137 • O Caso de Anna Torres
Anna Torres conheceu Ed Montano quando tinha 19 anos e, depois de alguns encontros, os dois começaram a namorar. Pouco tempo depois, Anna engravidou, e eles decidiram se casar. Durante 10 anos, o relacionamento parecia perfeito, até que uma revelação sobre Ed destruiu a família em pedaços.
O episódio de hoje é sobre o caso da Anna Torres.
Sala do júri é um podcast de crimes reais com episódio novo toda quarta-feira.
Roteiro, gravação e edição por: João @joaojbm1
Instagram: @podsaladojuri
Email: podsaladojuri@gmail.com
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- Caso Anna Torres· SociedadeAnna Torres·Ed Montano·Elizabeth·Ed Júnior·Abuso sexual infantil·Manipulação e controle·Sistema judicial·Deportação
- Papel da Mãe na Proteção dos Filhos· SociedadeSinais de alerta·Comunicação aberta·Confiança na vítima
- Ações de Ana Torres· SociedadeDenúncia à polícia·Investigação paralela·Descoberta de ilegalidade
- Criação e Disciplina dos Filhos· SociedadeMimos excessivos·Falta de limites·Conflitos parentais
E aí, galera, como é que vocês estão? João do futuro aqui, que eu tenho um recado para dar para vocês, tá? Hoje no episódio eu tenho uma participação muito especial da minha máquina de lavar, porque o que que aconteceu? Estava eu aqui gravando e eu tinha botado uma roupinha para lavar, né? Porque tempo é dinheiro, não dá para ficar fazendo a coisinha só de cada vez. E aí no final do episódio, gente, quando eu estava fazendo meus comentários Na hora que eu estava editando, eu percebi que enquanto a máquina estava jogando a água dela para fora, o barulho da água saiu aqui no episódio, tá?
Então só tô passando aqui para avisar que no finalzinho do episódio vocês podem ouvir minha linda máquina de lavar. Depois vocês me contam lá o que que vocês acharam da participação dela no episódio, tá bom? Talvez eu revele até a marca, hein? É, querida, é babado, tá bom, gente? Então é isso, bom episódio para vocês e até mais! E aí, galera, tudo bem? Eu sou o João e esse é o Sala do Júri, podcast onde eu conto casos de crimes reais, com episódio novo toda quarta-feira.
Me segue no Instagram, @podsaladojuri, pra conferir fotos dos casos que eu trago aqui e pra conferir também novidades sobre o podcast. E se você está me ouvindo pelo Spotify, não esquece de classificar o Sala do Júri com 5 estrelas, que aí você me ajuda a alcançar mais pessoas. E aí, galera, como é que vocês estão? Me contem. Vocês viram a novidade do Lorena Existe? O primeiro episódio já tinha saído há 2 semanas atrás do podcast Lorena Existe do canal Existo, e agora por causa da repercussão da série ele vai ser lançado aqui também no Sala do Júri, tá?
Então para você que prefere acompanhar por aqui, toda segunda-feira vai sair um episódio. Essa semana já saiu o segundo, então semana que vem sai o terceiro, na outra semana o quarto, e por aí vai. Mas se você já quiser ouvir os episódios, a série tá na íntegra no canal Existo, tá? Então é só vocês irem lá e ouvir. Mas se preferirem ouvir por aqui, toda segunda-feira quando vocês acordarem o episódio já vai estar lá. Aí você escuta no trem indo pro trabalho, no metrô, no ônibus, no BRT, ou então indo levar seu filho na creche antes de trabalhar, essas coisas, né?
Inclusive me contem aqui hoje onde vocês estão ouvindo o Sala do Jurem, quero saber nos comentários, que o episódio de hoje Olha, tá babado, tá babado. Mas a gente vai conversar sobre isso mais tarde, como sempre, né? Mas hoje, gente, é um pouco mais meticuloso porque, para mim, na minha opinião, não teve muitos sinais. Vou falar só isso, o restante eu falo no final. Então eu quero que vocês comentem aí. Você que começou esse episódio agora, comenta aí no Spotify ou no Instagram, nas fotos que eu vou colocar desse caso, aonde você está ouvindo Sala do Júlio, tá bom?
