RdMCast #557 – Backrooms: um não-filme
Em abril de 2018 um usuário do 4chan postou uma foto enigmática em resposta a uma thread sobre lugares desconcertantes. Sem legenda nem descrição, a foto mostrava apenas um ambiente vazio, com um carpete e papel de parede amarelados. Poucos anos depois, os Backrooms tornaram-se um dos maiores fenômenos recentes da internet. Tendo sua lore construída por milhares de usuários ao longo dos últimos anos, as salas infinitas encontraram em Kane Parsons um de seus criadores mais inspirados. Com apenas 16 anos de idade na época, “Kane Pixels” postou seu primeiro curta found footage sobre Backrooms em janeiro de 2022. Mais de 80 milhões de visualizações depois, Parsons se tornou responsável pela maior bilheteria da história da A24, levando o gigantesco fenômeno da internet para as telonas. Mas será que Backrooms: Um Não-Lugar cumpre seu papel como filme independente? Tome cuidado para não escorregar para fora da realidade e dê play neste RdMCast que tenta cobrir todos os 600 milhões de “milhas quadradas” de Backrooms.
O RdMCast é produzido e apresentado por: Thiago Natário, Gabriel Braga e Gabi Larocca.
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Backrooms: Um Não-Lugar (2026)
The Mythology of the Backrooms Explained
Kane Parsons on the psychology of liminal spaces and Backrooms
Backrooms Director Kane Parsons Breaks Down His Inspirations
How 14 Year-Old Kane Parsons’ Blender Hobby Turned into a Hollywood Movie | BACKROOMS | TIFF
Citações off topic:
Portal (Videogame, 2007)
Portal 2 (Videogame, 2011)
Control (Videogame, 2019)
The Exit 8 (Videogame, 2023)
The Amazing Digital Circus: O Último Ato (2026)
Mr. Robot (2015 – 2019)
Retratos de uma Obsessão (2002)
Valor Sentimental (2025)
Creep (2014)
Channel Zero (2016 – 2018)
Alien: Romulus (2024)
Aniquilação (2018)
EPISÓDIOS CITADOS:
RdMCast #352 – Ruptura: humanos do capitalismo tardio
RdMCast #451 – Guerra Civil: violência política nos EUA e o jornalismo de guerra
RdMCast #355 – Embate Sci-Fi: Ex Machina X Aniquilação
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- Filmes em Ambientes ConfinadosDireção de Kane Parsons · Colaboração de roteiro com Will Sudeikis · Orçamento de 10 milhões de dólares · Arrecadação mundial de mais de 200 milhões de dólares · Elenco: Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsby, Mark Duplass · Mistura de found footage com filmagem tradicional · Críticas sobre o trailer entregar muito · Terceiro ato e a sensação de incompleto
- BackroomsPost enigmático no 4chan em 2018 · Construção coletiva da lore na internet · Primeira aparição em 2019 no Paranormal Export · Conexão com a estética de creepypasta e videogames · Noclip em videogames · Fenômeno popularizado durante a pandemia · Espaços liminares e o horror · Gótico institucional
- Análise crítica de cinema e sériesAtuações de Clark e Mary · Design de produção e cenários · Exploração do inconsciente e memórias · O monstro pirata e sua representação · A questão do 'não lugar' antropológico · Dificuldade em agradar fãs e novos espectadores · Potencial para sequências e séries
- Criação de conteúdo para YouTubeCriação no Blender · Inspiração em Half-Life: Alyx · Primeiro curta 'The Backrooms' (found footage) · Canal 'Kane Pixels' com milhões de inscritos · Construção de lore em vídeos subsequentes
- Comparações com outras obrasPortal (videogame) · Half-Life (videogame) · Control (videogame) · Ruptura (série) · Exit 8 (videogame) · Mr. Robot (série) · Retratos de uma Obsessão (filme) · The Amazing Digital Circus (websérie)
- Infância e Anos 90Construção coletiva e colaborativa · Aumento da presença online durante a pandemia · Nostalgia pela década de 1990 como último período sem internet dominante · Idealização dos anos 90 · Transição para a era do smartphone · Uso de mídias físicas (Discman, MP3) em contraste com o digital
- Temas abordados no filmeClark pode ter matado a esposa · O piratão deformado como o Clark original pedindo ajuda · A esposa de Clark como uma memória distante · A empresa que abriu o portal para os Backrooms · A conexão com a sonda Voyager e o disco dourado
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Bom dia, boa tarde, boa noite, amantes do horror. Sejam muito bem-vindos, sejam muito bem-vindas. E bem-vindes a mais um RDMcast. Eu sou o Thiago Natale e hoje é dia de falar sobre o maior sucesso de bilheteria do horror até o momento e da 24 de maneira geral: Backrooms. E aqui comigo pra conversar sobre espaços liminares e representações do inconsciente eu tenho ele, que acompanhou o fenômeno dos Backrooms bem de longe pensando "bom mesmo era na época das creepypastas", Gabriel Braga.
Eu não vou poder dizer que você não me representou melhor, cara, que foi Basicamente, eu pensei em vários momentos. Foi uma descrição muito perfeita, muito exata.
O Braga meio senhorzinho rabugento assim, senhor Frederico Sennup, né? Esses negócios aí, na minha época era legal. Essa galera, essa elite com pira aí, Reddit, 4chan.
Não, Reddit já é demais, já é juventude demais.
Mas não é tela preta com coisa escrita em verde, entendeu? É isso que é coisa raiz.
Falta o elemento do horror.
Mas eu também tenho ela, que assistiu filmes de horror o suficiente pra saber que você jamais explora um lugar completamente desconhecido tão a fundo. Gabi Lana.
Não, gente, eu jamais. Você passou pela parede, você vai ver o que tem lá por frente? Eu não, eu ia correr, botar fogo na loja e nunca mais voltar. Vocês acham que eu ia cair numa cilada dessas? Jamais.
Compra sei lá quantas toneladas de madeira, faz um bloqueio naquela porta ali e nunca mais, né? Cara maluco, né?
Só aquele papel amarelo já grita perigo, entendeu?
Sim, bom gente, então deixo vocês com os nossos breves recadinhos e na volta a gente vai falar sobre esse grande fenômeno multimídia que é Backrooms. Opa, gente, aqui é o Thiago. Tô passando rapidinho só para avisar que a gente não tem recadinhos nesse RDMcast. Então bora direto para o episódio de hoje.
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Bom, antes de entrar no filme, a gente precisa falar sobre várias coisas. Com relação a Backrooms, né, porque tem a série no YouTube do Ken Parsons, né, que deu origem ao filme, ganhou o contrato para produzir o filme com A24 justamente por causa da série de found footage que ele postou no YouTube, mas na verdade Backrooms é bastante anterior assim, né, pensando essa formatação mais recente, né, e sem contar com discussões sobre espaços liminares e outras as inspirações parecidas que são muito mais antigas.
O próprio Ken Parsons fala de algumas referências que a gente discute mais pra frente. Mas essa, vamos colocar assim, esse formato de Backrooms, ele apareceu pela primeira vez em abril de 2018 em uma, não sei se dá pra chamar de uma thread, né, um link do 4chan que pessoas perguntavam sobre imagens que parecem estranhas, mas no sentido de não era pra ter nada exatamente errado com aquela imagem, "É um pouco desconcertante." E um usuário postou uma foto sem muita explicação, sem legenda, que é essa imagem famosa original, digamos assim, de um background.
Aquele lugar com papel de parede amarelado, uma luz fluorescente vindo do teto e vazio, como se fosse um espaço de escritório, mas que não tem ninguém. Essa é a grande sacada. E ficou meio que por isso mesmo até que em 2019 em um channel específico, que é o Paranormal Export, em maio, alguém repostou essa foto e aí veio com um pouco mais de lore, uma frase. Eu vou ler em inglês porque tem umas coisas difíceis de traduzir, daí a gente escuta um pouco.
Basicamente, o comecinho da frase é: "If you're not careful enough and you noclip out of reality in the wrong areas, you end up in the Backrooms." Que é assim, se você não tomar cuidado e fugir da realidade, apesar de que esse noclip tem uma explicação mais específica, você acaba nos Backrooms. E essa frase continua falando de um carpete com cheiro de mofo, uma luz fluorescente com um som incessante. E daí eles falam de 600 milhões de— essas medidas escrotas de estadunidense, mas de square miles, né?
A gente sabe, milhas quadradas de quartos vazios que são segmentados. E logo nessa primeira aparição já tem também a ideia de você estar preso num lugar e ter alguém aí, né? Ou alguma coisa que te ouviu lá dentro. E aí tem esse aspecto também do horror já, de uma criatura num labirinto, né. E só pra explicar um pouco esse no clipping, é uma prática de design de videogame. É bem famoso isso, né, mas eu sabia que existia, mas não lembrava que tinha esse nome.
De quando você tá testando um jogo e você quer transitar entre os vários níveis, você não vai ficar passando pelo mapinha certo, né, porque você quer testar rápido. Então esse no clipping é uns lugares escondidos nos jogos, né, nos mapas, que você consegue atravessar uma parede não era para você poder atravessar, e você vai mudando de níveis. A gente sabe disso primeiro porque algumas ferramentas de teste depois foram disponibilizadas online e tal, mas também porque alguns jogos antigos a galera esquecia de tirar essa porra, né?
Tem uns momentos famosos de jogos que você conseguia atravessar a parede e ir para outro lugar, e era meio que um bug, mas acabou virando um easter egg junto, né? Então tem esse aspecto curioso, né? Acho uma coisa interessante a gente discutir é que o backrooms é um fenômeno essencialmente de internet, até uma internet bem mais recente. É uma creepypasta sem creepypasta, né? Porque é um formato de creepypasta, mas mais ali numa estética de 4chan, de Reddit e assim por diante.
