132 • O Caso Bizarro de Daniel LaPlante
Daniel LaPlante teve uma infância difícil, marcada por abusos e negligência. Sem um lar estável, passou grande parte do tempo nas ruas. Foi então que começou a invadir casas, mas o que parecia ser apenas uma série de invasões logo tomou um rumo extremamente bizarro e perturbador.
O episódio de hoje é sobre o caso do Daniel LaPlante.
Sala do júri é um podcast de crimes reais com episódio novo toda quarta-feira.
Roteiro, gravação e edição por: João @joaojbm1
Instagram: @podsaladojuri
Email: podsaladojuri@gmail.com
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- Caso Vorcaro e LulinhaInfância e abusos de Daniel LaPlante · Daniel LaPlante
- Os crimes de Daniel LaPlante contra a família GustafssonDaniel LaPlante · Família Gustafsson · Priscilla Gustafsson · Abigail Gustafsson · William Gustafsson
- Morte de Mãe BernadeteFrank Bowen · Tina Bowen · Karen Bowen · Câncer
- Casa dos Assassinatos do MachadoDaniel LaPlante · Frank Bowen · Tina Bowen · Karen Bowen
- A vida de Daniel LaPlante dentro das paredesDaniel LaPlante · Tina Bowen · Frank Bowen
- O início do contato de Daniel com TinaDaniel LaPlante · Tina Bowen · Tabuleiro Ouija
- Julgamento e CondenaçãoDaniel LaPlante · Prisão perpétua
E aí, galera, tudo bem? Eu sou o João e esse é o Sala do Júri, podcast onde eu conto casos de crimes reais, com episódio novo toda quarta-feira. Me segue no Instagram, @podiasaladojuri, pra você conferir fotos dos casos que eu trago aqui e pra conferir também novidades sobre o podcast. Se você está me ouvindo pelo Spotify, não esquece de classificar o Sala do Júri com 5 estrelas, que você me ajuda a alcançar mais pessoas. E aí, galerinha, como é que vocês estão?
Olha, o episódio de hoje tem uma pegadinha aí sobrenatural. Ele é meio episódio regular, meio além do júri, tá? Mas só por um tempo também. Depois vocês vão ver que, enfim, ele é além do júri e é uma história muito bizarra também. Se você ainda não conhece a história do Daniel, você vai conhecer agora e você vai ver como essa história é bem bizarra, tá bom? E, gente, antes de começar o episódio, eu queria lembrar que amanhã tem o nosso Sexta Temática.
Voltei com o quadro Sexta Temática e amanhã amanhã tem o primeiro episódio aí do Amante Fatal número 2, tá bom? Então amanhã já vai sair aqui nas plataformas gratuitas o primeiro episódio do Amante Fatal 2, tá bom? E nesse mês de julho a gente vai ter toda sexta-feira aí um episódio do Sexta Temática, só que os próximos 3 estarão disponíveis lá na Orelo para quem apoia o Sala do Júri. Também estou voltando com o apoio lá do Sala do Júri, tá bom?
E gente, antes de começar o episódio, eu queria mandar um beijo, um parabéns para Fabiana Léo, que é uma ouvinte aqui do Sala do Júri, que fez aniversário anteontem, dia 30 de junho. Então parabéns, muitos anos de vida, Fabiana. Muito obrigado pelo carinho, por acompanhar o podcast, tá bom? Eu espero que você tenha tido aí um ótimo dia de aniversário, tá? E aproveita no final de semana, hein? Curte, hein? Escuta o episódio hoje pra sábado tu tá livre, pra tu poder dar a zoada com teus amigos, hein?
Olha lá. Então é isso, galera. Agora que eu já dei meus recados, vamos começar o episódio de hoje que tá babado. Frank Bowen era um homem que morava em Peperell, Massachusetts, Estados Unidos. E o Frank, gente, ele era casado e ele e a sua esposa tinham duas filhas, Tina e Karen Bowen. A família do Frank era muito tranquila. A Tina era a filha mais velha e ela sempre cuidou muito da irmã dela, a Karen. As duas viviam grudadas.
