Episódios de Exegese & Exposição

T8E36 AULA | Teologia da Adoração | Aula 09

20 de julho de 202659min
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Participantes neste episódio2
A

Aderson

Host
D

Davidson

ConvidadoCoordenador regional
Assuntos6
  • Pregação ApostólicaElementos da adoração cristã · Leitura e exposição das Escrituras · Oração perseverante · Louvor e cânticos · Sacramento da Ceia do Senhor
  • O amor como sentido da vidaResposta à revelação divina · Sacrifício vivo · Culto racional · Linguagem e comunicação
  • Caso Kristin RossumLeitura e exposição das Escrituras · Oração · Louvor e cânticos · Ceia do Senhor
  • Livros do Reverendo DavidsonSalmos comentados · Salmo 23 · Salmo 91 · Salmo 139
  • Poder da línguaLashon Hara (língua má) · Lashon Hatov (língua boa) · Murmuração e reclamação · Edificação e destruição
  • Prostração e AdoraçãoAdoração na eternidade · Novo céu e nova terra · Adoração celestial
Transcrição28 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Olá, queridos! Bom dia, bom dia, bom dia! A graça e a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo estejam com todos vocês. Estamos iniciando mais uma manhã de estudo, uma manhã de estudo com nosso querido amigo Reverendo Davidson Big Non. Ele já tá posto, já tá lá só aguardando. Então nós vamos iniciar esse momento como de costume, nós vamos orar, e depois da oração, sim, nós vamos compartilhar aí o espaço para que ele possa nos ensinar, para que ele possa compartilhar conosco os ensinamentos que ele tem tido ao longo desses anos todos de estudo a respeito da a teologia da adoração.

Antes de mais nada, antes até mesmo de orar, eu quero aí dar parabéns aos professores, né? Hoje é dia dos professores, então quero dar parabéns aos professores. Que Deus continue abençoando a vida de cada um de vocês e fortalecendo, dando aí perseverança, porque cada dia que passa é um desafio ministrar e ensinar, porque que a gente vê uma série de questões, né, que muitas das vezes nos entristece. Se entristece a nós que estamos do lado de fora, que dirá vocês, né, que estão dando o melhor em prol de uma sociedade cada vez melhor, cada vez mais aperfeiçoada, cada vez mais conhecedora, até mesmo para que essa sociedade se torne forte e assim possa contribuir em diversas dimensões, áreas aí da sociedade. Vamos orar então.

?Voz B

Obrigado, Senhor, por essa amanhã.

?Voz A

Obrigado, Senhor, por esse dia. Obrigado, Senhor, por essa manhã de quarta-feira que o Senhor nos permite já iniciar o dia e iniciar o dia agradecendo ao Senhor por tudo aquilo que o Senhor tem feito por cada um de nós. Obrigado, Senhor, pelo dom da vida. Obrigado, Senhor, pela salvação que temos em ti. Obrigado, Senhor, pela vida, Senhor, dos meus amados irmãos e amigos que vão se conectar a nós, e que o Senhor abençoe a cada um deles.

Quero te agradecer também pela vida dos professores. Quero te agradecer, pela vida daqueles que receberam o dom, a capacitação para compartilhar os conhecimentos. Que o Senhor continue abençoando a cada um deles, os professores que militam nas universidades, que militam nas escolas, os professores também que militam, Senhor, na escola dominical. Que o Senhor abençoe a cada um deles também. Eu peço ao Senhor que continue dando amor, Senhor, é por essa, por essa, por esse dom, por esse por esse objetivo, por esse propósito.

Eu quero pedir que o Senhor continue dando perseverança. Eu quero lhe pedir que o Senhor continue suprindo as necessidades de cada um deles, para que eles continuem cada vez mais, Senhor, não apenas empolgados, mas que eles sejam renovados, que eles sejam cada vez mais fortalecidos e continuem amando a arte de ensinar, a arte de é poder, Senhor, gerar pessoas cada vez mais melhores, saudáveis, sobre todos os pontos de vista. E assim possamos ver, Senhor, jovens fortalecidos, jovens éticos, jovens, Senhor, que vão contribuir no futuro com a melhoria cada vez maior do nosso país.

Paizinho querido, abençoa aqueles que estão em deslocamento, Aqueles que estão indo para o trabalho, aqueles que estão retornando do trabalho, aqueles que estão saindo para resolver algumas questões pessoais aí, Senhor, nos órgãos públicos, outras questões pessoais, Senhor, relacionadas à saúde, ou talvez para resolver alguma questão em alguma outra área. Senhor, abençoa cada um deles, abençoa aqueles que estão retornando do trabalho, abençoa aqueles que estão indo para universidade, para escola, em nome de Jesus.

E mais uma vez eu te peço por essa programação bênção. Mais uma vez eu te peço, Senhor, por esse estudo, que o Senhor dê unção de sabedoria ainda mais ao teu servo para ser instrumento nas tuas mãos, para ser boca do Senhor nessa manhã através dessa live. Em nome de Jesus eu te oro e já te agradeço.

?Voz B

Amém.

?Voz A

Vamos então chamar Reverendo Davidson. Bom dia, bom dia, bom dia!

?Voz B

Bom dia, Pastor Aderson! Tudo bem com você? Tudo bem com a sua família?

?Voz A

Tudo joia, graças a Deus! E você, tudo joia?

?Voz B

Graças a Deus, tudo bem aqui, né? Também quero dar os meus parabéns aos professores. Hoje é o Dia dos Professores, especialmente aqueles que lutam para ensinar a palavra de Deus, não é? Que todos possamos ter essa bênção na nossa vida, né, de poder ensinar a Bíblia Poder ensinar a palavra de Deus. Aliás, a Bíblia diz, né, aquele que ensina, que haja dedicação ao ensino, né? Que Deus então nos abençoe, abençoe a todos os professores, em nome de Jesus.