Só para eu saber como é que eu estou ouvindo, se eu estou ouvindo lavando uma louça, indo trabalhar, voltando do trabalho, ou lavando um banheiro. Gente, um podcast para lavar um banheiro é tudo, tudo. Sem podcast eu não consigo lavar o meu, sinceramente, tá bom? Então é isso, chega de conversinha e vamos para o episódio de hoje. Ana Torres era uma menina de 15 anos que morava em Anaheim, Estados Unidos, com seus pais e uma irmã.
A Ana sempre foi uma adolescente muito quieta, assim, na dela. E a irmã da Ana, gente, que era mais nova, já era um pouco mais agitada e tal. E como a diferença de idade era pouca, por causa dessa agitação, de tudo isso que a irmã fazia, né, as pessoas até achavam que ela era a irmã mais velha. E a Ana, a irmã mais nova, por ela ser mais quietinha, tímida e não sei o quê. Porque a irmã tava sempre puxando a Ana pra fazer as coisas e tal, tipo uma irmãzona mesmo.
E aí, gente, quando a Ana tinha 16 anos, ela namorava um rapaz escondido dos pais. E ela escondia esse relacionamento justamente porque o cara era mais velho, ele tinha 19 anos. Só que esse relacionamento teve que ser exposto. Porque a Ana engravidou e foi um choque para todo mundo. A menina quietinha e tal, entre aspas, não namorava, né, porque ninguém sabia. E aí quando Ana contou tudo, os pais dela não podiam acreditar que aquilo estava acontecendo.
Ana muito nova e não sei o quê, mas é aquilo, engravidou, agora vai ter que cuidar, vai ter que virar mãe, não é verdade? E os pais estavam junto da Ana ali na gravidez o tempo todo e o namorado também. Aí tá, Ana deu à luz uma menina chamada Elizabeth. E aí, gente, ela resolveu ir morar com esse namorado porque o rapaz já morava sozinho. Ana e o boyzinho morando junto e não sei o quê, mas a vida da Ana virou um inferno depois que Elizabeth nasceu.
E em pouco tempo o relacionamento dos dois tinha se tornado algo horrível. A Ana não aguentava mais ficar com aquele homem. E aí, gente, quando a Elizabeth tinha 3 anos, em 1997, Ana, agora com 19 anos, resolveu se separar do cara. Aí Ana arranjou um emprego em uma outra cidade, em Orange County, e ela se mudou pra lá com a filha Elizabeth. A Ana tinha conseguido um emprego de atendente numa empresa de reboque, e ela tava decidida a dar uma vida melhor pra Elizabeth.
Então Ana não tinha planos nenhum de namorar, arranjar macho, nada. O foco dela era a filha. Aí a Ana começou a trabalhar no turno da noite nessa empresa de reboque. E tinha um rapaz lá chamado Ed Montano. E esse Ed começou a xavecar a Ana. O Ed tinha 28 anos e ele ficava ali sempre dizendo como ela tava linda, não sei o quê, levava flores, chocolate, até caneca ele já deu pra Ana de presente. Aí Ed às vezes levava a janta dela e tal.
E assim, gente, Ana realmente não queria nada com ninguém. Então ela agradecia, sorria, mas não dava muita bola. Só que acontecia dos dois conversarem muito por causa desse xaveco dele. Ana não dava muita bola em relação ao xaveco, mas eles conversavam muito e foi nascendo ali uma amizade. E aí, gente, Ana contou pro Ed que ela tinha uma filha de 3 anos e tal, e o Ed não se importou em nada. Dela ser mãe solteira, que a gente sabe que muito homem foge, né, quando descobre que a mulher é mãe.
Mas Ed continuou ali no xaveco. E aí, depois de quase 2 meses do cara xavecando a Ana quase que diariamente, em uma das milhares de vezes que o Ed chamou a Ana para sair, ela aceitou. O primeiro encontro do casal foi ótimo. Ed muito simpático, sempre acolhedor em relação à Ana quando ela contava sobre os seus relacionamentos cansados, Ed ia lá consolava e tal, que os relacionamentos da Ana foram péssimos, os poucos que ela teve, né?
E aí, gente, do primeiro encontro veio o segundo, o terceiro, e eles começaram a namorar. Com 2 meses ali de relacionamento, Ana apresentou sua filha Elizabeth para o Ed. E, gente, Ed super simpático, brincava muito com Elizabeth, era sempre muito atencioso, dava presente para menina. E a Ana, gente, ficando cada vez mais encantada com o Ed, principalmente vendo ali o quão bem ele se dava com a filha dela, a Elizabeth. Então, pra Ana tava tudo ótimo.
