Arqueojogos - #ep47 - Nippon e As Viagens de Marco Polo
No quadragésimo sétimo episódio, Ricardo Kiste e Guilherme Felga trazem mais um episódio com jogos para você conhecer.
Jogos citados :
→ Hoplomachus: Victorum
→ Hoplomachus: Origins
→ In the Year of the Dragon
→ Êxodo / Evacuation
→ Great Western Trail
→ Pax Renaissance
→ Dominant Species
→ Food Chain Magnate
→ Antiquity
→ Madeira
→ Sekigahara: The Unification of Japan
→ As viagens de Marco Polo II
→ Grand Austria Hotel
→ Brass
→ Tiletum
→ Teotihuacan: City of Gods
→ Lorenzo il Magnifico
→ Coimbra
→ Newton
→ Tzolk'in: The Mayan Calendar
→ Barrage
→ Puerto Rico 1897
→ Dominant Species: Marine
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Edição:
Zabuzeta
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Ricardo Kiste
Guilherme Felga
- As Viagens de Marco Polo· SociedadeMarcelo de Barros·Cecília·Alocação de trabalhadores·Dice placement·Cumprir contratos·Personagens iniciais quebrados·Marco Polo 2
- Japão· CulturaAgostinho·Afonso Solano·What's Your Game·Era Meiji·Modernização do Japão·Conglomerados japoneses·Edição Zaibatsu
- Edições Atualizadas de Jogos· EntretenimentoNippon (Zaibatsu edition)·Puerto Rico (edição nova)·As Viagens de Marco Polo (reprint)·Aspecto mercadológico·Melhorias de jogabilidade
- Jogos de Tabuleiro Pesados· EntretenimentoIn the Year of the Dragon·Êxodo / Evacuation·Great Western Trail·Pax Renaissance·Dominant Species·Food Chain Magnet
- Hoplomachus Victorum· EntretenimentoChip Theory Games·Modo campanha·Combate tático
- Puerto Rico· EntretenimentoModo solo·Experiência tátil e visual·Fluidez na jogabilidade
Olá, seja bem-vindo, seja bem-vinda! Você está no Arqueojogos, seu podcast de jogos de tabuleiro antigos, desconhecidos, ou no mínimo fora do hype. Fique com a gente para mais um episódio especialmente produzido para vocês.
Fala pessoal, Ricardo Kist aqui pelo Arqueojogos.
Mais uma vez para falar de alguns jogos antigos fora do radar e que a gente gosta muito. E tô aqui com meu amigo hoje, igual da última vez, o Felga. E aí, Felga, como é que tá?
Ô, Kist, beleza, cara? Tamo aqui junto de novo para falar de uns joguinhos mais antigos, né?
E que que você tem jogado ultimamente, cara?
Eu brinquei contigo aqui antes da gente começar que eu tô igual Neymar, né? Um ex-jogador em atividade, né? Mas até que eu joguei umas coisinhas esses últimos dias, né? Uma coisa que eu joguei que já tinha um tempo que eu não colocava na mesa foi o Hoplomachus Victorum, né, que é uma reimplementação daquela série Hoplomachus da Chip Theory Games, né. Eles criaram uma versão nova do jogo, eles fizeram uma atualizada em algumas mecânicas, incorporaram uma série de erratas do jogo e incluíram um modo campanha, né.
O Victorum, ele incorpora um monte de elementos dos 3 Hoplomachus antigos, né, principalmente do Origins, mas ele dá isso um cenário de campanha mesmo, né, que você vai ao longo de 4 sequências de 12 episódios. Ao final de cada 12 você enfrenta um chefão, e ao final da campanha você enfrenta o super chefe, né. Então basicamente é um boss battler, né, um joguinho desses de bater em chefão, que você vai evoluindo não só seu personagem, mas também a tua tropa de inimigos, né.
Eu realmente nunca joguei, mas isso aí lança frequentemente, esse jogo, né, ou não?
Ele até que não, você sabe, ele ficou anos sem ter reprint.
Teve um recente, né?
Teve um recente que eles fizeram um reprint do jogo base, né, desse Victorum e do Remastered, né, que é a outra versão dele, mais uma expansão, uma série de pequenas expansões dele. Mas agora eu acho que esse jogo acabou, não deve ter mais nada, não deve ter mais anos fora de catálogo, viu?
Vai ter um público também que é bem fiel a ele.
Muito, muito. É um jogo bem legal, cara. Assim, eu já olhava para esse jogo com bastante interesse havia muitos anos, né, desde quando saíram as primeiras edições, mas nunca tive a iniciativa de pegar. E quando veio essa repaginada dele, aí eu de fato me animei e não me arrependi, viu? É um jogo bem legal, ainda que campanha não seja o meu forte, né? Não é coisa que eu mais gosto de jogar, eu prefiro jogar episódios isolados mesmo.
Mas as mecânicas são muito interessantes, sabe? É um jogo basicamente de combate tático, né? Então é como se cada episódio daquele ali fosse um quebra-cabeças para a gente tentar resolver individualmente, né? Isso é bem variado e bem interessante no final das contas, né? Mas é um bom jogo.
Legal.
E você, o que que você tem jogado desde a nossa última conversa aqui?
Eu tive um período bom aqui, jogos bem queridinhos aqui meu. O grupo animou de jogar, então a gente jogou In the Year of the Dragon, jogamos o que o grupo não tinha jogado ainda, que aquele Êxodo, né, do Vladimir Sushi. Jogamos Gate Western Trail com a expansão Rails to the North, jogamos Pax Renaissance, jogamos duas vezes Dominant Species, e semana retrasada jogamos Food Chain Magnet.
Então só coisa leve, semanas pesadas que eu tive aí ultimamente, mas é bom.
O grupo tava animado e só jogão, né? Então a gente sempre visita algumas coisas, apesar de ter muita coisa nova para jogar, a gente tá sempre revisitando. E vocês me conhecem, eu gosto bastante. Então da outra vez tava jogando muita coisa média para leve, e agora foram meses aí que o grupo ajudou a gente a jogar os jogos mais queridinhos.
O Kisti, deixa eu te fazer uma pergunta, cara, sobre o Food Chain Magnet. Tanta gente fala que esse jogo jogo super punitivo. Como é que ele é aí para vocês no grupo?
