CONFISSÕES DE ZECA CAMARGO E SARAH OLIVEIRA
Zeca Camargo e Sarah Oliveira voltam ao Wanda numa edição riquíssima! Tem bastidores de entrevistas, Zeca conta como foi ver Madonna ao vivo pela primeira vez, falamos ainda sobre a carreira da Rainha do Pop e Confessions II e ainda destacamos lançamentos de 2026 que chamaram a atenção até agora
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Episódio apresentado por:
Produção:
Julia Gomes (julia@papelpop.com / @g0mesjulia)
Edição / Captação:
Felipe Dantas (dantas@papelpop.com / @apenasdantas)
Toda quarta-feira, 20h, ao vivo no Youtube e em todas as plataformas de streaming.
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- Importância da dançaPista como lugar sagrado · Ritualístico e espiritual · Conexão com o corpo · Dance Theory
Tá começando mais uma edição do novo podcast milkshake chamado Veroo. Vocês pediram, eles estão aqui, presenças VIPs. Zeca Camargo e Sarah Oliveira, ele tem que ir com a gente. Pediu mesmo? Claro mesmo, vem Madonna, vem do lançamento do pop assim, traz Programa do Zeca, cara.
Fico muito contente, tá vendo?
Faz a Sara. Você fala, me tweetou, aí o pessoal chama ela para o programa do Zeca. Estavam montando a grade aqui quase.
Jura?
O que foi que você falou?
Não, eu falei que as pessoas, quando eu botei o react, todo mundo, eu estava só esperando o seu react.
Isso é bacana, deu uma valorizada.
Quero saber o que você, e seu vídeo, falou 10 minutos, que tem mais de 100 mil visualizações com 10 minutos, vídeo de 100 minutos. De 10 minutos é quase um épico.
É a melhor coisa de morrer na internet.
Mas é a Madonna.
A Madonna faz coisas que são fascinantes, né? Você viu o que aconteceu aqui em São Paulo, né? Esse final de semana. E no Rio também. Todas as festas têm Dili.
Gente, só teve festa da Madonna esse fim de semana.
No mundo todo, gente. Não pensa que isso é exclusividade daqui. No mundo todo. E que delícia, porque realmente é um gozo tão grande esse disco. É tão incrível, é tão sensacional. É como se a gente passou por pelo menos 3 discos da Madonna, você falava, ai, legal. É legal, essa tem 16 músicas. É boa, 16. Eu falei, brinco, eu tava brincando, top 5, tem um diferente todo dia, fica mudando.
Não tem a favorita, não tem a favorita.
Posso falar agora? Vai mudar, vai mudar.
Favorito é o álbum agora.
Eu penso, eu como mulher penso assim, o mundo tá careta, o mundo tá conservador, aí Madonna vai lá, sai de casa e fala, deixa eu fazer o melhor álbum pop dos últimos tempos, deixa eu mostrar o que que é ser uma mulher de verdade.
É uma mulher relevante com 67 anos. Eu, quando ela lançou o vídeo, o preview ali, o filme, a Folha pediu um texto e eu escrevi e falei, olha, eu me lembrei que eu falei, acho que era 2000 e 8, 9, 10, da Courtney Love. Louca como era, falava assim: eu preciso ser relevante, eu não, o dia que eu não for mais relevante eu vou morrer. Onde está Courtney Love hoje? E porque não basta falar eu quero ser relevante, tem que fazer, faz uma coisa para ser relevante. A Madonna faz.
Você lembra dela com a Madonna no VMA?
Maravilhoso, jogando sapato, jogando sapato na Madonna.
Ela jogava o, acho que era coisa de maquiagem, a base dela.
Foi a entrevista mais insana que eu já fiz.
Aí o VJ falando assim, eu esqueci o nome dele, é um cara mais importante para mim.
Era ele mesmo, era uma dona com um bootzinho azul.
Exato, mas eu lembro, era um azul royal assim, maravilhoso.
Não, boot nada, é tão forte assim, é tão forte na boca.
E daí ele fala assim, vamos chamar a Courtney. Ela fala assim, Please don't.
E aí a Parnelova, ela não senta, ela fica agachada reverenciando a Madonna. Ela falou assim: você é dona do hospital, a gente tá indo no hospital fazer consulta, você é dona do hospital. A Madonna vira para ela: acho que você tinha era que sair do hospital.
Não é sobre a Courtney, é sobre a Madonna.
Você falar que sua entrevista mais louca foi a com a Courtney?
A da Parnelova, eu fui enlouquecida. Ela tava louca, louca, louca. Foi aqui pessoalmente, foi pessoalmente, foi aqui em São Paulo, no Monferrage da vida. E ela entrou, mas ela já entrou com um monte com o papel na mão, louca, assim: eu fiz essa noite. Ela não parava de falar, era impossível entrevistar. Ela falava coisas ininterruptamente, não respondia nada especificamente que eu falava. Uma hora eu desisti e ela começou a querer interpretar meu sonho.
Era uma promessa boa ela, né? Aquele disco era muito bom.
Eu adoro.
Ela era de fato uma artista interessante, uma artista fez aquele Larry Flynt lá, o filme. Era uma atriz boa também. Falei: uau!
Eu tô postando a gente, né, que eu não tô prestando atenção. Presta atenção, 6 planetas em Aquário, cara.
Eu gosto da Gen Z hoje, que hoje social media, gosto da Gen Z do programa, porque tá na social media, tá postando, tá fazendo, ela é super streaming, super. Mas o que eu achei foi fascinante nesse Confessions 2 é o que o Zeca falou, os singles não davam uma ideia do que a gente tinha de álbum, né? Era uma música, a Feel So Free, uau, legal, bem produzida. Quando ela lançou o álbum inteiro, você Eu ouvia coisas ali de trance, de drum and bass, eu falava, isso não é uma mulher de quase 70 anos.
Não é, né? Não, é muito moderno. É como eu quero chegar nos 70. Eu sempre falei que eu quero chegar.
Eu também quero, tá?
Eu sou aquele vídeo da Björk, I'll Rave Until 85.
É, exatamente.
Rave até os 85, acabou.
Os Beatles queriam ser When I'm 64, eu já tô quase, falta um ano. Eu quero ser 70, 72, 80. Maravilhosa, né? E tem uma coisa de ser, primeiro, você lembra que ela era uma excelente compositora. Excelente composição.
É verdade.
Uma das minhas faixas favoritas é Last Girl, que é super autoral e é a única que não é exatamente dançante.
E acaba muito bem com aquela faixa, né?
Eu acho que ninguém espera por aquilo. Ela vai gostar, todo mundo sabe, mas quem tá ouvindo sem nenhum spoiler ouve aquela faixa e fala, meu Deus! E eu chorei. Primeira vez que eu ouvi, eu chorei. E eu lembro, eu vim em Nova York no final dos anos 80, imagina. A primeira vez que vi Madonna pessoalmente foi num clube chamado Mars. No Meetpacking District, que ninguém ia nos anos 80.
Meetpacking, você viu ela na balada?
Aí é o seguinte, era, e veio uma pessoa que chama Sandra Bernhardt, que é muito colega dela, atriz, a comediante, a atriz comediante. Ela falou, tem uma surpresa para vocês. E ela foi e cantou Like a Virgin num clube. Eu era correspondente da Folha.
Ela namorava o Basquiat?
Não, né, já tinha rolado Basquiat ali na vida.
Ali não tinha champanhe ainda, não tinha champanhe ainda.
A música que ela fez pro Champagne nesse disco, linda!
É mesmo? É legal, né?
Wise, Hollywood. E o carro que ele destruiu lá.
Você nunca vai saber os meus segredos, meus dirty, né? Ela fala, você nunca vai saber.
Essa é a minha menos favorita, eu acho. Mas pela produção, não acho tão legal.
Não é boa. Aqui às vezes as baladas, elas estão com o tempo vindo. Ontem que eu tava ouvindo Betrayal, eu falei, nossa, essa eu tô gostando bem dela.
Então elas são... Musicalmente são todas interessantes. Eu gosto de— Betrayal começa com um sample maravilhoso, Eric Satie. Sim, é uma loucura.
Não, mas é muito chique, você disse que é muito chique, gente.
Mas eu digo, peraí, a menos interessante que eu acho linda a mensagem, mas musicalmente The Test, que ela fez com a filha, musicalmente ela é a menos surpreendente. Sim, é uma música caretinha, redonda. Enquanto ela experimenta beats aqui e drops ali, não sei o quê, ela passeia ali, ela tá focada na mensagem.
Eu fiz essa música É verdade, é verdade.
Então musicalmente é a menos interessante. O que não sei, num álbum cujo sarrafo está lá nas alturas, o menos interessante significa o melhor que 97.
O melhor que o Rebel Hearts todo, tá melhor que o Rebel Hearts todo.
Ai, eu amo aquela capa, gente. Todo mundo fala mal do Rebel Hearts, eu lembro daquela capa linda, gente.
Você gosta dela? Acho tudo lindo.
A capa é linda, né?
Eu gosto da capa.
O disco é estranho, eu acho.
É, o disco é estranho.
Ela quer ser o Kanye West, ela quer ser o Diplo, ela quer ser o Sócio.
Então, mas é que daí eu acho que o que a gente tá falando agora de Confessions 2 Vocês falam Confessions 2? Confessions 2?
Confessions 2 mesmo.
Eu falo Confessions 2, tá?
Vamos deixar só Confessions.
Coffee 2.
Coffee 2.
É o Coffee 2. É o novo Confessions.
É o novo Confessions. Eu também falei muito o novo Confessions. É que o que ela faz com o Stuart Price é um negócio assim, é um encontro muito feliz, é um encontro muito lindo. E a Madonna, isso que o Zeca falou da gente lembrar da Madonna compositora, ela livre, ela tá livre ali pra compor.
É a Miss Stewart. É a Miss Stewart.
Quando eu brinquei no começo do programa falando assim, olha, o mundo tá conservador, ela resolveu sair de casa. Eu acho que tem um input ali, um gás muito forte dela assim de fazer. Vou fazer isso, que mundo é esse que a gente tá vivendo agora? Pera aí, pera aí, tá difícil. Eu sou Madonna, eu tô aqui bem viva, bem pronta. E ela se põe muito disponível. É quando você falou da festa da VHS, né, que vocês fazem. VHS é ótimo.
Depois ela tá preocupada, você fala: confessa. Sarah, thank you.
Eu vi um trechinho de um vídeo de vocês e eu fiquei até, fiquei tocada porque eu falei: cara, ela acabou de lançar aí, que esse convite à pista, esse convite pra gente dançar, né? E daí isso que eu acho muito, e coloca o house e o dance music num nível.
Já é o clássico desse dia, o pessoal já tava pulando.
Dance Theory é uma loucura, mas é que pôs o dance music num nível que assim você fala, ai, que bom.
Mas ela bebe todas as fontes. E Dance Theory tem uma história, você sabe muito bem, o clube dela. Eu brincava quando no meu react lá, eu falei, cara, todo mundo sonhava em ir pro Estúdio 54, eu queria ir pro Dance Theory. Era incrível.
Eu tive essa vez, quando você foi, já não tinha mais.
Eu nunca fui, mas é que a volta para história que você viu a Madonna, né?
Era outro final dessa história, era um clube chamado Mars.
E a Sandra Bernard tava lá, ela foi, ela cantou.
A Sandra Bernard foi lá, cantou. A Sandra Bernard flertou com pop, ela tem algumas gravadas aí. Ela tem, ela tem uma música ótima. Ela fazia o que era muito moda na época, era spoken word, ela falava, falava poesias em cima de uma música. E aí ela falava, eu tenho uma amiga aqui Aí entra Madonna. Eu não estava, o Mars tinha 3 ou 4 andares assim, a loucura. Eu não estava na hora que ela entrou, mas aí todo mundo, Madonna, Madonna, Madonna, e todo mundo desce do teto, que é onde tinha um palquinho.
E aí tá a Sandra Bernardo, a louca, ainda deram selinho porque, né, era o auge da ousadia e tal. Foi a primeira vez que eu vi Madonna ao vivo.
Ela não cantou nada, ela ficou, ela cantou Laka Verde, cantou Laka Verde, cantou e saiu, cantou e saiu.
Era uma coisa, era um happening assim, entendeu? Era uma coisa louca. Veja, já era o auge dos Doors ali. Era o máximo. E ao mesmo tempo ela não é muito diferente do que ela fez das aparições que ela fez agora, que ela tocou, que ela fez isso, que ela faz. Ela, ela tem, apesar de ser cada vez mais estratosférica, ela tem uma acessibilidade enorme. Todo mundo acha que tá perto da Madonna. Isso é um super segredo de qualquer superstar, entendeu?