E aí o relacionamento foi indo até que eles completaram 6 meses de namoro e o Ed decidiu apresentar a Ana pros seus pais. Galera, Ed marcou um almoço de domingo com os pais dele pra poder apresentar a Ana e tal. Aí Ana foi com o Ed, ela não levou a Elizabeth, claro, ela deixou a menina na casa de uma tia que também morava lá em Orange County. Aí tá, chegando lá na casa dos pais do Ed, a Ana ficou surpresa quando ela viu os pais do Ed.
Porque assim, gente, Ed, ele é latino, sabe? Porto Rico, Blood Boricua, pero que sí, pero que no. E os pais dele, gente, eram brancos, dos olhos azuis. Então passou na cabeça da Ana que o Ed poderia ser adotado, mas ele nunca tinha falado nada pra ela. E realmente, depois que eles foram embora do almoço, a Ana perguntou pro Ed. E aí o Ed falou que sim, que ele era adotado, mas ele nunca tinha falado nada porque pro Ed isso não se conta pras pessoas, porque Ed não via os pais como pais adotivos e sim como apenas seus pais.
E realmente, né, gente? Aí tá, mas voltando pro almoço de domingo, Ana conheceu os pais do Ed e tal. E aí em um certo momento ali da reuniãozinha deles, Ana tava conversando sozinha com a mãe do Ed E aí ela comentou que tinha uma filha, a Elizabeth. Nessa hora, gente, a sogra da Ana fez uma cara de surpresa. Ela claramente não sabia que a Ana tinha uma filha. Aí a Ana percebeu, mas não falou nada. Porém, depois dessa conversinha, a sogra da Ana passou o restante do almoço desse domingo mais fechada, mais calada, e a Ana também percebeu isso.
Gente, muito estranho tudo isso, né? Então Ana perguntou pro Ed o que tinha acontecido. Por que ele nunca tinha comentado com a mãe dele que a Ana tinha uma filha? Porque o Ed se dava tão bem com a Elizabeth? A Ana não entendeu o porquê dele esconder da mãe dele essa informação. Aí o Ed explicou que os pais tinham aquela cabeça de antigamente, que o sonho deles era que o Ed casasse e tivesse um filho. E Ed já tinha sido casado antes com uma mulher que tinha 2 filhos.
E os pais eram meio frustrados com esse relacionamento porque provavelmente essa mulher não ia querer mais filho. Então quando o Ed se separou dessa mulher, os pais ficaram na esperança de novo, né, do Ed arranjar outra namorada e dessa vez alguém que quisesse ter filhos, porque a outra mulher não queria. Então provavelmente eles estavam assim porque, né, deve ter batido ali um gatilho ao descobrir que ela tinha filho e tal. Mas o Ed disse pra Ana que isso não importava.
A opinião da mãe dele era só da mãe dele, ele não tava nem aí, ele não ia largar a Ana por causa disso, ela podia ficar tranquila e tal. Aí tá, passou ali um tempinho e quando o casal já estava com 8 meses de relacionamento, pra felicidade da mãe do Ed, gente, a Ana engravidou. Ana ficou muito feliz, agora ia ter o seu segundo filho, um irmãozinho pra Elizabeth. E pro Ed também não tava diferente, ele tava mega feliz. E a felicidade era tanta que Ed pediu a Ana em casamento.
E ela, óbvio, aceitou. Galera, Ana estava nas nuvens. Um cara maneiro, gente boa, que tratava sua filha super bem. Agora eles iam se casar, ter um filho. A vida não poderia estar melhor, não é verdade? E aí, em 1998, Ed e Ana se casaram. Nesse mesmo ano, nasceu o filho da Ana com o Ed. E, gente, no nascimento da criança, Ed tava tão feliz que ele chorava olhando pro filho. Na hora que ele segurou o menino no colo, ele não queria mais largar e tal.
E aí a Ana sugeriu que o menino tivesse o mesmo nome do pai, Ed. Foi aí que o Ed chorou mais, né, galera? Porque o seu filho ia ter o nome dele, seria chamado de Ed Júnior. Olha que felicidade, não é verdade? Aí tá, agora morando juntos e com uma família formada, Quando o Ed Júnior tinha 2 anos, o Ed pai decidiu mudar de emprego. O sonho dele sempre foi ser bombeiro paramédico. Ele chegou a fazer um curso e tal, mas nunca tinha trabalhado na área.