Olha, ele roda de vez em quando diferente, né? Nessa última partida que a gente jogou, o jeito que o mapa ficou configurado, todo mundo meio que conseguiu ali. Claro, tem aquela interação que um rouba a demanda do outro, mas em geral todo mundo conseguiu avançar. O que eu achei que dentro da expansão você tem aquelas cartas ali de os objetivos que você vai cumprindo, eu achei que tá— a gente jogou com o da expansão, eu achei que ficou muito forte alguma daquelas ações, mas não foi uma opinião minha, não, nem todo grupo.
Achei que isso foi fundamental ali. Eu, por exemplo, eu pagava salário com refrigerante, né, com bebida ou com comida. Eu achei isso muito forte. Então foi isso que fez a diferença, porque não foi tão apertado o jogo. Mas às vezes o mapa tá de um jeito ali que todo mundo tá brigando pela mesma demanda. Então outras vezes já foi muito mais apertado. Então ele tem uma variabilidade por causa do mapa ou da estratégia que cada um leva.
O grupo nosso não é tão experiente em food chain, mas eu sei que tem jogadores aí com aquelas estratégias matadoras que Aí pega muito cara bom, fica bem apertado mesmo de jogar. Tem uma interação bem difícil de competir. Então acho que tem uma curva de aprendizado nesse jogo que faz a diferença.
Cara, esse é um jogo que eu tenho bastante curiosidade de jogar, mas eu fico meio com o pé atrás assim por essa questão punitivista dele, sabe? O que eu já li a respeito do Food Chain é que você cometeu um erro no início do jogo, isso vai te perseguir até o final, né?
Assim, em geral, esses jogos Futurant, o Antiquity, os jogos da Splatter, eles têm essa filosofia, né, que é legal, né, mas também virou meio que um marketing deles isso, né. É verdade nos jogos, não é, não é uma mentira, mas é fato, tem isso. Mas o Antiquity eu acho mais difícil de você lidar com isso. O Futurant eu acho mais, ele é mais fácil de você não cometer esse tipo de erro que vai te penalizar. De novo, né, não sou o jogador mais experiente de Futurant, não tenho tantas partidas assim.
No Antiquity eu sei que é fácil você tomar uma medida errada e depois não sair mais, perder jogo, acabou.
Entendi, beleza, cara.
Mas é isso, vamos lá para os nossos jogos agora da semana.
Vamos lá.
O que é isso?
Fala do seu aí primeiro.
Legal, pessoal, então vamos falar do jogo do episódio. O jogo que eu tenho para falar hoje é o Nippon O jogo do Nuno Bizarro e do Paulo Soledade, conhecidos aí pelo Madeira, pelo Zanguô, jogos da What's Your Game, que é a editora deles mesmo. Eles são portugueses, são os caras dos euros pesados conhecidos aí no meio, e eles lançaram em 2015, nós estamos indo para 11 anos já, o Nippon, que é talvez o jogo que agrada maior diversidade de públicos que estão aí jogando os jogos da What's Your Game.
Nós temos o Madeira, né? A gente falou de punitivo agora do Food Chain, mas acho que o Madeira é um dos jogos mais punitivos que eu conheço, que tem. Inclusive não vou falar muito de Madeira porque teve a edição que foi financiada e não deu certo, né? Então pegou muito mal para marca. Mas o Nippon sim, teve um crowdfunding agora em 2025 de uma edição que não foi pelo What's Your Game e deu super certo. Já estamos com as edições na mão.
Então foi uma edição de 10 anos que eu vou falar um pouquinho dela também, mas vou focar mais na edição de 2015, que é um jogo que eu venho jogando muito, tenho muitas partidas, gosto demais. Demais, é top 5 aí fácil dos meus jogos. E tenho mais propriedade para falar no jogo de 2015. Vou tentar trazer alguma coisa da nova edição. Já adiantando que pelo peso do jogo, pelo nível de complexidade, aqui não é objetivo falar tudo sobre ele, mas é tentar despertar um pouco o interesse aí de quem tá escutando a gente.
Tentando contextualizar esse jogo, né, Nippon, né, Japão. Fera, quando você fala de um jogo de Japão, que que você imagina num jogo quando o tema é Japão?
Ah, cara, na minha cabeça só vem o Sekigahara, né? Aquelas batalhas lá da época da unificação do Japão. Tem algumas coisas da era Meiji, mas nada parecido com o que o Nippon propõe, viu?
É, pois é, é aquele, vamos dizer, até um estereótipo, né? Sempre feudal, samurai, queixa, aquele tipo de coisa, né? E aí a gente entra no Nippon, que é um jogo da era Meiji, século 19 também, mas é sobre a modernização. Se você olha para o Japão hoje, você vê o quê? A potência industrial tecnológica. Então a gente teve um momento que o Japão saiu daquela coisa feudal, né, de clãs ali, para uma sociedade moderna industrial. E essa é onde o Nippon se coloca.
Então só isso já me agrada no jogo, né. Eu adoro um jogo de pegar recurso, fazer fábrica, gastar recurso, 1 euro mesmo, muito alinhado com a proposta da escola portuguesa aí de jogos. Então eu acho que já sai um pouco do que se espera no jogo do Japão. Então esse é o contexto, né, o imperador pegando aquelas famílias mais poderosas, conglomerados, e querendo que o Japão se modernize. E aí surgiram, né, vários grandes conglomerados, sei lá, Sumitomo, Mitsubishi, Mitsui, e daí por diante, que a gente conhece bastante hoje.
Isso foi baseado aí nessa era que o jogo tá situado, vamos colocar assim, né. Visão geral, você olha para o jogo, né, tem aquele aspecto what's your game, né, que é mais marrom, mas ainda tem um pouquinho de colorido por causa dos meeples. Já vou explicar, mas é o Japão dividido em 4 regiões onde você vai começar a construir fábricas e entregar para demanda dessas regiões, e com isso fazer influência, além de investir infraestrutura dessas áreas, né?
Então basicamente é, eu vou construir uma fábrica aqui, vou produzir, vou entregar nas regiões para influenciar e competir com os outros jogadores. Então, falando no jogo de 2 a 4 jogadores original, agora na versão Kickstarter nova, os Aibatsu, ela tem um modo solo Automa que eu não faço ideia, porque para mim esse jogo é totalmente 4 jogadores. Acho que nem 3 roda bem, tá, em 2, 3, mas 4 é brilhante. Mas tem agora de 1 a 4 na versão com o solo do Automa, que eu não testei, tá, não vou conseguir falar hoje sobre ele.
