RdMCast #560 - Desvendando o Segredo de Widow’s Bay
O RdmCast dessa semana embarca na balsa para a pacata Widow’s Bay, uma ilha meio monótona que guarda grandes mistérios. Nosso guia será o prefeito Tom Loftis, que quer transformar o local em um grande empreendimento turístico. Mas cuidado: o período de estadia na ilha pode ser fatal. Assombrações, cultos demoníacos, bruxas, assassinos e até um barbudo imortal podem atrapalhar o passeio. Venha conosco nessa aventura enquanto tentamos descobrir se essa é ou não é a melhor série do ano (até o momento).
O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabriel Braga, Gabi Larocca e Thiago Natário.
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CITADOS NO PROGRAMA:
O Segredo de Widow's Bay (2026)
Citações off topic:
Missa da Meia-Noite (2021)
A Bruma Assassina (1980)
Margô Está em Apuros (2026 -
Prazer Máximo Garantido (2026 -
Rua do Medo: 1994 - Parte 1 (2021)
O Homem de Palha (1973)
EPISÓDIOS CITADOS:
RdMCast #450 – Especial John Carpenter
RdMCast #320 – Missa da Meia-Noite
RdMCast #336 – Yellowjackets: vale tudo pela sobrevivência
RdMCast #500 – Especial 500: por que amamos tanto Twin Peaks?
RdMCast #307 – Trilogia Rua do Medo
RdMCast #352 – Ruptura: humanos do capitalismo tardio
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- O Quase Sacrifício de IsaqueDilema do Sacrifício · Trolley Problem · Filho de Tom Loftus · Ruth · Segunda Temporada
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- Diário de uma Bruxa: Separação e LutoBruxa na Ilha · Festa da Patricia · Marissa · Grimório · Sabá
- Episódio 6: O Retorno ao Século XVIIISarah Westcott · Richard Warren · Século XVIII · Ti West · Betty Gilpin · Hamish Linklater
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- Widows BayMaldição da Ilha · Passado Reprimido · Tom Loftus · Wick · Chip Clark
- Apple TV PlusProdução Original · Catálogo de Streaming · Margô Está em Apuros · Cabo do Medo · Sugar
I'm Arch Manning.
I'm Madison Skinner. I'm Eva Jović. I'm Da'Koria Moore.
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Great brands, great prices. That's why you Rack. Bom dia, boa tarde, boa noite, amantes do horror! Sejam todos muito bem-vindos a mais um RDMcast. E hoje a gente vai pegar uma balsa pra visitar uma ilha especial que se chama a Baía da Viúva, Widow's Bay. Uma ilha meio amaldiçoada, cheia de gente estranha, e que chegou na Apple TV, que tá lançando série pra caramba esse ano. Eu sou o Braga e para ajudar a explorar essa ilha no meio desse nevoeiro, ela que tem experiência em enfrentar nevoeiros, Gabriela Roca.
Cara, todo dia aqui em Curitiba quando eu abro a janela é tipo uma mistura de Silent Hill com a Bruma Assassina, entendeu? Então nada me afeta quando eu olho pela janela e eu não vejo um palmo à frente. Falo, que que é isso, entendeu? Eu tô pronta, pego o meu bastão e já saio aqui para enfrentar monstros, espíritos, assassinos. O que for necessário para sobreviver em mais um dia em Curitiba City.
E ele que foi contra a construção da Ponte de Guaratuba porque prefere o ferryboat, Thiago Natal.
Cara, isso também é uma coisa, referência muito paranaense, né? Mas que desgraça, velho, vai ser ruim de obra assim, na puta que pariu. Eu gostei que a Kabir reeditou o meme do não tá frio igual Curitiba. Você acha que faz névoa na tua cidade? Não tem névoa igual em Curitiba.
Vou mostrar como que é a neve em Guarapuava aqui, ó.
Não, não chove aqui nessa cidade, porque pelo amor de Deus, nunca vi cidadezinha no inferno pra chover tanto.
Mas enquanto vocês ficam aqui com os recadinhos, a gente já volta pra atravessar esse mar misterioso e ver todos esses fantasmas, maldições e enfim, coisas curiosas que a série nos trouxe.
Bom, gente, nos recadinhos de hoje quero falar uma coisa bem rapidinho, que é o seguinte: a gente lançou um Cabana essa semana sobre Casamento Sangrento 2, e foi um timing meio impecável, porque a gente até comenta no episódio, né, pra quem é dos nossos apoiadores já ouviu. A gente fala, pô, o filme lançou e ficou meio esquecido, né, nem tem previsão de lançar no streaming, e chegou no Disney Plus essa semana. Então isso não tá no episódio, né, porque a gente realmente não sabia, e enfim.
Acabou casando bem o timing. Sempre lembrando que o que a gente lançou no feed do RDMcast é só um teaser. O KaBuM! RDM já faz um tempinho, ele é um produto exclusivo dos nossos apoiadores. Então, pra quem quiser ouvir tanto esse EP mais curtinho sobre Casamento Sangrento 2, quanto um recente que a gente fez sobre um filme bem parecido, que é o Eles Vão Te Matar, mas também Exit 8, a gente falou sobre Prédio Vazio, The Running Shelby Oaks, Socorro, enfim.
A gente usa esse espaço pra falar de filmes que a gente acha que por si só não renderiam um RDMcast, né, geralmente estreias ou listas, né. A gente falou sobre grandes estreias que estão por vir em 2026. Teve um episódio que a gente fez sobre The Beauty, a nova série do Ryan Murphy, que a gente viu alguns episódios e comentou um pouco uma prévia. Então tem cabana pra todos os gostos. A gente lembra que ele é um exclusivo dos nossos apoiadores, né, então tem duas opções principais.
Principal, principal mesmo é pelo Apoia.se, né? Vocês podem entrar lá no apoia.se/rdm e a categoria do Cabana é a partir de R$20 mensais e aí te dá acesso tanto aos Cabanas anteriores quanto os próximos. Mas também é possível apoiar pela Orelo, pra quem já apoia outro podcast ou utiliza a Orelo. Eu ainda não consegui postar todos os Cabanas anteriores porque, enfim, não tinha percebido que dava pra fazer isso. Então eu comecei a postar os mais recentes.
E aí, né, assim, conforme eu tiver um tempo e também, enfim, aos poucos eu vou postando os anteriores. Mas o Apoia.se é o mais fácil porque você consegue fazer uma integração com o Spotify. Tem um jeitinho bem simples de, a partir da sua conta do Apoia.se, logar no Spotify comprovando que você é apoiador. E aí você tem um feed do Cabana que é bem parecido com o feed do RDMcast e você ouve direto pelo Spotify. Então fica o convite, né, pra quem tiver essa possibilidade, entra lá no apoia.se/rdm e considere se tornar um apoiador.
Apoiadora do RTM, porque além de ser fundamental para manter o podcast no ar, também você tem acesso a essa recompensa do cabana e também várias outras que a gente deixa lá como um agradecimento especial. Então é isso, a gente deixa vocês com esse prometido episódio sobre Widowmaker.
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O Whittles Bay, a gente vendo num primeiro momento, parece uma junção de Missa da Meia-Noite, Stephen King, Bruma Oficina, só que sem os vampiros, né, pelo menos por enquanto. Uma série que traz uma vibe meio fantástica, né, um horror que é meio engraçadinho também, né. O Segredo de Widows Bay, ou Widows Bay no original. Então essa produção ali da Apple TV, que esse ano tá uma loucura, é Widows Bay, é o Cabo do Medo, tem uma série também com a Tatiana Maslany, Maslany, Maslany, Ucranizou a Tatiana Maslany, velho.
É o Prazer Máximo Garantido, que também tô ouvindo falar super bem. Cara, a Apple esse ano tá meio sem limite nenhum assim, e tá lançando um monte de série boa pra caramba, e tá difícil da gente acompanhar.
É porque é meio que a estratégia deles, né? Você entra no Apple TV, não tem muita coisa comprada assim de outros estúdios, né? É meio que produção original. Então eles têm que meio que encher o catálogo, né? E esse ano os cara abriu torneirinha forte mesmo. Fia, é difícil até pensar o que incluir em pauta, né?
Tem uma outra também que eles lançaram, que é o Margô Está em Apuros.
Pô, a Receita disse que é muito boa.
Eu não assisti ainda, mas assim, eu só vejo comentários positivos na internet. Então eu tô com muita vontade de conferir também. Porque uma coisa que anda me chamando bastante atenção na Apple TV é como eles conseguem reunir um elenco assim de gente inacreditável de talento, assim, né? Só esse Margô Está em Apuros, sei lá, tem a Elle Fanning, a Michelle Pfeiffer. Daí você tem o Cabo do Medo com o Javier Bardem. Com a Amy Adams, sabe assim?
