Episódios de DeByte

Ep. 109 - LOL Proibido no BR, Nintendista Banido, Exposed nos Games & Mais! feat. @Cogumelando ​

16 de março de 20261h20min
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BRKsEDU, VanDep e Davi recebem Cogumelando e discutem a o banimento de LoL e outros jogos da Riot para menores de 18 anos, escândalos de executivos de games e de IA, novidades sobre o próximo Xbox (Project Helix), emulação, pirataria e Mais!

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Contato comercial: debyte@vandep.ag

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Participantes:

BRKsEDU:

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Bruno De Paula - VanDep:

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Davi Rocha:

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Pedro Cogu - Cogumelando:https://instagram.com/cogumelandotvhttps://x.com/CogumelandoTV

Esse episódio do DeByte foi editado pelo: @Rholter

Assuntos14
  • Banimento de LoL no BrasilProibição para menores de 18 anos · Classificação etária · Loot boxes e gacha · Impacto na base de jogadores · Jogadores profissionais menores de idade · Possíveis modificações de mecânicas
  • Loot boxes em videogamesMecânicas predatórias · Vício em jogos · Gacha systems · Dark patterns · Dependência financeira · Legislação europeia
  • Pressão executiva em desenvolvimento de jogosJeff Kaplan e Blizzard · Ultimato de demissões · Overwatch 2 · Ameaças a diretores criativos · Ambiente de trabalho tóxico
  • Inteligência ArtificialOpenAI e monetização · Roubo de arte e conhecimento · Endgame de empresas de IA · Propaganda de IA · Manipulação de usuários
  • Demissões em estúdios de games bem-sucedidosBaldur's Gate 3 e Larian · Inconsistência financeira · Falta de segurança no emprego · Impacto na qualidade de produtos · Demissões em massa
  • X/Twitter e suspensões de contasSuspensão de Linguiça · Emulação e pirataria · Denúncias em massa · Falta de transparência · Ausência de verificação real
  • Apatia corporativaNormalização de abuso · Indiferença do consumidor · Falta de indignação · Priorização de resultados · Desumanização
  • Xbox Project HelixUnificação de consoles e PC · Biblioteca integrada de jogos · Retrocompatibilidade · Estratégia confusa · Exclusividade vs multiplataforma
  • Preservação de games e backward compatibilityRetrocompatibilidade Xbox · Emulação de consoles antigos · Fidelização de público · Acesso ao legado digital · Nintendo como referência
  • Preservacao de Jogos DigitaisLegalidade da emulação · Distribuição de ROMs · Backup pessoal · Preservação de jogos · Zona cinzenta legal
  • Importância de jogos independentesResgate do amor pela criação · Alternativa aos grandes estúdios · Fidelização genuína · Educação de novas gerações · Retorno aos fundamentos
  • Capital aberto mercado especulaçãoPressão por crescimento contínuo · Práticas predatórias · Priorização de lucro · Conglomerados bilionários · Conflito entre arte e ganância
  • Caso Overwatch 2 Comunicação EmpresasFalha na transição para free-to-play · PvE descontinuado · Comunicação confusa · Remoção de páginas de anúncio · Falta de clareza estratégica
  • Cultura tóxica onlineCaça às bruxas · Cancelamento de criadores · Interpretações maliciosas · Tirada de contexto · Pressão emocional
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Galera, sejam bem-vindos a mais um Debate. Como vocês estão vendo, não sou o BRKS Edu, por isso que estou fazendo essa intro com um cafezinho aqui em mãos, né? Tradição é tradição. Vocês estão vendo aqui nosso querido Cogu Melando. Muito bem-vindo, Cogu Melando, você já fala. Calma, calma. Que nem o Edu fez com o Alan no episódio dele. Nosso queridíssimo BRKS Edu talvez apareça aqui no episódio. Ele teve umas questões pessoais e tal, ele falou pra gente não atrasar e falou pro Cogu gravar. Então, estamos aqui, temos muito o que discutir. Notícia quente, The Riot.

notícia quente de Xbox, inteligência artificial, minha pauta preferida de vocês também, tem muita coisa boa. Mas primeiro temos o Davi fazendo a nossa publicidade do dia. Davi, Enjoei, né? Continua com a gente. Nesse episódio, galera, a gente continua em parceria com o WeJway. Pra quem não sabe, o WeJway é um aplicativo bem fácil de usar e super bacana, que vai te ajudar a comprar e vender todo tipo de produto. Lá tem roupa, calçado, artigo de decoração e também muito produto pra quem curte, como a gente, games e tecnologia.

o Enjoy está com 15% de desconto através do cupom DEBYTE para produtos de uma página dedicada com vários itens selecionados lá. Tem console, tem portátil, tem acessório, jogo mídia física e muito mais. Link na descrição e QR Code na tela. Inclusive, Davi, teu moletom da Rara no episódio passado foi muito elogiado e você está com uma lojinha no Enjoy, né? Você vai vender esse moletom ou não? Como é essa história? Calma, calma, peraí, calma, calma.

O moletom foi elogiado. Obrigado, pessoal aí que está curtindo e aprovando as minhas escolhas.

escolhas aí de vestimenta pro debate do figurino, mas sim, eu tô com uma página minha, eu tô com uma lojinha minha lá no Enjoy, tem muito produto à venda lá, eu gostei tanto, tanto, tanto do serviço, do app, que eu decidi, cara, tô cheio de coisa aqui ao meu redor, eu tô de mudança, quem assiste a gente sabe, então por que não colocar aí alguns produtos à venda pra eu desapegar? Porque é isso que o Enjoy quer quando você baixa lá o aplicativo deles ou acessa o site.

Por isso, obrigado ao Enjoy, facilitou a minha vida não só aqui no debate, mas lá na minha lojinha também.

pessoal, é isso aí. Sejam bem-vindos a mais um episódio do The Byte e vamos começar falando de uma empresa que a gente não traz com tanta frequência aqui, que é a Riot. E por que a Riot virou assunto nesse episódio? Bom, a partir da data de publicação desse episódio do The Byte, dia 16 de março, a Riot decidiu, galera, proibir menores de 18 anos de jogarem vários jogos da própria empresa, tipo LoL, TFT, 2XKO, que pra quem não sabe, é o novíssimo jogo de luta deles e tal. Fora isso, a marca vai passar também a exigir confirmação de idade

por biometria para liberar o acesso dos jogos da Riot para jogadores maiores de 18 anos. Bom, eu tenho muito a falar sobre isso, mas eu queria saber de você primeiro, Kogu, qual é a tua impressão inicial sobre essa notícia da Riot proibindo o acesso de menores de idade aos seus jogos? Cara, a primeira coisa que me vem na cabeça são os protestos lá no Roblox, aquela coisa toda que teve. Mas é um prazer estar aqui no debate, obrigado pelo convite, estamos juntos. Cara, sabe o complicado dessa situação?

A criançada só vai entender quando ela ficar mais velha. Então vai ter muita revolta agora. Mas para deixar isso tudo mais complexo, eu nem sei se os pais vão entender de fato. Porque além de muitas pessoas não compreenderem... E veja, eu não estou nem dizendo que eu sou pró ou contra ainda. Eu só estou colocando na mesa os elementos porque muita gente não tem a menor ideia de como esses jogos são. Eles colocam, sei lá, o jogo do Mario ao lado desse jogo. Eles colocam tudo como videogame.

Coloca jogos de videogame do lado de jogos de azar. E muitos pais que já têm mais idade têm um pensamento que é tipo assim, ah, mas quando eu tinha a idade dele, eu via Rambo no cinema em casa e não deu nada de errado comigo. Eu via isso, eu fazia aquilo. Então eu acho que vai ter muita efervescência nisso. Eu imagino que vão burlar isso de alguma maneira, porque é uma massa enorme de pessoas jogando. Mas eu acho que o que mitigaria todos esses acontecimentos,

todas essas revoltas, todas essas tentativas de burlar esse sistema, seria primeiro talvez criar uma conscientização mais perene, mais em que as pessoas realmente tenham uma noção do que é aquilo de fato, e depois trazer uma proibição nesse sentido. Porque eu não sei se vai ter espaço para compreensão depois que tem essa proibição, e aí realmente vão burlar, e aí o pior cenário às vezes,

que às vezes é pra proteger e tudo, eu fui pego de surpresa com isso, então nem tive muito tempo de pensar sobre as implicações, eu não jogo LOL, eu não tenho nenhuma experiência, mas é difícil ter uma conscientização depois que você traz isso, e vai dar pano pra manga isso daí, eu imagino. É, você falou do Roblox, cara, com certeza isso é um efeito da Lei Felca, né, que foi justamente feito pra combater a adultização, que inclusive é o tema do quando o Kogu participou aqui no episódio Nós Três, né, que o Edu também não

de participar, eu acho que foi justamente esse episódio do Felca e aquele vídeo dele que ele fez. Então tem a ver com algumas coisas. Eu vi, né, dando uma pesquisada justamente no X e das pessoas comentando isso, porque acabou reverberando bastante na comunidade de LOL, né, e muita gente apontou o dedo pro negócio chamado gacha. Eu não sei se vocês conhecem esse termo, eu não conhecia muito, talvez o Davi consiga explicar melhor, que é basicamente os loot boxes, né, que tem na Europa, que já teve no CS e tal, que é basicamente você conseguir skins, né, pra você jogar muito

premium e tal, e quando envolve esse tipo de coisa, que é jogo de azar, que é basicamente um cassino dentro do jogo, isso não pode ter menores de idade, né? Porque pra deixar bem claro, de todos os jogos da Riot, só o Valorant menores de idade vão poder jogar de 12 a 17 com autorização dos pais. O que eu achei curioso, cara, porque o que você mais vê, não o que você mais vê, mas dos jogos da Riot hoje em dia, sempre aparece um, sei lá, um clipe, alguma coisa, um TikTok de algum racismo acontecendo, alguma coisa bem escrota acontecendo no

no Valorant, assim, através do chat de voz, né? E não sei, não sei se tem vazado mais o LoL, mas eu tenho visto muita coisa do Valorant, que é o único jogo, né? Que vão permitir. Então, achei meio curioso, inclusive, essas pessoas que já estão culpando o Felca, né? Porque existem várias questões aí que estão acontecendo. Achei curioso filtrar a player base, né? A Riot não está num momento muito bom, que nem o resto da indústria também não está, né?

Você falou do jogo de luta que saiu, que, sei lá, as pessoas já foram demitidas, não teve muito sucesso,

ninguém falou muito do jogo, ninguém tá falando muito do jogo, né? Então, basicamente, pelo que eu vi, eles estão apontando o dedo nesse gacha aí e no Felca, a lei do Felca, né? Porque são proibidos de menor de 18 anos participar dessas coisas, né? Mas também tem outras questões, tipo, por exemplo, jogador de LOL profissional. Tem jogador de LOL que é menor de 18 anos. Eu vi até um caso, eu acho que é Dudu, tem 17 anos e completa 18 em 18 de abril.

E o primeiro split começa em 28 de março, ou seja, ele, por umas duas, três semanas,

jogar, como que vai funcionar isso, né? Então tem várias questões, que nem o Kogu mesmo disse aqui, a gente foi pego meio de surpresa, essa notícia saiu um pouco antes da gente gravar. Então a gente ainda tá destrinchando tudo, mas o que você achou dessa história, Davi? É, começando aí pela última coisa que você falou, inclusive, porque eu também tava pensando o que ia acontecer com esses jogadores profissionais de LOL que são menores de idade.