Mas deixa eu te perguntar uma coisa, porque isso daí me interessa bastante. Você acha que ele roda melhor com mais gente? Por quê? Porque você curte a pegação do jogo, né, na verdade, né, o aperto que ele traz, né?
É, vou falar alguns motivos, tá, Felga? O primeiro é que quando a gente fala assim, boa parte do jogo ele vem da influência nas regiões. Se a influência, você tá colocando seus marcadores lá e o seu adversário pode, dependendo do nível de fábrica que ele tem, sobre por sua influência te remover dali. Então fica uma briga. Quanto mais jogadores, mais briga, e traz uma camada estratégica onde que você vai falar: não vou conseguir dominar as 4 regiões.
Então é uma escolha que você tem que fazer. Em 2 jogadores já aconteceu, né, de dominar todas as 4 regiões e esmagar o outro jogador, mas roda bem, tá? Tem muitas partidas legais que eu já tive em 2 jogadores, que roda legal. A outra coisa, que a outra forma de pontuar no jogo são favores do imperador e eles são limitados, né, são multiplicadores, tá. Então esses multiplicadores eles vão acabando também. Então se você não pega lá os 5 vezes, que é o máximo, multiplicador máximo é 5 vezes, e outros forem pegando, vai acabando.
Em 2 jogadores você vai reduzir isso daí, mas também a chance é um pouco maior. Então a pontuação em si vai depender dessa batalha por influência e por favores, tá.
Entendi.
O outro motivo, já trazendo aqui talvez uma falha que agora o jogo jogo novo que está tentando corrigir ou vem para corrigir, tem um pouco de script do início do jogo que os jogadores acabam tendo que seguir. Em 4 jogadores, todo mundo tentar fazer o mesmo script não dá, né? Então falha. Então ajuda 4 jogadores a minimizar. Em 2 jogadores é muito fácil ter ali umas suas 3, 4 primeiras ações seguirem uma sequência melhor do que as outras.
Tem 2 ou 3 estratégias ali. Então as mudanças que foram feitas aí na nova versão ajudam tirar isso. Mas se a gente olhar 2015, com 4 jogadores esse problema ele é minimizado. Falar um pouco da jogabilidade, então tem uma coisa bem original, gosto, porque é uma coleta de trabalhadores em vez de uma locação. Então os trabalhadores, em vez de estarem no seu tabuleiro, irem para o tabuleiro principal, ele é ao contrário, ele sai do tabuleiro principal e vem para o seu tabuleiro de jogador.
Ou seja, se você olhar do tabuleiro, quando o jogo começa, você tá com vários trabalhadores, eles estão em 6 cores diferentes espalhados em cima das ações no tabuleiro principal. Conforme eles vão se esgotando, o jogo vai mudando de era, vamos dizer assim, né? Então isso é o contador do jogo, e você tem uma reservinha ali. A hora que acaba essa reservinha, você vai pulando de era, enche de novo, todo mundo joga. A hora que acaba, vai pulando.
Tem 2 pontuações intermediárias e uma final. Então é uma coisa diferente. Então conforme você vai pegando o trabalhador do tabuleiro, você vai poder fazer uma das duas ações que tá abaixo dele. São 5 espaços, né, dividido em 2, 2, 2, 2, né, 8, e uma final. São 9 ações, que é justamente a parte de entregar nas regiões. Então isso que vai meio que contar o jogo. Outra coisa legal, conforme você tira os meeples do tabuleiro pessoal, põe no seu, você vai completando espaços no seu.
E tem um limite que você pode querer até o máximo ou não, Mas você escolhe a hora que da fase de consolidar, a hora que você fala, para, eu quero limpar aqui meu tabuleiro. E essa fase de consolidação você vai pagar salário, e ali que você vai ganhar um favor também do imperador. E aí tem um trade-off que você faz, né? Porque se você pega muitos, enche, são 5 no máximo espaços, dá chance de você pagar muito salário, é alta, porque cada cor que muda de Mipo que você pega trabalhador, você paga um salário a mais.
Se você conseguir pegar todos da mesma cor, perfeito, você vai pagar lá 10 mil ienes. Mas você pegar os 5, um de cada cor, você vai pagar 15 mil ienes. Só que se você completar até o 5º, você vai conseguir pegar o favor do imperador no multiplicador 5. Senão você vai diminuindo, entendeu? Até o multiplicador 3 ou 2, né?
Entendi.
Aí o legal é que você faz essa gestão, essa fase de consolidação é individual. Eu posso estar consolidando e você ainda tá jogando. Então não necessariamente todo mundo faz essa fase de consolidação, que vira uma manutenção, né? Pagamento, pegar o favor. Então isso é uma gestão totalmente sua. Essa liberdade é legal e é totalmente estratégica no jogo também. Quando quero consolidar rápido, tem momentos, vou fazer 2 ações, vou consolidar.
Ah não, vou fazer 5 para consolidar. Então é uma gestão durante o jogo bem interessante que traz. E falando do aspecto punitivo que tem na edição original, é que todo recurso que sobra nessa fase de consolidação você perde, né? Explorando um pouquinho mais sobre recurso, são 3 recursos principais: o dinheiro, né, conhecimento e carvão. Isso são trilhas no seu tabuleiro que vai ter ações lá. Daquelas 9 ações, 3 vão ser para subir nessas trilhas.
Paga dinheiro, tudo é dinheiro na edição de 2015. Eu entendi que na outra já não é mais, mas você vai pagar para subir nessas trilhas, e essas trilhas elas vão fazer você produzir mais. Ou seja, na fase de consolidação você perde tudo que sobrou, mas aí você ganha o que você tem na trilha, mas não tem sobra do turno anterior. Não usou o dinheiro naquele turno, 1, zera, vem para o que você tá na trilha, né? Então você tá baixo lá no carvão e sobrou 3, esses 3 você perde, você vai ganhar o que tá na trilha, 1, sei lá, né?
Então tem essa gestão de recursos misturado com essa decisão da consolidação que eu expliquei agora há pouco. E aí as ações, tentando simplificar, né, como eu falei, das 9, 3 é ou aumentar o conhecimento ou aumentar sua trilha de produzir mais carvão ou é aumentar a trilha de dinheiro. Só uma correção, não são 3 das ações, a de dinheiro não tem, é outra forma como a gente sobe. Tem ações específicas para subir nas 3 trilhas, não faz parte das 9.
