Quem são os maiores criadores de games e de onde veio “roguelike” | XdC SAC 19
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MARCAÇÕES DE TEMPO:
- 00:00 - Abertura
- 02:58 - Autoria em games
- 15:33 - Jogos que viraram gêneros
- 25:28 - Jogos fitness
- 30:26 - Invertendo franquias
- 39:24 - E o futuro da Nintendo?
CRÉDITOS
Apresentação: Guilherme Dias e PH Lutti Lippe
Roteiro: PH Lutti Lippe
Edição: Lucas Funchal
Thumbnail: PH Lutti Lippe
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Saudações, ouvintes e espectadores do X do Controle. Este é mais um X do Controle SAC em que nós lemos os e-mails, as dúvidas, as críticas, os desabafos que vocês enviam para a gente. Eu sou o Guilherme Dias e estou acompanhado de Pedro Henrique Lutilipe. Que veio para dividir sabedoria comigo aqui. Sim. Para responder de forma muito sábia, muito cheia de instrução. E controlada também. E controlada. Hoje eu estou tranquilo. Tudo que as pessoas perguntarem para a gente, sempre no e-mail,
Contato arroba xcontrole.com ou me bota lá na posição aqui foi difícil o negócio contato arroba xcontrole.com sempre com o título xdc sac e lá você pode mandar a sua dúvida a sua pergunta o seu desabafo eu quase que eu falei a sua dúvida a sua pergunta a sua questão basicamente sinônimos da mesma coisa mas você pode mandar historinhas até que você tiver o que for mais legal a gente vai selecionar e trazer pra falar aqui nesse programa pra quem tá acostumado
ouvir o XDCSAC, que já existe há mais de 20 edições. Programa Milenar. Já tem mais de 20 edições ou não? Não, a gente tá no 18. Quase 20 edições. A gente faz esse programa geralmente em áudio, mas a gente tem feito uns experimentos em vídeo, né? Quem sabe a gente acaba colocando como um programa fixo, mas pra isso acontecer, você precisa entrar onde, PH? corelo.cc barra xcontrole ou catarse.me barra xcontrole que garante acesso antecipado de duas semanas a episódios como este que você está vendo,
ouvindo agora e também garante a continuidade do programa em sua completude, né? X-Controle News, nossos editores sendo pagos em dinheiro e não em comida ou, sei lá, alguma outra forma de escambo. Tudo depende dessas campanhas aí. É isso. Vamos então direto para os e-mails? Vamos embora. Vamos lá. Você está precisando dar um tapa no guarda-roupa? Suas roupas de academia ou então de sair para curtir o fim de semana já estão nas últimas? Eu acho que eu posso te ajudar, cara, dando a dica da nossa nova parceira
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Eu vou zoar o nome do cara e eu não tô lembrando. Eu vou lembrar, eu vou lembrar. É isso, é karma. É isso. Desculpa, Gabriel. Gabriel fala assim, antes da minha pergunta, eu preciso contextualizar rapidamente. Em um episódio passado do SAC, algum daqueles que o PH destruiu o ouvinte, o assunto chegou em algo que eu nunca, que nunca esteve muito no meu radar, a autoria de videogames. Depois disso, eu passei a me atentar sobre quem são as mentes criativas ou a equipe envolvida. Isso passou a ter um grande peso na escolha do que jogar em
Isso é uma coisa que muda na vida da gente. Quando você começa a gostar de cinema e olhar quem é o diretor, quando você começa a gostar de jogar e olhar quem é o estúdio, sua percepção das obras fica um pouco diferente. Então ele pergunta assim, gostaria de saber quem são os seus diretores, compositores e desenvolvedores de jogos preferidos? Grande abraço e vida longa ao XDC. O nome dele parece barroco, só que é lido pelo cara do Neida. Como assim? Desculpa, Gabriel.
abraço pro Gabriel. É... Hoje foi minha vez ficar alienado. Pô, você não sabe o cara do Neida? Não, eu não tô ligado nisso. Ele é tipo angolano, eu acho, e aí ele fala as coisas, ele tipo coloca uns negócios no meio, umas letras que não deviam estar lá. É só ele. Não dá pra explicar, tem que ver. Tipo, quando o Mussum fala aquelas coisas assim, tipo... Um pouco, é. Meio neologismo esquisito. Mas enfim. Diretores, compositores e game devs favoritos. Dá pra não falar do Cogimão. Cadê a Jéssica pra ficar brava aqui?
gente. O Kojima é meio que o primeiro diretor que eu identifiquei como uma figura autoral na indústria. Já tinha o Miyamoto, mas o Miyamoto era aquela coisa meio nebulosa, tipo, ele é o criador do Mario, do Zelda e tal, mas você não vê necessariamente, depois você lê as histórias dele, tipo, saindo no quintal dele, não sei o que, e isso inspirou Pikmin, você entende que tem um laço pessoal ali. Mas Metal Gear Solid, que é um dos primeiros jogos que eu joguei com consciência já no meu cérebro, é um jogo que, cara, é o
do Kojima, assim, né? Não tô dizendo que, tipo, ah, ele fez sozinho. Obviamente, teve todo um time de devs extremamente talentosos, Yoshinkawa ali e tudo mais, envolvido no projeto. Mas ele é um jogo que, cara, é um fluxo de consciência direto do cérebro do Kojima pro que a gente tá vendo ali na tela, né? E eu acho que ele estabelece muito os padrões do que é uma figura autoral na indústria. Eu lembro da galera ficando bolada lá.