É muita gente de peso em várias séries. É chamar atenção. E isso dá um ânimo também, né? Não que você só vai assistir uma série se tem gente famosa, obviamente. Mas você fala assim, caralho, velho, sei lá, Cabo do Medo é o Javier Bardem que vai fazer o filho da puta, né? Então é claro que você quer assistir. Então isso dá uma chamada de atenção, dá um up assim no hype. Nossa, agora eu falei, né, todas as gírias da internet. Daqui a pouco eu vou falar assim, não, vamos fazer um call aqui, eu vou mandar o briefing para vocês também.
Só para fazer um comentário aqui fora do nosso tema, mas Cabo do Medo tá do caramba, como tá boa essa série, meu Deus do céu, tá maravilhosa. E tem uma também, né, ainda falando da Apple TV, uma do Colin Farrell que estreou chamada Sugar, em que ele faz um detetive particular e tal que tá procurando a neta de um produtor de Hollywood, que também parece ser muito boa assim. Então a Apple tá difícil de acompanhar porque toda semana tá com uma série nova, parece, né?
Eu falei, cara, eu comecei a— isso não é patrocinado, tá? A gente queria que fosse porque a gente tá sempre falando da porra do streaming.
Patrocina nós aí.
Mas eu assinei a Apple faz uns meses que eu parei de pensar, falei, cara, Eu tô vendo umas 5 séries dessa porra, velho. Assim, eu vejo Silo, eu vejo Fundação, eu tava vendo Servant, tava vendo Turbos. Falei, pô, então vou assinar, né, cara? Parabéns, conquistou meu suor e dinheirinho, porque enfim, já tá num ponto que melhor pagar de uma vez, né, galera?
Agora é o momento de pedir pro Thiago ver Servant pra gente conseguir um episódio aqui, porque, cara, a gente foi falar de Penny Dreadful no episódio penúltimo.
Eu vi, meu Deus do céu, teve 30 comentários, cara, pelo amor de Deus. Vamos fazer essa porra, vamos colocar aqui no trello, porque meu Deus do céu, cara. Esse... Nossa Senhora, as viúvas de Penny Dreadful estão... Estamos, estamos.
Mas voltando pra O Segredo de Whittles Bay aqui, a série foi criada pela Katy Dippold, né, roteirista, e traz o Matthew Rhys como protagonista. A trama principal, aí a gente vai acompanhar um prefeito que é o Tom Loftus, ele é prefeito dessa pequena ilha lá na Nova Inglaterra, que é a Whittles Bay. E o desejo dele é transformar aquilo num grandioso ponto turístico. Basicamente, ele quer hipsterizar a ilha. Eles até falam, ah, vai abrir um Starbucks aqui.
Eles querem dar uma gentrificada na ilha, né. Ele quer transformar nesse local que é, enfim, pra galera ir curtir um final de semana. Qual que é o problema? Os habitantes da ilha, eles acreditam que ela é amaldiçoada e que tem vários eventos sobrenaturais ocorrendo. E o prefeito, ele fica... No começo, né, a gente acha que ele vai ser o grande cético, é tipo, vai ser tudo bobagem. Mas já no primeiro episódio a gente vê que ele esconde um pouco seus medos também, né?
Essa primeira temporada é composta de 10 episódios e vai misturando aí um horror sobrenatural, mistériozinho, um humor meio macabro, uns personagens excêntricos. E tem muita crítica, muita gente falando que, nossa, a melhor série do ano, melhor série que foi lançada pela Apple TV, melhor série de horror do ano, né? Ela tá com umas umas notas boas, aí acho que é uma boa recomendação pra quem curte essa ideia de uma cidade amaldiçoada, um passado reprimido, enfim.
Quero saber o que que vocês acharam, né? Se acharam que é pra tudo isso a melhor série do ano, ou se é só uma série legal, ou sei lá, né? Vai que vocês não curtiram, né? O que que vocês acharam, impressões iniciais de O Segredo de Whittles Bay?
Cara, eu gostei pra caralho, na real. Eu fiquei até um pouco surpreso, porque o primeiro episódio é um pouco esquisito. Em termos de formato. Porque essa série, na real, cara, se for parar pra pensar em termos de formatação dos episódios e como os personagens são construídos e tal, ela é meio que uma sitcom de horror. É uma parada muito diferente, porque os episódios são bem curtos, né? Tem episódio ali de 40 minutos, que é um pouco mais padrão, mas tem EP de 30 minutos, 35.
Então ele é uma coisa ali entre uma série dramática e uma sitcom, né? Tipo The Bear, que concorre com sitcom por causa do formato, mas Pô, chamar aquilo de sitcom é bizarro, né? Então fica uma coisa ali no meio do caminho, né? E eu achei muito legal, cara. Talvez o— vou dizer que o último episódio, ou os dois últimos, mais pro finalzinho, eu acho que eles ficaram com medo de gastar muita munição e seguraram um pouco demais no freio.
Mas tem uns episódios ali, assim, mais pro final, tipo a festa da Patricia, cara. Aquilo é genial, velho. Tem umas histórias muito fodas, todo o lore da ilha amaldiçoada. Tem muitos elementos muito legais, tanto pro lado do horror quanto da comédia. E o Matthew Rhys tá excelente, cara. Assim, a própria Kate O'Flynn também, que faz a Patricia, tem umas atuações muito fortes também, né? Eu achei uma série uma puta surpresa positiva.
Eu demorei bastante para assistir, assim, meio que já tinha lançado tudo quando eu resolvi conferir o primeiro episódio. Vi muita gente comentando na internet, como o Braga falou, melhor série do ano, né? Uma das melhores séries já lançadas. E muita gente também falando, você precisa assistir, precisa assistir. E eu só fui por causa do RDM, admito assim que eu estava um pouco de preguiça. Mas eu sempre falo aqui que eu tenho um pouco de preguiça de séries no geral, né, porque eu tenho um problema com esse comprometimento assim, eu demoro para engatar.
E aqui foi exatamente o caso assim, eu demorei muito para engatar. Então eu assisti o primeiro episódio, daí eu não queria assistir o segundo, queria assistir outra coisa, daí sabe, eu fui pegando o ritmo da série ali no terceiro episódio. Mas depois que você entra na vibe da cidade e você compra todas as esquisitices e a personalidade dos personagens, daí você engata, né? E daí fica muito bom. Então eu gostei assim, para mim foi uma série que foi crescendo.
Quanto mais eu assistia, mais ela ia me conquistando. Ela parece um caldeirão de referências, mas no bom sentido, porque ela tem um pouquinho de Twin Peaks, ela tem um pouco de John Carpenter, ela tem um pouco, sei lá, do Tempestade do Século do Stephen King. Mas ao mesmo tempo que tem muito dessas referências, ela tem uma personalidade. Então ela tem uma coisa própria. Isso faz com que ela se destaque. Eu gostei bastante e eu acho que tem bastante coisa que eu quero ver nessa segunda temporada, porque eles terminaram ali com gancho que você fica, eita porra!
A minha experiência vendo o Idol's Bay, assim, eu tava nessa, né, pô, melhor série do ano e tal. Botei o primeiro episódio, eu fiquei, nossa, mas é meio fraquinho. E vendo as avaliações gerais, o primeiro episódio no IMDb é só o 1 e o 5 que estão abaixo de 8, né? O resto tá tudo 8 ou acima. O primeiro é o menos avaliado em todo lugar assim. Eu acho, para um primeiro episódio, eu acho ele até um pouco fraco. Segundo episódio eu também fiquei, nossa, mas que estranho, parece que a série não tá desenvolvendo, né?
O terceiro episódio já gostei um pouco mais. Agora, né, o Thiago já falou, a partir do quarto, da festa da Patrícia, que sensacional assim. Daí eu acho que a série me pegou de jeito. E daí é como a Gabi falou, a partir dali eu comecei a comprar realmente os personagens, a história. E aí até final eu curti muito assim, achei uma série muito divertida, uma série até meio leve de ver, mesmo que vez ou outra ela trate de alguns temas um tanto quanto pesados até assim, né?
Ela traz uma questão do luto, umas questões da relação pai e filho, ele é aquele filho chato pra caramba do Loftis, mas enfim, traz umas questões, mas eles conseguem lidar um assunto pesado, mas trazendo uma coisa meio leve assim. Eu gostei muito dessa pegada, sabe? É uma série muito divertida de assistir, principalmente quando que você quer ver antes de dormir, sabe, para dar uma acalmada. Pô, eu achei muito, muito boa, muito boa mesmo.
30 minutinhos de boa.
E a dose de humor, ela é muito inusitada, mas não é aquela coisa que te tira da história, porque tem alguns momentos que o humor ele pode meio que quebrar o ritmo daquilo que você tá assistindo, né. Aqui não, funciona muito bem assim. Então você compra tudo aquilo e você ri. De repente, que nem o Braga falou, é um tema sério, mas de repente você dá aquela risada. Daí tem um personagem coisa estranha, daí você tem um evento sobrenatural, sabe?
Eu acho que a série ela consegue transitar muito bem entre esses vários estilos de contar uma história.
