Episódios de Um Milkshake Chamado Wanda

AMIZADES TÓXICAS com Thiago Theodoro e Bárbara dos Anjos

10 de junho de 20261h35min
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Bem-vindos ao novo Wanda! Novo cenário, novos quadros, uma nova proposta e estamos até de cara nova! Neste primeiro episódio, nada melhor do que estarmos juntos de quem esteve com a gente lááá no começo. Thiago Theodoro e Bárbara dos Anjos conversam com a gente sobre longas amizades, amizades que deram ruim e novas amizades.

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CAÇADORES DA CULTURA PERDIDA

Bárbara: 30 Rock

Bárbara: @cinelume

Thiago: Peabo Bryson

Phelipe: o termo “Boy magia”

Phelipe: Labirinto

Samir: Light Years, da Kylie Minogue

Episódio apresentado por:

@phelipecruz

@eusousamir

@othiagotheodoro

@dabarbara

Produção:

Julia Gomes (julia@papelpop.com / @g0mesjulia)

Edição / Captação:

Felipe Dantas (dantas@papelpop.com / @apenasdantas)

Toda quarta-feira, 20h, ao vivo no Youtube e em todas as plataformas de streaming.

Participantes neste episódio4
P

Phelipe

Host
S

Samir

HostProfessor
B

Bárbara dos Anjos

Convidado
T

Thiago Theodoro

ConvidadoJornalista
Assuntos8
  • Amizade tóxica e manipuladoraDefinição de amizade tóxica · Traços tóxicos em amizades · Fazer amigos após os 30 anos · Uso do vocativo 'amigo' · Amizade colorida · Amizade de baixa manutenção · Amizade de alta manutenção · Amigos que só procuram ajuda
  • Caçadores da Cultura Perdida30 Rock · Peabo Bryson · Boy magia · Labirinto (filme) · Light Years (álbum) · De Volta Para o Futuro (trilogia) · Morango do Amor · Palheta
  • AmizadeAmigos de infância · Ex-amigos · Amigos de ex-ficantes · Amizade com ex-ficantes · Amizade colorida · Amigos de namorado/marido · Amizade de baixa manutenção · Amizade de alta manutenção
  • Madonna e a Longevidade ArtísticaMadonna · Celebration Tour · Confessions 2 · Ray of Light · Into the Groove · Deeper and Deeper · Lucky Star · Lady Gaga
  • Produção de PodcastsNovo cenário · Novos quadros · Wanda de Casa · Clubinho Wanda · Plateia Wanda
  • J.Lo e a Carreira MusicalJennifer Lopez · Waiting for Tonight · The 6 (álbum) · Selena (filme) · Hustlers · Pitbull · David Guetta · Shakira
  • O Papel dos Ídolos na CulturaPrince · David Bowie · George Michael · Peabo Bryson · Roberta Flack · Natalie Cole · Aladdin (trilha sonora) · A Bela e a Fera (trilha sonora)
  • Bate o LequeTraição online · Acrílica · Sintética
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Voz A:Tá começando mais uma edição do novo podcast Milkshake Chamado Vanda.

Thiago Theodoro:Abertura agora é um tribal, né?

Voz C:É um tribal?

Thiago Theodoro:Isso é tribal, gente?

Voz A:É assim que as colocadas fazem?

Thiago Theodoro:Jovens, ei jovens, pirantas, é assim que as colocadas As fases, quis dizer nada.

Voz C:É um técnico, galera.

Voz A:Segunda temporada, primeiro episódio.

Thiago Theodoro:Sim.

Bárbara dos Anjos:Não, não vai ter, vai cortar. A Felipe, ela é teimosa, eu falei 10 vezes. Não, não é, ela quer abrir o programa.

Voz A:Segunda temporada, remake, é um reboot.

Thiago Theodoro:Não é nada disso, gente. É o programa que a gente ama e conhece.

Voz C:Estamos aqui, seguimos aqui, é tudo É o programa continuando.

Voz A:Quase tudo igual, exato.

Thiago Theodoro:Adorei a casa nova.

Voz C:Linda, gente, grande.

Voz A:Silenciosa.

Voz C:Maravilhoso, gente, muito espaço. Dá pra botar uma cama ali, dormir aqui se precisar.

Bárbara dos Anjos:Olha o fundo, agora tem um fundo assim, cenário aparecendo.

Thiago Theodoro:Tem um banco de reservas de convidados. Se algum encher o saco, você tira alguém de lá e põe, ó.

Voz A:Exato, agora tem um sofá.

Voz C:Se alguém machucar o joelho, põe o Neymar no banco.

Thiago Theodoro:Tudo bem.

Voz A:A gente tá fazendo o... A novidade de agora é o seguinte, esse van daqui é o que é pra Quarto do Mundo vai mudar. Vocês já sabem disso, a gente já avisou. Vocês vão ver os quadros novos. Vocês já sabiam, não vem fingir.

Voz C:Atuação, gente.

Thiago Theodoro:Não sobrou nada? Gente, vocês têm que combinar comigo. Falaram para eu atuar surpresa, aí depois eu atuo surpresa, não era para fazer.

Voz A:Ninguém falou para você atuar surpresa.

Thiago Theodoro:Foi o que eu recebi no e-mail.

Voz C:Finge a surpresa.

Thiago Theodoro:Thiago, finja que você não sabe que tem quadros novos. Eu segui, fechei as portas.

Voz A:Não vai mudar muita coisa porque sou eu e Samira aqui, né? É isso? Obrigados, a gente gosta dos mesmos, ama os mesmos tanto que vocês estão aqui.

Voz C:De volta. Sempre aqui.

Voz A:E a gente quis a Bárbara e o Thiago porque eles foram os primeiros a gravar o Wanda desde mil anos atrás.

Thiago Theodoro:1800.

Voz A:A Bárbara é a primeira convidada.

Voz C:A primeira ever. Eu e o Pero Vaz de Caminha. Nós dois juntos aqui gravando.

Voz A:Eu não sei se depois da Bárbara veio logo o Thiago.

Thiago Theodoro:Ah, se não foi também, eu vou contar a história assim. Quem foi depois da Bárbara que reivindique, então. Eu tô em segundo lugar.

Voz A:Você tá me entrando no negócio pra ver.

Bárbara dos Anjos:Eu tenho, eu tenho anotado. Checando as informações. Você tem anotado? Perguntado todos os participantes em que edições que eles vieram todos.

Thiago Theodoro:Amiga, está parecendo uma periquita, né? Tô bonitinha.

Voz C:Ah, tem um negócio aqui, um ventinho atrás.

Bárbara dos Anjos:É trazer movimento, é Nike.

Voz C:Agora que eu vi que tem um ventinho atrás.

Thiago Theodoro:Amiga, tá voando essa nova temporada.

Voz A:Quando usava coxinhas, falou nova temporada, pegou. Aí você viu nova temporada do Wanda? É legal, divulga.

Bárbara dos Anjos:A Bárbara foi no episódio 3.

Voz C:Nossa, gente.

Thiago Theodoro:E eu no 4.

Bárbara dos Anjos:E o Thiago no 26.

Thiago Theodoro:Demorou muito.

Voz C:Quem veio antes?

Voz A:Mas depois da Bárbara veio quem?

Voz C:Diego Vargas.

Bárbara dos Anjos:No 4, não.

Thiago Theodoro:Girl!

Bárbara dos Anjos:Eu não sei. Ah, o 4 foi o Federico.

Thiago Theodoro:Mentira, isso tudo em casa. Nossa, ninguém gravava ainda.

Voz A:Tá tudo em casa.

Bárbara dos Anjos:Tudo gravado, amores. A Bárbara veio várias vezes.

Thiago Theodoro:Várias vezes.

Bárbara dos Anjos:Eu vou contar quantas vezes. Vai falando aí que eu vou contar.

Thiago Theodoro:Nossa, nunca vai terminar.

Voz C:Joga daí, pra Iá contar, pelo menos.

Voz A:A Iá conta?

Voz C:"Ai, já faço tudo, querida." Exato.

Voz A:A gente tem um programa agora que vai ao segunda-feira ao ar, chama Wanda de Casa.

Thiago Theodoro:Chama Wanda de Casa agora?

Voz A:É o Wanda.

Thiago Theodoro:Tá.

Voz A:É Wanda aqui, é Wanda lá.

Voz C:Esse aqui é o Wanda de Casa?

Voz A:E o Wanda de Casa é gravado aqui atrás, nesse estúdio.

Voz C:Ah!

Voz A:E o Wanda de Casa vai ter Meryl, vai ter Lott. Você me ajuda, Wanda?

Thiago Theodoro:Ah, saudades.

Voz A:O Wanda pra apoiadores, que é o Wanda de Casa, é o Wanda clássico, entendeu? Como vocês já conheceram por antes. Esse aqui é um Wanda new.

Thiago Theodoro:Repaginado. Novos quadros, estou gag.

Voz A:Novos quadros.

Voz C:Não pode mais, né? O quê? Falar gag.

Voz A:Calma, calma.

Voz C:Calma, calma.

Thiago Theodoro:Que é o Wanda de Casa segunda-feira. Esse tá indo ao ar quinta-feira ou quarta-feira. Quarta-feira à noite. Quarta-feira à noite, acho que tá aparecendo na casa das pessoas.

Voz A:Novo Wanda e Wanda clássico. Ou então Wanda de Casa e Wanda oficial.

Voz C:Wanda.

Thiago Theodoro:Ai, oficial não gosto, amiga.

Bárbara dos Anjos:Wanda, Wanda. Não tinha que chamar de Wanda.

Voz A:Não, gosto dos dois Wandas.

Voz C:Não deixa de ser Wanda.

Bárbara dos Anjos:É, o Wanda.

Thiago Theodoro:Então a gente tá contra o futebol na Globo, quarta-feira à noite.

Voz C:Não, mas agora vai parar por causa da Copa, né? Então a gente chega e engata com as pessoas.

Thiago Theodoro:É porque realmente, pegamos essa janela.

Voz C:A gente pega essa janela, as pessoas confiam.

Voz A:A gente demorou por isso.

Voz C:O nosso público e o da Copa. Foi tudo combinado com o Fred.

Bárbara dos Anjos:É o mesmo, vai brigar muito.

Voz C:Brasileirão Betânia, é o mesmo. Converge, né?

Bárbara dos Anjos:É o mesmo, olha.

Voz C:A Bárbara veio. Não ganhamos dinheiro pra falar esse nome, hein.

Thiago Theodoro:Mas é o nome do campeonato, gente.

Voz C:Mas não me pagaram, não. Betânia. Betânia.

Bárbara dos Anjos:A gente... A Bárbara veio em 64 episódios.

Voz C:Muito obrigada, gente.

Bárbara dos Anjos:E o Thiago veio em 63.

Thiago Theodoro:Mentira! Corre, amigo! Que isso!

Voz C:Quem ganhou? Eu, claro!

Bárbara dos Anjos:Bárbara, por um.

Voz C:Vocês não chamem ninguém.

Bárbara dos Anjos:Agora 65 e 64, né, gente.

Thiago Theodoro:Isso é verdade ou é sacanagem? Não é possível que eu gravei tanto Wanda assim na minha vida, amiga.

Voz A:Ele contou, você gravou mais.

Voz C:Somos os que mais viemos?

Bárbara dos Anjos:Sim, com certeza.

Voz A:Mas Wanda é aquele conte, não, né?

Thiago Theodoro:Me conte, é todo dia agora?

Voz C:Me conte, piscou, tem episódio novo no ar, dá pra acompanhar.

Thiago Theodoro:Gravei uns mil já. Ah, gente, que legal gravar 63 vândalos.

Voz C:Gente, é muito, quem tá em terceiro lugar? Tá com quantos?

Voz A:O que seria da gente sem vocês?

Bárbara dos Anjos:Nada. Jamile.

Thiago Theodoro:Olha só, gente.

Voz C:Mas é com quantos?

Bárbara dos Anjos:E ela também tem bastante.

Thiago Theodoro:É, mas ninguém mais, ninguém acima da gente, né?

Voz C:Acima de nós, só metade. É metade. E quantos tem tu, Samir? 63. Eu? Tô brincando.

Voz A:Quem mais faltou?

Voz C:Não, vou falar.

Thiago Theodoro:Chega, chega, chega.

Voz A:Mas é um prazer ter vocês aqui, a gente ama vocês.

Voz C:A gente também ama vocês.

Voz A:Vamos fazer uma estreia em casa mesmo.

Thiago Theodoro:Eu amo.

Voz C:Mas esse não é o Vanda em Casa.

Voz A:Não, mas é uma estreia muito caseira pra um programa novo, pras pessoas assistirem em casa. Não tem mérito tanta mudança.

Thiago Theodoro:É o maior podcast do Brasil, gente.

Voz C:É o maior, é o maior.

Thiago Theodoro:É o maior podcast do Brasil.

Voz A:Traz sempre no nosso coração. Também. Em plateia Wanda, a gente não tem os sofás ainda ali onde o Dantas tá gravando a gente.

Bárbara dos Anjos:Oi, Dantas!

Voz C:Aí, certas coisas nunca mudam, né? Antiga sempre ali.

Thiago Theodoro:Eu vou chamar ele para editar meu podcast.

Voz C:Tô pensando, Dantas, tá livre?

Thiago Theodoro:Tem um tempinho? Quem vai estar na plateia, Felipe?

Voz A:A plateia Wanda é o seguinte: assim como era mil anos atrás que tinha plateia Wanda, eu lembro, a partir de R$20 que você pode qualificar para plateia Wanda.

Voz C:Tá certo.

Thiago Theodoro:E aí, obviamente, quem apoia com R$20 pode ser plateia Wanda.

Voz C:Dá pra pagar boom, né?

Voz A:Combina Dantas ou a Júlia, a gente vai anunciar porque vai começar em julho ainda, porque não dá todo mundo aqui. Então a gente faz um revezamento de plateia sempre, assim como foi antes. Se der muito trabalho, a gente vai parar.

Thiago Theodoro:Calma, amiga, também não derruba o negócio. Espera dar 3 meses.

Bárbara dos Anjos:Aí já teve.

Thiago Theodoro:Ela vai querer derrubar a gente, mas vem.

Voz C:Aí alguém vai te trazer um docinho para tu abrir.

Voz A:Eu sabia que tínhamos a ideia e amamos. É legal ter a gente aqui rindo.

Thiago Theodoro:Eu gosto também.

Voz C:Eu gosto.

Voz A:O contato com os bandas é incrível, então a gente quer por isso.

Bárbara dos Anjos:Vai ficar ali, a gente vai fazer que nem a Taylor Swift, tem um cantinho ali, ó, que vai ver se mais parado, porque é vista parcial, encaixada ali na frente. Vai ver só dois convidados, só eu e Felipe aqui. Os convidados não vai ver.

Thiago Theodoro:Vai ter um lugar atrás da coluna então, sabe?

Voz C:Vê só o computador assim do Felipe.

Thiago Theodoro:Eu adoro quando tem plateia. Acho que vai ser tudo voltar a plateia.

Bárbara dos Anjos:Vamos, eu não sei quando que parou de ter plateia.

Voz C:Quando mudou, né?

Voz A:Porque veio a pandemia, né?

Thiago Theodoro:Ai, não quero saber de passado, gente.

Voz C:Eu acho que foi até a pandemia, foi até a pandemia que teve plateia.

Voz A:O nosso tema de hoje, como você pode ter visto aí, você já deve ter visto no título, é Amizades Tóxicas.

Thiago Theodoro:Não tava sabendo disso também.

Bárbara dos Anjos:É, menino, surpresa!

Voz A:Que a gente faz na academia, que a gente faz no colégio, na faculdade.

Thiago Theodoro:A gente faz amizades tóxicas ou a gente é tóxico com amizades? É isso?

Voz A:Ou isso, as duas coisas.

Thiago Theodoro:Ou as amizades já vão se tornando tóxicas. Toxicos. Quero saber se a Bárbara vai ter alguma amizade tóxica. Vamos ver se ela vai abrir o jogo.

Voz A:São amigos, quase família também, não dá para falar que amizade tanto, né, amiga?

Thiago Theodoro:A gente às vezes é um pouco tóxica.

Voz A:Você é padrinho, né? Entre a gente, a gente perceber, e logo, autocrítica, não é?

Voz C:Não, mas a gente é amigo e família também, com padres, né? Às vezes a gente vai ser um pouco tóxica entre a gente, mas eu acho que o que acontece no caso meu e do Thiago é que a gente já reconhece a toxicidade e já fala, amiga, não Não quero isso, não vou, e pronto. E aí vida que segue, entendeu? Então não é tóxico, é traços, atitudes que a gente já sabe.

Thiago Theodoro:Já, né, na pauta, não deixa de ser tóxico, né?

Voz C:Não, mas não é amizade.

Thiago Theodoro:Aí por que que tem que começar com a gente também?

Bárbara dos Anjos:Fala de você, porque a gente já falou muito, a gente já gravou 700 episódios.

Voz C:Não, mas é que eu acho que não é uma amizade tóxica, mas acho que todo mundo em algum momento tem algum traço que não é.

Voz A:Meu traço tóxico é o controle, né? O Capricórnio é foda.

Voz C:Então aí quando tem o traço tóxico tóxico. Meu é, aí, por exemplo, eu quero animação.

Thiago Theodoro:Animação é tóxico?

Voz C:Não, eu vou falar, quando é que a animação é tóxica? Quando eu quero que o Thiago faça mil coisas comigo, ele vai falar assim: amiga, não vou, depois de tal hora, domingo eu não saio, vamos almoçar no sábado.