Ah, o que que ele coloca a Hideo Kojima Game na caixa do jogo? Quem ele acha que ele é e tal? E aí, no momento que a Konami, no pré-lançamento Metal Gear
tira o nome dele da caixa, todo mundo fica tiltado, porque parece que tá faltando alguma coisa, né? Então ele, sem a menor sombra de dúvidas, de cara que eu acho que entende mais de videogame do que qualquer outra pessoa na indústria, eu tenho que citar o Masahiro Sakurai aqui, que é o criador de Kirby, criador de Super Smash Bros. Eu não sei o que eu derrubei aqui, mas acho que tá tudo funcionando ainda. Que é um cara que, você pode ver isso por conta própria no canal dele, sobre game design no YouTube, ele é um cara que
só entende, mas pensa em todos os aspectos da produção de um videogame, desde os pequenos elementos visuais, sonoros, as coisas de interface de usuário, até a coisa mais macro, de tipo, qual é o ritmo que um jogo precisa ter pra ser divertido pra todo tipo de pessoa e tudo mais, e ele é um cara que manja muito e você vê isso, mesmo nos jogos dele que você pega e não necessariamente você curte tanto, que não são necessariamente o tipo de experiência que você gosta, você vê que ele, cara, ele testa tudo, assim, ele testa todas as possibilidades daquele espaço,
ele tá preenchendo de uma maneira muito impressionante. Vou deixar você falar de diretor agora, antes de falar de compositor. Tá. Alguns que me vêm à mente aqui. Eu gosto muito do Tim Schafer, já falei dele algumas vezes aqui. Eu acho que tem um... Mesmo quando o jogo não tá entre os meus jogos preferidos, eu vejo que tem um carinho, tem uma tentativa de fazer algo ousado e criativo e algo engraçado.
coisa muito difícil de fazer em videogame. Acho que ele faz isso muito bem. E aí já posso colocar também no mesmo pacote. Eu joguei poucos jogos dessa segunda pessoa que trabalhou com o Steve Schaefer, mas os poucos jogos dele que eu gostei, eu achei jogos muito divertidos. Ron Gilbert. Eu tava pensando nele também. Acho que o Ron Gilbert é um outro cara que tem essa mesma veia, né? Dessa coisa mais lúdica e bem humorada que eu gosto bastante.
Eu gosto da visão criativa desse diretor que eu vou mencionar, mas eu não acho que ele é um
Vai meter um David Cage aqui, velho? Eu não acho que ele é um bom gestor, porque aparentemente ele sofre do mesmo problema que eu, que é, às vezes, ser meio... Queria demais, né? Meio megalomaníaco e não consegue entregar as coisas. Que é o Ken Levine, né? O cara que... Eu achei que você ia falar do Peter Bolida. Não, não. Esse daí é... Isso aí já passa um pouquinho do limite, né? Mas o Ken Levine é esse cara que... A vida dele, nos últimos 20 anos, foi trabalhar com essa...
Essa coisa dos jogos mais sistêmicos, de uma forma mais palatável, né? Que é o que ele fez com o System Shock 2 e depois com a série Bioshock. Tá agora pra entregar o Judas, que é um dos jogos que eu tô super animado pra jogar desde que ele saia. Que tá começando a me preocupar já. Apareceu pra mim outro dia lá, recomendado no YouTube, o primeiro trailer de revelação do Judas. Tem uns quatro anos já, né? Eu achei que fazia tipo um ano ou dois.
Não. Faz três ou quatro, cara. É, faz tempo já. Então, ele já ficou claro nas entrevistas de bastidores que eu vi que ele não sabe administrar bem.
Ele fica meio que querendo fazer tudo, mas o resultado final do que ele entrega, do que eu joguei, meio que mudou a minha vida, sabe? Depois que eles chamarem o Rod Ferguson, eles lançam o Judas. É, é isso. Colocar, inclusive, no mesmo pacote. Ele não é diretor, geralmente, no Rod Ferguson, geralmente fica mais numa função de produção. Apesar de que ele já dirigiu alguns jogos, mas ele é mais conhecido por ser o cara que bota a ordem na casa. Ele é o administrador supremo, né? É, mas ele manda muito bem. O que mais?
Será que tem algum japonês que eu poderia mencionar? Eu queria mencionar o Kojima, mas seria muito... Falsidade ideológica? Falsidade porque eu conheço muito pouco do Kojima. Eu joguei pouca coisa do Kojima, né? Eu nunca fui muito a fundo na obra dele, que é uma grande lacuna que eu pretendo um dia corrigir. Mas... Eu posso mencionar dois? Eu tenho na ponta da língua aqui dois japoneses. Shu Takumi, criador de Ace Attorney e Ghost Trick, que é um cara que pra mim entende perfeitamente aquela mesma coisa que você disse do Tim Schafer de
como transitar entre a seriedade e o humor de um jeito muito legal em todas as histórias deles. Ace Attorney é absolutamente fantástico. Ghost Trick também. E o outro cara menor, cara que meio que faz as coisas na banguela com pouco dinheiro, mas sempre sai um negócio muito legal também, que é o Kotaro Uchikoshi, que é o cara que fez 999, que fez Virtuous Last Reward, que são jogos que são visual novels, mas que são pensados muito especificamente pro formato de videogame, né?
Tem coisa que o 999 faz em particular, que tipo, cara, é um jogo feito pro Nintendo,
DS, assim, e requer uma visão de projeto muito legal, que eu acho que ele tem. Talvez eu poderia mencionar o Shinji Mikami, que fez alguns dos meus jogos preferidos, né? Eu não gosto muito do que ele... Também não é muito... Não sei se eu posso falar isso, porque eu joguei muito pouco, né? Mas eu não curti tanto a... Como é que chama a série que ele tava desenvolvendo com o pessoal da Tango lá? O Evil Within? O Evil Within. Não é ele dirigindo, né?
Ele só produz? Ele só produz, acho que desde o primeiro já, é meio que as séclas dele que tão dirigindo. Ah, eu achei que ele tava dirigindo esse.
O assunto que ele fez com a Capcom, com o Resident Evil, eu acho que tá no hall de grandes jogos, maiores jogos da história. Tanto que ele fez com o primeiro Resident Evil e com o Resident Evil 4. Talvez o Fumito Eda também, que é um cara que eu conheço pouco da obra. Ai, cara. Mas eu acho que tem um negócio muito especial naquela coisa poética e minimalista, né? Com a qual ele apresenta os jogos dele. Já te contei a minha história com o Fumito Eda?