E é muito genial isso, porque o horror, ele, por mais que pareça contraditório, ele é propício para comédia também, né? Porque às vezes você tá muito tenso e quando tem algo que alivia, você tá muito a fim de dar risada, né? Uma coisa meio, nossa, quero uma gargalhada agora. E a série consegue entregar isso, cara. Eu ri alto vários momentos assim. Isso é muito louco para uma série de horror. Não é esse talvez o principal propósito, mas ela consegue ser uma boa mistura, né?
E eu fui dar uma olhada aqui aí eu não conhecia a Katie Diebold, mas ela é roteirista, né, uma das várias roteiristas de Parks and Recreation. Aí fez muito mais sentido.
Ah, tá explicado.
Porque Parks and Rec é genial, cara. Assim, eu vejo uns bloopers de Parks and Rec no Instagram, às vezes eu dou risada, tipo, só do blooper, cara. É bizarro assim, é uma série muito foda. E aí você vê que tem um movimento com sitcom mesmo, né. Então a série fica nesse meio termo, né.
Faz mais sentido também quando a gente pensa que a maior parte muitos episódios, né, foi dirigida pelo Hiro Murai, que é o cara por trás de Atlanta, né. Então também é um cara que tá acostumado com essa ideia da sitcom. Ele também é produtor executivo, né, ele dirige alguns episódios, ele é produtor executivo. Enfim, é meio central ali também para essa união entre um visual de horror e esse ritmo da comédia, que eu vou concordar, ele é muito bem acertado.
Tem muitos momentos que às vezes só, sei lá, o que eles falam, o jeito meio bizarro de tratar tudo, você dá uma risada. Às vezes é uma risada muito sincera, às vezes uma risada meio nervosa. Ele consegue fazer vários tipos de humor assim, né, fazer você rir de várias maneiras diferentes. E só uma curiosidade, a série foi filmada, a maior parte pelo menos, em Devens, em Massachusetts, para criar esse clima de uma ilha isolada.
Mas sabe que o Braga falando, né, sobre Nova Inglaterra, cara, a escolha da locação ela é muito importante para série, né? Eu fico pensando assim, porque a Nova Inglaterra não é por acaso frequentemente escolhida como um cenário de horror, porque como é um local que foi uma das primeiras colonizações ali dos Estados Unidos, tem essa coisa do antigo, do segredo, de algo que aconteceu e você não sabe muito bem. Então é muito propício você ter família que tem segredos, e ela tá justamente na Nova Inglaterra.
Então você não sabe muito bem ali o que aconteceu, mas é uma maldição ou não é? De repente você volta para o passado. Então não é uma escolha aleatória. E tem, né, não é por acaso, sei lá, que Nova Inglaterra sempre é lembrada com Salem, mas não é só pelas bruxas, né? Essa coisa do antigo, de você desbravar um lugar que, entre muitas aspas, não era habitado, que a gente sabe que era, né? Mas tudo bem, é só uma mentira que Estados Unidos conta, né?
Mas que os indígenas e os povos originários já estavam lá, mas dá essa aura extra de mistério, sabe?
E também a série sabe a hora que é pra levar a sério, a sério mesmo, né? Aquele episódio que se passa no começo da colonização com o Richard Warren e tal, é um episódio que é bem mais tenso, né? Ele muda bastante até o formato da direção, né? Já adota ali um framing diferente, tem toda uma percepção ali de imensa natural. Então ele muda o tom de maneira bem drástica, mas você não perde ali o todo da série, né? É o momento de falar mais sério e o momento de dar risada.
Eu acho isso muito bem explorado também. E é engraçado que eles fazem referência a Martha's Vineyard, né, que é meio que o local turístico ali de veraneio de rico. Aí também mistura com tubarão, né, tem toda uma saladona assim de plot que funciona muito bem, né.
E só uma curiosidade, a Katy Deppold, ela assinou um contrato de mais anos, né, com a Apple, contrato mais longo, o que daí já indicava os planos de que o Heroes Bay fosse uma coisa maior, né? E agora já tá confirmada a segunda temporada, né? Enquanto a gente tá gravando, já foi confirmada. Talvez, quem sabe, até mais algum produtinho ou outro aí, né? Dependendo do sucesso. Mas a gente sabe que vai ter mais coisa, a gente vai voltar ao Heroes Bay muito em breve.
Espero que ela não faleça igual aconteceu com a coitada da Yellowjackets, né? Que a gente nem— eu nem vi a última temporada que saiu e não vi nem ninguém falando assim. Tadinha, tem umas séries que só falecem assim e caem no esquecimento, né, cara? Que coisa.
Que é aquilo que a gente sempre fala de você equilibrar bem entre manter o mistério e dar algumas respostas para o público. Você não pode ficar o tempo inteiro só jogando pergunta e dando intriga e mistério e não responder nada. Então é encontrar aquele equilíbrio entre não revelar as coisas cedo demais, tipo você não conta cedo demais quem matou a Laura Palmer, mas você também não pode passar 10 temporadas segurando quem é o assassino dela, entendeu? Acho que É mais ou menos essa a ideia.
Não, e fora também que tem muita série que deveria ser minissérie, né, que deveria ser filme na verdade. Que às vezes também acho que a galera exagera um modo de produção de série meio fordista assim, tem 300 por ano e tem premissa em que você fala, velho, como assim, cara? Isso não sustenta uma temporada inteira, quem dirá 3 ou 4, né, pelo amor de Deus.
E só pensando aqui nessa temporada então, né, ela vai construindo ao longo desses episódios novas camadas para a gente compreender melhor essa maldição da ilha, o próprio passado do Tom Loftus, né, que importa em vários momentos, ao mesmo tempo que vai dando munição ali para a gente que tá assistindo, para a gente construir as nossas próprias teorias, né, do que que tá rolando, o que que vai, enfim, rolar. A ilha tá viva, não tá?
É uma maldição, não é? Tem um demônio, não tem, né? Então aí que a série vai se construindo. Aí o que que eu pensei? A gente pensar aqui uns episódios para a gente discutir. Vamos começar do começo. Vamos falar do episódio 1 e 2 assim, que eu acho que é um momento, os 2 primeiros episódios é para estabelecer que tem algo de errado na ilha e também para tentar estabelecer se é tudo piração ou não. Porque esses 2 primeiros episódios vão ser muito centrados no Tom Loftus, que é esse prefeito que, como eu falei no começo, até parece que ele vai ser o cético, mas o primeiro episódio já deixa claro que não é exatamente assim, né?
Essa coisa dele falar que é esse bando de caipira aqui que não acredita nas coisas e tal, Você vê que ele não acredita meio acreditando, né? É bem engraçado. É um ceticismo meio crente.
É um ceticismo meio cagão, né? Aquela coisa, não acredito, mas vai que... Vai que, puta merda, melhor não arriscar, né? Não acredito que se eu levar meu filho pra fora da ilha ele vai morrer, mas também nunca vou levar porque vai que dá merda.
Que é o que eu acho que ajuda a tornar o personagem dele mais complexo, né? É muito legal isso. E o Loftus, ele tá tentando então vender essa cidade que parece que tá resistindo muito bem. Parece que tem gente que tá muito feliz com essa ideia, tipo, não, de boas, vamos lá, né, a gente vai gostar da cidade. Tem gente que tá meio mal. E nesse primeiro episódio a gente já tem a presença da Neblina e de um pescador chamado Chip Clark que desaparece.
E depois o próprio Wick, que é um personagem que vai ser muito, muito legal, um personagem aí que ele parece parece ser o cara que entende da maldição, ele é o cara que entende a ilha.
Ele parece, né, nesse primeiro assim, que sabe, a gente sempre brinca que nos filmes de horror tem o maluquinho do posto de gasolina que avisa a galera assim, tipo, ó, que nem Sexta-feira 13, não vai lá não, entendeu? Ou aquele que conta o lore assim, olha, e morreu uma galera, ó. Então assim, ele dá essa impressão, né, porque com a neblina ele diz, olha, a ilha tá despertando, né, melhor tomar cuidado. E eu sinto muito nesse episódio que é total abrumação Assassina do John Carpenter.
Não que é uma cópia nem nada, porque tipo é uma inspiração e é uma inspiração muito bacana. E Widow's Bay tem muito disso assim, de você pescar as várias referências que eles vão fazendo.
E eu achei um puta acerto o personagem do Wick, primeiro porque o Stephen Root é muito bom, né? Ele é aquele ator que acho que pouquíssima gente conhece de nome, mas você já viu ele em várias coisas, né? Aquela galera que trabalha muito de maneira muito diversa, né? Consegue fazer vários personagens e tal. E pô, ele é um ator excelente, ele consegue que dá mais dimensão ao personagem, né? Porque seria muito fácil ele ser insuportável.
Ele é um pouco no começo, acho que faz parte, né, de, ah, lá vem o caipira chato, reclamado, não sei o quê, porque a cidade aí é amaldiçoada e tal. Mas muito rápido você percebe que é amaldiçoado mesmo, né? E eu até achei que eles iam fazer uma coisa meio, ah, ele era o prefeito e daí o Tom tirou ele. Mas não, ele é um pescador mesmo, né? Aquela clássica coisa da história de pescador. Só que ele tem razão no fim das contas. É meio que uma série de lendas urbanas, só que elas existem de verdade.
