RdMCast #565 – Cabo do Medo (2026)
A família Bowden está sendo assombrada por um fantasma do passado. O perigoso Max Cady tem um plano de vingança para destruir a família e acabar com os pais, Tom e Anna, responsáveis por sua estadia de 17 anos na prisão. A 3ª versão de Cabo do Medo, inspirado no livro de John D. MacDonald, traz um elenco estrelado, contanto com Javier Bardem, Amy Adams e Patrick Wilson, e uma extensão da história já clássica. A série estreou em 5 de junho na Apple TV e recentemente chegou ao seu episódio final. Essa semana, nossa bancada pega um barco diretamente para Cabo do Medo a fim de investigar essa história cheia de traições, reviravoltas, planos mirabolantes, entorpecentes e atitudes stalker. Em meio a essa corrida pela sobrevivência, cuidado, o passado pode voltar para te atormentar.
O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabriel Braga, Thiago Natário e Gabi Larocca.
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Cabo do Medo (2026)
Cabo do Medo (1991)
Círculo do Medo (1962)
Cabo do Medo / The Executioners (livro, 1957)
Citações off topic:
Ao Cair da Noite (2017)
Onde os Fracos Não Têm Vez (2007)
Xógum: A Gloriosa Saga do Japão (2024 – 2026)
Mare of Easttown (2021)
12 Homens e uma Sentença (1957)
Maligno (2021)
Instinto materno (2026)
Era uma Vez um Sonho (2017)
Animais Noturnos (2016)
O Silêncio dos Inocentes (1991)
EPISÓDIOS CITADOS:
RdMCast #560 – Desvendando o Segredo de Widow’s Bay
RdMCast #390 – Animais Noturnos (2016): arte, trauma e vingança
RdMCast #353 – Especial Hannibal (the Cannibal) Lecter
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- Cabo do Medo· EntretenimentoAdaptação da obra de John D. MacDonald·Apple TV+·Marcelo·Amy Adams·Patrick Wilson·Steven Spielberg·Martin Scorsese
- Final da Série e Consequências· EntretenimentoA decisão de não matar Max Cady·A manutenção das aparências pela família Bowden·A presença de Max Cady na mente da família·Possibilidade de segunda temporada
- Cabo do Medo Versoes· CulturaO Círculo do Medo (1962)·Cabo do Medo (1991)·The Executioners (livro)·Robert Mitchum·Robert De Niro·Gregory Peck
- Revelações e Reviravoltas na Trama· EntretenimentoO crime pelo qual Max Cady foi preso·Ação de Anna e Tom no julgamento·O papel de Crystal Carey·A paternidade de Luke·O final da série
- Minissérie Atualizações e Mudanças· EntretenimentoCrime inicial de Max Cady·Papel de Anna Bowden·Tom·Papel dos filhos (Zeque e Nétaly)·Candomblé e Max Cady
- Desenvolvimento de Personagens· EntretenimentoCasal Bowden (Anna e Tom)·Filhos (Zeque e Nétaly)·Falta de identificação com os protagonistas·Tomada de decisões questionáveis
- Primeiras Impressoes e Atuacoes· CulturaJavier Bardem como Max Cady·Amy Adams como Anna Bowden·Patrick Wilson como Tom Bowden·Construção do personagem Max Cady·Ritmo da série
- Expectativas humanas vs. desígnios divinos· ReligiaoInterpretação de Max Cady sobre Candomblé·Xangô·Comparação com a versão de 1991
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Bom dia, boa tarde, boa noite, amantes do horror! Sejam todos muito bem-vindos a mais um RDMcast, hoje pegando o nosso barquinho de pesca e indo diretamente pro Cabo do Medo. É mais uma adaptação, aí a terceira, da novela Os Violentos, do John D. MacDonald. Só que dessa vez, né, não que os outros filmes não tiveram, mas um elenco muito inflacionado de estrelas e produtores e tudo, saindo aí pela Apple TV+. Eu sou o Braga. E pra estar aqui debatendo junto, temos ele, que já teve que fugir de um stalker, Thiago Natário.
Parece que a implicação é fã do RDM, né? Mas na verdade é tipo aluno um dia depois da prova, né? Ei, professor, o senhor corrigiu minha prova? Sim, cara, você é um abençoado iluminado, eu corrigi só a sua.
E ela, que se dedicou tanto por episódio que inclusive aprendeu a nadar, pescar e escalar telhados, Gabriel, eu não sei o que é mais difícil, pescar ou escalar um telhado.
Eu acho que eu fico com pescar, porque somos zero à esquerda em todas essas atividades.
E enquanto a gente se prepara aqui para polícia negar os nossos pedidos de socorro, pegar uma arma e tentar pegar Max Cade numa emboscada, vocês ficam com os nossos recadinhos e a gente já volta.
Opa, gente, aqui é o Thiago. Tô passando rapidinho só para avisar que a gente não tem recadinhos nesse RDMcast, então Bora direto para o episódio de hoje.
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Robert Mitchum, Robert De Niro e Javier Bardem. Esses 3 atores encarnaram o perigosíssimo Max Cady, tanto no cinema quanto agora na televisão, no streaming, no seu celular, no seu tablet, né? Depende de onde você tá assistindo, na sua TV smart geladeira, né?
Sei lá onde você viu, no seu Nokia Barbatana.
No seu Tamagotchi, né, viu, no bichinho virtual assim. Mas enfim, encarnaram aí o Max Cady, que é um vilão com algumas características um pouquinho diferentes. A história de Cabo do Medo, ela se origina num livro chamado The Executioners: Os Violentos, do John D. MacDonald, que agora eu matei a curiosidade, fui ler. A gente já gravou um episódio sobre Cabo do Medo, vai estar aí na descrição para vocês conferirem. A gente falou das duas versões, né, tanto O Círculo do Medo de 62 quanto Cabo do Medo de 91. Não sei se a Gabi tinha lido o livro. Thiago tinha lido, né?
Não, não, que nenhum de nós.
Eu acho que você tá confundindo com os teus outros colegas de podcast imaginários.
A gente tinha só visto o filme e falado, tá ótimo, tá ótimo. Tem dois filmes já, tá bom.
Eu fiquei muito curioso assim, fui ler o livro. É um livro muito rápido de ler, ele é curto. Mas porque a história é muito curta, né? Basicamente, no livro, o que acontece é que temos ali o Sam Bowery, né? Na verdade, então agora é da série, né? O Samuel Bowery. E ele era tenente do exército lá na época da Guerra da Coreia. É um livro, né, já com um certo tempo de publicação. E um dia ele tá andando pelas ruas meio bêbado e vê um soldado violentando uma menina de 14 anos.
Ele vai agir. E esse soldado é o Max Cady. Ele acaba conseguindo dar um soco, Max Cady cai. Depois ele testemunha contra Max Cady e ele fica preso, ele tá condenado à prisão perpétua. Porém, por algum motivo lá, revêm a pena dele e liberam ele. E aí o Sam Bauran, depois de muito tempo, tá casado, né, com a Carol, e eles têm 3 filhos e estão vivendo a sua vidinha American Dream, tudo perfeito. Aí ele é advogado, a esposa tem 3 filhos e cuida muito bem da casa.
Eles moram numa propriedade meio rural, fora da cidade, e viajam todo ano, vão lá para um lugar que, né, pelo que eu entendi não se chama Cabo do Medo, né, isso é um apelido do filme mesmo. Mas enfim, ficam no barco pescando, aquela família feliz. Eis que um dia o Max Keary chega neles e aí a vida deles se transforma no verdadeiro inferno, porque aquela coisa, o Max Keary não faz nada muito ilegal, né, lembrando que não tinha lei de stalker, né.
Então assim, ele não faz nada muito ilegal, ele fica mais provocando a família, falando coisas, mas não tem como provar. E o Sam é um personagem que muito certinho, ele quer fazer tudo de acordo com a lei, ele quer seguir tudo muito certo, não quer fazer nada fora. Mas aí que vem a questão: será que para lidar com um cara extremamente vingativo como Max Cady a gente consegue resolver pela força da lei? É isso que o Sam tá, enfim, muito preocupado.
E é isso que vai replicar nos filmes, né? Tanto Círculo do Medo de 62 com Robert Mitchum e Gregory Peck, quanto O Cabo do Medo de 91, que daí tem lá o De Niro, Juliette Lewis, tá? Então, um elenco estreladinho também. E a história foi ficando muito parecida. O Sam, ou Tom Bowring, vai se mantendo como advogado. Na série, eles ainda dão uma mudadinha, né, que ele vira promotor e tal. Mas nos filmes, ele é um advogado. O Max Cady tá bravo porque, pô, fui condenado, você não me ajudou, quero vingança.
Mas o central é sempre isso, uma ameaça que eles não conseguem provar pra prender o Max Cady de volta.
É que ele sempre joga na dúvida ali, né. A gente discutiu isso bastante no episódio que a gente fez sobre Principalmente os dois filmes, né, o de 62 e o de 91. Que acho que até mais no de 62, né, que tem aquela coisa do cara que fica ali mais carismático, né. O De Niro já dá aquela interpretação mais malucão.
Mais nojento.
É, já é uma vibe mais Travis Bickle, Taxi Driver, né. Ele já tá mais obviamente vilãozão desde o começo, né. Eu acho que o Robert Mitchum no de 62, ele fica até um pouco mais na dúvida, né. Talvez a interpretação do Javier Bardem seja até um pouco mais naquela linha, assim, de tentar ser um pouco mais charmoso. Não que o Dili não seja, né, mas assim, mais carismático e tentar enganar naquela ideia de, pô, mas eu fui uma vítima de um sistema injusto, né?