E galera, Ana deu todo o apoio para ele começar essa carreira. E aí o Ed passou a procurar emprego nessa área e ele foi chamado para trabalhar num corpo de bombeiros que tinha bem próximo da casa deles. Aí tá, gente, tudo ali indo nos conformes. Aí um dia O Ed falou para Ana que ele teve oportunidade de ir para o turno da noite. Nessa época, a Ana ainda estava trabalhando na empresa de reboque e ela já tinha ido para o turno da manhã.
E aí o Ed resolveu aceitar aquele turno da noite porque de noite ele ia aprender muito mais, que esse horário tem mais atendimento e não sei o quê. E até aí, gente, ok, era até melhor porque a Ana não ia precisar se preocupar em sair do trabalho correndo para pegar as crianças na creche. E aí ela ia poder chegar em casa, os filhos já iam estar e tal. E aí o Ed ia trabalhar, ok. Mas, gente, com essa dinâmica da família, a criação dos filhos ficou um pouco individual, porque quando o Ed tava com a Elizabeth e o Ed Júnior, Ana estava trabalhando e vice-versa.
Só que o Ed era aquele pai que faz tudo pelos filhos. Mas, galera, criança pequena tem que ter um limite. Não dá para, sei lá, comer sorvete todo dia, comer hambúrguer todo dia, não fazer o trabalho da escola porque tá a fim de jogar videogame. Tem que existir um limite. Só que o Ed não dava esse limite. E aí Ana começou a perceber, porque, por exemplo, ela chegava do trabalho para fazer a janta, aí Elizabeth e Ed Júnior diziam que estavam sem fome porque o pai tinha levado eles num fast food.
Aí ela falava com o Ed e tal, e ele: poxa, amor, eles pediram, né? O que que eu ia fazer? E aí o casal começou a discutir um pouco sobre a criação dos filhos ali, porque tava difícil. Era capaz do Ed Júnior, sei lá, pedir uma dose de vodka e o pai ia dar, entendeu? O moleque ali com 5 anos, porra, não tem como, tem que ter um limite. Outra coisa também que irritava um pouco a Ana é que o Ed não tinha controle em relação a presentes.
Se um dia Elizabeth falava que queria, sei lá, uma bicicleta nova, ele ia lá na semana seguinte, comprava. É porque eu quero um videogame, pai! Aí o Ed ia lá e comprava um videogame pro filho. E pra Ana, novamente, tinha que existir um limite. Não dava pra você fazer todas as vontades das crianças pra elas não ficarem mimadas, né? A Ana tinha pavor de criança mimada. Aí tá, chegou um dia, Ana trabalhando de boa lá na empresa de Reeboks, do nada ligaram do colégio da Elizabeth Pra dizer que a garota tinha faltado.
E aí a diretora ligou, né, perguntando: tá tudo bem com ela? Por que que ela não foi? Não sei o quê. Mas pra Ana, o Ed tinha levado a Elizabeth pra escola. Então na hora ela ficou meio nervosa. Aí ela ligou pro Ed, só que ele não atendeu. Então a Ana ficou mais desesperada, saiu do trabalho e foi correndo pra casa. Chegando lá, Ed tava dormindo. E ela não viu Elizabeth em casa. Pô, ela desesperada acordou o Ed e começou já a gritar: Cadê Elizabeth?
Cadê minha filha? Aí não sei o quê. Aí o Ed: Calma, amor, ela tá brincando na casa da vizinha com amiguinha dela. A Elizabeth: Ué, mas por que que ela não foi pra escola? Aí o Ed: Ah, ah não, é que ela acordou meio doentinha, com febre e tal, aí eu não mandei ela pra escola. Mas assim, gente, se ela tava doente, por que que ela tava na casa da amiga? Não é verdade? Ana também questionou isso. Aí o Ed disse que Elizabeth tinha melhorado, aí a garotinha chamou ela pra brincar e ele deixou.
Gente, Ana ficou muito puta e pediu pro Ed nunca mais fazer isso. Se Elizabeth ficasse doente, era pra ela saber. Ele tinha que avisar Ana. A Ana era mãe da Elizabeth. Aí o Ed se desculpou e disse que nunca mais ia fazer isso. Bom, galera, os anos foram passando e tanto Elizabeth quanto Ed Júnior mega mimados pelo pai. Sempre que a Ana repreendia os filhos por alguma coisa, colocava eles de castigo, não deixava brincar na rua, não deixava ver TV, o Ed no dia seguinte ia lá e liberava eles do castigo.
