As campanhas de marketing mais mentirosas dos games | XdC Top 21
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MARCAÇÕES DE TEMPO
- 00:00 - Abertura
- 03:12 - Dead Island
- 07:38 - Mega Drive
- 12:23 - "Bullshots"
- 17:52 - The Last of Us Parte II
- 20:43 - Crackdown 3
- 25:35 - Metal Gear Solid 2
- 30:47 - Mass Effect 3
- 41:03 - Aliens: Colonial Marines
- 47:57 - No Man's Sky
- 53:18 - Menções honrosas
- 59:42 - Encerramento
CRÉDITOS
Apresentação: Claudio Prandoni e Guilherme Dias
Roteiro: Guilherme Dias
Edição: Gabriel Sales
Thumbnail: Lucas G. Ferreira
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Bruna Penilhas
Pedro Henrique Lutlip
- Ofertas e promoções enganosasDead Island · Mega Drive · The Last of Us Parte II · Crackdown 3 · Metal Gear Solid 2 · Mass Effect 3 · Aliens: Colonial Marines · No Man's Sky · Halo 5 · Cyberpunk 2077 · Watch Dogs
Eu consigo imaginar a reunião de cronograma, a galera assim, mano, o jogo está atrasado, não vai dar, os finais, assim, alguém... E se a gente só mudar a cor?
Isso dá pra fazer, dá tempo Muda a cor, tá tudo bem, só muda a cor Flash Processing, é o Teraflops Eu brinco Os produtores da série Forza falaram que eles tiveram que pedir A autorização do crime organizado Pra poder criar essa pista Sabe, tipo, fazer o escaneamento Fotos, aquela coisa Tipo o coisa do Michael Jackson também Enfim, mesma coisa Mesma coisa
Olá, sejam bem-vindos e bem-vindas a mais uma edição do programa X do Controle Top, onde nós ranqueamos e listamos uma série de baboseiras que nós criamos aqui. A gente elaborou um monte de listas, nós mandamos para o nosso grupo, lá onde estão os apoiadores do X do Controle, e lá eles podem participar da votação desses, sei lá, uns 10 temas selecionados, eles vão selecionar, sei lá, 4.
para a gente transformar em listas X do Controle Top. E nós temos hoje mais uma delas. Hoje nós vamos falar de campanhas de marketing mais mentirosas dos games. Estou acompanhado de Claudio Prandoni. Olá! Que é um homem com uma imensa biblioteca, um imenso repertório mental de tretas e trambicagens dos videogames. E ele está pronto para denunciar isso aqui nesse registro em vídeo. Não é verdade, Prandoni?
Muitas eu estava lá acompanhando. Testemunha ocular da história. Eu gostei também da dinâmica de definir lista e deixar pro público escolher. Porque assim, aí a culpa é deles. Se for ruim, assim, não, mas vocês escolheram, né? A gente só executou. É a vontade do povo. É a vontade do povo. Que raramente é a vontade de Deus, né? O mundo tá aí pra mostrar que realmente...
O povo às vezes não sabe escolher direito. Mas você pode escolher o X do Controle, que eu diria que é uma boa escolha. Indo lá em oorelo.cc barra x do controle, o catarse.me barra x do controle, se tornar apoiador e já a partir do primeiro nível você ganha acesso ao grupo do Telegram.
Você entra lá e lá no grupo de Telegram a gente manda também as enquetes. A partir da próxima, porque a gente já meio que definiu os próximos temas, mas a partir da próxima a gente deve mandar também por e-mail, né? Pra todo mundo ter acesso caso alguém não queira entrar no grupo do Telegram. Mas é isso, a gente tá aqui pagando as nossas promessas de meses atrás. Correto. Já gravamos inclusive mais de um top essa semana e vamos finalmente entregar esse tema aqui. Isso vai ser bom. Vamos lá, Brandes? Bora, bora.
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Eu quero começar de levinho. Um negócio que realmente não é um grande escândalo, mas ó, rolou aqui uma traquinagem, rolou uma... Esse é o clássico do gênero. É o clássico do gênero. Eu estava lá, não trabalhando com videogames, mas acompanhando videogames em 2011, quando foi lançado o trailer de Dead Island. Essa franquia que já passou por tanta mudança, teve um sucesso espiritual que é...
bem diferente que tem parkour, né? Enfim, teve uma sequência que passou por muitos problemas de desenvolvimento, mas quando Dead Island 1 foi anunciado lá em 2011, ele foi anunciado com um trailer que meio que chocou a internet. Meu Deus, que trailer bem feito, que trailer bem montado. Esse trailer de anúncio era uma família sendo morta por um ataque de zumbis, e aí tinha uma trilha de piano.
Bem emocionante. E aí mostrava em câmera lenta e em reverso como que as coisas aconteceram, como que eles entraram naquela situação terrível em que os zumbis estão ali matando todo mundo e tal. O que sugeria naquele momento que, olha, esse jogo de zumbi aí, Dead Island, que a gente não sabe como vai ser a jogabilidade, porque isso que é uma cena em CGI, vai ser um jogo aparentemente bem emocionante. Dramático. Dramático. Um jogo que...
Vai tocar muito nessas questões, nessa parte mais humana, né? De como representar a história das pessoas envolvidas. Nada a ver. Nada a ver. O jogo foi lançado naquele mesmo ano, em 2011.
E é 2011, né, que é o primeiro Dead Island? É 2012. Agora eu não me lembro. O ciclo trailer foi em 2011. Foi em 2011, é. E o jogo não tinha nada a ver com isso. Eu joguei pouco de Dead Island 1. Eu não tive muito saco pra ir muito longe. Joguei algumas poucas horas só. Mas ele é um jogo, assim, desliga o cérebro e mata zumbi. Pois é.
absolutamente nada a ver com o trailer acho que esse é um ótimo representante de uma era assim, amaldiçoada da indústria de games, em que todo anúncio era um trailer em CGI um trailer conceitual, que tava lá muito mais pra fisgar sua atenção a qualquer custo, do que exatamente vender o produto de fato que tava sendo ali apresentado né, a gente ainda pega também, era uma era em que tinha muito jogo de zumbi de tudo quanto é tipo, então assim, essa divulgação pra mim é muito esquisita parece tipo tchau
Eles estavam fazendo um jogo e aí, eventualmente, uma das ideias que surgiu na equipe de produção foi e se a gente fizesse um trailer assim, assim, assado, dramático, que conta essa história. E beleza, o conceito foi legal, foi vendido, foi produzido, só que ele destoava demais o produto final.
Ele era completamente dissonante do que era o jogo final. Muito, muito. E, assim, tem gente que gosta de Dead Island. Eu não gosto, eu não gosto, não me pegou. Mas ele tinha um negócio interessante naquela época, que era você usava mais armas de combate corpo a corpo do que armas de tiro, porque...
Se eu não me engano, você atirava e o tiro atraía zumbis. Naquela época acho que já tinha essa mecânica que depois foi muito usada no segundo jogo da Techland, que é o de parkour lá. O Dying Light. Eu me lembro que eu achei um jogo muito sem sal. Senti que faltava polimento e tal. Mas era isso. Tinha gente que jogava com os amigos e estava se divertindo. Ok, é. Naquela época já estavam rolando vídeo de YouTube com montagens engraçadas, pela tosqueirinha que você ficava enfrentando hordas de zumbis.
Mas não tinha nada a ver com a campanha de marketing que eles propuseram. E foi... Eu me lembro de ter sido decepcionante na comunidade. Eu vi que as pessoas acharam... É... Nossa, pra quê então, né? É literalmente uma situação de... Tá, eu não entendi.
Talvez a pessoa que esteja vendo aqui na versão em vídeo, o trailer rodando, que vai procurar o vídeo, nem ache nada demais. Mas a gente estava num momento de virada ali em que jogos dramáticos estavam começando a aparecer. Essa coisa mais humana. Isso foi Prede Last of Us, por exemplo, né? Que foi outro jogo que impulsionou muito essa coisa de vamos colocar personagens mais humanos. Então era um negócio muito diferente pra época.