E cara, todo mundo que tem um pingo de decência sabe que isso existe, né? É um sistema jurídico muito punitivista que tem várias condenações injustas e tal. E acho que é muito essa dúvida que todos os filmes pairam sobre, assim, essa dinâmica do cara culpado que talvez não seja tão culpado assim, mas é culpado mesmo.
É, acho que o de 91 é o que menos tem isso, né? Porque como você falou, o De Niro tem essa atuação que é bem... Ele é podre. Você olha pra ele desde o início, você sabe que ele é podre, né. Então acho que a dúvida, ela não existe. Ali tem muito o que o próprio advogado faz, né. Essa coisa do defensor público ali, que é o Nick Nolte, que suprime uma evidência policial, né, que poderia ter ali mudado os rumos do julgamento. Mas assim, é uma evidência policial de que a vítima era, entre aspas, promíscua, né.
Tipo, uma coisa assim bem complicada, e que ele resolve não apresentar. Então meio que você sabe que ele é um estuprador em potencial, que ele é um psicopata, né? Eu acho que o 99 ele tira um pouco desse aspecto pra focar mais na sociopatia do Max.
E tendo todo esse background audiovisual, agora em 2026 lança-se uma minissérie. Eu espero que seja realmente uma minissérie. A gente já tinha—
Ah não, tem muito pra onde ir, né?
A gente já tinha falado um pouco sobre ela, né? Teve o Cabana dos Lançamentos e tudo, né? A gente vem falando dela já faz um tempo, né? Até no episódio do Segredo de Widows Bay, que é outra série da Apple TV, porque enfim, esse ano a Apple TV tá muito dedicada ao horror e ao suspense, né? Então a gente tá com algumas séries bem interessantes e a gente já tinha falado, pô, Cabo do Medo, Cabo do Medo, estamos há tempos falando. Porque claro, as informações que tinha é adaptação de Cabo do Medo, que por si só já chama atenção, mas produzido por Steven Spielberg e Martin Scorsese, o básico ali, né, de boas.
E daí com Amy Adams, Javier Bardem e o Patrick Wilson. Poxa, chamaram uma galera muito foda, deve ser um negócio legal.
Eles investiram bastante também na lista de diretores convidados, né, porque claro que o nome do Scorsese e do Spielberg ali como produtor executivo dá um puta destaque, né. Mas por exemplo, o primeiro episódio é dirigido pelo Morten Tyldum, Que vai lá, né? Eu acho um cara meio bosta, mas assim, meio medíocre, mas ele ganhou Oscar, né? Então tipo, não dá pra dizer que não é um diretor gabaritado assim. Ele acho que ele ganhou pelo jogo da imitação, que é meio também qualquer coisa, mas enfim, ganhou Oscar, né?
Mas eu reparei também o nome do Trey Edward Shults, que recentemente aí andou fazendo uns filmes meio não muito aclamados, mas ele dirigiu Al-Qaeda da Noite, né?
O It Comes at Night, não é?
Isso, isso, que é um filme muito bom assim. Faz tempo que eu não reassisto, mas é um filme bem legal. Então tem essa aposta também em diretores renomados e também alguns ali associados com horror, e uma lista bem múltipla assim, né? Tem, sei lá, acho que 8 diretores para 10 episódios, né? Quase um por episódio.
É, eu lembro quando a série foi anunciada e criou um hype muito grande desde o início, né? Como o Braga comentou, pela lista ali dos atores principais, do trio ali, né, da dinâmica principal, e também pela associação entre o Scorsese e o Spielberg. Mas Eu também acho que o hype foi grande porque é uma história que, querendo ou não, grande parte de nós assim crescemos com a versão Cabo do Medo de 91, né? A versão mais famosa, a mais fácil de encontrar.
E é uma história que ela é fácil de ser moldada pra novos tempos, né? Tipo, sei lá, 91 foi há 35 anos atrás, gente. Vamos checar a realidade. Triste, estamos todos velhos. Mas assim, é uma história que você consegue adaptar pra vários contextos e talvez abordar novas temáticas, né? Tanto que o filme de 91 faz isso muito bem, a partir do material do de 62. Então eu acho que sempre foi uma minissérie que tinha altas expectativas.
Porque ali dentro da Apple TV poderia ser feito algo muito bom. Então todo mundo ficou muito de olho pra além disso. Porque é uma história que, tipo, ela pega a gente, né. Aquela ideia de que o mal, ele não é o sobrenatural. Ele é... O mal, ele é totalmente humano ali. E ele vai atacar a tua família. Então, cara, é uma premissa muito aterrorizante.
E é engraçado que tem um espaço ali de basicamente 30 anos entre esses 3 produtos, né? É como se fosse uma coisa de, putz, para não ficar cedo demais, vamos meio que pular uma geração aí, né? Aí você consegue atualizar os temas. E acho que a minissérie faz isso muito bem, né? Assim, algumas coisas bem centrais ali, como o gênero da principal protagonista, né, que aqui é muito mais a Amy Adams do que o Patrick Wilson, né? Você vai dando uma adaptada, uma mudada também na história, mantém o cerne, né?
Pois é. E quais foram essas atualizações, né? Só pra gente dar uma breve sinopse aqui antes da gente entrar em detalhes. Então, dessa vez tem o casal Bouden ali. Claro que a Anna Bouden, ela vai ser a principal, né? Ela foi advogada do Max Keary e ela casa com o promotor de acusação, né? O Tom. Então já é uma relação meio esquisita. Eles têm dois filhos e aí eles acabam descobrindo que o Max Keary sai da da prisão após um suicídio, né, de uma das suas amantes, em que daí ela se mata, mas antes ela deixa uma carta confessando que foi ela que matou a esposa do Max Caine, né, que é o motivo pelo qual ele foi preso.
Ele é solto da prisão e ele vira esse grande coitado, né? Nossa, ele ficou muitos anos preso injustamente. Ai, tadinho, o que que do julgamento foi errado?
Eu acho muito interessante o que eles criam ali de a Ana tá trabalhando para uma uma ONG, né, no fim das contas, que justamente defende pessoas que foram condenadas injustamente, né, com nova evidência de DNA e tal. Porque fica muito claro que é uma— ela até fala isso em algum episódio, né— é uma supercompensação, né. Ela sente culpa pelo que ela fez, e a gente vai mantendo esse mistério do que foi que ela fez, né. Depois a gente comenta mais para o final do EP.
Mas aí ela dá aquela correção, né. Então vou dedicar minha vida a tirar essa galera, né, que foi condenada injustamente e tal, que é um propósito extremamente válido, né? E eu acho que é isso que é mais legal do como o Max Keighley consegue explorar uma ideia que faz total sentido, né? Só que ele é um canalha.
Eu acho que a série ela começa já mudando essa premissa, né? Porque tanto no filme de 62 quanto no filme de 91 ele é preso por estupro. No de 62 eu até conferi aqui, ele fica 8 anos preso. No de 91 dá a entender que ele fica 14 anos, tá? Então assim, vai aumentando gradativamente. Só que aqui o crime é ainda mais brutal, né? Eles dão uma atualizada, eu acho, justamente para conseguir explorar novas facetas que a gente não tinha muito ainda, né?
Porque você tem daí 10 episódios, você vai ter que ter mais caldo, né, do que um filme de 1 hora e meia, 2 horas, 2 horas e meia. Que ele é acusado de assassinar a esposa grávida, né? Meio que uma parada extremamente violenta, onde o bebê morre, ele dá facada. É uma coisa muito brutal, né? Então eles tiram esse componente da violência sexual e colocam essa também para plantar a semente, né? Tá, mas se ele tá sendo libertado agora, quer dizer que ele ficou preso por um crime que ele não cometeu?
Será que no final das contas ele é um tadinho? Não, mas ele é o Max Cady, ele é um baita filha da puta.
Eu até gostei dessa atualizada, sabe? Eu acho que ficou uma premissa muito boa. E ali já no começo a gente vê que o casal Boring tem alguma coisa de errado assim, eles não são tão certinhos, né, quanto o Sembalden do livro, né, dos outros filmes lá, eles têm alguma coisinha errada ali, né, alguma coisa muito suspeita. Que o Max Cady diz, ó, o que vocês fizeram, relaxa, eu não vou contar para ninguém, né. Você fica, pô, mas o que que eles fizeram de tão hediondo?
Mas dito isso, quero saber o que que vocês acharam aí dessa atualização, antes da gente entrar nos detalhes maiores, umas primeiras impressões de Cabo do Medo. Porque assim, as atuações estão perfeitas, né, mas tem mais do que atuações.
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Cara, eu gostei muito do começo. Assim, eu assisti meio de uma vez só, né? Porque a gente comenta de fazer pauta. RDM, daí eu quero deixar para ver mais perto para ter impressões mais frescas. Talvez eu me enrole, daí tipo eu vi meio rápido. Eu gostei muito do começo, acho o primeiro episódio muito bom assim. O Javier Bardem tá sensacional, acho que ele tá à altura do De Niro e do Robert Mitchum, e com mais tempo de tela, né. Então o Max Cady, ele tem mais elementos, né.
Eu acho tudo isso muito bem construído no filme, de a gente ver mais da família dele, de ter um pouco mais esse jogo constante que ele faz de, ah, mas Eu só queria abrir o meu restaurante com a minha esposa, honrando o nome dela. E ele também é um fodido, porque a família dele é toda cagada, o pai dele é um escroto. Então a gente tem um pouco mais de acesso, que não justifica, mas complexifica, né? Mas eu vi os últimos 3 episódios tudo de uma vez ontem.
