Episódios de Sala do Júri

135 • O Caso de Mandy Boardman

23 de julho de 202622min
0:00 / 22:02

Mandy era uma jovem de 19 anos quando conheceu David Wase, de 35 anos. Os dois começaram um namoro que, mais tarde, se transformou em casamento, e tiveram dois filhos. Com o passar do tempo, porém, a relação foi esfriando, até que, um dia, sem desconfiar de nada, Mandy descobriu algo horrível que seu marido vinha fazendo havia três anos.

O episódio de hoje é sobre o caso da Mandy Boardman.

Sala do júri é um podcast de crimes reais com episódio novo toda quarta-feira.

Roteiro, gravação e edição por: João @joaojbm1

Instagram: @podsaladojuri

Email: podsaladojuri@gmail.com

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Participantes neste episódio1
J

João

Host
Assuntos5
  • Caso Mandy BoardmanMandy Boardman · Show de David Wise · Relacionamento e casamento · Abuso e estupro · Sentença judicial
  • Praca abusivaDrogas para dormir · Gravações de vídeo · Estupro de vulnerável
  • Relacionamento Mandy e DavidDiferença de idade · Problemas com álcool · Violência doméstica
  • Julgamento e CondenaçãoPunição de Antonelli · Prisão domiciliar · Revolta pública
  • Investigações e gravações de áudioLorelay Fox · Colaboracao Premiada · Ana de Cleves · Interações e dinâmicas do podcast
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
JJoão

E aí, galera, tudo bem? Eu sou o João e esse é o Sala do Júri, podcast onde eu conto casos de crimes reais com episódio novo toda quarta-feira. Me segue no Instagram @pordesaladojure pra conferir fotos dos casos que eu trago aqui e pra conferir também novidades sobre o podcast. E se você está me ouvindo pelo Spotify, não esquece de classificar o Sala do Júri com 5 estrelas, que aí você me ajuda a alcançar mais pessoas. E aí, galerinha, final de semana tá aí e eu já chego com novidade pra vocês.

Pra quem não viu no Instagram, eu tenho postado vários stories e alguns Reels compartilhados sobre o projeto Áudio Dossier, que é um projeto do Instituto Existo, que vai contar o caso da Lorena Fox. E eu, gente, fui convidado pra participar desse projeto pela Melissa Chaves, que tem um podcast com o marido dela, o Nilander, chamado Sobre Nós Dois, que eu já até participei de um episódio, vocês lembram? Então, a Melissa faz parte da Associação Mães da Resistência, E ela foi uma das pessoas que viveu esse caso de perto.

Então ela, mais o jornalista Leandro Negreiros e a advogada Suene Dourado, fizeram esse projeto cobrindo todo o caso da Lorena. E o podcast, gente, estreia agora dia 30 de julho. Vão ser 10 episódios e todos estarão disponíveis na página do podcast do Instituto Óliver Carreiras Policiais. Mas o primeiro episódio vai sair no podcast do Leandro, chamado Palavra Narrada, no Sobre Nós Dois, o podcast da Melissa e do Lilander, E também aqui no Sala do Júri.

Então vocês vão poder ouvir o primeiro episódio aqui também e os outros 9 na página do Instituto Óliver Carreiras Policiais, tá bom, galera? Inclusive essa semana saiu um episódio de bastidores que vocês também podem ouvir lá pelo podcast Palavra Narrada. E tá muito legal a gente falando sobre como foi participar do projeto e tal. Tá muito interessante, quero todo mundo lá ouvindo, hein? Jurados, não me decepcionem, hein? Por favor, tá, gente?

E agora falando do episódio de hoje, ó. O assunto é sério aqui hoje, hein? Assunto é sério, né? Já tô há 2 semanas trazendo casinhos aí de casamento. Vocês perceberam? Tô igual a ideia do Não Inviabilize, a semana dela de casamento. Mas eu comecei antes, preciso falar que eu comecei antes. E hoje tem mais um episódio, tá, gente, de casamento. Babado, hein? Tá babado esse episódio também. Então bora começar logo, né? Mandy Boardman nasceu em 1978 em Indianápolis, Estados Unidos.