Com o Ed Júnior isso acontecia pouco, mas com Elizabeth era sempre. E conforme a menina foi crescendo, a Ana foi vendo ali que essa falta de disciplina afetava a garota. Elizabeth ali com seus 13 anos começou a ficar meio rebelde, As notas foram caindo e Ana sempre conversando com a filha, tentando colocar uma disciplina ali na garota e tal. Ela chegou a ameaçar tirar Elizabeth da aula de dança que ela fazia caso a Elizabeth não melhorasse nas notas.
A garota ficou arrasada porque ela adorava as aulas de dança, mas a Ana tinha que fazer alguma coisa. Aí, gente, no dia 4 de fevereiro de 2008, Ana recebeu uma ligação do colégio da Elizabeth Pedindo que ela fosse lá urgente. Ana ficou desesperada e foi. Chegando no colégio, Elizabeth tava na enfermaria. Aí a Ana foi até lá. Na hora, ela viu que a filha tava muito chateada. E aí a enfermeira falou assim: Vai, Elizabeth, conta pra sua mãe.
Galera, na hora, a Ana pensou assim: Era só o que me faltava, Elizabeth engravidou. E aí ela, muito calma, disse: Oi filha, pode falar pra mamãe o que que tá acontecendo, eu tô aqui pra te ajudar e tal. Pra Elizabeth se sentir à vontade, a Ana nunca ia deixar de estar do lado da filha, independente do que acontecesse. E aí, gente, Elizabeth contou pra mãe que ela era abusada pelo Ed. As duas choraram muito, Elizabeth tava destruída e a Ana também, óbvio.
E, gente, Elizabeth contou pra mãe que isso acontecia desde quando ela tinha 5 anos de idade. Galera, um baque, um baque. Ana saiu dali sem chão. E aí ela pegou Elizabeth e levou a menina na delegacia pra reportar o crime. Depois ela deixou Elizabeth e o Ed Júnior na casa da mãe dela e voltou pra poder confrontar o Ed. Gente, Ana gritando disse que sabia de tudo que Elizabeth tinha contado e não sei o quê. E o Ed, claro, negou tudo, mas a Ana não queria saber.
Então ela botou o Ed pra fora de casa. Ela realmente acreditava na filha. Galera, Ana tava arrasada, começou a pensar no que que podia ter acontecido, como que ela não tinha percebido nada. E aí ela começou a perceber, gente, que em todos aqueles anos os mimos que o Ed fazia com as crianças era só pra elas ficarem de boca fechada. O Ed passou a trabalhar no turno da noite de propósito, pra poder ficar com os filhos em casa sozinho, enquanto a Ana trabalhava.
Aí ele levava as crianças pra comer, comprava videogame, deixava o Ed Júnior vendo filme na sala, enquanto ele abusava da Elizabeth no quarto. E aí ele depois comprava o silêncio das crianças com um brinquedo, um chocolate, um sorvete. Até quando Elizabeth dizia que não queria ir pra escola, ele deixava ela ficar em casa. Tudo pra eles não falarem nada. Só que aí, o que aconteceu, galera? A Ana reportou o crime, mas não tinha como manter o Ed preso sem provas.
Então ele ficou alguns dias na cadeia só e saiu. E a Elizabeth tava com medo, muito mal, porque o Ed dizia que se ela falasse alguma coisa, ela ia destruir a família, porque o Ed ia preso e a Ana ia ficar arrasada. E assim, gente, isso é óbvio. Você descobre que a sua filha foi abusada, você vai ficar mal, e o abusador vai ser preso. Isso realmente ia acontecer e estava acontecendo. Tava acontecendo. Mas o Ed manipulou a mente da menina para ela achar que tudo isso era culpa dela.
Então Elizabeth não queria ir para frente com esse caso. E aí a Ana entendeu, mas ela imaginava que o Ed já tinha feito isso antes. Então Ana se juntou com um psicólogo forense que tava responsável pelo caso para poder analisar a vida do Ed. E galera, enquanto o psicólogo ia ali analisando e tal, e uma investigação rolava, Passou um ano e meio, e aí a Ana descobriu que o Ed agora tava namorando uma outra mulher, e ele já morava na casa dessa mulher, e ela tinha duas filhas.