E aí nesse primeiro episódio ainda, para dar uma encerrada botando uma pulga atrás da nossa orelha, o pescador que tava sumido aparece. Ele tá com os olhos todos brancos, né? E quando Loftus vai lá no quarto dele, né, ele agarra, ataca o prefeito. Então dá aquele susto final, mas que ainda, né, você ainda pode levar como, não sei lá, o cara tá meio doido aí porque sumiu no mar, tava doidão, sei lá. Agora, e daí, né, o Tom nesse episódio ele tá conversando com um cara jornalista e tal, né.
E aí nesse episódio a gente vê que ele é um grande cagão, porque quando chega a neblina ele tá morrendo de medo. E aí ele fica nessa de gritar para as pessoas não saírem porque tem alguma coisa lá fora. E daí o jornalista fica, cara, porra, para com isso, a tua ilha é legal, não precisa fazer essas merdas.
Você já acha que é tipo um turismo macabro? Não, cara, para Para de inventar essas merda aí, velho, só para chamar turista, entendeu? Para chamar a galera estranha que gosta de fazer tour à noite, sabe?
Apesar de eu achar esse primeiro episódio meio fraquinho, esse final eu achei sensacional, porque daí é quando você tem realmente a ideia daquele prefeito cético vai todo ao ralo, porque no final ele tá super tipo se cagando de medo da neblina. E daí fica, tá, mas você não era para ser o cético? Por que que você tá com medo? Que é bem, vai que, né? Então ele é tipo, não acredito, mas vai que é real. E aí o segundo episódio ajuda a estabelecer um pouco mais essa ideia do Tom tentando parecer muito corajoso, que é o que o Wiki fala para ele, né?
Eu conheço você, você é um covarde, né? Você é o prefeito, você é um covarde, eu nunca vou te respeitar. Que daí no segundo episódio os visitantes vão vir na pousada, né? E todo mundo tá, porra, você vai botar a galera na pousada, vai todo mundo morrer, essa pousada é amaldiçoada, pousada é mal-assombrada, tem fantasma, tem não sei o quê. Ele, ah, isso é tudo mentira. E falam, beleza, Você passa uma noite lá na pousada então? E ele se enche de coragem, né? Tipo, claro que sim, eu vou lá, vou ficar sozinho.
A cena que os cara tão, ele tá no bar lá, né? Tipo, o único bar e restaurante na cidade. Daí os moradores locais tão reunidos, né? Um monte de tiozinho assim. Aí ele, não, vou ficar no hotel, vou mostrar pra vocês. Aí os cara, não, não, mano, não é só ficar no hotel, você tem que fazer tal coisa. Aí ele tira um bloquinho, aham, tá bom. Ah não, mas tem que fazer tal coisa também. Não, mas tem que entrar no fosso, senão não vale.
Não, tem que chamar não sei quem, tem que tipo invocar a loira do banheiro, né? Umas parada bizarra assim. Aí quando ele vai pro hotel, uma das coisas mais engraçadas é o dono do hotel, que é interpretado pelo Neil Casey, que é mais um desses caras também que tá em várias coisas, é super engraçado. O cara é muito cagão também, né? Ele tipo leva a mala dele até o quarto do capitão, mas não põe pra dentro. Aí ele fala, beleza, né?
Boa noite, falou. Então, pô, mas você não vai ficar aqui? Não, eu não fico nesse lugar não, eu vou pra casa. Foda-se você, né? Você falou que não tem nada, fica aí, né?
E é muito da hora assim essa coisa da pousada, porque toda cidade pequena tem esse lugar que é supostamente assombrado, amaldiçoado, que vira meio que um point, sabe? Todo mundo fala, que nem o Thiago tava falando, não, você tem que entrar lá e cumprir 25 desafios, dar um mortal pra trás, chamar 30 espíritos pra te perseguir, daí você consegue, entendeu? E quase toda cidade pequena tem esse lore, né?
A pousada é bem interessante. Daí o Loft está lá, tipo, pô, vou ficar no TED. Aí ele escuta meio que um barulho e tem um outro cara lá que não era pra ter, né? Mas daí, ah, eu sou executivo da... Nem lembro o que que é, Companhia de Água, sei lá, ele é um executivo de alguma coisa.
Engenheiro, alguma coisa assim. Engenheiro, né?
De um negócio que tá, tô vindo fazer uma avaliação de um negócio, e daí eles ficam super brothers assim, vão lá no armarinho de bebidas tomar uns gole, vão jogar um jogo, cara.
Os jogos são muito bons. É aquele que ele pega e tá escrito dente e tem uma porra de um alicate, velho. Tipo, o jogo é uma caixa escrito dente, tem um desenho do dente bizarro, aí ele abre a caixa, tem um alicate gigante assim, cara. Isso é muito bizarro. Essa foi uma das que eu ri alto, cara, porque não tem como. O próprio que eles jogam lá, o Daddy's Home, é umas coisas muito tenebrosas. Assim, ó, o papai chegou, o chefe dele brigou com ele no trabalho, ele vai dar cacete em alguém aqui. Caralho, velho, macabro.
E aí, né, eles estão lá de boas. Daí o Tom e esse cara que é o William, daí beleza, eles, cara, vamos dormir, né. Deu tão, pô, lembrei que eu tenho uma última coisa para fazer, né. Eu tenho que entrar lá aí no porão e entrar num buraco lá, num espacinho apertado, que os cara falou que eu tenho que ir até o final desse espaço aqui. Mas tudo bem, vou lá fazer esse finalzinho. Aí quando ele tá lá dentro, ele escuta um barulho, vê as perninhas do William, daí ele fica: Ei, o que você tá fazendo aí, meu amigo?
E daí revela que na verdade o William é o palhaço assassino, né? Eles explicam que tem toda uma lore por trás, que tem esse cara que era um assassino ali da ilha, que se vestia de palhaço e tal. E daí o cara entra, vai assustar o Tom, e depois ele acorda e você fica: Ué, foi um sonho, não foi? Foi alucinação, não foi? E daí no dia seguinte ele vai ver a gravação, ele tá conversando sozinho, jogando sozinho, bebendo sozinho, e o William nunca teve lá.
E ainda tem o finalzinho, né, que eles vão botar o dono da pousada no quarto, deixam o cara lá, sei lá, 30 segundos lá dentro, o cara sai completamente aterrorizado, que ele fica tipo, quanto tempo passou? Os cara, sabe, 1 minuto, 30 segundos assim. Ele, meu Deus, é que parece que passou muito mais tempo.
O quarto todo revirado, né?
O quarto revirado. E daí eles descobrem mofo lá dentro. É, ah não, é um mofo, o mofo tá fazendo as pessoas terem alucinação. São 2 episódios ali que fica no, será que é? Será que não é? É alucinação? Não é? Mas claro assim que, cara, cara, não engana, porque porra, é uma série meio sobrenatural, né? Eu acho às vezes meio cansativa essa coisa do ficar brincando com a gente, que claramente tem algo sobrenatural na ilha.
Mas é mais no começo, né? Eu acho legal essa coisa também deles não quererem ficar conectando tudo com tudo. Assim, essa parte do tempo passar mais devagar é uma coisa que morre ali naquele episódio. Ah, é uma parada sinistra que aconteceu. Ele consegue isolar mais assim, né? Até parece um pouco procedural nesse sentido, né? Tem meio que a ameaça da semana em alguns episódios, episódios, né?
Enfim, aquela que a gente chama de monstro da semana, né, que tinha muito em Arquivo X e Buffy. Tipo, não que seja exatamente esse formato, mas assim, você tem uma ameaça ou um antagonista e ele fica ali naquele episódio, né? Então você não tem que fazer um universo mega compartilhado para causar grandes reviravoltas assim. Claro que eles estão conectados, né, com essa maldição da ilha, né, com essa coisa sobrenatural, mas que nem o Thiago falou, fica ali no segundo episódio, daí no terceiro você tem outra coisa.
Então eu Acho que isso também torna você assistir a série menos cansativo. Você não fica tipo, putz, mas eu ainda tô nisso assim. Você tem um pouco mais de um ponto final quando cada episódio termina.
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Aí acho que a gente pode partir para os episódios 3 e 4, que é onde eu acho que a série realmente introduz aí a ilha como um personagem, né, a Withered Bay enquanto um personagem. O que são os episódios 3 e 4? O terceiro, que é aquele do nado inaugural, é inclusive o último dirigido pelo Hiro Murai até a gente chegar nos dois últimos, né. Então depois vai ter outros diretores. No terceiro episódio já tá cheio de turista em Whittles Bay, né?
E daí você fica, caraca, passou muito rápido e tal. Daí o Tom conhece uma mulher chamada Marissa, e daí ele fica ali meio tipo, fica todo pimpão, né? Fica todo felizinho, né?
Tipo, opa, nessa ilha agora me dei bem, né? Era o plano dele desde o começo, né?