Não. Mudou a minha perspectiva dele, mas é totalmente culpa minha. Acho que na E3 2015, vê se faz sentido isso, entrevista de The Last Guardian. Ou na 2015 ou na de 2016. Foi uma das duas, porque foi 15 que eles anunciaram de volta. É, na E3 de 2016, eu tinha uma entrevista marcada com ele e eu cheguei cinco minutos atrasado na entrevista. Não, assim, né, é uma coisa que no vácuo todo mundo vai achar que eu tô nosso, que filho da puta e tal. Cara, E3 é loucura. É loucura.
negócio, você não tem a menor noção do que é aquilo, até você tá lá, né? E não vai tá, porque não tem mais. Mas eu cheguei cinco minutos atrás, cara, e eu nunca fui tratado com uma frieza maior em toda a minha vida durante uma entrevista, cara. Mas diretamente por ele ou pela equipe dele? Por ele. A equipe tava de boa, e isso que foi o negócio que mudou um pouco a minha percepção, porque a impressão que eu tive é que ele é um cara meio que não quer dar entrevista, assim, sobre nada daquilo que ele tá falando. Então, tipo, o tom da galera que tava lá de tradutor e tal, era sempre meio
apaziguador e tal, mas ele dava umas respostas secas. O Vitor tava do lado. E você sabe japonês, você sabia o que ele tava falando? É. E eu tipo, caralho, que merda isso aqui, mano. Mas como auteur, não dá pra tirar dele, né? É um cara que nunca errou, né? Nos três jogos dele. Quer dizer, errou em pontos pontuais ali, mas assim, a visão artística dele é um negócio que ele não compromete, né? Preciso mencionar uma polêmica aqui.
Lá vem. Não gosta do quê? Não, a pessoa de quem eu gosto e que as pessoas não gostam. Eu gosto do Neil Druckmann. Eu gosto...
essa, né? É, eu gosto do que ele fez com The Last of Us, eu não gosto tanto do resultado do Uncharted 4, mas eu entendi o que ele quer fazer ali, eu sei que também ele pegou o negócio já andando, ele teve que tentar reparar uma parada que tava indo por outra direção, né, saindo com a mente criativa fora da empresa, mas eu gosto desse aspecto mais humano e que ele traz pras narrativas dele, pra essa coisa assim
beleza, isso aqui é um cenário extraordinário, mas como humanos se comportariam nesse cenário. E é isso que inclusive me entusiasma pra jogar o Intergalactic no futuro, porque, beleza, vai ter, talvez tenha mecânicas super legais e tal, mas eu tô muito interessado pra ver como que ele vai botar essa pessoa ali num lugar em que não vai ter tanta gente e tornar essa história humana interessante. Eu gosto dele, eu sei que existe uma certa polêmica, acho que muito disso é meio que imputar
sobre ele, não necessariamente coisa que ele fez. Como teve aquele caso lá da entrevista que foi, que pegaram um trecho da entrevista e o cara... Ah, é verdade, que a Sony publicou um negócio esquisito e ele teve que desmentir a Sony, né? Isso, então... Sei lá. Mas eu gosto do que ele faz. Então tá aí, a gente mencionou uma porrada de bons diretores. A gente tem que mencionar compositor também. A minha favorita é a Yoko Shibomura.
A galera sempre fica falando, ah, mas tem... Cara, pra mim, conjunto da obra, variedade.
Yuximu Muret, Street Fighter 2. Também. Street Fighter 2, Kingdom Hearts. Muito boa. Final Fantasy 15. Ela é um monstro, cara. Ela tem um alcance que é muito fora de série pra indústria. Ela é a minha favorita. Tem inúmeros outros nomes que, tipo... Cara, gente... Eu não sou fã de Final Fantasy, mas quantas eu já não parei pra ouvir de Final Fantasy, porque é simplesmente extraordinário, né? Sim. Quantas eu já no YouTube deixei ali a Orquestra Filarmônica de não sei o que,
Aí duas horas de clássico, sabe? Não para. Caramba, que loucura, cara. Isso aqui é trilha de videogame, que loucura, cara. Tipo, Yoso Koshiro criou um gênero, cara, com música de videogame. Tem coisas assim ali e tal. O Koji Kondo. Koji Kondo. Cara, videogame é uma terra muito fértil para excelentes compositores. Mas a minha favorita é a Shumomura. Boa escolha. Outro Gabriel tem uma pergunta aqui sobre jogos que viraram gêneros.
Eu achei interessante essa pergunta aqui. Acho que vai dar pra comentar em um nível... A gente sempre tem essas discussões entre eu e você de gênero aqui. Sempre acaba caindo nessa, mas essa eu achei um ângulo diferente e interessante. Olá, amigos. Obrigado pelo ótimo trabalho de jornalismo de games que vocês fazem aqui no Brasil. Tamo junto. Dia desses, eu tava pensando sobre como alguns poucos jogos se destacam tanto que é impossível de defini-los como algo que não eles próprios.
Explico melhor. Não há termo melhor pra um Dark Souls da vida do que um Souls-like ou um Metroid, um Castlevania, vira um Metroidvania.
Por essa linha de pensamento me surgiu uma grande dúvida. De onde veio o termo roguelike? Aí ele fez a pesquisa, descobriu que veio de um jogo rogue, né? Que chama literalmente rogue. E aí, no fim, o gênero virou tipo, ah, é um jogo roguelike, é um jogo tipo rogue, né? Ele fez essa jornada toda de descobrimento e tal. Pergunto se a gente conhece ou já jogou esse jogo. Eu conheço, eu já joguei um pouquinho só pra experimentar. O Dias conhece, daí a gente já falou.
Nunca joguei, mas conheço. Ah, sim, não tem muito por que jogar isso. De documentário, assim, né? É muito básico o negócio ali, né? Mas aí ele continua aqui.
Mas minhas perguntas principais são, por que, na opinião de vocês, esses jogos foram especificamente escolhidos para definir gêneros? Sendo que temos uma gama gigantesca de propostas, ideias e jogos únicos que poderiam, sim, se tornar novos gêneros. Imagino que ele estava falando, por que um jogo de plataforma não é Super Mario Bros-like? E, por último, quais jogos, se é que existem, vocês jogaram e sentiram um frescor tão grande que não conseguiram definir?
Ou melhor, quais jogos vocês acham que poderiam se tornar gêneros daqui a alguns anos?
Boas perguntas. Na coisa do gênero do videogame, esses gêneros às vezes mudam de nome. Quando Doom saiu em 1993, os jogos que hoje a gente chama de boomer shooter, eram chamados de clone de Doom. Mesmo existindo jogos já em primeira pessoa, não se usava muito o termo primeira pessoa naquela época. E FPS foi uma coisa que também surgiu alguns anos depois.
enquanto o gênero... É tipo Medal of Honor ali pra frente. Isso, isso, um pouquinho mais pra frente. Mas até lá era tipo Doom. E esses jogos dessa época, que eram FPS, porque era aquilo que era jogo de videogame, viraram hoje o que a gente chama de Boomer Shooter, ou como eu gosto muito da versão brasileira do Steam, é... Como é que é? É Shooter de Tiozão, que eu acho que eles chamam. É. É a versão brasileira lá nas tags. É bem legal.