Voz A:Não é animação, é companhia então para nós.

Voz C:Não, é animação e querer fazer muitas coisas.

Thiago Theodoro:Falta é paz de espírito, falta, né, gente? Parar e ficar quieto um pouco.

Bárbara dos Anjos:Um pouquinho de calma, né?

Voz C:E aí o Thiago é tóxico quando ele é mal-humorado. Então não vai mesmo, não quero.

Thiago Theodoro:Eu mal-humorado? Ah, que isso!

Voz C:Mas aí eu acho que é um traço tóxico E a gente, como a gente é amigo muito tempo, a gente já fez muita terapia também, cada um no seu, e a gente já entendeu, né? Já fez muito casal.

Voz A:Terapia de casal.

Bárbara dos Anjos:Tem terapia de amigos? Tem terapia de amigos?

Thiago Theodoro:Será que tem? Menino, sabe que você pode fazer, né? Pode ir com um amigo fazer terapia, se você quiser fazer a sessão. Aí eu acho mais fácil trocar de amigo, né?

Bárbara dos Anjos:Mas a de casal... Ah, mas as outras da vida... As outras da vida é em casa.

Thiago Theodoro:Eu discordo dessa história de que a gente não faz novos amigos, gente.

Voz C:Eu faço toda hora. Eu tenho, mas amigo de verdade. Eu também fiz novos amigos, eu fiz, eu faço amigos de verdade também.

Bárbara dos Anjos:Amigo do peito, amigo irmão.

Voz C:Acho meio preguiça quando a pessoa fala: "É muito difícil fazer amigos depois dos 30." "É muito difícil fazer amigos." A gente chata, né?

Voz A:Você acha um traço tóxico falar que todo mundo é amigo também?

Voz C:Acho.

Bárbara dos Anjos:É, não é?

Voz A:Tô percebendo isso acontecendo muito agora. Amigo, não sei o quê, não sei o que lá. Amigo, tipo, virou uma...

Voz C:Virou um vocativo.

Voz A:Virou um vocativo de qualquer lugar.

Thiago Theodoro:De novo, tudo São Paulo.

Voz A:Pode ser uma coisa muito São Paulo.

Voz C:Quem não ouviu falar: "Meu irmão"?

Voz A:Porque não tem, é, não sei, eu não sei porque eu tô aqui, tá?

Thiago Theodoro:Sabe o que eu acho? Às vezes a pessoa quer forçar uma intimidade que não tem, ou ela vai te foder quando te chama de amigo.

Voz A:Ou então ela não quer, ela quer mostrar que ela vem em paz porque ela vai falar com você, vai, porque ela chama de amigo. Então, amigo, não sei o quê, tipo, olha, fica calmo, sabe?

Bárbara dos Anjos:Pode ser um amigo, olha, vou atrasar, filha "Filha da puta!" Eu acho que é um carinho, amigo. Porque se a pessoa fala assim: "Amor", ele já sabe.

Voz C:Mas depois não chama de amigo assim, sei lá?

Thiago Theodoro:Amor é falso.

Voz C:Não, ele chama tipo vendedor da loja de amigo.

Thiago Theodoro:Eu tenho um traço em texto que é chamar as pessoas de lindo. Eu acho, eu chamo as pessoas de lindo. Até os feios? Até os feios.

Voz A:Você acha que é mais assédio isso do que... Lindo.

Thiago Theodoro:Sabe o que eu já pensei por isso? Será que eu chamei a pessoa de linda, a pessoa vai achar que, né?

Bárbara dos Anjos:Acho que sim.

Voz C:Que tu quer coisa?

Thiago Theodoro:Era mais um hábito.

Voz A:Não, nem... Nem é, não, porque encaixado numa frase é tipo um amigo.

Thiago Theodoro:Ah, tá bom, lindo, eu falo, tá bom.

Bárbara dos Anjos:Não, não acho, mas eu chamo ironicamente as pessoas de vida. Eu gosto. Ainda, obrigado.

Voz C:Não, eu acho pior o casal que chama vida.

Bárbara dos Anjos:Ai, vida, pega para mim um negócio.

Voz A:Mas isso é com amigo?

Bárbara dos Anjos:Não, casal. Não, chama amigo de vida. Para, vida, pega para mim.

Thiago Theodoro:É bom na verdade, porque é tipo flor, flor.

Voz C:Eu chamo de querida, na verdade.

Voz A:Ah, pô, você tá debochando, não?

Bárbara dos Anjos:Não, é tipo assim, é chamar de divo, é igual chamar de divo. Nossa, você viu o que o divo fez?

Thiago Theodoro:Ah, isso eu uso com deboche. Geralmente eu tô falando mal de alguém, o divo.

Voz A:Sim, mano, é, geralmente é deboche.

Bárbara dos Anjos:Olha o divo lá arrasando.

Voz A:Uma vez eu tava falando com uma pessoa de negócios e aí ele citou uma pessoa que a gente conhecia em comum. Aí ele falou assim: "Você é amigo dele, né?" Eu falei assim: "Então, amigo não." Conhecido. Conheço ele, acho ele incrível. Aí ele ficou muito espantado de eu falar que amigo não.

Thiago Theodoro:Eu falaria também, mas eu concordo contigo.

Voz A:É verdade, né? É, todo mundo tá chamando todo mundo de amigo, às vezes, e não significa que eu não gosto dele. Não significa que eu não posso chamar de amigo alguém que eu não conheço tanto, que eu não sou amigo.

Thiago Theodoro:É, aí eu concordo com você.

Voz A:Eu sou colega dele, eu conheço ele, acho ele incrível. Agora, amigo já é outra coisa, né?

Voz C:Exato, eu concordo muito. Eu acho que isso talvez é uma coisa de uma falsa intimidade mesmo, assim, né?

Voz A:Forçar uma barra de intimidade.

Voz C:Porque aí, cara, pra amigo, pra quem é meu amigo, pra quem eu posso pedir? E eu vou te ligar agora. Ah, ele é teu amigo? Tá, então tu pode pedir pra ele agora? Tipo, pra ti eu posso pedir?

Thiago Theodoro:Tirando a prova. Vou ligar agora, vou perguntar pra ele se ele é seu amigo mesmo.

Voz C:Tipo assim, tu é amigo do fulano? Eu sou amigo do Felipe? Sou. Ah, então tu pode perguntar pra ele tal coisa? Eu posso pegar o celular agora e perguntar pro Felipe. Ah, Felipe, tarará. Agora, o Dan não é meu amigo, é meu conhecido.

Thiago Theodoro:Ai, o menino quieto lá, gente, não é um demérito pra ele.

Bárbara dos Anjos:Tóxica, tóxica, jogou na cara do povo. Tu tem o WhatsApp do Dan?

Thiago Theodoro:Tóxica. Eu e o Dan somos amigos de anos.

Voz C:É um segredo bem guardado.

Thiago Theodoro:É, menina, a gente vai, ó, lá no mais. Pensei em inglês, falei.

Voz C:Não tem nada de ruim na minha relação com o Dan, mas eu sou amiga dele, né?

Thiago Theodoro:Às vezes a pessoa vê uma oportunidade de desenvolver. Isso é tóxico.

Voz A:Por exemplo, a gente reforça amizade, logo que Você foi muito amigo da Bárbara quando a gente viajou junto na Capricho?

Voz C:Foi muito bom, não foi? A gente ficou besta.

Voz A:Porque a gente dormiu junto no mesmo quarto de hotel. A gente dividiu o secador.

Voz C:A gente cantou Caetano no banheiro.

Voz A:É, bem amigas.

Voz C:Bem migas. Foi tipo a viagem da Zoe Saldanha com a Britney, foi nós dois, você sabe?

Thiago Theodoro:Teve essa viagem?

Bárbara dos Anjos:Crossroads?

Thiago Theodoro:Ah, Crossroads.

Voz C:Foi uma grande viagem.

Bárbara dos Anjos:Viagem é uma coisa que transforma muita coisa em amizade.

Voz C:Ou se para de vez, né?

Bárbara dos Anjos:É, eu acho que é uma coisa bem assim marcante Acho que se você viajar com uma pessoa, se for tudo bem, vocês podem virar bastante amigos. Se for mal, já era.

Voz A:Não, e também porque vocês compartilham, se fica ruim durante a amizade, você conserta ali na mesma hora e tá tudo bem. Quando um não se ofende com o outro tão facilmente e um reconhece. A minha amizade, por exemplo, não vou citar quem é, mas essa pessoa falou assim: você não vai comprar isso, né? Você não vai pagar para, você não vai gastar seu dinheiro com isso. "Vou, não me enche o saco, o dinheiro é meu, vou gastar como quiser." Então, assim, essa pessoa controlando. E aí eu falei: "Não precisava ter respondido desse jeito, mas..." Pra amigo pode, né? Você tá viajando, você quer se divertir. O meu jeito de se divertir também, às vezes, é comprando algumas coisas, né?

Thiago Theodoro:Às vezes não, sempre comprando.

Voz C:Mas é dar um tempo pro outro também, eu acho, né? Eu acho que isso da amizade na viagem, invariavelmente, você vai ter que dar um tempo, tipo, né? Acho que eu vi a Carol e a Maki falando... Que elas viajaram o tempo todo juntas, aí, quando chegou no aeroporto, afinal, a Maki falou: Cada um vai para um lado e a Carol, bem Carol, né?

Voz A:Vamos ficar solto agora? Depois a gente se encontra.

Thiago Theodoro:A Carol tá louca! Isso é maravilhoso, qualquer relação se sentindo louca. Mas eu acho que isso é um estado de maturidade da amizade.

Voz C:É, estamos velhos. A gente é amigo, a gente, cara, nós aqui, 20 anos de amizade, né? Então a gente já sabe até o que a gente se irrita no outro. Então eu não quero fazer isso com o Felipe e com o Thiago, porque eles têm esse jeito e eu tenho outro. Eu vou fazer de um tempo, eles vão fazer do outro. Então para que eu vou me colocar nessa situação? Se pode causar um atrito, não quer dizer que eu gosto menos de vocês, é que a gente não é igual, graças a Deus, né?

Thiago Theodoro:Amém, né?

Bárbara dos Anjos:Amém!

Thiago Theodoro:Nossa, ela fala mesmo, gente! Você viu, né? Que deu uma bocada. Ai, tem coisas que com Felipe e Thiago eu não quero fazer.

Voz A:Eu tenho amigos para isso, eles não são amados. Não quero.

Thiago Theodoro:Quer sair com eles para balada? Não quero.

Voz A:Não são queridos. Mas vocês já tiveram coragem de falar um ponto, coisa que não gosta?

Thiago Theodoro:Já, já, várias vezes.

Voz A:Amigo é essa sinceridade, eu acho. Se não, você não tá sendo amigo.

Voz C:Mas eu acho que a gente tem que aprender a falar as coisas também.

Thiago Theodoro:Ah, muitas vezes a gente não sabe, aí errado, depois acerta.

Voz C:Mas eu acho que existe um esforço. Hoje a gente sabe muito mais falar na hora certa, do jeito certo, do que tipo estoura irritado.

Thiago Theodoro:Então eu acho que hoje dificilmente eu vou fazer uma coisa que eu não quero fazer, gente, com um amigo, para agradar.

Voz A:Há 10 anos eu faria muitas coisas para para agradar.

Thiago Theodoro:Hoje em dia é muito raro que eu faça, tem que ter muita coisa em jogo, tem que ter muita coisa em jogo para eu topar, porque hoje se eu não quero eu não faço tranquilamente.

Bárbara dos Anjos:Eu acho que depende, quando depende da programação, para você falar: ai, quero fazer isso, tal, se ela precisa de alguém, uma companhia para ajudar, alguma coisa assim, é amigo, você fala assim: tá bom, eu faço porque, ah, é amigo, eu posso precisar uma outra hora também para alguma coisa, então a gente faz, você faz, né?

Voz C:Tipo, tu é mais joiner, tipo eu, Sim, a gente vai porque é tudo bem.

Thiago Theodoro:Então a gente nos joinha de novo, né? A gente não faz coisas um para o outro, por isso que a gente era amigo.

Voz C:Não, tu faz, tu tá sempre presente.

Thiago Theodoro:Ela vai consertar a gente agora. Isso é amizade, ela vai dar uma remendada boa agora.

Voz C:Veja, eu tô aqui, amigo, tu é maravilhoso. Eu tinha uma hora que o quão incrível que ele é, o quão lindo que ele é. Não, tu tá sempre presente, mas eu acho que tu tem os teus limites muito bem traçados. E isso é uma coisa boa. Porque ao mesmo tempo, tu não quer que a pessoa vá... Tipo, minha avó falava isso: "Mas se é pra vir mal-humorado, nem vem".

Thiago Theodoro:Por isso que eu não vou, gente.

Voz C:Então, eu quero o melhor de vocês, eu quero fazer coisas legais, né. Vocês também, todo mundo.

Bárbara dos Anjos:Se a pessoa não for vir... Vocês, eu e você.

Voz C:Vocês três também. Eu, nós quatro, vocês três.

Thiago Theodoro:Agora, é porque eles são joiners, Felipe, eles são animados. Eles são alegres, ai, que alegre que são! O Felipe tá super joiner hoje em dia. Mas ele veio do zero, né? Agora ele tá no 3.

Voz A:Aí, pera aí, eu não sou tão joiner assim. Mas eu tô sendo mais por causa de Brian, mas acho.

Voz C:É, mas tu comigo sempre fez umas coisas meio tipo: "Ai, vamos no shopping olhar enfeite de Natal." Sim.

Thiago Theodoro:Ela adora Natal, gente.

Voz C:Ah, mas eu te dei esse exemplo de formar um grupo.

Thiago Theodoro:Aí facilita também. Adora shopping. Não, vamos ao shopping. Check! Check! Pronto, já tá o check!

Voz A:Agora não chama o Felipe pro bar beber cerveja. Vocês já sabem que não vai dar, né?

Voz C:Mas eu acho que isso é uma coisa também da gente não fazer a nossa amizade sobre o que a gente gosta, né? Cara, vou chamar o Felipe pra ir no bar, fazer o quê?

Thiago Theodoro:Não tem cabimento.

Voz C:O guri ficar em sofrimento só porque eu quero, sabe?

Voz A:E tem amizade que...

Voz C:Como você prova de amigos, acho isso.

Bárbara dos Anjos:Mas eu acho que tem isso também, que tem amigos pra certas coisas. Não é todo amigo que é pra tudo.

Thiago Theodoro:Sabe?

Bárbara dos Anjos:Ah, esse é o amigo de sair, esse é o amigo de ir no shopping, esse é o amigo de ir no cinema. E óbvio que não vai ser só para aquilo, mas aí também às vezes a pessoa fala assim: ah, porque você foi tal lugar, não me chamou e tal.

Thiago Theodoro:Isso é amizade tóxica.

Voz A:Como é que é?

Bárbara dos Anjos:Como é que é?

Voz A:A pessoa fala: você não me chamou.

Bárbara dos Anjos:É, ai, vocês foram todos aí, você não me chamou, mas você nunca vem, você nunca quer ir.

Thiago Theodoro:Sai inútil, você nem gosta. Tipo eu reclamar quando ouvir o Thiago e "Não me chamaram." Nossa, aí vem aquela arrombada na DM: "Ai, nem me chamaram." "Você não vai, sua palhaça." "Como é que eu vou te chamar?" É tipo isso.

Bárbara dos Anjos:Quem faz presente é lembrado.

Thiago Theodoro:É uma gay. De gay pode falar.

Voz A:Porque quando você faz careia e não te chamam, você fica chateado?

Voz C:Você fica fora.

Thiago Theodoro:Ela é gaúcha.

Voz A:Eu percebi isso já.

Voz C:Eu dou like. Esse outro dia eu mandei uma mensagem pro Brian. 'Na próxima, mandei para o Brian, porque mandar para o Felipe não adianta, né?' Mandei para o Brian. 'Adoro aí.' Mandei assim, mandei só uma—

Voz A:'Adoro aí, porque não me chamaram.' Adorei.

Voz C:Não, só mandei 'adoro aí'.

Thiago Theodoro:Por isso que ela assistiu a hora que eu falei 'aí vem uma arrombada na DM' e ela—

Bárbara dos Anjos:Não, eu falo às vezes assim: 'Nossa, adoro tal lugar, quero ir na próxima.' Falo assim.

Thiago Theodoro:Você manda essa DM, Samia?

Bárbara dos Anjos:Para amigos, amigos falo.

Thiago Theodoro:'Nossa, eu sou doido para conhecer esse lugar.' Ai, eu vou pôr o braço a torcer, gente. Ai, gente, mas é para vocês em mim, espero que vocês não.

Voz A:Eu falo às vezes também, mas aí não é porque eu fiquei ofendido, é porque eu tenho intimidade suficiente para fingir ser tóxico. Quem é essa arrombada aí com você? Por que que eu não fui chamado?

Thiago Theodoro:Aí eu adoro fazer também, é isso, entendeu? Ou eu comento assim: ah, essa é sua nova melhor amiga?

Voz C:Adoro fazer isso mesmo.

Thiago Theodoro:De amigo novo, hein? Kkk. Ah não, isso não faço não.

Voz C:Isso ele faz.

Voz A:Cá!

Thiago Theodoro:Cá! Cá! Isso eu faço, eu faço com a Bárbara. Com o Felipe eu não faço, mas eu faço. Ah, tá de amiguinho novo, hein? Que beleza!