?Voz A

Amém, amém. Como é que tá sua mamãe?

?Voz B

Como é que tá sua sogra? Graças a Deus estão bem, dentro do quadro delas, né? Mas tem, Deus tem abençoado também, tem cuidado delas, graças a Deus. Graças a Deus.

?Voz A

A esposa, tudo joia?

?Voz B

Está bem, né? Ela está dormindo ainda. Daqui a pouco ela se levanta para a gente fazer um café. Então a gente, né, começar o dia bem, né? Joia, meu amigo!

?Voz A

Então eu vou me retirar devagarzinho para que você possa ficar bem à vontade e ser boca do Senhor nessa manhã para nós, tá bom?

?Voz B

Amém, meu querido! Amém! Obrigado! Como sempre, né, a gente começa falando aqui, Pastor Aderson, da de nossas literaturas, né? Já que hoje é o Dia do Professor, convido você a conhecer as obras de um professor, né? E abençoar a vida de outros, de um professor nosso, né, que sou eu no caso. Então, Pastor Anderson, vamos colocar aqui a tela, vamos começar então a trabalhar e a mostrar o que o Senhor, né, tem colocado diante de nós, né, para estarmos fazendo aqui a obra dele.

Bom, então nós temos aqui, né, o nosso site da WeClap, como você já conhece. Aqui você acha todas as minhas obras, não é? Então você tem aqui, ó, obras devocionais, obras de exegese, material para pregadores. E eu quero chamar atenção de vocês para os Salmos, né? Hoje é o dia dos professores, a gente tem que adorar a Deus, louvar ao Senhor. Pela bênção da vida. Aí eu quero chamar então atenção de vocês para os meus salmos comentados.

O primeiro salmo deles é o Salmo de número 23, é muito conhecido. Esse livro aqui tem sido ainda muito requisitado, tem sido uma bênção, né, para a gente poder trabalhar aqui o Salmo 23 com todos os segredos revelados À luz do hebraico bíblico. Então você percebe aqui, né, nessa capa você tem aqui, ó, o Salmo 23, versículo 1, em vários tons aqui de hebraico, na quina, compondo a capa, né. Eu tenho aqui o prefácio do professor Samuel Monteiro.

Ele é professor de hebraico, criador do site Hebraico Pro, e tem sido uma parceria muito boa e muito longa, né, que eu tenho feito com ele. Ao longo de muitas lives e muitos estudos também. Então é um livro assim muito abençoador, tem tido muita procura ainda hoje, né? Eu tenho ainda poucos exemplares aqui em casa, mas não se incomode com a quantidade, né? Você pode adquirir aqui no site da UCLAP. Você clica aqui no Saiba Mais, depois do Comprar, e você pode adquirir o meu livro.

Aqui é a parte de trás da capa, né? São as revelações originais. Aqui: escrever este livro foi uma experiência fantástica, pois me permitiu debruçar no Salmo 23 na língua original em que ele foi composto, né? Então eu tive que ir trabalhando no Salmo 23, né, com todos os seus segredos e essa bênção toda aí para que possamos conhecer o que Deus quis falar conosco no original, né? Não é mais uma tradução onde há a ingerência humana, né?

Muitas vezes até não traduzindo de modo fiel aquilo que Deus quis mostrar. Mas quando você olha no original, você vê o que de fato Deus quis revelar a nós, né? Então são muitos segredos e são uma bênção para sua vida espiritual. Então eu recomendo As Revelações Originais do Salmo 23. E se você quiser já ter uma palhinha lá no meu canal do YouTube, você tem esse livro inteiro aqui narrado por mim, inclusive com as palavras em hebraico sendo mencionadas, sendo faladas por mim, para que você possa ter certeza de como é a pronúncia no original hebraico, tá legal?

Então procura lá Revelações Originais do Salmo 23, o audiobook, no meu canal do YouTube, tá bom? Vai ser bênção para sua vida. Também tenho mostrando para você aqui o meu comentário do Salmo 91, né? Estamos nos dedicando hoje ao Livro dos Salmos. Então, proteção divina no curso da vida. É o meu comentário do Salmo 91. Ele é muito robusto, ele tem cerca de 400 páginas, né? Então é uma bênção também esse livro. Aqui você vai entender, né?

Além daqui dos tons de hebraico aqui também, né, do Salmo 91, versículo 1, em hebraico, tudo a luz do hebraico bíblico, né? E você vai ver todos os segredos revelados, né? Olha que bênção! Então você vai conhecer aqui esse meu comentário do Salmo 91 para abençoar sua vida. Sabe aquele salmo que muita gente deixava aberto na sala, né, com as páginas da Bíblia ficando amareladas? Nesse texto aqui, né, que diz: aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.

O que significa tudo isso? Quais são as palavras, as revelações divinas do Salmo 91, não é? Então tudo está ali à luz do hebraico também, para você conhecer em profundidade o que Deus tem mostrado. Não é só para você ter uma ideia, quando diz, né, que o que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará, o verbo habitar ali E a chave, né, o verbo que significa você fazer morada, como um viajante que para no meio do caminho numa pousada e renova as suas forças.

É habitar nesse sentido, habitar porque tá renovando as forças. É uma habitação, no caso, não temporária, mas uma habitação permanente. Então tem segredos aqui no Salmo 91, inclusive alusão a outros deuses, a outras crenças do mundo antigo que você precisa conhecer para que faça sentido certas palavras de proteção que aparece ali no Salmo 91. Então é um livro muito bom também, é um comentário robusto, talvez o maior comentário em língua portuguesa feita por um brasileiro do Salmo 91, tá legal?

Então procura lá, você vai gostar também, vai ser uma bênção para sua vida. O meu último livro dos Salmos que eu quero também enfatizar para você é o Salmo 139, comentado por mim, né? Em Tua Presença, encontre a intimidade com Deus, no Salmo 139. Aqui são todos os segredos revelados à luz da Bíblia hebraica No Salmo também conhecido nosso, né, o Salmo 139, que diz: Senhor, tu me sondas e me conheces, conhece quando eu me assento, me levanto, né.

