Episódios de Um Milkshake Chamado Wanda

ESPECIAL: A REFORMA DO NOVO ESTÚDIO com Henri Moi e Guilherme Ângelo - #742

03 de junho de 20261h18min
0:00 / 1:18:59

O que está acontecendo?! Estamos em obras! Estamos com Gui e Henri, nossos arquitetos, mostrando o novo estúdio em reforma nesse Wanda diferente, meio vlog, meio podcast nos escombros, mas que tá cheio de spoiler e novidades sobre a nossa nova era!

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Episódios extras toda segunda e sexta a partir de R$10!

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LOTUS

Euphoria como um todo

Dificuldades com internet

O Diabo Veste Prada 2

Enel

Contas LGBT caindo no Instagram

MERYL

VHS Pride

Backrooms

Podcast O Rato Roeu a Roupa

Fazer cenários com o Wanda

Quer mandar seu caso pra gente? Mande um desabafo, uma rapidinha ou dilema para o e-mail redacao@papelpop.com. Coloque qualquer coisa com "Wanda" no assunto!

Episódio #742 apresentado por:

@phelipecruz

@eusousamir

@at21.arq

@moihenri

@guilherme_ot

Produção:

Julia Gomes (julia@papelpop.com / @g0mesjulia)

Edição / Captação:

Felipe Dantas (dantas@papelpop.com / @apenasdantas)

Toda quarta-feira, 20h, ao vivo no Youtube e em todas as plataformas de streaming.

Participantes neste episódio5
P

Phelipe Cruz

Host
S

Samir

HostProfessor
D

Dantas

Reporter
G

Guilherme Ângelo

ConvidadoArquiteto
H

Henri Moi

ConvidadoArquiteto
Assuntos7
  • Vlog de Reforma e AcompanhamentoNovo estúdio em reforma · Tour pelo escritório · Plano de obra · Cenários e design de interiores · Problemas com a Enel e internet · História do Wanda e seus estúdios · Novos cenários para o Wanda · Papel Pop News e estúdio
  • Autoconhecimento para relacionamentos melhoresDificuldade em encontrar namoro · Problemas com aplicativos de relacionamento · Autoestima e imagem corporal · Perda de peso e cirurgias plásticas · Solidão e busca por conexões · A importância de cuidar de si · Abertura para novas experiências · O papel do 'terceiro espaço'
  • Produção de PodcastsOrigens do podcast no colchão · Gravações em diferentes locais · Pandemia e gravações remotas · Evolução do estúdio e cenário
  • Meta de apoiadoresEpisódios extras para apoiadores · Apoia.se e Orelo · Plateia Wanda · Importância do apoio financeiro
  • Moda e EstiloO Diabo Veste Prada (filme) · Podcast 'O Rato Roeu a Roupa' · Análise de tendências de moda · Estética da feiura e kitsch · Moda como reflexo do tempo · A cor azul em 'O Diabo Veste Prada'
  • Direitos LGBTQIA+Contas LGBT caindo no Instagram · Políticas de moderação do Instagram · Movimento conservador e retaliação · Apoio de marcas como HBO Max
  • Eventos e CelebraçõesVHS Pride e VHS Club · Performances de drags · Lip sync battle e concurso de sósias · Parceria com HBO Max
Transcrição563 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

Samir:Começando mais uma edição do podcast do Chegue Chamado Wanda em Casa.

Phelipe Cruz:Wanda em Casa, sejam bem-vindos!

Samir:Oi, galera! A nova redação, novo estúdio Vanda na minha casa. A gente quer o quê? Uma margarina. Acha uma margarina.

Phelipe Cruz:Esse espacinho aqui, 20 metros, a gente achou que vamos reduzir e...

Samir:O que a gente vai fazer? A gente vai fazer um tour pelo novo escritório pra vocês conhecerem, verem como é uma obra, que vocês que me seguem já sabem como é uma obra, né?

Phelipe Cruz:Eu tô desesperado, o Samir tá em êxtase.

Samir:Eu tô amando, eu tô assim...

Phelipe Cruz:Quanto mais ele vê pacote, coisa suja, ele, ó...

Samir:Saco de entulho e tudo...

Phelipe Cruz:Tá, mas aqui é a entrada, tá? Vocês que são WANDERS vão entrar por essa porta porque a gente já vai dar novidade.

Samir:Fala então!

Phelipe Cruz:Plateia WANDERS está de volta.

Samir:Vai ter plateia WANDA! Volta com a plateia WANDA, WANDA, voltou!

Phelipe Cruz:A gente não lembra como era o esquema, mas você tem que obviamente ser assinante do WANDER.

Samir:Apoiadores, óbvio!

Phelipe Cruz:Morando em São Paulo ou visitando São Paulo, pra agendar sua visita ao WANDER, pra fazer barulho lá no fundo, bater palma. Grita! Porque Samira é muito engraçada.

Samir:Marcar botox, a gente vai ter também aqui agora, já que a gente chamou clínica.

Phelipe Cruz:A porta é isso, a gente não abandonou a clínica ainda. Tá, mas isso aqui é logo a entrada, tem dois banheiros aqui. É importante, feminino e masculino.

Samir:Mas eu falei que eu não quero, eu quero trocar isso aqui, gente. Porque, ó, ah não, esse MDFzinho do má vagabundo, não quero não. Imagina, vem aqui quem?

Phelipe Cruz:A Pabllo Vittar.

Samir:A Pabllo Vittar vem aqui, vai ver esse negócio aqui com MDF lascando.

Phelipe Cruz:Ela põe as maquiagenzinhas dela ali, ó.

Samir:Coloca um vidrinho, as maquiagenzinhas. A gente vai colocar um potinho, a gente vai colocar um potinho aqui com um negocinho de cheiro, cortar um apete, fazer um vasinho.

Phelipe Cruz:Um difusor de, sei lá, de lavanda.

Samir:Um difusor do Cebolinha. Mas é isso, gente. A pessoa já entrou com diarreia, corre. Já corre e caga, não tem nem o que fazer.

Phelipe Cruz:Vamos colocar para cá, para as pessoas verem que isso aqui é a nossa recepção. A gente vai pôr Vaga aberta no Wanda.

Samir:Vai ficar aqui, ó. A nossa Kayla, a Kayla que vai ficar aqui. A Meg Stalter vai ficar aqui sentadinha.

Phelipe Cruz:A Meg Stalter vai ficar aqui.

Samir:Incepcionando. A geladeira. Quando a gente montou o outro escritório, a gente foi montando e aí eu tinha essa geladeirinha que falava: "Vou levar pro Wanda, vai ficar." Agora não dá mais.

Phelipe Cruz:Iremos comprar uma grande, porque a gente quer, a gente vai ter bolo em toda gravação, então pra guardar essas coisas.

Samir:Entulho, aqui, ó, como vocês podem ver, muito bom. "Tem sempre em Túlio", porque quer dizer o quê? Quer dizer que é progress.

Phelipe Cruz:Sabe que já quebrou duas paredes, três.

Samir:Quebrei só na cabeçada, amor.

Phelipe Cruz:Só me quis quebrar, não foi ele que quebrou, né? Vamos deixar essa parte. E agora, tcharam! Nossos convidados!

Voz C:Olá, amor!

Phelipe Cruz:Henry e Gui são as pessoas que estão sofrendo nas nossas mãos.

Guilherme Ângelo:Estamos, estamos um pouco, mas mais por conta da obra do que por conta deles.

Phelipe Cruz:É verdade. A obra que faz sofrer, né?

Samir:Henry e Gui que fizeram o quê? O Vanda 10 Anos, aquele cenário maravilhoso foi o Vanda 10 Anos.

Guilherme Ângelo:Van da Clínica também.

Samir:Foi ele também. Uns queridos, cenário de uns queridos. O Renato também.

Phelipe Cruz:Muitos cenários da Dia TV eles fazem também. Não só cenários, né? Conta pra gente.

Guilherme Ângelo:Cara, eu comecei trabalhando na Dia TV. Então fazia a cenografia da Dia TV. A gente se conheceu inclusive, eu acho que lá.

Phelipe Cruz:Quando o... Você fez a bancada do Papel Pop News.

Guilherme Ângelo:A bancada do Papel Pop News. Depois eu saí da Dia TV e comecei a trabalhar com moda. Daí a gente começou com... Acho que foi o primeiro foi o cenário do... Vanda Clínica, lá que a gente estava até agora. Fizemos o teatro, fizemos a nave juntos, né? E agora o papel.

Phelipe Cruz:E faz isso, se eu quiser reformar a minha casa, o arquiteto, o quarto lindo foi eles que fizeram. Então, se você quiser uma casa nova linda, vamos pôr o arroba dos dois aqui para vocês chamarem eles, porque a gente só confiou de fazer isso aqui, foi, sabe, a gente vai quebrar mesmo parede. Se for o Henrique, tá beleza, porque eu não sei como eles conseguem entregar as coisas no prazo. E é isso que me ia deixar. E elas se viram e arrasam. Arrasam muito, velho.

Guilherme Ângelo:O grupo de WhatsApp é um sonho.

Phelipe Cruz:Mostra a cozinha pra gente então. A gente tá aqui no corredor, saímos do hall, vamos entrar na cozinha. Cozinha grandinha até, né, perto da outra.

Samir:É tipo, louco, olha o caos, galera.

Voz C:Agora pode dizer que temos uma cozinha, né?

Guilherme Ângelo:Sim, realmente. Mas esse é o ambiente que tá mais caótico ainda aqui, né, Gui? Porque ainda a gente tava acertando o piso ontem. Vai entrar geladeira, vai entrar, vai ter bancadinha pro Dantas conseguir comer aqui na copa durante o dia. Não só o Dantas, mas todo mundo. Mas a gente vai ter esse espacinho O que agora tá indo de contra da câmera.

Samir:Ótimo, é assim mesmo que faz. É assim mesmo. A planta, gente, a bendita da planta veio na mudança e ela já deu mal. Gente, não pode levar planta em mudança, tem que trazer alguém específico. Agora vai ter que colocar aqui um palitinho fincado e amarrar.

Guilherme Ângelo:Mas que agora numa sala com tanta janela elas vão sobreviver mais fácil.

Samir:Vamos cuidar, né?

Guilherme Ângelo:Aqui vai ter uma cortininha de vovó porque a gente afetivo.

Samir:Então a gente precisava pensar uma solução.

Phelipe Cruz:A gente até botou um fogão de gás também, né?

Guilherme Ângelo:Mesmo não tendo fogão, para ter a capinha também, né?

Samir:Só para explodir, para correr o risco de explodir.

Guilherme Ângelo:Exato, exato. E para ter a capinha que vai ter também na air fryer, a capinha de crochê.

Phelipe Cruz:A gente ficou contente com essa sala porque primeiro que ela é linda, vocês vão ver ainda. Essa aqui é a única parte que tá destruidinha um pouco, né?

Samir:Ah, mas já nivelou, né?

Phelipe Cruz:Porque o proprietário foi super legal. Eu não contei para vocês, né? Eu falando com o proprietário Porque a gente sofreu. A sala anterior a essa já tava tudo certo, o dono tava lá, recebeu o Henrique, mediram a sala inteira. Vou não ficar com essa mesa? Pode, pode ficar com essa mesa. De repente, no dia de— faltava ele assinar, e a gente vai assinar os projetos, inclusive. E aí o cara fala assim: não quero mais alugar, fui maltratado. A gente não sabe o que aconteceu.

Samir:2 dias antes de começar a pensar em mudar: ah, não quero mais.

Phelipe Cruz:Eu tava lá no Rio, na Shakira, porque eu tinha que trabalhar e eles iam fazer a mudança no final de semana, já tava tudo agendado, você não tem ideia, eu queria matar. Aí ela chamou essa aqui e o proprietário falou: deixa que eu vou falar com ele pessoalmente. Aí você não tem ideia, eu virei amigo dele.

Samir:O Filipão teve que ser simpático, gente.

Guilherme Ângelo:Daí ele parou de te tratar mal?

Samir:Imagina, eu falei: e aí, como você tá?

Phelipe Cruz:Não foi minha, ele não foi tratado mal por mim.

Samir:Não, não foi.

Phelipe Cruz:De forma alguma. Aí eu falei: olha, Felipe, eu prefiro falar por telefone para conhecer as pessoas. Ah, legal, eu tô com 74 anos. Ah, que bom, eu gosto muito de negociar, sou português. Então temos uma coisa em comum, esse tipo de papo.

Samir:E fomos lá e conseguimos negociar. Não me coloca, me coloca, sei lá, para fazer a obra, para acompanhar a obra, mas não me coloca para negociar, porque as pessoas falam assim: é tanto.

Phelipe Cruz:Falo: tá bom. Aí ele deixou a gente. Como vocês vão arrumar minha cozinha lá que tá feia? O primeiro lugar de graça. Beleza. E foi um dos primeiros benefícios. O segundo foi a luz que não tava aqui, né? Sim.

Voz C:Enel nos paga, né?