Não tá exatamente, pelo contrário, até que eu saiba, entrevistas inclusive ela deu pouquíssimas.
Sim, ela usou as coisas dela mesma, né?
Ela deu agora para BBC.
O cara da entrevista, ela falou, o Mel lá da entrevista, aquilo sensacional, excelente.
Ele falou, ele só falou da BBC, da entrevista, da revista, entrevista, que é novamente, é a revista que ela—
eu queria tanto, já vi em leilão a primeira entrevista que ela fez, que acaba tendo, ainda era do Andy Warhol. É, custa caríssimo, obviamente.
Mas é mais caro que sex book.
Ela privilegiar a interview é ainda, é a mesma coisa, é a mensagem passada dela, mas para frente, porque, né? Mas olha para frente, isso eu vim disso aqui. Les Girl, que repetindo é Lower East Side Girl.
Nossa, não sabia!
Você não sabia disso?
Não sabia, galera, não sabia.
Surgiu o Descenteer, era no Lower East Side.
Artistas moravam lá.
Era aquela putaria naquela época. Tinha um outro clube que chama Pyramid, que é em Tompkins Square ali, que também era o alternativo do Dance Theatre. Era o Pyramid, era o alternativo do Dance Theatre. Então você pode imaginar, então essa era a região que ela cresceu, que ela fala não tinha dinheiro para pagar aluguel, aí veio perto do namorado, começou a tocar. É super bonito. Coincidentemente, este senhor de 63 anos morou em Nova York nessa época e frequentava o Lower East Side.
A gente vai embora, você tá se exibindo demais.
Obrigado, já é minha porção de solução.
Já encerrou a participação.
Beijo, tchau. Obrigado, já.
Mas a gente tava vendo, né, tava pesquisando sobre todo o pessoal que ela fala na música, na danceteria e tal. Aí tem umas que, ah, todos que eu conhecia menos, Kenny Scharf e tal, Raimontag, que era o host da danceteria, que—
Fab Five Fred.
E aí você fica, gente, Que realidade que tem! Não tem nada que se compara hoje em dia com isso, com uma Madonna dançando com o Jean Paul Gaultier junto com Basquiat e todo mundo na mesma festa ali, essa coisa. O que seria hoje em dia assim?
É difícil mesmo. Hoje em dia é tudo muito careta e muito institucionalizado. Porque ali, eu acho, e a gente— a resposta pra sua pergunta, a gente vai saber em 2040. A gente precisa passar uma década pra ver o que aconteceu atrás e quem sobrou, né? Justamente. Dá o valor disso nesse momento. A gente, eu falo, olha, num outro universo, outra proporção, a mesma coisa você pode falar de São Paulo. Eu sou filho dos anos 80, eu, Astridão, meus amigos, né? Você é mais jovem, né? Ela é jovem.
Gente, eu preciso contar para vocês que eu anunciei o Confessions One em 2000, 2005, e já tinha carreira, né? Já tinha uma carreira, era uma menina falando lá. Achando o máximo que eu tava chamando a Madonna. Eu achava aquilo assim, tipo, a coisa mais cool e moderna.
Mas era, né?
Porque eu assistia ele, né?
Você falou com ela na Confessos?
Não.
Ela falou que foi MTV?
Não.
Foi a Marina que falou com ela no Music Fest?
Marina falou com ela antes do Music Fest. Foi no Music Fest? Foi no Music Fest.
Eu lembro dela de chapéu com a Marina.
Aqui a primeira. Mas eu lembro a minha sensação quando eu vi a primeira vez o Hang Up.
O clipe?
O clipe. Eu fiquei tão impactada. E eu tive a mesma sensação agora, mas agora eu, uma mulher. 20 anos depois, mais madura também, com outro olhar, um olhar mais apurado, um ouvido mais apurado assim. Eu fiquei muito emocionada de ver uma mulher convidando todo mundo, de todas as gerações, com todas essas referências que você acabou de falar, Samir, para pista e para ser feliz um pouco. E para ir dentro dessas letras confessionais, né, o Confessions, essas letras mais reflexivas e elegantes, ela fala, olha, Tá tudo bem você dar de cara com as suas violências, com seus traumas, mas vamos dançar, vamos expurgar. A pista é um lugar sagrado, não é?
Não é onde ela se sente mais confortável, estando na pista de dança mesmo, ela voltar para o berço dela, não é?
Até então ela tava meio perdida.
A gente tava falando daqui antes, a era da Interscope foi um desastre, se você pensar bem. Então parece que oferecia uma seleção Oferecia uma solução para os artistas, porque a internet vai tirar os streams. Aí tem que— a Live Nation chega junto e vão fazer uns mega shows, lembra? Então foi a Gaga para Interscope, a Madonna para Interscope. E ali tem o MDNA, o Rebel Heart, o Madame X, que são discos que não parecem os discos bons da Madonna, né?
Aí tolheram toda a liberdade artística.
Porque a geração que tem 20 e poucos não entende que a Madonna é importante, mas eles não percebem, não sentiram.
Mas eu acho que fica claro o quanto ela tava amarrada nessa época.
Não sei se eles sabiam, né? Mas a coisa É bom que as pessoas percebem isso aqui é tão bom quanto Like a Prayer, tão bom quanto Music, tão bom quanto Blue. Você vê que é um disco todo da Madonna.
Em retrospectiva, a capa de Rebel Heart, que ela tá com a capa toda amarrada, é lógico que foi uma— Acabei de ter essa sacada também, porque era um jeito dela falar assim: é o que eu posso fazer, vocês vão ver só um pedaço de mim. Sei lá, Madonna, depois me liga.
Acontece com a Madonna, a gente já percebeu, é que quando você tem um produtor só guiando, ela começa a fazer isso depois do True Blue, com todos os discos, ela se dá bem, muito bem, muito. Porque é uma pessoa, William Orbit, Way of Light, todos, todos.
E tem muita coisa, né? Aqui tem erótica nesse disco, tem muita coisa da Jessie Ware.
Porque quando ela faz What's Your Pleasure com Stuart Price, eu falei assim, a Madonna tinha que estar fazendo esse disco. Essa coisa de velha rica, chique, boa, música com house. Por que a Madonna não faz uma porra dessa? Eu como um fã A Madonna fez melhor ainda. Ela pega um Confessions 1, eu pensei, não tem nada de muito de house, né? Aliás, tem house, não tem nada de disco, que eu quis dizer. Ela faz um filme disco que parece um pouco do erótico, um pouco do Ray of Light, um pouco do Bad Times, e não parece nada de Confessions.
Não, os samples são as referências, que não tem, tem sampler, mas quando você pensa que ela não tem um sampler óbvio que nem do ABBA, não, não, não tem um bem grande assim. O Fred Kissinger, clássico dos clássicos, tá lá no The City. By the way, tá tudo lá, mas nada é óbvio, tudo é genial. Eu só, para não ficar, né, solto, só queria dizer o seguinte: na minha época, nos anos 80, aquilo que eu falei aquela hora, você tinha um monte de gente que não era ninguém.
Sim, né? Eu ia em show dos Titãs, que era, não, puta que pariu, um monte de DJ que não era nada. Marisa Horta, a gente era, mas eu conheci porque um cara que dançava comigo falou, vou casar. Aí Quem é sua mulher? Marisa. Mas ninguém era ninguém. Eu lembrei um pouco disso. Artistas plásticos, escritores, a própria Astrid, gente que a gente era uma molecada fazendo isso. E por isso que eu falo, você vai ver daqui a 40 anos quem sobrou.
Sempre tem. Então eu acho que enquanto a gente tá aqui fazendo esse podcast, tá acontecendo, né? Mas é das gerações, a gente tem só que abraçar. Tem gente fazendo coisa maluca sempre. O que a Madonna faz? Ela vê um monte de gente tá fazendo essas coisas e chama. Vocês sabem quem é o fotógrafo da capa, né?
É o Pavarotti, brasileiro.
Ele é de Belém do Pará. Correção, ele é da periferia de Belém do Pará. Eu conheci ele por causa de um outro cara, que é um cara que uma época, lembra de um desfile do São Paulo Fashion Week que a Anitta foi vestida com umas folhas Lembro esse cara que fez esse style. Eu fui fazer uma matéria com ele, ele falou, então, que é meu vizinho aqui, é um menino chamado Rafael Pavarotti.
Ele tava morando lá ainda então?
Ele tinha acabado de sair de lá para ir para Europa tentar carreira. Tá, alguns anos depois falei com ele.
Daí você fez a Beyoncé, não foi?
Não, na Beyoncé acho que ele não fez.
Pode ser que ele tenha feito algum ensaio.
É que aquele da Vogue, da A Beyoncé é um outro americano, alguma coisa.
Vi uma exposição dele em Paris, uma coisa maravilhosa.
Mas é um radar que ela tem, né? É muito legal.
O Rafael é mais novo. Rafael, não sei se ele tem, deve ter, não tem 40 anos, deve ter poucos. Então ele já é uma nova geração que a Madonna vai lá falar, não, esse aqui eu vou trazer. O que ela faz de lindo é que seja Like a Virgin, seja em Ray of Light, seja em Confissões seja com os dois, ela fala: o que que tá rolando? Quem é que apareceu? E ela pega esse produtor, esse fotógrafo, esse estilista, esse coreógrafo.
Ela corre, ela mostra antes das coisas. Ela voltou a ser essa pessoa nesse disco. Isso aí é um prazer, porque quando você vê ela correndo atrás do Timbaland e do Diplo, era meio: putz, era você que mostrava pra gente quem tava lá.
Nossa, nem me fala, aquela guerra que você falou. Porque quando eu comecei a ver ela correndo atrás atrás das pessoas que estavam muito meio viralizadinha agora, um pouco angustiada, porque ela deixou de ser Madonna. E aí você precisa do Timberlake para poder fazer uma música de sucesso.
Você percebe que nesse disco tem a Sabrina Carpenter, mas ela não é— ela é coadjuvante. Ela é, claro, gente, tudo bem que ela é uma grande adição à música, mas os featurings pouco importam nesse disco, que a Madonna é que tá brilhando, a música dela que tá brilhando, né? E antigamente você precisava correr atrás A Britney, corre atrás do tipo de artista. A Anitta faz gostoso essa, né?
Então vou falar com o mercado latino, vou pegar a Anitta. Parecia tudo calculado.
Exatamente.
E esse disco é 100% autoral.
Sim, é isso, é isso que eu quis dizer. Esse sentimento que eu tive assim, porque ela é a pessoa, ela é o farol, né? E tá tudo bem, porque às vezes você fala assim, ah, gente, o novo sempre vem, mas o novo sempre vem também com ela, né? Porque para mim ela tá sempre disposta a tudo.
Mas eu tô junto, eu tô na proa.
É muito lindo, a pessoa tá, ela tá disponível. Eu acho lindo uma mulher tá disponível assim. Eu tô disponível para vocês, eu tô disponível para pista, eu tô disponível para mostrar assim um nível de house, de dance music assim estratosférico.
Eu tô aqui de 40 anos de carreira, é muita coisa. E você fazer um disco hoje tão bom quanto que você do seu auge é raro demais, sabe?
É para ser celebrado. Por isso que eu falei, me abraça. Eu quando ouvi, porque eu sei que ele é muito fã, ele já tinha me convidado para vir e eu não ia poder vir, lembra? Lembro, não podia, ia estar gravando, mas deu tudo certo, a gente tá aqui. Eu ouvi, gente, eu falei, gente, por favor, quem é fã de Madonna me abraça, porque só os fãs. Aí você vê que daí fura, fura a bolha dos fãs, é tão gostoso. Não, eu tenho amigos jornalistas musicais mais assim chatos, tá?
Rock and roll, tá todo mundo, né? Eu imagino.
E eles todos, eles, eu vi curtindo o meu post. Eu falei, olha só, porque eu nem ligo muito para essas coisas, mas eu falei, então, ó, essas pessoas na internet falando isso.
Ah, eu nunca liguei muito para Madonna, sei da hipótese dela, mas enquanto homem hétero, eu falei, peraí, é música. Eu lembro de um tweet que você riu para caramba quando eu tuitei, que eu falei assim, gente, eu gosto tanto da New York, eu tô com medo de virar hétero. E você deu nada. Porra, música é música, não existe isso de ser gay. Não, não gosto.
A gente não gosta de ser gay, né?
Enquanto homem gay eu não consigo admirar Beatles. Ah, vá, se tu não gostar da Madonna, tu não gosta de música também.
Mas eu sou fã do metal, eu adoro.