E é um jogo que eu sinto que veio muito no embalo do sucesso de The Walking Dead. Que tinha também essa pegada mais dramática. Bem lembrado, The Walking Dead tinha saído no ano anterior, em 2010. É, então. E quando você vê aquele trailer, tá, ele parece beber muito da fonte de The Walking Dead. Mas o jogo é outra coisa. É. Bem lembrado.
Nosso próximo tópico aqui, eu já diria que é uma dessas campanhas de marketing que virou folclóricas. Porque a gente tá falando aqui do Mega Drive, o primeiro grande sucesso da SEGA nos consoles, que bateu de frente com a hegemonia da Nintendo na época, com uma campanha de marketing muito agressiva que foi além...
apenas, né, da divulgação do console. A gente viu muito isso nos jogos também, a primeira grande guerra dos consoles, por assim dizer, com até um certo romantismo. Mas o que pega aqui é que a campanha de marketing do Mega Drive, ou Genesis, se você estava na América do Norte, é que dizia que o Mega Drive era superior porque ele tinha o Blast Processing. E por isso que ele conseguia rodar jogos muito rápidos como Sonic the Hedgehog. Assim, vamos aos fatos primeiro. Então...
Apesar do Mega, de fato, ter uma CPU mais rápida que o Super Nintendo, o fato é que esse suposto recurso de hardware era nada mais, nada menos, do que uma buzzword, uma palavra marqueteira sobre algo que não existia de fato. Não era uma feature. É o Teraflops, eu brinco.
O pessoal ainda argumenta, ah, não, se você unir isso aqui, pegar aqui esse dado e esse dado, você até tem os teraflops, mas assim, no fim das contas, quando você tem um hardware dedicado, o teraflops, ele pode não significar muita coisa. Você pega, às vezes, um celular que ele tem, digamos, um Apple da vida, né? Que ele tem um sistema operacional...
que é feito pela própria fabricante do hardware, ele funciona muito melhor junto com aquele hardware. E por conta disso ele é melhor otimizado, mais bem otimizado. E aí você tem... Às vezes a gente fala, eu me lembro muito, até uns anos atrás, acho que ninguém presta atenção mais nisso hoje, como eu ia ter que pegar outro dia, de megapixels, né? Que a câmera que tivesse mais megapixels...
é que quer uma medida na real megapixels não é uma base ou não é uma medida real ela é melhor e às vezes não é assim às vezes tem um monte de outros recursos de rádio outras tecnologias que vão tornar uma câmera que tem menos megapixels uma câmera muito superior sem aquela que tem mais megapixels
E o Blast Processing, eu acho que me lembra um pouco o que a gente viveu um tempo atrás com o Teraflops. Acho que, especialmente na geração do... na oitava geração ali com o PlayStation 4 e o Xbox One. Ah, não, porque esse aqui tem um pouquinho mais de Teraflops do que o outro.
daí, mano? Isso não interessa nada. Eu acho que no Mega Drive era muito apaixonante a ideia, porque era muito visível. Você olhava o Sonic correndo, você fala, mano, o Sonic é muito mais rápido do que o Mario. Ou seja, é porque esse videogame aqui, ele é mais poderoso. É óbvio, é uma correlação, assim, que parece muito, muito óbvia. Black Process significa, tipo, meio que é...
processamento explosivo, algo assim. Algo assim, é. E tava sempre associado a imagens do Sonic correndo, ou tem aquele comercial célebre também, que, ah, comparam o Genesis com o Super Nintendo, e o Genesis é tipo um carro de corrida, e o Super Nintendo é um carrinho assim, meio teco-teco. Mas eu acho que entra um pouco naquela coisa de, sabe filme, especialmente filme dos anos 2000, 2010, que tentam flertar com tecnologia super avançada, ou até mesmo videogame, e é tipo assim, ah, o hacker tá lá.
com capuz e tal, ele vai lá e fica dando aquele enhance, enhance, e vai aumentando a imagem. E os pixels da imagem, elas são infinitas, porque a pessoa que escreveu aquela cena, o diretor que tava dirigindo aquela cena, ele não sabe como é que funciona um arquivo de imagem ou, sei lá, tava vendo hoje mesmo o negócio de um filme com o Matthew McConaughey chamado Serenity, eu acho que é o nome. Um filme que aí um menino desenvolve um videogame, o videogame é ultra real, o menino sozinho no quarto dele fez o videogame mais... Sozinho.
mais realista simulação de game mais realista e perfeita da história para um cara que até um diretor um roteirista e um diretor muito competente mas que aparentemente não entendia nada de tecnologia então às vezes eu acho que o blast process é um pouco disso não marqueteiro chegou lá e não tem documentário sobre como foi feito é é dessa época por assim não meta e mete um process é vai colar vai colar vai pegar
E é isso. E realmente, de fato, ele tinha uma CPU mais rápida, né? Só que ele perdia em outros aspectos pro Super Nintendo. Tem outras questões que são mais divisivas. Eu, por exemplo, prefiro o chip de som do Super Nintendo, a gente que prefere o do Mega Drive. E aí o Super Nintendo tinha uma coisa melhor, sei lá, na renderização de pixels que o Mega Drive não tinha. E ficava meio que elas por elas no fim das contas. Mas o Super Nintendo não tinha o Blast Processing. Não tinha.
Não adianta, estamos aqui quase 30 anos depois, falando sobre ele mais de 30 anos depois
Eu vou roubar um pouquinho aqui agora. E no número 3, esse aqui não é exatamente um ranking, tá? A gente tá meio que fazendo a lista por gravidade, até os mais tensos ali. Ok. Mas não é exatamente um ranking. Mas eu quero colocar aqui no número 3, três jogos que eu acho que eles compartilham exatamente o mesmo problema e eles saíram exatamente na mesma época. Era um período ali de dois anos, mais ou menos.
E outra coincidência, os três jogos tem o número 2 no título. Pois é, né? Então é o Call of Duty 2, o Killzone 2 e o Halo 2. Esses três jogos, eles são conhecidos por um termo que acho que nem se usa mais na internet, mas que se usava muito até uns 10, 15 anos atrás, que era os bullshots. Uma trocadilha de bullsh** com um screenshot.
que é você mostrar, você apresentar o seu jogo, geralmente na E3, numa grande apresentação ou num comercial, com gráficos ou com cenas que aquele jogo não vai ter de forma nenhuma na versão final. Cada um desses jogos aqui é um caso diferente. No COD.
Eles fizeram um negócio que não tinha absolutamente nada a ver com o jogo. Era uma cena muito melhor do que qualquer videogame naquela época poderia renderizar. No Killzone, eles rodaram aquele jogo num...
Provavelmente num PC ou num dev kit, porque foi antes do PlayStation 3 ficar pronto, era um jogo pro PlayStation 3, e eles mostraram lá na E3. Tudo isso aqui, obviamente, sim, avisar pras pessoas que essas imagens não eram imagens que não estavam rodando no próprio jogo. E no Halo 2 foi um outro problema, eles estavam desenvolvendo um jogo que ficou ambicioso demais, e a hora que eles tentaram colocar aquilo dentro do disco pra fazer rodar naquele Xbox, não rolou, eles tiveram que cortar o jogo no meio e aí ia sair o Halo 3 depois.
Mas esses três jogos foram marcados nessa época, todos eles mostrados ali entre 2004 e 2006, lançados também nesse período, como jogos que estavam ali falando, olha, esse aqui é o próximo COD, esse aqui é o próximo Halo, e essas são as imagens. E não é hoje, tipo, que você vê lá e aparece lá embaixo, essas imagens não representam o produto final, ou isso aqui é uma mistura de jogabilidade com cenas pré-renderizadas.
que não existia naquela época. Não. Era putaria. É. Tanto que em alguns desses casos, aqui eu não me lembro em qual dos três, talvez no Decode, rolou processo. Rolou processo de pessoas alegando propaganda enganosa, ou coisas do tipo, né? Mas eu acho que o menos grave talvez tenha sido o Killzone, porque o Killzone, ele... Eu fui ver depois a comparação de como ele saiu no Playstation 3, como ele estava lá. Como o Playstation 3 saiu dois anos depois, ele até tinha algumas coisas melhores, né? É. Mas...