O plano dele era para arranjar uma namorada, né? E ele tá lá tipo, opa, não, sou prefeito, né? Vem falar comigo. O que que você tá precisando? Eles ficam nesse flertezinho que ela tá ali por causa de uma despedida de solteira. Só que aí eles colocam na cabeça do Tom a ideia de que tem uma bruxa na ilha, porque ele encontra uma mulher lá na estrada que arranha o braço dele, tentando ficar, ah, cara, então é a bruxa na ilha. Ela arranha o braço das pessoas e depois ela vai atrás pra, enfim, pra matar de uma maneira um tanto quanto peculiar, né, sentando na cara.
Negócio meio, cara, é muito bom quando ela sobe em cima dele, cara.
Eu não tô vendo isso, velho, é sensacional assim. E daí o Tonho ainda fica naquela, né, não, isso é mentira, mas ele tá morrendo de medo. E, cara, começa a ter vários indícios de que talvez, daí, gente, perdão, mas vai ter, vai ter spoiler, né? Mas começa a ter vários indícios de que a Marissa talvez seja bruxa, porque é muito É uma mulher ali que facinho já tá dando em cima do Tom. Fica: ai não, posso ir lá na tua casa? Ah não, vamos sair aqui.
E cadê as amigas dela? A gente não vê, não vê nada. A mulher é muito oferecida e surge do nada porque é a melhor desculpa.
Ai, tô para uma despedida de solteira, não vou ficar muito tempo aqui. Você fica também tipo: putz, mas será?
E aí o Tom vai para casa e a Marissa vai atrás dele, fica: sai daqui, eu sei o que você é, não sei o quê. E no final tipo ela realmente só queria dar umazinha ali.
Ela realmente tava numa despedida de solteira e ela só queria dar uma transadinha e voltar para casa como se nada tivesse acontecido, entendeu?
Queria pegar o prefeito local para fazer o tour completo da cidade.
Ela queria fazer um tour pelo prefeito, não é pela cidade, pelo prefeito.
E aí nesse episódio a gente vai ouvindo umas coisas meio estranhas, né, que fica: ô, deu ruim lá na festa da Patrícia, precisa ir lá. A gente fica: cara, o que será que tá rolando, né? Mas enfim, daí esse episódio tríade termina com a bruxa realmente aparece, vai lá para sentar na cara do prefeito, né, que assim que ela mata os homens.
Não era só Larissa que queria fazer um tour pelo prefeito, a bruxa também queria, entendeu?
Eu achei que você ia falar sentar na cara do prefeito assim.
Não, calma aí, vamos manter a classe, galera, vamos manter a classe.
Olha o respeito. Já fui, não, cara. A partir do momento que a série introduz uma bruxa que mata sentando na cara dos caras, isso aí, ó, o respeito já já se foi, cara.
E é muito inusitado porque parece meio metafórico, né? História de pescador, essa coisa da sereia, né? Esse ser sexualizado. E daí tem a imagem que tem na tua cabeça e a sereia de verdade, né? Até isso conecta com a Maurícia, pode ser, né? A figura. E aí não, é uma véia decrépita que ia sentar na cara dele de verdade. Bizarro, cara.
Muito bom. Ele é salvo pelo Wick, daí os dois começam a se tratar um pouco melhor, né? Tentar não só ficar se xingando ou o tempo inteiro. Aqui tem até uma cena, né, nos episódios anteriores, que ele chama o Wiki de, ah, seu caipira do caramba! E fica toda a cidade assim, que isso, prefeito? Ai, cara, sensacional! Mas aí eu acho que a gente chega realmente, cara, provavelmente o melhor episódio da série. Ele é o que tá melhor avaliado em vários lugares, né, no IMDb, que é o episódio do A Leitura da Praia, né, o Beach Reads, que é a festa de coquetéis do pôr do sol da Patrícia.
Coitada.
Em que ela encontra um livro que basicamente é tipo, ah, como fazer uma festa legal, como se destacar. É um desses livros meio de autoajuda assim, né?
É bem off topic, mas isso me lembra um episódio do The Office que o Dwight vai fazer a festa do jardim do Andy. E daí ele compra um livro e o livro é escrito pelo Jim, que vende pra ele na internet, de como fazer um garden party. E daí tipo, é umas regras absurdas assim, tipo, sei lá, você tem que anunciar os visitantes quando eles chegam em voz alta, você tem que recriar a Última Ceia. Sabe? Tipo, eu sei que é muito aleatório, mas assim, eu assisto The Office meio que tipo termina, eu já começo de novo, né?
Eu encontro referências de The Office em toda minha vida. Mas esses livros assim, tipo, de como fazer uma festa incrível, de como fazer uma festa acolhedora para seus amigos, sabe?
Mas é legal porque o episódio que meio que para um pouco para desenvolver a Patricia, né, que era uma personagem que tava muito ali em segundo plano, e até ficava uma coisa meio, será que eles têm um relacionamento? Mas Acho que não. E aí vai mostrar que na real ela é uma só fodida, uma coitada, né? Tipo, a galera daí é só uma pau no cu mesmo. E tudo bem, ela é meio esquisitinha, mas ela não é uma pessoa maldosa, ela tem bom coração.
Ela é esquisita que vai crescendo no nosso coração. E a série sabe muito bem ditar esse ritmo dela. Assim, você olha no começo assim, no primeiro episódio, segundo, você fica, ok. Mas é aqui no quarto ela se eleva meio que a nível de protagonista também. Daí você fica assim, pô, que massa! Nossa, que foda! E a cara, a festa é muito maluca.
Eu acho incrível essa ideia dela fazer uma festa e aí tá a galera lá curtindo para caramba, porque a gente descobre que tem um grupo de mulheres que não gosta muito dela, porque enfim, algumas décadas antes havia um serial killer em Whittles Bay e ele matou várias moças jovens, e a Patricia foi uma das supostas víctimas. Ela disse que recebeu as ligações e o cara foi atrás dela. As mulheres lá que fazem bullying com ela diz que não, que ela inventou isso porque ela só queria aparecer.
E a gente fica naquela, né? Porra, mas o que que aconteceu? Então a gente vê que ela tem uma relação muito complicada porque ela já é meio estranha, ela é meio estranha.
Daí você fica assim, será que ela mentiu por causa disso? Mas daí dá uma certa dó dela querer fazer essa festa para galera gostar um pouco mais dela assim. Você fica tipo, sabe, sabe, dá um pouquinho de dó. Mas sabe que esse episódio, tipo, também referências aleatórias, a ideia, né, do assassino lá, que é o Bicho-Papão, me lembrou em alguns aspectos essa coisa do lore assim, um pouco do Rua do Medo, principalmente do Rua do Medo 94.
É mais a atmosfera, mas sabe essa ideia assim, tipo, de uma, de novo, essa cidade amaldiçoada com eventos, e daí tem esse serial killer, por exemplo, que é um vários eventos sobrenaturais ou ameaças que surgem naquele local.
E ter preservado a casa do serial killer também é muito legal, né? Que os adolescentes maconheiros vão lá dar uma de corajosão, né, para variar. Quero ver você entrar lá.
E daí, falando em maconheiro, né, a festa da Patrícia vai dando tão certo porque, na verdade, né, o livro que ela encontrou de autoajuda é um grimório que tá disfarçado nesse começo, e ela vai drogando geral, né? Ela droga todo mundo para a galera ir para praia acender lá um ídolo de fogo, não sei o quê. Eu achei muito, muito incrível isso assim. É um puta de um episódio.
A galera tá em transe participando tipo de um sabá. Aquele ponche dela tava tipo super batizado, mas não era nem com álcool, era tipo batizado com parte de animais. Cara, é muito bom. Eu acho que é um dos melhores episódios da série assim, porque realmente eleva o nível de um jeito que você não consegue mais parar de assistir a partir daqui.
É, não, é isso mesmo. Eu acho que aqui que a série mostra a que veio, né? Os 3 primeiros episódios, ah, legal, mas eu ainda acho que fica faltando coisa. Aqui a série bate no peito assim e fala, ó, agora eu vou mostrar o que que eu tô fazendo mesmo, né? E daí eu acho que fica muito legal.
E também ele joga uma coisa meio Homem de Palha, né? Que depois o próprio Edição também atualiza desses meio que um culto ali de uma galera numa cidade pequena isolada E todo mundo ali num surto coletivo. Aí quando vê, a galera tá quase entrando na água já, todo mundo se afogar. Daí a gente vê o que ele falou no rádio no episódio anterior, né, de, pô, eu tô na festa da Patrícia aqui, cara, aconteceu alguma coisa, nem sei descrever, mas deu merda, né.
E aí beleza, a gente entendeu o que que aconteceu, né, no episódio anterior, que a galera tava falando da festa da Patrícia. Ela pega uma caroninha com o prefeito e o Wick. E aí esse episódio termina de uma maneira bastante chocante, interessante, porque eles vão na igreja e veem que o padre se enforcou. Porque o padre também ali é uma figura interessante. Eu até achei que ele ia ser mais explorado, né? Mas eu acho que ficou bom, porque tem aquela ideia de que no primeiro episódio toca o sino da igreja, só que o sino da igreja tá amarrado, então não tem como ele ter tocado.
