital.
Eu acho muito doido isso.
Prato de comida, que foto terrível, né?
Ô bicho, você sabe, falta polimento assim. É uma família que tá sempre os piores takes, a pior cara numa roupa de hospital comendo num prato de ágata. Ah, pelo amor de Deus!
Mas será que isso ainda é estratégia? Ou será que é um modo de vida e eles já não têm noção assim? Porque no começo a gente imaginava, ah, tá fazendo isso como estratégia, construindo uma estética, uma imagem, o eleitorado deles gostam disso, gosta dessa coisa meio tosca, se sensibiliza com essa coisa do mártir no hospital. Só que agora eu já não sei mais, a gente já, já se passaram anos, cara, não sei se as pessoas disso, né?
É, e ela também, porque os machos da família tem essa frescura aí, essa, esse pelo para o Dodó é uma coisa. Agora ela também não entendi assim. Talvez seja o modo da família mesmo.
Agora assim, eu, eu vou fazer aqui a boa samaritana poliana. Eu não duvido que Michele realmente tenha tido uma grave crise de enxaqueca, porque ficar presa dentro de casa com aquele bucho de sapo realmente deve ser impossível a pessoa não ter uma crise de enxaqueca, não adoecer com uma convivência dela. E assim, o da Michele são as eleitoras mulheres, né? Talvez elas se identifiquem mais com esse sofrimento da mulher consternada.
É muito curioso porque ela falou que ela ia sair da presidência do PL Mulher porque ia cuidar do galego dela, e aí agora tá saindo como candidata ao Senado. Então assim, eu não sei até que ponto ela vai, como ela vai conseguir conciliar isso. Né? Eu ouvi boatos por aí esses dias de que a separação entre eles estaria iminente. Então talvez isso seja uma forma da Michelle garantir o seu passe, o seu pé de meia antes dessa separação.
Inclusive teve um ouvinte nosso, parece que é separação de bens o casamento. Sim, é, eu vi isso também, que era separação de bens. Então algum ouvinte nosso cantou até a bola de que Michelle, quando eles se separassem, Michelle, ele ia provavelmente se casar com uma enfermeira, como todo velho doente faz. Também não duvidaria se isso acontecesse.
Aí é o truco. Eu ainda acho que ela quer ser viúva. Ela tá garantindo aí 8 anos de Senado porque ele não vai durar 8 anos. Esse homem daqui para outubro ele morre.
Ela vai ser eleita. Ele quer continuar casado com ela? Ela pode querer continuar.
Que escolha ele tem? Ele tá preso. Ele tá com sorte que a mulher dele não é o Paulão da cela 3A.
Ah, Diego, você nunca ouviu falar de homem que casa quando já tá na cadeia? Que tem fila de mulher querendo casar com vagabundo. Não fica soltando não, porque pelo menos o cabra não vai trair ela, porque já tá preso.
Vai ter, é, tiver faltando meses para morrer, vai ter.
A gente sabe, todo mundo conhece o movimento das cunhadas.
Um abraço aí para todas elas. Mas no caso desse preso específico esse preso em específico? Vamos lá.
Eu acho que não. Eu acho que ele não, não sei. Eu acho que para ele separar de Michele é pior do que para ela, porque ela vai sair como uma mulher turrona, cabeça dura, que faz o que quer, que manda e desmanda, que brigou com os filhos dele e ainda é divorciada. E ele vai sair meio de derrotado assim, sacou? Tipo assim, ah, não conseguiu domar aqui a varoa. Eu acho, eu acho que para ele não compensa, para figura dele assim.
Eu acho que ele não tem capital mais assim, capital simbólico mesmo. Ele não tem mais. Acho que o dela já tá— por mais que ela seja obediente a ele, a verdade é essa, Michele Bolsonaro não é livre, ela não pode tomar as decisões políticas que ela quiser, ela tá obedecendo ao partido e obedecendo às decisões dele ali. Então ela tá submetida a isso, mas em simultâneo, até a percepção da, talvez de muita gente, é o contrário disso, é de que ela teria mais poder, embora na prática ela não tenha.
Então para mim é a hora que ela resolvesse se desgarrar, ela ainda consegue se manter. Agora ele vai ser cada vez mais esquecido nesse sentido.
E aí eu acho que nessa ela tá ali garantindo o dela, que é uma vaga no Senado, e que o Distrito Federal não decepciona, porque na hora de eleger vagabundo aqui a galera se esmera.
Ah, vamos lá então, Ana Raíssa, agora sim, vamos para o cenário do nosso Senado nessas eleições aí, com a perspectiva para cada um de vocês. O que que vocês acham?
Tiro na mão, ainda pode escolher a esquerda ou direita.
Ó, só para vocês entenderem, quem tá ameaçando ser eleito aqui na Paraíba é ninguém mais, ninguém menos do que o pai de Hugo Motta.
Não, e aqui quem o PT tá apoiando para reeleição é a Leila do vôlei, né? Leila do vôlei, essa que recebeu elogios de Damares Alves.
A suruba política aqui em Brasília, ela é muito liberal, porque tem chance, tem chance, porque aqui, por exemplo, aqui a gente tá com Contarato tentando de novo pelo PT. E vamos ser honestos, a probabilidade do Contarato conseguir o Senado aqui é mínima, mínimo, quase inexistente assim. Porque ele conseguiu na anterior porque muita gente votou nele para ser delegado, tinha uma outra perspectiva dele. Mas hoje em dia ele é um petista, ele é um esquerdista, e ele agora, as pessoas descobriram, né, depois de todos esses anos, que ele é gay.
Embora ele nunca tenha necessariamente escondido. Mas eu acho que não vai, acho que ele não, acho muito difícil. E a gente tem a primeira colocação, vai ficar com o atual governador, governador que se saiu, né, se saiu-se para poder fazer o Senado agora, que é o Renato Casagrande. Onde é que esse grande vai conquistar a maioria dos votos para o Senado? Então ele vai pegar essa vaga para o PSB. E aí tá, a disputa tá mais no segunda colocação, que tá ali, ah, quanto a Lato consegue uma certa percentagem, vai conseguir.
A Maguinha Malta vai estar na urna como Maguinha Malta, que é a filha do Magno Malta, mas que chama Magda. Então a Magda Malta, Magda Malta É muito bom, infelizmente é um ótimo nome. Magda Malta, que aí não chama, ninguém conhece como Magda, é Maguinha.
É porque não dá para pronunciar Magda Malta, Magda, blá blá blá.
Mas assim, eu acho que ela não entra, mas tem a chance. Aí vem essas outras situações muito locais assim, né? Tem um político aqui que é já das antigas, ele mal, ele nem fala direito, mas que é o Meneghelli, que era do interior aqui. E tem voto em cidade interior, de repente o cara entra, né? Mas eu tô até pensando positivo, que se essas candidaturas todas se confirmarem mesmo e dividir o voto, tem uma grande chance aqui da gente conseguir.
Elege o Renato Casagrande do PSB, que ele é pragmático, ele não é um extremista, tá muito longe da extrema-direita. E talvez a gente volte a ter a Rose de Freitas, que é uma senadora histórica aqui. Então a Rose de Freitas é MDB, mas ela é uma senadora histórica com viés muito democrático. E que a gente perdeu ela. E talvez a gente retorne agora, porque foi por questão assim de milhar de votos na eleição anterior que ela não entrou.
Então agora talvez ela consiga com essa divisão aí. Então acho que dentre os nossos estados aqui, o Distrito Federal, parece que eu tô na menos pior posição.
Você tá no menos pior?
Todos estão reclamando de barriga cheia, todos.
Duvido. Eu sei, você mora em Santa Catarina, mas duvido. E você é do Amazonas, mas duvido.
Então vai, troca aí, Diego.
Pesquisa, peguei a pesquisa aqui eleitoral para o Senado de Santa Catarina. Para o primeiro voto, Carlos Bolsonaro 27,7%, Carolina Detone 21%, ambos do PL. E Amazonas, Capitão Alberto Neto, PL, 30%.
30?
30, meu Deus do céu! E o Eduardo Braga ficou em segundo com 27%.
Não, eu não vou ser esperançoso porque tudo tem limite, mas é Cara, Bolsonaro com 27. Esses votos para o Senado, eles mudam muito assim de longe. Eles são o menos, o menos provável. Vamos lembrar que a Dilma tava em primeiro lugar e depois nem, nem o segundo pegou da outra vez. Então assim, no estado de alguém aí, você tá meio, o cenário tá meio dividido, saiba que ele só vai se definir 2, 3 dias antes da eleição. Agora, puta que pariu, hein, Diego!
Cacete! Nossa, aqui no Distrito Federal a gente vai tentar a Érica Cocay, que é também uma deputada histórica, que foi deputada distrital, tá federal, e agora vai ser lançada ao Senado. Você é do Distrito Federal, não invente gracinha, não inventa. Ah, mas o fulano— não, o fulano é esse mesmo fulano que você tá pensando em. Não, vamos votar na Érica. A Leila do vôlei provavelmente já vai se reeleger. Vamos votar na Érica Cocay.
Você que é de esquerda: ah, mas o fulano do PSOL, me desculpe. Não, não, a gente não pode correr o risco de não ter uma vaga no Senado e de deixar a Érica sem mandato. Você do Distrito Federal, a sua obrigação, obrigação, porque você já vai votar no Lula, é votar em Érica Cocay. Ah, mas não, não tem a mais não, gente. Olha, eu já acho desse um lugar que reelegeu Ibanez em primeiro turno, a gente não pode dar mole aqui que a galera passa em cima.
E por falar, e pegando essa deixa aí da sua fala, né, eu não sei se eu já mencionei esse fato aqui no podcast, eu acho que não, mas desse ano eu já falei com assim meu grupo de amigos mais próximos para a gente fazer nas eleições desse ano que nem Big Brother. Vamos combinar voto, principalmente no Legislativo, porque assim eu fui uma pessoa que a minha vida inteira eu votei em gente com pouquíssimas chances de ganhar porque eu queria afirmar a minha posição, eu queria que essas pessoas ganhassem maior projeção, enfim.
Mas hoje em dia a gente tá vivendo um ambiente sucessivas tentativas, e em alguns casos com sucesso, de golpes. Então assim, o que tem acontecido no país nos últimos anos fez com que eu saísse de uma eleitora sonhadora para uma eleitora pragmática. Então assim, eu vou votar em gente com chances de ganhar, de esquerda, de preferência mulher, e vou combinar assim, porque eu cansei de votar nas pessoas e não vê, não vê ninguém de esquerda se elegendo no estado da Paraíba.
Você, eu e meu grupinho de 5 amigas que vamos decidir a eleição na Paraíba? Não. Mas mesmo assim a gente tá tentando se organizar de uma forma diferente do que foi feito nos últimos anos.