Ainda assim, não era o jogo que tava rodando lá e naquela época, quando isso não era divulgado pras pessoas, rolava essa sensação de que estão tentando me enganar. Não, totalmente. Pra mim, assim, o mais célebre é o do Killzone 2, que Kod na época ainda não era o gigante que é hoje em dia, então acho que passou mais batido. E o Halo...
tudo bem, foi cortado, mas o Reilo 2 é incrível, o Reilo 3 também foi fantástico, foi a era de ouro, assim, do Master Chief. Mas o que o Zone, eu lembro que essa demo foi apresentada justamente pra mostrar o poderio gráfico do Play 3. Foi numa conferência em que mostraram também a abertura refeita do Final Fantasy 7, que aí começou todo o hype, o movimento, vai ter um remake, vai ter um remake. Não foi nem o anúncio do jogo, foi só assim.
Demo técnica. Tá aí. É o que ele pode fazer. Eu lembro que tinha uma demo também de Devil May Cry, que a galera já ficou, meu Deus, Devil May Cry 4 no Play 3, vai ser o bichão, não sei o quê. E esse do Killzone, eu lembro que, assim, anos depois, vieram detalhes à tona que, tipo, não, na verdade, isso daí não era um interativo, e era uma demo rodando a, sei lá, 5 FPS, que a gente acelerou.
O que eu li é que ele inclusive não era nem estar rodando em um computador ou estar rodando em um dev kit. Era um vídeo pré-renderizado. Eles montaram aquilo, eles exportaram aquilo num Premiere da vida e eles tocaram um AVI lá. Um MP4 lá.
Então foi basicamente isso. Sacanagem, né? Sacanagem. E o jogo depois, assim, eu acho que o jogo é muito legal, o Kuzone 2, mas ele nunca conseguiria atender as expectativas geradas por esse vídeo. Não dava. Não dava. A mesma coisa com o Halo, com as coisas muito ambiciosas que eles estavam mostrando ali, que todo mundo ficou, uau!
várias dessas mecânicas ou dessas set pieces elas foram até aparecer no Rio 3 que era um jogo da geração seguinte né porque o Reino 2 saiu bem nessa nessa mudança de geração aí e o coitado do que o Zona também acabou preso nessa coisa não quero um jogo PlayStation 3 não é porque queriam falar do PlayStation 3 mas era 2005 não tinha PlayStation 3 exato então é mas
Eu acho bom que tenha rolado toda essa treta, porque depois da reclamação e de todo o estardalhaço que as pessoas fizeram se sentindo enganadas, começaram a se prestar um pouco mais de atenção. Ainda na década seguinte, a gente tem até alguns casos que a gente vai mencionar aqui na lista que foram criminosos nesse aspecto de mentir com demos. Mas esses aqui foram os primeiros casos que eu acho que o pessoal do marketing, o pessoal de relações públicas começou a prestar mais atenção. De olha... Opa!
isso aqui pode sair pela culatra, né? Então vamos tomar mais cuidado. Muito bem, o próximo tópico já deixa o aviso de que vai ter spoilers sobre The Last of Us Parte 2. Você pode saltar aqui na marcação, provavelmente no vídeo e no áudio deve ter que ir à marcação pro próximo item, se você não quiser saber nada sobre The Last of Us Parte 2.
Porque assim, o jogo saiu já faz quase 5 anos. Mais de 5 anos, né? Essa regra... Essa regra... Mas tudo bem, é. Não, concordo, concordo. Às vezes tem alguém que tá assistindo a série agora, só. São muitas coisas. Mas assim, essa aqui, a campanha de marketing enganosa, foi por um motivo. Pra evitar dar um grande spoiler da história.
que é a morte do Joel. Eu ainda acho que assim, dá pra evitar, porque o que a gente teve de fato ali são, como aconteceram já em trailers de filmes da Marvel, como Vingadores Ultimato, os trailers de The Let's of Us Part II criavam situações falsas.
trocando personagens em certas cenas e propositalmente dando a entender que o motivo da vingança da Ellie era outro. A gente sabia que ela estava em busca de vingança. Por quê? Por quem? Não sabíamos. Eu lembro que tinha até um comercial que era pré-renderizado, assim, era uma cutscene...
Totalmente diferente do que era aquilo que tava rodando no jogo. Que mostrava ela com a pulseirinha da Dina, que é o nome. Pode crer. Dando a entender que mataram a Dina e que ela tá indo atrás depois da Dina. E aí tinha uma cena que tem, originalmente é o Jesse, falando com a Ellie num lugar, e eles tão ali falando de vingança, sei lá o que e tal. E é o Joe no lugar do Jesse. E no jogo é o Jesse. Nesse momento o Joe já morreu há muito tempo, né? Então eles substituíram.
Porque já existia um escrutínio imenso. Essa galera que tem muito tempo livre, que não trabalha, que não estuda, fica lá o tempo todo na internet, não, mas isso aqui criando teorias, não sei o quê. E já existia uma série de teorias, né, sobre o que seria a vingança da Ellie. Desde o primeiro teaser que eles mostraram, não tinha nada ali. Falam, não, talvez ali seja o fantasma do Joe, sei lá o quê.
Então acho que eles foram muito espertos em ter trocado o personagem ali pra eles, né, dar essa despistada. E realmente, acho que grande parte das pessoas, tirando aqueles que tiveram acesso infelizmente ao spoiler, porque vazou, vazaram umas cenas, né? É, eu lembro que vazou. Eu acho que muita gente deve ter visto e ficado chocado ali com a cena sem imaginar aquilo por parte dos três, porque os três dava pra entender que não.
na nossa lista a gente vai ter depois alguns exemplos que acho que lidaram com essa mesma situação de forma mais elegante de qualquer maneira, acho que foi muito válido o esforço da Nautidog em buscar preservar, o que assim hoje em dia, sem sombra de dúvida é um dos grandes plot twists da história dos games o Joe morrer bem no comecinho do Last of Us 2, acho que ninguém apostaria naquilo
Será que a gente falou de uma treta do PlayStation? Vamos falar de uma treta do Xbox? Bora! Vamos lá! Em 2019, saiu um jogo não muito querido chamado Crackdown 3. O Terry Crew Simulator? É, o Terry Crew Simulator. Também. Um daqueles jogos que ficou em inferno de desenvolvimento por muito tempo. E eu me lembro que naquele período a Microsoft estava começando a falar sobre a utilização da nuvem em jogos.
Hoje tem o xCloud, uma série de serviços que utiliza a nuvem, mas foi a primeira vez que eu vi ele falando de um jogo grande, falando, olha, esse jogo vai ser energizado, vai ter o suporte do poder da nuvem. O processamento na nuvem. O processamento na nuvem, porque o Xbox One, ele era ligeiramente mais fraco que o PlayStation. No caso, o Xbox One padrão, ele era ligeiramente mais fraco que o PlayStation 4. Sim. Nos Teraflops.
E o Crackdown 3 era aquele jogo que falava, não, gente, vai expandir tudo que rolou no Crackdown 1 e 2, de explosão, de elemento quebrando e partícula e tudo mais. E parte disso vai ser feito pelo Xbox One, mas parte vai ser feito pelo poder da nuvem.
Acabou que o jogo saiu, e eu me lembro que eu não cheguei a jogar o Crackdown 3, mas eu me lembro quando saiu, que eu vi um vídeo comparando, a galera puta, assim, putaça, porque falou que tá aqui o poder da nuvem, o jogo travando, né? E tudo mais. E aí, no fim das contas, eu acho que nunca descobriram de fato se havia algum tipo de poder da nuvem naquele jogo. Cara, não sei. Mas pelo menos...
lançamento, eu me lembro de ter visto vídeos comparativos de... cara, não sei se tem qualquer tipo de coisa sendo processada fora do Xbox One, porque isso aqui tá travando, isso aqui não tá com bom desempenho, não. Cara, eu lembro até, assim, eu tenho uma história particular pra compartilhar sobre esse jogo, porque em uma Gamescom, na Alemanha,
Eu fui e eu testei esse jogo ao lado do criador da série Crackdown. Achei que você ia falar do lado do Terry Crews. Não, não, não. Infelizmente, não. Mas o criador da série Crackdown é um cara chamado Dave Jones, com um E no final. Dave.