Tá, que você falou uma coisa que eu vou roubar. Mostra para uma geração que não viu, não viveu a Madonna no clássico. Não, então é sobre isso, porque acho beleza. É uma geração que cresceu ouvindo talvez music, Ray of Light, não depois, Material Girl, essas coisas. Mas depois disso não falou, ah, eu tenho uma música nova para curtir.
É verdade, eu achei que foi até Confessions. Eu vejo pelos meus filhos, lançamento, né? Não viu o lançamento total, Zeca?
Eu vejo pelos meus meninos, duas ou talvez três gerações depois.
É legal, vai ter gente que vai começar a gostar da Madonna com esse disco.
É muito legal, esse é lindo, né?
E vai ter trocentos discos para ouvir agora.
Sim, a Madonna no seu auge, porque a pista de dança é o que acolhe ela, é o começo dela. E ela tá voltando para isso da melhor forma possível.
Adora música de pista de dança, música boa. Você sabe, eu tenho um filho de 10 anos, o Martim, e a Chloé tem 13. E eles, eu vejo que Madonna para eles é até Arrancado, até confesso, total.
Mas eles vão ouvir agora.
Não, eles ouviram, eu já mandei. Eles não estavam comigo, mas eu mandei. E daí assim, tipo, I feel free e dança. Como é que vocês falam? Dançeteria, né? É que eles falam dançeteria, eles falam.
Eu vou para dançeteria hoje à noite.
Eu tenho até um vídeo que eu não vou mostrar aqui, mas eu tenho um vídeo da Chloe dançando já.
Os flyers da dançeteria nos anos 80, demais.
As pessoas estão trazendo agora de Colocaram ela dançando Everbody na dançateria no começo. Eu falei assim, vou ver até com medo, porque deve ser tosco. Porra nenhuma! Ela tá dando a vida ali. É, esse vídeo viralizou da primeira apresentação dela.
Gente, eu lembro que eu fui pesquisando quem era o Guy Bourdin por causa dela.
Olha o nível!
Não é? Porque agora eu lembrei, você falou de dançarina.
Você falou, trazendo o Guy Bourdin no Hollywood.
É, Hollywood. Então, foi por causa do clipe de Hollywood. E daí deu até um problema, lembra que ela foi processada? Não, ela foi processada pelo filho dele. Porque enfim, ela fez reproduções de artes dele. Mas de qualquer forma, era uma homenagem, porque ele é uma grande referência pra ela.
E aí, a cor dela apagou, fez um clipe.
Mas eu lembro, porque eu anunciava o clipe de Hollywood. E eu falava assim, gente, Gibbutz, vamos lá. Eu era uma menina, eu tava aprendendo um monte de coisa. Eu queria entender, né, o David Fincher, né.
Assim... Sim, do Express Yourself.
É, o Express Yourself, Vogue. Eu tava aprendendo, eu cresci vendo MTV. Mas eu também não sabia tudo, todas as refs dela, Basquiat e tal. E daí você fala, que lindo, ela tá trazendo tudo isso de volta e uma nova geração pesquisar também sobre ela.
Só o botoque daquela época que ninguém ia estar tão botocado, né? Eram as agulhas do clipe.
Eram as agulhas do clipe, tinha uma coisa, né?
Ela tava linda ali.
A gente falou sobre as composições dela e tal, mas uma coisa que eu fico pensando é, como é que demorou 40 anos, né? Aí, 40, para ela falar de dança tria? É uma coisa tão grande da vida dela, né?
E como é que só agora vem música sobre? Ela é muito nostálgica, ela olhava muito um pouco do passado.
Em todos os vídeos já foi um susto para gente. Alguma coisa está acontecendo, ela tá revisitando medo. Porque assim foi com Bowie, assim foi com Rita.
Ela não falou a verdade para trás, mas é uma história que ela nunca contou para gente. Assim, apesar de ser uma coisa do passado, ela nunca tinha chegado a falar.
Sempre foi muito mais famoso que a Dancetive.
Eu conheci agora, eu não sabia que era balada.
Descobri com esse time. Sabe como que ela passou, né, recentemente? Foi muito pesado, gente. Ela ficou entre a vida e a morte. Ela deve ter repensado mil coisas.
É, eu acho que chega para qualquer artista, chega um momento você faz uma revisão. Vamos dar um exemplo radical: a própria Patti Smith, que até ela escreveu Apenas Garoto, ela já era uma artista de mais de 60 anos ali, tem 50, né? Então isso tem a ver com a maturação. Há uma hora que a pessoa fala: agora eu vou olhar para trás. Eu acho, adoro o fato, pouco como eu, eu não gosto muito de olhar para trás também. Sim, eu fico maluco também, a não ser que seja extremamente necessário, uma data, uma coisa assim, uma colaboração.
Eu gosto de agora, a gente tem uma história, tem que ter um contexto, porque senão vira gratuitamente uma referência nostálgica.
E tem aquele negócio de, ah, na minha época, eu odeio falar de minha época, é agora Eu odeio isso. Não, você tá vivendo do passado, é muito estranho. A Madonna se autorreferencia com muita elegância, tem muita esperteza também. Aquela cena da cama de lacavô de que a gente vê na Celebration é linda. Ela com ela própria do passado se agarrando, se beijando.
Eu fiquei com inveja dela porque as referências são tão modernas às vezes. Eu fui atrás de várias coisas também desse disco, eu falei, o que que é isso? O que que é isso? E eu falei, quero saber. Eu fiquei curioso, vou tirar onda aqui. O ano passado, humilha mais. Não é sobre a Madonna, é sobre no ano passado, quando o Spotify fez o resumo do ano, eles falaram qual é a sua idade do Spotify.
Ah, idade musical, eu lembro que você postou no seu perfil.
Eu postei.
O meu também deu super novinho.
O meu deu 19, é menos do que o Gabriel. Gabriel, filho da Astrid, que tem 17 anos, 24. O meu, 19. E aí eu pensei nisso Eu falei, cara, a Madonna é 14, porque ela ouve coisas que eu ainda não vi, né? Então isso dá uma energia. Por isso que eu acho que a gente aqui, eu com 63, eu quero o novo, eu quero o que me excita, o que me anima, uma coisa que fala, nunca ouvi isso, obrigado, Madonna.
E ela é muito moderna nesse sentido, né?
Isso me irrita um pouco às vezes quando sai um lineup de um festival aqui no Brasil Isso acontece bastante, que é para falar assim: ai, quem é esse povo? Gente, são nomes enormes, são pessoas que estão bombando agora. Em vez de você falar assim: quem é esse povo? Não é que não é, não tem The Killers, cadê The Killers? Vai ouvir quem são essas pessoas que estão em destaque, são pessoas grandes agora, deve ser legal.
Do Stuart Price, mas é que a gente gosta de música, porque a gente tá falando do Stuart, porque ele produziu o Killers também.
Foi coincidência, coincidência.
Adora a Sabrina Carpenter, já veio tocar no Rock in Rio e ninguém, ninguém deu nada para ela. Era um mico. Quem é Sabrina Carpenter? Chupa!
Ai, não tem Pearl Jam, sabe?
Ai, é muito chato isso.
Mas quem gosta de música é assim, meu pai que ama futebol, ele fala, eu vejo qualquer jogo, o importante é ver futebol. E aí eu falei assim, pai, sou igual com cinema, entrava nas mostras, não sabia nem o que ia ver.
Quantos filmes!
Mas que delícia isso! Entendeu?
Eu vou lá, eu vi um japonês que não sei nem o diretor. Bora! E aí, putz, você gosta de música, é igual. Você vai no festival, vai ouvir coisa nova, vai sim.
Chega no Spotify sugestão para você, pois não, eu escuto.
Eu fiquei aqui nesse podcast cantando, falando Chaperone, Chaperone, Chaperone, um tempo até respeitarem. Fala assim, ah, essa chata, quem é essa aí? Quem é essa aí? Aí ela veio, fez um showzão, e tá vendo?
A gente dá muita bola fora também, mas eu virei, tá?
Mas eu em casa, sucesso.
Eu em fevereiro catei música do ano, Mick Fabulous. Você já ouviu? Eu amo, acho até hoje. Não estourou exatamente, mas é bom. Vai que ela estoura no próximo disco, tô lá.
A gente tem que falar de grandes coisas do ano também, né? Para falar de sucesso, eu em fevereiro catei música do ano, Mick Fabulous. Você já ouviu? Eu amo, acho até hoje. Não estourou exatamente, mas é bom. Vai que ela estoura no próximo disco, tô lá. A gente tem que falar de grandes coisas do ano também, né? Para falar de—
se quiser falar, Sara.
Não, só ia falar que eu em casa tenho uma vantagem que é a minha molecadinha, eles querem me desafiar, né? Porque eles, óbvio, porque já não tem ninguém que, né, quem eu sou, o que que eu faço. Então eles me desafiam. E daí, por mais que ela seja uma super fã da Alanis, e você sabe que eu pari uma das maiores fãs da Alanis, é uma loucura. A minha filha é uma loucura com Alanis Morissette.
Como que ela tá cantando igual?
Uau! A gente foi duas vezes, a gente chorava.
A gente foi no do Alanis e nesse que a gente encontrou o Zeca, que ele fez várias fotos muito lindas, porque realmente era uma emoção. Eu ia, e a Chloé, ela tinha 11 anos na época, mas eles me desafiam. Então, por exemplo, a Deutsch eu descobri por causa deles, porque eles viram no Tiny Desk antes de mim. Não foi antes do Tiny, inclusive, depois ela foi para o Tiny. Mãe, ela tá no Tiny!
Falei, aí, ó, você já tava fazendo o Tiny daqui?
Não, ainda não, ainda menina. E quando eu vi, eu não podia. Quando eu fechei o Tiny Mas que eu não podia falar porque era segredíssimo. E ela é muito fã, eles guardam segredo, mas assim, eu fiquei com medo porque sei lá, a empolgação escapar. Aí quando eu fui falar, você não tá entendendo assim.
Foi ali que você ganhou respeito como mãe, né?
Mas às vezes eu falo assim, vocês são as décadas de carreira, mas a música une tanto.
Você vê que a música une tanto que essa coisa do respeito é engraçado, porque quando você vai ver, tá de igual para igual. Eu falo, opa, eu sou sua mãe.
Discutir música com Gabriel, com filho do Astrid, que agora em julho começa. É fascinante, a gente briga assim, ridícula. A terceira faixa é muito melhor. Ele, não, você não sabe nada. Eu falei, você não sabe nada.
Eu que segui o Gabriel naquele vídeo de falar da Deprince.
Gabriel, um beijo, meu caro.
Esse fim de semana eu tava em São Luís do Maranhão fazendo coisa de São João e eu descobri São Luís Eu não sei como vocês conseguiram até aqui.
Uma janela, foi a Madonna que surgiu.
Mas eu tava, cheguei hoje, São Luís.
Mas você também não é nada de fácil não, não vem não. De 3 em 3 anos vocês aparecem aqui, ainda bem.
Mas eu tô lá sempre comentando as coisas do papel pó.
Eu sou facinho. Mas aí eu tava lá e descobri em São Luís um clube de vinil inacreditável, uma galera maravilhosa.
E o cara falou, por que você não vem tocar aqui?
Aí peguei peguei 27 vinis do meu, da minha coleção. Imagina, não, até dei 2 de presente, deixei 2 de presente lá. Ah, você levou os vinis? Levei de São Paulo para lá e toquei aí uma galera maravilhosa em São Luís. E aí eu tocando Love You Tears Apart do Joy Division, The Cure, Madonna, Chaka Khan, coisas assim incríveis. E aí eu agradeci Eu falei, eu não acredito que eu estou tocando para pessoas que têm um terço da minha idade e nós estamos todos celebrando. É para falar sobre esse negócio da música.
Não importa. E quando a Madonna vem e fala assim, a pista tem esse lugar sagrado, esse lugar que é espiritual, né, ritualístico. É isso, o show tem isso, a música tem isso.
A gente tá super conectado e online. Ela fala, seu corpo precisa conversar e falar, o movimento do corpo e da pista que ela fala É muito bonita.
Tem uma indireta aqui para pessoalzinho, pessoal do TikTok e tudo.
É qual?
Tem alguma música de 1 minuto e meio?
Não, nenhuma.
A indireta é uma indireta bem indireta, porque não tem música. Eu falei no meu react, falei: não tem musiquinha para TikTok. Tem música com abertura, refrão, drop, volta o refrão. É um ciclo, uma música. Não é uma vinheta, ela não faz vinheta, ela faz música.
Chupa! Igual você fez com Renascença.
São elas que estão puxando isso. São elas, são puxadas.
A Línia, que era aqui com o Caju também.