E Thaís, complementando isso, até hoje em dia o papel do Legislativo ele é bem diferente do que era 15 anos atrás. Então assim, não dá mais para brincar. Porque é muito poder na mão do Legislativo. A gente tá vendo a dificuldade para você— tem uma palavra que a gente até esqueceu. 15 anos atrás, a palavra do momento era governabilidade. A gente insistia na governabilidade. Isso sumiu porque a governabilidade ela foi erodida, ela desapareceu desde o Temer.
Então a gente não dá para brincar mais com o Legislativo. A gente tem que encarar a eleição para Legislativo de modo muito parecido com que a gente sempre encarou eleição para Executivo. A gente tem que ter um foco, tem que garantir que tenha aquelas pessoas lá, inclusive não só para impedir que se passe uma legislação absurda, mas impedir uma movimentação em torno das propostas de lei. Porque por mais que a gente fale sempre aqui no programa um carrilhão de propostas inconstitucionais, ela se reverte em uma percepção da população sobre o que é possível ser feito, sobre o que é esperado do Legislativo.
Então toda hora que repercute uma dessas propostas absurdas de nova legislação cerceando direitos, isso vai estabelecer uma nova normalidade. E por mais que aquilo não passe naquele momento, a porta tá aberta para num mandato seguinte passar.
E o que que vocês acham aí dessa chapa zerão?
Me perdi.
É Zema e Girão.
Ai, ai, eu acho que eu espero que seja outro que eu achei que tinha morrido, tava na Record e aparece agora.
O que podemos desejar é que os dois acorde todo dia e bata com o dedo mindinho na quina do móvel.
É, cara, não, eu olho para isso, eu quero me drogar.
Comentário possível, cara, não tem condição, né? Eu, quando eu penso no Zema, eu tenho, eu tenho um asco do Zema. E aí toda vez que alguém vem falar assim, ah, mas e que você fica falando mal de Minas Gerais? Minas Gerais é a locomotiva do atraso. Minas Gerais olhou para o Zema, olhou para o novo e falou assim, cara, não sabemos o que é isso, vamos eleger um governador Aí elegeram de um partido que era recém-saído do ovo. Aí foi uma completa desgraça.
Aí Minas Gerais olhou e falou: bora reeleger, porra, pelo amor de Deus! Se não é o norte de Minas Gerais aí para resolver essa vida, a gente tava em que situação nesse país?
Pois é. Mas por falar em vice, pior do que o vice do Zema é o vice anunciado pelo Flávio, né? Nessas últimas semanas a gente tava aí: Flávio quer o voto das mulheres, quer o voto das mulheres. E aí ele chutou esse balde que foi bater lá na ponta da porra do foguete do Elon Musk, faz um buraco na Lua.
Não, o cara acusado assim, não, o processo não correu, não foi condenado, mas o cara é acusado de estupro de criança, velho.
É, e cada vez mais, cada vez mais se concretiza, se concretiza a então teoria da conspiração de que o próprio Flávio Bolsonaro tá Ele tá passando a perna na própria campanha, né? Ele tá se sabotando porque ele não quer isso para vida dele.
E aí falaram que ele escolheu, que foi escolhido esse cara que era para não atrapalhar Arthur Lira, para não dividir voto do Arthur Lira.
Só piora. Flávio Bolsonaro não quer cometer o erro do pai dele, porque o pai dele, quando já falei isso aqui, a gente já comentou várias vezes, aquelas imagens do pai dele imediatamente depois que eles ganharam a eleição com o olhar perdido pensando assim, onde Carluxo me meteu? Não é o que o filho do Queiroz quer para ele. Só que sabe quando a brincadeira vai longe demais, aí o cara já tá assim, porra, como é que eu falo agora que eu não queria, hein?
Que eu tenho uma loja de chocolate para tocar, eu tenho umas coisinhas aí para fazer. E aí agora ele tá fazendo o quê? Vou passar a perna aqui, vou. Aquele meme do cara colocando uma vara assim na própria, o raio da bicicleta.
É, eu consigo imaginar ele, pessoal da campanha dele ligando para os assessores de outros políticos e partidos, e o pessoal: ah, você tá querendo negociar um palanque, um apoio? Não, eu queria pedir para vocês não apoiarem. Se vocês puderem lançar uma nota no Insta de vocês agora falando que vocês vão ficar neutros nessa campanha, a gente agradeceria muito, porque é o que tá acontecendo. Todos os partidos historicamente identificados como centrão, que a gente sabe que hoje em dia é direita, extrema-direita, Eles estão, eles nem subiram no barco, eles já estão dando nota.
Essa altura do campeonato eles estão liberando nota falando, a gente vai ficar neutro no primeiro turno. O que assim tem esse aspecto de falar, talvez no segundo turno eles apoiem, mas aí a probabilidade deles falarem no segundo turno que também estão neutros, a partir do momento que eles elegeram a quantidade de parlamentares que eles quiseram do próprio partido, é maior. Ou até deles já considerarem a possibilidade de perder no primeiro turno.
Sim, porque eles perdendo em primeiro ou em segundo turno, como é que eles vão barganhar ministério? Como é que eles vão barganhar alguma coisa com o governo Lula se eles apoiaram Flávio? Apoiou Flávio é mais tóxico do que na época foi apoiar o pai dele. Ninguém quer sujar a mão com Flávio Bolsonaro. Flávio Bolsonaro não quer sujar a mão com ele próprio. O irmão dele foi para os Estados Unidos já pensando em nem estar aqui para não se meter nessa furada.
Esse era o plano do bananinha Aí, por falar em ninguém quer, a pessoa abandonou realmente a campanha do Flávio Bolsonaro, a grande mídia inclusive. Por mais que seja desagradável tocar nesse assunto, porque vai ter gente falando, poxa, tá lá vocês comentando e dando palco e ninguém conhecia isso, não é assim que funciona a realidade mais, gente. A gente não dá palco para quem já tem palco. Então, meses atrás, a gente comentou aqui do risco que era uma criatura como o Renan Santos, e que ninguém sabia quem era, e continua lá com seus 4%, Mas vocês percebam que ele já foi o candidato abraçado pela grande mídia, né?
Ele é o novo fascista abraçado pela grande mídia. Então ele tá tendo um espaço enorme. Se tiver debate, ele vai ser chamado para o debate mesmo sem ter obrigação de fazer isso. Ele tá sendo normalizado. As falas mais absurdas que ele dá, elas são colocadas como uma simples declaração de um político normal, e ele tá aparecendo. Então, por enquanto, ainda tá naquela de as pessoas não conhecem. Você vai passar por aí, tá o outdoor com o rosto dele apontando o dedo para você e falando quem é Renan.
Mas isso daqui 2 anos pode significar um deputado federal, um senador. Daqui a 4 anos a gente pode ter mais um desses extremistas, ele ou alguns dos seus apoiadores ali, em ascensão. Então a gente já era para tomar cuidado disso quando foi anunciado. E nós não fomos os primeiros aqui a dizer, não foi o Midcast, não foi o primeiro podcast ou primeiro comentarista de portal a falar: olha, toma cuidado com essa criatura que tá surgindo aí agora.
Porque a gente dá mole, ah, é só só um espantalho, tá lá só para chamar atenção, e você deixa crescer, começa aí em todo programa. Primeiro tá nos podcasts de extrema-direita, tá nos canais de YouTube de extrema-direita, aí tá fazendo sabatina nos grandes meios de comunicação, tá aparecendo com entrevista na TV aberta e se torna conhecido. Por mais absurdo que seja o discurso dele, tá acima dos absurdos do que a gente costuma ouvir do Novo, por exemplo.
Ele tá sendo normalizado. Então vocês podem aguardar, porque se ele continua aí, daqui a 2 anos ele vai se firmar e vai puxar a gente com ele, com esse mesmo discursinho, né? É, não é para ignorar. A gente, as coisas não desaparecem quando a gente ignora, gente, não desaparece. Não adianta você falar, vou ignorar e a gente não vai. O seu palco não é nada. Você, pequeno padawan de esquerda que tá aí achando que o seu perfil do Blue Sky, o seu perfil do Instagram é o grande mobilizador, e você não vai dar aquela repostagem, não vai fazer comentário, você não tá fazendo grande diferença.
É melhor criticar, apontar, dizer os problemas, evitar a normalização, fazer o máximo para evitar a normalização, do que ficar quieto e achar que magicamente as coisas vão desaparecer se o sujeito ele tá tendo apoio da grande mídia. É para ficar com atenção assim a esse tipo de pequeno, pequena criatura que surge ali antissistema, quer ser disruptivo, falando absurdo porque em dois tempos ele consegue uma caralhada de seguidores.
E daqui a pouco tá gente fazendo festa quando o cara vem para o aeroporto. E mesmo fora de campanha, imagina o cenário nesses próximos dois anos. Ele não ganha agora, mas ele continua numa campanha constante, circulando o Brasil, fazendo eventos, apoiado pelo empresariado e pela grande mídia. E ele surge como uma possibilidade daqui a dois, daqui a quatro anos, né? Então essa é uma das figuras que tá me assustando bastante nesse começo agora de corrida eleitoral.
Só queria aproveitar para dar um recado aqui para o Castro Nunes, né, o Cássio com K, que falou que pediu para Secretaria de Comunicação tirar do ar postagens que exaltam Lula. Quer dizer, não é que as postagens exaltam Lula, é que só tem coisa boa para falar do governo. É culpa dele?
Sim, é uma culpa boa.
Quer dizer que tá no nome do Lula realmente, mas assim, essas essas regras e o modo como elas estão sendo aplicadas. A gente sempre teve restrição em período eleitoral.
Eu acho que nessa eleição o pessoal pariu o defeso eleitoral como se fosse um termo usado há anos. Eu nunca tinha ouvido falar.
Pois é, mas tá um nível assim de medo da galera que eu nunca tinha visto antes. Então você vai nos perfis, nas páginas, nos sites de entidades públicas, vamos museu simples assim, um museu, cinema público, que fechou o perfil.
Você não acha, gente?
Mas eu vou defender que sempre foi assim.
Não, mas é errado. Eu vou falar que como uma ex-funcionária pública, que eu continuava trabalhando, eu continuava fazendo as ações e não conseguia divulgar, não conseguia dizer para as pessoas o que a gente tava fazendo.
Isso, você não consegue divulgar, mas não faz o menor sentido.
Você, uma coisa que você realiza todos os meses você não conseguir se comunicar com o portal institucional. Claro, você dizer, ai, olha só que governador maravilhoso, o que ele está fazendo, isso é errado. Mas você não conseguir comunicar o que uma secretaria, que uma fundação— motinha aqui passando para me atrapalhar— o que uma fundação tá fazendo, não. Eu entendo período eleitoral, mas não faz sentido.