Honestamente, eu acho que pode acontecer algo muito parecido com o que a gente vê hoje na Fórmula 1. Tem piloto de Fórmula 1 hoje, competindo, que não tirou a carteira de motorista ainda, entendeu? Então assim, eu acho que a Riot

Poderia ou poderá criar uma versão ou alguma coisa do tipo, em caráter de exceção, não sei, para que esse jogador menor de idade consiga acessar o jogo. A própria Riot, inclusive, no comunicado oficial dela, ela deixou claro, apesar de não ter dado muita informação ainda, de que o objetivo dela daqui para frente é tentar rever a classificação etária dos seus jogos que agora estão proibidos para menores de idade. Esse, inclusive, é um dos motivos do Valorant estar sendo permitido, porque a classificação etária

do Valorant é diferente da classificação etária dos outros jogos. Então, o que a Riot vai tentar fazer agora é rever a classificação etária dos seus jogos, do LoL, do TFT, desses que estão sendo proibidos. E aí, assim, como que ela vai fazer isso? Muito provavelmente, ela vai mexer em mecânicas do jogo para o público brasileiro, né? Inclusive, existem casos de empresas que na Europa, nos Estados Unidos, em parte do mundo, operam de certa forma com relação ao uso de loot box e tal, e que em outros países não conseguem fazer isso, porque os países, né,

que impedem que isso aconteça, hoje, são países que têm esse poder de proibir a comercialização do jogo lá. E aí, a empresa do ano do jogo, tô falando aí de Overwatch, tô falando aí de jogos que têm essa questão da loot box, essas empresas acabam pensando e vendo maneiras de modificar o formato desse jogo ou algo do tipo. Algo muito parecido, inclusive, entrando na parte aqui de tecnologia, com o que a Apple fez, né? A Apple, ela não mudou o plug de todos os iPhones pra USB-C porque, de hora pra outra, o Tim Cook passou a virar viciado pelo formato, né? Não é isso.

deliberação do governo europeu, né, da União Europeia, pra obrigar toda e qualquer empresa dona de celular, fabricante de celular, a vender em território europeu aparelhos com a entrada do SBC. E aí a Apple ficou com aquela história, é, eu posso vender só o SBC na Europa e o resto do mundo eu posso continuar com a entrada Lightning, ou eu posso simplesmente aceitar que eu perdi essa guerra e entrar com o SBC em tudo que é canto, né, a vitória do usuário, vitória, digamos assim, do mercado, né, do cliente, do consumidor. O que a Riot vai fazer, eu acho,

é algo mais parecido com isso. Eu acho que ela vai criar uma versão especial de seus jogos que entra em território brasileiro com uma classificação etária mais baixa. Eu, inclusive, vi muita gente nas redes sociais dando a ideia de criar uma espécie de versão kids desses jogos, né? Que não teria voice chat, que não teria loot box, gacha e nada do tipo. Mas aí eu acho que versão kids já fica um pouco meio forçando a barra, né? Eu não sei se faz muito sentido.

O que vocês acham a respeito disso? Eu penso que por ser um jogo competitivo, vou ficar bem interessado em ver como isso

vai se perpetuar. E sobre o Gacha que o Van Depp falou, cara, isso é brabo mesmo. Eu já joguei jogo de celular de Final Fantasy que usava Gacha e num determinado ponto sai da estética e vai pra única forma de vencer. Gacha é aplicado de várias formas diferentes, mas em jogos de celular, por exemplo, gratuitos, isso realmente é brabo e eu sei de gente que já gastou muito dinheiro. E tem um caso particular que pra mim define Gacha numa tweetada assim,

que foi o jogo Final Fantasy Record Keeper, ele simplesmente foi descontinuado do dia para a noite. E todo o dinheiro que todo mundo gastou, porque não é nem um item garantido que você compra, é a chance de obtê-lo. É como se você pegasse um pacotinho de figurinha que por acaso vai vir uma cartinha boa ou não. E foi descontinuado, no Japão o jogo continua. E você sabe o que muitos jogadores fizeram? E simplesmente começaram do zero na versão japonesa.

ativa certos lugares do cérebro humano muito poderosos, assim. Então, é brabo isso aí. É, o que eu achei curioso desse gacha no próprio LOL é que não tem como farmar o negócio, que você tem que comprar mesmo, então, pra ter as tals das skins exaltadas ou místicas, né? Não sei como chama especificamente no LOL, mas pelo que eu pesquisei é isso. Então, eu achei meio nada a ver com o pau Felca, né? A galera ficando meio brava com o Felca, que nem você disse mesmo, o Google que te lembrou Roblox.

ver o tipo de protesto. É uma decisão polêmica justamente porque, não sei, cara, eu vivi o auge do LoL. Não que eu joguei muito LoL, não joguei quase nada de LoL, mas quando eu trabalhei na Zubo em 2015, quando eu cheguei já na plataforma, eles tinham fechado com um pessoal, uns times de LoL mesmo, a Pain, a NTZ, a Cade, que estão todas aí por aí ainda, né? Eu acho que, não sei se é a NTZ ainda, mas, enfim, então eu me lembro que duas semanas de empresa, eu fui lá pra Florianópolis, pra não ser Belol, Florianópolis,

a prisão é uma cidade relativamente pequena, né? E mesmo assim, um movimento e as pessoas adorando aquele jogo e maior nível competitivo. E com o tempo, o LoL foi caindo, né? Tipo, a gente até viu recentemente, teve a notícia semana também, a Pain Gaming, justamente que se você for escolher um time de esportes de LoL da história, é a Pain, né? Talvez tenha gente nos comentários que discorde, mas tendo todo um escândalo com o CEO renunciando, supostas alegações de um player falando com o menor

de idade. Então, assim, parece que tá num momento péssimo, assim, porque o próprio CB LoL acabou uma época e eu acho que agora voltou, né? Então, tem muita coisa acontecendo em volta do jogo que, de novo, é sintomático do que parece ser a indústria, né? Mais ganância, mais dinheiro, porque eles não iam deixar de fazer o gasto pra poder jogar menor de idade. Mas, pelo que eu saiba, também, o LoL é um jogo que dá pra jogar com, talvez, um notebook, um PC não muito bom, então tinha uma barreira de entrada menor, né? É um jogo que todo tipo de classe social jogava e pessoas

novas mesmo, né? Tem gente que começava a jogar LOL com 10, 12 anos, e eu acho que, não sei, muitos desses jogadores profissionais inclusive, né? Então, não sei o que vai fazer pra player base, né? O impacto que isso vai ter num jogo, um jogo que já, que nem eu falei, passou do seu auge. Não sei, eu realmente não sei o que vai acontecer, não sei se vocês querem dar uma previsão, talvez Davi comentar de novo, mas você culpa o Felca por isso?

O que você acha do papel do Felca nisso, Davi? Cara, eu acho que não tem nada a ver uma coisa com a outra, assim, é claro que, né? O Felca agiu em prol da proteção,

as crianças no meio digital, isso não dá pra negar, não dá pra dizer que o Felca não tem influência nenhuma, né? Mas eu acho que, sei lá, eu espero que o pessoal que esteja acusando o Felca de qualquer coisa aí esteja mais no meme do que, né, de fato indo, sei lá, querendo que o cara resolva o problema que ele, entre aspas, criou. Porque, na verdade, ele não criou. Inclusive, é importante até destacar também um outro termo que a gente não comentou aqui agora, mas que tá dentro dessa lógica de gátia quando a gente fala disso, que são os padrões obscuros, ou os dark patterns, né? Porque desde que a loot box começou

a ser alvo da União Europeia, de governos do mundo afora, sendo combatido e tudo mais e tal, ela, ao deixar de existir, ela não resolveu o problema que o Kogu, inclusive, acabou de mencionar, que é do desenvolvimento de vício atrelado a esses jogos. Esse, inclusive, é um dos motivos de eu não jogar Genshin Impact, de jeito nenhum. Desde que eu comecei, eu peguei Genshin Impact, baixei, e logo, logo eu percebi o problema que ia dar se eu continuasse jogando, porque você sente, meio que assim, em um dado momento, que o jogo, ele quer que você gaste ali, mas ele não diz abertamente,

que ele quer que você gaste dinheiro, ele fica de maneira subtendida. E esse lance de ser subtendido, que vem através de decisões de interface, de design, de mecânicas, de storytelling, de dinâmicas no jogo, as dailies, os desafios da semana, do mês, tudo isso que o jogo pode criar para, de certa forma, de maneira subtendida, te fazer chegar à conclusão de que é melhor gastar dinheiro para você economizar tempo, aumentar as suas chances de ganhar algum item e tudo mais,

é o que hoje em dia especialistas da área chamam de padrões obscuros, padrões sombrios. E a maioria desses jogos free-to-play hoje está lotado desse tipo de mecânica. Então, o que o Felco fez, na verdade, foi só trazer luz a algo que já estava acontecendo. E ele fez, inclusive, de maneira muito corajosa, até porque ele próprio falou várias vezes que depois disso ele começou a ser ameaçado. Até porque no Brasil, quando a gente começa a olhar para esse lado mais comercial do entretenimento de games, eu acho que a gente fica cada vez mais próximo,

de discutir bets, de discutir carcinos online, né? Porque tá aí outra forma de divertimento, que inclusive muita gente fala, não, é só um joguinho, eu me divirto, eu aposto um pouquinho e tal, mas dentro desses sites também existem padrões obscuros que acabam fazendo, especialmente os mais desafortunados, a galera menos informada e tal, acabar gastando muito mais sem nem perceber. E aí é onde eu acho que mora o perigo de verdade, entendeu?

Inclusive, aproveitando que a gente tá falando aqui de empresas milionárias, né? Vamos falar um pouquinho de Blizzard, vamos falar um pouquinho de Activision Blizzard,

elas são uma coisa só, né? Mas mais especificamente de Overwatch, né? Dentro desse contexto aí. O Jeff Kaplan, que foi um dos principais responsáveis por trazer Overwatch lá atrás, em 2016, e ele deixou a Blizzard um pouco depois, em 2021, ele deu uma entrevista a um podcast recente, né? Do Lex Friedman, amigo meu e do Van Depp, inclusive, dando algumas revelações de bastidores aí que chamaram muito a atenção. Ele, por exemplo, afirmou que a situação que fez ele sair do estúdio foi um dado momento onde um executivo da Blizzard o ameaçou de demitir mil funcionários

caso ele não atingisse as metas de faturamento do jogo. Ou seja, ele era o responsável do game, o executivo trouxe ele pra dentro da sala, salinha escura, aquela coisa toda, e deu esse ultimato. Ou você aumenta o nosso faturamento, ou a gente demite mil pessoas da tua equipe. Assim, eu acho que eu não consigo ser mais distópico ao falar de um assunto do que isso agora, né? E assim, a gente não tá falando de um rumor, a gente tá falando de algo que foi dito pela boca da pessoa que foi vítima dessa situação.

no mínimo revoltante, mas eu queria saber o que vocês acham a respeito disso também. Você primeiro, Van Derp, depois a gente passa pro Kogu. Achei muito curioso que nesse podcast ele fala os números que deveriam ser atingidos, né, tipo, financeiros, mas ele acaba sendo bloqueado quando o podcast vai pro ar e tal, a gente não fica sabendo por causa do NDA, né, que ele assinou. Mas achei bem curioso, cara, e lamentável que nem você disse, porque a gente fala, essas pessoas que trabalham nesse jogo são humanos.