Aí você fica, ué, né? E aí o padre acha lá uma recomendação, ó, você que é pároco aí, se tocou o sino, fodeu, né? Basicamente é isso, ó, tocou o sino, tamo sentido.
Se mata aí.
E daí o padre se mata, você fica, caraca, o que que tá rolando, né? O padre se matou. E aí que eu falei, é um episódio que é muito engraçado o tempo inteiro, meio macabro, mas muito engraçado. E no final você termina com o padre enforcado, você fica, porra, cara, eu tava rindo até 30 segundos atrás, calma.
É muito legal isso, fica muito sombrio. E daí você também começa a pensar assim, cara, se o padre se matou é porque a situação tá muito complicada. Complicado. Porque geralmente em filmes ou séries ou coisa assim, tipo, quando o padre, o pastor ou algum representante de alguma ordem religiosa tira a própria vida, é porque meio que não tem mais solução, entendeu? Não tem mais para quem pedir ajuda. Você fala, não, então tá tudo fodido mesmo, não tem arrego, né?
Aí a gente pode passar para os episódios 5 e 6, são dois episódios que aprofundam nessa questão da mitologia da ilha e que trazem para gente também todas as consequências consequências psicológicas e físicas de tudo que a cidade tá passando, né? A galera tá com lapso de memória, repetição de padrão, acidente, todo mundo ficando cada vez mais paranoico também, né? São episódios bem legais. O quinto, né, O Que Esperar da Sua Viagem, o Tom ele introduz um toque de recolher na ilha, né?
E daí fica, caraca, porra, toque de recolher! Daí a galera fica, não, a gente não vai respeitar, e não sei o quê. E quando eles vão o que o padre tinha, eles veem que o padre ligou para um cara, né, assim aleatório, várias ligações, né. Eles ligam para esse cara e daí eles descobrem que o cara é meio que um traficante e que a especialidade dele é uns cogumelos malucos que só surgem na ilha. Que não, você vai tomar esse cogumelo, você vai ver a verdade, você vai entrar em sintonia com a ilha.
E aí beleza, né, vamos lá. Eles ficam, pô, quem que vai tomar essa merda, né? Quem que vai tomar esse chá de cogumelo aqui para tentar resolver as tretas da ilha? Ah, beleza, vai ser o Tudo bem. Daí eles estão lá tomando um chazinho. Daí fica: ah, beleza, então quando que vai começar? Daí o traficante: não, daqui a pouco, né? Você já tomou tudo. Daí fica: ué, mas o Wiki tomou? Daí ele vira pro prefeito, né? Mas você não é o Wiki?
E daí, cara, que sacada assim! O traficante dá o chá de cogumelo por engano ao prefeito.
E daí o Tom pensa: Berenice, segura, nós vamos bater. Quando tudo começou a girar, girar, girar, girar, eu disse: Berenice, segura, nós vamos bater. Desculpa referência velha, gente, mas eu adoro esse vídeo. Toda vez que alguma coisa dá errado, eu falo: Berenice, segura, nós vamos bater.
Esse traficante é muito engraçado, né, cara? A casa do cara é bizarra. Ele tem um pet bizarro, tipo um lagarto gigante, um camaleão, sei lá. É engraçado que o Tom passa o resto do episódio inteiro chapadaço, né? Ele tem uns lápis Tipo, a galera fazendo uma reunião na prefeitura puta. E daí ele acorda de novo, ele tá com o quadro todo rabiscado, né? O que que esse cara falou, velho?
A minha única decepção da série foi que o outro episódio não era explicação do que o Tom fez doidão assim, porque eu queria muito ver ele alucinado lá, o que que ele tava fazendo. Porque a gente só vai acompanhando esses lapsos dele. Enquanto isso, o Rick e a Patricia estão trabalhando pra caramba, eles descobrem uma cacetada de coisa, mas a gente tá acompanhando o Tom Então é muito engraçado porque a gente só tem esses lapsos ali.
Aquele momento que ele se vê num posto de gasolina, entra na loja, e aí o cara da loja tá assim: para, sai daqui! E a loja tá toda destruída. Caraca, o que que aconteceu?
E eu não sei se é nesse episódio, mas talvez seja por causa do título, né, que é o Que Espera na Sua Viagem, que começa a ter aqueles vídeos informativos que são absolutamente bizarros, né, que é tipo Umas fitas de VHS, só que o cara tá explicando umas coisas na frente da câmera e a praia de fundo. E daí ele vai embora, e é muito aquela coisa para cortar assim, para tipo terminar, né? Só que daí fica mais uns 30 segundos dele indo embora e ele não para assim, ele vai andando para longe, não para.
Aí tem um cara que explica uma parada e daí ele para na frente de uma porta e a porta não abre, só fica parado. E daí começa a ser os créditos. Cara, é muito sinistro, né? Fica aquela coisa meio, será que os caras estão presos dentro do VHS? Acontece. Tem um lore assim que eles não explicam tanta coisa, aí você vai meio que especulando também, né, o que que pode ser.
Mas deu, o Tom fica doidão por 12 horas, alucina com tudo. No final ele tá lá alucinando com a esposa dele, o nascimento do filho, né. Enquanto isso, o filho dele tá lá só fazendo merda, né. Vamos lá na casa do bicho-papão para ver o que que acontece, vamos fazer merda, vamos fazer não sei o quê. Filho dele só faz cagada, né, um merdeiro. E aí o 6º episódio é o episódio do retorno no tempo, né? A gente volta lá para o comecinho do século 18, em 1702, quando a Sarah Westcott chega em Willows Bay para casar com o Richard Warren, que é tipo o fundador, o protetor, o antigo prefeito, líder daquela ilha.
Só que a ilha tá passando meio por uma praga, né, uma peste. Tá todo mundo doente, tem uma galera desaparecendo, aparecendo e tal. E o Richard é muito esquisito. A Sarah Casey vê que o marido dela é muito estranho. Primeiro que ele não quer consumar o casamento, né? Já começa aí. Ela tá lá tipo, opa, hoje à noite tem dele. Não, hoje à noite não, tem que trabalhar. Ele já é meio esquisito ali. Eu achei um episódio muito legal. Não esperava que, tipo, no episódio anterior eles introduzem essa ideia, ai, tem a correntinha do Richard Warren, vamos atrás.
E daí o episódio volta tempo me surpreendeu assim. Eu não esperava que a série fosse fazer um negócio desse. Eu achei muito, muito legal mesmo, até o final, né, quando ela tem que fugir e daí as crianças começam a sangrar nos olhos. Cara, que episódio tenso!
Esse EP é dirigido pelo Ti West, né, para quem curte também é um nome bem conhecido. E eu gosto desse retorno ao passado assim, eu acho que é um episódio que funciona muito bem para a gente ter algumas respostas Sabe? Porque a série poderia deixar esse episódio para o final. Lembra aquilo que a gente sempre falava, tipo, pô, tentar equilibrar? E não, aqui não que a gente tenha grandes revelações, mas a gente já começa a entender, né?
Ah, que nem o Braga falou, tem a coisa da correntinha, mas aqui ele já dá uma resposta, já mostra algumas coisas. É legal você ter essa volta assim para o início do século 18 para tentar entender o quão ancestral é esse mal que tá ali na ilha, né?
Não, e além de tudo, né, além da direção do West também. As participações especiais são muito boas, né? A Sarah, interpretada pela Betty Gilpin, que é uma ótima atriz, e o Hamish Linklater, que daí a conexão direta com Missa da Meia-Noite, né? Ele tá excelente, cara, tanto na parte mais assustadora, que aí vira uma coisa até meio Conto da Aia, né? Uma sociedade fechada com esse líder de culto e a mulher completamente oprimida por ele.
Mas também depois, quando ele volta ali— na verdade ele não volta porque ele nunca foi, né? A gente já deu spoiler, né? Então podemos entrar, mas ele tá soterrado ali, nunca morreu. E aí, cara, ele é muito engraçado, velho, porque ele é um maldito assim, né, um filho da puta, mas também é engraçado, né, ele consegue ter um alívio cômico ali. Eu tava vendo uma entrevista com o elenco que eles falaram que o Hamish ficava improvisando, e tem vários diálogos ali que ele tá no barco com o Tom e com o Rick depois, ele tá cantando e ele faz umas paradas muito nada a ver assim, ele tava improvisando.
Então também acho que tem esse espaço para comédia meio que fluir ali de tipo Tipo, por mais que a gente goste de sentir medo, o aspecto de você tá todo caracterizado, um cara que tá soterrado há 300 anos e voltou, é meio cômico, meio que involuntariamente, né? Então é legal a série se permitir explorar isso também e os atores também improvisarem.
É que daí quando a gente chega no episódio 7, né, que daí o Tom volta da viagem de cogumelo, e aí a Patricia e o Rick já descobriram tudo, que agora a gente sabe também da história, porque em vez da série escolher por mostrar eles falando, a série mostrou o passado, né? Então, porra, muito, muito bom isso. E aí o Tom sai da viagem de cogumelo, é tipo, então a gente, né, viu que provavelmente o Richard Warren tá vivo, né? Tá com ele.