A Mandy, ela era uma garota que se viu ali apaixonada por esportes desde nova. O que ela mais gostava, gente, de jogar, né, no esportezinho, era softball. E ela passou a adolescência inteira jogando. A Mandy tinha vários amigos, ela tirava nota boa na escola e tal, ela era super de boa. E o foco dela sempre foi jogar. Mandy não ficava de namorico no colégio, na rua, nada disso. O tempo livre que ela tinha era pra jogar softball.

E aí, com 17 anos, Mandy era tão boa no softball que ela conseguiu entrar como reserva na liga de time adulto de softball de Indianápolis. E por mais que fosse como reserva, ela era a mais nova ali da liga, que geralmente se entra na liga com mais idade, né? Mas Mandy jogava tão bem que ela conseguiu entrar bem novinha. E com isso, gente, Mandy participou de alguns campeonatos na cidade, e aí ela conhecia bastante gente e tal.

E quando Mandy tinha 19 anos, em um desses campeonatos, ela conheceu um homem chamado David Wise, de 35 anos. David também jogava softball. E ele trabalhava em uma transportadora. E mesmo com a diferença de idade deles ali, Mandy e David bateram altos papos assim, com uma certa flertada, uma flertadinha aqui, outra ali. David se ofereceu pra ajudar Mandy no softball, treinando com ela e tal. Aí Mandy aceitou. Aí tá, eles foram treinar uma vez, risinho pra cá, risinho pra lá.

Hihihi, ai, David, você é muito engraçado, kkk. Aí eles foram treinar uma segunda vez e depois desse treino David chamou Mandy para jantar. Mandy não se importava com a diferença de idade, que era ali uns 16, 17 anos, né? Então ela aceitou. Aí eles tiveram o primeiro date ali do casal e foi tudo maravilhoso. Mandy achava David um cara incrível, engraçado, carinhoso, tudo de bom. E David também achava a mesma coisa da Mandy. Ele sempre foi muito cuidadoso com ela, ela gostava muito desse negócio de ser bem tratada, paparicada e tal, né, palavras da Mandy.

E aí, gente, depois de alguns meses, eles começaram a namorar. A mãe da Mandy, que se chamava Toni Lewis, não gostou nada desse relacionamento, justamente por ele ser um cara mais velho. A Toni dizia pra Mandy, a filha dela, que ele tinha idade pra ser o pai dela. E Mandy respondia: Ah, mas ele não é meu pai. E aí, gente, as duas chegaram a discutir algumas vezes por causa disso, mas Mandy continuou o relacionamento dela com o David.

Aí tá, passaram-se ali uns meses, Mandy percebeu que David bebia muito e ela não bebia, mas isso não era problema. Até que chegou um ponto que David tava bebendo praticamente todo dia. Eles conversavam, ele comentava que tinha tomado ali uma cerveja no almoço, Aí eles iam se encontrar às vezes de tarde e David tava lá com a sua linda cervejinha e Mandy ficou um pouco preocupada. E aí ela foi conversar com o David pedindo pra ele dar uma maneirada um pouco ali na bebida, que tava demais e não sei o quê.

E gente, David concordou e ele não deu uma maneirada, ele parou de beber de vez. David não bebia sequer uma gota de cerveja mais. E, gente, Mandy ficou muito feliz com aquela sensação de que ele tinha parado de beber porque ela pediu, sabe? Menina nova. Aí ela se sentiu especial. Então, com um ano ali de namoro, gente, os dois super apaixonados, David pediu Mandy em casamento. A Toni, a mãe da Mandy, continuava não gostando nada do David.