Das 9 nós temos aumentar conhecimento, né, e aumentar lá na trilha do carvão. Então das ações nós temos isso, mas o básico é: eu vou fundar a fábrica. Para fundar a fábrica eu preciso de conhecimento, já que as fábricas têm 3 níveis, e esses níveis são fundamentais para eu poder influenciar mais ou menos as regiões. Então o conhecimento é o que eu tenho na trilha e eu posso complementar com blueprints, né, com patentes que eu vou ganhando no jogo.
E essas patentes eu gasto, a trilha não. Se eu tenho 2 de conhecimento na trilha, aquele 2 é fixo. Mas então, para eu fazer uma fábrica de nível mais baixo, eu preciso de 2 de conhecimento, nível intermediário 4 e a nível superior 6. Ou seja, é fundamental porque as fábricas de nível 1 elas vão poder ter uma influência de no máximo 3 na região, em cada espaço da região, vamos dizer assim. Tem vários espaços em cada região. As fábricas de nível 2, elas já vão poder até chegar a 5 de influência, que custa 4.
E as fábricas maiores vão te poder chegar até 7 de influência. Ou seja, você só vai conseguir realmente às vezes dominar uma região se você tiver fábrica de nível 3, ou seja, aquelas fábricas que custam mais conhecimento. Então fazer essa gestão ao longo do jogo é fundamental. E assim, na hora que você influencia a região, você só pode colocar uma influência lá se você tem um número maior do que o que tá já lá. Então, se o adversário pôs um 3, você vai ter que pôr um 4 pelo menos.
Então, se tiver um 7 ali, já era. Ninguém mais consegue pôr um 7 porque o 7 é o maior. E é limitado, tá, essas influências, esses tokens de influência. Então, onde eu vou colocar o 7 é importante. Eu construí meu jogo, né, minha estratégia para fazer isso no final, que ali eu já garanto aquela, pelo menos um valor alto naquela região. Você vai poder pôr outros, né, um 7,5 numa, um 6,4 no outro. Então é a soma que vale. Então quer dizer, que fábrica eu vou fundar com o meu conhecimento é o coração do jogo.
Para essas fábricas realmente terem o seu principal potencial, né, de produção, você vai precisar comprar máquina, dinheiro de novo que você gasta. Resto. Essas máquinas vão fazer com que numa ação de produção, que é outra ação, né, eu produza mais produtos. Mas aí eu preciso ter para produzir carvão. Então, de novo, aquela trilha de carvão que precisa estar o carvão físico ali para ele poder virar produto. Simboliza como se fosse a energia para fábrica construir, né.
E aí, ou seja, tem a fábrica, produzo nela, entrego no mercado local, é o core do jogo. Mas além disso, eu posso também ainda construir trens em cada região. Esses trens vão me dar mais influência, então tô investindo na infraestrutura da região. Ou navios. Os navios, eles vão me dar mais pontos quando eu pontuar aquela região. Então ele não te dá mais influência, mas ele te dá ponto. Tanto trens quanto navios só vai contar alguma coisa para você se você tiver no mínimo alguma influência naquela região.
Então se eu tenho zero influência e tenho um trem, um navio, você não ganha nada. Isso tá pelo menos participando ali da pontuação. E a última ação que tem é cumprir contratos, né? É como se fosse exportar o produto. Você vai gastar produto e isso vai te trazer ou ponto ou dinheiro. Lembra, para subir na trilha de dinheiro ou é cumprindo contrato. Tem uma outra forma também, que cada vez que você constrói um parzinho navio-trem, você vai desbloqueando também melhorias na sua trilha de finanças, né, de dinheiro.
Entendi.
É um conceito simples, mas que você precisa sequenciar suas ações para que é comum às vezes você não conseguir fazer alguma coisa porque você não planejou bem. Então exige planejamento para ter o dinheiro necessário, o carvão necessário. Tudo adianta eu ter a fábrica que eu peguei com minhas patentes lá, com meu conhecimento, mas eu não tenho dinheiro para pôr a fábrica, ou eu não tenho carvão para produzir. E as minhas ações, lembra, vão esgotando.
Eu tenho 5 ações até consolidar, o máximo que eu posso fazer, né? Tem as ações até consolidar. Chegou ali, eu tenho que consolidar, e aí eu perco todo meu recurso. Então sequenciar bem as ações para você não perder ou maximizar a eficiência é fundamental nesse jogo. Então no final você vai já ter pontuado as regiões duas vezes. Como que é a pontuação? Lá no mapa principal tem lá um quanto que vale cada uma em cada era de pontuação.
O primeiro ganha certos pontos, segundo tantos pontos, terceiro tantos. Então aquele esqueminha, né, de primeiro ganha mais, segundo pouco menos e o terceiro ganha menos. Pontua na hora. E aí no final pontua as regiões de novo, e os favores do imperador. Se você foi pegando multiplicadores cada vez que você consolida, esses multiplicadores você escolhe o que que você vai querer pontuar no final. Então, por exemplo, minha estratégia é subir muito na trilha de carvão, então eu pego o melhor multiplicador que eu tiver e já deixo na trilha de carvão.
Mas você decide isso na hora da consolidação. E aí quer dizer o seguinte: se eu conseguir chegar na 5ª estrela, que é o máximo da trilha de carvão lá, nível 10, eu vou ter 5 vezes 5 pontos. Então vou ter 25 pontos, né? Agora, se eu não subir na trilha de carvão, mas eu tenho multiplicador 5, não serviu para nada se eu tiver 0 estrelas lá. E você decide na hora de consolidar, e aí no final você pontua, tá? Então escolhi a trilha de carvão, escolhi a trilha de conhecimento, escolhi trens.
Então cada um desses casos que eu falei, você pode escolher, escolher número de fábricas, e você vai ter esses multiplicadores que cada vez que você consolidou você pegou. A não ser que quando você for pegar acabou já, como eu falei, né? Então a hora de consolidar tem que tomar esse cuidado primeiro, porque está planejando já seu futuro. E assim, é normal o jogo ser ganho nessa pontuação dos favores. Às vezes ali o cara foi melhor nas regiões, o outro fez muito bem essa parte de escolher os favores, passa, o jogo vira.
E eu acho também isso fantástico, me agrada muito no jogo. Bom, como eu falei, não tinha pretensão de esgotar todo o tema. O jogo é muito mais profundo do que isso, mas rapidinho falar sobre algumas expansões, né, que surgiram. Teve a primeira expansão, não lembro o ano, mas é a Zeiretsu, que só adiciona mais fábricas. A gente tem 12 fábricas, vai para 24. E as fábricas, elas têm, cada vez que você pega uma, você constrói uma, você tem um benefício também lá, né.