Aí, gente, Ana conversou com Elizabeth, que agora já estava com 16 anos e fazendo terapia desde quando ela tinha contado sobre o abuso para mãe. E aí, quando Elizabeth soube que o Ed tava morando com outra mulher que tinha duas filhas, Elizabeth resolveu levar o caso pra frente, com medo dele abusar das filhas dessa nova namorada dele. E aí no dia 29 de abril de 2010, Ed foi preso e recebeu 3 acusações de atentado violento ao pudor.
E em outubro desse mesmo ano, o julgamento aconteceu. E no fim, Ed foi considerado culpado pelas 3 acusações. Mas a pena que ele recebeu, gente, foi só de 3 anos. Galera, essa pena ridícula foi um choque pra todo mundo. Pra Ana, Elizabeth, os advogados. E assim, a galera tinha muito medo de ter esse cara solto na rua de novo. A Ana e Elizabeth principalmente. Porque imagina se o Ed sai e vai atrás delas, né? Tenta fazer alguma coisa.
Então a Ana não sossegou até encontrar algum outro crime dele. Alguma vítima. Pra ver se ele tinha outro julgamento, né? Porque na cabeça dela, Ed já tinha feito isso antes. Mas a Ana não encontrava nada. Ela contratou detetive, mas ninguém achou nada. E aí um dia, Ana teve um estalo. Ela começou a lembrar de algumas coisas da infância do Ed que ele contava que não faziam muito sentido. Então a Ana resolveu fazer uma ligação anônima pra imigração.
E galera, Ana descobriu que o Ed não era cidadão americano como ele dizia. Ele não tinha sido formalmente adotado por ninguém. Ed nasceu no México e o nome real dele era Manuel Dominguez, e os pais adotivos, entre aspas, pegaram o Ed/Manuel do México e levaram ilegalmente para os Estados Unidos. E aí, com essa informação, gente, depois de cumprir a sua pena, Ed seria deportado para o México e proibido de pisar nos Estados Unidos de novo.
Elizabeth faz terapia regularmente. Depois de anos, Ana conheceu um cara ótimo com quem ela se casou e teve mais um filho com esse rapaz. Hoje Elizabeth conta que consegue ver a felicidade na vida dela, mas demorou muito pra isso acontecer. E é isso, galera, mais um episódio finalizando aqui no Sala do Júri. Quero saber o que vocês acharam do caso de hoje. Eu falei que ia ser um pouquinho mais pesadinho, né? Porque a gente sempre fala aqui de sinais, não é verdade?
A gente sempre fala de sinais. Mas hoje, gente, eu confesso que eu não sei vocês, depois de eu ter dado spoiler no começo de que não ia ter sinais, não sei se vocês ficaram mais atentos, né, aos sinais e tal. E aí vocês acabaram percebendo alguma coisa que assim Às vezes alguém pode pensar que no caso da mãe ali, da mãe ficar quietinha quando descobriu que ele tinha uma filha, a desculpa que ele deu, gente, realmente foi um pouco plausível, certo?
Eu não achei ali, ali, né, quando eu tava vendo esse caso ali, eu vi que já tinha alguma coisa, mas eu não consegui entender ainda o que que era. Eu não associei, né? Porque depois que o caso termina, se você parar para pensar, provavelmente essa mulher já sabia que ele tinha abusado de outra criança antes. Provavelmente quando ele disse que ele era casado com uma outra mulher que tinha filhos, era verdade, ele abusou dessas crianças.
Só que aí a gente para pra pensar assim, que a gente vai pensando nas possibilidades, né? Aí a gente pensa assim, por que que essa mulher ou se soube, não falou nada, ou teve alguma coisa, algum julgamento e ele foi solto por falta de prova e tal, né? Por que que ela não falou nada com a Mas aí a gente fica pensando, mas ela também tava errada, né? Porque provavelmente deve ter dado algum caô pros pais do Ed depois que a Ana descobriu lá, ligou pra imigração e descobriram que ele era uma criança que foi levado ilegalmente.
Eu não sei se dá problema pros pais ou não depois de tanto tempo, né? Que o Ed já tinha, sei lá, 38. A Ana ficou casada com ele 10 anos. E assim, gente, falando do caso, dá pra ver que o Ed planejou tudo desde o começo, né? Porque assim, quando a gente parar para pensar na forma como ele chegou na Ana, ficou insistindo, xavecando ela muito tempo, depois que ele viu que ela tinha uma filha, aí mesmo é que ele não ia desistir, entendeu?