Não é o Pirata dos Piratas do Caribe. Não é o Pirata do Caribe. Não é o youtuber. Também não. O podcast também. E... O David Jones é um dos criadores da franquia GTA. De fato, assim, dos primeirões. Aqueles com visão aérea, né? 2D e tudo. E eu lembro que a demonstração era muito focada em mostrar o potencial de destruição do cenário.
e como ele usava a computação em nuvem. E eu lembro de ele explicar especificamente que não, a gente montou um servidor de processamento em nuvem aqui especificamente para essa sessão. E, sei lá, cara, a demo foi interessante, não foi impressionante para mim na época. Até preciso resgatar minhas impressões depois. Se não me engano, isso foi em 2015. Foi a mesma Gamescom em que eu vi Scalebound em ação.
Eu vi que Dekka Mia me mostrando Scalebound. E também rendeu uma outra história boa que da mesma Gamescom divulgaram o Halo 5, sobre o qual a gente vai falar, e Forza 6, que tinha uma pista no Rio de Janeiro que os produtores da série Forza falaram que eles tiveram que pedir autorização do crime organizado.
Pra poder criar essa pista. Sabe, tipo, fazer o escaneamento, fotos, aquela coisa toda. Tipo, quando o Michael Jackson também... Enfim, mesma coisa, mesma coisa. Mas é isso, eu vi o poder do processamento em nuvem em ação e não sei se fiquei convencido.
na pior das hipóteses, ou melhor, na melhor das hipóteses, se eles não mentiram sobre esse poder de processamento, eles pelo menos aumentaram demais a coisa, vendendo, né, uma coisa que era muito maior, muito mais ambiciosa do que acabou vindo no produto final. Uma outra coisa sobre esse jogo é que também, eles, na metade, eu me lembro que foi na metade, assim, ou melhor, talvez depois do primeiro ciclo de três ciclos, talvez, de marketing desse jogo, ele ficou muito tempo em desenvolvimento. Foi, foi.
Eles resolveram, não, precisamos chamar mais atenção para esse jogo. Vamos chamar alguém para botar ali alguma pessoa famosa. Botaram o Terry Crews, que na época estava super em alta. Não só porque o pessoal estava ainda relembrando de papéis dele em séries, em filmes como a Branquela, mas também que ele era o garoto propaganda do Old Spice. Ah, é verdade. Ele vivia viralizando aqueles comerciais malucos do Old Spice lá. E eles chamaram ele para ser o garoto propaganda.
E eram bem legais realmente os comerciais com ele. Ele tem uma energia bem legal, né? Tem, é. Só que...
Deram a entender que assim, nossa, o personagem agora é um personagem que é quase que um Terry Crews Simulator. Você vai jogar com ele assim, imagina destruir prédios como o Terry Crews, coisa legal, né? E não, ele só tava dando voz pra um personagem que meio que já existia na série. Então, mais uma coisa assim, tipo, aumentaram demais a parada que não foi. Acho que tentaram salvar a divulgação do jogo associando o Terry Crews e foi pouco. É.
Muito bem, vamos agora pro próximo tópico que este aqui é o que eu me referia quando no Last of Us eu disse que outras publishers, outras produtoras de jogos lidaram com essa mesma questão com mais elegância. Estamos falando dele, Hideo Kojima, o mestre, em Metal Gear Solid 2.
Sons of Liberty, que saiu em 2001 para o Playstation 2. Sequência guardadíssima do maravilhoso Metal Gear Solid 1, que é o meu favorito da série. E qual que é o lance? Todos os trailers, toda a divulgação do jogo, sugeriam que você mais uma vez controlaria apenas ele, Solid Snake, durante toda a aventura. Porém, Metal Gear Solid 2 era muito mais centrado no novo personagem Raiden, com quem você jogava por cerca de 80% da campanha. E foi algo que as pessoas só descobriram.
Quando pegaram o jogo. Cara, assim... Eu queria saber de você, porque eu sou uma pessoa que eu joguei pouquíssimo de Metal Gear. Eu joguei um pouco de 2, quando eu já sabia que esse era o lance lá, muitos anos depois e tal. Você deve ter jogado isso aqui mais perto da época. Você já sabia desse lance, quando você jogou o jogo? Não! Eu descobri jogando.
Eu descobri jogando. E eu lembro que foi incrível, porque assim, na época, eram só as revistas de videogame, né? Eu ainda não acompanhava sites, eu não tinha acesso constante à internet. E eu lembro, assim, de acompanhar os previews das revistas.
Eu lembro que em algum momento saiu uma demo de Metal Gear Solid 2, que um amigo meu teve acesso, porque eu só fui ter um PlayStation 2, assim, muito tempo depois, sei lá, 2005, 2006. E, pô, eu joguei a demo, a demo é o começo do jogo, que é o Tanker com o Solid Snake, e pensei, foda, é isso, esse é o jogo que eu quero. E só depois, quando eu fui jogar ele completo, que aí eu descobri que tinha o Raiden, e eu ficava naquela expectativa de, quando eu volto pro Snake?
E na história com o Haydn, você encontra o Snake, só que ele não fala que ele é ele. Ele é o Iroquai Plissken. Ele é outro boneco. E você fala, não.
Ele é o Snake. Ele tipo, não, eu sou o Plissken. E só lá no final do jogo, que enfim, se revela e tal, foi muito impactante. Hoje em dia, eu acho genial. Tá. Eu sei que até 10, 15 anos atrás, muita gente odiava isso nesse jogo. Hoje, acho que depois de muito revisionismo, grande parte das pessoas até abraçaram ou gostam, né? Ou mesmo os que ficaram decepcionados, né? Não levam tão a sério. Porque tinha um lance que o Raiden também era um personagem é...
um pouco mais cômico, né, que o Snake. Ele tinha a cena pelado lá. Tinha, tinha. Ele é um pouco mais delicado, né? Ele não é o herói de filme de ação dos anos 80, que é o Snake. Em alguns pontos, ele é um contraponto ao Solid Snake, né? Que era isso, era um brucutor, herói de ação dos anos 80. O Jack, que é o Hayden, ele é mais delicado. Ele tem toda uma relação lá com a Rose, que é a menina que fala com ele no Koldek, que...
Os nomes deles são referências da Titanic, né? Jack Rose. É... E o Metal Gear Solid 2, assim, é um jogo que renderia um programa inteiro, ele opera em muitas camadas. Assim, em certo ponto, a história do jogo quer te vender a ideia de que, ah, não, o Raiden, ele foi treinado pra ser uma réplica perfeita do Solid Snake. Então, todo o treinamento dele, incluindo a missão que você participa no jogo,
são feitas para recriar os eventos de Shadow Moses, do primeiro Metal Gear Solid. Enfim, e acho que é um jogo também que envelheceu muito bem, porque...
Então foi um jogo de 25 anos atrás, que já falava sobre fake news, sobre inteligência artificial. Agora, com toda essa treta bizarra, do Donald Trump botando fogo no mundo e todo o lance de vigilância e todas essas desculpas e a coisa de controle através da mídia. Nossa, o tanto de gente que eu vi não agora, mas nos últimos meses, de forma extensa, falando olha, isso é Metal Gear Solid 2.
É impressionante, cara. Ali o Kojima transcendeu. E vale lembrar, é um jogo que foi afetado pelo atentado do 11 de setembro. Porque toda uma sequência final do jogo envolvia um ataque a Nova York e mostrava as Torres Gêmeas. Isso teve que ser alterado no conteúdo do jogo, de fato. Isso apareceu num ranqueado que eu fiz. Ah, boa, boa. Sobre jogos afetados pelo 11 de setembro.
É impressionante, né? Assim, como o jogo de lá atrás conseguiu prever tantas coisas que ainda hoje são relevantes. Mas no fim das contas, acho que muita gente, já vi muitas pessoas que são fãs de Metal Gear falando que o 2 é o preferido deles, então acho que não... Ah, é um jogo especial, assim. É.
Acho que não feriu tanto a mentirinha benéfica que ele tentou aplicar. E voltando, só pra fechar aqui do meu lado, eu sinto que o Kojima lidou com muita elegância, porque qual é o ponto? Ele não fabricou cenas falsas. Não. A campanha de divulgação toda do jogo, incluindo uma demo jogável disponível pro público, era só o começo do jogo. Ele não mentiu, ele omitiu. Vamos tirar isso da lista, porque isso aqui é pra outra lista. Ele só omitiu.
caso de aumentar.