Então esse texto aqui é muito bonito, é um texto que geralmente usamos para pregar e falar na época de aniversário, quando de fato Deus tem revelado, né, a sua grandeza e a sua bênção. Esse também é um livro robusto. Aqui, ó, é um comentário do Salmo 139, um dos textos mais profundos e inspiradores das Escrituras. Escrito por Davi, esse salmo nos conduz a uma reflexão sobre a grandeza de Deus e sua relação íntima com cada um de nós.

Diferente de um tratado teológico abstrato, Este salmo se apresenta como uma oração cheia de emoção, onde o salmista reconhece a onisciência, a onipotência e a soberania divina, ao mesmo tempo em que expressa o seu desejo por uma vida reta diante de Deus. Então, sim, esse comentário aqui do Salmo 139 é um comentário muito abençoador também. Veja, né, aqui, ó, É um comentário com certa robustez, né? Ele vai abençoar sua vida porque nele também eu aproveitei aqui o material dos meus alunos de exegese do Antigo Testamento no seminário.

Então é um adendo que tem aqui no livro do Salmo 139, é o comentário final, né, de exegese desses meus alunos. No Seminário Betel. Então é bem interessante você conhecer também o desenvolvimento daqueles que estudam hebraico comigo no seminário e saber e perceber a colaboração deles para esse livro, com a exegese que eles fizeram do Salmo 139. Tá legal? Muito bem. Então esses são os livros, comentários dos Salmos, que eu quis deixar para vocês aqui.

E agora nós estamos já entrando no conteúdo de hoje. Lembrando que nós estamos aqui nesse material gratuito que você pode solicitar, a Teologia da Adoração, né? Já que estamos falando de adoração, por isso eu quis tratar dos Salmos, né? Que é só, é o livro de adoração do Antigo Testamento por excelência. E você pode solicitar gratuitamente esse PDF com o resumo de tudo aquilo que estamos estudando ao longo, né, das aulas sobre a teologia da adoração.

E hoje vamos falar, já que já tratamos de adoração no Antigo e Novo Testamento e todos os fatores teológicos da adoração, vamos tratar hoje sobre os elementos da adoração cristã. Nós já vimos a adoração no Novo Testamento, então já temos no cristianismo em perspectiva nesse momento, né, de adoração. Vamos ver aqui os elementos que aparecem então na adoração cristã, tá bom? Primeiro temos aqui o primeiro elemento, que é a leitura e a exposição das Escrituras.

Sim, quando o cristão adora, ele está adorando pautado na palavra de Deus. Bom, então a gente não tem liberdade para adorar como desejamos, ao nosso bel-prazer. Não, a gente tem um parâmetro, e esse parâmetro é a própria palavra de Deus, né? Veja aqui, 1 Timóteo 4:13, aqui na Nova Almeida atualizada: até a minha chegada, dedique-se à leitura pública da Escritura à exortação e ao ensino. Então você perceba que há aqui a leitura pública da Escritura, era uma prática na adoração da igreja do primeiro século, a igreja originária, é que alguns chamam de igreja primitiva.

Eu mesmo já usava essa nomenclatura há muito tempo, mas hoje em dia nós temos uma maneira melhor, né, de se referir de nos referirmos à igreja do primeiro século, que é propriamente a igreja do primeiro século ou a igreja originária, tá, que é um jeito mais coerente também de se falar. Então é Paulo falando aqui para Timóteo que até que ele voltasse, né, pudesse estar novamente com Timóteo, Timóteo deveria dedicar-se a essa leitura pública das leituras aqui no ambiente de culto, a exortação, né, aqui no ambiente mais intimista, e ao ensino também da palavra, né.

Então ele tinha que se dedicar a isso. Veja como hoje eu digo os professores, né, perceba aqui a importância que Paulo dava ao ensino da palavra, mesmo no contexto da adoração. Bom, então, quando nós, né, que somos professores, ensinamos a palavra de Deus, também é um ato de adoração. Eu tenho ensinado na igreja, mesmo aqui nas nossas lives, que as pessoas geralmente acreditam, geralmente as pessoas pensam e acreditam que a adoração só acontece com música, né, com louvores.

Mas não, você adora a Deus com todos os seus talentos, com todo o seu corpo, com toda a sua mente, com todo o seu coração. Então tudo que você faz é um ato de adoração a Deus, e adoração é serviço. Adorar é servir a Deus, né? Então quando se faz leitura pública, quando se exorta, quando se faz o ensino da palavra, Eu posso ampliar aqui também, né? Quando se louva a Deus, o culto, a gente está adorando ao Senhor nesse culto público, e a gente tá fazendo de tudo para glorificar a Deus.

Então você, professor, hoje, hoje que é o seu dia, né? Lembre-se, quando você ensina a palavra de Deus no ambiente que ele é propício para ensinar, que ele favorável, né, para o ensino da palavra, você também está adorando a Deus. E mesmo se você ensina a sua disciplina secular, né, português, matemática, história, geografia, você ensina outros assuntos e outras matérias na escola, na faculdade, né, enfim, seja lá qual for o seu campo de atuação tudo que você faz, tudo que você ensina é um ato de adoração.

Tá legal? Bom, além da leitura e exposição das Escrituras na adoração do culto público, também tinha a oração, né? Veja que em Colossenses capítulo 4, versículo 2, que Paulo também disse, né: perseverai na oração Vigiando com ações de graças. Então, essa perseverança na oração, ela é parte integrante do culto público e é uma parte muito importante desse culto. Ninguém consegue de fato cultuar a Deus, servir ao Senhor, se não tiver falando com ele, né?

