Episódios de DeByte

Ep. 107 - Conflito Interno em Xbox, Creator Engana Público, PlayStation Abafa Crise e Mais!

02 de março de 202653min
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BRKsEDU, VanDep e Davi discutem os bastidores e conflitos internos em Xbox, o legado de Phil Spencer, a suspeita de PlayStation tentando abafar a crise com a data de lançamento de Wolverine, a colunista da Folha que enganou seu público, a chegada de reviews feitos por IA no Metacritic e mais!

Contato comercial: debyte@vandep.ag

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Participantes:

BRKsEDU:

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Bruno De Paula - VanDep:

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Davi Rocha:

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Esse episódio do DeByte foi editado pelo: @Rholter

Assuntos13
  • Saída de Autoridades de ÓrgãosAposentadoria de Phil Spencer · Demissão/saída de Sara Bond · Acha Sharma como nova líder · Relatos de autoritarismo de Sara Bond · Campanha 'Isso é um Xbox' · Passagem de bastão
  • Acha Sharma e liderança de XboxDesafios e Oportunidades da IA · Indústria de Jogos · Processo de preparação e testes · Papel crítico da imprensa · Estrategia Xbox Microsoft · Uso de IA nos jogos
  • Legado de Phil SpencerGame Pass · Crossplay · Retrocompatibilidade · Acessibilidade como executivo · Últimos anos conturbados · Aquisição da Activision Blizzard
  • Natália Bioti e uso de IA em coluna jornalísticaEscritora de coluna na Folha de São Paulo · Uso de ChatGPT em artigos · Artigos sobre política/Venezuela · Defesa e comparações questionáveis · Repercussão pública · Credibilidade jornalística
  • Preocupações sobre IA em XboxDeixar jogos tradicionais de lado · Foco em desenvolvimento com IA · Respostas da Microsoft sobre IA · Futuro dos games vs IA · Crédito do cofundador Cheymers Blacky
  • Resident Evil videogameQualidade do jogo · Série de sucesso no canal · Gameplay e horror · Áudio e dublagem · Evolução da franquia · Impacto comercial
  • Crise do Jornalismo e MídiaNormalização do uso de IA · Perda de qualidade editorial · Reputação de veículos · Responsabilidade de executivos · Competição e mercado · Ética jornalística
  • Mercado FinanceiroRevisão do Resident Evil 9 por IA · Remoção de publicação do Metacritic · Declaração do cofundador · Impacto em agregador de notas · Fraude e credibilidade
  • Indústria de JogosData de 15 de setembro de 2026 · Estratégia de comunicação de PlayStation · Timing em relação à crise de Xbox · Falta de trailer · Impacto no planejamento de conteúdo
  • Estratégia de hardware vs cloud para XboxProjeto Magnus · Próxima geração de consoles · Investimento em cloud vs console · Divisão estratégica entre Spencer e Bond · Custos de memória para IA
  • Matéria The Last of UsRelatos oficiais · Confiabilidade do jornalista · Críticas sobre viés · Informações de backstage · Credibilidade de The Verge
  • Videogioco.com e jornalismoDemissão de funcionários · Substituição por perfis de IA · Ocultamento da identidade da IA · Remoção do Metacritic · Impacto na reputação · Fraude corporativa
  • Fechamento de Estúdios de GamesImpacto na indústria · Problemas de PlayStation · Estratégia de Sony · Repercussão
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Galera, sejam muito bem-vindos a mais um episódio do The Byte. Nesse episódio, vamos falar de repercussões da saída de Phil Spencer e Sarah Bondi da equipe de Xbox. Impressões aí de Resident Evil 9, que eu já zerei, já saíram análises e tal, gameplay também. A gente tem novidades aí do jogo do Wolverine. E temos notícias sobre inteligência artificial afetando o mundo do jornalismo. Bora! É isso aí, pessoal. Sejam bem-vindos a mais um episódio do The Byte.

passada, né? Trouxemos aí a bomba em tempo real, né? Durante a gravação aconteceu o negócio e a gente cobriu da melhor maneira que dava, né? Porque, enfim, tava acontecendo tudo e agora a gente já traz, né? Informações mais apuradas e não necessariamente negativas. Eu acho que inclusive dá pra gente imaginar que tem coisa positiva, tem coisa negativa a falar. Eu, pelo menos, quero comentar coisas que eu achei negativas e coisas que eu achei positivas também em relação ao que aconteceu com a saída de Phil Spencer e Sarah Bond.

Começando a falar sobre uma figura, na verdade, que não tinha sido mencionada até então, mas que me chamou muita atenção na semana. Eu quero saber o que vocês acham disso.

que é o Seamus Black. Quem é o Seamus Black? Ele é um dos criadores de Xbox, um dos cofundadores da marca, e que recentemente levantou preocupações ao dizer que, segundo ele, por conta desses movimentos, a Microsoft sinaliza, na opinião dele, estar deixando os jogos tradicionais, a divisão de games, para focar em inteligência artificial. E o que é que ele, digamos assim, justifica? Como que ele justifica essa decisão? Ele pensa isso porque a nova chefe de Xbox, a Asha Sharma, vem exatamente dessa área.

por conta disso, deve estar mudando o foco dela de games para IA, ou pelo menos para o uso mais pesado de IA no desenvolvimento de jogos. Mesmo assim, a nova CEO de Xbox, a Asha Sharma, respondeu nas redes sociais, não necessariamente ao Sheamus, mas a pessoas que estavam buscando ela lá no Twitter e tal, que ela está muito empolgada em entrar nesse novo cargo e como objetivos, ela tem um deles, trazer de volta o valor de Xbox, especialmente focado na parte de gameplay,

trazer de volta essa noção de que Xbox é o melhor lugar para jogar com jogos feitos por pessoas e sem exagerar no uso de ar. Ela fez questão de mencionar que Xbox não vai ser o lugar de AI Slope. Só que daí vem aquela questão. Dá para acreditar no que a Asha Sharma está falando e dá para a gente descartar o que o cofundador de Xbox levanta de pauta preocupante a respeito do futuro da marca? O que você acha, Edu? Depois o Van Depp. Vamos lá. Eu fiz algumas anotações que eu queria mencionar várias coisas,

Tu fez o episódio anterior e desde então a gente tá recebendo novidades a respeito dessa notícia. Sejam notícias oficiais, né? Relatos oficiais. Sejam rumores, informações de bastidores e tal. Então assim, em relação a Asha Sharma, que vai ser a nova líder de Xbox, de Microsoft Gaming, como preferirem chamar. E quando eu digo como preferirem chamar é porque pra mim Xbox é uma coisa e Microsoft Gaming é outra. Quando eu penso em Xbox, eu penso num sistema operacional nativo de Xbox.

isso no Windows, que é o Windows que tá, inclusive, embutido ali no ROG Align X, né, de Xbox. Mas, enfim, a Asha Charme, ela vem de AI. Qual que é o objetivo? Ela, de certo, foi colocada naquele time de Xbox, de Microsoft Gaming, porque ela tem conhecimento de AI e, possivelmente, a Microsoft quer enfiar AI em Xbox, assim como ela tem feito com todos os seus outros aplicativos e divisões. Então, vai ser AI igual ela abaixo da galera. É a minha impressão. Uma informação interessante que a gente

viu aí desde a notícia da saída do Phil Spencer, da Sarah Bond, etc. É que falaram que a Sarah Bond era bem autoritária dentro da Microsoft. São os relatos aí de pessoas que trabalharam com ela e jornalistas que veicularam essa informação que com ela era ou você aceitava a forma como ela pensava, como ela queria agir, ou você estava fora. O que, na minha opinião, não é uma atitude bacana. E falaram que ela foi responsável pela campanha do Isso é um Xbox, que foi uma campanha que foi muito mal recebida.

