ADRIANE GALISTEU | RivoTalks #126
Ela é apresentadora, atriz, escritora e um dos rostos mais marcantes da televisão brasileira. De A Fazenda ao documentário "Meu Ayrton" — o mais assistido da HBO Max nos últimos três anos no mundo — Adriane Galisteu construiu uma carreira inteira nos seus próprios termos.
No episódio, Adriane fala sobre a infância marcada por perdas, a relação com Ayrton Senna e os bastidores do documentário que quase não fez. A conversa passa pela menopausa, o medo de envelhecer, seis anos apresentando A Fazenda e por que nunca sentiu culpa de trabalhar — nem quando o filho nasceu. Também tem espaço para autenticidade, dinheiro, críticas e a luta constante de uma mulher que insiste em narrar a própria história.
Um papo intenso, honesto e cheio de histórias que só quem viveu muito tem para contar. Solta o play!
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- Infância e Adolescência de Adriane Galisteuperdas familiares · relação com Ayrton Senna · dificuldades financeiras
- Menopausa e Envelhecimentomedos do envelhecimento · impacto da menopausa
- Carreira e Sucessotrabalho na televisão · documentário 'Meu Ayrton' · reality show A Fazenda
- Relações Familiaresrelação com o filho Vitório · maternidade
- Desafios Pessoaisluta contra vícios · autoaceitação
Olá, sejam bem-vindos a mais um Rivo Talks, esse espaço maravilhoso de conversas que abre portas para que vocês conheçam o... O Rivo News, seu resumo semanal de notícias, toda sexta-feira, meio-dia e trinta, aqui nesse mesmo canal.
sempre com o apoio da Intermesa Escola de Música e da produtora Camaleão. E hoje estamos aqui com ela, a musa, a diva, a que faz tudo, a Adriane Galisteu. Seja bem-vinda, Adriane. Nossa, até que enfim deu certo. Deu. E antes de dar a entrevista aqui pra gente, você já fez de um tudo ao longo dessa semana. Já fiz, e atravessei a cidade de São Paulo, que tá gostosa, viu? Porque depois... Caiu um breve temporal. Um breve temporal, a cidade super flui, funciona.
que é uma beleza, vou te falar, atravessar São Paulo, eu acho que a coisa que mais me dá preguiça de fazer as coisas é porque eu gosto de dirigir, eu não gosto que ninguém dirija pra mim. É conseguir me deslocar em São Paulo. É desesperador. Isso é desesperador. E o asfalto molhou, aí... Não, alguém cuspiu já deu errado. Invisibiliza, né? Porque tem esse fenômeno, né? Caiu uma gota de chuva, as pessoas vão ficando lentas, eu não sei o que acontece.
Que loucura, gente. Mas tem peso 2, você tá aqui. Mas deu certo. Adri, quando a gente olha pra sua história, impressiona muito, assim, como a infância e a adolescência, elas já vieram misturadas com trabalho, com responsabilidade, com doença, com morte, com instabilidade, de modo geral, né? Dentro de casa. O seu pai falece quando você tem 15 anos.
Ele tinha 54. Muito jovem. Novo menino. Muito jovem. Seu irmão enfrenta as drogas muito cedo, sua mãe segura a barra ali praticamente sozinha. O irmão morreu aos 28 também. Seis anos mais velho do que eu. Nesses tempos em que a gente tem falado tanto sobre ser mulher, né? Isso tá na pauta, tá no debate público. Que tipo de mulher nasce quando a vida não te dá o direito de ser ingênua por muito tempo?
Aliás, eu não me lembro, nem quando, porque assim, obviamente eu não tenho muita memória da minha infância, mas quando eu fecho o olho e lembro da minha adolescência e de um momento meu da infância, eu já não me lembro muito ingênua. Eu lembro das mulheres falaram, das pessoas falando pra mim, nossa, mas você tem quantos anos? 13? Nossa, você parece que tem 18.
Nossa, mas você tem... Até nos vídeos. Então, assim, eu tenho isso muito fortemente, assim, na minha memória. Eu acho que eu tive que aprender rápido a me salvar. Mas eu não fiz isso sozinha, né? Minha mãe, de um jeito inconsciente também, porque ela também não tinha muita estrutura. Porque eu acho que, assim, a informação...
É a coisa mais importante da nossa vida. Mais do que qualquer tratamento. Se você conseguir se informar, você já está assim maravilhoso. Já está 50% na frente de muita gente. Mas minha mãe não tinha informação. Minha mãe parou de estudar na quarta série do primário. A gente passou muitas dificuldades. Então, dentro da realidade dela, que tinha um pai e mãe vivos, meus avós, só que eles não falavam português, húngaros. Vieram fugidos da guerra.
não tinham muita compreensão do que era o nosso país. Porque assim, por mais que eles se estabeleceram aqui, eles eram muito fechados. Então, gente, eu não me lembro da nossa casa com amigos. Eu nunca dormi na casa de nenhum amigo. Ninguém nunca foi dormir na minha casa. Então, a gente sempre viveu a nossa vida. Mas meus avós falavam muito pouco português e morreram sem falar o português fluentemente.
Então, a minha mãe, ela era meio que ainda filha, mesmo já minha mãe era filha da mãe dela, que era dura na queda. Eles falavam em húngaro. Minha mãe era muito brava, mesmo sem muita estrutura, ela era uma mulher muito firme. Muito firme.
Então, eu tenho aqui na minha cabeça que a minha mãe, mesmo sem informação, ela conseguiu ser um mulherão. Ela, do jeito dela, me protegeu dessa situação do meu irmão. Eu não me lembro do meu pai, por exemplo, que era alcoólatra. Não me lembro. Não tenho nenhum trauma em relação a isso.
Porque eu não me lembro desse momento que ela conta. Você via ele cantando e você achava só ele feliz e ela chata. Só feliz e ela chata. Eu falava, ai, calma, meu pai canta e ela xinga. Meu pai canta e ela briga. Deixa ela ser feliz. Deixa ele ser feliz. Ela fazia de um jeito que eu realmente não notava. Mas me lembro que isso tudo me fez também, que eu tinha uma coisa da minha mãe me colocar com a minha avó, mais perto da minha...
A dona Agnes era mãe da sua mãe? A dona Agnes, mãe da minha mãe. O húngara braba que me ensinou a rezar, que me ensinou a tabuada, que eu tenho muito de lição de casa com a minha avó, muito mais do que com a minha mãe. Às vezes eu não entendia direito por que eu estava com a minha avó, mas depois, aos poucos, eu fui compreendendo essa distância, que não era muita distância, era uma casa do lado da outra. Mas era com a minha avó que eu dormia e não com a minha mãe. Sim.
Foi um jeito que minha mãe encontrou. E acho que mãe, hoje como mãe posso falar, a gente percebe os filhos de um jeito muito único.
E acho que ela percebia que meu irmão precisava muito mais dela do que eu naquele momento. Então, apesar de eu não achar isso, principalmente quando eu era adolescente. Por que só ele ganha bolo confeitado e eu não? Então, por que ele tinha bolo de aniversário e eu não tinha? Por que ele tinha possibilidades, às vezes, de trazer um amigo em casa e eu não podia? Então, ela abria umas exceções para ele que ela não conseguia abrir para mim. Isso também me ajudou.
Como poderia ter me atrapalhado. Eu falo para minha mãe, mãe, a vida é uma faca de dois gumes, não adianta. Isso poderia ter me causado um mal-estar, uma raiva, uma revolta. Mas não foi o caso. Então, assim, eu olhava para isso com mais carinho. Porque eu sempre, apesar de ser a Ana brava, mas eu sempre tentei, desde sempre, compreender um pouco mais. Entendia que o meu irmão precisava dessa ajuda, apesar de eu não... Não...
Não ter essa clareza que eu tenho hoje, mas eu sabia que minha mãe não estava fazendo isso por uma exclusão apenas. Ela estava fazendo para me proteger. De alguma forma, eu encontrei essa saída. Já naquela época você entendia isso. De alguma maneira. Não exatamente com essa clareza que eu estou aqui. Não, não.
de raiva, brigava com o meu irmão, minha mãe falava ele é doente, eu nunca achei que uma pessoa que faz essa escolha seja uma pessoa doente. Nunca entrou isso na minha cabeça. Então, pra mim, aquilo era, minha mãe tava falando uma utopia. Imagina que minha mãe tá falando, minha irmã é doente. Não tem nada, ele é safado. Ele é vagabundo. Ele é tudo aquilo que a gente questiona quando a gente não entende.
Por isso que eu falo da informação. A partir do momento em que você começa a compreender e a ter informação, você começa a julgar menos, você começa a questionar diferente. É tudo diferente. Agora, Adriane, a tua mãe com certeza olhava para a menina ali da rua Camilo 709, ali da casinha amarela, olhava para você com a escova azul, com o cabo de madeira e falava...
Tá, ela já tem... Ela não quer só brincar de boneca. Eu acho que mãe já sintoniza essa maturidade. Eu acho isso, acho. Eu também tenho essa sensação, eu acho. E é impressionante como o Vitória, o seu filho, é a cara do Beto, seu irmão. Não é? Eu também acho. É susto.
Eu também acho que eles são... Meu irmão é um pouco menos loiro do que o Vitório. Mas a feição é igual. Mas o desenho do rosto arredondado, um jeito. Porque meu irmão, ele era um cara super doce. Tanto que mesmo com as drogas, os amigos eram apaixonados por ele. Porque ele era um cara legal, doce. Até hoje eu me questiono por que ele desistiu dele.
Porque eu acho que quem acaba escolhendo um caminho como esse, tendo um pouco mais de chance de entender qual é... Porque quando você não tem, você está cego, não era o caso dele. Apesar da gente estar... Era uma família super humilde, mas ele tinha uma relação com outras pessoas.
Então foi uma escolha, eu lembro dele morrendo, morrendo no hospital, falando pra mim, foi uma escolha minha, não deixa a mamãe se culpar. Não experimente jamais. Não experimente jamais, tanto que valeu, porque eu nunca nem chego perto, não me relaciono, tenho pavor, aí sim, não tive o trauma com meu pai, mas com essa questão, e eu falo isso muito pro Vitório, porque ele começou a usar droga, meu irmão, com 12 anos de idade. Nossa, muito cedo. Minha mãe nunca catou, minha mãe foi perceber quando ele tinha 18.
17, 18, era tarde demais pra tudo. Ele já tinha ido muito além do que ela imaginava. Por isso que eu falo da informação, da importância da informação. Talvez se ela tivesse tido ou tivesse uma amiga pra conversar, perdesse a vergonha, porque naquela época ainda tinha toda uma vergonha que vinha junto, né? Toda uma situação que você não podia se expor, muito diferente de hoje, mas eu falo muito isso pro Vitório. Quando eu começo, ele fala, mãe, lá vem você falar do meu tio. Eu falo, eu vou falar a vida inteira.
Você vai me ouvir a vida inteira. Então vou aproveitar esse gancho pra te fazer essa pergunta, porque se tua mãe olhou, ouviu a maturidade em você, e ela foi a mãe que, por vezes, pra te proteger, também falou assim, não tenha filhos. Ou é a mãe que virava e falava, quem ri muito na sexta, chora no sábado. Braba demais. Eu quero saber o quanto que a vozinha da dona Emma é.
Vive no fundo da sua cabeça até hoje ou não. Olha, o que eu... Claro que eu vou... A gente tem uma relação, mesmo hoje eu sendo muito mais mãe dela, o que é uma pena, porque é duro você ver a pessoa que você sempre amou e ama e admira e olha como força, como... Eu sempre olhei pra minha mãe como uma fortalezona, porque eu falei, cara, como é que ela conseguiu passar por tudo isso? Sem grana, sem falar com as pessoas, sem trocar uma ideia, escondida, basicamente, dentro de casa. É uma coisa.
conseguiu fazer isso. E ainda tem tanto tapar buraco. Então ela foi muito resiliente o tempo inteiro. E aí eu olho pra essa mulher fortaleza e hoje vejo tão frágil, vejo tão precisando tanto de ajuda, sabe? Aí eu falo, meu Deus, onde foi que essa marca dela deixou tão profundamente em mim que eu vou passar pro Vitória? Eu acho que tem coisa assim da força dela.
E ela era uma mulher brava. Eu sou uma mulher brava também. Brava no sentido assim, dois e dois é igual a quatro. Acabou. Não dá pra ser diferente. Não vai ser três e meio. Não é porque você é filho de quem você é que a gente vai ter alguma coisa que o outro não tem. Você não pode tirar... Eu tenho um jeito com a verdade, com o que é certo, com a lei. Eu tô falando disso porque foi um assunto que a gente discutiu há pouco tempo. Ah, porque meus amigos todos têm uma carteira de identidade falsa. Porque tá na moda. O RG é falso. Porque todo mundo tem que não sei o que. Você não vai ter.
Você não vai ter. Todo mundo tem, mas você não vai ter. Então você põe na tua cabeça que você não vai ter. Porque se um dia eu pegar... Então assim, eu tenho essa coisa da minha mãe, de não deixar, de não liberar. Eu tenho isso. Mas por outro lado, eu não tenho uma coisa que minha mãe tinha e que eu acho que não farei. Minha mãe não conversava com a gente.
O que ela falava era lei. E a gente não tinha como discutir assuntos. Pelo contrário, eu converso muito com o Vitório. Eu aprendo mais com ele do que ensino. Isso é fato também. Eu acho legal poder ter uma liberdade de qualquer tipo de assunto. Que ele pode contar comigo. Que eu não vou julgar. Eu vou fazer exatamente o oposto da minha mãe. Quer encher a casa de amigo? Pode encher a casa de amigo. Quer dormir na casa do amigo? Vai dormir na casa do amigo. E essa questão de ter as coisas, por exemplo. Como eu não tive nada.
e essa é sempre uma discussão em casa, ah, não, mas não pode dar. Isso não vai deixar o Vitório com caráter duvidoso, porque ele tem. Você já se esforçou pra ele ser mimado e ele não virou necessariamente. Ele nunca quer nada, isso me deixa desesperada. Hoje ainda falei isso, falei, cara, vai chegando aniversário, filho, o que você quer de aniversário? Sim.
Você perguntou pra mim, eu tenho uma lista. Ainda tem. Eu tenho uma lista interminável. Então, assim, eu falo, gente, ele é muito diferente nesse capítulo. Mas ele é um menino que, pelo menos assim que eu vejo, não vai fazer dele um cara pior se ele tiver as coisas que, por exemplo, eu não tive. Isso não é só uma questão de trauma de infância. Isso é uma questão de jeito de olhar pra vida. Eu acho que isso... Eu acho que isso...
O que vai fazer dele um cara pior é se ele for um cara que não consegue enxergar o diferente dele, se ele não consegue se relacionar com as pessoas, se ele não souber respeitar as pessoas. Isso vai fazer dele um cara pior. Agora, o fato dele ter um sapato que ele sempre quis ter, um óculos que eu dei a mais, fora de... Isso não vai fazer a menor diferença. É assim, pelo menos, que eu acho que eu penso.