Por mais que estão tentando substituir essas pessoas, a gente vai falar de inteligência artificial, mas são humanas. Então, cara, que nem o Jeff Kaplan,

que é uma referência internamente, na hora que você vê esse cara sofrendo essas consequências, esse cara sendo, não, fritado talvez, né? Mas assim, sendo botado essa pressão e depois sair da empresa, que esperança que um desenvolvedor comum tem? Que motivação que um desenvolvedor comum tem, saca? Eu acho que isso que me pegou, assim. Essas pessoas têm um ambiente de trabalho, muitas vezes também pessoalmente, né? Então elas vão lá, conhecem as pessoas, você tem uma figura que é uma liderança para você, de um jogo que deu certo,

evidente que Overwatch deu muito certo. E assim, tá aí até agora com uma player base, as pessoas continuam jogando o jogo, né? Saiu Overwatch 2, que aí eu acho que admitiram que é um erro, mas achei muito estranha essa história e ao mesmo tempo previsível, sabe? Assim, se você afasta pessoas que foram importantes pra jogos bem pensados, bem sucedidos, cara, ele vai ter a lealdade desses funcionários e quando sai, a moral da equipe vai pro espaço, sabe?

Por que eles vão se esforçar? Mas o que você achou, Kogun? Sabe o pior prejuízo disso, na minha opinião?

que as pessoas não estão se indignando, fãs de videogame, não estão se indignando mais com isso, mas normalizando esses absurdos, sabe? É isso, é isso. É, cara. As pessoas estão tão intoxicadas pelo fim que elas esquecem do processo também, então não é estranho você ver gente falando assim, ah, acontece, o mercado é assim, o que importa é ter um jogo bom. Se o jogo não é o melhor de todos, então não está valendo, que não sei o quê, que não está...

Então, assim, tem mil justificativas, ninguém quer estar na pele dessas pessoas,

pessoas, obviamente que não. Eu às vezes sinto que muitas pessoas na internet, por N razões, elas tomam pancada da vida, tomam pancada de jogo que é anunciado como o melhor de todos os tempos e não é. É a cobra mordendo o rabo, sabe? É uma coisa retroativa. E aí essas pessoas, elas acabam, pessoas na internet mesmo, às vezes até criadores de conteúdo, eles acabam normalizando esses absurdos, sempre nessa eterna busca de um jogo fantástico, custe o que custar e se tiver que usar AI e substituir todo mundo, não importa.

porque não é um processo artístico. Se você fala para ele, você acha que videogame é arte? Ele vai falar que é. Só que arte é processo. E dane-se o processo. As pessoas realmente querem o resultado. E eu amarro isso totalmente com o gacha, por exemplo, às vezes. Quando a gente anula o processo, anula a jornada, a gente quer os desfechos mais rápidos. E isso leva a N problemas para a sociedade toda. A gente está, normalmente, intoxicado pelo desfecho.

fecho da coisa que vem a próxima, e que vem a próxima, e que vem a outra. Todo mundo quer pular a etapa. E se tiver que ser um monte de gente demitida, eu sinto que infelizmente muita gente não liga, mas a gente tem que martelar isso sempre na perspectiva de que sim, isso também vai mudar se nós, não só criadores de conteúdo de videogame, mas as pessoas em geral se indignarem com isso. Exato, você disse tudo, inclusive foi algo que eu comentei até no episódio passado, que a gente vive hoje uma crise não só de ganância, que é algo que a gente discute muito aqui no debate, mas também de apatia, cara, de falta de engajamento da galera, de ser humano,

ser humano, de falta de empatia, é um negócio muito doido isso, tipo, o próprio Jeff Kaplan, ele é um cara que assim, eu acompanhei muito a cena de Overwatch no começo, fui um dos caras que mais assim, da minha roda de amigos, assistiu os jogos da Overwatch League, eu tive a oportunidade de ir pra E3 em 2016, e eu assisti a um jogo da Overwatch League lá em Burbank, ao vivo, na arena que eles montaram lá, então assim, eu tava muito, muito inserido nisso, e o Jeff Kaplan, ele sempre foi pra aquela comunidade ali, um cara assim, endeusado, entendeu? Porque você notava que ele

ele é aquele arquétipo perfeito do gamer que virou desenvolvedor de jogos, né? Ele era apaixonado pelo jogo, ele era apaixonado pelo que ele fazia, ele era apaixonado por cada personagem que ele criava, cada mecânica e tal. E aí ele deu um tropeço, que ele próprio, inclusive, nesse podcast do Lex Friedman, ele admite que foi Overwatch 2, né? A ideia do PVE de Overwatch 2, né? De você ir atrás de jogar contra inimigos e tal, e não focar ali no PVP.

E desde então o cara é visto como um páreo por muita gente, tanto que quando saiu esse clipe, né?

e que ele foi vítima, cara. Ele foi vítima e muito provavelmente ele não pôde falar até agora isso por conta de um acordo de confidencialidade que ia complicar ele, que ia gerar processo pra ele, que podia falir o cara. Tinha gente ainda nas redes sociais culpando o cara por conta de Overwatch 2. Ah, mas quase como se fosse assim, ah, você mereceu porque Overwatch 2 foi um lixo, que decisão horrível, tanto que voltaram atrás. Então assim, a gente vive num contexto hoje tão bizarro de mercado, de indústria e de sociedade também e que é importante que a gente traga isso pra cá, pra você,

que tá assistindo a gente, pra você entender que existe um caminho, existe uma solução, mas essa solução, ela não vai vir das empresas. Ela não vai vir desse bando de executivo que quer só ganhar mais dinheiro e que tá disposto a ameaçar o diretor criativo do jogo de demitir os seus funcionários, os seus colegas, os seus amigos em troca de lucro, assim. Não vai vir dessa galera. E tampouco vai vir da galera que é vítima disso.

Tem que vir da galera que vota com a carteira, que somos nós, né? E eu acho que essa é a parte mais importante

Inclusive, desse assunto todo relacionado a essa ganância traduzida em decisões horríveis, em resultados horríveis, porque no fim do dia a gente tem a faca e o queijo na mão, a gente tem a chave para resolver esse problema. Mas é claro que não é tão simples assim, não é tão fácil. Por isso que a gente só vai começar a resolver esse problema se a gente continuar dialogando, conversando e trazendo essas discussões como a gente faz isso aqui no debate.

Inclusive, essa questão de apatia foi o que eu também trouxe no último episódio quando a gente está falando e isso até me fez voltar,

Tweetar, né? Uma imagem da guerra que tá rolando no Irã, que a escola foi bombardeada, calma, a gente tá falando de games ainda, mas tive que escrever um tweet sobre o cuidado com a indiferença, né? Indiferença em todas as facetas do mundo, até aí, das nossas vidas, porque a gente tá meio que cansando porque tem tanto ruído, então não vamos comprar nenhuma luta. E que nem a gente falou no episódio passado, comprar uma luta em relação a games e que você falou bem, tem que ser com bolso e coisa do tipo, beleza, cara, mas eu fico muito cético.

emocional e mental que fizeram com o Jeff Kaplan, cara. Tipo assim, ó, obrigado por entregar um jogo que tá dando muito sucesso, que vai ter mais de 10 anos aí de vida. E mesmo assim, ó, esse é o número. Esse é o número que tem que dar certo, senão você e mil pessoas, né, vão perder o emprego. Imagina ele indo almoçando com meia dúzia delas naquele dia, sabe? Não, acho que todos vocês aqui vão perder o emprego e não podendo falar, né?

Não é um negócio que você pode necessariamente botar uma pressão já imediatamente. Se é um

E aí sim, ele vira meio que parte desses caras mais, né, CEOs e tal. E contribui com esse tipo de pressão. Não sei se na prática ele fez, talvez na época ele acabou conivente com isso, mas não sei. E a gente teve até outro caso aqui, cara, que foi o Battlefield, né? Battlefield foi o jogo mais vendido nos Estados Unidos em 2025. Vendeu 7 milhões de cópias em 3 dias. E a semana, semana passada, no caso, tivemos demissões no estúdio que fez Battlefield, assim.

quer dizer que você, ao desenvolver um jogo AAA, bem sucedido, que teve bons resultados, né? A gente até conversou com o Hayashi no episódio passado, que deu uma queda e tal, agora vai ter outra temporada, vamos ver no que vai dar. Mas imagina a motivação, cara. É um trabalho artístico fazer um jogo. Eu sei que a gente está nesse movimento anti-arte, que nem a gente já falou, e anti qualquer coisa humana, basicamente, mas, pô, se você não consegue nem sentir uma segurança no teu emprego num jogo desses, que deu certo, pelo menos imediatamente, deu retorno financeiro

empresa, que esperança tem? Como que a gente vai ter bons produtos finais, né, Kogu? Que nem você falou, o consumidor ou de uma forma egoísta ou só porque as coisas são assim, pensa só no produto final. E a gente que quer tentar pensar um pouco mais nas entrelinhas, entender como funcionam os processos, parece que a gente está sendo bobo ou exagerando, né, cara? Mas o que você achou dessa história também, Kogu? Você pega um jogo tão bem vendido e mesmo assim tendo emissões.

Como que você seria? Qualquer emprego, inclusive, né? Se você sabe, ó, nossa empresa pode estar super bem que de qualquer forma a gente vai perder o emprego aqui.

Que tipo de coisa é essa, cara? Eu acho que quando a gente vê uma situação assim, a primeira coisa é a gente exercer uma empatia simples, que é, se a gente não consegue a empatia pela via do carinho, da consideração, até do amor, vamos na empatia pelo medo. Então, pensa assim comigo, quem está ouvindo, que pensa, ah, mas demissão acontece. Pensa assim, e se fosse você? Você não vai pensar em você sendo demitido. Pensa uma semana, um mês depois que você foi demitido. Pensa como vai ser o seu casamento,

pensa como vai ser sua rotina, pensa na sua mãe velhinha precisando do seu apoio, pensa em todas as coisas cuja torneira foi fechada depois de décadas de estudo, depois de uma vida, às vezes o cara tem mais de 30 anos, tem 40 anos, já abdicou de muitas coisas, pensa nisso. Aí, beleza. Pensou nisso? Guarda esse sentimento, põe na mesa e vamos perceber uma coisa aqui, você sentiu medo. Parabéns, você foi humano, porque as pessoas, para se doparem da realidade,

mão de suas humanidades. Então o cara tem medo de expressar alguma coisa, ele acha que é natural, que isso é tudo natural, é sempre uma visão pela via financeira das coisas e nunca o financeiro para o humano, mas o humano para o financeiro. E eu vou dizer que isso é muito tolo, porque a humanidade passou tanto tempo querendo conhecimento, querendo acesso. Alfabetização é uma coisa recente na história humana,

históricos. E aqui estamos. Podemos sentar no computador sem arriscar tomar um soco na cara. Estamos ali por trás de uma tela. E o que a gente está fazendo com isso, cara? Não, a gente está tipo tem que ser assim. Não importa se for demitido. Não importa. Ah, não ligo. É hora de tomar as rédeas da... Entra naquele negócio até do Felca comentado. As pessoas ou estão esperando um salvador ou um vilão máximo. Não. Você é o dono da sua vida.

Você tem que se indignar do que você acha errado. Ah, mas vão achar que eu sou cri-cri. Azar.