por isso, na minha opinião, ela errou. E aí a gente tem a questão de Asha Sharma, como eu falei, vindo de AI, líder de games, e isso o Davi falou muito bem no episódio anterior, líder de games não precisa ser gamer, necessariamente, mas ele precisa respeitar e entender o mercado. A Asha Sharma, talvez ela passe a entender de games, mas eu achei que ela foi muito mal preparada pra assumir o cargo, porque logo que ela assumiu o cargo, a galera já descobriu a gamertag dela,

e viu que ela não joga, que ela começou a jogar muito recentemente. Como que não prepararam ela de que isso ia ser a primeira coisa que ia acontecer? Esse é o ponto. Então já mostra que a passada de bastão não foi feita com planejamento ou foi mal feita. Eu acho importante até comentar e dar um passo para trás antes da gente olhar para o futuro. Justamente, como você falou, a gente foi tomado no susto aquele dia, que na verdade a IGN estava com a matéria que ia ver a troca e o anúncio ia ser feito na segunda-feira.

na sexta. Então, por isso que foi aquela bomba. Inclusive, saiu um post da Sarah Bond no LinkedIn perguntando algumas coisas meio aleatórias, assim, que não tinha a ver com o assunto. Então, a equipe da Sarah Bond que toca o LinkedIn, as redes sociais dela, não estava sabendo, né? Mas eu acho que vale a pena a gente olhar com calma tudo o que aconteceu. Foram quatro anúncios ou memorandos que chama, assim, do pessoal da Microsoft em relação a essas trocas, né? Do Satya Nadella, Phil Spencer, Matt Burry e da própria Asha Sharma.

A única pessoa que mencionou Sarah Bond foi o Phil Spencer. E isso é o que mais me deixou um pé atrás de tudo isso. Eu acho que a gente devia trazer essa discussão, né? Você falou da Sarah Bond ser autoritária. Importante, inclusive, mencionar a fonte de vários, acho que vocês dois acabaram não falando, do Tom Warren em relação ao The Verge, né? Que ele escreveu uma matéria muito interessante com os bastidores de tudo o que aconteceu.

Fonte essa, em parte, que foi até um pouco criticada. Teve gente que acusou, inclusive, o Tom Warren está fazendo o que a gente chama meio que de hit piece.

Verge, ele tem amplo conhecimento sobre Microsoft, sobre Xbox. Ele é um cara que você até pode, se quiser, achar que ele foi talvez um pouco agressivo demais, reportando aquilo, né? Ou pelo menos o conteúdo foi um conteúdo tanto quanto ácido. Mas ele é um jornalista respeitado, é um cara que a gente tem que reconhecer que tem um renome, que tem um respaldo. Então não dá pra achar que tudo que ele colocou ali é um complô contra Sarah Bond.

Eu, pelo menos, quando vi esses rumores, eu vi gente acusando o Tom Warren disso, eu achei isso bem sem sentido. É, eu também concordo

Tom Warren tem uma credibilidade que vale a pena a gente acreditar nele e ele fez o dever de casa. E é importante, inclusive, a gente discutir se a Sarah Bond está sendo fritada ou não, né? Ou frita, no caso. Porque sempre que acontece um desastre desse numa empresa desse tamanho, vão achar um poupado. E, no caso, eu acho que foi elas tendo razão ou não, justamente por esse comportamento com os funcionários lá da sede da Microsoft, com os próprios colegas.

E também essa estratégia que a gente já foi muito crítico aqui, referente a desses Xbox, né?

que faz sentido internamente que isso também está na matéria. Muita gente ficou decepcionada e criticou essa estratégia. Quando a gente fala que olha o que a Microsoft está fazendo, muitas vezes essas empresas e os funcionários delas concordam com a gente. Elas só não tomam essas decisões. Porque basicamente a Sarah Bond falou que você não precisa comprar um Xbox mais nessa campanha. É uma estratégia que eu acho que é o fim dela.

E também tem a passagem do bastão lá em Redmond do Phil Spencer com a Shasharma.

Bond não estava, o Matt Bore estava e a Sarah Bond não estava. Então, com certeza, é ela que vai ser responsabilizada. Por isso, até justamente pelo Phil Spencer ser um queridinho, talvez internamente, ser um gamer, né? Pro ponto do Edu, ele é um cara que é bem gamer, que tem muita credibilidade, que é o rosto da empresa. Então, a Microsoft não vai admitir um erro nesse nível de colocar a culpa nele. Então, faz sentido ser ela.

Agora, a gente tem que analisar se ela tem que ser responsabilidade sim. O que você acha, Edu? Primeira coisa que eu ia falar, você falou do Phil Spencer,

ser gamer. Cara, isso é um negócio que não dá pra negar. E eu já mencionei publicamente algumas vezes, eu vou mencionar de novo. Na E3 em que Horizon Zero Dawn tava disponível pra testar, eu testei num lugar fechado lá da Sony, de Playstation, quem tava testando o jogo do meu lado era o Phil Spencer. Então não tem como a gente discutir que ele não corria atrás de se informar a respeito do mundo dos games e de que ele era interessado na área tanto do ponto de vista profissional quanto pessoal. Era um hobby dele jogar videogame e deve seguir sem.

Eu gostava dele por muito tempo, eu gostei muito da forma que ele trabalhou e eu acho que nos últimos anos, eu não sei se porquê ele já não tinha muito poder de decisão ou se as coisas estavam difíceis e ele tomou decisões equivocadas ou com as quais ele sequer concordava, eu não achei que ele teve bons últimos anos. Mas o Phil Spencer era um gamer, né? Em relação a Sarah Bond, eu acho que se de fato ela era autoritária, se de fato ela foi responsável por passar a campanha Isso é um Xbox, eu acho que a responsabilidade dela,

tipo, arcar com o fato de que ela foi removida do time e que ela não deixa um legado bacana na empresa. Isso não desmerece ela como pessoa. É uma questão profissional. Porque se ela é autoritária, ninguém pode bater de frente com ela. E se ela impõe que a campanha Isso é um Xbox tem que veicular, a culpa é dela. Antes de passar a bola pro Davi, ela também é bem responsável pela compra da Activision, que também tem gerado muito problema pra eles. Mas o que você queria comentar, Davi?

culpa nela em grande parte, e ao mesmo tempo é bom a gente lembrar de que ela não foi colocada pra fora, segundo as informações oficiais. Ela pediu demissão. Então, o que muita gente inclusive levanta, e até na matéria do Tom Warren isso tá reportado, é que aparentemente, pelo menos pra ela, caso o Phil Spencer anunciasse a aposentadoria, a sua saída, ela ia assumir o cargo do Phil Spencer. Inclusive, foi a partir daí que criou-se esses dois cargos dentro de Microsoft na divisão de games, né? De presidente de Microsoft,

que o Phil Spencer assumiu depois de deixar de ser CEO, e a Sarah Bond colocada ali no cargo de CEO, porque antigamente o Phil Spencer meio que fazia as duas funções, de certo modo e tal. Então, é de se esperar, eu acho que todo mundo tava aguardando, e pra mim essa foi a parte que mais me chocou quando eu li lá a matéria da IGN, que foi exatamente a matéria, né, que foi publicada sexta-feira e que iniciou todo esse movimento, de que Phil Spencer tava aposentando, a Cha-Charma tava entrando, o Matt Booty tava sendo promovido, e eu posso até depois comentar o que é que eu acho do Matt Booty, porque, enfim, não sei se ele merece tanta promoção assim, mas,