É burrice, é burrice. Mas até perfil do zoológico fecha. A questão é, sempre existiu dois pesos, duas medidas, e a direita pode tudo nesse país. A direita pode tudo. Então o governo Lula tá tendo um cuidado que eu acho que é excessivo com esse defesa eleitoral, porque ele sabe que existem dois pesos, duas medidas. É isso. Se você divulgar fatos do governo, virou propaganda do Lula para um cretino igual o Cássio Nunes. Porque é propaganda, porque, ah, porque é bom.
Quando o Jair liberou um monte de verba da outra vez, quando ele baixou gasolina artificialmente. Quando ele fez, aí assim, ah, o pacotão de bondades era um pacotão de bondades. Agora o governo Lula, sabendo desse, desse que pau que dá em Chico não dá em Francisco, ele tá tomando um cuidado que é excessivo. Tipo, não é possível que as pessoas vão achar que o Zoológico de Brasília está fazendo propaganda para o governo federal se ele continuar postando as aventuras dos macacos aqui, que eu adorava seguir.
Agora eu vou ficar meses sem saber se Se o macaco tá nadando no laguinho, é culpa do Lula? Que eu não sei se ele tá atravessando o laguinho a nado como ele sempre fazia. Eu não sei como é que estão os lobo-guará que nasceram mês passado. Então é um cuidado extremo, porque sabe que a cretinagem não dorme, porque o que vão fazer é isso: qualquer coisa de positiva do governo vai virar propaganda eleitoral. Sendo que Flávio não trabalha há 2 anos, porque o mandato dele vai até o ano que vem de senador.
Já tem pelo menos 2 anos que ele não trabalha, se a gente contar que ele já trabalhou alguma Só na aba desse pai dele. Primeiro morre, não morre, aí vai preso, não vai preso, e não sei o quê, e nananã, e querendo fugir dessa candidatura e não consegue fugir dessa candidatura. O irmão também nunca trabalhou, nenhum dos irmãos nunca trabalhou, eles vivem de mídia, são as nossas subcelebridades da política. E ninguém disse que Flávio estava em campanha desde o ano passado, ou que Eduardo Bolsonaro estava em campanha, porque Eduardo Bolsonaro estava em campanha, ele só tomou uma tapetada do próprio irmão, quer dizer, do próprio pai, né?
Porque é mais um motivo pelo qual o Flávio não quer, porque ele tava empurrando essa para o Eduardo. Carluxo, Deus sabe o que faz da vida, ninguém mais sabe. Tá vivo, tá morto, não sei.
Tá cuidando da filha, ao contrário de certas pessoas.
Ao contrário do pai da filha dele, né? Já e Renan tá estacionando nos lugares errados e tendo o carro rebocado. Então assim, eles não estão trabalhando porque eles já estavam em campanha. Pelo menos Eduardo e Flávio já estavam em campanha pelo quarto desceu para BC e não voltou. E aí o governo Lula tá tomando esse cuidado excessivo, e eu concordo, eu concordo que para quem trabalha, principalmente, aí vou pegar o gancho de Thaís aqui, principalmente para quem trabalha com cultura, mesmo quando você trabalha no governo, é muito danoso você não ter divulgação.
Você mal tem divulgação aqui do Cine Brasília, do que que tá acontecendo, você não sabe, e aí dificulta muito. Mas eu percebo esse cuidado extremo do governo porque sabe percebe que a direita pode tudo, a esquerda mal pode divulgar o que faz.
Não, mas assim, o comentário não é discordando disso, tem que tomar cuidado mesmo, porque a gente já previa que seria estranho o Cássio Conká na presidência do TSE, mas a gente não achou que ele seria tão descarado assim como ele tá sendo. E então vai, é uma eleição bem soturna nesse sentido. Não sei, não me recordo a gente ter uma outra eleição presidencial que tivesse esse tipo de de você tá o tempo todo com qualquer medo mesmo assim do que você pode falar, do que você pode apresentar.
Daqui a pouco ele, sei lá, ele vai começar a tomar ações mais sérias para impedir a própria campanha. Porque antes você falava a campanha tá se antecipando, mas agora mesmo durante a campanha, como é que você vai impedir o candidato à presidência de apresentar durante a sua campanha quais foram os resultados do seu último mandato? Candidato, porque me parece que ele tá querendo isso assim, ele tá querendo que o Lula não possa comentar ou apresentar quais foram as realizações dele durante esses últimos 3 anos e meio, né?
E aí sim você ferra a campanha de candidato, porque você vai tirar, por exemplo, você não tem como, você, se ele não puder comentar os slogans dos programas ou os próprios nomes dos programas que estão diretamente ainda vinculados ao atual governo, né, isso é um grande complicador. Por enquanto ainda tá podendo, então você vê nas entrevistas, a gente viu entrevista do Lula no Três Elementos com Meteoro Brasil também ontem. Não sei se a gente tá na pauta ou quase pauta, se a gente vai comentar isso aqui, mas que foi uma ótima entrevista.
E ela tava recheada das apresentações dos programas que foram desenvolvidos durante esses 3 anos e meio, com a descrição desses programas, com os nomes, e mostrando que os slogans colaram, o que que funcionou, o que que precisa ser conhecido. Mas se continua esse tipo de postura do Tribunal Eleitoral, Daqui a pouco nem isso você vai poder fazer.
E é uma medida que impacta desproporcionalmente a esquerda, porque os governos de direita nunca tem nada de bom para apresentar. Então vamos dar um exemplo chulo aqui. O Zé Buceta, que é o governador aqui, um homem velho, careca já, com o nome de Jorginho, não devia ter o respeito de ninguém, né? Vamos lá, os programas do cara é tudo boa. É só o programa de fardamento escolar, escola boa. O programa de infraestrutura de rodovia, estrada boa.
Boa.
Você tá brincando?
Não, é igual o plano de governo do Jair. A saúde, melhorar a saúde. Educação, melhorar a educação.
Crime, acabar com crime.
Credo, te juro, é escola boa, estrada boa, os grandes programas.
É assim e sempre foi. Eu fico lembrando, por exemplo, na eleição de 2018, a gente fez um episódio lá do Não Pode Tocar lendo os planos de governo com foco na arte e cultura. E quando chegou no plano de governo do Jair Bolsonaro, Claro, a gente não existia e o plano de governo todo era uma apresentação de slides, tipo de umas, de uns 15, 20 slides. Não existia realmente um plano de governo, o que era chocante em saber. As pessoas não estão votando em plano de governo nenhum, não há nenhum planejamento, né?
Simplesmente não existia. Porque mesmo os partidos mais de extrema-direita que a gente tem, eles costumavam colocar alguns indicativos do plano de governo, mas isso foi caindo, foi caindo em desuso, não tem mais. Em muitos partidos, mesmo partidos de esquerda, essa apresentação de slides é um indicativo de uma possibilidade, mas nada de muito concreto, né? Para mim, essa é uma das grandes perdas que a gente tem assim para poder entender uma eleição.
A gente um dia tentou caminhar para conversar com as pessoas e elas talvez entenderem que elas votavam em planos de governo e não necessariamente só no nome de um candidato. Isso num passado não muito distante, 15 anos atrás. Mas principalmente desde o golpe de 2016 se tornou inviável, inviável. O golpe de 2016, ele matou essa possibilidade ali. E as pessoas vinham com aquele discurso de que, ah não, você votou na Dilma, votou no Temer.
Então você não conseguia explicar para as pessoas, não, eu votei naquele plano de governo e o que o Temer tá fazendo é enterrar aquele plano de governo e colocar outro em prática que é oposto àquele. Então de lá para cá, meio que esse caminho trilhado, que era um caminho de formação, é um caminho que dava para trabalhar com a base, trabalhar com entendimento de que, olha, você precisa entender as propostas do seu candidato. Isso já nem tem mais.
Até pouquíssimo tempo você até ligava no jornal e você ia ver alguém dando entrevista falando, olha, verifica as propostas do seu candidato. E não tem mais isso já há um tempo. Até isso desapareceu, né? Então isso também torna um pouco difícil hoje em dia. E aí, voltando para entrevista do Lula, é, por 3 elementos e para o meteoro, fica um pouco difícil de você pensar como é que se faz a partir daqui para você levar isso ao público.
Porque a comunicação do Lula e a comunicação do PT, ela— eu não acho que está errado, acho que tá correto— ela finca o pé nisso. A gente vai apresentar aqui qual, o que que a gente realizou no nosso plano de governo nesse último mandato, e a gente vai comentar os detalhes da continuidade disso. Então ainda se tá falando de plano de governo, eu acho que dá para trabalhar com isso, mas eu não sei de que maneira ainda. Então isso é uma coisa que que tá diferente dos demais candidatos.
Você vai olhar como é que funciona as sabatinas e as entrevistas do resto dos candidatos, que praticamente são só de extrema-direita, e você vai ver que elas são repletas de jargões. Aí é claro que vai gerar um corte engraçado para gente quando a Sadi vai entrevistar o Zema, e com meia pergunta você percebe que ele não tem o que dizer, que ele tem absoluto desconhecimento de como que se faz uma administração pública. Ele não conhece, ele não faz a menor ideia.
Ideia, porque é uma, são propostas baseadas em jargões. E terminou o jargão, não tem mais nada para ser dito. Mas estranhamente, para uma parte do público, isso continua a funcionar, isso continua a funcionar. Então a gente às vezes comemora e ri demais, não gosta. Nossa, a repórter destruiu o candidato! Olha como que com duas perguntas ele ficou sem resposta! Talvez para gente aqui isso tenha funcionado muito bem, a gente já continua observando aquilo e que espantalho é esse?
Esse cara não consegue organizar 4 frases que fazem sentido. Mas talvez a intenção não fosse essa. Então esse é um ponto assim. Aí a gente, em cima disso, eu penso a entrevista super completa que o Lula deu, uma conversa que foi descontraída, foi emocionante em alguns aspectos, tem um público amplo, responde a uma demanda também que a gente sempre comenta aqui de, ah, os nossos políticos eles vão em podcasts de extrema-direita, direita.
Eles vão em podcasts que são praticamente neonazistas, eles vão lá aumentar o público desse pessoal acreditando que eles vão conseguir convencer alguém ou vão chamar atenção de alguém, e não funciona assim. Em vez de aumentar o público dos canais de esquerda, dos canais progressistas. Então tá ali o candidato à presidência, provavelmente vencedor no primeiro turno, tá lá se dispondo para ficar uma hora e meia dando entrevista para um canal que até pouco tempo era um canal mais conhecido desse público, digamos, alternativo, né, o canal de divulgação de ciência, que é Três Elementos e Meteoro, mais ligado à política.
E mas tá ali, tá dando essa resposta. Então é um exemplo que pode ser seguido por outros candidatos. Agora, essa é a comunicação do Lula. Como é que candidatos, candidatas ao Senado ou a Câmara vão se comportar se comportar quando forem nesses programas? Quando vierem aqui, por exemplo, ao Midcast, como é que eles vão se comportar? O que que a gente espera? Se a gente fosse receber um candidato aqui hoje, já que a gente reclama tanto que essa galera não vem em canais de esquerda, se baixasse aqui, ah, estamos aqui com, vamos pensar alto, vamos lá no Olimpo, a gente tá aqui com Erika Hilton, o que que a gente espera que seja? Por um, o que que a gente vai fazer aqui? O que que a gente faria?