Eu terminei assim, ah, bacana, né? Mas eu acho que eu não quero dar spoiler, apesar de que, enfim, não é uma história muito cheia de reviravoltas, pelo menos não no final final. Mas o último episódio eu achei bem fraco, talvez um dos mais fracos da série. E eu acho uma pena, porque tem muitos episódios muito legais, alguns momentos assim de caralho, né? Talvez até mais violência do que o filme de 91. Talvez não, né? Porra, ele esmaga a cabeça de um cara com a porra de um peso de supino.
Enfim, acho que é uma série até um pouco mais explícita, né? E eu gostei muito das caracterizações. Acho que no final é um pouco difícil sair do lugar comum, né? Mas pra mim a avaliação é mais positiva. Positiva do que negativa, com certeza.
Eu gostei também, foi uma série que eu demorei para assistir, vi muita gente falando, então foi construindo um hype, né? Tava todo mundo comentando Cabo do Medo, tá muito foda, né? É uma história que mexe com a gente, né? Porque ela mexe com o nosso senso de segurança, especialmente, né? Aquela coisa bem básica. Mas, cara, eu acho que o Javier Bardem é a pessoa perfeita para fazer esse papel assim, porque ele tá monstruoso. Ele é ótimo fazendo vilões, né?
Onde os fracos não têm vez, tá aí para mostrar. E ele tá fantástico, Max Cady. Eu gostei bastante dos primeiros episódios, mas tem algumas coisas ali para frente que confesso que me deixaram meio com o pé atrás assim, para não poder dizer, ai, achei maravilhosa, 10 de 10. E eu entendo, você tem que expandir o universo e isso vai funcionar. Que nem o Thiago falou, a gente tem uma ex-Keri muito mais complexa aqui, isso é bem interessante você ver essas multifacetas, né, do personagem.
Mas daí também tem outras ali que eu fico pensando, putz, que mensagem que a gente tá passando a partir disso?
Eu gostei muito também do início, né? Eu acho que os 4 primeiros episódios são maravilhosos, assim. Pô, eu tava vendo muito aficionado. Daí passa ali o meio, eu comecei a achar talvez um pouco lento, parei de me importar um pouco com os personagens, porque os filhos ali dos Bolden, eles são muito burrinhos, meu Meu Deus do céu, eles são, eles são muito burrinhos. O Zeque principalmente, né? Mas pô, eles são muito burrinhos assim.
Sem dar spoiler, mas a Nerd ali até se redime um pouco, mas o Zeque, vamos usar o termo correto, é um cabaço, mas um cabaço de um nível que porra, velho. Enfim, depois a gente comenta.
Mas daí eu achei que o roteiro dependeu demais deles fazerem muita burrice, né? Chegou um ponto que me incomodou um pouco. E aí no final, como eu achei que ficou, né, um pouquinho lento ali o meio. Os últimos 2 episódios daí começa a acontecer coisa pra caramba, tudo atropelado. E daí você chega no último episódio, tem ainda algumas coisas pra entender. Aí eu acho que algumas coisas aconteceram rápido demais, não deram o tempo necessário assim de tipo, pô, então já que vai deixar o meio lento, então não termina no 10º episódio, termina no 11º.
Então, né, não ter essa acelerada toda no final. E enfim, depois a gente discute algumas coisas que aconteceram. Mas eu fiquei um pouco dividido, assim. No início, eu tava gostando muito. E à medida que os episódios foram... Eu acho que foi bem ao contrário do Widow's Bay. Que O Segredo de Widow's Bay, no começo, eu achei muito estranho os 2 primeiros episódios. Depois eu tava: Nossa, porra, muito legal e tal. Nessa, parece que o engajamento com a série foi se esfacelando ao longo, assim.
Sei lá, eu gostei. É uma ótima série, é muito bem feita. Tecnicamente, maravilhosa, bem dirigida, ótimas atuações. Mas tem ali os peitos fartos do Patrick Wilson, que a todo momento a Amy Adams vai lá e dá uma apertadinha, né? Ela dá um fofão.
Ela fazia isso no Superman também, com o Henry Cavill. Você acha que ela não vai fazer isso com o Patrick Wilson? A mulher sabe aproveitar a vida.
Parte do cachê tá em apalpadinha, né?
Eu vi bem um vídeo no TikTok que estragou a experiência com a série, que todo momento ela vai lá e dá uma pegada no peito do Patrick Wilson, né? Daí toda hora você vê, ela chega, bota a mão no ombro, daqui a pouco ela, pum, tá lá com a mão no peito. Ai, meu Deus, estamos sofrendo perigo.
Pum, a mão no peito dele.
Ai, nossa, Olha como somos uma família feliz! Pum, a mão nas peitiolas do outro pé, tipo isso assim, nesse cara.
Mas eu concordo com o Braga, eu acho que talvez— e não é um problema, né, mas a série começa num tom muito alto. Então assim, é muito difícil você já se engajar em um primeiro episódio de uma série. Eu, pelo menos pessoalmente, demoro um pouquinho mais para dar aquela engatada de querer assistir todos os episódios e ficar tipo fissurada. E aqui o primeiro episódio já te deixa, porque como você já tem uma ideia do que vem e você sabe o poder de atuação, principalmente daquele trio, e tipo é tudo muito bem feito, você já fica tipo, nossa, caralho, já comprei, vamos lá.
E daí de repente começa a cair um pouco, realmente eles não conseguem manter o ritmo ao longo dos 10 episódios.
E sabe o que eu tava pensando aqui? Eu acho que é um pouco mal de minissérie às vezes também. Tem umas que se safam e porra, termina super bem, vira aí séries, né, super famosas e tal. Mas eu pensei em 2 exemplos principalmente. Tem uma série da HBO que é o Mare Easttown, que acho que agora vai ter uma segunda temporada, mas meio que uma antologia, né, cara? Para quem assistiu, é aquela série estrelada pela Kate Winslet, que tem o Evan Peters também.
Eu acho o começo dessa série fenomenal, assim, maravilhoso. E aí chega na resolução, parece que escritor de série fica naquela coisa de, cara, eu não quero deixar a ponta solta porque não vai ter próxima temporada, mas também não é um filme, então não sei como encerrar. E daí fica num, né, eu senti a mesma coisa com Shogun também, né? Agora já dizem que vai ter a segunda temporada, né? Porque fez sucesso, daí é difícil cancelar e falar, não, é minissérie.
Mas enfim, também começa muito bem, desenvolve, e aí parece que por ser minissérie meio que se perde no ritmo, né? Será que eu vou fazer alguma coisa pra ter continuidade ou eu encerro antes? E aqui no Cabo do Medo eu fiquei sentindo que, cara, se for pensar o grande esquema da temporada, podia ter uns 8 episódios, tranquilo. Mas quando chega no nono e não aconteceu nada de relevante ali no final, eu cheguei até a pensar, falei, cara, eles vão meter Segunda temporada, porra, fiquei perto do último episódio.
Tem muita coisa pra fazer ainda, que nem o Praga falou, né? Eu acho que eles erram esse ritmo mesmo, né? De parecer que vai estender mais pro meio e chega no final e, meu caralho, tem que entregar a temporada. Foda-se, dá um jeito aí.
Parece que alguém se tocou assim, né? Tipo, ó, então estamos quase chegando no episódio 20 ainda aí. Não, galera, mas é só 10 episódios dele. Puta merda, agora vamos ter que resolver tudo em 2 aqui, né?
É, mas é realmente quando você olha e fala assim, caralho, falta 15 minutos pra acabar, vamos, corre! Parece meio falta de planejamento, mas tipo, Pô, é uma série muito grande para você dizer que não tem planejamento, né?
Parece quando você tá dando aula assim, daí se empolga no tema, aí você, pô, tirando mó pira assim, discutindo e tal. Aí você dá aquela olhadinha no relógio, 10 minutos. Aí você fala, eita, caralho, tem um monte de coisa. Então, galera, vou dar uma passada rapidinha, que fazendo só um resumo, aí depois vocês dão uma revisada, porque me empolguei.
Ficou realmente essa impressão, né? Mas acho que agora a gente pode entrar em alguns detalhezinhos. Pô, até o terceiro 4º episódio não dá para considerar spoiler, né? A gente conta umas coisinhas aqui. Ah, se bem que também já tá na metade do episódio, vamos dar aviso de spoiler, que é melhor para ninguém brigar com a gente, né? Então, se vocês não se importarem, continuem conosco. Agora, se você não curte muito receber um spoiler, dá uma pausadinha aqui, vai assistir a série, vale a pena.
Ou às vezes tem gente que escuta a gente até o final para saber se vale a pena assistir, né? Então assim, sigam por sua conta e risco. O Felipe, nosso editor aí, vai dar o avisinho Zona de spoiler e a gente já volta para falar tudo. Zona de spoiler.
Você está prestes a entrar na zona de spoiler.
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Primeira coisa que eu achei. Achei um pouco estranho, no começo eu achei muito legal, mas depois eu fui achando estranha, é o casal Bouldering. Eles não são aqueles certinhos, ai, querem tudo pela lei e tal. Eles são pessoas muito esquisitas, né? O Tom Bouldering tá lá toda hora, várias tentativas de trair a esposa, né? Uma traição culposa, né? Um negócio meio esquisito assim. Ele usa LSD lá para dar uma vibe, porque a esposa era alcoólatra, e Eles têm umas decisões meio esquisitas.