A Sarah Bond sair completamente, pra mim, essa foi a parte que mais soou estranha. E aí, não vê-la lá no Town Hall, né, com o Phil Spencer ali, passando bastão simbolicamente, né, pra Asha Sharma. Pra mim, fica muito mais claro, na minha opinião, na minha visão, de que a ambição da Sarah Bond era continuar. Talvez ela foi colocada como bode expiatório, quem sabe, inclusive, porque ela tava tomando as decisões pra ela em relação aos rumos de Xbox, quem sabe até de maneira contrária ao Phil Spencer, nessa tentativa, talvez, né, do Phil Spencer de continuar investindo no console,

no aparelho e ela achar que não, na verdade a gente tem que investir na nuvem, a gente tem que investir em levar Xbox para onde a Xbox pode estar, para TVs, para tablets, para aparelhos como é o caso do Rogue Ally e tudo mais e tal. E aí quando isso começou a não dar certo e começou-se a pensar no futuro dessa estratégia, achou-se que colocar a Sarah Bond no papel de Phil Spencer não ia trazer a guinada que a Xbox estava precisando. Surge então a Asha Sharma como uma executiva que tem qualidade,

ela tem, né, uma espécie de currículo, né, invejável, apesar de ser uma pessoa muito jovem que estava em Microsoft há pouco tempo, apenas há dois anos. Ela trabalhou antes na Microsoft também, Davi? É, no marketing, né, da Microsoft, sabe? Mas, assim, no cargo de diretoria, de chefia, né, com uma executiva mesmo valendo, assim, tal, comandando, liderando, estava há dois anos. Então, eu acho que no caso ali, a Chasharma talvez deva ter encantado, né, a diretoria, assim, os escalões mais altos de Microsoft, ou tenha sido colocado numa posição de, pelo menos, cara, faz alguma coisa

coisa diferente, nem que seja voltar alguns passos, nem que seja fazer algo distinto do que estava sendo desenhado pela Sarah Bond. E a Sarah Bond, quando viu isso, não aceitou talvez se manter no cargo de CEO tendo a Asha Sharma acima dela ou algo do tipo. Claro que é muita conjectura, mas assim, a Sarah Bond sai completamente da operação porque, veja, o Phil Spencer continua como consultor, ele continua como mentor da Asha Sharma.

Tem foto, inclusive, oficial da Asha Sharma do lado dele e tal. Então, assim, ele não está mais no dia

dia a dia na operação, mas ele continua envolvido com Microsoft. A Sarah Bond sumiu, cara. Então isso eu acho que é algo muito estranho e que não sei se é só a Microsoft botando a Sarah Bond pra fora. Eu acho que é muito a própria Sarah Bond não estando mais afim de estar dentro da estrutura e que talvez ela ali não se sinta valorizada. Você falou dela pedir demissão e não ser demitida, eu acho interessante, sim, mas isso é algo comum em cargos públicos, né?

Um técnico de futebol. Às vezes, não, a gente concordou em parar de trabalhar junto. Sempre tem umas coisas assim, né? Você acaba poupando

a pessoa disso e, assim, permitindo que ela saia nos próprios termos. Eu acho que se a Sarah Bond fosse demitida oficialmente ou algo assim, ia ser muito complicado para a imagem da Microsoft mesmo. Não ia ser só ela sendo bode expiatório, que nem você falou bem, assim. Eu acho que eles querem responsabilizar ela com certeza, mas deram essa dignidade para ela mais ou menos, né? Mas, assim, de todos os artigos que estão saindo, além dos problemas que ela tinha com as pessoas, essa guinada de estratégia, desse negócio de

Não, o nosso produto aqui, o Xbox, o console, não é importante. Tudo é o Xbox, em qualquer lugar. E isso, com certeza, teve uma resistência muito grande interna e externa. A gente cobriu isso e criticou bastante em episódios passados do Debite. E fez com que ela, com certeza, fosse perdendo moral lá dentro. Mas eu não acho que a Microsoft ia demiti-la escancarado assim, porque você também acaba admitindo um erro. Então, uma empresa desse tamanho, eles são muito cuidadosos com isso. Em relação à Asha Sharma, eu fico um pouco cético.

ser muito fã de inteligência artificial, estou sendo sarcástico, evidente. O próprio Co-Pilot, que é um serviço deles, eu não sei se ela trabalhava tão diretamente, o Co-Pilot é um serviço de AI, integrando em tudo, inclusive no Windows, de resumir as coisas, de fazer as coisas. Está super flopado pelo que eu vi. Eles acharam que as pessoas iam pagar pelo Co-Pilot e 3% das pessoas estão pagando por Co-Pilot. Então, AI também, dessas empresas grandes, até se você considerar, que compete com o Google e tal,

que tem o Gemini e tal, não tem sido um ponto forte da Microsoft, que inclusive tem vários flops, né? A gente até fala, sei lá, voltando ao Windows Phone, que seja, que... Foi o que eu pensei. A Mixer, que eu trabalhei na Mixer, cara, que assim, existia uma pressão muito grande de fazer o negócio dar certo em 3 a 5 anos. E se você quer competir de fato com uma Twitch, é 10 anos, inclusive porque a Twitch começou a se enfraquecer um pouco depois, inclusive porque não tinha competição, né? Mas assim, a marca Xbox deve ser muito valiosa para eles e eles têm que manter.

ela melhor, e concordo com o que você falou também, Davi, que talvez trazer alguém de fora possa gerar uma mudança ainda maior, mas eu não sei se vai ser AI e vai ser outras coisas, eu não sei se vai fazer muito sentido. Na comunicação oficial que a própria Asha Sharma fez junto com o Matt Booty, que também gerou bastante repercussão, tudo que foi falado ali a respeito do futuro de Xbox foi colocado dentro de uma condição ou de reforma, ou seja, melhorar ou mudar o que está dando errado, e de valorização ou de

fortalecimento do Xbox, segundo, inclusive, fala da própria Asha Sharma junto com o Matt Booty, para garantir os próximos 25 anos da marca, né? Obviamente, Xbox faz 25 anos, né? Tá comemorando o aniversário, então, na voz ali, nas palavras da Asha Sharma e do Matt Booty, a ideia é pensar nos próximos 25 anos de Xbox, ou seja, apesar lá do cofundador de Xbox ter acusado a Asha Sharma de estar ali, né? Como se fosse quase que uma agente dupla ali pra matar a marca, pelo que a Asha Sharma falou publicamente junto com o Matt Booty,

na verdade é outra, ao contrário, né? É garantir que a Xbox sobrevive com mais 25 anos. E aí eu queria até saber o que é que vocês acham que vai ser, né? O que serão esses próximos 25 anos de Xbox? O que vai envolver muito IA, não tenha dúvidas. Com certeza vai, até porque, né? Tem uma pessoa com vasta experiência nesse assunto lá, comandando agora a marca. Mas eu me pergunto com relação à parte de hardware. Porque a própria Sarah Bond falava muito sobre o hardware de Xbox, especialmente no final, né? Ali da sua jornada enquanto CEO. E muita gente fica se perguntando agora,

com o Projeto Magnus? O que é que vai acontecer com a próxima geração de consoles Xbox? Vocês acham que a próxima geração de consoles Xbox ainda tá, digamos assim, nos planos da Acha Charme e do Matt Burry? Como é que vocês enxergam isso? Ou o que é que vocês acham que seria mais interessante pra Xbox fazer agora, dentro dessa nova conjuntura, quem sabe até tentando corrigir erros do passado, mas ao mesmo tempo se ajustando pro que tá vindo aí no futuro de um mercado de games que muda constantemente, né?

