S2E1|Como Reprogramar a tua Mente para o Sucesso nos Negócios | Carla Marques
Neste episódio do podcast Negócios em Alta Voz, a anfitriã Liliana Marques, fundadora da Escola Portuguesa de Podcasting, conversa com a mentora Carla Marques sobre o poder da reprogramação mental e como podes alinhar a tua mentalidade para desbloquear a abundância e o sucesso real.
Carla Marques partilha o seu incrível percurso de vida: desde a infância e a experiência de emigração na Suíça aos 13 anos, passando por 20 anos de sucesso no setor da estética até ao momento de exaustão que a levou a mudar de rumo. Descobre como ela utilizou as ferramentas de reprogramação, inspirando-se em mentores globais como Bob Proctor, para criar uma vida de liberdade e propósito.
Aprende a aplicar a metodologia dos 5 Pilares do Alinhamento e percebe por que motivo o fazer é a última etapa para o sucesso. Se queres deixar de viver no modo de sobrevivência e começar a manifestar o teu verdadeiro potencial, este episódio é para ti!
- A importância de reprogramar a mente para alcançar o sucesso nos negóciosreprogramação mental·manifestação·sucesso nos negócios
- A metodologia dos 5 Pilares do Alinhamento para o sucesso pessoal e profissionalmente·emoções·espiritualidade·energia·corpo físico
- A jornada pessoal de Carla Marques e a transição da estética para a mentoriainfância·emigração na Suíça·setor da estética·exaustão profissional
- O papel das perguntas certas e da mentalidade para desbloquear o potencialperguntas de bloqueio·perguntas certas·mentalidade·ego
- A importância da saúde e do bem-estar na jornada de transformação pessoalsaúde·qualidade de vida·emoções e saúde
Olá, este é o podcast Negócios em Alta Voz. Em cada episódio damos voz a um negócio. Eu sou a Liliana Marques e estou aqui para ajudar empresários a dar voz aos seus negócios. Seguimos juntos? Olá, olá, sejam então bem-vindos a mais um episódio. Hoje não estou sozinha, é verdade, estou aqui muito bem acompanhada pela Carla Marques. A Carla que hoje vem vos falar, vem nos falar aqui de um um aspecto muito importante, como nós podemos reprogramar a nossa mente.
E antes de tudo, dar as boas-vindas à Carla. Bem-vinda, obrigada por teres aceito aqui o meu convite, por estarmos aqui as duas hoje.
Obrigada eu, Liliana, por estares aqui e porque esta conversa será muito importante para passar a mensagem para o outro lado, porque normalmente as pessoas elas não sabem o que é reprogramação mental ou o que é manifestação no nosso processo de vida. Isso é uma conversa interessante que trazemos na prática, no nosso dia a dia, naquilo que eu também fui evoluindo e como tu podes também pôr isso em prática no teu dia a dia. Será muito importante e interessante.
Sim, tenho a certeza que sim. Então vamos começar pelo princípio. Ok. Carla, nós conversámos um bocadinho antes de virmos para aqui e até para preparar aqui a nossa conversa. E diz-me uma coisa, quando eras pequena, que sonhos é que tu tinhas? O que é que sonhavas ser?
Olha, eu quando era pequena, criança, eu não tenho assim muitas memórias, mas eu lembro-me de sonhar com o mundo de magia, aquele mundo de magia onde só crianças conseguiam entrar. Mas desde muito cedo os sonhos também foram cortados porque não podia sonhar, porque cada vez que sonhava, tu não podes ter isto, porque tu não podes ter aquilo. Então muitas vezes nós vamos abafando os nossos sonhos. Mas lembro-me de ser propriamente uma criança muito livre e essa liberdade também me trouxe muita criatividade para eu criar a vida de criança que eu queria, porque como ficava muitas horas sozinha, mais o meu irmão, éramos— os meus pais iam trabalhar e nós ficávamos em casa, Então tínhamos muitas horas livres, né?
Tínhamos de ser criativos. Então nós os dois hoje somos empreendedores, empresários, e provavelmente tenha começado aí.
Sim, que giro, que giro! E esta história do empreendedorismo, e nós estávamos a falar aqui um bocadinho em off antes de começar, antes de começarmos, porque esta história do empreendedorismo parece que já nasce connosco, não é? Comigo também aconteceu e acho muito interessante interessante aqui que a nossa vida vai nos mostrando estas coisas mesmo quando nós não queremos ver. Olha, e se tu hoje tivesses que te descrever, sem falar da tua profissão, que palavras é que tu usarias?
Até para te conhecermos aqui um bocadinho melhor, porque nós estamos muito à mania de nos descrevermos por aquilo que fazemos.
Pelos rótulos, não é?
E na verdade é muito maior do que isso.
É muito maior, sim. E é uma das perguntas que eu muitas vezes faço às pessoas, que é: quem tu és sem ser aquilo que fazes? Então, eu sou, por norma, sou muito curiosa, muito curiosa, sou insatisfeita por natureza, por isso a minha insatisfação também me leva a procurar mais, a ir mais além. Para mim é uma vantagem, não é uma desvantagem. Sou uma pessoa que não me contento porque a vida tem que ser assim, vou sempre à procura de mais. Sou uma pessoa extrovertida, mas introvertida, não é?
E nós falámos sobre isso.
Sim, porque eu preciso ter aqueles momentos que são só meus, onde não existe mais ninguém.
Onde vais recarregar a tua energia?
Onde vou, onde vou pensar e vou refletir sobre aquilo que fiz bem e não fiz bem. Também tem a ver com a nossa mentalidade, não é? Porque antes eu era, eu entrava num estado quando ficava introvertida e hoje percebo que esse estado não me levava a lado nenhum, levava-me à estagnação. Por outro lado, eu também sou, gosto muito de fazer o bem, gosto muito de ajudar pessoas no aspecto, se eu pudesse fazer alguma coisa que as pudesse melhorar, eu melhoraria, mas eu sei que hoje em dia Isso não me compete a mim, porque cada um de nós só se salva a si próprio.
Ou seja, se eu decidir que eu tenho que ter uma transformação, eu não posso pedir ajuda ao outro para ele vir fazer por mim. E é exatamente isso que muitas pessoas procuram. Quando eu comecei neste caminho, eu percebi uma coisa, que havia pessoas que não querem ter trabalho, mas querem ter transformação.
Querem só o resultado.
Querem só o resultado, mas isso não funciona assim, porque na verdade a transformação é interior. E cada um de nós decide aquilo que quer. Se eu quero estar aqui foi porque eu decidi pôr-me aqui neste lugar, eu decidi avançar, dar mais um passo, subir mais um degrau e o caminho é assim, mas foi-me difícil dessa parte porque eu sempre quis ajudar os outros, até porque dentro do meu seio familiar eu sempre fui aquela salvadora. Mas não foi porque os outros me pedissem, mas foi porque eu me colocava lá.
Então era eu que ia para esse lugar, era eu que queria que as outras pessoas pudessem sentir mais conforto, estar melhor, não terem a autoestima tão em baixo, terem pensamentos mais positivos, sem estar na negatividade. Eu sempre vi esse mundo assim, desde criança.
O copo mais cheio.
Eu sempre vi o copo meio cheio. Pode acontecer tudo aquilo que quiser, mas eu vejo o copo meio cheio. Eu gosto de ver esse lado interessante.
É muito interessante, é muito interessante. Sei que começaste a trabalhar muito cedo. Como é que foi para ti realmente avançares para esse trabalho ainda uma criança?
Eu comecei aos 12 anos, na verdade, assim que saí da escola. A minha mãe disse-me Ela era o militar lá de casa, era o líder, e ela disse-me, agora não podes ir estudar, tens que ir trabalhar. Ok, eu disse, está bem, tudo bem, porque para mim estava sempre tudo bem. Para mim, eu nunca, não era aquela miúda que dizia, não, eu não quero ir. Eu ia sempre, se me diziam, ah, queres ir? Sim, vou! Porque sempre vi que havia ali uma falta em casa, falta de dinheiro, e a minha mente de criança, ela acreditava que se eu fosse a trabalhar para ajudar a família, porque foi para ajudar a família e a resolver os problemas, mas não resolvi, não é?
Entretanto, desde muito cedo, também aos 13 anos, acabei por ir para a Suíça sem conhecer as pessoas para um dia. Fui servir de babysitter.
Sim, nessa viagem, tranquila, estava tudo bem.
Para mim estava tudo bem sempre. Eu nunca via a vida pelo lado negativo, nunca. Claro que quando nós começamos a criar aqueles pensamentos que nos drenam, não é? Ou que nos levam para a parte mais negativa, mas dentro de mim existia uma parte sempre, está tudo bem, aquela parte, está tudo bem. Então eu fui e tranquila, eu gostei muito de lá estar, mesmo muito. Eu vi um mundo completamente diferente daquele que eu levava daqui de Portugal.