Colocar a sua vida totalmente nas mãos do Senhor. E você faz isso quando ora, quando se coloca diante dele numa oração sincera, numa oração abençoadora. Então perseverar, por que que o Paulo fala em perseverar? Porque existe aqui um esforço. Veja que está no imperativo. O imperativo é uma ordem que Paulo dá, não é? Então se ele deu uma ordem é porque essa ordem é passível de ser obedecida. Paulo não daria uma ordem que não pudesse ser obedecida.

Então, a obediência à ordem da perseverança na oração, essa perseverança, né, essa obediência, ela é consciente. Então você precisa conscientemente, você precisa com a sua consciência livre, com a sua vontade também, com a sua força de vontade, se esforçando para ter uma vida de oração perseverante. Por que isso? Porque se não perseverarmos, se não houver esse esforço intencional para ter uma vida de oração, a gente acaba não tendo, porque a nossa carne não vai permitir que a gente esteja se esforçando para ter uma vida de oração, entende?

Então é preciso perseverança. Sem perseverar não há como termos uma vida de oração. E se não temos uma, se não temos uma vida de oração, não temos vitórias, não temos poder, não temos o favor de Deus atuando em nossas situações, em nossas crises, né? Porque a gente precisa entender que Deus atende as nossas orações na medida em que, é claro, nós estamos falando com ele, estamos orando, né? Então lembre-se aqui, um culto público, uma adoração pública, tem que ter leitura e exposição da palavra de Deus, tem que ter oração perseverante, tem que ter também louvor e cânticos.

Veja que Efésios 5:19: cantando e louvando de coração ao Senhor. Então o louvor, os cânticos, né, eles fazem parte da nossa adoração também, do nosso culto público. Então veja que pregação, leitura e exposição, né, que é a pregação da palavra, oração faz parte do nosso culto. Louvor e cânticos também. Veja a importância de estarmos louvando a Deus como também um ato de adoração, ato didático de adoração. Por isso que é importante você levar em conta a teologia que está sendo cantada em nossos cultos.

Por isso fizemos aquela digressão longa analisando alguns cânticos aqui do mainstream, vendo erros teológicos, vendo erros até gritantes e heresias, ou até algumas incongruências, né, alguns detalhes que podem resvalar para uma compreensão errada do que a Bíblia ensina. Enfim, a gente viu aqui, né, até situações de péssimo gosto musical dessas letras e cânticos. Mas enfim, né, então o louvor e os cânticos são também parte da adoração e são também parte importante.

Então, então assim, faz diferença o ritmo, faz diferença a melodia que você canta, os acompanhamentos, faz muita diferença a letra do que você está cantando. Então tudo isso vai interferir no modo como Deus vai receber ou não a sua adoração através da música, né? Então estamos falando aqui da leitura e exposição das Escrituras no culto público, a oração, o louvor e os cânticos também na adoração pública. E agora estamos falando do sacramento da Ceia do Senhor.

Claro que também pode incluir aqui batismo também, né? Mas o batismo é mais sazonal. A Ceia do Senhor é uma, é um sacramento, né, que é ministrado, que é apresentado com um pouco mais de periodicidade. No caso aqui do Brasil, todas as igrejas evangélicas, elas costumam fazer a Ceia do Senhor uma vez por mês, né. Lá na nossa igreja, a Igreja Congregacional de Niterói, no primeiro domingo do mês. Na Igreja Ara Cruz, eu não sei se é no primeiro domingo também.

Depois o pastor Anderson nos dá essa informação. Mas o texto diz que a Ceia do Senhor é também um momento sacro, sacro no sentido de santo, né, separado. E olha o que o texto diz, né, 1 Coríntios 11:24, que é a passagem clássica da Ceia do Senhor. E esse texto diz: fazer isto em memória de mim. Então é para continuar fazendo até o dia em que o Senhor voltar. Como Jesus não voltou ainda, então ainda continuamos participando da Ceia do Senhor até o momento em que ele volte, né?

Então veja aqui os elementos do culto público, da adoração pública: leitura, exposição, da palavra, oração, louvor e cânticos, e por fim a Ceia do Senhor, como esse sacramento, esse momento sagrado, especial, separado para estarmos adorando o Senhor, né, através da Ceia do Senhor, que é aquele momento de comunhão em que estamos compartilhando como um corpo de Cristo, né, todos juntos os símbolos do corpo de Cristo, que foi moído na cruz do Calvário através do pão, e o símbolo do sangue de Cristo vertido na cruz através do suco da uva, né, ou do vinho, né, também como era antigamente.

Então tem até um fator interessante que eu já falei assim várias vezes enquanto ministrava a ceia. Que, por exemplo, quando o pão, né, para que se torne pão, você tem que pegar o trigo, tem que colher o trigo, tem que moer o trigo, tem que amassar a massa, né, feita com o trigo, e colocar no forno para depois virar aquele pão. O pão é aquele palpita, né, que a gente chama hoje palpita, aquele pão árabe. Aquele pão redondo, né, que dá para abrir, colocar dentro dele como se fosse uma bolsa, dá para colocar dentro dele o recheio que você quiser, né.

Esse é o pão pita, é o pão árabe, é o pão também que se comia na época de Jesus, né. Agora, o pão da ceia não é esse pão, né. O pão tecnicamente da ceia é o pão ázimo, é o pão sem fermento. É o pão que é chamado em hebraico de matzá. Esse pão sem fermento, ele é duro, ele é como se fosse um grande biscoito creme cracker sem sal e sem fermento, né? Ele é apenas a farinha amassada com água e mais nada. Às vezes você coloca até óleo, né, óleo, então azeite, mas geralmente água mesmo que se faz.