O que é que você acha, Edu? Depois a gente vê o Vandeep. Antes só de falar de hardware, eu queria voltar no aspecto da demissão da Sarabon,

só pra mencionar algo, pra acrescentar, que eu concordo com o que o Van Depp falou, que quando você demite alguém, você assume o erro, né? Então, esse é o lado da Microsoft, mas eu acho que tem mais elemento aí em relação à demissão, ela pediu demissão, ela foi convidada a se retirar, enfim, Sarah Bond, ela se demitiu, mas eu creio que foi um papinho que ela teve com a Microsoft, que do tipo, ó, se a gente demite você, a gente tem que te pagar, provavelmente, milhões em indenização,

multimilionárias nos contratos. Então, em função de obrigações contratuais, eu acho que a Microsoft não quis demiti-la também, fora a questão de assumir erro. Mas para a Sarah Bond, beleza, ela receberia provavelmente uma quantia multimilionária ali se ela fosse demitida, mas ela se queimaria muito com a indústria se ela fosse demitida. Então, se ela sai pedindo demissão, ela se queima menos. Ainda acho que ela sai queimada profissionalmente, mas ela se queima menos. Então, eu acho que tinha esse aspecto também,

em relação à demissão dela. Sobre hardware de Xbox, eu acho que o momento é para Xbox não se preocupar com desenvolvimento de hardware, e sim observar a indústria, sinceramente. Porque agora não dá para se pensar em fazer um hardware com esse problema dos custos super elevados de memória por causa da inteligência artificial. Eles podem simplesmente avaliar possibilidades sem se comprometer com nenhuma. E digo mais, talvez faça mais sentido quando eles começarem a desenvolver algo, não fechar de vez o projeto,

esperar a Playstation lançar o seu próximo console, ver o que o público tem de impressão daquilo, pra ver se eles lançam algo alternativo. É um risco, óbvio, porque quando você chega primeiro no mercado, você tem vantagem. Xbox 360 fez isso e teve vantagem. Ao mesmo tempo, Dreamcast fez isso e foi o último console da Sega. Então, assim, é muito difícil, porque não dá pra gente olhar no retrovisor e pensar que o que aconteceu no passado vai acontecer no futuro.

Mas eu não acho que agora eles têm que se preocupar necessariamente com o hardware que eles vão entregar daqui a um, dois ou três anos.

Eu acho que eles têm outras coisas com as quais eles têm que se preocupar. Vi de resgatar a paixão que as pessoas têm pela marca Xbox e a marca Xbox, o que ela é exatamente? Porque isso aqui não é um Xbox. E você perguntou sobre a visão da Asha Sharma. Eu não sei se ela tem uma, cara. Até por não estar trabalhando com produto. Então, eu imagino que quem contratou ela, que eu imagino que é o CEO da Microsoft, tem uma visão e falou, ah, essa aqui vai fazer o que eu quero. Ou essa aqui sugeriu alguma coisa.

Não acho que ela chegou com uma grande ideia e se preparou para isso. Eu acho assim, não. A Sarah Bond errou. E aqui é uma pessoa que vai seguir, talvez, a visão do próprio Phil Spencer. Não sei, sabe? Inclusive, acharam um podcast, tem uma matéria da Kotaku, onde a Shasharma participou tem uns cinco meses, nem faz tanto tempo. E ela falou uns negócios estranhos. Ela falou sobre taxa de natalidade, que é uma obsessão meio estranha desses super ricos, que está caindo a taxa de natalidade e que tem menos gente tendo filho.

colegas na escola, não é isso, gente. Tipo assim, eu não consigo entender essa obsessão de super ricos com essas taxas de natalidade, talvez seja uma coisa combinada entre eles, pras pessoas terem mais filhos e ter mais dinheiro consumindo, por mais que tudo que super ricos fazem parece que é acabar com a classe média, acabar com as pessoas, a forma das pessoas poderem consumir, gastar, enfim. Mas eu achei bem estranho também, e teve algumas aspas, inclusive, né, você falou, Davi, eu acho que bem no começo de as pessoas perguntando pra ela, qual que são os jogos preferidos, né, ela tipo, ah, GoldenEye,

então ela não foi muito preparada para falar as coisas, realmente não é gamer. Acusaram ela de justamente usar AI nas respostas, que, cara, você tem que causar uma boa impressão, você só tem uma chance na vida para causar uma boa impressão. Num cargo público desse, um dos maiores cargos do mundo corporativo dos Estados Unidos, você, ah lá, respondendo no Twitter, sim, ah, isso aqui é legal, é subestimar uma comunidade e um mercado que são dificílimos de agradar. E ainda mais com os erros que têm acontecido,

dentro da empresa. Então, assim, não estou sentindo muita fé e muita força e firmeza nela. Eu acho que justamente ela pode ser uma marionete. Inclusive, também houveram rumores que o Satya Nadella e a Amy Hood, que é a CFO, discordaram de quem ia substituir a Sarah Bond e o próprio Phil Spencer. Eu acho que deve ter dedo do Phil Spencer aí em escolher ela, mas fico com um pé atrás do porquê. Por que trouxe alguém de fora? Pelo menos de dentro, mas de fora. Porque a Microsoft tem muito isso. Inclusive, eu mencionei

a Mixer, a maioria do pessoal que trabalhava lá, que é o que eles chamam de FTE, que eu já falei que são full-time employees, que são pessoas que trabalham lá na Microsoft há muito tempo e tal, elas são realocadas, elas não são demitidas. Muita gente que trabalhou na Mixer foi trabalhar justamente em Xbox, nos cargos alguns piores do que estavam e tal, mas o pessoal da Microsoft, eles promovem internamente. Mas eu acho que teria sido interessante trazer alguém de fora de verdade. Mas jamais que eles iam ter esse descontrole,

Se você traz um cara que está trabalhando, sei lá, na Nintendo, alguma coisa assim, ele não só não conhece a cultura da empresa, mas ele talvez leve para um lugar que o CEO da Microsoft não vai concordar. Que o próprio Phil Spencer, que ainda sinto que vai mexer uns pauzinhos, tá? Ele está lá, ele oficialmente saiu, mas ele está ajudando com a transição. Eu acho que ele vai ter um impacto, eu acho que ele vai ter uma influência grande aí.

Mas queria que a gente discutisse o legado do Phil Spencer, né? Vocês acham que é um legado positivo? Quando você pensar daqui, sei lá, um ano ou cinco anos,

Xbox. Eu acho que vai acabar deixando uma impressão positiva. Eu queria até saber o pessoal dos comentários também, porque também o tempo passa e a gente acaba lembrando das coisas boas, né? E o começo, a implementação do Game Pass, eu acho que é uma ideia dele, né? Foi no nome dele. Crossplay também, ele foi um avanguarda nesse sentido de poder jogar contra outros consoles no PC, né? Se você tem um Xbox e tal. O que é positivo pro consumidor, pra você poder jogar com teus amigos.

Mas aí pode também ter começado esse negócio do hardware de Xbox não é tão valioso. Qual que você acha, Edu?

o legado do Phil Spencer. Eu acho que ele teve mais anos positivos do que negativos. Eu acho que o fim dele, os últimos anos com o Xbox, foram ruins. Seja pelas aquisições e fechamento de estúdio, por cancelamento de jogos que estavam em desenvolvimento. Mas eu acho que ele assume uma bomba do Xbox One, do Don Matric, e ele consegue manejar a situação e despiorar a situação. Mas, além disso, é um cara que estava lá desde o início.

início, né? E assim, eu não sei o nível de influência que ele teve no primeiro Xbox ou no 360, mas o primeiro Xbox e o 360 são absolutamente brilhantes. Então a gente não pode pensar que, beleza, pelo Xbox One, que não foi um grande sucesso, e o Series X e S, que eu vejo como fracassos, a gente não pode associar esses dois ao Phil Spencer, mas o começo desassociar. E o começo de Xbox, o primeiro e o 360, são brilhantes. E eu acho que ele teve boas ideias pra indústria, e eu acho que ele era um cara na indústria

dos executivos o mais acessível. E isso eu acho que era ruim pra Xbox, mas era bom pro fã de games. Então eu não tenho como ver isso como algo negativo. Eu acho que ele sempre tratou a comunidade bem, apesar fechamento de estúdio, falar uma coisa e em seguida a empresa fazer outra. Os últimos anos foram conturbados. Mas eu acho que quando a gente no futuro lembrar dele, a gente vai lembrar dele como um bom executivo, não um excelente executivo, mas um bom executivo e um cara bacana. Cara, pra mim, eu acho que é mais fácil,