É, mas para a gente conseguir entrevistar Erika Hilton Hilton, o podcast precisa de quê? Precisa estar no ar, precisa estar funcionando, e para isso a gente precisa do apoio, né, Rodrigo?
Apoia.se/medicast. A gente não tem a categoria Érica Hilton ainda, mas em breve talvez ela seja criada. Então lá em apoia.se/medicast, a partir de R$5, você nos ajuda a manter o episódio semanal comentando os principais fatos da política nacional com algum tipo de humor que a gente não entende ainda muito bem qual é. Se você apoiar a partir de R$20, você tem o seu nome lido aqui no final do episódio e tem acesso a conteúdo extra no mural do apoia.se/medicast.
E a partir de R$50, além disso, você também recebe um link exclusivo toda semana para acompanhar a nossa gravação ao vivo, fazer comentários no chat, corrigir as besteiras que a gente faz, mudar o ritmo do programa. Não dá para você se comprometer em todo mês tá lá dando R$5, R$10, R$15, R$20, R$50, R$100, R$10.000 no apoia.se/medicast, considere participar da nossa campanha do Pix recorrente na chave podcastmedia@gmail.com. Qualquer valor, R$2.000, R$5.000, R$10.000, o que você puder transferir para podcastmedia@gmail.com já nos ajuda na construção do nosso programa e a ter episódios extras.
A cada R$500 que a gente arrecada em podcastmedia@gmail.com, que é a nossa chave Pix, Pix, a gente garante um episódio extra no mês seguinte. Então agora em agosto a gente vai ter um episódio extra e a gente tá com a campanha aberta para o próximo mês, que é o mês de setembro. Se a gente bater uma meta, é um episódio extra. Bateu duas metas, a gente garante dois episódios extras no mês de setembro. A gente tem tudo linkado aqui na descrição do episódio, inclusive o link da nossa lojinha em que você pode adquirir produtos com as estampas do Midcast, com ilustrações de Thaís Kissuk.
Também o link para o nosso canal do WhatsApp em que a gente sempre divulga as pesquisas do Midcast, Midcast, cortes, quando tem episódio novo, sempre que tem postagem nas nossas redes sociais, tá tudo lá. As nossas redes também estão aqui linkadas, assim como o grupo do Telegram que foi criado e é organizado por ouvintes, Diego Esquinelo.
E tanto vai ter o episódio extra esse mês que ele vai ser pela primeira vez gravado ao vivo e em carne e osso, é porque vai ter todo o Midcast no Rio ainda esse mês. Então, se você ainda não comprou a sua passagem, já compre, né? Corra lá e vá nos encontrar no dia 22 de agosto de 2026, a partir daí das 18 horas, no Galeto Sartes de Botafogo, né?
Corrigir você, especificamente no banheiro do Galeto Sartes de Botafogo vai ser o encontro do Midcast no Rio de Janeiro, dia 22.
É isso aí, segundo andar, hein, galera?
Um episódio extra como vocês nunca viram, e quem não for nunca vai ver porque vai ser gravado na memória. É isso, sem mais delongas, vamos para o nosso segundo bloco. Estragos fodidos da América revogam visto da embaixadora do Brasil.
Lula classifica como irresponsável decisão dos Estados Unidos de revogar visto da embaixadora do Brasil.
Eduardo Bolsonaro esteve em Washington dias antes dos Estados Unidos revogar o visto de embaixadora brasileira.
Se os Estados Unidos invadirem o Brasil, a gente terá que abrir o portão, diz o lesa pátria do Múcio.
Brasil rebaixa relações com Argentina enquanto Milei mantiver ataques ao país, diz Itamaraty. Por que que o Múcio é vivo ainda, gente? Alguém me explica?
Nossa, é inexplicável, é inexplicável. Você vê o presidente da República caçando confusão acertadamente com seus maiores parceiros históricos, né, que estragos fodidos e a fodida da Argentina, para o bem do próprio país. E aí vem ministro da Defesa, que nem devia ser ministro e muito menos da Defesa, falar que, ah não, é, infelizmente a gente vai ter que baixar as calças aqui, ó, e virar o bumbum para o Trump se ele resolver vir aqui em casa.
Não existe isso, porque o Lula tinha que imediatamente, e da maneira mais fria e boy lixo possível, ter demitido o Múcio, sabe, por mensagem WhatsApp. Tinha ter mandado recado. Não tinha que mandar prender, tinha que mandar prender. Nossa, tinha que mandar prender, tinha. Múcio, uma hora dessa tinha que estar numa cela especial esperando julgamento por crime de lesa pátria, levando chicotada, levando chicotada, tudo. Insira aqui seus desejos mais com fivela, com a fivela, apanhando de chinela com o lado grosso.
Não, não tem condição, sabe? E o Lula, e eu acho, não sei se meus colegas vão concordar, mas eu acho que essas tomadas tomadas de decisão do Lula estão muito corajosas, né? No sentido de que, porra, as relações com a Argentina tem um peso histórico com o Brasil, mas não foi o Brasil que jogou isso no lixo. Não foi o Brasil que elegeu um cara que usa fralda sem necessidade, aliás, dizem que tem, né? E não penteia o cabelo e fala com cachorro morto e dorme com a própria irmã na mesma cama.
Não foi o Brasil. E olha que a gente já elegeu, vocês de quem, sabe? Não foi o Brasil que colocou o moleque lá para fazer showzinho de rock em cima do palco e tá chamando de presidente. Então o Brasil tá somente agindo como um adulto nesse, nessa gaiola de loucas que virou as relações internacionais na América. E agora a gente ainda tem Keiko Fujimori, sabe-se Deus mais o que tá vindo por aí para o Lula ter que lidar, porque a gente vai botar essa na conta do pobre do Lula.
O Trump cada vez mais acelerado, O Milei é um descerebrado. O Brasil tá tomando atitudes corajosíssimas. Eduardo Bolsonaro fica visitando Casa Branca, sabe? Um pouco antes do tarifação, Flavinho não sei o quê, um pouco antes de revogar o visto da embaixadora, o Eduardo não sei o quê. Toda essa gente tinha que estar presa. O motivo para Eduardo voltar para o Brasil, não voltar para o Brasil, devia ser o fato dele ser um procurado da justiça e não porque ele recebeu Flávio podia, tinha que estar impedido de se candidatar por ser um grande lesa-pátria, o que é o motivo pelo qual o pai dele tá preso.
O pai dele começou com aquela palhaçada lá de juntar embaixador para falar merda, e agora ele tá indo pelo mesmo lugar porque ele não quer ser candidato. Já falamos isso aqui. Agora, para vir o Múcio ainda ajudar, tinha que estar preso. Múcio tinha que estar preso. Luiz Inácio, a gente sabe que você tá viajando muito, você tá dando muita entrevista por aí, mas você mantém o Midcast em dia. A gente sabe que você está ouvindo. Prenda Múcio exatamente.
Que aí que foi o Fujimori, que de 15 ministros indicou 13 criminosos, né? 13 pessoas com antecedentes criminais ou investigadas por crimes. Mas, cara, assim, eu queria tirar um momento para apelar a uma outra base de ouvintes nossa muito grande, que eu sei que é as Forças Armadas, né? Eu sei que nós temos muitos ouvintes dentro dos quartéis. E dizer assim, a gente sabe que vocês foram, sei lá, tiveram 50 anos de lavagem cerebral, pois não é celebrar mesmo, é celebrar mesmo, que de lavagem cerebral pro Estados Unidos enfiado goela abaixo de vocês.
Mas assim, vocês não têm um centavo de brilho, de orgulho, de autoestima, de nada. Não, simplesmente não. Eu sei que não, mas eu tô falando com eles. Espera aí, não espanta, porque assim, o seu chefe vira e fala que se o vizinho chegar na sua casa, comer o seu pudim, der um tapa na cara da sua mãe, você tem que dizer muito obrigado, sabe? E é um bando de homem que brinca de hominho, que fica de arminha de guerra, não sei o quê, que paga de machão, que quando vem uma mulher que vai pagar de machão, que quando é barrado por um PM numa blitz, Deus o livre, aí é briga, né, para ver quem tá com atesto acima de 50 mil.
Mas simplesmente o seu chefe vira e fala que você é um merda em rede nacional, para todo o país ouvir, você não serve de nada, dizer que você não consegue pintar um meio fio, que o coqueiro que você passa cal não tá bom, e você não tem reação nenhuma das Forças Armadas diante dessa declaração também. Assim, a gente sabe as Forças Armadas que a gente tem, a gente, isso aqui não é uma reclamação sobre a realidade, isso é uma reclamação em cima da ideia do que deveria ser as Forças Armadas de um Brasil, de um país.
Então, se o ministro da Defesa dá uma declaração dessa e a gente tivesse qualquer outro corpo militar que tivesse 5 centavos de cérebro, de qualquer coisa que chegasse aos pés de patriotismo, isso devia ter causado uma revolta na própria caserna. Não só o Lula deveria mandar prender, como os próprios generais tinham que ficar revoltados. Não, como assim o cara fala uma merda dessa da gente? Não, bando de banana que tá aí só dando um rombo na Previdência e tendo filha para receber pensão até 80 anos de idade porque não se casa.
Mas, Diego, o único problema deles reagirem é porque foram eles que escreveram essa declaração para o Múcio, foram eles que comentaram para o Múcio fazer isso, porque o que ele tava tentando fazer nessa declaração é pedir dinheiro para as Forças Armadas. Essa era a intenção. A intenção é: a gente vai dizer que a gente tá fraco, fraco, que nós somos uns pobres coitados, a gente vai pedir para Chiquinha nos defender e vai falar que a gente tá quase morrendo, que a gente é esse bando de pobre coitado.
Isso vai funcionar. Obviamente não saiu como eles imaginavam, mas é assim que funcionava na cabeça deles.
A gente vai apontar, Ministério da Defesa nunca teve um orçamento maior do que teve no governo Lula agora, e do que teve em todos os governos Lula, né? O único erro do Lula nesse governo agora não foi ter nomeado Fernando Henrique para Ministro da Defesa, Beleza, continua aí. É porque me revolta.
É, não, mas não é assim. Vamos lá, fazer, a gente tá no momento de campanha, a gente tá fazendo esse papel, não vamos falar mal do Lula aqui. Então é bom não lembrar esse caso de amor tórrido que ele tem com as Forças Armadas. Vamos tentar ignorar essa parte propositalmente, tá, gente? Aqui não é que, ah, nós não sabemos disso, a gente tá propositalmente ignorando porque não queremos fazer essa crítica agora, ponto. Assim. Mas sim, fica, fica pela piada.