Mas ela tem muita conexão com videogame, né? Esse no clipping é um exemplo, mas o próprio Ken Parsons cita muito o Portal como uma referência. E aí o universo Portal e a gente fala do Half-Life, né? Esse tipo de coisa não tem como falar aqui no inglês correto, né? Half-Life e foda-se, que são do mesmo universo. Inclusive era muito comum na época, eu comprei no Xbox 360, né, pra você ter uma noção, era um bundle que vinha junto os dois jogos.
E o Half-Life, cara, eu não peguei muito a pira no começo, mas o Portal 2 especialmente eu joguei pra caralho. E porra, Portal é muito foda, cara. Tem muita coisa de mecânica e de estética do Portal que depois, especialmente o Ken Parsons adapta no Backrooms. Jogamos, né? Para quem não tá lembrando a referência, pode jogar aí no YouTube, né, ver umas imagens. Tem o primeiro jogo que é de 2005, mas o mais famoso até é o Portal 2, que é de 2009.
E é legal porque você acorda num espaço bem esquisito e tem essa ideia de pessoas testando aquele lugar, né, fazendo testes ali, e você tem que fazer uma série de desafios com a arma de portal, né, vamos colocar assim, que tem dois lados, né, um laranja e um azul. Então você vai se teletransportando e aí tem uns puzzles super elaborados assim, cara, um bagulho bem louco, porque você, dependendo do jeito que você atravessa os portais, você vê você mesmo do outro lado.
E daí é todo um mapinha assim dos caras testando. E aí o universo tem um lore muito maior do que o jogo de fato explora, porque o jogo é mais legal pelo quebra-cabeça, né. Mas tem muita conexão assim, backrooms como esse fenômeno especialmente com esse nome, essa estética, é relativamente recente, mas tem muita coisa de videogame que acaba influenciando, né, a lógica do Backrooms.
É um fenômeno recente e diferente das creepypastas, mas que ao mesmo tempo surfa muito nessa onda de uma construção coletiva, porque os Backrooms, eles ganharam essa dimensão assim gigantesca que desembocou nos vídeos do Kane Parsons e eventualmente no filme, porque dentro ali desses fóruns, né, começou no 4chan, mas depois foi para o próprio Reddit, a galera começou começou a aumentar o lore, né? Então hoje a gente não tem só aquela foto, a gente tem diversos níveis e teorias sobre o que são os backrooms e maquetes e mapas e as criaturas que habitam em determinados lugares.
Então é um fenômeno muito coletivo da internet. Eu acho que isso é uma parada muito interessante porque você vê que é uma construção que meio que pertence a todos os internautas, não tem um criador, tanto que o original ali era um usuário anônimo. E a origem da foto, que é aquela icônica foto amarelada, só foi descoberto de onde era assim, ano passado, ano retrasado. É uma foto que foi tirada em 2002 no Wisconsin de alguém que tava reformando um espaço, entendeu?
E só que isso demorou muito até surgir. Então acho que o que evoca esse fascínio coletivo é justamente o fato de ser um fenômeno feito por várias pessoas. Não é aquela coisa que consegue apontar e dizer: não, o autor dos backrooms é esse. Claro que hoje o Ken Parsons tá muito associado a isso, né? Mas é aquela coisa, qualquer um pode pegar e pode desenvolver.
Eu não conhecia muito de backrooms, fui ver o filme e tal, gostei, me interessei, daí comecei a procurar uma coisinha ou outra, daí que eu vi que, meu Deus, é uma grande pira assim, é um buraco sem fim. Não, total, daí tem vários níveis, os níveis mais fáceis de você sobreviver, os níveis mais difíceis, o pool level, daí tem o fun level, ah, que tem os, sei lá, os festejadores que vão te oferecer carne humana, tem não sei o quê, tem, você fica, cara, que isso, vários e vários níveis de coisas diferentes assim, com várias regras, que foi o que deu um pouco de rebuliço ali, que não, mas o Kenny Pixels não foi fiel ao cânone dos Backrooms, que cânone, cara, isso também é foda, né?
Não existe cânone, porque é uma parada que a galera até briga muito, né, porque tem gente que "Não, os backrooms é uma realidade alternativa, né? Tipo aquela ideia básica de um bastidor da realidade, né? Que você só consegue acessar dessa maneira." "Ah não, é um inferno." "E tem gente que diz que é um sonho coletivo." E daí eles começam a criar meio que facções assim pra defender as suas teorias dos backrooms. E o legal é justamente isso, porque você não tem um autor, né? Qualquer um pode adicionar um pouco de lore aqui.
Ah, e é legal pensar no contexto também, né? Como a gente é historiador, a gente adora pensar nessas coisas. Mas é porque o backrooms ele surge ali ali em 2019, 2018, mas ele se populariza muito na pandemia. E aí tem dois fatores significativos, né? Você tem cada vez mais pessoas presentes por mais tempo no mundo online, né? Porque, pô, era o que tinha para fazer, né? Assim, quarentena. Mas também se torna cada vez mais comum a ideia de espaços vazios, né?
E tem algo de profundamente perturbador em espaços que não deveriam estar vazios, estão vazios, né? Você vê um escritório cheio de mesas e cadeiras e assim não tem ninguém. Aeroporto Aeroportos vazios, escolas. Então essa referência de ambientes que deveriam estar ocupados e não estão parece uma coisa meio hostil à habitação humana, por mais que seja feito para habitação humana, né?
O horror sempre bebeu muito da ideia de espaços liminares e o Backrooms, ele nasce disso, né? Essa coisa de você tá em um lugar que tá entre duas coisas, né? Ele é um limbo. Então, que nem o Thiago falou, tinha que ser cheio de vida, mas tá abandonado, tá meio que sem o seu contexto original, né? Então você tem uma sensação muito estranha porque eles estão vazios, abandonados, ou tem alguma coisa— não é bem errada, né? Mas tem esse estranhamento que os espaços liminares, eles causam na gente.
E eu tava lendo assim, antes do Backrooms sair o filme, eu vi uma discussão muito interessante na internet, né? De uma professora de estudos midiáticos da Universidade da Geórgia. E ela trouxe o termo "gótico institucional". Pra tentar trabalhar com a ideia de backrooms. E não só backrooms, ela fala de ruptura, ela fala de várias coisas assim, né. Mas o que ela diz? A gente tem o gótico clássico, né, que é aquele gótico popularizado ali no século XVIII, que são as paisagens dramáticas, os antagonistas, as heroínas aterrorizadas, né.
Só que aqui, agora, no século XXI, a gente tem esse deslocamento do horror pra estruturas diferentes, né. Então você tem espaços inquietantes, você tem forças malévolas, mas assim, tudo muito ligado a essa espacialidade. Como esse gótico institucional ele acontece em hospitais, em escritórios, em prédios administrativos, e como o horror ele tá trazendo isso assim, né, que são lugares que tem uma espécie de autoridade invisível, que são impessoais, né, e que meio que trazem essa sensação opressiva de uma sociedade que vê eles perderem o seu contexto.
E dela faz uma relação muito legal, tipo, pensando em Estados Unidos, né, que ela diz assim: nos anos 80 e 90 você tem o boom das corporações, né, o boom dos escritórios e dos cubículos. E agora a gente vê esses lugares perdendo a sua funcionalidade com a internet e com as empresas sendo reduzidas.
Home office.
Exato. E o gótico institucional, ele evoca tudo isso, e os backrooms estão dentro desse fenômeno. É muito massa.
Eu adorei isso, porque se a gente for pensar nessa ideia do não lugar, né, sei lá, ver as— a gente tem muito exemplo em, sei lá, universidades ou até colégios que tem uma construção mais antiga, né? Só o colégio que eles têm em Curitiba, pô, tem uma parte tombada. Até os cara fizeram um novo prédio Fica parecendo um shopping, parece que perde algo, né? Ou quando você tá em universidade muito antiga. Nossa, tem um prédio que é lá da década de 1940, 50, 60, que você ainda tinha uma preocupação assim, tipo, o negócio ser bonito, né?
Não podia só ser funcional, tinha que ser bonito. Não, tem que ter um detalhezinho aqui. Agora não, agora com essa ideia vira tudo um não lugar, porque parece que é tudo igual, né? Você, sei lá, tira uma foto de dentro da universidade, mas em qual que eu tô? Sei lá, pode ser qualquer uma, porque parece que virou tudo meio essa arquitetura estrutura de corporação ou de shopping, né? Esses grandes não-lugares e vários espaços abertos que você vai botando aquelas paredinhas de, sabe, tipo, não é nem drywall, né, mas é aquela divisória assim, né?
Divisória, mete uma divisória e pronto, o espaço tá funcional. Só que na verdade é uma porcaria, né?
Não é nem drywall, é só drywall.
Se bate um vento, cai, entendeu? Bateu um vento, caiu.
Bate um vento, cai, cara. Não tem acústica, não tem conforto, não tem nada. É só uma divisória e pronto, que é o passeio funcional.
Pô, a gente que estudou na UFPR, cara, se você comparar o prédio, o chamado prédio histórico, pô, o nome do bagulho é prédio histórico, né, cara, que é a sede original da UFPR na Santos Andrade, lá de 1912, né, acho que era, ou talvez um pouco mais recente, mas enfim.
As últimas reformas acho que foi década de 40, né, que quando tiraram a abóbada e tal.