Aí amassa, depois de pronto Fica como se fosse um sabor, né, crocante de um creme craque, só água, né, não tem sal, é só o creme craque, era água, é um crocante, né, tostadinho, né, fica, é gostoso. Fora da Páscoa, o judeu usa esse pão até para fazer pratos, né, faz até lasanha com esse pão, né, em vez de usar aquela massa de lasanha, usa o pão ázimo. O judeu costuma fazer assim, né? Mas enfim, estamos falando aqui da Ceia do Senhor.

Então é esse pão ázimo, é o matzá, é o pão sem fermento, e é o suco de uva, né? Antigamente se usava o vinho propriamente. Hoje em dia, por questões práticas e até para não dar gatilho para alguém, né, que se converteu e tinha um passado envolvido com alcoolismo, né? Então para não dar gatilho naquele que tem um passado assim, a gente serve suco de uva e não vinho alcoólico. É uma questão prática também, né? Então é para a gente entender que a sede e o segor, ela tem essa representação.

Então tanto o trigo precisa morrer e ser triturado e depois assado no forno para virar o pão, quanto também a uva, né, precisa ser esmagada no lagar como era feito antigamente. O lagar era uma espécie de tonel preparado, né, às vezes de madeira, para poder colocar ali as uvas que eram colhidas, né, lá do vinhedo de Israel na época de Cristo. E o escravo, ou a mulher, ou uma criança colocava ali, ficava pisoteando as uvas e esmagando todas elas.

Para que o suco da uva escorresse. E depois aquele suco, né, da uva pisada junto com, junto com a semente, junto com a casca também, tudo junto ali, né, ia sendo depurado. Então aquele suco ia para a época de fermentação, ia para odres, ia para tonéis de antigamente, né. Que era chamado de talhas também, eram colocados ali com tampa, ou às vezes sem, para poder fermentar e virar o vinho. Então, essa uva foi esmagada, portanto, no lagar, para que pudesse depois, né, pelo processo natural de fermentação, virar o vinho.

Então perceba, o trigo morre, a uva morre, para que se torne algo melhor. O vinho morre, o trigo morre para virar pão e a uva morre para virar vinho, não é? Que é o símbolo da alegria na época bíblica. E além disso, quando o participante da Ceia do Senhor come os elementos, ele come, né, da parte do pão, aquele pão ázimo, né, que é aquele grande biscoito cream cracker, somente água, né, que partido, é partido mesmo, né? Não é rasgado como pão pita, ele é partido porque ele é quebradiço, né?

Ele é meio seco e quebradiço. Então ele é partido, distribuídos pedacinhos para as pessoas comerem. E quando a pessoa come o pão e bebe o vinho, né, esses dois elementos passam a fazer parte do metabolismo daquele que comeu. E bebeu, né? Então, tanto o que comeu, simbolizando comer o corpo de Cristo, então ele agora faz parte do seu metabolismo, ele faz parte da sua própria vida. Como também o vinho bebido, né? Ele é bebido, ingerido, e ele faz parte agora do seu metabolismo também.

Então entende o simbolismo forte disso? É você fazer do corpo de Cristo representado pelo pão e o sangue de Cristo representado pelo vinho, fazer desses elementos que simbolizam o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário, ele agora é parte integrante e íntima da sua vida. Não tem mais como separar, você já está intimamente ligado tanto ao pão quanto ao vinho, né, que representam o próprio Cristo no seu ato de sacrifício em salvação por nós, tá?

Veja como a gente tem um elemento simbólico muito forte, muito poderoso, e a gente nem se dá conta disso quando participa da Ceia do Senhor, nos cultos, né, de ceia, tá bom? Eu acho que a partir de agora você que assistiu essa aula e tá Pegando agora essa explicação, eu acho que você jamais vai participar da Ceia do Senhor da mesma maneira, né? Porque agora você entende toda a riqueza do simbolismo da Ceia do Senhor, tá legal?

E claro, quando Cristo instituiu a ceia, era o contexto de Páscoa, a festa da Páscoa judaica. Então não tem nada a ver com chocolate, aquilo não tem nada a ver com coelhinho da Páscoa. O que tem a ver é o sacrifício do cordeiro, que tem a ver é o pão ázimo e o vinho também usado na cerimônia da Páscoa judaica. Aí entra ervas amargas, entra água salgada, entra vários elementos. Depois da Idade Média entrou também o ovo cozido, enfim, né?

Mas tem ali o cordeiro pascal, tem tudo ali conforme o rito desse jantar de Páscoa. Chamado de seder. É, seder é o jantar ritual. Então você tem o seder de Pessach, o jantar de Páscoa, que é uma forma de relembrar a saída do povo de Israel lá do Egito. E a partir do Novo Testamento, a Páscoa também agora está atrelada à morte de Cristo na cruz e a ressurreição do Senhor, né, vencendo a morte. Então o cristianismo, devido à última ceia de Cristo, que era o seder de Pessach, ele estava então ali agora transformando esses elementos clássicos da Páscoa judaica, trazendo para ele próprio, né, e trazendo isso como referência agora para o seu sacrifício e ressurreição.

Tá legal, que é uma bênção para a gente. Muito bem, então vamos continuar caminhando aqui. Ainda dá tempo de falar alguma coisa sobre o tópico 5 do nosso material aqui, que é a teologia bíblica da adoração propriamente dita. Vamos ver aqui alguns aspectos então da adoração conforme a Bíblia, de modo mais sistemático, vai nos ensinar, tá? Então, primeiro subtópico aqui é que a adoração, ela é feita como resposta à revelação divina.

Então, Deus se revela a nós porque ele quis se revelar a nós, desejando ter um relacionamento conosco. A nossa resposta à revelação do próprio Deus a nós é a nossa adoração. Então, a adoração não é uma iniciativa humana. Mas é uma resposta, autocomunicação de Deus. Veja o que está aqui em Apocalipse 15, versículo 4, né? Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome, pois só tu és santo. Então perceba aqui que o ato de adoração do salmista, no caso aqui do Apocalipse, né, o ato de adoração colocada aqui por João, né, é uma pergunta que se faz, né: quem não te temerá, Senhor?