Um achou? A humanidade tem essa coisa, né? Dez elogios não importam. Uma crítica acaba com tudo. Não, uma crítica ainda é uma crítica. Se dez pessoas apoiam algo que você acha certo, pisa no acelerador. A gente tem que se indignar. Ah, mas eu gosto de videogame. Ah, eu gosto de conteúdo. Vamos parar de bater em fantasma, que tem muito na internet, né? Coisas assim que não existem. Vamos falar de algo que está realmente acabando com algo que a gente ama, que é uma forma de arte, que está sendo, para mim, a arte máxima, que mistura tudo.

consegue unir tudo. Está sendo massacrada por isso, porque são pessoas que fazem. Se não for pessoa fazendo, não tem graça, porque não vai estimular a nossa humanidade. Não vai te fazer. Aí eu volto lá para o início. Não vai fazer você sentir medo em um jogo de terror, carinho por um personagem que nem existe. É a criação humana, cara. A gente precisa se indignar e a gente precisa usar tudo que a gente tem para mostrar a nossa insatisfação, preferencialmente sem clubismo, porque essa é uma coisa que assola todo o ecossistema.

Acabar é muito rápido, tá? Videogame não é tão forte assim também quanto as pessoas pensam, não. Nos anos 60... Olha quanta gente viva, Thaí, nos anos 60. Não existia isso. Não existia. Será que a gente vai ter daqui a 40 anos, daqui a 50 anos, videogame? Depende muito da gente também. De criar essa etiqueta geral também de que certas coisas são inaceitáveis. Como você disse tudo, e eu digo ainda um pouquinho mais, eu vou um pouquinho além.

A gente discute muito que essa indústria hoje, que a gente ama, que a gente trabalha aqui e tal, é uma indústria bilionária.

sendo bilionária, né? Lá atrás, os anos 80, pra alguns inclusive os anos 70, final dos 70, começo dos 80, né? Onde a coisa começou a se desenvolver, o videogame virou indústria depois e tal. A coisa não era assim. A gente perdia pro cinema, a gente perdia pra música, a gente perdia pra TV. E hoje não, a gente é gigantesco. Mas assim, muito antes de haver todo esse interesse monetário, financeiro, havia exatamente o que você tá falando.

Havia o amor, a paixão de pessoas por um hobby, por um passatempo, que virou arte, ou que talvez sempre foi arte, mas que muita gente demorou um pouquinho pra interpretar como arte.

na sua vida e tal, e que agora está sendo engolido pelo grande capital, está sendo engolido pela especulação. Inclusive, foi algo que a gente, não só nós aqui do debate falamos isso, e você também, mas o próprio Leon, lembro demais de um episódio em que a gente trouxe o Leon para comentar, e o Leon foi falar da situação de GTA e tal, e ele mencionou claramente o problema que existe hoje em nós apoiarmos essas grandes franquias em estúdios que são parte de conglomerados que estão no mercado especulativo, que são parte de conglomerados que dependem do capital

E aí qual que é o problema de empresas de capital aberto? Assim, do ponto de vista financeiro, econômico, ah, beleza e tal, ninguém tá fazendo nada de errado. Mas quando você para pra olhar as repercussões de empresas de capital aberto, onde o numerozinho, a cotação tem sempre que subir, você começa a ver práticas como essa acontecendo através desse tipo de pensamento. Não, não importa se a gente vai demitir gente, não importa se a gente vai praticar mecânicas predatórias pros nossos jogos, o que importa é o número continuar subindo. E eu acho que o nosso mercado, ele tá doente

disso. Por isso mesmo que eu acredito muito na iniciativa de jogos independentes, não porque eu acho que os indies vencerão, sei lá, os grandes estúdios, não é isso. Mas é que os indies, eles dão a oportunidade da sociedade, especialmente da galera jovem, que já nasceu dentro desse contexto, reaprender o que a gente já sabia, né, Kogu? O que a gente sabe, que esse videogame não é a Sony ganhar de Xbox, não é a Nintendo ser bilionária, não é isso.

Videogame é você fazer jogos bacanas, e que esses jogos acabam sendo feitos também por pessoas bacanas. Eu acho que essa é a grande essência da indústria

que a gente faz parte. Foi por isso que eu me apaixonei por videogame. Não foi porque videogame, hoje em dia, é mais bacana, é mais cool, é mais legal do que cinema, série ou nada do tipo. É porque videogame é um negócio legal. Jogar videogame é algo legal e quem está por trás do videogame também, em grande parte, é gente bacana, é gente legal. E infelizmente, os executivos estão aí para mostrar que nem todo mundo que está na indústria dos games é tão legal assim, né?

Vocês falaram tão bem, mas eu quis complementar agora só porque, voltando um pouco a essa questão de apatia

anti-arte e a gente não tem garantia nenhuma de ter essa indústria. Muita gente considerou o fim da indústria de games, na verdade, quando o Atari acaba dando errado depois de muito sucesso, o Atari acaba fechando inicialmente. Isso é antes do Nintendinho original, né? Então, muita gente quase que nem pensa na indústria de games pra Nintendo. E eu fico pensando muito nessas questões que a gente já cobriu aqui, desses jogos live service que são fechados, né?

E antes, cara, por exemplo, falando do próprio Atari, tem até um documentário sobre isso, né? O jogo do ET, né? Que, tipo assim,

queriam... Aí, ó, o jogo do E.T. Pra quem não sabe sobre isso, é um jogo péssimo, que foi feito rapidinho, não sei o Kogu acha, ele é um especialista. Mas como que eles queriam apagar a existência desse jogo? Eles literalmente cavaram os buracos e botaram um monte de cópia do jogo aí, tanto que esse documentário vai atrás dessas cópias e acharam alguns, né? Era mais uma lenda urbana essa questão, mas de fato aconteceu, pelo menos em parte.

Só que hoje em dia, Kogu, hoje em dia os caras conseguem simplesmente apagar a existência

existência do jogo. Eu pensei, cara, ninguém nunca mais vai poder jogar High Guard. Todo esse tempo, e não quer dizer que as pessoas querem jogar, mas é sintoma do que a gente falou do Overwatch, do que a gente tá falando de Battlefield, e do que a gente vai falar daqui a pouco de AI, cara. É um negócio não só anti-artico, anti-humano, assim. As pessoas passam anos trabalhando nisso, e parece que a gente tá se repetindo, mas foda-se, desculpa o termo.

Mas é verdade, assim, você consegue sumir com a existência de um trabalho, de uma coisa criativa muito grande, né?

lançar um desafio aqui, porque tem uma coisa que, na minha opinião, ó, tô botando o meu na reta, mas eu não tenho medo de botar a cara a tapa, mas vamos lá. O que as pessoas dizem muito? Ah, foram demitidos porque eram maus profissionais. Você já trabalhou fora? Falando com a audiência, já trabalhou fora? Já foi demitido alguma vez? Você era um bom profissional, um médio profissional ou um péssimo profissional? Primeiro ponto.

Então, pegamos a empatia. Agora vem o desafio. Eu desafio alguém me provar que a maioria dos demitidos, em todos os vários

que a gente cobre, e esse é um dos poucos lugares que cobre, que conste, que cobre de fato, que não só noticia, mas opina, eu desafio as pessoas a pegarem a média, pode ser a média, desses profissionais, e colocarem eles como maus profissionais, profissionais de baixa qualidade, e por isso foram demitidos. Eu desafio, porque não é, não é sobre... Tanto que muitos, rapidamente, às vezes, vão para outro lugar, vão fazer outra coisa, tem mil histórias assim, e às vezes o produto que eles entregaram é a prova,

de que são bons profissionais, como a gente acabou de falar, que não justifica essas demissões. Então é isso. Não é porque são profissionais por isso que foi. Não, não é por aí. Bom, depois dessa aula de empatia e civilidade, vamos para o momento Alura. Vamos aqui agradecer a Alura, que é parcerona do debate também. A Alura é a maior escola de tecnologia do Brasil. Ela tem cursos de altíssima qualidade, inclusive com planos de carreira e certificado de conclusão do curso que você concluir. Nosso cupopular é o debate para 15% de desconto.

na descrição, QR Code na tela. E vamos falar agora de inteligência artificial, mais um tópico aí da tua preferência, Ivan Dep. Eita que esse episódio tá que tá, né? É, não, porque o pessoal deve achar que a gente vai puxar esse assunto pra repetir as mesmas coisas e ficar batendo inteligência artificial, mas eu, é, talvez um pouco, mas assim, eu acho que é um assunto delicado porque eu não vou dizer que me surpreende o quanto a gente usa chat GPT agora, o Cloud, né, Cloud, não sei como se fala, mas a gente teve duas grandes notícias semana passada,

e eu acho que vale a pena a gente acompanhar como vamos. A primeira é uma entrevista do grandíssimo amigo do Davi, Sam Altman, né? Esse aí nem passa perto de casa, ele passa porque ele é esquisitíssimo, além de tudo. Sim, esquisitíssimo. CEO da OpenAI, né, do chat de EPT, amigo de vocês. Que, cara, eu sempre me perguntei, né, qual que é o endgame ou o jogo final desses caras e a máscara tá caindo, eles não tão nem aí mais, assim.

Ele basicamente disse que o futuro da inteligência, ponto, assim, não é inteligência artificial,

A inteligência vai ser tipo um serviço como água ou eletricidade e que se a gente quiser acesso a qualquer tipo de inteligência, a gente vai ter que pagar para ele. Ou seja, é um cara que está roubando todo o conhecimento humano, todas as artes humanas para depois cobrar da gente. Então, se você ainda normaliza isso, gente, mesmo que você continue usando e tudo bem, pelo menos os absurdos do que está acontecendo, vocês têm que ver.

Para mim, ele deixou bem claras as intenções. Ele ficou rico roubando arte e agora quer cobrar, cara. Isso eu acho bizarro.

supostamente é tipo uma ONG, né? Começou para o benefício da sociedade. Então é uma loucura, cara. A gente pode comentar essas aspas, mas também tivemos um amigo de todos vocês aí, o Grock, que o Twitter, o X, se tornou insuportável. Qualquer corno, desculpa. Grock, explique para mim a coisa mais óbvia do mundo. Grock, o que está acontecendo que eu não sei usar? Desculpa, agora estou pistolando. É um absurdo os caras lá, todos idiotas, cara, não conseguem escrever um texto. Escreva um texto, faz uma pesquisa.

desculpa. E aí agora é curioso ver esses caras lá pedindo pro Grock. Não, o Grock agora é pago. Então é toda uma questão que tá acontecendo que é isso, eles tão viciando a gente, a humanidade, pra depois cobrar. Ironicamente, teve uma propaganda no Super Bowl que eu achei bem interessante da Anthropic, né, que faz o Claude aí, que eu acho que muita gente tem saído do chat de EPT pro Claude, justamente zombando o chat de EPT, porque nos Estados Unidos você pode fazer propaganda zombando os seus competidores, que o cara tá numa psicóloga

e do nada a psicóloga começa a fazer uma propaganda, porque o chat EPT também vai ter propaganda agora. Ou seja, ele nem vai saber tudo o que você gosta e não gosta e não vai te manipular para comprar um negócio, que é importante, né? Porque a gente teve até casos de chat EPT, inclusive o Elon Musk, que está sendo interessante, outro amigo do Davi, ele está... Esses caras estão brigando entre si agora, né? Porque eu acho que inteligência artificial é uma bolha que vai explodir em breve.