A própria reitoria também era super antiga, né, e daí você vai no Politécnico, uns prédios que foi construído em 2020 e pouco, e bagulho branco, não tem nada, assim, né? Sem alma, né? Foda isso, cara.
É o Rebouças, que é o campus novo.
Pô, é mó bonito lá, o Matheus defendeu a tese dele lá, gente, muito chique, enorme, gigante, um monte de sala.
Vai rolar rinha de ex-aluno da UFPR aqui.
Cadê o povo da Floresta? Não é Floresta, como é que ele chama o campus do jornalismo lá? É Floresta, né?
É Floresta.
Cadê o povo da Floresta?
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What did you find? A place. I found a place.
Ah, Gabi mencionou cultura. Eu acho importante a gente mencionar que tem várias conexões de séries, filmes e jogos que compartilhem ali de uma mesma ideia de ruptura, né? Porque eu fiquei pensando muito num jogo que saiu em 2019 chamado Control. E, cara, saiu em 2019, não começou a ser feito ali perto, né? O bagulho demora anos assim. Ele é da Remedy, né, que é a mesma empresa que fez Alan Wake, e até tem várias conexões ali de ser o mesmo universo, né?
E, pô, é um jogo foda pra caralho assim. Ele usa muito essa ideia de espaços infinitos, Porque a personagem principal trabalha no FBC, que é o Federal Bureau of Control, né, em vez de Investigations, né. E daí, tipo, o prédio lá, o Oldest House, é infinito. Então tá sempre em movimento e ele vai se conformando. E tem toda uma pira que, tipo, o diretor não é bem uma pessoa, é mais um representante do diretor de verdade, uma pirâmide invertida. É uma pira gigante, assim. Esse jogo é muito louco.
Vai sair o 2, né?
É, vai sair o Control Resonance agora esse ano.
Acabou de sair, né, o trailer, se eu não me engano.
É, não, cara, o primeiro jogo é muito foda assim, a mecânica também é muito do caralho, tem coisa para explorar, o lore gigante. E o próprio Ruptura também pega um pouco disso, né, porque tem aquela ideia do espaço ali dentro da empresa ser quase todo vazio, com assim pequeníssimas ocupações ali de centros de trabalhadores, mas o que dá pavor é o corredor gigante, tudo branco, né, espaço que deveria estar preenchido e não tá, né. Então isso é bem perturbador mesmo.
E isso vai muito ainda na ideia do gótico institucional, porque essa ideia ela fala muito assim sobre como esses escritórios ou esses ambientes administrativos, eles se tornam armadilhas que a gente não consegue escapar, né. Tipo, é um horror corporativo que Ruptura trabalha muito, Porque você tira a individualidade das pessoas. Eu penso muito no filme dos backrooms também, que é essa coisa de você tá dentro de um labirinto, mas que vai te tornando cada vez mais alienado e você vai esquecendo quem você é, sabe?
E falando em jogo, tem um também que é bem recente, que bebe muito de backrooms e espaços liminares, que é o Exit 8. Não sei se vocês jogaram também. Ele virou filme, né? Esse ano ele veio como filme, que foi bem elogiado. E se eu não me engano, ele ficou disponível na no PS Store, né, para quem joga com PS4, PS5. Não sei se só tá para o PS4, só para o PS5, mas enfim. E cara, ele é um jogo muito simples, só que ele é mega aterrorizante.
Você não consegue entender muito bem porque que ele é mega aterrorizante. Você é uma pessoa, você tá em um metrô, tipo em um corredor de metrô, e você fica dando voltas pelo mesmo espaço, entendeu? Só que se você encontra uma anomalia, o que ele não diz o que é, pode ser tipo desde uma parede torta até uma porta que abre, você volta. E daí você consegue dar mais uma volta e o teu objetivo é chegar na saída 8. Se você vai em frente quando não tem anomalia, você também passa, mas se você passa quando tem anomalia, você volta para o nível 0, entendeu?
E cara, é aterrorizante. Não tem assim nada de jump scare, nada muito assim, mas é muito essa coisa do espaço liminar, um lugar vazio que deveria estar cheio de gente, que você começa a perder completamente a ideia de quem você é, porque você não tem o lore do protagonista, não tem o rosto nem nada. E cara, é muito bom. É muito bom, vale muito a pena para quem curte esse tipo de jogo. É um jogo indie curtinho assim, é bem legal.
Só de ver a foto me lembrou aquela cena do Matrix que o Neo tá preso no metrô e ele tem que achar saída e tal. E acho que tem um pouco de Matrix também, só que Matrix é mais internet analógica, né, ainda assim.
É muito massa porque você tem que ficar prestando atenção, né. Então assim, às vezes não tem anomalia nenhuma, daí você passa direto, né. Mas às vezes anomalia é tipo algo muito gritante, sei lá, começa a piscar a luz, daí você fala, opa, volta. Mas às vezes são coisas tipo microscópicas assim, e daí você vai vendo que tem algo muito perturbado. E os backrooms tem disso. No começo parece só uma sala amarela, mas com o tempo você vai entrando, e o filme mostra muito bem isso, vai ficando cada vez mais desconfortável por coisas muito sutis, né.
Eu tava assistindo um vídeo antes da gente começar a gravar para preparar a pauta, eu vou postar aqui o link, que é um vídeo que fala sobre a mitologia dos backrooms, é um vídeo da do PBS, que é o canal dos Estados Unidos. E é legal porque a pesquisadora que grava o vídeo, né, ela fala dos beacons como uma mistura bem peculiar de algo que é muito assim— não quero meter aqueles papos de "ah, desde os primórdios da humanidade", mas tem uma conexão com a ideia de labirintos, né.
Cara, é impossível você não assistir beacons e não pensar no Minotauro. Minotauro. Até porque tem umas referências bem diretas, né? Ele deixar uma linha no chão e daí a menina perguntar: "Mas por que você tá fazendo isso?" E daí só voltou ele dar uma piscadinha pra câmera assim, porque igual Ariadne fez com o Teseu, né? No mito do Minotauro. Tem essa ideia do labirinto como um ponto de conexão entre diferentes universos e diferentes seres, né?
Então você tem em religiões antigas essa ideia do labirinto como a conexão com outros planos, né. Ao mesmo tempo, tem um aspecto de uma metalinguagem com a própria internet, né, porque os backrooms, apesar de ter essa referência aí meio mística, 600 milhões de milhas, não sei o quê, ele na verdade é infinito, né. Assim, a maioria dos trabalhos de Lorcan, ele trata os backrooms como infinitos, que é um pouco a lógica da internet, né.
Claro que não é exatamente infinito, até porque a gente vai entrar numa discussão muito mais doida sobre, né, finitude e tal, Mas meio que é, né? Porque a grande sacada dos Backrooms é que, que nem a Gabi falou no começo, a gente tem várias pessoas construindo bloquinhos, né? E isso me fez pensar sobre como a internet tem muito desses espaços específicos, né? Fui ver Backrooms na semana passada no cinema, foi bem no dia do feriado de Corpus Christi, então eu já imaginei que ia estar lotado.
Até comprei ingresso antes, ainda bem, porque senão eu ia me foder. E eu falei: "Cara, vai ter muita gente indo ver Backrooms e tal." Todo mundo em pânico, tava estreando. Tinha uma porra de um filme lá, de alguma parada de internet, que eu não fazia ideia que existia. E eu cheguei no cinema, tinha uma galera fazendo cosplay disso. E eu fiquei olhando e falei: "Cara, que porra é essa, mano? Da onde surgiu isso?" Até agora eu não lembro qual que é o nome do bagulho.
Era tão importante pra ele que ele não lembrou o nome.
Não, cara, mas é que tipo, pra mim, realmente, eu não sabia que porra que era. Mas tinha uma galera que tava lá pra ver isso, entendeu? E daí eu fiquei pensando em como... A internet tem muito dessas coisas que, ainda mais para quem é professor, cara, da aula para adolescente, eles falam umas coisas que tipo os cara tão criando universo inteiro no Roblox e eu demorei 5 anos para entender que porra era um Roblox, entendeu? Eu fiquei assim, sei lá que merda é essa, cara.
O próprio Minecraft também tem muito disso, né, de você ir construindo as coisas e faz uma comunidade inteira em cima do bagulho. E aí chega, tipo, cara, depois até por coincidência encontrei 2 ex-alunos lá na saída do shopping e Tipo, ah, backrooms, beleza, mas eu vim ver esse outro negócio aqui que eu falei, caramba, de onde surgiu isso, né, mano? Sei lá, nem tinha ouvido falar, não passou pela minha cabeça que o shopping podia estar cheio por causa disso, né?
Então acho que mostra como tem esses espaços infinitos na internet. Eu achei o nome, é The Amazing Digital Circus, o último ato. Vocês não conhecem também, né?
Nossa, não tenho ideia o que é isso.
Claro que não, não faço ideia.
Que parece que é meio que uma websérie e daí tipo lançaram o final da websérie no cinema. E assim, tipo, cara, uma galera muito a sério fazendo cosplay e tal, e eu boiadaço assim, nem sabia o que que era. Então tem um pouco dessa metáfora assim, né, de os backgrounds também tem esses espaços gigantes. E aí nesse vídeo também, né, e tem um outro que eu vou postar aqui também, que o próprio Ken Parsons fala no podcast sobre o que que inspirou ele, a questão psicológica e tal.