Voz A:Os programas que o Frederico faz são exatamente os meus que eu gosto de fazer. Dá muito match nisso. Então assim, ele tem vários amigos agora pra ir pro cinema? Ah, então tá.

Thiago Theodoro:Então vai, né?

Voz C:Mas isso é um exercício que a gente também tem que fazer. Pra mim é muito difícil, mas eu tento fazer. Não, ele tem o direito de ir no cinema com outras pessoas.

Bárbara dos Anjos:Nossa, que horror!

Voz A:Bem tóxica ela. O Dantas quer saber qual lugar que a gente vai que é tipo amizade da gente, tipo o café do Friends, sabe? A cafeteria do Friends.

Thiago Theodoro:É isso que você quer saber, Dantas?

Voz A:Tá na pauta, eu jogo nas costas do povo.

Voz C:Eu amo.

Voz A:Sempre sobra o chefe tóxico.

Voz C:Nossa, é um laid jazz, né? É um laid jazz, né?

Thiago Theodoro:Nossa, é muito mais laid jazz, eu acho, hoje em dia.

Voz A:De sair pra comer, pra conversar, quando a gente quer conversar é laid jazz.

Thiago Theodoro:Você recebe seus amigos?

Bárbara dos Anjos:Não, porque a gente é muito de ir pra casa um do outro.

Thiago Theodoro:Sempre a sua, não? Hã? Eu sempre vejo muita gente na sua casa.

Voz C:Agora é muito legal também de viajar pra casa junto.

Bárbara dos Anjos:É, a gente viaja junto. Acho que a gente não é muito de: "Ai, esse restaurante sempre que a gente vai." Não, a gente é mais de: "Ah, vamos jantar aqui em casa." Ou vem aqui em casa fazer uma festa.

Voz A:E fica gay vendo clipes.

Bárbara dos Anjos:Fica gay vendo clipes, cozinhando. Eu tenho amigos que cozinham maravilhosamente.

Thiago Theodoro:Essas são amizades boas de ter.

Bárbara dos Anjos:Já me escusei muito bem, vários.

Voz A:Porque eu cozinho sempre pra todo mundo. É, esse é o problema.

Voz C:E gosta.

Bárbara dos Anjos:Sim, não, porque querem e ficam ofendidos.

Thiago Theodoro:Pô, bicho, eu achei que fosse você que tivesse fazendo essas comidas. Eu? Você já entendeu que é você.

Voz A:Nunca. Poderia ser você. Você é um grande chefezinho, né? Porque sou amigo da Clarissa, aprendi tudo.

Thiago Theodoro:Não, eu posso estar cozinhando. Tenho certeza que tem gente agora achando que era você que fazia aquelas comidas.

Voz C:A máscara caiu.

Thiago Theodoro:A máscara caiu, aí ela faz.

Bárbara dos Anjos:Gabi faz esses bolo muito bem.

Thiago Theodoro:A Gabi cozinha bem, né?

Voz A:É uma delícia as coisas que ela faz.

Bárbara dos Anjos:'Fiz uma broinha aqui, manda para mim uma caixa.' Isso é bom.

Voz C:Gabi, quer ser minha amiga?

Bárbara dos Anjos:Manda uma caixa de broinha lá para casa. Ai, como é bom isso.

Thiago Theodoro:Eu não tenho amigo que me manda broinha, gente.

Voz C:O Thiago uma vez fez um bolo de aniversário para uma ex-amiga dele. Nunca fez bolo de aniversário. Lembra desse bolo que tu me prometeu?

Thiago Theodoro:Ó, gente, eu amo que a Caia mascara da Good Vibes na Bárbara, que ela é amizade tóxica.

Voz A:Ela é.

Thiago Theodoro:Faz uns 20 anos que eu fiz Fiz esse bolo. A pessoa nem é minha amiga mais.

Voz A:Você fez um bolo?

Thiago Theodoro:Amiga, eu era muito boleira, eu era muito boleira.

Voz A:Era bolo de quê?

Voz C:Com uns granulados coloridos.

Thiago Theodoro:Eu tenho uma receita muito boa de bolo de chocolate e eu tenho uma de um bolo branco de coco.

Bárbara dos Anjos:E aí você fez para sua melhor amiga?

Thiago Theodoro:Eu costumo fazer bolo de aniversário para os meus amigos mais chegados, não era todo mundo.

Voz A:Você já ganhou alguma coisa minha de pudim, alguma coisa? Eu nunca fiz pudim para vocês, né?

Voz C:Esse é o quê? Você tá me devendo.

Thiago Theodoro:Se joga para baixo deixa ela cobrar, deixa ela cobrar.

Voz A:É bom.

Thiago Theodoro:Uma crítica que você lembrou do bolo que eu fiz para a Dita Cuja.

Voz C:E tu sabe quem é a Dita Cuja, que é ex-amiga, né, nada mais. É ex-amiga. Vocês têm ex-amigos?

Thiago Theodoro:Eu tenho muitos amigos.

Voz A:Isso que eu tava pensando.

Thiago Theodoro:E eu não faço nada para ninguém, as pessoas brigam comigo.

Voz C:O Thiago tem o melhor que tem, ele tem ex-amigo que voltou a ser amigo.

Bárbara dos Anjos:Ah, isso acontece, isso acontece.

Voz A:Porque o ex-amigo é aquele que você brigou e não é mais amigo?

Voz C:Depende, depende.

Voz A:Ou é aquele amigo que você perdeu com o tempo a amizade?

Thiago Theodoro:Não, não, é uma específica figura. De falar comigo.

Voz C:Teve ruptura.

Thiago Theodoro:Até hoje eu não tive a oportunidade de entender o que aconteceu.

Bárbara dos Anjos:Ah, que você tentou.

Thiago Theodoro:3 pessoas, 3 pessoas que não me falaram porque pararam de falar comigo e pararam de falar comigo. Gente, eu imagino que eu deva ter feito alguma coisa muito errada.

Voz C:Será, amigo? Acho que não, tu é perfeito.

Thiago Theodoro:Obrigado, amiga.

Voz A:Com certeza.

Thiago Theodoro:Eu acho que agora você falou a verdade.

Bárbara dos Anjos:Eu acho que elas viram bolo e elas falaram: eu tenho um.

Voz C:Que por coincidência, essas 3 pessoas ganharam Não, para de ser doido!

Thiago Theodoro:Do assim. Gente, o problema era o bolo!

Voz C:Esse é o problema, aqui, ó, tô vendo. Era o bolo.

Thiago Theodoro:Ou seja, a Bárbara envenenou essas pessoas contra mim porque ela não ganhou o bolo. Já sabemos quem é a toxa.

Bárbara dos Anjos:Ela vai lá na DM, ó, tchu tchu tchu, falar com a pessoa, até a pessoa—

Thiago Theodoro:Vocês não têm isso? É ridículo!

Voz A:A última vez que eu fui pro Rio, encontrei dois amigos de colégio de Volta Redonda, que foi muito tempo que não eram muito amigos meus, que eu nunca via. Então Dá pra dizer que é ex-amigo, mas...

Thiago Theodoro:Não foi legal?

Voz A:Foi incrível!

Voz C:Mas a vida só afastou.

Voz A:Mas é estranho porque eu mudei muito e fiz muita coisa. Eu era muito diferente no colégio em Volta Redonda do que sou agora.

Thiago Theodoro:Acho que todo mundo era, né?

Voz A:Então você amadurece. Eu não era gay pra eles ainda. Então é meio estranho.

Thiago Theodoro:Faz tempo mesmo essa história.

Voz A:Oxi! Não, só fui ser gay com 20.

Thiago Theodoro:É verdade!

Bárbara dos Anjos:Salomão!

Voz C:Eu demorei muito. Eu tenho uma ex-amiga, oficial ex-amiga. Que é ex-amiga de todo o grupo.

Thiago Theodoro:Ah, sim, mas foi babado, né?

Voz C:Foi babado, ela era tóxica, dava em cima de todos os namorados das amigas.

Voz A:Eu não briguei com nenhum amigo ainda, eu acho, de parar de ser amigo assim, não.

Bárbara dos Anjos:Eu tenho amigo de afastamento, ou seja, gente que era muito meu amigo, porque quando você mora em 4 cidades e em cada cidade dessa teve pessoas que foram muito amigas. E Taúna, né, que eu morei depois de Divinópolis, Anápolis, Belo Horizonte e São Paulo. E uma foi a primeira faculdade, a outra foi a segunda faculdade, a outra foi que onde comecei a trabalhar. Então foram fases diferentes da vida. Então são pessoas que naquele momento fizeram muito sentido, e aí depois, como mudei de cidade, mudou o sentido. Eu encontro às vezes, mas não tem a química mais assim, sabe?

Voz A:Você fala assim, caramba, essa pessoa era muito outra vida que você tinha também, né?

Bárbara dos Anjos:Era outra vida que eu tinha. E uma era meu melhor amigo da vida e tal, mas a gente ficou anos sem se falar, a gente se fala muito pouco hoje em dia e afastou completamente.

Thiago Theodoro:Ah, mas não tem esse apego também, gente, é complicado, né?

Voz C:E eram pessoas que se não existisse rede social, isso nunca mais ia ver mesmo, né?

Bárbara dos Anjos:É, se não fosse internet, não ia saber nem se tá vivo.

Voz A:Terceirão vocês foram? Encontro do Terceirão?

Bárbara dos Anjos:Não, de escola não tem amigo de ninguém.

Thiago Theodoro:Nem do da faculdade eu não fui, me chamaram, eu não fui.

Voz C:Eu fui, mas eu tenho grandes amigas da época da escola que são muito fofas.

Voz A:Que são hoje ainda?

Voz C:Que são, mas tem uma galera, esse já apareceu, até falei sobre isso que estamos bem, que eu gravei com a Bela.

Voz A:Que é o fofocão do terceirão, né? O encontro é para isso. Mas aí eu vi uma galera, exatamente, mas eu queria voltar bem nesse assunto.

Voz C:Tem uma galera específica que apareceu na minha timeline que eles se juntaram, um monte de guri tóxico que eu olhei.

Thiago Theodoro:Ai, tudo acabado, né?

Voz C:Ai, tudo. Mas assim, deu até um negócio assim, tipo, ai, que não quero nem ver essa gente, porque para quê, né?

Voz A:Você lembra quem eles são mais ou menos?

Voz C:Eu lembro, não, e eu lembro o que que eles faziam, como eram, sabe onde chegar.

Voz A:E vocês se dão bem no círculo de amigo dos seus amigos, entendeu?

Thiago Theodoro:Ele tem amigos, os amigos dos amigos, os amigos dos amigos.

Bárbara dos Anjos:Eu arraso, eu não.

Thiago Theodoro:É, mas quando tem um amigo que eu não gosto, falo: amigo, não vou, que eu não gosto desse seu amigo aí.

Voz A:Pronto. De começo eu tenho um ciúme, posso, que é esse daí, mas depois eu vou, eu me dou bem Amo ele, sim, sim.

Thiago Theodoro:Mentira, não é verdade.

Voz A:Pergunta para Vitor, para Federico.

Thiago Theodoro:Ah, não é verdade. Tem gente que você não gosta, a gente não gosta, gente, normal também.

Voz C:E amigos do namorado, marido?

Thiago Theodoro:Não gosto de nenhum.

Bárbara dos Anjos:É muito bom.

Voz C:Eu acho, às vezes já tive alguns desafios, já tive gente muito legal, mas é uma, tem uns dois lados aí, né?

Voz A:Ainda bem que eu não tive problema nenhum, são todos bem amigos nascidos com o Bryan, não tem essa coisa. Também não falaria aqui se não fosse, né? Mas é verdade.

Voz C:Mas eu tenho mais amigos meus que viraram amigos do Marcos do que o contrário.

Thiago Theodoro:Mas é que homem hétero não tem amigo, né?

Voz C:Ele anda muito mais com os meus amigos.

Bárbara dos Anjos:Eu geralmente sou assim, geralmente meu namorado anda com os meus amigos.

Voz C:O teu namorado vem pra tua galera, né?

Bárbara dos Anjos:Do que eu andar com os deles, geralmente é assim mesmo.

Voz C:No caso do Marcos também tem uma coisa que ele, que é a mesma coisa que o Bryan, né? Veio de outra cidade pra morar aqui. Então assim, acaba que vira... E ele é Capricórnio. Ele é Capricórnio. Ele seleciona bem as amizades. Mas esses amigos do Marcos são do Rio, então o dia a dia da gente geralmente são mais com os meus amigos originalmente.

Thiago Theodoro:Mas que já são amigos deles.

Voz C:Já são amigos deles, já tem tipo, tu já tem uma relação com ele dependente de mim e tal.

Thiago Theodoro:Dependente-mente. Não, gente, vamos dar certo, né? Amigável, foi mais forte que...

Voz A:E já teve boy que teve alguma rixa? Que abaulou a amizade? Teve alguma coisa assim com você?

Bárbara dos Anjos:Como assim?

Voz A:Deixa eu perguntar para o Samir primeiro.

Thiago Theodoro:Ai, veio alguma coisa aqui.

Voz A:Que criou uma rixa entre amigos seus, tipo entre você e um amigo, ou quando tiver—

Bárbara dos Anjos:Tipo eu e o amigo ser filho do mesmo boy, uma coisa assim?

Thiago Theodoro:Ou o seu boy brigar com um amigo seu.

Voz A:É, ou você tá namorando e tem uma amizade que atrapalha, causa alguma rixa.

Voz C:Ou você tem um amigo que namora com uma mulher e eles terminam e você continua trabalhando com ele, entendeu a pergunta? É isso, Amira, ou tem um amigo que faz isso.

Thiago Theodoro:Não é isso, não é isso. Mas se um amigo já brigou com um boy seu, ah tá, ou boy implicou com um amigo, ah, esse amiguinho aí não sei se vocês têm alguma coisa.

Voz A:É tipo o seu namorado implicar com um amigo, amizade.

Voz C:Agora é uma outra pergunta.

Thiago Theodoro:Teve muito, gente, quando era mais novo, várias vezes.

Bárbara dos Anjos:Eu não lembro, não tô lembrado muito.

Voz C:Deixa eu ver, já teve.

Thiago Theodoro:Se ela falar que não, eu vou dar na cara dela agora.

Voz A:Você lembra de alguma coisa?

Voz C:Tu, ele, alguém brigou com o Thiago?

Voz A:Alguém implicou com o Thiago? Se meu namorado já implicou com alguém, não, eu tô falando ele sendo namorado.

Thiago Theodoro:Você já implicou com amigo de ex?

Voz C:Ah, tá.

Thiago Theodoro:Eu já impliquei com amigo de ex.

Bárbara dos Anjos:Ah, com amigo do namorado.

Voz C:Nossa, tá muito difícil.

Thiago Theodoro:Já?

Bárbara dos Anjos:Ah, não, sim, namorado já, já sempre já teve um amigo que eu falei: ai, puta merda, hein, esse amigo do namorado. Tem que aguentar isso.

Thiago Theodoro:Olha, eu já tive, eu me lembrei agora, tinha uma amiga de um ex meu que não me suportava, que um dia me cercou e falou: olha, você é a mais Tudo você fala demais, você se intromete demais. Falou isso, você tem que dar uma baixada de bola.

Voz C:Falei, tá bom, aceitou, tá bom, vou baixar.

Thiago Theodoro:Já sabia que eu ia ter problema. Ela falou, olha, você é a mais, você fala demais, você tem opinião demais. Ela era insuportável, não me abalou, fiquei tranquilo.

Voz C:Mas o que que ela tem que falar para ti, né? Ela que falasse para o amigo dela.

Thiago Theodoro:Ela achava que eu era demais mesmo que eu me metia na vida deles, faziam tudo errado.

Voz A:Vocês têm amigos que eram ex-ficantes?

Bárbara dos Anjos:Sim, vários, vários, vários. Gente que tava pegando e virou amigo.

Thiago Theodoro:Nossa, mas amigo, amigo, amigo, amigo, amigo não, mas sim de ficar falando. A menina nem lembro.

Voz C:Eu tenho um amigo que é muito meu amigo, que eu já fiquei uma vez e ficou amigo depois. Ficou amigo depois.

Thiago Theodoro:Já ficou, né?

Voz C:Também tem isso, né, gente? Casado aqui, a gente tem que lembrar ainda, puxar capivara antiga aqui.

Voz A:Pegar amigos, eu sei que eu não gosto.

Bárbara dos Anjos:Não, se é amigo já, não gosto. Mas já peguei, igual que eu falei, muita gente eu já peguei.

Thiago Theodoro:Vai falando.

Bárbara dos Anjos:Não, muita gente eu já peguei e aí fiquei amigo. Inclusive, meu melhor amigo hoje, a gente se conheceu para ficar, a gente ficou, não rolou muito, né? Não rolou muito.

Thiago Theodoro:Duas passivas, né?

Bárbara dos Anjos:Vamos ficar. Não era isso Não, mas aí ficamos amigos e hoje somos melhores amigos.

Voz A:Não, amigo mesmo não, não consigo nem imaginar a hipótese.

Thiago Theodoro:Não, a gente tem um nome, né?

Voz A:Amigo não tem como, mas tem amigo.

Bárbara dos Anjos:Já beijei em carnaval, já beijei em carnaval.

Thiago Theodoro:Crime hediondo pegar amigo.

Voz A:Mas tem amigos que se tornam amigos depois de ficar bastante.

Bárbara dos Anjos:E eu acho mais comum.

Voz A:E aí essa amizade colorida é legal também, mas não é amigo.