O próprio Elon Musk tweetou uma matéria do chat EPT ajudando um adolescente a cometer

assinato em massa na escola dele, o que talvez tenha acontecido de verdade. O chat GPT ajudou a organizar. Já tivemos casos de chat GPT falando para a pessoa não usar psicólogo e mostrando uma lista de livros que não existia. A gente tem isso. Aqui, os estudos, não precisa de psicólogo, use só eu. Então, pelo menos saibam que vocês estão sendo manipulados. Mas antes de eu continuar, vou passar a bola. Quem quer comentar sobre isso?

Davi, Kogum? Eu não vou demonizar a ferramenta, né? Como eu já mencionei aqui várias vezes dentro do debate, para mim, inteligência artificial, ferramenta, tem gente que usa para o bem,

gente que usa pro mal, né? Inclusive, tem muita gente que tá usando pro bem e tal, mas sem dúvida nenhuma, a inteligência artificial aplicada aos negócios, especialmente por quem tá por trás dos negócios de inteligência artificial, Jesus amado, né? Assim, como pode uma escória tão grande, uma corja tão grande de gente gananciosa, mas não só gananciosa, espertalhona, charlatã, tá por trás de uma tecnologia que, por sinal, não foram eles que inventaram, tá?

Inteligência artificial nasceu no meio acadêmico, nasceu no meio científico e tudo mais,

mas que eles, com certeza, exploram para uso pessoal, para enriquecimento pessoal. Então, assim, sou completamente contrário a tudo que Sam Altman tem feito, sou completamente contrário a tudo que Elon Musk tem feito desde que comprou o Twitter, o Schwitter e tudo mais. E acho, mais do que isso, eu acho que essas pessoas, elas mais fazem mal, elas mais trazem um malefício a todo o entendimento sobre o uso de inteligência artificial, o uso correto, o uso ético, do que qualquer outra coisa. É quase como se eles próprios não acreditassem na ferramenta que eles têm,

no potencial que essa ferramenta tem e estão naquela de, tipo assim, vamos extrair o máximo possível de ganho disso aqui. Desculpa te interromper, mas é entendimento ou eles estão propositalmente transformando uma ferramenta que, tudo bem, tem o potencial, mas é a ferramenta mais perigosa criada tecnologicamente, eu acho. Tipo, eu não consigo imaginar algo parecido no tanto que te manipula. Você pode falar de redes sociais? Redes sociais também podem ser informativas, tem muita coisa, mas não é comparativo, ao meu ver.

A opinião é a gente diferenciar. Eu acho que não é produtivo a gente entrar no argumento de se a IA é

mais ou menos. Mas é que você falou do eles não entendem a própria ferramenta. Eu acho que eles entendem. Não, eu falei que eles parecem não entenderem. Eles fazem mais do que eles. Ao invés deles usarem o potencial da IntelliChat que de fato é uma ferramenta poderosíssima para avançar os seus negócios. Mas assim, olhando para algo positivo em termos de endgame, como você mesmo falou, o jogo final, parece que é uma corrida para o fundo do poço.

Quem corre mais rápido, quem explora mais rápido, quem chega mais rápido num patamar de ódio, num patamar de discórdia,

mais de polarização e tal, e que não faz o menor sentido. A não ser se você pensar com cabeça de executivo ganancioso, com cabeça de multibilionário, entendeu? Quando você para pra pensar como multibilionário, aí faz todo o sentido do mundo. Porque no fim do dia, quando o mundo inteiro estiver pegando fogo, vão estar eles entrando nos seus bunkers, na Nova Zelândia, não sei aonde, e se protegendo do apocalipse, entendeu? Assistindo a série do Fallout na televisão.

Esse é o ponto, assim. A grande questão é essa, assim. Infelizmente, essa tecnologia que, novamente, pra mim,

opinião, ferramenta. Ela foi sequestrada por uma corda de pessoas que todo santo dia elas demonstram que o poder não devia estar com elas. O domínio dessas ferramentas não devia estar com elas. Porque não só quem trabalha para essas pessoas sofre, e a gente tem N casos de desenvolvedores, de especialistas em IA, abandonando OpenAI, Anthropic, o próprio Twitter e tudo mais. Então quem está trabalhando sofre, e os usuários acabam sofrendo também. E de novo, por umas besteiras, por umas burrice.

Nossa, tornar o AskGrop, que nunca foi uma ferramenta confiável 100%, nunca foi uma ferramenta sequer inteligente, digamos assim, deixar isso para os usuários Premium e Premium Plus do Twitter. Gente, pouquíssimas pessoas são usuários de Premium, Premium Plus do Twitter. Tipo assim, eu fico imaginando qual é o ganho financeiro dentro do Twitter dessa decisão. Fica parecendo que é de novo, fica parecendo que é o Elon Musk entediado, pensando assim, como é que eu faço para aparecer de novo?

Como é que eu faço para o povo falar de mim? Ah, vamos pensar em tornar essa... Tipo assim, é um negócio que...

não só beira o absurdo, como beira o ridículo, como beira a burrice, e a gente tá preso falando desses caras quando a gente podia estar falando de coisa mais produtiva, mais legal. Mas é porque, de novo, são assuntos que a gente precisa comentar, são assuntos que a gente precisa trazer. Não é porque a gente quer, é porque querendo ou não, parte do nosso dever aqui no debate é não fugir de tópicos relevantes. E esse é um tópico relevante, é por isso que a gente tá aqui comentando sobre isso.

Eu acho, a única explicação que eu tenho pra mim, é que eles conseguem ver uma tendência

que ou nós não conseguimos ver ou não conseguimos acreditar que vai acontecer. Eu acho que eles têm uma tendência. Por exemplo, eu acho que talvez o Twitter sabe que está em queda porque para você, às vezes, analisar o futuro é aquele velho chavão. É só olhar o passado. Às vezes, eu tenho também essa sensação que eles querem fazer o máximo de dinheiro possível antes que isso seja interrompido ou encerrado ou saia de moda.

Da mesma forma que tudo está num turbo, tudo está saindo de moda rápido, está tudo assim, o jogo lançou semana passada, na outra já é véio, eles notam isso e sabem que, ao mesmo tempo que eles causam isso, eles também são vítimas disso. Esse é um ponto. O outro ponto é que eu não acho que há uma solução a nível prático e fácil para a gente, nós enquanto, não vou nem falar como brasileiro, vou falar como pessoa humana, como civilização,

Nesse planeta, eu acho que o que a gente tem que fazer é, primeira coisa, estudar, não só para a gente entender. Quando eu digo estudar, estudar o cenário, estudar a realidade, para que a gente possa, de alguma forma, ajudar quem precisa disso, pessoas que são vítimas. Eu vi um grupo de senhoras, por exemplo, dando em cima de um cara de IA no Threads. Simplesmente ele escreveu assim, Léo te mencionou. Cara, um monte de senhora.

você é? Você é gatinho? Assim. Então, assim, a gente precisa aprender mais, sempre mais, pra ajudar essas pessoas. E outra, sendo bem claro, eu sempre vejo gente canalha sedenta por poder. Eu acho que se uma pessoa se considera minimamente gente boa, como que você vai saber se você é gente boa ou não? Você pensa no coletivo a longo prazo e não só no seu banco e no seu enriquecimento? Se você é uma pessoa que você se considera legal, que é propositiva, mesmo que você

Seja em um certo ponto você, ah, eu não sei tanto disso aqui, ou eu tenho uma crença muito forte numa coisa, mas se você pensa num bem coletivo, então corra atrás do poder. Talvez não o poder institucionalizado, mas talvez cresça muito no que você faz. Haja por trás das cortinas em nome de um bem melhor, se for possível. Porque a mesma coisa que esse mofo, tem certos agentes da sociedade que são um mofo, que estão penetrando instituições públicas, que estão roubando universidades,

países inteiros. Eu não esqueci o que Elon Musk falou sobre o lítio na Bolívia. Então é hora da gente também pensar como ser humano, sim, pensando nas nossas questões, principalmente a gente que é da América do Sul, mas pensando também como humano, vendo tendências de coisas ruins e, cara, tomar o poder da maneira que a gente puder pra corrigir as coisas. Eu não vejo outra forma que não seja assim. Se iluminar como pessoa e entender que a gente é o responsável pelo nosso futuro, que não vão

ser engravatados que vão fazer isso pela gente. E por que eu falo iluminar primeiro? Para a gente ficar mais à prova de corrupção, para a gente não se corromper. A gente não precisa de tudo isso que a gente pensa que precisa. É que a gente tem tão pouco que a gente precisa do mundo. A gente pode dividir o excesso que a gente tem e pode contribuir com a nossa existência, com a nossa força vital para melhorar isso tudo. Ou, do contrário, você vai, talvez, não sei, vamos nesse futuro distópico que o Davi comentou, a gente vai estar batendo em alguma

porta de algum bunker e eu não quero isso, eu não acho que a gente merece isso. Vocês estão falando aí da comparação e redes sociais e tal, essas paradas, eu acho que as intenções são nefastas mesmo e a inteligência artificial é o jogo final e assim, concordo, Davi, que dá pra utilizar de uma forma produtiva, dá pra utilizar com ferramenta, mas as pessoas com muita facilidade também cederam um pensamento, né? Sem rede social, por exemplo, a gente não tá aqui, a gente não exige, a gente não trabalha, ninguém aqui tem trabalho e

E a rede social é responsável por muitos males do planeta. Inclusive, acabou com a nossa capacidade de atenção. Em todos os casos que a gente já falou, também do próprio Felca, de pedofilia nas redes sociais, tudo o que está acontecendo. Mas, assim, eu acho que você alimentar uma máquina e ceder a tua inteligência, ceder teus pensamentos, que nem a gente falou também, eu acho que a gente comentou que o Sam Altman também fez um trato com o Exército Americano e o Departamento de Justiça Americano. Ou seja, tipo, o chat GPT vão ser utilizados lá.

eles vão ter acesso a todo mundo que está alimentando aquilo, então eles sabem exatamente. Eu acho que nem em rede social a gente passou tanto sobre nós mesmos quanto tanta gente usa chat GPT, inteligência artificial para escrever e-mail, para conversar com o psicólogo, fazer absolutamente tudo. Então, assim que você para de trabalhar, assim que você para de estimular a tua cabeça, as coisas ruins acontecem. Também para responder a tua pergunta sobre o Grock, por que está sendo pago, algumas coisas. Primeiro que o Elon Musk é um tipo de traficante, ele te dá de graça,

Primeiro, você vai depender desse sistema aqui, dessa ferramenta que seja, e agora você vai ter que pagar. O chat GPT vai ser igual, vai ser tudo igual nesse sentido. O traficante sempre dá a primeira dose de graça, mas também, como eu disse, a bolha está estourando. Eles estão gastando setenas de bilhões de dólares para refrigerar, e em água também para esses servidores, o que é péssimo para o meio ambiente, que é um argumento que eu nem usei aqui porque parece muito fácil, mas é péssimo para o meio ambiente.

se estão fechando a conta. Então, eu sinto que a gente vai ver cada vez mais esse tipo de movimento. Eles escondendo menos e a máscara caindo mais e mais pra gente ver as intenções finais, que é, no fundo, controle, cara. E terceirização não só do pensamento, quanto dos empregos. As pessoas cada vez mais vão ficar desempregadas. E que nem você falou aí, Cogô, a gente vai bater num bunker. Todos esses caras têm bunkers na Nova Zelândia.