Você estava falando agora sobre a dificuldade de enxergar o ciclo natural da vida. Você vê a sua mãe como essa fortaleza e hoje vê ela como uma senhora frágil. Te machuca em alguma medida. E você fala com muita franqueza sobre odiar e envelhecer. Eu acho isso muito interessante, porque foge um pouco dessa perspectiva que a gente adotou como sociedade de que tem que encarar com positivo.
atividade, e é isso aí, é uma delícia, tudo cai, a gengiva sobe, a gente tem que fingir que tá tudo maravilhoso. Desde sempre a Adriana era que falava assim, não, eu gosto de ser chamada de gostosa pelo pedreiro, me incomoda. Eu quero ser magra, eu lembro claramente. Então, você não tem a ver com as canetinhas milagrosas, mas pra todo mundo. Se você olhar meu histórico, eu sempre corri atrás desse meu jeito que eu sou aqui, ó. Muita diferença.
E ao mesmo tempo, chama atenção também que você não entrou nessa pira da plástica, da desarmonização, da demonização facial, as pessoas todas com o mesmo rosto. Não, definitivamente não. Eu tenho um pouco de medo, inclusive. Mas acho que agora, depois que a gente dobra o cabo, bateu 50.
Você começa a pensar nessas possibilidades. Eu acho que uma forma que... O dia que eu topar e sentar pra fazer é porque eu achei que tá na hora de fazer. E não porque... Sem julgamentos, claro. Ah, porque todo mundo fez. Minhas amigas todas já fizeram. Mas eu falei, agora que eu tenho me olhado no espelho é porque tem essa cena, né? Sim. Mulher tem essa cena. Quando você olha no espelho e começa a fazer assim, ó.
É porque tem alguma coisa que... Tá te incomodando. Que não tá muito perfeito. Tem alguma coisa que tá caindo. Tem alguma coisa que tá caindo, que eu tô querendo subir. Mas aos 52, como é que você negocia esse medo do tempo e a sua vaidade? Porque você é uma mulher vaidosa. Aos 52, eu começo a aceitar a possibilidade de fazer. Perfeito.
E acho que tudo tem a sua hora e o seu tempo. Então hoje eu estou começando a perceber que só o Botox não vai mais me adiantar. Vou ter que começar a usar outras coisas, gastar um dinheirão com creme também já não está mais adiantando. Tem uma hora que você tem que mudar um pouco o jogo. Talvez chegue a hora de mudar o jogo, mas eu preciso olhar no espelho e gostar do que eu estou vendo. Claro.
Mas qual é o medo de envelhecer? Ele é, ele tem... Eu tenho medo de fazer as coisas e dar errado, e aí piorar, porque se já tava ruim e ficou pior, piorou muito. Às vezes acontece. E aí pior que você pagou por isso, né? Claro. Aí você pagou, ficou pior, aí começa um desespero, porque aí você começa a tentar resolver. E vai piorando. Eu tenho uma amiga que ela fez 18 cirurgias.
Ela perdeu já quase o nariz todo, de tanta cirurgia que ela fez. Meu Deus do céu. Nunca tava bom. Começou. Por isso que o nariz eu não mexo mais nem. Não. Vou mexer em todo o ré, mas meu nariz eu não vou mexer não. O nariz, eu não deixo ele aí. Porque assim, eu fiquei horrorizada de ver o que aconteceu com ela. Coitada, ela ficou péssima, lógico. Mas assim, ela sofreu tanto com esse...
com essa vontade de ficar linda, e ela já era linda, e não adiantava falar, é desesperador. Então, isto é o medo que eu tenho, e o outro medo de envelhecer é de não me relacionar bem com a finitude mesmo. O medo de envelhecer é que eu sou uma mulher que gosta da vida, isso não tem a ver com a ruga, não tem a ver com a bunda caída, não tem a ver com isso. E se a gente se diverte, a gente arruma, se está te incomodando, você hoje tem possibilidade de consertar todas as possibilidades, desde o cabelo, bunda, tudo que você quiser.
Mas o que me entristece no envelhecer é a fragilidade que eu vejo na minha mãe, é o tempo passar, é você não conseguir fazer aquilo que você tem vontade. Às vezes a sua cabeça não acompanha o seu corpo. E é horrível isso, porque eu sou uma mulher que gosta do verão, por exemplo. Eu adoro o que o verão proporciona. Sempre gostei. Então eu gosto de jogar raquetinha, eu gosto de tomar sol, eu gosto de correr na praia. Aí eu fico pensando, meu Deus do céu, até quando eu vou poder jogar raquetinha e correr na praia? É a vida contada pelas estações que você fala, né? É o que eu falo, que eu acho...
Duro, mas é uma realidade. E acho que é uma forma de você aprender a correr atrás dos seus sonhos e realizá-los. Tem uma hora também que a vida te ensina a realizar. E se você não realiza, porque você tem... Porque a gente sempre vai ter alguma coisa mais importante pra fazer nesse momento do que o seu sonho pra realizar, sabe? Não que o sonho não seja importante, mas ele vai... Uma prioridade, né?
tem um filho, aí tem a prioridade do marido, aí tem o trabalho, aí tem um... aí vai tendo e o seu é natural, principalmente mulher, mulher se coloca sempre depois, a gente não se prioriza.
bastante, né, Adelio? Eu bastante, mas eu trabalho então pelo menos o meu trabalho, eu nunca deixei de colocar em primeiro lugar, mesmo quando o Vitório nasceu, essa culpa eu nunca tive essa é a culpa de, ai, vou sair pra trabalhar, vou deixar meu filho, eu falava pra ele beber um berço pra ele trabalhar feliz da vida, viu? Porque assim, eu sempre tive essa relação boa com a minha agenda lotada com o meu trabalho, isso nunca me deixou pesada, ai, tô perdendo uma fase do meu filho eu dava um jeito de não perder essa fase mas eu trabalhei
Três meses que o Vitor nasceu, eu já tava trabalhando de novo. Entendeu? Então, não tenho essa questão. Mas, eu acho difícil lidar com a finitude. Acho difícil lidar com... Não é com a ruga, não. É com a possibilidade de não poder estar mais aqui. De perder as coisas que eu gosto. De deixar de viver a vida com a intensidade que eu gosto de viver, sabe? Essa coisa de contar a vida pelas estações, ela é profunda, né? E ela desbofetou.
Esbofeteia na cara. Esbofeteia, achei pesado. Outro dia apareceu um Reels pra mim que dizia isso. Você é pai em junho, ainda não sou pai. Minha esposa tá grávida. E aí era um Reels que o cara dizia assim, ó. Você só tem 12 aniversários do seu filho com ele ainda querendo estar com você no aniversário. Mas eu não tenho dúvida, o Vitório tá com 14. E aí já, né? Mas eu falei, 12 só? Nem começou, já comecei a ficar ansioso. Você já falou que eu tava grávida, o Emílio falou pra mim.
Adriel, Emílio do Pânico. Ele falou assim, eu falei, ai, eu tô tão feliz. Ele falou, então, é pegadinha de Deus isso aí. Eu falei, o que é pegadinha de Deus? É barriguda. Ele falou pra mim assim, isso aí é o seguinte, você se apega, vai nascer, você vai se apegar, você vai tomar um pé na bunda quando você menos esperar, você vai ficar vendo o navio, vai ficar desesperada e vai demorar pra ele voltar. Ele vai voltar, mas vai demorar. E você vai sofrer. E ele falou isso no coração da minha cabeça.
Porque você pega e você agarra as coisas, né? Eu agarro. Aí eu fico pensando nisso que ele falou. Eu falei, está chegando a hora. E eu estou sentindo. O Vitório está com 15. Ele quer tudo menos estar comigo. Eu não faço mais parte do pacote do Vitório. E ele tem que me encarar. Hoje, por exemplo, saindo daqui, eu vou jantar com ele. Ele falou, mãe, mas eu vou jantar com um amigo. Eu falei, beleza, vem você e seu amigo. Mas você vai jantar comigo hoje.
Quer você queira, quer você não queira, nós vamos jantar junto. E eu obrigo ele a fazer algumas coisas que ele não tem saída. E aí ele tá percebendo, eu falo, você tem que entender que você é filho único. Uma pena, eu gostaria de ter tido mais filhos, meu marido não quis, acho que essa decisão é uma decisão do casal. Não dá pra ser de um lado só, fica confuso. Eu queria ter tido mais. O Vitório queria irmãos, agora também não quer mais. Agora ele até os nove. Até os nove queria muito, agora acabou.
Não tem mais. E aí, eu falo pra ele, você tem que entender o peso de ser filho único agora, entendeu? Você tem uma mãe que trabalha muito. Uma mãe vai demandar, sim. Mas a mamãe vai demandar, entendeu? Eu vou dar uma colada na sua banca, mas não vou tirar a sua liberdade, mas eu vou estar sempre perto. Sim.
Eu preciso disso, eu preciso estar perto, eu preciso de alguma maneira, mesmo com a minha agenda do jeito que está, eu tenho que estar perto, eu dou o meu jeito. No Barreiras Invisíveis da Universal, sua série ali, reality que você fez quando você foi completar 50 anos, mostra a tua festa, tudo, uma série muito gostosa de assistir. É divertida, é divertida, a gente fez duas temporadas, é. E é muito interessante porque, assim...
Na pesquisa eu vim vendo Adriane, Adriane, Adriane, Adriane, Adriane, construindo uma imagem de Adriane, e aí eu entendi a Adriane mesmo vendo barreiras invisíveis, entendeu? É barras, barras invisíveis. Ah, barras, perdão. Barras invisíveis. Aí que eu vi, que eu falei, cara...
Aí eu entendi o teu lado brava, aí eu entendi o teu lado metódica, aí eu entendi o teu lado exigente. Tá tudo muito ali, inclusive o teu lado intenso. É muito engraçado que, ao mesmo tempo que você nunca mais quer pular de paraquedas, você ama a montanha-russa. Existe uma intensidade, mas tem que ser uma intensidade sempre ali no controle. É isso que eu falo. Qualquer coisa que me faz perder o controle hoje me incomoda muito. E eu tento... Então... Então... Então... Então... Então...
Claro que é em vão, mas eu tento falar isso para o Vitória o tempo inteiro. A vida é preciosa e a gente perdeu tanto. Gente tão jovem, né? O Ayrton com 33, fazendo aquilo que ele mais sabia fazer. Ter o vô com 54 era uma opção. Se não tivesse bebido, não teria morrido. Bebido quanto ele bebeu, né? Claro. Então a gente teve exemplos que eu não me conformo de não usá-los.
E a droga e o álcool são exemplos óbvios do descontrole. E é um descontrole. Não adianta. Não está no controle. Chega uma hora que não está no controle. É um ledo engano. O cigarro. Eu parei de fumar o cigarro porque chegou uma hora que o cigarro estava me controlando. Eu adorava fumar o cigarro. Eu sempre corri meus 10 quilômetros, 12 quilômetros fumando e correndo. Atleta híbrida. Olha que maravilhosa. Eu defendi o cigarro. Não me incomodo com o cheiro. Não, não me incomoda.
Tudo que incomodava todo mundo pra mim tava tudo bem. Ai, que musa. De repente, eu perdi o controle do cigarro. Hoje mesmo a gente tava conversando, vindo pra cá. Ele falou, tô tentando parar de fumar. Eu falei, passa pelos três meses. Os três primeiros meses são os mais difíceis. Passou os três, acabou. Mas os três primeiros você não pode sucumbir. Mas foi um clique? Foi um clique quando eu percebi que eu não tinha mais controle. Foi na Disney, né? Foi na Disney, que é o lugar que eu amo.
Não pode mais fumar na Disney. Não, eu voltei de lá, tem duas semanas, fui fazer o choval da menina. É uma humilhação. É uma humilhação. Eu andei três mil passos a mais do que a minha mulher porque eu fui fumar dois cigarros. Então, é desesperador. Tem que ir até Cuba. Então, olha, você vai lembrar de mim, como eu lembro do Emílio falando da minha gravidez, seu filho ou filha? Filha. A sua filha tá nascendo e você vai voltar pra Disney. E você vai lembrar de mim. Eu com o Vitório pequenininho.
tava com ele numa fila, e aí bate aquele desespero pra fumar. Então, vou sair da fila e vou fumar. Então, tinha um amigo comigo, falei, olha, você vai ficar com o Vitório, mamãe vai no banheiro. Vitório pequeno. Esse banheiro, assim, o lugar pra fumar. E o Vitório te desafiou nessa hora, né? Falou assim, banheiro não, né? Banheiro não, falou. Olha como você sabe, falou pra mim, banheiro? Banheiro pequenininho. Fui, vou no banheiro, fui.
Não voltava nunca mais. Quando eu voltei, ele já tinha ido no brinquedo, já tinha voltado do brinquedo. Porque eu já cheguei lá do outro lado do parque, já que eu fumei um, vou fumar dois. Lógico. É isso. Nem quer o segundo cigarro, mas vou fumar dois. Porque assim, já tem que dar aquela controlada. Isso, isso. Pra valer a pena. Aí você também já olha em volta e vê que a sua companhia não está agradável também.
Você percebeu isso ou não? É um horror. Você fala, nossa, era tão bom fumar de humor. Isso. Você não reconhece as pessoas que estão do seu lado. E dá um certo medo também do que está por vir. Você fala, meu Deus, estamos ruins aqui. Está ruim. Está ruim. A galera não é maneira. Não está legal. Aí volta. Quando você volta, já começa a dar uma vontade de fumar de novo. Você andou tanto. Você está do outro lado do parque. Eu falei, meu Deus, isso começou a me incomodar. De verdade, me incomodou profundamente.
E aí, eu falei, não pode ser assim. Se eu não tenho condições de segurar o cigarro pra ir no brinquedo com o garoto, terminar pra até a hora do... Na hora de ir embora, fuma. Não é possível. Eu comecei a ficar incomodada, que eu comecei a perceber que não era só essa hora. Que o tempo inteiro eu tava fumando mais do que eu falava pra mim que fumava. Eu falava, não, uma carteira dura dois dias. Mentira.
Não tava durando dois dias mais. É assim, ficava um cigarro na carteira pro dia seguinte. Dois cigarros na carteira pro dia seguinte. Não, não. Eu continuo na métrica decente. Entendeu? A minha tava indecente no final. Eu perdi a mão do cigarro. E eu mudava o assunto e acendi um cigarro. Mudava o assunto e acendi um cigarro. Falei, não, tá legal.
Tava demais. Até eu tava achando que eu não tava... Falei, não, eu preciso dar um tempo. E foi sozinha mesmo esse rolê. Ainda bem, porque se tivesse sido por alguém, eu ia ter culpado esse alguém por tudo que eu passei. Então eu não tinha como brigar com o Alexandre, eu não tinha como brigar com ninguém, porque ninguém pediu pra eu parar. Então era uma coisa que eu também não contava muito pra não ter essa pressão. Entendeu? E eu fui. Fui, fiz uma tabela lá, passei, fiz uma coisa muito legal, que vale a pena dizer. Quem me ensinou a parar foi um cara que tem o nome do meu pai e do meu irmão, o doutor Alberto.