Você sabe que eles fizeram alguma coisa pra colocar o Max Keeler na prisão que não foi lá muito correta. No começo eu até achei interessante, tipo, ah, beleza, vai adicionar mais umas camadas, vai complexificar. Mas no final das contas, eu acho que no balanço final só ajudou a gente a não ter uma ligação com o casal a ponto da gente se importar tanto assim com eles, né? No sentido de não criou uma identificação. Tem a mesma coisa das crianças, né?
Mas acho que o casal primeiro. As atuações estão ótimas. Porra, não tem nem o que falar. É o Patrick Wilson e a Amy Adams, né? Os dois são maravilhosos. Mas não sei, eu achei muito estranho essa coisa de toda hora ficar vendo que eles são pessoas desonestas e tal. Acho que ela tira um pouco aquela coisa da ligação da gente sofrer por eles.
Mas aí eu vou abrir uma pequeníssima discordância, porque aí assim, me perdoem, mas eu acho o Patrick Wilson um cara muito carismático. Eu adoro ele em tudo assim. Ele tá muito bem em vários filmes de horror, ele Assim, tem nem o que comentar dele. Invocação do Mal e tal.
A gente fica com medo que ele vai morrer no Invocação do Mal todo filme, né? Você fica assim, caralho, não podem matar o Patrick Wilson.
Ele é muito carismático, mas ele não é um baita ator dramático, vamos combinar. Assim, eu acho que tem alguns momentos que aí também eu já acho questionável as decisões, né? A gente já tá em spoiler, né? Então vamos falar. Eu acho muito questionável aquela coisa toda do Max Cady mandar uma corda para ele na prisão e ele ficar tipo, nossa, Cara, eu inteira construção do irmão dele e dele não querer admitir isso, criar uma barreira com os filhos que é intransponível, que o cara é um, ele é totalmente falso, né?
Ele é a vida dele inteira montada por ele mesmo, né? Um paradoxo Don Draper em Mad Men, né? Você cria uma figura que você considera como ideal, você se torna ela e você se sente um bosta porque você é um vazio, né? Você é um nada, você é uma pessoa inventada. Só que daí quando ele tem que chegar nessa parte ali de entregar uma coisa que realmente te assim convença de que ele pode chegar a cometer suicídio, aí eu já não, já não me convence, entendeu?
Acho que daí tem umas horas que ele fica meio mascariboca assim. E aí, ainda mais no contraste ali com o Javier Bardem e a Amy Adams, fica meio que fora da liga dele assim, no sentido de como ator dramático ele não chega naquela mesma nota de sintonia, vamos colocar assim. Mas aí também acho que deu um erro de talvez não de escalação, mas de onde levar o personagem.
Eu sinto que, porque como a série ela quer muito jogar essa dúvida, né, o Max Cady ele matou ou não matou a esposa, né, ele joga muito para o casal. E como Braga falou, fica o tempo inteiro falando, olha, eles não são esses protagonistas perfeitos. E por um lado isso é legal de mostrar essa fachada dessa vida de perfeição como uma grande encenação, né. O Thiago falou essa coisa do o personagem do Patrick Wilson ser um louco, né?
Ele cria um personagem para ele, então ele vive um personagem. Todos eles ali, aquele casamento, né, tudo é uma encenação. Eu acho legal a série meio que mostrar essa hipocrisia, né, até mesmo da galera que tá do lado da lei ser hipócrita e cometer atos que são extremamente errados. Só que eu também acho que daí isso, quando fica demais o tempo inteiro, faz com que a gente não se identifique com eles. E daí é um problema, porque no Cabo do Medo o Max Cady tem que ser detestável e a gente tem que ficar o tempo inteiro, por mais que a gente ache essa família extremamente condenável, a gente tem que sofrer um pouco por eles assim.
Pois é, é bem isso, porque daí a ameaça do Max Key já não parece tão perigosa assim.
Você quer que eles tomem no cu, esse é o problema.
Pois é. E daí, né, estende isso para os filhos, né, que daí assim eles são ainda adolescentes, né, os dois é para estar em idade escolar ali, a menina já quase se formando, né? Mas o menino também, os dois é para estar em idade escolar. Então sei lá, o Zeque compartilhou fotos íntimas de uma menina lá, então cometeu um crime, né? Que pelo amor de Deus, gente, compartilhar fotos íntimas sem consentimento é crime. Incelzinho de merda, né?
Incelzinho, pô, total. Daí você já fica tipo, cara, que piaburro. Daí a Nétaly, pô, mais burra ainda. Daí você fica, cara, esses filhos eles são muito irritantes porque tudo que eles fazem é errado. Aí chega lá o Max Kelly, que tá obviamente assediando aquela família ali. Deles: ah, mas vai que esse cara é legal, né? Vou ouvir o que ele tem a dizer. Fica: não, cara, pelo amor de Deus, o que que vocês estão fazendo?
Acho que você tá convivendo pouco com adolescente, Braga, porque eles tomam decisões assim muito burras. E quando a gente era adolescente, a gente também tomava decisões muito burras. E às vezes nossos pais falam para a gente não fazer, não falar com certas pessoas, o que que você faz? Você vai, você fala, só para mostrar um ponto. Eu acho que é isso que a série quer mostrar. Mas de novo, talvez é o tom. O problema não é você ter os personagens fazendo atitudes burras, né, ou moralmente questionáveis, um dos pais.
Não é isso, é você focar demais nisso a ponto que os personagens se tornam detestáveis, assim, você pesa demais a mão. Acho que talvez esse seja o problema.
Eu acho que eles enrolam demais também a questão da qual que é o grande segredo, né, qual que é a grande revelação. Enrolam demais, porque daí no final é É uma coisa que tinha que ter sido revelada ali pelo 5º, 6º episódio. Aí você fica toda hora, não, o que que foi que a Ana fez? Ah, e daí chega no final, nem foi tão ruim assim. Acho que o que a série brinca é assim, o Max, há uma dúvida se ele matou a esposa ou não. E aí acho que meio que bate o martelo, né, já que estamos em spoiler, que ele não matou.
Mas isso não elimina o fato de que ele fez coisas horríveis antes e depois, né? Não é que ele é um coitado, que era um cara super de boa, que foi pra prisão e aí foi corrompido pelo sistema, né? Há relatos de que ele abusava da esposa, ele tinha várias amantes que ele tratava todas como lixo, ele tem um relacionamento bizarro com a própria irmã. Então não é um cara que, pá, ele pode ser inocente daquele ato, mas não de todo o resto, né?
Mas eu acho que falta um pouco de peso. De repente, assim, talvez esses 10 episódios fossem melhor aproveitados com os flashbacks do julgamento, entendeu? De pensar assim, cara, por que que a Ana tava com tanto medo? Ela tinha razão pra isso? Aí você mostra um pouco mais e vai dando esse contexto também em mais linhas do tempo, né? Então eu senti um pouco de falta assim. Mas os filhos, cara, eu acho a Nétaly, eu até entendo um pouco mais assim, porque ela é muito a filha largada, né?
Se tivesse 3, ela seria do meio, né? É como se fosse assim, ah, puta, nem é filha biológica do Tonk. Não quer dizer nada, mas eles tratam como se, ah, putz, né? Ah, o Zé, que é o menino problema, então ela fica esquecida porque ela tira boa nota, ela, né? Joga futebol e tal. Então eu entendo mais ela fazer umas coisas meio quero respostas, quero um misto de chamar atenção com querer resposta. E aí ela se envolve com o Max quando não deveria.
Tem a personagem da Naveia, né, a filha do Max Keire, que eu acho personagem bem interessante inclusive. Então acho que a Nétaly é mais bem desenvolvida. O Zé, cara, esse negócio de drogar o moleque, ele dissociar e achar que é o filho do Max Keire, eu achei meio foda, cara. E de novo, pesa a mão, entendeu?
Vai longe demais. Eu acho que esse é o problema. Tipo, não podia fazer só o moleque se drogar, sei lá, ter uma bad trip? Não, tem que levar demais para um outro extremo. Eu acho que isso incomoda. Mas eu não sei vocês, mas vocês não ficaram um pouco incomodados? Sei lá, posso estar pirando com o fato dele não ter matado a esposa, num sentido assim?
Então, eu tô muito dividido assim, porque eu acho que como revela isso um pouco, não é um pouco cedo, né? É no nono episódio. Pode que revela, mas quando revela dá uma impressão meio que tipo, ai, ele se tornou um monstro porque na prisão ele sofreu e tal, daí ele nem matou a esposa. No final acho que eles consertam assim, porque daí mostra lá vídeo dele como que ele tratava a mãe e tal, tem outras coisas ali, né. Assim, acho que tira um pouco talvez do Max Keary mega malvadão assassino.
Mas assim, tudo bem, ele foi preso por um crime que ele não cometeu, mas depois se revela que ele cometeu outros, né? É, sim, sim.
Mas sei lá, eu acho complicado porque assim, vamos fazer uma comparação com filme de 91, né? Tudo bem, eu sei que são formatos diferentes, mas no de 91 a gente nunca tem dúvida da culpa do Max Cady, né? Você tem ali só uma, um fato de que o defensor público omite uma prova que poderia ter atenuado, e o Max Cady também não sabia ler muito bem. Então assim, tipo, ok, mas você tem certeza de que ele é culpado? Ele é um estuprador em série, ele é um psicopata que violenta e que mata mulheres.