Que é essa coisa que tem... Ele tem todo um feeling diferente, é um ritmo diferente, são jogos que...
são bem mais agressivos, mais rápidos, né, e tal. E os gêneros, eles mudam de nome. Existe, inclusive, uma discussão da comunidade já há algum tempo, e eu sei que o PH tem uma opinião sobre isso, sobre o termo Metroidvania, né? Sim, sim. Porque o PH, ele alega que Metroid já era o Metroidvania. Então poderia ser, por exemplo... Metroidlike. Metroidlike, que o Castlevania não adicionou tanto. Eu acho que, sei lá, talvez a versão,
do IGA com o Castlevania tenha entregue coisinhas suficientes que Super Metroid ainda não tinha pra usar esse termo. Mas tem gente, por exemplo, que vai defender que esse termo deveria ser Search Game, né? Que é um jogo em que você busca as coisas. O pessoal do jogabilidade brinca com o buscação, né? Eles não gostam de falar de Metroidvania. É um jogo de buscação. Eu não gosto muito de Search Game. Eu gosto que Metroidvania me parece mais sonoro. É só legal, é.
legal. No caso do Souls-like, por que não usar, sei lá, só Hacking Slash e tal, mas é porque o conjunto de mecânicas e aspectos de design que Dark Souls e Demon's Souls trouxeram eram muito únicos. Eles já vinham experimentando coisas parecidas em Kingsfield, né? Algumas dessas punições, algumas dessas peculiaridades, mas quando eles lançam um jogo de muito sucesso, que é um RPG de ação,
que tem esses aspectos, né, de hack and slash, que você usa ali uma espada, uma arma de arma branca, né, pra infligir dano. Mas aí você tem um negócio do seu save num lugar e você perde o que você tava coletando se você não salvou, se você não comprou. E tem todas essas particularidades. Aí eu falo, cara, é muito específico. É melhor já dar um nome diferente. Naquela época, a gente não chamava Souls-like de Souls-like antes de sair outro Souls. Era tipo Dark Souls ou Demon's Souls,
RPGs da From Software. A partir do momento que surgiu lá um Lords of the Falling, todo mundo começou a depois fazer a sua própria versão, de forma muito informal, as pessoas começaram a falar só os likes. Eu me lembro, inclusive, que na época, coisa de um ano ou dois que esse termo estava começando a se popularizar, porque o primeiro clone, acho que foi de 2014, que é o Lords of the Falling. E eu me lembro que lá por 2015, mais ou menos, teve um vídeo do Mark Brown falando sobre gêneros de videogame. É uma grande discussão.
Menciona isso. Eu me lembro que ele não gostava do termo Souls-like por algum motivo e tal. E ele defendia que a gente não devia usar por um motivo X ou Y. Hoje ele já aderiu completamente porque não tem como fugir. Mas é isso. Era uma coisa tão única que como a gente vai chamar isso aqui? É um sabor muito específico, né? Então, Souls-like, sabor de Souls. É a necessidade que cria esses nomes. E eu tenho um exemplo muito bom aqui que até teve um ou outro jogo que dava pra se encaixar nisso, mas no fim das contas
Era uma experiência que... Diz pra mim, Dias, qual que é o gênero de Splatoon? Splatoon, ele é um... Eu não sei, eu chamaria ele de um shooter de... Terceira pessoa. Ele chamaria ele de um shooter de tinta. Um shooter de... Quando Splatoon foi anunciado, a primeira coisa que eu pensei foi naquele modo do Tony Hawk, que eu nunca lembro o nome, eu confundi com o modo horse, mas não o modo horse. Pode crer. É um modo que você pinta a área fazendo uma coisa.
Manobra, só que é um de cada vez, né? Meio que por turnos. Você faz a manobra e seu inimigo tem que ganhar pintando mais áreas e ganhando mais pontos, né? Então foi a primeira coisa que eu lembrei. Mas eu nunca vi nada parecido. Então, esse que é o meu ponto, que não tem um nome pra o gênero do Splatoon. É Splatoon, certo? É tipo, é um shooter em terceira pessoa com mecânicas muito específicas que não existem em qualquer outro shooter em terceira pessoa.
Se tivesse nascido toda uma confluência de outros jogos imitando Splatoon, como o Fonsars, que foi o único, na verdade, né?
estética parecida, mas não é o mesmo tipo de jogo, né? Se existisse, eu teria um nome esse gênero, Splatoon Like, ou sabe-se lá o que for. Como não teve tanto, não tem necessidade de dar um nome específico pra isso, então é só Splatoon. É jogo tipo Splatoon. Porque os gêneros, eles surgem assim, né? Você não lança lá um jogo e... Exceto Kojima, que falou que esse é o jogo do gênero Splatoon Like. Então, japonês gosta de fazer isso.
Sempre que você entra no site oficial, eu lembro muito o caso do Monster Hunter, que é Hunter in Action Game. Eles sempre colocam ali, tanto que Nakaka tinha... Literalmente ninguém fala.
Sim, mas eles tentam, né? Enfim. Mas é isso que você tá falando. Não é uma coisa que escolhe, é uma coisa que acontece organicamente, né? Eu falei do Doom, mas na verdade o próprio Mario, né? Os jogos que eram parecidos com o Mario, jogos de plataforma... Mario não inventou plataforma. Já tinham jogos com pulo antes, mas a plataforma que a gente conhece hoje, o feeling de plataforma, Mario é basicamente o jogo que deixou tudo redondo.
E aí era clone de Mario. Usava-se o termo clone de Mario. E a palavra plataforma veio surgir
uns poucos anos depois. Os anos 90 foram lotados de jogos, de plataforma, então precisava de um termo. Mas é isso. É difícil, né? Dar nomes novos. Tipo, o shooter de extração, que é um dos gêneros mais recentes que a gente tem aí. Eu gosto, porque é descritivo esse nome. Mas os caras do High Guard estavam tentando fazer um negócio lá. Como é que era? Era uma incursão de extração. Era um jogo de tiro de raid.