Por quê? Que tipo de mundo que eles querem viver? É um projeto de poder só nefasto, assim mesmo, que eles não estão nem aí pra nada.

com a população e o mundo que a gente pode. O Elon Musk está, sei lá, 100 bilhões de dólares mais rico em um ano do que... E quais são as intenções desse cara? Porque ele continua ativamente querendo piorar o planeta. E eu não consigo entender, mesmo se vocês são fãs dele, um amigo que nem o Davi. Mas enfim, eu acho que vale a pena a gente passar para o próximo bloco. Aproveitando que a gente está falando de Twitter ou de Twitter, vamos continuar nessa pauta aqui, falando de um outro caso dentro da plataforma do Elon Musk.

Mas antes, olha só quem está aí, rapaz. Edu! O bom filho da casa torna, tudo bem? Consegui.

Consegui, tudo bem, agora está tudo bem. Perdão pela ausência nos primeiros blocos aí, estamos aí. Estamos juntos, estamos juntos e vamos falar mais uma vez de Twitter, mais especificamente agora de uma conta específica, de um usuário específico, o nosso queridíssimo Sr. Linguiça, que teve a sua conta suspensa sem aviso prévio no dia 6 de março desse ano, mesmo após anos publicando lá no Twitter conteúdo informativo sobre, para quem não conhece o Sr.

Linguiça, muito game, tecnologia e emulação também. Segundo o próprio Sr. Linguiça,

também tweetou a respeito disso numa outra conta dele, que ele criou logo depois, a punição provavelmente teria ocorrido após denúncias de usuários. Apesar dele mesmo dizer que o trabalho dele é apenas informativo, é apenas jornalístico. Ele trabalha com esse assunto de emulação, de console, retro games, um monte de coisa relacionada a isso. E eu queria saber a impressões de vocês. Edu, você que está chegando aqui agora, por favor, opine a respeito desse assunto primeiro. Eu não consegui estudar essa pauta a

mas nesse contexto de ele ter sido suspenso por causa de emulação, acho que a primeira coisa importante que a gente precisa mencionar é que emulação é algo legítimo, é algo legal. É permitido nos termos da lei, e isso principalmente em termos de legislação americana, desde os anos 90, anos 2000, é legítimo, é legal, provado em corte. A gente tem aí casos de processos que rolaram de grandes empresas do mundo dos games

pé na emulação e a emulação venceu. Então a gente precisa deixar bem claro que emulação é algo legítimo, algo legal. Existe jurisprudência para isso. Mas dentro da emulação, o que não pode ser feito é a distribuição da ROM, a distribuição do jogo em si. E também não pode ser feita a distribuição de BIOS. Então o emulador é legítimo. Beleza, você pode baixar o emulador sem problemas. Você não pode baixar o jogo. Você não pode baixar uma BIOS. E é aí que entra a questão da discussão

toda da emulação e pirataria. Quando você baixa a ROM, quando você baixa a ISO de um jogo, a BIOS de um sistema, isso não é legítimo. Para você poder jogar legalmente através de um emulador, você precisa você mesmo fazer o backup do jogo, você mesmo puxar as informações da BIOS do seu console. Então a gente tem esse terreno cinza aí que envolve emulação e pirataria, porque assim, em relação a um jogo que foi publicado em 97,

e o jogo ficou na mão de uma publisher que faliu. E aí? É uma zona cinzenta, porque a publisher não vai te processar porque ela nem existe mais. Então não tem como aquilo gerar qualquer tipo de problema legal. É uma mídia que ficaria perdida para o tempo se não fosse a disponibilização daquela ROM, daquela ISO publicamente. Então é pirataria você baixar o acesso a um jogo que não é distribuído mais, principalmente no caso de quando a empresa sequer existe mais, a detentora de direitos autorais.

Então, nesse assunto todo, o que eu diria é, as pessoas precisam parar de apontar o dedo e falar, putz, emulação é ilegal porque não é. E também precisa entender que, pô, um jogo que está sendo disponibilizado agora, um jogo que você pode adquirir de maneira legal, legítima, fácil, você baixou esse jogo, você está dando muito mais margem para problema do que se você pegar um jogo que ficou abandonado nos anos 90, nos anos 2000. Lembrando que, graças à pirataria, muito jogo está sendo preservado também.

e desenvolvedoras têm feito um trabalho péssimo de preservação, mas os pirateiros têm feito um bom trabalho. Acho que isso é importante a gente mencionar. Isso daí me pegou de surpresa. Quando eu soube, a treta já estava no rescaldo. Eu fiquei até na minha porque fiquei pensando, não, eu vou reviver o negócio, vai ser isso tudo. E aí, cara, eu achei isso tudo muito estranho porque eu nunca vi... Eu já conversei com o Linguiça, acompanho. Nunca vi nada dele divulgar algo que justificasse a conta

a cair. Se foi uma atividade coordenada, então eu vou trazer um negócio aqui à mesa. Ora, eu sou a favor da emulação de jogos antigos. Eu tenho uma ética pessoal de só emular consoles descontinuados. Duvida? Eu tenho praticamente todos os exclusivos do Switch 1 em mídia física. São os 200 mais jogos. Se eu quisesse emular eles, então assim, isso aqui é pra deixar, não tô fazendo querendo mostrar que eu tenho, não, porque nem aparece. É simplesmente

para provar essa regra pessoal, que não é melhor que ninguém, a minha regra, que eu faço. Porque me pareceu, das pessoas que eu vi comemorando, é que por ele divulgar coisas sobre o Switch 1, ser emulado, sobre pirataria no Switch 2, isso justificou derrubar a conta dele porque é um pirateiro. Eu acho isso muito complicado, porque eu vi algumas pessoas dizendo assim,

eu sou a favor da conta dele cair, porque eu amo a Nintendo. Beleza, você ama a Nintendo. Você já parou pra pensar que o cara que pirateia ou emula também ama? Ama tanto que é por isso que às vezes ele se mete em link estranho, em fórum bizarro pra arrumar o jogo e tal? Então a via do amor é complicado da gente falar, porque, cara, eu vejo o trabalho que muita gente tem pra emular, pra piratear algo às vezes, porque tem coisa que é difícil, é amor. Então a via do amor não é.

Eu acho que a pirataria é tudo uma coisa muito de acesso. A história já provou isso, cara. Quando era fácil acessar as coisas, não tinha pirataria. Minha opinião pessoal sobre isso? Que bom seria um mundo em que a gente consegue comprar a coisa original e ter e vender quando não quiser mais. Esse, pra mim, seria um mundo perfeito, mas é totalmente compreensível quem não pode. Mas nunca vamos esquecer também que esse discurso romântico até de que é a pirataria contra a pobreza, desculpa.

Certas coisas pra você piratear, você tem que ter um computador poçante. Então, vamos lá. É coisa de classe média, no mínimo. Porque uma pessoa, cara, e eu tenho contato direto a minha vida inteira com gente que joga só num celular caidinho e é o que consegue. Então, primeiro, a gente precisa tratar as coisas como elas são, de fato. Tirar as vestes bonitas de certos argumentos. E ir no mais simples. E o mais simples, por que razão vai tirar a conta do trabalho

cara, o que ele fez de errado? Eu vejo um monte de conta arrombada aí, fazendo um monte de coisa errada, numa boa aí, desfilando, fazendo a Miss. E aí, e ninguém... Quando aí é aquilo que a gente estava falando mais cedo no debate, quando as pessoas se indignam com algo, é pela pior coisa possível. É pela coisa mais injusta. Isso aqui até o momento. Eu não... Até onde se sabe, estão dizendo que foi por isso que a conta caiu. Eu não acho que isso é motivo suficiente, na minha opinião,

de alguém cair. E vamos ver o que de fato derrubou também. Porque se foi pressão pública, então daqui a pouco a minha vai cair também. E é de qualquer um. Então aí, se isso acontece, talvez seja a grande oportunidade de a gente meter o pé do Twitter, que eu gosto tanto. O pior é que o Twitter é a minha rede favorita, porque é de escrita. Eu gosto muito mais de lidar com escrever do que com imagem. Então vai ser a oportunidade de todo mundo sair, porque não está nada seguro.

Então se alguém discorda de você, ou se alguém tem uma visão míope do que você faz, pode te derrubar?

Acho isso complicado. Acho que é o seguinte. O que o linguiça fez de errado para justificar isso? Alguém consegue apontar algo histórico dele que ele fez de errado que justifique isso? Na ausência de uma comprovação disso? Então, acho que a gente tem que fazer a força contrária. Vamos apoiar ele para ele voltar. E na conta original dele, né? Não na conta nova que ele fez. Porque isso deu um prejuízo enorme, pô. E tem um outro prejuízo que as pessoas esquecem. É noite mal dormida. É a pressão... Cara, eu já tomei um ensino.

sustos assim de não conseguir, eu não consigo logar numa conta, por qualquer razão ela desloga, eu já sinto a pressão arterial naquela elevada, você imagina ver que a tua conta, que isso, e o pior, você sabe o pior dando isso tudo? Fica um disse e não disse, que daqui a pouco quando essa via de justificativa da conta dele cair e não funcionar mais, as pessoas começam a inventar história, não, na realidade a conta dele caiu por isso, é que você não viu, e aí depois pra fazer o desmentido, é coisa séria isso, a gente tá lidando com a vida das pessoas, pô,

um bonequinho virtual, não, pô. Minha opinião é essa. Tanta conta fazendo coisa infinitamente pior, que nem se falou, continua de pé. Racismo pra coisa pior. Ainda pior. Sem dúvida. Continua de pé. E eu não acho que é uma questão de comemorar quando qualquer conta cai também. Porque é uma tristeza que uma pessoa tenha chegado num nível em que a conta precisa ser suspensa. Não é motivo de comemoração. É motivo de tristeza que a pessoa se tornou tão ruim e que tem tanta gente que segue. Que acontece

vezes. Mas em relação a Twitter em si, eu acho um absurdo também, eu queria só mencionar antes de passar a palavra. Cara, denúncia em massa não pode gerar uma suspensão automática. Porque se não, quanto maior tua conta é, ou quanto mais visada sua conta é, ou odiada, você vai gerar denúncia em massa, você vai receber denúncia em massa e a conta cai. Porque imagina quanta gente não fica denunciando a minha conta ou o meu canal no YouTube.