Samir:Não tinha o relógio, gente! Não tinha um relógio, teve que trazer— Alguém roubou ou levou o relógio quando mudou essa sala. Chegou lá e só tinha um buraco. O que é isso tão difícil aqui?

Guilherme Ângelo:É bom às vezes não botar o dedo... Ai ai!

Phelipe Cruz:Que que é essa luz?

Samir:Isso é do ar-condicionado, né?

Voz C:É de ar-condicionado.

Guilherme Ângelo:Ainda vai ficar bonito uma hora. A gente falando assim: "Essa sala super incrível!" E olha o que eles estão vendo é isso aqui, né?!

Phelipe Cruz:Fazemos uma nova tour quando tiver tudo bonito. Vai ter, se vocês quiserem ficar aqui vamos mostrar a sala inteira. A gente entra aqui. É melhor essa aqui primeiro ou essa?

Samir:Vamos para o fundo. Olha que janelão, galera!

Guilherme Ângelo:Olha esse tamanho!

Phelipe Cruz:Lindo!

Guilherme Ângelo:Aqui, ó. Apresenta o Bisnaga, que veio trabalhar com a gente hoje.

Phelipe Cruz:Olha que coisa mais fofa!

Guilherme Ângelo:Tá curioso?

Phelipe Cruz:Tá doentinho. Ele tá doentinho e veio com os pais aqui.

Guilherme Ângelo:Exato, exato. Dupla jornada.

Phelipe Cruz:Mas então, essa sala aqui era para ser a do Wanda. Samir chegou aqui e falou assim: "Não quero, fica com o papel pop aqui, vamos pôr o Wanda em outro lugar." Ó a obra, né, meu amor? Aí sofrem, né? O Lótus vai ver isso para você.

Samir:Não, meu filho, vai ser o mesmo quando a gente estiver gravando, que tiver um sol aqui, ó, eu falo: "Tá vendo?

Phelipe Cruz:Quero ver gravar com esse sol de contra aqui vindo daqui." Mas eu fiquei com a sala mais bonita que o papel pop ficou.

Guilherme Ângelo:Ficou. É, a nossa ideia inicial era que aqui fosse ou se o Wanda, se a gente criasse aqui esses dois cenários que a gente tá criando agora pro Wanda. Muito porque essa vista de Nova York que a gente tem aqui, pô, podia ser...

Samir:Cara, para de reclamar, onde você tá?

Guilherme Ângelo:Olha onde você tá. Mas ia ser muito legal a gente ter esse cenário mais vivo, que era essa proposta que a gente tava pensando, assim. Mas a gente tem um sol, né? E a gente veio aqui algumas vezes, a gente sabe que o sol, e ele pega bem na horaça que a gente pode gravar. Daí a gente decidiu trazer o Papo e o Pop pra cá.

Phelipe Cruz:O que você quer fazer, Dantas? Pode invadir, todo mundo sabe que é você que está filmando.

Guilherme Ângelo:Ele queria abrir a minha camiseta.

Samir:Aí, assédio, assédio. Está gravado, está em câmera, ele pôs a mão.

Phelipe Cruz:Qualquer coisa pega com a mão, Dantas.

Guilherme Ângelo:Não, se cair de novo me avisa. Mas esse era o rolê, assim, a gente trazer aqui para esse ambiente que tem essa cara um pouco mais as coisas acontecendo. Mas tivemos o sol e agora o papel pop, todo mundo da equipe do papel pop vai trabalhar feliz com uma vista super legal. E principalmente a fofoca que vai gerar das janelas aqui. Sim. Sabe que vai ter matéria sobre as janelas.

Samir:Será que tem algum vizinho que percebeu, que falou assim: "Olha a janela, tem uma pessoa lá na cama deitada." É verdade. "Olha a janela, toda aberta." E a gente com o microfone assim, ó, assim na janela deles. Olha o Tata se mandando pra baixo pra não pegar, morrendo de medo.

Phelipe Cruz:Mas é isso, vai ficar com duas mesas do Papel Pop aqui, essa mesa aqui é famosa do Vogue.

Samir:Vocês reconhecem essa estrutura? Não vão reconhecer.

Phelipe Cruz:Vocês não vão reconhecer porque vai ter outra cor.

Guilherme Ângelo:Vai.

Phelipe Cruz:E vai ficar aqui, vai ser um estudiozinho do Papel Pop aqui e trabalho o estúdio também. Talvez o logo do Papel Pop fique aqui ou ali.

Guilherme Ângelo:Decidiremos.

Voz C:Em votação ainda.

Phelipe Cruz:Essas paredes ficam azul, né?

Samir:Vai ficar, vai ficar.

Guilherme Ângelo:Essa paredona aqui fica azul.

Samir:Com estrutura assim, ó, de fetiche. Pra subir assim, ó.

Phelipe Cruz:Isso.

Guilherme Ângelo:Engraçado que outras piadas não podia fazer, né?

Samir:Aqui assim também, ó, os ingressos vão estar assim, ó. Ah, tu escolhe, gente. Uma coisa meio psiquiatra dolls aqui assim, ó.

Phelipe Cruz:Então vamos fazer.

Guilherme Ângelo:Work, work, work. Isso, a gente bateu.

Samir:Aqui tinha uma parede que a gente abriu para ter acesso.

Guilherme Ângelo:Exato, arrancamos aqui. E aqui fica a redação, redação mesmo, né? O mesão onde todo mundo trabalha vai ficar aqui no meio.

Samir:Sim. Onde todo mundo trabalha, onde eu vim.

Guilherme Ângelo:Onde todo mundo trabalha. Onde é grande aqui, uns 30 funcionários.

Phelipe Cruz:Não dá para ter gente espalhada pelo Brasil. Todo mundo em São Paulo agora porque as redações estão muito grandes.

Guilherme Ângelo:Exato, vamos ter que abrir vagas, vamos ter que abrir vagas. Inclusive no site do Papo é Pó, .com.br agora, o quiz do Pop já tá pronto.

Phelipe Cruz:Então vem ver a sala do Wanda, que aqui é bem grande. Vem, vem, vem! Aqui é onde vai gravar o Wanda. A gente não vai fazer uma tour durante todo o episódio, a gente vai sentar ali para conversar também, para fazer Mary e o Lottis, mas aqui fica o Wanda. Ali a gente já conta nessa edição, né? Porque a gente já falou que vai ter dois cenários, o Wanda. Ah, pode falar, pode falar. Um mini spoiler então.

Guilherme Ângelo:Sem muitas entregas.

Phelipe Cruz:Vai ter ali um sofazinho e poltronas porque o Wanda vai ter dois programas e um deles é...

Samir:O de apoiadores, né? Óbvio que vocês têm que... Vocês estão achando que isso aqui cai do céu?

Guilherme Ângelo:Eles falaram que só pagam a gente depois que os apoiadores pagarem.

Samir:Então a gente também... Se vocês não pagarem, eles também não vão receber. Então, por favor, continue pagando.

Phelipe Cruz:A gente vai explicar melhor no programa de estreia que é na próxima quarta. Porque eles dois vão fazer isso aqui tudo brilhar em uma semana. O Henrique e o Henrique são muito bons. Então, eu explico melhor. Mas vai ter um programa sofazinho, vai ser o Wanda Casa.

Guilherme Ângelo:Mas você do Wanda. Você que inventou isso. Encontro com Samira e Felipe.

Samir:É, e vai ser isso agora, assim. Vão ser dois cenários diferentes. Porque até então a gente gravava Apoiadores e o Wanda, o Wandaon. No mesmo cenário, na mesma mesa. E agora vai mudar. Agora o Wanda de Apoiadores vai ter o seu próprio cenário. E o Wanda da Quarta também vai ter o seu próprio cenário.

Phelipe Cruz:Porque quem é apoiador é de casa. Então vai ser uma coisa mais íntima. Mas entendeu, em casa é para vocês, meninas, é para vocês. E a mesa do Wanda oficial, que era aquela que vai ficar com papel pop, mudou. A gente vai mostrar agora.

Samir:Olha aqui, ó, aqui atrás, essa mesa azul redonda, nova mesa do Wanda. Porque isso, a gente quis uma proposta, fica comfy. A ideia é ser uma coisa meio conversando em casa, né? E então a gente pensou na mesa redonda porque as pessoas vão se ver melhor, porque hoje em dia uma coisa que a gente grava meio bancada de jornal, uns de um lado, uns do outro, e a gente vê que o convidado às vezes vira, sai do microfone, aí não consegue conversar. E aí, na mesa redonda, as pessoas vão poder ficar mais assim... Ninguém pode sair. É, vão ficar mais de frente e se interagindo. E ela vai ficar exatamente... Por aqui. Por aqui. Nessa região. Exatamente.

Guilherme Ângelo:Nessa região, sabe?

Phelipe Cruz:Isso, isso. Exato. E aí, se aquilo é cenário e aqui é a mesa redonda do Wanda oficial, Onde os Wandas ficam de plateia Wanda vai ser meio que aqui, né? Sim. Os sofás ou poltronas, a gente não sabe.

Guilherme Ângelo:Mudanças também. A gente vai ver onde fica depois os níveis da arquibancada aqui pra— Sim, que é o tablado assim, não. Mais de 2 mil pessoas, mas eu acho que— Auditório. É, o auditório.

Samir:O auditório Wanda.

Phelipe Cruz:Exato. Espaço tem, a gente não sabe se tem sofá e cadeira pra tudo, mas—

Samir:Vai tendo, gente, com o tempo, com o seu apoio.

Guilherme Ângelo:Exato. Mas você agora é o principal.

Samir:Fora o.cc/wanda ou apoia.se/podcastwanda. Vai ter bancada, é isso.

Phelipe Cruz:E a sala misteriosa, a gente vai mostrar ou não?

Samir:Ah, tem aqui, tem um quartinho misterioso. Backrooms, aqui é o backrooms. Aqui, gente, sabe o que vai rolar? 7 Minutes in Hell.

Phelipe Cruz:Aqui é o darkroom do Pabllo.

Guilherme Ângelo:Aqui vai ser dark, literalmente dark agora.

Samir:Você que é plateia, gostou de alguém que também é plateia? Por mais R$10, aí você pode usar por 10 minutos.

Phelipe Cruz:A gente conferiu o apoio antes, se for só R$10 não pode usar.

Samir:"Eu tenho que pagar mais." E aí você poderia ficar aqui. E quem sabe você vai nascer uma linda história de amor a partir do Dark Ronvanda.

Phelipe Cruz:Pode ser. Que merda.

Samir:É isso, gente.

Phelipe Cruz:O que a gente mostra mais? Acabou, né? Não tem mais nada pra mostrar e pra contar.

Samir:Eu acho que é isso.

Guilherme Ângelo:É isso mesmo.

Phelipe Cruz:Vamos sentar aqui agora, fazer um programa chato sentado. Mentira! Ai, eles que sentam aqui. Vocês não sabem o perrengue que tá sendo essa obra. Mas é isso.

Samir:Ai, poxa, eu tava gostando de me ver.

Guilherme Ângelo:A gente vai ficar direto olhando assim.

Phelipe Cruz:É, não pude antes, agora a gente se vira.

Samir:Poxa, galera, é foda, né? As minas hoje em dia não é mais como antigamente, assim, chegar na mina é complicado hoje em dia. Tem aquela na série...

Phelipe Cruz:É o programa de Westpil que a gente tá fazendo?

Guilherme Ângelo:Não, é o Papo de Segunda.

Phelipe Cruz:É o Papo de Segunda.

Samir:Conversa com Deus Pio.

Phelipe Cruz:Mas é isso, gente, as novidades estão vindo aí, tem mais que a gente vai guardar pro programa de estreia. Se tudo der certo, a gente tá gravando aqui bonitinho o programa de estreia. Vai dar certo.

Samir:Vai dar certo, se Deus quiser.

Phelipe Cruz:Vai dar certo, não tem porquê.

Samir:Tem a Pride, porque a gente tá gravando isso ontem. Porque hoje é quarta. Tem aí a Pride. Vamos estar aí tendo bastante orgulho pra segunda-feira.

Phelipe Cruz:O orgulho dos dois é você ficar aqui.

Guilherme Ângelo:Vai, vai, tá tudo bem.

Samir:A gente vai vir descolorido, sabe?

Guilherme Ângelo:Vai ser isso, vai ser bem legal.

Samir:Deixa umas preps assim, na obra, pros pedreiros assim. Fala assim: "Quer prep? Tá numa prep?" Tô com fome. E é isso, mas é isso, a nova fase. São 12 anos, né, galera?

Phelipe Cruz:Daqui a pouco. E é bom de fazer isso com os Wanders que já são de casa, que a gente pode fazer um programa assim. A gente pode colocar a obra no estúdio e falar: "Tamo em obra" e estrear depois, né? Não tem muito drama. E eles entendem.

Samir:Mas estou muito animado. São 12 anos de podcast. É o quê? Vamos tentar. Qual versão do estúdio teve primeiro? Olha, o Wander começou no colchão, né?