Ele já foi com foco. Tanto que ele começou a abusar da menina depois de um ano de relacionamento. Ela ficou 10 anos com ele e ele abusou da Elizabeth 9 anos, desde quando ela tinha 5, e ela contou com 14. Então foi tudo planejado. Para mim, o trabalho noturno— você vê que, ó, quando Ana foi trabalhar na empresa de estoque lá, nessa empresa de estoque não, de reboque, ele já trabalhava no turno da noite. Vai que ele já não tinha uma outra mulher e tava fazendo a mesma coisa com a mulher, ficando de manhã com os filhos dela, porque eles se conheceram enquanto ela trabalhava no turno da noite, certo?
Eles começaram a ficar e tal, porque ele também era do turno da noite. Aí ele troca de emprego e já dá um jeito de ir para o turno da noite nesse emprego, justamente para ficar sozinho com as crianças. Aí começa tudo, a manipulação mental com Elizabeth, manipulação mental com Ed Júnior, sabe? Então assim, realmente Ana não tinha como perceber nada, sabe? Então é muito complicado, é muito complicado, que às vezes a gente fala tinha sinal, podia ter percebido, mas mesmo com sinal já é difícil, né?
Imagina sem sinal nenhum, imagina sem sinal nenhum. Então eu fico pensando, sabe, porque assim, por mais que ela não tivesse desconfiado, esse caso bota a gente para pensar, né? Do tipo assim, eu não penso em ter filho, mas se eu tivesse, fosse uma menina, enquanto os anos iam passando eu ia estar sempre conversando, independente de quem tivesse comigo, eu ia falar, ó, Não pode deixar fulano encostar aqui, encostar ali. E se alguém fizer alguma coisa e falar que você não pode contar pra mim, é mentira.
Você tem que contar pra mim sim. Não acredite se falarem que vai dar muito ruim se você contar, porque é mentira. Enquanto eu estiver aqui com você, meu amor, minha filha linda, maravilhosa, nada vai dar ruim, tá? Então sempre conta tudo pra mim, entendeu? Ia tentar ser o mais aberto possível, porque porra, o perigo tá dentro de casa, viado. É foda. É foda, entendeu? Então é bem complicado, porque pô, a marca que ele deixa numa criança.
Ai, gente, homem filho da puta. Por mim, que ele sofra muito lá no México, que ele já tá, né? Ele saiu em 2013 e aí ele voltou para o México em 2013, e agora ele tá proibido de pisar nos Estados Unidos. E vamos combinar, a Ana foi loba, hein? A Ana foi loba. Quando viu que o cara ia ficar só 3 anos, o quê? 3 anos e vai sair? Ah, meu amor, se a justiça não faz, eu vou fazer. Foi lá, descobriu que o cara tava ilegalmente nos Estados Unidos e já tirou ele do país.
Porque infelizmente não ia poder fazer muito, né? Porque vamos combinar, já vimos vários casos de abusador. Então a gente que acompanha true crime, né, a gente sabe que esses caras não param. Infelizmente é assim que acontece, eles não param. E, né, a probabilidade do Ed ter feito isso lá no México depois que ele voltou é grande. Nunca saberemos, mas Ana conseguiu fazer algo por ela e pela filha, pelo menos, né? Felizmente ela não consegue garantir a segurança de todo mundo, mas ela garantiu a dela e da filha.
É isso, né? Mas e aí, comenta lá o que que vocês acharam desse caso. Comenta no Spotify, comenta no Instagram. Tá bom, galera? Que eu quero saber o que que vocês acharam. Então bora pros recados. Se você está me ouvindo pelo Spotify, não esquece de classificar o Sala do Júri com 5 estrelas, que aí você me ajuda a alcançar mais pessoas. E se você ainda não me segue no Instagram, segue lá, @podesaladujuri, pra você conferir as fotos dos casos que eu trago aqui e conferir também novidades sobre o podcast.
Então é isso, galerinha. Desejo um ótimo final de semana pra vocês. Segunda-feira tem mais um episódio do Lorena Existe, tá bom? Sem que vocês acordarem já vai estar lá. Não esquece de me falar em onde vocês estão ouvindo esse episódio. Se é no ônibus, no trem, no BRT, andando, fazendo caminhada, academia. Tem muito ouvinte aqui que é fitness, que malha, entendeu? Então me conta aí, tá? Onde você tá ouvindo esse episódio. E é isso, vou ficando nessa. Até semana que vem, tchau tchau!