Eu não vou chamar de mentira, mas é um aumento, é uma tentativa de ludibriar os fãs. Ok. A gente tá numa época em que jogos de RPG às vezes oferecem pra você múltiplos finais. Você pega lá 10 anos atrás, 11 anos atrás, The Witcher 3, teve, sei lá, 16 finais diferentes. Talvez, sei lá, eram uns 9 bases, mais algumas variações. Você pega o Baldur's Gate 3. Vários, muito diferentes, né? Meu Deus, dezenas e dezenas de finais.
Lá em 2012, a Bioware tava dizendo que ia fazer isso daí com Mass Effect, antes de todo mundo ter feito da forma que foi feito. Não, Mass Effect 3, toda essa jornada que você tá ali vendo desde 2007 com o primeiro Mass Effect. Tudo importa. Todas as escolhas que você fez, os personagens que você deixou morrer, que deixou viver, as ações heróicas e não heróicas que você cometeu, tudo isso vai convergir em um final único e personalizado pra você. A gente vai ter muitos finais diferentes e tudo isso vai contar no final.
Deu 2012, saiu Mass Effect 3 e... Não foi assim que aconteceu. Na verdade eu diria que foi muito oposto, não foi nem um meio termo dessa promessa. Eu joguei esse jogo alguns meses depois da treta toda acontecer, mas eu vi muito daquilo acontecer ao meu redor. Esse jogo foi detestado pela maioria esmagadora dos fãs no lançamento.
Porque ele justamente não oferecia quase nenhuma variedade de finais. Ele tem três finais principais, com algumas variações, né? Tipo, sei lá, um dos finais tem três variações pequenas e o outro tem mais uma, não sei o quê, que resultam em, sei lá, sete finais, mais ou menos.
E aí rolou na época um meme, uma revolta em cima, utilizando o meme como uma tentativa de fazer escarnio em cima do jogo, porque tem uma cutscene pré-renderizada que roda em todos esses finais, que é exatamente a mesma cutscene com uma cor diferente. E aí tem uma cor verde, uma cor azul, uma cor meio laranja vermelha.
E bicho, eu me lembro na época de abrir o YouTube e ver os finais rodando. E assim, claro, tinha algumas nuances a mais do que isso, mas... É que essa é... Eu consigo imaginar a reunião de cronograma, galera assim, mano, o jogo tá atrasado, não vai dar, os finais, assim, alguém... E se a gente só mudar a cor?
É. Tipo, é, isso dá pra fazer, dá tempo, dá tempo. Muda a cor, tá tudo bem, só muda a cor. Eu diria que depois de tanto o erro da BioWare, depois de Mass Effect 3, né, porque ela lançou mais três jogos que floparam terrivelmente. Mass Effect Andromeda, que é universalmente odiado, o Anthem, que... Tadinho. Coitado, né? Eu tinha até algumas boas ideias, mas o modelo de negócio dele... Poderia constar nessa lista, inclusive. É.
E o Veilgard, que também ficou muito aquém do que se esperava da Bioware. Mas nesse período, a Bioware ainda era essa empresa que tinha essa... Era um pedigree, uma grife. Exatamente. Hoje, as pessoas lembram de Mass Effect 3 com muito mais carinho do que elas lembravam na época.
Um dos motivos, é claro, você compara com as outras bombas que vieram depois, tá tranquilo. O outro motivo é porque eles deram uma leve melhorada nessa situação alguns meses depois. Eles lançaram coisa de 3, 4, 5 meses depois do jogo, eles lançaram um DLC gratuito que trazia um quarto final e trazia também algumas pequenas variações nessas variações mínimas de cores que tinham ali. Então... ...
Dava um pouco mais de nuance pra essa pouca variedade que tinha. E depois eles lançaram, um ano depois, mais ou menos, um DLC que eu nunca cheguei a jogar. O PH jogou agora na versão remasterizada que eles lançaram, que é o Citadel. Ah, sim. Que muitas pessoas dizem que é, inclusive, a melhor coisa do desfecho de Mass Effect. Mas que saiu com uma cara meio de... É um grande pedido de desculpas, né? Mas eu acho que quem jogou o jogo completo e jogou o Citadel logo na sequência, porque ele funciona como... ...
um epílogo ali, talvez tenha essa impressão menos raivosa do que aconteceu, porque na época foi uma decepção terrível, mas até era um dos maiores RPGs do momento. E era um jogo meio refém do próprio sucesso, porque o 2 alçou a franquia a um patamar muito alto, muito difícil de bater.
jogo do ano, eu não lembro se ele chegou a ganhar ele foi em 2010, não, ele perdeu pra Red Dead Redemption no VGA, que era a maior premiação da época, mas ele ganhou vários prêmios de jogo do ano. Pô, perdeu pra Red Dead 1 que é um jogaço também. Ele, até uns anos atrás, ele tava entre os jogos mais bem avaliados do Metacritic, eu acho que a crítica dele era 92, a média, uma coisa assim, 93. Então, foi um jogo, assim,
criou-se expectativas muito grandes para o desfecho. Até porque desde o primeiro Mass Effect você falava, não, os Reapers vão vir aí, o negócio vai pegar e tal. E não foi tão assim, né? Eu digo assim, eu gosto do jogo inteiro, eu gosto de toda a experiência até o final. O final me deixou meio triste. Eu não joguei o DLC, né? Eu me diverti demais com o meme que lançaram na época. Cara, eu me lembro que eu fiquei... Olhar para esse meme, eu começava a rolar de rir.
Que é o meme do Marauder Shield, você já viu ou não? Acho que não. A hora que no final do jogo, sem dar grandes spoilers, o Shepard tá meio ferido, ou a Shepard, né? Tá meio ferido, indo lá pra... Eu não lembro se apertar uma coisa, fazer alguma coisa ali pra... Ah, ali é o final, né? Finalzinho. E aí tá tudo explodindo, e a hora que você tá chegando no final, aparece um último inimigo. E ele é um inimigo da classe Marauder.
E ele tem na barra de vida dele os shields, que são tipo os escudos. E aí é como se o nome dele fosse Marauder Shields. E aí o meme era o seguinte, Marauder Shields. Aí era uma foto assim, ele morreu pra nos salvar. Tentou impedir que você encontrasse o final terrível de Mass Effect.
Era mais ou menos assim, né? E aí tinha vários memes com ele como o herói injustiçado, né? A pessoa que tentou impedir a grande catástrofe. Mas, enfim. Mass Effect 3, acho que tá hoje em dia, tá muito mais tranquilo quanto você pensa no jogo. Mas na época foi bem decepcionante essa coisa de vamos ter um zilhão de finais e... Não. Talvez não.
Próximo tópico aqui, Halo 5. Acho que esse é mais recente, talvez algumas pessoas aí que estão ouvindo e assistindo lembrem mais. O que aconteceu? Vamos lá aos fatos, né? Toda a campanha de marketing, não é assim a um pedaço, não. Toda a campanha de marketing de Halo 5 era baseada na frase Busca Verdade e na rivalidade, suposta rivalidade, né? Entre Master Chief, o herói clássico da franquia, e o novo personagem Jameson Locke.
Os trailers, comerciais de TV, mostravam o Loki perseguindo o Chief, sugerindo que o herói da franquia tinha se rebelado e se tornado um traidor. Mas quando o jogo foi lançado, essa trama mal apareceu. Depois de pouco tempo de caça pelo Spartan, o Loki encontra o Master Chief. Eles se enfrentam em uma breve cutscene interativa, ou seja, você só vê o filminho e...
É isso. Praticamente nada daquele imenso mistério e no suspense prometidos chegam a entrar no jogo e pra piorar você só joga com Master Chief por cerca de 30% da jornada. Não é nem metade da campanha, é um terço. Eles davam a entender isso também. Isso eu diria que é a parte da mentira. Eles davam a entender que você ia jogar meio que meio a meio. Você ia jogar um pouco com os dois. E de fato você fica pulando entre os dois, mas assim...