Aqui tudo bem, ele é podre por outros motivos, mas daí parece assim, tipo, mas desse crime que ele foi culpado, ele não cometeu. Não sei explicar muito bem o porquê que incomoda, porque tipo, não é que ele sai, que nem o Braga falou, não é que ele sai dali, nossa, uma vítima da justiça, um cara sofreu no sistema. Não, ele era abusivo, ele era violento antes disso, cometeu outros crimes. Mas eu fico com uma sensação meio assim, tipo, tá, então desse crime especificamente, esse aqui que é o que gera toda a história, que vai fazer com que ele se vingue, blá blá blá, é o ponto de partida, esse ele não cometeu? Ah, eu não sei, eu acho que fica uma mensagem meio complicadinha.
Sabe o que que eu acho que incomoda mais? Que daí eu acho que pior é isso, é que a todo momento ele fica vendo a esposa e o filho que foram feitos em IA lá, né? Enfim, fica vendo lá eles mortos, tendo essas alucinações. E aí parece que realmente ele tá sofrendo muito. Ai, porque não assumiu, amava muito. Porque assim, ele não ter matado a esposa depois, quando revela, é uma coisa, pode ser meio complicado e tal. Mas ainda acho que isso a série dá uma, né, ele cometeu outros crimes.
Mas eu acho que essa revelação somada às visões que ele tem da mulher da mulher e do filho, daí eu concordo com você. Eu acho que fica um negócio muito esquisito, que parece que ele tá sofrendo tanto, e no final você vê, não, ele tratava a esposa igual lixo, pelo amor de Deus, né? O cara tá, ai, nossa, minha esposa, eu tô vendo ela aqui.
Assim, tipo um micro, sabe? Micro, micro, micro, micro pano para o personagem que as outras versões não passam. Tipo, eu não tô dizendo, gente, não entendam, não tô dizendo que agora ele é o inocente, mas assim, parece que você dá uma atenuada que ao meu ver eu acho complicado. Eu vou discordar porque— então discorda aí da tua casa, cuzão.
Literalmente, né? Ele tá literalmente discordando da casa dele.
Sabe, a galera começa a levantar o tom de voz já assim, começa a brigar por uma série, caralho.
Literalmente na minha casa. Mas eu discordo porque o que eu entendo daquelas visões ali e do que ele tá sentindo em relação à mulher e ao filho é que é uma coisa completamente idealizada que dá a vida dele propósito. Né? Porque assim, ele é um cara fodido, né? E não acho que isso passe pano pra ele, mas você pensar que ele é um cara que nasceu de uma mãe solo que morre muito cedo, e ele lá na Espanha— é engraçado eles colocarem como País Basco, né?
Eu não sei se é tipo de fato, acho que não é basco, né? Eu não sei, enfim. Mas eu entendo assim que, pô, ele chega lá nos Estados Unidos, o pai dele é um merda, né? Um cara assim tipo muito pior que ele, talvez não em atitudes, mas em né, assim, posicionamento perante as coisas. É um cara que tranca o filho numa jaula porque ele teve um filho com uma mulher espanhola, e ele chama o filho de— em inglês eles usam o termo mongrel, né, que é um termo absolutamente pejorativo para pessoas de ascendência racial mista, né.
Enfim, porque para estadunidense espanhol não é europeu, né, consequentemente não é branco. E aí ele é tratado que nem merda a vida inteira. Ele tem aquela ação com a irmã que depois, né, emergindo e tal. Então, o que que eu entendo? Que essa visão que ele constrói de que ele é o pai ideal, que ele só queria ter o filho e a mulher, é uma visão idealizada dele mesmo como uma coisa de, putz, eu vou dar um propósito pra minha vida, que eu vou ficar 15, 20 anos preso.
Claro que se os dois estivessem vivos, ele trataria os dois que nem merda, né? Que é o que ele faz, né? Porque a esposa, a gente não vê nada. E talvez aí seja o problema, né, de a gente não ter nenhuma cena, a gente não tem um flashback, a gente não tem algo mais concreto de que ele tratava a esposa muito mal, de que ele era abusivo, de que ele era violento, que acho que daí também justificaria o que a Ana fez, né? Tipo, ele pode não ter matado a esposa, mas com certeza ele faria isso, não tem nenhuma dúvida que ele faria isso, né?
Só um parêntese bem rápido, já que a gente tá revelando coisas, né? Só para ficar claro, o que que a Ana e o Tom fizeram? Basicamente, eles só combinaram que iam inventar um acordo, e daí ela chegou para ele e falou, então, né, você vai ser condenado à morte, mas se você confessar, você vai ser só preso. E daí ele, ah, beleza. E daí ele vai aí concorda em confessar. Então assim, a revelação, como o Jaque falou, ficou um negócio, você fala, cara, nem é assim, tudo bem, o negócio é legal, mas você fica, cara, nem foi tão grave assim.
E o que ela omite dele é que ela fica sabendo que o júri tava travado, mas a série ainda deixa na dúvida que o júri podia condenar ele, mas podia absolver, mas podia condenar. Então não é uma coisa assim que ela tinha certeza que o júri ia absolver. Então não sei, eu acho que tudo isso vem do problema de não mostrar esse período do julgamento.
Acho que fortaleceria muito o ponto da série, porque o que ela omite dele é que tem um jurado ali que tá indeciso, né? E que para você ter, só para quem tá meio perdido, porque para você ter um veredito de pena de morte você tem que ter unanimidade do júri, né? Então assim, se tem um jurado, um só, que tá indeciso, você não vai para pena de morte. Daí é por isso também que ela omite isso dele, né?
Sim. É, dá pra assistir Doze Homens e Uma Sentença, pra quem não viu, que é justamente essa discussão, né? Ainda mais pena de morte, né, que é literalmente irreversível.
Mas é, então a gente tem essas revelações que algumas tiram um pouco. Tipo, essa do que a Anne e o Tom fizeram, acho que a série segurou tanto, né? Como o Tchaco falou, acho que podia ter sido revelado bem antes, até no primeiro episódio. Que daí acho que a gente se importaria mais, tipo, nossa, eles fizeram um negócio ilegal. Mas depois deles terem feito uma cacetada de coisa ilegal, a revelação fica, ah, isso aí nem foi nada, né? Isso aí nem crime é direito, deram só uma enganadinha.
É que acho que de novo entra muito nessa questão de tom, né? O problema não é o que eles mudaram ou que eles expandiram, é talvez só não ter encontrado o tom certo, porque a série é boa. Acho que a gente tá falando assim, daí parece que a série não é boa. Não, ela é boa, só que daí são algumas coisas que mostram que ela poderia ser excelente.
Mas, cara, o tom tava tão doido que quando vai ter a revelação do Luke, né? Porque daí no 9º episódio o Luke, que é aquele garoto que o pai e a Katie estão cuidando. A Ana diz não, ele é filho do Max com a Crystal Katie, né? Então que ele seria um filho desses dois meio irmãos ali, né? Que já ficaria uma parada muito bizarra, incestuosa e tal.
Não tanto na Geórgia, né? De repente assim no interior é o que mais tem.
Mas um detalhe, quem que eles chamam para fazer a Crystal Katie, que é a a Juliette Lewis, que é assim a atriz por excelência de personagens perturbados, né? Ela faz isso de um jeito assim maravilhoso.
Aí que seria o equivalente da Natalie no Cabo do Medo de 91, né? Isso, isso. Lá ela é Danielle Boulder, né? Mas é a filha do casal.
E aí tipo tem a Crystal Carey e o Luke é filho dos dois, né? E daí o Luke já fica perturbado, já não sei o quê. Só que daí depois revela que ela tava Ele não é filho da Crystal Carey, porque a Crystal não podia ter filhos. Na verdade, ele é filho do Max Carey com a esposa do Max Carey. Então a Crystal, quando foi matar a Melissa, ela abre a barriga, tira o bebê, e por isso que o bebê também tinha um corte lá. Só que assim, eu já tava tão na série com esse tom meu maluco que quando começaram a destacar a coisa da cicatriz, depois do nascimento, tentava lá, ah, nascimento sem supervisão, eu falei, meu Meu Deus, ele vai ter um irmão siamês e vai ser revelado.
O Braga já pensou maligno assim, tá grudado, né?
Novelão. Eu falei, cara, vai ser aquele menino, o amigo do Zeque, que é apaixonado pela Nétaly. Daí eu falei, pô, esse menino vai revelar. Daí eu falei, meu Deus, vamos tirar alguma coisa, porque assim, tavam tirando muita coisa da cartola, né? Falei, vamos tirar alguma coisa da cartola. Assim, acho que a revelação foi melhor, porque eu pensei nisso, mas tava com medo que fosse isso, né?
Eu falei, por favor que não seja. Posso falar? Essa revelação dela ter matado e tirado o neném da barriga, por mais absurdo que seja, tipo, isso não me incomoda. Isso eu achei tipo ok assim, sabe?
Assim, manchete de jornais: Gabriela Larocca diz ok alguém matar uma criança.
Não, não é isso. É porque eu acho que coincidentemente, porque daí você pensa assim, beleza, porque a série a gente falou muito de tom, de não saber, né? Você fala, pô, mas olha o tamanho das coisas que eles trazem. Né? Ela mata a esposa do meio-irmão, tira o neném, o neném não sofre nada, e ela cria como se fosse dela. Isso é absurdo. Só que coincidentemente, um pouquinho antes da série sair, a Netflix lançou aqui— vou dar uma indicação aleatória— um documentário que chama Instinto Materno, que é um caso de uma mulher chamada Taylor Parker que fingiu que estava grávida por meses, e depois ela tentou roubar o bebê da amiga, e ela matou a amiga abrindo a barriga.