O oposto? O oposto.
Completamente. Então aqui havia muita escassez, ou seja, no meu mundo eu via muita escassez e do outro lado eu vi muita riqueza. Então a minha mente começou a—
Da falta à abundância, assim?
Sim.
Em poucas horas?
Em poucas horas. Eu percebi, não, isto aqui, porque é que umas pessoas têm e outras não têm? Foi sempre uma pergunta que eu me fiz e foi sempre esse essa pergunta que me trouxe até aqui. Porque é como as pessoas têm e outras não têm. Isto não tem nada a ver com dinheiro, tem a ver com qualidade de vida. Porque hoje acredito que nós somos seres que já temos tudo, mas na verdade não reconhecemos é esse tudo que já temos. E esse é o caminho.
E é tão fácil, é mesmo fácil. É fácil dizer, eu sei, é um processo, mas é um caminho. Foi muito bom a experiência. Eu depois voltei novamente E assim que cheguei, a minha mãe disse novamente, tu não podes ficar em casa. Eu voltei porque também fui denunciada, foram lá as autoridades a casa e eu tive que vir embora.
As crianças não podiam trabalhar.
Claro, exatamente. Eu já não era uma criança, eu já era uma adulta. Entretanto, eu cheguei e outro dia estava a trabalhar numa confecção onde eu aprendi muito, onde eu aprendi sobre também relacionamentos, porque numa confissão é muito sobre relacionamentos.
Pessoas, não é?
Pessoas, exatamente. E eu saí de lá com uma crença de dizer assim, não, eu mereço muito mais do que estar na confissão. Mas nesse período, enquanto eu estava na confissão, eu casei. Depois eu sempre vi esse lado que eu tenho de perceção, de perceber aquilo que os outros têm como dom, E eu comecei a dizer, olha, tu tens esse dom, meu ex-marido, porquê é que tu não colocas em prática para podermos ganhar mais dinheiro? Porque na altura só tínhamos um ordenador, na altura, porque ele estava também desempregado.
E ele começou a fazer e começámos a desenvolver uma empresa e a empresa cresceu muito. Entretanto, mais tarde, eu também quis algo para mim, como eu tinha começado a trabalhar muito cedo, eu queria algo para mim, eu queria estudar algo, não é? Só que eu não sabia o quê e depois entretanto eu decidi tirar estética e nessa altura eu comecei um caminho assim que eu nunca pensei conseguir chegar tão longe como eu cheguei. Eu fui-me conhecendo cada vez mais dentro dessa área e até as pessoas, porque eu morava numa aldeia, e as pessoas diziam assim, perguntavam-me, mas tu és daqui?
E eu, sim. Ai, não parece nada, parece que tens uma mentalidade que estiveste no estrangeiro ou assim. Eu disse, não, nunca saí e porque eu desenvolvi muito nessa área, sempre tive muitos clientes, sempre tive muito sucesso, era a pessoa reconhecida na zona como a melhor, mas também eu vinha de uma fase em que eu aprendi, a minha escola de vida foi: aprende a trabalhar, não aprendas a pensar, só aprenda a trabalhar, só fazer. Então a estética, não é? Quando se entra dentro da estética é um mundo de serviço.
Sim, servir o outro, servir o outro, servir o outro.
Então eu estive aí 20 anos na estética.
20 anos, 20 anos, um caminho de aprendizagem e um caminho de evolução, não é verdade?
Um caminho de aprendizagem, de evolução.
E daí até realmente poderes dar este, este salto, por assim dizer, Como é que foi para ti decidir parar um negócio de sucesso e mudar de vida completamente? O que é que aconteceu? Houve um trigger? Houve um dia, um momento?
Eu sempre fui muito curiosa em tirar cursos. Todos os anos eu ia a muitas formações, a formações com as pessoas mais conhecidas do mundo. Eu fiz master, eu cheguei a master, eu cheguei muito longe na área das unhas, Mas entretanto eu percebi uma coisa que é: porquê é que uns têm e outros não têm? E eu, como estava na área de serviço, serviço manual, eu só pensava: se amanhã eu não puder trabalhar, como é que eu me vou sustentar?
Só dependias de ti.
Só dependia de mim. Então, como eu costumo dizer, nós empreendemos numa empresa ficando presa.
Eu presa, não é?
Presa a um sistema, não é? E no entanto acabei por criar uma clientela muito boa, muitas clientes, só que entretanto eu não tinha tempo para nada e começou a exaustão. E nós quando começamos com a exaustão começamos com os porquês. E se eu amanhã não puder trabalhar, como é que eu ganho dinheiro? Quem é que vai cuidar de mim? Será que estas pessoas vão lá estar para mim? E depois começa, lá está, é aquela crença, porque é que uns têm e outros não têm?
Porque eu sempre tive, depois de começar a trabalhar, eu sempre tive dinheiro, eu sempre tive assim, não tinha uma vida de sonho, mas sempre tive dinheiro. Mas se eu parasse de trabalhar um mês, o dinheiro não entrava. Ia-se refletir. Então eu comecei a perceber que eu fazia muito bem aquilo que fazia fora, mas por dentro de mim existia muita limitação, porque um negócio que corre bem nem sempre— eu costumo dizer que tu tens o resultado que tu crias, ok?
E esse foi o resultado que eu criei no início, quando eu acreditei que ia ter sucesso ali, só que eu como pessoa, identidade, nas outras áreas eu estava em falência.
Havia um desequilíbrio.
Desequilíbrio. E o meu corpo começou a mostrar sinais, e quando o corpo mostra sinais, não é? E quando se chega à exaustão, que chegas a casa apática, quando tu todo dia estás a sorrir, estás sempre para o outro e não há para ti, não é?
Porque estás sempre a encher o copo do outro e chegas a casa vazia.
Exatamente. E depois nessa altura lá está eu, eu comecei a perceber, este ano houve um ano que eu decidi, este ano eu não vou tirar mais formações na minha área, eu vou tirar formações de Quem realmente eu sou? Como é que eu posso pôr as coisas ou as ferramentas a funcionar melhor para mim na minha vida sem ser no trabalho? E depois aquela questão, aquela questão ficou sempre aqui, porque é que uns têm e outros não têm? O que é que muda? Essa curiosidade levou-me a ir muito longe.
E procuraste mentores para te poderem ajudar nisso?
Procurei mentores e fui uma louca de formações, mentorias, aprender, aprender, aprender, aprender, quer aprender e aplicar em ti.
Olha, é muito no aprender de ir buscar, sim, de ir encher um espaço, que porque muitas vezes, e eu ouvi um mentor que dizia, temos dois tipos de pessoas, os aprendedores e os fazedores. E quando entramos no ciclo do aprendedor, há sempre mais um curso, mais uma formação, mais Mas não é só aprender, é isso, no fundo. Como é que é?
Neste percurso eu vejo as coisas de outra forma. Eu vejo as coisas como: tu vais tirar uma formação, mas não tens um após. Não há um após. Eu acho que há uma falta de o após. E após isto? Porque na verdade, se fosse implementação, exatamente, porque te mandam tirar. Agora podes começar a atender pessoas, mas quem são essas pessoas que vão vão confiar em ti serão os teus amigos, a tua família, que não vão compreender porque é que tu estás nesse caminho.
Então eu senti, eu senti que havia ali uma falta. E como eu sou aquela pessoa que eu gosto de fazer tudo bem, entretanto eu comecei a atender algumas, alguns amigos, algumas pessoas conhecidas. Só que aquilo era muito, era uma pessoa, era só uma pessoa de vez em quando, vinha uma gorda. Exatamente. E depois começaram os julgamentos das pessoas, dos teus amigos, das pessoas mais próximas, das referências que tu tens à tua volta, não é?
Da tua família, da sociedade à tua volta, daquela pessoa que te conhecia lá nas unhas, como eu, não é? Era conhecida como a Carla das unhas. Como é que agora a Carla está nesta área? Não fazia sentido para as pessoas. Então como é que tu vais para um mundo fazer, ajudar os outros, porque quando nós também ajudamos os outros, nós também crescemos, porque é aí que a nossa consciência expande. E eu quis começar a tirar mais cursos, mais cursos, mais mentorias.
Eu fui a uma mentoria no Brasil, eu estive lá 7 dias com o José Roberto Marques, até estão gravados 7 episódios no YouTube, em que eu sofri horrores. Horrores. Mas existe uma falta nos cursos de te dizerem assim: não é só aprender. Aprender é 20%, 80% é o que tu fazes, é o aplicar. Mas por que é que eu queria fazer aquilo? Então eu percebi uma coisa: eu não tinha um sonho. Ok, então se tu não tens um sonho, como é que tu vais para um caminho realizar esse sonho? Se tu, Liliana, tu estás aqui, tu tiveste um sonho um dia, certo?