Guilherme Ângelo:Eu acho que começou no colchão.

Samir:Eu e Felipe deitados no colchão. Uma noite de amor, falamos assim: "Vamos fazer um podcast?" Começou no colchão.

Guilherme Ângelo:Na cama com o Felipão.

Samir:É, daí que veio o Felipão.

Phelipe Cruz:Essa história do colchão é mentira.

Samir:Não, é verdade.

Phelipe Cruz:Eu não lembro, a gente só gravou colchão quando foi pra sua casa.

Samir:Foi uma vez, não, foi uma vez só. Foi uma vez, uma única gravação.

Phelipe Cruz:Na sua casa que reverberava muito. Sim. A gente usou o colchão. Mas não teve colchão caindo em cima da Paula.

Guilherme Ângelo:Cara, eu sou Vander há pelo menos uns 8 anos, assim. Acho que eu ouço desde que tinha que entrar no site do Papel Pop pra ir lá no Google. E essa história do colchão existe na minha mente. Eu tenho uma imagem gravada que é—

Samir:Efeito Mandela, né?

Guilherme Ângelo:Não, o que quer dizer efeito Mandela?

Phelipe Cruz:Mandela ou mandala?

Samir:Não, é Mandela. Mandela, Mandela.

Guilherme Ângelo:Efeito Mandela.

Samir:É uma coisa de uma verdade que foi criada assim, coletiva, mas que não é verdade.

Guilherme Ângelo:Então, mas na minha cabeça existe assim, um espaço pequeno, um colchão e a Pabllo. Essas três coisas estão juntas nessa imagem mental.

Samir:Existe o espaço pequeno, mas era uma bancadinha, era um negocinho de pôr o computador, uma mini mesinha. E ela ficava do lado, que não tinha como pôr as pernas. Então ela gravou de lado assim, ó. Esses bichos esprimidinhos.

Phelipe Cruz:Essa mesa que o Dantas tá gravando, basicamente era a mesa que a gente jogava, todo mundo, inclusive o Dantas.

Samir:Era nessa mesa que a gente gravava lá na...

Phelipe Cruz:Mas era um tamanho igual a esse. Lembra? Que era uma mesa cinza, desse mesmo jeito. A gente se dividia numa mesinha dessa, os joelhos se encostando. A Pabllo gravou numa mesinha dessa junto com a gente.

Guilherme Ângelo:Eu lembro da Carol Conká. Ela que era muito alta, uma coisa assim.

Phelipe Cruz:Mas esse não teve.

Samir:Carol Concago, Laura Groove, tem só stories. Carol Concago, Laura Groove e a Drica. Eu e você e a Marina.

Phelipe Cruz:Ele foi desesperado.

Samir:E tinha plateia, e tinha plateia, Wanda. Então a plateia toda na parede assim ainda.

Phelipe Cruz:Não deu conta, tava calor pra caralho.

Samir:O vidro embaçando.

Phelipe Cruz:Parecia uma sauna, porque o vidro começou a embaçar, tava muito quente. Aquela sala era metade dessa daqui que a gente tá. 20 pessoas lá, cada talento trouxe 5 professores, a gente correndo lá pegar. E eu vi assim a Gloria Groove com suor assim descendo na testa, a Carol Conká com bucho suado. Eu pensei, meu Deus, que vergonha!

Samir:Carol Conká tava de luva, eu lembro ainda, tava de luva. Mas o primeiro Wanda foi o da Matias Aires, na sua casa.

Phelipe Cruz:Com vídeo?

Samir:Não, primeiro Wanda ever, de todos os tempos.

Phelipe Cruz:Primeiro Wanda foi na minha casa da Matias Aires.

Samir:Que uma mesa redonda, aí ó, tamo voltando Olha que reboot legal! É uma mesa fetiche, é mesa redonda de novo.

Guilherme Ângelo:Reboot legal!

Samir:Mas era um Yeti no meio da mesa só assim, ó, era um microfone que captava todo mundo assim. E a gente dali foi, a gente gravou umas duas edições na minha casa só, aí dali já foi para Augusta. Verdade, foi o da Augusta ou foi para Alice Makuko Alves? Qual que você que sabe? Você que alugou?

Phelipe Cruz:Foi Alice Makuko Alves. Alice Makuko primeiro, que era a casa que o Felipe resolveu morar no papel Meu Deus do céu! Eu falei assim: olha, tem uma casa grande o suficiente. Era uma casa muito... Aquelas casas grandes do lado de lá. Pra família que tem 3 filhos e cachorro. Tinha quintal, tinha um monte de coisa.

Samir:É onde a gente gravou.

Phelipe Cruz:Esse quarto lá no fundo, eu fico aqui. Ninguém precisa saber que eu tô morando aqui. Essa outra sala aqui do lado pode ser uma sala de reunião. E foi. E esse aqui é um estúdio. Dá pra fazer muita coisa. E o Pow Pow Pow fica lá embaixo gigante, com o Wanda também. A gente gravava lá e Pow Pow Pow era lá. "Mas eu esqueci que eu ia morar lá, eu acho." Aliás, foi depois do término, por isso que é o surto. 11 anos com a pessoa, eu falei: "Quer saber?" Vuf, papel pop, mergulhei dentro do papel pop e fiz o papel pop secar, tudo junto, coisa mais doida. E eu lembro de uma semana que eu fiquei doente e eu precisava dormir. E 8:30 o Dante estava chegando, o pessoal estava chegando da redação e eu não podia ficar em cima dormindo. O pessoal ouvindo o chuveiro sendo ligado. Ouvindo assim, ó: Aqui é Laranjete, assim, ó. E eu lá tomando banho.

Samir:Felipe descendo de toalha, assim, ó. Pessoal, tô muito caríssima hoje, tá? Tô mal.

Phelipe Cruz:Aí nesse dia, quando eu ficava mal e doente, eu precisava dormir por algum outro motivo, eu alugava Airbnb aqui perto e vinha pra cá.

Samir:Mas tendo casa, né?

Phelipe Cruz:Condições. Aí eu falei: "Não, parou aí." Aí a gente foi pro Augusta.

Samir:Aí foi o da Augusta, que é esse que foi o da Karol Conká. Eu acho que esse foi o Wanda mais... Icônicos assim de caótico. Foi. Essas foram as maiores histórias.

Phelipe Cruz:O show de 8 anos que a gente fazia, 7 anos que a gente fazia, que juntava 15 pessoas, eram 9 horas de programa quase, sabe?

Samir:Sim, e com plateia vândala, um monte de gente futucada assim.

Phelipe Cruz:A ideia desse reboot voltar a ser isso, tá? Já vou avisando, a plateia vândala, a plateia dantas, tá voltando. Então é isso, vai ser tudo.

Samir:Aí de lá foi a pandemia, depois de lá foi a pandemia, né?

Phelipe Cruz:Foi pandemia. E a pandemia era aquela, né? Ah, só 3 meses, segura aí, Tipo, foi: "Vamos segurar, não tem problema se alugar 3 meses, 1 ano, 2..." Mas salvou, assim, eu ouvi durante a pandemia, assim, era o momentinho ali do respirar. Eu não sei quem tava salvando quem, se era vocês ou a gente.

Guilherme Ângelo:Mas assim, existia um clima, sabe? Eu que ouvia, estava num climão. E dava pra ver que vocês estavam num clima do tipo: "Cara, é isso que tá rolando." E a gente nunca tinha gravado remoto, a gente não era acostumado a gravar remoto. Não, a gente não sabia entrar no Zoom antes da pandemia. Até hoje a gente detesta gravar remoto. E ainda não sabem entrar no Zoom até hoje, né? Mas era... Sei lá, o Wanda me ajudou em muitos momentos. Do tipo, quando eu comecei a ouvir o Wanda, eu tava num dos...

Phelipe Cruz:Muita gente começou a ouvir na pandemia também, tá?

Guilherme Ângelo:É, eu comecei muito antes, eu comecei em 2018, assim. E foi no momento que, tipo, cara, ouvir a musiquinha do início, que a gente ainda vai descobrir quem que canta, era o momento do tipo que dava o start da felicidade do meu dia, assim. Tipo, então acho que é isso. Na pandemia teve esse rolê do tipo, cara, vamos rir aqui por um tempo. 40 minutos e depois a gente respira.

Phelipe Cruz:Eu não tinha a mínima condição de estar gravando.

Guilherme Ângelo:Eu posso imaginar.

Phelipe Cruz:Tanto que em alguns WANDAs eu surto mesmo durante a pandemia, lembra?

Samir:Eu não lembro de um mês atrás de WANDA.

Phelipe Cruz:Eu lembro com vergonha. Eu não aguento mais. Eu ficava revoltado mesmo. Eu gravei uns WANDAs bem revoltado e falando coisas que hoje em dia eu não quero mais. Eu não falaria, sabe? Eu lembro disso.

Samir:Eu tava organizando a lista de convidados, a gente tem uma planilha lá que tem todo mundo que já participou no WANDA de todos os episódios. Episódios, eu deixo lá registrado. Eu tava mexendo nela essa semana. E aí, vi um monte de gente, eu falei assim: "Quem é essa pessoa?" Um monte de gente que gravou com a gente na pandemia. E aí, a gente não lembra muito esses programas. Por exemplo, tava vendo lá, a Bela Reis já gravou várias vezes com a gente.

Phelipe Cruz:Nunca pessoal, nunca pessoalmente.

Samir:É que a gente só não volta há 10 anos, ela tava lá. Mas as outras vezes foram remotas, então a gente não tinha muito esse registro. Gabi Amarantos veio também.

Phelipe Cruz:Fabiola Nascimento.

Samir:Fabiola foi remota.

Phelipe Cruz:Remoto, não foi nada. Júpiter do Bairro, remoto. Lineker, não teve Lineker?

Samir:Não, Lineker foi agora, foi no Wanda Recente agora, ano passado, retrasado. Não, mas a primeira vez dela não foi a primeira vez, aquela foi a primeira.

Phelipe Cruz:Ai, porque durante a pandemia faz um grande blur mesmo. Eu entrevistei a Júpiter do Bairro, não, entrevistei a Lineker por causa daquela série dela no Prime Video, foi no dia 30.

Samir:Ah, no mês de setembro.

Phelipe Cruz:Então foi Zoom também, então eu fico confundindo as coisas.

Samir:Aí depois vamos para o estúdio pós-pandemia e falam: não, agora a gente vai ter o nosso estúdio, que foi onde estava o Buracão do Pop. E agora começa a era do Papanda.

Guilherme Ângelo:Agora vai ficar Papanda, tá? Eu já sou, eu já sou. A gente vai, a gente pode fazer uma pintura na banda.

Samir:Um pontinho assim, ó, com microfone assim.

Phelipe Cruz:Podia ser Vanda Pop, mas é Papanda maior. Tô indo para o Papanda. Papel Van Damme é péssimo.

Samir:É, papel Van Damme é muito institucional. Exato.

Phelipe Cruz:E é isso, ainda bem que a gente está com vocês. A gente confia muito e gosta muito do bom gosto. Vocês não xingam a gente muito. Porque montaram um projeto bonitinho, chegou Samira: "E se a gente mudar, fizer isso, isso, isso?" Jogar para o lado de lá. Eu mataria, gente, se fosse vocês.

Samir:Mas eu fui legal.

Guilherme Ângelo:O Gui tem paciência.

Samir:Eu falei: "Não, não vou fazer projeto não." Ele falou: "Não? Então vou refazer o projeto." Não precisa, só muda.

Phelipe Cruz:Só se você precisa muito refazer, né?

Voz C:Não, não precisa.

Samir:Vai chegar aqui, vai botar as coisas assim, vamos sentindo, galera. É o que eu tô falando. É o vamos sentindo.

Guilherme Ângelo:Não, mas sempre foi muito legal também a gente, quando fez os outros assim, eu acho que foi muito legal trabalhar junto porque é legal que a gente, eu e o Gui sempre tentamos pensar os cenários que a gente faz e sempre com vocês foi assim, com os meninos do Me Conte que a gente também fez o cenário.

Samir:Ah, o Me Conte também, verdade.

Guilherme Ângelo:A gente fez os teatros do Me Conte e os cenários que eles estão hoje e o antigo também. Também. A gente fez o cenário do Diva, né, o cenário que o Diva Depressão grava hoje, os vídeos e tudo mais.

Samir:Verdade, da casa deles, os frames e tal.

Guilherme Ângelo:Exato, exato, fizemos aquele cenário. Quem mais que a gente fez? Tem pessoas do pop. É, exato, pessoas do pop.

Phelipe Cruz:Do pop, tá, que os criadores do pop.

Samir:Pode falar, mano, pode matar. O cenário onde André Suraki grava os OnlyFans dele.

Guilherme Ângelo:Exato, o mercadinho da André Suraki também.

Samir:O Mercado Uraco, as gôndolas pensaram.