Só que neste caso o bebê não sobreviveu junto com a mãe. Terrível. Mas então assim, existe até o caso real sobre isso. Então aqui a série não foi tão maluca assim, sabe? Só contextualizando. Eu acho que daí por isso que eu falei, não, ok, assim, de tudo acho que eu consigo entender. E é porque isso aconteceu na vida real, né? Então não achei que erraram o tom aqui, por exemplo.
Tem uma essa tragicidade ali interessante do Max Key ficar o tempo todo falando da esposa e do filho. Claramente ele usa isso como fachada ali, e ele mata a irmã, o filho e o pai. O pai dele que se foda, né? O pai dele tem que curtir, né? Mas ele mata a irmã, que claramente não é 100% ruim, né? Ela é tão fodida da cabeça ali, também um pai horroroso e tal, e mata o próprio filho sem nem perceber. Eu acho essa amarração até legal, uma coisa até meio tragédia grega, né?
É de pijama assim, né? Ele fala, matou o filho, nem sabia que era o filho e tal. Eu acho que o grande problema é que, voltando ali aos personagens centrais, né, especialmente o Tommy e a Anna, são personagens que você muito mais entende num nível assim intelectual de análise do que você simpatiza, né? Então, pô, o Tom tem essa coisa dele ser uma fachada, dele construir esse cara que é heroico, que lutou, foi dos Marines e agora ele é advogado, ele ganha dinheiro e tal.
E a Ena vira essa figura que defende os injustiçados e tal. Mas é, a série não dá tanta oportunidade de você entender por que que eles estão juntos, como isso aconteceu. Eu entendo até que o fato deles serem horríveis com os filhos é um pouco um comentário assim sobre essa família nuclear supostamente ideal, né? Até puxando um pouco para o Funny Games, essa idealização do subúrbio que tem uma invasão ali do marginal, né? O cara que ficou 7 anos preso e que aí vai lá, ganha uma indenização e compra uma casa na frente da deles, né?
É muito boa essa cena, né? Então, é, vai para casa, Max. Aí ele, não, tranquilo, me dá 2 minutinhos que eu vou só cruzar a rua aqui. Isso tudo é muito interessante, essa construção do casal que tem a vida supostamente perfeita, mas o cara não consegue sentar a bunda na cama e ser honesto com o próprio filho. E fica muito essa coisa também de puxando uma idealização, né? Eles Eles querem que o Zé não tenha problema mental, que ele seja bom na escola, que não sei o quê, que é o que a Nétora entrega para eles, né?
Então tudo isso eu entendo, mas acho que chega uma hora que você tem que no mínimo simpatizar, pelo menos que seja com a Ana, né? E aí você fica meio, ah, meio que foda assim, né? O Max é muito mais carismático. Aí ainda, pô, quem fez o figurino, cara, botou umas roupinhas de Zé Pilantra no Javier Bardem, cara, ele tá sempre com um chapeuzinho estiloso, uma camisa ali bonitinha, uma listrada. Pô, cara, aí é difícil, né? O cara parece mó malandrão assim, né?
Quem que você ia querer conversar por 2 horas, o Max Cady ou o Tom ou a Emma? O Max Cady, cara. Então enfim, acho que falta os outros personagens serem mais interessantes, né?
Falando no figurino de Zé Pilintra, queria puxar uma outra questão aqui, já falando do Max Keirin, né? Eu até botei, né, nas minhas anotações aqui a questão do candomblé, né, que no 91 o Max Cady do De Niro, ele tatuou uma cruz nas costas e invoca essa ideia, né, de tipo, ah, eu estou incorporando a justiça cristã, né, tipo a justiça de Deus, eu que vou fazer aqui a ira, né. Claro, de novo, uma leitura muito doida de religião e tal, mas é aquela coisa que funciona assim, né, para construção do personagem.
Aqui eles resolveram mudar, né, o Max Cady não é mais um católico meio doido assim, mas sim, ele se envolve na prisão com o candomblé. E aí eu confesso que no começo fiquei com muito medo assim, que eu falei, cara, 2026, os cara vão fazer uma parada. Porque assim, tem um momento que a série flerta com algo sobrenatural, porque enfim, gente, o Zeque comeu o próprio dedo, né? Ele mordeu o próprio dedo fora. Ele é tão burro que ele mordeu o próprio dedo.
E daí você fica, meu Deus, porque o Max consegue convencer todo mundo. E daí ele faz umas macumba lá, né, que você fica, nossa, será que vai ser explicado sobrenatural? Daí eu tava assim, cara, meu Deus, a série tá indo para um lado. Eu fiquei realmente muito preocupado assim de, nossa, será que eles vão fazer essa coisa tipo, nossa, candomblé do mal, né? Olha só essa macumba do capeta. Daí eu fiquei, eles não fazem isso.
Sim, sim, eu achei bom o uso.
Eu acho que ficou bem claro que o Max Key tem uma interpretação errada do que é o candomblé. Eu acho que isso ficou bem Claro que ele pega essa ideia de Xangô, orixá da justiça, e ele fala: não, então ele tá do meu lado porque eu sei o que é justiça.
Mas eu acho que isso meio que espelha justamente isso que você falou no começo ali do filme de 91, porque ele também tem uma concepção muito errada dessa justiça divina. Aquela cruz gigante que ele tem tatuado nas costas mostra como o propósito dele é errado desde o início, porque na cabeça dele, ele tem muita razão. Ele é o oprimido, ele é o coitado que tá tentando se vingar de uma injustiça. Só que daí você vai vendo como ele vai deturpando, né, todos esses dogmas, né, mas todos esses ensinamentos e essas temáticas religiosas, né.
Só que daí, de novo, aqui no caso ele realmente não fez o crime que ele foi culpado, né. Daí eles têm essa nuance. Mas assim, eu acho que é desde o início mostrar muito bem que ele, ele tem uma interpretação errada dos eventos e até mesmo dessa religião, dessa espiritualidade.
Eu acho que isso fica muito claro quando ele mata o cara que converteu ele, entre aspas, né? Que é uma coisa, ele não tá sendo abraçado e se sentindo abraçado por uma religião que dá um propósito e tal. Não, ele só usa aquilo pra, pô, eu sou um coitado mesmo, todo mundo tá errado e eu não quero justiça, eu quero uma retribuição, uma vingança que na minha cabeça faz sentido, né? E aí, pô, a gente comentou meio por fora, mas, cara, o Javier Bardem de fato ele é o ponto mais forte dessa série.
Aí Ariadna está muito bem também. E eu acho um alívio assim, porque, cara, ela se meteu em umas roubadas, pelo amor de Deus, né, cara? Começou assim, puta, fazia tempo que ela não fazia um bom projeto, né? Acho que o fundo do poço foi aquele Hillbilly Elegy lá, que não assisti, não vou também. Qual? Todo mundo para puta que pariu que fez essa merda. Aquele, quem escreveu foi o J.D. Vance, antes de ser vice-presidente, que escreveu o livro, dirigido pelo Ron Howard também, o diretor mais sem graça que existe na face da Terra, que é aquele que ela e a Glenn cada uma tentando ganhar o Oscar com mais vontade e raiva e desespero que a outra.
E foi indicada porra nenhuma. Era Uma Vez Um Sonho em português, foi 2020 esse filme. E assim, ela tava um tempo, teve aquele novo filme de Encantada também que ninguém viu. Não sei, uma pena, né?
Porque o primeiro filme é tão legalzinho. É, então eu não vi, não tô falando de, ai, né, acho ruim, mas assim, ah, eu sei que filme que é esse, era uma vez um sonho. Ah, sei que eles tentam tipo fazer muito aquele estereótipo do white trash, entre aspas, né, que a gente também já falou sobre como é um estereótipo extremamente problemático. Mas eu lembro da Glenn Close caracterizada assim, que chamou bastante atenção. Eu nem lembrava que Amy Adams tava nesse filme, mas tudo bem, cara.
E pô, o último projeto dela que foi sucesso de público crítico e tal foi o Sharp Objects ali, né, em 2018. E ela tava antes numa ascensão ali bizarra com A Chegada e Animais Noturnos no mesmo ano. Então sei lá, mesmo que tenha passado um tempo ali, acho que ela também depois do Rio Pileiela falou, cara, preciso demitir meu agente, dar uma repensada, né, vou tirar um sabático aqui. Eu acho um pouco assim esse retorno à forma dela.
E é uma personagem difícil porque primeiro tem o sotaque, né, ela tem que manter ali um sotaque georgiano, quase aquele cajun, né, ali da Louisiana, uma ela fala mais mansa ali e ao mesmo tempo uma personagem que é muito pautada pelo controle, né? Ela tem um medo gigante de perder o controle por causa do alcoolismo. Então ela tá sempre numa postura muito controlada, né, que é parecida com a do Tom. E eu acho que isso contrasta bem com o Max Kennedy, né?
Você vê que as pessoas têm inveja do quanto ele é supostamente autêntico, né? Ele tem essa personalidade encantadora que todo mundo tá ao redor dele e ele consegue convencer as pessoas de coisas bizarras, né? Então eu acho essa dinâmica dos dois personagens de atuação funciona muito bem ali na série. E eu achei também, só para finalizar, por um lado legal, por outro lado um pouco até um desperdício, que quem faz o pai da Anna Bolden, que aparece bem pouco, mas quando aparece, aparece muito bem, é o Ted Levine.