É muito mais óbvio. A última vez que eu joguei, eu tinha o costume de rejogar todos os Halos com frequência. Eu joguei a última vez todos, antes de sair agora em 2021, o Infinite, né? E eu fui jogar o 5 e eu contei, assim, eu vi que a porcentagem, que na minha cabeça era meio que, ah, 40, 60, mais não, é tipo uns 30, 70. E foi muito decepcionante, porque realmente não era só trailer, era trailer, era cartaz, era comercial de TV, era apresentação na E3, tudo era assim, olha, não, cara...
Master Chief agora, será que ele realmente é um traidor? A gente achava que não, mas existe essa treta imensa. Isso quase não aparece. Você tem lá o Loki indo procurar o Master Chief com uma galerinha lá, eles estão caçando, mas eles quase não lidam com o Master Chief, eles encontram num momento, e é isso. Você acha que você vai, sei lá, o Loki vai ser um chefe, ou você vai escolher, né? Qual você quer, com quem você quer controlar pra atirar no outro?
E não, é uma cutscene, eles dão umas porradas lá, depois tá tudo certo entre os dois, cada um, né? Não, agora vamos...
existe um inimigo incomum, sei lá o que e aí você fica, caralho, como assim? eu achei horrível, cara na época pra mim assim, era muito óbvio sério, vocês querem que eu acredite que vocês estão pegando Master Chief, o herói célebre da trilogia, que vocês trouxeram de volta de forma gloriosa no Halo 4, gloriosa em termos de narrativa, porque o jogo em si ele é só ok
E agora ele é um grande vilão sem um motivo para ter virado vilão? Não faz sentido disso. Para mim, a conta não fecha. Eu já imaginava que, obviamente, ele não seria um traidor, mas que ele teria feito algo muito questionável. E, no fim, se eu me lembro bem, eu tento apagar meio que trechos dessa fase da... Se fosse algo tão impactante, você lembraria.
Ele desobedece uma ordem do comandante, que é um cara, né, o nariz de batata lá, que é um cara mó chato. Que besteira, né? E aí o cara manda os outros na cola dele. E assim, é tipo uma trivialidade. Coisa que acontece em qualquer filme de ação, né? O cara que, o policial que fala assim, me dá o seu distintivo e sua arma. E o cara vai lá, tipo, e fazer a investigação. Vem buscar, né?
o que tem de impactante eu achei que essa coisa muito assim vai criar um mistério e você realmente vai achar por algum tempo que talvez ele tenha feito uma parada muito grave ainda que sim por acidente ou por negligência e tal só horrível jogo muito fraco né é um das maiores manchas que eu tenho na minha história como review de games porque fazia pouco mais de um ano que eu tava trabalhando com games as suas minhas primeiras reviews e o emocionado Zerê duas vezes seguidas para tentar fazer tudo e tal emocionado de uma nota muito alta para esse jogo
Acontece, acontece. Quem nunca, né? Coisa de um mês depois eu revi e falei, cara, não. Mas assim, acho que dá pra dizer com tranquilidade que é o mais fraco, né, da série. Ao menos, assim, dos numerados. Dos principais é o mais fraco, é. Uma pena, uma pena. Master Chief merece mais. Merecia mais.
Agora vamos aqui para um grande caso de treta, de polêmica, que gerou processo, que gerou... Enfim, isso aqui deu o que falar. Lá por 2011, em uma das E3, foi apresentado um vídeo de jogabilidade com uma suposta demo.
apresentado inclusive pelo super desagradável Randy Pitchford, o fundador da Gearbox, um cara também marcado por tretas, marcado por trambicagem. E essa jogabilidade trazia... apresentava o jogo Aliens Colonial Marines. Era para ser uma verdadeira sequência do filme. Nas palavras da apresentação do Randy Pitchford, a gente quer fazer uma verdadeira sequência do filme Aliens, dirigido pelo James Cameron.
lá nos anos 80. É o segundo filme. O primeiro é um filme de terror, o segundo é um filme mais de ação. E aí a pegada era essa. A gente não tem bons jogos de aliens em que você está com seu esquadrão de fuzileiros espaciais, matando um monte de xenomorfos.
E eles mostraram uma demo que era impressionante. Era um jogo de primeira pessoa. Era lindo. Com ambiente todo imersivo, e sangue, e sons, e gritos. E, sabe, você ficava meio com medo, mas também era um jogo que te dava um pouco de adrenalina por conta da ação. E, assim, sucesso completo na hora de apresentar essa demo. E aí você controlava uma pessoa, e você tinha um esquadrão. Não me lembro se mais duas ou três pessoas acompanhavam você no esquadrão. Falando que, olha, isso aqui vai ser... Você vai poder jogar...
multiplayer ou vai ter uma inteligência artificial que você nem vai sentir que é uma inteligência artificial, né? No caso, não a IA generativa que a gente falou hoje, a inteligência artificial típica de videogame, né? A máquina controlando ali. E o resultado foi uma bomba. Quando o jogo saiu, o jogo atrasou, né? Ele foi sair só em 2013. Quando ele saiu, as texturas, as animações, a iluminação, toda a parte gráfica... Tudo! Tudo era ruim! Era muito inferior ao que foi mostrado. Bizarro! O tom do jogo era esquisito.
as vozes do jogo eram ruins. E o jogo ainda veio também cheio de problemas técnicos. A coisa mais hilária, que eu vi muitas gameplays dando rolê de dar risada na época, é que tinha os vídeos de gameplay da galera enfrentando e os xenomorfos, eles tinham uma inteligência artificial.
toda quebrada. Obviamente, o pessoal do seu esquadrão também, porque era muito frustrante, às vezes até impedia que você avançasse certas áreas. Mas, bicho, o Shino Mofos era muito engraçado, cara. Assim, tem uns vídeos de comédia meio pup, assim, que os caras fazem, editando as dancinhas que o bicho faz uns momentos esquisitos e parece que ele tá dançando. Enfim, hilário. O jogo que saiu todo quebrado. Foi. E por que que é mentira? Não é porque, assim, jogo que...
tá mostrando ali e parece legal e saiu quebrado. Acho que são duas coisas diferentes. Você mentir sobre o que tá no jogo e o jogo na prática ele não funcionar bem. É porque assim, aquilo foi claramente fabricado. A demo de 2011, o vídeo, ele é muito mais bonito do que o jogo que saiu dois anos depois. Ela foi completamente fabricada. Exato. Então, não é que a gente fez um downgrade ou a gente mexeu nas coisas. Ela foi...
Sabe, tudo que tá ali, tem vídeos lado a lado que mostram, que falam, cara, falta isso aqui, falta isso daqui. Eles não projetaram essa parte aqui pra colocar no jogo. Enfim, foi um negócio que eles fizeram puramente pra tentar vender mesmo o jogo como algo que o jogo nunca seria. E aí entra a parte complicada. Crocante.
Foi bem nessa época, em 2011, que a Gearbox lançou o jogo que até aquela época era o jogo mais adiado e atrasado do mundo, que foi o do Knookin' Forever, que saiu também todo quebrado, todo errado. E tem, assim, reportagens que saíram em anos depois de pessoas alegando que rolou treta, a SEGA tava pagando a Gearbox por uma grana pra eles fazerem o jogo e eles pegaram essa grana e desviaram pra fazer outras coisas.
Tem tido uma teoria, meio teoria da conspiração, enfim, de que usaram a grana pra fazer o Borderlands 2. Que é mais ou menos esse período. É um jogo fantástico. Um dos grandes sucessos que alçou a Gearbox pra uma outra prateleira, por assim dizer, na indústria.
Mas levanta essa dúvida. Como que o estúdio que fez Borderlands 2 fez esse jogo de Aliens e esse do Knobin? Então, é, e rolou, acho que foi a 3D Realms que processou e depois rolou uma treta de processo trocado entre a Gearbox alegando uma coisa, a saga alegando outra, enfim. Eles foram pra justiça. Uma confusão, né? E teve, inclusive, pessoas processando também.