E a mãe das meninas, gente, era mega protetora com elas. Só que essa felicidade toda recebeu um choque de realidade, porque a mãe das meninas descobriu que ela estava com câncer. Frank ficou arrasado, e as meninas também. E gente, a esposa do Frank lutou por um tempo, mas quando eles descobriram, o câncer já estava um pouco avançado. E aí ela acabou falecendo. Agora só era o Frank e as meninas. E o Frank trabalhava o dia todo.
Na época que a mãe delas morreu, Tina tinha 14 anos e a Karen tinha 12. E aí quando elas voltavam da escola no fim da tarde, Frank chegava algumas horas depois. Então as meninas não ficavam muito tempo sozinhas em casa. Mas elas estavam ali arrasadas com a perda da mãe, e as duas sempre juntas e tal. Até que um dia, o telefone da casa delas tocou. E era um menino no telefone, querendo falar com a Tina, a menina mais velha de 14 anos.
Esse menino se chama Daniel Laplante, de 16 anos. E galera, Daniel tinha ligado pra dizer que achava a Tina uma menina muito bonita, ele disse que estudava no colégio dela, mas ele tinha vergonha de falar com ela e tal. Aí ele arranjou o telefone dela pra poder conversar com a Tina.. E aí, Tina achou super fofinho ele ter ligado assim, e aí eles ficaram ali conversando, e galera, querendo ou não, isso distraiu um pouco a mente da Tina com toda a situação da mãe dela, e Karen também ficava ali querendo saber do que eles tinham conversado e tal, foi algo que acabou distraindo as duas, e Daniel passou a ligar quase todos os dias, e ele tinha na lixa becando, e assim gente, Daniel disse pra ela que ele era um menino alto, louro, Dos olhos azuis e tal, que ele jogava num time de futebol.
Só que Tina na escola tentava ver ali alguém com essas características e meio que não encontrava. Até que um dia o Daniel pediu pra se encontrar com a Tina e ela aceitou. No dia do grande encontro, gente, Tina tomou um susto. Porque Daniel não era nada daquilo que ele tava falando. A aparência dele era totalmente diferente. Ele não era alto, não era louro, não tinha os olhos claros e tal. Mas Tina decidiu continuar ali com o date, com o encontro lá com o Daniel.
Eles conversaram bastante, tomaram sorvete e tal. Aí teve uma hora que a Tina contou do falecimento da mãe, que era recente, que ela teve câncer e não sei o quê. E Daniel ficou ali perguntando tudo sobre a morte da mãe, como foi o último dia, né, como foi o tratamento, sabe, fazendo várias perguntas. Na hora, a Tina achou isso estranho. Mas ela foi respondendo ali. E, gente, nessa época a Tina já tinha feito 15 anos. Aí tá, acabou o date, Tina foi para casa e decidiu não sair mais com Daniel, né?
Porra, garoto estranho, vida que segue, cada um para o seu lado. E agora, gente, meio que a única distração que a Tina tinha, e a Kari também, né, acabou. Porque elas ficavam ali o dia inteiro falando do Daniel, Tina tava gostando bastante dele e tal, aí ela contava para a irmã e não sei o quê, Então assim, tudo isso tinha acabado. E aí elas voltaram com aquele luto ali da saudade da mãe e tal. Foi aí que em maio de 1986 as meninas decidiram usar um tabuleiro ouija para poder conversar com a mãe.
Aí tá, Tina e Karen esperaram o pai dormir para poder usar o tabuleiro. Aí de madrugada Tina pegou o tabuleiro ouija e levou a irmã Karen para o porão da casa deles ali. E aí elas começaram a fazer ali a sessão com tabuleiro e mexe o negocinho pra cá, mexe o negocinho pra lá e não sei o quê. Nada aconteceu. Ok. Que que as garotas fizeram? Subiram pra dormir. Aí tá. Quando elas subiram, gente, elas ficaram um pouco apreensivas, com medo, né?
Quem não ficaria? Plena madrugada, tu vai mexer com tabuleiro ou ouija? Tá pedindo pra dar merda, né? Mas enfim, aí as meninas subiram pro quarto e foram dormir. E assim, gente, cada uma tinha seu quarto nessa época. E aí, quando as garotas estavam ali cada uma em sua cama tentando dormir, Tina começou a ouvir umas batidas que pareciam vir da parede da casa. E aí foi até difícil pra ela conseguir dormir, porque ela começou a achar que era a mãe dela.