Papel que acabou marcando a carreira dele para o bem e para o mal, né? Porque ele ficou muito, muito marcado por esse papel, é O Silêncio dos recentes, Buffalo Bill barra James Gunn, né? Então legal ver ele também nessa minissérie.
E puxando para a Néthaly, é que assim, né, o Zeque, pelo amor de Deus, né? Come o próprio dedo, depois ele vai ficando cada vez mais esquisito. A gente acha que uma hora a gente acha que é feitiço, mas ele tá tomando lá uns medicamentos meio doido. É isso aí, é ficar jogando. Aquele é para ser tipo um LOL, né? Fica jogando LOL, faz web namorada, é isso que dá. Depois você tá comendo seu próprio dedo, jovem que está nos ouvindo. Então fica atento aí, ó. Web namorada é perigoso.
Ele cai no truque mais velho do mundo, né, que é o... Nesse caso não é um catfishing, porque de fato é uma mulher, né, mas ela tá manipulando ele muito fácil, né, cara. Ele é muito tongão.
E aí, tudo bem, né, ele vai lá, faz essas coisas, ele acaba sendo internado até numa clínica depois que ele esfaqueia o próprio pai. Ele vai ficando muito dissociado da realidade. A neta ali, ela começa meio burrinha, né. Tem um momento que ela decide viajar com Max Keating, você fica, pelo amor de Deus, você sabe que esse cara é treta, viagem com ele.
Vou levar uma arma, né, vou me garantir aqui, eu sei usar pra caralho. Vou levar uma arma.
Daí ela se envolve com a menina que tava namorando o irmão dela.
Talarica de irmão, né, cara? Porra, passou a perna.
Tem até uma questão dramática ali de que ela é lésbica, mas daí as pessoas não sabem. Usam aquela coisa, ela tá apaixonada pela melhor amiga, né? Né, que enfim, é tudo bem, né, mas é meio estranho. Mas usa aquela coisa, ela tá apaixonada pela melhor amiga, melhor amiga tá nem aí para ela, e daí ela fica muito amizade com a Naívia até que descobre que ela é filha do Max Carey, né. Mas ela tá lá tipo, ai, mas eu quero você, nossa!
E elas têm uma paixão muito louca. Até, vamos invadir a casa dessa tua melhor amiga aí? Vamos! Ah, vamos cometer crimes? Vamos! Vamos a drogas? Vamos. Você fica, cara, pelo amor de Deus, esses filhos dos Bold aí não tem um pingo de personalidade, né? Qualquer pessoa que chega lá fala para eles, ah, vamos pular da ponte, bora, né? Pô, vai ser muito legal.
Eles são uns largados do caralho, né? Essa parte eu entendo até, eles são uns largadão, né? Acho que isso que a série explica assim, de chega um cara que claramente é perigoso e claramente é assim, muito red flag, mas pelo menos ele é autêntico, né? Eu entendo isso assim, no sentido de que o Tom chega pra conversar e ele tá com uma máscara gigante ali que ele mantém, que o irmão dele morreu num acidente, que não sei o quê, que ele quer que o Zeca escolha o homem que ele quer ser, pá pá pá.
E a Ana também parece ter um pouco mais de preocupação genuína, mas é muito aquela coisa de faça do jeito que eu quero, né? Então tem um controle ali. E chega o Max e fala assim, cara, vou te levar pra tomar um café, que você parece cansada. Como é que você tá? Vamos fazer uma road trip aqui sem avisar teus pais? Eu entendo um pouco mais, assim, eu acho que essa parte funciona. Mas de novo, são muito mais personagens que você entende do que você de fato se preocupa na maioria do tempo, né?
E a atriz, cara, ela parece muito a Dakota Johnson. Fiquei meio confuso assim no começo, só que é irmã dela, não sei, ficou um pouco esquisito assim, mas é só impressão de coincidência, né? The perfect lunch combo.
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No final ela até se redime, né, enganando a Neivinha na prisão. Que aliás, as soluções assim são todas muito— porque assim, os Bolden realmente pagaram para alguém implantar provas na casa do Max Keyer. Isso aí ficou provado que, né, eles cometeram crimes. Ela tá, deu um tiro nele, mas ele tava perseguindo, dá até para entender. Mas enfim, várias coisas acontecem e daí no final, ah não, revelamos realmente realmente que o Max Key era do mal, né?
Ele vai lá, tenta sufocar a Ana, daí ele é preso, daí ele consegue fugir da viatura de polícia porque o policial também é burro, né? Então daí também ele consegue fugir. Daí, ó, tá tendo um furacão, daí os cara tão na casa, não, temos que sair. Daí alguém bate na porta, ah, é a polícia. Não, Max Key fugiu, ele é um assassino muito perigoso e a gente agora acredita que ele tá atrás de vocês. Desculpem a confusão, podemos dar uma checada na casa?
Pode deixar a casa inteira. Então, galera, esse assassino muito perigoso que está atrás de vocês, ele Ele quer matar vocês mesmo, ele é muito perigoso. E aí nós vamos embora e vamos deixar você sozinho, beleza? Tchau. Vocês ficam, que porra tá acontecendo? E daí a polícia vai embora, o Max Key, ele tá no telhado, ele tá lá tipo assim no telhado, ele fica, ah, gente, não, mas isso não é o pior, cara.
O pior é aquele arrombado, aquele moleque tinha que ter perdido todos os dedos, que ele vai lá, ah, então estamos sendo perseguidos por um cara super perigoso que me drogou por meses, botou a filha dele para fingir que era minha namoradinha e me fudeu e aí eu vou abrir a janela, enfiar meu cabeção para fora, que eu ouvi um barulho no teto. Eu não vou avisar ninguém, eu não vou achar estranho, eu vou abrir a janela da minha casa e enfiar a cabeça para fora.
Aí você merece morrer, né, cara? Aí a seleção natural agindo, né? Entendeu? Essa, cara, essa eu pausei e falei: não, não, não, não, não, não.
Um comentário aleatório: vocês sabiam que o moleque que interpreta o Zeque é filho da Kate Winslet?
Caralho, não sabia!
Nossa, com essa cara de banana!
É Joe Anders, nome dele, né? Ele é filho da Kate Winslet com o Sam Mendes.
Vai, né?
Pô, baby, ainda é um né, pô, baby. Essa cena só tem uma coisa muito legal, que é quando ele olha para cima e o Max Keaton tá lá e ele pula no— porra, essa cena é muito boa, cara! Eu adorei o jeito que filmaram isso, é aquele estilo do filme de 91, né? Mas pô, é muito legal, cara, essa cena é muito boa. Depois as coisas vão se desenrolando e tal, eu acho que fica fica bem interessante, né? Mas e aí, daí te dá o final, a família tá todo mundo bem, o Tô tinha sido preso, né?
Porque enfim, cometeu crimes, a Neta tinha sido presa, o Zé que tava lá no tratamento psiquiátrico comendo o dedo, é, mas daí tipo, ai, eu fugi porque eu fiquei bem, melhorei. É meio do nada assim, por isso que eu falei, no final as coisas aceleram muito.
Ah, fiquei bem, é que tudo fica acaba bem não muito rápido, mas é muito súbito assim. Daí você acaba tendo decisões, tipo, você fala, pô, beleza, mas você não tinha que estar preso? Você não tinha que estar lidando com todas as questões da tua saúde mental? Tipo, parece que meio que corre contra o tempo só para mostrar assim, tipo, ah, mas na fachada eles voltam a ser uma família.
É que como eles aceleram demais no final, eles têm que ficar apelando para Deus ex machina atrás de Deus ex machina, resolve muito rápido tudo assim. O plano, cara, o Max Keir arquitetando aquilo por 17 anos, fazendo contato com a filha e os caralho, e ele cai em tudo muito rapidinho assim. Assim, né, o ponto de virada ali não tem nada que acontece que muda o jogo. Aí ainda descobre umas paradas e é meio que isso assim, eu acho um pendrive.
É, no último segundo possível chega uma mensagem da amiga dela lá com a certidão de nascimento do Luke Key e ela vai usar isso. Daí o Deus Ex Machina ali, acho que o Thiago tá falando, talvez o mais, né, é quando o Zeca que tá completamente drogado. Daí ele tá lá na piração dele, daí o rosto do Max Kelly começa a tocar pro rosto do pai dele, ele levanta drogado mesmo e impede a irmã de tomar um tiro.
Você fica, cara, que que tá rolando?
O cara do nada, ele tava numa trip muito louca, daí do nada ele, não, opa, fiquei meio sóbrio aqui, pá, foi mal, tava doidão. Eu acho que acelerou muito assim. Claro que a melhor opção seria tirar algumas coisas da série, né? Mas assim, cara, se agora você tem que entrega um episódio a mais, não vai caber no orçamento, né? Mas sei lá, eu achei que correu muito o final, né? Para uma série que soube manter o ritmo muito bem, e daí no final você dá uma acelerada assim, não estragou a série, não é isso.
Eu ainda acho o começo muito sensacional, né? A partir do primeiro momento você já tá muito vidrado na série. Mas essa aceleração final, e aí o final final mesmo, a Neta, ele tá com uma carta na mão, que é um exame de DNA, que tá lá, ah, sigiloso e tal. Só que aparentemente ela não abriu, né? Que eu acho que a grande questão é: a Neta, ela é filha do Max Keir mesmo?
Nem comentamos isso, né?