O Caju total, galera. Mas eu acho que vai puxada aí por Línia, que é Madonna, Beyoncé, vai ter esse movimento, eu acho, de voltar a se pensar muito, se fazer álbum denso. Eu espero, porque tá começando a ficar muito, ah, gente, mas 1 minuto e 40 a música, isso não é nenhuma música.
O Brett foi um pouco isso também, né?
O Brett foi álbum, foi álbum.
E você entende muito melhor o Brett escuta ele inteiro.
Exato. E vem aí um álbum novo dela também, e já com duas faixas incríveis.
Foi o mesmo estúdio que fez o Brad Pitt, fez o Confessions 2. E visualmente, né? Sim, porque o Brad Pitt, você lembra do verde, né? A Madonna, você tá vendo, vê rosa. É muito poderoso isso.
Eu não sabia que era o mesmo estúdio.
É muito legal, criativo.
E você vê, a Madonna não tem um ícone forte, forte, forte, foda como esse desde muito tempo.
Não, lá na VHS agora Agora vai ter um, vai ter o pior, eu vi a Charlie falando dela essa semana, da Madonna, dela conhecer.
A música favorita dela é Hollywood, você viu?
É, né?
Bem aquele vocal bem pessimista.
Eu achei que tinha, ia ter uma participação dela. Então tem nada que é óbvio, são chiques, né? É, não, mas não seria tão óbvio assim. É que eu queria ver essa participação nas duas porque Show, né?
A gente tá chutando que ela vai fazer como a Charli também fez, de lançar remixes com participações especiais. Aí talvez venha a Kylie, Charli.
Porque ela na entrevista, ela tava com a— do nada, no meio da entrevista, com a Kylie Minogue.
É verdade.
Ai, a Kylie é tão gente boa!
Você não sabe de nada. Eu, o Stromae, que eu adoro, ninguém sabia de nada. Imagina o que é guardar esse segredo.
Tem uma música com a Madonna.
Falei duas coisas. Às vezes quando tem uma coisa mega assim de alguém muito famoso e que é uma operação enorme. Eu falo, como é que não vazou nada? Eu lembrei da Madonna agora, quando a Beyoncé gravou no Louvre. Como é que você bota 40 pessoas no Louvre e ninguém sabe nada? Como é que você faz isso? That's power. É isso aqui, é o poder. E nem o vídeo da Madonna. Você chama metade do elenco mais VIP do universo, ninguém fala nada, nada da cena.
E você só sabe no dia do lançamento. What the fuck, entendeu? Isso é poder. Poder é ser por si.
Eu ia falar, deve ter um NDA.
Contrato, é o contrato do NDA.
Cara, eu vou contar nem pra minha alma. Ou você não conta nem pras filhas do Thaíndesque.
Não, é real.
Mas o Thaíndesque até hoje, a gente encontra um dos meninos que trabalha aqui que também veio. O Dante, ele também foi. Você também foi? Não, o Jovi também foi. Eu fui, eu te vi lá de longe, né? Aí eu estava indo para entrevista, ninguém fala porque a gente assina tanta coisa também, não, atrasa as coisas. E quando o Tarydesk foi lançado no Brasil também não vazou. A Folha deu que eu ia apresentar, mas não.
Eu fico maluco porque eu não posso falar nada e a pessoa me conta uma bomba, eu fico: eu não queria ter sabido disso.
E aí eu esqueço, porque você é muito legal, esqueço.
E aí quando sai no papel Gente, a gente já sabia disso há muito tempo, né? Aí o pessoal, não, saiu hoje. Eu falei, ah, então eu que já sabia, esqueci.
E forçei a vaga.
Medo de falar. Conheci coisas da Pabllo que eu falei, não posso saber, não vou navegar essa. Nem te contei, não vou contar nem para ninguém no Papel a Papel, porque o meu medo é um conta para o outro, um conta para o outro. Então ela vem com uma novidade aí. Vamos falar das coisas mais legais do ano até agora, se você conseguir. A Sara muito tempo.
Eu vou ficar mais um pouquinho.
A gente tá falando muito da geração agora conhecer a Madonna no seu auge. E tem uma coisa que eu tava muito ansioso para fazer o filme, a série, para— porque isso é uma ferramenta de divulgação fortíssima para geração atual. Eu lembro de tocar Elton John na VHS por causa do filme depois. Mesma coisa com Queen, é uma ferramenta muito poderosa. Isso aconteceu agora com Michael Jackson, com o filme dele, né?
E com Neymar Mato Grosso, né?
Bem lembradíssimo.
É isso, gente. A vida do Ney mudou depois do filme do meu irmão, do Cris.
Homem Gorda, fazendo no colégio.
Não, ele não pode sair na rua, o Ney. Ele fala assim, mas eu ia até a farmácia, sabe? Eu ia, sempre fui.
Ele mora no Rio.
O Ney é um dos piores entrevistados, que ele é super tímido. É terrível. O Ney não fala, não fala. É uma pessoa adorável, luminária.
Ele é lacônico, ele é maravilhoso.
Eu já falei para ele, quando eu brinquei, a primeira vez que entrevistei o Silva, eu falei, Silva, você é pior que o Ney, porque o Ney você já tira dali, né? Silva não, o Silva melhorou bastante, acho que fez umas terapias, ele melhorou.
Mas de dar resposta assim, sim, sim, meio vaga, aquela pergunta elaborada, eu não Tinha outro jeito. Eu amo essa resposta dele, ele fala, viu, Ney, no palco.
Mas eu não tenho abertura que vocês têm de entrevista, não tive ainda oportunidade de entrevistar o Ney e nem de estar com ele no mesmo ambiente. Então a primeira vez que aconteceu isso foi quando ele anunciou a turnê gigante, foi no Allianz, não foi?
Foi.
Então ele tava no Love Cabaré, aí o pessoal assim, vem aqui que eu tenho uma pessoa muito importante, vai anunciar uma coisa, a gente quer você. Foi, beleza. Então eu vi ele, não sei se eu devia contar isso, mas tinha gente lá que queria que ele cantasse. E o Ney não canta, não canta. Você tá dando uma palhinha?
Jamais.
Um monte de gente você pede entrevista, a pessoa vai, até aqueles cantores. O Ney faz assim, ó: o que que é? Mas o que que é para fazer? Ah, isso? Não, não, eu só vou ler. Onde está?
Ele lê.
Eu vi isso pessoalmente ali. Não, não vou cantar. Se quiser me cantar, vem no meu show que eu tô cantando lá.
Então você pedir, né, para você fazer A produção pediu, a pessoa cantou na frente dele, para ele, a música dele.
Eu queria morrer, eu queria sair. Mas ele é fino, ele teria aplaudido a pessoa, mas tem coragem.
Então, mas é isso que é legal que você tá querendo dizer, que as cinebiografias elas revitalizam, né, e elas trazem esses hits para as novas gerações. E é muito gostoso isso, porque daí também a gente vê tudo que a gente tá falando aqui de novos artistas também podendo mostrar a sua suas músicas, né? Então isso é muito legal. O Ney aconteceu isso com a discografia dele. Michael Jackson agora, eu amei ter visto esse filme, tá?
Eu amei a parte musical, né? Você toca Michael Jackson, o filme é bom. Eles tiveram a sorte de poder usar as músicas.
Conseguiram, é isso. Eu sou isso que eu agradeço. Eu amei ter visto as músicas.
Eu fui no Dolby, eu fui no Dolby também, tinha que ver para ouvir música.
Excelente, tava cheio de criança. Isso me deixa assim, eu acho que um jorro de alegria porque a criançada cantando todas as músicas e os caras tiveram os direitos autorais. Então assim, como experiência eu amei.
Sim, é um filme importante com todas as críticas que ele merece total, da exclusão de relatória até o ponto de corte. Tudo ali é terrível, mas a gente inclusive quase desconhece ou não se lembra o quanto ele é importante para toda a cultura negra do mundo mundial. É uma É uma história de emancipação. E quando você vê novamente a plateia que vai assistir, você fala: eu tô entendendo esse filme, eu tô entendendo o sucesso desse filme.
Gigantesca. E é pela relevância do personagem, não é pelo roteiro, não é pelas críticas que você vai ouvir, é pela importância dele para toda uma cultura, não só da música, mas pela uma cultura de arte negra. Ele é um avatar no melhor sentido disso. Antes de avatar ser banalizado, é o que a gente reclama, foi isso, né?
Assim, faltou, porque a pessoa que ela vai lá, ela vê a música, ouve e gosta, mas faltou mostrar porque a genialidade deles, quanto é genial, falta um pouco.
O Quincy Jones, o produtor no filme, eu fiquei incomodado. É que eu não conheci Jones, trata O cara, com respeito que ele tem, era um produtor.
Mostra porque produção, gente, o sobrinho dele é bom, né?
Sim, já faz também.
Fazendo o pai dele é assustador.
Muito bom. É assustador, ponto.
Em qualquer lugar, em qualquer lugar.
Mas a gente tá falando aqui de pessoas que são a própria cultura pop, né? Assim como Andy Warhol, Michael Jackson, Madonna, são pessoas que são a cultura pop, né?
Eu tava falando também de a comparação que a gente fez antes de falar aqui foi a Madonna tá voltando a fazer o melhor dela como nunca antes. Faz 20 anos que são dos melhores discos dela e no ambiente que ela mais conhece, que é a pista de dança. E o mesmo aconteceu com o Spielberg agora no dia D. Vamos pegar um filme do Spielberg em 20 anos, que é a Sombria Tê, que é uma coisa que ele dominou e ensinou no cinema ali o que que é, né?
E mais, se é para falar de filme, o Toy Story também tão bom quanto talvez o terceiro. O quarto Toy Story eu achei ok, mas era interessante. Esse 5 é bapho, eu chorei também. Eu chorei.
O 3 é bapho, apela, né?
Faz adulto chorar mais que criança.
Não, esses filmes da Pixar, eles são incríveis, você sabe disso, não tô contando nenhum segredo. Existem dois roteiros: um que tem piada que só adulto vai rir, sim, e um que só criança vai rir. Tem piada de criança que o adulto vai nem perceber ver. Sim, tem piada de adulto que a criança obviamente fica oblívio. Então é uma loucura, porque todos esses, Inside Out, todos esses são, tem duas pistas de piadas. E aí todo mundo fica feliz.
E tem, e tem um monte de, a criança de 6 anos de idade não vai chorar na final do Toy Story 3 porque ela não sabe o que é ser adulto.
Ela não perdeu a criança.
Aquilo é feito para dar uns murros em você. Você, trintão, quarentão, cinquentão, sessentão, é muito genial. O 5 repete essa mesma genialidade de ter duas piadas. Você vê criança rindo no lugar, você fala, mas não achei isso tão engraçado. Mas a hora que alguém cai de frente, que dá um tapa na bunda, não sei o que tal, a gente vai chorar quando a criança encontra a primeira rejeição, que a garota não quer brincar com ela.
A gente fica assim, cara, a criança não entende muito aquilo, mas a gente fica, filho da puta!
Isso é muito genial. Genial, muito genial. E tem essa crença de que mesmo coisas cansadas ali justamente podem render coisas boas. Ao mesmo tempo, você tem uma coisa incrível chamada A24, que realmente é um sopro aí maravilhoso, que eu inclusive fui atrás dela. Eu fui atrás igual quando eu fui para o Game of Thrones, eu demorei umas 4 temporadas para entrar no Game of Thrones.
Você fala, caraca, você chegou a ver esse Backrooms deles.
Eu vi o Backrooms, eu não vi Obsessão, que eu quero muito ver. Não vi, pois é. Não, não tive tempo. Eu mal vi Toy Story.
Eu queria entender onde você viu Toy Story, como é que você conseguiu. Foi no cinema então?
Mas ele, porque eu sou cascudo, né? Eu fui lá, moro perto do shopping, né, filha? Então ali eu vou, eu vou na última sessão e tudo, mas eu gosto culturalmente.
Porque eu, para conseguir ver o Omodova esses dias foi difícil. Minha vida tá muito meio difícil.
O que você achou, Sara? Eu tava odiando até depois. Pelo amor de Deus, ele é genial!
Ai, eu adoro!
Sem spoiler, porque eu não vi ainda. Eu tava em Madrid, quase fui ver em Madrid.
Aí, como é que você gostou? Falei, meu, eu achei chato.
É super meta, porque ele tava— é um filme sobre a feitura de um filme, sobre ele fazendo o roteiro de um filme. Mas que era um pouco o anterior, o Dori e Glória, também era sobre uma peça que era sobre Aí depois você fala, porque eu nunca vi desse jeito.