É verdade.
Então hoje estás aqui porque esse sonho trouxe aqui.
Sim, sim, sim.
Sonhaste, acreditaste, imaginaste, idealizaste, criaste.
Primeiramente, não é? E agora o quê?
Mas se eu não tinha sonho, se eu não conseguia sonhar, como é que eu conseguia avançar? Então hoje eu percebo que nós precisamos de mentores com uma mentalidade que não é, não nos vão dizer assim, eu vou-te ensinar e agora faz o teu trabalho. Não, precisas de entender sobre mentalidade. Isso é mentalidade da pessoa que quer ficar mais na parte espiritual interna, só para ela, ok? Que não quer evoluir, e está tudo bem, porque há pessoas que só querem ter uma vida tranquila e há outras pessoas que não, sonham maior, mais além, não é?
Porque são pessoas visionárias. Eu considero-me uma pessoa visionária. Então esse sonho, hoje eu tenho muito mais propósito, mas naquela altura eu não tinha propósito, eu não tinha sonho. Isso aí faz com que as pessoas façam ou não façam. Precisamos de criar, e há falta de mentores que desenvolvam a parte da mentalidade das pessoas do fazer. Porque é que é importante fazer? Porque nunca ninguém explicou porque é que é importante fazer.
Porquê? E porquê é que tens que fazer sem mesmo tu saberes? Mas há aquela velha história que dizem: mais vale feito do que perfeito. Mas no início, quando eu comecei a gravar vídeos, não era assim. Precisas de ser perfeito para vender. Então isso é quase ali uma troca, uma troca de pensamentos que tipo que não encaixam. E eu só pensava, então, se mais vale feito do que perfeito, porquê é que tem que ser perfeito? Eu não entendia isso, não é?
Então hoje entendo que nós, o nosso corpo precisa de entender, mas é a nossa mente que precisa de aprender primeiro.
Certo, é um caminho.
É o caminho, é o caminho. Eu acredito que tudo começa na mente, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo.
E tudo começou, alguém imaginou.
Alguém imaginou, não é?
Sim, estas cadeiras onde nós estamos sentadas começaram porque alguém imaginou, não é? Este local onde nós estamos, alguém o pensou um dia e ele foi criado. Exatamente, tudo começa aí, tudo começa aí. Olha, e para além de mentores, houve algum livro, um filme, um momento específico que te ajudou a dar aqui este salto na tua vida?
Eu estava Houve uma frase uma vez, quando eu tirei um curso de PNL, que essa frase ficou marcada, que é: uma mente que se abre jamais voltará a ser fechada. E é verdade. Quando tu expandes a tua consciência, muitas vezes tu sabes que tens que fazer, mas não fazes. Ok, mas está aberta a mente, não é? Agora, propriamente, eu tive vários mentores que foram uma inspiração para mim. Um deles foi o Bob Proctor, que ele dizia que não era bonito, não tinha dinheiro, não tinha estudos.
Então eu identificava-me com ele e hoje ele era bilionário e hoje ele ajudava pessoas a ganhar 1 bilhão. Então para mim foi uma inspiração o Bob Proctor, para mim foi uma inspiração eu conhecer O Segredo, o filme. Depois eu li o livro mais tarde.
Começaste pelo filme?
Eu comecei pelo filme e quando eu vi o filme os meus olhos estavam assim e eu passei uma semana assim, era como que tinha entrado dentro daquele mundo de magia que eu sabia que existia.
Que sonhaste lá atrás.
Que sonhei lá atrás e o filme já existia há muito tempo, só que ele apareceu para mim naquele momento, então foi assim um despertar. Só que entretanto eu quis ser muito mais curiosa porque eu quando entrei também na parte parte mais espiritual, o meu caminho começou na parte espiritual. Quando eu comecei na parte mais espiritual, eu comecei a compreender que as pessoas viviam muito no mundo espiritual. Eu começava a olhar e via os resultados das pessoas e não me agradava, sinceramente.
Não te identificavas? Sem julgamento, mas eu dizia assim, tem que haver alguma coisa a mais. Então quando eu descobri, ou quando eu descobri e vi o filme, Aquilo fez-me assim uma explosão na minha cabeça. Só que porquê é que não funciona? Porquê é que toda a gente, toda a gente entre aspas, muitas pessoas têm aquele conhecimento? E porquê é que umas pessoas têm êxito e outras não têm? Outras continuam no esforço.
Mais uma vez as perguntas.
Mais uma vez as perguntas. Então eu durante esse tempo eu fui começando a perceber que existe pilares que nós temos e que não são trabalhados. Mas esse livro, ou seja, o filme, no caso o filme trouxe muita expansão. Então não há, eu não posso dizer que foi aquele momento ou foi aquele mentor ou foi, eu costumo dizer que eu vou buscar o melhor em cada pessoa que passa pela minha vida, livro, pessoa, mentor, professor, sei lá, cliente, mãe, pai.
O meu pai e a minha mãe, eles dão-me um grande ensinamento hoje. Eu tenho uma visão completamente diferente dos meus pais hoje daquilo que eu tinha há 5 anos atrás.
É o caminho que foste fazendo, não é?
É, exatamente.
Olha, e como é que tu explicas às pessoas o teu trabalho para alguém que está completamente a zero.
Ok, então eu ajudo mais propriamente, porque eu já quis ajudar toda a gente, né? Hoje é um dos problemas, mas eu hoje ajudo mais pessoas que são mais empreendedores, ou seja, que são pessoas que estavam como eu lá atrás, porque eu conheço a minha vida, conheço a minha experiência, ok? E eu sei o ponto em que as pessoas falham, pessoas que sabem que merecem uma vida muito melhor Mas que se esforçam tanto e que continuam exatamente a ter o mesmo resultado, a ter que trabalhar cada vez mais, a ter cada vez mais despesas, a ter cada vez menos dinheiro, menos saúde.
Eu pergunto: e o que é que tu ganhas? Ganhas dinheiro? Como ganhas dinheiro? Onde é que o tens? Se amanhã quisesse parar e estar um mês parado, um ano parado, como é que tu pararias?
A pergunta que tu te fizeste quando estavas no exército.
Então é, eu ajudo a pessoa a perceber que os padrões ou a identidade que ela tem não pode continuar se a pessoa quer uma identidade diferente, se quer um resultado diferente. Porque não é, eu não vou ensinar a pessoa o que ela tem que fazer no trabalho dela, porque ela já sabe, certo? Mas há uma identidade por trás de um negócio. Por trás de um trabalho. Então é isso que eu ajudo as pessoas, porque não é um, não é algo que nos ensinam.
Quem é que ensina sobre a mente? Quem é que ensina sobre mentalidade? Como é que ensina sobre as tuas emoções? Quem é que te ensina como fazer passo a passo, né, sem ser exterior? Esse é o meu caminho, certo?
Trabalhar o a mente e no fundo o interior, não é?
Trabalhar a identidade através da reprogramação mental, manifestação e da ação.
Eu costumo dizer que nós vamos vivendo vários lutos ao longo da nossa vida, exatamente pela identidade que nós vamos mudando ao longo do nosso caminho, e principalmente quando somos empreendedores E acho que o maior desafio que nós temos enquanto empreendedores é pensarmos com a cabeça, e eu falo por mim, pensar com a cabeça da Liliana daqui a 5 anos, que é como é que eu hoje consigo pensar com a cabeça quando estou a fazer planos, quando estou a organizar, quando estou a criar na minha mente, lá está, e a preparar toda esta identidade.
Concordas também que isto é é no fundo um desafio para os empreendedores, os que sabem que podem pôr isso a trabalhar a seu favor.
Certo, porque normalmente o empreendedor ele não sabe isso, ele não sabe que pode sonhar, está no fazer, no fazer, no fazer. Mas por exemplo, quando eu decido, quando eu decido que quero, por exemplo, ok, eu ganho 1000 euros, eu preciso ganhar 5000, qual é a minha versão que eu preciso deixar morrer para criar uma nova.
E não é preciso mudar, porque é que é preciso fazer, mas não é fazer para fora, fazer exatamente dentro.
Só que normalmente o empresário, não é o empresário, o empreendedor, o empreendedor, sim, vamos colocá-los no mesmo nível, eles continuam sempre a fazer, é no fazer. Só que aqui há um grande erro, porque o fazer é a última coisa. O fazer é a parte mais importante, é o resultado, mas é a última coisa. O fazer é quando eu coloco em ação o meu propósito, mas eu tenho que ter um propósito por trás da ação, porque senão o meu corpo vai dizer assim: para quê?
O que é que eu ganho em troca? A minha mente precisa perceber para onde vai e o meu cérebro precisa de saber o ganho que ele vai ter.
Certo.