E aí tem uma discussão ali que o apresentador levanta, né, de alguém também analisando na internet sobre como os backrooms— é engraçado porque eles são um fenômeno muito da internet contemporânea, né, assim até meio pandemia, pós-pandemia, mas ao mesmo tempo eles emulam uma estética de anos 90, né. O primeiro curta que o Kane Parsons que o Lucas postou no canal dele, ele é um found footage que faz menção ali a 1990, né, de ter sido encontrado.
E é muito louco porque parece que tem uma espécie de um luto coletivo sobre um mundo que era mais tangível, né, no sentido de você tinha coisas mais físicas, né, você gravava algo com uma câmera que era muito maior, né, muito mais pesada e tal, e você tinha uma fita que continha o conteúdo. Hoje em dia você filma no celular e o bagulho tá na nuvem. Tudo bem, a nuvem não existe, é um servidor, né, armazenamento físico em algum lugar, mas não é palpável, né?
Então é como se fosse um fenômeno muito de internet, de algo intangível, sempre nesse limiar, mas ele tem uma pele, né, colocando esses termos, um vestimento ali por cima de algo que é mais uma realidade mais palpável, mais confiável. Claro que assim também não era, né, porque é uma questão humana básica assim, fundamental, de você não compreender a realidade na verdade compreender apenas de maneira muito parcial, mas parece que tem uma nostalgia, meio que um luto coletivo de tempos mais simples, vai, vamos colocar assim, uma referência comum, né, de ah, porque de fato tinha coisas que eram mais simples mesmo, né, essa multiplicidade da internet é uma coisa meio insana, né, assim, tem muita coisa que infinitos nichos, né, que coexistem ao mesmo tempo.
Eu acho que a gente também tá passando atualmente, e esse atualmente assim faz algum tempo, né? Uma certa nostalgia dos anos 90, né? Parece que tá em voga você olhar para essa década e falar, porque é o último período sem a internet dominar completamente as nossas vidas. Eu tava conversando com o Mateus uma vez e a gente tava falando, porra, nós somos provavelmente a última geração que teve uma infância sem internet, tipo, que não tinha computador.
Eu lembro quando meu pai comprou que chegou o primeiro computador lá de casa, aquela coisa que todo mundo dividia o computador, nananã. Hoje em dia uma criança não vai lembrar disso porque ela nasceu, já tá com o tablet, já tá com o celular. Eu penso nos meus sobrinhos, eles têm 3 anos, pra eles isso assim é objeto que tá ali o tempo inteiro. E eu acho que tá rolando muito dessa nostalgia de ser uma última década, a década antes do bug do milênio, todo mundo achava que o mundo ia acabar por causa disso, né.
Então eu sinto que tem uma certa uma, não é só nostalgia, mas até uma idealização dos anos 90. Isso acaba respingando nesses filmes também.
É engraçado porque a geração millennial fica meio presa entre mundos assim, né? Porque eu, por exemplo, eu lembro de usar computador quando era criança, até razoavelmente novo, porque meu pai sempre gostou muito de tecnologia assim. Sabe aquela pessoa que tipo quando começou a ter celular e deu um jeito de alguém trazido dos Estados Unidos e ele tinha um celularzão assim, um tijolo, e depois ele teve internet também muito cedo em casa e tal.
Mesmo assim era uma coisa que era muito pontual, né, porque tipo, eu não tinha computador, meu pai tinha computador, então você tinha que entrar na internet, né. Eu vou aqui no horário específico que vão me deixar usar o computador e eu vou jogar um joguinho, começar a ler um negócio aqui.
E ouvir o barulhinho da internet discada, né. Tradicional.
Vou entrar no fliperama aqui, vou jogar um Paciência, vou jogar um pinball do Windows, né? Mas de fato existia mais uma autonomia nesse uso da internet, né? Não que não exista hoje em dia, não existem ferramentas, mas a gente é muito mais inundado pela presença online, né? Por exemplo, o Ken Parsons, ele tem 20 anos agora, então esse cara nasceu em 2006. Foi uma coisa que pra gente é meio, nossa, que pirralho, né? Mas ele que já nasceu quase direto na era do iPhone, né?
O iPhone ele é de 2007, né? Então mais do que internet, a era do smartphone, né? É mais uma revolução ali no uso da internet, tecnologia. Então é engraçado como essa geração tem muito uma nostalgia com o analógico, né? Cara, eu vi isso, eu achei insano assim. Até vai ser um pouco metalinguístico falar isso porque a maioria das pessoas ouve o Aiden no Spotify, né? Mas a galera usando o Discman, usando MP3, Querendo ter anúncio.
Cara, é um negócio muito louco assim de você voltar pra uma prática antiga, né? Eu sempre mantive isso, pra ser bem sincero. Eu ouço música num cartão SD, a galera acha que eu sou maluco, mas enfim. Tem um pouco de sentir mais um... Acaba sendo uma falsa sensação, mas um pouco mais de controle, né? Desse uso assim, mas enfim. E só pra terminar essa parte aqui das inspirações e tal, pra gente falar um pouco bem brevemente da série.
No YouTube e depois passar para o filme, que o Ken Parsons teve uma outra entrevista que eu vou postar tudo isso aqui na descrição para quem quiser assistir. Ele fala sobre as várias inspirações que ele teve para o primeiro episódio lá do Backrooms, e ele falou bastante sobre Portal. Acho que ele admite que é a principal inspiração, mas ele falou muito sobre Mr. Robot, que eu também fiquei, entrei meio em parafuso porque eu achei que era mais recente.
Mr. Robot saiu em 2015, 2019 eu demorei para ver a última temporada Na minha cabeça terminou faz pouco tempo, mas de fato a estética do filme, principalmente, né, daí tem mais grana, tem mais orçamento, lembra bastante o Mr. Robot, que é aquela pira assim de simetria pra caralho, mas ao mesmo tempo um visual muito limpo assim, entre aspas, no sentido digital, né, uma coisa bastante contemporânea. E ele falou de um outro filme, que é o filme do Robin Williams, que é um que seria legal a gente a gente fazer um episódio até um dia, que é O Retrato de uma Obsessão, que o cara, ele revela filmes, né, alguma coisa assim de fotografia, e ele começa a ficar obcecado com as famílias.
Faz muito tempo que eu vi esse filme, não lembro exatamente, mas tem uma inspiração nesse aspecto de uma pessoa em um universo muito específico. Parece que ela tá sozinha naquele universo, né, explorando aquela existência.
Cara, esse e o Violação de Privacidade dá um belo embate ou especial Robin Williams, assim, que são os dois mais puxadinhos, né, para um horror que daí tu mexe também com, enfim, questão de memória e tal. Porra, são filmaços, filmaços.
Fica a dica, né? Se ao menos tivesse um podcast de horror desse tipo de discussão, né? Se ao menos.
What did you find? A place. I found a place.
Antes de passar para o filme, só falar um pouquinho sobre a série do Kane Parsons, que ela é bem recente na real. O Kane Parsons, como a gente falou, ele é bem novo, né, tem 20 anos, e ele começou a fazer a série lançada no YouTube quando ele tinha 16. E é muito louco porque ele falou que muito do que ele fez com Backrooms ele fez no Blender, que é um aplicativo que eu também não fazia a menor ideia que existia, mas que basicamente é um aplicativo de direção de arte mistura ali templates de cinema, jogos e séries.
E ele fez muito inspirado no próprio Half-Life. Aí, ó, a conexão voltando, porque ia sair um novo jogo em 2020, o Half-Life: Alyx. E aí, meio que em preparação, ele pegou uns templates lá, uns recursos de Half-Life, começou a brincar no Blender assim e tirar uma pira. Aliás, é bem impressionante ver entrevista do Ken Parsons, porque, pô, claro, se ele dirigiu um filme da A24, que teve um orçamento gigante e fez uma bilheteria bizarra com 20 anos, é um sinal de que meio que sabe o que ele tá fazendo, né?
Só que você vê ele falando em entrevista, tipo, o cara é muito articulado, velho. Assim, ele não é aqueles nerdola assim que não sabe falar em público e fica todo travadinho. Ele realmente explica muito bem as ideias, assim, um cara que tem leitura e tal. É muito louco porque ele é muito produto desse fenômeno de internet, de ser muito mais fácil realizar realizar uma visão. Claro que artistas sempre fizeram isso, não tô dizendo que só com a internet você consegue fazer as coisas, mas é muito mais fácil quando você tem essas ferramentas que você já tem templates prontos, né?
Você não precisa ser bom em desenhar alguma coisa para conseguir fazer uma sketch. Você vai lá, entra no programa, baixa o recurso e vai mexendo. Eu acho que esse que atrai muita galera no próprio Roblox, no próprio Minecraft, né, de você já ter coisas prontas que você vai moldando né, tem uma facilitação ali. E nisso ele fez o primeiro Backrooms, né, que foi postado em 7 de janeiro de 2022. E o título é só The Backrooms, e entre aspas found footage, no canal dele, né, que é o Candy Pixels, né, que hoje em dia tem mais de 3 milhões de inscritos.
E o vídeo hoje em dia, claro que depois, né, muito com o lançamento do filme também, mas ele já era muito popular, ele tem 84 milhões de views, que adolescente. E a descrição diz apenas 23 de setembro de 1996, né, que é supostamente a data daquela filmagem. E tem um link para outro vídeo que é um arquivo lá supostamente de março de 1990. É bem simples o primeiro Backrooms ali, o curta. É uns moleque gravando um videozinho com uma câmera antiga assim, e o cara que tá segurando a câmera ele cai no chão.