Eu achei diferente. Caramba, aquele final você fica, pera, não fala nada. Mas o Dora e Glória, novamente tirando onda, é bom você ser velho e tirar onda. Eu, a primeira vez que fui a Madrid foi nos anos 80. Eu vi a música, não, não vi, não, não, ele nem tinha esses filhos. Eu vi, foi 81, 82. Mas sabe o que eu vi? Um show de uma banda chamada Peor Impossível. Impossível, que era ele, era não, a Rocí de Palma.
Ah é?
Sim, era uma louca com aquela cara Picasso ambulante, né? É aquele negócio, eu nunca esqueço. Eu tenho um EP, nome da banda dela chamava Pior é Impossível. Era sensacional, tinha uma banda de punk rock e tinha, tem um clipe dele cantando Quero Ter um Bebê, maravilhoso, não sei o quê, tá, tinha tudo. Então eu não vi, Eu não tenho essa ousadia de falar que eu cruzei ele, mas eu sei o que era a movida, a movida madrilenha, que é toda essa referência do Dori Glória, que é aquela peça monólogo.
É, ele tava ali, eu chorei porque eu falei, eu vi essa Madri, eu chorei para caralho.
Ele 3 vezes. Mas você sabe que ele escreve roteiro ouvindo Caetano? Vocês sabiam disso? Quando ele vai escrever um roteiro, ele começa a ouvir Caetano.
Ano para colocar ele assim no mundo.
Quando ele fala agora, vou escrever um roteiro novo. Desculpa, Fê. De Dor e Glória, né?
Dor e Glória achei sensacional, para mim um dos melhores filmes do Almodóvar.
Mas o Amarga Navidade eu não vi ainda.
E eu comecei, você sabe que eu nunca liguei para o Bandeiras assim nunca, e daí eu gosto dele só por causa do Almodóvar. Aí eu fui até Baby Girl, só foi feliz muito nos Almodóvar, né?
Mas eu gosto dele até Baby Girl por causa do Omodova.
Você entende que eu olho para ele e eu lembro do Omodova? Não consigo mais.
Mas tem, ó, por exemplo, tem, ele tá numa coisa que não é muito legal, que é o Cabo do Medo. Mas ele ainda é enorme, eu não sabia que ele tava. Se vocês lembram do filme Cabo do Medo, do filme, da série agora, da série, mas vocês lembram do filme? Ele é o cara que foi preso. E volta então para se vingar meio da família. Ele é o psicopata.
Bandeiras, o De Niro que faz?
Não, lá atrás.
Mas agora o Javier Bardem.
Ai, você tá falando de Bandeiras? Eu tô falando Bardem. Eu cheguei hoje de viagem.
É, pronto, esquece, corta tudo.
Faz carne crêmula, muita referência, filmação também.
É muita referência.
Eu não vi o Bandeiras, eu pensei que fosse até um spoiler.
Eu vi o Baden dançando com a Rosalía e com a Penélope Cruz agora.
Eu gosto desse casal, Penélope Cruz, achei muito bonito. Não devia casar, não.
E como ele dançando, eu fiquei junto com ele.
Que mulher linda, que homem lindo, meu Deus!
Ele dançando, despechar que eles são super amigos da Rosalía. Eles também vão no show do Bad Bunny.
Tá aí nascendo um clássico aí, ó. Rosalía dançando com o Javier Bardem com a Penélope Cruz.
Mas eu fiquei pensando, imagina eles ouvindo esse disco novo da Madonna, porque Ele dançando é uma loucura, o Bardei.
Total. Gente, que delícia! Agora, coisas boas do primeira metade do ano, sem dúvida o show da Rosalía, porque a gente não viu ainda, vai chegar agora. Eu não tive a chance de ver, mas ela vai cantar só no Rio mesmo? É, infelizmente. Agosto, agosto, agosto, agosto. Mas justamente o que a gente viu de internet é do gravação. É incrível, porque a gente ama Lady Gaga, a gente ama Madonna, mas ela enxuga tudo. O diretor lá enxugou tudo, belíssimo visualmente.
Então, para mim, isso foi um ponto altíssimo. Como performance, eu acho que a gente tem Rosalía e Bad Bunny, obviamente, que foram dois grandes nomes. As coisas dele em Paris agora, ele tocou em Paris, ele é fenomenal, é uma coisa louca.
Eu fiquei no show dele inteiro assim, ó, não Cívico, tô vendo isso.
Ele chegou, você viu a roupa que ele tá nesse aparelho? Então são duas pessoas que são latinas e tudo bacana, bom para gente, que empurram em novas direções. Você falou que a Zélia é latina, virou elecridão, a internet tá, é uma grande história, grande conversa. Latina não é da América Latina, latina é um adjetivo para a América Latina é tudo que vem do latim. Então não tô ofendendo ninguém.
Português também é latino, o português é latina, que a gente rejeita isso. Tem que deixar bem claro, etimológica, porque a internet, mas ela é legal para caramba, eu sei, ela é incrível e tá sempre com os latinos direto, né? Namorou o Raul Alejandro, entendeu?
Por causa dela que eu conheci um cara que eu não sei se vocês conhecem, mas para mim é um grande destaque. Ele é do final do ano passado, mas eu fui atrás, um cara chamado Guitarrita Arafonte. Eu ouvi isso, mas esse cara é incrível. É um cara que é dessa turma da Rosalía e é maravilhoso. Eu adoro, quando bota Spotify, primeira coisa que eu gosto, um artista, então vou para Rosalía, Rádio Rosalía, sempre. É ali que você descobre as coisas, tá vendo?
Porque a Apple Music faz isso muito bem também, faz bem também, faz bem também.
É quase assim, gostou disso, você vai gostar disso. Mas tem um, tem uma sacanagem ali, entende? Você descobre. O Guitarrita, eu fui por causa disso, ele tava na Rádio Rosaneia e tudo. Então acho um destaque, ouvi muita, estava em Madrid há pouco tempo, ouvi muita coisa boa. Spoiler nova, clube bom, trap.
A Rosaneia é muito criativa, ela é muito inventiva. Não é à toa que a Björk tá lá, né, gente?
Ela tirou a Björk de casa duas vezes para ir gravar e depois para fazer aquele Boa, Rosalina.
Exatamente.
Sabe assim, tipo só ela pode.
É uma respectiva boa de Björk, tipo uma nova Björk, Rosalina.
Mais ou menos. É. De criação de quem? De criação sim.
De ser inventiva.
Essa coisa de ser inventiva, eu acho que de flertar com erudito hip hop. É muito legal porque tem a Björk sempre teve essas referências eruditas muito lindas, né? E a Rosalía tem, a Rosalía vem disso, né? Uma cantora que vem do Erudito. Agora, vocês falaram do Bad Bunny, vocês viram ele cantando Gorillaz? Não, eu senti os nossos anos 2000 vivíssimos.
Aonde que ele cantou?
Foi em Londres, né?
Ah, é Londres?
Ele tá na turnê dele agora.
É muito legal a versão que ele fez. Mas é isso, eu fico super feliz quando fala qualquer coisa que tem dos anos 2000, porque eu acho que a gente tá super na moda de novo. Agora, os anos Mas a gente não dá, Bruno. Gente, essa coisa do Confessions 2, a gente começou o programa por causa da Madonna. Eu fiquei, eu falei, gente, que delícia! Porque é isso, a gente, né, eu fui relembrando tanta coisa, as pessoas iam me escrevendo, falava, nossa, que delícia!
Porque você revisita, revisita Hang Up, você vai falar assim, nossa, já faz 20 anos, só faz 20 anos, é muito bom!
Vocês não têm essa sensação? Às vezes você tá ouvindo uma música, você fala assim, o dia que o TikTok que eu descobri essa. Alguma coisa que é muito boa assim.
Nossa, o tempo inteiro eu tô assim, ai, o dia que isso aqui cai no TikTok, a ponte daquele do Earth, Wind Fire, tipo, de repente estão com umas coisas dando 70, 80, você fica, gente, a minha molecada ouvindo Fleetwood Mac virou um sucesso por causa disso.
Eu amo, é uma briga lá em casa para pegar minha camiseta. Eu falo, gente, mas que eu acho isso massa, é muito bom, é maravilhoso. Maravilhoso, que a Kate, a Kate Bush, a Kate Bush, tem muito amigo, tem a Kate Bush, que a gente queria.
Mas agora, só reforçando, a gente falou, você falou no começo, ai, quem é que tá fazendo isso hoje, não sei o que tal. Olha quantas vezes a gente tem, tem Bad Bunny, tem Rosalía, tem gente interessante, tem a Charli XCX, tem gente fazendo coisa interessante. E a relevância de um Bad Bunny Duma, Charlie, a gente vai ver em 2040, sim, né? A endurance, a longevidade, a longevidade que isso vai ter.
E eu acho que esse giro no pop, esse giro na indústria fonográfica que eles já deram, né? Principalmente Bad Bunny, que mudou tudo, né?
Porque é legal a Madonna também olhar para os artistas que ela tá fazendo, a turma dela de agora também, com a Arca, com a Honey Dijon. É muito legal, é isso, né? Mas remete lá os anos 80, a galera dela era o Basquiat, não sei o quê. Hoje ela tem quem? Roni Dijon, Arca. Qual é a outra que faz o clipe que eu esqueci?
Shy Girl também faz.
Eu gosto porque os nossos fazem isso também, né? A Bethânia, ela tá com Chico Chico. Aí o Caetano sempre tá com um monte de gente jovem produzindo ele, né? O Gil, que tem uma família enorme.
Então eu acho que é uma coisa bacana, né? Ele faz o quintal dele.
O Djavan, os meninos ali, né?
Tá aí o momento do ano, irremediável, né?
É, é um negócio, um estádio. Acho que nem ele tava se dando conta daquilo. Foi bonito ver no rostinho daquele aquariano. Eu amo, eu como uma boa aquariana, porque ele foi achando que tá tudo bem, né? Vamos lá, vamos lá, de repente virou um show gigantesco, todo mundo cantando, todas e todas as gerações cantando todas as canções. Não é nem só quem tava lá quando ele lançou XY, mesmo porque a gente nem tava também, a gente era novinho.
Mas é só porque o cara, ele tá num nível de sofisticação harmônica, é um nível de sofisticação. Nosso Soumé, né, é o nosso Stevie Wonder, o nosso Marvin Gaye, né?
Não, é Milton Nascimento.
E o Milton também, né? Quem que é igual Jorge Ben Jó em outro lugar?
Não tem.
Quem é igual do Djavan?
O que que você mais gosta do Brasil?
Eu Nossa, de moda, mas não é. É impressionante.
Total, gente, nosso Rostinol, Milton fez um show com um monte de artista novo, inclusive o Zé Ibarra. Então é só para reforçar essa comunicação entre gerações assim, que é super importante, vão passando a bola, né?
Passando bastante. A Gal fazia isso também bastante, Marina Lima faz muito isso. Agora é isso, tem coisa que só tem no Brasil. Vocês sabem que quando eu fui no Festival de Monroe, eu sempre conto isso, isso é quando eu tô com pessoas que gostam de música, e eu acho que você vai lembrar do que eu vou falar. Tem como o stand oficial lá do Monroe, aí eles dividem em estilos musicais as vendas dos vinis, das músicas, né? Aí tem blues, jazz, rock, pop, África, Brasil, Brasil, África, Brasil, África, da onde eu moro, 50 países.
É, e também porque é de onde veio todo o batuque, de onde veio, né, é o fundamento de tudo. E Brasil. E daí quem é que tava na capa? Era o Djavan.
É, merecidíssimo também.
Tim Maia.
Tim Maia. As coisas, gente, eu vi um vídeo rolando, isso que eu adoro nessa, quando eu gosto de rede social, é quando a gente também tem que saber, o algoritmo eu acho que tem que vir do coração mesmo, né? Então a gente tem que saber usar o algoritmo, né? Outro dia veio para mim o Timaia, que deu cano no Caetano e no Chico. E daí ele foi só no ensaio especial deles na Globo. E daí o Caetano fala assim, olha, ele é o Timaia, então é isso, não tem nada mais Timaia do que não vir.
Aí eles mostraram, eles exibiram o ensaio, ele só reclama. Ele canta 2 segundos, que ele canta, você arrepia todos os pelos do corpo, mas são 2 segundos só, que ele só reclama.
A gente pegou isso na MTV, eu no comecinho, ele ainda era vivo, a gente tentou fazer show, era ao retorno, não sei o quê, daquela coisa lá no comecinho, né? Difícil, não era nascido. Ela é, não, não, não, não, era assim, eu cobri show, comecei sem ela para show e tentava cobrir, era isso. A gente não sabia nem fazer jornalismo musical, a gente tava inventando um jeito de fazer e fizemos, tentamos fazer.