Guilherme Ângelo:Mas o Gui é arquiteto, eu sou bacharel em moda, mas eu fiz design de interiores e trabalhei já com arquitetura. Então a gente, e por ter trabalhado com cenografia, a gente começou a acabar trabalhando junto. Tem suas vantagens e desvantagens de trabalhar junto com o marido. Mas acho que é muito legal assim, daí o Gui vai muito mais para essa parte de arquitetura da obra. Ele fez, por exemplo, também o apartamento da Gabi Fernandes agora recentemente.

Phelipe Cruz:A Gabi tem que voltar no Wanda, adoro a Gabi também.

Samir:Tem que voltar.

Voz C:Ela tem que estrear aqui o novo cenário.

Guilherme Ângelo:Tem que sentar aqui nessa nova bancada. E enfim, a gente sempre trabalha com todas essas cenografias, com todos esses podcasts de teatro, muito pensando também em como funciona, como vai funcionar o programa. Então a gente também às vezes traz "Ah, cara, para os meninos do Me Conte no teatro, tá, e se a gente fizer uma recepção de..." Ai, que foi muito legal! Uma recepção, como se fosse uma recepção de uma empresa, daí o número de abertura pode ser, então talvez alguém fazendo uma peça, coisa da secretária, e vocês vão dando corda para a gente também, e daí a gente vai pensando junto assim. E acho que aqui foi nisso, todas as vezes do Wanda foi isso, e daí acaba não sendo... Fazemos 300 vezes o projeto, "Sim, é um relógio de Enel que tem que sair correndo? Sim, mas também a gente está fazendo coisas que a gente consome, que a gente gosta." Então acho que isso deixa...

Voz C:Está dentro do nosso mundo, assim.

Samir:É responsabilidade. Depois vai ficar assistindo e fala assim: "Ai, droga, aquele ali eu devia ter feito assim, ó." A gente fica pensando. A gente fica olhando assim e pensando.

Guilherme Ângelo:Toda vez que o Dantas bota a câmera um pouquinho para um lado e aparece uma coisa, a gente fica assim: "Ai, Dantas, pelo amor de Deus!" "Não, Dantas, está vazando ali, ó.

Samir:Está vazando fio ali, Dantas." Exatamente, exatamente.

Phelipe Cruz:Mas eu gosto de trabalhar com vocês porque é fácil, e é prático, e é rápido, e é de bom gosto. É tudo que eu preciso. E a gente não tem muito, a gente tem tanto. O que dá pra fazer com isso?

Samir:Tem isso.

Phelipe Cruz:Tem isso. Os garotos são bons por isso também, né?

Guilherme Ângelo:Tem 3 caixas, um Wanda, uma coisa...

Samir:É, vai, faz o cenário da mudança. O que tem? Nada, zero reais. É uma caixa, fita, tijolo, papel bolha. Um chapéu lá, um capacete.

Phelipe Cruz:O que que da minha casa pode ser usado para baratear?

Guilherme Ângelo:A gente vai lá, pega uma caixa de coisas da casa do Felipe e levamos.

Samir:Mas eu tô muito empolgado com essa fase, porque acho que vai ser muito gostoso gravar agora, porque a ideia era essa, ficar assim, ó, ai, aconchegante, todo mundo numa mesa conversando.

Phelipe Cruz:E um silêncio aqui. E lá também, lá tem mais barulho que aqui. Olha que é Vila Madalena, no meio do morro, ainda tem. Mas aqui eu tô chocado, porque aqui é muito bonito.

Samir:Espero que caia bem da luz.

Phelipe Cruz:Eu tô a 10 minutos da minha casa, eu venho andando no trabalho. Dantas tá 15 ou 16 20 minutos, tá todo mundo mais... Samir também, mesma coisa.

Samir:Os últimos vêm andando.

Phelipe Cruz:Mas é uma delícia, a gente vai viver aqui.

Samir:Sim, vim trabalhar aqui, sentar assim, ó, nascendo roteiro. Roteiro, cena 1, nascendo mais um roteiro. Gênero? Gênero comédia, comédia. Gênero comédia.

Phelipe Cruz:A gente tá empolgado com a cozinha também, de fazer coisas lá. Cozinha grandinha. Fazer um cafezinho aqui, fazer fofoca.

Guilherme Ângelo:Vai ter catering pra plateia?

Phelipe Cruz:Vai ter catering.

Samir:Vai ter catering, galera.

Guilherme Ângelo:Prometi aqui, gente.

Phelipe Cruz:A gente vai ver o quanto eles apoiam, e aí dependendo tem suco de laranja ou não.

Guilherme Ângelo:Ou só água, igual em avião, agora é só água.

Voz C:Exato.

Samir:Pode ter ou não, mas vai ser isso, né? Acho que é isso, né? A gente voltar meio que essa coisa das origens do Wanda mesmo, né? De a plateia gravar numa mesa redonda, baguncinha, dando risada em galera. Acho que vai, esse programa da quarta vocês vão ver que a gente vai dar umas, a gente conta um pouco assim, né? Mudar. É, vai mudar o da quarta.

Phelipe Cruz:Já tá tendo mudança, não tem como continuar o mesmo que já muda. Claro que não vai mudar totalmente porque continua eu e Samir, a gente não consegue ser pessoas diferentes e fazer um programa tão diferente quanto. Os assuntos vão ser o mesmo, mas vamos ter mudanças. Vocês vão ver na quarta-feira, programa de estreia, os dois convidados que estão com a gente mudou umas 10 vezes. Sim, porque a mudança mudava. Então a gente perdia agenda de gente que a gente queria e não dava. E aí queríamos trazer gente e não dava porque tinha que ser, ter uma data de estreia fixa. Eu falei, vamos, calma, vamos fazer a obra no Wanda atualmente lá. Então você viu a Carol Pinheiro, a máquina, último programa com caixa e tudo lá atrás. E a gente faz com calma. Então, e vamos decidir o convidado, vamos. Ai, ótimo, vamos falar os dois. Aí atrasamos um pouco, outro não podia, foi, putz. Aí Estamos felizes muito com a estreia, com essa nova estreia, e eu tô animado para fazer o programa.

Samir:E vai mudar tudo, ó, tem vinheta nova, a música foi remixada, mudou muito, Luciano. É verdade. É, agora é um batidão aqui, é um tecnozão. O engraçado é que vai mudar as artes.

Phelipe Cruz:Quem fez o remix da faixa foi o Lilo, que quem acompanha a Maricris amiga conhece o namorado dela, que é DJ, produtor de áudio e tudo. E ele fez, eu dei o briefing para ele, é, pode mudar bem, trazer um grave, um batidão, blá blá blá. E a primeira versão, meu Deus, você tem a primeira versão? Será que a gente passa um dia?

Samir:Eu quero ouvir, eu não vi, né?

Phelipe Cruz:Mandou a primeira versão, eu falei assim, os mandei, matam a gente, eu acho, porque isso aqui é mudar muito, vocal mudou da faixa. Então assim, ele deu um tapa muito legal na música, que já é uma mudança legal, que representa até a mudança do hotel.

Samir:A gente pode usar para apoiadores essa versão.

Guilherme Ângelo:Quer conhecer? Quer conhecer essa versão proibidora?

Phelipe Cruz:Ficou engraçado, mas ficou muito diferente. Ali ele falou: não pode mexer no sagrado. Tá 10 anos essa vinheta desse jeito, a gente já vai mudar, já vai ter gente que vai estranhar. Então ela tá curtinha, tem 10 segundos. E agora a gente vai ter vinheta também, né?

Samir:Ah, de abertura, porque até então é só logo que aparece.

Phelipe Cruz:Vamos ter vinheta de abertura.

Samir:Agora vem vinheta que gira, não sei o quê, pisca.

Guilherme Ângelo:Não tiver as fotos de vocês tal qual Fátima Bernardes.

Phelipe Cruz:Olha, não vou dizer como é que tá, mas a gente aparece. Aparece eu e Samir na vinheta. Não vai cair isso.

Samir:3 frames assim, ó.

Phelipe Cruz:Mas tem. O Dantas já viu? Você já viu, Dantas, a vinheta nova? O Dantas tá no grupo.

Samir:Ah, sim, é aqui da Luana lá.

Phelipe Cruz:Olha lá, a Luana fez a vinheta do Papel Pop News. Tem alguma outra também, acho que de Uns Queridos ela também fez. Fez. Então a gente gosta muito dela. Ela falou assim: olha, tem o preço para vocês e tem um preço para as corporações.

Samir:Eu falei: que óbvio, né?

Guilherme Ângelo:Agora com essa sala, que é uma grande corporação, vocês são meio—

Samir:chega lá, Unilever, chega lá, Unilever, o tamanho dessa sala, tipo, eleve, dá uma facada. E a gente tem que ser coisa. Mas aí vai ter que mais mudar as artes, as thumbs, vai ter mais cortes diferentes no YouTube também agora, os programas.

Phelipe Cruz:O Dantas lá gritando: "Nossa, a gente tá muito bom!" Você não tinha visto ainda?

Guilherme Ângelo:Eu não tinha visto.

Samir:O reaction tá super legal.

Phelipe Cruz:Ótimo, gostei. Vamos fazer lotos?

Samir:Vamos.

Phelipe Cruz:Vamos fazer lotos no Wanda? Que lotos que eu posso dar? Tô pensando. Qual que é o seu loto? Começa então.

Samir:Meu loto vai para Euphoria como um todo, a terceira temporada. Euphoria, Euphoria, como um todo. Gente, graças a Deus, assim, Ai, graças a Deus que acabou, porque eu já tava comprometido. Agora assistir as duas, não tem que assistir o terceiro por vocês, né, meninas, para comentar. Mas aí foi pesado.

Phelipe Cruz:Nossa, teve personagem principal morrendo, não teve? Não precisa falar qual.

Samir:Não é um spoiler. Não, tem personagens que morrem, tem personagens que morrem.

Phelipe Cruz:É um spoiler?

Samir:É, tem personagens que morrem. Personagens. É babado. Teve uma morte muito engraçada, sei lá, por aí ao longo da temporada. Mas, ai, gente, nossa, uma coisa que me incomodou muito é que você tem o Jacob. Quando eles começaram a série, eles até postaram umas fotos deles, parecia que tinham 12 anos, e não tem tanto tempo assim. Mas aí, Hollywood faz isso. O pessoal agora, Zendaya, Jacob Elordi, o povo é muito grande. Então dá para ver claramente essa temporada que o povo não tinha agenda. Então tem alguns personagens que só aparecem em um cenário, tipo a Jules, a Hunter Schafer. Ela só aparece em um cenário, que é no apartamento dela pintando. Então todas as cenas dela com a Rue, com o boyzinho dela lá, ela não pegou tanto. Mas mesmo assim ela é uma diária cara, mas é porque ela interage com a Zendaya. Então a Zendaya, para gravar todas as cenas da Rue com a Jules, deu para ver que eles blocaram assim uma tarde, porque todas as interações é no apartamento. Então as duas só conversam lá no apartamento. Então vai no apartamento, a Rue anda, quando ela precisa conversar com a Jules, ela tá no apartamento.

Phelipe Cruz:Essa temporada tava ruim já no primeiro episódio.

Voz C:Tava.

Phelipe Cruz:O primeiro episódio, falei: isso é uma merda, não vou ver não.

Samir:O Jacob Elordi não interagiu com nenhum personagem da temporada inteira. Ele até o terceiro episódio 3, ele, né, casa lá com a Cassie lá, tem o separamento. E depois ela vai viver a vida do OnlyFans e ele fica sozinho na casa. E os personagens ficam falando por telefone, sabe? Você vê que não tem diária para gravar junto, aí fica resolvendo tudo por telefone.

Phelipe Cruz:Foi um meme no Twitter com a foto do Jacob Elordi no informe. Merda, não, ainda daria tudo para ver a rola desse homem. Não foi ainda agora.

Samir:Se tinha uma série para entregar a rola do Jacob Elordi, era essa.

Phelipe Cruz:Eu amei ver aquilo.

Samir:Mas era isso, meu loto.

Phelipe Cruz:Aí o Sam Levinson avisou, o criador da série, que não vai ter mais Euphoria, essa última e final temporada. Infelizmente vai ter outras coisas do Sam Levinson.

Samir:Ah, vai ter?

Phelipe Cruz:É, porque podia acabar o Sam Levinson também. Podia. Assim como Euphoria, mas não tem. Porque eu já falei isso no programa Apoiadores, né? A única coisa boa que ele fez foi The Idol.

Samir:Nossa, incrível, maravilhoso.

Guilherme Ângelo:Se esse tá no top, é—

Samir:merda.

Phelipe Cruz:Mas era isso, o meu Lotus é para a gente conseguir uma internet aqui. A gente tem duas internets, vocês viram que às vezes é drama, né? A gente não tem um link satélite. Vamos ver quanto custa, né?

Guilherme Ângelo:Porque eu acho que o Gui consegue ver isso.

Samir:Será mesmo?

Phelipe Cruz:Tem, não tem? Eu acho que tem.