E até eu fiz um canal com ele no meu YouTube, quando eu estava fazendo sem filtro, que eu vou reativar, inclusive, o meu canal, que eu expliquei lá e falei, vou dar de presente de Natal para as pessoas que querem parar de fumar. Então, a primeira coisa que você tem que fazer é uma lista das 10 coisas que você mais gosta no cigarro, das coisas que você mais detesta no cigarro. Você faz a sua lista e aí você segue essa lista.
Você vai ver que vai chegar uma hora que ela vai ficar esquisita e que você vai ter que tomar uma decisão. Método Alancar, é isso? É um livro chamado Easy Way Stop Smoking, que é um livro mais vendido. E o livro não fez nenhum barulho em mim. Eu li o livro.
E do jeito que eu terminei de ler o livro, eu continuei fumando cigarro. Não bateu de jeito nenhum. Mas eu descobri que tinha um cara brasileiro que tinha esse método e que aplicava esse método em loco. Eu falei, é lá que eu vou. Aí fui, era na Lapa, não sei se ainda existe ou lugar, mas eu fui até lá e fiz. E ele fazia assim, você faz das nove da manhã às nove da noite e você pode fumar o tempo inteiro.
Então não tinha aquela coisa ruim. Sim, não era um estigma. Não tinha um estigma. Então você podia fumar enquanto conversava com ele. Estava tudo certo. E eu fiz. E aí, se você tinha a chance de voltar três vezes, se você voltasse a fumar, com o mesmo valor que você tinha pago. Porque não é barato. Claro. Não foi barato.
Eu nunca voltei a fumar. Eu parei, parei mesmo. Meu amigo que fez comigo, voltou. Voltou lá mais uma vez. Mandei um monte de gente fazer. Teve gente que conseguiu parar, teve gente que sucumbiu. Teve cada um, cada um, né? Mas de uma forma ou outra, isso me fez muito sentido.
Caramba. Achei maravilhoso, porque mostra um tanto da tua também... Quando eu quero uma coisa, eu também decido o que eu quero. E eu não vou trocar, porque o que mais me irritava era trocar o cigarro. Porque não adianta trocar o cigarro pelo pet. Claro. É isso. Ou o pet pelo chiclete. O chiclete pelo... Porque aí você vai...
Você vai arrumando a sua umeta. Substituindo a nicotina, é. E isso era uma coisa que me incomodava também. Porque não adianta. Você vai ficar dependente de outra coisa. Tem que ser pela minha cabeça. Eu não sei se, claro, por causa do meu histórico, eu também... Bebida. Uma coisa que eu fiquei longe da bebida, eu era abstemia total até os 33 anos de idade.
total, mas nunca tinha experimentado. Aí eu começo a beber, obviamente me atrapalho, porque se não você não sabe beber, você se atrapalha. Rapidamente aprendi, entendeu? Porque o Alê é um cara que gosta de tomar vinho. E eu falava, não, eu tenho que saber beber um vinho, não é possível que eu vou ter esse trauma pro resto da minha vida. Então é que chega perto, vai ser alcool, não é assim, dá pra ter uma distância. E eu consegui encontrar um caminho do meio.
Que é muito agradável, por sinal, mas tem que ter um caminho do meio. Que curioso, você para de fumar num lugar que funciona na Lapa, você começa a beber na idade que o Ayrton morreu, parece que você vai fazendo associações na sua vida. Às vezes sem querer, mas elas acabam fechando ciclos.
Claro. Vai. Voltar a falar de carreira, Adri, você começou a pôr dinheiro muito cedo em casa. Muito cedo. E eu acho que isso... Nove anos de idade, né? Isso muda tudo, né? Muda tudo para uma criança. Principalmente no universo onde você se inseriu, né?
da mídia, do entretenimento, do jornalismo, porque o trabalho deixa de ser um pouco sonho, com nove anos, não é sonho, é necessidade. E a fama e a sobrevivência acho que elas passam a andar um pouco juntas. Você consegue dizer se teve um momento em que o sucesso deixou de ser uma necessidade para você e virou um prazer?
Eu acho que nunca ele foi... A necessidade era o dinheiro. Certo. Eu tinha necessidade do dinheiro, num primeiro momento. Com nove anos, eu não sabia nem uma coisa e nem a outra. A única coisa que eu sabia é que eu queria trabalhar na televisão e que isso era uma coisa que estava meio dentro de mim. Como isso ia se dar, eu não sabia se isso ia dar certo, não ia dar certo. Mas a minha mãe, de alguma forma, também me ajudou a caminhar para esse lado, apesar dela duvidar, dela questionar, fazer magistério lá. Me fez obrigar a entregar esse... Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Preciso Pre
diploma que eu falo, ai mãe que raiva que eu tenho porque não tem nada a ver comigo, não tem nenhum dom pra isso era meio meia soquete, meio professora meio professor, confusão mental uma confusão, uma confusão mas eu falei, não, vou fazer esse negócio pra minha mãe entender que isso também eu também tinha dúvida, não sabia se onde ia dar essa minha escolha algo dentro de mim
Me dizia que ia dar certo, mas minha mãe questionava muito e ela duvidava o tempo inteiro disso. Então, como a mãe normalmente tem razão, deixa eu segurar minha onda aqui, que vai que, né? Vai que. Então, topei fazer, fiz com muita uma vontade, mas fiz.
mas sabia que o meu caminho não ia parar, que esse meu lado na televisão... A música não fazia muito sentido, mas foi a minha primeira maneira de me aproximar da televisão. Então, eu nunca falei não pra nada que tinha a ver com minhas escolhas. Então, até hoje, eu sou assim. Tudo que tem a ver com comunicação me atrai. Fazer rádio, teatro.
Escrever uma coluna no jornal, numa revista. Escrever um livro, outro livro. Fazer podcast fora de moda na época. Eu fiz o Fala Galisteu. Ninguém falava de podcast. Aí vou fazer de novo. Agora vou inventar outro. Inventei mais um. Eu não paro. Porque eu acho que todas as formas de se comunicar valem a pena. Quando você sabe que você nasceu pra isso. Sim. Então eu acho legal. Se eu tiver um conteúdo pra dizer, me agrada. Então assim, vamos lá. Que eu vou falar. Então eu tenho lá meu livro. Eu tenho que falar de menopausa. Eu tenho que falar de maternidade. Então eu acho que o Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique Henrique
coisa pra falar. Sempre se reinventando, né? Então eu tô sempre atenta a tudo isso. Mas de qualquer forma, quando eu faço as minhas escolhas lá atrás, eu tenho certeza absoluta que eu precisava de dinheiro, mas não sabia se era aí que eu ia conseguir o meu dinheiro. Por isso que eu me sinto uma privilegiada, porque eu consigo ganhar o meu dinheiro com aquilo que eu escolhi. Eu tenho tantas pessoas que eu conheço que preferem cantar do que advogar.
mas não consegue ganhar o dinheiro com a música, então vai ser advogado pra ganhar o dinheiro ali, mas no final de semana tá cantando. Tá cantando no karaokê, tá cantando na casa dos outros, tá tocando um violão, porque o sonho tá ali. Mas assim, então eu acho um privilégio você conseguir pagar as suas contas com aquilo que você definitivamente escolheu.
E eu escolhi muito cedo, faço isso desde sempre. Então, acabou sendo... Entendo que o dinheiro é uma consequência desse trabalho, mas entendo que o sucesso, ele nunca... Eu nunca busquei o sucesso, eu busquei o trabalho. O sucesso, ele veio de acordo com algumas coisas que eu fiz que foram somando na minha vida profissional, entendeu? Eu acho que é uma escolha que não tem um momento do sucesso. Eu acho que foram alguns momentos.
que me trouxeram. Você enxergava o seu cabelinho no comercial do McDonald's, nove anos, já como um sucesso, né? Tipo, ah! Consegui, né? De onde eu saí? Pra conseguir estar ali de alguma maneira, que eu tinha certeza que era eu, eu sozinha. Eu sabia que era eu, né? As pessoas não, mas eu sabia que era o meu cabelo. Então, de alguma forma eu cheguei ali. Então, isso pra mim já era. Então, eu nunca sonhei no tamanho do que eu ia chegar. Mas eu sabia que alguma coisa ia funcionar.
Sobre essa questão do dinheiro, você disse que com a morte do seu irmão, você aprendeu que dinheiro resolve quase tudo, mas não resolve tudo. É por isso que eu tenho essa relação com o dinheiro, que eu acho que é bem saudável a minha relação com o dinheiro. Isso é uma coisa que eu dei certo essa relação. E ele arrumou um marido pra gerenciar todo o fim das contas. Ele é um cara super diferente de mim nesse capítulo, super. Ele é esse cara que acha que não tem o que fazer, que não tem o que dar, que tem o que dificultar, que tem...
E eu falo pra ele, olha, ainda bem que você tá aí pra gerenciar. Claro, equilibra. Equilibra, acho super legal, mas eu penso que o dinheiro serve pra você realizar seus sonhos. Mas olhando pra essa diferença entre vocês dois, o que você acha que só quem viveu a escassez consegue entender que quem não viveu costuma dar uma romantizada?
Então, mas você sabe que a escassez também te traz um lado diferente do meu. Eu tenho alguns amigos que passaram por muita escassez, que são assim, que tem tanto medo de ficar pobre, de faltar, que o cara não consegue. Não é nem porque ele é ruim, a pessoa não consegue fazer. Não consegue gastar um dinheiro numa viagem, não consegue comprar um sapato, não consegue. É maior do que a pessoa.
Não é que ela é má, ela só não consegue. Eu sou o contrário. Então, nem todo mundo que passou pelo que eu passei tem essa visão que eu tenho. Eu tenho uma visão do seguinte, também não sou perdulária. Já passei pelos erros. Claro, o primeiro dinheiro que a gente ganha, a gente faz nasneira. Já fiz, me arrependi, me arrependi. Mas eu entendo hoje para que serve o dinheiro. E entendi com esse médico falando para mim. Você não vai salvar a vida do seu irmão. Não tem dinheiro que pague. Nunca mais eu vou esquecer dessa vergonha que eu passei.
Porque eu falei que é a maior verdade do mundo. Quanto eu tenho que pagar para salvar a vida do meu irmão? Então, assim, é uma coisa de quem não tem noção do que está falando. É que eu acho que, no fim das contas, a tua relação com o dinheiro tem a ver também com as perdas. Como você perdeu pessoas que eram muito jovens, não necessariamente você jovem, mas todos eram muito jovens, você falou, cara, a vida vai acabar num momento.
E não adianta eu segurar o dinheiro, é dar valor ao presente. Exatamente. Teu pai com 54, teu irmão com 28, aí eu tô com 33. São perdas muito densas. E aí eu tô com muito dinheiro, né? Muito! Você entende o Disney. E também não foi a Disney, e também não realizou grandes... Ele realizou tudo profissionalmente, mas pessoalmente, ser pai, que era uma coisa que ele queria, e a Disney, outra coisa que ele queria, coisas que são tão... Pra ele era tão...
Tão facinho. A gente viajava o mundo, mas conhecia pouco. Conhecia o autódromo. O hotel. O hotel, o autódromo, o mesmo restaurante. Então, assim, eu nunca fui ao Louvre com ele. A gente nunca saía daquele quadrilátero conhecido dele.
Claro que pra ele era um transtorno. Era. Claro. A gente quer que ele andasse, era uma multidão que ia junto. Uma celebridade mundial, né? Então, realmente era difícil pra ele. Mas ele também tinha umas facilidades que ele poderia fazer. Fecha aí pra mim, pra eu ir. Uma hora antes, uma hora depois. Dava uns movimentos. Mas ele não... O foco dele estava no trabalho.
Ele estava focado em chegar antes de todos os pilotos, deitar embaixo do carro ainda. Tricampeão mundial deitando embaixo do carro. Ele tinha um negócio que era diferente mesmo dos outros. Então, era muito... Isso pra mim era... Na época, eu não conseguia entender, não. Eu tentava puxar ele pro lado de cá e falar, não, vamos chegar...
um pouco mais atrasar, não precisa. Coisa de menina, né? A minha irresponsabilidade não esbarrou nele, mas a responsabilidade esbarrou bastante em mim. Acho que a gente fez uma troca divertida, mas ele ficou em mim. Eu aprendi a ser muito mais disciplinada. Eu aprendi com ele muitas coisas do trabalho que eu não consegui mais...
Eu aprendi e ficou. Eu trouxe pra minha vida essa lição, sabe? Mas acho que essa relação da grana fica muito clara. O Ayrton era um cara que podia ter realizado muito pessoalmente, não realizou, tendo um monte de dinheiro. E eu não tinha nada e poderia não realizar nada. Mas eu mesmo sem nada comecei a ter vontade de realizar.
E eu acho que quando a água bate na bunda, você tem mais chance de realizar. Eu não sei, eu penso assim, sabe, você fez uma dívida aqui, pô, eu vou ter que trabalhar mais ainda, mas eu vou pagar essa dívida aqui. Então, eu sempre pensei assim, de um jeito um pouco diferente do Alexandre. Já viu o cara, não. Não faça dívidas. Não faça dívidas. Ele é muito diferente de mim. Não vamos ter o segundo filho, inclusive, porque ele estava fazendo conta. Fazendo já, desde o início, né? Fiquei grávida e já começou a fazer conta, nunca mais parou.
fazer conta, né? Então é uma coisa louca, mas a gente, com essas diferenças, eu acho que a gente acaba encontrando um caminho do meio, prazeroso pros dois, sabe? Nosso programa tem um terceiro elemento, a Manu, e assim que a gente marcou com você, a Manu falou, meu Deus, eu não sei como é que ela não tá aqui, inclusive, né? Mas ela mandou uma mensagem, deixa eu... Por que ela não tá aqui, a Manu? Não sei, essa é a grande pergunta.
Oi, Adriane, eu sou Manuela do Rivani, eu sou muito, muito, muito fã do seu trabalho, da sua trajetória, e claro que eu assisti o documentário Meu Ayrton, que é maravilhoso, uma produção, assim, genial. Eu não tenho nenhuma pergunta, mas eu tenho...
um comentário para falar sobre ele, porque a gente começa assistindo achando que é um trabalho, um roteiro sobre amor, e para mim, especialmente, acaba sendo uma história de superação de resiliência, que eu acho que é muito o que traduz o que é Adriane Galisteu para mim. Um beijo!
Te amo muito. Fiquei muito feliz. Obrigada. Pena que ela não está aqui. Deixa aqui um beijo pra você. Espero te conhecer em algum momento. Mas o que ela falou faz muito sentido. Eu quero convidar as pessoas pra assistirem o meu Ayrton porque é surpreendente, eu acho. As pessoas imaginam uma coisa.
E vão terminar. Foi para você, inclusive. Eu não queria fazer, né? Eu não ia fazer, não queria fazer. Preciso agradecer o Alexandre, meu marido, porque ele me deu muita força para fazer. O Alê, desde que vendeu a Iodice, antes da pandemia, eles venderam a Iodice, uma marca de 45 anos de Brasil, dedicada à moda. O cara sempre trabalhou com o pai, com a mãe, a família inteira trabalhando com isso. Desde que eles venderam, o Alê começou a me ajudar profissionalmente. Justamente, o meu empresário faleceu.