Porque tem um caso de dois clientes, não. Pessoas, consumidores. Tem o caso de dois consumidores que entraram na justiça alegando que fizeram propaganda enganosa, que mostraram, olha, eu comprei o jogo, o jogo não é nada disso. Tá aqui, né? Eu não me lembro se eles ganharam, eu acho que eles ganharam, mas foi um negócio que virou notícia no site de games na época.
e enfim o jogo é uma grande bomba os fãs depois tentaram arrumar com morte morte Zé jogo acho que ele jogável hoje né galera comunidade comunidade de modos é sempre uma coisa incrível né e eles foram e tornaram o jogo jogável no PC
E muita gente até elogia várias partes do jogo hoje, até aquela época era um dos jogos mais fiéis à atmosfera, no sentido de utilizar os mesmos props, as mesmas coisas e tal. Mas aí talvez é o artista que está ali fazendo uma coisa, está fazendo um ótimo trabalho, joga para o programador que talvez teve duas semanas para fazer um trabalho que ele deveria fazer em dois meses. Gosto de pensar que essa treta toda foi o que acabou motivando a SEGA a botar a Creative Assembly para fazer o Alien Isolation.
que é um jogo maravilhoso que tá muito mais em linha com o que é a franquia e que é lembrado com carinho até hoje, né? A gente falou da IA do Colonial Marines, que é toda quebrada em contrapartida do Alien Isolation é fantástica, né? E aí eles lançaram, eu não lembro quem foi que lançou mas eu joguei no Game Pass agora seis meses atrás, mais ou menos Ah, deixa eu ver esse jogo aqui, eu vou intentar na minha lista acho que ele vai sair do Game Pass, deixa eu jogar Eu não me lembro, é Aliens Ai, caramba
É um jogo tipo Left 4 Dead, nessa pegada, né? Tem umas quatro pessoas e tal. E você tem meio que umas missões, são, sei lá, umas cinco ou seis missões bem longas, de meia hora, 40 minutos. E é nessa pegada de Aliens mesmo. Não é o jogo de terror, é o jogo de... Tiroteio, de fuzileiro espacial, né? E assim, é bem decente, é bem decente. Não é impressionante, meu Deus. Mas não é uma bomba.
Manoel, eu senti que acho que o que o Colonial Marines estava tentando propor naquela época era algo parecido com isso aqui. Pode crer. Então, de certa forma, as pessoas têm algum tipo de conteúdo de aliens para jogar hoje em dia nos games.
Vamos fechar a nossa lista com uma grande história de redenção, superação. Eles que deram a volta por cima e continuam dando a volta até hoje, que é No Man's Sky. Lá de 2016, vai fazer uma década de No Man's Sky. Hoje em dia, ele é super amado, super querido, super premiado. Mas lá no lançamento em 2016, ele foi considerado seriamente um produto mentiroso.
Porque em seus trailers, aparições na E3 e entrevistas do diretor, o Sean Murray, foram prometidas liberdades mecânicas extremamente ambiciosas e, até então, inéditas. E no lançamento, o que a gente tinha? Uma infinidade de bugs, glitches, missões e jogabilidade que, em geral, eram...
monótonas, né? Não tinha, assim, muitas das coisas prometidas, como o multiplayer cooperativo e competitivo, e a versão 1.10 era um ciclo básico, assim, de tarefas mundanas, chatas, sem graça. Era vazio. Você chegava num planeta, o planeta estava completamente vazio... Pedras.
Eu vi até uns vídeos depois, na hora da pesquisa aqui, eu vi uns vídeos de uns caras, na época, fazendo assim, tipo, cara, esse jogo é o seguinte, é um ciclo de coisas, você aperta isso daqui, você pega aquele negócio, você faz isso aqui, você faz isso aqui, você faz isso aqui, aí tipo, é um ciclo de umas seis tarefas assim, e é isso, você concluiu isso aqui, agora vai pra outra área. Fazer a mesma coisa. E aí é complicado, porque nessas entrevistas do Sean Murray, que foi um negócio que pegou, que é assim, ele fez na época, acho que com a Game Informer, se não me engano, que é aquelas rapid questions.
faz uma pergunta e a pessoa responde com uma frase curta e aí tinha assim, eu vou poder jogar jogo com os meus amigos? vai eu vou poder enfrentar os meus outros jogadores nesse jogo? de certa forma sim, e aí tem teste que depois a galera fez que fulano e ciclano amigos foram para o mesmo planeta porque assim, isso era difícil, porque como ele gerava os planetas muito basicamente
Era um zilhão de planetas, então era muito difícil encontrar. Os caras conseguiram encontrar o mesmo planeta e eles ainda falavam que, ah, você tem que estar nas últimas 24 horas lá pra você conseguir fazer a sincronização. Porque você foi num planeta e a pessoa saía e ter feito uma coisa meio que apaga depois de 24 horas, alguma coisa assim. Os caras fizeram juntos lá em chamada, foram pro local, o mesmo local e eles não apareciam. Isso é tipo nos primeiros dias de jogo.
E aí descobriram, não, não existe nenhum componente multiplayer, eles mentiram. Tá mentindo, na caruda. E aí uma série de pequenas coisas, como por exemplo, eu vou me sentir entediado, porque essa foi a impressão que eu tive quando eu vi os trailers. Eu sei que ela tomou um mundo maravilhado, mas lá eu pensei, cara, é muito lugar, não dá pra você fazer um bom design nas áreas dessas. E de fato. E assim eu pensei, eu acho que vai ficar repetitivo, não vai ser legal.
E foi o que as pessoas encontraram, chegaram lá e... Tem até também aquela cena que sai no primeiro trailer, que tinha um dinossauro que parecia um brontossauro do Jasky Parker. Nossa, esses biomas diferentes, essa fauna diferente. E os animais eram muito aquém, não tinha nenhum animal grandioso como...
Não era nenhuma cena do Jurassic Park, quando você vê os dinossauros pela primeira vez, sabe? Então, eles mentiram pra caramba. Só que esse caso aqui é um raríssimo caso de sucesso, né? Um caso de... não tinha nada que foi prometido no jogo. Eu li entrevistas na época, depois que eles começaram a trabalhar no jogo, que o Sean Murray falou pra equipe dele, olha...
Nós não vamos ler mais nenhuma review, nós não vamos mais acompanhar o que as pessoas estão falando. A gente vai se fechar aqui nesse escritório, nós vamos trabalhar. E eles fecharam no escritório por, sei lá, um ano, um ano e meio, pra lançar as próximas expansões. Hoje, No Man's Sky lança expansão... Eu não sei se ainda tá lançando, mas ele virou basicamente um jogo como serviço em que você compra a cópia original e as expansões, elas vêm de graça.
E ele já tá num ponto em que ele já entregou muito mais, né? Muito mais recursos do que...
eles prometeram inicialmente lá. Hoje em dia você tem modo de construção de base, você tem várias modalidades de multiplayer, viagens intergalácticas, melhoria nos gráficos, tem versão pra Switch, melhoria no Switch 2. Tem o multiplayer. Mano, assim, já até virou meme, assim, né, quando anuncia alguma coisa nova, assim, pare, Shemarim, tá tudo bem. A gente já te perdoou.
mas acho legal, tem um detalhe que eu lembro com carinho desse jogo que é meio amaldiçoado, que ele foi anunciado no VGA 2014, que foi o último VGA, né, depois já virou The Game Awards ou era VGX o 13 foi VGX o 12 foi VGA e em 2014 já é o TGA
O primeiro porque foi The Dragon Age, o primeiro campeão, né? E em 2015 já foi The Witcher. Enfim, no último VGX, VGA, era o Geoff Keighley com o Joel McHale, do Community. E assim, claramente o Joel McHale não queria estar ali. Ele tá de saco cheio, ele fica fazendo um monte de piada, assim, zoando com gamers. E eu lembro que esse jogo foi uma das grandes revelações dessa transmissão. Então eu lembro com carinho do Joel McHale de saco cheio.
Enfim, infelizmente, eles deram a volta por cima, muito além disso, estão até fazendo coisas diferentes. Agora eles anunciaram um jogo, uns dois anos atrás, um jogo super ambicioso também. Ah, é verdade. Ah, esqueci o nome. É, é, é. Mas tem um jogo novo. Mas eles têm um outro jogo e, assim, final feliz, um raro final feliz. Sim, que bom, fico feliz.