Daí o Tom, eita, e que que nós vamos fazer daí? Não, não, a gente saiu, sumou, ele tá aí, ó, vai lá falar com ele. E daí o cara acabou de sair de uma viagem de cogumelo e tem que falar com Maluco que tá vivo desde o século 18 e ele tem que chegar. E daí abre esse negócio aqui, é o contratinho que ele fez com aquela entidade da ilha, cara. E essa cena, puta, como é maravilhosa, entendeu? Tom pega o papelzinho dele, isso aí é um papel que eu assinei com minhas fezes, sêmen e sangue.
E aí o Tom só solta o papel e começa a esfregar a mão na calça assim, que incrível. Assim, enquanto o Richard Warren tá falando mega sério Pô, é uma cena maravilhosa, cara. Esse episódio, ele traz muito aquela ideia do ciclo que se repete, né? Então dá uma ideia de, não, para finalizar, agora que eu sou o último da minha linhagem, Richard Warren fala, vamos para o barco, vocês me levam até fora do setor lá que os pescadores sabem que é meio perigoso, e aí eu vou morrer.
Porque daí eu saí da área de influência, né?
É, tem uma área de influência da Ilha, né? Ele fala assim, que eu saio eu vou morrer. Só que claro, daí tipo eles estão lá, o Rick fica, cara, deixa esse maluco dentro do caixão. E aí o Tom é, porra, ah não, mas eu fiquei com dó, libertei o cara aqui.
Ele é conciliador, né? Ele é político, né, cara?
É conciliador, é político. Libertou o cara que tá vivo ainda, depois o cara não quer mais morrer. Cara, episódio que dá muita treta, mas que no final, depois de fazer muita merda, o consegue fazer uma coisa decente, pelo menos. E daí ele fica muito tipo, nossa, eu sou muito bom, nossa, eu sou bom pra caralho. Tipo, não, cara, você quase ferrou tudo várias vezes. Mas daí beleza, matam o Richard Warren, né, ele vira pó. Daí você fica, porra, tudo bem, acabou, né.
E como eu fui assistindo quando os episódios estavam lançando, eu tinha achado que era 8 episódios. Então eu falei, ah, legal, é um penúltimo episódio aí, né, um pré-final. Porra, muito legal, vamos ver o que que vem aí. E aí que eu me surpreendi que tinha depois mais episódios, né? Mas que não é uma coisa ruim.
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Que é para mim o que ficou muito estranho, tipo, pô, já rolou o clímax da série aparentemente no episódio 7. O 8 vai ser só eles de boas? Que ainda tava achando que o 8 ia ser o final. Assim, cara, o que que vai ser o próximo episódio? Tipo, ah, vamos viver de boas aqui na ilha? Não, lê do Né? Então o que acontece, o idoso B tá muito calmo, né? Você tá, tá todo mundo certo. Mas, né, as coisas nunca são como parecem. O filho do Tom, ele conheceu uma menina lá que basicamente tudo que a menina fala, o filho faz igual. Delícia. Ah, teu pai não tá em casa? Vamos lá fuçar nas coisas deles aí.
Ao mandado do caralho, ao mandado do caralho, tudo para dar uns beijinhos, entendeu?
Tudo para dar uns beijinhos.
Tudo bem, coitado também, né? Nunca saiu de uma ilha com 300 pessoas que ele conhece a vida inteira, né? Ele vai dar uns pega em quem, né? Tudo bem.
Daí ele, beleza, ó, descobri, ele descobre que a mãe dele tava viva mais tempo do que o pai falou. Então, momento bastante tenso dessa revelação. Só que daí o Loftus, né, o prefeito, já chega tipo, não, filho, tá tudo certo, eu vou te explicar tudo. E agora a gente vai ver um jogo do Red Sox lá no continente, a gente vai sair dessa ilha. Porque ele tá acreditando que beleza, a maldição finalizou, né, e tá tudo certo. Porém, porém, a gente descobre que a maldição não finalizou, porque do mais absoluto nada, o bicho papão ressuscitou.
E aí ele vai atrás da nossa coitada da Patrícia, que pediu uma comidinha ali pelo iFood da ilha ali, sei lá qual que você viu, mas assim, o iFood da ilha, a comida veio errado. E daí ela vai lá, ó, só para avisar, hein, só para avisar, mas assim, eu vou comer aqui, tá? E não demite ninguém, é só para informar que minha comida tá errada. Coitada, ela já tá se ferrando ali. E o que pior é que o bicho papão ressuscitado e portal Michael Myers, Jason Voorhees da vida, vai atrás dela.
E aí ela tem que fugir, correr, vai buscar refúgio na casa daquelas mulher chata lá que ficam fazendo bullying com ela. Ninguém acredita nela. E daí ela admite que ela mentiu, né, que acho que é o momento que daí a gente fica, caraca, velho, eu até então eu super tava acreditando na Patricia, né? Mas daí você fica, caraca, ela também não é, não é aquela pessoa tão certinha, né? E cara, o bicho-papão vai atrás dela, ela taca gasolina, taca tudo no cara, o bicho-papão morre, cara.
Esse episódio ele tem também de novo os momentos de descontração e tal, mas aquela sequência inicial que ela tá em casa e tá andando pelos corredores, tudo escuro, porra, uma cena que dá um cagacinho assim. É muito bem filmado também, tem esse equilíbrio de novo do tom, né?
E aí ela dá tiro, queima o corpo do bicho-papão, enfim, foda-se a polícia, né? Inclusive, para falar da polícia, o Bashir, que é o policial lá, daí agora eles querem fazer de tudo pro cara sair da ilha, porque sabem que se o filho dele nascer na ilha, nunca mais vai poder sair, né? Então, mais uma tensão ali dentro disso.
Esse episódio só é muito massa ver a construção da Patricia, porque ela vira uma verdadeira final girl aqui, né? Tipo, ela pega espingarda, ela mata. E assim, ela é uma final girl muito esperta, porque ela fala, eu só vou acreditar quando esse filho da puta tiver queimado, não tiver como ressuscitar, entendeu? Tipo, ela não é daquelas assim que dá um tiro e já comemora. Não, não, ela é foda pra caralho.
Aquela sequência é uma montagem. Ela na ambulância com a espingarda apontada pra cabeça do maluco. Aí ela no crematório, o cara cremando. Ela: Não, não, vou ficar aqui. Aí depois eu quero ver o que você vai tirar dessa bandeja aí. Quero ver se não tem nada mesmo.
E é muito inteligente, porque é aquela premissa básica de qualquer slasher, que o assassino sempre volta. Então você tem que ficar muito esperto.
Essa cena é muito maravilhosa. E aí, agora a gente sabe, né, que a maldição não terminou. E aí o próximo episódio vai ajudar a gente a entender, né. Quando a Sarah Warren decidiu sair da Willows Bay lá, e daí as crianças começam a sangrar e tal. A Frances, que é a mais nova, ela cai na água e ela chega naí, é adotada, muda de nome e tal. Então a maldição continua. Nesse mesmo momento se forma uma gigantesca tempestade, e aí o Tom tem que fazer lá coisa de, cara, vamos levar a galera para os abrigos.
Ele não, não vamos. Ele fica meio resistente, ele, mas não tem jeito, vai ter que usar esses abrigos. Aí a gente tem a personagem Rosemary, que é uma das mulheres que trabalha na prefeitura, é ela e a Ruth.
Trabalha entre aspas, né?
É, trabalha. Que a Ruth é uma velhinha que não sabe fazer nada, ela tá só lá vivendo. E a Rosemary é tipo aquela clássica funcionária pública mal-humorada, a Regina Roca, né?
Come 3 maços de cigarro por hora.
100% Regina Roca. E aí ela faz a linhagem, né? Né, para descobrir que para acabar com a maldição tem que matar a última pessoa da linhagem. E só tem uma pessoa viva, olha só, a Ruth. E daí fica naquele dilema: matamos uma idosa que está quase morrendo ou a gente deixa todo mundo morrer na ilha? E aí fica naquela: não, você não vai ter coragem, não vai ter coragem. O Tom manda todo mundo para os abrigos e ele vai matar a Ruth. E o episódio termina assim, você fica: como assim, cara?
O prefeito que era mó cagão assim, agora ele decidiu que vai, sei lá, matar uma pessoa. E aí a gente vai ter realmente o fechamento, né, daí o real episódio final, né. Esperamos tenha tido uma boa estadia, né, que tenha passado um bom tempo aqui. We hope you enjoy your time. Que o Hero Monroi volta aqui para trazer. O Tom vai atrás da Ruth, encontra ela, daí ela fica: nossa, que eu já achei que a véia era sobrenatural. Porque ele chega, ela tá fazendo esteira, daí ela fala: não, eu vou subir rapidinho ali. Ela sobe aquela escada correndo, daí eu falei: ah, cara, ela é imortal.