Pode deixar o carvão mais barato, ganhar uma máquina, né. E aí nessa expansão que depois ela adicionou mais fábricas com mais variabilidade aí de benefícios também. Legal, dá uma equilibrada. É muito boa, é muito boa essa expansão só pelo fato de ter as fábricas novas. E agora, 2025, como eu falei, saiu a Zaibatsu, que justamente a palavra em japonês, não sei se é assim que fala, tá, que significa os conglomerados, dá nome a essa versão.
E aí sim, né, e aí eu venho sofrendo com isso, estudando esse, eu recebi recentemente o jogo, estudando e sofrendo com as diferenças, porque algumas coisas significativas, né. Primeiro são a presença da seda e do ferro, que não tinha no jogo original, e que agora você pode usar seda como dinheiro. Não tem mais blueprint, né? Agora não tem mais patente, você tem que usar seda. E para comprar fábrica você precisa de ferro, antes era dinheiro.
Então tudo era dinheiro, então o dinheiro era muito mais apertado. Me parece que um pouquinho mais, né, fácil de— não posso dizer se ficou mais fácil, mas é uma forma de você não consumir dinheiro para construir fábrica, que era um aspecto certo estratégico importante quando usar o dinheiro para construir fábrica. Uma outra mudança que eu vi aí muito significativa é os navios. Os navios antes você usava para pôr numa região e ganhar ponto a mais naquela região, e agora eles, quando você constrói, você põe num tabuleiro específico que tem uns trabalhadores especialistas que vem para você.
E aí tem uma trilha de trabalhadores especialistas, conforme você vai completando elas você vai poder na fase de consolidação ganhar bônus, ganhar seda, ganhar o ferro, alguma coisa assim. Então isso mudou bastante, na minha opinião, né, essa função dos navios. Então ele tem um novo atraque que você precisa cuidar. Tem novos contratos. Antes os contratos era produto, produção, né, das fábricas, para ganhar ou ponto ou subir na trilha de dinheiro.
Agora eles podem te dar carvão, pode te dar recurso, pode te dar seda, pelo que eu vi lá. Então os contratos de exportação você ganha uma variabilidade maior de coisas. Deve ajudar também aí para balancear um pouco o jogo, para os jogadores mais experientes não deslancharem. E os bônus de região, eu acho que eu não comentei, mas cada vez que você entrega numa região você ganha um bônus. Por exemplo, uma região te dá blueprint, outra região te dá dinheiro, outra região te dá ponto e outra região te dá carvão.
Cada vez que eu entrego, né, na versão de 2015, eu pego um bônus para mim. Então se eu entregar 3 vezes na região Ah, eu vou pegar cada uma delas 2 blueprints, então pego 6 blueprints. Então era um jeito de você conseguir os recursos. Agora também é, só que o que muda são as recompensas. Agora, de novo, aquele ferro que eu falei, né, ou a seda, etc., vai sair daí da hora que você entrega nas regiões. E o que eu vi também, algumas diferenças menores, que você tem um draft de início de jogo que você começa com alguma, com tiles.
No jogo original você começa com nada. Você pode começar com máquina ou já como uma fábrica, etc. Algumas coisinhas que os jogadores com mais experiência faziam, que às vezes comprar uma máquina sem ter ainda a fábrica, você compra a máquina antes da fábrica, que a gente usava isso para muitas vezes. Agora não pode mais. Então são pequenas diferenças, mas as maiores mesmo são é o aço, a seda, é o navio e os novos contratos, na minha opinião, pelo que eu vi.
Só para finalizar, Felga, Já a CrowdG, né, que fez o Kickstarter da versão Zaibatsu, já tá iniciando o anúncio da campanha para expansão em 2027, também Kickstarter, deve sair logo. Chama Genro, não sei como fala também, que tem muito a ver com o tema, porque pelo que eu pesquisei, o governo tinha esses Genros, que eram agentes que poderiam ajudar ou limitar algumas coisas. Pelo que eu entendi, cada um vai ter 2 tabuleiros desses caras, que vai te dar algumas vantagens ou vai limitar algumas coisas dos adversários. Pelo que eu entendi, tá muito cru lá na página do Kickstarter.
Essa expansão deve ter reprint do base também, não deve ser só expansão.
Sim, sim, você compra os iPads, você já compra o Genro junto. Tá para iniciar a campanha pelo que eu vi, então é mais uma expansão aí. Vamos aproveitar que eu acho que foram $400 mil que levantou essa versão 2025, então foi sucesso, né? Então eles devem aproveitar e já sair com essa expansão. E é isso, de novo, Nippon, suspeito para falar. Eu adoro esse jogo, recomendo muito jogar 2015. Muita gente vai acabar jogando só 2025, ok, mas recomendo também, principalmente se você gosta do Euro com aperto, com gestão de recurso, jogue a versão 2015.
Aliás, tem no BGA, tá? Quem joga online, grande vantagem, tem no BGA. Experimente lá e depois joga a versão aí 2025. Mas de qualquer forma Conheça Nippon, é um jogaço, sou bem suspeito para falar. E é isso, Felga, da minha parte.
Deixa eu te fazer umas perguntas sobre o Nippon.
Pode falar.
Antes de eu passar lá para o Marco Polo, eu acompanho esse jogo meia distância, mas por curiosidade mesmo. Eu sei que foram lançadas duas versões aí do Kickstarter, né, que uma veio pela Grok, que parece ser uma edição mais simples, e tem uma edição luxuosa, né, versão do Imperador. Qual que você pegou?
Eu peguei a importada, mas peguei a simples também. Pelo que eu entendi, é só detalhe assim, né, é pintura de peça de madeira, coisa no tabuleiro, não tem nenhum elemento de jogabilidade diferente. Não, não tem. Então acho que essa da Grok aí tá aqui no Brasil de verdade, o valor não tá caro para quem quer comprar aqui nacional. Compre da Grok, tira o chapéu para eles por terem trazido. Acho que comprem. E a nacional importada você vai pagar mais caro, como eu paguei.
E mesmo quem comprou no Kickstarter deve ter pagado aí essa versão. Quem quis comprar, né, trazer por outros meios essa versão, acho que pagou bem mais caro ainda.
É isso aí.
Então, legal, Felga.
Esse é um jogo que eu tenho bastante curiosidade, cara, bastante mesmo. Espero algum dia ter oportunidade de jogar ele com toda calma, certo?