Brandes, pra finalizar aqui, eu quero saber se você, de cabeça, eu separei aqui uns três itens só. Quer saber, de cabeça, você lembra de alguma menção honrosa que você queira falar de algum jogo que você lembra que mentiu de cara aí na campanha de marketing? Tem um que me machucou, que tá aqui na lista. O primeiro Watch Dogs.
Eu comprei o hype daquele jogo. Mais do que o hype, eu comprei o jogo na pré-venda. Porque eu pirei naquela demonstração. Incrível, incrível. Até hoje, assim, às vezes eu pego pra rever aquele vídeo e eu falo, nossa, era muito da hora. Tem uma hora que ele entra, assim, no clube, aí tem um vapor saindo, você fala, nossa, ambientação, né? Cara, nem um terço daquilo tá no jogo. E o jogo em si, ele é muito raso, muito repetitivo. Esse foi um caso que na época...
popularizou a palavra downgrade, né? De agora o jogo recebeu downgrade e tal. Watch Dogs e o Domain's Sky são dois casos raros em que eu não fui enganado, porque geralmente eu sou a pessoa mais enganada. Mostram o trailer, eu vou lá e sinto que não, isso aqui vai ser fome e tal. Eu sou o cara que costuma acreditar. Esses dois casos eu não acreditei. O Watch Dogs foi um deles. Eu falei, cara, esse jogo não me impressionou. Não sei, não me pegou e tal.
Só que ele saiu, né, numa versão capada, não tinha nem reflexo nos lugares. É verdade. Eu me lembro dos vídeos comparando, tipo, o cara aí no lugar que mostrou no trailer e o lugar no jogo real. É triste, é triste. Bare bones, né? Completamente capado. Até acho uma pena que, assim, eu acho que toda essa vibe negativa que o primeiro Watch Dogs gerou prejudicou o 2, que é um jogo muito bom e acho que muito menos gente jogou do que ele merece.
É, eu não joguei o PUBG faz muita propaganda nesse jogo, é muito bom. Eu lembro também um jogo que eu acho que se a gente não falar o pessoal ficar bravo, que foi Cyberpunk, né? Cyberpunk foi um jogo que mostrou, prometeu mundos e fundos na campanha extensa no seu longo ciclo de desenvolvimento e o jogo saiu bastante quebrado, especialmente na versão de consoles que não foi disponibilizada pra review. Coitado do nosso amigo Rafael Homer sofreu com isso, porque ele fez a...
Ele gostou bastante, ele teve poucos glitches, né, enquanto ele tava jogando pra fazer review, só que ele jogou a versão de PC. Saiu a versão de console, tava muito mais quebrada. Eu mesmo jogando, joguei na versão do Xbox Series S e depois eu deixei pra jogar o final só no Playstation quando saiu aquela coisa de transferir o seu progresso.
mas joguei primeiro no Xbox Series S eu não tive tantos bugs é mas era um jogo que tava muito capado por exemplo para o do trânsito é o problema do da polícia né que policial se teletransportava para vender no lugar onde você cometeu o crime é bizarro bizarro um jogo veio todo quebrado eles queriam fazer uma experiência tão imersiva de cidade quanto um GTA mas eles não tinham talvez o conhecimento os recursos hoje em dia é
e felizmente outro caso também né que deu a volta por cima um jogo que depois de um monte de atualizações e de uma expansão hoje a popularidade dele é muito diferente daquela sim ele tinha em 2020 foi um jogo que as pessoas pediam reembolso do que elas pagaram um jogo rolou num caso bem inédito assim da Sony tirou da loja tirar da loja é feio foi feio mas deu a volta por cima deu uma de no menos Sky é
Tem uma outra aqui, que eu não sei se eu sou a melhor pessoa pra falar, porque eu conheço mais o folclore em cima da pessoa, mas o PH com certeza ele saberia falar com muita propriedade. Se você souber, por favor, me ajude, que são todas as mentiras do Peter Milenor. Ele, inclusive, acabou de lançar um jogo que eu não vi agora. Ele lançou um jogo em acesso antecipado agora. É um jogo de Deus. É pra mim que tem um retorno às origens dele com o Populous.
É, porque o Peter Molinan é esse cara, criador de Fable, que ele acertou com o Fable, fez um grande sucesso com os primeiros Fable lá. Black and White era muito legal também. Mas depois ele começou a falar, não, porque eu vou fazer um jogo que vai ser isso aqui, isso aqui. Tinha aquele do menino lá, do menino da camisa vermelha. Project Milo. É, esse daí. E ele inventava umas coisas que nunca foi feito no videogame. Uns tipos de interação, uns tipos de mecânicas que jamais poderiam ser feitas. Aí quando saiu o projeto...
Não era nada aqui. Não, assim, pra mim, ele perdeu a credibilidade comigo no Project Milo, que foi também a revelação do Kinect, que na época se chamava Projeto Natal. Assim, mesmo para os padrões atuais...
17 anos depois, é surreal que aquela demo prometia. Porque a ideia geral era de que por meio da câmera do Kinect você interagia com esse menino virtual, o Milo, e você podia, por exemplo, se eu mostrasse um skate pra câmera do Kinect, o jogo ia dar um skate pro menino.
Tipo, ah, eu desenhei uma coisa aqui na folha de papel. A menina só mostrava assim, rapidão pra câmera. E aí o menino, ah, obrigado, deixa eu ver. Nossa, que desenho bonito. É o caso que eu tô falando dos diretores de cinema, que fica imaginando... Sabe aqueles filmes que o cara tá ali jogando videogame? Ele tá jogando tipo um jogo exclusivo de Playstation com controle do Xbox? Isso, é, é. Tipo, o cara que vocês não tem noção nenhuma de como funciona e inventa.
Eu não sei se ele é esse primeiro caso, que é o cara que talvez tem uma galera que trabalha com ele, ele vai lá e só fala assim, eu tive essa visão, executa aí. Mas, Peter, não dá pra fazer isso.
ou se ele é um mentiroso safado de tipo, eu sei que não dá, mas eu vou meter essa pra ver se cola. Eu acho que tem um pouco disso e acho também, talvez ele tenha se beneficiado de um período da indústria em que quem tinha grana, os investidores caíam fácil no papinho e depois, tá, como a gente faz isso acontecer? Ah, não, não isso é outra coisa. A gente dá um jeito, a tecnologia tá evoluindo É Mas esse do Milo, e depois você viu também aquele jogo o Project Curiosity, lembra que era o cubo que a pessoa ficava as pessoas ficavam
cutucando o cubo, e aí o menino que chegou no final ia virar um deus no jogo dele, e nem metade disso foi prometido. Tem uma matéria fantástica, inclusive, falando sobre tudo isso. Um grande picareta, vale um programa só dele, inclusive, as picaretagens de Peter Molinow, um grande malandro, né? Mas eu gosto de não as picaretagens, falar de picaretagem nos games é legal.
Acho que traz um pouquinho um lado meio folclórico, meio malandro. Coisa mais lúdica, né? Mas é isso. Aqui estão, então, os nossos... Nossa seleção especial de jogos que prometeram um monte de coisa da campanha de marketing, mas era tudo mentira. Se você lembra de algum outro jogo marcante que fez algo parecido, manda pra gente aqui nos comentários, porque, assim...
Pô, só, ai, esse jogo aqui era ligeiramente melhor. A poça d'água nesse jogo aqui, ela era melhor no trailer. Aí não manda, não. Mas se for um jogo que você fala, cara, eles prometeram essa coisa e essa coisa específica não tem, eles mentiram. Manda aí. Manda aqui nos comentários que eu sei que deve ter pelo menos uns 5 ou 10 jogos.
que seguem nessa pegada. Prandas, obrigado pela companhia. E você que está ouvindo, assistindo a gente, obrigado também por ouvir e assistir. Lembrando que esse programa só é possível graças ao seu apoio, indo lá no orelo.cc.com ou catarse.me.com Você ganha, inclusive, acesso antecipado a programas como esse daqui de duas semanas. Dependendo do nível de apoio que você tem, você pode ter acesso a programas exclusivos e ajudar a gente a continuar fazendo isso aqui. Boa. Tchau, gente. Até a próxima.
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