E só que em vez de cair no chão, sabe aquela coisa A gente vê assim, ah, fica tranquilo, do chão você não passa, só que passa, porque daí você vai parar no backrooms. E aí ele tá filmando ali, tentando explorar o lugar, e começa a ser perseguido por uma criatura. E acho que a grande sacada desse primeiro curta é a simplicidade, né? É uma coisa que explora o ambiente justamente, né? Não é tanto uma história em si nesse primeiro, não tem tanta mitologia, mas tem essa pessoa explorando os backrooms e já aparece a ideia dos cientistas também mexer vai mexendo com lugar.
Tem especificamente o Backrooms Found Footage 2 e 3. Eu vi só o primeiro, mas tem um outro que é meio que um daqueles vídeos de informação, né, tipo vídeo institucional assim, de instrução, que fala de um Projeto KV31. Chama esse portal entre os dois mundos de Threshold, que seria meio que esse limiar, e fala de que não pode entrar sozinho nos Backrooms, tem que pelo menos 3 pessoas e tal, então já tem umas regrinhas a mais. E ele foi construindo, claro, né, a gente falou, backrooms é uma coisa muito coletiva, mas essa visão dele, né, do Ken Parsons sobre o backrooms, ele foi construindo ao longo desses vários vídeos no YouTube.
Tanto que ele já tava atrelado a 24 para fazer o filme desde 23, só não saiu antes por causa da greve de roteiristas, né, já tava para fazer assim, né, uma coisa bem impressionante. Começou a rolar uns muitos boatos também na internet de que, ah, ele não dirigiu o filme, só colocaram ele, tem meio que um ghost director. É, cara, você não bota, pelo amor de Deus, né? Assim, tipo, o cara tá 4, 5 anos fazendo essa porra na unha com Blender, e ele falou que ele usava o Adobe After Effects.
Aí você acha que com orçamento, ah, colocaram outra pessoa. O cara é bom mesmo, velho, só aceita assim. Eu acho que é um pouco de dor de cotovelo, o Diogo, o moleque tem 20 anos e tudo bem, claro que tem um monte de sorte envolvido, né? Ele podia ter feito um puta coisa legal e ninguém assistir, óbvio, né? Isso acontece também. Mas enfim, o cara é bom mesmo e deram dinheiro na mão dele pra fazer um filme. Sei lá, se o cara tem 20 anos, mas ele tá mexendo com isso há 6, 8, é o que ele tem de experiência assim, a idade não é tão relevante nesse aspecto, né? Enfim, umas galera meio pouco de estudo, de falta do que fazer, com inveja.
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E isso leva a gente pro filme, né, que saiu agora em 2026, chegou aqui no Brasil dia 28 de maio. E ele foi dirigido pelo Ken Parsons, né.
Teoricamente, né, a galera veio...
É, aí a galera: "Não, porque não sei o quê..." Enfim. E o roteiro tem a colaboração do Will Sudeikis, sei lá como fala, que é um roteirista mais conectado com TV. Eu fui pesquisar que ele, pelo menos é creditado com um episódio em Homeland. Em um episódio em Westworld. Apesar de que geralmente sala de roteirista de série tem várias pessoas, e aí é meio que a gente decide junto aqui um outline, e aí a pessoa escreve o episódio, né.
Então provavelmente ele colaborou com mais episódios. Mas ele é acreditado como roteirista de 10 EPs de Ash vs Evil Dead. Então tem uma conexão também com horror aí. E acho que foi alguém ali que a 24 colocou para dar uma lapidada no roteiro também, né. E tem uma colaboração assim. O aspecto visual ali é uma coisa muito que o Ken Parsons já lida faz tempo, mas o roteiro, quando você trabalha com atores, gente grande ali, A-lister, você tem que ter um pouco de um, não controle externo, mas uma colaboração mesmo, né?
Enfim.
E o orçamento foi estimado em cerca de 10 milhões de dólares, né? O que assim, a gente sabe que a 24 consegue exponencializar muito esses orçamentos, né? Mas realmente no caso do Backrooms, cara, é basicamente design de produção, né? Tipo, é caro porque você tem que ter um investimento ali de pessoas trabalhando, mas também não é algo que vai custar uma fortuna. E o filme já arrecadou mais de 200 milhões mundialmente com um final de semana de estreia de 80 milhões só nos Estados Unidos, o que é insano se você pensar que o recorde anterior da 24 era o próprio Guerra Civil, né, que a gente fez um episódio sobre, que tem o Wagner Moura, a Kirsten Dunst, que já era um filme gigante, né, do Alex Garland, que tinha arrecadado no final de semana de estreia cerca de 26 milhões por aí.
E o Backrooms arrecadou 80, então mais que triplicou o recorde anterior. A 24 tem algumas metrias muito boas, mas geralmente é uma construção um pouco mais lenta, né? Você estreia ali com 10, no próximo fim de semana mantém com 8, vai subindo ali, mantém com 7, depois lança no streaming e vai bem. E o Backrooms já explodiu. Claro que explica muito também o fenômeno de internet, mais o investimento que foi feito em marketing e no próprio orçamento do filme, mais o elenco que é bastante estrelado, né?
A gente tem aqui o Chiwetel Ejiofor, A Renate Renzby, né, que é uma atriz norueguesa, mais recentemente no Valor Sentimental, mas também ela fez A Pior Pessoa do Mundo, colaborações com Joaquin Phoenix deram uma boa elevada ali no nome dela. E o próprio Mark Duplass, né, que também é um ator figurinha carimbada ali do horror, especialmente no Creep, né, onde ele faz o Creep, né. Mas não tem muito o que falar de plot, né, cara, tipo O filme começa com meio que um cold open, né?
Parece que tem uma inspiração de série de TV, especialmente sitcom, né? Que tem um começo que não é exatamente relacionado com a história que vai aparecer depois e com os personagens, né? Então ele fica ali um pouco como uma introdução temática, que bem aquela coisa que já tá no curta dele, né, de 2022, que tem lá o carinha explorando, ele se perde do grupo e acha uma criatura. E aí depois a gente corta pro protagonista, que é o Clark, que tem uma loja de móveis usados ali do Império Otomano, que é engraçado, assim, ele é um pirata, mas o Império Otomano não tem nada a ver com pirataria, assim, é um negócio meio insano.
Mas enfim, ele tá indo na psicóloga, né, a Mary, que é justamente a Renata Renzi, porque ele tá passando por um divórcio e tal. E aí ele começa a explorar esses backrooms que ele encontra à noite porque ele foi expulso de casa e está dormindo na loja, né, ele pega lá um showroom assim e dorme na na caminha lá com o criado-mudo e tal. E ele começa a ficar obcecado com os Backrooms até que ele decide tentar filmar o que está acontecendo ali.
E o filme vai nessa mistura de found footage com uma filmagem mais tradicional, vamos colocar assim. Acho até que o trailer entrega demais, mas enfim, vou passar para vocês primeiro, depois a gente vai comentando primeiras impressões de Backrooms.
Eu gostei do filme, eu fui sem saber muita coisa. Depois eu vi até uma galera falando: "Ah, mas pra curtir o filme mesmo tem que ter visto a série toda, tem que conhecer não sei o quê." Assim, eu acho até que pelo menos conhecer a vibe de Creepypasta talvez seja interessante.
Mas eu gostei bastante do filme.
Ele tem bem uma vibe Creepypasta, né, no sentido de ele é muito parecido com aquela série Channel Zero, né, que foi aquela série de 4 temporadas, cada temporada era uma adaptação de Creepypasta. Ele tem muito essa vibe e eu gostei muito do roteiro. No sentido de não explicar tanta coisa e deixar muita coisa em aberto. Mas ele sabe que deixar em aberto é pra fazer teoria de internet, né. Então agora tá uma galera produzindo conteúdo sobre o filme, falando de várias teorias, explicações, final explicado, meio explicado, começo explicado.
Daí, tipo, é muito louco, assim. Porque o filme deixou tanta coisa em aberto, mas não são coisas vitais pra experiência de você estar lá no cinema, sabe. Pelo menos na minha opinião, assim. E agora a galera tá doida produzindo conteúdo. Tudo de teoria e eu tô adorando, que eu também tô pirando nas teorias.
Eu ia falar que eu prefiro me sentir muito burra do que clicar em final explicado. Eu tô tão rabugenta que eu prefiro me sentir burra quando eu assisto alguma coisa do que digitar lá no YouTube final explicado de tal coisa.
Daí aqueles final explicado que a pessoa só descreve exatamente o que aconteceu na tela do cinema.
Meu filho, isso eu também vi, entendeu? Também continuo aqui me sentindo burra.
Eu lembro muito na época do Inception, do Nolan. Ah, vamos ver aqui no final. Mano, o Nolan a cada 3 minutos ele para e fala: não, mas espera aí, caso você seja burro, deixa eu explicar mais uma vez porque eu acho que você é muito burro. E você ainda faz muito mais explicado, velho. Caralho, bom, aí também tem gente que gosta de ser otário, mas enfim.
Olha, eu gostei do filme, eu achei assim um sopro de criatividade e de autenticidade. É formidável o que esse moleque com 20 anos consegue fazer assim. Ele demonstra uma direção se foi ele mesmo que dirigiu, né, vamos plantar aqui uma teoria da conspiração, mas ele mostra uma direção muito segura assim, você sente que o filme sabe exatamente para onde ele quer ir e você sabe que isso é o Ken Parsons ali por trás. Curti muito a experiência claustrofóbica, o design de produção, tudo isso, acho que é um filme muito, muito bom.