Thiago Theodoro:Às vezes, né?

Bárbara dos Anjos:Não tenho, não tenho nenhuma amizade colorida.

Voz C:Mas essa coisa que vai ficando misturada, eu sempre acho meio complicado. É amigo, é peguete, aí depois É, tem que ser bem separado. Acho que não é amigo.

Voz A:É o problema, amigo.

Thiago Theodoro:Talvez não seja amigo, amigo de verdade.

Voz C:Eu acho que não é amigo.

Bárbara dos Anjos:Eu queria ter uma amizade colorida.

Thiago Theodoro:É um friends with benefits.

Bárbara dos Anjos:Uma pessoa que resolve aquele momento que você quer amigo.

Thiago Theodoro:Uma pessoa que você pega às vezes porque é legal.

Bárbara dos Anjos:Vocês vão transar sem nenhum compromisso de paixão.

Voz A:Mas a gente tem, eu quando eu sou teu eu tenho uma agenda organizada.

Bárbara dos Anjos:Mas ele não é amigo, você é peguete, não é amigo seu.

Voz A:Não, não.

Voz C:Então, eu chamar para não ficar com a pessoa.

Voz A:Eu quero amigo sim.

Voz C:Um dia você chama ele e fala: vamos no cinema?

Thiago Theodoro:Não, eu acho que se você tem outras conversas.

Voz C:Vamos ficar, vamos pegar, vamos no cinema.

Voz A:Peguete quando tava solteiro, que ele dormiu lá em casa, a gente acordou, fomos na VHS, depois ele foi morar.

Voz C:Eu tinha quase um final de semana sem se pegar. Não pegando, não, mas eu tô te falando, amigo e peguete, entendeu? Aí tu chamaria essa pessoa para vocês não se pegarem, só na amizade? É isso que tu falou?

Voz A:Faz sentido para mim.

Voz C:Então vocês são só peguete, não são amigos.

Thiago Theodoro:Mas se fala de outros assuntos da vida, não é amigo?

Voz A:Eu posso ser amigo dele, gostar dele e pegar ele?

Thiago Theodoro:Eu quero que você amigo.

Voz A:Você tá querendo transformar uma amizade colorida em amizade.

Voz C:Então, mas é isso que eu tô falando aí, amizade colorida, não é amizade.

Thiago Theodoro:Amizade colorida, né?

Bárbara dos Anjos:Você foi para pegar esse, você sairia para jantar com Federico, Renique e o fulano, não sei o quê.

Thiago Theodoro:E ó, bateu, é amigo então, gente.

Voz A:Já, e todo mundo conheceu. E depois ele pegou todo mundo também depois.

Thiago Theodoro:Então é uma pessoa que fica por aí, né, gente?

Voz A:É uma E tanto é amigo porque, bom, a gente não sentiu nada um pelo outro, então era muito—

Voz C:Mas eu acho que tu tá falando sobre o que tu pensa, tu não sabe se— Porque eu acho que o perigo da amizade colorida é que a gente sempre acha que o outro se sente como a gente e daqui a pouco um se apaixona, tá?

Thiago Theodoro:Ai, também, esse é o burro, né?

Voz A:Gente, o que eu deixava claro é: você entendeu que não vai acontecer nada porque eu não quero que você—

Voz C:Mas não quer dizer que a pessoa não vai entender. A pessoa pode entender, mas ela não escolhe o sentimento.

Thiago Theodoro:Tá, mas aí também, gente, todo mundo gostou de alguém que não gostou da gente. Ninguém morre de amor.

Voz C:Mas é quando tem essa amizade no meio, fica um pouco mais difícil, né?

Thiago Theodoro:Concordo com você que às vezes numa relação de amizade que a gente se pega, uma pessoa pode ter uma expectativa que a outra não tem. Mas aí é importante ela apresentar isso para outra, porque a outra não vai adivinhar. Então assim, fulano, eu estou muito mais apaixonado por você do que o que você pode me entregar.

Voz C:Sim, sim.

Bárbara dos Anjos:Que aí também você começa a pegar pessoas, geralmente eu vou ficar chonado, eu não vou ficar afim dela, eu não vou conseguir ficar ficando só por, ah, só para matar.

Voz C:É difícil falar uma coisa dessas.

Thiago Theodoro:Eu me apaixono fácil também, então não fico botando gente na minha vida que eu sei que eu vou me apaixonar.

Voz C:Eu não vejo muito sentido também dessa amizade aí, que assim, tipo, é só o Felipe gosta dessas coisas. Não, mas a gente, quando eu tava solteiro era assim, mas aí para mim era peguete, entendeu? É uma pessoa que eu pego para transar e acho legal, tudo bem, não que eu não vou querer ficar ficando com a pessoa insuportável também, né?

Voz A:Transar os 3 dias dias.

Thiago Theodoro:É bom ter fixo, né?

Voz A:Era uma coisa, um anjo do outro.

Bárbara dos Anjos:Você vai contar confidências para isso? Amizade colorida?

Thiago Theodoro:Sim.

Bárbara dos Anjos:Ai, tô afim do fulano. Ai, tava apaixonado com fulano.

Voz A:Sim, deu errado com o funk, aquele meu ex, blá blá blá. Tem intimidade suficiente para fazer.

Thiago Theodoro:Gente, pode entrar esse menino, ele tá aí, ele vai entrar agora.

Voz C:Vai vir dar o depoimento.

Thiago Theodoro:Ele vai sair daquela curtinha ali.

Voz A:Acho que ele curtiu 2 ou 3 assim, eu acho.

Voz C:Isso é uma putaria isso aí, Felipe.

Voz A:Desculpa, pedaços do Deus.

Voz C:Gente, o que que é isso? Aí deu 3 amigos coloridos cada um por um final de semana e o final de semana que tu ficava sozinho.

Bárbara dos Anjos:Amizade, gente.

Voz C:Amizade é outra coisa.

Bárbara dos Anjos:E amizade de baixa manutenção fora da internet?

Thiago Theodoro:Às vezes, ó.

Bárbara dos Anjos:Teve essa história.

Voz A:O que é isso?

Bárbara dos Anjos:Que teve um... Tem a internet, tem um lado que é o movimento que concorda e o outro que repudia.

Voz C:Ah, é assim que a internet funciona?

Bárbara dos Anjos:Que é essa. Amizade de baixa manutenção é aquela que você é amigo da pessoa, mas vocês podem estar tocando a vida sem nem se falar por um tempo. Aí um dia vocês se encontram, fazem uma coisa legal, tem aquele dia bem de amigo.

Voz A:Isso é amizade?

Voz C:E aí depois um tempo sem ver...

Thiago Theodoro:Não, mas isso é a vida adulta, você acha?

Bárbara dos Anjos:Não, mas eu acho que baixa manutenção...

Voz C:Não, mas é que o que o Samir tá dizendo é que o que fala da baixa manutenção é que quando a pessoa precisa de ti, nem sempre tu vai estar lá. Assim, não me exige, não tem nenhuma expectativa em relação a mim, não me obrigue a nada, mas amigo, quando o outro precisa, eventualmente tu falou: "Não faz nada que tu não quer, mas se eu tiver mal, tu não vai me encontrar?" Amigo, eu tô precisando de um colo, de uma ajuda, de um conselho. Claro! Amigo não é só fazer 100% das vezes quando eu quero o que eu quero, tem um compromisso que é de via dupla ali. Amizade de baixa manutenção, fala: "Ai não, a gente se esbarra por aí." e não exige nada de volta.

Voz A:É um colega, no caso.

Voz C:É um colega. Ah, tu vai no show também? Ah, então a gente vai junto no show.

Bárbara dos Anjos:Não, mas não é só um colega, porque é uma pessoa que você confidencia, que você conta suas coisas, seus segredos mais íntimos, você desabafa. Vocês só não estão ali no dia a dia um do outro.

Thiago Theodoro:Não é safadeza de que ele não quer ter trabalho isso?

Voz C:É porque é isso que eu ia falar agora. A gente às vezes também confunde.

Thiago Theodoro:Tá bom, aqui tentando descobrir o que é.

Voz C:Não, eu acho que tem uma coisa que também da internet, que tudo é tóxico agora, né?

Thiago Theodoro:E amizade, não pode falar mais nada, né?

Voz C:Relacionamentos, relações, é um trabalho, então um certo trabalho. Eu sei que o Thiago falou que, ai, eu não faço nada que eu não gosto, mas assim, tem uma dedicação, né? O que eu falei, o Thiago, ele vai na festa junina da escola da minha filha, entendeu? Que não é o programa, ai, que legalzão. Eu gosto, mas tu gosta, mas tu faz porque tu quer estar com a gente, que tu quer ver a tua filhada. É assim, é dedicação de amizade. Tu podia tá fazendo outra coisa com o teu sábado.

Thiago Theodoro:Não vejo como obrigação, mas vejo como uma dedicação.

Voz A:É uma festa junina gostosa.

Voz C:Tudo bem, gente, tudo bem. Mas assim, sei lá, tô dando um exemplo.

Thiago Theodoro:Recital do balé, vovó.

Voz C:Vai também, vai em tudo.

Thiago Theodoro:Minha filhada, gente, quero estar lá, quero ver esses momentos.

Voz C:A gente faz coisas pelos nossos amigos porque é uma relação que é importante ser construída no longo prazo. A gente não vai fazer só as coisas quando a gente tá afim, 100% afim, porque é legal pra todo mundo. E eu acho que essa coisa do tóxico, que às vezes a gente fala assim: "Não, olha isso, eu gostaria muito que tu fosse comigo lá, eu tô precisando, tenho que ir lá e não quero ir sozinho, vai comigo?" Aí já pode dar um problema, que eu vou falar: "Mas lá eu não quero ir." "Não, mas comigo tu foi, tu falou: 'Da próxima eu vou'." Aí eu tive que ir. O que te ofereceu? O que te ofereceu?

Bárbara dos Anjos:Ele fala esse tipo assim.

Thiago Theodoro:Aí uma hora tem que ir também, né, amiga? Não dá pra não ir em tudo, sabe?

Voz C:Eu acho que assim, às vezes a gente... Amizade é isso. Quando tem essa coisa da troca, às vezes você vai falar uma coisa: "Olha, mas eu gostaria que tu fizesse isso comigo" ou "Tal coisa eu quero" e tal. E às vezes a gente nesse rolê da internet: "Ai não, é tóxico exigir." Não, né, gente, é uma troca.

Thiago Theodoro:Agora, tem um negócio que me incomoda dessa história da amizade de baixa manutenção, que acho que cai naquele lugar das pessoas que têm preguiça das pessoas. "Ai, eu sou assim, me aceite como eu sou." Eu acho isso muito infantil.

Voz A:Eu sou essa louquinha mesmo.

Thiago Theodoro:É, acho isso muito infantil. Um grupo de twitteiros, sabe? Manter 20 anos de amizade, manter o quê, 10 anos de uma relação, dá trabalho, gente. Ai, se me quer do meu jeito, não vai funcionar assim. Compre um cachorro, fique com seu cachorro para sempre lambendo a boca dele.

Voz A:E aí vai, o cachorro é a terceira coisa.

Thiago Theodoro:Gente, não, gente, dá trabalho. Gente tem opinião, gente fala merda, gente te magoa.

Voz C:A gente quer comprar na hora que a gente acha que a gente precisa.

Thiago Theodoro:Então fica todo mundo ocupado. Fica com o cu na mão porque tem medo de dar um passo além daquela amizade e não ser retribuído. Porque às vezes você acha que é amigo de alguém e a pessoa não tá cagando pra você.

Voz A:E você descobre isso. Na amizade, assim como no amor, você tem que fazer concessão.

Thiago Theodoro:Ou você é uma puta de uma chata insuportável e você nunca vai saber porque não sai de casa. Exato. Quando você sai de casa, vão começar a falar: "Você é uma puta de uma chata." Aí você melhora e constrói amizades de alta manutenção.

Voz C:De alta manutenção.

Thiago Theodoro:Não tem baixa, não tem essa.

Voz C:É porque assim, gente, e é por isso que a gente tem a gente de um lado, e aí por isso que a gente vive nas gerações mais novas aí tal de epidemia da solidão, porque as pessoas não sabem mais se relacionar, não sabe às vezes que tu vai ir só para curtir a companhia da pessoa, não precisa ser um grande programa, né, porque tu quer ver a pessoa, são no cinema, depois vamos jantar, e aí tu vai ouvir o problema do outro e vai escutar o problema do outro e só, e só, e só tá ali, né. E ainda por cima assim, trazendo além da epidemia da solidão, a gente Acho que tem um outro ponto que é a longevidade só se constrói, da saúde mesmo, que se fala cada vez mais nas pesquisas, nas relações humanas, gente. Nenhum homem é uma ilha, a gente precisa dos outros.

Voz A:A não ser o Hugh Grant daquele filme.

Voz C:É o Tom Hanks. É o Tom Hanks.

Thiago Theodoro:O Dantas é a ilha de Edição, sozinho. Na ilha dele, o grande garoto.

Bárbara dos Anjos:Tom Hanks é o náufrago, ele tá lá sozinho.

Voz C:Então assim, é isso, é aprender a se relacionar e saber que não vai ser sempre a tua coisa que vai ser escolhida.

Thiago Theodoro:A galera se passa muito, gente.

Voz A:Agora chegou a hora do quadro autoajuda.

Thiago Theodoro:Mentira, mas é que voltei novos quadros que é para você se chocar quando começar.

Bárbara dos Anjos:Cadê?

Voz A:Calma, vai começar ainda. A gente dica para as pessoas perceberem que elas têm uma amizade tóxica. Por exemplo, o amigo que só procura para pedir ajuda, tóxico, para pedir alguma coisa, só aparece quando tá precisando de alguma coisa. Ou para ele é outra coisa.

Voz C:Desaparece quando tu precisa de ajuda.

Thiago Theodoro:É diferente da pessoa que está numa fase em que ela precisa mais do que você, mas é uma fase.

Voz A:Você vai precisar dar uma assistência porque você percebeu que seu amigo tá precisando.

Thiago Theodoro:É uma fodida.

Voz A:Julga muito tudo aquilo que você faz ou se compara muito.

Thiago Theodoro:Tóxico.

Voz C:Amigo que quer ser que nem tu, que tipo tu compra uma coisa, ele compra igual.

Bárbara dos Anjos:Tóxico.

Voz A:Que tu faz isso aqui, acontece porque gostos iguais fazem isso.

Voz C:Imitando. Os dois juntos vão lá e gostam da mesma coisa.

Thiago Theodoro:Não é admiração que a pessoa sente?

Voz C:Ah, eu acho que mulher solteira procura aquele filme.

Thiago Theodoro:Eu acho que você às vezes pega umas coisas da pessoa. Não, eu tive um ex, eu tive muitos ex, gente. Graças a Deus, agora eu tô com esse marido e vou continuar. Que ele dizia sobre a gente que a gente falava todo mundo igual. Ah, sim, a gente, a gente, quem é? Não percebia. Ih, menina, tem anos. A gente dentro não percebia.

Voz C:Ah, mas é como se tem isso também.

Thiago Theodoro:Vocês são muito iguais, vocês são tudo igual, é tudo igual.

Voz C:É, o homem é produto do meio.

Thiago Theodoro:Ai, vocês estão tão chiques nessa temporada.

Voz C:Tá trazendo muito conteúdo.

Thiago Theodoro:O homem é uma ilha, o homem é produto do meio.

Voz C:É muita cultura, gente, muito conteúdo.

Thiago Theodoro:Então acho que tem uma... É um pouco especular essa relação. Você se vê no outro, o outro se vê em você, por isso vocês se tornam amigos. Agora, aquela pessoa que quer ter o que você tem, aí eu acho perigoso.

Voz C:Tóxico também é o amigo desinteressado, sabe? Assim, nunca pergunta como tu tá, só nunca quer te ouvir.

Voz A:Então, tipo assim, tipo, tá ali, mas não tá, só vai falar do problema dele, não quer saber de você.

Voz C:É ruim.

Bárbara dos Anjos:Eu acho que tem uma questão que é, por exemplo, ah, essa pessoa que é assim, ela não chega, não tem amiga assim porque ela não chega a ser amigo. Você já conhece essa pessoa, você já percebe que ela assim, então já afasta, já fala, ah, isso aqui, essa pessoa é assim, essa pessoa é assim.

Voz A:Põe no coleguismo.

Bárbara dos Anjos:É, nem acaba virando um amigo, porque acho que essas coisas assim você já percebe muito de cara. A pessoa que, ah, ela fala demais dela, que ela é desinteressada, você já vê, tu fala, ai, não é amigo, não cruza, né, não cruza a fronteira da amizade.

Thiago Theodoro:Mas vamos nos lembrar, e a gente já foi mais jovem, que a gente já caiu nessas armadilhas. E com gay acontece muito isso, talvez com amizades entre mulheres também, porque a gente vira assistente de algum amigo que é o dramático. Não sei se vocês já passaram por essa situação, que é o amigo que é o divo e você fica lá, o Duda, fazendo assim com a cabeça. E aí você tá sempre prestando assistência porque o relacionamento daquela pessoa é o mais problemático, que o problema dela é o melhor, e você tá ali de pativante naquela história, você tá fazendo papel de terapeuta.

Voz A:Sim, é bem abusivo. Às vezes a pessoa se coloca nessa amizade e acha que você tem que prover isso pra ela, né?

Thiago Theodoro:É, não, você acha que o seu papel naquela relação é servir de ouvido.