Então, normalmente, um erro que os empreendedores têm e que não fazem é: eles não sabem o caminho que têm que fazer. Ou seja, eu quero vir da minha casa para Lisboa, ok, eu sei que vou para Lisboa. É exatamente isso na vida. Eu, se quiser ter 1 milhão de seguidores, eu sei que eu— é isso a minha visão, essa é a minha visão, é a meta lá no fundo. Então eu vou trabalhar para isso. Mas porquê que eu quero ter isso? Tem que haver um porquê por trás.
E quem é que eu preciso de ser?
Quem é que eu preciso ser? Para ter esse grande porquê dentro de mim. E era isso que falávamos há pouco, não é? Portanto, o facto de estares aqui também foi esse porquê que te fez estar aqui.
É verdade, é verdade.
Não é um sonho. Porque é que eu quero ter?
E isto não se muda de um dia para o outro, não é? Não, não é só eu quero ter 1 milhão de euros na conta, não é só assim.
O dinheiro é um pilar que é muito importante na vida das pessoas, embora as pessoas não reconheçam Certo, não é? A maioria das pessoas elas dizem mais vale ter saúde do que dinheiro. E porquê é que não podes ter as duas coisas?
Eu acho que nos ensinaram isso.
A escolher, não é? Tens que escolher.
Eu acho que nos ensinaram isso também porque vivemos muito tempo nesta escassez, nesta— e culturalmente temos também esta parte muito interiorizada em nós, não é? Foram 40 anos de uma ditadura que nos levou a uma escassez muito, muito grande, não é? E isto era quase como se uma compensação do género, como não podes ter dinheiro, fica-te aqui pela saúde, não é? Mas não é preciso escolher.
Ainda esta semana eu gravei um vídeo muito interessante que era, tu podes beber deste chá, este chá vai tirar dores de cabeça, ansiedade, Perturbações. Se tu tens problemas de dormir, este chá também é importante para ti, porque normalmente começa mais quando as pessoas têm falta de dinheiro para pagar as contas. Um relacionamento, ele é destruído muito, quase 90%. Eu não vou estar a dizer aqui um número bem certo, mas também tem influência.
Normalmente um casamento é destruído pela financeiro. Um negócio é destruído pelo financeiro, uma família é destruída por um financeiro. Eu vi isso na minha família, eu vejo isso em muitas famílias. Então, ou tu naces numa família onde a abundância já é tua na tua mente, ou seja, já está na tua vida, ou se normalmente se naces numa família onde há escassez, vai haver muitos problemas. E foi isso que eu vi toda a vida. Enquanto fui criança, eu vivia assim, cresci assim, todos os dias discussão atrás de discussão, porque nunca havia dinheiro, estava lá na base, nunca havia dinheiro, certo?
E o dinheiro também faz parte da nossa vida, no fundo, não é? E lá está, falas aqui nesta, na reprogramação da mente, Mas eu sei que tu tens 5 pilares nos quais trabalhas.
Sim, eu acredito que um ser humano, um empreendedor, um empresário, uma pessoa, não interessa, ok? Ele não é, ele não é só aquela pessoa que nós vemos. Para mim faz mais sentido eu trabalhar 5 pilares porque eu compreendo que quando um pilar destes está desequilibrado, os outros vão desequilibrar. Então nós somos habituados, eu fui habituada a fazer. Aprende, a tua escola de vida é ensinar, é aprender a trabalhar. Então eu aprendi a trabalhar, eu aprendi a fazer no corpo físico, só que não olhos para o corpo.
Certo.
Não costumas olhar para o corpo.
Serves-te dele, não é?
Serves-te dele, mas não olhes para ele. E julga-o, porque quando ele está muito doente tu vais dizer, o meu corpo está doente. Mas não vais olhar para o corpo a perceber porque é que ele está doente, porque muitas vezes é apenas cansaço, às vezes é emoções que estão reprimidas. Então os 5 pilares são muito importantes porque nós precisamos de trabalhar diariamente a nossa mente, a nossa mentalidade.
Certo, certo.
Mas não chega só isso, não chega ali na mentalidade. O que é que nós vamos fazer? Vamos perceber o que é que nós pensamos, o que é que nós criamos, imaginamos, idealizamos para a nossa vida. Ou seja, é um todo, não é?
Certo.
É como se fôssemos a mandar fazer um projeto de uma casa.
Certo, certo.
E depois existem as emoções, que é aquilo que te diz o que é que tu guardas e o que é que tu alimentas. Tu alimentas amor ou guardas rancor?
Serão as cores. Serão as cores também, porque no fundo não é como se nós pensássemos numa casa, não é?
Estás na raiva ou estás na libertação? Porque todos os dias acontecem coisas connosco, acontecimentos, só que as emoções são muito importantes para nós refletirmos o que temos dentro de nós, não é? Isso é o combustível do carro. Lá está, o combustível que metemos dentro do carro, ele é bom, de qualidade ou não? Então depois existe a outra parte que é espiritual, que as pessoas dizem, ah, mas eu sou religiosa, religioso. Ok, está tudo bem, isto não tem nada a ver, espiritualidade não tem a ver com religião, porque aqui não há o está certo ou está errado, este é melhor ou aquele é pior, eu é que estou certa, tu é que estás errado.
Não, é nós percebermos quem nós somos na verdade, é uma conexão connosco completo, não é? Um ser humano completo, e é que nós não estamos desconectados de nada. Estamos ligados a tudo. Quando eu gosto de ti, Liliana, tu estás ligada a mim.
Nós influenciamos.
Isso é espiritual, é na parte espiritual que trabalhamos disso, não é? Quando me dizem, ah, Deus está fora. Está fora ou está dentro de ti? Ele nunca está fora, porque ele está sempre dentro de ti. É algo vivo que está dentro de ti. Então as emoções é muito importante, as emoções, a parte espiritual é muito importante trabalhar Porque nós nunca estamos desconectados e quando nós ligamos esta parte, esta parte do propósito à parte mais espiritual, né, liga, vem a facilidade.
Entretanto, tem a parte mais energética, que é aquilo que realmente nós somos, é o que nos move. Tu entras num local, ah, eu sinto uma energia densa. Entras num sítio, eu sinto uma energia mais relaxada, divertida. Essa é a tua parte energética e é isso que vai fazer manifestar mais resultados ou menos resultados ou piores resultados. Falta outra, não é?
Falta. Falta aqui ainda a parte física.
Ah, pois é, a parte física que é aquela parte que eu tinha falado. O teu corpo, tu julgas o teu corpo? Como é que tu o tratas? Porque ele é o teu melhor amigo. Eu costumo dizer, e eu já fiz isto com muita gente, olha para as suas mãos. Quantos anos têm essas mãos?
Tantos como eu.
Quantos?
42, quase.
Ok. Algum dia lhes agradeceste?
Por acaso já, mas numa situação difícil.
Numa situação difícil. Às vezes a mão está à nossa frente E nós não reconhecemos. Então às vezes ela tem uma dor e simplesmente podemos dizer obrigada por estares aí. É um corpo, é uma parte nossa, não é? E tem a ver muito com aquilo que tu fazes, com aquilo que tu te alimentas, com a ação que tu crias. Um complemento de tudo vai fazer com que tu tenhas uma vida equilibrada, porque tu podes ser também, tu podes ter um corpo muito tonificado mas ter uma mente desequilibrada.
E a tua vida ser desequilibrada. Emocionalmente tu podes estar lá na paz do mundo, mas não crias movimento na tua vida. Então precisamos ser um todo. E estes 5 pilares para mim é aquela metáfora do carro, que é: tu tens um carro, ok, que é o teu corpo, o físico, o físico. Tu tens o quê? O combustível. O combustível é as tuas emoções, é o que tu colocas lá dentro. Tu tens o teu mental, que é o GPS, Vou daqui para ali. Quando eu saio de casa, até para fazer umas compras, eu saio de onde saio, não é?
Eu saio de onde saio para onde eu vou. E depois tem a parte que é a parte que guia, que é a parte do observador. Eu tenho o controle, é o empreendedor.
E é muito giro pensarmos que quando algum destes pilares está mais desequilibrado Começa até muitas vezes, se nós não ouvirmos, o corpo a falar connosco para nos mostrar, para olharmos para certas situações.
Sim, por isso lá está a razão. Eu comecei mais na parte espiritual, no entanto eu observei que o normal das pessoas que vivem no mundo mais espiritual, eles vivem no mundo só deles, mas o mundo real aqui físico não é aquele mundo só deles. Nós precisamos sonhar, precisamos acreditar, precisamos estar conectados, mas isso é só uma percentagem do nosso tempo. E em tudo o que fazemos temos que colocar o espiritual, é verdade, mas não é o espiritual que nos vai salvar a vida.