E ele não vai, não vai pedir demissão, e as Forças Armadas não vão pedir para ele sair. Mas eu gostaria muito que isso não viesse, não se tornasse tanta notícia, porque a gente passou aí pelo menos um ano, um ano e meio, sem a gente ter declarações, sem ter, né, porta-voz Ascom das Forças Armadas. Quase ficou sem trabalho. E é um momento, isso é maravilhoso, é maravilhoso você acordar de manhã e não ter nenhuma porta-voz das Forças Armadas colocando manchete de jornal do que que eles acham sobre qualquer programa social que o governo coloca em prática.
Então, em alguma medida, isso é até um ganho do governo, porque até pouco tempo qualquer coisa que o governo fazia, qualquer investimento que o governo fazia em políticas sociais, a gente tinha algum tipo de resposta. Ou qualquer ação que a gente tinha do Judiciário com relação ao que tocasse mais remotamente as Forças Armadas, vinha notícia de que a caserna tava incomodada, de que o pessoal tava entrando em revolta, e vinha declaração de bastidores, né, do generalato.
Então a gente tá aí há um ano e meio sem isso. Eu gostaria muito que continuasse, porque não tem que falar, né? Forças Armadas é burocracia do Estado, não tem que abrir a boca, não tem que falar nada, e tá muito bom nesse um ano e meio assim. Essa foi a primeira declaração que a gente vê, que do responsável pelas nossas Forças Armadas, e foi vexaminosa. Então vamos tirar isso de cena. Não há necessidade de cobrir isso porque eles não têm nada a declarar, eles não têm que declarar porcaria nenhuma, ponto, acabou.
Embora tenha sim gente na grande mídia que adora ficar puxando declaração deles, mas estava sem serviço durante esse tempo, né. Ainda um pouco sobre a nossa relação com a América Latina, o Lula nessa entrevista que eu continuo recomendando para que todo mundo vá lá fazer público, né, nos Três Elementos com Meteoro Brasil também, o Lula responde a uma pergunta do Matias Pinto do Xadrez global sobre como que vai funcionar essa relação com a América Latina, porque a gente tá num cenário agora muito diferente do que foi a Onda Rosa, e a gente tem praticamente todos os estados da América do Sul governados pela direita, pela extrema-direita.
Então se torna complicado. E a resposta do Lula, ela foi no sentido de, olha, o Brasil ele continua a ser essa maior potência econômica da região, então esses estados eles têm que dialogar com o Brasil, e ele vai estar disposto a dialogar a despeito das ideologias, porque ele entende que são diálogos entre estados, isso é necessário de acontecer. Mas ele também comenta que a América Latina, ela historicamente sempre votou para direita.
Então é exceção, sempre foi exceção quando a gente tinha governos subsequentes, governos de esquerda. Aqui os governos do PT, eles foram uma exceção nesse cenário. Se a gente for pensar, Colômbia só foi ter um governante de esquerda muito recentemente, nunca tinha tido, né? O Chile tem esse longuíssimo histórico também de neoliberalismo e só recentemente também teve um governo voltado para esquerda. Então isso é bem comum. A Argentina é um caso atípico, é muito sui generis, né?
É um território assim que é politicamente fantástico. Ninguém entende politicamente a Argentina, talvez nem os próprios argentinos. Então também não vamos fazer aqui a cena de que a gente entende o que que tá acontecendo lá. É um negócio completamente absurdo. Embora a Argentina tenha esse histórico de mobilização social, de organizações trabalhistas, sindicatos mortes sempre tem uma resposta. Durante muito tempo era protesto nas ruas semanalmente, independente do governo.
A gente tá com uma conjuntura regional que ela é muito diferente do que foi na década de 80, na década de 90. Não se trata mais só da gente ter um monte de governo puramente neoliberal ou governo de direita. A gente tá com peruca maluca em todos os lugares. Então é muito difícil de você dialogar com essas pessoas realmente. E são governos que eles estão dilapidando seus próprios O caso da Argentina, ele é o mais evidente, né, o mais evidente.
Mesmo assim, fica muito difícil a gente saber se isso vai mudar de caminho, porque mesmo quando a gente trabalhava com governos de direita nos outros estados da América do Sul, esses governos de direita, eles ainda tinham um fundo minimamente trabalhista. Então a gente, o cenário de direita que a gente tinha aqui, com exceções, com algumas exceções, claro, né, mais exageradas que a gente teve no final da década de 80, durante a década de 90.
Com essa, fora essas exceções, a gente teve governos de direita que eles ainda conseguiam fazer políticas minimamente bem-sucedidas para os campos sociais. Então você conseguia, aos trancos e barrancos, algum desenvolvimento, alguma melhoria na qualidade de vida da maior parte da população, lentamente, mas conseguia. Agora não. Esses governos de extrema-direita esquerda, eles estão descaradamente voltados para destruir o próprio Estado.
Então a gente não consegue mais estabelecer talvez nem o mesmo tipo de parceria ou de acordos comerciais que antes eles pareceriam tão fáceis. A gente percebe que a gente, apesar da gente ter tido aprovação de um acordo Mercosul-União Europeia, ele é um acordo que ele fica capengando, que o próprio Mercosul tem capengado, o próprio Mercosul ele tem se tornado algo incerto. Então E não é como se o Brasil ele tivesse fazendo um movimento muito diferente desses outros países do Mercosul ao se distanciar, tá ali o Brasil defendendo, sim, como Lula sempre defende a importância do Mercosul, mas o Brasil ele tem um peso na sua articulação econômica internacional hoje muito maior para o BRICS, ele tem um peso na sua articulação hoje muito maior com seus acordos com a China principalmente, né.
Então isso tá, isso é inevitável de você perceber, o discurso com relação à defesa do Mercosul é uma coisa, mas o Brasil assim como os outros países do Mercosul, ele tem trabalhado para conseguir acordos bilaterais com outras potências. Então não é o mesmo cenário para a gente conseguir dialogar com esses outros estados, que eles são economicamente muito menores do que o Brasil, muito menores. Talvez, e aí, claro, vai, pode ter gente jogando pedra à vontade assim, sabe?
Joga pedra, posso fazer nada, não vai chegar até mim. O Brasil sempre foi criticado por ser um imperador, um na América do Sul, sempre foi. Isso é verdade, não é mentira. O Brasil sempre teve uma postura imperialista na América do Sul. Mas talvez seja um momento, diante desse tipo de governos que eles têm se estabelecido à nossa volta, da gente se tornar mais rígido nesse tipo de diálogo, sabe? E parece que o que a reação com relação à Argentina, o governo Milei, tá seguindo nesse sentido de afirmar e jogar na mesa.
Olha Olha só, ninguém se sustenta aqui sem o Brasil. Então é melhor vocês começarem a colocar o rabo entre as pernas e segurar sua onda, porque a gente tem um poder econômico muito maior. Todos os países aqui, eles têm uma dependência enorme do Brasil. Então ou vocês seguram a sua onda, ou o problema vai cair muito mais pesado no colo de vocês. E esse tipo de postura do Brasil parece ser agora o que tá ditando essas relações. Né?
Primeiro com Argentina, porque foi descarado. Mas eu não duvidaria nada que, dependendo da postura do Kast, o Brasil chegue a fazer frente de modo mais impetuoso ao próprio Chile, que seria uma outra potência econômica daqui da região, muito menor que a gente, mas ainda uma potência econômica, né? Não duvidaria de nada. Então, e eu fico muito curioso para saber quais vão ser os próximos passos nos próximos meses, ou num pós-reeleição do Lula, como é que vai ser essa postura do Itamaraty partir diante desse acirramento, né, dessa comunicação violenta que tem surgido entre os estados. Não qualquer Fujimori que talvez dure 2 meses no governo.
Oremos. Eu acho que tem um aspecto que envolve basicamente todas essas notícias que a gente trouxe aqui, que é esse movimento de se cercar o governo brasileiro, o Estado brasileiro, mas principalmente o governo brasileiro, porque é um governo de esquerda, é um governo tem se mostrado interessado em defender os interesses da população e do país, né, que não tem se mostrado subserviente aos Estados Unidos, como foram os governos anteriores do PT, né, governo de Dilma e Lula, que assim em nenhum momento o Brasil buscou antagonismo com os Estados Unidos, mas apenas se posicionou como o grande país que é, e que deve sim se firmar enquanto um grande país nesse, na geopolítica.
E assim, a gente teve o maluquinho do presidente Doritos dos Estados Unidos reclamando sobre Pix, né, falando sobre coisas que não seriam justas no governo brasileiro, tem coisas que não fazem o menor sentido. Mas assim, esse movimento de não manda embaixadora, agora Holanda. Ai, mandar a gente para ver as eleições. Então assim, tem se formado um clima em conjunto com esses governantes de extrema-direita que são, ao contrário de nós, 100% subservientes ao governo dos Estados Unidos.
Eles estarão disponíveis e dispostos a fortalecerem qualquer discurso golpista que é Donald Trump, os Estados Unidos tentarem emplacar aqui dentro do Brasil. Então assim, por mais que é Peru, Argentina, enfim, esses todos os países da América Latina que estão sob o jugo da extrema-direita, por mais que eles estejam 100% dispostos, por mais que eles não tenham esse posicionamento global que que o Brasil tem, né, junto com os Estados Unidos, e formando uma espécie de união do fascismo latino-americano, eles têm potencial de perturbar e de dar trabalho, que junto com a nossa mídia golpista e as nossas forças armadas sob o comando aí do grande Múcio, a gente infelizmente fica um pouco fragilizado.
E assim, a gente tem que se manter atento para ver ver como quaisquer tentativas, né, de ameaçar nossa democracia não se criem. Então, por exemplo, buscar parceiros, né. Acho que a maior, a nossa maior aliada aqui na América atualmente é a presidente do México, né, a Claudia Sheinbaum. Então assim, se aproximar dela, os países da Europa também, eles são mais aliados nossos do do que os nossos países vizinhos nesse momento, né?
Então assim, é buscar se fortalecer a nossa projeção global, né? Porque aqui internamente o jogo, as disputas, elas são muito fortes, mas assim, e muito, muito injustas, como a gente vê, por exemplo, na presidência do TSE, né? Como o jogo está igual. Esses constantes ataques que parecem pequenos, parecem besteira. Quem danado é Zé Milei, né? O próprio Lula falou: quem é esse daí? Não sei quem é, meteu um shade. Mas assim, que essas pequenas coisas, por mais que a gente não precise ficar rebatendo o tempo inteiro, mas servem para a gente ficar atento, para que a gente compreenda que que as coisas não são, não estão dadas, não estão postas, não são simples, e que as nossas vitórias elas podem ser ameaçadas.
E aí, como a gente vai se fortalecer e se salvaguardar de futuros problemas, de possíveis problemas?
Eu não tenho mais nada acrescentar, se a gente quiser.