Deve ter um monte. Mas nem por isso o meu canal caiu ou meus vídeos caíram. Porque tem que ter uma verificação

ali. Então, não vira uma justificativa junto também, só mostra o quão ruim o X do Twitter é. Que é uma plataforma que eu sei que o Kogu gosta, com todo respeito, eu acho horrível, muito mal gerida. No YouTube, se um vídeo teu recebe uma restrição, se um vídeo teu cai, se sabe na hora. Ah, o strike foi por direitos autorais ou por diretrizes da comunidade? A restrição de visualização ou de monetização foi por violência? Foi por assunto sensível? Se sabe na hora, se recebe, né? Por que que no Twitter a conta

somem, ninguém fica sabendo. Cadê a plataforma dando pelo menos uma transferência para o usuário envolvido? Mas enfim, Van Depp. Não, eu achei que vocês falaram super bem, vocês comentaram umas coisas muito interessantes e principalmente essa parada de comemorar uma conta caindo, né? Eu não sei se a gente precisava expor, mas eu acho que vale a pena assim, até porque é público, eu mandei um tweet aqui para os nossos colegas, talvez apareça na tela aí, de uma pessoa justamente comemorando a queda da conta do Sr. Linguíça e depois tomou uma nota de comunidade

que a pessoa disse que não é a favor da emulação, mas aí tinham vários instâncias onde a pessoa é de fato a favor da emulação. Então, dentro do que vocês comentaram também, é impressionante, cara, porque no Twitter, no X, assim, você vê as piores coisas do mundo hoje em dia. Desde os últimos dois, três anos, assim, eu já reportei conta que, sei lá, é Hitler, 666, mais um termo racista horrível. Aí você recebe aquela resposta. Não fez nada de errado, né? E o cara tweetou inteligência artificial,

horríveis, enfim. Então, achei muito curioso e estranho ter caído, né, essa conta. Eu acho que o Davi também quer comentar, mas, Edu, eu sei que não é o assunto mais agradável do mundo, mas eu acho que vale a pena a gente trazer o assunto de quando você tweetou, né, você quis fazer uma brincadeira que foi mal interpretada e eu sei que as pessoas vão comentar. Você acha que vale a pena comentar isso aqui, justamente pra clarificar mais uma vez?

Eu sei que é um assunto que te deu muita dor. Não tem problema nenhum de comentar nada, cara. Sim, exato. Por isso que eu acho que vale a pena, porque

Evidentemente, você não quis fazer nada de errado. Talvez podia ter escolhido outras palavras. A gente já comentou sobre isso. Faz muitos anos essa história. Mas eu acho que vai ter gente nos comentários. Então, às vezes, é bom clarificar entre aspas. O que você tem a dizer até dentro dessa história mesmo? Ah, eu só digo que sou burro, fui burro. Achei que o que eu estava falando seria facilmente interpretado. Erro meu das pessoas não terem entendido. Ao mesmo tempo, eu acho que o desenvolvedor lá no caso,

muito oportunista. Eu acho que ele se vitimizou. Eu dei um quote RT. Se ele tivesse algum problema, ele podia ter deletado o tweet original, o que ele optou por não fazer. Ele podia ter entrado em contato comigo também e falar, ô, será que você pode apagar o teu tweet? Eu apagava numa boa. E eu acho que as pessoas, elas têm uma necessidade também de fazer uma caça às bruxas. Independentemente de você estar certo ou errado, você pode sofrer essa caça às bruxas.

Mas assim, errei, fui burro. Devia ter sido mais claro, porque se tanta gente interpretou o que eu disse errado, é porque

o erro foi meu, tá tudo certo, cara. Se alguém quiser me odiar por isso, fica à vontade. Eu acho que, sim, cada um tem o direito de fazer o que bem entende, mas eu tenho consciência tranquila de que aquilo foi sarcasmo. Até porque se eu quisesse fazer algo sério, o que não era a intenção, eu tenho contato direto com a Nintendo. Eu faria algo de maneira privada, né? Eu não faria publicamente um tweet em português estúpido daquele. Mas, assim, fui burro e eu acho que a situação não colaborou.

Mas é isso, sou burro, fui burro, provavelmente serei burro de novo no futuro, mas não no Twitter, que eu já vi que aquilo lá é um esgoto, pra mim não agrada. E eu acho, assim, um absurdo, cara, porque as pessoas querem da gente uma... O público gosta, eu também gosto das pessoas que eu acompanho. Querem aquela... a pessoa verdadeira, a pessoa que fala sem pensar, a pessoa que é real. Ninguém quer, de fato, entender o outro.

Uma coisa antiga, inclusive, como o Van Dep disse, né? Que fica... Tem cinco anos, acho. Foi quando eu comecei a trabalhar com o Edu. Foi bem no começo. E ainda aparece só pra poder criticar. E é tirado de contexto. Nunca coloca o que o Edu disse. Cara, essa é uma coisa que eu realmente falho em entender. Porque a gente tá aqui... Algum de vocês cobra alguém pra assistir nosso conteúdo? As pessoas ainda, às vezes, acham ruim quando a gente coloca uma publi. Ah, porque ela não quer pular. Vamos lá. Vamos com calma.

A gente faz no amor, a gente pega a nossa vida, faz assim, e a gota que sai ali é a nossa vida aqui, cara. A gente ama essa parada, a gente já ficou muito sem dormir. O Edu chegou agora no debate, porque teve um dia, e estamos trabalhando, e as pessoas falam, seu trabalho é muito fácil, eu sempre digo, todo mundo pode, não precisa ter entrevista de emprego, todo mundo tem um começo, todo mundo pode começar e tentar também. E tratam, cara, às vezes, vou ser sincero, não estou querendo,

ser um coitadinho não, longe disso, porque ao longo da minha vida e com muito sacrifício eu fiz questão de construir privilégio na minha vida. Ou seja, de poder trabalhar com uma coisa que eu amo é um privilégio, mas eu tive que construir isso. E todos vocês também tiveram que construir. Todo mundo partiu de um ponto. Todo mundo teve uma decisão e está aqui por causa dessa decisão. E de muitas outras. E às vezes tratam a gente partindo do mais negativo possível, cara. Quando a gente coloca um conteúdo na internet,

a gente tá na melhor intenção possível, na maior parte das vezes, pra mim. Ou eu tô na melhor intenção possível, ou o meu mínimo é o neutro. Tipo, esse é um conteúdo que eu acho maneiro, vou colocar na internet. Sim, tem pessoas que fazem a parada na maledicência e tudo, com uma intenção. Tem na internet, tem, mas a vida é dual, pô. Rapaziada, tá vivendo aqui há décadas aqui, nesse plano e ainda não entendeu que é dual, que as pessoas estão em momentos diferentes.

fazem coisas diferentes. Tem o certo, tem o errado, tudo tem o dual. Então assim, o público, pô, parte da gente no princípio mais rasteiro, como se a gente estivesse aqui querendo enganar todo mundo. E aí essa mesma pessoa vai lá e aplaude esses bilionários aí que estão drenando o mundo inteiro, cara. Para, vamos pensar. Então, amarrando essa situação, no futuro, vamos lidar sempre com a verdade. O que o linguiça está dizendo.

Aí se alguém fala, não, mas não é isso. Tinha outra coisa na conta. Eu já estou me antevendo,

que a conta dele vai voltar, pô. Porque não tem nada, eu nunca vi nada de errado. Eu nunca vi. Vai voltar. Vão lá depois falar, ah, mas é que tinha tal coisa. Então provem. A gente não tá nessa pra ser ídolo de ninguém, não. Mas a gente se esforça pra fazer uma parada legal, pelo menos parte, público, né, com a opinião de um criador de conteúdo, parte pelo menos do neutro. Deixa ter razão pra você pensar numa coisa negativa da pessoa.

Enfim. E nesse mundo de criação de conteúdo, cara, ninguém é perfeito. Se alguém tá tentando pagar de perfeito, tem coisa errada.

errada, porque assim, eu já errei inúmeras vezes e eu vou errar inúmeras outras, mesmo tentando não errar e dando o meu melhor. Agora, o que eu diria de conselho pra galera que lida com emulação é assim, toma cuidado pra não cruzar a linha. Mesmo que seja sem querer, mesmo que seja na bondade. Porque quando você cruza a linha do tipo, tem a legalidade da emulação, você cruzou a linha e entrou na parte da pirataria, aquilo vira um problema. Você queira ou não. Então, apresenta o emulador, mas não diz como que

o jogo ou a BIOS, de preferência fala de plataforma mais antiga, não de plataforma nova, porque por mais que a legislação te proteja e a emulação seja legal, eu tenho certeza que você não tem dinheiro pra pagar advogado melhor que a Nintendo. Eu tenho certeza. Tanto é que um dos primeiros casos de uma grande empresa contra a emulação foi a Sony processando a Blim por causa do Blimcast que rodava jogo de Playstation 1 no Dreamcast. A Sony perdeu,

ela fez a Blin falir. Então, assim, quem que perdeu de verdade? Vocês sabem, né? Se você entrar num processo contra um rico, o rico ganha, mesmo que ele perca. Que ele vai acabar com os teus fundos. Ele vai fazer aquele processo se alongar, você vai ter tanto custo jurídico que você perdeu ali, mesmo que você ganhe. Então, tome cuidado quando você vai falar de assunto de emulação, só para não se expor demais. Eu estou falando isso como alguém que tem um vídeo no canal que fala da legalidade da emulação. Eu tenho um vídeo no canal apresentando o Mr. FPGA,

a gente tem que tomar cuidado na forma como a gente apresenta os fatos de emulação para não cruzar a tal da linha da pirataria. Curioso que a gente está falando sobre esse assunto de emulação, de console antigo, e acaba entrando no assunto de console retro, jogo retro, retrocompatibilidade. Recentemente a gente teve uma notícia saindo lá da GDC, que é um grande evento voltado para a indústria de games, mas mais a parte de desenvolvimento, que envolve Microsoft e que envolve o novíssimo projeto Helix, ou quem sabe o nome do próximo Xbox.

Eu acho que ninguém acredita que vai ser necessariamente Project Helix, o nome do próximo Xbox, mas eu gostaria de ver um Xbox Helix, eu acho que ficaria um negócio legal. Mas enfim, a Microsoft revelou durante a DDC de 2026 agora os primeiros detalhes oficiais do Project Helix e dos planos futuros da marca. E aí ela trouxe a ideia de que esse novo hardware vai fazer parte de uma nova estratégia que vai unir o mundo dos consoles e do PC, não só unificando esse hardware, mas também unificando a biblioteca de jogos do usuário

de desenvolvimento. Então, a ideia é o cara não ter mais aquela história de pensar, não, eu vou fazer o meu jogo para o PC e para os consoles Xbox e Playstation. Ah, tenho que escolher entre um e outro, vou escolher Playstation. Agora, se ele faz para o PC, ele automaticamente vai estar fazendo, supostamente, para o Project Helix. E aí, eu queria aproveitar para perguntar para vocês o que vocês acham disso, porque muita gente vem, digamos assim, celebrando que essa história de biblioteca integrada significa que jogos de Xbox original, Xbox 360, Xbox One,

de uma hora pra outra vão começar a funcionar dentro desse ecossistema de PC, de Xbox, dentro do Project Helix, né? Ou seja, essencialmente os seus jogos de Xbox console vão rodar agora no PC. Como é que vocês acham que isso vai acontecer? Ou será que faz sentido isso? Eu vi também muita gente comentando que esse é o fim de Xbox, porque se agora Xbox é PC e agora vai ter inclusive loja da Steam lá dentro, qual é o incentivo que eu tenho pra baixar jogos na loja de Microsoft no meu Xbox?

Helix. O que é que vocês acham disso? Começando aí pelo Edu, depois o Kogu e aí o Van Depp. Pois é, eu nunca uso a loja de Xbox no PC pra comprar jogo. Eu sempre compro pela Steam. Então, se Xbox, como console, ganha dinheiro pegando os 30% das publishers que lançam os games no Xbox, quando você tá vendendo jogo de PC dentro do Xbox, com uma Steam instalada no teu Project Helix, os 30% estão indo pra Steam. É muito estranha essa história.