Voz A:Não, e a pessoa também se aproveita. Ela percebe que aquilo ali é fácil. E você tá ajudando de certa forma, então você virou a muleta dela também.

Voz C:E meio que uma estratégia de suga, né?

Thiago Theodoro:É, junta a fome com a vontade de comer. Porque você tem uma pessoa totalmente autocentrada e narcisista, ainda que essa palavra esteja sendo usada de uma forma errada hoje em dia, e uma pessoa totalmente carente que precisa ser vista.

Voz C:Sim.

Thiago Theodoro:Então ela vai fazer tudo pra agradar essa, essa vai usar essa pra ser aplaudida. E aí quando a gente vê, a gente caiu, gente.

Voz A:Sim.

Thiago Theodoro:Com certeza alguém tá nessa agora sem ver.

Voz A:Tá virando babá do seu amigo sem perceber.

Thiago Theodoro:Exatamente.

Voz C:E a pessoa te suga, né? Eu lembro de uma amiga que eu tinha.

Thiago Theodoro:E você se sente útil, você fala: "Olha como eu sou maravilhoso, tô ajudando essa amiga." Ah, não, eu não me sinto útil.

Voz C:Até que uma hora eu me cansava.

Bárbara dos Anjos:É, também.

Voz C:Tipo, eu lembro assim de uma amiga que eu abri o celular, tinha 20 áudios ela contando algum problema da vida dela, sabe?

Bárbara dos Anjos:Meu Deus!

Voz A:Aí não é amizade.

Thiago Theodoro:Lança o episódio, né? Lança o podcast, né?

Voz A:Vamos pro primeiro quadro então, fala.

Bárbara dos Anjos:Eu tenho um amigo que... Eu tenho uma amiga que...

Thiago Theodoro:É pra você agora isso.

Bárbara dos Anjos:Que quando tem drama na vida, a gente ama. E aí... Gente, já tem a figurinha podcast no ar, é dela assim, ó. Cada áudio, 8 minutos, pá. 10 minutos, pá.

Voz A:11. Mas é drama, fofoca boa.

Voz C:É drama, fofoca, entretenimento.

Bárbara dos Anjos:Traz aquele drama, uma traição.

Thiago Theodoro:Gente, e é legal a gente ter as amigas sofridas. A gente sabe, a gente já conhece, né?

Bárbara dos Anjos:Aquela amiga que acontece tudo com ela, fala: "Ai, lá vem a fulana." A gente se aciona só nos Baphos, baphos de outras pessoas, um amigo só namora tóxico, só namora pessoas assim lixosas, uma atrás da outra, só lixoso, lixoso, lixoso.

Thiago Theodoro:Aí abre a conversa paralela, olha o fulano já tá com outro podre, é de novo isso, vários grupos de amigos.

Voz C:Mas eu tenho essa amiga que mandava muito áudio, eu queria, hoje que tem a transcrição seria bom, porque às vezes é uma preguiça de ficar vendo, aí põe a transcrição, pega 5 palavras-chave, já sabe do que ela tá falando, joga na Nossa, eu adoro, adoro o áudio.

Voz A:O nosso primeiro quadro chama Caçadores da Cultura Perdida.

Voz C:Olha, tem vinheta?

Voz A:A gente, como tem um milkshake chamado Wanda, vamos pegar mais nome de filme para fazer um quadro dentro do Wanda.

Thiago Theodoro:Por que não, né?

Voz A:Caçadores da Cultura Perdida.

Thiago Theodoro:De que filme é esse quadro?

Voz A:A audiência que vai saber.

Bárbara dos Anjos:Aí atrás, você não sabe. Exato.

Thiago Theodoro:Aí elas imporam desafios nessa temporada.

Voz A:A gente resgatar, trazer coisa ou da nossa infância, do Então, coisas que você percebe, veja bem que isso aí pode ser tiro no pé, porque: "Como assim? Ninguém esqueceu a chacacã, você até é doido, entendeu?" Ah, é, uma geração atual não sabe a chacacã.

Thiago Theodoro:Eu acho que as pessoas não sabem, eu parto sempre desse princípio.

Voz A:É só um exemplo, mas que se dane, você traz uma coisa que você acha que se perdeu com o tempo.

Thiago Theodoro:Ah, é um resgate, quase.

Voz A:É um resgate de cultura.

Thiago Theodoro:É para as bicha velha falar umas coisas que elas conhecem.

Bárbara dos Anjos:Pode ser, exato, para as novas aprenderem. Vai entender, porque a cá a Jay-Z não vê nada, não aprende nada, só ouve o que quer. Então pronto, agora você tá ouvindo, né?

Thiago Theodoro:É bom ele ter sistematizado, porque um pouco a gente acaba fazendo isso no Wanda, né?

Voz C:Sim, sim.

Voz A:E como vocês veem bastante...

Bárbara dos Anjos:Conhecer um pouco dos convidados, né? Quem eram eles?

Voz C:O que eles ouviam?

Bárbara dos Anjos:O que eles assistiam? O que formou o caráter deles?

Thiago Theodoro:Por que que eles são assim, transtornados?

Voz A:É a cultura que ficou no coração, que se perdeu. Entendeu? Pode ser mais ou menos por aí.

Thiago Theodoro:Ah, bonito assim, gostei.

Voz C:Ah, eu tenho duas.

Thiago Theodoro:Tem que ser essa explicação do pai.

Voz A:Tipo The Nanny?

Thiago Theodoro:Tipo The Nanny, que eu adoro, gente.

Voz A:Exato. Mas quer começar, Bárbara?

Voz C:Não, é porque não é de quando eu era criança, é um pouco mais recente. Eu voltei a ver e eu tô apaixonada por 30 Rock.

Thiago Theodoro:Ah, eu tô vendo também.

Voz C:Chegou na Netflix agora e eu nunca, porque, gente, né, era antigamente quando a gente baixava a série, tinha que cruzar a legenda Era com o mesmo nome, legendas.tv, né, e tal. Então eu nunca tinha visto Terry Rock assim bonitinho.

Voz A:É muita temporada, né?

Thiago Theodoro:6, 8, acho. 6. Só que o texto, gente, eu aluguei o box na locadora, só que assim, era da época que tem 20 episódios por temporada, episódios longos.

Voz C:E o texto dessa série, gente, é maravilhoso. Eu tô na segunda temporada, a temporada começa com a participação especial do Seinfeld. Tá. É um episódio.

Thiago Theodoro:A segunda começa com o Seinfeld.

Voz C:A segunda, eu falei primeira, é. A segunda começa com a participação especial.

Bárbara dos Anjos:7 temporadas, olha aí que isso.

Thiago Theodoro:7.

Voz C:Incrível, assim, eu tô muito, porque agora eu tô conseguindo ver tipo na sequência, então eu tô muito envolvida com os personagens, com as tramas, com o roteiro.

Thiago Theodoro:Qual que é a história do 3rd Rock?

Voz C:Ah, então é, 3rd Rock.

Thiago Theodoro:Tá na Netflix.

Voz C:Tá na Netflix. É a Tina Fey, que é essa grande atriz humorista, escritora, roteirista e tudo. Ela é a diretora de um programa de comédia da NBC que é o TGF, That Girl Show, That Girl...

Thiago Theodoro:Que é o SNL, né?

Voz C:Que é pra ser o Saturday Night Live. É um programa de esquete ao vivo de comédia. E aí tem a relação dela como diretora, tem os roteiristas, tem os atores principais, tem o Tracy Jordan, um comediante tipo negro do hip-hop.

Thiago Theodoro:Tracy Morgan.

Voz C:Tracy Morgan, que Tracy Jordan é o personagem.

Bárbara dos Anjos:Tracy Jordan é o personagem.

Voz C:E a Jenna.

Thiago Theodoro:Ai, adoro a Jenna.

Voz A:A Jenna fez Unbreakable Kimmy Schmidt depois.

Voz C:E depois, exato. Gato. Então eles são os principais, só que também tem uma relação maravilhosa da Tina Fey, da personagem da Tina Fey, com um diretorzaço da— que é o Alec Baldwin, que é tipo o CEO. E aí eles têm uma relação meio pessoal assim, meio tóxica, doida, bem tóxica.

Thiago Theodoro:Tem tudo a ver com o programa, gente, uma amizade horrorosa.

Voz C:E assim, eles falam de tudo, eles falam de— na série assim aparece tipo episódio sobre racismo, sobre gordofobia, sobre homofobia, É, a caneta da Tina é pesada. Mas é de um jeito que tu tá rindo.

Voz A:Meu Deus, eu não podia rir disso.

Voz C:E ao mesmo tempo tu tá rindo porque eles querem que a gente ria daquilo também. Enfim, é um texto incrível, eu recomendo todo mundo.

Bárbara dos Anjos:É muita piada por minuto, assim. Acho que ele bateu o recorde, entrou no Guinness de série que tem mais piada por minuto. Mentira!

Thiago Theodoro:Que legal!

Bárbara dos Anjos:Porque a cada 30 segundos, assim, tem um ganchinho, tem uma piada, tem uma referência de uma coisa cultura pop, assim.

Voz C:E é um plot muito específico, né? Assim, tipo um bastidor de um programa de comédia.

Voz A:Tina Fey tinha que estar milionária igual o Seinfeld, né?

Thiago Theodoro:Cara, muito!

Voz C:Então diz que ela vai passar o bastão do SNL, né? Quando o Lorne Michaels, que tem 80 e tantos anos, já tá para se aposentar. A última entrevista que ele deu, ele falou que ele gostaria que a Tina Fey assumisse, mas ela não quer assumir.

Thiago Theodoro:Ela vai querer, gente!

Bárbara dos Anjos:Ai, que bom, vou pegar esse negócio também.

Thiago Theodoro:É um programa que eu vejo até hoje, né? Não dá para ver inteiro no Brasil, mas eu vejo as esquetas até hoje.

Voz C:Lives.

Bárbara dos Anjos:Tem algum aplicativo que tá passando, eu vi.

Thiago Theodoro:É um bem assim, eu não achei, fui burra. Se alguém souber, me fala então depois.

Bárbara dos Anjos:Eu acho que é isso, com Universal Plus.

Voz C:Mas passa aqui no Brasil?

Voz A:É, se exibir lá e já vem direto para cá, ou se eles vão por temporada.

Voz C:Porque eu até tentei ver quando foi da Anitta, que era Anitta, eu tentei assistir, não consegui. Só assisti depois no YouTube mesmo.

Thiago Theodoro:Esses dias eu tava vendo as esquetes com o menino, como chama? Lembra do Super Bowl?

Bárbara dos Anjos:O menino do Bad Bunny?

Thiago Theodoro:É, eu tava vendo o do Bad Bunny e as cats dele ficaram ótimas.

Bárbara dos Anjos:O marido da Gisele, o Tom Brady.

Voz C:E outra coisa que eu fiz esses dias, que é super legal também, tem um cara que bota uns— tem uma pracinha aqui em São Paulo, coisas que só acontecem em São Paulo.

Voz A:Ah, você tem dois caçadores?

Voz C:Tem, olha, ela é um baú. Vim preparada.

Bárbara dos Anjos:Você vai ter muito programa para gravar, não gasta não.

Voz C:É, vai voltar E a gente falou mal de São Paulo, mas tem coisas muito maravilhosas em São Paulo, tipo o Projeto Cine Lume, que é um cara que passa numa pracinha aqui no Alto de Pinheiros toda sexta, uma sexta-feira por mês, filmes para as crianças, filmes antigos para as crianças.

Thiago Theodoro:Sério?

Voz C:Então uma sexta-feira já foi Escola do Rock, uma sexta-feira foi ET, e eu fui com a Bia e com um amiguinho da Bia ver De Volta para o Futuro na praça.

Bárbara dos Anjos:Na rua assim?

Thiago Theodoro:Na rua.

Bárbara dos Anjos:Não é perigoso? Primeira coisa que eu penso em São Paulo, não é perigoso?

Voz C:Não, uma pracinha entre essas escolas assim, uma galera sentada na grama com as suas cangas, cadeirinha de praia.

Thiago Theodoro:E as crianças perto da Heitor Penteado?

Voz C:Não, não, é uma praça na Alto de Pinheiros, é perto do Veracruz, da Escola Veracruz, é a Praça do Verinha que eles chamam. E aí bota um telão assim, bota um telão na rua, chama @cinelume, pode seguir. E aí De Volta para o Futuro, eu sempre soube que era bom, mas acho que fazia uns 20 anos que eu não via.

Voz A:É genial, a trilogia é perfeita, é perfeita.

Voz C:E as crianças de hoje Tipo, 40 anos depois, vidradas no filme. A Bia ficou... pirou no filme, ela assim... E ela só viu o primeiro, a gente quer ver o segundo agora com ela.

Voz A:O segundo é meio dark, né?

Voz C:Eu gosto mais do segundo.

Bárbara dos Anjos:Eu não lembro.

Voz C:O segundo é no futuro.

Voz A:Tem uma cena com a mãe dele drogada, bêbada, eu não lembro.

Voz C:O segundo é no futuro.

Voz A:O terceiro é melhor ainda.

Voz C:Ah, o terceiro é no faroeste. Eu adoro. Tem que ver de novo. Mas assim, o texto é incrível, é engraçado, é aventura, é Spielberg, né? Então as cenas dele andando de skate, A Bia amou! As crianças amaram... Então se existe alguém que ainda não viu De Volta Para o Futuro—

Voz A:Eu e com meu gen Z vimos trilogias de 400 filmes para ver.

Voz C:Imagina?

Voz A:A gente vai cada hora um. E aí tivemos uma trilogia: toca pam-pam-pampampampa-panpampapa arrepia muito!

Thiago Theodoro:Arrepia muita vez!

Voz A:Putz do céu, eu vi no cinema isso!

Voz C:Acabou aqui na tela agora mesmo! A gente acabou o filme, aí o cara pegou o microfone e disse: "Querem o 2?" A criança: "Agora?" Não, gente, agora já são 8:30, vamos pra casa dormir.

Voz A:Vai dormir!

Voz C:Mas a próxima semana a gente coloca o 2, assim.

Voz A:Eu adorei seus Caçadores.

Voz C:Obrigada.

Bárbara dos Anjos:Não, você é arqueóloga, arqueóloga da cultura.

Voz A:Pegamos os 2 melhores pra isso.

Thiago Theodoro:Chique, adorei.

Bárbara dos Anjos:Vai lá.

Thiago Theodoro:Adoro De Volta Pro Futuro. Eu tô vendo Third Rock também.

Voz C:Barbra Streisand.

Thiago Theodoro:Aí eu tenho um share, né, galera.

Bárbara dos Anjos:Você, 17 anos, ouça a Coletânea.

Thiago Theodoro:Eu espero que tenha.

Bárbara dos Anjos:Millennial Barbra Streisand.

Thiago Theodoro:Ainda não, isso é muito óbvio, mas eu vou indicar isso em algum momento.

Voz A:Tem gente que já descobriu um Barbra Streisand lá em casa por causa da Ariana Grande.

Thiago Theodoro:Teve, porque ela se apresentava com ele.

Voz A:E aí, quando você gosta dos seus ídolos, presta atenção no que eles ouvem, porque você descobre ouro também, sabe? Gosta muito da Beyoncé? Que tal ouvir Prince e Stevie Wonder também?

Thiago Theodoro:Natana!

Voz A:Natana!

Thiago Theodoro:Não, não vai ser Barbra Streisand, né, gente?

Voz C:Não dessa vez.

Thiago Theodoro:Mas é, eu já não sei se eu falei aqui no Vander, eu acordo de manhã, eu faço Faço a ronda, né?

Bárbara dos Anjos:Como assim?

Thiago Theodoro:Eu olho quem tá viva. Cher, Barbara Streisand, por favor, sobe uma foto, meu coração.

Voz C:Uma foto do bebê ainda, gente.

Voz A:Olha, duas vezes o Prince morreu, o David Bowie morreu. Eu falei: porra, não me acorda assim mais.

Thiago Theodoro:Aí o David Bowie, gente, ele estava numa transmissão do Grammy, né?

Bárbara dos Anjos:Lembra?

Voz C:Foi de domingo para segunda, foi dia 9 de janeiro, aniversário dele.

Thiago Theodoro:3 horas da manhã eu acordei, fiquei vendo os vídeos chorando.

Voz A:Eu também acordei de Me dando a notícia.

Thiago Theodoro:Foi horrível esse dia.

Voz A:E o George Michael no Natal também.

Bárbara dos Anjos:Ah, George Michael foi Natal, foi bem malzão.

Thiago Theodoro:Falando de gente que morreu, gente, os meus ídolos, então eu tô sempre dividido entre missa do sétimo dia ou obituário, porque eu sou obituário. Morreu na semana passada o Pippo Bryson. Pippo Bryson é de uma geração de cantores que eu adoro, de R&B and soul, 70, 80. Pippo Bryson, James Ingram, Luther Vandross, George Benson pegou um pouco essa era também, Jeffrey Osbourne. E ele ficou muito famoso no mundo por conta dos duetos em A Bela e a Fera e Aladdin. Ele era o cantor que cantava. E aliás, eu acho a música tema de Aladdin melhor que a de A Bela e a Fera.

Voz C:Eu acho que pisa, eu amo. Eu amo mais o filme também. Pra ser bem sincera, eu amo Aladdin.

Thiago Theodoro:Aladdin é melhor que A Bela e a Fera?

Bárbara dos Anjos:Eu acho, eu acho.

Voz A:Eu prefiro também. O Aladdin é mais gatinho, né?

Thiago Theodoro:Não, e é mais aventura.