É, não, você não vai se arrepender.
Bom, vamos lá para o jogo que eu resolvi trazer.
Vamos lá, qual o seu jogo, cara?
Jogo que eu escolhi trazer foi o Viagens de Marco Polo. Foi um dos primeiros jogos que fez sucesso lá dos italianos, né, do Daniele Tascini, do Simone Luciani. Para minha surpresa, quando eu resolvi olhar para esse jogo, ele já tem 11 anos que foi lançado. Parece que foi ontem, né?
A gente que tá ficando velho no hobby, esse é o problema.
Eu lembro quando esse jogo saiu em Essen, cara, e foi um sucesso danado. E assim, eu gosto pra caramba desse jogo, sabe? E eu gosto dele assim em linhas gerais. O que que é, né? O Marco Polo é um jogo que mistura um pouco de alocação de trabalhadores com draft de dados, né? E draft não, mas com dice placement, como alocação de trabalhadores e gestão de recursos, né? Tem uma mecânica de cumprir contratos também, que é uma das principais mecânicas do jogo, né?
Mas a gente tentar encaixar o Marco Polo dentro dessas caixinhas é bem difícil, porque na verdade ele é uma grande saladinha de pontos, né? Você pode arrancar pontos de todo lugar, né? Tanto cumprindo contratos quanto fazendo viagens, e às vezes até por meio de algumas ações. E é um euro médio desses bem padrão, né? É um jogo que você consegue explicar sem muita dificuldade, mesmo para os não iniciados, né? E a gente consegue, depois de uma ou duas rodadas, fazer todo mundo entender esse jogo muito bem.
Para mim, cara, esse jogo ele tem uma coisa que é matadora assim, que é o que eu acho definitivamente incrível no Marco Polo, que é o fato dele ser absurdamente quebrado, né? E isso eu falo assim com muita alegria mesmo, porque—
mas você vai ter que explicar isso aí, se é por causa dos personagens iniciais. Eu joguei bastante já também esse jogo, os personagens iniciais, ou o fato de você poder focar só em contrato?
Não, eu acho que pelos personagens iniciais, cara, que assim tem uns que são muito roubados, né? Mas na verdade todos eles são muito roubados, né? Você não tem nenhum ali que não quebre a mecânica do jogo de um jeito quase que absurdo, né? Você tem personagens que podem escolher a face do dado que vão jogar, você tem personagens que têm bônus variados conforme as próprias ações deles ou eventualmente a de outros jogadores.
O da face, eu vou confessar aqui, o da face do dado, esse eu acho um dos mais, porque para mim ali é a preocupação do jogo que a gente tá, é qual o valor do dado que eu vou colocar, porque eu tenho que colocar um em cima do outro ali, tem uma sequência. Esse que você escolhe a face, esse é o campeão, é o concurso para mim do jogo aí, cara.
Eu joguei esse jogo com um grupo de amigos certa vez, eu tenho um colega que se intitula a pessoa mais azarada do mundo.
Mundo, né?
Esse cara com jogos de dado, ele historicamente ele sempre se ferra, né? Mas ele conseguiu, com rolamentos bem ruins, conseguiu ganhar esse jogo várias vezes jogando conosco, né? Então assim, embora você tem um impacto principalmente com relação aos recursos e as viagens no Marco Polo por conta do número de dados, né, você tem aquele mecanismo de ganhar alguns itens adicionais, né? Ou se eu não me engano, ouro e quando você tem rolamentos ruins, né?
Então esse cara saiu muito na frente com isso, né? Porque ele acabava tendo muitos recursos em função de rolamentos ruins. Eu acho que esse jogo ele tem bons mecanismos para mitigar esse aspecto da sorte, sabe? Dá para você encontrar saídas variadas para ele, né?
Concordo. Só já adiantando, é um jogo que eu sou de médio para ruim, tá? Esse aqui, nossa, dificilmente. Só ganhei uma vez, foi ajuda muito nesse jogo, cara. E de fato, né, às vezes você fica achando que precisa dos valores específicos ali dos dados e não, você consegue manobrar sua estratégia mesmo com o que sair ali. Acho que saber lidar com isso é mais importante do que ter uma sorte de rolar os valores que você pensa, né?
Exato, exato. Ele tem um aspecto muito estratégico, né, por um lado, né, que você escolher o caminho que vai seguir, né, se você vai viajar mais cumprir mais contratos, se você vai ficar mais na gestão de recurso. E por outro lado, ele tem um aspecto muito tático, né, que é determinado basicamente pelo que você tem à disposição naquela rodada em si, né, pelos seus rolamentos de dados. Então eu acho que ele oferece um desafio muito interessante nesse sentido, né.
Esse jogo, ele tem algumas expansões, né, tem duas expansões pequenas, uma com outros personagens, né, que a meu ver é a melhor expansão desse jogo, agrega bastante coisa. Tem uma expansão de cartinhas que são os New Paths, né, Novos Caminhos, que traz uma nova forma de pontuar e além disso de você se deslocar no mapa. E ele tem uma expansão grande que eu sempre vejo ela aí no mercado, mas nunca me interessei muito por pegar, que é a Mercadores de Veneza, que acrescenta um outro tabuleiro e algumas coisas novas pro jogo.
Eu não me lembro se ela aumenta a contagem de jogadores em mais um, eu acredito que sim, mas eu pessoalmente acho que aqui só o jogo base já é mais do que suficiente para você ter satisfação garantida, sabe? Então se você encontrar esse jogo por um preço razoável, ele é uma ótima pedida para quem curte um euro médio. A gente tem uma segunda versão do Marco Polo, né, que é o Marco Polo 2, que Ele utiliza basicamente as mesmas mecânicas do primeiro, mas com tabuleiro um pouco diferente, algumas ações diferentes.
Eu acho que ele ganha em alguns pontos, perde em outros, mas no geral é um jogo bem parecido, né? Existe até um mecanismo de você jogar os dois jogos em sequência, né? Eu acho que aí vai um pouco da sua preferência pessoal. O Marco Polo 2, ele me dá a sensação dele ser um joguinho um pouquinho mais frouxo do que o primeiro, mais permissivo para o erro, vamos dizer assim, mas os dois são bastante gostosos de se jogar, né? E um ponto interessante desse jogo, uma coincidência, até por isso a gente resolveu trazer eles dois juntos, né, o Nippon e o Marco Polo, é que o Nippon teve um reprint agora numa edição aprimorada e o Marco Polo vai ter, né?