Começa a banda Vitória Régia no ensaio, daí os Tipo, fala aí, tá bom, Tim Maia, fica quieto um pouco. Tanta, tanta, tanta. Aí tipo, não tem como ele ficar quieto porque não aguenta, ele não aguenta. Só que assim, 10 segundos da banda tocando, gente, que agora a banda do Zé Pretinho, você fala assim, nossa, obrigada que isso esteja acontecendo, eu sou muito feliz de ser brasileira.
Você já falou com Shakira várias vezes na MTV?
Várias, adoro. Ela foi a pessoa que mais fez disco. Ela ia no disque mesmo, não é que eu ia. Maravilhosa, ela sentava comigo, maravilhosa. E daí uma vez a gente foi no— até contei isso agora porque ela veio. Aí eu fui no MASP, numa exposição de arte egípcia, ela tava lá. Aí ela me olhou, fez assim, eu falei, cara, e aqui?
Aqui ela tava.
Que tem muito MASP.
Eu vou te dar amanhã, você vai no meu programa, lembra de mim. Que eu já te entrevistei umas duas vezes, tá lá. Claro, falei, é a Sara. Ficamos lá na cabine, foi super legal.
Foi super legal. Fazia as contas ali, você lembra disso, Dantas? E a Shakira tava lá pra ser entrevistada também. E o Dantas ficou perdido no quarto dele no hotel, onde era. Ele pediu, você me ajuda pra Shakira?
Mas você não reconheceu?
O Dantas falou que Informação para Shakira, antigo quarto dele.
Ela de costas.
E foi super importante, ela ajudou, ela ajudou, ela é maravilhosa.
É a Shakira, a Madonna você tinha tomado um pontapé, suposto.
A Madonna, I beg your pardon, what?
Mas será que passou essas vezes?
Não é bom assim? Ai, tem uma interação com a Madonna, não, ela é muito leonina. Com a Madonna não, mas assim, a Shakira deve gostar de chegar aqui. Ninguém me achou normal. Eu tive uma interação que não é alguém chegando e falando assim, ah, eu te amo, não sei o quê, você é maravilhosa.
Me conta da entrevista com a Madonna, como foi? Shakira é aquariana. Eu não entrevistei a Madonna.
O Zé entrevistou.
Como é que foi? Onde foi? Foi qual disco aquilo?
Eu entrevistei a Madonna duas vezes. Uma por causa de um filme, que ironia, não era de disco, não podia falar sobre música.
Era qual filme?
Era sobre The Next Best Thing.
Ah, com o Rupert Everett.
E eu tinha falado com ela e tinha uma ironia, porque inclusive não podia falar, ela tava grávida do Roco, tá? Já tinha tido a Lola, já tinha tido a Lola. E aí, aquilo era 2001, eu acho, né? 2001, e ou não, 99.
Pode cortar, Sara.
Eu queria água porque eu tô ficando sem voz.
Tem aqui, ó, tem a garrafa aqui também.
Ai, não vi, sem gelo. Obrigado.
Ah, você quer sem gelo?
Deixa eu pôr para a gente. Diga, Zeca.
Porque você não tinha, você não podia falar sobre a gravidez, mas já sabia que tava grávida. O filme, se vocês lembram bem, é sobre gravidez. Ela engravida do Rupert Everett, um amigo que é gay, e fica grávida e não sabe se vai ter ou não. Então foi tenso ali, não foi legal. A outra foi em 2000, foi MDMA. E foi incrível, realmente.
Essa sim, as duas foram fantásticas.
As duas fantásticas. É porque aí é, na verdade, aquela entrevista para mim, ela dá entrevista para o Fantástico, é claro, né? Acho que tem essa, ainda bem que o Fantástico mandava a pessoa certa. Não, mas era para você, era você que tava lá, você que tava lá e tudo. Não se diminua. Não, não, não, não, eu sei. Não, não, era eu certamente, porque era eu cuidava ali bastante dessa do pop, era eu, mas era É o, não é que alguém falar, se bem que eu acho, e tem isso, a Sara sabe disso muito bem também.
Você tem, você faz entrevista, tem sempre alguém atrás falando assim, boa pergunta, e você é chamado de novo conforme a sua petição. Sem dúvida, sem dúvida, você, você é selecionado, tem até uma marquinha, esse cara pode chamar de novo. E então isso deve ter acontecido. E essa entrevista em particular, a do MDMA, foi em Londres e foi sensacional. Porque eu já contei isso tanto, mas eu conto, acho que não contei, depois eu vou contar de novo.
Eu entrei, eu fui, parcelaria, né, um atrás do outro. E eu, antes de mim, foi um cara da Argentina, eu lembro muito bem dele, esqueci o nome dele, mas eu já tinha encontrado ele várias vezes. E aí eu cheguei e eu sentei tudo pronto ali num hotel chiquérrimo Acho que esse hotel nem existe mais. E sentei. Quando eu sentei, Madonna já falou, ai, Zeca! E aí ela falou, Zeca, não é que ela lembra de mim, né? Diabo Veste Prata, é você aí, a gente entrevistou em 2004, não sei o quê.
Assopraram na vida dela. E aí quando eu sentei, ela falou assim, light is wrong, this guy is tall. Esse cara é muito mais alto.
A sua luz tava errada ou a dela?
Claro, a minha, ela tá cagando, mas era a dela. Eu era mais alto, eu tava interferindo na luz dela. E aí, aí não começar, aí para de gravar. Aí eu amo, para de gravar. E ela, aí tem 1 minuto e meio, claro que corre 30 pessoas para ver a luz, né? Não é que fica lá 2 horas. E aí eu tô olhando para o panorama sem gravar, esperando. Não tem assunto, tem assunto, eu queria já começar, mas eu não queria queimar, né?
Porém, você não quer queimar.
Virou e falei, eu falei, você, eu lembro direitinho, você fica quietinho nessas entrevistas, você tem que mostrar que você não é imbecil em 30 segundos, né? Porque a gente sabe, na maioria escolhe para falar, é muito difícil. Então eu falei, poxa, você pronunciou o meu nome muito bem. O meu nome, se você, se alguém lê americano, fala Zica, e que é chato. Eu agora já aprendi, eu falo, como é que é seu nome? Zeca? Fala igual o Zacarias, e aí eles chamam José.
Mas alguém falou para ela, ela falou: oi, Zeca! Hi, Zeca! Falei: that's rare! Falei: isso é muito raro! Ela falou assim— e eu não podia, os dons da entrevista tinha Jesus Luz. Ai, meu Deus, ela tinha acabado o namoro com ele.
Ai, meu Deus!
E aí não podia falar. Aí nesse chatzinho ela vira, eu falo assim: eu sei, sua pronúncia é muito boa. Ela fala: eu Eu tive um ótimo professor. Aí quando ela falou isso, eu fico gelado. Eu olho para gente e falo: não fui eu, foi ela que falou. E aí eu falei: ai, ai, eu imagino. Eu não falei não, dele também. Se você fala, se você cruza a linha do dom, você é expulso, toma seu passaporte, né? Nós não pode nenhum, nunca mais na vida, nunca mais na vida.
E se a pessoa que tá anotando o sim anota um risco vermelho também. Aí eu falei: que mais que seu professor te ensinou? Ela falou assim, só, only the dirty words, né? E eu só pensava assim, não tá gravando, que pena, sabe? Mas era ótimo. E ela falou, aí ela falou alguma bunda, ela falou alguma coisa assim, like bunda. Aí eu falei, nossa! Então brinquei, falei, é assim que a gente começa a aprender uma língua, né? Por essas palavras.
Aí ela riu. E aí a pessoa falou, isso era 1 minuto e meio de conversa, se tanto, entende? E não tá. Aí alguém falou Light is ready. Aí ela olhou assim, ok, vamos gravar, vamos gravar. Mas eu tenho certeza que isso criou um clima muito bom para entrevista que veio depois, que foi boa. Eram, como sempre, contados 6 minutos e foram 10, que é incrível. Significa que ela tava falando. E essa entrevista, porque eu lembro que a gente falou de religião, e no MDMA tinha uma música que agora não vou lembrar qual é, e que ela passava várias imagens de políticos, e ela botava uma imagem da Marine Le Pen, que é a ultradireita francesa, com um bigode de Hitler.
E eu tinha visto o show no dia anterior, e eu perguntei sobre isso. E essa entrevista, essa pergunta especificamente, repercutiu num grau que a CNN pediu para o Fantástico, para TV Globo, na verdade. Então essa foi uma entrevista muito boa, e de fato Eu não me lembro com muito carinho do filme, mas eu me lembro muito bem.
Um don't bizarro, quando eu fui entrevistar o Henrique Iglesias, que falou que eu não podia falar sobre as partes íntimas dele.
São famosas?
Tinha uma época, tinha um rumor que o pênis dele era pequeno.
Ah, tinha isso?
Então eu falei assim, não passou pela minha cabeça, pode ficar tranquilo, não vou, não tem porquê, pelo amor de Deus. E eu fiz uma coisa bem brega, que era colocar— a gente não podia aparecer, eu entrevistava off camera. Então era ele lá e eu peguei um coração, enchi de perguntas, cada hora ele tira uma pergunta do coração, já que eu não vou aparecer. E era o coração de não sei o quê, o disco dele tinha a ver, um coração bem brega.
E ele ia tirando as perguntas.
Aí ele foi tirando as perguntas e a terceira pergunta dele, ele falou assim: é verdade que seu pênis é pequeno? Ele: cara, eu gelei.
Mas cebou?
Não, ele tava zoando.
Ele brincou.
Ótimo. Então Olhou para trás.
Então, então é isso aí. Quem faz essa lista raramente é o artista. Ah não, é o agente, é o assessor.
Aí foi, foi assim, expõe a pessoa dessa forma.
Não, não, não, ele brincou que tinha aquela pergunta dentro do coração.
Isso sim, eu quero dizer, o cara expõe antes.
Exato, isso que eu achei bizarro, porque tinha conversa, já tava se tendo a conversa.
Então eu me lembro dessa conversa. Eles ganham para isso, eles ganham para ser chato, né? O artista é lindo, ele é simpático, ele é ótimo, e o agente é o chato.
A gente fez Britney juntos assim no mesmo dia, no mesmo dia. A Britney foi pela MTV, ela falou que é por esse anel meu, eu vim com anel. E daí eu preciso contar uma coisa da Britney, linda, maravilhosa, mas o que eu queria contar do Zeca, ele tava pela pela Globo, pela Fantástica, ele foi de executiva. E eu tava pela MTV, eu fui de econômica. E eu nem ligo, eu nunca liguei muito para isso mesmo, cara. Ele fez me buscarem.
Foi?
Eu nunca esqueço disso, eu conto para todo mundo.
Econômica?
Aí de repente era o moço, falou assim: oi, Sara! Era brasileiro, mas era uma época especial.
Amizade.
Mas isso então, olha que bonito. Hoje eu preciso contar, cara, Não, não, porque é bonito que você fez. E não, não, eu não quis te cortar. Não, não, fala o que você fez, que é muito legal. Hoje em dia isso é impossível, mas olha que legal, foi 2011.
Você pode querer que alguém fique nesse sentido, mas não é assim, né?
Era uma cortesia.
Aí a mulher era meio fã também, era muito engraçado. Ela fez isso para mim. Zeca te chamou, vamos lá.
Eu achei que era brasileira, era.
Aí ele falou, vamos lá. Aí eu falei, bom, ele me chamou, sei lá, né, para dar um oi. Aí eu fui lá, oi Zeca, não sei o quê. Ele, senta, fia, senta quietinha aí.
Aí eu falei, que foi esse?
Deram um truque, deram um truque.
Era truque. Hoje em dia isso é impossível.
Devia estar vago, obviamente.
Ela era fã do Zeca, então o Zeca me chamou e eu fui de executiva pelo Zeca. Aí, gente, foi o máximo, foi muito bom isso.
E a Britney tava fazendo o quê na época?
Eu lembro que não podia contar isso nunca numa entrevista naquela época. Então agora eu posso, por isso que eu tô falando, deixa eu contar, porque agora eu posso.
Porque agora pode contar.
Naquela época não podia, imagina eu falar que ele fez isso.
Era Toxic?
Toxic.
Uau, gente, era o Britney, é o álbum Britney.
É isso mesmo.
Britney.
Poxa, aí era uma, e dá tanta saudade. Fui almoçar com ela no dia seguinte.
Essas, você almoçar com a Britney?
Sim, com ela e com o Justin no dia seguinte.
Mentira!
E aí, tá vendo? Eu não almocei, ela podia ter me chamado, né? Ela chamou.
Pera aí, sabe?
Você foi?
Tem fotos na revista, tem fotos disso.
Vocês podem almoçar com o Timberlake e a Britney depois.