Porque Deus vai te dar aquilo que tu pedes, sempre aquilo que tu crias, aquilo que tu tens como ação, e está tudo disponível.
É, às vezes não é a resposta que nós, nós Criamos porque também não soubemos pedir e criar na nossa mente.
As perguntas, uma pergunta certa vai desbloquear toda a tua vida. O que é que eu preciso de ser de diferente, que nunca fui antes, para ter este resultado? Qual é a minha versão que eu tenho que deixar morrer para criar esta nova? O que é que eu ainda não vi, preciso de ver para criar uma nova realidade, uma nova mentalidade? E às vezes as pessoas dizem, ah, mas eu não sei como fazer perguntas. Isso é uma pergunta. Como é que eu posso fazer a pergunta certa?
Olha, é muito interessante estares a falar nisto das perguntas, porque isto cresce em nós desde pequeninos, porque nós quando somos pequeninos somos perguntadores andantes, e que nós adultos acabamos por bloquear Muitas vezes nossos filhos, os nossos netos, as nossas crianças, ai, tanta pergunta, tanta pergunta, tanta pergunta, mas é essencial à vida.
É essencial, é muito importante. As crianças, elas crescem a mexerem em tudo porque elas são curiosas, elas vão mexer ali, elas vão mexer além, e os pais normalmente vão dizer, não mexas aí, já te disse para não mexeres aí. Mas porquê? Porque sim. Nem o pai sabe responder, nem a mãe, como é que o filho vai ter a resposta, não é? Então a criança precisa de saber o porquê é que eu não devo mexer aqui, porque talvez aquilo, o lugar é para ela estar naquele sítio e é para não mexer, ponto. Mas ela precisa de entender.
Porque é frágil ou porque é perigoso?
Só que também existem perguntas que se devem de fazer e existem perguntas que não se devem de fazer. Existem perguntas que se devem de fazer Existem perguntas que não se devem de fazer.
Ok, então fala-me mais sobre isto. Fala-me mais sobre isso. Até estou confusa.
Então existe aquela pergunta que é: porquê é que isto me acontece a mim? Então essa pergunta faz com que nós estejamos num papel de vítima. Porquê eu? Porque é que isto me aconteceu a mim?
É só a mim que isto me acontece?
Porque é que eu nunca tenho dinheiro e a outra pessoa tem sempre dinheiro? E existe a pergunta certa que é: o que eu preciso de fazer para mudar esta situação? Quem eu preciso de me tornar para sair desta situação?
É muito interessante falares disto porque quando nós estávamos aqui a falar em off, nós falámos de comunicação, não é?
Comunicação.
E falámos de, lá está, do emissor, do receptor e da mensagem. E no fundo é fazer a pergunta certa e saber que pergunta fazer para podermos criar o nosso resultado, a nossa transformação, tudo isto.
É verdade, é porque quando na verdade a gente faz uma pergunta, uma pergunta que é de bloqueio, é como se fosse uma porta. Ela não abre, a porta fecha. E cada vez que nós fazemos novamente e reafirmamos e afirmamos aquilo que acabámos de dizer, é como se colocássemos mais camadas, mais camadas, mais camadas.
É quase como se naquela porta fôssemos pondo cimento para ela ficar ali cada vez mais impossível de aceder.
Por isso é que quando a pessoa faz a transformação é como uma casca de cebola, Quando tu começas a fazer a pergunta certa, isto não é só porque sim, é porque também não é magia, não é magia, porque assim é tudo, tudo é emaranhamento, né? Então tudo é entrelaçamento quântico. Quando nós fazemos a pergunta certa, é como se movimenta uma energia que vai abrir aquela porta e vai desbloquear, e depois a porta vai abrir. Mas estás preparada para passar a porta?
Essa é a pergunta: estás preparada? Porque não é só pedir. Porque eu também pedi muita coisa quando na verdade eu não estava preparada. Agora hoje não, hoje eu peço as coisas sabendo que se não estou preparada, tenho que me preparar para ir para a ocasião, só assim muda.
É muito interessante falares disso porque, olha, um dos meus mentores, quando eu estava a escrever o meu livro, que me disse, Liliana, Prepara-te para o sucesso. É preciso termos esta consciência, não é? Porque no fundo, quando nós estamos a fazer algo novo, quando nós estamos a empreender, quando muito mais facilmente nos preparamos para o insucesso, completamente. Não vai dar certo, não vai acontecer, não vou conseguir, não sei o quê. E preparar-nos para o sucesso.
E até porque pessoas introvertidas, não é? Como às vezes é o nosso caso, é difícil ir para lá.
Desafiantes.
É desafiante.
É colocar-nos no lugar E lá está, é colocar-nos num lugar visível.
Visível, em que o foco está em cima de nós. Em que tu sempre estiveste por trás das cortinas, não é? E neste momento tens que ir para a frente. E até porque o ser vista traz muitas crenças autoestima, traz muitas verdades ocultas que nós não compreendíamos até lá chegar.
E está no nosso ADN, não é? Se nós pensarmos, nós enquanto seres humanos a sair da caverna era colocar-nos à disposição de um animal qualquer para nos comer.
Exatamente. Eu hoje tenho uma forma engraçada de quando eu me coloco, por exemplo, num sítio desconfortável, certo, como aqui é a primeira vez, por exemplo, certo, eu penso assim, eu venho mais num estado neutra. Porque é assim, o que é que é verdade e o que é que é mentira? O que é que é certo e o que é que é errado? Porque se nós formos ver, aquilo é sucesso.
E o que é sucesso?
Eu tenho que perceber o que é para mim, em primeiro lugar. Quando eu dizia eu tinha um negócio de sucesso, eu na minha cabeça, eu tinha muitas clientes, eu tinha muito trabalho, as pessoas invejavam até o dinheiro que eu ganhava, Então isso é sucesso? Será sucesso? Ou eu ter sucesso na vida é estar equilibrado em todos os pilares? Agora, eu para ir para uma vida eu tenho que ir sem julgamento. E nós fazemos o julgamento, porque é assim: aquilo é o que é o certo, aquilo é que é o errado, aquela é que é a pessoa certa, aquela é que é errada.
Nós fazemos muito isso. Então eu vou só no espaço daquela. O que é que eu tenho a perder?
Sem expectativas.
O que é que eu tenho a perder mais do que aquilo que eu tenho?
Nada.
Então é estar numa zona neutra.
Certo.
E quando nós estamos numa zona neutra, a nossa mente não invade os nossos pensamentos.
Certo, não nos influencia nada.
Exatamente, não somos influenciados e automaticamente o nosso corpo também não vai sentir, porque nós recebemos a informação que vem através dos pensamentos. Então é isso que vai acontecer, eu estar melhor ou pior, porque isto vai influenciar as nossas emoções e tudo isso, não é? Exatamente.
É mentira, é mentira vermos estas coisas. Olha, e há aqui uma pergunta que eu não posso deixar de fazer: o que é que impede um empreendedor, um empresário, de avançar?
Então muitas vezes é o ego, é o ego, porque eu já sei tudo, é o ego porque eu já sei. O eu sei está sempre presente num empreendedor que não avança, ou num empresário que não avança. Normalmente quando a pessoa costuma dizer eu já sei, a pessoa não sabe.
Está-se a proteger.
Está-se a proteger. Porque o nosso ego, o que é que ele gosta? Ele gosta que nós estejamos na zona de conforto. Ele gosta de conforto, ele não gosta de sair da zona de conforto. Então ele vai ter que fazer coisas novas que nunca fiz. E outra coisa é, as pessoas têm dificuldade em pedir ajuda, em dar o braço a torcer. E esse é um dos piores erros, porque eles também dizem muito que é um dia eu faço, um dia eu aprendo, quando eu tiver tempo, quando eu tiver tempo.
Eu preciso de entender isso. Então são crenças que estão ligadas ao ego, que o ego é o que nos faz manter ali. Mas o ego apenas está ali para nos proteger, certo? Ele sabe que se nós passarmos dali e se não tivermos preparados, pode ser perigoso. Nós vamos cair e a dor vai ser forte. Então é uma proteção. Temos que ver o ego como, ok, estás aí para me proteger, mas não és o meu dono, não é?
Mas não podes impedir.
Não podes impedir. Então um empreendedor, ele precisa de pedir ajuda. Ele precisa de reconhecer o que é que está mal na vida dele para ele perceber qual é o passo seguinte que ele pode dar para evoluir, certo? Mas enquanto ele estiver no fazer, fazer, fazer, e enquanto ele estiver no eu já sei, eu não preciso de mais, ele não vai continuar porque nós—
e não avança.
