Episódios de SinPodOuvir

LUIZ MORALES | SinPodOuvir #120

06 de maio de 20266min
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Neste episódio, o corretor de seguros e fundador da UCS (União dos Corretores de Seguros), Luiz Morales compartilha a trajetória que o levou a se tornar uma referência no mercado, com aprendizados que vão muito além da venda de seguros.Ao longo da conversa, ele aborda a importância do companheirismo na construção da carreira, os desafios das entidades do setor e um tema essencial para o futuro das corretoras: a sucessão.Ainda não é associado ao Sincor-SP? Faça parte da maior comunidade de corretores de seguros do Brasil - https://materiais.sincorsp.org.br/ass... 🔔 Inscreva-se no canal da TV Sincor-SP e ative as notificações para acompanhar os próximos conteúdos. #SincorSP #SinPodOuvir

Participantes neste episódio3
R

Rogério Frima

HostApresentador
L

Luiz Carlos Alvarez Morales Jr.

ConvidadoCorretor de seguros
L

Luiz Morales

ConvidadoCorretor de seguros
Assuntos2
  • Mercado Segurador e CorretagemImportância do companheirismo na carreira · Desafios das entidades do setor · Sucessão em corretoras · SUSEP · Corretor picareta · Atendimento humanizado · Liquidação de sinistros de automóvel · Seguro valor de mercado
  • Dilema moral e descobertaInício na Lastre Gráfica · Administração de patrimônio familiar · Fundação da LAR Corretora de Seguros · Luiz Carlos Alvarez Morales Jr.
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de todo o estado de São Paulo. Eu sou Rogério Frima e esse é o Sim Pode Ouvir, o podcast do SimCore São Paulo, o podcast dos corretores de seguros. Gente, eu estou recebendo aqui hoje uma pessoa muito especial, um corretor inspirador, com uma trajetória muito, muito interessante. Eu tenho certeza que vocês vão adorar.

O nome completo dele é Luiz Alvarez Morales, nosso conhecido e querido amigo Luiz Morales. Me perdoa. Como é completo? Luiz Carlos Alvarez Morales Jr. Mas eu gostei. Perfeito. Luiz Morales. Luizinho, muito obrigado por ter aceitado o nosso convite. É um prazer, uma honra estar aqui. Obrigado. Bom, eu queria já partir falando um pouco da tua história, né?

Eu conheço um pouco da tua história, mas eu fui buscar um pouco de informação ainda mais tua e eu recebi informação que parece que você começou em 1989, administrando o patrimônio de uma empresa familiar, é isso mesmo? Perfeito, é isso aí. Mas assim, primeiro...

É muito gostoso estar na nossa casa. Quando fala em nossa casa, é o 5 Horas São Paulo. Muito gostoso ser entrevistado por um amigo, amigo mesmo de trabalho e de entregas para o profissional corretor de seguro. Muito obrigado. É uma honra estar com você nesse momento. Agradecer toda a equipe, que não é fácil fazer o sim de... Sim, pode ouvir. Sim, pode ouvir.

Quem está atrás de nós está fazendo um trabalho. E também é o nosso presidente, Boris, que sempre afinco nas entregas. É isso aí. Então, vamos começar. Começamos, sim, trabalhando em 89.

Meu tio tinha o maior parque gráfico da América Latina, chamava-se Lastre Gráfica. E o parque gráfico era tão grande, tão grande, que necessitava de uma corretora, nós chamamos corretora cativa, que é para cuidar somente daquele pequeno império que ele tinha. E você é garotão na época, né? Garotão, não sabia nada.

E aí ele montou a corretora, ele precisaria de um braço de confiança e falou, Luiz, vou te dar um percentualzinho e você vai gerenciar. Depois, conforme eu gerenciar, você vai fazer, que eu sugiro todos os corretores antes, fazer a SUSEP.

para que você esteja qualificado como profissional corretor de seguros. E foi aí que começou. Trabalhando, tinha muito seguro de transporte internacional, trazia máquinas gráficas da Alemanha, o próprio tinha mais de mil veículos, imóveis, um monte. Realmente foi uma lição de vida. Então, aqui é muito legal agradecer.

Hoje ele já não está mais entre nós, mas obrigado pela oportunidade. Foi aí que começou tudo o Luiz Morales no mercado segurador. Bacana. E como é que foi essa transição para a fundação da LAR Corretora de Seguros? Em que ano foi? Como é que se deu isso aí? Então, praticamente, que aí meu tio se adoentou, passou para os meus primos, e aí os meus primos já não tinham muito interesse na corretora. Ele falou, ó, fique com a corretora, eu já tinha tirado a SUSEP, não foi fácil.

Não foi fácil. Eu saí porque quando você sai, você sai sem uma carteira. Porque... Em que ano? Que foi que você fundou? Em 89. A LAR foi em 2000. Foi uma transição de um ano. Eu sempre uso esse jargão, mas entendam, é o corretor picareta. Picareta? Você pode se assustar. Não. Picareta, naquela época, a gente fala aquele corretor.

Que importa, importa bater para abrir portas. E é difícil, como toda profissão. Mas ela é rentável. E eu sugiro, você corretor está com dificuldade? Fique aí, segure, você vai ver as dificuldades que eu passei. E com uma persistência, você vai vencer. Não desista. E aí nós começamos.

Porta em porta. Só que começamos, e eu não mudo até hoje, de atender o problema do cliente para ter ele. Não tinha outro caminho. No meu caso, como corretor, que eu não saí de um banco, não saí de uma concessionária, saí sem nada.

E olha só, até hoje, eu sempre acho que o corretor pequeno deve se balizar nisso. Por quê? Você, como corretor, não é só um vendedor. Nós temos que vender. Tenho orgulho de ser vendedor, mas temos que ter atendimento humanizado. Hoje está em voga, mas eu estou desde aquela época.

Nós cuidados, poucos sabem disso, você é dessa época. Vamos falar do automóvel, que nós estamos falando de 60% da carteira é automóvel. Naquele momento, naquelas circunstâncias que vivíamos, a seguradora, e não é má fé, não, era um jeito de liquidar o sinistro. Qual que era o jeito de liquidar o sinistro de automóvel? Vamos supor, um roubo de um veículo.

Se você tem um carro semi-zero, ele tem umas características. A companhia procurava no jornalzinho, em algum lugar, quem estava vendendo aquele carro que foi roubado. Muito bem, ela pegava a televisão somente e passava para o camarada. Ela falava, olha, eu pego o melhor preço, se o carro custava 10, achou por 9, vou te indenizar 9. Poxa, mas meu carro era semi-novo. Aí que entrava o corretor. E eu que entrava nesse momento.

segurador, me passa os três que você contou. Ligava e perguntava como é o pneu, como está assim. Vamos supor, aquele que iria pagar R$ 9 mil, os pneus estavam rasgados ou já estavam usados, e o dele era novo. Aí era o combate, combate bom, combate de uma forma profissional. Falei, segurador.

Eu fazia assim, ó, o que você me cotou, dá 9, só que dá errado. Era o seguro valor de mercado, né? E a gente negociava com as companhias, né? E o corretor tinha uma força muito grande. E já, só para não falar não, eu já cotava também, ó. Eu cotei, nós estamos falando que custa 9,800. Então, a indenização é 9,800. E ele recebia.

Bom, e qual era o brinde? Era assim, como eu faço para receber? O corretor não recebe honorário, recebe comissão. E para eu receber comissão, eu preciso que você faça seguro comigo. Você não recebeu a indenização?

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