Era Raid Shooter. Raid Shooter, é. Não, é isso, é. Mas teve um outro que saiu agora, então, que tinha extração no nome, mas não era shooter de extração. Era extração alguma coisa. Então, vai assim, o Rogue, inclusive, eu acho que o termo roguelike, ele é meio recente, porque o jogo é lá dos anos 80. Sim. Mas houve um resgate, né, de coisas que o Rogue fazia, coisa da morte permanente, da criação. E na época do Spelunky, eu acho que Spelunky é o primeiro jogo que eu vejo ser chamado desse jeito. É, eu também, é o primeiro que eu me lembro. É. Mas eu acho muito interessante,
a forma orgânica que surgem esses nomes, porque vai ter uma hora que a gente vai precisar de realmente pensar em gêneros diferentes. Pra responder a segunda pergunta dele, né, que jogo que você acha que deveria ser um gênero, eu queria que tivessem mais clones de e configurassem um gênero de Pikmin. Pikmin! Que é tipo um jogo de estratégia em tempo real, mas não é exatamente e tal, porque é indireto, né, e tal, meio misturado com gerenciamento.
É uma fórmula de jogo que eu gostaria muito de ver mais e que virasse um gênero.
Aquele jogo que parecia Pikmin, que eu zerei uns dois anos atrás, eu comentei com você no Game Pass. Ai, meu Deus. Você fica utilizando umas coisas. É, que tem um menininho lá e tal. Tiny King. Tiny King. É um Pikmin-like. É um Pikmin-like. Eu adorei esse jogo, gostei pra caramba. O próprio Kena, ele é um pouco Pikmin-like. Ele tem elementos de Pikmin. É verdade, tem uns bichinhos lá. Mas eu acho que Splatoon, por exemplo, é um jogo que se fizer assim, ele precisa de um gênero, né?
um nome pra ele. Próximo e-mail é de Kaique. Kaique. Ah, que escreve de um jeito meio peculiar aqui. Os pais deles foram criativos. O Kaique Palhano quer falar sobre jogos fitness. Tem uma dúvida sobre uma categoria de jogos que é normalmente colocada em último plano. Os jogos fitness. Uma categoria que chegou a ter alguma relevância na época do Wii e do Xbox Kinect, mas que raramente se ouve falar hoje em dia. Lembro que o motivo que me fez convencer minha mãe a comprar um Xbox 360 foi fazer ela jogar jogos de Kinect,
estavam em exposição em uma loja no shopping, inclusive. Na família, outro exemplo é o meu irmão mais novo, que era sedentário, e foi convertido a rápido de academia, sendo que estopim, pra isso foi eu ter comprado um Ring Fit Adventure. Foda. A partir disso, ele foi atrás de outras atividades que exigiam exercício físico. Mas sinto que essa classe de games basicamente só existe no VR e no Nintendo Switch hoje em dia. Nunca vou falar de jogos novos, fitness, saindo pra PC, por exemplo. Qual a opinião de vocês sobre isso?
são dos consoles, os jogos fitness morrem junto? Vocês têm experiências boas com jogos que exigem fazer exercícios? O Wii Fit é legal pra caralho, o Ring Fit Adventure é fantástico, é tipo, o Wii Fit é legal como uma curiosidade, é engraçadinho e tal, o Ring Fit é um jogaço, é fantástico, é muito divertido jogar aquilo mesmo. Na época fez mais barulho, acho que é a mesma lógica de um Guitar Hero da vida, porque era novidade, né, era tipo, o que?
Essa é a interface de interação com o jogo, essa balança aqui, né, tinha muito essa coisa do
pitoresco envolvido, o Kinect é a mesma coisa, e chega num ponto que você percebe que, cara, não tem muito espaço, não dá pra, tipo, a Sony vai ter o dela, a Microsoft vai ter o dela, a Nintendo vai ter, a Ubisoft, não dá, não tem espaço pra tudo isso, né? Então, ainda existem, né? Tem aquela série Fitness Boxing, que sai de jogo, ocasionalmente, novo, no Switch e tal, tem uma ou outra coisa, mas é uma coisa, são coisas muito mais pontuais, mas eu acho que tem...
Dá pra colocar no mesmo pacote os jogos de esporte, tipo aquele do Switch, que saiu uns 3, 4 anos atrás? Nintendo Switch Sports? Acho que sim. Acho que dá, né?
exercício em si, mas é movimentar o corpo, né? Eu acho que tem um público cativo o suficiente pra caso aconteça o pior cenário possível, ainda vai ter alguém que vai lançar eu já esqueci o nome, aquele videogame que ficou na frente do Xbox ano passado. O Next? Next alguma coisa? Next Playground? Sei lá. É, acho que é isso. Aquilo, uma versão daquilo que você liga direto na TV e ele tem alguma coisa de programa de exercício. Eu acho que isso vai continuar existindo independentemente de qualquer outra coisa.
Mas eu acho que, por exemplo, a Nintendo vai lançar um Rig Fit Adventure 2 no Switch 2, cara, porque é um videogame que é um jogo que não funciona direito no Switch 2, porque você precisa do Joy-Con do Switch 1 pra fazer ele funcionar, e que vendeu mais de 20 milhões de cópias naquela geração. Foi tudo isso? Sim. Então, assim, vai ter uma sequência. Eu tenho um e usei três vezes. Eu paguei caro na época. Foi na época da pandemia. Mas é legal, cara.
consegue pegar ritmo ali, é divertido você ver seu progresso, as coisas vão ficando mais fáceis. Eu, inclusive, tem pessoas que venderam, conheci vários amigos que venderam depois de um tempo, eu falei, não, não vou vender, vou voltar a usar. Eu instalei o meu Switch 1 na sala, na TV da sala, que eu nunca uso minha TV da sala, nem minha sala em geral, pensando, não, eu vou deixar aqui porque eu vou criar depois o ritmo. Eu vou criar a minha rotina de vir aqui experimentar e treinar de novo.