Samir:Você paga o Starlink da Tesla, não é isso? Vai dar dinheiro pelo Musk.

Phelipe Cruz:Porque cai a luz, cai internet, a gente deixou de fazer ao vivo porque onde a gente tava também a árvore batia em fio, ficávamos sem luz. E o desespero que dá, você presta a fazer ao vivo e não ter luz, é um inferno. Então a gente tem duas internets por isso, uma não tá funcionando, tem a outra. Eu caí na besteira de pôr no nosso CNPJ, e ninguém atende, viu, empresas, para mudar o endereço é praticamente impossível. Eu falei, quer saber, eu vou lá na loja, resolvo. A loja, não, só atendemos pessoa física, não tem jurídica. Então assim, que que eu faço com isso?

Guilherme Ângelo:Resolve.

Phelipe Cruz:Aí eu tô assinando uma nova com o meu CPF e tentando cancelar o CNPJ da outra, porque também é muito difícil, porque não é qualquer pessoa que cancela. Tá na Anatel, fiz a reclamação, aí eles trabalham direito, aí dá um jeito. Fiz porque não deu, foi resolver ontem de intermissão.

Guilherme Ângelo:Acho que um lote que eu posso trazer mesclando o meu, o meu não vai ser sempre vocês, dessa vez, mas mesclando também o que eu trabalho com moda, com mundinho pop, é o Diablos Prada, o último filme. Não sei o que vocês acharam deles, não sei se vocês já comentaram sobre, mas é um relógio porque é um filme tipo, é um classicão, eu acho que tem muita nostalgia ali, mas o que eu achei que eles forçaram o ponto, eu saí me sentindo um pouco enganado assim do cinema, é toda hora eu via eles martelando na minha cabeça, você vai "vai lembrar nostalgicamente disso". E tinha uma ref do filme anterior a cada 5 minutos. Ah, tipo uma sua... Eu achei que eles martelaram na cabeça assim: "Você vai chorar de emoção porque você vai lembrar de quando você era um garotinho que gostava desse filme".

Samir:E daí, tipo, sempre tinha... Vai aparecer o suéter azul, o Elon de suéter azul.

Guilherme Ângelo:E toda hora era a trilha que no final, que tava lá atrás, ou era um cenário que já tinha passado. Eu me senti meio tipo: "Calma, produção. Calma, diretor". Eu já gosto desse filme, já é nostálgico pra mim, assim. Apesar de eu ter gostado muito do filme, no sentido de ele se atualizou e tal. Acho que ele representa bem o que a indústria da moda hoje tá passando. Mas eu saí de lá assim... Ai, tinha alguém me forçando a sentir sentimentos. Que eu poderia ter sentido na fuga.

Samir:Foi controlado, foi manipulado.

Guilherme Ângelo:Fui manipulado, acho que foi meio que isso.

Samir:Quando chegar no streaming, gente, eu comentei isso com umas pessoas quando saiu. E assistam. Repara o tanto que o filme é ágil. Azul, tudo no filme. Achei isso de uma preguiça. Mas repara como é que tudo que tem no filme, o cenário, tudo é azul.

Phelipe Cruz:E aí, diz fotografias, tá falando a fotografia mesmo, set design e a fotografia.

Samir:Não sei se talvez pelo color grade que eles queriam fazer, o azul ia ficar bonito, ou ia ser uma referência ao tal do Cerúlea. Mas repara que qualquer— se tem assim um vaso de flor, um móvel, um sofá, é tudo tudo azul. E aí eu comecei a reparar isso no filme. E aí eu falei assim, fui assistir com Pedro, falei assim: Pedro, repara que tudo no filme é azul. E a gente conseguiu não conseguir mais prestar atenção no filme, porque virou um jogo, porque tudo era azul. Apareceu helicóptero, é azul. O sofá é azul. A mesa é azul. A hora que a Anne Hathaway vai no final, que ela fica no hotel, que elas viajam para Roma, não sei, gente, o quarto inteiro, o tapete, a coxa, as cortinas, a mesa, é tudo azul. Eu fiquei assim: "Gente, por que tem tanto azul nesse filme?" Aí o vermelho aparece uma hora num tapete vermelho.

Guilherme Ângelo:No vestidão lá dentro.

Samir:No vestidão, no final. Ele entra muito pontualmente, assim. Eu não sei se é pro vermelho destacar quando ele aparece. Mas reparem o tanto... A Anne Hathaway tá com um vestido de paite azul. A não sei o quê azul. Reparem o tanto que tem azul nesse filme.

Phelipe Cruz:Eu não reparei nisso, não. Não me pegou.

Guilherme Ângelo:Eu vou ter que reassistir, pensando nisso agora.

Samir:Eu tô fazendo um curso de color grade agora. Aí eu fico reparando. Repararam na cor das coisas?

Voz C:Presta atenção nisso, especificamente.

Phelipe Cruz:É, eu só reparei nas coisas que eu não gostei da Miranda ficar muito fofa e querida. E "Ah, ela tá sofrendo agora, ela tá humilde".

Guilherme Ângelo:Não combina, ela tem que ser o diabo, né?

Phelipe Cruz:É legal ter medo dela, é legal ela ser fofa.

Guilherme Ângelo:O filme é sobre ela sendo daquele jeito, que é uma representação da indústria da moda bem fiel. E assim, não acho que também, né, o mundo da moda todo mudou e virou bonzinho e tem uma Gen Z do seu lado dizendo: "Ai, você não pode falar isso". Fala coisas gordofóbicas, sabe? Do tipo, sim, que é—

Phelipe Cruz:Rex fez isso melhor.

Guilherme Ângelo:É, eu acho que teve uma forçação de uma barra ali, mas eu entendo que também é popzão, né? Tipo, é mainstream e tal. Mas aí eu acho que me deixou me sentindo um pouquinho enganada.

Phelipe Cruz:Que você sentiu, eu também senti. E também, vamos repetir o que a gente fez no primeiro, que foi um sucesso, a gente faz nesse. Então ela terminou com aquele boy lá, agora precisa ter um boy novo. É aquele, nossa, que ele precisa namorar do 'Não precisa.' E ela dispensa ele numa discussão muito boba. Às vezes a Anne Hathaway age como se fosse estagiária de Engie mesmo, porque ela não entende o mercado, que ele muda mesmo. Porque ela vai explicar para o cara: 'Poxa, tá acontecendo isso lá, não sei onde, não sei o quê.' Ele fala: 'Ué, assim como eu tô fazendo um retrofit aqui do prédio, o mercado precisa adaptar lá.' 'Ah, você não liga os meus problemas.' E termina com ele, vai embora. Eu falei: 'Por causa do—' Gente, se ela escutasse o cara, talvez Entender isso um pouco do que tá acontecendo. Ela terminou com um cara, depois, e é feio, vamos combinar, não é nada demais. Ah, obrigado, obrigado. Pegava assim, pegava de boa. Mas é isso, meu lote já falei, né?

Voz C:Já tem algum que você quer reclamar? O meu iria para Enel, que atrasou esta obra. Essa obra saiu atrasada, é culpa da Enel e seu relógio desaparecido. Eu fui lá, né?

Phelipe Cruz:Sim, um dos meus lotes é esse também. Fui parar lá em Santana na Enel para pedir urgência no negócio. Sim, já tá aqui com pedido de urgência, você tem até 5 dias, mas vai antes.

Voz C:Não, os 5 dias eles usaram, vieram no último, vieram no último, no último momento, e levaram o relógio.

Phelipe Cruz:Não, e pior foi, a gente perdeu 2 semanas quase, né? Sim, a gente passou 2 semanas. A luz já tá ligada. Beleza, cadê a luz? Não tem luz. Aí, como é que eles, a Enel, vem aqui e fala que a luz tá ligada? Vamos lá, não tinha relógio medidor.

Voz C:Não, isso daí Aí foi—

Samir:Não, e assim, ó, você liga, eles falam: "Resolve no site." Você entra no site, tá caído. Acho que é uma das piores empresas que você pode usar. O site não tá funcionando, não sei o quê. Fala pra resolver no WhatsApp. Aí eu fui resolver um negócio no WhatsApp. Aí eu fiquei, sério, 2 horas e meia esperando no WhatsApp, assim, com o celular aberto do lado. Aí eu saí pra ir tomar um café, sabe assim? Já era umas 5:30 da tarde. Aí quando eu voltei, a mulher tinha entrado e saído.

Voz C:Sim, porque eles têm que responder em 2 minutos.

Samir:É, você tem que responder em 2 minutos. Que ela quer. Exatamente, ela tentou, você tem que ficar assim, ó. Exato. Esperando aparecer a mensagem.

Phelipe Cruz:Ai, que ódio. Era eu resolvendo o problema dessa sala, você me resolvendo o problema da outra sala. Que a gente não vai contar o que aconteceu. Quando vocês estiverem pagando R$500 cada um, aí a gente conta.

Samir:Aí vale. Quando a gente bater 1 milhão de apoio, a gente conta.

Phelipe Cruz:Inferno, gente. As coisas que a gente passa sem necessidade.

Samir:Mas é isso.

Voz C:Olha, desde que começamos esse projeto, passamos por momentos.

Samir:Nossa, esse projeto era pra ser uma coisa tão simples.

Phelipe Cruz:A gente se humilhou muito pro proprietário, não foi?

Samir:A gente se humilhou muito. Sim, quando ele falou que ele ia cancelar.

Phelipe Cruz:"Não, vocês vão me atrapalhar, não, moço, pelo amor de Deus, aluga pra gente." "Não, por favor, manda o áudio." Aí mandou o áudio fofo.

Samir:"Você manda pra ele, fala que a gente é legal, a gente é gays legais." "A gente vai cuidar da sala, a gente vai fazer melhoria." Eu assim, será que eu pergunto se ela tá sendo homofóbica?

Phelipe Cruz:Porque talvez ele se sinta uma ameaça.

Samir:Moço, o Junho tá chegando. A escrita dessa cartaz. Alugado, né? Se você me não alugar, será que é homofobia? Vou te processar por homofobia.

Phelipe Cruz:Será que não gostou da gente? Porque quando conheceu a gente, decidiu parar de alugar.

Samir:Se fosse uma loja do Palmeiras, estoque da loja do Palmeiras, você tá aí.

Voz C:Mas foi uma boa troca de sala.

Guilherme Ângelo:Foi traumático, mas foi uma boa troca. A gente falou, cara, ok, era uma sala muito legal, a gente já tava com um projeto já legal, mas quando acontece essas coisas no início, é bom que corte, porque daí esse proprietário não ia ser bom depois. Não, qualquer fio que a gente fizesse na parede podia ser um—

Phelipe Cruz:e assim, que bom, porque essa sala é muito maior que a outra, muito maior que a outra.

Voz C:O projeto ficou muito mais legal, a gente conseguiu fazer uma coisa muito mais interessante.

Samir:A vista é muito mais gostosa que o outro dava, era primeiro andar, então ele dava para uma laje assim, era meio feio. A gente tá meio Mackenzie aqui, né?

Guilherme Ângelo:Mas uma coisa muito legal daqui que eu vi hoje, que é o síndico daqui é um amor.

Samir:Ah, sim, vocês sabem, o Fábio no Topo, ele é um divo, ele é perfeito, ele é perfeito, perfeito. Tudo dá, tudo dá.

Phelipe Cruz:Vocês vão conhecer, eu acho, dependendo da hora que a gente for gravar.

Guilherme Ângelo:Exato, ele aqui. O Fá, a gente chama ele de Fá. Fá é um divo, tá? O Fá é um divo. Vale um dia ele vir aqui, ele vai... Ele é muito o mordomo do Batman.

Phelipe Cruz:Calmo, misturado com outra coisa que eu vou lembrar ainda.

Samir:E tudo dá. Ai, Fá, preciso fazer a mudança.

Phelipe Cruz:Não, fica tranquilo, vai dar certo.

Samir:Ai, mudança é dia de sábado. Ai, a gente precisa fazer hoje. Tá bom. Ai, você quer... Tá bom, tudo bem. Ah, precisa fazer tal coisa. Tá bom, tudo tem como resolver.

Phelipe Cruz:Você consegue resolver receber o relógio da Enel pra gente? "Claro, eu tô aqui." Ele ficou preocupadíssimo com o negócio da Enel.

Voz C:Ficou. O proprietário também ficou.

Phelipe Cruz:O proprietário foi tão legal dessa sala, outro dico que a gente não pode deixar de negar, que ele falou assim: "Não, só vai começar mesmo oficialmente quando tiver o relógio, tá?" E a gente tá fazendo coisa nessa sala faz mais de uma semana. Mais de uma semana, duas.

Voz C:Umas duas semanas. A gente tava fazendo a obra sem luz.

Samir:Sim, tava fazendo a obra no escuro.

Voz C:Porque o Fá nos emprestou a tomada do corredor. Fez lá fazendo.

Phelipe Cruz:Então derrubou drywall sem luz, fizemos tudo.