Marco Polo vai ter um reprint pela Board and Dice, não sei se esse ano ou no próximo, um Kickstarter que vai de 2015 ou de 2019. Vai ser tudo junto, cara. Vai ser um Kickstarter com os dois jogos juntos, todas as expansões e novo conteúdo, que eu acho que é um modo solo e mais algumas coisas, né? Para esses dois jogos não tem um modo solo oficial por enquanto, né? Mas tem um modo solo do Mauro Gilbertoni, que é o cara que fez o modo solo do Gran Austria Hotel e fez um modo solo excelente para o Brass, também não oficial.
E ele tem um muito bom, que tanto para o Viagens de Marco Polo quanto para o Marco Polo 2, A Serviço do Cão. Então é uma opção para quem quer jogar sozinho esse jogo também, poder utilizar esse modo solo não oficial, que demanda a impressão de algumas cartinhas e um tabuleiro, mas ele é altamente funcional e é diversão garantida com uma competição boa, sabe, sadia.
E não tem nenhum modo solo do David Turckse, né, porque eles fizeram bastante trabalho com ele também, né, mas foi mais para frente.
Essa edição que vem agora da Board and Dice vem com o mod solo do estúdio dele, não dele especificamente, mas do estúdio dele, né, que é uma coisa que eles têm feito bastante, né, que o Tuxi mesmo não tá trabalhando diretamente, mas supervisiona o trabalho do John Albertson e do David Digby, que já fez mod solos para outros jogos, né. Então eu acho que deve vir coisa bacana aí. Aí, né? Eu não sei a quanto vem essa brincadeira, certamente não vai, não vai ser barato, né?
Não vai ser barato, é um jogo que é bem querido, né?
Com certeza.
Além da fama dos autores, né? Para mim, o Luciani e Cutacini é a melhor dupla italiana. Quando eles se aventuraram com outros, para mim não teve o mesmo poder de entrega, né? Tanto é que em 22 eu comprei, quando eles lançaram o Tiletum, eu comprei esse jogo e ele é excepcional. Tinha muito jogo naquele ano lançado, mas, e é uma parceria dos dois. Então acho que para mim, dos italianos, essa dupla é de fato imbatível.
Eu acho o Tassini o cara que pensa muito fora do normal, sabe? Ele fez um dos jogos que é um dos jogos que eu acho assim mais bem desenhados dos últimos anos, que é o Teotihuacan, né? Eu acho Teotihuacan, cara, uma verdadeira obra-prima, sabe? Sabe, de design.
Esse o Luciani não participou, esse é dele solo, só dele, né? Esse jogo ele não fez com ninguém.
Eu acho esse jogo uma verdadeira obra-prima, sabe? E fora que assim, esses caras têm muito jogo bom, né? Ou com eles dois juntos ou em parceria com outros autores, né? O Lorenzo é do Luciani com o pessoal que fez o Coimbra, né?
Sim, sim, o Brasini, né? O Brasini e o Gigli. Isso, o Granalça ele fez com o Gigli também, foi.
Que também é um baita jogo, né?
É bom.
O Newton, eu não lembro de quem que é, mas é do Tassili também, com Nestor e Mangone.
Acho que é do Luciani, é do Luciani o Newton.
Mas assim, cara, eu acho que o Marco Polo é uma boa entrada aí para esses jogos dos italianos, sabe?
Sem dúvida. A maioria eu gosto, cara, deles. O de Souquinha eu gosto bastante, o Teu Tio Cã eu gosto, Marco Polo. São todos jogos assim, então, ali na mesma pegada, né? Você não vai. Mas todos entregam a diversão, a jogabilidade, o nível alto no aspecto, né, vamos pôr, principalmente aí diversão, se entreter aí para quem gosta de jogar, camada estratégica, uma experiência de jogo muito bom. Todos entregam, isso é fato, pelo menos os que eu joguei.
Mas você sabe que eu acho que esses caras deram uma pesada na mão de uns tempos para cá? Porque assim, eles eram até essa época aí, 2015, 2018, os caras dos euros médios, né? E de um tempo para cá vem saindo, acho que do Teotihuacan para cá, né, já vem vindo uns jogos bem mais pesados deles, né? O próprio Teotihuacan já não é um jogo leve, né? Um jogo tem bastante coisa acontecendo, é um médio para cima, médio pesado.
Barragem do Oceano, né? Barragem do Oceano, mas também um pouquinho mais pesado, na minha opinião.
Também é desses mais pesados, né? Então eu acho que eles vêm pesando mais a mão aí nos últimos anos, sabe? Não é bem o que eu mais curto não. Eu gosto desses euros médios bem encaixadinhos mesmo, mas acho que os jogos deles na verdade são todos muito bons, né? Não dá para a gente falar nada de nenhum deles, né?
Não dá para você falar não, não quero jogar, né? Não, sempre que tá na mesa você vai querer jogar e você vai se divertir, certamente.
E aí aí, cara, do Marco Polo basicamente era isso que eu tinha para trazer, viu, Kist? Porque é um jogo razoavelmente batido, né, tem bastante review dele aí na mídia, mas que eu acho que tá meio esquecido, viu? Tomara que o KS sirva para reavivar a memória do povo, né?
Eu acho assim, lá para 2020, né, como ele tinha sumido um pouco assim, não sei se usasse cópias, era, e saiu o 2, aí o 2 acabou vendendo mais, né, tendo cópias aí disponíveis, que como você falou, né, muito similar, mas não é exatamente igual, né?
Eu copio, mas não faz igual, né?
Lembrar, acho que assim, até nós aqui, como a hora que eu jogo, lembrar que é um jogo de 2015, tá indo para o seu 11º ano. Vale a pena aí, ainda mais que vai sair agora uma versão, vale a pena quem já jogou jogar de novo, né? Eu mesmo acho que faz uns 4, 5 anos que eu não jogo, mas que é um jogo que vale a pena revisitar, que provavelmente você vai ter uma experiência melhor do que muito jogo novo que tá saindo aí. Não comparando, mas esse é o porto seguro, né?
A gente sabe que você vai jogar o Marco Polo e que ele vai ser, para a maioria das pessoas, um jogo bom e legal de jogar.
Exatamente.
Até fiquei com vontade de jogar.
Só um parêntese que você falou aí, isso do porto seguro. Eu te disse que eu tava jogando pouco, mas eu tive oportunidade de jogar o Puerto Rico novo, essa edição super nova aí que veio pela Bipo BR. Cara, que jogo delícia, viu? Que jogo espetacular!