Mas é porque é muito bom, porque ele fica tentando se convencer que: ah, não, Mas ela viveu bastante já, né? Deixa eu ver aqui, vou ver os exames dela, ver se ela tá com câncer, alguma coisa assim. E daí a véia tá tipo no pico da saúde, né, assim, mais saudável do que ele. Aí ele fica, caralho, velho, aí me fode, né?
Eu acho muito bom que ele tenta sempre arrumar uma desculpa. E aí ele fala com ela, né, ô, se tiver um bonde aí desgovernado, num caminho tem uma pessoa, no outro caminho tem várias, para onde você manda o bonde dela? Não vou mexer nesse negócio não, né? Daí fica, porra, dá uma ajuda aí, né? Ele, como é que eu vou matar? E aí vou dar um tiro, vou dar não sei o quê, eu vou atravessar travesseiro. Ele tenta dar uma batizada no chá dela, cara, só dá errado assim.
Ele não consegue porque, enfim, é o Tom Loftus, né? No fundo, no fundo, ele é um cara de bom coração. Ele não consegue matar. Enquanto isso, dentro dos abrigos, a situação vai ficando mais tensa porque não tem comida suficiente para todo mundo, porque agora tá cheio de turista, o abrigo tá bem lotado. Eles começam a ver uns vídeos esquisitos, né?
Aquele carinha que trabalha na prefeitura lá também, o Deel, que aliás é engraçadíssimo, cara. Ele naquela, naquele episódio da Patricia, ele de DJ, cara, muito bom.
Então começa a acontecer umas coisas estranhas que parece que esses abrigos tinham uma outra intencionalidade, parece que eles tinham um outro objetivo, né, que não somente proteger as pessoas.
É o plot clássico do sacrifício humano, né, que a ilha tá com fome. Então não é só o pacto inicial e acabou ali, né, tem que ter um sacrifício humano, que é representado pelos sinos, né? Então se tocar uma vez é uma pessoa, se tocar 3 é 3 pessoas. Então a ilha informa aos residentes qual que é a fome dela, né? Eu achei legal esse conceito.
Eu gostei do detalhe do sino assim, tipo, de como conecta lá em cima, né? Mas que também mostra que as coisas não são tão, entre aspas, fáceis de serem resolvidas. Então não é só você acabar com os descendentes do Richard Warren, mas você também tem essa entidade que habita essa ilha e que exige que as pessoas alimentem, né? E quando o sino toca, daí você fica tipo, ok, se ele tocou 9 vezes, então quer dizer que são 9. Daí no finalzinho, lá no finalzinho, você descobre que tem mais, né? Então eu gostei bastante desse detalhe, é muito legal.
A gente tá no último episódio já, né?
Mas enfim, eu acho que quem ficou aqui já não liga para spoiler, né?
A gente descobre então que esses abrigos na verdade eram para receber essas pessoas que seriam sacrificadas pela ilha. E quem vai fazer o sacrifício é o filho do Tom Loftus, que enfim, por engano, né, ele faz sem querer. Eles prendem, né, aquele grupo de jovens O cara na salinha, e ele serve pra esse sacrifício da ilha. Também não sei se as outras pessoas que morreram também serviram pra esse sacrifício, se a ilha aceitou, se não.
Que no final ela toca mais uma vez, né, o sino. Você fica: Porra, e aí? Tá faltando uma pessoa? Não tá? Enfim, né, tem umas questões ali que vai ter que ser resolvido pela segunda temporada. Inclusive, né, que a gente vai descobrir, o Tom falando com a Ruth, quando a Ruth já tá meio doida lá dos negócios que ele dá pra ela, que ela revela que ela não é a última, que ela teve, né, uma filha, enfim. E aí a gente descobre que o último descendente do Richard Warren tá na casa do prefeito, né, é o filho dele por causa da linhagem materna e tal.
A gente descobre isso, o prefeito nunca soube, né, o Tom nunca soube. E agora ele fica naquele dilema: para salvar a ilha tem que matar o filho dele, sendo que ele prometeu levar o filho para o jogo dos Red Sox e tal, e daí fica, tá aí agora. Aí o policial tá lá também, quer acabar com isso, mas o Tom difunde essa informação falando, não deu tempo da Buffy falar nada, né? Tipo, ela não era a última, mas ela não me falou quem que era.
Então agora vai ter uma segunda temporada. Em tese teria que matar o filho do Tom, né? Mas agora ele tá nesse grande dilema, que eu acho que é muito legal, que no começo ele raciocina como, é melhor matar uma pessoa do que perder ela inteira.
Mas quando essa pessoa é o filho dele, é porque é o dilema clássico do problema do trem, né? O trolley problem, que é você tem lá 5 pessoas, um trem desgovernado avançando na direção a elas, e você tem no outro trilho uma pessoa só, mas você tem que mexer na alavanca. Então se você agir, você pode matar uma pessoa só em vez de 5. Pô, parece matemática simples, mas você agiu, não é o acaso, né? Então enfim, tem uma série de debates em relação a isso, né? Fazer nada também é uma opção ética complicada, né?
É porque meio que automaticamente você vai dizer assim, não, vamos tentar salvar o máximo de pessoas possível. Possíveis. Mas e daí se tem alguém que você ama envolvido, né? Que daí fudeu. Porque é justamente isso, você vai sacrificar o seu filho para salvar a ilha inteira, ou você vai fingir que você não sabe dessa informação e continuar? Eu sinto que a série terminou num tom muito bom, no sentido de que a gente teve algumas respostas, mas você quer mais.
Então você fica assim, pô, preciso de uma segunda temporada. E aí, como que eles vão desenvolver isso?
Um fechamento que chama essa segunda temporada aí. Tô bem curioso com o que que vão fazer.
Cara, é um dilema muito filha da puta. Não tem o certo. Você vai matar teu próprio filho, mas aí você vai deixar uma galera que não tem nada a ver com a paçoca se fodendo? Não tem muito para onde você ir, a não ser, sei lá, caos total. Porque eu acho que é isso que a série vai trazer na segunda temporada.
E se você parar para pensar, a revelação até um pouco óbvia, né, de que a série ia querer fazer essa construção ali de que o filho do Tom na verdade é o último sobrevivente. E tal. Mas encaixa bem, né, porque explica várias coisas, né. A presença da Ruth ali, você ter mais um drama junto com as revelações lá no bunker. Então acho que tem mais coisas ali que estão permeando. Como eu falei, eu achei o episódio 10, ele dá uma desacelerada assim.
Acho que a série vinha numa toada muito forte. Daí o Braga até falou, né, pô, o 7 parece que resolve. Não é bem que resolve, mas também o 10 acho que fica um pouco sem munição ali, né. Não sei se eles gastaram muito e daí eles querem segurar mais para frente. Então fica uma coisa meio, parece que um freio de mão puxado ali alguns pontos, né? Mas também, claro, não dá para torrar tudo antes da próxima temporada, né? Então também fico curioso para ver o que que eles vão fazer assim com essa premissa e com a ideia da ilha e tal.
Tem bastante coisa para explorar, né? Também, enfim, acho que foi um bom meio termo ali. E a Apple tem errado muito pouco, né? Ainda mais quando a primeira temporada é boa, por mais que você não saiba exatamente para onde vai, igual Severance, dá para confiar que eles vão chegar no lugar legal. Legal, né?
Aí eu sinto que quando você tem a ilha como um personagem e você tem toda essa questão histórica, você também pode explorar outras temporalidades junto com o presente, né? Que nem eles fizeram nessa primeira temporada, que a gente volta lá para o início. Mas uma segunda temporada você pode intercalar com outros períodos também. Assim, é uma maneira legal de diversificar, porque tem muita história a ser contada.
Uma lógica meio Rua do Medo, né? Diferentes anos, né?
Eu tenho fé aí numa segunda temporada boa. Acho que a série vai conseguir se manter, ainda mais se seguir essa ideia às vezes de ter uns, entre muitas aspas aqui, mas uns monstros da semana, né? Tipo, bota lá o Bicho-Papão, bota lá não sei o quê, que vai ajudando a gente entender mais dessa história da ilha, né, que parece que é cheia de serial killers e tudo mais, mas que também, enfim, vai levando esse dilema moral mais, mais para frente.
Ah, que foi?
A gente vai entrando na balsa pra deixar o Wills Bay aqui. Muita neblina, muita confusão, então é melhor a gente partir agora. Mas antes disso, a gente também quer saber de vocês que estão nos ouvindo o que vocês acharam dessa série. Tá valendo essa ideia de melhor série do ano? Vale a indicação no Corvo de Ouro? Ou talvez vocês não acham que é isso tudo não, tá meio exagerado? Qual episódio vocês mais gostaram e por que que foi o episódio da festa da Patricia, né, só para a gente ter essa, esse reforço aí. Mas contem para a gente também as suas impressões sobre O Segredo de Whirlpool.
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Gente, o RDMcast dessa semana vai ficando por aqui. Muito obrigado pelo carinho, pela atenção, e até quinta que vem. Até, até!