Agora, eu achei legal o link que você falou da retrocompatibilidade, porque o Xbox 360 rodava jogo do Xbox original. Aí a gente tem o Xbox One que roda do original e 360. Não é uma retrocompatibilidade 100%, mas ela é muito boa. O Series roda o One nativamente, até onde eu entendo é nativamente. Mas se não for, é uma retrocompatibilidade perfeita. E aí tem também 360 e original. Se o Helix for arquitetura de PC e rodar a retrocompatibilidade,

oficialmente permitir o PC rodar jogos de qualquer Xbox. E se ela não permitir, os caras vão descobrir como fazer isso. Até porque já existe emulação, né? Falando de emulação. Existe emulação desses Xbox pra PC. Então é um aspecto bem interessante que eu acho que é muito positivo pra Xbox. Porque quando você mantém o seu legado vivo, você fideliza público e você traz novos fãs. A Nintendo tá aí fazendo muito isso. Porque, né? Muito jogo de Nintendinho saiu depois em inúmeras plataformas, né? Mario saindo no Game Boy Color.

no Super Nintendo, o 64 teve um Q de emulação de Nintendinho ali, ainda mais acho que no Japão, se eu bem me entendo, foi mais presente, mas depois Gamecube teve versão de Zelda, sabe? Então a Nintendo geração a geração vai tentando relançar seus jogos, remasterizar, fazer remake, eu acho que isso ajuda a fidelizar o público, acho que é um ótimo caminho a retrocompatibilidade pra conquistar fã e manter fã ativo, seria bacana ver essa retrocompatibilidade, mas assim, eu acho que Xbox precisa alinhar direito seus

Foi até curioso, porque uns seis episódios atrás eu mencionei que a gente não falava de Xbox fazia tempo e a gente está mencionando em todos, porque não tem muito como fugir disso. Eu acho que também, antes da pauta em si, algo que me chamou a atenção é que eles estão malandramente apagando todos os rastros de Sarah Bond e do tal de This is an Xbox. Isso é um Xbox. Eles têm um site, um portal que chama Xbox Wire, que o anúncio original sobre This is an Xbox foi apagado.

pode botar aí na tela o link, não existe mais, que tinha sido, né, eles tinham postado todas as fichas nisso, então eles estão de uma forma mais oficial admitindo esse erro, né, porque o post mesmo dizia que era o começo de uma nova era pro Xbox, assim, então é até bom pra deixar claro e provar pra todo mundo que admira esses executivos, como não é claro que o Xbox sabe o que tá fazendo, é claro que a estratégia vai dar certo, é claro, e não é bem assim, cara. Sobre o anúncio aí, a GDC, né, o evento, tem que

que também não é um evento muito para público, é para desenvolvedores e tal. Mas não sei, eu achei o anúncio meio vago. E até pensando na estratégia com o Google, assim, ou se você quiser comentar o que o Edu disse, assim, mas não sei, até para os três. Não era melhor o Xbox bater no peito e meter um consolezão foda, clássico, assim, bem... Vamos investir num console sem ruído, justamente. Vamos ter uma mensagem muito clara. Eu acho que as mensagens do Xbox têm sido muito confusas. A gente não sabe para onde essa empresa está indo.

ao que criou a empresa, né? O primeiro Xbox. Por que não fazer um console muito bom? Não precisa nem ser ano que vem. Vai lá junto com quando sair o PS6. Bate de frente de novo. Mostra, né? Desculpa. Bota na mesa mesmo, assim. Vamos embora, entendeu? Tipo... Você não acha que devia ser assim, Kogun? Eu acho, cara... Pela terceira vez nesse episódio, eu vou falar... Vamos voltar pro simples. Isso. Eu torço... Eu torço... Eu torço muito pelo Xbox. Porque, assim, cara... Eu acho que quanto mais todo mundo sai ganhando...

falar como jogador. Cara, é complicado dizer isso, porque veja só. Eu entendo pro consumidor que é importante você jogar o que você quiser, onde você preferir. Mas eu não acho que nós estamos nesse lugar ainda, enquanto na parte mercadológica do que é videogame. Então eu vejo com muita importância pra você motivar, pra você criar a história de um videogame, você ter o exclusivo. Até o PC Engine tinha os seus exclusivos. Até hoje tem. Tem vários

lá, que foi uma plataforma cheia de Bomberman, que não saíram de lá. Então, o PC Engine está vivo como forma de interesse. A Nintendo, nossa, a gente nem precisa falar nada. Acho que ela sempre teve essa visão e é por isso que ela sempre cultivou muito. Então, nesse caminho, concordo com todos vocês, com o Edu, da retrocompatibilidade. Eu acho ótimo. Eu sou 100% a favor disso. Eu acho maravilhoso. Porque um conceito que eu não consigo compreender é do jogo substituível.

Na minha cabeça, qualquer videogame que supera o outro, se você está tirando um do mercado,

por certo você deveria acrescentar nele tudo aquilo que tinha no outro antes. É por isso que eu defendo a emulação, porque é uma forma de fazer essa via. E é exatamente isso. Caraca, se alguém me pergunta, responda rápido, o que é o Helix? Eu digo que eu prefiro esperar para entender o que é, porque eu vejo o que a comunidade quer, e eles são bem barulhentos nisso, e tem que ser, que eles querem o que eles amam, e não tem.

sempre uma insegurança. Por que não vai direto? Por que não dá um tiro certo? Videogame novo. Exclusivo. Fim. Acabou. Esperem. Em breve. 2027, 2028. Pronto. Ah, mete o GTA VI ali no meio. Ah, vai ter GTA VI. Vai no mundo ideal, no mundo dos sonhos. Lança GTA VI junto com o videogame novo. Blau. Eu sinto que o mundo dos videogames, no geral, está meio aranha movediça. Nada está muito sólido. Todo mundo está com medo de fazer um argumento sólido.

de anunciar uma coisa firme, porque tudo parece que vai quebrar, esfarelar a qualquer momento. Então, esse primeiro anúncio. E o anúncio tem uma razão de existir. Ele quer criar uma hype, ele quer criar um apoio antes de você ter a coisa em si na existência. Mas eu não sei se um fã de Xbox pode, a termos práticos, ir além da vontade, do sonho, e apoiar uma coisa dessa que talvez lá na frente vai dar um revés nele, vai deixar ele com cara de bobo,

Porque vai ser alguma coisa nada a ver. Eles precisam de firmeza. Acho que pra qualquer anúncio tem que ter firmeza. Se não, eu pelo menos eu fico desconfiado. Eu confesso a vocês que eu tô um pouco cansado de pistolar a respeito de Xbox. Porque é algo que eu tenho feito bastante nos últimos episódios. E não é por outra coisa, porque Xbox tá dando motivo, né? Então eu vou tentar me limitar aqui a ser o mais zen e polito possível a respeito do que tá saindo lá na GDC sobre Xbox.

Eu não sei se eu vejo com tantos bons olhos assim muito dessa estratégia de Xbox.

mesmo olhando por essa ótica do usuário, porque essa ideia de você trazer um console que ao mesmo tempo é um PC, pra mim confunde muito. Já tem gente colocando nas redes sociais, ah, então significa dizer que eu vou jogar GTA no meu console, porque na verdade eu vou comprar e vai funcionar no PC. E já tem gente confabulando coisa que não faz o menor sentido, mas que também, como a Xbox não explicou direito, ficou isso, né? O que a gente comentou agora sobre a campanha This is an Xbox ter sido removida.

Pergunta que eu faço, honestamente, pra quê? O que a Xbox ganhou tirando essa campanha do ar?

ser gente comentando isso. Gente trazendo de volta, eita, a Sarah Bond. A Sarah Bond tá aí reclamando. Por que não deixar esse fantasma morrer? O que é que se ganha? Até porque a estratégia mudou mesmo. No fim do dia, tudo não continua sendo o Xbox. Não vai sair agora o modo Xbox pro PC em abril agora. Não dá pra jogar Xbox no celular. Não existe ainda o Rock Ally, o Xbox Rock Ally X. A Microsoft anunciou que vai abandonar o portátil.

A Microsoft anunciou o seu portátil proprietário porque na própria apresentação da GDC,

ela fez uma apresentação intitulada O Futuro de Xbox, e lá tinha Project Helix de um lado, acessórios Xbox do outro, que tava lá com um monte de controle de Xbox, e tinha no meio a categoria Handhelds, que é portátil em inglês, pra quem não sabe. O que é que tinha embaixo da categoria Handheld? O Xbox Rogue Ally normal e o Xbox Rogue Ally X. Então, tudo continua sendo um Xbox. Então, assim, volto a falar, por que não só ficar calado, gente? Segue o jogo,

estratégia. Daqui a pouco, quando tiver alguma coisa pra anunciar, quem sabe num The Game Awards, como foi inclusive o anúncio do Series X, que pra mim foi um ótimo anúncio. Jeff Keighley, na época que tava o Jeff Keighley do bem, né? Na época o Jeff Keighley do Antigo Testamento, né? Trazendo um hype danado, apresentação bonita, o poder nas suas mãos e tal, faz isso de novo com o Helix. Não, não, não. Com uma semana de nova CEO, vamos anunciar Project Helix, que inclusive é o mesmo nome de um projeto de Xbox antigo, que envolvia essa história

de mesclar jogos de PC com jogos de console através do Windows, lá de trás, então teve jornalistas já confundindo as coisas, que esse é o Project Helix, que sempre existiu e tal, tiraram o Project Magnus, enfim, já estou pistolando de novo, vou voltar, só pra deixar claro, não dá pra defender o que a Xbox tá fazendo, é indefensável o que a Xbox tá fazendo, e mais uma vez, eu torço que no fim do dia dê tudo certo, eu torço que o motivo de eu estar aqui e não estar na cadeira da Asha Sharma, é porque ela sabe muito mais do que eu,

ela é uma mulher decidida, empoderada e que vai dar tudo certo. Eu torço. Eu não estou falando isso com ironia. Eu torço que dê certo. Juro por Deus. Mas eu não vejo com boas esperanças o que está vindo por aí porque eu vejo mais ruído do que certeza. Eu vejo mais confusão do que informação. Esse é o problema. Mas sabe o que está vindo por aí? Vandep? Copilot. Eu falei que ia vir, está vindo. O tal do Copilot, o flopzão. AI, Asha Sharma, que beleza. Copilot, não preciso mais

falar de Copilot. Eu acho que a gente pode, inclusive, começar a finalizar nosso episódio. Obrigado, Kogu. Vamos aqui um pouco de bastidores, porque quem tá aqui até o final gosta de nós. O Kogu é um herói. É, eu cheguei pro Kogu, liguei pra ele, ele ficou preocupado. Cara, quem morreu, eu falei, ô Kogu, você consegue gravar o The Byte em 15 minutos? Aí ele falou, 15 não, mas 40 eu consigo, porque o Edu teve justamente uma questão.

E a gente até ia chamar o Kogu pro próximo episódio. Por quê? Porque a gente chamou o Hayashi no último, e o Kogu ficou com ciúmes, porque o Kogu era o único que tinha participado três vezes.

Aí ele falou, não, é que nem Brasil, que é o único pé. Mas para finalizar, muito obrigado, gente. Eu sei que esse episódio ficou um pouco mais longo. Tem gente que pede. Espero que vocês tenham gostado da Dinamic e tal. Agradecer de novo o pessoal do Enjoei, né? A lojinha do Davi, para quem pulou lá no começo. Davi, lojinha. Vocês vão comprar os casacos dele lá. Estou brincando. E também o pessoal da Alura, claro. Nossos amigos, como há muito tempo com a gente. Então, brigadão. Tenha uma ótima semana. Até semana que vem. Fiquem bem. Tchau.