até a gente apontar os tropeços do Phil Spencer, principalmente os últimos, do que a gente listar tudo que ele trouxe de positivo. Porque eu acho que ele trouxe várias coisas positivas que, inclusive, a gente não conseguiu mencionar nem todas aqui, enquanto a gente está comentando, o Van Depp, o Edu. A gente não falou, por exemplo, de todo o movimento e esforço que o Phil Spencer fez de retrocompatibilidade. Ele foi um dos caras que mais defendeu a ideia de retrocompatibilidade, de você trazer os seus jogos ali do 360, do Xbox original, para poder jogar nos seus consoles mais atuais. Eu lembro demais da quantidade de entrevistas,

matérias de depoimentos que o Phil Spencer deu publicamente a respeito de quanto isso pra ele era importante, e realmente ele sempre foi um executivo muito acessível, tanto que a gente aqui no debate, né, achava, sonhava até com o Phil Spencer ainda enquanto executivo de Xbox, e a gente um dia tá entrevistando o cara aqui, e não é por outra coisa não, é porque a gente via o Phil Spencer se abrindo pra conversar com canais maiores, de médio porte, menores, numa tentativa de mostrar um lado de Xbox mais humano, e um lado de Microsoft mais humano,

visão, né, assim, a marca Microsoft, ainda tem uma imagem muito executiva, né, daquele cara engravatado, do Steve Ballmer, todo suado, que é o careca, gritando lá. Então, assim, o que o Phil Spencer conseguiu trazer com as camisetas dele, com as estampas de games, com as bomber jackets, foi uma visão até meio jovial, apesar dele não ser nenhum jovenzinho, pra marca Xbox. Eu acho que isso é um negócio muito legal e que se você olhar, a Sarah Bond copiou demais esse métier. Mas não tinha o carisma dele, não tinha o carisma dele. Exatamente,

mas não tinha o mesmo carisma. Mas você vê ali que ele trouxe alguma coisa positiva pra Xbox. Agora, falando de tropeços, a aquisição da Activision Blizzard, não tem como isso não ser colocado ali na pecha dele como uma decisão errada, talvez uma confiança, assim, acima da média, de que comprando estúdios desse tamanho, ele ia resolver o problema que a Xbox tinha na época, que era a falta de títulos first party muito, muito, muito bons.

E também, na minha opinião, e aí vocês que me escutam aqui no debate e me assistem sabem do quanto eu reclamo disso em relação

o Phil Spencer, o quanto o Phil Spencer falava quando, na verdade, ele devia ficar calado. Eu acho que até nessa parte final do legado dele, agora, nessa parte de passar o bastão pra Asha Sharma, não precisava do vídeo dele subindo no palco, fazendo um discurso pra Asha Sharma. Aquilo ali era um evento interno de Microsoft. Aquilo ali era pra quem tá trabalhando dentro da divisão Xbox. Não era pra aquilo ali ter saído. Não era pra aquilo ali ter vazado. Ah, mas o Phil Spencer não controla, não é culpa dele. Será?

que ele não controla? Será que não é culpa dele mesmo? Será que não dava pra aquilo ali ter sido colocado de uma maneira reservada? Por quê? Porque o Phil Spencer, ele é famoso, ele ficou famoso, né? Por ser aquele executivo que de tanto que ele fala, ele acaba falando demais. Ele acaba se contradizendo. Tem vídeos e mais vídeos mostrando o Phil Spencer dando uma declaração num dia e ele diz dizendo a declaração dele no outro dia.

E é um negócio que, assim, é difícil, novamente, é difícil imaginar que fã de Xbox achava legal quando você, cheio de

ansiedade porque você gosta de uma marca, porque você investe nessa marca pra montar a tua biblioteca. Vê o representante principal daquela marca virando e falando, gente, tá tudo bem, são só quatro jogos que vão pra concorrência, vai dar tudo... Foi nisso que eu pensei, é? Tipo assim, Phil, Phil, Phil, Phil, filhinho, Phil, como é que você espera que as pessoas vão achar isso algo legal? Então assim, o Phil Spencer tem muita coisa legal e eu acho o legal dele vai ser realmente muito salpicado de coisas positivas. Porém, os tropeços de Phil Spencer são tropeços que são 100% culpa dele.

e que eu não sei necessariamente se a AstraZeneca vai continuar essa parte do legado. Espero que continue a parte positiva, né? Cara, pra responder a minha própria pergunta, eu acho que vai depender do próximo passo dele. Eu acho que se ele sumir, e aí daqui a pouco ele aparece numa Summer Game Fest daqui a três anos, aí eu acho que ele vai ser louvado, entendeu? Tipo, as pessoas vão lembrar menos do negativo, ainda mais se a Xbox recuperar, a próxima geração vender bem, eu não acho que as pessoas vão falar, viu, o Phil Spencer saiu e agora tá bem. Não, vou falar, Sarah Bond saiu,

E tá bem, porque eu acho que esse carisma, essa imagem pública dele, os acertos iniciais da marca, que também era outro momento da indústria, né? Que é outro momento da indústria, mas eles também são grandes responsáveis. Todas essas empresas gigantes são responsáveis. O momento da indústria não é ruim por causa dos consumidores. As pessoas continuam comprando jogos, as pessoas continuam querendo jogos bons e bem feitos e sem o tal do AI Slop, que o Davi já falou bastante, que inclusive, umas aspas da Asha Sharma foi, não, nossos jogos não vão estar cheios de AI Slop sem alma.

Quero só ver, cara, de verdade. Eu quero ver se isso vai ser verdade ou não, como vai ser daqui a uns anos. Mas eu antecipo que o Phil Spencer vai ser perdoado, a não ser com algo que eu também antecipo que aconteça, mas informações vão saindo sobre o que aconteceu. A Microsoft é boa de manter essas coisas dentro de casa, internamente, mas já vazou coisa nessa matéria do Tom Warren. Então, a não ser que, tipo, não, a decisão de fato de comprar Activision foi do Phil Spencer, não foi da Sarah Bond.

Também o Phil Spencer deu o aval dele. Mas eu acho que as pessoas têm memória curta, essa indústria também. E como ele é um cara carismático, simpaticozinho, ah, é legal, vai voltar. Inclusive essa reunião interna que você falou aí, a passagem do bastão para a Shasharma, eu também achei muito performático. Você disse quando a notícia estourou, Davi, que você cansava do Phil Spencer, né? Ele é muito simpático, é muito legal. O e-mail, ah não, está tudo certo.

A gente entende que internamente esses releases de relações públicas vão ser sempre,

essas coisas, mas sim, eu não sei se ele passa a impressão de um cara falso. Também quero saber das pessoas nos comentários. Eu não sei se ele é falso ou se ele é aquilo mesmo. E também essa credibilidade de gamer, de ser um gamer de verdade, é até certo ponto, né? Porque você tem que entregar resultado. Você acha o Phil Spence um cara falso, Edu, ou não? Só pra finalizar. Eu nunca tive essa impressão dele ser falso. Eu tive a impressão mais dele vacilar mesmo. Não na maldade, não na má fé. O lance ali do ou não, são só quatro jogos que

vão ser exclusivos. Isso aí, pra mim, não foi na maldade. Ele foi cagada mesmo, sabe? Quando você faz besteira e... Mas não fez de maldade, assim? Eu nunca tive a impressão dele ser falso, não. Pois é, e se de um lado a gente tem Phil Spencer falando demais e a Charma tentando mostrar aí que Xbox vai dar tudo certo no final, do lado de Playstation a gente tem o quê? A data de Wolverine no PS5, né? Um título bastante aguardado que saiu aí recentemente, essa semana agora passada, a informação de que dia 15 de setembro de 2026 vamos ter Wolverine no PS5.

mais uma das coisas que chama a atenção sobre essa notícia e que muita gente comentou nas redes sociais e teve até matéria do Post Square, que é uma publicação focada em Playstation, bem confiável em relação a esse assunto, é de que talvez essa notícia da data de lançamento de Wolverine, dia 15 de setembro, tenha sido colocada à frente por Playstation para tentar dar uma abafada num problema que antes de explodir a bomba de Microsoft, a gente achava que ia ser a grande história da semana passada, que é o que? O fato da Playstation ter fechado a Blue

E aí eu queria saber o que vocês acham a respeito disso. Edu, primeiro eu queria saber o que você acha a respeito do anúncio da data. Se você acha que é uma data bacana, dia 15 de setembro. Aparentemente não vai ter nenhum outro grande jogo saindo dia 15. E a gente vai estar há dois meses do lançamento de GTA 6. Como é que isso impacta o teu planejamento do teu canal. E ao mesmo tempo, se você acredita com a tua experiência, inclusive, que a Playstation poderia ter feito uso desse artifício de comunicação para poder dar uma abafada.