Na mesma época que eles estavam vendendo, curiosamente. Mas deu tempo do meu empresário passar as coisas pra ele, passar os contratos, tudo que tava acontecendo na minha vida. Então, o Ale meio que abraçou a minha vida profissional também. E aí, quando chega esse momento, vamos fazer esse documentário, eu tinha uma escolha. Eu fazia agora, eu não faria mais. Claro. Ah, não, eu tenho todo o tempo do mundo pra fazer. Não, não tem. Não tem porque as pessoas podem não estar mais aqui, que é o caso do Braga, por exemplo, que foi o maior.
O cara que foi meu anjo da guarda, o maior mentor da vida do Ayrton, ele já não está mais aqui para contar essa história. Então ele falou, tem coisas na vida que a gente não pode deixar para amanhã. Ou você faz agora ou não vai fazer. Eu falei, não vou fazer. Não vou fazer porque essas gavetas estão organizadas, eu não quero fazer. Não, mas você tem filho, Vitória precisa saber a sua história por você. Você tem que deixar isso registrado. Ele foi tão...
firme o tempo inteiro, ele falou na minha orelha acho que uns 30 dias, assim, todos os dias. Aí eu falei, tá bom, eu vou fazer. Mas acho que ele também ficou meio responsável e falou, agora tem que fazer. Agora vai ter que fazer, vai ter que fazer direito. Então, assim, eu também preciso agradecer, porque a minha equipe foi muito legal, todos eles foram, porque quando você tem que fazer uma coisa com o tempo corrido, que eu tinha que lançar ainda no ano passado, tudo fica mais difícil. Não fica exatamente, porque eu queria fazer dos meus sonhos.
Ele falou, seu sonho não vai ser. Vai ser agora. Do jeito que tá, sabe? Vai ter que ser assim. Aí, assim, a gente escolheu um diretor que foi maravilhoso, que é o John Weiner. E ele foi de uma sensibilidade porque eu falei pra ele, olha, eu quero fazer um doc, mas que não tem a cara de doc. Não pode ter a cara de jornalismo. Porque o doc, ele é duro, né? Todo documentário, eu adoro assistir documentário, mas é tudo duro, tudo firme, tudo...
tudo muito nu e cru. Eu falei, tem que ter romance, tem que ter uma doçura, porque apesar da gente saber o final trágico, a história foi legal. Era uma história de romance de uma menina. De uma menina que veio lá da Lapa, que não tinha nada, e um cara amado no mundo inteiro, que só não estava com o cavalo branco. Mas o príncipe encantado chegou a 300 por hora, entendeu? Então, assim...
precisa ser contado com esse tom também. Não pode ter tom só da dureza, da vida do documentário. E o que foi mais difícil? Reviver esse vínculo afetivo ou encarar de novo essa disputa simbólica em torno da memória do Ayrton? Porque isso cola muito. Sem dúvida da disputa, não. Nunca nem entrei nessa disputa. O mais difícil foi reviver não só a morte do Ayrton, mas a minha própria história foi dura, porque também já tinha meio deixado isso num canto muito...
parado ali. Todo aquele período, né? Então, assim, porque o Ayrton, ele traz junto esse ano, 93, 94, a dureza da pior fase do meu irmão, da doença do meu irmão, porque uma coisa é a droga, outra coisa é a AIDS.
que naquela época era um caos. Então hoje, graças a Deus, as coisas mudaram muito. Não é que não seja um caos, continua sendo um caos, porém muito diferente, com cura, controlada. Então, naquela época não. Então vem uma história, vem a dor da minha mãe, vem a falta do dinheiro, a necessidade da ajuda, do depender dos outros.
Não tenho vergonha de dizer, mas é duro isso, para você se olhar de novo nesse lugar e falar, meu Deus, cadê essas pessoas? Buscar de novo essas pessoas. Porque todo mundo que participou do documentário nunca participou de nenhum outro.
curiosamente. E são as pessoas mais importantes da vida do Ayrton. Ninguém nunca ouviu o Nuno Cobra, eu não entendi como, assim... E a Luísa Braga, a própria Betise Assunção, que é assessora dele o tempo inteiro na Europa. A Betise vira a primeira dama da Fórmula 1, porque ela casa com o Patrick Reyes. Sim.
Então, é uma coisa tão impressionante tudo isso, que essas pessoas, o melhor amigo, o Jace, o gordinho, que veio, que começou. Então, assim, pessoas que conviviam de fato com ele, nunca participaram de nenhum livro, nenhum recorte, de nada. Então, eu queria trazer essas pessoas, porque eu sabia da importância delas e sabia que ninguém sabia. E eu queria muito que tivesse o depoimento de todos eles. Então, eu convido quem não assistiu a assistir, está na HBO Max, foi o documentário mais visto dos últimos três anos no mundo.
Isso pra mim é motivo de muito orgulho, porque era pra ser nacional, pititico, no dia da estreia. Uma semana antes da estreia, quando a gente faz uma pré-estreia aqui, eu fico sabendo que ia ser mundo. E muda toda a história. Claro. Tanto que quando você chega pros amigos, pra conversar com os amigos que você chamou pra essa pré-estreia, você engasga, você não consegue falar, né? Não consigo, tem um ataque, um choro. Você fala pra assessoria de pré-prepação.
imprensa, para todos os amigos, para os amigos eu desabo, porque é uma coisa tão louca, estou tão acostumada a me colocar para as pessoas, para a imprensa, para o público, para a plateia, mas nunca tinha falado para gente que está perto de você, sabe? Gente que torce, que está junto, seja o que for, vai estar lá, vai estar te aplaudindo, dando certo ou não dando. Então, para mim, foi muito emocionante viver aquilo, em especial por causa do Alexandre. Claro. E já que falamos de gordinho, ele está aí também?
Oi, Dri, tudo bem, Adriane? Nem tá mais gordinho, né? Então, queria te fazer uma pergunta. Primeiro, tô com saudades, né? A gente se falou rapidinho ontem, mas precisamos nos ver. Eu, você, o Alê, todo mundo. A minha pergunta pra você é a seguinte.
Você é mãe de filho único e eu também sou pai de filho único. Como é que você faz para equilibrar as vontades dele, do teu filho, do Vitório, com a razão? E como é que você equilibra isso?
Você o alê com os desejos do Vitório. Beijão, saudade. Você não está mais gordinho, cara. O apelido não está colando mais. Ninguém entende por que ele é gordinho. Não está gordinho, queridaço, amigo. Eu amo o gordinho, amo. A Gisele, a esposa dele, o filho. Espero que eles moram em Curitiba, a gente se vê pouco.
mas assim, eu falei algumas vezes aqui durante a entrevista que o jeito que eu faço, eu não equilibro esse equilíbrio pro Alexandre ele é muito mais equilibrado que eu eu acho que a melhor forma de mostrar pro Vitório é o quanto a gente trabalha o Vitório sabe que ele tem as coisas porque os pais trabalham, o Alexandre é um cara que acorda cedo todos os dias seis e meia da manhã ele tá acordado ele vai fazer o treino dele e vai começar a trabalhar oito e meia tá
Ele fala, mas não tem necessidade. Você pode começar às 10h30 e ele fala, não consigo. E 8h30, ele não consegue achar ninguém também da minha turma, porque ele começa a perturbar as pessoas cedo, só que não tem ninguém ligado nesse lugar. Essa seria a minha turma. Entendeu? Olha lá, a minha turma tá sempre mais tarde, mas ele já tá lá 8h30, ó, pá, pá, pá, pá, perturbando. A pessoa quando acorda já tá. Tem toda a apta ali, né? E ele tem um prazer disso. Eu, eu sou exatamente o oposto dele. Ele fala, você é muito tranquila. Eu falo, eu sou zero tranquila. Acontece que eu...
formei meu jeito, assim, um pouco mais tarde do que você. Então, assim, eu não consigo funcionar tão cedo. Eu não acho que tem necessidade disso. O Vitório quer o tênis. Ele acha um absurdo eu comprar esse tênis que o Vitório quer, mas eu falo, ele nunca quer nada, eu vou dar o tênis. Aí eu dou, e a gente briga uma semana, eu e o Alexandre, mas eu dou o tênis. Você tá rindo, mas você vai passar por isso. Você vai chegar. Esse aqui vai muito. Mas eu vou ser totalmente, Adriane.
E é uma menina, a hora que ela te olhar assim, ó. Não, já me tem. Já foi. A hora que ela virar aqui, você vai falar. Olha o plano de fundo do celular. Então, olha lá a situação. É o ultrassom. Você imagina, que loucura. Não dá pra entender, é um alienígena, mas eu amo muito. E eu conto isso pra ele, eu falo, não é isso que vai fazer dele um cara pior. Ele não, mas ele vai dar valor, porque ele vê o pai e a mãe trabalhando. Eu acho que a vida é feita de exemplos. Eu tô aqui contando uma história que minha mãe nunca conversou comigo. Eu nunca perguntei nada pro meu pai.
A minha mãe não sabe a história da mãe dela. Porque eles vieram desse jeito. Morreram sem falar o português direito. Ninguém sabe a história de ninguém. Executar, executar, né? Fazer a vida acontecer. Eu não quero que o Vitório viva isso. Eu quero que ele saiba cada detalhe da minha vida. Mas ele precisa ver a vida feita de exemplo e não de conversa. Você mostrou a sua playboy e ele era pequenininho, né? Ele não tinha me perguntado, eu já estava mostrando.
Entendeu? Mas pra que que tá mostrando? Tudo bem, ele escondeu embaixo da cama, você sabe disso. Sim. Ele mesmo escondeu embaixo da cama. Mas eu falei, ele tem que saber por mim, ele não pode chegar a ser zoado na escola. Porque é isso. Porque ele vai chegar essa hora que alguém vai sacanear ele e já vai ter uma... É o que o Alexandre Frota falou pra gente também. Exatamente a mesma lógica. Vamos pelo caminho da verdade que dói menos. Ele vai doer? Vai.
Nem tudo que a gente faz está bom, está certo, estamos aqui para isso. Mas é muito mais fácil. E tem o poder do exemplo, né, Adriana? Olha só, você falou do documentário do H-Bow, que foi o mais visto... Dos últimos três anos. Dos últimos três anos. A Playboy foi a mais vendida, não sei quanto tempo. O livro foi o mais vendido, Camila Desarrola e Zara.
A sandália da Grandene foi a mais vendida O perfume da Jacti Foi o mais vendido Tudo que você botou em sua mão Foi sempre o mais vendido O mais olhado O sopão O sopão Como eu lembro A gente quebrou Porque não conseguia vender Não conseguia entregar o que a gente vendia Eu lembro muito A gente chegou a vender, era tudo no telefone Uh-huh
Chegou a vender 1.200 sopas por dia. Por telefone, imagina hoje o iFood. A gente entregava 300. E o resto a gente ficava pendurado. Pendurado. Pendurado. Ia pendurando. Ia dando uma confusão. E a gente não tinha fim. E eu falava, gente, o que eu fiz aqui? Que loucura é essa? Então a gente não tinha controle do negócio. Então assim, era uma coisa pequenininha.
Imagina nos dias de hoje o que seria esse negócio. Hoje eu vi que o Instagram liberou venda. Agora, tipo o TikTok, né? Eu já fiquei pensando, meu Deus, já pensou. Hoje em dia é muito diferente, tudo tem uma velocidade muito diferente. Mas eu tenho esse histórico pra contar. Eu sou uma mulher que trabalho. O Alexandre é um cara que trabalha. Então o Vitório vai acordar e vai saber que os pais dele estão agora, vai morar fora. Porque a gente trabalha.
Porque senão ele não conseguiria ir. É, agora ele vai morar mesmo. Ele vai, ele vai agora, vai em agosto, vai ficar seis meses na Suíça. Eu quase morri do coração, já estou me preparando. Não, para as três semanas em Londres você quase teve um... Você pode imaginar o que vai ser, né? Eu já estou aqui, todo dia que eu já estou falando. O Alexandre fala, por que você fala desse assunto? Eu falo que eu preciso externalizar, eu preciso falar. Eu preciso falar disso. Quando ele estava com dose...
doendo, porque eu olho pra ele, ele tá em casa, a casa tá bagunçada, tem uma confusão, não vai ter, a casa vai ficar no lugar, não vai ter amigo lá, então assim, isso é uma coisa que tá me pegando muito, e eu não vou poder ir também, porque a fazenda começa em setembro, então de setembro a dezembro eu tô enfiada na fazenda. Ah, não dá nem pra visitar. Eu não tenho escapatória, não tem como, dá onde, então o Alexandre ainda vai poder ir, eu não.
Então eu vou levar o Vitória e depois vou ficar até o Natal sem ver o Vitória. Você resolveu ser uma mulher que trabalha, né? Vamos ver aqui, não é igual. Eu tô me programando. Eu sei que eu pus um filho no mundo pro mundo. Eu sei que o Vitória é um cara comunicativo, esperto, tá longe de ser um menino bobo, mas...
eu também sei da minha carência e dos meus buracos, entendeu? Então isso é uma coisa que me pega. Eu preciso trabalhar isso muito melhor. Mas eu falando já me dá um... Eu já vou me conformando. Toda vez que eu conto essa história pra mim, é um tijolo que eu coloco que eu vou me conformando, sabe? Perfeito.
É um jeito que eu encontrei pra falar desse assunto e não abrir o berreiro. É, também que você vai estar ocupada de setembro a dezembro. Então, por um lado, ainda bem que eu vou estar. Porque pro Vitório me ver, quando eu tô na fazenda, eles precisam ir lá me ver. Tanto o Vitório como o Ale, porque eu não vejo eles. Você passa os três meses lá. Não, eu vou e volto, mas eu volto. Eu saio de casa quatro da tarde. O Vitório sai da escola quinze pra cinco. Já não vejo. Já não tenho.
Volto pra casa três da manhã, tá todo mundo dormindo. Acordo, meio dia. Todo mundo já acordou, não vejo ninguém. Vou treinar, tomo um banho, almoço, vou pra lá. Então, eu não vejo ninguém. Eu só vejo nas minhas folgas, que sexta e sábado.
Então aí eu vejo. Aí sexta e sábado eu quero ver o Vitório e tudo que ele não quer me ver. No sexto e sábado. As festas, os amigos. Então eu não encontro ninguém. Então a fazenda me tira desse lugar. Eles vão lá me visitar de vez em quando. Eles vão pintar a psirica da serra e eu vejo eles e tudo. Mas eu já tô me programando porque eu sei que vai ser mais difícil esse ano. Um pouquinho mais difícil.
Vai ser dolorido. Agora, nesse meio tempo, beleza. Ticando várias metas, produtos de sucesso, taraná. Mas a Adriane quer ser apresentadora. A Adriane quer trabalhar na televisão. A Adriane quer brincar com microfone. Que verdade. Microfone branco e não a escova azul. Exatamente. Era o que você queria.