Tá lá. Eu lembro muito, eu joguei bastante o Wii Fit o primeiro, porque na época o Wii era meio que
ele, a minha casa virou a casa dos comerciais da Nintendo na época, de tipo, pô, era um negócio ficava no meio da sala, principalmente na época do lançamento, tipo, todo mundo interagia, meu pai mexia, minha mãe mexia, jogava Wii Sports junto e tal, e o Wii Fit entrou bem nessa nessa coisa na época e o Wii Fit Adventure na época da pandemia eu joguei muito, foi uma coisa que me ajudou muito a me manter ativo, preso dentro de casa, num apartamento, né eu gosto, eu estarei lá sempre, mas eu acho que não tem assim, não é uma coisa, não é um gênero que precisa
almejar muito crescimento. Tá lá. Um a cada dois, três anos, acho que supri a necessidade, né? Mas é legal, eu gosto. E todo ano a Ubisoft vai continuar lançando também Just Dance. Just Dance entra nisso, de certa forma, eu acho. Cara, eu conheço gente que emagreceu vários quilos jogando Just Dance. Começou a jogar direto. Não, é frenético pra caralho, dá uma cansada. Você cansa pra caramba, é. É um baita aeróbico, né? Você tá aí, o Just Dance tá firme e forte.
Todo ano ainda tem Just Dance. Sim, sim, sim. Deve ser barato de fazer, né, também. É.
Contratar os dançarinos lá pra fazer o negócio deles. Aliás, eu vi isso esses tempos atrás. Sabia que os caras... Aquilo eu achei que fosse um rotoscopia. Não, é de verdade. É a galera... Gente do céu. É mó legal. E eles se maqueiam daquele jeito meio idiota também, né? Pra dar uma disfarçada. Porque é meio silhueta, né? Não aparece a cara dos bonecos, né? É, gosto disso. Henrique, tem uma questão interessante aqui pra gente sobre inversão de franquias. Eu não sei se a gente vai conseguir entregar o que ele pede, mas vamos ver.
Bom dia, boa tarde, boa noite. Meus caras, faltou boa madrugada. Torço para que estejam bem e descansados deste hediondo período de festas. Aí já data o e-mail dele aqui, talvez eu devia ter curtado isso aqui, mas eu fiz na frente essa pauta, não deu tempo. Dos quais as despedidas nos permitem começar a olhar calorosamente para os dias de trabalho repleto de excitação e momentos alegres. Ele já deve estar de saco cheio do trabalho nessa altura do campeonato, né?
Brincadeiras à parte, minha pergunta vai para ambos os senhores. Se vocês pudessem inverter o status, carinho da desenvolvedora, sucesso de mercado,
Meu Deus. Eu não sou contra isso, cara. Assim, Persona já teve a chance dele. Ficou lá, lançou três jogos em 15 anos e foi embora.
Acho que não necessariamente, mas faz mais sentido. Faz mais sentido. Ai, meu Deus. Assim, é uma pergunta que requer um nível de maldade. A gente tem que ser mal. É tipo assim, aquele meme, né? Deus tira toda a doença desse cara. Não dá pra ser diplomático. Fala um gênero aí. Me ajuda com os gêneros, vamos lá. FPS.
daria pra Titanfall. Boa, boa. Fala mais um gênero aí. Vai de RPG aí. RPG. Eu tiraria o sucesso de... Deixa eu pensar um RPG que eu não gosto. Posso botar na roda já? Vai, vai, vai. Tira do Clare Obscure e bota em qualquer jogo que não usou aí a generativa. Não, não, não. Você tá começando a virar hater já, hein? Cara, eu não consigo evitar. Os caras são muito chatos. A fanbase é muito chata. Eu sou uma pessoa adversária. Eu sou estimulado por...
Por contato negativo. Os caras de Claire Obscure são chatos, cara. Vocês sabem o que eu amo daquele jogo, velho. Mas dá um pouquinho de ranço. Não tem o que fazer. Eu pegaria... É que aí não é sucesso. Vamos, Dias. É difícil, cara. Ai, meu Deus. É porque eu tô olhando todas as franquias de RPG de sucesso que eu tô pensando. São franquias que eu gosto ou que eu tenho algum respeito por elas. Não, mas foda-se. Mete o louco. Merecimento. Eu, tipo, por exemplo, eu amo Persona.
por cento dentro da ideia dele de trocar por Trails, cara. Trails merece mais atenção, mais carinho. Vai. Eu sei que tá na ponta da língua, só tá com medo de falar. Ah, eu pegaria, por exemplo, sucesso de Final Fantasy e daria pra... Que sucesso de Final Fantasy? Calma assim. O futebol fudido, todo ferrado nas pernas, velho. Tá doido, que fudido. Pra que de RPG mais famosa, mais popular. Mas não vende mais, o futebol mais vendido na série é de Play 2.
É venda que ele tá falando aqui, especificamente? É, ele falou de venda, popularidade, tudo. É, ele falou o status. Não, tudo bem, eu vou... Vai, vai, faz o que você quiser aí. Eu daria o status de super tradição, né, de super popularidade de Final Fantasy pra alguma franquia, tipo Baldur's Gate, The Witcher, algo assim. Tá, eu acho meio cursed. Tipo, The Witcher é maior que Final Fantasy, cara. Mas é que eu não sou hater de Final Fantasy, nem um pouco.
parede aqui, eu precisei escolher. É porque eu não tenho nenhuma franquia de RPG que eu vejo que é super bem sucedida e que eu odeie ela. É, não tem. Mas não precisa odiar. Quer ver? Tira a popularidade e a versatilidade e a diversidade e o calendário de lançamentos recheado de Resident Evil e dá pra Dino Crisis. Ah, eu não faria isso, não. Eu faria, já deu de Resident Evil, tá bom já. Não, mas é que tá, você tá trocando no tempo, você tá mudando o tempo, o Resident Evil sempre foi fodido na meia do tempo, quando você troca aí. Ah, é isso? Não.
Eu entendi que foi isso. Não, não. Não, se é só mudar agora? É agora. Ah, não. Então foda-se. É isso que eu tô falando. Então foda-se. É isso que eu tô falando, pô. É a partir de agora. A gente tá reparando a timeline, basicamente. Fala outro gênero aí. Um gênero popular. Tiro falou... Esses dois outros gêneros que existem, né? É, então. O que mais tem? Plataforma que tem embaixo. Jogo de mundo aberto. Jogo de mundo aberto, né? Tipo, tirar a popularidade de Assassin's Creed pra dar pra outra coisa?