Eu só acho que o terceiro ato dele ali me perdeu um pouco, sabe, acho que é única crítica que eu tenho ao filme, assim, no sentido de eu gostei, gostei muito, mas eu não amei, foi porque eu senti o terceiro ato assim, parece que ele entra em conflito com o resto do filme. Porque como Braga falou, tem muito disso, né, de explicar algumas coisas mas deixar outras em aberto. E eu acho que o maior horror dos backrooms, que a gente sente isso desde a primeira foto, é você não saber muito bem, né.
E eu senti que aquele terceiro ato ali, não sei assim, me deixou um pouco meio, putz, será que precisava? Só que ao mesmo tempo eu entendo que você talvez tenha que dar uma mini, muito mini resolução para dar esse desfecho, essa sensação, né, no espectador. Mas não sei, fiquei meio tipo, acho que a maior crítica que eu tenho é esse terceiro ato.
Tô mais com a Gabi, assim, eu gostei, mas eu esperava mais, porque eu acho também que como eu fui ver uma semana depois já, tinha umas críticas negativas diversas, porque acho que todo filme que gera uma repercussão grande vai ter gente que de fato não gostou mesmo, que, né, beleza, super normal. Mas também você sabe que tem aquela galerinha que, ah, vou falar mal do negócio que todo mundo gosta porque eu sou foda, eu vou ser o diferentão aqui, vou me destacar metendo pau nesse filme aqui.
Ou aquele filme que todo mundo odeia e alguém vai defender só para ser o diferentão. Mas então fui ver meio, pá, não sei se vai ser lá grandes coisas, mas beleza. Só que o que me deixou muito puto é que parece que eu não consegui aproveitar o quanto eu deveria a primeira metade do filme, porque o trailer entrega tudo que vai acontecer de significativo. Então claro que tem ali aspectos que a gente não viu, né, tem a exploração dos backrooms que é legal, mas em termos de história, até a Mary entrar nos backrooms tá no trailer.
Só que isso é uma hora de filme, cara. Assim, eu acho o trailer uma puta sacanagem, e eu não acho que é uma questão disso spoiler assim. Eu sei que vai ter gente tá ouvindo, falar, mas vocês não spoileram isso aqui, porque não tem spoiler. Mas assim, a experiência de assistir o bagulho para mim foi estragada porque eu vi aquilo visualmente no trailer. Até a parte que ela entra nos Backrooms, que é super legal visualmente, a transição que ele faz é muito foda, tá no trailer.
O cara entrando no Backrooms tá no trailer. Tipo, até ela fugindo lá, que é uma coisa lá do final, tem uma menção que você sabe que vai acontecer no trailer. Então me pareceu uma coisa que eu tinha visto o filme já e eu vi a versão alongada, tipo, eu vi o corte do diretor. Aí também, por outro lado, demorou muito passar essa sensação de, puta, já vi isso, aí chega. Aí eu achei que a segunda metade do filme parece que é um outro trailer, o verdadeiro Backrooms que vai sair agora no que vem, assim, ó, já se prepara para ir no cinema de novo, porque, porra, não acontece muita coisa, né, cara?
Vamos ser sinceros assim, eu até entendo o que o filme tenta fazer ali de uma construção mais mais psicológica. E tem aspectos que são legais, eu acho o personagem do Clark em alguns aspectos bem interessante. A Mary também, acho a construção que ele faz passado dela, né, com essa coisa meio vazia ali, de uma psicóloga meio coach de autoajuda, né. Se ela vivesse na época da internet, ela ficava milionária, né, porque ela lança umas fita ali meio, ah, é meio ciência porque é psicologia, mas assim também meio que autoajuda, né.
Enfim, só que eu achei que daí o final do filme É meio que, pô, volta aí no cinema mais umas 3 vezes que daí eu vou falar mais sobre os backrooms, porque por enquanto é isso aí mesmo, assim, sei lá, senti um pouco tapeado.
Pareceu que ele tá antecipando uma próxima entrada nos backrooms, né? Tipo, ó, na próxima eu vou explicar, hein.
Eu acho que isso é um problema muito grande pra quem não conhece nada de backrooms. É claro, o filme já se pagou, já virou um fenômeno, assim, não tem não tem que provar mais nada, né? Mas eu tenho um exemplo bem concreto. Levei minha mãe. Mãe, me desculpa, tá?
Vai entregar.
Minha mãe não gosta de filme de horror. Eu falei, puts, eu preciso assistir, preciso escrever sobre esse filme, preciso de companhia, vai comigo. Dela: tem sobrenatural? Falei, não, não tem, porque minha mãe se pela de medo de filme com espírito e capeta, entendeu? Falei, não, é de boa, vai gostar, né? Vai, vamos. Quando terminou o filme, ela olhou para mim assim: que porra "Eu acabei de assistir". Daí eu tive que explicar pra minha mãe o que eram os Beckhams.
Eu dei um micro lore, assim. Não sou mega versada nisso, mas falei: "Ó, é um fenômeno de internet, surgiu num fórum, tal, tal, tal". Daí ela: "Pô, agora muita coisa faz sentido pra mim". Então, eu senti que o filme não se dá muito ao trabalho de se conectar com pessoas. Tudo bem, a minha mãe não é a faixa etária do público dos Beckhams, ok? Ela frequenta outro tipo de internet, sabe? Minha mãe nem rede social tem, gente!
Gente, tipo, ok, comunidade no Facebook.
Não, minha mãe não tem rede social, não tem nada. Então assim, nem isso. Só que tipo, eu senti assim, pô, não vai ser só ela, vai ter muita gente que vai ter esse estranhamento de falar, tá, beleza, mas que porra acabei de assistir?
E teve mesmo, teve mesmo. Uma das discussões tava tendo, né, justamente na internet, é isso: ah, dá para ir ver o filme sem conhecer nada de Backrooms? Tem muita gente, cara, não, você vai dormir no meio daí, entendeu?
Você vai achar um filme chato pra caralho porque ele é um filme com pouca visual é muito legal, mas essa ideia da repetição, de você se sentir cada vez mais preso. Então não é que tem um mega roteiro, não, roteiro é bem esparso na verdade.
Sim, que eu vi justamente isso, né? O povo fala: ah, o filme não tem quase nada, é só um cara andando por 2 horas. Ah, porque o que que é essa empresa? Ele explica lá na websérie.
Eu acabei de descobrir isso, acabei a página da Wikipédia da websérie dela e falei assim: ah, parece Isso aqui, pô, não tinha ideia. Falei, caralho, entendeu? Fui mais uma que foi tapeada.
Então, mas é que eu me senti meio preso no meio termo ali, porque eu acho que o filme ele não serve como uma experiência para quem não sabe nada. Talvez até por isso o trailer já entrega um monte de coisa que é para você ir meio vacinado assim, sabe? Onde você tá tateando. Mas ao mesmo tempo eu não era a pessoa que sabia tudo, que tava esperando aparecer tal coisa, essa referência. Então eu fiquei meio, parece meio alheio assim, eu Assisti, achei legal, acho visualmente o filme espetacular assim.
Acho que isso é uma coisa que a gente tem que falar, até porque uma coisa que é diferente da websérie, né, que Ken Parcher tava fazendo ele meio que sozinho no PC dele, né, o filme tem um orçamento grande. Então de fato eles construíram aí de novo essas merda de medidas estadunidense, 30 mil pés quadrados, a puta que pariu, né. Mas enfim, construíram coisa para caralho, metragem para caralho de Technos.
Tem uma foto do Ken Parsons no cenário, muito legal ver que aquele cenário realmente existe, entendeu? Que aquela coisa extremamente desconfortável e bizarra tá ali. Isso eu acho que é o ponto alto do filme, né? O maior trunfo dele é o cenário, design de produção.
Aí a galera tenta chegar a se perder porque realmente é um estúdio muito grande que eles montaram. Porque, cara, isso é barato de fazer, né, velho? É tipo um espaço vazio, só jogar umas cadeiras torta lá também. É mais criativo do que caro, né? Assim, tem que fazer um o negócio tá meio pela metade fixo no chão e tal. Então essa parte é muito legal, eu acho a direção muito boa, tem alguns momentos assim de transição visual muito legais.
Mas a história em si, tava sentindo um mas vir aqui. É assim, ah, tem coisa legal. Acho o personagem do Clark interessante. A gente falou muito sobre obsessão, né, no episódio recente. Eu acho que ele tem uma conexão ali do cara que se se acha muito o coitado, né?
Nada é culpa dele.
É, ah, porque minha esposa é uma mulher cruel que me expulsou de casa, que eu pago faculdade dela, porque eu sou um arquiteto de verdade, mas eu tô preso aqui nessa merda dessa loja, porque ela me obriga, porque ela não trabalha, não sei o quê. E aí tem essa exploração assim de, né, a psicóloga com cara de falar para ele, mano, para de chorar, seu merda, vai fazer alguma coisa. Aí depois tem, né, a gente vai ser um spoiler, né, não quero falar agora que a gente dá um aviso, mas tem umas conexões ali com subconsciente que são legais.
Mas de novo, eu senti falta assim de— tem uma história de personagens ali que até funciona, mas me pareceu muito um filme incompleto assim, de ah, eu vou explorar uma coisa muito limitada, que o que eu acho que faz parte, que os Beckmans, né, são teoricamente infinitos, mas parece que eu vou me limitar "Vou segurar muito aqui pra guardar pólvora pros próximos, porque eu quero fazer 35 filmes dessa porra." E a 24 também, obviamente, tem interesse comercial, né?
De "esse aqui já fez uma puta grana, então a gente sabe que tem um potencial pra fazer mais." Então segura muito. O Mark Duplass, cara, ele tá no filme, assim, podia ser um qualquer zé ninguém ali que ia dar no mesmo, né? Porque o que ele aparece é, tipo, comendo cereal na casa com a família, velho. "Cê me dá esse roteiro que eu faço isso, né?" Aí no final ele tá assim, diálogo muito curta. Então assim, me incomoda um pouco esse sentimento de parecer um primeiro episódio de uma série, vai.