E aí você chega na MTV e você fala que é a primeira vez que você entendeu não o que era aparecer na TV, mas o que era trabalhar na TV. E quem esteve ali com você durante muito tempo foi essa pessoa aqui. Deixa eu ver. Oi, Adriane. Então, o pessoal do podcast pediu para eu fazer uma pergunta surpresa para você e tem uma clássica. Quando é que a gente vai voltar a fazer alguma coisa juntos? Beijo!
Jorjão, ele foi um cara super especial na minha vida durante muito tempo, não que ele não seja mais, mas assim, durante aquele momento, o Jorjão, ele era o melhor diretor, o cara mais inteligente que eu conheci, o cara mais perspicaz, o cara que tinha uma visão diferente da minha, que pensava fora da Cátia. Sabe quando você encontra... E você com 25 anos.
Aqueles encontros assim que você fala, nossa, e aí eu depois, eu falei, eu não tava errada, né? Quando ele entra na Globo e ele entra pro Fantástico e quando eu vejo o cara, a vida dele acontecer também, eu falo aí, eu não tava errada, ele tem esse borogodó.
que faz diferença. Então, ele é uma pessoa que eu adoro, o Jardim Espírito Santo, beijo, também se tornou pai, a gente falava tanto disso, ele não queria ter filho, eu por muitas vezes achei que também não seria mãe, aí falava, beleza, a gente tá aqui, vamos viver uma confusão junto, ele falava, não tem nada a ver comigo, e hoje ele é um apaixonado pelo filho dele, e eu acompanho mais nas redes, porque ele foi morar no Rio de Janeiro, mas ele falou pra mim, eu queria fazer seu dó, ele era louco fazer meu dó, só que não vai ter desdobramento.
Eu não costumo fazer uma coisinha assim e deixo assim. Eu estou pensando em como contar essa história também, não mais em doc, mas agora talvez numa história...
uma ficção, mas fazer um filme dessa história, mas não comigo atuando, mas deixar essa história de um jeito, uma comédia romântica talvez com um final duro mas temos várias comédias românticas com um final difícil e que fizeram muito sucesso e acho que essa história vale a pena ser contada também, então a nossa vida tem que ser assim o dia que eu sentar aqui falar, ai realizei, viu?
Tô pronta. Olha, eu já realizo. Eu posso morrer, né? Já fiz, fiz isso, fiz aquilo, fiz aquilo. Outro, não tenho mais grandes planos. Eu tô sempre cheia de planos. Eu vou lançar o meu podcast. Daqui a pouquinho, mais um. Eu já fiz um, parei com ele. E agora quero voltar com ele, que na verdade é mais podcast, né? É um videocast. É um programa. Quero reativar o meu canal. Quero mostrar no meu canal do YouTube todos os bastidores desse doc. Porque a gente gravou tudo.
Ai, que sensacional. As pessoas adoram isso. Então eu quero colocar todos os bastidores. Tudo que ninguém viu. Até a sua surpresa com coisas que você não sabia. Exatamente. Está tudo gravado. Então, assim, eu queria fazer isso editado, contado como...
Também uma série dentro do YouTube, então quero reativar o canal com isso. Pensando nessa possibilidade do filme. Acabei de lançar o livro da menopausa. Então, assim, quero fazer um projeto pra viajar, não sei de que jeito, pra 2027, com o médico que fez comigo, pra gente fazer umas palestras sobre esse assunto. Meu sonho é que a menopausa vire a menstruação. Ninguém mais fala de menstruação. Claro. Não, menstruação não é uma bandeira. Não. E a menopausa não pode ser uma bandeira.
Mas enquanto ela for questionada e ainda for um problema, ela tem que ser dita. A menstruação parou de ser um problema, parou de ser questionada um dia. Um dia se falou sobre isso. Não se fala mais. Mas a menstruação ainda é um problema. Tem gente que pede...
As contas, porque não consegue lidar com isso. Aqui. Aqui, para vocês esse. Tem gente que perde o marido, porque não consegue lidar com isso. Tem gente que não consegue lidar com os próprios sintomas, que foi o que aconteceu comigo. Eu perdi a mão da minha própria vida com a menopausa. Eu nunca imaginei que fosse passar por isso. Eu perdi a mão. Eu não sabia lidar com o que estava acontecendo dentro de mim.
Eu fiquei super estranha, eu fiquei muito brava, eu fiquei muito descontrolada, eu fiquei sem humor, eu dormi mal, que é uma coisa que me pega muito. Eu tinha preguiça. O calor.
O calor de todos os sintomas é o mais divertido, porque a gente consegue rir dele. Os outros... É verdade. O comportamento, né? O calor você se abana, é horroroso, mas todo mundo faz meme com calor, não faz? Sim. Mas ninguém faz meme com desespero, que é você não sentir nada pelo seu marido. Você não conseguir... É uma preguiça monumental. Você tem uma preguiça monumental de acordar, de trabalhar, de treinar. É desesperado. Eu tive todos esses... Eu tive todos esses...
Ainda mais alguém que vem de uma vida fazendo tudo isso, né? E fora, uma coisa que ninguém fala é da vergonha. Eu senti uma vergonha enorme de falar, eu estou na menopausa. Eu não me administrei isso. E que não é a perimenopausa, né? Que é o período longo até chegar à menopausa. Então, tudo que se sofre até chegar o dia, é, entrei na menopausa. Um ano sem mestrar, por exemplo. É isso. É, mas assim, o doutor André falou pra mim que ele tem pacientes com 76 anos com sintomas. Nossa Senhora.
Então os sintomas não necessariamente eles vão embora, dependendo do nível de sintoma que você tem. Tem mulheres que nem chegam perto dos sintomas, tem mulheres que passam por isso, não sentem. Mas não é a maioria das pessoas, a maioria sente. E sente muito. E outras sentem e nem sabem o que estão sentindo, que é o caso da minha mãe.
da menopausa da minha mãe, ela vai falar, não sei. É o que a minha mãe fala. Ninguém nunca falou com a gente dessas coisas. Ninguém nunca falou, ai que calor, ai que frio, ai que mudança de humor. Isso não existia. A mulher era só considerada louca. Sabe a velha que furava a bola? O menino jogava a bola no quintal dela lá e ela furava. A velha louca. Todo mundo era a velha louca na casa.
Coitada, essa mulher só estava na menopausa. Ela não é uma velha louca. Ela não queria aquela bola. Ela estava brava. Então, assim, é muito louco isso. A bruxa de 71 é só uma mulher. É só uma mulher. É isso. Então, assim, o que mudou foi as pessoas começarem a entender a tal da informação, que é tão importante quanto o tratamento. Então, fazer a reposição e a suplementação, porque só a reposição também não adianta. Tem que fazer a suplementação, a reposição e a informação.
Esse trio aqui precisa estar junto. E antes de você entrar, né? Esse que foi o meu erro. Eu achei que não fosse nem entrar. Olha que maluquice, gente. Ah, eu sou invencida. Eu sou a Ariana. Eu sou a Ariana. Nada acontece comigo. Antigamente, imagina que hoje em dia, com a vida que eu levo, com o quanto que eu corro todo dia de manhã, vai ter uma menopausa aqui no meio? Como que vai ter? Pra quê? Imagina. Menino, quando eu vi, eu tava com esse cabelo caindo.
afinando, tudo indo embora. Falei, gente, cadê o colágeno? Tomo colágeno todo dia, não tá mais funcionando. Eu amei a frase do Barras Invisíveis. O que eu ganhei de maturidade foi o que eu perdi em colágeno. Exatamente. Falei, que merda que essa menopausa, ninguém me avisou. Eu lembro que eu fui que nem um furacão com a minha mãe. Minha mãe não lembrava mais da menopausa dela. Falei, mas eu lembro você se abanando. Ela falou, mas eu não lembro.
Tem uma coisa boa com o tempo e com a demência senil. Você esquece também dessas coisas. Olha que maravilha. Então ela só lembra do que tá bom. Lembra do Vitório, lembra agora, vou conversar com ela de uma viagem. E as coisas são... Parece aquela violeta no Vitório?
Eu acho que ela viu, agora ela não mais. Acho que ela não faz mais essa conexão. Mas eu acho que quando o Vitório nasceu, eu não tenho dúvida que ele ocupou esse lugar e deu pra ela mais 10 anos de qualidade de vida. Talvez minha mãe tivesse envelhecido antes da chegada do Vitório. Ele chegou e deu uma segurada. Mas sabe quando você percebe que ela tá... Eu não quero que ela se entregue. Mas ela tá se entregando.
E isso pra mim é muito difícil. Então eu cobro dela, eu cobro dela. Então ela tem as obrigações dela comigo, né? Sexta-feira ela tem que ir no cabeleireiro, quer ela queira, quer ela não queira. Fisioterapia todo dia, quer ela queira, quer ela não queira. Final de semana ela tem que me ver, ela tem que almoçar comigo uma vez na semana e final de semana ela tem que passar comigo, quer ela queira, quer ela não queira.
Ela tem as obrigações, ela vai cada vez ficando mais difícil de cumprir. Tá te perguntando por que que tá cansada? Olha aqui, ó, a quantidade de coisa que ela manda. Mas eu vou te falar, aí ela vai ficando mais difícil, ela vai ficando mais brava, mas eu vou exigindo, porque eu acho que isso também faz dela, obrigando ela a estar, mesmo ela não tá mais tão lúcida pra compreender tudo isso, mais bem ou mal, dá pra ela um outro ar, sabe? Ela sai da casa.
ela vem aqui no shopping, ela vai ali não sei aonde, sabe? Ela tem uma relação de vida mais normal.
Livro, doc, reality, toda uma vida na mídia de modo geral. Eu assistia muito, eu lembro direitinho, deitado na cama com a minha mãe, assistia muito o airshow que você fazia. Era muito legal, né? Nossa, aquele programa era o máximo. E eu, quando a gente tava fazendo a nossa pesquisa pra esse papo aqui... Que aliás, pesquisaram bem, gostei de ver, tava afiadíssimo.
Eu fui descobrir certas polêmicas que eu não tinha. Claro, eu tinha 11, 12 anos naquela época, mas nunca nem soube de coisas que aconteceram nos bastidores daquele programa. Os Braga Boys foram vetados, né? Porque eles tinham uma dança sensual. Uma participação do Bochecha foi vetada porque ele ia cantar castigo, que tem a palavra gozo na letra da música. Olha que loucura.
A música da hoje ministra da cultura, Margarete Meneses, Dandalunda, também foi vetada, porque, enfim, tinha esse conflito religioso. Benela Mercury também teve que mexer no refrão. Que doideira. Isso, claro, faz 20 anos. Era outro tempo. A Record era uma outra emissora. Hoje você está lá de novo e você apresenta um programa que nitidamente não tem muitas restrições.
Ainda bem. E se não, não sei o sucesso que é e não sei o que acontece. As coisas mudaram muito lá dentro? Só que o programa é feito pela teleimage. Então a gente grava esse programa numa fazenda de verdade. Então não é um estúdio, porque o Big Brother, por exemplo, é um estúdio transformado numa casa. Lá é uma fazenda transformada em estúdio. É o oposto. Então...
Eu amo a Fazenda por isso, porque ela é de verdade. E as pessoas questionam, falam, ah, é porque é o reality, é porque na hora de voltar eu falo, gente, não tem nada mais sério do que o reality na televisão. Você tem uma coisa que é séria?
É o reality. Eu também acho, gente. Porque assim, você não sabe o que a gente... É um negócio, você não pode falar um A. Eu vivo isso profundamente, tá? Porque eu gosto do reality como, não só como apresentadora, mas como telespectadora. Eu sou fã desse projeto. Porque eu acho que é um... É quase que um... Como é que eu diria? É um... É a novela da vida real, mas ela é um experimento.
do que a gente está vivendo aqui. É o microcosmo da realidade. E ali tem pessoas muito diferentes. Então, uma delas vai pensar meio próximo do que você pensa. A outra vai pensar o oposto. Cada um com uma cultura, com uma educação diferente, com uma realidade diferente, que se junta ali atrás de um dinheiro grande de 2 milhões e meio de reais que para ganhar, a gente sabe muito bem como é que é, e que você pode ganhar em 3 meses.
Isso faz a diferença na vida de qualquer pessoa. Eu não conheço uma única pessoa que fale não para 2 milhões e 500 mil reais. Então, assim, vamos lá tentar ganhar esse dinheiro em três meses. Aí você vê, não é só pela grana, mas você vê ali, muita gente que não ganhou reality, mas que voltou para a vida.
A Fazenda tem esse poder de trazer essas pessoas de volta para o game. Então, assim, o Dudu mesmo, que ganhou, por exemplo, ele estava fazendo um programa regional lá no Piauí. É. E aí, de repente, ele está nacional de novo, contratado de novo. A Jujô Todinho, ela virou a Jujô Todinho depois da Fazenda.
Raquel Charizard, que sai no meio do caminho, mas... Entendeu? Que veio de volta, que ninguém lembrava dela mais, sabe? Que ela virou uma polêmica com o Silvio e ela aparece de novo ali, agora voltou a ser contratada da Record. Então são pessoas que participam do programa que às vezes estavam ali...
que são pessoas talentosas, mas que passou o tempo, estavam fora do ar, que se colocam de novo. Eu acho uma baita de uma possibilidade de você participar de um reality, principalmente quando você é artista, já trabalhou com isso, já teve alguma fama e que está vivendo uma dificuldade financeira ou está vivendo um momento de...
de dificuldade de imagem mesmo. Você tem a chance ali de mostrar o contrário do que as pessoas pensam de você. Ou de queimar teu filme de vez, né? Depende só de você. O Dudu é um case, né? Porque foi muito rápido também, se a gente for pensar, né? Entre o problema que ele teve e essa retomada, assim. E assim, ele entrou no programa e ele ganhou o programa no primeiro mês. Foi.
todo mundo sabia que era ele que ia levar, que ele tava mandando no programa, ele não tinha ideia disso. Eu falo que ele ganhou várias vezes, ele ganhou o prêmio, ganhou a Saori, que é a mulher mais bonita que tava lá, além de tudo ele começou a namorar a Saori, parece que vai casar com ela. Ele foi pintando lá e a coisa foi dando certo pra ele, então eu acho que te dá uma possibilidade enorme de voltar pro mercado, de se posicionar bem, de se posicionar mal, de contar a história que ninguém sabe, porque às vezes as pessoas como artistas, né?
contam uma história e você fica com aquele estigma. E lá você tem a chance de tirar isso de você, sabe? Se tem um lugar que você pode fazer, contar a sua história, porque não tem ninguém cortando e editando o que você está falando, porque tem câmera 24 horas o tempo todo, então se editar no programa ao vivo, mas tem o outro para contar, você tem ali para contar a história que você quer contar.
Acho que é muito genuíno isso. Eu adoro um reality show. Eu acho um sucesso. E não é à toa que o brasileiro adora. Eu sou apaixonada. Eu gosto muito. Eu quero você ver aquilo que você não quer. Você fala, eu não quero isso já não dá mais. Eu falaria isso aí. É isso. Você tem uma referência. É muito legal isso. Um senso de ridículo até. Você fala, meu Deus. E o programa talvez tenha te consolidado com uma autoridade televisiva que...