Nós não queremos perder energia e ao fazer uma coisa nova nós vamos gastar da nossa energia. Quando tu colocas alguma coisa em ação, como por exemplo fazeres este podcast, tu estás a colocar a tua energia, certo? A tua energia gasta-se. Se tu estás em prol de uma coisa que é boa para ti, que te dá empolgação, tu não vais gastar energia, tu vais ganhar energia. Por isso é que tem que saber o porquê. Porque é que o empreendedor deve mudar?
Porque ele está insatisfeito, porque ele reclama todos os dias, porque ele compara o concorrente com ele.
Julga-se.
Julga-se. Então a pessoa, isso é um nível de consciência muito baixo, porque nós temos vários tipos de consciência. A primeira consciência é aquela pessoa que ele reclama, ele julga, ele critica, E ele valida tudo, mas não sabe que tem um problema, né?
É totalmente inconsciente.
Exatamente. A outra pessoa a seguir, ela já sabe que tem um problema. Há aqui alguma coisa que não está certo. Então a pessoa começa a ganhar consciência que— então depois vem a outra que diz assim: ai, preciso dar um passo a seguir, há uma solução para isto, há uma solução, né?
Ainda não sei qual é, mas eu tenho que começar a procurar.
Começa a procurar. Talvez eu precise de um mentor, talvez eu precise mudar a minha vida, ler mais, mudar a minha vida, não sei o quê.
É aquela pessoa que já está mais girada para a ação e começa a entrar em ação.
Exatamente. A seguir é aquela pessoa que lá está, procura mentores, procura livros, faz cursos, mas eu preciso de entender mais, mas eu preciso de perceber mais, mas eu preciso de acreditar. Mas como é que tu acreditas se tu não alimentas primeiro? É difícil. Então quando se está assim é difícil avançar. O último nível é aquele que já sabe como as coisas funcionam e é aquele que diz, ok, já sei o que tenho que fazer, tenho que me levantar de manhã, criar energia, respirar, fazer meditação ou imaginação ou por aí vai, escrever, escrever os sonhos, que é muito importante a gente escrever os sonhos e desenvolvê-los, escrever metas, reprogramar-se e depois também pôr em ação aquilo que se comprometeu de manhã.
Então essa pessoa já sabe porque é que vai para o dia, porque é que tem que trabalhar, porque é que tem que fazer.
Já tem uma intenção muito clara e entra em ação.
Então essa pessoa já está no caminho certo, essa pessoa vai manifestar, de certeza, com certeza. Isto é um si com toda a facilidade. Eu tirei um curso que era sobre consciência, que é na área de Access Consciousness, que eles desenvolvem a nível de consciência e que tu quando começas ali, tu começas a desenvolver uma consciência muito maior através de uma programação que tu fazes ali. E assim, a pessoa para manifestar ela tem que começar a movimentar primeiro toda a energia, toda a energia que está por detrás daquele sonho, e depois é que tem que começar em ação.
Certo.
E depois a partir daí o que é que ela faz? Ela vai, agarra e vai fazer acontecer para o dia. Só que o Access Consciousness ele diz assim: há um mar de infinitas possibilidades, E esse mar das infinitas possibilidades, tal como eu e muita gente ficávamos lá nesse mar das infinitas possibilidades, porque é um mar mágico, é demasiado infinito. Mas esse mundo mágico, ele é apenas mágico para te criar a tua imaginação que tu tens que criar.
Mas a partir daí, poucas são as pessoas que dizem que tu tens que agir, entrar em ação. Então foi quando eu comecei mesmo com aqueles mentores que dizem Não interessa aquilo que tu já sabes, o que interessa é que tu, o que tu vais implementar no teu dia a dia que vai fazer acontecer as coisas e vai trazer os resultados que tu queres. A manifestação é mesmo assim, é tu, aquilo que pensas, aquilo que acreditas, aquilo que sentes, vai estar no nível de frequência ao qual vais ser realizado e a qual vai ser materializado.
Então nós vivemos num mundo muito aqui embaixo que é um mundo de baixa frequência. O universo, só para teres uma noção, ele tem mais ou menos 450 Hz e quando nós sonhamos o mar das infinitas possibilidades, ele fica aqui em cima. Nós precisamos de subir a nossa—
equilibrar no fundo, não é?
Nós precisamos de subir a nossa versão, a nossa frequência, para descer o nosso sonho e realmente tornar-se e materializar-se. Parece simples, Olha, é simples quando tu és curiosa e sabes que há este passo, há este, há este e há este. Primeiro nós precisamos saber o que é que está errado na nossa vida.
Ok.
Ninguém muda nada se achar que está tudo bem. Agora, se eu achar, se eu achar que preciso, por exemplo, de mudar o meu corpo, eu tenho que sentir uma dor. Só assim eu consigo ver através da dor. Então é um resultado, certo? Eu tenho Eu olho para o resultado e não gosto. É o meu observador, mas isso é a consciência. A consciência ela observa o que está mal, a mente ela decide daquilo que está mal o que é que ela quer colocar bem.
Por isso é que nós quando começamos com um projeto nós temos que ter o propósito. Ok, se tu tens um corpo que não gostas, Então precisas de criar um corpo que tu gostas, ok? É um desejo, lá está, é uma possibilidade. Depois, entretanto, a partir daí, o que é que tu fazes? Tu vais reprogramar a tua mente, porque a mente ela tem padrões, ela tem tipo dores muito profundas, e isso vai causar com que o teu sonho se realize ou não realize, mas isso não é real. Isso não é real, isso é real dentro de nós porque foi programado, está lá.
É uma realidade nossa.
Então nós precisamos de acreditar acima de tudo que aquilo não é real, que nós podemos começar a criar a partir do momento que começamos, não é? Só que um miúdo, ele vai para a escola e ele aprende todos os dias, ele anda lá um ano, 5 anos, 10 anos. Nós precisamos de fazer exatamente igual. Quando a nossa mente dá o clique e no cérebro cria aquela sinapse que nós dizemos, ah, é isto mesmo, é quando o nosso cérebro entende. Ao fim do nosso cérebro entender, isso é tudo, torna-se muito fácil.
Mas até lá, uma mentira contada mil vezes, que é a nossa verdade que queremos atualizar, passa a ser uma verdade. Agora é um trabalho que tu precisas de perceber também passo a passo e sabes que se tu falhares ali, tu vais errar no resultado, não há como.
Certo, certo. É um passo a passo muito, muito importante, não é? Mas é preciso também ter muito claro a nossa intenção e o nosso objetivo.
É o porquê.
Sem esta clareza qualquer caminho serve, não é? É a história do GPS, não é? Se nós não tivermos um ponto de chegada—
Porque é que eu quero ir a Lisboa? Ah, só para passear. Ok, esse é o teu porquê. Pode ser, pode não ser, pode ser outro porquê. E quando nós queremos mesmo muito, as coisas acontecem muito rápido, muito rápido. A minha mãe foi operada, levou uma prótese E ela teve apenas 3 semanas para recuperar, porque ela teve uma dor no momento em que ela precisava de andar. Como não conseguia andar ela própria, ela, a força dela interior era tão grande, era tão grande que fez levantá-la da cadeira e ela sozinha, sem fisioterapia, ela começou a andar. Ao fim de 3 semanas ela percorreu 2 km. Isso é força!
O porquê?
Enquanto quando foi a primeira vez, porque aquela foi uma segunda vez que ela foi operada, enquanto a primeira vez ela teve muito tempo para recuperar.
Olha, e diz-me uma coisa, este trabalho de reprogramação de manifestação faz sentido para cá.
Então faz sentido para aquelas pessoas que sabem que merecem viver uma vida melhor e que há uma vida melhor para viver, porque só entra neste mundo quem realmente ela percebe que há o mundo além daquele, o mundo além daquela limitação. Porque o planeta é denso, o trabalho é denso, ou seja, o esforço é denso. Se tu trabalhares diariamente através do esforço, nunca vais criar grandes resultados, nunca. Não, não flui. Por isso é que a reprogramação e a manifestação faz falta àquelas pessoas que já sabem fazer mas que não sabem pôr essa parte a funcionar a favor delas.
E está disponível, porque nós temos, nós temos tantos poderes ocultos que não são trabalhados. E quando eu comecei a perceber que eu tinha um poder dentro de mim para curar qualquer coisa, a tua vida mudou, mudou completamente. Mudou primeiro a nível de saúde.
Fala-me um bocadinho mais sobre isso.
A nível da saúde, porque no fundo também é um pilar importante, não é?
Se nós falamos do dinheiro que é importante, e a saúde também é importante. É importante.
Nós matamos a saúde para ganhar dinheiro e depois matamos o dinheiro, não é? Gastamos dinheiro, colocamos o trabalho à frente da saúde. A saúde ela é um pilar muito importante para que nós tenhamos qualidade de vida. Sem saúde nós não temos motivação para sair de casa, não temos motivação para trabalhar, não temos motivação para fazer o que quer que seja, não é? Agora, a saúde é uma das partes mais aliadas ao sucesso, porquê? Porque quando nós, quando o nosso corpo começa a adoecer, é sinal que algo está incorreto dentro de nós.