E com isso veio mais uma discussão. Tony falou pra filha que não acreditava que ela ia se casar com um cara 16 anos mais velho que ela, que ela devia pensar melhor e não sei o quê, que era pra ela tomar cuidado. Mas, gente, Mandy ia se casar, não ia ter jeito. E o casamento aconteceu no dia 2 de maio de 1998. E, galera, a mãe da Mandy não quis participar daquela parte lá da cerimônia, que a mãe fica no altar e tal. E aí, o que que ela fez?

Ela foi pro casamento sentou na última fileira e pra completar ela foi com um vestido todo preto. Muito diva a mãe da Mandy, né? Aí, gente, Mandy ficou meio bolada, mas o casamento ia rolar de qualquer jeito e ele aconteceu. E galera, alguns meses depois que a Mandy e o David se casaram, Mandy engravidou. E aí em janeiro de 1999 ela deu à luz o primeiro filho do casal. E quando esse filho, esse menininho, tinha 1 ano, Mandy engravidou de novo.

E aí, em 2001, eles tiveram uma menina. Então assim, foi tudo muito rápido: casamento e logo depois 2 filhos. Mandy agora em casa cuidando dessas 2 crianças pequenas, David trabalhando muito. Ela começou a notar que ele tava chegando em casa com um cheirinho de álcool. Aí ela perguntou uma vez: Amor, você tá bebendo? Você voltou a beber? E o David: Não, meu querubim, claro que não, não sei o quê. Mas aí num outro dia, Mandy sentiu de novo o cheiro de álcool.

Aí ela questionou o David e ele assumiu que tinha voltado a beber. O problema, gente, é que agora que ela sabia, parecia que o David tava livre pra beber na frente dela também. Ele não tava mais fazendo escondido. E aí ele começou a beber todo dia. Ele chegava do trabalho bêbado. E aí quando eles iam sair com alguns amigos, por exemplo, Mandy sempre passava vergonha, porque às vezes eles marcavam ali de almoçar com os amigos, tipo assim, almoço, gente, coisinha tarde, coisinha tipo de família, não era bem balada, sabe?

Não era uma noitada, era almoço em restaurante. Aí David ficava bêbado, gritava, Sabe aqueles bêbados chatos que gritam, interrompem todo mundo toda hora, meio que viram o centro das atenções de forma vergonhosa? Então, David era assim. E aí um dia, a Mandy, não aguentando mais, foi conversar com o David. Olha, David, tá demais, né? Você vive bêbado. A gente tem dois filhos pequenos, eu não quero você bêbado perto deles e não sei o quê.

Aí David começou a ficar nervoso. Ah, se eu bebo ou não, o problema é meu. Eu não tô deixando de pagar as contas e não sei o quê. Aí a conversa virou uma discussão, os dois ali gritando, até que uma hora, gente, David deu um tapão na cara da Mandy. Mandy ficou assim, ó, arrasada, assim, ficou nervosa, surpresa, né? Ela não tava esperando por aquilo ali. Aí ela simplesmente foi para o quarto, não falou mais nada. Depois desse dia, gente, o casal vivia discutindo.

David não bateu mais nela, Mas as discussões eram quase que diárias. Eles brigavam por tudo. Inclusive, David discutia com a Mandy porque ela não queria mais transar com ele. A Mandy falava pro David: Cara, eu não vou transar com você bêbado. Você vive bêbado, eu não tenho nem vontade de transar contigo. E aí David ficava puto argumentando que eles eram casados e ele sentia falta de sexo e não sei o quê. E gente, às vezes Mandy cedia.

De tão chato que o David era, enchendo o saco pra transar. Mas na maioria das vezes a discussão acabava e cada um ia pra um lado. Aí tá, gente, os anos foram passando e a Mandy não queria que o casamento acabasse. Divórcio pra ela estava fora de cogitação. Então o que ela fez? Ela simplesmente passou a ignorar o marido dentro de casa. E ele fez a mesma coisa. Eles praticamente não se falavam mais. Já tinha uns anos que Mandy tava trabalhando, já mesmo com as crianças pequenas, que ela deixava os filhos com a mãe dela, a Toni, e ia trabalhar.