Não sei se todo mundo sabia que você tinha, né? Porque uma coisa é apresentar os seus programas, outra coisa é apresentar um reality dessa magnitude. Difícil. E é de homem, né? Não basta você ser só simpática, né? Não é só... Não é a roupa que você vai usar, não é a beleza, não é nada disso. Pulso firme, tem um monte de coisa. O que você acha que esse programa revelou em você que... Às vezes nem você sabia que você tinha. Eu não sabia, por exemplo, que eu tinha...
condições de ter duas pessoas no meu ponto, né, ao mesmo tempo. Nunca tinha vivido isso na minha vida. Já tinha feito de tudo, mas nunca duas pessoas no ponto. E às vezes tem três.
aqui, então aqui você pode imaginar aqui dentro, eu tô aqui falando com vocês você não ia dar conta? Nunca três pontos, imagina falando aqui com você aí eu tenho o diretor falando uma coisa e eu tô ouvindo todos os participantes aqui também, porque todos os microfones tá todo mundo, tudo que você tá falando aqui no paralelo tá aqui também, ó
Então eu tô te ouvindo, tô ouvindo o diretor e tô ouvindo o outro diretor que tá num lado da ilha, o outro tá do outro, não é que eles tão juntos. Então você que tá vendo uma coisa, você que tá vendo outra. Então, por exemplo, vamos pra break, o outro fala, segura um pouquinho.
Mas quase que na mesma hora. Aí você fala, meu Deus, eu vou obedecer agora quem? Agora eu vou fazer a sonsa aqui, esperar um pouco pra ver se vem um segundo comando. É tipo tomar a Ayahuasca, apresentar a fazenda. Você ouve com cosmos. Você vai ouvindo, você vai ver, você fala, gente, eu tenho que encontrar aqui uma serenidade pra continuar conversando com o público, porque eu tenho que passar esse recado aqui pra você, ainda tem que dar uma bronca ali. E aí o cara tá falando uma coisa, tá falando outra. Pra quem falou 30 minutos sobre a lua, porque um...
Um palco tava pegando fogo. É meio isso. É meio vamos dissertar porque a casa tá caindo. Que isso já aconteceu com ela. Não, mas é com gente no ouvido. Não, é... Isso é terrível. É, foi muito difícil. O improvisar, claro, não é simples.
Eu lembro muito do começo, peguei o ponto, todo animado, aí eu falei, opa, gente, mas são dois, aí ele falou, não, são dois e os participantes, eu falei, peraí, então vamos ter que ter um treino, não tô acostumada, tô acostumada com o ponto, mas calma que eu vou me habituando. Então, o início da fazenda me veio como um baita presente, porque era um lugar que nunca foi...
comandado por uma voz feminina. Sabe o domingo do Brasil? Só um homem falando. E agora você vê as vozes femininas chegando no domingo. Isso me dá muito prazer. Eu acho isso muito maravilhoso. Então, um programa dessa magnitude sempre foi com a voz masculina. Eu falei, vou ter que quebrar algumas barreiras aqui. As pessoas vão ter que se acostumar comigo também. Com o meu jeito, com o meu tom. Vai demorar. O primeiro ano eu escutei de tudo.
que eu não ia conseguir ficar, que não sei o quê. Mas eu fui construindo, eu estou no meu sexto ano, assistindo desde o início à Fazenda, conheço aquilo indo, vindo, voltando, todas as regras e cada vez eu acho que eu me sinto mais dona daquele lugar. Mas eu fui, no início, passando por dificuldades, por exemplo, como essa de ter duas pessoas no ponto e não conseguir. Mas como tudo, né, Adriana? Porque, ó...
Fácil não é. Não teve um pudim na minha vida. Não teve, porque a primeira vez que você vai pra TV na Chica da Silva só te colocam pelada, você tem um trauma danado, que é uma tristeza, né? Você transa com a novela inteira e vê a sua pelada e sai traumatizada. Isso porque já tinha tido todo o rolê de Ayrton. Já tinha, já tinha. Aí, tudo é muito complexo na sua vida. E aí...
A Bibi Ferreira te liga e fala, quero homenagear o meu pai numa peça. Queria que você fizesse a peça. E você fala, é pegadinha. Não vou nem continuar. Não é. E o pior, dona Ema... Mas você acendeu o telefone da Bibi Ferreira, eu ligo na hora. Ela vai fazer o teste com a Bibi Ferreira, com a dona Ema. A dona Ema fala assim, sai daí, minha filha, que tá muito ruim.
Tá muito ruim. A Bibi olhou pra ela e falou, você tem um pouco de calma? Eu falei, agora minha mãe vai tirar minha mãe daí. Porque minha mãe falou, pelo amor de Deus, não tá bom isso. Será aquela vergonha que só mãe sabe que o filho não pode passar? Sim, sim, sim. É uma coisa que... Precisa salvá-la, precisa salvar. É ímpeto, sabe? Ela precisava me salvar da... Porque ela viu ali que ela falou, isso não tem que acontecer. Ela falou, calma que a gente vai conseguir. Mas daí você tira o DRT dos sonhos, que é três dias de imersão com Bibi Ferreira. E aí eu passo por um processo, assim, no dia da estreia dessa peça.
Como é que era o nome dessa peça? Essa aí, eu vou te dizer. Não é as favas com os escrúpulos, não é? Não é, eu vou te dizer já. É, Procote Ferreira, Bibi Ferreira. Ai, meu Deus do céu. Peraí que tá nas minhas... Uma das minhas milhões de... Não é três dias das mães? Três dias de chuva. A minha Nossa Senhora, cadê? Que agonia não lembrar.
Também são 12 peças. Podia ter feito menos. A história do mendigo. Deus lhe pague. Deus lhe pague, tá. Deus lhe pague. E aí, no dia da estreia, tem piquete na porta, porque não tinha DRT e não tinha mesmo. Ah, tinha isso ainda na época. É, então uma baita de uma confusão. Não vai estrear, vai estrear, não vai estrear. Confusão faixa na porta. Sindicato. Sindicato. E eu, apavorada, eu falava, gente, vocês não estão falando de mim, vocês estão falando de Bibi. Bibi, vai lá.
Na hora que aparece a Bibi, ninguém fala nada, né? Claro. Vocês não estão falando de mim. Eu tô confiando aqui, ó. Ela falou que eu posso estrear. Vocês vão falar com ela aqui. Então, assim, o que me salvou foi um pouco de ter essa... De colocar no colo dela, porque ela não tinha saída. Ou eu colocava no colo dela, ou eu não fazia essa peça.
E ela falou, não, minha filha, você tem razão. Vamos lá que eu vou lá fora. Então a Bibi segurou essa peteca toda e deu tudo certo. E depois da Bibi eu fiz Paulo Altran, depois fiz Juca de Oliveira, depois fiz Ju Soares. Só gente pequena. Eu falava, gente, que curso vocês querem? Você vai fazer curso de teatro? Eu falava, pra quê?
Pra aprender com quem? Trabalhei com eles. Se eu tô com eles aqui fazendo uma imersão, pra você conseguir estrear uma peça, você fica 30 dias, 40 dias, todos os dias do lado dessa pessoa, ensaiando, aprendendo, ensaiando, aprendendo, ensaiando, repetindo, repetindo, ensaiando. Não tem curso que me dê o que eu aprendi com essas pessoas. E eu falava isso, aí fui, fui conseguir tirar o meu DRT, mas assim...
Eu fui questionada porque quando você sai do seu lugar, as pessoas me permitem estar com o microfone na mão. Mas como é que você vai largar o microfone e vai pro palco? Parece que eu tô tomando... Eu não tô tomando lugar de ninguém. Também faz parte da minha carreira, da minha história. De comunicação. Lá fora, os artistas completos, eles sapateiam, eles dançam, eles cantam, eles interpretam, eles apresentam o programa e todo mundo acha lindo.
indo aqui, você tem que fazer só uma coisa, porque senão você tá roubando o lugar. Não existe isso. Se você tem que... Quanto mais coisas eu souber fazer, melhor pra mim. Claro. Quando eu faço um programa de rádio, que eu sou uma apaixonada por rádio, já fiz Jovem Pan, já fiz Rádio Globo. Rádio é cachaça, né? Eu amo a rádio.
amo, amo. E qual que é a relação com a rádio? Dinheiro? Não, não é. Ninguém fica rico no teatro, ninguém fica rico na rádio, ninguém fica rico vendendo livro. Não é assim que você... Você vai agregando as coisas, mas eu acho tão legal essa forma de comunicar. E foi a rádio que me deu um pouco desse jeito que eu tenho na televisão. A rádio e o teatro me fazem uma apresentadora melhor. O fato de eu ser uma boa apresentadora não faz eu ser uma boa atriz. Exato.
As coisas não se comunicam dessa forma. Você já fez terapia, Adriana? Eu fiz. Fiz, fiz, fiz. Fiz muito contra gosto da minha mãe. Minha mãe é aquela contra, absolutamente contra terapia. Tá pagando pra alguém te ouvir? Você tá bem louca. Senta aqui. E pra falar em mal de mim? Você tá louca. Ela ficava nervosa comigo. E aí eu fiz, ainda bem. Durante uns três anos eu fiz. E me dei alta também. Chegou uma hora que eu falei, agora tá bom. Já tiquei o evento.
A sua vida foi cercada de anjos da guarda que te emendaram em todos os pontos. Teve o Braga, óbvio, muito especial. Isso eu estou falando pós momento Adriane virar Adriane, né? Galisteu. Então teve o Braga, você teve o maior respaldo do mundo, que é apenas Jeb Camargo.
pra você ser um apresentador de televisão. Você tem o respaldo de Bibi Ferreira, Paulo Outran, Jô Soares, Juca de Oliveira. Gente que eu falava quando eu tomava uma trauletada, eu falava, vocês não estão batendo em mim. É isso! O que é um hate pra você?
Por isso que eu não ligo. Por isso que as redes sociais pra mim, eu falo é café pequeno, né? Porque assim, eu brigo de vez em quando, fico irritada com as redes sociais, mas é tão café pequeno que eu falo, Jesus, as pessoas estão ficando putas por causa disso aqui. Que alguém mandou um tweet torto. Ah, não tô nem aí pra esse tweet. Eu me divir... Eu acho a rede social um lugar que você tem que ter um moço. Se você se levar a sério, não é lá que você tem que estar, entendeu? Depois a gente vai te apresentar os comentários de quinta. É o quadro que a gente faz. É o nosso reforço ao reino.
Eu te falei, assisti o show com a minha mãe, e aí eu falei pra ela, vou entrevistar a Galisteu, tem alguma sugestão de pergunta, e ela falou uma coisa que eu acho que tem tudo a ver com isso que você disse agora. Ela falou assim, acho que uma só. Ela é segura de si, a xingam de tudo, falam do seu samba, falam da sua aparência, falam dos seus relacionamentos.
Aí ela vai lá, samba ainda mais, se veste ainda mais extravagante, tem ainda outros relacionamentos. Ela parece que não tá nem aí pra opinião pública. Foi sempre assim ou com as bordoadas da vida ela foi aprendendo e se fortalecendo? É maravilhosa, sua mãe mara. Como é o nome dela? Fernanda. Fernanda, um beijo. Eu adoro. Já é vó ou vai ser vó pela primeira vez? Vai ser vó pela primeira vez. Ai, que delícia. Vai chegar a minha hora também. Calma.
Bom, eu aprendi com a minha mãe logo cedo a gostar do meu nariz, que eu voltei pra casa bem amarrada uma vez. Eu devia estar no primeiro ano do primário. Minha puta da vida que alguém me sacaneou na escola. E a minha mãe nunca foi uma mãe de paz. Nunca foi mãe de miss.
Sempre falo isso. Mãe de Misa, desculpa, mas é que é um bordão clássico, antigo, mas que aplaude a filha o tempo inteiro. A minha mãe nunca foi essa mulher, né? A minha mãe sempre botou meu pé bem no chão, sempre foi a mulher que me pegou nesse dia e falou, olha...
Se você voltar de novo chorando da escola, eu vou te dar motivo pra chorar. Que mãe, parece que é mamãe. Então assim, eu sou da época que eu apanhava, não é? Hoje ninguém bate em ninguém. Eu apanhava de chinelo, na porrada, de cinto, de tudo. Apanhava. E beleza. Então isso era uma coisa que mudou um pouco o meu jeito de me ver, inclusive. Você tem esse nariz, você tem que aprender a se gostar. O que as pessoas falarem sobre... E assim, eu repito isso pro Vitória.
Alguém me perguntou aqui, dos ensinamentos da minha mãe. Essa é uma coisa que eu falo pro Vitório. Ele tem que entender que é uma fase, que a gente quer ser igual a todo mundo. E que isso não é o caminho. O caminho é você ser quem você é e tentar ser o diferente. Mas uma hora, com a maturidade, ele vai catar que o ser o diferente. Mas eu falo pra ele, Vi, você é um menino loiro, você é um menino que tem esse jeito, que nesse momento você tem espinha.
Você tem que entender como é que você é pra você não tentar querer pintar o seu... Porque teve uma fase que ele queria pintar o cabelo escuro. Ah, tá. Porque ele era o único loiro da classe, então ele queria ser o moreno também, né? Todo mundo moreno. A salsicha só cai no prato do vegano. É uma loucura. Aí você fala pra ele... Mas é sempre assim. Não, você não vai pintar nem de azul, nem de moreno, nem de nada, você vai ficar como você é. Então, assim, isso é uma coisa importante que minha mãe fez comigo cedo. Então, cedo, bem cedo, eu comecei a aprender a me defender.
Mas mais do que me defender, de gostar de mim, de como eu era. Do jeito que eu era. E me lembro que eu fui várias vezes em várias agências e tomei muitos não. Com esse cabelo você não vai, com esse nariz você não vai. E eu voltava para casa e lembrava da minha mãe falando do pré. E ela falava, quem te quiser vai querer como você é. Depois que tudo aconteceu, eu entrei em todas essas agências com essas mesmas pessoas que de repente tiveram uma amnésia e esqueceram do que fizeram. Só que eu nunca esqueci.
Mas eu também não sou do tipo de, ó, olha aí, ó. Mas voltei e trabalhei com essa pessoa. Acho que o sucesso é a melhor regança, né? Da vida voltando e dando um troco sem eu precisar dar. Que delícia. A mesma pessoa que falou não pra mim e pro meu cabelo pegou com quatro cores. Ele tava reclamando que tinha dois, já quando eu cheguei lá já tinha quatro. Já era mais ainda. O nariz tava daquele tamanho. Tava tudo igual. Só que aí eu prestava. Aí funcionava. E aí você vai aprendendo com a vida.