Na verdade, eu fui. Ela me chamou para ir, aí eu fui com um amigo meu, e daí a gente foi. Ela tá— eu fiquei lá com ela um pouquinho, aí o Justin chegou, fiquei com vergonha de continuar. A gente não vai, eu saí. Ah não, eu achei invasivo, eu achei invasivo.
Aí a gente, a gente tem uma pessoa que foi entrevistar, ah, não vou contar isso não, deixa isso para lá. A pessoa tava dando mole para o entrevistado, tipo chamando para almoçar, para jantar, e a pessoa achou que tava sendo simpática quando percebeu, ai, tá me cantando.
Isso é muito raro, né?
É raro mesmo.
Mas você pode contar É raro, mas nem tanto. Eu quero sair depois daqui, que que eu posso fazer? Ah, no Brasil era aqui, o Kiko veio para cá.
Mas eu tenho uma história que dá para contar. É, eu levei o Jake Gyllenhaal para dançar no Favela Chique. Isso também saiu, mas isso off the record. Dá para contar porque, meu, ele foi com a equipe toda do mundo, que não tava na programação. Não, ele fez, ele viu que tava com a equipe do Brasil, né? Eu não tive tempo. Eu fui no lugar da Marina Persson. Não, eu não era casada.
E aí?
Mas eu não fiquei com ele, eu não fiquei com ele. Com ele não.
Que eu vou te entrevistar. Muito bom.
Perdeu o maior negócio da sua vida.
Vamos falar de você, Sara.
Por isso que eu falei, posso contar? Não, eu tô contando no meu boy, que vergonha. Eu nunca conto essas coisas. Mas é porque ele foi e a gente foi. E aí ele dançou com a gente, foi super legal.
Ótimo.
E a Priscila, você pode contar o que vocês conversaram? Você lembra o que vocês O que que vocês falaram?
Ah, ela falou sobre Pepsi, sobre Fanta.
Não, aí ela era muito legal, né?
Ela era muito querida, né?
Assim, muito.
Todos os artistas falam muito bem dela.
Toda vez que posta alguma foto, alguma coisa dessa entrevista, eu faço questão de repostar para as pessoas terem noção e para relembrarem o quanto ela era doce, o que fizeram com ela.
Porque você já não pode estar acostumado com famoso. Qual foi o famoso? Você faz assim: não, ai, meu Deus, que medo! Teve algum que treme a base? Imagino que Madonna pela primeira vez pode ter sido.
Madonna, eu acho, né, que deve ter sido.
Mas algum que você fala, não vou lá não.
O Bowie, o Bowie eu nunca entrevistei e eu fico só desesperada de pensar.
Se tivesse que entrevistar?
Parece ser uma pessoa bem mais fácil que Madonna, né?
Sim, muito mais, mas muito mais, ai, mas é o Bowie.
É, exatamente.
Era um cara que eu gostaria de conhecer.
Você tremeu na base com alguém já?
O Paul McCartney.
O McCartney?
Agora eu tive uma crise de muscular, eu tive que tomar relaxante muscular uma noite antes, que eu falava, e muito nervoso, muito nervoso. Era, ele tava, ele já tinha tocado no Brasil, mas ele era 2010 e ele tava voltando. Era um show, ele fez 4 shows no Brasil, não sei o que tal. Então obviamente o Fantástico tinha sido convidado e eu fui. Foi uma entrevista numa fazenda dele no interior da Inglaterra, esqueci o nome da cidade agora, mas cheguei em Londres, aí fui e eu jantei com a Aline maravilhosa que tava com a gente E ela ali no trabalho com o Neymar, que trazia ele naquela época.
A gente foi jantar, a gente foi para o quarto do hotel. Aí de repente eu comecei a dor muscular tudo aqui, aqui. Eu caí no chão.
Era cena, será que ele fez um TikTok?
Eu sabia que era por causa disso, porque você falou. Mas não era, não era de deslumbramento. É assim, quando você faz entrevista, Sara, sabe bem disso. Você, vocês também, vocês falam, você tá no lugar muito especial, você tá no lugar do fã, né? Então você não pode titubear, porque você— o que que eu tenho mais medo de ouvir? Ah, pergunta imbecil, se eu tivesse lá eu faria outra pergunta. Entende? Isso é claro, é clássico. Você tá representando a menina, o cara lá.
E quando você tá, sei lá, com a Britney, com a Madonna, com o Silva, que a gente já brincou aqui, você tá representando um— Madonna é mais universal, mas de repente tá entrevistando, sei lá, o Radiohead, são nichos, né? Então você não quer, você não quer desagradar os fãs do Radiohead, os fãs da Britney. Com o Paul McCartney é universal, são todas as pessoas do universo que iam estar vendo aquela entrevista e falando, eu faria uma entrevista melhor.
Como eu falei já, né? Eu vi as próprias entrevistas que ele tava no Brasil, eu falei, eu faço melhor. Então eu fiquei nervoso pela responsabilidade de fazer o trabalho, essa melhor. E eu caí no chão, aí é parecia cena de filme Hitchcock antigo. Peguei o telefone do hotel, fez assim, ligue para Aline, please call Aline. Aí a Aline, que foi, eu preciso do remédio. Ela saiu na noite em Londres, que não tem nada aberto, para comprar um propofol da vida para eu conseguir no dia seguinte.
E no dia seguinte foi inacreditável, novamente eram 10 minutos que viraram também uma pessoa extremamente inteligente que eu fui matar.
E ele adorou usar, cara. A gente reviu lá no programa do Mion, foi, a gente participou, a gente fez. Eu ganhei dele, eu tenho até vergonha.
Eu falei, eu falei, era um duelo, era, era O tema era Beatles, meu.
Caldeirão do Mion, tipo, demorou anos para conseguir, né, os direitos autorais para tocar Beatles, não sei o quê. Samuel Rosa. E, gente, eu ganhei o teu! Eu falo, eu faço assim, ó.
Era um quiz sobre os Beatles, né?
Era um monte de provas, tinha que lembrar, continuar. Que isso, Mion, maravilhoso! Mas a Mariana, a dupla dela, Mariana Ximenes, até hoje assim, ah, mas quem ganhou Não fui eu, eu falei, quem que eu vou passar? Não vou você.
A gente vai fazer um vídeo pra ela.
Quem sabe mesmo.
Eu falei pra ela que eu ia estar aqui com você hoje.
Falou? Essa é a meia, né?
Essa é a meia.
Ai, gente, mas foi uma emoção aquilo. Daí eles passaram um trecho dessa entrevista do Zeca com o Paul McCartney. Foi muito bonito.
Novamente tinha um dom lá também que você— Então, eu acho que a entrevista fica legal quando, pela sua habilidade, sensibilidade, Você faz o artista falar espontaneamente de um dom. E no, eu tinha um dom dele que era não falar do John Lennon. E aí ele falou, John era muito legal, porque para minha sorte também tinha sido recentemente aniversário do John Lennon. Ele teria feito, se não me engano, 70 anos talvez. E aí a gente fez sobre uma pergunta sobre continuar compondo, não sei o quê.
Ele fala, às vezes eu sinto saudade de compor com o John Lennon, é um grande parceiro. E aí já fiquei nervoso, mas ele falou, e outro dia ele fez 70 anos, você sabe? Eu falei, eu sei. Ele falou, então sabe o que eu fiz? Tava em casa, abri um vinho e falei, John, esse é para você. E tomei o vinho para ele. E aí você fala, pô, tá nas nuvens aqui, entende? Porque você consegue falar de um dom, justamente.
Vamos fazer o último quadro com casaco com o Zeca e a Sara. A gente vai bater leque aqui hoje, tá?
Quem a gente bate leque?
Para quem vocês batem leque ou não.
Deixa eu pegar. Cuidado, gente!
Mas ficou mais gelado aqui ou fui eu? Ou lá fora?
Não, deve ser porque tá desligado o ar.
Tá tudo desligado, tá desligado. A gente tem dois leques para vocês. Deixa eu ver, eu separei aqui certinho.
Acho que eu estou com o do Zeca.
Tá? Então dá esses dois pro Zeca.
Não, a gente mostra isso? A gente fala, a gente fala isso.
Então vai, pega um pro Zeca aí, vai.
A gente tem dois leques, você tem que escolher qual você— o primeiro tem alguma coisa escrita aqui. E aí você vai dizer se você bate o leque ou não, porque tá escrito aqui.
Uau!
E aí você, se você bater, você pega o leque e bate o leque. Então o primeiro, a gente tem aqui, ó, para o Zeca, polêmico.
Não tem nada polêmico, nada polêmico.
Falar no cinema, de jeito nenhum.
Que moleque fale sobre então?
Não, isso aqui é uma falta de respeito, isso aqui é uma loucura. É dos poucos lugares que é oásis hoje em dia, que você realmente desconecta. Não pode falar no cinema. Aliás, antes de existir celular, eu já tinha raiva de quem falava no cinema.
Nem no teatro.
Nem no teatro então. Aí é falta de respeito total. Então falar no cinema não Não tem bateção. Pelo contrário, eu fecho esse leque.
Por isso que você em casa aprende.
Justamente, é, repito, é um casulo. É dos poucos lugares onde você fala, vou me desconectar. Filme do Spielberg, 2 horas e 40. Eu olho direitinho, olhei no relógio, a hora que eu vi acabou, eu tava, já tava achando incrível. Então é, é, é, é, não, é não, é não.
Eu não sei se foi o celular a culpa disso não. Acho que isso piorou com a pandemia, que as pessoas começaram a ver ver filme em casa demais, talvez, eu acho, e começaram a se sentir em casa no cinema, como estão acostumadas a falar.
É isso, porque não é celular só. Por isso que eu falei do teatro também. Agora teve, depois da pandemia, ainda bem, teve um boom de teatro. Os teatros, as peças estão lotadas, muito maravilhoso. Só que as pessoas estão muito lá em casa.
Você vai numa peça, as pessoas estão conversando, começaram a fazer videoconferência com os amigos e gritar e falar vocês não estão em casa. É, tenha noção de que um espaço público você vai dividir com outras pessoas, uma noção de comunidade.
As últimas peças todas, e eu pensava, será que é porque eu tô vindo na estreia? E as pessoas têm muito amigo aqui, tem muito amigo na estreia. Não é, gente, é um comportamento.
Infelizmente é uma tendência.
Eu tava no, tava numa pré recentemente, e aí pré é meio complicado porque a galera vai porque ganha assim. Ah, Tem gente que ganha muito dinheiro. E aí tinha do meu lado um casal, sério, aqui do meu lado, a menina e o cara, ela assim debruçada nele como se estivesse vendo em casa. E eles ficaram discutindo o filme. Nossa, quem que é esse fulano? Ah, esse fulano é tal coisa. Ai, que, né, o filme inteiro.
Mas eu fiquei brava outro dia num festival, eu posso falar?
Pode.
Fiquei mesmo, porque assim, tava lá o Robert Plant, cara, e ele apenas, sabe, esse projeto dele lindo com aquela mulher que canta, esqueci o nome dela, mas canta muito.
Eu não fui no show dele, eu não sei.
É lindo, eles fizeram o Tiny Desk, não sei se vocês, o Tiny Desk deles é lindo. E assim, versões de Zeppelin na cítara, sabe, assim uma coisa super. Aí aquele público lá com uma galera que não tem mais nem idade de ficar fritada, por isso que eu perguntei, posso falar? Que raiva que me ajudar, entendeu? Assim, desculpa, faz o que você quiser, mas assim, lógico, a gente que a gente é super moderno. Eu fiquei muito brava porque eu estava lá com o Robert.
Gente, que que é isso? As pessoas falando de costas para mim, de costas. Aí, e assim, aí nessa hora eu até pensei, se é para a gente, ó, eu sou mó legal, cara, vocês sabem, eu sou gente boa, eu sou carinhosa, simpática. Mas eu falei, eu, se tem uma coisa que eu sou, não é Não é autoridade a palavra, mas que eu posso, é música, né? Eu tô aqui num show, sei lá, é meu métier, vai, é meu mundo. Eu cheguei, então todo mundo ficou, eles estavam me olhando, eles estavam muito loucos, né?
Eu fiz assim, gente, é o Robert Plant. Aí eles assim, é? Eu falei, então fica quieto.
Melhor coisa que você fez.
E é uma galera que a gente conhece, é uma galera aqui de São Paulo, uma galera moderna aqui de São Paulo. As caras assim para mim, Sara, eu, que se dane. Sim, eu quero ver o filme, eu quero ir no show, que se dane. Assim, eu tô indo para frente.
O show é lá, o show é de costas, o povo conversando.
Que isso, incomoda mesmo, é louco.