Voz C:É mais aventura, é mais crítica social, sabe? Não, porque o que se fala hoje que A Bela e a Fera na verdade é sobre o cara que faz cárcere privado com ela, né? Esse é o lacre.

Thiago Theodoro:Amiga, olha, eu fico inconformado na Bela e a Fera, é como pode você passar tudo aquilo, ser presa, vai ficar com aquele boy horroroso. A Fera era muito melhor. Muito, a Fera era um almão, né? Era deliciosa, gente. Quem quer pegar aquele?

Voz C:Mas eu revi muito esses filmes por causa da Bia e eu acho, ai, mas esse tipo de princesa, eu acho esses filmes hoje em dia, essas princesinhas assim, essas princesas assim, a Bela ainda eu tenho um pouquinho mais de atitude, mas Aladim é maravilhoso. Aladim é tipo, e o Aladim novo live action é muito bom, muito Will Smith de gênio, é muito, as músicas são incríveis.

Thiago Theodoro:É que no desenho é o Robbie Williams, é que tem lá, é no desenho Bill Williams. Mas enfim, aí o Peabo Bryson ficou famoso por esses dois duetos que ganharam Grammy, ganharam Oscar. O da Bela e a Fera é com a Celine Dion e o do Aladim é com a Regina Bell, que é uma cantora excelente também, vale a pena conhecer. Mas ele teve uma carreira muito legal na década de 80 em música romântica, que são esses cantores que tocam em FM adulta, que eu ouvia com os meus pais e acabo ouvindo até hoje. Então você vai botar nessas rádios, vai estar tocando esses caras, vai estar tocando. Vai estar tocando Pat Smith, vai estar tocando Pat Labelle, vai estar tocando Tony Braxton. Então esses vozeirões da música romântica. E ele também ficou conhecido como o rei dos duetos, não só por conta dessas duas músicas tema, mas por conta de dois álbuns que são joias. Na década de 70, ele gravou um álbum de duetos com a Natalie Cole, que é muito chique. E o mais famoso é o que ele gravou com a Roberta Fleck, que tem Tonight I Celebrate My Love e tem The Closer I Get to You. É Dangerous in Love esse álbum.

Voz A:Eles fazem Endless Love? Não, é The Closer I Get to You. Aqui ele faz Endless Love com a Mariah então?

Thiago Theodoro:Ele faz Endless Love com a Mariah.

Voz C:Não, é o Luther.

Thiago Theodoro:É o Luther, mas o Luther faz o The Closer I Get to You com a Beyoncé.

Voz C:Ah, tá.

Thiago Theodoro:E o original é o Peabo Bryson e a Roberta Vecchi.

Voz C:Como que escreve?

Thiago Theodoro:B-E-A-B-O-B-R-Y-S-O-N. O Dantas vai botar no descritivo do episódio. Vai, vai. A cara dele de que vai.

Voz A:Fez um joia assim, ó.

Voz C:Já colocou.

Voz A:Ele fez assim, ó. E pior que ele vai botar. Põe com efeito só pra dar na cara dele, pelo deboche.

Thiago Theodoro:Vocês vão indicar o quê?

Voz A:O meu Caçadores é pro Morango do Amor, lembra?

Thiago Theodoro:Ah, Felipe, vai tomar no cu. Todo mundo sabe que é o cheesebolo.

Voz A:Aí chega lá na nossa casa, a gente comia, era gostoso.

Voz C:Isso é da tua infância, né?

Voz A:Será que pode?

Thiago Theodoro:Lá de trás.

Voz A:Morango do amor seria cultura?

Bárbara dos Anjos:Morango do amor não.

Thiago Theodoro:Eu acho que assim, Floresta Negra seria um Caçadores, que é um bolo da nossa época, quando a gente era criança.

Voz A:Só se a comida fosse alguma coisa que...

Bárbara dos Anjos:Pistache é cultura?

Voz C:Tomate seco com rúcula.

Thiago Theodoro:É comida, é cultura.

Bárbara dos Anjos:Daqui 10 anos pistache pode. Pois é.

Voz C:Tomate seco com rúcula.

Thiago Theodoro:Tomate seco.

Voz C:Lembra? Botava um tomate seco que ficava fino. Sempre deixei cake.

Voz A:Caçadores da Proa. Boy Magia. Eu gosto desse termo.

Thiago Theodoro:Você vai voltar com isso? A Bárbara nunca parou de usar.

Voz C:Eu amo falar.

Voz A:Não, Mara, não.

Voz C:Mara eu nunca falei.

Thiago Theodoro:A palheta, gente, palheta.

Voz C:Hã?

Voz A:A Bárbara não conhece palheta.

Voz C:Tem que ter uma mulher hétero aqui para traduzir.

Bárbara dos Anjos:É uma básica, é aquela básica que entra com viado e fala: bicha, que mara! Gente, Thiago, tudo bem?

Voz C:Quem falava "emara" era o Ítalo Rossi na aula do Toma Lá Dá Cá. E aí a gente todo ano tinha na Capricho. Você sabe que o Thiago já trabalhou na Capricho? Não.

Thiago Theodoro:Olha!

Bárbara dos Anjos:Ah, é Capricho, Caçadores da Coragem.

Voz C:Eu também, eu e o Felipe também.

Thiago Theodoro:Pelo amor de Deus.

Voz C:Tinha o Melhores do Ano, Melhores Atores do Ano. E as adolescentes eram viciadas nesse "emara" do Ítalo. Ele ganhou o Melhor Ator do Ano, ganhou do Zac Efron.

Thiago Theodoro:Elas são as palitas de hoje. Cheio de sua palita. Ganhosos é que é.

Voz C:E ele tinha uma voz meio difumante, né?

Bárbara dos Anjos:É mara. Só para usar no momento, parada.

Voz A:Não, tô brincando. O meu Caçadores da Cultura Perdida é um filme que eu via muito na infância e eu até hoje fico— até hoje tá bom quando você vai ver, é Labirinto de Metrópolis. Labirinto é foda, filho.

Voz C:Que depois a Xuxa fez Super Xuxa Contra o Baixo Astral baseado em Labirinto.

Voz A:São dois livros parecidos que eu desprezo porque Labirinto é meu fave.

Voz C:Não, Labirinto é maravilhoso.

Voz A:História Sem Fim, que é bom também, mas Labirinto ainda é melhor.

Voz C:Eu acho ótimo porque Labirinto é da Globo e História Sem Fim era do SBT. Era isso mesmo? É.

Voz A:E o Labirinto é memória afetiva e também é o primeiro contato com David Bowie que eu tenho. O David Bowie é o rei dos gnomos, dos goblins, digamos assim.

Voz C:Ele é o vilão, né?

Voz A:O vilão, mas ele dava medo em mim quando eu era adolescente, mas não dava medo mesmo assim.

Thiago Theodoro:Ele não é o vilão, idade adulta, né, gente?

Voz C:Não, mas na narrativa, ele era o vilão ali, né? Na segunda camada, isso. Mas quando é criança, no primeiro momento, tu assiste, é um vilão, e tu tem um pouquinho. Eu lembro que na verdade era uma sensação de medo, de desconforto, que na verdade é o que o David Bowie causa na gente o resto da vida, né? Uma provocação assim, né? Tipo, de um não óbvio assim, né?

Thiago Theodoro:Qual que é a história do Labyrinth?

Voz A:A Sarah, que é uma adolescente, que é a Jennifer Connelly que faz, ela tem um bebezinho, uma criancinha, um irmão pequeno que ela irrita. Ela: ai, meu Deus do céu, alguém podia te levar porque eu não te aguento mais. Ela deseja isso. David Bowie entra pela janela, leva o filho dela embora, o irmão dela embora, pequenininho, e ela tem que resgatar ele agora. Mas ela tem um labirinto para resolver nesse processo até chegar nele.

Voz C:Mas é uma coisa psicodélica esse labirinto, total, amor, total.

Voz A:Tem duas, né? Tem uma "Whatcha Baby?" Que é a da coreografia. Agora tem a famosa, é. Que melodia, né?

Bárbara dos Anjos:É lindo isso.

Thiago Theodoro:Eu tinha esse CD dessa trilha.

Voz A:Essa daí. É um musical, eu adorava ver ele com os Goblins. Muppets com os gnominhos, porque quem fez o filme foi o Jim Henson, o nome dele. Ele é um diretor famoso, mas ele é famoso por criar os Muppets.

Voz C:Ah, tá explicado!

Voz A:Então aqueles bonequinhos lá que eu deixo, depois chuta um na música. Eu adoro o filme. A roupa dele é horrorosa e o cabelo incrível, cabelo espetado. E a Jennifer Connelly, linda, linda, fazendo Ela ganhou Oscar por mentir. É fácil o filme. Roubaram meu irmão pequeno, eu preciso resolver esse labirinto em tantas horas para recuperar ele de volta. Aí, que roteiro maravilhoso, fácil.

Voz C:Tu já reviu há pouco tempo?

Voz A:Tu reviu agora? Não, mas eu nunca revi, eu só vi quando era criança, mas eu comprei edição especial.

Voz C:Eu tenho também, eu tenho edição especial.

Voz A:E eu tô assim para ver. Vamos ver.

Voz C:Eu acho esse filme maravilhoso.

Voz A:Vê naquele Just Watch, você tem?

Bárbara dos Anjos:Eu olho geralmente no Letterboxd.

Thiago Theodoro:Fala, gente? Eu jogo no Google e aparece. Eu uso o que os jovens usam, né?

Bárbara dos Anjos:Porque eu sou jovem.

Thiago Theodoro:Tá bom, é sim, amiga.

Voz A:Pelo amor de Deus, faz um letterboxd!

Thiago Theodoro:Por aqui, uma coisa pedindo para a gente, mas um trabalho.

Voz C:Eu comecei, depois parei o engajamento.

Bárbara dos Anjos:Tem para no Brasil, tem para tá streaming no Oldflix. Não, isso você não tem na Claro TV e no Plex Channel.

Voz C:Prime Video, gente, é de graça.

Bárbara dos Anjos:Não, no Prime Video é só Estados Unidos.

Thiago Theodoro:Tem que ver se tá available no Brasil. É disponível em português.

Bárbara dos Anjos:É de graça, gente.

Voz C:Tô começando a ver na Prime Video.

Thiago Theodoro:Ó, celular americano!

Bárbara dos Anjos:Nossa, patrocinador!

Voz A:Sabe onde ele tá também, além do Prime Video?

Bárbara dos Anjos:Você tem o vídeo no YouTube, vai cair.

Voz A:Você não tem Universal Plus não?

Voz C:É por isso que você tá vendo, porque eu acho que é pelo Universal Plus.

Thiago Theodoro:Olha, informação errada, a gente tá um labirinto essa dica.

Voz A:Comece seu período de teste gratuito no Universal Plus é o que passou SNL, que a gente tava tentando lembrar.

Thiago Theodoro:Ah lá, você vê como tudo tá ligado.

Voz A:Então, dois caçadores hoje do Universal Plus, você pode ver o SNL e Labirinto. Labirinto, a magia do tempo. Qual que é o nome dele? Foi sem querer essa porra.

Thiago Theodoro:Foi sem querer.

Bárbara dos Anjos:Aproveite e anuncie.

Voz A:É você agora.

Thiago Theodoro:Amiga, a gente tá no suspense esperando você falar, né?

Voz A:Morar no Amor, Boa Imagina e Labirinto. Meu é...

Thiago Theodoro:Não vai botar no descritivo.

Bárbara dos Anjos:Não dá mais.

Voz A:Eu vi na padaria, vindo pra cá, falei: "Ai, eu queria, porque o que eu comi de morango do amor..." Gente, mas vamos encerrar esse tema.

Bárbara dos Anjos:Ainda tem?

Thiago Theodoro:Era uma delícia o morango do amor. Não vamos ser hipócritas.

Voz A:Tem uns que eram insuportáveis de doce.

Thiago Theodoro:Eu acho muito gostoso, gente.

Bárbara dos Anjos:Eu gostava.

Voz A:Morango azedinho com aquele leite condensado, nossa.

Thiago Theodoro:É, é mó gostoso.

Bárbara dos Anjos:Ainda tem?

Voz A:Tá vendendo aqui na esquina, na Boulevard Menina.

Thiago Theodoro:A gente vai terminar de gravar, vai comer o morango do amor.

Voz A:Na Boulevard tem.

Bárbara dos Anjos:Falando do amor depois.

Voz A:Aquela padaria de rico do Mackenzie.

Bárbara dos Anjos:O meu é música e é mais recente, um pouco, é de 2000, um vídeo que eu caí no YouTube assim. Nelly Furtado, galera. Não, eu tava vendo documentário da Kylie que cai no outro vídeo da Kylie, e aí um cara fez um grande vídeo falando como o álbum mais importante da Kylie não é nem o Fever, que tem Can't Get You Out of My os mais recentes.

Voz A:Mas que fique claro que Fever é o melhor.

Bárbara dos Anjos:É muito bom, é o melhor mesmo. Eu acho, acho que é, não sei. Que é o Light Years, que é o álbum dele de 2000, que é o que tem, né?

Voz A:Te amo.

Thiago Theodoro:Ah, o povo adora.

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Bárbara dos Anjos:Aí eu adoro essa, que é porque ele tava explicando, é muito legal o vídeo que ele fala que ela vem nessa carreira, né, bem pop ali, anos 80, I Should Be So Lame, que é uma coisa breguinha assim, gostosinho e tal, divertido. E aí ela deu: não, quero ser roqueira, quero ser roqueira.

Thiago Theodoro:Que ela pegava aquele boy do INXS.

Bárbara dos Anjos:É, e aí ela vai fazer o Impossible Princess, que é o que tem as músicas dela mais experimentais, meio rockzão.

Thiago Theodoro:É horrível, gente, é muito ruim. Desculpa. Ai, eu amo, goste na sua casa.

Bárbara dos Anjos:E aí a carreira dela assim esteve prestes a acabar, porque ela ficou muito embaixo. Baixa. E aí falou: não, peraí, deixa eu me reinventar aqui, deixa eu voltar para as origens. E aí quando ela entra no caminho do Light Years, que tudo vai dando meio certo, e aí é quando ela meio que descobre os gays, é quando os gays abraçam ela. Uma coisa meio What's Your Pleasure da Jessie Ware, assim, é quando a pedra fundamental dos gays, a Jessie Ware, né? E dela é— e aí eu tava ouvindo um álbum explicando: gente, só tem musicão, que ela mistura disco com house com dance, muitos gêneros de música eletrônica, muita música de viado, muito look close. E o álbum de cabo a rabo é assim, ó, que é Love Boat.

Voz A:Não lembra? On a Night Like This. Não é só a música que me liga com você por causa de Londres. A gente entrou no pub, tava tocando essa música, a gente, vamos fazer gay para sempre!

Thiago Theodoro:A gente teve muito caralho!

Voz A:Onde vai você? "Onde mais vai tocar essa música?" A gente entrou no pub, tava tocando. "On a Night Like This." E é a música favorita do Léo também, uma das músicas.

Thiago Theodoro:Porque Kylie é a música do Léo. É uma das minhas favoritas, é desse momento.

Voz A:E eu toquei ela nesse sábado na Vegas.

Thiago Theodoro:Você tocou?

Voz A:Toquei na Vegas, o Léo tava lá, falei: "Vamos tocar Kylie." Eu coloquei no Martinelli.

Bárbara dos Anjos:"On a Night Like This." Tem Love Boat, que ela é bem breguinha, sabe?

Thiago Theodoro:Ela começa com uma voz... Ai, é muito chique, nossa.

Voz A:Tem... Qual mais?

Bárbara dos Anjos:Cheers é muito boa, que é uma bem agitadona. Your Disco Needs You.

Voz A:Your Disco Needs You é ótimo assim. É bem Pet Shop Boys, né?

Bárbara dos Anjos:Super Pet Shop Boys. E ela gravou em várias línguas. Aí tem ela falando em francês, falando em alemão, falando em várias línguas.

Voz A:Agora, um documentário bom que eu nunca mais vi em nenhum lugar, e aí não adianta dar de dica, é o do Michael Hutchence, que é do INXS, que namorou ela.

Thiago Theodoro:Eu nunca vi esse documentário.

Voz A:Não sumiu. Foda, porque o INXS é uma banda que, vuf, e pshiu, com a morte dele.

Thiago Theodoro:Eles bombaram demais, eles eram muito grandes.

Bárbara dos Anjos:Quando eu era criança eu chamava de Inks.

Voz A:Que era o homem Inks. O Inxs é I-N-X-S, vocês devem ter visto essa sigla alguma vez.

Thiago Theodoro:Eu tenho uma lembrança bizarra da morte dele, sabia?

Bárbara dos Anjos:É Inxs, não tem?

Voz A:Inxs.

Thiago Theodoro:Você não tinha percebido isso até hoje?

Voz A:Não, porque a gente sabe adolescente isso, mas minha ficha caiu faz pouco tempo.

Thiago Theodoro:E eu falava Inxs, mano. É que eu me lembro de eu em casa assistindo o Jornal Nacional e o William Bonner deu a notícia que ele tinha morrido.

Voz A:Nesse documentário tem uma parte foda dele com a Kylie. Tem o babado dele com a Kylie nesse documentário, é foda, porque era o maior rockstar do momento com a maior popstar do momento. Era Madonna, mas tinha Kylie.

Thiago Theodoro:É, não, amigo, tem que pontuar, né? Também não Era o ouro da Madonna.