Que é assim que funciona. Quando uma pessoa te quer, ela te quer. Seja no amor, ela te quer com a tua história. Eu encontrei o meu marido e ele gosta da minha história como ela é. Com os meus ex. Nunca me fez eu rasgar nenhuma foto. Nunca me fez eu apagar nada. Porque quando você vive essas experiências, quem gosta de você não vai fazer você apagar a sua história. Não dá mais. Entendeu? Então assim, não faz sentido isso. Mas demora pra cair essa ficha, né? Principalmente no lado amoroso. Não todo mundo é tão seguro assim pra isso, né? Por isso que eu falo, eu não larguei minha mão. Eu não larguei.
E eu cada vez largo menos. Cada vez eu discuto menos comigo. Me trato cada vez melhor. Teve uma época que eu era mais dura comigo, mas agora eu me trato cada vez melhor. Então eu não vou comer qualquer coisa. Eu vou comer uma comida legal, boa. Senão eu não vou comer. Eu vou sentar, eu sou magra, eu sou magra. Eu treino, eu treino. Eu sou assim, ah, magra demais. Agora, qualquer foto que eu posto minha, eu escuto na sequência. Tá esquelética. Tá doente. Tá esquelética. Eu olho e falo, ah, que delícia.
era isso mesmo quanto mais magra, mais dinheiro na minha conta mais feliz eu tiver, mais as pessoas vão falar entendeu? Porque é isso que é assim eu não vou mudar o mundo eu vou só me divertir com ele deixa eu só voltar pro teatro aqui que a gente tem uma questão a gente tem os nossos membros aqui o pessoal que ajuda a manter esse canal e a gente tem os rivos de ouro eles sabem quem é o entrevistado e podem mandar uma pergunta e temos uma pergunta aqui do seu Eduardo pra você vamos lá seu Eduardo
Não diga alô, diga como vai Galisteu. Galisteu, a minha curiosidade é a seguinte. Você já contracenou com grandes nomes do Teatro Nacional. Mais de uns tempos pra cá, você se dedicou aos seus outros inúmeros projetos. E os palcos você deu uma pausa. E aí que eu te pergunto, parou por quê? Tá faltando personagem legal, proposta bacana, é só uma pausa? Ou você resolveu parar de vez com a sua carreira de atriz?
Um beijo, fique com Deus. Tchau, tchau. Beijo. Maravilhoso. Não, você sabe que o teatro é uma coisa que eu quero muito continuar fazendo. Mas tem duas questões. O fato de eu ter encarado a Fazenda, ele me tira do ar, assim, da vida, né? De setembro a dezembro. Então, na verdade, um pouco antes eu já paro. Agosto eu já tô... Uhum.
100% pra fazenda. Eu vivo 100% fazendo. Pra eu pegar uma peça, eu vou ter que fazer a mesma blocada, porque assim, você demora pelo menos um mês pra ensaiar.
mês e meio, e vai ficar em cartaz pelo menos dois meses. Vai acontecer a mesma coisa. Então, se eu pegar a primeira parte do ano e colocar um espetáculo de teatro e a segunda eu estiver fazendo, acabou meu ano, não faço mais nada. Eu não consigo ter um final de semana, porque teatro é de quinta a domingo, lá faz os horários alternativos. Mas os horários alternativos ainda não funcionam pra uma peça tradicional. Não sei que eu faço uma peça alternativa. E lá vou eu pra meia-noite, terça-feira.
Entendeu? Então, assim, exige, o teatro exige tanto quanto um reality. Verdade. E eu tô há seis anos à frente do reality. Então, há seis anos que eu recebo peças que eu tenho muita vontade. Agora, acabei de receber um espetáculo, que é dentro da piscina. Que demais. Uau! E vai acontecer dentro da piscina, os atores todos na piscina. É uma coisa sensacional. Eu queria muito poder fazer, muito poder fazer. Mas, assim, começa a ensaiar agora em maio.
Vai estrear em cima da fazenda. Eu não tenho como fazer. Então, eu já falo não. De cara. Ah, passa pro ano que vem. Aí eu vou pegar todo o meu início que eu já penso no carnaval, que é uma função o carnaval. Carnaval não é só vamos lá me divertir como era antigamente, vou botar minha fantasia e vou dançar. É uma entrega gigantesca, tem um monte de coisa pra fazer. Aí tem o carnaval. Aí depois vem um pouquinho de folga. Tem meu aniversário, tem o momento com o Vitório.
Então, assim, é uma coisa que exige. Eu preciso me preparar para o teatro. Não dá para eu enfiar um teatro agora na minha vida. Você vai ter que escolher um outro. Mas não quer dizer que eu não queira. Eu amo fazer e quero muito fazer. Muito fazer. Mas tem que ter um momento certo para fazer.
Você quer fazer o bate-bola? Eu acho que é a hora. Eu recuperei aqui um bate-bola, um, dois, mais um, de quando você tinha 25 anos com a Marília Gabriela. Ai, que terrível. Eu vou fazer as mesmas perguntas e vou ver se você, 27 anos depois, vai responder. Não me lembro mesmo, tá? Do que você tá falando. Você é que tem noção, eu não tenho nenhuma. A névoa mental entrou pra valer na menopausa aqui. Então vai ser mais delicioso ainda.
Não faria de jeito nenhum. Ai, não faria de jeito nenhum. Olha como as coisas mudam hoje. Ai, não tenho... É difícil eu te falar o que eu não faria. Não consigo falar não para o trabalho. Não consigo. Não sei o que eu respondi naquela época, mas... Será que eu falei novela? O que eu falei? Tatuagem. Tatuagem? Continua. É, não faria.
Não tem. Não tem. Que coisa, achei que isso era mais um traço de geminiana, tipo eu. Não, não quero, mas já vou botar na mesma hora e vou me arrepender. É isso. Aí vou ter que fazer outra aqui, aí vou virar um gibi, porque vou fazer aqui, vou fazer aqui, vou fazer aqui. Eu vou me arrependendo e vou fazendo mais, porque eu já sei que dói pra caramba tirar. Sim. Mais do que pra fazer. Sim. Aí é que eu vou fazer mesmo. Pra quê, colecionador? Olha, foi super bem, falei tatuagem. Não falei, não fiz mesmo, hein?
Aliás, todas as respostas nessa entrevista são maravilhosas. O lugar mais estranho que você fez amor foi? Deve ter sido na praia, né? Na praia. Não acho tão estranho mais, né? Mas na época deve ser. Não sei, não é estranho. Mas acho estranho. Não acho estranho. Continuo não achando estranho. Mulher mais bonita que você já viu?
Que eu já vi, eu sigo sendo fã de uma mulher, que é a Elle Macpherson. Essa. Sigo sendo fã e eu vou te contar uma história que não tinha naquela época e que eu tenho hoje pra contar. Eu tenho uma amiga que o filho dela estuda com o filho da Elle Macpherson. E aí, ela sabendo da minha vontade, quando ela falou, eu preciso te contar uma coisa. Bruno está estudando com o filho da Elle Macpherson e vai passar um final de semana na casa dela. Eu vou levar ele pra pegar o avião.
Com ela. Vamos junto. Eu falei, mas eu não vou. Mas eu não vou. Eu não vou. Só dela falar, me deu um desespero. Eu falei, vai que ela não me trata bem. Vai que ela não é legal. Vai que eu perco tudo. Vai que rola um Francisco Coco, né? Vai que rola um Francisco Coco. Que foi um horror comigo. Coitado. Depois cruzava ele lá na Globo, quando eu tava fazendo a novela agora.
Eu cruzava ele e o ranço vinha. Eu falava, gente, não é possível que eu não me mandei. Eu era criança. Eu era criança, mas o ranço sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce. Então eu falei, não, eu fiquei com medo, porque eu gosto tanto dela. Eu acho o lifestyle dela tão espetacular. Eu acho ela uma mulher linda. Ela é mais velha do que eu. Ela é super minha referência de vida, de estilo, de jeito, de corpo, de cabelo, de tudo. Eu olho até pra flor que ela tem no vaso, sabe? Eu adoro. Aí se ela decepcionasse... Pois é. Maior ambição.
Que vontade de saber o que eu respondi. Estou mais querendo saber o que eu respondi, do que responder agora. Que difícil. Acho que eu falei helicóptero na época. Dois. Falei dois, né? Muito bem louca agora. Mas isso mudou. Não tenho uma vontade de ter helicóptero, não. Eu tenho só vontade de aumentar a minha família, de ter... Acho que hoje o luxo é você ter tempo, conseguir lidar com a questão da agenda e do tempo. Acho hoje é mais luxuoso. Religião serve para?
Eu acho que para acalmar o coração e para encontrar Deus. Ponto. Não sei o que eu respondi. Para cuidar da alma. Para cuidar da alma. É isso. Para acalmar o coração e encontrar Deus. Está certo. Me sentir muito desrespeitada quando...
Quando? Ah, eu me sinto, muitas vezes me desrespeitam. Agora, por pouco, por exemplo, à toa deixei, de verdade, tomei uma buzinada, o cara me deu uma xingada, depois ele viu que era eu, ele até ficou sem graça. Mas sabe, se a pessoa te xinga no trânsito porque você faz um nada, você fala, gente, eu só tô andando devagar, calma, tô só vendo o número. Por isso que eu passei aqui pra parar aqui. Você passa, porque tô olhando no ponto, não tenho mais direito de olhar. As pessoas estão muito bravas, né? As pessoas estão...
Mas não tem nada a ver. Enlouquecidos. As pessoas se desrespeitam o tempo inteiro, toda hora, seja no trânsito, na rua, onde quer que seja. Mas deixa eu ver onde eu me senti desrespeitada. Eu acho que na novela eu me senti muito desrespeitada. Eu não devo ter respondido isso, mas hoje, olhando para a minha história profissional, eu acho que em Chica da Silva eu fui muito desrespeitada. Você falou quando mentiram sobre mim. Também. Eu torço.
Para ou pelo? Torço. Pelo Brasil? Pelo o quê? Torço o quê? Palmeiras, no caso, você falou. Pelo Palmeiras, segui, entendi. Continuo. Palmeirencíssimo. Não mudou. Pensei que tinha a ver com outra coisa, mas com futebol eu sigo palmeirense e sigo torço. Aliás, tem jogo hoje, né? Aliás, estou com medo dessa Copa do Mundo. Eu assisti. Quem que entende bem de jogo aqui?
Não é com a Croácia? Hoje é. Hoje não. O Palmeiras joga a quinta. O Palmeiras está muito bem. Quem não está muito bem é o nosso país, né? Que não está na nossa seleção. O Palmeiras também. Milton Leite esteve aqui e falou que se a gente chegar nas oitavas, eu acabei de ver um documentário da seleção de ouro em 2012. Em 2012. Em 2012. Em 2012. Acabei de ver. Vi com o Vitório, esse final de semana passado.
Era uma seleção também meio que desacreditada, assim. Perdeu todo o início do jogo. Ah, mas essa tá desacreditada. Mas tava muito desacreditada. O Ronaldo machucado. Não vai dar em nada. Foi vaiada a seleção. Classificou no último jogo. Perdeu todos os jogos. Eu tava vendo. Falei, não. Me acendeu uma chama de esperança. Opa! Eu falei, gente, 2002 a gente tava todo cagado. Aí não há possibilidade. Como a gente tá agora. E deu certo. Sim.
Então pode ser que dê certo. Oremos. Oremos. A biografia que mais me chamou a atenção foi? Depois eu li outras, né? Pra mim, eu gosto da biografia da Michelle Obama, eu adoro. Mas na época, obviamente, não existia. Eu não me lembro o que eu tinha falado por Deus. Bíblia. Bíblia. Olha que legal, Bíblia. Eu li muito a Bíblia na época da morte do Ayrton. E li mesmo, assim, minha Bíblia é toda arriscada.
Nunca pensei nisso, nunca me agarrei tanto em Deus como eu me agarrei naquele momento.
Pela morte, pela doença do meu irmão, mas mais do que isso, pelo estado que eu me vi ali. Sem chão, sem saída. E aí eu tinha uma bíblia que eu fiquei triste, eu perdi essa bíblia, que eu anotava. No meio das mudanças, eu perdi essa bíblia e as fotos da primeira playboy do Ayrton. Aquelas. Aquela que ele vetou. E depois eu fui até as pessoas, alguém começou a tentar me extorquir com essas fotos.
E durante muito tempo, essa pessoa queria me vender, aí uma hora eu falei, gente, pode publicar. Você vai fazer o quê? Eu vou atrás de você. A hora que sair essa foto, eu vou pegar. Publica. Não vou pagar nada por elas. É uma pena, porque não tem valor para os outros, mas para mim tem muito. Verdade. Eu amaria ter essas fotos. Alguém me roubou isso numa mudança. E a Bíblia também foi junto.
O Polícia nunca publicou, eu estou sempre bem atenta a essas fotos. E essa Bíblia toda anotada, eu li a Bíblia inteira. Em 1994, da morte dele, até 1995, demorei um ano para ler a Bíblia. Mas é que é um texto difícil para caramba. E riscando, ela era riscada com canetas coloridas, essa Bíblia. O que você aprendeu? Eu queria muito, muito.
Você sabe que ali eu vivi milagres, assim. Eu vivi o momento de ter a calma do meu coração. Imagina você ficar sozinha em Portugal, numa casa gigantesca. Vocês viram no doc o tamanho da casa? A família do Braga que me acolheu, eles foram fazer uma viagem. E eu fiquei só com os funcionários lá. Esse lugar, ele é...
Então, Sintra, vocês conhecem Sintra? Eu conheço. Sintra é um lugar que só de você olhar já dá uma tristezinha. Porque é um lugar melancólico. É melancólico. Ele é frio. Então, por exemplo, em Lisboa está sol. Você chega lá, está nublado. Sintra é sempre gelado. Meio frio, super silencioso.
Aquela névoa fininha. Uma névoa fininha, um pouco Londres, um pouco... Aí eu olhava e nascia um cogumelo assim na sala, sabe? No chão, você falava, gente, tá úmido. Então assim, eu sozinha, eu falava, gente, menina, sozinha, como é que consegue? Eu não sei te explicar como eu passei por esses momentos. Eu passei porque eu tinha esse acalento da beleza. 21 anos é uma coisa absurda. Uma tara.
Matara hoje? Como eu mudei, não tenho mais nada dessas coisas. Matara, gente. Matara o que? É uma mania? É uma vontade? Ela falou matara, você respondeu. Matara. E eu devo ter respondido rápido ainda. Agora a gente quer fazer isso. Mais ou menos. Você fez um matara. É, um matara. Eu não sei o matara. Deixa eu ver o que é a tara.
Aquela coisa que você é tarada Tarada por pé Eu sou tarada por pé, mas não de tesão Eu não sinto um tesão, não tenho vontade de Vou transar com o pé de alguém, mas eu reparo no pé dos outros Eu tenho que estar no pé Já olhei muito o teu pé Ele tá tão desesperador
Ah, que tristeza. Depressão. Você falou chocolate. Sigo também. E olha, a mais louca de todas é que depois dessas entrevistas, eu fiz uma promessa. Eu fiquei sete anos sem comer chocolate. Sete anos? Eu fiquei um ano sem tomar sorvete, quase tive um AVC. Sete anos sem comer chocolate. Que desespero. Nem eu sei como fiz isso.