Vou finalizar nesse sentido assim, de é meio que um filme em si mesmo, mas parece um piloto estendido de uma série que eu não consegui ver o resto.
É porque ao mesmo tempo ele também não agradou uma galera que é muito versada aí nas backrooms, que tava: como assim ele não colocou o level lá da casa da Aqueles howls.
O Braga mergulhou fundo nesse lore, né? Ele sabe agora até os níveis, nossa!
Porque assim, teve uma reclamação de uma galera que não conhecia nada e falou que parecia que tava vendo, tipo, ouvindo uma conversa interna assim. E galera que conhece muito que: "Ah, mas ele só arranhou a superfície." Quando essas coisas, né, muito conhecidas, uma consciência coletiva, é muito difícil você conseguir agradar todo mundo. Eu acho que a decisão De produção mesmo ali foi tipo, ó, vamos fazer uma coisa ali no meio que você tem que conhecer um pouquinho, mas também não precisa conhecer tanto.
E aí também não explicar, porque senão você estraga possíveis filmes depois, né? E deixa uma coisa pra galera pirar assim. Quando eu saí do cinema, pra mim ficou uma sensação bem morna assim, tipo, pô, eu gostei do que eu assisti, mas eu fiquei com essa sensação também, é um filme incompleto. Curti, mas sei lá, parece que ficou faltando alguma coisa. Daí parece que essa alguma coisa agora tão sendo essas piras de internet, teoria e tal.
Parece que eu tô curtindo mais o filme com a experiência. Mas de novo, o filme ele tem que se completar como uma obra sozinha, né? Você não precisa depender de outras mídias para o filme fazer sentido e tudo.
E você não pode esperar que todos os seus espectadores vão estar versados naquilo que você produziu ou naquilo que foi produzido sobre os backgrounds na internet. Então eu sinto que isso é um problema. Mas pensando em um ponto positivo, eu gostei muito das duas atuações principais ali, né, tanto do Clark quanto da Mary. Eu acho que é um acerto porque você tem essa conexão, né, entre os personagens e esse lugar, né, essa ideia de solidão, de ciclos que se repetem, né, tipo de trauma, de isolamento.
Eles são dois personagens muito sozinhos. E você sabe desde o início que eles são sozinhos e que eles estão ali enfrentando traumas, traumas que meio que ficam de um ciclo vicioso, né? Então quando eles começam a explorar os backrooms, meio que tudo isso vai junto e consegue transmitir muito bem para gente. Eu acho que quanto mais sozinho eles vão ficando naquele lugar opressivo, mais a gente vai ficando com eles. Isso eu acho que é um acerto muito grande do filme.
Vamos dar uma um pouquinho de spoiler. Então, para quem ainda não assistiu o filme e se incomoda com esse tipo de coisa, para aqui que a gente vai entrar nos minutinhos ali mais para o fim da trama.
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Eu achei muito legal a ideia de, primeiro, você nunca vê a esposa dele, que faz muito sentido porque ele é um daqueles caras que interpretam as coisas muito de um ponto de vista particular, inegociável, e que não consegue estabelecer relação com os outros porque é a forma que ele enxerga o mundo. Mundo e acabou, né? Então a gente não vê do lado dela.
Ele é o cara que nunca assume responsabilidade por porra nenhuma, entendeu? Tipo, ele nunca consegue dizer: aí, galera, eu fiz merda, foi mal, entendeu? Não, tudo é uma conspiração do mundo contra ele, o tadinho. Ele é o tadinho, tadinho, nunca faz nada de errado.
E é por isso que ele é tão amargurado, né? Porque ele não consegue melhorar, ele não consegue sair desse buraco, né? Porque ele acha que estão conspirando contra ele, né? Isso é bem utilizado engraçado, porque claro que você tem um psicólogo no filme, é um artifício antiquíssimo assim para você conseguir dar mais diálogos positivos e explicação de questões psicológicas, justamente sem ter que usar outras coisas mais toscas. Mas é muito engraçado o psicólogo sincerão, né, porque aquela coisa que a pessoa é paga para ouvir sem julgar, né, e aí tipo você tem que tentar fazer a pessoa chegar nas próprias conclusões.
E é muito legal quando você tem filme o desabafo do psicólogo, né. Ela falou: "Seu merda, o teu problema não é x coisa ou y coisa, o teu problema é que você é um chorão, você é um chorão do caralho, você só chora, tu expõe seu corpo e você chora, você não admite a tua responsabilidade." É legal esse desabafo, né? Então eu gostei também do aspecto de a explicação que ele dá das backrooms serem todos os lugares que já existiram ao mesmo tempo, só que eles são memórias incompletas, né?
Porque é isso que é legal, Os Backrooms. E aí o título em português fala do não lugar, né, que é uma referência ali antropológica a lugares que são não lugares, que eles não têm uma marca específica. Então, sei lá, um quarto de hotel, ainda mais esses quartos de pedra de hotel, né, que as cabines são todas iguais, espaços de aeroporto, mesmo shoppings, que você tem uma coisa muito móvel, né, não é uma casa de uma pessoa que ficou ali por vários anos, tem marcas de habitação, é uma coisa meio, meio vaga ali, né, podia ser de qualquer E os backgrounds exploram isso, mas ao mesmo tempo também tem uma lembrança ali transmutada, né?
Então aquela sequência final, que não é bem o final, mas é uma das mais pro final, que a gente meio que tá na mente do Clark, e aí tem as pessoas com o rosto deformado porque ele só lembra de parte, tem a esposa dele sem rosto. Isso eu achei legal, assim, essa parte eu achei muito foda. Já o pirata gigante eu fiquei meio Eu achei o design interessante porque esses monstros, os backrooms, eles têm muita essa conexão com o inconsciente, com pensamentos intrusivos, com coisas que estão ali não muito na superfície, mas tá em algum lugar.
E eles usaram aquele ator, né, o Robert Brokowski, que é um ator romeno que era jogador de basquete, tem 2,31 metros, e ele fez o Alien: Romulus também. No Alien: Romulus acho que funciona mais até, mas aqui eles fazem coisa da movimentação subconsciente, mas eu não me incomodo com o visual. Eu só acho que o que acontece é meio nada assim, tipo, ele sai correndo daí. Acho a solução muito tosca assim, ela dá uma bicuda na perna de pau dele, tipo, cara, na moral, sérião mesmo assim.
Essa parte não me pegou assim, apesar de eu achar o visual interessante, esse monstro interno que é tudo que ele associa com essa vitimização dele, né? Ah, eu sou mantido aqui prisioneiro, refém por causa desse pirata automano aí, né? Então Acho conceito legal.
Eu gostei muito, assim, eu concordo com o Thiago. Acho que é um dos pontos mais altos do filme quando tem essa discussão assim de como os backrooms são um lugar ou não lugar onde a realidade ela é distorcida e as memórias elas são esquecidas, né, mas elas ainda estão ali. Então quando ele diz assim que aqueles seres, né, ele amarra ela, eles estão tipo de um bem perturbado, né? E ele explica que eles lembram de pessoas que já passaram por ali, mas eles não conseguem se lembrar exatamente de como são essas pessoas.
Então são rostos deformados, tem alguma coisa, alguma humanidade que falta ali, né? Essa sequência me lembrou muito David Lynch, aqueles seres assim, tipo, que aparecem nos filmes do David Lynch. Eu gostei muito, assim, essa coisa meio de sonho, de inconsciência, sentir memória. É até bonito assim, no sentido tipo perturbador, mas é uma reflexão filosófica legal de você pensar da memória, do esquecimento, etc. Mas eu concordo com o Thiago assim, o piratão, achei assim, o design dele é legal, só que acho que o pior é o que acontece depois.
Eu acho que isso acaba meio que tirando um pouco o impacto dele, porque daí a gente tem essa cena de perseguição dela com pirata, e daí o desfecho é tipo já querer mostrar aquela empresa. Daí já que a gente tá na zona de spoiler, né, Aí eu fiquei tipo, puts, sério? É assim que vai terminar?
Eu acho que ele quer ser literal demais com coisas que eram para ser metafóricas. Eu fiquei pensando num filme que para mim lida com isso melhor, né, já que a gente falou de Alex Garland, que é o Aniquilação. Porque tem ali uma espécie de um não lugar também, né, aquela bolha cósmica que sabe lidar mais. Não que o Beck nos explique tudo, né, eu acabei de reclamar que o filme não finaliza, mas é que eu acho que o Aniquilação conseguem ser mais horror cósmico mesmo, né?
É uma parada alienígena e foda-se. Eu acho que o Beckhams depende muito de uma representação humana. Esse pirata aí é uma coisa, ele não é humano, né? Ele é um ser fruto de um subconsciente, mas ao mesmo tempo ele tem uma representação visual humana, ele cai como um ser humano, ele tenta atacar como um ser humano. Aí eu acho que acaba sendo um pouco literal demais, sendo que o roteiro tá indo para direção oposta, né? Então acho que é isso que me incomoda um pouco assim, como as coisas são resolvidas ali.
What did you find? A place. I found a place.