Não sei se você vai concordar, o Felga. Eu achei que o Porto Rico, ele, ah, só deixaram, pimparam, como eles falam, né? Não, ele ficou melhor para jogar do jeito que ele tá agora, né, com essa edição nova. Você tem onde encaixar ali as propriedades. Eu achei que ajudou muito na jogabilidade.
É, eu, como eu te falei, eu não conhecia Dio Porto Rico, né? Como ele sempre foi um jogo que era um jogo multiplayer por definição, eu sempre fugi dele por isso, né? Porque eu sempre procuro jogos com bons modos solo, né? Mas agora com essa edição veio o modo solo e eu fiquei absolutamente extasiado. Primeiro com o jogo em si, né? As mecânicas, né? Um jogo de mecânicas razoavelmente simples, mas com muita profundidade estratégica, né?
Em segundo lugar, com esse aspecto que você falou, né, o jogo é uma delícia visualmente falando, né, do ponto de vista táctil e tudo, né, uma experiência realmente fabulosa, né. Eu acho que não veio barato, né, veio razoavelmente caro, mas a meu ver ele se paga, porque é um jogo que certamente vai ficar aí por mais 30, 40 anos continuando sendo bom, né. Puerto Rico, se eu não me engano, é de 2002 e até hoje ele tá tá bom, né?
Exato. Eu gosto de jogo bege, cinza, mas geralmente eu tenho o pé atrás. Ah, pô, não mudou nada, só fizeram mais bonito. Alguns eu acabei criticando, mas esse jogando eu achei que facilitou ali a organização do tabuleiro, para ficar melhor encaixadas as coisas, até para visualizar o que você vai fazer. Eu acho que esse de fato não trouxe só o aspecto visual e tátil, ele trouxe também uma fluidez melhor ali na sua jogabilidade, além de ser bonito, obviamente, que também ajuda, né?
O que que você acha dessa tendência aí dessas versões atualizadas dos jogos, cara? Que a gente falou hoje pelo menos 3 deles.
Olha, eu acho que tem a questão mercadológica, que aproveitar os sucessos e repaginar da parte só visual e tátil, como você falou, é uma oportunidade também de juntar tudo que saiu do jogo ao longo dos anos em uma caixa só. E obviamente isso também traz um aspecto mercadológico, que muitas pessoas nunca vão para expansão, né, ficam mais nos jogos base. Mas também eu acho que tem muitas oportunidades que fizeram para fazer pequenos ajustes ou melhorias.
E aí eu acho legal para nós que estamos falando de jogo antigo, é mais ou menos é o papel de trazer algo que talvez para quem começou faz pouco tempo aí jogar jogo de tabuleiro e falar esse jogo velho hoje tem coisas muito mais legais. Não, uma chance de atrair esse público também que não, né, viveu intensamente esses jogos que fizeram muito sucesso, porque tem um motivo para isso, porque são bons mesmo, e trazer para esse público, né.
Mais ou menos a nossa proposta de tentar, ó, experimente esses jogos, parece velho, parece fora de moda, mas eles vão te trazer uma experiência legal. Então acho que tem esse aspecto bom no Nippon. Eu vejo que teve, torço o nariz para algumas coisas, mas eu vejo que teve um esforço ali de tirar um pouco de potenciais falhas que poderiam ter ser vistas hoje após 10 anos de todo mundo jogando, um público que já sabe todos os caminhos possíveis ali do jogo.
Então tem esses vários aspectos. Então para mim é super positivo, eu super acho que apoio que saiam mais jogos aí antigos, edições de 10, de 20, 30 anos deles.
Eu acho que isso daí, cara, é uma tendência bem importante, né? Porque na verdade você apresenta esse jogo para um público que não conhecia ele, né? E assim, pela dinâmica que a gente vive da indústria, né, da indústria de jogos, acaba que alguns jogos bem importantes ficam anos sem ter reimpressões e fora de catálogo, né? Isso faz com que o acesso fique difícil e tudo. E aí uma iniciativa dessa de você oferecer esse jogo novamente pode reavivar a memória do público mesmo, ou mesmo trazer ele para toda uma nova audiência, né?
Eu acho que isso é sempre uma boa, cara. Isso funciona muito bem para livro, funciona para filme. Eu não vejo por que não vai funcionar para jogo também, né?
Eu prefiro um relançamento do que uma edição inspirada em, né, não criticando, mas o Dominance of the Seas: Marine, ele é praticamente o mesmo jogo, mas teve uma releitura. Talvez não precisasse, né? Aí é preferência minha, tá? Eu prefiro que pega o jogo tal qual, junte as expansões até pode mudar alguma coisa, mas que ele se apresente com a mesma temática, com o mesmo conceito, né? Pô, imagina o Nippon que não é sobre a modernização, a evolução tecnológica industrial do Japão.
Para mim, esquece, é outro jogo. Mas muda-se algumas coisas, ok, inclui as expansões, ok, mas mantém a temática, mantém o espírito do jogo. Isso é uma preferência minha, acho que vale mais a pena do que ficar lançando com tema diferente, colar cada um outros temas nas mecânicas do jogo.
Exato, exato. Acho que é por aí mesmo, exatamente a mesma opinião que a minha.
Legal, Felga. Acho que valeu esse nosso encontro aqui. 2 jogos de 2015, 11 anos já, e super recomendável. Eu agradeço você aí por mais essa participação, agradeço todo mundo que escutou aqui. Espero que vocês encontrem esses jogos em breve, experimentem. Pode deixar os comentários, podem procurar a gente. E é isso, agradeço a todos, um abraço aí.
Valeu, gente, muito obrigado por vocês terem ouvido o podcast e por favor joguem, né, e tragam seus comentários para gente, tanto lá no Spotify ou se vocês quiserem no nosso grupo de WhatsApp. Um abraço, viu, valeu, Kirsten, obrigado.
Esse foi mais um episódio do Arqueojogos, editado pelo o Mestre Zabuzeta. Siga a gente no Spotify, dê ali as suas estrelinhas que você acha que a gente merece, que nos ajuda o algoritmo alcançar mais pessoas. Se puder também, siga a gente no canal da Ludopédia. Principalmente deixe comentários aí sobre o que você tá achando, que isso nos agrada aqui demais saber como é que os episódios estão chegando até vocês. E aí o nosso pedido mais especial é espalha a palavra, né?
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