Ah não, eu tinha esquecido uma pista que eu não fiz na hora, perdi, desculpa, mas eu precisava ter falado que que nessa declaração das Forças Armadas, né, o nosso ministro achou que estava fazendo um grande múcio.
Com essa maravilhosa piada, vamos agora para ele, o inédito nesse programa de hoje, momento leitura de títulos.
Olha o golpe!
Vamos começar.
Escolas privadas ficam estagnadas no IDEB e reduzem abismo com rede pública.
Ou como foi muito bem escrito no Blue Sky, é: escolas públicas se aproximam da privada.
Meu Deus, mas assim, gente, aquilo também que alguém comentou, né, é uma cambalhota enorme para não afirmar com todas as palavras que o ensino público tá melhorando, né, que essa é real, a notícia é o ensino público melhora no Brasil. E você via as reportagens sobre essa manchete né? Que isso que muitas vezes vira reportagem no jornal, em TV aberta hoje em dia, não é tanta informação, mas uma série de comentários em torno de uma manchete.
Algo parecido com que a gente faz aqui, mas mais bonitinho e mais rápido, né? E os comentários, eles giram, ressaltam bastante que a gente melhorou a alfabetização, mas a gente tá estagnado com relação à matemática, e a gente talvez tenha piorado com relação à interpretação educação, a leitura crítica. Então a gente tem sim uma melhora, há de se ressaltar isso. Ah, também dá para analisar os números, porque parte dessa melhora, eu falo aqui, por exemplo, pelo Espírito Santo, né, que é um estado em que as últimas gestões da Secretaria Estadual de Educação sempre teve preocupado com o número.
Então você encontra as maneiras mais escalafobéticas para poder registrar o desenvolvimento dos alunos e a realização das atividades, o que reduz muitas às vezes a apresentação de conteúdo, desenvolvimento do conteúdo. Professoras e professores têm que dar conta de uma burocracia extremada, tem que dar conta de uma série de processos avaliativos com uma ausência de conteúdo ou uma generalização para algumas disciplinas também, o que complica muito.
Mas o resultado é, os números, eles vão ser ressaltados com maior aprovação. Isso é muito importante quando você só que isso diminuir a repetência, né, isso tem acontecido. Você então forma mais alunos, que eles conseguem chegar até o final do ensino médio, mas não dependendo da avaliação, não necessariamente isso se reflete algo interessante. Mas aí também cabe dizer, eu tô me estendendo aqui num comentário sobre leitura de títulos, desculpem, mas bom, é o que hoje é só um episódio de leitura de título, né, que o que se avalia nessas provas também às vezes é algo meio complicado.
A gente tem uma herança maldita da avaliação da educação no Brasil, que vem do começo dos anos 90, com provas e sistemas que eles foram construídos pelo, por entidades financeiras multinacionais, como Banco Mundial, por exemplo. Então, que tipo de conteúdo, que tipo de informação que era entendido pelo Banco Mundial, pelo FMI, que era valorizado? Então, um certo tipo de informação, certo tipo de valorizado, que a gente com formação em educação não valoriza tanto.
Então você cria uma contradição que ela não se resolveu ainda na educação pública brasileira, que é: você é cobrado para que se tenha o ensino de certo conteúdo, um resultado que ele vai ser bem visto pelo sistema financeiro, mas que não é aquilo que a gente entende como ensino de qualidade. As licenciaturas aprendem, profissionais da licenciatura aprendem que o ensino de qualidade vai numa direção, e as avaliações que vão cobrar desses alunos depois entendem que é outra coisa que se deve avaliar, né?
Então eu sempre fico com dois pés atrás com essas avaliações de para onde tá caminhando a nossa educação quando a gente vê essas provas gerais, né? Mas aí, enfim, comentei muito sobre isso, ninguém queria saber. Vamos para a segunda notícia, que é: CNJ aprova fim da aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes, dois pontos, demissão passa a ser prevista.
Parabéns, Flávio Dino!
Como ninguém nunca tinha empurrado esse cara, né?
Foi. Tomara que o 13º dele seja assim, ó, todo para lazer, que ele não tenha nenhuma dívida para pagar, nenhum cartão de crédito para botar em dia, que ele merece. E para a gente ver que era só empurrar essa pauta, né? Era, ficava assim, nossa, mas é um grande vespeiro.
Há quantos anos a gente fala nisso e ninguém trisca, né?
E é engraçado, teve essa notícia essa semana também que dialogava com isso. Não vi se tá aqui nas manchetes que se reparou, mas aquela juíza que lá na, que tinha virado para o Lula antes dele ser preso, lá quando ele tava na audiência e falou, ah, se começar com esse tom comigo, a gente vai ter um problema. Ela foi condenada essa semana e vai ficar alguns meses aí à toa recebendo o salário dela, condenada a ter férias remuneradas. Olha que coisa horrorosa!
Ai, coitada! Olha, eu me solidarizo tanto, é tanta sororidade no meu coração que eu tô disposta disposta a passar por isso no lugar da juíza. Eu aceito receber o seu salário. Não era nem salário, é a sua punição. Punição, obrigada. Vamos lá, Marquinhos. A César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Dois pontos. Trio lança guia eleitoral para igrejas evangélicas.
Eu vi essa notícia, eu achei que trio era alguma coisa do Rio de Janeiro, Tribunal do Rio de Janeiro, mas não, são 3 pessoas.
Mas vocês acham, vocês não acham que esse trem já partiu não? Isso de ficar assim, ai, não se mistura política e religião.
Não, não, ó, eu acho assim, não se mistura política e religião, né, não vou nem falar sobre isso, mas assim, tem que haver alguma moralização porque tá uma putaria do putaria do caralho. Ótimo argumento, né?
Eu achei, depois, vindo depois de moralização, você ter usado putaria do caralho foi assim, ó, pérolas da língua portuguesa.
Não, é assim, eu acho que a gente tem que ressaltar essa frase.
Acho que essa frase vai ser recortada, né? Sem que haver uma moralização porque tal putaria do caralho. Isso é aspas, cara.
Kisuke 2025. Mas assim, a Bem da Verdade é uma punheta mental do trio, né? Porque as igrejas sérias continuarão sendo sérias, as igrejas safadas continuarão sendo safadas, e a pessoa aí ganhou uma matéria de jornal com seu nome, que era o que ela queria no começo da história.
E assim, na verdade, eu tô pensando nisso, porque pensando aqui agora, vamos lá, se a gente revertesse essa ideia, porque a gente tá aí desde os tempos mais primórdios falando que a gente deveria fazer uma separação entre isso e igreja, não deveria deveria ficar vinculada à política prática, né? Nunca funcionou. E é assim, é meio cansativo, né, você ficar numa coisa que não funciona e você ficar insistindo aquilo. Talvez a gente pudesse reverter isso e falar: não, todas as coisas, todas as instituições, inclusive as instituições religiosas, elas devem estar envolvidas com a política.
E vamos ocupar esse campo, sabe? Vamos, vamos brigar de frente com isso. Ah não, vocês vão falar sobre política mesmo? Não adianta a gente dizer que não vai falar. Então vai falar. Então, se vai falar, vamos falar também das nossas pautas e vamos tentar puxar isso de verdade. Vamos ver a briga que dá assim. Ah, a gente vai começar ganhando? Não, a gente já tá perdendo e a gente vai continuar perdendo nesse papo. Então é desagradável ficar fazendo um jogo de centenas ou milhares de anos em que a gente tá sempre perdendo e a gente tá jogando com algumas regras, eles estão jogando com outras e eles vão continuar jogando com essas outras regras.
Parece meio inocente da nossa parte dizer: não, vamos tentar fazer com que as igrejas elas parem de dar direcionamento político. Pô, mas sempre deram. Então elas vão continuar fazendo isso mesmo. O que que a gente joga com essas cartas? O que que a gente faz, sabe? Mas assim, posso estar completamente errado, eu só comecei a falar enquanto eu tava pensando em outro tópico.
Rodrigo Hipólito defende a Olimpíada com o doping liberado.
Já que as regras são essas, drogas, drogas. Porque pensando aqui no que o Rodrigo falou sem pensar, aí eu vou pensar por ele. Quem? E emendando com que o Diego tinha dito do fazer uma síntese aqui, né, das igrejas sérias, das igrejas safadas. Quem se metia em política estando dentro da religião é sempre os cara de direita, sempre. Então se você vê quem defende que não haja em todos os campos, tá, inclusive religiões de matriz africana, é a galera de esquerda que ainda fica puxando a corda para esse lado do, ah não, não vamos, não tem que ter um direcionamento.
Quem abre o jogo e dá essas cartas é a mesma galera de direita e agora de extrema-direita. Então talvez talvez, né, seja a hora de falar, não, então bora todo mundo jogar pelas mesmas regras. A pauta do Estado laico só surgiu porque as igrejas protestantes queriam não ser massacradas pela Igreja Católica, politicamente falando, porque a Igreja Católica era muito mais forte, tinha um papel oficial, né, em governos. E então assim, também a pauta do Estado laico, ela não surgiu por bondade, por civilidade, não, foi email para se proteger ali da Igreja Católica.
Então agora é, talvez se a gente joga com as mesmas cartas, todo mundo se envolva, né? E não só quem tem interesses escusos e podres no assunto.
Até porque, Anaís, eu lembrei de um fato agora, assim, uma situação que eu passei, acho que era 2021, talvez 2022 ali, que eu fui no lançamento de um documentário, é, no espaço mais, consigo imaginar aqui, alternativo de esquerda, o Cineclube da Universidade Federal, enfim, publicado no Centro de Artes, um documentário estrelado protagonizado por uma mulher trans e que envolvia muita religião também, porque era a luta dela para poder frequentar a igreja.
Ela era mulher religiosa, queria frequentar a igreja e não conseguia. Documentário ótimo. E ela tava lá, e aí no final, e tava razoavelmente lotado o cinema, e no final, na fala dela, ela comentou que ela iria se candidatar naquela eleição e começou a falar de política, política partidária. E uma boa parcela da plateia virou a cara, não reclamou verbalmente, mas ficou descarado que todo mundo tava incomodado com o fato de ter ido ali presenciar a arte e agora as pessoas estavam falando de política partidária, como se isso fosse um problema.
Que a gente, a gente criou esse problema no nosso campo assim, da gente separar as coisas ao ponto de não— a gente tá maculando os outros âmbitos da nossa vida quando a gente começa a falar de política partidária neles assim. A galera se constrange, se se incomoda. E eu acho que é realmente só a gente que se incomoda com isso nos dias de hoje.
Segundos por $100 mil, dois pontos. Trump quer cobrar por acesso antecipado a dados econômicos. É uma opção inovadora, né? Ele não só vai legalizar o crime como vai cobrar.