E aí em 2005, gente, Mandy conseguiu abrir uma empresa de limpeza. E aí ela passou a trabalhar um pouquinho mais. Aí tá, os meses foram passando, a empresa indo bem. Mandy até voltou a falar um pouco com o marido. A relação deles estava ok, na medida do possível. Era mais como se eles fossem amigos. Só que aí, gente, Mandy começou a ficar muito cansada. Ela ia dormir ali um pouco depois das 10 da noite, ela até tinha uma boa noite de sono, mas no dia seguinte ela sentia que tava muito cansada, como se ela tivesse dormido muito pouco.

Tinha dias que na hora do almoço ela tava apagando já, quase dormindo no trabalho. Aos domingos, por exemplo, Mandy passava o dia todo dormindo. Ela vivia cansada. E aí, em novembro de 2006, Mandy tava muito animada porque os pais dela iam passar o Dia de Ação de Graças na casa dela. E aí, gente, nesse dia ela conta que ela foi dormir muito feliz, que era algo que ela já não sentia muito tempo, felicidade. Aí Mandy tava lá dormindo e do nada, gente, ela acordou com uma luz na cara dela.

Aí ela acordou ali meio atordoada assim, ai meu Deus, que luz é essa? E viu que o marido dela, o David, tava com uma lanterna na cara dela. Aí ela acordando ali começou a perguntar o que que ele tava fazendo. Aí David, nervoso, deitou na cama do lado da Mandy e colocou um negócio embaixo do colchão. Só que a Mandy viu que ele tentou fazer ali escondido. Nisso ela levantou, foi para o lado dele do colchão, enfiou a mão por debaixo do colchão, ela tirou um frasco de conta-gotas que tinha um líquido meio branco dentro.

Cara, na hora, Mandy ficou desesperada e começou a gritar com o David: Meu Deus, David, que que é isso? Que frasco é esse? Você tá colocando isso na minha boca enquanto eu durmo? Que porra é essa? Não sei o quê. Aí, gente, David nervoso falou assim: Não, amor, não, isso daí é um remédio para dormir que eu te dou para você dormir melhor e não sei o quê. Aí a Mandy retrucou: porra, tu me dá remédio para dormir enquanto eu tô dormindo, David?

Faz nem sentido isso. Aí David inventou uma desculpa que fazia aquilo para ela ter uma noite boa de sono, porque ela vivia muito agitada e não sei o quê. E assim, gente, a Mandy não acreditou, mas ela muito puta só disse que ela não queria mais saber dele se metendo na saúde dela e não queria mais que ele desse remédio nenhum para ela. Se ela quisesse, ela mesmo tomava. E aí o David concordou. Mandy então, gente, pensou em fazer terapia de casal pra ver se eles conseguiam ficar bem.

O casamento já não tava lá essas coisas há muito tempo, aí eles voltaram a se falar, agora David tava drogando Mandy, então, né, vamos tentar terapia de casal. Mas isso também não deu certo, porque David negava sempre que o assunto surgia, ele dizia que nunca tinha drogado a Mandy. Aí tá, passou alguns meses ali. Mandy e David ainda moravam juntos, mas sem se falar muito. Até que em março de 2007, gente, Mandy de novo acordou com uma luz na cara dela.

E aí vocês não vão acreditar, quando David viu que Mandy tinha acordado, quando ela ia começar já a gritar: porra, de novo, David, querer! Gente, David saiu correndo do quarto, literalmente saiu correndo. E foi pra garagem da casa. Aí Mandy foi atrás dele e ela ficou gritando, né? Cadê? Cadê? Eu sei que o frasco tá aqui, cadê? E David dizendo que não tinha nada ali, não sei o quê. Mas Mandy achou o frasco. E gente, ela não aguentava mais aquilo, porque o marido tava dando aquele remédio pra ela e ela não tinha noção.