GTA facinho pra dar pra qualquer outra coisa. Nossa, eu tiraria... Eu tirava de GTA pra dar pra Red Dead, que sempre foi bem mais... É que assim, Red Dead vendeu bem pra caramba na indústria, vendeu, mas tipo, GTA vendeu 7, 8, 10 vezes mais. Eu acho Red Dead muito mais legal, muito mais interessante que GTA. Eu posso tirar toda a popularidade do joguinho de ação em terceira pessoa, câmera sobre o ombro e dar pra visual novel. Aí eu seria obrigado a...
resolver esse problema escondido ali, dar um sumiço em você. Entendi. Não, pelo amor de Deus, eu não gostaria de viver num mundo em que jogos com câmera em cima do ombro desaparecessem pra que Vision Novel prevalecesse. Olha onde o joguinho de câmera sobre o ombro nos trouxe, Guilherme Dias. Você está satisfeito com o mundo? Ele tem os seus problemas, Mendes. Ai, cara. Vision Novel é o tipo de coisa que eu gostaria que fosse mais popular,
num âmbito... É que não precisa. Que não é de videogame. Então, isso é meio ofensivo. Não, não, não. Não tô dizendo que não é videogame, mas eu acho que seria muito mais legal, por exemplo, quando você obriga uma criança a ler um livro na escola e ela, ah, que saco, tem que ler esse livro. Dá uma visual novela. Você fala assim, ó, lê essa visual novela. Lê a Danganronpa. Não é muito mais legal porque tem figuras. Não é muito mais legal porque é imperativo. Sim. Então, eu acho que é ver o copo mais cheio, assim, meio cheio.
Eu falei brincando. Visual Novel tá bem do tamanho que tá, só precisa ter... Acho que as pessoas precisam ter menos preconceito só, não é? Eu tenho um pouco de preconceito com Visual Novel, não pelo design de game que Visual Novel tem. O meu preconceito, com muitas aspas, é porque grande parte das Visual Novels que acabam chegando em mim, que não sou do meio que não acompanha o nicho, são... A grande parte é a mesma coisa. Eu sei que tem uma parada um pouco diferente, mas é a coisa do colegial,
meio, ai, não sei o que, de romancezinho. Eu queria ver, tipo, sei lá, uma puta história de, tal como num livro mesmo, foda, representado no visionóvel. É, tem. Eu sei que tem, mas tu fala assim, o meu preconceito, com muitas aspas, é porque o que chega em mim, que é mais popular, é isso. É nicho, né? É o nicho, é alimentado do nicho. Eles dependem das meninas que compram jogo, de fazer os meninos namorar. Mas não tem nenhuma treta com visionóvel, não. Só falei porque eu não troco, né, uma coisa pela outra.
Não é meu gênero. Mas eu não tenho nenhuma treta com Vision Nova. Não é um gênero que eu odeio. Mas realmente não é pra mim. Eu já tentei algumas e... Mas boa pergunta. E eu fiquei feliz que a gente chegou até o fim sem o Dias tirar a popularidade de Pokémon e dar pra nenhum dos lixos dele. Droga, esqueci! Caralho, esqueci! Eu super teria sacrificado Pokémon. E eu deixei rolar, hein? Eu deixei rolar. Eu teria sacrificado Pokémon sem pensar duas vezes. Tá demais. Literalmente qualquer franquia mediana.
Eu tiraria o poder de Pokémon pra dar pra essa franquia. Não ia funcionar, o Pokémon ia roubar de volta. Survival Horror. Eu falei de Resident Evil, pra Dino Crisis. Ah, tá. É que a única coisa popular do Survival Horror é Resident Evil. Não, tem Silent Hill também. Silent Hill, tipo, é perto, né? Você vai tirar do Silent Hill e dar pra alguém, coitado, Silent Hill sofreu tanto, pô. É foda, essas duas não daria pra... Eu não acho que... Silent Hill não precisa da popularidade de Resident Evil, eu acho também.
Se não fosse 100%, eu queria dar um pouco dessa popularidade pro Dead Space. Dead Space precisava voltar a prevalecer. Eu cederia Resident Evil por uns anos pra Dead Space, por você. Se fosse por uns anos? É, tipo uns 5 aninhos ali, vai. Perfeito. Lança um remake e um jogo novo aí, pronto. Perfeito. Já que a gente falou de Pokémon, vamos falar um pouquinho de Nintendo também. O Nathan Cabotas. Cabotas, eu imagino que seja o nickname dele no seu chat, alguma coisa assim?
Seja mais um nome esquisito. É. É que tá entre aspas aqui. Ele quer falar do futuro da Nintendo. Primeiramente, um forte abraço pra mim e pro PH. Ele tá mandando. Ele tá dizendo que conhece o nosso trabalho agora no último trimestre de 2025. Nós ainda temos ganhado novos inscritos e fans. Ou tínhamos seis meses atrás. Ou tínhamos, né? E ele gostaria de parabenizar a gente pelo trabalho jornalístico voltado pro entretenimento. A pergunta dele vem no contexto do Switch 2. A grande firula do Switch 1 era ser um console híbrido com controles trocáveis.
Já o Switch 2 vem sem querer reinventar roda e jogando seguro. Vocês acham que há chances de a Nintendo separar as modalidades de consoles novamente no futuro? Acham que ainda há espaço para alguma firula nova, seja ela para híbridos ou focados em mesa ou portátil? E se sim, existe alguma gimmick de videogame que vocês gostariam de ver sendo implementada aqui, ainda não foi?
portátil e console, eu não consigo ver lógica nisso. É uma movimentação que as outras estão fazendo, né? A Sony, pelos rumores, vai ter um console e um portátil na próxima geração. Então, tá, mas por que a Nintendo vai ir pra essa? Porque a Nintendo já tá no híbrido, ela já tá estabelecida, ela não... A Sony, ela não pode lançar um videogame que é só portátil, porque isso significaria fazer uma concessão no âmbito do aspecto técnico, né?
De tipo, ah, então agora o Play 6 é mais fraco que o Play 5. Isso eles não vão fazer, né?
A Nintendo já fez isso, ela já meteu esse louco aí no passado, então ela tá bem na posição dela. Mas eu acho que dá pra fazer gimmick sim, cara. Aquela coisa, é difícil de imaginar o que seria necessariamente, mas dá pra experimentar com controle, com interface de câmera e de interação tátil, esquisito. Você pode fazer um controle que é inteiro, tocável, e ele sente os seus dedos exatamente onde eles estão. Sei lá por que você usaria isso, mas tem espaço ainda. Mas eu acho interessante essa pergunta justamente por isso, né?