E eu digo muito isso por quê? Porque muita gente chamou a atenção nas redes sociais de que esse anúncio foi feito sem nenhum trailer novo.

novo, não foi feito na State of Play, que aconteceu há pouco tempo atrás, de Playstation, foi meio que jogado, assim, então, pareceu que fazia sentido, mas o que é que você acha, Edu? Eu achei bizarra a forma como essa notícia foi veiculada, muito estranho, muito estranho não ter um trailer junto, não ter um State of Play, seja ao vivo, seja um vídeo, cara, de repente, assim, muito esquisito, muito esquisito, então, sinto que tem a ver, assim, com tentar trazer

Algum assunto à tona para que outras coisas inconvenientes não sejam mencionadas, né? Tipo o fechamento da Blowpoint, também para trazer atenção para a Playstation no momento em que geral estava falando de Xbox por causa da mudança de liderança. Em relação à data de lançamento, para mim é uma data boa, sinceramente. Eu estarei no Japão, né? A gente vai para a Tokyo Game Show, mas sendo um lançamento de Playstation, historicamente Playstation me manda os games em antecipado. Eu acho que eu consigo zerar o game.

gravar a série, gravar minha análise, deixar tudo pronto antes de eu ir pro Japão. O único empecilho que eu veria é o fato de ser uma propriedade... Wolverine não é de Playstation. Então, às vezes, por parte dos controladores terceiros, existe algum tipo de restrição, mas eu não acho que vai acontecer, porque com o Spider-Man eu não tive problema de receber nem o 1, nem o 2, nem o Miles Morales. Então, pra mim, assim, é uma data boa. Eu acho que pro público é uma data boa também, porque não encavala com o GTA 6,

E além disso, é um grande lançamento, setembro, aí tem um respiro em outubro e novembro GTA 6. Eu acho que fez sentido o anúncio dessa data, só espero que o jogo não atrase. O que me chamou mais atenção, na verdade, em relação ao Jason Schreier, que também é um ótimo jornalista como o Tom Warren, que falou isso num podcast, foi dessa questão de talvez os jogos first party grandes da Sony e da Playstation não vão mais para o PC. Porque a gente está estudando as guinadas de estratégia da Xbox, talvez seja,

que os dois vão se espelhar, né? Tipo assim, esses jogos gigantes, nossa, vocês vão ter que comprar um console para jogar. Eventualmente, deve sair no PC ou não, né? Não sei se é um Homem-Aranha futuro, alguma coisa assim. O Xbox não tem essas franquias, talvez, que nem necessariamente a PlayStation tem recentes de first party single player, né? Não sei se vocês conseguem nomear algum, mas é importante que ele falou meio informalmente isso.

E o impacto do Wolverine vai ser curioso, se ele vai ser afetado pela confirmação ou não do GTA,

TA, mas é legal ter jogos grandes saindo, inclusive, né, porque isso afeta bastante positivamente o nosso trabalho, o trabalho do Edu comercialmente, como agente de talentos eu consigo planejar, né, a gente vai comentar, ou pode já comentar do Resident Evil, se vocês quiserem, né, que saiu, que tem toda uma questão por trás disso, da produção de conteúdo, o Edu mesmo, o MaxMRM, que tava aqui com a gente, ele tava cansado, estressado, fazendo a série dele e performa super bem, né, então eu acho que vale a pena a gente, antes,

ir pro segundo bloco, mencionar um pouco de Resident Evil. Você fez todo um vídeo, você jogou bastante. Inclusive, antes de passar a bola, eu gostei muito do que você falou no último episódio sobre esse negócio do Resident Evil intercalar um remake e um jogo novo. Remake pra justamente apresentar pra uma geração nova jogos que vocês mesmo, né, e muita gente adora, mas um jogo novo bom. O que você tá achando desse novo jogo? Sei que você fez uma análise mais profunda, mas só pra gente não deixar passar, né?

Claro, não. Resident Evil é uma das maiores franquias do mundo do entretenimento, né?

Uma franquia pela qual eu tenho um carinho enorme. Eu acho que o primeiro jogo de terror que eu joguei mesmo foi Resident Evil. Eu cheguei a testar Alone in the Dark na infância, mas testar eu não conseguia jogar aquilo. Porque até hoje o jogo é difícil de jogar. Imagina a criança, né? Mas o Resident foi aquele impacto enorme e é uma franquia que segue muito bem, né? Teve seus tropeços aí, mas eu acho que tá muito bem e o Resident Evil Hacking é um momento pra mim muito bacana, porque é um jogo que eu queria muito jogar,

eu joguei e amei, e que eu imaginava que ia performar bem, e de fato tá performando muito bem no canal. Então eu fiz análise, eu fiz série, né, então eu gravei a série inteira, conforme eu gravo a série, né, na hora que eu tô editando, fazendo thumbnail e tal, eu faço anotações de coisas que eu quero mencionar do jogo na análise, terminei o game, já tava com a série toda gravada, toda editada, com thumbnail, vídeo pado, etc e tal, reflito no jogo, e aí sim eu elaboro a análise. Eu achei que foi um Resident Evil excelente,

É um dos meus favoritos. Não significa que é um jogo perfeito e que a minha opinião é a verdade absoluta. Mas é um jogo que, em trabalho de áudio, é excelente. A dublagem em português tá muito boa. Trilha sonora, efeitos sonoros excelentes. Gráfico, assim, tá, sabe, nível Kojima de aprovação. O jogo desempenha bem, o gameplay é divertido, alterna protagonista. Então, uma hora você tá num trecho de suspense e terror, depois você tá em ação e aventura. A história, eu achei bem interessante, me prendeu.

Resident Evil sofre de um emaranhado de histórias diversas, bizarras, esquisitas, como é que você une tudo aquilo pra lore. E eu acho que eles fizeram isso bem no Resident Evil Hacking, de montar a lore do game e não ignorar o que aconteceu anteriormente, e usar o que aconteceu anteriormente pra agregar o jogo. Então, cara, pra mim é um momento super legal, eu tô super empolgado. Resident Evil 7 foi uma das séries de maior sucesso do canal, e eu tava bem empolgado pra jogar o Hacking.

historicamente Resident Evil é muito forte no meu canal e pessoalmente eu amo a franquia. O que faz o Resident Evil, se você quiser responder, Davi, ser tão querido pelas pessoas? Não só porque é uma franquia que tem mais de 20 anos, né? Tem quase 30 anos, tem 30 anos por aí, né? O que faz para o pessoal mais leigo, Davi, se você quiser explicar também da tua opinião? Cara, acima de tudo, para mim, nostalgia, pelo menos para mim, né?