Outro aqui do Zeca, esse aqui é uma conexão do Zeca, talvez as pessoas não conheçam, não saibam tanto, mas é um querido aqui do Wanda também. Vamos ver se ele vai bater o leque.
Ah, Max Pettersson, queridíssimo! Cadê? Já fui em Boniço. Contrário, esse.
Nossa, eu já fui bom nisso.
Aí, aí, mas aí tá ao contrário do Max. É aqui, cuidado, Max. Você é o máximo, Max. Eu conhecia pela internet, fiquei amigo, uma conexão Ceará fortíssima aqui. E era, era, enfim, não era para a gente ser tão amigo porque, mas teve um match maravilhoso, engraçado, inteligente, num carro, Nunca, graças a Deus. Ama a cultura, a cultura do Ceará, do Cariri dele justamente. Então é um cara que valoriza essas coisas todas, tinha que dar match.
Segundo ano que eu vou para excursão dele do São João lá, maravilhoso, para festa do pau, que é maravilhosa.
Sim, a gente tava lá, eu não consegui. O Papel Pop tava lá sendo representado, mas eu não consegui. Eu falei, o Max, eu prometo que vou ano que vem.
Não, não, vamos, é divertidíssimo. É um super anfitrião, é maravilhoso. Ó, mil likes para você, é uma palhaça.
Ele tá falando de você na peça dele, né?
Ah, é que a gente foi ver, a gente foi ver.
Você, eu vou contar agora.
Vamos te expor aqui agora.
Ele conta o momento que ele vai para Belém com você e ele leva ele no restaurante de frutos do mar. E o Max, assim como eu, é fresco para caralho para comer. Ele não come frutos do mar nenhum, assim como eu. Até, Felipe, ele lá em cima Filipe, me leva para comer nos seus lugares porque eu sei que eu vou comer tudo. Eu falei, vem comigo, porque ele, a gente come igual com as coisas. Ele conta que o Zé Calango, ele postou de caríssimo churros do mar, ele não come nada e paga R$350 do nada.
Não foi tudo isso, mentira. E além do que, eu te convidei só para fazer graça.
Imagina, é o ápice do teatro, tá? O pessoal racha de rir dessa história.
Agora você já sabe.
Sara, primeiro leque que você vai ganhar.
Vai ter close em mim? Que eu tava toda descabelada, vocês nem me falaram. Porque eu vim fazer o podcast que tem vídeo, eu esqueço às vezes, sem make, porque... Você tá falando que tem vídeo só agora? Não, claro que não. Imagina que tem essa luz maravilhosa. Eu só quero justificar que eu tô meio rouca também, eu tô doentinha, amor.
Eu sei que você tá rouca, vai. Eu tô bem doada.
Copa do Mundo.
Vai bater o leque pra Copa do Mundo?
Ainda bem que não caiu pra mim.
Você assiste? Você assiste os jogos do Brasil, pelo menos? Aqui nem eu.
Assisto, eu assisto porque eu acho importante, principalmente porque as crianças ficam sabendo onde ficam, sabe, elas, as culturas dos outros países. Eles entendem a necessidade da gente trabalhar em grupo, né, que é um esporte lindo coletivo. E que daí quando você faz um gol, quando você vai bater um gol, você tem que pensar no coletivo, né, naquele país que tá torcendo por você. Isso é muito importante. Importante, sim, né? E o individualismo, né, autorreferência não é legal.
Então é bom para você dar esses exemplos para as crianças. Então eu acho que eu bato o like para Copa do Mundo nesse sentido, porque é uma delícia você poder dar bons exemplos quando eles existem, porque eles existem. Quando a Copa do Mundo não é um bom exemplo, agora neste caso, nossa, gente, acabou de rolar esse jogo agora e foi, a gente perdeu.
Perdeu puxado.
E a gente perdeu feio, não soube perder, né? Não dá, tem que saber perder também. Não, eu não vou bater leque para Copa do Mundo. Não, foi feio, eu não gostei como a gente não soube perder. Gilberto Gil falou para mim uma coisa muito bonita no Roda Viva, que uma pessoa resgatou no Instagram agora, que assim, é um absurdo ganhar sempre, não faz parte da lógica do jogo. Então a gente tem nenhuma lógica da vida. A lógica da vida é a gente só tem desejo com a perda, já dizia né, sabe?
Ele tem uma música, o Gil, que fala coragem para suportar. E eu falo, cara, tem que ter coragem para suportar a perda, a dor, né?
Você tá jogando há tanto tempo, você tá jogando na Copa do Mundo, você não vai saber perder.
Então tem que saber perder, sabe? Então a beleza do comunitário, a beleza do coletivo, né?
Sei lá, eu tô falando uma coisa um pouco mais sensacional, mas é exatamente isso.
É isso.
Vou escolher um leque para você bater agora. Ney Mato Grosso.
Vai gravar eu batendo neste leque?
Eu vou até ficar em pé, aquelas gravas, porque eu sou tão grande.
Ah, gente, como não bater? Não estamos falando do menino Ney, não. É outro Ney, é outro verdadeiro menino Ney, o verdadeiro menino Ney.
Exatamente.
Delícia que é esse homem, esse homem A quantidade de gente que usando a camiseta dele na Copa foi incrível, né?
Eu mandava para ele, eu mandava para ele os prints das fotos. Ele é muito engraçado, né? Aí ele falava assim, mas estão vendendo?
Ele vive em outras.
Aí eu mandava uma imagem, está muito frio, vamos passar frio, tipo, só de camiseta. Gente, o Ney, ele é uma figura Eu bato todos os leques pro Ney Mato Grosso. É, a compreensão que ele tem de mundo é a coisa mais linda. É um homem que respeita o chão que ele pisa, ele respeita a natureza de uma forma tão, tão transgressora e simples. É um dos homens mais simples que eu já conheci, mais educados. Ah, mas ele é transgressor. Só que ele, sabe aquela pessoa que ele não quer a regra, mas acontece que ele não foge da regra?
Ele é um homem que sabe viver em comunidade, já que a gente tá falando de viver em coletivo, é o homem que olha para o lado, que sabe quem tá no seu entorno, que olha no olho de todo mundo. Nem Mato Grosso tem uma compreensão assim do que é ser um ser humano mesmo, sabe, dentro de uma sociedade. É muito bonito isso.
Eu ia colocar seu irmão, mas ia ser mais covardia.
Aí é o Esmir, que fez O Homem com a Gata. Tão lindo o filme, né, gente?
Maravilhoso.
É lindo, é lindo.
E é um filme que agrada muito fora do Brasil também.
O Will Smith falou o que aconteceu com aquele quadro do Keith Haring que o Ney tinha.
Eles fizeram, ah, então roubaram no Festival de Montreal, né?
Tem uma cena famosa em cima da cama do Ney, tem um quadro gigante do Keith Haring que o Keith Haring fez para o Ney durante o show dele no Festival de Montreal, não é isso?
Boa pergunta. Aí ele deixou secando, ele fez durante o show porque ele ficou embasbacado com o Ney.
Ou não?
Não, ele deixou secando no festival e roubaram.
Aquela cena é fictícia, né?
Aquela cena é fictícia, muito bem. E daí o Thales Junqueira, que é o diretor de arte de Homem com H e fez agora o Agente Secreto também, ele reproduziu essa homenagem e o Ney não sabia. Aí o Ney, quando foi no set de filmagem dessa cena, ficou muito emocionado. E hoje a gente deu de presente para o Ney, eles deram de presente para o Ney, tá na casa dele.
Ah, que legal!
E é linda, né?
É uma reprodução.
É a imagem, tem alguma foto dessa coisa aqui? Tem, tem ele fazendo a própria imagem.
E tá lindo, tá lá na sala dele.
Tem o vídeo?
Sim, mas imagina o que o Harry ficou enlouquecido com o Ney Mato Grosso, gente. Isso é muito contracultura, isso é muito legal demais.
Só para amarrar tudo, melhor amigo de Madonna.
Ó, o Vess fechando lá na frente, ó.
Total, que pintava as jaquetas da Madonna, pintava o corpo da Grace Jones.
Ai, que emoção, né?
Tudo lá, tudo lá no Leste, tudo lá no Leste, Lower East Side.
É a coisa mais perto de Grace Jones no Brasil, com secos e molhados, pode ser.
É verdade, não é? É verdade, Fê. Ai, a Grace Jones, maravilhosa. I'm not perfect, but I'm perfect. Perfect for you.
Adoro. Olha, eu amei o papo.
Eu também fiquei emocionada agora no final, sabia? É, gostou da gente falar de Ney, de Keith Haring?
Não, foi redondíssimo, coisas legais.
É lindo, são pessoas que, ah, que não estão nessa vida à toa, né? E que fazem a gente, aí a gente transcender, move o mundo, move a gente, entender que, porque arte é tão importante para a gente também, e a gente não se incomodar com a liberdade alheia, né? Né? Porque a gente não pode se incomodar com a liberdade alheia.
Nossa, eu vi agora, assino uma mulher chamada Fran Leibovitz. Vocês sabem quem é essa mulher maravilhosa? Fotógrafa? Não, não, não, não. Escritora. Porque o Scorsese fez uma série com ela maravilhosa, aquela Netflix. E ela só fala, ela fala tudo. Ela é maravilhosa, mano, desde os anos 70. É incrível. E sigam Fran Leibovitz, é um monte de entrevista dela, te mando, te mando. E teve uma que eu vi esse fim de semana que era maravilhoso, que ela fala assim, esse negócio hoje em dia, Nova York, coisa mais incrível, tudo misturado.
Tem latino, tem chinês, tem irlandês, tem nigeriano, tem gente do Haiti. Você pensa que eles se dão bem?
Não.
Mas você vê alguma briga? Não, porque eles não estão nem aí. A minha diferença é diferente da sua? Tá ótimo, vive a sua vida.
Que isso que eu acabei de falar? Não se incomoda com a liberdade alheia. O mundo ia ser muito mais bonito, a gente ia ser muito mais feliz.
Convencer o outro de ser o que você é é o pior caminho para convivência, o pior. Não seja quem você é, respeite o outro que faz. Madonna ensina isso também. Vamos fechar novamente. Madonna ensina isso, né? Express yourself. Não tem— eu não vou brigar com você porque você faz uma coisa que eu não gosto. Vai ter sua vida, é incrível.
Não é a minha. Madonna aprendeu com Nova York. Vocês são Espírito muito de Nova York.
Totalmente.
Vive aí sua vida, não me enche o saco. E eu, mesma coisa que eu também. Seja você e tá tudo ótimo. Tanto que não me enche o saco.
Tô lembrando da música da Pitty, Máscara, e ela vai estar com disco novo, hein? Vamos depois falar. Tô louca para ouvir. Eu falei, irmã, me manda. Ela falou, não, vem aqui em casa.
Jornalista em mim já está desconfiado de uma coisinha agora. Você falou que a Pitty tem um disco novo.
Não desculpa não, eu falo no off.
Conta no off então para gente.
Você não podia falar?
Não é sobre isso, é sobre o que mais a Pitty vai fazer. Ah, quem mandou falar para mim?
Aí eu sou a mais zesa, gente. Eu fico tentando entender o que que eu fiz de errado aqui.
Todo mundo aqui sabe, ninguém nasceu aqui ontem, entende?
Você solta uma dessa Olha, seja você mesmo que seja bizarro.
Aquelas que fez bizarro, que é bizarro da Madonna.
Só bizarro, só bizarro.
Chega de bizarro, chega de ser errado toda hora.
Estarei lá na próxima festa, tá?
Bora!
Não fui porque não tava aqui.
Não sabia se você tava aqui pra Madonna ou não.
Não, não tava, não tava, tava em São Luís.
Mas vocês podem fazer um DJ set até, se vocês quiserem.
Eu com ele?
Jamais!
Ele faz muito mestre, eu vou estar lá só dançando com vocês, né?
É isso, gente, espero que vocês tenham gostado. Eu amei, eu tenho certeza que vocês gostaram também.
Eu fiquei até o fim, obrigado.
A fofoca ruim é boa, né?
Sarah, obrigado. Zeca, obrigado. Daqui a 3 anos estamos aí de novo então, ou antes.
Olha, um dos melhores shows que eu fui também, Maficiva Tech. Eu ia falar isso, esqueci, eu esqueci, gente. Aí eu vi a Liz Fraser cantando. Lagruminhas, tá? Aquela voz etérea. Tá subindo os créditos. Lagruminhas, lagruminhas para Liz Fraser em Massiva Técnica. Tá maravilhoso. Fui com D2 e com Pix.
É verdade, a gente fez um show. Como eu vou perder a Rosalía, mas eu vou voltar no Brasil.
Eu também vou.
Beijo, gente.
Tchau.
Bye.