O cara tá monetizando o, sei lá, é o insider trading assim. Que desgraça! É um país eco mesmo. Né? Não tenho, não tem a mínima regra, não tem nada. E o que é que vai acontecer? Vai ter empresa pagando, lógico. Mas vamos falar de coisas de lugar sério agora, que os Estados Unidos não é lugar sério não. Fundação Cacique Cobra Coral não é mais parceira da Prefeitura do Rio e diz que Ventania foi só o princípio do caos. Eu não li, mas o que que a Prefeitura do Rio fez?
Porque eles já tinham abrido mão, abrido mão, aberto mão dos Estados Unidos e da Argentina. E o que que foi que a Prefeitura do Rio fez para o cacique?
Cacique, o futuro governador tá licenciado, né? Aí o vice deve ser evangélico.
Ah, pois se prepara, Rio de Janeiro, mas só depois de setembro, viu?
Até agosto, olha só, o contrato com a prefeitura expirou e não foi renovado por Eduardo Cavalieri, sucessor de Eduardo Paes. Eu estava certa.
Eu tenho medo assim, essa não é uma coisa com a qual a gente deveria brincar, Não, assim, né? Por mais, ah, nossa, cético que você seja, por mais que você acredita em ciência, com a Fundação Cacique Cobra Coral a gente não brinca no Brasil não, né? Mas vamos lá.
Não, você acredita em ciência, a Fundação Cacique Cobra Coral tem fatos.
É, os fatos estão ali, né? Aspas simples: a gente precisa retirar imediatamente o discorde do ar, diz Concordo, palmas para a Janja.
Eu não tenho nenhuma, nenhum afeto pelo Discord, mas assim, se tirar o Discord do ar vai resolver o problema até surgir outra plataforma para as pessoas utilizarem. Eu não sei se simplesmente tirar o Discord do ar seria a melhor opção, porque a gente não conseguiu moralizar legalizar esse uso de plataformas no país, né? O lobby foi tão grande que meio que o negócio ficou parado no tempo. Mas assim, da mesma forma que não deu para tirar o Twitter do ar 100%, eu não sei se tirar o Discord do ar 100% seria algo viável.
Mas assim, de fato tem que ser, tem que sim ser feito algo a respeito. Não só de questão de inteligência e de investigação, mas também de como coibir a proliferação de crimes nessas plataformas não listadas, né, que a gente chama muito de deep web.
Sabe o que que ia resolver? Tirar a internet do ar.
Ah, tá, serve também.
Tira o Discord do ar, aí vai surgir outro. Aí se ele for igual Discord, a gente tira do ar também e vai tirando todo mundo lá até aparecer um que não deixe, sei lá, 20 adolescentes ficarem mandando o outro se matar sozinho em casa, cara. A iniciativa privada não é tão maravilhosa? Deixa ela criar empresa aí à torta e à direita até aparecer uma que não cometa estupro virtual coletivo contra criança de 9 anos.
Olha, eu vou chover um pouco no molhado aqui, repetir algumas coisas que a gente sempre falou aqui no programa, que olha, cara, essas coisas não se resolvem do dia para noite, mas eu acredito sim que uma medida imediatas, quando a gente tá com uma situação muito absurda, a gente precisa tomar uma medida imediata. Essa seria uma medida imediata. Então vamos dar um primeiro passo: tira a plataforma do ar, porque a gente ainda não tem como realizar essa fiscalização, como tomar conta disso de modo a contento.
Não significa que vai deixar de existir e pode aparecer outra plataforma, mas aí a gente tem que continuar a dar passos nessa direção. E um desses passos é a gente pensar bem na nossa soberania tecnológica e comunicacional. Então a gente precisa conseguir construir próprio do Brasil sistemas de comunicação que eles sejam mais adequados para atualidade. Isso não vai ser do dia para noite, mas sim é possível que a gente diminua drasticamente o uso dessas plataformas se a gente tiver opções funcionais, eficientes, atrativas para que novos usuários eles tenham essa, as suas necessidades sanadas.
Então se a gente tem um sistema de fóruns, trocas de mensagens e todas as outras funcionalidades, que sei que são diversas. Você tá nos ouvindo e usa o Discord e acha aquilo uma maravilha porque ele te dá uma série de opções que outros aplicativos, que outras plataformas não dão. Ok, mas é possível a gente fazer isso nacionalmente e aí sim a gente ter o controle disso. E na medida em que isso se tornar atrativo e a gente tiver uma quantidade cada vez maior de usuários, a gente vai poder controlar um fluxo muito menor de dados nacionais nessas outras plataformas.
Uma das coisas que dificulta é porque é um fluxo enorme de dados, a gente não tem, e a gente não tem acesso àquela plataforma. Mas fora isso, a gente consegue construir isso. Vamos pensar nos próximos 10 anos, nos próximos 20 anos, em que se torne, em que Discord, Telegram se torne algo mais obscuro, sabe? Que o comum, o normalizado, seja você usar as plataformas nacionais. É possível fazer isso, não é nada de outro mundo, gente.
Então sabe? A gente tá dando passos nessa direção. A gente já falou que quando a gente tem as nossas plataformas de educação, idiomas, a gente tem plataforma de vídeo, de livros, há de se pensar em música e também em todos os outros aspectos, se possível centralizar isso. Se a gente começa a ter aplicativos mais centralizados para a gente poder ter o domínio disso, para mim é o caminho assim para a gente conseguir lidar com esse problema até antes da gente conseguir trabalhar com uma educação ética para as próximas gerações. As coisas, elas estão interligadas, e isso para mim é fundamental.
Bets tiraram R$62,5 bilhões das famílias em 2025, aponta estudo. Que isso, gente, vocês não estão jogando com responsabilidade?
Nossa, ontem eu abri um Fala BR que eu já fiz o descadastramento total lá na plataforma do governo. Ainda tô recebendo SMS de caralho de bet.
Nossa, é, não, meu funcionou, nunca recebi. Mas é uma tragédia anunciada assim, a gente tá sempre tocando nesse assunto aqui e o quanto urge a regulamentação. E digo mais, o quanto urge a proibição. Não existe jogo ético quando se fala em bet, não existe jogar eticamente, jogar com responsabilidade Não existe. Se liguem, rico não aposta em bet, não joga bet, não faz não sei o quê, a não ser que seja um imbecil igual Neymar, que faz isso para ganhar dinheiro.
O dinheiro que o Neymar ganha, que sei lá quem, Tigrinha, ganha em cima disso, não é o dinheiro jogando ali, é mostrando para vocês que ele— o Neymar tinha toda uma performance, né, de ele tá ali com os filhos dele e a câmera pegar que o celular dele tá sempre no jogo do Tigrinha. Isso é performance. Isso é por bobão que bate punheta para ele também jogar no, jogar bet, já apostar em bet, sei lá. Eu não sei nem que verbo se usa para ele, não sei, não quero saber.
Tenho raiva de quem sabe, tenho dó de quem sabe. Então é isso tudo, é performance, é para tirar dinheiro. Eu tô vendo crescer muito ao meu redor o discurso de comparar com a descriminalização das drogas. Proibir não é, não é a solução, proibir não é o caminho, proibir não sei o quê, tá? Mas a partir do momento que você bota um jogador de futebol qualquer ou qualquer outra pessoa famosa para fazer propaganda, já, já começa o crime, já começa aí.
Então é muito perigoso também usar, achar que são dois discursos equivalentes, a descriminalização das drogas e a descriminalização de bets, a regulamentação de bets. Não é. Eu sei que quem repete isso tá se sentindo muito inteligente, muito woke, muito Não é, não é, não é, gente.
Quando você compra uma droga, você ganha a droga. Você pagou pela droga e você recebe a droga e você consome a droga. Quando você aposta em bet, você não comprou nada, você não recebe nada, é só o seu dinheiro indo embora. Assim, não faz o menor sentido. Não é, você não está recebendo nada, sabe? Não, por favor, por favor. A não ser que você tenha começado a fazer isso. Se você tem essa na prática de comprar droga e não receber nada, aí a polícia é só sua.
Não, e assim, é muito mais difícil você gastar dinheiro com droga, a não ser que você, sei lá, compre uma droga muito cara. Mas assim, a forma como você consegue perder dinheiro com bet, a rapidez e a facilidade, não é tão fácil você gastar esse dinheiro dinheiro todo com droga também não.
Antigamente, para um pai de família gastar o salário dele do mês todo e deixar a família ser despejada e morar na rua, você via ele todo dia no bar, toda sexta-feira no puteiro, você via ele passar na banca do jogo do bicho 2, 3 vezes. Hoje em dia o cara senta na frente do celular e vê um negócio, um negocinho de um desenho e deixa a família dele morar na rua. Ai, ai. Mas por falar em droga, eleições brasileiras estão na mira da extrema-direita global, por tudo isso que a gente falou nesse episódio, inclusive, né?
Assim, os países estão tomados por governos de extrema-direita, que já, né, como o Rodrigo falou, assim, já era o comum votar-se na direita. Então aqui, como a gente ainda tem essa resistência, como o Lula é um líder mundial, o Lula não é só um ícone da esquerda, tá? E vamos usar esquerda aqui, mas vocês sabem as nossas ressalvas, né? Mas o Lula, enquanto líder, ele não é só uma referência referência local, ele não é só referência nacional, ele é uma referência mundial, né?
Então tá todo mundo de olho. O Trump tá aí tentando mandar a gente com essa desculpa de que são observadores das eleições, coisa que sempre existiu, mas a gente sabe que não é bem por aí, né?
E que a gente tenha em mente, a partir de tudo isso que tá acontecendo, da nossa importância enquanto players globais. A gente cansa de ver aí o jovem chamando o Brasil de E quando a gente cresceu mesmo, acho que a gente mais escutava era o povo falando mal do Brasil, falando que o Brasil era uma merda, que era um país eco, não sei o quê. E aí esse tipo de coisa, se a extrema-direita global tá tão interessada assim nas eleições do Brasil, é porque o Brasil é um país importantíssimo, não só pelo seu tamanho, não só pelas suas riquezas naturais, mas também por ser um dos maiores países países governados por um político considerado de esquerda.
E assim, tem uma direita tradicional e que terminou na extrema-direita em diversas regiões do país, do mundo, ela se fundou também no trabalhismo, tá, gente? Então assim, não adianta a gente querer se diferenciar tanto nesse sentido. A nossa esquerda tradicional e a nossa direita tradicional, elas foram fundadas no capitalismo. E aí essa ideia de que a gente iria construir uma sociedade em que as pessoas elas podem abrir os seus próprios negócios, elas podem ter empresas que crescem, e elas podem trabalhar e ter direitos como trabalhadores e trabalhadoras.
E a partir desse trabalho construir uma renda, construir um patrimônio, comprar casa, comprar carro, manter uma qualidade de vida que ela, na medida em que a sociedade avança, ela melhora, ela se torna mais consolidada e deixa uma herança para geração seguinte. Isso se desfez nessas últimas 3 décadas, se desfez. E a percepção disso tá nessas novas gerações, de que não adianta você trabalhar, de que não adianta você querer conseguir patrimônio, de que a única maneira da gente tá minimamente seguro é a gente ser esperto e ganhar um dinheiro de graça apostando, ou a gente herdar alguma coisa.