Voz A:Mas mostrou a treta que deu com Bob Geldof do Live Aid, com eles dois. Foi meio que um triângulo doido.

Thiago Theodoro:97. É, eu tava vendo o Jornal Nacional, gente.

Voz A:Enfim, eu vou ver essa parte.

Thiago Theodoro:E ele, no documentário da Kylie, pelo menos dá a entender que ele deu um golzinho nela, né? Ela contou essa história, não sei qual que era a história que ele contava. Também não vai dar para saber, que só se ele mandar.

Bárbara dos Anjos:Agora a versão dela é a final.

Thiago Theodoro:É, a versão dela é a última.

Voz A:Fizemos Caçadores, adorei Caçadores.

Voz C:É, ai, que performática! Levanta!

Thiago Theodoro:Não, eu não vou fingir mais surpresa, gente, porque eu fazia essa atuação, eles já me entregaram. Eu vou aceitar o que tem.

Bárbara dos Anjos:Esse é o do Thiago.

Voz C:Ah, tem nome?

Thiago Theodoro:Ai, é específico de cada um?

Voz A:2 para o Thiago e 2 para a Bárbara.

Thiago Theodoro:Mentira! Ah, não pode abrir ainda.

Voz C:Ah, gente, o quadro é o seguinte, você É brincadeira de verdade essa parte, eu não sabia.

Voz A:O quadro é Bater no Leque.

Bárbara dos Anjos:Pra quem você bate o leque?

Voz A:Esse quadro nasceu com a Ana Mary B e a Diana Rosa no Wanda. A gente inventou essa coisa, deu muito certo com elas, só que tinha 17, 18 leques na mesa, cada hora a gente abria. Então a gente ia fazer no final de cada Wanda um leque ou dois pra cada convidado.

Bárbara dos Anjos:Sim, por aí.

Thiago Theodoro:Eu vou abrir o leque, vai ter uma coisa aqui.

Bárbara dos Anjos:Você bate o leque, abre o seu, tem uma coisa escrita no leque.

Voz A:Tem uma coisa escrita no leque. Tipo o chapéu do Raul Gil. Bate o leque ou não.

Thiago Theodoro:Aí eu tenho que bater o leque fisicamente?

Voz A:Pode ser também.

Voz C:Faz uma, eu faço uma depois e tu faz outra.

Thiago Theodoro:Tá, vai ser primeiro. Não, vai você primeiro.

Voz A:Não, vai você.

Bárbara dos Anjos:Não, tem que bater.

Thiago Theodoro:Não, é pra gente.

Voz C:Ah, eu vejo primeiro e depois eu bato?

Voz A:E ela bate ou não.

Voz C:Ah, tá.

Thiago Theodoro:Gente, estamos formatando. Calma.

Voz A:É isso.

Thiago Theodoro:Mas ela não tem que abrir virado pra audiência?

Bárbara dos Anjos:Sim, pra audiência. E falar o que que é?

Voz A:Tanto faz.

Thiago Theodoro:Mas a gente não vai ver?

Voz A:Traição online, que é o nome desse programa.

Voz C:Agora eu mostro pra vocês. Traição online. Traição online.

Thiago Theodoro:Você bate o leque ou não bate o leque para traição online? Existe traição online?

Voz C:Então essa é a grande discussão.

Thiago Theodoro:O que é considerado traição?

Voz C:É foguinho? É nudes?

Bárbara dos Anjos:Fala, Globo Repórter, para você o que é traição online?

Voz C:Para mim traição é nudes, putaria, sexo. Sexo, foguinho, tá tudo bem, tá?

Thiago Theodoro:Foguinho pode. E coração?

Bárbara dos Anjos:E aquela carinha assim, ó?

Voz C:Aí já é um pouquinho demais.

Thiago Theodoro:E aquela carinha assim, ó? Não quero saber.

Voz A:E assim, gostosa, hein?

Bárbara dos Anjos:E aquela, você quer emoji assim, ó?

Voz A:Que que é isso?

Thiago Theodoro:Esse emoji é muito gostoso. Esse emoji é quero te comer, hein? Qual que é isso?

Voz C:É aquele sorrisinho meio...

Thiago Theodoro:É assim, ó.

Voz A:É esse.

Thiago Theodoro:E esse emoji com uma mamadeirinha? Ai, eu queria bater o leite.

Voz A:Não bateu.

Bárbara dos Anjos:Não bateu.

Thiago Theodoro:Porque traição é ruim.

Voz A:O combinado vale, é isso, né?

Voz C:Não vou bater o leite.

Thiago Theodoro:Então existe traição online?

Voz C:Existe traição online, cada casal sabe os seus limites.

Thiago Theodoro:Arrasou, arrasou.

Voz C:E no meu caso eu não vou...

Thiago Theodoro:Você não bate o leite, né?

Voz C:Não bato leite.

Voz A:Porque no seu caso não faz sentido.

Voz C:Mas é porque eu quero muito bater o leite. Bater leque?

Thiago Theodoro:Então você quer bater o leque?

Voz A:Não, não é comemoração da coisa!

Thiago Theodoro:Traição, traição, traição!

Voz A:Sou a favor, sou a favor!

Thiago Theodoro:É passeata na Paulista a favor!

Voz C:Isso, traição, tá?

Thiago Theodoro:Como que a gente definiu o formato lá primeiro?

Voz A:Eu, tanto faz.

Bárbara dos Anjos:Eu faço o oficial.

Voz A:Você pode ver, você depois mostrar.

Voz C:Gente, tá mostrando para as pessoas.

Thiago Theodoro:Eu vi o que é. Vocês viram?

Voz A:Vocês viram?

Bárbara dos Anjos:Fala para audiência que tá ouvindo.

Voz C:Ai, gente, foi muito fácil, é. Bate com vontade, gente.

Thiago Theodoro:Tô batendo com a energia dela, né? Ela tá dançando assim agora. Gente, é a maior, gente. Gente, como eu não vou bater esse leque? Pelo amor de Deus, amiga, você acha, você acha que ficou muito fácil para mim?

Voz C:Traição online, Madonna, a Madonna defender a Madonna.

Thiago Theodoro:Amiga, tudo que eu fiz na minha vida foi defender essa mulher. Coisas que eu fiz dessa frase: ir à Paulista e defender.

Voz A:Gente, você viu o filme agora?

Thiago Theodoro:Acabei Acabei de ver o filme, besta ela não é, já botou João Pedro ali, sim, o jogador brasileiro que não foi convocado, que preferiu que convocasse o Neymar.

Voz C:E ele falou: ai, eu acho que tem que levar o Neymar. Aí levaram o Neymar no lugar dele.

Thiago Theodoro:Não foi no lugar dele, não foi no lugar dele.

Bárbara dos Anjos:Ele é novo, ele é novinho.

Thiago Theodoro:Gente, essa é uma história, eu não quero fazer uma defesa fundamentada. Começa no final da década de 70, vamos lá, uma menina de uma família italo- americano, é o caçadores da coisa perdida. Gaga surge, desponta como ícone pop nas noites de Nova York. Ela foi pegando referências daquilo que estava acontecendo no momento. Tem um pouquinho de Daddy Harry? Tem, a gente percebe. Tem um pouquinho do que tava rolando na cena? Tem. Eis que ela lança um primeiro álbum, ótimo. A galera não deu muita bola, pensou Who's that girl?

Voz C:É, sinceramente, gente, se eu tiver que sentar nessa mesa, eu tenho uma pergunta: é difícil defender a Madonna hoje em dia?

Thiago Theodoro:É muito fácil defender a Madonna até hoje, que eu acho que ela é um farol da indústria da música dos últimos 40 anos.

Voz C:É perigoso às vezes, assim como qualquer americano que você vai defender.

Voz A:A Beyoncé também é perigosa às vezes.

Thiago Theodoro:Sim, é tudo.

Voz A:Mas ela tá do nosso lado e a gente tá do lado dela, exatamente. Então a gente perdoa algumas coisas, algumas coisas a gente erra. Gente, eu não quero falar das coisas ruins que ela fez, porque eu acho que ela é bem intencionada.

Thiago Theodoro:Eu não quero falar de Lady Gaga, entendeu?

Voz A:Não, exato.

Bárbara dos Anjos:Não, mas eu acho que é um farol da música, gente, e fazendo coisa boa ainda.

Thiago Theodoro:E aí me Eu acho um pouco essa conversa, mas um pouco é verdade. Acho muito relevante a gente ver uma popstar de quase 70 anos em atividade.

Voz A:E sendo popstar, né? É exatamente isso que eu ia falar. Ela continua fazendo coisa que ninguém tá fazendo até hoje.

Voz C:Pra mim é o mais impressionante.

Thiago Theodoro:É que eu não acho extraordinário, porque eu gosto de acompanhar, os meus cantores são muito velhos, mais velhos que a Madonna até. Então o pessoal fica: "Meu Deus, ela tem..." Não me choca.

Voz C:Não, mas eu acho que ela tem uma língua. Então os cantores velhos Meu Deus, eles não têm uma roupagem mais antiga?

Thiago Theodoro:Obviamente, mas assim, eu não acho, eu não entendo o alarde. Meu Deus, 70 anos, ela tá lançando uma coisa assim? Os cantores lançavam com 80 anos, com 85 anos, com 90 anos.

Voz A:A Cher fez isso também. Ela tava sendo diva pop do jeito que a gente conhece diva pop, que elas inventaram.

Voz C:Então, mas é isso que eu tô falando, eu acho que é a primeira geração pop que está realmente envelhecendo, que não não tinha ninguém com 80 anos diva pop em 1950, sei lá, né? Então o pop é uma invenção da nossa geração. Até para mim, eu não vou saber alguém velho, mas é que o pop é uma invenção da nossa geração.

Bárbara dos Anjos:Mas aí era difícil, pop não é um gênero, né? É uma coisa assim meio conceito, é conceitual.

Thiago Theodoro:Aí a gente pode pensar no truque do título pop, mas aí eu acho que a gente vai polemizar.

Voz A:O pop vem ali depois disco.

Thiago Theodoro:É, pra mim pop é música pop.

Voz C:Eu entendo.

Bárbara dos Anjos:Aí você fala: "Ai, Elvis Presley é pop." Não acho que é.

Thiago Theodoro:Mas o pop foi um jeito de chamar. Vamos pegar a música preta americana, vamos chamar de pop e tirar eles e botar só os brancos.

Voz C:É meio isso.

Thiago Theodoro:O pop foi isso.

Voz C:E é os 80.

Thiago Theodoro:Um pouco foi isso também.

Voz A:Mas voltando a Madonna, o que ela fez nesse filme agora é genial, porque a pessoa pode se dar o luxo de se autorreferenciar, né?

Thiago Theodoro:Claro, você tem um trabalho inteiro pra olhar.

Voz A:Decadas de carreira.

Thiago Theodoro:Aquele vestido é o do Ray of Light?

Voz A:É o vestido do Ray of Light. A hora que ela vai no banheiro...

Voz C:Aonde tá o filme pra ver? No YouTube.

Voz A:No YouTube da Madonna dá pra ver.

Thiago Theodoro:Peraí que eu vou ver no Letterboxd.

Bárbara dos Anjos:Bem pra lançar, rapaziada.

Voz A:É o Confessions 2 e ela mostra coisa que ninguém fez ainda. Ela fez um filme com 4 ou 5 músicas do disco novo.

Thiago Theodoro:Chique.

Voz A:Pedaços da música, tipo, toma aí um teaser do que vem aí do Confessions 2. E tem um momento do banheiro também que ela aperta aquele negócio de secar Ramon, e ela faz igual o Into the Groove.

Voz C:Ah, é legal.

Voz A:Tem referência também das meninas comendo a banana, que tem em Deeper and Deeper também. Tem Lucky Star dentro de Bring Your Love, aquele trururu do Lucky Star.

Thiago Theodoro:Tá tudo ali.

Voz A:E tá tudo chique demais e bonito demais. Dá orgulho ver música boa ainda ela fazendo. Claro. E subir no sarrafo mais uma vez.

Bárbara dos Anjos:É Madonna.

Thiago Theodoro:Chique, gente. Imagina, eu acho que esse leque inclusive tem que ser pregado numa parede, na paracinha aberta, gente.

Bárbara dos Anjos:O leque da Madonna.

Thiago Theodoro:É a nossa diva maior. Não é negociável esse título, gente.

Bárbara dos Anjos:Quando aconteceu o negócio lá do Bieber na Coachella, que as pessoas ficaram assim: ah, mas ele já tem uma carreira desde os 13 anos, que não sei o quê, há 20 anos, que não sei o quê, que ele não precisa mais se provar, ele não precisa se mostrar, ele não precisa fazer as coisas, que ele fez aquele show bosta lá fazendo nada. Gente, olha a Madonna, ela tá 40 anos fazendo isso, a mulher não lembra nem como é que é a vida dela mais sem fazer música pop, e ela tá aí se reinventando e fazendo coisa, entregando para os fãs, sabe, fazendo coisa. Essa coisa dela trazer as coisas dela de volta, a mulher tá até hoje fazendo isso. Isso e se trazendo de volta.

Voz A:Ela foi muito caçadora da cultura perdida, né?

Bárbara dos Anjos:Ela foi demais. Isso que é artista, sabe? Que vai entregar coisa pra fã, sim, até morrer. Não é isso que, ai, com 30 anos... Porque precisa.

Voz A:Não precisava, mas precisa porque é artista.

Voz C:É, é verdade.

Thiago Theodoro:E o interessante também é, e ela sempre fez isso em todas as fases da carreira dela, visitar o próprio repertório de uma maneira diferente, inteligente, sacada.

Voz C:Ela foi abrir o YouTube.

Thiago Theodoro:É esperado que um artista desse tamanho vá visitar o seu repertório. Hoje você vê as turnês dos artistas que estão aí há muitos anos, eles vão visitar seus hits, os seus visuais, fazer autógrafo. Agora, ela faz isso de uma forma que eu acho que só ela poderia fazer, né?

Voz A:É verdade.

Bárbara dos Anjos:Não tem como, só ela.

Thiago Theodoro:Bonito, novo, né? É aquela história das turnês da Madonna que ela vai cantar as músicas mais famosas dela de uma forma diferente sempre.

Voz A:É, e no Celebration Tour, vê ela de camisola vermelha. Em família, fazendo a parte da erótica toda ali, tacando hang-up dentro de erótica, fazendo o hang-up ficar sexy e putífero.

Voz C:É só coisa que ela faz. Comparando com o Justin Bieber, eu acho que ela gosta de ser artista. Sim, ela é artista. Ele não gosta mais, né? Ela referencia a arte, a música, o que ela cria como um produto importante. Ela dá devida importância àquilo.

Thiago Theodoro:Ai, que bonito isso, de verdade.

Voz A:Algo bonito, não "Ai, tô meio cansado." O Justin Bieber acha que a fama que a música ajudaram a—

Thiago Theodoro:Não foi bom pra ele.

Voz C:Ah, foi muito cedo ali. A própria Madonna fala que pra ela foi muito bom ficar famosa depois dos 20, né? Que ela já tinha vivido umas coisas ali.

Bárbara dos Anjos:Mais formada.

Voz C:Já tinha dado umas erradas fora das câmeras.

Thiago Theodoro:Agora a bicha também meter o laptop e tocar o YouTube foi demais. Ainda bem que era premium, né, gente?

Bárbara dos Anjos:Ai, que genial!

Voz C:Só faltava subir um Duolingo ali no meio da propaganda do Trivaccio. Do Trivaccio.

Bárbara dos Anjos:O próximo, o próximo.

Voz C:JLo.

Bárbara dos Anjos:JLo.

Voz C:A gente tava falando dela esses dias. Eu quero bater um like, velho, que vou ter que bater.

Voz A:Bate, bate, bate.

Voz C:Não, eu gosto da JLo.

Thiago Theodoro:Eu gosto também.

Bárbara dos Anjos:Aí!

Voz C:Não, eu gosto.

Bárbara dos Anjos:Bateu o like para JLo.

Thiago Theodoro:Bateu o like igual uma palita.

Bárbara dos Anjos:Bateu melhor que você.

Thiago Theodoro:A palita sou eu, né?

Voz C:É, eu acho a J.Lo reptiliana, né?

Thiago Theodoro:J.Lo, gente, para quem não conhece, é Jennifer Lopez, é uma ex-cantora, ex-atriz, ex-dançarina.

Voz C:Ela fez o Living Color, from the Living Color, from The Six, to J.Lo, to this. É, ó, I still got it. Eu gosto dela muito. Quando esse álbum mesmo, The Six, né, que é o dos anos 90 dela, eu acho maravilhoso.

Thiago Theodoro:Adoro Waiting for 2000 ainda, gente?

Bárbara dos Anjos:Não, é o JLo.

Voz C:Eu amo Waiting for Tonight, eu amo essa fase dela quando ela cantava também com LL Cool J, essa parte dos 90 dela, eu amo escutar até hoje. Amo a JLo negra, amo. Mas eu acho que ela é uma reptiliana, né? Eu fico muito impressionada como ela tá igual, ela tem quase 60 anos e assim, tipo, belérrima.

Thiago Theodoro:Acho muito impressionante.

Voz C:É, e ela fez uma comédia romântica agora que estreou essa semana que eu achei divertido. Que é com quem? Que é com o Roy Kent do Ted Lasso. Sei, sabe, que é o gostosão, namorado. Isso, isso.

Voz A:Eu acho que eu gosto mais dos filmes românticos, não são muito bons, mas ela não tem filme bom.