Depois da sessão, né, a parede começa a bater. E aí no dia seguinte ela contou tudo pra Karen, que tinha ouvido as batidas antes de dormir, não sei o quê. E aí as duas resolveram usar o tabuleiro de novo naquela noite. Logo depois da sessão, as batidas continuaram, só que dessa vez Karen também ouviu. E de certa forma isso acabou animando as meninas, porque elas achavam que a mãe delas estavam se comunicando com elas. Então Karen e Tina ficaram ali uma semana indo pro porão de madrugada pra poder usar o tabuleiro ouija.
Só que aí, gente, as batidas começaram a ser frequentes.. E um dia elas começaram a ficar assustadas com as batidas. Antes o que era: "Ai meu Deus, minha mãe tá falando comigo." Agora elas já estavam, né, assustadas, pensando que talvez não fosse a mãe delas. Porque assim, as batidas só vinham quando elas estavam sozinhas em casa. E aí, quando elas começaram a ficar assustadas, elas começaram a mudar de cômodo. Toda vez que elas ouviam a batida.
Mas não adiantava, porque a batida ia pro cômodo que elas estavam. Então se elas estavam na sala e começava a batida na parede da sala, elas iam pro quarto, aí a batida começava na parede do quarto. Elas começaram a ser perseguidas por essas batidas na parede. E aí, gente, as meninas assustadas foram falar com o pai, o Frank. Elas contaram tudo, desde a primeira sessão lá com o tabuleiro ouija e as batidas nas paredes. Mas o Frank, gente, claro, não acreditou.
Ele achava que aquilo era invenção das meninas, que elas estavam querendo ou chamar atenção, ou ainda de luto, acreditavam que a mãe tava ali com elas e tal. Mas o Frank não acreditava nessas coisas de espírito, né, negócio de aparição. Então, a princípio, ele ignorou. E, gente, as batidas continuaram por um bom tempo. E aí, quando tinha ali uns 2 meses, que tudo isso tinha começado um dia por volta ali de 6 horas da noite. O Frank ainda estava trabalhando.
E aí as meninas ouviram as batidas vindo do porão e não da parede da sala, que era onde elas estavam naquele momento. A Itina, assustada, pegou uma faca e foi junto com a irmã para o porão para ver aquelas batidas ali, o que que tava acontecendo, né? E aí, gente, chegando lá no porão tinha uma mensagem escrita em uma das paredes que dizia o seguinte: "Eu estou no seu quarto, venha me encontrar." Galera, as garotas ficaram desesperadas e aí correram pra casa do vizinho gritando.
Aí elas contaram tudo o que tinha acontecido e o vizinho ligou pro Frank, que tava trabalhando. Frank ficou puto porque ele achava que as filhas estavam inventando tudo aquilo, né. Então assim, escrever uma mensagem na parede pra chamar atenção já era demais na cabeça do Frank. Aí ele voltou pra casa furioso, deu uns porro ali nas filhas, elas juraram de pé junto que não tinham escrito aquela mensagem e não sei o quê, e maior choradeira, "Pelo amor de Deus, pai, acredita em mim, hein?" Mas o Frank não acreditou.
Porém, gente, o Frank naquele momento entendeu que as filhas precisavam de uma ajuda médica, elas não estavam bem com a morte da mãe. E aí Frank levou as filhas pra fazer terapia. Galera, as batidas continuaram, mas agora as meninas resolveram ignorar. Elas estavam com muito medo, já não acreditavam mais que era a mãe, mas elas achavam realmente que tinham invocado algum espírito ruim ali pra casa. Mas como Frank já não acreditava muito quando as meninas falavam, elas pararam de contar pra ele sobre as batidas.