Resident Evil é uma série que acompanhou a minha infância, acompanhou as lembranças que eu tenho jogando,

Playstation pela primeira vez e tal, e é uma franquia que, por mais que tenha passado por altos e baixos, né, e quando eu falo de baixo, eu tô falando de Resident Evil 6, foi uma franquia que conseguiu evoluir com o passar do tempo, e foi uma franquia que testou fórmulas diferentes, testou novas maneiras de jogar, testou novos personagens, novos enredos e tal, então assim, eu acho muito interessante como ela é uma franquia que acompanhou a própria evolução do mercado de games, e isso pra mim é muito, assim, crédito da Capcom, e também foi uma empresa que nunca desistiu de Resident Evil, de Biohazard, né, lá no Japão,

e ao mesmo tempo que sempre investiu em transformar Resident Evil em parte naquilo que honrasse o legado, mas que ao mesmo tempo abraçasse novidades, mudanças na própria dinâmica de jogar videogame, como é o fato, por exemplo, de Resident Evil 7 você ter uma visão em primeira pessoa e tal, sem achar que isso descaracterizaria Resident Evil. E eu acho que Resident Evil 9, pra mim, é o supra-sumo disso. Ele, pra mim, inclusive, eu não joguei o jogo inteiramente ainda, eu joguei mais ou menos uns 5, 6 horas do jogo.

agora, ele é uma grande homenagem a esses 30 anos da série, sem necessariamente focar em um capítulo específico de Resident Evil. Por mais que traga lá o Leon como um dos personagens principais e tal, pra mim Resident Evil Hacking, ele é uma grande junção de tudo que deu certo em Resident Evil, tanto do ponto de vista da parte de horror, de terror, de apreensão, de tensão, mas também de toda a parte de ação que teve a sua época, a sua evolução dentro de Resident Evil. Tô falando aí de Resident Evil 5, Resident Evil

6, o próprio Resident Evil 4, onde o Leon se torna esse herói de ação mega blaster que sai dando roundhouse kick na cara da galera e tal. Então assim, pra mim o Resident Evil Hacking, ele conseguiu de maneira muito interessante juntar todo esse crescimento, toda essa evolução da franquia dentro de um só game. Dito isso, talvez eu não indicasse ou eu não indicaria Resident Evil 9 pra uma pessoa que nunca jogou a série. Eu talvez recomendaria um outro título de Resident Evil até pra quem sabe o Resident Evil 4 ou outro anterior. O remake do 2, por exemplo e tal.

Porque eu acho que esse jogo, Resident Evil Hacking, ele bebe de muita coisa do passado. E ele faz essa junção de tudo que foi Resident Evil. E pra mim, ele acaba agradando mais ainda os fãs de Resident Evil mesmo, da série Resident Evil, do que necessariamente quem ainda tá sem saber se vale a pena ou não jogar e tá experimentando pela primeira vez a franquia. Mas assim, cara, jogaço total. Acho, inclusive, que é um dos melhores títulos que a gente vai ter aí nesse primeiro semestre.

26 seja um ano cheio de jogos interessantes e tudo, mas eu estou bem satisfeito do que eu joguei até agora. Galera, bora para o momento Alura. A Alura está com a imersão front-end, então é o melhor momento do ano para você que quer dar os primeiros passos em programação. A imersão front-end é um evento gratuito para quem quer começar a programar do zero. Em quatro dias você passa da curiosidade para a prática e cria o seu próprio site.

É uma chance de experimentar a área na prática, com orientação passo a passo, sem precisar de experiência prévia em programação.

inscrições são gratuitas, só que são por tempo limitado. Então aproveitem antes que acabe o prazo, link na descrição e QR Code na tela.

review surgiu, foi removido do Metacritic e, obviamente, a review também. Mas quem dera se os problemas de A fossem resolvidos tão fáceis assim, né, Wander? Pelo vídeo teve coisa pior acontecendo aqui no Brasil, né? É só pra gente não ficar só nos games, uma notícia que me chamou bastante atenção, mas eu acho que foi principalmente, ela estourou quando a gente ficou um episódio sem fazer, que é sobre a Natalia Beauty. Eu não sabia que era a Natalia Beauty, imagino que vocês dois não saibam, talvez tenha um pessoal no chat, que é uma blogueira de moda, mas o que deram pra uma blogueira de moda? Uma coluna na folha

Paulo para comentar o que ela quiser, inclusive política. E o que que foi, o que que deu errado em relação a isso? A nossa queridíssima amiga do Davi, a Natália Piuri, desculpa, não resisti. Sei de quem é a criatura. Foi gratuito, eu sei, foi gratuito, desculpa, mas ela decidiu dentro de um veículo, né, pense o que você quiser da Folha de São Paulo, mas é um veículo de jornalismo antigo, do Brasil, né, não sei se é mais respeitado como já foi. Ela decidiu escrever as colunas dela com

inteligência artificial. Por que não, né? De acordo com ela, são só minhas ideias. Só estruturava o pensamento em texto a inteligência artificial. E ficou chocada com a repercussão nas pessoas. E ficou comparando, fez umas comparações bizarras, tipo, ah, ué, vocês então não podem pegar elevador se você não usa inteligência artificial, porque vocês têm que pegar a escada, porque é muito conveniente. Inteligência artificial é conveniente.

Natália, é diferente de você usar um elevador ou alguma coisa assim, porque é um trabalho

Natália, é um trabalho criativo, você tem uma coluna editorial, um dos maiores veículos de jornalismo do Brasil, o mínimo que você podia fazer com respeito das pessoas que leem ou te acompanham, que estavam interessados ou que assinam a folha, é escrever tuas palavras, se você não sabe escrever, não aceite ser colunista e fazer um trabalho de jornalismo. Inclusive, porque ela não estava falando só de, ah, que maquiagem, usar alguma coisa assim, não, ela estava comentando sobre a Venezuela. Me desculpa, não é alguém que tem conhecimento,

para lidar com a complexidade da crise geopolítica na Venezuela, Natália Beauty. Não é, não é. Eu fiquei indignado com isso, achei bizarro ela se defendendo e ela, como assim, cara? Todo mundo usa inteligência artificial. Eu recomendo, vocês têm que usar, a vida fica muito melhor. É que nem usar Mundiar ou Ozenpik. As pessoas usam e não falam sobre, melhore sua vida. Eu achei de uma, sei lá, achei de uma superficialidade, eu achei tão simbólico do que é hoje o mundo, que uma pessoa achou normal dentro de uma coluna,

dentro do jornal, escrever um texto. As pessoas estão preguiçosas, cara. As pessoas não querem mais pensar. E vocês podem me conhecer como chato anti-inteligência artificial, mas no mínimo, eu imagino vocês dois aqui, estou falando do pessoal dos comentários, oi, queridos, gosto muito de vocês, o mínimo vocês podem concordar que isso aqui foi um absurdo. Porque, cara, assim que você para de escrever, você esquece como escrever.

Hoje mesmo, eu estava lá no meu Google Workspace, no meu e-mail de trabalho, escrevendo e tal, e começou a aparecer sugestões de inteligência artificial de como escrever aquela frase melhor.

Ou de dar resposta. Daria para montar a resposta inteira direto no Gmail. E era uma resposta péssima, uma resposta curta. E eu estava me apresentando para uma agência nova que está interessada em trabalhar com o Alan, com o Edu, inclusive. Uma agência gringa que eu fui procurar no LinkedIn, que é grande. Pô, eu fiz todo o negócio, passei 30 minutos escrevendo esse negócio. Por que eu ia fazer esse atalho, cara? Se é o meu trabalho, eu tenho que ter um pouco mais de respeito próprio.

Eu sei que vocês dois aqui não acompanharam essa notícia, mas eu queria que vocês comentassem.

um pouco. Inclusive, que fase do jornalismo, hein? A gente comentou aqui com o PH, mas pelo amor de Deus, cara. Esse lance aí, eu não vou entrar na questão que você comentou da Folha, da Natália, mas a questão do Resident Evil ali, com um veículo tradicional de imprensa, que recentemente foi comprado. Aí, o veículo demite os funcionários pra substituir por perfis de inteligência artificial, escondendo que é inteligência artificial, fingindo que são pessoas reais. E achou

dá certo. É o fim do mundo. Cara, isso representa tudo de errado que tá rolando com essas corporações por causa de inteligência artificial. Demitiu o funcionário pra substituir por AI. Em seguida, o quê? As pessoas perceberam, tipo, se revoltaram e agora a empresa vai ter valor de nada. Porque quem é que vai querer se associar a essa empresa, né? O videogamer, não é? É videogamer, exato. O que você vai querer se associar a esse site agora? Sendo que os caras... Cara, isso aí é

Não é fingir que você é um humano e você não existe? Isso aí é um tipo de fraude, cara. Mas aí, você não é humano, não tem como processar a inteligência artificial. Esse é o problema. Talvez quem criou o veículo... É, a empresa. É, então, mas... E assim, que bom que caíram fora do Metacritic. Enfim, fala, Davi. Não, e aí se torna aquilo que a gente já falou várias vezes aqui, né? A incompetência do executivo ferra a indústria.