Voz C:Selena é bom. Não, também é bom aquele com a Cardi B, que ela achou que ela ia concorrer ao Oscar, né?

Thiago Theodoro:É, mas ela se passou um pouco ali, né?

Voz C:Ela achou que ela ia concorrer ao Oscar. É o filme. Não, mas as comédias românticas dela, é isso, as comédias românticas, elas são essas ruins boas, assim.

Voz A:Só que ela surge na época do pop, que o pop tá mais bagaceiro, mais pobre que já existiu nos últimos 10 anos.

Bárbara dos Anjos:Não, ela tá mais.

Voz A:Não, começo de Christina, começo de Britney, começo de J.Lo, tudo uma merda.

Thiago Theodoro:Não, tem sim. Tudo farofa, gente.

Bárbara dos Anjos:A época mais bagaceira do pop foi aquela ali, 2000, 2006, quando entrou David Guetta.

Voz C:Concordo contigo, mas é isso aí também que eu tô falando, gente.

Voz A:Os maiores sucessos da J.Lo é com Pitbull, com David Guetta, essas coisas.

Thiago Theodoro:E é tudo bom, gente, mas não é bom.

Voz A:Exatamente, é legal, mas não é bom.

Voz C:A J.Lo negra dos anos 90 eu gosto, mas assim, tipo Pitbull...

Thiago Theodoro:Mas aí você vai ouvir a J.Lo sendo que você podia ouvir a Mariah nos anos 90.

Voz C:Então, mas aí quando acaba... Mas é que na época tu tinha que ouvir o CD inteiro e botava um outro CD. Entendeu? Aí tu escutava meio...

Thiago Theodoro:É, meio empurrou ali, né?

Voz A:Então ela bate na discussão...

Voz C:Mas é aí que eu ia falar que eu acho que as comédias românticas dela são todas ruins e boas, todas elas. E essa que lançou agora é bem esse tipinho assim, que é muito average, mas é muito confort, sabe?

Bárbara dos Anjos:Então... Você que viu o filme da Madonna, você pode, acho que deve estar no YouTube também, entrar e ver o filme musical da J.Lo.

Voz C:Nossa, esse é ruim!

Thiago Theodoro:Fala mesmo, amiga, muito bom! Fala mesmo, sensacional.

Voz C:O documentário dela que ela fez é horrível.

Voz A:Ela entrou numa pira de que ela consegue cantar, que... Por quê?

Thiago Theodoro:Gente, outro dia ela foi cantar Barbra Streisand, gente. Vamos segurar a emoção.

Voz C:Mas ela é uma ótima dançarina e ela é uma atriz.

Bárbara dos Anjos:J know, J know, J know.

Voz A:Ela de dançarina da Janet é a melhor coisa.

Voz C:Maravilhosa. Não, ela como dançarina mesmo É mesmo? Não, e no Waiting for Tonight, tipo...

Thiago Theodoro:Era bom, tipo, esse leque é gênio.

Voz C:Caçadores da Cultura Perdida, o Google Images foi inventado por causa da J.Lo, por causa do vestido verde que ela usou no Tá Perdido.

Thiago Theodoro:Mas também já passou, né?

Voz C:Mas é dela.

Thiago Theodoro:Tô sendo chato agora.

Voz A:Ai, por que eu pus isso nesse leque?

Voz C:Vai, vai então, chato.

Thiago Theodoro:Gente, eu quero dizer aqui, quero comentar o leque da Bárbara, a gente vai comentar? Eu amo a J.Lo.

Voz A:Pode, vai.

Thiago Theodoro:Eu amo a J.Lo, gente.

Voz C:Tu ama mesmo?

Thiago Theodoro:Amo, amo, adoro. Acho os álbuns péssimos, ouço todos, mas assim, não acho, ah, meu Deus, tem muita coisa pior. Artista do milênio, adoro. Acho que ela dá, ai, rivalidade feminina é vulgar hoje em dia, né? Dá uns, ela salva aquele Super Bowl lá que é com a Shakira quando ela entra em cima do palco.

Voz A:Eu gosto mais da Shakira do que da Rihanna.

Thiago Theodoro:Você é Shakira?

Voz C:Eu sou, eu amo Shak Shak.

Voz A:Hora que ela desce girando, Eu nunca vi drag fazendo melhor aquilo que ela faz naquele Super Bowl. Eu prefiro cantora com música.

Thiago Theodoro:Tá bom, esse daqui então é Aretha Franklin, né?

Voz C:É Shakira, é Shakira esse daí.

Voz A:Pega aí.

Thiago Theodoro:Querendo dizer que adora Shakira.

Voz C:Eu amo.

Thiago Theodoro:Fez um show do Todo Mundo no Rio.

Voz C:Chorei.

Bárbara dos Anjos:Bom de ouvir, ruim de assistir.

Thiago Theodoro:Bom de ouvir, ruim de assistir.

Voz C:Em casa tava ótimo.

Thiago Theodoro:Perfeito. Em casa eu não terminei.

Voz C:Eu vim inteiro felizona.

Voz A:Que que é?

Thiago Theodoro:Acrílica. Quem é essa queen?

Voz A:Acrílica.

Voz C:Quem é? O que que ela canta?

Thiago Theodoro:Gente, ai, eu tenho que agora conseguir.

Voz C:Você vai bater o leque? Ih, ó, a palheta! Nossa, olha a energia dela!

Voz A:É uma gay que não sabe bater leque. Gente, deixa eu bater por vocês.

Voz C:Pega um aí, Samira.

Voz A:Cuidado, amiga. Ai, me deu nervoso.

Thiago Theodoro:Tô acrílica você com esse like.

Voz C:Gente, me explica.

Bárbara dos Anjos:É a nova gíria do momento.

Voz C:Da onde veio?

Bárbara dos Anjos:Sei lá, gay Twitter. Que alguém comentou em algum post, menina.

Voz A:Não foi a gay do Alienígena que trouxe isso?

Bárbara dos Anjos:Não, não foi ela que falou não.

Voz C:Ah, foi? A drogay?

Thiago Theodoro:Ai, podia ser a gay do Alienígena no leque, né, gente? Não é?

Voz C:Tu ia bater pra ele? Não.

Thiago Theodoro:Ó, peraí, repita a pergunta.

Bárbara dos Anjos:Eu volto.

Thiago Theodoro:Ai, falei rápido, pera aí.

Voz A:Que tipo de bater?

Thiago Theodoro:Ai, respondi rápido demais, droga, perdi essa chance.

Bárbara dos Anjos:Tá, me fala, me explica. Mas aí comentou no post, falou: "Menina, tô acrílica." E aí virou o novo... Gag. Matou o gag e agora é...

Voz C:Usa numa frase pra mim.

Bárbara dos Anjos:Bicha, tô acrílica.

Voz A:Ah, só isso? É, tô passada. É, tô passada.

Voz C:Tô passada é tipo Mara, né?

Thiago Theodoro:Tô rosa choque.

Voz C:Tô passada.

Thiago Theodoro:Passada pode usar ainda, mas não como tô passada, não, assim, só com ironia.

Voz C:É igual babadeiro, babadeiro pode usar ainda, mas voltou, deu a volta e voltou, né?

Voz A:Então o Thiago lembra de acrílica, né?

Thiago Theodoro:Já teve acrílica, acrílica já teve, já.

Voz A:Eu lembro de usar acrílica.

Thiago Theodoro:Ai, pronto, aqui inventou o acrílico.

Bárbara dos Anjos:Não, gente, as pessoas usavam, não tinha internet na época.

Thiago Theodoro:Papel pó pelo uso acrílico.

Voz C:Somos todas acrílicas na comunidade, tem ali.

Thiago Theodoro:Ela entrou no desenho.

Voz A:Tinha acrílica? Tinha.

Thiago Theodoro:Amiga, você também, você tá bastante tempo na internet, mas você não inventou tudo. Calma, também fica tranquila. Ela tinha festa acrílica antes da VHS.

Voz A:Até usava porque todo mundo usava.

Voz C:Eu não, eu não.

Bárbara dos Anjos:Eu usava acrílico, eu nunca ouvi na vida.

Voz C:Vamos lá, mas a gente vai usar, tá usando mesmo.

Thiago Theodoro:Eu bato leque para acrílica, gente.

Voz C:Eu posso usar alguma coisa em bico?

Thiago Theodoro:Eu, a mulher hétero branca, ela tá jogando no Google aqui acrílica.

Voz C:Eu posso usar? Nossa, tô acrílica! Ou vai ser meio ridículo? Você não pode usar, é porque eu sou uma mulher branca de 40 mais, né? Eu tenho que respeitar também.

Thiago Theodoro:Não, você não vai saber usar, é igual bicha, você não pode usar.

Voz A:Eu não acho que matou o gag.

Thiago Theodoro:Eu acho que o gag já cansou. É, eu tô Gag de la gag matou o gag, eu acho.

Bárbara dos Anjos:É isso, né?

Thiago Theodoro:Já tá chegando no fim da vida, porque está chegando, sei lá, na cimária. O Jorge Mateus já fez a música Gag.

Bárbara dos Anjos:É, então aí pronto.

Voz C:Pedro Sampaio em gag.

Thiago Theodoro:O Luciano Huck apresentou o Domingão, tô gag.

Voz A:É, amigos, a gente matou. Faltou o gag que foi o Frederico entre amigos, pelo menos. Porque teve um almoço de domingo que é insuportável. Eles são gays. Jogou o creme de leite no estrogonofe. Gag! Aí depois: "Nossa, tô gag. Que Coca deliciosa, tô gag". Chega! A gente não aguentava mais.

Thiago Theodoro:É, eu tô vendo muito gag. Eu já vi camiseta do Instagram com gag escrito. Aí morreu.

Bárbara dos Anjos:Camiseta do Instagram?

Thiago Theodoro:Que é aquelas camisetas que aparecem no Instagram, sabe?

Voz C:Ah, de anúncio, alguma coisa assim, sabe?

Voz A:Vão deixar aparecer em alguma novela para a gente matar de rir.

Voz C:Já deve ter aparecido.

Thiago Theodoro:O Walcyr não vai usar, gente, que é uma coisa.

Voz C:Não, mas não teve, o Agnaldo não usou?

Thiago Theodoro:O Agnaldo usaria. O Agnaldo usou gag, eu acho.

Voz C:Deve ter um monte de gay na novela dele, né?

Thiago Theodoro:É, eu acho que o Agnaldo usou gag, viu? Chegou na novela do Três Graças. Usou!

Voz C:O Luiz Fernando Veríssimo não falou que tava gag? Não, Veríssimo não, Guimarães.

Bárbara dos Anjos:É, falei a mesma coisa.

Thiago Theodoro:Não foi, gente, foi alguém na chacrinha que tava gag, já usou, já morreu aí.

Voz A:Eu tô acrílica. Ariana Grande fala em linguagem extraterrestre durante ela com a bicha da Curitiba.

Voz C:Ela falou acrílica, acrílica, acrílica.

Voz A:Não sei, eu não vou dar play aqui não.

Bárbara dos Anjos:Eu ouvi uma pessoa falando que na verdade é que gays gostam de todas as proparoxítonas: acônica, bafônica, olha, achei aula de português, entregou, hein?

Thiago Theodoro:Mesopotâmica, Mesopotâmia.

Bárbara dos Anjos:Sintética. Ai, tá vendo toda a parafusadeira?

Thiago Theodoro:Ai, eu prefiro. Acho que eu tô sintética. Pisa no acrílico. Eu vou usar sintética também.

Bárbara dos Anjos:Bicha, tô sintética.

Thiago Theodoro:Sintética, sintética. Muito melhor sintética que acrílica.

Voz A:Vamos lançar, porque aí você fica sendo você. Confessa em mim.

Thiago Theodoro:Ela lançou o acrílica em 93, você lançou o sintético.

Bárbara dos Anjos:Olha que já roubaram.

Voz C:Foi no mesmo ano do Confessions, ele lançou o acrílica. Madonna lançou o Confessions e tu lançou o acrílica.

Thiago Theodoro:Eu vou, olha, eu não vou fazer a falsa não. Se rolar o acrílica, ninguém vai aguentar que eu vou usar o tempo inteiro.

Voz A:Drags mais velhas, me ajudem. Tchau. Quem que a gente pode chamar? Além da Pantera, vou perguntar para Márcia Pantera, vou perguntar para Silvete.

Thiago Theodoro:Mais velha que a Silvete não vai ter, gente. Chegamos ali no azulão, né?

Voz A:Ela usou uma prata de acrílica, sim. Teve nos anos 90.

Voz C:Cadê o dicionário?

Thiago Theodoro:Não tô aguentando ela. O Paju Barra. Tá dizendo que inventou o acrílica. Essa ela variou demais. Agora ela foi longe demais.

Voz C:Faz um corte nessa parte aqui.

Thiago Theodoro:Não aguento mais.

Voz C:Vamos jogar nas redes.

Thiago Theodoro:Essa você se passou, Felipe Cruz. Eu inventei, eu escrevi o acrílico, ela pedra. Ai, pelo amor de Deus!

Bárbara dos Anjos:Eu tô em Texas semana que vem, então... Calado, ó.

Thiago Theodoro:Ela no máximo inventou o pretérito, dá uma segurada. Lembra do pretérito?

Voz C:Ai, também é outra própria coisa. Pretérito.

Bárbara dos Anjos:Pretérito.

Thiago Theodoro:Pretérito era um que se usava muito.

Voz A:É legal, porque tinha as variações do pretérito, do perfeito.

Thiago Theodoro:É, bicha, pretérito mais perfeito. Pretérito mais perfeito.

Voz A:Futuro.

Thiago Theodoro:Futurica, não, aí já forçou.

Voz A:Foi uma edição de estreia Cante demais!

Bárbara dos Anjos:Ficaram gag?

Thiago Theodoro:Então sintético. Quem matou o cante foi o gag, né, gente?

Voz A:Foi, foi. Ficamos gag de la gag toda hora aqui.

Thiago Theodoro:Gag de la cante.

Voz A:Wanders, queridos, espalhem a palavra.

Voz C:Gente, parabéns, uma nova fase maravilhosa para vocês.

Voz A:Vocês merecem novos quadros.

Voz C:Adorei, eu quero vir aqui bater muito leque com vocês.

Thiago Theodoro:Eu vou treinar, tá, para vir com mais energia na próxima, né? De bater leite, gente.

Bárbara dos Anjos:Ai, mas cadê o Meryl? Cadê o Lopes? Tá lá no Wanda de Casa.

Thiago Theodoro:Quando que o Wanda de Casa sai?

Bárbara dos Anjos:Segunda-feira, aqui atrás, nesse quadro.

Voz C:Com quem é o Wanda de Casa?

Voz A:Segunda-feira a gente estreia com a Fontana.

Thiago Theodoro:Ah, que tudo!

Voz A:Foi uma montanha russa.

Thiago Theodoro:Aquele, cara, ela fala pra caralho, só a Fontana já basta. Gente, tudo que ela falou lá na RuPaul, nossa senhora, não calava a boca, bicho. Coreana. Ela é genial, foi tudo.

Voz A:Amo a Fontana.

Bárbara dos Anjos:E é isso, orelo.cc/podcastvanda, o apoia.se/vanda.

Thiago Theodoro:Ó, ela não sabe dar o serviço.

Bárbara dos Anjos:Tem QR code na tela, joga no QR code.

Voz A:É isso, a partir de julho, a partir de julho, se Deus quiser.

Thiago Theodoro:Julho é logo ali.

Voz A:Para quem assina por mais de R$20, tá, quem colabora, mais Tudo.

Thiago Theodoro:Eu quero gravar o Wando em Casa.

Voz C:Ah, eu também quero, no sofazinho.

Thiago Theodoro:Por favor, pode me chamar que eu venho.

Voz A:É muito legal, fica jogado no sofá, dá um soninho às vezes.

Bárbara dos Anjos:Mentira.

Thiago Theodoro:Ai, como dá para dar uma dormida numa dica mais derrubada, né?

Voz A:Pode gravar no colo do outro.

Voz C:Pode fazer uma taça de vinho.

Voz A:Pode, pode.

Voz C:Eu gostei, eu quero.

Thiago Theodoro:Grava que hora? Eu tô gaguejando com essa ideia, gente. Acrílica.

Bárbara dos Anjos:Boa ideia, segunda de manhã.

Voz C:Eu quero uma taça de acrílico.

Thiago Theodoro:Olha a bomba, tomar um vinho.

Voz A:Mas às vezes vai rolar na quinta-feira de noite também.

Bárbara dos Anjos:Sim, também. E vai sair na segunda à noite, galera.

Thiago Theodoro:Parabéns, adorei a casa nova, adorei os quadros novos.

Voz C:Tá tudo maravilhoso, muito sucesso, gente.

Voz A:São bons trazer amigos aqui pra essa casa.

Thiago Theodoro:Tudo!

Bárbara dos Anjos:Viva o Wanda!

Voz C:Vida longa e muito sucesso pra vocês.

Thiago Theodoro:O maior, gente, o maior.

Voz A:Vocês que são.

Voz C:Um beijo, gente. Tchau, Wanda.

Voz A:Bye, Wanda.

Bárbara dos Anjos:Ah, tá. Então vamos de novo.

Thiago Theodoro:Ai, que chato.

Voz A:O Dantas quer que a gente se despeça de volta?

Thiago Theodoro:A gente vai se despedir agora.

Bárbara dos Anjos:Tchau, Wanda. Tchau, Wanda.

Voz C:Maravilhoso!

Bárbara dos Anjos:Meus dedos tão duros, congelado.