Aí tá, no dia 8 de dezembro de 1986, já tinha 6 meses mais ou menos que as batidas tinham começado, Tina voltou da escola com a Karen e uma amiga delas, uma menininha, pra poderem conversar, ficar ali brincando em casa e tal. Aí as meninas estavam na sala e do nada elas começaram a ouvir o barulho vindo do quarto da Tina. Aí as 3 foram até o quarto e na parede, gente, tinha outra mensagem que dizia assim: "Eu estou aqui no quarto, consegue me encontrar?" Galera, as 3 meninas ficaram desesperadas, começaram a gritar e correram pro vizinho de novo.
Aí o vizinho ligou pro Frank e ele saiu do trabalho e foi direto pra casa. Chegando lá na casa, gente, Frank puto entrou. E aí ele percebeu que realmente tinha alguma coisa acontecendo ali, porque a casa tava toda revirada. Que assim, gente, quando as meninas foram no vizinho, elas não voltaram pra casa até o Frank chegar. Elas ficaram lá no vizinho esperando. Aí o Frank, quando chegou, pegou as meninas e foi entrando na casa.
Aí ele viu tudo bagunçado e perguntou pras meninas se a casa tava daquele jeito antes delas irem pro vizinho. E aí elas disseram que não, que tava tudo no lugar. Aí o Frank foi olhando a casa e quando ele chegou no porão, gente, Ele viu que o banheiro do porão tinha sido usado, a tampa do vaso tava levantada e alguém tinha mijado ali no vaso. Nisso ele começou a ir nos quartos pra procurar se tinha alguém dentro da casa, e quando ele abriu o armário do quarto dele, ele viu um cara lá dentro com um machadinho na mão, uma chave inglesa na outra mão, e ele usava um vestido da falecida esposa do Frank e uma peruca que ela usava quando tava fazendo a quimioterapia.
Gente, na hora o cara falou pro Frank pegar as meninas e ir pra um dos quartos. E aí o cara trancou todo mundo lá dentro desse quarto. Nisso, a Tina conseguiu fugir pela janela e foi naquele mesmo vizinho desesperada e contou tudo. Aí o vizinho chamou a polícia. Quando os policiais chegaram, o intruso já tinha fugido. Aí os policiais foram no quarto que o Frank tava lá com a filha e a amiga dela, né, que a Tina já tava lá fora.
E aí os policiais conversaram com o Frank pra saber tudo o que tinha acontecido. Aí tá, Frank contou das batidas, das mensagens nas paredes, contou tudo. Mas ele disse que nesses 6 meses ninguém nunca tinha invadido a casa dele. Ele nunca tinha visto nada de estranho dentro de casa. Aí a polícia começou a circular pelo bairro tentando encontrar o intruso. E não foi difícil, né, gente? Uma CDzinha com um machado na mão não é difícil de perder de vista, né?
E aí em menos de uma hora eles encontraram o rapaz e levaram ele preso. Galera, quando o Frank e as meninas foram até a delegacia para prestar depoimento, Tina viu o intruso e ficou chocada, porque o intruso era o Daniel Laplante, o garoto que ela tinha saído antes. E aí, gente, que que tinha acontecido? Daniel, ele tinha visto a Tina no colégio, conseguiu não sei como o telefone dela, Porque ele tava loucamente apaixonado por ela.
E aí ele chamou ela pra um encontro. Aí depois do encontro, gente, Daniel super apaixonado e a Tina não querendo mais nada com ele, ele decidiu seguir a garota até em casa. E gente, Daniel teve uma infância muito difícil. Ele alega que foi abusado sexualmente e psicologicamente pelo pai, padrasto e até o psiquiatra dele. Então Daniel passou sua adolescência na rua, meio rebelde. E ele tinha a mania de invadir a casa dos outros de noite e mudar algumas coisas de lugar e sair, pelo simples prazer da família quando acordar perceber que naquela noite alguém esteve lá dentro da casa deles.
E aí eles não perceberam. Daniel fazia isso meio que pra causar um certo medo na família. Então assim, quando ele seguiu a Tina e viu onde ela morava, ele um dia de noite invadiu a casa dela. E ele descobriu no porão um buraco próximo a um armário. Que era bem estreito. Mas ele, magrinho, conseguiu passar. E esse buraco dava pra parede da casa, que tem tipo um vão. Cês já devem ter visto em filme de terror, né, que as paredes sempre tem um espaço e tal.