E nós conseguimos ver, tipo, a pele, nós conseguimos ver o formato da nossa pele, nós conseguimos ver as rugas, o que está bem e o que não está visível, certo? Mas interiormente nós não conseguimos ver. Por isso é que eu digo, quando nós trabalhamos as nossas emoções, a nossa saúde vai ser refletida através das emoções. Porque eu acredito, acredito, e aquilo que eu trabalhei muito foi através das emoções. Claro que primeiro precisei de entender que existe um poder dentro de mim que eu podia pôr a trabalhar a meu favor.
Esse foi o primeiro passo?
Esse é o primeiro passo, ok? É sempre a porta de entrada. Depois não é a mente que vai fazer. A mente ela dá abertura para tu seguires em frente. Então quando tu começas a perceber que tu vives no esforço, na ingratidão. Porque aos 40 anos perguntaram-me: o que é que tu já agradeceste? Quando? Hoje? Eu: nada. Nada?
Como?
Então nada. Quando nós começamos a perceber que existem palavras de frequência alta, que têm muito poder, e palavras que nos destroem, elas vão corroendo o nosso corpo por dentro. E quando nós também não libertamos, por exemplo, a ansiedade, o medo, o julgamento, a raiva, todas essas emoções, elas vão começar a destruir o nosso corpo por dentro e acaba por se manifestar no corpo. Eu não vivia tanto com raiva nos outros, eu vivia muito no esforço, e o meu esforço, ele estava-me a trazer muita doença ao meu corpo.
E depois havia uma parte de mim que eu acreditava que era genético e que eu trazia isso por amor, não é? E que eu tinha que trazer isso. Então quando eu comecei a entender que o meu corpo estava a ficar desgastado e quando eu me lembrei que o meu mentor, o Bob Proctor, dizia que ele com 89 anos ele tinha uma saúde de ferro, porque ele criou isso, eu comecei a perceber, ok, o que é que eu posso fazer também para criar essa saúde?
Foi quando eu comecei a entender passo a passo e começou a minha transformação através do meu corpo. Porque quem me conhece sabe que eu tive um problema a nível de saúde que começou com sinusite, rinite, amigdalite, tudo o que acaba aí, tudo o que acaba aí eu tinha. Até que chegou a uma fase da minha vida em que eu passei ali por um período muito mau, como nós todos, né, quando antes de acordarmos assim Isso é a realidade antes de acordarmos.
Eu passei por um momento muito mau onde eu oprimi a minha voz, onde eu não falava para não causar transtorno, complicação. Então eu fui calando e isso criou muita doença através da garganta, muita doença através da asma, da rinite, sinusite, tudo o que acabava em -ite. Até que cheguei às injeções e quando eu percebi que podia mudar tudo isso, eu pensei assim: eu hoje vou chegar a casa e vou deitar tudo para o lixo. E o meu marido disse-me assim: como é que tu vais deitar tudo para o lixo se amanhã podes precisar?
E eu disse: não, o poder que está em mim é maior do que qualquer coisa que possa existir no meu corpo. Então a partir daí eu comecei todos os dias a fazer o que tinha que fazer, Até que realmente deixou de acontecer. Então passava no mínimo 6 meses por ano com tosse, sem poder fazer exercício físico, sem poder ter uma qualidade de vida normal. Então essa foi uma das grandes transformações.
Mas aí havia essa explicação por trás, havia esse bloqueio.
E eu sei que hoje, por exemplo, nós também não podemos colocar foco em tudo, não é? Se temos um projeto, temos que colocar foco no projeto. Mas eu sei que se eu quiser rejuvenescer é muito fácil eu rejuvenescer, eu tenho é que dar foco a isso.
Certo.
Agora a nossa mente não quer muitas coisas ao mesmo tempo, muitos propósitos, muitos sonhos.
Senão desfoca.
Senão desfoca. Nós precisamos de focar, é muito importante porque as distrações elas estão aí todos os dias, não é?
Sempre a saltar, não é?
Quando nós começamos a perceber que Foca-te agora nisto, isto é importante, ok? Quando isto estiver mais estabilizado, começa a focar noutra coisa. Eu sei que se eu quiser melhorar noutro aspecto da minha vida, eu tenho que pôr foco nesse aspecto e tenho que trabalhar a favor disso. É assim que eu começo.
É muito interessante este caminho que estás aqui a partilhar, não é? Nós podemos criar a nossa realidade. E de podermos transformar. Isto não quer dizer que, e lá está, no que diz respeito à saúde, nós não tínhamos que cuidar, nós não tínhamos que ser acompanhados por um médico, não tem nada a ver com isto. Tem a ver com realmente nós acordarmos desta inconsciência, vou-lhe chamar assim, não é? De como as emoções têm impacto em nós, nesta parte física.
É porque a mente ela tem um poder muito grande de começar uma transformação em ti. É muito importante mesmo reprogramar a mente, criar mentalidade, mas são as emoções que é o combustível para te ligar àquilo que tu queres. Ou seja, o teu coração é 50 mil vezes mais potente do que aquilo do que o teu cérebro, do que a tua mente. Então é o teu coração é que se vai ligar ao teu resultado que tens ou não tens.
Sem dúvida, sem dúvida.
É muito, muito forte.
É mesmo, é mesmo. Olha, diz-me uma coisa, para alguém começar a trabalhar contigo, quais é que são os passos? O que é que é necessário fazer? Tens trabalho individual, tens mentorias em grupo, como é que funciona?
Eu normalmente eu tenho mentoria em grupo e individual e por vezes eu faço workshops, que é para aquelas pessoas que estão curiosas mas querem saber mais um pouco, então vão ali, é como se fossem beber um bocadinho da água da fonte.
O primeiro passo.
O primeiro passo. Entretanto, quando a pessoa já sabe aquilo que tem, já sabe que tem um resultado que precisa de ser melhorado, ela vai procurar ajuda. E depois há dois tipos de pessoa: há aquela que quer entrar num grupo e quer ficar ali no cantinho dela sossegadinha, sem perguntar, sem nada, ou aquela pessoa que gosta muito de entrar em mentoria e por aí vai, e há aquela pessoa que é muito reservada, que ela diz não, eu preciso do meu momento só para mim, eu preciso de ser visto.
Então quando trabalhamos individualmente Aquilo que fazemos é olhar para a história da pessoa e trabalhar os padrões e a identidade e a transformação que ele precisa. Certo. Quando é mentoria em grupo, ali é mais a nível, porque é ali uma riqueza, porque as pessoas que ali estão no grupo todas têm a mesma dor e não é por acaso que estão ali. Só que muitas vezes as pessoas dizem, não, eu não tenho essa dor, mas acaba por ter essa dor ligada.
Então quando uma pessoa traz uma história, compartilha uma experiência, compartilha que ela teve um resultado assim porque fez isto e isto, a pessoa vai ganhar muita consciência através de ver o resultado de outras pessoas.
O exemplo do outro.
Através da história.
Certo.
E é essa história que muitas vezes faz com que a pessoa tenha uma transformação e muitas vezes nós nem sabemos a transformação que a pessoa teve. Às vezes passa 1 ano, 2 anos, 3 anos, 4 anos, 5 anos.
Não é instantâneo, não é? Não, não estalamos os dedos e acontece.
E só ao fim de 5 anos, 10 anos, é que tu sabes que ajudaste aquela pessoa.
Certo.
Eu, no meu percurso, eu tive uma pessoa na estética ainda que me disse assim: esta semana tive mesmo para me matar, tive de cima de uma ponte. E eu: e por que não fizeste? E ela disse: porque algo me impediu. Eu disse assim, olha, eu não sei se funciona ou não, mas tu podes começar a olhar ao espelho de manhã todos os dias e a dizer que te amas. E se não consegues dizer isso, tu podes dizer simplesmente, eu estou a aprender a gostar de mim, se ainda te é difícil.
E depois faz assim, ok, faz isso, faz o que tens que fazer e continua a fazer todos os dias. Depois faz outra coisa, vem à rua e vai caminhar E depois, passado um mês, ela foi lá e disse-me assim, olha, estou a fazer exatamente aquilo que tu me disses e já me sinto muito melhor. E depois ela disse-me assim, agora já consigo correr, já consigo andar daqui para além em quanto tempo? Em X tempo. E eu disse assim, então vais fazer assim, vais marcar no relógio e vais reduzir o tempo no mesmo percurso.
E ela começou a fazer isso até começou a correr. Ela hoje, eu não tenho contato com ela, mas eu olho para as redes sociais dela e vejo uma pessoa com um corpo completamente diferente, com um olhar completamente diferente e com uma visão do mundo totalmente diferente.