Então, assim, provavelmente deve ter gente no videogame, né? Que é o site de notícia que foi comprado,

e aí foi demitido mó galera pra ter só IA e tal. O videogamer que tava no Metacritic até agora, produzindo matéria, colocando lá, participando e tendo algum tipo de visibilidade, agora tá fora. Tá fora por conta de uma decisão que não faz o menor sentido em nenhum momento dentro de um contexto em que a mera menção ao uso de IA já é um negócio meio polêmico. Então você achar que faria sentido você criar um exército de reviewers de IA pra que esses reviewers de IA competissem

do Metacritic com outros reviewers pra compor a nota de um negócio que é agregado e que, de certo modo, define muitas vezes a emissão de bônus, o futuro de um game, de uma franquia. É de uma loucura. Tanto é que eu achei, inclusive, muito certo do Metacritic que não é um site isento de polêmica. Tá deixando bem claro. Não é um serviço isento de polêmica. Mas eu achei muito certo do cara do Metacritic trazer o cofundador da empresa pra via público pedir desculpa e falar erramos e já corrigimos o erro. Porque se o cara

Metacritic começa a relativizar, veja bem, daqui a pouco, muitas IAs vão escrever reviews legais, isso aqui é só um momento passagem. Não, o cara foi lá e falou, isso aqui é errado, isso aqui foi um erro, a gente tirou e a publicação está fora do hall de publicações que somam pra nota do Metacritic. Então, é de uma imbecilidade e assim, a Natália Bilt, rapaz, assim, é complicado, né? É que vocês têm que ver os clipes dela falando, você fica mais burro, desculpa, Natália, mas eu fico burro

ouvindo você falar. E é difícil a gente não relativizar também, né? Fazendo essa comparação aí do Resident Evil, tá? É uma corporação inteira, é uma Natalia Beauty, mas são níveis de, assim, de escolamento da realidade iguais, né? Iguais. Eu espero que a Natalia Beauty evolua, entenda os erros dela. Não vai. Mas, além de tudo, eu espero que a Folha de São Paulo também tenha um pouco mais de critério na hora de escolher os colunistas que ela traz pra dentro.

E olha, eu entendo, eu entendo a necessidade de um veículo hoje, de se atualizar,

de trazer gente nova. Eu entendo. Eu entendo essa parte porque tudo é mercado no fim do dia e a Folha de São Paulo tem que pagar as contas. Mas a maneira que você faz é o fator decisivo. Até porque é importante a gente entender que jornal sobrevive de reputação, gente. Ninguém é obrigado a ler jornal e nem é obrigado a ler o mesmo jornal. É por isso que existe competição de jornais, inclusive. Tem a Folha, tem o Estadão, tem vários outros. E o que é que sustenta a qualidade de um jornal ainda hoje? A reputação.

Então, se sai uma notícia dessa por aí, não é só a Natália Beauty que se prejudica. É a Folha de São Paulo inteira. É a redação inteira. Porque vai começar agora um escrutínio de quem lê Folha de São Paulo pra ir atrás. Será que é só a Natália Beauty que usa IA pra escrever matéria na Folha de São Paulo? Será que tem outros jornalistas? Deixa eu analisar aqui todos os colunistas da Folha de São Paulo. E aí já vi onde é que isso vai dar, né?

Porque eu acho que se a gente puxar esse fio, a gente vai encontrar mais gente utilizando IA pra escrever coluna. E aí, como é que fica a Folha nesse sentido, né?

comentaram do Metacritic. Quem que toma essas decisões? Quem que contrata essa pessoa? E cadê o editor para ler isso e para identificar? Que preguiça. Eu entendo se você é um jornalista, até se você é um editor lá internamente. A situação de ser jornalista hoje em dia é bem complicada. É bem lamentável. Eu sou um cara absolutamente romântico com o jornalismo das antigas. Eu quis estudar jornalismo. Eu trabalhei no jornal da faculdade, lá onde eu fiz.

Eu fiz, inclusive, teste para o programa de trainee duas vezes da Folha de São Paulo.

Eu acho que duas vezes, as duas vezes também, que nem você falou muito bem, Davi, eu entendo que os jornais têm que pagar as contas. A gente tem jornais nos Estados Unidos também, o Washington Post, que inclusive deu o furo de Watergate, que é quando o Nixon mandou invadir, espiar os democratas. Olha o nível do furo e da diferença do mundo de hoje. Nos anos 60, 70, um presidente mandou investigar a sede dos competidores e isso foi suficiente para 90% da população americana

Ficando a falar, que absurdo. Mas eu acho que o mundo perde muito, cara, com o estado de jornalismo. E eu entendo que não dá mais, talvez, para a gente, sei lá, para pagar bem essas pessoas. Porque é clique, é ad, tem youtuber, tem tudo. As pessoas estão mais extraídas, querem consumir outras coisas. Mas eu lamento muito, cara. Em mundo nenhum, em dificuldade nenhuma, faz sentido você contratar uma blogueira de moda para comentar sobre a Venezuela. E essa blogueira, sem embasamento nenhum, joga as coisas no chat de EPT,

e se sente empoderada de falar, aqui ó, minha coluna na Folha. Eu não vi na época, ela deve ter divulgado isso, deve ter falado pra família, sou colunista da Folha de São Paulo. E 80% das palavras lá não são nem minhas. E ela inclusive chamou o cara que descobriu, que é chá de EPT, de desocupado. Esse é o nível. Quando a gente tem repercussões e consequências pros nossos atos, a gente culpa os outros. Então eu não queria deixar de passar essa pauta aqui, porque eu achei realmente muito estranho.

Se vocês quiserem procurar no Instagram, TikTok, ela falando sobre, é absurda. Essas comparações em relação a usar o elevador, usar o carro, tipo, ah, não vou usar o Waze, então. A gente já conversou sobre isso, até para finalizar o programa, né? Tipo assim, a gente considera que todas as tecnologias são positivas e nem sempre são. A inteligência artificial tem um papel, vocês dois aqui falaram muito, esquece, ela não vai embora, está aqui para ficar.

Eu entendo isso, inclusive acho que inteligência artificial podia fazer muito mais pela ciência, de uma forma mais prática,

pra mim, hoje em dia quando eu pesquiso no Google alguma coisa e tem aquele, né, a primeira opção em vez de ser um ad, um resumozinho, então beleza, legal, pelo menos melhorou as buscas e tal, mas eu sinto que as pessoas normalizaram um absurdo, tanto que ela ficou chocada com a repercussão. Como assim, vocês acharam que eu realmente ia escrever e não ia usar o chat EPT? Que absurdo, gente, que absurdo. Então, lamento muito pra onde as coisas estão indo, cara, e realmente espero que as coisas melhorem. A gente não

vir aqui e dar sua notícia negativa. A gente adoraria vir aqui e falar no próximo programa, olha o jogo que saiu, olha o sucesso. Inclusive, esse estúdio está contratando mais pessoas, mas não é a realidade do planeta, mas não é a realidade da nossa indústria e isso tem reverberado em todas as partes da sociedade e eu fico um pouco preocupado com o futuro. Bom, gente, chegamos ao final de mais um programa. Obrigado, como sempre, que nem eu disse agora há pouco.

Desculpa trazer notícias negativas, mas obrigado sempre para os comentários queridos de vocês, por acompanhar a gente toda semana.

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