E depois ainda conversando com o padre, entrevistando o padre Marcelo, o padre Fábio, que eu tinha um quadro no Charme, no SPT, que eu chamava lá em casa. E eu levava as pessoas que não iriam no meu palco para a minha casa para me dar uma entrevista. Foram lá em Mato Grosso, Gugu, enfim. E os padres também foram. E aí os dois falaram para mim que eu estava barganhando com Deus, que eu nunca mais poderia fazer uma promessa.
Porque promessa é barganhar com Deus. Não se barganha com Deus. Você faz o que você tem que fazer, mas você não promete as coisas pra ele te dar alguma coisa. Ele vai te dar porque ele vai te dar. Entendi. Você faz o seu e Deus faz o dele. Você não negocia com Deus. Isso entrou dentro de mim. Que visão bacana. Eu negociei com o sonho.
José, na verdade. Então, eu negociei pra caramba com Deus, com o seu José, com o nosso senhor. Eu fui negociando com a turma toda. Negociei a vontade. Eu fiz esse rolê, fiquei sete anos no desespero. Ele falou, e também não tem nada a ver você ter vontade de comer uma coisa com Deus, entende? Esse lugar que você tá querendo colocar seu sofrimento, não combina. Aí, uma vez que ele falou isso pra mim, entrou na minha cabeça. Não fiz mais promessa. Mas durante sete anos eu cheirei chocolate.
desesperadamente. Eu sou tão tarada pro chocolate, sigo tarada. Eu já comprei vários ovos, já comi ovo, já fiz tudo que eu tinha que fazer. Aí não faço mais promessas. Agora vem a pergunta. Nunca mais vou? Nunca mais vou. Agora eu nunca mais vou fazer promessas. É isso. Nunca mais vou fumar.
Naquele momento você falou pular de paraquedas. Também não vou. Odiei. Experiência péssima na minha vida. Pular de paraquedas eu odiei. Fumar só volto se um dia sair a notícia que não mata, porque aí eu volto na mesma hora, se não tiver doença, porque é uma coisinha boa que é ruim, né? É um prazer imensurável. É um troço ruim que é bom ou que é ruim, a gente não consegue explicar. Não tem explicação e é uma maravilha da engenharia, né? Porque são 4.800 substâncias tóxicas.
Um negócio tão pequenininho. Como que pode a humanidade conseguir colocar 4.800 para o seu estoque num tubinho? E você já viu aquele que é bem fininho? Claro. Aquele bem fininho, Vogue. Aquele que me leva a loucura, que eu acho lindo. É, é charmoso fumar.
Então essa é uma coisa que sai uma matéria. Tem um estudo. Ah, meu amor. O primeiro que fizeram aqui no Máfrica. Eu tô aqui, ó. Tamo aqui, ó, na alhafina. É isso. Como é que pode, né? Ah, é um horror que faça mal. Que horror, que pena. E finalmente, Adriane. Por Adriane, eu sempre odiei essa pergunta. Isso, mas... A mulher falou, eu tô repetindo. Eu vou te falar, essa pergunta, eu nunca entendi essa pergunta. Eu nunca consegui responder direito isso. Porque imagina você ter que se elogiar que merda. Resposta maravilhosa.
Elogiar ou falar mal, né? Ou você tem que falar mal de você, ou você tem que falar bem, pega mal, mal, pega mal. Não tem saída boa, né? Adriano por Adriano. Então aí você fala, não, eu sou uma mulher que gosta da verdade. Falo, bom, beleza. Quem não gosta? Então eu detesto essa pergunta. Mas de qualquer forma, se eu tiver que dar um conselho pra mim, eu vou pensar em mim nesse caso. Se eu tiver que falar alguma coisa pra mim...
que eu não desista de mim. Então, eu sou uma mulher que nunca desisti e eu espero passar a vida cada vez mais agarrada em mim. Aos 25, você falou de baixo ponto. Teimosa, dorminhoca, com muita garra e procuro ser genuína. É isso. Mas olha só, eu falei teimosa porque eu sigo sendo, sou a Ariana, sigo sendo, mas eu falo mais hoje. Ariana ascendente em câncer e luz escorpião. Então, quando você casa e já está, quantos anos você está casada?
Eu tô casado a 5, mas junto a 12. Então, 17, você sabe. Eu tô casada em 2012, 14. Então, estamos mais ou menos todo mundo na mesma...
Consegue ser teimoso ainda? Porque se você está casado, você tem que engolir, né? Que é a pessoa que está do teu lado, muita coisa. Você tem que abrir mão de muita coisa. Então, a minha teimosia foi para outro lugar. Porque você ainda insiste, mas o outro também tem o seu espaço. Eu falo isso sempre quando me perguntam de casamento. Para você continuar casado é uma decisão diária. Total. E você tem que abrir mão. E você tem que abrir mão. E aí, minha mãe sempre falou para mim, você não quer engolir sapo?
Você vai passar a engolir vaca. Então, continua engolindo sapo. É muito mais fácil não estar casado, né? Na vida. É muito mais fácil. Nossa! Por isso que a gente escolhe. Se relacionar com alguém é a arte mais difícil de todas. Com certeza. Então, você conseguir passar todas as crises, os sete anos, os doze, os quinze, sei lá. É crise todo dia. Então, para você manter esse casamento saudável, não tem outro jeito. Você tem que abrir mão. É isso. Senão, não vai estar saudável esse negócio. Então, é isso. Exato.
Adri, para a gente encerrar, é muito curioso como todos esses projetos recentes seus, tanto o livro, quanto a série, quanto o doc, eles falam cada um a sua maneira, eu acho, de uma mesma coisa, que é uma mulher...
firmando ali o direito de narrar ela mesma a sua própria história, tanto sobre a menopausa, quanto sobre o Ayrton, quanto sobre você de modo geral. Você já vem fazendo isso há muitos anos. Batendo nessa tecla. Batendo nessa tecla. O que é diferente agora? Segue difícil, sabia? Eu sigo tendo que...
cavar esse meu espaço. Ainda, Adriane? É muito louco. Isso é uma coisa que me deixa impressionada. Como nunca foi fácil, segue sendo difícil. Hoje, com a tecnologia toda a meu favor, está tudo aí. Eu uso a tecnologia, sou ativa nas redes sociais, tenho meu TikTok.
Cara, para subir ali os inscritos é uma luta. Você fala, meu Deus do céu, mas meu Deus do céu. Já liguei lá, está empacado. Está empacado. Ele falou, não, porque ganha, perde, perde, ganha, faz parte. Aí, de repente, você vê uma menina rebentar e você fala, meu Deus do céu, deixa eu perder aqui esse trem. As coisas são muito mais...
rápidas nos dias de hoje e para algumas pessoas mais fáceis, para outras mais difíceis. Conforme você vai, eu vou contando, eu tenho uma história muito importante para contar, e muito grande, cheia de trabalho, cheia de coisa, só que já há muito tempo eu venho contando essa história.
E ainda tem gente que não me conhece, ainda tem gente que não sabe, ainda tem gente que não conhece nada. Os amigos do Vitória, acho que eu sou youtuber. Tua mãe lançou um livro de menopausa. Então, assim, eu sou... Sabe, assim, então você tem que... A mim, meu interesse é sempre trazer esse público mais jovem. Estar sempre falando com eles e me reapresentando.
E pra eu conseguir estar no lugar deste público, eu tenho que estar sempre me reinventando, com bastante paciência pra aprender a mexer numa ferramenta nova, porque sempre vem uma novidade que eu tô boiando. E aí eu tenho que entrar no meio e ter. E tem que ter, né? Você tem que ter. Chegou um negócio, você tem que ter. Você tem que abrir lá o seu troço, você tem que ter sua conta, você tem que começar a funcionar. Entender minimamente aquele negócio. Você tem que ter. Então, assim, continua sendo difícil pra mim, continua tendo que cavar meu lugar, mas eu continuo acreditando.
Coisa boa. Adriana, eu queria muito conversar por mais três horas de ver com vocês. A gente vai falando de uma coisa. Eu adorei dar entrevista pra vocês. Que bom, que bom. Eu fiquei tão feliz porque vocês fazem uma coisa que eu fazia muito quando eu tinha o meu programa. Que é estudar quem vem dar uma entrevista. É o mínimo. Que é uma coisa que a gente não vê mais.
Malha e malha a pessoa fala seu nome, se bobear, já começa assim, Adriana, tudo bem? Já na entrevista. Aí você fala, não, nos primeiros cinco segundos já errou meu nome. Tá tudo bem, mas assim, deixa eu te corrigir, eu falo sempre. Eu corrijo, porque pelo amor, as pessoas realmente não são mais, não estão nessa. Não sei porquê, mas vocês encontraram aqui um caminho, eu adorei da entrevista pra vocês. Que alegria. Fiquei muito feliz. Tô muito feliz de estar aqui, obrigada. Eu só preciso fazer uma última pergunta. Pode fazer.
Que é você. Essa mulher que chegou pro Ayrton Senna e falou assim, olha só, não vou dar pra você agora, porque eu quero ser tua amiga e vai estragar tudo. Vai estragar tudo. Vai dar tudo errado. Na sequência de Ayrton, você se relaciona com Júlio Lopes, com Roberto Justus, com Roger. Júlio Lopes é uma coisa que eu não entendo mesmo. Eu acho você tão diferente dessas pessoas.
Adriana, você sempre buscou... Acho que eu nunca tive gosto, né? Pensando bem, eu tenho uma pressa. É isso! Eu tenho um gosto específico, eu tenho pressa. Tem tipo, né? Tem tipo, é isso. Eu nunca tive um tipo. São pessoas muito diferentes. É isso! É um jogador, é um playboy carioca, é um playboy paulistano, é um... Eu nunca tive, pensando bem, são muito diferentes, mas é curioso isso. Não é? E aí tinha um outro que era moreno, que eu esqueci. A minha pergunta é...
Um latino. Um latino, é isso que eu esqueci o nome. O Jaime. Jaime, que a tua mãe gostava, achava lindo. Ele era lindo. Continua bonitão, mas é famosíssimo lá no México. Eu tô com medo de qual vai ser a pergunta. Não, a minha dúvida é, até uma determinada fase, você tava só querendo ser uma mulher normal, casada, estruturando uma família? Eu acho que eu tinha muito medo de ficar sozinha.
Pavor. Durante muito tempo eu tinha medo de ficar sozinha. Pânico. O que é muito curioso. É. Depois quando eu decidi, eu conheci... Eu conheci, não. Eu encontro o Alexandre, porque o Alexandre é meu amigo. Eu conheci o Alexandre aos 18 anos. Antes do Aito eu já conheci o Alexandre. E mais curioso, né? Eu sempre achei que ele era meu amigo. Quando a gente começa a namorar, ele falou, nunca fui seu amigo.
Meu mundo caiu. Eu falei, como assim nunca foi meu amigo? Você colocou ele na friendzone. Só queria te pegar. Já falou logo. Só queria te pegar. Nunca pensei em ser seu amigo. Eu fiquei apavorada. Eu tinha certeza que ele era meu amigo. Então meu mundo já caiu logo de cara. Mas eu achei curioso porque quando eu decidi, falei, agora eu quero ficar sozinha.
Agora não quero mais conhecer ninguém. Eu começo a namorar o Alexandre, caso com ele, tenho filho. Tenho filho. Então, assim, tudo absoluto. Nunca na minha vida que eu planejei deu certo. Nada que eu planejei funcionou. Nada. Então, esses relacionamentos, eu ia engatando um no outro por pânico de ficar sozinha.
E aí a pessoa que me tratava um pouco melhor e que me encantava, por exemplo, cada um desses homens, apesar deles serem fisicamente muito diferentes, teve dois ou três que me deram muito trabalho, que inclusive por causa desses trastes que passaram, eu aprendi a lidar com outras coisas, ainda bem que eu tive, eu só lamento de ter ficado tanto tempo, podia ter ficado menos.
Mas eu tive homens incríveis na minha vida. Tive homens realmente importantes. Que me tratavam muito bem. E que me davam uma segurança como mulher. Porque eu tinha segurança em mim profissionalmente. Mas como mulher eu tateava. Tava sempre meio tateando, sabe? Achava que eu precisava ter uma coisa que eu queria tanto. Que era ter minha família. Que era estruturar uma coisa que eu vinha muito desestruturada.
Apesar de ter tido visto, eu vi meu pai beijando a boca da minha mãe, fazia já muito tempo que isso tinha acontecido. Então eu buscava aquele desenho da família que desmontou.
desmontou na minha vida. Então, acho que eu sempre busquei. E depois que o Vitório nasceu, eu falei, agora eu quero muito mais. Aí o Alexandre falou, pode esquecer comigo. Calma. Eu tenho um amigo aí, ó. Pode me curar. Vai lá, escolhe. Eu já tiquei o evento. Eu já tiquei. Falei, não, vamos lá, porque é tão legal. E eu tive tanto medo de ter filho, tanto tempo. Minha mãe falar pra mim não ter? Tá bom, se minha mãe tá falando pra eu não ter...
Como é que eu vou ter? Então eu tinha pavor de ter filho. E agora que eu tive... Eu falo pra minha mãe todo dia. Mãe, que sacanagem você fazer isso. Mas eu tive traumas. Mas eu não tenho nada a ver. Não passa pra mim esse rolê. Então eu entendo o trauma dela. O pânico dela de ter tido filho. Mas ela não pode passar isso pra mim. Ela passou durante um tempão. E eu fiquei apavorada. Tanto que eu cheguei a considerar não ter filho.
Chega uma hora que você começa a dar tanto errado com os boys que você fala, vou ter... Não é pra ser. Não é pra ser, vou ficar sozinha. E aí você vai experimentando... Muito louco isso de lembrar dessa coisa dos relacionamentos. A minha vida é contada na revista Caras.
Casei, separei, voltei, encontrei o homem da minha vida, separei, separei, casei. Todinha. Você quer olhar a minha vida amorosa, tá toda na capa da cara. Eu adoro as expressões que eles usam, né? A Draniga, eles têm o herdeiro, vão a tal lugar, maravilhoso. O cara é sensacional. Encontra o homem da sua vida, dá três semanas separei. Era assim, era assim, eu vou casar. Passa...
Bumba, trocou, trocou. O problema era caras, entendeu? Eu ia contando a minha história. Gente, outro dia eu vi que tá lá na Lapa, tem lá as revistas.
Coisa é essa. Tá tudo lá. Revita tudo ali. Ainda bem que hoje em dia não é? Tá diferente o negócio. Adriana, que sua vida continue sendo. Me diverti muito estar com vocês aqui. Foi ótimo. Obrigado. Que sua vida continue sendo esse mar de implanejações. Que dando certo. É, que certo. Exatamente. Na luta, mas dando certo. Inspirador. Exatamente. Estamos sempre aqui. Obrigado. Beijo. Valeu, gente. E você já sabe, meio dia e meia.
Sexta-feira, meio-dia e trinta, neste mesmo canal. Eu sempre esqueço de falar sexta-feira. O seu resumo semanal de notícias. Horrível, Anilson. A gente espera vocês.