Samir:Foi no escuro mesmo? Foi, com luz do celular assim.

Voz C:A gente colocou refletor aqui para fazer a obra de noite sem luz. Ai, que conceito!

Phelipe Cruz:A gente podia ter feito uma festa. Poderia.

Samir:Tem técnico que é meio assim, gente, você não sabe se é obra ou se é festa. Tem isso. Ai, mas ele foi um queridíssimo.

Phelipe Cruz:Aí ele falou: "Não, só vai começar então." A gente meio que ganhou 2 meses meses aqui nessa sala? Quase, né?

Samir:É porque demorou mais um mês. Depois a gente fica fazendo obra assim, não, tá sempre em obra, tá sempre em obra. A única coisa boa da outra sala é que lá tinha uns móveis já. Para, ia ter que começar tanto de marcenaria, a gente perdeu esse trabalho porque a gente queitou todos os móveis que ficariam, que ficaria as cadeiras e tudo, mas a gente compra cadeiras novas. Não, assim, enfim, é os poucos.

Phelipe Cruz:Ou tem outro lote, porque eu tô vendo uma coisa acontecer que é meio assustadora, porque meu trabalho com— a gente trabalha o ser humano com traumas, né? Um monte de conta LGBT que tá saindo do ar porque estão derrubando. Vocês estão vendo isso que tá acontecendo, né? Sim.

Samir:A Erika Hilton vai lá, consegue restaurar algumas fotos de baladas, de bares, assim, nada de demais.

Phelipe Cruz:Um monte tá sofrendo ataques. Eu não sei se é um grupo muito organizado de direita que vai e ataca. Eu já fiquei sem Instagram por um tempo, não foi por conta disso, mas foi por conta de copyright de uma que um repórter usou e foi horrível porque eu não consegui resolver. Eu falei: deixa eu pagar, deixa eu, vamos fazer. Não, o meu problema é com Instagram, ele que tem que pagar. Instagram fala: não, então minha conta que se foda. Eu fiquei uns 2 meses, eu acho, sem Instagram do Papel Pop, desesperado. E a gente acabou de colocar no começo de junho um rainbow lá no logo do Papel Pop. O Instagram do Papel Pop tá com a bandeira do medo, né, de retaliação. Esse site aqui, esse 'Ah, tá aqui de esquerda, vamos derrubar.' E se junta.

Samir:Então, sabe o que acontece? É porque essas contas não é uma pessoa que vai lá e derruba, é algorítmico, é pela coisa. Só que é isso, gente, a gente já viu aí.

Phelipe Cruz:Eu não sei se é isso também, eu tô chutando.

Samir:Não, eu sei porque eu fui lá e eu fiz um treinamento da Meta, eles falaram sobre políticas de moderação e tudo. E o que foi me falado oficialmente pela Meta é a política da Meta, ela é global, ela é global, ela não é para cada país. Aqui no Brasil é muito comum as pessoas ficarem de biquíni e de fio dental e não sei o quê, mas em Dubai não é. Ah, em outros países não é. Então ela tem uma política bem restrita global do que pode. Então até foto de biquíni, às vezes cai perfil de gente que tá de foto de Juga. Então até esse tipo de conteúdo ele pode derrubar as páginas porque é uma coisa global. Aí eles vão ajustando o algoritmo, tentando dar uma arrumada de acordo com cada país e tudo. Então dependendo do conteúdo que a pessoa tá postando, cai. Só que a gente sabe como é que é o algoritmo, e algoritmo quando começa a perceber, começa, vai começar a atrelar coisas LGBTs com bacharia. Então começa a ficar, o algoritmo começa o caminho homofóbico mesmo, porque as gostosas de biquíni caem muito menos do que as trans, as gays de bunda de fora, os LGBTs caem muito mais.

Phelipe Cruz:Mas tá acontecendo, a gente tem que ficar alerta com essas coisas que assusta. A gente não tem um amparo muito grande de empresa bilionária, que com advogados que vão lá na meta. Então é um pouco assustador viver esse momento de novo. De novo acontecendo, sabe? A gente tá vendo a Paula reclamando da falta de incentivo, o pessoal querendo acabar com a parada, falando que criança não pode participar e blá blá blá. Então tem um movimento conservador que cresce com esse filho da puta nos Estados Unidos agora também, ajuda. Então a gente tem que ficar de olho. Mas você tem também a ver com o Mel Merrill. Vamos para o Merrill então, porque o Mel Merrill vai para VHS, que acontece, que é VHS Pride, é o nosso momento. VHS Pride é sempre muito emocionante, duas edições, galera. São duas edições, a primeira no Cine Joia na sexta, dia 5. Sexta é 5, né? Sexta é 5. Isso mesmo. E no sábado no Mano Martinelli, que a gente vai fazer duas festas.

Samir:E vai ser de noite ou vai começar mais cedo? Vai ser de noite também.

Phelipe Cruz:VHS Pride mesmo, grande, com todas as drags e tudo, as performances. É a da sexta? É a da sexta no Cine Joia. A outra vai ser VHS Club, que é a nossa vertente club, que vocês já foram também bastante vezes no Martinelli.

Guilherme Ângelo:Martinelli. Nossas melhores festas que eu já fui no Martinelli foi VHS no Martinelli, a gente vendo o sol nascer e tocando, sei lá, summer electro hits. E assim, juro, eu tenho vídeos insanos gritando lá em cima porque é uma vibe muito legal.

Samir:Gente, quem não conhece, vá, porque é uma delícia o Martinelli, é super gostoso. E o dia amanhecer é uma delícia.

Guilherme Ângelo:Sim, sim, VHS no Martinelli é uma delícia. O nascer do sol lá em cima O povo fica São Paulo, é incrível. É porque é difícil no Martinelli.

Phelipe Cruz:Graças a Deus, são poucas pessoas hoje, que a gente tá falando, 500 lugares. Pode ser que já tenha esgotado lá. Tem muito lugar para muita gente? Tem, mas todo mundo só quer ficar no terraço. E ali, por obra, por segurança mesmo, só passou aí de 500 ingressos. A gente tá acostumado com festa de 1.000, 1.200 pessoas, então é mais difícil o e por isso que a festa maior mesmo vai ficar no Cine Joia, que é a Pride. E eu tô muito feliz, e tem a ver com o que eu tava falando anteriormente, que a gente vai ter agora uma marca que é muito grande, que é muito legal, que eu amo, sempre elogio no Wanda e no Papel Pop, que é HBO Max, vai estar com a gente no Pride. Dá muito orgulho da marca se posicionar disso, de estar com a gente nesse momento. Isso aí me deixa muito mais seguro de a gente termos apoio sim, não tá de todo mal. Eles vão levar os títulos deles, cara. Lola vai estar lá. Gays, gays, gays. Não, a Camilla Pitanga. A personagem estará lá. Então tem Hit It Driver que vai estar lá, coisas de—

Samir:Os protagonistas de Rock Hybrid, de Hit It Driver, vem pro Brasil, galera, vão estar na VHS. Comemoração agora.

Phelipe Cruz:Tira, não, não, não se arromba. Não, vai ter fotocabine, vai ter lip sync battle, vai ter um concurso de sósias, eu acho. Mas eu tô animado de ter eles lá com a gente comemorando o Pride, que vai ser incrível. Então é isso, VHS no dia 5. 5, com as melhores drags vão estar na nossa festa. E sempre são os melhores shows, tá?

Guilherme Ângelo:A gente não...

Samir:Meu Deus, é! Que droga!

Phelipe Cruz:Vocês estão aqui pra falar. Exato.

Guilherme Ângelo:A gente ama. Já viu esse da Gaga, eu acho, lá no Rio? Sim, sim. Foi incrível também, cara. A gente amou aquela.

Phelipe Cruz:Eu vi os caras falando: "A gente nunca teve show assim aqui, as drags melhores." A gente tinha gente boa lá.

Samir:Então você tá querendo dizer que as drags de São Paulo e as drags do Rio são melhores?

Phelipe Cruz:São. Tem poucas drags do Rio, assim como tem poucos blogueiros, tem poucos influencers.

Guilherme Ângelo:Tem menos, tem menos. Tem menos, né? Tem menos.

Phelipe Cruz:Então aqui tem mais, tem menos que aqui. Mas é, sempre acontece coisa doida na VHS. A gente às vezes não controla. Às vezes tem a Márcia Pantera que bate o cabelo, entra de Kawasaki Ninja, pula não sei onde. Tem gente que pega o microfone e fica falando, dando discurso. Eu amo, porque tudo pode acontecer. Mas é sempre emocionante.

Guilherme Ângelo:E a gente sempre só vê a cara do Felipe lá atrás assim, ó: "Deus, tá saindo do controle." Aí ele fica empolgado.

Samir:Fica em pânico. Deixa acontecer, é a noite, é a noite.

Phelipe Cruz:Não, o que a gente quer é que a festa fique animada sempre. Mas sempre é, sempre é. Então é alguém que pega o microfone e sai falando por horas.

Voz C:Ah, sim, dá energia. Exato. Dá uma baixada.

Phelipe Cruz:Mas é isso, meu Meryl é pra isso, pra saber HS Pride de 16 dias.

Samir:Vamos ter orgulho, galera. Vamos. Meu Meryl vai para Backrooms, que eu assisti ontem, amei. Meryl?

Phelipe Cruz:Tá todo mundo odiando o filme.

Samir:Eu amei, eu amei, eu amei. Eu gostei. Muitas pessoas não estão gostando mesmo, não entenderam o conceito. Vê direito, entende como é que vê. Mas eu gostei muito que tem todo o lore, toda a história do backrooms da internet e tal. Mas é porque o filme, eu entendo porque as pessoas não estão gostando, porque o filme acaba assim, ó, pá, um corte seco. Parece que tá no meio do filme e acaba. Mas ele é, a pegada dele é essa assim, desde os curtas que o menino faz no YouTube, que eu já assisti jovens todos. O diretor tem 20 anos, né? Ele fazia uns curtas no YouTube e foi contratado e fez o filme. E o filme foi a maior estreia da história da A24. Gente, o negócio é sobre o meio do filme. O meio do filme, ele é tenso, ele é muito— ele não é de dar jump scare, de dar um sustão, mas ele vai te deixar tenso o filme inteiro. E aí no final chega e faz assim: pum, acabou, é isso. Então acho que as pessoas ficam meio— não tem muito explicação, não tem um final e não tem uma explicação do que as coisas estão acontecendo. Claro, porque a proposta do filme é exatamente esse, é ser esse lugar idiota, né? Que não tem explicação, é um lugar que não tem explicação. Então uma menina, nossa, não entendi nada. Sim, é para não entender nada, esse era o objetivo.

Guilherme Ângelo:Eu amei. É, isso me irrita um pouco em filmes, me deixar muito sem explicação, muito conceito.

Phelipe Cruz:É, não, o mistério é o mistério, entendeu? É tipo Lost, é tipo Lost quando faz isso. Série quando inventa de não, sem te revelar o mistério não tem mistério. Então, então vamos deixar.

Samir:A graça é o mistério.

Phelipe Cruz:É que Pluribus eu acho, eu gostei justamente por isso, eles não estão fazendo nenhum mistério sobre o que tá acontecendo, tá mais bem explicado. É, eles estão assim por causa disso, a gente vai descobrindo mais coisa ao longo do caminho. Então eu consegui ver, mas eu fiquei com medo de ser essa coisa aí também, não me explicar nada.

Guilherme Ângelo:Olha, o meu Mary eu vou dar um Mary Sunshine, que eu acabei de inventar, que é quase interessante, né?

Phelipe Cruz:Mary Sunshine.

Guilherme Ângelo:Mas eu queria dar esse interessante do meu podcast sobre moda que eu tenho. Exato, o Rato Riu a Roupa. Eu, a Gabi Fernandes e a Laila, a gente todo domingo ao meio-dia posta um episódio para falar de moda. E de moda num aspecto que é, a gente sempre fala assim, a gente não é a Gongação de Lua, look, que tá tudo certo, tem lugar pra isso. A gente também não é a Vogue, a Elle, a Bazaar pra falar, né, como jornalistas de coisas sérias. A gente sempre tá ali no meio do caminho, falando tal qual no Wanda aqui, né, 3 amigos falando sobre um assunto, mas falando sobre o porquê que as coisas são feias ou falando sobre os nossos true fashion crimes. Então a gente, bem Chico Felipe das ideias, investiga esses crimes da moda, tipo o crime do Versace, até o crime de moda agora que o Chico fez, o último do Franck Amaury, também. A gente fala, tem os nossos Ratueira Docs, onde a gente faz documentário sobre pessoas super interessantes da moda. E tem esses episódios que a gente sempre fala que são os episódios que dizem que a moda fala. Então, como moda também, né, fala sobre o espírito do nosso tempo, quando moda é cinema, como moda é música, como moda, sei lá, é beleza ou é feiura também. Então, todo domingo a gente tá lá falando sobre isso. Fizemos um ano agora de podcast. Rato e a Roupa no YouTube e no Spotify. Então fica o interessante, né?