Ou seja, quem não glorificará o teu nome? A resposta é muito clara: todos devem glorificar e adorar, temer o Senhor, porque somente ele é santo, né? É revelação da santidade de Deus, leva o ser humano a de fato responder essa revelação através de atos de adoração, entendeu? Então não há uma maneira mais adequada de você responder ao ato revelativo de quem Deus é através do que não seja através da sua adoração. E Jesus mesmo disse, né, que nós temos que adorar a Deus em espírito e em verdade.

Então tá mais atrelado ao lugar ou até mesmo ao ritual, mas está atrelado à intenção do coração. Essa é a adoração que Deus recebe, que Deus gosta de receber e gosta de atuar, né, nesse ambiente de adoração sincera, adoração direta a ele, né, adoração através de Cristo, já que Cristo conquistou para nós esse, essa possibilidade, né, esse privilégio de estarmos adorando a Deus, né, através do seu sacrifício na Cruz do Calvário.

Então, adoração, ela é sempre uma resposta adequada à revelação de Deus, de sua santidade, dos seus atributos, de quem Deus é e como ele se revela a nós. Além disso, a adoração também é, deve ser encarada como um estilo de vida. Então você não tá adorando a Deus só quando vai lá para igreja para adorar, né, para cantar, para fechar os olhos, levantar a mão, e você adorar a Deus da maneira que você sente mais à vontade. Mas adoração, a gente já viu, é um estilo de vida, porque tudo que a gente faz É um ato de adoração a Deus.

Todos os nossos atos, se servimos bem a família, se estudamos bem, se trabalhamos bem nosso emprego, tudo nós fazemos para a glória de Deus. Então é um ato de adoração. Veja o que diz aqui Romanos 12, versículo 1, que é um texto que nós conhecemos bem, onde Paulo diz, né: rogo, pois, irmãos, que apresenteis o vosso corpo, o vosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Então temos aqui o corpo que deve ser apresentado a Deus como sacrifício, mas não é o sacrifício morto como era no Antigo Testamento.

O sacrifício agora ele é vivo, Nós oferecemos a Deus o nosso próprio corpo, a nossa própria vida, como um sacrifício que é vivo, ou seja, uma consagração completa e total enquanto ainda estamos vivos. E esse sacrifício, além de vivo, ele é santo, é separado, né, como Deus é santo também. Então apresentamos a Deus um sacrifício que é separado, que é santo também, e é agradável a ele. Quando apresentamos a Deus esse sacrifício vivo e santo, isso se torna agradável ao coração de Deus.

E tudo isso aqui é o nosso culto racional, porque é o culto intencional, é o culto onde também usamos a razão. Além das emoções, além, né, de toda a nossa vida, é um culto totalmente entregue enquanto estamos vivos ainda e apresentamos a ele. É o culto santo, né, o culto que envolve a busca e o esforço intencional pela santidade pessoal. Então, a nossa adoração, ela deve funcionar como o nosso estilo de vida. Não é só quando estou na igreja, mesmo quando estou fora da igreja, no meu dia a dia, o modo como eu trato a minha esposa.

Se eu tivesse filhos, né, o modo como eu trato os meus filhos, os meus pais, os meus avós, se eu tivesse os meus avós vivos ainda. Enfim, né, o modo como tratamos uns aos outros, irmãos da igreja, lá no trabalho, na escola, na faculdade. Sociedade, nos meus relacionamentos. Até quando eu não gosto de jogar futebol, mas até quando o cristão joga futebol, ele não vai dar canelada no outro, ele não vai dar aquelas entradas violentas, né?

Ele não vai fazer nada de mal, não vai xingar palavrão, não é? Não vai fazer nada disso, porque o cristão, até quando joga futebol, quando assiste série na televisão ou filme, né, quando maratona série, alguma coisa assim, ou fica zapeando na internet, rolando feed, né, de internet, esse cristão também está glorificando a Deus. Até quando você fica vendo bobagem na internet, eu acho que você não deveria ficar perdendo tanto tempo vendo bobagem na internet, né, mas mesmo assim você tem que pensar: eu tô glorificando a Deus?

Com essa piada que eu tô vendo aqui na internet, com esse meme, enfim, né? Tudo que fazemos da vida tem que ser para a glória de Deus, né? A adoração, ela também tem um fator escatológico. Você sabe que escatologia diz respeito ao final dos tempos, né? Ao modo como Deus vai terminar esse sistema corrompido, né, de governo e de existência, e vai restaurar a terra para criar nela uma nova terra. Então teremos aqui no aspecto escatológico, teremos os novos céus, o novo céu e a nova terra, né.

E isso aqui tem a ver então com a adoração também, porque a adoração continua no aspecto escatológico, ela continuará na eternidade. Então, eu vou— nós vamos ter a eternidade inteira para continuar adorando a Deus com musicais ou servindo a Deus. Sabe-se lá como que Deus vai querer ser servido por toda a eternidade, né? E a Nova Terra, ela vai ser restaurada porque o que é o Éden, que era o propósito inicial de Deus, que a terra inteira fosse como o Jardim do Éden, E o ser humano cuidando desse jardim, lavrando esse jardim, é um jardim perfeito, sem problemas, é uma terra inteira perfeita.

E o pecado trouxe problemas e trouxe a corrupção, né, para o gênero humano e para toda a criação, para toda a terra. Mas a boa notícia é que nós poderemos adorar a Deus ainda por toda a eternidade, porque mesmo a terra Ela será restaurada à sua condição antes do pecado, tá? Esse é o conceito bíblico muito importante que a gente precisa também levar em conta. Paulo mesmo disse que até mesmo a natureza, até mesmo a terra, né, está gemendo, aguardando a redenção do ser humano e da própria natureza em si.