Tanta coisa, né, de revelação. Mas é que assim, o Max Keir abusou da Ana, né? Porque enfim, embebedou ela e tal, abusou, né? A Ana sofreu uma violência, ela engravidou. E ela, ah, eu não sei se era do Paul ou se era era do Max Key, mas não é do Tom. Que daí no final o Tom fala que não, a gente nunca se envolveu antes, durante o julgamento a gente não teve envolvimento nenhum, foi só depois. Só que daí ela tava com aquela carta, cara, e se ela for filha do Tom significa que o casal tá mentindo de novo.
Se ela for filha do Max Key, tá, confirmo que a Ana fala lá no final sob pressão, tipo, não, ela é tua filha mesmo. Eu não sei, ela tá com a carta, deixa a carta de lado, vai comer uns hamburguinhos, daí ela chama o Tom de pai Beleza, então comendo hambúrguer, daí o Tom ficou olhando lá para o meio do mato, depois a Ana ficou olhando para o meio do mato. E você fica, cara, será que eles querem só dizer que tipo, tá, aquela família nunca mais será tranquila novamente?
Ou será que estão falando uma segunda temporada? Não, é que você pulou um detalhe importante, que eles não matam o Max Caine, né? Aí que eu quero chegar, que é extremamente questionável, né? É porque assim, cara, no livro, nos dois filmes Há toda uma discussão de essa família que é muito boazinha, muito certinha, tem que apelar para a selvageria de matar alguém. De novo, não é dizendo se tá certo ou se tá errado, eles fizeram o que tiveram que fazer para se salvar.
Só que não deixa de ser um ato de violência. Essa que é a grande discussão do livro, porque o livro depois tem um capítulo a mais, né? Depois de ter matado Max Carey, o que que o Bolden começa a pensar? Ele fica completamente perturbado. Apesar do jeito que ele matou no livro, é um jeito meio indireto assim, não é uma coisa tão tipo ele foi lá É um jeito meio, meio sem querer assim, mas ele fica muito perturbado. Nos filmes também fica aquela coisa, pô, ele teve que quebrar com o código pessoal dele, ele teve que ir contra o que ele acreditava.
Aqui eles estão sufocando o cara na piscina, vão matar o Max Key, daí eles veem a Neta gritando isso, mata ele! Daí a Ana, Tom, vamos deixar ele na prisão. Você fica, cara, para mim ficou muito incoerente com os personagens assim, não conseguiu me convencer que aqueles dois teriam aquela aquela decisão para preservar os filhos de ver os pais matando alguém. Eu não consegui comprar isso porque eles deixavam o filho tão largado.
É uma decisão mais cínica até, porque ela fala, né, ela fala assim, não, deixa ele morrer numa, né, ela fala, deixa ele apodrecer atrás das grades, assim seria mais ou menos isso que a gente, é o termo que a gente usaria.
Mas eu não entendo como algo moral, eu entendo como algo assim de, cara, se ele morrer é muito bom para ele. É muito fácil, ele já tava querendo morrer. Tipo, ele faz tudo aquilo já sabendo que ele vai morrer, né? No final ali provavelmente ia ser um assassinato seguido suicídio. Então é uma coisa mais de punição mesmo. Tipo, a punição de verdade para ele é voltar para cadeia.
E até mesmo uma coisa hipócrita daquela família assim, que tipo, mesmo depois de tudo isso, de ter toda a sua hipocrisia, sua fachada destruída, eles ainda vão fingir que não, a gente não matou, a gente apelou para justiça. Tipo, um jeito que, ó, mas eles se colocassem de novo numa posição de superioridade. Assim, eles não aprenderam nada, nada com o que aconteceu. No sentido assim, não que o certo seria matar, mas assim, que eles vão voltar para aquilo de antes, que é: não, nós somos certos, nós seguimos a lei, mesmo depois de tudo que aconteceu.
O Tom até tem uma conversa com o filho que ele fala sobre o suicídio do irmão, então mostra até algum progresso. Mas aí na cena final eles estão lá naquela mesma coisa daquele churrasco. Cara, que coisa mequetrefe, né? Puta, eu sei que isso daí não é que a série tá fazendo, é que faz isso. Mas chamar aquilo de churrasco é um crime, né? É um crime. Todos os ouvintes gaúchos morreram agora, assim, tiveram um ataque cardíaco e infartaram vendo o cara fazendo um hamburguinho safado na grilha, né?
Mas enfim, tem essa coisa assim de manter as aparências, né? Eles vão voltar a ser a familhinha perfeita, apesar de que eles não resolveram nada, né? Porque eles tinham um medo ali mantido soterrado de que o Max Cady poderia voltar a exigir vingança, e eles vão continuar tendo esse medo. Né, porque conseguiu sair da prisão uma vez. Eu acho isso interessante assim, eles usam até o recurso visual, né, as coisas estarem— não é bem um preto e branco, né, é um avermelhado, né?
É, tem um avermelhado e tem um descolorido meio cromado assim. Ah, meio negativo. É, exato, exato. Então acho até legal assim, acho bem incrível que os personagens fariam isso assim, porque sei lá, eu não invalido o fato de que o Zeque espalhou foto da ex fotos íntimas. Não invalida o fato de que o Tom tem uma relação completamente inapropriada com a colega de trabalho. Não invalida o fato de que a Ana é uma hipócrita do caralho.
Então assim, tem várias coisas que não voltam atrás, né? Eles só retornam ali a manter as aparências, né? Então acho que como desfecho para família faz sentido mesmo.
E eu acho que daí também reforça muito aquela ideia de que o Max, que ele tá preso, mas ele vai ser sempre uma presença naquela família. Então eles sempre vão olhar pelo ombro lembro, né? Assim, meio que de certa forma a vingança dele foi cumprida, não do jeito talvez que ele queria, mas sabe quando você planta a semente assim na pessoa? Ele alugou um triplex na cabeça deles para sempre, né? E mostra que tipo, até o fato da Nétaly pegar ali o exame de DNA e não abrir mostra como ele sempre vai estar pairando. Ele vai estar ali, ele não tá presente, mas ele tá na mente de todos eles.
Tirando os filhos ali que são meio frutos de todo esse processo, tá todo mundo errado ali, né? Tipo, claro, Max Keyer é o pior ali dentre os três, né? Mas os três são uns merda, né? Fazendo um monte de coisa errada e passando por cima de processo e tal. Então faz um pouco de sentido eles terem esse final um pouco mais feliz, mas ao mesmo tempo, né, sempre tá olhando por sobre o ombro, né? O que me incomoda pensando agora é que tem um monte de coisa que o Max faz também que que é muito sobrenatural quase, né?
Tipo, pô, ele tem tempo de matar o cara lá que a Ana ajudou a tirar da cadeia enquanto a Neta ali tá dormindo, mas ele tem tempo de sumir com o carro do cara, esquartejar enquanto ela tá tirando uma sonequinha no carro dele. Aí depois, como que ele coloca aquela mala lá? Como que ele foi lá e convenceu o pai da Ana a falar contra ele? Tem várias coisas que ele faz que fica muito no limite assim de completamente sobre humano e que a série, tipo, ah, é que o Max Cady ele tem uma lábia, né, cara?
Pô, você tá vendo aí que é o Javier Bardem, né? Você sabe que ele vai convencer todo mundo a fazer o que ele quiser, né?
Para mim, acho que o que me incomodou no final é só se vai ter uma segunda temporada ou não. Se não tiver segunda temporada, achei o final muito legal. Agora, se tiver uma segunda temporada, eu vou ter que repensar que aquele final ficou muito esquisito. Mas eu espero que não tenha, né? Espero que eles não cometam esse erro, que funciona como uma minissérie, né? Apesar de ter uma coisinha ou outra outra aí que a gente não gostou, mas continua sendo uma boa série, né? Vale muito a pena assistir, acho que ela é muito legal.
No fundo é uma série que consegue muito bem expandir o material de origem e também consegue trazer algo novo sem ficar preso nos filmes, que são os mais famosos, né?
Porque você não fica datado, né?
Você não tem aquela impressão de assim, ah, eu já assisti isso antes, pô, eu assisti o filme de 91, não precisa assistir a série. Não, conseguem atualizar bastante os temas e conseguem expandir de uma maneira interessante.
Tanto que até nos próprios créditos, né, eles colocam baseado no livro The Executioner e nos filmes, e daí coloca o nome dos roteiristas, né, porque é meio que essa amálgama de várias ideias e trazendo para década de 2020, né.
Mas é uma série que passa ali, acho ainda que vale sim a visualização. Mas a gente também quer saber de vocês que estão nos ouvindo, o que que vocês acharam, né? Funcionou a minissérie? Acharam legais essas mudanças? Não é Mas assim, não dá para dizer que ela não tá adaptada ao nosso tempo. Acho até que a série usa muito bem a questão de celular e tal. Acho que tá muito bem integrado, não fica aquela coisa meio alienígena assim, de tipo, tem uma história e daí não, vamos colocar celular agora na história, aquela coisa estranha, né?
Acho que tá tudo muito bem funcionando, né? É realmente uma coisa que se passa em 2026, a gente realmente acredita nisso. Mas aí, gostaram disso? Foi uma boa escolha? O que que vocês acharam que a gente gente também quer saber.
Então contem pra gente. E vocês nos encontram nas nossas redes sociais. A gente tá no TikTok, Twitter e Bluesky como RDMcast, no Instagram e Facebook como República do Medo. Tem o nosso site que é republicadomedo.com.br. E caso você queira escrever um email, você pode enviar para contato@republicadomedo.com.br.
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É isso, meu povo, a gente vai ficando por aqui. Muito obrigado pelo pelo carinho, pela atenção, e até quinta que vem. Até!