Que a vítima às vezes tá tentando fugir por esse espaço e o assassino vai enfiando a faca pela parede pra tentar acertar a vítima e tal. Então era tipo isso. E aí, gente, Daniel passou a viver dentro da parede da casa por meses. E ele conseguia andar pelos cômodos através de uns tubos que tinham nas paredes. E vários cômodos tinham uns buraquinhos pequenos, tipo uma falha na construção, sei lá, que ele conseguia ver dentro da casa assim.
Ele não conseguia enxergar tanto, mas dava pra ver um movimento ou outro, então Daniel sabia quando tinha alguém em casa. E aí durante esses 6 meses, gente, ele saía de madrugada, pegava um negocinho pra comer aqui, tomava um restinho de um leite que ficou na mesa, sabe, comia um negocinho da geladeira assim, uma coisinha ou outra pra ninguém perceber e tal. E realmente, uma casa ali com 3 pessoas, o pai, as meninas ficavam em casa o dia inteiro, aí o pai chega em casa de noite, sei lá, por exemplo, ele vê que o queijo que ele comeu de manhã tá um pouco mais comido, ele não vai ficar perguntando quem comeu, ele vai achar que foi as filhas.
Então ele não percebia nada de, sabe, de estranho, tipo, ai, a comida tá sumindo aqui de casa. Não tinha como ele perceber, Daniel comeu uma coisinha ou outra ali. E aí, gente, Daniel foi ficando ali, no dia que ele viu que as meninas foram pro porão usar o tabuleiro pra tentar falar com a mãe delas, ele começou essa palhaçada de bater nas paredes pra elas acharem que era o espírito da mãe dela respondendo ali a sessão que elas estavam fazendo com o tabuleiro.
Aí tá, gente, Daniel foi preso, mas como ele era menor de idade, ele ficou só 6 meses preso e foi solto. Mas, gente, Daniel saiu de lá mais perturbado do que antes. Em menos de um mês que ele tava solto, Ele voltou a invadir a casa dos vizinhos ali perto de onde ele morava. E um dia ele entrou na casa de um vizinho e roubou uma arma desse vizinho. E aí no dia 1º de dezembro de 1987, Daniel invadiu a casa da família Gustafsson.
O Andrew Gustafsson tava trabalhando e a esposa dele que estava grávida, chamada Priscilla, estava dormindo em casa com seus dois filhos. Abigail, de 7 anos, e William, de 5 anos. Daniel então entrou, foi direto pro quarto do casal, aí ele pegou a Priscila, estuprou a mulher e depois a matou com um tiro. Aí Daniel pegou as crianças e afogou os dois na banheira que tinha na casa. Quando o Andrew chegou em casa e viu aquela cena, gente, ele entrou em choque, começou a gritar muito.
Os vizinhos ouviram, foram até lá e aí um desses vizinhos chamou a polícia. No dia seguinte, eles já conseguiram ligar o Daniel à cena do crime, por causa da arma que ele tinha usado. Porque quando a polícia ficou sabendo que tinham invadido a casa da família Gustafsson, eles logo foram na casa do Daniel, porque ele já tinha essa fama de invadir a casa de todo mundo. E aí um vizinho contou pra polícia que a arma dele tinha sumido e ele tinha certeza que tinha sido o Daniel, justamente por causa dessa fama de invasão dele.
Aí Daniel foi localizado pelos policiais e, gente, ele nem negou nada. Daniel confessou o crime. Dessa vez ele foi preso e julgado como adulto. E Daniel foi considerado culpado e recebeu 3 sentenças de prisão perpétua. No fim do julgamento, Daniel disse que tava muito arrependido. Ele tava muito sentindo em saber que o Andrew nunca mais veria sua família e que os filhos dele nunca mais teriam uma festa de aniversário. É, querida.
E aí, galera, que que vocês acharam do episódio de hoje? Meio doido, né? Mais um episódio doido aqui, gente. Ai, que coisa de gente maluca morar numa parede, gente. Pelo amor de Deus, como é que você mora na parede de uma casa, sabe? E outra coisa também, como é que você consegue ter essa habilidade para sair invadindo a casa de todo mundo, né? Eu sei que a gente tá falando aqui dos anos 80, mas devia ter alguma coisa de segurança, não devia não?