Porque a Sony tá fazendo esse caminho oposto agora, né? Ela tá... Vai virar o que era a Nintendo 10 anos atrás. Vai ter o Playstation 5 console, o Playstation 5 portátil. Talvez a Sony vai desenvolver jogos só pra um formato ou pro outro. Ou não. Vai ser tudo meio assético, vai funcionar aí tudo. Eu não sei. A coisa da firula, eu acho que por mais simples que seja, o Switch 2, ele não é só um upgrade de hardware, né?
Tem detalhezinhos, é. Então, a própria coisa do ser magnético, né? O mouse. De a forma com a qual eles estão introduzindo o Game Chat, que chama? Game Share. Game Share. Não, é o de falar. Game Chat, mas o Game Share é o que troca o multiplayer. É, mas que tem toda essa coisa de como que eles integraram a comunicação com o multiplayer. Então, ele tem as suas próprias ferulas, ainda que sejam muito mais tímidas, né? Do que a completa revolução que ela costumava fazer de um console pra outro. Mas sendo a Nintendo,
menos que, sei lá, morra a tradição da Nintendo e troque todo mundo que tá lá e a empresa seja uma empresa completamente diferente na próxima geração, eu acho que a gente vai ver, sim, alguma coisa diferente. Eu não sei o que pode ser. Eu não tenho ideia do que pode ser. Talvez algo parecido com... Eu já falei isso aqui, talvez eu sou e como um pouco lunático falando isso, mas eu realmente acho que se der certo o que o Steam tá tentando fazer com o Steam Frame,
Isso pode ser algo que a gente veja acontecer numa próxima geração. Como é que já não é o Quest, isso? Eu não sei se o Quest tem desse jeito. De rodar individual? Ele roda jogo só, sem streamar. Não, não, não isso. Do que você tá falando? A coisa de você jogar um jogo num ambiente 2D. Tem, a gente já falou disso. Tem, tem sim, tem sim. Todos têm. O PlayStation VR 1 tinha isso. Não, tinha. Tô falando. Dá pra jogar qualquer coisa no PlayStation VR 1. Não, mas é que tá. São duas coisas. Um é você jogar assim.
e a outra é você não estar preso a um cabo no console. Ah, não, é. Tinha essa limitação, de fato. Então, assim, a ideia de você ter um headset que você pode ter tudo o que você tem no controle, mas ele tá ligado a um ótimo sistema sem fio, e que você, digamos, ah, vou pro meu quarto, vou pra minha cama, vou deitar lá, e a tela tá aqui. O Quest faz isso. Mas o Quest tem jogos fracos. Não, não, não em qualidade, não em qualidade. Em desempenho.
O que o Steam tá fazendo é, você tem a flexibilidade de não ter cabos, você tem a tela, e você tem os jogos com a qualidade que você rodaria na sua plataforma pesada que você tá ali. Mas é ruim isso, Dias. Você idealiza isso, é tipo um negócio na sua cara, mó merda. É o que eu tô falando. Eu não sei como é, porque eu nunca usei. Mas se for legal, vindo da Valve, eles têm geralmente um padrão de qualidade bacana. Eu vejo isso como uma possibilidade pro futuro. Digamos, sei lá, o próximo Playstation,
tem, em vez de eles... Desistiram lá do VR, mas ele tem talvez um headset que você coloca e você joga videogame, sabe? Tal como o Wii U fazia com o controle, mas agora você tem uma coisa na cabeça. Tô pirando em possíveis gimmicks, né? Porque o que seria, além do streaming na próxima geração? Não sei. Não sei também. Mas eu acho que a tendência é a maioria das marcas ir pro computador, virar uma coisa mais única, né? E a Nintendo, eu acho que ela vai ficar
cada vez mais maluca. Porque eu acho que a Nintendo não abre mão do hardware. Eu acho que no mundo em que todo mundo está... A Nintendo lança os seus jogos no computador, que tem todo o resto. A Nintendo vai falar, não, não, não. São essas duas coisinhas de bateria que agora é assim que funciona o videogame para a gente. Boa sorte. Você pensa, é a empresa que ainda está lançando uns acessórios meio malucos, né? Tipo... O Virtual Boy. Lançou o... Como é que chama? O relógio lá.
E aí tem... O alarmo. É, aí uns anos atrás foi o treco do Pokémon que você coloca na mão, no pulso. Então, você anda com ele, né? Então, é uma empresa que ainda brinca com essa coisa, né? Lançou lá o Labo, que você fazia vara de pescar de papelão. De papelão, é. Então, eles não vão desistir. Eles vão sempre tentar fazer coisa esquisita. Não se enganem pelo Switch 2. Foi o tiro fora da curva, né? É, também acho. A não ser que realmente mude todo mundo lá. Os velhos tudo morram.
em relação ao que vale, não, vamos jogar mais seguro de acordo com o resto da indústria. Sei lá, cara. Eu não sei como que... Com enraizada está essa tradição, né, da família do... Como é que chama o velho lá? Do Yamaúti? Não é da família dele mais, né? Ele não, então, desde do... Do... Iwata? Do Iwata, não é a família que está cuidando. Mas eu sinto que ainda tem muito dessa tradição Nintendo lá dos anos 80, né?
meia na empresa. Talvez depois que o Miyamoto morrer e todo mundo que era da era dele morrer, a Nintendo seja uma empresa diferente. Mas aí a gente já não vai estar mais aqui também. É verdade, a gente nem sabe se em 2026 o mundo ainda vai existir até o final do ano. E é isso, com essa mensagem otimista a gente encerra mais um episódio do SAC, né Dias? É isso de você que me apresentou então, não sei porque eu falei o fim aqui.
É você que tem que encerrar. Mas tudo bem, não tem uma regra super estabelecida em relação a isso. Continua apoiando a gente lá no
barra x do controle ou catarse.me barra x do controle e aí você consegue fazer com que programas começando aqui continuem acontecendo. Contato arroba x controle ponto com ponto br ponto com só ponto com pra mandar o seu e-mail xc saque no título pra gente detectar facilmente ali. Isso. E aí a gente lê o seu e-mail no nosso próximo programa. Ou muitos meses no futuro. Tchau, gente. Tchau.