Isso é uma piada que a gente sempre fez, é as únicas maneiras de você se tornar rico é cometendo crimes, herdando ou ganhando na Mega-Sena. Mas isso não se mostrou tão longe da realidade. Então essa frustração com as consequências do trabalhismo gerou a extrema-direita e tornou a esquerda inviável em muitos locais. Mas no Brasil a gente tem ainda a possibilidade de construir uma outra via, que é a via de manter os direitos básicos e do ganho proveniente do trabalho ele não ser mais voltado para que as pessoas apenas vivam, mas que isso seja para construção de renda de verdade, de patrimônio.
Então, se a gente começa a ter renda básica distribuída em programas sociais, como é o caso do Bolsa Família, como é o caso do Auxílio Gás, como é o caso do Pé de Meia e de diversas outras políticas que elas se firmaram e funcionam no Brasil, a tendência é que isso em 15, 20, 30, 40 anos construa uma estrutura em que as pessoas elas não tenham mais que pegar o dinheiro que elas que ganham com o seu trabalho e elas supram essas necessidades básicas.
Isso tá no acordo social, isso tá estruturado no Estado. Então você não tá ganhando necessariamente um dinheiro absurdo com seu trabalho, mas esse pouco dinheiro que você ganha com seu trabalho nessa crise global constante de todas essas décadas, ele pode ser usado para você construir estabilidade. Então se eu não tenho mais que gastar com tudo aquilo que era para sobreviver, agora eu consigo prazer. Agora eu consigo passear, agora eu consigo guardar um dinheiro, agora eu consigo cuidar melhor da minha saúde, agora eu consigo pensar na perspectiva de futuro. E isso é assustador para o ultraliberalismo da extrema-direita.
Hélio Lopes registra candidatura ao Senado por Roraima e declara R$18 mil. Quem é Hélio Lopes, Diego Esquinelo?
O negão do Bolsonaro. Já emenda a próxima aí, Rodrigo.
É emenda a próxima com a pergunta se a gente tem muitos montes no Amazonas, porque Cabo Daciolo disputará o governo do Amazonas após mobilizar, após Mobiliza barrar candidatura à presidência.
Glória a Deus, cara!
Mobiliza é um, primeiro que é um partido com nome de locadora de carro, e segundo que eu me surpreendo toda vez que eu me lembro que esse partido existe, porque para mim assim, eu faço: de onde surgiu isso aqui que eu não vi? Mas assim, você vê que virou moda esse negócio, porque todo mundo é de todo lugar, né? Cabo Daciolo agora, eu, Amazonas, Cabo Daciolo agora, glória a Deus!
Candidato do Amazonas, cara, o susto que eu tomei quando eu vi essa notícia não tá escrito, velho. Eu fiquei assim: como diabos o Daciolo foi parar no Amazonas? E não é nem Manaus. Domicílio eleitoral dele é em Presidente Figueiredo, que é onde temos o quê? Várias cachoeiras e, portanto, vários montes.
Aí é um homem que faz tudo, tudo certo, é o Cabo da Ciolo.
Mas isso é porque a pátria é grande.
É. E agora eu vou calar a boca de todo mundo ao dizer que Cabo da Ciolo não é de longe, não está de longe no top 5 melhores candidatos ao governo do estado do Amazonas.
Ninguém duvida disso, não. SUS terá 100 mil teleatendimentos mensais para vício em bets.
Eu não tenho nem palavras mais, para mim chega, chega, acaba esse episódio.
E para acabar o episódio, Ancine abre processo contra produtora do filme do Bolsonaro.
Aí eles vão falar o quê? Ai, censura! O filme só não foi lançado pois foi censurado. Faturando.
A multa vai passar de R$100 mil e, para tristeza deles, o porcaro tá preso. Ai, ai, vamos de cartinhas da Xuxa, Dona Thaís Kisuke e Tio Marquinhos.
Falta pouco, pouco, pouco para você ganhar, baixinho. Não fica desesperando, aí se desesperar, ficar triste, não. Se você escreveu, pô, tá muito pouco. Você já fez o mais difícil que era escrever. É porque eu sei que tem muito baixinho que é preguiçoso, mas esses baixinhos que não são preguiçosos, um aluno, hein?
Que solta a Xuxa é esse?
E agora vamos para as nossas cartinhas da Xuxa do episódio 29 da 9ª temporada, modo eleição, rap do Silva e tretas diplomáticas. Nós perguntamos na nossa midquest: depois do sucesso rap do Silva na campanha do Lula, que outros clássicos do cancioneiro popular popular brasileiro devem ser resgatados para embalar os comícios Brasil afora. Você é arroz, eu sou feijão, fogo e paixão. Empregueira, saideira. Bacharela, normalista. A loba guará, a loba.
E aí nós tivemos 7 votos no Instagram, 10 no Telegram, 0 no Spotify, porque o Spotify não liberou a nossa enquete essa semana e 32 no WhatsApp. Em 4º lugar, com apenas 2% dos votos, ficou Empregueira. Em 3º lugar, com 14% dos votos, ficou Bacharela. Em 2º lugar, com 33% dos votos, ficou a Loba Guará. Essa era a minha favorita. E em 1º lugar, com 51% dos votos, Tio Marquinhos. Ficou Você é Arroz, Eu Sou Feijão.
Tio Marquinhos está protestando a colocação de bacharela. Esse povo é contra educação, ele está meando.
Ô, tio Marquinhos, dá um tempo, eu vou ler poucas cartinhas. A Michelle Ellen disse que foi difícil a enquete, ela queria poder votar em Você é Arroz, Eu Sou Feijão e em A Loba Guará. E ainda falou saudades, paródias, podcast. Também tenho saudades, Michele. O VG Souza disse que Silva é a senha para ele entrar no modo eleição, que só vai terminar na comemoração do tetra do Lula no dia da posse. Cláuber Freitas falou: Silva, cadê a enquete no Spotify?
Então já explicamos aqui, Cláuber. Tivemos vários Silvas nos nossos comentários essa semana, que foi a nossa palavra-chave do último episódio. O @jvictor666 falou: passando para lembrar que tem até o dia 20 de agosto para quem quiser fazer o voto em trânsito. Então, ouvinte, pause agora esse episódio e vá resolver esse voto em trânsito antes que você se esqueça. E esses foram os nossos comentários nas redes sociais, nas plataformas, no Instagram, no Blue Sky, no YouTube e no Spotify. Comentem e o seu amor pelo Midcast.
E a gente quer então aqui carimbar o passaporte, renovar o visto das pessoas que mantêm as nossas luzes acesas. A Sheila Bertolini, ouvinte misteriosa, Ana Carolina Ribeiro, Matheus Brusaca, Bárbara Aguiar, Ana Carolina Mitchell, Carolina Fernandes, Sebastião Ferreira, Ricardo Jaloto, Edna de Lourdes, Liedro Mon, Camila Braz, André Rezende, Leonardo Spor, ouvinte misteriosa 2, Eduardo Vasconcelos, André Benjamin, Denis Almeida, Jorge Alfradique, Guilherme Anselmo, Elislei Menezes, Flávia Schiocchetti, Mariana Duarte, Eduardo Leão, Joana Porto, Gabriel Pires, Wagner Gomes e Rodrigo Rocha. Muito obrigado!
E fica aqui um beijo para os adidos do Midcast: Laís de Moraes, Bruno Teixeira, Lelê Riso, Maria de Fátima, Mariana Zampol, Carolina Leão, Hugo Albuquerque, Cristine Medeiros, Pablo Cardoso e Reni Barcelos. E as portas abertas das nossas embaixadas e do Ministério do Amor vão para Tiago Luiz Pereira e o Alan da TI. E temos enquete da semana, Diego Esquinelo.
Temos uma enquete diplomática aqui. A gente sabe, viu aí que o Brasil está com as relações diplomáticas estremecidas com alguns aliados históricos. Então, em vista desse desenvolvimento, a gente precisa procurar novos parceiros, né? A gente quer saber aí com qual país país o Brasil deve estreitar as suas relações diplomáticas daqui para frente. A primeira opção é com Sealand, que é uma plataforma marítima abandonada governada por um príncipe que vende títulos de nobreza e possui 26 habitantes.
A segunda opção é com o estado da Molócia, né, que fica dentro dos Estados Unidos, tem hino, constituição e programa espacial, e tem como habitantes Kevin Bowe, que é o fundador, a sua família, 3 cães, um gato e um coelho.
Tá parecendo a minha casa, rapaz.
Tá bom, você mora lá, já pode declarar independência. A terceira opção é o Reino de Talossa, fundado por Robert B. Madison em Milwaukee quando ele tinha 14 anos, e tem de 100 a 200 habitantes. E a quarta opção é o Império de Atlântium, fundado em 1981 por George Francis Krushenke, conhecido como Imperador George II, e dois primos, e que conta com impressionantes, 3.000 habitantes.
Meu Deus, eu achei que ia ter nessa lista aquele país lá, aquela ilha que só tem pinguins, e que o Trump cortou relações com essa ilha. Aliás, quando ele colocou tarifas, ele taxou, é, porra, que nem tem habitante, só tem pinguim.
Teria sido uma opção muito melhor porque eu tava me espremendo aqui durante o segundo bloco para achar essas micronações aqui. Mas agora já foi. Créditos finais, Ana Ana Raíssa.
Vamos lá, este episódio feito quase a revelia do patrão usou fontes de Band, CNN Brasil, G1, Carta Capital, O Globo, Canal Meio, Podcast Três Elementos, Folha Tempo Real, Veja, Revista Cenário e Agência Brasil. Esse podcast não apresentado por Victor Souza foi apresentado por Diego Esquinello, Thaís Kisuke, Rodrigo Hipólito e Ana Raíssa, e a edição será de Victor Souza, queiram ele ou não. As nossas redes sociais são midcast.com.br lá no Blue Sky, Podcast Midi lá no Instagram, vocês falaram com a Thaís, e podcastmidi@gmail.com lá na rede social do Pix, a rede social mais brasileira de todas.
E agradecendo novamente quem tava aqui conosco: Alvin Vasso acompanhando, @verter, Reni Barcelos de todos os dias, Bruno FPT, Laís de Moraes também nos deu o ar da graça. Muito obrigada Obrigado, gente. Obrigado, Rodrigo. Obrigado, Ana Raíssa. Obrigado, Thaís Kisuke. Obrigado, Tio Marquinhos. E é isso, obrigado todo mundo.
E a senha, a senha, Diego, a senha do episódio, a senha que você vai comentar no episódio agora, você vai chegar, a senha é Tio Marquinhos.
Não poderia ser outra.
Miau, disse ele. Um beijo, gente, vamos terminar a transmissão e até Cheiro, tchau, valeu, falou!