Phelipe Cruz:Um tema para a gente entender mais.

Samir:Que vocês vão ver assim, dois temas que eu gosto.

Guilherme Ângelo:Um mais pop, que é o fubanga core, é que a gente explica o porquê que, o que que é fubanga, é o que, por que que a Deolane vestir uma roupa e a Silvia Brás vestir a mesma roupa é diferente, porque que isso é uma construção que também classe social. Por isso que, porque que está envolvido com história, tá envolvido com classe social, tá envolvido com muita coisa, mas sempre de uma forma muito descontraída também. E tem outro que eu adoro, que é um pouco mais cabeça, que é o A Estética da Feiura, e por que que a feiura também é importante dentro da moda, o porquê que algumas coisas viram feias. Isso, vem o kitsch, o camp, o kitsch, sabe, toda, todos esses mistérios todas essas subculturas, todas essas estéticas. E a gente sempre tenta explicar como isso está relacionado ao porquê que a moda existe, que é porque a gente tem que pertencer e a gente tem que se diferenciar. Então, no fim do dia, a gente está sempre lá, né? Tipo, com a teoria do Lipovetsky, dos outros filósofos que falam sobre moda. Mas falando besteira, falando de Charlex X, falando de... É cult, mas é legal. É cult, mas é legal. Tal qual o Wanda.

Samir:É cult, mas é legal. Tem conteúdo, mas não entendia. Conteúdo, mas é divertido.

Guilherme Ângelo:Exato, tem falando de The Best Prada, Sex and the City, Três Amigos no Sofá também.

Phelipe Cruz:Isso é só pra gente inteligente, hein?

Samir:Se for burro, não vai ver, não vai entender.

Guilherme Ângelo:Ah, não, mas dá um play, dá o play pelo menos.

Samir:Ah, não, ninguém é burro, imagina. Dá o play e deixa rodando, assiste os anúncios. Vê no YouTube que conta, vê no YouTube que tem AdSense.

Phelipe Cruz:A Gabi fez moda também. Apoiadores do Vale manda são só os bonitos, nem os feios.

Samir:Os bonitos, gente, é cada um que eu pego que eu falo assim: "Puta que pariu, tinha que ser apoiador". Nossa Senhora, que delícia!

Guilherme Ângelo:É isso, é isso. A Gabi acabou de se formar em moda agora, já começou uma pós-graduação. Mas é isso, a gente também se conhece, e a Laila junto também, a gente se conhece faz muito tempo. Fiz faculdade de moda com a Laila. A Laila e a Gabi também trabalharam na Dia comigo, então a gente já é amigo de muito tempo. E resolveu falar sobre moda há um ano um ano atrás. É muito legal também olhar um ano atrás e tá registrado como a gente falava, o nosso rosto. Imagina 10.

Samir:Exato, imagina 10. Mas não tinha vídeo. Ai, graças a Deus, graças a Deus.

Guilherme Ângelo:Eu já tô arrependidíssimo que tem imagens minhas registradas no YouTube. Eu fico assim, cara, não assistam os primeiros, podem ir lá desde aqui, ó, dos 6 meses para cá tá melhor.

Phelipe Cruz:E o seu podcast de arquitetura, quando é que vem?

Samir:Acho que não vem, tô ocupado na obra.

Voz C:Inteiro destinado a obras e projetos. Enfim, eu acho que meu tempo já é bem ocupado. Não tenho tanto tempo livre assim pra...

Samir:Te chamou de à toa! Não que eu tenha tempo livre!

Phelipe Cruz:Te chamou de à toa numa dessa! Briga, caso de família agora.

Samir:Eu vejo como é gravado.

Voz C:E o tempo que leva e tempo que demanda é muito...

Guilherme Ângelo:Mas tadinho, ele tem que ficar trancado no quarto enquanto a gente grava na sala.

Voz C:Assistam, é a nossa sala. Mas isso é um mero...

Phelipe Cruz:Isso é pra gente como cliente? O que é?

Voz C:É pra vocês como clientes.

Samir:Vocês realmente, vocês são clientes. Meu café, ó.

Voz C:Mas realmente é, vocês são clientes muito bons pro escritório, assim. A gente gosta muito de trabalhar com vocês. Mesmo sendo obras pra duas semanas, são obras muito legais. Não, não tem que...

Samir:Testa. É que coloca a gente da emoção de viver. Testa aí.

Phelipe Cruz:E ficou aprendizado pra vocês, né? Sim.

Samir:Vocês evoluem também. Também, né?

Voz C:Essas evoluem. O escritório vai evoluindo aos poucos com isso. Mas a gente gosta bastante de trabalhar com vocês. Eu acho que são clientes muito bons assim pro escritório. Porque eu tenho um escritório de arquitetura e a gente faz, eu e o Henrique, cenografia também, projetos residenciais. E vocês são clientes que já passaram pelos dois lados assim.

Samir:Contratem a gente então aí, ó.

Voz C:É, nos contratem. Mas é isso, a gente gosta bastante de trabalhar com vocês.

Phelipe Cruz:Era isso mesmo o meu setup? Realmente era. Era. Porque é recíproco, você sabe, né?

Voz C:A gente gosta bastante de trabalhar com vocês, a gente tem experiências legais.

Phelipe Cruz:A gente também, acho ótimo. É isso, vamos fazer minha ajuda. Quanto tempo a gente tem? Vai ser um programa mais curtinho, vocês entenderam, a gente tá aqui.

Samir:Nem tá tão curto, eu também achei que não tá curto não, tá curto. Eu acho que tá bem já, Dantas.

Phelipe Cruz:É porque tá bom, a gente tem essa sensação. Vamos começar então. Olá, milkshakers, como estão? Estou escrevendo esse texto aqui sem iá, importante. Então perdoem a falta de coesão, mas prometo me esforçar. Pode me chamar de Boni, sou um homem gay de 31 anos e atualmente moro em São Paulo. Antes de falar do meu probleminha Notre Dame, do contexto atual, acho válido eu dar uma pincelada, espero que seja rápido mesmo, no meu background.

Samir:Academia aqui do lado, eu tô com horário, quero malhar.

Phelipe Cruz:Para um contexto sobre minhas experiências e vivências. Sou nascido e criado em uma pequena cidade do interior de 50 mil habitantes, onde vivi até os 18 anos. Depois, logo me mudei para uma cidade do interior, mas um pouco maior, de 300 mil habitantes, para fazer faculdade. Vivi lá por 10 anos.

Samir:Divinópolis, Divinópolis. História das nossas vidas, história de qualquer gay do interior.

Guilherme Ângelo:Que hora que ele vai para São Paulo?

Samir:Faz Primeira migração para uma cidade um pouquinho maior, para não morrer, saindo de uma cidade de 20 mil para 15 milhões. Aprendeu a usar uma escada rolante, umas coisas que tem na cidade maior. E no shopping. E aí depois ir para São Paulo.

Phelipe Cruz:Durante todo esse período sempre fui gordo, mas nunca foi algo que me incomodou, o que tinha, o que tenha sido uma questão de autoestima. Tava com, tava com minha vida profissional e pessoal em ótimo tratar mal. E no âmbito romântico, sempre fui mais desapegado e até um pouco frio nas minhas vivências, das minhas vivências. Me envolvi com muitos caras, mas nunca me evoluiu, mas nunca evoluiu para algo mais sério. Sempre encarei isso numa boa. Com o passar do tempo, meu ciclo social foi ficando cada vez menor. Adquiri depressão e ansiedade, passei a odiar meu corpo e minha vida. Cerca de 3 anos 2 anos atrás, iniciei um processo de emagrecimento e perdi 50 kg. Mas ainda não, mas ainda tem um problema de imagem e autoestima, não estou satisfeito. Vou fazer algumas cirurgias esse ano, espero que me ajude. Nesse meio tempo, eu não me enxergava mais vivendo a mesma vida que eu vivia, então vivi de forma nômade em várias cidades do mundo por um tempo, conheci muita gente, mas não me envolvi de forma romântica com ninguém. Até aqui resolvi criar raízes em São Paulo, já que é uma cidade que— ai, pera aí— já que é uma cidade que tem diversos fatores que me agradam, como diversidade de cultura, vida noturna, culinária, e é uma cidade cosmopolita. Nesse momento de criar raízes, no geral, me sinto muito sozinho. Passo a maior parte do meu dia em casa, já que trabalho home office, e os momentos altos do meu dia incluem ir ao supermercado e ir 'Cansei de ter encontros casuais e gostaria de conhecer e me envolver com algum cara, mas como dizem, a pista está salgada.' Desculpa, alguém disse isso?

Samir:Tem muito hétero. Eu descobri isso porque alguém postou numa música alguma coisa assim, 'A pista tá salgada.' Fiquei, 'Que isso?' Tem hétero para falar que tá difícil, sabe? 'A pista tá salgada.' Salgado? É difícil. Eu li a explicação, mas eu já esqueci por quê.

Phelipe Cruz:'Tenho usado apps de relacionamento, mas é sempre o mesmo padrão de pessoas desinteressadas que querem ser bajuladas ou ter ego validado. Algumas poucas exceções acontecem e geralmente rola um date legal, mas logo depois, inevitavelmente, inevitavelmente vem o ghosting. Quando saio para festas e bares, costuma rolar um flerte, geralmente fico com algumas pessoas, mas a troca é sempre muito superficial, então nunca evolui para nada além do momento. Alguns amigos sempre comentam que a melhor forma de conseguir contatos é pelo Instagram, mas sou profile. Tem Instagram trancado, trancado. Ah, mas também não é gay. Ai, não tem, quero ter Instagram aberto. Trancado. E tenho poucos dias, tem um pouco de aversão a perfis biscoiteiros aspirantes a criador de privacy. Então não acho que viria um público que eu me interessaria. Estou desesperançoso e queria dicas do que fazer para mudar esse padrão e tentar atrair caras que prestam na minha Quer namorar. Isso tudo para dizer que ele quer namorar.

Samir:Eu acho engraçado, eu só acho engraçado, não, que as pessoas reclamam de dificuldade de amizade, tudo, mas também, ai, o meu Instagram vai ser fechado, ai, porque só vai atrair perfil psicoteiro. Ah, é uma negatividade também, já ser um negócio que, ai, todo mundo já é problema, tipo, de conversa, de começo de conversa, sabe? Aí tudo já é um problema.

Guilherme Ângelo:E fazer amizade, faz criar um namoro, tipo, é um trabalho também. Tipo, não é, não vai chegar, não vai vir e acontecer do nada assim. Tipo, tem uma abertura que tu tem que dar, é de também confiar nas pessoas, de também se entregar nesse sentido. Então tipo, exige alguma, algumas concessões que tu tem que fazer para coisa acontecer assim.

Phelipe Cruz:É que às vezes tem que pensar que às vezes o problema não tá nos outros, tá na gente.

Samir:Eu acho que no caso dele com essa questão Então aí tá, acho que o problema tá mais em você do que, ai, as pessoas são fechadas.

Phelipe Cruz:Às vezes é como você, a sua postura perante a vida, seu semblante, como você reage, como você se porta. Porque tem um problema de autoestima muito grande sua que eu percebi. Vai ter sempre muita gente que vai se interessar por todos os tipos de corpos, ainda bem. Então não fique muito preocupado com essa questão. Acho que mais importante é você tá seguro e feliz com você, que as coisas vêm naturalmente, acontecem. Você, você é obcecado por uma coisa, é sempre muito estranho. Já falei isso em algum momento aqui no Wanda, eu acho, da pessoa que entra no aplicativo de pegação, de date, que tá assim, procuro namoro. Você não tem que procurar namoro, cara. Isso é bizarro. Eu falei isso numa máquina a Carol agora, não foi? É, procuro amizades, só relacionamento sério, quero fazer amizade. Gente, isso é uma coisa que acontece naturalmente. Você não faz amizade assim: quer ser amigo? Eu também quero. Vamos ser amigo então? Vamos. Não, é questão de afinidade, se um gosta do outro. Mesma coisa para namoro. Você não sai procurando namoro, senão era muito fácil. Eu quero namorar, você também quer, né? Pronto, vamos embora. E não é Não é assim, um tem que gostar do outro.

Guilherme Ângelo:É a coisa mais autoajuda do mundo, mas é o plantar das borboletas, que as borboletas vêm do plantar do jardim.

Samir:O Santos adora falar isso. É meu lema, cuida do jardim que as borboletas vêm. Porque ele mandou um e-mail, ó, ele fica dentro de casa.

Phelipe Cruz:E esse jardim não é só ter um tanquinho.

Guilherme Ângelo:Não é, é muito pelo contrário.

Phelipe Cruz:Você estar bem com você, você estar seguro com você, confiante com você, que as pessoas olham e vão em você, não é isso?