E ele dizia que era pra ela dormir bem e tal, mas essa história não tava colando. Depois desse dia, Mandy literalmente não falou mais com o David durante vários meses, e ela tava o tempo todo pensando no que que ela ia fazer. Ela não queria que os filhos descobrissem que aquilo tava acontecendo. Galera, mais de um ano depois, em outubro de 2008, Mandy um dia chegou do trabalho e David não estava em casa, mas ele tinha deixado o celular dele, ele não levou pra rua.

Então Mandy pegou o telefone dele e foi dar uma vasculhada. Pra ver se ela achava alguma coisa. E galera, Mandy achou vários vídeos dele transando com ela enquanto ela dormia. A Mandy conta que parecia que ela tava morta, que ela não se mexia nem um pouco. E ela ficou confusa porque ela já não transava com o David há muitos anos. Foi aí que ela se ligou que o próprio marido tava drogando ela pra poder estuprá-la enquanto ela dormia.

Galera, Mandy ficou sem chão. Ela não tava acreditando no que ela tava vendo. Quando o David chegou em casa, ela confrontou ele e, galera, David não teve reação nenhuma. Ele assumiu que tinha filmado tudo mesmo e tal, super calmo. E agora não tinha jeito, Mandy pediu o divórcio. As amigas da Mandy tentaram muito fazer com que ela fosse na delegacia pra denunciar o David, mas a Mandy tava com muita vergonha, o divórcio já tava pra sair, Ela não queria que ninguém mais soubesse do que tinha acontecido, então ela ia deixar pra lá.

Só que em 2010, Mandy acabou tomando coragem e denunciou o marido. Ela tinha todos os vídeos que ela gravou do celular dele naquele dia que ela descobriu tudo. E aí, com a denúncia dela feita, David foi preso em janeiro de 2011. O David foi acusado de estupro e 5 acusações de comportamento sexual indevido. E como não tinha prova de que ele tinha drogado a Mandy, por esse motivo ele não podia ser acusado. O julgamento demorou 3 anos pra acontecer.

E gente, a promotoria descobriu que o David pegou as receitas dos remédios que ele dava pra Mandy durante 3 anos. Então ele fez isso com ela por 3 anos. E nesse julgamento, gente, até uma amiga do David testemunhou contra ele, dizendo que ele tinha contado pra essa amiga que ele não tinha mais relações com a Mandy porque ela não queria. Então ele drogava ela pra poder transar. Nas palavras dele, se ela não queria fazer por bem, ia ter que fazer por mal.

No fim do julgamento, David foi considerado culpado e recebeu uma sentença de 20 anos. Porém, gente, dos 20 anos, 8 anos seriam em prisão domiciliar e depois ele ia poder ficar em condicional nos 12 anos restantes. Muita gente achou um absurdo essa sentença. E o juiz também era um escroto, galera. Durante o julgamento, ele chegou a dizer pra Mandy que ela deveria perdoar o David pelo que ele tinha feito. E na internet, todo mundo ficou contra o juiz.

Toda notícia que saía do caso eram milhares de comentários das pessoas irritadíssimas com o resultado da sentença. Teve comentaristas e jornalistas que também se manifestaram. Teve um jornalista que comentou assim: 8 anos de prisão domiciliar pra um estuprador. E tinha vários comentários também, gente, dizendo que o juiz, chamado Kurt Engsgruber, era uma vergonha pra profissão. E aí, galera, mais um episódio finalizando aqui no Sala do Júri.

Que que vocês acharam desse episódio, hein? Gente, para mim é complicado falar um pouco desse episódio porque assim, não dá nem para dizer que, ah, tinha sinais, né? O cara, o cara só era um escroto. Vamos combinar que o cara só era um escroto, mas não tinha como, né? Ela não tinha como adivinhar que o próprio marido ia fazer isso. Imagina como é que fica a cabeça de uma mulher sabendo que o próprio marido tava fazendo isso com ela dentro de casa e ela todos esses anos sem saber.