Pior que talvez não, né? É, talvez não tivesse não. Mas é complicado, né? Você sabe que tem alguém invadindo as casas, aí você tem uma arma que você não deixa nem escondida. Porque acredito eu que Daniel, quando invadia as casas, não ia no quarto da galera que tava dormindo, senão as pessoas podiam acordar, não é verdade? Ou aconteceu de acordar uma pessoa ou outra, porque pra ele ter essa fama, alguém descobriu que ele tava invadindo, certo?
Se ele nunca tivesse sido pego antes, ninguém não quer saber que ele invadia a casa dos outros, mas ele já tinha essa fama. E aí você, sabendo que esse garoto tem essa fama, você deixa sua arma em qualquer lugar? Não tô colocando a culpa no vizinho, claro que não. Daniel era um perturbado, né? Inclusive, eu acho aqui que faltou muita negligência. Tudo bem que ele era menor de idade e na casa lá da família Bowen não teve nenhum crime assim pesadão de morte.
Ele só ficou morando, gente, morando meses dentro de uma parede. Como é que pode, cara? Eu não ia conseguir, eu não ia conseguir. Primeiro, se eu tomo leite de noite, no dia seguinte eu já acordo me peidando todo. Aí todo mundo ia ouvir: ai, tem alguém peidando na parede. Já ia ser descoberto, já começa por aí. Não posso tomar leite de noite, leite de vaca, tá? É, querida, é babado. Então assim, para mim não ia dar, entendeu? Agora você imagina você ficar naquela poeira.
Eu tenho alergia à poeira e a espiar horrores também, que ali devia ter muita poeira naquelas paredes ali. Aí você fica igual um idiota e tem que ir batendo na parede. Porra, não tem coisa melhor para fazer não, cara? Ficar invadindo a casa dos outros, morando na parede. Nossa, a vida dele devia ser muito ruim mesmo para ele querer morar na parede da casa da menina. Mas também tem aquilo, né, o cara já devia ser daqueles negócio de ai, gosta de ficar observando os outros, né, que ele ficava olhando pelo buraquinho lá o que que todo mundo tava fazendo.
Porra, agora você imagina a cabeça desse homem em saber que tinha uma pessoa dentro da casa dele 6 meses e ele não percebeu. O Frank deve ter ficado Lele também, Lelezinho, tadinho, né, por causa de tudo isso. Deve ter se mudado, deve ter colocado um monte de coisa de segurança na casa dele. Só pode, porque eu ia ficar muito perturbado. Imagina eu dentro da minha casa sabendo que alguém esteve aqui e eu não sabia. A pessoa podia fazer o que ela quisesse enquanto eu estava dormindo.
Se ela pega uma faca e me mata, entendeu? Que foi o que aconteceu com a outra família que ele invadiu, né? Agora você vê qual o prazer, cara. Pô, a mulher grávida, entendeu? Pô, duas crianças. Porra, é muita sacanagem, né? É muita sacanagem. Mas é mais um aí que vai ficar preso pro resto da vida, graças a Deus, né? Graças a Deus. Então é isso, gente. Comentem logo o que vocês acharam desse episódio. Comentem no Spotify, comentem no feed lá das fotos que eu vou colocar no Instagram, tá?
Lembrando que amanhã tem o Sexta Temática: Amante Fatal número 2. Primeiro episódio vai sair amanhã e tá babado, hein? Tá babado. Já adianto pra vocês. Tá bom, gente? Então bora pros recados? Se você tá me ouvindo pelo Spotify, não esquece de classificar o Sala do Júri com 5 estrelas, por favor. Que você me ajuda a alcançar mais pessoas. E me segue no Instagram também, @pod.saudojuripra você conferir as fotos dos casos que eu trago aqui e confere também novidades sobre o podcast.
Tá bom, galera? Então é isso, eu vou ficando por aqui. Desejo um ótimo final de semana para vocês. Até amanhã, na verdade. Tchau, tchau!