Outra pessoa.
Outra pessoa. Às vezes basta despertarmos uma consciência nessa pessoa para ela começar a transformar a vida dela.
Despertar. Não é automático.
Não, é um clique. Eu acredito que é a nossa mente superior a dizer assim: está aí aquilo que tu precisavas ouvir. Mas também é preciso estarmos atentos, porque às vezes não conseguimos ver, porque normalmente a primeira, pelo menos, ou não é, mas normalmente as pessoas dizem: eu tenho esta intuição, este sentimento, eu tenho este Eu tenho este feeling, certo? Então isso é como se fosse, imagina, uma informação certa para aquela pessoa, que às vezes precisa de estar naquele momento ou ouvir exatamente aquilo que a pessoa precisa de ouvir.
Por exemplo, quem for ouvir depois esta história, este podcast, vai ser exatamente aquilo que a pessoa precisa de ouvir.
É verdade. É mesmo.
Isso é que faz com que a gente desperte, porque tem que haver algo mais.
E esse é o primeiro passo.
E esse é o primeiro passo.
Tudo o resto é estar insatisfeita, certo?
Porque já o Bob Proctor dizia, a avó dele dizia: tens que estar satisfeito. E ele dizia: sinto muito, avó, mas eu tenho que estar insatisfeito. Eu tenho que estar grato pelo que tenho, mas eu tenho que estar insatisfeito, porque é essa insatisfação que me leva aonde eu quero ir. É muito forte, não é?
É mesmo, é mesmo, é mesmo, porque lá está, é esta história de estar desconfortável, desconfortável, porque se estivermos demasiado confortáveis não acontece nada.
Exatamente, é demasiado, é demasiado confortável. Eu não me quero expor, eu não quero ser visto, é demasiado confortável, é demasiado, é demasiado.
E eu acho que este demasiado confortável também às tantas vai gerar dor.
Muita dor.
Vamos pensar, estou sentada nesta cadeira, se eu continuar sentada nesta cadeira durante mais 5 horas, eu agora estou confortável, daqui a 5 horas não há movimento de energia, não é? De certeza que não estou. Então lá está, não pode ser demasiado confortável, senão não há movimento, não há evolução, há estagnação.
Até porque nós seres humanos, ou nós estamos a expandir, Ou nós estamos a regredir. E quando nós estamos numa zona onde estamos confortáveis, imagina um balde de água parada. Como é que está ao final de um ano, 2, 3, 4, 5? Vai evaporando, vai cheirar mal. Sim, vai evaporando e vai evaporando. Então isso é o que acontece às pessoas, porque as pessoas vão dizer assim: mas eu tenho tudo e não me sinto satisfeita ou satisfeito. Porquê?
Porque não estás a expandir. Nós até basicamente, as mulheres, para aí 30 anos, 35, estamos a crescer. A partir dali nós começamos a estagnar e as pessoas ficam muito no esforço. Lá está, no esforço, porque é dura a vida, porque tudo me acontece a mim, porque eu sempre fui assim, porque eu não consigo mudar, porque é difícil, porque eu não consigo. Então a pessoa fica ali presa e quando não há uma expansão Há um decrescimento, a pessoa vai morrendo aos poucos, aos poucos, sem dar por isso.
E depois, normalmente os homens é mais tarde. Então se tu reparares quando é que aparecem as dores no nosso corpo, basicamente nas mulheres a partir dos 35 anos.
Ainda não sei.
Sim, mas em média, em média, isto não é geral. E os homens a partir dos 40. Porque a dor é só um resultado daquilo que nós não estamos a fazer ou que estamos a manter. Porque o cérebro, olha aqui Liliana, nós nos estudamos a partir de uma idade, nós não evoluímos, nós não escrevemos, o normal é isso. Então eu sempre disse, eu não me revejo aí, mas eu entendo olhar para— porque estás numa altura de expansão da tua vida. Mas se tu olhares para os teus amigos, para a tua família, é isso mesmo, é isso mesmo.
Tu dizes assim, olha, tens aqui este livro para ler, certo, que te pode expandir muito a tua vida e pode-te melhorar muito mais. A pessoa diz assim, ah, mas eu não gosto. Ah, mas isso está-me o sono, eu não tenho paciência para isso.
É verdade, é verdade, é verdade, é verdade. E é muito interessante, estás aqui a partilhar E estavam a passar pessoas pela cabeça, porque lá está esta história de estares aqui a partilhar, de começarem as dores, de eu não me revejo, eu não me revejo, mas vejo pessoas à minha volta que se veem perfeitamente nessa mesma história, sempre.
Mas caso tu tenhas uma altura em que pares um pouco em que fiques mais numa zona de conforto, automaticamente voltas para a pessoa que tu eras. Porque muito rapidamente eu volto para a Carla que era, muito rapidamente. Porquê? Porque o meu corpo já sabe, a minha mente já sabe que é confortável, porque ali era uma zona segura. E foram muitos anos.
É verdade.
Eu, para criar uma nova identidade, eu tenho que reafirmá-la muitas vezes. E hoje eu olho para, por exemplo, pequenos momentos do meu dia, eu sei que se eu ficar muito tempo ali a pensar naquilo que devo ou não devo fazer, eu sei que estou a causar uma baixa frequência, uma baixa energia. Então eu não sou produtiva nesse caso. O que é que eu posso fazer? Eu posso observar e dizer-me assim: eu também mereço descansar, fazer alguma coisa, certo, parar, dormir e sei lá, ir ao ginásio, passear, sim, qualquer coisa, porque eu sou humana, eu não tenho que estar sempre a fazer, não é? Eu não sou produtiva sempre a fazer.
Não somos sempre 100% produtivos.
Agora, eu muito rapidamente, se eu ficar sem propósito e se eu ficar sem um porquê, eu muito rapidamente fico lá a pensar, a pensar, pensar, pensar e não sair dali, e não sair dali daquele looping que está, que roda ali na mente. Eu sei que isso não me leva a lado nenhum, não me traz boa vida, não me traz qualidade de vida nenhuma.
É mesmo. Olha, Carla, estamos aqui já a caminhar para o final, porque já estamos aqui há uma hora a conversar. Eu sei que ficávamos aqui muito mais tempo aqui a conversar, mas estamos aqui a caminhar para o final e eu tinha aqui mais 2 ou 3 perguntas para te fazer. Primeiro, onde é que as pessoas te podem encontrar? Porque toda esta conversa que nós tivemos aqui É muito gira, mas as pessoas também precisam de entrar em ação, não é?
Então, se quem está aí desse lado se identificar contigo, com o teu trabalho, onde é que te podem encontrar? Como é que podem trabalhar contigo?
Nas redes sociais podem procurar por mim, Carla Marques Mentora, no YouTube, no Facebook, no Instagram. Eu estou mais por lá.
Ok.
As mentorias individuais, elas podem ser quando a pessoa decidir que ela precisa, e se tiver agenda, claro. Claro, as mentorias em grupo elas são postas e colocadas em certos períodos de tempo, ou seja, agora alguma proximamente? Sim, vou ter agora uma brevemente, vou abrir uma turma, vou ter um webinar agora dia 1 de setembro, então a gente aqui uma hora, estarmos atentos a isso, que eu vou trazer os 3 grandes bloqueios de um empreendedor, pode matar o negócio de de um empreendedor que pode despertar a consciência de alguém que precisa mesmo de querer mais e que quer mais e que está ali numa limitação e a vida não é isso.
É mesmo. Então basta estarmos atentos às tuas redes sociais e vamos conseguir entrar em contacto contigo para sabermos mais da forma como queremos trabalhar contigo. Muito bem, olha, duas últimas perguntas. Se tu pudesses deixar uma única frase para poder ser o trigger para um empreendedor poder mudar a sua realidade, qual é que seria?
Eu digo que tu não tens o que queres, ou seja, que interessante, tu não tens o que queres, tu tens o que crias, o que pensas, o que acreditas tão verdade dentro de ti. Então a manifestação é algo que a pessoa só manifesta quando ela acredita que aquilo é real. Então nós, se nós pensarmos aqui, nós vamos poder tocar aqui. É muito assim. E é, basta olhar para a vida e perceber, o resultado que eu tenho é exatamente o que eu penso.
Olha, e com esta frase de inspiração acho que terminamos o nosso episódio.
Obrigada, Liliana.
Obrigada, Carla, por esta conversa tão inspiradora. Tenho a certeza que quem está aí desse lado sai daqui com um outro nível de consciência e que esta conversa sirva para, quem sabe, darmos o salto. Obrigada mais uma vez.
Obrigada, Liliana.
Foi muito bom. E assim chegámos ao final de mais um episódio em que colocámos mais um negócio em alta voz. Da próxima vez pode ser o teu.
Encontramo-nos em breve.
Até lá!