Pois então, o que eu consegui ver e ter sabido dos backgrounds do Kenny Pixels até agora, né, que daí enfim tem essa empresa e eles estavam pesquisando esses espaços para armazenamento infinito porque eles queriam solucionar superpopulação, não sei o quê, acabam— eles não inventam os Backrooms, mas eles acabam abrindo esse portal. E aí os Backrooms vão se construindo a partir dessas memórias e tudo. E aí, para chegar no pirata, quando eu vi o filme, eu tive uma impressão muito forte de que o Clark tinha matado a esposa e ele só tava daí vivendo na loja porque ele não queria confrontar o que ele tinha feito.
O Braga virou o homem das teorias, entendeu?
Tá tudo teorizado.
Tô botando aqui o chapeuzinho de alumínio já.
Não, gente, daqui a pouco ele vai falar assim: venham conhecer o final explicado de É com o Gabriel Braga.
Fazer aqui um áudio para botar no final do episódio. E aí que ele, entendeu, possivelmente matou a esposa, por isso que ele não consegue voltar para casa, que ele tá nessa pira. E daí a esposa, quem que vai procurar? Ela trancou o curso, né? Não seria aquilo, nossa, ela não apareceu na faculdade, porque ela trancou o curso. Porque ele tem uns rompentes ali com a psicóloga, né, de reviver um dia reviveu a discussão que eles tiveram.
É bem violento, bem violento.
Daí me deu uma impressão de que talvez ele tenha matado ela e tá criando uma realidade dentro da cabeça dele onde ele não matou. E aí ele descobre os backrooms e ele vai se transformando, que talvez aquele Clark que a médica, né, psicóloga, encontra não é o Clark original. Eu já vi teoria de que, porque quando ele tá com aquele estilo Still Life, que são então essas criaturas aí de dentro das Backrooms, né, que enfim, tem uma galera que chama de Still Life, que eles são feitos de uma espuma branca, né, um material branco ali que pelo jeito é até comestível, se bem que a cabeça da menina tá na geladeira, né, mas enfim, é para não estragar, né.
E que em algum momento o Clark foi se confundindo, começou a comer Still Life, confundiu com os cara que ele levou, comeu eles também, e que talvez o Clark original seja o piratão deformado, porque o piratão deformado sangra. Tudo bem que depois falam que dentro da lore das Backrooms tem um outro tipo de vida lá dentro que daí sangra igual gente, mas que talvez aquele Clark piratão ele não tivesse perseguindo a psicóloga para matar, ele tava pedindo ajuda, porque em nenhum momento ele realmente ameaça.
Claro que tem um momento que ele vai para cima dela, mas que ele tá mais pedindo ajuda do que qualquer outra coisa, por isso que ela consegue consegue fugir de uma maneira tão tipo, ah, quebrei, tá perto de pau aqui, seu otário, agora faz alguma coisa aí, né?
Aí ele tem uma coisa de um lamento mesmo, né? Parece assustar pelo tamanho, mas tem um aspecto meio crianção.
Todos os seres ali, né, eles são melancólicos. É aquela existência, né? Porque é uma melancolia que vem dessa existência de algo que não consegue ser totalmente lembrado. Então ele não consegue emular, não emula 100% aquele ser humano que ele conheceu. Ele meio que tá em um limbo, literalmente.
Mas assim, vendo o que acontece no final ali, né, que daí pega uma Mary, bota uma lá para conversar com o cara, tem que pôr o creepy, né, tem que botar o creepy para trabalhar no final, entendeu?
Então tipo, pô, já pagamos aqui o Mark Duplass, vai trabalhar aí, filha da puta, vai ganhar esse salário.
E daí no final a gente vê aquela Mary copiada numa sala isolada, esquecida. Ela virou só uma memória distante desse não lugar. Eu acho que pelo menos assim foi bom terminar desse jeito. Claro que no momento eu fiquei muito confuso do que se continuasse a explicação, porque daí eles começam a investigar o Pirata Clark e daí botam ele lá numa mesa médica, né, para ver o que que aconteceu, o que que tá rolando ali. E daí ela fica assim: não vão me deixar embora "Vamos conversar aqui, né?
Reconhece pra mim se você sabe quem é essa pessoa." Que ele viu o cara na propaganda, né? Então o meu medo maior é virem explicações num outro filme e desmistificar tudo. Eu acho que mistificar do jeito que tá, tá legal. Deixa a galera inventar mil teorias.
Mas esse que eu acho o problema, porque eu acho que quando ele traz a tal da "Sync", que fabrica máquina de ressonância magnética, ele já tá explicando. Só que beleza, ele tá fazendo um easter egg para galera que acompanha a websérie, mas e a galera que não acompanha, entendeu? Daí você tem tipo um problema que é tipo, qual é teu público?
É, qual é o público que você quer atingir?
Porque esse aí fez uma puta grana no hype, mas e agora, né? A galera que é fã pra caralho não curtiu, quem não conhece não entendeu porra nenhuma, e aí, né? Eu fiquei tendo uns flashbacks de Lost, cara. Esses caras do DARMA aí vão me explicar uma bagulho que eles estão investigando a ilha, eu já vi isso antes, cara, não dá certo. Desse negócio. É assim, claro, a gente tá falando, acabou de ser o primeiro filme, né? Isso aqui pode envelhecer mal, pode vir aí puta sequência depois e tal.
Eu acho até que ele vai meio que ignorar esse primeiro núcleo de personagens e seguir para outra coisa. O Mark Duplass pra mim tá muito nesse filme como aquele contrato de, pô, você vai ter 5 minutos aqui, mas no próximo você vai ser o principal. Então, né, assina aqui com a gente que tem mais coisa reservada para o personagem. Então pode ser interessante, né? Mas eu não sei, talvez vir uma série você vê, não sei se é muito perfil da A24, né, mas eu ainda fico com essa sensação de ter visto um piloto gigante.
Me incomoda um pouco essa noção de paguei um ingresso para um negócio meio incompleto assim, entendeu? Ainda mais que o ingresso de cinema tá uma fortuna, né? Então fica uma coisa um pouco de um gosto amargo assim, mas não acho o filme ruim de maneira alguma. Talvez até ter criado expectativa demais assim, falando em linguagem ladder box, pra gente ficar num 3,5 ali.
Ah, eu acho que ele ficou legal, não a ponto nível de ser melhores do ano, mas ele tá ali, tipo, pô, legal, da hora.
Eu sinto que ele consegue mostrar muito o potencial dos backrooms e do porquê que isso se tornou um fenômeno de internet dos últimos tempos, e que tem muita coisa a ser explorada. E é um filme muito criativo, assim, ele consegue ser muito diferente de tudo aquilo que a gente já assistiu de uns tempos para cá. Então nisso, para mim, valeu a experiência. Eu gostei, eu acho que ele consegue transmitir muito bem essa sensação assim senti tipo de um medo existencial inconsciente, isolamento.
Mas eu sinto que poderia ser melhor, sabe? Tô muito com o Thiago nisso. Talvez tenha criado expectativa, talvez tenha sido o dia, talvez porque eu não seja uma grande consumidora de Backrooms e faltou ali um conhecimento. Também pode. Mas eu ainda acho que é um filme que vale a pena ser assistido e comentado.
Uma última curiosidade aqui sobre o filme, que tem uma gravação ali com uma pessoa meio de papelão, é meio que um homem das cavernas, né? Eu senti uma referência ali um pouco a 2001, talvez, né? Encontro de alienígena com homem primitivo. Porque o que a gente tá ouvindo ali é a gravação da Voyager, na verdade a Voyager 2, de 77, que é o disco dourado, né? Uma referência bem famosa, depois virou bem comum na internet, mas que tinha muita ligação com o Carl Sagan também, em que a Voyager era a sonda da NASA que até hoje é a que mais viajou para longe da Terra.
Então, como uma coisa ali meio quase um experimento filosófico, foi inserido nela um disco dourado, um disco de LP mesmo, com instruções ali para ser tocado e tem gravações dos sons da Terra. E aí tem várias vozes em 55 línguas que fala "Bem-vindo à Terra". E é isso que a gente ouve ali no filme com aquela repetição. Então acho interessante porque tem essa conexão com a exploração da infinitude do espaço, né? Porque de fato a Voyager foi lançada como esse— é um tiro no escuro, literalmente, né?
Assim, manda ela para puta que pariu e se achar alguma coisa, beleza, não achar também, paciência, né? Então acho que tem um pouco dessa adição ali de um lore de exploração espacial. Eu vi uma teoria também de que a mãe da Mary entrou nos backrooms sem querer e por isso que acham que ela é doida, porque ela tá falando de lugar que que existe, mas que acham que não existe. Então assim, acho que é um filme também que é legal ter esse diálogo, porque vai ter muita coisa que surge aí de teoria de internet, fórum, e tem esse atrativo de pesquisar sobre, né.
Mas enfim, gente, então deixo aberto para vocês comentarem com a gente, né, o que vocês acharam, backgrounds, teorias, explicações, enfim. Acho que a gente tentou fazer um episódio aqui meio dividido, né, em duas tentando explicar um pouco desse fenômeno anterior e falar mais do filme, mas é um assunto literalmente inesgotável, né? Cabe 600 milhões de milhas quadradas, que qualquer que seja a porra dessa medida aí, traduzindo pra medida que existe, né?
Assim, fala de medida que existe, né? Fala de pé quadrado, caralho. Mas enfim, então comentem com a gente o que vocês acharam e teorias sempre válidas. Acho que é legal a gente ter esse complemento também do episódio.
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Bom, gente, então é isso aí. O cast da semana vai ficando por aqui. Cuidado para não clipar para fora da realidade e parar nos backrooms. E a gente é que sempre Muito obrigado, vocês, pelo carinho, pela audiência de sempre. E até a próxima quinta-feira.
Até!
Até!