Samir:É, porque ele falou assim no Coisa, ele no caso, ele tá aqui em São Paulo, tá de mau humor, aí ele tá não sei o quê, aí ele trabalha de home office, aí ele fica entrando em sites de pegação e fica se frustrando com as relações, aí o Instagram dele é fechado porque só vai ter perfil biscoiteiro, OnlyFans, pra interagir, como se fosse o único tipo de pessoa que gente no mundo. Você vê que a própria pessoa não tá nem um pouco receptiva para fazer um amigo. Você tem que— é isso assim, procurar primeiro. Autoestima não é uma coisa que se conquista. Autoestima é um hábito. Se um dia você vai estar bem, 10 dias vai estar ruim, aí 3 dias você vai estar bem, só 2 dias vai estar ruim. É uma coisa que você pratica. E começar a apreciar umas coisas, fazer o que você gosta, ver um hobby. Às vezes tem dias assim que o sol tá bonito, você fala assim: ai, nossa, o dia tá tão bonito, eu vou ali na sorveteria porque eu quero sentar sentar, aproveitar esse sol, ver gente passando, sabe? Tem umas alegrias pequenas assim para curtir. Pensa como é um dia gostoso para você. Ai, eu vou numa livraria, vou comprar uma revista, vou sentar e vou ler essa revista, eu vou correr no parque. Pensa em que que te faz feliz assim, que tipo de atividade que te faz feliz, e começa a praticar essa atividade.

Phelipe Cruz:Isso que você tá falando é amar você mesmo, né? Exatamente. O que você tá falando não é treat yourself. É, exatamente. Quando você faz isso sozinho, que o Samir tá dando exemplo, de é quando você tá bem consigo mesmo, quando você tá se amando. E aí, ó, RuPaul já diz isso: se você não vai amar você mesmo, como é que alguém vai saber como vai amar você? Não era bem isso que ela falava, né? É muito isso. Se você não tá mostrando para mim o quanto você se ama, eu não vou saber como vai te amar também. É isso, você tem que se amar, você tem que entender quem você é e gostar de você. E aí vai ter alguém muito de bom gosto que vai querer você por isso.

Guilherme Ângelo:É isso. E assim, moramos em São Paulo, todo mundo aqui, e sabemos, cara, sai de casa, tipo, vai fazer uma coisa. Tipo, eu e o Gui estavam falando, estávamos falando esses tempos assim, a gente trabalha de home office também, a gente trabalha em casa, no escritório em casa, a gente daí depois passa mais tempo em em casa. E a gente tá, a internet eu acho que facilita a gente achar que a gente é autossuficiente estando na nossa bolinha, na nossa casa. Conhecer outras pessoas e falar com outras pessoas, e principalmente assim de áreas muito diferentes do que tu já faz, dá um gás na cabeça assim, tipo muda uma chave. Porque é isso, assim, tem dias também que eu tô ali, é moda, trabalhando com moda, é o Rio Fashion Week, é as pessoas da moda. Daí no meu Instagram vira só coisas "Eu quero fazer uma outra coisa para que..." Até para conhecer outras pessoas, de ver que às vezes também a bolinha que tu tá encaixado ali são das pessoas que não estão dispostas a um namoro como você quer, ou não estão dispostas a X ou Y. Existe para todo mundo, assim. E as pessoas estão aí, estão na rua, fazem alguma coisa. Às vezes online também dá.

Voz C:É, exato. Mas tem que estar aberto para isso, sabe? Você não pode estar com o teu Instagram fechado. Fechado e sem postar nada.

Samir:Uma coisa, por exemplo, uma coisa que pode ser muito boa, eu entendo também que quando você tá mais velho, você chegar numa cidade sem ter uma rede de amigos, já é difícil. Quando você tá na faculdade é uma coisa, quando você tá mais velho é difícil mesmo fazer amigos, conhecer. Se você não tem um outro amigo, eu tenho um amigo que fez um ano agora, que ontem que ele mudou para São Paulo, mas ele chegou e eu já apresentei todos os meus amigos. Então a pessoa já conhece um monte de gente. Mas às vezes, pra pessoa que vem completamente sozinho, é muito difícil. Mas um espaço assim, acha uma atividade que você gosta. Sei lá, tem um esporte que você pratica? Tem alguma coisa que você gosta de fazer? E se inscreve. Por exemplo, eu faço vôlei. O tanto de gente que eu conheci... Quando eu comecei a jogar vôlei, tem 2 anos, abriu-se um novo leque de rede de pessoas na minha vida. Tipos de gays que tem lá? Grupos de gays, de pessoas que eu nunca vi nos lugares que eu frequento, porque eu comecei a jogar vôlei, aí começa a ver essas pessoas toda semana. Aí virou igual na escola de novo, aí cria o grupo de WhatsApp, as pessoas começam a conversar, as pessoas começam a se pegar, aí começa a chamar para ir para bar, começa a chamar para ir para balada. Aí quem do vôlei vai? Vamos! Então você já vai começar a criar uma nova rotina, uma coisa a partir daquela atividade de pessoas que não se conheciam, que não era do mesmo mundo.

Phelipe Cruz:São Paulo tem disso, nichos de de coisas.

Guilherme Ângelo:Vai ter gente que vai gostar da coisa mais lixada do mundo igual você, assim. E qual é a sua vibe?

Phelipe Cruz:Jogar RPG? Você é otaku?

Samir:Vai para liberdade?

Phelipe Cruz:Dentro do nicho, dentro do curso de inglês, sei lá, experiências bem recentes.

Guilherme Ângelo:Eu, o nosso cachorrinho machucou a coluna. Eu e o Gui estamos, sei lá, vocês conheceram no início do vídeo, mas ele, a gente tá preso em casa porque agora a gente não consegue sair, um tem que sempre ficar em casa. Agora a gente já tá conseguindo trazer ele aqui, mas a gente ficou um mês nessa e foi assim sufocante ficar só dentro de casa. Teve um dia que eu disse, cara, e é o famoso terceiro espaço assim, o third space. A gente tem o trabalho e tem a casa e a gente precisa de um outro lugar. Eu peguei um domingo e eu fui na Igreja Católica do meu bairro e aquilo foi tão bom, porque eu não sou católico, eu não sei como funciona aquilo e foi uma coisa completamente nova. Tipo, eu tinha um batizado, daí tem um levanta e senta e agora "Ah, canta agora." Cara, aquilo limpou a minha mente de uma maneira... Tá desesperador, né? Foi desesperador, né?

Samir:Eu falei num domingo assim... Você frequentando velório assim, "O que é que morreu aí?" "O Gui foi num velório?" Não, eu falei assim, eu vou na missa esse domingo.

Guilherme Ângelo:E ele ficou com o Bisnaga. Cara, e foi... Eu não pensei em nada do que fosse trabalho, que fosse a minha vida, que fosse o Bisnaga doente, que fosse... Cara, limpou literalmente assim.

Phelipe Cruz:É lazer. Foi o terceiro espaço. A religião foi lazer para mim.

Guilherme Ângelo:Porque é um show, assim, a Igreja Católica é literalmente um cantíssimo, é um show, é um musical, é uma grande coisa. Se a pessoa é católica, não vai funcionar, porque aquilo é uma coisa que tu já tá habituado. Mas foi pra mim...

Samir:Parecia circo, você acha?

Guilherme Ângelo:Ai, olha, foi um batizado lindo, eles levantam a criança, passa a criança que pega de dinheiro, gente, é maravilhoso. Mas é isso, assim, é tipo... Quando a gente tá nesse estado mental do tipo: "Ai, nada vai pra frente, eu tô aqui, a minha autoimagem, a minha autoestima..." Tem que às vezes pegar um... tá, dar um tranco e vai numa igreja católica. E às vezes a coisa acontece assim também, às vezes fui abençoado.

Samir:Cura gay, drop! Desistimos. O objetivo, o negócio é cura gay. Sim, gente, eu fui agora também domingo, uma amiga chamou pra ir na ópera aqui que eu fui. E foi muito legal, foi ótimo, foi R$50. Uma coisa que eu nunca fiz na vida. Sala São Paulo? Não, no Teatro São Pedro, que é um lugar que sempre tem óperas e tal. E era de comédia, mais curtinha. Foi ótimo. E você tá em São Paulo, cara, para de estar reclamando, tá em São Paulo. Se você tivesse, ai, não faço amigos lá em Itaúna, na minha cidade, é uma coisa, mas em São Paulo, aqui tem todos os tipos de pessoas, tem coisas de graça, tem atividade de graça, se força, pô. Mil parques pra ir, tem mil parques pra ir. Também deixa de ser chato.

Guilherme Ângelo:Tem as gays de sunga no parque?

Samir:Algumas, né?

Phelipe Cruz:Onde tem que ir?

Voz C:Eu não sei, não sou bom em dicas, mas uma dica que eu tenho conselho que eu tenho é saia sem procurar um namoro. Porque, tipo, sair de casa pensando em preciso arranjar um namorado, não vai arranjar. E vai criar relações muito falsas. Porque tu vai criar expectativa em alguém que não é tão boa assim.

Phelipe Cruz:Vai virar um job, né? Namoro é construção. Assim como amizade.

Voz C:Tu sente, assim, tipo... Em algum momento, tu vai sentir que aquela relação que é muito rasa vai pra algum lugar. Encontrar, mas não dá para sair procurando isso.

Samir:A Dua Lipa casou agora, né? Vocês viram o casamento da Dua Lipa?

Guilherme Ângelo:Comparar a vida da Dua Lipa com qualquer outra pessoa que já é, já não dá.

Samir:Mas vocês já viram como é que a Dua Lipa é? Tudo que a gente espera, vamos ver, tudo que a gente, tudo que eu peço para Deus, ele dá em dobro para Dua Lipa. Mas já viu como é que ela leva a vida? A mulher, óbvio que ela é rica, cantora, tudo isso aqui, mas também tem muitas outras pessoas que que também são ricas e cantoras e tal, e não vivem a vida dela. Parece que as coisas para ela, o negócio dela, ela leva a vida assim, bora viver, e as coisas acontecem. Então tem que ser assim um pouco, a gente tem que ser um pouco do Alipa na nossa cabeça.

Phelipe Cruz:Na pandemia ela viveu também, ela viveu bastante. Agora eu rio.

Samir:Na época dela, o maior sucesso da carreira dela foi na pandemia. Tem noção? Uma pessoa que o auge da carreira dela foi a pandemia.

Guilherme Ângelo:E quando uma pessoa te perguntar qual o seu lado melhor para foto, você diz os dois.

Phelipe Cruz:Sou bonita, ela ainda é bonita, né, filha da puta? Tem esse, ó, uma coisa. É isso, fazemos um vanda.

Samir:Olha, gente, foi um vandão!

Phelipe Cruz:Achei que ia ser fim deu. Queremos agradecer vocês dois por trabalhar com a gente nesse projeto, não tinha como ser outra pessoa. Falei, vamos rezar para eles poderem pegar, porque senão não vai dar para fazer. A gente precisa de uma sala toda pronta, senão não vai dar. Mas dessa vez conseguiram também, deu certo.

Guilherme Ângelo:Obrigado vocês também. Se deixar, se vocês deixarem, a gente fica fazendo para sempre.

Phelipe Cruz:Quando vai lixar aquilo ali? Porque eu não quero estar aqui hoje de noite.

Voz C:A gente começa a lixar.

Phelipe Cruz:E os equipamentos as câmeras do Dantas, como é que você vai fazer?

Voz C:Serão guardados, depois a gente vai limpar tudo, porque sexta-feira é faxina e sábado a gente monta tudo nos seus lugares. Meu Deus, tô curioso!

Phelipe Cruz:Então assim, ah, então sábado vai, não vai estar fazendo ainda nada, vai ser montar tudo, botar no lugar, vocês são muito rápidos, vale a pena contratar eles, pessoal, gente, vocês vocês entrarem.

Samir:Como tá o caos que tá isso aqui, vocês viram? Dá uma olhada pela janela. É verdade, esqueci disso.

Guilherme Ângelo:Bom, e se não tiver programa na próxima terça, desculpa, foi a gente também.

Samir:Porque aí, ó, tá vendo? Agora eles têm. Na verdade foi tudo um plano para eles entregarem, porque tem muita perder agora.

Phelipe Cruz:Se não tivesse, o último caso deu uma merda, acabou a luz, pegou fogo. Ai, que horrível, né?

Guilherme Ângelo:Ai, vai, isso aqui vai.

Phelipe Cruz:Meu Deus, brinca com isso não. A gente faz uma edição colchão. Exato. Faz uma edição colchão aqui. Dessa vez com 4 colchões, a gente inventa. Não, mentira, tem que estrear.

Voz C:Vai dar certo. Segunda-feira tá tudo resolvido.

Samir:E não vai ter fumódromo, gente, essa semana. O fumódromo já foi isso aqui, é quase isso, né?

Phelipe Cruz:A gente conseguiu nesse final de semana.

Samir:Eu tenho que me orgulhar muito.

Phelipe Cruz:É isso, obrigado, Gui, obrigado, Lenny.

Samir:Até semana que vem, galera.

Phelipe Cruz:Beijo! Woo!

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