Então a adoração ela será plena na eternidade. Então sim, você pode cantar hoje, né, como eu canto, igual a taquara rachada, não é? Fora de ritmo, fora de tom. Tem gente que em vez de fazer o contracanto no coral, né, na igreja, ele faz o contra ao canto, não é? E fica lá lutando contra a música, né? Infelizmente são esses que querem participar do Ministério de Louvor. Veja que coisa. Mas a verdade é que mesmo que eu cante mal hoje, então eu não vou fazer solo na igreja, não vou ministrar louvor na igreja, mas eu vou ter uma adoração perfeita, completamente perfeita, na eternidade.

A minha adoração a Deus, então, envolvendo música ou qualquer serviço que eu faça a Deus na eternidade, Isso para a gente é um mistério, né? A gente não sabe como Deus vai querer ser adorado por nós na eternidade. Mas o fato é que Apocalipse revela que a adoração também acontece com músicas, inclusive no reino celestial, na própria escatologia do Apocalipse. Veja aqui Apocalipse 7, versículo 11: e todos os anjos estavam em pé Prostraram-se diante do trono e adoraram a Deus.

Os homens também vão fazer isso, mas aqui até os anjos estão adorando a Deus, até aqueles, aquelas criaturas que Deus criou, que Deus fez, e que são assim em poder maiores do que nós. Mas Deus nos ama, né, a ponto de fazer até mesmo cada um de nós, né, como se fôssemos, como se fôssemos, né, superiores aos anjos, embora não sejamos, em termos de poder, né, em termos de constituição até do próprio ser. Então nós temos aqui a condição de podermos também adorar a Deus por toda a eternidade, mesmo no escaton.

Né, mesmo depois da volta de Cristo, nem todas essas perspectivas escatológicas. Legal, muito bem. Agora eu quero deixar a palavra com o Pastor Aderson. Na próxima semana vamos continuar falando sobre os aspectos práticos da adoração na igreja, tá bom? Pastor Aderson, a palavra é sua.

?Voz A

Joel, Joel, bom dia, bom dia aí, meus amados irmãos. E o Magno está conosco também. A pergunta que o Reverendo Deivison fez lá no início a respeito da Santa Ceia, ou da Ceia do Senhor, melhor dizendo, sim, nós realizamos aqui também no primeiro domingo de cada mês. Então, no primeiro domingo nós realizamos a Santa Ceia. E como o Reverendo Deivison muito bem colocou, né, e ele tá sempre frisando isso aí conosco, é simplesmente o fato de que a adoração não se restringe apenas um ambiente apenas uma data, apenas um horário, um período, né, de duas, uma hora e meia, seja lá como for.

Mas a adoração, ela deve ser plena na perspectiva de tudo. A minha vida deve adorar a Deus, os meus relacionamentos precisam adorar a Deus, as minhas tomadas de decisões também precisam adorar a Deus, né, os meus, as minhas conversas, as minhas brincadeiras, os meus momentos que nós chamamos de momentos em que nós vamos oxigenar o cérebro, vamos passear, momentos prazerosos, também precisam adorar a Deus. É isso mesmo, Reverendo Davidson?

?Voz B

Isso aí, cada ato nosso envolvendo música ou não, é tudo, né, tem que ser um ato de adoração. Então, por exemplo, se tem alguma coisa que acontece que foge do meu controle no dia a dia eu começo a praguejar, eu começo a falar praguejos, né, começo a reclamar, murmurar, enfim. Isso não é o ato de adoração a Deus. Então eu tô maculando a minha adoração a Deus naquele dia porque eu tive murmuração, porque eu tive, né, reclamação de alguma coisa.

Então veja como isso é sério, né. Eu tô preparando uma série de estudos, já tô colocando no meu canal agora no YouTube sobre a Lashon Hara e a Lashon Hatov. São duas expressões em hebraico. Lashon Hara significa língua má. Lashon em hebraico é língua e Hara é má, tem a ver com a maldade. E a Lashon Hatov é a língua boa. Que é ratov significa bom, né, boa. Então, é, a língua má é a língua amaldiçoadora, é a língua que é corrosiva, não é, que produz destruição.

Enquanto que a língua boa é a língua que abençoa, é a língua que elogia, é a língua que ergue pessoas, ergue vidas, né. A língua má tem a ver com a murmuração, tem a ver com reclamação. Tem a ver com a maledicência de alguém, fofoca, tem a ver com cancelamento de hater de internet, né, tem a ver com tudo isso. E a Lachorra Tove, a língua boa, tem a ver com eu estar louvando, bem-dizendo, eu estar elogiando alguém, né. E isso ajuda, né, inclusive a vida da pessoa ter, né, um pouco mais de sabor.

E um pouco mais de vivência também, né, ao longo do dia. Então é importante, né, você também levar em conta que até o que você fala, até o que você faz no seu dia a dia, deve ser encarado como um ato de adoração. Então não macule, não traga corrupção para o seu ato diário de adoração a Deus, seja lá como você estiver adorando a Deus. Lavando uma louça, trabalhando, capinando o quintal, varrendo a casa, enfim, né, estudando, trabalhando, carregando peso lá, tudo é um ato de adoração ao Senhor.

?Voz A

Interessante, né, porque isso aí nos leva a refletir a respeito do nosso estilo de vida, né, porque muitas das vezes nós ingenuamente Pensamos que adoramos a Deus só quando estamos cantando. Estamos adorando a Deus hoje. Só estamos adorando a Deus apenas quando estamos junto com os nossos irmãos na igreja. Estamos adorando a Deus, mas perpassa esses momentos, porque adoração é, como Reverendo Davidson falou, ela deve ser plena e ao mesmo tempo integral, ou seja, a todo momento.

Eu acordo, o abrir os olhos já é um ato de adoração a Deus. E o que eu fiz a partir deste momento também deve ser um ato de adoração.