Porra, foda, né? Complicado para caralho. Aí você passa por um julgamento, o juiz dá essa sentença ridícula, porque, cara, o juiz deu 20 anos sendo que parece que o cara não vai ficar preso. Na prisão domiciliar ele podia ir para o trabalho e voltar para casa, ele só ia ter que ficar dentro de casa. Gente, ele não tá preso, ele praticamente tá solto, ele só não pode sair. Então assim, é ridículo. O cara estuprou a mulher dele por 3 anos.

Durante 3 anos ele fez aquilo e ele só recebe 8 anos de prisão domiciliar, que aí os outros 2 é condicional. Condicional você pode fazer o que quer, né? Só não pode sair do estado, né? O negócio assim, acho que é um bagulho desse aí. Então assim, porra, o juiz praticamente inocentou o David. Porra, é um absurdo. E gente, a mãe dela que já não gostava, imagina a sensação dessa mãe, tipo assim, caralho, cara, eu avisei para minha filha.

Mas é aquilo, como eu acabei de falar, né? Não tem como a gente adivinhar que o cara vai fazer uma coisa dessas, né? É um pouco diferente quando o cara começa a dar sinais, né? Quando a mulher dá sinais, o homem dá sinais. Igual no episódio do Steve, porra, o Steve, ele foi muito otário. Desculpa aí para quem, né, Steve, me perdoe, mas você foi um otário. Com a mulherzinha dele lá, entendeu? Agora, nesse caso aqui não tinha como.

Tudo bem que, pô, na hora que ela já descobre a primeira vez, ela podia ter feito alguma coisa, mas aí envolve muita coisa, envolve filhos. A Mandy chegou a dizer que ela demorou alguns anos porque ela tava muito na dúvida dos filhos crescerem sem um pai e tal, porque ela sabia que ia dar ruim, que ele ia ser preso. Ela sabia o que que tinha acontecido. Então ela esperou uns anos para as crianças crescerem um pouco e tal. Porque ela ainda achava que as crianças estavam muito novas.

Então ela foi vivendo ali, sabe, naquela situação. Porque deve ter sido horrível também. E finalmente, aí pelo menos em 2010, ela foi, teve coragem e denunciou o marido. Então assim, muita coisa devia passar pela cabeça dela, não é verdade? Agora, esse juiz também, eu tô achando que quem falou que o juiz era uma vergonha para profissão foi o Jacquin. Tem certeza que esse comentário veio do Jacquin falando que ele era uma vergonha para profissão.

E pô, realmente, né, o cara é uma vergonha para profissão para dar essa sentença para o David. Porra, puta que pariu, né? Vamos combinar. Então é isso, gente. Quero saber o que que vocês acharam desse caso, tá? E lembrando que o projeto do Áudio Dossier estreia dia 30 de julho, hein, gente, semana que vem. Então quero todo mundo ouvindo, hein? O episódio vai sair aqui, o primeiro. Os outros 9 vão estar lá no canal da página do Instituto Existo, tá?

É o podcast Lorena Existe, o nome do podcast, e estreia dia 30 de julho, tá bom, gente? Então é isso, ó. Eu vou colocar as fotos lá no, no, desse caso lá no Instagram, tá bom? Comentem aqui que vocês acharam. E se não tem o que comentar, gente, me deem um parabéns porque sábado agora é meu aniversário. Então vocês me deem um parabéns para poder engajar o post lá, tá bom? Recomenda esse episódio para os seus amigos, passa ele para todo mundo, tá?

Para galerinha toda ouvir. Tudo bem, galera? Então é isso. Então vamos para os recados, né? Se você está me ouvindo pelo Spotify, não esquece de classificar o Sala do Júri com 5 estrelas, que aí você me ajuda a alcançar mais pessoas, tá bom? E me segue no Instagram também, @podesaladujuri, para conferir fotos dos casos que eu trago aqui e para conferir também novidades sobre o podcast. Então é isso, galera, eu vou ficando por aqui. Desejo um ótimo final de semana para vocês. Até semana que vem, tchau tchau!

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