?Voz B

Até tem uma música interessante que o falecido cantor gospel, né, é o Nelson Nede. Não sei se você lembra dele. Ele era cantor do mundo, né, cantor de música popular, e depois ele se converteu. Aí só passou a cantar louvores. Tem uma música que ele canta, que eu lembro bem, Que a letra é assim, né? O meu primeiro pensamento ao despertar é para ti, Senhor Jesus, e a oração que eu fizer ao meditar é para ti, Senhor Jesus, né? Eu acho interessante porque engloba tudo desde o começo, como você falou.

Abriu o olho para despertar, já tô pensando, já tô falando com Deus, já tô pensando no Senhor.

?Voz A

Né?

?Voz B

E durante o dia todo e até a noite, quando eu vou deitar também, minha oração final do dia é para adorar ao Senhor, né?

?Voz A

Bacana, é isso aí. E aí a gente tem oportunidade de aprofundar ainda mais o nosso conhecimento, nosso entendimento sobre adoração. E eu já quero já dentro lá da programação que ele fez aí de estudos para conosco dele também implementar esse estudo que ele tá subindo lá na página dele, que conosco, né, sobre a Lashon Hara, ele acha uma coisa importante.

?Voz B

Eu tenho bastante material já que eu tô pegando aqui, eu posso preparar assim uma série de aulas sobre o poder da língua, né, aquela língua de cobra, entendeu? Poder para o mal e o poder para o bem, né?

?Voz A

E aí é até interessante porque de alguma maneira deve implicar naquele outro texto que fala: pode uma mesma fonte jorrar água boa, né? Então de alguma maneira, e vai ser 10, vai ser 10.

?Voz B

Esse texto tá dentro do escopo da alíquota, né? A teologia da língua não tem nada a ver com língua estranha, não terá a ver com, né, com outra, ou com a bênção espiritual, né, criar realidades espirituais. Nada a ver com isso, isso é esoterismo gospel. O que a gente vai falar é o poder real da língua, né, de edificar vidas, de também jogar a vida no lixo. Pessoas tiram a própria vida por causa de de haters de internet, né? Teve vários casos de pessoas que tiraram a própria vida porque foram canceladas na internet, muitas palavras de ódio.

Então tudo isso, tudo isso faz parte, né, do nosso estudo sobre o poder da língua. Então tá anotado aqui, eu vou trabalhar esse material para as nossas próximas lives.

?Voz A

Joia, Reverendo Davidson! Quero te agradecer mais uma vez por estar aí sempre disponível às quartas-feiras para nos abençoar. Palavras que vêm diretamente do próprio Deus, que nos permite, né, compreender um pouco mais, aprofundar um pouco mais o nosso entendimento a respeito das Escrituras Sagradas dentro desse tópico específico que é a teologia da adoração. Entender que a adoração é muito mais do que ir à igreja e cantar louvores, né.

A adoração perpassa essas questões que de certa forma poderiam até estar até rotuladas por nós, e agora não. Nós já temos um conhecimento mesmo mais amplo e profundo. Que Deus possa continuar te abençoando, que Deus possa continuar te dando sabedoria dos altos para estudar, para poder então compartilhar, né, desse saber da parte de Deus para conosco, e assim sermos cristãos melhores, fortalecidos, sermos cristãos aí embasados na palavra, e a partir daí também ser instrumento nas mãos de Deus para também fortalecer outros amigos, outros irmãos.

Vou pedir a você que faça aí, por gentileza, as suas considerações finais, e ao final também possa também orar por nós, tá bom?

?Voz B

Amém, né? Como sempre, é uma grande alegria estar aqui também trazendo tanto conteúdo bíblico quanto também trazendo, né, meditações devocionais. Então Vamos fazer a oração. E lembrando que já estamos chegando quase no final do nosso transcurso aqui da Teologia da Adoração. E já tá anotado, depois disso tudo, depois terminarmos a Teologia da Adoração, nosso próximo material de estudo vai ser o poder da linguagem, tá bom? Poder da língua, tanto para o bem quanto para o mal.

Então fique atento aí, vai ser bênção também para nossa vida estudar esse assunto. Pai, nós te louvamos por estarmos em tua presença durante essa manhã, por esse estudo que terminamos agora, Pai, essa aula. Que o Senhor nos abençoe, que o Senhor nos dê sempre a dimensão da teologia da adoração e o quanto essa percepção traz impacto para o nosso dia a dia. Para nossa vida comum, ó Pai, em família, no trabalho, no dia a dia. Pedimos a ti a tua bênção então, para que jamais percamos essa dimensão e que possamos de verdade, Senhor, colocar diante do teu altar a nossa vida como um todo, que cada ato do nosso dia seja um ato de adoração ao Senhor, seja um ato consciente, seja um ato ainda inconsciente de adoração Mas que o Senhor nos livre de toda mácula, de toda corrupção que possamos fazer no dia a dia, na adoração direta que fazemos a ti.

Então trata conosco durante esse dia de hoje, durante o restante da semana. É como pedimos a ti, em nome de Jesus, hoje e para todo sempre. Amém e amém.

?Voz A

Amém, meus amados irmãos. Que Deus abençoe a cada um de vocês. Peço que continue compartilhando aí os nossos links com outras pessoas para que elas possam ser abençoadas e edificadas. Bom dia, nossa irmã Zilmaria Guimarães! Eu fico tranquilo porque às vezes aparece aqui uma, duas pessoas, né, assistindo, mas quando a gente vai lá no canal, a gente vê lá que a quantidade de pessoas que assistiram passaram de 30, passaram de 40, e isso aí é muito louco, nos deixa agradecer agradecidos, né, a Deus, porque de fato estamos alcançando vidas.

Até semana que vem, Reverendo Davidson. Deus continue te abençoando e abençoando a sua esposa e os seus também.

?Voz B

Amém, querido. Shalom a todos. Shalom.

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